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Questões de gênero na literatura e na produção ... - Fazendo Gênero

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Questões de gênero na literatura e na produção cultural para crianças. ST 54 Iara Tatiana Bonin UFRGS Palavras-Chave: Histórias em quadrinhos; etnia; gênero. APRENDENDO SOBRE MASCULINIDADE E FEMINILIDADE NO EMBALO DA REDE DO PAPA-CAPIM Este trabalho tem como “porta de entrada” as Histórias em Quadrinhos e nele proponho problematizar discursos sobre os povos indígenas em histórias do Papa-Capim, personagem criado por Maurício de Sousa. O protagonista destas histórias é um menino indígena que, junto com sua turma, constitui o núcleo a partir do qual o autor narra histórias ligadas à natureza. Partindo das narrativas do Papa-Capim proponho, neste texto, problematizar discursos sobre masculinidade e feminilidade. As histórias deste personagem, situadas num contexto de vida indígena, participam de um amplo conjunto de práticas que nos ensinam sobre quem são/ como devem ser “os índios” e, neste mesmo movimento, informam sobre quem somos nós/ como devemos ser. Estas narrativas, endereçadas especialmente para crianças, colaboram para construir e distinguir sujeitos femininos e masculinos, naturalizando lugares sociais. Para compor esta análise reuni 23 revistas e almanaques de Maurício de Sousa que trazem histórias do Papa-Capim e sua turma, publicadas nos anos de 1995 a 2005, conforme dados apresentados na bibliografia. Partindo da análise de Foucault (1999) penso que aquele que lê (uma obra de arte, um livro, um filme, uma fotografia, uma história em quadrinhos) entra na cena e ao construí-la é construído, é subjetivado pelos discursos que no texto operam e, neste mesmo jogo, posicionado como sujeito. A leitura do texto vai constituindo uma leitura dos objetos, dos acontecimentos, das coisas descritas - no roteiro, no cenário, na história –, e está ancorada em noções tidas como verdadeiras num tempo, num contexto, numa cultura. A linguagem constrói “realidades”, sujeitos, posições a serem ocupadas, instituindo oposições binárias. Em um de seus textos, Larrosa (1994) afirma que aprender os nomes das coisas é a melhor maneira de aprender a olhar. Nomear é uma operação implicada em relações de poder, porque quem nomeia ocupa um lugar, assim como quem é nomeado. E ao descrever, traduzir, explicar as coisas, estamos produzindo sentidos, produzindo sujeitos, produzindo-nos como sujeitos de determinados discursos. Narrar e descrever os povos indígenas é conferir-lhes um lugar, que é relacional, em um modelo que põe no centro a identidade e na periferia as diferenças, subordinando-as. No texto a centralidade da cultura, Hall (1997) afirma que “a cultura global necessita da ‘diferença’ para

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