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Distribuição gratuita

Publicação

OPINIÃO

Construção sustentável,

compromisso que se

tornará obrigação

Ano 6 - Edição nº 32 - Março de 2011

segue em ritmo forte

GESTÃO

Planejamento para um

legado sustentável da

Copa de 2014

Especial Feicon Batimat 2011

www.

MERCADO DE

Acesse o portal:

CONSTRUÇÃO

.com.br

ECONOMIA

Múltis brasileiras se

consolidam no

mercado global


mercado empresarial

expediente

Coordenação: Mariza Simão

Redatora: Sonnia Mateu - MTb 10362-SP

contato: sonniamateu@yahoo.com.br

Colaboraram nesta edição: Irineu Uehara e

João Lopes

Diagramação: Lisia Lemes, Vladimir A. Ramos e

Ivanice Bovolenta

Arte: Cesar Souza, José Francisco dos Santos, José Luiz

Moreira, Edmilson Mandiar

Distribuição: Feicon Batimat 2011 - 19º Salão Internacional

da Construção

Impressão: RR Donnelley

Matriz:

São Paulo - Rua Martins Fontes, 230 - Centro

CEP 01050-907 - Tel.: (11) 3124-6200 - Fax: (11) 3124-6273

Filiais:

Araçatuba - Rua Floriano Peixoto, 120 1º and. - s/

14 - Centro - CEP 16010-220 - Tel.: (18) 3622-1569

Fax: (18) 3622-1309

Bauru - Edifício Metropolitan

Rua Luso Brasileira, 4-44 - sl 1214 - 12º and.

CEP 17016-230 - Tel.: (14) 3226-4068

Fax: (14) 3226-4098

Piracicaba

Sisal Center - Rua Treze de Maio, 768

sl 53 - 5º and. CEP 13400-300 - Tel.: (19) 3432 - 1434

Fax.: (19) 3432-1524

Presidente Prudente - Av. Cel. José Soares Marcondes,

871 - 8º and. - sl 81 - Centro - CEP 19010-000

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cj 92 - Centro - CEP 14010-080 - Tel.: (16) 3636-4628

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Santos - SP - CEP.: 11015-550

Tel.: (13) 3224-9326 / 3232-4763

São José do Rio Preto - Rua XV de Novembro, 3057 -

3º and. - cj 301 - CEP 15015-110

Tel.: (17) 3234-3599 - Fax: (17) 3233-7419

O editor não se responsabiliza pelas opiniões

expressas pelos entrevistados.

editorial 3

MErcado dE construção

MantéM trajEtória dE

crEsciMEnto

Construtoras com carteiras cheias de pedidos, canteiros de obras multiplicando-se

por toda parte. A construção civil segue firme e forte em sua

trajetória de crescimento, em sintonia com o boom vivido pelo conjunto

da economia e beneficiando-se dos efeitos positivos dos programas habitacionais

e de redesenho da infra-estrutura patrocinados pelo governo.

Segundo estimativas do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção

Civil do Estado de São Paulo), o ramo construtor teve em 2010 uma

alta de 11% no seu PIB, o maior índice registrado desde 1986. Movimentou a

soma de R$ 152,4 bilhões e gerou em torno de 300 mil empregos formais no

ano passado, fazendo com que esta indústria batesse na marca inédita de 2,8

milhões de postos com carteira assinada. Ainda nos cálculos do SindusCon,

esta imensa cadeia produtiva processa hoje cerca de 45% dos investimentos

feitos na economia brasileira.

Para 2011, projeta-se um avanço mais modesto no PIB setorial, próximo

de 6%. Contudo, o arrefecimento do nível de atividades neste ano tem de ser

relativizado, já que os 11% do ano passado se deram sobre o crescimento zero

de 2009, em razão da crise econômico-financeira global. Ou seja, não se trata

de uma queda, mas de bom número, obtido sobre uma base de comparação

alta em 2010.

Mas, nem tudo é bonança para a construção civil. Além do cenário

geral caracterizado pelo repique da inflação e pelos apertos monetário e fiscal

promovidos pelo governo no sentido de esfriar a economia, há desafios

específicos que o setor deverá enfrentar, como a falta de terrenos disponíveis,

a abertura de novas fontes de financiamento, a morosidade na concessão

de alvarás e licenças ambientais, e, evidentemente, a carência de mão de

obra qualificada, apontado como o maior gargalo do setor: há escassez de

trabalhadores desde os níveis funcionais mais simples até os que requerem

graduação universitária.

Especialistas do setor chamam a atenção para a urgência de se seguir

reduzindo a carga tributária, além de racionalizar os trâmites burocráticos no

licenciamento dos empreendimentos - medidas consideradas essenciais para

elevar a produtividade.

Temas como esses serão debatidos neste mês de março na Feicon

Batimat 2011, o maior evento da construção civil da América Latina e vitrine

do que há de mais inovador em termos de produtos e serviços na área.

Mercado Empresarial espera contribuir para esse debate com esta edição

especial sobre o setor. Boa leitura!

Mercado Empresarial


4

06

Evento

14

Gestão

16

sumário

Panorama do setor

Mercado de

Construção

segue em

ritmo forte

Mercado

20

Kassab anuncia para abril

início da construção de

estádio da Copa em SP

Economia

23

Feicon Batimat 2011:

o mega evento brasileiro

da construção civil

Legislação

Projeto de lei pode

obrigar construções a

terem telhados brancos

29

desenvolvimento

30

Projeto Nova Luz poderá

demolir e desapropriar até

30% da região

Meio ambiente

34

Setor movimentou

em 2009 a soma de

R$ 152,4 bilhões, o que

gerou em torno de 300

mil empregos formais

no ano passado

Planejamento para um

legado sustentável da

Copa de 2014

Múltis brasileiras se

consolidam no mercado global

Geleiras vão se transformar

em água

sustentabilidade

39

Grupo Iguatemi inaugura

shopping sustentável em

Alphaville

acessibilidade

42

inovação

50

opinião

54

tendência

56

Planejamento

60

dicas

66

cases & cases

70

tecnologia

73

Acessibilidade universal

Novo sistema de resfriamento

noturno para prédios

corporativos

Construção sustentável,

compromisso que se tornará

obrigação

2011 com um toque de limão

O paradigma do planejamento

estratégico

Financiamento de 25 a 30 anos

é o mais procurado

Rio: Mais de 10 mil unidades

do ‘ Minha Casa, Minha Vida ‘

Software auxilia na gestão

e segurança de projetos

imobiliários

78 80

dicas de Leitura Vitrine

Fascículo Qualidade de Vida - Vol.1 Nesta edição: Habitação saudável, necessidade para se viver bem


6

panorama do setor

MERCADO DE CONSTRUÇÃO

sEGuE coM ritMo FortE

Aconstrução civil segue firme e forte em sua trajetória

de crescimento, em que pesem algumas trepidações

ao longo do percurso. Em sintonia com o

boom vivido pelo conjunto da economia e beneficiando-se

dos efeitos positivos dos programas habitacionais e de

redesenho da infra-estrutura patrocinados pelo governo,

as carteiras das construtoras estão

repletas de pedidos, ensejando a

Setor movimentou no ano multiplicação de canteiros por toda

passado a soma de R$ parte.

152,4 bilhões, o que gerou As estimativas do SindusCon-SP

em torno de 300 mil novos (Sindicato da Indústria da Constru-

empregos formais ção Civil do Estado de São Paulo),

disponíveis até o fechamento desta

edição de Mercado Empresarial,

apontam para uma alta de 11% no PIB (Produto Interno

Bruto) do ramo construtor em 2010, o maior índice

registrado desde 1986. Foi movimentada a soma de R$

152,4 bilhões, o que gerou em torno de 300 mil empregos

formais no ano passado, fazendo com que esta indústria

batesse na marca inédita de 2,8 milhões de postos com

carteira assinada. Ainda nos cálculos do SindusCon, esta

imensa cadeia produtiva processa hoje cerca

de 45% dos investimentos feitos na economia

brasileira.

Para 2011, projeta-se um avanço mais modesto

no PIB setorial, próximo de 6%. Contudo,

o arrefecimento do nível de atividades neste

ano tem de ser relativizado, adverte Eduardo

Zaidan, diretor de economia do SindusCon-SP.

Ele argumenta que os 11% do ano passado se

deram sobre o crescimento zero de 2009, em

razão da crise econômico-financeira global.

“Portanto, 6% em 2011 não é exatamente uma

queda. Trata-se de um bom número, obtido

sobre uma base de comparação alta em 2010”,

afirma ele.

Vários fatores conjunturais explicam a vigorosa

marcha que esta indústria vem imprimindo

aos canteiros. De saída, cabe notar que o Brasil

foi pouco abalado, em contraste com numerosos

países, pelo tsunami financeiro eclodido em

2008, tendo retomado rapidamente o prumo –

a previsão oficial é de que todo o PIB nacional


mercado empresarial

tenha subido 7,5% no ano passado, antevendose

para 2011 um incremento de 5%.

Como se sabe, a atividade construtora

pauta-se por ciclos de longo prazo, visto que

as etapas que cercam a contratação e execução

das obras se estendem por anos a fi o. Dada

esta característica, a garantia de continuidade

de crescimento é vital para a prosperidade

dos negócios. O intenso dinamismo de hoje,

por isso, refl ete as decisões sobre projetos

tomadas no passado recente. E o prognóstico,

em princípio, é de que as empreitadas devam

continuar a todo vapor nos tempos vindouros,

a não ser que um solavanco mais drástico na

rota desencadeie uma desaceleração.

Bolha imobiliária no nordeste

Há mesmo quem afi rme que a pujança atual

está transformando o Brasil no segundo maior

canteiro de obras do mundo, só perdendo para

a China neste quesito. Interessante observar

que até mesmo a Região Nordeste, a mais pobre

do País, está vivenciando uma efetiva “bolha”

imobiliária, com supervalorização dos preços

de residências e terrenos. Este fenômeno está

sendo atribuído, em especial, ao gigantesco

afl uxo de crédito para os Estados nordestinos

– calcula-se que, no período entre 2005 e

2010, houve uma elevação na oferta da ordem

de 330%, a maior consignada no Brasil. No

Sudeste, para efeito de comparação, os volumes

creditícios engordaram “apenas” 240%.

Em termos mais detalhados, a demanda

ascendente por imóveis comerciais e residenciais

refl ete diretamente a infl uência de vetores

convergentes, como o acentuado aumento dos

níveis de emprego, renda e crédito da população,

a alavancagem dos investimentos públicos

e privados, a implantação do PAC (Programa

de Aceleração do Crescimento) 1 e 2, do Minha

Casa, Minha Vida 1 e 2 e das obras vinculadas

à preparação da Copa do Mundo de 2014 e das

Olimpíadas de 2016.

Assim, por exemplo, de 2003 a 2009, a

expansão real do PIB per capita foi de 2,3%

na média anual. Ingressaram na classe média

30,5 milhões de brasileiros e deixaram a linha

“ ...6% em 2011 não é exatamente

uma queda. Trata-se de um bom

número, obtido sobre uma base de

comparação alta em 2010 “

Eduardo Zaidan, diretor de

economia do Sinduscon

panorama do setor

da pobreza 20,5 milhões. Criou-se aí, obviamente, uma

demanda reprimida por habitações de enorme magnitude,

contemplada sobretudo pelo programa Minha Casa,

Minha Vida.

Como afi ança Zaidan, houve aumento do défi cit habitacional,

já que cidadãos que antes nem sequer cogitavam de

adquirir uma casa passaram a fazê-lo. “Há maior número

de interessados, incluindo os de outras faixas de renda, o

que alterou o perfi l da procura”, constata ele. Por sinal, o

número de imóveis necessários para que cada família tenha

uma moradia digna gira hoje em torno de 5,.808 milhões

de unidades, conforme o levantamento mais recente do

SindusCon-SP e da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

As companhias que elegeram como alvo os empreendimentos

de pequeno porte estão

sendo diretamente benefi ciadas por

esta reviravolta. Exemplo disso é o

Para 2011, projeta-se um

da Construtora Faleiros, especializada

avanço próximo de 6%

na fabricação de casas para pessoas

com faixa de renda de até três salários

mínimos. Se em 2009 ela pouco trabalhou, no ano de

2010, em compensação, chegou a erguer cerca de duas mil

unidades na Grande São Paulo e em Campinas.

“O ano passado foi realmente muito bom, tendo o

Minha Casa, Minha Vida fomentado os negócios”, informa

João Alberto Faleiros Júnior, diretor técnico da empresa.

Para ele, 2011 está sendo igualmente promissor, havendo

muitas obras encomendadas. “Temos mercado mais do

que sufi ciente para nos mantermos em plena atividade”,

resume ele.

divisor de águas no setor

Apesar de toda a controvérsia concernente à lentidão

com que vem sendo implementado, o Minha Casa, Minha

Vida acabou por despontar na indústria como um autêntico

divisor de águas, ao balizar o planejamento e o trabalho

de construtoras e demais fornecedores, além de ordenar a

injeção de recursos. Em sua primeira fase, lançada em abril

de 2009, a iniciativa previu a aplicação de R$ 34 bilhões em

7


8

panorama do setor

empréstimos e subsídios para colocar em pé um milhão de

residências. Em dezembro último, o que se verifi cou foi o

fechamento de um milhão de contratos de fi nanciamento,

mas tão-somente 230 mil casas e apartamentos foram de

fato entregues, dando margem a críticas sobre atrasos

no cronograma ofi cial. Zaidan julga que tais críticas são

infundadas porque não levam em conta que a demora na

efetivação dos projetos no setor é natural. “Entre anunciar,

aprovar, contratar, construir e entregar, leva-se tempo.

Não é um processo trivial. O simples cadastramento de

interessados é lento”, ilustra. As contratações feitas, lembra

ele, estão se concretizando agora. “Ninguém pode falar

mal do programa, até porque ele aponta para a resolução

da maioria dos problemas habitacionais da população de

baixa renda”, defende o diretor.

Já a segunda fase, conhecida como Minha Casa,

Minha Vida 2, anunciada em março de 2010, delineou

como meta erigir dois milhões de unidades até 2014,

com investimentos iniciais de R$ 71,7 bilhões, os quais

poderão chegar, com o aporte de outros fundings, a R$

278,2 bilhões. Na realidade, esta nova versão do plano

habitacional veio sob o guarda-chuva do PAC 2, que

por sua vez previu o desembolso de R$ 1,59 trilhão em

logística, energia, melhorias nos centros urbanos e áreas

“ Temos mercado mais do que

sufi ciente para nos mantermos em

plena atividade “

João Alberto Faleiros Júnior,

diretor técnico da Construtora Faleiros

sociais (os mesmos objetivos, a grosso modo,

do PAC 1), entre 2011 e 2014.

O Programa de Aceleração do Crescimento,

assinala Zaidan, tem o mérito de estipular

as prioridades a serem atacadas e concentrar

esforços e recursos, embora se venham constatando,

também aqui, retardos na execução.

A questão central é que “fazer as coisas no

Brasil não é fácil. Não é simples tocar projetos,

criar e manter empresas”, opina o diretor do

SindusCon, acrescentando que “o País inteiro

está por ser feito ainda”.

Com esta articulação de estímulos incidindo

sobre o presente e o futuro próximo,

os indicadores parciais disponíveis atestam

inequivocamente o superaquecimento do mercado.

De acordo com o SindusCon, o nível de

emprego formal da construção brasileira cresceu

15,1% no interregno janeiro-setembro de

2010, comparado ao mesmo período de 2009.

Em novembro, houve recorde na utilização da

capacidade instalada da indústria de materiais,

batendo em 91,1%. Até setembro, o consumo

de cimento no ano acumulava aumento de

17,1% e o de aço, de 19,1%.

Complementando a análise, João Crestana,

presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas

de Compra, Venda, Locação e Administração

de Imóveis Residenciais e Comerciais

de São Paulo), enfatiza que as vendas estão

decolando também em outro segmento: o de

habitações de alto padrão, com valor unitário

superior a R$ 150 mil/R$ 170 mil.

Neste nicho de negócios, o suprimento de

crédito é abundante. Os recursos do SBPE

(Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)

têm saltado de ano para ano. Em 2010, o montante

girado foi da ordem de R$ 50 bilhões, um

incremento de 43% sobre os R$ 35 bilhões de

2009. Para 2011, a expectativa é de uma cifra

superior a R$ 60 bilhões, o que representaria

uma alta de mais de 20%.

Lançamentos de imóveis

A cidade de São Paulo, por exemplo, declara

Crestana, espelha bem o que se passa na cena

geral: em 2010, foram lançadas cerca de 34 mil


mercado empresarial

unidades residenciais (casas e apartamentos),

aumentando mais de 10% em relação às 30

mil de 2009. A oferta de escritórios, em particular,

tem subido ainda mais. Falando também

da habitação popular, o presidente do Secovi

recorda que este segmento, antes marcado pela

escassez de recursos, reagiu sobretudo a partir

dos anos 2007 e 2008. “O crescimento desta

faixa não tem precedentes, em virtude dos

subsídios à renda e ao crédito recebidos pelas

camadas sociais mais pobres”, nota Crestana.

Frente a esta coleção de bons números, o presidente

do Secovi assegura que, defi nitivamente,

foi superado o período de estagnação que o

setor amargava desde o fi m do BNH (Banco

Nacional de Habitação), em 1986.

O cenário começou a virar, diz ele, com a

estabilização trazida pelo Plano Real, incentivando

diretamente o mercado habitacional,

cujas operações são incompatíveis com taxas

de infl ação elevadas. Também contribuiu favoravelmente

o advento do Proer (Programa de

Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento

do Sistema Financeiro Nacional), que ajudou a

sanear e robustecer a vertical bancária. Não se

pode esquecer, nesta abordagem retrospectiva,

a criação de marcos regulatórios, que propiciou

a recuperação do crédito imobiliário e trouxe

maior segurança aos agentes fi nanceiros,

empresários e compradores. João Crestana

destaca, em especial, a Lei nº 9.514, de 1997

(que dispõe sobre o Sistema de Financiamento

Imobiliário e institui a alienação fi duciária), e a

de nº 10.931, de 2004 (a qual trata do patrimônio

de afetação de incorporações imobiliárias,

letras e células de crédito).

“A legislação fi xou condições propícias ao

setor habitacional e aos interesses da população”,

sintetiza o executivo. A própria lei que

regulamentou o Minha Casa, Minha Vida, de

13 de abril de 2009, estabeleceu um referencial

específi co para as políticas destinadas às estratos

de baixa renda. De resto, “os Municípios

e Estados também implementaram medidas

positivas, no entendimento de que habitação é

essencial para a melhora da qualidade de vida

de todos”, conclui Crestana.

Divulgação

panorama do setor

OS DESAFIOS COLOCADOS

PARA O SETOR

Nem tudo é bonança para a construção civil, apesar do

desempenho superlativo alcançado no último ano e das

boas perspectivas de expansão colocadas para 2011. Além

do cenário geral caracterizado pelo repique da infl ação e

pelos apertos monetário e fi scal promovidos pelo governo

no sentido de esfriar a economia, há desafi os específi cos

que o setor deverá enfrentar, como a falta de terrenos

disponíveis, a abertura de novas fontes de fi nanciamento

e, evidentemente, a carência de mão de obra qualifi cada

(para um tratamento mais aprofundado deste último tema, ver o texto

“Mão de obra: um grande gargalo”).

Em nível macro, o que poderá

Falta de terrenos e de

causar uma relativa turbulência no

mão de obra qualifi cada

segmento é a desaceleração econô-

são alguns dos entraves

mica, em decorrência, sobretudo,

do novo ciclo de elevação da taxa

de juros defl agrado pelo Banco Central (a taxa Selic foi

reajustada em janeiro para 11,25%) e do ajuste fi scal em

curso (em fevereiro, foram ceifados R$ 50 bilhões no

orçamento federal).

“Se o crescimento cair muito, junto com a renda e o crédito

de pessoas físicas e jurídicas, além dos investimentos

ofi ciais, vamos sentir os efeitos em 2012 ou 2013”, admite

Eduardo Zaidan, diretor de economia do SindusCon-SP.

“ A legislação fi xou condições

propícias ao setor habitacional e

aos interesses da população.”

João Crestana

presidente do Secovi-SP

9


10

panorama do setor

De seu lado, João Crestana, presidente do Secovi-SP,

vê com bons olhos a tentativa de conter o ritmo de atividades,

o que, a seu juízo, possibilitará gerenciar melhor os

riscos. É mais aconselhável, argumenta ele, tratar o déficit

habitacional tendo-se em mente o longo prazo. “Não

existe dinheiro, renda e capacidade para equacionar logo

esta carência. Não dá para fazer tudo em três ou quatro

anos”, salienta.

Nesse contexto, embora critique o excesso de burocracia,

ele julga que a seletividade dos bancos no momento de

repassar o dinheiro é positiva: “Empréstimos devem ser

concedidos apenas para quem pode pagar”, recomenda ele.

Em vista dos volumes de crédito na praça, Crestana lembra

que a LTV (Loan-to-Value) – razão entre o montante dos

empréstimos e as garantias dadas, usada para determinar o

risco de uma operação – saltou de aproximadamente 50%

para 62% nos financiamentos imobiliários no Brasil hoje.

“Em outros países, chega-se aos 90%, o que é exagerado.

Um nível abaixo de 80% é o desejável”, pondera ele.

Em relação à escassez de terrenos, principalmente

para moradias de interesse social nos centros urbanos,

o SindusCon-SP vem preconizando a união de esforços

do governo federal, estadual e municipal para solucionar

a questão. Zaidan chama a atenção para a urgência de se

seguir reduzindo a carga tributária, além de racionalizar

os trâmites burocráticos no licenciamento dos empreendimentos:

“Essas medidas são essenciais para elevar a produtividade,

de modo que as construtoras possam continuar

contribuindo para o crescimento do PIB”, situa ele.

Morosidade nos alvarás

Tocando no mesmo ponto, João Crestana critica

particularmente a morosidade na concessão de alvarás

e licenças ambientais, documentos de encaminhamento

complicado nas prefeituras, bancos e cartórios, entre outras

instâncias envolvidas. Este obstáculo, somado ao aumento

das vendas, à falta de mão de obra e

Morosidade na concessão

de materiais, além das fortes chuvas

de alvarás e licenças

nos últimos dois anos, têm ocasionado

atrasos nas entregas.

ambientais

“Mesmo assim, o grosso das

projetos é concluído no prazo, havendo

dificuldades pontuais”, adiciona ele, ressalvando que

se trata das “dores do crescimento”. Outro entrave que

emerge no horizonte mais à frente é a possível rarefação

dos recursos da poupança. Apesar de ainda haver crédito

em abundância neste ano, a ideia das entidades setoriais

é promover debates e estudos para atrair novos

fundings para a produção e aquisição de

imóveis.

Desse modo, no levantamento feito pelos

especialistas, os Fundos de Pensão acumulam

sozinhos mais de R$ 500 bilhões. Esse número

pode ser acrescido pelas reservas técnicas das

seguradoras, estimadas em torno de R$ 200

bilhões.

Na mesma linha, as LCI (Letras de Crédito

Imobiliário) e os CRI (Certificados de Recebíveis

Imobiliários) e todo o segmento de

securitização de recebíveis são considerados

instrumentos a serem otimizados.

Traçando um retrato mais acurado da conjuntura

atual e de seus desdobramentos daqui

por diante, os resultados da 45ª Sondagem

Nacional da Indústria da Construção, realizada


mercado empresarial

em novembro último pelo SindusCon-SP e pela

FGV (Fundação Getúlio Vargas), mostram, ao

mesmo tempo, a continuidade do otimismo em

relação ao futuro e a inquietação com os óbices

colocados para a sustentação do crescimento.

Um ano depois de manifestarem entusiasmo

com as previsões para 2010, os construtores

– foram consultados 226 deles, das

diversas regiões do País – viram superadas suas

melhores expectativas.

Doravante, eles acreditam que o crédito

imobiliário continuará em expansão e os lançamentos

serão voltados fundamentalmente

para famílias de média e baixa renda.

Todavia, como a atividade econômica

acusou desaceleração, a pesquisa detectou

moderação no otimismo. Fato a ressaltar é que

a deterioração do indicador de perspectivas

panorama do setor 11

setoriais vem ao encontro dos últimos resultados sobre

emprego, na medida que o segmento tem registrado

desde setembro diminuição no ritmo de contratação de

trabalhadores.

Outra dificuldade percebida pelos empresários ao longo

do ano prende-se aos custos, que subiram especialmente

no primeiro semestre. Depois de recuar em agosto, houve

nova percepção de elevação em novembro. A mão de

obra tem sido o componente que mais tem pressionado

os gastos em 2010, havendo, aliás, um sentimento generalizado

de que a escassez de capital humano será um dos

pontos críticos em 2011, ameaçando a manutenção do

crescimento.

Finalmente, as empresas consultadas manifestaram

disposição de investir em novas tecnologias, máquinas e

equipamentos.


12

panorama do setor

MÃO DE OBRA:

uM GrandE GarGaLo

Tornou-se repetitivo apontar a falta de mão de obra

qualifi cada como um dos maiores, senão o maior,

dos gargalos que estão impactando as empresas brasileiras,

em numerosos ramos da economia. Sem dúvida,

porém, a construção civil é um dos setores que mais se vêm

ressentindo da escassez de trabalhadores, desde os níveis

funcionais mais simples até os que requerem graduação

universitária.

Além das causas genéricas do problema, de ordem

estrutural (crise do ensino público, insufi ciências na formação

propiciada pelas escolas técnicas e superiores, entre

outras), os construtores sofrem hoje as sequelas diretas

da estagnação vivida no transcurso de duas décadas. Em

tempos de vacas magras, a formação de profi ssionais foi

relegada a um plano secundário nas agendas corporativas.

Quando os ventos mudaram de direção e passaram a

favorecer francamente os negócios, a carência de capital

humano adquiriu contornos agudos.

“Este vem sendo o nosso calcanhar-de-aquiles. Todo o

mercado está aquecido e temos visto empreiteiras subtraindo

empregados dos concorrentes”, observa João Alberto

Faleiros Júnior, diretor técnico da Construtora Faleiros.

Ele acrescenta que as políticas de formação profi ssional

patrocinadas pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da

Construção Civil do Estado de São Paulo) não benefi ciam

companhias de pequeno porte.

No relato de Antonio de Sousa Ramalho, presidente do

Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias

da Construção Civil de São Paulo), o não preenchimento

de vagas está acarretando o descumprimento dos prazos de

“ O não cumprimento das vagas está acarretando

o descumprimento dos prazos de

entrega das obras, que estão atrasando

12 meses em média, sem contar o acabamento

fi nal de péssima qualidade devido

ao despreparo dos funcionários ”

Antonio de Sousa Ramalho

presidente do Sintracon - SP

entrega das obras, que estão atrasando 12 meses

em média. “Sem contar o acabamento fi nal de

péssima qualidade devido ao despreparo dos

funcionários”, arremata ele.

Um refl exo claro do descompasso entre

oferta e procura de mão de obra está no incremento

da massa salarial gerada na área construtora.

Com o ascenso do mercado imobiliário e a

retomada dos investimentos em infraestrutura,

foram engordados os ganhos dos trabalhadores,

que têm conquistado reajustes elevados,

num quadro em que as empresas disputam

ferrenhamente os melhores profi ssionais, acenando

com remunerações mais atraentes.

Aumento acima da infl ação

Dessa maneira, o conjunto dos salários neste

segmento subiu, entre janeiro e novembro de

2010, 18,2% acima da infl ação, na comparação

com o mesmo período de 2009, de acordo

com levantamento realizado pela Tendências

Consultoria Integrada, com base nas informações

da PME (Pesquisa Mensal de Emprego)

do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografi a e

Estatística).

Esta performance, para se fazer um paralelo,

é muito superior aos 7,3% consignados

na economia como um todo e aos 4,3% da

indústria em geral. E vale lembrar que o avanço

na construção, ainda segundo o estudo da

Tendências, ocorre em cima de um patamar por

si só elevado – de 2007 a 2009, a massa salarial

do setor já tinha aumentado quase 30%. De janeiro

a novembro de 2010, o nível de ocupação

aumentou em 6,5%. No presente momento,

estão formalmente empregados cerca de 2,8

milhões de trabalhadores no ramo em todo

o País, com o Estado de São Paulo abrigando

aproximadamente 760 mil deles.


mercado empresarial

Para dinamizar o recrutamento, Ramalho

preconiza que “governos, empresas e entidades

de ensino como o Senai precisam ter foco

no treinamento, após vários anos sem investimentos

com este fi m”. A juízo de Eduardo

Zaidan, diretor de economia do Sinduscon-

SP, a formação de mão de obra não pode ser

preocupação de um setor isolado, tendo, pelo

contrário, de ser alvo de uma efetiva política

nacional neste sentido, mobilizando toda a

sociedade, em todos os quadrantes do País. “É

preciso pensar em todas as profi ssões, encetando

um esforço abrangente de qualifi cação

e requalifi cação”, frisa ele.

Para atacar concretamente o problema,

há cerca de dois anos o Sindicato das Construtoras

paulistas fi rmou convênio com o

Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem

Industrial) a fi m de que, no Estado de São

Paulo, fossem instaurados e disseminados os

chamados “canteiros escolas”, nos quais os

aprendizes assimilam conhecimentos práticos

durante o horário de trabalho.

Ponderando que forjar mão de obra é um

processo demorado, Haruo Ishikawa, vicepresidente

de capital e trabalho do SindusCon,

afi rma que a melhor forma de qualifi car é

colocar o iniciante em contato direto com

o batente cotidiano. “Ali ele recebe também

aulas teóricas com instrutores do Senai, além

de educação geral em nível básico, com aulas

de matemática e português”, explica ele. Em

torno de 40% dos alunos são serventes e

ajudantes, situados na escala mais baixa do

quadro de funções.

De resto, a passagem pelos canteiros, prossegue

o vice, possibilita incentivar os operários

a permanecerem vinculados às empresas, em

vez de partirem para o mercado informal, de

autoconstrução, como muito frequentemente

se verifi ca com os formandos nas escolas

especializadas que o Senai mantém na capital

paulista e em Bauru, interior de São Paulo.

Segundo o SindusCon-SP, em 2009 e 2010,

foram capacitados entre 48 mil e 50 mil trabalhadores

por ano no Estado, nos cerca de

900 canteiros existentes.

panorama do setor

ampliação dos programas

Antonio Ramalho, contudo, considera muito tímidos

os resultados amealhados até agora com a iniciativa. “Seria

essencial que as construtoras ampliassem esta política, para

fazer realmente a diferença. Hoje, as maiores empreiteiras

já estão adotando medidas por conta própria”, salienta

ele. O presidente do Sintracon assevera que a educação é

imprescindível até para permitir aos operários lidarem com

ferramentas e materiais novos, fato que exige habilidades

de leitura e escrita.

No que concerne à disponibilidade de engenheiros, Haruo

Ishikawa assinala que a situação também é preocupante,

pois os formandos não têm qualifi cação para tocar empreendimentos

de imediato, sendo necessários cinco anos de

experiência para se capacitarem adequadamente. Mesmo assim,

o vice nota que o mercado está repleto até de estagiários,

alunos de quarto ou quinto anos de engenharia, na tentativa

de preencher as vagas. Um dado positivo, ressalva ele, é que

“as construtoras estão conseguindo conter a migração de

profi ssionais para outras áreas da economia”. Por fi m, está-se

buscando encetar a modernização dos currículos acadêmicos

para contemplar as demandas dos empregadores.

A introdução de inovações técnicas é cada vez mais

indispensável para impulsionar a produtividade e reduzir a

intervenção humana. Ramalho cita, por exemplo, as instalações

hidráulicas com materiais mais leves; a fi ação fl exível

na parte elétrica; as peças pré-fabricadas ou pré-moldadas

– como blocos de cerâmica, alvenarias, fôrmas, ligas e pilares

– para agilizar as montagens; os rebocos praticamente

prontos para utilização. “Todos estes recursos eliminam o

grosso da mão de obra que era anteriormente mobilizada”,

comenta o presidente do Sintracon-SP.

O uso intensivo de novos produtos, porém, deve restringir-se

inicialmente às grandes construtoras. Só depois,

avalia João Alberto Faleiros, esta tendência chegará aos

pequenos players. “Não dispomos de capital para investir

nisso no momento, dado que trabalhamos com margens

muito diminutas”, argumenta ele.

“ Ali ele recebe também aulas teóricas

com instrutores do Senai, além de educação

geral em nível básico, com aulas

de matemática e português “

Haruo Ishikawa

vice-presidente de capital e

trabalho do Sinduscon - SP

13


14

evento

FEICON BATIMAT

2011

O MEGA EVENTO BRASILEIRO

DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Com vinte anos de trajetória nacional e quarenta

de história internacional, a Feicon Batimat 2011

(Feira Internacional da Indústria da Construção)

consolida-se como o grande evento brasileiro no setor

da construção civil. Organizado e promovido pela

Reed Exhibitions Alcantara Machado, acontece entre

os dias 15 e 19 de março, das 10h às 19h, no Pavilhão

de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Apresentando tendências e trazendo conhecimento

e soluções inovadoras a engenheiros, arquitetos, decoradores,

construtores, incorporadores, lojistas de materiais

de construção, representantes de

Feira completa 20 anos de home centers, compradores es-

trajetória nacional e 40 de trangeiros, além de consumidores

história internacional

fi nais, a Feicon mostra setores tão

diversos como ar condicionado,

lazer, segurança, estruturas metálicas,

esquadrias, gesso, hidrômetros, caixas d’agua, impermeabilização,

isolamento termoacústico, persianas,

piscinas e pisos industriais, entre outros.

A feira ocupa os totais 85.000 metros quadrados do

Pavilhão e a expectativa é receber 175 mil visitantes

compradores. Com 750 expositores, de 21

países, a Feicon Batimat 2011 deve revelar cerca

de 2.500 lançamentos de produtos e serviços.

Entre as empresas participantes, estão: Aliança,

Ananda Metais, Astra, Âncora, Anchortec,

Artecola, Bemfi xa, Blukit, Bramex, Brasilux,

Cardal, Condor, Cris-metal, Companhia Siderúrgica

Nacional, Dacar Química, Deca, Delker

Plásticos, Denver Impermeabilizantes, Ducha

Corona, Duratex, Eternit, Eucatex, Europvc,

Fabrimar, Famastil, Fame, Fani, Fixtil, Gerdau,

Haga, Henkel, IBRAP, ICASA, Kapazi, Komlog,

Krona, Lorenzetti, Lwart Química, Metalurgica

Arouca, Orbis Mertig Do Brasil, Otto Baumgart,

Ouro Fino, Pado, Papaiz, Perlex, Placo do Brasil,

Plastilit, Saint-Gobain, Sasazaki, Schneider

Electric Brasil, SFERA, Shark Brasil, SIEMENS,

Sika, Simon, Stam Metalurgica, Thermosystem,

Tigre, Torres & Cia, Viapol, Votorantim, Weber

Maschinente Chnik, Yale La e Weber .


mercado empresarial

núcleo de conteúdo: economia

e sustentabilidade

Além de servir como vitrine para produtos

e serviços, a Feicon Batimat auxilia o

crescimento do setor por meio da difusão

de conteúdo, através de seminários realiza-

dos simultaneamente à Feira, entre 15 e 18

de março, no Hotel Holiday Holiday Inn (anexo ao

Pavilhão do Anhembi).

No Núcleo de Conteúdo, o tema construção

sustentável ganha destaque com a

realização da II Conferência “A Certifi cação

da Construção Sustentável na França e no

FEI- CON

Brasil”, o Seminário Sistemas Construti- Construti-

vos para Habitações Econômicas e o III

Seminário Green Building Council: Cons-

truindo um Brasil Sustentável. O Núcleo,

que discute boas práticas entre construção

civil e sustentabilidade, vai trazer importantes

palestrantes desse segmento como Ian

McKee, co-autor do plano Copa Verde para

o Brasil, e Siegberti Zanettini, responsável

pela reestruturação do Centro de Pesquisas

da Petrobras.

No dia 16, a Fundação Vanzolini apresentará

a evolução da primeira certifi cação

inteiramente brasileira para construções

sustentáveis, a AQUA (Alta Qualidade

Ambiental) na II Conferência Certifi cação

da Construção Sustentável na França e no

Brasil. E para relatar ainda experiência francesa

com o HQE, certifi cação equivalente a

AQUA na França, estão confi rmados o Diretor

de Desenvolvimento da CERQUAL,

Xavier Daniel, e o Gerente de projetos da

CERTIVÉA, Pascal-Philippe Cloix.

Além de discutir as soluções ecológicas

para a construção civil, o aspecto econômico

do setor também será abordado no

dia 17 com o Seminário Sistemas Construtivos

para Habitações Econômicas.

Sob curadoria da Editora Pini, o evento

vai abordar um importante desafi o para o

Brasil: alternativas para construir em larga

escala com qualidade e baixo custo em um

país que ainda tem um défi cit de 5,6 milhões

de moradias. O engenheiro e pesquisador

do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica

do Estado de São Paulo), Claudio Mitidieri,

vai falar a respeito das inovações e avanços

Foto: Ítalo Leme

Feira prevê cerca de 175 mil

visitantes compradores para

a edição 2011

sobre o tema.A construção civil tem

promessa de crescimento acelerado

segundo a CNI (Confederação

Nacional da Indústria). Porém, de

acordo com dados do World Green

Building Council, o setor também é

responsável por 42% do consumo de

Energia e por 35% das emissões de

poluentes no Brasil. Pensando nisso,

no dia 18, os principais arquitetos

e engenheiros LEED vão discutir

no III Seminário Green Building

Council: Construindo um Brasil Sustentável,

temas como a Copa Verde

no Brasil e a busca pela certifi cação

LEED do Novo Estádio de Brasília,

as Olimpíadas Verdes de Londres, a

construção da primeira escola verde

no Brasil e a experiência na reformulação

do CENPES da Petrobras.

“Serão aproximadamente 18

horas de discussões intensas sobre o

panorama e o futuro da Construção

Civil. Os participantes poderão conferir

ainda debates sobre as atividades

e ações que o mercado da construção

sustentável desenvolveu”, diz

Márcia Coimbra, Gerente Unidade

de Negócios Conferências da Reed

Exhibitions Alcantara Machado. Os

15 palestrantes, nacionais e internacionais,

vão apresentar soluções e

discutir o que há de mais moderno

no mundo do setor que representa

9% do PIB brasileiro ME

evento

FEICON BATIMAT

A 19ª FEICON BATIMAT (Feira Internacional

da Indústria da Construção)

terá o apoio das principais e mais

representativas entidades do setor:

ABIMAQ (Associação Brasileira de

Máquinas e Equipamentos), ABMA-

CO (Associação Brasileira de Materiais

Compósitos), ABRAFATI (Associação

Brasileira dos Fabricantes

de Tintas), ABRAMAT (Associação

Brasileira da Indústria de Materiais

de Construção), AFEAÇO (Associação

Nacional dos Fabricantes de Esquadrias

de Aço), AMESSP (Associação

de Metais Sanitários de São Paulo),

ANAMACO (Associação Nacional

dos Comerciantes de Material de

Construção), ANICER (Associação

Nacional da Indústria Cerâmica),

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO ES-

TADO DE SÃO PAULO, SIAMFESP

(Sindicato da Indústria de Artefatos

de Metais Não Ferrosos do Estado

de São Paulo), SINCOMAVI (Sindicato

do Comércio Varejista de Material

de Construção, Maquinismos, Tintas,

Louças e Vidros da Grande São

Paulo), SINDILUX (Sindicato das

Indústrias de Lâmpadas, Aparelhos

Elétricos e Iluminação do Estado de

São Paulo), SINDUSCON-SP (Sindicato

da Indústria da Construção

Civil do Estado de São Paulo) e

SINAENCO (Sindicato da Arquitetura

e da Engenharia).

15


16

O

gestão

PLANEJAMENTO

PARA UM LEGADO SUSTENTáVEL DA

COPA DE 2014

Juan Quirós é presidente

do Grupo Advento e

membro do Conselho

Global de Construção

Sustentável do World

Economic Forum - WEF.

direito de sediar a Copa

do Mundo de 2014, em 12

cidades, e a Olimpíada de

2016, no Rio de Janeiro, somente

irá concretizar-se como grande e

positiva conquista se viabilizar o resgate

dos gargalos da infraestrutura

e, ao mesmo tempo, consolidar o

conceito de construções verdes no

Brasil. Essas duas metas devem ser

contempladas pelos investimentos

realizados em estádios, estradas, aeroportos e ferrovias,

dentre outras obras, pois o mais importante das duas

competições é o legado para o País e o seu impacto de

longo prazo.

Assim, é necessário fazer com precisão a lição de casa

preparatória à realização dos dois maiores eventos do calendário

esportivo mundial, a começar pelo cumprimento

das exigências da Fifa. Neste sentido, é sempre pertinente

enfatizar que, desde 2006, quando ocorreu a Copa da

Alemanha, a entidade maior do futebol estabeleceu como

regra geral para toda a infraestrutura, em especial de estádios,

os princípios da construção civil sustentável. Que

2014, portanto, seja um marco para a defi nitiva disseminação

e consolidação desse conceito no País. Esta, sem

dúvida, seria uma preciosa herança!

O signifi cado das construções verdes tornase

mais evidente neste momento que se segue

à realização da Conferência do Clima de Cancun

(COP 16), no México. Não será possível

celebrar um acordo multilateral para reverter o

aquecimento terrestre sem a adoção em larga

escala do conceito de sustentabilidade pelo

setor da construção civil. Afi nal, sabe-se que

cerca de 40% das emissões mundiais de Co2

advêm dos edifícios. No Brasil, as construções

são responsáveis por 44% de toda a energia

consumida (22% são relativos ao uso residencial;

14%, comercial; e 8%, prédios públicos).

Por juan Quirós*

Segundo o Conselho Brasileiro

de Construção Sustentável

(CBCS), os chamados prédios

verdes podem gerar economia

de até 40% no volume de

água e 30% na eletricidade.

Segundo o Conselho

Brasileiro de Construção

Sustentável (CBCS), os

chamados prédios verdes

podem gerar economia

de até 40% no

volume de água e 30% na

eletricidade. Para isso, é

preciso investimento em

tecnologias ambientais

equivalente a cerca de

5% do valor da edifi cação. Além dos ganhos

ecológicos para os indivíduos e a sociedade,

estudo do Banco Mundial demonstra que a

melhoria da efi ciência energética nas construções

pode diminuir em 25% o consumo

de eletricidade no Brasil, Índia e China. Isso

signifi caria imensa economia de recursos e

evitaria expressiva emissão dos gases de efeito

estufa.

Os dados são claros para se entender que

a importância da Copa do Mundo e da Olimpíada

para o Brasil transcende à mera circunstância

das competições. Por isso, é motivo de

preocupação o fato de ainda estar incipiente

o processo de preparação, em especial se

considerarmos que faltam apenas três anos e

meio para a bola da Fifa rolar em gramados

nacionais. Quando se observa a pândega relativa

ao estádio a ser construído em São Paulo, o

risco de colapso aeroportuário, dúvidas quanto

à viabilidade do trem-bala entre as capitais

paulista e fl uminense e a falta de sincronia no

cronograma das obras, fi ca evidente a necessidade

de um planejamento efi caz. Sem isso,

o anacrônico improviso irá encarregar-se de

prover estádios bonitos para a Copa do Mundo,

mas o legado, que é o fundamental, seria

catastrófi co ME

Divulgação


18

A

mercado

ODERBRECHT: FAMÍLIA GRADIN

BriGa Para MantEr os

20% da EMPrEsa

família Gradin, maior acionista da Odebrecht depois

dos fundadores que emprestam seu nome ao

grupo, briga na Justiça do Estado da Bahia para

permanecer com os 20,6% das ações que detém no conglomerado,

segundo o jornal Valor. A ação foi movida pela

Graal Participações, que representa os

Gradin, contra a Kieppe Participações,

empresa da família Odebrecht.

A Kieppe detém 62,3% da Odebrecht

Investimentos, holding que

controla todos os negócios do grupo,

cujo faturamento em 2009 foi de R$

40,6 bilhões. Um dos maiores conglomerados

do país, a Odebrecht atua em

mais de dez áreas de negócios, desde

construção pesada, petroquímica, energia

a óleo e gás. O impasse entre os Gradin e os Odebrecht

começou em outubro passado, durante reunião do conselho

da companhia. Na pauta estava em discussão a venda da

participação dos acionistas minoritários do grupo.

A Odebrecht Investimentos tem um acordo desde

2001 (válido até 2021), do tipo “partnership”, no qual há

opções recíprocas de compra e venda de ações que passam

a vigorar quando o acionista atinge uma idade defi nida (o

grupo não informou o teto), um determinado tempo de

empresa ou deixa a condição de administrador.

A ação foi movida pela

Graal Participações,

que representa os

Gradin, contra a Kieppe

Participações, empresa

da família Odebrecht

O valor das ações para o exercício das

opções é defi nido anualmente, nos últimos

dez anos, pelo banco Credit Suisse. O jornal

Valor apurou que o conselheiro do grupo

Victor Gradin e seus fi lhos Bernardo (expresidente

da Braskem, braço petroquímico

do grupo) e Miguel (que estava à frente da

divisão de Óleo e Gás da companhia) não têm

interesse em se desfazer de suas participações

na companhia.

Eles afi rmaram no processo que tentaram

buscar solução consensual, mas, como não

houve acordo, foram à Justiça para que a questão

seja solucionada por mediação ou arbitragem.

A diferença de estilos entre os herdeiros

da nova geração na condução dos negócios do

grupo teria provocado a ruptura da parceria

profi ssional entre os antigos aliados, fi rmada

há quase 40 anos.

Victor Gradin chegou em 1974 ao grupo,

convidado por Norberto Odebrecht, fundador

da companhia, para ser seu braço direito e

ajudá-lo na expansão do conglomerado além

das fronteiras do Nordeste. A Odebrecht alega

que exerce seu direito de opção de compra das

ações e nega litígio entre as partes ME


mercado empresarial

Construir e reformar está mais caro. O

preço de alguns materiais de construção

subiu mais do que a infl ação no período

de novembro de 2009 a outubro deste ano. A

areia foi o produto que registrou a maior alta,

de 37,97% nesse intervalo de tempo, segundo

levantamento do Departamento Intersindical

de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos

(Dieese), referente a cidade de São Paulo. No

mesmo período, a infl ação medida pelo ICV

foi de 5,85%.

De acordo com o presidente da Associação

Nacional dos Comerciantes de Material de

Construção (Anamaco), Claudio Conz, o encarecimento

da areia é explicado pela questão

geográfi ca. “Cada vez mais esse material precisa

ser transportado de locais mais distantes dos

grandes centros consumidores, o que faz com

que ele fi que mais caro. E com a demanda

aquecida, o que chega é areia de longe de São

Paulo”, diz.

Outros materiais básicos também subiram

de preço como o cimento e o tijolo, 7,46% e

13,89% respectivamente. Para Conz, há ainda

um problema logístico enfrentado pela capital.

“Com restrição de horário de circulação e de

vias em que os caminhões passam, o preço

dos produtos para obra tem subido na cidade

consideravelmente. O frete para entrega desse

mercado

REFORMAR ESTá ATÉ

37% Mais caro

material, tanto nas lojas quanto para o consumidor, fi cou mais

caro por causa dessa limitação, pois os caminhões só podem

circular à noite, o que aumenta custos”, diz. “E para o material

básico isso é pior, pois o consumidor não pode comprar e

colocar no carro. Não tem como”, comenta.

Para o presidente do conselho do Programa de Administração

de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração

(FIA), Claudio Felisoni de Angelo, o encarecimento do

material de construção também está

relacionado ao aumento da demanda.

“A massa real de salário cresceu 8,5%

no último ano e a parcela que mais

sofreu esse impacto foi a classe intermediária

de renda. E eles respondem

por 70% do consumo de material de

Areia foi o produto

que registrou maior

alta

construção no varejo. Com a melhora do salário, eles estão

consumindo mais e a oferta de produto se reduz, o que faz os

preços subirem”, afi rma ele.

Segundo Felisoni, o que pesa contra o consumidor desses

produtos é a necessidade de transporte do material. “Por mais

que o consumidor faça pesquisa de preço, ele acaba tendo que

escolher uma loja perto de casa por causa do valor do frete.

Quando se olha preço de material, o custo da entrega também

precisa ser levado em consideração”, diz.

Outro custo que subiu para a construção foi a de mão de

obra: 8,51% nos últimos 12 meses. Soma-se a isso a escassez

de profi ssionais qualifi cados, afi rmam representantes do setor.

(Fonte: Acomac) ME

19


20

A

mercado

KASSAB ANUNCIA

Para aBriL inÍcio da construção

dE EstÁdio da coPa EM sP

construção do estádio da abertura

da Copa do Mundo de 2014, em

São Paulo, começará no início de

abril, informou em 25/2 último o prefeito

Gilberto Kassab (DEM). O governador

Geraldo Alckmin (PSDB) se comprometeu

a levar uma linha de metrô até o

estádio, que pertencerá ao Corinthians.

Os anúncios foram feitos pelo prefeito e pelo governador

após reunião com a presidente Dilma Rousseff e

os ministros do Esporte, Orlando Silva, e da Casa Civil,

Antonio Palocci, em São Paulo.”Chegamos a um acordo.

Para os três poderes, é o “Itaquerão”.

O projeto arquitetônico está aprovado, e o governo

federal fará investimentos de R$ 400 milhões via BN-

DES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico

e Social] para a construção do estádio. Em contrapartida,

São Paulo vai investir na infraestrutura viária da região.

Teremos uma estação de metrô na porta do estádio, com

metrô a cada 90 segundos e trem de quatro em quatro

minutos”, afi rmou Alckmin.

”Vamos transformar a região de Itaquera em um polo

logístico, com investimentos na área de transportes”, declarou

o governador. Kassab disse não saber se o estádio

do Corinthians estará pronto para a abertura da Copa das

Confederações, em 2013.

“Falando como engenheiro, pode estar pronto, dependendo

da construtora. Mas se não estiver pronto, teremos

outros estádios, como o próprio Morumbi e a Arena do

Palmeiras, que já estará concluída”, afi rmou Kassab.

Governador

Geraldo Alckmin se

compromete a levar

metrô até o estádio

Pendências

Kassab informou que deve se reunir neste mês de março

com representantes do Ministério

Público para resolver pendências

relacionadas ao terreno onde o

estádio será construído, no bairro

de Itaquera, na Zona Leste de São

Paulo. Em seguida, será publicado

um edital como “sinal verde”

para que o Corinthians comece a

construção do estádio.

”Estamos acertando uma última pendência

do terreno com o Ministério Público, e contamos

com a compreens ão deles para o apoio em

um evento tão importante para a cidade.

Estamos fazendo um pacto para trabalharmos

juntos e faremos um encontro com

o Ministério Público, junto com o Corinthians

e a prefeitura, para fi nalizarmos o processo”,

disse Kassab. A área do CT de Itaquera, com

mais de 200 mil metros quadrados, pertencia à

prefeitura e foi concedida ao clube paulistano,

em 1988, para ser usufruída por 90 anos. Segundo

o Ministério Público, em contrapartida,

o Corinthians se comprometeu a construir um

estádio em cinco anos, mas isso não foi cumprido

no prazo estabelecido. O Ministério Público

ajuizou, em 2001, uma ação civil pública para

que o Corinthians devolva à Prefeitura de São

Paulo o terreno. A ação foi movida depois que

uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

na Câmara Municipal divulgou que o clube desrespeitou

o acordo da concessão, e a Prefeitura

não cobrou a devolução do terreno.

Fonte: G1

Divulgação


mercado empresarial

BRASIL E

VENEZUELA VÃO

INTENSIFICAR

PARCERIAS EM

SETORES COMO

MINERAÇÃO E

PETRÓLEO

O

s governos do

Brasil e da Venezuela

devem

ampliar os acordos bilaterais

nas áreas de

No ano passado, o

comércio entre os

dois países atingiu

US$ 4,68 bilhões

mineração e petróleo. As negociações foram

intensificadas desde a reunião do ministro das

Relações Exteriores, Antonio Patriota, com o chanceler

venezuelano, Nicolas Maduro, em Caracas,

recentemente.

As informações são do Itamaraty e da imprensa

estatal da Venezuela, a Agência Venezuelana de

Notícias (AVN). Patriota e Maduro examinaram

também projetos nas áreas de habitação, agricultura,

indústria, energia e desenvolvimento fronteiriço.

Empresas do Brasil e da Venezuela mantêm ligações,

principalmente nos setores de mineração e

construção civil. No ano passado, o comércio entre

os dois países atingiu US$ 4,68 bilhões, com saldo

positivo para o Brasil de mais de US$ 3 bilhões.

Atualmente, o Brasil é o terceiro parceiro comercial

da Venezuela.

Fonte: Agência Brasil

ano dE crEsciMEnto

PARA A FORTLEV

L

íder na fabricação de soluções

em armazenamento

de água no país, a empresa

capixaba FortLev comemora os

bons resultados de 2010. Expressa

pelo incremento de vendas de

mercado

A empresa

ampliou sua linha de

produtos

seus produtos, lançamento de produtos e investimento em

seus processos, a gestão efi caz dos recursos da empresa rendeu

mais uma vez o destaque entre as 200 maiores empresas

do Espírito Santo, de acordo com balanço feito anualmente

pelo IEL-ES.

Em sua atividade, a empresa foi apontada como a maior

indústria produtora de materiais plásticos do Espírito Santo.

Quando a entidade faz o comparativo entre as 66 maiores

empresas industriais, a FortLev ocupa a 17ª posição. Entre

as 100 maiores empresas privadas com controle de capital

capixaba, a indústria está na 23ª posição.

novos lançamentos e resultados

nacionais

Seguindo as tendências do mercado mundial, que indica o

crescimento da demanda por reservatórios de grandes capacidades,

2010 foi um ano de lançamentos para a FortLev. A

empresa ampliou seu leque de opções: a caixa d’água de fi bra

de vidro (até 25 mil litros), os tanques de polietileno (até 15

mil litros), os tanques de fi lamento contínuo (de 30 a 70 mil

litros) e os tanques modulares (milhões de litros).

Dentro desse cenário, a empresa obteve um aumento de

25% em seu faturamento com os resultados de suas quatro

unidades fabris. Com relação às vendas, a empresa registrou

um incremento de 20% no volume físico e a expectativa é que

esse percentual de crescimento se mantenha para 2011 ME

21


22

mercado

MOURA DUBEUX LANÇA

PriMEiro EMPrEsariaL EM nataL

U

m empreendimento de alto padrão, projetado para

empresas e investidores, que contará com os mais

modernos recursos tecnológicos, uma arquitetura

diferenciada e grande número de vagas de garagem para

visitantes. Estas são algumas características do International

Trade Center (ITC), primeiro empreendimento empresarial

da Moura Dubeux Engenharia, em Natal, que já está em

fase de pré-lançamento.

Localizado na Av. Salgado Filho, pólo de desenvolvimento

em expansão e ponto central do

bairro de Lagoa Nova, o ITC Natal terá

um total de 124 salas, distribuídos em

espaços para escritórios com flexibilidade

de uso, instalações de última geração,

aliando boa performance funcional, alto

índice de conforto e economia operacional.

O metro quadrado vai ser negociado

por cerca de R$ 5.800,00. A lâmina de

18 pavimentos contará com seis elevadores, sendo um

exclusivo para o estacionamento e flexibilidade para todos

os andares. O empreendimento disponibilizará um total de

200 vagas de estacionamento, o que representa 1,6 vagas

por sala. “Teremos cerca de 60% a mais de vagas de estacionamento

no ITC. Isso significa dizer que os donos das

salas sempre vão ter vagas para visitantes”, ressalta o diretor

regional da Moura Dubeux no Rio Grande do Norte,

Fernando Amorim, lembrando que hoje uma das maiores

O empreendimento

ccontará com modernos

recursos

tecnológicos

dificuldades das empresas é ter estacionamento

para os clientes.

O ITC Natal terá espaço para sala comercial,

além de três salas de reunião, podendo ser

moduladas em formato de auditório para até 80

pessoas. Todas as unidades serão servidas por

piso elevado e sistema de ar condicionado com

condensação a água. Haverá integração entre

os espaços público e privado, tendo em vista a

ausência de muros, valorização

dos jardins sem prejuízo da segurança

e controle de acessos.

O visitante poderá ser recebido

sob a marquise que antecede o

hall no pavimento térreo ou,

pela rua secundária, entrando

no estacionamento que se comunica

com o hall através de

elevadores e escadas exclusivas.

A transparência do lado nascente permite

vista privilegiada do bairro. Do lado poente

aberturas discretas favorecem os critérios de

sustentabilidade (economia de energia). Os

revestimentos em alumínio composto, ventilados

e os vidros térmicos reforçam esses

critérios e compõem imagem contemporânea

de arquitetura.

ROSSI PROMOVE AÇÕES DE

rEsPonsaBiLidadE sociaL

A

Rossi, uma das principais incorporadoras e construtoras

do País, tem dado atenção especial às questões

de responsabilidade social. Além de adotar

iniciativas nesta linha em suas obras, a empresa promove

ações diferenciadas em algumas cidades.

Em Belo Horizonte (MG), todo o

material publicitário não distribuído é

doado para a Associação dos Catadores

de Papelão e Material Reaproveitável (AS-

MARE). Já as lonas usadas em campanhas de outdoors são

destinadas ao Instituto Centro de Capacitação e Apoio ao

Empreendedor (CAPE), que transforma a matéria-prima

em sacolas duráveis. Todo o trabalho é realizado

pelas comunidades Morro do Papagaio,

Raposos e Betim.

Na cidade de São Caetano do Sul (SP), a

cada unidade vendida do pro-

jeto Reserva Espaço Cerâmica,

Fazendo a sua parte a empresa doará R$ 1.000,00

para duas instituições de caridade:

Rede Feminina de Combate

ao Câncer de São Caetano e Associação

Assistencial Espírita Anália Franco. Com essa

ação, mais de R$ 100.000 serão doados.


mercado empresarial

Presente desde a primeira edição do relatório

Global Challengers, elaborado

pelo Boston Consulting Group (BCG)

com o objetivo de apontar as 100 empresas de

países emergentes que estão avançando sobre

o território de multinacionais consagradas,

o Brasil vem se consolidando como um dos

países mais resistentes ante o avanço, na lista,

de companhias de outras economias de rápido

desenvolvimento, segundo o jornal Valor.

Nesta quarta edição do estudo, 13 brasileiras,

incluindo a estreante Magnesita, integram

o grupo de companhias que consideram ter

presença global um relevante pilar de sua

estratégia de negócios, com estabilidade no

número de representantes. Por outro lado, as

chinesas, que sempre foram maioria, mais uma

vez perderam posições para empresas de outras

regiões. O Egito aparece pela primeira vez no

levantamento e a África também vem galgando

cada vez mais postos.

“O Brasil tem mantido presença de maneira

consistente”, afi rma o presidente do BCG, responsável

pelo estudo no país, Marcos Aguiar.

“No primeiro relatório, havia uma grande

quantidade de chineses e indianos e, aos poucos,

empresas de outros países tem tomado lugar.”

Na mais recente edição do estudo aparecem

as brasileiras Brasil Foods, Camargo Corrêa,

Coteminas, Embraer, Gerdau, JBS, Magnesita

Refratários, Marcopolo, Natura, Odebrecht,

Petrobras, Votorantim e WEG. A Vale foi alçada

a uma categoria à parte, que reúne os chamados

desafi adores eméritos, cuja atuação praticamente

se confunde com a das multinacionais de

origem em países desenvolvidos. A mexicana

Cemex também fi gura nessa lista.

No grupo das brasileiras e ao longo dessas

quatro edições, apenas uma empresa, a

Embraco, foi excluída da lista, uma vez que

economia

MÚLTIS BRASILEIRAS

sE consoLidaM

no MErcado GLoBaL

deixou de ter capital nacional, um dos pré-requisitos para

participação no estudo. Já a Magnesita seguiu o mesmo

caminho da Marcopolo, que antes de integrar o grupo das

100 desafi adoras globais ocupava posição de destaque em

outro relatório, o de Multilatinas. Procurada para comentar

a inclusão na lista, a Magnesita informou, por meio de

assessoria de imprensa, que está em período de silêncio em

razão da oferta de ações em andamento.

Para Aguiar, as companhias brasileiras têm uma vantagem

natural em relação às multinacionais com sede em

economias desenvolvidas que é conhecer bem o mercado

formado pela base da pirâmide, que reúne as classes C, D

e E. E esse segmento, conforme o executivo, se torna cada

vez mais relevante para os negócios em todo o mundo.

“Após a crise, houve uma mudança

no centro de gravidade e também as

multinacionais passaram a prestar mais

atenção aos mercados emergentes”,

explica.

Nesse novo cenário, os grupos

brasileiros, diz Aguiar, se tornam elementos

importantes na estratégia das

multinacionais, como competidores ou

como parceiros. “As empresas daqui

conhecem a necessidade e comportamento

desses clientes. Então, as multinacionais vão tentar

aprender esse novo modelo de negócios”.

Porém, da mesma maneira que as empresas listadas no

relatório desafi am as múltis já consagradas, é verdade que

essas últimas irão responder com força a esse movimento.

“Elas vão olhar para os mercados emergentes não apenas

para vender produtos, mas recrutar talentos”, alerta Aguiar.

“Também haverá desafi os a serem enfrentados pelas desafi

adoras”.

As empresas listadas entre as 100 desafi adoras globais

são também fortes candidatas a uma futura indicação na

lista das 500 maiores da revista “Fortune”. “Nos próximos

cinco anos, cerca de 50 dessas desafi adoras globais

poderão estar qualifi cadas para inclusão na Fortune 500”,

diz o estudo ME

Estudo do

Boston Consulting

aponta 13 companhias

do país que desafi am

grupos estrangeiros

23


24

economia

PRODUÇÃO INDUSTRIAL

P

FECHA 2010 COM

CRESCIMENTO DE 10,5%

rodução industrial no país recuou 0,7% em dezembro,

em relação a novembro, depois de ficar praticamente

estável nos últimos quatro meses do ano

passado, fechou 2010 com crescimento de 10,5%, segundo

levantamento divulgado no início de fevereiro pelo Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo

com a pesquisa, o resultado fechado do ano reverteu a

queda de 7,4% verificada em 2009.

Segundo o IBGE, essa é a maior expansão

anual da produção industrial observada

desde 1986, quando o crescimento registrado

fora de 10,94%. Segundo o IBGE, sua

base de dados relativos à pesquisa industrial

existe desde a década de 1970.

Muito do comportamento da indústria

em 2010 tem a ver com a elevação da taxa

de juros, somada aos estoques em excesso

e a um aumento das importações”André

Luiz Macedo, do IBGE“Dois fatores

combinados explicam o crescimento de

dois dígitos em 2010: o forte primeiro trimestre e a base

de comparação baixa, de 2009”, disse André Luiz Macedo,

gerente de Coordenação de Indústria do IBGE. “Muito

do comportamento da indústria em 2010 tem a ver com a

elevação da taxa de juros, somada aos estoques em excesso

e a um aumento das importações”, afirmou.

crescimento e avanço

Os primeiros seis meses de 2010 registraram crescimento

mais expressivo (16,2%) do que o verificado no semestre

seguinte (5,6%), na comparação com o mesmo período

de 2009, “reflexo não só da baixa base de comparação,

decorrente dos efeitos da crise econômica internacional

no final de 2008, mas também do menor dinamismo do

setor industrial no último trimestre de 2010 (3,3%)”, disse

o IBGE, por meio de nota.

“O primeiro trimestre, com isenções fiscais que incentivaram

determinados setores, favoreceu a indústria e foi

responsável por garantir o crescimento anual”, comentou

Macedo.

No fechamento de 2010, foi verificado perfil generalizado

de crescimento, 25 dos 27 setores registrando

Essa foi a maior alta

anual verificada desde

1986, segundo a

pesquisa. Em dezembro,

na comparação

com novembro, houve

recuo, de 0,7%

crescimento. As maiores influências partiram

de dos setores de veículos automotores (24,2%)

e de máquinas e equipamentos (24,3%). Em

seguida, aparecem metalurgia básica (17,4%),

indústrias extrativas (13,4%), outros produtos

químicos (10,2%), produtos de metal (23,4%),

alimentos (4,4%), borracha e plástico (12,5%)

e bebidas (11,2%). Na contra-

mão, tiveram queda os setores

de produtos do fumo, 8%, e

de outros equipamentos de

transporte, com queda de

0,1%.

Por categorias de uso, o

maior avanço foi visto no setor

de bens de capital (20,8%),

“influenciada pela recuperação

dos investimentos e da

confiança dos agentes econômicos”,

seguida por bens

intermediários (11,4%), “refletindo principalmente

a maior demanda por insumos industriais

para a produção de bens finais, juntamente com

a recuperação em parte da demanda internacional

por commodities”.

“A produção de computadores e de automóveis,

caminhões, chassis e autopeças foi

o principal destaques positivo na indústria.

Televisores e aparelhos de telefonia foram os

destaques negativos.”

de novembro para dezembro

Dos setores pesquisados pelo IBGE, 15

registraram alta e 11, queda. Os maiores destaques

partiram do setor de material eletrônico

e equipamentos, com recuo de 13,3%, seguido

pelo de metalurgia básica (-4,2%), edição e

impressão (-2,5%), celulose e papel (-1,5%),

farmacêutica (-1,5%) e outros equipamentos

de transportes (-2,1%).

No sentido inverso, a produção dos seguintes

setores apresentou crescimento: máquinas


mercado empresarial

e equipamentos (1,8%), outros produtos químicos

(1,5%), minerais não metálicos (2,0%),

equipamentos de instrumentação médicohospitalares,

ópticos e outros (9,7%) e máquinas

para escritório e equipamentos de informática

(3,9%).

Entre as categorias de uso, seguiram com

resultado negativo os setores de bens de consumo

duráveis (-0,6%) e de bens de consumo

semi e não duráveis (-0,4%).

“Para se entender um pouco esse dezembro

de 2010, 10% a mais de empresas justificaram,

nos questionários respondidos ao IBGE, uma

produção menor em relação a dezembro de

2009. Essas empresas relacionaram a queda

a estoque excessivo, paralisação da produção,

férias coletivas”, disse o gerente. “Temos, de

fato, uma redução do ritmo de crescimento

da indústria. Mas mesmo com essa redução a

partir do final de 2010, a indústria opera em um

patamar elevado, maior do que em 2008.”

na comparação anual

Em dezembro de 2010, na comparação

com novembro, a produção industrial registrou

aumento de 2,7%, com 19 dos 27 setores

pesquisados apresentado crescimento. As

maiores influências partiram da expansão de

12,1% de veículos automotores, seguido por

indústrias extrativas (10,4%), máquinas e equipamentos

(6,2%), máquinas para escritório e

equipamentos de informática (15,1%), minerais

não metálicos (7,0%), bebidas (5,6%) e outros

equipamentos de transporte (12,3%).

A principal contribuição negativa partiu do

setor de material eletrônico e equipamentos de

comunicações (-28%), seguido por farmacêutica

(-8,8%), metalurgia básica (-4,3%) e alimentos

(-1,4%). As quatro categorias de uso registraram

taxas positivas, com maior influência para bens

de capital (6,2%) e bens de consumo duráveis

(6,0%). Fonte: G1 ME

N

economia

EXPORTAÇÕES:

uM janEiro

sEM iGuaL

unca o Brasil exportou tanto num mês de janeiro

como neste ano. As exportações brasileiras naquele

período atingiram o maior patamar histórico para o

mês, com US$ 15,215 bilhões, superando o recorde anterior

em janeiro de 2008, de US$ 13,272 bilhões. O carro-chefe

das vendas externas foram as commodities, em especial o

minério de ferro, cujo preço subiu 144% em 12 meses, e

a China lidera em destino das exportações e origem das

importações.

As importações também foram recordes para o mês de

janeiro, em US$ 14,791 bilhões, superando janeiro de 2008,

quando ficou em US$ 12,35 bilhões. O saldo comercial voltou

a ficar positivo em US$ 424 milhões no primeiro ano de

2011, depois de dois janeiros consecutivos negativos.

Janeiro é, tradicionalmente, é um mês fraco para as

vendas externas, por isso, para o

secretário-executivo do Ministério

do Desenvolvimento, Indústria e

Comércio, Alessandro Teixeira,

esse resultado foi “muito bom”, e

abre “uma perspectiva positiva de

expansão” do comércio exterior

para o ano, em especial porque

há melhoras nas previsões sobre

a recuperação mundial. Teixeira

Exportações brasileiras

atingiram o maior patamar

histórico para o

mês, com US$ 12,215

bilhões

lembrou ainda que a previsão para as exportações no ano

é de crescimento de 13% sobre 2010, devendo atingir US$

228 bilhões.

O fato dos produtos básicos representarem 43,9% da

pauta de exportação, segundo Teixeira, não pode ser visto

como negativo. Além disso, o governo discute uma política

de incentivo para ampliar a venda de manufaturados.

Do lado das importações, máquinas e equipamentos lideraram

com 23,2% do total, seguindo-se bens de consumo

(18,1%), combustíveis e lubrificantes (10,9%).

Teixeira comentou que a política de comércio exterior do

governo Dilma Rousseff prioriza a diversificação de mercados

de destino dos produtos brasileiros, principalmente,

expansão no mercado asiático. Ele disse que o governo brasileiro

ainda não consegue medir o impacto das turbulências

políticas no Oriente Médio sobre as vendas de produtos

brasileiros ME

25


26

economia

QUASE METADE DA INDÚSTRIA

PErdE MErcado Para china

Q

uase a metade (exatamente 45%) das empresas

industriais brasileiras que competem com empresas

da China perdeu participação no mercado doméstico

em 2010. A revelação é da Sondagem Especial China,

divulgada no dia 3/2 último pela Confederação Nacional

da Indústria (CNI).

A pesquisa, realizada com 1.529 empresas entre 4 e

19 de outubro último, informa que em quatro setores –

produtos de metal, couros, calçados e têxteis - a queda

na participação das vendas no mercado interno pela concorrência

com produtos chineses atingiu mais da metade

das indústrias. No setor de couros, 31% das empresas

pesquisadas informaram ter sido significativa a perda de

mercado no ano passado.

Segundo o levantamento da CNI, embora as pequenas

empresas estivessem menos expostas à disputa com produtos

chineses, foi esse grupo que mais sofreu os impactos

da concorrência no mercado interno.

“Entre as pequenas empresas, o percentual que registrou

queda na participação de mercado de seus produtos

alcançou 49%. O percentual se reduz

para 32% entre as grandes empresas”,

assinala a Sondagem Especial China. O

gerente-executivo da Unidade de Política

Econômica da CNI, Flávio Castelo

Branco, que divulgou a pesquisa, atribuiu

principalmente à valorização cambial o

processo de perda de mercado. “Há fatores

de competitividade bem mais favoráveis

para a China, como custo salarial menor, juros mais baixos,

infraestrutura mais eficiente, escala de produção muito

maior, menores barreiras burocráticas, mas o fator mais

relevante é o câmbio”, assinalou.

O estudo da CNI mostra que a concorrência interna

com produtos da China afeta uma em cada quatro empresas

industriais brasileiras, alcançando 28% delas. A exposição

à concorrência, observa a entidade, aumenta conforme o

tamanho das empresas. O percentual das pequenas empresas

que afirmam concorrer com produtos chineses no

mercado doméstico é de 24%, enquanto nas médias é de

32% e alcança 41% entre as empresas de grande porte.

A presença chinesa é mais intensa em seis setores industriais,

entre os quais material eletrônico e de comunicação,

têxteis, equipamentos hospitalares e de precisão, calçados

e máquinas e equipamentos. Nos segmentos de material

eletrônico e de comunicação e têxteis, a competição interna

com os chineses é especialmente intensa, atingindo mais

Custo Salarial menor,

juros baixos, boa

infraestrutura e menos

burocracia

de 70% das empresas dos dois setores, detectou

a pesquisa.

Mais acirrada

A Sondagem Especial constata que a competição

com produtos chineses é mais acirrada

no mercado externo do que internamente. Nada

menos do que 67% das empresas brasileiras

exportadoras que concorrem com empresas

chinesas no mercado internacional registraram

perda de clientes.

Exatos 4,2% deixaram de exportar devido

à disputa e apenas 27% mantiveram ou até

aumentaram o número de clientes apesar da

concorrência chinesa. Pesquisa semelhante realizada

pela CNI em 2006 apontava percentual

praticamente idêntico de empresas sujeitas à

concorrência externa com a China – 54%,

contra 55% agora -, mas a perda de clientela

tinha sido significativamente menor, afetando,

há quatro anos, 58% das

indústrias exportadoras, em

oposição aos 67% detectados

em outubro passado.

O levantamento da CNI

constata que metade das empresas

brasileiras já adotou

estratégia para disputar o mercado

com a China, interna e

externamente, priorizando os investimentos na

qualidade ou design dos produtos, mais do que a

redução de custos e ganhos de produtividade.

Conforme a pesquisa, 48% das indústrias

estão investindo na qualidade ou design e 45%

em diminuição de custos e ganhos de produtividade.

No estudo de 2006, tais percentuais

eram de 40% e 48%, respectivamente, demonstrando

haver, hoje, maior preocupação com a

qualidade. A Sondagem Especial China revela

ainda que 10% das grandes empresas brasileiras

têm fábrica própria na China e 5% terceirizam

parte da produção com empresas chinesas,

possivelmente como resposta à concorrência.

Nada menos do que 21% das empresas pesquisadas

importaram matéria-prima da China, 9%

adquiriram lá produtos finais e 8% compraram

máquinas e equipamentos ME


mercado empresarial

BRASIL REJEITA

controLE dE PrEço

dE Matérias-PriMas

O

Brasil quer matar no nascedouro

propostas de criação

de estoques reguladores

internacionais de commodities

agrícolas ou de controle de preços.

O país já avisou o G-20 que não

aceitará limites ou controles. Tam-

O país já avisou o G-20

que não aceitará

limites ou controles

pouco apoiará a criação dos estoques regionais de alimentos, tema

que a França planeja colocar no centro da agenda do grupo, junto

com a questão cambial. Para os franceses, a alta dos alimentos, que

causou revoltas há dois anos e agora ajudou a derrubar o ditador da

Tunísia, exige estrita regulação dos mercados de commodities.

O Brasil sinalizou que concorda com a discussão, por exemplo,

para evitar que especuladores adquiram posição dominante

no mercado. Mas excluiu a possibilidade de controle de cotações.

“Quando os preços estão baixos, ninguém fala disso”, disse uma

fonte brasileira.

No caso dos estoques regionais, que seriam controlados pela

FAO, o Brasil vê problemas de concessão de subsídios em sua formação.

“Achamos que o G-20 deva apenas fazer um diagnóstico

da situação”, afirmou o secretário de Assuntos Internacionais do

Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey.

A posição brasileira sobre estoques está em consonância com a

dos Estados Unidos. Ambos acham que cada país deve cuidar de seu

próprio estoque alimentar e não criar uma Conab internacional.

A França quer organizar um encontro de ministros de Agricultura

do G-20 nos dias 22 e 23 de junho, em Paris, para discutir

segurança alimentar. Mas pensa em chamar também os ministros

de Finanças, já que a alta de preços tem impacto na inflação de

vários países.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, faz pressão na União

Europeia para Bruxelas criar um mecanismo europeu de controle de

preços. Os franceses também tentarão impor alguma regulação no

G-20, para evitar que especuladores causem mais turbulências nos

mercados. O fluxo líquido de investimentos financeiros em índices

de matérias-primas alcançou US$ 60 bilhões em 2010.

O total sob gestão chegou a US$ 360 bilhões, em comparação

com US$ 10 bilhões há dez anos. Essas cifras dão uma ideia do

peso dos investidores no mercado e sua capacidade de influenciar

os preços.

No entanto, estudo da OCDE, mostrou que a volatilidade dos

preços das matérias-primas não é muito diferente da registrada nos

últimos 50 anos para vários produtos ME

A

economia

CHINA LIDERA

inVEstiMEnto

no PaÍs

China liderou em 2010, pela primeira vez,

a lista dos países com maior investimento

direto no Brasil, com um fluxo de capital

de US$ 17 bilhões, pouco menos de um terço do

total de ingressos de US$ 52,6 bilhões.A estimativa

é da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas

Transnacionais e da Globalização (Sobeet).

Em dezembro, o investimento estrangeiro direto

líquido atingiu US$ 15,3 bilhões, volume inflado

pela compra de 40% do capital da Repsol pela

chinesa Sinopec, no valor de US$ 7,1 bilhões.

O presidente da Sobeet, Luis Afonso Lima,

diz que é difícil ter uma ideia exata do valor do

investimento chinês porque as companhias estatais

da China enviam muitas vezes os recursos

a partir de outros países. Os números do Banco

Central, por exemplo, mostram apenas US$ 392

milhões de capital chi-

nês nas operações de

participação de capital Os chineses investem

em todo o ano passa- preferencialmente

do. Só a operação da em commodities

Sinopec com a Repsol

foi de 18 vezes esse

valor, mas os recursos

entraram via Luxemburgo, país que oferece

generosos benefícios fiscais.

Os chineses investem preferencialmente em

commodities. Em maio, a Sinochem comprou,

por US$ 3 bilhões, 40% do campo de Peregrino,

da norueguesa Statoil e a State Grid adquiriu no

país sete companhias de transmissão de energia

da espanhola Plena, por US$ 1,7 bilhão.

As empresas brasileiras também voltaram a

aportar recursos em suas filiais no mercado ex-

terno. O volume de investimento brasileiro direto

no exterior atingiu o valor líquido de US$ 11,5

bilhões no ano passado, com saídas de US$ 34,879

bilhões e retornos de US$ 23,379 bilhões.

Neste ano, segundo o Banco Central, os

investimentos brasileiros no exterior devem chegar

a US$ 16 bilhões. Essa performance marca

reversão “expressiva” em relação a 2009, quando

as companhias, sem liquidez em razão da crise,

repatriaram US$ 10 bilhões. Fonte: Valor ME

27


28

legislação

ENFIM APROVADO

o consELho dE

arQuitEtura E

urBanisMo

Em um de seus últimos atos, o ex-presidente da República,

Luiz Inácio Lula da Silva, fi nalmente sancionou

a criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo

(CAU) e a regulamentação da profi ssão de arquiteto e

urbanista. Publicada no Diário Ofi cial da União dia 31 de

dezembro de 2010, a lei federal de número 12.378 determina

que tais profi ssões deixarão de compor os Conselhos

de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do sistema Crea/

Confea.

A sanção do projeto de lei ocorreu dia 30/12 e contou

com a presença de representantes do Instituto de Arquitetos

do Brasil (IAB), da Associação Brasileira dos Escritórios de

Arquitetura (AsBEA), da Federação Nacional dos Arquitetos

(FNA) e da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura

e Urbanismo.

As atuais Câmaras de Arquitetura e Urbanismo dos Creas

terão de 90 a 360 dias para organizar eleições para o CAU

em todos os estados. Arquitetos e urbanistas deverão votar

em conselheiros regionais e nacional, sendo que o voto será

obrigatório para todos os profi

ssionais. Estes representantes

Veja o que muda defi nirão a Mesa de Coordenação

que inclui, entre outros cargos, o

de presidente.

Após a instalação dos conselhos em cada estado, arquitetos

e urbanistas deverão se registrar obrigatoriamente no

CAU para o exercício de sua profi ssão. Os CREAs deverão

repassar aos CAUs todos os documentos dos profi ssionais

registrados. A contribuição anual prevista para o CAU

será de R$ 350 e a Anotação de Responsabilidade Técnica

(ART) passará a se chamar Registro de Responsabilidade

Técnica (RRT). As atribuições profi ssionais, porém, deverão

continuar as mesmas sendo que algumas atividades serão

ofi cialmente divididas com especialistas de outras áreas.

Arquitetos e urbanistas, por enquanto, continuam ligados

ao Confea/Crea, mas 90% do valor das anuidades

e ARTs de 2011 já serão repassadas aos CAUs, que serão

fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU)

Fonte: Arcoweb ME

MUDANÇAS

no códiGo dE dEFEsa

do consuMidor

Vão ProtEGEr os

EndiVidados

O

Código de Defesa do Consumidor (CDC),

criado há 20 anos e ainda considerado

moderno pela comunidade jurídica, passará

por reformas para abranger um tema que preocupa

as famílias brasileiras: o superendividamento - total

de contas acima da capacidade de pagamento.

Atualmente, de acordo com pesquisa divulgada

pela Confederação Nacional do Comércio de Bens,

Serviços e Turismo (CNC), 59,4% de um total de

17,8 mil famílias entrevistadas estão endividadas.

Desse percentual,

22% estão com

O superendividamento

das famílias brasileiras

é preocupante

contas em atraso

e 7,9% alegam que

não terão como

quitar seus débitos.

Um anteprojeto

com previsões

legais sobre o assunto deve estar pronto em seis

meses, tratando de informações, transparência e o

direito de arrependimento no mercado de créditos,

a exemplo do que já é feito em outros países. O

texto também deve regulamentar melhor outros

temas, como o comércio eletrônico e o papel dos

Procons como meio alternativo de resolução de

confl itos.

Segundo o presidente da comissão que trata do

assunto, ministro do Superior Tribunal de Justiça

(STJ) Herman Benjamin, o ingresso de 50 milhões

de consumidores no mercado de crédito desde a

década de 90 impõe a revisão da lei. Ele participou

da comissão que elaborou o CDC atual, em 1989,

quando atuava como promotor de Justiça. No entanto,

nessa época, segundo o ministro, a infl ação e

o sistema bancário impediam essa discussão sobre

o mercado de crédito ME


mercado empresarial

GOVERNO PAULISTA

ProÍBE a

contratação dE

ProjEtos dE

arQuitEtura PELo

MEnor PrEço

C

ritérios como menor preço ou pregão

estão proibidos de ser adotados para a

contratação de serviços de arquitetura

e engenharia pelo poder público do estado de

São Paulo. É o que determina o Decreto nº

56.565, publicado

no Diário Oficial

estadual do dia 24

de dezembro último.

De acordo com

a medida adotada

pelo ex-governador

Alberto Goldman,

serviços de engenharia

e arquitetura

são de natureza

A decisão é a primeira

do gênero no País e

deverá estabelecer

um novo padrão de

qualidade para obras e

empreendimentos no

estado.

técnica, por isso não podem ser aprovados ou

contratados pelo menor preço ou pregão. A

decisão - primeira do gênero no País - deverá

estabelecer um novo padrão de qualidade para

obras e empreendimentos no estado ME

PROJETO DE LEI

PodE oBriGar construçõEs

a tErEM tELhados Brancos

A ACâmara Municipal de São Paulo votou, em novembro

último, um projeto de lei que pode obrigar as casas que

serão construídas na cidade a terem telhados brancos. A

mudança foi sugerida por cooperar com o combate das ilhas de

calor na cidade.

O vereador Antônio Goulart (PMDB), autor do projeto, explica

que se toda a cidade aderisse à medida, seria possível reduzir 2ºC

da temperatura da capital. O plano de lei foi aprovado na primeira

votação, mas para que realmente

entre em vigor ele deve passar por

mais uma sessão na câmara e ainda

ser aprovado pelo atual prefeito de

São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

A sugestão do vereador Goulart

acrescentaria um artigo à Lei 11.228,

de 1992, que determina regras

Se toda a cidade aderisse

à medida, seria

possível reduzir 2ºC da

temperatura da capital

para as construções dentro da capital paulista. A mudança na cor

dos telhados é um dos requisitos analisados pelo Green Building

Council Brasil ao certifi car construções com padrões sustentáveis.

Inclusive foi através da instituição certifi cadora que o vereador

conseguiu os dados necessários para comprovar a necessidade da

nova legislação.

Segundo o professor da Universidade de São Paulo Claudio

Furukawa, um carro branco pode ter redução de até 6ºC na temperatura,

em relação a um carro preto. Isso acontece porque o branco

refl ete todas as outras cores, ao contrário do preto, que absorve todas

elas. O mesmo princípio é aplicado aos telhados brancos. Porém,

o professor lembra que também é necessário avaliar o material

usado na construção da casa, para que a redução da temperatura

seja efetivada. Com informações do Estadão ME

29


30

desenvolvimento

PROJETO NOVA LUZ

PODERá DEMOLIR E DESAPROPRIAR

ATÉ 30% DA REGIÃO

A

recuperação de 45 quadras na região central de

São Paulo contempladas pelo Projeto Nova Luz

deverá signifi car a renovação de 30% da área construída

– cerca de 1,2 milhão de m², segundo a Secretaria de

Desenvolvimento Urbano. A informação de que o projeto

prevê demolir 30% da chamada cracolândia foi divulgada

no fi nal de janeiro último em reportagem publicada no

jornal “Folha de S.Paulo”.

A secretaria evita usar o termo “demolição”, preferindo

falar em “renovação”. Segundo a assessoria de imprensa

da pasta, parte dos imóveis será desapropriada e demolida

para a construção de áreas públicas. As demais partes darão

lugar a lançamentos imobiliários que serão construídos pelo

consórcio vencedor.

A Prefeitura deve defi nir o projeto

até julho deste ano e depois disso

abrir licitação para escolher o consórcio

de empresas que terá direito a

investir e explorar comercialmente o

bairro, em um modelo ainda inédito

de parceria público-privada (PPP),

por meio do qual a concessionária

vai gerir o espaço urbano.

A primeira audiência pública foi realizada em 14 de

janeiro último e alvo de grande manifestação por parte dos

comerciantes do local, que já queriam ter sido ouvidos a

respeito do projeto.

Nova Luz deve desapropriar pelo menos 89 imóveis

no Centro de SPPrefeitura coloca em consulta pública 1º

projeto da Nova Luz Ainda de acordo com a Secretaria de

Desenvolvimento Urbano, a proposta veta a retirada de

moradores e comerciantes do local dos imóveis e terrenos

onde serão construídos os futuros lançamentos imobiliá-

Prefeitura quer

recuperar 45 quadras

da região da

cracolândia, em SP

Rua de uso misto de acordo com o

projeto Nova Luz (Imagem: Reprodução)

rios. Só seria permitido, segundo a secretaria,

o remanejamento dos proprietários. Com isso,

caso o consórcio tenha interesse em algum

desses imóveis e terrenos, o proprietário terá

de ser realocado dentro da área da Nova Luz

ou passaria a ter direito a uma parcela do novo

imóvel a ser construído, negociando isso com o

consórcio vencedor do Projeto Nova Luz.

Com o projeto, a região da cracolândia

deverá ganhar 1,9 mil unidades habitacionais,

pondo fi m aos cortiços. Todo o patrimônio

histórico será preservado, mesmo que seja só

as fachadas dos edifícios.

Ao jornal “Folha de S.Paulo”, o secretário

de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem,

disse que 50 mil m² de áreas residenciais e 300

mil m² comerciais sofrerão intervenções.

E durante entrevista à imprensa sobre a reurbanização

da cracolândia, Bucalem disse que as

empresas a serem escolhidas para investir no

Projeto Nova Luz terão de desembolsar cerca

de R$ 150 milhões em novos espaços urbanos.

De acordo com ele, áreas comerciais da Rua

Santa Ifi gênia, por exemplo, serão recuperadas

sem afetar as atividades comerciais.

“Se cumpre uma nova etapa do desenvolvimento

desse projeto no momento em que

se mostra a intervenção que se propõe para as

quadras. O objetivo é propiciar o aumento de

moradores e de atividade econômica na área,

trazendo novos empregos”, disse o secretário

de Desenvolvimento Urbano. Com informações

do portal G1 ME


mercado empresarial

FAZENDAS

VERTICAIS

NO CENTRO DE SÃO PAULO

D

ar uma nova utilidade aos velhos prédios desativados

da cidade de São Paulo, transformando-os em fazendas

verticais. Essa é a ideia do arquiteto paulistano Rafael

Gringberg. Apesar de parecer estranho transformar um monte de

concreto em espaço útil para alguma plantação, o projeto é plausível

e inclusive é praticado em alguns países que possuem difi culdades

com os métodos tradicionais de agricultura.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o projeto de Gringberg

consiste em revitalizar os edifícios São Vito e Mercúrio, no

centro da capital paulista, e que estão atualmente em processo de

demolição pela Prefeitura de São Paulo. Porém, durante anos eles

passaram, sem sucesso, por processos de revitalização que não

conseguiram transformá-los em

espaço disponível para moradia,

nem para comércio. A proposta

sugere que essa estrutura seja usada

para a produção de alimentos

através do sistema de hidroponia,

no qual as plantas são cultivadas

A ideia é revitalizar

edifícios desativados

em água, aproveitando a luz solar. O jovem estudante vai ainda

mais longe em sua meta e inclui o tratamento das águas do Rio

Tamanduateí, para que elas possam ser usadas no plantio.

As vantagens de uma fazenda vertical são muitas, no entanto,

elas não são muito valorizadas no Brasil porque o país ainda possui

uma grande quantidade de terras férteis e disponíveis para a produção.

O sistema sugerido por Gringberg permitiria que o cultivo

ocorresse em qualquer época do ano e também colaboraria para

a redução dos gases de efeito estufa. O projeto foi apresentado à

Prefeitura e ao Ministério Público e o arquiteto também tem trabalhado

com essa ideia em conferências da área. No entanto, ele

ainda não foi incorporado ou posto em prática por nenhum dos

órgãos públicos. O assunto é debatido mundialmente, tanto que o

professor da Universidade de Columbia, nos EUA, Dickson Despommier,

reuniu diversos projetos de fazenda vertical, em seu livro

Vertical Farms. Essa tecnologia tende a ser uma das soluções para a

produção alimentícia em centros urbanos cada vez mais habitados.

Em seu livro o professor explica que uma base com 30 andares

seria capaz de fornecer alimento para até 10 mil pessoas ME

Foto: Marcio Fernandes/AE

A

prefeitura de São Paulo resolveu transformar

os restos dos edifícios demolidos

São Vito e Mercúrio, no centro

da cidade, em “asfalto ecológico”. As subprefeituras

de Parelheiros e Ermelino Matarazzo

já receberam a pavimentação especial e, agora,

será a vez do Butantã, São Miguel Paulista e da

Freguesia do Ó.

Com investimento de cerca de R$ 2 milhões,

a iniciativa contribui para minimizar o impacto

ecológico que os restos da demolição podem

produzir ao meio

ambiente, quando

não recebem destinação

correta.

O novo material

será utilizado para

asfaltar 19 mil m²

de vias, em uma

extensão de 2,6

km.

desenvolvimento 31

RESTOS DE

PRÉDIOS DEMOLIDOS

VIRAM ASFALTO

ECOLÓGICO EM SP

O novo material será

utilizado para asfaltar

19 mil m 2 de vias, em

uma extensão de

2,6 km

Os resíduos das construções serão utilizados

em duas das camadas que compõem o

pavimento. A sub-base do asfalto, formada por

pequenos pedregulhos, será composta por restos

de construções em geral. Sobre esta camada

será acrescentada mais uma, composta por

restos de fresagem de ruas que estão recebendo

recapeamento. A economia será de até 40% em

relação ao asfalto convencional.

Segundo a assessoria de Comunicação da

prefeitura, as subprefeituras contempladas

foram definidas devido ao cronograma de

pavimentação e características físicas para

pavimentação ME

Divulgação


32

desenvolvimento

SANTOS QUER REDUZIR EM

A

Um dos objetivos é

conter o trânsito, um

problema na cidade,

onde a frota de veículos

cresce de forma

alarmante

30% TAMANHO DE PRÉDIOS

pós um boom imobiliário que resultou em espigões

de mais de 30 andares por toda a cidade de

Santos, a prefeitura enviou à Câmara Municipal

um projeto para reduzir em até 30% o tamanho dos novos

empreendimentos.

Segundo o governo municipal, um dos objetivos é conter

o trânsito, um problema na cidade onde a frota de veículos

cresce de forma alarmante - há um carro para cada 1,6

habitante. O outro é melhorar a “ambiência”, ou seja, evitar

prédios muito grandes em relação ao entorno, que causem

grande impacto visual e prejudiquem a iluminação.

O problema tem sido verificado em algumas vias. A Rua

Clay Presgrave Amaral, por exemplo, área

nobre no bairro do Gonzaga, atraiu várias

torres que formam uma espécie de paredão

em relação a antigas casas da via e pioraram

o trânsito. No José Menino, torres de 33

andares bloqueiam a vista da praia e do

jardim da orla que se tinha desde o Morro

do Itararé. O maior prédio da cidade, que

terá 38 andares, está em construção.

Os espigões surgiram com a revisão

das regras de uso do solo feita em 1998,

quando o limite de altura não passou a ser

mais um parâmetro para autorizar obras. Os limites de

altura de dez andares, de 1968, e de 14 andares, de 1986,

deram origem à maioria dos prédios da cidade.

Agora, a prefeitura quer reduzir o aproveitamento das

áreas de novos empreendimentos, diminuindo a área total

construída em até 30% nas vias mais estreitas da cidade,

que representam metade das ruas de Santos. Isso poderá

reduzir a altura dos novos prédios, mas as construtoras

também poderão reduzir o empreendimento na horizontal,

erguendo prédios estreitos.

O secretário de Planejamento de Santos, Bechara Abdalla

Pestana Neves, afirma que a mudança resultaria em

prédios com menos unidades e menos carros. Essa é uma

alternativa viável, uma vez que a configuração urbanística

já está estabelecida. A porção insular de Santos,

onde vivem 99% dos habitantes, tem apenas 39

quilômetros quadrados, menos que a Subprefeitura

da Lapa, em São Paulo.

Bechara afirma que esse é um aspecto que

vem sendo aperfeiçoado de um modelo que

aponta como positivo. Segundo o secretário, o

solo argiloso de Santos exige que prédios com

mais de dez andares tenham estacas a 50, 60

metros de profundidade para evitar que entortem,

como vários dos antigos.

Prédios mais estreitos reduzem o número

de estacas necessárias e tornam o projeto mais

viável. Segundo ele, os prédios ficam mais altos,

mas a área é a mesma e não ajuda a adensar a população.

“Os prédios atuais são mais distantes

uns dos outros. Há um ganho em iluminação,

ventilação e segurança.”

arranha-céus na orla atrapalham

vista para a praia

Dois espigões de 33 andares em construção

passaram a ocupar um dos principais cartõespostais

de Santos, no litoral de São Paulo,

obstruindo parte da vista que se tinha antes

dos 7 km de praia e dos jardins da orla a partir

do mirante do Morro do Itararé, na divisa com

São Vicente.

As novas construções são polêmicas e

causam estranheza em turistas que vão ao mirante

e nos frequentadores assíduos do morro.

Também há críticas de praticantes de paraglider

porque, segundo eles, os edifícios são um empecilho

dependendo da direção do vento.

As torres, porém, são elogiadas por quem vê

nelas uma manifestação da modernidade e do

desenvolvimento da Baixada Santista.

O terreno escolhido era antes ocupado pelo


mercado empresarial

Caiçara Clube, no pé do morro. O futuro condomínio

Enseada das Orquídeas terá 528 unidades com até 153

m². As torres diferem da maioria dos edifícios da orla,

que em geral têm entre 10 e 15 andares. Quem não mora

nelas tem duas alternativas para uma visão panorâmica

da orla e dos jardins: a Ilha Porchat, em São Vicente, e o

Morro do Itararé.

Uma das frequentadoras, Alessandra do Carmo, de 30

anos, afirma que estranhou o espigão. “Mataram a vista,

que é muito bonita. É exagerado. Poderia ter a metade do

tamanho”, afirmou, ao contemplar o cenário em um dos

banquinhos do mirante.

O instrutor de paraglider Marcelo Calhau explica que,

especialmente quando o vento vem de leste, as torres

podem produzir um fenômeno chamado rotor, que faz

com que o vento gire ao encontrar um obstáculo, sem

continuar o trajeto normal.

Isso prejudica o esporte, tanto que voos em direção à

orla de São Vicente têm sido preferenciais em relação aos

que iam para as praias de Santos. “A vista também ficou

esquisita”, opina o esportista.

O turista paranaense Alcimar Alves dos Santos, de 40

anos, é outro crítico. Ele questionou por que a prefeitura

permitiu a construção em vez de aproveitar a vista como

ponto turístico. “Se ficasse mais alguns quarteirões dentro

da cidade não atrapalharia em nada. Na orla deveriam ficar

os prédios mais baixos.”

aprovação

O secretário de Planejamento de Santos, Bechara

Abdalla Pestana Neves, afirma que o projeto passou

por diversos departamentos e que apenas recebeu aval

após analisados os impactos que teria em infraestrutura,

meio ambiente, trânsito. Admite, contudo, que não foi

analisado um possível impacto visual ou turístico.

A construtora Gafisa diz que o condomínio é desenvolvido

“respeitando todas as exigências necessárias

e tem todas as autorizações para ser construído com

essas características e nessa localização”. A construtora

informou ainda que o bairro passa por revitalização e

incorpora agora o conceito de “condomínio-clube”.

O crescimento da oferta imobiliária retrata o desenvolvimento

da região, impulsionada pelas descobertas do

pré-sal e o crescimento do porto.O m² supera R$ 6 mil

na orla, valor semelhante a áreas nobres de São Paulo.

Por isso, a chegada dos prédios altos é vista com

bons olhos por muitos santistas. “É um sinal de crescimento,

de que o dinheiro está vindo para a região”, diz

Renata Silva, de 25 anos, para quem a arquitetura dos

novos empreendimentos deixa a cidade com mais cara

de “moderna”.

Os espigões do bairro de José Menino refletem essa

nova tendência na orla. Outro prédio, no bairro do

Gonzaga, chama a atenção por seus 29 andares de apartamentos.

Na Ponta da Praia, vários se destacam.

Fonte: O Estado de S. Paulo ME

desenvolvimento

33


34

meio ambiente

GELEIRAS VÃO SE

transForMar EM ÁGua

O

futuro não será nada animador para as próximas

gerações. Estudos publicados na revista científi ca

“Nature Geoscience” apontam que até 2100 as

mudanças climáticas poderão causar o desaparecimento

de pelo menos três quartos das geleiras alpinas. Mais: o

desgelo de parte da Antártida pode provocar o aumento

do nível do mar em 4 metros.

Segundo as pesquisas, as geleiras de montanha poderão

perder entre 15% e 27% de seu volume em 2100, o que

pode ter efeitos substanciais para a hidrografi a regional

e a disponibilidade de água. No caso da Nova Zelândia,

o país poderá perder, em média, 72%

de suas geleiras. Para a Groenlândia, a

diminuição será menor, somente 8%. Já

as altas montanhas asiáticas, 10%.

Os números estão relacionados

às estimativas do Painel Intergovernamental

sobre Mudanças climáticas

(IPCC – em inglês) publicado pelo último relatório da

ONU em 2007, e não levam em conta a dilatação dos

oceanos quando se aquecem. Eles ajudaram cientistas

da Universidade do Alasca a fazer novas previsões, que

também fi zeram cálculos a partir de um modelo informático

com dados coletados em mais de 300 geleiras, em

1961 e 2004.

Além disso, se basearam em um dos panoramas intermediários

propostos pelo IPCC, o “A1B”, que conjuga

crescimento demográfi co, econômico e utilização de recursos

energéticos mais ou menos contaminantes, e que ainda

Estudo prevê que três

quartos do gelo devem

desaparecer até 2100

prevê um aumento da temperatura no planeta

de 2,8°C durante o século XXI.

Só que esse modelo não leva em conta as

calotas polares da Antártica e da Groenlândia,

que conservam 99% da água doce do planeta.

Se uma dessas calotas derreter de maneira signifi

cativa, o nível do mar se elevará em vários

metros, inundando inúmeras cidades costeiras.

Por isso, se for levado em conta o desgelo da

parte Ocidental da Antártida, o nível do mar

aumenta 4 metros.

Para chegar nesses números tão catastrófi -

cos foi preciso fazer um segundo estudo. Cientistas

da Universidade do Canadá investigaram

a inércia dos gases de efeito estufa que, uma

vez emitidos, permanecem durante séculos na

atmosfera. Mesmo se fossem suspensas todas

as emissões de gases de efeito estufa até 2100, o

aquecimento continuaria durante vários séculos,

revelou o estudo a partir desses testes.

Estes resultados se baseiam no panorama

“A2″ do IPCC, bastante mais pessimista que o

primeiro, já que prevêem um aumento da temperatura

de 3,4°C até o fi m do século. Nestas

circunstâncias, o aquecimento das profundidades

intermediárias dos mares austrais poderia

desencadear um “grande desmoronamento”

da parte ocidental da calota antártica até o ano

3000. Com informações do G1 e TV Globo ME


mercado empresarial

O

governo de São Paulo

iniciou os estudos para

construir uma usina

de tratamento de lixo que

produzirá energia elétrica na

Baixada Santista. O projeto

vai benefi ciar 13 municípios

da região e tratar mil toneladas

de resíduos sólidos urbanos

por dia. “Esta é a área mais

complicada do Estado, pois não há espaços

disponíveis para serem licitados”, afi rma Ricardo

Lima, consultor da Andrade & Canellas,

responsável pela estruturação do projeto.

O lixo de muitos municípios da Baixada

Santista percorre até 150 km para ser despejado

em áreas localizadas no planalto. Os resíduos

de São Sebastião são depositados em Jacareí; os

de Mongaguá, em Mauá, na Grande São Paulo.

Nesta rota, as prefeituras chegam a pagar até

R$ 180 por tonelada de lixo. O projeto do Estado

vai tentar eliminar esse problema e ainda

gerar eletricidade. A expectativa é produzir 40

megawatts (MW) com a incineração dos resíduos

- sufi ciente para abastecer uma cidade de

250 mil pessoas. Segundo dados da Empresa

Metropolitana de Águas e Energia (Emae), os

resíduos produzidos por uma família de cinco

pessoas durante um ano são sufi cientes para

gerar energia equivalente ao consumo de quase

Construção da unidade

será na Baixada

Santista; estudos sobre

o custo da obra devem

fi car prontos ainda

em 2011

quatro meses. Além da energia, a usina

produziria vapor, que pode ser vendido

para indústrias localizadas próximas da

unidade. Outra fonte de receita são os

créditos de carbono, já que a central de

tratamento evitará a decomposição dos

resíduos, processo que produz metano

(gás de efeito estufa).

O empreendimento contará com instalações

para transformar o lixo em adubo

orgânico e separar materiais recicláveis. Lima diz que há

700 plantas desse tipo espalhadas pelo mundo. No Brasil,

existem iniciativas para tentar resolver o problema do lixo

e gerar energia, como a usina termelétrica do aterro sanitário

São João, em São Mateus, zona leste da capital.Mas a

tecnologia aplicada é diferente da proposta para a Baixada

Santista. Nesses casos, usa-se o metano para produzir a

energia. Na nova central, a técnica seria de incineração.

O calor resultante da queima é aproveitado para gerar

vapor, que aciona turbogeradores e produz energia.

Cálculos do governo federal mostram que o lixo das 300

maiores cidades brasileiras poderia

gerar 15% da energia elétrica consumida

no País, conforme o Plano

Decenal 2008/2017. Na Baixada

Santista, a ideia é criar uma Parceria

Público-Privada (PPP). O valor dos

investimentos depende da conclusão

dos estudos, em junho de 2011.

Fonte: O Estado de S. Paulo ME

meio ambiente

USINA PARA TRATAR LIXO

PRODUZIRá ELETRICIDADE

40 megawatts podem

abastecer 250 mil pessoas.

Toda essa energia

pode ser obtida

com a incineração dos

resíduos

35


36

meio ambiente

USO DO AGROTÓXICO METAMIDOFÓS

no BrasiL sErÁ ProiBido até 2012

A

Produto pode causar

danos a fetos e

sistemas neurológico,

imunológico,

reprodutor e endócrino

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou

o banimento do agrotóxico metamidofós do Brasil. O

produto, usado nas lavouras de algodão, amendoim, batata,

feijão, soja, tomate e trigo pode provocar prejuízos para o feto,

além de ser prejudicial para os sistemas neurológico, imunológico,

reprodutor e endócrino.

Esse é o quarto agrotóxico cuja comercialização é proibida

pela Anvisa desde 2008, quando a agência preparou uma lista de

reavaliação com 14 produtos suspeitos de provocar danos à saúde.

Além do metamidofós, foram proibidos o cihexatina, o tricloform

e o endossulfam. “Nossa expectativa é avaliar todos os produtos

da lista neste ano. Até porque certamente novos produtos deverão

ser incluídos para reavaliação”, afi rmou Luiz Claudio Meirelles,

gerente geral de toxicologia da Anvisa.

A retirada do metamidofós do mercado brasileiro será feita de

maneira programada. Pela decisão, publicada no Diário Ofi cial da

União, o produto poderá ser comercializado somente até o fi m

do ano. O agrotóxico poderá ser usado nas lavouras até junho

de 2012. Meirelles afi rmou que a retirada programada é feita de

forma a não provocar impacto negativo na agricul-

tura. “É preciso também que haja tempo para os

produtores se adaptarem e terem acesso a produtos

menos tóxicos.”

O metamidofós já foi banido nos países da União

Europeia, na China, Indonésia, Costa do Marfi m,

em Samoa, no Paquistão e Japão. De acordo com

Meirelles, o produto encontra-se em processo de

retirada nos Estados Unidos. O agrotóxico já havia

passado por reavaliação da Anvisa em 2002. Na época, o uso do

produto foi restrito, além de a forma de aplicação ter sido alterada.

No mesmo ano, também foi realizada a primeira reavaliação de

agrotóxicos no Brasil pela Anvisa, com banimento de quatro deles.

A análise da lista de 2008, por sua vez, demorou para ganhar ritmo.

Por pressões políticas, divergências no governo e ações na Justiça,

somente no ano passado as avaliações começaram a ser feitas com

maior rapidez. Para evitar que fabricantes acabem logo com seus

estoques, a comercialização do metamidofós até dezembro não

poderá ultrapassar a média histórica de vendas. “Vamos fi scalizar

o cumprimento dessa determinação”, disse Meirelles.

Com a decisão da Anvisa, também não serão autorizados registros

de novos compostos que levem metamidofós, nem a importação

do produto. Terminado o prazo em que a comercialização

é permitida, os fabricantes fi carão responsáveis pela retirada das

unidades remanescentes do mercado.

Fonte: O Estado de S. Paulo ME


mercado empresarial

LA NIÑA PODE SE

ESTENDER ATÉ MAIO

O

fenômeno climático

conhecido como La

Niña, que esfria o Oceano

Pacífico e é responsabilizado

por enchentes na Austrália

e estiagens em regiões da

América Latina, deve continuar

presente até maio desde

ano, informou a Organização Meteorológica

Mundial (OMM), da ONU, em seu mais recente

relatório.

“Quase todos os modelos de meteorologia

predizem uma continuidade do La Niña atual,

ao longo do primeiro trimestre de 2011 e

possivelmente até o segundo trimestre (abril

ou início de maio),” disse a OMM. “A força

do evento provavelmente diminuirá durante os

próximos quatro meses,” acrescentou.

O La Niña começou em junho passado

depois de um El Niño forte no Oceano Pacífico

- o fenômeno climático natural oposto,

associado a águas mais quentes que o normal.

Em termos de efeitos na atmosfera - pressão

no nível do mar, ventos mais fortes e menos

O

O fenômeno é

associado tanto a

enchentes como a

secas

EMPIRE STATE

FIRMA ACORDO PARA

COMPRA DE ENERGIA

EÓLICA

Empire State Building, em Nova York,

um dos edifícios mais famosos do mundo,

anunciou um acordo com a Green Mountain

Energy Company, que atua no setor de energia

limpa. Pelos termos do contrato, o prédio vai comprar

junto à companhia o equivalente a seu consumo

em certificados de energia eólica. Essa demanda, de

aproximadamente 55 milhões de kWh, é o suficiente

para evitar a emissão de 45 mil toneladas de CO2

por ano. O anuncio acontece logo em seguida a uma

reforma feita pelo edifício para adotar medidas de

eficiência energética, que já havia reduzido em cerca

meio ambiente 37

nuvens -, o La Niña atual é “um dos

mais fortes do século,” de acordo com

a OMM.

No entanto, em termos dos efeitos sobre

os oceanos, o fenômeno é classificado

como entre moderado e forte. Ele provoca

temperaturas na superfície do mar em

média por volta de 1,5 grau Celsius menor

do que o normal no Pacífico tropical central e oriental.

“Sabemos que, mesmo que se o La Niña enfraquecer

nos próximos meses, os impactos provavelmente continuarão

em regiões normalmente influenciadas por esse

fenômeno,” disse o especialista da OMM Rupa Kumar

Kolli num comunicado à imprensa. “O maior impacto que

testemunhamos nas últimas semanas foi o das enchentes

devastadoras na Austrália.”

“O La Niña não é associado apenas a enchentes; é

também associado a secas em algumas regiões do mundo,

em especial na América do Sul, nas regiões costeiras, particularmente

na costa oeste do Peru e do Equador e nas

áreas próximas,” disse Kolli. Alguns impactos, entretanto,

foram incomuns, como as enchentes no Sri Lanka e no

Brasil, onde as condições dos Oceanos Atlântico e Índico

podem ter exercido influência, afirmou ele ME

de 40% o consumo de eletricidade. “Foi natural

para nós combinar o uso de 100% de energia

limpa com nosso recém-completo trabalho de retrofit

para o consumo eficiente”, afirma Anthony

E. Malkin, presidente da Malking Holdings, que

atua no setor de serviços em eficiência energética

para edificações.

O contrato com a Green Mountain, com

duração de dois anos,

foi fechado após um

processo de concorrência

que contou com a

participação de diversas

empresas de serviços de

conservação de energia

(ESCOs). Segundo a administração

do Empire

State, a opção pela empresa

foi tomada devido aos termos favoráveis

do contrato, ao preço competitivo da energia

e à liderança da companhia no mercado. Os

valores da operação não foram divulgados.

Fonte: Jornal da Energia ME

Edifício em Nova York

vai adquirir o equivalente

a seu consumo

em certificados de

energia limpa


Divulgação

38

sustentabilidade

GRUPO BONFIGLIOLI

PARTICIPA DO MAIOR PARQUE

DE ENERGIA SOLAR DA EUROPA

O

desafi o para a indústria é desenvolver produtos cada vez mais

efi cientes e sustentáveis. Portanto, atender as exigências dos

mercados local e internacional demandam soluções criativas

com baixo custo. À frente de grandes projetos em energias renováveis

da Europa, o Grupo Bonfi glioli foi escolhido para fornecer

produtos para a maior instalação fotovoltaica, localizada na cidade

de Rovigo, na Itália.

Os inversores eletrônicos RPS 450, de-

senvolvidos pela unidade de negócios

Bonfi glioli Vectron, são componentes

primários importantes para sistemas

fotovoltaicos, e seu alto nível de efi ciência

permite o uso mais rentável em

termos econômicos. O equipamento

pode ser operado com cada tipo de

módulo solar, mesmo com módulos de

camada fi na que requerem aterramento

no sistema.

Este projeto posiciona o Itália na liderança no setor de energia

A instalação na cidade

de Rovigo, na Itália,

produzirá uma

quantidade de energia

sufi ciente para

abastecer 16.500 casas

fotovoltaica europeu, em termos de geração de energia 100% reno-

vável. A instalação produzirá uma quantidade

de energia sufi ciente para abastecer 16.500 casas

e reduzirá a emissão de quatro mil toneladas de

CO2 na atmosfera, o que representaria menos

oito mil carros circulando por ano.

Para a construção desta planta foram usados

475 inversores, que transformou a energia

contínua produzida por 350 mil paineis em

energia limpa.

“A Bonfi glioli teve um papel fundamental

neste projeto com o fornecimento de 50% dos

inversores utilizados. O trabalho foi realizado

com a SunEdison, que escolheu a empresa

como parceiro nesse desafi o. A capacidade de

superação e de trabalhar em grupo garantiu a

entrega em tempo recorde: apenas 9 meses”,

esclarece Manfredi Ucelli Di Nemi, diretorexecutivo

da Bonfi glioli do Brasil. Atualmente,

o Grupo Bonfi glioli ocupa 10% do mercado de

acionamentos europeu ME


mercado empresarial

Omais novo empreendimento do Grupo

Iguatemi, o Shopping Iguatemi Alphaville

pretende ser não só uma referência

na região mas também no quesito sustentabilidade.

Alphaville tem população estimada de

40 mil habitantes, com alto poder aquisitivo.

Na área de entorno do shopping, localizado

na esquina das Alamedas Xingu e Rio Negro,

próximo a Rodovia Castelo Branco, estimase

que circulam 160 mil pessoas diariamente,

por conta de trabalho e prestação de serviços.

Pelas suas especificações de sustentabilidade

– eficiência energética, controle do consumo

de água potável e da geração de esgotos, entre

outros itens – o empreendimento concorrerá à

certificação LEED (Leadership in Energy and

Environmental Design), selo verde conferido

pelo Green Building Council, dos Estados

Unidos.

O Grupo Iguatemi estima que o shopping

receberá cerca de 32 mil visitantes por dia e mais

de 11,5 milhões por ano, segundo estudo de

mercado realizado pela consultoria Gismarket.

Desse público, 40% serão das classes A e B,

sendo 51% dos visitantes do sexo masculino.

O empreendimento de alto padrão reunirá

mais de 180 lojas, sendo cinco âncoras e sete

megalojas, além de praça de alimentação, oito

restaurantes e sete salas de cinema.

O projeto arquitetônico do shopping Iguatemi

Alphaville é do escritório Botti & Rubin

Arquitetos Associados e privilegia a entrada

de luz natural e a manutenção de áreas verdes

nos corredores. Critérios de sustentabilidade

foram utilizados para minimizar impactos desde

a construção do edifício. Dessa forma, procuraram

trabalhar com materiais certificados e

equipamentos que colaboram para uso racional

sustentabilidade

GRUPO IGUATEMI

inauGura shoPPinG

sustEntÁVEL EM aLPhaViLLE

dos recursos naturais. Por exemplo, os elevadores, escadas

rolantes e ar condicionado contam com sistemas que

contribuem para diminuir o consumo de energia, evitando

desperdício. O edifício é constituído por três pisos de lojas

e um de lazer, além de garagem com 1690 vagas, divididas

em quatro subsolos. Dessas, 37 são para deficientes físicos,

87 para veículos ecoeficientes que consomem menos

combustível, 80 para motos e 122 para bicicletas.

O shopping tem área construída de 119.283 m2, sendo

que 31.930 m2 são destinados a locação. A Iguatemi

Empresa de Shoppings Centers possui 78% do empreendimento

e outros 22% são das empresas Y. Takaoka

Empreendimentos e JAG Participação

e Desenvolvimento. O investimento

total foi de R$ 180,8 milhões e cerca

de 60% desse valor foi financiado pelo

BNDES.

No mesmo complexo localiza-se a

iTower Alphaville, torre corporativa da

Odebrecht Empreendimentos Imobiliários,

parceira do grupo Iguatemi.

A obra está instalada em área de

32 mil m2, que contará com 104 unidades de escritórios,

distribuídos em 26 andares, somando 40,5 mil m2 de área

privativa. Cerca de 87% da obra já está pronta.

A torre será um empreendimento de padrão AAA por

disponibilizar andares de até 1.560 m2 de área privativa,

elevadores com sistema de antecipação de chamada, piso

elevado, além de acesso e climatização automatizados.

Medidas ecológicas adotadas no empreendimento:

maior eficiência energética, controle do consumo de água

potável e da geração de esgotos, assim como da aplicação

e utilização de materiais; baixo nível de impacto ambiental

com a redução das emissões de carbono e resíduos; aumento

de áreas verdes; incremento da qualidade do ambiente

interno, já que o conceito green traz mais satisfação dos

usuários, redução nos problemas de saúde e maior produtividade

da equipe ME

Critérios de

sustentabilidade foram

utilizados para

minimizar impactos

desde a construção do

edifício

Divulgação

39


40

sustentabilidade

COSIL INVESTE NO

A

incorporação de rigorosos procedimentos de

responsabilidade socioambientais em obras de

construção civil fez com que a Cosil passe a fazer

parte do seleto grupo de empresas que terão o selo SustentaX

para construtoras. A chancela, que representou

investimentos e operações ao longo de 12 meses, mostra

que a empresa conseguiu reduzir o consumo de energia, de

água, reduziu a produção de resíduos sólidos e a emissão

de dióxido de carbono. Passou ainda a evitar poeira em

suspensão, entre tantos outros benefícios, em todos os

seus empreendimentos que estão em fase de construção, o

que indica que a companhia já passa a aplicar as melhores

práticas internacionais de sustentabilidade em suas obras.

“A conquista do Selo SustentaX é resultado direto dos

investimentos e da estratégia sustentável que engloba todos

os empreendimentos em construção. Acompanhamos a

evolução do mercado imobiliário verde

e com o Selo permitimos que o setor

identifique, de maneira transparente e

rápida, nossa responsabilidade socioambiental”,

afirma Samara Meneses

Silva, gestora de incorporações e membro

do Comitê de Sustentabilidade da

Cosil, criado em 2008 e que tem por

objetivo discutir, dar andamento e

supervisionar as ações sustentáveis, trazendo inovações

para a organização.

“Já somos signatários do Pacto Global da ONU há quase

dois anos. O Kit Sustentável criado pelo nosso comitê

tem enorme aceitação no mercado. Todas as providências

em nossa cadeia quanto ao gerenciamento de obras que

A empresa faz parte

do seleto grupo que

conquistou o Selo

Sustentax

consuMo consciEntE

primam pelas práticas socioambientalmente

corretas facilita a identificação pelo mercado de

uma postura que visa o bem comum. A empresa

cresceu mais de 100% nos últimos dois anos e,

a conquista desse selo para obras, e a utilização

de produtos sustentáveis certificados do

nosso setor, nos firma no escopo do consumo

consciente e aponta um crescimento que adota

práticas sustentáveis”, ressalta Samara.

obras sustentáveis

Ao gerir empreendimentos em total conformidade

com os critérios e procedimentos

estabelecidos pela consultoria SustentaX, a

Cosil incorporou ao seu cotidiano medidas

mitigatórias de erosão, sedimentação e redutoras

de consumo de água e energia. As obras

também passaram a minimizar os resíduos das

construções, com gerenciamento da destinação

destes materiais, além de estabelecer controle

ambiental da fumaça gerada pelo tabaco e a

priorização dos materiais de baixa toxidade. A

Cosil também passou a estimular ainda mais o

reuso de materiais, o aumento de conteúdo dos

reciclados, o uso de produtos regionais, bem

como de madeira legalizada. A construtora terá

suas obras auditadas pelo Grupo Sustentax, de

forma não programada, confirmando a adoção

pelos canteiros da empresa dos mesmos procedimentos

para a construção de Green Buildings

(prédios verdes) ME


mercado empresarial

ONDULINE EM VIAS DE

rEcEBEr o sELo EcoLóGico

FaLcão BauEr

E

m um cenário de mudanças climáticas inesperadas e modifi cações

no meio ambiente, a palavra sustentabilidade e as ações

para torná-la realidade, despertam o interesse de todos os setores

do mercado, principalmente no segmento de construção civil.

A Onduline, multinacional francesa e maior fabricante mundial de

telhas de fi bra vegetal, atua no mercado de construção com telhas

ecológicas e acessórios para telhados, em um processo de desenvolvimento

que não agride o meio ambiente.

A chamada construção verde tem o objetivo de atender as necessidades

das demandas atuais sem comprometer as gerações futuras.

Com esse pensamento, grandes empreendimentos imobiliários, por

exemplo, têm a consciência de que um projeto, desde o mais simples

ao mais complexo, deve atender aos requisitos sustentáveis para

ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente

responsável. No processo de produ-

ção dos produtos, a Onduline utiliza

recursos que são reaproveitados e

recicláveis, unindo tecnologia e sustentabilidade.

Na fábrica, o consumo

total de energia é de 2,8 kwh por m²

de telha (energia elétrica e gás natural).

A água utilizada é reaproveitada

através do circuito fechado, sendo

feita a reposição apenas do que é

evaporado.

Empresa atua no

mercado de

construção verde e

está em processo para

receber a ISO 14001 e

o selo Falcão Bauer

As telhas são fabricadas a partir da fi bra de celulose extraída do

papel em um processo de reciclagem, sem que nenhuma árvore seja

derrubada. Uma tonelada de celulose equivale evitar o corte de 30

árvores para a produção de 300 telhas, ou seja, produzindo em um

ano cinco milhões de telhas, a Onduline em sua fabricação consegue

evitar o corte de 500 mil árvores. Além disso, as telhas passam por

impermeabilização com cimento asfáltico, que por não ser queimado,

evita a liberação de gás carbônico.

“Mantendo todas as medidas necessárias, inclusive escolhendo

parceiros e fabricantes idôneos, que trabalham em processos legais,

estamos em busca de certifi cações ambientais, como o selo Falcão

Bauer, que desenvolve serviços voltados para o controle do Meio

Ambiente com os mais rígidos padrões ecológicos”, explica Ricardo

Bressiani, diretor geral da Onduline na América Latina.

O Selo Ecológico Falcão Bauer foi lançado em novembro de

2007 com o objetivo de certifi car, comprovar e garantir produtos

e tecnologias sustentáveis. Outra certifi cação importante na qual a

Onduline está em processo de obtenção é a ISO 14001, uma série

de normas desenvolvidas para padronizar os processos de gestão

ambiental dentro de grandes empresas ME

sustentabilidade

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO

dE Lixo Vira Pista dE

EsQui na dinaMarca

Obra deverá estar

concluída até 2016

Com um projeto que transforma um depósito

de lixo em uma pista de esqui, o estúdio dinamarquês

BIG venceu o concurso internacional

de arquitetura para uma estação de tratamento

de resíduos em Copenhague.

Prevista para estar construída até 2016, a proposta

foi escolhida por unanimidade pelo júri da

competição, que teve entre os fi nalistas os escritórios

de Wilkinson Eyre e Dominique Perrault.

A cobertura da edifi cação será transformada

em uma pista de esqui de 31 mil metros quadrados

com diferentes níveis de difi culdade e mais

de 100 metros de altura em seu ponto mais alto,

tornando-se, assim, em uma área de lazer e um

ponto turístico local.

“Este projeto é um exemplo daquilo que chamamos

no BIG de Sustentabilidade Hedonista – a

ideia de que a sustentabilidade não é um fardo, e

que uma cidade sustentável pode de fato melhorar

nossa qualidade de vida”, pondera Bjarke Ingels,

sócio-fundador do escritório.

“Uma estação de tratamento combinada com

uma estação de esqui é o melhor exemplo de uma

cidade e um edifício que são ambos sustentáveis

ecológica, econômica e socialmente”, conclui.

A pista será feita de material sintético reciclado

e, em sua área coberta terá aquecimento fornecido

pela energia produzida pela própria estação de

tratamento. O acesso ao local, aliás, será feito a

partir de um elevador que acompanhará a chaminé

onde será gerado esse calor. Panorâmico, ele permitirá

que os visitantes observem todas as etapas

de tratamento dos resíduos e a geração de energia

dentro da estação cujo nome, em dinamarquês, é

Amagerforbraending. Fonte: Arcoweb ME

41

Imagens: © BIG


42

acessibilidade

ACESSIBILIDADE

R

A adaptação dos espaços

públicos e também privados

é cada vez mais comum e

uma conquista daqueles que

lutam pelo direito de todos

os cidadãos de ir e vir

UNIVERSAL

*Rafael Villar

ecentemente, a Câmara dos Deputados, em

Brasília, instalou uma plataforma elevatória

para garantir o acesso de parlamentares

portadores de necessidades especiais, como usuários

de cadeira de rodas. O equipamento vence os

obstáculos para se chegar com autonomia à tribuna

da Câmara, onde os deputados discursam.

O exemplo mostra que a adaptação dos espaços

públicos e também privados é cada vez mais

comum e uma conquista daqueles que lutam pelo

direito de todos os cidadãos de ir e vir.

Os dados indicam, porém, que o desafi o ainda é muito

maior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística

(IBGE), o Brasil possui 24 milhões de cidadãos com

defi ciência física, o que equivale a 15% da população.

Além disso, o perfi l da população brasileira está mudando

e impondo uma nova realidade para o País. A cada

ano que passa, os brasileiros

estão vivendo mais e melhor.

Segunda dados da Organização

Mundial de Saúde (OMS), a expectativa

de vida no Brasil é de

73 anos, uma das mais altas do

mundo. Em 2008, a população

com 60 anos ou mais era de 21

milhões de pessoas, superando

os dados de países europeus,

como a França, a Inglaterra

e a Itália, segundo o Instituto Brasileiro de Geografi a e

Estatística (IBGE).

Para atender as necessidades desse novo perfi l da população

brasileira, espaços públicos e privados estão tendo

de rever conceitos ultrapassados. A arquitetura inclusiva

que prevê projetos adequados para todos, respeitando o

direito de ir e vir das pessoas com segurança e qualidade

de vida, é a base dessa transformação. Seja em casa, no

trabalho, no cinema, restaurante, enfi m, em todos os locais

que frequentamos, temos que criar condições adequadas

para o livre acesso de todos.

A boa notícia é que a indústria vem acompanhando

essa evolução e está preparada para atender

as necessidades da população brasileira.

Há mais de 60 anos no mercado de transporte

vertical, atuando na fabricação, instalação,

conservação e modernização de elevadores,

escadas e esteiras rolantes, a ThyssenKrupp

Elevadores criou uma Divisão de Acessibilidade

para atender com exclusividade este mercado.

Os produtos atendem às necessidades das

pessoas com mobilidade reduzida temporária

ou permanente, contempladas pela NBR

9050:2004, norma técnica que estabelece os

parâmetros para o projeto, construção, instalação

e adaptação de edifi cações, mobiliário,

espaços e equipamentos urbanos às condições

de acessibilidade.

Elaborada pelo Comitê Brasileiro de Acessibilidade

e pela Comissão de Edifi cações e Meio,

a norma tem por objetivo garantir o direito de ir

e vir de todas as pessoas, independente de suas

condições físicas. Por isso, lugares públicos e

privados precisam adaptar as edifi cações para

tornar os espaços acessíveis para todos.

A linha de acessibilidade da ThyssenKrupp

Elevadores é composta por dois modelos de

plataformas: Easy Vertical e Easy Inclined; as

cadeiras elevatórias Levant e o elevador para


mercado empresarial

uso residencial, Levità. Além da produção e

comercialização, a empresa oferece manutenção

dos equipamentos, garantindo total cobertura

aos clientes em todo o País.

Elevadores para residências, por exemplo, já

são uma opção real e concreta para aqueles que

residem em casas com até quatro andares. Com

a mesma tecnologia disponível em elevadores

convencionais, os home lifts vêm ganhando

espaço junto à população que busca conforto

e segurança sem precisar mudar de casa.

A demanda crescente por condomínios

horizontais também ampliou o mercado de

elevadores residenciais. Compacto e de fácil

instalação, o home lift pode transportar até

três pessoas ou 225 quilos, possui itens de

segurança como iluminação de emergência,

sistema opcional de no break que garante o

deslocamento do elevador até o andar térreo

quando há falta de energia e sistema de telefone

dentro da cabina para facilitar a comunicação

com as demais dependências da casa, ou para

uma ligação telefônica normal.

Outro produto que atende o mercado residencial

é a cadeira elevatória, equipamento ideal

acessibilidade

para quem precisa vencer lances de escadas

retas, sem ter que fazer reformas na casa.

Com design ergonômico e assentos mais

largos, que medem 64 centímetros, a cadeira

é ideal para o transporte confortável de uma

pessoa sentada com até 138 quilos.

Ir ao teatro, ao banco, ao laboratório, a

uma clínica de saúde ou ao shopping, entre

outros lugares, também pode ser mais fácil

e seguro com a instalação de plataformas

verticais, equipamentos que garantem o

acesso com segurança em locais com dois e

três andares.

O modelo vertical foi projetado para

transportar até 250 kg e comporta uma

pessoa em cadeira de rodas com acompanhante. Já a plataforma

inclinada é ideal para solucionar problemas de

acessibilidade em locais onde há escadas retas ou curvas. A

plataforma pode ser instalada junto à estrutura já existente,

facilitando sua aplicação em qualquer ambiente e possui

capacidade para transportar até 225 Kg.

Com a oferta dessas novas tecnologias é possível por fi m às

barreiras que hoje limitam o acesso da população. No futuro,

esperamos que estejam integradas à nossa realidade, como

itens comuns e indispensáveis para a vida nas cidades ME

* Rafael Villar é

Gerente da Divisão de

Acessibilidade da ThyssenKrupp

Elevadores

43


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desenvolve regularmente programas de de cursos, seminários

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IESP 2010


Fascículo

1

AQualidade de Vida é um conceito

ligado ao desenvolvimento humano.

Num sentido amplo, não implica apenas

em que o indivíduo tenha saúde

física e mental, mas que esteja bem

com ele mesmo, com a vida, o mundo e as pessoas

que o cercam. Ter qualidade de vida é estar em

equilíbrio. Equilíbrio que, num ponto ideal, signifi caria

ter controle sobre aquilo que acontece a nossa

volta, o que nem sempre é possível, mas que, num

limite realista, pode ser alcançado pela maneira com

que reagimos a acontecimentos e ações.

Assim, qualidade de vida tem a ver com a forma

como as pessoas vivem, sentem e compreendem

o seu cotidiano. Abrange aspectos como a saúde,

a educação, o transporte, a moradia, o trabalho e a

participação nas decisões, em situações muito variadas,

como o atendimento digno em caso de doença

e de acidente, o nível de escolaridade, o conforto e

a pontualidade nas deslocações, a alimentação em

quantidade sufi ciente e em qualidade.


Habitação saudável

Aexpressão qualidade de vida foi utilizada pela primeira

vez associada à economia por Lyndon

Johnson, em 1964, data em que começou o seu

mandato de presidente dos EUA, ao afi rmar que

os objetivos da economia não podiam ser medidos através do

balanço dos bancos, mas através da qualidade de vida que proporcionam

às pessoas. Mais tarde, em 1976, Augus Campbell

considerava que a qualidade de vida é “… uma vaga e etérea

entidade, algo sobre a qual muita gente fala, mas que ninguém

sabe claramente o que é.”.

Com o passar dos tempos a qualidade de vida passou a ser

cada vez mais alvo de estudo e refl exão, e a partir dos anos

80 começou a ser encarada numa perspectiva multidimensional:

biológica, psicológica, econômica e cultural, uma vez que a qualidade

de vida depende destes fatores e é subjetiva.

necessidade para

se viver bem

Assim, estudiosos entendem por Qualidade de Vida, QV, a

percepção do indivíduo tanto de sua posição na vida, no contexto

da cultura e nos sistemas de valores nos quais se insere,

como em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e

preocupações. É um amplo conceito de classifi cação, afetado de

modo complexo pela saúde física do indivíduo, pelo seu estado

psicológico, por suas relações sociais, por seu nível de independência

e pelas suas relações com as características mais relevantes

do seu meio ambiente.

É, portanto, um termo amplo que concentra as condições que

são fornecidas ao indivíduo para viver como ele pretende.

QV envolve fatores relacionados com a saúde, tais como, o

bem-estar físico, psicológico, emocional e mental, mas também

elementos não relacionados, como a família, amigos, emprego

ou outras circunstâncias da vida. Os conceitos bem-estar e de


saúde incluem a maximização da qualidade de vida de qualquer

indivíduo através do desenvolvimento do total potencial

humano.

A organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu um instrumento

(questionário) para aferir a Qualidade de Vida. Tratase

do WHOQOL (World Health Organization Quality of Life),

que possui duas versões validadas para o português, o Whoqol

- 100 (composto por 100 questões) e o Whoqol-Breve, composto

por 26 questões. O Whoqol-100 é composto por seis

domínios: o físico, o psicológico, o do nível de independência,

o das relações sociais, o do meio ambiente e o dos aspectos

religiosos. O Whoqol-Breve é composto por quatro domínios:

o físico, o psicológico, o das relações sociais e o do meio ambiente.

No Brasil, a Associação Brasileira de Qualidade de Vida

(ABQV) tem como missão promover a integração e desenvolvimento

de profi ssionais multidisciplinares voltados para atuação

em Qualidade de Vida, divulgando tendências, provocando discussões

/ refl exões e formando opiniões balizadoras de estilo de

vida, padrões e ambiente saudáveis.

Habitação Saudável, um dos pilares

da saúde e do bem-estar

Evidências científi cas apontam que a saúde está diretamente

ligada ao modo de viver das pessoas e sua relação com o meio

ambiente, e não somente a determinismos biológicos e genéticos.

Neste cenário, a habitação traduz-se como um dos primeiros

e mais vulneráveis espaços de promoção da saúde.

Para a arquiteta Simone Cynamon Cohen, pesquisadora da

Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP) da

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e coordenadora da Rede

“Qualidade de vida

envolve fatores direta-

mente relacionados com

a saúde, como o bem-

estar físico, psicológico,

emocional e mental, mas

também outros elemen-

tos, como a família, ami-

gos, emprego ou outras

circunstâncias da vida.”

Brasileira de Habitação Saudável, a Habitação Saudável é hoje

um dos fundamentos para a garantia do bem-estar e da qualidade

de vida, mas para isso dois campos de ação necessitam

ser trabalhados: a criação de ambientes favoráveis à saúde e a

implementação de políticas públicas saudáveis.

No âmbito da criação de ambientes favoráveis, a habitação

é o espaço principal da promoção da saúde na comunidade.

Sobretudo em formações sociais com alta desigualdade sociossanitária

é importante que sejam mostrados movimentos que

concretizem, por meio de fundamentos e práticas, a ideia da

promoção da saúde.

O que é uma moradia saudável

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde

(Opas), o conceito de habitação saudável se aplica ao desenho

da moradia, ao território geográfi co e social em que a habitação

se assenta, aos materiais usados para sua construção, à segurança

e qualidade dos elementos, ao processo construtivo, à

composição espacial, à qualidade dos acabamentos, ao contexto

global do entorno (comunicações, energia, vizinhança) e à educação

ambiental e em saúde de seus moradores sobre estilos e

condições de vida.

A Opas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) consideram

que o conceito de ambiente e entorno saudável incorporam a

necessidade de se ter equipamentos urbanos com saneamento

básico, espaços físicos limpos e estruturalmente adequados,

além de redes de apoio para se conseguir hábitos psicossociais

sãos e seguros. Ressaltam também que a carência e as defi ciências

na habitação e a falta de saneamento são questões diretamente

relacionadas aos níveis de pobreza. Analogamente, o

conceito de município saudável é uma proposta de promoção

1

Vol.


“Enquanto 80% dos mais ricos

no País têm saneamento básico,

32% dos 40% mais pobres não

têm esse benefício.”

da saúde que só é viável se houver uma política de habitação

saudável.

Segundo a Opas, o município saudável é uma estratégia que

permite fortalecer a execução das atividades de saúde como a

mais alta prioridade em uma agenda política local, desenvolvendo

planos de ação pautados em princípios de saúde para todos.

Em termos globais, a introdução do conceito de municípios saudáveis

aumenta a cada ano, embora não na mesma proporção

da expansão das metrópoles. A atual população urbana de 1,8

bilhão de pessoas crescerá para 3,8 bilhões em 2015 e para 5,5

bilhões em 2025. O surgimento de megacidades criará uma demanda

de água gigantesca da mesma forma que acumulará uma

quantidade imensa de resíduos poluentes.

Falta de políticas públicas

Já no âmbito das políticas públicas saudáveis, no Brasil a situ-

ação está em contínuo processo de degradação, marcada por

péssimos índices de morbimortalidade, que é a relação entre o

número de doentes e o número de pessoas que morrem em

um determinado local e época – no parecer da pesquisadora

Simone Cohen.

Esta condição, bem como a ocorrência de doenças infectoparasitárias,

ocorrem devido à falta de infra-estrutura e a ausência

de saneamento básico, principalmente. A precariedade

habitacional, a deterioração da qualidade de vida, o impacto na

saúde de ambientes e o distanciamento da comunidade científi

ca da realidade - pela falta de estudos e incentivos a pesquisas

nessa área - comprovam a necessidade de aumentar a efi ciência

das políticas públicas de saúde.

As cifras de desigualdade assustam. Enquanto 80% dos mais

ricos no País têm saneamento básico, 32% dos 40% mais pobres

não têm esse benefício, segundo dados recentes do Ministério

da Saúde. E embora a população urbana represente 80% do total

do País, 50% deste contingente vive em áreas de favela, sem

as mínimas condições de saneamento ou saúde. Isso faz hoje do

saneamento básico um problema que só poderia ser solucionado

com a cooperação entre diversos atores sociais como as

instituições acadêmicas, ONGs, movimentos sociais e governamentais

que interajam na intenção de implementar um conceito

abrangente de políticas para a habitação saudável.

Fontes: estudos desenvolvidos pela arquiteta Simone Cynamon Cohen, pesquisadora da

Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),

coordenadora da Rede Brasileira de Habitação Saudável e apoiadora do Instituto

Trata Brasil; pela médica Ana Cláudia Garabeli Cavalli Kluthcovsky, Professora Assistente do

Depto de Enfermagem da Universidade Estadual do Centro-Oeste; e pela enfermeira Angela

Maria Magosso Takayanagui, Professora Assistente do Depto Materno-Infantil e de Saúde

Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP; Wikipedia, OPAS, OMS.

Próximo

Módulo:

Saúde e

bem-estar


SESI e SENAI de São Paulo

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* Dados 2009


50

inovação

NOVO SISTEMA DE RESFRIAMENTO

noturno Para Prédios corPoratiVos

Estação de

sensores

U

ma nova maneira de resfriar ambientes internos de

prédios corporativos, com base no uso de energias

passivas, está chegando ao mercado brasileiro.

Trata-se do resfriamento noturno promovido por meio

da abertura programada e automatizada das janelas de um

edifício, fazendo o ar circular e resfriar os ambientes.É

através da fachada dos edifícios que ocorre a troca de luz

e calor entre os ambientes interior e exterior. Assim, a

engenharia de materiais e sistemas tem buscado cada vez

mais o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia

visando a efi ciência energética das edifi cações. Entre eles

está a operação dos sistemas móveis das

fachadas, por meio de controle motorizado

de janelas maxim-ar, cortinas e persianas

internas, persianas externas, toldos

e brises. Com o uso desses elementos é

possível, por exemplo, acionar janelas

do tipo maxim-ar automaticamente, de

acordo com parâmetros ambientais medidos em tempo

real e com as necessidades de cada prédio.

No Brasil, esse sistema está sendo oferecido pela Somfy,

multinacional francesa que fabrica motores e componentes

automatizados para fechamentos e proteção solar de ambientes

residenciais e comerciais, aplicáveis em persianas,

brises, cortinas, toldos, e também janelas dos tipos maximar

ou de tombar. Segundo o engenheiro Fábio Xavier,

gerente técnico da Somfy, a empresa produz sistemas

modulares que podem ser confi gurados de acordo com as

necessidades de cada edifício, com os produtos instalados

em cada fachada. A composição do sistema tem como base

um controlador central, uma caixa com seus respectivos

sensores estrategicamente posicionados no topo do edifício

(próximo das janelas) e controladores de motores, aos quais

A novidade está

chegando ao

mercado brasileiro

podem ser conectados os diferentes tipos de

equipamentos. O motor pode receber comandos

individuais, através de controle remoto, ou

responder ao controlador central. A instalação

requer fi os para ligar motores e controladores à

corrente elétrica. Já o comando individual pode

ser por radiofrequência, pois o controle remoto

emite ordens a distância sem necessidade de fi o

elétrico ou conexão.

Para implantar o sistema de resfriamento noturno

passivo são necessários ainda sensores de

temperatura, vento e chuva, aciona-

dos para comandar a abertura ou o

fechamento das janelas maxim-ar.

O sensor de temperatura determina

quando as janelas devem ser abertas

e os de chuva e vento servem

para proteger o ambiente interno

em caso de ocorrência de qualquer uma dessas

condições climáticas adversas. Também existe

a opção de promover a abertura das janelas por

programação horária ou associar a abertura e

o fechamento das janelas com a automatização

de cortinas, persianas ou brises, que potencializam

a proteção solar. Os sensores comandam

esses elementos de acordo com a variação da

intensidade solar ao longo do dia. As janelas

são abertas segundo uma estratégia de controle

baseada na diferença de temperatura - interna

e externa - ou por meio de horários estabelecidos.

São acionadas por motores fi xados no

marco, que atuam linearmente, empurrando e

recolhendo a folha móvel. O edifício precisa


mercado empresarial

ser dotado de janelas maxim-ar e de infraestrutura

de comunicação elétrica, específi ca para

o sistema. A Somfy dá suporte total desde a

elaboração do projeto.

O arquiteto Cláudio Marraccini, gerente de

especifi cação da Somfy, afi rma que os ganhos

com a economia de energia elétrica podem variar

muito de um prédio para outro, de acordo com

determinados parâmetros de projeto, tais como

localização, orientação das fachadas e tamanho

das aberturas. “Mas basicamente o ganho será

tanto maior quanto maior for a inércia térmica

do edifício, ou seja, sua capacidade de acumular

calor durante o dia, que é geralmente alta no

Brasil, devido à grande quantidade de concreto

utilizada nas construções”, ele explica.

Segundo Marraccini, estudos realizados

por consultores independentes em projetos na

cidade de São Paulo mostraram resultados da

ordem de 2% a 3% de economia no consumo

de energia do edifício - considerando que o

ar-condicionado representa 40% do consumo

total do prédio. “Isso pode ser muito signifi -

cativo durante a vida útil da edifi cação. Mas o

Imagens Divulgação

Controlador de motores, que é

comandado pelas informações

dos sensores

inovação

Caixa de conexão dos sensores de

temperatura, vento e chuva, que

acionam comandos de abertura ou

fechamento das janelas maxim-ar

ideal é incluir essa estratégia nas simulações de efi ciência

energética realizadas na fase de projeto, para cada obra

em particular, a fi m de obter o melhor resultado”, ele

recomenda. “No Brasil, ainda não há nenhum edifício

em funcionamento que tenha adotado o sistema, uma vez

que a construção sustentável e as simulações prévias de

desempenho energético ainda são relativamente novas no

país”, explica. Mas a Somfy já conta com alguns projetos

cujos arquitetos se interessaram em especifi car o sistema.

Fonte: Finestra/Arcoweb ME

51


52

E

inovação

Quando uM

ROBÔ ROBÔFotos: é sEu ViZinho dE MEsa

ntre o desaquecimento econômico mundial e o persistente

desemprego, os anos recentes não foram amenos para

os trabalhadores. Agora, paira uma nova ameaça. Com

apenas 1,5 metro de altura e 39 quilos, o PRH-4 poderá ser o

alvo de lamúrias nos escritórios do futuro. O robô humanoide

desenvolvido pela Kawada Industries, de Tóquio, e pelo Instituto

Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada do

Japão, está programado para entregar correspondência, servir

café e reconhecer os rostos de seus colegas de trabalho. No

fi nal de janeiro último, a Kawada começou a vendê-los para

instituições de pesquisa e universidades

Chegam ao escritório

autômatos capazes de

tarefas como abrir

portas e entregar

correspondência

em todo o mundo, por cerca de US$ 350

mil. Embora o preço possa parecer alto, é

preciso levar em conta que o PRH-4 não

fi ca navegando no Facebook, não passa

horas atualizando a escalação ideal de seu

time de futebol, nem exige uma parada

para o almoço. Noriyuki Kanehira, gerente

de sistemas robóticos na Kawada, acredita

que o PRH-4 poderá facilmente assumir

um “papel de secretário, num futuro próximo”. Mais

cedo ou mais tarde, diz ele, “robôs humanoides poderão

começar a atuar nos escritórios”.

Trabalhadores robóticos não são inteiramente novos.

A General Motors, empregou um deles numa linha de

montagem em 1961, e segundo o World Robotics, um

relatório anual produzido pela Federação Internacional

de Robótica, com sede em Frankfurt, existem atualmente

8,6 milhões de robôs em uso em todo o mundo.

Muitos deles vêm fazendo trabalhos que os humanos

não podem fazer, em lugares onde não podem ir, como

obstruir vazamentos de petróleo no Golfo do México.

Como resultado de avanços tecnológicos, porém, uma

nova geração de máquinas poderá em breve arquivar

documentos e empurrar carrinhos de correspondência.

Numa edição da revista “Scientifi c American” de 2007,

Bill Gates previu que o futuro colocaria “um robô em

cada casa”. Em um futuro previsível, porém, poderá haver

um robô em cada área de trabalho - ou, pelo menos,

a cada três delas.

Existem Existem 8,6 8,6 milhões milhões de de robôs robôs em em uso uso

no mundo, muitos deles fazendo trabalhos

perigosos demais para humanos

Empresas industriais e de tecnologia em

todo o mundo já estão trabalhando com afi nco

para tentar tornar isso uma realidade. O QB, um

“robô de presença remota”, criado pela Anybots,

de Mountain View, Califórnia, é basicamente um

sistema de videoconferência sobre rodas. O QB,

que se assemelha um pouco ao (personagem de

animação) Wall-E, é controlado remotamente por

meio de um programa de navegação na web e um

teclado, permitindo que os gerentes visitem em

modo virtual quaisquer escritórios remotos de

uma organização sem deixar o conforto de suas

próprias salas. Ao preço de US$ 15 mil, o QB foi

apresentado em maio passado, e de acordo com o

fundador da Anybots, Trevor Blackwell, as vendas

estão na casa de centenas. “Todo mundo já tem

videoconferência”, diz Blackwell. “No entanto, os

aviões continuam repletos de pessoas que viajam

a negócios. Nós estamos tentando encontrar uma

maneira de resolver esse problema.”

Por aproximadamente o mesmo preço, a Smart

Robots, de Dalton, Massachusetts, oferece um robô

para escritórios mais ambicioso, chamado SR4.

Os modelos variam do SR4 Professional, por US$

7.495, ao SR4 Offi ce, que custa US$ 18.950 mil e se

assemelha ao R2-D2 [o robozinho de “Star Wars”]

com um tampo de vidro transparente. Joe Bosworth,

executivo-chefe da Smart Robots, diz que o SR4 é

tão inteligente como o amiguinho de C-3PO. “Eu

o descreveria como sendo um ‘contínuo’”, diz ele.

“Um robô ponto a ponto deve ser capaz de ir de

uma mesa a outra num prédio de escritórios. Deve

ser capaz de levar correspondência até a sala de

expedição e, depois, atravessar a rua para apanhar

um cappucino”. Bosworth, que está envolvido com

a Smart Robots desde 2002, prevê críticas dos que

Fotos: Divulgação


mercado empresarial

afi rmarão que o SR4 é apenas uma maneira extravagante

de substituir funcionários humanos. “Existem

humanoides, desculpe, seres humanos, que fazem

esse tipo de tarefa em grandes escritórios? Sem

dúvida”, admite Bosworth. “Isso tem por objetivo

eliminá-los inteiramente? Na realidade, não. Mas (os

robôs) economizam, efetivamente, alguma mão de

obra, em determinadas circunstâncias? Sim.”

Personal robô

Para empresas mais ricas, há o PR2, um “personal

robô”, desenvolvido pela Willow Garage, um

grupo de pesquisas em robótica de Menlo Park,

Califórnia, fundada por Scott Hassan, um dos

arquitetos originais do mecanismo de buscas do

Google. O PR2 chegou ofi cialmente ao mercado em

setembro, por US$ 400 mil, e a Samsung tornou-se

um de seus primeiros clientes. Ao contrário de robôs

Raciocínios usados na gestão de empresas

já podem ser decompostos em

fórmulas fáceis de reproduzir

mais baratos para escritórios, o PR2 - com 1,5 metro

de altura, dois braços e capaz de deslocar-se sobre

rodas - pode solucionar problemas simples, abrir

portas sem ser orientado para isso e conectar-se

a uma tomada quando sua bateria estiver fraca. E

como pode ser visto em vídeos de demonstração da

Willow Garage, ele consegue apanhar uma cerveja

na geladeira e joga sinuca muito bem. Em breve, as

pessoas não vão precisar nem de amigos reais...

No que diz respeito ao receio das pessoas quanto

à chegada de robôs aos locais de trabalho, Tim

Smith, porta-voz da Willow Garage, assume uma

perspectiva histórica. “As pessoas parecem sempre

ter medo de novas tecnologias”, diz. “Desconfi o que

muitos lamentaram quando Benjamin Franklin criou

os correios e, de uma hora para outra, o governo

passou a saber onde cada pessoa morava”. Goste-se

ou não, a Willow Garage está apostando que depois

que os robôs entrarem no mercado de trabalho, as

empresas não vão ignorar a tecnologia. “Quando

você incorpora um robô capaz de manipulação

móvel, como o PR2, as coisas fi cam emocionantes

de verdade”, diz Joshua Smith, um professor associado

de ciência e engenharia na Universidade de

Washington, em Seattle. “Um robô torna possível

que programas de computador movam objetos e

modifi quem o estado físico de um prédio.” Smith,

da Willow Garage, diz: “Se os EUA querem participar

desse mercado, agora não é o momento para

restringir os robôs, com base em receios tolos e

injustifi cados”.

inovação

segunda espécie inteligente

Hyoun Park, analista do Aberdeen Group, companhia

de Boston especializada em pesquisa de mercado

na área de tecnologia, concorda não haver nada a temer

dos robôs, a não ser o próprio medo. “O estado atual da

robótica é menos apropriado a substituir funcionários

em meio a uma recessão”, afi r- ma, “e mais adequado ao

clichê de ‘fazer mais com me- nos’”. Nem todo mundo

acredita que mão de obra basea- da em porcas e parafusos

seja algo inteiramente benigno. O empresário Marshall

Brain, diz que os robôs vão se tornar amplamente

disponíveis em 2030 e poderão acabar absorvendo quase

metade de todos os empregos

nos Estados Unidos. “Estamos

bastante ocupados criando a segunda

espécie inteligente”, diz

ele. Brain, que vendeu seu site

HowStuffWorks para o Discovery

Channel por US$ 250

milhões em 2007, sugere que

os robôs são uma ameaça aos

trabalhadores em todos os níveis de uma empresa. Até mesmo

raciocínios de nível sofi sticado - a qualidade que, dizem muitos

gerentes, os distinguem de seus subordinados e da inteligência

artifi cial - podem ser decompostos em fórmulas fáceis de reproduzir.

“Gestão de organizações é uma área na qual um robô

imparcial, capaz de distribuir tarefas e avaliar desempenhos de

funcionários de uma forma perfeitamente racional, pode realizar

um trabalho melhor que o de um ser humano”, diz ele.

O robô para escritórios está se aproximando, a uma velocidade

surpreendente, de competências de gestão de nível superior.

Na universidade Georgia Tech, o engenheiro pesquisador Alan

Wagner vem colaborando com o professor Ronald Arkin na quebra

do código de inteligência de robôs. De acordo com Wagner,

sua pesquisa tem como objetivo “construir robôs em condições

de não apenas interagir com seres humanos, mas também de

representar, raciocinar e desenvolver relações com outros”. Eles

desenvolveram um algoritmo que, segundo afi rmam, permite

aos robôs, assim fazem altos executivos, “examinar uma situação

e determinar se [ela] exige iludir, fornecer informações falsas,

em benefício próprio”. Basicamente, eles ensinaram os robôs a

mentir. Essa capacidade para fi ngir pode ser ainda mais alarmante

para os trabalhadores humanos, que poderiam um dia perder

seus empregos para um bando de sósias do Wall-E. No entanto,

Bosworth, da Smart Robots, insiste que a ascensão de robôs cada

vez mais sofi sticados oferece um pouco de esperança a pessoas

em posições mais baixas, em todos os lugares. “A tecnologia cria

postos de trabalho, ela não destrói empregos”, diz ele. Bosworth

cita a invenção da televisão, que criou um novo setor de consertos

de televisores. Ele prevê que há uma fortuna a ser ganha

com a manutenção preventiva de robôs. Essa não é a melhor

das notícias para os que têm ambições de carreira superiores às

de ser mecânico de robôs. Mas, em um mercado onde os robôs

podem tomar os bons empregos, qualquer trabalho é trabalho,

certo? Fonte: Bloomberg Businessweek (Tradução de Sergio Blum) ME

Para os entusiastas, a adoção

dos robês pode criar novos

empregos, como os de

mecânicos especializados

53


Divulgação

54

opinião

CONSTRUÇÃO

SUSTENTáVEL,

coMProMisso QuE sE

tornarÁ oBriGação

Por Luiz Henrique Correa Ferreira*

A

plicar o conceito de sustentabilidade

nas construções está passando de um

compromisso das organizações para

uma obrigação, pois as questões de preservação

ambiental e sustentabilidade estão cada

vez mais presentes no dia a dia, e a construção

civil interfere diretamente nessa rotina, sendo

responsável por grande parte do consumo de recursos

naturais e geração de resíduos. Uma das

formas de sistematizar a aplicação desse conceito

é por meio das certifi cações, que garantem

o cumprimento de normas e

Para obter a certifi cação, procedimentos, contribuindo

o empreendedor deve

para tornar a sustentabilidade

nas construções uma realidade

estabelecer o controle total

nas empresas. Além de garantir

do projeto em todas as suas que o empreendimento é sus-

fases: programa; concepção tentável, a certifi cação de Alta

(projeto); realização Qualidade Ambiental (AQUA)

(execução da obra) e viabiliza a redução dos impac-

operação (fase de uso) tos da organização no meio

ambiente por meio da escolha

de materiais, da determinação

de processos e na busca de soluções que tornam

Casa Natura Santo André também recebeu a possível obter e medir os resultados.

certifi cação AQUA (Alta Qualidade Ambientral) O Processo AQUA para certificação de

empreendimentos sustentáveis já conta com


mercado empresarial

31 processos iniciados e 14 empreendimentos

certificados. Criado em 2008, esse processo foi

desenvolvido e adaptado à realidade brasileira

pela maior certificadora nacional, a Fundação

Vanzolini, e é voltado à gestão total do projeto.

O AQUA atende todo tipo de construção: comercial,

residencial ou industrial, e é concedida

com base em auditorias presenciais independentes.

Um empreendimento com essa certificação

conta com reconhecimento internacional através

da SBAlliance, entidade internacional para

avaliação da sustentabilidade nas construções,

da qual o Brasil é membro fundador.

Para obter a certificação, o empreendedor

deve estabelecer o controle total do projeto em

todas as suas fases: programa; concepção (projeto);

realização (execução da obra) e operação

(fase de uso). Isso é feito por meio do Sistema

de Gestão do Empreendimento (SGE), que

garante que sejam atendidos os 14 critérios

de desempenho da Qualidade Ambiental do

Edifício (QAE). A certificação é concedida

ao final de cada fase, mediante verificação de

atendimento ao Referencial Técnico, adaptado

à realidade brasileira a partir da “Démarche

HQE”, da França, que contém os requisitos

para o SGE e os critérios de desempenho nas

categorias da QAE. Os requisitos do SGE

exigem o comprometimento com o perfil de

QAE estabelecido, além de acompanhamento,

análise e avaliação ao longo da construção do

empreendimento. Os critérios de desempenho

do QAE abrangem a eco-construção, a ecogestão

e a criação de condições de conforto e

saúde para o usuário.

Entre os benefícios de um empreendimento

certificado pelo Processo AQUA estão a qualidade

de vida do usuário; economia de água e

de energia; menores custos operacionais e de

manutenção; maior valor patrimonial ao longo

do tempo; e gerenciamento da disposição de

resíduos. A certificação garante ainda redução

das emissões de gases do efeito estufa; redução

da poluição; melhores condições de salubridade

nas edificações; melhor aproveitamento

da infra-estrutura local; menor impacto na

vizinhança; melhores condições de trabalho;

redução da produção de resíduos, entre outros

resultados que começam a ser vistos como

práticas comuns para uma organização.

Além disso, a certificação mantém auditorias

exigentes e presenciais em todas as fases,

que têm como objetivo validar as soluções do

projeto, respeitando as características da região,

do clima, da vegetação e principalmente a comunidade

local onde ela foi adotada.

opinião

O Processo AQUA também se diferencia

por considerar soluções passivas e ativas para

a redução de impactos ambientais e custos

operacionais da construção, durante a fase

de projeto.

Entre as soluções passivas, que podem

ser empregadas sem custo adicional, estão

a orientação das fachadas para obtenção de

iluminação natural; cobertura destacada do

forro, para melhora da ventilação natural;

e sombreamento das faces ensolaradas

com utilização de vegetação para reduzir

o calor no interior do imóvel. Se forem

adotadas já na fase do projeto arquitetônico,

as soluções passivas podem levar a

construção sustentável a um custo similar

à convencional. Já as soluções ativas podem

incluir adoção de vasos sanitários com descarga

de duplo fluxo (3 ou 6 litros), torneiras

e chuveiros economizadores, sistemas de

aproveitamento de água da chuva e reuso de água, lâmpadas

de alta eficiência energética, uso de energia solar para

aquecimento da água, entre outros recursos. Estes itens

podem requerer um investimento maior. Porém, quanto

mais alto o desempenho ambiental, menores serão os

custos operacionais da edificação.

Levando em consideração cerca de 30 anos, o custo

total de construção e operação de um edifício, cerca de

20%, correspondem à construção e 80% à operação. Se

uma edificação for sustentável e, consequentemente, existirem

custos operacionais mais baixos, os investimentos

adicionais realizados na fase de construção terão rápido

retorno.

Já existem diversos empreendimentos certificados

AQUA no Brasil, entre eles as unidades da Leroy Merlin de

Niterói (RJ) e Taguatinga (DF), duas escolas estaduais da

Fundação para o Desenvolvimento

*O engenheiro Luiz

Henrique Correa

Ferreira é diretor da

Inovatech Engenharia,

empresa especializada

em soluções sustentáveis

para a construção

civil, que detém hoje

55% dos empreendimentos

certificados

pelo processo AQUA.

da Educação do Estado de São Paulo

(FDE), um empreendimento certificado

na fase de operação e uso,

um empreendimento certificado

na fase Programa de sua reforma,

entre outros.

Para que um empreendimento

seja certificado AQUA, é muito importante

que o empreendedor tenha

a seu lado um parceiro experiente

e tecnicamente competente, que o

levará às soluções mais adequadas do ponto de vista de

sustentabilidade, economizando tempo e dinheiro, além de

conduzir o projeto para os melhores resultados. Além disso,

quando apoiada por um parceiro especializado, a equipe

técnica do projeto poderá antecipar problemas e soluções,

além de ter a certeza que os resultados estipulados serão

atendidos, fato que inclusive pode ser comprovado através

de simulação computacional de resultados ME

Para que um empreendimento

seja certificado

AQUA, é muito importante

que o empreendedor tenha

a seu lado um parceiro

experiente e tecnicamente

competente

55


56

F

tendência

lexível, podendo ser usado em qualquer ambiente, o

tom de amarelo esverdeado é a tendência em matéria

de cores para 2011. Esse é o resultado do Colour

Futures 2011, estudo global de cores da AkzoNobel, que

indica o “toque de limão” como a cor do ano. O livro,

publicado no Brasil pela Coral, é o espelho de pesquisas

mundiais sobre tendências, previsões e desenvolvimento

de cores.

De acordo com o estudo, o “Toque de Limão” tem as

características de simplicidade, tranquilidade, criatividade. É

uma cor que surpreende e refl ete esse renovado entusiasmo

pela vida, que corresponde perfeitamente à palavra-chave

“Apreciação” – tema central do estudo para 2011. O ano de

2011 será de apreciação. É o momento de

nos satisfazermos com o que temos, com

a vida cotidiana e as pequenas alegrias.

Paola Vieira, Gerente Global de

Colour Marketing, explica o porquê da

escolha: “o azul de 2010 era um tom claro

que simbolizava a renovação da energia.

Agora, para 2011, temos o “Toque de

Limão”, cor que representa o resultado

desse entusiasmo. É um tom imaginativo,

lúdico, otimista. Remete-nos a uma ‘raspadinha de

limão’”. E completa: “o azul é uma cor etérea aberta e

cheia de esperança. Como continuidade, temos o ‘Toque de

Limão’, que é brilhante e ao mesmo tempo aconchegante,

surpreendente”.

O tema “Apreciação” ressalta um momento mais

sereno e feminino vivido atualmente pela sociedade:

“Podemos encontrar significado em objetos simples e

na própria atmosfera familiar. É a serenidade do chá

em oposição à cultura frenética do café”, ressalta a

especialista, complementando que “depois de renovar

as esperanças, a busca agora é pelo caminho para uma

vida mais descontraída, de estarmos contentes com o

É uma cor que

surpreende e refl ete

um renovado

entusiasmo pela

vida

que temos e acalentar o que nos pertence,

com carinho e orgulho.”

A cor pode ser usada tanto para combinações

contrastantes quanto harmônicas. Essas

associações podem ser feitas com tons neutros

frios, violetas profundos, azuis bem defi nidos

e tons pastéis (como tons encontrados em

sorvetes de frutas).

Ainda segundo o estudo, a “Apreciação” é

o momento de as pessoas deixarem um pouco

de lado tudo o que é superinovador, superfashion,

e aproveitar os momentos simples e

as coisas naturais. “A sociedade busca o que é

essencial e relevante. Se atualmente é possível

manipular e melhorar tudo digitalmente, vemos

uma busca pelo verdadeiro, real e honesto. O

Colour Futures é a tradução desse comportamento”,

completa Benito Berretta, diretor de

marketing da AkzoNobel para América Latina.

Nesse contexto, o Colour Futures desenvolveu

cinco temas para 2011: “A Beleza do cotidiano”,

“Buscando o caminho”, “Alegria instantânea”,

“Feito com amor”, “Magia molecular”.

a Beleza do cotidiano

Está relacionado com a ideia de apreciação e

satisfação com o que já temos, englobando a aceitação

da vida real e procurando canalizar a energia no

que é essencial e relevante. A base da casa se torna

simples e informal, focada no aqui e agora.

“A Beleza do cotidiano” representa um

retorno a um sentido universal de verdade,

honestidade e harmonia. O lar é o lugar onde

fi camos à vontade e podemos ser nós mesmos.

Por isso conforto e “domesticidade” são as

palavras-chave.


mercado empresarial

A paleta é reminiscente de todas as coisas

simples e cotidianas que conhecemos, como

o céu, um vaso com fl ores, frutas e legumes

maduros, temperos e especiarias.

Buscando o caminho

Estamos à procura de uma maneira mais

clara, simples e ordenada de se viver. Como

indivíduos, devemos compreender qual é nossa

identidade cultural e global. Tentar arrumar a

desordem de nossas mentes, lares e atitudes

nos ajuda a entender o sentido de nossa comunidade

local e do mundo como um todo.

Ao mapearmos internamente nosso dia a dia,

tornamos possível a simplifi cação e estruturação

das coisas.

A paleta é inspirada por sinais, mapas e

arquitetura urbana. Neutros mais puros são

realçados por tons pastéis de mapas antigos e

cores brilhantes, provenientes das sinalizações

de rua. O mapeamento feito com o uso de cores

é um jeito efi caz de decodifi car nosso meio

ambiente. Tons mais primários são muito úteis

na defi nição de espaços, contrastando com os

neutros em combinações que podem variar de

calmante a vibrante.

alegria instantânea

Este tema mostra um enfoque mais jovem

e descontraído ao sentido que a palavra prazer

pode representar em nossas vidas. Trata-se de

um estado de leveza que é de fácil acesso e nos

cativa por sua temporalidade e animação.

“Alegria instantânea” é surpreendente a

medida em que destaca o mesmo espírito de

restaurantes, lojas e galerias “pop-up” – ou

seja, que não tem a intenção de

permanecer para sempre.

Aqui se brinca com o ato de criar por

simples divertimento, e vemos que é possível

encontrar magia a partir de coisas rotineiras.

A paleta refl ete o frescor de sorvetes, sucos

e vitaminas – são tons pastéis com um fundo

marrom como o papel craft.

tendência

Feito com amor

Realçamos nesse tema o respeito pelo

simples trabalho artesanal, espírito de honestidade,

retidão e autenticidade que são característicos

de uma nova ética do design. Cada

vez mais, buscamos conhecer o ciclo de vida

dos materiais e produtos que compramos,

bem como sua procedência. Permitir que a

qualidade e o valor dos materiais transpareçam

promove um sentido mais democrático ao design.

A paleta para o “Feito com amor” é formada por tons

de madeira, argila, barro e brim. Cores eternas que são

reavivadas por um tom de amarelo que é inspirador e otimista.

Os tons são harmônicos e podem ser misturados e

combinados tranquilamente.

Magia molecular

Este tema nos leva a olhar sob o microscópio, e perceber

que podemos nos surpreender muito com o resultado.

Trata-se de um lugar estimulante e colorido que exerce

fascínio também sobre designers e artistas.

Aqui os materiais são inteligentes e animados, adaptando

e modifi cando-se. O foco não é somente na forma, no

invólucro, mas sim sobre o produto que está por baixo da

embalagem e pode nos trazer de benefício. A inspiração é

proveniente de bactérias e organismos do fundo do mar.

A paleta microscópica e computadorizada é forte e viva

– tons que pulsam com muita vitalidade. Verdes, turquesas

e púrpuras são colocados lado a lado a cores sutis e subliminares.

Tons muito profundos são reavivados por cores

extremamente saturadas ME

AkzoNobel – considerada

a maior companhia global

de tintas e revestimentos

e uma das principais

fabricantes de especialidades

químicas, a empresa

inclui em seu portfólio

marcas como Coral, Eka,

Wanda, Dulux, Sikkens e

International. Com sede

em Amsterdã, na Holanda,

opera em mais de 80

países e emprega 55 mil

pessoas.

57

Fotos: Divulgação


58

tendência

ESTILO MINIMALISTA, a noVa tEndência

na dEcoração dE Escritórios

O

s escritórios surgiram com a revolução industrial

em meados do século XVIII. Porém, foi com a

criação e o aperfeiçoamento dos departamentos de

recursos humanos que as empresas começaram a se questionar

a respeito do como o ambiente físico de trabalho

influi no clima e no desempenho dos trabalhadores. Com

o passar do tempo, as tendências no desenvolvimento do

mobiliário criaram conceitos que priorizam ambientes

de trabalho que não provoquem estresse, mas que tenham

poder de energia e vibração e, ao mesmo tempo,

de tranquilidade. Esses ambientes devem ser combinar

um visual moderno, leve, clean, voltado para o futuro, e,

principalmente, um lugar onde todos

O design é importante

para criar um

ambiente que seja

acolhedor, sem

tensões

os seus ocupantes tenham prazer em

estar e trabalhar.

O design é importante para criar

um ambiente que seja acolhedor,

sem tensões, propício para o bom

desenvolvimento e execução de

projetos. Por isso, muitas empresas

vêm, atualmente, optando por um estilo

minimalista nos escritórios, onde

menos é mais e onde se pretende combinar funcionalidade

com conforto.

Uma das primeiras medidas é que o ambiente siga

uma determinada cartela de cores que se conjugue com os

acessórios e os móveis. A iluminação, por sua vez, tem um

papel fundamental, não só propiciando a melhor visibilida-

de aos funcionários mas, também, otimizando

os objetivos da ambientação. Os elementos

decorativos, assim como as plantas, também

são muito importantes, já que dão o contraste

com o design minimalista.

Os módulos devem manter um espaço

respeitável para que os trabalhadores possam

realizar suas tarefas comodamente, sem sentirse

aprisionados. De preferência, devem ser de

cor clara, que dá uma sensação de maior espaço,

uma das grandes virtudes do estilo minimalista.

Lâminas de vidro ajudam a ampliar os ambientes.

Por fim, uma grande quantidade de luz

natural é indispensável.

animal Print

O denominado animal print (ou seja, as

estampas que imitam pele de animais) é outra

das tendências atuais e que cria um contraponto

com o estilo minimalista, enriquecendo visualmente

os espaços. Os estampados de tigre

e zebra já estão chegando não só nas roupas

mas também nos ambientes das pessoas e dos

empresários mais atrevidos.

Por outro lado, nos escritórios de gente

mais jovem e dinâmica as cores mais fortes e

a pop art continuam sendo elementos inspiradores

ME

Foto: Divulgação


mercado empresarial

a casa da noVa

CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Nos bairros de classe média das grandes

cidades brasileiras é comum nos depararmos

com imensos edifícios dividindo

espaço com casas simples, até mesmo sem

reboco. Mas a discrepância, em muitos casos,

fi ca principalmente da porta para fora. “A nova

classe média está muito mais preocupada com

conforto do que com status”, afi rma Luciana

Aguiar, antropóloga e sócia da empresa de

consultoria e pesquisa Plano CDE.

“As prioridades são outras. São pessoas que

geralmente gastam o que restou do salário com

eletrodomésticos de última geração. A casa é

colorida e arrumada por dentro, mas quem

passa na frente nem imagina”, afi rma.

Mercado imobiliário

Hoje com mais posses, a classe C exige

segurança e se protege em condomínios fechados,

sendo que 25% dessa camada vive de

aluguel. O tipo de apartamento mais procurado

contempla dois dormitórios, que comportam

famílias multinucleares e todo tipo de bens de

consumo.

Recuperadas da crise econômica mundial

ocorrida entre o fi m de 2008 e início de 2009,

as construtoras e incorporadoras atentaram

para essa preferência e, em 2010, focaram seus

lançamentos em imóveis dentro desse perfi l.

tendência

Só na cidade de São Paulo, maior mercado do País, as

unidades de dois quartos representaram, aproximadamente,

40% do total das vendas entre janeiro e novembro de 2010,

segundo dados do Sindicato da Habitação do Estado de

SP (Secovi). O destaque fi cou para os imóveis de 46 m²

a 65 m², com 39% de participação do total de unidades

vendidas. Em seguida, vieram as unidades de 66 m² a 85

m², com 22%, e as de 86 m² a 130 m², com 17%.

O aumento do emprego formal, a queda das taxas de

juros e o Minha Casa, Minha Vida – progra-

ma do Governo Federal que enquadra imóveis

de até R$ 130 mil e benefi cia famílias

com renda de três a dez salários mínimos

– estão entre os fatores que facilitaram a

compra de imóveis nos últimos anos.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro

de Geografi a e Estatística), a classe

C é formada por famílias que recebem

mensalmente de cinco a dez salários mínimos, o que hoje

corresponde a 33% do total de brasileiros, ou seja, 57 milhões

de pessoas. Em 2002, esse grupo era composto por 13

milhões de habitantes (26% da população). Fonte: IG ME

ParEdEs VErdEs dão toM sustEntÁVEL

ao aMBiEntE

Tendência que vem crescendo nos centros urbanos, a Parede Verde, a exemplo

do telhado verde, foi criada para amenizar a falta de áreas verdes nesses

espaços. Também chamada de jardim vertical, quadro verde, painel verde,

fachada verde e ecoparede, trata-se de um sistema que pode revestir qualquer tipo

de parede, interna ou externamente. A estrutura metálica que sustenta a parede

verde é instalada com dispositivos pré-vegetados, que podem ser retirados por

partes, sem a necessidade de ser removido todo o painel. O sistema contempla

irrigação automatizada por gotejo.

No caso de paredes internas, a parede verde pode purifi car e limpar o ar,

pois retém voláteis, material particulado, fumaça de cigarro, além de manter o

conforto térmico ME

Classe C prefere

imóveis de dois

quartos e prioriza

conforto a status

A fachada externa verde é

uma ótima forma de revitalizar

edifícios e combater as

ilhas de calor urbano.

59


60

planejamento

o ParadiGMa do

PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

*Paulo Ancona Lopez

P

lanejar não é adivinhar e sim construir uma ponte

segura ente o presente e o futuro. Muitas são as razões

alegadas para não se planejar. Esta visão parte de

premissas erradas, que consideram o planejamento como

uma sofisticação desnecessária que pouco podem ter.

O erro fundamental é ver o planejamento como algo

que deva ser feito como “a mais”, sem saber que o ato de

planejar deve fazer parte da rotina da empresa.

É simples: como uma empresa pode saber se está na

direção certa se ela não sabe onde quer chegar ? Como

alguém pensaria em escalar uma montanha, sem planejar

as paradas, a alimentação e a roupa que deve ser levada

para a caminhada?

A vida de uma empresa é uma caminhada contínua e

é preciso saber quais são as possíveis dificuldades a serem

encontradas pelo caminho, para poder se planejar como

passar por elas. “Na hora eu vejo e dou um jeito”, não

cabe mais.

Um princípio do planejamento estratégico diz que se “

alguém na sua empresa demora mais de um minuto para

definir claramente o negócio da empresa,

é porque ele deve ser redefinido” .

Se partirmos do conhecimento do

negócio, podemos ir definindo todas as

etapas posteriores: missão da empresa (de

que forma ela quer atender seu mercado),

estratégias e táticas (para encaminhar as

definições acima), processos operacionais

(para sairmos do discurso e implantarmos

na prática as ações que atenderão às definições

acima ) e finalmente estrutura funcional através

de pessoas com o perfil e competências adequadas para

gerenciarem cada um dos processos.

Este simples exercício de definição ou revisão é capaz

de orientar qualquer empresa a ser uma empresa focada e

orientada para seus objetivos.

Isso é suficiente? Sim para o inicio ou redirecionamento

das atividades, mas não para manter a empresa aprumada

dentro de um mercado competitivo.

A caminhada exige vigilância constante e existem dois

grandes cenários a serem observados.

Planejar estrategicamente

é a ação

mais importante

que um executivo

deve fazer

O cenário externo composto pelos concorrentes,

clientes, variações econômicas e

políticas, legislação, tendências de consumo e

tantos outros fatores.

O cenário interno composto por desempenho

e eficácia, indicadores gerenciais, motivação

e comprometimento do pessoal, recursos

disponíveis e qualquer outro fator que possa

influir nos resultados.

Na verdade, planejar estrategicamente é a

ação mais importante que um executivo deve

fazer. O planejamento e suas revisões é o próprio

ato de gerenciar, no dia a dia e por isso

que não se trata de algo a mais para ser feito,

além da rotina.

Trata-se fundamentalmente de entender

uma cultura empresarial onde o planejamento

de cada ação futura deve estar alinhado e interligado

com todas as decisões fundamentais,

ou seja, alinhado com o negócio e suas possíveis

variações, com as estratégias que devem

acompanhar as mudanças de cenários, com as

possibilidades de melhorias em cada processo

operacional e finalmente com as pessoas.

Não existe hipótese de se trabalhar com

um destes fatores e não atentar para demais.

Todos só podem existir se bem alinhados

e integrados e esta integração só pode ser

garantida através da cultura do planejamento

estratégico ME

*Paulo Ancona Lopez é diretor da Vecchi & Ancona,

consultoria especializada em estratégia e gestão.

www.vecchiancona.com.br


mercado empresarial

61


destaque


destaque


64

P

dicas

coMo EstÁ a sua

CAIXA D’áGUA?

ouco vale investir em um bom material e produto na

hora da construção ou reforma da casa, se ele não

for bem instalado e mantido. E com as caixas d’água

não é diferente. Por estarem, muitas vezes, expostas às

condições climáticas, cuidados devem ser tomados desde

a compra até a instalação e manutenção.

A má utilização pode levar a sérios contratempos. Se

mal fechada, por exemplo, pode desencadear a proliferação

de mosquito da dengue, entrada ou acúmulo de impurezas

na caixa, deixando a água imprópria para consumo humano.

Manter a caixa d’água devidamente

Manter a integridade da

caixa e boas condições da

água auxilia no combate

às doenças que podem

ser transmitidas pela má

conservação do produto.

Atenção especial deve

ser conferida às tampas

fechada e limpa não só reduz a

chance da proliferação de insetos,

como proporciona saúde e qualidade

de vida aos consumidores.

Por isso, preparamos algumas

dicas para auxiliar o consumidor.

Confi ra:

Escolha do material

Engana-se quem pensa que

toda caixa d’água é igual. A primeira

diferença e que muitas vezes

passa despercebido é o material.

Antigamente as caixas eram produzidas em amianto, o

mesmo utilizado na fabricação de telhas.

Com a evolução dos processos, passou-se a fabricar caixas

em fi bra de vidro, material mais resistente aos efeitos do

tempo e que possibilita melhor armazenamento de água.

Atualmente, segundo a engenheira química Cláudio

Muñoz, coordenadora de engenharia de aplicação da FortLev,

maior produtora de soluções para armazenamento de

água do Brasil, as caixas feitas em polietileno tem ganhado

espaço na preferência dos consumidores por ser um dos

sintéticos mais duráveis e leves disponíveis. “O polietileno

já é a matéria-prima mais utilizada.

A caixa é ainda mais fl exível, resistente, de fácil manutenção

e com excelente custo benefício. Nos modelos

tradicionais, as tampas vêm com trava, diminuindo a chance

de a tampa se deslocar, e nos modelos de tanque as tampas

são rosqueáveis, o que garante vedação total.

Aliás, esse o modelo mais utilizado em todo

mundo”, explica.

No Brasil já existe também uma tecnologia

que permite armazenar milhares de litros, de

forma totalmente vedada.

Esse tipo de reservatório é fabricado em

resinas de poliéster reforçado com fi bra de

vidro, tecnologia conhecida como SMC e produzida

de forma pioneira pela Fortlev. É mais

utilizado por empresas e empreendimentos de

grande porte.

Escolha do tamanho

Mas e qual a litragem ideal? Como calcular?

A escolha da caixa d’água deve sempre se

basear no número de pessoas da residência ou

empresa.

Como a média do consumo de água no Brasil

por pessoa é de 150 litros/dia, a referência

de cálculo segue o raciocínio abaixo:

Nesse caso, deve-se optar por uma caixa

de 2.000 litros.


mercado empresarial

capacidade de armazenamento e

tamanho:

como instalar e limpar a caixa d’água?

As caixas d’água são acompanhadas de manuais de

instalação que devem ser seguidos à risca.

Há erros comuns, como instalar em locais desnivelados

ou sem ventilação, enterrá-las, usar base gradeada, entre

outros, que comprometem a vida útil do produto.

Para ajudar nessa tarefa, siga o passo a passo abaixo e

lembre-se: nunca utilize objetos abrasivos, como esponja de

aço, vassouras, escovas na limpeza, pois isso torna as paredes

internas ásperas, facilitando a fixação de impurezas.

1 - Escolha um fim de semana para que possa fazer o trabalho

com o maior cuidado possível.

2 - Posicione bem a escada.

3 - Amarre a boia.

4 - Esvazie a caixa cuidadosamente, guardando a água para

usar durante a limpeza (tampe a saída quando a água chegar

a um palmo).

5 - Esfregue as paredes e o fundo da caixa com escova de

fibra vegetal ou de fio plástico macio. Não use escova de

aço, nem vassoura. Não use sabão, nem detergente.

6 - Retire a água suja com balde e a sujeira com pá de

plástico.

7 - Use um pano seco para secar o fundo, evitando passá-lo

nas paredes.

8 - Ainda com a saída fechada, desamarre a bóia e deixe

entrar outro palmo de água.

9 - Coloque 2 litros de água sanitária e deixe durante 2

horas.

10 - Amarre a boia novamente.

11 - Com uma borracha, balde ou caneca plástica, molhe as

paredes internas da caixa com essa mistura de água sanitária

e depois jogue o restante fora.

12 - A cada 30 minutos verifique se as paredes internas da

caixa estão secas. Se estiverem, molhe-as novamente.

13 - Após 2 horas, ainda com a boia amarrada, esvazie a

caixa abrindo a saída.

14 - Abra todas as torneiras e acione as descargas. Com isso

você estará desinfetando os canos de sua casa.

15 - Desamarre a boia. Tampe adequadamente a caixa para

que não entrem pequenos animais, aves ou sujeira. Isso evita

a contaminação e transmissão de doenças ME

Você tEM

FINANCIAMENTO

IMOBILIáRIO?

I

NCC, CUB, IGP-M. Essas

siglas são familiares

para você? Se você está

financiando um imóvel e a

sua resposta for negativa,

é melhor começar a prestar

dicas 65

Entenda como as

parcelas do

financiamento são

corrigidas

mais atenção nelas. Isso porque, segundo informa a

Tibério Construções e Incorporações, estes são alguns

dos índices utilizados para corrigir as parcelas do

financiamento imobiliário; lembrando que correção

monetária é diferente de juros.

Os juros que compõem as parcelas são referentes

ao valor que se paga pelo empréstimo do montante

que o comprador não quita à vista e opta por financiar,

enquanto a correção monetária atualiza o valor

do bem para recuperar os efeitos da inflação.

Entendendo cada índice

O INCC (Índice Nacional da Construção Civil),

calculado todos os meses pela FGV (Fundação Getulio

Vargas), corrige as parcelas de imóveis na planta ou

em construção, até que estejam prontos. Este índice

atualiza o valor pago pelo cliente conforme a variação

dos preços dos Materiais de construção e os salários

pagos para os trabalhadores da construção civil.

O CUB (Custo Unitário Básico), assim como o

INCC, é outro índice que pode ser utilizado para atualizar

as parcelas de imóveis não prontos. Calculado

pelo Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção)

de cada estado, o índice considera o preço dos

materiais, equipamentos, despesas administrativas,

entre outros itens.

Já o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado),

calculado também pela FGV, é usado somente nos

financiamentos direto com a construtora para corrigir

os valores das prestações de imóveis prontos.

O índice considera o IPA (Índice de Preços por

Atacado), o IPC (Índice de Preços ao Consumidor)

e o INCC.

Por fim, há a TR (Taxa Referencial), definida todo

mês pelo Banco Central, segundo a remuneração

média das aplicações bancárias, e utilizada pelos

bancos para corrigir as parcelas do financiamento.

Fonte: Acomac ME


66

dicas

FINANCIAMENTO

Muitos têm essa dúvida: em quanto tempo fi nanciar

um imóvel, em 15, 20 ou 30 anos? Se você,

leitor, faz parte dos que estão se decidindo por

fi nanciamento no prazo de 25 a 30 anos, por exemplo, você

fará parte dos 55,1% que escolheram esse limite ao contraírem

empréstimo na Caixa – instituição que detém 70%

dos fi nanciamentos imobiliários no País –, pelo Sistema

Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Esse número representa a consolidação do fenômeno

que surgiu em 2007, quando o tempo de fi nanciamento

imobiliário se estendeu até 30 anos. Segundo o gerente

regional de Habitação e Construção Civil da Caixa, Nedio

Henrique Filho, desde então um número cada vez maior de

pessoas vem optando por ampliar o prazo de pagamento.

Dados do banco – que fi nanciou mais de R$ 70 bilhões em

imóveis em 2010 – mostram que, em 2005, o prazo médio

dos optantes pelo SBPE (famílias de renda média alta e alta

ren da) era de 180 meses, ou 15 anos. Já em 2010, o prazo

médio subiu para 25 anos.

O mesmo fenômeno ocorreu para quem usou o Fundo

de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS (famílias de

baixa e média renda), com fi nanciamento pelo Sistema

Financeiro de Habitação (SFH). Em 2005, o prazo médio

para compra a prazo era de 10 anos. Em 2010, pulou para

20 anos. Pelo FGTS, 73,8% dos que obtiveram crédito

optaram por quitá-lo no período de 20 a 25 anos.

“Há forte tendência de ampliação do prazo médio de

amortização dos imóveis”, diz Henrique Filho. “O cenário

começou a mudar em 2007/2008 com o aumento da oferta

de crediário, da produção de imóveis e a extensão do prazo

de fi nanciamento para até 30 anos. Outro fato importante é

a crescente participação de mutuários abaixo dos 35 anos no

número de contratos de compra.” Se em 2000 esse grupo

adquiriu pela Caixa apenas 0,1% dos imóveis com valores

entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, o número pulou para 3,5%

entre janeiro e maio de 2010.

Já na faixa dos imóveis com valores de R$ 80mil a R$

130mil, o porcentual dos fi nanciamentos subiu 15 vezes:

em 2000, esses clientes somavam 1,2% e, no ano passado,

atingiram 16%. No total dos imóveis fi nanciados, a participação

dos mutuários de até 35 anos passou de 51% em2000

para 56,9% em 2010.

dE 25 a 30 anos é

O MAIS PROCURADO

O grupo dos acima de 35 anos, por sua vez,

sofreu queda de participação, embora não tenha

ocorrido de maneira ininterrupta.

Desde 2001, sua participação (49%) passou

a registrar queda até 2006 (45%). No ano seguinte,

recuperou-se e foi para 46,2%. Em 2008,

porém, voltou a cair e, no ano passado, foi para

43,1%. “Numa economia estável e boa oferta

de crediário, pessoas mais jovens criam coragem

e fazem fi nanciamento”, diz. A escolha por

prazos maiores para a amortização da dívida,

conclui o executivo da Caixa, tem relação direta

com o valor das prestações.

Quanto mais anos para pagar, mais diluído

fi ca o pagamento e, por consequência, as prestações

são mais baixas. “Em uma comparação

livre, o mesmo se dá quando as pessoas escolhem

comprar uma geladeira, TV ou automóvel

em muitas prestações”, diz o gerente regional

da Caixa. “No caso da nossa instituição, a taxa

de juros é a mesma tanto para quem faz um

fi nanciamento em cinco anos quanto para quem

faz em 30 anos. Em compensação, os juros vão

rolando em cima do valor da dívida, e a pessoa

acaba pagando mais quanto maior o número de

anos de fi nanciamento”, diz o executivo.

Quitar o mais rápido possível

Em novembro, o casal Janice Soares Fernandes

Filho, de 32 anos, e Roberto Paiva Leite,

de 33, adquiriu um apartamento na Bela Vista,

zona central de São Paulo, depois de economizar

por quatro anos, quando se casaram. A

entrada foi de cerca de 30% do valor do imóvel.

Os jovens proprietários, no entanto, poderiam

ter dado uma entrada maior, mas optaram por

um fi nanciamento de 360 meses, ou 30 anos.

“Escolhemos o prazo mais longo para fi car com

uma prestação mais baixa”, diz Janice, consultora

de vendas de materiais cirúrgicos.

“Preferimos não usar todo o dinheiro que

tínhamos guardado para a entrada. Separamos


mercado empresarial

uma parte e fizemos uma reforma geral no

apartamento de 60 metros quadrados que

compramos.” As obras se iniciaram no mesmo

mês em que fecharam o contrato da compra,

renovaram os sistemas elétrico e hidráulico,

quebraram paredes e diminuíram o tamanho

de um dos dois quartos para ampliar o living.

Optar por uma entrada e prestações menores

também possibilitou a Janice e Roberto continuar

pagando o aluguel no apartamento em

que vivem há oito anos, enquanto a reforma

não fica pronta.

“As obras vão terminar em breve, e quando

nos mudarmos, o dinheiro que estamos pagando

de aluguel vai servir para fazer uma outra

reserva”, conta Janice. “Vamos economizar e

daqui a um ano amortizaremos outra parte da

dívida.”

Pesquisa

Segundo o economista e planejador financeiro

Francis Hesse, na hora de escolher um

prazo de financiamento, é importante que a

prestação imobiliária sempre se encaixe no orçamento.

“O ideal é quitar a dívida o mais rápido

possível, mas se o prazo de financiamento é

dicas

curto e a prestação alta, vale a pena repensar o cálculo do

financiamento.”

“Normalmente, consegue-se juros um pouco mais

baixos com um prazo menor de financiamento, por isso

recomendo realizar pesquisa extensa junto aos bancos para

obter uma taxa de juros mais favorável.”

Há outra razão para tanto. Nem todas as instituições,

como Caixa e Bradesco, condicionam suas taxas de juros

ao número de anos do financiamento. Em outras palavras,

os juros de alguns bancos são os mesmos tanto para quem

faz um financiamento de cinco quanto de 30 anos.

“As taxas mudam de um banco para outro, dependendo

de quanto a instituição arrecadou em recursos na poupança.

Se receberam um volume grande de depósitos precisam

fazer mais financiamentos, e vice-versa. Faz parte das regras

da poupança”, informa Hesse.

O economista aponta uma característica atual do mercado

imobiliário. “O cliente chega ao estande de vendas e

recebe o pacote completo da incorporadora: que banco é

associado da empresa para fazer o financiamento, de quanto

será a prestação, qual deverá ser a renda do interessado para

a compra do imóvel etc.”, diz.

“Os cálculos já estão todos prontos e as pessoas não

procuram outros bancos para comparar taxas distintas.

Com isso, poderiam conseguir taxa mais favorável.

Fonte: O Estado de S. Paulo ME

67


68

C

cases&cases

RMA ENGENHARIA VENCE

PrêMio PBQP-h 2010

Da esq. p/ a dir., Cesar Curi e

Fernando Resende, da RMA;

Márcio Fontes, MInistro das Cidades;

Renato Auriemo e

Guilherme M. Auriemo,

Diretores da RMA

om a conquista do prêmio PBQP-H

2010 (Programa Brasileiro da Qualidade

e Produtividade do Habitat), a

RMA Engenharia Integrada acaba de ser

reconhecida como a empresa detentora do

melhor sistema de gestão de qualidade do

setor da construção na categoria de Edificações

- destinada a construtoras que têm

por finalidade a construção de edifícios

residenciais, comerciais e industriais.

Segundo César Curi, Gestor de Qualidade

da RMA Engenharia Integrada, ganhar este prêmio

mostra que a empresa está no caminho certo e ressalta a

excelência e qualidade de tudo o que a construtora faz e

oferece ao mercado. “Fazer com qualidade é garantir que

fazemos da melhor forma para poder entregar aos nossos

clientes um produto confiável, atendendo todas as suas

expectativas”, comenta Curi. “Receber este prêmio reafirma

o compromisso da companhia com a melhoria continua,

com seus clientes, com os colaboradores, acionistas, investidores,

fornecedores, e com a sociedade como um todo”,

complementa.

O sistema de gestão da qualidade da RMA está estruturado

de forma integrada com a segurança do

trabalho e o meio ambiente, além de possuir

indicadores de desempenho estratégico –

operacionais e gerenciais – fundamentais

para tomada de decisões e planejamento. “A

responsabilidade tanto da direção como de

cada área da empresa e de cada colaborador

está muito bem definida e clara dentro dos

processos, e é papel fundamental na conquista

deste Prêmio”, ressalta o executivo.

Para o exercício de 2011 o objetivo da

RMA Engenharia Integrada é melhorar

ainda mais a qualidade de seu sistema de

gestão, sempre atendendo as expectativas dos

clientes. Por isso, a construtora reforça o seu

Em sua primeira edição,

o Prêmio PBQP-H

2010 distingue as

empresas do setor da

construção com os

melhores sistemas de

gestão de qualidade

Fotos: Rodrigo Nunes / Ministério das Cidades

perfil de buscar a melhora dos

seus índices de desempenho

nas edificações e de estimular

a modernização da construção

civil. Com mais de uma

década de atuação, o Programa

Brasileiro da Qualidade

e Produtividade do Habitat

(PBQP-H), desenvolvido pelo

Ministério das Cidades do

Governo Federal, tem como

objetivo organizar o setor da construção civil

em torno de duas questões principais: a melhoria

da qualidade do habitat e a modernização

produtiva.

O PBQP – H, na especialidade técnica

Execução de Obras, está dividido em três

subsetores: Obras de Edificações, Obras de

Saneamento Básico e Obras Viárias e Obras de

Arte Especiais. Estes subsetores são divididos

em A, B, C e D, de acordo com os níveis de

requisitos da norma atendidos pela construtora.

A RMA Engenharia Integrada possui

a certificação PBQP – H – Siac Nível A (na

categoria Obras de Edificações), além de ter o

ISO 9001:2008, ambas as certificações referentes

ao sistema de gestão de qualidade.

Em sua primeira edição, o Prêmio PBQP-H

reconhece as empresas da área de construção

que possuem os melhores sistemas de gestão

de qualidade nas categorias Edificações, Saneamento

e Obras Viárias, Vias Urbanas e Obras

de Arte Especiais. Para a escolha das melhores

empresas, foram avaliados os critérios: responsabilidade

da direção da empresa, gestão de

recursos, execução da obra e medição, análise

e melhoria. Concorreram ao prêmio mais de

60 construtoras de todo o país ME


mercado empresarial

Osistema Hidráulico EMMETI integra o

projeto vencedor do Prêmio Eco 2010,

promovido pelo Sindicado da Indústria

da Construção do Estado do Espírito Santo

(Sinduscon-ES), na categoria Uso Racional da

Água (para construções até 3 mil m2). O projeto

é o da Ecasa Brasil (modelo), construída

em Manguinhos (Serra- ES), em 2009, pela

Ecasa Construções Sustentáveis, do arquiteto

e urbanista Augusto Alvarenga.

Os produtos Emmeti que compõem o

sistema hidráulico utilizado na casa ecológica

incluem o Tubo Multicamadas Água (quente e

fria), conexões e a Válvula Misturadora.

A arquiteta Líliam Araújo, contratada pelo

Sinduscon para coordenar a avaliação dos inscritos

ao Prêmio, destacou, entre as qualidades

do Tubo Multicamadas Água Emmeti, o potencial

de reciclagem do alumínio (camada interna

do tubo) e o fato de ser uma boa alternativa

ao uso dos tubos de PVC, devido à toxicidade

desse material.

O produto é em alumínio revestido interna

e externamente por polietileno reticulado

(PE-X), um tipo de plástico de engenharia

extremamente resistente e atóxico, unidos por

camadas de cola especial, compondo o total de

cinco camadas (PEX-AL-PEX).

Alvarenga, autor do projeto da Ecasa,

ressaltou outros benefícios decorrentes do

uso do produto, como a efi ciência do sistema

hidráulico e consequente economia. Como o

tubo é fl exível, faz trajetos com curvas, precisamos

usar bem poucas conexões. Isso gera

menos atrito e mantém boa pressão na rede, o

que deixa o consumidor satisfeito com menor

quantidade de água.

O uso de um mesmo tubo tanto para água

cases&cases

HIDRáULICA EMMETI INTEGRA

ProjEto VEncEdor dE PrêMio do

sinduscon-Es Por uso racionaL da ÁGua

quente quanto fria também é importante, pois permite um

sistema mais enxuto e efi ciente”, explica ele.

Lilíam também destacou a Válvula Misturadora Emmeti,

que mistura água quente e fria para que a água dos

banhos já saia dos chuveiros na temperatura certa, evitando

desperdício, comum em sistemas com regulagem manual

da temperatura (através dos registros de abertura de água

quente e fria).

Essa Válvula é programada previamente para que a

água de consumo já saia na temperatura desejada, o que

gera economia de água e também da

energia utilizada para aquecer a água

(solar, gás, elétrica), uma vez que todo

o líquido é aproveitado.

Na avaliação de Alvarenga, entre

outras características do Ecasa que

viabilizaram o Prêmio estão os sistemas

de aquecimento solar de água e de reutilização

de água de chuvas e também

proveniente de ralos de pias e banhos

(após tratamento) para rega de plantas

e descarga. Alvarenga comemorou a

premiação de seu projeto, que defi ne

como “uma proposta 100% pensada

em construção ambiental”. A Emmeti é parceira no Ecasa

Brasil, o que garante o uso exclusivo do seu Sistema

Hidráulico.

Neste ano, as Ecasas (projeto e construção) estão

sendo comercializadas no Espírito Santo, em São Paulo

e em Brasília, mas os planos são de expansão para outros

estados. Nesta primeira edição do Prêmio Eco, concluída

em dezembro de 2010, o Sinduscon-ES premiou seis dos

dezesseis projetos inscritos, todos já aprovados ou executados

no Espírito Santo ou por empresas daquele estado.

O objetivo foi premiar as melhores práticas e soluções de

projeto e técnicas construtivas que possam reduzir, a curto,

médio e longo prazo, os impactos ambientais e que tenham

potencial de repetição e senso comercial ME

Premiação na categoria

“ Uso racional da

água “ foi pela Ecasa

modelo, construída em

Manguinhos (Serra-ES).

O projeto é da Ecasa

Construções

Sustentáveis, do arquiteto

Augusto Alvarenga

69


70

RIO:

MAIS DE

cases&cases

10 MIL

UNIDADES DO

‘MINHA CASA,

MINHA VIDA’

Mesmo sem o anúncio ofi cial da presidenta Dilma Rousseff

sobre a segunda fase do ‘Minha Casa, Minha Vida’, os lançamentos

pelo programa do governo federal continuam

a tomar conta da cidade do Rio de Janeiro. Neste ano, estão sendo

lançados mais de 10 mil imóveis, e a maioria fi ca em bairros como

Campo Grande e na Baixada Fluminense. A construtora Mudar, por

exemplo, anuncia o lançamento de quase 10 mil unidades no País.

Somente no Rio, serão 3.600.

Segundo o presidente da empresa focada no segmento econômico,

Augusto Martínez de Almeida, os empreendimentos serão construídos

nos bairros de Campo Grande, Vargem Pequena, Jacarepaguá e

nos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Itaboraí, Macaé

e São Gonçalo. “Os imóveis vão custar entre R$ 98 mil e R$ 102 mil

e estão totalmente enquadrados no modelo atual do programa do

governo”, adianta. A Rossi vai ofertar 420 apartamentos, em parceria

com a construtora Enes, em Campo Grande. “Serão unidades de

dois quartos, que vão variar de R$ 96 mil a R$ 115 mil, em um dos

melhores pontos. Próximo ao condomínio da Michelin, na Estrada

da Cachamorra”, anuncia o gerente regional da empresa, Rafael

Furtado.

à espera de nova fase

De acordo com o diretor da Basimóvel, Mario Amorim, os projetos

que estão na faixa de R$ 100 mil têm a melhor liquidez. “Agora, os

imóveis acima desse valor aguardam nova fase do programa que deve

elevar de R$ 130 mil a R$ 150 mil o preço da unidade”, diz Amorim.

Ele lembra que, neste segmento, os interessados na compra da casa

própria querem saber se têm condições de adquirir a tão sonhada

moradia. Escolha do local e do empreendimento passa a pesar menos

na opção de compra. Para esse público, o importante é saber se eles

têm direito ao subsídio (desconto) que chega a R$ 23 mil e a outros

benefícios do programa, como taxas de juros menores e prestação

garantida em até 36 meses no caso de perda de emprego. A Comasa

também vai lançar pela primeira vez projetos do ‘Minha Casa, Minha

Vida’. O Condomínio Estrelas da Vila, em Vila Isabel,terá 14 unidades

das 50 enquadradas no programa.

Lazer completo e segurança

Os empreendimentos do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’

estão cada vez mais completos. Isso porque os construtores têm feito

projetos que incluem guarita de segurança e lazer completo. Diretor

da Percepttiva, Rafael Duarte ressalta que são levados em conta o

custo de manutenção do condomínio para que não pese tanto no

orçamento das famílias.

“Os lançamentos estão por toda parte. Temos mais de 1 mil

unidades para o início de ano. A maioria também fi cará em Campo

Grande”, diz Duarte. Ele ressalta que os terrenos encareceram muito

por conta do boom imobiliário. Por isso, a conta de imóveis até R$

130 mil não fecha. Para ele, os valores de avaliação deveriam variar

entre R$ 150 mil e R$ 160 mil. A construtora Fernandes Araujo

contará com cinco empreendimentos em Bangu, Campo Grande e

Freguesia, totalizando 756 unidades. Já a Arte a Metro terá 772 imóveis

espalhados por Campo Grande, São Cristóvão e Duque de Caxias, na

Baixada. A AG Prima vai ofertar 740 unidades, das quais 490 até R$

1.395 e as restantes até R$ 4.900. Os bairros escolhidos são Campo

Grande, Santa Cruz e o município de Araruama. Fonte: O Dia ME


mercado empresarial

Aformação de mão de obra para o mercado

imobiliário evoluiu na mesma

medida do crescimento do setor no

Brasil. “É um mercado cíclico. No momento, o

aquecimento está provocando um aumento na

procura por formação”, conta o vice-presidente

do Sindicato da Habitação (Secovi), Claudio

Bernardes, que é também pró-reitor da universidade

mantida pelo sindicato.

Funcionando há mais de 20 anos, a Universidade

Secovi acaba de assinar uma nova parceria

para o curso de pós-graduação em Gestão em

Negócios Imobiliários, desta vez com a Escola

Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“A nova parceria inclui conteúdos ligados à marketing

que não estavam previstos no programa

da Faap, nossa antiga parceira”, conta.

Voltado para formar gestores de negócios

na área, este curso também é oferecido pelas

demais instituições voltadas para a área de

economia e administração, como a Fundação

Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e

Fundação Getúlio Vargas, que também se valem

de parcerias para disseminar o curso pelo País.

Graduação.

As pós-graduações na área são oferecidas há

mais de uma década no Brasil, mas a graduação

de nível superior só surgiu coma introdução

dos cursos de tecnólogos. “Estamos nos organizando

para oferecer um curso de tecnólogo

em negócios imobiliários também. Se der certo,

poderemos partir para o bacharelado”, conta

Bernardes.

Os cursos de tecnólogos, não apenas na

área de construção e negócios imobiliários,

foram implantados recentemente e permitem

a formação de nível superior em tempo menor

– dois anos– e com currículos voltados para

cases&cases

AUMENTAM

oPçõEs dE ForMação

NO SETOR

as disciplinas técnicas e de aplicação

direta na respectiva profi ssão. “Ele não Aquecimento está

dá o título de bacharel e portanto, não provocando um

permite o acesso à pós-graduação”,

explica Bernardes.

aumento na procura

O Ministério da Educação e Cultura por cursos e

(MEC) tem mais de 47 cursos de tecnó- treinamentos

logo em negócios imobiliários em seu

cadastro (E-Mec), 19 deles no Estado

de São Paulo. Destes, apenas cinco estão realmente funcionando.

Segundo Bernardes, eles também formam gestores

para o setor, que sofre com a falta de mão de obra treinada.

“É uma formação mais prática, que pode dar ao estudante

as condições de chegar a postos de gerência”, afi rma.

corretor

Para quem pretende atuar como corretor imobiliário,

no entanto, basta uma formação de nível médio (segundo

grau), oferecida tradicionalmente pela rede pública e privada

de escolas técnicas, como as Etecs do Estado, por

exemplo. Os cursos são chamados Técnico em Transações

Imobiliárias e estão bem disseminados por todo o País.

Para exercer a profi ssão, o candidato deve se registrar

no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci)

e, para isso, precisa apresentar o diploma deste curso. A

lei que regula o exercício da profi ssão é a de n° 6.530, de

12 de maio de 1978, Construção. No setor da construção,

ainda não há a oferta de cursos formais, de nível técnico,

superior ou de pós-graduação, que forme profi ssionais

como pedreiros, eletricistas, encanadores ou marceneiros.

Existem apenas programas de treinamento, oferecidos

por instituições do setor. Para melhorar a qualidade

do serviço prestado por estes profi ssionais, o Senai está

desenvolvendo, desde o ano 2000, o Projeto Estratégico

Nacional Certifi cação Profi ssional Baseada em Competências.

O objetivo é criar um selo que qualidade, obtido

pelo trabalhador por meio de programas de treinamento.

Fonte: Agência Estado ME

71


72

cases&cases

BRASILEIROS ENTRE OS

VENCEDORES do PrêMio

intErnacionaL 2010

GOOD DESIGN

Divulgação

Lavadora de alta

pressão Facile

Q

uatro equipes brasileiras

fazem parte da lista dos

vencedores do 2010

Good Design, prêmio organizado

pelo The European Centre

for Architecture Art Design

and Urban Studies e The Chicago

Athenaeum: Museum of

Architecture and Design.

Filtro de

mesa Twin

Luminária Bauhaus 90

O Good Design premia

anualmente

500 designers de

todo mundo

Na categoria iluminação, o designer Fernando Prado

foi premiado com a luminária Bauhaus 90, fabricada pela

Lumini, de São Paulo.

Na categoria saúde, o vencedor foi Marcio Mussi, autor

de um trinco do tipo puxe-empurre, ideal para edifícios

hospitalares, e fabricado pela Yale La Fonte, também da

capital paulista.

Entre os ganhadores na categoria acessórios para cozinha,

há duas equipes vencedoras do Brasil. Ana Lúcia de

Lima, Pontes Orlovitz e Luis Moquiutti Morales são os

responsáveis pela linha de torneiras e filtros de mesa Twin,

da paulista Deca. E o time de designers da Electrolux, do

Paraná, venceu com a lavadora de alta pressão Facile.

Criado em 1950 pelos arquitetos Eero Saarinen, Charles

e Ray Eames, e Edgar Kaufmann Jr., o Good Design premia

anualmente 500 designers de todo mundo. Além das

categorias vencidas pelas equipes brasileiras, ele reconhece

autores de produtos de robótica, têxtil, robótica, transporte,

infantil, ferramentas, artes gráficas e meio ambiente ME

Imagem de Nelson Kon

Oforte crescimento do mercado imobiliário

brasileiro, com uma grande oferta

de lançamentos, concorrência cada vez

mais acirrada e margens de lucros apertadas,

onde não há espaço para erros, está levando

o setor a buscar formas de otimizar custos e

reduzir riscos na concepção de um empreendimento.

Hoje grandes construtoras como Tecnisa,

Cyrela, Odebrecht, Camargo Corrêa, entre

outras, buscam apoio em novas tecnologias e

passaram dos intermináveis arquivos e planilhas

– mais suscetíveis ao erro-, para o sistema

Viabil da BDK Solutions, software para análise

da viabilidade econômica financeira de projetos

imobiliários.

A ferramenta é uma das únicas no mercado

capaz de analisar as principais variáveis de

empreendimentos como compra do terreno,

investimento com propaganda, definição do

produto, estruturação financeira, ritmos de

venda, tipo de solo, ofertas de terreno, pesquisa

de mercado, entre outros, utilizando gráficos e

relatórios para ilustração.

Segundo Eli Wolf, diretor da BDK Solutions,

desenvolvedora do software, o Viabil é

uma ferramenta de apoio à decisão, contemplando

todas as variáveis críticas para o negócio.

“O sistema é capaz de analisar e participar

de todos os processos de um empreendimento

imobiliário, por meio de relatórios, gráficos,

indicadores que auxiliam os clientes nas decisões

desde a aquisição de terrenos, aprovação

dos projetos e por todo o ciclo de vida do

negócio. Com esses recursos, minimiza erros,

agiliza e padroniza processos, garantindo assim

otimização de tempo e energia da equipe”,

afirma Eli.

O aplicativo analisa os cenários possíveis,

faz simulações e avalia diferentes possibilidades,

projetando resultados e apontando riscos de

investimentos em projetos. “O Viabil possui recursos

que possibilitam o acompanhamento dos

resultados (planejado x realizado) e re-projeção


mercado empresarial

dos cenários em todas as etapas, minimizando

as surpresas ao longo do caminho, muito

comuns em se tratando de projetos de longo

prazo e com muitas variáveis envolvidas”, diz

o diretor da BDK.

Além de incorporadoras e construtoras,

o software também pode ser utilizado para

outros segmentos envolvidos com os projetos

imobiliários, como empresas de arquitetura,

imobiliárias, fundos de investimento, bancos

e consultorias.

novidades

Com a expectativa de crescimento de 40

a 50% em 2011, a BDK pretende diversifi car

e ampliar ainda mais em produtos e serviços

para o mercado. A empresa pretende lançar

um módulo da ferramenta para negócios de

locação corporativa, shoppings e hotéis. Ainda

no próximo ano, está previsto o lançamento

do Viabil Lite, uma versão para pequenas e

novas empresas que necessitam de estudos mais

simplifi cados.

Parceria com a coopercon-cE

A BDK acaba de fechar parceria com a

CooperCon-CE (Cooperativa da Construção

Civil do Estado do Ceará), a primeira no mercado

do Brasil a organizar uma compra conjunta

para seus associados do software Viabil.

Com essa parceria, as empresas envolvidas

tiveram redução no valor das licenças e os custos

de treinamentos fi caram mais acessíveis aos

participantes. A primeira rodada de treinamento

ocorreu no início de janeiro de 2011 na sede da

CooperCon-CE.

No total, cinco empresas associadas à

cooperativa fecharam para a utilização do

aplicativo: Diagonal Engenharia, CDR Engenharia,

C.Rolim Engenharia, Construtora Mota

Machado e BS Participações.

Segundo o presidente da CooperCon-CE,

Otacílio Valente, a aquisição do software faz

parte de uma política de desenvolvimento

contínuo da Construção Civil cearense. “Além

da aquisição de insumos a preços mais vantajosos,

a cooperativa também assume como um

de seus principais compromissos

a constante modernização das

empresas associadas. Com isso,

buscamos oferecer os mais atuais

equipamentos e treinamentos para

sua melhoria contínua. Certamente

o Viabil irá contribuir para que a

Construção Civil siga ocupando

posição de destaque entre as mais

importantes atividades econômicas

do país”, avalia.

tecnologia

SOFTWARE AUXILIA NA GESTÃO E

SEGURANÇA DE PROJETOS IMOBILIáRIOS

Em épocas de crescimento,

análise

de viabilidade de

empreendimentos

ganha importância

ainda maior para

construtoras e

incorporadoras

Para o diretor executivo da BDK o mercado de construção

civil sente a necessidade de se aprimorar e buscar

o desenvolvimento. “Atualmente essa é uma tendência

do setor, além de compras de materiais de construção, as

cooperativas perceberam a necessidade em ampliar a atuação

com aquisição conjunta de softwares e capacitação,

buscando benefícios que aprimoram a profi ssionalização

e desenvolvimento dos negócios para seus associados”,

comenta Eli ME

Divulgação

73


74

A

mundo

Alemanha viveu sua maior

expansão econômica em

duas décadas, no ano passado,

quando as exportações cresceram,

impulsionando a contratação

de pessoal e os gastos do consumidor. Isso contrasta com

a situação delicada de outras economias europeias, como

Portugal, Espanha e Grécia, que estão estagnadas ou continuam

em recessão.

O Produto Interno Bruto (PIB) saltou de 3,6%, o

maior desde que os dados de uma Alemanha unifi cada

começaram a ser compilados, em 1992, após uma queda

de 4,7% em 2009, disse o Birô Federal de Estatísticas.

O número é coerente com a mediana das previsões em

uma pesquisa da Bloomberg News com 28 economistas.

O PIB provavelmente cresceu 0,5% no quarto trimestre

em relação ao terceiro, segundo o Birô. O relatório ofi -

cial do quarto trimestre deverá ser divulgado em 15 de

fevereiro.

O Bundesbank (BC alemão) acredita que a maior

economia na Europa expandirá 2% neste ano e 1,5% em

2012, enquanto a dívida soberana amortece a demanda na

zona do euro, seu principal mercado importador. A alemã

Continental, segunda maior fabricante de pneus na Europa,

aunciou ontem que suas vendas e lucros superaram suas

metas para 2010.

“O impulso de crescimento persistiu no primeiro trimestre,

e as atuais previsões podem se revelar pessimistas demais”,

disse Klaus Baader, economista-chefe para a zona do euro

no Société Générale, em Londres. “No terceiro trimestre, a

economia alemã provavelmente voltou ao nível pré-crise.”

A demanda interna foi a principal contribuinte para o

crescimento do PIB, acrescentando 2,5 pontos percentuais.

O consumo privado cresceu 0,5%, os gastos do Estado cresceram

2,2% e os investimentos de capital saltaram 5,5%.

ECONOMIA ALEMÃ

DISPARA E ExPõE UE

a duas VELocidadEs

Alemanha teve em

2010 o seu maior

crescimento em

20 anos

O saldo comercial líquido contribuiu

com 1,1 ponto percentual para

o crescimento, com um crescimento

de 14,2% das exportações e de 13%

das importações.

O desemprego caiu, com a ocupação

de 262 mil postos de trabalho

em 2010, o que aqueceu os gastos

domiciliares no segundo semestre do

ano passado. O ânimo empresarial melhorou, subindo

para um patamar recorde, no mês passado,

e a confi ança dos consumidores está perto de seu

nível mais elevado em mais de três anos.

“A demanda doméstica está em alta, na

Alemanha - isso não está acontecendo em

praticamente nenhum outro lugar na zona do

euro”, disse Nick Kounis, diretor de pesquisa

macroeconômica do ABN Amro Bank, em

Amsterdã. “Estamos no início de um período

em que veremos uma demanda bem mais vigorosa

na Alemanha.”

Isso está ampliando as divergências no bloco

de 17 países que adotam o euro, num momento

em que alguns países enfrentam uma crise da dívida,

tornando mais difícil para o Banco Central

Europeu (BCE) defi nir uma política adequada

para todos os seus membros.

Em dezembro, o BCE prorrogou a vigência

de medidas emergenciais de liquidez, benefi ciando

os bancos para além do primeiro trimestre,

depois que o pacote de ajuda à Irlanda não

convenceu os investidores de que os governos

tinham condições de reduzir os défi cits orçamentários

e evitar uma ruptura da zona do euro.

Alemanha registrou um défi cit orçamentário

de 3,5% do PIB ano passado. Em contrapartida,

a Comissão Europeia (CE) estima que o buraco

orçamentário irlandês estourou, chegando a

32,3% do PIB. Fonte: Bloomberg ME


mercado empresarial

A

agência de classificação de crédito

Standard & Poor´s (S&P) rebaixou

novamente a nota dada à dívida da

Irlanda. Desta vez, o rating soberano de longo prazo do

país saiu de “A” para “A-” e o de curto prazo foi de “A-1”

para “A-2”, na escala da empresa. As classificações já tinham

sido cortadas em novembro de 2010 e, a exemplo daquela

ocasião, continuam em observação para um possível novo

rebaixamento.

A decisão de reduzir novamente a nota de crédito soberana

se seguiu à revisão do perfil de risco da indústria bancária

irlandesa. Segundo explica nota da S&P, a estimativa é de que

a dívida externa dos bancos da Irlanda atinja 170% do PIB e

eles dependem quase inteiramente do Banco Central Euro-

A

Grand Avenue, principal avenida do

centro de Los Angeles, terá até 2013

um novo museu projetado pelos arquitetos

Diller Scofidio + Renfro. O edifício,

cuja obra é estimada em US$ 130 milhões,

abrigará o acervo da Broad Foundation, que

conta com mais de duas mil obras de arte

contemporânea e está avaliado em cerca de US$ 2 bilhões.

A equipe de arquitetos inspirou-se em esponjas e lava

para criar a cobertura e fachada de formas curvas e superfícies

perfuradas, sob a qual estará a estrutura independente

onde funcionarão as dependências do museu.

Com 11,2 mil metros quadrados, o edifício de três andares

terá estrutura metálica enquanto a pele, comparada

pelos arquitetos a uma “colméia”, será feita de concreto

estrutural. No térreo, o museu contará com hall monumental,

cafeteria, livraria e espaço multimídia. Escadas

rolantes levarão os visitantes à grande galeria localizada

na cobertura, cruzando túneis de onde será possível visualizar

os andares intermediários que abrigarão as áreas

administrativas e arquivos.

A estimativa é de que

a dívida externa dos

bancos da Irlanda

atinja 170% do PIB

mundo

s&P rEBaixa noVaMEntE ratinG

soBErano da irLanda

peu para refinanciamento dos débitos que

vencem. Além disso, o crescente desemprego

no país pode elevar a inadimplência em

financiamentos imobiliários no mercado

doméstico, o que aumentaria a necessidade

de injeção de capital para evitar a quebra

das instituições. Tudo isso levanta dúvidas

sobre o perfil de risco do país.

A perspectiva para o rating do país permanece negativa,

segundo a agência, devido às incertezas quanto à necessidade

de financiamento do setor bancário, agora em boa parte

estatizado. A S&P espera encerrar a avaliação do cenário em

abril, quando deve ter uma ideia melhor do impacto dessas

necessidades sobre a dinâmica do endividamento público. No

entanto, a agência diz esperar que, mesmo após a análise, a

Irlanda continue com um rating soberano no grupo do grau

de investimento - ou seja, indicando que o país ainda é uma

opção segura. Fonte: Valor ME

coBErtura indEPEndEntE E PErFurada dEFinE

noVo MusEu dE diLLEr scoFidio nos Eua

Escritório é o vencedor do

concurso para o Museu da

Imagem e do Som (MIS) do

Rio de Janeiro, já em

construção em Copacabana

A grande galeria de 3,8 mil metros quadrados de área

será totalmente livre - sem colunas ou vigas - e receberá luz

natural proveniente das aberturas na cobertura.

Baseado em Nova York, Diller Scofidio + Renfro é o

escritório vencedor do concurso para o Museu da Imagem

e do Som (MIS) do Rio de Janeiro, já em construção na orla

da praia de Copacabana. Fonte: Arcoweb ME

Imagens: © Diller Scofidio + Renfro

75


76

curtas

Construtoras esperam

demanda alta em 2011

Depois de manter o ritmo de atividade em alta ao longo de todo

ano de 2010, a indústria da construção civil deve repetir o forte desempenho

em 2011. O otimismo pode ser medido pela expectativa

positiva dos empresários do setor. De acordo com sondagem da

Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador de nível de

atividade para os próximos seis meses atingiu 61,9 pontos. Números

acima de 50 indicam aumento. Fonte: Valor Econômico

Geração de emprego deve superar a

marca de 3 milhões em 2011

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afi rmou no início do ano

que apesar da perspectiva de desaceleração da economia neste ano, a

geração de empregos formais deve superar a marca de 3 milhões. Segundo

Lupi, em 2010 ultrapassou 2,550 milhões, o que deve confi rmar

um resultado histórico. No acumulado do ano até novembro já foram

criados 2.544.457 empregos formais.

“O ciclo virtuoso vai continuar este ano com o aumento dos investimentos

em obras de infraestrutura e nas obras para a Copa do

Mundo e Olimpíadas”, disse o ministro.

Procura de imóvel em

SP aumenta: usados

valorizaram até 269%

O Conselho Regional de Corretores de

Imóveis (Creci-SP) consultou 509 imobiliárias,

e constatou que as mesmas alugaram em

dezembro 938 imóveis na capital, o que fez o

índice de locação crescer 10,66% naquele mês.

Os apartamentos foram os preferidos, representando

51,71% das locações contratada no

mês. Segundo o Creci-SP, os imóveis usados

valorizaram até 269,09% no ano passado.

BC prevê alta de 2,9%

em telefonia e 2,8% em

energia

Segundo a Agencia Estado, o Banco Central

(BC) manteve a previsão de que os preços da gasolina

e do gás de cozinha não serão reajustados

em 2011, conforme a ata da reunião de janeiro

do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada

em 27/1 último. A estimativa já aparecia

na ata da reunião de dezembro. Para a telefonia

fi xa e a eletricidade, o BC manteve a previsão de

alta das tarifas de 2,9% e 2,8%, respectivamente.

Para o conjunto de preços administrados, a estimativa

de aumento dos valores no acumulado

de 2011 foi mantida em 4,0%, mesmo índice da

reunião de dezembro. Para 2012, a estimativa

de alta permaneceu em 4,4%.


mercado empresarial

Argalit comemora

sucesso

Em 95º posição no ranking das

200 Maiores Empresas do Espírito

Santo, o Grupo Argalit fechou 2010

com muito a comemorar. Com 711

novos clientes conquistados somente

no ano passado, de um total de 4 mil,

a indústria manteve os 2% do share

nacional no ramo de tintas, com destaque

para expansão de negócios significativa

especialmente nos estados

do Rio de Janeiro e da Bahia, além de

nas terras capixabas. Os dois pontos

fortes do ano que se encerrou foram

os lançamentos do Sistema Life Color

e o esmalte à base de água. Para 2011,

a expectativa do diretor executivo da

Argalit, Raphael Cassaro Machado, é

positiva, e os principais investimentos

serão em automação da produção

e reaproveitamento de resíduos, e

nos lançamentos de tinta para telhas

e cerâmicas, selador para madeira,

novas cores e argamassas especiais

para porcelanatos, pastilhas de vidro

e projetada.

curtas

Lopes é dona de 60% da paranaense Thá

A paulista Lopes acaba de adquirir 60% da imobiliária paranaense Thá Pronto,

sediada em Curitiba, conquistando, assim, a exclusividade, por meio de sua

unidade CrediPronto! nos financiamentos de imóveis comercializados pela Thá,

especializada na venda de imóveis de médio e alto padrão. O valor da negociação

foi estimado em R$ 20,9 milhões.

Tok&Stok Compact chega a

Curitiba

A Tok&Stok, maior rede de móveis e acessórios

para casa e escritório do país, inaugurou no piso L1

do Shopping Curitiba a Tok&Stok Compact, novo

conceito em loja da marca. Com um investimento

de R$ 2,5 milhões, ela faz parte do plano de expansão

da empresa, tem projeto arquitetônico assinado por

Felippe Crescenti e traz um sistema inovador de compra,

desenvolvido especialmente para unidades de shopping centers

com até 1.000 m².

Cerca de seis mil itens estão à disposição para a compra na unidade, organizados

estrategicamente conforme os ambientes e necessidades da casa. Segundo

Flávia Lucena, gerente de comunicação e marketing de relacionamento da

Tok&Stok, a loja conta com uma luminotécnica diferenciada, propiciando maior

destaque aos produtos.

Salão do Móvel de Milão consagra-se

como principal evento mundial de design

O Salão do Móvel de Milão, na Itália, consolida-se como o principal evento

do design mundial. Antes restrita à produção local, a exibição inclui atualmente a

exibição de produtos e protótipos realizados em escala global. O evento acontece

entre os dias 12 e 17 de abril em uma série de centros de exposição da cidade.

Veja a programação completa: www.nuovosistemafieramilano.it

77


78

dicas de leitura

EXERCÍCIOS DE TOPOGRAFIA

A terceira edição revisada e ampliada

apresenta exercícios que podem ser

usados como questões de provas. São

152 exercícios propostos e 57 exercícios

com respostas.

Autor: ALBERTO DE CAMPOS BORGES

Editora: Edgard Blucher / 2001 – 3ª. edição

Número de páginas: 192

PLANEJAMENTO E CON-

TROLE DA PRODUÇÃO

PARA EMPRESAS DE CONS-

TRUÇÃO CIVIL

O livro tem como público-alvo

alunos de cursos de graduação e

pós-graduação em engenharia civil,

engenharia de produção, arquitetura e design (que trabalhem

com sistemas de produção), bem como profi ssionais que

executam obras civis. Este livro procura introduzir práticas

da engenharia de produção na construção civil, como também

utilizar práticas que vêm sendo aplicadas pelo IGLC

(International Group of Lean Construction). Traz discussões

interessantes sobre análise de fl uxos físicos em canteiro

de obras e apresenta diretrizes para que os profi ssionais que

atuam no ramo da construção civil possam desenvolver seus

sistemas de planejamento e controle da produção de acordo

com as particularidades das empresas ou empreendimentos

em que atuam.

Autor: MAURICIO MOREIRA E SILVA BERNARDES

Editora: LTC / 2003

Número de páginas: 208

CIDADES DE AMANHÃ

Nesta história do planejamento urbano no

século XX, Peter Hall - não só um conhecido

teórico americano, mas um criador de

projetos inovadores - traça um panorama

abrangente e detalhado, levando-nos dos

inquietantes cortiços londrinos do século

XIX à solidão geométrica de Brasília, passando por Nova York e

Chicago, Nova Delhi e Paris, da utopia à depredação. A partir de

projetos históricos ou abandonados - assim como obras literárias

e artigos de jornais -, o autor rastreia de maneira instigante os

sonhos e pesadelos que integram hoje o cotidiano das grandes

cidades. Cidades do Amanhã é uma obra fundamental que a

Editora Perspectiva traz não só a arquitetos e sociólogos, mas a

todos os que buscam uma possível chave de compreensão para

o mundo contemporâneo.

Autor: PETER HALL

Editora: Perspectiva /2005

Número de páginas: 600

ILUMINAÇÃO, SIMPLIFICANDO O

PROJETO

O Projeto de Iluminação, explicado de forma

didática, sempre foi algo muito procurado

pelos que trabalham com a luz. Totalmente

colorido, este livro fornece, em linguagem

acessível, dicas, orientações e muitas informações

de como fazer um bom projeto de iluminação. Consulta

recomendável para estudiosos e profi ssinais que buscam conhecimento

sobre a luz e seus efeitos.

Autor: MAURI LUIZ DA SILVA

Editora: Ciência Moderna /2009

Número de páginas: 176


mercado empresarial

ESPAÇO INTRA URBANO NO BRASIL

A obra é essencialmente um estudo da localização

urbana - apresentada como um grande valor de

uso produzido pelas aglomerações, embora não

específico delas. Esse valor de uso se caracteriza

pelas possibilidades que as diferentes classes sociais

apresentam de comandar os deslocamentos

intra-urbanos. Revela que o espaço regional é estruturado pelo controle

de tempo de deslocamento dos seres humanos enquanto consumidores.

No caso intra-urbano, as possibilidades desse controle faz com que as

classes sociais disputem as localizações e isso se dá tanto por ocasião

da sua produção como de seu consumo. Nasce então a segregação

sócio-espacial, como mecanismo necessário ao controle, pela sociedade

dominante, pela produção e consumo das localizações, ou seja, ao

controle dos tempos de deslocamento dos componentes das diferentes

classes sociais. Esse controle se apresenta, então como uma forma de

dominação necessária para que haja a apropriação diferenciada das

vantagens do espaço.

Dentre essas vantagens, o controle dos tempos de deslocamento ou o

controle das localizações domina as demais representadas pela infraestrutura

urbana. Isso ocorre porque essa é reproduzível pelo trabalho

humano, enquanto aquelas não são. Todas essas idéias são desenvolvidas

a partir da análise empírica da formação histórica do espaço infra-urbano

de seis metrópoles brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte,

Porto Alegre, Recife e Salvador. Essa análise retrata como a segregação

urbana se desenvolveu nessas metrópoles por um período de mais de

um século e como ela permitiu que a classe dominante controlasse o

processo de produção e consumo das localizações intra-urbanas. Dentre

as localizações, especial em destaque é dado à do Centro Principal

daquelas metrópoles e às transformações que eles vêm experimentando

nas décadas recentes.

Autor: FLAVIO VILLACA

Editora: Studio Nobel /2001 – 2ª. edição

Número de páginas: 373

dicas de leitura

ABC DO DESENVOLVI-

MENTO URBANO

O que faz, afinal, de uma cidade

uma cidade? O que tem

sido comum a todas as cidades

através dos tempos? Será

que a causa básica dos graves

problemas das maiores cidades brasileiras é o seu

tamanho, como teima o senso comum em insistir?

Como podem esses problemas ser adequadamente

enfrentados? Oferecer respostas para essas e outras

perguntas, de forma acessível a um público leigo, é

o objetivo deste livro.

Autor: MARCELO LOPES DE SOUZA

Editora: Bertrand Brasil / 2003

Número de páginas: 190

OBRAS E GESTÃO DE

PORTOS E COSTAS

Os autores tratam dos avanços

nas construções marítimas,

originados com a evolução

de outras disciplinas da

Engenharia. Particularmente,

focam a abordagem que o engenheiro de construções

marítimas tem em relação aos efeitos exercidos

sobre suas obras pelas solicitações do mar para

melhorar a resposta da concepção estrutural.

Autores: PAOLO ALFREDINI & EMILIA ARASAKI

Editora: Edgard Blucher / 2009 – 2ª. edição

Número de páginas: 804

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80

vitrine

EMPaLux traZ ao

MErcado nacionaL

rEFLEtorEs coM

tEcnoLoGia LEd

A Empalux traz para o mercado brasileiro de iluminação

o refl etor LED. Ideal para iluminação de túneis, avenidas,

outdoors, jardins, decoração, entre outras aplicações, substitui

os refl etores que utilizam lâmpadas halógenas. O produto

conta com LED plano, que melhora a efi ciência de facho de

luz direcionado, aumentando o seu alcance e não emite calor.

Com vida mediana de 30 mil horas o produto se destaca pela

durabilidade e pela economia.

Feito de alumínio fundido sobre pressão, com revestimento

eletrostático, lente protetora e com grau de proteção

IP54, o Refl etor LED possui grande durabilidade e alto grau

de resistência as ações de intempéries.

O Refl etor LED Empalux pode ser encontrado em dois

modelos, o RL31015 – com 10 W de potência, substitui um

refl etor com lâmpada halógena- de 150 W – e RL330015

– com 30 W de potência, substitui um sistema de lâmpada

halógena de 450 W, aproximadamente. Ambos com alimentação

bivolt e com luz clara, com temperatura de cor de 5.500

K, possuem IRC maior que 80.

Devido ao LED plano, o facho de luz possui grande

alcance, chegando a 12 metros para o modelo 31015 e de 18

metros para o 330015.

O LED é considerado o futuro da iluminação, pois

é constituído de um

dispositivo eletrônico

Ideal para iluminação

de túneis, avenidas,

outdoors, jardins e para

decoração

que emite luz de forma

natural, possibilitando

maior economia e durabilidade.

KnÜrr E GruPo

PoLicoM dEsEnVoLVEM

noVo racK Para data

cEntEr

A Knürr – uma empresa

da Emerson Network

Power, líder na produção e

desenvolvimento de racks –,

em conjunto com o Grupo

Policom®, desenvolveu e

está lançando o rack Mira-

Novo processo

dispensa o uso de

ferramentas para

ajustes ou instalação

cel G3 com diferenciais importantes para ambientes onde

espaço é fundamental e precisa ser muito bem aproveitado

e otimizado.

Segundo Gilmar Miralha, presidente do Grupo Policom, “o

Miracel G3 é um rack voltado à acomodação de equipamentos

de suporte de rede, servidores, que pretende principalmente

dar vazão à grande demanda de cabos no caso de aplicações de

terminações de redes, sem abrir mão da segurança de acesso.

Ou seja, ele oferece as mesmas características de organização de

cabos do Top Solution G3, rack aberto amplamente utilizado

por nossos clientes, só que com a vantagem de se apresentar

como um rack fechado”.

Thais Schleiffer, diretora de vendas e marketing da Knürr,

destaca que “o principal diferencial entre a nova geração dos

racks Miracel e seus concorrentes, é o conceito quick-fi x®,

ou seja, a utilização de componentes construtivos e acessórios

que dispensam o uso de ferramentas para ajustes ou

instalação, movimentação de perfi s 19”, remoção de tampas

laterais, instalação de passa-cabos, bandejas, enfi m, uma série

de elementos manuseados rapidamente e de maneira muito

fl exível que poupam tempo do usuário”.

Entre as características

construtivas do novo produto

está a porta frontal com

design renovado, com chapa

perfurada para circulação do

ar em formato arredondado

e chanfros decorativos. A isso

se somam a porta bipartida

traseira também com chapa

perfurada para circulação do

ar, que otimiza o espaço no

Data Center e facilita o acesso

para manutenção, a estrutura

em perfilados de alumínio

natural e os fechamentos com

pintura a pó texturizada na cor

Preto RAL9011.


mercado empresarial

noVos Produtos

da EMMEti

Divulgação Emmeti Brasil os

Principais características

dos novos produtos são

segurança e economia

A Emmeti também traz novidades para o mercado: lança na

Feicon 2011 a Válvula Misturadora Termostática com Trava de

Segurança Contra Queimadura e o Kit Chuveiro Emmeti.

Válvula Misturadora - Destinada a residências com Sistema

de Aquecimento Central de Água (solar e/ ou a gás). Instalada

na saída do reservatório de água quente (boiler), este equipamento

compacto (apenas 16,3 cm de altura por 13 cm de

largura) recebe água quente (do boiler) de uma lado e água fria

(da rede) do outro, mistura as duas até atingir a temperatura

ideal de consumo (previamente programada, manualmente,

através do registro existente na própria válvula).

Isso é possível porque a Válvula contém um sensor interno

(termostato) que mede a temperatura da água. Assim, quando

um chuveiro ou torneira (ligado ao sistema de água quente) é

acionado (registro aberto), a água já sai naquela temperatura

que foi programada.

Além do conforto térmico imediato, a grande vantagem

que esse produto agrega ao sistema é que não há desperdício

de água, comum em sistemas de aquecimento central convencionais,

decorrente da regulagem da temperatura através do

acionamento simultâneo dos registros de água quente e fria,

em que a água é dispensada até atingir a temperatura desejada

pelo consumidor.

Outro ponto importante desta Válvula é a Trava de Seguran-

vitrine

ça, mecanismo que garante que a água não saia com temperatura

superior a 38º C, evitando queimaduras.

Kit Chuveiro Emmeti - Destinado a atender demandas

de construtoras, que requerem kits hidráulicos pré montados

na fábrica/ fornecedor. O objetivo é ganhar tempo e reduzir

custos com mão de obra. Além disso, a responsabilidade por

eventuais problemas passa a ser do fabricante, já que a construtora

é responsável apenas pela colocação do Kit no espaço

reservado no banheiro (shaft).

O produto é montado sob encomenda, conforme a demanda

da construtora, mas inclui, basicamente, um ponto de ligação

de água para o chuveiro, dois registros de gaveta (para água

quente e fria) e dois registros de pressão (para regular a mistura

de água quente e fria) ou um registro monocomando (um

mesmo registro regula a mistura). O ponto de ligação de água

dos chuveiros, registros de gaveta e de pressão são interligados

com o Tubo Multicamadas Emmeti (água quente e fria).

A direção da empresa afi rma que o seu Kit Chuveiro pode

ser instalado em apenas alguns minutos, o que corresponde a

uma surpreendente economia de tempo diante de uma instalação

convencional, que pode chegar a um dia de trabalho.

Outra vantagem com a utilização do produto é que já é

entregue em medidas adequadas ao perfeito alinhamento dos

registros e altura do chuveiro.

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82

vitrine

ELGin inoVa EM ar condicionado

coM o coMPact inox

A Elgin está agregando ao portfólio novidades que aumentam a

performance dos condicionadores de ar e ampliam a relação custobenefício

para os consumidores. Na linha Hi-Wall, por exemplo, a

empresa apresenta o Elgin Compact Inox. Com a base e o gabinete

em inox, o modelo é instalado na parte externa de residências e

edifícios e pode ser submetido às mais diferentes condições climáticas,

tendo maior durabilidade que os modelos tradicionais.

O produto pode ser encontrado somente na versão Frio e com

220V. O aparelho também é indicado para regiões litorâneas, pois

a maresia que geralmente acelera o processo de deterioração dos

aparelhos não deverá afetar a estrutura das peças em inox, proporcionando

maior durabilidade e melhor desempenho.

Outra vantagem do Elgin Compact Inox é que permite ao usuário

que quiser trocar o tradicional condicionador de ar tipo Janela

pela tecnologia Split adquirir esse aparelho, já que as dimensões

da condensadora são similares às dos tradicionais, assim, ele pode

ser instalado no mesmo local.

O modelo pode ser encontrado nas versões 7.000, 9.000 e

12.000 BTU/hs;

Todos os produtos da linha

Hi-Wall possuem design

moderno, display digital com a

exclusiva função duplo swing,

sendo os mais silenciosos e

eficazes para climatização. O destaque do Compact Inox fica

para sua versatilidade e economia, além do aspecto decorativo,

trazendo bem-estar e conforto aos usuários. Essa linha possui

também certificação em consumo de energia elétrica, quatro opções

de funcionamento – resfria, *aquece (somente para modelos

Q/F), ventila e desumidifica -, filtro de ar bio blue, que dificulta

a proliferação de vírus e

bactérias, e três anos de

garantia total, além das

funções, turbo, tecla

para travamento do

controle remoto e operação

nos modos sleep

e timer.

Com base e gabinete em inox,

o modelo Elgin Compact Inox

pode ficar exposto à maresia e

às intempéries climáticas


mercado empresarial

duratEx Lança MdFs

FEitos dE EucaLiPto E

Pinus coM triPLa

ProtEção

Os painéis estão protegidos

contra umidade e bactérias e

efi cácia de até 5 anos contra

o ataque de cupins

No segmento de painéis de madeira ecológica, a Duratez

traz ao mercado dois produtos inovadores: o MDF Ultra e o

MDF BP Ultra, este último revestido com laminado melamínico

de baixa pressão.

Os painéis são fabricados com fi bras selecionadas de Pinus

e Eucalipto e compostos com tripla proteção contra umidade,

cupins e bactérias. Os lançamentos contam com tecnologia

que apresenta um composto de inseticida aprovado pelo Ibama

para tratamento de madeiras e painéis, Microban, agente

líder mundial em proteção contra bactérias e resina melamina

formadeildo, que combate a umidade.

Todo esse processo resulta em um nível de proteção

superior ao painel de MDF tradicional, conferindo maior

durabilidade ao móvel, total conforto por ser inodoro, melhor

desempenho e o mais importante, evitando danos nocivos à

saúde do seu consumidor.

Os dois produtos apresentam coloração verde, obrigatória

em todo item que tem como objetivo principal ser imune à

umidade, e certifi cado FSC, do Conselho Brasileiro de Manejo

Florestal.

E seguindo as especifi cações de manuseio, confecção e

instalação, os lançamentos possuem durabilidade e efi cácia de

até 5 anos contra o ataque de cupins. Fonte: Painel Florestal

Divulgação / Argalit

vitrine

arGaLit

aPrEsEnta Linha dE

tintas dE tELhas

EcoLoGicaMEntE

corrEta

A Argalit inova com a Tinta Telha Ecológica, da linha

Ecos, que está disponível em seis cores (vermelho óxido,

cerâmica ônix, cerâmica telha, pérola, champagne e incolor).

Com sua fórmula à base de água e resistente à ação

do sol e da chuva, a tinta forma um fi lme impermeabilizante

que dá brilho e evita a deterioração e a formação

de limo na superfície de telhas cerâmicas, de cimento e

fi brocimento.

O produto não contém adição de solventes, o que lhe

confere baixo odor e reduz os danos ao meio ambiente.

De acordo com o diretor executivo da Argalit, Raphael

Cassaro Machado, o objetivo da empresa é oferecer ao

mercado um produto de qualidade e durabilidade, que

permita ao consumidor optar por uma solução ecologicamente

correta. “Investimentos em modernas tecnologias

de produção, desenvolvimento de cores inovadoras e diversifi

cadas, mas sem perder o foco na sustentabilidade”.

A Argalit produz cerca de 60 mil toneladas de tinta ao

ano para abastecer o mercado brasileiro.

Além de não causar danos ao

meio ambiente, a nova linha

atua como impermeabilizante

e não contém solventes, o que

lhe confere baixo odor

83


84

release

coMProMisso coM a QuaLidadE

Distribuidora das principais usinas, localizada

em São Bernardo do Campo/ SP, a Aldifer

comercializa produtos de excelente qualidade.

Atuando no mercado desde 2002, possui

sede e caminhões próprios, bem como, estoque

variado e permanente.

Efetua entregas no dia seguinte à aprovação

do orçamento, para a região do grande ABC

e sob consulta, para a gran-de São Paulo. Na

retirada pelo cliente, atende a qualquer quantidade,

limitada somente à disponibilidade em

estoque.

Linha de produtos:

• Tubos redondos, quadrados e retangulares

(pretos e galvanizados);

• Laminados (cantoneira, ferro tee, redondo,

chato e quadrado);

• Perfi s laminados (I, U, H e W);

• Perfi s U dobrados;

• Chapas (pretas, galvanizadas e xadrez);

• Perfi lados (cadeirinha, baguete, batente,

tira de porta, fachada coml., entre outros);

• Telhas e cumeeiras galvanizadas (onduladas

e trapezoidais);

• Patamares e degraus para escada reta

e caracol;

• Kits de elevação e motores para portõesbasculantes,

deslizantes e pivotantes;

• Corte e dobra de chapas, sob encomenda;

• Máquinas de solda e seus acessórios;

• Completa linha de acessórios (discos de

corte e desbaste, eletrodos, rodízios, roldanas,

fechaduras, brocas, entre outros).

www.aldifer.com.br

(11) 4342-1614 / 9152-2318

Estr. dos alvarengas, 5338 - sBc - sP


mercado empresarial

a Maior VariEdadE EM coFrEs E MóVEis

A A.M. Cofres e Móveis, explora o ramo de

comércio de cofres e móveis para escritório em

geral, com atuação em todo o Brasil, especializada

em uma linha completa de cofres para guardar

documentos, armas, joias, objetos de valor e

outros bens.

O seu elevado nível de experiência, alcançado

durante 30 anos (desde 1980) de atividades, aliado

a uma adequada política de valores e credibilidade,

permite a A.M. Cofres e Móveis participar de

licitações de órgãos públicos, fornecer cofres e

móveis para escritório desde residências, empresas,

instituições financeiras, transportadoras de valor,

e tantas outras atividades.

Hoje a A.M. Cofres e Móveis possui em seu

cadastro mais de 50.000 clientes, dos quais já

realizaram inúmeras compras de pequeno, médio

e grande porte ao longo destes anos e assim

conquistou o respeito merecido dos seus cliente,

parceiros e concorrentes, sentindo-se assim muito orgulhosa

em ter seu esforço reconhecido.

Atendemos todo o Brasil. Estamos a vossa inteira

disposição, consulte-nos.

a.M. cofres e Móveis Ltda

tel: (11) 3311-8702

www.amcofres.com.br

release

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86

release

tuBoniL: ExPEriência aLiada à ModErnidadE

A Tubonil está no mercado desde

2006. Trata-se de uma empresa nova,

mas com profissionais com muitos anos

de experiência no mercado de tubos de

aço carbono sem costura e com costura,

de pequenos e grandes diâmetros. A

empresa comercializa também a linha de

Tubos Especiais de 12” a 24” SCH 40

A SCH 160, Tubos Mecânicos ST52 de

50,00mm a 650,00mm paredes grossas,

padrão e fora de padrão.

Localizada no município de Guarulhos

– SP, numa área de 2.500m2, tem

instalações modernas e funcionais que lhe

permitem atender, com alto nível de qualidade,

todas as demandas de seus clientes

e fornecedores em todo o Brasil.

A maior preocupação da empresa é com

a satisfação de seus clientes e com o cumprimento

qualitativo de suas atividades: assim,

dedica-se à melhoria contínua de seus produtos

e serviços.

Tudo isso faz da Tubonil mais que um

distribuidor de tubos de aço, um parceiro de

negócios preocupado em atender seus clientes

de forma diferenciada, orientando e prestando

suporte técnico.

tubonil comercial de tubos de aço Ltda.

Fone/Fax: (11) 2406-7494

www.tubonil.com.br • vendas@tubonil.com.br


mercado empresarial

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índice de anunciantes

ACMW Indústria e Comércio Ltda ...........................................5

Aços Lapefer .......................................................................... 29

Acro Cabos de Aço Indústria e Comércio Ltda ................... 29

Aldifer Distribuidora de Ferro e Aço Ltda EPP .................... 82

AM Cofres e Móveis para Escritório Ltda ............................ 85

Anuário das Indústrias .......................................................... 89

Cabos de Aço São José Ltda ................................................. 61

CIESP ....................................................................................... 44

Confortomax .......................................................................... 67

De Carlo Usinagem e Componentes Ltda ........................... 87

Demolidora Sacoman ........................................................... 67

Detetive Gama ...................................................................... 33

Eleko Parafusos ..................................................................... 78

Epil .......................................................................................... 62

Feital ....................................................................................... 85

Fonte Mirante ........................................................................ 61

Furoexpress ............................................................................ 35

Getrat Ipiranga Conexões e Mangueiras Ltda .................Capa

Hidraufort Comércio de Tubos e Conexões Ltda ................ 76

Histec Comercial Ltda ........................................................... 84

Império dos Metais Comercial Ltda ..................................... 35

L G Comércio de Equip. de Segurança Ltda ME ................. 82

LG EPI’s - Equipamentos de Proteção Individual ............... 86

MercoSul Refratários Ltda .................................................... 76

Metalúrgica Lopes Ltda......................................................... 79

Minelli Andaimes .................................................................. 77

Novoaço Especial .................................................................. 77

P Tendas e Barracas .............................................................. 82

Partel Parafusos Ltda ............................................. 79, 3ª Capa

Regional Compressores ........................................................ 78

Rental Bus .............................................................................. 86

Rental Equipamentos ............................................. 17, 2ª Capa

REP Comércio e Assist. Técnica de Relógio de Ponto ........ 84

Sesi-SP / Senai-SP ................................................................ 49

Tekno S/A Indústria e Comércio .......................................... 88

Tellure Rota ............................................................................ 43

Tercabo Cintas e Cabos de Aço ............................................ 34

Tubonil Comercial de Tubos de Aço Ltda ............................ 87

União Com. e Manutenção de Guinchos e Equip. .............. 88

Vences Mix ............................................................................. 33

Vent Norte Sistemas & Equipamentos ........................4º Capa

Wimaq Industrial ................................................................... 51

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