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SOBRE O RELATÓRIO ÍNDICE GRI EXPEDIENTE CONTATO GRUPO CCR VERSÃO IPAD + A | - A

Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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PERFIL

O Grupo CCR

Um dos maiores

conglomerados privados de

infraestrutura da América

Latina, com negócios em

concessões de rodovias,

inspeção veicular, transmissão

de dados, transporte de

passageiros sobre trilhos e

meios eletrônicos de

pagamento.

LEIA

SÍNTESE DE DESEMPENHO

Síntese de

desempenho

Novos negócios,

fortalecimento da governança,

bom desempenho econômico e

retorno ao ISE-Bovespa

marcaram o ano de 2011.

LEIA

GOVERNANÇA CORPORATIVA

Transparência e

boas práticas

A governança na CCR

considera impactos, riscos e

oportunidades do negócio sob

a ótica da sustentabilidade.

Em 2011, formalizamos

comitês ligados ao tema.

LEIA

NEGÓCIOS

Resultados do ano

Em 2011, o Grupo CCR teve

um lucro líquido 33,9% maior

do que em 2010, e o setor de

infraestrutura rodoviária vive

momento de alta

competitividade e grande

potencial para investimentos.

LEIA

TEMAS PRIORITÁRIOS

Definição de

prioridades

Mapeamos os impactos de

nossas operações e definimos

como temas prioritários

acidentes, resíduos sólidos,

emissões, congestionamentos

e consumo de água e energia.

LEIA

PESSOAS

Gestão de Pessoas

Um dos objetivos da CCR é

promover um ambiente de

trabalho capaz de atrair

talentos abertos à inovação e

reter os melhores

profissionais, investindo na

formação e no

desenvolvimento das equipes.

LEIA

SOCIEDADE

Responsabilidade

social corporativa

Nossos investimentos sociais

têm foco no desenvolvimento

de programas com as

comunidades do entorno das

rodovias para promover

esporte, lazer e acesso a

cultura e educação.

LEIA

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

RAS 2011

Perfil

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Perfil

O Grupo CCR

Mensagem do

Presidente

Empresas do Grupo

Missão e Valores

Prêmios

O Grupo CCR

Atuando em segmentos como

concessão de rodovias e

mobilidade, o Grupo CCR é um

dos maiores conglomerados

de infraestrutura da América

Latina.

LEIA

Mensagem do

Presidente

O ano de 2011 foi de grande

evolução na CCR, com

aumento de receita, de lucro e

investimento em novos

negócios.

LEIA

Empresas do

Grupo

Nossos negócios englobam

concessões rodoviárias e

segmentos ligados ao

transporte e à transmissão de

dados.

LEIA

Missão e Valores

Prêmios

Nossos valores estão

baseados no crescimento das

pessoas, da empresa e no

desenvolvimento das regiões

em que atuamos.

Algumas das rodovias

administradas pela CCR estão

entre as melhores do país.

LEIA

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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PERFIL

O Grupo CCR

Atuando em segmentos como concessão de

rodovias, transmissão de dados e transporte, o

Grupo CCR é um dos maiores conglomerados

privados de infraestrutura da América Latina.

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Perfil

O Grupo CCR

Mensagem do

Presidente

Empresas do Grupo

Missão e Valores

Prêmios

INDICADORES GRI

2.1 | 2.3 | 2.4 | 2.5 |

2.6 | 2.7 | 2.8 | 2.9

Com 13 anos de história e um portfólio que agrega empresas dos segmentos de

concessões de rodovias, inspeção veicular, transporte de passageiros sobre trilhos e

meios eletrônicos de pagamento, o Grupo CCR está entre os maiores conglomerados

privados de infraestrutura da América Latina e, em termos de receita, é líder nacional

no setor.

Mais de 2.400 quilômetros de rodovias estão sob a administração das

concessionárias da CCR – entre elas a Via Dutra, que conecta as capitais de São

Paulo e Rio de Janeiro, o trecho oeste do Rodoanel Mário Covas, na capital paulista,

o sistema Anhanguera-Bandeirantes e a rodovia Castello Branco, eleita em 2010 e

2011 a melhor ligação viária do país pela Confederação Nacional do Transporte

(CNT).

Presente em três estados, o

Grupo CCR emprega 10 mil

pessoas no Brasil e teve

receita operacional líquida de

R$ 4,577 bilhões ao longo de

2011

Com presença no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o Grupo CCR emprega

cerca de 10 mil pessoas no Brasil e teve receita operacional líquida de

R$ 4,577 bilhões ao longo de 2011 – 21,2% a mais que no ano anterior.

Após aprovação em assembleia geral de acionistas, no início de 2012, o objeto social

da Companhia foi complementado, de forma a incluir a possibilidade de atuação no

setor de infraestrutura aeroportuária. Nesse sentido, na mesma assembleia, foi

aprovada por maioria dos presentes, com abstenções dos Grupos Controladores

Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, a aquisição de participações detidas, direta e

indiretamente, pelos referidos Grupos Controladores nos aeroportos internacionais

de Quito, no Equador, de San Jose, na Costa Rica (participações detidas pelo Grupo

Andrade Gutierrez), e de Curaçao (participação detida pelo Grupo Camargo Corrêa).

A entrada no setor de infraestrutura aeroportuária reflete a busca pela diversificação

do portfólio, nacionalmente ou no exterior.

Além do segmento de concessões de rodovias, conduzido por nove unidades de

negócio, o Grupo, sediado em São Paulo (SP), também atua na área de arrecadação

automática de tarifas de pedágios e preços de serviços de estacionamento com o

sistema Sem Parar / Via Fácil, operado pela STP, do qual a CCR detém 38,25% de

participação acionária.

A Companhia também possui 45% do capital social (50% das ações com direito a

voto) da Controlar – empresa que executa, desde 2008, o serviço de inspeção


veicular obrigatório na cidade de São Paulo. Em 2010, foi criada a SAMM, empresa

que, visa à exploração e à prestação, por conta própria ou de terceiros, de serviços

de transmissão de dados, atividades correlatas e participação no capital social de

outras sociedades.

Em 2010, um importante passo para a CCR foi dado com a inauguração das primeiras

estações da Linha 4–Amarela do Metrô de São Paulo. A linha é administrada pela

concessionária ViaQuatro, da qual o Grupo CCR detém 58%, responsável por uma

Parceria Público-Privada assinada com o governo do estado de São Paulo. No início

de 2012, o ramal já transportava cerca de 600 mil passageiros diariamente ao longo

de seis estações: Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã. Em 2014,

quando as obras forem concluídas, serão 12,8 km, 11 estações e o dobro do

movimento.

A diversificação do portfólio, alinhada à busca pela perpetuidade dos negócios e ao

investimento no mercado nacional, está no centro da estratégia da CCR – que foi

criada em 1998 a partir da unificação de ações detidas pelos grupos Andrade

Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht (acionistas originais da Companhia).

Desde 2000 no mercado de capitais, o Grupo foi o primeiro a ingressar no Novo

Mercado, segmento mais exigente da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros

(BM&FBovespa), em 2002, quando fez sua emissão primária de ações. Hoje, 48,78%

do capital social da Companhia estão no Novo Mercado. Ao longo de dez anos,

tornou-se referência na área de governança corporativa, passando a integrar índices

como o IBrX-50 (que lista as 50 ações com maior liquidez da bolsa), o Índice de Ações

com TagAlong (Itag), o Índice de Governança Corporativa (IGC) e o Ibovespa.

Composição acionária

Acionista Ações Ordinárias %

Andrade Gutierrez (1) 300.149.836 17,00%

Camargo Corrêa (2) 300.149.832 17,00%

Soares Penido Concessões S.A. (3) 304.004.776 17,22%

Novo Mercado 861.282.756 48,78%

Total: 1.765.587.200 100,0%

Nos últimos anos, a CCR também tem buscado incorporar índices de referência na

área de sustentabilidade, como resultado da evolução do tema na governança e em

suas operações. Em 2010, ingressou no Índice Carbono Eficiente (ICO2), que tem

como objetivo listar as empresas que adotam práticas transparentes em relação a

suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). No ano passado, estabeleceu como

meta – e conseguiu – retornar ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), do

qual já havia feito parte em 2006, 2007 e 2008, refletindo seu amadurecimento em

relação a questões econômicas, ambientais e sociais vinculadas à sustentabilidade.

O posicionamento sólido, a segurança e a estabilidade dos segmentos em que atua

– sobretudo o de concessões, que gera receita, lucro e estabilidade para acionistas

e stakeholders diversos ao longo de décadas, conforme os contratos de concessão –,

fez com que a Companhia dobrasse de tamanho entre 2005 e 2010. Para cumprir a

meta estabelecida de crescer na mesma medida até 2015, tem investido em

atividades conexas ou relacionadas ao seu objeto social, além da concessão de

rodovias, que contribuem para o desenvolvimento das regiões onde atua, como

transporte sobre trilhos, inspeção veicular e infraestrutura aeroportuária.

Conheça +

Destaques da história

do Grupo CCR

1998

A partir da união de concessionárias, é criada a Companhia de Concessões

Rodoviárias – hoje, CCR S/A.

1999

Em 1º de junho de 1999 a CCR inicia as suas atividades em São Paulo.

2000


A CCR registra-se como Companhia de capital aberto e ingressa na Bolsa de

Valores de São Paulo.

2001

Grupo Brisa, de Portugal, entra no grupo de acionistas controladores com

ampla experiência na área de concessões de rodovias.

2002

Grupo faz sua primeira oferta pública de ações e ingressa como primeira

empresa no Novo Mercado da BM&FBovespa. Paralelamente, adota modelo de

gestão compartilhada, com a criação de centros de serviços compartilhados de

administração e engenharia.

2003

Companhia adquire ações da STP (Serviço de Tecnologia de Pagamento), que

atua na área de pagamentos eletrônicos de pedágios e estacionamentos.

2004

Segunda oferta pública de ações, com ampliação de capital em R$ 375 milhões,

é realizada no Novo Mercado. No mesmo ano, a CCR conclui a aquisição da

CCR ViaOeste, responsável por 168,6 km de rodovias no estado de São Paulo.

2005

Participação acionária na CCR RodoNorte, que opera rodovias no estado do

Paraná, é ampliada para cerca de 86%.

2006

Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo (ViaQuatro) assina a

primeira Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil com o governo de São Paulo.

A responsabilidade é operar, até 2038, a Linha 4–Amarela do metrô

paulistano, com 12,8 km de extensão.

2007

CCR abre escritórios no México e nos Estados Unidos. Por meio da Brisa,

assina um contrato de concessão da Northwest Parkway, LLC, em Denver

(EUA).

2008

CCR formaliza duas aquisições de relevância: por um lado, compra 40% de

participação acionária na Renovias por meio de sua controlada Companhia de

Participações em Concessões (CPC). Por outro, assina o contrato de

concessão do trecho oeste do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, por meio

da concessionária CCR RodoAnel.


2009

Terceira oferta pública de ações é realizada, com ampliação de capital social

para cerca de R$ 2 bilhões. Além disso, a Companhia vende sua participação

na Northwest Parkway, LLC, para a Brisa, e adquire 45% do capital social

(50% das ações com direito a voto) da Controlar, responsável pelo programa

de inspeção veicular da cidade de São Paulo.

2010

Grupo Brisa vende suas ações e sai do rol de acionistas controladores – com

isso, CCR amplia sua oferta de ações no Novo Mercado para aproximadamente

49% (48,78%). Linha 4–Amarela do metrô inicia suas operações com as

estações Paulista e Faria Lima.

Grupo CCR passa por processo de reorganização societária para otimizar a

gestão de ativos. A Actua Serviços Compartilhados Ltda. é incorporada pela

holding CCR, que cria a Divisão Actua; a Engelog Centro de Engenharia Ltda.,

por sua vez, é incorporada pela Companhia de Participações em Concessões

(CPC), criando as divisões Engelog e Engeloctec. Cria a SAMM, empresa que

visa a atuar no segmento de transmissão de dados por fibra ótica, por conta

própria ou de terceiros. No mesmo ano, a Companhia conclui a aquisição da

CCR SPVias, ao custo de R$ 1,3 bilhão.

2011

Em linha com a diversificação no portfólio, a CCR tem sua razão social alterada

e passa a se chamar “CCR S.A.”. No mesmo ano, volta a fazer parte do Índice

de Sustentabilidade Empresarial (ISE) na BM&FBovespa. A Linha 4–Amarela,

administrada pela ViaQuatro, passa, também, a operar em horário integral com

seis estações – Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã –,

transportando 600 mil usuários diariamente.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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PERFIL

Mensagem do

Presidente

O ano de 2011 foi de grande evolução na CCR,

com aumento de receita, de lucro e

investimento em novos negócios.

Perfil

O Grupo CCR

Mensagem do

Presidente

Empresas do Grupo

Missão e Valores

Prêmios

INDICADORES GRI

1.1 | 1.2

Desde sua criação, a partir da unificação de negócios de grupos empresariais com

tradição no segmento de concessões, em 1998, a CCR possui relação direta com o

desenvolvimento do Brasil. Passados 13 anos de atividades, somos uma das maiores

empresas de infraestrutura da América Latina, com cerca de 10 mil colaboradores e

2,4 mil quilômetros de rodovias sob administração das Unidades de Negócio.

Crescemos, enfim, junto com o País e nos tornamos mais diversificados e criativos

para responder aos desafios e demandas que se projetam nos cenários nacional e

internacional.

O ano de 2011 representou importantes evoluções para a CCR, tanto no que

concerne aos negócios quanto em relação à governança e à sustentabilidade.

Mesmo diante da conjuntura econômica instável no mercado exterior, o desempenho

econômico-financeiro ficou dentro das expectativas: a receita operacional líquida do

ano, que exclui a receita de construção, foi de R$ 4,577 bilhões, 21,2% a mais que

em 2010; o lucro líquido também foi 33,9% maior, atingindo R$ 899,4 milhões. O

tráfego nas rodovias sob concessão, nossa principal fonte de receita, cresceu 10,8%

em relação a 2010 – garantindo o lucro, o retorno de investimentos nas Unidades de

Negócio e a distribuição de dividendos para nossos acionistas.

Em todos os nossos negócios,

buscamos práticas e modelos

de gestão comprometidos com

o desenvolvimento sustentável

Importantes negócios também foram iniciados ou ganharam força durante o ano,

como, por exemplo, o início da operação em horário integral da Linha 4–Amarela do

metrô de São Paulo, que transporta 600 mil pessoas por dia na maior metrópole da

América Latina.

A CCR, mediante aprovação de seu Conselho de Administração, também começou a

analisar em 2011 seu ingresso no setor de infraestrutura aeroportuária – processo

que contou com prévia análise técnica e consultiva de um Comitê Independente,

adotando-se as melhores práticas de governança corporativa do País. A entrada no

setor de infraestrutura aeroportuária e a aquisição de ativos nesse setor, detidos

por dois dos três grupos controladores, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, além

de analisada e aprovada pelo Comitê Independente, foi aprovada pela maioria dos

acionistas presentes na Assembléia Geral Extraodinária de Acionistas realizada em

16 de janeiro de 2012 e a aquisição da participação do Grupo Andrade Gutierrez, no

Aeroporto de San José, na Costa Rica e do Aeroporto de Quito, no Equador e do

Grupo Camargo Corrêa, no Aeroporto de Curaçao, foi aprovada por quase a

totalidade dos acionistas presentes na assembleia geral (99,88%), considerando-se

as abstenções dos referidos Grupos Controladores, em linha com o disposto no

Parecer de Orientação nº 35/2008 da CVM.


A ideia é buscar e investir em novos negócios no segmento, que está em plena

expansão no Brasil e no exterior. Até a data da publicação deste Relatório, foi

celebrado o Contrato de Compra e Venda dos ativos referentes à participação do

Grupo Andrade Gutierrez no aeroporto de Quito, no Equador. O contrato prevê o

cumprimento de algumas condições precedentes, tais como a aprovação de

financiadores para que então se dê a conclusão financeira do negócio e a CCR passe

a deter a respectiva participação acionária.

Por meio de aditivo contratual, o prazo de concessão das rodovias RJ-124 e RJ-126,

administradas pela CCR ViaLagos foi prorrogado por 15 (quinze) anos, visando ao

reequilibrio econômico-financeiro do Contrato de Concessão em decorrência de

acréscimos às obrigações de investimentos da ViaLagos e da redução dos valores

das tarifas de pedágio. Com isso, conseguimos obter ganhos para todos os

stakeholders: reduzir as tarifas de pedágio para os usuários, reduzir os acidentes e

mortes nas estradas com obras de melhorias e investimentos de R$ 120 milhões

para a sociedade e reduzir emissões para o meio ambiente com menos acidentes e

congestionamentos, beneficiando usuários e comunidades de entorno ao mesmo

tempo em que garantimos a longevidade do negócio.

Em consonância com esse crescimento, a CCR tem buscado amadurecer e

implementar, em suas Unidades de Negócio, práticas e modelos de gestão

comprometidos com o desenvolvimento sustentável. Enxergamos de forma positiva o

cenário econômico estável do Brasil, que está prestes a receber eventos esportivos

de relevância internacional. Essas oportunidades, no entanto, devem vir

acompanhadas de uma consciência sólida a respeito das questões sociais,

ambientais e econômicas que envolvem nossos negócios.

Desde 2010, contamos com um programa corporativo de sustentabilidade inserido no

ciclo de planejamento estratégico, responsável por definir metas e perspectivas de

curto, médio e longo prazo de nosso compromisso socioambiental. No âmbito interno,

foi construída uma estrutura de governança para o funcionamento dessa estratégia

junto às Unidades de Negócio e lideranças. Hoje diversos comitês e grupos se

reúnem periodicamente e tratam do tema em toda a corporação.

Em 2010, realizamos estudos que identificaram nossos principais impactos e

externalidades sobre os stakeholders. Como resultado e reconhecimento deste

trabalho, voltamos a fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) na

BM&FBovespa. Definido como meta e critério de remuneração variável de nossos

executivos, o reingresso na carteira sinaliza o comprometimento e seriedade da

Companhia com o desenvolvimento sustentável. Praticando a transparência, a CCR

foi uma das oito empresas – entre 38 participantes da carteira – a divulgar

publicamente seu questionário ISE, tornando público o nosso movimento interno de

valorização da sustentabilidade – essencial para a geração de valor para Companhia

junto à sociedade brasileira e para o amadurecimento de nossa nova estratégia.

Nosso principal desafio, agora, é consolidar os processos de gestão que nos

tornarão uma empresa de referência em sustentabilidade no Brasil. Reconhecemos

os avanços que precisam ser realizados, bem como as oportunidades, os riscos e os

impactos de nossas atividades – desde os mais críticos, vinculados ao negócio de

concessão de rodovias, até os de caráter positivo, como o incentivo à mobilidade

sustentável por meio do metrô e o controle da poluição ambiental por meio da

inspeção veicular.

Neste relatório anual e de sustentabilidade, você terá a oportunidade de conhecer a

proposta e o modelo da CCR enquanto corporação, além de acompanhar alguns dos

movimentos que têm moldado uma nova cultura de negócios dentro de nossas

unidades e operações. Boa leitura!

Renato Vale

Presidente do Grupo CCR

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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Empresas do Grupo

Nossos negócios englobam concessões de

rodovias, inspeção veicular, transmissão de

dados, transporte de passageiros sobre trilhos

e meios eletrônicos de pagamento.

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Perfil

O Grupo CCR

Mensagem do

Presidente

Empresas do Grupo

Missão e Valores

Prêmios

INDICADORES GRI

2.2 | 2.8 | 3.6

CCR

Holding do Grupo CCR, que tem como objeto social (i) a exploração no Brasil e/ou no

exterior, direta ou indiretamente, e/ou através de consórcios, de negócios de

concessões de obras e serviços públicos, especificamente a prestação de serviços de

operação de estradas de rodagem, vias urbanas, pontes, túneis e infraestruturas

metroviárias e aeroportuárias; (ii) a prestação de serviços de consultoria, assistência

técnica e administração de empresas quando relacionados aos negócios indicados no

item (i) acima; (iii) o exercício de atividades conexas ou relacionadas ao objeto social,

direta ou indiretamente, inclusive importação e exportação; e (iv) a participação em

outras sociedades, na qualidade de quotista ou acionista.

Em 2010, mediante processo de reorganização societária do Grupo, com o objetivo

de simplificar e otimizar os ativos, incorporou sua controlada Actua Serviços

Compartilhados Ltda., criando a Divisão Actua, para a prestação de serviços de

gestão administrativa a todas as empresas pertencentes ao Grupo CCR.

CCR AutoBAn

CCR NovaDutra

Administra a mais extensa rodovia sob concessão da CCR, a Via Dutra (BR-116), que,

com 402,2 km, conecta o Rio de Janeiro a São Paulo.

Participação do Grupo CCR:: 100%

Prazo da concessão:: Até 1º de março de 2021

Premiada seis vezes pela NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de

Cargas e Logística) como melhor concessionária do Brasil, opera o sistema

Anhanguera-Bandeirantes (rodovias SP-330 e SP-348), que liga São Paulo à cidade

de Limeira. Os 316,8 km de estradas são os mais movimentados do grupo.

Participação do Grupo CCR: 100%

Prazo da concessão: Até 1º de janeiro de 2027

CCR ViaLagos

A empresa detém a concessão de 56 km das rodovias RJ-124 e RJ-106, que ligam os

municípios de Rio Bonito, São Pedro da Aldeia e Araruama, na região dos lagos do

Estado do Rio de Janeiro. Em 2011, a empresa teve o prazo de concessão estendido

em 15 anos, mediante aditivo contratual que prevê R$ 129 milhões em investimentos

nos próximos três anos por parte da CCR (leia mais em Sociedade e Negócios).

Participação do Grupo CCR: 100%

Prazo da concessão: Até 12 de janeiro de 2037


CCR Ponte

A responsabilidade da empresa é operar e manter a Ponte Presidente Costa e Silva

(Ponte Rio-Niterói), que tem 23,3 km de extensão.

Participação do Grupo CCR: 100%

Prazo da concessão: Até 1º de junho de 2015

CCR RodoNorte

As operações da empresa se concentram no norte paranaense. Sob sua

administração, estão as rodovias BR-376, que conecta Apucarana e São Luís do

Purunã, BR-277, entre São Luís do Purunã e Curitiba, PR-151, de Jaguariaíva a Ponta

Grossa, e BR-373, que liga Ponta Grossa ao Trevo do Caetano, totalizando 487,5 km

de estradas, além de mais 80,28 km de trechos de acesso distribuídos na malha

rodoviária.

Participação do Grupo CCR: 85,92%

Prazo da concessão: Até 27 de novembro de 2021

CCR ViaOeste

A empresa opera 168,6 km das rodovias Castello Branco (SP-280), Raposo Tavares

(SP-075), Senador José Ermírio de Moraes (SP-075) e Dr. Celso Charuri (SP-091),

entre a capital paulista e o oeste do Estado. A Castello Branco foi eleita, em 2010 e

2011, a melhor do Brasil, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2011.

Participação do Grupo CCR: 100%

Prazo da concessão: Até 30 de dezembro de 2022

CCR RodoAnel

Opera o trecho oeste do Rodoanel Mário Covas, sistema viário que organiza o fluxo

de acesso e tráfego de veículos entre diversas rodovias que dão acesso a São Paulo

(SP). O trecho sob concessão, de 32 km de extensão, conecta cinco rodovias – entre

elas, a Raposo Tavares, a Castello Branco, a Anhanguera e a dos Bandeirantes,

todas administradas pelo Grupo CCR.

Participação do Grupo CCR: 95%

Prazo da concessão: Até 1º de junho de 2038

CCR SPVias

Mais de 2.400 quilômetros de

rodovias estão sob a

administração das

concessionárias da CCR

Adquirida em outubro de 2010, a empresa administra trechos das rodovias paulistas

SP-280, SP-255, SP-127, SP-258 e SP-270, ao longo de 516 km de extensão.

Participação do Grupo CCR (por meio da CPC): 100%

Prazo da concessão: Até 10 de outubro de 2027

Renovias

A empresa administra as rodovias SP-215, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350, que

ligam Campinas (SP) ao Sul de Minas Gerais ao longo de 345,6 km.

Participação do Grupo CCR (por meio da CPC): 40%

Prazo da concessão: Até 14 de junho de 2022

Controlar

A concessionária implantou e executa o programa de inspeção veicular da cidade de

São Paulo desde 2009. Em 2011, 3.202.878 veículos foram inspecionados.

Participação do Grupo CCR (por meio da CPC): 45%

Prazo da concessão: Até 05 de maio de 2018

ViaQuatro

Concessionária é a primeira Parceria Público Privada (PPP) do setor de mobilidade

urbana do Brasil e opera a Linha 4–Amarela do metrô de São Paulo. Até o final de

2011, as seis estações da fase I já estavam em operação integral, das 4h40 à 0h –

Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã. Quando concluída a fase II,


a linha terá 12,8 km de extensão e 11 estações.

Participação do Grupo CCR: 58%

Prazo da concessão: Até 21 de junho de 2040

STP

A base de operações da STP (Serviços e Tecnologia de Pagamentos) está nos

sistemas eletrônicos Sem Parar/Via Fácil, presentes em shoppings, aeroportos e na

cobrança automática de pedágios.

Participação do Grupo CCR: 38,25%

CPC

A Companhia de Participações em Concessões (CPC) tem por objetivo avaliar as

oportunidades de novos negócios, em processos de licitação ou em aquisições

diretas, bem como realizar a administração de eventuais novos negócios. Detém,

desde 2008, participação de 40% na Renovias e, desde 2009, participação de 45%

da Controlar (50% do controle societário). Em outubro de 2010, passou a controlar

integralmente a SPVias, mediante a aquisição de 100% das ações representativas

de seu capital social.

Também em 2010, incorporou a Engelog, que tinha como objeto social a prestação de

serviços técnicos de engenharia e gerenciamento de obras, bem como a prestação

de serviços de tecnologia da informação para as empresas controladas da CCR.

Mediante a incorporação, essas áreas foram reestruturadas, criando,

respectivamente, a Divisão Engelog e a Divisão Engelogtec, ambas com autonomia

de gestão e foco nos resultados em suas áreas de atuação. A incorporação teve o

objetivo de propiciar uma melhor gestão dos ativos do Grupo CCR, além de oferecer

um importante diferencial competitivo no processo de análise e avaliação de novos

negócios.

Participação do Grupo CCR: 100%

Actua Assessoria, Parques e Inovap 5

Estas empresas têm por objetivo a prestação de serviços às controladas da CCR, de

acordo com os respectivos objetos sociais. A Actua Assessoria detém ainda

participação minoritária em algumas das empresas pertencentes ao Grupo CCR, tais

como a Ponte, ViaLagos, CPC, SAMM e CPCSP.

Participação do Grupo CCR: 100%

CCR México

Tem como objetivo principal prospectar, em território mexicano, os mercados de

concessões rodoviárias e de infraestrutura de trens subterrâneos (metrô).

Atualmente, esta controlada não detém nenhum contrato de concessão.

Participação do Grupo CCR: 100%

CCR Estados Unidos

Empresa cujo objetivo principal é prospectar negócios de concessão nos Estados

Unidos. Atualmente, esta controlada não detém nenhum contrato de concessão.

Participação do Grupo CCR: 100%

SAMM

Empresa que tem como objeto social a exploração e prestação, por conta própria ou

de terceiros, de serviços de transmissão de dados, bem como atividades correlatas e

participação no capital social de outras sociedades.

Participação do Grupo CCR: 100%

CPCSP

Empresa cujo objeto social é a participação no capital de outras sociedades.

Participação do Grupo CCR: 100%

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

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Missão e Valores

Nossos valores estão baseados no crescimento

das pessoas, da empresa e no desenvolvimento

socioeconômico e ambiental das regiões em

que atuamos.

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O Grupo CCR

Mensagem do

Presidente

Empresas do Grupo

Missão e Valores

Prêmios

INDICADORES GRI

4.8

Definição do Negócio da CCR

Viabilizar soluções de investimentos e serviços em infraestrutura, contribuindo para o

desenvolvimento socioeconômico e ambiental das regiões em que atua.

Os objetivos do Grupo CCR

Com o objetivo de valorizar o negócio da Companhia de maneira ética e responsável,

os profissionais do Grupo CCR norteiam os esforços de alcançar as metas e cumprir

as diretrizes estabelecidas pelos acionistas por crer:

Na importância da parceria entre a iniciativa privada (empresários,

investidores, financiadores) e o Estado para o desenvolvimento do setor de

infraestrutura do País.

Na atividade empresarial de vanguarda, sustentada na ousadia da

proatividade, na segurança da previsibilidade, na simplicidade, na

confiabilidade das informações e na seriedade das negociações.

Na busca legítima de resultados econômico-financeiros.

Na prestação de serviço público de qualidade, voltado para atender às

necessidades dos cidadãos, como fundamento da perpetuidade do negócio.

Na responsabilidade social, na preservação da vida e do meio ambiente.

Na capacidade criativa, realizadora e transformadora do ser humano,

trabalhando em equipe, com mentalidade empresarial, levando a organização

a superar desafios e limites.

Na gestão participativa e na remuneração por resultados, fundamentada na

avaliação da contribuição individual, para viabilizar o comprometimento das

pessoas e agregar valor ao negócio.

Conheça +

Nossos valores

Desprendimento – o caminho para o crescimento das pessoas e da empresa.

Integridade – fundamento das relações pessoais e profissionais.

Ousadia – proatividade, criatividade e persistência para buscar desafios e

superar limites.

Respeito – pelo outro, pela vida e pela natureza.

Autonomia – liberdade de ação com responsabilidade.


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Prêmios

Algumas das rodovias administradas pela CCR

estão entre as melhores do país.

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Prêmios

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2.10

O ano de 2011 foi de importantes conquistas para a CCR. As rodovias sob concessão

da Companhia estiveram presentes nos principais rankings e avaliações das

melhores ligações viárias do país. Paralelamente, entidades como a International

Bridge, Tunnel and Turnpike Association (IBTTA) também voltaram a reconhecer a

relevância de ações da Companhia no eixo de desenvolvimento de pessoas.

Responsável pela conexão de importantes centros urbanos do estado de São Paulo,

como a capital e a região de Campinas, o sistema Anhanguera-Bandeirantes, da CCR

AutoBAn, conquistou posição de destaque no Guia Quatro Rodas 2012. A rodovia dos

Bandeirantes (SP-348) foi eleita pela sexta vez consecutiva como a melhor estrada

do país; a Via Anhanguera (SP-330) também figura na lista, na décima posição.

Uma das principais publicações especializadas do Brasil, o Guia Quatro Rodas

percorreu e analisou mais de 405 mil quilômetros da malha rodoviária do Brasil e

Mercosul no ano de 2011. Além do sistema Anhanguera-Bandeirantes, estão no guia

outras rodovias sob concessão da CCR, como a Adhemar de Barros, administrada

pela Renovias, e as rodovias do Café (BR-277/BR-376) e PR-151, que liga Ponta

Grossa e Piraí do Sul, administradas pela CCR RodoNorte, que figuram entre as cinco

melhores do Sul brasileiro na avaliação por região.

Pelo sétimo ano consecutivo, a CCR AutoBAn foi a marca mais lembrada na categoria

Concessionária de Rodovias na pesquisa Marcas de Sucesso 2011. O estudo,

realizado pela Datastore e encomendado pelo jornal Correio Popular, de Campinas,

ouviu cerca de mil pessoas.

No Prêmio NTC Fornecedores de Transportes, organizado pela NTC & Logística

(Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), a CCR AutoBAn foi

considerada a melhor concessionária do Brasil. É a sexta vez – e a quarta

consecutiva – em que a Unidade de Negócio recebe o prêmio. Os vencedores foram

definidos por meio de pesquisa de opinião, realizada pelo Instituto DataFolha, em

que 400 empresas nacionais de transporte avaliaram os eixos viários do país. A CCR

NovaDutra também figurou entre as finalistas.

A CCR ViaOeste também conquistou um prêmio de relevância: o trecho sob

concessão da rodovia Castello Branco (SP-280) foi eleito pelo segundo ano

consecutivo pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) como a melhor rodovia

do país. O resultado faz parte da 15ª Pesquisa CNT de Rodovias 2011, que avaliou

mais de 90 mil quilômetros de estradas. Em 2011, os pesquisadores avaliaram as

condições de conservação do pavimento, da sinalização e da geometria viária de

92.747 km, que incluem 100% da malha federal pavimentada, as principais rodovias

estaduais pavimentadas e as sob concessão.

Além das avaliações referentes à qualidade das rodovias sob concessão, a CCR foi

premiada no IBTTA Awards 2011, na categoria Administração, por conta do seu

Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL), destinado à preparação dos

colaboradores do grupo de análise e gestão das Unidades de Negócio (leia mais em

Pessoas). Em 2010, a Companhia já havia sido premiada no IBTTA Awards por seu

programa socioeducacional Estrada para a Cidadania.


Conheça + Reconhecimentos em 2011

Melhor rodovia do Brasil

Rodovia dos Bandeirantes

Guia Estradas 2012, Revista Quadro Rodas

Melhor rodovia do Brasil

Castello Branco

Confederação Nacional do Transporte (CNT)

Melhor concessionária do Brasil

CCR AutoBAn

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Melhor programa de desenvolvimento – categoria Administração

Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL) – Grupo CCR

IBTTA (Awards 2011 da International Bridge, Tunnel and Turnpike Association)

Troféu Transparência – XV Prêmio Anefac - Fipecafi - Serasa Experian

CCR SPVias

Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e

Contabilidade), Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais

e Financeiras) e Serasa Experian

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Relatório Anual e

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Sustentabilidade

2011

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Síntese de

Desempenho

Novos negócios, fortalecimento da governança

e retorno ao ISE-Bovespa marcaram o ano de

2011.

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2.8

Governança

Criação da Vice-Presidência de Relações Institucionais, com foco na

estruturação de linhas de relacionamento com públicos de interesse

governamentais e institucionais (leia mais em Relações Institucionais).

No âmbito das preparações para a entrada no segmento de infraestrutura

aeroportuária, um Comitê Independente foi estruturado, em linha com o

Parecer de Orientação nº 35/2008 da CVM, para analisar a aquisição de ativos

detidos por dois dos três grupos controladores da CCR, Andrade Gutierrez e

Camargo Corrêa, mediante o complemento do objeto social da CCR, com a

possibilidade de negócios no setor de infraestrutura aeroportuária. Composto

por 4 (quatro) membros, sendo eles um administrador escolhido pela

totalidade dos membros do Conselho de Administração, um conselheiro

independente do Conselho de Administração e dois terceiros, não

administradores, escolhidos em conjunto pelos outros dois membros, o Comitê

Independente adotou como premissa a plena independência em relação à

administração da Companhia, munindo-se de assessoria contábil, financeira e

jurídica própria para assegurar a transparência de sua análise e da avaliação

de ativos.

O tema Sustentabilidade entra no ciclo de Planejamento Estratégico da

empresa, integrando um dos Objetivos Gerais e Diretrizes (OGD) do Grupo

(leia mais em Estratégia de Sustentabilidade).

Estruturação da Governança em Sustentabilidade por meio do Comitê de

Estratégia e Sustentabilidade, no âmbito do Conselho de Administração, do

Comitê Executivo e dos Comitês de Sustentabilidade nas Unidades de Negócio

(leia mais em Governança Corporativa).

Retorno à carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&F

Bovespa. O tema entrou nos critérios da remuneração variável dos principais

executivos da Companhia. Empresa também foi uma das oito, entre 38

participantes da carteira, a divulgar seu questionário ISE (leia mais em

Estratégia de Sustentabilidade).

CCR formaliza sua associação ao Conselho Empresarial Brasileiro para o

Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), braço brasileiro do World Business

Council for Sustainable Development (WBCSD).

Empresa adere aos princípios do Pacto Global, comprometendo-se a

desenvolver e divulgar ações que visem ao desenvolvimento sustentável e à

promoção da cidadania

Gestão Econômica

A receita operacional líquida (excluindo receita de construção) atinge

R$ 4,577 bilhões, 21,2% acima de 2010, e o lucro líquido chega a


R$ 899,4 milhões, 33,9% a mais que no ano anterior (leia mais em Negócios).

CCR promove desdobramento de ações (split), no intuito de ampliar o volume

de negociação, ampliar a liquidez de ações no mercado e abrir novas

oportunidades para acionistas e investidores minoritários, inclusive pessoas

físicas.

Ações do Grupo CCR continuam demonstrando bom desempenho, acima do

índice IBovespa

Investimentos em rodovias

EM R$ MM 2009 2010 2011

Receita operacional líquida 3.089,3 3.775,9 4.577,6

Lucro líquido 708,7 671,7 899,4

Valor adicionado total a distribuir 2.770,9 3.221,3 3.934

Dívida bruta 5.037,7 6.711,5 6.947,9

Investimentos 961,6 951,2 658,6

Mais de R$ 658 milhões são aplicados em investimentos nas Unidades de

Negócio. Os maiores aportes de recursos foram feitos pela CCR AutoBAn, pela

CCRNovaDutra, pela CCRViaOeste, pela CCRRodoAnel e pela ViaQuatro.

Mediante aditivo contratual que garante R$ 129 milhões de investimentos da

Companhia nas estradas, e reduz tarifas de pedágio em até 16,5%, o prazo

de concessão das rodovias administradas pela CCR ViaLagos é ampliado em

15 anos, como forma de reequilíbrio econômico-financeiro do Contrato de

Concessão (leia mais em Negócios).

Reconhecimentos

Pela sexta vez, Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) é eleita a melhor do Brasil

no Guia Estradas 2012, da revista Quadro Rodas. A Anhanguera (SP-330)

também figura na décima posição da lista.

CCR AutoBAn é eleita pela sexta vez (quarta consecutiva) a melhor do País no

Prêmio NTC Fornecedores de Transportes, organizado pela NTC & Logística

(Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística).

Trecho sob concessão da rodovia Castello Branco (SP-280) foi eleito pelo

segundo ano consecutivo pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)

como a melhor rodovia do país.

Avaliação positiva do trabalho realizado pela concessionária (veja gráfico).


Novos negócios

Linha 4–Amarela do Metrô de São Paulo entra em operação integral com as

estações Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã, atingindo

um fluxo de 51 milhões de passageiros transportados durante o ano – mais de

600 mil por dia.

Gestão ambiental

Emissões de gases de efeito estufa (GEE)

Com base na metodologia do Greenhouse Gas Protocol (GHG), a CCR realizou

inventário de emissões de GEE. Em 2011, além dos escopos 1 e 2, foram

contabilizadas as emissões de escopo 3 – considerando emissões de serviços

terceirizados, operações, viagens e transporte de colaboradores (leia mais em

Desempenho Ambiental).

ESCOPO 1 ESCOPO 2 ESCOPO 3 TOTAL %

Frotas 17.553 0 0 17.553 48%

Energia elétrica 0 2.214 0 2.214 6%

Conservação e manutenção 0 0 9.427 9.427 26%

Resíduos 0 0 3.046 3.046 8%

Outros 314 0 3.872 4.186 12%

EMISSÕES TOTAIS 17.867 2.214 16.345 36.426 100%

2010 2011 %

Escopo 1 16.933 17.867 +5,5%

Escopo 2 – Energia elétrica 2.894 2.214 -23,5%

TOTAL 19.827 20.080 +1,3%

Resíduos

Companhia estruturou sua política de gestão de resíduos sólidos. O

documento foi elaborado com base no diálogo com representantes de todas

as Unidades de Negócio e responde afirmativamente às melhores práticas do

mercado e à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (leia mais em

Desempenho Ambiental).

Asfalto borracha

Desde 2002, as concessionárias do Grupo CCR promovem a aplicação do

asfalto borracha – produzido com pneus descartados no fim do seu ciclo de

uso (leia mais em Desempenho Ambiental).

Investimentos em asfalto borracha, reciclagem e reprocessamento do asfalto:

2010 - R$ 61.512.569

2011 - R$ 36.486.382

Retorno dos investimentos

O pavimento feito com borracha de pneus descartados reutiliza o material

considerado resíduo e tem maior durabilidade. A redução da frequência de

intervenção nas vias diminui congestionamentos e acidentes. Além disso, torna

a viagem mais confortável e segura – já que o ruído provocado pelo atrito do

pneu é menor, como também, contribui para uma melhor dispersão de água da

chuva, reduzindo o risco de acidentes (veja mais em Desempenho Ambiental).

Água e Energia

Houve um aumento no consumo de água e energia, decorrente do aumento

das operações da ViaQuatro e do reporte de indicadores das operações da

CCR SPVias. Ações voltadas para o consumo consciente de água e energia

foram desenvolvidas nas concessionárias, como:

Captação de água da chuva para lavagem de placas, pistas e praças de

pedágio na CCR Ponte: em 2011 foi reaproveitado o equivalente a

170 caminhões-pipa de 10 mil litros e 80 tanques de 5 mil litros de água


Troca de lâmpadas convencionais por tecnologia LED, buscando maior

eficiência energética. As trocas foram feitas em túneis da CCR RodoAnel

e praça de pedágio da CCR RodoNorte, como também em suas sedes

administrativas. Essas iniciativas resultaram em uma economia de

4.566 Mwh em 2011

CONSUMO ENERGIA ELÉTRICA ADQUIRIDA (MWH) 2010 2011

Total 55.030 73.793

CONSUMO DE ÁGUA – (M 3)

2010 2011

Total 97.406 103.265

Gestão Social

Pessoas

Em 2011, CCR investiu cerca de R$ 3 milhões em projetos dedicados ao bem

estar e à saúde dos colaboradores, como o projeto De Bem com a Vida.

O Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL) teve um investimento de

R$ 1,5 milhão e capacitou mais de 220 líderes da Companhia (leia mais em

Gestão de Pessoas).

Retorno dos investimentos

Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL) do Grupo CCR é eleito o

melhor programa na categoria Administração do IBTTA Awards, organizado

pela International Bridge, Tunnel and Turnpike Association.

Investimentos na sociedade

Ao longo de 2011, foram investidos cerca de 20 milhões em projetos sociais,

sendo:

R$ 6.590.000 em investimento direto.

R$ 13.408.000 provenientes de incentivos fiscais, como a Lei Rouanet,

Lei do Esporte e fundos específicos (leia mais em Responsabilidade

Social Corporativa).

Segurança

O Programa Estrada para a Cidadania promove a educação para o trânsito,

conscientizando jovens estudantes de municípios cortados por rodovias sob a

concessão da CCR. Mais de 350 mil crianças participaram do programa em

2011 (leia mais em Principais Projetos Sociais).

O Programa Estrada para a Saúde promove o acompanhamento contínuo de

10 mil caminhoneiros por ano, como foco na melhoria da qualidade de vida e

saúde (leia mais em Principais Projetos Sociais).

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de

Sustentabilidade

2011

RAS 2011

Governança

Corporativa

MENU PRINCIPAL

BUSCA

Governança

Corporativa

Transparência e boas

práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

Transparência e

boas práticas

Governança considera

impactos, riscos e

oportunidades do negócio sob

a ótica da sustentabilidade.

LEIA

Estrutura de

governança

A composição da alta gestão

busca valorizar o equilíbrio e a

igualdade de oportunidades

nas tomadas de decisão.

LEIA

Comitês de Gestã

o

Grupos possuem caráter

técnico e consultivo, com

decisões ligadas a diretrizes

de referência do setor.

LEIA

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Em 2011, critérios

socioambientais passaram a

ser considerados na

remuneração da alta liderança.

Baseada na transparência e

na transversalidade, avaliação

é direcionada aos principais

núcleos de gestão da CCR.

Desenvolvemos mecanismos

que asseguram a pluralidade

de visões e a qualidade das

tomadas de decisão.

LEIA

LEIA

LEIA

Estratégia de

sustentabilidade

Avançamos com o Programa

de Sustentabilidade,

formalizando comitês que

inserem o tema na estratégia

e nas operações.

LEIA

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Transparência e boas

práticas

Na CCR, o modelo ideal de governança leva em

conta os impactos, riscos e oportunidades do

negócio sob a ótica da sustentabilidade.

Governança

Corporativa

Transparência e

boas práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

Promover uma gestão equilibrada do negócio, que garanta a conformidade das

decisões, o respeito aos interesses dos acionistas, executivos e demais stakeholders

e o alinhamento das operações às melhores práticas de governança corporativa, é

um dos principais desafios das organizações que atuam no mercado financeiro –

sobretudo as de capital aberto, em que a prestação de contas e a transparência se

tornam cruciais para a manutenção e a prosperidade do negócio.

Consciente da importância do tema, a CCR vem, desde sua estruturação, em 1998,

adotando boas práticas de governança que asseguram a geração de valor para

acionistas e o bom posicionamento no mercado corporativo.

Em 2011, comitês de

sustentabilidade foram

estruturados em cada Unidade

de Negócio

Primeira empresa no país a instituir um Comitê de Governança, responsável por

monitorar e avaliar as práticas da alta gestão, a Companhia foi, também, a primeira a

ingressar no Novo Mercado – segmento mais exigente da Bolsa de Valores de São

Paulo (BM&FBovespa) –, em 2002, reforçando seu papel de liderança no segmento.

Além de assegurar a perpetuidade das operações, a CCR entende que o

desenvolvimento de um modelo ideal de governança depende de um olhar atento

para os impactos, riscos e oportunidades que o negócio oferece sob a ótica da

sustentabilidade. Por isso, tem-se buscado inserir o tema na alta gestão, seja por

meio de comitês específicos, seja por meio de reportes e diálogos com as lideranças

das Unidades de Negócio da Companhia.

Em 2010, com o início das ações do Programa de Sustentabilidade (leia mais em

Estratégia de Sustentabilidade), foram identificadas oportunidades de melhoria na

governança, resultando na reestruturação do Comitê de Estratégia – que passou,

em 2011, a se chamar Comitê de Estratégia e Sustentabilidade, incluindo, em suas

funções, a análise de metas e riscos na gestão de recursos naturais, bem como a

redução de impactos socioambientais das Unidades de Negócio.

O ano de 2011 registrou a evolução natural deste processo, com a estruturação de

três esferas de governança em relação à sustentabilidade, indo do Comitê de

Estratégia e Sustentabilidade e do Comitê Executivo de Sustentabilidade aos comitês

de sustentabilidade de cada Unidade de Negócio (leia mais em Estratégia de

Sustentabilidade). Também foram formalizados grupos de trabalho, que tratam das

externalidades associadas às operações em cada unidade.

No mesmo ano, o item sustentabilidade entrou, pela primeira vez, nos Objetivos


Gerais e Diretrizes (OGD) da Companhia. Este documento, elaborado anualmente

pelo Conselho de Administração, fornece diretrizes para a atuação da empresa no

ano, desdobrando-se em ações e planos de gestão de cada Unidade de Negócio.

Com o ingresso da sustentabilidade nos OGDs, a CCR busca reforçar seu

compromisso com a inserção do tema em sua estratégia, atrelando o desempenho

socioambiental à remuneração variável dos principais executivos (leia mais em

Critérios de Remuneração).

A remuneração da alta gestão ganhou vinculação com o tema a partir de 2011, com

evolução do Programa de Sustentabilidade e a meta de retorno da Companhia ao

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa exercendo impacto

direto sobre o valor variável repassado à Diretoria (leia mais em Critérios de

Remuneração). O compromisso foi atingido ao final do ano.

Além disso, a CCR foi uma das empresas a tornar públicas suas respostas ao

questionário ISE, evidenciando a transparência e a prestação de contas na

divulgação de dados de desempenho ambiental, social e de governança. O material

pode ser encontrado no site oficial do Índice. Atualmente, a carteira lista

38 empresas, das quais apenas oito disponibilizam o questionário para o público

geral.

Outro evento de relevância no eixo da governança foi a constituição, em agosto de

2011, após reunião do Conselho de Administração, de um Comitê Independente para

analisar a possibilidade de complemento do objeto social da CCR, para inclusão da

exploração do setor de infraestrutura aeroportuária e a aquisição de ativos

aeroportuários detidos pelos controladores.

Embasados em uma análise detalhada de mercado e da situação da Companhia e no

parecer do Comitê Independente da CCR, que em uma estrutura composta por

quatro membros, sendo um administrador escolhido pela totalidade dos membros do

Conselho de Administração, um conselheiro independente do Conselho de

Administração e dois terceiros, não administradores, escolhidos em conjunto pelos

outros dois membros, promoveu a análise de ativos aeroportuários detidos por dois

dos três grupos controladores da CCR, Andrade Gutierrez (participações diretas e

indiretas no Aeroporto Internacional de Quito, no Equador e de San Jose, na Costa

Rica) e Camargo Corrêa (participação indireta no Aeroporto Internacional de

Curaçao), os Acionistas da Companhia aprovaram, em assembleia geral

extraordinária realizada em 16 de janeiro de 2012, a complementação do objeto

social da CCR, para possibilitar a atuação no setor de infraestrutura aeroportuária, e

a aquisição das participações acima mencionadas (leia mais em Perspectivas de

Mercado e Conflito de Interesses).

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Estrutura de

governança

A composição da alta gestão da CCR busca

valorizar o equilíbrio e a igualdade de

oportunidades durante os processos de

tomada de decisão.

Governança

Corporativa

Transparência e boas

práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

INDICADORES GRI

4.1 | 4.2 | 4.3 | 4.7 |

4.9

Companhia de capital aberto, a CCR possui uma estrutura de governança corporativa

que inclui o Conselho de Administração, a Diretoria Executiva e seis Comitês de

Gestão, que possuem caráter técnico e consultivo. Por meio do Manual de

Governança, as atribuições de cada um são definidas e comunicadas aos

integrantes, permitindo que as decisões sejam executadas de acordo com as

diretrizes de referência do setor e que propostas sejam aprovadas coletivamente.

A composição da alta gestão da CCR busca valorizar o equilíbrio e a igualdade de

oportunidades durante os processos de tomada de decisão. Por isso, todos os

acionistas controladores têm participação efetiva no Conselho de Administração,

aprovando medidas de forma coletiva.

Em consonância com as exigências do Novo Mercado da BM&FBovespa, cada novo

contrato com partes relacionadas é informado à Bolsa de forma regular. O Plano de

Investimentos é previamente aprovado para cada um dos negócios. Os

investimentos da CCR são parcialmente financiados por terceiros que fiscalizam os

preços e a execução por meio de engenheiros e auditores independentes. Para

assegurar uma gestão profissional, a administração direta é desvinculada dos

acionistas controladores.

Conselho de Aministração

NOME CARGO POSSE PRAZO DO

MANDATO

MEMBRO SUPLENTE

POSSE

Eduardo Borges de Andrade Membro 19/04/2011 AGO 2012 Paulo Márcio de Oliveira Monteiro 25/11/2011

Francisco Caprino Neto Presidente 19/04/2011 AGO 2012 Rodrigo Cardoso Barbosa 19/04/2010

Marcelo Pires Oliveira Dias Membro 19/04/2011 AGO 2012 Marco Antonio Zangari 19/04/2011

Henrique Sutton de Sousa

Neves

Membro 19/04/2011 AGO 2012 -- --

Ricardo Coutinho de Sena Membro 19/04/2011 AGO 2012 José Henrique Braga Polido Lopes 19/04/2011

Paulo Roberto Reckeziegel

Guedes

Membro 19/04/2011 AGO 2012 Tarcísio Augusto Carneiro 25/11/2011

Roberto Carlos Deutsch Membro 25/11/2011 AGO 2012 Fernando Augusto Camargo de

Arruda Botelho

19/04/2011

Ana Maria Marcondes Penido Vice 19/04/2011 AGO 2012 -- --

Sant’anna

Presidente

Ana Dolores Moura Carneiro

de Novaes

Membro 19/04/2011 AGO 2012 -- --


O Conselho de Administração da CCR é composto por 11 membros efetivos, sendo

dois deles independentes, conforme previsto no Regulamento de Listagem do Novo

Mercado, e respectivos suplentes, exceto pelos membros independentes, que não

têm suplentes. Segundo o Estatuto Social da Companhia, o órgão pode ter até

15 integrantes.

Cada grupo controlador tem direito de indicar três membros efetivos e seus

respectivos suplentes para o Conselho, conforme acordo de acionistas vigente. Os

mandatos são de um ano, com possibilidade de reeleição. Cabe ao conselho analisar

o planejamento estratégico, a liderança e os resultados, além de aprovar o plano de

investimentos do Grupo. Entre suas competências, delimitadas seja pelo Estatuto

Social da Companhia, seja pelos demais documentos societários internos que

disciplinam a governança corporativa, também estão aprovar contratos de alto valor

(acima de R$ 10 milhões com terceiros e acima de R$ 1 milhões com partes

relacionadas) e, caso se julgue necessário, solicitar avaliações e auditorias externas

das propostas de contratação.

Para saber mais sobre os membros do Conselho de Administração, clique aqui.

NOME CARGO DATA DA

ELEIÇÃO

PRAZO DO MANDATO

Renato Alves Vale Diretor Presidente 28/04/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

Paulo Yukio Fukuzaki Diretor de Planejamento e Controle 01/10/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

Leonardo Couto Vianna Diretor de Novos Negócios 28/04/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

Arthur Piotto Filho

Antonio Linhares da Cunha

Diretor Financeiro e de Relações com

Investidores

Diretor de Desenvolvimento

Empresarial

28/04/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

28/04/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

Ítalo Roppa Diretor Vice-Presidente de Gestão 28/04/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

José Braz Cioffi Diretor Vice-Presidente 01/10/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

Marcus Rodrigo de Senna Diretor Jurídico 28/04/2010 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

Ricardo Antônio Mello

Castanheira

Diretor 20/09/2011 1ª reunião do Cons. Adm. após

AGO de 2012

A Diretoria Executiva, composta por nove membros, representa a administração

direta da Companhia. Entre suas atribuições, está executar as estratégias traçadas

para a empresa nos Objetivos Gerais e Diretrizes (OGD) e nas reuniões do Conselho

de Administração. A eleição dos membros é bienal, havendo possibilidade de

reeleição.

A Vice-Presidência Executiva é responsável direta pelas diretorias Jurídica, de

Controle e Planejamento, de Desenvolvimento Empresarial e de Relações com

Investidores. Outras vice-presidências lideram os segmentos de Novos Negócios e

Gestão dos Negócios, lidando de forma mais próxima com as unidades da CCR.

Em 2011, a Companhia identificou a necessidade de reforçar sua estrutura de

governança e, entre outras iniciativas, propôs ao Conselho de Administração da

Companhia a criação da Vice-Presidência de Relações Institucionais, cuja função é

estruturar linhas de relacionamento com stakeholders governamentais e

institucionais, promovendo o diálogo com o poder concedente e com entidades e

órgãos ligados aos negócios do Grupo (leia mais em Relações Institucionais). Essa

alteração organizacional será implementada a partir de 2012.

A alta gestão da CCR também é apoiada por comitês (leia mais em Comitês de Gestã

o), cuja atuação está organizada em seis eixos: Auditoria, Estratégia e

Sustentabilidade, Finanças, Governança, Novos Negócios e Recursos Humanos. Entre

suas atribuições estão a avaliação de propostas feitas pela Diretoria Executiva que

dependem de aprovação do Conselho de Administração.

Para auxiliar o órgão nas análises, as equipes dos comitês são formadas por um

representante de cada acionista controlador, também membro do conselho, além de

contar com um conselheiro independente. O caráter dos comitês é essencialmente

consultivo.


Já o Conselho Fiscal é responsável por analisar os processos financeiros da

Companhia. Sua composição inclui três membros efetivos e respectivos suplentes.

Qualquer acionista ou grupo de acionista titular de, no mínimo, 5% do capital social

da CCR pode exigir do Conselho Fiscal o fornecimento de informações da Companhia.

O grupo não é subordinado ou vinculado a qualquer outro órgão da administração. A

eleição dos membros é feita em assembleia geral de acionistas.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Comitês de Gestão

Os seis comitês de gestão da CCR possuem

caráter técnico e consultivo, com decisões

tomadas de acordo com diretrizes de

referência do setor.

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Governança

Corporativa

Transparência e boas

práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

INDICADORES GRI

4.1 | 4.7 | 4.11

Comitê de Auditoria

Auxilia o Conselho de Administração na definição dos padrões de qualidade dos

relatórios financeiros e dos controles internos e, também, avalia os riscos envolvidos

nos princípios contábeis e sua adequação, propondo alterações caso necessário.

Também é responsável por monitorar os problemas identificados.

Comitê de Estratégia e Sustentabilidade

Avalia os objetivos gerais e diretrizes do Grupo CCR, analisando e emitindo

pareceres sobre o Objetivo Estratégico, os Objetivos Gerais e as Diretrizes e o Plano

de Negócios, todos sugeridos pelo Presidente. Além disso, tem a responsabilidade

de identificar temas críticos e boas práticas socioambientais da CCR e de empresas

do setor, com foco na sustentabilidade e em seu vínculo com a estratégia de negócio

e geração de valor para a Companhia.

Comitê de Finanças

Examina a política financeira da empresa, analisando sua estrutura e recomendando

ações corretivas. Também acompanha e informa o Conselho de Administração sobre

questões financeiras fundamentais, tais como empréstimos e refinanciamento de

dívidas de longo prazo, análise de riscos, política de dividendos, emissão de ações e

de títulos da dívida e investimentos.

Comitê de Governança

O Grupo CCR é pioneiro na formação de um comitê de governança. Sua função é

sugerir o formato e supervisionar o processo de constituição do Conselho de

Administração, recomendando candidatos, de acordo com suas competências

profissionais, suas qualificações e sua experiência de mercado. Também propõe a

dinâmica de funcionamento do Conselho – cronograma de reuniões, agenda, fluxo de

informações e demais comunicações com os acionistas, executivos e outros

interessados externos. Conduz ainda a avaliação periódica do Conselho, dos

comitês, do presidente e do secretário do Conselho, além de revisar as

responsabilidades e estrutura dos comitês.

Comitê de Novos Negócios

Avalia, a pedido do Conselho de Administração, o desenvolvimento de estudos para

potenciais participações em novos negócios, identificando possíveis riscos,

oportunidades e abordagens a serem seguidas na negociação.


Comitê de Recursos Humanos

Opina e propõe alterações sobre a política de remuneração da CCR e suas

subsidiárias, os Programas de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os

processos de nomeação de diretores da CCR e a metodologia de avaliação dos

diretores da CCR, entre outros.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Critérios de

remuneração

Em 2011, critérios socioambientais passaram a

ser considerados na remuneração da alta

liderança.

Governança

Corporativa

Transparência e boas

práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

INDICADORES GRI

4.5

Como Companhia de capital aberto, a CCR reconhece a importância de valorizar e

beneficiar seus executivos e conselheiros com políticas que atraiam os melhores

profissionais do mercado. Para assegurar boas práticas de remuneração e evitar

riscos ou divergências entre o desempenho econômico da empresa e os salários

concedidos ao grupo de liderança, foram estruturados diferentes sistemas de

atribuição de remuneração.

Como consequência da evolução dos processos e estratégias da empresa em

relação à sustentabilidade, em 2011, pela primeira vez, o tema entrou nos critérios

de remuneração por meio da meta – atingida – de retorno da Companhia à carteira

do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). O plano é que este seja o primeiro

passo rumo à inserção de critérios socioambientais efetivos que impactem na

remuneração da alta liderança, incluindo metas de redução e mitigação de impactos

ambientais e objetivos de longo prazo. A entrada no Índice é, para a CCR, uma forma

de mensurar a evolução de sua gestão e estratégia considerando aspectos de

sustentabilidade.

A política de remuneração da CCR, formalizada no Manual de Governança e no

Formulário de Referência da empresa, possui desdobramentos de acordo com o

órgão de governança. No caso dos membros do Conselho de Administração, que

possui caráter de supervisão e orientação, ela é 100% fixa e adequada à média de

mercado. Seu reajuste anual depende do índice definido na data-base. A do

Conselho Fiscal também é fixa, porém não deve ser inferior a 10% da atribuída à

média da dos diretores do Grupo.

No caso da Diretoria, cuja atuação impacta diretamente em resultados que refletem

o planejamento estratégico da empresa e asseguram sua perpetuidade e

crescimento, a CCR oferece quatro categorias de remuneração, de forma a

compartilhar os ganhos e retribuir a eventual superação de metas: a fixa, a variável,

a indireta e a situacional. A primeira é representada pelo salário-base, fixado de

acordo com os valores de mercado, a posição e a representatividade do profissional.

A remuneração variável é composta pelos Planos de Participação nos Lucros e

Resultados (PLR), mecanismos de partilha da riqueza gerada por meio do

cumprimento ou da superação de metas. As remunerações indireta e situacional, por

sua vez, são, respectivamente, benefícios sociais (assistência médica e odontológica,

seguro de vida, alimentação, etc.) e eventuais auxílio-moradia e auxílio de

reaparelhamento para beneficiados que tenham transferido família ou residência

para outro município, por necessidade da Companhia.

Outro benefício, embora não se enquadre como remuneração, é o Plano de Incentivo

de Longo Prazo (ILP), uma política de geração de valor que permite a alguns dos

executivos do Grupo CCR adquirir direitos junto à Companhia, com base na

valorização das ações, na geração de caixa e nos dividendos distribuídos.


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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Avaliação da alta

gestão

Baseada na transparência e na

transversalidade, a avaliação é conduzida por

uma consultoria e direcionada aos principais

núcleos de gestão da CCR.

Governança

Corporativa

Transparência e boas

práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

INDICADORES GRI

4.10

O sistema de avaliação da alta administração do Grupo CCR prioriza a transparência

e a transversalidade. Com base em um método de análise de desempenho, o

Conselho de Administração, o Diretor Presidente e os demais membros avaliam o

cumprimento de metas e deveres, os desafios e as possibilidades de melhoria na

gestão e nas tomadas de decisão da Companhia.

Conduzido por uma consultoria, o processo contempla a avaliação entre os pares e

uma autoavaliação, ambas direcionadas aos principais núcleos de gestão da

Companhia. O Conselho de Administração é avaliado tanto por seus próprios

membros quanto pelo Diretor-Presidente por meio de um questionário. Os critérios

de avaliação levam em conta questões como o fluxo das informações no Conselho, a

condução e o foco das reuniões, a rapidez e a qualidade nas decisões tomadas, o

funcionamento dos Comitês, a harmonia do grupo e a conduta pessoal e

responsabilidade dos membros.

Conselheiros, diretores,

Diretor Presidente e secretário

do Conselho são avaliados com

base em suas metas e nas

diretrizes traçadas

Da mesma maneira, o Diretor-Presidente é submetido a uma avaliação na forma de

questionário, que é realizada pelo Conselho de Administração e, também, por ele

mesmo. São analisados vários aspectos de sua atividade, como sua visão e

planejamento estratégicos, sua capacidade de liderança, os resultados da empresa,

o relacionamento externo, o relacionamento com o próprio Conselho, o

desenvolvimento de executivos-chave dentro da Companhia e a busca por novas

oportunidades de Negócio e atuação.

O Conselho de Administração avalia todos os Comitês de Gestão: Comitê de

Governança, Comitê de Auditoria, Comitê de Finanças, Comitê de Estratégia e

Sustentabilidade, Comitê de Recursos Humanos e Comitê de Novos Negócios.

O secretário do Conselho de Administração também é avaliado pelos conselheiros e

pelo Diretor-Presidente. Os demais Diretores da Companhia são avaliados

anualmente pelo Diretor-Presidente, tendo como critério de análise o desempenho

de suas funções e o cumprimento de metas.

Os resultados da avaliação são utilizados nas reuniões do Comitê de Governança,

que pode propor mudanças na estrutura dos grupos conforme as necessidades

apontadas.


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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Conflito de interesses

Desenvolvemos mecanismos que asseguram a

pluralidade das visões, o consenso e a solução

de conflitos que ameacem a qualidade das

tomadas de decisão.

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Governança

Corporativa

Transparência e boas

práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

INDICADORES GRI

4.4 | 4.6

Por lidar com múltiplas visões, interesses e propostas, oriundas de seus diversos

acionistas e membros da alta liderança, a CCR desenvolve e põe em prática

mecanismos que asseguram a pluralidade de visões, a criação de consensos e a

solução de eventuais conflitos de interesse que ameacem a harmonia interna e a

qualidade das tomadas de decisão da Companhia. A presença de auditorias

independentes na avaliação de alguns tipos de projetos, no âmbito do Conselho de

Administração, e a política de tomadas de decisão e avaliações que observa critérios

de hierarquia e posição dos gestores estão entre as boas práticas em ação.

Em caso de conflito de interesses, o Acordo de Acionistas da Companhia dispõe que

os controladores envolvidos devem abster-se de votar nas Reuniões Prévias, assim

como os membros por eles indicados para compor o Conselho de Administração da

Companhia.

Valorizamos o equilíbrio entre

os acionistas controladores

nos processos de tomada de

decisão

A participação equilibrada dos controladores nas tomadas de decisão também é

valorizada: não há, na gestão da CCR, veto e/ou aprovação singular por qualquer

dos acionistas controladores. Para a aprovação de determinadas matérias durante

reuniões prévias às assembléias gerais, exige-se quorum especial de 51%. Com isso,

todas as medidas de relevância são analisadas de forma coletiva. Acionistas têm a

oportunidade de comunicar demandas e recomendações à alta gestão por meio do

canal de Relações com Investidores da CCR. Por meio dos avanços do Programa de

Sustentabilidade, também é permitida a comunicação entre colaboradores e as

lideranças da Companhia (leia mais em Estratégia de Sustentabilidade).

Para orientar estas práticas e assegurar a conformidade nos processos internos,

documentos como o Código de Conduta e o Código de Ética da empresa definem

valores que compõem a estratégia da Companhia em seus diversos níveis. O

primeiro, destinado a acionistas controladores, administradores, conselheiros fiscais,

integrantes dos demais órgãos com funções técnicas ou consultivas e colaboradores

ou executivos com acesso a informações de relevância, tem o objetivo de manter

padrões de transparência na política interna da Companhia na negociação de Valores

Mobiliários da CCR e no uso de informações relevantes.

Já o Código de Ética, destinado a todos os administradores e colaboradores do

Grupo, estabelece princípios gerais que devem definir as relações da empresa com a

comunidade, com fornecedores, acionistas e investidores e com os demais

stakeholders.

Adotando como premissa o Estatuto Social e o Acordo de Acionistas da Companhia,


em como políticas para evitar eventuais conflitos em contratações envolvendo

qualquer Unidade de Negócio do Grupo CCR e seus acionistas controladores, todos

os contratos que superem R$ 1 milhão, assim como quaisquer outros contratos

firmados com terceiros e que ultrapassem R$ 10 milhões, têm de aprovados pelo

Conselho de Administração da CCR. Além disso, qualquer membro do Conselho pode

solicitar previamente a elaboração de uma auditoria independente, por consultoria

especializada, para revisar os termos e as condições da proposta de contratação.

Em 2011, o bom posicionamento da CCR em relação às práticas de governança foi

comprovado por meio do estabelecimento de um Comitê Independente para analisar

a aquisição de ativos no setor aeroportuário detidos por dois dos três grupos

controladores da Companhia: Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Durante a

análise dos referidos ativos, para posterior proposição aos acionistas sobre a

eventual aquisição de participações acionárias nestes, caracterizados como as

participações, diretas e indiretas, do Grupo Andrade Gutierrez, no Aeroporto

Internacional de Quito, no Equador e no Aeroporto Internacional de San Jose, na

Costa Rica, e do Grupo Camargo Corrêa, no Aeroporto de Curaçao, o Comitê garantiu

a transparência e a gestão de conflitos de interesse na tomada de decisão quanto à

aprovação das aquisições mencionadas, mantendo acionistas minoritários munidos

de informações e documentos que subsidiaram o parecer do Comitê Independente

quanto à aquisição, pela Companhia, dos ativos mencionados, e stakeholders

diversos cientes das tomadas de decisão ligadas ao negócio (leia mais em Negócios).

A preocupação com processos livres de conflitos de interesse ou desvios de conduta

também se estende à área de compras e contratação de serviços: a Divisão Engelog,

responsável pela contratação de fornecedores e prestadores de serviços das

Unidades de Negócio, elaborou e aplica o Manual de Contratação, que torna mais

transparentes e padronizadas as regras de relacionamento comercial, em linha com

os demais documentos da Companhia e com a legislação vigente.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Estratégia de

sustentabilidade

Em 2011, evoluímos em nosso Programa de

Sustentabilidade, formalizando o Comitê

Executivo de Sustentabilidade e grupos de

trabalho atuando nas operações.

Governança

Corporativa

Transparência e boas

práticas

Estrutura de

governança

Comitês de Gestão

Critérios de

remuneração

Avaliação da alta

gestão

Conflito de

interesses

Estratégia de

sustentabilidade

INDICADORES GRI

1.2 | 3.5 | 4.14 | 4.15

| 4.16 | 4.17

Atenta aos movimentos do mercado corporativo a favor de práticas de gestão e

governança que contribuam para o desenvolvimento sustentável, a CCR tem

buscado incorporar a sustentabilidade às suas operações e tomadas de decisão no

Brasil. Tal movimento vem se refletindo na governança, de forma a desenvolver uma

estratégia de negócio que considere questões socioambientais relevantes para a

Companhia e a sociedade.

Por conta da diversidade do portfólio, da natureza das operações e dos diferentes

impactos, riscos e oportunidades associados, desde o ano de 2010 a Companhia tem

sido sensibilizada em todos os níveis de gestão por meio do Programa de

Sustentabilidade, executado com apoio de uma consultoria especializada.

O ano de 2011 significou a evolução interna do tema, com a formalização de grupos

de trabalho, que tratam das externalidades associadas às operações em cada

unidade, do Comitê Executivo de Sustentabilidade, responsável pela análise dos

rumos do programa, e da reestruturação do Comitê de Estratégia e

Sustentabilidade, que reporta e considera questões socioambientais na alta

governança da empresa.

O projeto em execução propõe um processo de longo prazo que contempla três

etapas: a primeira, iniciada em 2010, buscou a identificação do grau de maturidade

da CCR e de suas operações em relação à questão socioambiental. Em seguida,

propõe-se o engajamento do público interno e o desenvolvimento e a consolidação

de iniciativas de mitigação de impacto, bem como de diretrizes, metas e objetivos de

curto, médio e longo prazo associadas aos temas críticos da empresa. Por fim, o

programa visa ao aprimoramento da comunicação e à geração de valor para a

Companhia junto a seus stakeholders com base nas melhorias e processos

implantados em relação à sustentabilidade.

A primeira etapa, desenvolvida a partir do segundo semestre de 2010, identificou a

maturidade da CCR com base em diálogos junto a 26 integrantes da alta gestão e

lideranças de todas as Unidades de Negócio. Workshops, palestras e análises das

unidades resultaram na identificação dos principais impactos – positivos e negativos

– da Companhia, com a posterior identificação de temas críticos e prioridades (leia

mais em Definição de Prioridades), bem como de metas associadas.

A definição de um mapa de externalidades/impactos ajudou na inserção do tema na

governança. Esse processo que foi formalizado a partir de 2011, com a entrada do

tema no documento Objetivos Gerais e Diretrizes (OGD), que define estratégias para

o ano vigente, e com a estruturação de diversos comitês que atuam de forma

transversal de forma a mitigar impactos socioambientais e aprimorar as iniciativas

desenvolvidas pela CCR em suas operações.


Conheça +

Depoimento do

Presidente do

Conselho de

Administração

"A CCR tem consciência de que a sustentabilidade deve permear todas as

suas operações. Lidamos com serviços que têm uma interferência enorme nas

comunidades e influenciam a economia do País – por isso, além dos

indicadores ambientais, que permitem a redução de impacto e a economia de

recursos, é importante chamar a atenção para os indicadores sociais, que têm

uma dimensão estratégica no desempenho da empresa.

Hoje, há uma série de ações em desenvolvimento nas Unidades de Negócio e

instâncias de governança corporativa. Em 2011, a gestão foi fortalecida com a

formalização do Comitê de Estratégia e Sustentabilidade, do Comitê Executivo

de Sustentabilidade e dos Comitês das Unidades de Negócio. Nosso principal

desafio, a partir de agora, é transformar a atuação desses comitês em rotina."

Francisco Caprino Neto, presidente do Conselho de Administração

A governança da Companhia em relação à sustentabilidade se inicia no Conselho de

Administração, com o Comitê de Estratégia e Sustentabilidade. Composto por

conselheiros, o órgão apoia a alta gestão na formulação e implementação de

princípios e práticas de sustentabilidade e ajuda na definição da estratégia, no

estabelecimento de metas e na integração da questão nas atividades da empresa.

Na esfera corporativa, o Comitê Executivo de Sustentabilidade, composto pela

presidência junto às vice-presidências e a algumas lideranças, propõe diretrizes a

partir das estratégias definidas pela alta liderança, cujos resultados são analisados

pelo Comitê de Estratégia e Sustentabilidade. Cabe ao grupo, também, identificar

oportunidades e riscos nos negócios da Companhia.

Nas Unidades de Negócio, há, ainda, comitês de sustentabilidade formados pelos

presidentes junto às diretorias financeira, ambiental e de gestão de pessoas, além

de lideranças de outras áreas, como a jurídica e a de comunicação. Estes comitês

são responsáveis por desenvolver e colocar em prática os Planos de Ação, que

materializam os processos da empresa com foco na sustentabilidade. Os resultados

são analisados ao final do ano pelo Comitê Executivo de Sustentabilidade. Todos

estes grupos se reúnem com frequência mensal, visando à evolução da questão

socioambiental nas estratégias e tomadas de decisão do Grupo.

Uma das principais evoluções do ano, nesse sentido, foi o retorno da CCR ao Índice

de Sustentabilidade Corporativa (ISE) da BM&FBovespa. Definida como meta para o

ano de 2011, inclusive com impacto direto sobre a remuneração da Diretoria (leia

mais em Critérios de Remuneração), a volta à carteira representou um desafio e,

também, uma forma de avaliar a evolução da gestão socioambiental e da governança

corporativa nas Unidades de Negócio.

Para conscientizar internamente a Companhia a respeito do ISE, apoiando as

lideranças no entendimento dos temas abordados e na organização das respostas

do questionário e de suas respectivas evidências, foram desenvolvidos comitês nas

Unidades de Negócio. A análise posterior dos dados coletados durante o processo,

que contemplou, também, a produção do Relatório Anual e de Sustentabilidade 2010

de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), auxiliou na

identificação de pontos de melhoria e permitiu maior engajamento dos colaboradores

e gestores da CCR em relação ao tema.

Externalidades são efeitos

colaterais e/ou impactos das

operações de um negócio ou

atividade sobre indivíduos,


Durante 2011, encontros e reuniões com os comitês locais – envolvendo de

15 a 20 membros por Unidade de Negócio visitada – discutiram o desenvolvimento

de iniciativas nas operações e auxiliaram no reporte de indicadores e dados de

desempenho à alta liderança.

Os resultados foram avaliados no âmbito do Comitê Executivo de Sustentabilidade e

do Comitê de Estratégia e Sustentabilidade. A ideia é que, além do cumprimento

legal em relação a temas socioambientais, a CCR possa perceber, identificar e se

antecipar a tendências da área que estejam ligadas aos seus principais impactos.

atividade sobre indivíduos,

comunidades ou sobre o

próprio meio ambiente

Um exemplo é o da gestão de resíduos, que, na empresa, passou a contar com uma

política específica, estruturada em 2011. Para isso, foi criado um grupo de trabalho,

com participação de representantes de todas as unidades do Grupo CCR, que

analisou metodologias e diretrizes para a gestão correta de resíduos em

conformidade à legislação – em especial a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos

– e às melhores práticas do segmento (leia mais em Desempenho Ambiental).

O diálogo com diferentes instâncias de governança permitiu à CCR traçar objetivos e

analisar a evolução da questão socioambiental em sua tomada de decisão. Como

principal objetivo para os próximos anos, está o fortalecimento dos critérios de

remuneração ligados ao tema na alta governança e a estruturação de sistemas de

gestão de indicadores de sustentabilidade que permitam a comunicação periódica do

desempenho junto ao Conselho e à Diretoria.

Também está entre as metas futuras sistematizar o relacionamento e os mecanismos

de engajamento com os principais stakeholders da CCR – envolvendo não apenas

colaboradores e comunidades diretamente impactados pelas Unidades de Negócio,

mas também usuários, entidades setoriais e instâncias de governo . Estes públicos

foram identificados como prioritários ao longo do Programa de Sustentabilidade, que

desenvolveu frentes de diálogo com alguns grupos e identificou os principais

impactos socioambientais do negócio (leia mais em Desempenho Ambiental).

O Grupo CCR tem avançado na aproximação com colaboradores, por meio do

Programa de Sustentabilidade, e com instâncias de governo, com a criação, em 2011,

de uma vice-presidência de relações institucionais (leia mais em Relações

Institucionais).

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

RAS 2011

Negócios

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Negócios

Resultados do ano

Perspectivas de

mercado

Demonstração de

Valor Adicionado

Demonstrações

Financeiras

Resultados do

ano

Em 2011, o Grupo CCR obteve

bons resultados no Brasil,

tendo um lucro líquido 33,9%

maior do que em 2010.

LEIA

Perspectivas de

mercado

O setor de infraestrutura

rodoviária vive um momento

de alta competitividade e tem

enorme potencial para

investimentos.

LEIA

Demonstração de

Valor Adicionado

Resultados e distribuição de

valor adicionado de 2009 a

2011.

LEIA

Demonstrações

Financeiras

Demonstrações financeiras em

31 de dezembro de 2011 e

2010

LEIA

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

NEGÓCIOS

Resultados do ano

Em 2011, o Grupo CCR obteve bons resultados

no Brasil, tendo um lucro líquido 33,9% maior

do que em 2010.

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Resultados do ano

Perspectivas de

mercado

Demonstração de

Valor Adicionado

Demonstrações

Financeiras

INDICADORES GRI

2.8

O ano de 2011 apresentou desafios expressivos para a economia mundial. Após um

curto período de recuperação da crise financeira de 2008, instituições de governo e

corporações voltaram a se deparar com um cenário de recessão em diversos países

europeus, afetando de forma significativa indicadores de produção industrial,

geração de riqueza e crescimento econômico ao redor do mundo.

Mesmo diante da conjuntura externa instável, o Grupo CCR obteve bons resultados

durante o período em seus negócios no Brasil. Entre os principais destaques de suas

operações estão o início da operação integral da Linha 4–Amarela do metrô de São

Paulo, o aumento do tráfego e a extensão de 15 anos no prazo de concessão das

rodovias administradas pela CCR ViaLagos, pelo governo do estado do Rio de

Janeiro, mediante aditivo do contrato de concessão para reequilíbrio econômicofinanceiro

do Contrato de Concessão.

Em sintonia com o momento positivo para os negócios de transporte, infraestrutura e

mobilidade urbana do país, que se prepara para importantes eventos esportivos

internacionais nos próximos quatro anos, a empresa alcançou receita operacional

líquida de R$ 4,577 bilhões em 2011, 21,2% acima do ano anterior, e lucro líquido

33,9% maior que em 2010, atingindo R$ 899,4 milhões.

Indicadores financeiros 2011

INDICADORES FINANCEIROS (R$ MM) 4T2010 4T2011 VAR % 2010 2011 VAR %

Receita líquida* 1.060,5 1.225,4 15,6% 3.775,9 4.577,6 21,2%

EBIT 314,5 659,6 109,7% 1.701,3 2.277,0 33,8%

Mg. EBIT** 29,7% 53,8% +24,1 p.p 45,1% 49,7% +4,6 p.p

EBITDA 599,9 787,5 31,3% 2.258,8 2.933,8 29,9%

Mg. EBITDA 56,6% 64,3% +7,7 p.p 59,8% 64,1% +4,3 p.p

Lucro Líquido** 15,7 294,7 1.781,9% 671,7 899,4 33,9%

Dív. Líq. / EBITDA últ. 12m. 2,5 2,1 - 2,5 2,1 -

EBITDA / CAPEX 2,4 6,4 - 2,4 4,5 -

EBITDA / Juros e Variações Monetárias 3,7 3,5 - 3,7 3,2 -

* A receita operacional líquida exclui a Receita de Construção

** Itens afetados pela Provisão de Manutenção

O crescimento de tráfego, que afeta de forma significativa a receita da Companhia,

foi de 10,8% ao longo do ano de 2011 – utilizando a mesma base de 2010, ainda

sem considerar o tráfego da SPVias, o aumento foi de 5,4%. Durante o último

trimestre de 2011, 53,4% do tráfego nas rodovias sob concessão da CCR foi de

veículos comerciais. Nas unidades CCR Ponte e ViaLagos o volume de veículos leves

é superior, chegando a 81,5% e 77,9%, respectivamente.


Tráfego nas rodovias sob concessão - 2011

DESEMPENHO DAS

CONCESSIONÁRIAS

4T2010 4T2011 VAR % 2010 2011 VAR %

TRÁFEGO – VEÍCULOS EQUIVALENTES1

CCR AutoBAn 62.297.659 63.568.049 2% 238.510.407 247.397.254 3,7%

CCR NovaDutra 36.410.745 38.013.629 4,4% 137.846.932 145.313.579 5,4%

CCR RodoNorte 17.258.106 18.806.171 9,0% 68.716.619 74.213.223 8,0%

CCR Ponte 7.465.753 7.665.656 2,7% 28.838.251 29.803.607 3,3%

CCR ViaLagos 1.626.908 1.727.144 6,2% 6.202.949 6.729.350 8,5%

CCR ViaOeste 28.643.025 29.384.444 2,6% 107.190.530 114.728.716 7,0%

Renovias2

4.955.086 5.043.453 1,8% 18.832.322 19.613.582 4,1%

CCR RodoAnel 31.471.270 32.121.503 2,1% 115.525.214 125.159.202 8,3%

CCR SPVias 10.865.384 14.079.267 - 10.865.384 54.883.367 405,1%

Consolidado3

237.102.711 247.459.414 4,4% 868.557.389 962.374.201 10,8%

Consolidado Base

Comparável*

226.237.328 233.380.147 3,2% 643.310.946 678.033.402 5,4%

1- Veículos Equivalentes é a medida calculada adicionando aos veículos leves, os veículos pesados (comerciais como

caminhões e ônibus) multiplicados pelos respectivos números de eixos cobrados. Um veículo leve equivale a um eixo de

veículo pesado.

2- A quantidade de veículos equivalentes da concessionária Renovias refere-se à participação de 40%.

3-

No consolidado da CCR, as concessionárias que cobram pedágio em apenas um sentido da rodovia (ViaOeste e

Ponte) apresentam os seus volumes de tráfego dobrados, para se ajustarem a aquelas que já adotam cobrança

bidirecional. Esse procedimento fundamenta-se no fato de que uma cobrança unidirecional já incorpora na tarifa os

custos de ida e volta.

* Exclui-se a concessionária SPVias para os trimestres, para o ano, além da SPVias, também exclui-se a concessionária

ViaOeste.

A receita positiva permitiu à CCR realizar investimentos de R$ 658,6 milhões em suas

Unidades de Negócio, As unidades que receberam maiores aportes foram a AutoBAn,

a NovaDutra, a ViaOeste, a ViaQuatro e a RodoAnel, que utilizaram os recursos para

a realização de obras de manutenção, adequação e expansão.

O valor foi inferior aos R$ 951,2 milhões investidos em 2010 por conta,

principalmente, do alto investimento (R$ 240,2 milhões) realizado naquele ano na

ViaQuatro, que havia acabado de iniciar suas operações. Em 2011, o metrô recebeu

R$ 71,2 milhões em investimentos – aplicados, majoritariamente, na aquisição de

trens e sistemas para as operações integrais. A AutoBAn, que em 2010 recebeu

R$ 223 milhões para aplicar em obras do Complexo Anhanguera e da Marginal Tietê,

em São Paulo (SP), investiu R$ 82,9 milhões em 2011, somente em obras no

Complexo.

Conheça +

CCR ViaLagos amplia prazo de

concessão em 15 anos

Em 16 de dezembro de 2011, a CCR comunicou aos seus acionistas e ao

mercado a assinatura de um termo aditivo ao contrato de concessão assinado

entre a CCR ViaLagos e o governo do estado do Rio de Janeiro, por meio da

Fundação Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER/RJ).

Com este acordo, foi reequilibrada a equação econômico-financeira do contrato

de concessão, ficando a CCR ViaLagos responsável pela realização de

R$ 129 milhões em novos investimentos nos próximos três anos, como

implantação de dispositivos de segurança para separação das pistas da

rodovia, alargamento da plataforma da via e pavimentação dos acostamentos.

Em contrapartida, houve a recomposição do prazo de concessão da rodovia,

estendido em mais 15 anos. Os usuários também foram beneficiados pela

redução das tarifas praticadas nas praças de pedágio, implementada a partir

de 2012 (leia mais em Usuários).

A CCR acredita que este caso representa um importante exemplo de iniciativa

que, a um só tempo, gera retornos positivos nos aspectos de negócio e

sustentabilidade. Por um lado, asseguram-se as operações da Unidade de

Negócio por mais 15 anos; por outro, os investimentos nas rodovias trazem

mais segurança e conforto para usuários e comunidades de entorno,

reduzindo acidentes – tema que faz parte das prioridades socioambientais da


Companhia (leia mais em Desempenho Ambiental) –, além de beneficiar outros

stakeholders, como os investidores da CCR, que têm a garantia da longevidade

do negócio.

Além do segmento rodoviário, outras Unidades de Negócio da CCR também tiveram

resultados positivos. O sistema Sem Parar, da STP, por exemplo, atingiu a marca de

3.244 mil tags ativos em dezembro de 2011, uma expansão de 26,4% em relação ao

ano anterior. A Linha 4–Amarela do Metrô de São Paulo, com sua operação em

horário integral e seis estações, atingiu um fluxo de 51 milhões de passageiros

transportados em 2011 (leia mais em Transporte de Passageiros).

O segmento de inspeção veicular na cidade de São Paulo, administrado pela Unidade

de Negócio Controlar, da qual a CCR detém 45% do capital social, registrou redução

de 0,6% no volume de veículos inspecionados em relação a 2010 – em 2011, foram

3.202.878, contra 3.222.337 no ano anterior.

Resultados da Controlar

VEÍCULOS

INSPECIONADOS

4T2010 4T2011 VAR % 2010 2011 VAR %

Veículos leves 879.249 745.242 - 15,2% 2.765.655 2.789.178 0,9%

Moto 84.936 75.949 -10,6% 297.174 278.606 -6,2%

TOTAL GASOLINA,

ÁLCOOL E GNV

964.185 821.191 -14,8% 3.062.829 3.067.784 0,2%

Diesel 17.358 15.360 -11,5% 65.211 59.866 -8,2%

Ônibus 5.893 5.188 -12,0% 22.683 20.154 -11,1%

Caminhões 31.467 26.138 -16,9% 71.614 55.074 -23,1%

TOTAL DIESEL 54.718 46.686 -14,7% 159.508 135.094 -15,3%

TOTAL GERAL 1.018.903 867.877 -14,8% 3.222.337 3.202.878 -0,6%

O principal fator de influência para a redução do número de inspeções foi a edição,

pelo município de São Paulo, da Portaria 79, que, a partir do segundo semestre de

2011, isentou de inspeção os veículos transferidos para a cidade no ano da

transferência. O número também foi afetado pelo início, em 2010, das multas por

falta de inspeção pelos radares na cidade, que incentivou a regularização dos

veículos em atraso à época.

O bom desempenho da CCR resultou em benefícios para acionistas e investidores. A

Administração da CCR propôs a distribuição complementar de dividendos aos seus

acionistas referentes a 2011 no valor de R$ 100.775 mil, correspondente a

aproximadamente R$ 0,06 por ação.

Considerando-se os dividendos intermediários pagos em 30 de setembro de 2011,

no valor de R$ 701.821 mil, correspondente a aproximadamente R$ 0,40 por ação, o

resultado foi um payout de 89,2% no exercício fiscal de 2011.

Em 2011, no mês de novembro, após aprovação da matéria em Assembleia Geral

Extraordinária de acionistas, a CCR promoveu um desdobramento de ações (split). O

processo, que visa a aumentar o volume de negociação, ampliar a liquidez de ações

no mercado e abrir novas oportunidades para acionistas e investidores minoritários,

fez com que cada ação ordinária original passasse a ser representada por quatro

ações ordinárias pós-desdobramento.

Melhorias e investimentos

Além de oferecer serviços de apoio ao usuário e ferramentas que asseguram a

segurança nas viagens, a CCR busca investir em suas rodovias no intuito de reduzir

o volume de acidentes e ampliar a fluidez de tráfego, controlando

congestionamentos. Também concentra esforços nos novos negócios em processo de

consolidação, sobretudo o de transporte de passageiros. Durante o ano de 2011,

foram investidos R$ 658,6 milhões nas Unidades de Negócio, com destaque para as

concessionárias AutoBAn, NovaDutra, ViaOeste, ViaQuatro e RodoAnel.

A maioria dos recursos foi aplicada em obras de conservação, ampliação e

recuperação – à exceção da Linha 4–Amarela do metrô, cujo investimento se

concentrou na aquisição de novos trens e sistemas operacionais para seu

funcionamento em horário integral, iniciado em 2011.


Durante o ano de 2011, foram

investidos R$ 658,6 milhões

nas Unidades de Negócio, com

destaque para as

concessionárias AutoBAn,

NovaDutra, ViaOeste,

ViaQuatro e RodoAnel

No complexo Anhanguera, a concessionária investiu em uma série de intervenções

na pavimentação; estas obras fazem parte do planejamento de longo prazo da

Companhia, com foco na melhoria da pavimentação, gerando redução no volume de

acidentes e intervenções para obras (o que também reduz congestionamentos). Da

mesma forma, foram feitas revitalizações no pavimento das rodovias Adalberto

Panzan e Dom Gabriel P. Bueno Couto. A NovaDutra, por sua vez, teve como

investimento principal a recuperação e ampliação do viaduto de acesso a Penedo, na

Via Dutra.

A Concessionária ViaOeste, responsável por rodovias como a Castello Branco,

investiu especialmente na ampliação das marginais na rodovia SP-270, entre os

quilômetros 92 e 106, que resultarão em maior fluidez no tráfego; desde julho de

2011, obras de duplicação do trecho entre Itapetininga e Araçoiaba da Serra estão

em andamento, com a consequência positiva de redução de congestionamentos. Já a

CCR RodoAnel realizou intervenções no pavimento dos quilômetros 11 a 12 e 20 a 24

do trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas.

Outras obras, iniciadas no ano anterior, seguem em andamento. A principal, que

prevê a recuperação de 600 km de pistas, é a que envolve a rodovia dos

Bandeirantes (SP-348), da CCR AutoBAn.

A intervenção contempla investimentos de mais de R$ 80 milhões e propõe renovar o

pavimento e as bases de sustentação da rodovia no trecho entre São Paulo e

Campinas. Para isso, está sendo utilizado asfalto ecológico (asfalto borracha), que

proporciona mais segurança e conforto aos usuários e fornece maior vida útil às

faixas de rolamento. A iniciativa faz parte dos esforços da CCR para aprimorar suas

ações de mitigação de impactos no eixo de resíduos sólidos, além de ajudar na

redução de ruído provocado pelo atrito e na drenagem (leia mais em Desempenho

Ambiental).

Transporte de passageiros

Um importante movimento de diversificação dos negócios do Grupo CCR foi iniciado

com a inauguração das primeiras estações da Linha 4–Amarela do metrô de São

Paulo, com a conclusão da fase I do empreendimento. A linha, que conecta a região

da Luz, no centro da cidade, à Vila Sônia, na zona oeste, já está operando de forma

integral, sete dias por semana, desde outubro de 2011. Até 2014, com a conclusão

da fase II, terá 11 estações em funcionamento ao longo de 12,8 km, sob

administração da ViaQuatro.

Situadas no coração econômico da capital paulista, as duas primeiras estações –

Paulista e Faria Lima – foram inauguradas em 2010. O ano de 2011 registrou a

abertura gradual de mais quatro estações – Pinheiros, Butantã, Luz e República –,

além do início da operação integral. Por meio da linha, o metrô paulistano ganhou

conexões importantes, capazes de distribuir o fluxo de passageiros nos ramais e

agilizar o tempo de viagem para quem faz integrações com outros modais, como

ônibus, bicicletas e trens.

Desde o início da operação das 4h40 à 0h, cerca de 600 mil pessoas têm utilizado a

linha diariamente. Dos cerca de 51 milhões de usuários que passaram pelo ramal em

2011, 49,1 milhões vieram de outras linhas e cerca de 2,5 milhões acessaram o

sistema metroviário por suas estações.

Prevista para 2014, a finalização da Linha 4 ainda depende da inauguração das

estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho,

São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, que estão em obras. A previsão é que 1 milhão de

usuários seja beneficiado com a “linha da integração”. Para efeito de comparação, a

Linha 2–Verde do metrô, que passa pela região da avenida Paulista, transporta cerca

de 600 mil usuários/dia.

Além do desenho que facilita a integração entre diferentes modais e linhas de

transporte público, a linha 4 possui uma série de tecnologias que favorecem um

funcionamento eficiente. Entre elas, há o sistema driverless – que, por meio de um


sistema de comunicação baseado em links de rádio e antenas ao longo da via, evita

a necessidade de condutores nos trens, já que o controle é feito nas centrais

operacionais. Isso permite intervalos mais curtos entre trens e uma operação

automatizada.

Outros diferenciais são as portas de plataforma, presentes em todas as estações

para aprimorar a segurança de passageiros, o sistema de frenagem eficiente, que

economiza energia, os equipamentos de alimentação energética aérea e a rede sem

fio, que permite acesso à internet.

Movimento na Linha 4 - Amarela do metrô

PASSAGEIROS TRANSPORTADOS 1T11 2T11 3T11* 4T11 2011

Passageiros Integrados 1.005.651 2.822.773 12.690.847 32.623.866 49.143.137

Passageiros Exclusivos 24.046 158.295 667.903 1.717.000 2.567.244

TOTAL 1.029.697 2.981.068 13.358.750 34.340.866 51.710.381

* A quantidade de passageiros exclusivos divulgada anteriormente foi retificada em 9.700 passageiros.

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Relatório Anual e

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Sustentabilidade

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O setor de infraestrutura rodoviária vive um

momento de alta competitividade e tem

enorme potencial para investimentos.

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Demonstração de

Valor Adicionado

Demonstrações

Financeiras

INDICADORES GRI

EC2

Reconhecida nacionalmente por sua atuação no segmento de concessões de

rodovias, a CCR é um dos cinco grupos mais representativos da América Latina e

líder em receita líquida entre as 55 concessionárias do Brasil. No cerne de seu

modelo de negócios, um objetivo que está em sintonia com o atual momento do país:

oferecer serviços de qualidade e contribuir para o desenvolvimento infraestrutural

das cidades e estados brasileiros.

O movimento nas estradas sob concessão vem crescendo desde o início dos

programas desse tipo no Brasil. Em 2011, o fluxo de veículos foi 11% maior em

relação ao ano de 2010, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de

Rodovias (ABCR). Com isso, foram arrecadados R$ 12 bilhões em todas as praças de

pedágio – cerca de 20% a mais que no ano anterior.

De acordo com a ABCR, 15.381 km de rodovias de nove estados estão sob operação

da iniciativa privada, o que equivale a cerca de 7% da malha rodoviária nacional

pavimentada, que possui 214.249 km de extensão. O setor, portanto, tem ainda um

enorme potencial para investimentos e vive um ambiente de alta competitividade –

em pouco mais de 15 anos, o número de empresas saltou de seis para 52.

Marcado por uma história de urbanização desordenada e por uma geografia

continental, o país ainda está em processo de adaptação infraestrutural para poder

atender às crescentes demandas por modais de transporte de pessoas e cargas

entre as regiões, estados e cidades.

Entre as principais dificuldades está melhorar as condições de escoamento da

produção industrial e agrícola. Segundo ranking de produtividade organizado pela

escola de administração suíça International Institute for Management Development

(IMD), o Brasil está na 44ª posição na avaliação do início de 2011.

Com 59 países participantes, a pesquisa aponta que uma das grandes necessidades

atuais é de melhorar as condições de tráfego dentro dos países – e a concessão de

rodovias surge como alternativa para contornar esses desafios no curto e médio

prazos no Brasil.

Os benefícios identificados por meio de pesquisas nas rodovias sob concessão

mostram que a iniciativa privada tem conseguido oferecer melhores condições de

segurança e tráfego para os usuários. Segundo pesquisa realizada pela

Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2011, contemplando mais de 90 mil

km de estradas, 86,9% das rodovias sob concessão estão em condições boas ou

ótimas; já na malha sob administração pública, esse índice cai para 33,8%, enquanto

que 66,2% estão em condições regulares, ruins ou péssimas.

O bom resultado é reflexo da destinação de boa parte dos recursos obtidos por meio

do pedágio. Entre 1996 e o final de 2010, as concessionárias brasileiras investiram

mais de R$ 19 bilhões nas rodovias responsáveis pelo transporte de 60% de toda a


iqueza produzida no Brasil, de acordo com dados da Associação Nacional do

Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Responsável pela administração de diversas ligações viárias essenciais para o

desenvolvimento econômico do Brasil, como a Via Dutra (BR-116), que conecta as

regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, e o sistema Anhanguera-

Bandeirantes, que liga a capital paulista à região de Campinas, a CCR busca manter

padrões de excelência em todas as rodovias que opera.

Diversas rodovias pertencentes às Unidades de Negócio têm sido premiadas por

suas condições de tráfego e segurança. As rodovias dos Bandeirantes (SP-348) e

Castello Branco (SP-280) estão, respectivamente, há seis e dois anos recebendo

premiações como melhores rodovias do país, segundo pesquisas de organizações

como a Confederação Nacional do Transporte (CNT) (leia mais em Prêmios).

Com esse panorama, a Companhia acredita estar exercendo papel de liderança em

relação ao segmento que é sua principal fonte de receita. Além de atuar de forma

competitiva e lucrativa, pretende incentivar e participar do desenvolvimento de novas

oportunidades de negócio, perpetuar sua atuação nas concessões já obtidas e

identificar espaços e regiões em que possa atuar, contribuindo para o crescimento

sustentável do país em consonância com a análise de riscos e oportunidades ligados

a mudanças climáticas.

Com a inserção do tema sustentabilidade no planejamento estratégico, o Conselho

de Administração passou a discutir os riscos e oportunidades que os grandes

desafios da sustentabilidade, tais como as mudanças climáticas, representavam para

o Grupo CCR.

Riscos regulatórios, como a entrada em vigor das novas leis de mudanças climáticas

e de resíduos sólidos, foram identificados no Conselho e foram determinantes para o

lançamento dos planos de ação de preparação das unidades de negócio para as

mudanças (leia mais em Desempenho Ambiental).

Uma oportunidade de negócio identificada pelo Grupo CCR e aprovada pelo

Conselho, que trata diretamente da qualidade do ar e da questão de emissões, foi a

Controlar, da qual a Companhia possui participação de 45% do capital social (50%

das ações com direito a voto), que é responsável pela inspeção veicular na cidade de

São Paulo (leia mais em Desempenho Ambiental).

A empresa STP, com participação do Grupo CCR de 38,25%, que opera o sistema

eletrônico Sem Parar / Via Fácil, presente em vários estacionamentos de shoppings,

aeroportos e na cobrança automática dos pedágios, também ilustra a concretização

de uma oportunidade de negócio identificada pela CCR para fornecer uma nova

tecnologia aos usuários para reduzir congestionamentos e emissões.

A SAMM, empresa criada pelo Grupo CCR em 2010, é outro exemplo de identificação

de oportunidade de novos negócios levando em conta as tendências desencadeadas

pelas mudanças climáticas. Todas estas empresas têm confirmado as expectativas de

retorno financeiro e contribuído para o bom desempenho do Grupo CCR (leia mais em

Negócios).

Transporte e mobilidade

Além do segmento de concessões rodoviárias, a CCR acredita que sua presença e

sua atuação em novos negócios ligados ao transporte de passageiros e à mobilidade

urbana são essenciais para a perpetuidade do negócio. Com benefícios diretos para

acionistas, usuários e para a sociedade, a prospecção e o investimento nesses

segmentos também permite à Companhia exercer papel ativo no desenvolvimento do

País e reduzir impactos socioambientais ligados à sua atividade, como acidentes,

congestionamentos e emissões de gases de efeito estufa (leia mais em Desempenho

Ambiental).

A expansão populacional urbana e a aproximação de eventos esportivos

internacionais, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, demandam do Brasil

investimentos em infraestrutura para receber e organizar um fluxo cada vez maior de

pessoas e mercadorias entre seus centros urbanos.

Nesse sentido, o atual cenário oferece boas perspectivas de empreendimentos,

como a implantação de metrôs, trens, sistemas de trânsito rápido de ônibus e

Veículos Leves Sobre Trilhos (VLTs) em Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Brasília (DF),

Natal, (RN), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Fortaleza (CE), por exemplo. Apenas em

mobilidade, para a Copa de 2014, estão previstos mais de R$ 11,48 bilhões em

investimentos públicos e privados.


Crescimento da população

urbana e eventos como a Copa

do Mundo demandam altos

investimentos em

infraestrutura

Outros segmentos que se mostram estratégicos são os de concessões de

aeroportos no Brasil e no exterior, os de estacionamentos e deslocamentos urbanos

e o de telecomunicações. Desde o início de 2011, a CCR tem trabalhado no

desenvolvimento da SAMM, empresa que se dedica à prestação de serviços de

transmissão de dados, tomando como base a própria infraestrutura das demais

Unidades de Negócio da Companhia.

Atualmente, algumas unidades da CCR já levam à prática a proposta de diversificar o

portfólio com foco nas necessidades dos centros urbanos: com a Linha 4–Amarela do

metrô, por exemplo, busca-se oferecer transporte de passageiros capaz de suprir as

demandas de mobilidade de São Paulo, terceira maior região metropolitana do Brasil.

A STP, por sua vez, atua no segmento de meios eletrônicos de pagamento,

melhorando a fluidez do trânsito em estacionamentos e praças de pedágio. Outro

serviço de relevância, vinculado ao controle de emissões atmosféricas, é prestado

pela Controlar, que executa a inspeção veicular obrigatória no município de São Paulo

(leia mais em Perfil).

Concessões aeroportuárias e novos negócios

Por conta de sua estratégia de diversificação de portfólio, iniciada ainda no início da

década de 2000, a CCR possui uma área estruturada de Novos Negócios,

responsável pela análise de oportunidades direta ou indiretamente vinculadas ao

objeto social da empresa. A expertise da Companhia no segmento de infraestrutura

e concessões sinalizou, nos últimos anos, uma importante atividade que ganha força

tanto no Brasil quanto no exterior: a concessão de aeroportos.

No intuito de poder participar ativamente desse segmento, no entanto, a empresa

complementou seu objeto social para explicitar o negócio de exploração de

infraestrutura aeroportuária. O processo exigiu mobilização no eixo da governança,

com a formação, em agosto de 2011, de um Comitê Independente, em linha com o

Parecer de Orientação nº 35/2008 da CVM, para analisar a aquisição de ativos

detidos por dois dos três grupos controladores da CCR, Andrade Gutierrez e

Camargo Corrêa, mediante o complemento do objeto social da CCR, com a

possibilidade de negócios no setor de infraestrutura aeroportuária. O Comitê

Independente é composto por quatro membros, sendo eles um administrador

escolhido pela totalidade dos membros do Conselho de Administração, um

conselheiro independente do Conselho de Administração e dois terceiros, não

administradores, escolhidos em conjunto pelos outros dois membros. Adotou-se,

como premissa a plena independência em relação à Administração da Companhia,

munindo-se de acessoria contábil, financeira e jurídica própria, para assegurar a

transparência de sua análise e da avaliação dos ativos.

A concessão de aeroportos é

uma das atividades mais

importantes em infraestrutura

para os próximos anos, tanto

no Brasil como no exterior

A função do Comitê foi realizar uma análise de mercado, identificar os riscos e

oportunidades do negócio e garantir a idoneidade do processo de aquisição dos

ativos detidos por dois dos três grupos controladores (Andrade Gutierrez e Camargo

Corrêa, em conjunto, “Acionistas Vendedores”) no setor de infraestrutura

aeroportuária, mediante análise contábil, financeira e jurídica, bem como avaliação,

por meio de consultores contratados.

Paralelamente, a área de Relações com Investidores dialogou com acionistas,

esclarecendo os objetivos no novo segmento e a importância da aquisição dos

referidos ativos para ampliação do portfólio da Companhia. Os valores finais da

negociação com os acionistas vendedores estão dentro dos limites constantes nas

recomendações do relatório do Comitê Independente, demonstrando a adequação

da aquisição em valores de mercado.

O Estatuto Social, com o complemento do objeto social, foi aprovado em assembleia


geral de acionistas, no início de 2012. Na mesma ocasião, também foi aprovada a

aquisição de participações acionárias diretas e indiretas detidas pelo grupo

controlador Andrade Gutierrez nos Aeroportos Internacionais de Quito, no Equador, e

de San Jose, na Costa Rica, e pelo grupo controlador Camargo Corrêa, de Curaçao,

com base nas recomendações do relatório do Comitê Independente e nos resultados

da negociação com os Acionistas Vendedores. Os acionistas controladores

vendedores se abstiveram de votar nas decisões relativas às aquisições dos ativos.

O valor total aprovado para a aquisição desses ativos foi de US$ 214,5 milhões: US$

140 milhões em Quito, no Equador, com a participação de 45,5% no capital social;

US$ 50 milhões em San José, na Costa Rica, com participação de 48,8%; e US$ 24,5

milhões em Curaçao, com a participação de 40,8% no negócio (veja quadro).

A aquisição pela CCR desses ativos, pertencentes ao Grupo Camargo Corrêa e ao

Grupo Andrade Gutierrez, resultou da decisão dos controladores de centralizar na

Companhia sua atuação no segmento. O processo está sendo conduzido com o

objetivo de evitar quaisquer conflitos de interesse: em conformidade com a política

da CCR sobre o tema (Conflitos de Interesse) e em linha com o Parecer de

Orientação nº 35 da CVM, os referidos Grupos Controladores não participaram das

votações e análises sobre o tema.

Conheça +

Concessões

aeroportuárias no

exterior

Quiport

Responsável pela gestão do aeroporto Mariscal Sucre, em Quito, e pela

construção do novo Aeroporto Internacional da cidade.

Acionistas: CCR, AECON, Airport Development Corporation (ADC), HAS

Development Corporation (HAS-DC)

Período de concessão: Até janeiro de 2041

Número de passageiros: 5,2 milhões por ano

Aeris Holding Costa Rica

Responsável pela construção, operação e manutenção do Aeroporto

Internacional Juan Santamaria.

Acionistas: CCR, ADC&HAS Holding S.A e mais três sócios minoritários locais

Período de concessão: Até maio de 2026

Número de passageiros: 3,5 milhões por ano

Curaçao Airport Partners NV

Opera o Aeroporto Internacional de Curaçao, nas Antilhas Holandesas.

Acionistas: CCR, Zurich/IDC e Jansen de Jong Group

Período de concessão: Até agosto de 2033

Número de passageiros: 1,6 milhão por ano

Com base no complemento do objeto social, a CCR também demonstrou interesse

em participar de licitações promovidas no setor de aviação civil do Brasil, reforçando

seu interesse e priorização do mercado nacional. Em fevereiro de 2012, participou da

primeira fase, em consórcio com outras empresas, dos leilões dos aeroportos de

Campinas, Brasília e Guarulhos.

A perspectiva é que, gradativamente, o negócio deve ganhar força dentro da

estratégia da empresa, estimulando reestruturações de governança e gestão que

considerem o crescimento e entrada da CCR, como acionista ou controladora, de

empreendimentos aeroportuários do país.


Sustentabilidade em novos negócios

A inserção de questões socioambientais nas análises realizadas pela área de Novos

Negócios é um dos principais desafios de gestão da CCR. Apesar de possuir

requisitos que orientam a prospecção e busca por novas oportunidades, levando em

conta critérios como perpetuidade, respeito à legislação vigente e a realização de

estudos e levantamentos de impactos, a Companhia não possui, ainda, uma política

estruturada que norteie a busca de novos negócios levando em conta critérios de

sustentabilidade.

Com o desenvolvimento do Programa de Sustentabilidade, pretende-se inserir o

tema em todos os processos internos e tomadas de decisão, incluindo a busca por

novos negócios. Porém, por estar investindo em empreendimentos ligados, direta ou

indiretamente, a questões de mobilidade urbana – como a Linha 4–Amarela do metrô

de São Paulo e a Controlar –, a empresa acredita já estar a caminho de uma

diversificação de portfólio pautada na busca por soluções inteligentes e sustentáveis

para os grandes centros urbanos brasileiros.

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Demonstração de

Valor Adicionado

Resultados e distribuição de valor adicionado

de 2009 a 2011.

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Negócios

Resultados do ano

Perspectivas de

mercado

Demonstração de

Valor Adicionado

Demonstrações

Financeiras

INDICADORES GRI

EC1

Demonstração de Valor Adicionado

RECEITAS CONTROLADORA CONSOLIDADO

2011 2010 2009 2011 2010 2009

Receitas de pedágio - - - 4.631.848 3.864.273 3.209.250

Receitas de construção - - - 556.724 881.403 728.316

Outras receitas 171.179 86.864 67.976 410.715 298.034 178.080

INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS

Custos de construção - - - (556.724) (881.403) (728.316)

Provisão de manutenção - - - (139.074) (157.638) (95.933)

Custos dos serviços prestados (17.172) (8.977) (19.034) (625.434) (628.336) (469.594)

Materiais, energia, serviços de

terceiros e outros

(34.345) (36.964) (20.919) (259.654) (285.538) (179.453)

VALOR ADICIONADO BRUTO 119.662 40.923 28.023 4.018.401 3.090.795 2.642.350

Depreciação e amortização (4.866) (5.242) (4.864) (434.884) (319.569) (237.296)

VALOR ADICIONADO LÍQUIDO

GERADO PELA COMPANHIA

VALOR ADICIONADO RECEBIDO

EM TRANSFERÊNCIA

Resultado de equivalência

patrimonial

114.796 35.681 23.159 3.583.517 2.771.226 2.405.054

1.081.698 - - 350.535 - -

844.816 655.259 762.936 - - -

Receitas financeiras 236.882 208.354 118.752 350.535 450.077 365.826

VALOR ADICIONADO TOTAL A

DISTRIBUIR

1.196.494 899.294 904.847 3.934.052 3.221.303 2.770.880

Distribuição de Valor Adicionado

EMPREGADOS

Remuneração direta 88.150 51.070 49.651 335.370 240.202 201.082

Benefícios 8.961 5.367 6.652 70.995 55.545 44.560

FGTS 2.958 1.876 1.704 16.994 13.220 10.835

Outras 852 414 315 5.809 4.717 3.172


TRIBUTOS

Federais 15.905 19.045 9.238 719.093 625.091 573.542

Estaduais 25 9 - 917 411 397

Municipais 5.645 2.249 336 254.630 213.636 160.168

REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS

Juros 183.050 153.110 130.743 1.254.830 1.058.450 774.578

Aluguéis 2.986 2.396 2.113 19.670 21.015 17.021

Outorga - - - 344.875 310.577 267.213

REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS

Dividendos 300.000 200.000 439.370 300.000 200.000 439.370

Lucros retidos do exercício 587.962 463.758 264.725 610.769 478.439 278.942

Investimento da CCR em projetos

sociais (direto) – Em R$

2010 4.970.000

2011 6.590.000

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Financeiras

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro

de 2011 e 2010

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Financeiras

Clique aqui e faça o download das Demonstrações Financeiras do Grupo CCR.

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Temas Prioritários

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Temas

Prioritários

Definição de

prioridades

Externalidades

prioritárias

Desempenho

Ambiental

Definição de

prioridades

Nossos temas prioritários são

acidentes, resíduos sólidos,

emissões, congestionamentos

e consumo de água e energia.

LEIA

Externalidades

prioritárias

Mapeamos os principais

impactos de nossas operações

sobre as pessoas, as

comunidades e o meio

ambiente.

LEIA

Desempenho

Ambiental

Monitoramos e implementamos

planos de ação em resíduos,

biodiversidade, emissões e

consumo de água e energia.

LEIA

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TEMAS PRIORITÁRIOS

Definição de

prioridades

Nossos temas prioritários são acidentes,

resíduos sólidos, emissões de gases de efeito

estufa, congestionamentos e consumo de água

e energia.

Temas

Prioritários

Definição de

prioridades

Externalidades

prioritárias

Desempenho

Ambiental

INDICADORES GRI

4.15

Identificar, compreender e mitigar os impactos que exerce sobre os públicos com que

se relaciona são algumas das principais necessidades com que as corporações têm

se deparado na atualidade. Atenta às novas demandas da sociedade, de

organizações e de stakeholders diversos, a CCR tem buscado aprimorar e fortalecer a

vinculação da sustentabilidade às suas operações, de forma a tornar sua relação

com o meio ambiente mais harmoniosa e alinhada a uma perspectiva de longevidade.

Desde o ano de 2010, quando os primeiros passos do Programa de Sustentabilidade

foram dados, a Companhia tem conquistado avanços na inserção do tema na

governança e, consequentemente, na estratégia de negócios (leia mais em

Estratégia de Sustentabilidade).

Com o estabelecimento de comitês na alta liderança e em cada uma de suas

unidades, a CCR pretende disseminar internamente a relevância da responsabilidade

socioambiental não apenas para o cumprimento de metas, como também para a

execução do planejamento de longo prazo em relação ao tema.

Tão importante quanto o movimento no eixo da governança, o desenvolvimento de

um modelo estruturado de gestão ambiental também faz parte dos objetivos do

Programa de Sustentabilidade. Para isso, desde 2010 encontros e diálogos com

lideranças e colaboradores têm sido realizados nas principais Unidades de Negócio.

Um dos primeiros resultados deste processo foi a elaboração de um mapa de

externalidades que estão ligadas às operações da CCR no Brasil.

O conceito de externalidade refere-se aos efeitos colaterais e/ou impactos das

operações de um negócio ou atividade sobre indivíduos, comunidades ou sobre o

próprio meio ambiente. Podem ser positivos ou negativos, dependendo da forma com

que são gerenciados pela empresa e do tipo de influência que exercem sobre

públicos de interesse.

Em 2011, aprofundamos nossos

principais temas críticos:

acidentes, resíduos e emissões

de gases de efeito estufa

Em 2010, a Companhia mapeou cinco grandes externalidades negativas que devem

ser trabalhadas e orientar a gestão de sustentabilidade da Companhia: acidentes,

resíduos sólidos, emissões de gases de efeito estufa, congestionamentos e consumo

de água e energia.

O ano de 2011 serviu para aprofundamento dos principais temas críticos definidos


como prioridades: acidentes, resíduos e emissões. Com base nas externalidades

ligadas a estes temas, comitês de sustentabilidade de cada Unidade de Negócio

passaram a avaliar seu posicionamento, definir um plano de ação, executar

iniciativas e analisar dados e indicadores, além de compilá-los de forma a atender às

diretrizes de relato da Global Reporting Initiative (GRI) e aos parâmetros do

questionário do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), como consequências

da estruturação do Programa de Sustentabilidade.

Paralelamente, questões como congestionamentos e consumo de água e energia

começaram a ser discutidas – além de relacionadas a iniciativas que visam à

eficiência energética das operações (como o uso de lâmpadas LED), à redução do

consumo de água (por meio de ações de conscientização e do reaproveitamento de

água da chuva) e à melhoria na fluidez do tráfego já executadas pela Companhia. O

objetivo é fortalecer as ações de mitigação de impacto e a gestão de indicadores a

partir de 2012.

Em relação à gestão ambiental da CCR, um dos principais avanços do ano foi a

ampliação do escopo do inventário de emissões de gases de efeito estufa –

realizado pela primeira vez com apoio de uma consultoria especializada em 2010 –,

envolvendo cerca de 70 colaboradores responsáveis pela compilação e análise de

dados.

Para que haja uma consolidação sistematizada dos dados e uma abordagem

consistente em relação a todas as externalidades do Grupo CCR, pretende-se

desenvolver, ao longo de 2012, um software que permita a coleta de indicadores e

dados de desempenho relacionados às externalidades contemplando todas as

Unidades de Negócio.

Outra perspectiva futura, já sinalizada nos Objetivos Gerais e Diretrizes (OGD) –

documento estratégico elaborado anualmente pela alta gestão – de 2012 e

integrada ao Programa de Sustentabilidade, é consolidar a gestão ambiental como

ferramenta de geração de valor para a Companhia.

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Relatório Anual e

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Sustentabilidade

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TEMAS PRIORITÁRIOS

Externalidades

prioritárias

Mapeamos nossas principais externalidades e

outros impactos de nossas operações sobre as

pessoas, as comunidades e o meio ambiente.

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Temas

Prioritários

Definição de

prioridades

Externalidades

prioritárias

Desempenho

Ambiental

A partir do mapeamento das externalidades, a CCR executou um trabalho de

conscientização e análise interna que identificou as principais frentes e ações, em

desenvolvimento ou não, que poderiam auxiliar a empresa na mitigação de impactos

associados às suas Unidades de Negócio.

Durante o ano de 2011, grupos de trabalho discutiram, por meio de encontros

realizados pelo Comitê Executivo e de workshops no âmbito do Programa de

Sustentabilidade, as principais formas de ação, perspectivas e iniciativas já

desenvolvidas pela Companhia em relação aos impactos que exerce. Conheça o

posicionamento, o estágio atual, as metas e os desafios que a CCR identifica para

cada uma de suas externalidades.

Acidentes

Todos os anos, cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem por conta de acidentes no

trânsito, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). A Organização

Mundial de Saúde (OMS) também sinalizou, em 2011, que as mortes decorrentes de

trânsito já superam, globalmente, as causadas por doenças como AIDS e malária.

Essa situação levou a ONU a proclamar a Década de Ação pela Segurança Viária

(entre 2011 e 2020).

No Brasil, segundo dados da administradora do seguro obrigatório nacional, são 160

óbitos diariamente – o que resulta em mais de 50 mil mortes em longo de um ano,

tornando o país um dos cinco mais violentos do mundo na categoria.

Tais indicadores demandam dos órgãos governamentais ações efetivas para buscar

reduzir o volume de acidentes de trânsito do país. Além disso, expõem Companhias

como a CCR a um desafio: ainda que questões relativas à falta de manutenção

regular dos veículos e ao desrespeito às leis de trânsito sejam fatores significativos,

ao lidar com rodovias de regiões de grande fluxo comercial e de pessoas, suas

Unidades de Negócio devem contribuir e implementar medidas que favoreçam a

redução de acidentes e que minimizem a perda de vidas nas estradas.

A questão de acidentes é trabalhada há anos pela CCR – com isso, a Companhia

acredita estar em sintonia com o engajamento global para a redução dessas

ocorrências, preconizado pela ONU por meio da Década de Ação pela Segurança

Viária. Entre as iniciativas, está o programa Estrada para a Cidadania, que promove

a educação para o trânsito a partir da conscientização de jovens estudantes de

municípios cortados pelas rodovias sob concessão e atendeu mais de 350 mil

crianças apenas em 2011. O programa Estrada para a Saúde, por sua vez, reúne os

projetos de saúde das concessionárias e oferece acompanhamento contínuo a mais

de 10 mil caminhoneiros, e o Café na Passarela, da CCR SPVias, oferece café da

manhã nas passagens elevadas das rodovias, no intuito de incentivar seu uso pelos

pedestres e reduzir o número de mortes por atropelamento (leia mais em


Sociedade).

Unidades de Negócio buscam

reduzir acidentes com

investimentos e programas de

conscientização. Na AutoBAn,

índice de mortes caiu 68,4%

em 13 anos.

Consciente de sua responsabilidade ao prestar um serviço público, a Companhia

também tem buscado inserir discussões e análises sobre o tema nas Unidades de

Negócio. Com a evolução do Programa de Sustentabilidade, comitês foram

articulados dentro das empresas do Grupo, e a externalidade de acidentes recebeu

atenção especial ao longo de 2011.

O foco principal foi promover a transversalidade nas ações. Por meio de

investimentos em obras de conservação e melhoria das rodovias sob concessão, a

CCR pretende, a um só tempo, salvar vidas e tornar o negócio mais eficiente, com

menos ocorrências e, consequentemente, menor incidência de congestionamentos,

redução no volume de emissões de gases de efeito estufa por veículos e maior

satisfação para os usuários.

Para isso, em 2011 foram estabelecidas metas quantitativas de redução de

acidentes. O desempenho das unidades foi satisfatório, com o cumprimento dos

objetivos traçados. Algumas unidades, como a CCR AutoBAn, têm conquistado bons

resultados desde o início das concessões: em seus 13 anos de história, a

concessionária reduziu em 68,4% o índice de mortes, em 7% o índice de feridos e em

cerca de 10,4% o índice de acidentes no Sistema Anhanguera-Bandeirantes.

Durante o ano, além dos encontros de lideranças das operações para discutir o

tema, foi criada uma ferramenta para avaliação dos esforços e impactos na questão

de acidentes. Com isso, mais que dados numéricos sobre ocorrências, colisões e

óbitos nas rodovias sob concessão, a CCR consegue obter um mapeamento

detalhado do impacto dessa externalidade sobre cada negócio, além de conseguir

estudar que ações de intervenção em uma rodovia podem resultar em redução no

volume de acidentes.

No intuito de disseminar conhecimentos adquiridos nas experiências de atendimento

a ocorrências das equipes da CCR Ponte, foi inaugurado, em 2011, o Laboratório de

Urgência, projeto que resulta de um convênio com o Núcleo de Ensino e Pesquisa em

Urgências (Nepur) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A meta do projeto, que receberá R$ 840 mil em investimentos da Agência Nacional de

Transportes Terrestres (ANTT) ao longo de dois anos, é capacitar profissionais para

um atendimento pré-hospitalar adequado, além de conscientizar o público, atingindo

cerca de 270 pessoas por mês com capacitações.

Os módulos básicos, com duração de quatro horas, abordam temas como prevenção

de acidentes, direção defensiva, primeiros socorros e sinalização de cena de

acidente. Para quem é profissional da área, serão oferecidos cursos de

complementação de 20 horas.

Conheça +

O papel do motorista

A má condição das rodovias brasileiras não é o principal fator que contribui

para a alta incidência de acidentes. De acordo com pesquisa divulgada pela

Fundação Dom Cabral (FDC), em parceria com o BID (Banco Interamericano de

Desenvolvimento), o comportamento do motorista ao volante é ainda mais

crítico ao se analisar o volume de ocorrências.

Entre 2005 e 2009, o estudo analisou 533 trechos de rodovias (concedidas e

públicas), dados de acidentes da Polícia Federal e de concessionárias e

números do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). O

resultado aponta que as más condições de pavimentação e sinalização

interferem na gravidade, mas não no volume total de acidentes.

Durante o período, o número de batidas entre veículos passou de 41,55% do

total de acidentes para 37,4%, os atropelamentos caíram de 5% para 3,74% e

capotagens diminuíram em 2,52%. Entretanto, no mesmo período, os choques


laterais subiram de 12,12% para 22,34%.

O estudo foi executado pelo Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da FDC,

patrocinado pelo Grupo CCR, e fornece bases para a atuação estratégica da

Companhia na externalidade de acidentes, além de contribuir para a análise e

mapeamento da violência no trânsito no Brasil.

Com base em públicos que considera críticos, como os motoristas de veículos

pesados – que são submetidos a jornadas de trabalho extenuantes, o que

aumenta o risco de fadiga e cansaço ao volante e, consequentemente, de

acidentes –, a empresa desenvolve iniciativas que visam à redução de

ocorrências, como o Estrada para a Saúde. Além disso, propõe a educação

para o trânsito com iniciativas como o Estrada para a Cidadania, programa

socioeducativo que é referência no setor (leia mais em Sociedade).

Congestionamentos

Em 2011, os acidentes foram o tema principal no âmbito do Programa de

Sustentabilidade. Já em 2012, além de reduzir os índices de ocorrências e acidentes

em suas rodovias, a CCR também definiu estratégias para monitorar, controlar e

desenvolver ações que reduzam o volume de congestionamentos nas Unidades de

Negócio.

Seja em área rural, seja em perímetros urbanos, onde são mais frequentes, os

congestionamentos afetam não apenas usuários e comunidades de entorno, mas

também a própria economia brasileira. Veículos trafegando de forma mais lenta

significam maior poluição ambiental, viagens cansativas e atrasos nas entregas

comerciais.

CCR definiu estratégias e

ações para monitorar e reduzir

o volume de

congestionamentos

Segundo dados do Instituto de Estudos Avançados da USP, por exemplo, as perdas

financeiras causadas por congestionamentos na cidade de São Paulo – que possui

um dos mais significativos índices de congestionamento do mundo, além de ser

cortada por diversas rodovias administradas pela CCR – ultrapassam a marca de R$

11 milhões de reais em um único dia. Por ano, seriam R$ 3,3 bilhões de prejuízo

afetando a produção, a venda, o transporte e o consumo de produtos e a vida de

milhões de pessoas. O desperdício de combustível no trânsito chegaria a 200 milhões

de litros de gasolina e álcool e 4 milhões de litros de diesel somente na capital

paulista.

Com diversas rodovias administradas cruzando regiões metropolitanas importantes,

como o Rio de Janeiro e as cidades de São Paulo e Campinas, a CCR considera crítico

atuar para reduzir congestionamentos. Nesse sentido, como principais ações estão

investimentos em obras de recuperação e ampliação das rodovias. Em 2010, por

exemplo, o acesso a São Paulo pela rodovia Castello Branco foi melhorado com as

obras do Projeto Cebolão, que conecta a via às marginais Tietê e Pinheiros em uma

região historicamente prejudicada pelo excesso de trânsito. Em 2011, foram

investidos mais de R$ 658,6 milhões nas Unidades de Negócio (leia mais em

Resultados do Ano).

Outro fator, além do excesso de veículos, pode gerar congestionamentos nas

principais rodovias: as próprias intervenções e obras, que causam interrupções de

tráfego e a consequente saturação nas demais pistas da malha.

Para evitar tais efeitos, a divisão Engelog mantém diálogo com as Unidades de

Negócio e planeja as obras de forma a reduzir a quantidade, frequência e

abrangência delas, sobretudo em dias, locais e horários de maior movimento, de

forma a tornar as viagens mais rápidas, seguras e confortáveis para o usuário. Outro

cuidado da CCR é o de investir em pesquisas de tecnologias e inovação que ampliem

a durabilidade e qualidade da pavimentação instalada, de forma a, no longo prazo,

reduzir a necessidade de intervenções.

Com base nas novas Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS), a Companhia

tem buscado desenvolver um olhar sistêmico sobre a questão de

congestionamentos, vinculando-a ao investimento em inovações que aumentem a

durabilidade do asfalto e ao investimento em melhorias nas rodovias.


Os gastos com obras de conservação e melhoria, por exemplo, que são distribuídos

ao longo de períodos, levam em conta os benefícios de longo prazo de se investir em

tecnologias como o asfalto ecológico mais durável – um custo menor de intervenções

de longo prazo significa menos obras, menos congestionamentos e um retorno

econômico positivo para o Grupo CCR, o que, direta ou indiretamente, beneficia

stakeholders como investidores e usuários.

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Relatório Anual e

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Sustentabilidade

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TEMAS PRIORITÁRIOS

Desempenho

Ambiental

Monitoramos e implementamos planos de

ação em resíduos, biodiversidade, emissão de

gases de efeito estufa e consumo de água e

energia.

Temas

Prioritários

Definição de

prioridades

Externalidades

prioritárias

Desempenho

Ambiental

INDICADORES GRI

EN3 | EN4 | EN8 |

EN10 | EN11 | EN12 |

EN14 | EN15 | EN16 |

EN17 | EN18 | EN26

Resíduos sólidos

Desafiadora para todas as empresas do Brasil, a adequação à nova Política Nacional

de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, aponta que, até agosto de 2014, a

disposição ambientalmente adequada de materiais deve estar implantada. O

principal diferencial do documento em relação à antiga legislação está no

compartilhamento de responsabilidades sobre a gestão de resíduos entre o setor

público, as empresas e os demais segmentos da sociedade.

Em atenção às novas exigências e à melhoria da disposição de seus principais

resíduos, a CCR tem trabalhado para mitigar impactos associados a essa

externalidade, além de disseminar boas práticas em suas Unidades de Negócio e

trabalhar de forma ativa na inovação tecnológica na disposição e reciclagem de

materiais.

O ano de 2011 foi representativo por conta do desenvolvimento do Programa de

Gestão de Resíduos Sólidos, uma instrução normativa que oficializa ações e medidas

de coleta e análise de dados relacionadas ao tema. Para isso, foi criado um grupo

técnico com representantes de todas as Unidades de Negócio e serviço, que

estruturou o documento com base nas legislações ambientais aplicáveis – como a

nova Política Nacional de Resíduos Sólidos – e nas melhores práticas ligadas ao

tema.

A previsão é que, em 2012, seja elaborado um inventário mais efetivo de resíduos,

baseado na nova documentação e no desdobramento de suas diretrizes nas

unidades, com participação de lideranças ambientais que propõem a disseminação

homogênea do programa na Companhia. Esta ação está sendo liderada pelos

representantes do grupo técnico criado em 2011 e pelos comitês de sustentabilidade

da CCR. A meta é inventariar de forma completa e documentar todas as etapas que

compõem um programa de gerenciamento de resíduos sólidos, permitindo sua

contabilização, monitoramento e rastreabilidade.

Em 2011, também foi desenvolvida a coleta seletiva nas Unidades de Negócio, nas

sedes administrativas. Para 2012, o objetivo é disseminar a prática em todas as

praças de pedágio e postos de serviços das concessionárias ao longo da rodovia.

Além disso, a Companhia considera essencial lidar com a destinação de materiais de

alto impacto ambiental diretamente associados ao seu negócio. Desde 2002, a CCR

RodoNorte utiliza o asfalto ecológico ou asfalto-borracha – que é produzido com

pneus descartados ao fim de seu ciclo de uso.

Para cada tonelada de asfalto


Para cada tonelada de asfalto

ecológico, são adicionados

150 quilos de borracha – um

reaproveitamento de cerca de

mil pneus a cada quilômetro

de rodovia repavimentada

Em 2010, a CCR AutoBAn passou a utilizar a técnica na recuperação da rodovia dos

Bandeirantes. Em 2011, a NovaDutra passou a aplicar a tecnologia. Hoje, 37% das

rodovias sob concessão da CCR utilizam o asfalto ecológico.

Volume de Reciclagem e Asfalto Borracha

Unidade Serviço 2010 2011

Volume - m3 Valor - R$ Volume - m3 Valor - R$

AutoBAn asfalto borracha 22.288 R$ 17.518.368 4.805 R$ 6.438.039

reciclagem 51.446 R$ 14.301.988 105.520 R$ 23.851.528

NovaDutra asfalto borracha - - 1.100 R$ 990.143

Reprocessamento* - - 1.543 R$ 36.500

RodoNorte asfalto borracha 20.835 R$ 13.105.384 4.311 R$ 2.711.323

reciclagem 122.947 R$ 16.586.829 18.225 R$ 2.458.849

TOTAL 217.516 R$ 61.512.569 135.504 R$ 36.486.382

* Nota: Reprocessamento é o processo de aproveitamento do resíduo gerado a partir da britagem do concreto no asfalto

na camada de pavimento da rodovia.

Além de reutilizar um material que, antes, era considerado passivo ambiental, o

pavimento feito com borracha tem maior durabilidade e torna as viagens mais

confortáveis, já que o ruído provocado pelo atrito do pneu é menor, e seguras –

como o material não acumula água, a dispersão de água da chuva é superior, o que

reduz o risco de aquaplanagem. Para cada tonelada de asfalto, são adicionados

150 quilos de borracha – um reaproveitamento de cerca de mil pneus a cada

quilômetro de rodovia repavimentada.

Um dos principais entraves à aplicação do asfalto borracha – o custo até 50% maior

em relação ao pavimento convencional – pode ser revertido com base no

planejamento de longo prazo: utilizando o material, a vida útil das estradas se torna

maior, o que reduz a necessidade de investimentos em recuperação do asfalto e

torna intervenções nas pistas menos frequentes, reduzindo os congestionamentos.

De maneira complementar ao uso de asfalto borracha, a CCR RodoNorte ainda

promove a reciclagem do asfalto. No processo, o pavimento que é removido das

estradas durante obras de manutenção e melhoria é aplicado novamente como base

antes da utilização do asfalto borracha.

Outras ações reforçam o comprometimento da Companhia em relação à mitigação de

impactos. Uma delas é o projeto SacoLona, que recicla as lonas utilizadas em

materiais de divulgação de campanhas educativas da CCR, convertendo-as em

bolsas, nécessaires, estojos escolares e sacolas, entre outros itens.

O material é confeccionado pela Associação para a Produção de Sacolas Retornáveis

(Aprosar), gerando renda para 80 profissionais. Cerca de 5 mil produtos são

comercializados mensalmente, incentivando o empreendedorismo na comunidade e

promovendo a correta destinação de um resíduo gerado pela concessionária – além

de reduzir o uso de sacolas plásticas.

Conheça +

Pesquisas

O investimento em estudos que tornem as operações das Unidades de

Negócio mais eficientes, trazendo benefícios na segurança para o usuário e

melhorias na qualidade das rodovias, faz parte da estratégia da CCR.

Para isso, a Companhia dispõe de um Centro de Pesquisas Rodoviárias –

instalado na CCR NovaDutra – que foi ampliado em 2011 e recebeu novos

equipamentos em um investimento de R$ 3 milhões. Tecnologias como o

asfalto-borracha e a de reciclagem do pavimento são testadas e aprimoradas

no espaço antes da aplicação nas rodovias sob concessão.


O laboratório de asfalto resulta em vários benefícios ambientais, econômicos e

sociais. Do ponto de vista ambiental, por exemplo, o aumento da vida útil do

asfalto reduz a necessidade de matéria-prima utilizada em asfalto novo. No

aspecto econômico, uma nova norma contábil permite a amortização desse

investimento. O ganho social acontece pela redução de obras que impactam a

população que vive próxima à faixa de domínio da rodovia, além da redução

dos congestionamentos provocados pelas obras.

Entre os estudos já em desenvolvimento no Centro, estão a aplicação de

asfalto morno e o uso de modelos diferenciados de cimento asfáltico de

petróleo (CAP). Utilizado na NovaDutra desde as pesquisas desenvolvidas em

2011, a tecnologia de misturas asfálticas de CAP com cimento de alto módulo

permite ao pavimento possuir vida útil até cinco vezes maior que a do asfalto

convencional.

Também aplicado em um pequeno trecho da Via Dutra, para testes, a

tecnologia de asfalto morno tem como principal vantagem a redução da

temperatura em sua aplicação (de 150 para 120 graus) – o que,

consequentemente, reduz a emissão de gases poluentes.

Outra tecnologia relevante, cuja execução em um trecho da rodovia está

sendo estudada, é o CAP modificado por polímeros. Diferentemente dos CAPs

modificados existentes no mercado, que possuem 3 a 4% de polímeros, o

material em estudo na CCR possui 7,5% de polímeros, aumentando sua vida

útil.

Instituições como a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal do Rio

de Janeiro são parceiras da CCR no centro. Recentemente, a Companhia

assinou convênio com a Arizona State University, dos Estados Unidos, para

ampliar o diálogo com o meio acadêmico e viabilizar o desenvolvimento de

materiais mais duráveis, sustentáveis, eficientes e seguros.

A CCR também atua em parceria com instituições como a Universidade

Estadual de Ponta Grossa – por meio da RodoNorte, apoia uma pesquisa

sobre o uso de óleo vegetal como combustível em motores diesel, reciclando o

material e promovendo menor impacto ambiental. Atualmente, a Unidade de

Negócio testa o material em um veículo de sua frota, no intuito de melhorar o

uso do óleo e garantir a performance do veículo com o diesel menos poluente.

Gestão da biodiversidade

A CCR reconhece e procura mitigar os impactos que exerce sobre a biodiversidade

das regiões de atuação das Unidades de Negócio. Sobretudo nas proximidades das

rodovias sob concessão, atropelamentos de fauna, focos de incêndio e acidentes

que envolvam produtos perigosos são riscos que a Companhia busca evitar e

combater com planos de ação e treinamentos específicos para as equipes de

atendimento.

Além disso, são desenvolvidas medidas corretivas e compensatórias focadas na

proteção da biodiversidade das regiões afetadas, conforme descrito no quadro

abaixo. Para todas as obras e intervenções, a CCR dispõe de um Procedimento de

Monitoramento Ambiental que prevê o cumprimento da legislação vigente e a

adequação de todas as obras às diretrizes técnicas e ambientais definidas pela

Engelog, divisão da Companhia responsável por todos os serviços de ampliação,

manutenção e melhoria das operações.

Algumas unidades de conservação (florestas nacionais, parques estaduais e

municipais) estão nas proximidades e/ou são adjacentes às rodovias da CCR. No

caso das áreas de proteção ambiental (APAs), algumas rodovias do grupo cortam

municípios considerados APAs, como APA Jundiaí. Veja a localização das áreas na

tabela abaixo.

Unidades de Conservação e sua localização geográfica

AutoBAn

- Parque Estadual ARA (Assessoria da Reforma Agrária) - Valinhos e

Campinas;

- Parque Estadual Cantareira;

- Parque Estadual Jaraguá;

- Parque Estadual Juquery.

- Parque Municipal Anhaguera;

- Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim;

- APA Jundiaí;

- APA Cabreúva;

- APA Cajamar.


NovaDutra- Parque Florestal da Mata do Amador - Piraí;

- Parque Natural Municipal Curió de Paracambi;

- Parque Natural Municipal Jardim Jurema - São João do Meriti/RJ;

- Floresta Nacional Mário Xavier;

- Floresta Nacional de Lorena;

- APA do Guandu

RodoAnel - Parque Tizo (RMSP);

- Parque Estadual Jaraguá;

- Parque das Nascentes - Cotia;

- Parque dos Paturis - Carapicuiba;

- Parque Municipal Anhanguera;

- APA da Várzea do Tietê

RodoNorte - Parque Estadual Vila Velha - Ponta Grossa;

- Parque Estadual do Guartelá - Tibagi;

- Parque Estadual Colônia Mineira - Apucarana;

- Horto Florestal Geraldo Russi - Tibagi;

- Reserva Florestal Córrego da Biquinha - Tibagi;

- Reserva Florestal de Saltinho - Imbaú.

SPVias

ViaOeste

- Parque Nacional de Capão Bonito;

- Floresta Nacional de Ipanema;

- Parque Estadual Carlos Botelho;

- APA Corumbataí/Botucatu/ Tejupá

- Floresta Nacional de Ipanema;

- APA da Várzea do Tietê;

- APA Itupararanga.

ViaLagos

- APA Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado;

- APA Sapiatiba

Nota: A área utilizada dentro das unidades de conservação é definida pela área de influência

da rodovia – definida no contrato de concessão – no trecho de interação com as unidades de

conservação

A gestão de impactos de áreas atingidas pelas atividades de operação de rodovias

ou de implantação de infra-estrutura rodoviária (ampliações e melhorias) é feita por

meio de vários programas e instruções de controle ambiental, acompanhadas a partir

de programa de desempenho ambiental das atividades, visando principalmente a

minimizar os impactos com ações proativas e preventivas.

Nas atividades de operação, os procedimentos internos de cada Unidade de Negócio

são baseados na legislação nacional em vigor. Nos novos projetos, é feita uma

análise ambiental prévia, com o objetivo de definir alternativas de menor impacto,

procurando o desenvolvimento socioeconômico e ambiental na região na qual o

empreendimento está situado.

Devido à característica peculiar da operação de rodovias, não existem metas

específicas para este aspecto. As ações de mitigação são desenvolvidas caso a caso,

respeitadas as condições de cada Unidade de Negócio.

Impactos na biodiversidade e medidas tomadas

IMPACTOS NA

BIODIVERSIDADE

AÇÕES E MEDIDAS PARA MITIGAÇÃO E REDUÇÃO

DOS IMPACTOS

Impacto na fauna:

atropelamento, afugentamento e

isolamento

- Implantação de passagens de fauna;

- Treinamento da equipe de atendimento;

- Resgate ou afugentamento da fauna, por meio de

equipe técnica especializada;

- Encaminhamento dos animais apreendidos para

instituições especializadas;

- Manejo especializado de animais feridos.

Intervenção em recursos hídricos - Plano de gestão de riscos, incluindo plano de ação de

emergência para acidentes com produtos perigosos;

- Implantação de caixas de contenção em pontos

ambientalmente sensíveis;

- Monitoramento da qualidade da água;

- Recuperação de área de preservação permanente, por

meio de plantios compensatórios;

- Utilização de sistemas provisórios de contenção de

resíduos sólidos;

- Combate à erosão;

- Revestimento vegetal de taludes de corte e aterro.

Focos de incêndio

Corte de vegetação

- Monitoramento da rodovia por meio de circuito de TV;

- Disponiblidade de caminhões pipa e equipe treinada

em combate de incêndio

- Plantios compensatórios;

- Recuperação de áreas degradadas


Por atuar nestas regiões, a CCR desenvolve diversas parcerias e busca desenvolver

práticas de compensação ambiental que envolvam e tragam benefícios para

comunidades de entorno, não necessariamente pertencentes à faixa de domínio da

empresa. Atualmente, as compensações estão em áreas como o Parque Villa Lobos,

na cidade de São Paulo, as nascentes de rios de São José dos Campos (SP) e a

Fazenda Butantã (São Roque, SP).

A ViaOeste, por exemplo, envolveu moradores e ONGs no plantio de mais de

46 mil mudas na Fazenda Butantã, além de ter desenvolvido a recuperação,

mediante plantio de 25 mil mudas, de quatro parques e dois jardins no município de

Sorocaba, em parceria com a ONG Pé de Planta. No total, a Unidade de Negócio

realizou o plantio de mais de 113 mil mudas.

Como parte da compensação ambiental obrigatória decorrente de obras nas

rodovias sob concessão, a SPVias também desenvolveu um Programa de Resgate e

Monitoramento de Fauna, que em 2011 foi executado em uma obra em Taquarivaí e,

a partir de 2012, será estendido a obras de duplicação da rodovia Raposo Tavares.

Em 2011, foi feito o plantio de 50.000 mudas, sendo que o total do projeto prevê

plantio de mais de 200.000 mudas na região.

A CCR AutoBAn também desenvolveu, por meio de projetos compensatórios, o

replantio de 40.390 mudas. Entre as parcerias mais significativas está a firmada com

a Associação Mata Ciliar por meio do Projeto Guardiões da Mata, que auxilia na

preservação da biodiversidade no entorno das rodovias Anhanguera e Bandeirantes,

com o resgate e reabilitação de animais encontrados à margem das rodovias.

A CCR Ponte e a CCR ViaLagos também têm um serviço de reaproveitamento de

pneus para contenção de pequenas encostas, taludes em processo de

desmoronamento e erosões. Neste projeto, já foram reaproveitados mais de

1.500 pneus inservíveis. Outra atividade desenvolvida nas Unidades é o replantio de

mudas de árvores nativas da região de Niterói, em parceria com a prefeitura, nos

canteiros gramados das rampas de acesso à Ponte Rio-Niterói.

A CCR NovaDutra também realiza projetos em parceria com entidades como o

Instituto Oikos de Agroecologia, que restaura propriedades rurais de Lorena e

Guaratinguetá. De 2008 a 2011, mais de 11 mil mudas foram plantadas; para 2012,

o objetivo é atingir 3 mil árvores plantadas nos dois municípios.

O atendimento e o manejo das espécies silvestres que vivem nas proximidades das

rodovias e áreas protegidas são feitos por equipes especializadas, que recebem

treinamento específico. Nos últimos anos, houve queda no índice de ocorrências de

atropelamentos desses animais na malha rodoviária, resultado da parceria com a

Polícia Militar Ambiental e da capacitação das equipes.

Emissões de gases de efeito estufa

Por lidar com operações que, de maneira direta ou indireta, exercem impactos

diversos sobre o volume de emissões atmosféricas lançadas sobre o meio ambiente,

a CCR tem ampliado os esforços no sentido de monitorar, controlar e consolidar uma

gestão ambiental em relação à externalidade de emissões de gases causadores do

efeito estufa (GEE).

Em 2011, foi elaborado o segundo inventário de GEE de acordo com a metodologia

do Greenhouse Gas Protocol (GHG), referência internacional para reportar

indicadores de emissões. A principal melhoria desenvolvida foi o início da coleta de

emissões de escopo 3, segundo o GHG Protocol – no caso da CCR, foram

consideradas emissões de serviços terceirizados, operações, viagens e transporte

de colaboradores.

Durante o ano, cerca de 70 colaboradores das 14 principais Unidades de Negócio da

CCR foram responsáveis por responder aos indicadores em um software desenvolvido

para a coleta de dados.

Em 2011, o inventário de

emissões da CCR passou a

incorporar emissões

do escopo 3; serviços

terceirizados e viagens de

colaboradores são itens que

compõem esse novo escopo


Esse movimento rumo a uma melhor gestão é acompanhado pela participação em

índices e compromissos nacionais e internacionais. Em 2010, a CCR ingressou no

Índice Carbono Eficiente (ICO2), da BM&FBovespa, que lista empresas com boas

práticas de controle de emissões. Outra iniciativa, mais antiga, é a participação no

Carbon Disclosure Project (CDP), organização que possui o maior banco de dados de

impacto climático corporativo do mundo. O questionário CDP, adotado por

534 investidores globais com mais de US$ 64 trilhões em ativos, já é respondido pela

CCR desde 2006.

Outra operação capaz de ajudar no combate às emissões de gases de efeito estufa

– não do Grupo CCR, mas da cidade de São Paulo – é Linha 4–Amarela do metrô de

São Paulo, administrada pela ViaQuatro. Com o início de suas operações em horário

integral, em 2011, o ramal permite conexões rápidas entre diversas linhas

metroviárias e outros modais, como ônibus, trens e bicicletas, permitindo à

população circular pela cidade provocando menor impacto na qualidade do ar. De

maneira indireta, o sistema Sem Parar / Via Fácil, administrado pela STP, também

auxilia na fluidez do tráfego e na redução de congestionamentos em

estacionamentos e praças de pedágio, com impacto sobre as emissões atmosféricas

de veículos.

Com a prospecção e exploração de negócios dessa natureza, a CCR também acredita

estar atuando, no eixo de suas operações, de forma responsável na promoção da

qualidade de vida e na redução dos impactos ambientais decorrentes das emissões

atmosféricas, sobretudo em grandes centros urbanos.

Emissões totais de gases de efeito estufa - tCO e

2010 2011* %

Escopo 1 16.933 17.867 5,5%

Escopo 2 2.894 2.214 -23,5%

TOTAL 19.827 20.081 1,3%

*As emissões do escopo 3 não estão contabilizadas nos dados de 2011 para permitir a

comparação com o ano de 2010, em que o escopo 3 não foi contabilizado.

2

Emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa (GEE) em

2011, por categoria - tCO e

2

ESCOPO 1 ESCOPO 2 ESCOPO 3 TOTAL

Consumo de combustíveis da frota 17.553 0 0 17.553

Energia elétrica 0 2.214 0 2.214

Conservação e manutenção 0 0 9.427 9.427

Resíduos 0 0 3.046 3.046

Outros 314 0 3.872 4.186

TOTAL 17.867 2.214 16.345 36.426

Escopo 1: emissões diretas de GEE – provenientes de fontes que pertencem à empresa ou

são controladas por ela.

Escopo 2: emissões indiretas de GEE – de energia proveniente da aquisição de eletricidade.

Escopo 3: outras emissões indiretas de GEE – provenientes das atividades da empresa

produzidas em fontes que não pertencem à empresa ou não são controladas por ela.

Entre 2010 e 2011, foram implementados programas de otimização no uso de

energia elétrica, principalmente com o uso de iluminação de baixo consumo (LED) em

túneis e praças de pedágio. Essas ações reduziram o consumo de energia em

4.566 Mwh, o que levou à redução de emissão de 137 tCO2e.

Conheça +

Controlar reduz volume de poluentes no

ar de São Paulo

Por meio da Controlar, que ajuda na redução de emissões de gases poluentes

por veículos automotores na cidade de São Paulo, a CCR também acredita

contribuir para a melhoria das condições de vida da população.

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP, por exemplo, apontou

que, em 2010, o programa de Inspeção Ambiental Veicular executado pela

Unidade de Negócio na capital paulista reduziu a emissão de material


particulado dos motores a Diesel em 7%, o que equivale à retirada de

circulação de 20 mil veículos a Diesel. Em 2010, a Inspeção Ambiental

promoveu um ganho ambiental equivalente a retirada de um milhão e

trezentos mil veículos na cidade.

Segundo o estudo, 40% do total do material particulado presente na

atmosfera provêm dos veículos movidos a Diesel. Combinando esta proporção

com a redução de 7%, a equipe da USP estimou que o programa evitou que

298 pessoas fossem internadas e que 252 vidas fossem perdidas. A pesquisa

também avaliou o benefício social em saúde gerado pelo programa.

Para cada veículo inspecionado, há um ganho equivalente de R$ 533,00 – mais

de nove vezes o valor que é cobrado na inspeção. A economia aos cofres

públicos com gastos em saúde totalizou R$ 68 milhões durante o ano.

Consumo de energia e água

O principal desafio em relação à externalidade de consumo de energia e de água,

para a CCR, continua sendo no âmbito da gestão. Apesar de já haver monitoramento

e metas de redução de consumo na maioria das Unidades de Negócio, a meta nos

próximos anos é aprimorar a qualidade da informação, sistematizando os dados e

coletando-os de maneira mais estruturada – com a instalação, por exemplo, de

medidores de vazão em pontos de consumo de água. Em 2012, será implantado um

software para centralizar as informações relacionadas aos projetos e indicadores

socioambientais do Grupo CCR.

Algumas iniciativas têm sido adotadas de forma a disseminar medidas de

ecoeficiência nas concessionárias e empresas do Grupo. Em relação ao consumo de

energia, a iluminação de LED vem sendo adotada em todas as suas rodovias. O

trecho oeste do Rodoanel, por exemplo, tem túneis equipados com este modelo, que

permite redução no consumo. Na CCR RodoNorte, a tecnologia é usada na iluminação

de placas.

Semáforos e sinalizações de LED também estão presentes na maioria das praças de

pedágio. Nas sedes administrativas da CCR ViaOeste e da CCR RodoAnel, a

tecnologia é aplicada em todos os ambientes, com resultado de aproximadamente

60% na redução do consumo energético nos locais onde esse tipo de iluminação foi

instalado. As iniciativas de redução no consumo associadas às lâmpadas LED

geraram uma economia de 4.566 Mwh em 2011.

O aumento do consumo de energia no Grupo CCR em 2011 (veja tabelas) é uma

decorrência das atividades da ViaQuatro, que consumiram cerca de 20.000 Mwh a

mais em comparação a 2010.

Consumo de energia direta por fonte – GJ*

ENERGIA NÃO-RENOVÁVEL 2011

Diesel B5 214.662

Gasolina 49.665

ENERGIA RENOVÁVEL 2011

Etanol 22.531

Consumo de energia direta por fonte – litros*

ENERGIA NÃO-RENOVÁVEL 2011

Diesel B5 6.043.404

Gasolina 1.541.423

ENERGIA RENOVÁVEL 2011

Etanol 1.055.818

Consumo de energia direta por fonte – GJ*

%

Total de energia não-renovável 264.326 92%

Total de energia renovável 22.531 8%


CONSUMO TOTAL DE ENERGIA DIRETA 286.858 100%

*Consumo de energia direta considera o consumo de combustível pela frota da CCR e pelos

geradores. O consumo de energia elétrica é considerado como energia indireta, apontada no

indicador GRI EN4

Energia elétrica adquirida*

UNIDADE DE MEDIDA 2010 2011

Consumo próprio Mwh 55.030 73.793

* A CCR não tem geração própria de energia elétrica.

Consumo de Energia por Fonte Primária*

UNIDADE DE MEDIDA 2011

Hidrelétrica Mwh 74,0%

Gás Natural Mwh 6,8%

Importação Mwh 6,5%

Biomassa Mwh 4,7%

Derivados de petróleo Mwh 3,6%

Nuclear Mwh 2,7%

Carvão e derivados Mwh 1,3%

Eólica Mwh 0,4%

TOTAL MWH 100%

*A CCR não possui geração própria de energia elétrica para consumo em sua operação. O

consumo de energia por fonte primária foi extraído do Balanço Energético Nacional 2011.

Em relação ao consumo de água, diversas medidas têm sido tomadas na área de

comunicação e sustentabilidade da Companhia para conscientizar colaboradores

sobre o uso racional de torneiras e sanitários. Nas operações, algumas boas práticas

de ecoeficiência têm sido tomadas, a exemplo da CCR Ponte, que promove a

captação de água da chuva para a lavagem de placas, pistas, praças de pedágio e

pátios.

Com um tanque de captação com capacidade para 100 mil litros, o sistema

reaproveita o recurso para uma série de iniciativas de conservação, manutenção e

operação da rodovia – desde o bombeamento de água na limpeza das pistas, praças

e placas e na irrigação de áreas verdes até a utilização do recurso na mistura da

massa do microrrevestimento asfáltico e no combate a incêndios. Em 2011, a CCR

Ponte reaproveitou o equivalente a 170 caminhões-pipa de 10 mil litros e 80 tanques

de 5 mil litros de água com base no sistema de captação.

A água consumida na CCR é proveniente da rede pública e de poços artesianos. Em

2011, apenas parte dos poços artesianos teve controle de vazão implantado. Os

demais tiveram seu consumo estimado pelo número total de colaboradores do grupo,

com base na norma NBR 7.229. O total de água de chuva coletada em 2011 foi de

2.100 m³, o que equivale a cerca de 30% de toda a água consumida na CCR Ponte,

que faz a captação de água da chuva. O aumento no consumo geral de água se

deve, principalmente, à inclusão da SPVias nos indicadores do ano e ao início das

operações em horário integral da Linha 4–Amarela.

Consumo de água - m

3

2010 2011

Total 97.406 103.265

Consumo de água - m

3

AUTOBAN NOVADUTRA PONTE VIALAGOS VIAOESTE

Total 23.423 30.022 6.801 3.834 1.395

RODOANEL RODONORTE SPVIAS VIAQUATRO TOTAL

Total 1.455 1.505 16.017 18.813 103.265


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CCR busca promover um

ambiente de trabalho capaz

de reter os melhores

profissionais e talentos.

LEIA

Desenvolvimento

e avaliação

Análise de desempenho

aponta caminhos para o

desenvolvimento pessoal e

profissional dos

colaboradores.

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Programa de formação de

trainees insere profissionais

com potencial de liderança nas

Unidades de Negócio.

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Atrair e reter bons

profissionais como

engenheiros, administradores

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desafios do setor de

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Prevenir problemas de saúde

e melhorar o estilo de vida dos

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Gestão de pessoas

Um dos objetivos estratégicos da CCR é

promover um ambiente de trabalho capaz de

reter os melhores profissionais e os talentos

abertos à inovação.

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LA1 | LA13

Considerada estratégica para o crescimento da empresa, a gestão de pessoas foi

um dos temas destacados nos Objetivos Gerais e Diretrizes (OGD) da Companhia em

2011. Com uma equipe de cerca de 6 mil colaboradores na holding e nas empresas

controladas somente pela Companhia e cerca de 4 mil nas unidades controladas em

conjunto, a CCR busca promover um ambiente de trabalho atrativo e capaz de reter

os melhores profissionais, cultivando talentos e mentes abertas à inovação em suas

unidades.

O ano de 2011 foi de consolidação de importantes processos na gestão de pessoas:

um deles foi o de aquisição da concessionária CCR SPVias, formalizado ao final de

2010, que trouxe à Companhia 750 profissionais. O desafio, durante o ano, foi

integrar e comunicar aos colaboradores, oriundos de outra cultura empresarial, os

valores do Grupo CCR.

O processo foi coordenado de forma a evitar ao máximo desligamentos,

aproveitando o público interno da SPVias. Treinamentos e capacitações foram

realizados, sobretudo em relação aos procedimentos de atendimento do

SOS Usuário e aos processos de monitoramento e intervenção nas rodovias.

Com o início das operações integrais da Linha 4–Amarela, administrada pela

ViaQuatro, preparar as equipes de colaboradores para assegurar a qualidade do

serviço para cerca de 600 mil passageiros diários foi outro desafio.

Junto à Companhia do Metropolitano de São Paulo e à Companhia Paulista de Trens

Metropolitanos (CPTM), que administram as demais linhas de trem e metrô da capital

paulista, foi desenvolvido um plano específico para situações de anormalidade, no

intuito de assegurar o padrão de atendimento e gerenciar problemas operacionais

no sistema. Os colaboradores foram capacitados para lidar com eventuais

ocorrências mantendo o padrão de qualidade de atendimento das demais unidades

da CCR.

Para atrair e reter bons

profissionais, a CCR tem como

prioridade o desenvolvimento

do público interno

Outro movimento iniciado durante o ano foi a estruturação de pessoal da SAMM,

empresa que tem como foco a atuação no segmento de serviços de transmissão de

dados. O início efetivo das operações e negócios está previsto para 2012, com a

finalização da instalação de fibra ótica nas principais Unidades de Negócio do Grupo.

O modelo de gestão de pessoas da CCR é composto pela diretoria do centro

corporativo, responsável pelo desenvolvimento de estratégias e pela aplicação das

principais iniciativas, e por gestores que atuam nas Unidades de Negócio,


observando o clima organizacional e repassando demandas de colaboradores e

propostas à alta gestão.

Em relação à atração e retenção de profissionais, um dos temas mais relevantes da

gestão de pessoas, a CCR tem como prioridade o desenvolvimento do público

interno. Desde 2010, a empresa aplica um Programa de Desenvolvimento de

Lideranças (PDL), destinado a engajar os líderes nas competências do Grupo CCR,

preparando-os para os desafios futuros de crescimento.

O desenvolvimento e a capacitação das equipes de atendimento e da área

administrativa são viabilizados por meio do Projeto Aprimorando, que promoveu

892 encontros desde 2008, 150 dos quais em 2011. Para 2012, a meta da

Companhia é estruturar um Programa de Desenvolvimento Empresarial, com foco no

planejamento de longo prazo da empresa (leia mais em Programas de Capacitação).

A inserção de jovens profissionais com capacidade de ascensão à liderança na

empresa também é promovida por meio do Programa de Trainees, que formou 16

pessoas durante o ano, totalizando 61 pessoas desde seu início, em 2006.

Por meio destes programas e de uma política que alia benefícios a programas de

qualidade de vida e atração de talentos, a CCR busca reduzir seus índices de

rotatividade, promover um ambiente aberto à diversidade e estimular a comunicação

interna – uma questão estratégica, levando em conta a multiplicidade e a distância

geográfica entre suas Unidades de Negócio.

Com poucas mudanças estruturais e a ampliação de algumas operações, como o

início do funcionamento em horário integral da Linha 4–Amarela, a CCR registrou o

crescimento esperado de seu público interno em 2011, em função da consolidação

dos novos negócios e do crescimento dos mercados em que atua.

Número de colaboradores por nível funcional e gênero

ATIVOS AFASTADOS CONSELHEIROS* ESTAGIÁRIOS

2011 2010

TOTAL

EFETIVO

(ATIVOS +

AFASTADOS)

TOTAL

EFETIVO

(ATIVOS +

AFASTADOS)

Grupo CCR Homens 2957 132 54 8 3089 5.349

Mulheres 2085 127 2 19 2212

Ponte Homens 234 18 0 0 252 330

Mulheres 61 12 0 1 73

Lagos Homens 95 7 8 0 102 146

Mulheres 49 2 0 0 51

AutoBan Homens 680 20 8 0 700 1.311

Mulheres 570 37 0 0 607

CCR Homens 143 2 7 4 145 301

Mulheres 188 3 2 12 191

NovaDutra Homens 861 55 6 0 916 1.341

Mulheres 421 32 0 0 453

ViaOeste Homens 381 16 6 1 397 874

Mulheres 416 21 0 0 437

CPC Homens 181 4 8 3 185 222

Mulheres 87 2 0 6 89

CPCSP Homens 1 0 7 0 1 2

Mulheres 1 0 0 0 1

SAMM Homens 13 0 0 0 13 5

Mulheres 2 0 0 0 2

SPVias Homens 39 3 4 0 42 107

Mulheres 29 4 0 0 33

Inovap 5 Homens 329 7 0 0 336 710

Mulheres 261 14 0 0 275


Controladas

pela CCR em

conjunto com

outros

acionistas

Homens 2509 47 24 11 2556 4.293

Mulheres 2067 90 2 6 2157

RodoNorte Homens 396 12 4 2 408 694

Mulheres 279 19 0 0 298

ViaQuatro Homens 521 5 6 1 526 491

Mulheres 102 1 0 0 103

Renovias Homens 429 12 5 2 441 685

Mulheres 150 6 1 2 156

Controlar Homens 617 6 4 1 623 898

Mulheres 109 4 0 0 113

STP Homens 433 7 5 5 440 1.045

Mulheres 1075 37 1 4 1112

RodoAnel Homens 113 5 0 0 118 480

(*) Somente membros efetivos

Mulheres 352 23 0 0 375

Funcionários por região (total efetivo das

controladas pela CCR + em conjunto com outros

acionistas)

Sudeste 9.308

Sul 706

Total 10.014

Funcionários por tipo de emprego

Meio-período 1,5%

Tempo integral 98,5%

Dados de diversidade

PORCENTAGEM DE COLABORADORES POR GÊNERO MULHERES HOMENS

Ativos 41,2% 54,2%

Afastados 2,2% 1,8%

Conselheiros 0,0% 0,2%

Estagiários 0,2% 0,1%

Total efetivo (ativos + afastados) 43,3% 56,0%

NEGROS (%) MULHERES HOMENS

Ativos 6,7% 7,9%

Afastados 0,3% 0,3%

Conselheiros 0,0% 0,0%

Estagiários 0,0% 0,0%

Total efetivo (ativos + afastados) 7,0% 8,3%

FAIXA ETÁRIA (%) ABAIXO DOS 30 ANOS ENTRE 30 E 50 ANOS ACIMA DOS 50 ANOS

Mulheres Homens Mulheres Homens Mulheres Homens

Ativos 23,3% 21,5% 17,1% 28,3% 0,7% 4,4%

Afastados 0,9% 0,3% 1,2% 1,1% 0,1% 0,4%


Conselheiros 0,0% 0,0% 0,0% 0,1% 0,0% 0,1%

Estagiários 0,2% 0,2% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0%

Total efetivo (ativos + afastados) 24,3% 21,8% 18,2% 29,4% 0,8% 4,8%

PORTADORES DE DEFICIÊNCIA (%) MULHERES HOMENS

Ativos 0,5% 1,1%

Afastados 0,1% 0,1%

Conselheiros 0,0% 0,0%

Estagiários 0,0% 0,0%

Total efetivo (ativos + afastados) 0,6% 1,2%

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Relatório Anual e

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Sustentabilidade

2011

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PESSOAS

Desenvolvimento e

avaliação

Um sistema de avaliação permite o

acompanhamento contínuo dos colaboradores

e aponta os caminhos para seu

desenvolvimento profissional e pessoal.

Pessoas

Gestão de pessoas

Desenvolvimento e

avaliação

Novos talentos

Desafios

Programas de

capacitação

Qualidade de Vida

INDICADORES GRI

LA12

O ciclo de avaliação e gestão de pessoas na CCR busca promover um

acompanhamento contínuo dos colaboradores, no intuito de permitir seu

desenvolvimento pessoal e profissional de forma alinhada à estratégia da empresa.

Anualmente, todos os colaboradores que atuam no Grupo CCR são avaliados em um

sistema online, que aponta resultados, pontos potenciais e vulnerabilidades a serem

trabalhadas.

Por meio desse sistema, planos de desenvolvimento são desenhados pelas

lideranças para cada colaborador, o que permite o acompanhamento e o

desenvolvimento técnico, profissional e pessoal das equipes. A prática do feedback é

estimulada nas Unidades de Negócio: todas as lideranças devem enviar formalmente

aos colaboradores uma devolutiva de sua avaliação. Em 2011, todos os

colaboradores das empresas controladas pelo Grupo CCR receberam análise de

desempenho e desenvolvimento de carreira.

Além de permitir a melhoria do ambiente interno e estimular colaboradores a praticar

a melhoria contínua, os processos de avaliação são uma importante ferramenta para

favorecer o aproveitamento interno e o desenvolvimento de carreiras nas empresas

da CCR. Atualmente, 80% das contratações para cargos do Grupo são de candidatos

que já pertencem ao quadro funcional.

Conheça +

Engajamento em

sustentabilidade

Desenvolvimento dos colaboradores

O desenvolvimento dos colaboradores também é visto como essencial sob o

ponto de vista da sustentabilidade. Além de oferecer um ambiente saudável e

propício à qualidade de vida, a CCR busca disseminar entre seus

colaboradores os conceitos e diretrizes sobre o tema, que têm sido

trabalhados desde o início do Programa de Sustentabilidade. Promover a

difusão de conhecimentos a respeito do tema em todas as Unidades de

Negócio é um desafio com o qual a CCR está comprometida.

No ano de 2011, como parte do movimento de inserção da sustentabilidade na

estratégia da empresa, foram estruturados grupos que asseguram a

comunicação ligada ao tema entre as diferentes esferas de gestão: o Comitê

de Estratégia e Sustentabilidade, estruturado a partir do antigo Comitê de

Estratégia, vinculado à alta governança; o Comitê Executivo de

Sustentabilidade, formado pelo presidente do Grupo junto aos vicepresidentes,

capitaneado pela assessoria de Comunicação, Marketing e

Sustentabilidade; e os comitês de sustentabilidade que atuam nas Unidades

de Negócio, incentivando medidas de ecoeficiência e responsabilidade

socioambiental, além de promover o monitoramento das metas e diretrizes

estabelecidas (leia mais em Estratégia de Sustentabilidade).


Com este passo, a Companhia acredita se aproximar de um dos objetivos

centrais do Programa de Sustentabilidade iniciado em 2010: inserir a questão

socioambiental em todos os aspectos das operações da empresa, modificando

sua cultura profissional e tornando seus colaboradores líderes naturais do

processo.

No âmbito do projeto, algumas ações de engajamento com o público interno já

começaram a ser articuladas por meio da ação dos comitês das Unidades de

Negócio, que envolvem cerca de 15 colaboradores de forma direta em cada

empresa. Estes colaboradores posteriormente desenvolvem ações e

campanhas capazes de sensibilizar todas as equipes das operações.

Por meio do Programa de Sustentabilidade, encontros e diálogos foram

organizados nas principais Unidades de Negócio. Além disso, as Semanas

Internas de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipats) de 2011 das

empresas tiveram como tema a sustentabilidade nas operações, atingindo

mais de 1.600 colaboradores. Para 2012, avanços na área de comunicação,

geração de valor e engajamento são tidos como metas.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

PESSOAS

Novos talentos

O programa de formação de trainees busca

trazer para a CCR profissionais com potencial

para assumir papéis de liderança.

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Pessoas

Gestão de pessoas

Desenvolvimento e

avaliação

Novos talentos

Desafios

Programas de

capacitação

Qualidade de Vida

Tomadas como prioridades na gestão de pessoas da CCR, a atração e a retenção de

mão de obra qualificada se desdobram em iniciativas que visam a trazer, para as

Unidades de Negócio, profissionais com potencial para assumir papéis de liderança

no crescimento da Companhia.

Em sua quinta edição, realizada em 2011, o Programa de Formação de Profissionais

– Trainees é a principal incubadora de talentos da CCR. Durante o ano, foram

admitidos 16 profissionais de diversas áreas de conhecimento.

A seleção, composta por três etapas, recebeu 6.531 inscrições em 2011. Durante o

processo, foi elaborado um banco de dados que aponta os melhores candidatos,

avaliados em testes online de inglês e raciocínio lógico, laboratórios de

competências, dinâmicas de grupo e entrevistas individuais.

Os profissionais selecionados são submetidos a um programa de oito meses de

treinamento, que contempla todos os setores e segmentos das Unidades de

Negócio. Instalados nas operações em São Paulo, Rio de Janeiro e no Paraná, os

jovens são capacitados em relação aos aspectos técnicos e operacionais dos

negócios do Grupo, além de ter a oportunidade de exercitar a liderança e o diálogo

com as equipes.

Hoje, há 60 ex-trainees em atividade na Companhia – que tem buscado incentivar a

permanência destes profissionais nas Unidades de Negócio após a finalização do

curso. Em 2010, a taxa de retenção desses profissionais foi de 70%. Em 2011,

atingiu 100%, com a permanência dos 16 trainees que passaram pelo programa.

Outro elemento relevante do Programa, reforçado em 2011, é a inserção do tema

sustentabilidade nos trabalhos de conclusão que os trainees devem desenvolver ao

final do período, sugerindo boas práticas, melhorias e mudanças nas operações das

unidades.

Entre os trabalhos do ano, que foram avaliados e desenvolvidos sob orientação da

alta gestão, houve projetos relacionados à gestão de resíduos e ao gerenciamento

de finanças integrado à análise socioambiental.

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2011

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PESSOAS

Desafios

Atrair e reter bons profissionais como

engenheiros, administradores e técnicos é um

dos grandes desafios do setor de

infraestrutura.

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Pessoas

Gestão de pessoas

Desenvolvimento e

avaliação

Novos talentos

Desafios

Programas de

capacitação

Qualidade de Vida

A carência no mercado brasileiro de determinados segmentos de mão de obra

qualificada é um dos principais entraves do processo de desenvolvimento do setor

empresarial no Brasil.

Sobretudo no segmento de infraestrutura, no qual a CCR trabalha por meio de suas

concessões de rodovias e Unidades ligadas a negócios de mobilidade urbana,

diversas categorias profissionais – como engenheiros, administradores e

profissionais técnicos – têm sido cada vez mais requisitadas pelas empresas por

conta do cenário econômico estável no país e da aproximação de grandes eventos

esportivos internacionais, que demandam investimentos de grande porte.

Segundo levantamento divulgado pela consultoria de recursos humanos Manpower

em 2011, com 40 mil corporações em 39 países, 57% das empresas brasileiras

reconhecem enfrentar problemas para preencher vagas de Ensino Técnico, de

Engenharia e de demais serviços.

Por ser diretamente afetada por este problema de escassez em seus segmentos de

atuação, a CCR concentra esforços para atrair e reter profissionais especializados,

como economistas, analistas e engenheiros, em suas Unidades de Negócio,

permitindo a elas crescer com a participação ativa dos melhores profissionais do

mercado.

No intuito de fidelizar seus colaboradores e assegurar não só a atração, mas

também a retenção de mão de obra especializada, a Companhia busca revisar

periodicamente suas políticas salariais e de cargos, além de desenvolver programas

de formação que atendem todo o público interno (leia mais em Programas de

Capacitação).

Nos processos de avaliação, também é levada em conta a participação dos

colaboradores no cumprimento de metas e objetivos traçados em relação às

principais estratégias da Companhia. Além disso, a CCR busca promover o

aproveitamento interno, aprimorar sua política de benefícios e aprimorar o clima

interno nas unidades.

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Relatório Anual e

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Sustentabilidade

2011

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PESSOAS

Programas de

capacitação

Formar líderes especializados no comando dos

negócios e desenvolver as equipes

administrativas e de atendimento ao usuário

são os principais focos.

Pessoas

Gestão de pessoas

Desenvolvimento e

avaliação

Novos talentos

Desafios

Programas de

capacitação

Qualidade de Vida

INDICADORES GRI

LA11

A CCR propõe dois eixos centrais de atuação em seus programas de capacitação: por

um lado, formar líderes especializados no comando de seus negócios, usando, para

isso, o próprio conhecimento e experiência da empresa, e, por outro, promover o

desenvolvimento das equipes responsáveis pelo atendimento ao usuário e pelas

atividades administrativas nas Unidades de Negócio.

A partir de 2012, a Companhia pretende desenvolver o Programa de

Desenvolvimento Empresarial, que tem como foco formar líderes capazes de

fortalecer o planejamento estratégico do negócio. A CCR não possui programa de

preparação para a aposentadoria. Conheça os dois programas já em execução.

Programa de Desenvolvimento de

Lideranças (PDL)

Desenvolvido em 2010 e 2011, o programa é resultado de uma parceria com a

Fundação Dom Cabral e funciona nos moldes de uma universidade corporativa, em

que líderes são treinados dentro das áreas de conhecimento da Companhia.

Composto por oito módulos, o PDL começou no segundo semestre de 2010 e

capacitou cerca de 200 participantes por meio de workshops, aulas e palestras a

partir de experiências vivenciadas nas Unidades de Negócio.

Tomando como base a ideia de que a formação de novos líderes depende não

apenas de bons docentes, mas, também, da aquisição e uso de conhecimentos

adquiridos nas operações, a CCR buscou valorizar boas práticas e projetos

elaborados por suas equipes, com destaque para a aquisição de novos negócios e a

busca bem sucedida por financiamentos, como os do trecho oeste do Rodoanel e da

Linha 4–Amarela do metrô, em São Paulo.

Para isso, passada a fase de capacitação, os gestores disseminaram conhecimentos

de seus setores de atuação aos participantes, com foco na aplicação em projetos

atuais e futuros da CCR. Os bons resultados em 2011 indicam que o PDL pode se

tornar uma prática comum e frequente para a formação de futuras lideranças da

Companhia. Nos próximos anos, a ideia é ampliar o programa e passar a atender até

600 colaboradores do Grupo de Análise e Gestão.

Em 2011, 225 colaboradores participaram do PDL, no qual foi investido R$ 1,5 milhão.

Para 2012, a meta é capacitar mais 125 colaboradores.

Projeto Aprimorando

De maneira complementar ao Programa de Desenvolvimento de Lideranças, o


Aprimorando propõe a capacitação contínua dos colaboradores dentro da CCR. Como

ferramenta central de capacitação, o projeto tem como público as equipes de

atendimento, seja no negócio de concessão de rodovias, seja nas unidades que

trabalham com mobilidade urbana, como a ViaQuatro, que administra a

Linha 4–Amarela do metrô de São Paulo.

Além de aspectos técnicos, os treinamentos oferecem aos colaboradores conceitos,

princípios e planos das Unidades de Negócio, conscientizando-os sobre a importância

da prestação de um serviço público de qualidade. Dessa forma, cada agente pode

atuar como representante legítimo dos valores da empresa no contato diário com os

usuários.

A metodologia utilizada contempla a capacitação de atendentes das concessionárias

e tem o objetivo de formar instrutores-líderes, que serão responsáveis por

disseminar as práticas e os valores aos demais colegas da sua unidade por meio de

workshops, palestras e treinamentos periódicos. Durante o ano de 2011, o

Aprimorando atendeu mais 4.150 participantes em 150 encontros. A meta para 2012

é atingir 4.500 colaboradores com o Projeto Aprimorando.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

PESSOAS

Qualidade de Vida

Prevenir problemas de saúde e melhorar o

estilo de vida dos colaboradores são os

objetivos de nossos principais programas.

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Pessoas

Gestão de pessoas

Desenvolvimento e

avaliação

Novos talentos

Desafios

Programas de

capacitação

Qualidade de Vida

INDICADORES GRI

EC3 | EC7 | LA3 | HR5

| LA4 | LA5 | LA7 |

LA8

Para assegurar a satisfação dos colaboradores e a qualidade do clima interno nas

Unidades de Negócio, a CCR mantém uma série de programas que buscam melhorar

os estilos de vida e prevenir problemas de saúde entre os colaboradores. Em 2011,

R$ 3 milhões foram investidos em projetos como o Programa de Bem com a Vida, que

centraliza uma série de iniciativas preventivas e de conscientização da Companhia –

mais de 100% a mais que no ano anterior, quando o investimento foi de

R$ 1,4 milhão. Em 2010, o Saúde em Forma estendeu o acompanhamento de

doenças crônicas aos familiares dos colaboradores. A CCR também busca identificar e

reduzir riscos a que as equipes estão expostas. Os funcionários que trabalham nas

cabines de pedágio, por exemplo, vivenciam riscos relacionados a esforços

repetitivos. Dessa forma, são desenvolvidas atividades de ginástica laboral e

exercícios físicos diversos; além disso, recebem orientações e adequações

ergonômicas em seus locais de trabalho.

Em relação à promoção da segurança, a CCR tem buscado minimizar o volume de

ocorrências que envolvem seus colaboradores nas Unidades de Negócio. Em 2011,

foram registrados 175 acidentes de trabalho – em 2010, foram 110. O aumento no

número se deve, em parte, ao crescimento do número de colaboradores e à

aquisição de novas empresas, dotadas de diferentes culturas profissionais.

Indicadores de segurança em 2011

TL: TAXA

DE LESÕES

TDO: TAXA

DE DOENÇAS

OCUPACIONAIS

TDP: TAXA

DE DIAS

PERDIDOS

TA: TAXA DE

ABSENTEÍSMO

TOTAL DE

ÓBITOS

Ponte 2,31 0 88 0,011213401 1

Lagos 1,05 0 1,05 0,006652326 0

RodoNorte 2,12 0 9,01 0,008717299 1

AutoBAn 2,84 0 30,99 0,019287992 0

CCR 0 0 0 0,003693323 0

NovaDutra 6,99 0 81 0,009947454 0

ViaOeste 4,05 0 18 0,021858324 0

CPC 0 0 0 0,000581191 0

CPCSP 0 0 0 0,003292985 0

SAMM 0 0 0 0 0

SPVias 0 0 9,6 0,002913997 0

Inovap 5 0,81 0 6,36 0,007696982 0

ViaQuatro 2,38 0 14,9 0,006208005 0

Renovias 0,134 0 8,02 0,030000000 0


Controlar 5,57 0 15 0,027000000 0

STP 0,84 0 19,77 0,019358723 0

RodoAnel 5,13 0 47,72 0,031252627 0

De Bem Com a Vida

O programa foi iniciado em 2006 como resposta a um extenso mapeamento da

situação de saúde do público interno da Companhia. Com base em uma série de

indicadores que apontavam a tendência do público interno a desenvolver doenças e

problemas de bem estar diversos, o De Bem Com a Vida propõe um olhar

diferenciado sobre a qualidade de vida para seus colaboradores, com ações e

atividades educativas, assistenciais e de esporte e lazer.

No âmbito do programa, diversas frentes têm ajudado o público interno a adotar

hábitos mais saudáveis. O Deixando de Fumar, por exemplo, é um programa que

ajudou a reduzir o índice de colaboradores fumantes de 12% para 6% nos últimos

cinco anos, por meio de orientação e palestras nas Unidades de Negócio.

No mesmo rumo, o programa Coração Saudável mantém um monitoramento dos

colaboradores com problemas de hipertensão, colesterol, diabetes e estresse. A

prevenção de doenças crônicas por meio do equilíbrio nutricional também é

sustentada pelo Alimente-se Bem, desenvolvido em parceria com o Serviço Social da

Indústria (Sesi), que realiza consulta nutricional nas Unidades de Negócio.

Com o programa Deixando de

Fumar, o índice de

colaboradores fumantes caiu

de 12% para 6% nos últimos

cinco anos

Os dados coletados no âmbito do De Bem Com a Vida apontam que houve melhoria

na qualidade de vida dos colaboradores, inclusive por conta de ações que fazem

parte da preparação para atuar na própria empresa. O Programa de Atividade Física,

por exemplo, implementou a ginástica laboral para os agentes de pista – que têm

esforços repetitivos em sua rotina de trabalho nas praças de pedágio, por exemplo

–, além de um programa de condicionamento físico obrigatório para colaboradores

que atendem ocorrências nas rodovias.

Ao longo de cinco anos, a proporção de colaboradores sedentários caiu

drasticamente – de 56%, em 2007, foi reduzida para 20%, em 2011. Da mesma

forma, a proporção de hipertensos na Companhia foi de 8% para 2%. A proporção de

colaboradores que têm Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 30 (considerados

obesos pela Organização Mundial da Saúde), teve um leve aumento em 2011,

chegando a 13%.

Para 2012, a meta é implantar o Programa Benefício Medicamentos e o Programa de

Apoio à Gestante.

Indicadores de qualidade de vida em % de colaboradores – ações,

programas e medições

VACINA ANTIGRIPAL

2011 2010 2009

Doses aplicadas 5.466 - 72 % 75% 65%

RISCOS CARDIOVASCULARES

Glicemia alterada 188 - 3% 2% 4%

IMC entre 25 e 30 1526 - 22% 28% 23%

IMC acima de 30 882 - 13% 11% 10%

Hipertensão arterial 167 - 2% 4% 5%

Tabagismo 426 - 6% 8% 7%

Sedentarismo 20% 20% 23%

Dislipidemia 1339 - 35 % 35% 21%

PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA

Colaboradores em atividade física regular 5483 - 80 % 66% 65%


Colaboradores em ginástica no ambiente de

trabalho

2992 - 42% 47% 35%

PROGRAMA NUTRICIONAL

Número de consultas 273 - 4 % 4% 5%

Taxa de sinistralidade 0,7154 0,7645 0.6913

Índice de absenteísmo 1.25 1.02 0.85

Saúde em Forma

Com foco no aprimoramento da saúde preventiva nas famílias de colaboradores, a

CCR iniciou, em 2010, o Saúde em Forma. De maneira complementar ao De Bem Com

a Vida, o programa promove o acompanhamento de doenças crônicas a que alguns

colaboradores e seus familiares estão submetidos, seja por conta do tipo de

trabalho exercido, seja por predisposição ou influência do ambiente de convivência.

Uma das principais características do programa, que tem adesão voluntária, é a

busca por embasamento nas ações. Antes de seu início, foi desenvolvido um

mapeamento de dados do estado de saúde dos colaboradores, em que se identificou

que cerca de 800 pessoas eram propensas a desenvolver doenças crônicas variadas.

Entre colaboradores e familiares que quiseram acompanhá-los e se cadastraram nas

ações, 300 pessoas participaram do programa em 2011 – 25% a mais que no ano

anterior. O atendimento e a orientação a eles são feitos por profissionais de saúde

nas Unidades de Negócio.

Política de benefícios

Como parte de seu comprometimento com a atração, retenção e fidelização de

colaboradores, a CCR possui programas de benefícios que favorecem todos os

colaboradores e seus dependentes legais nas Unidades de Negócio da Companhia.

As iniciativas, que proporcionam o bem estar social, estão em consonância com

acordos sindicais e com a legislação trabalhista vigente no país. A concessão de

benefícios é realizada em regime de coparticipação entre a empresa e os

colaboradores. A meta para 2012 é implantar o programa de subsídio para

medicamentos.

Benefícios oferecidos aos colaboradores

Assistência médica e odontológica de

grupo

De tempo

integral

x

Temporários e de meio

período

x

Seguro de vida em grupo x x

Alimentação

Vale transporte

Auxílio creche

x

x

x

Previdência privada x x

Empréstimo consignado

Check-up

x

x

Conheça +

Plano de Previdência

Privada

CCRPrev PGBL

O CCRPrev PGBL é um plano de previdência privada complementar que visa a

auxiliar os colaboradores a acumularem recursos ao longo do período de

atividade profissional, garantindo uma renda extra no momento da

aposentadoria, independentemente do vínculo com a Previdência Social.

O plano de previdência, na CCR, é por contribuição definida. A contribuição

mensal para o benefício é de 1% a 8% do salário nominal, com limite mínimo

de R$29,38 (valor reajustado anualmente por acordo coletivo). A empresa

contribui com igual valor. O empregado também pode realizar contribuições

voluntárias no valor e na periodicidade escolhida, que, no entanto, não terão

contrapartida da empresa. A adesão ao plano de previdência complementar é

voluntária, mas, a priori, todos os colaboradores são elegíveis e a regra de


participação, tanto para a empresa como para cada empregado, é igual para

todos.

Em 2011, a CCR destinou R$ 6.790.000 à previdência privada, que já conta

com quase 4 mil participantes. As reservas matemáticas do plano são de cerca

de R$ 95.044.380.

Relações sindicais e trabalhistas

A CCR mantém um bom relacionamento com os sindicatos que representam seus

colaboradores. O acordo coletivo é negociado anualmente e abrange a totalidade do

quadro de colaboradores da Companhia. Nos últimos onze anos, não houve greve,

tampouco qualquer tipo de paralisação das atividades promovida pelos empregados.

A comunicação com as entidades sindicais é baseada na transparência. No escopo

dos acordos de negociação coletiva, não há prazo estabelecido previamente para

comunicar aos colaboradores eventuais mudanças operacionais. Mas, quando

necessário, eles são notificados com, pelo menos, três semanas de antecedência. Os

colaboradores da CCR têm total liberdade para participar das negociações, e não

existe nenhum risco que ameace a liberdade de associação e a negociação coletiva.

Atualmente, a CCR dialoga com os sindicatos dos Empregados nas Empresas

Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral de São Paulo

(Sindcrep/SP), do Paraná (Sindcrep/PR) e do Rio de Janeiro (Sindcrep/RJ). No que

concerne às relações com esses grupos, não há nenhuma reivindicação trabalhista

relevante pendente contra o Grupo CCR.

Como parte dos procedimentos com que gerencia a contratação de colaboradores

em suas Unidades de Negócio, a CCR prioriza mão de obra local, por meio de suas

concessionárias, principalmente para ocupar cargos de agentes e supervisores. Por

ser uma empresa nacional e atuar até 2011 prioritariamente no Brasil, a CCR possui

somente brasileiros em cargos de alta gerência e liderança.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

RAS 2011

Sociedade

MENU PRINCIPAL

BUSCA

Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

Responsabilidade

Social

Corporativa

Investimentos da CCR buscam

promover impactos positivos

sobre a sociedade.

LEIA

Tabela Ibase

Conheça os principais dados

de investimento social da

Companhia.

LEIA

Principais

projetos sociais

Ações promovem o

desenvolvimento e a cidadania

nas comunidades de entorno

das rodovias.

LEIA

Cultura, esporte

e lazer

Ações itinerantes buscam

promover esporte, lazer e

acesso a cultura e educação.

LEIA

Relações

Institucionais

Diálogo com entidades,

organizações setoriais e o

governo é o objetivo da

gestão corporativa da

Companhia.

Usuários

O bom relacionamento com os

usuários é estratégico para a

CCR, uma companhia focada

na prestação de serviços

públicos de qualidade.

LEIA

LEIA

Comunicação e

informação

O bom atendimento também

inclui canais e veículos de

comunicação com informações

sobre viagens e transporte.

LEIA

Satisfação

Pesquisas que avaliam a

percepção dos motoristas

sobre nossas rodovias são

ferramentas de melhoria dos

serviços.

LEIA

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SOCIEDADE

Responsabilidade

Social Corporativa

Nossos investimentos sociais seguem uma

política estruturada, orientando as ações e

projetos direcionados aos públicos com quem

nos relacionamos.

Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

INDICADORES GRI

4.8 | SO1

Pela diversidade de atividades e pela relevância dos impactos que suas Unidades de

Negócio exercem sobre stakeholders, a CCR possui uma política estruturada que

orienta suas ações, comunicações e projetos destinados a comunidades de entorno,

associações de setor, acionistas, órgãos de governo e usuários.

O comprometimento com a melhoria da qualidade de vida de seus públicos de

interesse está formalizado na Política de Responsabilidade Social Corporativa da

Companhia, publicada em 2006, que orienta seus investimentos sociais, com ou sem

incentivos fiscais, no relacionamento com a sociedade brasileira.

Parte de um dos focos de atenção mais antigos das Unidades de Negócio, o

investimento em projetos e campanhas socioeducativos, culturais, de saúde

preventiva e de promoção da cidadania é praticado pela CCR, principalmente, nas

concessionárias de rodovias.

Ao longo de 2011, foram investidos R$ 19,9 milhões em projetos sociais. Do total,

cerca de 60% foi proveniente de incentivos fiscais como Lei Rouanet, Lei do Esporte

e fundos específicos. No total, a CCR aplicou mais de R$ 84 milhões nos últimos nove

anos em seu Investimento Social Privado.

Entre as iniciativas, se destacam programas como o Estrada para a Cidadania – que

já ganhou prêmios internacionais por sua abordagem em relação ao trânsito e

recebe investimentos diretos da CCR desde sua criação, há uma década (leia mais

em Principais Projetos Sociais).

Desde o início do Programa de Sustentabilidade, organizar, disseminar internamente

e concentrar esforços nas melhores práticas de responsabilidade corporativa se

tornou prioridade para a CCR. Ao longo de 2010 e 2011, foi feito um mapeamento de

todas as iniciativas desenvolvidas pelas Unidades de Negócio. No total, foram

identificadas cerca de 200 iniciativas com objetivos diversos, como relacionamento e

diálogo, tecnologia e inovação, desenvolvimento regional, mobilidade, gestão e

resultados e responsabilidade socioambiental.

A opção por priorizar e disseminar práticas mais consistentes e alinhadas à

estratégia da Companhia em relação à sustentabilidade (leia mais em Estratégia de

Sustentabilidade) fez com que 70 ações, em especial, passassem a ser foco de

atenção para os próximos anos. A CCR trabalha, atualmente, para alinhar seus

programas em execução e atrelá-los à estratégia corporativa, de forma a aumentar

seu potencial de impacto e disseminar iniciativas-modelo.

Em 2011, a CCR aplicou

R$ 20 milhões em projetos de


R$ 20 milhões em projetos de

investimento social privado

Em relação às comunidades de entorno, sobretudo das rodovias sob concessão, a

CCR tem buscado ampliar o escopo e abrangência de suas iniciativas. Por atuar em

mais de 100 municípios, em regiões com características socioeconômicas

heterogêneas, com presença, inclusive, de comunidades de baixa renda, a empresa

entende que as Unidades de Negócio têm papel fundamental ao engajar as

comunidades em iniciativas que envolvem a sustentabilidade em todos seus eixos –

contemplando a preservação ambiental, o desenvolvimento socioeconômico e a

cidadania.

Com base no Programa de Sustentabilidade, as demandas dos stakeholders têm sido

alinhadas aos diversos impactos que a Companhia exerce e às iniciativas planejadas

ou em desenvolvimento. O principal desafio, atualmente, é implantar programas nos

demais negócios da empresa, como os de inspeção veicular e transporte de

passageiros.

Desde o início das operações, as Unidades de Negócio têm sido incentivadas a

implantar iniciativas de referência. O programa Estrada para a Cidadania, por

exemplo, foi iniciado na CCR SPVias logo após a conclusão de sua aquisição pelo

Grupo, no final de 2010.

Conheça +

Diretrizes da Política

de Responsabilidade

Social Corporativa da

CCR

Diretrizes

• Garantir aos acionistas segurança, transparência e ética nas informações

• Garantir elevado padrão de atendimento aos usuários, sem discriminação de

cor, raça, religião, condição social, sexo e nacionalidade

• Garantir aos fornecedores igualdade de disputa e jamais firmar contratos

com empresas que utilizam trabalho infantil e/ou escravo

• Respeitar todos os conceitos de direitos humanos e trabalhistas dos

colaboradores e garantir igualdade nas oportunidades de desenvolvimento

profissional

• Desenvolver ações para manter um ambiente sustentável nas concessões

sob administração da CCR, respeitando a legislação e adotando medidas de

compensação ambiental, se necessário

• Evitar que o negócio cause impacto negativo nas comunidades onde a

Companhia atua, além de manter um diálogo próximo e permanente, com o

intuito de evitar ou resolver conflitos entre as partes

Investimento Social da CCR em 2011

INVESTIMENTO

VALOR (R$ MIL)

Direto Incentivado Total

2011 6.590 13.408 19.998

2010 4.970 14.180 19.150

2009 5.140 9.490 14.630

2008 4.670 7.520 12.190

Tabela IBASE

Clique aqui para acessar a tabela Ibase da CCR.

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Sustentabilidade

2011

SOCIEDADE

Tabela Ibase

Conheça os principais dados de investimento

social da Companhia.

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Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

Clique aqui para acessar a tabela Ibase da CCR.

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Relatório Anual e

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2011

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SOCIEDADE

Principais projetos

sociais

Nossos projetos estão focados no

desenvolvimento de programas culturais com

as comunidades do entorno das rodovias e em

iniciativas de promoção da cidadania.

Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

Em suas Unidades de Negócio, a CCR busca desenvolver projetos que atuem em

diversos eixos de investimento social. Por um lado, são desenvolvidos programas

culturais, esportivos, ambientais e educativos destinados à formação das

comunidades de entorno das rodovias sob concessão.

Vale destacar que há iniciativas que têm como foco a cidadania, contemplando desde

o combate à exploração sexual infantil e a saúde preventiva até temas diretamente

ligados ao negócio, como a educação para o trânsito. As Unidades de Negócio têm

autonomia para desenvolver seus programas, embora a CCR busque disseminar

iniciativas-modelo em todas as operações.

Estrada para a Cidadania

Eleito em 2010 pela International Bridge, Tunnel and Turnpike Association (IBTTA) o

melhor programa de responsabilidade social do setor rodoviário no mundo, o

programa Estrada para a Cidadania foi idealizado em 2002 e tem como objetivo

disseminar, entre alunos de 4ºe 5º anos do Ensino Fundamental da rede pública,

noções e valores capazes de reduzir a violência no trânsito no país. O programa

também aborda questões sobre meio ambiente.

Com foco na capacitação transversal de crianças e jovens, o programa possui uma

metodologia que inclui um material didático distribuído gratuitamente às unidades

educacionais de municípios cortados pelas rodovias sob concessão. Também

publicados em braile, para atender portadores de deficiência visual, os livros serão

adaptados para meio digital em 2012.

O processo é desenvolvido com o recebimento dos materiais e a preparação dos

professores das escolas, que ficam responsáveis por repassar os conteúdos aos

alunos em sala de aula. Os professores também desenvolvem atividades externas

no âmbito das ações Crianças Amigas da Estrada – blitz educativa realizada em

parceria com a Polícia Militar Rodoviária –, Cidadania na Estrada – distribuição de

mensagens escritas pelos estudantes nas praças de pedágio – e Arte nas Estradas,

que premia obras de temática socioambiental feitas pelas próprias crianças. As aulas

são semanais e algumas das atividades envolvem, também, os familiares das

crianças, com exercícios que precisam ser feitos em casa, incentivando a

disseminação dos conteúdos.

Atualmente, todas as concessionárias de rodovias da CCR executam o Estrada para

a Cidadania, reforçando o relacionamento com comunidades de entorno. Em uma

década de atividade, mais de 50 mil professores e 1,5 milhão de crianças brasileiras

foram capacitados. Em 2011, 350 mil crianças e 14 mil professores de 1800 escolas

de 83 municípios cruzados pelas rodovias foram atendidos.


Estrada para a Saúde

Com foco na prevenção de acidentes, uma das mais importantes externalidades da

CCR (leia mais em Temas prioritários), o programa é focado na melhoria da qualidade

de vida dos motoristas de caminhão que cruzam as rodovias sob concessão.

Atualmente, as unidades CCR NovaDutra, CCR RodoNorte, CCR AutoBAn, CCR

ViaOeste e CCR RodoAnel executam o Estrada para a Saúde, atendendo, em média,

10 mil usuários por ano.

Criado para unificar programas de menor dimensão que já atuavam na saúde

preventiva, como o RodoPac, que oferecia atendimento médico nas rodovias da CCR

RodoNorte, o Estrada para a Saúde propõe um acompanhamento dos caminhoneiros

por meio de ações periódicas.

A escolha desse público para atendimento é fundamentada por um estudo realizado

junto aos usuários das rodovias, por meio do qual a CCR identificou que 77% dos

profissionais são sedentários e 85% têm problemas de obesidade. Além disso, 42%

deles dirigem mais de 12 horas diariamente. Ou seja: melhorar suas condições de

vida implica, também, em reduções positivas dos índices de ocorrências de trânsito

causados por má atenção, mal estar ou imprudência.

Entre os serviços disponíveis para os usuários, que são oferecidos em unidades

móveis, em postos de serviço e em centros de atendimento localizados nas áreas de

descanso para caminhões, há exames médicos, tratamento odontológico, avaliação

de risco cardíaco, exames de colesterol e pressão arterial, avaliações de estresse e

orientação para que o motorista adote melhores hábitos de vida – incluindo

orientações sobre postura, higiene e doenças sexualmente transmissíveis.

Participam do atendimento médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde,

além de estudantes voluntários.

Parto Humanizado

O Parto Humanizado é um dos mais antigos instrumentos de relacionamento com as

comunidades de entorno das rodovias administradas da CCR RodoNorte. Há uma

década em execução, o programa colabora com a redução dos índices de mortalidade

infantil nas cidades de Ponta Grossa, Apucarana, Piraí do Sul, Ortigueira e Imbaú, no

Paraná.

Com o apoio das prefeituras municipais e Pastorais da Criança dos municípios e dos

Campos Gerais, o projeto estimula futuras mães a realizar de forma adequada o

acompanhamento pré-natal, entregando às que comprovarem terem ido a pelo

menos seis consultas na rede pública um enxoval completo para o bebê. Em média,

são entregues aproximadamente 500 kits por mês. Em oito anos, mais de 2,7 mil

gestantes foram beneficiadas. Ao longo de uma década, foram mais de 29,3 mil

pessoas atendidas.

Na Mão Certa

Articulado pela Childhood Brasil, vinculada ao World Childhood Fund, e pelo Instituto

Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, o programa busca combater a

exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras.

Integrante do programa, a CCR busca contribuir de forma ativa para o combate

desse crime nos municípios e regiões cortados por suas rodovias e Unidades de

Negócio, tendo como foco a conscientização dos usuários. Para isso, foi assinado o

Pacto Empresarial, liderado pelo Instituto Ethos e pela Childhood Brasil, destinado a

fixar o tema no planejamento social de empresas brasileiras.

Junto a cerca de 800 empresas, a Companhia – primeira do segmento de concessões

de rodovias a aderir ao programa – desenvolve diversas iniciativas. Colaboradores

do grupo oferecem orientação aos caminhoneiros nos postos de descanso, no intuito

de torná-los agentes de combate à exploração sexual infanto-juvenil, além de

atender os demais usuários nas bases de atendimento. O tema também é abordado

nas revistas “Giro nas estradas” e “Chapa” (leia mais em Comunicação e Informaçã

o).

SacoLona

Idealizado pelo Grupo CCR em 2008, o projeto SacoLona leva à prática a ideia de

promover uma gestão inteligente de resíduos de forma combinada com o

desenvolvimento social. O programa, em atividade nas concessionárias RodoNorte,

NovaDutra e Ponte, recicla lonas utilizadas em materiais de divulgação de


campanhas da Companhia para produzir bolsas, nécessaires, estojos e sacolas, entre

outros itens.

Em cada concessionária, associações e entidades parceiras são responsáveis por

confeccionar os materiais, gerando emprego e renda para profissionais de

manufatura que residem nas regiões próximas às operações da empresa. O parceiro

mais antigo é a Associação para a Produção de Sacolas Retornáveis (Aprosar),

apoiada pela RodoNorte, que gera renda para 80 profissionais.

Em 2010, a NovaDutra iniciou parceria com a Associação das Costureiras Etc. e Tal;

no mesmo ano, a CCR Ponte passou a apoiar a Cooperativa Mulheres Arteiras, do

bairro Badu, em Niterói. Juntas, as três Unidades de Negócio são capazes de

promover o desenvolvimento socioeconômico de centenas de artesãs e costureiras.

Cerca de 5 mil produtos são comercializados mensalmente no âmbito do projeto.

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Relatório Anual e

de

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2011

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SOCIEDADE

Cultura, esporte e

lazer

Realizamos ações itinerantes nas comunidades

do entorno das rodovias com o objetivo de

promover esporte, lazer e acesso a cultura e

educação.

Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

Diversas ações itinerantes, que se valem da mobilidade natural do negócio de

concessões para atingir as comunidades de entorno, são realizadas pelas unidades

da CC R no intuito de promover o esporte, o lazer e o acesso à cultura e à educação

nos municípios cortados por suas rodovias.

A política de incentivo sociocultural e esportivo da Companhia reúne programas que

atendem todas as concessionárias, como o Cine Tela Brasil. Em 2011, a ação

percorreu 22 cidades com mais de 259 sessões de cinema, atingindo mais de 47,5 mil

espectadores.

Além das exibições gratuitas – que atingem uma taxa de ocupação da sala de 88%,

maior do País – nos municípios cortados pelas estradas, as comunidades são, ainda,

contempladas por oficinas de audiovisual que incluem noções de fotografia, trilha

sonora, montagem, pós-produção, edição e produção de roteiro.

Na internet, o Portal Tela Brasil funciona como mecanismo de disseminação, contendo

parte do conteúdo pedagógico dessas atividades, além da programação completa,

de oficinas virtuais, avisos de editais de concursos e materiais para uso escolar

destinados aos ensinos Fundamental e Médio.

As sessões de cinema gratuitas

do Cine Tela Brasil têm as

maiores taxas de ocupação de

salas do país

Com seis anos de atividade, outro projeto relevante na disseminação da cultura é o

Circo Roda, formado pelos grupos Parlapatões e Pia Fraus, que viajam pelos

municípios cortados pelas rodovias sob concessão da CCR apresentando espetáculos

autorais. No início de 2012, o grupo passou a circular com o espetáculo “Caravana -

memórias de um picadeiro”, que celebra a memória do circo no Brasil, dando

sequência à obra “DNA”, em cartaz em 2010 e 2011.

Além desses programas de maior alcance, as concessionárias também desenvolvem

iniciativas locais junto às comunidades de entorno. Em execução na CCR AutoBAn,

por exemplo, há o projeto Guri, destinado à formação musical de 1.100 jovens na

região de Campinas.

A CCR NovaDutra também busca incentivar o uso do esporte para a inclusão por

meio do projeto Rugby Social. Desenvolvido em parceria com o São José Rugby

Clube, o programa oferece iniciação esportiva para 150 meninos e meninas com

idades entre 7 e 17 anos, moradores de bairros carentes de São José dos Campos


(SP).

Com apoio de investimentos de R$ 150 mil, a CCR AutoBAn atende cerca de 5,5 mil

pessoas com o projeto Teatro a Bordo, criado em 2007, que oferece um espaço

cultural móvel que circula por bairros e localidades carentes com espetáculos e

exibições diversos. Há, além disso, o Estrada para o Esporte, que atende cerca de

300 crianças e adolescentes em três municípios de São Paulo com atividades que

fortalecem os valores familiares e o desenvolvimento de competências pessoais,

entre outros. O investimento no programa é de mais de R$ 361 mil.

A CCR ViaOeste e a CCR RodoAnel apoiam, também, o projeto Buzum, que atende

cerca de 10,2 mil alunos da rede pública com espetáculos cênicos. O projeto recebeu

cerca de R$ 100 mil em investimentos. Outro programa relevante é o Rede de Núcleo

IEE, que atende crianças e adolescentes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e

Paraná com a aplicação da metodologia do Esporte Educacional, norteada por uma

série de princípios ligados à cidadania, à autonomia e à inclusão.

A Rodonorte aplica o programa Parto Humanizado, que atende gestantes de

municípios paranaenses (leia mais em Principais Projetos Sociais), além do Rede de

Núcleo IEE. No Rio de Janeiro, a CCR Ponte patrocina o Projeto Grael, que, na

enseada de Jurujuba, em Niterói (RJ), promove a inserção social e incentiva o

trabalho em equipe e o respeito à natureza por meio de uma escola de vela e ofícios

náuticos para jovens. O apoio da CCR é viabilizado via Conselho Nacional de

Proteção à Criança e ao Adolescente, do Ministério da Educação.

Juntas, a CCR Ponte e a CCR ViaLagos também apoiam o Programa Jogo Aberto, que

recebeu cerca de R$ 150 mil em investimentos e promove a educação integral de

crianças, adolescentes e jovens por meio da prática de diversos esportes, como

basquete e vôlei.

No eixo de formação cultural, com apoio da CCR NovaDutra, por meio da Lei Rouanet,

há o projeto Música nas Escolas, que abrange todas as escolas da rede municipal de

ensino de Barra Mansa, no sul fluminense, atendendo 22 mil crianças e adolescentes

com uma formação musical desde a pré-escola até o fim do Ensino Fundamental.

A democratização do acesso à cultura também é apoiada com a Festa do Teatro,

promovida em São Paulo e no Rio de Janeiro e apoiada pela CCR por meio da lei

Rouanet, que distribui gratuitamente ingressos para peças em cartaz nas duas

capitais. Até o final de 2011, mais de 42,3 mil bilhetes foram entregues ao público

para 190 peças e 228 apresentações.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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SOCIEDADE

Relações

Institucionais

O diálogo constante com entidades e

organizações setoriais, além das três esferas

de governo, é o objetivo da gestão

corporativa da CCR.

Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

INDICADORES GRI

4.12 | 4.13 | SO5 |

HR4 | HR6 | HR7

Manter um bom relacionamento com entidades e organizações setoriais, além de

dialogar de forma constante com as esferas municipal, estadual e federal do poder

concedente, é uma das preocupações centrais da gestão corporativa da CCR, que

mantém participação ativa em 18 grupos, institutos e organizações, em sintonia com

as demandas setoriais e da sociedade brasileira.

No intuito de aprimorar a atuação em discussões sobre temas como sustentabilidade

corporativa, mobilidade urbana e transportes, uma reformulação relevante no eixo

da governança permitiu à Companhia iniciar, em 2011, a estruturação de uma Vice-

Presidência de Relações Institucionais.

Em 2011, foi identificada a

necessidade de se criar uma

vice-presidência de Relações

Institucionais, para articular

diálogos e debates em que a

CCR está presente

A principal função do cargo, que coordena e é apoiado por lideranças institucionais

de cada Unidade de Negócio e deve ser formalizado a partir de 2012, é articular os

diálogos e debates em que a Companhia está presente, atuando de forma mais

ativa na busca por soluções ligadas a seus impactos e na consideração dos

stakeholders e suas demandas nos processos de tomada de decisão.

Entre as entidades relacionadas ao setor rodoviário de que a CCR participa, estão a

Associação Nacional de Transportes de Cargas e Logística (NTC&Logística), a

Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e o Instituto Brasileiro

Veicular. A valorização do tema socioambiental na gestão da Companhia também fez

com que uma filiação de relevância fosse formalizada em 2011: a empresa se

associou ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável

(CEBDS), braço brasileiro do World Business Council for Sustainable Development

(WBCSD).

Fundado em 1997, o CEBDS reúne grupos empresariais brasileiros que têm em suas

estratégias políticas avançadas de responsabilidade socioambiental. Juntas, essas

empresas representam 40% do PIB nacional e geram mais de 600 mil empregos

diretos. Junto aos mais de 50 conselhos nacionais filiados ao WBCSD, que reúne

185 grupos multinacionais responsáveis por um faturamento anual de US$ 6 trilhões,

o CEBDS faz parte de uma rede que busca disseminar uma nova maneira de fazer

negócios, comprometida com a perpetuidade e a sustentabilidade da atividade

econômica.


Também em 07 de Junho de 2011, a CCR aderiu aos princípios do Pacto Global,

iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne empresas,

trabalhadores e sociedade civil para promover o crescimento sustentável e a

cidadania. Parte do movimento de inserção da sustentabilidade na estratégia da

Companhia, a adesão faz com que, como as outras signatárias do Pacto, a CCR se

comprometa a divulgar regularmente suas ações em 10 princípios relacionados a

Direitos Humanos, Direitos do Trabalho, Proteção Ambiental e Corrupção em todas as

suas Unidades de Negócio e envolvendo todos os seus principais stakeholders –

trabalho executado por meio deste Relatório Anual e de Sustentabilidade.

A participação nesse compromisso reflete a preocupação da CCR em promover

práticas de gestão comprometidas com o respeito aos Direitos Humanos. Em suas

operações, a Companhia desenvolve medidas que impedem práticas de

discriminação e desrespeitos diversos a esses direitos, em consonância com os

princípios de seu Código de Ética, de sua Política de Responsabilidade Social e dos

compromissos do qual é signatária.

Como reflexo dessa preocupação, as Unidades de Negócio têm casos de

discriminação monitorados e acompanhados. Em 2011, não foi registrada nenhuma

ocorrência desse tipo. Contratos com fornecedores das empresas também são

avaliados. O Grupo inclui em seus contratos de prestação de serviços cláusulas de

rescisão, no caso de haver comprovação do uso de mão de obra infantil. A mesma

política é adotada em relação à comprovação do uso de trabalho escravo. A

Companhia não faz distinção em relação às operações, já que todas as Unidades de

Negócio apresentam características e riscos semelhantes.

Conheça +

Políticas públicas

Como Companhia ligada ao negócio de concessões, a CCR busca estar

associada às principais discussões relacionadas a políticas públicas de

mobilidade, transporte e infraestrutura que promovam o desenvolvimento do

país.

A perspectiva é que, tendo em vista sua condição de prestadora de serviços

públicos, a empresa tem o dever de atuar em sintonia com autoridades do

poder concedente, para aprimorar seus serviços e buscar negócios que gerem

benefícios para a sociedade brasileira.

Além de escritórios em Brasília e no Rio de Janeiro, o Grupo se relaciona com o

governo por meio da Vice-Presidência de Relações Institucionais, em processo

de estruturação, e das áreas homônimas das Unidades de Negócio. A empresa

acredita no poder de influenciar políticas públicas por meio de exemplos e boas

práticas, mostrando o caminho a ser seguido. Como exemplos, pode-se citar o

reconhecimento obtido pelo programa Estrada para a Cidadania, que promove

a educação no trânsito e foi premiado no IBTTA Awards em 2010; em 2011, no

mesmo prêmio, a Companhia foi reconhecida por seu Programa de

Desenvolvimento de Lideranças.

Entidades e associações que a CCR integra

Associação Brasileira de Companhias Abertas

Associação Brasileira de Comunicação Empresarial

Associação Brasileira das Empresas de Concessionária de Rodovias

Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base

Associação dos Analistas Profissionais de Investimento do Mercado de

Capitais de São Paulo

Associação dos Analistas Profissionais de Investimento do Mercado de

Capitais de Minas Gerais

Associação dos Analistas Profissionais de Investimento do Mercado de

Capitais da Região Sul

Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil

Assoc. Nacional de Transportes de Cargas

BM&F BOVESPA S.A.

ABRASCA

ABERJE

ABCR

ABIDB

APIMEC/SP

APIMEC/MG

APIMEC/Sul

ADVB

NTC&Logística

BOVESPA


Câmara Americana do Comércio

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Confederação Nacional da Indústria

Comissão de Valores Mobiliários

Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável

Conselho Regional de Administração de São Paulo

Conselho Regional de Engenharia de São Paulo

Federação das Indústrias do Estado do Paraná

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro

Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo

Global Compact – Nações Unidas

International Bridge, Tunnel and Turnpike Association

Instituição Brasileira de Executivos de Finanças

Instituto Brasileiro de Governança Corporativa

Instituto Brasileiro Veicular

Instituto de Engenharia

AMCHAM

CIESP

CNI

CVM

CEBDS

CRA-SP

CREA-SP

FIEP

FIESP

FIRJAN

FAPESP

UNGC

IBTTA

IBEF

IBGC

IBV

IE

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SOBRE O RELATÓRIO ÍNDICE GRI EXPEDIENTE CONTATO GRUPO CCR VERSÃO IPAD + A | - A

Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

MENU PRINCIPAL

SOCIEDADE

Usuários

O bom relacionamento com os usuários é

estratégico para a CCR, uma companhia focada

na prestação de serviços públicos de

qualidade.

BUSCA

Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

INDICADORES GRI

4.11

Por ter como princípio a prestação de serviços públicos de qualidade, incluindo o

transporte rodoviário e de passageiros e atividades como a inspeção veicular, a CCR

considera o relacionamento com seus usuários estratégico para a geração de valor e

a perpetuidade do negócio.

Somando o fluxo intenso de motoristas em suas rodovias – em 2011, 960 milhões de

veículos trafegaram nas concessionárias do Grupo – aos passageiros da

Linha 4–Amarela do metrô de São Paulo (mais de 50 milhões somente em 2011) e

usuários da Controlar e da STP, a Companhia acredita ter no diálogo com esses

stakeholders um desafio que, se conduzido corretamente, ajuda no aprimoramento

das operações e colabora para a eficiência e qualidade do serviço prestado.

A política de Gestão ao Atendimento ao Usuário da CCR contempla tanto diretrizes

técnicas quanto comportamentais que orientam o ciclo de prestação de serviço,

baseado na comunicação, na troca de experiências e em investimentos na inovação.

A expectativa é oferecer a motoristas, passageiros e demais usuários um

atendimento que comprove o benefício do negócio de concessões para a melhoria

dos serviços públicos do país.

Em 2011, foram investidos mais

de R$ 658 milhões em obras e

melhorias nos negócios

geridos pela CCR

A qualidade do atendimento prestado nas Unidades de Negócio da CCR é apoiada

em investimentos para aprimorar os serviços. Durante o ano de 2011, foram

investidos mais de R$ 658 milhões em obras e melhorias. As concessionárias que

receberam mais recursos foram a AutoBAn, a NovaDutra, a ViaOeste, a ViaQuatro e a

RodoAnel (leia mais em Negócios).

Nas rodovias e no negócio de transporte de passageiros, em especial, as equipes de

atendimento buscam preservar vidas e, ao mesmo tempo, evitar transtornos, como

congestionamentos, acidentes e riscos ao bem-estar e à saúde dos usuários. Em

todas as rodovias, há programas como o SOS Usuário, que oferece atendimento 24h;

além disso, há os serviços de Ouvidoria e Fale Conosco.

O SOS Usuário é um sistema preparado para atender a variadas ocorrências, desde

acidentes até panes mecânicas e incidentes com animais. O serviço funciona 24h,

pode ser acionado por telefone ou call boxes no acostamento de algumas estradas e

conta com guinchos leves e pesados, ambulâncias, veículo para apreensão de

animais e caminhão-pipa para combater princípios de incêndio.

As equipes de resgate são compostas por profissionais de diversas áreas e recebem

treinamento em segurança e procedimentos pré-hospitalares, além de serem


submetidas a um Programa de Condicionamento Físico que inclui atividades em

academia e ginástica, custeadas e coordenadas pelas Unidades de Negócio.

A Ouvidoria está presente em todas as concessionárias e nas empresas ViaQuatro,

Controlar e STP. Por telefone, e-mail, pessoalmente (nas praças de pedágio e nas

sedes administrativas) ou por meio de formulários na internet, o usuário pode expor

questões e propor soluções para melhorar os serviços prestados.

Conheça +

Canais de

atendimento

Rodovias

CCR NovaDutra

0800-017-3536

www.novadutra.com.br

CCR AutoBAn

0800 055 5550

www.autoban.com.br

CCR ViaOeste

0800 701 5555

www.viaoeste.com.br

CCR ViaLagos

0800 702 0124

www.rodoviadoslagos.com.br

CCR Ponte

0800 022 9333

www.ponte.com.br

CCR RodoNorte

0800 42 1500

www.rodonorte.com.br

Renovias

0800 055 9696

www.renovias.com.br

CCR SPVias

0800-7035030

www.spvias.com.br

Demais empresas

ViaQuatro

0800 770 7100

www.viaquatro.com.br

ouvidoria.viaquatro@grupoccr.com.br

Controlar

(11) 3545-6868

www.controlar.com.br

faleconosco@controlar.com.br

STP

0800 015 0252

www.viafacil.com.br

Mais usuários, menor tarifa

A cobrança de pedágio nas rodovias sob concessão é a principal forma de

arrecadação de recursos para que as concessionárias possam cobrir suas despesas

de manutenção – incluindo folhas de pagamento e contas de iluminação, por

exemplo – e investir em obras de melhoria, ampliação e conservação das estradas.

Variando conforme a complexidade, dimensão, fluxo e custo de manutenção da

rodovia, a tarifa também permite ao usuário ter à disposição serviços como o SOS

Usuário, além de auxiliar as Unidades de Negócio no pagamento de tributos e do

direito de outorga – uma espécie de aluguel pago ao poder concedente de algumas

concessões.

Periodicamente, a CCR reajusta o valor dos pedágios com base em indicadores como

o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Mesmo assim, faz parte da

estratégia da Companhia buscar oferecer aos usuários valores mais competitivos de

pedágio, de forma a atrair mais usuários e, consequentemente, manter sua base de

arrecadação oferecendo um serviço de qualidade a mais brasileiros por preços

acessíveis.

Diversas iniciativas têm sido tomadas para reduzir os preços de algumas praças. Na

CCR ViaOeste, por exemplo, foi promovida, mediante reconfiguração, uma redução de

até 57% nos valores cobrados em pedágios da rodovia Castello Branco. Antes, quem

usava a pista expressa da Castello na entrada de São Paulo era isento de cobrança

– e o valor do pedágio nas praças das pistas locais variava entre R$ 6,50 e R$ 11,20.


Com a autorização do poder concedente, foram instaladas praças em todas as

pistas, e, com a universalização de cobrança, o preço passou para R$ 2,80 e R$ 5,60.

O volume de usuários pagantes, por sua vez, subiu 69% – ou seja, o aumento de

movimento nas praças, equilibrando o volume de usuários pagantes, permitiu a

redução das tarifas.

Em 2011, a CCR ViaLagos concluiu, junto ao governo do Rio de Janeiro, o processo

de negociação de reequilíbrio econômico-financeiro que ampliou o contrato de

concessão da rodovia RJ-124 (Via Lagos) em mais 15 anos. Em contrapartida, no

aditivo contratual, uma série de obras e intervenções visando à qualidade e à

segurança do percurso foi negociada; a concessionária ficou responsável pela

implantação de dispositivos de segurança para separação de pistas (defensas

metálicas), pelo alargamento de plataformas e pela pavimentação de acostamentos.

Com o aditivo, que prevê mais de R$ 120 milhões em investimentos nos próximos

três anos por parte da CCR, foi possível trazer benefícios para os usuários: a partir

de janeiro de 2012, os valores das praças de pedágio caíram 16,5% (na tarifa

básica) e 8,9% (na tarifa adicional, vigente das 12h de sexta-feira até as 12h de

segunda-feira e em feriados) – de R$ 10,30 para R$ 8,60 e de R$ 15,70 para

R$ 14,30, respectivamente.

Embora ainda estejam entre as mais altas do país, as tarifas de pedágio da Via

Lagos se tornaram mais acessíveis. Em troca, investimentos da concessionária

tornarão a rodovia mais segura. Dessa forma, a Companhia acredita atrair mais

usuários, ampliar o índice de satisfação dos motoristas e tornar as viagens mais

seguras e confortáveis.

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SOBRE O RELATÓRIO ÍNDICE GRI EXPEDIENTE CONTATO GRUPO CCR VERSÃO IPAD + A | - A

Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

MENU PRINCIPAL

BUSCA

SOCIEDADE

Comunicação e

informação

O bom atendimento aos usuários também

inclui canais e veículos de comunicação com

diversas informações relacionadas a viagens e

transporte.

Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

Além dos mecanismos de atendimento nas praças de pedágio, unidades e dos canais

telefônico e online, o atendimento do usuário das rodovias sob concessão da CCR

também depende de ações de comunicação que forneçam informações sobre

assuntos relacionados ao negócio, como turismo, segurança, viagens, mercado de

compra e venda de automotores, saúde e bem estar.

Por isso, a Companhia mantém dois veículos estratégicos para aproximar e tornar

mais aberto o relacionamento com o motorista: as revistas Giro das Estradas e

Amigo Chapa do Caminhoneiro (Chapa), que juntas, têm tiragem de 450 mil

exemplares.

Distribuídas nas praças de pedágio, nas áreas de descanso e nos setores de

atendimento, as revistas são bimestrais e se dirigem a públicos diferentes. A

primeira, há sete anos sendo publicada, se destina ao motorista doméstico e informa

sobre turismo e segurança nas rodovias, além de apresentar mapas e serviços.

Já a Chapa, publicada há quatro anos, dirige-se aos caminhoneiros, oferecendo-lhes

dicas de saúde e o compartilhamento de experiências da categoria. Além do suporte

impresso, todo o conteúdo editorial também está disponível online, no site do Grupo

CCR.

Conheça +

Diálogo

Comunicação interna

O diálogo com os colaboradores também é valorizado pela Companhia.

Levando em conta o desafio de integrar operações dispersas por três

diferentes estados brasileiros, são desenvolvidas iniciativas que aliam o

desenvolvimento de pessoas à melhoria do clima interno e ao engajamento

dos colaboradores em relação a temas relevantes para a Companhia.

Por meio da publicação Nosso Mundo, que é publicada bimestralmente e

possui tiragem de cerca de 8 mil exemplares, e de rádios internas, em algumas

concessionárias, o diálogo e a comunicação entre as equipes de atendimento,

de gestão e as lideranças são promovidos nas Unidades de Negócio.

Essas ferramentas também têm sido utilizadas pela CCR para promover maior

diálogo com suas equipes em relação à questão da sustentabilidade. Nas

rádios, na intranet e em publicações como a Nosso Mundo e os murais

informativos, há espaço para troca de experiências e práticas entre os

colaboradores, além de dicas da própria empresa para auxiliar o público

interno na adoção de hábitos mais sustentáveis no dia a dia.


Condições das estradas

No intuito de fornecer aos usuários informações atualizadas sobre as condições de

tráfego, a CCR mantém um serviço de comunicação de incidentes, índices de lentidão

e condições de trafegabilidade das rodovias sob concessão.

Todas as Unidades de Negócio possuem, em seus websites, boletins online,

atualizados periodicamente, de condições de tráfego nas estradas. O sistema é

gerenciado pelas equipes dos Centros de Controle Operacional (CCO) e informa

sobre retenções, trechos de lentidão e pontos em que há obras em andamento. Em

alguns casos, como na CCR AutoBAn, na ViaOeste e na Ponte, há transmissão ao

vivo de câmeras que captam a movimentação em trechos críticos das rodovias.

Da mesma forma que nas concessionárias, a Linha 4–Amarela também possui uma

equipe especializada no atendimento ao usuário e na solução de problemas de

operações. Todo o serviço é coordenado pelo Centro de Controle Operacional, que

mantém comunicação em tempo real com as demais linhas do Metrô e com os ramais

ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Conheça +

Serviços de qualidade

Aprendizados estimulam melhoria no

atendimento

Ao inserir um novo segmento de negócio em seu portfólio, a CCR tem como

compromisso se preparar para oferecer serviços de qualidade aos seus

usuários. Desde o planejamento da linha e a abertura de suas primeiras

estações, em 2010, a Linha 4–Amarela do Metrô de São Paulo vem sendo alvo

de investimentos para a capacitação das equipes e a melhoria das operações.

Por lidar com um sistema de intenso fluxo de passageiros – diariamente, mais

de 4 milhões de pessoas utilizam o transporte metroviário na capital paulista –

e servir como meio de conexão entre os demais ramais e outros modais, como

linhas de ônibus e trem, a linha 4 pode, em função de problemas, registrar

eventuais transtornos como superlotação e lentidão na circulação de trens.

Desde a inauguração das estações Luz e República e da operação em horário

integral, no segundo semestre de 2011, o fluxo diário em suas seis estações

chega a 600 mil pessoas. Algumas ocorrências foram registradas desde então:

em 3 de outubro, os sistemas de sinalização dos trens apresentaram falha,

paralisando as operações por quatro horas, o que afetou mais de 70 mil

passageiros. No final de novembro, uma falha elétrica em um trem gerou

acúmulo de passageiros nas estações. Em fevereiro de 2012, uma pane

elétrica voltou a interromper a circulação de trens por 40 minutos, afetando

16 mil usuários.

Todas as situações foram solucionadas com base em práticas padrão de

segurança, de forma a não oferecer riscos aos usuários. A superlotação e os

transtornos no sistema foram abordados com base no Plano de Estratégias

em Situações de Anormalidade, desenvolvido pelo Metrô de São Paulo junto à

ViaQuatro e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Embora conte com modernos sistemas de segurança, tráfego e operação, a

linha 4 do metrô é naturalmente sujeita a falhas e ainda está em processo de

adaptação e consolidação. Somente a partir de abril de 2012, conforme

definido em contrato, a ViaQuatro, responsável pela operação, seria

penalizada pelo governo por falhas operacionais significativas.

Tendo em vista a necessidade de melhor responder aos problemas

operacionais e oferecer um serviço público de qualidade a seus usuários, a

CCR entende que as situações adversas registradas serviram como

aprendizados para aprimorar o transporte de passageiros na cidade de São

Paulo, garantindo, nele, o mesmo padrão de qualidade que já é observado e

reconhecido em suas outras Unidades de Negócio.

Conheça +

O caso Controlar

Posição da CCR a respeito do caso

Controlar

Desde o segundo semestre de 2011, investigações têm sido realizadas em


elação ao contrato firmado entre a prefeitura de São Paulo e a Controlar, da

qual a CCR possui 45% do capital social desde 2009.

Segundo ação civil pública protocolada pelo Ministério Público, o contrato

firmado em 2007 pela administração municipal com a empresa, criada pelo

consórcio vencedor da licitação, conteria irregularidades; além disso,

questiona-se o valor pela tarifa da inspeção veicular obrigatória. Em 2012, por

decisão da prefeitura de São Paulo, o valor de inspeção será de R$ 44,36 para

cada veículo, 28,4% menor em relação ao que foi cobrado em 2011, R$ 61,98.

Companhia de capital aberto, que preza pela lisura de seus processos e pela

transparência no relacionamento com acionistas, órgãos de governo e a

sociedade civil organizada, a CCR adotou as providências cabíveis para a

proteção dos seus direitos.

A aquisição de 45% da Controlar, formalizada em 2009, foi realizada por meio

de um processo estruturado e competitivo de venda privada, conduzido pelo

então acionista majoritário. Este processo foi concluído um ano e meio após o

início do programa de inspeção veicular ambiental na cidade de São Paulo.

A posição da empresa é de confiança nos termos contratuais estabelecidos e

na qualidade e eficiência do serviço oferecido à população – executado pela

Controlar em parceria técnica com a Tüv Nord, empresa alemã com experiência

internacional em inspeções veiculares e mais de 8.000 colaboradores.

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SOBRE O RELATÓRIO ÍNDICE GRI EXPEDIENTE CONTATO GRUPO CCR VERSÃO IPAD + A | - A

Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

SOCIEDADE

Satisfação

Pesquisas que avaliam a percepção dos

motoristas sobre nossas rodovias são

ferramentas de melhoria dos serviços.

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Sociedade

Responsabilidade

Social Corporativa

Tabela Ibase

Principais projetos

sociais

Cultura, esporte e

lazer

Relações

Institucionais

Usuários

Comunicação e

informação

Satisfação

INDICADORES GRI

PR5

Uma das principais ferramentas que a CCR possui para melhorar os serviços

prestados é o acompanhamento do nível de satisfação de seus usuários. Com apoio

do Instituto DataFolha, a Companhia avalia a percepção de motoristas sobre a

experiência de tráfego nas rodovias sob concessão. A última pesquisa foi realizada

ao final de 2010. Um novo processo de análise, referente ao ano de 2011, está em

processo de finalização no primeiro semestre de 2012.

O estudo mais recente ouviu 4.860 motoristas de automóveis e caminhões, frotistas

de ônibus e transportadoras e formadores de opinião nas rodovias administradas

pela CCR e em outras estradas sob concessão. O quadro geral é favorável: entre

77% e 97% dos entrevistados disseram que vale a pena pagar pedágio para usufruir

dos benefícios infraestruturais das rodovias da CCR.

De forma geral, as concessionárias Renovias e SPVias são as que têm melhor

avaliação. O nível de motoristas que consideraram o serviço prestado ótimo ou bom

cresceu de 2009 para 2010, sobretudo nas unidades NovaDutra, ViaLagos e Ponte.

Já entre frotistas e formadores de opinião, houve queda na maioria das rodovias sob

concessão; entretanto, algumas unidades, como a Ponte e a AutoBAn, se

mantiveram estáveis (veja quadros).

Os resultados refletem a percepção de motoristas e ainda são complementados por

uma análise focada em questões específicas, como a estrutura física e a prestação

de serviços ao usuário. Com base na avaliação, a CCR projeta intervenções e

melhorias que busquem sanar os apontamentos mais críticos.

Monitorar o desempenho dos demais negócios da CCR junto a seus usuários ainda é

um desafio – mesmo assim, algumas Unidades de Negócio promovem pesquisas de

satisfação. Na Linha 4–Amarela do metrô de São Paulo, por exemplo, houve

pesquisas, realizadas à época de sua operação parcial (com as estações Paulista e

Faria Lima), que apontaram índice de aprovação de 99% entre os passageiros

consultados.


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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

SOBRE O RELATÓRIO ÍNDICE GRI EXPEDIENTE CONTATO GRUPO CCR VERSÃO IPAD + A | - A

Sobre o Relatório

Declaração GRI

MENU PRINCIPAL

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INDICADORES GRI

3.1 | 3.2 | 3.3 | 3.5 |

3.6 | 3.7 | 3.8 | 3.9 |

3.10 | 3.11 | 3.13 |

4.15 | 4.16 | 4.17

Como forma de comunicar e aprimorar seus mecanismos de gestão corporativa

considerando aspectos socioambientais, o Grupo CCR apresenta, pela sexta vez

consecutiva, seu Relatório Anual e de Sustentabilidade com base nas diretrizes da

Global Reporting Initiative (GRI). Este documento contempla informações econômicas,

sociais e ambientais da empresa, atendendo ao nível B de aplicação GRI. Pela

primeira vez, a versão completa deste relatório foi submetida à verificação de nível

de aplicação pela GRI. A partir de 2012, o documento também será auditado.

Os dados vinculados aos indicadores quantitativos dizem respeito ao período de 1º

de janeiro a 31 de dezembro de 2011. As informações qualitativas contemplam,

também, o início do ano de 2012, período em que o relatório foi finalizado, de forma

a oferecer melhor contextualização em relação a temas relevantes para a Companhia

e sua estratégia de negócios – como o ingresso no segmento de concessões

aeroportuárias.

À exceção de alguns novos dados reportados, a definição de conteúdo considerou a

base de indicadores relatada no processo anterior. Em 2010, a CCR, com auxílio de

uma consultoria especializada, realizou um trabalho de mapeamento dos seus

principais públicos de interesse e identificou os principais impactos sociais,

econômicos e ambientais, assim como as externalidades relacionados a esses

públicos (leia mais em Temas Prioritários). Seguindo as diretrizes e orientações do

“Guidance on Defining Report Content”, os temas prioritários de reporte resultaram

da análise dos aspectos mais relevantes para a sociedade e para a empresa. Mais

de 40 entrevistas com representantes dos principais stakeholders da CCR

contribuíram para validar estes temas prioritários identificados pelos colaboradores.

Serão disponibilizadas, além da versão completa do relatório para todas as partes

interessadas em três línguas (português, inglês e espanhol), uma versão em formato

eletrônico (iPad) para investidores, e versões reduzidas impressas para

colaboradores e investidores, no intuito de comunicar aos stakeholders as

perspectivas, desafios e ações da Companhia.

O processo de relato contempla informações de todas as Unidades de Negócio e de

Serviços do grupo CCR: CCR Nova Dutra, CCR Ponte, CCR AutoBAn, CCR RodoNorte,

CCR ViaLagos, CCR RodoAnel, CCR ViaLagos, CCR ViaOeste, CCR Renovias,

ViaQuatro, Controlar, STP, SAMM e CCR SPVias. A análise e coleta de indicadores de

desempenho foram desenvolvidas por uma consultoria especializada. Critérios de

priorização de engajamento dos públicos de interesse foram definidos pela alta

direção, considerando: relevância do público de interesse, importância da

externalidade e demanda da sociedade.

Como principais mudanças operacionais durante o ano, houve o início da operação

em horário integral da Linha 4–Amarela e o primeiro ano completo da CCR sob a

gestão da SPVias, que foi adquirida ao final de 2010. Nenhum desses fatos, porém,

modificou o processo de relato de forma significativa. Não houve reformulação de

informações dos processos de relato anteriores.

Em relação à gestão em sustentabilidade, o ano de 2011 foi marcado por uma série

de evoluções na área de governança e de gestão ambiental (leia mais em

Destaques). Em relação à coleta e análise de indicadores, um dos destaques foi o

estabelecimento de uma política de Gestão de Resíduos Sólidos na Companhia. Esse

documento permitirá que, em 2012, a Companhia consiga sistematizar a análise e

coleta de indicadores relacionados à questão de resíduos, que está entre suas


principais externalidades.

Pela segunda vez, a CCR também realizou seu inventário de emissões de GEE com

base na metodologia do Greenhouse Gas Protocol (GHG). Em 2011, além dos

escopos 1 e 2, foram contabilizadas as emissões de escopo 3 – o que mostra o

comprometimento com a melhoria contínua na coleta, análise e comunicação de

dados de desempenho socioambiental (leia mais em Temas Prioritários).

A adoção do modelo GRI de relato, em conjunto com estas práticas de gestão,

reafirmam o compromisso da CCR com a evolução de seus processos e com a adoção

das melhores práticas de governança e transparência no momento de se relacionar

com os públicos sobre os quais exerce impacto por meio de suas operações. Este

relatório é uma das principais ferramentas das quais a Companhia utiliza para

prestar contas com a sociedade civil, com investidores, usuários, colaboradores e

stakeholders diversos.

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Relatório Anual e

de

Sustentabilidade

2011

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SOBRE O RELATÓRIO ÍNDICE GRI EXPEDIENTE CONTATO GRUPO CCR VERSÃO IPAD + A | - A

Índice GRI

INDICADORES GERAIS REPORTADO PÁGINA PACTO

GLOBAL

1.1. Mensagem da presidência Completo Mensagem do Presidente x

1.2. Impactos, riscos e oportunidades Completo Mensagem do Presidente,

Estratégia de sustentabilidade

2.1. Nome da organização Completo O Grupo CCR

2.2. Marcas, produtos e/ou serviços Completo Empresas do Grupo

Declaração GRI

2.3. Estrutura operacional Completo O Grupo CCR

2.4. Localização da sede da organização Completo O Grupo CCR

2.5. Atuação geográfica Completo O Grupo CCR

2.6. Natureza jurídica Completo O Grupo CCR

2.7. Mercados atendidos Completo O Grupo CCR

2.8. Porte da organização Completo O Grupo CCR, Síntese de

desempenho, Empresas do

Grupo, Resultados do ano

2.9. Mudanças no ano Completo O Grupo CCR

2.10. Prêmios e certificações Completo Prêmios

3.1. Período coberto pelo relatório Completo Sobre o relatório

3.2. Relatório anterior Completo Sobre o relatório

3.3. Periodicidade Completo Sobre o relatório

3.4. Dados para contato Completo Contato

3.5. Definição do conteúdo Completo Sobre o relatório, Estratégia

de sustentabilidade, Definição

de prioridades

3.6. Limite do relatório

O processo de relato contempla informações de

todas as Unidades de Negócio e de Serviços do

grupo CCR, no Brasil e no exterior. No entanto, não

contempla informações sobre seus fornecedores

e/ou clientes por estes não estarem dentro das

prioridades de engajamento dos seus públicos de

interesse em 2011.

Completo

Sobre o relatório, Empresas

do Grupo

3.7. Escopo do relatório Completo Sobre o relatório

3.8. Base para a elaboração do relatório Completo Sobre o relatório

3.9. Técnicas de medição e bases de cálculos Completo Sobre o relatório

3.10. Reformulações de informações Completo Sobre o relatório

3.11. Mudanças significativas Completo Sobre o relatório

3.12. Sumário GRI Completo Índice GRI

3.13. Verificação externa Completo Sobre o relatório

4.1. Estrutura de governança Completo Estrutura de governança,

Comitês de gestão

4.2. Identificação de se presidente do mais

alto

órgão de governança é também um executivo

Completo Estrutura de governança

4.3. Conselheiros independentes Completo Estrutura de governança

4.4. Canais de comunicação com o conselho Completo Conflito de interesses

4.5. Remuneração por sustentabilidade Completo Critérios de remuneração

4.6. Conflitos de interesse Completo Conflito de interesses

4.7. Qualificações de conselheiros Completo Estrutura de governança,


Comitês de gestão

4.8. Valores, códigos e princípios internos Completo Missão e valores, Conflito de

interesses, Responsabilidade

Social Corporativa

2, 3, 8

4.9. Atuação do conselho Completo Estrutura de governança 2

4.10. Autoavaliação do conselho Completo Avaliação da alta gestão

4.11. Princípio da precaução

Atualmente, o princípio da precaução está inserido

na empresa através de medidas de prevenção de

acidentes, por exemplo, programas como Estrada

para a Cidadania e Estrada para a Saúde. No

entanto, o princípio ainda não é utilizado para

tomada de decisão de novos negócios e serviços.

Completo Comitês de gestão, Usuários

4.12. Cartas, princípios e iniciativas

A empresa não é signatária de nenhum "charter"

específico por entender que no momento é suficiente

seu comprometimento com os princípios do Pacto

Global e do Conselho Empresarial de

Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Completo

Relações Institucionais,

Responsabilidade Social

Corporativa

1 a 10

4.13. Participação em associações Completo Relações Institucionais

4.14. Relação de stakeholders Completo Estratégia de sustentabilidade

4.15. Identificação de stakeholders. Completo Estratégia de

sustentabilidade, Definição de

prioridades, Sobre o relatório

4.16. Engajamento dos stakeholders. Completo Estratégia de

sustentabilidade, Sobre o

relatório

4.17. Demandas de stakeholders Completo Estratégia de

sustentabilidade, Sobre o

relatório

8

8

ABORDAGEM DE GESTÃO – DESEMPENHO

ECONÔMICO

Parcial Resultados do ano

EC1. DVA Completo Demonstração de Valor

Adicionado

EC2. Mudanças climáticas Parcial Perspectivas de mercado

EC3. Plano de pensão Completo Qualidade de vida

EC4. Subsídios

O Grupo CCR não recebe nenhum tipo de

contribuição ou ajuda financeira do governo.

Completo

EC7. Contratação local Completo Qualidade de vida 6

ABORDAGEM DE GESTÃO – DESEMPENHO

AMBIENTAL

Parcial

Definição de prioridades,

Desempenho ambiental

EN3. Consumo de energia direta Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN4. Consumo de energia indireta Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN5. Energia economizada Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN8. Água retirada por fonte Parcial Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN10. Água reciclada e reutilizada Parcial Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN11. Áreas protegidas Parcial Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN12. Impactos na biodiversidade Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN14. Gestão de impactos na biodiversidade Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

EN16. Emissões diretas de gases do efeito

estufa

EN17. Emissões indiretas de gases do efeito

estufa

EN18. Redução de emissões de gases de efeito

estufa

EN26. Mitigação de impactos de

produtos/serviços

EN28. Não conformidade ambiental

Há apenas uma autuação com valor significativo, que

Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

Completo Desempenho ambiental 7, 8 e 9

Parcial Desempenho ambiental 7, 8 e 9

Completo 8


até o final de 2011 se encontrava em nível de

recurso administrativo. No recurso, a alegação é de

que o motivo apresentado pelo órgão ambiental –

falta de autorização – não é válido, uma vez que

foram cumpridas todas as leis e regulamentos

ambientais e obtidas todas as autorizações legais

pertinentes.

ABORDAGEM DE GESTÃO –

PRÁTICAS TRABALHISTAS

Parcial

Gestão de pessoas, Qualidade

de vida

LA1. Perfil dos funcionários Completo Gestão de pessoas 6

LA3. Benefícios aos funcionários Completo Qualidade de vida 1

LA4. Negociação coletiva Completo Qualidade de vida 3

LA5. Prazo mínimo para notificação com

antecedência

de mudanças operacionais.

LA7. Doenças ocupacionais, dias perdidos e

óbitos

LA8. Programas de prevenção de doenças

graves

Completo Qualidade de vida 3

Parcial Qualidade de vida 1

Parcial Qualidade de vida 1

LA11. Aprendizagem contínua Completo Programas de capacitação 8

LA12. Desenvolvimento de carreira Completo Desenvolvimento e avaliação 1 e 8

LA13. Diversidade Completo Gestão de pessoas, Qualidade

de vida

1 e 3

LA14. Proporção de salário homens/mulheres

A CCR estabelece a remuneração de seus

colaboradores com base em categorias funcionais e

desempenho, sem diferenciação por gênero.

ABORDAGEM DE GESTÃO –

DIREITOS HUMANOS

Completo 1, 2 e 3

Parcial Relações Institucionais

HR4. Casos de discriminação na empresa Completo Relações Institucionais 6

HR5. Liberdade de associação Completo Qualidade de vida 3

HR6. Trabalho infantil Completo Relações Institucionais 5

HR7. Trabalho forçado ou escravo Completo Relações Institucionais 4

ABORDAGEM DE GESTÃO – SOCIEDADE Parcial Responsabilidade Social

Corporativa

SO2. Avaliação de riscos de corrupção

As Unidades de Negócio da CCR não são analisadas,

de maneira sistemática, por riscos relacionados a

corrupção.

SO3. Treinamento anticorrupção

O Código de Ética orienta a conduta dos

colaboradores em relação às políticas e aos

procedimentos anticorrupção. No entanto, a CCR não

realiza treinamentos específicos com foco em

políticas e procedimentos anticorrupção.

SO4. Medidas tomadas em casos de corrupção

O Grupo CCR não teve nenhum colaborador

demitido ou punido devido a atos de corrupção em

2011. A Companhia também não registra ações

judiciais relacionadas a esse tipo de ocorrência, nem

rompeu ou cancelou contratos devido a violações

motivadas por tal conduta.

Completo 10

Completo 10

Completo 10

SO5. Políticas públicas Completo Relações Institucionais

ABORDAGEM DE GESTÃO –

RESPONSABILIDADE SOBRE O PRODUTO

Parcial Usuários

PR5. Satisfação do cliente Completo Satisfação

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Coordenação geral

Grupo CCR – Comunicação, Marketing e Sustentabilidade

Francisco Bulhões

Marina Mattaraia

Consultoria GRI

Axia Value Chain e Report Comunicação

Redação e edição

Report Comunicação

Layout e programação

Report Comunicação

Família tipográfica

Frutiger, Adrian Frutiger, 1975

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Informações corporativas

Grupo CCR

Avenida Chedid Jafet, 22, Bloco B, 5º andar

04551-065 – São Paulo – SP

Tel.: 55 11 3048-5900

Fax: 55 11 3048-5903

www.grupoccr.com.br

Relações com Investidores

ccr.riweb.com.br

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Balanço Social Anual / 2011

Empresa: CCR consolidada

1 - Base de Cálculo

Receita líquida (RL)

Resultado operacional (RO)

Folha de pagamento bruta (FPB)

429.168

313.684

2 - Indicadores Sociais Internos Valor (mil) % sobre FPB % sobre RL Valor (mil) % sobre FPB % sobre RL

Alimentação 27.166 6,33% 0,53% 20.241 6,45% 0,43%

Encargos sociais compulsórios 5.934 1,38% 0,12% 6.866 2,19% 0,15%

Previdência privada 4.219 0,98% 0,08% 4.545 1,45% 0,10%

Saúde 26.129 6,09% 0,51% 20.337 6,48% 0,44%

Segurança e saúde no trabalho 1.450 0,34% 0,03% 1.443 0,46% 0,03%

Educação 5.726 1,33% 0,11% 8.678 2,77% 0,19%

Cultura 0 0,00% 0,00% 0 0,00% 0,00%

Capacitação e desenvolvimento profissional 3.497 0,81% 0,07% 2.598 0,83% 0,06%

Creches ou auxílio-creche 357 0,08% 0,01% 167 0,05% 0,00%

Participação nos lucros ou resultados 89.772 20,92% 1,75% 45.488 14,50% 0,98%

Outros 12.413 2,89% 0,24% 9.470 3,02% 0,20%

Total - Indicadores sociais internos 176.663 41,16% 3,44% 119.833 38,20% 2,57%

3 - Indicadores Sociais Externos Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) % sobre RO % sobre RL

Educação 1.162 0,05% 0,02% 2.904 0,17% 0,06%

Cultura 11.140 0,49% 0,22% 10.385 0,61% 0,22%

Saúde e saneamento 956 0,04% 0,02% 910 0,05% 0,02%

Esporte 2.362 0,10% 0,05% 2.131 0,13% 0,05%

Combate à fome e segurança alimentar 4 0,00% 0,00% 242 0,01% 0,01%

Outros 238 0,01% 0,00% 126 0,01% 0,00%

Total das contribuições para a sociedade 15.862 0,70% 0,31% 16.698 0,98% 0,36%

Tributos (excluídos encargos sociais) 974.640 42,80% 18,98% 839.138 49,32% 18,02%

Total - Indicadores sociais externos 990.502 43,50% 19,29% 855.836 50,31% 18,38%

4 - Indicadores Ambientais Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) % sobre RO % sobre RL

Investimentos relacionados com a produção/ operação da empre 36.486 1,60% 0,71% 61.512 3,62% 1,32%

Investimentos em programas e/ou projetos externos 6.590 0,29% 0,13% 4.970 0,29% 0,11%

Total dos investimentos em meio ambiente 43.076 1,89% 0,84% 66.482 3,91% 1,43%

Quanto ao estabelecimento de “metas anuais” para minimizar

( ) não possui metas ( ) cumpre de 51 a 75% ( ) não possui metas ( ) cumpre de 51 a 75%

resíduos, o consumo em geral na produção/ operação e

( ) cumpre de 0 a 50% (x ) cumpre de 76 a 100% ( ) cumpre de 0 a 50% (x) cumpre de 76 a 100%

aumentar a eficácia na utilização de recursos naturais, a

5 - Indicadores do Corpo Funcional 2011 2010

Nº de empregados(as) ao final do período

Nº de admissões durante o período

Nº de empregados(as) terceirizados(as)

Nº de estagiários(as)

Nº de empregados(as) acima de 45 anos

Nº de mulheres que trabalham na empresa

% de cargos de chefia ocupados por mulheres

Nº de negros(as) que trabalham na empresa

% de cargos de chefia ocupados por negros(as)

Nº de pessoas com deficiência ou necessidades especiais

6 - Informações relevantes quanto ao exercício da

cidadania empresarial

Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa

Número total de acidentes de trabalho

Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos pela empresa

foram definidos por:

Os pradrões de segurança e salubridade no ambiente de

trabalho foram definidos por:

Quanto à liberdade sindical, ao direito de negociação coletiva e

à representação interna dos(as) trabalhadores(as), a empresa:

A previdência privada contempla:

A participação dos lucros ou resultados contempla:

Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões éticos e de

responsabilidade social e ambiental adotados pela empresa:

Quanto à participação de empregados(as) em programas de

trabalho voluntário, a empresa:

Número total de reclamações e críticas de consumidores(as):

152,91

78

( ) direção (X) direção e

gerências

(X ) direção e

gerências

(X) não se

envolve

( ) todos(as)

empregados(as)

( ) segue as

normas da OIT

( ) direção ( ) direção e

gerências

( ) direção ( ) direção e

gerências

( ) não são

considerados

( ) não se

envolve

na empresa

0

% de reclamações e críticas atendidas ou solucionadas: na empresa

0 %

Valor adicionado total a distribuir (em mil R$):

Em 2011:

Distribuição do Valor Adicionado (DVA):

7 - Outras Informações

0

2011 Valor (Mil reais) 2010 Valor (Mil reais)

5.134.296

2.277.019

10.014

1.868

686

65

1.087

5.034

4,50%

1.818

5,91%

182

2011 Valor (Mil reais)

( ) todos(as)

empregados(as)

( ) todos(as) +

Cipa

( ) incentiva e

segue a OIT

(X ) todos(as)

empregados(as)

(X ) todos(as)

empregados(as)

152,91

70

( ) direção (X) direção e

gerências

(X ) direção e

gerências

(X ) não se

envolverá

(x ) são sugeridos ( ) são exigidos ( ) não serão

considerados

( ) apóia (X ) organiza e

incentiva

no Procon na Justiça

0

0

no Procon

0%

na Justiça

0 %

24,77% governo 10,91% colaboradores(as)

7,63% acionistas 45,69 % terceiros 15,53% retido

( ) todos(as)

empregados(as)

( ) seguirá as

normas da OIT

( ) direção ( ) direção e

gerências

( ) direção ( ) direção e

gerências

(x) serão

sugeridos

( ) não se

envolverá

na empresa

0

na empresa

0%

9.642

1.735

0

13

917

2.866

3,28%

1.168

4,79%

137

Metas 2012

( ) todos(as)

empregados(as)

( ) todos(as) +

Cipa

( ) incentivará e

seguirá a OIT

(X) todos(as)

empregados(as)

(X) todos(as)

empregados(as)

( ) serão exigidos

( ) apoiará (X) organizará e

incentivará

no Procon na Justiça

0

0

no Procon

0 %

4.657.256

1.701.252

na Justiça

0 %

Em 2010:

26,05% governo 9,74% colaboradores(as)

6,21% acionistas 43,15% terceiros 14,85% retido


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Demonstrações financeiras

em 31 de dezembro de 2011

e 2010


Conteúdo

Relatório da Administração 3 – 19

Relatório dos auditores independentes sobre as

demonstrações financeiras 20 – 21

Balanços patrimoniais 22

Demonstrações de resultados 23

Demonstrações de resultados abrangentes 24

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 25 – 26

Demonstrações dos fluxos de caixa – método indireto 27

Demonstrações dos valores adicionados 28

Notas explicativas às demonstrações financeiras 29 – 117

2


Relatório da Administração

1. Aos Acionistas

É com grande satisfação que submetemos à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração e as

Demonstrações Financeiras Consolidadas da CCR S.A., relativos ao exercício encerrado em 31 de

dezembro de 2011, acompanhados do Relatório dos auditores independentes.

2. Apresentação

A CCR S.A. (CCR) é uma holding cujo objeto social a permite atuar no setor de concessões de

rodovias, vias urbanas, pontes e túneis, além do setor de infraestrutura metroviária, aeroportuária e

outras atividades que estejam ligadas a essas, bem como participação em outras sociedades. Diante

disso, além da atuação em concessões rodoviárias, buscamos investimentos em outros negócios

correlatos.

A criação da CCR foi o resultado de uma decisão estratégica dos seus acionistas fundadores, para

concentrar seus esforços em uma só empresa, aumentando o desempenho de cada concessionária e

agregando maior valor aos negócios.

A CCR atualmente detém 100% do capital social da Concessionária do Sistema Anhanguera-

Bandeirantes S.A. (AutoBAn), da Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A. (NovaDutra), da

Concessionária da Ponte Rio-Niterói S.A. (Ponte), da Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A.

(ViaLagos), da Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo - ViaOeste S.A. (ViaOeste), 95%

da Concessionária do Rodoanel Oeste S.A. (RodoAnel Oeste), 85,92% do capital social da RodoNorte

– Concessionária de Rodovias Integradas S.A (RodoNorte) e 58% da Concessionária da Linha 4 do

Metrô de São Paulo S.A. (ViaQuatro). Por meio de sua controlada CPC, a CCR detém 100% da

Rodovias Integradas do Oeste S.A. (SPVias), 40% da Renovias Concessionária S.A. (Renovias) e 45%

da Controlar S.A (Controlar).

Além disso, a CCR detém, direta ou indiretamente, 100% do capital social da Actua Assessoria S.A.,

da Companhia de Concessões Rodoviárias México S. de R.I. de C.V., da CCR – USA, LLC, da Inovap

5 – Administração e Participações Ltda. (Inovap 5); da SAMM – Sociedade de Atividades em

Multimídia Ltda. (SAMM) e da CPCSP - Companhia de Participações em Concessões de Serviços

Públicos (CPCSP); da Companhia de Participações em Concessões (CPC); 99% do Consórcio

Operador Rodovias Integradas (CORI), direta e indiretamente, por intermédio da CPC e da Inovap 5;

85,92% do capital social da Parques Serviços Ltda. (Parques) e 38,25% do capital social da STP

Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. (STP).

Com o objetivo de expandir sua área de atuação, a CCR pretende concorrer em novas concessões, por

meio de licitações e Parcerias Público-Privadas (PPP) dos governos Federal, Estaduais e Municipais,

assim como aquisições de outras concessionárias existentes. É também parte integrante de sua

estratégia buscar por novas oportunidades no mercado internacional, assim como concessões

metroviárias, urbanas e aeroportuárias.

3. Mercado

A partir de 1994, os governos Federal e Estaduais estabeleceram programas de concessões, entre eles,

o programa de concessão de rodovias, cujo modelo possibilita a obtenção de recursos por meio da

cobrança de pedágio para a recuperação e desenvolvimento da malha rodoviária brasileira. Grande

parte dos recursos destinados à modernização e ampliação das rodovias é oriunda de empréstimos de

longo prazo, concedidos pelos sistemas financeiros nacional e estrangeiro, bem como investimentos

diretos do setor privado.

3


Restrições orçamentárias dos governos Federal e Estaduais continuam a indicar a existência de

oportunidades de crescimento para a Companhia por meio de novas licitações.

No final de 2004, foi aprovada no Congresso Nacional, a regulamentação das Parcerias Público-

Privadas (PPP), que pode significar a expansão do nosso mercado de atuação.

O Brasil conta com aproximadamente 1.765.278 km de rodovias, sendo 211.680 km pavimentados, e

15.458,32 km atualmente operados pela iniciativa privada.

Em outubro de 2007, o governo Federal licitou sete rodovias com uma extensão total de

aproximadamente 2.600 km. O leilão foi promovido pelo Ministério dos Transportes e pela Agência

Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sendo o seu critério de julgamento o menor valor de

tarifa de pedágio. Em março de 2008, o governo do Estado de São Paulo licitou o trecho Oeste do

Rodoanel Mário Covas, concessão onerosa, interligação entre os corredores de acesso à metrópole de

São Paulo - SP-348; SP-330; SP-280; SP-270 e BR-116. A CCR passou a explorar esse trecho a partir

de junho 2008.

Em outubro de 2008, o governo do Estado de São Paulo licitou cinco rodovias com uma extensão total

de aproximadamente 1.800 km. O leilão foi promovido pela Agência Reguladora de Transporte do

Estado de São Paulo (ARTESP), sendo o seu critério de julgamento o menor valor da tarifa de

pedágio.

Em abril de 2010, o governo do Estado da Bahia promoveu, por meio da Secretaria de Infraestrutura

do Estado da Bahia e do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia, licitação visando à

outorga de concessão de serviço público de recuperação, operação, manutenção, conservação,

implantação de melhorias e ampliação de capacidade do Sistema Rodoviário, composto por trechos

das rodovias BA093, BA512, BA521, BA524, BA526 e BA535, na região metropolitana de Salvador.

O critério de julgamento desta licitação foi o menor valor da tarifa de pedágio ofertada.

Em novembro de 2010, o governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos

Transportes e da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São

Paulo (ARTESP), realizou a licitação visando: (i) a outorga de concessão onerosa do Trecho Sul do

Rodoanel Mário Covas; e (ii) a construção e posterior exploração do Trecho Leste do aludido

Rodoanel. O critério de julgamento da licitação foi o menor valor da tarifa de pedágio ofertada.

Em abril de 2011, o governo do Estado de Pernambuco, por meio da empresa SUAPE – Complexo

Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, promoveu a licitação referente à concessão onerosa

para exploração de trechos, vias e acessos rodoviários ao Porto de SUAPE, pelo critério de menor

tarifa ofertada.

4


4. Desempenho Econômico-Financeiro

Destaques

Em R$ mil 2011 2010

Receita Bruta 5.599.287 5.043.710

Receita de Pedágio 4.631.848 3.864.273

Receita de Construção (IAS 11) 556.724 881.403

Outras Receitas 410.715 298.034

(-) Deduções da Receita Bruta 464.991 386.454

Receita Líquida 5.134.296 4.657.256

(-) Custos Totais (a) 2.857.277 2.956.004

EBIT 2.277.019 1.701.252

Margem EBIT (b) 49,7% 45,1%

(+) Depreciação/amortização 434.884 319.569

(+) Provisão de Manutenção 139.080 157.638

(+) Despesas Antecipadas 82.779 80.315

EBITDA 2.933.762 2.258.774

Margem EBITDA (b) 64,1% 59,8%

(-) Resultado Financeiro Líquido 922.738 627.938

(-) Imposto de Renda e Contribuição Social 443.512 395.806

Participação dos Minoritários 11.397 5.786

Lucro Líquido 899.372 671.722

Dívida Bruta 6.947.875 6.711.481

Investimentos 658.609 951.217

Veículos equivalentes (em milhares) 962.374 868.557

(a) Custos Totais: Custos dos serviços prestados + Despesas gerais e administrativas e outras despesas

operacionais.

(b) As Margens EBIT e EBITDA são calculadas sobre a receita líquida excluindo a receita de construção.

As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no

Brasil, conforme descritas nas notas explicativas nº 2 e 3.

Receita Operacional Consolidada

A receita de pedágio em 2011 representou 82,7% do total da receita. O incremento das receitas de

pedágio é consequência do tráfego que, medido em termos de veículos equivalentes, teve crescimento

de 10,8%. Além disso, a tarifa média apresentou um aumento de 8,2%, devido aos reajustes

contratuais aplicados durante o ano de 2011.

5


Custos Totais

Os Custos Totais (Custo dos serviços prestados somados às Despesas administrativas) apresentaram

uma redução de 3,3% em relação a 2010, perfazendo R$ 2.857.277 mil no ano de 2011. Os principais

motivos dessas variações são indicados abaixo:

Os Custos de Construção atingiram R$ 556.724 mil. A redução de 36,8% decorreu principalmente do

menor investimento em melhorias (Up Grade), realizado na concessionária AutoBAn (-81,7%).

A Provisão de Manutenção foi de R$ 139.080 mil e apresentou uma redução de 11,8% em relação ao

ano de 2010. Durante o exercício de 2011, foram realizados diversos aprimoramentos na revisão das

estimativas dos custos da Provisão de Manutenção envolvendo, entre outros, a análise da

periodicidade das obras de manutenção e sua conexão com os contratos de concessão, a estimativa dos

custos a serem provisionados e a correspondente apuração do valor presente.

As despesas de Depreciação e Amortização somaram R$ 434.884 mil no ano de 2011. O crescimento

de 36,1% decorre do incremento previsto no tráfego no período, bem como de investimentos

adicionais que entraram em operação.

O Custo da Outorga (somado à apropriação de despesas antecipadas) atingiu R$ 344.975 mil. O

aumento de 11,1% deveu-se à parcela variável da outorga, que é resultado do crescimento da receita

bruta, e à parcela fixa que foi reajustada em julho/11 nas concessionárias AutoBAn, ViaOeste,

Renovias e SPVias.

O Custo de Serviços totalizou R$ 592.418 mil, no ano de 2011, uma redução de 6,2%, já considerado

o efeito de R$ 104.016 mil relativos à SPVias. Esse resultado decorre dos menores custos com

conservação, manutenção, operação e sinalização nas concessionárias NovaDutra e RodoNorte.

O Custo com Pessoal atingiu R$ 488.204 mil no ano de 2011, registrando aumento de 34,2%. Esse

aumento deveu-se, principalmente, ao dissídio total de 5,5%, ocorrido em março/11 e abril/11, bem

como ao aumento do quadro de funcionários (+932 funcionários).

Os Outros Custos (seguros, aluguéis, marketing, viagens, meios eletrônicos de pagamentos e outros)

atingiram R$ 300.992 mil no ano de 2011. O aumento de 1,9% deveu-se principalmente à

consolidação da concessionária SPVias.

Resultado financeiro

No ano de 2011, o resultado financeiro líquido negativo foi de R$ 922.738 mil, comparado a um

resultado negativo de R$ 627.938 mil em 2010. Esse aumento deveu-se, principalmente, ao maior

estoque da dívida e ao ajuste de swap a pagar da concessionária RodoAnel Oeste, ocorrido em março

de 2011. A concessionária RodoAnel Oeste, em novembro de 2010, celebrou contratos de swap, para

proteger o estoque da dívida até maio de 2011. Em maio de 2011, a controlada refinanciou sua parcela

da dívida denominada em moeda estrangeira e os respectivos contratos de swap foram liquidados.

Lucro líquido

Em 2011, o Lucro líquido foi de R$ 899.372 mil, apresentando um aumento de 33,9% em relação a

2010. O aumento decorreu principalmente do melhor desempenho operacional.

Dívida

Em 2011, a dívida bruta da CCR cresceu 3,5% em relação ao ano de 2010. Do total da dívida, o

montante denominado em moeda local representava, em 2011, 93,8% e o montante da dívida com

vencimento em longo prazo representava 72,8%, comparado a 83,3% e 72,8%, respectivamente, no

ano de 2010. O crescimento da dívida deveu-se principalmente à ViaOeste (Emissão de Debêntures

6


em fevereiro de 2011 no valor de R$ 150 milhões), NovaDutra (Emissão de Nota Promissória em

novembro de 2011, no valor de R$ 130 milhões) e AutoBAn (Emissão de Nota Promissória em

novembro de 2011, no valor de R$ 960 milhões).

Investimentos

No acumulado do ano de 2011, os investimentos somaram R$ 658.609 mil. As concessionárias que

mais investiram foram AutoBAn, NovaDutra, ViaOeste e ViaQuatro, representando respectivamente,

12,6%, 34,9%, 15,6% e 10,8% do total. A AutoBAn investiu principalmente nas obras do Complexo

Anhanguera. A NovaDutra investiu principalmente na implantação dos trevos no km 38 (Cachoeira

Paulista) e km 58 (Guaratinguetá) e na adequação do trevo km 158 Pista Norte. A Concessionária

ViaOeste investiu principalmente na ampliação das marginais na SP-270 do km 92 ao 106. A

ViaQuatro investiu principalmente em material rodante e sistemas para a Fase 1.

Dividendos Propostos

A Administração da CCR propõe a distribuição complementar de dividendos aos seus acionistas

referentes ao exercício de 2011 no valor de R$ 100.775 mil, correspondente a aproximadamente R$

0,06 por ação, montante a ser submetido à aprovação da Assembleia Geral Ordinária (AGO).

Considerando-se, os dividendos intermediários pagos em 30 de setembro de 2011, no valor de R$

701.821 mil, correspondente a aproximadamente R$ 0,40 por ação, teremos como resultado um payout

de 89,24%, referente ao exercício fiscal de 2011.

5. Destaques do ano de 2011

• No dia 29 de agosto de 2011, a CCR divulgou Comunicado ao Mercado, informando que o

Conselho de Administração decidiu analisar a possibilidade de atuação da Companhia no setor de

infraestrutura aeroportuária.

Caso a participação da CCR nesse setor fosse considerada viável, os acionistas controladores

Grupo Andrade Gutierrez e Grupo Camargo Corrêa canalizariam para a Companhia negócios de

sua atual titularidade (“Ativos”) no setor aeroportuário, bem como a exploração de novas

oportunidades no referido segmento, mantendo-se alinhados os interesses de todos os acionistas da

Companhia.

Os Ativos supramencionados referem-se especificamente à participação acionária dos referidos

controladores na concessão dos aeroportos internacionais do Equador e Costa Rica (Grupo

Andrade Gutierrez), do aeroporto internacional de Curaçao (Grupo Camargo Corrêa) e ao projeto

do Novo Aeroporto de São Paulo (“NASP”, detido conjuntamente pelos Grupos Andrade

Gutierrez e Camargo Corrêa).

Diante do exposto, o Conselho de Administração da CCR, em reunião ocorrida naquela data e, em

atenção às melhores práticas de governança e transparência, aprovou: (i) autorizar a análise de

mercado que subsidiasse a decisão dos acionistas da Companhia sobre a possibilidade de

complemento de seu objeto social para incluir a exploração do setor de infraestrutura

aeroportuária; (ii) a constituição de um Comitê Independente para analisar a potencial aquisição

dos Ativos, que deverá adotar as melhores práticas de transparência e independência em linha com

o Parecer de Orientação CVM nº 35, de 1º de setembro de 2008 (“Parecer CVM nº 35/08”),

declarando-se desde aquela oportunidade impedidos de votar os Acionistas atuais detentores dos

Ativos, quanto à decisão de sua aquisição; (iii) a convocação de Assembleia Geral Extraordinária

para deliberar sobre o respectivo complemento do objeto social da Companhia e a aquisição dos

Ativos; e (iv) a publicação de Fato Relevante.

• No dia 10 de outubro de 2011, a CCR comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que

conforme informado naquela data por seus acionistas controladores Andrade Gutierrez Concessões

7


S.A. (“AGC”), Camargo Corrêa Investimentos em Infraestrutura S.A. (“CCII”), Soares Penido

Concessões S.A. (“SPC”) e Soares Penido Obras, Construções e Investimentos Ltda. (“SPO”),

VBC Energia S.A. (“VBC”), Construtora Andrade Gutierrez S.A. (“CAG”) e AGC Participações

LTDA. (“AGC Participações”) (em conjunto, “Grupo Controlador”) que, na mesma data, foi

aprovada a cisão total da acionista Aguilha Participações e Empreendimentos Ltda. (“Aguilha”)

com a incorporação do acervo líquido cindido por suas únicas sócias AGC, CCII e SPC, incluindo

as ações da CCR vinculadas ao Acordo de Acionistas então de titularidade da Aguilha.

• No dia 19 de outubro de 2011, a CCR comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que,

em decorrência da cisão total da acionista Aguilha Participações e Empreendimentos Ltda. seguida

da incorporação do acervo líquido cindido por suas únicas sócias Andrade Gutierrez Concessões

S.A. (“AGC”), Camargo Corrêa Investimentos em Infraestrutura S.A. (“CCII”), Soares Penido

Concessões S.A. (“SPC”), conforme mencionado acima, seus acionistas controladores: AGC,

CCII, SPC, Soares Penido Obras, Construções e Investimentos Ltda. (“SPO”), VBC Energia S.A.

(“VBC”), Construtora Andrade Gutierrez S.A. (“CAG”) e AGC Participações Ltda. (“AGC

Participações”) (em conjunto, “Grupo Controlador”), celebraram na referida data o Instrumento

Particular de Sétima Alteração do Acordo de Acionistas da CCR (cuja cópia está disponibilizada

para consulta no Sistema IPE da CVM), para refletir a nova distribuição de ações vinculadas ao

Acordo de Acionistas, mantendo-se inalterado o Grupo Controlador.

• Em 25 de novembro de 2011, mediante Assembleia Geral Extraordinária da CCR, foi aprovado,

dentre outras matérias, (i) o desdobramento de ações da Companhia, sendo que cada ação ordinária

foi desdobrada em quatro ações, passando o capital social a ser composto por 1.765.587.200 ações

ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal e (ii) adaptação do Estatuto Social da

Companhia ao Regulamento do Novo Mercado, conforme alterado em 2011.

• No dia 28 de novembro de 2011, a CCR comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que

foi listada, no dia 25 de novembro, no ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial. Este é o

indicador de sustentabilidade mais importante da BM&FBovespa composto por ações de empresas

que apresentam alto grau de comprometimento com práticas de sustentabilidade e governança

corporativa. As ações integrantes do ISE são selecionadas entre as mais negociadas na

BM&FBovespa em termos de liquidez e ponderadas na carteira pelos seus valores de mercado. No

processo de definição das empresas a integrarem esse índice, a bolsa encaminhou um questionário

às 182 companhias que detêm as 200 ações mais líquidas. Como resultado desse processo, foram

selecionadas 38 empresas para compor essa edição do índice, incluindo as ações ON da CCR

(CCRO3).

• No dia 16 de dezembro de 2011, a CCR comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que

foi celebrado o 8º Termo Aditivo Modificativo (“TAM”) ao Contrato de Concessão de Serviços

Públicos de Monitoração, Recuperação, Manutenção, Conservação, Operação, Implantação e

Ampliação da Ligação Viária Rio Bonito – Araruama – São Pedro da Aldeia nº 43/96, de 23/12/96

(“Contrato de Concessão”), entre sua controlada Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A. (CCR

ViaLagos) e o Estado do Rio de Janeiro, representado pela Fundação Departamento de Estradas de

Rodagem do Rio de Janeiro / DER/RJ (Poder Concedente). O referido TAM tem por objeto

reequilibrar a equação econômico-financeira do Contrato de Concessão, em decorrência de (i)

acréscimos às obrigações de investimentos da Concessionária, incluída a implantação de

dispositivos de segurança para separação das pistas da rodovia, o alargamento da plataforma da

via, pavimentação dos acostamentos, dentre outros; e (ii) redução dos valores atuais das tarifas de

pedágio, que passaram a vigorar a partir de 13 de janeiro de 2012. Conforme previsto no Contrato

de Concessão, a recomposição foi realizada mediante extensão por 15 (quinze) anos do prazo da

concessão.

• No dia 26 de dezembro de 2011, a CCR comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que:

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a) Conforme informado no Fato Relevante publicado em 29 de agosto de 2011, o Conselho de

Administração da Companhia deliberou naquela ocasião a análise para a eventual aquisição de

certos ativos aeroportuários de titularidade dos acionistas vendedores. Os ativos são

representados por participações acionárias em sociedades de propósito específico, vinculadas

direta e indiretamente à exploração das respectivas infraestruturas aeroportuárias dos

aeroportos internacionais de Quito, no Equador e de San Jose, na Costa Rica (Grupo Andrade

Gutierrez) e em Curaçao (Curaçao) (Grupo Camargo Corrêa) (Quito, Costa Rica e Curaçao)

(Ativos). Também foi objeto de análise o projeto que envolve a eventual construção de novo

aeroporto em São Paulo (NASP);

b) O Conselho de Administração autorizou a constituição de um Comitê Independente (Comitê

Independente), composto por 4 (quatro) membros, dos quais: 2 (dois) são membros do

Conselho de Administração da Companhia, sendo 1 (um) deles eleito como independente

segundo as regras do Novo Mercado e o outro que fora indicado pelo 3º acionista que faz

parte do bloco de controle, mas que não tem qualquer ligação ou indicação dos Acionistas

Vendedores. Os 2 (dois) membros referidos escolheram e elegeram mais 2 (dois) outros

executivos externos com ampla experiência de mercado e de regulamentação do mercado de

valores mobiliários;

c) O Comitê Independente selecionou e indicou à Companhia a contratação de diversos

assessores técnicos que tiveram como escopo auxiliá-lo na condução dos trabalhos. Ditos

assessores técnicos também forneceram suas análises e informações aos próprios executivos

da Companhia para que os mesmos também pudessem analisar e avaliar o interesse da

Companhia nos Ativos. O Comitê Independente também selecionou o banco responsável pela

avaliação financeira dos Ativos, bem como seu assessor jurídico para o processo;

d) Os trabalhos foram concluídos em dezembro e o relatório final do Comitê Independente

(Relatório do Comitê Independente), bem como o laudo de avaliação dos Ativos, foram

disponibilizados no site da Companhia.

Com base nas recomendações do Relatório do Comitê Independente, o Conselho de

Administração da Companhia (CAD/CCR) autorizou a diretoria da Companhia a negociar com os

Acionistas Vendedores. As partes acordaram sobre os valores de aquisição que, considerados

individualmente ou em conjunto, são inferiores à mediana da recomendação que consta do

Relatório do Comitê Independente. Os valores acordados para a aquisição dos Ativos são: Quito -

US$ 140.000 mil; Costa Rica – US$ 50.000 mil e Curaçao – US$ 24.500 mil. Quanto ao projeto

do NASP, as partes tratarão do assunto em data futura.

Como resultado do processo e negociação descritos acima, O Conselho de Administração da CCR,

decidiu convocar em 26 de dezembro de 2011, Assembleia Geral Extraordinária (“AGE”)

realizada em 16 de janeiro de 2012, para análise e eventual aprovação dos Senhores Acionistas

quanto: (i) complementação do objeto social da Companhia, relativamente à exploração de

infraestrutura aeroportuária; e (ii) aquisição dos Ativos nos termos informados neste Fato

Relevante. Conforme foi informado no Fato Relevante de 29 de agosto de 2011, os Acionistas

Vendedores não votariam na referida AGE. Também ficou acordado com os Acionistas

Vendedores que enquanto titulares do projeto NASP, os mesmos se declaram impedidos de votar

em deliberações dos órgãos de administração da Companhia e de acionistas, em linha com as

disposições do artigo 5.7 do Acordo de Acionistas da Companhia. Para informações quanto à AGE

de 16 de janeiro de 2012, vide nota explicativa n° 32 – Eventos subsequentes.

Dividendos

No dia 19 de abril de 2011, os Acionistas da Companhia aprovaram, por meio de Assembleia Geral

Ordinária, a distribuição complementar de dividendos relativos ao ano de 2010, proposta pela diretoria

da Companhia, no valor de R$ 100.775, correspondentes a R$ 0,228309 por ação, distribuídos a partir

do dia 29 de abril do referido exercício.

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A partir de 30 de setembro de 2011, a CCR iniciou o pagamento de dividendos intermediários

referentes ao exercício de 2011, no valor de R$ 701.821 mil, equivalente a R$ 1,59 por ação ordinária,

conforme aprovado em Reunião do Conselho de Administração de 29 de agosto de 2011, ad

referendum da próxima Assembleia Geral Ordinária.

Eventos relevantes ao mercado

No dia 21 de outubro de 2011, a CCR realizou o 7º CCR Day.

6. Responsabilidade Corporativa

O Grupo CCR tem consciência de sua importância para o desenvolvimento das comunidades onde está

presente. Por isso, investiu mais de R$ 20 milhões em 2011 em projetos culturais, sociais, esportivos e

de meio ambiente nas 100 cidades em que atua nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Esses recursos viabilizaram a realização dos programas Estrada para a Cidadania e Estrada para a

Saúde, dos projetos culturais Cine Tela Brasil, Circo Roda e Festa do Teatro, o apoio a projetos que

incentivam a prática do esporte e que contribuem para o meio ambiente, como o Projeto SacoLona,

que transforma faixas e banners de rodovia em sacolas, estojos e muitos outros produtos.

Confira abaixo as informações sobre os principais projetos desenvolvidos pelo Grupo CCR em 2011:

Cultura

Cine Tela Brasil

A sala do Cine Tela Brasil percorre as cidades brasileiras realizando sessões gratuitas de filmes

nacionais, para a comunidade e a rede pública de ensino, que não tem acesso às salas convencionais.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 92% dos municípios

não têm salas de cinema.

Idealizado pelos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi (realizadores dos filmes Bicho de Sete

Cabeças, Chega de Saudade e As Melhores Coisas do Mundo), o Cine Tela Brasil conta com duas

salas itinerantes que oferecem ao público o conforto e a experiência completa de estar em um cinema

com padrão de shoppings centers. A estrutura móvel conta com 225 cadeiras acolchoadas, arcondicionado,

projeção cinemascope 35mm, som stereo surround e tela de 21m².

Desde seu primeiro ano, em parceria com o Grupo CCR, em 2004, o projeto já percorreu cerca de 350

cidades, onde foram realizadas mais de 4.100 sessões, com um público de mais de 800 mil

espectadores, sendo que muitos deles estiveram em uma sala de cinema pela primeira vez. Atualmente,

a sala permanece três dias em cada cidade, realizando quatro sessões por dia para alunos da rede

pública.

Cine Tela Educativo

O novo modelo do projeto Cine Tela Brasil transforma a tenda em um centro cultural e educativo, que

permanece por três semanas nas comunidades de baixa renda, exibindo filmes nacionais para alunos da

rede pública e capacitando professores e adolescentes.

São realizadas oficinas audiovisuais para jovens, nas quais são ensinadas as técnicas de produção,

roteiro, direção e edição de vídeo, abrangendo todo o processo de criação de um filme. Durante as

oficinas, os alunos produzem três curtas metragens, que são exibidos para a comunidade no último dia

de curso.

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A capacitação de professores se dá por meio de workshops sobre como utilizar o audiovisual como

ferramenta de ensino, estimulando a capacidade de reflexão e o senso crítico, além de palestras e

debates com convidados especiais.

O Portal Tela Brasil marca presença no Educativo, abrindo uma linha direta de contato com

educadores de todo o Brasil. Acessando o portal, professores que querem levar o cinema para a escola

(ou que já desenvolvem algum tipo de projeto audiovisual com seus alunos) podem tirar dúvidas e

trocar experiências com nossa equipe de educadores e consultores.

Circo Roda

Em 2006, a CCR deu início a uma de suas ações mais ousadas: o apoio à arte circense. O resultado foi

a criação do Circo Roda, que em 2011 viajou pelas rodovias do Grupo CCR com o espetáculo DNA, o

terceiro do grupo.

A montagem tem uma temática intrigante e cheia de vitalidade, que aborda grandes questões da

humanidade, como os mistérios de nossa origem e nossos destinos. A linguagem contemporânea do

espetáculo está em sintonia com números circenses inovadores e tecnologia de ponta, como projeções

com recurso de light grafitti, onde imagens de vídeo interagem ao vivo com o público e com as cenas.

O espetáculo narra por meio de acrobacias, malabarismos, saltos e vôos a aventura de Inadequado, um

homem desajustado e perdido no tempo, cuja vida vira de ponta-cabeça quando tenta ajudar uma Anja

que despencou do céu. Com auxílio de uma cientista, o Homem Original, meio homem meio macaco,

luta contra o tempo, o que faz o Inadequado inverter o curso de sua vida, ao invés de envelhecer,

rejuvenesce a cada cena.

Festa do Teatro

A terceira edição da Festa do Teatro, realizada em 2011, promoveu a distribuição gratuita de mais de

42 mil ingressos para 190 peças de teatro adultas e infantis em São Paulo.

O evento de abertura da Festa contou com uma apresentação da Cia. Base, que fez números aéreos em

pleno Vale do Anhangabaú.

O projeto visa promover e democratizar o acesso à rica diversidade da produção cênica contemporânea

brasileira, abrangendo tanto montagens realizadas por grupos teatrais autônomos quanto grandes

produções, permitindo que o público tenha conhecimento da pluralidade cênica oferecida hoje na

cidade e auxiliando na formação de plateia para o teatro.

Música nas Escolas

O Projeto Música nas Escolas abrange todas as escolas da rede municipal de ensino de Barra Mansa,

no sul fluminense. No total, são beneficiadas 22 mil crianças e adolescentes, com apoio da CCR

NovaDutra, por meio da Lei Rouanet.

A iniciação dos alunos começa na pré-escola e o aprendizado musical evolui até o quinto ano do

ensino fundamental. Do sexto ao nono ano, as aulas de música estão inseridas na disciplina “Educação

Artística”. As aulas de prática instrumental são realizadas nos diversos pólos espalhados pelas escolas

da cidade, que possibilitam acesso a todos os tipos de instrumentos que compõem as bandas e

orquestras do projeto. Além disso, todos os alunos podem chegar ao curso superior de Música, por

meio de um convênio firmado entre a Prefeitura e o Centro Universitário Barra Mansa (UBM).

11


Festival Vale do Café

Importante festival regional de música clássica, o Festival Vale do Café tem o patrocínio da CCR

NovaDutra e é realizado em várias cidades da região do Vale do Paraíba, com sede em Vassouras, e

também em fazendas tombadas da época colonial.

O evento é um exemplo de como a cultura pode se articular com a história e o turismo de uma região.

São realizadas apresentações de música instrumental em 14 fazendas históricas da região, shows

gratuitos em praças públicas, cortejos de tradições populares locais, que se destacam pela beleza da

cultura local.

No Café Cultural, acontecem debates e degustações abordando temas da cultura histórica da região, do

cultivo ao café. Além disto, são realizados cursos e oficinas para jovens.

Responsabilidade Social

Estrada para a Cidadania

Todas as concessionárias do Grupo CCR realizam o programa Estrada para a Cidadania, eleito em

2010 pela IBTTA – principal associação internacional de concessionárias de rodovias – o melhor

programa de responsabilidade social do setor em todo o mundo. O programa tem o objetivo de

disseminar informações sobre segurança de trânsito, meio ambiente e cidadania entre os alunos da 4ª e

5ª séries das redes públicas de ensino fundamental nas cidades de atuação das concessionárias do

Grupo CCR. Apenas em 2011, mais de 350 mil crianças foram beneficiadas pelo programa.

O programa Estrada para a Cidadania tem um material didático completamente exclusivo e leva em

consideração a transversalidade das matérias, ou seja, busca incluir o tema em diversas disciplinas.

Visando a inclusão de professores e alunos com deficiência visual, todo o material também é

produzido em braile. Também segue os padrões atuais de ilustração, linguagem e leis de trânsito e

cidadania.

Para facilitar ainda mais a assimilação do programa Estrada para a Cidadania pelas escolas, é realizado

ainda um treinamento com professores das escolas parceiras. As aulas são semanais e algumas das

atividades envolvem também os familiares das crianças, com exercícios que precisam ser feitos em

casa. Essa atividade é um importante fator disseminador das informações ensinadas nas salas de aula,

que multiplica o número de pessoas impactadas pelo projeto.

Desde a criação do projeto, em 2002, mais de 1 milhão de crianças tiveram a oportunidade de aprender

noções sobre segurança no trânsito, transformando-se em agentes disseminadores de conhecimento e

valores sobre a preservação da vida.

Estrada para a Saúde

Atentas às dificuldades do caminhoneiro em cuidar de sua saúde e aos riscos de acidentes decorrentes

de problemas como sono e automedicação, as concessionárias CCR NovaDutra, CCR RodoNorte,

CCR AutoBAn, CCR ViaOeste e CCR RodoAnel Oeste realizam o programa Estrada para a Saúde.

O programa é a união de todos os projetos de saúde realizados pelas concessionárias do Grupo CCR e

oferece acompanhamento contínuo a mais de 10 mil caminhoneiros todos os anos, por meio de exames

médicos, tratamento odontológico e serviços gratuitos, além de orientações preventivas para melhorar

sua qualidade de vida e bem-estar.

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Parto Humanizado

Todos os meses, 500 gestantes são atendidas pelo Programa de Apoio ao Parto Humanizado, realizado

pela CCR RodoNorte em parceria com a Prefeitura Municipal e a Pastoral da Criança nas cidades de

Ponta Grossa, Apucarana, Piraí do Sul, Ortigueira e Imbaú, em parceria com as prefeituras e Pastoral

da Criança dos Campos Gerais. Entrando em seu décimo ano, o programa já beneficiou mais de

29.300 gestantes.

O objetivo do programa é auxiliar os municípios da área de atuação da CCR RodoNorte na luta pela

redução dos índices de mortalidade infantil. Para tanto, a concessionária motiva as gestantes para a

realização do exame pré-natal, com a entrega de um enxoval de bebê a todas que comprovarem a

realização de no mínimo seis consultas do exame na rede pública de saúde.

Junto com o enxoval, as futuras mamães recebem materiais educativos sobre os benefícios do

acompanhamento médico adequado para uma gravidez segura, e também sobre os cuidados que devem

ter com a criança nos primeiros meses de vida. Elas também assistem a palestras sobre a importância

do aleitamento materno, proferidas por funcionárias do Banco de Leite e do Instituto de Saúde de

Ponta Grossa. Após o nascimento, elas continuam sendo atendidas pela Pastoral da Criança e outros

órgãos, criando uma verdadeira rede de proteção social, multiplicando os cuidados e conhecimentos,

divulgando também o Parto Humanizado.

Desde o início do Parto Humanizado, em 2002, os índices de mortalidade infantil tiveram seguidas

quedas. A importância do programa nessa redução foi reconhecida tanto pela Pastoral quanto pelas

prefeituras que aderiram à iniciativa. Em Apucarana, por exemplo, o índice caiu pela metade,

passando de 16,43 para 8,7 óbitos de recém-nascidos para cada mil nascidos vivos. Em Ponta Grossa,

o índice que já foi de 16,19 passou para 7,9 em 2010, enquanto cidades como Piraí do Sul (de 18 para

5) e Imbaú (14 para 9) também registraram redução.

Projeto Guri

Criado em 1995 pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo em parceria com a Associação

Amigos do Projeto Guri, o projeto tem a missão de promover a inclusão sociocultural por meio do

ensino musical.

Hoje o Projeto Guri, que atende mais de 40 mil jovens em mais de 300 municípios, é reconhecido

como um dos programas mais bem sucedidos do segmento e oferece, gratuitamente, aulas de

instrumentos de corda, sopros, percussão e coral para crianças e adolescentes, de 6 a 18 anos.

A CCR AutoBAn é patrocinadora regional do Projeto Guri, contribuindo com cinco pólos nos

municípios de Jundiaí, Campinas, Vinhedo, Sumaré e Cordeirópolis – e beneficiando mais de 1.100

jovens.

Durante o processo de educação musical trabalha-se, implicitamente, a concentração, disciplina,

trabalho em grupo e a apuração da sensibilidade. Além disso, os jovens convivem, se integram,

adquirem novos conhecimentos e recebem todo apoio para se desenvolver na escola, em família e na

sociedade.

Síndrome Hip Hop

A dança de rua também pode permitir a celebração da inclusão social. O grupo Síndrome Hip Hop é

uma prova disso. Formado por alunos da ASIN- Associação para a Síndrome de Down de São José

dos Campos (SP), o grupo realiza apresentações de street dance em escolas, instituições e empresas da

cidade, estimulando o debate e propiciando a quebra de preconceitos em relação à síndrome.

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O programa de apresentações é patrocinado pela CCR NovaDutra desde 2008, por meio da Lei

Municipal de Incentivo Fiscal de São José dos Campos, com apoio da Fundação Cultural Cassiano

Ricardo.

O Grupo Síndrome Hip-Hop já realizou mais de 100 shows, trazendo no currículo apresentações como

convidado especial no Festidança 2005 e como contratado no projeto Arte nas Escolas da Prefeitura

Joseense.

Zero Álcool

Lançado no início de 2008, o Programa Zero Álcool, por meio de fiscalização e ações educativas, visa

à mudança de comportamento dos motoristas e à redução do número de acidentes ao longo do sistema

rodoviário, já que grande parte dos acidentes de trânsito com mortes no País decorre da ingestão de

bebidas alcoólicas por parte dos motoristas.

Cozinha Brasil

A CCR Ponte, em parceria com o SESI, promove o Programa Cozinha Brasil, curso gratuito que tem

como objetivo ensinar técnicas de aproveitamento integral dos alimentos. Os participantes aprendem a

preparar receitas saborosas, nutritivas e de baixo custo, e ainda recebem dicas de educação alimentar.

Realizado nas instalações da concessionária e, ministrado por uma nutricionista, o curso é destinado ao

público externo e tem duração de 8 horas. Ao final, os novos chefs recebem um certificado, livro de

receitas e estão aptos a preparar um cardápio mais saudável e econômico para toda a família.

Qualificação profissional

A ação de iniciativa social da Concessionária CCR ViaLagos, já formou mais de 1.300 jovens em

situação de risco social, que moram e estudam em escolas próximas à rodovia. Durante nove meses, os

jovens adquirem conhecimentos de informática, manutenção e montagem de computadores, e

atendimento ao cliente, além de orientações para o autoconhecimento, planejamento pessoal, ética e

cidadania.

Eles também participam de palestras sobre empregabilidade, vocação profissional e o mercado de

trabalho. Com esta ação, a concessionária contribui para a melhoria da qualidade de vida e o

desenvolvimento profissional de jovens moradores da região de influência da rodovia, que já começam

a ser absorvidos pelo mercado de trabalho, alguns deles na própria concessionária.

Sou Sangue Bom

Com a campanha Sou Sangue Bom, o Centro de Hematologia do Paraná (Hemepar) de Ponta Grossa

pôde contar com 1000 novos doadores de sangue desde 2008, quando o programa foi implementado.

A campanha é uma iniciativa da CCR RodoNorte, em parceria com a 3ª Regional de Saúde, com o

objetivo de aumentar a coleta mensal de sangue na cidade. Todos os meses, funcionários da

concessionária fazem a doação.

Voluntários da Vida

Sensibilizada com a importância da doação voluntária de sangue, a CCR AutoBAn iniciou o Programa

Voluntários da Vida em abril de 2006. Uma pesquisa realizada com os 1.162 colaboradores da

concessionária revelou que mais de 50% deles desejavam ser doadores regulares de sangue, o que

motivou a criação do programa de responsabilidade social.

O objetivo do programa é contribuir com os hemocentros e bancos de sangue da região do Sistema

Anhanguera-Bandeirantes, no abastecimento de seus estoques, para beneficiar os pacientes da rede

hospitalar que necessitem de sangue. Além disso, orienta e incentiva os colaboradores internos da

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CCR AutoBAn e das empresas do Grupo CCR (CCR - divisão Actua, CPC - divisão Engelog e CPC -

divisão Engelogtec) a serem doadores voluntários de sangue.

Nas 16 campanhas realizadas até dezembro de 2011, em média três por ano, em Jundiaí, Americana e

Campinas, o programa Voluntários da Vida reuniu mais de 1.900 doações. Apenas em 2011

participaram 478 doadores, beneficiando 1.912 pessoas.

As bolsas de sangue, após os exames sorológicos, foram distribuídas aos hospitais públicos e

filantrópicos de Jundiaí, Americana, Campinas e de toda região de abrangência do sistema. Cada bolsa

beneficia diretamente até quatro pacientes que precisem de transfusão em casos de emergência. Desde

que foi lançado, o Programa já ajudou quase 8 mil pacientes. São parceiros na ação a Colsan Jundiaí, o

Hemocentro de Americana (Fusame) e Hemocentro da Unicamp.

Esporte

Fundação Gol de Letra

Projeto social dos campeões mundiais de futebol em 1994 Raí e Leonardo, os programas de educação

integral atendem mais de 1.200 crianças, adolescentes e jovens de 7 a 24 anos em São Paulo, na Vila

Albertina, e no Rio de Janeiro, no bairro do Caju. Há 10 anos, a Fundação Gol de Letra é reconhecida

pela Unesco como instituição modelo.

Com uma proposta pedagógica associada à proteção social, promove ainda o atendimento às famílias e

o fortalecimento das comunidades por meio de ações socioeducativas. Estas ações são convertidas em

uma formação pessoal, esportiva e comunitária que cultiva nos participantes o desejo de continuidade

educacional e o desenvolvimento de aptidões para a vida social que conduzam à promoção social e ao

exercício da cidadania.

Projeto Basquete

A CCR AutoBAn patrocina, desde julho de 2010, o Projeto Basquete – Treinando para a Vida. O

projeto é uma iniciativa do IBK – Instituto Barrichello Kannaan, que tem como base a educação por

meio do esporte, direcionado a provocar impacto social e mudanças de comportamento, contribuindo

para abrir horizontes de crianças e adolescentes.

O projeto oferece aulas de basquete e atividades educativas – como rodas de discussão sobre temas

que interferem no dia-a-dia e na formação, apresentação de filmes com diferentes abordagens para

reflexão – para crianças e jovens de 7 a 14 anos, tendo como vertentes o ser, conviver, conhecer e

fazer. Uma forma de despertar a autoestima e trabalhar a capacidade de tomar decisões éticas, a

atuação em grupo, a convivência com a família, o rendimento escolar, a criatividade e a valorização da

vida por meio da prática esportiva.

O Projeto Basquete acontece em três núcleos, Itupeva, Nova Odessa e Perus, municípios lindeiros ao

Sistema Anhanguera-Bandeirantes, beneficiando 300 crianças e jovens que residem em bairros com

registro de alta vulnerabilidade social e econômica.

Projeto Grael

A Fundação Rumo Náutico, mais conhecida como Projeto Grael funciona na enseada de Jurujuba, em

Niterói, o “quintal” de gerações de velejadores, onde os irmãos campeões Lars e Torben Grael criaram

o projeto de uma escola de vela e ofícios náuticos para adolescentes e jovens, agregando à sua

educação a filosofia do esporte, sua relação com a natureza e o trabalho em equipe, além de

qualificação para o mercado de trabalho e orientação em cidadania.

O Projeto Grael é patrocinado pela CCR Ponte, empresa do Grupo CCR, através do Conselho

Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente do Ministério da Educação.

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Projeto Janeth

A CCR NovaDutra iniciou em abril de 2010, parceria com o Instituto Janeth, no Núcleo de Formação

de Pindamonhangaba (SP). Criado pela ex-jogadora Janeth Arcain, na região do ABC paulista em

2002, o Projeto Janeth tem como missão proporcionar às crianças e aos jovens, desenvolvimento físico

e mental harmonioso, respeito por regras e companheiros, sociabilidade e amor pela atividade física,

através de treinos práticos e teorias formativas para sua qualidade de vida.

O Núcleo de Formação do Projeto Janeth da Cidade de Pindamonhangaba atende cerca de 100

crianças, divididas em quatro grupos de alunos na faixa etária de 7 a 13 anos.

Rugby Social

O São José Rugby Clube e a CCR NovaDutra, são responsáveis pelo projeto Rúgbi Social, o qual

utiliza o esporte como ferramenta de educação e promoção social. Destinado a 150 crianças e jovens

moradores de bairros carentes de São José dos Campos (SP), o projeto é um desdobramento do

programa Aprendendo e Jogando Rúgbi, realizado há cinco anos pelo São José Rugby.

A programação de aulas no Centro Poliesportivo do São José Esporte Clube, sede do São José Rugby

Clube, é composta por uma hora de ginástica em academia e duas horas de fundamentos e prática do

esporte. As aulas terminam com uma refeição completa para todos os alunos.

O apoio da CCR NovaDutra ao projeto é feito por meio da Lei de Incentivo Fiscal, sob orientação do

Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA).

Apoio à Equipe Petrobras Lubrax de Rally

A CCR NovaDutra passou a integrar o grupo de patrocinadores da Equipe Petrobras Lubrax, em junho

de 2008. A equipe é conhecida por seus 20 anos de participação em ralis. A estreia da concessionária

foi no Rally dos Sertões, realizado naquele ano.

A Petrobras Lubrax é uma das mais importantes equipes de off-road no Brasil e conta com

competidores nas categorias Caminhões, com o trio André Azevedo, Maykel Justo e Mira Martinec;

Carros, com a dupla Jean Azevedo e Youssef Haddad; e Motos, com o piloto Rodolpho Mattheis.

Meio Ambiente

Projeto SacoLona

O material que antes servia para a divulgação de campanhas educativas e informação dos usuários

atendidos pelas concessionárias do Grupo CCR agora é transformado em bolsas customizadas,

nécessaires, estojos escolares, bolsas universitárias, aventais, sacolas de feira, entre outros.

Os objetivos do projeto são a destinação ecologicamente correta para as lonas utilizadas pelas

concessionárias e a geração de renda para associações regionais de costureiras que trabalham na

confecção dos produtos em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Guardiões da mata

Preocupada com a preservação da biodiversidade da região no entorno do Sistema Anhanguera-

Bandeirantes, a CCR AutoBAn firmou parceria em 2009 com a Associação Mata Ciliar por meio do

Projeto Guardiões da Mata. Nele, todo animal silvestre resgatado com vida das rodovias Anhanguera e

Bandeirantes, é encaminhado à ONG em Jundiaí, para ser reabilitado e reintegrado à natureza.

16


Ao cumprir seu papel socioambiental na região onde atua com a parceira no Projeto Guardiões da

Mata, a CCR AutoBAn foi certificada como empresa verde e recebeu o selo Mata Ciliar de Guardiões

da Biodiversidade da associação mata ciliar, entidade civil sem fins lucrativos, fundada em 1987 e

declarada de utilidade pública federal em 1999. A ONG é referência nacional em proteção,

reabilitação e reprodução de animais silvestres por meio do seu centro brasileiro para conservação de

felinos neotropicais e do seu centro de reabilitação de animais silvestres.

Com o projeto, a concessionária também atua na educação ambiental das comunidades sob sua

influência a fim de contribuir para a preservação da fauna e da flora regional.

Projeto Cãochorro e Outros Bichos

Com o intuito de contribuir para minimizar os impactos causados pela falta de controle de animais

abandonados, realidade atual em todo o mundo, e contribuir com a saúde pública, a CCR AutoBAn

apóia o Projeto Integração para Posse Responsável Cãochorro e outros bichos nas regiões de

Americana, Campinas, Osasco e Jundiaí.

O projeto tem como objetivo principal a identificação e registro da população animal e seus

proprietários, possibilitando o controle de zoonoses e a rastreabilidade dos animais. Todo cão ou gato

capturado com vida na faixa de domínio da CCR AutoBAn é encaminhado aos parceiros onde recebe

os primeiros socorros, é identificado, registrado (microchip), castrado e direcionado para adoção.

Viveiro de Mudas em Roseira

A CCR NovaDutra patrocina um viveiro de produção de mudas da Mata Atlântica em Roseira (SP).

Instalado em uma Unidade de Conservação, reconhecida pela Unesco como Reserva da Bioesfera da

Mata Atlântica, o viveiro foi implantado e é administrado pelo CEAVAP - Centro de Estudos

Ambientais do Vale do Paraíba. O espaço do Viveiro também é utilizado para visitação de alunos de

escolas da região.

Parque Natural Jardim Jurema

A CCR NovaDutra apóia a revitalização do Parque Natural Jardim Jurema, em São João de Meriti

(RJ), na baixada fluminense. A concessionária participou da recuperação florestal e da modernização

do parque.

A área ambiental tem aproximadamente 15 hectares, compreendendo remanescentes de Mata Atlântica

em estágio intermediário de regeneração e áreas em estágio inicial. Entre as principais espécies

vegetais que compõem o Parque estão exemplares de angico, jacarandá, pau-ferro e ipê. Com o apoio

da CCR NovaDutra, o parque foi transformado em Unidade de Conservação (UC) protegida por lei.

Verde Escola

Com apoio do Grupo CCR, o projeto Verdescola promove ações de educação ambiental na Praça

Victor Civita, referência em recuperação de áreas públicas degradadas na cidade de São Paulo. O foco

são as crianças, que conhecem as tecnologias ambientais utilizadas na revitalização do espaço e

participam de oficinas de reaproveitamento de materiais.

Além de ser adequada para atividades educativas sobre o meio ambiente, a Praça Victor Civita é

bastante utilizada para atividades esportivas e de lazer, trazendo mais qualidade de vida a todos

paulistanos.

17


7. Gestão de Pessoas no Grupo CCR

A CCR acredita na capacidade criativa, realizadora e transformadora do ser humano, o que motiva a

realização de um trabalho em equipe, levando a organização a superar desafios e limites.

Fundamentada nesta crença, a empresa desenvolveu uma política de Gestão de Pessoas, por meio da

qual oferece subsídios para promover o crescimento de seus profissionais, de maneira sólida e

responsável. Os resultados desse conjunto de iniciativas demonstram o aumento de satisfação dos

colaboradores, que, em 31 de dezembro de 2011, já somavam 7.129 pessoas, localizadas nos Estados

de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

8. Governança corporativa

Primeira empresa a ingressar no Novo Mercado, o segmento mais exigente da Bolsa de Valores de São

Paulo (Bovespa), a Governança Corporativa sempre foi um dos grandes diferenciais da CCR e uma

das razões que explicam o sucesso da empresa perante os investidores e o mercado internacional. No

ano de 2011 o montante médio negociado diariamente na Bovespa situou-se em R$ 38 milhões.

O pioneirismo que marcou o ingresso da Companhia no mais alto nível de governança da Bovespa é

visto também dentro de casa. A CCR foi a primeira empresa brasileira a instituir um Comitê de

Governança, cuja principal função é avaliar periodicamente o desempenho do Conselho de

Administração e do CEO. Isso demonstra o total comprometimento da Companhia e de seus

administradores com a transparência e as melhores práticas.

Há ainda outros pontos em que a CCR é considerada exemplo mundial. A administração é profissional

e desvinculada das empresas controladoras. Os acionistas têm participações equilibradas, não havendo

qualquer veto ou aprovação singular por qualquer dos controladores (quorum especial de 51% das

ações vinculadas em reuniões prévias para determinadas matérias).

Além disso, a empresa informa periodicamente ao mercado, por meio do Formulário de Referência,

todos os contratos celebrados entre as empresas do Grupo CCR com partes relacionadas, bem como

informa à BM&FBovespa regularmente, a celebração de contratos com partes relacionadas, adotandose

as premissas do Regulamento de Listagem do Novo Mercado. Para que isso ocorra de forma

transparente e eficiente, o Plano de Investimentos do Grupo CCR é previamente aprovado para cada

um dos negócios e a aplicação dos recursos é financiada por terceiros que, constantemente, fiscalizam

os preços e a execução por meio de engenheiros e empresas especializadas.

Maiores informações e detalhes sobre a atuação da CCR no âmbito da governança corporativa podem

ser encontrados em nosso site, por meio do endereço www.grupoccr.com.br/investidores.

9. Perspectivas

A CCR continua a trabalhar com a estratégia de capturar sinergias por meio da otimização

administrativa do conjunto de seus negócios, com reflexos positivos em suas margens operacionais.

A Companhia entende que o crescimento de tráfego nas rodovias em que opera, deverá, em geral,

acompanhar o crescimento do PIB brasileiro. Adicionalmente, a administração continua em busca de

novas oportunidades de negócios nos mercados nacional e internacional, primário e secundário, de

concessões rodoviárias, metroviárias, aeroportuárias e negócios correlatos, em consonância com seu

objeto social.

Com a aproximação de eventos esportivos internacionais, que irão demandar do Brasil infraestrutura e

um sistema organizado de transporte urbano e rodoviário, também há boas perspectivas de negócios,

obras e licitações, como a implantação de metrôs, trens e Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT).

Apenas em mobilidade para a Copa de 2014 estão previstos mais de R$ 11,48 bilhões em

investimentos públicos e privados.

18


Ainda no segmento da mobilidade urbana, os estacionamentos urbanos de grande porte oferecem boas

perspectivas. Já operando no setor com a STP, o Grupo CCR acredita na necessidade de soluções não

apenas em meios de pagamento eletrônicos, mas também na logística. Um dos desafios nacionais com

o qual a empresa pretende contribuir é oferecer não apenas bons serviços coletivos de mobilidade, mas

também disponibilizar ao usuário de transporte individual condições melhores de acesso e aumento de

fluidez de tráfego nos locais mais congestionados dos grandes centros urbanos.

10. Agradecimentos

Finalizando, queremos expressar os nossos agradecimentos aos usuários, acionistas, instituições

governamentais, financiadores, prestadores de serviços e todos os colaboradores da CCR.

11. Considerações Finais

Em atendimento à determinação da Instrução CVM 381/2003, informamos que, no exercício

encerrado em 31 de dezembro de 2011, não contratamos nossos Auditores Independentes para

trabalhos diversos daqueles correlatos da auditoria externa. Estes serviços correlatos tiveram prazo de

duração inferior a um ano e montaram a R$ 199 mil, 8,39% do valor dos honorários consolidados

relativos a auditoria externa para o Grupo CCR e estavam relacionados a trabalhos de diligência em

processos de aquisições. Em razão do escopo e dos procedimentos executados, estes serviços não

afetaram a independência e objetividade dos Auditores Independentes.

Em nosso relacionamento com Auditor Independente, buscamos avaliar o conflito de interesses com

trabalhos de não-auditoria com base no princípio de que, o auditor não deve auditar seu próprio

trabalho, exercer funções gerenciais e promover nossos interesses.

As demonstrações financeiras aqui apresentadas estão de acordo com os critérios da legislação

societária brasileira, a partir de informações financeiras auditadas. As informações não financeiras,

assim como outras informações operacionais, não foram objeto de auditoria por parte dos auditores

independentes.

12. Cláusula Compromissória

A CCR está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme Cláusula

Compromissória constante em seu Estatuto Social.

13. Declaração da Diretoria

Em observância às disposições constantes no artigo 25 da Instrução CVM nº 480/09, de 07 de

dezembro de 2009, a Diretoria declara que discutiu, reviu e concordou com as opiniões expressas no

Relatório da KPMG Auditores Independentes, emitido nesta data, e com as demonstrações contábeis

relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011.

São Paulo, 29 de fevereiro de 2012.

A Administração.

19


Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações

financeiras

Ao Conselho de Administração e Acionistas da

CCR S.A.

São Paulo - SP

Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da CCR S.A. (“Companhia”),

identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço

patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado

abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela

data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras

A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das

demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das

demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório

financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB, e de acordo com

as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou

como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção

relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base

em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas

normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e

executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres

de distorção relevante.

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a

respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos

selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção

relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa

avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada

apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de

auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a

eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da

adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela

administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em

conjunto.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa

opinião.

Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam

adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da CCR S.A. em

31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício

findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

20


Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas

Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam

adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da

CCR S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos

de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de

relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB e as

práticas contábeis adotadas no Brasil.

Ênfase

Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de

acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da CCR S.A. essas práticas diferem da

IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos

investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de

IFRS seria custo ou valor justo; e pela opção pela manutenção do saldo de ativo diferido, existente em

31 de dezembro de 2011, que vem sendo amortizado. Nossa opinião não está ressalvada em função

desse assunto.

Outros assuntos

Demonstrações do valor adicionado

Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA),

referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaboradas sob a responsabilidade da

administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para

companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da

DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos

anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos

relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

São Paulo, 29 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes

CRC 2SP014428/O-6

Wagner Bottino

Contador CRC 1SP196907/O-7

21


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Balanços patrimoniais

em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais)

Controladora

Consolidado

Nota 2011 2010 2011 2010 Nota 2011 2010 2011 2010

(Reclassificado) (Reclassificado) (Reclassificado) (Reclassificado)

Ativo

Passivo

Circulante

Circulante

Caixa e equivalentes de caixa 7 363.973 790.360 763.331 1.178.669 Empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil 19 351 305 128.946 418.630

Conta reserva - - 4 3 Debêntures e notas promissórias 20 61.893 63.064 1.753.524 1.427.009

Contas a receber 8 - - 240.865 184.735 Contas a pagar com operações de derivativos 29 - 2.057 217 54.673

Contas a receber - partes relacionadas 13 13.591 8.082 163.199 126.909 Fornecedores 17 4.460 2.212 335.064 318.885

Mútuos - partes relacionadas 13 62.374 22.736 26.197 9.549 Impostos e contribuições a recolher 22a 1.898 1.433 89.859 66.246

Dividendos e juros sobre o capital próprio 3.240 - 612 5.692 Impostos e contribuições parcelados 22b 35 14 46.830 44.134

Impostos a recuperar 9 23.164 43.356 39.970 92.658 Imposto de renda e contribuição social 22a - - 48.050 59.092

Pagamentos antecipados relacionados à concessão 11 - - 82.873 82.779 Obrigações sociais e trabalhistas 23.056 18.918 95.248 80.918

Contas a receber com operações de derivativos 29 6.584 700 20.503 700 Mútuos - partes relacionadas 13 - - 24.117 8.792

Despesas antecipadas e outras 12 2.357 4.226 43.185 39.847 Fornecedores - partes relacionadas 13 3.590 945 37.894 40.474

Contas a pagar - partes relacionadas 13 669 6.157 96 97

Total do ativo circulante 475.283 869.460 1.380.739 1.721.541 Plano de incentivo - partes relacionadas 13 6.736 9.211 6.736 9.211

Dividendos e juros sobre o capital próprio 26 124 23 124 4.293

Provisão de manutenção 25 - - 222.821 283.567

Obrigações com o poder concedente 31a - - 30.433 143.407

Outras contas a pagar 18 86 109 92.112 82.245

Total do passivo circulante 102.898 104.448 2.912.071 3.041.673

Não circulante

Empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil 19 137 435 968.238 1.403.583

Não circulante Debêntures e notas promissórias 20 113.984 1.093.480 4.097.167 3.462.259

Contas a pagar com operações de derivativos 29 - - 1.005 58.473

Realizável a longo prazo Impostos e contribuições a recolher - parcelados 22b 64 191 462.402 448.688

Conta reserva - - 634 1.577 Impostos diferidos 10b 5.988 - 732.598 668.972

Contas a receber 8 - - 5.491 2.154 Provisão para contingências 23 - - 20.431 21.062

Contas a receber - partes relacionadas 13 - 1.725 - - Provisão de manutenção 25 - - 203.423 276.504

Mútuos - partes relacionadas 13 977.462 899.096 4.476 3.438 Provisão para passivo a descoberto 14 267.394 63.927 - -

Impostos a recuperar 9 139.355 89.867 149.838 89.867 Obrigações com o poder concedente 31c - - 29.163 39.009

Impostos diferidos 10b 27.862 - 878.214 671.612 Aumento de capital - partes relacionadas 13 1.916 1.916 1.916 1.916

Pagamentos antecipados relacionados à concessão 11 - - 2.515.717 2.474.667 Mútuos - partes relacionadas 13 - - 45.437 37.031

Contas a receber com operações de derivativos 29 10.398 3.599 13.186 12.060 Plano de incentivo - partes relacionadas 13 10.667 8.775 10.667 8.775

Despesas antecipadas e outras 12 153 153 17.662 16.721 Outras contas a pagar 18 901 900 152.633 159.196

1.155.230 994.440 3.585.218 3.272.096 Total do passivo não circulante 401.051 1.169.624 6.725.080 6.585.468

Patrimônio líquido

Capital social 26a 2.025.342 2.025.342 2.025.342 2.025.342

Investimentos 14 2.099.431 2.558.823 - - Ajuste acumulado de conversão 26e (3.028) (2.901) (3.028) (2.901)

Imobilizado 15 17.940 11.703 431.073 393.122 Reservas de lucros 26 (b) e (c) 1.144.536 1.059.171 1.082.277 985.502

Intangível 16 23.690 22.033 7.454.336 7.380.772 Dividendo adicional proposto 100.775 100.775 100.775 100.775

Total do ativo não circulante 3.296.291 3.586.999 11.470.627 11.045.990 Patrimônio líquido dos controladores 3.267.625 3.182.387 3.205.366 3.108.718

Participações de acionistas não controladores - - 8.849 31.672

Controladora

Consolidado

3.267.625 3.182.387 3.214.215 3.140.390

Total do ativo 3.771.574 4.456.459 12.851.366 12.767.531 Total do passivo e patrimônio líquido 3.771.574 4.456.459 12.851.366 12.767.531

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

22


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Demonstrações de resultados

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Controladora

Consolidado

Nota 2011 2010 2011 2010

Receita operacional líquida 27 152.442 78.723 5.134.296 4.657.256

Custos dos serviços prestados

Custo de construção - - (556.724) (881.402)

Serviços (10.071) (5.983) (457.401) (494.785)

Custo da outorga - - (344.975) (310.579)

Depreciação e amortização (3.286) (1.582) (327.468) (250.152)

Custo com pessoal (39.321) (17.423) (283.117) (213.627)

Provisão de manutenção 25 - - (139.080) (157.638)

Materiais, equipamentos e veículos (5.680) (2.659) (52.909) (46.937)

Outros (1.536) (443) (120.401) (99.532)

(59.894) (28.090) (2.282.075) (2.454.652)

Lucro bruto 92.548 50.633 2.852.221 2.202.604

Receitas (despesas) operacionais

Despesas gerais e administrativas

Despesas com pessoal (72.552) (48.233) (205.087) (150.108)

Serviços (24.383) (22.059) (135.017) (136.937)

Materiais, equipamentos e veículos (1.179) (816) (14.766) (13.607)

Depreciação e amortização (1.580) (3.659) (107.416) (69.417)

Outros (12.143) (13.218) (28.693) (87.940)

(111.837) (87.985) (490.979) (458.009)

Outras despesas/receitas operacionais 295 (3.314) (84.223) (43.343)

Resultado antes do resultado financeiro e

da equivalência patrimonial (18.994) (40.666) 2.277.019 1.701.252

Despesas financeiras 28 (184.592) (153.387) (1.273.273) (1.091.100)

Receitas financeiras 28 236.882 208.354 350.535 463.162

Resultado de equivalência patrimonial 14 844.816 655.259 - -

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 878.112 669.560 1.354.281 1.073.314

Imposto de renda e contribuição social - Correntes 10a (12.024) (5.802) (586.488) (529.114)

Imposto de renda e contribuição social - Diferidos 10a 21.874 - 142.976 133.308

Lucro líquido do exercício 887.962 663.758 910.769 677.508

Atribuível a:

Acionistas controladores 887.962 663.758 899.372 671.722

Acionistas não controladores - - 11.397 5.786

Lucro líquido por ação -básico e diluído (em reais - R$) 26f 1,47 1,50 1,49 1,52

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

23


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Demonstrações de resultados abrangentes

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Controladora

Consolidado

Nota 2011 2010 2011 2010

Lucro líquido do exercício 887.962 663.758 910.769 677.508

Outros resultados abrangentes

Ajustes na conversão de demonstrações contábeis de controladas no exterior 26 (127) (74) (127) (74)

Total do resultado abrangente do exercício 887.835 663.684 910.642 677.434

Atribuível a:

Acionistas controladores 887.835 663.684 899.245 671.648

Acionistas não controladores - - 11.397 5.786

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

24


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido - Controladora

em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais)

Reserva de Lucros

Dividendo

Ajuste

Capital Custos de Retenção adicional acumulado Lucros

Nota social captação Legal de lucros proposto de conversão acumulados Total

Saldos em 1° de janeiro de 2010 2.055.495 (29.387) 67.407 1.179.156 101.523 (2.827) - 3.371.367

Distribuição de dividendos 28 de abril de 2010 - - - - (101.523) - - (101.523)

Distribuição de dividendos 17 de setembro de 2010 - - - - (550.375) - - - (550.375)

Lucro líquido do exercício - - - - - - 663.758 663.758

Ajustes acumulados de conversão - - - - - (74) - (74)

Custo de captação - (766) - - - - - (766)

Destinações:

Reserva legal - - 33.188 - - - (33.188) -

Dividendos intermediários em 17 de setembro de 2010 - - - - - - (200.000) (200.000)

Dividendo adicional proposto - - - - 100.775 - (100.775) -

Reserva de retenção de lucros - - - 329.795 - - (329.795) -

Saldos em 31 de dezembro de 2010 2.055.495 (30.153) 100.595 958.576 100.775 (2.901) - 3.182.387

Distribuição de dividendos em 29 de abril de 2011 26c - - - - (100.775) - - (100.775)

Distribuição de dividendos em 30 de setembro de 2011 26c - - - (401.822) - - - (401.822)

Lucro líquido do exercício - - - - - - 887.962 887.962

Ajustes acumulados de conversão 26e - - - - - (127) - (127)

Destinações:

Reserva legal 26b - - 44.398 - - - (44.398) -

Dividendos intermediários em 30 de setembro de 2011 26d - - - - - - (300.000) (300.000)

Dividendo adicional proposto 26d - - - - 100.775 - (100.775) -

Reserva de retenção de lucros 26c - - - 442.789 - - (442.789) -

Saldos em 31 de dezembro de 2011 2.055.495 (30.153) 144.993 999.543 100.775 (3.028) - 3.267.625

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

25


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido - Consolidado

em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais)

Reserva de Lucros

Patrimônio

Dividendo Ajuste líquido Participação dos Patrimônio

Capital Custos de Retenção adicional acumulado Lucros Acionistas acionistas não líquido

Nota social captação Legal de lucros proposto de conversão acumulados controladores controladores consolidado

Saldos em 1° de janeiro de 2010 2.055.495 (29.387) 67.407 1.097.523 101.523 (2.827) - 3.289.734 55.437 3.345.171

Distribuição de dividendos em 28 de abril de 2010 - - - - (101.523) - - (101.523) - (101.523)

Distribuição de dividendos em 17 de setembro de 2010 - - - (550.375) - - (550.375) - (550.375)

Distribuição de dividendos de minoritários da RodoNorte - - - - - - - - (29.551) (29.551)

Lucro líquido do exercício - - - - - - 671.722 671.722 5.786 677.508

Ajustes acumulados de conversão - - - - - (74) - (74) - (74)

Custo de captação - (766) - - - - - (766) - (766)

Destinações:

Reserva legal - - 33.188 - - - (33.188) - - -

Dividendos intermediários em 17 de setembro de 2010 - - - - - - (200.000) (200.000) - (200.000)

Dividendo adicional proposto - - - - 100.775 - (100.775) - -

Reserva de retenção de lucros - - - 337.759 - - (337.759) - - -

Saldos em 31 de dezembro de 2010 2.055.495 (30.153) 100.595 884.907 100.775 (2.901) - 3.108.718 31.672 3.140.390

Distribuição de dividendos em 29 de abril de 2011 26d - - - - (100.775) - - (100.775) - (100.775)

Distribuição de dividendos em 30 de setembro de 2011 26d - - - (401.822) - - (401.822) - (401.822)

Distribuição de dividendos de minoritários da RodoNorte - - - - - - - - (34.220) (34.220)

Lucro líquido do exercício - - - - - - 899.372 899.372 11.397 910.769

Ajustes acumulados de conversão 26e - - - - - (127) - (127) - (127)

Destinações:

Reserva legal 26b - - 44.398 - - - (44.398) - - -

Dividendos intermediários em 30 de setembro de 2011 26d - - - - - - (300.000) (300.000) - (300.000)

Dividendo adicional proposto 26d - - - - 100.775 - (100.775) - - -

Reserva de retenção de lucros 26c - - - 454.199 - - (454.199) - - -

Saldos em 31 de dezembro de 2011 2.055.495 (30.153) 144.993 937.284 100.775 (3.028) - 3.205.366 8.849 3.214.215

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais)

Controladora

Consolidado

Fluxo de caixa das atividades operacionais

2011 2010 2011 2010

(Reclassificado)

(Reclassificado)

Lucro líquido do exercício 887.962 663.758 910.769 677.508

Ajustes por:

Imposto de renda e contribuição social diferidos (21.874) - (142.976) (133.308)

Apropriação de despesas antecipadas - - 82.779 82.546

Depreciação e amortização 4.017 1.940 355.711 276.403

Baixa do ativo imobilizado, intangível e diferido 10 11 19.365 14.139

Amortização do direito da concessão - ágio 849 3.303 79.173 43.166

Variação cambial sobre empréstimos, financiamentos e derivativos - - 32.231 (50.994)

Variação monetária das obrigações com o poder concedente - - 11.168 1.785

Juros sobre debêntures, notas promissórias, empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil 153.727 137.867 869.988 547.115

Variação monetária sobre debêntures, empréstimos e financiamentos 10.680 8.535 32.229 63.330

Capitalização de custo de empréstimos - - (47.286) (74.266)

Resultado de operações com derivativos (6.264) (475) 20.675 144.456

Resultado de operações com valor justo dos empréstimos - - (2.992) -

Constituição da provisão de manutenção - - 139.080 157.638

Ajuste a valor presente da provisão de manutenção - - 70.640 91.630

Constituição e juros sobre contingências 52 - 13.971 11.181

Provisão para devedores duvidosos - - 7.690 7.012

Juros e variação monetária sobre mútuo com partes relacionadas (128.505) (72.116) 4.730 2.891

Juros sobre impostos parcelados - 18 55.238 40.115

Juros, multa e outros encargos sobre impostos parcelados - Lei 11.941/09 - - - 24.800

Descontos obtidos sobre impostos parcelados - Lei 11.941/09 - - - (17.856)

Participação dos acionistas não controladores - - (34.220) (29.551)

Equivalência patrimonial (844.816) (655.259) - -

(832.124) (576.176) 1.567.194 1.202.232

Variações nos ativos e passivos

(Aumento) redução dos ativos

Contas a receber - - (67.157) (56.720)

Contas a receber - partes relacionadas (3.784) (192.233) (36.290) (20.607)

Impostos a recuperar (9.426) (35.954) (6.905) (48.823)

Despesas antecipadas outorga fixa - (123.923) (533.968)

Dividendos e juros s/ capital proprio a receber - - (5.692)

Despesas antecipadas e outras 1.869 (1.886) (4.279) (17.178)

Aumento (redução) dos passivos

Fornecedores 2.248 (532) 16.179 75.221

Fornecedores - partes relacionadas (2.843) 6.627 (44.256) (103.899)

Plano de incentivo - partes relacionadas (583) - (583) -

Obrigações sociais e trabalhistas 4.138 7.218 14.330 22.907

Impostos e contribuições a recolher e parcelados e provisão para imposto de

renda e contribuição social 359 1.185 (27.785) 37.955

Liquidação de contingências (52) - (14.602) (7.336)

Realização da provisão de manutenção - - (343.547) (209.815)

Obrigações com o poder concedente - - 47.818 134.806

Dividendos e juros s/ capital proprio a pagar - - - 4.293

Outras contas a pagar (23) 37 3.304 206.181

Caixa líquido proveniente (usado nas) das atividades operacionais 47.741 (127.956) 1.890.267 1.357.065

Fluxo de caixa das atividades de investimentos

Aquisição de investimentos (28.375) (194.373) (127) (74)

Pagamento pela compra de 100% da SPVias e Inovap, líquido do caixa adquirido - - - (1.314.408)

Aquisição de ativo imobilizado (7.682) (12.995) (118.973) (131.976)

Adições ao ativo intangível (5.088) (4.943) (539.636) (791.016)

Caixa líquido usado nas atividades de investimentos (41.145) (212.311) (658.736) (2.237.474)

Fluxo de caixa das atividades de financiamento

Resgates / Aplicações (conta reserva) - - 943 (41)

Liquidação de operações com derivativos (8.476) (1.767) (151.461) (35.930)

Mútuos com partes relacionadas

Captações - - 17.663 13.447

Recebimentos 143.386 22.695 - -

Liberações (152.755) (150.604) (15.198) -

Empréstimos, financiamentos, debêntures, notas promissórias e arrendamento mercantil

Captações - 3.278.770 2.150.324

Pagamentos de principal (985.968) (37.166) (3.191.200) (988.187)

Pagamentos de juros (159.357) (131.420) (784.700) (349.016)

Aumento de capital

Custo de captação - (766) - (766)

Dividendos:

Pagos (802.496) (858.629) (806.766) (851.898)

Recebidos 1.532.683 777.346 5.080 -

Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (432.983) (380.311) (1.646.869) (62.067)

Redução do caixa e equivalentes de caixa (426.387) (720.578) (415.338) (942.476)

Demonstração da redução do caixa e equivalentes de caixa

No início do exercício 790.360 1.510.938 1.178.669 2.121.145

No final do exercício 363.973 790.360 763.331 1.178.669

(426.387) (720.578) (415.338) (942.476)

Divulgação suplementar às informações do fluxo de caixa

Caixa pago durante o exercício

Imposto de renda e contribuição social - 682 549.841 598.686

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

27


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Demonstrações do valor adicionado

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais)

Controladora

Consolidado

2011 2010 2011 2010

Receitas

Receitas de pedágio - - 4.631.848 3.864.273

Receitas de construção - - 556.724 881.403

Outras receitas 171.179 86.864 418.405 305.046

(-) Provisão para devedores duvidosos - - (7.690) (7.012)

Insumos adquiridos de terceiros

Custos de construção - - (556.724) (881.403)

Provisão de manutenção - - (139.074) (157.638)

Custos dos serviços prestados (17.172) (8.977) (625.434) (628.336)

Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (34.345) (36.965) (259.654) (298.623)

Valor adicionado bruto 119.662 40.922 4.018.401 3.077.710

Depreciação e amortização (4.866) (5.241) (434.884) (319.569)

Valor adicionado líquido gerado pela Companhia 114.796 35.681 3.583.517 2.758.141

Valor adicionado recebido em transferência

Resultado de equivalência patrimonial 844.816 655.259 - -

Receitas financeiras 236.882 208.354 350.535 463.162

Valor adicionado total a distribuir 1.196.494 899.294 3.934.052 3.221.303

Distribuição do valor adicionado

Empregados

Remuneração direta 88.150 51.070 335.370 240.202

Benefícios 8.961 5.367 70.995 55.545

FGTS 2.958 1.876 16.994 13.220

Outras 852 414 5.809 4.717

Tributos

Federais 15.905 19.045 719.093 625.091

Estaduais 25 9 917 411

Municipais 5.645 2.249 254.630 213.636

Remuneração de capitais de terceiros

Juros 183.050 153.110 1.254.830 1.058.450

Aluguéis 2.986 2.396 19.670 21.015

Outorga - - 344.975 310.577

Remuneração de capitais próprios

Dividendos 300.000 200.000 300.000 200.000

Lucros retidos do exercício 587.962 463.758 610.769 478.439

1.196.494 899.294 3.934.052 3.221.303

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

1. Contexto operacional

Viabilizar soluções de investimentos e serviços em infraestrutura. Essa é a principal contribuição da

CCR para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. A CCR é um dos maiores grupos privados

de concessões de infraestrutura da América Latina. O objeto social da CCR permite à Companhia

atuar no setor de concessões de rodovias, aeroportos, vias urbanas, pontes e túneis, além do setor de

infraestrutura metroviária e outras atividades que estejam ligadas a essas, bem como participações em

outras sociedades.

Em 16 de fevereiro de 2011, foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, a alteração da razão

social da CCR (controladora), passando de Companhia de Concessões Rodoviárias para CCR S.A.

A CCR S.A. (“Companhia” ou “CCR”) é uma sociedade anônima de capital aberto, com sede em São

Paulo, Capital, constituída de acordo com as leis brasileiras e com ações negociadas na

BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) sob a sigla “CCRO3”.

O exercício social da Companhia e de suas investidas inicia-se em 1º de janeiro e termina em 31 de

dezembro de cada ano.

Atualmente, a CCR é responsável por 2.437,60 quilômetros de rodovias da malha concedida nacional

nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, sendo que em 2.347,02 quilômetros é responsável

pela administração e em 90,58 quilômetros apenas pela conservação e manutenção. As rodovias do

Grupo CCR estão sob a gestão das concessionárias CCR Ponte, CCR NovaDutra, CCR ViaLagos,

CCR RodoNorte, CCR AutoBAn, CCR ViaOeste, CCR RodoAnel Oeste, CCR SPVias e Renovias,

sendo as duas últimas por meio de sua controlada CPC.

Além da atuação em concessões rodoviárias, buscamos investimentos em outros negócios. Exemplo

disso são as nossas participações, diretas ou indiretas, nas empresas ViaQuatro (Linha 4-Amarela do

Metrô de São Paulo), Controlar (Inspeção Ambiental Veicular do município de São Paulo), STP

(Serviços de Pagamento Automático de Pedágios e Estacionamentos Sem Parar, Via Fácil e Onda

Livre) e SAMM (atividades em multimídia).

Fazem parte do Grupo CCR as seguintes empresas:

Controladas:

• Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A. (CCR NovaDutra)

• Concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes S.A. (CCR AutoBAn)

• Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A. (CCR ViaLagos)

• Concessionária da Ponte Rio-Niterói S.A. (CCR Ponte)

• RodoNorte – Concessionária de Rodovias Integradas S.A. (CCR RodoNorte)

• Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo – ViaOeste S.A. (CCR ViaOeste)

• Concessionária do RodoAnel Oeste S.A. (CCR RodoAnel Oeste)

• Companhia de Participações em Concessões (CPC)

• Parques Serviços Ltda. (Parques)

• Actua Assessoria S.A. (Actua Assessoria)

• SAMM – Sociedade de Atividades em Multimídia Ltda. (SAMM)

• CPCSP – Companhia de Participações em Concessões de Serviços Públicos (CPCSP)

29


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

• Companhia de Concessões Rodoviárias México S. de R.L de C.V. (CCR México)

CCR – USA, LLC. (CCR Estados Unidos)

Controladas em conjunto:

• Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. (ViaQuatro)

• Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. (STP)

Participações indiretas da CCR por meio de sua controlada CPC

• Renovias Concessionária S.A. (Renovias)

• Rodovias Integradas do Oeste S.A. (CCR SPVias)

• Controlar S.A. (Controlar)

• Inovap 5 Administração e Participações Ltda. (Inovap 5)

Concessões do Grupo CCR

Veja, a seguir, mais detalhes das concessões do Grupo CCR:

CCR NovaDutra: Rodovia BR-116/RJ/SP (Via Dutra) entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro,

num total de 402,2 quilômetros. O prazo do contrato de concessão vai até fevereiro de 2021;

CCR AutoBAn: Sistema Anhanguera-Bandeirantes, composto pelas rodovias SP-330 e SP-348, entre

São Paulo e Limeira, sendo responsável pela administração (operação, conservação e manutenção) de

316,8 quilômetros, e manutenção e conservação de outros 5,9 quilômetros. O prazo do contrato de

concessão vai até dezembro de 2026;

CCR ViaLagos: Ligação viária entre os municípios de Rio Bonito, Araruama e São Pedro da Aldeia,

abrangendo as rodovias RJ-124 e RJ-106, totalizando 56 quilômetros. Em 13 de dezembro de 2011, foi

formalizada a extensão do prazo de concessão em 15 anos, sendo que a partir de janeiro de 2012, o

prazo do contrato de concessão passa a ser até janeiro de 2037;

CCR Ponte: Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói), totalizando 23,3 quilômetros. O prazo do

contrato de concessão vai até maio de 2015;

CCR RodoNorte: Rodovia BR-376, de Apucarana a São Luís do Purunã; Rodovia BR-277, entre São

Luís do Purunã e Curitiba; PR-151, de Jaguariaíva a Ponta Grossa; e BR-373, entre Ponta Grossa e o

Trevo do Caetano. A concessionária é responsável pela administração (operação, conservação e

manutenção) de 487,5 quilômetros e pela manutenção e conservação de outros 80,28 quilômetros. O

prazo do contrato de concessão vai até novembro de 2021. A CCR tem 85,92% do capital social dessa

concessionária;

CCR ViaOeste: Rodovias Castello Branco (SP-280), Raposo Tavares (SP-270), Senador José Ermírio

de Moraes (SP-075) e Dr. Celso Charuri (SP-091), ligando a capital paulista ao oeste do Estado. A

concessionária é responsável pela administração de 168,62 quilômetros e pela manutenção e

conservação de outros 4,4 quilômetros. O contrato de concessão vai até dezembro de 2022;

CCR RodoAnel Oeste: Trecho oeste do RodoAnel Mário Covas, numa extensão total de 32

quilômetros, interligando os corredores de acesso à cidade de São Paulo (SP-348, SP-330, SP-280, SP-

30


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

270 e BR-116) e os conectando ao trecho sul em direção ao Porto de Santos. O prazo do contrato de

concessão vai até junho de 2038. A CCR tem 95% do capital social da concessionária.

ViaQuatro: Operação e manutenção da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, totalizando 12,8

quilômetros sobre trilhos e 11 estações, sendo 9 quilômetros (6 Estações) na Fase I e os 3,8 restantes

com a inclusão de mais cinco Estações na Fase II, que prevê ainda 3,5 quilômetros a serem operados

por meio de ônibus entre a Estação Vila Sônia e Taboão da Serra. A ViaQuatro já concluiu a primeira

fase do projeto com a abertura das estações Luz, República, Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Paulista.

O contrato de concessão vai até novembro de 2038, podendo ser prorrogado até 2041, para completar

30 anos de operação. A CCR tem 58% do capital social dessa concessionária.

Outras empresas do Grupo

Além dessas concessões, a CCR possui participação nas seguintes empresas:

Companhia de Participações em Concessões (CPC): A empresa tem participação de 99% da CCR e

de 1% da Actua Assessoria. A Companhia de Participações em Concessões (CPC) tem por objetivo

avaliar as oportunidades de novos negócios, em processos de licitação, bem como realizar a

administração direta de eventuais novos negócios. Detém, desde 2008, participação de 40% na

Renovias e, desde 2009, participação de 45% no capital social da Controlar (50% do controle

societário). Em outubro de 2010, passou a controlar integralmente a SPVias, mediante a aquisição de

100% das ações representativas de seu capital social. Também em 2010, incorporou a Engelog, que

tinha como objeto social a prestação de serviços técnicos de engenharia e gerenciamento de obras,

bem como a prestação de serviços de tecnologia da informação para as empresas controladas da CCR.

Mediante a incorporação, essas áreas foram reestruturadas, criando, respectivamente, a Divisão

Engelog e a Divisão Engelogtec, ambas com autonomia de gestão e foco nos resultados em suas áreas

de atuação. A incorporação teve o objetivo de propiciar uma melhor gestão dos ativos do Grupo CCR,

além de oferecer um importante diferencial competitivo no processo de análise e avaliação de novos

negócios.

Renovias: Responsável pela administração das rodovias SP-215, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350,

entre Campinas e o Sul de Minas Gerais, com extensão de 345,6 quilômetros. O prazo de concessão

vai até maio de 2022. A CPC tem 40% do capital social da concessionária.

Controlar: Concessionária exclusiva de serviços públicos municipais, responsável até 2018 pela

inspeção ambiental veicular na frota registrada da cidade de São Paulo. Atualmente, a Controlar possui

27 centros de inspeção em 16 endereços diferentes. A CPC detém 45% do capital dessa concessionária

(correspondente a 50% das ações ordinárias).

CCR SPVias: Concessionária responsável pela administração de seis trechos de rodovias no Estado

de São Paulo, num total de 515,68 quilômetros de extensão. O prazo da concessão vai até setembro de

2027. A CPC detém 100% do capital social dessa concessionária.

Actua Assessoria, Parques e Inovap 5: Estas empresas têm por objetivo a prestação de serviços às

empresas controladas da CCR, de acordo com os respectivos objetos sociais. A Actua Assessoria

detém ainda participação minoritária em algumas das empresas pertencentes ao Grupo CCR, tais como

a CCR Ponte, CCR ViaLagos, CPC, SAMM e CPCSP.

31


CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

STP e suas controladas, Centro de Gestão de Meios de Pagamento S.A. e Sociedade de Gestão de

Meios de Pagamento Ltda.: O objetivo da STP é operar os serviços de pagamento automático de

pedágios e estacionamentos Sem Parar, Via Fácil e Onda Livre, utilizados atualmente por cerca de 3,2

milhões de usuários. Responsável pela implementação do sistema de Identificação Automática de

Veículos (IAV) no Brasil, a STP está presente em mais de 50 concessionárias de rodovias e em 114

shoppings nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Santa

Catarina e Bahia. A CCR detém 38,25% da STP.

CCR México: Tem como objetivo principal prospectar, em território mexicano, os mercados de

concessões rodoviárias e de infraestrutura de trens subterrâneos (metrô). Atualmente esta controlada

não detém nenhum contrato de concessão.

CCR Estados Unidos: Empresa cujo objetivo principal é prospectar negócios de concessão nos

Estados Unidos. Atualmente esta controlada não detém nenhum contrato de concessão.

SAMM: Empresa constituída pela CCR (99,90%) e pela Actua Assessoria (0,10%), tendo como

objeto social a exploração e prestação, por conta própria ou de terceiros, de serviços de

telecomunicações, seja por meio de concessão, permissão ou autorização, bem como atividades

correlatas e participação no capital social de outras sociedades.

CPCSP: Empresa constituída pela CCR (99,90%) e pela Actua Assessoria (0,10%), tendo como

objeto social a participação no capital de outras sociedades.

Sobre o negócio

As concessões rodoviárias do Grupo CCR consistem na exploração de rodovias mediante arrecadação

de pedágio e, em extensão limitada, receitas provenientes da exploração da faixa de domínio ao redor

das rodovias. As concessionárias são responsáveis por reparar, ampliar, conservar, manter e operar

estas rodovias. Como parte do contrato de concessão, os Poderes Concedentes transferiram às

concessionárias, os imóveis e demais bens que estavam em seu poder na assinatura do contrato de

concessão, sendo responsabilidade dessas zelar pela integridade dos bens que lhes foram cedidos, além

de fazer novos investimentos para a construção ou melhorias das rodovias e da ponte.

No tocante à Controlar, a concessão contempla a implantação dos Centros de Inspeção e a realização

da inspeção obrigatória de veículos leves e pesados, com motores dos ciclos Otto e Diesel, licenciados

no município de São Paulo.

Em relação à ViaQuatro, a concessionária é responsável pela operação e manutenção da Linha 4-

Amarela do metrô de São Paulo por um período de 30 anos. A concessão é feita no regime de Parceria

Público-Privada (PPP) pela qual há o pagamento, pelo Poder Concedente, de contraprestações

pecuniárias, assim como há a tarifação ao usuário pelo serviço de transporte. A concessionária é

responsável pelo fornecimento dos trens e sistemas (sinalização, comunicação e controle) e o Poder

Concedente pela infraestrutura metroviária.

Os contratos de concessão não incluem cláusulas de renovação, com exceção da CCR ViaLagos,

Controlar e ViaQuatro. A extensão do prazo de concessão pode ocorrer em caso de necessidade de

reequilíbrio econômico-financeiro do contrato pactuado entre as partes.

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Os contratos de concessão determinam reajustes anuais das tarifas básicas de acordo com fórmulas

específicas neles descritas, que são baseadas em índices de inflação também especificados nos

contratos.

Bens reversíveis

No final do período de concessão das rodovias, ponte e infraestrutura metroviária, retornam ao Poder

Concedente todos os direitos, privilégios e bens adquiridos, construídos ou transferidos no âmbito do

contrato de concessão. As concessionárias terão direito ao ressarcimento relativo aos investimentos

necessários para garantir a continuidade e atualidade dos serviços abrangidos pelo contrato de

concessão, desde que ainda não tenham sido depreciados/amortizados e cuja implementação,

devidamente autorizada pelo Poder Concedente, tenha ocorrido nos últimos cinco anos do prazo de

concessão.

2. Apresentação demonstrações financeiras

Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC)

As presentes demonstrações financeiras incluem:

• As demonstrações financeiras consolidadas preparadas conforme as Normas Internacionais de

Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e

também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP); e

• As demonstrações financeiras individuais da controladora preparadas de acordo com o

BRGAAP.

As demonstrações financeiras individuais da controladora foram elaboradas de acordo com o

BRGAAP, sendo que essas práticas diferem das IFRS aplicáveis para demonstrações financeiras

separadas em função da avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e empreendimentos

controlados em conjunto (joint ventures) pelo método de equivalência patrimonial no BRGAAP,

enquanto para fins de IFRS seria pelo custo ou valor justo.

Entre as demonstrações consolidadas preparadas de acordo com as IFRS e com as práticas contábeis

adotadas no Brasil e as demonstrações da controladora preparadas de acordo com as práticas contábeis

adotadas no Brasil, há diferença no patrimônio líquido e no resultado do exercício, em decorrência da

manutenção nas demonstrações financeiras individuais, das controladas e controladas em conjunto, de

saldos de ativo diferido oriundo de despesas pré-operacionais de suas controladas e controladas em

conjunto, nos termos do Pronunciamento Técnico CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da

Medida Provisória nº 449/08, enquanto que nas demonstrações financeiras consolidadas não é

permitida a manutenção de tal saldo, conforme item 5 do Pronunciamento Técnico CPC 43 (R1) –

Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 41. Os montantes das divergências geradas

pelas diferenças de práticas contábeis estão demonstrados abaixo:

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Ajustes no patrimônio líquido

2011 2010

Patrimônio líquido da controladora 3.267.625 3.182.387

Baixa do ativo diferido (179.323) (179.323)

Reversão da amortização do ativo diferido 117.064 105.654

Patrimônio líquido consolidado 3.205.366 3.108.718

Ajustes no resultado do exercício

2011 2010

Resultado do exercício da controladora 887.962 663.758

Baixa do ativo diferido - -

Reversão da amortização do ativo diferido 11.410 7.964

Resultado do exercício consolidado (atribuível aos acionistas controladores) 899.372 671.722

Em 29 de fevereiro de 2012, foi autorizada pela Administração da Companhia a conclusão das

demonstrações financeiras individuais da controladora e as consolidadas.

Reclassificações

Para melhor apresentação do balanço patrimonial do exercício de 2010, os saldos a pagar relacionados

à remuneração do pessoal chave da Administração foram reclassificados da rubrica Partes relacionadas

para Obrigações sociais e trabalhistas. O montante da reclassificação foi de R$ 7.970 (controladora) e

R$ 14.064 (consolidado). O saldo de notas promissórias de 2010 no montante de R$ 50.479

(consolidado) foi reclassificado da rubrica empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil

financeiro para a rubrica debêntures e notas promissórias.

Além disso, no balanço patrimonial, foram criadas as rubricas de contas a receber - partes relacionadas

e mútuos - partes relacionadas, no ativo circulante e no não circulante; contas a pagar a partes

relacionadas e fornecedores partes relacionadas no passivo circulante e não circulante, aumento de

capital partes relacionadas no não circulante, mútuos partes relacionadas e plano de incentivo partes

relacionadas, no passivo circulante e no não circulante, anteriormente registrado somente como partes

relacionadas.

Os respectivos efeitos dessas reclassificações no balanço patrimonial foram considerados nas

demonstrações dos fluxos de caixa.

Base de mensuração

As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo

histórico, com exceção dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanços patrimoniais:

– Instrumentos financeiros derivativos mensurados pelo valor justo através do resultado;

– Instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo através do resultado;

– Passivos para pagamentos com base em ações, liquidados em dinheiro, mensurados ao valor justo;

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

– Ativos e passivos de empresas adquiridas a partir de 1º de janeiro de 2009, reconhecidos

inicialmente ao valor justo.

Moeda funcional e moeda de apresentação

As demonstrações financeiras da controladora e as consolidadas são apresentadas em Real, que é a

moeda funcional da Companhia. Todos os saldos apresentados em Reais nestas demonstrações foram

arredondados para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma.

Uso de estimativas e julgamentos

A preparação das demonstrações financeiras individuais da controladora e as consolidadas de acordo

com as normas IFRS e as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e

premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos,

receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.

As estimativas e premissas são revisadas periodicamente pela Administração da Companhia, sendo as

alterações reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos

futuros afetados.

As informações sobre julgamentos críticos referente às políticas contábeis adotadas e/ou incertezas

sobre as premissas e estimativas relevantes, estão incluídas nas seguintes notas explicativas:

Nota

3 Classificação de obras de melhoria incorporadas ao ativo intangível (ICPC 01 (R1)/IFRIC 12)

8 Provisão para devedores duvidosos

10b Impostos diferidos

15 Depreciação do ativo imobilizado

16 Amortização dos ativos intangíveis

16 Recuperabilidade dos ágios

21 Pagamentos baseados em ações

23 Provisão para contingências - consolidado

24 Classificação de arrendamento mercantil

25 Provisão de manutenção

29 Mensuração dos instrumentos financeiros

3. Principais políticas contábeis

As políticas contábeis descritas abaixo têm sido aplicadas consistentemente para todos os exercícios

apresentados nas demonstrações financeiras individuais da controladora e consolidadas.

a) Base de consolidação

• Combinações de negócios

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Aquisições efetuadas em ou após 1º de janeiro de 2009

Para aquisições efetuadas em 1º de janeiro de 2009 ou após essa data, a Companhia mensura o

ágio como o valor justo da contraprestação transferida, incluindo o valor reconhecido de

qualquer participação não-controladora na Companhia adquirida, deduzindo o valor

reconhecido líquido (geralmente o valor justo) dos ativos e passivos assumidos identificáveis,

todos mensurados na data da aquisição. Quando o excedente é negativo, um ganho decorrente

do acordo da compra é reconhecido imediatamente na demonstração de resultados do período.

Os custos de transação, que não sejam aqueles associados com a emissão de títulos de dívida

ou de participação acionária, os quais o Grupo CCR incorre com relação a uma combinação de

negócios, são reconhecidos como despesas à medida que são incorridos.

Aquisições anteriores a 1º de janeiro de 2009

Como parte da transição para o IFRS e CPC, a Companhia optou por não reapresentar as

combinações de negócio, nas quais o ágio representa o montante reconhecido sob as práticas

contábeis anteriormente adotadas. Este ágio foi testado quanto à redução do seu valor

recuperável na data de transição, conforme descrito na nota explicativa n° 16.

• Controladas e controladas em conjunto

As demonstrações financeiras de controladas e controladas em conjunto são incluídas nas

demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle ou controle

compartilhado se inicia até a data em que ele deixa de existir.

Nas demonstrações financeiras da controladora, as informações financeiras de controladas e

controladas em conjunto são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial.

• Operações controladas em conjunto

Operações controladas em conjunto são empreendimentos sobre cujas atividades a Companhia

controla, direta ou indiretamente, em conjunto com outro(s) investidor(es), por meio de acordo

contratual que exige consentimento unânime para as decisões financeiras e operacionais.

Uma operação controlada em conjunto é uma operação na qual cada empreendedor utiliza seus

próprios ativos com o objetivo de realizar operações em conjunto. As demonstrações

financeiras consolidadas incluem os ativos que o Grupo CCR controla e os passivos nos quais

ele incorre durante o curso das atividades, visando à operação conjunta, bem como as despesas

nas quais o Grupo CCR tenha incorrido e sua participação nas receitas que aufere da operação

conjunta.

• Descrição dos principais procedimentos de consolidação

As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações da Companhia, suas

controladas e controladas em conjunto a seguir relacionadas:

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Percentual de participação

2011 2010

Controladas

Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A. (b) 100,00 100,00

Concessionária do Sistema Anhanguera - Bandeirantes S.A. (b) 100,00 100,00

Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A (b) 100,00 100,00

Concessionária da Rodovia Ponte Rio-Niterói S.A. (b) 100,00 100,00

Rodonorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A. 85,92 85,92

Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo - ViaOeste S.A. 100,00 100,00

Companhia de Participações em Concessões (a) (c) 100,00 100,00

Concessionária do RodoAnel Oeste S.A. 95,00 95,00

Parques Serviços Ltda 85,92 85,92

Actua Assessoria S.A. (b) 100,00 100,00

SAMM - Sociedade de Atividade em Multimídia Ltda. 100,00 100,00

CPCSP - Companhia de Participações em Concessões de Serviços Públicos (b) 100,00 100,00

Companhia de Concessões Rodoviárias México S. de R.L. de C.V. 100,00 100,00

CCR - USA, LLC 100,00 100,00

Controladas em conjunto

Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. 58,00 58,00

Serviços de Tecnologia de Pagamentos S.A. 38,25 38,25

(a) Detém 40% da Renovias e 45% da Controlar, sob a forma de controle em conjunto, além de deter 100% da

SPVias e da Inovap 5.

(b) Estes percentuais referem-se à participação direta (99,90%) e indireta (0,10%) da CCR por meio de suas

controladas.

(c) Estes percentuais referem-se à participação direta (99%) e indireta (1%) da CCR por meio de suas

controladas.

O Consórcio Operador Rodovias Integradas (CORI) foi considerado como uma extensão das

atividades da Companhia e está sendo apresentado na proporção de 87% (99% no consolidado), de

seus ativos, passivos e resultados integrados às demonstrações financeiras da Companhia

(controladora).

Os principais procedimentos para consolidação são os seguintes:

– Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas;

– Eliminação das participações no capital, nas reservas e nos prejuízos acumulados das empresas

controladas;

– Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, decorrentes de

negócios entre as empresas;

– Eliminação dos encargos de tributos sobre a parcela de lucro não realizado apresentados como

tributos diferidos no balanço patrimonial consolidado;

– As participações dos acionistas não controladores da RodoNorte, da Parques e do RodoAnel Oeste,

no patrimônio líquido e no resultado do exercício, foram destacadas e registradas na rubrica

“Participação de acionistas não controladores”;

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

– A ViaQuatro, a STP, a Renovias e a Controlar, controladas em conjunto, são consolidadas

proporcionalmente. Os saldos dos principais grupos do ativo, passivo e resultado das controladas

em conjunto STP, ViaQuatro, Renovias e Controlar, a 100% e de acordo com o percentual de

participação da Companhia, direta ou indiretamente, em cada uma delas, estão a seguir

demonstrados, sendo que para efeito fins de consolidação o ativo diferido foi baixado para o

resultado:

2011

STP

ViaQuatro

Renovias

Controlar

100% 38,25% 100% 58% 100% 40% 100% 45%

Ativo circulante 658.871 252.018 66.653 38.659 37.598 15.039 43.915 19.762

Ativo não circulante 116.410 44.527 745.022 432.112 426.468 170.587 81.238 36.557

Realizável a Longo Prazo 4.034 1.543 85.008 49.304 114.545 45.818 (22) (10)

Imobilizado 90.622 34.663 8.407 4.876 20.218 8.087 73.582 33.112

Intangível 21.754 8.321 621.270 360.336 291.705 116.682 4.183 1.882

Diferido - - 30.337 17.596 - - 3.495 1.573

Total do ativo 775.281 296.545 811.675 470.771 464.066 185.626 125.153 56.319

Passivo circulante 637.440 243.821 158.490 91.924 101.503 40.601 63.220 28.449

Passivo não circulante 1.195 457 590.900 342.721 269.043 107.617 13.880 6.246

Patrimônio líquido 136.646 52.267 62.285 36.126 93.520 37.408 48.053 21.624

Total do passivo e patrimônio líquido 775.281 296.545 811.675 470.771 464.066 185.626 125.153 56.319

2011

STP

ViaQuatro

Renovias

Controlar

100% 38,25% 100% 58% 100% 40% 100% 45%

Receita operacional líquida 371.320 142.030 227.181 131.765 298.585 119.434 178.389 80.275

Custos dos serviços prestados (110.173) (42.141) (185.574) (107.633) (170.240) (68.096) (68.724) (30.926)

Lucro bruto 261.147 99.889 41.607 24.132 128.345 51.338 109.665 49.349

Despesas (Receitas) operacionais (115.137) (44.040) (48.121) (27.910) (1.708) (683) (66.622) (29.980)

Resultado operacional 146.010 55.849 (6.514) (3.778) 126.637 50.655 43.043 19.369

Resultado financeiro 23.569 9.015 (95.191) (55.211) (22.698) (9.079) (7.216) (3.247)

Resultado antes do IR e CS 169.579 64.864 (101.705) (58.989) 103.939 41.576 35.827 16.122

IR e CS corrente e diferido (54.209) (20.735) 34.209 19.841 (4.835) (1.934) (9.151) (4.118)

Lucro líquido (prejuízo) do exercício 115.370 44.129 (67.496) (39.148) 99.104 39.642 26.676 12.004

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CCR S.A.

(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

2010

STP ViaQuatro Renovias Controlar

100% 38,25% 100% 58% 100% 40% 100% 45%

Ativo circulante 537.221 205.487 110.533 64.109 28.389 11.355 33.733 15.180

Ativo não circulante 96.000 36.720 602.214 349.284 376.783 150.713 90.224 40.601

Realizável a Longo Prazo 3.642 1.393 55.412 32.139 68.065 27.226 169 76

Imobilizado 92.358 35.327 15.022 8.713 15.283 6.113 86.055 38.725

Intangível - - 492.775 285.809 293.435 117.374 - -

Diferido - - 39.005 22.623 - - 4.000 1.800

Total do ativo 633.221 242.207 712.747 413.393 405.172 162.068 123.957 55.781

Passivo circulante 510.952 195.439 134.688 78.118 44.575 17.830 64.328 28.948

Passivo não circulante 1.244 476 464.778 269.570 256.182 102.472 38.251 17.213

Patrimônio líquido 121.025 46.292 113.281 65.705 104.415 41.766 21.378 9.620

Total do passivo e patrimônio líquido 633.221 242.207 712.747 413.393 405.172 162.068 123.957 55.781

2010

STP ViaQuatro Renovias Controlar

100% 38,25% 100% 58% 100% 40% 100% 45%

Receita operacional líquida 280.876 107.435 273.253 158.487 246.000 98.400 154.998 69.749

Custos dos serviços prestados (87.469) (33.457) (270.655) (156.980) (115.643) (46.257) (55.847) (25.131)

Lucro bruto 193.407 73.978 2.598 1.507 130.357 52.143 99.151 44.618

Despesas (Receitas) operacionais (86.850) (33.220) (41.719) (24.197) (1.430) (572) (62.956) (28.330)

Resultado operacional 106.557 40.758 (39.121) (22.690) 128.927 51.571 36.195 16.288

Resultado financeiro 11.595 4.435 841 488 (22.653) (9.061) (9.760) (4.392)

Resultado antes do IR e CS 118.152 45.193 (38.280) (22.202) 106.274 42.510 26.435 11.896

IR e CS corrente e diferido (38.818) (14.849) 13.222 7.668 (36.650) (14.660) (10.951) (4.928)

Lucro líquido (prejuízo) do exercício 79.334 30.344 (25.058) (14.534) 69.624 27.850 15.484 6.968

b) Moeda estrangeira

• Transações com moeda estrangeira

As transações em moeda estrangeira, isto é, todas aquelas não realizadas na moeda funcional,

são convertidas pela taxa de câmbio das datas de cada transação. Ativos e passivos monetários

em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional pela taxa de câmbio da data do

fechamento. Os ganhos e as perdas de variações nas taxas de câmbio sobre os ativos e os

passivos monetários são reconhecidos na demonstração de resultados.

Ativos e passivos não monetários adquiridos ou contratados em moeda estrangeira são

convertidos com base nas taxas de câmbio das datas das transações ou nas datas de avaliação

ao valor justo, quando este é utilizado, e passam a compor os valores dos registros contábeis

em reais destas transações, não se sujeitando a variações cambiais posteriores. Os ganhos e as

perdas, decorrentes de variações de investimentos no exterior, são reconhecidos diretamente

no patrimônio líquido, na conta de ajustes acumulados de conversão, e reconhecidos no

demonstrativo de resultado quando esses investimentos forem alienados total ou parcialmente.

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

As demonstrações financeiras das controladas no exterior são ajustadas às práticas contábeis

do Brasil e às internacionais e posteriormente convertidas para a moeda funcional local, pela

taxa de câmbio da data do fechamento.

• Operações no exterior

Os ativos e passivos de operações no exterior são convertidos para Real às taxas de câmbio

apuradas na data de apresentação. As receitas e as despesas de operações no exterior são

convertidas em Real às taxas de câmbio apuradas nas datas das transações.

As diferenças de moedas estrangeiras são reconhecidas em outros resultados abrangentes e

apresentadas no patrimônio líquido.

c) Apuração do resultado

Os resultados das operações são apurados em conformidade com o regime contábil de

competência do exercício.

d) Receitas de Serviços

As receitas de pedágio/metroviárias são reconhecidas quando da utilização pelos usuários das

rodovias, ponte e metrô;

As receitas acessórias são reconhecidas quando da prestação dos serviços;

Receitas de construção: segundo a ICPC 01 (R1), quando a concessionária presta serviços de

construção ou melhorias na infraestrutura deve contabilizar receitas e custos relativos a estes

serviços de acordo com a deliberação CVM 576/09, correlacionada ao CPC 17 – Contratos de

construção. O estágio de conclusão é avaliado pela referência do levantamento dos trabalhos

realizados.

Uma receita não é reconhecida se há incerteza significativa na sua realização.

e) Instrumentos financeiros

• Ativos financeiros não derivativos

A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis inicialmente na data em que foram

originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo

por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a

Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento.

A Companhia desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de

caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento dos

fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação na qual

essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos.

Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço

patrimonial somente quando, a Companhia tem o direito legal de compensar os valores e tem a

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(Companhia aberta)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

intenção de quitar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo

simultaneamente.

• Ativos e passivos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado

Um ativo ou passivo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja

classificado como mantido para negociação ou tenha sido designado como tal no momento do

reconhecimento inicial. Os ativos e passivos financeiros são designados pelo valor justo por

meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e

venda baseada em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a

estratégia de investimentos da Companhia. Os custos da transação, após o reconhecimento

inicial, são reconhecidos no resultado quando incorridos. Ativos e passivos financeiros

registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo e mudanças no

seu valor justo são reconhecidas no resultado do exercício.

• Empréstimos e recebíveis

Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não

são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo

acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os

empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros

efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável.

• Passivos financeiros não derivativos

A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos inicialmente na data em que são

originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo aqueles passivos designados pelo

valor justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na data de negociação na

qual se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um

passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou vencidas.

A Companhia utiliza a data de liquidação como critério de contabilização.

Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço

patrimonial quando, e somente quando, a Companhia tem o direito legal de compensar os

valores e tem a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e quitar o

passivo simultaneamente.

• Capital social – ações ordinárias

Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Custos adicionais diretamente

atribuíveis à emissão de ações foram reconhecidos como dedução do patrimônio líquido,

líquido de quaisquer efeitos tributários.

• Instrumentos financeiros derivativos

São reconhecidos inicialmente pelo valor justo. Os custos de transação atribuíveis são

reconhecidos no resultado quando incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos

são mensurados pelo valor justo e as variações no valor justo são registradas no resultado do

exercício.

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

f) Caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com

vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a

um risco insignificante de alteração de valor.

g) Custo de transação na emissão de títulos de dívida

Os custos incorridos na captação de recursos junto a terceiros são apropriados ao resultado em

função da fluência do prazo, com base no método do custo amortizado, que considera a taxa

interna de retorno (TIR) da operação para a apropriação dos encargos financeiros durante a

vigência da operação. A taxa interna de retorno considera todos os fluxos de caixa, desde o valor

líquido recebido pela concretização da transação até todos os pagamentos efetuados ou a efetuar

para a liquidação dessa transação.

h) Ativo imobilizado

Reconhecimento e mensuração

O ativo imobilizado é mensurado ao custo histórico de aquisição ou construção, de bens que não

estejam vinculados diretamente ao contrato de concessão, deduzido das depreciações acumuladas

e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas, quando necessário.

Os custos dos ativos imobilizados são compostos pelos gastos que são diretamente atribuíveis à

aquisição/construção dos ativos, incluindo custos dos materiais, de mão-de-obra direta e quaisquer

outros custos para colocar o ativo no local e em condição necessários para que esses possam

operar. Além disso, para os ativos qualificáveis, os custos de empréstimos são capitalizados.

Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como

itens individuais (componentes principais) de imobilizado.

Outros gastos são capitalizados apenas quando há um aumento nos benefícios econômicos do item

do imobilizado a que ele se refere, caso contrário, é reconhecido no resultado como despesa.

Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado apurados pela comparação entre os

recursos advindos de alienação com o valor contábil do imobilizado, são reconhecidos em outras

receitas/despesas operacionais, no resultado.

O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido como tal, caso seja

provável que sejam incorporados benefícios econômicos dentro do imobilizado e que o seu custo

pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por

outro é baixado. Os custos de manutenção são reconhecidos no resultado conforme incorridos.

Depreciação

A depreciação é computada pelo método linear, às taxas consideradas compatíveis com a vida útil

econômica e/ou o prazo de concessão, dos dois o menor. Ativos arrendados são depreciados pelo

menor período entre a vida útil estimada do bem e o prazo do contrato. As principais taxas de

depreciação estão demonstradas nas notas explicativas nº 15 e 24b.

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento

de exercício social e eventuais ajustes são reconhecidos como mudanças de estimativas contábeis.

i) Ativos intangíveis

A Companhia possui os seguintes ativos intangíveis:

• Direito de uso e custos de desenvolvimento de sistemas informatizados

São demonstrados ao custo de aquisição, deduzidos da amortização, a qual é calculada de

acordo com a sua vida útil estimada.

• Direito da concessão - Ágio

O direito da concessão - ágio gerado na aquisição total ou parcial das ações das

concessionárias ViaOeste, RodoNorte, Renovias, Controlar e SPVias reflete o custo de

aquisição do direito de operar as concessões. Este direito está fundamentado na expectativa de

rentabilidade futura, sendo amortizado de acordo com a curva de benefício econômico (curva

de tráfego) esperada ao longo do prazo da concessão, exceto para a Controlar, que está sendo

amortizado linearmente pelo prazo de concessão. Os ativos intangíveis com vida útil definida

têm seu valor recuperável testado anualmente.

• Ágio – STP e Incorporação da Siga Livre pela CGMP, controlada da STP

Os ágios gerados na aquisição das participações acionárias nas empresas STP e Siga Livre

(incorporada), estão fundamentados na expectativa de rentabilidade futura dessas empresas.

Os ativos intangíveis possuem vida útil indefinida e têm seu valor recuperável testado no

mínimo anualmente, caso haja indicadores de perda de valor.

• Ágio – Inovap 5

O ágio foi gerado na aquisição da empresa e está fundamentado na expectativa de

rentabilidade futura.

• Direito de exploração de infraestrutura – vide item t.

j) Ativos arrendados

• Arrendamento mercantil operacional

Os pagamentos efetuados sob um contrato de arrendamento operacional são reconhecidos nos

resultados dos exercícios em bases lineares pelo prazo do contrato de arrendamento, conforme

nota explicativa nº 24a.

• Arrendamento mercantil financeiro

Os contratos de arrendamento mercantil que transferem substancialmente para a Companhia

os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo são caracterizados como de

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

arrendamento financeiro e os ativos são reconhecidos pelo valor justo ou pelo valor presente

dos pagamentos mínimos previstos em contrato, dos dois o menor.

Os bens reconhecidos como ativos são depreciados pelas taxas aplicáveis a cada grupo de

ativo e/ou prazo de concessão, dos dois o menor.

Os pagamentos mínimos de arrendamento efetuados sob arrendamentos financeiros são

alocados entre despesas financeiras e redução do passivo em aberto. As despesas financeiras

são alocadas a cada período durante o prazo do arrendamento visando a produzir uma taxa

periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo, conforme nota explicativa

nº 24.

k) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment)

• Ativos financeiros

Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a cada

data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu

valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva

indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele

evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser

estimados de uma maneira confiável.

Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo

amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros

fluxos de caixa estimados, descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são

reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis. Os juros

sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos através da reversão do desconto.

Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de

valor é revertida e registrada no resultado.

• Ativos não financeiros

Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos a cada data de apresentação para

apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor

recuperável do ativo é determinado.

A Companhia determina o valor em uso tendo como referência o valor presente das projeções

dos fluxos de caixa esperados dos negócios, com base nos orçamentos aprovados, na data da

avaliação até a data final do prazo de concessão, considerando taxas de descontos que reflitam

os riscos específicos relacionados a cada unidade geradora de caixa.

Durante a projeção, as premissas chaves consideradas estão relacionadas à estimativa de

tráfego/usuários dos projetos de infraestrutura detidos, aos índices que reajustam as tarifas, ao

crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e à respectiva elasticidade ao PIB de cada

negócio, custos operacionais, inflação, investimento de capital e taxas de descontos.

Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida no resultado caso o valor contábil

de um ativo exceda seu valor recuperável estimado.

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

l) Provisões

Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a

outros ativos, as perdas de valor recuperável reconhecidas em períodos anteriores são

avaliadas a cada data de apresentação para quaisquer indicações de que a perda tenha

aumentado, diminuído ou não mais exista. Uma perda de valor é revertida caso tenha havido

uma mudança nas estimativas usadas para determinar o valor recuperável. Uma perda por

redução ao valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo

não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização,

caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.

Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando a Companhia possui uma obrigação

legal ou não formalizada constituída como resultado de um evento passado, que possa ser estimada

de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a

obrigação. As provisões são apuradas através do desconto dos fluxos de caixa futuros esperados a

uma taxa antes de impostos que reflete as avaliações atuais de mercado quanto ao valor do

dinheiro no tempo e riscos específicos para o passivo. Os custos financeiros incorridos são

registrados no resultado.

Provisão de manutenção - contratos de concessão:

As obrigações contratuais para manter a infraestrutura concedida com um nível específico de

operacionalidade ou de recuperar a infraestrutura na condição especificada antes de devolvê-la ao

poder concedente ao final do contrato de concessão, são registradas e avaliadas pela melhor

estimativa de gastos necessários para liquidar a obrigação presente na data do balanço.

A política da Companhia define que estão enquadradas no escopo da provisão de manutenção as

intervenções físicas de caráter periódico, claramente identificado, destinadas a recompor a

infraestrutura concedida às condições técnicas e operacionais exigidas pelo contrato, ao longo de

todo o período da concessão.

Considera-se uma obrigação presente de manutenção somente a próxima intervenção a ser

realizada. Obrigações reincidentes ao longo do contrato de concessão passam a ser provisionadas à

medida que a obrigação anterior tenha sido concluída e o item restaurado colocado novamente em

uso para utilização pelos usuários.

A provisão para manutenção é contabilizada com base nos fluxos de caixa previstos de cada objeto

de provisão trazidos a valor presente levando-se em conta o custo dos recursos econômicos no

tempo e os riscos do negócio.

A taxa de desconto praticada para cada intervenção futura é mantida por todo o período de

provisionamento, para fins de cálculo do valor presente.

m) Receitas e despesas financeiras

Receitas financeiras compreendem basicamente os juros provenientes de aplicações financeiras,

mudanças no valor justo de ativos financeiros, os quais são registrados através do resultado do

exercício e variações monetárias e/ou cambiais positivas sobre passivos financeiros.

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

As despesas financeiras compreendem basicamente os juros, variações monetárias e cambiais

sobre passivos financeiros, mudanças no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor

justo através do resultado e perdas por provisão para recuperação de ativos financeiros. Custos de

empréstimos que não sejam diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de ativos

qualificáveis são reconhecidos no resultado do exercício com base no método da taxa efetiva de

juros.

n) Capitalização dos custos dos empréstimos

Os custos de empréstimos atribuíveis ao contrato de concessão são capitalizados durante a fase de

construção de acordo com o CPC 20 (R1) - Custos de empréstimos.

o) Benefícios a empregados

• Planos de contribuição definida

Um plano de contribuição definida é um plano de benefícios pós-emprego sob o qual uma

entidade paga contribuições fixas para uma entidade separada (fundo de previdência) e não

terá nenhuma obrigação legal ou construtiva de pagar valores adicionais. As obrigações por

contribuições aos planos de pensão de contribuição definida são reconhecidas como despesas

de benefícios a empregados no resultado nos períodos durante os quais serviços são prestados

pelos empregados. Contribuições pagas antecipadamente são reconhecidas como um ativo

mediante a condição de que haja o ressarcimento de caixa ou a redução em futuros

pagamentos.

Nos exercícios de 2011 e 2010, os montantes reconhecidos como despesas estão demonstrados

abaixo:

• Benefícios de curto prazo a empregados

Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não

descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado.

p) Pagamentos baseados em ações

Os efeitos de pagamentos baseados em ações são calculados pelo valor justo e reconhecidos no

balanço patrimonial e na demonstração do resultado, à medida que as condições contratuais sejam

atendidas.

q) Imposto de renda e contribuição social

O imposto de renda e a contribuição social do exercício corrente e diferido são calculados com

base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$

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Controladora

Consolidado

2011 2010 2011 2010

Plano de previdência privada (contribuição definida) 1.154 1.078 4.219 4.545


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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

240 (base anual) para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social

sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de

contribuição social, limitada a 30% do lucro real.

As despesas com imposto de renda e contribuição social compreendem os impostos correntes e

diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que

estejam relacionados a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido.

O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável

do exercício, às taxas decretadas ou substancialmente decretadas na data de apresentação das

demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios

anteriores.

O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis

de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de

tributação. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às

diferenças temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou

substantivamente decretadas até a data de apresentação das demonstrações financeiras.

Na determinação do imposto de renda corrente e diferido a Companhia leva em consideração o

impacto de incertezas relativas às posições fiscais tomadas e se o pagamento adicional de imposto

de renda e juros tenha que ser realizado. A Companhia acredita que a provisão para imposto de

renda no passivo está adequada para com relação a todos os períodos fiscais em aberto baseada

em sua avaliação de diversos fatores, incluindo interpretações das leis fiscais e experiência

passada. Essa avaliação é baseada em estimativas e premissas que podem envolver uma série de

julgamentos sobre eventos futuros. Novas informações podem ser disponibilizadas, o que

levariam a Companhia a mudar o seu julgamento quanto à adequação da provisão existente; tais

alterações impactarão a despesa com imposto de renda no ano em que forem realizadas.

Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar

passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda lançados pela mesma

autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação.

Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais,

créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis quando é provável que lucros futuros sujeitos à

tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados, limitando-se a utilização, a 30%

dos lucros tributáveis futuros anuais.

A Companhia considerou a adoção do Regime Tributário de Transição (RTT) para a apuração do

imposto de renda e contribuição social.

Os impostos ativos diferidos decorrentes de diferenças temporárias consideram a expectativa de

geração de lucros tributáveis futuros, fundamentados em estudo técnico de viabilidade aprovado

pelos órgãos da administração.

r) Resultado por ação

O resultado por ação básico é calculado por meio do resultado líquido atribuível aos controladores

e não controladores da Companhia e a média ponderada de ações ordinárias em circulação durante

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

o exercício. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o resultado

básico por ação.

s) Direito da concessão

Em consideração à orientação contida nos itens 12 (a) e 13 da OCPC 05 - Contratos de concessão,

a Companhia adota a prática contábil de não ativar o preço da delegação do serviço público, não

reconhecendo os valores futuros a pagar (divulgado na nota explicativa nº 32) ao Poder

Concedente, sob o entendimento dos contratos de concessão de suas investidas serem contratos

executórios. Nos contratos de concessão a relação entre as partes é continuada, havendo

obrigações recíprocas a ser cumpridas ao longo de toda a concessão, sendo que o seu cumprimento

não ocorre de uma só vez, mas na medida em que se avança no contrato.

Neste tipo de contrato, tanto o concessionário quanto o Poder Concedente possuem o direito de

rescisão, sendo que o concessionário será indenizado pelos investimentos realizados e não

amortizados. A Administração da Companhia avalia que o contrato de concessão pode ser

encerrado sem custos relevantes que não sejam indenizados.

t) Contratos de concessão de serviços – Direito de exploração de infraestrutura - ICPC 01

(R1)

A infraestrutura, dentro do alcance da Interpretação Técnica ICPC 01- Contratos de Concessão,

não é registrada como ativo imobilizado do concessionário, porque o contrato de concessão não

transfere ao concessionário o direito de controle do uso da infraestrutura de serviços públicos. É

prevista apenas a cessão de posse desses bens para a prestação de serviços públicos, sendo eles

revertidos ao poder concedente após o encerramento do respectivo contrato. O concessionário tem

acesso para operar a infraestrutura para a prestação dos serviços públicos em nome do concedente,

nas condições previstas no contrato.

Nos termos dos contratos de concessão dentro do alcance desta Interpretação, o concessionário

atua como prestador de serviço, construindo ou melhorando a infraestrutura (serviços de

construção ou melhoria) usada para prestar um serviço público e opera e mantém essa

infraestrutura (serviços de operação) durante determinado prazo.

Se o concessionário presta serviços de construção ou melhoria, a remuneração recebida ou a

receber pelo concessionário é registrada pelo seu valor justo. Essa remuneração pode corresponder

a direito sobre um ativo intangível ou um ativo financeiro. O concessionário reconhece um ativo

intangível à medida que recebe o direito (autorização) de cobrar os usuários dos serviços públicos.

O concessionário reconhece um ativo financeiro na medida em que tem o direito contratual

incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro do concedente pelos serviços de

construção.

Tais ativos financeiros são mensurados pelo valor justo mediante o reconhecimento inicial. Após o

reconhecimento inicial, os ativos financeiros são mensurados pelo custo amortizado, dependendo

de sua classificação.

Caso a Companhia seja remunerada pelos serviços de construção parcialmente através de um ativo

financeiro e parcialmente por um ativo intangível, então cada componente da remuneração

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

recebida ou a receber é registrado individualmente e é reconhecido inicialmente pelo valor justo da

remuneração recebida ou a receber.

O direito de exploração de infraestrutura é oriundo dos dispêndios realizados na construção de

obras de melhoria em troca do direito de cobrar os usuários das rodovias pela utilização da

infraestrutura. Este direito é composto pelo custo da construção somado à margem de lucro e aos

custos dos empréstimos atribuíveis a esse ativo. A Companhia estimou que eventual margem é

irrelevante, considerando-a zero.

A amortização do direito de exploração da infraestrutura é reconhecida no resultado do exercício

de acordo com a curva de benefício econômico esperado ao longo do prazo de concessão da

rodovia, tendo sido adotada a curva de tráfego estimada como base para a amortização.

u) Informação por segmento

Um segmento operacional é um componente da Companhia que desenvolve atividades de negócio

das quais pode obter receitas e incorrer em despesas, incluindo receitas e despesas relacionadas

com outros componentes do Grupo CCR. Todos os resultados operacionais são revistos

frequentemente pela Administração para decisões sobre os recursos a serem alocados ao

segmento, avaliação de seu desempenho e para o qual informações financeiras individualizadas

estão disponíveis.

Os resultados de segmentos incluem itens diretamente atribuíveis ao segmento, bem como aqueles

que podem ser alocados em bases razoáveis.

v) Gastos pré-operacionais

A partir de 1º de janeiro de 2009, os gastos pré-operacionais não podem mais ser capitalizados e,

consequentemente, passaram a ser registrados como despesas operacionais, com exceção daqueles

que se qualificam como composição do custo dos ativos, a exemplo de custos de pessoal

diretamente vinculado ao processo de aquisição e preparação dos ativos para funcionamento, bem

como custos de empréstimos relacionados à aquisição dos ativos enquanto estes estiverem em

construção.

Os saldos existentes no ativo diferido em 31 de dezembro de 2008 estão sendo mantidos nesta

conta até a sua completa amortização conforme opção descrita no item 20 do CPC 13 - Adoção

Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, posteriormente convertida para a Lei

nº 11.941/09. Entretanto, para fins das demonstrações consolidadas, estes saldos e suas respectivas

amortizações estão sendo eliminados conforme descrito no item “a” desta nota explicativa.

w) Demonstrações de valor adicionado

Foram elaboradas demonstrações do valor adicionado (DVA) da controladora e do consolidado,

nos termos do CPC 09 – Demonstração do valor adicionado, as quais são apresentadas como parte

integrante das demonstrações financeiras.

x) Novos pronunciamentos e interpretações ainda não adotados

Diversas normas, emendas a normas e interpretações IFRS emitidas pelo IASB ainda não

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

entraram em vigor para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, sendo essas:

• Amendments to IAS 01 Presentation of financial statements;

• Amendments to IAS 12;

• Amendments to IAS 19 Employee Benefits;

• Amendments to IAS 27 (2011);

• Amendments to IAS 28 (2011);

• Amendments to IAS 32 and IFRS 7 (2011)

• IFRS 9 Financial Instruments (replacement of IAS 39);

• IFRS 10 Consolidated Financial Statements;

• IFRS 11 Joint Arrangements;

• IFRS 12 Disclosure of Interests in Other / Entities;

• IFRS 13 Fair Value Measurement;

• IFRIC 20 Stripping Costs in the Production Phase of a Surface Mine;

A Companhia ainda não estimou a extensão dos possíveis impactos destas novas normas em

suas demonstrações financeiras. No entanto, é esperado que nenhum desses novos

pronunciamentos tenha efeito material sobre as demonstrações financeiras da Companhia e

suas investidas, exceto pelo IFRS 9 Financial Instruments que pode modificar a classificação

e mensuração de ativos financeiros mantidos e pelos IFRS 10 e IFRS 11, os quais podem ter

impacto na consolidação das investidas atualmente consolidadas proporcionalmente. A

Companhia não espera adotar esses pronunciamentos antecipadamente e o impacto de sua

adoção ainda não foi mensurado.

4. Determinação dos valores justos

Diversas políticas e divulgações contábeis da Companhia exigem a determinação do valor justo, tanto

para os ativos e passivos financeiros como para os não financeiros. Os valores justos têm sido

apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando

aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são

divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo.

• Investimentos em instrumentos patrimoniais e títulos de dívida

O valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado é apurado

por referência aos seus preços de fechamento apurado na data de apresentação das demonstrações

financeiras.

• Passivos financeiros não derivativos

O valor justo que é determinado para fins de registro contábil e de divulgação, é calculado

baseando-se no valor presente dos fluxos de caixa futuros projetados. As taxas utilizadas nos

cálculos foram obtidas de fontes públicas (BM&FBovespa e Bloomberg).

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

• Derivativos

As operações com instrumentos financeiros derivativos resumem-se a contratos de swaps de

moeda e de taxa de juros e opções de compra de Libor, que visam à proteção contra riscos

cambiais e de taxas de juros.

Operações de swap de juros e/ou de moeda

Os valores justos dos contratos de derivativos são calculados projetando-se os fluxos de caixa

futuros das operações, tomando-se como base cotações de mercado futuras obtidas no mercado

(ex: BM&FBovespa e Bloomberg) adicionadas de eventuais cupons, para a data de vencimento

de cada uma das operações e trazidos, sendo a curva ativa, a valor presente por uma taxa livre de

riscos na data de mensuração.

Opções de compra de Libor com teto (cap)

O valor justo das opções de compra é calculado utilizando-se o modelo de Black para precificação

de opções de taxas de juros.

• Transações de pagamentos baseados em ações

O valor justo das opções de pagamentos baseados em ações (Incentivos de longo prazo) é

mensurado utilizando-se a fórmula Black-Scholes-Merton. Os inputs de mensuração incluem o

valor da Unidade Virtual de Valor (UVV) na data de mensuração, o valor de exercício do

instrumento, a volatilidade esperada, a média ponderada dos prazos estimados destes

instrumentos, dividendos esperados, uma taxa livre de risco, expectativa de postergação de

resgate de cada tranche e expectativa de cancelamentos.

5. Segmentos operacionais

As informações por segmentos estão sendo apresentadas de acordo com o CPC 22 - Informações por

Segmento e são apresentadas em relação aos negócios da Companhia e suas investidas que foram

identificados com base na sua estrutura de gerenciamento e nas informações gerenciais internas

utilizados pelos principais tomadores de decisão da Companhia.

Os resultados por segmento, assim como os ativos e os passivos, consideram os itens diretamente

atribuíveis ao segmento, assim como aqueles que possam ser alocados em bases razoáveis.

Os negócios da Companhia foram divididos em três segmentos operacionais principais, sendo eles, o

de concessões rodoviárias, de concessão metroviária e de serviços/holdings.

Nos segmentos operacionais estão os seguintes negócios da Companhia:

• Concessões rodoviárias: A AutoBAn, ViaOeste, NovaDutra, RodoNorte, SPVias, Ponte,

ViaLagos, RodoAnel Oeste e a Renovias;

• Concessão metroviária: A ViaQuatro;

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

• Serviços / holdings: A Companhia, as sub-holdings CPC e CPCSP e os demais negócios não

alocados aos segmentos anteriormente dispostos, a saber:

a) Actua Assessoria, a Parques e a Inovap 5 - prestadoras de serviços internos para o Grupo

CCR;

b) SAMM – exploração de serviços de telecomunicações por meio de concessões, permissões ou

autorizações;

c) CCR Estados Unidos e a CCR México - escritórios para prospecção de negócios; e

d) A Controlar (inspeção ambiental veicular) e a STP (serviços de pagamento automático de

pedágios e estacionamentos).

A Companhia, atualmente, possui basicamente atuação no Brasil, e sua carteira de clientes é

pulverizada, não apresentando concentração de receita.

Abaixo estão apresentadas as informações por segmento:

Concessões

rodoviárias

Concessão

metroviária

Serviços/

Holdings

Totais

Informações relativas a 31 de dezembro de 2011

Eliminações

(*) Consolidado

Receitas brutas 5.193.675 137.367 259.745 5.590.787 - 5.590.787

Receitas brutas entre segmentos - - 268.881 268.881 (260.381) 8.500

Receitas financeiras 155.995 64.230 259.331 479.556 (129.021) 350.535

Despesas financeiras (1.064.693) (119.441) (218.160) (1.402.294) 129.021 (1.273.273)

Depreciação e amortização (385.057) (9.353) (55.131) (449.541) 11.409 (438.132)

Resultados dos segmentos divulgáveis após imposto de renda e

da contribuição social 894.925 (39.148) 915.012 1.770.789 (860.020) 910.769

Imposto de renda e contribuição social (449.970) 19.841 (13.383) (443.512) - (443.512)

Resultado de equivalência patrimonial - - 844.816 844.816 (844.816) -

Ativos dos segmentos divulgáveis 11.133.563 470.771 4.865.528 16.469.862 (3.618.496) 12.851.366

Investimentos em coligadas e controladas em conjunto - - 2.413.261 2.413.261 (2.413.261) -

CAPEX 534.485 71.229 52.895 658.609 - 658.609

Passivos dos segmentos divulgáveis 9.620.098 434.645 987.210 11.041.953 (1.404.802) 9.637.151

Informações relativas a 31 de dezembro de 2010

Receitas brutas 4.665.630 159.369 210.749 5.035.748 - 5.035.748

Receitas brutas entre segmentos - - 226.859 226.859 (218.898) 7.961

Receitas financeiras 237.440 59.988 223.760 521.188 (71.111) 450.077

Despesas financeiras (891.542) (59.500) (198.085) (1.149.127) 71.112 (1.078.015)

Depreciação e amortização (289.129) (3.354) (48.976) (341.459) 21.890 (319.569)

Resultados dos segmentos divulgáveis após imposto de renda e

da contribuição social 686.641 (14.534) 680.636 1.352.743 (680.090) 672.653

Imposto de renda e contribuição social (363.141) 7.669 (35.600) (391.072) (4.735) (395.807)

Resultado de equivalência patrimonial - - 655.259 655.259 (655.259) -

(*) A coluna de eliminações e ajustes inclui as eliminações entre segmentos no contexto das Demonstrações

Financeiras Consolidadas.

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

6. Gerenciamento de riscos financeiros

Visão Geral

A Companhia apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros:

a) Risco de crédito;

b) Risco de taxas de juros e inflação;

c) Risco de taxa de câmbio; e

d) Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro) e liquidez.

Abaixo estão apresentadas as informações sobre a exposição da Companhia a cada um dos riscos

supramencionados e os objetivos, políticas e processos para a mensuração e gerenciamento de risco e

de capital. Divulgações quantitativas adicionais são incluídas ao longo destas demonstrações

financeiras.

a) Risco de crédito

Decorre da possibilidade de a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto sofrerem

perdas decorrentes de inadimplência de suas contrapartes ou de instituições financeiras

depositárias de recursos ou de investimentos financeiros. Para mitigar esses riscos adota-se como

prática a análise das situações financeira e patrimonial das contrapartes, assim como a definição

de limites de crédito e acompanhamento permanente das posições em aberto, exceto para contas a

receber de meios eletrônicos que potencialmente sujeitam as investidas à concentração de risco de

crédito. No que tange às instituições financeiras, somente são realizadas operações com

instituições financeiras de baixo risco avaliadas por agências de rating.

b) Risco de taxas de juros e inflação

Decorre da possibilidade de sofrer redução nos ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de

taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. Visando à mitigação desse tipo

de risco, busca-se realizar parte das captações com indexadores equivalentes àqueles que

reajustam as receitas.

A Companhia e suas investidas estão expostas a taxas de juros flutuantes, principalmente

relacionadas às variações (1) da LIBOR, (2) da TJLP e CDI relativos aos empréstimos em reais,

(3) da Cesta de Moedas (UMBNDES) relativa ao empréstimo em reais tomado com o BNDES,

(4) IGP-M e CDI relativo às debêntures e (5) IGP-M relativo ao ônus da concessão. As taxas de

juros nas aplicações financeiras são em sua maioria vinculadas à variação do CDI. Detalhamentos

a esse respeito podem ser obtidos nas notas explicativas nº 7, 19 e 20.

As tarifas de pedágio e de metrô são atualizadas pela variação dos seguintes índices:

Controladas

Índices de atualização (variação)

AutoBAn 100% do IGP-M (*)

ViaOeste 100% do IGP-M (*)

Renovias 100% do IGP-M (*)

SPVias 100% do IGP-M (*)

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

RodoAnel Oeste

ViaQuatro

NovaDutra

RodoNorte

Ponte

ViaLagos

100% do IPCA

Média ponderada, sendo: 50% IGP-M e 50% IPC

Média ponderada de componentes (colunas) de índices (FGV) da construção

civil, sendo: 13% da 36, 16% da 37, 20% da 38 e 51% da 39.

Média ponderada de diversos índices, sendo: 10% do INCC (coluna 2), 10% do

IGP-M e os seguintes componentes (colunas) de índices (FGV) da construção

civil: 20% da 36, 20% da 37, 10% da 38 e 30% da 39.

Média ponderada de componentes (colunas) de índices (FGV) da construção

civil, sendo: 30% da 36, 30% da 37 e 40% da 39.

Média ponderada de componentes (colunas) de índices (FGV) da construção

civil, sendo: 15% da 36, 20% da 37, 15% da 38 e 50% da 39.

As colunas de índices da FGV mencionadas acima são relativas aos seguintes itens da construção civil:

Coluna 36

Coluna 37

Coluna 38

Coluna 39

Obras de arte especiais (Pontes, viadutos e passarelas)

Pavimento

Terraplenagem

Serviços de Consultoria

(*) Os índices de reajuste da tarifa foram alterados. Para maiores detalhes veja nota explicativa n° 32.

c) Risco de taxas de câmbio

Decorre da possibilidade de oscilações das taxas de câmbio das moedas estrangeiras utilizadas

para a aquisição de equipamentos e insumos no exterior, bem como para a liquidação de passivos

financeiros. Além de valores a pagar e a receber em moedas estrangeiras, a Companhia tem

investimentos em controladas no exterior e tem fluxos operacionais de compras e vendas em

outras moedas. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto avaliam

permanentemente a contratação de operações de hedge para mitigar esses riscos.

As controladas financiam parte de suas operações com empréstimos e financiamentos em moeda

estrangeira vinculados ao dólar (EUA) e à cesta de moedas (UMBNDES) equivalentes, em 31 de

dezembro de 2011 a R$ 172.293 (R$ 1.168.226 em 31 de dezembro de 2010), (nota explicativa

nº. 19).

d) Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro) e liquidez

Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de

terceiros que a Companhia e suas investidas fazem para financiar suas operações. Para mitigar os

riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado do capital, são monitorados

permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado e o

cumprimento de índices (covenants) previstos em contratos de empréstimos, financiamentos e

debêntures.

Informações sobre os vencimentos dos instrumentos financeiros passivos podem ser obtidas nas

respectivas notas explicativas.

O quadro abaixo representa os passivos financeiros não derivativos, por faixas de vencimento,

correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual de

vencimento:

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Controladora

Consolidado

Menos Entre 1 e Entre 2 e

de 1 ano 2 anos 3 anos

Entre 3 Acima de

e 4 anos 4 anos

Menos de 1

ano

Entre 1 e 2

anos

Entre 2 e

3 anos

Entre 3 e

4 anos

Acima de

4 anos

Empréstimos, financiamentos e

arrendamentos mercantis 351 137 - - - 132.213 474.847 114.057 108.437 281.863

Debêntures e notas promissórias 62.172 57.121 57.121 - - 1.759.503 1.452.652 990.258 868.069 795.455

Gestão de capital

A política da Administração é manter uma sólida base de capital para manter a confiança dos

investidores, credores e do mercado, além de manter o desenvolvimento futuro do negócio. Os

retornos sobre capital e o nível de dividendos para acionistas são monitorados e procura-se manter um

equilíbrio entre os mais altos retornos possíveis com níveis adequados de endividamento, mantendo-se

as vantagens e a segurança proporcionada por uma posição de capital saudável.

7. Caixa e equivalentes de caixa

Controladora

Consolidado

2011 2010 2011 2010

Caixa e bancos 56 652 30.006 33.626

Aplicações financeiras

Fundos de investimentos 363.917 789.708 733.168 1.105.487

CDBs pós-fixados - - 153 39.542

Títulos de capitalização - - 4 14

363.973 790.360 763.331 1.178.669

As aplicações financeiras foram remuneradas à taxa média de 99,30% do CDI, equivalente a 11,51%

ao ano (9,68% ao ano em 31 de dezembro de 2010).

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

8. Contas a receber de clientes – Consolidado

Circulante

Consolidado

2011 2010

Pedágio eletrônico – STP (a) 239.526 182.576

Receitas acessórias (b) 10.647 12.868

Pedágio eletrônico – outros (c) 13.004 11.378

Contraprestação pecuniária/SPTrans - São Paulo Transportes S.A. (d) 11.786 4.324

Outros 1.072 1.069

276.035 212.215

Provisão para devedores duvidosos (e) (35.170) (27.480)

240.865 184.735

Não circulante

Poder Concedente - ViaOeste (f) 24.292 24.292

Contraprestação pecuniária/SPTrans - São Paulo Transportes S.A. (d) 5.491 2.154

Receitas acessórias (b) 2.118 2.118

31.901 28.564

Provisão para devedores duvidosos - ViaOeste (f) (24.292) (24.292)

Provisão para devedores duvidosos (e) (2.118) (2.118)

(26.410) (26.410)

5.491 2.154

Idade de vencimento dos títulos em aberto

Consolidado

2011 2010

Créditos a vencer 231.121 185.701

Créditos vencidos até 60 dias 12.809 1.135

Créditos vencidos de 61 a 90 dias 2.426 53

Créditos vencidos de 91 a 180 dias 106 1.847

Créditos vencidos há mais de 180 dias 61.474 52.043

307.936 240.779

(a)

(b)

Créditos a receber decorrentes dos serviços prestados aos usuários, relativos à taxa de

manutenção de TAG's e estacionamentos da STP, bem como de tarifas de pedágio que serão

repassadas às concessionárias;

Créditos de receitas acessórias (principalmente ocupação de faixa de domínio e locação de

painéis publicitários) previstas nos contratos de concessão;

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

(c)

(d)

Créditos a receber decorrentes, basicamente, de operações com cartões de crédito e valepedágio;

Saldo a receber do Poder Concedente pela ViaQuatro, correspondente à contraprestação

pecuniária prevista no Termo Aditivo nº 3 e 4 e que será recebida em 24 (vinte e quatro)

parcelas, vencendo-se a primeira no dia 15 (quinze) do mês subsequente ao mês do início da

operação comercial de cada sub-trecho da Fase I. Estes valores serão reajustados anualmente

pelo IGP-M FGV (50%) e IPC-FIPE (50%);

(e) Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) - Constituída para títulos vencidos há mais de 90

dias, baseado no histórico de perda da Companhia; e

(f)

Saldo a receber do Poder Concedente, originado pelas receitas asseguradas quando da adoção de

Regime Especial Transitório, conforme previsto no Termo Aditivo Modificativo nº 3, para o

período de agosto de 2002 a abril de 2004, decorrente da diminuição do tráfego da Rodovia

Castello Branco pela interferência do RodoAnel Mário Covas. Este valor está em discussão

entre as partes e os assessores jurídicos entendem que o desfecho favorável à investida é remoto.

O valor está totalmente provisionado.

9. Impostos a recuperar

Controladora

Consolidado

Circulante

2011 2010 2011 2010

Imposto de renda retido na fonte 10.288 10.168 14.270 11.745

Imposto de renda e contribuição social 3.131 24.716 9.914 69.109

COFINS 7.632 6.655 9.776 8.032

CSLL 112 367 1.088 509

PIS 1.666 1.444 2.840 2.071

ISS de pedágio - - 263 476

Outros 335 6 1.819 716

23.164 43.356 39.970 92.658

Não circulante

Imposto de renda e contribuição social 139.355 89.867 149.838 89.867

139.355 89.867 149.838 89.867

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Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

10. Imposto de renda e contribuição social

a. Conciliação do imposto de renda e contribuição social - correntes e diferidos

A conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social no resultado é demonstrada a

seguir:

Controladora

Consolidado

2011 2010 2011 2010

Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 878.112 669.560 1.354.281 1.073.314

Alíquota nominal 34% 34% 34% 34%

Imposto de renda e contribuição social à alíquota nominal (298.558) (227.650) (460.456) (364.927)

Constituição de impostos diferidos não constituídos em exercícios anteriores 16.972 - 16.972 -

Efeitos tributários da compensação de prejuízos fiscais e base negativa 5.346 2.510 10.185 10.491

(276.240) (225.140) (433.299) (354.436)

Efeito tributário das adições e exclusões permanentes

Equivalência patrimonial 287.237 222.788 - -

Amortização ágio não incorporado sobre investimentos (289) (372) (10.344) (12.500)

Despesas indedutíveis (5.332) (4.334) (15.513) (12.891)

Juros e multas indedutíveis - Lei 11.941/09 - - (39) (25.714)

Descontos obtidos - Lei 11.941/09 - - - 6.071

Resultado de operações de derivativos indedutíveis 4.109 1.261 488 (5.709)

Reversão de juros e multa - Lei 11.941/09 - - - 12.486

Outros ajustes tributários 365 (5) 15.195 (3.113)

Despesa de imposto de renda e contribuição social 9.850 (5.802) (443.512) (395.806)

Impostos correntes (12.024) (5.802) (586.488) (529.114)

Impostos diferidos 21.874 - 142.976 133.308

9.850 (5.802) (443.512) (395.806)

Alíquota efetiva de impostos 1,12% 0,87% 32,75% 36,88%

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Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

b. Impostos diferidos

O imposto de renda e a contribuição social diferidos têm a seguinte origem:

Ativo Não Circulante

Controladora

Consolidado

2011 2010 2011 2010

IR/CS sobre prejuízos fiscais e bases negativas (a) 18.351 - 330.819 133.308

Custo da transação na emissão de títulos 34 - 2.054 1.571

Despesas gerais e administrativas - pré operacional - - 7.515 9.202

Variação cambial - - 4.026 1.028

Valor justo de operações com instrumentos financeiros derivativos - - 5.522 16.083

Perdas com operação de swap - - 506 24.832

Provisão para participação nos resultados (PLR) 2.581 - 6.230 4.421

Provisão para comissões sobre empréstimos - - 1.650 3.558

Provisão para devedores duvidosos - - 11.164 9.981

Provisão para despesas com taxa de manutenção de TAG`S - - 1.225 971

Provisão para contingências - - 6.035 5.370

Parcelamento de impostos não homologados - - - 2.952

Provisão para perda de investimentos - - 491 480

Depreciação de obras lançadas no custo (b) - - 112.940 100.375

Depreciação de obras realizadas na provisão de manutenção (c) - - 218.608 170.146

Constituição da provisão de manutenção (d) - - 144.923 185.900

Outros 6.896 - 24.506 1.434

27.862 - 878.214 671.612

Passivo Não Circulante

Variação cambial - - 5.305 20.482

Valor justo de operações com instrumentos financeiros derivativos 1.488 - 2.463 168

Ganhos com operações swap 4.351 - 9.441 267

Depreciação do ativo imobilizado (fiscal) versus amortização do ativo intangível

(contábil) (e) (*) - - 547.923 511.333

Custo de empréstimos capitalizados (f) (*) - - 126.805 107.057

Amortização linear do Direito da Concessão - Ágio (fiscal) versus amortização

pela curva de benefício econômico (contábil) (g) - - 20.258 12.005

Critério de contabilização de direito de outorga Renovias - - 16.964 17.247

Ajuste valor presente sobre outorga variável - RTT - - 1.613 -

Outros 149 - 1.826 413

5.988 - 732.598 668.972

(*) Houve reclassificação em 2010 de R$ 102.600 da rubrica “Depreciação do ativo imobilizado (fiscal) versus

amortização do ativo intangível (contábil)” para a rubrica “Custo de empréstimos capitalizados”.

(a) A CCR, a ViaLagos, o RodoAnel Oeste e a ViaQuatro estimam recuperar os créditos tributários

decorrentes de prejuízos fiscais e bases negativas da contribuição social nos seguintes exercícios:

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Notas explicativas às demonstrações financeiras

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

2012 21.199

2013 22.295

2014 25.229

2015 20.464

de 2016 em diante 241.632

330.819

As estimativas de recuperação dos créditos tributários foram fundamentadas nas projeções dos

lucros tributáveis, levando em consideração diversas premissas financeiras e de negócios.

Consequentemente, as estimativas estão sujeitas a não se concretizarem no futuro, tendo em

vista as incertezas inerentes a estas previsões.

A recuperação dos créditos tributários poderá ser realizada em prazo inferior ao acima estimado,

em função de reorganizações societárias e de estrutura de capital.

(b)

(c)

(d)

(e)

(f)

(g)

Diferenças temporárias oriundas das depreciações fiscais de obras qualificadas como custo nas

práticas contábeis – Lei 11.638/07;

Diferença temporária oriunda da depreciação fiscal de obras qualificadas no escopo da provisão

de manutenção nas práticas contábeis – Lei 11.638/07;

Constituição da provisão de manutenção, cuja realização ocorrerá nos termos do item “c”,

conforme práticas contábeis – Lei 11.638/07;

Diferença temporária entre a depreciação fiscal e a amortização contábil de obras qualificadas

como melhorias nos termos das práticas contábeis – Lei 11.638/07;

Diferença temporária entre os custos de empréstimos mantidos no resultado fiscal e a despesa de

depreciação oriunda dos custos de empréstimos capitalizados para fins contábeis, no termos das

práticas contábeis – Lei 11.638/07;

Diferença temporária entre a amortização fiscal (linear) e contábil (curva de benefício

econômico) do direito de concessão – ágio, nos termos das práticas contábeis – Lei 11.638/07.

A investida CPC, não registrou o ativo fiscal diferido sobre o prejuízo fiscal e ba