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ACTUALIDADE SOCIAL MADEIRENSE Nº203 Mensal • Março 2022

"Leiname" brilha em concursos internacionais

DançArte

No salão nobre da ALRM

Semana Cultural da Ilha

Os eventos da 27.ª edição

Flávio Abreu

José

Músico luso-descendente em entrevista

Nº203 Mensal

Março 2022 • €2,50

"Eu, como bailarino,

gosto de tudo o que é dança"


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A revista Da madeira

a actualidade social

madeirense

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04 Começou na dança numa época

em que a sociedade considerava o

ballet para raparigas e o futebol para

rapazes mas lutou para se impôr e

contrariando a regra, tornou-se um

reconhecido bailarino profissional.

Flávio Abreu conta como é ser

bailarino aos 34 anos.

Sumário

08

26

email:

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Propriedade:

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Helena Sofia Sousa Aguiar de Mello Carvalho

Sede do Editor

Edgar R. de Aguiar

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Lote 7, 9304-006 Câmara de Lobos

Director

Edgar Rodrigues de Aguiar

Redação

Dulcina Branco Miguens

Secretária de Redação

Maria Camacho

Depart. Imagem

O Liberal

Design Gráfico

O Liberal

07 Fotografia “Leiname” conquista

concursos internacionais

08 Quinta edição do aCORDE no

salão nobre da ALRM

11 DançArte premiou jovens

bailarinos

13 Novo espaço em Santo António

perpetua vida e obra da religiosa

Madre Virgínia

14 Programa de eventos da XXVII

Semana Cultural da Ilha

15 Marco Fagundes levou

“Pooland” à Galeria Marca de Água

16 Conferência “A experiência

portuguesa no combate à Covid-19”

na ALRM

17 A ilha de Porto Santo na

produção do enólogo António Maçanita

18 Nuno Barros lançou novo livro

19 Duo madeirense NuLo divulgou

novos trabalhos discográficos

20 I Torneio Palheiro Gardens Golf

Classic no Palheiro Golf

24 A entrevista ao músico

luso-descendente José

26 Entrega dos prémios AMAK na

Quinta Magnólia

30 Revisitamos o Festival Colombo

2021 em Porto Santo

32 “The Heart of Art”, da Semana

Regional das Artes, na Avenida Arriaga

34 A agenda social da visita do

Presidente da ALR dos Açores à

Madeira

37 Vinte e seis anos da cervejaria

e bar Beerhouse

38 Inauguração do novo espaço do

Savoy Signature, Pau de Lume

39 A magia do Natal 2021 na

Madeira e Porto Santo em imagens

42 Fiesta LifeStyle

Malta

43 Fiesta 7 Arte

O que ver no cinema neste 2022

44 Fiesta Décor

Tendências 2022: estilo retrô

45 Cocktail Olim: “Salsa”

46 Momentos DDiArte

Lady Butterfly III

Departamento Comercial

O Liberal

Serviço de Assinaturas

Luísa Agrela

Administração, Redação,

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Composição e Impressão

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Depósito Legal nº 109138/97

Registo de Marca Nacional nº 376915

ISSN 0873-7290

Registado no Instituto da Comunicação

Social com o nº 124584

Membro da Associação da Imprensa

Não Diária - Sócio P-881

Tiragem

10.000 exemplares

[Nova Ortografia]

www.revistafiesta.pt

Fiesta! É uma revista mensal de informação

geral que dá, principalmente

através da imagem, uma ampla

cobertura dos mais importantes

e significativos acontecimentos

regionais, com especial incidência

para os eventos festivos, espetáculos

e às pessoas, não esquecendo

temáticas que, embora

saindo do âmbito regional, sejam

de interesse geral, nomeadamente

para os conterrâneos espalhados

pelo mundo;

••

Estatuto Editorial

Fiesta! É um projeto jornalístico e dirige-se

essencialmente aos quadros

médios e de topo, gestores,

empresários, professores, estudantes,

técnicos superiores, profissionais

liberais, comerciantes,

industriais, marketing e recursos

humanos;

Fiesta! Identifica-se com os valores da

autonomia, da democracia pluralista

e solidária, defendendo o

pluralismo de opinião, sem prejuízo

de poder assumir as suas

próprias posições;

Fiesta! Mais do que a mera descrição dos

factos, tenta descortinar as razões

por detrás dos acontecimentos,

antecipando tendências,

oportunidades informativas;

••

Fiesta! Pauta-se pelo princípio de que os

factos e as opiniões devem ser

claramente separadas: os primeiros

são intocáveis e as segundas

são livres;

Fiesta! Como iniciativa privada, tem como

objetivo o resultado, pois só

assim assegura a sua independência

editorial;

Fiesta! Através dos seus acionistas, direção,

jornalistas e fotógrafos,

rege-se, no exercício da sua atividade,

pelo cumprimento rigoroso

das normas éticas e deontológicas

do jornalismo.

3


Flávio Abreu

• Dulcina Branco

• Fotos: D.R.

‘Este ano de 2022 estou a

completar 10 anos como coreógrafo

da grande Escola de Samba “Os

Cariocas”, presidida por Raul Silva

Começou a despontar na dança numa época em que a

sociedade considerava o ballet para raparigas e o futebol

para rapazes mas lutou para se impôr e contrariando a regra,

tornou-se bailarino profissional. Ao longo da carreira deste

bailarino madeirense de 34 anos surgem interpretações de

bailados históricos como o “Quebra-nozes”, “Petrouscka” ou

o musical inglês “Gigi”. Flávio Abreu tem estado inserido

em projetos artísticos do Conservatório, da Escola Carlos

Fernandes e eventos do Turismo, como a Festa da Flor e o

Carnaval, aos quais se entrega de alma e coração, tal como

conta nesta entrevista.

4


‘Não basta dizer que

somos bailarinos,

mas antes e sim, que

somos intérpretes

performers, ou

seja aquele que

acrescenta o seu

ponto de vista

artístico e que

intervém de forma

ativa na criação da

obra de arte’

O que é ser “bailarino”?

- É um artista que se especializa no corpo, na

expressão e nas suas diferentes perspetivas. Deve

ser também um “intérprete performer”, ou

seja, não deve ser um mero executor mas um

intérprete que dá vida a determinada personagem,

que analise e tire conclusões sobre a sua

prestação e da obra artística no geral. O bailarino

intérprete, além de ser um corpo singular e

único, deve apresentar competências na área da

composição coreográfica, dando resposta às visões

peculiares e únicas de diferentes coreógrafos.

Não basta dizer que somos bailarinos, mas

antes e sim, que somos intérpretes performers,

ou seja aquele que acrescenta o seu ponto de

vista artístico e que intervém de forma ativa na

criação da obra de arte.

Como é o Flávio Abreu enquanto bailarino?

- Ora aí está uma pergunta engraçada! Na realidade,

eu, como bailarino gosto de tudo o que

é dança. Porém, quando comecei a dançar, comecei

pelo ballet e identifiquei-me logo, pelo

que, tendencialmente, defino-me como bailarino

clássico. Amo, ver, ouvir e sentir a dança/

música clássica. Traz-me paz de alma e faz-me

sonhar. Todavia, cada vez mais vejo a dança

contemporânea com outros olhos. Se na dança

clássica temos o rigor, o esplendor, a graciosidade,

o pomposo, o brilho e o magnânimo, no

contemporâneo temos a personificação, o livre-

-arbítrio, o criar por nós, o desafio do devir, a exploração

e a invenção. Ou seja: a dança clássica

é mais restrita e a dança contemporânea

permite-nos trabalhar e explorar outras linguagens

corporais.

Quem é o seu bailarino de eleição?

- A minha referência é o Roberto Bolle, o primeiro

bailarino do teatro AllaScala e conhecido

pelo mundo fora. Contudo, também admiro todos

aqueles que têm coragem e saem da nossa

Ilha para estudar e trabalhar porque ainda que,

de forma involuntária, acabam levando a ilha

além-fronteiras. Estes são a minha fonte de inspiração

e fazem com que eu ame cada vez mais

a minha arte.

Quando e como sentiu que a dança poderia

ser o seu futuro?

- Desde sempre! Sempre gostei de dançar. É o

que me faz feliz, realizado e até mesmo único,

uma vez que nem todos nascem com o dom da

dança. Ser bailarino é ser uma “obra de arte feita

em carne e osso”. Simplesmente senti a necessidade

de vivenciar o que era o Mundo da

dança numa perspetiva profissional e séria. Desde

criança que me lembro de gostar de ver musicais.

Tinha um grande fascínio pelo movimento

e pela expressão do corpo através da dança e dei

por mim procurando filmes com temáticas dançantes,

musicais que passavam na televisão, até

mesmo ópera, e foi daqui que nasceu o meu encanto

pela música clássica. A nível académico,

iniciei o meu percurso no Conservatório Escola

das Artes da Madeira, no Curso Profissional de

Dança, agora Curso Profissional de Interprete

de Dança Contemporânea, no qual tive a oportunidade

de crescer como bailarino. Quando finalizei

o curso, tive a oportunidade de estagiar

na Escola Superior de Dança, em Lisboa, onde

pisei novos palcos a nível de ensino, estágio

este proporcionado pela instituição de ensino

madeirense. No início do meu percurso, não tinha

ideia até onde este sonho me iria levar nem

dos desafios que iria encontrar, pois esta é uma

profissão que requer muita dedicação e esforço,

não só físico como psicológico, uma vez que a

dança na nossa ilha não estava tão desenvolvida

como atualmente. Comecei tarde a dançar,

aos 18 anos, o que parece ser a idade normal para

ingressar num curso mas no mundo da dança,

quanto mais cedo, melhor. Após dúvidas ultrapassadas

e meta alcançada, tudo começou

com uma peça intitulada “Declaration of Love”

e que foi a minha primeira declamação de

amor à dança.

Que trabalhos destaca no seu percurso ligado

à dança?

- Todos os momentos são marcantes porque são

com os momentos que acabamos por aprender

e adquirimos o conhecimento. Há experiências

que nos ficam na memória e nos marcam para

sempre. Amei dar vida à personagem do bailado

“Quebra-nozes” na versão feita pela grande artista

e bailarina Marta Atayde, aquando da minha

participação de alguns anos na Escola de

Bailado Carlos Fernandes. Outro dos espetáculos

que também amei interpretar foi o bailado

“Petrouscka”, no Centro de Congressos da Madeira,

onde partilhei o palco com grandes bailarinos

como Charmaine du Mont e Francisco

Rosseu, bailarino este com quem durante muitos

anos trabalhei, durante muitas galas realizadas

uma vez mais pela Escola de Bailado Carlos

Fernandes. Recordo também com grande entusiasmo

e saudosismo quando dancei o solo “The

Bronze Idol” do bailado “La Bayadére”, obra re-

5


criada e coreografada por Marta

Atayde. Ainda me lembro que passei

horas a fio no estúdio a ensaiar,

porque o solo era muito difícil e ainda

tinha que fazer “pas de deux” para

o final do mesmo espetáculo com

a música de Minkus, o que tornava

ensaio, após ensaio uma responsabilidade

maior. Outro momento foi

voltar a dançar o espetáculo “Alma

Minha”, com a Associação de Artes

e Dança da Madeira (ADAM), espetáculo

este estreado em 2006 pelos

meus colegas de curso, quando eu

ainda era aluno no conservatório.

Outro momento foi a participação

com a Madeira Amateur Dramatic

Society no musical inglês ”Gigi” e

que contou com a participação de

grandes personagens do teatro londrino,

nomeadamente o diretor, coreografo

e designer Ray Jeffery .

A dança está hoje presente na sua

vida de que forma?

- Tenho vindo a trabalhar com a Associação

de Dança e Artes da Madeira

com o meu professor e formador

Sergay Abakumov e com

meu amigo e colega de longa data

Leandro Rodrigues, com a qual tive

a oportunidade de participar nos

espetáculos como o “Sun Rise Festival”,

“Reflexo dos Cisnes”, “Ballet

Barroco” (onde fui cara de cartaz),

“Alma Minha”, “Cherchez La

Femme”, “Dança Away” entre outros.

Também estou inserido num

projeto criado pela Catarina Melim

e Os Amigos da Música, intitulado

“A Magia da Disney” onde trabalho

com grandes artistas regionais

e alguns colegas de dança de longa

data, nomeadamente Katheleen Pereira

e Vitor Neri. Estou ainda a trabalhar

em parceria num projeto da

ADARS – Associação de Dança e

Artes Recreativas Skazka, a qual surgiu

em 2017 e tem vindo a desenvolver

vários workshops e trabalhado

com a ADAM. Mas o exlíbris atual

é eu ter a honra de trabalhar com

Miss Sian Lesley - premiada com a

Estelícia Dourada pelo Governo Regional

da Madeira - e fazer parte do

seu elenco de bailarinos, onde se inclui

um ícone do Casino da Madeira,

a bailarina Isabel Pontes, no Ritz

Madeira e o seu dinner show. Fora

o mundo artístico do bailado e do

Showbiz, este ano de 2022 estou a

completar 10 anos como coreógrafo

da grande Escola de Samba “Os

Cariocas”, presidida por Raul Silva.

Que dificuldades enfrentam os

bailarinos na atualidade?

- Na Madeira, e por existir uma

enorme atenção e subserviência

à hotelaria e turismo, muito

do que se produz é canalizado

com o efeito de entreter e, portanto,

existem poucas estruturas

cujo trabalhos sejam de dançar

reportório e que apresentem

uma continuidade durante todo

o ano. Normalmente, os eventos

de dança acontecem de forma

sazonal. Há épocas com maior

afluência turística que outras e é

aí que se vê maior oferta por parte

das entidades ou coletivos associados

a este tipo de artes. Felizmente

existem instituições como

o Conservatório, a Associação de

Artes e dança da Madeira, Escola

de Bailado Carlos Fernandes e

outras que têm lutado para contrariar

esta tendência, mas ainda

assim, na vertente de dança profissional,

o trabalho é escasso, devido

também à falta de verbas e

apoio/financiamento. A dança é

vista como segundo plano numa

performance. Há muito mais reconhecimento

e exposição para

artistas que cantam. Quando

se vive no limbo, não há tempo

nem espaço para a cultura, infelizmente.

É um problema estrutural.

Os bailarinos deveriam ser

mais apoiados, mas neste sentido

parece-me que algo já está a ser

feito com a aprovação do Estatuto

de Profissional. Em muitos casos,

a profissão de bailarino é liberal

em que se exerce a profissão sem

vínculo ou a recibos, é uma situação

recorrente. Do ponto de vista

de um bailarino, isto faz com

que nos sintamos como um fardo

porque a entidade patronal não

se quer vincular mas pretende usufruir

dos nossos serviços sem nos dar

as mínimas condições. Isto faz com

que se torne impossível viver da arte

em pleno.

Um homem que dança ballet é estigmatizado

pela sociedade e o que

diz a um jovem que sonha em ser

bailarino?

- Quando comecei, sim. Lembro-

-me de ouvir tantas vezes dizer que

o ballet era para raparigas e o futebol

para rapazes. Foi uma luta para

contrariar esse padrão, até mesmo

em casa. Diria o que disse a mim

mesmo: segue os teus sonhos, nunca

desistas, acredita em ti e no teu

potencial e não deixes que te digam

ao contrário. Eu sonhei, acreditei e

cá estou eu.

O que lhe falta concretizar?

- Muitas coisas... Dançar outras

obras do reportório clássico das

quais não tive a oportunidade de

trabalhar, fazer um espetáculo de

contemporâneo com os meus amigos

e colegas mais antigos da dança,

voltar a participar ou fazer parceria

com uma companhia de teatro

para um musical, ser o autor de um

projeto de Carnaval da trupe a qual

coreografo há 10 anos. Gostaria de

aproveitar e explorar este meu lado

artístico e que tanto gosto, uma vez

que desenho figurinos pelos grupos

que passo.

Quando não está a dançar, o que

gosta de fazer?

- Adoro ler um bom livro, ir ao ginásio,

ouvir uma boa música. Tenho

vindo a frequentar alguns workshops

de meditação e arte. Também gosto

muito de fotografia - arte que admiro

muito. Neste âmbito, tive o privilégio

de trabalhar com a Calorina

Azecue - uma artista apaixonada

pela natureza e pelas pessoas e que

tem feito um trabalho maravilhoso

no Art Center Caravel e por este

mundo fora e a quem aproveito

esta oportunidade para agradecer

pelas fotos e trabalho de bodypainting

que me acompanham. É uma

artista criativa e profissional que vale

a pena descobrir e tem muito para

mostrar. ••

6


A dupla madeirense conquistou prémios com fotografia dedicada à Madeira

DDIArte brilha

em concursos internacionais

A

DDiArte, constituida por

Zé Diogo e Diamantino Jesus,

conquistou em dezembro

de 2021 a medalha de bronze

do “Tokyo International Foto

Awards” com a fotografia “Leiname”.

A imagem já tinha conquistado

duas medalhas de ouro

- “Photomanipulation” e “Digital

Enhance”, no “New York Photography

Awards”. “Leiname”, que

relata a história de amor entre um

anjo e uma sereia, “é o nome da

ilha da Madeira antes da sua descoberta

oficial”, explicam os fotógtafos

que nos últimos tempos

têm estado a trabalhar fora da Madeira.

A DDiArte tornou-se uma

dupla respeitada e reconhecida

internacionalmente, vencendo e

conquistando os principais prémios

de fotografia retocada artisticamente,

como aconteceu em

abril de 2021, com a conquista

da medalha de ouro no «World

Photographic Cup», na categoria

de Ilustração. Dentro do contexto

da historiografia da arte, o uso da

fotografia, e mais especificamente,

do retoque de fotografias, não

é novidade, e tem sido neste universo

que Zé Diogo e Diamantino

Jesus têm trabalhado. Diamantino

nasceu em Fevereiro de 1969

e Zé Diogo nasceu em Março de

1966. O primeiro, desde a infância

demonstrou grande interesse

pela arte, revelando enorme talento

para a pintura e desenho.

Após a licenciatura em Arte e Design

pela Universidade da Madeira

foi estudar dois anos de restauro

em Pamplona, Espanha. Zé Diogo,

igualmente desde muito cedo

revelou talento para a pintura

e desenho, mas também um grande

interesse por ciência e tecnologia.

Licenciou-se em Engenharia

Química pelo IST, em Lisboa.

Juntos desde 1999, estes artistas,

ao criarem a DDiArte, passaram

a dedicar-se à pintura, realizando

exposições colectivas e individuais,

assim como pinturas da sua

autoria em tectos de igrejas. Em

2003, surgiu o interesse pela fotografia

digital, e como autodidactas

que eram nesta área, produziram

obras de grande qualidade, consideradas

como obras de arte, algumas

das quais premiadas a nível

mundial. Independentemente

do facto de que sua principal fonte

de inspiração é a mitologia, temas

da atualidade ou outros que

são simples fruto da sua criatividade,

os seus trabalhos permanecem

cheios de detalhes, de símbolos,

de imagens, numa tentativa de cativar

e de estimular o pensamento

crítico de quem os vê - “as ideias

estão sempre surgindo, basta surgir

a ideia e o tema que queremos

abordar e metemos mãos à obra.

Não há obstáculos que nos demovam”,

diz a dupla. ••

• Dulcina Branco • Fotos: DDiArte

7


Exposição e concertos marcaram evento da Secretaria Regional de Educação

aCORDE 2022 na ALRM

A

Assembleia Legislativa Regional

da Madeira recebeu

o Acorde 2022, uma iniciativa

da Secretaria Regional de

Educação, Ciência e Tecnologia

que conta já cinco edições. Enaltecer

os cordofones tradicionais madeirenses,

no âmbito escolar e não

só foi o objetivo deste evento que

foi criado no âmbito da comemoração

do Dia Regional dos Cordofones

Tradicionais Madeirenses,

comemorado no dia 4 de fevereiro

desde 2019 como forma de homenagear

Carlos Santos, autor do

livro ‘Tocares e Cantares da Ilha’.

Várias instituições que promovem

o ensino e a preservação da história

dos cordofones tradicionais madeirenses

associaram-se a esta iniciativa

como o Conservatório – Escola

Profissional das Artes da Madeira,

a Associação Musical e Cultural

Xarabanda e a Associação de Folclore

e Etnografia da Região Autónoma

da Madeira. A cerimónia

de abertura contou com a presença

do presidente da ALRAM, José

Manuel Rodrigues, do secretário

de Educação, Jorge Carvalho

e do diretor regional de Educação,

Marco Gomes, entre outras

individualidades. Uma exposição

de trabalhos de alunos das escolas

do ensino básico e secundário

que frequentam a Modalidade Artística

de Artes Plásticas e um concerto

musical abriram esta edição

que contou ainda com a presença

de Daniel Pereira Cristo, um dos

maiores defensores de instrumentos

tradicionais portugueses. ••

• Dulcina Branco • Fotos: ALRM (Amílcar Figueira)

8


9


10

aCORDE 2022 na ALRM


Salão nobre da ALR foi palco da primeira edição desta competição regional de dança

DançArte no parlamento madeirense

O

salão nobre da Assembleia

Legislativa da Madeira

foi palco da primeira

edição do DançArte,

competição regional de dança

que contou com cerca de 20 participantes.

A Ballerina´s Academy

(Academia de Dança) em coprodução

com o Teatral – Grupo

Teatral de S. Gonçalo, organizaram

a competição de entrada gratuita

e que teve os apoios da Direção

Regional de Juventude, com

o intuito de promover a transformação,

inovação e inclusão social,

e do Parlamento madeirense,

que deu palco aos bailarinos.

A direção e coordenação do projeto

esteve a cargo de Dalila Teixeira.

Em competição estiveram

bailarinos a solo, em duetos e em

grupos, sendo que, no último dia

do evento, organizaram-se a final

e a Gala de prémios. O júri

do evento foi composto por Carla

Berenguer, da Direção Regional

de Juventude, por Elisabete

Gouveia, da Associação Abraço,

e por Isabel Silva, formada em

Dança.••

• Dulcina Branco • Fotos: ALRM (Amílcar Figueira)

11


12

DançArte no parlamento madeirense


Cerimónia de descerramento da placa toponímia e estátua

Homenagem à Madre Virgínia

em Santo António

Fica na freguesia de Santo

António, perto do centro de

saúde local, na nova rotunda

criada pela Câmara Municipal

do Funchal e homenagea a religiosa

madeirense sobre quem decorre

o processo de beatificação.

Com as presenças dos governantes

e da Igreja madeirense, bem como

da presidente da Associação Madre

Virgínia, foram sublinhadas

as qualidades da religiosa que foi

a última abadessa clarissa do Mosteiro

de Nossa Senhora das Mercês,

no Funchal. A Madre Virgínia

Brites da Paixão nasceu no Lombo

dos Aguiares no dia 24 de outubro

de 1860 e faleceu no dia 17 de janeiro

de 1929. Morreu com fama

de santa e o seu processo está a ser

estudado pelo Vaticano. A se confirmar

o processo, a Madre Virgínia

será a primeira “santa” madeirense.

Segundo relatam os seus

manuscritos, testemunhou aparições

e visões celestiais, estando

ainda associados milagres de cura

de doentes e o apagamento de um

fogo florestal em Santo António - a

Madre Virgínia trouxe à rua a estátua

do Nosso Senhor da Paciência

e que o fogo logo se extinguiu. ••

• Dulcina Branco • Fotos: Presidência Governo Regional e Luís Castro

13


A cultura e tradições da freguesia da Ilha em debate

XXVIIª Semana Cultural da Ilha

A

Casa do Povo da Ilha realizou

a Semana Cultural da

Ilha 2021, evento que na

sua 27.ª edição ofereceu um programa

preenchido com diversos

eventos. Das conferências de diversas

temáticas culturais passando

pela emissão radiofónica e animação

musical, a Semana Cultural

da Ilha tem vindo a afirmar-se, ano

após ano, um evento cultural incontornável

da freguesia do concelho

de Santana. Elsa Jocelina Marques

preside à direção da Casa do

Povo da Ilha. A abertura oficial do

evento foi realizada pelo Secretário

Regional das Finanças, Rogério

Gouveia, e o encerramento pela

Diretora Regional dos Assuntos

Sociais, Graça Moniz. ••

• Dulcina Branco • Fotos: gentilmente cedidas por Casa do Povo da Ilha

14


Com Dimitra Papathanasopoulou e Eduardo Welsh

Pooland na Galeria Marca de Água

A

Galeria Marca de Água

acolheu esta que foi a nova

exposição de Marco Fagundes

com a participação de Dimitra

Papathanasopoulou e Eduardo

Welsh. A exposição apresentou

cerca de quatro dezenas de obras

de desenho, pintura, fotografia,

escultura e instalação e que ocuparam

os três pisos da galeria. Na

abertura, marcaram presença o

Vice-Presidente da Assembleia

Legislativa Regional, Victor Freitas

e o Secretário Regional de Turismo

e Cultura, Eduardo Jesus.

Marco Fagundes Vasconcelos,

nascido no Funchal em 1968, é licenciado

em Artes Plásticas/Pintura.

Expõe regularmente desde

1977 - na sua extensa carreira artística,

conta com inúmeras exposições

no país e na região. ••

• Dulcina Branco • Fotos: Galeria Marca de Água

15


Gouveia e Melo falou foi o orador da conferência que decorreu na ALRM

'A experiência portuguesa no

combate à Covid-19’

O

Vice-Almirante, agora Almirante

Gouveia e Melo,

foi o orador da Assembleia

Legislativa Regional da Madeira

na conferência “A experiência

portuguesa no combate à Covid-19”

e que teve como objetivo

explicar o processo nacional de vacinação

contra a Covid-19. A conferência

teve lugar no salão nobre

da ALRM e foi de entrada livre.

No seu percurso militar, Gouveia

e Melo foi comandante dos Submarinos

Delfim e Barracuda e da

fragata NRP Vasco da Gama. Entre

1998 e 2002 liderou do Serviço

de Treino e Avaliação da Esquadrilha

de Submarinos e o Estado-

-Maior da Autoridade Nacional

para o Controlo de Operações de

Submarinos tendo assumido o comando

daquela esquadrilha. De

janeiro de 2017 a janeiro de 2020

exerceu as funções de Comandante

Naval, acumulando com as funções

de Comandante da EURO-

MARFOR. Foi nomeado Adjunto

para o Planeamento e Coordenação

do Estado-Maior General das

Forças Armadas, cargo que juntou

ao de Coordenador da ‘task-force’

para combate à Covid-19, missão,

última, concluída em setembro de

2021. ••

• Dulcina Branco • Fotos: ALRM (Amílcar Figueira)

16


Apresentação dos vinhos teve lugar no final de 2021 no Funchal

Porto Santo nos vinhos

de António Maçanita

É

um dos mais reconhecidos

enólogos portugueses, tem

projetos por todo o país e

agora na Madeira, o que aconteceu

com a produção e lançamento,

no final do ano de 2021, de três

novos vinhos inspirados na ilha de

Porto Santo. A apresentação dos vinhos

teve lugar no Funchal com a

presença de diversas individualidades,

a exemplo do Ljubomir Stanisic,

que presenteou os convidados

do evento com a execução do jantar.

O desafio lançado a António

Maçanita veio do madeirense Nuno

Faria, sócio do restaurante 100

Maneiras do chef Ljubomir Stanisic.

Para a produção dos vinhos

foi criada a Companhia de Vinhos

dos Profetas e dos Villões. ••

• Dulcina Branco • Fotos: gentilmente enviadas por Inês Matos Andrade

17


Apresentação do livro teve lugar no Centro Cívico de Estreito de Câmara de Lobos

'Firmino

e O Mágico da Aldeia do Campo'

N

uno Barros voltou aos livros

com “Firmino e O

Mágico da Aldeia do

Campo”, uma edição de O Liberal

em que o autor revisita as personagens

do livro antecessor. O

livro conta a nova aventura de Firmino

e dos seus amigos na Aldeia

do Campo e vem acompanhado

de um jogo. Nuno Barros, nascido

no Funchal em 1978, é licenciado

em Línguas e Literaturas Modernas

- Estudos Franceses e Ingleses

e tem uma especialização

em Animação de Bibliotecas Escolares.

É o responsável pela atividade

extracurricular “Biblioteca”,

na EB1/PE da Fonte da Rocha e

também leciona formações para

docentes na temática da Literatura

Infantil. “Firmino e o Mágico

da Aldeia do Campo” pode ser adquirido

na editora O Liberal, em

Câmara de Lobos. ••

• Dulcina Branco • Fotos: T.C.

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CD, edição especial em vinil e dois vídeos

Novos trabalhos NuLo Accoustic

O

NuLo Accoustic, de Nuno

Vieira e Lourenço Nadir,

fechou 2021 com novos

trabalhos, nomeadamente o lançamento

do CD, edição especial em

vinil e dois vídeos. Em junho, os

músicos lançaram o primeiro CD

do duo, o disco “ We got it covered”,

constituído por covers e participação

de músicos e projetos diferentes

como Miguel Pires, Diana

Duarte, Coro da Câmara de Madeira,

Carlos Vieira, Pedro Campos

e Laura Assunção. A gravação

do trabalho teve lugar no Paulo

Ferraz Studio. Mais para final

do ano, lançaram o vídeo da canção

original “Written in stone” e

o vídeo “Hallelujah”, trabalho este

que teve a participação do Coro

de Câmara da Madeira, produção/

realização de Eduardo Costa Produções

e gravação no Paulo Ferraz

Studio. O duo formado por Nuno

Vieira na viola e Lourenço Nadir

na voz apresenta-se com um repertório

que contempla as sonoridades

dos anos 60 até à atualidade. ••

• Dulcina Branco • Fotos: Facebook NuLo

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Evento juntou os famosos jardins da quinta, o golfe e o vinho Madeira

Torneio Palheiro Gardens Golf

Classic 2021

C

om a participação de quase

uma centena de jogadores,

o campo do Palheiro

Golf ‘abriu as portas’ ao I Torneio

Palheiro Gardens Golf Classic

2021, evento este que, para além

da competição, teve uma forte

componente turística, associando

a modalidade aos jardins e ao vinho

Madeira, em pleno cartaz turístico

que foi a Festa da Flor’21.

Juntou-se também uma causa solidária,

ao aliar-se à associação

Make-A-Wish Portugal, com várias

doações, das inscrições aos

sponsors, passando pelo sorteio

de prémios. O torneio foi disputado

em formato ‘Stableford Net

Individual’, 18 buracos, com saídas

em ‘shot-gun’ e contou com

residentes na Madeira, estrangeiros

e nacionais. O evento arrancou

com um ‘Sunset Party’ para

os participantes e convidados.

No segundo dia do evento, realizou-se

o torneio, seguindo-se um

‘cocktail’ e a cerimónia de entrega

de prémios. Este evento contou

ainda com a presença do especialista

Gerald Lockhurst, que

realizou no local uma palestra sobre

os jardins da Madeira. Duarte

Franco e Guido Monari foram as

grandes figuras do evento, ao conquistarem

o primeiro e o segundo

lugares da classificação geral. No

sector feminino, com a presença

de mais de uma dezena de participantes,

Evgenia Mironosetskaya

foi a grande vencedora, com um

total de 39 pontos, enquanto July

Franco e Carla Fernandes fecharam

o pódio. O Palheiro Gardens

Golf Classic ‘coroou’ ainda

os melhores em termos de ‘Drive

mais longo’ e de ‘Bola mais perto

do Buraco’, com Robbi Bráz e

Evgenia Mironosetskaya a ‘erguerem’

o prémio da primeira competição,

enquanto Guido Monari

e Anna Stoldt venceram na

segunda. A promoção turística do

destino Madeira realizou-se em

grande parte, à presença do jornalista/apresentador

da BBC, Chris

Hollins, e dos especialistas internacionais

de jardins Gerard Lockhurst.

Rodrigo Ulrich, administrador

do Palheiro Golfe, e Dorita

Mendonça, directora regional

do Turismo, foram os responsáveis

por este evento. O golfe, em

2019, foi um produto que “resultou

em 2,6 milhões euros para a

Madeira”, disse a diretora regional

do Turismo. ••

• Dulcina Branco • Fotos: D.R. (direitos reservados)

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Torneio Palheiro Gardens Golf

Classic 2021


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“Para mim era óbvio que tinha de chamar o meu projeto a solo de JOSÉ,

uma forma de assumir e de ter orgulho no nome que os meus pais me deram”

José

Vinte anos com a Stuck in the

Sound, cinco álbuns editados e

digressões internacionais marcam

o percurso deste músico luso-descendente

que, em 2021, investiu

na carreira a solo com o lançamento

do disco “Primeiro Disco”.

Fundador e guitarrista da aclamada

Stuck in the Sound - banda

francesa de pop e eletrónica,

José usa o sobrenome Reis Fontão

quando se apresenta com a banda

francesa que conquistou uma

legião de seguidores - um video

da banda ultrapassou mesmo a

marca de 100 milhões de visitas

no YouTube. Na entrevista que o

músico nos respondeu por escrito

em 2021, falou da sua carreira

e do seu ‘Primeiro Disco’ com

o qual homenageia as suas origens

portuguesas. José nasceu em Paris

há 39 anos e tem um mestrado em

Cinema.

• Dulcina Branco

• Fotos: gentilmente cedidas pelo entrevistado

Quem é o JOSÉ, ou o José R.

Fontão, e como começou na

música?

- Nasci em Paris em 1982. Passei

a minha infância e a minha adolescência

numa cidade dos arredores

de Paris (Fontenay-Sous-

-Bois). Fiz um Mestrado em

Cinema, trabalhei um pouco

mas, em 2005, quando a minha

banda (Stuck in The Sound) começou

a funcionar, parei com tudo

para me concentrar totalmente

na música. Já são praticamente

20 anos de carreira com a banda,

cinco álbuns editados e digressões

em muitas partes do mundo.

A música surgiu quando o meu

pai me comprou uma guitarra

num mercado de velharias. Só tinha

duas cordas mas durante algum

tempo toquei assim até que

um vizinho, que tocava guitarra,

me pôs as cordas que faltavam.

Aprendi a tocar sozinho e tive logo

vontade de começar a compor.

Fundou a Stuck in the Sound,

que se tornou um projeto incontornável

da sua carreira. Fale-

-nos disto.

- Um outro momento marcante

que determinou a minha vida

profissional até hoje foi o encontro

com o Emmanuel (o guitarrista

de Stuck in The Sound).

Encontrámo-nos numa festa em

2000, ele tinha a guitarra dele e

eu a minha, improvisámos juntos

numa sala à parte enquanto duas

raparigas embriagadas assistiam

ao nosso duo. Uma pôs-se a chorar

e a outra a vomitar. Olhámos

um para o outro e dissemos «Vamos

criar um grupo de rock juntos!».

Foi assim que surgiu a banda.

A Stuck in The Sound é uma

aventura incrível que dura há 20

anos. Conhecemo-nos muito jovens,

tínhamos 18/19 anos e tínhamos

o mesmo sonho: ter êxito

no mundo inteiro com o nosso

grupo de rock. E hoje Stuck in

The Sound são 200 milhões de

visualizações no Youtube, milhões

de «stream» nas plataformas

«streaming», disco de ouro

com a música Let’s Go, etc, etc…

Vêm aí novos trabalhos da banda.

Em junho de 2021 apresentou-

-se a solo com o álbum ‘Primeiro

Disco’. Porquê um projeto

em nome próprio?

- Desde sempre que componho

muitas canções que não têm nada

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a ver com o estilo da minha banda,

Stuck in The Sound. E tinha

muita vontade que fossem ouvidas

por um público. Então, decidi

fazer este álbum.

Qual é a história por trás de JO-

SÉ, nome com o qual se apresenta

a solo?

- Quando se vive em França o

nome José tem automaticamente

uma conotação. É um nome

que provoca o sorriso ou mesmo

a troça da parte de certas pessoas.

Tive muitas reações desse

género quando me apresentava:

«Olá, como te chamas?» - José,

respondia eu. «Não, a sério! Como

te chamas?». Frequentemente,

os franceses também pronunciam

José à espanhol! Cada vez

que digo José, a pessoa responde

«rossé», é um pouco enervante!…Mais

a sério, para mim era

óbvio que tinha de chamar o meu

projeto a solo de JOSÉ, uma forma

de assumir e de ter orgulho

no nome que os meus pais me

deram. É um nome carregado de

história na minha família, um nome

que muitos dos meus antepassados

tiveram.

Como são as músicas que compõe?

- É um exercício totalmente livre,

ou seja, não me pus limites a nível

da criação. Com a banda Stuck

in The Sound trata-se de Indie

rock, Alternativo, Pop, em

inglês. A solo, e neste « Primeiro

Disco », faço uma música híbrida

que mistura a Pop Electro, em

português e em inglês.

Quais são as suas referências

musicais e o que lhe falta ainda

concretizar a nível musical?

- Ouço um pouco de tudo, do Rock

à Pop, passando pela Electro

e a Música Tradicional do Mundo.

Adoro Madredeus, Caetano

Veloso, Sonic Youth, Laurent

Garnier, Michael Jackson, António

Zambujo... Gostaria de viajar

pelo mundo fora graças à minha

música e também com a minha

banda Stuck in The Sound. Ir ao

encontro das pessoas, tocar por

todo o lado, descobrir novos horizontes,

porque é assim que nos

alimentamos para poder criar novas

canções. Quando nos sentimos

livres e felizes.

Mantém a ligação a Portugal

apesar de residir e trabalhar na

França, entre outros países. A

música é uma forma de manter

essa ligação?

- Claro que sim. Em cada canção

do álbum (sobretudo naquelas

cantadas em portugês) falo muito

das minhas recordações de infância

em Portugal, quando ia de

férias. Falo da família, de muitas

coisas íntimas de que nunca tinha

falado ou cantado antes. Falo do

Minho, do Fundão, dos avós, de

comida... Todos os anos tento ir

algumas semanas a Portugal. Estes

dois últimos anos, infelizmente,

foi complicado por causa da

pandemia mas sim, Portugal é a

minha segunda pátria. Vejo-o como

uma terra de nostalgia, a terra

da minha família, que vejo raramente

e de quem tenho saudades,

a terra dos meus antepassados

para a qual voltarei um dia.

E a ilha da Madeira, conhece ou

já cá esteve?

- Sim, conheço. Passei aí uma semana

de férias. Adorei os passeios

pela ilha, no meio da natureza

tão diversificada e tão florida; as

caminhadas na montanha, as especialidades

culinárias locais! Foi

uma semana muito agradável. E

espero voltar!. ••

25


Entrega de prémios decorreu na Quinta Magnólia

Troféu Regional de Rampas AMAK

A

Associação Madeirense de

Automobilismo e Karting,

em parceria com Associação

Karting da Madeira e o Clube

Automóveis Clássicos da Madeira,

consagrou os campeões

de 2021 do Troféu Regional de

Rampas da AMAK, Troféu Karting

da Madeira e Campeonato

da Madeira de Automóveis Clássicos,

com a entrega dos prémios

a ter lugar na Quinta Magnólia. A

iniciativa contou com a presença

das entidades oficiais, em representação

do Governo Regional

da Madeira, o Secretário Regional

das Finanças, Rogério Gouveia,

Pedro Calado Presidente da

Câmara Municipal do Funchal e

em representação do secretário

Regional da Educação, Ciência

e Tecnologia, do Diretor Regional

do Desporto, Miguel Castro

chefe da direção regional do desporto.

Romano Faria e Valentina

Jesus apresentaram o evento

que teve em exposição algumas

das viaturas campeãs das variadas

disciplinas premiadas. Como

novidade foi também a transmissão

integral do evento em direto

nas redes sociais em parceria

com o MaisRalis.com Foi também

apresentado o plano de atividades

da AMAK para o ano em

curso. ••

• Dulcina Branco • Fotos: gentilmente cedidas por Nélio Olim

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Troféu Regional de Rampas AMAK 2021


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Evento regressa em setembro

Recordar Colombo

na ilha de Porto Santo

É

um dos grandes eventos de

animação do Turismo na

ilha de Porto Santo e que,

em 2021, se realizou em outubro.

Num ambiente alusivo à época

dos Descobrimentos Portugueses,

o Festival Colombo na ilha

de Porto Santo teatraliza o desembarque

de Cristóvão Colombo

nesta ilha, onde viveu alguns

anos. Os primeiros contactos de

Colombo com a Madeira ocorreram

em 1478, quando no Funchal

se dedicava ao comércio de

açúcar. Colombo casoucom a filha

do capitão de Porto Santo, onde

nasceu o seu filho Diogo. Música,

exposições, animação de

rua, encenação de ambientes medievais

recriam o desembarque

de Colombo e seus acompanhantes

no cais da cidade. Um cortejo

histórico marca também esta semana.

Partilhamos algumas das

imagens do evento do ano passado

e que contou na plateia com

o presidente da Câmara Municipal

cessante, Idalino Vasconcelos,

e da diretora regional do Turismo,

Dorita Mendonça. O Festival Colombo

regressa em setembro, entre

os dias 21 e 25. ••

• Dulcina Branco • Fotos: gentilmente cedidas por Fábio Brito

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Edição de 2022 apresenta Concurso Internacional de Artes Visuais

Semana Regional das Artes 2021

É

o grande evento da área da

educação artística e que este

ano terá um concurso internacional

de artes visuais. O concurso

«Tesouros da Minha Terra»

juntará desenho e pintura e culminará

numa exposição a realizar-se

numa galeria no Funchal.

Serão admitidos os trabalhos integralmente

realizados pelas crianças

que derem entrada até ao dia

29 de abril na Direção de Serviços

de Educação Artística; podem

participar neste concurso crianças

com idades entre os 3 e os 11 anos

de idade que frequentem estabelecimentos

de ensino público ou

privado de qualquer país. Os vencedores

serão selecionados por um

júri qualificado e serão premiados

com um certificado e um troféu.

No ano passado, o concurso, ainda

com a designação de Concurso

de Expressão Plástica, foi promovido

a nível nacional. Contou

com a participação de 2496 trabalhos

de crianças da educação pré-

-escolar e alunos do 1.º ciclo do

ensino básico, oriundos de 70 estabelecimentos

de ensino. A Semana

Regional das Artes é um

evento da Secretaria Regional de

Educação que tem grande visibilidade

na Avenida Arriaga, com a

exposição de trabalhos artísticos

dos alunos. A exposição de 2021

teve como tema “The Heart of

Art”, imagens que apresentamos

neste artigo. Mas houve também

performances de dança e música

a complementarem o programa

deste evento anual. ••

• Dulcina Branco • Fotos: Cicero Castro

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Luís Garcia e comitiva visitaram diversos locais da Madeira

Presidente do parlamento dos Açores

em visita oficial à Madeira

O

presidente da Assembleia

Legislativa Regional dos

Açores, Luís Garcia, efetuou

uma visita oficial à Madeira

a convite do seu homólogo,

José Manuel Rodrigues. “Fortalecer

a cooperação entre as Regiões

Autónomas e entre os dois

parlamentos” foi o objetivo desta

deslocação que compreendeu

diversos momentos, como os encontros

com o presidente do Governo

Regional da Madeira, Miguel

Albuquerque, os elementos

da mesa e os representantes dos

partidos com assento na Assembleia

Regional. Visitaram-se ainda

as obras de construção do novo

Hospital Central e Universitário

da Madeira (a maior obra em

curso no país, com um custo estimado

de 340 milhões de euros),

o Museu de Fotografia da Madeira

– Atelierr Vicente’s, a Madeira

Wine e as adegas no antigo

convento de São Francisco. A comitiva

esteve ainda na Agência

Regional para o Desenvolvimento

da Investigação, Tecnologia e

Inovação – ARDITI, nos parques

eólicos da Empresa de Eletricidade

da Madeira no Paul da Serra,

no Mudas – Museu de Arte Contemporânea

da Madeira, no concelho

da Calheta, e na empresa

GásLink. O programa oficial da

visita terminou com um concerto

no Salão Nobre da Assembleia

Legislativa da Madeira, inserido

na 5.ª edição do “aCORDE. ••

• Dulcina Branco • Fotos: gentilmente cedidas por ALRM (Amilcar Figueira)

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Presidente do parlamento dos Açores

em visita oficial à Madeira


Diversas individualidades marcaram presença no evento

26.º Aniversário do Beerhouse

H

á 26 anos que o bar e cervejaria

BeerHouse se destaca

no panorama da

restauração funchalense. O empresário

João Gramilho reuniu os

colaboradores e nas presenças do

Presidente do Governo Regional e

do Presidente da autarquia, entre

outras individualidades, celebrou

os 26 anos da casa num evento que

serviu também para lançar três novas

cervejas artesanais maturadas

em barricas de carvalho francês,

com 30% de mosto de uva ‘tinta

negra’ – fabrico próprio –, estando

para breve, uma nova gama de

cerveja e novas propostas gastronómicas.

O espaço de restauração

que fica na Avenida do Mar emprega

42 colaboradores. ••

• Dulcina Branco • Fotos: Presidência do Governo Regional da Madeira

37


Hotel Savoy Palace reforça oferta da sua área da restauração com novo restaurante

Pau de Lume

eleva “arte de bem comer”

A

briu ao público, no hotel

Savoy Palace, o “Pau de Lume”

- nome que, antigamente,

na Madeira, se dava aos fósforos.

O espaço enriquece a oferta

da área de restauração do hotel

“bandeira” do grupo Savoy Signature,

do empresário madeirense

Avelino Farinha. O projeto de arquitetura

do restaurante tem a assinatura

do atelier RH+Arquitetos

e a cozinha está a cargo do Chef

Carlos Gonçalves. Na pré-abertura

que aconteceu com as presenças

dos presidentes da Assembleia Legislativa

Regional da Madeira, José

Manuel Rodrigues, e do Presidente

do Governo Regional da Madeira,

Miguel Albuquerque, entre

outros convidados, o CEO do grupo

Savoy Signature, Bruno Freitas

afirmou que o espaço “será um espaço

digno e muito interessante,

influente na arte de bem receber,

neste grupo Savoy que honra a cidade

e a Região. É um novo espaço

gastronómico que combina o melhor

dos pratos, primando pela irreverência

e gastronomia moderna,

aliado ao engenho das equipas”. O

presidente do Governo Regional,

Miguel Albuquerque, realçou, por

sua vez, o “grande madeirense e investidor”

que é Avelino Farinha, felicitando-o

pelo novo espaço que

está aberto aos hóspedes, turistas e

residentes todos os dias da semana

e ao qual se pode aceder quer pela

Praça do Turista, quer pelo interior

do hotel. ••

• Dulcina Branco • Fotos: Página Meta (Facebook) da

Presidência do Governo Regional da Madeira

38


Decoração das ruas, a iluminação, presépios e fogo de artifício do fim do ano

Festas de Natal 2021

na Madeira e Porto Santo

O

Natal e fim de ano tem

história e tradição no arquipélago

da Madeira e

que, apesar das regras de saúde

impostas pelo atual contexto pandémico,

foram celebrados com

grande impacto turístico. As festas

natalinas arrancaram no dia 8

de dezembro e culminaram com

o espetáculo de fogo-de-artifício

na baía do Funchal, reconhecido

oficialmente pelo livro de recordes

do Guinness em 2006 como

o maior espetáculo do mundo

– a Madeira foi a região portuguesa

que manteve este grande espetáculo

de fim de ano. Da iluminação

das ruas, passando pelos

presépios e o grande fogo de artifício

do final do ano, o Natal na

Madeira e na ilha de Porto Santo

ainda é o que era e é um pouco

dessa magia que recordamos nas

imagens a seguir apresentadas. ••

• Dulcina Branco • Fotos: Cícero Castro e Fábio Brito

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Festas de Natal 2021

na Madeira e Porto Santo


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Fiesta! Lifestyle

Malta

Malta, esse país-ilha ali no fundo da Europa quase a confinar com

culturas mais orientais. Um lugar de História e Património verdadeiramente

exemplares no que a simbolismo e riqueza diz

respeito. A tonalidade das texturas é perfeita ao final de mais um dia de soalheiro

e de temperaturas amenas. O casario típico, as cúpulas sempre a despontar

para onde quer que se vir o olhar, a harmonia das cores e dos toques

contrastantes. Malta é uma lição de arquitectura que atravessa a História.

••

• Texto & Fotos: António Cruz, autor e viajante

42


Fiesta! Sé7ima Arte

Filmes em destaque em Portugal

neste 2022

O

ano que passou foi o início da recuperação das salas de cinema,

depois da crise que feriu as salas de todo o mundo em

2020, espera-se que em 2022 a recuperação seja ainda mais

significativa. Mesmo com o confinamento obrigatório de quase três

meses no início do ano, as salas de cinema em Portugal registaram

mais de 5 milhões de bilhetes vendidos em 2021, bem mais do que os

3,8 milhões de espectadores em 2020. Prevê-se assim, uma contínua

subida do número de bilhetes vendidos para este ano. Entre os blockbusters

mais aguardados encontramos por exemplo: “Missão: Impossível

7”, “Top Gun: Maverick”, “Mundo Jurássico: Domínio”, “Pantera

Negra: Wakanda Para Sempre”, “Uncharted – Fora do Mapa” e

“The Batman”. Entre os filmes mais esperados de 2022, com estreia

confirmada, encontra-se por exemplo: “Flee – A Fuga”, de Jonas Poher

Rasmussen, “O Homem Que Matou Don Quixote”, de Terry Gilliam,

“Belfast”, de Kenneth Branagh, “A Tragédia de Macbeth”, de

Joel Coen, e “O Bom Patrão”, de Fernando León de Aranoa. Espera-

-se ainda que este ano estreiem também filmes como o remake “All

Quiet on the Western Front”, de Edward Berger, “The Georgetown

Project”, de M.A. Fortin e Joshua John Miller, e “Pinocchio”, de Guillermo

del Toro. No cinema português podemos esperar este ano com

a estreia de filmes como “Revolta”, a primeira longa-metragem de Tiago

R. Santos, “Salgueiro Maia: O Implicado”, de Sérgio Graciano, ou

“O Sentido da Vida”, de Miguel Gonçalves Mendes, que já têm data

de estreia confirmada. Mas também espera-se que estreiem este ano as

novas obras de Cláudia Varejão (“Lobo e Cão”), João Canijo (“As Filhas

do Enforcado”), João Pedro Rodrigues (“O Sorriso de Afonso”),

Miguel Gomes (“Selvajaria”), Vicente Alves do Ó (“Amadeu”) ou de

Rui Simões (“Primeira Obra”). ••

• Dulcina Branco • Fonte: Tiago Resende www.cinema7arte.com

• Foto: multimeios.pt (cartaz do filme “O Homem que Matou Don Quixote”)

43


Fiesta! Décor

Decoração 2022: Estilo Retrô

O

estilo “retrô” (palavra de origem francesa que aplicada à decoração

significa que imita um estilo passado) regressa em força

à decoração, principalmente por possibilitar utilizar móveis e

objetos de decoração que remetem a memórias afetivas e histórias pessoais

e familiares. É uma forma de personalizar a decoração e torná-la

mais agradável e com a cara dos moradores. Nesta tendência, misturam-

-se itens retrô atuais e modernos, garantindo um ambiente que mistura

passado e futuro de maneira criativa, conforme explicam as arquitetas

Camila Marinho e Renata Assarito do Studio M&A Arquitetura. “O

período de pandemia e isolamento social mexeu com o comportamento

das pessoas. Por conta disso, é importante estar num lugar em que um

se sinta bem e o estilo retro possibilita isso, já que remete para as memórias

afetivas, histórias e memórias do passado que trazem para a casa

boas lembranças”. ••

• Dulcina Branco

• Fonte: Studio M&A Arquitetura • Fotos: womanlife-sapo

44


Cocktail

‘Salsa’

A

salsa, ou salsinha, é uma

das ervas aromáticas mais

utilizadas no mundo. Os

antigos egípcios e os gregos chamavam-lhe

aipo da montanha e

usavam-na para tratar dores no estômago

e problemas de bexiga. Os

gregos utilizavam-na contra a epilepsia

e como regulador do sistema

nervoso. À planta estão associados

inúmeros benefícios para a

saúde. A esta se recorre também

para a decoração de pratos e de

cocktails. ••

• Produção: Fernando Olim

• Foto: D.R.

Composição

• 50 ml de Licor de Morango

• 50 ml de Martini Bianco

• Sumo de Morango

• Xarope de Açúcar

• Gelo

Preparação

Preparado no shaker com gelo.

Servido em taça alta com pé.

Decoração

Decorado com pétalas de rosas e

salsa. Acompanhe com as deliciosas

malassadas típicas madeirenses.

Categoria

Classe médio drink. Estimulante.

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