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IMOLAC MONOGRAFIA lactitol HO OH HO 2.2. Constipação orgânica ou secundária HO O HO O O ritmo intestinal está na dependência de mudanças estruturais do intestino grosso, anorretais ou perineais ou de seus elementos neuromotores, assim como, pode resultar de manifestação digestiva de alguma doença sistêmica ( Quadro 1). Os mecanismos fisiopatológicos diferentes dos dois modelos de constipação refletem em particularidades clínicas que conduzem a formas distintas na sua investigação, bem como na expectativa dos resultados da abordagem terapêutica, igualmente diferenciada. Cabe assim, na exploração dos dados clínicos e do exame físico, encontrar um posicionamento para distingui-los e decidir pela conduta mais adequada em cada caso. OH OH OH 3. EXAME CLÍNICO OH 3.1. História médica A maioria dos doentes ao consultar o especialista a respeito de sua constipação, provavelmente já tenha se submetido a múltiplas tentativas para corrigi-la, por intermédio de automedicação, medidas caseiras ou por prescrição de outros médicos, sem atingir o resultado esperado. Como em qualquer atendimento, o diagnóstico inicia-se por uma detalhada história clínica, a partir da queixa principal. É absolutamente necessário que todas as características das evacuações e do bolo fecal sejam interrogadas, mesmo que não informadas espontaneamente. Quadro 1. Classificação e mecanismos da constipação intestinal .... Constipação Intestinal funcional/primária · Erros dietéticos. ·Erros comportamentais: - horário inconstante; - não-atendimento ao reflexo; - postura; - desconcentração; Constipação intestinal orgânica/ secundária/obstipação · Inércia colônica: - constipação por trânsito lento. · Disfunção do assoalho pélvico: - animus; - hipertonia de esfíncter interno; - síndrome de úlcera retal solitária; - intussuscepção; - prolapso retal. · Obstruções intestinais, colônicas e anorretais: - inflamatórias; - tumorais; - aderências intraperitoneais; · Doenças anorretais: - fissuras; - estenoses inflamatórias ou tumorais. · Doenças endócrinas/metabólicas: - diabetes mellitus; - hipotiroidismo; - hipocalcemia; - hipocalemia; - porfiria; - uremia. · Doenças neuromusculares: - AVC; - trauma medular; - esclerose múltipla; - doença de Parkinson; - neuropatia autonômica; - doença de Hirschsprung; - doença de Chagas; - pseudo-obstrução intestinal. · Distúrbios psiquiátricos. 06

MONOGRAFIA IMOLAC lactitol É importante conhecer, para fins de comparação, o ritmo intestinal prévio ao início da constipação. Como comentado, o modelo funcional costuma ser de longa evolução e benigna, guardando praticamente as mesmas características, desde sua instalação, independente da duração. As de aparecimento recente são mais suspeitas como de causa orgânica. “É importante conhecer, para fins de comparação, o ritmo intestinal prévio ao início da constipação.” Deve-se identificar mudanças no estilo de vida do doente que possam ter coincidido com a modificação do hábito intestinal, como trocas de horário ou tipo de trabalho ou da alimentação, etc. Interroga-se sobre atividade física costumeira e a existência do reflexo da evacuação. Quando presente, insistir na referência sobre freqüência, sua relação com horário e qual o comportamento do doente quanto à atendê-lo ou reprimí-lo, eventual ou repetitivamente. Sobre o ato da evacuação propriamente dito, é preciso pesquisar a freqüência, qual o grau de esforço necessário para realizá-la, o volume aproximado eliminado, sensação de esvaziamento retal completo ou não, calibre ou formato das fezes (escala de Bristol) e se há associação de sintomas, como dor anal e/ou abdominal, distensão, flatulência, sintomas digestivos altos etc. São considerados sinais de alarme e devem ser rigorosamente investigados: febre, emagrecimento, sangue, muco e presença de restos alimentares íntegros eliminados com o bolo fecal. Esforço intenso, prolongado, mesmo para fezes não endurecidas, sugere a possibilidade de evacuação obstruída. Manobras de pressão externa sobre o períneo ou vagina ou digitais para remoção das fezes do canal anal têm a mesma conotação. É fundamental informar-se sobre o consumo de medicamentos rotineiros, prescritos ou de uso voluntário, incluindo laxativos e doses utilizadas, bem como, obter informações sobre doenças prévias conhecidas que tenham alguma implicação com o ritmo intestinal e intervenções cirúrgicas envolvendo a cavidade abdominal e suas estruturas, além de eventuais queixas orificiais e perineais. Interrogar ainda sobre doenças pulmonares restritivas, distúrbios neurológicos pregressos ou atuais, alterações metabólicas, particularmente relacionadas à diabete ou sintomas e sinais que sugiram hipotiroidismo, hipercalcemia, mudanças do desempenho muscular geral e da função renal. Nos antecedentes familiares, histórico de neoplasia colorretal em aparentados próximos deve ser aceito como um sinal de alarme. 3.2 Exame físico Os achados propedêuticos ficarão na dependência da etiologia da constipação. Nos pacientes com constipação funcional o exame físico, em geral, é normal. Cabe, entretanto, atenção ao estado 07

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