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Amizades trans-viadas num espaço urbano de ... - Fazendo Gênero

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Amizades trans-viadas num espaço urbano de ... - Fazendo

Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 Amizades trans-viadas num espaço urbano de Porto Alegre – RS Thais Coelho da Silva (UFRGS) Estudos culturais; juventude; amizade. ST 45 – Sujeitos do feminismo: políticas e teorias Ancorada no campo teórico dos Estudos Culturais, esta comunicação constitui um recorte de pesquisa em andamento que procura conhecer um grupo de jovens homoafetivos – que trocam afetos com pessoas de mesmo sexo – num espaço urbano de Porto Alegre – RS. Para problematizar suas práticas, compus as análises utilizando-me de observações, diários de campo, fotografias, entrevistas, imagens, sons, músicas, vestimentas, adereços, conversas, documentos e alguns materiais impressos diversos que circularam pelo local onde tal grupo se reúne. Tais materiais me conduziram a atentar para a busca de pertencimentos dentre seus pares, onde não apenas atribuem significados aos seus fazeres individuais e coletivos, como (com)partilham dos mesmos, produzindo-se no interior destas relações. O grupo que investigo é composto, predominantemente, por jovens homoafetivos da periferia urbana da cidade e se reúne nos arredores de um shopping center, nas tardes de domingo. A entrada e freqüência destes jovens no Shopping vêm sendo barradas, pois seus comportamentos, especialmente afetivos, são considerados ‘inadequados’ – exagerados, extravagantes, ofensivos – pela direção do estabelecimento. Dessa forma, acabam por ocupar a própria rua, utilizando as paredes das casas, os carros estacionados, o ponto de ônibus, o meio-fio, desfilando sob as luzes dos postes públicos, dos faróis dos carros, alvo de olhares passantes: palco perfeito para o que denominei ser uma juventude trans-viada. Inspirei-me no filme Juventude Transviada (Rebeld without a cause) estrelado por James Dean, em 1955, para tratar de uma juventude que não apenas transita, mas trans-figura tal lugar através de performances homoafetivas. Opto por usar aqui o termo trans-viada referindo-me não apenas à palavra transviado, que se refere àquele que não obedece aos padrões comportamentais vigentes, mas tencionando arriscar uma aproximação do prefixo trans, de transgressão, trânsito, transgênero, transexual, com o termo usual pejorativo viado, comumente usado para designar sujeitos homossexuais masculinos. Trago este termo para me referir a estes jovens que transgridem os comportamentos em relação aos prazeres do corpo, às afetividades, às sexualidades. Afirmo que eles não são ‘rebeldes sem causa’, mas jovens que procuram resistir às práticas e políticas hegemônicas, marcando um lugar, tornando-se visíveis, dando-se voz.

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