Recomeço do Mundo

ideiasconcertadas

Catálogo da exposição de Gonçalo Barreiros no Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, de 2 de junho a 14 de julho de 2018

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Recomeço

do Mundo

Gonçalo

Barreiros


Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Recomeço do Mundo


Gonçalo Barreiros


Círculo Sereia

2 jun – 14 jul

2 Jun – 14 Jul

2018

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Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Biografia

Gonçalo Barreiros

Gonçalo Barreiros vive e trabalha em Lisboa. É formado em Escultura

pela escola Ar.Co e mestre em Belas Artes, pela Slade School of Fine

Arts de Londres, com a bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 2004, fez a residência artística atribuída pela CML em Budapeste.

Das suas exposições individuais, destacam-se: Vraum, Chiado 8

(Lisboa, 2013); n.º 17, Empty Cube, no CAPC – Círculo de Artes Plásticas

de Coimbra (2013), e Woodpecker, na Ermida de Bélem (Lisboa, 2012).

O seu trabalho integra várias exposições coletivas — nomeadamente

Involuntary Memory, Luís Adelantado (Valência, 2017); Sala dos Gessos,

Museu da Eletricidade (Lisboa, 2016); Sem título é um bom título, Ar

Sólido (Lisboa, 2016); Materiais Transitórios, Sociedade Nacional de

Belas Artes (Lisboa, 2016); Canal Caveira, Cordoaria Nacional (Lisboa,

2015); O Riso, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2012); Plus 1, Perry

Rubenstein Gallery (Nova Iorque, 2010); Triangle Room (Programa

Curatorial do Chelsea College of Art and Design, 2008) — e o Prémio

EDP – Novos Artistas, Museu de Serralves (Porto, 2003).

Nos últimos anos, tem apresentado regularmente o seu trabalho

na Galeria Vera Cortês, destacando-se as suas exposições individuais

3/4 (2006), quero eu fazer as coisas… (2008), Nosey Parker e, mais

recentemente, Declaração Amigável (2017).

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Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

O que resta é um paradoxo

Referi uma vez o artista Bruce Nauman, a propósito do trabalho de

Gonçalo Barreiros, num livro trabalhado a quatro mãos, entre mim e

o artista, 1 no que respeita ao contexto da sua utilização da palavra nas

obras e nos títulos destas. A questão que me levou a apontar o fonema,

a palavra escrita, a sua locução, ou a inscrição resgatada a um objecto

apropriado e, posteriormente, recontextualizado — como, por exemplo,

Sem título, Tampa de esgoto, de 2008 — mantém-se presente e é

absolutamente indissociável da poética e do carácter disruptivo do seu

trabalho, mas também da sua ressonância com a manualidade do trabalho

de escultor e a sua dimensão conceptual.

Recomeço do Mundo é o título de uma instalação de grandes, e variáveis,

dimensões que ocupa as três salas da arquitectura equilibrada e

funcional que caracteriza o espaço do CAPC, o Círculo de Artes Plásticas

de Coimbra. Esta obra é trabalhada a partir de restos, desperdícios

de outras obras, sendo aqui conveniente recordar a exposição realizada

na Galeria Vera Cortês, sob o título Declaração Amigável 2 , também

com uma única obra no espaço da galeria. Nesta obra, datada de 2017,

Gonçalo Barreiros esventrava a galeria, deixando o seu espaço amplo

quase intocado, utilizando apenas uma parede com o sentido de concentrar

o corpo do espectador em confronto com os círculos informes que

constituem essa escultura, que nos reenvia para modelos de câmaras de

ar de diferentes dimensões pertencentes a velocípedes ou outros veículos

motores. Mas esses objectos encostados, como se estivessem numa oficina

a aguardar a resolução da hipotética «declaração amigável», remetem

para um paradoxo relacional entre a possibilidade remota da referência

utilizada e a operatividade do objecto artístico enquanto palimpsesto

do seu significado material e simultaneamente da sua nomeação, que

se perpetua na reinscrição da palavra na nossa memória.

Nas duas obras que refiro, existem algumas aproximações e outras

tantas contradições. O que as aproxima, além do factor humano presente

na manualidade que o trabalho do ferro ou do aço exige, é o pensamento

sobre o espaço e o seu contexto, patente na forma como são expostas,

ocupando de forma diversa todo o espaço, onde a obra e o seu contentor

se fundem como um objecto singular e específico. Concorre para esta

aproximação a disposição do título, como já mencionei, e acentuo o

termo «disposição», dado que este é de tal forma operativo e desestabilizador

dos vários sentidos que as obras vão activando, fazendo parte

da composição destas, tal como a pintura que reveste os metais de que

são feitas e que têm uma enorme importância no tempo de observação

e na estranheza a que é sujeito o espectador.

1. Tardoz, ed. Vera

Cortês Art Agency,

2014.

2. http://www.

veracortes.com/

exhibitions/

archive/2017

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Recomeço do Mundo Gonçalo Barreiros

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Por um lado, o Recomeço do Mundo é na sua totalidade uma metáfora

da reinvenção do mundo enquanto experiência subjectiva da obra que

se mostra na intermitência do seu reflexo lumínico e da extensão das

salas do CAPC, e que reaparecendo desaparece por entre fios de cor,

lâminas polícromas ou corpos helicoidais que aparentemente nos

guiam o olhar. Mas esta não é uma obra para observar num exercício

de aproximação e distanciamento em que se reconhecem as diferenças

de grandeza entre as formas e os micro-acontecimentos que estas

encerram. Aparece-nos como uma paisagem que, ao ser percorrida, nos

faz sentir a inabilidade do corpo que a pode ferir, por exemplo, pisando-a,

o que nos coloca perante a contingência do espaço frente ao corpo que

já não o reconhece. Por isso, é provável que seja necessário recomeçar

a reaprender a olhar, a reconstituir a nossa corporalidade com uma

capacidade perceptiva que poderíamos identificar como performativa.

Mas a performatividade não é a intenção do artista, porque a pulsão

que está na base desta imensidão é apenas uma aritmética simples que

adiciona elementos na sua composição espacial e na dimensão que estes

podem acrescentar a outros. Todos provenientes do desbaste, da acção

transformadora que outras obras exigiram e que foi ficando como se o

ateliê fosse, no seu limite, excessivo: um imenso repositório de memórias

e de procedimentos. E no final, essas sobras são nada menos do que a

matéria iniciática e necessária para repensar uma ideia de espaço sem

perder de vista o local da exposição e as suas condições arquitectónicas.

Mas, por outro lado, o trabalho de Gonçalo Barreiros é pautado por

uma disciplina austera que se concentra nas condições e relações que a

sua obra pode criar na exposição enquanto dispositivo perceptivo que

vai accionar todos os sentidos humanos. Seja através de um desenho, do

som, de um ruído, de uma palavra, de um zumbido ou de uma estridência

metálica; mas, também, da instabilidade do equilíbrio, da diferença de

escalas e proporções, ou da ausência da cor e, paradoxalmente, da sua

presença multifilar, entrecortada em planos e linhas dispersos como se

uma anamorfose se apoderasse do espaço. Neste caso em concreto, dos

três espaços das galerias.

Em Recomeço do Mundo, Gonçalo Barreiros reconfigura uma ideia

que se materializa como um comentário ao caos, não ao caos cósmico,

mas a uma ideia de caducidade das normas e da métrica que a escultura/

instalação indexa a esse estado iniciático que se constrói a partir do que

já não é nomeável, já não tem forma que o defina e, por isso mesmo, é

uma matéria em estado puro, pronta a ser trabalhada como se fosse a

primeira vez, embora contendo todas as anteriores que ali (re)começam.

Contudo, esta exposição, tal como a obra que inicialmente referi, Sem

título, Tampa de esgoto, de 2008, é uma tentativa, e um desafio, que diz

respeito a uma questão importante na história da arte: a especificidade

de uma obra num contexto e num espaço determinado, e não qualquer

outro. O que me faz recordar, e retomar, uma citação de Richard Serra

que passo a transcrever: «The specificity of site-oriented works means

that they are conceived for, dependent upon, and inseparable from their

location. Scale, size, and placement of sculptural elements result from an

analysis of the particular environmental components of a given context.

The preliminary analysis of a given site takes into consideration not only

formal but social and political characteristics of the site.» 3

O projecto para as galerias do CAPC é uma proposta que encerra em

si mesma a reconstrução desse espaço enquanto lugar de trabalho que

se prolonga sem princípio nem fim que o defina, pois, ao entrarmos nele,

constituímo-nos como uma parte do seu movimento perpétuo que só

ali pode ter a sua existência, independentemente do devir, mas sem

dúvida como um desenho que introduz um vínculo orgânico no rigor

e na memória da sua arquitectura.

João Silvério*

3. Ver Richard Serra,

«from the Yale

Lecture», in Art in

Theory 1900-2000:

an anthology of

changing ideas -

Malden, Oxford and

Victoria: Blackwell,

2006 (new edition),

p. 1098.

* O autor não segue

o recente Acordo

Ortográfico.

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Recomeço do Mundo Gonçalo Barreiros

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Biography

Gonçalo Barreiros

Gonçalo Barreiros lives and works in Lisbon. He studied Sculpture

at the Ar.Co school and has a master’s in Fine Arts from the Slade

School of Fine Arts in London, under a scholarship from the Fundação

Calouste Gulbenkian.

In 2004 he had an artistic residency in Budapest, assigned by the

Lisbon City Council.

Among his individual exhibitions, the following can be highlighted:

Vraum, Chiado 8 (Lisbon, 2013); no. 17, Empty Cube, in CAPC – Círculo

de Artes Plásticas de Coimbra (2013), and Woodpecker, in Ermida de

Bélem (Lisbon, 2012).

His work is part of several collective exhibitions – namely Involuntary

Memory, Luís Adelantado (Valencia, 2017); Sala dos Gessos, Museu

da Eletricidade (Lisbon, 2016); Sem título é um bom título, Ar Sólido

(Lisbon, 2016); Materiais Transitórios, Sociedade Nacional de Belas

Artes (Lisbon, 2016); Canal Caveira, Cordoaria Nacional (Lisbon, 2015);

O Riso, Museu da Eletricidade (Lisbon, 2012); Plus 1, Perry Rubenstein

Gallery (New York, 2010); Triangle Room (Chelsea College of Art and

Design Curatorial Programme, 2008) – and the EDP Award for New

Artists, Museu de Serralves (Porto, 2003).

In recent years, he has regularly exhibited his work in Galeria Vera

Cortês, with highlights being his solo exhibitions 3/4 (2006), quero eu

fazer as coisas… (2008), Nosey Parker and more recently, Declaração

Amigável (2017).

What remains is a paradox

I once mentioned Bruce Nauman’s work while writing about

the work of Gonçalo Barreiros in a book authored by both of

us. The reference focused on his use of the written word in

his pieces and in their titles. Taken from appropriated and

recontextualized objects, as in Untitled, Manhole Cover (2008),

phonemes, the written word, their utterance or inscription have

a central importance in Barreiro’s disruptive work and poetics,

resonating with the craftsmanship and conceptual facet of the

sculptor’s work.

Recomeço do Mundo [The Renewal of the World] is the title

of a large-scale installation with varying dimensions that takes

up three rooms of the functional and balanced architecture of

the CAPC — Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. The piece

was produced using leftovers, detritus from other works. It is

relevant to recall the exhibition Declaração Amigável, presented

at Galeria Vera Cortês in 2017, also a single piece occupying

the whole gallery. In this work, Gonçalo Barreiros eviscerated

the gallery space, concentrating his work on a single wall and

directing the body of the spectator towards a confrontation with

the warped circles that made up the sculpture, reminiscent of the

inner tubes used in bicycles and other vehicles. Against the wall,

these objects seemed to wait for the resolution of an accident

report [Declaração Amigável, literally “Friendly Statement”, is

the Portuguese expression used to designate a mutual accident

statement] but refer to the relational paradox between the remote

possibility of the reference they imply and the operativity of

the art object as the palimpsest of its material meaning and of

its designation, perpetuated in the re-inscription of the word in

our memory.

In these two works I’m describing, one can find some

approximations and some contradictions. Besides the human

factor present in the craftsmanship of working with iron, what

brings them together is the contemplation of their space and

context, which transpires in the way they are displayed, taking

up the entirety of the space in diverse ways, fusing the work and

its container into a singular and specific object. Contributing to

this approximation, the disposition of the title — and I underline

the word “disposition”— is of such importance, enabling and

destabilizing the several meanings activated by the works, that

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Recomeço do Mundo Gonçalo Barreiros

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

we must see it as part of their composition, just like the paint

that coats the metal they are made of.

On the one hand, Recomeço do Mundo is a metaphor of the

reinvention of the world as a subjective experience of the work

of art, revealed in the intermittence of its luminous reflection

and in the space of the rooms of the CAPC, reappearing and

disappearing between threads of colour, polychrome vanes

or helicoidal bodies that, seemingly, guide our gaze. But this

is not a work one looks upon in an exercise of approximation

and separation, or just by recognizing the differences in scale

between the shapes and the microevents they encapsulate. It

is a work that presents itself to us as a landscape that makes us

feel the inaptitude of a body that may damage it, as we fear to

step on it and recognize the contingency of a space that is no

longer recognized by that body. Because of this, it is probably

necessary for us to start again and learn how to see once more,

reconstituting our corporeality within a performative perceptual

capacity. But performativity is not the intention of the artist,

because the drive behind this immensity is nothing more than

a simple arithmetic that adds elements to a spatial composition,

considering the dimension which one adds to the other. They

are all the result of thinning, of a transformative action which

was demanded by other pieces, scraps deposited in the studio,

an immense repository of memories and procedures. In the end,

these scraps are nothing less than the initiatory and necessary

memory, one that makes us rethink the notion of space without

losing sight of the place of the exhibition, and of its architecture.

On the other hand, the work of Gonçalo Barreiros is marked by

an austere discipline, focused on the conditions and relations that

it creates, a perceptual device that activates all our senses: using

a drawing, a sound, a noise, a word, a hum, or a metallic trill, but

also the instability of a balance, a difference in scale or proportion,

the absence of colour and, paradoxically, its interwoven presence,

shifting through different planes and lines — an anamorphosis

invading the three exhibition spaces.

In Recomeço do Mundo, Barreiros reconfigures an idea that

materializes as a commentary on chaos, not the cosmic chaos, but

an idea that refers to caducity of the norms and metrics indexed

by sculpture/installation to that initiatory state that is built from

what is nameless and shapeless; it has thus become pure matter,

ready to be worked upon as if it were the first time, but also the

container of all the previous shapes. However, just like the first

piece I referred to in this text, Untitled, Manhole Cover (2008), this

exhibition is both an attempt at and a challenge to a key issue

in the history of art, the specificity of a work of art in a certain

context and space, to the exclusion of all others. Concerning this

issue, the words of Richard Serra come to mind: “The specificity

of site-oriented works means that they are conceived for,

dependent upon, and inseparable from their location. Scale, size,

and placement of sculptural elements result from an analysis of

the particular environmental components of a given context. The

preliminary analysis of a given site takes into consideration not

only formal but social and political characteristics of the site.” 1

The project for the galleries of the CAPC is a proposal that

invites a reconstruction of those spaces, transforming them into

a working space that is not defined by visible boundaries. As

we enter it, we become part of a perpetual motion that is only

possible there, unknowing of our future, but enlightened by a

drawing that offers us an organic bond to the thorough memory

of its architecture.

1. See Richard Serra,

«from the Yale

Lecture», in Art in

Theory 1900-2000:

an anthology of

changing ideas -

Malden, Oxford and

Victoria: Blackwell,

2006 (new edition),

p. 1098.

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Exposição Exhibition

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Gonçalo Barreiros

Círculo Sereia

sáb 2 jun - sáb 14 jul

Sat 2 June – Sat 14 July

Produção Production

Ana Sousa

Catarina Bota Leal

Assistência à produção

Production assistants

Jorge das Neves

Ivone Cláudia Antunes

Montagem Installation

Jorge das Neves

Fotografia Photography

Jorge das Neves

Texto Text

João Silvério

Revisão de texto

Proofreading

Carina Correia

José Gabriel Flores

Design gráfico

Graphic design

Joana Monteiro

Assessoria de imprensa

Press office

Isabel Campante | Ideias

Concertadas

Agradecimentos

With thanks to

Galeria Vera Cortês

Apoios institucionais

Institutional support

Catálogo Catalogue

Coordenação editorial

Editorial coordination

Ana Sousa | CAPC

Texto Text

João Silvério

Revisão de texto

Proofreading

Carina Correia

Dave Tucker

Revisão de texto curatorial

Curatorial text proofreading

José Gabriel Flores

Tradução Translation

José Roseira (texto curatorial)

Dave Tucker

Fotografia Photography

Jorge das Neves

Design gráfico

Graphic design

Joana Monteiro

Direção de arte Art direction

João Bicker

Edição Published by

CAPC — Círculo de Artes

Plásticas de Coimbra

Tipografia Typeface

Outsiders, desenhada em

2010 por Henrik Kubel,

a2-type

Impressão Printing

Nozzle, Lda.

Este catálogo foi impresso

em Coimbra, em novembro

de 2018.

This catalogue was printed

in Coimbra, in November

2018.

ISBN 978-989-99917-6-7

DEP. LEGAL

LEGAL DEPOSIT

xxxxxxxxxxxxxx

Círculo de Artes Plásticas

de Coimbra

Direção Directors

Carlos Antunes

Désirée Pedro

Valdemar Santos

António Melo

Ana Felino

Assembleia-Geral

General Assembly

Armando Azevedo

Ivone Cláudia Antunes

Manuela Azevedo

Conselho Fiscal

Supervisory Board

João Bicker

Luísa Lopes

Joana Monteiro

Conselho Artístico

Artistic Board

António Olaio

Pedro Pousada

Círculo Sede

Rua Castro Matoso, n.º 18,

3000–104 Coimbra

Círculo Sereia

Casa Municipal da Cultura,

Piso -1

Parque de Santa Cruz,

Jardim da Sereia,

3001–401 Coimbra

Horário de Funcionamento

Opening Hours

ter-sáb, 14 h–18 h

Tues-Sat, 2 p.m. – 6 p.m.

T: 910 787 255

geral@capc.com.pt

capc.com.pt

anozero@capc.com.pt

anozero-bienaldecoimbra.pt

Todos os direitos são reservados.

Este catálogo não pode ser

reproduzido, no todo ou em parte,

por qualquer forma ou meios

eletrónicos, mecânicos ou outros,

incluindo fotocópia, gravação

magnética ou qualquer processo

de armazenamento ou sistema de

recuperação de informação, sem

prévia autorização escrita dos

editores e dos artistas.

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in part, in any form or by any means

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written permission of the publishers

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Front and back cover image

Recomeço do Mundo, 2018

Inox Stainless steel

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