FHOX 201 - setembro/outubro 2019

fhoxonline

201

SET/OUT

ANO XXX

EXEMPLAR

DE ASSINANTE

WWW.FHOX.COM.BR

NEWBORN

Conheça o trabalho

encantador de Dawn Potter

FORMATURA

Forma Summit e a

maturidade do mercado

PERFIL

Marcio Mattos, diretor

executivo da Xerox do

Brasil, fala sobre desafios

e novidades da empresa

O QUE O

CONSUMIDOR

FINAL PENSA

SOBRE O FUTURO

DA IMPRESSÃO?

CONVERSAMOS COM PESSOAS QUE FAZEM QUESTÃO

DE GUARDAR MEMÓRIAS IMPRESSAS, APESAR DOS

COMPARTILHAMENTOS EM REDES SOCIAIS


31 março

1 e 2 abril


O MELHOR ENCONTRO DA

FOTOGRAFIA BRASILEIRA

ACONTECE AQUI

FEIRA DE NEGÓCIOS • ATIVIDADES EDUCACIONAIS • EXPOSIÇÕES • WORKSHOPS

Faça parte do maior evento

de imagem da América Latina.

Garanta seu espaço e seja uma das

MARCAS CONFIRMADAS

AG Sistemas • Albumgraf • Alfa Fotobook • Arte Brasil • Ateliê Betty Props • Ateliê Vovó Dina

Avell • Baby Props Brasil • Black Hold • Cida Reis Props • Del’s Brindes Promocionais • Digipix pro

Dina • DNP • Dreams Baby • Du Props • Fada Mãe Figurinos • FHOX | Cameraclub

Fofurices e Props • GoImage • Greika • Guaraci Digital • Hahnemühle • Honey Bear

Ideal Personalizados • Inova Laboratório Fotográfico • Ipsis Pro • Lefotick • Little Props

Mary Baby Props • Midóra • Mimos de Fotos • Nanda Props • Painel • Patola • Petit Bebê

Photo Props • Pixel House • Prado Fundos de Tecidos • Profox • Props do Bem • Renê Andrade

SGE • Total Card • Viacolor • Wee Art • Zangraf • Zeza Ventrameli • Zyoncore

www.FEIRAFOTOGRAFAR.com.br

ORGANIZAÇÃO:

11 2344-0810

11 98245-0709 feirafotografar


NESTA EDIÇÃO

PAPO COM O LEITOR

PERFIL: UMA XEROX DA FOTOGRAFIA

CAPA: IMPRIMINDO PARA RECORDAR

NOVAS CARAS DO MERCADO DE ENCADERNAÇÃO

ARTE FOTO ROMA É VELUZZI

EXPANSÃO CONSISTENTE

COLUNA MARCO PERLMAN

A ENCANTADORA FOTOGRAFIA DE DAWN POTTER

ESPECIAL FHOX 30 ANOS

COLUNA NICOLAU PIRATININGA

O EVENTO MAIS LEGAL DO BRASIL

FORMA SUMMIT E A MATURIDADE DO

MERCADO DE FORMATURAS

COLUNA DR. PAULO GOMES

SUA HISTÓRIA NA FHOX

COLUNA FABIO ARRUDA

SEGURANÇA GARANTIDA EM CONTRATO

ABRAFOTO DE OLHO NO FUTURO

COLUNA RAFAEL ARRUDA

NOTAS

COLUNA RENATO RIZZUTTI

6

8

14

22

24

26

28

30

37

48

50

54

58

60

62

64

68

70

72

74

QUEM FAZ A

LEO SALDANHA Líder | MOZART MESQUITA Líder | POLIANE SILVEIRA Comercial | ANDREIA CACIJI Administrativo

DIOGO AMORIM Coordenador Geral | RENATA LASAK Líder Eventos | THALITA MONTE SANTO Redação

FLÁVIO AUGUSTO PRIORI Redação | FELLIPE SALES Design | GABRIELLE CESARETTI Mídias Sociais | WICTOR DUARTE Assinaturas

FUNDADOR: CARLOS DREHER MESQUITA (1953 - 2012). Uma publicação da Editora FHOX dirigida às atividades técnicas

e comerciais da fotografia brasileira. Circulação apenas por assinatura. Os artigos assinados não representam necessiariamente

a opinião da revista. Atenção! A venda de assinaturas é feita somente pela editora FHOX. Não temos representantes.

Na eventual não ocorrência da indicação de autoria da foto, entrar em contato com a Redação para a devida correção.

Membro

Assinaturas e números atrasados: DDG: 0800-015-8400 • redacao@fhox.com.br | assina@fhox.com.br | FHOX.com.br

Rua Clodomiro Amazonas, 1.099 · cj. 121 · CEP 04537-012 • Pré-Impressão e Impressão: Centrográfica

Foto de Capa: Banco de Imagens


Aumente sua receita

agregando serviços ao seu

portfólio com a mais alta

qualidade de impressão

CHEGOU A NOVA

A nova impressora jato de tinta da Fujifilm chega

ao mercado para ampliar o portfólio de serviços

oferecidos, agregando mais opções de produtos e

valor ao seu negócio.

A Frontier DE100 oferece suporte a uma variedade

de tamanhos de papel (8,9 x 5 cm – 21 x 100 cm) com

a mais alta qualidade de imagem, incluindo impressos

quadrados e foto tirinha – para fotos de carteira e tipo

banner para decorações de ambientes.

• A combinação dos cartuchos de tinta de 4 cores de

alta viscosidade desenvolvidas com nossa tecnologia

patenteada Vividia D-photo e uma cabeça de impressão

de alta resolução ( 1.200 dpi ) proporcionam a

produção de belas impressões com excepcional gama

de cores e nitidez.

• Tamanho compacto: Ocupando apenas 0,21m² e com

sistema flexível para diversas aplicações por meio

da combinação de quatro ou mais Frontier DE100 em

conjunto com o software MS.

• Fácil manutenção: Simplesmente abra a tampa frontal

para trocar os cartuchos de tinta ou rolo de papel.

Largura do papel (cm) 8,9 / 12,7 / 15,2 / 20,3

Garantia da cabeça de impressão de até

100 MIL CÓPIAS

ou um ano!

Banner

20 x 30

10 x 15

Quadrado

Carteira

1000 x 210 mm

210 x 297 mm

102 x 152 mm

89 x 89 mm 102 x 102mm

50 x 89 mm

Consulte-nos: 0800 770 3854


6 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

SEM FOTO NO

PAPEL NÃO

EXISTE MERCADO

FOTOGRÁFICO

Por Leo Saldanha

Simples assim. Fotógrafos que não imprimem,

não entregam álbuns. E as memórias das famílias

ficam comprometidas.

na matéria de capa, principalmente, a visão daqueles

que consomem impressão na ponta. Os

consumidores finais.

Nessa equação fotográfica, quem manda é o

consumidor final. Seja para contratar os produtos

de um profissional, ou para imprimir fotos

que chegarão pelos correios, porque foram pedidas

pela internet. Ou na loja de foto.

Hoje com o mundo conectado e super digital, o

comportamento de consumo mudou. Muitos se

contentam com fotos na nuvem ou em poder ver

as imagens nas redes sociais e telinhas. O problema

disso é que se puxa para baixo o valor de

todas as cadeias envolvidas com fotografia.

Curioso é notar que os jovens querem imprimir.

Basta pesquisar em uma rede social, como o

Twitter (em tempo real), para notar que eles buscam

ofertas, que gostam de ver e ter fotografias

impressas para compartilhar e decorar. São sensíveis

a preço, mas querem algo diferente.

São 100% digitais e muitos já nasceram com a

“internet no sangue”. Para esses, o que é real tem

mais valor. Ainda bem! E nesta edição, FHOX traz

Falando em importância da foto no papel, uma

entrevista esclarecedora com Marcio Mattos

da Xerox do Brasil. A conversa traz sua visão

sobre as oportunidades de um segmento em

transformação e o avanço da marca no mercado

fotográfico.

Além disso, que tal saber pela visão de advogados

qual a importância de contratos na hora

de fechar novos trabalhos ou, um panorama

sobre como as encadernadoras estão buscando

novas soluções para atender as demandas

de seus clientes?

Confira tudo isso e também como foi o primeiro

Forma Summit, realizado pelo Grupo FHOX,

e o incrível trabalho de Dawn Potter, atração internacional

do FHOX Newborn 2019. Dentro das

comemorações dos 30 anos de FHOX, mais uma

leva de retratos de personalidades que fizeram

história no mercado, pelas lentes de Ale Ruaro.

Aproveite sua leitura!


Faça sua assinatura

da Revista

Escolha o plano ideal para suas necessidades e

tenha acesso a todo o conteúdo do Portal FHOX.

Informação que te ajuda a decidir investimentos

e entender os principais segmentos do mercado

fotográfico.

Revista FHOX

+ FHOX Digital

FHOX Digital

12X

24

R$ ,90

12X

15

R$ ,90

Além do conteúdo FHOX, você também

recebe acesso ao Cameraclub: o maior

clube de vantagens do mercado fotográfico.

No Cameraclub você encontra tudo o que

precisa. E economiza no seu dia a dia pessoal

e profissional com descontos exclusivos.

São mais de 150 ofertas esperando por você.

Faça agora sua assinatura.

(11) 98245-0709

assina@fhox.com.br

.com.br


Foto: Divulgação


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 9

UMA XEROX

DA FOTOGRAFIA

MARCIO MATTOS, DIRETOR EXECUTIVO DA XEROX DO

BRASIL, CONVERSOU COM FHOX SOBRE OS DESAFIOS E

NOVIDADES DA EMPRESA PARA O MERCADO

Texto por Leo Saldanha

A marca Xerox sempre foi associada à inovação

e qualidade. Nos últimos anos entrou com força

no mercado fotográfico e promete estar ainda

mais próxima do setor dando suporte e entregando

soluções para os parceiros. É o que diz

Marcio Mattos (48), diretor executivo da Xerox

do Brasil.

Formado na área de TI (tecnologia da informação),

com passagem de sete anos pela mineradora

Vale, chegou como estagiário e, ao longo

dos anos, alcançou o cargo de analista de sistemas

sênior. Foi quando apareceu a oportunidade

para trabalhar como analista de suporte para

vendas na Xerox. “Curioso que eu saí de uma

empresa onde impressão era a ponta. Vinha por

último! Redes, conexões e dados eram mais importantes.

E vou para uma empresa onde a impressão

é o core business”.

Hoje, impressão é parte crucial em sua missão

como responsável por puxar a demanda em diferentes

frentes. Inclusive, na fotografia. Com 22

anos de casa e passagem em diferentes áreas

da empresa, Mattos entende muito de impressão,

tecnologia e da importância de ouvir e

atender clientes.

O executivo conversou com FHOX sobre os desafios

da marca no ramo e as oportunidades

que estão vindo por aí.

FHOX - Em sua visão, para a Xerox, como está

a fotografia em relação às outras áreas? A fotografia

é promissora?

Marcio Mattos - Antes de chegar à fotografia,

vou dar um passo atrás e falar do mercado

de impressão. Separo mercado corporativo,

que utiliza isso para outsourcing de impressão

como as impressoras espalhadas aqui pelo

escritório e que atendem a demanda dos documentos

corporativos. E a impressão para

os prestadores de serviços que a usam como

fim, como entrega de um trabalho e que vivem

dela. Impressão para eles não é só um papel.


10 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

É um documento que vale alguma coisa para alguém.

Que tem valor muitas vezes financeiro mesmo.

E na fotografia, por exemplo, eles produzem

fotografia como photobooks ou fotoprodutos para

levar memória, lembrança, emoção e ganhar dinheiro.

Tudo, desse lado do escritório, está passando por

uma transformação. Onde ela é vista muito como

custo. E as organizações querem diminuir ou melhorar

sua cadeia de custos. Isso gera oportunidade

de integração da impressão com o mundo digital.

Com fluxo de trabalho e tudo. Há uma tendência de

diminuição no segmento corporativo. Muitas coisas

serão impressas de formas novas e outras digitalizadas.

Não acredito no fim da impressão. Acredito

em transformação. Quando a gente olha para outro

segmento, do prestador de serviço, aí já penso bem

diferente. Vejo a impressão digital em crescimento.

Porque há uma migração tecnológica. Os processos

tradicionais para fazer livro e foto estão dando

espaço para equipamentos gráficos ou o que chamamos

de equipamentos digitais. Por mudanças de

mercado e de demanda, os clientes estão pedindo

coisas mais personalizadas. Com isso aquela massa

de tiragens únicas está diminuindo.

FHOX - Isso dá a possibilidade de fazer algo diferente

para os clientes, não?

Marcio Mattos - Sim. De fazer no prazo que ele

precisa, na forma que ele precisa, na quantidade

que ele precisa, na periodicidade que ele precisa

e de forma a agregar valor ao produto final. E na

mídia que ele precisa. O cliente escolhe a forma.

Então, o mercado está se adaptando muito a essa

necessidade. E vejo muito crescimento de impressão

por causa disso.

FHOX - Esses equipamentos são mais integrados

para fotografia e outros negócios com essa nova

fase conectada?

Marcio Mattos - Perfeito isso, né? O fato de você

falar que a origem do dado é digital permite que

todo esse fluxo seja digital. Você agregar nessas

impressoras recursos digitais. Temos, por exemplo,

formatos web to print que podem integrar diversas

soluções. No fluxo de trabalho houve uma evolução

principalmente de fotografia. Fabricantes de impressão

digital evoluíram na gestão e na inteligência

do workflow. Tudo para substituir o processo

anterior. Houve um enriquecimento muito grande

da inteligência para que a impressão tivesse também

o seu crescimento.

FHOX - Existem vários cases no mercado que já

usam impressoras Xerox? Muitos deles substituíram

a tecnologia do minilab pelo digital.

Marcio Mattos - Vou colocar sempre o lado do benefício

e do desafio. Por que nada é fácil, não é? É

um desafio e precisa de pessoas. Saí de um evento

na semana passada em que o foco eram as pessoas.

O Eu 5.0., é como as pessoas vão estar tecnologicamente

preparadas para esse novo mundo. E

isso passa pelos canais que vão jogar nesse segmento,

de fotografia especificamente, que é nosso

assunto aqui. O desafio no canal é a especialização.

Precisam entender a demanda na ponta e estarem

preparados para traduzir isso em valor agregado

percebido pelo cliente. Para poder prestar serviços

e produtos que vão ao encontro dessa demanda.

Isso passa por capacitação, por ter os canais certos

e nos lugares certos com cobertura. Então isso é

um desafio. A gente costuma dizer que as empresas

globais têm os desafios de pensar globalmente

e agir localmente. A gente também, no Brasil, sabe

do nosso desafio. Pensar em uma estratégia, mas

regionalizar a execução. Ter um canal especializado

no nordeste, por exemplo, ou no sul do Brasil.

FHOX - E falando em personalização e entregar o

que o cliente quer, a Iridesse da Xerox faz justamente

isso. Quais as aplicações do equipamento

para lojas e laboratórios ou encadernadoras?

Marcio Mattos - Para quem vende fotoproduto,

seja para qualquer um dos segmentos como formatura,

newborn e casamento, cada segmento

tem suas especificidades e seu produto desejado.

Mas sempre que você tem algo que pode gerar

coisas novas e que tenha um valor percebido pelo

seu cliente, isso te traz um benefício maior. Não só

com a Iridesse, mas trazendo o DNA da Xerox com

todos os seus produtos e inovação. A gente está

fazendo algo novo e interessante, algo que chamamos

de CYMK+. Além das quatro cores. Quando

você pensa no que você pode entregar além das

quatro cores, você está dando uma oportunidade

maior para quem cria. E para quem usa é um leque

maior para vender. Abrindo novas aplicações.


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 11

Pode a inkjet

mudar

a cor de

uma paisagem?

Cor e design de tirar o fôlego. A impressora

jato de tinta Xerox® Baltoro HF combina

tinta high fusion, cabeças de impressão líderes

da indústria e Inteligência Automatizada Xerox®

para fazer o trabalho de cores mais inteligente.

Você pode buscar novas aplicações e mais

oportunidades vibrantes.

xerox.com/baltoroHF

© 2019 Xerox Corporation. All rights reserved. Xerox®, Baltoro and “Made To Think”

are trademarks of Xerox Corporation in the United States and/or other countries.


12 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

Sempre que alguém vê a possibilidade de agregar

novos serviços é muito bem-vindo.

FHOX - A CopyHouse já trabalha com o equipamento

Iridesse. A gente vai ver mais players que

atuavam só com gráfica e sem olhar para fotografia

se voltando para o ramo?

Marcio Mattos - O mercado é soberano. O cliente

é soberano. Não é uma frase minha. O cliente é

bombardeado por oferta e informações o tempo

todo. Então, o que ele está buscando? Todos eles

querem aquela relação de antigamente, de alguém

que possa atender todas as suas demandas. A verdade

é essa. Existe a especificidade do segmento e

de quem vive só da fotografia. Mas existe também

quem está olhando para ela como mais uma forma

de trazer novos clientes. Essas pessoas estão tendo

essa sensibilidade. De tratar a fotografia com

profissionalismo. Eu vou me capacitar para atender

esse segmento para que eu possa trazer um novo

mercado para mim. Isso é algo que o mercado de

fotografia tradicional tem que estar atento, porque

esse é um novo entrante. Que vem com um conceito

de One Stop Shop. Eu vejo a CopyHouse nesse

sentido, uma empresa centrada no cliente. Seja ele

do segmento A, B ou C.

FHOX - Existe limite para tecnologia de impressão,

do que pode ser feito em termos de qualidade?

Marcio Mattos - Estando na Xerox e vendo tudo o

que a marca está investindo em inovação, eu seria

muito irresponsável em dizer que há um limite. Na

realidade a tecnologia avança numa velocidade

incalculável. Acredito que o objetivo central sempre

é desenvolver tecnologia para que aquilo fique

mais competitivo. E que você possa facilitar a

migração tecnológica do tradicional para o digital.

Esse é o principal desafio dos fabricantes de impressão

digital: acelerar o processo de migração.

E isso passa por inserir tecnologia no produto e

serviço. Eu acredito que não haja limite e fico na

expectativa sempre de qual vai ser o próximo passo.

Ou qual será a próxima Iridesse. É impressionante

e fico feliz em fazer parte de um time que

está olhando para frente.

FHOX - Antes tínhamos poucas marcas. Hoje temos

um ambiente competitivo muito mais acirra-

do. Como vê essa nova competição no mercado

fotográfico?

Marcio Mattos - Eu vou falar de forma macro para

depois a gente descer um pouco. Ela é benéfica

para o mercado. Sempre. Um mercado de monopólio

não leva valor para o cliente. O mercado

competitivo faz todo mundo ficar criativo. E quem

é beneficiado nessa questão toda é o cliente final.

Então a competição é saudável. O risco é quando

você é prestador de serviço, um fabricante que

presta tecnologia. Imagine só o investimento que a

Xerox faz. Posso falar por ela, é um investimento gigante

em desenvolvimento, tecnologia e inovação.

O risco é você transformar esse mercado em commodities.

A competição tem que tomar cuidado

com isso. Essa é a grande atenção que todos têm

que ter. Porque uma vez que você comoditizou seu

segmento, acaba indo para um caminho que não

é saudável. Xerox é uma marca de valor. Isso significa

que ela é cara? Não! Ser caro ou barato está

totalmente ligado a valor percebido. Quando não

percebo valor algo é caro. Quando percebo, aquilo

vale e eu pago por ele.

FHOX - Então a Xerox é competitiva?

Marcio Mattos - Extremamente competitiva, agora

a competitividade não é pela página impressa, é por

todo o serviço ofertado na ponta. Por toda a cadeia

de valor. Porque no processo tradicional, seja offset

ou minilab, quando você o olha por inteiro existem

vários custos escondidos. É um iceberg, tem a ponta

que você vê, mas ali dentro da água tem vários

custos que não são vistos. No processo digital, na

impressão, quando você começa olhar o que pode

agregar de soluções para eliminar certos custos de

produção, consegue agregar valor lá na ponta.

FHOX - Talvez alguns dos leitores não conheçam

a variedade de opções da marca para o

mercado. A gente tem visto agora mais a Xerox

Iridesse. Mas gostaria que o senhor falasse dos

outros equipamentos que podem atender ao

mercado fotográfico.

Marcio Mattos - Sem dúvida, a vantagem é que temos

um portfólio enorme. A desvantagem às vezes

é o cliente ver qual impressora lhe atende. Mais do

que produto para atender, melhor é falar qual a solu-


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 13

ção completa que a gente tem. Temos um software,

por exemplo, que pode fazer a comunicação mais

direcionada, sendo uma porta para receber pedidos.

E, digitalmente, isso atende qualquer produto.

Quando a gente está falando de uma solução de

software para olhar o fluxo de produção desse documento.

Olhar o fluxo do trabalho. Agregando nas

etapas de gestão de cor

e outros. De uma maneira

automática. E aí entra

que variável? Volume

que vou imprimir, formato

que vou usar. Para

porta de entrada temos

a C70 para esse segmento

que atende com

qualidade e com tudo

para volumes menores.

A Versant 180 quando

você vai subindo volume

e aumentando a

necessidade de formato,

resolução. A Versant

3100 que é um produto

mais robusto para volumes

maiores. Para qual

laboratório vai entrar a

solução digital? Vai depender

de volume que

ele tem. Outra coisa bacana

é que nossas soluções

são escaláveis. São

modulares e podem se

adaptar de acordo com

o volume. Depois da

Versant 3100 tem a Iridesse,

iGen. Dois exemplos

de clientes de foto

que temos trabalham

com iGen e Iridesse.

FHOX - O senhor consome fotografia impressa?

“Ser caro ou barato

está totalmente ligado

a valor percebido.

Quando não percebo

valor algo é caro.

Quando percebo, aquilo

vale e eu pago por ele.”

Marcio Mattos

Marcio Mattos - Viajei para Fernando de Noronha

agora e voltei completamente encantado. E entrei

no site do nosso cliente e pedi os fotoprodutos

com todas as fotos que fiz. E chegou e ficou espetacular.

Por quê? Não é o photobook de ninguém,

é o meu álbum. Quem é o cliente disso? Minha

mulher, meus filhos. E olharam aquilo e ficaram encantados.

Esse é um exemplo real. Isso mostra o

seguinte. Eu passei a ser o designer, eu desenhei o

produto. Você bota poder na mão do cliente. Isso é

outra característica do mercado que está mudando.

O poder está na mão de quem compra e não

de quem vende.

Foto: Thalita Monte Santo

FHOX - A foto tem o

risco de sumir com o

smartphone e as redes

sociais e nuvem

dominando tudo?

Marcio Mattos - Se a

gente tiver essa conversa

daqui 20 anos eu não

sei como vai ser. Mas

olhando para como é

hoje eu vejo que só tende

a crescer por conta

da transformação tecnológica.

Na migração

para o digital, que

mencionei, e na captura

de novos clientes,

sou um novo cliente de

fotografia quando você

olha para trás. A minha

demanda subiu muito.

Quantas pessoas que

não procuravam isso

antes e estão em busca

disso agora? Tudo o

que é novo a gente fala:

“ah vai acabar!”. Estou

na Xerox faz 22 anos.

Quando entrei me fizeram

a pergunta: papel

vai acabar com a entrada

da internet? Cada

coisa nova que entra as

pessoas falam que vai acabar. Não acaba quando

você atrai novos entrantes para esse segmento.

Então é uma tecnologia inclusiva. A gente está

atraindo mais clientes e volume. É uma ferramenta

espetacular de captação de clientes. Quando a

gente olha a penetração de celular na população

brasileira é algo assustador. Porque você vê gente

passando fome e é uma sociedade muito diversa.

Você vê a gente falando de inteligência artifi-


14 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

cial e tem lugares do Brasil que não tem água ou

comida chegando. Então tem uma gama enorme

de pessoas. Se a gente der condições para elas,

incluir essas pessoas na sociedade. Estamos falando

de uma grande oportunidade porque são

novos consumidores.

FHOX - Qual o seu sonho para Xerox do Brasil

na fotografia?

Marcio Mattos - Na

parte de marketing, estamos

investindo muito

em como fazer esse

mercado conhecer melhor

a Xerox. A parte

de produtos, soluções e

inteligência para isso a

gente tem para atender.

O que a gente precisa é

o seguinte: o cliente levantou

a mão e precisa

ser atendido na região

dele, que ele encontre

um parceiro capacitado

e com condições de entregar

a Xerox no nível

que a gente deseja e no

nível que ele quer. Esse é

o meu desejo e a minha

ambição é ter a cobertura

que o Brasil necessita

com a qualidade que o

cliente requer. É isso que

a gente busca. Estamos

fazendo investimento

em marca. Em comunicação

e em soluções. E

agora o principal desafio

é em cobertura e especialização

e capacitação

de quem vai atender o

cliente na ponta.

FHOX - E sua expectativa para o Brasil? Na

economia, neste segundo semestre e no ano

que vem?

Marcio Mattos - Nós estamos com muito otimismo

ainda. Vemos o mercado com muito receio de fazer

investimento, mas há muitos segmentos investindo

mesmo assim. Vejo empresários um pouco cansados

de ficar esperando o governo. E aí resolveram ir

para trafegar esse caminho. Tem muita oportunidade

para a parceria criativa. Os negócios não querem

mais só alguém que faz uma venda. Querem uma

colaboração e parceria. As empresas que estão

com a Xerox veem a marca como parceira de negócios.

A marca está se posicionando dessa forma

e não só fornecedor de impressão, suprimento. Tenho

que entender suas

estratégias e vamos juntos

nisso. No momento

que tomamos essa

postura para os clientes

damos mais segurança

para eles fazerem investimentos.

Porque a necessidade

de investir em

tecnologia existe. Você

ainda tem uma subutilização

enorme de certos

meios, há uma oportunidade

gigantesca de

capturar novos clientes.

Para isso, você vai ter

que fazer investimentos

e vai querer um parceiro

de negócios e não só

fornecedor de tecnologia.

Mesmo com a instabilidade

econômica do

País, estamos passando

segurança com o posicionamento

de parceiro

de negócios. Para ele

poder fazer investimentos

com segurança e ter

retorno. Esse é um trabalho

que não é só meu.

É de um time inteiro e

de uma organização

que começa lá nos Estados Unidos. Pensando em

soluções e inovando até chegar aqui na Xerox do

Brasil, em um time liderado pelo Ricardo que acredita

muito no País e na Xerox, no que a gente pode

agregar de valor para o mercado. Acredita que a

cobertura e estar presente através de parceiros é

a melhor forma de abranger o Brasil. E é a melhor

forma de atender os clientes.

Foto: Thalita Monte Santo

“Mesmo com a

instabilidade econômica

do País, estamos

passando segurança com

o posicionamento de

parceiro de negócios.”

Marcio Mattos


α7S II Logo

O MELHOR DO VÍDEO

Além de sua excelência para fotografia, a linha Alpha oferece alta performance em vídeo,

com gravação em 4K, slow motion em 1080/120fps e alto desempenho de AF contínuo.

Qualidades que todo profissional precisa.

α6500 Logo

α6400 Logo

Modelo full frame que oferece os

principais recursos de vídeo, AF de

alta qualidade com 693 pontos e

bateria de alta durabilidade.

A câmera mais premiada do ano!

Modelo full frame com melhor

desempenho de ISO com gravação

até 409.600 garantindo qualidade

e segurança de captura em

qualquer ambiente.

Modelo com sensor APSC

estabilizado que oferece os

principais recursos de vídeo 4K em

um corpo ainda mais compacto.

Modelo com sensor APSC, LCD

touch de 180°, AF rápido e preciso

que a torna uma ótima opção para

VLOG e vídeos para internet.

Onde comprar:

Os logos Sony e são marcas comerciais registradas pela Sony Corporation. Imagens meramente ilustrativas. www.sony.com.br


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 17

IMPRIMINDO

PARA RECORDAR

O QUE PENSA E ACHA O CONSUMIDOR FINAL

SOBRE A FOTOGRAFIA NO PAPEL

Leo Saldanha e Thalita Monte Santo

A geração Z é reconhecida como nativa digital.

Nascidos em meados dos anos 1990 até 2010,

são consumidores de fotografia extremamente

conectados. Um estudo da Infotrends, respeitada

empresa de análise de mercado e consultoria

estratégica, feito em 2018, foca na relação

desse público com a foto impressa.

Segundo o levantamento, os consumidores nessa

faixa etária querem uma experiência fotográfica

fora do tradicional. O que no caso de foto

no papel envolve fotopresentes personalizados

e, de preferência, únicos. Essa demanda vem de

um ponto simples: eles veem fotos o tempo todos

em telas, redes sociais e na nuvem. Logo, a

foto no papel tem que ser muito diferenciada.

A pesquisa, que entrevistou cerca de 1500

pessoas nos Estados Unidos, trouxe alguns

dados de consumo e comportamento específicos

dessa geração Z e apontou que 80% dos

participantes usam, como câmera principal, o

smartphone. Além disso, 60% possuem câmera

digital além do dispositivo móvel. Já 83%

deles compartilham fotos nas redes sociais e

suas preferências são Instagram e Snapchat.

Aqui no Brasil as coisas não são tão diferentes.

Em um levantamento informal feito pelo

Twitter, identificamos que os jovens estão em

busca de impressão de fotos, principalmente

aquelas que compartilham em redes sociais

ou armazenam em smartphones. Eles também

são sensíveis a preço e querem decorar o

quarto ou compartilhar entre amigos.

Para Verônica Martins, de Guarulhos (SP), presentear

pessoas em datas importantes ou somente

colocar as fotos à vista, para lembrar

de momentos especiais, é o que a motiva fazer

impressões.

“Isso me dá tranquilidade e em algumas situações

mantém meu foco, meu objetivo. Me faz

recordar o que realmente importa na vida”,

conta. Para ela, que costuma fazer impressões

em lojas físicas, o ato de revelar fotos significa

carinho, cuidado e memórias.


18 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

Verônica se casou em 2017 e não fez o álbum de

fotos. Recebeu as fotografias apenas via internet

e as salvou na nuvem. “Compartilhei o link com

muitas pessoas da minha família e amigos interessados

em ver as fotos, mas sinceramente, não

foi a mesma coisa que a tão esperada chegada

do álbum”, explica.

Ela lembra que antigamente, quando um álbum

era revelado, as pessoas marcavam visita só para

ver as fotos. “Existiam mais conversas, mais contato.

Hoje as coisas estão muito individuais, você

manda o link de acesso do álbum via internet,

algumas fotos por WhatsApp ou até compartilha

na rede social, mas é diferente”.

“Quando completei dois anos de casada, meu

marido me presenteou com um porta retrato

dos grandes, com algumas fotos reveladas para

irmos trocando com o tempo. Hoje esse porta

retrato fica no nosso rack e além de sempre lembrarmos

desse dia, quando recebemos visitas,

normalmente, nos perguntam sobre as fotos. É

uma oportunidade para revivermos juntos, mesmo

que por uma tela, o dia do nosso casamento”.

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

Para Verônica, a fotografia impressa significa uma

forma de reviver memórias. Mas ela também não

concorda com a impressão de muitas fotos, por

uma questão sustentável e de noção de espaço

físico. “É exatamente essa a vantagem da câmera

digital, você poder tirar milhares de fotos e revelar

apenas uma que represente aquele momento”, diz.

É justamente a impressão com responsabilidade

que a Two Sides, organização global sem fins lucrativos,

defende. Ela promove a produção e o

uso responsável da impressão e do papel, bem

como esclarece equívocos comuns sobre os impactos

ambientais da utilização desse recurso.

Segundo dados do IBÁ (Instituto Brasileiros de

Árvores) de 2018, publicados pela Two Sides, hoje,

no Brasil, 100% do papel fabricado vem de árvores

plantadas para esse fim e o País tem 7,8 milhões

de hectares de florestas plantadas. As indústrias

que utilizam essas árvores preservam outros 5,6

milhões de hectares de matas nativas. De acordo

com dados da ANAP (Associação Nacional dos

Aparistas de Papel), no Brasil, recicla-se 64% do

papel consumido.

“As fotos impressas estão sendo substituídas por

telas, como fundo de tela de celular, notebook,

porta retrato digital. Se multiplicam tanto com

um simples compartilhamento e as pessoas já estão

se acostumando com isso. Mas mesmo com

tanto avanço tecnológico, acredito que sempre

haverá um público interessado que acredita no

afeto que existe na fotografia impressa e dá valor

a uma cartinha escrita à mão no verso de uma

foto”, afirma Verônica.

PRODUTO EMOCIONAL

Ainda de acordo com a Infotrends, no último ano,

41% da geração Z fez algum tipo impressão de fotos

em loja física, site ou via app. E 60% da geração Z

comprou fotopresentes. Os preferidos são cartões

Verônica e Rodrigo se casaram em abril de 2017

Foto: Bia Lui


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 19

comemorativos, calendários e fotolivros. A nova

preferência é por impressão em metal e madeira.

Embora seja um grupo que consome impressão, a

geração Z tem a renda menor e portanto vai acabar

consumindo menor quantidade de fotos por ano.

A jornalista Micaela Santos, de Franco da Rocha

(SP), por exemplo, diz que a impressão de fotos,

para ela, é algo com valor emocional. Até hoje

ela as faz na mesma loja física que sua família

costumava revelar filmes alguns anos atrás.

“Gosto de revelar fotografias de momentos importantes

da minha vida, como a minha formatura

da faculdade ou passeios com o meu namorado.

Para mim, o ato de revelar fotografias me remete

a uma coisa mais emocional. É algo que eu gosto

de exibir e me orgulhar”, diz. Ela conta que utiliza

a impressão de fotos para presentear seu namorado

em datas especiais, como o aniversário de

namoro. “Para mim, ter o cuidado de revelar uma

foto, hoje, mostra quanto carinho você tem por

aquele momento ou por aquela pessoa”.

Micaela também acredita que a impressão será

como os discos de vinil ou os livros de papel.

“Eles não desapareceram, mas são consumidos

por quem realmente valoriza este tipo de produto.

E terão cada vez mais importância emocional

para muitas pessoas”.

Já Camila Cardoso Farias, de São Paulo (SP),

também jornalista, prefere os fotolivros para

guardar suas memórias. Segundo ela, o que mais

a motiva fazê-los é poder organizar suas fotos

de uma forma em que possa contar uma história.

“Eu sempre reúno fotos de momentos marcantes

para mim, como uma viagem. E aí organizo de

uma forma que eu consiga me lembrar desses

momentos cronologicamente e como tudo foi

acontecendo. Amo muito fotografia e acho que

com as redes sociais a gente acaba perdendo

um pouco da nostalgia das coisas. A foto fica lá

no fim de um feed cheio de coisas e a gente nem

sempre consegue acessar ou encontrar aquilo

que queria no meio de tanta coisa postada”, diz.

Ela costuma fazer pelo menos um foto livro por

ano, reunindo uma grande quantidade de fotos.

“Parece que para

alguns fotógrafos ficou

um vácuo e agora está

caindo a ficha”

Ale Ruaro, fotógrafo, falando sobre a

Foto: Alyssa Ono

importância de ter os registros impressos

“Normalmente vou dividindo por temas. Nessa

de ter tudo digital muita coisa se perde, os arquivos

em pen drive se corrompem. Eu acho que

até por uma questão de sustentabilidade as pessoas

tem deixado de imprimir as coisas, mas no

caso da fotografia, entendo que é um material

afetivo, que vai além do papel por si só”, relata.

Camila acredita que por trás de toda foto há uma

história e, mesmo com a banalização de tudo

isso, o impresso ainda lhe traz a nostalgia de reviver

coisas muito especiais, que só a memória

não seria suficiente para guardar.

E A OUTRA PONTA, O QUE

PENSA SOBRE A IMPRESSÃO?

As pessoas estão perdendo memórias e não

querem deletar arquivos para ter mais espaço

no smartphone, HD ou na nuvem. Sem falar na

chance de perder essas imagens. Mauricio Si-


20 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

de seus amigos encadernou fotos de viagem em

um diário Moleskine.

“Falo sempre sobre isso com amigos, clientes, fotógrafos

e artistas. Parece que para alguns fotógrafos

ficou um vácuo e agora está caindo a ficha. Eu

tenho mais de 2.500 provas em papel de algodão

em casa, sem falar em provas de artista 24.30 que

deve passar de 500 hoje. Esse é um dos meus produtos

e eu tenho que ter para vender,” diz Ruaro.

“Para mim, o ato de

revelar fotografias me

remete a uma coisa

mais emocional. É algo

que eu gosto de exibir e

me orgulhar”

Micaela Santos, jornalista

Arquivo pessoal

monetti, fotógrafo autoral, recentemente fez um

trabalho de curadoria de centenas de fotos para

imprimir para a família.

“Além do prazer de pegar a foto na mão, deu um

baita alívio saber que aquelas eu não perco se

um dia der um pau nos sistemas digitais ou mesmo

no meu HD”, disse ele.

Já Arlindo Namour Filho transforma as fotos

de clientes em álbuns. Um projeto que ele criou

para atender famílias. Segundo o fotógrafo, um

projeto muito bom tanto em termos de relacionamento

quanto na parte financeira.

E PARA ONDE VAI A

IMPRESSÃO?

É evidente que existe um grande potencial de impressão

tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Prova

disso é que o Google Photos estaria prestes a anunciar

um novo serviço de entrega gratuita de fotos

para os usuários do aplicativo. Elas, inclusive, seriam

enviadas ao solicitante no mesmo dia em que fizessem

o pedido. Algo que envolveria uma grande

rede de farmácias dos Estados Unidos (CVS), que

conta com quase 10 mil pontos de coleta.

Outro exemplo é o Flickr, que anunciou novos

serviços de impressão para a comunidade fotográfica.

A Infotrends, anos atrás, divulgou outro

estudo e revelou que pelo menos 10% dos usu-

O dono de loja/estúdio André Helwig Gross do

Ateliê das Fotos de Porto Alegre conta que, aos

poucos, muitas pessoas estão imprimindo mais,

pois já perderam celulares, HDs, etc. O que atrapalha

um pouco, segundo ele, são os valores baixíssimos

da internet.

Ale Ruaro, também fotógrafo autoral, disse que

ele mesmo imprime em papel fine art e que tem

amigos que “em geral, consideram as fotos arte.

E imprimem fotos”. Ele ainda comentou que um


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 21

Foto: Kalinka Cope, (Tudo Vira Foto)

Camila Cardoso, seu esposo Jefferson Farias e o pequeno Bernardo. Um dos registros que ela guarda impresso

ários de smartphone gostaria de imprimir suas

fotografias digitais a partir do aparelho. Pode parecer

um dado tímido, mas talvez seja esse justamente

o tamanho da fatia dos amadores que

valorizam impressão.

Na prática, isso representa, aqui no Brasil, uma

demanda de consumo da ordem de pelo menos

21 milhões de brasileiros. Gente que poderia imprimir

álbuns, ter decoração com fotos, fotopresentes

e afins. Desafiador é fazer com que eles

vejam essas opções e queiram imprimir com

frequência. E aqui não dá para se enganar. Pois

se trata de um desafio que cabe aos agentes do

ramo fotográfico. Sejam eles fotógrafos, lojas de

foto, laboratórios e a própria indústria.

Fotolivros são também uma boa opção de

presentes. Construir uma narrativa, através das

imagens, gera emoção e agrada a todos

Não é uma tarefa fácil, mas esse deveria ser o

verdadeiro papel do mercado fotográfico. Na

enquete feita pela FHOX no Facebook, diversos

profissionais disseram que não se lembram de

imprimir. Gente que vive da fotografia e não consegue

dar o exemplo. Não entender nosso papel

de influência e contar com a sorte em um momento

onde as pessoas estão deixando as fotos

em telinhas na nuvem é uma combinação complexa

e nada promissora.

Lembrando que em 2020 a tecnologia 5G estará

na grande maioria dos dispositivos móveis

e a internet vai ficar muito mais rápida. Se

aqueles que vivem da fotografia não entenderem

a importância de criar produtos realmente

diferenciados com foto, será ainda mais difícil

justificar a impressão e poder cobrar por isso.

O que pode parecer demasiado romântico é

na verdade questão de sobrevivência por um

motivo simples: sem foto no papel não existe

mercado fotográfico.


22 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

NOVAS CARAS

DO MERCADO DE

ENCADERNADORAS

EMPRESÁRIOS QUE VEEM SE DESTACANDO NO SEGMENTO FALAM

SOBRE NOVAS IMPLEMENTAÇÕES EM SEUS NEGÓCIOS

Por Flávio Augusto Priori

Quando o assunto é foto impressa, não podemos

deixar de falar de encadernadoras. Um álbum de

fotos bem montado e que se adapte à proposta

do ensaio engrandece ainda mais o trabalho final.

E por ter toda essa aura em torno do álbum,

é preciso encontrar meios de torná-lo um produto

diferenciado. Ao mesmo tempo, dar ao seu cliente

maneiras para que ele obtenha o que deseja de

forma simples e direta.

Um exemplo de encadernadora que vem chamando

atenção nesse sentido é a Karlos Romero Encadernadora,

de São Luís (MA), fundada em 2017

pelo próprio João Karlos Romero. O empresário já

atua há 27 anos no setor, passando por convites de

formatura e produção de eventos. Atualmente ele

investe na encadernação e na satisfação do cliente.

“Nossa empresa tem crescido muito nas regiões

Norte e Nordeste. Estamos em uma localização

estratégica, nossos clientes estão satisfeitos com o

produto, a agilidade de entrega e a diminuição de

custo de frete”, fala Romero.

O empresário, que tem como meta aumentar seu

market share nas regiões citadas, afirma que parte

fundamental para a evolução é o investimento

em tecnologia, principalmente pensando em automação

de processos: compra, produção e logística.

“Nossos produtos e serviços são cada vez

mais ‘personalizados’, quase individualizados. Por

A Karlos Romero cresce através de investimentos em

tecnologia no processo de produção

outro lado, temos o desafio de vender em escala,

com soluções que sejam capazes de atender

grandes volumes”.

É possível ver esse discurso aplicado na prática no

site da encadernadora. Romero conta que o fotógrafo

pode diagramar seu material no próprio ambiente

online, de forma automática ou página por

página. Isso diminui o custo com diagramador.

“Sem a tecnologia integrada nesses processos,

seria impossível manter-se no mercado de forma

competitiva. Ela permite o funcionamento 24 horas

por dia, tanto para quem acessa nossos produtos

e serviços quanto para nosso sistema de produção


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 23

e entrega”. O empresário complementa que busca

na tecnologia novas formas de interagir e aprimorar

o relacionamento com o cliente, investindo na

experiência com suas marcas e produtos.

Ainda com essa filosofia em mente, Romero lançou

em 2019 a plataforma Kabox, em parceria

com a Print One, voltada para o usuário amador.

Nela o cliente pode montar um álbum direto com

fotos do celular.

“Para nós o projeto Kabox agregará no atendimento

de nossos produtos e serviços para o segmento

‘amador’. Conhecer e aprimorar o modelo de navegação

e compra de álbuns contribuirá para conquistarmos

novos mercados, com produtos mais

adequados e, principalmente, acessíveis para nossos

consumidores virtuais”, afirma Romero.

PIC ART:

PAIXÃO POR ENCADERNAR

Abordando o mercado de outra forma, mas

com destaque igualmente interessante, atua a

Pic Art, sediada na Vila Olímpia, zona sul da

cidade de São Paulo. Há quatro anos no setor,

o empresário Dario Ferarege conta que a

ideia de entrar no ramo foi do antigo sócio,

Henrique Ferarege, devido a uma necessidade

de um cliente ao qual prestavam consultoria,

voltada a processos, produtos e pessoas.

“Esse cliente especial que atua no ramo fotográfico

de parto e possui um grande volume de

contratos, estava tendo problemas com homologação

de encadernadoras nas normas da ISO

9001”, conta Ferarege. “Esta é uma parte da produção

na qual fotógrafos terceirizam trabalho e

estes fornecedores devem cumprir tanto o prazo

quanto a qualidade, para que o cliente final não

seja prejudicado”. Um desajuste nesse processo

pode acarretar uma perda de credibilidade do

fotógrafo junto ao cliente. Assim surgiu a Pic Art.

Voltado para um público de fotógrafos profissionais,

Ferarege afirma que estar antenado nas

tendências de mercado é um dever, como em

qualquer segmento. Mas além disso, umas das

principais preocupações da empresa é dar atenção

especial ao cliente durante a elaboração do

material, para que o produto final saia exatamente

conforme o desejo do fotógrafo.

“O nosso processo de criação de produtos é confeccionado

junto aos nossos clientes profissionais.

Cada fotógrafo tem sua linha, aquilo que o agrada

e faz sentido para quem ele presta serviços. Ganhamos

mercado com esse atendimento e essa

maneira de ser da Pic Art.”. Aliás, para Ferarege, a

verdadeira encadernação é artesanal. “Cada álbum

é único, assim como a sua história. Por isso envolvemos

pessoas apaixonadas por essa atividade em

nossa produção”.

Evidentemente a empresa também não abre mão

da tecnologia nos negócios. Para a Pic Art, é um

artifício que ajuda na gestão e no dia a dia de produção.

Principalmente nos canais de vendas. “Hoje

temos uma plataforma web na qual o cliente escolhe

o produto, configura, diagrama on-line e envia

o conteúdo para impressão e encadernação. Tudo

em poucos cliques, de maneira inteligente”, conta.

“Os três pilares de atendimento da Pic Art: Qualidade,

Prazo e Atendimento Intimista”. Dario Ferarege

Por fim, Ferarege fala que tem sentido cada vez

mais pessoas, de todas as idades, adeptas à impressão

de fotos. Fato esse que o deixa otimista

com o futuro. Ele comenta que o feedback de

seus clientes é de que fotos armazenadas na

nuvem quase nunca são acessadas novamente,

perdendo o seu valor. “A foto impressa é uma

recordação palpável e, dependendo do insumo

da impressão, dura por gerações.”.


24 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

ARTE FOTO ROMA

É VELUZZI

TRADICIONAL LOJA DA ZONA LESTE DE SÃO PAULO É A PRIMEIRA

A ADERIR AO NOVO CONCEITO DE FOTO E ÓTICA

Texto e foto por Mozart Mesquita

Expansão de mix: uma clara demanda do varejo

fotográfico. Admitido pela indústria, por distribuidores

e por donos de loja, ainda não há um

caminho consolidado. A única certeza é que é

preciso testar modelos. Isso ficou claro no Encontro

Nacional do Varejo, promovido pela

FHOX na Feira Fotografar desse ano.

Algumas das principais

marcas do setor estavam

envolvidas e ofereceram

painéis. A Fuji é, sem sombra

de dúvidas, a que tem

a experiência mais avançada

neste campo, com seu

conceito Wonder. Mas uma

nova proposta, totalmente

nacional, surgiu pelas mãos

da Colorkit. Sua Foto e Ótica

Veluzzi parece oferecer

um diferencial para outros

projetos que ja existiram ou

ainda estão por aí: o DNA

fotográfico, a solidez e a

credibilidade por traz da

sua história.

Prestes a celebrar 50 anos, a empresa de Odila

Guandalini conta com a experiência e a vasta

agenda do seu gerente comercial, Valdir Padovan,

que há muitos anos atua no mercado. Seu

trabalho vendendo equipamentos para lojas e

laboratórios de impressão traz enorme potencial

de crescimento para o projeto Veluzzi.

Carlos Alberto Dario, da Arte Foto Roma,

primeiro franqueado Veluzzi do Brasil

Entretanto, não foi preciso ir muito longe para vender

a primeira franquia da marca. A Foto Arte Roma,

negócio mais do que tradicional, localizado na

zona leste da capital paulista, apostou no conceito

Veluzzi, que ali caiu como uma luva, já que a franquia

da marca tem foco em ocupar a ociosidade de

um varejo fotográfico carente de mix, com um produto

que comprovadamente

vai bem com foto: óculos.

Seja de grau ou de sol.

“Temos boas expectativas.

Não precisamos mexer

muito na loja. A abertura

foi ótima e eu acredito que

tem tudo para dar certo”,

comenta o dono Carlos Alberto

Dario, enquanto conversava

com a reportagem

de FHOX, ao lado dos seus

novos móveis que agora

ostentam óculos e armações

ocupando metade do

seu ponto comercial. Carlos

comentou que o varejo

fotográfico mudou muito e

que para a Arte Foto Roma

é um percentual pequeno do negócio, mas que

não descarta investir em inovações no varejo.

Basta que elas se apresentem e ofereçam lucratividade.

Essa é a aposta com a Veluzzi. Agora é

torcer. Por que se for bem, é uma ótima notícia

para todos no mercado fotográfico.


PubliEditorial

DO SONHO PARA O ÁLBUM DE

FOTOGRAFIA: CONHEÇA A “INNOVA

BRASIL SOLUÇÕES FOTOGRÁFICAS”

Se as fotografias eternizam sonhos, a Innova Brasil leva para o papel e

fotoprodutos os momentos mais importantes de seus clientes com a tecnologia

de impressão em alta qualidade da Konica Minolta

Até hoje, ao olhar para as fotos impressas em alta qualidade

dos álbuns e fotoprodutos confeccionados em sua empresa,

Fábio Pais de Andrade reconhece sonhos – sonhos,

estes, de iniciar os estudos, passar por etapas, conquistar

um diploma, alcançar novas oportunidades. Mais do que

isso, reconhece um pouco de si mesmo quando, há onze

anos, em 2008, sonhou e projetou a Innova Brasil Soluções

Fotográficas com foco no segmento de formaturas.

Divulgação

“Em nosso site, estampamos a frase ‘Celebre sua conquista’.

É desse jeito que enxergamos o trabalho que

realizamos na Innova Brasil há mais de dez anos: como

um meio de eternizar momentos importantes na vida

de nossos clientes de modo diferenciado e com alta

qualidade, como formaturas, casamentos, eventos, aniversários,

entre outros”, afirma Fábio.

Atualmente, a empresa, sediada em São Paulo no bairro

de Ermelino Matarazzo desde 2014, mescla tecnologia de

produção de fotografias em diferentes mídias com o trabalho

quase artesanal de produzir e finalizar estojos, capas

com acabamento diferenciado e outros fotoprodutos que

estampam momentos e rostos, com uma produção mensal

de mais de 6 mil estojos e mais de 400 mil fotos.

A qualidade de seus trabalhos também se expandiu

para além das fronteiras do estado e da cidade de São

Paulo, chegando a Brasília, Curitiba, estado de Minas

Gerais, Rio de Janeiro e outras localidades.

Em 2015, com o crescimento da tecnologia digital e necessidade

de diversificar mídias de impressão, incluindo

produção em couché, a Innova Brasil iniciou a transição

dos antigos mini-labs para novos processos e procedimentos

de produção. Atualmente, são três equipamentos

de impressão digital em operação na empresa, entre

eles, o mais novo investimento: a impressora de alta produtividade

da Konica Minolta AccurioPress C6100.

“Estamos sempre atentos a novas tendências do mercado,

para que assim possamos atender nossa rede de clientes

com excelência, e mantendo nosso diferencial no que diz

respeito à qualidade e pontualidade”, diz Fábio. “Desde que

começamos a mudar para a tecnologia digital em 2015, não

paramos de investir em uma estrutura diferenciada, com

uma equipe capacitada para o projeto de implantação de

Innova Brasil Soluções Fotográficas

novas ferramentas de trabalho. Isso passa também pela escolha

das tecnologias certas. Observamos, no final de 2018,

a modernidade das soluções de impressão de Konica Minolta,

a tecnologia de cor, inteligência e velocidade de impressão.

Por isso, decidimos investir.”

Especialmente sobre o modelo escolhido, a AccurioPress

C6100, Fábio aponta diferenciais que vão além da tecnologia

e qualidade de imagem graças à tecnologia de impressão

da Konica Minolta e de seu toner Simitri HDE. Do

montante de fotos produzidas na Innova Brasil, cerca de

180 mil fotos são, hoje, impressas na tecnologia do equipamento

em diferentes gramaturas a (AccurioPress C6100

pode trabalhar com gramaturas de até 400 g/m2).

“A AccurioPress C6100 nos ofereceu um excelente custo-

-benefício aliado à qualidade de impressão. Além disso,

obtivemos melhora no rendimento com as matérias-primas,

isto é, o papel couché, mais velocidade de impressão

e maior estabilidade de cor, que assegura uma qualidade

padronizada nos impressos, algo importante para o segmento

fotográfico”, diz.

Para conhecer mais a Konica

Minolta, basta acessar:

konicaminolta.com.br


Foto: Evandro Veiga


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 27

EXPANSÃO

CONSISTENTE

VIACOLOR, LABORATÓRIO GAÚCHO RECONHECIDO PELA

QUALIDADE, É UM DOS QUE MAIS INVESTE EM 2019

Por Leo Saldanha | Foto: Evandro Veiga

Na última edição da FHOX mostramos a aquisição

da Premiere pela Viacolor. Além da compra

da ProAlbuns, de Natal (RN), que agora faz parte

do grupo Viacolor. Em conversa recente com a

FHOX, Elisa Soares, diretora financeira da empresa,

disse que mais novidades estão vindo por aí.

O fato é que a marca tem um reconhecimento entre

profissionais de casamento, família e newborn

de todo País. A consistência na participação dos

principais eventos do ramo (entre eles a Feira

Fotografar) sempre foi destacada. Com mais de

20 anos de mercado, a Viacolor também investe

em outras áreas: como o promissor mercado de

formaturas. Recentemente comprou a também

gaúcha Difoccus, especializada na realização de

formaturas e eventos.

Aliás, a empresa participou em setembro do primeiro

Forma Summit, que aconteceu em Campinas

(SP). Um evento exclusivo para empresários

do segmento. Participou também no final de

agosto do congresso Eye N´Art, em Natal (RN).

Iniciativa educacional que reuniu fotógrafos e

contou com apresentações especiais.

Parceira Fujifilm, a Viacolor levou a Digimagem

(distribuidor Fujifilm) para o congresso de Natal.

Lá expôs impressoras, câmeras da série X. Tudo

da Fujifilm, com condições especiais para os

clientes Viacolor.

Elisa Soares, diretora financeira da Viacolor

No fim, a Viacolor mostra como a relação da encadernadora

deve ser mais próxima em várias frentes.

Não só com clientes, mas com os fabricantes,

distribuidores e parceiros. Parte do sucesso se

deve ao estilo vendedor, carismático e proativo de

Luciano Souza, dono da empresa junto à Elisa. Ele

vai além do estilo de dono e garoto propaganda

da marca. Pois além de atuar como porta-voz para

publicações e estar presente nos eventos, Souza

participa sempre de forma ativa e consistente nas

produção e nas atividades, das mais variadas, que

contam com a participação da empresa.

Além de Lucianinho (como é carinhosamente

conhecido no mercado), a Viacolor conta com

embaixadores que atuam entre os colegas fotógrafos.

Caso de André Mansano e Henrique Ribas.

Outra novidade é o canal no YouTube da marca,

que conta com conteúdos úteis para os clientes,

como dicas de negócios e de vendas.

A nova fase, com a aquisição da Premiere (de São

Paulo), com Eye N´Art Experience e ProAlbuns, é a

confirmação do avanço nacional da Viacolor. Seja

por agora, está presente com uma marca reconhecida

como a Premiere (e que também atuava para

atrair fotógrafos de várias partes do País) e expandindo

presença também no nordeste brasileiro.

A Viacolor se apresenta em 2019 como uma das

encadernadoras que mais investem para o crescimento

em um mercado bem competitivo. Uma

boa notícia para o ramo, já que é sempre bom ver

um negócio que vive de impressão preocupado

em atender mais e melhor seus clientes atuais e os

que virão a partir dessas novidades.


28 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

FOTOGRAFIA

PARA QUEM NÃO

PRECISA DE

FOTOGRAFIA

Marco Perlman é diretor da Digipix

Arquivo pessoal

Talvez as nuvens virem chuva, os computadores

não leiam CDs, nem pen-drives e as grandes empresas

que armazenam nossos arquivos de graça desapareçam.

Talvez sim, talvez não. Mas isso não fará as

pessoas comprarem fotos impressas. Não será pela

insegurança, nem pelo medo, nem pela ameaça.

Durante muito tempo, a impressão (ou, melhor, a

revelação) era a única forma de tangibilizar a fotografia.

Hoje, graças à tecnologia, deixou de ser imprescindível.

Não é mais uma obrigação (o que traz

um certo alívio), para tornar-se uma oportunidade,

um objeto de vaidade,

um pequeno luxo, um

simples prazer.

A impressão de fotografia

só será comprada

e, portanto, precisa

ser vendida, pelos seus

próprios méritos. Pela

beleza estética. Pelo

acesso fácil. Pela durabilidade

reconhecida.

Pelo visual decorativo.

Pelo aspecto tátil. Pelas

cores fiéis. Pela flexibilidade. Pela riqueza da diagramação.

Pela história que conta. Pela marca de quem

capturou a imagem. Poético? Talvez, mas verdadeiro.

No início da transição da foto analógica para a

digital, havia dúvidas quanto à capacidade da

nova tecnologia alcançar a qualidade do que

havia até ali. Esse momento passou. A tecnologia

digital não apenas igualou o antigo, conseguiu

superá-lo em critérios de avaliação que

nem existiam.

As imagens que capturamos hoje, graças à tecnologia

que não para de evoluir, têm potencial para

serem sistematicamente melhores que as analógicas.

Mas não por serem armazenáveis digitalmente.

Pela captura, pela luz, pela velocidade, pela profundidade,

pela estabilidade, pelo ângulo, pela composição,

pelo tratamento.

Basta? A lista pode ser

bem mais longa.

Além disso, as possibilidades

de impressão

são múltiplas.

Além das fotos avulsas,

ou de um álbum

tradicional, podemos

ter um Fotolivro em

vários tamanhos e

acabamentos, uma

pequena sanfona de

bolso, um porta-retrato em acrílico, uma tela de

pintura tipo canvas, um alumínio na mesa ou na

parede... e tantas outras possibilidades.

Nossas melhores imagens, hoje e sempre, não

precisam... mas merecem ser impressas!


Eleito o melhor produto na

categoria Camera Innovation

do EISA Awards

• 102MP 43.8 x 32.9mm Sensor CMOS BSI

• Processador X 4 com CPU Quad

• Vídeo DCI 4K30; Gama F-Log e saída de 10 bits

• Estabilização de imagem no corpo IBIS de 5 eixos

• Saída 16 bits RAW, Multi Aspect Ratios

Eleito o melhor produto na

categoria Advanced Camera

do EISA Awards

• Sensor X-Trans BSI CMOS 4 de 26,1MP

• Processador X 4 com CPU Quad

• Vídeo UHD 4K60; Gama F-Log e saída de 10 bits

• Foco automático com detecção de fase de 2.16m-ponto

• Corpo em liga de magnésio selada contra intempéries

ONDE COMPRAR:

VENDAS: [11] 5091-4086

xseries.br@fujifilm.com


30 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

A ENCANTADORA

FOTOGRAFIA DE

DAWN POTTER

CONHEÇA A NORTE-AMERICANA QUE VEM

SURPREENDENDO COM SUA MANEIRA

DELICADA DE FOTOGRAFAR

Por Gabrielle Cesaretti e Thalita Monte Santo | Fotos: Dawn Potter


32 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

Falar de fotografia newborn é lembrar-se que,

além de talento, são necessárias técnicas, preparo

e um olhar sensível. E foi justamente o conjunto

dessas coisas que Dawn Potter incorporou em

sua forma de contar histórias.

seu amor por bebês e fotografia quando seu

caçula nasceu, em 2013. Isso, porque antes

mesmo de começar a fotografar, perdeu a

oportunidade de fazer fotos de seu terceiro

filho, em 2011.

A fotógrafa, que reside no estado de Washington

(EUA), possui um portfólio encantador e

costuma compartilhar suas técnicas através de

workshops e mentorias em diversos países. Inclusive,

esteve no Brasil em outubro deste ano

e falou sobre seu trabalho durante o Congresso

FHOX Newborn.

Mãe de quatro filhos, ela sempre teve paixão

pela criatividade e pela arte. Mas só juntou

“Quando estava no hospital, entrei em contato

com uma fotógrafa newborn para agendar

uma sessão. Mas ela não tinha disponibilidade

para fotografar o meu filho antes dele completar

10 dias de vida e não teria como encaixá-lo

na agenda. Eu fiquei devastada. Não tinha ideia

de que havia um limite de dias, ou que eu precisaria

ter agendado antes dele nascer. Acho

que essa foi a maior motivação para eu mesma

aprender a fotografar recém-nascidos”, diz.

O principal propósito da fotógrafa é levar aos seus clientes a mesma emoção que ela sente ao rever as fotos de

seus filhos quando bebês


Dawn se esforça para capturar a inocência

e a beleza dos primeiros dias de vida de

cada criança que passa pelo seu estúdio

Dawn gosta de dizer que sua jornada na fotografia

newborn começou como a de muitos outros

fotógrafos: com uma câmera digital barata e o

amor pelos bebês. Quando seu quarto filho nasceu,

em 2013, ela comprou uma câmera e começou

a praticar. Foi em busca de especialização e

se inspirou muito em Kelly Brown, um dos grandes

nomes da fotografia newborn no mundo.

“Eu passei o ano seguinte estudando de tudo, desde

poses até negócios, para ter certeza de que realmente

queria seguir nesse caminho, antes de dar o

salto maior e iniciar o meu próprio negócio”, conta.

Em 2014 ela abriu seu estúdio em Renton e, com

o tempo, começou a oferecer ensaios de gestantes

e acompanhamentos. Hoje, acredita que tem

o melhor emprego do planeta.

Segundo ela, todo seu empenho está na busca

por contar histórias de maneira que a inocência e

a beleza dos primeiros dias de vida da criança sejam

evidenciadas, pois eles passam muito rápido.

Hoje, Dawn é especialista em poses e segurança

em ensaios newborn. Todas as suas sessões são

feitas em seu estúdio e com luz natural. “Acho que

uma das coisas mais importantes quando falamos

de fotografia de bebês é ter uma boa iluminação.

Sei que muitas pessoas colocam ênfase no tipo de

câmera que usam, ou nas lentes. Mas eu acredito

que é a luz que vai fazer a diferença nas imagens”.

Porém, a fotógrafa também alerta que, independente

do fotógrafo usar a luz do estúdio ou luz

natural, é necessário focar da modelagem da iluminação.

“Eu falo o tempo todo para os participantes

dos meus workshops que eles podem

conseguir a pose mais perfeita de todas, mas

uma luz ruim pode estragar a imagem”.


34 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

“Não compare seu trabalho com o dos outros.

A única pessoa com quem você deve competir é

consigo mesmo.”

Dawn Potter

Antes de qualquer ensaio, Dawn costuma

agendar uma pré-consulta com os pais do

bebê, seja por telefone, e-mail, mas, de preferência,

presencial. A ideia é que ela possa

conversar e conhecer mais sobre a família e

entender, por exemplo, quais são as preferências,

aversões e expectativas.

Já na entrega de seus trabalhos, ela também surpreende.

Cerca de duas semanas após o ensaio,

Dawn convida novamente a família para visitar o

estúdio e apresenta uma galeria completa com

as imagens já editadas. Os pais escolhem as fotografias

preferidas ali mesmo e a impressão fica

pronta aproximadamente duas semanas depois.

Para ela, uma das coisas mais importantes na trajetória

newborn é acreditar no próprio trabalho.

“Não compare seu trabalho com o dos outros.

A única pessoa com quem você deve competir

é consigo mesmo. Permita que o seu estilo se

desenvolva com o passar do tempo e não espere

que as coisas aconteçam sozinhas, é preciso agir

e fazer acontecer”, finaliza.


Carla Durante

Ofereça mais aos seus Clientes

Seja um profissional reconhecido e certificado pela Associação Brasileira de Fotógrafos Newborn e conquiste mais clientes.

Faça parte de uma comunidade de fotógrafos apaixonados por fotografia newborn, com muito espaço para crescimento,

aprendizado, compartilhamento de ideias e experiências.

Os associados ABFRN também tem acesso a descontos exclusivos em fornecedores de acessórios, softwares, equipamentos,

encadernadoras, eventos, workshops e cursos de especialização. Além disso, recebem uma assinatura digital FHOX, com o

melhor conteúdo do mercado fotográfico brasileiro.

CONFIRA TODAS AS VANTAGENS E SEJA UM ASSOCIADO ABFRN

CONTATO@ABFRN.COM.BR

ABFRN.COM.BR


SEM IMPRESSÃO NÃO EXISTE

MERCADO FOTOGRÁFICO.

Ações para divulgar o valor da memória impressa

e, assim, estimular toda a cadeia que compõe a fotografia

brasileira. Desde a indústria até o fotógrafo profissional,

passando por todos os laboratórios profissionais e

encadernadoras do País.

ACESSE:

MOVIMENTOIMPRIMIR.COM.BR

PATROCINADORES:

REALIZAÇÃO:


ESPECIAL

GRANDES NOMES DO MERCADO FOTOGRÁFICO QUE FAZEM

PARTE DE TRÊS DÉCADAS DE TRABALHO DA FHOX

Texto por Redação | Fotos: Ale Ruaro

Dando sequência à celebração de 30 anos da

FHOX, que teve início na edição 200, nesta edição

mais 10 convidados, que fazem parte da

história da Revista, dão seus depoimentos. São

pessoas que atuam em diferentes segmentos da

fotografia e da indústria fotográfica e ajudam a

movimentar e enriquecer o mercado.

Todos eles, assim como a FHOX, têm um objetivo

em comum: tornar o mercado cada vez maior e

relevante. Escolhê-los para esse especial foi uma

forma de agradecer por tudo o que construíram

até aqui. Os retratos são de Ale Ruaro, nome de

destaque na fotografia brasileira, que também

está ao lado da FHOX.


JÚNIOR SENE

Júnior conta que sua história com a FHOX começou em

2005, quando trouxe o quiosque da Mitsubishi para o

Brasil. “O Carlos acreditava muito no sangue novo para

o mercado, ele defendia muito a renovação. Tínhamos

uma relação de mentor e discípulo. Minha carreira é muito

pautada no que ele ensinava, no que ele direcionava.

Foram muitos ensinamentos por todos esses anos”.


GRAZI VENTURA

Fotógrafa de família há mais de sete anos, Grazi é um

dos grandes nomes do segmento, tendo como missão

um trabalho onde a arte e a sensibilidade podem se

destacar. “A FHOX teve um papel fundamental na minha

carreira de fotógrafa. Acredito que ela tem uma missão

muito importante na fotografia, entregando conteúdo

de qualidade, apostando em talentos e fazendo um trabalho

que eleva os parâmetros do nosso mercado”.


RAFAEL KARELISKY

Karelisky venceu três vezes o prêmio Wedding Best, a

primeira vez em 2014. Para ele, a importância da FHOX

é de estar bem no centro de diversas vertentes do mercado.

“É um lugar que está aberto à reflexão e consegue

fazer um meio de campo entre o fotógrafo, mercado e

indústria. É um dos poucos lugares que está exatamente

no meio de todas essas forças diferentes da fotografia”.


MÔNICA ZARATTINI

Monica foi editora de fotografia do extinto Jornal da

Tarde e também de O Estado de S. Paulo. Ela lembra

que a FHOX acompanhou sua carreira jornalística,

marcada pelas transformações da fotografia analógica

para a digital. “A FHOX esteve presente no dia a dia das

mudanças tecnológicas do fim do milênio, nos trazendo

em primeira mão o que havia de mais interessante

das novidades de equipamentos fotográficos, o que

era imprescindível para nosso sucesso profissional”.


IATÃ CANNABRAVA

Além de fotógrafo, professor e editor, Iatã Cannabrava,

construiu uma biografia fundamental para a fotografia

brasileira ao ser peça chave na consolidação do Festival

Paraty em Foco e do Fórum Latino Americano de

Fotografia. Iatã gosta de lembrar que foi exatamente

num evento FHOX onde conheceu a diretoria do Itaú

Cultural e iniciou a aproximação que levou ao surgimento

do Fórum Latino Americano, “que segue vivo e

tão relevante até hoje”. Ele diz ainda “que para aqueles

que têm consciência de que a fotografia é hoje um instrumento

de comunicação de massa, a Feira Fotografar

deveria ser parada obrigatória”.


ALEXANDRE KEESE

Alexandre Keese, empreendedor e um grande educador,

é o responsável pela Photoshop Conference, importante

conferência dedicada ao segmento. Também

soube expandir seus negócios na área de eventos, com

feiras importantes como a ExpoPrint e a Fespa. “Tive a

oportunidade de palestrar em alguns eventos FHOX e

pude perceber que compartilhamos da mesma paixão

pelo que fazemos e por entregas profissionais”.


LEONARDO BOTELHO

Gerente de Marketing da Sony, com uma vasta experiência

no mercado, Botelho acompanhou muito da evolução

da FHOX. Segundo ele, a Revista é mais do que

um veículo de comunicação. É um player que fomenta as

atividades mais importantes do setor. “Embora seja uma

revista majoritariamente B2B, muito além de comunicar-

-se com esse público, ela une os assuntos mais relevantes

da indústria e as demandas que dela surgem. É simplesmente

uma grande honra fazer parte dessa história”.


SIMONE SILVÉRIO

Uma das primeiras fotógrafas a introduzir fotos de

newborn no Brasil, Simone Silvério conta que a fotografia

sempre lhe deu o privilégio de conhecer pessoas

incríveis e fazer grandes amigos. “As pessoas da FHOX

são um grande exemplo disso, gente que eu admiro

pela dedicação e profissionalismo a serviço da paixão

pela fotografia. Que venham outras tantas décadas

dessa parceria e amizade que tanto prezo”.


PAULINA TOKUY

Paulina Tokuy, especialista de produtos da Konica Minolta,

comenta que a Revista FHOX, se tornou referência

quando se trata de levar informação aos leitores. “Seja

através das matérias ou artigos técnicos, ou dos eventos

que organiza, a FHOX é sinônimo de Fotografia no mercado

brasileiro. Parabéns pelos 30 anos a toda família da

Revista FHOX, e que venham muitos anos mais!”.


KAREN NAKAMURA

Karen Nakamura, gerente de marketing da Konica Minolta,

exalta que chegar aos 30 anos como referência

no segmento não é fácil, independente da natureza

da empresa ou, no caso da FHOX, como uma revista

que, desde o início, primou por levar informação

técnica e de mercado a seus leitores. “Parabéns por

mais um ano de conquistas e por três décadas como

a leitura preferida de fotógrafos e profissionais de

imagem de todo o Brasil!”.


48 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

QUANDO UMA

FOTO MORRE?

Nicolau Piratininga é especialista em conservação

de acervos e montagens fine art

Autorretrato

Em 2006 eu morava em Pinheiros, em São Paulo,

e surgiram as notícias de que o metrô chegaria no

bairro. Pensando nas transformações pelas quais a

região passaria, determinei um perímetro geográfico

no entorno da futura estação e sai fotografando

e registrando tudo. Naquela época já existiam câmeras

digitais, mas eu usava minha Pentax K1000

e alguns rolos de filme. Cada foto era pensada,

contada, e muitas vezes regressava para casa antecipadamente

por não haver mais poses no filme.

Depois mandava revelar o material e ficava ansioso

para ver as imagens e catalogá-las. Era um

exercício de memória lembrar onde cada foto

havia sido feita no mapa. O tempo foi passando

e comecei a juntar além das fotos, matérias de

jornais e revistas, folhetos de lançamentos imobiliários

e panfletos de lojas da região.

Juntei tudo isso em um grande arquivo por mais

de dez anos. No meio do caminho encostei minha

máquina analógica e entrei no mundo digital.

Voltava para casa somente quando acabava

a bateria. Achei que ia economizar não precisando

mais comprar filmes, mas foi um ledo engano.

Passei a tirar mais fotos e com isso imprimia mais

e gastava mais.

O arquivo de fotos e documentos de Pinheiros

está guardado, sempre penso no que devo fazer

com ele, mas não tomei nenhuma decisão ainda.

Continuo saindo para caminhar e fotografar e

numa dessas andanças me surgiu a pergunta que

dá o título a esse texto: quando morre uma foto?

Será que minhas fotos de Pinheiros estão mortas?

Para começar a responder essa pergunta, me

vem a questão de quando nasce uma foto? Seria

quando clicamos o botão da máquina ou

quando encostamos o dedo na tela do celular?

Seria quando surge a ideia de fazer um registro

de imagem? Seria quando imprimimos ou revelamos

a foto em algum substrato físico? Ou quando

a postamos em uma rede social?

Fotografias nascem com propósitos, e talvez seja

isso que determine sua data de morte? Quando

batemos várias fotos seguidas para depois escolher

a melhor, ali mesmo, muitas delas já morreram.

Quando selecionamos algumas dentre várias

para imprimir, colocar no álbum ou fazer um

fotolivro, muitas fotos não selecionadas morrem.

Mas e as que foram escolhidas, aquelas de que

gostamos e imprimimos, quando morrem?

Será que aquelas fotos que estão dentro de uma

caixa de sapato no fundo de um armário estão

mortas? E aquelas jogadas no fundo de uma gaveta

na escrivaninha? E uma foto emoldurada e

desbotada, ou aquelas primeiras que estão no

feed de uma rede social com milhares de publicações

e que para vê-las é preciso descer páginas

e páginas até cansar o dedo?

Saber quando uma foto vai morrer pode nos ajudar

a pensar no propósito e na forma como ela

pode ser feita ou preservada? Sem dúvida fotos

impressas demoram mais para morrer, mas se não

forem bem-cuidadas e preservadas, seu tempo

de vida pode ser curto e levar com elas memórias

e registros de um passado que não volta.


Imprimir pode ser

Saiba mais em

WWW.FHOX.COM.BR/HAHNEMUEHLE.NATURE


50 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

O EVENTO MAIS

LEGAL DO BRASIL

FHOX VISITOU A CONFERÊNCIA LAMPIÃO E CURTIU A EXPERIÊNCIA

Por Mozart Mesquita | Fotos: Sintyque Lemos e Lorrana Melo

Fazer um evento inovador, em um ambiente tão

acirrado como o atual mercado de eventos de

fotografia, não é tão difícil. Afinal, as fórmulas se

repetem Brasil afora e o line up de palestrantes

também. Mas é preciso ter coragem. E esse parece

ser um componente que não falta a Fernando

Borges e sua Conferência Lampião. Mas sobre o

delicioso sopro de ar fresco da Conferência vamos

falar daqui a pouco.

Antes, vale fazer uma análise do cenário atual

dos eventos de fotografia comerciais no Brasil.

Ou seja, excluindo os festivais e encontros de fotografia

autoral, que na sua grande maioria vivem

momentos difíceis, às margens da indústria

e com escassez de recursos de mecenato.

No nicho de eventos comerciais, mais voltados

para a fotografia social (casamento, newborn,

familia e etc), seguem pipocando em todos os

cantos do País projetos muito parecidos, que seguem

a mesma fórmula. Uma fórmula que se esgota.

Temas e expositores, outros dois elementos

importantes, também não fogem a regra.


Não é muito difícil citar prováveis palestrantes e

empresas que estarão presentes no próximo fotoshow

de alguma cidade brasileira. Já há casos

de mais de um evento por cidade. Não precisa

ser na capital. O encontro também pode ser organizado

por encadernadoras, isso já é mais do

que uma tendência.

Com tantas atividades, há coisas boas e inevitáveis

coisas ruins. A FHOX pode falar com propriedade

sobre o assunto. Foi pioneira. Fez inúmeros

road shows num mercado ainda com ares

de faroeste e numa época em que ninguém fazia.

Consolidou seu FHOX On The Road durante os

anos 2000 em um formato que seria copiado a

exaustão. Dois dias de conferencia, uma minifeira

com marcas que querem vender seus produtos e

serviços nos intervalos. O fato é que o material

que move todo esse circuito de eventos indica

alguma fadiga, ainda mais num ambiente de negócios

não tão saudável.

Seria clichê dizer que há um lampião no fim do

túnel. Ironia do destino que a Conferência Lampião

surja em Campos Dos Goytacazes, segunda

maior cidade do Rio de Janeiro e primeira

do Brasil a ter energia elétrica. Pois bem, é de lá

que vem as melhores notícias para o mercado de

eventos de fotografia no Brasil. Algo que já havia

chamado a atenção nas suas outras edições, seja

pela grade de palestrantes, seja pelo local inusitado,

seja pela experiência que estava clara na

sua própria comunicação.

Mas só mesmo indo ver o bicho pra entender

seu tamanho. E durante dois dias o que eu vi,

serviu para corroborar todas as informações que

havia recebido. Algo diferente está sendo feito

ali. Forma, conteúdo e mensagem, são absolutamente

diferentes da mesmice que tomou conta

dos eventos do segmento em geral.

Colaboração, compartilhamento e

engajamento, deram o tom nas atividades

dos dois dias da Conferência Lampião


52 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

Com apenas uma visita não dá para ter certeza

do que isso acarreta do lado de negócios em

si. Mas toda a cartilha da economia criativa está

sendo seguida à risca no Lampião. Público jovem

e interessado. Diversidade em todos os aspectos.

Num País que enveredou a direita, a Conferência

Lampião se posiciona acima de ideologias

de forma humanista e ambientalista, fugindo da

bobagem de princípios que reina por aí.

Na credencial, o participante tem seu nome

carimbado letra por letra

A mistura de palestrantes vindos de diferentes

matizes da produção imagética brasileira produziu

um ótimo line up, composto por grandes nomes

da fotografia social atual, talentos emergentes, experiências

musicais, teatrais e circenses num espaço

descolado, muito mais próximo de um cowork

do que de um local de eventos tradicional.

Logo na entrada, o clima que aguarda o visitante

fica claro: com letrinhas de carimbo, o nome

do visitante vai parar na credencial. Com espaço

kids, redes espalhadas pelo ambiente, uma feira

não convencional, muita fotografia exposta, comidinhas

orgânicas e veganas, cerveja artesanal

e muita alegria, o ambiente do Lampião está mais

para os festivais de fotografia do mundo autoral

do que para os eventos do mercado fotográfico,

e é bom que seja assim.

“A experiência era ainda mais intensa no outro

local”, explica Cristian Lima, da Go Image, uma

das patrocinadoras do evento junto com a 46

Graus. Cristian se referia ao espaço dos anos anteriores:

uma fabrica abandonada que dava ares

ainda mais inusitados ao projeto.

FHOX não conseguiu acompanhar todas as palestras,

mas as que viu foram de altíssimo nível. Com

destaque para João Machado, Lucas Gobatti, Lucas

Landau e Clara Sampaio. Uma entrega atípica,

posicionamento, atitude e muita paixão pelo que

fazem foram a tônica de praticamente tudo o que

foi apresentado em termos de conteúdo.

Merece destaque também a festa na primeira noite

do evento: organizadores, expositores, palestrantes

e convidados não ficaram parados um único

segundo, até mesmo esse humilde repórter se entregou

ao funk absurdamente dançante proposto

pela excelente DJ Afrolai. Uma experiência impar.

Vida longa à Conferência Lampião!

Maira Erlich e sua habitual qualidade de encantar plateias, dessa vez em Campos de Goytacazes


54 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

FORMA SUMMIT

E A MATURIDADE

DO MERCADO DE

FORMATURAS

FOI O PRIMEIRO EVENTO VOLTADO PARA O MERCADO DE

FORMATURAS REALIZADO PELA FHOX FORA DA FEIRA FOTOGRAFAR

Por Leo Saldanha | Fotos: FHOX

Fazer um evento com enfoque total para o mercado

que mais cresce, com maior apetite por impressão

e que gera mais receitas na fotografia,

era uma demanda recorrente dos empresários do

setor. Trazer uma pauta de relevância e principalmente

focada na gestão do negócio era outra solicitação

fundamental. Não poderia ser diferente,

já que para atuar de forma saudável e com crescimento

é fundamental gestão e visão empresarial.

Logo, foi natural criar um evento educacional voltado

para o fomento deste setor. O Forma Summit

nasceu de um desejo dos próprios empresários. De

uma demanda que surgiu das próprias empresas.

Para olhar o momento e discutir o futuro, com

enfoque em debates e negócios, cerca de 400

empresários estiveram na primeira edição evento,

que aconteceu nos dias 3 e 4 de setembro, no

espaço de eventos do hotel Victoria Concept, no

bairro de Cambuí em Campinas.

O QUE FICOU CLARO NO

PRIMEIRO FORMA SUMMIT?

Mais do que quantidade de pessoas visitando, o

que movimenta um ramo são os negócios gerados.

E que quem atua com formaturas quer encon-


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 55

As principais empresas do mercado marcaram presença, mostrando seus produtos e serviços

trar soluções profissionais e se inspirar nas melhores

práticas de negócios.

Pauta útil e pé no chão. Talvez essa seja uma boa

forma de definir as palestras e conteúdos apresentados

nos dois dias do Fórum de Ideias. Gestão,

vendas, marketing, tendências, cases e muita

interação. O que diferenciou o evento de outros

foi a participação ativa dos congressistas, que

efetivamente comentaram e tiraram dúvidas.

Mais do que isso, a generosidade dos palestrantes

que expuseram números e melhores práticas.

Abrindo planilhas do Excel para analisar lucratividade,

custos, margem de contribuição e afins.

Coisa rara de se ver em qualquer congresso de

fotografia no Brasil.

Assim como ocorreu com o Cabine Photoshow,

os congressistas terão acesso ao conteúdo digital

gravado pela FHOXPlay, a nova produtora de ví-

1. Josué Delmondes da Del’s Brindes

Promocionais; 2. Claudio Cruz e a chegada da

fintech Z4MONEY ao mercado de formaturas;

3. O público presente pode conhecer todas as

novidades para formaturas; 4. Guaraci Digital,

uma das patrocinadoras do evento, levou sua

linha de impressoras Hiti


56 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

deo da FHOX. O material será disponibilizado em

breve, tanto para quem participou quanto aos que

não puderam comparecer e queiram comprá-lo.

No primeiro Forma Summit a Feira com as marcas

estava junto ao espaço das palestras. E no

ambiente das marcas, tudo em um formato simplificado

de mesas de Negócios. O resultado foi

uma proximidade dos fornecedores com os visitantes.

Muito relacionamento, troca de ideias e

bons negócios.

Outro fator importante foi a participação de

grandes marcas comprometidas com esse mercado.

Caso dos três patrocinadores: Guaraci Digital/HiTi,

Canon e da startup Z4MONEY. Das

apoiadoras SGE e PixelHouse e das demais empresas:

Xerox, Fujifilm, Konica Minolta, Viacolor,

Zangraf, LAF Encadernadora, Universal, Prolab,

Photum, entre outras.

O que ficou evidente nos dois dias de evento é

do quanto esse mercado é promissor e repleto de

desafios. Seja com o avanço do formato EAD (que

deve representar mais da metade das matrículas

até 2023 no ensino superior) ou da mudança de

comportamento do formando em busca de experiências

que, de certa forma, apresentam possíveis

obstáculos para as empresas de formatura.

No contexto geral, está clara e cada vez maior

maturidade do empresariado do ramo e interesse

de todos os envolvidos em fortalecer o setor.

Tanto com o avanço da ABEFORM (associação

que surgiu com o apoio da FHOX para regulamentar

esse mercado) quanto como a participação

dos pequenos, médios e grandes empresários

de todas as partes do Brasil. Sinal de um mercado

cada vez mais consciente dos seus desafios e das

enormes oportunidades que oferece.

Participantes do Fórum de Ideias, depois da última palestra do evento


Portal 100% online

Acesse sua conta de onde estiver e em

qualquer horário

Integrado

Caso já possua um sistema próprio,

integramos de forma rápida nossas

funcionalidades.

Aplicações Móveis

Use no seu celular por navegação normal

ou via aplicativo

Suporte 24h

Nossa equipe está preparada para

atendê-los de forma rápida e eficiente

A 1ª FINTECH VOLTADA PARA EVENTOS NO BRASIL

A Z4 MONEY é uma startup que visa facilitar o acesso e organizar as transações

financeiras do seus clientes, provendo, consequentemente, melhores resultados.

Gerencie todos os seus recebíveis, organize suas finanças e mantenha uma vida

financeira saudável para sua empresa.

Z4MONEY.COM.BR


58 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

A UTILIZAÇÃO

DE OBRA

FOTOGRÁFICA

ALHEIA: MERA

REFERÊNCIA

OU PLÁGIO?

Arquivo Pessoal

Paulo Gomes de Oliveira Filho é advogado e

especialista em direito autoral

A lei 9.610/98 é clara quanto aos direitos autorais

do autor da obra fotográfica, estabelecendo de

forma objetiva que:

a) a fotografia, quando utilizada por terceiros,

indicará de forma legível o nome do seu autor.

b) É vedada a reprodução de obra fotográfica

que não esteja em absoluta consonância com o

original, salvo prévia autorização do autor.

Assim, qual a situação do fotógrafo quando utiliza

uma foto anterior - de autoria de terceiro - como

“base” para a produção de uma nova obra fotográfica?

Quais os limites da “similaridade” em fotografia?

Partindo do princípio de que a obra fotográfica

original é protegida por 70 anos a partir da sua

divulgação (após esse período a obra cai em

domínio público) e que sua utilização, por quem

quer que seja e em qualquer situação, implica na

obrigação de ser indicado o crédito autoral, teremos

algumas situações bastante interessantes:

a) Com base numa fotografia anterior, o fotógrafo

cria uma nova.

Essa primeira fotografia, sobre a qual a Segunda

derivou, pode ter sido utilizada como simples referência,

desde que as suas características principais

não sejam repetidas pela derivada (e neste caso

não haverá infração). Entretanto, se há reprodução,

ainda que parcial e mesmo camuflada, de pontos

fundamentais da obra anterior, sem dúvida alguma

estar-se-á infringindo os direitos autorais do autor

da obra original. Ou seja, cometeu-se plágio.

As penas por tal infração são de ordem criminal

e de ordem civil (indenizações por danos morais

e patrimoniais).

b) Uma nova foto (assim como qualquer obra

plástica) é composta mediante o “redesenho” ou

por junção de obras anteriores, parciais ou totais,

pertencentes a terceiros, dando-se origem

a uma nova obra (fotográfica ou qualquer outra

obra plástica): É LEGAL ???

Eis aí uma questão extremamente complexa e

difícil de responder. Sob o aspecto das “limitações

aos Direitos Autorais” estabelecido pela Lei

Autoral (art. 46), a reprodução parcial ou integral

seria livre desde que a reprodução da obra anterior,

em si, não fosse o objetivo da obra nova

e desde que não prejudicasse, de qualquer forma,

o autor da(s) obra(s) original(is). Entretanto,

além de haver a necessidade de citação do

crédito autoral do autor da primeira obra, há um

segundo elemento estabelecido pelo art. 79 da

lei autoral que exige autorização do autor para


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 59

a reprodução da obra fotográfica que não esteja

em absoluta consonância com o original.

Portanto, em tese, a obra fotográfica original poderia

ser utilizada integralmente (mas não parcialmente),

na elaboração de uma nova obra (inclusive

fotográfica), nas condições acima, mesmo

sem autorização prévia do autor, para composição

de uma obra nova, desde que também houvesse

a citação do crédito autoral e desde que não prejudicasse,

de qualquer forma, o(s) autor(es) da(s)

obra(s) original(is) componentes da obra derivada.

Há de se destacar, ainda, que tais “liberdades” do

uso da obra alheia não se aplicam à publicidade,

já que o intuito desta é estritamente comercial e

não artística (ainda que possa também ser considerada

artística, mas de forma secundária).

c) Quem é o autor e a quem pertencem fotos de

assuntos abrangentes (foto jornalística, shows,

paisagens, desfiles, aérea, praias, etc) quando

utilizadas em publicidade?

O fotógrafo, autor da foto, é o titular original dos

direitos autorais (morais e patrimoniais) e somente

por cessão de direitos autorais (obrigatoriamente

por escrito) pode transferir os direitos

autorais patrimoniais a terceiros.

Há de se lembrar que não se pode confundir

os direitos autorais da obra fotográfica com a

imagem fotografada ou reproduzida. Assim,

se a imagem for de pessoa humana, há de se

obter autorização de seu titular (não havendo

a possibilidade de cessão definitiva de direitos

de imagem) para sua reprodução comercial e

ou publicitária.

O mesmo se diga de obras plásticas reproduzidas

fotograficamente: há necessidade de autorização

do titular dos direitos autorais, morais e

patrimoniais, da obra plástica fotografada, se o

fim da obra fotográfica for comercial.

Os princípios de proteção ao autor - pessoa

física - de qualquer obra intelectual estão mais

incisivamente estabelecidos na lei autoral vigente,

inclusive o da interpretação restritiva, ou seja,

somente é permitida a utilização de qualquer

obra intelectual, por terceiros, nos limites fixados

em contrato escrito, não podendo haver uma interpretação

mais elástica quanto a esse uso.

Daí porque é essencial que se fixem prazos, territórios,

tipos de utilização e finalidades (além

de outros elementos contratuais) na concessão

de uso da obra fotográfica, notadamente no

campo publicitário.


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 61

A NATUREZA

BRASILEIRA PELO

OLHAR ARGENTINO

PABLO GUSTAVO LEVINSKY ENCONTROU NO REGISTRO DA NATU-

REZA BRASILEIRA O SEU ESPAÇO

Texto por Redação | Fotos: Paulo Gustavo Levinsky

Quando o argentino Pablo Gustavo Levinsky (47)

mudou-se para o Brasil, em 2009, passou a ver de

perto algo que só acompanhava por livros, documentários

e internet: a fauna brasileira. A fotografia

então surgiu como recurso para registrar toda

a “bicharada” que ele sempre admirou de longe.

Trocou Buenos Aires por Campinas (SP) porque

alguns parentes já moravam na cidade do interior

paulista. E encontrou nas ruas do bairro, com

uma câmera simples, as cores vivas e intensas

dos insetos.

“Nas primeiras caminhadas pelo bairro, com uma

câmera na mão, ia atrás de insetos. A câmera era

simples e automática, mas notei que tinha uma

boa qualidade de macro e tomei o gosto por

esse tipo de fotos”, explica.

Depois de um tempo, começou a ministrar oficinas

de fotografia em escolas, centros culturais e empresas.

As oficinas, segundo ele, são breves. Nelas, tenta

transmitir uma série de conceitos básicos, porém

essenciais, para quem deseja começar na fotografia.

“Minha fotografia, diria que é simples e com poucos

recursos técnicos, mas encontro nelas algo

cativante. Me motiva poder compartilhar o desfrute

que eu mesmo experimento na hora de registrá-las.

Quero mostrar algo belo”, conta. Ele

tenta ser fiel à natureza e as cores. “Apago muitas

fotos por não conseguir a cor justa”.

O fotógrafo planeja editar um livro com suas fotografias.

Inclusive, entre 27 de agosto a 28 de setembro,

esteve com uma exposição no Museu da

Imagem e do Som de Campinas intitulada Natureza,

Numa Folha Qualquer. Junto a suas fotografias,

a mostra também exibiu alguns desenhos feitos

por sua filha Marcela, de nove anos. É possível perceber

que as fotos de Levinsky a influenciaram.

Entre as coisas que o inspiram estão, inclusive, os

próprios animais e insetos. Além disso, ele busca

referências em grandes fotógrafos como Thomas

Marent e Igor Siwanowicz.

“O trabalho de muitos fotógrafos me provoca um

grande deleite e, consecutivamente, a ideia de querer

também produzir isso, uma linda foto e o desfrute

de alguém ao vê-la”. Para ele, fotografar significa

uma maneira de se comunicar falando pouco.

Levinsky acredita que o que mais lhe traz motivação

para fotografar é poder compartilhar o

mesmo que enxerga com outras pessoas.

Esta história faz parte da seleção Sua História

na FHOX. Você também pode ter sua história

publicada nas próximas edições. Envie um resumo

e porque ela merece estar na FHOX para

thalita@fhox.com.br.


62 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

O IMPACTO

POSITIVO DA

MÍDIA IMPRESSA

Fabio Arruda Mortara é Country Manager de Two Sides

Brasil, importante projeto mundial de defesa do papel,

da comunicação impressa e das embalagens de papel

Arquivo pessoal

Decisões nas esferas governamentais geralmente

têm implicações para além de seus objetivos

principais. Tais desdobramentos, no entanto,

podem ser tão importantes a ponto de merecer

uma discussão mais profunda. Assim, sem entrarmos

no mérito da recente decisão do excelentíssimo

presidente Jair Bolsonaro, queremos

oferecer informações sobre a origem do papel

com que se imprimem jornais, revistas, livros,

embalagens e tantos outros produtos.

Ao justificar a edição da Medida Provisória que

dispensa as empresas de capital aberto de publicar

balanços nos jornais, Jair Bolsonaro menciona,

como uma das vantagens da decisão, benefícios

ao meio ambiente, subentendendo-se

aí, equivocadamente, que a produção de papel

seria feita a partir de matéria-prima proveniente

de árvores nativas, o que não é fato.

Como o papel é feito a partir de árvores, muitas

pessoas, empresas e organizações tendem a

acreditar que sua produção é uma das causas

do desmatamento. E o presidente da República

involuntariamente incorreu nesse engano.

Plantar árvores para produção de celulose, papel

e outros produtos industriais é uma atividade

agrária como tantas outras, feita de forma responsável

e usando as melhorias técnicas de manejo.

No Brasil existem cerca de 7,8 milhões de

hectares de florestas plantadas – menos de 1%

do território nacional –, dos quais 2,65 milhões

destinam-se à produção de celulose e papel.

A produção de celulose e de papel é uma atividade

na qual o Brasil se destaca. Somos o segundo

maior exportador de celulose do mundo. Em

2018, a receita bruta com tal atividade foi de R$

73,8 bilhões, o equivalente a 1,1% do PIB nacional

e 6,1% do PIB Industrial.

Assim, longe de representar uma ameaça à sustentabilidade,

a produção e utilização de papel

são exemplos de como se pode aliar crescimento

e preservação do meio ambiente.

O fato é que 100% do papel produzido no Brasil

provém de árvores cultivadas para esse fim. A

produção e o uso desse papel não causam nenhum

centímetro quadrado de desmatamento.

Isso sem falar no fato de que plantar árvores é

uma das principais ações para redução do efeito

estufa e prevenção às mudanças climáticas.


64 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

SEGURANÇA

GARANTIDA EM

CONTRATO

PROBLEMAS NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO OU FALHAS DE COMUNI-

CAÇÃO COM O CLIENTE PODEM ACABAR LEVANDO FOTÓGRAFOS

AOS TRIBUNAIS

Por Flávio Augusto Priori

Recentemente, casos de disputas judiciais entre

clientes e fotógrafos repercutiram no meio fotográfico.

Em Linhares (ES), uma mulher ganhou um

processo contra o fotógrafo que havia contratado

alegando que as fotos da festa de sua filha ficaram

com baixa qualidade e que o profissional não cumpriu

com o horário estipulado. Por determinação da

justiça, ela será indenizada em R$ 3 mil pelo fotógrafo,

mais o ressarcimento do valor pago pelo serviço.

Na decisão, o juiz Wesley Sandro Campana dos

Santos proferiu que “na aplicação do valor do dano

moral, o magistrado deve estar atento a certa razoabilidade,

dentro de alguns requisitos de cada

caso”. No presente caso, ele observou que o dano

foi grave, considerando que se trata de fatos que

“não podem ser reparados, pois o momento já passou

e não pode ser fotografado novamente, o que

jamais será esquecido”.


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 65

Em Campo Grande (MS) outra cliente acionou a

justiça após o estúdio fotográfico não comparecer

na data do evento e não avisar a ausência de forma

antecipada. A decisão também foi favorável à parte

reclamante, com pagamento de multa no valor de

R$ 30 mil - R$ 10 mil para cada autor da ação, a mãe

e seus dois filhos.

Foto: Fernando Freitas

Em ambos os casos ainda cabem recursos, mas, de

toda forma, ilustram um aspecto muito importante

do trabalho com fotografia, que por vezes só é lembrado

quando algum problema acontece: o contrato.

Por mais que o objetivo da maioria dos profissionais

seja efetuar um bom trabalho, imprevistos podem

acontecer e, em último caso, impasses só são resolvidos

pelo poder judiciário.

O advogado Carlos Alberto de Andrade Costa Júnior,

especialista em direito do consumidor, conta

que fotógrafos devem se ater na hora de elaborar

um contrato de trabalho, pois é preciso garantias

legais caso algum imprevisto aconteça. O primeiro

passo é definir claramente qual trabalho será feito e

o transcrever de forma clara e direta.

Costa Júnior salienta que os profissionais também

não devem se esquecer de mencionar sobre permissões

de uso de imagem. “O fotógrafo, ao redigir o

contrato de prestação de serviço, deve mencionar

em cláusula específica que o cliente autoriza o uso

das imagens do evento como portfólio, seja ele impresso

ou através de mídias sociais e digitais, de forma

gratuita”, aconselha e reforça que “outros tipos

de uso de imagem devem também ser especificados,

caso necessário”.

As garantias em contrato também valem para casos

onde os clientes querem fazer um checklist

de fotos, atitude que não é apreciada por muitos

fotógrafos. O advogado sugere que nesse tipo de

situação o profissional estipule uma cláusula determinando

obrigações de ambas as partes, para que

exista um equilíbrio.

“Citando um exemplo, pode-se estipular ao contratado

(o fotógrafo) a liberdade para utilizar a criatividade

no desempenho das atividades, bem como

flexibilizando ao contratante (o cliente) incrementar

com sugestões, a fim de evitar conflitos entre as partes”,

aconselha.

Fabrício Posocco, Advogado especialista em relações

de consumo

Costa Júnior também alerta sobre o armazenamento

das fotos. “É bom mencionar em cláusula específica

o período de arquivamento das imagens realizadas

no contrato, estipulando o tempo no qual o fotógrafo

irá manter as fotos. Via de regra, as empresas arquivam

pelo período de um ano, contudo não há lei

que estipule prazos”.

Em situações nas quais não há um contrato oficial firmado

entre as partes, ainda é possível acionar a Justiça.

Costa Júnior explica que e-mails e até mesmo

conversas por aplicativos podem ser usadas como

provas em eventuais processos.

“Ambas as formas são aceitas por nosso judiciário,

inclusive as conversas de WhatsApp, que são regulamentadas

pelo Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14)

e validadas no Código de Processo Civil através do

artigo 411, II. Ele menciona que será considerado autêntico

quando estiver identificado por qualquer meio

legal de certificação, ou seja, desde que conste como

recebido e lido, as duas setinhas da plataforma”.

DANOS MORAIS E RESSARCIMENTO

Se atentar a todos os detalhes, em relação à parte

jurídica, faz parte do trabalho de um profissional da

imagem. Da mesma forma, é preciso, uma que vez

firmado o acordo, ter as condições necessárias para

cumprir o que for estabelecido.

O advogado Fabrício Posocco, especialista em relações

de consumo do escritório Posocco & Advoga-


66 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

No entanto, a comissão assinou um contrato retirado

da internet, no qual não constavam todas as promessas

feitas pela empresa. O resultado disso foi um salão

decorado de forma muito mais simples do que foi

acordado; ao invés de uma banda havia somente um

DJ e o espaço para trabalho do Buffet, contratado a

parte, foi muito menor do que o imaginado.

Arquivo pessoal

“O contrato de

prestação de serviço

deve mencionar em

cláusula específica que

o cliente autoriza o uso

das imagens do evento

como portfólio”

Carlos Alberto de A. Costa Júnior, advogado

dos Associados, atuou em um caso onde o fotógrafo

foi contratado para fazer as fotos e filmagem de um

casamento, mas acabou perdendo parte do trabalho.

“Foi movida ação por danos materiais e morais contra

ele. O juiz condenou o profissional a devolver

metade do valor pago, uma vez que somente metade

do trabalho teria sido realizada a contento, a

filmagem da festa. O valor foi ressarcido com juros

e correção monetária em mais R$ 15 mil a título de

danos morais”.

Em outro caso, dessa vez envolvendo uma festa de

formatura, a situação saiu totalmente fora do esperado.

“A comissão de formatura contratou uma empresa

de foto/filmagem para cobertura do evento.

A contratada prometeu festa, convite para formando

e mais nove pessoas por mesa, banda de música

e ornamentação do salão”, conta o advogado.

“A cozinha era muito pequena e esses prestadores

tiveram que utilizar uma parte do salão para preparar

os alimentos, o que reduziu o espaço para os

convidados. Enfim, o evento não saiu conforme o

contratado”. Posocco conta que a situação terminou

com os consumidores ajuizando ação contra

a empresa em relação a danos materiais e morais.

“Tiveram uma sentença favorável de danos materiais

(R$ 10 mil) e danos morais (R$ 3 mil) para cada

formando”, finaliza.

MUDANÇAS DE ÚLTIMA HORA

Mesmo tomando todos os cuidados, sempre existem

margens para que dores de cabeça surjam. O

fotógrafo Alexandre Frata, de São Paulo (SP), conta

que mesmo com um contrato já firmado, o cliente

resolveu fazer uma mudança de última hora quanto

à utilização das imagens, sem a contrapartida do pagamento

apropriado.

“Fui contratado por uma promotora de eventos para

cobrir o lançamento de uma linha de roupas de uma

loja da Rua Oscar Freire, em São Paulo. Cumpri o

prazo de entrega combinado, mas, na hora de receber,

a empresa, de matriz estadunidense, queria me

obrigar a assinar um documento cedendo os direitos

autorais de todas as imagens”, diz.

Para Frata não haveria problema na mudança se o

valor do trabalho previamente combinado fosse alterado,

visto que a utilização das imagens teria outro

propósito. Porém não foi isso que aconteceu. O fotógrafo

explica que o departamento jurídico da empresa

não gostou dessa atitude.

Felizmente as partes chegaram a um entendimento,

mas o fotógrafo só recebeu o pagamento muito

tempo depois do combinado. “Também nunca mais

fui chamado para cobrir eventos de qualquer empresa

do grupo”, finaliza.


30 PUBLICATIONS 14 COUNTRIES 10 LANGUAGES

Since 1991, the TIPA World Awards logos have shown which are the best photographic, video and imaging products each year.

For over 25 years, the TIPA World Awards have been judged on quality, performance and value, making them the independent

photo and imaging awards you can trust. In cooperation with the Camera Journal Press Club of Japan. www.tipa.com


68 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

ABRAFOTO DE

OLHO NO FUTURO

MAIS UMA ENTIDADE DA FOTOGRAFIA BRASILEIRA FECHA

PARCERIA DE COLABORAÇÃO COM FHOX

Por Redação | Foto: German Lorca


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 69

A ABRAFOTO, que há alguns anos abriu seu

escopo de atuação como Associação Brasileira

de Fotógrafos Publicitários para Associação

Brasileira de Fotógrafos Profissionais, está presente

no mercado fotográfico há 34 anos.

“Hoje já temos um espectro mais amplo dentro

do nosso quadro associativo, como editorial,

fine art, fotografia corporativa, retratos

e fotografia social”, explica o fotógrafo Cristiano

Busmester, que há cerca de uma década

preside a entidade e está em seu terceiro

mandato.

Recentemente, Busmester procurou a FHOX

para falar sobre a iniciativa Escola de Negócios,

um curso de sucesso que o Grupo FHOX

tem mantido para o reposicionamento de profissionais

do setor.

Ao saber que FHOX anda bastante ligada ao

assunto Associações, que ajudou na criação

da ABEFORM - para o mercado de Formaturas

-, e está em um intenso trabalho de reposicionamento

com a ABFRN - do mercado

Newborn-, além de iniciar tratativas com lideranças

do segmento de Cabines para que

esse mercado também tenha sua entidade,

Busmester ficou animado.

“Claro que no caso da ABRAFOTO, a entidade

tem algumas conquistas estabelecidas, como

o seguro coletivo por exemplo, que é um dos

melhores senão o melhor do Brasil. Isso pode

até ajudar outras entidades e acredito que temos

uma troca muito legal para fazer com a

ABRAFOTO”, comemora Mesquita.

O trabalho que FHOX vem fazendo para a AB-

FRN, por exemplo, deve ser estendido para a

ABRAFOTO. Como o forte foco na reaproximação

da entidade com as marcas do setor e a

expansão da base de associados, inclusive mirando

num primeiro nicho específico: o setor

de profissionais que fotografam casamentos.

Certamente a partir de agora, a ABRAFOTO

estará mais próxima dos leitores e assinantes

de FHOX. Além de estar mais presente em

seus eventos. Vai também assumir um blog no

portal fhox.com.br.

Já para os membros da entidade, assinatura

do conteúdo FHOX e o clube de benefícios e

vantagens CameraClub passam a ser parte do

seu dia a dia.

AS VANTAGENS ATUAIS

DE SE ASSOCIAR A

ABRAFOTO:

“Acredito que há muita demanda por melhoria

do ambiente profissional em todos os segmentos

da fotografia. E isso traz uma consciência

de classe. Temos sido demandados nesse sentido

e achamos muito bom. Com isso vem a

ideia de colaborarmos com a ABRAFOTO também”,

explica Mozart Mesquita, líder de FHOX.

1. Seguro para Equipamento com

cobertura nacional e internacional. Apólice

coletiva co-gerenciada pela ABRAFOTO

com taxa muito competitiva: 2,5%

2. Assessoria jurídica especializada para

questões relativas a contratos de produção

fotográfica, direitos de uso de imagem,

autoria entre outras questões.

3. Assessoria contábil.

4. Acesso a workshops e palestras com

profissionais renomados em temas da área.

Diretoria ABRAFOTO: José Henrique Ferreira

Lorca, Cristian Busmester e Ricardo de Vicq

em retrato do mestre German Lorca

5. Website institucional com link de

cada associado com portfólio e dados de

contato.

6 E 7. Conteúdo FHOX + CameraClub


70 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

ENTREGA

FINAL EM

MÍDIA FÍSICA

OU DIGITAL?

Rafael Arruda é especialista em marketing digital

e diretor da Soul + Digital

Arquivo pessoal

Quem me conhece sabe que eu sou especialista

em marketing digital, com um enfoque bem

grande no Google e em Social Media, e tenho,

inclusive, uma agência de Marketing 360, onde

o digital vem sempre primeiro. Mas quando falamos

em entrega final, a dos seus trabalhos de

fotógrafo, a conversa muda um pouco.

O marketing deve ser para atrair o cliente, e depois

de contratado

é só executar o serviço

e pronto. Certo?

Errado! Quando

você acaba o trabalho

e passa para

a entrega do serviço

começa uma

nova etapa, a de

encantar o cliente

com o resultado e

passá-lo para seu

multiplicador, ou

divulgador do seu

serviço.

Assim, quando você entrega simplesmente de

forma digital, a emoção pode ser menor do

que deveria, e seria com a entrega do impresso/revelado.

Você se garante em seu trabalho enquanto fotógrafo

certo? Ou pelo menos está estudando para

que cada dia possa melhorar sua fotografia, editar

e ganhar mais clientes com a qualidade. Pois

é. Isso não é mais que sua obrigação.

Entregar o prometido para o cliente é sua obrigação

e geralmente é o que é colocado em contrato.

O que você precisa agora é entregar mais

alguma coisa. Precisa se conectar com o cliente

de forma única e sensorial, para que ele, com sua

satisfação, divulgue seu trabalho por você.

Entregue um álbum

impresso. De

qualidade, é claro.

Os álbuns tem uma

durabilidade excelente

e a fotografia

revelada de verdade

pode perpetuar

para sempre, se

bem cuidadas.

Pense em você.

Quantas vezes não

ficou vendo álbuns

e fotografias com

familiares e amigos? Isso é raro ou nem acontece

se não estiver impresso. Além de que foto impressa/revelada

não pega vírus.

Entregue seu álbum de forma impressa. Coloque

os custos de forma embutida, porque as memórias

não tem preço, tem valor. E o melhor é que vão

fazer seu marketing de pós-venda por você.


Imagine a

comunicação

sem fotógrafos

Ela certamente não seria

a mesma sem a fotografia

profissional.

Por esse motivo, há 34 anos,

a Associação Brasileira de

Fotógrafos (ABRAFOTO) foi

criada. Visando estabelecer

princípios morais e éticos

para fotógrafos profissionais.

Confira todas as vantagens

e requisitos para fazer parte

da entidade.

Seja você também um

associado ABRAFOTO.

WWW.ABRAFOTO.COM.BR

Tel: 11 3168-1093


72 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

NOTAS

Div.

SKYPIXEL E DJI LANÇAM O

PRIMEIRO CONCURSO DE

CURTAS-METRAGENS

A DJI e a SkyPixel anunciaram seu primeiro concurso

de curtas-metragens e convidam participantes a

enviarem suas histórias cinematográficas capturadas

com câmeras e estabilizadores. O concurso de

curta-metragens SkyPixel 2019 está com inscrições

abertas até o dia 14 de outubro de 2019, para todos

os tipos de criadores: amadores entusiastas e profissionais

do ramo. São três categorias diferentes: “A

grandeza está nos detalhes”, “Dê o primeiro passo”

e “A aventura começa com você”. Ao todo, serão

dados quase US$ 48,6 mil em premiações. As inscrições

podem ser feitas no site: www.skypixel.com,

onde também se encontra o regulamento completo.

NIKON ATUALIZA

SNAPBRIDGE PARA

VERSÃO 2.6

A Nikon atualizou o aplicativo SnapBridge

para a edição 2.6, adicionando o recurso de

transferência de arquivos RAW, tanto NEF

como NRW, para smartphones a partir de

câmeras da empresa que possuem suporte

à Wi-Fi. O update também trouxe aprimoramento

na transferência de arquivos Jpeg

de 2MP, otimização no processo de pareamento

de dispositivos, melhoria no controle

remoto das câmeras mirrorless, um modo de

economia de energia e a opção de seleção

de geolocalização pelo usuário. O SnapBrigde

está disponível para Android e iOS.

CANON LANÇA A

MIRRORLESS EOS M6 MARK II

Div.

ERRATAS EDIÇÃO 200

Na matéria especial “FHOX 30”, mencionamos

Otávio Yoshida mas trata-se de

Otávio Yoshiga.

Na matéria “A era das fintechs e da autonomia

dos formandos”, escrevemos Caio

Zanatti, mas trata-se de Caio Zenatti.

Em visitaram a Redação escrevemos Vinícius

Granes, mas trata-se de Vinícius Graner.

A mais nova mirrorless da Canon vem com sensor

APS-C de 32.5 megapixels. O lançamento chega

com avanços consideráveis na parte de vídeo com

gravação em 4K (usando todo o potencial do sensor

sem crop). Com sapata para encaixe do visor

eletrônico, a câmera traz tela de 3 polegadas sensível

ao toque e é conectada com Wi-Fi e Bluetooth.

O processador DIGIC 8 permite clicar com AF

contínuo no modo disparo rápido a 14 quadros por

segundo. O equipamento chegará ao mercado internacional

em setembro nas versões preta e prata.


SETEMBRO/OUTUBRO 2019 · | 73

Divulgação

PETER LINDBERGH: UM

LEGADO ICÔNICO NA

FOTOGRAFIA

MANUEL ANTÔNIO MARIA É O

NOVO GERENTE REGIONAL DE

VENDAS DA XEROX NO BRASIL

Peter Lindbergh morreu no dia 3 de setembro, aos

74 anos. Nascido na Polônia, Lindbergh construiu

sua carreira na Alemanha com trabalho e teve o

trabalho reconhecido mundialmente. Ele fotografou

para algumas das mais importantes revista

de moda do mundo e retratou top models e

celebridades. Com fotografias em preto e branco

marcantes que se tornaram uma verdadeira assinatura

visual do artista, ele continuava ativo na

carreira e fotografando para publicações de renome.

Sua influência ia muito além da fotografia.

A Xerox ganha um novo gerente regional de vendas

e artes gráficas. Manuel Antônio Maria será

responsável pela região de São Paulo Capital e

Interior, só para produtos high-end. Otimista, ele

acredita que há uma retomada do crescimento e

os clientes começam a investir no mercado. “Isso

é satisfatório e para nós é importante. A presidência

da empresa já se posicionou e tem também

objetivo claro de crescimento e desenvolvimento

para este ano”, conta. O gerente, que atua

há 30 anos no mercado de impressão, já tem 16

anos de casa na Xerox do Brasil.

KODAK MOMENTS LANÇA NOVO EQUIPAMENTO DE

IMPRESSÃO DE FOTOS INSTANTÂNEAS

A Kodak Moments lançou o novo Kodak Moments M1, um quiosque

digital focado na impressão de fotografias através de Smartphones,

projetado para fornecer uma solução de impressão

fotográfica escalável para diferentes tipos de lojas. A solução oferece

uma experiência de impressão de alta qualidade com baixo

investimento em capital e espaço físico. Impulsionado por software

intuitivo, potencializa a experiência do usuário facilitando

a impressão de uma ampla variedade de produtos disponíveis.

Os consumidores podem transferir em apenas alguns minutos

suas fotos para o Kodak Moments M1 e criar impressões, cartões,

montagens e muitos mais produtos fotográficos. A estação de

pedidos Kodak Moments M1 pode ser adaptada aos mais diversos

tipos e formatos de loja. O varejista pode optar por colocar

em seu estabelecimento a versão menor, que pode ser apoiada

em uma mesa ou balcão, e a versão maior para o piso de loja.


74 | · SETEMBRO/OUTUBRO 2019

NOVA

BLACKMAGIC

POCKET

CINEMA 6K

Renato Rizzutti é fotógrafo e professor há 20

anos. Na FHOX lidera a produtora FHOXPlay

Arquivo pessoal

Recentemente, estive na SET EXPO 2019 – Feira

de Tecnologia e Negócios de Mídia e Entretenimento,

que ocorreu entre 26 a 29 de agosto, no

Expo Center Norte em São Paulo. Na ocasião,

conversei com o Fabio Angelini, da Pinnacle Broadcast,

sobre o lançamento da câmera Pocket

Cinema 6k da BlackMagic.

Quem pretende migrar para esta câmera, com o

objetivo de obter imagens com aspecto mais cinemático,

terá a vantagem do encaixe EF que é uma

das grandes (e mais

polêmicas) novidades

do modelo. Eliminando,

assim, a necessidade

do uso de adaptadores

para utilizar objetivas

Canon, Zeiss, Sigma etc.

Esta câmera conta com

sensor super 35mm, 6k,

HDR Full e gama dinâmica

de até 13 Stops.

Por ser uma câmera cinematográfica avançada,

o sensor foi desenvolvido para reduzir significativamente

o ruído térmico, proporcionando sombras

mais limpas em ISOs mais elevados.

O corpo é construído em fibra de carbono e policarbonato,

possui monitor de 5” e conta com

empunhadura multifunção. Na captação de áudio

conta com quatro microfones de alta qualidade

que possuem cancelamento de ruído ativo.

Ela grava em até 50 fps em 6144 x 3456

(16:9), 60 fps em 6144 x 2560 (2.4:1), 60 fps

em 5744 x 3024 (17:9). Para taxas mais elevadas,

é possível cropar o sensor e gravar

até 120 fps em 2.8k. Por padrão o formato de

gravação é o Apple ProRes (10bits) em todos

os formatos até 4K ou BRAW de 12 bits e em

todos os formatos até 6K gerando imagens e

cores incríveis.

Na parte de conectividade, a câmera conta com

saída HDMI para monitoramento

externo,

entrada miniXLR e US-

B-C (para gravação em

HD externo). No pacote

está inclusa uma licença

PRO do software

Davinci Resolve.

Na minha opinião, a

BlackMagic deve considerar

acrescentar estabilizador

de imagem no corpo, monitor móvel

e autofoco em futuros modelos. Tornando suas

câmeras mais eficientes.

Se quiser saber mais novidades apresentadas

durante a SET, fique de olho no nosso site. Caso

tenha alguma dúvida ou sugestão para a coluna,

entre em contato: video@fhox.com.br.

Até a próxima!

Div.


Alcance o potencial máximo da

fotografia impressa com a tecnologia

Konica Minolta de impressão.

Com a nova Accurio Press C83hc, você

acelera a produção da sua empresa e oferece

uma variedade maior de produtos: brindes

personalizados, photobooks, revistas e convites.

São inúmeras opções para você explorar.

Agregue mais valor aos seus produtos e

surpreenda seus clientes.

CENTRAL DE VENDAS DIRETAS

E ATENDIMENTO AO CLIENTE:

(11) 3050-5300 • fotografia@konicaminolta.com

Autorizadas

Konica

Minolta:

Ayca | São Paulo - SP - 11 5188-7666 ayca.com.br • CopyLink | Paraná - PR - 41 3362-8599 copylink.com.br • Digital Solution | Distrito Federal

61 3447-5999 3447-3000 dsolution.com.br • Digital World | Goiânia - GO - 62 3095-8900 xdigital.com.br • Executiva | Salvador - BA

71 2104-6800 executiva.net • Mapel | Belo Horizonte - MG 31 3211-0011 mapel.com.br • Office Total | Rio de Janeiro - RJ - 21 3078-2000

officetotal.com.br • Record | Vitória - ES - 27 3227-9986 recordprint.com.br • São Luís Equipamentos Digitais | São Luís - MA - 98 3221-0609

Takeshi Equipamentos Digitais | Belém - PA - 91 3266-2373 / Teresina - PI - 86 3229-3010 • Telamar | Jundiaí - SP - 11 3308-4200 telamar.com.br

More magazines by this user
Similar magazines