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GAZETA DIARIO 554

06 Opinião Foz do

06 Opinião Foz do Iguaçu, sexta-feira, 13 de abril de 2018 Dona Inês, dona Inês... Após ter ficado 15 meses no Executivo, sendo quatro meses como prefeita interina e depois outros longos 11 meses como secretária da Saúde, Inês Weizemann volta para a Câmara e quer saber do prefeito Chico Brasileiro informações sobre como está o atendimento oftalmológico em Foz? Por favor, né vereadora? Pegue leve! É o prefeito quem deveria perguntar para a senhora. Cada uma! Vai ver é por falta de conhecimento ou conteúdo acerca dos problemas da cidade que a vereadora Inês foi buscar um tema assim. Só esqueceu que era da sua responsabilidade. Parece desenho do Pica-Pau! Unanimidade E todos os vereadores aprovaram a medida, claro. É a unanimidade que vai colocar a vereadora no paredão, ou seja, ela mesma se colocou de frente para a artilharia. Que barbaridade! Free shops na discussão Depois de um silêncio meio ensurdecedor, os free shops entraram em algumas rodas de debates. Todo mundo meio que pisando em ovos sem querer botar o pescoço muito acima da linha de tiro. Ao que parece, quem era radicalmente contra a instalação das lojas francas já mudou de ideia, ou pelo menos caiu na moderação. Preocupação no Paraguai? O Corvo conversou com vários empresários e comerciantes que possuem negócios em Ciudad del Este, e por lá ninguém parece tão preocupado como iguaçuenses que se põem em defesa dos paraguaios. "Fico vendo e ouvindo algumas pessoas em Foz nos defendendo, tentando induzir a população que as lojas francas vão nos quebrar, mas nunca vi uma dessas pessoas por aqui, nas reuniões que fazemos para lidar com os problemas. Acho que cada um deveria cuidar melhor do seu quintal", disse um empresário que pediu para o Corvo não expor o seu nome. Vermelho no microfone Ele foi ao Contraponto da Rádio Cultura ontem. O Corvo estava na estrada, e o som não chegava firme. Não era possível ouvir com clareza o que falavam durante o programa. Da próxima vez em que o Corvo viajar pelas estradas da Sibéria, vai pedir para a turma aumentar a potência dos transmissores da "gloriosa". Bom, ser entrevistado pelo Dr. Nelson e os demais companheiros daquela mesa de granito não é lá uma situação das mais confortáveis, mas ao que consta o Vermelho saiu feliz. Dr. Nelson estava viajando, e o Joel de Lima conduziu a entrevista. O Adelino preparou uma matéria especial para hoje. Não há preocupação Nas questões que envolvem as lojas francas, apenas um tema esboça preocupações do lado de lá: a redução da cota de US$ 300 pela metade. No mais, boa parte dos empresários acredita que as duas cidades lucrarão. "Um free shop não fará cócegas no nosso poderio de venda", afirmou outro comerciante. Local De um modo em geral, há enorme curiosidade entre os paraguaios sobre onde será instalado um free shop em Foz. Num apanhado geral deu para concluir que, quanto mais longe da Ponte da Amizade, melhor para quem possui negócios do outro lado do Rio Paraná. Lojas francas na Vila Portes, Jupira e adjacências causam um arrepiozinho. Bom, para qualquer entendedor do assunto, as áreas próximas à ponte estão fora de questão. Tomara que na dúvida não resolvam deixar as lojas francas só lá pelas bandas de Guaíra. Bobos não são E alguém acha que o Brasil dá um passo e o Paraguai fica quietinho, chupando o dedo? Que nada, isso é coisa do passado. Os nossos vizinhos estão com o espírito arrojado e a moral em alta. O tema zona franca virou moda nas discussões eleitorais de lá. O Brasil joga uma pedra com estilingue, e os paraguaios devolvem um tiro de bazuca. Aumento dos royalties A notícia pegou muita gente de jeito e causou enorme felicidade entre os secretários e prefeitos das cidades contempladas. Em Foz, então, compraram salgadinhos e sidra para brindar a conquista. Acontece que alguém andou errando na conta. O caso é que o montante de grana a mais pode ser bem menor daquele que foi comemorado na prefeitura. O Corvo detesta jogar areia no angu, mas vamos raciocinar com os números na ponta do lápis: se Temer sancionar o projeto, os repasses aos municípios vão aumentar de 45% para 65%, o que significaria um aumento de 20% nos royalties. Sendo assim, se no ano passado foram pagos cerca de R$ 60 milhões, é esperado um incremento de apenas R$ 12 milhões — e não de R$ 28 milhões. Bom, pode ser que o Chico tenha conseguido um dinheiro a mais da Itaipu. E em que vai gastar? Pois é essa a pergunta que o povo faz. Em que gastam o dinheiro dos royalties e para que a prefeitura vai gastar a suplementação? Faz um tempão que Foz recebe o dinheiro dos royalties e, em raras ocasiões, alguém disse: "Foi usado nisso ou naquilo". Pelo que Foz passou nos últimos anos, compensação de Itaipu é para apagar incêndio. Recursos livres Os royalties são recursos livres, mas devem ser usados em projetos voltados para o desenvolvimento das cidades que sofreram algum impacto com a construção de Itaipu. O prefeito Chico Brasileiro disse que vai aplicar todo o valor agora remanejado na forma da lei. Haja projetos, né Chico, só o Piolla tem uns "trocentos"! Requião e as mulheres O senador Roberto Requião participou em Curitiba do seminário Mulheres Transformadoras, contra a prisão de Lula. Bah! O que será que elas transformarão num assunto desses? "Nesse maelström entreguista e desnacionalizante o céu era o limite. Não mais. Até o nosso céu se foi." Palavras do Roberto Requião estampadas no Blog do Esmael. Ouvintes afiados Como todo mundo sabe, os microfones da Rádio Cultura se abrem para os ouvintes, e foi numa dessas aberturas que um cidadão tascou o verbo no fato de a Executiva provisória do PSD de Foz ventilar apoio a um candidato de Cascavel. O ouvinte arrepiou. Conciliador Vermelho, por sua vez, tratou de colocar panos mornos na freguesia. Disse que é amigo de Wanderley Teixeira e de Evandro Roman e que vê com naturalidade as deliberações no partido. Pelo que parece, o homem não quer saber de briga, quer é disputar a eleição sem que roam a sua canela. "Eu sou da paz, acho que é preciso somar, e não dividir. Nós temos de eleger o Ratinho Junior, e para isso precisa de união", afirmou o Vermelho. Barba, cabelo e bigode Corvo, que pegada vocês deram neste jornal, hein? Fiquei de cara com a qualidade da versão eletrônica! Não fica atrás de ninguém e é melhor ainda que muito jornalão. Achei a sacada do aplicativo ótima e já baixei, inclusive. E o impresso? Adilson Marcolino Show de bola Corvo, meus parabéns a todos aí na nossa "Gazetinha"! O jornal pode ser outra empresa, de outros donos, estar em outro lugar, mas não interessa, será a nossa "Gazetinha". O Corvo responde aos leitores: prezados, a estreia da nova web do jornal, ou a sua versão eletrônica, como preferirem, teve enorme atenção dos leitores durante todo o período de ontem. O mesmo ocorreu com o aplicativo. Estima-se que muita gente já o tenha baixado. E segunda-feira é a vez da reforma no impresso, que ganhará novo visual. O Corvo, em nome da direção e editores, agradece o carinho dos leitores! Sexta-feira 13 Muita gente leva isso a sério, que barbaridade; é só um dia igual aos demais, com todo mundo aguardando ansiosamente a hora do expediente acabar para entrar numa gelada. Amanhã já é sábado, dia 14, e fim de papo.

Foz do Iguaçu, sexta-feira, 13 de abril de 2018 Política 07 ENTREVISTA "Política é a arte de somar" Declaração é do pré-candidato Vermelho, que participou do programa Contraponto, da Rádio Cultura; leia os trechos principais: Adelino de Souza Freelancer Dante Quadra - Você trocou o PTB pelo PSD. Foi um convite do Ratinho Junior? Vermelho - Nós tínhamos um trabalho bastante avançado no Oeste e Sudoeste do Paraná, defendendo o plano de trabalho do Ratinho Junior. Havia um entendimento no sentido do PTB compor a chapa majoritária do Ratinho, tendo o Alex Canziani como candidato a vice ou ao Senado. Na proporcional havia o entendimento para fazer uma chapa pura, como na eleição passada, quando elegemos dois deputados federais, sendo o segundo com 60 mil votos. Ocorre que o partido tomou a decisão de coligar com a Cida Borghetti, tendo o Canziani como candidato ao Senado e sua filha como candidata a deputada federal. Além disso, tínhamos o trabalho sedimentado em mais de cem cidades, tendo como candidato o Ratinho Junior. Nesse novo cenário, recebi o convite do Ratinho para fazer parte do PSD, quando ele explicou que nesse partido eu teria maior viabilidade eleitoral. Conversei também com o Chico Brasileiro, e ele disse que eu seria bem-vindo para somar nas fileiras do PSD. Consultei também companheiros e lideranças das regiões Oeste e Sudoeste, onde tenho as bases, e praticamente todos entenderam que eu deveria ir para o PSD. Foi por essas razões que tomamos essa decisão. Cida Costa - O Wanderley Teixeira, presidente do partido, esteve aqui na rádio e disse que você não teria apoio do PSD local. Vocês não conversaram? Vermelho - O diretório estadual nos convidou e tem poderes para fazer as filiações. Mesmo assim, meu filho conversou com o Teixeira. Mas no caso de uma eleição como essa, é normal uma filiação ocorrer pelo estadual, como ocorreram tantas outras filiações. Cida - O Teixeira citou os nomes de Professor Sérgio, Inêz Weizemann, Mário Rosa e Evandro Roman. Nélio Sander - Foram esses nomes, e o Teixeira disse que o diretório local não trabalharia pela sua candidatura. Qual o caminho agora? O diretório estadual poderá intervir? Cida - Seria o Roman para deputado federal e os outros para estadual... Dante Quadra - E o Roman não é de Foz... Foto: Rádio Cultura "Não queremos fazer da política um balcão de negócios" Vermelho durante a entrevista na Rádio Cultura com a presença de Cida Costa, Dante Quadra, Nélio Sander, Joel de Lima e Ennes da Rocha Vermelho - Eu gosto do Wanderley Teixeira, é meu amigo, e respeito a posição dele. Se ele optar por um candidato de Cascavel, não há problema, o Roman é um amigo nosso, companheiro de partido. A majoritária precisa do voto de todos, e em política é preciso somar, e não dividir. Mas eu volto a chamar a atenção da importância de Foz e região ter representantes na Câmara Federal. Na última eleição, dos 140 mil votos, 90 mil ficaram na cidade e 50 mil foram para candidatos de outras cidades. Então, existe voto para todos. Sinto-me confortável no PSD, onde tenho muitos amigos. Sou empreendedor local, gero 150 empregos diretos em Foz, vivo aqui há 27 anos e me coloco à disposição para somar, porque juntos podemos mais. Dante - O Vermelho é pré-candidato de Foz, mora em Foz, ou tem domicílio eleitoral aqui? Vermelho - Estou em Foz do Iguaçu, tenho casa aqui, tenho dois filhos em Foz, tenho meus negócios, gero 150 empregos aqui e 600 na região. Cheguei aqui durante o mandato do Álvaro Neumann, passei por todos esses prefeitos, sempre fazendo o bem. Ouvinte Kátia Schimidt - Conheço o Vermelho há cerca de 20 anos e sei do seu trabalho na cidade. Gosto muito do Teixeira, mas admiro ele que defendia candidatos de Foz apoiar um candidato de fora. Aliás, o que esse Roman fez por Foz? Que recursos, que benefícios ele trouxe para cá? Uma merreca. O partido precisa fazer uma reunião e apoiar candidatos daqui. Ennes da Rocha - O Ramiro Leite também se filiou por Curitiba e será candidato. Dizem que forças que se dividem são forças que se enfraquecem. Não seria melhor uma união, já que eleição é questão de número de votos? Vermelho - Concordo com você, Ennes. A política é a arte de somar, ainda mais neste momento crucial que estamos vivendo. Eu respeito os diretórios e comissões provisórias, até porque montei 78 diretorias no Oeste e Sudoeste. Temos de somar porque atrás do voto existe uma comunidade, um município e uma região esperando sempre o melhor para o cidadão. Ouvinte Antonio, do Portal - Votar em candidato de fora é a mesma coisa que a Rádio Cultura fazer uma campanha para todos depositarem dinheiro na conta da Prefeitura de Cascavel para melhorar aquela cidade... Vermelho - Agradeço a todos aqui da mesa e aos ouvintes. Acho que o eleitor é inteligente para escolher os candidatos que têm viabilidade e que irão desenvolver um trabalho sério. Estou dividindo meu tempo 50% na atividade empresarial e 50% na pré-campanha, porque precisamos trabalhar para ganhar o pão de cada dia, pois não dependemos da política para viver e não queremos fazer da política um balcão de negócios.