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Biomais_47Web

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Entrevista: Entenda como indústrias podem utilizar fontes renováveis de energia

DÉCADA

DOURADA

INDÚSTRIA DE BIOMASSA SE

DESTACA NA PRODUÇÃO DE

EQUIPAMENTOS NOS ÚLTIMOS

DEZ ANOS

PELO MUNDO

MINERAÇÃO DE BITCOIN COM

ENERGIA VULCÂNICA

INOVAÇÃO

PLATAFORMA INTEGRA SETOR DE ENERGIA NO BRASIL


HÁ UMA DÉCADA, ESPECIALIZADA EM

TRANSFORMAR BIOMASSA EM

ENERGIA TÉRMICA

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SUMÁRIO

06 | EDITORIAL

Sucesso na década

08 | CARTAS

10 | NOTAS

16 | ENTREVISTA

20 | PRINCIPAL

26 | PELO MUNDO

Energia dos vulcões

30 | ECONOMIA

Tecnologia pela economia

34 | INOVAÇÃO

Conectados pela sustentabilidade

40 | INDÚSTRIA

Otimização energética

46 | MERCADO

50 | ARTIGO

56 | AGENDA

58 | OPINIÃO

O problema da falta de

profissionais em tecnologia e a

capacitação de minorias

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br


EDITORIAL

Na capa deste mês é estampada a

caldeira da IMTAB em atividade na Ágil

Madeiras, em Santa Cecília (SC)

SUCESSO

NA DÉCADA

A

IMTAB completa 10 anos de atuação em 2021 e carrega em seu DNA traços como a inovação,

a qualidade e o ótimo atendimento aos clientes. A empresa localizada em Agrolância (SC), já

colocou seus equipamentos de geração de calor entre os mais destacados do Brasil e pretende

crescer ainda mais na próxima década. Nesta edição, o Leitor também irá conferir uma entrevista

exclusiva com o especialista Luiz Ramos, sobre como as indústrias podem apostar em fontes renováveis

para diminuir os custos com energia elétrica, além de reportagens especiais de inovação, mercado e muito

mais. Tenha uma excelente leitura!

EXPEDIENTE

ANO VIII - EDIÇÃO 47 - OUTUBRO 2021

Diretor Comercial

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação

Jorge de Souza

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

Dep. de Criação

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira - Gabriela Bogoni

Larissa Purkotte - (criacao@revistareferencia.com.br)

Mídias Sociais

Cainan Lucas

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Dep. Comercial

Gerson Penkal - Jéssika Ferreira - Tainá Carolina Brandão

(comercial@revistabiomais.com.br)

Fone: +55 (41) 3333-1023

Dep. de Assinaturas

Pedro Moura

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ASSINATURAS

0800 600 2038

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da JOTA Editora

Rua Maranhão, 502 - Água Verde - Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

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Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e

independente, dirigida aos produtores e consumidores de

energias limpas e alternativas, produtores de resíduos para

geração e cogeração de energia, instituições de pesquisa,

estudantes universitários, órgãos governamentais, ONG’s,

entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se

responsabiliza por conceitos emitidos em matérias, artigos,

anúncios ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização,

reprodução, apropriação, armazenamento de banco de dados,

sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras

criações intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente

proibídas sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

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CARTAS

INOVAÇÃO

Excelente a matéria sobre resíduos sólidos urbanos. Fica claro como é necessário não apenas

dar um destino correto para o lixo, como também aproveitar o máximo desses recursos.

Maria Eduarda Santini – Campo Grande (MS)

Foto: divulgação

BIOMASSA

Cada vez mais percebo que a biomassa veio para ficar. Quem apostou nessa matéria-prima há alguns anos atrás vai colher

muitos frutos nas próximas décadas.

Henrique Soares – Porto Alegre (RS)

ENTREVISTA

Importante que empresas tomem a iniciativa para colocar mais opções energéticas renováveis dentro do mercado.

Bom para a sociedade e para o meio ambiente!

Fernando Castro – Sertãozinho (SP)

MERCADO

O Brasil tem um potencial quase inesgotável de energia eólica. Falta investimento

público e privado para podermos decolar nessa área.

Rodrigo Bayol – Campinas (SP)

Foto: divulgação

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na


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NOTAS

EVENTO ADIADO

A Fenasucro & Agrocana, principal

feira de bioenergia e do setor sucroenergético

da América Latina, está com

o credenciamento gratuito aberto para

sua 28ª edição, que será realizada presencialmente

entre os dias 16 a 19 de

agosto de 2022, no Centro de Eventos

Zanini, em Sertãozinho (SP). O evento,

realizado pelo CEISE BR e promovido e

organizado pela RX Brasil, reúne inovações

e conteúdo de alto nível técnico

voltados à toda cadeia de produção

da indústria de bioenergia, além de

profissionais dos principais pilares da matriz energética, dos setores de transporte e logística, papel e celulose, alimentos e bebidas, e

distribuidoras e comercializadoras de energia para realização de negócios, networking e atualização profissional. "Neste momento em

que o mundo todo olha para as fontes renováveis como alternativa viável nos deixa otimistas não só para a realização da feira como

também para a entrega de ótimos resultados em negócios aos nossos clientes. Estamos preparados para oferecer toda segurança,

com os novos protocolos sanitários de eventos", afirma Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana. Segundo ele, após quase

2 anos, os visitantes estão ansiosos para conhecer as inovações e novas tecnologias, que terá grandes novidades e tendências em

equipamentos e soluções que irão revolucionar o setor de bioenergia. Para saber mais sobre o evento e realizar o seu credenciamento

gratuito, basta acessar o link: https://bit.ly/3tH5K59 ou o site oficial do evento.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ESTANDE

Entre os dias 18 e 20 de outubro acontecerá a Intersolar

2021, a maior feira do setor de energia solar da América do Sul,

e a STI Norland estará presente com um estande de 100 m²

(metros quadrados), repleto de recursos tecnológicos. O estande

contará com a exposição de protótipos de uma estrutura fixa e

do tracker STI-H250, produto carro-chefe da empresa, que possui

uma configuração que favorece o ganho bifacial e facilita sua

adaptação a qualquer tipo de terreno. Além disso, haverá uma

mesa touch com aplicações interativas, como: Monte seu Tracker

e Ficha Técnica Interativa; além de óculos de realidade virtual

para visitar usinas solares, mostrando aos visitantes da feira, com

muitos detalhes, as características dos produtos e serviços da

STI Norland. A empresa espanhola já está na sua quinta geração de trackers e foi reconhecida pelo relatório: Global solar PV tracker

market share 2021; da consultoria britânica Wood Mackenzie, como a companhia líder no mercado de rastreadores solares no Brasil

e na América Latina. Atualmente, a STI Norland ocupa o quinto lugar no ranking mundial das empresas com o maior market share

no mercado de trackers solares. Sobre os temas a serem abordados no evento, destacam-se: as tendências do setor solar, tanto para

geração distribuída como centralizada, o marco regulatório brasileiro de geração distribuída, a importância da fonte solar na diversificação

das matrizes, a transição energética do país, cases, estratégias, produtos e soluções inovadoras e as novidades do mercado e no

armazenamento de energia. Em 2019, a Intersolar contou com mais 290 empresas em exposição, recebeu mais de 25.000 visitantes e

1.600 congressistas. A previsão para o evento deste ano, que irá contar com protocolos rígidos de saúde e segurança, é de um público

semelhante nos três dias de evento.

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PARQUE EÓLICO

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou

o início da operação comercial de mais 14 unidades

geradoras do complexo eólico Chafariz, localizadas no

município de Santa Luzia (PB), de propriedade da Chafariz

Energia Renovável, do grupo Neoenergia. Essas 14

unidades geradoras representam 48,5 MW (Megawatts)

de capacidade instalada adicional para SIN (Sistema

Interligado Nacional), propiciando geração de energia

limpa e renovável em momento de escassez hídrica. Com

obrigação de iniciar sua operação comercial em dezembro

de 2022, o complexo vem completando sua construção e

disponibilização para o nosso sistema de forma bastante

antecipada. No município de Iperó (SP), houve liberação

para operação comercial de usina termelétrica Veólia

Iperó, com 4,68 MW. Ainda no nordeste brasileiro, a ANEEL

liberou a operação comercial de uma unidade geradora

da Eólica Farol de Touros, com 3,55 MW, no município de

Touros (RN). Também foram autorizados o início dos testes

da central fotovoltaica Juazeiro Solar VII, no município de

Juazeiro (BA), totalizando 47,28 MW. Além disso, foi liberado

o teste, a partir de 25/9, de uma unidade geradora,

de 4,2 MW, da EOL Cumaru II. A usina Cumaru II, localizada

em São Miguel do Gostoso (RN), vai gerar, quando estiver

totalmente concluída, 42 MW com a operação de dez

unidades geradoras com 4,2 MW cada uma. O empreendimento

é da responsabilidade da Enel Green Power

Cumaru 02 S.A.

Foto: divulgação

ENERGIA TERMELÉTRICA

Foi inaugurada em setembro a usina termelétrica Jaguatirica

II (RR). O empreendimento possui 140,834 MW (Megawatts)

de capacidade instalada, localizada na capital Boa Vista (RR).

A responsável pela usina é a Azulão Geração de Energia S.A.,

do grupo Eneva. Os investimentos previstos para a construção

do empreendimento são da ordem de R$ 1,9 bilhão. Além da

inauguração da térmica houve também o lançamento da pedra

fundamental para início das obras da linha de transmissão que

conectará Roraima ao SIN (Sistema Interligado Nacional). O

diretor-geral da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica),

André Pepitone, destacou a importância do empreendimento.

"A linha de transmissão que por tanto tempo foi incerteza para

o povo de Roraima, se transforma agora em esperança para a

garantia de energia firme, segura, que vai promover o desenvolvimento

econômico do Estado." Pepitone ressaltou ainda a

relevância das iniciativas desta quarta-feira. "Ações como as de

hoje, permitem a chegada de energia limpa e sustentável, desenvolvem

a infraestrutura, criam empregos e trazem prosperidade

para a população", destacou Pepitone. A UTE Jaguatirica II

é o primeiro empreendimento do leilão dos Sistemas Isolados

n° 01/2019 que iniciará testes para, em seguida, gerar energia

para o Estado de Roraima. A UTE tem todo seu ciclo de produção

concentrado na região norte do país, dado que o combustível

gás natural é extraído e processado no campo de Azulão,

bacia do Amazonas, a cerca de 210 km (quilômetros) a leste da

capital Manaus, entre os municípios de Silves e Itapiranga. O

projeto representa um marco no desenvolvimento de energia

na região norte, ao substituir a geração termelétrica movida a

óleo diesel por geração a partir do gás natural. A expectativa

é de redução das emissões de CO2 em até 35% no Estado de

Roraima, garantindo maior sustentabilidade na produção de

energia elétrica.

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

11


NOTAS

TARIFA DE ENERGIA

A partir de novembro, a bandeira tarifária de energia elétrica deve ser alterada para se tornar mais barata. Ao discursar, nessa quinta-

-feira, na Conferência Global Millenium, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai determinar ao MME (Ministério de Minas e Energia), que

a bandeira volte ao normal. "Dói a gente autorizar o ministro Bento Albuquerque, das Minas e Energia, a decretar a bandeira vermelha.

Dói no coração, sabemos da dificuldade da energia elétrica. Vou determinar que ele volte à bandeira normal a partir do mês que vem",

prometeu. O presidente Bolsonaro, no entanto, não detalhou qual medida vai ser adotada. A gente lembra que o Brasil vive a pior crise

hídrica em 91 anos, sendo necessário acionar as usinas termoelétricas, o que tem encarecido a conta de luz. As bandeiras tarifárias foram

criadas em 2015 e indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas nossas casas, em estabelecimentos

comerciais e na indústria. A verde é sem acréscimo

e a amarela significa que as condições de geração não

estão favoráveis e a conta de luz vem com a cobrança a mais

de R$ 1,87 por 100 kWh (quilo/watt/hora) consumidos. Já a

bandeira vermelha mostra que está mais caro gerar energia

naquele período, sendo dividida em dois patamares. No primeiro,

o valor adicional cobrado passa a ser proporcional ao

consumo na razão de R$ 3,97 por 100 kWh. O patamar 2 aplica

a razão de R$ 9,49 por 100 kWh. Acima da vermelha, está a

bandeira escassez hídrica, atualmente em vigor. Na escassez

hídrica, a taxa extra passou a ser de R$ 14,20 para cada 100

kWh. Criada em agosto pela ANEEL (Agência Nacional de

Energia Elétrica), ela começou a vigorar a partir de setembro

e vai até abril do ano que vem. Em um evento do Comércio

Exterior, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque,

voltou a dizer que o país não corre risco de racionamento de

energia devido à grave crise hídrica, que o governo monitora

a situação e tem tomado todas as medidas cabíveis e possíveis

para minimizar a situação.

Foto: divulgação

INVESTIMENTO

FOTOVOLTAICO

A crise hídrica e os aumentos constantes na conta de luz

estão levando pessoas a investirem em outros tipos de energia,

como a fotovoltaica, também conhecida como energia solar.

De olho nessa demanda, instituições e cooperativas de crédito

estão proporcionando taxas e condições atrativas para quem

quer investir e ter a sua liberdade energética. De acordo com a

ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o

uso das fontes renováveis é eficaz e gera economia para consumidores,

sendo a geração própria de energia solar em telhados

e pequenos terrenos uma importante ferramenta para reduzir a

demanda por eletricidade no país. Dados da associação mostram que entre 2019 e 2021, o segmento teve expansão de 64%. A queda

no preço dos equipamentos, que ficaram 90% mais baratos nos últimos dez anos também é um atrativo para aqueles que pretendem

gerar a própria energia. Segundo César Augusto Campez Neto, diretor-presidente do Sicoob Cooperac, linhas de crédito como essa

possuem a missão de facilitar o acesso dos cooperados a produtos e serviços que permitam melhorar as suas condições financeiras.

“A energia fotovoltaica é um caminho que contribui para reduzir despesas e também para preservar os recursos naturais. Temos notado

um aumento da procura por esta opção, principalmente agora, com a crise hídrica. Nossas linhas têm as melhores condições e são

liberadas com agilidade e sem burocracia”, explica.

Foto: divulgação

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NOTAS

Foto: divulgação

INICIATIVA SOCIAL

A partir do mês de setembro, se inicia a 2ª edição

do Fazendo a Diferença. A iniciativa promovida pela

Fundação Energia e Saneamento e patrocínio da CTG

Brasil, visa criar um processo de mobilização e transformação

socioambiental em instituições e comunidades

por meio do conhecimento. Este ano o projeto estará

presente em três localidades: capital paulista, Mirante

do Paranapanema (SP) e Itaguajé (PR). Jovens adultos e

estudantes de ensino médio são o principal público-alvo.

Cada município tem a disponibilidade de 25 vagas.

O Fazendo a Diferença ocorre em etapas. A primeira é

a de mobilização, ou seja, a formação dos grupos por cidades.

A próxima é a realização de oficinas virtuais com

seis temáticas, sendo a última dividida em três encontros.

Todas as temáticas giram em torno de importantes

questões ambientais como água, energia, uso e reuso,

tratamento de resíduos sólidos e consumo consciente.

Para participar, é necessário ter acesso a internet e todos

os encontros serão realizados de maneira síncrona

com uma hora e meia de duração. Após as oficinas, é

alinhado com o grupo quais práticas e intervenções

serão realizadas na comunidade ou instituição. Alguns

exemplos possíveis são: implantação de um sistema de

armazenamento e captação da água, hortas coletivas,

espiral de ervas, aquecedor solar de baixo custo e sistema

de tratamento de água cinza. “Apresentamos uma

série de opções disponíveis de acordo com a temática

e a comunidade decide o que é mais interessante. O

grande objetivo do projeto é mostrar que algumas soluções

de problemas ambientais e sociais da localidade

tem solução com baixo custo. Criamos um senso de

autonomia e independência e mostramos que em alguns

pontos a própria comunidade consegue resolver.

Transferimos conhecimento, que produz engajamento

com uma tecnologia acessível”, explica Rafael Ferreira,

coordenador da iniciativa. A 1º edição do projeto

ocorreu no segundo semestre de 2020 e os encontros

também foram realizados virtualmente devido à pandemia

da Covid-19. Os municípios contemplados foram

Chavantes (SP), Ribeirão Claro (PR) e Carlópolis (PR).

"Foi gratificante ter participado. Os temas trabalhados

nas oficinas são de extrema relevância, e nós temos a

missão de ensinar como é importante o envolvimento

e a preocupação com a terra, com a água, com os

elementos naturais", conta Helena Maria Batista Santos,

diretora da Escola Infantil do município de Carlópolis.

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

LUIZ

PEREIRA

RAMOS

Formação: Bacharel e Licenciado em Química

(PUC-PR, 1978-82), Mestre em Ciências –

Bioquímica (UFPR, 1983-87) e Doutor (1988-

92) pelo Ottawa-Carleton Institute of Biology

da Universidade de Ottawa, Canadá, sob a

supervisão do Prof. Dr. J. N. Saddler.

Cargo: Professor do Departamento de

Química da UFPR (Universidade Federal do

Paraná) e membro do Conselho Gestor do

INCT Energia e Ambiente e Editor Associado

da revista Energy and Fuels da American

Chemical Society desde 2012.

APLICAÇÃO NA

INDÚSTRIA

O

Brasil enfrenta uma importante crise hídrica desde 2020 e um dos principais impactos tem sido na

produção de energia pelas usinas hidrelétricas. Dessa forma, a conta de luz está na bandeira vermelha e

com poucas chances de voltar aos antigos patamares. Por isso, o investimento em fontes renováveis de

energia pode ser uma forma das indústrias diminuírem a vulnerabilidade a esses fatores externos, além

de produzirem uma energia limpa e com menos impactos ao meio ambiente. “O que falta ao país ainda é segurança

para que o empresário invista e tenha maior certeza de que terá matéria-prima para processar e terá também usuários,

ou seja, terá no mercado um espaço para que sua energia seja negociada a preços razoáveis, a preços que compensem

o investimento”, explica Luiz Pereira Ramos. O especialista conversou com exclusividade à Revista BIOMAIS.

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Com o aumento dos custos de energia elétrica no

Brasil, como as indústrias podem buscar nas fontes

renováveis uma forma de diminuir as despesas?

O impacto do aumento da energia elétrica no Brasil

tem sido muito grande para as indústrias e a busca

por fontes renováveis pode representar uma solução,

mas isso vai depender muito do tipo da indústria e das

possibilidades que ela tem para explorar nas condições

operacionais e no ambiente de trabalho. Então não é

uma resposta que pode ser dada de forma direta. Existem

algumas opções na linha fotovoltaica, por exemplo, que

podem se tornar cada vez mais viável. Outras soluções de

porte maior poderiam também se mostrar interessantes,

como a energia eólica, mas isso vai depender de outros

fatores. A eólica naturalmente não estaria disponível

em todo o país e embora a tecnologia de captação dos

ventos tenha aumentado significativamente nas últimas

décadas, ainda não se adequaria a situações específicas

aonde, por exemplo, o regime dos ventos não o favoreça.

Depende muito de escala e da localização dessa

indústria. É claro que as caldeiras movidas a biomassa

certamente podem representar um elo importante na

viabilidade do processo. Temos exemplos na indústria

de papel e celulose, sucroalcooleira, entre outras, onde

a biomassa representa um caminho seguro para aumentar

a rentabilidade do negócio, permitindo inclusive a

perspectiva de se vender energia elétrica para o grid, na

chamada rota da bioeletricidade. Isso é possível, mas exige

investimento e entende-se que seja algo rentável, mas

o capital inicial é relativamente alto. É digno de menção

também que as indústrias que processam biomassa existem

outras alternativas, como a gaseificação da biomassa.

A Klabin no Paraná, no projeto Puma, em Ortigueira,

se preocupou com isso e vem trabalhando na instalação

de um gaseificador capaz de produzir energia a partir da

gaseificação da biomassa por meio de turbinas a gás que

são alimentadas por gases oriundos desses processos,

cujo principal combustível é o hidrogênio. São caminhos

passíveis de serem considerados, mas que vão depender

muito das condições operacionais da própria indústria e

de outros aspectos, como a logística.

Dentre as fontes renováveis de energia, quais

acredita serem as melhores para aplicação dentro das

indústrias?

Precisamos novamente entender de que complexo

industrial seria feito esse investimento. Há situações em

que mais uma vez a energia fotovoltaica se apresenta

bastante interessante e cada vez mais viável. Agora o

problema tanto da energia eólica quanto da energia fotovoltaica

é a intermitência. Não se acumula energia. Não

se gera energia para auto-consumo. Na verdade, se gera

energia e negocia isso com o grid, com a concessionária.

Então naturalmente é um conceito um pouco diferente

de poder gerar a própria energia. Portanto talvez ainda a

opção nesse sentido de ser produtor da própria energia

seria mesmo a questão das caldeiras na energia da biomassa,

mediante a qual pode-se não só gerar vapor, energia

e potência, como também o trabalho. Nessa linha, é

possível gerar bioeletricidade mediante a instalação de

uma infraestrutura adequada para esse fim. Sendo assim,

tudo depende para que fim vai ser gerada a tal energia.

Entre essas matrizes, a biomassa tem ganho destaque.

Como avalia o potencial dessa fonte de energia e

como ela pode ser melhor utilizada no país?

Entre as matrizes que mais tem ganho destaque

realmente é a biomassa, que pode ser entendida em dois

grandes processos. Um seria meramente a combustão e o

outro seria a gaseificação. Não podemos também deixar

de considerar que essas rotas elas podem gerar biocombustíveis,

que também vão entrar nessa conta. Então se

é uma indústria que depende, por exemplo, de um consumo

relativamente alto de combustíveis, essa indústria

poderia pensar em investir na produção do próprio combustível,

que consome e hoje em dia pode-se imaginar

isso na linha do biodiesel, empregando matérias-primas

oleaginosas na linha do etanol, sacarínecas ou amilácias e

mesmo processos mais elaborados, que levam a produção

daqueles combustíveis que denominamos drop-in,

Temos exemplos na

indústria de papel e

celulose, sucroalcooleira,

onde a biomassa

representa um caminho

seguro para aumentar a

rentabilidade do negócio

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

17


ENTREVISTA

combustíveis que têm a mesma característica e praticamente

a mesma composição, a mesma impressão digital

de um combustível derivado do petróleo. No entanto,

eles teriam origem na biomassa de forma renovável e

sustentável. Então essas tecnologias de produção de

hidrocarboneto renováveis na linha dos óleos vegetais

hidrogenados, o mesmo de outros tipos de combustíveis

sintéticos, vem crescendo substancialmente e inclusive

parece que dependendo das circunstâncias, começando

pela própria disponibilidade de matéria-prima a baixo

custo, essas soluções podem ser concebidas em uma

escala relativamente pequena, como é o caso dos HVOs

(Óleo Vegetal Hidrotratado, em português). Mas isso vai

depender muito de qual indústria, qual a demanda e que

tipo de forma essa energia tem que assumir para atender

as necessidades da empresa. Outro ponto importante

sobre a energia da biomassa é a escala. É claro que a solução

pela geração de energia por processos, por exemplo,

de cogeração, que é o que a indústria sucroalcooleira

faz utilizando bagaço, principalmente o bagaço de cana,

para a produção de bioeletricidade, dando autonomia

para indústria e inclusive gerando um excedente que

pode ser negociado com o grid, com a rede. Essas iniciativas

exigem um investimento de capital relativamente

alto, que a indústria consegue pagar relativamente

rápido, mas obviamente isso exige um movimento, um

investimento de capital grande, que nos dias de hoje

pode ser complicado.

setor e na medida em que as chuvas não vêm, como

deveriam, acabamos por enfrentar crises tão agudas

quanto a que estamos hoje vivendo e essa crise não é

novidade. É a história da crônica da morte anunciada.

Todo mundo sabia que ela viria e não tardaria em vir, no

caso a retornar, porque vivemos situações parecidas com

essa há não muito tempo. Então a dependência menor

dos recursos hídricos e também a dependência menor

das termoelétricas movidas a diesel, sendo, que queimar

diesel para produzir energia, não faz o menor sentido, é

caríssimo e não faz realmente o menor sentido para um

país que tem tanta biomassa. Realmente é premente que

essas termoelétricas movidas a diesel sejam substituídas

e transformadas em outra atividade, enquanto que as dependentes

do gás natural teriam condição de operação

muito superiores ao diesel. Mas enfim, não se pode negar

a necessidade do uso quando a crise se instala. Então o

que é realmente lamentável é que quem paga isso é o

consumidor. Mas na medida em que políticas públicas

são criadas para orientar o setor industrial e motivá-lo a

investir em novas fontes energéticas, eólica, fotovoltaica

e biomassa principalmente, e em que nos dirigimos a

uma situação mais favorável de mercado baseado nessas

políticas públicas certamente haverá mobilização do setor

industrial para que as necessidades energéticas sejam

supridas de uma forma mais sustentável.

O que falta atualmente para maior inserção dessas

matrizes renováveis de energias no setor industrial

brasileiro?

O que falta ao país ainda é segurança para que o

empresário invista e tenha maior certeza de que terá

matéria-prima para processar e terá também usuários, ou

seja, terá no mercado um espaço para que sua energia

seja negociada a preços razoáveis, a preços que compensem

o investimento. Existe todo um movimento em

torno disso hoje em dia. Programas como o RenovaBio

e a o Combustível do Futuro, que tem sido criado pelo

Governo e lançados para que haja uma motivação maior,

tanto na academia, quanto na indústria para a geração de

soluções tecnológicas, que melhorem a competitividade

econômica desses processos. Entretanto, é preciso haver

mercado e esse mercado depende de desejo efetivo do

Governo, no sentido de substituir, pelo menos em boa

parte, a dependência que hoje temos das fontes hidrelétricas.

Atualmente, o Brasil é muito dependente desse

Na medida em que

nos dirigimos a uma

situação mais favorável

de mercado baseado

nessas políticas públicas

certamente haverá

mobilização do setor

industrial para que as

necessidades energéticas

sejam supridas de uma

forma mais sustentável

18 www.REVISTABIOMAIS.com.br


PRINCIPAL

GERAÇÃO DE

QUALIDADE

FOTOS EMANOEL CALDEIRA

EMPRESA COMPLETA

10 ANOS EM 2021

CONSOLIDADA DENTRO

DO SETOR DE MÁQUINAS

E EQUIPAMENTOS PARA

PRODUÇÃO DE CALOR

ATRAVÉS DA QUEIMA DE

BIOMASSA

C

ompletar 10 anos de atuação no mercado é

uma grande conquista para qualquer empresa.

Mas chegar nessa marca sendo reconhecida

como uma das principais empresas no segmento

de geração de calor no Brasil é um motivo de orgulho

para todos na IMTAB. As atividades da empresa começaram

em Atalanta, Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, mas devido

ao crescimento da produção e necessidades logísticas,

em 2014 a IMTAB mudou sua sede fabril para Agrolândia

(também no Alto Vale do Itajaí).

No início, a empresa alugava galpões para utilizar

como sede, mas em 2015 começou a construção da matriz

própria. Desde 2018, a IMTAB tem conseguido ampliar seu

parque fabril, estando inclusive em novo processo de construção

que irá deixar a área da fábrica com 6.500 m2 (metros

quadrados), podendo, assim, atender ainda melhor

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

21


PRINCIPAL

sua carteira de clientes. O término das obras está previsto

para o início de 2022.

“A empresa desenvolve esses produtos desde 2013,

ano em que mudou de manutenção para fabricação de

equipamentos, mas teve uma grande crescente nos últimos

4 anos, onde conseguiu se posicionar entre as melhores

fabricantes de geradores de calor do Brasil, quando

lançou a Fornalha Gás Quente Alemã, projeto inovador e

desenvolvido pela empresa após viagem à Alemanha”, explica

Joel Padilha, diretor-presidente da IMTAB.

A empresa tem como carro-chefe os equipamentos

geradores de calor. Esses equipamentos podem utilizar

resíduos da indústria moveleira, agrícola e de outros segmentos

para gerar calor e energia para diversas finalidades.

“Temos grande compromisso com o cliente desde a

elaboração do projeto, da compra dos materiais, até o desenvolvimento

na fábrica. Prezamos muito pela qualidade

e sempre digo para o pessoal na fábrica, que precisamos

olhar o equipamento, o que a gente tá fazendo como se

fosse o cliente observando a máquina. Trabalhar com os

olhos voltados para o cliente, da qualidade, até os prazos

de entrega”, pontua Ricardo Samp Neto, gerente de produção

da IMTAB.

Atualmente a empresa já executou mais de 260 projetos

para empresas de toda América do Sul, sendo uma

dessas execuções feitas de acordo com as necessidades de

aplicação de cada cliente. “Estamos sempre em busca de

inovações, o atendimento ao cliente, o prazo de entrega, a

qualidade do que entregamos, ouvir a necessidade do que

o cliente está precisando, para tentar achar a melhor alternativa

para ele. Sempre tentamos fazer algo de novo, por-

O básico todo mundo

já faz, então temos que

sempre buscar alguma

coisa diferenciada para

estar se destacando

Gilvanio Justen, coordenador

de engenharia da IMTAB


Dessa forma, a serragem não é mais encarada como

um passivo ambiental pelas empresas madeireiras, sendo

utilizada nos processos de secagem e peletização com objetivo

de gerar energia.

Diversas empresas nacionais estão exportando esses

pellets (conhecido como serragem de primeira), mas para

conseguirem alcançar o mercado externo precisam de

uma certificação para atestar a qualidade do produto.

“A IMTAB teve uma participação muito grande no desenvolvimento

desses equipamentos para atingir o mercado

externo, que era o padrão exportação. A empresa

desenvolveu o equipamento defagulhador, sistema esse

desenvolvido para abater as partículas e fagulhas da geração

de calor antes da entrada do secador, conseguindo

assim, tirar uma serragem de alto padrão e sem riscos de

incêndio do secador. Esse produto foi pioneirismo IMTAB

no mercado e com isso conseguiu com que as empresas

que fazem esse processo de secagem, consigam esse selo

internacional”, exemplifica Joel Padilha.

que o mercado está cheio de opções. O básico todo mundo

já faz, então temos que sempre buscar alguma coisa diferenciada

para estar se destacando”, complementa Gilvanio

Justen, coordenador de engenharia da IMTAB.

INOVAR PARA CRESCER

Dentro do mercado, a IMTAB trabalha constantemente

para oferecer soluções inovadoras para os clientes, que

permitam não apenas a resolução das necessidades, mas

também um ganho de produtividade com redução de custo

operacional.

Um desses exemplos é a tecnologia do sistema de grelhado

móvel suspenso, que possibilitou menor manutenção

das máquinas, diminuindo assim os custos com novas

peças e o tempo de equipamento parado.

Essas tecnologias acompanham o avanço dos investimentos

de muitas empresas no setor da biomassa, que é

uma energia que possibilita maior economia e menos geração

de resíduos poluentes ao meio ambiente.

“Hoje os combustíveis como gás natural e GLP estão

cada vez mais caros e inviáveis. Na nossa região e em todo

país a biomassa é bastante abundante, então estamos focados

nessa queima com máxima eficiência possível, maior

geração possível de energia térmica com menor consumo

de combustível”, compara Gilvanio Justen.

Fornalha + Defagulhador

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 23


PRINCIPAL

SOLUÇÕES PARA A INDÚSTRIA

Dentre as soluções para a indústria oferecidas pela IM-

TAB se destaca a Fornalha Gás Quente (também conhecida

como gerador de gás quente ou queimador), que é o equipamento

responsável pela transformação da biomassa e

resíduos agrícolas em energia térmica. Esse equipamento

produz gases à altas temperaturas por meio da combustão

de algum combustível, como por exemplo, a biomassa. Os

gases resultantes dessa queima são encaminhados aos secadores

para evaporação dos líquidos dos produtos.

A IMTAB oferece para as empresas os seguintes

equipamentos para geração de calor:

Fornalha com aquecimento direto: neste tipo de fornalha,

a energia térmica proveniente dos gases resultantes

da combustão é misturada com o ar ambiente e utilizada

diretamente no secador, com capacidade de gerar 500.000

kcal/h a 35.000.000 kcal com temperaturas de até 1600°C;

Gerador Ar Aquecido: produto pioneiro para geração

de ar quente e limpo sem contato com gases. É utilizado

em unidades que necessitam de secagem indireta como

produtos alimentícios. O equipamento faz a geração de

ar quente sem necessidade de caldeira, tornando o custo

operacional menor. Neste sistema, a energia térmica dos

gases provenientes da combustão é encaminhada a um

trocador de calor, que tem a finalidade de aquecer indiretamente

o ar de secagem, com capacidade de gerar 500.000

kcal/h a 15.000.000 kcal com temperaturas de até 400°C;

Aquecedor de Fluido térmico VULCANO: equipamento

para aquecimento de óleo mineral ou vegetal. O

óleo mineral é aquecido para capotas e radiadores dos segmentos

de papel, setor têxtil, entre outros, enquanto o óleo

vegetal é utilizado para fritura de produtos alimentícios,

tais como salgadinhos de massa, batatas chips, entre outros.

Tem capacidade de gerar 500.000 kcal/h a 15.000.000

kcal com temperaturas de até 350°C;

Caldeira Flamotubular: esse produto trabalha na geração

de vapor saturado e superaquecido com capacidades

de 1000 kg a 35.000 kg e pressão de até 21 kgf/cm2.

As caldeiras flamotubulares possuem a função de produzir

o calor através da combustão, que ocorre sobre grelhado

móvel dentro da fornalha de queima. A geração de gases

de combustão faz o aquecimento da água presente em seu

interior, sendo que a água uma vez aquecida pode gerar

água quente, vapor saturado ou vapor superaquecido, tendo

potencial de ser utilizada em diversos setores da economia,

como por exemplo hospitais, frigoríficos, laticínios,

madeireiras, agroindústrias e outras atividades do segmento

industrial.

"Hoje podemos dizer que

estamos entre as melhores,

mas queremos nos posicionar

entre as maiores com

equipamentos de grande

porte na parte de geradores

de calor, geradores de

ar quente e caldeiras de

pequeno a médio porte"

Joel Padilha,

diretor-presidente da IMTAB

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Joel Padilha e Deize Weber Padilha com foto do início

das obras na sede da IMTAB

“Esses 10 anos foram bastante desafiadores para nós e

para os próximos 10 anos temos um objetivo muito grande

de se posicionar entre as maiores fabricantes. Hoje podemos

dizer que estamos entre as melhores, mas queremos

nos posicionar entre as maiores com equipamentos de

grande porte na parte de geradores de calor, geradores de

ar quente e caldeiras de pequeno a médio porte”, almeja

Joel Padilha.

DÉCADA DE PARCERIAS

A IMTAB reconhece que grande parte do sucesso atingido nos últimos 10 anos foi graças aos fornecedores e clientes que passaram

pela empresa nesse período:

“Nossa parceria com a IMTAB começou em outubro de

2020. Procuramos eles porque sentíamos necessidade de

ampliar o nosso negócio, gerando maior desempenho e mais

valor aos produtos. O investimento foi na caldeira de 15t (toneladas)

que no momento ela supre a necessidade dentro da

empresa. Atualmente a caldeira abastece toda a produção de

cozimento de toras, secador, estufas e gera 1 MW de energia.

Futuramente iremos colocar mais um secador e duas prensas

dentro desse mesmo sistema”

Luciana Pegoraro Dal Bosco,

sócia-diretora da Ágil Madeiras

“Compramos três equipamentos deles já. São fornalhas de alto poder

calorífico e tecnologia de ponta. Sempre compramos fornalhas da

IMTAB por ser uma empresa séria e que entrega um produto diferenciado.

Eles estão constantemente em evolução (como a nossa empresa),

sempre buscando o que há de melhor no mercado e implementando

nos produtos deles. Além disso, a negociação e o pós-venda é

muito bom! Eles possuem uma equipe humilde e pró-ativa, sempre

buscando atender o cliente da melhor maneira. Nas nossas próximas

fábricas vamos continuar com a parceria, seguramente!”

Nicolas Ito Trindade,

diretor da Caltim Fertilizantes

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

25


PELO MUNDO

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ENERGIA DOS

VULCÕES

FOTOS DIVULGAÇÃO

EL SALVADOR APOSTA NA

GERAÇÃO DE ENERGIA

GEOTÉRMICA VULCÂNICA PARA

A MINERAÇÃO DE BITCOIN –

NOVA MOEDA OFICIAL DO PAÍS

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

27


PELO MUNDO

O

presidente de El Salvador, Nayib Bukele,

anunciou por meio de um vídeo postado

no twitter em setembro, a instalação de

mineração de bitcoin (BTC) alimentada

com energia geotérmica vulcânica.

O vídeo mostra diversos caminhões e contêineres

chegando até a usina, além de técnicos colocando

máquinas de mineração em funcionamento no local

da empresa.

Mas o presidente salvadorenho não deu muitos

detalhes na postagem de como será feito todo o

processo de mineração, colocando na legenda apenas

as palavras pequenos passos com a bitcoin, a bandeira

de El Salvador e um vulcão. A empresa responsável

pela captação da energia vulcânica local é a estatal de

eletricidade geotérmica LaGeo. Em junho deste ano,

Bukele conseguiu aprovar após longas discussões no

país o bitcoin como moeda oficial.

“Acabei de instruir o CEO da LaGeoSV a apresentar

um plano para oferecer instalações para a mineração

de bitcoin com energia muito barata, 100% limpa,

100% renovável e com zero emissões, partindo de

nossos vulcões”, pontuou o presidente salvadorenho

à época.

Ainda segundo Bukele, a ideia da implantação da

usina de mineração de bitcoin alimentada por energia

geotérmica nasceu após uma sessão do twitter Spaces

em que o presidente estava com Nic Carter, cofundador

da Coinmetrics, empresa do setor de criptomoedas.

O conceito é aproveitar o grande potencial geo-

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br


térmico ainda não explorado em El Salvador, sendo

que o país já conta com uma rede interna de usinas de

energia pouco utilizadas nas últimas décadas, tornando

a mineração de bitcoins uma atividade ideal para

ser desenvolvida no país da América Central.

El Salvador adotou o bitcoin como moeda oficial

em 7 de setembro, com a criptomoeda podendo ser

adquirida por meio da conversão em dólares americanos.

Mas a medida não é vista como unanimidade entre

os salvadorenhos, com grande parte da população

estando receosa sob os impactos dessa adoção para

a economia local. Inclusive diversos protestos foram

realizados durante o mês de setembro no país, com

direito a um caixa eletrônico sendo incendiado em

San Salvador (capital do país).

O conceito é aproveitar

o grande potencial

geotérmico ainda não

explorado em El Salvador,

sendo que o país já conta

com uma rede interna de

usinas de energia pouco

utilizadas nas últimas

décadas

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

29


ECONOMIA

TECNOLOGIA PELA

ECONOMIA

FOTOS DIVULGAÇÃO

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APOSTA EM EQUIPAMENTOS

COM MOTORES ELÉTRICOS

QUE SE ACOPLEM A

REDUTORES, GERA ECONOMIA

DE ENERGIA E FLEXIBILIDADE

NA MONTAGEM

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31


ECONOMIA

E

m meio à vacinação contra a Covid-19, a

indústria começa a reagir aos desafios e

obstáculos gerados pela pandemia. O avanço

da imunização e o aumento da mobilidade

das pessoas se tornam fundamentais para garantir

maior segurança às operações e mais rentabilidade às

fábricas e empresas nos próximos meses. Segundo

o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),

a produção industrial do primeiro semestre de 2021

fechou com alta acumulada de 12,9%. Em 12 meses,

houve um avanço de 6,6%.

Segundo os dados divulgados pelo instituto, as

horas trabalhadas na produção aumentaram 0,3%

em junho, interrompendo a sequência de quedas

observada desde fevereiro. Além disso, a capacidade

máxima de produção, medida pela UCI (Utilização

da Capacidade Instalada), cresceu novamente e está

no maior patamar desde 2013, de acordo com a CNI

(Confederação Nacional das Indústrias).

“Nesta retomada, o setor está apostando em

equipamento com melhor eficiência — motores com

flexibilidade construtiva e que gerem economia de

energia — pois é um investimento que se paga de

curto a médio prazo, especialmente em máquinas

que trabalham muitas horas por dia”, explica Drauzio

Menezes, diretor da Hercules Motores Elétricos.

Como os motores elétricos são responsáveis por

boa parte do consumo de energia no país e no mundo,

a redução desse consumo também se faz necessária

neste momento de seca, no qual já se observa a

deterioração do nível dos reservatórios das hidrelétricas

e possível problema de abastecimento.

Por isso, as indústrias — como as que utilizam

equipamento para diversas aplicações — dão preferência

a motores elétricos que se acoplam facilmente

a redutores, com objetivo de terem maiores ganhos

em consumo energético e evitarem gastos com substituição.

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br


“Por isso, na Hercules Motores, fabricamos motores

elétricos com grau de proteção IP 21 – 44 e 55,

monofásicos e trifásicos, que servem para qualquer

tipo de redutor, seguindo as normas mundiais IEC

e NEMA. Esses redutores impedem que os motores

elétricos com uma potência/velocidade/torque maior

do que a necessária para certas atividades, tenham um

consumo desnecessário de energia elétrica”, explica.

Drauzio Menezes também salienta que no segmento

de equipamentos para automação industrial,

os motores devem possuir formas construtivas diferenciadas,

com flexibilidade e facilidade de alteração,

trazendo assim mais facilidades e ganho na produtividade.

“Eles devem ter alta eficiência e facilidade da

multimontagem; possibilidade de a caixa de ligação

girar de 90 em 90 graus; pés removíveis; click rural na

linha monofásica e carcaça em alumínio, resistentes a

ambientes corrosivos e salinos”, finaliza.

Esses redutores impedem

que os motores elétricos

com uma potência/

velocidade/torque maior

do que a necessária para

certas atividades, tenham

um consumo desnecessário

de energia elétrica

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

33


INOVAÇÃO

CONECTADOS PELA

SUSTENTABILIDADE

FOTOS DIVULGAÇÃO

EVENTO DE APRESENTAÇÃO

DA ENERGY CONNECTION

VAI REUNIR EMPRESAS LÍDERES

DO SETOR E ESPECIALISTAS

EM ENERGIA E INOVAÇÃO

EM ARENAS NACIONAIS E

INTERNACIONAIS

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

35


INOVAÇÃO

E

m um encontro 100% digital, entre os dias

19 e 21 de outubro de 2021, será lançada a

Energy Connection, plataforma de conexão

pioneira no Brasil, criada para impulsionar a

inovação do setor de energia no país. A startup paranaense

se apresenta ao mercado em evento com três

dias de programação e a participação de convidados

do Brasil, Alemanha, Israel, Portugal, Reino Unido e

França.

Com palestras, debates e 44 salas de conexão, o

Energy Connection Summit 2021 vai apresentar as

principais tendências, iniciativas inovadoras e casos

de sucesso das empresas líderes do setor de energia

no mundo. Em arenas nacionais e internacionais, os

especialistas vão discutir a descarbonização, descentralização,

digitalização, democratização e inovação

no setor de energia.

“A proposta é envolver os participantes em um

ambiente virtual cheio de informação e de espaços de

debate e networking. É um evento que vai mostrar o

potencial da plataforma digital de conectar pessoas

que atuam em diferentes áreas e atividades por onde

a energia transita. A gente quer expandir as fronteiras

do setor de energia por meio da inovação, integrando

oportunidades para a transformação das cidades e das

pessoas que nelas vivem", explica a criadora da Energy

Connection, Renata Abreu.

A programação do Energy Connection Summit

2021 começa no dia 19 de outubro, às 9h (horas), com

palestra do presidente da EPE (Empresa de Pesquisa

Energética), vinculada ao MME (Ministério de Minas

e Energia), Thiago Barral. Na apresentação, ele vai

falar sobre as oportunidades e desafios da transição

energética e apresentar iniciativas que incentivam a

inovação no setor de energia brasileiro.

No período da manhã, com programação diária

das 9h às 13h, o evento terá seis arenas internacionais,

lideradas por entidades como BRITCHAM (Câmara

Britânica de Comércio e Indústria no Brasil, em português),

EVEX (Energy Virtual Experience), Israel Trade

36 www.REVISTABIOMAIS.com.br


& Investments, AHK (Câmara de Comércio e Indústria

Brasil-Alemanha, em português) e CCFB (Câmara de

Comércio França Brasil)

Na grade de programação das tardes do evento,

das 14h às 18h30 nos três dias de summit, cinco arenas

temáticas vão debater descarbonização, democratização,

digitalização, descentralização e inovação no

setor de energia, em sessões dinâmicas de palestras,

seguidas de debates nas salas de conexão. Esses

ambientes virtuais trarão debates com a presença de

lideranças de vários setores, que vão compartilhar

experiências e discutir o papel da energia em diversas

áreas, como agronegócio, cidades inteligentes, indústria

e educação.

Além das arenas temáticas e espaços de conexão,

a programação do Energy Connection Summit 2021

A proposta é envolver

os participantes em um

ambiente virtual cheio de

informação e de espaços

de debate e networking

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

37


INOVAÇÃO

inclui a Arena de Negócios, um espaço de exposição

de soluções inovadoras de empresas nacionais

e internacionais. Os parceiros da plataforma terão

vitrines digitais e salas de reunião exclusivas, dentro

da plataforma digital.

As startups também terão espaço na Arena Startup,

que vai expor soluções inovadoras em pitchs que

ficam disponíveis para visitas e avaliação na plataforma

digital. Através de uma votação online, os participantes

vão escolher as três melhores soluções para o

setor de energia, que serão detalhadas pelas startups

em palestras ao vivo no último dia de evento.

A programação completa do Energy Connection

Summit 2021 está no site https://energyconnection.

com.br/.

A energy connection é uma plataforma de conexão

que tem o propósito de impulsionar o networking,

novos negócios, oportunidades e projetos relacionados

à energia, a partir da inovação aberta. Tendo como

fundadora, Renata Abreu, também CEO & Founder

do eNeRGy Hub | 1º Energy Hub do Brasil, a startup

foi concebida para atender demandas do mercado

brasileiro, país que tem forte carência de projetos e

soluções inovadores no setor de energia, e integrar as

iniciativas de inovação que já rodam o Brasil.

“O nosso país é um gigante em potencial energético,

mas só 1,5% das startups brasileiras estão relacionadas

ao setor de energia. São cerca de 200 empresas

O nosso país é um

gigante em potencial

energético, mas só 1,5%

das startups brasileiras

estão relacionadas ao

setor de energia

38 www.REVISTABIOMAIS.com.br


e menos de 10% delas têm maturidade tecnológica

para atender prontamente às demandas do mercado.

Essa baixa oferta de soluções inovadoras pode e deve

ser vista como uma grande oportunidade para colocar

o Brasil no ranking global das energytechs, impulsionando

o ritmo de evolução do setor no país”, explica

Renata Abreu.

Com lançamento oficial marcado para outubro, a

startup já foi selecionada para participar de um programa

internacional de mentoria e imersão, da Future

Females Business School. O programa do UK-Brasil

Tech Hub, do Reino Unido, oferece 30 vagas para

empreendedoras brasileiras que estão construindo negócios

com tecnologia e gerando impacto para suas

comunidades.

Em sua fase inicial, a energy connection deve atuar

como uma vitrine para inspirar o desenvolvimento de

projetos na área energética, criando oportunidades de

matchmaking, networking, novas parcerias e negócios,

sempre com foco na inovação e sustentabilidade. O

MVP da startup foi desenvolvido em 2020, no ciclo de

webinars Energy Connection 2020, que teve oito eventos

online, com a participação de grandes corporações

do setor de energia.

“Foi uma primeira rodada de conexões, que ajudou

a amadurecer o conceito da Energy Vonnection e

estabelecer as principais demandas do setor a serem

atendidas pela startup. A ideia é criar um mecanismo

que fomente a criação de novas tecnologias e

soluções na área de energias renováveis; que melhore

a competitividade do setor brasileiro de energia; que

impulsione negócios inovadores e sustentáveis; e

que colabore para o desenvolvimento do país na área

energética”, conclui Renata Abreu

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

39


INDÚSTRIA

40 www.REVISTABIOMAIS.com.br


OTIMIZAÇÃO

ENERGÉTICA

FOTOS DIVULGAÇÃO

TECNOLOGIAS ACELERAM A

AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS E

MELHORAM O ABASTECIMENTO

ELÉTRICO PARA AS INDÚSTRIAS

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

41


INDÚSTRIA

A

energia elétrica é um dos recursos mais

importantes de qualquer país e uma das

principais fontes econômicas da América

Latina. No Brasil, 62% da operação

depende das hidrelétricas que, atualmente, enfrentam

uma grave crise. Segundo o ONS (Operador Nacional

do Sistema Elétrico), grande parte das represas do

sudeste e do centro-oeste chegará ao fim do ano com

menos de 10% de água, o nível mais baixo para esta

época do ano desde o início dos registros públicos em

2000. No mundo, para evitar o interrompimento do

serviço essencial ao desenvolvimento socioeconômico,

a indústria de energia investe em tecnologia.

Segundo o Banco de Desenvolvimento da América

Latina, com o crescimento da urbanização, aumenta

também a demanda por energia, principalmente

eletricidade, gás natural e produção de derivados

de petróleo. O crescimento da demanda traz desafios

que o setor deve enfrentar, um dos principais é

exatamente a integração de tecnologias emergentes

para acelerar a automação de processos e melhorar o

abastecimento do recurso - e manter o abastecimento

dos municípios.

Neste sentido, a aposta tecnológica das principais

empresas de videovigilância visa integrar soluções de

vídeo em rede com outros tipos de tecnologias como

analíticos, áudio e intercomunicadores para reduzir

os riscos inerentes à operação das usinas de geração,

determinadas pela fonte de energia utilizada. Ou seja,

usinas solares, eólicas, térmicas, nucleares, de queima

de compostos da natureza, como combustível, e,

principalmente, hidrelétricas.

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Estes riscos referem-se

principalmente aos que estão

associados a catástrofes,

acidentes ou avarias em

infraestruturas, que impeçam

o fluxo de energia de chegar

ao consumidor final

Glaucio Silva, National Sales Manager da

Axis Communications

Glaucio Silva, National Sales Manager, da Axis

Communications, destaca que a segurança do abastecimento

de energia depende da capacidade dos sistemas

em oferecer aos consumidores finais um fluxo de

energia com certo nível de continuidade e qualidade

de forma sustentável, mas isso depende dos riscos

técnicos e intrínsecos enfrentados pelo setor.

“Estes riscos referem-se principalmente aos que

estão associados a catástrofes, acidentes ou avarias

em infraestruturas, que impeçam o fluxo de energia

de chegar ao consumidor final e é aqui que se põe à

prova o potencial da videovigilância em rede, porque

devido aos níveis de escalabilidade, propõe-se ser

uma fonte de riscos dissuasivos que podem surgir

devido a erros nos processos operacionais”, aponta

Glaucio Silva.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43


INDÚSTRIA

A plataforma de vigilância em rede inclui duas

frentes de atuação: a primeira é a segurança do

trabalhador. A partir das imagens é possível garantir o

cumprimento dos protocolos de Segurança e diminuir

o risco de acidentes. Em ambientes críticos, a saúde

e segurança dos colaboradores pode significar a

continuidade ou interrupção das operações, de forma

que também permite identificar com antecedência se

estão enfrentando situações potencialmente perigosas

para que, a partir da central de monitoramento,

sejam tomadas medidas proativas.

Em segundo lugar, a plataforma atua sobre os

riscos técnicos aos quais a operação está exposta, desde

falhas no processo até danos aos equipamentos críticos.

A vigilância em rede permite o monitoramento

baseado em análises inteligentes de todo o processo

de geração de energia elétrica, que em conjunto com

as soluções térmicas permitem identificar se as usinas

sofreram algum dano, alertando por meio de um

alto-falante ou central de controle sobre as ameaças

detectadas.

Segundo o especialista, a proposta tecnológica

inclui não apenas câmeras de rede, mas também

interfones e caixas de som que possibilitam manter

a comunicação com a equipe de um local remoto

para enviar avisos, indicações em caso de evacuação

ou melhores práticas no caso de incidentes. Também

inclui soluções como radar para monitorar alarmes,

câmeras térmicas, bem como, análise de vídeo e

proteção de perímetro para manter o núcleo crítico da

operação protegido.

Independente da fonte de energia a natureza

44 www.REVISTABIOMAIS.com.br


essencial do setor exige um fluxo de energia estável

e confiável. Qualquer tipo de interrupção aumenta os

custos de operação, além de gerar o risco de quedas

de tensão, bem como, interrupções no fornecimento.

As soluções de vídeo para concessionárias de energia

oferecem suporte e permitem manutenção oportuna

e programada, melhoram a visibilidade da situação

e ajudam a responder rapidamente a incidentes e

acidentes. Além disso, ajuda a proteger o pessoal e as

instalações, com ou sem pessoal, de possíveis intrusões,

sabotagem e furto.

O setor de energia está em um momento fundamental

para promover a incursão da tecnologia

de forma a minimizar riscos técnicos e automatizar

processos, as soluções de vídeo em rede são um compromisso

para ajudar o setor a garantir a continuidade

das operações ao mesmo tempo em que buscam

preservar ativos e pessoal.

A proposta tecnológica

inclui soluções como radar

para monitorar alarmes,

câmeras térmicas, bem como,

análise de vídeo e proteção

de perímetro para manter o

núcleo crítico da operação

protegido

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

45


MERCADO

RECONHECIMENTO

NO SETOR

FOTOS DIVULGAÇÃO

PROGRAMA BRASILEIRO GHG PROTOCOL

É A PRINCIPAL FERRAMENTA NO PAÍS

PARA ENTENDER, QUANTIFICAR E

GERENCIAR AS EMISSÕES DE GASES DE

EFEITO ESTUFA DAS EMPRESAS

46 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

47


MERCADO

P

elo segundo ano consecutivo, a COPEL (Companhia

Paranaense de Energia) conquistou o

mais alto nível de certificação do Programa

Brasileiro GHG Protocol, principal ferramenta

usada no país para entender, quantificar e gerenciar

as emissões de gases de efeito estufa de uma

organização. O Selo Ouro é concedido às empresas

que demonstram o atendimento de todos os critérios

de transparência na publicação de seu inventário

de gases de efeito estufa. O GHG Protocol elabora a

metodologia de cálculo para estimativas das emissões

no Brasil.

A certificação deste ano se refere à divulgação das

emissões do ano base de 2020. O selo reconhece os

esforços da companhia para o desenvolvimento sustentável

e o compromisso da alta administração com

estabelecimento de metas de emissões em prol da

sustentabilidade, ratificado no Plano de Neutralidade

de Carbono da COPEL. É a nona vez que a companhia

conquista a certificação.

“A COPEL é uma empresa que tem a cultura ESG

(sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança)

incorporada em suas atividades e, por isso, participa

desde a primeira edição do programa, que ocorreu

em 2008”, explica Vicente Loiácono Neto, diretor de

Governança, Risco e Compliance da COPEL.

Ele esclarece que a companhia sempre buscou ser

transparente quanto a divulgação das informações do

inventário de gases de efeito estufa. “Esse ano não foi

diferente, já que recentemente aprovamos o Plano de

Neutralidade de Carbono”, destaca.

Em 2020, a COPEL emitiu 33,5 tCO2e (toneladas de

CO2 equivalentes), o que representa uma redução de

85% no montante de emissões ao longo dos últimos

quatro anos. Em 2016 o valor era de 233,7 tCO2e.

A ferramenta para quantificar emissões de gases

de efeito estufa foi desenvolvida nos EUA (Estados

Unidos da América) em 1998. No Brasil foi implementada

a partir de 2008 pelo GVCES (Centro de Estudos

em Sustentabilidade da FGV Fundação Getúlio Vargas)

em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Desde que a metodologia do GHG Protocol foi

48 www.REVISTABIOMAIS.com.br


trazida para o país, a COPEL a utiliza para elaboração

do seu inventário anual de emissões de gases de

efeito estufa. A partir de 2012, o inventário passou a

ser verificado por empresa independente, certificada

pelo Inmetro.

A metodologia estabelece padrões internacionais

para a mensuração das emissões de gases de efeito

estufa e para a elaboração e publicação de inventários

desta natureza. O inventário é o principal instrumento

para a gestão da emissão de gases de efeito estufa,

sendo fundamental para a tomada de decisão sobre

as ações relacionadas ao combate ao aquecimento

global e à mudança do clima.

O controle das emissões da COPEL está alinhado à

estratégia da companhia e aos compromissos assumidos

junto a Agenda 2030, especialmente em relação

aos ODS (Objetivos dos Desenvolvimento Sustentável)

7, 11, 12, 13 e 17. Para a COPEL, os ODS são uma grande

oportunidade para demonstrar seu posicionamento

em relação ao desenvolvimento sustentável em

alinhamento à sua estratégia de geração de valor.

A COPEL é uma empresa

que tem a cultura ESG

(sigla em inglês para

ambiental, social e

governança) incorporada

em suas atividades e,

por isso, participa desde

a primeira edição do

programa, que ocorreu

em 2008

Vicente Loiácono Neto, diretor de

Governança, Risco e Compliance da COPEL

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

49


ARTIGO

50 www.REVISTABIOMAIS.com.br


BIOMASSA PARA

PRODUÇÃO DE

ENERGIA SUSTENTÁVEL

FOTOS DIVULGAÇÃO

MARCELO MORELLO

TÂNIA CECÍLIA DE MOURA MORELLO

MURILO CAVALCANTE MORRELO

LUIS FELIPE DO NASCIMENTO ADAME

MARLLON CAVALCANTE MORELLO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

51


ARTIGO

RESUMO

A

biomassa pode ser considerada a fonte de

energia mais antiga da terra, pois era utilizada já

por nossos ancestrais quando se deu o descobrimento

do fogo. Distante disso, a utilização

de energias de fontes oriundas de combustíveis fósseis

aumenta cada vez mais as emissões de gases de efeito

estufa, os principais causadores das mudanças climáticas

na atualidade. Neste contexto, a biomassa apresenta-se

como ótima alternativa para geração de energia por sua

procedência renovável e sua contribuição para a sustentabilidade

no Brasil e no mundo. Os objetivos deste trabalho

abrangem a necessidade de se buscar políticas públicas de

incentivo e implementação de usinas de biomassa no país e

no mundo devido aos seus aspectos ambientais favoráveis

em relação às fontes de energia não-renováveis. Para isso é

aqui apresentada uma revisão bibliográfica dos conceitos de

biomassa para a produção de energia, suas principais fontes

e os aspectos sustentáveis que ela apresenta. No que tange

à produção, podemos destacar que o Brasil possui inúmeras

possibilidades de mais que minimizar, mas sim excluir fontes

de combustíveis fósseis de sua matriz energética, na busca

por fontes alternativas o Brasil apresenta grande biodiversidade,

o que permite a geração de energia por vários processos

que envolvem a biomassa, para produção de combustíveis

renováveis como o álcool, o biodiesel, e o H-bio. Por fim,

fica claro que a nova ordem energética mundial passa pela

ampliação da utilização de combustíveis renováveis, pois a

sustentabilidade é apenas um, dentre os inúmeros benefícios

desta fonte alternativa de energia.

Palavras-chave: Biomassa, fonte, energia, renovável.

INTRODUÇÃO

As diversas modificações ambientais que o planeta vem

sofrendo nos últimos tempos, tais como mudanças no clima

e o aquecimento global são ocasionadas principalmente

pelo volume de emissões de gases poluentes derivados dos

mais diversos processos produtivos industriais que fazem

uso de energias não sustentáveis, que acabam agredindo o

meio ambiente e a biodiversidade.

Diante disso, a busca por meios de produção de energia

que não sejam nocivos ao meio ambiente tem se tornado

cada vez mais constante, visando principalmente a conservação

e a preservação do planeta.

Como uma das alternativas de produção de energia limpa

destaca-se a biomassa, considerada uma fonte de energia

renovável, porque a matéria orgânica produzida pela própria

natureza não é extinta.

Segundo a ANEEL (2002), a biomassa, no ponto de vista

energético, é toda matéria orgânica, seja de origem animal

ou vegetal, que pode ser utilizada na produção de energia.

A utilização da biomassa tem como grandes vantagens

seu aproveitamento direto através da combustão em fornos

e caldeiras e a redução de impactos socioambientais. Como

desvantagens, seu aproveitamento apresenta eficiência

reduzida, que até então pesquisadores têm estudado o

aperfeiçoamento das tecnologias de conversão.

BIOMASSA PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA

A utilização de biomassa como fonte de energia já vem

sendo empregada pelo homem desde o descobrimento do

fogo, onde o homem primitivo utilizava-se da queima de

carvão derivado de troncos de árvores e galhos secos para

cozimento de alimentos, iluminação e proteção térmica.

Apesar de antiga, o uso de biomassa como fonte de energia

nem sempre foi utilizada de maneira sustentável, tendo em

vista o desmatamento para produção de carvão, aproveitando-se

assim dos recursos da natureza.

O processo obtido através de atividades extrativistas

era alcançado sem nenhuma preocupação com os impactos

ambientais que poderiam ser ocasionados devido sua

execução. Genericamente acreditava-se que os recursos

naturais, assim como os combustíveis fosseis seriam fontes

inesgotáveis de energia, ou seja, que nunca seriam esgotadas.

Contudo, a partir das revoluções industriais ocorridas

em meados do século XIX houve a necessidade de evoluir

os processos industriais. Paralelo a isto, ocorre o desenvolvimento

da sociedade que tende a aumentar o consumo

passando a necessitar de cada vez mais recursos.

A partir daí a demanda de energia passa a ter um aumento

significativo e sistemático atraindo, portanto, a atenção

das organizações mundiais quanto aos impactos que

o consumo desenfreado dos recursos naturais causaria ao

meio ambiente. A fim de obter maior controle ambiental no

cenário de produção de energia, no fim do século XX iniciaram-se

as aprovações de algumas legislações ambientais em

vários países, com o intuito de preservar o meio ambiente,

controlar o aquecimento global e as emissões de carbono.

Além disso, estudos constatavam que boa parte dos

insumos energéticos utilizados para produção de energia

em grande escala possuía reservas finitas. O aumento da demanda

de energia associado às limitações de matéria prima

fez com que a perspectiva de duração das fontes de energia

tendesse à escassez.

Também existe o fator econômico, que causa um impacto

direto no setor energético relacionado às indústrias

52 www.REVISTABIOMAIS.com.br


de petróleo. A importância geoestratégica do petróleo traz

à tona as possíveis consequências econômicas da grande

dependência de uma única fonte de energia, haja visto que

desde o período pós Segunda Guerra Mundial (1945), já

passamos por cinco crises relacionadas a produção/consumo

de petróleo.

Visando atender à crescente busca de energia por consequência

dos fatores apresentados anteriormente, se faz

necessário buscar alternativas energéticas sustentáveis.

Podemos destacar, a energia solar, a energia eólica, a

energia atômica e a energia proveniente das biomassas

como fontes de energias alternativas. Considerando que a

Biomassa é uma fonte de energia limpa e renovável, o mercado

de energia passou a considerá-la como uma boa fonte

alternativa para diversificação da matriz energética mundial

e importante para redução da dependência dos combustíveis

fósseis.

Segundo a ANEEL (2002), grande parte da biomassa

produzida é de difícil contabilização, devido ao uso não

comercial, mas se estima, porém, que atualmente, ela possa

representar até cerca de 14% de todo consumo mundial de

energia primária. Em alguns países em desenvolvimento

essa parcela pode aumentar para 34%, chegando a 60% na

África conforme representado em gráfico na versão digital

com link ao final do artigo.

BIOMASSA PARA PRODUÇÃO DE

ENERGIA - TECNOLOGIAS DE APROVEITAMENTO

Todas as tecnologias para obtenção da energia elétrica

apoiado a biomassa direciona a conversão da matéria-prima

num produto intermediário que terá utilidade a uma máquina

motriz. Através desta máquina é acionado um gerador

que transformará a energia mecânica advinda da máquina

motriz em energia elétrica.

Segundo a ANEEL (2012, p. 54), o aproveitamento da biomassa

pode ser feito por meio da combustão direta (com ou

sem processos físicos de secagem, classificação, compressão,

corte/quebra etc.), de processos termoquímicos (gaseificação,

pirólise, liquefação e transesterificação) ou de processos

biológicos (digestão anaeróbia e fermentação).

De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030, as

principais rotas tecnológicas no estudo sobre biomassa são

resumidas em ciclo a vapor com turbinas de contrapressão,

ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração e o

ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa.

Segundo a ANEEL (2002) no ciclo a vapor com turbinas

de compressão a biomassa é queimada diretamente em caldeiras

e a energia térmica resultante é posteriormente utili-

Os benefícios ambientais da

produção de eletricidade

através da biomassa abrangem

os campos social, ambiental e

econômico em todas as suas

etapas de produção

zada na produção de vapor. É válido lembrar que este ciclo

é empregado de maneira integrada a processos produtivos

por meio de cogeração. Após produzido, o vapor é aplicado

no acionamento de turbinas, que podem ser usadas no trabalho

mecânico para produção ou aplicado para produção

de energia. Além disso, é possível trabalhar com o vapor produzido

em processos produtivos que necessitam de energia

térmica, como por exemplo no pré-aquecimento de água.

Já o ciclo com turbinas de condensação e extração:

consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final

da realização do trabalho na turbina para atendimento às

atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo.

Esta energia a ser condensada, quando inserida em um processo

de cogeração, é retirada em um ponto intermediário

da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. A diferença

fundamental desta rota em relação à contrapressão

é a existência de um condensador na exaustão da turbina

e de níveis determinados para aquecimento da água que

alimentará a caldeira. A primeira característica proporciona

maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de

ser condicionada ao consumo de vapor de processo). A segunda

proporciona aumento na eficiência global da geração

de energia. Este sistema, portanto, permite a obtenção de

maior volume de energia elétrica. No entanto, sua instalação

exige investimentos muito superiores aos necessários para

implantação do sistema simples de condensação (ANEEL,

2002).

Enquanto o ciclo combinado à gaseificação da biomassa

consiste na conversão de qualquer combustível líquido ou

sólido em gás energético por meio da oxidação parcial em

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

53


ARTIGO

temperatura elevada. O processo é realizado em gaseificadores,

que produz o gás combustível que pode ser utilizado

em usinas termoelétricas movidas a gás.

Quando a tecnologia de gaseificação é aplicada em

maior escala, a biomassa se transforma em uma fonte primária

importante para centrais de geração termelétrica de alta

potência, até mesmo aquelas de ciclo combinado, em que a

produção se baseia no uso do vapor e do gás, contribuindo

para o aumento do rendimento das máquinas (ANEEL, 2002).

ASPECTOS SUSTENTÁVEIS DA BIOMASSA

A biomassa ou massa biológica é a denominação dada

a produção de matéria orgânica que, ultimamente, tem sido

bastante utilizada, a respeito das preocupações relacionadas

às fontes de energia.

Na perspectiva dos aspectos sustentáveis da biomassa

existente no planeta, abrimos um leque imediato para o

desenvolvimento sustentável, nos alertando quanto à possibilidade

da exaustão dos recursos naturais não-renováveis e

à uma cobrança de responsabilidade de integrações no uso

destes recursos.

Nesse sentido, a sustentabilidade passa a se firmar sobre

algumas dimensões básicas: econômica, social, ambiental.

Em relação ao aspecto econômico, quando adotada a

biomassa como fonte alternativa de energia em substituição

à energia proveniente de combustíveis fósseis, diminui-se

os gases tóxicos e poluentes ao meio ambiente, diminuindo

consequentemente os gastos públicos com a saúde da

população em geral.

No aspecto social, o uso da biomassa como energético,

tem-se notado como grande gerador de empregos

desenvolvendo as regiões menos favorecidas, impactando

na economia regional através do aumento da receita local,

reduzindo então o êxodo rural. O efeito não surtiu somente

no campo, mas nas cidades que iriam prover dos bens e serviços

da indústria urbana. O conceito de desenvolvimento

sustentável vem se ampliando a cada dia e o uso de biocombustíveis

provenientes da biomassa contribuem positivamente

para a redução da emissão dos gases de efeito estufa.

Entendemos que a produção de biocombustíveis através

da Biomassa associada aos avanços tecnológicos e ao enquadramento

legal da atividade de produção não restringe

o fato de que a sustentabilidade não precisa ser repensada a

cada dia. A sustentabilidade requer maior responsabilidade,

austeridade e equidade nos padrões mundiais de produção,

de consumo e do uso da energia (Rodrigues Filho; Juliani,

2013). Sob a ótica da sustentabilidade, é inegável que a

biomassa pode ser utilizada amplamente, direta ou indireta-

mente. Observa-se que os benefícios da sua utilização, quando

computados e analisados impactam de maneira ímpar

mundialmente.

Ainda considerando os benefícios e os aspectos ambientais,

a biomassa permite o aproveitamento de resíduos e,

aparece na forma de resíduos vegetais e animais, tais como

restos de colheita, esterco animal, plantações e efluentes

agroindustriais, e estes podem ser utilizados pelo produtor

rural ou agroindústria para a queima direta, visando à geração

de eletricidade, calor e biocombustíveis (Staiss; Pereira,

2005, p. 21).

Não podemos esquecer de que precisamos ter certos

cuidados quanto a este tema pois nas décadas de 1980

e 1990, a utilização de biomassa de forma ampla teve

impactos ambientais inquietantes, visto que para a utilização

da mesma houve a necessidade de grandes espaços

físicos nos quais a flora e a fauna tiveram que ser destruídas,

contribuindo assim com a extinção de certas espécies,

prevalecendo a monocultura, influenciando nos aspectos

econômicos, pois a redução das emissões de gases do efeito

estufa, resulta na venda de créditos de carbono (Koga; Goto;

Pereira, 2006).

Assim, percebemos que a biomassa possibilita o desenvolvimento

econômico das regiões favorecidas, a redução

de impactos ambientais provenientes de sua utilização e o

bem-estar da população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A biomassa apresenta-se como fonte de energia renovável

e completamente satisfatória para atender as demandas

proporcionadas ao mercado energético brasileiro e mundial.

54 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Dentro dos parâmetros de desenvolvimento sustentável

ela se encaixa como alternativa viável e principalmente

acessível conforme suas fontes: agrícola, florestal e rejeitos

urbanos.

Conforme convivemos com as consequências cada dia

mais notáveis do aquecimento global, é preciso também

compreender a necessidade de cada vez mais buscar fontes

alternativas de energias homogêneas quanto ao desenvolvimento

sustentável. Apesar dos esforços dispensados

para a introdução de novas fontes renováveis de energia e

da própria necessidade de sustentabilidade em si, a Matriz

Energética Brasileira ainda é constituída principalmente por

derivados de petróleo e outras fontes não renováveis. A cada

dia a redução do uso de energias fósseis e o uso responsável

de fontes alternativas de energia faz-se necessário.

A notável relevância que o aspecto ambiental do setor

energético adquiriu se deu pela posição do governo brasileiro

na COP-15 (Conferência das Partes), que ocorreu em

Copenhagen (Dinamarca) ainda em 2009, de se responsabilizar

pela redução de emissões de CO2 em inúmeros setores e

dentre eles o energético.

Diante do exposto, é imprescindível a substituição das

fontes de energia provenientes de combustíveis fósseis para

fontes renováveis como a biomassa.

É clara a eficiência desta fonte alternativa para a produção

de energia, bem como sua oferta proveniente de

fontes diversas, para que assim mudemos de vez a matriz

energética do país. Os benefícios ambientais da produção

de eletricidade através da biomassa abrangem os campos

social, ambiental e econômico em todas as suas etapas de

produção.

Desta maneira, conclui-se que devido a todos estes

benefícios, as políticas públicas relacionadas à produção

de energia através de fontes renováveis devem ser prioridade

no país e no mundo, bem como investimentos em

pesquisas, produção, utilização, planejamento entre outros

aspectos relacionados ao uso sustentável da energia.

Para ler a versão integral do artigo, acesse

https://www.nucleodoconhecimento.com.br/

meio-ambiente/energia-sustentavel

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

55


AGENDA

OUTUBRO 2021

BRAZIL ENERGY FRONTIERS 2021

Data: 20 a 21

Local: Online

Informações: https://materiais.acendebrasil.com.br/

brasil-energy-frontiers-2021

DESTAQUE

NOVEMBRO 2021

BRAZIL WINDPOWER

Data: 3 a 5

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.brazilwindpower.com.br/

NOVEMBRO 2021

Imagem: divulgação

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Data: 16 a 19

Local: online

Informações: www.cobee.com.br/

NOVEMBRO 2021

FIEE SMART FUTURE

Data: 20 a 23

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.fiee.com.br/pt-br.html

AGOSTO 2022

FENASUCRO & AGROCANA

Data: 16 a 19

Local: Sertãozinho (SP)

Informações: www.fenasucro.com.br/pt-br.html

INTERSOLAR SOUTH AMERICA

Data: 18 a 20

Local: São Paulo (SP)

Informações:

www.intersolar.net.br/pt/inicio

Com suas três feiras paralelas de energia,

mais uma exposição especial, The smarter E South

America é o centro inovador da América Latina

para o novo mundo da energia. Sua abordagem

abrangente nas questões do novo mundo da

energia apresenta um cruzamento de soluções

e tecnologias. The smarter E South America cria

oportunidades de abordar todas as áreas essenciais

da cadeia de valor do setor. Destacando geração,

armazenamento, distribuição e uso da energia e as

maneiras como esses aspectos interagem e podem

se articular inteligentemente, o evento congrega

interessados no futuro da energia vindos dos mercados

mais influentes do mundo.

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OPINIÃO

Foto: divulgação

O

setor de tecnologia capacita menos profissionais

do que o mercado brasileiro demanda. Parece

um contrassenso, mas os dados apontam

que, em meio a altas taxas de desemprego

no país, inúmeras vagas não são preenchidas. De acordo a

pesquisa da BRASSCOM (Associação Brasileira das Empresas

de Tecnologia da Informação), o setor deve contratar

420 mil profissionais até 2024; no entanto, o Brasil capacita

somente 46 mil pessoas por ano. Não é preciso ser um gênio

da matemática para perceber que essa conta não fecha

e que o risco de um apagão de mão de obra é muito real.

Diante de todo o contexto socioeconômico e do

potencial da indústria de tecnologia de criar empregos, a

demanda é clara: temos que investir urgentemente no treinamento

de profissionais qualificados, sobretudo porque

esse gap se tornará ainda maior no curto prazo com a chegada

de novas tecnologias. Um levantamento da Microsoft

– conduzido pela FrontierView – avaliou os impactos da

adoção da Inteligência Artificial no Brasil, após o novo cenário

econômico devastado pela pandemia, e apontou que

a adoção dela pode adicionar 4,2 pontos percentuais de

crescimento adicional no PIB (Produto Interno Bruto) até

2030, pressupondo uma pressão ainda maior na necessidade

de formar profissionais e requalificar outros. Se sobram

vagas e faltam profissionais, é racional pensar que temos

uma excelente oportunidade de investir na formação para

a inclusão produtiva qualificada.

Mas, se há essa expansão para o futuro e um gargalo

no presente, por que o Brasil não está formando profissionais

suficientes para atender à alta demanda? De quem é a

responsabilidade por essa capacitação: da indústria ou do

governo? O setor de tecnologia do país, em alguma medida,

tem custeado essa formação, mas há uma certa tendência

de enxergar essa prática como gasto. Ou seja, grandes

players – em especial, destaco o setor financeiro – apontam

que a perda desses profissionais para os concorrentes,

tempos após o treinamento, torna a operação inviável. Não

acredito nem um pouco nisso! Assim como não acredito

O PROBLEMA DA FALTA

DE PROFISSIONAIS

EM TECNOLOGIA E A

CAPACITAÇÃO DE MINORIAS

que os governos vão arcar com essa tarefa de formar novos

profissionais para essa indústria.

Uma outra pergunta recorrente é se a formação de

novos profissionais é uma operação mais cara do que a

contratação via headhunting (consultoria especializada

na seleção de funcionários). E, mais ainda, será que esse

formato é sustentável para a própria indústria face ao aumento

da demanda e a necessidade de um posicionamento

socialmente responsável? O xis da questão está no fato

de que a queixa – de que o funcionário muda de emprego

pouco tempo depois do investimento feito pela companhia

na formação dele – pode não ser tão cartesiana. Do

ponto de vista econômico, é necessário investigar se, no

tempo de permanência na empresa, esse profissional já

não entregou uma performance suficiente para que a companhia

tivesse lucro. Acredito que sim! Acho importante,

inclusive, ressaltar que a participação de um headhunter no

processo encarece em 20% a operação de contratação.

A percepção de que se está formando profissionais

para os concorrentes – presente no cotidiano de muitos

gestores – é muito danosa para o setor como um todo.

Como especialista e empreendedor do setor da tecnologia,

acredito que a saída para essa equação fechar está em

alianças estratégicas com empresas focadas na formação

de maneira qualificada e que atenda às necessidades específicas

tanto de grandes companhias quanto de startups.

A mudança do modelo mental dos gestores das

empresas que contratam profissionais de tecnologia é

algo que não pode esperar – em especial, porque dialoga

com a necessidade de uma aliança de toda a sociedade

para vencer a desigualdade social por meio do combate

ao desemprego e da geração de renda. É bastante racional

pensar que incluir as pessoas em situação de vulnerabilidade

está associado à real distribuição de renda na base da

pirâmide via empregabilidade; que projetos que miram na

formação voltada ao mercado de tecnologia – no qual há

muitas vagas não preenchidas – é um caminho assertivo a

seguir.

Por Gustavo Glasser - CEO da Carambola

58 www.REVISTABIOMAIS.com.br


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