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revista Musica & Mercado

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PRODUTOS PREMIUM VENDA EQUIPAMENTOS CAROS E AUMENTE SEU LUCRO PÁG. 74

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR | JANEIRO | FEVEREIRO DE 2010 | Nº 46 | ANO 8


GERENTE

COMPRADOR

VENDEDOR 1

VENDEDOR 2

VENDEDOR 3

PASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOS

INFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS

DATAFOLHA • MÚSICA & MERCADO

CONHEÇA AS MARCAS MAIS LEMBRADAS PELAS LOJAS EM 2009 PÁG. 50

TECNOLOGIA

E MERCADO

AS TENDÊNCIAS, APOSTAS

E GESTÃO COMERCIAL

PARA PRODUTOS DE ALTA

TECNOLOGIA PÁG. 42

MÚSICA

NAS ESCOLAS

CONTAGEM REGRESSIVA:

PREPARE-SE PARA

AS MUDANÇAS QUE

VÊM AÍ PÁG. 76

PONTO DE VENDA AS MELHORES DICAS PARA VOCÊ ABRIR SUA LOJA ON-LINE PÁG. 82

PIRATAS X ORIGINAIS

Agora é a vez da Shure

e da da D’Addario D’Addario

PÁG. 88


BUILD YOUR BRAND • CONNECT WITH YOUR BUYERS

GET READY TO GO GLOBAL • START A BUZZ ABOUT YOUR PRODUCTS • MOVE YOUR BUSINESS FORWARD

INVEST IN YOUR COMPANY’S SUCCESS • BE A PART OF THE MUSIC PRODUCTS INDUSTRY’S MOST IMPORTANT EVENT

Exhibitor Information Now Online

www.namm.org/thenammshow


de 24 a 27. 3. 2010

mission for music

Acompanhe a delegação brasileira!

Para mais informações entre em contato com:

Câmara de Comércio e Indústria

Brasil-Alemanha

Tel. +55 11 51 87-52 15

feiras@ahkbrasil.com

www.musikmesse.messefrankfurt.com


Calendário 2010

O objetivo principal da feira é unir as

lojas e empresas para gerar negócios

que sejam vantajosos a ambos.

Você poderá negociar e comprar com

mais de 30 empresas que compõem

o mix de sua loja. Aqui você encontra

as marcas mais renomadas do mercado.

LOCAIS (REGIÕES) DATAS PARA 2010

Ribeirão Preto / SP

22 e 23 de fevereiro

Curitiba / PR

20 e 21 de março

Porto Alegre / RS

17 e 18 de abril

Rio de Janeiro / RJ

22 e 23 de maio

Belo Horizonte / MG

19 e 20 de junho

Goiânia / GO

24 e 25 de julho

Salvador / BA

14 e 15 de agosto

São Paulo / SP

22 a 24 de setembro

Belém / PA

6 e 7 de novembro


A nova opção para produção musical

A Cakewalk, líder mundial em equipamentos para criação

musical e gravação, apresenta uma nova linha de produtos para

estúdios, desenvolvida especialmente para músicos.

Agora, usuários dos mais variados níveis de habilidade podem

contar com a qualidade Roland e a marca Cakewalk em todas as

etapas do processo de produção.

E este é apenas o começo!

PRodutos CAkEwAlk PARA CRiAção E gRAvAção

soluções integradas

SONAR V-STUDIO 100

SONAR V-STUDIO 700

Monitores

MA-15D

MA-7A

softwares

SONAR Producer

SONAR Studio

interfaces de áudio

UA-25EX

UA-1G, UA-4FX, UA-101

interfaces Midi

UM-3G

UM-1G, UM-2G

w w w . r o l a n d . c o m . b r


EXPEDIENTE

Editor / Diretor

Daniel A. Neves S. Lima

Diretora de Comunicação

Ana Carolina Coutinho - MTB: 52.423

Coordenadores de Comunicação

Itamar Dantas

Miguel De Laet

Depto. Comercial

Eduarda Lopes

Carina Nascimento

Relações Internacionais

Nancy Bento

Roberta Begliomini Padovan

Administrativo/Financeiro

Carla Anne

Direção de Arte

Dawis Roos

Revisão de Texto

Hebe Ester Lucas

Assinaturas

Barbara Tavares

assinaturas@musicaemercado.com.br

Colaboradores

Henry Ho, Luiz Sacoman, Alessandro

Saade, Joey Gross Brown, Joel de Souza

Música & Mercado ®

Caixa Postal: 2162

CEP 04602-970 – São Paulo – SP.

Todos os direitos reservados.

Autorizada a reprodução com a citação da Música

& Mercado, edição e autor. Música & Mercado não

é responsável pelo conteúdo e serviços prestados nos

anúncios publicados.

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Tel./fax.: (11) 3567-3022

www.musicaemercado.com.br

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M&M no Orkut: http://tr.im/ydf6

Twitter: twitter.com/musicaemercado

Parcerias/Partners

Frankfurt • China

Estados Unidos

Que venha 2010!

O QUE SIGNIFICA UM ANO NOVO? Para mim é algo sempre mágico...

O.K., POSSO PARECER INGÊNUO FALANDO ASSIM, mas em

todo 31 de dezembro, uma avalanche de recordações sobre o ano

que passou paira sobre minha mente e abre-se a porta para um

‘tudo de novo bom’.

2010 SERÁ, SIM, UM ANO DE NOVIDADES. Estamos batalhando

para construir uma base de dados cada vez mais sólida, com

informações que facilitem a vida do lojista, seja na escolha do mix

de produtos, seja na informação sobre fornecedores. Ou ainda em

uma parceria com o Datafolha, Telelistas.net ou com as prefeituras,

para a realização das Feiras da Música. Fazemos o melhor que

podemos para unir o mercado.

NESTA EDIÇÃO, PUBLICAMOS OS RESULTADOS do Prêmio Top

of Mind, elaborado pelo Datafolha. A premiação felicita as marcas

mais lembradas pelas lojas, não as mais vendidas nem as melhores,

mas aquelas que, por alguma razão, chamaram a atenção dos

proprietários e gerentes Brasil afora.

NO MAIS, TEMOS MATÉRIAS SOBRE ADMINISTRAÇÃO, tendências,

marketing, PDV, empresas nacionais e internacionais,

tudo do bom e do melhor, como antevê este novo ano. Um grande

2010 a todos vocês!

DANIEL NEVES

Estamos batalhando para

construir uma base de

dados cada vez mais sólida,

com informações que

facilitem a vida do lojista

DANIEL NEVES

Impressa no Brasil / Printed in Brazil

20 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


SUMÁRIO

SEÇÕES

20 EDITORIAL Que venha 2010

24 ÚLTIMAS Venda mais no Natal

32 ENQUETE Um pouquinho do passado e do futuro

92 LOJISTA Retrospectiva

96 VIDA DE LOJISTA Os entrevistados de 2009

100 TESTE Condor CLP2 S

102 PRODUTOS Novidades + Design

110 PAINEL DE NEGÓCIOS Anúncios

114 CINCO PERGUNTAS Como abrir sua loja virtual

MATÉRIAS

34 ADMINISTRAÇÃO Os oito erros mais comuns em gestão

38 INTERNACIONAL O investimento da D’Addario na fábrica da Rico: US$ 10 milhões

42 A HORA DOS GUITARRISTAS

por Joey Gross Brown

46 VENDAS As estratégias para lidar com os compradores implacáveis

50 TOP OF MIND As marcas mais lembradas em 2009: os vencedores

74 COMO VENDER PRODUTOS PREMIUM por Luiz Sacoman

76 MERCADO Contagem regressiva para a Música nas Escolas

82 PDV As melhores dicas para você vender pela Web

86 VEM COISA BOA POR AÍ! Marketing e Negócios, por Alessandro Saade

88 ESPECIAL

Distingua os originais dos falsificados: Shure e D’Addario

106 FEIRA DA MÚSICA Agora em São Paulo, confira todos os detalhes

22 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Nova cara!

A Selenium lançou no final do ano

passado o seu novo site. Em sua página

inicial, o usuário tem um menu

para escolher a linha de produtos que

deseja consultar e outro para informações

institucionais, assistência técnica

e notícias, entre outros assuntos.

Confira! www.selenium.com.br

Giannini e o ex-guitarrista

do Led Zeppelin

Jimmy Page recebe a Craviola

das mãos de Christian Bernard

Jimmy Page, lenda viva do rock, foi

presenteado pela Giannini, representada

por Christian Bernard, com um

modelo de seis cordas de sua antológica

Craviola. Este instrumento é

um velho conhecido do guitarrista,

que chegou a utilizá-lo em sessões

de gravação e shows. Surpreso — e

informando desconhecer que a Giannini

era uma empresa brasileira —,

chegou a pedir uma versão 12 das. A entrega do instru-

cormento

foi em um almoço

beneficente, no Rio de

Janeiro, em prol da ONG

Casa Jimmy, que cuida

de crianças carentes no

bairro carioca de Santa

Tereza. A Giannini também

doou violões e encordoamentos

para a ONG.

Dica da redação

Com certeza você já leu aqui na Música

& Mercado como o controle de

informação de lojas on-line é muito

mais preciso do que em lojas físicas.

Isso porque o comportamento do

cliente que acessa o site é inteiramente

monitorado: quais produtos

ele acessa, quantas vezes ele entra,

o que ele costuma comprar, se usa

dinheiro vivo, boleto ou cartão de

crédito, sem contar o controle de estoque

e saída de mercadorias, completamente

automatizados. Assim,

todas as estratégias para crescimento

de venda e de melhoria na gestão

são baseadas em dados exatos — não

em ‘achismos’ — sendo, portanto, coerentes

com a realidade.

O que muitos empresários não

sabem é que essa precisão também

pode ser obtida em lojas físicas, por

meio de softwares de gestão. Com

eles você pode saber qual é o produto

mais procurado da sua loja — ou

o menos —; conhecer a sazonalidade

das vendas, especificando inclusive

os produtos; cruzar dados diversos;

antecipar tendências; observar o número

de vezes que o mesmo cliente

compra na sua loja; controlar eficazmente

o estoque etc.

Você pode encontrar esses softwares

em lojas do segmento, mas o

ideal é que contrate uma empresa

especializada em business intelligence

ou que ofereça soluções em TI.

Assim, esses profissionais irão criar

um software exclusivo para atender

ao perfil de sua loja, focando as análises

para seu segmento, produtos

etc. Pesquise sobre as empresas em

softwares de gestão e comece agora

a fazer sua loja crescer!

Ampliando o

conhecimento de áudio

No mês de dezembro do ano passado, o

engenheiro de áudio e diretor da Quanta

Systems, Adinaldo Neves, ministrou

palestras no País sobre as novidades

do mercado mundial para gravação de

áudio e broadcasting com demonstrações

práticas. As palestras ocorreram

no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Expo Estádio!

Maracanã: investimento em áudio

Se você acredita que deu a louca no

editorial de nossa revista e, de repente,

a Música & Mercado quer explorar

24 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


temas esportivos, se enganou! Aconteceu

em São Paulo, no Expo Center

Norte, uma feira 100% focada em

infraestrutura e equipamentos para

estádios e instalações esportivas.

Você deve estar se perguntando: e

o que temos a ver com isso? Tudo!

Empresas de áudio como a Royal

Music tiveram participação efetiva

no evento e, com a escolha do País

como sede da Copa do Mundo 2014

e das Olimpíadas 2016, este nicho de

mercado tende a crescer e muito nos

próximos anos!

Fim da carteira

obrigatória da OMB

Uma boa notícia para os músicos.

O Tribunal Regional Federal da 3ª

Região proibiu, por unanimidade, a

Ordem dos Músicos do Brasil (OMB)

de fiscalizar os músicos, bem como

exigir a inscrição na entidade. “De

agora em diante os músicos do Estado

de São Paulo não podem mais

ser fiscalizados pela OMB nem ter

a obrigatoriedade da inscrição na

mesma”, disse o deputado

estadual Carlos Giannazi em

seu pronunciamento na Assembleia

Legislativa de São

Paulo. Mas para os músicos

de formação acadêmica a

antiga lei continua. A expectativa

é que a ação passe

a valer em todo o território

nacional. O texto da proibição

está disponível no site

do Tribunal Regional Federal

(www.trf3.jus.br). Para quem

quiser consultar na íntegra, o número

do processo é 2005.61.15.001047-2.

Restuição do IR coloca

dinheiro no mercado

A restituição do Imposto de Renda

está colocando no mercado R$ 1,96

bilhão. Além de aumentar o poder

de compra dos consumidores, tem

Leão: a representação do fisco

impactos positivos na redução da

inadimplência. “A tendência é o

cliente aproveitar a restituição do

IR e o 13 º salário para honrar seus

compromissos financeiros e ter condições

de voltar a consumir”, explica

o presidente da Confederação Nacional

de Dirigentes Lojistas, Roque

Pelizzaro Júnior.

Abbey Road

e Native Instruments

Beatles e Pink Floyd gravaram aqui

O famoso estúdio inglês Abbey

Road, que gravou trabalhos de bandas

importantes no cenário da música

mundial, como Beatles e Pink

Floyd, fechou parceria com a Native

Instruments — empresa bastante

conhecida no mercado de tecnologia

musical — para desenvolver

novos produtos.

Novas baquetas

A Liverpool lançou a Linha SamBrasil

de baquetas e maçanetas, desenvolvida

para atender exclusivamente bateristas

e percussionistas brasileiros. São

sete produtos que compõem a série.

Final do V-Drums

Contest EM&T

A decisão do V-Drums Contest

EM&T foi interrompida no dia 10

de novembro por conta do apagão

que assolou 18 Estados brasileiros

(é aquele mesmo!). O desafio foi reagendado

para o dia 2 de fevereiro,

a partir das 20 horas, na sede

da Roland, em São Paulo. O evento

não será aberto ao público. Com o

consenso dos seis finalistas, os organizadores

decidiram que a final

será realizada integralmente, e não

a partir do momento em que foi interrompida.

Com isso, será

garantida a igualdade de condições

a todos os finalistas e

a manutenção da mesma referência

para os jurados.

Errata

Pedimos desculpas pelas legendas

equivocadas da p. 105,

na matéria sobre a Music China,

publicada na edição 45. Na

imagem 4 está o Sr. Vladimir

Teixeira, da Hendrix World

Music; na foto 6, estão presentes: Heric

De Haas, Maximiliano, Hércules e

Zé Luis, da Meteoro; já na foto 7, os

fotografados são os empresários Roberto

e Giorgio Giannini. Também

na p. 116, a legenda da foto 3 está errada.

Os diretores da Solid Sound, representados

na imagem, são Andrea

Ritzmann e Paulo Peceniski.

26 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


25 anos de ‘Sepultura’

O guitarrista da banda, Andreas Kisser

Uma das bandas mais importantes no

cenário do heavy metal internacional,

e endorsee de quatro marcas distribuídas

pela Izzo Musical (SG Strings,

Dunlop, Vic Firth e Aquarian), a mineira

Sepultura comemorou seus 25

anos em dezembro de 2009.

A chave do negócio!

A empresa Shopper Experience, em

parceria com o Grupo Padrão, realizou

uma pesquisa em que 61% dos

entrevistados elegem o atendimento

como o requisito mais importante

na hora da compra. Em segundo

lugar ficou a qualidade dos produtos,

com 26% das preferências. Nessa

categoria foi ressaltado, por 14%

dos entrevistados, que durabilidade,

garantia, selo do Inmetro e embalagem

fazem toda a diferença.

Já apontamos isso aqui na

M&M, então não é surpresa saber

que o quesito ‘preço’ foi um dos menos

citados como primordial para

decidir a compra. Apenas 14% dos

entrevistados selecionaram esse

atributo como o mais importante

na hora de consumir.

Nas diferentes regiões do País,

quando se fala em qualidade dos

produtos, os campeões em exigência

são os consumidores de Porto Alegre,

com 43%, seguidos por São Paulo,

Anafima incentiva

a formação de

profissionais para

a indústria

No dia 17 de novembro

de 2009 houve uma reunião

entre a Anafima e o

Senai com o objetivo de

tratar um assunto que vem sendo o

calcanhar de Aquiles das indústrias

do nosso setor: a falta de empregados

qualificados. Atualmente, a

principal escola na fabricação de

instrumentos musicais, acessórios

e áudio são a própria indústria e os

luthiers, que formam os seus aprendizes.

Por isso, as duas associações

pretendem criar um curso de qualificação

especializado em luthieria

para instrumentos musicais.

Na ocasião, o diretor do Senai,

Roberto Monteiro Spada, lembrou

que todo instrumento é um equipamento

de precisão e, por essa

razão, o curso técnico de luthieria

do Senai ajudará a alavancar a indústria

brasileira.

A ideia é atender todas as áreas

do setor, seja na fabricação de instrumentos

musicais e de acessórios,

seja na operação de áudio profissional.

O projeto está dando seus

primeiros passos, mas foi consenso

na reunião que, inicialmente, o curso

focará profissionais que já trabalham

no setor, qualificando a mão

de obra já existente; com o tempo,

porém, o curso poderá ser aberto

a outros interessados. O Senai utilizará

a mesma estratégia que desenvolveu

em seus outros cursos,

trazendo especialistas do exterior

para ministrar as aulas para turmas

mais avançadas, por exemplo.

Esta iniciativa se mostra importantíssima

com a introdução da educação

musical nas escolas e para a

melhoria da qualidade dos serviços

Senai aprova curso para o setor.

Na foto, representantes da instituição e da Anafima

dos operadores de áudio, como nas

igrejas e eventos musicais.

O desenvolvimento da percepção

musical do ouvinte e do estudante

de música e áudio inevitavelmente

fará com que o nível de

exigência de instrumentos e equipamentos

se eleve. Além disso, as

empresas poderão ter a oportunidade

de contar com o auxílio de

outros cursos da instituição para

ajudá-los a projetar novos maquinários

e desenvolver produtos com

qualidade para o mercado externo

com um preço competitivo.

Anselmo Rampazzo, presidente

da Anafima, já determinou aos seus

associados que se coloquem à disposição

dos professores do Senai

para a segunda fase do projeto: o

levantamento das necessidades de

cada indústria com relação à formação

de seus colaboradores. “Muitos

empresários pensam que a Anafima

só se dedica a atividades de exportação,

esquecendo-se de que a

associação se propõe a lutar pelos

interesses da indústria de instrumentos

musicais e de áudio como

um todo, quer sejam nacionais ou

internacionais. Nossa indústria tem

uma longa história de contribuição

para a economia e a sociedade brasileira,

não podendo simplesmente

desaparecer como aconteceu nos

países vizinhos”, afirmou.

Outra possibilidade que se apresenta

com esta parceria é a criação

de um selo Inmetro para instrumentos

musicais e áudio.

28 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


com 27%; Belo Horizonte, com 25%;

Recife, 24% e Rio de Janeiro, 22%. No

interior de São Paulo este fator só

conquistou 20% dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada junto a

1.350 consumidores nas cidades de

São Paulo e interior, Recife, Porto Alegre,

Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Força de uma

marca e o Twitter

Pesquisa realizada

pelo iDig, Instituto

Digital, demonstra

que

a presença de

uma empresa

no Twitter é capaz de dobrar a quantidade

de mensagens postadas sobre

a marca nessa rede. No trabalho,

realizado pelo consultor em mídias

sociais Cláudio Torres, foram analisadas

91.145 mensagens trocadas

no microblog sobre 50 marcas de

relevância nacional, de oito setores

econômicos, durante o período de 20

de setembro a 24 de outubro de 2009.

Das 50 empresas pesquisadas,

42% têm perfil no Twitter e postam,

em média, cinco mensagens por dia.

São os consumidores, entretanto,

que lideram as conversas. No período

analisado, eles produziram cerca

de 2.600 mensagens diárias sobre

todas as marcas observadas. E, embora

muitas das que não têm Twitter

também sejam citadas, as que atuam

no microblog concentram 74% do volume

total de mensagens trocadas no

período. Segundo Torres, esse trabalho

só reforça a tese de que a presença

na rede social é de extrema importância

para a construção da marca e

de um canal de diálogo com os consumidores.

Na maioria das vezes, diz

ele, os usuários compartilham experiências

de consumo e opiniões sobre

as empresas. Coca-Cola, Tim, Telefônica,

General Motors e Natura estão

entre as mais comentadas!

A pesquisa do iDig está disponível

gratuitamente no site: www.idig-institutodigital.com.br.

Acesse, analise e

divulgue sua marca na rede social.

“O que faz uma empresa

destacar-se na internet não

é o que eu falo, mas o que os

outros falam sobre mim”

— Claudio Torres

Será que a ProShows

leu essa notícia?

Quer receber as novidades em primeira

mão sobre os produtos distribuídos

pela ProShows? Acesse o

Twitter: twitter.com/proshows.

Yamaha com

Bruno e Marrone

A dupla sertaneja Bruno e Marrone

está utilizando o processador DPS5D,

da Yamaha, em sua turnê pelo Brasil.

A decisão de substituir o mixer pelo

processador se deu pela facilidade

de transporte. O operador de áudio

e som da dupla, Newton Matos, se

diz satisfeito com o equipamento.

“Como sempre temos agenda lotada

e apertada de apresentações, o processador

DSP5D foi a melhor solução

encontrada para facilitar o transporte.

Além disso, utilizo roteador sem

fio, pois assim posso me movimentar

no palco apenas com o computador”,

revela o operador.

Boas notícias da Bends

Gaspo Harmônica:

fazendo pose

O final de ano da Bends foi bem agita-

do. O músico gaúcho Gaspo ‘Harmônica’

se juntou ao quadro de endorsees

da marca e visitou suas instalações

em São Paulo no final de ano. Além

disso, o “Aprenda Gaita”, curso virtual

gratuito ministrado por Melk

Rocha pelo site da Bends, chegou à

marca de 5 mil alunos cadastrados,

surpreendendo os próprios idealizadores

do projeto. O curso é formatado

de maneira que o aluno possa aprender

a tocar de forma gradativa, em

aulas individuais, por áudio e arquivos

didáticos em PDF, independentemente

de quando inicie. São lições

semanais, em que o praticante tem

o tempo necessário para exercitar a

teoria que foi ministrada.

O gigante do varejo

Uma das notícias que agitou o setor

varejista no final de 2009 foi a fusão

30 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


entre o Grupo Pão de Açúcar e as

Casas Bahia. A empresa combinada

nasce com pouco mais de mil lojas,

em 337 municípios de 18 Estados brasileiros,

e vendas brutas de 18,5 bilhões

de reais em 2008. Foi a segunda

aquisição de grande escala do Grupo

Pão de Açúcar, que, em junho, comprou

a rede Ponto Frio. Somando-se

os supermercados e hipermercados

do grupo, o Pão de Açúcar passará

a contar com cerca de 1.600 lojas. O

faturamento anualizado do Pão de

Açúcar com o Ponto Frio e as Casas

Bahia foi próximo de 40 bilhões de

reais no ano passado.

Livros de música grátis

A editora Irmãos Vitale firmou um

convênio com o Google e acaba de

disponibilizar parte do seu acervo

no site Google Livros, onde será

possível visualizar várias páginas

de cada livro. Presente no mercado

editorial brasileiro há mais de 80

anos, a empresa publica produtos

voltados para o ensino e a prática

musical, de autoria de compositores,

músicos, artistas e professores brasileiros.

Para conferir o acervo, acesse

http://books.google.com.br e digite

Editora Vitale na busca.

Banda virtual

Chegou a vez de o Green Day ganhar

a sua edição especial do jogo Rock

Band. A banda se junta ao quarteto

de Liverpool como o segundo grupo

a ser honrado com essa distinção.

O lançamento está previsto para

este ano. •

Green Day no Rockband: produto para lojas de instrumentos ou games?

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 31


Enquete

LOJA TIMBRES

Um pouquinho

do passado

e do futuro

Individualmente é assim, em toda mudança de ano,

as pessoas costumam fazer uma retrospectiva do que

aconteceu e, com base nesses dados, renovam as ações

e as esperanças para o ano vindouro

Beto Gonçalves

Loja Timbres, Campinas/SP

www.timbres.com.br

Você também faz essa reflexão

para a administração

de sua loja? Planejar

é fundamental para aperfeiçoar

processos, ter uma administração

mais organizada, uma equipe

mais motivada, otimizar a logística,

criar planos de ações para vender

mais. Tudo isso, enfim, precisa

estar delineado e bem claro para

a sua loja crescer neste ano que

se inicia. Então, acompanhe a retrospectiva

de quatro gestores sobre

2009 e confira o que eles estão

preparando para seus estabelecimentos

em 2010.

Perguntas

1.

Como você

sintetiza o

ano de 2009

para sua loja:

positivo ou

negativo?

Por quê?

2.

Que impacto

você prevê no

faturamento

com a lei de

musicalização

nas escolas?

3.

Você acha

que a isenção

de impostos

para a

importação de

instrumentos

musicais vai

afetar suas

vendas? De

que forma?

4.

Qual será

o foco de

investimento

de sua loja em

2010? Por quê?

O ano foi positivo. Outras lojas de São

Paulo e do Sul chegaram à cidade e a

concorrência aqueceu o mercado de

Campinas. Isso foi muito positivo para

os nossos negócios.

O impacto nas vendas deve ser a médio

e longo prazo. Em um primeiro momento

as pessoas vão entrar em contato com a

música, e só depois deve haver a procura

por instrumentos musicais.

Quanto mais acessível o preço,

melhor para o consumidor, e isso se

reverte em vendas. O impacto será

positivo, com certeza.

Desde 2007 já apostava na

especialização das vendas nas nossas

lojas. De nossas três lojas, uma vende

percussão, outra só instrumentos de

cordas e a outra só teclados. Para o ano

que vem pretendemos abrir uma nova

loja só para venda de áudio profissional.

32 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


BAND MUSICAL MEGADISCONILDO LOJAS WENSE

Marcos Alexandre

Band Musical, Recife/PE

vendas@bandmusical.com.br

Nildo Dias dos Santos

Megadisconildo, Duque de Caxias/RJ

www.megadisconildo.com.br

Ronney Wense

Lojas Wense, Itabuna/BA

www.lojawense.com.br

Positivo. Sempre acreditamos que

em momentos de crise é que uma

empresa equilibrada financeiramente

cresce. Os concorrentes menores

sempre sofrem com a falta de crédito

e de poder de compra.

O ano foi positivo. Os objetivos

foram alcançados com os clientes

e os novos fornecedores,

que proporcionaram margens

mais saudáveis.

Positivo. Nossas vendas até

o final de novembro já eram iguais

a todo o ano passado.

Não trabalhamos com previsões de

curto prazo. Ainda vai demorar muito

para o lojista perceber um aumento

nas vendas.

A lei é ótima para nós, lojistas.

Já estamos preparados, com

consultores de vendas capazes

de atender a este público exigente.

Com certeza haverá um aumento

significativo de vendas.

Isso é um fato que deixa muitas

dúvidas. Principalmente quanto ao

preço final que o importador vai

repassar. Existe ainda muita

gordura nesse setor.

Sim, podemos vender mais esses

produtos com o preço dos importados

mais baixos. Quando os importados

sobem, o produto nacional

fica mais atrativo.

Vai afetar de maneira positiva,

principalmente nos produtos para

iniciantes, que ficarão mais baratos.

Assim, poderemos atender o nosso

mercado regional, já que esses

produtos não têm muito apelo de

vendas pela internet.

Estamos sempre tentando manter a

estabilidade, seja ela financeira ou

do setor de vendas. No momento

buscamos outros mercados, pois o

ramo oferece muitas saídas. Sinto que

ainda temos muito que aprender.

Estamos investindo em treinamento

de pessoal e em uma megaloja na Rua

da Carioca, no Rio de Janeiro, capital.

Já estamos em negociação.

Vamos mudar um pouco o visual,

com uma nova fachada externa,

já que a atual é muito antiga.

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 33


Administração Gerenciamento

NÃO

SABER O

TAMANHO DE

SUA LOJA

DESPREPARO NA

COMPREENSÃO DE

CUSTO X PREÇO

C

IN

TRA

(DES)

PLANEJAMENTO

TRIBUTÁRIO

A

CENTRALIZAÇÃO

34 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR

MÁ GESTÃO

DE PESSOAS

TRA


Administração Gerenciamento

FALTA DE

ONTROLE DE

FORMAÇÕES

E DE

NSPARÊNCIA

ESPÍRITO

VENTUREIRO

NSFORMAR

A LOJA

EM UMA

FINANCEIRA

De uma loja pequena

a uma grande fábrica

ocorrem problemas

relacionados à má gestão

de pessoas, processos e

também do tempo.

Por isso listamos os

equívocos mais comuns

em gestão empresarial: é

fundamental conhecê-los

e buscar as soluções para

melhorar o desempenho

de seu estabelecimento

Por Márcio Iavelberg*

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 35


Administração Gerenciamento

Geralmente, as dificuldades da empresa não são causa,

mas consequência de decisões equivocadas. Não

é raro encontrar empresários que atribuem seus

problemas apenas à falta de crescimento do País, às altas

taxas de tributação, à cotação do dólar, e por aí vai... Essas

situações podem, sim, prejudicar a administração, mas

é seguro dizer que eles têm problemas administrativos, sobretudo,

por deficiência de gestão. Sendo assim, para que

você possa identificar as causas que estão ocasionando um

enorme problema em sua loja, a Música & Mercado preparou

uma lista com as oito dificuldades mais comuns em lojas do

setor, especialmente na pequena e média empresa. Assim,

você terá maior tranquilidade para gerir seu negócio, pois

tomará decisões mais precisas e rápidas e conseguirá o que

todo empresário deseja: fazer crescer seu negócio.

É imprescindível ter a noção exata dos

custos dos seus produtos e serviços. Para

saber, exatamente, quais são eles só existem estas possibilidades:

contratar um profissional especializado, tratar do

assunto com uma consultoria ou com um contador.

Os informes de controle gerencial, como o Demonstrativo

de Resultados (receitas e despesas), Evolução Patrimonial

(ativos e passivos) e Fluxo de Caixa, são ferramentas essenciais

à tomada de decisões, inclusive trazendo maior

agilidade e precisão.

DICA

Tenha todos os dados atualizados, fazendo

análises mensal, semestral e anual, utilizando-as

para basear suas estratégias de ação.

Antes de qualquer intenção de aumentar o seu negócio, é

necessário analisar o seu preparo emocional e seus conhecimentos

técnicos como empresário, e, ainda, os custos operacionais

que advirão de um possível crescimento em volume

de negócios ou expansão de espaço. Em muitos casos, o

ambiente interno é reestruturado sem prever os custos, que,

geralmente, são muito altos para serem cumpridos. A maioria

dos empresários coloca o entusiasmo acima da razão e

vislumbra para o seu negócio algo maior do que sua capacidade

administrativa permite. Crescer sem planejamento ou

controle requer muita, mas muita sorte.

DICA

O que vai definir o tamanho ideal da empresa

é o resultado positivo ou negativo

que ela vem demonstrando e, também, a capacidade financeira

para ampliar o negócio. Isso inclui a contratação

de pessoal, a compra de equipamentos e de softwares, o

aumento de estoque etc.

O desconhecimento e o descaso com os custos envolvidos

nas operações trazem sérias conse-quências para a formação

dos preços de venda. Permaneça atento, já que a maioria

das vezes é exatamente aí que o empresário perde dinheiro.

DICA

Quem não gostaria de pagar menos impostos? Isso só é

possível quando entendemos o que fazemos de maneira

detalhada, podendo, assim, optar por uma forma ideal de

tributação para a nossa loja. Você deve tomar a decisão

com a ajuda de um orçamento. E deve, anualmente, revisar

essa escolha.

DICA

Vale lembrar que é necessário o aconselhamento

de um especialista no assunto.

Uma opção viável é terceirizar o serviço, de forma temporária,

ou tratar com as consultorias e contadores.

Não basta que um produto agrade a nós mesmos para que

queiramos oferecê-lo. Ter loja exige conhecimento profundo

do mercado, da relação comercial, dos produtos e, também,

de administração financeira. São esses conhecimentos que

delineiam a fronteira que diferencia os empreendedores dos

empresários. Por essa razão, um verdadeiro empreendedor

deve conhecer, tecnicamente, como funciona o produto, a

que preço deve-se colocá-lo no mercado, quem é o público

consumidor, como será a distribuição etc.

DICA

Uma excelente forma de fazê-lo é realizar

uma pesquisa de mercado sobre a aceitação

do novo produto; ela fornecerá todas as informações

de maneira precisa.

36 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Administração Gerenciamento

Por imaginarem que são os únicos na loja realmente petentes para executar o trabalho administrativo e que não

comnecessitam

de ajuda, muitos empresários são centralizadores.

Não compartilham nem delegam tarefas. Possuem um

ritmo próprio e exigem a mesma sintonia de seus empregados,

gerando sério desgaste no relacionamento interpessoal.

DICA

Muitas empresas modernas adotaram o sistema

de pagamento por produtividade. Existem

atividades que podem ser realizadas a distância; então, por

que ficar estressado com horários e burocracias que nem sempre

colaboram para que as pessoas produzam adequadamente?

Muitos problemas financeiros têm sua origem na gestão dos

recursos humanos da empresa. Sintomas: intrigas frequentes

entre os funcionários, baixa produtividade e desorganização.

Além disso, a falta de objetivos claros vindo da direção.

DICA

As pesquisas e as avaliações de desempenho

sobre o clima da empresa ajudam a

medir a satisfação e o nível de eficiência, respectivamente.

Feedback é importante em todas as situações.

Muitas empresas têm o hábito de serem generosas demais

com seus clientes. Para vender seus produtos, costumam

facilitar a forma de pagamento, esticando muito os prazos.

Em contrapartida, acabam provocando desajustes financeiros.

Como solução, recorrem aos financiamentos bancários,

aumentando ainda mais seus custos.

DICA

A posição mais equilibrada para a empresa

é a adoção, sempre que possível,

de uma política de compra e venda ‘casada’. Isso significa

que deveria adaptar a forma de pagamento em períodos

iguais aos de compra. •

MÁRCIO IAVELBERG

é administrador de empresas, com MBA em Finanças e Risco pela USP e especialização

em Direito Tributário pela FGV. Sócio da Blue Numbers Consultoria Financeira

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Internacional Investimento

10 milhões

de dólares

para

crescer

D’Addario investe pesado

na fábrica da Rico para

modernizar os equipamentos

e otimizar a linha de produção

Cinco anos depois da aquisição

da Rico, a D’Addario & Company

começa a colher os frutos

de uma integração cuidadosamente

planejada, prevista para dar continuidade

à boa fama conquistada pela marca,

pela qualidade de seus produtos.

O processo demandou cerca de US$

10 milhões em investimentos, injetados

em diversas fases desde a compra:

modernização de equipamentos, treinamento

e qualificação de pessoal, e

otimização da linha de produção na

fábrica. Este quesito, inclusive, foi importantíssimo

para o sucesso de todo

o empreendimento, sendo também singular,

já que foi criado para vigorar em

fábricas de automotivos.

Utilizando o sistema de produção

criado pela Toyota, conhecido como

Lean Manufacturing, a D’Addario eliminou

desperdícios na manufatura

conjuntamente conseguindo melhoria

na qualidade de produto e maior desempenho

da fábrica. “Doze executivos

de nossa equipe já estão treinados e

praticando, exclusivamente, o processo

Lean. A filosofia Lean se baseia em um

processo contínuo de monitoramento e

aperfeiçoamento. Toda a D’Addario &

Company está envolvida nisso”, afirma

o diretor de Desenvolvimento de Produtos

da Rico, Carlos Mejía.

Nesta entrevista para a Música &

Mercado, além de falar um pouco mais

sobre o processo Lean Management,

Mejía conta, em detalhes, as mudan-

ças ocorridas na Rico desde que a

D’Addario a assumiu, e ainda revela os

desafios da empresa para o futuro. No

Brasil, a marca é distribuída pela Musical

Express e, com certeza, essa otimização

do processo traz melhorias efetivas

também para o mercado nacional,

como mostra a entrevista a seguir.

Quais foram as mudanças administrativas

mais importantes implantadas

na fábrica da Rico após a compra

pela D’Addario?

ESSES INVESTIMENTOS PERMITEM

MELHORAR A TECNOLOGIA PARA

APERFEIÇOAMENTO DO PLANTIO DE

CANA E CRIAR PRODUTOS INOVADORES,

COMO OS PORTA-PALHETAS COM

UNIDADE CONTROLADA

38 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Internacional Investimento

Por dentro do

sistema que está

revolucionando a Rico

O Sistema Toyota de Produção, também conhecido como Lean Manufacturing

ou Produção Enxuta, foi criado pouco depois da Segunda Grande

Guerra, após uma visita dos principais executivos da empresa japonesa às

fábricas Ford, nos EUA. Identifi cando falhas no processo, Toyoda Sakichi,

fundador da Toyota, seu filho, Toyoda Kiichiro, e o principal executivo da

empresa na época, o engenheiro Taiichi Ohno aperfeiçoaram o sistema

criado por Henry Ford dando novas, e melhores, bases para a linha de produção.

Utilizaram um conceito baseado em 4Ps, como se seguem:

1.

PHILOSOPHY (FILOSOFIA)

PENSAMENTO A LONGO PRAZO

• Decisões gerenciais baseadas em uma filosofi a de longo

prazo, em vez de objetivos fi nanceiros de curto prazo.

2.

PROCESS (PROCESSOS)

ELIMINAÇÃO DE DESPERDÍCIOS

• Criar processos em que os produtos realmente ‘fl uam’.

• Usar sistemas de produção puxados pelos clientes, para

evitar que sejam produzidos materiais desnecessários.

• Parar o sistema quando houver um problema de qualidade (Jidoka).

• Padronizar as atividades para que haja melhoria contínua.

• Controle visual do processo para que não existam problemas que não

sejam percebidos.

• Usar apenas tecnologias testadas e de confi ança.

3.

PEOPLE AND PARTNERS (PESSOAS E PARCEIROS)

RESPEITO, DESAFIOS E CRESCIMENTO

• Líderes que realmente vivam a filosofi a Lean.

• Respeitar, desenvolver e desafiar seus colaboradores e times.

• Respeitar, desafi ar e ajudar seus fornecedores.

4.

PROBLEM SOLVING (SOLUÇÃO DE PROBLEMAS)

MELHORIA E APRENDIZADO CONTÍNUOS

• Aprendizagem contínua na organização (Kaizen).

• Tomar decisões com cautela, considerando todas as alternativas;

implementar as decisões tomadas rapidamente.

(Fonte: Site Administradores.com.br, no artigo Lean Manufacturing:

Um novo conceito em manufatura, de Adriano Fernandes Luna)

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Internacional Investimento

Fábrica da Rico: o novo

maquinário garante um processo

de fabricação otimizado

Jim D’Addario, CEO da

D’Addario & Company, já

tem credibilidade na indústria

da música. Sua dedicação

pessoal para fazer da

Rico Reeds uma marca superior

em todos os aspectos

levou maior segurança aos

nossos consumidores. Desde

que a D’Addario comprou a

Rico, em abril de 2004, investimos

10 milhões de dólares

para modernizar sua fábrica.

Hoje, esses investimentos

permitem à Rico trabalhar

com equipamentos

de alta precisão, melhorar

consideravelmente a tecnologia

para desenvolvimento

e aperfeiçoamento do plantio de cana e,

ainda, criar produtos inovadores, como

os porta-palhetas com umidade controlada.

Em 2004, construímos mais

de 2.300 m 2 de fábrica para o processamento

de cana na Argentina e criamos

85 novos empregos para a sua produção

de cana. Juntando Argentina e França,

também disponibilizamos 32 hectares

de novas plantações, tudo para ter 100%

de controle de nossa provisão de cana,

assegurando completamente a qualidade

de nossos produtos. Adquirimos

ainda equipamentos alemães, que nos

permitem experimentar novos modelos

para desenvolvimento da cana. Na fábrica

da Rico instalamos um sistema de

última geração em ventilação, para nos

ajudar a retirar a poeira da cana que fica

nas máquinas, otimizando a produção.

Em 2005, a Rico comprou as máquinas

de fabricação de palhetas da Glotin

Reed Company, modernizando-as totalmente.

Elas são usadas para fazer todas

as palhetas extras para sax e clarinetes.

Recentemente compramos também

outras máquinas automáticas, fundamentais

para o processo de produção,

e estamos desenvolvendo um processo

automatizado de corte de cana para

aperfeiçoar ainda mais o rendimento.

Especificamente com relação ao pessoal

e mão de obra, o que mudou?

Nossa equipe está maior. Agora temos

quatro engenheiros para ajudar a liderar

o processo de aperfeiçoamento da

produção. Finalmente, já começamos a

transformar a Rico (e toda a D’Addario

& Company) em uma empresa Lean.

Lean Manufacturing é um processo desenvolvido

pela Toyota para eliminar

os desperdícios na linha de produção,

melhorar a qualidade do produto e também

a performance da fábrica. Doze

executivos de nossa equipe já estão

treinados e praticando, exclusivamente,

o processo Lean. A filosofia Lean é um

processo contínuo de monitoramento

e aperfeiçoamento. Toda a D’Addario &

Company está envolvida nisso.

Quem foi o executivo escolhido para

comandar todas essas mudanças?

Como essas implementações foram

recebidas pela equipe?

O trabalho em equipe é fundamental em

tudo o que fazemos. Todas essas mudan-

ças na Rico foram dirigidas pela equipe

da empresa com um forte acompanhamento

de Jim D’Addario, CEO, e com o

presidente da D’Addario & Company,

Rick Drumm. Também tivemos a sorte

de reforçar o staff com a contratação do

novo vice-presidente de operações, Gary

Smith. Gary supervisiona o controle da

qualidade, o quadro de funcionários, o

desempenho operacional e as operações

da fábrica da Costa Oeste. Também é

responsável pelas áreas de Investigação

& Desenvolvimento, engenharia, produção,

TI e aspectos financeiros, assim

como armazenamento e distribuição.

Jim, Rick, Gary e outras pessoas-chave

trabalham em colaboração com as

operações de engenharia, TI, vendas,

marketing e Investigação & Desenvolvimento

da companhia [D’Addario] para

estarem afinados com as prioridades

dos projetos, estratégias e objetivos.

Realizamos reuniões diárias para falar

sobre avanços em projetos e criar diretrizes

para novas questões. As reuniões

semanais são necessárias para desenvolvimento

de estratégias, é quando os

funcionários mostram suas necessidades

e planejamentos.

40 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Internacional Investimento

A maioria dos processos

é robotizada

Quais são os planos da Rico para aumentar

a participação no mercado?

A Rico tem empregado uma grande

variedade de técnicas de marketing e

vendas para aumentar sua participação.

Além disso, para melhorar a qualidade e

criar produtos inovadores, um de nossos

programas de maior sucesso foi nossa

conquista nos setores artístico e de inovação.

Isso envolve experiências, laboratórios,

patrocínios e desenvolvimento

de mais materiais educacionais focando

mais no design inovador para a fabricação

de nossos produtos, assim como

conselhos práticos. Essencialmente, estamos

oferecendo ao usuário da marca

Rico, tanto profissionais quanto estudantes,

toda a informação necessária

para escolher a palheta certa. Sob uma

perspectiva de vendas, estamos trabalhando

mais intimamente com nossos

distribuidores e lojistas para desenvolver

programas de incentivo adaptados

ao estado da economia mundial. Esses

programas enfocam os benefícios que

a Rico propicia, destacando, ao mesmo

tempo, a qualidade e o valor da marca.

Também estamos trabalhando com

nossos sócios de vendas para fazer cumprir

a mensagem de que nosso investimento

em inovação e qualidade se traduz

em melhor relação custo-benefício

com o mais alto nível de exigência. •


TECNOLOGIA MUSICAL

JOEY GROSS BROWN

é gerente comercial da Quanta Music e diretor da Trading Post — empresa de consultoria de

negócios focada no mercado de áudio e instrumentos musicais. E-mail: joey.grossbr@gmail.com

A HORA DOS

GUITARRISTAS

AS TENDÊNCIAS E APOSTAS DA

TECNOLOGIA MUSICAL E DA GESTÃO

COMERCIAL PARA PRODUTOS DE

ALTA TECNOLOGIA VOLTADOS AOS

FRITADORES DE PLANTÃO

Ao escrever esta matéria deparei-me com

uma questão interessante: como implan-

tar corretamente a venda de produtos de

tecnologia em uma loja?

Ao analisar o mercado atual, notei que alguns es-

tabelecimentos apostam forte no crescimento do setor

de tecnologia musical: produtos voltados à produção e

pós-produção de áudio em computadores. Simples, não?

A desmistificação desse mercado abre horizontes de lucratividade

impensados por muitos e, ainda, expõe algumas reven-

das em um segmento de vanguarda e aperfeiçoamento comercial.

Alguns fabricantes estão apostando fichas gordas em novos pro-

dutos desse segmento. Entre eles: Roland, Yamaha, Avid/Digidesign,

Akai, IK Multimedia, Native Instruments, Novation e os diversos fabricantes

de software, que vêm aumentando consideravelmente a pes-

PRODUTOS DO PASSADO

APOSTAVAM EM UMA LINGUAGEM

VOLTADA MAIS PARA

TECLADISTAS. ESSE INÍCIO

AFASTOU OS GUITARRISTAS

E GEROU A IDEIA DE QUE

TECNOLOGIA MUSICAL

É MUITO COMPLICADA;

HOJE, O MERCADO

JÁ ACORDOU

quisa e o de-

senvolvimento

de novos produtos.

Para dizer a verdade, este

mercado já vem há algum tempo

sendo explorado e gran-

des companhias investem

pesado nele. A Apple adquiriu

a Emagic (empresa alemã de soft-

wares musicais) e disponibiliza uma suíte

completa de produção de áudio e midi atra-

vés do software Logic. A Yamaha adquiriu

42 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Joey Gross Brown Tecnologia Musical

a Steinberg, a Roland criou a

Edirol e adquiriu a Sonic Foundry

(fabricante da Cakewalk).

A própria M-Audio foi comprada

da Midiman pelo grupo

Avid, que também adquiriu a

Digidesign e é dono do famoso

software Pro Tools.

Nenhuma das empresas

acima aposta no vazio, cegamente

e sem estratégia: esta

condição deve ser observada

com muita atenção nos mercados

onde produtos de tecnologia ainda

são considerados como algo muito

avançado e que necessitam de alto

nível de conhecimento e treinamento

para se fazerem lucrativos.

Consumidor complicado,

mas bem lucrativo

Uma tendência clara em tecnologia é

a busca pelo mais misterioso e complicado

consumidor musical que existe:

o guitarrista. Acostumados a um

setup complexo quando se trata de

programação e disparo de efeitos, os

guitarristas têm um raciocínio rápido

e intuitivo. Eles não gostam de perder

tempo com detalhes e focam a música

de maneira singular.

Softwares e produtos do passado

apostavam na compreensão dos guitarristas

e baixistas em telas de alta complexidade

e em uma linguagem voltada

para programadores e tecladistas. Esse

início mal planejado afastou-os de vez e

gerou — e fixou — a ideia de que tecnologia

musical é muito complicada.

Softwares: interface cada vez

mais parecida com o produto real

Os últimos lançamentos, porém,

mostram que o mercado está, de uma

vez por todas, apostando na simplificação

dos produtos, criando telas intuitivas

e interfaces de usuário especificamente

voltadas para guitarristas e baixistas.

Veja o exemplo da IK Multimedia:

criou interfaces intuitivas, voltadas

ao raciocínio subconsciente do guitarrista:

ora por meio de um simples

dispositivo de conexão entre a guitarra

e o amplificador, ora por um pedal

em formato de wah wah (que também

funciona como wah wah no software),

que pode ser designado para controlar

diversos parâmetros do som.

A Digidesign acaba de lançar um

produto completo que apresenta interface

similar aos processadores de efeito da

década passada, porém, com processadores

baseados no famoso software Eleven,

que emula diversos amplificadores.

Como vender

produtos de tecnologia?

Erro comum: “Vou criar um setor

especial e treinar um vendedor

A COLOCAÇÃO ADEQUADA E A

DISPONIBILIZAÇÃO DOS PRODUTOS

PARA TESTE AUMENTARÃO AS VENDAS

RAPIDAMENTE E AINDA CRIARÃO

UM CONCEITO DE MODERNIDADE E

VANGUARDA PARA SUA LOJA

exclusivo para isso!”.

A tecnologia musical exige

rápida adaptação aos novos

tempos. Os produtos de tecnologia

se ramificam entre os

diversos setores das lojas e não

podem ser agrupados em um

único centro.

Lembre-se: geralmente o

seu ‘supervendedor’ treinado

resolve ir embora sem repassar

o conhecimento ou, caso

ele seja um tecladista, dificilmente

vai gostar de equipamentos voltados

para outros instrumentistas.

Os produtos de tecnologia devem ser

colocados no setor do instrumento ao

qual correspondem e não ficar amontoados

em um canto onde somente ‘gênios’

se reúnem. Tenha em mente que o

posicionamento correto do produto faz

diferença brutal na hora da venda — se

sou um guitarrista, dificilmente vou ver

qual é o último lançamento em percussão

e assim por diante.

Outro ponto importante é a disponibilização

dos equipamentos para

teste. Como vender um produto que

necessita de conexão com o PC se ele

não está ligado em um? Impossível!

Aí vem a máxima: “Este produto não

vende, não gira! Tive de queimar!”

Qualquer bom negociante sabe

que para se obter mais lucro é necessário

certo grau de investimento. A

colocação adequada e a disponibilização

dos produtos para teste aumentarão

suas vendas rapidamente e ainda

criarão o conceito de modernidade e

vanguarda que sua loja vem buscando

por caminhos errados. Invista em

treinamento de toda a sua equipe.

Quem tem a ganhar é você! •

Principais fabricantes

Apple – Emagic

Yamaha – Steinberg

Roland – Edirol/Cakewalk

Digidesign – M-Audio

IK Multimedia – Amplitube e outros

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Estratégia Vendas

Compradores

implacáveis!

Identifique qual é o tipo de comportamento de seu cliente, aprenda

as estratégias que ele usa na hora da compra e garanta a sua venda

Por Joel de Souza

Os negociadores

precisam entender

os vários comportamentos

associados

aos diferentes tipos de

compradores e suas estratégias.

Embora todos os

compradores tentem maximizar

a diferença entre

o preço que pagam e o valor

que recebem — preço

de venda —, eles abordam

a compra com estratégias

diferentes para conseguir

isso. E, não se engane,

nem todos são compradores

de valor.

Vamos trazer aqui três

exemplos de consumidores

Jovens: margens altas são facilmente comparadas na internet

e apresentar qual o melhor tipo de ciação e abordagem para cada um deles.

nego-

Conheça técnicas fundamentais para

conquistar e reter negócios lucrativos.

vale lembrar que nem sempre essas

especificações implicam um produto

de baixa qualidade).

Há várias estratégias para negociar

Lucros futuros raramente se materia-

lizam com um comprador de preço.

As companhias bem-sucedidas que

atendem compradores de preço adotam

com esse tipo de comprador. A mais uma estratégia de participação seletiva,

difícil é direcionar o foco de atenção avaliando cuidadosamente a rentabilidade

para o valor do produto, elevando a

de curto prazo dessas transações e

disposição do cliente em pagar por ele, aceitando-as apenas em duas ocasiões:

e, claro, provando que o valor justifica quando proporcionam uma margem de

o custo. Frequentemente empresas investem

contribuição incremental e quando não

recursos para atender compra-

prejudicam negócios mais lucrativos

dores de preço esperando que, algum com outros clientes.

dia, seus esforços se mostrem lucrativos.

A regra é básica: caso você não

Conselho: resista a essa tentação. possa participar lucrativamente

do

Compradores de preço

Os compradores de preço iniciam

a compra sabendo precisamente o

que querem e selecionam os fornecedores,

ou lojistas, com base, apenas,

no preço. Muitas vezes começam a

negociação divulgando as especificações

dos instrumentos musicais que

desejam, solicitando as propostas (e

46 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Estratégia Vendas

negócio de um comprador de preço,

não tenha medo, saia dele! Felizmente,

no longo prazo, são mínimas as

consequências de perder um comprador

de preço. Compradores de preço

reagem a preços e sempre é possível

oferecer-lhes um preço baixo quando

for estrategicamente interessante, e

lucrativo, fazê-lo!

Compradores

de relacionamento

Eles são o oposto dos compradores de

preço e têm forte preferência por marcas

com boa reputação e fornecedores

e lojistas com os quais já tenham tido

uma experiência positiva.

Valorizam qualidade e desempenho

do produto e sua lealdade é movida,

principalmente, pelo risco associado a

outros fornecedores, ainda não testados.

Para o comprador leal, a confiança

nos produtos, já conferidos e aprovados,

de fornecedores tradicionais sustenta a

continuidade do relacionamento com

seus fornecedores/lojistas.

Para lidar com esse tipo de comprador

é preciso fortalecer as relações

já existentes, concentrando a atenção

na satisfação passada. Saliente o impacto

negativo de um produto de desempenho

inferior sobre a empresa,

ou dia a dia, do comprador, o custo de

investimentos e a (in) compatibilidade

com os requisitos futuros. Acima

de tudo, deixe claro seu comprometimento

em atender às necessidades

atuais e futuras de comprador — eliminando

qualquer possível intenção

de ele buscar alternativas.

Muito importante: invista tempo

de sua equipe para compreender por

completo as fontes de valor desses

clientes, assim você estará mais bem

posicionado para reagir às necessidades

deles e consolidar sua posição

como um fornecedor de confiança.

Contrastando com as negociações

agressivas dos compradores de preço,

as negociações com os compradores

de relacionamento são mais amáveis

e focadas em soluções que satisfaçam

os objetivos de negócio, tanto do comprador

quanto do vendedor.

Compradores de valor

Estes representam o maior grupo.

Compradores de valor não buscam o

menor preço nem a mais alta qualidade.

Em vez disso, tomam decisões de

compra pesando cuidadosamente os

atributos e analisando as soluções de

compromisso. No final eles compram

o produto que ofereça a maior diferença

entre a satisfação com a aquisição e

a insatisfação com o preço.

Diferentemente dos compradores

de preço, compradores de valor reconhecem

e veem justificativa no custo

proporcionado por opções mais caras.

Eles também são mais propensos a experimentar

novos produtos e serviços

se a proposição de venda conseguir demonstrar,

de maneira convincente, um

valor econômico incremental real. Eles

também são compradores sofisticados,

com capacidade de reconhecer e

apreciar o verdadeiro valor econômico

TIPO DO COMPRADOR

PERFIL

O QUE

COMPRAM

O QUE BUSCAM

COMO AGIR

GRAU DE

FIDELIDADE

À SUA LOJA

DE VALOR Sofi sticado Custo-benefício

O produto que

ofereça a maior

diferença entre

a satisfação com

a aquisição e a

insatisfação com

o preço.

Esse grupo é o mais

propenso a experimentar

coisas novas e está em

constante análise de

propostas. Seu objetivo é

educá-lo para que ele se

torne um cliente fi el de

sua loja.

5 (médio)

DE

RELACIONAMENTO Desconfi ado Seguranças e

confiabilidade

Marcas com

boa reputação.

Procuram lojas

onde já tenham

efetuado uma

compra de forma

positiva.

Fortalecer as relações já

existentes com ele. Se elas

ainda não foram criadas, o

que você está esperando?

10 (máximo)

DE PREÇO Agressivo Preço baixo Preço baixo

Direcionar o foco de

atenção para o valor do

produto e convencer

o cliente ou, mais fácil,

oferecer-lhe um preço

realmente baixo quando

for estrategicamente

interessante fazê-lo.

0 (nenhum)

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Estratégia Vendas

Variável: preço é relativo

ao nível sócio-econômico

que recebem do fornecedor ou lojista.

Esse segmento, portanto, representa

excepcional oportunidade de lucro!

O maior desafio relacionado a esses

clientes é retê-los a longo prazo,

porque, ao contrário dos compradores

de relacionamento, eles estão

constantemente avaliando as alternativas

disponíveis.

Ao negociar com compradores de

valor, o objetivo é capturar o valor da

diferenciação (entre a satisfação com

a compra e a insatisfação com o preço)

para cada venda. E mais: educar

um comprador quanto ao valor dessa

diferenciação vale muito a pena —

mesmo a um custo que não seja compensado

na primeira venda —, se esse

cliente tem probabilidade de ser um

comprador repetitivo.

Após a identificação,

como agir?

Vendedores precisam ser treinados

para entender como os compradores

valorizam os produtos, para usar métodos

de estimativa do valor econômico,

técnicas de venda e habilidades de

negociação baseados em valor para

comunicar tal valor aos clientes.

Por fim, também precisam dominar

as técnicas que reduzem o dano

causado quando de fato ocorrem as

negociações de preço. Sendo assim,

estude cada um dos compradores com

quem está negociando e aplique a me-

lhor. Por mais habilidosos e implacáveis

que sejam alguns clientes, sempre

será possível criar uma estratégia de

atendimento que permita a realização

da venda sem que haja a necessidade

de se incorrer em prejuízo. •

Dica

Negociar sem estratégia é

como ir para uma batalha sem

armadura compatível... Deve-se

sempre procurar as vantagens

das posições naturais, ou seja,

mantenha o foco nos diferenciais

de sua loja e de seus produtos!

JOEL DE SOUZA

é matemático, professor do curso de Pós-graduação em Gestão Empresarial da Fundação Getulio Vargas. Há 11 anos ministra cursos

de Finanças e Estatística Empresarial no Senac e é presidente do Instituto Real de Pesquisas Empresariais. E-mail: joel@institutoreal.com.br

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Capa Top of Mind 2009

Estatisticamente, Datafolha / Música & Mercado

revelam as marcas mais lembradas pelas lojas

Por Ana Carolina Coutinho

Com a finalidade de gerar base de dados e

estudo estratégico, anualmente, a revista

Música & Mercado realiza, juntamente

com algum instituto de pesquisa de renome, um

estudo para coletar as marcas mais lembradas

do ano no setor de instrumentos musicais, de

áudio e iluminação.

Na prática, se um nome está na sua cabeça

e é o primeiro a ser lembrado quando te questionam:

“Qual é a primeira marca que lhe vem

à mente quando se fala em guitarra — ou amplificador,

ou mesa de som?”, significa que você

vai lembrar dela quando precisar, por exemplo,

comprar um produto de forma mais imediata.

“Quando as pessoas não têm muito tempo para

pesquisar suas compras, acaba ocorrendo a opção

pela Top of Mind”, explica o professor Júlio

Moreira, especialista em branding da Escola Superior

de Propaganda e Marketing (ESPM).

Ser Top of Mind não significa ter o produto

mais vendido, apesar de muitas vezes o market

share (participação no mercado) coincidir com o

vencedor da pesquisa. Para se ter uma ideia, até

uma marca que nem existe mais pode ser Top of

Mind, como mostra este caso curioso, relatado

pelo professor da ESPM: “A Kolynos manteve a

posição Top of Mind durante alguns anos após

sua substituição pela Sorriso. Ou seja, ela não

estava nas prateleiras dos supermercados, mas

continuava na mente dos consumidores. Isso

mostra a força de uma marca que não foi esquecida

facilmente”, demonstra.

Outro exemplo foi o caso da marca Tama,

contemplada este ano, e da bateria Mapex. Representada

pela Habro Music no Brasil, a Mapex teve

alto índice de memória, mas não o suficiente para

estar acima da Tama. «Mesmo a Mapex sendo um

sucesso de venda no País, a pesquisa mostra que a

50 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Tama tem enorme potencial”, explica Daniel Neves,

diretor da Música & Mercado. “Isso não significa

que a Tama seja a campeã em vendas, mas,

sem dúvida, representa uma oportunidade para a

distribuidora ampliar seu market share. Já ocorreu,

por exemplo, de uma marca ser bem distribuída

na região Sudeste, mas não ter penetração

que de alguma forma intensifique sua lembrança

na mente do lojista e vice-versa”, enfatiza. “Marca

mais lembrada não é necessariamente igual a

marca mais vendida, mas representa uma imensa

oportunidade de ser”, conclui.

E liderar o ranking como empresa mais lembrada

também não é o mesmo que ter maior penetração

em um grande número de lojas do País. “Top

of Mind mede a força e o conhecimento da marca,

reflexo das estratégias de comunicação, não necessariamente

de distribuição”, esclarece a gerente de

contas do Instituto Datafolha, Marlene Treuk.

Você, lojista, intermediário entre o produto — e

a marca que ele representa — e os consumidores finais,

já parou para pensar na importância que tem?

Pois é exatamente por isso que o Top of Mind agita

o nosso mercado e movimenta todos os setores

das empresas do nosso segmento: quem é Top of

Mind quer manter, quem não é, quer, urgentemente,

ser. “Estudos indicam que a tendência das primeiras

colocadas em Top of Mind é tornarem-se as marcas

com melhor desempenho, em médio prazo, no

crescimento de market share. O contrário também

é válido. Marcas que em seu evolutivo perdem Top of

Mind tendem a perder mercado”, alerta Treuk.

E foi com a intenção de munir o setor com informações

necessárias para as estratégias de 2010 que

no dia 1º de dezembro, em um evento especial (veja

quadro na p. 68), a Música & Mercado e o Datafolha

divulgaram mais de 20 marcas Top of Mind na indústria

de instrumentos musicais e de áudio.

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 51


Capa Top of Mind 2009

Metodologia e estatística

para avaliar a mente do lojista

Toda e qualquer pesquisa de mercado, seja

para checar a participação de um produto

no mercado, a possível aceitação de um

lançamento ou para conferir uma tendência

de consumo, entre centenas de outras

finalidades, é realizada com metodologia

científica. O que isso significa?

Para um universo de 3.068 estabelecimentos

varejistas de todo o território nacional

é feita uma conta para demonstrar

que a opinião de 255 lojistas refletem, esta-

tisticamente, a opinião de todos. “É a ideia da coleta

do sangue. Você não precisa tirar todo o sangue do

corpo para um exame de diagnóstico. São coletadas

amostras representativas do que se pretende estudar”,

explica Marlene Treuk, do Datafolha.

Veja um outro exemplo, do órgão oficial de estatística

de Minas Gerais, que realizou uma pesquisa para

verificar o comportamento de consumidores de classe

alta: o objetivo era falar com chefes de família com

renda superior a 50 mil dólares. Num total de 213 mil,

A TENDÊNCIA DAS PRIMEIRAS

COLOCADAS EM TOP OF MIND É

TORNAREM-SE AS MARCAS COM

MELHOR DESEMPENHO (...) O

CONTRÁRIO TAMBÉM É VÁLIDO

— MARLENE TREUK, INSTITUTO DATAFOLHA

apenas 9 mil pessoas foram entrevistadas, para conseguir

a estatística que representasse a opinião coletiva.

Veja, de mais de 200 mil apenas 5% foram ouvidos.

Parece um número destoante, mas é o que verdadeiramente

reflete a opinião que se pretende coletar.

As fórmulas usadas para obter uma estatística são

padrões em todo o mundo, mas não são simples de fazer.

Por isso a importância de se ter um instituto sólido e

confiável para realizar a pesquisa, como é o Datafolha ou

a Synovate, que realizou a pesquisa nos anos anteriores.

Dinheirologia

Das 255 pesquisas realizadas, entre os dias 20 e 26 de outubro

de 2009, para análise da indústria de instrumentos

musicais, luz e áudio, 184 delas foram com clientes High

(lojas que possuem número maior de produtos com alto

valor agregado) e 71 com clientes Standard (produtos

usuais, essenciais). Entre os entrevistados, oito em cada

dez são homens com média de 39 anos. A maior parte

dos ouvidos, formada por gerentes e proprietários, possui

média de 12 anos de experiência no setor.

52 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

O espaço Vila Bisutti, em São Paulo, sediou o evento.

Mais de 300 pessoas compareceram. “Os Wilsons”

(abaixo) fizeram a trilha sonora

Já o perfil dessas lojas mostra que 25% delas

têm filiais, faturando a média de 130 mil

reais por mês. Já para as que não possuem,

esse número cai para R$ 91 mil. Detalhe importante:

na média, os instrumentos musicais

representam 52% no faturamento total

dos varejistas; o áudio, 31%; a iluminação,

7%; e os outros produtos, 10%.

Esses dados são importantes pois refletem

diretamente os números do setor. “O

empreendedor deve ter total conhecimento

do mercado onde atua, pois só assim, talvez, ele

conseguirá se destacar frente aos seus concorrentes”,

enfatiza o escritor João Homem, do blog sobre

finanças e estratégia Dinheirologia.

Reflita sobre tudo o que leu e ainda vai conferir

aqui: “Essas informações são a minha realidade?

Como posso utilizar esse conhecimento em prol

da minha loja, equipe e vendas? Quer dizer que ter

uma filial aumenta o faturamento? Qual é, então, a

melhor hora para expandir?”, pergunte-se. Também

é para você que existe o Top of Mind. Já parou para

pensar que os fornecedores precisarão estreitar o

relacionamento com a sua loja para serem, ou continuarem

sendo, Top of Mind no próximo ano? Isso

é excelente, pois levará mais promoções, informação

e treinamentos para o seu estabelecimento, conhecimento,

enfim. Existe valor para isso?

Os grandes líderes de 2009

Vamos então aos vencedores, começando pelos

Tops dos Tops: as marcas que obtiveram o melhor

desempenho entre todas as categorias estimuladas.

Santo Ângelo, por cabos, e Yamaha, por teclado

e piano digital, foram as mais lembradas em

todas as entrevistas realizadas. Se formos anali-


Capa Top of Mind 2009

Subprefeira

Soninha Francine

Edgar Piccoli

apresentou a

premiação

Prof. Ms.

Alessandro Saade

Dep. Rodolfo

Costa e Silva

sar por região, a Yamaha despontaria como a líder isolada

no Norte e Centro-Oeste do Brasil. Mas, no Sul, a

marca perderia o posto para a Selenium, que empatou

com a Santo Angelo, no topo da lista.

Por categorias, algumas surpresas: ao lado da Ciclotron

e Behringer, a Yamaha, pela primeira vez, ocupou

a liderança na categoria Mesa de Som. A Tagima

estendeu seu domínio e, juntamente com Takamine

e Giannini — que empataram ano passado —, foi a

marca mais lembrada quando se trata de violão. A

Fender inaugurou sua participação na pesquisa de

maneira estrondosa: tirou a hegemonia anterior da

Tagima, empatando com ela em duas categorias, guitarra

e contrabaixo. A RMV também não ficou sozinha:

ao se falar em bateria, a Tama juntou-se a ela e

ambas foram as marcas mais lembradas da categoria.

Foi também o caso da Weril, que junto da Yamaha liderou

em instrumentos de sopro.

Outra surpresa para a 6ª edição Top of Mind foi a

inclusão de quatro novas categorias: Baquetas, em que

Alba, Liverpool e Vic Firth foram as campeãs; Percussão,

com Contemporânea e LP; Potência, destacando

Ciclotron, Machine e Studio R; e Pratos, com Orion e

Sabian (veja quadro completo dos vencedores na p. 66).

Empresários Edgar Piccoli do (acima) setor, apresentou artistas ligados a premiação, à música que ainda

e contou políticos com compareceram as palestras do para especialista analisar em marketing,

os prof. Top Alessandro of Minds do Saade; mercado. a subprefeita Soninha Francine;

e o dep. Rodolfo Costa e Silva

54 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Pardal Edgar Piccoli Ferrari (acima) (Yamaha), apresentou Geraldo o

(Ciclotron) evento que e teve Sergio como (Equipo/ palestrantes

Behringer): o prof. ms. Alessandro Mesas de Som Saade, em a dep.

destaque Soninha (PP?) pelo e Datafolha o dep. ???? /?????

Rogério Edgar Raso Piccoli (segundo (acima)

apresentou da esq. para o evento dir.) e que sua

equipe teve como de vendas: palestrantes Santo

o Angelo prof. ms. é sinônimo Alessandro da

Saade, categoria, a dep. de Soninha acordo

(PP?) e o dep. com ???? a Pesquisa /?????

Algumas marcas repetiram o sucesso

do ano passado, como a Selenium, para

Alto-falantes; a Shure com Microfones;

Santo Angelo, em Cabos; D’Addario, Cordas;

e Meteoro com os Amplificadores

para guitarra e baixo.

Como elas conseguem ser a preferência

na mente dos consumidores,

entre centenas de outras marcas disponíveis

no mercado? “O diretor-geral da

Interbrand Brasil [uma das principais

consultorias sobre marca do mundo],

Alejandro Pinedo, acredita que os resul-

tados só são atingidos quando se consegue

conquistar a confiança e se tornar

íntimo o suficiente das pessoas para

trazê-las à marca”, revela a publicação

anual da Folha/Datalfolha sobre os Top

of Mind do consumidor brasileiro. Em

2009, Nike, Omo e Coca-Cola foram as

marcas mais lembradas pelo consumidor

brasileiro. O que elas fizeram? “As

três empresas procuram entender o

consumidor e se comunicar bem com

ele”, explicou Pinedo. E, você, como se

comunicou com o seu cliente hoje?

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 57


Capa Top of Mind 2009

Rodrigo Rihl Kniest, Diretor

Superintendente, da

Selenium, vencedor na

categoria alto-falantes nas

lojas standard e high

O que é Top of Mind?

É o termo usado para descrever quando

a mente de clientes de um segmento

visualiza e reconhece uma marca.

Não é sinônimo de produtos mais

vendidos, é a lembrança imediata e

espontânea de uma marca associada a

algum equipamento.

Isto é Top of Mind: A posição que todas

as empresas de sucesso procuram:

ser a primeira marca ou negócio no pensamento

de seu cliente.

Edgar Lucio Grossmann Piccoli (acima) e Marcelo apresentou Juliani, o evento da Pride que Music: teve

como palestrantes Fender o e prof. Zildjian ms. foram Alessandro destaques Saade, nacional a dep.

Soninha (PP?) e o dep. ???? /?????

58 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

José Priscila Luiz Storino (esq.),(Izzo da Meteoro, Musical/Vic vencedor Firth, João Prim

na (Liverpool) categoria e a amplificadores Equipe da Alba para Drumstick: empate

guitarra técnico pelo / baixo Top lojas of Mind Standard do Datafolha e High

José Luiz (esq.), José da Meteoro, Luiz, da vencedor Meteoro:

na categoria prêmio realça amplificadores o investimento para

guitarra / feito baixo em lojas produtos Standard e imagem e High

Dica

de quem

domina

Anualmente, o jornal Folha de S. Paulo e o Instituto

Datafolha realizam a pesquisa Top of Mind para saber

quais são as marcas que estão na cabeça do brasileiro.

Em 2009, o primeiro lugar foi dividido entre Nike,

Coca-Cola e Omo. Na última página da publicação,

que trouxe dezenas de vencedores classifi cados em

diversos nichos de mercado, Marco Versolato, vicepresidente

de criação da agência Young & Rubicam

(Y&R), publicou um artigo chamado “Terapeuta de

Marcas”. Separamos para você algumas dicas que ele

escreveu sobre fortalecimento de marca:

• Escutar o que a marca tem a dizer.

• Entender o DNA da marca e seus conflitos de personalidade

é abrir a porta para o amadurecimento. Só

quem é maduro pode mudar de rota tranquilamente,

reconhecer um erro e corrigi-lo sem grandes traumas,

comprendendo que isso faz parte da vida, do

processo.

• As marcas precisam tomar partido, ter personalidade.

Só assim elas serão relevantes.

60 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Simone e Priscila Storino

(dir.), da Izzo Musical,

vencedora com a marca

Vix Firth na categoria

baqueta ( lojas high)

Vencedores em bateria: RMV e Tama (Equipo),

Edgar marcas Piccoli reconhecidas (acima) apresentou e destacadas o evento pelas que lojas teve no como Brasil

palestrantes o prof. ms. Alessandro Mirian Bex Saade, e Laura a Bahia: dep. Soninha Orion Cymbals (PP?) e

consolidada o dep. como ???? /????? marca

O que fazer para ser TOP: aplique em sua loja

• Criar identidade para a marca e agregar valores filosóficos a ela

• Investir, de verdade, no marketing

• Realizar campanhas coerentes com a identidade, assim como

comunicação visual e publicitária consistentes

• Patrocinar e estar presente em eventos

• Criar, e manter, sólido relacionamento com o cliente

• Qualidade somada à inovação em produtos, design e serviços

62 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Pardal Ferrari (Yamaha) com Roberto e Nelson Weingrill (Weril): destaque em sopros

Edgar Piccoli (acima) apresentou o evento que teve como palestrantes o prof. ms.

Alessandro Saade, a dep. Soninha (PP?) e o dep. ???? /?????

Pesquisa Quali X Quanti

Existem duas metodologias de pesquisa: a quantitativa,

utilizada pela Música & Mercado e o Instituto Datafolha

para realizar o Top of Mind 2009 — é o mesmo

método usado em pesquisas eleitorais, por exemplo

—, e a qualitativa, que trabalha com informações impossíveis

de ser mensuradas: valores, atitudes, crenças.

O Instituto Datafolha explica a diferença dos dois

métodos da seguinte maneira:

QUALITATIVA Pesquisa conclusiva, que determina

a ocorrência de opiniões e comportamentos em

termos percentuais. De grande alcance em termos

de população, de baixa profundidade em possibilidade

de exploração dos temas da pesquisa. Amostra

(número de entrevistados que representa o todo)

determinada para representar numericamente o universo

de pesquisa. A entrevista pode acontecer de

diversas maneiras — pessoalmente, por telefone, via

correio ou internet. Utiliza questionários estruturados

ou semiestruturados que facilitam a digitação e a

formação dos bancos de dados. Seus resultados são

construídos a partir de processamentos e admitem

diversos tipos de análises estatísticas.

QUANTITATIVA Pesquisa exploratória que responde

quais são as opiniões, motivações e sentimentos

presentes num público determinado, sem permitir

extrapolações; de baixo alcance em termos de população,

de grande profundidade em possibilidade de

exploração dos temas da pesquisa. Não se usa propriamente

uma amostra (número de entrevistados

que representa o todo), mas a cobertura de tipos diferentes

presentes no universo de interesse, que hipoteticamente

podem pensar diferente sobre o assunto.

As técnicas mais usadas são as discussões em grupo

e as entrevistas em profundidade, mas há também

imersões, observações dos participantes e outras técnicas,

geralmente com a interação presencial (hoje é

crescente o uso de internet e telefone, embora ainda

seja pouco representativo). As análises são interpretativas

e recorrem a diversos recursos da psicologia,

principalmente de testes e de projeções.

64 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Edgar Piccoli (acima) apresentou o evento que teve como palestrantes Flávio Giannini, o prof. Alexandre ms. Alessandro Seabra (Sonotec/ Saade, a

Takamine), Ney dep. Nakamura Soninha e (PP?) Marcio e o Zaganin dep. ???? (Tagima): /?????

Almeida e Andrea Tonelli, da

Datafolha mostrou empate técnico em violões

Musical Express: D’Addario é a

marca mais lembrada em cordas

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 65


Capa Top of Mind 2009

Top of Mind 2009 Instrumentos

Musicais, de Áudio e Iluminação

Alto-falantes: Selenium

Amplificadores para guitarra e baixo: Meteoro

Baquetas: Alba, Liverpool e Vic Firth

Baterias: RMV e Tama

Cabos: Santo Angelo

Contrabaixo: Fender e Tagima

Cordas: D’Addario

Guitarra: Fender e Tagima

Mesa de Som: Behringer, Ciclotron e Yamaha

Microfones: Shure

Percussão: Contemporânea e LP

Potência: Ciclotron, Machine e Studio R

Pratos: Orion e Sabian

Sopro: Weril e Yamaha

Violão: Giannini, Tagima, Takamine e Taylor

66 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Ao lado, algumas das telas de apresentação

da pesquisa Datafolha / Música & Mercado,

realizada com 255 lojas de todo o Brasil


Capa Top of Mind 2009

A premiação Top of Mind 2009

O resultado da pesquisa foi consagrado com uma

cerimônia realizada em 1º de dezembro último, no

espaço Villa Bisutti, em São Paulo, SP, a partir das

19h30. Comandado por Edgar Piccolli, apresentador

do canal Multishow e ex-MTV, o primeiro a ser chamado

ao palco foi Daniel Neves, diretor da Música &

Mercado, que anunciou muitas novidades para 2010,

como a Feira da Música que será realizada em São

Paulo, em setembro do ano que vem.

O empresário também destacou o evento Top of

Mind: “Junto à pesquisa, este prêmio tem a fi nalidade

de mostrar como as suas marcas se posicionam na

cabeça do lojista. São aquelas que saíram do lugarcomum

e tiveram seu posicionamento conquistado no

mercado”, afirmou.

Em seguida ao discurso de Daniel Neves, o especialista

em marketing e professor de cursos em MBA,

Alessandro Saade, palestrou sobre a importância de

compreender o neoconsumidor para conquistá-lo e,

é claro, vender mais. Logo depois, Soninha, ex-VJ da

MTV e subprefeita da regional Lapa/Pinheiros, compartilhou

sua experiência na área musical e mostrou

a necessidade de envolvimento do setor empresarial

com a implantação da música nas escolas. Outro palestrante

foi o deputado Rodolfo Costa e Silva, que

discursou acerca das atividades do Poder Legislativo

para atender às necessidades dos empresários da indústria

de instrumentos musicais para 2010.

Sucesso

Com a presença de mais de 300 convidados, entre

profissionais e empresários do setor, o evento foi considerado

um sucesso, ainda mais por ser o termômetrobase

para orientar o trabalho futuro de todas as empresas

do nosso segmento. “Ao acompanhar a evolução

da pesquisa, notamos quais as marcas estão caindo ou

subindo na memória do lojista. A premiação é a ponta

do iceberg e significa a empresa mais lembrada, mas

existem características regionais que devem ser levadas

em consideração. Uma marca pode ter tido a melhor

lembrança total, mas em determinadas regiões ela pode

estar em queda. É importante estudar todos os dados.

Marcas como Tama aparecem como oportunidade para

a empresa e significa que as lojas possuem grande aceitação

para ela”, explica o idealizador do prêmio no setor,

que há seis anos encomenda e publica o Top of Mind da

indústria de áudio e instrumentos musicais, o diretor da

Editora Música & Mercado, Daniel Neves.

68 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Curiosidade: as marcas

mais valiosas do mundo

Anualmente, a consultoria Interbrand e a revista

BusinessWeek divulgam um ranking com as cem marcas

mais valiosas do mundo. A grande campeã, que

lidera a lista desde a sua criação, em 2001, é a Coca-

Cola, com valor estipulado de 68 bilhões de dólares.

Surpreendente continua sendo a trajetória do Google,

que saiu da décima para a sétima posição em um

ano, passando a valer US$ 31 bilhões, crescimento de

25% em relação a 2008 (vale lembrar que ele entrou no

ranking apenas em 2005, já na 38ª!).

Nesse ranking, depois do Google, a empresa americana

de vendas on-line Amazon foi a que mais se

valorizou, demonstrando o crescimento do mercado

da internet pelo mundo. Veja quais são as dez maiores

eleitas em 2009. Para conferir a relação completa das

cem marcas mais valiosas, acesse http://tr.im/HZ3B.

Existem outras empresas que também fazem o cálculo de

valor de marcas. No início de 2009, uma dessas empresas

(Brandz) divulgou que o Google era a marca mais valiosa do

mundo, com valor estimado em US$ 86 bilhões (em 2008),

na frente até da famosa Coca-Cola. No relatório de 2009,

esse valor ultrapassa os US$ 100 bilhões

70 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

Top of Mind,

palavra de especialista

“Em termos de branding, Top of Mind significa a primeira

marca que vem à cabeça quando os consumidores

são questionados sobre determinada categoria. Em um

mundo de abundância, com tantas opções, ser Top of

Mind é como ganhar o ‘campeonato’ em termos do ‘conhecimento’

de marca, um dos pontos determinantes

para construir marcas fortes. Se uma marca não é conhecida,

ela não será considerada e, assim, os consumidores

não terão relacionamentos mais profundos com a

marca. As pessoas buscam nas marcas valores seme-

lhantes aos seus e elas precisam mostrá-los.

Em termos de conhecimento, existem

marcas desconhecidas; marcas que são

lembradas com estímulos (de baixo conhecimento),

as lembradas espontaneamente

(que estão na mente dos consumidores e

podem ser uma opção, pois eles já têm alguma

percepção sobre elas) e, finalmente,

a marca Top of Mind, a mais lembrada.

Ser uma marca Top of Mind representa

uma preferência, uma preponderância

no mercado e que pode refletir nas vendas.

Quando as pessoas não têm muito tempo

para pesquisar suas compras, acaba ocorrendo

a opção pela Top of Mind.

O conhecimento pode ser produzido pelo conjunto

de manifestações das marcas (produto, logomarca,

embalagem, comunicação, preço, canais de

venda, promoção nos pontos de venda etc...).

Atualmente, a recomendação por pessoas

infl uentes junto aos consumidores é uma

poderosa ferramenta de geração de

conhecimento. Com o advento da

Internet, o boca a boca, Twitter,

blogs, redes sociais, tudo pode

colaborar ativamente para alavancar

o conhecimento e suas

respectivas percepções.

Normalmente, as marcas Top

of Mind são as que detêm as principais

posições em termos de market

share (participação de mercado).

As empresas acompanham

esses rankings para melhorar sua

posição por meio de estratégias

mais efi cientes que as dos concorrentes,

ou manter as posições

no caso de ser top.

Um caso curioso: a marca Kolynos manteve a posição

Top of Mind durante alguns anos após sua substituição

pela marca Sorriso. Ou seja, ela não estava nas

prateleiras dos supermercados, mas continuava na

mente dos consumidores. Isso mostra a força de uma

marca que não foi esquecida facilmente.

Uma pesquisa nacional pode não refletir a força

regional das marcas, pois às vezes a marca não tem

cobertura em todo o país, mas apenas em um Estado

ou cidade. Assim, deve-se ter cuidado para não tomar

decisões sem uma análise detalhada.

Júlio Moreira, especialista

em branding e professor

de pós-graduação da Escola

Superior de Propaganda

e Marketing (ESPM)

72 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Top of Mind 2009

BestHawk:

software

cruza dados e

propõe uma

nova análise

da pesquisa

Datafolha.

Como as lojas se beneficiam do Top of Mind?

Música & Mercado investe na pesquisa com institutos renomados para criar uma

base de dados que permita ao setor elaborar estratégias que beneficiem lojas e

músicos. Os resultados das marcas mais lembradas pelas lojas refletem produtos

que têm venda garantida. Há casos em que há diferença de posicionamento de

marcas entre regiões, por exemplo, em determinada região, a marca ‘X’ pode ter

uma representatividade maior do que a marca ‘Z’. Entretanto, para uma marca

ser bem posicionada, existe um investimento grande em imagem, como é o caso

da Tagima. Que lojista atualmente não gostaria ou não trabalha com a marca que

mais investe em marketing no Brasil? Top of Mind é garantia de venda. Saiba mais

visitando nosso blog.musicaemercado.com.br

Você também

pode conhecer

a Top of Mind 2009

Conheça melhor o mercado

onde você atua. Envie um

e-mail para: pesquisa@

musicaemercado.com.br ou

ligue para (11) 3567-3022 e

confira as condições.

TOP OF MIND

DATAFOLHA / MÚSICA & MERCADO

2009

« ALBA »

BAQUETA

LOJAS HIGH

MARCA MAIS LEMBRADA


PONTOS DE VENDA

LUIZ SACOMAN

nasceu músico, cresceu vendedor e, aos 40 anos, exerce o cargo de gerente comercial da Royal Music.

Está lá há 15 anos e continua ‘vendedor’...

10 DICAS PARA VENDER

OS PRODUTOS MAIS CAROS DE SUA LOJA

CONSUMIDOR SÓ QUER PREÇO? NÃO, ELE QUER

PRODUTO TAMBÉM, SAIBA MAIS AQUI

Para iniciar nosso bate-papo,

gostaria de dar a minha definição

de ‘Produto Premium’:

diferencia-se à primeira vista por

ser um produto de melhor qualidade

(matéria-prima, construção e tecnologia),

de maior valor agregado e invariavelmente

com personalidade própria

e uma grande história e tradição

por trás de sua marca. São produtos

inovadores, que fizeram história ao

serem utilizados por lendas ou somente

pelo tempo, que perduram na

mente dos consumidores como sinônimo

de qualidade.

Só para ilustrar, uma vez, quando

eu participava de um treinamento nos

Estados Unidos, ouvi uma coisa muito

interessante sobre o conceito criado

em torno de marcas que se transformaram

em sonhos: “O que é a Dis-

neylândia?”, perguntou o palestrante.

Alguém na plateia respondeu o óbvio:

“Um parque de diversões”.“Não!!! A

Disneylândia é o lugar mais feliz do

mundo”, afirmou o palestrante.

Bom, assim como a Harley-Davidson

não vende motos, vende ‘Liberdade e

estilo de vida’, e o McDonald’s não é uma

lanchonete e sim o lugar aonde as crianças

vão se divertir ‘fingindo’ que vão comer,

seguem abaixo dez dicas valiosas

de como vender ‘produtos premium’ (esteja

preparado para se desprender de alguns

preconceitos e temores e note que

todas as dicas são muito interligadas).

1Identifique e fidelize clien-

tes VIP. Eles são poucos, mas

gastam muito, portanto não

perca a oportunidade quando atender

um deles. Faça sua clientela fiel, use

a famosa ‘agendinha de telefones’. De

forma conveniente, entre em contato,

mande e-mails avisando da chegada

de um produto com o perfil do cliente.

Dê um brinde em seu aniversário, convide-o

para um workshop em sua loja.

2Ofereça o melhor produto da

prateleira, depois sugira pro-

dutos mais baratos se o cliente

sinalizar para isso. Ninguém se ofende

por parecer ter mais dinheiro do que

realmente possa ter.

3Entenda a marca e venda o

conceito, não venda somente

o produto em si. Valorize a re-

lação de status e de estilo de vida que

acompanham a marca.

4Informe-se sobre o produto,

solicite treinamentos de seus

fornecedores. Treinamentos sur-

tem efeitos fantásticos na equipe e,

consequentemente, nas suas vendas.

5‘Tome gosto’ e contagie sua

equipe. Garanta vendas de

maior valor agregado e aumente

seus ganhos. Você só tem a ganhar ven-

dendo produtos de melhor qualidade e

de maior valor (melhor comissão e ticket

médio): maior satisfação de seu cliente.

6Não decida por seu bolso,

você não tem o direito de fazer

a escolha no lugar de seu cliente.

Não venda somente aquilo que você

pode comprar. O que é ‘supérfluo’ ou

inacessível para você pode ser uma

prioridade para o consumidor.

7Nunca subestime o poder

de compra de seu cliente.

Muitas vezes o cliente mais

‘à vontade’ pode ter um gosto muito

refinado para produtos de sua loja,

mesmo não usando relógios e roupas

caras. Ofereça o produto premium e

surpreenda-se.

8Não construa ‘falsos mu-

ros’: “Se eu oferecer um pro-

duto caro, posso perder a

venda?”. Este é um bom exemplo de

‘falsos muros’. Não crie obstáculos,

perca o medo do ‘não’.

9Exemplifique,

acesse a Internet

(clientes de produtos pre-

mium em geral sabem muito

sobre o que procuram), mostre fotos

de guitarristas que usam aquela guitarra,

do artista que utiliza aquele microfone,

dos produtores e engenheiros

que utilizam aquela mesa de som.

Tenha catálogos, revistas especializadas

e DVDs à mão. Muitos fabricantes

produziram tours às fábricas em for-

mato de DVD ultimamente.

10

pelo pro-

10Apaixone-se

Apaixone-se pelo pro-

duto junto com seu clien-

te. Curta o momento da

venda como se você mesmo estivesse

adquirindo ‘aquela maravilha’. Transforme

este momento em algo mágico

para seu cliente. •

74 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Model 6260 Amp Head

Detonando na loja de instrumentos

musicais mais perto de você.

© 2009 Red Chip Company Ltd. As especificações técnicas e a aparência estão sujeitas a alteração sem aviso prévio. A Red Chip não se responsabiliza por nenhuma perda oriunda de fundamentação, seja ela parcial ou total, em qualquer descrição, fotografia, imagem ou declaração constante da presente. 985-90000-01412

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amplificação totalmente valvulada com reverb;

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Mercado Educação Musical

Música nas escolas:

Contagem

regressiva

76 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Mercado Educação Musical

Com a aproximação da implantação da lei de música nas escolas,

o mercado já começa a se movimentar para se adaptar à nova

realidade. A criação de demanda por instrumentos musicais

começa a se tornar um ponto importante das estratégias de

marketing das empresas, e o lançamento de instrumentos infantis

por diversas marcas também demonstra as alterações no mercado

musical. Prepare-se para as mudanças que vêm aí. Quem demorar

mais para se movimentar pode ficar para trás!

Por Itamar Dantas

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 77


Mercado Educação Musical

A

Lei de Música nas Escolas é a

grande promessa para os empresários

do setor musical brasileiro.

Pesquisas já realizadas indicam

números muito favoráveis para a indústria

e o varejo do setor de instrumentos

musicais. Segundo dados da Francal,

produtora da Expomusic, até 2012,

quando vence o prazo para a implantação

da lei, o faturamento do segmento

deve dobrar, chegando a R$ 1,2 bilhão,

e o número de estudantes de música

também deve aumentar, dos atuais 5

milhões para 34 milhões no País.

É de olho na expansão do mercado

que os fabricantes já começam a lançar

produtos infantis, mas não só, pois ainda

promovem ações de incentivo ao ensino de

música. O ano de 2010 será decisivo para

definir suas estratégias e, para isso, vale a

pena conferir o que já está sendo feito.

A Izzo Musical, por exemplo, já trabalha

com instrumentos infantis há

mais de cinco anos. Nessa linha, possui

diversos produtos: bateria, guitarra,

bandinha para musicalização, violão,

saxofone, instrumentos de percussão

e flauta doce, além de acessórios como

baquetas. A empresa vem reforçando

esse segmento. Segundo a diretora de

marketing Simone Storino, a empre-

A EXPECTATIVA É QUE OS INSTRUMENTOS

MAIS USADOS SEJAM A FLAUTA DOCE

E INSTRUMENTOS DE CORDAS

Ditadura e música nas escolas

A obrigatoriedade do ensino de música nas escolas não é uma novidade no

Brasil. A lei vigorou pela primeira vez no País na década de 1930. O compositor

Heitor Villa-Lobos apresentou um projeto para o governo de São Paulo

que logo foi implementado no Rio de Janeiro, então capital do País. Em consequência,

o projeto virou lei em todo o Brasil, em 1932, por ordem do então

presidente Getúlio Vargas.

A lei permaneceu por 40 anos, até que foi extinta por Jarbas Passarinho,

ministro da Educação e Cultura do governo militar. Não é difícil imaginar a

razão que levou a ditadura militar a extinguir o ensino de música nas escolas.

Com a agitação causada pelos festivais de música popular brasileira, com músicas

de protesto ganhando força entre os jovens de todo o País, o governo

não podia incentivar mais pessoas a aprender ou a entender a música.

Hoje, após 36 anos de anulação da lei e 25 do fim da ditadura, o que se

espera com a volta do ensino de música nas escolas é que os estudantes do

Brasil aprendam a ouvir e fazer música, afastando assim a principal consequência

da extinção da antiga lei: a ignorância.

Escola de música do Olodum:

sa também está trabalhando com um

projeto de workshops e treinamentos

para professores e lojistas: “O objetivo é

mostrar os benefícios do ensino musical

infantil e quanto isso pode auxiliar

no desenvolvimento intelectual e na

personalidade das crianças”, explica.

Com mais tempo nessa estrada, a

Quirino Instrumentos Musicais já fabrica

produtos para esse nicho há 20 anos.

Com foco em instrumentos percussivos

e de sopro, a empresa tem itens específicos

para crianças de 2 a 9 anos, e pretende

expandir seu volume de produtos,

mas de acordo com a demanda. “Trabalhamos

com estoque mínimo de material

e fabricamos conforme a demanda.

Essa segmentação é oscilante. Somos realistas

e ‘dançamos conforme a música’.

Estamos preparados para o que o mercado

pedir”, explica a consultora de vendas

da empresa, Célia Siqueira.

Concorrência

com os games

A centenária Giannini trabalha com produtos

voltados para o público infantil há

mais de 60 anos. A empresa possui dois

produtos específicos: o violão ½ para

crianças de até 7 anos, e o violão ¾ para

crianças de 7 a 12 anos. E aguarda informações

mais precisas sobre como será

implantada a lei para definir suas ações.

De acordo com Flávio Giannini, diretor

da empresa, a expectativa é que os instrumentos

mais usados sejam a flauta doce e

instrumentos de cordas, respectivamente.

A empresa aguarda ansiosa a entra-

78 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Mercado Educação Musical

da da lei e antecipa uma nova realidade

para o mercado: “Precisamos continuar

investindo na qualidade dos produtos,

pois com a musicalização nas escolas, os

clientes ficarão mais exigentes”.

Já a Michael começou no segmento

em outubro de 2008, com o lançamento

da marca Michael Club. Dentre suas estratégias

para os novos produtos, a empresa

está desenvolvendo parcerias com

lojistas para divulgação no ponto de

venda com o uso dos personagens que

compõem a imagem do Michael Club,

criando um espaço lúdico que atrai

tanto os pais quanto as crianças. Para

Daniel Soares, gerente de marketing da

Michael, a lei de música nas escolas propicia

uma abertura de mercado enorme

para o setor e deve ser explorada tanto

pelos fabricantes quanto pelos lojistas

para incrementar as vendas.

No lado do varejo, o lançamento

das linhas infantis traz expectativas,

mas ainda não representa uma realidade

de vendas. A Eletrônica Musical, por

exemplo, localizada em Fortaleza, CE,

começou a vender esses produtos há

oito meses. Nesse nicho, os instrumentos

mais vendidos são a bateria e o violão,

mas a representatividade no faturamento

total ainda é muito pequena.

De acordo com João Carlos, diretor

comercial da loja, a concorrência com

brinquedos e aparelhos eletrônicos ainda

pesa na hora da escolha do cliente.

“Os instrumentos infantis são muitas

vezes até mais caros que os instrumentos

tradicionais. Isso se explica pelo fato

de que tais produtos não são de brinquedo

e, na mente da maioria, se uma

guitarra normal custar R$ 300,00, a infantil

será R$ 150,00, por exemplo, e isso

não acontece”, explica João.

O que diz a lei?

A lei que traz de volta a educação musical

para as escolas do Brasil foi aprovada

no dia 11 de agosto de 2009 e definiu

o período de três anos para que seja

efetivamente implementada em todo o

território nacional. Quanto ao conteúdo,

as recomendações do MEC são de

que os alunos aprendam noções básicas

de música, além de cantos cívicos,

ritmos, danças e sons de instrumentos

regionais e folclóricos para abranger a

diversidade cultural do Brasil. As aulas

de música serão ministradas na disciplina

de artes, que também continuará

com as outras atividades artísticas:

dança, teatro e artes plásticas.

Outra característica é não ser necessário

o ensino de música em todos

os anos dos ensinos fundamental e

médio, indefinição que o MEC promete

especificar até 2011. Segundo Helena

de Freitas, coordenadora-geral de Programas

de Apoio à Formação e Capacitação

Docente de Educação Básica

no Ministério da Educação, “o objetivo

não é formar músicos, mas oferecer

uma formação integral para as crianças

e a juventude. O ideal é articular

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 79


Mercado Educação Musical

Tire suas dúvidas

com quem domina

o assunto

A Música & Mercado conversou com

Felipe Radicetti, autor do projeto que

se transformou na Lei 11.769 de obrigatoriedade

do ensino de música nas escolas,

para esclarecer as principais dúvidas

que vêm dominando o mercado.

Veja como funcionará a lei e aproveite

2010 para trabalhar e expandir definitivamente

seus negócios com a implantação

da nova legislação.

Qual é a diferença da nova proposta

para a Lei de Diretrizes e Bases (LDB)

de 1996?

A LDB é exatamente onde a nova lei

atua. A lei 11.769 atua sobre o artigo 26

da LDB, para que não haja interpretação

da lei. Da forma como estava escrito, era

possível entender que poderia haver o

ensino de alguma outra coisa que não

fosse música. Agora, a música precisa

estar presente na educação.

O ensino de instrumentos musicais

nas escolas se torna obrigatório?

O conteúdo das aulas não está especificado,

porque isso já está detalhado

nas diretrizes curriculares vigentes do

MEC. Essas diretrizes têm uma visão

moderna do ensino e uma abordagem

flexível, permitindo que se respeitem as

diferenças das regionalidades do Brasil.

O professor precisa ter licenciatura

em música? Como você avalia essa

questão na nova lei?

Como não existe nenhum dispositivo

legal que esteja determinando mudança,

vigora o que já estava na LDB. O professor

precisa de um curso de Licenciatura

em Artes. E, com isso, ele precisa estar

preparado para dar aulas de teatro, cinema,

dança, música e tudo. O próprio Ministério

da Educação está considerando

necessários não apenas os professores já

qualificados, mas também músicos que

possam se capacitar para dar aulas. Para

isso, o Ministério da Educação está promovendo,

em parceria com o Ministério

da Cultura, vários fóruns regionais junto

às secretarias de Educação municipais e

estaduais para ampliar a discussão em

relação à contratação de professores.

Essa ação está promovendo uma mobilização

em nível nacional e dando visibilidade

à lei, o que me permite dizer que

é irreversível a implantação da educação

musical no Brasil hoje. Isso vai acontecer!

Na prática, já se sabe como será

essa capacitação de professores e

músicos? O que você acha da educação

a distância?

Ainda não existe um documento fechado,

que deve ser elaborado pelo MEC

em breve. Mas, pessoalmente, acho que

o ensino a distância é um instrumento

excelente para universalizar a educação

musical nas escolas. Principalmente

nos lugares onde não existe uma universidade

próxima. Nas grandes cidades

não há problema, porque as universidades

poderiam promover esses cursos de

curta duração. Mas no interior do País

as secretarias de Educação podem ser

os instrumentos para viabilizar essa

formação continuada a distância.

Como está o andamento da implantação

da lei?

Há várias iniciativas ocorrendo antes

mesmo de os ministérios estarem com

toda a estrutura montada. Por exemplo,

a Secretaria Municipal de Educação

de Curitiba já está trabalhando para

universalizar o ensino de música nas

escolas. E, segundo a administração,

essa universalização será implantada

antes do prazo final dado pelo governo.

É lógico que nas grandes cidades essa

transição, para a universalização da

educação nas escolas, se dará de forma

mais rápida. No interior, a implantação

precisa ser mais trabalhada e isso torna

a ação interministerial muito importante

para a implementação da lei.

Como a iniciativa privada pode ajudar

na implantação da lei?

De forma geral, o País inteiro percebeu

a situação complicada pela qual passa

a educação. Já existem inúmeras iniciativas

do setor privado para melhorar o

ensino público. Os fabricantes do setor

de instrumentos musicais podem ajudar

imensamente na implementação

dando suporte político, ajudando na divulgação

e doando recursos financeiros

para alguma escola ou instituição que

necessite de suporte. Músicos, empresários

do setor e educadores devem se unir

e trabalhar para promover o ensino da

música. O empenho e o engajamento do

Executivo e do Legislativo já são sinais

de que estamos no caminho certo. Uma

orientadora educacional me enviou um

e-mail dizendo que havia um grupo de

pessoas apostando que essa lei não ‘pega’.

E eu respondi que quem está apostando

isso já perdeu, porque é inteiramente irreversível

o processo de implementação

dessa lei. O engajamento do Executivo e

do Legislativo é tão grande que é impossível

a revogação dessa lei. É mais fácil

haver a revogação da República do que

não acontecer a volta da lei de música

nas escolas! E, para 2010, a campanha

pela lei tem de continuar. A lei tem de

ganhar as ruas. Precisa haver um verdadeiro

engajamento da população em

relação à lei de música nas escolas.

80 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Mercado Educação Musical

a música com as outras dimensões da

formação artística e estética”.

As atividades já começaram em

Brasília para que o projeto saia logo

do papel. “Uma ação conjunta entre os

ministérios da Cultura e da Educação

está promovendo fóruns regionais por

todo o Brasil para garantir o comprometimento

das secretarias municipais

e estaduais de Educação com a lei de

música nas escolas”, conta Felipe Radicetti,

autor do projeto que se transformou

em lei. “Essa mobilização pretende

trazer para todas as cidades do

País o comprometimento político com

o projeto e sua implantação”,

enfatiza.

Outro aspecto que já

começa a ser analisado

é o aumento da demanda

de profissionais qualificados

para o ensino

de música. O número

irá aumentar exponencialmente

e as ações do

governo para qualificação

dos professores devem atuar em duas

frentes: capacitando os profissionais que

já dão aula na disciplina de artes para o

ensino da música; e ensino pedagógico

NÃO É NECESSÁRIO O ENSINO DE

MÚSICA EM TODOS OS ANOS DOS

ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO,

INDEFINIÇÃO QUE O MEC PROMETE

ESPECIFICAR ATÉ 2011

Se ligue!

A Lei de Música nas escolas:

• NÃO traz para os ensinos fundamental e médio

aulas de instrumentos musicais.

• Ainda não se definiu em que séries dos ensinos

fundamental e médio a disciplina será lecionada.

• A música será ensinada na disciplina de Artes,

mas é o único conteúdo obrigatório.

para músicos qualificados que possam

dar aulas nas escolas. Ou seja,

o governo deverá atuar em diversas

frentes para suprir as necessidades de

melhorias que o ensino musical trará

para a educação no Brasil. •

Para saber mais

www.queroeducacaomusicalnaescola.com

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 81


PDV Venda na Web

As melhores dicas

para você iniciar

a sua loja virtual

Cada vez mais,

as compras on-line

conquistam os consumidores.

É preciso investir também nesse forte canal.

Veja aqui como vender pela rede

Por Christian Bernard

82 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


PDV Vendas na Web

Ainda há muitos mitos em relação

à venda pela internet: segurança,

privacidade e mercado,

por exemplo. Entretanto, a compra pela

rede representa enorme vantagem para

o consumidor, pois possibilita a grande

oportunidade de encontrar os mais

variados tipos de produtos e serviços,

muitas vezes por preços e condições de

pagamento bem mais vantajosos do que

nos canais tradicionais. A comodidade

é ainda um plus para o cliente, que nem

precisa sair do conforto de sua casa para

efetuar a compra. Se você está com medo

da concorrência on-line, está esperando

o que para abrir sua loja virtual?

Registre seu domínio:

o seu nome na internet

Se você ainda não tem um site na internet,

a primeira coisa a fazer é registrar

seu domínio — www.seudominio.com.

br —, que é como sua loja será conhecida,

por exemplo, Americanas.com. O

registro é feito por meio dos provedores

de hospedagem ou diretamente no Registro.br:

http://registro.br, ao custo de

cerca de R$ 30,00 anuais.

Hospedagem:

o seu ‘PDV’ virtual

A hospedagem é o custo de armazenamento

dos seus dados na web, mais ou

menos como o custo do aluguel de um

ponto de venda tradicional. Existem vários

provedores de hospedagem espalhados

pelo Brasil, mas você deve procurar

empresas bem estruturadas, para que

sua loja virtual não venha a ter problemas

e para garantir um suporte técnico

ágil e bem informado, quando necessário.

Além disso, suas informações e as de

seus clientes estarão seguras. Contratar

esse tipo de serviço possibilita outro diferencial

bastante competitivo: a velocidade

das conexões à sua loja. Ninguém

suporta sites lentos, ainda mais lojas

virtuais. A Locaweb (www.locaweb.

com.br) é uma opção bem conhecida e já

tradicional, eleita algumas vezes como a

melhor empresa de hospedagem por revistas

especializadas.

‘Abrindo as portas’

da sua loja na web

Já com o domínio e a hospedagem definidos,

chegou a hora de construir

sua loja. Existem várias ferramentas

para isso no mercado. Se você possui

algum desenvolvedor de sistema da

sua loja física, o primeiro passo é consultá-lo

sobre a intenção de vender pela

web. A integração entre os estoques e

as informações pode facilitar muito

o gerenciamento da sua loja virtual.

Caso você não tenha nenhuma parceria

nesse sentido, seguem duas opções

para vender seus produtos na web: Correios

NetShopping (http://tr.im/HBJJ)

e o sistema de comércio eletrônico da

Locaweb (http://tr.im/HBJR). Em ambos

você poderá criar sua loja em algumas

horas e já começar a vender.

Americanas.com: um dos maiores sites de venda do Brasil

também começou com lojas físicas

Segurança: não deixe os

‘espertinhos’ entrarem

A segurança ainda é o maior empecilho

das vendas pela internet, mas

se você fizer a coisa certa, as chances

de ter qualquer problema com os dados

que vão transitar nas suas vendas

on-line serão mínimas. Muito disso

passa pela criptografia dos dados.

Ela garante que as informações trafeguem

protegidas entre o computador

do cliente e o servidor da loja. A maioria

das soluções ‘prontas’ para venda

on-line já contempla alguma forma

de criptografia visando a segurança

das informações, mas se você quiser

utilizar um certificado de segurança

exclusivo, existem empresas especializadas

(veja quadro abaixo com links

úteis sobre segurança de dados).

Sites úteis sobre

segurança na

venda pela web

http://www.verisign.com.br

http://www.certisign.com.br

http://www.thawte.com/

http://www.rapidssl.com

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 83


PDV Venda na Web

Privacidade:

seu compromisso

com o cliente

Crie uma política de privacidade que

possa ser acessada a partir de um link

bem exposto na sua loja. A política de

privacidade garante que toda informação

transmitida pelo cliente esteja

protegida e que não será encaminhada

a terceiros sem prévia autorização. A

política de privacidade deve estabelecer

quais dados do usuário serão utilizados,

os métodos usados para a coleta

dessas informações e o comprometimento

da loja com sua utilização. Deve

ainda respeitar a opção do usuário que

não autorizar a manipulação de seus

dados pela empresa.

Casas Bahia: após a fusão com o Pão de Açúcar, o grupo voltou a ser o maior varejista

do Brasil, com quase R$ 40 bilhões de faturamento (segundo dados de 2008)

Bom atendimento

ao cliente: a chave

para as vendas

Em sua loja física existem os vendedores,

as estratégias para vender e os

produtos em si. Na web é diferente!

Por isso, todas as informações devem

estar bem claras ao usuário, desde a

facilidade de navegação no site, por

meio de suas categorias e destaques,

até dados sobre o produto, passando

pelas fotos, que são imprescindíveis.

Quanto mais informações — fotos,

vídeos, áudios, fichas técnicas — você

disponibilizar na sua loja virtual,

maiores serão as chances de venda.

Disponibilize, também, todas as

formas de contato que possam ser

utilizadas para tirar dúvidas sobre os

produtos: telefone, e-mail, chat... Preocupe-se

em divulgar informações sobre

a pós-venda, como trocas, garantia,

logística, entre outras, aumentando a

confiança do consumidor na loja.

Não espante o cliente: fuja do spam

Falando em opt in, ou o aceite do usuário em receber suas comunicações, é

preciso abordar uma questão muito relevante quando o assunto é internet:

o spam, nome dado à prática, infelizmente muito comum, de se fazer e-mail

marketing junto a destinatários que não autorizaram o recebimento dessas

comunicações. O spam é o mau uso do e-mail marketing. Sem falar nas

considerações éticas que por si só já justifi cariam a não utilização do spam,

existem razões comerciais bem objetivas para que você fi que longe disso.

O retorno é baixíssimo, pois, para cada pessoa que ler seu e-mail, você terá

200 pessoas zangadas com a sua empresa, além do risco de ser barrado nos

principais provedores e de ter seu site tirado do ar. Enfi m, não se iluda com

o baixo preço dos e-mails anunciados indiscriminadamente pela internet.

O custo do e-mail marketing através de spam acabará sendo muitas vezes

maior do que o eventual benefício. Para ter sucesso na internet é necessário

construir uma marca respeitada e não se consegue isso tentando enfi ar uma

mensagem goela abaixo das pessoas.

Pagamentos:

comodidade para todos

os gostos e bolsos

Atualmente, existem diversas formas

de pagamento on-line: cartões de crédito,

boletos bancários, transferência.

Para cada uma, existe um custo fixo, e,

em algumas, um percentual sobre o valor

movimentado. Por isso, estude quais

são as formas de pagamento mais utilizadas

na sua loja física e comece por

elas, lembrando que cartão de crédito

e boleto bancário representam 80% das

compras pelas web. Algumas opções

de ferramentas para comércio eletrônico

fornecem todo o suporte para a implantação

das formas de pagamento,

mas os custos são negociados diretamente

com as operadoras e os bancos.

A dica é começar com uma bandeira de

cartão de crédito (conforme suas vendas

na loja física) e o boleto bancário.

Estude, junto às operadoras de cartões,

as formas de parcelamento que podem

facilitar a vida dos compradores, aumentando

o volume de vendas.

Logística: não basta

vender, precisa entregar

A forma de entrega das vendas pela

internet é muito importante, já que

84 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


PDV Vendas na Web

os usuários ficam ansiosos por pagar

antes de receber a mercadoria.

No começo da sua loja virtual, caso

você não tenha um volume muito

grande de vendas, o melhor caminho

é utilizar a logística dos Correios e da

sua ferramenta específica para vendas

virtuais, o e-Sedex (http://tr.im/

HBZk). Quando sua loja alcançar volumes

maiores, o melhor é negociar

tarifas mais vantajosas com uma

transportadora. De qualquer forma,

existem pontos fundamentais para a

logística de vendas pela internet:

Cálculo automático do frete: mostra

aos clientes o preço do serviço de entrega,

baseando-se no CEP de origem da

loja ao CEP do comprador.

Rastreabilidade dos objetos: permite

que os consumidores acompanhem

quando foram postados e onde se encontram

os produtos comprados.

Logística reversa: permite ao lojista

solicitar coleta dos objetos no endereço

do consumidor ou emitir uma autorização

de postagem reversa para o consumidor

trocar ou devolver os produtos.

Promoção:

seus produtos onde

os clientes estão

Agora sua loja já tem quase tudo o que

precisa para vender muito e se tornar

uma nova fonte de receita. Mas você

ainda precisa promover os seus produtos

e colocá-los onde o cliente possa

achá-los facilmente. Destacamos

algumas formas interessantes de promover

sua loja virtual:

Mecanismos de busca: na internet

existem tantas informações que a

única alternativa dos usuários é o uso

de ferramentas como o Google. Por

isso, cerca de 70% das compras envolvem

algum processo de busca on-line,

transformando os ‘buscadores’ numa

ótima alternativa. Existem dois tipos

de sites desse tipo: os de busca aberta

(Google, Yahoo e Cadê), e os de comparação

de preços (BuscaPé, BondFaro e

Jacotei). Em todos eles, o modelo de

promoção mais adequado é o baseado

em Custo Por Clique — o famoso CPC.

Ou seja, o lojista somente irá pagar se

houver um clique do usuário no link

promocional, redirecionando o cliente

para a sua loja. Nos ‘buscadores’, esse

serviço é chamado de link patrocinado:

você ‘compra’ palavras-chave, que

os clientes usarão para fazer a pesquisa,

relacionando-as aos seus produtos

e serviços. Por exemplo, procurando

por ‘violão acústico’, aparecerão sites

de maior relevância associados a essas

palavras e também os links patrocinados.

Já nos sites de comparações

de preços são mostradas informações

do produto buscado e a lista de lojas

com os preços mais baixos. Nos dois

casos você só pagará pelos cliques realizados.

Os valores partem de R$ 0,10,

chegando ao máximo definido pelo

próprio mercado. Isso porque quem

paga mais tem a maior prioridade no

resultado da busca.

Marketing direto ou e-mail

marketing: é uma ferramenta importantíssima

para o lojista na geração de

tráfego e, principalmente, no relacionamento

com os clientes. Crie e envie

uma newsletter (informativo com notícias

relacionadas à sua loja e produtos,

vale explorar lançamentos e promoções).

Essa ferramenta pode alavancar

o sucesso de um negócio na internet. •

Para saber mais

Vá à seção 5 Perguntas, na p. 114,

e veja outras dicas essenciais

oferecidas pelo analista de

inovação Eduardo Cereto para criar

e fazer perdurar a sua loja virtual!


MARKETING E NEGÓCIOS

ALESSANDRO SAADE

é baterista, pós-graduado em Marketing pela ESPM e mestre em Comunicação e Mercados. Além de lecionar Planejamento

Estratégico na Universidade Anhembi Morumbi, é autor do livro Dominando Estratégias e Negócios. Site: www.saade.com.br

VEM COISA

BOA POR AÍ!

ANTECIPAR TENDÊNCIAS É POSSÍVEL PELA OBSERVAÇÃO E PELO PLENO CONHECIMENTO

DO MERCADO. CONFIRA NOSSAS DICAS E ESTEJA PREPARADO PARA 2010

No final da década de 1980, o pesquisador

John Naisbitt concluía um

estudo, publicado em 1990, das dez

principais tendências que dominariam

o mundo na virada para o século

XXI. Intitulado Megatrends 2000,

seu livro foi uma verdadeira transformação

no mundo dos negócios,

pois ele acertou praticamente

tudo, apesar de às vezes não entender

claramente os sinais... Por

exemplo: previu a proliferação do

fax mundialmente, mas foi atropelado

pelo e-mail. Na verdade, não

importa. O relevante é entender para

onde o futuro está apontando. E é um

pouco disso que pretendo trazer em

nossa primeira conversa.

Superdicas: Rádio Heineken

O GRANDE DESAFIO

ESTÁ EM ENTENDER

E SE COMUNICAR

COM O MERCADO

Já percebeu que ultimamente o

poder passou para as mãos do consumidor?

Mais exigente, bem informado,

crítico e sempre disposto a comprar

— dependendo apenas de nosso

preparo ou disposição para vender —,

é ele quem domina o mercado.

Isso é reflexo de algumas das megatendências

citadas por Naisbitt. Há

Uma grande iniciativa são as rádios corporativas, programas de relacionamento

com tribos, classes e segmentos de consumidores. Talvez um dos

exemplos mais bem-sucedidos de relacionamento com os jovens seja a

Rádio Heineken. Quinzenalmente, eles divulgam um programa temático, no

formato podcast, que atinge em cheio os jovens consumidores de cerveja.

Vale ouvir e se inspirar! Acesse: www.heineken.com.br.

quase 20 anos, ele identificou três grandes

vetores do mercado atual: a globalização,

a valorização do indivíduo e a

sustentação da cultura de cada região.

Significa dizer que o indivíduo busca

mais o equilíbrio pessoal e a satisfação

dos seus desejos. Também

aceita a influência externa, sem

abrir mão dos seus valores e da sua

cultura. Assim, podemos comer tacos

mexicanos num dia e uma bela

feijoada no dia seguinte. Ou podemos

ouvir música folk americana

no carro e uma ópera italiana em casa.

E a tecnologia encurta as distâncias,

aproxima culturas e reduz o custo de

acesso aos produtos e serviços.

E no lado da música...

Podemos trabalhar com duas linhas

distintas, ambas altamente rentáveis:

negócio e hobby. Cresce no mundo o

número de pessoas, principalmente

jovens, com interesse e disponibilidade

financeira e de tempo para

aprender um instrumento. Da mesma

maneira, com a acessibilidade

aos instrumentos e equipamentos,

fica cada vez mais fácil montar uma

banda ou estúdio ou mesmo uma produtora

para ganhar dinheiro com a

música e o entretenimento.

O grande desafio está em entender

e se comunicar com esse mercado. Na

ponta da indústria, a demanda está

sendo criada pelos produtos voltados

a grupos específicos, como equipamentos

para tocar em estádios, igrejas

ou capelas. E, assim como a indús-

86 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Alessandro Saade Marketing e Negócios

tria, o varejo precisa fazer a sua parte.

A loja também pode trabalhar por

segmentos: seja por público, produtos,

de acordo com o local etc. Pode ainda

ser especializada em determinada tribo,

conversando intimamente com ela,

entendendo as tendências e se antecipando

aos lançamentos de produtos e

equipamentos. Uma loja também pode

contemplar os universos doméstico e

profissional, desde que tenha profissionais

treinados para os dois idiomas: o

tecnicez e o curiosez. Atente: o consumidor

doméstico não quer aula técnica

e sim alguém que entenda sua demanda

e lhe indique o equipamento mais

adequado ao seu objetivo.

A ajuda da internet

O curioso é que chegamos a uma época

em que os opostos realmente se

atraem. Se por um lado a internet traz

toda a concorrência para o seu bairro,

por outro o contato pessoal com o seu

vendedor e com o instrumento forne-

Música, ídolos e poder

— Do vinil ao download

De testemunha do Dia D, passando por desertor

de guerra e confeiteiro em Paris, o

executivo André Midani, que fez carreira nas

multinacionais Odeon, Phonogram e WEA, foi

o pioneiro na análise mercadológica levando

em conta o perfil psicológico do consumidor

e do grupo a que pertence. No livro ele conta

de forma agradável seus mais de 30 anos de

atividade, passando pelo nascimento da bossa

nova, da Tropicália e do rock nacional, e as

fantásticas estratégias das gravadoras para colocar seus ídolos em evidência.

Título: Música, ídolos e poder – Do vinil ao download

Autor: André Midani • Editora: Nova Fronteira

cem a experiência de consumo que a

internet jamais poderá proporcionar.

Assim, é bem provável que o consumidor

recompre um jogo de cordas e

palhetas pela internet, mas raramente

vai adquirir um violão sem tocá-lo,

pelo menos, uma ou duas vezes na

sua loja; e é nessa hora que sua equipe

deve estar preparada para vender!

A internet pode até parecer um

vilão, mas o melhor é que ela pode

ficar do seu lado, basta agir da maneira

certa. Se você conhecer bem o seu

cliente e entender muito dos produtos

e serviços que sua empresa oferece, a

venda está garantida. Feliz 2010! •


Especial Falsificação

Para identificar

cordas falsas já pelas

caixas, a qualidade de

impressão pode

ser uma pista.

Já as cordas em si são

muito diferentes

das originais.

As falhas no acabamento

são bem visíveis

Microfones Shure

também são alvos

de falsificações

88 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Falsificação

Um pirata

nunca pode

ser oficial!

Produtos falsificados provenientes

da China invadiram o mercado e

preocupam os grandes fabricantes

Por Miguel De Laet, colaboração de Henry Ho

Continuamos com o especial

iniciado na edição passada

[Verdadeiro ou Falso – MM 45],

sobre como identificar produtos falsificados.

Afinal, quem nunca se deparou

com um produto pirata na vida?

Seja um software, um DVD, CD, uma

bolsa ou camisa de grife, enfim, mesmo

com um combate cada vez mais

intenso, o mercado está repleto deles

e este número vem crescendo a cada

ano, inclusive na indústria de instrumentos

musicais. A principal razão

desse número exorbitante é a procura

por parte dos consumidores.

Se para muitos lojistas este parece

ser um bom negócio, vai um alerta:

marcas são elementos essenciais para

agregar valor às coisas e podem agir a

favor ou contra uma empresa. Portanto,

podem depreciá-la para sempre. Assim,

o comércio de produtos falsificados

compromete a credibilidade da sua loja

e também a da marca. Para evitar complicações

legais, adquira produtos com

procedência e confira as dicas da Música

& Mercado para não cair nesta cilada.

Afinal, que pirata pode virar oficial?

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 89


Capa Falsificação

Shure modelo SM58

falsificado:

regrinha básica,

se tem cabo,

não tem switch

e vice-versa

Microfones Shure SM58

Um dos microfones mais vendidos do

mundo também está sendo pirateado

e este é, sem dúvida, um dos produtos

mais difíceis de diferenciar do original

quando batemos os olhos. Como todos

os outros equipamentos falsificados, o

principal meio de comercialização ile-

gal é a internet, em sites de venda e

leilões on-line.

Apesar de, aparentemente,

as cópias serem muito similares

aos originais, existem pequenos

detalhes que podem

ajudar na hora da compra:

Dica 1: A Shure, como muitas

fabricantes, tem uma

política de preço mínimo. Se

o valor estiver muito abaixo

do praticado, desconfie do produto.

Dica 2: Confira o conector XLR.

Nos microfones Shure autênticos

você verá, nos pinos XLR, indicados

os números 1, 2 e 3. Muitos

dos falsificados não possuem

essas indicações, às vezes carregam

a logomarca da marca e,

mais frequentemente, nenhuma

indicação.

Dica 3: Desaperte a grade esférica

do microfone SM58. Examine

a parte inferior da grade, no anel

de metal que gira em torno dela:

você verá uma aba. Uma aba plana

significa que se trata de um microfone

falso; o SM58 terá uma borda

arredondada.

Dica 4: Veja a cápsula no topo do

microfone. Você encontrará um

‘Caution’ gravado na cabeça da sula do falsificado.

cáp-

Dica 5: O peso dos falsificados é nor que o do modelo

meoriginal.

Shure modelo SM58 verdadeiro

Dica 6: Os principais modelos SM58

que a Shure fabrica com fio são:

SM58LC, SM58S e SM58CN. O LC do

primeiro significa Less Cable, ou seja, o

modelo não vem com cabo. E o S

do segundo vem do inglês Switch,

que quer dizer ‘chave’, pois

o modelo possui chave liga/

desliga. Caso você encontre

qualquer um desses modelos

com cabo, provavelmente

será um produto falsificado.

O único que possui

chave liga/desliga é o

SM58S, e o único que vem

acompanhado de cabo é

o SM58CN. Importante

destacar: circula no mercado

paralelo um modelo

SM58Sk, que não é fabricado

pela Shure e nunca foi,

ou seja, é falsificado. Portanto,

fuja!

Dica 7: Os produtos da

Shure são fabricados no

México. Mas, geralmente,

os falsificados possuem a

informação Assembled by

Shure in Mexico — mesmo

que fabricados na China

— e, muitas vezes, estes dizeres

estão gravados em sua

base. Fique atento!

90 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Capa Falsificação

Cordas D’Addario

Via de regra, independente da marca,

podemos diferenciar cordas de alto

padrão e baixo custo da seguinte forma:

se você percorrer com o indicador

e o polegar toda a extensão da corda,

perceberá que a de alto padrão possui

um toque suave, flexível e consistente.

Cordas de qualidade inferior têm, em

compensação, o toque áspero e pegajoso.

Também poderão apresentar maior

rigidez em termos de flexibilidade e ainda

falta de uniformidade e equilíbrio.

Para prevenir-se contra falsificações,

a D’Addario desenvolveu uma

forma de auxiliar os seus consumidores:

em seu site (www.daddario.com/

playreal), a empresa disponibilizou

uma ferramenta de confirmação de

códigos de produtos autênticos. No

entanto, só são identificados os códigos

das novas embalagens. Também é

possível identificar um encordoamento

autêntico com as seguintes dicas:

Dica 1: O controle da D’Addario na

confecção é muito rigoroso quanto aos

produtos utilizados. Caso o revestimento

da corda esteja com uma coloração

escura, suja ou inconsistente, a

possibilidade é grande de se tratar de

um produto falsificado.

Dica 2: As cordas D’Addario possuem

1 metro de comprimento. Muitas das

falsificações são mais curtas para economizar

material e custo no processo

de fabricação.

Dica 3: As bolinhas das cordas são devidamente

torneadas e não devem ter

rebarbas ou bordas pontiagudas. Elas

terão formato cilíndrico e com cantos

bem angulados, tanto no lado interno

(o buraco) quanto no externo.

Dica 4: As cordas fabricadas pela

D’Addario possuem, no final do laço

da bolinha, um término paralelo com

aparência uniforme, regular e lisa.

Este laço (a parte torcida) das cordas

D’Addario é menor se comparado ao de

encordoamentos falsificados.

Dica 5: As cordas de violão de aço utilizam

em seus sets um filamento de shape

hexagonal composto de ligas de aço

de alto carbono, revestido com bronze

Fale certo!

Réplica é uma reprodução perfeita, concebida com a intenção de

recriar com exatidão uma cópia que agrega conceitos e fatores históricos.

Esse tipo de cópia não visa dividendos comerciais, apenas

recria a peça baseada num conceito.

Cópia, produzida em larga escala e sem autorização do fabricante

original, confi gura-se quando empresas tradicionais produzem

exemplares similares ou ‘inspirados’ no original. Não tem intenção

de se ‘fazer passar’ pelo original e utiliza uma grife própria em termos

de logomarca.

Falsificação é uma reprodução de baixo custo que exala a contundente

intenção de ludibriar o consumidor. Utiliza a logomarca original

de maneira indevida e sugere de maneira técnica e visual que a peça é

genuína. É produzida sem autorização dos fabricantes originais.

80-20. A coloração do filamento que se

projeta no final de uma corda de bronze

D’Addario terá uma cor amarelada.

Caso o filamento tenha outra coloração,

não é um encordoamento autêntico.

Dica 6: Toda embalagem interna

D’Addario, aquela que evita a corrosão das

cordas, possui um código impresso em sua

face. Encordoamentos antigos o possuem

no canto direito superior; os novos, na posição

central. Os falsificados geralmente

não têm esse código ou a qualidade de impressão

é bem ruim, sendo ilegível.

Dica 7: Inspecione cuidadosamente as

embalagens dos encordoamentos. Geralmente

o papel e a impressão falsificados

são de baixa qualidade. Além disso, a

logomarca D’Addario está sem a espiral

oval que a original possui. Outro detalhe

interessante é que o encordoamento original

de guitarra sempre traz no canto direito

superior a informação de tonalidade

e também sobre o tipo de revestimento. •

Fique por dentro

Segundo a estimativa da IACC (The International

Anticounterfeiting Coalition), o

contrabando causa 600 bilhões de dólares

de prejuízo. Esse problema cresceu mais de

10 mil por cento nas últimas duas décadas.

Anote aí

E na edição que vem a gente continua, vai

ser a vez da Fender, que possui o infeliz título

de guitarra mais falsificada do mundo!

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 91


Lojista Retrospectiva 2009

Depois da

tempestade...

Após um 2009 marcado por incertezas no mercado, 2010 promete ser um ano

muito bom para a América Latina, em especial para o mercado brasileiro!

Alexandre Facchini e Jorge Luiz Macioni, da Casa Manon, ed. 40

Da esq. para a dir.: Ewerton Santiago, Junior Sá, Emanuelly Freire,

Junior Eugênio e Thássio Thaddeus, da Nova Music, ed. 41

O

que podemos esperar deste

2010? Com o tema ‘música nas

escolas’ na cabeça de muita

gente e com as escolas antecipando

a estruturação do ensino musical, o

ano promete ser bem melhor que 2009,

mesmo porque ele começou repleto de

apreensões... Com o passar dos meses,

porém, muitos lojistas conseguiram

superar as previsões pessimistas sobre

a economia. Assim, de certa forma, o

mercado conseguiu se manter saudável

e dinâmico em meio à crise mundial.

Nas seis edições da Música & Mercado

ao longo de 2009, conversamos com

diversos empresários e profissionais de

grandes lojas do País (veja quadro ao

lado) para a nossa seção Lojista e vamos

mostrar para você um compêndio

dessas entrevistas, enfocando as melhores

partes das reportagens e ainda

as estratégias que eles utilizaram para

vencer as adversidades de 2009!

Onde abrir uma loja?

Muitos entrevistados, a exemplo das

lojas Prisma Pro Audio, Palácio da Música

e Nova Music, decidiram abrir seu

negócio em sua cidade natal. “A escolha

foi um processo natural, pois já conhecia

bem o comportamento de seus

habitantes e os hábitos dos consumidores”,

enfatiza o proprietário da Nova

Music, de Caruaru/PE, Júnior Sá.

Apesar de não sair da cidade, a tradicional

Casa Manon, de São Paulo/SP,

92 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Lojista Retrospectiva 2009

precisou trocar de endereço, uma decisão

difícil para quem estava há décadas

no local inicial. “Fizemos essa transferência

porque ficou inviável manter a

loja no centro de São Paulo. Os roubos e

a insegurança se tornaram tão grandes

que muitos fornecedores se recusaram

a entregar as mercadorias naquele endereço”,

explica Alexandre Facchini,

neto do fundador e atual proprietário.

Os clientes

O perfil de consumidor é comum a todos

os lojistas ouvidos pela M&M: um

público bem variado. Músicos amadores

e profissionais, escolas, igrejas e empresas

de sonorização são os seus compradores.

A Nova Music (Caruaru, PE), por

exemplo, identificou que a demanda de

equipamentos para o público amador é

maior. “Isso se deve ao fato de termos

a preocupação de incentivar o aprendizado

musical”, informa o proprietário

Júnior Sá. “Criamos grande parte da

clientela quando firmamos parceria

com a escola de música Cia Groove, que

funciona anexa à nossa loja”, completa.

Na outra ponta do País, no Rio

Grande do Sul, a Palácio da Música

segue a mesma estratégia: “Nossa loja

aposta na educação musical. Fazemos

workshops e acolhemos com muita

seriedade os professores comprometidos

com o ensino da música”, comenta

Ariane Brusius, coproprietária. Já a

Prisma Pro Audio destacou o fato de

sua clientela de internet ser composta

de profissionais de pro-audio, que buscam

produtos menos fáceis de se encontrar

no mercado.

Da esq. para a dir.: Ariane, Alice D. M., Albano Ildefonso

e Ariete Brusius, da Loja Palácio Musical, ed. 42

Estratégias

A maior parte das lojas aposta no atendimento

como principal diferencial. O

respeito e a credibilidade no mercado

também foram lembrados. Facchini,

da Casa Manon, destaca a importância

de um nome como garantia de credibilidade.

“As pessoas sabem que, ao

comprar um piano conosco, por exemplo,

elas podem ficar seguras de que

estarão recebendo exatamente aquilo

que compraram. Caso haja problemas,

estaremos no mesmo lugar de sempre e

elas sabem que não serão lesadas.”

O diretor da Prisma Pro Audio, Germano

Kannenberg, segue a mesma linha.

“A internet globalizou o comércio, o

cliente procura o melhor preço lá e quer o

suporte e as condições da nossa loja. Fala

em preço de MercadoLivre.com e Paraguai,

mas não se lembra de pós-venda,

garantia, suporte e assistência técnica.”

Lojas entrevistadas em 2009

Edição 40 Casa Manon – www.casamanon.com.br – São Paulo, SP

Edição 41 Nova Music – www.novamusic.com.br – Caruaru, PE

Edição 42 Palácio da Música – www.palaciodamusica.com.br – Novo Hamburgo, RS

Edição 43 Dream Instrumentos Musicais – www.dreammusical.com.br

Pará de Minas e Sete Lagoas, MG

Edição 44 Prisma Pro Audio – www.prismaproaudio.com.br – Santa Cruz do Sul, RS

Edição 45 Eletro Musical – www.eletromusical.com.br – Divinópolis, MG

Já a Dream Instrumentos Musicais

utiliza como diferencial a oferta de

produtos de primeira linha longe das

capitais e grandes centros comerciais.

“O fato de nosso cliente ser um artista

faz dele uma pessoa mais sensível, que

exige atendimento personalizado, mix

de produtos variados, qualidade e segurança”,

informa o proprietário, Antônio

Carlos de Miranda. Além disso, a loja

possui uma equipe de consultoria em

vendas que visita periodicamente as cidades

da região com o intuito de estreitar

o relacionamento com seus clientes.

Como fazer para crescer

As empresas enaltecem a constante

atualização de seu pessoal, os investimentos

em treinamento e a ampliação

da grade de produtos. Rogério Aquino,

da Eletro Musical (Divinópolis, MG),

enfatiza: “Buscamos fazer treinamento

contínuo dos funcionários, ter um ponto

de venda atraente e produtos com

alto índice de giro”. Ariane, da Palácio

da Música, lembra a importância de

aprofundar a capacidade técnica e humana

da empresa. “Esses dois elementos

produzem um binômio fundamental

para que sejamos considerados uma

loja especializada em instrumentos

musicais”, confirma. Por outro lado, a

Nova Music desenvolve atividades que

WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 93


Lojista Retrospectiva 2009

visam estreitar o relacionamento com o

seu público-alvo e com os fornecedores.

Questões sobre a crise

Todos os entrevistados sentiram, de

certa forma, os efeitos econômicos do

ano passado, em especial aqueles que

trabalham com produtos importados.

Sejam instrumentos musicais top de

linha ou equipamentos de áudio, os

preços sofreram reajustes. Ariane, da

Palácio da Música, contou que eles precisaram

alterar os preços com bastante

frequência, por conta da flutuação do

câmbio. No mais, o movimento da loja

permaneceu estável. Junior Sá, da Nova

Music, reforça: “O que de fato tivemos

de enfrentar foi a instabilidade do dólar

e o consequente cenário de crise que se

instalou no mercado. Embora não estejamos

sentindo tão intensamente seus

efeitos, o certo é que sem ela o desenvolvimento

seria otimizado”, revelou

em março de 2009, época da entrevista.

Com esse cenário, Facchini, da

Casa Manon, chegou a lembrar que

poderia ser a vez de as empresas nacionais

despontarem no mercado, mas

reforçou que elas também acabam

importando todo o material e, praticamente,

não fabricam mais aqui.

“Para voltar a fazer isso, é necessário

treinamento e mão de obra especializada,

o que demanda tempo. Acaba

acontecendo que as marcas nacionais

estão com preço nivelado aos produtos

importados”, esclareceu Facchini.

Germano Kannenberg,

da Prisma Pro Audio, ed. 44

Mercado em 2010

Todos os lojistas se mostraram otimistas

sobre o futuro. Segundo notícia da agência

espanhola EFE, analistas informam

que a América Latina terá forte crescimento

econômico em 2010, por volta de

4%, bem superior ao dos países desenvolvidos,

com perspectiva de 2,5%. Isso porque

os países desenvolvidos enfrentarão

um ajuste econômico mais forte e um

abrandamento no crescimento, como

explica Kathryn G. Rooney, do grupo

Bulltick Capital Markets. Para o Brasil,

a estimativa de crescimento supera a da

América Latina, sendo ainda mais otimista,

com 5%. Que venha 2010! •

Da esq. para a dir.: Estevão S. Miranda, Marcio

R. Ribeiro, Geiziane de Paiva, Jonatas Ribeiro,

Rodrigo Donate e Rogério Gonçalves Dias,

da Deam Instrumentos Musicais, ed. 43

Da esq. para a dir., Daniel,

João, Carlos, Rodrigo, Roberto e Rogério,

da Eletro Peças Divinópolis, ed. 45

Média de participação

de todas as lojas

ouvidas em 2009*

Cordas – 30%

Áudio profissional – 21%

Acessórios – 15%

Teclas – 15%

Bateria / Percussão – 10%

Sopro – 6%

Tecnologia – 3%

*A Casa Manon não foi perguntada a respeito

Participe da Música & Mercado

Você quer divulgar a sua experiência

na revista mais lida do Brasil em nosso

segmento? Basta enviar um e-mail para

texto@musicaemercado.com.br com um

pequeno relato sobre a sua loja, incluindo:

breve história, cidade em que está

situada, telefone e um nome de contato.

Compartilhe o seu sucesso!

94 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Vida de Lojista Os entrevistados de 2009

Pequenas

empresas,

grandes

desafios

Nossa seção Vida de Lojista traz

as histórias de empreendedores e

suas atitudes em meio ao desafio

de montar um novo negócio.

Nesta edição você vai conferir

alguns exemplos contados aqui

durante 2009, para se preparar

para o ano que começa com

expectativas bem melhores

Por Itamar Dantas

O início de um novo empreendimento é sempre

difícil para quem se aventura. Os mais diversos

problemas acontecem: a falta de relacionamento

com distribuidores e fornecedores, a concorrência com

lojas mais antigas ou mesmo a falta de dinheiro para

investimentos são adversidades comuns aos lojistas iniciantes.

O sucesso depende da superação.

A loja Garage Music, de Brotas, SP, por exemplo, foi fundada

pelos sócios Kleber Villa e José Augusto, que já trabalhavam

no ramo musical — o primeiro era operador de som

do cantor Daniel, além de ter tocado em algumas bandas de

sua cidade; e o segundo já trabalhava no comércio, estudou

violão clássico e também tocava em bandas. Ambos enxergaram

uma excelente oportunidade de negócio no trabalho

com lojas de instrumentos, uma vez que não havia nenhuma

em sua cidade. “A maioria dos músicos se deslocava para

Luiz Guilherme, da Jog Music, ed. 41

José Carlos Spina Finotti,

da Intermezzo, ed. 40

Miguel Ângelo Guimarães Almeida

e Maria Lúcia Nunes Almeida, da ML Musical, ed. 42

96 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Vida de Lojista Os entrevistados de 2009

outros locais da região para comprar instrumentos

e acessórios. Outro fator que

nos levou a abrir a loja foi a carência, no

mercado local, de manutenção e regulagem

de instrumentos e pequenos consertos”,

contam os proprietários.

Mas, mesmo com o empreendimento

inédito na cidade, a loja teve dificuldades

para decolar. “A maior foi ganhar

a confiança do público, acostumado a

lojas tradicionais em outras cidades,

com maior variedade de instrumentos”,

explicam. Como tinham pouco capital

para investir, Kleber e José incrementaram

a variedade de seus produtos pouco

a pouco, até atingirem as principais

necessidades dos clientes.

Quem começa sabe: manter um mix

de produtos que agrade aos consumidores

não é fácil, como conta Júlio Correa,

dono da Musical Vilhena, de Rondônia.

Ele revelou à M&M que recorreu a alguns

amigos representantes de vendas

no setor, como ele também havia sido,

para que o ajudassem a escolher os produtos

para dar prioridade na inauguração

do negócio. Júlio precisava pagar os

fornecedores à vista e isso dificultava

a compra de grande variedade de produtos.

Com o tempo, porém, a relação

com eles foi melhorando até conseguir

prazos e financiamentos que possibilitaram

a compra de maior variedade.

Passadas as primeiras dificuldades, é

necessário escolher funcionários que saibam

realmente atender bem os clientes,

criando relacionamento e esclarecendo

dúvidas sobre os produtos. “Um negócio

que não tem um bom relacionamento

com o cliente não vai muito adiante,

mesmo com dinheiro em caixa e muita

organização. É, talvez, a parte mais importante

do negócio”, analisa o gerente

de vendas Giovanni Pinto, da loja Musical

Presentes, localizada em Governador Valadares,

interior de Minas Gerais.

Concorrência

Assim como a competição gera alguns

desconfortos para certos lojistas, a falta

dela também é um problema para

outros. A loja paulistana Intermezzo,

por exemplo, está localizada fora dos

principais eixos da indústria de instrumentos

musicais e de áudio da cidade

de São Paulo, a Rua Teodoro Sampaio e

a região da Santa Ifigênia. O que poderia

ser uma tranquilidade gera muito

trabalho ao empresário, que precisa

fazer o consumidor se acostumar ao

ponto de sua loja. “Tivemos de formar

o ponto, trazer a clientela e fixar as

Algumas palavras-chave estão distribuídas

por essa matéria e são recorrentes em

entrevistas com vários dos lojistas ouvidos

para esta seção: qualidade, atendimento,

serviços adicionais, mix de produtos;

inovação. Com essas palavras em mente,

somadas aos exemplos citados na matéria,

planeje 2010 com ações ousadas e criativas

para preparar o terreno para a Lei de Música

nas Escolas que vem chegando aí

(veja matéria na p. 76).


Vida de Lojista Os entrevistados de 2009

marcas. É um trabalho árduo e um investimento de

longo prazo. Justamente por não estarmos em um

eixo musical, procuramos driblar a concorrência com

ótimo atendimento, além de preço, é claro”, afirma

José Carlos Finotti, proprietário da loja.

Para a loja Jog Music, localizada em Rio Claro, SP,

competição também é assunto para responder com

qualidade. “Acreditamos que a atenção ao cliente,

um excelente e variado mix de produtos e uma boa

condição de financiamento possibilitam uma relação

duradoura com um bom número de clientes e o respectivo

retorno, que sustenta o negócio”, afirma Luiz

Guilherme, dono do empreendimento.

Diferenciais

Para se destacar, a unanimidade entre as lojas consultadas

ao longo de 2009 está na qualidade do atendimento.

Mas, se todas pensam assim, como se sobressair

em relação às demais? A Garage Music apresenta

sua solução: serviços adicionais. “Apostamos na prestação

de serviços. Qualquer um pode abrir uma loja,

basta ter alguma reserva financeira, mas comércio

não é só isso. Nesse ramo, você precisa entender e gostar

muito do que faz. Não é apenas venda de mercadorias,

tem a preocupação com os anseios dos clientes”,

revelam os sócios Kleber Villa e José Augusto.

A ML Instrumentos Musicais, de Arapiraca, AL,

trabalha também com ações voltadas ao ensino de

música. Em sua região, os instrumentos mais vendidos

são os de sopro, uma vez que os principais clientes

da região são orquestras e fanfarras. E, para incentivar

as bandas, o proprietário criou, inclusive, uma associação.

“A música pode ser muito importante para a formação

de um cidadão que saiba viver com dignidade

e honestidade, longe dos vícios e dos riscos a que muitas

das nossas crianças são expostas constantemente.

Dessa forma, decidi, juntamente com alguns amigos

conterrâneos, montar uma associação musical em nossa

cidade, com o intuito de formar músicos e cidadãos”,

explica o proprietário da loja, Miguel Guimarães. •

Garage Music, da cidade de Brotas (SP), ed. 43

Musical Presentes, da cidade de

Governador Valadares (MG), ed. 44

Contatos das lojas

Garage Music www.garagemusic.com.br (14) 3653-2022

ML Instrumentos Musicais mlmusical@hotmail.com (82) 3326-1532

Musical Presentes www.musicalpresentes.com.br (33) 3271-2912

Jog Music www.jogmusic.com.br (19) 3522-3888

Intermezzo www.intermezzo.com.br (11) 3078-3200

Musical Vilhena www.musicalvilhena.com.br (69) 3321-5408

Júlio Correa, da Musical

Vilhena, ed. 45

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TESTES

Condor CLP2 S

Levando Alta qualidade uma ”LES e ótimo PAUL” preço fizeram pagando a pouco diferença

Por Miguel De Laet

Não é de se surpreender a qualidade

dos produtos disponíveis

no mercado da marca

Condor. Uma das principais importadoras

do País, a empresa vive diversificando

a sua linha de produtos. Entre

a série de modelos 2009, encontramos

a CLP2 S, um modelo Les Paul que é

uma excelente opção para os músicos

mais exigentes. A guitarra é fabricada

na China, seguindo as especificações

determinadas pela Condor no Brasil.

O modelo testado é confeccionado

com o tampo arqueado em maple, lateral,

fundo e braço em natowood (também

conhecido como mogno oriental),

escala em jacarandá, ponte Tune-O-

Matic, dois humbuckers do tipo PAF de

alnico, tarraxas blindadas Grover

e largura da pestana de 43 mm.

Sua construção é comparada

ao que encontramos nos modelos

Les Paul bacanas comercializados

no mercado: corpo

com duas peças e braço colado.

O modelo possui acabamento

excepcional, com pintura homogênea,

peças bem coladas,

frisos laterais e marcações

na escala e ornamentos na

cabeça em madrepérola,

inspirados no estilo

Custom, da Gibson,

dando um ar de sofisticação

ao instrumento.

Alguns podem achar

que é falta de persona-

lidade, mas os fãs dos

modelos Les Paul devem

comemorar: esta é uma ver-

dadeira Les Paul de custo acessível!

Se em termos visuais a CLP2 S já

garante a ‘vibe’ de uma verdadeira Les

Paul, falta comparar quanto à sonoridade

e à tocabilidade. Para isso, colocamos

o modelo frente a frente com

uma Gibson Standard Les Paul equipada

com cordas 0.011, a fonte inspiradora

do modelo, gentilmente cedida

pelo músico André Dias para o teste.

Para testar, utilizamos dois amplificadores

que podem representar o

que a maioria dos músicos brasileiros

usaria: um Tube One Staner e um pequeno

WarmMusic HD22. De forma

surpreendente, a guitarra apresentou o

mínimo nível de ruído nas três posições

de chave, tanto com som limpo como

saturado, mesmo em nível de volume

alto, sempre com um timbre firme e

excelente sustentação. Os dois captadores,

tanto da ponte como do braço, possuem

boa definição e respondem muito

bem quando utilizados em separado.

O do braço conquista amantes do jazz

facilmente pela definição e um tempero

aveludado. O da ponte apresenta um

timbre mais rasgado, cheio de agudos e

ataque mais estalado. O menor rendimento

acontece quando utilizados simultaneamente,

na posição intermediária

da chave, ganhando muitos médios

e embolando um pouco o som. Quando

temperados com um pouco de overdrive,

a CLP2 S se apresenta como uma

bela opção para quem deseja explorar

sonoridades do Delta do Mississipi.

Outro aspecto importante a destacar

é a boa resposta em termos de dinâmica

do modelo, apresentando sempre exce-

100 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


& AVANÇADO

› MÁRCIO GUEDES

Arpejos

› MAURÍCIO MARQUES

Milonguita

› SÉRGIO FERNANDES

Allegro (Sonata K-322) – Scarlatti

› NILO SÉRGIO SANCHEZ

Tristeza do Jeca

vp25_capa.indd 1 14/08/2009 13:45:43

FICHA TÉCNICA

MODELO CLP2 S

FABRICANTE Condor

INDICAÇÃO Guitarristas,

independente do nível técnico

PRÓS Acabamento,

sonoridade e tocabilidade

CONTRAS Nenhum

PREÇO SUGERIDO R$ 1.110,00

DEFINIÇÃO DE SOM

Muito bom ★ ★ ★ ★

VOLUME

Muito bom

★ ★ ★ ★

ACABAMENTO

Excepcional ★ ★ ★ ★ ★

TOCABILIDADE

Excepcional ★ ★ ★ ★ ★

DESEMPENHO GERAL

Muito bom ★ ★ ★ ★

*MATÉRIA

GENTILMENTE

CEDIDA PELA

EQUIPE EDITORIAL

DA REVISTA

VIOLÃO PRO

VIOLÃO PRO CHICO PINHEIRO # 25

CHICO PINHEIRO # 25 WWW.VIOLAOPRO.COM.BR

A REVISTA PARA QUEM QUER COMPRAR E TOCAR VIOLÃO MELHOR! • www.violaopro.com.br

SEM SEGREDOS:

CHICO

PINHEIRO

Abre o jogo e fala tudo

sobre a carreira de músico

TESTAMOS

› VIOLÕES DAISY ROCK BUTTERFLY

e ROZINI CONCERTISTA RX215ACN

› RODRIGUEZ NYLON CLASSICAL

› MICROFONE WIRELESS JTS US-8001D

LIÇÕES E

TRANSCRIÇÕES

APRENDA FÁCIL

20

Exercícios para você

ficar fera no improviso

WALDEN GUITARS: entramos na fábrica chinesa e revelamos tudo para você

Violão PRO•2009•Nº 25•R$ 8,90

100%

ESTUDANTE

MÚSICA

INSTRUMENTAL

VENDE?

MAURÍCIO MARQUES

EXPLICA O QUE FAZER

lentes possibilidades sonoras para um

instrumento da sua faixa de preço.

Sua tocabilidade é excepcional,

com um braço mais fino que o modelo

da Gibson. Garante uma pegada

bastante confortável e muito

macia. Destaque para a excelente

regulagem do instrumento testado

vindo de fábrica, não necessitando

qualquer alteração. Suas tarraxas

cumprem muito bem o papel e sua

entonação se mostrou precisa.

Comparado ao modelo da Gibson,

o apresentado pela Condor possui

uma sonoridade menos encorpada.

Além disso, na posição intermediária,

o modelo da Gibson apresenta

melhor equilíbrio e definição. Mas,

se pensarmos na diferença de valores

— seis vezes mais cara, pelo menos

—, o modelo Condor apresenta uma

relação custo-benefício excelente, das

melhores do mercado.

Acompanha cabo e chave para regulagem

do tensor. Vale a pena investir

em um estojo para transportar o instrumento

com segurança. Há também

a versão do modelo para canhotos. •

QUER Quer FALAR falar COM com

O o AUTOR autor DA da MATÉRIA? matéria?

migueldelaet@gmail.com

editor@violaopro.com.br

TIRE Tire sua SUA dúvida DÚVIDA

COM com O o FORNECEDOR

fornecedor

www.condormusic.com.br

Tel.: (61) 3629-9400


PRODUTOS

CONDOR

CN370

Violão de náilon

confeccionado com tampo

em cedro, braço, lateral e

fundo em mogno, escala em

jacarandá com marcação

em bolinha. O modelo é

equipado com Fishman Aero.

Contato: (61) 3629-9400

www.condormusic.com.br

LYCO

FIDELITY

Fone de ouvido com

sistema 2.1. equipado

com dois alto-falantes

em cada lado. Possui

efeito True Woofer e

seleção estéreo/mono.

Acompanha bolsa de

transporte e almofadas

extras para reposição.

Contato: (11) 3666-5574

www.lyco.com.br

EVANS

NOVA EC2 COM SST

As novas peles para tom EC2 foram

projetadas com um anel de abafamento

com tecnologia SST (Sound Shaping

Technology) na parte inferior de

dois filmes. Segundo a fabricante, o

anel controla a vibração da borda,

isolando e abafando os harmônicos

mais agudos, aprimorando os graves e

o ataque, além de proporcionar maiores

possibilidades de afinação.

Contato: (11) 3158-3105

www.musical-express.com.br

LIVERPOOL

SPECIAL GRIP

Baquetas de marfim com pontas de

madeira com o cabo revestido com fita

especial emborrachada antiderrapante.

Disponível nas medidas 2B, 3A, 5A e 5B.

Contato: (47) 2107-3253

www.baquetasliverpool.com.br

MEINL

B12 BRONZE PROFESSIONAL MARCHING CYMBALS

Par de pratos para bandas de fanfarra (ou marciais)

confeccionados em bronze B12 disponíveis em 16”, 18” e 20”.

Contato: (43) 3324-4405 • www.primemusic.com.br

102 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


PRODUTOS

DIGIDESIGN

ELEVEN RACK

Sistema de gravação com processador de efeitos destinado

a guitarristas. Pode ser utilizado em performances ao vivo

ou em estúdio. Acompanha Pro Tools LE.

Contato: (19) 3741-4646 • www.quanta.com.br

TOKAI

EPOCH 74 E 61

Instrumento que simula sons vintage. Possui efeitos

de modulação, reverb, delay, além de simulação

de uma caixa rotatória, tipicamente usada em

conjunto com os órgãos eletromecânicos vintage.

Pesa menos de 10 kg, o que facilita o seu transporte.

Contato: (11) 3714-4417 • www.tokai.com.br

PLANET WAVES

REDUTOR DE

MICROFONIA

Tampão redutor de

microfonia para violões.

Confeccionado com

design universal para

facilitar a montagem

na maioria das aberturas

sem afetar o acabamento.

Contato: (11) 3158-3105

www.musical-express.com.br

LEÁC’S

MESA 402 XLR PRATA (USB)

Mesa de som com quatro canais de entrada

line/mic XLR, equalizador de três bandas por

canal e controle PAN, saídas balanceadas (L/R),

saída de gravação, para sub e monitor. A mesa

possui ainda entrada USB com controle de

volume, avanço, retrocesso, play e pause.

Contato: (11) 4891-1000 • www.leacs.com.br

ROZINI

VIOLA CACIQUE & PAJÉ

Viola caipira construída em

forma de uma flecha. Possui

tampo em pinho sueco

maciço, lateral e fundo

em jacarandá laminado,

braço em cedro e escala em

jacarandá. Conta com um

circuito ativo equipado com

equalizador de três bandas

e afinador embutido.

Contato: (11) 3931-3648

www.rozini.com.br

WOODEN RADIO MAGNO

O MELHOR DO DESIGN

Vencedor do principais prêmios de design do mundo,

o Wooden Radio Magno AM/FM pode enganar na

aparência vintage, mas é compatível com MP3 e

iPod. Produzido de forma artesanal, é ecologicamente

correto. Também funciona a pilha.

Contato: (11) 2925-4895 • www.ibruggerobjects.com

104 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Eventos Regionais

Demorou,

mas chegou

Feira da Música agora também na capital paulista

Da Redação

O salão tem

mais de 1.000m m 2

Com capacidade

acima de 2 mil pessoas

O centenário Clube Esperia Espéria foi escolhido

para sediar o evento em São Paulo, SP

Em 2007, a Música & Mercado

teve uma grande ideia: promover

o encontro entre fornecedores

e lojistas em mercados regionais.

Assim nasceu a Feira da Música. Com

o nome inicial de Encontro de Líderes,

a primeira experiência foi em julho daquele

ano, em Porto Alegre, RS. Desde

então já são 13 edições da Feira da Música,

com mais de 3.500 compradores,

milhões de negócios efetuados e centenas

de marcas participantes.

Só para ilustrar, o evento em Belo

Horizonte, MG, ocorrido nos dias 20 e

21 de junho de 2009, teve um faturamento

de cerca de R$ 1,25 milhão, valor

médio das outras feiras realizadas

ao longo do ano passado. Além de BH,

a Feira da Música também esteve presente

em Ribeirão Preto, SP; Curitiba,

PR; Brasília, DF; Rio de Janeiro, RJ; Porto

Alegre, RS e Recife, PE.

Exigência do mercado

Vale lembrar que as cidades anfitriãs

são apenas uma alavanca para movimentar

o setor de toda a região, pois

a M&M faz questão de levar lojistas e

acompanhantes que não residam nas

cidades-sede da Feira para participar

e realizar bons negócios, conhecer

seus fornecedores e conferir os lançamentos

das principais marcas da

indústria de instrumentos musicais

e de áudio, com hospedagem e alimentação

totalmente pagas. “Se não

fosse assim, como realizaríamos o

nosso objetivo de levar conhecimento

e oportunidade para lojistas que

se encontram em mercados mais

distantes?”, pergunta Daniel Neves,

diretor da Música & Mercado.

106 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


Eventos Regionais

“As feiras regionais nos proporcionam desenvolver e criar

ferramentas o ano inteiro. A Música & Mercado gera

profissionalismo no setor e nos obriga a estar sempre

atentos às tendências de mercado”

Marco Vignoli, Gerente comercial da Tagima

Mais de 1 mil visitantes

compareceram aos eventos

JÁ HÁ ALGUM TEMPO, LOJISTAS E FORNECEDORES VINHAM

SOLICITANDO À M&M A REALIZAÇÃO DO EVENTO NA

CAPITAL PAULISTA, EXIGINDO A MESMA QUALIDADE,

PROFISSIONALISMO E A TRADICIONAL PRESENÇA

DAS PRINCIPAIS MARCAS DO SETOR


Eventos Regionais

Equipe da Florence Music

satisfeita com os bons negócios

Equipe Santo Angelo mostra

sua motivação para a feira

Eduardo Chatzoglou

e Sérgio Bianchini, da Sparflex

Equipe da Música Musical Express,

também marcou presença

E como 2010 começa cheio de boas

notícias para o setor (como antevê a

música nas escolas) e sem gripe nem

crise para alarmar e inibir o mercado,

fizemos questão de contribuir com a

nossa: finalmente a Feira da Música

será realizada na cidade de São Paulo.

Já há algum tempo, lojistas e

fornecedores vinham solicitando à

M&M a realização do evento na capital

paulista, exigindo a mesma qualidade,

profissionalismo e a tradicional

presença das principais marcas do

setor, como ocorre Brasil afora. “Varejistas

e fabricantes pediram este

evento. Foi somente com a certeza

de trazer um número maior de lojas

para São Paulo é que optamos por

efetivar a feira”, explica Neves.

Local e data confirmados

A Feira da Música São Paulo irá ocorrer

de 22 a 24 de setembro de 2010, no centro

de convenções do tradicional Clube

Esperia, no bairro de Santana, em São

Paulo. O espaço, com mais de 1.000 m 2 e

capacidade para 2 mil pessoas, foi escolhido

por sua localização estratégica e

pelo ambiente convidativo. “O mercado

precisa de uma opção econômica, que

venha somar, trazendo um número

maior de varejistas a São Paulo nessa

época do ano, além de reunir em

um único local as marcas que realizam

eventos paralelos no mesmo

período, simplificando para o lojista

a possibilidade de realizar bons negócios”,

enfatiza o empresário.

Afinal, os objetivos continuam

os mesmos: estimular negócios, divulgar

o setor, fomentá-lo com informações

úteis e precisas, reunir pessoas e

difundir conhecimento. Fornecedores,

distribuidores, lojistas e consumidores

finais, todos fazemos parte de uma

comunidade maior que se esforça para

fazer a diferença: a da música. •

Para saber mais

Se você tiver interesse em participar

das Feiras da Música promovidas pela

Música & Mercado, acesse o nosso

site: www.musicaemercado.com.br;

ligue para (11) 3567-3022 ou mande

um e-mail: feiras@musicaemercado.

com.br. Estamos esperando por você!

108 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


PAINEL DE NEGÓCIOS


CONTATOS

As empresas abaixo são os anunciantes desta edição. Use estes contatos para obter informações sobre compras

e produtos. Para referência, mencione que você obteve a informação por meio da Música & Mercado.

INSTRUMENTOS

CASIO ...............................................11 3115-0355 • casio.com.br • 71

BENSON ....................................51 3554-3139 • proshows.com.br • 43

EAGLE ...........................11 2931-9130 • eagleinstrumentos.com.br • 59

EQUIPO ................................. 11 2199-2999 • equipo.com.br • 91, 129

GIANNINI .................. 11 4028-8400 • giannini.com.br • 13, 55, 56, 99

HAMMOND ............................. 11 5535-1872 • hammond.com.br • 31

ROLAND ....................................... 11 3087-7700 • roland.com.br • 19

ROZINI ........................................... 11 3931-3648 • rozini.com.br • 95

TAGIMA ..................................... 11 2915-8900 • tagima.com.br • 105

WALDEN ............................ 11 3081-5756 • waldenguitars.com.br • 53

WOLF MUSIC ........................... 11 3081-5756 • wolfmusic.com.br • 14

YAMAHA ....................... 11 3704-1377 • yamahamusical.com.br • 115

AMPLIFICADORES / ÁUDIO PROFISSIONAL

BEHRINGER ................................. 11 2199-2999 • behringer.com • 75

CICLOTRON ................................ 14 3604-6000 • ciclotron.com.br • 9

DECOMAC .................................... 11 3333-3174 •decomac.com.br • 2

ETELJ ............................................... 17 3624-4415 • etelj.com.br • 45

FRAHM ......................................... 47 3531-8800 • frahm.com.br • 63

LEÁC’S .......................................... 11 4891-1000 • leacs.com.br • 107

LEXSEN .................................... 51 3554-3139 • proshows.com.br • 49

LYCO ................................................ 11 3666-5574 • lyco.com.br • 12

METEORO .............11 2443-0088 • amplifi cadoresmeteoro.com.br • 27

MOUG SOUND .......................11 2636-1118 • mougsound.com.br • 17

SENNHEISER ............................... 11 2199-2999 • equipo.com.br • 15

STUDIO R ........................... 11 5031-3600 • www.studior.com.br • 110

UNIC .........................................11 3985-8008 • unicaudio.com.br • 61

VOX STORM ...............................43 3178-4271 • voxstorm.com.br • 41

EMG ............... +1 707 525 9941 • emginc.com/condormusic.com.br • 11

GIBRALTAR ........................11 3158-3105 • musical-express.com.br • 5

LACE ............................................. 11 2199-2999 • equipo.com.br • 39

PLANET WAVES ........................... 11 3158-3105 • musical-express.com.br • 97

QUANTA ...................................... 19 3741-4646 • quanta.com.br • 29

RICO ......................................... 11 4441-8366 • rouxinol.com.br • 101

SPARFLEX ..................................11 2521-4141 • sparfl ex.com.br • 116

SYGNIA ......................................... 11 3255-8045 • sygnia.com.br • 85

VIC FIRTH .............................. 11 3797-0100 • izzomusical.com.br • 23

BATERIA E PERCUSSÃO

C. IBAÑEZ ....................................51 3364-5422 • cibanez.com.br • 67

CONTEMPORÂNEA ... 11 3399-6022 • contemporaneamusical.com.br • 81

LUEN .................................................11 4448-1160 • luen.com.br • 65

MEINL ................43 3324-4405 (Prime) • 92 3234-1588 (C. Borges) • 103

ORION CYMBALS ................ 11 3871-6277 • orioncymbals.com.br • 69

TYCOON ...................+1 909 393 5555 • tycoonpercussion.com.br • 37

DIVERSOS

STUDIO SOUND INTL .............. +1 949 460 9096 • studiosoundintl.com • 16

FEIRAS / EVENTOS

MUSIKMESSE .............. 11 5403-9500 • messefrankfurtfeiras.com.br • 8

NAMM ..............................................+1 760 438 8001 • namm.org • 6

PALM EXPO ...........................+86 10 6409 7408 • palmexpo.com • 10

ACESSÓRIOS

ALBA ................................. 44 3029-9808 • baquetasalba.com.br • 73

CABOS GOLDEN ............... 11 3335-6110 • cabosgolden.com.br • 111

D’ADDARIO.........................11 3158-3105 • musical-express.com.br • 3

DUNLOP ................................ 11 3797-0100 • izzomusical.com.br • 21

ELIXIR .......................................... 11 5502-7800 • elixirstrings.com • 7

Confira o calendário 2010

na pág. 18

112 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR


CINCO PERGUNTAS

Como abrir sua loja virtual

As lojas virtuais são grandes concorrentes de

qualquer comércio físico. Encare o desafio e entre

logo nesse mercado, que não para de crescer

Por Itamar Dantas

Eduardo Cereto:

desenvolvimento e tecnologia

As vendas pela internet vêm

crescendo muito rápido nos

últimos tempos. Segundo a

empresa de consultoria de comércio

eletrônico ‘e-bit’, até o final de 2009

esse mercado cresceu por volta de

28% em relação a 2008 e cerca de 17

milhões de brasileiros realizaram pelo

menos uma compra virtual na vida.

Sua empresa certamente já perdeu

vendas para a internet e você pode,

e deve, aumentar seus lucros abrindo

a sua loja virtual. Eduardo Cereto,

analista de inovação da Direct Performance,

empresa especializada em

Business Inteligence para web,

dá algumas dicas para que você

entre forte nesse mercado.

O que se deve analisar antes

de abrir uma loja virtual?

A loja virtual deve ser utilizada para

atingir novos mercados e expandir

seus lucros. As vendas por internet são

geralmente menos custosas ao bolso

do varejista, uma vez que os custos de

uma loja virtual são tipicamente menores

que os de uma loja normal. Vale

a pena fazer uma pesquisa prévia nas

opções existentes no mercado on-line

para o seu segmento. Se você não tem

concorrentes, ou se seus concorrentes

são muito fracos, apresse-se para ser

pioneiro. Se já existem bons competidores,

tenha certeza de que seu negócio

tem um diferencial.

Quais departamentos da empresa devem

estar envolvidos no novo projeto?

Departamento de vendas, marketing

e TI são geralmente os que mais se envolvem

na criação e manutenção da

presença digital da empresa ou marca.

O departamento de vendas costuma

gerenciar o conteúdo do site, a TI

cuida da infraestrutura e tecnologia,

e o marketing fica com a divulgação e

o relacionamento com o cliente.

EXISTEM VÁRIOS SISTEMAS

GRATUITOS QUE AJUDAM NA

CRIAÇÃO DA LOJA ON-LINE

Deve-se começar com uma loja grande

ou vale a pena expandi-la aos poucos?

Uma loja on-line não precisa ser grande

para ser rentável. Antes de se preocupar

com a quantidade de produtos colocados

à venda, foque em detalhar bem

poucos produtos, criando páginas ricas

em informações, e vá aumentando aos

poucos sua loja virtual. Esteja em constante

mudança e otimização, mas faça

mudanças pequenas para não impactar

seu visitante costumeiro. Você pode

usar ferramentas de Web Analytics

para verificar o comportamento e tendências

de vendas de seu site. Invista em

propaganda, mesmo se o seu negócio

for pequeno. O Google AdWords [www.

google.com/adwords] é uma boa maneira,

a custos flexíveis, de investir e trazer

tráfego de qualidade para seu site.

Quais são os problemas mais comuns

em lojas on-line?

Mais importante do que se proteger

contra as falhas é se preparar para

elas. Tenha um plano de contingência

para atender os clientes via e-mail

ou telefone no caso de falhas no meio

de comunicação principal. Caso um

produto seja colocado à venda por um

preço errado, ou esteja em falta, entre

em contato com o cliente e tente explicar

a situação. Seja transparente e

tenha sempre um canal aberto de comunicação

usando redes sociais.

Cite alguns softwares e sistemas

que podem ajudar o lojista na criação

de sua loja virtual.

Existem vários sistemas gratuitos

que ajudam na criação da

loja on-line, como o Magento

[www.magentocommerce.com]

e o CubeCart [www.cubecart

.com]. Esteja disposto a contratar

uma boa equipe de programadores

ou terceirizar para uma agência no

desenvolvimento desse tipo de aplicação.

É importante ter um canal de

comunicação em redes sociais, porém,

a quantidade de mensagens recebidas

por esses meios pode ser grande e difícil

de gerenciar. Uma boa opção para

isso é o Scup [www.scup.com.br]. Uma

das coisas mais importantes para a

sua loja on-line é ter controle. O Google

Analytics [www.google.com/analytics]

permite que você saiba como cada

usuário interage com seu site, identificando

o que mais traz tráfego e qual o

ponto fraco que faz com que seus clientes

desistam da compra. •

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