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Edição 09 - Revista Winner ABC

Entrevista Especial com Rogério Dutra Silva. Leia na Integra. Revista Winner ABC é a revista de tênis da sua região. Aqui você encontra dicas sobre saúde, prevenção de lesões, torneio, técnicas e muito mais.

Entrevista Especial com Rogério Dutra Silva. Leia na Integra.
Revista Winner ABC é a revista de tênis da sua região. Aqui você encontra dicas sobre saúde, prevenção de lesões, torneio, técnicas e muito mais.

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A REVISTA DE TÊNIS DO ABC

Distribuição gratuita

ANO 3 • EDIÇÃO 9 • ABR. / MAI. / JUN. 2018

Marcelo Zambrana/DGW Comunicação

EXEMPLO

Rogerinho ainda não se aposentou,

mas história, garra e atitudes já

deixam legado para o tênis brasileiro

Torne-se já um visionário de SUCESSO, invista

agora em criptomoedas, a TECNOLOGIA que

Revista Winner | 1

está revolucionando a era digital (11) 96497-7381

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Revista Winner | 2

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Revista Winner | 3


Expediente

A Revista WINNER é o veículo de

divulgação do esporte para o Grande

ABC, direcionada aos esportistas

e empresários da região, com sua

distribuição gratuita.

Editor responsável

Antonio Kurazumi

antonio@revistawinner.com.br

Supervisão editorial

Guilherme Menezes

guilherme@revistawinner.com.br

Supervisão comercial

Rodrigo Rocha

comercial@revistawinner.com.br

Jornalista responsável

Antonio Kurazumi (MTB: 54.632)

Direção de arte e diagramação

Rodrigo Rocha

Fotos

Marcello Zambrana, Gaspar Nóbrega,

Ricardo Moreira, DGW Comunicação,

Rodrigo Rocha e Divulgação

Colaboradores

Carlos Alberto Soares de Souza, Neusa

S. Oguihara de Souza, Ricardo Coelho,

André Lima e Edson Santos

Editoração e comercialização

Imagem Brasil Produções

Impressão

FortPress Gráfica e Editora Eireli EPP

Rua Xavantes , 434 - Vila Pires

Santo André - SP - Tel: (11) 4810-6830

Tiragem desta edição

3.000 exemplares

Os artigos publicados nesta revista

expressam exclusivamente a opinião

de seus autores e são de sua inteira

responsabilidade.

Rua Yolanda Suppi Bosqueiro, 40

Jd. Belita - São Bernardo do Campo - SP

CEP: 09851-350

Tel.: (11) 4392-7184

facebook.com/revistawinnerabc

www.revistawinner.com.br

A ‘bailarina’ jamais morrerá

O

editorial de uma revista - ou de outros veículos de comunicação - é um espaço

de opinião, onde os leitores têm a oportunidade de conhecer a visão dos

profissionais que trabalham nessa mídia. Com esse foco, apresentamos os temas

que serão tratados nas páginas seguintes. Não poderíamos dar início a esse texto sem

lembrar da perda física de Maria Esther Bueno. A ‘bailarina’, apelidada carinhosamente

assim pela forma como se movimentava em quadra, se afastou de todos nós perto do

fechamento da 9ª edição da Winner. Que tristeza. A saudade vai ficar, mas não podemos

deixar uma das maiores atletas do Brasil morrer em nossas mentes.

Para entendermos o tênis nacional, o passado, presente e projetar o futuro, precisamos

saber sobre a história de Maria Esther. Compreender que a ex-jogadora se destacou

em um momento que as mulheres não eram bem vistas no esporte. Poucas sequer

praticavam o tênis à época no país. Se não fossem os treinos exaustivos com o irmão,

inclusive o jogo na rede, talvez ela nem teria vencido na grama de Wimbledon por três

vezes em simples - pela falta de apoio de dirigentes.

O reconhecimento não veio nem após a morte, bem diferente do tratamento que

recebia fora do Brasil. Perdemos a chance de aprender mais com Maria Esther Bueno,

de aproveitar o seu legado e massificar o tênis por aqui. E se há pessoas que sabem

pouco sobre ela, desperdiçamos informações valiosas para melhorar a modalidade.

Não temos mais uma das melhores de todos os tempos por perto, que outros grandes

nomes sejam escutados pelos dirigentes para fazer o tênis emplacar. Que a história

e atitudes de Rogério Dutra Silva, capa desta edição, se transformem em mote para

os nossos juvenis. Sem condições financeiras, pagou o “preço” de verdade e só foi ter

uma equipe completa ao seu lado apenas recentemente. Sem reclamar, como muitos

fazem, apenas lutando.

Quando falamos do desenvolvimento do tênis, devemos ter em mente um trabalho

integrado. Maria Esther Bueno não usufruiu, como a geração atual pode, da ciência e

da tecnologia. Se tivesse o acesso, poderia ter acumulado mais troféus na carreira - a

ex-tenista ficou longo tempo distante das quadras por conta de lesões. Entrevistamos

o respeitado fisiologista Ricardo Takahashi, que aborda o tema prevenção de lesões.

Pasmem, mesmo com profissional desse gabarito à disposição e todas as condições que

a ciência apresenta, muitos tenistas ainda ignoram essa parte importante na carreira.

Também tocamos em outro assunto em que o Brasil sofre: a transição do juvenil para o

profissional. A Winner entrevistou dois nomes do ABC tidos como promessa do país: Igor

Gimenez e Ana Paula Melilo, que deu até autógrafo em Roland Garros. A trajetória dos

dois podem servir de referência. O conhecimento, fruto de muito estudo, é oferecido

mais uma vez pela dupla Ricardo Coelho e André Lima.

A mensagem que fica é: cada um fazendo sua parte, devemos todos honrar o esporte

de Maria Esther Bueno.

Boa leitura!

EQUIPE WINNER

Revista Winner | 4


SUMÁRIO

06

Mulheres da Liga ABC se

apresentam em Campinas

08

QUADRA VALIOSA - CLUBE 1º

DE MAIO - SANTO ANDRÉ

09

AO LADO DO ESTÁDIO, TÊNIS

PARA TODOS

10

IGOR GIMENEZ:

SEM MEDO DA TRANSIÇÃO

11

COLUNA: ANDRÉ LIMA

TEM CERTEZA QUE ESTÁ COM

A RAQUETE CORRETA?

12

ESPECIAL:

NÚMERO 1 DOS BRASILEIROS

ROGÉRIO DUTRA

16

aninha: Bem-vindo,

profissionalismo

17

FALA LEITOR:

MIAMI OPEN 2018

18

COLUNA:

RICARDO COELHO

19

SAÚDE:

A DIETA DE DJOKO SOB OLHAR

DO CONTEXTO

20

LESÕES:

ENTREVISTA COM

DR. ricardo Takahashi


NO INTERIOR

Mulheres da Liga ABC se

apresentam em Campinas

Damas fazem jogo duro e

seguem com o legado de

expandir o tênis entre O

PÚBLICO FEMININO

O

resultado não importa muito, mas

fica o legado de incentivar o tênis

entre as mulheres. Está aí uma das

motivações para os amistosos femininos da

Liga ABC. Recentemente, em junho, as damas

enfrentaram o Tênis Clube de Campinas, em

Sousas. A equipe regional perdeu por 12 a 10. O

time foi composto por 22 tenistas, divididas em

três categorias, de acordo com o nível de jogo.

“Não importa o resultado, acho que vale mais

conhecermos outras pessoas que gostam deste

esporte”, explicou Neusa Oguihara, dirigente da

Liga ABC. “Os amistosos existem há muitos anos

com o apoio dos clubes da região. É bastante

positivo esses jogos para aumentar nosso círculo

de amizades, praticar tênis, bater papo e tirar o

dia para se divertir”, acrescentou.

Enquanto isso, os campeonatos da Liga seguem

a todo o vapor, a despeito dos feriados e o

início da Copa do Mundo - que atrapalharam

um pouco o planejamento. Restam cinco etapas

para o término da temporada 2018.

Revista Winner | 6

Crédito: facebook oficial da Liga ABC de Tênis


GALERIA ETAPAS MASCULINAS - LIGA ABC

EM BREVE!

INFORMAÇÕES

revistawinner.com.br

11 4392-7184

Parceria:

Organização:

Crédito: facebook oficial da Liga ABC de Tênis

A REVISTA DE TÊNIS DO ABC

Revista Winner | 7


empreendedorismo

Quadra valiosa

Antonio Kurazumi

Celeiro de tenistas,

andreense Primeiro de

Maio investiu em piso

sintético para aumentar

número de praticantes

Uma única quadra é capaz de provocar

transformações e formar talentos aos

montes para o tênis brasileiro. O efeito

pode ser mais impactante se a modernidade

caminhar lado a lado. A receita já se mostrou

acertada pelo Primeiro de Maio Futebol Clube,

de Santo André, que trabalha para dar saltos

ainda maiores com a modalidade.

As atividades do tênis tiveram início no clube

andreense em 1981, com a construção da

quadra rápida - idealizada por sócios que

praticavam o esporte em lugares distantes.

Nesse período, ocorreram discussões em

torneio da elitização do esporte. Segundo

informou a agremiação, a partir dos anos

90, com o esporte mais solidificado na parte

de sociabilização e competitiva, o piso foi

substituído pelo tipo lisonda.

Uma quadra, é o que o tênis precisa para se

desenvolver. Desde então, o Primeiro de Maio

se orgulha de ter revelado nomes importantes

para a modalidade, entre eles Luiz Sgarbi,

Adriano Klerer e Bruno Mollo, conforme

recordam os integrantes do tênis no local.

Atualmente, a quadra é utilizada para

aulas (curso esportivo, como os dirigentes

preferem classificar) e recreação. “Também

temos torneios internos (de simples e de

duplas) e campeonatos externos interclubes

(geralmente envolvendo clubes da Região do

ABC). São organizados pelo Departamento de

Esportes, com a ajuda da diretoria do tênis.

Usam o espaço por volta de 120 associados”,

enumerou o diretor da área de tênis, Alberto

Venceslau Prata Matos.

A história no tênis tem todas as condições

para ser reescrita. Há cerca de um ano, a

quadra foi reformada graças a um sistema

de amortecimento chamado “cushion” entre

as camadas do piso. Com ele, de acordo com

especialistas, a quadra fica mais macia, exige

baixa manutenção por ter material resistente à

chuva, poluição e raios UV.

“Contratamos uma empresa especializada em

reformas e construção de quadra de tênis

para fazer esse serviço. A Diretoria Executiva,

empenhada em trazer ao associado um espaço

moderno e confortável, programou e destinou

verba de investimento em melhorias para

a área do tênis. Não só o piso foi renovado,

mas trocamos a iluminação, pintamos o

espaço, fizemos banco com cobertura para

os jogadores e um novo placar”, acrescentou

Matos.

Agora, o Primeiro de Maio parte para o próximo

objetivo: trazer mais praticantes para o tênis.

“A ideia é continuar e manter a área do tênis

o mais moderna e confortável possível para

os associados”. O clube só pode aumentar seu

tamanho verticalmente, por isso a construção

de uma nova quadra para o tênis é difícil.

“Temos equipe que

representa as cores

do Primeiro de Maio em

torneios interclubes em

suas devidas categorias

e se destacando a nível

estadual. A equipe

também defende a

cidade de Santo André

nos Jogos Regionais do

Idoso”

Alberto Venceslau Prata Matos

Divulgação

Revista Winner | 8


EMPREENDEDORISMO

Ao lado do estádio,

tênis para todos

Antonio Kurazumi

No 1º de Maio, em São

Bernardo, munícipes têm

duas quadras de saibro

à disposição de segunda

a sábado; basta fazer

carteirinha e seguir

‘cartilha’

Nem parece verdade. Para ter acesso às

quadras de tênis do 1º de Maio, em São

Bernardo, os munícipes precisam passar

pela portaria. A passagem, porém, é liberada

para quem mora na cidade e tem a carteirinha

que permite o uso gratuito das duas quadras

de saibro. A modalidade é praticada ao lado do

famoso estádio de futebol, administrado pela

Secretaria de Esportes.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura,

o espaço para o tênis foi inaugurado em 20 de

agosto de 1968, junto do próprio estádio, do

salão de tênis de mesa e da pista de atletismo.

Ainda de acordo com a administração, à época

já havia procura pelo tênis em espaços públicos

na cidade.

Para solicitar a carteirinha e jogar no 1º de Maio,

o morador só tem de preencher cadastro na

administração do local e apresentar comprovante

de residência, cópia do RG e duas fotos. Depois,

basta respeitar as regras de utilização (uma

espécie de “cartilha”), que, por exemplo, proíbe

aulas particulares - com exceção de autorização.

O uso das quadras é feito por ordem de chegada,

sendo que todo o tenista é obrigado a colocar

a carteirinha no quadro - como uma forma de

organização. Se há espera, as partidas só podem

ter um set e assim vai sendo feito o rodízio de

jogadores. O espaço fica aberto de segunda a

sábado, das 7h às 22h. “A exceção é quando há

jogos oficiais no estádio de futebol”, informou a

Prefeitura, por meio da assessoria de imprensa.

A própria Secretaria de Esportes se

responsabiliza pela manutenção, conforme

informações do administrador das quadras.

São quatro funcionários para executar os

serviços de limpeza e outras necessidades. Os

custos estão inseridos no orçamento de todo

o complexo do 1º de Maio. No fim, os próprios

jogadores ajudam na preservação das superfícies

de saibro, que exigem manutenção constante.

“Os praticantes têm consciência de que se

trata de um lugar gratuito e colaboram para

que o mesmo seja preservado. Alguns deles se

oferecem para irrigar a quadra, passar o rastelo

e limpar as quadras para mantê-las em ordem”,

explica a Prefeitura.

A administração garante que não há a intenção

de alterar as regras para o tênis no 1º de Maio,

descartando a chance de cobrar pela utilização

do saibro. “Não existe essa possibilidade, pois o

intuito das quadras é exatamente o contrário,

de proporcionar acesso ao esporte para todos

de forma gratuita.”

Atualmente, 400 munícipes jogam tênis no 1º

de Maio e também dividem as quadras com

atletas da cidade que usufruem do local para

treinamento de competições, tais como os Jogos

Regionais, Jogos Abertos do Interior e os Jogos

da Terceira Idade.

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Revista Winner | 9

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Sem medo

da transição

Melhor brasileiro do último Australian Open Juvenil, bernardense

Igor Gimenez avisa que está preparado para o profissionalismo;

tenista não se assusta em fazer mudanças no jogo

Antonio Kurazumi

Divulgação

No Aberto da Austrália, primeiro Grand

Slam da temporada, Igor Gimenez

só parou nas oitavas de final e fez

a melhor campanha entre os brasileiros na

chave juvenil. Entretanto, os resultados não

vêm em primeiro lugar para o atleta de São

Bernardo. Com apenas 18 anos e estimulado

pelo trabalho no Instituto Tênis, organização

sem fins lucrativos que tem como meta levar

um tenista para o topo do ranking mundial

até 2033, o tenista adaptou o próprio jogo e

a mentalidade. Para Gimenez, a cultura de se

cobrar vitórias de imediato no país impede o

desenvolvimento dos jogadores.

“A gente pode pegar o exemplo de dois

gigantes do tênis, o Federer e o Nadal, que

conquistaram tudo, mas mesmo assim se

permitiram mudar, tiveram humildade para

mudar e melhorar. Se até eles tiveram que

pagar o preço, quem somos nós (juvenis) para

não pagar”, questiona o jovem, prestes a entrar

no profissionalismo.

Para compreender a carreira e a visão de

Gimenez sobre o tênis, é necessário voltar no

tempo. Ele começou a jogar por influência do

irmão - disputou os primeiros campeonatos

na Liga ABC (veja na foto abaixo), onde vencia

com frequência meninos dois anos mais velhos

- e, em pouco tempo, se transformou em

promessa do país. Foi o número 1 do Brasil

aos 12 anos, quando despertou o interesse do

Instituto Tênis.

“Eu era muito competitivo, lutava por todos

os pontos e acabava brigando um pouco mais

que os outros meninos pela vitória. Isso foi

algo que me fez ganhar muito com 12 anos,

mas não foi uma coisa boa necessariamente,

pois me trouxe uma falsa ilusão sobre como

era o circuito”, recorda.

Nas temporadas seguintes, o tenista do ABC

conquistou títulos dos sonhos para garotos em

fase de formação, como o Banana Bowl, Copa

Gerdau e o Sul-Americano. Entretanto, perto

dos 15, não se via jogando bem e amadureceu

graças ao suporte dos profissionais do Instituto.

“Tive que mudar a empunhadura da minha

direita, esse é um problema de vários meninos

também”, explica Igor Gimenez. “A maior

diferença que senti quando cheguei no

Instituto foi a maneira como tratam a rotina

e os treinamentos, eles mostram exatamente

o caminho que você tem que percorrer para

chegar onde quer”, acrescentou.

Instalado em Barueri, o Instituto Tênis tem no

juvenil um de seus potenciais candidatos a

número 1 do mundo. “Com certeza isso passa

pela minha cabeça. Nós sempre trabalhamos

para jogar um tênis moderno, bem agressivo,

que vai dar certo no futuro, isso é algo que

vejo que falta muito no Brasil. No país, temos

a cultura de querer sempre o resultado de

imediato e isso, às vezes, não deixa o tenista

fazer grandes alterações na mentalidade e

no jogo, fundamentais para se atingir o real

potencial”, opinou.

Moldado no Instituto para fazer um pouco

de tudo, como salientou na entrevista, como

subidas à rede, devolução de dentro da quadra

e saber manter o nível em todos os tipos de

quadra, Gimenez subiu mais degraus na carreira.

No ano passado, somou o primeiro ponto na

ATP e no Aberto da Austrália nenhum brasileiro

avançou tanto na competição quanto ele.

“Foi uma experiência incrível na Austrália, viver

aquele ambiente, ver como os profissionais se

comportam para estar lá. Sabia que poderia

conseguir um resultado bom. Eu vinha bem,

acho também que meu jogo se adapta à

quadra rápida”, diz o bernardense, que não

se preocupa com a iminente transição para o

profissionalismo. “Não me assusto, acredito

que é uma coisa que venho me preparando faz

tempo, não vai ser fácil, mas tenho claro o que

tenho de fazer.”

PATROCÍNIOS

A proximidade do profissionalismo exige a

presença cada vez mais constante na Europa,

mas a questão financeira é um problema. O

Instituto - por meio de leis de incentivo - ajuda,

e muito, mas o juvenil busca também o auxílio

de patrocinadores para ter a chance de jogar o

número de torneios necessários. Recentemente,

por exemplo, o pai tirou do próprio bolso a verba

para uma tour pelo velho continente.

A ideia é se firmar nos futures nesse restante

de temporada, antes de subir o nível em 2019.

Revista Winner | 10


André Lima - Colunista

Olá, amigos do tênis!

Estou de volta e, de bate-pronto, faço uma

pergunta:

Você tem CERTEZA que está

usando a RAQUETE CORRETA?

Checar se a minha raquete está alinhada com

as demandas é primordial para saúde física,

técnica, econômica e mental, por que não?

Quando tudo está bem a fluidez do jogo é

outra e estar com a raquete correta só ajuda,

concorda?

A raquete que você usou com 12, 16, 25, 30,

35 anos e assim por diante precisa ser trocada

ao longo do tempo por diversos motivos que

levam a um jogo tecnicamente eficiente e sem

dores.

Punho, braço, ombro, costas não deveriam

sofrer se a raquete tivesse certa. Igualmente

terminar um jogo de três sets não deveria ser

mais difícil por conta da raquete que usa e se

essa for, por exemplo, mais pesada e flexível

do que deveria, isso acontecerá, fatalmente.

Bem resumidamente, o que precisa considerar

para ter uma ideia próxima do ideal de raquete?

IDADE

Crianças precisam de raquetes adaptadas em

peso e comprimento de acordo com estatura

e envergadura. Saindo dos 10 para 11-12,

precisa de uma raquete leve, até 280-285g e

comprimento mais próximo das 27 polegadas,

com cabeças jamais menores que 98 sq in.

(polegadas quadradas), com preferência para

as “oversize”, acima de 102 sq in. Adultos

iniciantes devem sempre preferir raquetes

nessa faixa também. Se está começando a

jogar na terceira idade, escolha as raquetes

com peso entre 275 e 285g e cabeça oversize

também, além de preferir as de peso na

cabeça. Tenistas com mais de 30 anos devem

ter cuidado especial com raquetes pesadas,

acima dos 310g. São grandes vilãs dessa turma,

mesmo os tenistas avançados, sobretudo

professores, que passam horas diariamente

soltando bola, voleando, batendo do fundo,

muitas vezes com tenistas que exigem mais do

físico.

NÍVEL TÉCNICO

Intermediários, de 4.a classe e 3.a classe já

podem pensar em jogar com raquetes na casa

dos 300, 305g, 310 no máximo, e com peso

equilibrado. Da 2.a classe acima, dependendo

de como está fisicamente e como mantem

rotina de treinos dentro e fora da quadra,

pensar numa raquete acima de 310g, com

peso no cabo e um padrão de encordoamento

mais “fechado”, como 18x20, pra garantir mais

controle, é uma opção, mas com ressalvas.

Preferir um padrão mais aberto, tipo 16x19,

16x18, é mais sensato quase sempre,

especialmente para amadores. Se tiver um

jogo com mais spin, por exemplo, essa escolha

faz mais sentido ainda. Um aro mais flexível

também ajuda muito a controlar a bola, então

é recorrente um avançado preferir modelos

menos rígidos, contrariando o que muita gente

pensa. Ainda explicarei isso por aqui.

Uau! Foi rápido como um ace! Quer mais? Vai

lá no Speak On TENNIS no YouTube.

Que o spin esteja com você!

Um abraço, André Lima

André Lima atua como professor de tênis desde 1995. Assessorou a parte técnica de eventos como o Challenger de Belo Horizonte por quase 10 anos e foi Árbitro da CBT /Juiz de

Cadeira certificado como White Badge da ITF. Além disso atuou por 5 anos na HEAD Brasil, à frente da Coordenação de Patrocínios e como especialista em equipamento. É atualmente

Diretor de Conteúdo do CONATÊNIS – Congresso Nacional Online de Tênis e Criador do Canal Speak On TENNIS do YouTube

Revista Winner | 11


especial

Número 1

DOS BRASILEIROS

Antonio Kurazumi

Aos 34 anos,

Rogerinho é

aplaudido por

onde passa, recebe

elogios de craques

do tênis e ‘carrega’

legado de exemplo

para os jovens

Há maneiras distintas de se avaliar os

resultados e a carreira de um jogador.

O erro é ignorar o contexto, achar que

apenas os títulos interessam. No Brasil, em se

tratando de tênis, a matemática não traduz

a realidade - afinal, os números escondem

informações relevantes. Vamos falar de Rogério

Dutra Silva. Em Roland Garros, caiu na primeira

rodada, apenas mais uma eliminação de um

tenista do país no começo de Grand Slam.

Poderíamos terminar essa história por aí, mas e

as três vitórias fáceis no qualifying, o adversário

na derrota citada, um tal de Novak Djokovic,

os elogios do próprio sérvio ao final da partida

(chamando Rogerinho de grande lutador) e os

aplausos de pé do público presente na quadra

central?

Na verdade, a participação em Paris não muda

a carreira do paulista, apenas reforça quem ele

é no tênis e dá motivação para a sequência

da temporada. O título da reportagem,

“Número 1 dos brasileiros”, que é a mensagem

que queremos transmitir, tem relação com o

legado que Rogerinho já passou aos jovens que

acompanham a modalidade (e para aqueles que

jogam e também pretendem seguir carreira).

Dutra não gosta de expor os problemas que

enfrentou para estar atuando em alto nível, com

34 anos. Abomina usar o passado sofrido para

justificar derrotas. Já disse que torce para que

outros não copiem muitas coisas que teve de

fazer para se consolidar no circuito profissional,

em que chegou a ocupar a 63ª posição em 2017.

Rogerinho só volta ao tempo para explicar por

que demorou a deslanchar. “Minha carreira

foi bem diferente das outras. Pela questão

financeira, o primeiro técnico que tive foi com

24 ou 25 anos, sendo que com 17 o pessoal já

tem toda uma equipe por trás, com preparador

físico, psicólogo. Não joguei juvenil, então minha

carreira também é mais tardia por esse fator”,

recorda o jogador, em entrevista exclusiva à

Winner ABC logo depois de Roland Garros.

Já como profissional, inclusive, deu aulas e foi

rebatedor para bancar viagens.

Ricardo Coelho trabalhou com o paulista entre

2006 e 2008. Por um pedido de Júlio Silva, que

era seu pupilo, o treinador abriu as portas para

Rogério Dutra - à época, sem clube. “A grande

virtude dele é a persistência, não desiste de

nada e é muito focado em objetivos. Naquele

Fotos: Marcelo Zambrana e Gaspar Nóbrega/DGW Comunicação

Marcello Zambrana

Revista Winner | 12


Revista Winner | 13

Marcelo Zambrana/DGW Comunicação


Gaspar Nóbrega/DGW Comunicação

“Lembro que fomos para

Wimbledon em 2007. Ele

só tinha feito um ou dois

treinos na grama e venceu

na primeira rodada. Ali,

ele já mostrou que seria

um jogador de todas as

quadras. Depois isso se

confirmou”

Quase lá

Ricardo Moreira/DGW Comunicação

momento, faltava maturidade tenística a ele,

porque não tinha condições de disputar torneios

fora, de ficar um tempão na Europa. Isso pegou”,

lembra Coelho.

O técnico diz que acreditava no crescimento de

Rogerinho pelo fato de, no linguajar do tênis,

ele ter bola, bons golpes. Os ajustes foram

feitos principalmente na esquerda. “Essa bola

de esquerda sobrava mais para o adversário

atacar. Fizemos leve alteração na empunhadura e

exercícios de estímulo neural, para gravar a nova

informação e tornar o processo mais rápido. A

preparação não era adequada, fizemos trabalho

de giro de tronco pensando na preparação do

golpe mais rápida. Era fácil trabalhar com ele

porque aceitava a mudança”, revelou Ricardo

Coelho, que hoje comanda o tênis no Hebraica.

“Sou muito grato por ter treinado o Rogério,

aprendi muito com ele, de saber escutá-lo”,

completou.

O tênis de Rogerinho se desenvolveu com o

passar dos anos e entrou em outro patamar com

idas frequentes à Argentina. É no país vizinho

que realiza períodos de treinamentos. Com o

Gaspar Nóbrega/DGW Comunicação

argentino Carlos Perez, por exemplo, ele não

esconde que adquiriu massa muscular e potência.

“Não faz tanto tempo assim que consegui ter

uma equipe para todas as áreas. Foi fundamental,

hoje o nível está muito próximo e se não estiver

fazendo tudo de maneira minuciosa, é difícil. Isso

(acompanhamento) está me auxiliando a estar

bem na idade atual”, opinou o brasileiro. “Minha

estrutura é parecida com a dos outros atletas.

É óbvio que não dá para levar todos para os

torneios, é um quebra cabeça na hora de viajar.

Vai um, fica o outro, para não ter muita gente e

o gasto não ser alto”, pondera.

Sobre a preparação, Dutra afirma que treina mais

depois dos 30 anos, sem deixar de respeitar o

corpo. “Acho que estou fazendo mais coisas.

Quanto mais você faz, desde que coordenado e

focado, é melhor. Claro que muda com a idade,

faço mais prevenção”, comentou o tenista de

Santa Barbara D’Oeste, que fica pouco tempo

em casa.

Em 2018, por duas vezes Rogerinho ficou

perto de fazer a primeira semifinal de um ATP

na carreira, no Brasil Open e em Istambul.

Nesse último campeonato, na Turquia, abriu 4

a 0 no terceiro set, mas perdeu o ritmo e o

duelo para o japonês Taro Daniel nas quartas

de final. “Avalio a temporada como boa, venho

jogando bem os torneios ATP e os Grand

Slam. É ficar firme que a semifinal vai aparecer.

Faltou um pouco de tudo (contra Taro Daniel),

de azar, de ele ir bem na hora que precisava

e eu não, mas é continuar com foco que em

algum momento vai vir”, aposta o brasileiro.

Rogério Dutra Silva relaciona o tênis ao xadrez,

justificando que criou uma espécie de base de

dados com características dos adversários.

“Você tem que saber a hora de atacar,

defender, encurralar, passar mensagem para o

oponente de como você está. Analiso os rivais

por meio de vídeos, conversando com a minha

equipe, é importante observar onde o cara

gosta de jogar a bola na pressão”, enumera.

Questionado se a idade ajuda, afirma que é

relativo. “O fato de estar há bastante tempo

no circuito é bom em alguns momentos, mas

a molecada que está vindo não se preocupa

com isso, por não pensar muito nessa idade

e soltar a mão. Por outro lado, eles não têm

experiência em períodos cruciais do jogo.”

A campanha em Roland Garros embalou

Rogerinho. “Fazer três sets duros, com break

na frente, diante de um tenista do nível do

Djokovic, é muito legal. Nunca tinha conseguido

jogar um nível alto de tênis por tanto tempo”,

revelou ele, sem pensar em aposentadoria.

Revista Winner | 14


O legado

Depois de todas as dificuldades, o pior parece

ter passado para o tenista querido pelos

brasileiros, mas a independência financeira

ainda está longe. São poucos apoios para quem

já deixou um legado para o tênis nacional, de

que é necessário lutar, pagar o preço, dar

de fato tudo que tem para obter sucesso na

carreira.

“Faz muito tempo que não gosto de reclamar,

tenho que trabalhar firme e forte. É assim que

consegui os patrocinadores atuais, é a maneira

que gosto de pensar.”

“A garotada

tem 23 anos

e acha que

é velha”,

critica

Na condição de referência para os jovens

tenistas, Rogério Dutra Silva vê a fase

de transição mais longa no tênis atual

e pede paciência.

“O conselho para os mais jovens é persistir.

Hoje, a carreira do tenista é mais longa do

que antigamente, daí também a transição

ser mais demorada. Antes, com 17, 18 anos,

muita gente já estava ganhando Grand Slam

e agora não é assim”, compara Rogerinho,

exemplo de amadurecimento tardio. “Tem de

ter paciência, às vezes a garotada tem 23 anos

e acha que é velha. Pensando nesse aspecto,

todos os envolvidos no tênis precisam apoiar

os jogadores.”

A crítica do paulista também recai no

planejamento feito durante a transição, em

que os torneios profissionais devem ser

priorizados. “Às vezes acho que os juvenis

esquecem um pouco do profissional, mas não

é preciso esperar fazer 18 anos para jogar

esses campeonatos, claro, respeitando o

corpo. Por isso é mais difícil para os brasileiros

esse momento. O fato de eu não ter disputado

juvenil me fez amadurecer rápido”, analisou.

Marcelo Zambrana/DGW Comunicação

A entrevista com Dutra também foi uma

oportunidade de entender porque os

argentinos levam vantagem sobre nós. “Você

tem muitos atletas para treinar em uma área

muito pequena, com qualidade boa. Isso faz

muita diferença. A troca de informação é

mais constante”, contou o tenista profissional,

lamentando que o tamanho do Brasil atrapalha,

em partes, no desenvolvimento da modalidade.

Quando se fala em Argentina, o público que

assiste o tênis se lembra da conquista recente

da Copa Davis pelos hermanos. Sonho quase

impossível para os brasileiros, que não devem

ter mais Rogerinho na competição. Preterido

em convocação no passado, ele descarta o

evento por ora.

“Ainda estou priorizando meu calendário de

ATP, não estou pensando muito em Copa

Davis. Os resultados (recentes) não foram

bons, mas a equipe brasileira vai melhorar. É

normal. O país está passando por mudanças

(na equipe), sempre foram os mesmos, com a

idade vai trocando, é normal a situação.”

Marcelo Zambrana/DGW Comunicação

Leandro Martins/DGW Comunicação

Gaspar Nóbrega/DGW Comunicação

Revista Winner | 15


Bem-vindo, profissionalismo

Divulgação / Juninho Tennis

Prestes a viajar para os

Estados Unidos, Aninha

fecha ciclo no juvenil com

a realização de um sonho

em Paris

Pelo ranking, Ana Paula Melilo não teria

condições de cumprir neste ano uma das

metas a curto prazo da carreira: jogar um

Grand Slam. A posição na lista juvenil tornava

quase impossível a entrada no qualifying

dos quatro principais torneios, mas havia um

porém que mudou a história de uma carreira.

Restava a chance de uma vaga destinada ao

Brasil em Roland Garros por meio de seletiva

nacional. Aninha, que é conhecida por crescer

em momentos de pressão, acreditou, agarrou

essa única vaga - diante de algumas das

melhores juvenis do país - e concretizou um

de seus sonhos. Na França, passou pela fase

classificatória e só parou na 1ª rodada da

chave principal. Além das lembranças, como

uma homenagem na quadra principal e até os

autógrafos, ficou o aprendizado.

Treinada pelo ex-profissional Juninho, no

São Bernardo Tênis Clube, a jovem acaba de

completar 18 anos. Em boa parte de 2017,

conciliou as atividades em quadra com os

estudos para passar em exame obrigatório

de inglês, visando mudança de endereço para

a universidade North Florida, nos Estados

Unidos - para onde vai dentro de dois meses

com bolsa e despesas pagas. Voltou a focar

somente no tênis nesta temporada. No fim,

deu tudo certo.

“A sensação de jogar no complexo de Roland

Garros é doida. Você sente muita coisa

ao mesmo tempo. É pressão com alegria

e nervosismo, tudo. Acho que lidei bem

com isso, melhor que as duas meninas que

enfrentei no triangular qualificatório. Entrei

em túnel de concentração porque parecia

que eu estava no clube (em São Bernardo),

só mantinha meu foco no Juninho e no jogo.

Se eu pensasse onde estava, olhasse para

fora, bateria um pouco de desespero”, revelou

Aninha em entrevista exclusiva à Winner ABC,

sobre a experiência única em Paris.

Depois de entrar na chave principal do

juvenil, Aninha teve direito de treinar no

clube de tênis de Roland Garros, que fica a

200 metros do complexo mas que só permite

acesso de técnicos e jogadores. Lá, encontrou

e tirou fotos com Nadal e, acima de tudo,

aprendeu mais. Ela é obsessiva por treinos de

profissionais, busca absorver o máximo.

Antes de estrear em Roland Garros, a tenista

do ABC recebeu homenagem na Philippe

Chatrier em meio à programação dos jogos

dos profissionais. Depois da euforia, hora

de retomar a concentração. Como era de se

esperar, uma pedreira logo de cara na chave

principal: a suíça Lulu Sun, cabeça de chave

14. A despeito do favoritismo da oponente,

a brasileira chegou a ter um set point, mas

desperdiçou. “Só não fechei o 1º set por

nervosismo”, lamentou. Mesmo assim, caiu em

dois sets com a cabeça erguida.

Segundo ela, os jogos em Roland Garros

serviram para mostrar que, muitas vezes, a

diferença da vitoriosa para a derrotada está

apenas na experiência, rodagem no tênis. “É o

que muda, por ela ter uma bagagem maior de

jogos e eu não ter disputado muitos torneios

grandes. No Brasil, você acaba ficando um

pouco para trás. De bola, vi que estou próxima”,

analisou.

Pensando na transição para o profissional,

Aninha revelou que nos últimos meses

trabalhou no aperfeiçoamento do próprio jogo.

“Nos Estados Unidos, eu vou evoluir meu

jogo em quadra rápida, já que aqui os treinos

e partidas são mais no saibro. Vou vivenciar

torneios em equipe, que gosto, tem o clima de

Copa Davis. Vou aprender muito”. Bem-vinda

ao profissionalismo, Aninha.

“Um ponto que eu ganharia

no juvenil não vou ganhar

no profissional, porque A

adversária vai devolver

outra bola”

Revista Winner | 16


FALA LEITOR

MINHA

EXPERIÊNCIA NO

Ricardo Mazziero – Especial para a Winner

A

primeira e até agora única partida de

Grand Slam que tive o prazer de assistir

foi a semifinal do US Open de 2012,

entre Andy Murray e Thomas Berdych.

Foi um jogaço, que pavimentou o caminho

rumo ao primeiro título de Slam do escocês.

Como comprei o ingresso que dava acesso

ao estádio principal, o Arthur Ashe, também

poderia acompanhar a segunda semifinal, do

Djokovic com o David Ferrer. Infelizmente,

um alerta de tornado, muito comum na época,

forçou o adiamento desse jogo ainda no 1º

set e todas as pessoas no complexo foram

evacuadas. Em função de estar de viagem

marcada no dia seguinte, não consegui fazer

valer o direito de assistir o restante desse

confronto. Uma pena.

Entrando nos bastidores, os ingressos para as

fases finais de um Grand Slam não são baratos,

paguei em torno de 300 dólares em um lugar

intermediário. Mesmo para quem está lá em

cima, mais distante dos jogadores, o ângulo

de visão é muito bom pelo modo como foi

construído o Arthur Ashe.

O complexo do US Open é muito grande e a

entrada dos torcedores é bem organizada. Há

seis ou sete opções de alimentação e lojas de

quase todas as marcas ligadas ao tênis, mas

não me esqueço de uma sessão de memória,

em que são vendidas bolinhas utilizadas em

jogos históricos. Elas vêm embaladas em um

vidrinho com nome de atletas que disputaram

o jogo e o ano. É um item de colecionador, por

isso são vendidas por preços altos. Inclusive,

quando acaba a partida e você quer as bolas

desse momento para guardar de recordação,

elas estão disponíveis deentro de duas a três

horas. De acordo com a importância do duelo,

raridade desses encontros, varia o preço.

Tem bolas de mais de 30 mil dólares, de final,

partida importante com Sampras ou Federer.

Para chegar em Flushing Meadows, no bairro

de Queens, a melhor opção é o trem/ metrô.

Na verdade, em geral, o deslocamento em

Nova York é feito quase sempre dessa forma,

inclusive pelos moradores locais. Não faz

sentido alugar um carro, tampouco gastar

dinheiro com táxi.

Nova Iorque é uma cidade vibrante. Vale a

pena visitar os destinos mais conhecidos, como

o Central Park e o Museu de Arte Moderna,

mas é altamente recomendável explorar

locais menos divulgados. Há excelentes cafés,

restaurantes e museus de menor expressão

em bairros como o Brooklyn.

Em 2018, o US Open será

realizado entre os

dias 27 de agosto e 9

de setembro. No site

oficial do evento, há

informação sobre a

venda de ingressos e

mais detalhes

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Todos sabem que uma atividade física é essencial para o

desenvolvimento das crianças. O tênis é bom para aspectos que vão

muito além do físico, pois estimula o aprendizado, a busca por novos

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Ricardo Coelho

O

tênis é, em grande parte, um esporte

de corrida. Todos os golpes têm o

trabalho de pernas, com exceção do

saque. Atualmente, vemos Nadal, Federer

e Djokovic com movimentação impecável

e a maioria dos espanhóis se mexe bem, em

função da metodologia que usam.

Entre os profissionais, é difícil ver um jogador

com problemas nesse aspecto, que determina

o sucesso dos tenistas de elite. O Federer é

rápido, muito em virtude da percepção, leitura

do jogo e de ser extremamente coordenado.

São fatores, inclusive, que diminuem o

desgaste do suíço durante as partidas.

Para você entender melhor sobre o tema,

explicaremos componentes fundamentais

trabalhados com juvenis e profissionais,

inclusive movimentos em quadra que servem

de estímulo.

Percepção: é ter uma leitura de onde seu

adversário vai bater, assim você terá mais

tempo de chegar na bola.

Força: vários tipos ajudam, tais como o

levantamento olímpico, agachamento, entre

outras atividades, te ajudarão a coordenar as

pernas.

Equilíbrio: o trabalho nas plataformas vai

melhorar bastante seu equilíbrio na hora

de golpear a bola. É recomendável procurar

profissional capacitado para te preparar

corretamente a fim de evitar lesões.

Agora, entrando mais na prática, vou usar minha

A importância da

movimentação

experiência na Espanha - onde fiquei uma

temporada para saber o segredo dos espanhóis.

Lá, em todos os momentos do treino, o tenista

não fica parado. Os exercícios sempre visam a

movimentação. Como eles dizem na Espanha,

se você não chegar atrasado na bola, vai bater

bem, é isso o que eles buscam à exaustão.

Eles trabalham dessa forma desde a iniciação.

Quando o menino faz 16 anos tem uma

movimentação eficiente. Você não vê um

espanhol se mexendo mal, justamente por

conta dessa metodologia. Claro que o tênis

evoluiu, mas eles não param e se adaptam às

mudanças.

Segundo estatística da ITF (Federação

Internacional de Tênis), o jogo é disputado a

três metros de diâmetro da linha de base do

meio. Sendo assim, temos que trabalhar essa

região da quadra e fazemos isso por meio

do duplo ritmo, que são passos curtos e

rápidos. Quando a bola é mais rápida, porém,

é necessário dar os passos mais largos e

quando você vai se aproximando da redonda,

aí sim, ajusta com passadas curtas. A ideia é

ter o equilíbrio necessário para acertar o golpe

da melhor forma. Quando a bola chega mais

lenta, você se mexe com o duplo ritmo.

Pensando nos exercícios para te ajudar em

quadra, peça para o professor ou treinador

lançar bolas curtas e fundas porque, assim,

você se movimenta e é estimulado a se ajustar

para bater como o tênis moderno exige. Os

espanhóis trabalham muito isso com o famoso

“X”, que engloba uma funda de direita, uma

2

3

3 metros

curta de esquerda, uma esquerda funda em

seguida e finaliza com a direita curta.

Trabalhando esses exercícios, com uma

frequência de duas a três vezes por semana,

por cerca de 20 minutos, você já vai sentir uma

grande diferença. Espero ter ajudado um pouco

em sua movimentação, que é fundamental em

um jogador de tênis.

Até a próxima.

4

1

RICARDO COELHO é coordenador técnico da Hebraica. Na função de técnico, viajou para três torneios Grand Slam com Júlio Silva,

Rogério Dutra Silva e a argentina Maria Argeri. Formou-se em biomecânica aplicada ao tênis, em curso internacional da ATP e nos cursos de

níveis 1, 2, 3 e 4 da CBT e ITF

Revista Winner | 18


A dieta de

Djokovic

sob o olhar do contexto

Antonio Kurazumi

SAÚDE

Ben Solomon/Tennis Australia

Nutricionista suíço

questiona alimentação

do sérvio e fala até em

anorexia, mas desempenho

irregular pode ter relação

com outros fatores

Há cerca de dois anos e meio, publicamos

reportagem sobre a dieta sem glúten

que alavancou a carreira de Novak

Djokovic - que dominava o tênis naquele

momento. Em sua autobiografia, o sérvio

revelou que é intolerante à mistura de proteínas

encontradas em alguns alimentos e os títulos

só vieram “a rodo” depois que ele eliminou o

glúten. Agora, em meio à fase irregular do exnúmero

1 do mundo, o nutricionista suíço Jurg

Hosli questionou a alimentação de Djoko.

“Estamos vendo um tipo de anorexia que

é definido por uma obsessão por uma

dieta apenas com alimentos saudáveis ou

pretensamente saudáveis. Djokovic tomou

uma decisão sem pensar no longo prazo.

Reduzir carboidratos e cortar totalmente

o açúcar é um grande erro”, criticou Hosli,

relacionando o desempenho do jogador sérvio

com a alimentação.

Porém, de acordo com outros especialistas,

é difícil dar um veredicto sobre o tema

sem conhecer com detalhes as refeições

do tenista. Também, e isso é dito pelos

próprios nutricionistas, há outros fatores que

envolvem o jogo que podem influenciar nessa

fase ruim - como as questões psicológica,

física e técnica.

Hosli defende que Djokovic consuma

mais carboidratos, mas, importante frisar,

esses alimentos são encontrados em vários

vegetais. Sendo alérgico ao glúten, de fato ele

deve evitar pães, massas, pizzas e bolachas,

mas daí temos as frutas, leguminosas, entre

outros.

A conclusão que se chega - escutando

especialistas - é que o extremismo no que

se refere ao tema é perigoso para qualquer

tenista ou esportista, ainda mais de alto

rendimento, mas não há como assegurar

que esse (dieta) se trata do problema da

falta de resultados do sérvio. Para buscar

mais aprofundamento, entrevistamos Camila

Radziavicius, com experiência na nutrição

esportiva.

“Um planejamento alimentar balanceado

oferece ao organismo componentes essenciais

para seu bom funcionamento. O desequilíbrio,

ou seja, o excesso ou a falta de nutrientes é

prejudicial à saúde, pois pode aumentar a

inflamação e contribuir para o aparecimento

de deficiências nutricionais e doenças crônicodegenerativas”,

enumerou a nutricionista.

“Uma alimentação equilibrada em nutrientes é

a chave para o bom desempenho de atletas de

alto rendimento de diversas modalidades. Sem

uma base alimentar estruturada de acordo

com suas necessidades, o esportista não

terá energia para suportar o ritmo pesado de

treinos e competições.”

Ainda segundo Camila, restringir a dieta a um

só tipo de grupo de alimentos, por exemplo,

pode acarretar nas carências nutricionais.

“Sintomas típicos da falta de grupos de

alimentos nas refeições são pele ressecada,

queda de cabelo, fragilidade nas unhas, mau

humor, mau hálito, insônia, dores de cabeça,

desidratação”, explicou Camila, enfatizando

que a alimentação tem peso no desempenho

do atleta.

O esporte pede que o tenista conheça

melhor de si, saiba o que está acontecendo

e tenha conhecimento além do jogo. O

acompanhamento de um profissional mais

qualificado é importante, claro, para que a

evolução no rendimento venha sem prejuízos

à saúde.

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Revista Winner | 19


lesões

“O tênis brasileiro

conhece pouco

sobre prevenção”

Antonio Kurazumi

Fisioterapeuta por dez

anos na Copa Davis,

Ricardo Takahashi

critica incapacidade de

profissionais, inclusive

técnicos e jogadores

Desde a década de 90, a ciência tem

evoluído a passos largos na área de

prevenção de lesões esportivas. O

Brasil dispõe de grandes pesquisadores,

porém, a eficácia nesse trabalho exige

conhecimento de diversos profissionais que

cercam um time ou um atleta. No caso do

tênis, esse acompanhamento deve ser feito

de maneira separada com cada jogador para

otimizar os resultados, mas deixa a desejar pela

falta de capacidade dos envolvidos, segundo o

fisioterapeuta Ricardo Takahashi.

Com a experiência de ter feito parte da equipe

brasileira na Copa Davis por 10 anos, entre

2002 e 2012, e do COB (Comitê Olímpico

Brasileiro) nas duas últimas Olimpíadas,

Takahashi critica a forma como se trata o tema

no tênis. Para ele, o ideal é que o atleta seja

acompanhado por equipe multiprofissional

e que cada especialista contribua para a

prevenção de lesões, seja controlando a

carga de treinamentos, alimentação ou

melhorando o gesto esportivo e a qualidade do

movimento. “Isso demanda um planejamento e

conhecimento específico de cada membro. Os

profissionais não precisam viajar com o tenista,

só que ele deve ter um acompanhamento e

orientação”, explica.

A despeito dessa recomendação, nessa

entrevista exclusiva à Winner ABC, o

fisioterapeuta - que deu palestra na academia

Tenis & Cia de Santo André, no fim de maio

- critica o despreparo de boa parte dos

profissionais e até dos atletas para entender o

que é certo e errado. “O que vi pelo Brasil nos

últimos anos é que se treina e joga muito, mas

sem qualidade. Sabemos que uma das causas

das lesões é o aumento de volume e intensidade

de forma repentina”. Ricardo Takahashi também

dá dicas aos amadores. Confira mais:

Ricardo, fale sobre como o tema prevenção

de lesões é encarado por tenistas, técnicos

e outros envolvidos na modalidade, desde o

amadorismo até o profissionalismo. O senhor

acredita que não se dá a devida importância

ao assunto no país ou isso tem mudado?

Infelizmente, esse tema ainda é desconhecido

pela maioria da população, seja de atletas,

comissão e entidades. Atualmente se fala

muito e se faz pouco. Creio que as pessoas

devem achar que no tênis se trabalha com

equipe multidisciplinar, que é individualizado

e focado em técnica, mas está bem pior do

que é no futebol. Não podemos generalizar,

obviamente, mas a situação está caótica.

Temos academias, clubes e quadras, mas não

existe um centro de formação de tenistas de

alto rendimento no país. O que pensar de

prevenção? Apesar disso, com certeza está

melhor do que há 10 anos.

Em geral, do ponto de vista de custo/

benefício, a prevenção é vantajosa e mais

barata em relação ao tratamento de lesões

já estabelecidas, além de as intervenções

preventivas possuírem um potencial para

auxiliar na melhora do desempenho do atleta.

Qual é a melhor maneira de se prevenir

lesões? Explique.

A resposta dessa pergunta vale milhões de

dólares. Primeiramente, gostaria de dizer

que o risco de sofrer uma lesão não é e

provavelmente nunca será nulo. Existem

vários fatores que interagem para que uma

lesão ocorra e dificilmente conseguimos

controlar todos eles. O que fazemos é

reduzir o risco ao máximo, avaliando o atleta

individualmente e controlando os fatores

que temos conhecimento. As intervenções

preventivas podem ser específicas para cada

tipo de lesão, mas o ideal é pensarmos no

atleta como um todo, por isso a avaliação

ampla e específica é fundamental. Em geral,

manter uma boa mobilidade das articulações,

força e controle muscular, utilizar

equipamentos adequados e customizá-los

para a prática esportiva e controlar a carga

de treinamentos são formas de prevenir as

lesões esportivas.

Ricardo, se fala muito em alongamento,

musculação, pilates, prática de outros

esportes, mas a prevenção vai muito além,

correto?

Com certeza, a prevenção de lesões é algo

complexo. Não existe uma fórmula mágica

com que conseguimos prevenir todos os tipos

de lesão com uma única intervenção. Por isso,

a avaliação individualizada é tão importante.

Sobre as modalidades citadas, pelo prisma

da ciência, hoje sabemos que o alongamento

tradicional não é capaz de prevenir lesões.

Sabemos também que a diversidade na prática

esportiva, ou seja, fazer mais de um esporte

pode ser interessante, pois em alguns estudos

foi demonstrado que essa diversidade ajuda na

proteção.

Revista Winner | 20


Até que ponto a carreira de um jogador

profissional ou até a trajetória de um amador

pode ser prejudicada sem o acompanhamento

de especialistas?

O calendário de competições no tênis exige

muito do atleta e as lesões podem impactar em

diferentes esferas da vida do atleta. Uma lesão

não somente impede o jogador de treinar e

competir, mas também apresenta repercussões

negativas na esfera psicossocial e econômica,

comprometendo a saúde e qualidade de vida.

Por isso, acredito que a prevenção de lesões

é fundamental e não pode ser atribuída a um

único profissional de saúde. O ideal é que o

atleta seja acompanhado por uma equipe

multiprofissional e que cada especialista,

dentro de suas competências, contribua para

a prevenção de lesões, seja controlando a

carga de treinamentos, a alimentação, a saúde

mental ou melhorando o gesto esportivo

e a qualidade do movimento. Acredito que

sozinho o tenista não conseguirá prevenir

lesões, pois isso demanda um planejamento e

conhecimento específico de cada membro da

equipe multiprofissional.

Existe alguma parte do corpo do tenista que

exige mais cuidado, onde as lesões são mais

comuns e por isso é preciso sempre ter uma

atenção especial?

Ao contrário do que a maioria das pessoas

pensam, a maior parte das lesões entre os

tenistas profissionais acomete o membro

inferior, porém, essas lesões normalmente se

devem a um trauma (queda, entorse, laceração).

As lesões de membros superiores, apesar

de menos comuns, normalmente são lesões

por sobrecarga, que podem estar ligadas ao

excesso de treinamentos e repetição e também

a uma técnica inadequada. Claramente temos

que estar atentos ao corpo como um todo, mas

acredito que, pelas características das lesões, o

fisioterapeuta deve dar uma atenção especial

ao ombro, cotovelo e punho dos atletas. O

cotovelo do tenista acomete somente os

amadores.

*referência: Christopher E. Gaw – Clin J Sport

Med 2004

Os treinamentos são cada vez mais intensos

e, por consequência, há o risco das lesões.

Como equilibrar essa equação treinamento e

prevenção? E falando mais do amador, como

ele pode saber seu limite, a hora de “tirar o

pé” para não ter uma lesão?

Podemos dizer que o tênis tem passado

por mudanças de padrão (estilo de jogo,

capacidades físicas), mas para cada indivíduo

se atribui o que melhor se adapta a ele. Por

exemplo, se o Federer fosse forte como o

Nadal, jogaria igual ou melhor do que hoje?

O que eu vi no últimos anos é uma falta de

padrão pelo Brasil afora, ou seja, se treina e

joga muito, mas sem qualidade.

Sabemos que uma das causas de lesão é

o aumento do volume e/ou intensidade,

ou seja, se você mudar o treino (carga, tipo)

repentinamente, correrá um grande risco de

lesão. Será que esses fatores são controlados

pela maioria? Hoje é possível saber qual a

carga ótima de treino de força e potência. O

NARSP (Núcleo de Alto Rendimento Esportivo

de São Paulo), coordenado por Irineu Loturco,

faz esses testes e são gratuitos, mas eu tenho

a absoluta certeza de que a maioria dos atletas

juvenis e profissionais treina com cargas

empíricas, que não ajudam na performance

e podem até causar lesões. O atleta, muitas

vezes, é submisso, faz o que mandam e nem

sabe para que serve aquele determinado treino,

isso tem que mudar. Outro fator importante é

a base técnica, são poucos treinadores que

entendem de desenvolvimento motor e outras

questões importantes, como biomecânica.

Para o tenista amador, o recado é: escute seu

corpo. Muitas vezes sentimos uma dor leve e

seguimos em frente, porém, aí pode ser o sinal

do início de uma lesão que pode ser agravada,

caso não seja respeitado o tempo necessário

para a recuperação corporal.

Na sua opinião, muito dos problemas físicos

passam pelo hábito de alguns tenistas,

especialmente os amadores, de entrar em

quadra, jogar e ir embora, sem se interessar

em fazer algo complementar?

Sem dúvida, a maioria dos atletas,

principalmente no nível amador, somente se

preocupa em jogar e acaba fazendo isso com

uma frequência superior àquela que seu corpo

está preparado para lidar.

Antes de dar uma carga alta de treinamentos

e jogos ao nosso corpo, temos que preparálo

adequadamente e isso quase nunca é feito.

Por esse motivo, a avaliação individualizada

é tão importante. A avaliação biomecânica

também é fundamental, pois também temos

que atentar se o atleta está executando os

movimentos de maneira adequada.

E sobre os profissionais? Muitos não têm um

acompanhamento porque encaram a equipe

multidisciplinar como um custo e não como

um investimento. (com a contribuição de Deric

Fukuda e Luiz Augusto Borges)

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Revista Winner | 21


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