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Revista Penha | fevereiro 2017

O que acontece, quem são as pessoas que marcam a Freguesia e ainda algumas curiosidades sobre a Penha de França. Uma revista editada pela Junta de Freguesia da Penha de França.

O MEG em ação No

O MEG em ação No âmbito do protocolo celebrado entre a Junta de Freguesia e o MEG – Movimento para a Esterilização de Gatos Errantes e Assilvestrados de Lisboa, acompanhámos bem de perto uma captura destes nossos amigos de quatro patas. Foi na Rua da Penha de França que nos encontrámos com dois voluntários do MEG a fim de os ver em ação. A missão estava bem definida: capturar até um máximo de quatro dos gatos que vivem no quintal de um prédio de habitação, para poderem depois ser esterilizados nas instalações da Casa dos Animais de Lisboa (CAL). Carlos Costa e Sylvie Zink são os nossos parceiros nesta tarefa. O material para esta operação está à vista e deixa antever a qualquer um aquilo a que se vão dedicar nas próximas horas: uma gaiola de metal, várias caixas transportadoras para animais, latas de atum e patés. O processo, como testemunhamos de seguida, é simples de explicar: coloca-se a gaiola no chão, com uma das pontas abertas e a outra fechada, armadilhando o pedal; coloca-se o isco, que são os patés ou o atum, sobre papel, dentro da gaiola; os voluntários escondem-se e esperam que uma das patas dos gatinhos esfomeados acione o pedal e tranque a porta atrás de si. Carlos Costa explica-nos que é importante tapar imediatamente a armadilha com panos, para que o animal não entre em pânico e se magoe. Este experiente voluntário colabora com o MEG desde a sua fundação, em maio de 2015, e já fazia parte do movimento anterior 4

que lhe deu origem. “Depois passamos os animais para a transportadora, sempre envoltos em panos para ficarem calmos. Na transportadora ficam mais seguros porque estão mais confinados. O bem-estar do animal é muito importante para nós. Este processo é traumático e tudo o que pudermos fazer para abreviar o sofrimento e a aflição, fazemos”, completa o voluntário. “É uma paixão como qualquer outra. Tenho gatos em casa e sempre gostei de animais”, refere Carlos. Considera que o problema da sobrepopulação de gatos em Lisboa é grave e que “a melhor forma de ajudar a resolvê-lo é a esterilização, para evitar que estejam sempre a surgir novas ninhadas”. Sylvie Zink colabora com o MEG há alguns meses, mas já fazia trabalho de voluntariado relacionado com animais há muitos anos, tantos que não consegue precisar. Francesa, chegou a Portugal há 24 anos e não mais quis sair. Conta-nos que gosta muito de gatos, uma inclinação que cedo se manifestou, tendo chegado a ter em casa oito gatos quando era jovem… Já em Lisboa, chegou uma altura em que teve de compensar a saída de casa do filho mais velho com um novo membro na família. “Tivemos de adotar um gato… Envolvi-me com a União Zoófila, conheci a Animallife, uma associação que faz um trabalho extraordinário, fui ficando cada vez mais comprometida com estas associações e acabei aqui no MEG”, explica, que em média dedica dois a três dias por semana a este voluntariado: “Um dia por semana vou ao nosso espaço para fazer a limpeza e cuidar dos gatos; além disso, costumo ir uma ou duas vezes por semana apanhar gatos para serem esterilizados.” E como se processa esta operação? Depois de qualquer munícipe encaminhar uma reclamação para a Câmara Municipal de Lisboa ou para a sua Junta de Freguesia, a informação e o contacto são transmitidos ao MEG, em virtude do protocolo de cooperação celebrado. Neste momento, os voluntários do MEG estão a desenvolver o seu trabalho na Freguesia da Penha de França, mas já estiveram em São Vicente e em Santa Maria Maior, e estão a chegar também a Arroios. Os animais capturados são devolvidos ao seu local original depois da esterilização, mas com uma marca na orelha esquerda para que não voltem a ser capturados. No caso dos machos, costumam estar de volta no prazo de dois dias; as fêmeas precisam de um pouco mais de tempo de recuperação, na ordem dos cinco dias. De que precisa o MEG? “Acima de tudo, de voluntários, porque este trabalho não se faz sem recursos humanos”, afirma Carlos Costa. “Também recebemos donativos monetários ou em géneros, sobretudo rações.” Para saber como ajudar o MEG e adoptar um gato: www.facebook.com/MEGEALx 5

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