Dezembro Site - Escola de Educação Especial Anne Sullivan

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Dezembro Site - Escola de Educação Especial Anne Sullivan

Correio da Fraternidade

ANO 23 – nº 270 Distribuição Gratuita Dezembro de 2011 Grupo Espírita “Irmão Vicente”

DIVERSIDADE

Mais de 1.000 atendimentos realizados para

mais de 300 usuários divididos entre empresas,

órgãos governamentais, entidades filantrópicas

e pessoas da sociedade civil, de diferentes

pontos do país.

Até impressiona a diversificação a que a Escola

foi chamada para atender as dificuldades da

surdez, visto que apesar da exigência legal, nem

as autoridades, as entidades educacionais e

assistenciais qualificaram-se para esse mister.

Ressaltamos aqui alguns casos que podem

esclarecer o leitor sobre o que estamos falando:

Juiz, delegado e atendentes do sistema

judiciário contataram a Escola à procura de

intérprete de Libras 1 , pois seja o surdo, réu ou

vítima, precisa ser “ouvido”.

Médico e enfermeiros com pacientes surdos,

que não conseguem se comunicar com os

mesmos para orientá-los, procuraram esta

Escola para aprenderem a Libras e em um dos

casos a Escola foi até a mediadora,

esclarecendo a surda e a sua família, sobre os

procedimentos que precisariam adotar.

MATRÍCULAS

A ESCOLA “ANNE SULLIVAN” EM DESFILE

Surdos que perguntam sobre emprego,

psicólogos, escolas, etc., sempre são

encaminhados.

Recebemos até a visita de um analista de

sistemas que está desenvolvendo um

software para ajudar na aprendizagem da

fala e uma boleira que precisava confeitar o

bolo de um jovem surdo com os dizeres

“feliz aniversário” no alfabeto manual da

Libras.

Por que estes fatos são relevantes?

Porque demonstram o acerto da orientação

do Mentor Espiritual desta Casa, passada

para a sua comunidade. Um médico

espiritual, desencarnado, conhecido pelo

nome de Dr. Vicente, que desde os idos de

1960, quando da fundação desta Casa,

batalhou incansavelmente até conseguir

chegar ao ponto a que se está chegando

atualmente, de transformá-la não só numa

escola, mas num Centro de Referência para

surdez.

1 Língua Brasileira de Sinais

Cibele – Diretora Pedagógica

A Escola Anne Sullivan manterá aberto o período de matrículas nos meses de Dezembro/11 e

Janeiro/12, para atender aos pais que procuram vagas para crianças surdas de 4 a 14 anos,

residentes em Campinas ou região. Seguem abaixo as datas de funcionamento da Escola

Anne Sullivan:

Encerramento ano letivo 16/Dezembro/2011

Retorno da Secretaria 16/Janeiro/2012

Volta às Aulas 20/Janeiro/2012 (6 a Feira)

Para maiores informações ligue: (19) 3579-9440 – período da manhã.

INFORMAÇÕES DIGNAS DE NOTA

Na última avaliação trimestral de trabalhadores desta

Casa, ocorrida em 30/11 p.p., a comunidade refletiu

sobre elucidativa exortação ao trabalho de renovação

moral intitulada “O Espiritismo Pergunta”, assinada

pelo Espírito Militão Pacheco. Transcrita na obra O

Espírito da Verdade 1 , publicada há exatos 50 anos, tal

mensagem despertou o interesse dos circunstantes pelo

fato de desconhecerem a personalidade que lhes havia

proporcionado as reflexões da noite. E o amigo leitor,

conhece Augusto Militão Pacheco?

Aqui vão algumas informações dignas de nota sobre este eminente

médico brasileiro. Apesar de suas respeitadíssimas habilidades clínicas

e prestimosos serviços prestados aos departamentos sanitários de

diversos estados brasileiros, Militão Pacheco atendia a quem

precisasse de seus cuidados, independentemente de seus recursos

financeiros. Nasceu em 1866 e desencarnou em 1954, no estado de

São Paulo, onde viveu a maior parte de sua vida. Tornou-se espírita

após reunião em que sua filha desencarnada aos 54 dias de idade se fez

presente. Especializou-se, na nossa cidade de Campinas, em medicina

homeopática, sendo um dos primeiros no país neste ofício. Auxiliou

na fundação e no trabalho de algumas Casas Espíritas, desencarnando

na pobreza, por sempre auxiliar aos seus pacientes e pessoas

desafortunadas. Não deixou à família outro legado que não o exemplo

de trabalho em favor do próximo. Quer saber mais sobre este Espírito

que exemplificou o trabalho cristão e pontificou o Espiritismo no

estado de São Paulo num difícil momento histórico? Então consulte a

obra Grandes Espíritas do Brasil 2 para maiores informações.

1 psicografia de Francisco C. Xavier/Waldo Vieira - lição 18

2 Zeus Wantuil.

Débora/Susan

(final)

PACIÊNCIA E

ESPERANÇA

Se acalentas algum plano de

felicidade; se aspiras a conquistar o

conhecimento superior; se anseias

obter a compreensão de um ente

amado ou se desejas a recuperação

de um ente querido, trabalha e serve

sempre na direção do alvo por atingir,

sem desânimo e sem precipitação,

contando com Deus, porque as Leis

Divinas para te garantirem a

concretização desse ou daquele

propósito, em matéria de execução

do bem, apenas te solicitam saber

esperar.

Pronto Socorro – Emmanuel – psicografia de Francisco

Cândido Xavier – Ed. CEU

AJUDA DE MEMÓRIA

O periódico O Clarim publicou na edição de

dezembro/2011 uma crônica que muito deve

interessar aos estudantes do Espiritismo. (…)

Informações importantes sobre a biografia de Allan

Kardec atestam seu preparo para a tarefa de pesquisa,

análise e organização da Doutrina Espírita

Ver página 8

FORA DA BOA VONTADE

NÃO HÁ SOLUÇÃO

Alerta-nos o mentor Emmanuel que a boa vontade é o primeiro passo para

a caridade.

Realmente, a caridade é a chave do Céu, entretanto, não nos

esqueçamos de que a boa vontade é o começo da sublime virtude,

tanto quanto o alicerce é o início da construção.

Se encontrarmos a cólera no espírito do companheiro e não temos

a boa vontade da paciência, indiscutivelmente, atingiremos

lamentáveis conflitos.

Se o desânimo nos visita e não dispomos de boa vontade na

resistência, dormiremos delituosamente na inutilidade.

Se a maldade nos persegue e não exercitamos a boa vontade da

desculpa compreensiva, desceremos a deploráveis movimentos de

reação com resultados imprevisíveis.

Se o trabalho nos pede sacrifício e não usamos a boa vontade da

renúncia, o atraso e a sombra dominarão a vida que devemos

iluminar e sublimar.

Se o insulto nos surpreende e não praticamos a boa vontade do

silêncio, cairemos na desesperação.

Se a prova nos procura, em favor de nossa regeneração e fugimos

à boa vontade da conformação e da diligência, demorar-nos-emos

indefinidamente na brutalidade, adiando sempre a nossa elevação

para a Vida Superior.

De todos os males que escravizam as nossas almas, na Terra, os

maiores, são a ignorância e a penúria.

Para combatê-los e extingui-los, tenhamos a precisa coragem de

trabalhar e servir, auxiliando-nos reciprocamente, aprendendo

sempre e semeando o bem, cada vez mais, porque se a caridade

é o nosso anjo renovador devemos reconhecer que, nos variados

problemas da jornada na Terra, sem a boa vontade não há

solução.

Visão Nova – Espíritos Diversos - psic. Francisco C. Xavier - lição 9 (Compilado por

Cibele)

BAZAR

Havia produtos para todos os gostos; desde

panos de pratos, toalhas de mesa, até porta

controle remoto e caixinhas para joias.

Ver página 6

VOCÊ SABIA?

ESPIRITISMO: UM CASO

DE POLÍCIA

Poucos sabem, mas os espíritas foram

perseguidos no Brasil. (…) O Artigo 157 do

Código Penal confundia o Espiritismo com o

uso de talismãs e cartomancia para despertar

sentimentos de ódio ou amor…

Ver página 8

80 ANOS DE PARNASO

Em Dezembro de 1931, há exatos 80 anos, era

publicado o primeiro livro a vir a lume pela

psicografia de Francisco C. Xavier, o Parnaso

de Além-Túmulo.

Ver página 8

MELHOR CIDADE DO MUNDO

PARA SE MORAR

Segundo notícia da Reuters, a excelente

infraestrutura, ruas seguras e bom serviço

público de saúde fazem de Viena a melhor

cidade do mundo para se morar…

Ver página 5


“DEZEMBRO, MÊS DAS FESTAS”

C

om o aproximar-se das festas

de fim de ano, as palavras de

Paulo, mencionadas no início

deste editorial, ganham destaque

especial.

É visível, não importa que credo

professem, como os homens tentam

mascarar seus atos e palavras de um

quê místico, em decorrência das

festividades natalinas.

E, muito embora, tais palavras de

Paulo, “Confessam que conhecem

a Deus, mas negam-no com as

suas obras...”, tenham sido

pronunciadas há mais de 2000 anos,

elas retratam o quanto as sociedades

terrenas, ditas cristãs, estão longe de

agir de acordo com a fé que dizem

professar.

Em que pese o ambiente de

preocupação que paira pelos quatro

cantos deste Planeta, onde os

desarranjos financeiros,

acompanhados de mudanças

radicais de forma de governos,

guerras de caráter religioso,

movimentos terroristas, etc. são

deixados de lado, como se não

existissem.

E como se a vida na Terra não

passasse de um conto de fadas, os

rostos se cobrem de expressões de

serenidade, a revelar, como se fosse

possível, a existência de amplo e

recíproco entendimento entre os

homens.

Os exageros não param por aí e

estendem-se pela realização em

logradouros públicos da

apresentação de corais a entoarem

suaves melodias que exaltam a

Glória a Deus e a paz na Terra para

com todos os homens.

Quem procura explicações para que

se pudesse entender tal situação, ou

seja, passar-se um ano explorandose

financeiramente uns aos outros,

desviando recursos orçamentários

das nações destinados a beneficiar

os seus cidadãos, sem importar-se

que tais procedimentos atinjam

impiedosamente crianças, desde as

recém-nascidas, deixando-as sem

um mínimo de assistência médico-

hospitalar, até aquelas maiores que

acabam sendo arrastadas pelo

mundo da criminalidade, além de

deixarem pessoas idosas, por falta

de instituições adequadas, sem

abrigo e etc.

Acaba, inexoravelmente, se

encontrando com o restante das

palavras de Paulo, acima citadas –

“sendo abomináveis e

desobedientes, e reprovados para

toda boa obra”.

Em outras palavras, pura hipocrisia!

É oportuno para os meios espíritas

que se resgate aqui a expressão de

Emmanuel, a este respeito: ... “O

Espiritismo, em sua feição de

Cristianismo redivivo, tem papel

muito mais alto que o de simples

campo para novas observações

técnicas da ciência instável do

mundo”... 1

Como mergulhar-se em tal

ambiente de festas alusivas ao

natalício de Jesus, ignorando os

movimentos sociais de protestos

que estão sendo realizados em

vários países, que terminam em

fatídicos banhos de sangue

decorrentes dos choques de civis

com autoridades policiais?

No entanto, as grandes lojas estão

cada vez mais cheias!

Sim, e as consequências não se

farão tardar. Passadas as ilusões

dessas festividades vazias, sobra a

dura constatação de que os

problemas então deixados

trefegamente continuam os

mesmos. As Obras a que Paulo se

refere em seu versículo não estão

em atitudes falsas de comemorações

do natalício do Mestre. Elas

continuam esperando pela mudança

“Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com

as obras, sendo abomináveis e desobedientes, e

reprovados para toda boa obra.” – PAULO. (Tito, 1:16)

do sentimento humano. Em lugar de

vaidades, ostentação, luxo,

brinquedos finos, etc. que se

comece a desenvolver, no íntimo

daqueles que se dizem cristãos, as

obras de saneamento de seus

sentimentos.

Não esquecer que amanhã todos

estarão de volta ao mundo dos

espíritos.

Pensar e refletir bastante, na lição

que Jesus contou de um judeu rico

que tinha tudo que a vida material

podia lhe dar. Enquanto o pobre

Lázaro de riqueza tinha suas feridas

e se alimentava das sobras da mesa

que o judeu abastado atirava para os

cachorros. Um, concentrado na sua

riqueza material, alimentava cada

vez mais o seu egoísmo. O outro

movido pela experiência dolorosa

por que passava, aprendia a

entender que a vida na Terra é

Escola de recuperação para todos os

homens. Aceitou os desígnios do

Pai. Desprendeu-se da hipocrisia e

do egoísmo. Desencarnados, o

judeu mal conseguia deixar de

sentir o cheiro que exalava de suas

próprias vestes em decomposição.

Enquanto Lázaro deslocava-se

suavemente na sua nova condição

de espírito desencarnado que havia

aprendido, através das dores por

que passou, a ser humilde, a

esquecer em um canto sua vaidade,

orgulho, etc.

Em lugar de votos disto, ou daquilo,

deseja este editorial que a sabedoria

do Senhor Jesus ilumine o

entendimento de cada um, através

da profunda reflexão das palavras

de Paulo ...“Confessam que

conhecem a Deus, mas negam-no

com as obras, sendo abomináveis

e desobedientes, e reprovados

para toda boa obra.”

1

Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel - psic. Francisco C. Xavier –

lição 116 – 8 a ed. FEB

2 CORREIO DA FRATERNIDADE, DEZEMBRO, 2011


FATOS PITORESCOS DE CHICO

XAVIER

PARAR POR QUÊ?

N

o dia 3 de Setembro de 1987, escrevendo-me

com certa indignação, Chico desabafou com

a firmeza que lhe sempre conhecemos nas

atitudes e opiniões.

(…) Estou firme e com as melhores disposições para

trabalhar. Considero estranho é que amigos vêm

aqui me aconselhar a encerrar as minhas atividades

mediúnicas em vista de uma “pneumonia” simples,

quando eu não teria coragem de aconselhá-los nesse

sentido se estivessem num estado mais grave que o

meu. Parar por quê? Será que uma gripe forte como

ocorre a centenas de pessoas em Uberaba, com as

alterações climáticas naturais, deveria reduzir-me à

inércia e à inutilidade? Não me revolto, mas onde

essa gente coloca o ideal de servir ao amor do

Cristo? Estar ligeiramente enfermo será motivo para

a preguiça e para a fuga de obrigações que nos cabe

honrar cada vez mais? Ainda mesmo que eu estivesse

incapaz de agir na psicografia, não poderiam esses

companheiros lembrar que existem outros setores em

que a pessoa pode ajudar e ser útil? Em Pedro

Leopoldo, de 28 a 1931, todos os dias no C.E. Luiz

Gonzaga, tinha eu um horário de 2 a 3 horas (…)

para lavar as feridas de mendigos abandonados.

Será que eu teria esquecido esse dever que sempre

me serviu de reconforto? Na condição de médium

psicográfico, sentiria eu qualquer espécie de

vergonha para retomar de público essa tarefa?

Sinceramente, os alvitres de amigos querendo

paralisar-me me chocaram profundamente. Deus os

recompense pelo estímulo com que me fazem pensar

no trabalho multiface de nossa Doutrina.

Chico Xavier, o Médium dos Pés Descalços – Carlos A. Baccelli

(Compilado por Sheila)

CONCEITOS FILOSÓFICOS

(final)

O MOMENTO ATUAL

É TEMPO DE RENOVAR

arar por quê?

A indagação do médium mineiro ecoa nas consciências espíritas cristãs…

Parar é sinônimo de cessar movimento ou ação, permanecer, descansar.

Sendo a Terra um hospital-escola-oficina que faculta aos espíritos encarnados as oportunidades que lhes são

necessárias para a renovação de sentimentos, como parar? O que poderia fazer o aprendiz do Evangelho de Jesus,

interromper a sua marcha de progresso? Afinal, onde estará a lógica do espírito encarnado furtar-se do tratamento

no hospital quando se encontra doente, do aprendizado na escola quando se pilha ignorante, e do trabalho

disciplinativo quando ainda se é aprendiz rebelde?

Na Terra o homem tem a oportunidade de cicatrizar as feridas do ódio e da vingança, usufruindo do esquecimento

do passado; deve aprender a humildade e a fraternidade, verificando-se ignorante perante as Leis da Vida as quais

demonstram ainda que todos são irmãos em Deus; e também pode testar a cicatrização das feridas e o aprendizado

das Leis Divinas através da convivência diária com inimigos e desafetos, tendo igualmente as mais diversas

situações em que incitado à vaidade e ao egoísmo, ele se vê chamado ao trabalho renovador de seu íntimo.

Logo, fugir das oportunidades de trabalho, das responsabilidades assumidas seja nas Casas Espíritas, seja na vida

cotidiana, por qualquer “pneumonia” simples ou até mesmo estados mais graves – conforme palavras de Chico

Xavier – mostram quão longe ainda se está de entender e viver o ideal cristão. Sequer entende-se o porquê da vida.

Assim, por vezes, as dores parecem lancinantes, as dificuldades quais muralhas. Mas, haverá dor maior do que a

dos cristãos que foram jogados às feras, e, que se escondendo nas sombras da noite, caminhavam longas jornadas

até as catacumbas para ouvir elucidações do Evangelho de Jesus? E quantos outros exemplos não se têm de que a

vida na Terra não é isenta de desafios? No entanto, todos prosseguiram na jornada de trabalho na Seara Cristã, cada

qual carregando suas dores e dificuldades – como o próprio Chico Xavier –, mas sem deixar-se influenciar por

elas, sem parar, sem descansar.

Portanto, sejam quais forem os percalços do caminho, cessar o movimento, permanecer onde se está, deve ser

motivo de preocupação e atenção do aprendiz sincero do Evangelho. O desabafo de Chico tem tão amplo

significado que chega a ser difícil de compreender todos os impactos deste alerta na vida do aprendiz cristão; logo,

a vivência de sua realidade será, a ele, desafiadora. Portanto, é necessário sondar-se intimamente sempre, vigiar-se

em seus sentimentos, em seus desejos e vontades, para que uma gripe e outros tantos “problemas” não sejam os

motivos que esconderão a preguiça, a inconsequência, a falta de consciência doutrinária perante os compromissos

da própria encarnação. Afinal, possuindo-se o corpo físico, o aprendiz pode, ao esquecer-se do passado milenar do

espírito, reconstruir laços de amizade, combater as tendências instintivas e inferiores; renovar-se através do estudo

do Evangelho e do trabalho na Seara Cristã, não olvidando ainda que existem ferramentas diversas para tais

trabalhos; e caso alguma delas, com o tempo, deixe de ser adequada, esta deve ser trocada, pois a Seara é grande e

para todos os trabalhadores de boa vontade sempre haverá espaço para a contribuição fraterna.

Assim, o aprendiz cristão deve manter-se fiel ao compromisso assumido para consigo, na sua renovação, e para

com a Obra na Seara de Jesus, se quiser honrar a oportunidade bendita da encarnação, jamais parando, pois que

Jesus já houvera declarado que Meu Pai até agora não cessa de trabalhar, e eu trabalho também incessantemente. 1

P

1 João, 5:17

A MORTE – III: O ESPÍRITO EM SUA VIDA NOVA

“S

olene é o instante em que um deles (Espírito) vê cessar a sua escravização, pela

ruptura dos laços que o prendiam ao corpo. Ao entrar no Mundo dos Espíritos

é acolhido pelos amigos que o vêm receber, como se voltasse de penosa

viagem. Se a travessia foi feliz, isto é, se o tempo de exílio foi empregado de maneira

proveitosa para si e o elevou na hierarquia do Mundo dos Espíritos, eles o felicitam. Ali

reencontra os conhecidos, mistura-se aos que o amam e com ele simpatizam, e então

começa para ele, verdadeiramente, a sua nova existência. (...)

A princípio o Espírito não compreende essa nova maneira de sentir, da qual só aos poucos

se dá conta. Aqueles cuja inteligência é ainda muito atrasada não a compreendem

absolutamente e sentiriam muita dificuldade em exprimi-la: exatamente como entre nós os

ignorantes veem e se movem, sem saber como nem por quê. (...)

O estado do Espírito, como Espírito, varia extraordinariamente na razão de sua elevação e

de seu grau de pureza. À medida que se eleva e se depura, suas percepções e suas

sensações se tornam menos grosseiras; adquirem mais acuidade, mais sutileza, mais

delicadeza; vê, sente e compreende que não poderia ver, sentir ou compreender numa

condição inferior. Ora, cada existência corpórea sendo para ele uma oportunidade de

progresso, lança-o a um novo meio, porque, se tiver progredido, encontra-se entre

Espíritos de outra ordem. Acrescente-se que tal depuração lhe permite, sempre como

Espírito, penetrar nesses mundos inacessíveis aos Espíritos inferiores, do mesmo modo

que nos salões da alta sociedade não têm acesso as pessoas mal-educadas. Quanto menos

esclarecido, tanto mais limitado é o seu horizonte; à medida que se eleva e se depura, esse

horizonte se amplia e, com este, o círculo de suas ideias e percepções. (...)

Entre os Espíritos inferiores muitos sentem saudades da vida terrena, porque sua situação

como Espírito é cem vezes pior. Eis porque buscam distrair-se com a visão daquilo com

que outrora se deliciavam; mas essa mesma visão lhes é um suplício, porque sentem

desejos, mas não os podem satisfazer.

Entre os espíritos é geral a necessidade de progresso e isto os estimula ao trabalho por seu

melhoramento, de vez que compreendem que este é o preço de sua felicidade. Mas nem

todos sentem essa necessidade no mesmo grau, principalmente no início. Alguns chegam

mesmo a se comprazer numa espécie de vagabundagem, mas de pouca duração; logo a

atividade se torna para eles uma necessidade imperiosa, à qual, aliás, são arrastados por

outros Espíritos que lhes instilam os sentimentos do bem.”

Ver o artigo completo na Revista Espírita Abr/1859 – Quadro da Vida Espírita

(Compilado por Pedro Abreu)

EM PREPARAÇÃO

3 CORREIO DA FRATERNIDADE, DEZEMBRO, 2011

Sheila

Muito mais importante do que a divulgação das verdades do Evangelho aos quatro cantos

do planeta é a vivência delas no cotidiano da vida de cada um de nós. Esta vivência por

sua vez, é fruto do entendimento destes ensinamentos traduzidos em atos. Meditemos

nesta profunda e lógica mensagem deixada por Emmanuel através da seguinte assertiva de

Paulo:

Diz o Senhor: Porei as minhas leis no seu entendimento e em

seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus e eles

me serão por povo. – PAULO. (Hebreus, 8:10.)

Traduziremos o Evangelho

Em todas as línguas,

Em todas as culturas,

Exaltando-lhe a grandeza,

Destacando-lhe a sublimidade,

Semeando-lhe a poesia,

Comentando-lhe a verdade,

Interpretando-lhe as lições,

Impondo-nos ao raciocínio,

Aprimorando o coração

E reformando a inteligência,

Renovando leis,

Aperfeiçoando costumes

E aclarando caminhos...

Mas, virá o momento

Em que a Boa Nova deve ser impressa, em nós mesmos,

Nos refolhos da mente,

Nos recessos do peito,

Através das palavras e das ações.

Dos princípios e ideais,

Das aspirações e das esperanças,

Dos gestos e pensamentos.

Porque, em verdade,

Se o Céu nos permite espalhar-lhe a Divina Mensagem no mundo,

Um dia, exigirá nos convertamos

Em traduções vivas do Evangelho na Terra.

Pão Nosso – Emmanuel – psic. Francisco C. Xavier – lição 40 (Compilado por Susan)


ELUCIDAÇÕES DOUTRINÁRIAS

COMPREENDE

H

á perturbações íntimas que vão muito além

das causadas pelas picuinhas com que nos

envolvemos levianamente em nosso

cotidiano.

Na Terra, podemos afirmar que, com honradíssimas

exceções, os espíritos aqui encarnados, em fase

inicial de aprimoramento moral, trazem o íntimo

perturbado por dissabores de variados matizes:

familiares que traem a confiança, injustiças, amigos

que se comportam com ingratidão, filhos rebeldes às

orientações educativas, pais negligentes...

Comumente, consideramos que se indignar diante de

tais situações, reclamando o acerto de contas por

parte dos que nos injuriam, até para que voltemos a

lhes dirigir a palavra, é uma postura necessária para

que o outro reconheça ser inadmissível nos tratar com

falta de respeito ou apreço. Essa conduta, porém,

muito se assemelha à do “olho por olho, dente por

dente”. Conduta essa imposta por Moisés, há cerca de

6 mil anos, ao povo hebreu, que, educado na pauta da

incivilidade dentro do regime escravocrata em que

vivia no Egito, possuía parcos rudimentos do respeito

ao próximo.

Há dois mil anos, adequando as leis mosaicas ao

entendimento da época, Jesus resumiu toda a Lei em

“Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo

como a si mesmo”. Essa lição hoje esclarecida pela

Doutrina Espírita, ainda é muito difícil de se alcançar

em toda a sua extensão. Mas existe já um esforço que

se nos impõe pela razão e que, se não se adequa às

pessoas e soluções dos nossos problemas conforme

as nossas expectativas, nos previne contra irritações,

revolta e atitudes infelizes que comprometeriam

muito mais o relacionamento que temos com os

nossos companheiros. Trata-se da compreensão.

A Doutrina nos explica, em primeiro lugar, que

somos espíritos eternos, criados simples, ignorantes,

dotados de inteligência e que ingressamos sucessivas

vezes na encarnação, a fim de efetuarmos o nosso

progresso, através do burilamento moral e intelectual

a que nos obrigam as experiências na matéria.

Encarnados, somos inseridos nos cenários que

melhor nos atenderão às necessidades de renovação.

Fazem parte da nossa escola, afetos e desafetos,

aqueles com quem temos afinidade e aqueles com

quem só temos problemas, aos quais nos ligamos ao

longo das encarnações e com os quais nos

comprometemos pela natureza de nossas escolhas.

E qual a justificativa que a Doutrina nos apresenta

para que nos submetamos a esses reajustes, para que

passemos a compreender determinadas pessoas, ao

invés de desprezá-las?

Se todos encarnamos com o fim de nos aprimorarmos

é porque, obviamente, ainda somos imperfeitos.

MENSAGENS SEMPRE PRESENTES DO EVANGELHO

NA VITÓRIA REAL

Exigir, reprovar, cobrar comportamentos mais nobres

daqueles com quem convivemos é uma grande falta

de lógica, já que ninguém pode oferecer a outrem o

recurso que não conseguiu adquirir para si mesmo. É

ainda uma grande hipocrisia de nossa parte, posto

que a maior parte, senão todas, as recriminações que

dirigimos aos outros poderiam igualmente nos ser

dirigidas.

Além do que, se por vezes nos sentimos

prejudicados, o mesmo devem também sentir os que

nos dão vazão a esse sentimento. A desobediência

filial deve ser de fato grande pesar para o coração de

um pai. Mas ao pai não seria mais preocupante a

insegurança e a confusão que o filho traz no íntimo e

das quais não poderão advir boas consequências?

Olhar os desajustes alheios e se esforçar por de fato

compreendê-los, não só nos poupa uma série de

dispensáveis irritações e laivos de vaidade como nos

permite nos exercitarmos, ainda que muito

superficialmente, no amor ao próximo, não

perturbando ainda mais quem já se basta com as

próprias dificuldades que se impõe, e nos permitindo

recuperar a simpatia e a confiança que talvez

tenhamos sido nós a aniquilar em nosso passado.

4 CORREIO DA FRATERNIDADE, DEZEMBRO, 2011

Débora

“Tende bom ânimo; eu venci o

mundo.” – JESUS. (João, 16:33)

É importante enumerar algumas das circunstâncias difíceis em que se encontrava

Jesus, quando asseverou perante os discípulos: “tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

Ele era alguém que, na conceituação do mundo, não passava de vencido vulgar.

Sabia-se no momento de entrar em amarga solidão.

Confessava que fora incompreendido pelos homens aos quais se propusera servir.

Não ignorava que os adversários lhe haviam assaltado a comunidade em formação,

através de um amigo invigilante.

Dirigia-se aos companheiros, anunciando que eles próprios seriam dispersos.

Falava, sem rebuços, da flagelação de que seria vítima.

Via-se malquisto pela maioria, perseguido, traído.

Não desconhecia que lhe envenenavam as intenções.

Certificara-se de que as pessoas mais altamente colocadas eram as primeiras a

examinar o melhor processo de confundi-lo.

Percebera o ódio de que se tornara objeto, principalmente por parte daqueles que

pretendiam açambarcar o nome de Deus, a serviço de interesses inferiores.

Reconhecia-se a poucos passos da morte, a que se inclinaria, condenado sem culpa.

Entretanto, ele dizia: “tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

Quando te encontres em crise, lembra-te do Mestre.

Subjugado, seria o conquistador inesquecível.

Batido, passaria à condição de senhor da vitória.

Assim ocorre, porque os construtores do aperfeiçoamento espiritual não estão na Terra

para vencer no mundo, mas notadamente para vencer o mundo, em si mesmos, de

modo a servirem ao mundo, sempre mais, e melhor.

Palavras de Vida Eterna – Emmanuel, psicografia de Francisco C. Xavier – lição 136 (Compilado por Delcio)


A BIBLIOTECA ESPÍRITA EM DESFILE

O ESPIRITISMO NA SUA EXPRESSÃO MAIS SIMPLES

Jesus, há 2000 anos, disse: E eu

rogarei ao Pai, e ele vos dará outro

Consolador, a fim de que esteja

convosco para sempre. 1

E assim aconteceu. Na segunda

metade do século retrasado foi

codificada a Doutrina Espírita.

Assim nos expressamos com tanta

convicção, pois o Espiritismo veio

ao nosso socorro explicando-nos as

lições consoladoras do Evangelho de

Jesus.

ASSIM SE EXPRESSOU O LEITOR

Mas divulgar ou entender a Doutrina

não tem sido tarefa simples. Já à

época de Kardec, com o intuito de

popularizar o Espiritismo e tornar

mais fácil e ágil a sua divulgação,

ele, Kardec, redigiu, com linguagem

bem acessível, uma série de

pequenas obras e as distribuiu por

toda a França.

A FEB, em 2006, editou a obra O

Espiritismo na sua Expressão mais

Simples e outros Opúsculos de

Kardec, onde traduziu quatro das

MELHOR CIDADE DO MUNDO PARA SE MORAR

COMO EXEMPLO

ara os frequentadores de um Grupo Espírita, estudiosos dos

ensinamentos de Jesus e explicações da Doutrina, não

deveria haver dúvida quanto a alguns conceitos, por

exemplo:

“A encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado

transitório...” 1

“Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se

vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As

provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas.

Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio

que limpa as chagas e cura o doente” 2 P

.

Mesmo assim, vezes por outras, o comportamento que se adota

diante das adversidades do dia a dia, evidencia que tais

esclarecimentos não estão bem compreendidos.

Muitos são os motivos para queixas, como problemas financeiros,

familiares e principalmente os relacionados à saúde. Acreditando-se

desafortunado, diante de problemas difíceis de serem superados,

justifica-se o porquê de não se doar mais nas atividades cotidianas e

não fazer o melhor de si.

Por esse motivo, faz-se muito relevante o destaque ao artigo “O

Gigante Deitado”, publicado na coluna Efemérides Espíritas, neste

jornal no mês de novembro p.p..

O referido artigo relatou a história de Jerônimo Mendonça que, em

que pese todas as dificuldades por que passou (e, diga-se de

passagem, não foram poucas), não deixou de realizar inúmeras

obras, trabalhando em favor do próximo e consequentemente em

sua própria reeducação íntima.

Tome este exemplo, cada aprendiz a praticante do Evangelho dentro

do seu cenário de vida, como um estímulo, um incentivo à

perseverança nas provas, com resignação, trabalhando a fim de bem

aproveitá-las.

1

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec; Cap. IV, p. 95

2

Idem Cap. V, p. 104

Natália

referidas obras de divulgação da

Doutrina.

Para aqueles que estão se iniciando

na Doutrina, a obra é de inestimável

valor, e para aqueles que já

venceram as primeiras barreiras, não

deixem de ler a comunicação inédita

de Kardec, de 31 de Março de 1870,

traduzida nas últimas páginas da

referida obra.

1 João, 14:16

Daniel Lona

Segundo notícia da Reuters, a excelente infraestrutura, ruas seguras e bom serviço público de saúde fazem de Viena a melhor cidade do mundo para se morar,

de acordo com a Consultoria Mercer em uma pesquisa mundial. A capital austríaca, com suas belas construções, parques públicos e rede extensa de ciclovias,

reduziu significativamente o custo de sua passagem anual de transporte público. Crimes graves são raros e a cidade de cerca de 1,7 milhão de habitantes

geralmente está entre as melhores nas pesquisas mundiais para qualidade de vida. 1

Parece, para a equipe deste jornal, que o responsável por tal pesquisa e o redator da Reuters ainda não entenderam a lição 2 que Jesus deu para o povo judeu,

contando a história do judeu rico que jogava os restos de sua mesa farta aos seus cachorros; migalhas estas que também eram disputadas por Lázaro 3 .

Após a passagem de ambos pela Terra o judeu ficou muito contrariado como espírito, e, desesperado, procurou Jeová, indagando por que é que ele que tinha ido à

igreja, que tinha respeitado todos os mandamentos, ainda exalava o cheiro dos seus restos mortais, enquanto Lázaro brilhava.

É… Parece que a comodidade da vida material nunca foi passaporte para a felicidade da vida de ninguém.

Sheila

1

Reuters, Vienna best place to live, Baghdad worst: survey – 29/11/11

2

Lucas, 16:19 a 31

3

Leproso ou homem com chagas no corpo

A VOLTA DE JESUS

Aos descrentes, semeou amor

E o caminho de Sua luz

Carregando o peso do mundo

Sofrendo o peso da cruz.

Sua missão foi interrompida

Pelos homens desprovidos de

Mas ele voltará,

Livre de Seu calvário e longe de Nazaré.

Com tanto tempo passado

O mundo se transformou

Ele vem mostrar a Seu povo

Quanto Ele os amou.

Ele voltará um dia

Longe de Sua cruz

Não mais em forma de homem

Mas sim em forma de luz.

Sebastião

o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz

eterna.

Mas, como amaremos no serviço diário?

Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.

Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade

com a energia, e a fraternidade com a justiça.

Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.

Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.

Vinha de Luz– Emmanuel – psic. Francisco C. Xavier – lição 5 (Compilado por Débora)

COM AMOR

A quem esteja engajado no trabalho da própria renovação, eis a

recomendação de Paulo esclarecida por Emmanuel.

"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o

vínculo da perfeição." - PAULO. (Colossenses, 3:14.)

Todo discípulo do Evangelho precisará

coragem para atacar os serviços da redenção

de si mesmo.

Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim

de marchar com desassombro sob

tempestades.

O caminho de resgate e elevação permanece

cheio de espinhos.

O trabalho constituir-se-á de lutas, de

sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de

testemunhos.

Toda a preparação é necessária, no capítulo da

resistência; entretanto, sobre tudo isto é

indispensável revestir-se nossa alma de

caridade, que é amor sublime.

A nobreza de caráter, a confiança, a

benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os

dons e as possibilidades são fios preciosos,

mas o amor é o tear divino que os entrelaçará,

tecendo a túnica da perfeição espiritual.

A disciplina e a educação, a escola e a cultura,

5 CORREIO DA FRATERNIDADE, DEZEMBRO, 2011


ASSIM SE EXPRESSOU O LEITOR

QUEM SERVE,

PROSSEGUE

No aprendizado cristão, essencial é, ao homem,

aprender a servir.

Nas mais diversas situações o homem é compelido

ao desejo de querer ser servido, ao invés da renúncia

de servir. No entanto, já nos exemplificara o Mestre

há 2000 anos que o caminho a ser trilhado pelo

cristão sincero é de servir, de amar, de perdoar, sem

exigir do próximo qualquer retribuição.

"O Filho do Homem não veio para ser servido,

mas para servir". - JESUS. (Marcos, 10:45)

A Natureza, em toda parte, é um laboratório

divino que elege o espírito de serviço por

processo normal de evolução.

Os olhos atilados observam a cooperação e o

auxílio nas mais comezinhas manifestações

dos reinos inferiores.

A cova serve à semente. A semente

enriquecerá o homem.

O vento ajuda as flores, permutando-lhes os

princípios de vida. As flores produzirão frutos

abençoados.

Os rios confiam-se ao mar. O mar faz a

nuvem fecundante.

Por manter a vida humana, no estágio em

que se encontra, milhares de animais morrem

na Terra, de hora a hora, dando carne e

sangue a benefício dos homens.

Infere-se de semelhante luta que o serviço é

o preço da caminhada libertadora ou

santificante.

A pessoa que se habitua a ser

invariavelmente servida em todas as

situações, não sabe agir sozinha em situação

alguma.

A criatura que serve pelo prazer de ser útil

progride sempre e encontra mil recursos

dentro de si mesma, na solução de todos os

problemas.

A primeira cristaliza-se.

A segunda desenvolve-se.

Quem reclama excessivamente dos outros,

por não estimar a movimentação própria na

satisfação de necessidades comuns, acaba

por escravizar-se aos servidores, estragando

o dia quando não encontra alguém que lhe

ponha a mesa. Quem aprende a servir,

contudo, sabe reduzir todos os embaraços da

senda, descobrindo trilhos novos.

Aprendiz do Evangelho que não improvisa a

alegria de auxiliar os semelhantes permanece

muito longe do verdadeiro discipulado,

porquanto companheiro fiel da Boa Nova está

informado de que Jesus veio para servir, e

desvela-se, a benefício de todos, até ao fim

da luta.

Se há mais alegria em dar que em receber,

há mais felicidade em servir que em ser

servido.

Quem serve, prossegue...

Fonte Viva – Emmanuel - psic. Francisco C. Xavier - lição 82

(Compilado por Sheila)

BAZAR BENEFICENTE

No dia 26 p.p. foi realizada a sexta edição do

Bazar, uma das atividades desta Casa,

responsável pela obtenção de recursos para

suprir as despesas da E.E.E. Anne Sullivan.

Nesse dia, foi apresentada a produção de

praticamente um ano de trabalho, estruturado

segundo programação elaborada entre a

Diretoria de Assistência Social e a

Presidência: mais de 1.000 itens distribuídos

entre panos de prato, toalhas de mesa, toalhas

de lavabo, artesanato em madeira e artesanato

em tecidos. Os convidados que aqui

estiveram, além de nos surpreenderem pela grande quantidade,

somaram-se em elogios no que se refere ao ambiente agradável, à

forma como foram recebidos, à beleza e à qualidade dos materiais

colocados à venda. Muitos disseram que se sentiram tão bem, que

não tinham vontade de ir embora.

Este trabalho envolve uma dúzia de senhoras comunitárias, algumas

frequentadoras das Reuniões Públicas de quintas-feiras à noite e

outras que não frequentam esta Casa, mas simpatizam com a obra,

executando, em suas casas, bordados, trabalhos em crochê, pinturas,

etc. As comunitárias aqui se reúnem às terças-feiras à tarde e aos

sábados pela manhã e dividem-se em diversas atividades.

Artesanato: pintura em madeira, aplicações em tecido, etc. Costura:

confecção de artigos para o Bazar, enxovais para bebês, mantas e

cobertores; ajustes em roupas usadas; organização dos itens que

recebemos em doação para posterior realização do bazar das mães

dos alunos surdos, em que são oferecidos roupas, calçados,

brinquedos, eletrodomésticos, entre outros.

Temos percebido que todas as senhoras, comunitárias ou não, se

têm esforçado por colocar seus melhores sentimentos em cada etapa

do trabalho: uma pincelada, uma costura, o “simples” pregar de um

botão.

O que nós, comunitários, pudemos concluir de tal experiência é que

estamos apenas começando a adquirir consciência cristã de que o

sucesso de qualquer atividade em uma Casa Espírita está baseado

na disciplina, no respeito, no trabalho em equipe e principalmente

no sentimento fraterno, sendo indispensável o estudo da Doutrina

Espírita e a prática de seus ensinamentos.

A necessidade de se adequar ao trabalho é nossa.

A coordenação dessa atividade não é tarefa fácil, porém tem sido

uma escola viva de renovação de sentimentos.

Prendas do bazar

BAZAR

6 CORREIO DA FRATERNIDADE, DEZEMBRO, 2011

Lenira

POESIA

A EXPERIÊNCIA DO BAZAR

As palavras aqui alinhavadas,

Quais rendas sobre o papel costuradas,

Exaltam a beleza d’uma atividade

Realizada por esta comunidade.

A ensolarada tarde de sábado

Do dia vinte e seis próximo passado

Esteve recheada de singelos utilitários,

De belas prendas e acessórios culinários.

Não foi qual festa

Voltada ao público feminino,

Em que sobra conversa

E cochichos ao pé d’ouvido.

Mas foi proveitoso bazar

Em que se pôde angariar fundos

Que esta escola para surdos

Haverá de os bem empregar.

Porém, muito além do aspecto financeiro,

Tal evento esteve a coroar

O trabalho de um ano inteiro,

De senhoras que se dispuseram a trabalhar,

Numa atividade semanal,

Em que deixavam seus lares

Para ombrearem-se, sem pesares,

Às companheiras de pincel, agulha e dedal.

Outras ainda haviam,

Que, tocadas pela mensagem

De ternura e fraternidade,

Seus trabalhos em casa faziam.

Destas mãos, por vezes cansadas,

Saíram, durante o ano, ternos enxovaizinhos

Que acalentaram as noites frias e úmidas,

Agasalhando a muitos bebezinhos,

Mãos que fizeram os consertos necessários

Às roupas, pela comunidade, doadas,

E que, por preço simbólico, foram compradas

Por famílias mais necessitadas.

Foram destas mãos valorosas e prestas

Que saíram prendas de utilidades domésticas

Repletas de carinho e cuidado,

No trabalho bem confeccionado,

Sem que houvesse, porém, espaço,

Para pinturas quais de Picasso,

Ou costuras de famosos estilistas

A alimentar atitudes elitistas.

Mas sim num trabalho feito com o coração

Disposto e voltado à doação,

Sem qualquer exigência

De aplauso ou retribuição.

Numa atividade renovadora

Aos rotos panos da alma eterna,

Através da tarefa disciplinadora,

Pequenina e fraterna.

A qual foi coroada

Naquela tarde de sábado ensolarada,

Que, pela paz, se fez nimbada,

Por uma atividade bem costurada.

No dia 26 de novembro p.p. realizou-se nesta Casa mais

um Bazar, que trouxe através de suas peças

confeccionadas, o resultado do trabalho do ano de 2011 de

um grupo de senhoras da própria comunidade e também de

companheiras de fora (ligadas a algum frequentador da

Casa) que se ofereceram para colaborar.

Havia produtos para todos os gostos, feitos todos com

muito capricho, desde panos de pratos, toalhas de mesa, até

porta controle remoto e caixinhas para joias.

Foram recebidas pessoas de fora da comunidade,

previamente convidadas pelos participantes desta, que

chegaram e sentiram-se “em casa”. Muitos foram os

elogios, não só à quantidade de itens, mas principalmente

pela qualidade dos mesmos.

Quem olhou de fora, não deixou de notar o sorriso no rosto

de todos, de sentir a grande harmonia com que

transcorreram as compras, e a satisfação com que saíram

daqui os compradores.

Por trás desta atividade, está o trabalho do departamento de assistência social desta Casa, apoiado pelos outros departamentos e

que por um ano pôs-se ao trabalho aos sábados e às terças-feiras, tendo como objetivo arrecadar fundos para a Escola de Surdos

que esta comunidade espírita mantém.

Susan

Natália


EFEMÉRIDES ESPÍRITAS

O DEVOTADO AMIGO

Há exatos 145 anos, mais

precisamente em 2 de Dezembro de

1866, nasceu, no interior da Bahia,

um expoente do Espiritismo, neste

Estado. Seu nome é José Florentino

Sena, mais conhecido como José

Petitinga. Dizemos expoente, pois foi

responsável por unificar os Grupos

Espíritas da Bahia, uma vez que tais

comunidades já enfrentavam

problemas quanto à fiel observância

dos seus conceitos fundamentais. Isto

acontecia, mesmo poucos anos após a

mudança de Olímpio Teles de

Menezes, outra grande personalidade

espírita, para a cidade do Rio de

Janeiro.

Petitinga nasceu em numerosa família

e, como todos aqueles que nasciam

em lares menos abastados, precisou

trabalhar desde muito cedo, mal

completando o ensino fundamental.

No entanto, detentor de uma mente

brilhante e ávida por aprendizado

passou a ler e estudar por conta

própria. Como uma inteligência

proeminente, não foi de se admirar

que tenha galgado elevada posição

junto à empresa em que começou

como guarda-livros (atual técnico em

contabilidade). Mas, não acumulou

qualquer fortuna. Conta seu filho que

era comum ver o pai voltar a pé para

casa, por ter dado, ao longo de seu

trajeto, todo o dinheiro que possuía.

Interessante lembrar que Petitinga

sofria de enfermidade crônica nos

pés, o que lhe dificultava a marcha.

Além do serviço do qual retirava seu

sustento, destacou-se no campo

jornalístico e poético. Aos 20 anos

lançou seu primeiro livro, um grande

sucesso de vendas e crítica. Também

se destacou nos artigos sobre política

que escrevia para importantes jornais

da época. Para evitar contendas

devido à sua baixa escolaridade, foi

que adotou o pseudônimo de Petitinga

para assinar seus trabalhos. No

entanto, seus artigos eram tão bem

embasados que se tornaram muito

populares. Assim, passou a adotar o

referido pseudônimo como seu

sobrenome.

José Petitinga conheceu a Doutrina

Espírita através da leitura de O Livro

dos Espíritos, quando de seus 21

anos. Fundou então, em Juazeiro,

cidade em que morava na época, o

Grupo Espírita Caridade, lá

trabalhando como médium e

responsável pelos estudos

doutrinários. Logo após sua

conversão ao Espiritismo, recebeu de

seu mentor espiritual uma belíssima

mensagem denominada Amigo, em

que já era alertado quanto às batalhas

futuras: Se não encontrares amigos,

sê o devotado companheiro de outro

que depares no teu caminho 1 . Tal

qual previu o mentor espiritual,

Petitinga lutou, muitas vezes,

solitário. A título de exemplificação,

o Espírito Hilário Silva narra que,

certa feita, Petitinga ouvia os intentos

de um jovem aprendiz da Doutrina

dos Espíritos, quanto à fundação de

creches, orfanatos, asilos... O

médium, muito contente com a

conversação do rapaz convidou-o

para auxiliar no passe fluídico de dois

irmãos tuberculosos que ali

chegaram... Petitinga ficou sozinho.

Solitariamente também foi instado a

auxiliar um Centro Espírita que

estava prestes a fechar as portas.

Inevitavelmente, o Grupo encerrou

suas atividades e foi assim que

Petitinga, compreendendo a

gravidade da situação, resolveu

resgatar a unidade de vistas da

Doutrina nas Casas Espíritas através

da fundação da União Espírita

Baiana, quando se mudou para

Salvador. Com sua “austeridade

cristã” conseguiu unificar tais

comunidades em torno das

orientações doutrinárias. Trabalhou

junto a esta instituição até o findar de

sua encarnação, em Março de 1939.

Foi mestre de Leopoldo Machado,

quando este lá trabalhava na

secretaria. Apesar do intenso trabalho

diretivo, Petitinga jamais deixou de

atuar como médium, cuja disciplinada

tarefa pode ser conferida na obra Nos

Bastidores da Obsessão. Além disso,

sempre permaneceu como palestrante

e estudioso consciente. A propósito,

conta-se que, durante uma reunião de

estudos do Evangelho Segundo o

Espiritismo, cujo tema era “Perdoar

as Ofensas”, um homem, sob visível

influência de espírito obsessor,

invadiu a sala insultando-o

austeramente. Afirmava que o orador

não teria gabarito moral para levar

adiante os trabalhos na Seara de

Jesus. Serenamente, Petitinga

respondeu: Tens toda a razão e eu o

reconheço, enumerando publicamente

todas aquelas que, a seu ver, seriam

suas fraquezas. Finalizando, enunciou

uma prece dizendo: Perdoa-me,

Senhor, na imperfeição em que me

demoro e ajuda-me na redenção que

persigo... Ao findar suas palavras o

invasor atirou-se no chão e começou

a pedir-lhe perdão, vencido pela

humildade cristã de Petitinga. Logo, o

obsessor retirou-se e Petitinga

auxiliou o obsedado a recobrar a

consciência, continuando sua

exposição como se nada tivesse

acontecido... Através deste exemplo,

pode-se aquilatar que não foram as

faculdades mediúnicas que fizeram

José Petitinga destacar-se nos meios

espíritas, mas sim sua fidelidade aos

ensinos do Mestre Jesus traduzida em

atos. Esta fidelidade pode ser

conferida em suas comunicações,

muitas delas pela psicografia de

Chico Xavier, as quais demonstram

que Petitinga continuou sendo o

devotado amigo dos que lhe

margeiam o caminho.

1 Página eletrônica da Sociedade Espírita José Petitinga:

http://www.josepetitingasaj.kit.net/petitinga.htm

Débora/Susan

Leia mais em:

Grandes Espíritas do Brasil – Zeus Wantuil;

A Vida Escreve – Hilário Silva, psic. Francisco C. Xavier/Waldo Vieira

- lição 5, segunda parte;

Nos Bastidores da Obsessão – Manoel P. de Miranda, psic. Divaldo P.

Franco;

Reencarnação e Imortalidade – Hermínio C. Miranda - p. 220–222

2ª ed. FEB

7 CORREIO DA FRATERNIDADE, DEZEMBRO, 2011


LIVRO ESPÍRITA – AMIGO SUBLIME

LEITURA PARA ADULTOS

“As entidades espirituais realizam reuniões específicas, em ocasiões determinadas, a fim de adotarem serviços ou decisões?”

Talvez esta pergunta direcionada a Emmanuel, também passe pela mente do amigo leitor. O referido mentor espiritual, a título de

exemplificação, narrou um encontro de poetas desencarnados para a composição da obra que destacamos este mês. Conta

Emmanuel que tal encontro se deu em vasto salão de instituto cultural no mundo espiritual e que cada autor traria suas produções

para que fossem lidas e comentadas. As emanações mentais produzidas por cada autor que lia suas poesias, bem como o impacto

causado por elas nos expectantes, produziram um verdadeiro festival de luzes. Em cada momento uma cor distinta se fazia

presente, ao que Emmanuel chamou de “festa de kirliangrafias 1 ”. Recolhidas as composições para a confecção do livro,

psicografado por Chico Xavier, Emmanuel resolveu homenagear tal encontro, em que foi possível observar o “valor das mentes

unidas com objetivos de elevação”, intitulando esta magnífica obra com o nome de ASSEMBLEIA DE LUZ. Junte-se aos autores

destas poesias promovendo em si um verdadeiro banquete das luzes proporcionadas pelo entendimento do Evangelho de Jesus.

PALAVRAS FINAIS

TRABALHAR SEMPRE

1 ou foto Kirlian – fotografia obtida através da máquina de Kirlian, que captura emanações sutis do perispírito.

LIVRO INFANTIL

A Biblioteca Espírita Irmão Clarêncio tem um convite

muito especial para lhes fazer neste mês. É chegada a

época de férias e, quem sabe, o pessoal da sua casa pode

se juntar à Dona Clara e sua netinha Isabel. Elas se

reúnem todas as noites para conversar, sabem sobre o

quê? Sobre a história do Senhor Jesus. E elas mandaram

convidar todos os que quiserem ouvir.

Você não tem curiosidade de saber por onde Ele passou, o

que fez e o que ensinou? Afinal de contas, o que o Senhor

Jesus fez de tão importante para ser tão respeitado? Quem

estiver interessado, passe na biblioteca para pegar o seu

convite, que é um livro chamado “Escuta, meu Filho...”,

ditado pelo Espírito Aura Celeste a Corina Novelino.

Dona Clara e Isabel estão nos aguardando para iniciarem

a sessão de histórias.

Nos encontramos lá?

Débora

Eis que Dezembro chegou! Mais um ano vai chegando ao fim.

E aqui está, amigo leitor, o nosso Correio da Fraternidade. Foram 12 meses em que ele marcou

presença, chegando às suas mãos como modesto veículo da divulgação Espírita-Cristã desta comunidade.

Por isso, muito contentes, agradecemos a Jesus e aos Mentores Espirituais pelo amparo, para que se

pudesse alcançar esta realização.

E, como o trabalho na Seara Cristã não para, rogamos ao Mestre que sustente em todos nós, a confiança e a esperança, para continuarmos trabalhando sempre sob

as luzes dos esclarecimentos das lições do Seu Evangelho.

A Equipe de Redação

VOCÊ SABIA?

ESPIRITISMO: UM CASO DE POLÍCIA

Poucos sabem, mas os espíritas foram perseguidos no Brasil. Isso de fato aconteceu em 1890,

quando o Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890, promulgou o novo Código Penal.

Os Espíritas, que já tinham enfrentado a proibição das sessões na Sociedade Acadêmica Deus,

Cristo e Caridade e dos Centros filiados, em 1881, agora tinham o Artigo 157 do referido Código

Penal a lhes causar problemas. Tal artigo proibia a prática do Espiritismo, com pena de prisão de

um a seis meses e multa para os que transgredissem a Lei.

O referido Artigo 157 confundia o Espiritismo com o uso de talismãs e cartomancia para despertar

sentimentos de ódio ou amor, inculcar cura de moléstias curáveis ou incuráveis, enfim, para fascinar

e subjugar a credulidade pública.

Com isso, a revista Reformador, editada pela FEB, começou a publicar em 1 de novembro de 1890

a defesa dos Espíritas e da prática do Espiritismo. A defesa foi composta pela simples exposição dos

fundamentos da Doutrina, que demonstraram que o Espiritismo é a mais completa negação de todas

as superstições, tendo-as como o maior atraso do espírito humano.

Se quiser saber mais, procure por este artigo no Reformador, na nossa Biblioteca Espírita Irmão

Clarêncio.

Daniel Lona

8 CORREIO DA FRATERNIDADE, DEZEMBRO, 2011

Susan

80 ANOS DE PARNASO

Em Dezembro de 1931, há exatos 80 anos, era publicado

o primeiro livro a vir a lume pela psicografia de Francisco

C. Xavier, o Parnaso de Além Túmulo. Aqui relembramos

esta magnífica obra com alguns despretensiosos versos.

Há 80 anos luzia

Na pequena Pedro Leopoldo,

Onde então Chico Xavier vivia

O primeiro volume por ele psicografado.

Ilustres nomes eram então grafados

De Portugal e do Brasil

Personagens jamais evocados

De estilos e procedências mil.

O jovem Chico contando 21 anos

Grafava linhas jamais imaginadas

Estilos Literários e ideias de um plano

Que surpreendiam a equipe formada.

Não só pela presteza

Mas também pela moralidade

Dos versos escritos com firmeza

A realçar sua espiritualidade.

Iniciava-se naquele volume

Uma jornada que se expandiria

Por outras mais de 400 obras que viriam a lume

Trazendo a luz do Evangelho ao mundo de nossos dias.

Sheila

AJUDA DE MEMÓRIA

O periódico O Clarim publicou na edição de

dezembro/2011 uma crônica que muito deve interessar

aos estudantes do Espiritismo. Trata-se do artigo “O

destino do Profº Rivail”. O autor Paulo Henrique Bueno

construiu uma narrativa dos momentos que precederam

a ida de Hyppolyte León Denizard Rivail, mais

conhecido como Allan Kardec, à casa da Sra.

Plainemaison, onde ele observaria pela primeira vez o

fenômeno das mesas girantes.

No decorrer do texto, são ressaltadas algumas

informações importantes sobre a sua biografia, que

atestam seu preparo para a tarefa de pesquisa, análise e

organização da Doutrina Espírita.

O jornal está à disposição na Biblioteca Espírita Irmão

Clarêncio, além de outras biografias de Allan Kardec,

mais completas e objetivas, para quem interessar-se em

saber o que gabaritava o Professor Rivail a ser o

responsável pela organização das obras que utilizamos

para compreender o Evangelho.

Débora

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