500 anos reforma protestante - Revista Cristã

revistacrista

Revista Cristã - (O Cristão Erudito) O Que foi e qual o legado da Reforma Protestante?

Dia 31 de Outubro de 2017, o mundo comemora o 500º aniversário da Reforma Protestante.
É com muita alegria, que disponibilizamos gratuitamente mais uma edição da revista Cristão Erudito, que tratará da história, legado e os principais pontos da Reforma do século XVI.
https://revistacrista.wordpress.com/2017/10/09/500-anos-da-reforma-protestante-outubro2017/

REFORMA PROTESTANTE

COMEMORA 500 ANOS

POR CARLOS SILVA

Olá Querido leitor, é com muita satisfação

que estamos lhe oferecendo esta segunda

edição da revista O Cristão Erudito.

E Hoje falaremos de um dos maiores

acontecimentos históricos e religiosos da

humanidade, a (Reforma Protestante).

Iniciada por volta do século XVI e

aperfeiçoada ao longo dos anos, a Reforma

foi, e continua sendo um manifesto real e

puro dos verdadeiros cristãos, que buscam

por um cristianismo mais puro e ortodoxo

longe de heresias e tradições humanas.

500 anos depois de muita luta, debates e

conquistas, se faz mais que necessário

refletirmos sobre este grandioso

acontecimento e respondermos a nós

mesmos se ainda estamos imersos no

espírito da Reforma ou se já estamos

impregnados de modismos e do pensamento

desviado deste século.

E Para esta questão, é preciso lembrarmos o

que foi a reforma, seu legado histórico no

mundo e porque ainda devemos buscar viver

nela.


O Que Foi, e qual o

legado da Reforma

Protestante?

POR JORGE A. FERREIRA

Dia 31 de Outubro deste ano (2017) é

comemorado o 500º Aniversário da Reforma

Protestante.

Falaremos um pouco sobre este movimento

que mudou consideravelmente não só a

história da Igreja Cristã, como o Mundo em

geral.

É Conhecido por todos, que de alguma

forma estuda sobre esses acontecimentos,

que a data estipulada como sendo o início

da Reforma Protestante é dia 31 de Outubro

de 1517, após o monge agostiniano Martinho

Lutero fixar na porta da catedral de

Wittemberg, na Alemanha 95 teses, que

mostrava os erros e incoerência da Igreja

Católica.

Porém é preciso salientar que cristãos do

mundo todo já haviam expressados sinais de

insatisfação e ansiavam por uma mudança

dentro da cristandade.

Grandes nomes como: Jhon Wyclif, Jhon

Huss, Jerônimo Savonarola e anteriormente

grupos como: Os Albigenses (Puritanos) e os

Valdenses (Seguidores de Pedro Valdo) em

meados do ano 1170 DC. Já ecoavam uma

mudança radical dentro da Igreja, que vivia

tempos de luxúria e desvios doutrinários

significantes.

Mas o grande estopim que culminou nesta

reforma foi sem dúvida, algumas posturas

adotadas pela Igreja Católica como as

indulgências e aspectos relacionados com a

salvação.

Desta forma, é possível afirmar que a

reforma iniciada por Lutero, foi na verdade

um movimento inevitável que aconteceria

mais cedo ou mais tarde.

Já que neste período a sociedade em geral

influenciada pelo pensamento Renascentista, havia

tomado consideravelmente um sentimento de

mudança e reforma.

Lutero influenciado por esses sentimentos e sem

sombra de dúvidas, por um espírito cristão

genuíno, foi certamente a pessoa mais indicada a

realizar tal tarefa.

Após concluir o seu doutorado em teologia,

começou a escrever sermões em salmos, romanos,

gálatas e hebreus. Foi após estes trabalhos que

passou cada vez mais a se desprender do

catolicismo. ''No decorrer destes estudos o papado

soltou-se de mim'' (Martinho Lutero)

E Finalmente em 1517, após calorosos debates com

um outro monge dominicano representante do

papa, que estava na Alemanha cobrando

indulgências, resolveu reagir afixando na porta do

castelo de Wittemberg as 95 teses que

condenavam tais abusos.

Outro fato significativo, nesta época que não pode

ser esquecido e certamente ajudou a difundir as

ideias do protestantismo, foi a criação da Imprensa

por Gutemberg.

Que certamente ajudou muito na divulgação

destas ideias por toda a Alemanha e países

próximos.


Visto essas coisas, é mais que justo dizer

que a Reforma não foi apenas um

movimento produzido por homens e sim um

ato do próprio Deus dos céus. Que a seu

tempo age na história em favor de seu povo.

A Reforma Protestante foi um movimento de

reforma que englobou a política, religião e

cultura e certamente influenciou

grandemente a história da humanidade,

transformando o mundo e a Igreja de Cristo.

O Movimento liderado por Lutero, tinha

como chave mestra a doutrina da

Justificação pela fé e um retorno radical as

escrituras e as origens do cristianismo.

Movidos por esses princípios, a reforma se

espalhou rapidamente por toda a Alemanha

e consequentemente a diversos outros

países da Europa encontrando eco anos

posteriores no mundo todo.

Ao longo desse processo, grandes homens

surgiram no cenário reformado e de forma

brilhante contribuíram para o

fortalecimento e expansão do movimento.

Grandes contribuições foram feitas, não

somente à reforma, mas ao povo em geral.

Enquanto na Alemanha a reforma foi

iniciada e liderada por Lutero, na frança e

na Suíça contou com Jhon Calvino,

Guilherme Farel, Teodoro de Beza, Jhon

Knox e Ulrico Zuínglio.

Princípios Fundamentais da Reforma

No processo da Reforma Protestante foi

sintetizado alguns princípios fundamentais

ou credos teológicos básicos, então

chamados de (05 Solas).

A Palavra Sola, vem do latim e em português

significa ''Somente'', e implicitamente

rejeitam e contrapõe os ensinamentos da

então religião dominante (Igreja Católica).

Sendo assim, ficou definido esses 05 pontos

como sendo essenciais para a vida e prática

cristã.

Sendo eles: Sola Scriptura (Somente a

Escritura), Sola Gratia (Somente a Graça),

Sola Fide (Somente a Fé), Solus Christus

(Somente Cristo) e Soli Deo gloria ( Glória

somente a Deus).

Falaremos resumidamente, sobre estes

princípios fundamentais da fé reformada a

seguir.

Sola Scriptura: (Somente a Escritura)

É preciso relembrar, que a reforma do século XVI,

foi acima de tudo, uma tentativa de volta as origens

do cristianismo e estabelecer um retorno as

escrituras como sendo a autoridade máxima do

crente em oposição a autoridade ''infalível'' do clero.

Portanto com o conceito de somente a escritura, os

reformadores estavam afirmando que a bíblia era a

única fonte de revelação divina escrita por qual o

cristão deve ser avaliado e nela contém tudo que o

homem necessita para a salvação.

A Sola Scriptura é um princípio fundamental da

Reforma e sustenta que as Sagradas Escrituras

possuem primazia sobre a tradição e o magistério

da Igreja.

“Um simples leigo armado com as Escrituras é

maior que o mais poderoso papa sem elas.”

(Martinho Lutero).

Sola Gratia: ( Somente a Graça)

Este princípio é o ensinamento de que a salvação

vem por meio da graça divina ou ´´favor imerecido´´e

não por meio de obras, indulgências ou qualquer

coisa externa a ela.

Sola Gratia é o favor de Deus ao pecador mediante a

pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto

não vem de vós, é dom de Deus.

Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

Efésios 2:8,9


Sola Fide: (Somente a Fé)

Este é o ensinamento de que a Justificação

ou seja (o ato de ser declarado Justo, apenas

por Deus) é recebida somente pela fé sem

necessidade das boas obras em contraste

com a doutrina católica de que o homem é

justificado por obras e fé.

Sola Fide é o entendimento de que o homem

não pode ser justificado por seus méritos e

sim somente pelos de Cristo.

"fé produz justificação e boas obras"

Concluímos, pois, que o homem é

justificado pela fé sem as obras da lei.

Romanos 3:28

Solus Christus: (Somente Cristo)

É o ensinamento de que Cristo é o único

mediador entre Deus e os homens , e não

existe salvação em nenhum outro.

Solus Christus é o princípio que revela o

senhorio de Cristo em contrário aquilo que

se entendia na época, de que o papa era o

vigário de Cristo e Maria a mediadora dos

homens.

Somente Cristo salva e conduz o homem a

Deus.

Soli Deo Gloria: (Glória somente a Deus)

Este é o ensinamento de que a glória é

devida somente a Deus, pois a salvação é

realizada unicamente por sua vontade e

ação, através de Jesus Cristo e o Espírito

Santo.

Soli Deo Gloria é o reconhecimento de que

tudo pertence a ele, inclusive o crente que

deve glorificá-lo em todas as áreas da vida,

seja religiosa ou não.

Estamos partindo para o fim deste artigo, já

vimos um pouco da história (Ainda que

resumida) da Reforma, seus principais

princípios teológicos e agora é preciso

lembrarmos do legado deste grandioso

empreendimento de Deus.

O Legado da Reforma para a Igreja e o

Mundo

Não podemos negar que o maior legado

produzido pela Reforma para a Igreja de

Cristo foi certamente o retorno e apreço

pelas escrituras, levando Lutero a traduzir

as escrituras para o idioma alemão e

produzindo gradativamente o acesso do

povo comum à bíblia, permitindo assim que

pessoas simples pudessem conhecer a Deus.

Porta do Castelo de Wittemberg

A Doutrina da Justificação pela fé e a do sacerdócio

dos santos, defendida pelos reformadores mudou a

maneira dos cristãos de se relacionarem com Deus,

retirando aquele fardo imposto pela religião

dominante e trazendo aquilo que Paulo fala em uma

de suas epístolas ´´Tendo sido, pois, justificados pela

fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus

Cristo; ´´ Romanos 5:1

Além desses importantes avanços e mudança de

paradigmas para a Igreja é preciso lembrarmos, que

o legado da reforma ultrapassa os arraiais cristãos

expandindo-se ao mundo todo, proporcionando o

acesso a educação ao povo, com criações de

diversas universidades ainda no século XVI, e

posteriormente diversas outras que contribuíram

sem sombra de dúvida para o progresso do mundo.

Entre elas, estão as mais renomadas: Harvard (1643)

e Princeton (1746), a Universidade Livre de

Amsterdam (1881) e Yale fundada em (1640).

Além da área educacional, a Reforma certamente

abriu caminho para diversas outras áreas, como a

ciência e até mesmo na economia.

Jorge A. Ferreira

É Presbítero da Igreja Assembléia de Deus, Bacharel

em Teologia, Articulista e Palestrante do Seminário

À Luz da Bíblia.


As 95 Teses fixadas por Lutero no

castelo de wittemberg

“Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em

Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de

Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela

localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e

debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome

do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”

1. Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17],

o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis

que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2. Esta penitência não pode ser entendida

como penitência sacramental (isto é, da

confissão e satisfação celebrada pelo

ministério dos sacerdotes).

3. No entanto, ela não se refere apenas a

uma penitência interior; sim, a penitência

interior seria nula se, externamente, não

produzisse toda sorte de mortificação da

carne.

4. Por consequência, a pena perdura

enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é

a verdadeira penitência interior), ou seja,

até a entrada do reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de

quaisquer penas senão daquelas que impôs

por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não tem o poder de perdoar culpa

a não ser declarando ou confirmando que

ela foi perdoada por Deus; ou, certamente,

perdoados os casos que lhe são reservados.

Se ele deixasse de observar essas

limitações, a culpa permaneceria.

7. Deus não perdoa a culpa de qualquer

pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em

tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8. Os cânones penitenciais são impostos

apenas aos vivos; segundo os mesmos

cânones, nada deve ser imposto aos

moribundos.

9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia

através do papa quando este, em seus

decretos, sempre exclui a circunstância da

morte e da necessidade.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa

aqueles sacerdotes que reservam aos

moribundos penitências canônicas para o

purgatório.

11. Essa cizânia de transformar a pena

canônica em pena do purgatório parece ter

sido semeada enquanto os bispos

certamente dormiam.

12. Antigamente se impunham as penas

canônicas não depois, mas antes da

absolvição, como verificação da verdadeira

contrição.

13. Através da morte, os moribundos pagam

tudo e já estão mortos para as leis canônica


tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo

necessariamente traz consigo grande

temor, e tanto mais quanto menor for o

amor.

15. Este temor e horror por si sós já bastam

(para não falar de outras coisas) para

produzir a pena do purgatório, uma vez que

estão próximos do horror do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem

diferir da mesma forma que o desespero, o

semidesespero e a segurança.

17. Parece necessário, para as almas no

purgatório, que o horror devesse diminuir à

medida que o amor crescesse.

18. Parece não ter sido provado, nem por

meio de argumentos racionais nem da

Escritura, que elas se encontrem fora do

estado de mérito ou de crescimento no

amor.

19. Também parece não ter sido provado que

as almas no purgatório estejam certas de

sua bem-aventurança, ao menos não todas,

mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos

plena certeza disso.

20. Portanto, por remissão plena de todas as

penas, o papa não entende simplesmente

todas, mas somente aquelas que ele mesmo

impôs.

21. Erram, portanto, os pregadores de

indulgências que afirmam que a pessoa é

absolvida de toda pena e salva pelas

indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no

purgatório de uma única pena que, segundo

os cânones, elas deveriam ter pago nesta

vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de

todas as penas a alguém, ele, certamente, só

é dado aos mais perfeitos, isto é,

pouquíssimos

24. Por isso, a maior parte do povo está

sendo necessariamente ludibriada por essa

magnífica e indistinta promessa de

absolvição da pena.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o

purgatório de modo geral, qualquer bispo e

cura tem em sua diocese e paróquia em

particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às

almas não pelo poder das chaves (que ele

não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina mundana os que dizem

que, tão logo tilintar a moeda lançada na

caixa, a alma sairá voando [do purgatório

para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa,

pode aumentar o lucro e a cobiça; a

intercessão da Igreja, porém, depende

apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se todas as almas no

purgatório querem ser resgatadas, como na

história contada a respeito de São Severino

e São Pascoal?

30. Ninguém tem certeza da veracidade de

sua contrição, muito menos de haver

conseguido plena remissão.

31. Tão raro como quem é penitente de

verdade é quem adquire autenticamente as

indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade,

juntamente com seus mestres, aqueles que

se julgam seguros de sua salvação através de

carta de indulgência.

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles

que dizem serem as indulgências do papa

aquela inestimável dádiva de Deus através

da qual a pessoa é reconciliada com Ele.

34. Pois aquelas graças das indulgências se

referem somente às penas de satisfação

sacramental, determinadas por seres

humanos.

35. Os que ensinam que a contrição não é

necessária para obter redenção ou

indulgência, estão pregando doutrinas

incompatíveis com o cristão

36. Qualquer cristão que está

verdadeiramente contrito tem remissão

plena tanto da pena como da culpa, que são

suas dívidas, mesmo sem uma carta de

indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou

morto, participa de todos os benefícios de

Cristo e da Igreja, que são dons de Deus,

mesmo sem carta de indulgência.

38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa

não deve ser desprezado, pois – como disse –

é uma declaração da remissão divina.

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos

é dificílimo exaltar simultaneamente

perante o povo a liberalidade de

indulgências e a verdadeira contrição.

40. A verdadeira contrição procura e ama as

penas, ao passo que a abundância das ...


indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou

pelo menos dá ocasião para tanto.

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre

as indulgências apostólicas, para que o povo

não as julgue erroneamente como

preferíveis às demais boas obras do amor.

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é

pensamento do papa que a compra de

indulgências possa, de alguma forma, ser

comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando

ao pobre ou emprestando ao necessitado,

procedem melhor do que se comprassem

indulgências.

44. Ocorre que através da obra de amor

cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao

passo que com as indulgências ela não se

torna melhor, mas apenas mais livre da

pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem

vê um carente e o negligencia para gastar

com indulgências obtém para si não as

indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não

tiverem bens em abundância, devem

conservar o que é necessário para sua casa e

de forma alguma desperdiçar dinheiro com

indulgência.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a

compra de indulgências é livre e não

constitui obrigação.

48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao

conceder perdões, o papa tem mais desejo

(assim como tem mais necessidade) de

oração devota em seu favor do que do

dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as

indulgências do papa são úteis se não

depositam sua confiança nelas, porém,

extremamente prejudiciais se perdem o

temor de Deus por causa delas.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o

papa soubesse das exações dos pregadores

de indulgências, preferiria reduzir a cinzas

a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele,

a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa

estaria disposto – como é seu dever – a dar

do seu dinheiro àqueles muitos de quem

alguns pregadores de indulgências

extorquem ardilosamente o dinheiro,

mesmo que para isto fosse necessário

vender a Basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança na salvação por meio de

cartas de indulgências, mesmo que o

comissário ou até mesmo o próprio papa

desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles

que, por causa da pregação de indulgências,

fazem calar por inteiro a palavra de Deus

nas demais igrejas.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em

um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais

tempo às indulgências do que a ela.

55. A atitude do Papa necessariamente é: se

as indulgências (que são o menos

importante) são celebradas com um toque de

sino, uma procissão e uma cerimônia, o

Evangelho (que é o mais importante) deve

ser anunciado com uma centena de sinos,

procissões e cerimônias.

56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o

papa concede as indulgências, não são

suficientemente mencionados nem

conhecidos entre o povo de Cristo.

57. É evidente que eles, certamente, não são

de natureza temporal, visto que muitos

pregadores não os distribuem tão

facilmente, mas apenas os ajuntam.

58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e

dos santos, pois estes sempre operam, sem o

papa, a graça do ser humano interior e a

cruz, a morte e o inferno do ser humano

exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja

são os tesouros da mesma, empregando, no

entanto, a palavra como era usada em sua

época.

60. É sem temeridade que dizemos que as

chaves da Igreja, que foram proporcionadas

pelo mérito de Cristo, constituem estes

tesouros.

61. Pois está claro que, para a remissão das

penas e dos casos especiais, o poder do papa

por si só é suficiente.

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o

santíssimo Evangelho da glória e da graça de

Deus.

63. Mas este tesouro é certamente o mais

odiado, pois faz com que os primeiros sejam

os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das

indulgências é certamente o mais benquisto,

pois faz dos últimos os primeiros.

65. Portanto, os tesouros do Evangelho são

as redes com que outrora se pescavam


homens possuidores de riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua

vez, são as redes com que hoje se pesca a

riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus

vendedores como as maiores graças

realmente podem ser entendidas como tais,

na medida em que dão boa renda.

68. Entretanto, na verdade, elas são as

graças mais ínfimas em comparação com a

graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e curas têm a obrigação de

admitir com toda a reverência os

comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de

observar com os dois olhos e atentar com

ambos os ouvidos para que esses

comissários não preguem os seus próprios

sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos

pelo papa.

71. Seja excomungado e amaldiçoado quem

falar contra a verdade das indulgências

apostólicas.

72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta

contra a devassidão e licenciosidade das

palavras de um pregador de indulgências.

73. Assim como o papa, com razão, fulmina

aqueles que, de qualquer forma, procuram

defraudar o comércio de indulgências,

74. muito mais deseja fulminar aqueles que,

a pretexto das indulgências, procuram

fraudar a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais

são tão eficazes a ponto de poderem

absolver um homem mesmo que tivesse

violentado a mãe de Deus, caso isso fosse

possível, é loucura.

76. Afirmamos, pelo contrário, que as

indulgências papais não podem anular

sequer o menor dos pecados venais no que

se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo São

Pedro, caso fosse o papa atualmente,

poderia conceder maiores graças é

blasfêmia contra São Pedro e o Papa.

78. Dizemos contra isto que qualquer papa,

mesmo São Pedro, tem maiores graças que

essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as

graças da administração (ou da cura), etc.,

como está escrito em I Coríntios XII.

79. É blasfêmia dizer que a cruz com as

armas do papa, insigneamente erguida,

eqüivale à cruz de Cristo.

80. Terão que prestar contas os bispos, curas

e teólogos que permitem que semelhantes

sermões sejam difundidos entre o povo.

81. Essa licenciosa pregação de indulgências

faz com que não seja fácil nem para os

homens doutos defender a dignidade do

papa contra calúnias ou questões, sem

dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia

o purgatório por causa do santíssimo amor e

da extrema necessidade das almas – o que

seria a mais justa de todas as causas, se

redime um número infinito de almas por

causa do funestíssimo dinheiro para a

construção da basílica – que é uma causa tão

insignificante?

83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as

exéquias e os aniversários dos falecidos e

por que ele não restitui ou permite que se

recebam de volta as doações efetuadas em

favor deles, visto que já não é justo orar

pelos redimidos?

84. Do mesmo modo: Que nova piedade de

Deus e do papa é essa que, por causa do

dinheiro, permite ao ímpio e inimigo

redimir uma alma piedosa e amiga de Deus,

mas não a redime por causa da necessidade

da mesma alma piedosa e dileta por amor

gratuito?

85. Do mesmo modo: Por que os cânones

penitenciais – de fato e por desuso já há

muito revogados e mortos – ainda assim são

redimidos com dinheiro, pela concessão de

indulgências, como se ainda estivessem em

pleno vigor?

86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja

fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais

crassos, não constrói com seu próprio

dinheiro ao menos esta uma basílica de São

Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro

dos pobres fiéis?

87. Do mesmo modo: O que é que o papa

perdoa e concede àqueles que, pela

contrição perfeita, têm direito à plena

remissão e participação?

88. Do mesmo modo: Que benefício maior se

poderia proporcionar à Igreja do que se o

papa, assim como agora o faz uma vez, da

mesma forma concedesse essas remissões e

participações cem vezes ao dia a qualquer

dos fiéis?

89. Já que, com as indulgências, o papa

procura mais a salvação das almas do que o


dinheiro, por que suspende as cartas e

indulgências, outrora já concedidas, se são

igualmente eficazes?

90. Reprimir esses argumentos muito

perspicazes dos leigos somente pela força,

sem refutá-los apresentando razões,

significa expor a Igreja e o papa à zombaria

dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.

91. Se, portanto, as indulgências fossem

pregadas em conformidade com o espírito e

a opinião do papa, todas essas objeções

poderiam ser facilmente respondidas e nem

mesmo teriam surgido.

92. Portanto, fora com todos esses profetas

que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!” sem

que haja paz!

93. Que prosperem todos os profetas que

dizem ao povo de Cristo “Cruz! Cruz!” sem

que haja cruz!

94. Devem-se exortar os cristãos a que se

esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça,

através das penas, da morte e do inferno.

95. E que confiem entrar no céu antes

passando por muitas tribulações do que por

meio da confiança da paz.

“foi o maior evento, ou série de

eventos, desde o encerramento do

Cânon das Escrituras”

teólogo escocês William

Cunningham

Martinho Lutero nasceu em 10 de novembro

de 1483, em Eisleben. A pedido dos pais se

inscreveu na escola de Direito na

Universidade de Erfurt, mas não chegou a

estudar. Isso porque durante uma forte

tempestade quase foi atingido por um raio.

Como escapou da morte ele entrou para a

ordem dos Agostinianos, de Frankfurt, a 17 de

julho de 1505.


O Muro dos Reformadores.

Da esquerda à direita, estátuas

de Guilherme Farel, João

Calvino, Teodoro de Beza e John Knox.


Série Mártires

Tiago é mencionado por Lucas em Atos dos Apóstolos e segundo descrição ele é filho de

Zebedeu , irmão mais velho de João e parente de Jesus Cristo. (Sua Mãe, Salomé, era prima de

Maria).

Quase dez anos depois da morte de Estevão, Herodes Agripa, assume a Judéia como governador

e com o intuito de reconciliar-se com os Judeus , resolveu empreender uma perseguição ardilosa

contra os cristãos, pretendendo matar seus principais líderes, prendendo o Apóstolo Pedro e

Matando decapitado Tiago.

E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os

maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João.

E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os

dias dos ázimos. (Atos 12:1-3)

Segundo o relato de Clemente de Alexandria (Eminente escritor primitivo), em ocasião da morte

de Tiago,um de seus executores ouvindo a pregação, se jogou em prantos ao chão, arrependido e

pedindo-lhe perdão.

Acabou sendo decapitado juntamente com o Apóstolo. Tiago fiel a Deus e a Cristo foi um dos

primeiros Apóstolos a receber a coroa do Martírio por sua fé.

Estes acontecimentos ocorreram aproximadamente em 44 DC.


No cristianismo, a divisão mais fundamental

entre os homens é entre os salvos e os nãosalvos

(ou como é expressado no sentido

eterno, os eleitos e os réprobos, a linhagem

de Caim e a linhagem de Sete) e, embora

divisões de raça, nação, tribo, língua e

classe sejam reconhecidas, elas não são

primárias; pelo contrário, somos salvos a

despeito delas e, no último dia, se alguém

era rei ou escravo na terra, isso não

importará se ele não está em Cristo. (ver Ap

5.9 e 6.15-17, por exemplo).

O reino dos céus também nunca será

plenamente realizado aqui na terra, nesta

presente era má, e certas coisas, como o

ódio e a pobreza, não podem ser eliminados

porque o pecado continuará até Cristo

voltar. O chamado primário dos cristãos,

portanto, é proclamar o evangelho, que

homens creiam no Senhor Jesus Cristo,

sejam salvos e tornem-se membros do Seu

corpo, a Igreja. Dentro da igreja aqui na

terra, as pessoas podem continuar

membros da mesma raça ou classe, mas

essas divisões são sem importância e, como

o Apóstolo Tiago indica, não deveriam fazer

qualquer diferença entre os crentes.

Adicionalmente, nossa posição na

sociedade humana não deveria ter peso

sobre nossa posição na igreja, e a

fraternidade deveria ser possível (e, muitas

vezes, é) entre o muito rico e muito pobre.

No marxismo, a divisão primária é a de

classe – os “têms” e os “não-têms” , e os

têms tem o que têm porque impedem que

os não-têms obtenham acesso aos meios de

acumular prosperidade material que os

permitira tornar-se têms também. Isso

significa que o rico ficou assim fazendo os

outros ficarem pobres e, enquanto o rico

permanecer rico, o pobre permanecerá

pobre. Portanto, toda a história humana,

para o marxista, é um conflito político entre

oprimidos e opressores, e na teologia da

libertação, que é derivada das teorias

políticas do marxismo, Jesus é o campeão

dos oprimidos que exige a derrubada dos

opressores e a criação de um reino

igualitarista aqui na terra. No marxismo, o

reino pode se realizado aqui na terra via

reeducação e uma reorganização

fundamental a sociedade onde os

opressores perdem suas vantagens e

privilégios matérias ou voluntariamente ou

pela força, e sua prosperidade e influência

são redistribuídos para nos não-têms de

forma que, na teoria, todo mundo tem uma

quantidade igual de riqueza e poder.

Na Teologia da Libertação Negra, a divisão

fundamental é entre brancos (opressores) e

negros (oprimidos), mas há outras

variedades de teologia da libertação como a

Teologia Feminista, que vê a divisão

essencial como sendo entre homens

(opressores) e mulheres (oprimidas), e a


Teologia Queer, que vê a divisão essencial

como sendo entre heterossexuais

(opressores) e homossexuais (oprimidos).

Com frequência, essas correntes correm

juntas para criar um quadro mais amplo de

oprimidos (mulheres, minorias,

homossexuais, transgêneros, etc.)Além

disso – e isso é incrivelmente importante –,

no cristianismo a comunhão primária se

baseia na comunhão em Cristo. Isso

significa que, no cristianismo,

independentemente de raça, nação ou

classe, você é meu irmão ou irmã se somos

ambos crentes no Senhor Jesus Cristo. No

marxismo, por outro lado, a comunhão

primária baseia-se na nossa posição em

comum no conflito político.

Portanto, no marxismo, somos camaradas

se somos ambos membros de uma classe

oprimida lutando contra a opressão. Assim,

para alguém na classe opressora tornar-se

um camarada, ele deve repudiar sua classe e

origem, condenar seus privilégios, livrar-se

de suas vantagens materiais e ativamente

juntar-se ao conflito. Somente, então, ele se

torna um camarada.

Na prática, isso significa que, na teologia da

libertação negra, não pode haver comunhão

real entre negros e brancos até que esses

brancos repudiem sua raça, condenem e

lamentem seus privilégios e ativamente

juntem-se ao conflito político.

Essa ideologias (Cristianismo e Teologia da

Libertação são fundamentalmente

incompatíveis e não podem coexistir na

igreja. Uma inevitavelmente acabará

expulsando a outra.

Andrew Webb

Foi convertido do Paganismo ao

Cristianismo no ano de 1993 e chamado ao

Ministério em 1997.

Atualmente serve a Deus como Pastor e

Plantador de Igrejas (Church Planter for

Providence PCA Mission)

Texto Traduzido e cedido gentilmente por:

Reforma 21


ARQUEOLOGIA

Arqueologia confirma

relato bíblico sobre o rei

Ezequias

Arqueólogos israelenses descobriram em

Laquis (ou Tel Lachish, em hebraico),

Israel, um santuário e um portal da

cidade, datado de 2.900 anos de idade,

que confirmam o relato bíblico sobre os

atos do Rei Ezequias.

De acordo com a Autoridade de

Antiguidades de Israel (AAI), o portal e o

santuário são a prova das medidas

tomadas por Ezequias (12º rei da Judeia),

para abolir as divindades pagãs

cultuadas na cidade. De acordo com o

relato bíblico de 2ªReis 18:4, o rei

Ezequias removeu os altares idólatras,

quebrou as colunas sagradas e derrubou

os postes sagrados. Despedaçou a

serpente de bronze que Moisés havia

feito, pois até àquela época os israelitas

lhe queimavam incenso. Ela era chamada

Neustã.

O portal é a entrada para uma área de

24,5 metros quadrados, onde foram

encontradas seis câmaras orientadas

para a rua principal da antiga cidade. A

seção norte do portal foi escavada

décadas atrás por uma expedição

liderada por arqueólogos do Reino

Unido e da Universidade de Tel Aviv. A

última escavação, realizada este ano,

tem objetivo de revelar o portal

completo.

O tamanho do portal coincide com o

conhecimento histórico e arqueológico

que temos, disse Sa’ar Ganor, diretor da

escavação do IAA.

“De acordo com o relato bíblico, “tudo

ocorreu” perto dos portões da antiga

cidade de Tel Lachish onde esse edifício

foi construído”, destacou Ganor.

O alto escalão social da cidade –

incluindo anciãos, juízes, governadores,

reis e funcionários – sentavam-se nos

bancos, junto à porta da cidade, e estes

bancos foram encontrados em nossa

escavação, disse Ganor.


ARQUEOLOGIA

O Ministro de Assuntos Estratégicos, Ze’ev

Elkin, afirmou que descobertas como essa

confirmam…

“como os contos bíblicos que conhecemos se

transformam em fatos históricos e

arqueológicos, enquanto a investigação

prossegue.”

O portal da cidade em Laquis está agora

exposto e conservado a uma altura de cerca

de 4 metros. A escavação revelou que a

primeira câmara tinha bancos com apoios de

braço, frascos e colheres que foram

utilizados para o carregamento de grãos,

além de outros utensílios como jarros

grandes, cuja suas alças estavam gravadas

com o selo do rei Ezequias, na forma das

letras “LMLK”.

Estes frascos foram provavelmente

relacionados com os preparativos militares e

administrativos do Reino de Judá, na guerra

contra Senaqueribe, rei da Assíria, no final do

século VIII a.C, disse o IAA.

Além disso, os arqueólogos encontraram um

banheiro de pedra instalado na esquina do

portal do santuário, talvez como um meio de

profanação, disse o IAA. A Bíblia menciona

outras descrições de instalações sanitárias

em áreas de culto para fins de profanação.

Por exemplo, o Rei Jeú ordenou a destruição

do culto a Baal em Samaria.

No entanto, esta é a primeira vez que uma

descoberta arqueológica confirmou uma

passagem referindo-se a “latrina” (banheiro,

vaso sanitário) na Bíblia. Testes de

laboratório neste banheiro de pedra,

sugerem que ele nunca foi usado e pode ter

servido apenas com o propósito simbólico

diante do portal do santuário, sendo selado e

depois destruído por Senaqueribe em 701 a.C,

disse o IAA.

Notícia cedida gentilmente por:

Raciocínio Cristão.


A Bíblia de Estudo da Reforma apresenta

um rico e vasto material como notas,

artigos e orações com base em cada livro

das Escrituras Sagradas. Todos os livros da

Bíblia trazem uma introdução sobre o

pensamento de Martinho Lutero, bem como

um amplo esboço com detalhes históricos e

artigos. O objetivo desta publicação é

estimular no leitor a reflexão sobre o legado

trazido pela Reforma e, especialmente,

resgatar as raízes da Reforma Protestante,

ao destacar a centralidade da Bíblia para a

fé e a vida cristã. Para esta Bíblia de Estudo,

adotou-se a consagrada edição Almeida

Revista e Atualizada (RA). Fiel aos originais e

uma das traduções preferidas pelos leitores,

a RA segue a divisão padrão de capítulos e

versículos e traz vários subtítulos que

ajudam o leitor a visualizar rapidamente o

conteúdo das divisões/seções do texto

bíblico. Nesta edição, o texto bíblico

aparece disposto em duas colunas, com

divisão por parágrafos.

RECURSOS

Introdução a cada um dos livros bíblicos

Mapas coloridos

Notas e referência

RECURSOS ADICIONAIS

Introdução aos grupos de livros e a cada

livro bíblico: Cada livro bíblico é precedido

por uma ampla introdução, que traz

informações sobre o livro (autor, data,

propósito) e outros elementos importantes

(lugares, personagens, temas de lei e de

evangelho). Além disso, traz o pensamento

de Martinho Lutero sobre o referido livro,

aponta temas que são desafiadores e que

trazem bênção para o leitor, encerrando

com um amplo esboço de conteúdo. *Mais

de 40 mil notas de rodapé: Explicam termos

ou frases específicos (em itálico) ou

fornecem informações variadas sobre a

Bíblia, como História, Geografia, cultura,

características literárias e Teologia.

Algumas notas trazem palavras

transliteradas do hebraico, aramaico ou

grego. * 2 mil notas de aplicação de lei e

evangelho: Resumem as seções do texto

bíblico, aplicando para o leitor tanto lei

como evangelho e fornecendo um motivo

para que a pessoa ore, pedindo ou

agradecendo. Com isso, a leitura e o estudo

da Bíblia tornam-se um momento

devocional, com crescimento e comunhão

com Deus.


Referências cruzadas: Indicam outros

lugares na Bíblia em que aparece a mesma

ideia. * Referências internas: As notas de

estudo muitas vezes remetem o leitor a

outros recursos desta Bíblia, como

introduções, artigos, gráficos, mapas e

outras notas. Essas referências ajudam o

leitor a aprofundar-se no estudo. Há, ainda,

um Guia de Referência, que facilita a

localização do tema e texto de interesse.

Cerca de 120 quadros, mapas e diagramas.

Mais de 220 artigos e introduções aos livros

e tópicos bíblicos. * Citações dos Pais da

Igreja: Inúmeros pensamentos extraídos do

Livro de Concórdia, bem como da obra de

escritores cristãos antigos, medievais e da

era da Reforma, foram incluídos para dar

ainda mais peso e profundidade às notas.

Mapas coloridos. * Ícones com ênfases

teológicas: Três ícones diferentes apontam

para passagens importantes na Teologia:

O ícone Trindade marca passagens sobre o

Deus Triúno e profecias messiânicas no

Antigo Testamento. - O ícone Palavra e

Sacramentos destaca passagens sobre os

meios da graça. - O ícone Missão indica

passagens sobre a pregação do evangelho.

Notas de aplicação de lei e evangelho,

resumem as seções do texto bíblico,

aplicando para o leitor tanto lei como

evangelho e fornecendo um motivo para

que a pessoa ore, pedindo ou agradecendo.

A Rosa de Lutero: Conheça, a seguir, o

significado de cada elemento desse

símbolo, utilizado com destaque na capa

desta edição da Bíblia.

Cruz (preta): no centro da rosa, lembra que

Deus vem ao nosso encontro com o seu

amor por meio de Jesus crucificado. -

Coração (vermelho): significa que Cristo

agiu na nossa vida por meio da cruz, e que

ela recebe novo sentido, se Cristo for o seu

centro. - Rosa (branca): significa que,

quando a cruz de Cristo tem lugar em nossa

vida, ocorre uma transformação que traz

verdadeira paz e alegria. A cor branca

representa o Reino de Deus. Todas as

promessas de Cristo também são

representadas por essa cor. - Fundo (azul):

Deus está conosco. Podemos viver com e

para Deus, como sinais de seu Reino, já aqui

e agora. Mas a cor azul é também esperança

no futuro, pois lembra a eternidade.

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