Manual de processos chave - Socialgest

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Manual de processos chave - Socialgest

Introdução1. ENQUADRAMENTO DA RESPOSTA SOCIAL CRECHEA Creche constitui uma das primeiras experiências da criança num sistema organizado,exterior ao seu círculo familiar, onde irá ser integrada e no qual se pretende que venha adesenvolver determinadas competências e capacidades.Por diferentes motivos inerentes à sociedade actual, a família já não consegue realizarsozinha a tarefa de educar uma criança, como tradicionalmente acontecia. Numa sociedade,onde cada vez é maior o número de mulheres que trabalham a tempo inteiro, a efectivapartilha das tarefas do universo público e privado convida a que mulheres e homens dividamresponsabilidades em matéria de educação dos filhos, competindo ainda, ao Estado e àsociedade civil proporcionar apoio e suporte às famílias.Ao instituir-se legalmente a assistência social à criança como direito de cidadania, aConstituição Portuguesa reconhece o status de política social, colocando na agenda públicaa necessidade de definição de directrizes, normas, regras e princípios que devem estruturara sua implementação.Esta preocupação crescente com os primeiros anos de vida da criança e com a qualidadedos contextos em que esta é enquadrada, é algo que está patente em diferentes sociedadesem geral devido, essencialmente, ao reconhecimento da importância desta fase dodesenvolvimento da criança enquanto indivíduo.Todas as crianças possuem o seu próprio padrão de desenvolvimento. Apesar de diferentesinvestigações terem identificado “normas” ou “estádios” de desenvolvimento, bebés ecrianças muito pequenas necessitam que lhes seja dado espaço, tempo e apoio que lhespermita realizar o seu próprio desenvolvimento.Todas as crianças são diferentes e utilizam um conjunto de capacidades para investigar eapropriar-se do mundo que a rodeia, para comunicar com os outros, para se ajustar àsdiferentes pessoas com as quais vai estabelecendo inter-relações. É no decurso dos 3primeiros anos que uma criança vai aprender as principais regras de relacionamento com osoutros, a andar a falar e a resolver problemas.É então num contexto relacional que o desenvolvimento das crianças muito pequenasocorre. Através da relação com o outro, do que lhe é permitido ou não, das respostas


Introdução• Criar um ambiente flexível e responsivo que possa ser adaptado imediatamente aosinteresses e necessidades de cada criança, promovendo o acesso a um leque deoportunidades de escolhas e que lhe permita crescer confiante e com iniciativa;• Estabelecer relações que encorajem a criança a participar de forma activa. Criançasmuito novas aprendem melhor através de aprendizagens activas em que seencontrem envolvidas e que possuam significado para elas, pelo que a brincar será omelhor contexto em que estas crianças aprenderão;• Procurar conhecer o grupo de crianças pelo qual se encontra responsável,aprendendo a observar o seu comportamento e interacções;• Estabelecer uma rotina diária consistente que reforce e valorize a continuidades.Desta forma, as crianças desenvolverão um sentimento de pertença a um ambienteque podem prever no seu quotidiano;• Dinamizar oportunidades para que a criança possa comunicar os seus sentimentos epensamentos (p.e. através da possibilidade de estar sozinha com o adulto dereferência);• Dispor de adultos que estão interessados e envolvidos na prestação dos cuidados àcriança.Em síntese, os objectivos da resposta social Creche visam proporcionar o bem estar edesenvolvimento das crianças dos 3 meses aos 3 anos, num clima de segurança afectiva efísica, durante o afastamento parcial do seu meio familiar, através de um atendimentoindividualizado e da colaboração estreita com a família numa partilha de cuidados eresponsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças.2 . ENQUADRAMENTO AO MANUAL DOS PROCESSOS-CHAVEA gestão da qualidade é, actualmente, um elemento-chave de qualquer organização, querno sector privado quer no sector público, envolvendo todas os colaboradores daorganização, independentemente do nível hierárquico em que se encontrem.Num cenário de crescente competitividade global, rápida inovação tecnológica, alteração deprocessos e constantes mudanças nos panoramas económico e social, as organizaçõestendem actualmente a procurar a implementação de sistemas de gestão da qualidade, tendocomo objectivo principal a melhoria permanente da qualidade do serviço prestado e dasustentabilidade da própria organização.Um sistema de gestão da qualidade permite criar o enquadramento certo para a melhoriacontínua, de modo a aumentar a probabilidade de conseguir a satisfação dos clientes,colaboradores, parceiros e outras partes interessadas, transmitindo ainda confiança àorganização e aos seus clientes da sua capacidade para fornecer produtos que cumpram deforma consistente os respectivos requisitos.


IntroduçãoTendo por base as diferentes tipologias das entidades e organizações que prestam o serviçode creche, independentemente do número de crianças e da natureza da actividade,considera-se ao nível do modelo organizacional a existência dos seguintes serviços:• Administrativos;• Educativos;• Produção alimentar;• Higiene, Segurança e Limpeza.DIRECÇÃOProvedor, Presidente da Direcção, GerenteDirecção TécnicaResponsávelQualidadeServiçosHigiene e LimpezaServiçosProdução AlimentarServiçosEducativosServiçosAdministrativosEducador de InfânciaNutricionistaAdministrativoCozinheiroEmpregada de LimpezaAjudante de AcçãoEducativaAjudante de CozinhaQuadro 1 - Modelo Organizacional Tipo para a Resposta Social CrecheNo que respeita ao quadro de pessoal da creche tipo, são identificadas as principaiscategorias profissionais, existentes em qualquer tipo de organização independentemente dadimensão, na medida em que a legislação do sector define de forma objectiva as categorias.Para que uma organização funcione de forma eficaz, necessita de identificar e gerirnumerosas actividades interligadas.Neste contexto, sendo o âmbito de intervenção o sector da acção social, na área da infânciajuventude e em concreto a resposta Creche, o presente Manual pretende apresentar algunselementos para a implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade de acordo com o


Introduçãoestabelecido no Critério 4 – Processos, do Modelo de Avaliação da Qualidade.Para desenvolvimento deste Modelo, foram identificados 7 processos chave de prestação deserviço, independentemente da sua natureza e dimensão:1. Candidatura;2. Admissão;3. Desenvolvimento Individual da Criança;4. Recepção e Entrega diária da Criança;5. Planeamento e Acompanhamento das Actividades;6. Cuidados Pessoais;7. Nutrição e Alimentação.Para cada um destes processos-chave foram definidos:• Objectivo, campo de aplicação, fluxograma das actividades/modo operatório, indicadores,dados de entrada e saída e responsabilidades;• Instruções de trabalho que descrevem as actividades associadas a cada processobaseadas num conjunto de boas práticas que se pretendem facilitadoras para aimplementação dos respectivos processos;• Impressos com o duplo objectivo de serem por vezes instrumentos de trabalho eregistos das acções realizadas (foram elaborados os considerados mais relevantes).Para implementação do seu sistema de gestão da qualidade compete à entidade prestadorado serviço, adoptar/adequar o conjunto de sugestões aqui apresentadas à missão eobjectivos da organização que gere. Isto não invalida que a organização desenvolva o seupróprio sistema documental, recorrendo a outras soluções, tais como:• Definição de outros processos-chave que considerem mais adequados ao seufuncionamento• Outras instruções de trabalho e outros impressos que considerem mais adequados aoseu funcionamento.Independentemente das soluções adoptadas, o objectivo final de melhorar os serviços destaresposta social deve estar presente na definição do sistema de gestão da qualidade aimplementar.


Manual dos Processos-ChaveApresentação Global da DocumentaçãoPROCESSOS-CHAVE INSTRUÇÕES DE TRABALHO IMPRESSOSIT01.PC01AtendimentoIMP01.IT01.PC01Informação disponibilizada àsfamíliasIMP02.IT01.PC01Ficha de inscrição (Parte A, B e C)PC01CANDIDATURAIT02.PC01Selecção e Priorização dasCandidaturasIMP03.IT02.PC01Carta de aceitação da inscriçãoIMP04.IT02.PC01Carta de não aceitaçãoda inscriçãoIMP05.PC01Lista de esperaIT01.PC02Contrato e Processo Individualda CriançaPC02ADMISSÃOIT02.PC02Entrevista de DiagnósticoIMP01.IT02.PC02Ficha de Avaliação de DiagnósticoIT03.PC02Programa de Acolhimento InicialIMP02.IT03.PC02Lista de pertences da criançaIMP03.IT03.PC02Programa e acolhimento inicialPC03PLANO DEDESENVOLVIMENTOINDIVIDUALIT01.PC03Plano de Desenvolvimento IndividualIMP01.IT01.PC03Plano de DesenvolvimentoIndividual da CriançaIMP02.IT01.PC03Avaliação do Plano deDesenvolvimento IndividualPC04RECEPÇÃO E ENTREGADIÁRIA DA CRIANÇAIMP01.PC04Registo das entradas noestabelecimentoIMP02.PC04Registo das saídas doestabelecimento


Manual dos Processos-ChaveApresentação Global da DocumentaçãoPROCESSOS-CHAVE INSTRUÇÃO DE TRABALHO IMPRESSOSIMP01.IT01.PC05Projecto PedagógicoPC05PLANEAMENTO EACOMPANHAMENTODAS ACTIVIDADESIT01.PC05Projecto PedagógicoIMP02.IT01.PC05Plano de Actividades de SalaIMP03.IT01.PC05Relatório de Avaliação do ProjectoPedagógicoIT01.PC06Cuidados de higienePC06CUIDADOS PESSOAISIT02.PC06Cuidados de saúdeIT03.PC06Apoio na alimentaçãoIT04.PC06Momentos de descansoIT01.PC07Elaboração da EmentaPC07NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃOIT02.PC07Recepção, Armazenamento eConservação dos produtos alimentaresIT03.PC07Preparação e confecção dos alimentosIMP01.IT02.PC07Controlo de recepção de matériasprimasIMP02.IT02.PC07Controlo da validade dos produtosMP03.IT03.PC07Registo de equipamentoentregue/recebidoIMP04.IT03.PC07Controlo de óleos de frituraIT04.PC07Distribuição das refeiçõesIMP05.IT04.PC07Recolha de amostras testemunha


PC01.DocumentaçãoIT01.PC01AtendimentoIMP01.IT01.PC01Informação disponibilizada àsfamíliasIMP02.IT01.PC01Ficha de inscrição (Parte A, B e C)PC01CANDIDATURAIT02.PC01Selecção e Priorização dasCandidaturasIMP03.IT02.PC01Carta de aceitação da inscriçãoIMP04.IT02.PC01Carta de não aceitaçãoda inscriçãoIMP05.PC01Lista de espera


PC01 Candidatura


PC01. Processo de CandidaturaPC01Processo de Candidaturaelaborado:data:aprovado:data:1. OBJECTIVOEstabelecer regras gerais para as actividades de atendimento, análise e selecção dascandidaturas e gestão da lista de espera das crianças candidatas à frequência dacreche.2. CAMPO DE APLICAÇÃOAplica-se a todos aos colaboradores que desempenham funções nos serviçosresponsáveis pelas candidaturas/renovações de inscrição na creche - atendimento,análise, selecção e priorização e gestão da lista de espera.3. INDICADORES DO PROCESSOSão ferramentas essenciais para medir o desempenho dos Processos.A monitorização do processo será realizada através do controlo dos indicadores que devemser definidos pela Direcção do estabelecimento, em função do modelo organizacional e osobjectivos estratégicos da instituição.Os indicadores apresentados na matriz do processo são exemplos possíveis.2


Processo de Candidatura .PC014. MODO OPERATÓRIOInício1.Recepção do clienteAtendimento1. Recepção do ClienteA família e a criança são recebidas pelo responsável de atendimento (RA):• O atendimento é sequencial por ordem de chegada;• A família e a criança são encaminhadas para um espaço de espera ondeestão afixados os documentos previstos no ponto 1 da instrução detrabalho IT01.PC01- Atendimento.2. Prestação da InformaçãoNo atendimento das famílias são prestadas informações sobre ofuncionamento da Creche e que constam no ponto 2 da instrução detrabalho IT01.PC01- Atendimento.2.Prestação da informação3. Visita às InstalaçõesQuando solicitado, é proporcionada à família e criança uma visita geral àsinstalações do estabelecimento, sem perturbar o regular funcionamento domesmo, cumprindo as normas de higiene e segurança dos diferentesespaços.3.Visita às instalações4. Recepção e análise do pedido de inscrição/renovaçãoA inscrição da criança pode ocorrer em qualquer momento do ano.A recepção e análise do pedido de inscrição/renovação efectuada deacordo com o estabelecido no ponto 3 instrução de trabalho IT01.PC01-Atendimento.4.Recepção e análise dopedido de inscrição/renovaçãoSelecção e priorização das candidaturas5. Avaliação inicial dos requisitosÉ realizada uma primeira selecção dos candidatos (triagem administrativa)de acordo com os critérios de Selecção e Priorização de Candidaturasestabelecidos internamente no ponto 1 da instrução de trabalho IT02.PC02- Selecção e Priorização de Candidaturas.5.Avaliação inicial dosrequisitos6.Informação da decisãoA6. Informação da decisãoApós a avaliação inicial dos requisitos é verificado o número de vagasexistentes.• SE a criança for seleccionada e:• SE existir vaga, o RA informa a família utilizando para o efeito oimpresso IMP03.IT01.PC01 – Carta de aceitação de Inscrição ondeconsta a data da Entrevista de Pré-Diagnóstico e os documentos aapresentar (Cópia do boletim de nascimento, cópia do boletim devacinas, declaração médica de como a criança pode frequentar oestabelecimento) e procede tal como estabelecido em 7.• SE não existir vaga é inscrita na lista de espera tal como estabelecidoem 9.• SE a criança não for seleccionada a família é informada sendo utilizadopara o efeito o impresso IMP04.IT01.PC01 – Carta de não-aceitação deInscrição.As famílias das crianças seleccionadas são informadas da situação deselecção, no prazo máximo de 30 dias após termino do período deinscrição.3


PC01. Processo de CandidaturaA7. Entrevista de Pré-DiagnósticoAo(s) candidato(s) seleccionado(s) é realizada uma entrevista com oobjectivo de fazer o levantamento das suas necessidades e expectativasÉseleccionado?da(s) família(s), de acordo com o estabelecido no ponto 2 da instrução detrabalho IT02.PC02 - Selecção e Priorização de Candidaturas.8. Apresentação da criança ao futuro educador de infância, equipa desala e futuro espaço:10.Gestão da Listade esperaSimÀ família e à criança seleccionada, são apresentados os colaboradores queirão permanecer mais tempo com elas, nomeadamente o educador deinfância responsável pela sala e respectivo pessoal auxiliar.É sempre facultado à família e sua criança o acesso ao estabelecimento,com especial incidência às áreas que serão frequentadas pela criança.9.Integração/ actualização naLista de EsperaNãoExiste vaga?• SE existe acordo entre o estabelecimento e a família na admissão, estaé informada de que é permitido à criança frequentar o estabelecimentopor um período experimental e procede como em 11.• SE a criança não é admitida, a ficha de inscrição é arquivada na áreaadministrativa por um período mínimo de um ano.Sim9. Integração/actualização da lista de esperaAs crianças que satisfazem as condições de selecção e priorização maspara as quais não existe vaga (avaliada em função da idade), são inscritas7.Entrevista de Pré--Diagnósticono estabelecimento através do preenchimento do impresso IMP05.PC01 –Lista de espera.A inscrição da criança na lista respeita a pontuação obtida na avaliaçãodos critérios de selecção e priorização.O responsável pelo atendimento informa a família da integração da criança8.Apresentação da criança aoeducador de infância, equipade sala e futuro espaçona lista.Gestão da lista de espera10. Gestão da lista de esperaNão• Informação à familiaO responsável pela gestão da lista de espera informa a famíliaperiodicamente (no mínimo semestralmente), ou sempre que solicitado,da posição da criança na lista.Existe acordo deadmissão?• Retirada da lista de esperaQuando a família informa que não está interessada nainscrição/manutenção da criança na lista, o estabelecimento arquiva oprocesso na área administrativa por um período mínimo de um ano eactualiza a lista de espera.NãoSim• Gestão das vagasQuando a família comunica que foram alteradas as condições em que foiinicialmente seleccionado procede-se à avaliação dos requisitos tal com11.Envio do processo para oresponsável pela admissãoestabelecido em 5.Quando existe uma vaga, o responsável pela gestão da lista selecciona acriança (a primeira da lista para uma determinada idade) e informa a família.• SE a família está interessada procede-se à entrevista de pré-diagnósticotal como estabelecido em 7.12.Arquivo• SE não está interessada arquiva-se o processo na área administrativapor um período mínimo de um ano e actualiza a lista de espera.11. Envio do processo de candidatura para o responsável pelaadmissãoO responsável do atendimento envia o processo de candidatura para oFimresponsável da admissão12. Arquivo4


Processo de Candidatura .PC01Entrada(Input)• Capacidade do estabelecimento para o período em questão (Número de vagas disponíveisface ao número de renovações)• Critérios de selecção dos candidatos• Lista de Espera• Renovações de inscrição• Necessidades e expectativas das famílias/crianças• Legislação aplicávelActividadesResponsáveisDoc. ReferênciaD DT CP AD AJ Instruções de trabalho ImpressosAtendimento•• IT01.PC01 –Atendimento• Informação disponibilizada aocliente (IMP01.IT01.PC01)• Ficha de Inscrição - Parte A eC (IMP02.IT01.PC01)Selecção ePriorização dasCandidaturas• • • • •• IT02.PC01 – Selecçãoe priorização dascandidaturas• Carta de aceitação dainscrição (IMP03.IT02.PC01)• Carta de não aceitação dainscrição (IMP04.IT02.PC01)• Ficha de inscrição - Parte B eC (IMP02.IT01.PC01)Gestão da Lista deEsperal• • •• Lista de espera (IMP05.PC01)Saída(Output)• Nº de crianças adequado à capacidade e vocação do Estabelecimento• Gestão de Lista de Espera• Necessidades e expectativas das famílias/crianças satisfeitas• Cumprimento da legislaçãoIndicadores• % de respostas a pedidos de candidatura analizados acima de 30 dias (número de respostasa pedidos de candidaturas analisados acima de 30 dias/número total de candidaturas);• % de inscrições aceites (número de pedidos de inscrição/número de inscrições aceites);• número de crianças em lista de espera crianças admitidas);• % de reclamações relativas ao processo selecção e priorização das candidaturas (númerode reclamações relativas ao processo de selecção e priorização/número total dereclamações).Gestor do processoDirecção Técnica● Gestor do processo / ● Intervenientes no processo / D - Director / DT - Director Técnico / CP - Coord. Pedagógico / AD - Administrativo / AJ - Auxiliar de Acção Educativa5


PC01. Processo de CandidaturaIT01.PC01Instrução de Trabalho –Atendimentoelaborado:data:aprovado:data:1. DOCUMENTAÇÃO A AFIXAR NA RECEPÇÃO DOS CLIENTES• Cópia do alvará de licenciamento ou da autorização provisória de funcionamento (casose trate de um estabelecimento privado lucrativo);• Mapa das ementas;• Regulamento interno do estabelecimento;• Declaração de remunerações emitida pela Segurança Social, mapa do pessoal,respectivos horários e mapa de férias;• Nome do director(a) técnico(a) do estabelecimento;• Horário de funcionamento do estabelecimento;• Informação sobre a existência de livro de reclamações.2. PRESTAÇÃO DA INFORMAÇÃO2.1 Contacto presencial2.1.1 Novas inscriçõesA informação e documentos disponibilizados ou dados a conhecer pelo responsável peloatendimento (RA) são:• Regulamento Interno:Informar dos Critérios de Admissão e Priorização das candidaturas e da gestão da listade espera. A informação prestada segue o previsto na instrução de trabalho IT02.PC01 –Selecção e Priorização das candidaturas e no modo operatório do processo PC01,candidatura;• Projecto Educativo:Informar da existência de um plano que norteia a intervenção e acompanhamento dacriança;6


Processo de Candidatura .PC01IT01.PC01 / Instruções de trabalho – Atendimento• Seguro escolarInformar valor e abrangência;• Confidencialidade das informações;• Período de inscrição e admissão das crianças;• Encargos da família:• Estabelecimentos da rede solidária e pública: existência de fórmula de cálculo dacomparticipação da família, conforme Legislação;• Para os estabelecimentos da rede privada lucrativa: informar sobre o valor damensalidade.• Existência de lista de espera;• Formas de pagamento da mensalidade;• Valor da inscrição e do seguro escolar;• Boletim informativo do estabelecimento (quando aplicável): Horários de funcionamentoe período de férias e de encerramento;• Actividades complementares, serviços prestados e respectivo preçário.Neste primeiro contacto com a família e sua criança, o RA disponibiliza o impressoIMP02.IT01.PC01 - Ficha de Inscrição – Parte A, dando as informações para o seupreenchimento, e referindo a documentação necessária para formalizar a inscrição dacriança no estabelecimento:• Estabelecimentos da rede solidária e pública:• Cópia dos encargos com a habitação;• Cópia da declaração de IRS e respectivo comprovativo de• Liquidação;• Cópia dos vencimentos dos Familiares.2.1.2 - Renovação de inscriçãoO RA disponibiliza o impresso IMP02.IT01.PC01 - Ficha de Inscrição – Parte C, terceiraparte da ficha de inscrição que diz respeito à actualização dos dados fornecidos na ficha deinscrição - Parte A.2.2 - Contacto telefónico2.2.1 Novas inscriçõesA família e sua criança são informadas da existência de:• Critérios de admissão e priorização;• Encargos da família e a existência fórmula de cálculo;• Vagas e regras na gestão da Lista de Espera;• Ficha de inscrição e de documentação a apresentar no acto da inscrição da criança,informando a família da vantagem de uma visita ao estabelecimento para conhecer omodo de funcionamento do mesmo;• Período de inscrição e admissão das crianças.7


PC01. Processo de CandidaturaInstruções de trabalho – Atendimento / IT01.PC012.2.2 Renovação de inscriçãoTendo já a família conhecimento do funcionamento da instituição, a informação a prestarpode ser simplificada, tendo fundamentalmente em conta as novas situações.3. RECEPÇÃO E ANÁLISE DO PEDIDO DE INSCRIÇÃO:3.1 Novas inscriçõesNa recepção do pedido de inscrição, o RA deve verificar se o impresso IMP02.IT01.PC01Ficha de Inscrição – Parte A se encontra devidamente preenchido e se tem em anexo osdocumentos necessários à inscrição:• Caso a Ficha de Inscrição não se encontre devidamente preenchida, o responsável peloatendimento deve ajudar a família no seu preenchimento;• Caso a documentação não se encontre toda em anexo, o RA recepciona a ficha deinscrição, mantendo-a pendente até à recepção total dos documentos necessários àselecção e priorização das candidaturas.Após recepção de todos os elementos solicitados, é atribuída à Ficha de Inscrição o númeroprovisório de entrada, sequencial por ordem de chegada (número provisório do ProcessoIndividual da Criança).O RA entrega à família um comprovativo em como foi recepcionado um pedido de inscrição,identificando a data e o colaborador do estabelecimento que realizou a recepção da Fichade Inscrição – Parte A.A família é informada de que o seu pedido vai ser analisado pela direcção técnica e queserá contactada, no prazo máximo de 30 dias úteis após terminar o período de inscrição,para informação da decisão de selecção e priorização das candidaturas.3.2 Renovação de inscriçãoO RA verifica se os dados constantes no impresso IMP02.IT01.PC01 - Ficha de Inscrição –Parte C estão actualizados, e verifica se tem em anexo os documentos necessários para aactualização da comparticipação familiar/mensalidade.É mantido o número de inscrição atribuído na admissão da criança (número definitivo doProcesso Individual da Criança).É entregue o recibo a comprovar a entrega da renovação de inscrição.8


Processo de Candidatura .PC01IT02.PC01Instrução de Trabalho –Selecção e Priorização das Candidaturaselaborado:data:aprovado:data:1.AVALIAÇÃO INICIAL DOS REQUISITOSPara realizar a primeira selecção e priorização das candidaturas (triagem administrativa) énecessário ter em conta:• Análise aos dados inscritos na Ficha de Inscrição – Parte A (IMP02.IT01.PC01) edocumentos anexos;• Capacidade do estabelecimento (número de vagas disponível, em função da idade);• Critérios de selecção e priorização das candidaturas:• Para os estabelecimentos da rede pública e solidária, fazem parte dos critérios deprioridade os exigidos no enquadramento jurídico em vigor, nomeadamente:• Idade;• Agregados de mais fracos recursos económicos;• Crianças em situação de risco. Por criança em risco entende-se a criança que,pelas suas características psicológicas, biológicas e/ou pelas características da suafamília e do meio envolvente, está sujeita a elevadas probabilidades de vir a sofrerde omissões e privações que comprometam a satisfação das suas necessidadesbásicas de natureza material ou afectiva, comprometendo assim o seu processo dedesenvolvimento e de crescimento pode estar condicionado ao ponto de determinarum atraso de maior ou menor amplitude;• Ausência ou indisponibilidade dos pais em assegurar aos filhos os cuidadosnecessários;• Crianças de famílias monoparentais ou famílias numerosas;• Crianças com irmãos a frequentarem o estabelecimento;• Crianças cujos pais trabalhem na área do estabelecimento;• Crianças órfãs de pais bombeiros;• Crianças com necessidades educativas especiais;9


PC01. Processo de CandidaturaInstruções de trabalho – Selecção e priorização das candidaturas / IT02.PC01• Outros definidos directamente pela Direcção (p.e. data de inscrição; criançasencaminhadas pela Segurança Social).Os estabelecimentos da rede privada lucrativa, para além da idade da criança, podemadoptar os critérios de selecção e priorização estabelecidos para os estabelecimentosnão lucrativos.• Definição dos pesos a atribuir a cada um dos critérios de forma a estabelecer umapriorização das inscrições e das situações em lista de espera;• Lista de espera.• Capacidade do estabelecimento em dar resposta às necessidades e expectativas dacriança e sua família.Para uma melhor apreciação da Candidatura e, sempre que necessário, são realizadoscontactos com a família para obtenção de esclarecimentos sobre os dados facultados naFicha de Inscrição – Parte A.O responsável por realizar a apreciação das candidaturas deve ponderar os critérios deselecção e priorização, bem como registar a respectiva pontuação alcançada por cadacandidatura no local próprio da Ficha de Inscrição – Parte A.102. ENTREVISTA DE PRÉ-DIAGNÓSTICOA entrevista entre o responsável por esta actividade do processo de candidatura e asfamílias seleccionadas para esta fase do processo de selecção e priorização, decorre numespaço específico que garante a privacidade e confidencialidade da informaçãodisponibilizada.Esta entrevista tem como principal objectivo:• Clarificar/aprofundar as informações facultadas no preenchimento da Ficha deInscrição – Parte A;• Efectuar o levantamento das necessidades da criança e expectativas das famílias,para avaliar se o estabelecimento tem capacidade de as satisfazer;• Esclarecer eventuais dúvidas das famílias nos passos seguintes do processo deadmissão;• Recepcionar a documentação necessária ao processo de admissão:• Cópia do boletim de nascimento;• Cópia do boletim de vacinas;• Declaração médica de como a criança pode frequentar o estabelecimento.A família é informada dos encargos que poderá vir a ter, caso a criança seja admitida:• Estabelecimentos da rede pública: fórmula de cálculo da comparticipação familiar deacordo com a legislação em vigor.• Estabelecimentos da rede solidária: poderão aplicar o mesmo sistema da rede pública.• Estabelecimentos da rede privada lucrativa: mensalidade e respectivos serviços nelaintegrados.São esclarecidas as eventuais dúvidas sobre o regulamento interno junto das famílias.As informações a obter são devidamente registadas no impresso IMP01.IT01.PC01 - Fichade Inscrição – Parte B.No caso de se tratar de uma renovação de inscrição, o responsável disponibiliza o impressoIMP02.IT01.PC01- Ficha de Inscrição - Parte C.


IMP01.IT01.PC01Atendimento – Prestação de informaçãoIdentificação do EstabelecimentoInformação a disponibilizarInformaçãodisponibilizadaDocumentodisponibilizadoRegulamento InternoCritérios de Admissão e PriorizaçãoProjecto Educativo e PedagógicoEncargos da FamíliaComparticipação Familiar / MensalidadeActividades, serviços prestados e preçárioSeguroBoletim informativoRegras de Gestão da Lista de EsperaHorário de funcionamentoPeríodos de encerramento e de fériasFicha de Inscrição e respectiva documentaçãoPeríodo de inscriçãoConfidencialidade da InformaçãoNota: Assinala com X a situação verificadaData:Identificação da Criança:


IMP02.IT01.PC01 / pág. 1 de 9Ficha de inscriçãoIdentificação do EstabelecimentoData de Entrada:Nº de Inscrição Provisório:Ponto de Situação da Inscrição:Ponto de Situação● Admitida● Não admitida mas interessada em ingressar (lista de espera)● Não admitida e anulada incrição pela família● Não admitida e anulada incrição por não respeitar requisitosNº PI:Sala:A.DADOS A PREENCHER PARA A INSCRIÇÃO DA CRIANÇA NO ESTABELECIMENTODados de Identificação da CriançaNome:Nome porque é tratado:Data de Nascimento: Idade: Anos MesesMorada:Código Postal:Localidade:Telefone:Grupo Sanguínio:(Facultativo)RHFiliaçãoNome da Mãe:Profissão: Local de Emprego: TelefoneMorada:Código Postal:Localidade:Telefone: Telemóvel: Idade: AnosNome do Pai:Profissão: Local de Emprego: TelefoneMorada:Código Postal:Localidade:Telefone: Telemóvel: Idade: AnosIrmãos a Frequentar o Estabelecimento:Irmãos no Estabelecimento● Sim● NãoSe sim, qual a resposta:Criança familiar de Bombeiro Voluntário:familiar de Bombeiro Voluntário:● Sim● NãoCriança que necessita de algum apoio especial:necessidade de apoio especial● Sim● NãoEspecifique


¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 2 de 9Composição do Agregado Familiar(Identificação das pessoas que residem com a criança habitualmente)Nome Parentesco Idade ProfissãoRendimento Mensal Líquido(Aplicável a estabelecimentos da redesolidária e da rede pública)Sub-TotalOutros rendimentosTotalLocal de residência do Agregado FamiliarAgregado Familiar Beneficiário de RSI(Aplicável a estabelecimentos da rede solidária e da rede pública)● Sim● NãoDados do Agregado Familiar(Aplicável a estabelecimentos da rede solidária e da rede pública)Tipo de HabitaçãoPropriedadeEncargos:Habitação:● Vivenda● Andar● Própria● AlugadaSaúde:Educação:● Parte da casaTransportes:● Quarto● BarracaOutros: (p.e. Água, Luz)Total:Visita às InstalaçõesVisita às Instalações● Sim● Não, família assim o entendeu● Não, estabelecimento não tinha disponibilidadeData de Inscrição:Pela Família: (VER NOTA 1) Pelo Estabelecimento:B.I. nº:Emitido em:A. I. de:


IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 3 de 9Síntese relativamente aos critérios de selecção e priorização:Dados a preencher pelo estabelecimento - na rede solidária e pública - na selecção e priorização das candidatuas por forma a identificar os candidatospara a entrevista inicialCritérios de selecção e priorizaçãoPonderação:Pontuação: Idade da criança Baixos recursos económicos do agregado familiar Criança em situação de risco Ausência ou indisponibilidade dos pais em assegurar cuidados básicos Família monoparental ou numerosa Irmãos a frequentar estabelecimento Pais a trabalhar na área do estabelecimento Pais Bombeiros Voluntários e já falecidos Criança com Necessidades Educativas Especiais Situação encaminhada pelos Serviços da Segurança Social OutrosApreciação Final da candidatura● Cumpre os critérios e está dentro do limite de vagas do estabelecimentoData da Entrevista de Pré-Diagnóstico:● Cumpre critérios mas não está dentro do limite de vagas do estabelecimentoLista de Espera:● Não cumpre os critériosEncerramento do Processo:Nota 1:1. A assinatura da presente ficha de inscrição implica o conhecimento e concordância prévia com as normas e regulamento interno doestabelecimento.2. Junto da ficha de inscrição, colocar os seguintes documentos: caso se trate de um estabelecimento da rede pública ou solidária, deve serapresentado cópia dos encargos com a habitação; cópia da declaração de IRS e respectivo comprovativo de liquidação; cópia dos recibos devencimento dos familiares.3. Todas as informações disponibilizadas nesta ficha são confidenciais, não podendo ser utilizadas sem a autorizaçãoprévia da famíliaArquivar área administrativaA entregar aquando da inscrição de novos candidatos


IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 4 de 9B.DADOS A PREENCHER NA ENTREVISTA DE PRÉ-DIAGNÓSTICOData da Entrevista Pré-Diagnóstico:Nº de Inscrição:Nº de Processo Individual:(A atribuir caso se verifique a admissão)• Outros elementos relativos à criançaCriança a cargo de:● Pais● Pai● Mãe● OutrosSe está a cargo de outra pessoa:Motivo:Identificação da pessoa a quem a criança está a cargo (quando não os pais):Nome:Profissão:Local de Emprego:Telefone:Morada:Código Postal:Telefone:Localidade:Telemóvel:Idade:AnosNome da Pessoa Responsável pela Criança:• Situação de Saúde:Doenças que já teve até à data:SarampoVaricelaPapeira● Sim● Não● Sim● Não● Sim● NãoOutrasEspecifique:● Sim● NãoSofre de alguma doença:AlergiasEspecifique:● Sim● NãoDoençasEspecifique:● Sim● NãoNEESe simEspecifique:● Sim● Não● Def. Auditiva● Def. Visual● Def. Motora● Multidefeciência


¤¤¤¤IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 5 de 9Cartão de vacinas actualizado:Cartão vacinasEspecifique:● Sim● NãoFrequência de outros estabelecimentos ou respostas sociais:Frequência de outras respostas● Sim● NãoSe sim:● Creche● Ama Privada● Ama● Família (p.e. Avó, Tia)Especifique:Encaminhamento de outros Serviços (p.e. Segurança Social):EncaminhamentoEspecifique:● Sim● NãoHorário previsto de frequência do estabelecimento:Entrada: horas minutosSaída: horas minutosElementos a quem a criança pode ser entregue:Nome:Telefone:Nome:Telefone:Pessoa a contactar em situação de emergência:Pessoa a contactar:Parentesco: Telemóvel: Telefone Serviço:Local de Emprego:TelefonePessoa a contactar:Parentesco: Telemóvel: Telefone Serviço:Local de Emprego:Telefone:Outras actividades/serviços (p.e. transporte):Actividade AActividade BActividade CQual:Qual:Qual:TOTAL


IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 6 de 9Cálculo da Comparticipação Familiar: (Ver Nota 2)R=(RF-D)/NR: rendimento "per capita"RF: rendimento mensal ilíquido do agregado familiarD: despesas fixasN: nº de elementos do agregado familiarExplicite à família o cálculo da sua comparticipação familiar:Escalões de Rendimento de acordo com a Remuneração Mínima Mensal1º - até 30% daRMN2º entre 30% a50% da RMM3º entre 50% e70% da RMM4º entre 70% e100% da RMM5º entre 100% e150% da RMM6º mais de 150%da RMMPercentagem paraCálculo daComparticipaçãoFamiliar (Circular nº 3)15% 22.50% 27.50% 30% 32.50% 35%Percentagem paraCálculo daComparticipaçãoFamiliar(estabelecimento)Mensalidade / Comparticipação Familiar: ¤Decisão:Decisão● Admissão● Não admissão por decisão da família● Em condições de admissão mas, devido à priorização, tem que ficar em lista de esperaSe a inscrição foi admitida:Admitido em:Sala:Nº de Processo Individual:Identificação do Educador de Infância:Visita às instalações e futuro espaço:Contacto com colaboradores● Sim● Não, a família assim o entendeu● Não, o estabelecimento não teve disponibilidadeContacto com o futuro Educador de Infância e Auxiliares:Contacto com colaboradores● Sim● Não, a família assim o entendeu● Não, o estabelecimento não teve disponibilidadeContrato já celebrado: (Ver Nota 2)ContratoCópia entregue á famíliaExplique os motivos:● Sim● Não● Sim● Não


IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 7 de 9Observações:Data da Entrevista de Pré-diagnóstico:Pela Família:Pelo Estabelecimento:Nota 1:1. A assinatura da presente ficha de inscrição implica o conhecimento e concordância prévia com as normas e regulamento interno doestabelecimento.2. Todas as informações disponibilizadas nesta ficha são confidenciais, não podendo ser utilizadas sem a autorização prévia da família


¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 8 de 9C.RENOVAÇÃO DA INSCRIÇÃOAno:Agregado FamiliarNa renovação da inscrição pelas famílias, identifique, se necessário, as alterações à constituição do agregado familiar:Nome Parentesco Idade ProfissãoRendimento Mensal Líquido(Aplicável a estabelecimentos da redesolidária e da rede pública)Sub-TotalOutros rendimentosTotalDados da Situação Familiar(Aplicável a estabelecimentos da rede solidária e da rede pública)Tipo de Habitação● Vivenda● AndarPropriedade● Própria● AlugadaEncargos:Habitação:Saúde:Educação:● Parte da casa● Quarto● BarracaTransportes:Outros: (p.e. Água, Luz)Total:Outras actividades/serviços:Na renovação da inscrição pelas famílias, identifique, se necessário, as alterações às actividades:Actividade AQual:Actividade BQual:Actividade CQual:TOTALCálculo da Comparticipação Familiar: (Ver Nota 2)R=(RF-D)/NR: rendimento "per capita"RF: rendimento mensal ilíquido do agregado familiarD: despesas fixasN: nº de elementos do agregado familiarExplicite à família o cálculo da sua comparticipação familiar:


IMP02.IT01.PC01 – Ficha de inscrição / pág. 9 de 9Escalões de Rendimento de acordo com a Remuneração Mínima Mensal1º - até 30% daRMN2º entre 30% a50% da RMM3º entre 50% e70% da RMM4º entre 70% e100% da RMM5º entre 100% e150% da RMM6º mais de 150%da RMMPercentagem paraCálculo daComparticipaçãoFamiliar (Circular nº 3)15% 22.50% 27.50% 30% 32.50% 35%Percentagem paraCálculo daComparticipaçãoFamiliar(estabelecimento)Mensalidade / Comparticipação Familiar: ¤Data da Entrevista:Pela Família:Pelo Estabelecimento:Nota 2:3. Caso se trate de um estabelecimento da rede solidária ou da rede pública, para cálculo da comparticipação familiar deve ser preenchido o Mod.13.0.2378.4. Por forma a se poder celebrar contrato com a família, deve ainda ser apresentado por esta cópia do Boletim de Nascimento, cópia do Boletimde Vacinas, declaração médica de como a criança pode frequentar este tipo de equipamentos.Nota 3:Caso se trate de um estabelecimento da rede solidária ou da rede pública, para cálculo da comparticipação familiar deve ser preenchido o Mod.13.0.2378, em que a família deve apresentar cópia dos encargos com a habitação; cópia da declaração de IRS e respectivo comprovativo deliquidação; cópia dos recibos de vencimento dos familiares.Arquivar área administrativaA entregar aquando da renovação inscrição


IMP03.IT02.PC01Carta de Aceitação da InscriçãoLocalidade:Data por extenso:Exmo (a). Sr(a).Serve o presente para informar V. Exa. que o seu filho(a)se encontra em situação de poder vir a frequentar este estabelecimento.Nesse sentido, encontra-se marcada uma entrevista com o(a) Educador(a) de Infância / Director(a)Técnico(a) do Estabelecimento (apagar o que não interessa), no próximo dia / /pelas horas e minutos.Para qualquer eventualidade, poderá entrar em contacto com:Identificação do colaborador:Telefone nº:Aguardando pelo nosso próximo encontro, gratos pela preferência pelos nossos ServiçosAtenciosamenteO(A) Director(a) Técnico(a)(Nome)Nota: Para que o Processo de Admissão da sua criança possa ser finalizado, quando comparecer à entrevista faça-seacompa-nhar do Boletim de Vacinas, do Boletim de Nascimento e da declaração Médica em como a criança podefrequentar a Creche.


IMP04.IT02.PC01Carta de Não Aceitação da InscriçãoLocalidade:Data por extenso:Exmo (a). Sr(a).Serve o presente para informar V. Exa. que o(a) seu(sua) filho(a)não se encontra em situação de poder vir a frequentar este estabelecimento por motivo de(apagar o que não interessa):• Não se encontrar dentro dos critérios de admissão deste estabelecimento.• Não se verificar a existência de vaga, encontrando-se em lista de espera na posição nºSe não estiver interessado(a) que o(a) seu(sua) filho(a) venha a frequentar este estabelecimento,agradecemos que nos informe a fim de o(a) retirarmos da referida lista de espera.Para qualquer eventualidade, poderá entrar em contacto com:Identificação do colaborador:Telefone nº:Gratos pela preferência pelos Nossos ServiçosAtenciosamenteO(A) Director(a) Técnico(a)(Nome)


IMP05.IT03.PC01Lista de EsperaFICHA DE INSCRIÇÃO RESPONSÁVEL PELA CRIANÇANº InscriçãoProvisórioData deEntrada naLista deEsperaNome da Criança Nome MoradaTelefone TelemóvelIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaPontuação dosCritérios deSelecçãoPonto Situaçãoda Ficha deInscrição


PC02.DocumentaçãoIT01.PC02Contrato e Processo Individualda CriançaPC02ADMISSÃOIT02.PC02Entrevista de DiagnósticoIMP01.IT02.PC02Ficha de Avaliação de DiagnósticoIT03.PC02Programa de Acolhimento InicialIMP02.IT03.PC02Lista de pertences da criançaIMP03.IT03.PC02Programa e acolhimento inicial


PC02 Admissão


PC02. Processo de AdmissãoPC02Processo de Admissãoelaborado:data:aprovado:data:1. OBJECTIVOEstabelecer regras gerais para a elaboração do Contrato, para a realização da Entrevista deDiagnóstico e definição do Programa de Acolhimento Inicial.2. CAMPO DE APLICAÇÃOAplica-se aos serviços e aos colaboradores responsáveis pelas actividades deestabelecimento do Contrato, de identificação das necessidades da criança e expectativasda família e de definição do Programa de Acolhimento Inicial.3. INDICADORES DO PROCESSOSão ferramentas essenciais para medir o desempenho dos Processos.A monitorização do processo será realizada através do controlo dos indicadores que devemser definidos pela Direcção do estabelecimento, em função do modelo organizacional e osobjectivos estratégicos da instituição.Os indicadores apresentados na matriz do processo são exemplos possíveis.2


Processo de Admissão .PC02Início4. MODO OPERATÓRIO1. ContratoApós decisão favorável sobre a admissão da criança, éestabelecido um contrato de prestação de serviços entre oestabelecimento e a família da criança.1.ContratoAs regras de elaboração, alteração, suspensão e rescisão docontrato estão previstas no ponto 1 da instrução de trabalhoIT01.PC02 - Contrato.2. Elaboração do Processo Individual da Criança2.Elaboração do ProcessoIndividual da CriançaApós a elaboração do contrato é constituído um processoindividual, para cada criança. A este processo é atribuído umnúmero sequencial, que substituí o número provisório deinscrição.Os documentos a constar no Processo Individual encontram-seprevistos no ponto 2 da instrução de trabalho IT01.PC02 -Contrato.3. Entrevista de diagnóstico3.Entrevista dediagnósticoAtravés de entrevista realizada pelo educador de infância à família,são recolhidas informações destinadas à análise e avaliação maispormenorizada das necessidades da criança, bem como asexpectativas da sua família, e que segue o estabelecido nainstrução de trabalho IT02.PC02 - Entrevista de diagnóstico.4. Programa de Acolhimento Inicial4.Programa deacolhimento inicialO acolhimento inicial é efectuado pelo colaborador responsável pelaintegração da criança no estabelecimento de acordo com ainstrução de trabalho IT03.PC02 – Programa de Acolhimento Inicial:• SE for necessário a alteração dos objectivos de intervenção,procede-se à negociação das alterações com a família deacordo com o estabelecido em 5.A• SE os objectivos de intervenção não são alterados entãoprocede-se à elaboração do relatório tal como estabelecido em 6.3


PC02. Processo de AdmissãoANão5.Alteração deobjectivos deintervenção?SimHá acordo com afamília?5. Negociação da alteraçãoO responsável pelo programa de acolhimento dá conhecimento àfamília da alteração dos objectivos de intervenção:• SE não houver acordo com a família relativamente à alteraçãodos objectivos procede-se à rescisão do contrato, tal comoestabelecido em 7;• SE a família concordar com a alteração dos objectivos então oresponsável do programa define as acções a implementar e nofinal trinta dias após o início do programa, procede à elaboraçãodo Relatório de avaliação do Programa de Acolhimento Inicial.6. Relatório de avaliação do Programa de acolhimentoÉ elaborado um relatório final sobre o processo de integração eadaptação da criança, utilizando para o efeito o impressoSimNãoIMP03.IT03.PC02 – Programa de Acolhimento Inicial:• SE a criança se adaptou, o relatório é arquivado no processoindividual;• SE persistir a inadaptação é dada a possibilidade da família6.Relatório de avaliação doPrograma de acolhimentoinicialrescindir o contrato, tal como estabelecido em 7.7. Rescisão do contratoA rescisão do Contrato é efectuado de acordo com as regrasestabelecidas no Regulamento Interno. Exemplos de situações derescisão são apresentadas no ponto 1.4 da instrução de trabalhoIT01.PC02 - Contrato.Criançaadaptada?Não7.Rescisão do contrato8. ArquivoO relatório final sobre o processo de integração é arquivado noProcesso Individual da Criança.Sim8.ArquivoFim4


Processo de Admissão .PC02Entrada(Input)• Necessidades da criança (incluir a identificação de eventuais necessidades educativasespeciais)• Expectativas dos responsáveis pela criança• Cláusulas do contratoActividadesResponsáveisDoc. ReferênciaD DT ED AD AJ Instruções de trabalho ImpressosContrato• •IT01.PC02 –ContratoContacto com oeducador de infância• •IT02.PC02 – Entrevista deDiagnóstico• IMP02.IT01.PC01 - Ficha deInscrição;• IMP01.IT02.PC02 - Ficha deAvaliação de DiagnósticoPrograma deAcolhimento inicial• •IT03.PC02 – Programa deAcolhimento Inicial• IMP03.IT03.PC02 - Programade Acolhimento InicialSaída(Output)• Necessidades e expectativas identificadas• Contrato• Relatórios e informações provenientes de outras instituições• Programa de acolhimento inicial – período de adaptaçãoIndicadores• % de rescisão de contratos (número de rescisão de contratos / número de contratos estabelecidos)• % de serviços solicitados a que o estabelecimento não deu resposta (número serviçossolicitados a que o estabelecimento não deu resposta/número total de serviços disponibilizados)• Número de alterações aos contratos (por motivos)• % de desistências anuais (número de desistências de crianças durante o ano lectivo / número decontratos estabelecidos para o mesmo período)Gestor do processoDirecção Técnica● Gestor do processo / ● Intervenientes no processo / D - Director / DT - Director Técnico / ED - Educador de Infância / AD - Administrativo / AJ - Auxiliar de Acção Educativa5


PC02. Processo de AdmissãoIT01.PC02Instrução de Trabalho –Contrato e Processo Individual da Criançaelaborado:data:aprovado:data:1.CONTRATO1.1. ElaboraçãoApós a decisão de admissão da criança, é estabelecido um contrato escrito entre a gestão doestabelecimento e a família.Para a promoção do contrato é obrigatória a entrega:• Cópia do boletim de nascimento;• Cópia do boletim de vacinas;• Declaração médica atestando que a criança pode frequentar o estabelecimento.No contrato encontram-se reflectidas as expectativas de ambas as partes, sendo discriminadostodos os direitos e deveres inerentes à prestação do serviço, indicando:• Identificação da criança e da pessoa responsável por ela;• Período de vigência do contrato;• Necessidades dietéticas especiais da criança;• Administração de medicamentos;• Condições de alteração, de suspensão e/ou de rescisão do contrato;• Contactos para situações de emergência;• Serviços e actividades incluídas na mensalidade, distinguir as actividades regulares dascomplementares;• Mensalidade, período (p.e. o pagamento pode ser efectuado até ao dia oito de cada mês) eforma de pagamento;• O mês a que se reporta o início da primeira mensalidade e o número de mensalidades que seirão efectuar ao longo do ano;• Formas de actuação do estabelecimento face a incumprimentos no pagamento damensalidade;6


Processo de Admissão .PC02IT01.PC02 / Instrução de trabalho – Contrato e Processo Individual da Criança• A tomada de conhecimento por parte das famílias do regulamento interno, em que ambas aspartes se comprometem ao seu cumprimento;• Outros.Aquando da celebração do contrato:• É acordado com a família a lista do material a entregar no estabelecimento, devendo serregistado no impresso IMP02.IT03.PC02 – Lista de pertences da criança, nomeadamente:• Artigos de higiene pessoal (p.e. fraldas, muda de roupa);• Material de apoio ao desenvolvimento das actividades/ brincadeiras (p.e. plasticina,cartolina).1.2. AssinaturaO contrato é assinado em duplicado pelo representante do estabelecimento e pela família dacriança e fará parte integrante do processo individual da criança.1.3. Alterações ao contratoSempre que se verifiquem alterações ao contrato, o mesmo é sujeito à aprovação de ambas aspartes.1.4. Suspensão e/ou rescisãoSão definidas, pelo estabelecimento, regras para a suspensão e/ou rescisão do contrato, quepodem ter origem em várias situações:• Não adaptação da criança;• Insatisfação das necessidades das crianças ou das suas famílias;• Mudança de residência;• Mudança de resposta social;• Incumprimento das cláusulas contratuais.• OutrasSempre que se verifique a não adaptação da criança ou a insatisfação das necessidades ou dasua família, o estabelecimento procede a uma avaliação da situação com as diferentes partesenvolvidas e procura ultrapassar as dificuldades evidênciadas.Caso a situação se mantenha, procede-se à rescisão do contrato.2. PROCESSO INDIVIDUAL DA CRIANÇAO Processo Individual da Criança é constituído por um conjunto de documentos de cada criançaque se inicia com a aceitação da Ficha de Inscrição – Parte A, sendo atribuído um númeroprovisório que é alterado para um número definitivo após a celebração do contrato.Fazem parte deste processo:A constar na área administrativa:• Ficha de Inscrição com os dados de identificação da criança e sua família e respectivoscontactos (IMP02.IT01.PC01 – Ficha de Inscrição);• Contrato celebrado entre o estabelecimento e a família;• Informação sobre a identidade das pessoas autorizadas a retirar a criança da creche;7


PC02. Processo de AdmissãoIT01.PC02 / Instrução de trabalho – Contrato e Processo Individual da CriançaA constar na área da direcção técnica:• Dados facultados no processo de candidatura, nomeadamente cópia do boletim denascimento, cópia do boletim de vacinas, declaração médica de como a criança podefrequentar o estabelecimento.Caso se trate de um estabelecimento da rede pública ou solidária deve ser aindaapresentado cópia dos encargos com a habitação, cópia da declaração de IRS erespectivo comprovativo de liquidação e cópia dos recibos de vencimento dos familiares;• Identificação dos responsáveis pela entrega diária da criança e das pessoas autorizadaspara retirar a criança da creche;• Informação médica (dieta, medicação, alergias e outros);• Registos da formação e resultados da avaliação da eficácia da formação junto dasfamílias/crianças.A constar em área que ofereça privacidade e confidencialidade da informação e deacesso exclusivo ao educador de infância responsável pela criança:• Ficha de Avaliação de Diagnóstico (IMP01.IT02.PC02 – Ficha de avaliação dediagnóstico);• Plano de Desenvolvimento Individual com o registo da avaliação das necessidades dacriança (IMP01.IT01.PC03 – Plano de Desenvolvimento Individual);• Relatório(s) de avaliação da implementação do PDI (IMP02.IT01.PC03 – Avaliação doPDI);• Relatórios de desenvolvimento, realizados em articulação com entidades externas, nocaso de crianças com necessidades educativas especiais;• Informação médica (dieta, medicação, alergias e outros);• Registos de integração da criança;• Resultados do(s) Relatório(s) de Avaliação da Projecto Pedagógico (IMP03.IT01.PC05 -Relatório de Avaliação do Projecto Pedagógico);A constar na sala da criança, e com acesso do educador de infância e do auxiliar de acçãoeducativa responsáveis por esta:• Identificação dos responsáveis pela entrega diária da criança;• Pessoas autorizadas para retirar a criança da creche;• Informação médica (dieta, medicação, alergias e outros);• Registos da realização dos processos;• Registos dos trabalhos da criança e da entrega periódica à família;• Registos de permanência na creche.O Processo Individual da Criança é guardado em condições que garantem a privacidade e aconfidencialidade, sendo actualizado e revisto de acordo com os resultados da sua avaliação.Deverá ser arquivado num local de fácil acesso aos serviços administrativos e Direcção Técnica.As famílias têm conhecimento da informação constante no Processo Individual da sua criança.No final do período e sempre que solicitado pelas famílias, será entregue uma cópia do ProcessoIndividual da Criança.8


Processo de Admissão .PC02IT02.PC02Instrução de Trabalho –Entrevista de Diagnósticoelaborado:data:aprovado:data:1. ENTREVISTA DE DIAGNÓSTICOApós assinatura do contrato é marcado uma entrevista com o colaborador responsável pela salaem que a criança vai ser integrada (educador de infância).Deve ocorrer num espaço que garanta as condições de confidencialidade e de bem-estar, quer dacriança quer da família, permitindo uma melhor observação do desenvolvimento da criança.Nesta entrevista devem estar presentes elementos da família responsáveis pela criança e quedetenham conhecimentos relevantes sobre ela (p.e. a mãe / pai) e a própria criança.O colaborador deve registar as informações obtidas no impresso IMP01.IT02.PC02 - Ficha deAvaliação de Diagnóstico.Esta entrevista, que tem como objectivo proceder à clarificação de informação pertinente sobre asnecessidades e desenvolvimento da criança e expectativas da família, baseia-se numa entrevistasemi-estruturada à família e observação do comportamento da criança (e) que possibilita:• O conhecimento da pessoa de referência da criança e sua família;• Identificação das pessoas a quem a criança pode ser entregue diariamente;• Contactos para eventuais emergências/ocorrências;• A clarificação das necessidades da criança (Preferências alimentares, Interesses e jogospreferidos) e expectativas da família;• A integração da criança no seu grupo e espaço (IMP03.IT03.PC02 – Programa de AcolhimentoInicial);• A realização do plano de desenvolvimento individual da criança – (IMP01.IT01.PC03 - Planode Desenvolvimento Individual);• A realização do Projecto Pedagógico (IMP01.IT01.PC05 – Projecto Pedagógico).Para obtenção de um melhor resultado, a parte C - Perfil de Desenvolvimento da Ficha deAvaliação de Diagnóstico, poderá ser completada durante o período de acolhimento inicial, numa9


PC02. Processo de AdmissãoIT02.PC02 / Instrução de trabalho – Entrevista de Diagnósticoaltura em que o educador de infância disponha de um maior conhecimento da criança em causa,e de uma relação de maior confiança com ela.Quando o colaborador responsável por esta avaliação identifica eventuais necessidadeseducativas especiais, procede da seguinte forma:• Informa a família da pertinência de uma avaliação de diagnóstico sobre o desenvolvimentoglobal da criança por técnicos especialistas (p.e. psicólogo, terapeuta da fala, fisioterapeuta);São disponibilizados contactos de eventuais técnicos especialistas à família, ou caso existamno estabelecimento, estes são colocados à sua disposição para a avaliação da criança;• Promove a participação dos serviços externos contratualizados pela família, na avaliação dacriança em contexto de sala.Caso a criança provenha de outros serviços ou respostas de 1ª infância, a avaliação dediagnóstico de necessidades tem em consideração as informações provenientes desses serviços,especialmente quando se tratem de crianças com necessidades educativas especiais (p.e.serviços de saúde, hospital).Esta informação deve constar no Processo Individual da Criança.10


Processo de Admissão .PC02IT03.PC02Instrução de Trabalho –Programa de Acolhimento Inicialelaborado:data:aprovado:data:4. PROGRAMA DE ACOLHIMENTO INICIALEste Programa de Acolhimento Inicial diz respeito ao período de adaptação acordado com afamília de cada criança.No primeiro dia da criança no estabelecimento, existe um educador responsável (educador deinfância ou auxiliar de acção educativa) por a acolher e a família, indicando o caminho para a salae facultando informações sobre os procedimentos ao nível do acolhimento diário da criança (p.e.onde a família deverá entregar a criança e colocar os objectos pessoais, a necessidade deregistar hora de entrada, de informar sobre eventuais problemas da criança ocorridos navéspera).De forma a prestar um acompanhamento de maior proximidade e atenção a cada criança, a suarecepção é realizada com base numa calendarização pré-estabelecida, previamente acordadocom as famílias e que determina:• Cadência do número de crianças a serem recebidas por dia em cada sala;• Tempo de permanência no estabelecimento (p.e. nos primeiros dias a criança permaneceduas/três horas aumentando-se progressivamente o tempo de permanência noestabelecimento);• Cuidados iniciais a prestar, de acordo com o levantamento de necessidades e expectativas;• Outros aspectos relevantes para o acompanhamento da criança.No período de adaptação que não deve ultrapassar os 30 dias, a família é encorajada apermanecer na sala com a criança durante um período de tempo que considere necessário paradiminuir o impacto da separação.Durante o período de tempo que a família permanece na sala, esta é envolvida nas actividadesque as crianças estão a realizar.11


PC02. Processo de AdmissãoIT03.PC02 / Instrução de trabalho – Programa de Acolhimento InicialAinda durante este período, os colaboradores responsáveis pelo acolhimento da criança podemaprofundar aspectos relativos à caracterização da criança e suas necessidades de intervenção,nomeadamente através do impresso IMP01.IT02.PC02 - Ficha de Avaliação de Diagnóstico naparte C - Perfil de Desenvolvimento, por forma a delinear o Plano de Desenvolvimento da criança.É feito o inventário dos bens da criança (p.e. objectos de higiene pessoal, objectos paradesenvolvimento de actividades), acordados na contratualização (IMP02.IT03.PC02 – Lista dePertences da Criança).São prestadas informações à família sobre a forma como está a decorrer a integração da criançano estabelecimento. Estas informações passam a constar do seu processo individual.É elaborado um relatório final sobre o processo de integração e adaptação da criança, utilizandopara o efeito o impresso IMP03.IT03.PC02 – Programa de Acolhimento Inicial.Este relatório é arquivado no processo individual da criança.O estabelecimento presta apoio às famílias e crianças com dificuldades em se adaptar à situaçãode separação e ingresso no estabelecimento, encaminhando as situações mais complexas paraapoio especializado.12


IMP01.IT02.PC02 / pág. 1 de 23pág. 1 de 23Ficha de Avaliação de DiagnósticoIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaA. DADOS RETIRADOS DA FICHA DE INSCRIÇÃO(Quando o educador de infância comparece perante a família para proceder à identificação das necessidades de acompanhamento da criança, faz-seacompanhar da Ficha de Inscrição e, se necessário, procede à sua validação conjuntamente com a família. Importa não se proceder à duplicação de dados nemcolocar questões à família sobre dados que a mesma já disponibilizou em anteriores momentos.)Dados de Identificação da Criança:Nome:B. CARACTERIZAÇÃO GERAL DA CRIANÇA(Dados recolhidos pelo educador de infância, em articulação com a família, durante a entrevista de identificação das necessidades da criança)1. Frequência de outra resposta socialFrequênciaAdaptação:● Sim● Não2. Características gerais da criançaCaracterísticas Gerais Agiatada Apática Chora muito Dorme pouco Sono agitadoObservações:3. Hábitos alimentares:Nos primeiros meses Peito BiberãoEspecifique: Dificuldades de sucção Anorexia Dificuldades de deglutiçãoActualmente:Come de tudoEspecifique:● Sim● NãoCome sozinhoEspecifique:● Sim● NãoTem dietaEspecifique:● Sim● NãoAlergias alimentaresEspecifique:● Sim● NãoA sua criança gosta de comer?E come com facilidade?


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 2 de 23Come com As mãos A colher O garfo A faca e o garfo Ajuda SózinhoPassagem para alimentação sólida e semi-sólida:Comidas favoritas da sua criança:Comidas para a sua criança:Não comerComerPreocupações com a alimentação da sua criança:4. Hábitos de sono:Posição para dormirEspecifique:● Sim● NãoAdormecerEspecifique:● Adormece com facilidade● Não adormece com facilidadeObjecto para dormirEspecifique:● Sim● NãoDorme durante o diaEspecifique: (nº de horas e de vezes)● Sim● NãoDorme no escuroEspecifique:● Sim● NãoComo sabe que a sua criança quer dormir?5. Hábitos de higiene:Controle das:Micções● Sim● NãoDejecções● Sim● NãoEspecifique:


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 3 de 23Usa fralda Durante todo o dia Só para dormir Não usa fraldaPreocupações relacionadas com os hábitos de higiene:6. Situação de saúde:Nome do Médico Assistente:TelefoneDoenças que já teve até à data:SarampoVaricelaPapeira● Sim● Não● Sim● Não● Sim● NãoOutrasEspecifique:● Sim● NãoSofre de alguma doença:AlergiasEspecifique:● Sim● NãoDoençasEspecifique:● Sim● NãoNEESe simEspecifique:● Sim● Não● Def. Auditiva● Def. Visual● Def. Motora● MultidefeciênciaMedicamentos de uso frequente:MedicamentosEspecifique:● Sim● NãoMedicamentos que podem ser administrados em situação de emergência:(Não esquecer de solictar o termo de responsbilidade para realizar esta medicação)Cartão de vacinas actualizado:Cartão de vacinasEspecifique:● Sim● Não


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 4 de 237. Brincadeiras Preferidas:Brincadeiras preferidas Brinquedo Canção Brincar sózinho Brincar com o outroActividades ou brinquedos preferidos:8. Principais Preocupações:Principais preocupações Audição e/ou visão Desenvolvimento da linguagem e da fala Capacidade de locomoção Desenvolvimento social e emocional Desenvolvimento globalDesenvolvimento social e emocionalComo é que a sua criança responde a situações de grupo:O que fazer para promover a adaptação da sua criança à creche:Como a sua criança comunica as suas necessidades:Em situações de desconforto, como é que a sua criança é consolada:Como disciplina a sua criança:Outras aspectos que gostaria de salientar na sua criança:


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 5 de 239. Outras informações:Qual os motivos que o levaram a escolher esta Creche:O que espera da Creche:Considera importante haver reuniões de pais:● Sim● NãoQue outros serviços gostaria de ter na Creche:Como pensa que poderia colaborar no funcionamento da Creche:Que assuntos gostaria de ver falados na Creche:Preocupações relativamente a: Educação parental Outros Noções de desenvolvimento infantil Aspectos de saúde e higiene do bebé Prevenção de acidentes Educar pela emoçãoEm que horário lhe é mais adequada a realização de reuniões:Identifique outras informações que considere relevantes:(Se necessário, e for disponibilizado pela família, podem ser anexadosrelatórios de outros serviços como p.e. Relatórios Médicos.)


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 6 de 23IMP01.IT02.PC02Perfil de DesenvolvimentoIdentificação do EstabelecimentoC. PERFIL DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (DO NASCIMENTO AOS 7 MESES)(Nesta fase da entrevista, o educador de infância responsável pelo acolhimento da criança, em articulação com a sua família, preenche a coluna "Dados da Entrevista" assinalando o estado de desenvolvimentoda criança (ainda não; emergente/quase alcançado; totalmente alcançado) em função do perfil de desenvolvimento desejado para cada criança indicado na coluna ("resultado desejável/comportamentoobservável"). Esta recolha de informação pode ser completada durante o período em que decorre o Programa de Acolhimento Inicial. Na coluna "Acompanhamento" regista-se as aquisições da criança durante operíodo de acompanhamento.RESULTADO DESEJÁVEL 1:A criança é competente ao nível pessoal e socialDados da Entrevista AcompanhamentoTemaComportamento ObservávelObservaçõesData deObservação daAquisição doComportamentoObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoAuto--conhecimento1. A criança demonstra auto-conhecimento e um auto-conceito positivo• Explora o próprio corpo (i.e. observa as mãos, bate palmas, explora uma mãocom a outra)●n ●n ●nInteracção comadultosInteracção compares2. A criança demonstra competências sociais e interpessoais efectivas• Emite sinais a solicitar apoio aos prestadores de cuidados (i.e. chora, grita, sorri,mexe-se para iniciar contacto)• Mantêm contacto ocular com a pessoa que está a prestar-lhe cuidados• Demonstra preferência por estabelecer interacção com pessoas familiares (i.e.olha ou escuta em direcção a pessoas que lhe são familiares, usualmenteacalma perante uma pessoa familiar, adormece nos braços de uma pessoafamiliar)• Demonstra interesse por outras crianças (i.e. olha ou vira a cabeça em direcçãoa outros bebés, toca no cabelo dos pares, na face ou em outras partes do corpo●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n3. A criança demonstra uma efectiva auto-regulação sobre o seucomportamento• Quando está cansada ou em situação de stress, promove o seu auto confortoatravés do agitar, chuchar ou abanar (i.e. acalma enquanto segura ou abanauma fralda ou brinquedo)●n ●n ●nAuto-regulação• Olha, faz gestos, sorri e/ou faz sons de forma intencional quando começa,mantêm ou interrompe um contacto social (i.e. grita, desvia o olhar ou choraquando está desconfortável, empurra o objecto indesejado para longe)●n ●n ●n• Antecipa quando está prestes a ser agarrada ao colo ou a ser alimentada emexe o corpo para participar (i.e. fica quieta quando está prestes a ser agarradaao colo, mexe o corpo para se adaptar ao adulto)• Quando está a ser alimentada dá sinal de quando se sente satisfeita (i.e. vira acabeça para o outro lado, empurra com a mão)●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças até aos 7 meses


IMP01.IT02.PC02IMP01.IT02.PC02//PerfilFichadedeDesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 7 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 1:A criança é competente ao nível pessoal e socialDados da Entrevista AcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado4. A criança demonstra capacidade de aceitação, compreensão e apreçopelas necessidades dos outros, pela estrutura familiar, diferenças de género,étnicas, culturais ou linguisticasNão aplicávela esta faixa etáriaCompreensãoda Linguagem5. A criança demonstra uma capacidade crescente para estabelecercomunicação com os outros ou em usar a linguagem• Reage à voz humana (i.e. vira a cabeça em direcção da conversa, parece estar àescuta ou a ver o que se passa à sua volta)• Distingue vozes familiares de outros sons (i.e. vira a cabeça em direcção a sonsfamiliares)• Faz uma variedade de sons e gestos repetitivos (i.e. balbuciar, arrulhar ou usa asmãos para se expressar)• Expressa claramente sentimentos através de diferentes tipos de choro (i.e.através do choro expressa raiva, angústia)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nExpressão daLinguagem• Utiliza os gestos ou outros sinais para identificar as suas necessidades ousentimentos ao seu prestador de cuidados (i.e. bate com os pés, levanta os braços,demonstra prazer ou ansiedade através dos sons ou do riso, ri alto, dá gragalhadase gritos de parzer)• Vocaliza sons novos e dissilábicos• Vocaliza muito, imitando sons ou gestos feitos pelo seu prestador de cuidados(i.e. responde "ba" quando lhe dizem "ba", sorri em resposta a um sorriso)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nRESULTADO DESEJÁVEL 2:A criança é um aprendiz efectivoDados da Entrevista AcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado1. A criança está interessada em fazer novas aprendizagensInteresse emAprender• Dirige a sua atenção para a face ou som da voz do prestador de cuidados (i.e.foca a sua atenção na face de quem lhe está a prestar cuidados, reage face àcara ou voz)• Dirige a sua atenção para os objectos procurando alcança-los, agarrá-los oufocando o seu olhar neles●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças até aos 7 meses


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 8 de 23IMP01.IT02.PC02 / Perfil de DesenvolvimentoRESULTADO DESEJÁVEL 2:A criança é efectivamente um aprendizDados da Entrevista AcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado• Mostra agrado ou desagrado ao que a rodeia (i.e. chora quando está numcontexto que lhe é estranho)• Reage a novos objectos, vozes, sons, etc. ficando ou mais quieta ou mais activa●n ●n ●n●n ●n ●nCompetênciascognitivas2. A criança demonstra competências cognitivas e capacidade de resoluçãode problemas através das brincadeiras e das actividades de vida diária• Procura ou dirige-se em direcção a um objecto caido• Utiliza mais do que um dos sentidos de cada vez para explorar o meio que a rodeia(i.e. Usa a visão, o toque, a audição para examinar eum brinquedo ou abana-o paraprovocar som, agarra nos objectos e leva-os à boca)●n ●n ●n●n ●n ●n• Manupula os objectos para obter sinais, sons ou movimentos repetitivos econtínuos e que lhe dão prazer (i.e. Dá pontapés ou empurra mobies, bate deforma repetida nos objectivos para obter de novo um som)●n ●n ●nMedida, ordeme tempo3. A criança demonstra um interesse genuino em conceitos matemáticos davida quotidiana• Cria padrões própriosde auto-regulação para dormir, comer e brincar●n ●n ●nInteresse emlivros e outrosmateriais escritos4. A criança demonstra capacdades de literacia emergentes• Explora livros (i.e. Aponta ou olha para s livros e imagens)●n ●n ●nRESULTADO DESEJÁVEL 3:A criança demonstra competências físicas e motorasDados da Entrevista AcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoCapacidadesmotorasgrossas1. A criança demonstra uma crescente competência nas capacidadesmotoras• Levanta a cabeça• Segura a cabeça no ar• Rola sobre si• Gatinha ou rasteja para a frente ou para trás sobre o estomago ou sobre otraseiro●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças até aos 7 meses


IMP01.IT02.PC02 IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 9 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 3:A criança demonstra competências físicas e motorasDados da Entrevista AcompanhamentoTemaMotricidadeglobalCapacidadesmotoras finasData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado• Bate palmas• Bate nas coisas com as mãos• Dá pontapés nos objectos• Tem controlo perfeito da cabeça• Fica sentado com apoio por breves instantes• Deitada de costas, levanta a cabeça por breves instantes• Deitada de costas, brinca com os pés• Na posição de barriga para baixo, apoia-se nas mãos com os braços em extensão• Levanta os braços para que um casaco ou camisola possa ser despida• Leva os objectos à boca• Faz preensão palmar dos objectos• Agarra, solta, volta a agarrar e solta novamente os objectos• Demonstra alguma coordenação óculo-manual (i.e. transfere os objectos de umamão para a outra, manipula os objectos com as mãos)• Segue um movimento suave e lento de um objecto com os olhos●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças até aos 7 mesesObservações:(Não esquecer de identificar os principais interesses da criança e as principais preocupações da família acerca do seu desenvolvimento, por forma a poder ser elaborado o Plano Individual de Desenvolvimento e oProjecto Pedagógico do grupo / sala em que ela irá ficar integrada.)Data da Entrevista: Pela Família: Pelo Estabelecimento:Modelo nº....................................., Arquivar na área da responsabilidade do educador de infância responsável pela criança


IMP01.IT02.PC02Perfil de DesenvolvimentoIdentificação do EstabelecimentoC. PERFIL DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (DOS 8 ATÉ AOS 17 MESES)(Nesta fase da entrevista, o educador de infância responsável pelo acolhimento da criança, em articulação com a sua família, preenche a coluna "Dados da Entrevista" assinalando o estado de desenvolvimentoda criança (ainda não; emergente/quase alcançado; totalmente alcançado) em função do perfil de desenvolvimento desejado para cada criança indicado na coluna ("resultado desejável/comportamentoobservável"). Esta recolha de informação pode ser completada durante o período em que decorre o Programa de Acolhimento Inicial. Na coluna "Acompanhamento" regista-se as aquisições da criança durante operíodo de acompanhamento.RESULTADO DESEJÁVEL 1:A criança é competente ao nível pessoal e socialDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/ QuasealcançadoTotalmentealcançadoAutoconhecimento1. A criança demonstra auto-conhecimento e um auto-conceito positivo• Responde com gestos ou sinais vocais quando dizem o seu nome• Identifica objectos familiares (i.e. identifica partes do corpo, apontando eencontra roupas, o cobertor ou o brinquedo apontando-os ou indo buscá-los)●n ●n ●n●n ●n ●nAuto-conceito• Demonstra preferências por objectos ou pessoas (i.e. brinca com um brinquedomais do que com os outros, agarra ou aponta ou move a cabeça emdirecção a um objecto ou pessoa que quer)• Demonstra as emoções adequadas perante determinada situação ou acontecimento(i.e. sorri, agita-se, bate palmas quando termina uma actividadecom sucesso, demonstra frustração quando é interrompido ou verifica quenão é capaz de fazer algo)●n ●n ●n●n ●n ●n2. A criança demonstra competências sociais e interpessoais efectivas• Procura no adulto que este lhe identifique qual o comportamento inadequadoou apropriado para cada situação, verificando com frequência a presença doseu prestador de cuidados quando perante situações que não lhe são familiares(i.e. leva os brinquedos da caixa para o prestador de cuidados, segueopelo espaço em que se encontra)●n ●n ●nInteracção comadultos• Distingue os adultos familiares dos não familiares (i.e. está á vontade quandose encontra junto de adultos familiares, demonstra prazer ou alívio quandoo prestador de cuidados principal (figura de referência) ou um dos pais seaproxima, demonstra preferência por ser confortado por um adulto que lhe éfamiliar)●n ●n ●n• Usa gestos físicos ou sons para obter ajuda dos adultos que lhe são familiares(i.e.toca no adulto familiar, aponta ou move-se em direcção a umobjecto que se encontra fora do seu alcance)●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 11 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 1:A criança é competente ao nível pessoal e socialDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoInteracção compares• Demonstra preferência por determinados parcerios de brincadeiras (i.e.Reconhece ou demonstra afecto por pares que lhe são familiares através doabraço, correr em direcção a ele)• Brinca lado a lado com outra criança usando o mesmo ou um brinquedo similar(i.e. brinca próximo de outra(s) criança(s) quando está com carros ou bonecasna mão ou ambas se encontram na areia)• Participa de forma espontanea em interacções com pares (i.e. faz carinhas,imita acções "tontas" ou sons)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nAuto-regulação3. A criança demonstra uma efectiva auto-regulação sobre o seu comportamento• Procura auto-confortar-se através de objectos familiares ou iniciando umarotina (i.e. segura o cobertura ou brinquedo preferido, canta ou balbucia paraadormecer)• Expressa as suas necessidades tais como estar com fome ou que quer oobjecto preferito●n ●n ●n●n ●n ●n• Anticipa ou participa nas actividades de rotina (i.e levanta os armas emdirecção ao prestador de cuidados para ser agarrado ao colo, coopera noacto de vestir)●n ●n ●nRESULTADO DESEJÁVEL 1:A criança é competente ao nível pessoal e socialDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado4. A criança demonstra capacidade de aceitação, compreensão e apreçopelas necessidades dos outros, pela estrutura familiar, diferenças degénero, étnicas, culturais ou linguisticas●n ●n ●nCompreensãoda Linguagem5. A criança demonstra uma capacidade crescente para estabelecercomunicação com os outros ou em usar a linguagem• Vira a cabeça em direcção a um objecto (i.e. bola ou pessoa) quando se dizo seu nome• Compreende pedidos ou ordens simples que impliquem uma tarefa ouinstrução (i.e. Quando está a ser alimentada "por favor, abre a boca",quando está a brincar "podes trazer a bola?")●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 12 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 2:A criança é um aprendiz efectivoDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado• Expressa duas ou três palavras compreensíveis (i.e. "mama", "papa", "não","dada"●n ●n ●nExpressão daLinguagem• Faz gestos, sons, movimentos ou demonstra o que quer ou sente através deentoação ou expressões faciais (i.e. abana a cabeça para dizer "não" ou"sim", usa gestos personalizados que quem lhe está próximo reconhece)●n ●n ●n• Participa com o prestador de cuidados em brincadeiras ou actividades demimica ou de conversaçã (i.e. responde à conversa reproduzindo alguns dossons ou palavras ou balbuciando sons em resposta ao prestador de cuidados)●n ●n ●nInteresse emAprender1. A criança está interessada em fazer novas aprendizagens• Manipula coisas no contexto que a rodeia (i.e. move-se em direcção às coisas,coloca objectos na boca e com as mãos, observa o movimento dos dedos)• Investiga os novos acontecimentos ou fenómenos que assiste (i.e. tentaapanhar a chuva, pára de brincar para ver a sombra que se mexe)●n ●n ●n●n ●n ●n2. A criança demonstra competências cognitivas e capacidade de resoluçãode problemas através das brincadeiras e das actividades de vidadiáriaCompetênciascognitivas• Recorda a localização dos objectos favoritos (i.e. procura pelos objectos quenão se encontra à vista, é persistente na sua procura do objecto que querquando este se encontra escondido)• Demonstra uma consciência básica de causalidade ou de efeito imediato(i.e. abrir e fechar, pressionar botões para fazer barulho)●n ●n ●n●n ●n ●n• Usa objectos ou uma pessoa como estratégia para conseguir algo (i.e. pedepara ser agarrada ao colo para chegar a algo, usa um brinquedo paraalcançar outro que está muito alto ou distante, puxa a toalha para alcançarum brinquedo)●n ●n ●nConceito donúmeroMedida, ordeme tempo3. A criança demonstra um interesse genuino em conceitos matemáticosda vida quotidiana• Compreeende o conceito de "mais" em relaçao à comida ou à brincadeira(i.e. usa "mais" ou responde adequadamente quando lhe perguntam se quermais comida, mais música, mais brincadeira)• Usa brinquedos simples de empilhamento ou de encaixe (i.e. empilha ouencaixa 3 ou 4 copos ou blocos de tamanhos graduados)• Entede palavras relacionadas com o tempo tais como "depois", "antes" (i.e.entende coisas como "depois de mudar a fralda vamos ler uma história","antes de ir á rua temos que vestir o casaco")●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 13 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 2:A criança é efectivamente um aprendizDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoConceitos damatemática3. A criança demonstra um interesse genuino em conceitos matemáticosda vida quotidiana• Explora reações espaciais (i.e. tenta colocar o corpo dentro de caixas ouunéis, coloca os dedos dentro de um brinquedo/quadro de pinos ou furos,enche e esvazia caixas de brinquedos)• Agrupa alguns objectos pelo tamanho, cor ou forma (i.e. encontra 2 ou 3objectos que possuem a mesma cor, forma ou tamanho)●n ●n ●n●n ●n ●nCompetênciasde leituraInteresse emlivros e outrosmateriaisescritos4. A criança demonstra capacdades de literacia emergentes• Aponta ou faz sons quando olha para as pinturas de um livro• Gosta de tocar, andar e de olhar para livros• Leva livros para o seu prestador de cuidados lhe mostrar• Demonstra prazer quando alguém lê para ela (i.e. vocaliza, sorri, mantêm oolhar demonstrando intereese na actividade)• Segura marcadores ou lápis e faz marcas ou riscos no papel●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nRESULTADO DESEJÁVEL 3:A criança demonstra competências físicas e motorasDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoMotricidadeglobal1. A criança demonstra uma crescente competência nas capacidadesmotoras• Fica sentada• Rasteja ou gatinha sobre as mãos e os joelhos• Agarra-se às coisas para se puxar e manter de pé• Fica de pé e anda à volta de algo enquanto se agarra aos objectos ou mobília• Consegue andar sózinho• Corre• Pára e anda para trás alguns passos●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 14 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 3:A criança demonstra competências físicas e motorasDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaMotricidadeglobalCapacidadesmotoras finasData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado• Sobe a pequenas estructuras (i.e. escorrega, estruturas de parque infantil)• Atira pequenos objectos• Carrega pequenos objectos• Empurra os objectos• Puxa os objectos• Anda de triciclo ou outros brinquedos de rodas sem pedais• Retira os objectos de dentro de uma caixa ou contentor• Deita os objectos para dentro de uma caixa ou contentor• Usa as mãos para remexer e agarrar ou manipular objectos, areia, comida, etc• Usa o sistema de pinça (dedo polegar com o 4º dedo) para agarrarpequenas coisas (i.e. objectos, comida)• Consegue comer sozinha (i.e. segura o copo para beber não derramandomuito do seu conteúdo, segura na colher para comer sozinha)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nRESULTADO DESEJÁVEL 3:A criança demonstra competências físicas e motorasDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoHábitossaudáveis1. A criança demonstra uma crescente consciência e comportamentossaudáveis e em segurança• Lava e seca as mãos com o apoio do prestado de cuidados●n ●n ●nComportamentos de segurança• Consegue ser distraida de um comportamento que está a fazer e que sejapouco seguro para si através de instruções verbais, de indicações físicas ououtros sinais por parte do prestador de cuidados (i.e. evita determinadosobjectos se alguém lhe dizer para o fazer, pode ser redireccionada de umaactividade potencialmente perigosa para outra)●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 15 de 23Observações:(Não esquecer de identificar os principais interesses da criança e as principais preocupações da família acerca do seu desenvolvimento, por forma a poder ser elaborado o Plano Individual de Desenvolvimento e oProjecto Pedagógico do grupo / sala em que ela irá ficar integrada.)Data da Entrevista: Pela Família: Pelo Estabelecimento:Modelo nº....................................., Arquivar na área da responsabilidade do educador de infância responsável pela criança


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 16 de 23IMP01.IT02.PC02Perfil de DesenvolvimentoIdentificação do EstabelecimentoC. PERFIL DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA (DOS 18 ATÉ AOS 35 MESES)(Nesta fase da entrevista, o educador de infância responsável pelo acolhimento da criança, em articulação com a sua família, preenche a coluna "Dados da Entrevista" assinalando o estado de desenvolvimentoda criança (ainda não; emergente/quase alcançado; totalmente alcançado) em função do perfil de desenvolvimento desejado para cada criança indicado na coluna ("resultado desejável/comportamentoobservável"). Esta recolha de informação pode ser completada durante o período em que decorre o Programa de Acolhimento Inicial. Na coluna "Acompanhamento" regista-se as aquisições da criança durante operíodo de acompanhamento.RESULTADO DESEJÁVEL 1:A criança é competente ao nível pessoal e socialDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/ QuasealcançadoTotalmentealcançado1. A criança demonstra auto-conhecimento e um auto-conceito positivoAutoconhecimentoAuto-conceito• Reconhece a sua cara quando se encontra diante de um espelho ou numafotografia (i.e. aponta ou diz o seu nome quando vê uma fotografia ondeestá, separando-a de outras fotografias)• Usa o seu nome e o de outras pessoas familiares (i.e. "eu sou o João")• Demonstra ter consciência de estar a ser observada pelos outros (i.e.exagera ou repete um comportamento quando nota que alguém a está a ver)• Age de forma como se pensasse que é capaz de fazer tudo (i.e. limpa ochão com uma vassoura grande, "eu faço isso sozinho")●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n2. A criança demonstra competências sociais e interpessoais efectivasInteracção comadultos• Quando se encontra a brincar sozinho ou com os pares, verificaperioridicamente se o prestador de cuidados se encontra por perto parapedir ajuda ou por segurança (i.e. chama ou olha em redor para verificar aproximidade do prestador de cuidados)• Usa palavras ou gestos para pedir a ajuda dos adultos que lhe sãofamiliares (i.e. pede aos adultos que lhe são familiares para a ajudarem aalcançar um brinquedo ou para resolver um conflito)●n ●n ●n●n ●n ●nInteracção compares• Sob a orientação dos adultos, encontra coisas que são necessárias pararealizar uma determinada tarefa (i.e. usa as sugestões do adulto paraencontrar peças que faltam num brinquedo ou para realizar uma actividade)• Aproxima-se ou procura por um determinado par para estar perto ou brincarcom ele• Envolve-se em actividades de exploração com os pares e em algumasbrincadeiras com pares (i.e. Brinca com outras crianças numa caixa de areia,junta-se, de forma espontânea, em pequenas actividades de grupo comobrincar às escondidas, andar à volta de outro par)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 18 e os 35 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 17 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 1:A criança é competente ao nível pessoal e socialDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado• Demonstra preocupação por outra criança que se encontre a chorar ou muitoagitada (i.e. pára de brincar depois de ver outra criança que se magoou)• Começa a partilhar os brinquedos com os pares●n ●n ●n●n ●n ●n• Cria actividades de brincar que imitam as actividades de vida diária dosadultos que lhe são familiares (i.e. brinca ao papel de "ser amama/papa/outra criança", a varrer, a falar ao telefone, a limpar o pó)●n ●n ●n3. A criança demonstra uma efectiva auto-regulação sobre o seucomportamentoAuto-regulação• Começar a exibir o impulso de se auto-controlar e auto-regular (i.e. diz "não"quando olha para um objecto que sabe que não pode mexer, refreia-se depisar um livro que está caído no chão)●n ●n ●n• Quando se lhe pede, antecipa e segue uma sequência de passos pararealizar uma tarefa ou actividades de vida diária (i.e. lava as mãos e ajuda acolocar a mesa para as refeições, ajuda a agarrar e arrumar os brinquedosque estão espalhados na hora da arrumação)●n ●n ●nAceitação dadiferença4. A criança demonstra capacidade de aceitação, compreensão e apreçopelas necessidades dos outros, pela estrutura familiar, diferenças degénero, étnicas, culturais ou linguisticas• Dá-se conta da existência da diferença (i.e. pára quando encontra alguémque é diferente (de outra raça ou etnia))●n ●n ●nCompreensãoda LinguagemExpressão daLinguagem5. A criança demonstra uma capacidade crescente para estabelecercomunicação com os outros ou em usar a linguagem• Compreende uma variedade de pedidos que impliquem a realização de 2passos ou tarefas simples e consecutivas (i.e. "agarra no livro e traz aqui)• Compreende os nomes de objectos comuns, pessoas familiares, acções ouexpressões (i.e. Identifica ou aponta para pessoas, objectos, roupa, brinquedosou acções quando se diz o nome das mesmas)• Aprende e usa novo vocabulário nas actividades de todos os dias• Combina palavras para fazer sequências simples (i.e. "vou bacio", "querobrincar", "João tem carro")• Pergunta e responde a questões simples (i.e. "vou ao parque?", onde estámama?"●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 18 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 2:A criança é um aprendiz efectivoDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoInteresse emAprender1. A criança está interessada em fazer novas aprendizagens• Explora, de forma independente, o meio ambiente que a rodeia (i.e. procurapor um novo brinquedo, vai à caixa dos brinquedos e procura umdeterminado carro)• Tenta realzilar novas actividades, materiais ou equipamento (i.e. demonstravontade e interesse em experimentar material de arte novo e pouco familair,novos brinquedos ou instrumentos musiciais)●n ●n ●n●n ●n ●nCompetênciascognitivas2. A criança demonstra competências cognitivas e capacidade deresolução de problemas através das brincadeiras e das actividades devida diária• Usa objectos que lhe são familiares de forma combinada (i.e. boneca nacama, pessoa no carro, colher no prato, come com colher e garfo)• Realiza pequenas peças teatrais com os outros (i.e. "eu sou o bebé e tu amama", finge que é um animal)• Constroi pequenos puzzles (i.e. completa puzzles de 3 peças simples, usacaixas simples de formas)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nConceito donúmeroMedida, ordeme tempoConceitos damatemática3. A criança demonstra um interesse genuíno em conceitos matemáticosda vida quotidiana• Conta até 2 ou 3 (i.e. Recita "um, dois, três)• Imita os outros a cantar pequenas canções ou rítmos• Usa alhumas palavras que identificam o número (i.e. pergunta pelo "dois",diz que há "três formigas")• Enche e esvazia o conteúdo de um contentor (i.e. enche e svazia um copode água, uma caixa de areia)• Demonstra interesse em padrões e sequências (i.e. tenta usar ou seguir umdeterminado padrão com material magnético, botões)• Demonstra compreender a sequência de rotinas diárias (i.e. hora de comer,hora de ir para casa, tempo de estar em grupo, hora de dormir)• Combina formas simples em quadros ou jogos de sequências ou puzzles(i.e.círculos, quadrados, triângulos)• Classifica e organiza por grupo os objectos (i.e. duro - mole, grand -pequeno, pesado - leve, por cores, por tamanhos)• Arranja os objectos em linha (i.e. faz uma linha de blocos, de legos)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 19 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 2:A criança é um aprendiz efectivoDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoCompetênciasde leituraInteresse emlivros e outrosmateriaisescritosEscrita4. A criança demonstra capacidades de literacia emergentes• Identifica pelo nome os objectos ou acções de um livro• Reconhece sinais e simbolos no contexto (i.e. identifica o sinal de stop,identifica o logotipo ou simbolo da caixa de cereais preferida)• Memoriza frases• Realiza uma actividade direccionada e adequada quando explora os livrosde imagens, as revistas, os catálogos (i.e. vira as páginas no momentoadequado, faz sons relacionados com a imagem que está a ver)• Faz rabiscos e escrivinha com lápis e marcadores• Identifica os rabiscos que fez (i.e. diz aos outros o que aqueles rabiscossignificam)●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nRESULTADO DESEJÁVEL 3:A criança demonstra competências físicas e motorasDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoMotricidadeglobal1. A criança demonstra uma crescente competência nas capacidadesmotoras• Anda e permanece na ponta dos dedos dos pés• Anda para trás de costas• Sobe escadas segurando-se no corrimão ou com a mão na parede• Apanha uma bola segurando-a com os braços e as mãos• Dá pancadas fortes com intenção e precisão (i.e. Martela objectos, pinoscom precisão)• Sobe escadas com alternância• Coloca os pés nos sapatos• Tira os sapatos dos pés●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02 / / Perfil Ficha de de DesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 20 de 23RESULTADO DESEJÁVEL 3:A criança demonstra competências físicas e motorasDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaCapacidadesmotoras finas• Anda de triciclo ou outro brinquedo com rodas e pedais, usando os pedaisdurante a maior parte do tempo• Usa pincéis• Segura objectos com uma mão e manipula-os com a outra (i.e. toca a caixade música enquanto a segura com a outra, segura a boneca enquanto apenteia, faz rodar a hélice do helicoptero enquanto o segura)• Dobra o cobertor, a fralda de pano ou o papel ou rasga papel• Cria estruturas com blocos ou outros objectos simples (i.e. torres com 9cubos)• Apanha uma bola em movimento• Derrama o líquido de um jarro ou copo pequenoData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançado●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nRESULTADO DESEJÁVEL 4:A criança está em segurança e com saúdeDados da EntrevistaAcompanhamentoTemaData deObservação daAquisição doComportamentoComportamento Observável ObservaçõesObservaçõesAinda nãoEmergente/QuasealcançadoTotalmentealcançadoHábitossaudáveisComportamentos de segurança1. A criança demonstra uma crescente consciência e comportamentossaudáveis e em segurança• Lava e seca as mãos sem qualquer apoio do adulto• Usa lenços, de papel ou pano, para limpar o nariz com ajuda do adulto• Tenta novos alimentos que lhe são desconhecidos• Presta atenção a instruções de segurança (i.e. coopera quando se lhe pedepara o fazer, "eu preciso de te segurar a mão enquanto atravesso aestrada")●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●n●n ●n ●nParte do instrumento só aplicável às crianças entre os 8 e os 17 Meses


IMP01.IT02.PC02//PerfilFichadedeDesenvolvimentoAvaliação de Diagnóstico / pág. 21 de 23Observações:(Não esquecer de identificar os principais interesses da criança e as principais preocupações da família acerca do seu desenvolvimento, por forma a poder ser elaborado o Plano Individual de Desenvolvimento e oProjecto Pedagógico do grupo / sala em que ela irá ficar integrada.)Data da Entrevista: Pela Família: Pelo Estabelecimento:Modelo nº....................................., Arquivar na área da responsabilidade do educador de infância responsável pela criança


IMP01.IT02.PC02 / pág. 22 de 23Ficha de Avaliação de DiagnósticoInstruções de Preenchimento1. A Ficha de Avaliação de Diagnóstico é um instrumento de trabalho a preencher pelo educadorde infância responsável por prestar o acompanhamento à criança durante o seu período depermanência no estabelecimento.2. O seu preenchimento é iniciado com o registo das informações disponibilizadas pela família naentrevista de diagnóstico em que se procura aprofundar aspectos particulares relativos ao levantamentodas necessidades da criança, já efectuado, bem como das suas competências e potencialidades e dasexpectativas da família. Este aspecto permitirá ao educador de infância ficar a conhecer osresponsáveis pela criança que se encontra aos seus cuidados, bem como a própria criança.No final do preenchimento desta Ficha de Avaliação de Diagnóstico, o educador de infânciaresponsável pelo acompanhamento da criança encontra-se com as informações necessárias paraelaborar o Plano de Desenvolvimento Individual.3. Esta Ficha é composta por 3 partes:A. Dados Retirados da Ficha de Inscrição, documento que serve de apoio ao educador deinfância para preparar este momento de contacto com a família e com a criança;Esta Ficha de Inscrição, que deve constar do Processo Individual da Criança, poderá ser anexadaà ficha de Identificação de necessidades por forma a que o educador de infância disponha detoda a informação necessária ao acompanhamento da criança em causa;B. Caracterização Geral da Criança, em que o educador de infância procura ficar a conhecer asnecessidades da criança e expectativas da família face aos cuidados que o estabelecimentopoderá disponibilizar. De forma a não duplicar a informação, ter em atenção os dados fornecidospela família na Ficha de Inscrição - Parte B;Tendo em consideração a complexidade da informação a solicitar à família, por forma a que estecontacto decorra dentro das condições necessárias, poderá ser necessário a criança permanecernoutro espaço, aspecto que o estabelecimento deverá salvaguardar;C. Perfil de Desenvolvimento, em que o educador poderá solicitar à família que o ajude aidentificar as competências da criança em determinadas áreas do desenvolvimento (tema);O Perfil de Desenvolvimento encontra-se dividido em três grandes períodos: do Nascimento aos7 meses; dos 8 aos 17 meses e dos 18 aos 35 meses, onde são evidênciadas ascompetências que, de acordo com o desenvolvimento normal, uma criança dessa faixa etáriadeverá ter.Cada uma destas partes poderá ser aplicada individualmente, não necessitando o Perfil deDesenvolvimento ser aplicado na integra a uma criança. P.e., a uma criança que tenha 6 mesesde idade deve aplicar-se o perfil do nascimento aos 7 meses e, eventualmente, algunsindicadores do perfil seguinte;


IMP01.IT02.PC02 / Ficha de Avaliação de Diagnóstico / pág. 23 de 23Dada a complexidade da informação solicitada em cada um dos perfis de desenvolvimento, énecessário que o educador de infância disponha de algum conhecimento da criança em causa,bem como de alguma confiança com ela, pelo que a aplicação desta parte da Ficha deAvaliação de Diagnóstico podedecorrer durante o período de acolhimento inicial - Programade Acolhimento Inicial;No Perfil de Desenvolvimento, onde se identifica:Tema: está-se a referir a áreas do desenvolvimento da criança;Resultado desejável para a criança, o indicador estabelece como é que se pode identificaresse resultado para uma determinada criança que se encontre na faixa etária limite do Perfil deDesenvolvimento em causa;Dados da entrevista, está a referir-se à informação recolhida pelo educador de infância durante aentrevista de contacto com a família ou durante o período em que decorre o Programa deAcolhimento Inicial. Neste ponto, aquilo que se pretende é que o educador de infância observe ocomportamento da criança e identifique as suas competências e habilidades, tendo em consideraçãoo que Ainda não surgiu, aquilo que se encontra Emergente ou Quase Alcançado e aquilo que seencontra Totalmente Alcançado pela criança.Nesta coluna o colaborador, na sequência da implementação do PDI, regista a aquisição de umacompetência da criança.Sempre que a criança não atinja o resultado desejável no período de tempo estipulado, areformulação do PDI deve ser equacionada em articulação com a família e os restantesintervenientes na sua implementação.


IMP02.IT03.PC02Lista de Pertences da CriançaIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaNome da Criança:Identificação Quantidade ObservaçõesLençóis de berço/camaManta de berço/camaMuda de roupa adequada à épocaChupetaPenteBrinquedo preferido para o berçoBiberonOutrosOutrosData:Pela FamíliaPelo Estabelecimento:


IMP02.IT03.PC02 / pág. 1 de 2IMP03.IT03.PC02Programa de Acolhimento InicialIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaNome: Período de vigência: de aProcesso de Adaptação daCriançaData 1 Situação Identificada 2 Medidas Tomadas 3 Adequação da Medida TomadaEficaz 4 DataRelacionamento com os paresRelacionamento com adultos dereferência - Educador de InfânciaRelacionamento com adultos dereferência - Auxiliar de AcçãoEducativaRelacionamento com outrosadultosAdaptação ao espaçoComportamento à chegada aoestabelecimentoComportamento à saída doestabelecimentoAcompanhamento dos objectivose indicadores inicialmentecontratualizadosNotas: Esta folha pode ser fotocopiada tantas vezes quantas as necessárias e ampliada para A3Pelo Estabelecimento: Data: Tomada de Conhecimento Pela Família: Data:


IMP03.IT03.PC02 / Programa de Acolhimento Inicial / pág. 2 de 2INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTOO Programa de Acolhimento Inicial reporta-se ao período de tempo estabelecido no contrato com asfamílias como o período experimental em que, de acordo com a ficha de avaliação diagnóstica, aequipa responsável pela criança assegura a sua integração e os cuidados pessoais, procurandodelinear o seu PDI e o Projecto Pedagógico do grupo das crianças. É objectivo deste instrumentoavaliar a adaptação da criança a esta nova etapa da sua vida.No final do período de integração a que se reporta o Programa de Acolhimento Inicial é feita aavaliação deste período por parte dos responsáveis pelo acompanhamento da criança em articulaçãocom a sua família, bem como de outros intervenientes considerados pertinentes para oacompanhamento da criança podendo, se necessário, existir uma alteração face ao estipulado noPlano de Desenvolvimento Individual da criança.Notas:1. DataÉ possível organizar semanalmente a informação recolhida.2. Situação identificadaNa identificação das situações de adaptação, importa referir essencialmente aquelas em que severificou uma maior inadequação face ao conjunto de estratégias implementadas peloscolaboradores que acompanham a criança e os comportamentos desta, evidenciadores dealguma não adaptação. Neste contexto, e especialmente no decurso da primeira semana, importater especial atenção ao 1º dia de integração da criança neste novo contexto.3. Medidas tomadasRegistar as acções a implementar definidas como as mais adequadas para ultrapassar assituações de inadaptação.(Nota: pode implicar a reformulação do PDI, renegociação/cessação do contrato…).4. Adequação da medida tomadaNa identificação da eficácia das medidas, importa sinalizar se estas ajudaram a criança no seuprocesso de adaptação ou não. Caso não a tenham ajudado, qual a situação identificada comoconstrangedora e respectivas medidas tomadas.


PC03.DocumentaçãoPC03PLANO DEDESENVOLVIMENTOINDIVIDUALIT01.PC03Plano de Desenvolvimento IndividualIMP01.IT01.PC03Plano de DesenvolvimentoIndividual da CriançaIMP02.IT01.PC03Avaliação do Plano deDesenvolvimento Individual


PC03 Plano deDesenvolvimentoIndividual (PDI)


PC03. Processo Plano de Desenvolvimento IndividualPC03Processo Planode Desenvolvimento Individualelaborado:data:aprovado:data:1. OBJECTIVOEstabelecer regras gerais a observar na elaboração, avaliação, implementação e revisão doPlano de Desenvolvimento Individual da criança.2. CAMPO DE APLICAÇÃOEste processo aplica-se a todos os colaboradores dos serviços intervenientes naelaboração, avaliação, implementação e revisão do Plano de Desenvolvimento Individual dacriança.3. INDICADORES DO PROCESSOSão ferramentas essenciais para medir o desempenho dos Processos.A monitorização do processo será realizada através do controlo dos indicadores que devemser definidos pela Direcção do estabelecimento, em função do modelo organizacional e osobjectivos estratégicos da instituição.Os indicadores apresentados na matriz do processo são exemplos possíveis.2


Processo Plano de Desenvolvimento Individual .PC03Início4. MODO OPERATÓRIOFicha deAvaliação dediagonóstico1.Identificação dascompetências epotencialidades da criança.1. Identificação das competências e potencialidades dacriançaNo início de cada novo período de actividades a identificaçãodas competências e potencialidades da criança é realizadaatravés da informação disponibilizada pela família na entrevistade diagnóstico, complementada com observação dodesenvolvimento da criança e registada no impressoIMP01.IT02.PC02 - Ficha de Avaliação de Diagnóstico.2.Definição dos Objectivosde desenvolvimento2. Definição dos objectivos de desenvolvimentoTendo por base as competências e potencialidades da criança eexpectativas da família, o educador de infância estabelece osobjectivos de intervenção da criança e os serviços a prestar, deacordo com o ponto 1. da instrução de trabalho IT01.PC03 –Plano de Desenvolvimento Individual.• SE internamente são garantidos os recursos necessários(humanos e materiais) para a elaboração do PDI, procede-se3.Recorrer a Entidades /colaboradores externos ea aquisição de materialNãoExistem recursosnecessários?como estabelecido em 4;• SE internamente não são garantidos os recursos necessários,procede-se como previsto em 3.3. Recorrer a entidades/colaboradores externos e/ouaquisição de materialSimSempre que necessário, o estabelecimento recorre a outrosserviços e respectivos colaboradores (internos ou externos), paradar resposta a necessidades específicas das crianças, assimcomo a aquisição de material.PDI4.Elaboração do PDI4. Elaboração do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)Para a elaboração do PDI são definidos os responsáveis pela suacoordenação, elaboração, análise, implementação e revisão.A elaboração do PDI é realizada de acordo com o ponto 2. dainstrução de trabalho IT01.PC03 – Plano de DesenvolvimentoAIndividual.3


PC03. Processo Plano de Desenvolvimento IndividualA5.Avaliação do PDI com afamília5. Avaliação do PDI com a famíliaO PDI é analisado pela família e restantes colaboradores externosenvolvidos na sua implementação com vista à sua aprovação.• SE a família e outros serviços envolvidos na intervençãoconcordarem com o PDI apresentado, o mesmo é validado eassinado por todas as partes envolvidas;• SE a família ou outros serviços envolvidos na intervenção nãoconcordarem com o PDI, o mesmo é alvo de alteração e sujeito7.Reformulação do PDISimÉ necessário revero PDIa posterior aprovação.6. Implementação do PDIO PDI é operacionalizado através do Projecto PedagógicoNãopromovido e desenvolvido com o grupo no qual a criança seencontra inserida.7. Avaliação e revisão do PDIPDI validado6.Validação do PDISempre que necessário o PDI é avaliado e revisto, com todos osinterlocutores envolvidos (p.e. educadores de infância, ajudantesde acção educativa, famílias, outros colaboradores tais comopsicólogo, educadora de apoio) de acordo com o estabelecido oponto 3. da instrução de trabalho IT01.PC03 – Plano deDesenvolvimento Individual.Fim4


Processo Plano de Desenvolvimento Individual .PC03Entrada(Input)• Objectivos de desenvolvimento individuais• Ficha de Avaliação de Diagnóstico• Programa de Acolhimento Inicial• Resultados das avaliações da implementação do Projecto Pedagógico e do Plano deActividades de Sala• Relatórios e informações provenientes de outras instituições• Resultados da avaliação da satisfação e da supervisão• Informações diárias do responsável pela criançaActividadesResponsáveisDoc. ReferênciaD DT ED CP AJ Instruções de trabalho ImpressosPlano dedesenvolvimentoindividual• • • • •IT01.PC03 – Plano deDesenvolvimento Individual• Plano de DesenvolvimentoIndividual (IMP01.IT01.PC03)• Relatório de Avaliação doPlano de DesenvolvimentoIndividual (IMP02.IT01.PC03)Saída(Output)• Plano de Desenvolvimento Individual da Criança avaliado• Plano de Desenvolvimento Individual da Criança revisto• Projecto Pedagógico e Plano de Actividades de Sala revistosIndicadores• Tempo médio de elaboração do PDI após decisão de admissão da criança• % de crianças que atingiram os objectivos definidos• Nº de actividades identificadas como inadequadas para o cumprimento dos objectivos• Nº de revisões do Plano de Desenvolvimento Individual da criança• Nº de novas actividades não previstas e desencadeadas no decurso da implementaçãodo Projecto Pedagógico• % de crianças que necessitam de acompanhamento especializado durante o ano lectivopor área de intervençãoGestor do processoEducador de infância responsável pelo acompanhamento da criança● Gestor do processo / ● Intervenientes no processo / D - Director / DT - Director Técnico / ED - Educador de Infância / CP - Coord. Pedagógico / AJ - Auxiliar de Acção Educativa5


PC03. Processo Plano de Desenvolvimento IndividualIT01.PC03Instrução de Trabalho –Plano de Desenvolvimento Individualelaborado:data:aprovado:data:1. Definição dos objectivos de desenvolvimentoTendo por base as competências e potencialidades da criança e expectativas da família, o educadorde infância estabelece os objectivos de intervenção da criança.Estes objectivos são priorizados com a família e devem ser estabelecidos em função dos “Temas”ou áreas de desenvolvimento (ver Ficha de Avaliação de Diagnóstico - IMP01.IT02.PC02), para osquais a criança revelou comportamentos “Emergentes” ou “Quase Alcançados”Através do “Comportamento observável” são identificados os estado actual e o estado desejável dedesenvolvimento da criança.O “Objectivo” ou “Resultado desejável” deve ser estabelecido de forma clara e operacional tendopor base promover o desenvolvimento global da criança i.e., procurando estabelecer um equilíbrioentre os comportamentos onde a criança, revela algumas dificuldades e as competências/aprendizagensque ela já alcançou até ao momento.Fazem parte ainda destes objectivos os cuidados a ter na área da saúde, da promoção da autonomiae da higiene.2. Elaboração do PDIPara cada Plano de Desenvolvimento Individual são definidos os responsáveis pela sua coordenação,elaboração, implementação e avaliação;O Plano de Desenvolvimento Individual tem como principais objectivos promover:• A aquisição de competências que a criança ainda não adquiriu face à sua faixa etária;• A manutenção das competências já adquiridas.O Plano de Desenvolvimento Individual é elaborado tendo por base o conjunto de necessidades dacriança e de expectativas da sua família, recolhidos através de:• Ficha de Avaliação de Diagnóstico;6


Processo Plano de Desenvolvimento Individual .PC03IT01.PC04 / Instrução de trabalho – Plano de Desenvolvimento individual• Programa de Acolhimento Inicial (IMP03.IT03.PC02);• Relatórios e informações provenientes de outras instituições;• Outros.Este Plano de Desenvolvimento Individual contém, nomeadamente, os seguintes elementos:• Identificação da criança e sua família constantes no PDI de cada criança;• Identificação do colaborador de referência da criança e da família (este colaborador pode nãocorresponder ao colaborador responsável pela sala em que a criança está inserida);• Explicitação dos objectivos de intervenção individual com base nas competências epotencialidades da criança (Ficha de Avaliação de Diagnóstico - IMP01.IT02.PC02), focandoessencialmente os níveis de desenvolvimento e resultados desejáveis que se pretendemalcançar e que foram consensualizados com a família;• Cuidados pessoais específicos (p.e. higiene, alimentação) a prestarem à criança noestabelecimento;• Actuação de cada elemento colaborador na implementação do PDI. No caso de crianças comnecessidades educativas especiais incluir colaboradores das entidades e serviços externoscom relevo para o referido plano;• Identificação dos modos de participação da família na intervenção educativa;• Identificação de necessidades de intervenção multiidisciplinar da criança e de apoio emocionalà família (p.e. acompanhamento psicoterapeutico, terapia da fala).3. Avaliação e Revisão do PDIO PDI é avaliado e revisto, sempre que necessário e no mínimo, duas vezes por cada período aque se reporta, através do envolvimento de todos os interlocutores (educadores de infância, ajudantesde acção educativa, família, outros colaboradores (internos ou externos) tais como psicólogo,educadora de apoio tendo em consideração a faixa etária e o respectivo ritmo individual dodesenvolvimento da criança.Para esta avaliação são tidos em consideração:• Os resultados da implementação do Projecto pedagógico (Plano de Actividades de Sala -IMP02.IT01.PC05);• Os resultados da avaliação do Projecto Pedagógico (Relatório de Avaliação do ProjectoPedagógico - IMP03.IT01.PC05);• Relatórios e informações provenientes de outras instituições;• Informações diárias do responsável pela criança;• Os resultados da avaliação da satisfação (clientes, colaboradores e parceiros), bem como osresultados da supervisão dos serviços prestados. Esta supervisão é relizada pelosresponsáveis pelo estabelecimento e, sempre que necessário, entidades ou serviços externos.Deve ser realizada com uma periodicidade regular (p.e. trimestralmente), estabelecida deacordo com os resultados alcançados na implementação do PDI i.e., caso se registemdificuldades de funcionamento ou de adaptação da criança ou sua família, a supervisão deveser realizada com uma periodicidade menor, podendo esta ser aumentada caso não seregistem situações anómalas.São efectuados, sempre que necessário e no mínimo no final do de cada período de funcionamento,registos da avaliação e revisão do PDI evidenciando os progressos das crianças (Relatório de7


PC03. Processo Plano de Desenvolvimento IndividualIT01.PC04 / Instruções de trabalho – Plano de Desenvolvimento individualAvaliação do Plano de Desenvolvimento Individual - IMP02.IT01.PC05).Os dados relativos à avaliação são tomados em consideração na planificação das actividadesdiárias da sala.Os registos, devidamente datados e assinados, relativos à avaliação e revisão do PDI fazem parteintegrante do Processo Individual de cada criança.O PDI e respectivas avaliações e revisões são do conhecimento da família, disponibilizando-se asinformações sobre as aquisições e progressos da criança.Sempre que são envolvidos outros serviços e intervenientes (externos ou internos) com responsabilidadena prestação directa ou indirecta na implementação do PDI, estes têm conhecimento, emtempo útil do Plano de Desenvolvimento Individual e das respectivas revisões.Sempre que as alterações e revisões do Plano de Desenvolvimento Individual justifiquem alteraçõesaos serviços prestados e contratualizados com a família no âmbito do contrato, este é alvode revisão.8


IMP01.IT01.PC03Plano de Desenvolvimento Individual da CriançaIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaNome: Idade: Anos Meses Período de vigência: de aPDI nº 6Tema 1 Objectivo /Resultado Desejável 2 Acções a Implementar 3 CalendarizaçãoRecursos a EnvolverRecursos RecursosHumano 4 MateriaisRecursosLogísticosAcompanhamento do PDI 5Pessoa de referência:Notas:Esta folha pode ser fotocopiada tantas vezes quantas as necessárias1 Colocar nesta coluna o tema do Perfil de Desenvolvimento da Ficha de Avaliação deDiagnóstico priorizado, quer pela família quer pelo educador de infância responsável ,principalmente aqueles que revelem indicadores comportamentos Emergentes ou QuaseAlcançados. Não esquecer de colocar ainda os cuidados a ter na área da saúde, dapromoção da autonomia, da higiene, das necessidades de intervenção multidisciplinar ede apoio emocional à família (p.e. acompanhamento psicoterapeutico e terapia da fala).Deverá verificar-se um equilíbrio entre as competências emergentes identificas e as que acriança ainda não realiza mas já devia realizar, procurando que o PDI definido permita oseu desenvolvimento global.2 Colocar nesta coluna os objectivos de intervenção, quer pela família quer pelo educadorresponsável. Estes devem procurar estabelecer um equílibrio entre os comportamentosonde a criança revela algumas dificuldades, de acordo com a sua faixa etária(comportamentos Emergentes ou Quase Alcançados e Ainda não alcançados) e ascompetências / aprendizagens que ela já alcançou (Totalmente alcançado) , por forma aque estas últimas não sejam esquecidas pela criança, colocando em risco o seudesenvolvimento global. Procure estabelecer um equilíbrio entre as competências jáadquiridas e as que a criança tem que adquirir, por forma a que esta estabilize as suasaprendizagens. Não esquecer de colocar ainda os indicadores ao nível dos cuidados ater na área da saúde, da promoção da autonomia e da higiene. Estes indicadores devemser colocados de forma clara e que permitam o estabelecer metas para a intervenção.3 Colocar nesta coluna as actividades/brincadeiras que se pretendem implementar e quepossibilitam à criança alcançar as áreas priorizadas. Estas actividades / brincadeirasdevem procurar promover o desenvolvimento global das crianças, por forma a que asaprendizagens já adquiridas sejam sedimentadas e não sejam esquecidas pelacriança. Não esquecer de colocar ainda os objectivos e acções promotores doscuidados pessoais a ter na área da saúde e da promoção da autonomia e da higiene,bem como treinos específicos que se verifiquem como necessários.4 Colocar nesta coluna os recursos necessários á implementação daactividade/brincadeira, não esquecendo a colaboração das famílias e deentervenientes exteriores, identificando-os como sendo responsáveis por essaimplementação ou como intervenientes.5 Colocar nesta coluna os resultados que a criança vai alcançando no decurso daimplementação do Plano de Desenvolvimento Individual, bem como quaisqueralterações que se vão verificando como necessárias no decurso da implementação domesmo e que podem conduzir à necessidade de uma avaliação e revisão do PDI.Pode ser feita uma articulação com a parte do acmpanhamento do Perfil deDesenvolvimento existente na Ficha de Avaliação de Diagnóstico (IMP01IT02PC02)6 PDI nº - identifica o número de revisões ao PDI de cada criança já realizado até aomomento.Pela Família: Por outros Serviços: Data:


IMP02.IT01.PC03 / pág. 1 de 2IMP02.IT01.PC03Relatório de Avaliação do Plano de Desenvolvimento IndividualIdentificação do Grupo / Sala da CriançaNome: Idade: Anos Meses Período de vigência: de aTemaObjectivo /Resultado DesejávelAcçõesAvaliação daExecução 1 Principais CompetênciasAdquiridasNão Adquiridase que deviamter ocorridoIdentificação do EstabelecimentoRecursos Envolvidos 3Avaliação daCalendarizaçãoPrevista 2Recursos RecursosHumanos 4 MateriaisRecursosLogísticos


IMP02.IT01.PC03 / / Relatório de Avaliação de Avaliação do Plano do Plano de Desenvolvimento de Desenvolvimento Individual Individual/ pág. 2 de 2Identifique os principais indicadores da acomodação / adaptação da criança aos cuidados disponibilizados pelo estabelecimento:Identifique os principais resultados da avaliação da satisfação das famílias e dos colaboradores (Fontes possíveis: Questionários de Avaliação de Satisfação do Cliente e do Colaborador, registos dasObservações de Recepção Diária da Criança, Programa de Acolhimento Inicial, entre outros):Identifique as principais dificuldades/constrangimentos encontrados na implementação do PDI:Propostas de Intervenção FuturaRefira quais as principais propostas de intervenção futura com aquela criança, a implementar em articulação com a sua família, procurando evidenciar as suas competências e potencialidades, pararevisão do PDI.Data: Pelo Estabelecimento: Por Outros Serviços: Por Outros Serviços:(Quando o Estabelecimento e os outros Serviços elaboraram o Relatório)Data: Pela Família:(Quando a Família tomou conhecimento do Relatório)Notas:Esta folha pode ser fotocopiada tantas vezes quantas as necessáriasDe acordo com a abrangência das conclusões da avaliação do PDI em vigor pode senecessário proceder à sua revisão.1 Identificar nesta coluna o grau de execução das acções previstas no PDI, referindose foi uma acção:A = Planeada e executada com sucesso; B = Planeada e executada sem sucesso;C = Replaneada; D = AbandonadaJustificando o grau de execução apresentado: com Sucesso/objectivo atingido ousem sucesso/objectivo não atingido, identificando as principais dificuldades encontradasna implementação ou não das acções previstas.Identificar as acções não planeadas no PDI; i.e. que ocorreram devido a actividadesexpontaneas e respectiva avaliação de execução (sucesso/sem sucesso)2 Identificar o grau de adequação da calendarização prevista no PDI (adequada,implementada mais cedo, implementada mais tarde, não implementada) face aoperíodo de tempo em que a mesma foi implementada e justificar o desvio à calendarização3 Identificar a adequação dos recursos afectados á implementação de cada acção(adequada/não adequado, participou/não participou) e justifique-a . Identifique asprincipais dificuldades no envolvimento dos diferentes recursos e justifique-as.


PC04.DocumentaçãoPC04RECEPÇÃO E ENTREGADIÁRIA DA CRIANÇAIMP01.PC04Registo das entradas noestabelecimentoIMP02.PC04Registo das saídas doestabelecimento


PC04 Recepçãoe entrega diáriada criança


PC04. Processo de Recepção e Entrega Diária da CriançaPC04Processo de Recepçãoe Entrega Diária da Criançaelaborado:data:aprovado:data:1. OBJECTIVOEstabelecer as regras gerais para a recepção e entrega diária da criança.2. CAMPO DE APLICAÇÃOAplica-se aos colaboradores e serviços responsáveis pela recepção da criança na Creche epela sua entrega às famílias.3. INDICADORES DO PROCESSOSão ferramentas essenciais para medir o desempenho dos Processos.A monitorização do processo será realizada através do controlo dos indicadores que devemser definidos pela Direcção do estabelecimento, em função do modelo organizacional e osobjectivos estratégicos da instituição.Os indicadores apresentados na matriz do processo são exemplos possíveis.2


Processo de Recepção e Entrega Diária da Criança .PC04Início4. MODO OPERATÓRIO1. Recepção da criançaA recepção da criança é feita por um colaborador designado, que:1.Recepção da criançaRegisto“entradas noestabelecimento”• regista a hora de entrada no impresso IMP01.PC04 – Registode Entradas no estabelecimento;• identifica os pertences da criança entregues pela família (p.e.vestuário, brinquedos, fraldas).SE a família presta informações relevantes que alteram oplaneamento das actividades (p.e saúde da criança,alimentação alterada) o colaborador regista-as no campo“observações” do impresso IMP01.PC04 – Registo de EntradasA famíliadisponibilizainformaçãoadicional?Sim2.Adequação da intervençãoeducativano Estabelecimento. É entregue uma cópia ao responsável pelacoordenação das actividades da sala que procede à adequaçãoda intervenção educativa tal como definido em 2.SE a família não presta informações relevantes a criança éencaminhada para a sala respectiva e procede-se como em 3.NãoRegisto PlanoActividadesde Sala2. Adequação da intervenção educativaÀ medida que as crianças vão entrando na sala, as informaçõesfacultadas pelas famílias são inscritas no impressoIMP02.IT01.PC05 - Plano de Actividades de Sala de forma aserem consideradas nas rotinas e actividades desse dia.3. Implementação das “Actividades” e “Cuidados Pessoais”3.Implementação dasactividades e cuidadospessoaisEntre a actividade de recepção e entrega da criança aos cuidadosdo estabelecimento decorre a implementação do ProjectoPedagógico (IMP01.IT01.PC05), operacionalizado através dosPlanos de Actividades de Sala onde estão inscritas as actividadese cuidados pessoais das crianças, conforme previsto nosProcessos-Chave PC05 – Planeamento e acompanhamento dasAactividades e PC06 – Cuidados Pessoais, respectivamente.3


PC04. Processo de Recepção e Entrega Diária da CriançaA4.Preparação da Criança paraentrega4. Preparação da criança para entregaA preparação da criança é realizada pelo colaborador responsávelao nível físico (p.e os pertences da criança encontram-sedevidamente arrumados no seu saco ou mala e o seu casaco ebrinquedo preferido encontram-se preparados para serementregues à família), higiénico (p.e. a criança encontra-se de mãoslavadas, fralda trocada e com roupa limpa) e emocional (p.e. ocolaborador fala com a criança avisando-a da chegada da família).5. Entrega da criança5.Entrega da criança• SE o colaborador estiver em presença de uma pessoaautorizada a criança é-lhe entregue e procede-se como em 6;• SE o colaborador estiver em presença de uma pessoa nãoautorizada, procede-se com em 7.6. Colaborador presta informação sobre as aquisições daPessoaautorizada?SimNãoSim7.Contacto com a(s)pessoa(s) autorizada(s)Concedidaautorização?criançaNa entrega da criança, o colaborador presta informação sobre assituações relevantes ocorridas durante o dia (p.e. comportamentodurante a refeições, aspectos de saúde) e encontra-se disponívelpara consulta, o registo das actividades realizadas durante o dia(IMP02.IT01.PC03 - Plano de Actividades de Sala).7. Contacto com a(s) pessoa(s) autorizadasO estabelecimento contacta com as pessoas autorizadas para6.Colaborador prestainformação sobre asaquisições da criançaNãoobtenção de autorização da entrega da criança.• SE for concedida autorização, procede-se como em 6;• SE não for concedida autorização procede-se como em 8.9.Registo da hora de saída eda pessoa a qual foientregue a criança8.A criança fica à guarda doestabelecimento atéresoluçãoregisto “saídas doestabelecimento”8. A criança fica à guarda do estabelecimento até resoluçãoA criança fica à guarda do estabelecimento até ser obtida adevida autorização ou a chegada da pessoa autorizada.9. Registo da hora de saída e da pessoa a qual foi entregue acriançaO colaborador regista no impresso IMP02.PC04 - Registo deFimSaídas do Estabelecimento a hora de saída da criança e o nomeda pessoa à qual a criança é entregue.4


Processo de Recepção e Entrega Diária da Criança .PC04Entrada(Input)• Plano de Desenvolvimento Individual (p.e. cuidados específicos a observar na recepçãoe entrega diária da criança)• Projecto Pedagógico da sala• Informações relevantes prestadas pela família• Plano de Actividades de Sala• Pertences da criançaActividadesResponsabilidadesDoc. ReferênciaD DT ED AJ Instruções de trabalho ImpressosRecepção e EntregaDiária da Criança• •Registo das Entradas noEstabelecimento - IMP01.PC04Registo das Saídas doEstabelecimento - IMP02.PC04Saída(Output)• Criança entregue em boas condições de higiene e em segurança• Revisão do PDI, Projecto Pedagógico e Plano de Actividades de SalaIndicadores• Reclamações devidas a questões relacionadas com a preparação da criança para entrega• % de crianças entregues fora do horário estipulado• % de crianças que indiciam falta de cuidados de higiene• % de crianças que evidenciam maus tratosGestor do processoEducador de Infância● Gestor do processo / ● Intervenientes no processo / D - Director / DT - Director Técnico / ED - Educador de Infância / AJ - Auxiliar de Acção Educativa5


IMP01.PC04Registo de Entradas no EstabelecimentoIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaNome da CriançaColaboradorResponsávelpela Recepçãoda CriançaHora daEntradaFamiliar queEntregou aCriançaRúbricaObservaçõesNota:• Colaboradores ou família devem registar informações relativas à entrada da criança no estabelecimento. Nas Observações poderão serregistadas situações de especial relevo relativamente ao estado da criança (p.e. necessidade de tomar um medicamento e a que horas,necessidades de dieta nesse dia).• Depois de todas as crianças terem dado entrada, este registo deve ser arquivado em local próprio e as informações constantes nas Observaçõesretidas para o Plano de Actividades de Sala - IMP02.IT01.PC05.


IMP02.PC04Registo de Saídas do EstabelecimentoIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaNome da CriançaColaboradorResponsávelpela Entregada CriançaHora daSaídaFamiliar queLevou aCriançaRúbricaObservaçõesNota:Colaboradores ou famílias devem registar a saída da criança do estabelecimento. Nas Observações, o colaborador pode, previamente, tercolocado alguma informação que considere relevante sobre a criança (p.e. correu tudo bem durante o dia, tomou o medicamento a horas) ea família pode referenciar algum acontecimento especial (p.e. no dia seguinte a criança vai chegar mais tarde).Depois de todas as crianças terem dado saída, este registo deve ser arquivado em local próprio.


PC05.DocumentaçãoIMP01.IT01.PC05Projecto PedagógicoPC05PLANEAMENTO EACOMPANHAMENTODAS ACTIVIDADESIT01.PC05Projecto PedagógicoIMP02.IT01.PC05Plano de Actividades de SalaIMP03.IT01.PC05Relatório de Avaliação do ProjectoPedagógico


PC05 Planeamentoe Acompanhamentodas Actividades


PC05. Processo de Planeamento e Acompanhamento das ActividadesPC05Processo de Planeamento eAcompanhamento das Actividadeselaborado:data:aprovado:data:1. OBJECTIVORegras gerais a observar na elaboração, validação, implementação e revisão do projectopedagógico e estabelecimento do Plano de Actividades de Sala da Creche.2. CAMPO DE APLICAÇÃOAplica-se a todos os colaboradores dos serviços responsáveis pela elaboração, validação erevisão do projecto pedagógico, pela elaboração do plano de actividades de sala eacompanhamento das actividades.3. INDICADORES DO PROCESSOSão ferramentas essenciais para medir o desempenho dos Processos.A monitorização do processo será realizada através do controlo dos indicadores que devemser definidos pela Direcção do estabelecimento, em função do modelo organizacional e osobjectivos estratégicos da instituição.Os indicadores apresentados na matriz do processo são exemplos possíveis.2


Processo de Planeamento e Acompanhamento das Actividades .PC05Início4. MODO OPERATÓRIOPE1. Elaboração do Projecto Pedagógico1.Elaboração do ProjectoPedagógicoO ponto 1 da instrução de trabalho IT01.PC05 – ProjectoPedagógico define as regras a observar na elaboração doPDI’sProjecto Pedagógico.2. Afectação dos RecursosApós elaboração do Projecto Pedagógico o estabelecimento avalia2.Afectação dos recursosos recursos humanos, físicos, financeiros e da comunidadeexistentes, face às actividades que se propõe desenvolver.Os recursos são afectos a cada sala em função das necessidadesde desenvolvimento do grupo de crianças e expectativas das suasfamílias.Sempre que necessário, recorre a outros serviços e respectivoscolaboradores para dar resposta às necessidades específicas deExistem osrecursosnecessários?NãoRecorrer a Entidades/colaboradores externose a aquisição dematerialcrianças para as quais não existe competência interna para assatisfazer (p.e. criança com necessidades educativas especiais).O estabelecimento identifica o material lúdico pedagógiconecessário à implementação do Projecto Pedagógico.Este material deverá satisfazer as características previstas noAnexo C – Características do Equipamento e Material Lúdico-Simpedagógico.3. Validação do Projecto Pedagógico3.Validação do ProjectoPedagógicoDepois de elaborado, o Projecto Pedagógico é validado junto dasfamílias.O Projecto Pedagógico está disponível na sala para consulta dasfamílias.SE a família não valida o Projecto Pedagógico este será revisto.ASE a família valida o Projecto Pedagógico procede-se comoestabelecido em 4.3


PC05. Processo de Planeamento e Acompanhamento das ActividadesA4. Implementação Projecto PedagógicoA famíliaconcorda?NãoRevisão do ProjectoPedagógicoA implementação do Projecto Pedagógico é realizada através daimplementação de Planos de Actividades de Sala, conformeprevisto na instrução de trabalho IT01.PC05 – Projecto Pedagógico.Sim5. Relatório de Avaliação e Revisão do Projecto PedagógicoO Projecto Pedagógico é avaliado e revisto e regularmente, com a4.Implementação doProjecto PedagógicoPlano deActividadesda Salaparticipação de todos os intervenientes (p.e. famílias, parceiros)semestralmente ou sempre que necessário.Para a sua revisão e avaliação devem ser considerados osseguintes elementos:• avaliação dos Planos de Actividades de Sala;• avaliação dos PDI’s de cada criança;• informação proveniente da avaliação da satisfação das famílias,5.Relatório de Avaliaçãoe Revisão do ProjectoPedagógicocrianças e colaboradores (p.e. resultados dos questionários deavaliação de satisfação, resultados das reuniões com asfamílias, contactos diários com as famílias);• informação dos resultados da supervisão efectuada aos serviçosprestados.É elaborado um relatório com os resultados desta avaliação,utilizando para o efeito o impresso IMP03.IT01.PC05 - Relatório deFimAvaliação do Projecto Pedagógico.4


Processo de Planeamento e Acompanhamento das Actividades .PC05Entrada(Input)• Projecto Educativo• Plano Desenvolvimento Individual - PDI de cada criança• Necessidades diárias específicas (necessidades pontuais não contempladas no PDI eno Plano de Actividades Sala)• Relatório de Actividades do ano anterior• Recursos disponíveisActividadesResponsáveisDoc. ReferênciaD DT CP ED AD AJ Instruções de trabalho ImpressosProjectoPedagógico• • • • •Projecto Pedagógico -IT01.PC05Projecto Pedagógico -IMP01.IT01.PC05Plano de Actividades deSala - IMP02.IT01.PC05Relatório de Avaliação doProjecto Pedagógico -IMP03.IT01.PC05Saída(Output)• PDI’s revistos• Projecto Pedagógico• Acções de formação junto das famílias• Plano de Actividades de Sala• Relatório de Avaliação do Projecto de PedagógicoIndicadores• Grau de cumprimento dos objectivos traçados no Projecto Pedagógico• % de Alterações ao Projecto Pedagógico• % de famílias que participaram activamente na elaboração do plano de actividades de sala• % de famílias contactadas para participar no plano e que não colaboraram• % do incumprimento do projecto por falta de recursosGestor do processoDirecção Técnica● Gestor do processo / ● Intervenientes no processo / D - Director / DT - Director Técnico / CP - Coord. Pedagógico / ED - Educador de Infância / AJ - Auxiliar de AcçãoEducativa5


PC05. Processo de Planeamento e Acompanhamento das ActividadesIT01.PC05Instrução de Trabalho –Projecto Pedagógicoelaborado:data:aprovado:data:1. ELABORAÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICO1.1 Considerações geraisA elaboração do Projecto Pedagógico para cada grupo de crianças deve ser adequado emtermos linguísticos, sociais e culturais, procurando reconhecer as crianças como seres únicos eindividuais.O estabelecimento ao estruturar e planificar o conjunto de actividades a realizar por cada grupode crianças pertencentes a uma sala, deve ter em atenção os seguintes princípios/regras:• Promover um conjunto de cuidados, de forma equilibrada e adequada ao nível da segurança,higiene e nutrição, promotoras do desenvolvimento global das crianças;• Desenvolver condições adequadas de acordo com as características individuais de cadacriança, recorrendo a diferentes estratégias tais como a experimentação, a inquirição e aobservação de actividades/brincadeiras.• Encorajar as crianças a explorarem o meio que as rodeia (p.e. aprender as funções dosobjectos, a classificar objectos em grupos, a experimentar novos espaços e novos materiais, acolocar questões sobre o que as rodeia, a manter conversações com os colaboradores, adescobrir novas áreas como a linguagem e a desenvolver actividades criativas);• Procurar promover um ambiente seguro e promotor do desenvolvimento deactividades/brincadeiras de exploração motora e sensorial por parte das crianças (ver Anexo A– Relacionamento, Anexo B – Características do espaço interior e exterior, Anexo C –Características do equipamento e material lúdico-pedagógico), respeitando as característicasindividuais de cada uma e a sua tolerância face aos estímulos;• Procurar assegurar, de forma equilibrada e adaptada às competências das crianças, ocasiõesde brincar no interior e exterior do estabelecimento;6


Processo de Planeamento e Acompanhamento das Actividades .PC05IT01.PC05 / Instrução de trabalho – Projecto Pedagógico• Estabelecer um equilíbrio entre:• As interacções individuais, em pequeno e grande grupo;• As rotinas da sala;• Os cuidados pessoais de cada criança (alimentação, descanso, saúde, higiene) que devemocorrer de forma individualizado e, sempre que possível, dentro de um horário que permitaa criação de rotinas e de comportamentos de auto-regulação por parte de cada criança:• As actividades/brincadeiras planificadas e espontâneas;• Os interesses e competências individuais de cada criança.• Promover a participação activa da equipa de sala e da família na sua concepção,implementação, avaliação e revisão;• Promover a participação activa das crianças, encorajando o desenvolvimento da suaautonomia, independência, capacidade de escolha, de experimentar novos desafios e de autoexpressão(ver Anexo A – Relacionamento, Anexo B – Características do espaço interior eexterior, C – Características do equipamento e material lúdico-pedagógico),em que estas sãoincentivadas a:• Discutir as suas ideias e interesses por actividades/brincadeiras tomando parte na selecçãodas actividades a realizar;• Estar em pequenos grupos a realizar actividades/brincadeiras por si seleccionados;• A reflectir sobre o seu comportamento e a utilizar estratégias de resolução de problemas.• Os colaboradores encontram-se disponíveis para apoiar as crianças na realização das suasactividades e na prestação dos cuidados pessoais, permitindo-lhes a iniciativa na exploraçãodo espaço e do material lúdico-pedagógico, respeitando as suas escolhas e não intervindomais do que o necessário;• De acordo com as suas competências, é possível às crianças brincarem sem a participação doadulto, mantendo este a adequada supervisão da actividade/brincadeira.O colaborador responsável pela elaboração do Projecto Pedagógico deve ter em atenção o grupoa que se destina. Para as crianças mais pequenas deve ser dado um maior relevo à prestação decuidados enquanto actividade revestida de intencionalidade educativa, em torno da qual a criançaprocessa as suas aprendizagens e estrutura o seu desenvolvimento.1.2 Equipa multidisciplinarA elaboração do Projecto Pedagógico é realizada pelo educador de infância responsável pelasala, em articulação com:• Os ajudantes de acção educativa;• As famílias das crianças;• As crianças, sempre que possível;• Os colaboradores de outros serviços ou entidades, sempre que necessário.1.3 Dados de entradaO Projecto Pedagógico é elaborado com base nos seguintes elementos:• Os objectivos estabelecidos no Projecto Educativo do estabelecimento;• As necessidades das crianças e expectativas das famílias inscritas no impressoIMP01.IT02.PC02 - Ficha de Avaliação de Diagnóstico;7


PC05. Processo de Planeamento e Acompanhamento das ActividadesIT01.PC05 / Instrução de trabalho – Projecto Pedagógico• As prioridades de intervenção individuais estabelecidas no IMP01.IT01.PC03 – Plano deDesenvolvimento Individual de cada criança;• Os recursos disponíveis e/ou a adquirir;• Os recursos disponíveis na comunidade, próxima e alargada;• Os recursos disponibilizados pelos parceiros, formais e informais;• Na elaboração do Projecto Pedagógico podem ainda ser contemplados outros elementosconsiderados pertinentes (p.e. Plano de sensibilização da Comunidade para os cuidados aprestar às crianças da primeira infância).1.4 EstruturaO coordenador da equipa, com base nos dados referidos procede ao preenchimento do impressoIMP01.IT01.PC05 - Projecto Pedagógico, que contem os seguintes campos:• Contextualização;• Período a que se reporta;• Caracterização do grupo de crianças a que se destina;• Constituição da equipa;• Definição dos objectivos operacionais;• Conjunto de estratégias e métodos para operacionalização desses objectivos;• Plano de actividades Sócio-pedagógicas;• Plano de Formação/Informação;• Recursos a afectar à implementação (humanos, físicos e financeiros e da comunidade)• Calendarização, horários e complementaridades com outros serviços e actividades quer doestabelecimento quer da comunidade/parceiros;• Metodologia de divulgação do projecto pedagógico.1.5 Composição do Projecto PedagógicoAo nível das actividade/brincadeiras, o Projecto Pedagógico é composto por:1.5.1 - Plano de Actividades Sócio-pedagógicas que consiste no conjunto de actividades,estruturadas e espontâneas, adequadas a um determinado conjunto de crianças e nas quais seencontram subjacentes intenções educativas promotoras do desenvolvimento global de cadacriança (físico, social, emocional, linguístico e cognitivo).Independentemente do currículo pedagógico adoptado pelo estabelecimento e de acordo com ogrupo etário e respectivas competências das crianças a que se destina, a elaboração do Planode Actividades Sócio-pedagógicas tem em consideração as diferentes áreas pertinentes aodesenvolvimento global das crianças, designadamente:• Desenvolvimento motor (desenvolvimento da motricidade fina e grossa);• Desenvolvimento cognitivo (principalmente as áreas relacionadas com o desenvolvimento dalinguagem oral e escrita, o pensamento lógico-matemático e científico);• Desenvolvimento pessoal e social;• Pensamento criativo através da expressão do movimento, da música, da arte, das actividadesvisuo-espaciais.8


Processo de Planeamento e Acompanhamento das Actividades .PC05IT01.PC05 / Instrução de trabalho – Projecto Pedagógico1.5.2 - O Plano de Formação/Informação que consiste no conjunto de acções deformação/sensibilização identificadas tendo por base um levantamento das necessidadesdirigido às crianças e/ou às famílias.Para a elaboração e implementação do Plano de formação/Informação, são envolvidas todas aspartes interessadas, nomeadamente:• Colaboradores do estabelecimento;• Famílias;• Crianças, sempre que possível;• Parceiros (representantes de outros serviços e da comunidade).Para o levantamento das necessidades são tidos em consideração, os seguintes elementos:• Os resultados da avaliação de um plano de formação/informação anterior;• Informação da avaliação da satisfação e da supervisão;• A avaliação da implementação dos planos de desenvolvimento individual e dos planos deactividades de sala;• Observação quotidiana do contacto com as famílias e crianças, pedidos e sugestões dasfamílias.Sempre que necessário, e tendo por base o desenvolvimento de cada criança e as necessidades dasfamílias, este plano é revisto, em estreita articulação com as entidades e serviços envolvidos na suaelaboração e implementação, de forma a permitir a planificação de outros momentos formativos.No final de cada acção, a mesma deve ser alvo de avaliação por parte de todos os intervenientes,cujo resultado deve constar no processo individual da criança.A Avaliação da eficácia da formação/informação é realizada pelo estabelecimento.Estão asseguradas as condições para a participação das crianças e suas famílias nas acções deformação/informação (p.e. transporte e acompanhamento das crianças durante o períodoformativo das famílias, autorização da família).2. IMPLEMENTAÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICOCom base no Projecto Pedagógico, o responsável por cada sala elabora o respectivo Plano deActividades da Sala, utilizando para o efeito o impresso IMP02.IT01.PC05 - Plano de Actividadesde Sala.2.1 Elaboração do Plano de Actividades de cada SalaOs planos de actividade de sala devem ser realizados com uma periodicidade regular,preferencialmente diária.Na operacionalização deste plano de actividades importa ter um conjunto de sugestões ao níveldo relacionamento inter e intrapessoal descritas no Anexo A – Relacionamento.A elaboração do plano de actividades de cada sala procura rentabilizar as áreas e espaçosinteriores e exteriores e tem em consideração os seguintes aspectos:• Os ritmos de desenvolvimento de cada criança, procurando estruturar asactividades/brincadeiras de forma graduada e aumentando o seu grau de complexidade àmedida que a criança vai adquirindo novas competências;9


PC05. Processo de Planeamento e Acompanhamento das ActividadesIT01.PC05 / Instrução de trabalho – Projecto Pedagógico• A faixa etária do grupo de crianças a que se destina o plano de actividades de sala;• O Facto de a aprendizagem nas crianças mais pequenas ocorrer essencialmente através deactividades individualizadas na prestação de cuidados pessoais.• À medida que as crianças se vão desenvolvendo, a aprendizagem passa a ser realizadaatravés da introdução de actividades não planificadas;• Para a faixa etária mais elevada a aprendizagem das crianças deverá processar-se através daintrodução de actividades planificadas e estruturadas;• O respeito pelos interesses individuais de cada criança;• E que todas circulam pelo máximo de espaços e áreas disponíveis.O Plano de Actividades de cada Sala é composto por:• Plano das rotinas ou cuidados pessoais básicos, flexível e individualizado, de acordo com asnecessidades de cada criança;• Actividades/brincadeiras livres e espontâneas que ocupam grande parte do dia;• Actividades/brincadeiras de aprendizagem estruturadas e experiências de jogo adequadas aogrupo de crianças em questão, promovendo a aquisição de competências individuais e em grupo.2.2 Implementação do Plano de Actividades de cada SalaNa operacionalização deste plano importa ter um conjunto de sugestões ao nível dorelacionamento inter e intrapessoal descritas no Anexo A – Relacionamento.A implementação do Plano ocorre em dois períodos - o período da manhã e o da tarde;A organização do período de permanência das crianças no estabelecimento encontra-se a cargodos colaboradores (educador de infância e auxiliares de acção directa), especialmente docolaborador responsável por cada grupo.Período da manhã• A fase de recepção e acolhimento das crianças que segue o estabelecido no modo operatóriodo PC04 - Recepção e Entrega da Criança.• A fase de adaptação, em que é permitido às crianças a permanência num espaço da sala,confortável e sossegado (espaço de transição), procurando adaptar-se ao novo período do diaque começa. Durante este período, e dependendo da faixa etária das crianças e respectivaautonomia, pode proceder-se:• a actividades espontâneas, verificando a possibilidade de introduzir algumas actividadesmais planificadas, no caso de crianças mais pequenas;• à planificação de algumas das actividades, procurando que as crianças tenham acesso àsdiferentes áreas e actividades disponíveis na sala (i.e. que as crianças não se dirijamsempre para as mesmas áreas);• A fase de prestação de cuidados pessoais individualizados a cada criança, salientando-se:• Momento de higiene pessoal (IT01.PC06 - Cuidados de higiene);• Momento das refeições (IT03.PC06 - Apoio na alimentação);• Momentos do descanso (IT04.PC06 - Momentos do descanso).Fase de dinamização de actividades divididas em:• Actividades espontâneas vão ocupar a maior parte do período da manhã, das crianças maispequenas e de colo. Estas actividades são aproveitadas para promover a aquisição de10


Processo de Planeamento e Acompanhamento das Actividades .PC05IT01.PC05 / Instrução de trabalho – Projecto Pedagógicoaprendizagens, procurando dar contexto e estruturação às actividades em que as criançasse envolvem;• Actividades planificadas e estruturadas que devem ocorrer, pelo menos uma vez duranteeste período, principalmente para as crianças mais velhas e com maior autonomia;• Sempre que possível é proporcionada uma saída ao exterior, para realização de actividadesespontâneas e planificadas.Período da tarde• À medida que as crianças vão acordando, são levadas para o espaço de transição, pararealizar actividades espontâneas e mais sossegadas. Durante este período, e dependendo dafaixa etária das crianças e respectiva autonomia, realizar-se uma nova planificação deactividades.• O período da tarde é ocupado com actividades planificadas e espontâneas e prestação decuidados pessoais;• A fase de preparação para a entrega das crianças às famílias segue o estabelecido no modooperatório do PC04 - Recepção e Entrega da Criança;• A fase de transição, em que as crianças permanecem num espaço da sala, confortável esossegado (espaço de transição), onde principalmente as mais velhas, já só se encontram arealizar actividades espontâneas, que permitam uma transição suave para os cuidados dafamília (p.e. sentadas a contar histórias, fazer puzzles, ver um vídeo).As crianças mais pequenas, de acordo com a sua autonomia, poderão estar num espaço asociabilizar com as mais velhas, sob a supervisão de um colaborador.• A fase de entrega das crianças às famílias é realizada de acordo com o estabelecido no modooperatório do PC04 - Recepção e Entrega da Criança.Durante a implementação do Projecto Pedagógico, os responsáveis pelo estabelecimento devempromover actividades de acompanhamento na preparação da saída da resposta social,definindo as regras para acompanhamento das famílias e suas crianças, encontrando-se oestabelecimento disponível para:• Esclarecer eventuais dúvidas da família no que se refere ao encaminhamento futuro da suacriança;• Disponibilizar informação sobre as respostas ou serviços disponíveis na comunidade onde afamília se insere e eventuais procedimentos (p.e. moradas, serviços prestados, onde procederà inscrição).2.3 Responsabilidades dos colaboradoresCom o objectivo de estruturar as aprendizagens das crianças para promover a sua independência,autonomia e auto-estima, os colaboradores (educador de infância e ajudante de acção directa) sãoresponsáveis pelo acompanhamento das suas actividades em cada sala, tendo como funções:• Manter uma interacção social positiva com a criança para satisfazer as necessidades einteresses de cada uma;• Assegurar que as actividades individuais são realizadas em função dos objectivos do grupo;11


PC05. Processo de Planeamento e Acompanhamento das ActividadesIT01.PC05 / Instrução de trabalho – Projecto Pedagógico• Observar atentamente o grupo e intervir de forma a evitar a ocorrência de conflitos (p.e. tervários brinquedos iguais, criar espaços diferenciados para brincadeiras mais activas e maiscalmas);• Propor actividades e material de acordo com os interesses de cada criança e os objectivos aatingir;• Facultar o apoio necessário e sempre que solicitado pelas crianças, explicando ousimplificando a actividade;• Descrever o que a criança está ou vai fazer (p.e. explica as regras de segurança dedeterminada actividade, diz o nome das coisas, fala com a criança sobre os trabalhos e autilização da cor);• Colocar e responder a questões;• Promover situações de interacção com outras crianças e com outros adultos;• Envolver a criança em situações complexas procedendo à sua simplificação e divisão emtarefas mais simples e acessíveis;• Promover a aprendizagem de competências específicas sempre que a criança demonstradisponibilidade para o fazer (p.e. faz brincadeiras de blocos e de faz de conta);• Utilizar as actividades da vida diária e as rotinas de cada criança para promover a aquisição denovas competências pessoais e sociais;• Participar na actividade em que a criança se encontra envolvida, mas não lhe retirando odomínio da situação;• Manter um equilíbrio entre as necessidades de exploração independente da criança e o apoioque lhe é prestado pelos colaboradores;• Respeitar os ritmos de cada criança e não impor a realização de determinada actividade;• Permitir uma transição entre as tarefas ou actividades de forma suave e despreocupada:• Dando espaço à criança para terminar o que está a fazer;• Evitando um período de espera entre actividades;• Prevenindo a ocorrência de situações disruptivas (p.e. os brinquedos são retidos antes queuma criança vá para a sesta).• Possibilitar, de acordo com o desenvolvimento de cada criança:• diversas actividades e materiais do seu interesse;• períodos de tempo livre, nunca menos de meia hora em cada período do dia e sempre quepossível no espaço exterior estabelecimento.• Explicar os motivos quando é necessário interromper uma actividade/brincadeira;• Valorizar o esforço da criança durante a realização da actividade;• Disponibilizar tempo suficiente para que as crianças possam:• Explorar o material e o espaço que as rodeia por forma a compreende-los;• desenvolver a sua imaginação através de experiências linguísticas ricas e diversificadas;• exercitar as novas competências;• Envolver-se em diálogo com os outros (colaboradores e outras crianças), de forma apossibilitar o desenvolvimento das suas capacidades de comunicação e enriquecer o seuvocabulário.12


Processo de Planeamento e Acompanhamento das Actividades .PC05IT01.PC05 / Instrução de trabalho – Projecto PedagógicoCom o propósito de desenvolver determinada competência ou comportamento, o colaboradortransmite informações sobre as actividades/brincadeiras a dar continuidade em casa e sugerebrinquedos e alimentos supostamente mais adequados à criança em causa.Decorrente da implementação do Plano de Actividades de Sala, são efectuados registos relativosàs aquisições e competências de cada criança no impresso IMP01.IT01.PC03 - Plano deDesenvolvimento Individual, para permitir a avaliação do desenvolvimento da criança e daintervenção da sala.As famílias são informadas das aquisições e progressos da criança, disponibilizando-seinformação pertinente para a adequação da sua intervenção educativa (IMP01.IT02.PC02 - Fichade Avaliação de Diagnóstico e IMP02.IT01.PC05 - Plano de Actividades de Sala).13


A.B.C.D.IMP01.IT01.PC05 / pág. 1 de 3IMP01.IT01.PC05Projecto pedagógicoIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaCONTEXTUALIZAÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICOIdentificar os objectivos estabelecidos pelo Estabelecimento no Projecto Educativo, quais os recursos disponíveis (no Estabelecimento, na Comunidade, dos Parceiros) e considerados desde o início pertinentes para oProjecto Pedagógico em causa.PERÍODO A QUE SE REPORTA O PROJECTO PEDAGÓGICOIdentificar o período em que o Projecto Pedagógico irá estar em vigor.Período de vigência: - - a - -CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO DE CRIANÇAS A QUE SE DESTINA O PROJECTO PEDAGÓGICOReferir o número de crianças a que se destina o Projecto Pedagógico, principais competências e resultados desejáveis para cada uma e para o grupo.Nº CRIANÇAS PRINCIPAIS COMPETÊNCIAS (INDIVIDUAIS E DE GRUPO) RESULTADOS DESEJÁVEIS (INDIVIDUAIS E DE GRUPO)OBSERVAÇÕESCONSTITUIÇÃO DA EQUIPANº ELEMENTOS IDENTIFICAÇÃO FUNÇÃOOBSERVAÇÕES


E.IMP01.IT01.PC05 / / Projecto pedagógico Pedagógico / pág. 2 de 3DEFINIÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICO1. Definição dos Objectivos OperacionaisDefinir, de forma clara, simples e mensurável e em articulação com as características do grupo de crianças a que se destina o Projecto Pedagógico, os objectivos operacionais do Projecto Pedagógico a atingir com ogrupo de crianças. Estes objectivos devem estar subordinados ao que se prevê o Projecto Educativo do estabelecimento e podem ser organizados por forma a trabalhar um determinado tema ou trabalhar de acordocom uma metodologia de projecto.OBJECTIVOS OPERACIONAIS INDICADORES DE AVALIAÇÃO2. Conjunto de Estratégias e MétodosDefinir o conjunto de estratégias e métodos para operacionalização dos objectivos propostos no Projecto Pedagógico. Importa referir de que forma se prevê fomentar o envolvimento das famílias, parcerias ecomunidade na implementação do Projecto Pedagógico, bem como o relevo dado à prestação de cuidados das crianças para a concretização do Projecto Pedagógico.3. Plano de Actividades Sócio-PedagógicasIdentificar o conjunto de actividades, estruturadas e espontâneas, adequadas a um determinado conjunto de crianças e nas quais se encontram subjacentes intenções educativas promotoras do desenvolvimentoglobal (físico, social, emocional, linguístico e cognitivo) de cada criança.Áreasa TrabalharActividadesa RealizarRecursos Necessários EnvolvimentoCalendarizaçãoHumanos Materiais Logísticos Famílias ParceirosJ F M A M J J A S O N DMetas a AlcançarEstratégias deAvaliação


F.G.IMP01.IT01.PC05 / Projecto pedagógico Pedagógico / pág. 3 de 34. Plano de Formação / InformaçãoPlanos de formação que são dirigidos às famílias e/ou às crianças.Áreasa TrabalharActividadesa RealizarRecursos Necessários EnvolvimentoCalendarizaçãoHumanos Materiais Logísticos Famílias Parceiros J F M A M J J A S O N DMetas a AlcançarEstratégias deAvaliação5. Outros Aspectos RelevantesPodem ser identificados outros planos consideraods pertinentes para o Estabelecimento e respectiva articulação do Projecto Pedagógico com os mesmos.Áreasa TrabalharActividadesa RealizarRecursos Necessários EnvolvimentoCalendarizaçãoHumanos Materiais Logísticos Famílias Parceiros J F M A M J J A S O N DMetas a AlcançarEstratégias deAvaliaçãoMETODOLOGIA DE DIVULGAÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICOIdentificar as estratégias de divulgação do Projecto Pedagógico junto das famílias das crianças a que o mesmo se destina, junto dos restantes serviços e respostas do estabelecimento e junto dos parceiros erestantes serviços externos necessários à sua implementação.OBSERVAÇÕESData: Pelo Grupo de Famílias: Parceiros: Responsável pelo Grupo de Crianças: Pelo Estabelecimento:(Identificação de quando e de quem elaborou o Projecto Pedagógico)(Identificação de quem valida o ProjectoPedagógico)


PERÍODO A QUE SE REPORTA A PLANIFICACÃOPeríodo de vigência: - - a - -PLANIFICAÇÃO, AVALIAÇÃO E PROPOSTAS DE REFORMULAÇÃOPlaneamento das Actividades / Brincadeiras 1 PlaneadasTema 2 Descrição 3 AM PMR NRExp.Ind.Gr.Observações 5Planeamento dos Cuidados PessoaisNome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:Nome:A.B.IMP02.IT01.PC05 / pág. 1 de 2IMP02.IT01.PC05Plano de Actividades de SalaIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaRegisto 4Descrição 6Registo 7Cuidados Pessoais AM PMCuidadosde HigieneMicçãoDefecçãoFraldaBacioFraldaBacioHoje Estive 8 Observações 9Cuidadosde SaúdeMedicamentosFebreVómitosMomentosde DescansoRepousoApoio naAlimentaçãoRefeição a meio da manhãAlmoçoLancheDietaEsta folha pode ser fotocopiada tantas vezes quantas as necessárias e ampliada para A3Data: Educador de Infância: Auxiliar de Acção Directa: Auxiliar de Acção Directa:Este Plano de Actividades de Sala deve estar exposto num local visível para as famílias consultarem


IMP02.IT01.PC05 / pág. 2 de 2Plano de Actividades de SalaInstruções de Preenchimento1 Actividades / Brincadeiras: referir quais as actividades(individuais e de grupo) que se pretendeimplementar durante o dia (período da manhã - AM e período da tarde - PM) de forma a alcançar osobjectivos do PDI de cada criança e do Projecto Pedagógico, abarcando as diferentes áreas dodesenvolvimento da criança. Ter em consideração que nestas faixas etárias, especialmente para ascrianças de berçário, a maior parte das actividades dinamizadas passa essencialmente pela prestaçãode cuidados pessoais que devem ser aproveitados como ocasiões priveligeadas para promover odesenvolvimento global da criança.2 Tema: referir quais os temas / áreas de desenvolvimento (de acordo com as fichas de avaliação dediagnóstico das crianças do grupo) que vão ser priorizados no período a que se reporta a planificação.3 Descrição: identificar quais as actividades (individuais e/ou de grupo) que serão trabalhadas comaquele grupo de crianças.4 Registo da execução das actividades: registar se as actividades planeadas se realizaram (R) ou senão se realizaram (NR), se ocoreram actividades expontanêas (Exp.) e se as actividades que ocorreramforam actividades individuais (Ind.) ou de grupo (Gr.).5 Observações: realizar uma apreciação / avaliação sobre as actividades (expontaneas e/ou planificadas)abordando se foram realizadas no interior ou exterior e qual o seu sucesso e adequação face àscrianças a que se destinaram. Se as actividades foram planificadas importa saber se decorreramconforme o planificado ou não, qual a adequação do planificado ao grupo de crianças e principaisadaptações verificadas no decurso do dia, principais competências alcançadas pelo grupo de criançasou individualmente e principais constrangimentos encontrados. Para as actividades expontaneas importaainda referir como é que estas surgiram (p.e. se foi o aproveitar de uma actividade iniciada pelacriança). Para as actividades planificadas e que não ocorreram deve justificar-se o porquê dessasituação. Identificar eventuais ocorrências que tenham acontecido durante o dia (p.e. uma criança quebateu noutra, uma criança que caiu). Identificar sempre quando algo implica a reformulação do ProjectoPedagógico.6 Descrição dos Cuidados Pessoais: ter em atenção as informações constante no PDI e aquelas que,com a "recepção diária da criança" (IMP01.PC04) são facultadas diariamente pela família (p.e.necessidade de dieta para uma determinada criança, necessidade de dar um medicamento adeterminada criança e a que horas), procurando-se enfatizar uma planificação individualizada. Ter ematenção que estes cuidados pessoais (e sociais) constituem-se como actividades revestidas de umaintencionalidade educativa em torno do qual a criança processa as suas aprendizagens e estrutura oseu desenvolvimento, pelo que se tem que dar especial relevo à forma como nos relacionamos com acriança durante a sua prestação.7 Registo dos Cuidados Pessoais: identificar se os cuidados foram prestados ou não e como é que taldecorreu.8 Hoje estive: importa identificar qual foi o humor da criança durante o período de tempo que esteve aocuidado do estabelecimento.Sinalética possível de ser utlizada para realizar os registos 7 e 8:☺ - A ser utilizado para identitificar p.e. "Estive bem", "Sim, comi", "Sim, fiz xixi", "Dormi"☹ - A ser utilizado para identificar p.e. "Não estive bem", "Não comi", "Não dormi", "Não fiz cocó"9 Observações: referir aspectos relevantes ao nível dos cuidados pessoais prestados a cada criança eeventuais ocorrências (p.e. criança teve diarreia ou febre) que impliquem alguma adaptação ao previstono PDI, principais competências alcançadas pelo grupo de crianças (p.e. uma criança começou a deixarde usar fralda, outra começou a comer comida sólida, outra a comer sozinha) e o que vai ter que sercomunicado às suas famílias (p.e. uma criança que teve diarreia, o medicamento que foi dado e a quehoras). Identificar sempre quando algo implica a reformulação do Projecto Pedagógico da sala ou o PDIde uma criança.


A.B.C.D.IMP03.IT01.PC05 / pág. 1 de 3IMP03.IT01.PC05Relatório de Avaliação do Projecto PedagógicoIdentificação do EstabelecimentoIdentificação do Grupo / Sala da CriançaPERÍODO A QUE SE REPORTA A AVALIAÇÃOPeríodo de vigência: - - a - -ENTIDADES E SERVIÇOS ENVOLVIDOS NA IMPLEMENTAÇÂO E AVALIAÇÂO DO PROJECTO PEDAGÓGICOReferir as entidades e serviços (internos e externos ao estabelecimento) envolvidos na implementação do Projecto Pedagógico do grupo de crianças e quais os recursos (humanos, financeiros, logísticos, tempo)disponibilidados, bem como uma apreciação global sobre esse envolvimento (suficiente/insuficiente, justificando). Neste ponto impora referir aind ao grau de envolvimento das famílias na implementação eavaliação do Projecto Pedagógico.ALTERAÇÕES AO GRUPO DE CRIANÇASReferir as alterações verificadas à constituição do grupo de crianças a que o Projecto Pedagógico se destinou, justificando-as (p.e. crianças que saíram ou entraram).AVALIAÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICOTendo em consideração as diferentes actividades dos Planos de Actividades Sócio-Educativas e de Formação / Informação, os indicadores de avaliação estabelecidos no Projecto Pedagógico e a avaliaçãodecorrente da implementação diária dos Planos de Actividades de Sala, importa salientar os aspectos que decorreram melhor ou pior na implementação do Projecto Pedagógico, seus constrangimentos epotencialidades, revisões que se verificaram durante o período de vigência, bem como o que as motivou e principais consequências delas decorrentes.1. Alteração aos Objectivos OperacionaisIdentifique as alterações verificadas aos objectivos operacionais e respectivos indicadores de avaliação inicialmente previstos no Projecto Pedagógico, justificando-as.Objectivos Operacionais Indicadores de Avaliação Justificação2. Alterações ao Conjunto de Estratégias e MétodosIdentifique as alterações verificadas aos objectivos operacionais e respectivos indicadores de avaliação inicialmente previstos no Projecto Pedagógico, justificando-as.


IMP03.IT01.PC05 / Relatório de de Avaliação Actividade do do Projecto Projecto Pedagógico Pedagógico / pág. 2 de 33. Avaliação do Nível de Execução do Plano de Actividades Sócio-PedagógicasÁreas aTrabalharPlaneada eExecutadaPlaneada,NãoExecutadaAvaliação da ExecuçãoActividades JustificaçãoReplaneada AbandonadaNão Planeadae Executada4. Plano de Formação / InformaçãoÁreas aTrabalharPlaneada eExecutadaPlaneada,NãoExecutadaAvaliação da ExecuçãoAcções JustificaçãoReplaneada AbandonadaNão Planeadae Executada5. Outros Aspectos RelevantesÁreas aTrabalharPlaneada eExecutadaPlaneada,NãoExecutadaAvaliação da ExecuçãoAcções JustificaçãoReplaneada AbandonadaNão Planeadae ExecutadaAvaliação do EnvolvimentoFamílias ParceirosAvaliação do EnvolvimentoFamílias ParceirosAvaliação do EnvolvimentoFamílias ParceirosAdequação daCalendarizaçãoSim NãoAdequação daCalendarizaçãoSim NãoAdequação daCalendarizaçãoSim NãoPrincipaisProdutos /CompetênciasAlcançadasPrincipaisProdutos /CompetênciasAlcançadasPrincipaisProdutos /CompetênciasAlcançadas


E.F.G.H.I.IMP03.IT01.PC05 / Relatório de de Avaliação Actividade do do Projecto Projecto Pedagógico Pedagógico / pág. 3 de 3RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DAS FAMÍLIAS E DOS COLABORADORESFontes possíveis: Questionários de Avaliação de Satisfação do Cliente e do Colaborador, registos das Observações de Recepção Diária da Criança, Programa de Acolhimento Inicial, entre outros.RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DA SUPERVISÃOAVALIAÇÃO DA METODOLOGIA DE DIVULGAÇÃO DO PROJECTO PEDAGÓGICOIdentifique adequação da metodologia de divulgação prevista no Projecto Pedagógico, justificando-a.APRECIAÇÃO GLOBAL DO PROJECTO PEDAGÓGICOIdentifique, de forma sucinta, o grau de cumprimento dos objectivos operacionais estabelecidos, das acções e respectivos resultados alcançados, bem como das estratégias delineadas para a implementação doprojecto pedagógico, identificando os principais potencialidades e constrangimentos observados na implementação do mesmo.PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO FUTURAReferir quais as principais propostas de intervenção futura para aquele grupo de crianças, a implementar em articulação com as suas famílias, procurando evidenciar as suas competências e potencialidadesEsta folha pode ser fotocopiada tantas vezes quantas as necessárias e ampliada para A3Data: Pelo Grupo de Famílias: Parceiros: Responsável pelo Grupo de Crianças: Pelo Estabelecimento:(Identificação de quando e de quem elaborou o Projecto Pedagógico)(Identificação de quem valida o ProjectoPedagógico)


PC06.DocumentaçãoIT01.PC06Cuidados de HigieneIT02.PC06Cuidados de SaúdePC06CUIDADOS PESSOAISIT03.PC06Apoio na AlimentaçãoIT04.PC06Momentos de Descanso


PC06 CuidadosPessoais


PC06. Processo de Cuidados EspeciaisPC06Processo deCuidados Especiaiselaborado:data:aprovado:data:1. OBJECTIVOEstabelecer as regras gerais para os cuidados de higiene, saúde, apoio na alimentação enos momentos de descanso das crianças na creche.2. CAMPO DE APLICAÇÃOAplica-se aos colaboradores e serviços responsáveis pela aplicação dos cuidados dehigiene, saúde, apoio na alimentação e dos cuidados pessoais nos momentos de descanso.3. INDICADORES DO PROCESSOSão ferramentas essenciais para medir o desempenho dos Processos.A monitorização do processo será realizada através do controlo dos indicadores que devemser definidos pela Direcção do estabelecimento, em função do modelo organizacional e osobjectivos estratégicos da instituição.Os indicadores apresentados na matriz do processo são exemplos possíveis.2


Processo de Cuidados Especiais .PC064. MODO OPERATÓRIO1. Cuidados de HigieneA instrução de trabalho IT01.PC06 – Cuidados de Higienedefine as regras gerais relativas aos cuidados de higiene dascrianças, dos colaboradores, do espaço eequipamentos/utensílios.2.Cuidadosde Saúde2. Cuidados de SaúdeA instrução de trabalho IT02.PC06 – Cuidados de saúdedefine as regras gerais relativas aos cuidados de saúde(acidente, doença e assistência medicamentosa) das crianças.O Programa de Prevenção de Situações de Negligência,1.Cuidadosde HigieneCRIANÇA4.Momentosde DescansoAbusos e Maus Tratos encontra-se também contempladonesta instrução de trabalho.3. Apoio na Alimentação:A instrução de trabalho IT03.PC06 – Apoio na Alimentação3.Apoio naAlimentaçãodefine as regras gerais de apoio às crianças nas refeições.4. Momentos de DescansoA instrução de trabalho IT04.PC06 – Momentos de Descansodefine as regras gerais relativas aos cuidados pessoais dascrianças nos momentos de descanso. São também definidasas características do espaço e dos equipamentos de apoio.3


PC06. Processo de Cuidados EspeciaisEntrada(Input)• Plano Desenvolvimento Individual - PDI• Projecto Pedagógico• Plano de Actividades de Sala• Necessidades diárias específicas (interacções dos pais sobre as necessidades pontuais dacriança: Registo das Entradas no Estabelecimento - IMP01.PC04; Registos das Saídas doEstabelecimento - IMP02.PC04)ActividadesResponsáveisDoc’s ReferênciaCuidados dehigieneD DT ED AJ Instruções de trabalho Impressos / anexos• • •IT01.PC06 –Cuidados de Higiene• Plano de Actividades de Sala -IMP02.IT01.PC05• Anexo A – Relacionamento• Anexo C - Características do Equipamentoe Material Lúdico-PedagógicoCuidados desaúde• • •IT02.PC06 –Cuidados de Saúde• IMP02.IT01.PC05 – Plano de Actividadesde Sala• Anexo A – RelacionamentoApoio naalimentação• • •IT03.PC06 –Apoio na Alimentação• IMP02.IT01.PC05 – Plano de Actividadesde Sala• Anexo A – RelacionamentoMomentos dedescanso• • •IT04.PC06 –Momentos deDescanso• IMP02.IT01.PC05 – Plano de Actividadesde Sala• Anexo A – RelacionamentoSaída(Output)• PDI revisto• Projecto Pedagógico e Planos de Actividades de Sala revistos• Acções de formação junto das famílias• Crianças em boas condições de higiene e saúdeIndicadores• Grau de cumprimento dos objectivos definidos no PDI (aquisições no período de tempoestabelecido) e no Plano de Actividades de Sala• % de medicamentos administrados de acordo com o programa estabelecido• % de crianças entregues indiciando falta de higiene• % de crianças entregues indiciando maus tratos• % de crianças com problemas de repouso• % de crianças com problemas de controle de esfíncteresGestor do processoEducador de Infância4● Gestor do processo / ● Intervenientes no processo / D - Director / DT - Director Técnico / ED - Educador de Infância / AJ - Auxiliar de Acção Educativa


Processo de Cuidados Especiais .PC06IT01.PC06Instrução de Trabalho –Cuidados de Higieneelaborado:data:aprovado:data:1. REGRAS RELATIVAS AOS CUIDADOS DE HIGIENE DAS CRIANÇASOs cuidados de higiene são prestados de acordo com o estabelecido no PDI de cada criança.A prestação dos cuidados de higiene é aproveitada como ocasião para estabelecer relação com acriança e promover a aquisição de competências por parte desta, processando-se de formaindividualizada (p.e. as crianças não são colocadas todas ao mesmo tempo na sanita ou a lavaras mãos).Os colaboradores lidam com os acidentes de asseio das crianças de forma calma e adequada.Os colaboradores explicam à criança a razão de determinados procedimentos de higiene, nomomento em que as crianças os executam (p.e. lavar as mãos, puxar o autoclismo).Na realização de determinadas actividades ou tarefas, as crianças devem utilizar vestuário deprotecção adequado (p.e. bata, bibe, avental de pintura).Quando são identificadas situações que indiciam falta de higiene (p.e. fralda não foi mudada,criança com frequentes eczemas) deve-se proceder ao seu registo, utilizando para o efeito oimpresso IMP02.IT01.PC05 - Plano de Actividades de Sala.As crianças são incentivadas a lavar as mãos antes de comer, depois de brincar na terra, demexer em animais, limpar o nariz e de ir à casa de banho.As crianças são encorajadas a ser autónomas e independentes no seu arranjo pessoal (p.e. acooperarem na tarefa de vestir e despir, lavar as mãos, ir ao bacio/sanita sozinhas), de acordocom as suas capacidades e desenvolvimento.O arranjo pessoal das crianças é um período utilizado para promover experiências deaprendizagem.Os colaboradores procuram tornar as tarefas de cuidados pessoais agradáveis para as crianças(p.e. cantar canções enquanto se lava a cara da criança ou penteia o cabelo).5


PC06. Processo de Cuidados EspeciaisIT01.PC06 / Instrução de Trabalho – Cuidados de HigieneO estabelecimento tem um plano de cuidados dentários para as crianças de acordo com asrecomendações dos especialistas (p.e. lavar os dentes depois das refeições com materialindividual para cada criança).Os colaboradores asseguram-se do cumprimento deste plano.Os colaboradores prestam informação às famílias sobre os cuidados de higiene e sobreestratégias promotoras de uma maior autonomia das crianças neste domínio, promovendo umacontinuidade entre os cuidados prestados em casa e os prestados no estabelecimento (p.e.informação sobre cuidados dentários, controle de esfíncteres/deixar a fralda, cuidados com ahigiene do corpo).Os progressos de cada criança relativamente à sua autonomia nos cuidados de higiene, sãoregistados no impresso IMP01.IT02.PC02 - Ficha de Avaliação de Diagnóstico – Perfil deDesenvolvimento e são do conhecimento da família.1.1 Crianças que usam fraldaA fralda deve ser mudada tanta vezes quantas as necessárias, de forma segura e higiénica.Na preparação da criança para comer, descansar ou entrega à família, os colaboradoresverificam o estado da fralda, procedendo, se necessário, à sua troca.A criança nunca deve ser deixada sozinha em cima do espaço onde se muda a fralda.O período de muda de fralda deve ser utilizado como tempo de estabelecimento de laçosafectivos e de aprendizagem e autonomia, falando com a criança e dando-lhe tempo parainteragir (p.e. identificar partes do corpo).1.2 Crianças que não usam fraldaOs colaboradores devem incentivar os esforços da criança na aquisição de uma maior autonomiaao nível da higiene (p.e. elogiar o esforço da criança).É estabelecido um plano de controlo de esfíncteres para cada criança, que deve ser articuladocom a família, de forma a estabelecer-se uma ligação na prestação dos cuidados pessoais e nasaprendizagens da criança;É permitido que as crianças mais pequenas possam observar como as mais velhas utilizam acasa de banho;Sempre que necessário, e de acordo com as suas necessidades e desenvolvimento, as criançastêm acesso ao bacio ou à sanita, não se verificando a existência de uma rotina de colocar ascrianças todas ao mesmo tempo.Antes e depois das refeições, as crianças vão lavar as mãos e antes de comer é-lhes perguntadose necessitam de utilizar o bacio ou sanita.Os colaboradores encorajam as tentativas das crianças em se tornar autónomas ao nível da suahigiene pessoal.2. REGRAS RELATIVAS AOS CUIDADOS DE HIGIENE DOS COLABORADORESOs colaboradores mantêm uma higiene pessoal cuidada, lavando as mãos como rotina (p.e.sempre que chegam à creche, antes de começar a trabalhar, antes e depois de administraremprimeiros socorros, antes de dar de comer às crianças, antes e depois de cada muda de fraldas,depois de irem à casa de banho ou de terem ajudado a criança nessa tarefa, depois de utilizaremum lenço, depois de manusear lixo, depois de tocarem nos olhos, orelhas, nariz, cabelo ou boca,6


Processo de Cuidados Especiais .PC06IT01.PC06 / Instrução de Trabalho – Cuidados de Higienesua ou da criança, depois dos intervalos de descanso, depois de mudar os bebés, depois detocar em animais).Os colaboradores usam vestuário e calçado, adequado e confortável à realização das actividadescom as crianças.O estabelecimento disponibiliza contentores de toalhas em rolo ou toalhas de papel para secar asmãos. Poderão ser utilizados toalhetes em situação de emergência (p.e. falta de água), de formaa manter uma barreira protectora dos germes.3. REGRAS RELATIVAS AOS CUIDADOS DE HIGIENE E LIMPEZA DO ESPAÇO EEQUIPAMENTO/UTENSÍLIOSEstá estabelecido um Plano de Limpeza e Higiene das Infra-estruturas que prevê a periodicidadede limpeza dos espaços, equipamento/utensílios.Sempre que os serviços de higiene das instalações e equipamento são subcontratados, oestabelecimento deve assegurar que a entidade prestadora do serviço respeita osprocedimentos e a legislação em vigor.3.1 Higiene e limpeza dos espaços• Os espaços onde são realizadas as actividades com as crianças (salas e refeitórios), sãolimpos e arrumados no final de cada dia.• Nos espaços destinados às crianças mais pequenas (berçário) só é permitida a utilização desapatos com uma protecção, por parte dos adultos;• A área de mudança das fraldas deve estar separada da área de refeições e deve;• ser utilizada só para esse efeito;• ser limpa e desinfectada depois de cada muda;• estar junto de uma área com água quente corrente;• estar próxima da área de arrumação do equipamento e utensílios necessários para o efeito(p.e. toalhetes, fraldas, pomadas, contentor de fraldas sujas).• O contentor destinado às fraldas sujas e toalhetes encontra-se selado e fora do alcance dascrianças.• Os espaços de preparação e confecção da alimentação dos bebés (p.e. bancada, esterilizadorde biberões) e os respectivos utensílios individuais (p.e. biberão) são arrumados após cadautilização.• A desinfestação das instalações é efectuada, no mínimo, anualmente, de acordo com o Planode Desinfestação.3.2 Higiene e limpeza equipamento/utensíliosPlano de Limpeza e Higiene das Infra-estruturas prevê:• A mudança semanal da roupa de cama (i.e. catre e berço) das crianças ou sempre quenecessário;• A limpeza e desinfecção semanal dos berços e catres ou sempre que necessário;• A limpeza e desinfecção diária dos objectos utilizados nos cuidados de higiene das crianças(p.e bacios, contentor de fraldas, sanitas)Esta tarefa deverá ser realizada num local específico, separado do espaço onde se realizam asactividades com crianças;7


PC06. Processo de Cuidados EspeciaisIT01.PC06 / Instruções de Trabalho – Cuidados de Higiene• A limpeza semanal do material lúdico-pedagógico ou sempre que necessário;O estabelecimento deve garantir que este material se encontre nas condições de higiene esegurança estipulados na legislação em vigor e seja avaliado, pelo menos, uma vez por ano,para verificação da manutenção das condições iniciais.Os objectos individuais para os cuidados de higiene das crianças devidamente identificados emantidos em perfeitas condições de limpeza, conservação e arrumação (p.e. bacios, copos,escovas de dentes, pastas de dentes são lavados depois de cada utilização).Os berços e os catres nunca são utilizados por outra criança sem antes serem lavados.Os berços e os catres são colocados de forma a evitar a propagação de germes. Os catresdevem ser colocados de forma a permitir que as crianças, quando colocadas a dormir, seencontram separadas, no mínimo, por 70 centímetros.Depois de todas as crianças terem acordado, os catres são arrumados e o espaço é arejado. Oslençóis e mantas de cada criança são sacudidos e colocados dobrados dentro de sacosindividuais e arrumados.8


Processo de Cuidados Especiais .PC06IT02.PC06Instrução de Trabalho –Cuidados de Saúdeelaborado:data:aprovado:data:1. ACIDENTES E DOENÇAExiste um colaborador responsável pelos procedimentos necessários em situação de acidentesou de doença.Estes procedimentos estão sempre acessíveis a todos os colaboradores.O estabelecimento disponibiliza informação às famílias sobre cuidados de saúde e dedesenvolvimento das crianças (p.e. nutrição, doenças relacionadas com crianças e respectivosprocedimentos, serviços e locais de saúde, reconhecimento de problemas de saúde,encaminhamento das situações e despistagem de saúde gratuitos).Todos os contactos necessários para resolução de situações de emergência de uma criança (p.e.contactos da família, do médico assistente, de seguros de saúde, do número de emergêncianacional, do serviço de bombeiros, do hospital), estão em local acessível aos colaboradores.1.1 DoençaAs famílias têm conhecimento das regras de actuação do estabelecimento em situações deemergência médica ou de doença da criança.Para prestar cuidados de saúde o estabelecimento dispõe de apoio de um médico ou enfermeiro(p.e. através do estabelecimento de protocolos de colaboração com o centro de saúde da área doestabelecimento).No estabelecimento existe um colaborador com formação na área de primeiros socorros. Na suaausência deve estar nomeado um substituto.Os colaboradores possuem formação para a identificação e detecção de doenças contagiosas,sobretudo para as mais frequentes nesta faixa etária (p.e. sarampo, varicela, papeira).Em todas as situações de acidente, o colaborador respeita as normas de higiene estabelecidasno âmbito dos cuidados de primeiros socorros.9


PC06. Processo de Cuidados EspeciaisIT02.PC06 / Instruções de trabalho – Cuidados de SaúdeNas situações em que a criança fique doente ou ocorra um acidente durante a sua permanênciano estabelecimento, o responsável realiza uma avaliação sumária da gravidade da situação:• Se a criança necessitar de cuidados médicos urgentes, o responsável entra em contacto com afamília e dirige-se ao serviço de saúde respectivo. Caso a criança regresse aoestabelecimento, deve permanecer em local destinado para o efeito e se necessárioacompanhada até à chegada da família;• Se a criança não necessitar de cuidados médicos urgentes, o estabelecimento entra emcontacto a família, para a entregar aos seus cuidados.Para prevenir situações de contágio a criança deve permanecer acompanhada num espaçodestinado para o efeito.No caso em que a criança tenha que permanecer em casa por motivos de saúde, oestabelecimento entra em contacto com a família para tomar conhecimento da situação de saúdeda criança.No caso de doença contagiosa deve ser avaliada a situação de possível contágio a outras criançase serem tomadas as medidas necessárias, nomeadamente, alertar as entidades responsáveis.Em situação de doença prolongada que implique a permanência da criança em casa por mais detrês dias úteis, esta só poderá voltar a frequentar o estabelecimento após apresentação de umadeclaração médica que ateste a sua situação de saúde.Existe uma caixa de primeiros socorros em todas as salas de actividades para as crianças,acessível aos colaboradores e fora do alcance das crianças. O seu conteúdo é verificadoregularmente (p.e. prazos de validade e respectivo conteúdo) e reconhecido pelas autoridadesnacionais de saúde.No impresso IMP01.IT01.PC03- Plano de Desenvolvimento Individual da Criança, são registadostodos os problemas de saúde da criança (p.e. alergias, perda de audição, hiperactividade,medicação e outras necessidades educativas especiais), informação que é utilizada para aplanificação das actividades com cada grupo de crianças e com essa criança específica.Estes registos devem fazer parte do Processo Individual da Criança.2. ASSISTÊNCIA MEDICAMENTOSA:O estabelecimento só deverá administrar medicamentos mediante a apresentação de prescriçãoou declaração médica pelas famílias.Na ausência de declaração médica, deve ser solicitado às famílias um termo de responsabilidade,identificando a forma e horário de administração do medicamento.Os medicamentos são guardados em local seguro, nas embalagens originais, salvaguardando-seas suas condições de preservação e de validade.O responsável pela assistência efectua os registos da assistência medicamentosa, utilizando parao efeito o impresso IMP02.IT01.PC05 - Plano de Actividades da Sala (parte “Avaliação”).No final do dia, deve ser transmitida à família informação relativa ao estado de saúde da criança ecomo decorreu a administração de medicamentos à criança.Quando a administração de medicamentos envolve conhecimentos técnicos específicos ou aexecução de determinados procedimentos, os colaboradores directamente envolvidos devem terformação adequada (p.e. na administração de insulina, que fazer perante um ataque de epilepsia).10


Processo de Cuidados Especiais .PC06IT02.PC06 / Instruções de trabalho – Cuidados de Saúde3. PREVENÇÃO DE SITUAÇÕES DE NEGLIGÊNCIA, ABUSOS E MAUS TRATOS:O colaborador com formação na área de enquadramento jurídico-legal de protecção de crianças,procede, em articulação com os responsáveis pelas crianças à identificação de eventuaissituações de negligência, abusos e maus tratos. Independentemente de as mesmas terem tidoorigem interna ou externa ao estabelecimento o colaborador deverá:• Sempre que necessário, deve fazer apelo às entidades e serviços da comunidade comcompetência em matéria de infância (p.e. Serviços da Segurança Social) para uma avaliaçãoda situação.• Sempre que se justifique deve proceder à notificação e sinalização da situação junto dasautoridades competentes (p.e. Comissão de Protecção de Crianças e Jovens);• Executar medidas de promoção e protecção da criança em articulação com as autoridadescompetentes.11


PC06. Processo de Cuidados EspeciaisIT03.PC06Instrução de Trabalho –Apoio na Alimentaçãoelaborado:data:aprovado:data:1. PREPARAÇÃO PARA AS REFEIÇÕES:De acordo com a informação disponibilizada pelas famílias no processo de recepção e entregadiária das crianças (Recepção e Entrega Diária da Criança - PC04), existe um colaboradorresponsável por recolher a informação, em tempo útil, necessária sobre o número de refeições aconfeccionar de acordo com a ementa e eventuais situações de dieta.Após recolha, esta informação é transmitida ao colaborar responsável pela confecção dasrefeições.De acordo com o ritmo de desenvolvimento da criança e as suas competências, as actividades deapoio na alimentação são aproveitadas como ocasião para estabelecer relação individualizada com acriança e promover a aquisição de competências por parte desta, nomeadamente na realização depequenas tarefas de preparação do espaço da refeição (p.e. ajudar a colocar os pratos, guardanapose talheres na mesa), no período de refeições (p.e. usa a colher sozinha para comer, segura o copopara beber) e no período pós-refeições (p.e. lavar as mãos depois de comer).As crianças lavam as mãos antes de comer.2. PERÍODO DAS REFEIÇÕESOs períodos das refeições devem ser ocasiões agradáveis para todos os envolvidos (p.e.colaboradores são pacientes com as crianças que comem devagar e com a desordem que estasfazem à refeição).A distribuição das refeições têm em conta o apoio e promoção da autonomia das crianças naalimentação, promovendo a oportunidade de aprendizagens básicas mas, sempre que necessárioauxiliam aquelas que apresentam maiores dificuldades respeitando os ritmos de aprendizagemde cada uma (p.e. as crianças podem comer sozinhas sem preocupação pela sujidade ou pelotempo que demoram a comer), em que:12


Processo de Cuidados Especiais .PC06IT03.PC06 / Instruções de trabalho – Apoio na AlimentaçãoAs crianças com alimentação à base de biberões e papas:• A distribuição das suas refeições respeita o ritmo e necessidades de cada uma e édisponibilizada de forma individualizada e não tanto como parte de uma rotina (p.e. os bebéscom menos de 8 meses são alimentados ao colo enquanto bebem o biberão, procurando-seque seja sempre o mesmo colaborador a realizar esta tarefa e que este disponibilize umaatenção individualizada à criança);• As crianças com alimentação à base de biberão são alimentadas individualmente, ao colo,devendo o colaborador procurar estabelecer contacto ocular com esta;• As crianças, dependendo da idade e autonomia, e que se alimentem de papas e sopas, deverãoficar sentadas numa cadeira de alimentação individual ou à mesa e em pequeno grupo.• As crianças com alimentação sólida e autónomas:• Possuem lugar sentado à mesa, procurando-se que a sua distribuição se faça de acordocom os seus grupos naturais de actividades;• Não são obrigadas a manter-se sentadas à mesa após ter acabado de comer;• Tomam as suas refeições em pequenos grupos ou individualmente, quando necessáriorespeitando o seu desenvolvimento.• Os colaboradores:• Preparam a comida sólida de modo a que as crianças possam comer em segurança;• Têm em consideração a existência de crianças que se encontram em situação denecessitar de uma dieta alimentar ou com necessidades especiais.Durante a refeição, os colaboradores (i.e. educador de infância e ajudantes de acção educativa)sentam-se à mesa com as crianças e usam este período de tempo para:• Desenvolver competências e autonomias (p.e. as crianças são encorajadas a comer sozinhas);• Encorajá-las a apreciar diferentes tipos de comidas e a utilizar os diferentes utensílios (p.e.colher, garfo, faca, copo).As crianças são encorajadas:• A comer algo que outra criança lhes dê, excepto quando não estão salvaguardadas condiçõesde higiene no seu manuseamento;• A não comer alimentos ou usar utensílios que tenham caído no chão.3. PERÍODO PÓS-REFEIÇÕES:Depois de comer a criança procede à sua higiene pessoal (p.e. lavar as mãos).As crianças não vão para a cama com comida.Durante o tempo de permanência das crianças no estabelecimento, são disponibilizados bebida(p.e. água) e comida (p.e. bolachas) frequentemente e sempre que a criança solicitar.As crianças são encorajadas mas não forçadas a comer.A comida ou bebida nunca é utilizada como estratégia de recompensa ou de punição docomportamento da criança.São registados os progressos de desenvolvimento de cada criança no são cuidadosamenteregistados na Ficha de Avaliação Diagnóstica – Perfil de Desenvolvimento (IMP01.IT02.PC02) e,sempre que necessário, conduzem à revisão do Plano de Desenvolvimento Individual.As famílias são informadas dos progressos das crianças.13


PC06. Processo de Cuidados EspeciaisIT03.PC06 / Instruções de trabalho – Apoio na AlimentaçãoIT04.PC06Instrução de Trabalho –Momentos de Descansoelaborado:data:aprovado:data:1. ACTIVIDADE DE REPOUSO:A preparação para os momentos de descanso é aproveitada como ocasião para estabelecer umarelação individualizada com a criança e promover-lhe a aquisição de competências (p.e.descrever à criança o que vai acontecer para que se possa proceder à sua auto-regulação,quando se está a despir a criança identificar partes do corpo).Devem ser promovidos momentos de descanso confortáveis e relaxantes para as crianças:• Respeitando as necessidades e ritmos de desenvolvimento de cada uma, e não tanto comoparte de uma rotina do estabelecimento;• Num espaço destinado para o efeito e cujo ambiente e decoração sejam adequados ao fim aque se destina (i.e. com os berços/catres individuais, brinquedos e peluches suaves ao toque,pouca luminosidade e pouco ruído ambiente).A preparação para o período de descanso implica um espaço de transição para:• Uma preparação individual com cada criança, percebendo-se que nem todas necessitam dedormir à mesma hora, respeitando assim o seu ritmo individual;• Uma suave mudança entre as actividades/brincadeiras mais activas e o dormir (p.e. através deutilização de música suave ou contar histórias).Crianças com idade até 12 meses:• São colocadas a descansar em berços individuais, já preparados com os seus lençóis e mantapreviamente identificados;• Devem ser colocadas a dormir numa posição adequada (p.e. de costas e ligeiramente sobreum dos braços, com apoio nas costas e peito e nunca são colocadas a dormir de barriga parabaixo);• Não são colocados objectos no berço para além do seu brinquedo preferido, (p.e. almofadas,brinquedos), especialmente junto ao seu nariz ou boca;14


Processo de Cuidados Especiais .PC06• São retiradas do berço à medida que vão acordando e levadas para o espaço de transição,onde permanecerão a realizar actividades.Crianças com idade superior a 12 meses:• De acordo com o nível de autonomia e independência de cada criança, cada uma ajuda adespir-se e a descalçar-se, em que estes momentos são aproveitados pelos colaboradorespara promover novas aprendizagens (p.e. identificando partes do corpo e roupa utilizada);• Antes de ser colocada a dormir a criança pode ter necessidade de ir ao bacio ou à sanita;• São colocadas a descansar em catres individuais, já preparados com os seus lençóis e mantae que previamente foram identificados;• Os catres são colocados no espaço destinado para o efeito (p.e. sala de actividades ou numasala cujo objectivo é só promover os períodos de descanso das crianças);• Para além do seu brinquedo preferido, não são colocados outros objectos no catre (p.e.almofadas, colchões, brinquedos);• Depois de as crianças serem colocadas a dormir, e de acordo com as necessidades de cadauma, um colaborador deverá permanecer com elas procurando acalmá-las até adormecer;• À medida que as crianças acordam, são ajudadas a vestir-se e levadas para o um espaço,onde ficam a realizar actividades mais sossegadas até as outras acordarem.Sempre que necessário, procede-se ao registo do decorrer desta actividade na parte “Avaliação”do impresso IMP02.IT01.PC05 - Plano de Actividades da Sala.2. ESPAÇO E O EQUIPAMENTO DE DESCANSO:Os colaboradores encontram-se atentos às necessidades de cada criança, percebendo quandocada uma necessita de descansar.O estabelecimento deve providenciar que o espaço de dormir esteja sempre disponível para acriança, para que esta o utilize sempre que necessário.O espaço onde as crianças vão descansar encontra-se sem fumos e não está sobreaquecido.Às crianças que não querem ou não precisam de dormir é possibilitado permanecer num espaçode transição. Este espaço de transição poderá ser noutra sala, ou quando o tempo o permite, noexterior. Se as crianças permanecerem no mesmo espaço que as outras que se encontram adormir, o estabelecimento deve providenciar formas de separação (p.e. biombos amovíveis).15


PC07.DocumentaçãoIT01.PC07Elaboração da EmentaPC07NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃOIT02.PC07Recepção, Armazenamento eConservação dos produtos alimentaresIT03.PC07Preparação e confecção dos alimentosIMP01.IT02.PC07Controlo de recepçãode matérias-primasIMP02.IT02.PC07Controlo da validade dos produtosMP03.IT03.PC07Registo de equipamentoentregue/recebidoIMP04.IT03.PC07Controlo de óleos de frituraIT04.PC07Distribuição das refeiçõesIMP05.IT04.PC07Recolha de amostras testemunha


PC07 Nutriçãoe Alimentação


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoPC07Processo de Nutriçãoe Alimentaçãoelaborado:data:aprovado:data:1. OBJECTIVOEstabelecer regras gerais para a elaboração de ementas, preparação, confecção edistribuição das refeições.2. CAMPO DE APLICAÇÃOAplica-se a todos os colaboradores que desenvolvem actividades no âmbito da elaboraçãodas ementas, preparação, confecção e distribuição das refeições.3. INDICADORES DO PROCESSOSão ferramentas essenciais para medir o desempenho dos Processos.A monitorização do processo será realizada através do controlo dos indicadores que devemser definidos pela Direcção do estabelecimento, em função do modelo organizacional e osobjectivos estratégicos da instituição.Os indicadores apresentados na matriz do processo são exemplos possíveis.2


Processo de Nutrição e Alimentação .PC07Início4. MODO OPERATÓRIO1.Identificação dasnecessidades alimentaresPDIRegisto dasentradas noestabelecimento1. Identificação das Necessidades AlimentaresA identificação das necessidades alimentares da criança érealizada em entrevista com os familiares (Entrevista dediagnóstico) e inscrita no Plano de Desenvolvimento Individual.À parte deste momento, novas necessidades podem ter lugar,nomeadamente com a prestação de informação diária da família naentrega da criança aos cuidados do estabelecimento (p.e.problemas de estômago/alteração da dieta).O estabelecimento define um plano de refeições estabelecido deacordo com as necessidades e interesses individuais de cadacriança e as preferências das famílias.2.Elaboração das ementas2. Elaboração das EmentasA elaboração de ementas segue o previsto na instrução de trabalhoIT01.PC07 – Elaboração de ementas.Deve obedecer às idades e fases de desenvolvimento das criançase às regras de uma alimentação equilibrada previstas No ponto 2da Instrução de Trabalho IT01.PC07 – Elaboração de ementas.3.Aquisição de alimentos/refeiçõesA3. Aquisição de Produtos Alimentares/RefeiçõesA aquisição de produtos alimentares é efectuada de acordo com asnecessidades alimentares previamente identificadas e deve serefectuada de acordo com os processos instituídos na organizaçãoao nível do aprovisionamento (Gestão de Compras).A aquisição de refeições no exterior é efectuada de acordo com osprocessos instituídos na organização ao nível do aprovisionamento(subcontratação de serviços de refeições/catering).Os fornecedores deverão ter implementado um sistema deautocontrolo.Para efeitos de validação do cumprimento dos requisitos, a título deexemplo o DT, deve:• Solicitar cópia da Certificação do Sistema HACCP;• Efectuar uma visita às instalações do fornecedor;• Solicitar uma cópia do plano de auditorias internas dofornecedor;• Pesquisa de referência do fornecedor no mercado.3


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoA4.Recepção, arrumação econservação dos produtosalimentares4. Recepção, Armazenamento e conservação de ProdutosAlimentaresA recepção e armazenamento de produtos alimentares é efectuadode acordo com os processos instituídos na organização ao nível daGestão de Compras.Nesta fase deve ser cumprida a legislação em vigor e as regras dehigiene na recepção e aprovisionamento de produtos alimentaresprevistas na instrução de trabalho IT02.PC07 – Recepção,Armazenamento e conservação de Produtos Alimentares.5.Preparação e confecçãode alimentos5. Preparação e confecção de alimentosNa preparação e confecção das refeições deve ser cumprida alegislação em vigor relativa à higiene e segurança alimentar e oestabelecido na instrução de trabalho IT03.PC07 – Preparação eConfecção de Alimentos.6. Distribuição e Transporte de Refeições6.Distribuição e transportedas refeiçõesNa distribuição e transporte das refeições deve ser cumprida alegislação em vigor relativa à higiene e segurança alimentar e oestabelecido na instrução de trabalho IT04.PC07 – Distribuição eTransporte de Refeições.Fim4


Processo de Nutrição e Alimentação .PC07Entrada(Input)• Regras de alimentação equilibrada• Crianças com necessidades alimentares especificas e/ou regimes específicos• N.º de refeições a servir• Plano de desenvolvimento individual• Registos da recepção diária da criança• Necessidades e expectativas das famílias e/ou crianças• Boas práticas de higiene e segurança alimentarActividadesResponsáveisDT PS CP T CZ N Instruções de trabalho ImpressosElaboração dasEmentas• • • •• IT01.PC07 – Elaboraçãoda EmentaRecepção,Aprovisionamento econservação deProdutos Alimentares• •• IT02.PC07 – Recepção,Armazenamento econservação de ProdutosAlimentares• Controlo de recepção dematérias-primasIMP01.IT02.PC07• Controlo da validade dosprodutos IMP02.IT02.PC07Preparação econfecção dealimentos• • •• IT03.PC07 – Preparação econfecção de alimentos• Registo de equipamentosentregues/recebidosIMP03.IT03.PC07• Controlo de óleos de frituraIMP04.IT03.PC07Distribuição etransporte dasrefeições• •• IT04.PC07– Distribuição eTransporte de Refeições• Recolha de amostrastestemunha IMP05.IT04.PC07Saída(Output)• N.º de refeições servidas• N.º de ocorrências (identificação de problemas decorrentes do fornecimento de refeições)• Necessidades e expectativas das famílias e/ou crianças satisfeitas• Refeições adequadas aos interesses individuais de cada criançaIndicadores• N.º de refeições planeadas/n.º de refeições servidas• N.º de ocorrências• N.º de reclamaçõesGestor do processoDirecção Técnica● Gestor do processo / ● Intervenientes no processo / D - Director / DT - Director Técnico / CZ - Cozinheiro / N - Nutricionista5


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoIT01.PC07Instrução de Trabalho –Elaboração da Ementaelaborado:data:aprovado:data:1 - ELABORAÇÃO DE EMENTASDe acordo com as regras de uma alimentação saudável, a elaboração da ementa deve observaros seguintes aspectos:• Ser equilibrada, variada e rica nutricialmente, respeitando o contexto sócio-cultural dascrianças a que se destina;• Ser diversificada e estar de acordo com o desenvolvimento das crianças a que se destina;• Respeitar as preferências e necessidades individuais de cada criança;• Ser elaborada com a colaboração de todos os responsáveis no estabelecimento por esteprocesso (director do estabelecimento, cozinheiro) e com o aconselhamento de umnutricionista;• Ser elaborada, no mínimo, semanalmente, pelos responsáveis por este processo noestabelecimento;• Em situação de necessidade, possuir dietas especiais.O responsável pelo fornecimento de refeições tem conhecimento, em tempo útil, de:• Ementa;• Número de refeições a confeccionar;• Tipo de dietas e respectivo número.A ementa e respectivas dietas especiais são divulgadas e afixadas em local visível de forma apoderem ser consultadas pelas famílias.As famílias são informadas das ementas e das eventuais alterações das mesmas.2 - REGRAS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVELUma alimentação saudável e equilibrada é uma das condições necessárias para viver uma vidalonga e plena. Em seguida, enunciam-se algumas regras para uma alimentação saudável:6


Processo de Nutrição e Alimentação .PC07IT01.PC07 / Instrução de Trabalho – Elaboração da Ementa• Evitar todos os erros alimentares de seguida referidos.• Elevado consumo de sal:O elevado consumo de sal é responsável pela elevada prevalência de doenças como ahipertensão arterial, cancro do estômago, doenças cerebro-vasculares e cardio-circulatórias.• Elevado consumo de gorduras:Doenças cardiovasculares, dislipidemias e obesidade são causadas pelo elevado consumo degorduras na nossa alimentação.• Elevado consumo de açúcar e alimentos açucarados:Os doces e bebidas açucaradas, quando consumidos em excesso, podem contribuir para odesenvolvimento de doenças como a obesidade, diabetes e a cárie dentária.• Reduzido consumo de alimentos ricos em fibras:Hortaliças, legumes e frutos são excelentes fornecedores de fibras alimentares, vitaminas eminerais.• Sabemos que o seu reduzido consumo está relacionado com o aumento da prevalência dedoenças como a obstipação e alguns tipos de neoplasias.• Saltar refeições e não tomar o pequeno-almoço:Começar o dia sem tomar o pequeno-almoço é um erro alimentar muito frequente. As suasconsequências são hipoglicemias matinais, falta de atenção, diminuição do rendimentointelectual na escola e no trabalho, entre outras.• Saltar refeições intercalares, como as merendas da manhã e da tarde contribui para a perdada massa muscular, que é consumida para produzir a glicose essencial ao funcionamento dascélulas, nomeadamente dos neurónios.A Alimentação deve ser muito variada, tendo em conta as recomendações emanadas pela Rodados Alimentos Portugueses.• A nova Roda dos Alimentos é composta por 7 grupos de alimentos de diferentesdimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estarpresente na alimentação diária:• Cereais e derivados, tubérculos – 28%• Hortícolas – 23%• Fruta – 20%• Lacticínios – 18%• Carnes, pescado e ovos – 5%• Leguminosas – 4%• Gorduras e óleos – 2%• (Promover um consumo adequado de alimentos do grupo dos legumes e frutos (43% do totaldiário a ingerir), devido à sua riqueza em fibras alimentares, vitaminas (Vitamina C, vitaminasdo complexo B e beta-carotenos) e minerais.• Restringir o consumo de calorias totais (adequar as calorias ingeridas às necessidades reais eà actividade desempenhada).• Preferir preparados culinários mais saudáveis como cozidos, cozidos a vapor, assados,grelhados e estufados.• Evitar consumir fritos e refogados. Rejeitar sempre as partículas queimadas resultantes daconfecção dos alimentos (nomeadamente nos fritos, assados e grelhados).• Fazer 5 ou 6 refeições diárias, distribuindo assim as calorias ingeridas de forma harmoniosa.• Ter o cuidado de comer calmamente, mastigando e ensalivando bem os alimentos.• Ingerir água. Nunca esquecer que durante o Verão as necessidades hídricas aumentam.7


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoIT02.PC07Instrução de Trabalho – Recepção eAprovisionamento de Produtos Alimentareselaborado:data:aprovado:data:RECEPÇÃO DE PRODUTOSA zona de recepção de géneros alimentícios dispõe de:• Uma mesa de apoio;• Balança calibrada (100g a 50.000g);• Estrados em plástico ou prateleiras;• Termómetro de contacto.Na recepção dos géneros alimentícios devem controlar-se os seguintes aspectos:• Condições de transporte e descarga;• Conferência da mercadoria de acordo com a Nota de encomenda (prazo de entrega, hora deentrega, quantidades entregues);Condições de entrega do produto:• Rotulagem dos produtos - deve estar completo, não rasurado, não apagado, escrito emportuguês, conter o nome, prazo de validade, quantidade, condições de conservação ( seaplicável), nº de lote, lista de ingredientes ( ordem decrescente de quantidade), nome e morada doprodutor/fabricante. O rótulo deve ser mantido no último produto até consumo integral do mesmo.• Embalagem dos produtos - A embalagem primária (exterior) deve estar intacta, limpa e semquaisquer resíduos. Deve ser feita a desembalagem verificando a integridade dos produtos - seestão intactos, sem defeitos, se não existem pragas nas embalagens interiores.• Temperatura dos produtosAlimentos congelados: devem estar abaixo dos –18ºC.Alimentos frios: devem estar entre 0ºc e 6ºC.• ValidadeData de durabilidade mínima - “Consumir de preferência antes de ...”Data limite de consumo - “Consumir até...”8


Processo de Nutrição e Alimentação .PC07IT02.PC07 / Instrução de Trabalho – Recepção e Aprovisionamento de Produtos Alimentares• Estado de ConservaçãoProdutos frescos: controla as características organólepticas, cor, cheiro, viscosidade, brilho,textura, aspecto e frescura.Produtos congelados: controla a existência de gelo no interior da embalagem (não pode conter),pressiona com o dedo (não pode ceder nada).Mercearia: controlo visual de todos os produtos e controlo da existência de pragas.DEVOLUÇÃO DE PRODUTOSSão devolvidos:• Produtos diferentes dos requisitados;• Produtos com prazo de validade expirado;• Produtos com alterações das características organolépticas;• Produtos molhados ou com manchas de humidade;• Produtos com manchas de óleos ou outra substância estranha;• Produtos com indício de infestação (roído ou com dejectos);• Embalagens conspurcadas, violadas ou danificadas;• Latas ou pacotes amolgados, enferrujados ou violados;• Produtos em frascos com bolhas de ar no interior;• Congelados que se apresentem semi-descongelados ou com sinais de cristais de gelo;• Rotulagem pouco perceptível ou incompleta;• Produtos cárneos sem selo de salubridade.ARMAZENAGEM À TEMPERATURA AMBIENTERegras de armazenagem:• O armazém permite uma higienização fácil e eficaz;• Todos os produtos alimentares estão protegidos do sol/calor, chuva e pragas;• Arejado e em boas condições de conservação (sem fendas ou outros possíveis abrigos deroedores) e limpeza;• As zonas de armazenamento devem estar arejadas e em boas condições de conservação (semfendas ou outros possíveis abrigos de roedores) e limpeza;• As embalagens primárias não chegam a entrar nesta zona, sendo deitadas ao lixo logo narecepção;• Todos os produtos alimentares devem ser aprovisionados em material adequado á natureza doproduto;• Os produtos alimentares não podem estar em contacto directo com o chão ou paredes;• Os produtos alimentares são aprovisionados de forma separada e identificados;• O prazo de validade dos produtos alimentares deve estar visível;• Os produtos alimentares com data de validade mais antiga são os primeiros a seremconsumidos;• A validade dos produtos alimentares deve ser controlada com regularidade tendo em conta anatureza dos produtos e a origem de fornecimento;• O acesso deve ser restrito e controlado;• O Armazém está fechado;• O armazém deve ser um local seco e fresco;9


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoIT02.PC07 / Instrução de Trabalho – Recepção e Aprovisionamento de Produtos AlimentaresREFRIGERAÇÃONa arrumação dos produtos deve ter-se em conta que:• O ar frio deve circular entre os produtos;• Nunca se devem colocar alimentos quentes no interior das câmaras;• As portas das câmaras devem ser abertas o mínimo de vezes possível;• Todos os alimentos devem estar tapados, identificados, em recipientes adequados eorganizados por tipo de alimentos (parte superior - alimentos cozinhados, parte do meio -carne e peixe frescos, parte inferior - frutas e legumes);• Todos os alimentos perecíveis se encontram à temperatura de 0 a 6ºC no caso de refrigeraçãoe no caso de congelados ≤ -18ºC.CONGELAÇÃOA câmara de congelação deve estar sempre limpa, sem gelo, sem excesso de alimentos nointerior (1/4 livre).Na arrumação dos produtos deve ter-se em conta que:• A câmara deve estar organizada por tipos/grupos de alimentos;• Nunca se devem colocar alimentos não congelados nas câmaras de congelação;• Os alimentos devem estar protegidos e identificados com o rótulo;• Os alimentos congelados encontram-se a temperatura £ - 18ºC.O controlo de recepção de matérias primas é realizado no impresso IMP01.IT02.PC07 – Controlode matérias primas.O controlo da validade dos produtos é realizado no impresso IMP02.IT02.PC07 - Controlo davalidade dos produtos.10


Processo de Nutrição e Alimentação .PC07IT03.PC07Instrução de Trabalho –Preparação e Confecção de Alimentoselaborado:data:aprovado:data:1 - HIGIENE E SAÚDE PESSOALTodas as pessoas que trabalham na cozinha fazem exame médico completo ao iniciar a suaactividade e regularmente de acordo com a legislação em vigor.De acordo com a legislação devem:• Utilizar vestuário e calçado (deve ser antiderrapante e perfurado) exclusivos do local detrabalho;• Farda branca não contendo bolsos nem botões à frente;• Usar touca branca, que cubra a totalidade do cabelo;• Não usar adornos (brincos, relógios, anéis, pulseiras);• Evitar maquilhagem excessiva e perfumes fortes;• As unhas devem estar sempre curtas, limpas e sem verniz.LAVAGEM DAS MÃOSComo se devem lavar as mãos?• Deve estar disponível agua quente e fria e lavatório específico de pedal, para lavar as mãos;• Utilizar água corrente potável;• Utilizar sabão líquido bactericida;• Lavar mãos, antebraços, espaços interdigitais, costas das mãos e por baixo da aliança (caso atenha);• Escovar bem as unhas;• Secar as mãos com toalhetes de papel descartáveis (nunca com pano da loiça ou toalha);• Se a torneira for manual, fechar com um toalhete de papel (o ideal é que a torneira seja defecho automático);• Passar as mãos por desinfectante alcoólico;• Todo o pessoal deve manter as mãos bem cuidadas e hidratadas.11


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoIT03.PC07 / Instrução de Trabalho – Preparação e Confecção de AlimentosQuando se devem lavar as mãos?• Antes de iniciar o serviço;• Após a utilização dos sanitários;• Depois de manipular alimentos crus;• Depois de comer ou fumar;• Depois de mexer no cabelo, olhos, boca, nariz ou ouvidos;• Depois de proteger um espirro, tosse ou se assoar;• Após manipular produtos químicos ou produtos de limpeza;• Após tocar em objectos sujos (lixo, dinheiro, embalagens usadas...).Como se devem proteger as feridas?• Sempre que se tenha um corte, ferida ou queimadura deve-se proteger com um penso rápido,dedeira ou luva.O director do Estabelecimento disponibiliza uma mala de primeiros socorros completa(desinfectantes, cicatrizantes, pomada para queimaduras, tesoura, pensos, gaze,...), devidamenteassinalada e acessível a todo o pessoal da cozinha, mas protegida do acesso por crianças.INSTALAÇÕES SANITÁRIASEstão assinaladas, equipadas com lavatório e dispõem de papel higiénico, papel para secagemdas mãos, sabão líquido (de preferência bactericida), com doseador:• Torneiras de accionamento não manual;• Balde de lixo;• Escova piaçaba.VESTIÁRIOSDevem estar sempre limpos e arrumados:• Todos os objectos pessoais devem estar guardados nos vestiários dentro dos respectivoscacifos pessoais;• Os vestiários possuem chuveiro.ARMAZENAMENTONa zona de armazenagem e manipulação de alimentos é proibido:• Tomar ou guardar medicamentos;• Comer;• Mascar pastilha elástica;• Fumar;• Entrada de pessoas estranhas à cozinha sem bata e touca.Existem batas e toucas suplementares para a entrada dessas pessoas.Qualquer funcionário que esteja constipado ou com gripe não deve estar em contacto com osalimentos, realizando outras tarefas.2 - HIGIENE NA PREPARAÇÃO E CONFECÇÃO DE ALIMENTOSMATERIAISTodos os materiais, utensílios e equipamentos que entram em contacto com os alimentos sãomantidos limpos e são:12


Processo de Nutrição e Alimentação .PC07IT03.PC07 / Instrução de Trabalho – Preparação e Confecção de Alimentos• Fabricados com materiais adequados ( plástico resistente e inox) e mantidos em boascondições de arrumação e em bom estado de conservação, limpeza perfeita e desinfecção,sempre que necessário;• Instalados de modo a permitir a limpeza adequada da área circundante.RESÍDUOS ALIMENTARES• Os resíduos, alimentares ou outros, não devem ser acumulados em locais onde sãomanipulados alimentos, excepto na medida em que tal seja inevitável para a execuçãoadequada do trabalho.• Os resíduos alimentares estão ser depositados em contentores fechados e mantidos emcondições que permitem fácil limpeza e desinfecção.• Os funcionários da cozinha efectuam a remoção dos resíduos após terem sido servidas asrefeições.• Os resíduos são armazenados em locais que permitem boas condições de limpeza e fora dasinstalações do estabelecimento. A recolha dos resíduos é efectuada pelas entidadescompetentes.ABASTECIMENTO DE ÁGUA• A água utilizada no abastecimento corresponde às características de qualidade da água paraconsumo humano indicadas na legislação em vigor.• Sempre que é necessário gelo o mesmo é fabricado a partir de água potável e em condiçõesque previnam qualquer tipo de contaminação. O gelo é fabricado, manipulado e armazenadoem condições que o protejam de qualquer tipo de contaminação.• Toda a água utilizada nas instalações alimentares do estabelecimento é própria para consumohumano.DESCONGELAÇÃOA descongelação é realizada em câmara frigorífica, entre 0 e 6ºC. Assim os alimentos sãoretirados no dia anterior à sua confecção da câmara de descongelação para a câmara derefrigeração. Os alimentos a descongelar são colocados em grelhas ou placas perfuradas de talmodo que não toquem no líquido de exudação que se vai formando quando da descongelação.Em situações de emergência os alimentos são descongelados em microondas ou sob águacorrente fria (nunca quente), isolados por saco plástico.• Os produtos descongelados são utilizados durante as 24h seguintes à sua descongelação;• Os produtos alimentares congelados nunca são recongelados, arremessados para seremseparados, descongelados em água quente ou à temperatura ambiente.Nota: Legumes, por exemplo, são confeccionados sem descongelar.PREPARAÇÃO DE ALIMENTOS CRUSExistem quatro zonas de trabalho diferentes: carnes cruas, pescado cru, vegetais crus e produtosconfeccionados.• Quando, por razões de disponibilidade, não forem utilizadas estas zonas, é realizada a limpezae desinfecção entre as operações;• Existem 4 cores diferentes dos materiais utilizados (facas e tábuas de corte) de acordo com asdiferentes zonas de trabalho.13


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoIT03.PC07 / Instrução de Trabalho – Preparação e Confecção de AlimentosLAVAGEM E DESINFECÇÃO DE FRUTAS E LEGUMES CRUSExistem dispositivos adequados para a lavagem dos alimentos, designadamente tinas, cubas ououtros equipamentos desse tipo, devidamente limpos, feitos com materiais anti corrosivos eabastecidos de água potável quente e fria.Etapas:• Eliminar sujidade e partes não comestíveis;• Lavar com água abundante• Desinfectar com:• Pastilhas de desinfecção de legumes e frutos. Ter em conta o rótulo – tempo de reacção edosagem correctos;• Lixívia neutra (sem detergente e a 3% de Cl activo) na proporção de 1 dl de lixívia, para 10 lde água. Submergir os alimentos durante 15 min. Ver tabela abaixo, para conversões:Água5 litro(l)Lixívia0,5 decilitro (dl) ou 5 centilitro (cl) ou 50mililitros (ml)10 l0,1 l ou 1 dl ou 10 cl ou 100 ml20 l0,2 l ou 2 dl ou 20cl ou 200ml30 l0,3 l ou 3 dl ou 30cl ou 300ml• Enxaguar abundantemente com água corrente;• Escorrer bem os produtos;• No final, limpar e desinfectar com água e lixívia, os recipientes, facas, tábuas utilizadas;Se não forem logo consumidos os produtos depois de lavados e desinfectados são guardados emfrio positivo, colocados em recipientes próprios e protegidos.CONFECÇÃO DE REFEIÇÕESEvitar contaminação cruzada• Segue-se o princípio “Marcha em frente”;• Não se misturam alimentos de origem animal com os de origem vegetal;• Não se misturam alimentos crus, com alimentos cozinhados;• Todo o pessoal que manipulo alimentos lava e desinfecta as mãos a cada etapa;• Os utensílios, tábuas de corte e zonas de preparação, são lavadas e desinfectadas a cadaetapa;• Os alimentos são protegidos quando armazenados.TEMPERATURAOs alimentos não permanecem inutilmente à temperatura ambiente:• A fervura dos alimentos é efectuada a uma temperatura superior a 100ºC;• Os pratos frios são mantidos a uma temperatura entre 0 e 6ºC;• Os pratos quentes são mantidos a uma temperatura superior a 65ºC.14


Processo de Nutrição e Alimentação .PC07IT03.PC07 / Instrução de Trabalho – Preparação e Confecção de AlimentosCONTROLO DOS ÓLEOS DE FRITURASão seguidos os seguintes princípios:• Os termóstatos são regulados para 160 a 170ºC (nunca superior a 180ºC);• O óleo é filtrado após cada fritura e são retiradas as sobras ou depósitos calcinados;• As fritadeiras são lavadas regularmente e sempre que se mude o óleo;• É efectuado teste do óleo regularmente (teste colorimétrico);• Utiliza-se exclusivamente óleo vegetal;• São controladas as características organolépticas do óleo (cor, viscosidade, cheiro, formaçãode fumos e espumas);• Nunca se junta óleo novo ao óleo usado;• Aquece-se o óleo no início da fritura;• O óleo usado pode ser reciclado por uma entidade externa sendo por isso depositado emrecipiente próprio devidamente identificado.• Deve ser efectuado o registo do “Controlo dos óleos de fritura” no impresso IMP04.IT03.PC07 .SOBRAS E ALIMENTOS DE ALTO RISCO• Só são sobras os alimentos que foram confeccionados em excesso e não chegaram a serservidos.As sobras que podem ser reaproveitadas são:• Conservadas abaixo de 6ºC;• Separadas de molhos ou sucos;• Protegidas, isoladas e identificadas;• Reaquecidas a uma temperatura superior a 75º C antes de consumidas;• São consumidas em 24horas.Não se podem reaproveitar as seguintes sobras:• As que quebraram a cadeia de frio ou quente;• Sobras com molho, recheio, temperos, salsa picada;• Sobras de sobras;• Sobras de alimentos de alto risco - Carne picada, marisco, molho, leite e outros produtoslácteos, ovos e produtos à base de ovos, produtos transformados.15


PC07. Processo de Nutrição e AlimentaçãoIT04.PC07Instrução de Trabalho –Distribuição das Refeiçõeselaborado:data:aprovado:data:• As funcionárias que realizam esta tarefa apresentam a bata e touca rigorosamente limpas;• Os manipuladores não tocam directamente nos alimentos;• Utilizam-se utensílios e recipientes próprios para géneros alimentícios e devidamentehigienizados;• Para cada travessa existe um utensílio para retirar os alimentos;• Nunca provar com colher e colocá-la novamente dentro da panela, nunca limpar louça compano, nunca espirrar para cima dos alimentos, nunca pegar em alimentos confeccionados comas mãos, nunca limpar as mãos ao avental;• Os pratos frios são conservados no frio (temp. ≤6ºC);• Os pratos quentes são mantidos em banho-maria (temp. ≥65ºC).• Em cada refeição (de todos os pratos confeccionados) são efectuadas recolhas de amostrastestemunha que se guardam durante 72h (3 dias). A recolha segue os seguintes passos:• É realizada antes de servir;• Recolhe-se no mínimo 100 g de alimentos no total, que devem incluir todos os queconstituem a refeição;• Fecham-se os sacos hermeticamente (sacos descartáveis próprios);• Colocam-se etiquetas com a descrição de todos os ingredientes no interior, data e hora.No caso de intoxicação alimentar mandam-se analisar, por laboratório reconhecido. Depois deconhecidos os resultados tomam-se as acções correctivas necessárias, sendo da competência docoordenador do SGQ registá-las e acompanhar a sua implementação e eficácia.O IMP05.IT04.PC07 permite registar a recolha de Amostras de Testemunha.16


IMP01.IT02.PC07Controlo de Recepção de Matérias PrimasIdentificação do EstabelecimentoCaracterística a controlarConformeNão Conforme/MotivoProdutos de acordo com o requisitadoQuantidade de acordo com o requisitadoPrazo de entregaHora de entregaCondições de transporteCondições de descargaRotulagemEmbalagem primáriaEmbalagemTemperaturaValidadeCaracterísticas organolépticasFornecedor:Nome do responsável pelo controlo: Ass: Data:Devolvidos:


IMP02.IT02.PC07Controlo de Validade dos ProdutosIdentificação do EstabelecimentoProdutoData de validadeconstante na embalagemDestinoControlo da efectivaçãodo destinoData do controlo:Responsável pelo controlo:Ass:


IMP03.IT03.PC07Declaração de Equipamento entregue/recebidoFoi entregue a _________________________________________, funcionário nº__________, oseguinte equipamento para uso pessoal:• Duas batas brancas adequadas a preparação e confecção de alimentos;• Duas toucas brancas adequadas a preparação e confecção de alimentos;• Um par de sapatos brancos adequadas a preparação e confecção de alimentos;• Uns óculos de protecção, uma máscara nasobucal, umas luvas grossas, umas luvas finas.Mais se declara, que foram dadas instruções ao funcionário sobre o seu uso e manutenção.Anualmente será revisto o material que agora se entrega, no sentido de assegurar que o mesmose mantém adequado ao uso.___________________________________________, ____/____/____-------------------------------------------------------------------------------------------------------Foi recebido por _________________________________________, funcionário nº__________, oseguinte equipamento para uso pessoal:• Duas batas brancas adequadas a preparação e confecção de alimentos;• Duas toucas brancas adequadas a preparação e confecção de alimentos;• Um par de sapatos brancos adequadas a preparação e confecção de alimentos;• Uns óculos de protecção, uma máscara nasobucal, umas luvas grossas, umas luvas finas.O mesmo compromete-se a utilizá-lo correctamente e conservá-lo nas devidas condições demanutenção, higiene e limpeza.___________________________________________, ____/____/____


IMP04.IT03.PC07Controlo de Óleos de FrituraIdentificação do EstabelecimentoDataóleo novoDatade utilizaçãoDatade verificaçãoEstadoSubstituiçãoNãoSimAss.


IMP05.IT04.PC07Recolha de Amostras TestemunhaAmostra nºData derecolhaHora derecolhaAlimentos constantes da amostraData deeliminação123456789101112131415161718192021222324252627282930


Anexos


AnexosANEXO ARelacionamentoCONSIDERAÇÕES GERAISNa resposta de creche um dos aspectos mais importantes é o relacionamento e o respeito que oscolaboradores mantêm e demonstram para com a família e sua criança, dado que as crianças aosentir uma continuidade nos cuidados que lhe são prestados entre o ambiente de casa e oambiente de creche desenvolvem maiores sentimentos de segurança e de capacidade de confiarno outro. Tal também permite uma transição mais fácil para um ambiente que lhe é novo como acreche.Esta parceria entre a família, a criança e os colaboradores deve ser caracterizada por umapartilha activa de informação e por um respeito mútuo, promovendo momentos de trabalhoconjunto entre ambos para melhor benefício da criança.Os membros das famílias são bem vindos no estabelecimento e contribuem com o seuconhecimento e capacidades para enriquecer o programa de actividades a implementar naresposta de creche, sendo eles os principais responsáveis pelo bem estar das crianças aíacolhidas e as pessoas que melhor as conhecem.Os colaboradores procuram manter um contacto consistente com cada criança, procurando ficara conhecê-la e à sua família. Tal promove o estabelecer de laços de segurança e confiança,aspectos promotores de uma melhor adaptação e de um desenvolvimento psicossocial globalmais adequado e adaptado das crianças.A - PARCERIA COM AS FAMÍLIAS1. A comunicação com as famílias é clara, de acordo com o seu nível sócio-cultural sendogarantida a confidencialidade das informações• Os colaboradores procuram comunicar efectivamente com todas as famílias, com respeitopelas suas competências e meios sócio-culturais de origem (p.e. adequação da linguagemverbal a famílias de meios sócio-culturais desfavorecidos através da sua simplificação).• O estabelecimento está preparado para se relacionar e comunicar com famílias de meiosculturais e linguísticos diferentes, de forma a providenciar um acolhimento adequado a cadacriança, (p.e. poder acolher crianças imigrantes em que apresentem dificuldades na línguaportuguesa).• Existe um plano específico formal para comunicar com todas as famílias acerca do quotidianodas crianças.• Existe uma preocupação em ter informação escrita em várias línguas, consoante o universode crianças estrangeiras admitidas.• Existem publicações destinadas às famílias sobre a filosofia do estabelecimento e os serviçose actividades disponibilizados.2


Anexos• O conteúdo da informação escrita disponível para as famílias e colaboradores é revisto eactualizado regularmente, em articulação com todas as partes interessadas (famílias,colaboradores, comunidade/parceiros e autoridades competentes).• As alterações no conjunto de procedimentos e serviços do estabelecimento são dadas aconhecer às famílias antes da sua implementação, mesmo que não impliquem uma alteraçãono quotidiano da criança.• Existe a oportunidade para que as famílias e os colaboradores responsáveis pela criançapossam trocar informação de forma privada, sendo dadas garantias de que esta se mantêmconfidencial.• As solicitações das famílias sobre informações do quotidiano da criança no estabelecimentosão respondidas de forma adequada e favorável.• Existe um sistema de gestão das reclamações e de sugestões das famílias e doscolaboradores que é divulgado às diferentes partes interessadas.• Questões colocadas pelas famílias incluídas nas reclamações e sugestões são tidas emconsideração aquando da planificação das actividades.2. É disponibilizada informação às famílias sobre o desenvolvimento das crianças e áreasde interesse ao nível do desenvolvimento infantil:• Existe um conjunto de procedimentos, formais e informais, que possibilitam a partilha deinformação de forma regular e sistemática entre os colaboradores responsáveis pela criança ea sua família sobre os progressos e os acontecimentos mais relevantes da sua vida.• Os Colaboradores partilham frequentemente com as famílias algumas das interacçõesespecíficas que mantiveram com a criança durante o dia.• É disponibilizada informação às famílias sobre como educar as crianças (p.e. colaboradoresconversam com as famílias sobre o desenvolvimento infantil, disponibilizando livros e outromaterial quando solicitados).• É disponibilizado às famílias o acesso a informação adicional e não directamente relacionadacom o quotidiano das crianças no estabelecimento (p.e. especialistas numa área falam com asfamílias em ocasiões marcadas para o efeito; acesso às famílias a vídeos e livros educativos).3. A família é considerada como parceiro:• O estabelecimento possuí um programa para cada período do ano que permite o contactoinformal entre os colaboradores e as famílias, procurando maximizar a participação destas naplanificação das actividades e no quotidiano do estabelecimento.• As famílias participam na elaboração do projecto educativo do estabelecimento, nolevantamento de necessidades de cada criança e diferentes instrumentos que regulam aactividade do estabelecimento, no plano de actividades de cada sala e no plano deactividades diário, pelo que estes reflectem tanto as similaridades como a diversidade culturaldas crianças e famílias acolhidas no estabelecimento.• As estratégias de condução de actuação para cada criança e família são discutidas entre oscolaboradores e as famílias de forma individual e construtiva, procurando-se garantir umacontinuidade entre os cuidados prestados no estabelecimento e os praticados no seio familiar.• Os colaboradores demonstram um interesse genuíno e assertivo quando falam com asfamílias, respeitando as suas diferenças culturais.• As famílias são convidadas verbalmente e/ou por escrito a colaborar em actividadesespecíficas do estabelecimento, nomeadamente na implementação de actividades nas salascom as crianças, planeadas e apoiadas pelos colaboradores do estabelecimento.3


Anexos• O estabelecimento promove oportunidades para contactos informais entre as famílias e oscolaboradores.• É facultada às famílias a possibilidade de conhecerem um novo colaborador quando a suacriança muda de grupo ou de sala.B - RELACIONAMENTO COM AS CRIANÇAS1. A atmosfera do estabelecimento e das salas de cada criança é feliz e envolvente• A atmosfera envolvente do estabelecimento é caracterizada por possibilitar um ambientecalmo e relaxante, proporcionando condições para uma boa relação de harmonia entrecrianças e colaboradores.• O nível de ruído é adequado e não interfere com o sucesso das actividades desenvolvidaspelas crianças.• Existem oportunidades, formais e informais, para que os colaboradores possam reflectir entresi e individualmente, de forma sistemática sobre as suas próprias atitudes e comportamentose na forma como estes podem afectar as crianças e as suas famílias, procurando ajustar assuas práticas. Sempre que necessário, procuram aconselhamento junto dos seus colegas (p.ereuniões de equipa).• Nas interacções com as crianças, os colaboradores demonstram que conhecem cada umadelas e que estão interessados em compreender o que cada uma diz e faz (p.e. a criança étratada pelo nome próprio ou pelo nome por que é tratada em casa).2. Os colaboradores interagem com as crianças de forma alegre e descontraída• Os colaboradores variam o estilo de interacção de acordo com o desenvolvimento,necessidades e expectativas de cada criança.• Reagem e respondem a todas as crianças com atenção e carinho, utilizando o nome de cadauma, procurando pronunciá-lo correctamente e mantendo contacto físico de formaculturalmente correcta.• Procuram ser “adultos de confiança” junto das crianças.• Demonstram interesse genuíno em ajudar cada criança a expressar-se e em explorar as suasideias, respeitando as suas necessidades de espaço.• Encorajam todas as tentativas das crianças para se tornarem independentes, apresentando--se quando necessário alternativas, tentando evitar-se que sintam frustração desnecessária.• As crianças são preparadas para as rotinas e/ou para as actividades, informando-as do quese vai fazer ou do que se está a fazer.• As crianças são ajudadas e encorajadas a brincar, individualmente e em grupo, demonstrandoo colaborador prazer e satisfação nesta relação, através da linguagem verbal e não-verbal.• Demonstram especial preocupação para com as crianças que se encontram a chorar, tristes,aborrecidas, invulgarmente quietas ou alheadas do grupo, procurando ajudá-las a ficartranquilas e participativas:• Promovem ocasiões de interacção com as outras crianças;• Respondem verbal e fisicamente aos sentimentos das crianças e ajudando-as areconhecer e a lidar com as suas emoções (p.e. são sensíveis para com as razões dochoro e providenciam conforto físico e verbal à criança).• Demonstram disponibilidade para brincar com as crianças de forma descontraída e afectuosa(p.e. colaboradores dão início a jogos físicos e verbais; respondem quando as crianças iniciaminteracções; demonstram prazer nas actividades com as crianças).4


Anexos• São sensíveis para com as questões e pedidos das crianças.• São pacientes face ao comportamento exploratório das crianças (p.e., brincar com a comida,atirar coisas para o chão, acidentes de higiene, abandonar as actividades ou tarefas porterminar).• Respeitam o espaço, os sentimentos e as reacções de cada criança (p.e. avisam a criançaantes de a agarrar ao colo, evitam interrupções abruptas nas actividades).• Respondem verbalmente ao choro, gestos, sons, e palavras das crianças.• Relacionam-se com a criança em função do seu temperamento, cultura e estádio dedesenvolvimento, procurando ir ao encontro das suas necessidades individuais (p.e. procuramser calmos para com bebés tímidos e mais activos para com bebés mais activos).3. Comunicação com as crianças• O colaborador deve estar sempre atento às tentativas da criança em comunicar, quer sejaatravés de gestos, sons ou palavras, procurando responder sem as interromper;• Os colaboradores mantêm com as crianças uma conversação sobre assuntos do seuinteresse, procurando utilizar uma linguagem adequada ao seu desenvolvimento, à suacapacidade de compreensão e ao seu meio sócio-cultural de origem (p.e. para os bebés muitopequenos o colaborador imita e repete os sons da criança ou nomeia objectos familiarespedindo-lhe que faça o mesmo; para as crianças mais velhas, o colaborador utiliza palavrasdo meio de origem da criança).Esta linguagem deve procurar ser:• Simples (p.e. o colaborador fala com a criança através de frases de fácil compreensão,possíveis de serem repetidas; sempre que a criança diz uma palavra isolada o colaboradorestimula a criança na construção de frases simples);• Não infantilizada;• Com algumas onomatopeias (p.e. o colaborador imita o som dos animais).• Quando a linguagem materna da criança é diferente da utilizada no estabelecimento, oscolaboradores procuram:• Aprender alguns sons ou palavras para utilizar na conversação com a criança;• Potenciar/reforçar o desenvolvimento do vocabulário de português dessas crianças;• Possibilitar que especialistas (da língua materna de cada criança e de português) sejamenvolvidos em actividades do estabelecimento.• Os colaboradores procuram acrescentar algo à compreensão que as crianças têm dalinguagem de todos os dias (p.e. fornecer instruções claras, repetição frequente de novaspalavras).• Os colaboradores mantêm uma conversação social com as crianças (p.e. “que lindo menino”).• Os colaboradores habitualmente mantêm contacto visual com as crianças enquanto falamcom elas.• Os colaboradores participam em jogos verbais com as crianças.• Os colaboradores mantêm com as crianças um bom equilíbrio entre o ouvir e falar (p.e. nãosobrecarrega a criança com conversação constante).• Os colaboradores asseguram-se de que a sua comunicação não-verbal está consistente coma comunicação verbal (p.e. expressões faciais concordantes com a linguagem corporal e como que está a ser dito).5


Anexos4. As crianças são tratadas com equidade e com condições de igualdade deoportunidades ao nível das actividades propostas• O estabelecimento promove uma política de aceitação e de igualdade de relacionamentoentre as crianças, respeitando as diferenças de cada uma.• Os colaboradores providenciam oportunidades para promover a equidade e a igualdade deoportunidades:• Envolvem as crianças em actividades que culturalmente são consideradas comoapropriadas para outras crianças (p.e. promovem actividades em que os rapazes podembrincar com bonecas e as raparigas com carros);• Utilizam uma linguagem que reflecte o seu compromisso com a igualdade deoportunidades, equidade e justiça para com todas as crianças;• Providenciam oportunidades para que todas as crianças, participem em todas asexperiências, brinquem com todo o tipo de material, expressem uma variedade deemoções e contribuam para a discussão;• Utilizam livros, histórias e acontecimentos que acontecem no dia-a-dia para discutir eajudar a quebrar estereótipos.5. A comunicação com as crianças transmite respeito pelas competências e diversidadesócio-cultural de cada uma:• Existe uma política de condução do estabelecimento que permite o respeito pelas diferençassocioculturais de cada criança.• Existe uma política de envolvimento das famílias e sempre que possível das próprias criançasna definição de normas e procedimentos de condução do estabelecimento, nomeadamente naplanificação das actividades e na definição de regras de funcionamento.• A informação sobre cada criança e seu meio sociocultural de origem é tido em consideraçãopara a elaboração dos planos de actividades do estabelecimento.• O estabelecimento permite a visita de outros técnicos especializados que acompanham acriança com necessidades educativas especiais, de forma a estabelecer em conjunto com osseus colaboradores, o respectivo plano individual de acompanhamento, procurando que asrestantes crianças colaborem na implementação do referido plano.• Os colaboradores trocam impressões com as famílias acerca dos comportamentosmanifestados pelas suas crianças.• De forma a fazer face às dificuldades colocadas por crianças oriundas de diferentes meiossocioculturais e/ou linguisticos e/ou com dificuldades de comunicação e por crianças comnecessidades educativas especiais, os colaboradores detêm recursos didácticos necessáriose meios supervisão adequados recorrendo por vezes ao apoio de ajuda externa.• As crianças são ajudadas a compreender e respeitar a diferença das outras pessoas emrelação a si, através de:• Respostas, claras e simples, do colaborador sobre as pessoas diferentes de si (p.e. deoutras raças e etnias, mais velhas);• Integração de crianças de diferentes raças, etnias e sexo nos grupos naturais das criançasem contexto de sala ou em actividades do exterior, promovendo igualdade deoportunidades no acesso às actividades e material de brincar;• Disponibilização de actividades de diferentes culturas e tradicionalmente destinadas adiferentes géneros.6


Anexos• Os colaboradores procuram envolver todas as crianças em momentos de conversaçãoagradável e satisfatória, escutando cuidadosamente, procurando valorizá-las e responder deforma genuína.• O material disponibilizado pelo estabelecimento é diversificado para abranger diferentes etniase meios socioculturais.• Quando a família consultou outros especialistas, existe a preocupação dos colaboradores emintegrar a informação disponibilizada, no alcance dos objectivos estabelecidos para cadacriança.• São utilizadas estratégias de ensino individualizado em crianças com necessidadeseducativas especiais que procuram integrá-las no grupo do qual fazem parte.• Cada criança com necessidades educativas especiais está incluída nas diferentes actividadese rotinas do estabelecimento, participando activamente nas mesmas, existindo um plano deacompanhamento a longo prazo elaborado em articulação com a família.• O estabelecimento promove a aceitação de uma criança com necessidades educativasespeciais no seio do grupo.• Os colaboradores utilizam métodos de comunicação particulares utilizados por cada criança(p.e. palavras ou frases chave utilizadas em casa, métodos de comunicação adaptativa);• Os colaboradores estão sensíveis e atentos a todas as crianças, especialmente para comaquelas que possuem necessidades especiais;• Os colaboradores comunicam com todas as crianças de forma paciente, atenta e com respeitopelos seus costumes culturais e familiares (p.e os colaboradores esforçam-se em pronunciaros nomes das crianças correctamente);• Os colaboradores são culturalmente sensíveis nos cuidados prestados às crianças ao nível dacomida, do sono e dos cuidados de higiene;• Os colaboradores reconhecem e respeitam as diferenças existentes entre cada criança aonível das suas competências, meios sociais de origem e estrutura familiar e procuramestruturar e providenciar actividades e experiências que valorizem e respeitem quer assimilaridades quer as diferenças existentes;• Os colaboradores durante a prestação de cuidados de rotina, de forma consistente esistemática, dão reforço não verbal e verbal, utilizando a linguagem conhecida da criançaprestando uma atenção individualizada;• Os colaboradores consultam as famílias sempre que verificam a existência de diferenças entrea política de condução de comportamento das crianças no estabelecimento e a existente nafamília.6. Interacção das crianças com os seus pares• Os colaboradores procuram que todas as crianças evidenciem empatia e autoconfiança, nocontacto com as outras crianças, independentemente das suas diferenças .• O comportamento dos colaboradores demonstra às crianças que devem tratar as outras comrespeito e igualdade, encorajando-as activamente para que mantenham uma atitude deaceitação perante crianças com capacidades e meios socioculturais diferentes do seu (p.e. oscolaboradores encorajam as crianças a utilizar frases ou palavras específicas de meiossocioculturais e linguisticos diferentes do seu, na comunicação com crianças desses meios) epropondo a realização de actividades inclusivas.• As crianças são encorajadas para que compreendam e ajudem outras que se encontrem emdificuldade.• São promovidas oportunidades sob supervisão para que as crianças possam interagir entre si.7


Anexos• As crianças são ajudadas a desenvolver sentimentos de pertença ao grupo, através de:• Dinamização de actividades/brincadeiras em que as crianças sejam incentivadas aestarem junto das outras crianças do seu grupo:• As crianças mais novas são, sempre que possível, colocadas a brincar junto dasoutras crianças (p.e. os bebés encontram-se no mesmo espaço que as crianças maisvelhas sem que estas lhes retirem os brinquedos);• As crianças mais velhas são envolvidas em actividades que impliquem trabalhar emconjunto para encontrar a solução;• As crianças são incentivadas a partilhar os brinquedos, a esperar pela sua vez e a realizaractividades e tarefas em conjunto com outras crianças.• Os colaboradores regularmente encorajam as crianças a pensar no que os outros poderãoestar a sentir.• São reforçados os comportamentos das crianças que minimizam a possibilidade de semagoarem ou magoarem os outros.• São asseguradas condições que permitam que os irmãos que se encontram noestabelecimento interajam uns com os outros.• As crianças podem movimentar-se livremente e formar grupos espontâneos entre si,possibilitando que as interacções entre pares ocorram frequentemente.• As crianças com deficiência motora são retiradas dos parques ou berços quando seencontram acordadas possibilitando-lhes que brinquem algum tempo com outras crianças sobsupervisão.• As crianças são ajudadas a desenvolver sentimentos de empatia para com os outros e acompreender os seus próprios sentimentos e os dos outros, em que estas são encorajadas areconhecerem e respeitarem as capacidades e limites das outras crianças, especialmenteaquelas com necessidades educativas especiais.• Os colaboradores reforçam as interacções sociais positivas entre as crianças (p.e. sorri e falapara os bebés que reparam nas outras crianças; elogia a criança por trazer o seu brinquedopara um bebé).• Os colaboradores falam e incentivam exemplos de interacção social positiva entre as crianças(p.e. encoraja as crianças a terem comportamentos de entreajuda, a serem cooperantes entresi, a darem a vez e a confortarem-se entre si).C - PROGRAMA DE GESTÃO DE COMPORTAMENTOS E PREVENÇÃO DE NEGLIGÊNCIA,ABUSOS E MAUS TRATOS1. Gestão dos comportamentos• Colaboradores e famílias têm acesso a um documento escrito com a política de condução docomportamento das crianças no estabelecimento (p.e. regulamento interno de funcionamentodo estabelecimento).2. Disciplina positiva• É dada atenção por parte dos colaboradores ao bom comportamento das crianças.• Os esforços de cada criança em se comportar de forma assertiva e autónoma (p.e. a criançatenta resolver os seus problemas) são reconhecidos e recompensados pelos colaboradores(p.e. através de reforço verbal – “fizeste bem”).8


Anexos• Os colaboradores são um modelo de interacção social positiva para as crianças a seu cargo:• Modelam os comportamentos desejáveis no relacionamento das crianças com os seuspares, com outros adultos ou com outras crianças mais novas (p.e. são meigos eafectuosos, mantêm contactos corporais suaves respeitando o espaço individual de cadacriança, ajuda as crianças a relacionarem-se com um bebé);• Partilham com as crianças emoções positivas (p.e. de prazer, de satisfação) e a suaprogressiva aquisição de independência e de competências;• Exemplificam os comportamentos que se esperam delas;• Os colaboradores encorajam os esforços das crianças na resolução de problemas e acomportarem-se de forma adequada face a cada situação (p.e. sorri e fala para as criançasque reparam noutras; elogia as crianças por optarem por um brinquedo e não aquele queestava a ser usado por outra criança).• As crianças são encorajadas a procurar reconhecer e a lidar com comportamentosinadequados / inapropriados.• São discutidas com as crianças formas de lidar com conflitos através da realização de roleplay para encontrar soluções adequadas a cada problema, procurando que estas reconheçame lidem com comportamentos inadequados.• As crianças são ajudadas a resolver os conflitos que se verificam com as outras crianças,possibilitando-lhes um espaço para falarem dos seus sentimentos e encontrar as suaspróprias soluções.• Reforço do comportamento positivo (verbal e não-verbal) das crianças entre si (i.e. partilharbrinquedos ou comida, iniciar uma brincadeira ou jogo com outra criança) pelos colaboradores;• Os colaboradores encaram o comportamento desafiador de cada criança como normal e partedo seu desenvolvimento, utilizando uma abordagem objectiva que permite o suporte dacriança.• Os conflitos ou momentos de tensão entre as crianças são antecipados e, cuidadosamente,utiliza-se estratégias assertivas para prevenir ou resolver essas situações (p.e. distracção,redireccionar da atenção, alteração do ambiente, adicionar ou remover material, modelagemdo comportamento da criança ou através da utilização de palavras) mantendo o controlo dasituação de forma a prevenir que as crianças se magoem umas às outras.3. Problemas de comportamento• De forma a minimizar a ocorrência de problemas de comportamento:• Existe um plano de actividades estruturado que permite evitar o conflito e que promovesituações de interacção adequadas à idade de cada criança;• As crianças não têm que ficar à espera que lhes sejam dadas actividades ou ocupações;• Existe material suficiente e repetido de forma a evitar disputas entre as crianças pelapropriedade de objectos;• As regras simples e de fácil compreensão são explicadas às crianças, envolvendo-assempre que possível, no estabelecimento das regras de funcionamento da sala.• Actuação dos colaboradores face a comportamentos inadequados:• O colaborador não deixa passar comportamentos menos adequados (p.e. crianças quemordem, batem e agarram e que puxam os brinquedos dos outros);• Caracteriza o comportamento da criança como inadequado e não a própria criança comoinadequada (p.e. “isso que tu fizeste é muito feio” em vez de p.e. “és uma menina muitofeia não devias ter feito isso”);9


Anexos• Nunca recorre à força física, à raiva, à ameaça, ao grito ou ao isolamento da criança;• Nunca recorre à punição física ou disciplina severa (p.e. o colaborador não crítica, goza,grita, bate na criança sob qualquer circunstância);• São utilizados métodos alternativos positivos de gestão da disciplina (p.e. deslocar acriança de uma actividade negativa, redireccionamento da atenção da criança; “time out”por períodos de tempo não superior a 1 minuto e sempre com o propósito de acalmar acriança e não de a punir);• Quando acontece um incidente de forma repetida com determinada criança, oscolaboradores reunem entre si, com a família e sempre que oportuno com a presença dacriança, para encontrar uma solução, (p.e., revendo expectativas, tomando emconsideração o contexto, recolhendo informação sobre o seu desenvolvimento e das suasnecessidades, planificando e implementando uma resposta adequada que ajude a criançaa ultrapassar as suas dificuldades).10


AnexosANEXO BCaracterísticas gerais do espaço interior e exterior1. Características gerais do espaço interno e externo• Os espaços internos do estabelecimento, especialmente as salas em que as crianças seencontram, devem ter condições de ventilação e iluminação natural adequadas.• Não se deve verificar a existência de cheiros desagradáveis ou intensos no estabelecimento(p.e. fraldas sujas, fumo de tabaco, perfumes).• O espaço interior deve ser amplo, permitindo às crianças brincar livremente e em segurança.• Deve existir um espaço exterior, acessível às crianças onde podem permanecer por períodosde tempo adequado às suas necessidades (nunca menos de uma hora por dia), todos osdias, excepto quando as condições atmosféricas não o permitir.• O espaço exterior deve ter condições para:• As crianças brincarem livremente e em segurança, em actividades de grupo ouindividuais;• Colocar equipamento de acordo com as normas de segurança para actividades exteriores(p.e. escorrega, caixa de área, baloiço);• As crianças mais velhas poderem brincar separadas dos bebés.2. Salas• Os colaboradores devem adaptar os espaços e as actividades para responder àsnecessidades de cada criança e ao Projecto Pedagógico previsto.• É obrigatório o uso de calçado com sistema de protecção (pantufas de plástico, descartáveis)no acesso às salas de actividades, especialmente para os espaços destinados ao grupo decrianças mais novas (berçário);• O espaço da sala deve ser acolhedor e a sua arrumação deve permitir:• Ampla visibilidade;• A possibilidade de brincadeiras individuais, em pares e/ou em grande e pequeno grupo;• A circulação das crianças entre diferentes espaços.• Deverá criar-se espaços individualizados utilizando p.e., prateleiras, que se destinam a:• Permitir a circulação das crianças (p.e. rastejar, andar e brincar) sem qualquer risco paraa sua segurança;• Permitir que os bebés possam rastejar, gatinhar ou ficar de pé;• Permitir às crianças mais velhas brincar sem interferências das mais pequenas e/oumenos autónomas;• Proporcionar segurança durante as brincadeiras mais agitadas, pelo que os espaçosdevem ser amplos;11


Anexos• Permitir o relaxamento das crianças no desenrolar de brincadeiras mais calmas, pelodeverá dispor de material específico (p.e. manta, almofada, mobília adaptada).• Estes espaços são utilizados para:• Proporcionar actividades de relaxamento e refúgio (p.e. ler, cantar, descansar);• Facultar às crianças que ainda não andam a possibilidade de estarem fora dosberços e, com material adequado, realizarem as suas actividades e brincadeiras.• Devem existir espaços adequados para as crianças brincarem com jogos de blocos, com umasuperfície lisa e confortável.• O espaço onde está o mobiliário de cuidados pessoais e respectivo equipamento devemanter-se arrumado:• Para que não haja prejuízo do descanso e das várias actividades;• Para possibilitar uma utilização conveniente, aquando da prestação dos cuidados (p.e.berços com acessos fáceis e desimpedidos, situados próximo de água quente, acessóriospara a mudança de fraldas sempre acessíveis, chão do espaço das refeições de fácillimpeza).• O mobiliário e os brinquedos devem encontrar-se dispostos de forma a garantir a segurança ea autonomia das crianças (p.e. os brinquedos mais pesados devem ser colocados nasprateleiras mais baixas, os brinquedos similares devem ser arrumados juntos, as mesasdevem estar afastadas das paredes ou do restante mobiliário permitindo a circulação dascrianças).• Todos os espaços devem possibilitar a realização de várias actividades e experiências (p.e.mobiles, frequentemente mudados, colocados sobre a bancada de mudar a fralda; brinquedosadequados ao grupo espalhados pelos diferentes espaços).• Em todos os espaços devem estar disponíveis brinquedos macios e de fácil limpeza.• O material e brinquedos similares encontram-se arrumados juntos permitindo a criação deáreas de interesse flexíveis e com espaços apropriados às brincadeiras de cada grupo decrianças (p.e. área de leitura, área de construção, área de pintura).3. Decoração da sala• O espaço deve ser decorado com material, temas e cores adequados às crianças:• O material exposto não deve apresentar conteúdo assustador para as crianças;• Deve expor-se figuras e outro material colorido (p.e. fotografias, mobiles);• O material deve ser exposto ao nível das crianças de forma a tornar-se facilmente visível(p.e. fotografias individuais ou de grupo com as crianças);• Os trabalhos realizados pelas crianças devem ser expostos;• O material exposto deve ser protegido (p.e. revestido a plástico transparente);• O material e os brinquedos expostos devem ser regularmente mudados de local, de formaa permitir novos arranjos e disposição na sala, estimulando assim o interesse por parte dacriança (p.e. mobiles, fotografias, espaço de jogos colectivos, túnel para rastejar).• O espaço deve encontrar-se arrumado e organizado em função da criança (p.e. os brinquedosarrumados em locais acessíveis às crianças, mobiliário adaptado ao tamanho das crianças),e deve permitir ao adulto uma contínua supervisão das interacções que estão a decorrer;• A decoração das salas deve ser sempre tema de diálogo com as crianças (p.e. pedir-lhes quedescrevam os objectos expostos, descreve os objectos expostos) e, sempre que possível,devem participar na elaboração do material e na decoração da sala.12


AnexosANEXO CCaracterísticas do Equipamentoe Material Lúdico-Pedagógico1. Mobiliário• Deve ser mantido em bom estado de conservação;• Deve encontrar-se em número suficiente face ao grupo de crianças da sala, permitindo arealização de actividades de grupo ou individuais (p.e. tomar refeições sentadas, brincarem redor da mesa);• Deve ser robusto, seguro e estável para suportar os pulos das crianças sem ceder,abanar ou desmanchar-se;• Deve ser apropriado ao tamanho das crianças (p.e. mesas e cadeiras que permitem que acriança coloque os pés no chão, em que os joelhos cabem debaixo da mesa e oscotovelos podem pousar na mesa) permitindo um nível de utilização e de independênciaadequado a cada uma;• Sempre que necessário é utilizado equipamento adaptado que ajude a criança na suaautonomia (p.e. sanita adequada ao tamanho da criança);• Deve ser confortável (p.e. as cadeiras para se sentarem à mesa deve possuir apoios paraos pés e para os braços, não escorregadios).• Deve existir mobiliário específico para os cuidados pessoais de rotina:• Em número suficiente para permitir um cuidado individualizado a mais que uma criançaem simultâneo (p.e. bancada para mudança da fralda dos bebés, bacios);• Adequado às necessidades das crianças (p.e. as bancadas devem ter abas laterais, quenão permitam que a criança caia quando está a trocar a fralda, e uma coberturaalmofadada) e dos adultos (p.e. os adultos devem poder confortavelmente a trocar a fraldaà criança);• De fácil limpeza após cada utilização;• Os berços devem ser de grades (respeitando a legislação em vigor) e a distância entreestas não deve permitir que as crianças possam ficar entaladas ou cair:• As grades não devem de ter mais de 7 a 8 centímetros entre si.• As grades estão colocadas na posição de segurança enquanto as crianças dormem.• Os colchões não devem distar mais de dois dedos das laterais do berço.• Caso as crianças já consigam sentar-se sozinhas, os colchões devem manter-se naposição mais baixa.• O mobiliário e o equipamento devem ser adaptados para acomodar adequadamente criançascom necessidades educativas especiais (p.e. cadeira adaptada e prato com fundoantiderrapante para uma criança com paralisia cerebral);13


Anexos• Devem existir espaços de arrumação adequados e específicos para os objectos pessoais decada criança e para os produtos de higiene, garantindo a sua individualidade e segurança.• Devem existir espaços de arrumação (p.e. prateleiras ou armários) dos brinquedos quepermitam à criança brincar em segurança:• Devem ser abertos e situar-se ao nível das crianças se se destinam a brinquedos e amateriais que podem ser utilizados sem supervisão, promovendo-se assim um acessofácil e autónomo;• Devem estar fechados e inacessíveis se se destinam a brinquedos e a materiais cujautilização necessita de supervisão.• Devem ser utilizadas caixas ou prateleiras robustas para manter os brinquedos organizados eseparados por tipo (p.e. caixa de blocos, caixa de puzzles).2. Material lúdico-pedagógico para as actividades• O material disponível:• Deve ser adequado à faixa etária das crianças;• Deve encontrar-se em boas condições de higiene e conservação (i.e. não deve estarpartido ou riscado);• Deve ser frequentemente mudado de sítio e guardado, permitindo a sua rotação pelosespaços, procurando manter o interesse da criança;• Deve ser não tóxico e de fácil lavagem e limpeza, permitindo que a criança o utilize emadequadas condições de segurança e higiene;• Deve ser em número suficiente para poder envolver todas as crianças em actividadesespontâneas e/ou propostas, adequadas ao seu desenvolvimento global;• Deve ter diferentes texturas e ser feito de materiais diversos (p.e. espuma, madeira,plástico) e de diferentes cores.• Os materiais propostos diariamente devem:• Estimular uma variedade de competências e de aprendizagens por parte de cada criançaindividualmente e em grupo;• Permitir uma multiplicidade de utilizações por parte da criança, em adequadas condiçõesde segurança;• Promover o desenvolvimento de uma consciência social e cultural por parte das crianças,facultando o acesso a brinquedos que permitam experimentar variedade geracional (p.e.imagens e fotografias a representar pessoas em diferentes idades em interacção), étnicae racial (p.e. bonecas multirraciais, livros e imagens com bonecos multirraciais) e umaigualdade no desempenho de papéis (p.e. imagens a apresentar crianças a desempenharpapéis, independentemente do que culturalmente lhes é atribuído).• Devem existir muitos brinquedos em duplicado ou que permitem igual utilização por parte dacriança (p.e. diferentes brinquedos de puxar; diferentes bonecas de igual tamanho; diferentestriciclos; diferentes bolas).• Deve existir material de apoio para as crianças que estão a aprender a andar.• Deve estar disponível uma grande variedade de material e brinquedos por forma a que ascrianças possam brincar, de forma independente e segura:14


Anexos• Livros adequados às faixas etárias das crianças acolhidas;• Variedade de blocos (p.e. com diferentes tamanhos, formas, encaixe e cores) eacessórios, disponíveis a qualquer momento para as crianças;• Puzzles;• Material para jogos “de faz de conta” adequado ao tamanho das crianças (p.e. fornopequeno, cozinha pequena, roupas e acessórios, telefone de brincar);• Bonecos macios e de toque agradável à criança (p.e. bonecos de peluche, de tecido);• Material para jogos de areia e de água.• EspelhoSugestões de material para promoção do desenvolvimento nas seguintes áreas:• Motricidade:• bebés:bolas de diferentes tamanhosbrinquedos para fazer torresbrinquedos que a criança possa olhar, sentir, tocar e colocar na boca (p.e. bonecosde plástico ou peluche, argolas de borracha rugosas)livros de folha grossa com imagens simplesespelho com trave• crianças mais velhas:equipamento que permita escalada (subir e descer)brinquedos de leiturabolas de diferentes tamanhosblocos e puzzlesespaços com água, areia e outras texturas• Linguagem e literacia:• crianças com menos de 2 anos:livros e imagens feitos de material durável, com imagens simples de pessoas e deobjectos familiares, que apresentem histórias breves sobre actividades da vidadiária.• crianças com mais de 2 anos:livros e imagens que apresentem uma variedade de situações reais, “de faz deconta” e de informação• outro material:telefonesbonecosjogos interactivosmaterial escrito e áudio na linguagem usada ne casa de cada criança (p.e.fornecido pelas famílias)• Arte:• crianças com menos de 2 anos:lápis ou marcadores de cores variadas15


Anexosgrandes pedaços de papel de diferentes texturas e corestintas parara pintar à mãoaguarelasplasticinabarromassa de pão• crianças com mais de 2 anos:material para pintura e desenhar (p.e. lápis de carvão, lápis de pastel, tintas, telas,folhas de papel)tesoura (modelo adaptado para crianças, incluindo modelo para esquerdinos)papéis de vários tamanhos, cores e texturascolapasta de cola e de papelplasticinabarromassa de pãodesperdícios de diferentes materiais (p.e. papel, fios, madeira, tecidos)• Matemática:• material de diferentes cores, tamanhos, formas que permita:contarcomparar diferenças e similaridadesordenarencaixarsequenciarclassificarreconhecer e criar padrões• Ciência:• material que possibilite a realização de pequenas experiências com as crianças:material com magnéticos (p.e. bonecos, letras, imagens)superfície magnetizada (p.e. quadro)termómetro do exteriorbalança e escala de mediçãoareia, terra, serradura e outras substâncias similaresblocos, carros e rampaságuasementes• Música:diferentes instrumentos musicais (p.e. xilofone, tambor, guitarra, pianola)diferentes materiais recicláveis para construir instrumentos musicais (p.e. copos,garrafas, caixas, pacotes de leite)16


Anexoscaixas de músicaleitor de CD e cassetes (cassetes e CD’s)• Actividades dramáticas:vestuárioscenáriosblocos e caixasbonecos e animais de pelucheminiaturas de animais e de pessoas a representar diferentes profissionais eactividades.espelho17


BibliografiaAlberta Children’s Service (2000), “Licensing Standards and BestPractices in Child Care”, Alberta Children’s Service, AlbertaCalifornia Department of Education (2002-2003), “California ChildcareProgram”, University of California San Francisco Scholl of Nursing,Department Of Family Health Care Nursing, CaliforniaCalifornia Department of Education (2004), “Program Quality Standardsand Standards Based on Exemplar Practice for Center-Based Programsand Family Child Care Home Networks – Desired Results for Childrenand Families”, University of California San Francisco Scholl of Nursing,Department Of Family Health Care Nursing, CaliforniaCare Standards Inspectorate for Wales (2004), “National MinimumStandards for Full Day Care”, Care Standards Inspectorate for Wales,WalesCenter for Early Childhood Professional Development (2003),“Environment Rating Scale Self – Assessment Readiness Checklist –Child Care Program”, Center For Early Childhood ProfessionalDevelopment, OklahomaDirecção Geral da Acção Social (1996), “Guião Técnico da DirecçãoGeral da Acção Social - Condições de Implantação, localização,instalação e funcionamento da Creche”, DGAS, LisboaHarms, T,; Cryer, D.; Clifford, R. (1990), “ITERS – Infant / ToddlersEnvironment Rating Scales”, Frank Porter Graham Child DevelopmentCenter, University of North Carolina at Chapel Hill, USAMarin Child Care Council (2004), “Choosing Child Care - A Guide forFamilies with Young Children”, Marin Child Care Council, Marin CountyNAEYC (2005), “NAEYC Accreditation Performance Criteria – Universaland Infant Strands”, NAEYC Governing Board, USANational Childcare Accreditation Council (2001), “Quality Improvementand Accreditation System – Source Book”, National ChildcareAccreditation Council, Commonwealth of Australia, AustraliaNova Scotia Community Services (2004”, “Manual of Standards, Policiesand Procedures for children in care and custody”, Department ofCommunity Services, Nova ScotiaPalacio-Quintin, E. (2000), “The Impact of Day Care on ChildDevelopment”, Volume 1 N° 2, Quebec.Post, J.; Hohman, M (2004), “Educação de Bebés em Infantários –Cuidados e Primeiras Aprendizagens”, Fundação Calouste Gulbenkian,LisboaScottish Executive (2005), “Bird to Three – Supporting our YoungestChildren”, Learning and Teaching Scotland, Scottish Executive, ScottishThe Family Child Care Accreditation Project (2003), “Quality Standardsfor NAFCC Accreditation”, National Association for Family Child Care,Salt Lake CityVandenBroeck, M. (2003), “From Crèches to Childcare: Constructions ofMotherhood and Inclusion /Exclusion in the History of Belgian ChildCare”, Contempory Issues in Early Childhood, Vol. 4, Nº 2, BelgicaWelsh Assembly Government (2002), “National Minimum Standards forChild Care”, Welsh Assembly Government, WelshMcCormick Tribune Foundation (2004), “The Business of Early Care andEducation in Illinois – Providers Tools for Improving Quality”, McCormickTribune Foundation, Illinois

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