Fundação La Salle - 2016

cristianotiaraju

R E A L I Z A Ç Õ E S | 2 0 1 6


A transformação

começa com

oportunidades


Indicadores RH

Total de funcionários no final do exercício:95

TOTAL DE FUNCIONÁRIOS POR FAIXA ETÁRIA

Até 18 anos: 0

18 a 35 anos: 49

36 a 60 anos: 38

Acima de 60 anos: 8

Total de trabalhadores autônomos

no final do exercício: 59

Aposentados:5

Estagiários:9

PERCENTUAL DE OCUPANTES

DE CARGO DE CHEFIA POR GÊNERO

Masculino: 6 | Feminino: 7

36 59

TOTAL DE FUNCIONÁRIOS

NO FINAL DO EXERCÍCIO

POR GÊNERO

ACIDENTES

DE TRABALHO: 0

MULTAS

TRABALHISTAS: 0

QUALIFICAÇÃO

Pós-graduados: 18

Graduados: 32

Graduandos: 06

Ensino Médio completo: 21

Ensino Fundamental: 14

Ensino Fundamental Incompleto: 4

Não alfabetizados:0


APRESENTAÇÃO

Estimados Colaboradores e Amigos da Fundação La Salle

Completou-se em 2016 a primeira década de

existência desta Instituição, que foi instituída para

ajudar os menos favorecidos, através da

concretização de projetos e parcerias com a

sociedade. O sentimento, após estes anos, é de

satisfação pelo dever cumprido, mas também de

vontade de fazer mais.

Neste Relatório encontraremos os projetos

desenvolvidos em 2016, expressão das razões do

existir da Fundação e do compromisso com a

transformação social. Observaremos que as

frentes de atuação da Fundação La Salle se

concentram em quatro: Projetos Sociais, Projetos

Técnicos, Avaliações de Conhecimento e

Concursos Públicos.

Os Projetos Sociais são realizados sobretudo

através da captação de recursos públicos e

aplicação dos mesmos em prol das crianças,

adolescentes e outras pessoas em situação de

vulnerabilidade ou que apresentem necessidades

que não estão atendidas pelo meio onde estão

inseridas.

Os Projetos Técnicos visam a melhoria da

gestão das Instituições, em especial a Gestão

Pública. A Fundação faz parcerias com governos e

organismos que estejam dispostos a qualificar

seus processos e que estejam abertos à

profissionalização da gestão.

Outra frente de atuação são os Projetos

relacionados ao desenvolvimento do conhecimento

nas Instituições, que acontece através da

realização de Concursos Públicos, aplicação de

Avaliações e realização de Cursos e Treinamentos a

Instituições Públicas e Privadas. A origem da

Fundação La Salle é na Educação, portanto não

poderia deixar de ter como uma de suas frentes a

formação das pessoas.

Nestes 10 Anos da Fundação La Salle muito

se fez, graças ao esforço e dedicação de todos que

constituíram a Instituição, desde os primeiros

passos até os que estão à frente neste momento. E

muito ainda se pode fazer, pois as necessidades

são diversas, de norte a sul de nosso País.

Também se deve destacar os parceiros, sem

os quais não se conseguiria levar adiante os

projetos desenvolvidos, sejam os Governos

Estaduais e Municipais, a Rede La Salle e o

Unilasalle, e todos os grupos e instituições que

estiveram e estão com a Fundação na idealização e

realização das ações.

Desejamos que a leitura do Relatório ajude

você a compreender mais sobre a Fundação, e seja

motivo para se envolver em ações e projetos em

defesa dos mais necessitados.

Ir. Olavo José Dalvit, fsc.

Diretor Presidente

05


PROJETOS SOCIAIS

Atendimento de jovens

em situação de risco

Casa da Juventude Mathias Velho/Harmonia

A Casa da Juventude Mathias Velho e Harmonia

é um projeto da Secretaria Municipal de Segurança

Pública e Cidadania de Canoas (SMSPC),

executado pela Fundação La Salle. O projeto existe

desde 2012 e tem como objetivo atender jovens de 12

a 24 anos dos Territórios da Paz Mathias Velho e

Harmonia com oficinas de arte e cultura, cidadania

e com atendimentos psicossociais, atuando na

prevenção da violência juvenil nesses territórios.

Durante o ano de 2016, o projeto passou por

um processo de reestruturação, focando o atendimento

em jovens expostos aos fatores de risco para

a violência, elencando como critérios para esse

risco: estar em cumprimento de medida socioeducativa;

ser egresso ou possuir familiar nos sistemas

prisional ou socioeducativo; estar evadido do

sistema formal de ensino ou possuir alta distorção

na relação idade/série; ter histórico de atendimento

pelo Conselho Tutelar; ter vivenciado situações

de violência intra-domiciliar; estar em situação de

vulnerabilidade econômica extrema; possuir

relações de proximidade com o tráfico de drogas;

ter vivenciando situações de abuso sexual ou

possuir familiar ou amigo próxima vítima de

homicídio, além de residir em região de alta

incidência de violência.

Além disso, a Casa da Juventude passou a

atuar com prioridade como uma unidade de execução

de medidas socioeducativas de meio aberto,

recebendo adolescentes e jovens para o cumprimento

de medidas de prestação de serviços à comunidade.

As mudanças estiveram em consonância com o

princípio Lassalista de foco nas demandas sociais e

no desenvolvimento comunitário.

O processo de focalização demandou

momentos de capacitação da equipe, gerando a

participação em atividades como o II Colóquio

Internacional de Justiça Juvenil, realizado em

novembro no Foro Central de Porto Alegre.

Tendo como horizonte outro princípio, o da

Gestão Participativa, além de uma execução que

envolve uma participação de todos os membros da

equipe, o projeto contou com momentos pensados

e organizados pelos próprios jovens que frequentam

a Casa. Ao longo do ano, vários jovens envolveram-se

na realização de atividades como a Festa

Junina, a Festa de Máscaras e a Festa de Natal.

O princípio da educação e cidadania embasaram

a realização das atividades ao longo do ano.

Assim, as oficinas de arte e cultura, as oficinas de

cidadania e mesmo os atendimentos psicossociais

foram pautados na concepção de educação como

uma ferramenta de transformação social.

Ao longo do ano foram realizadas oficinas de

Capoeira, Desenho, Expressão, Violão, Percussão,

Hip-Hop e Música. Atividades externas como a

visita à Feira do Livro e o lançamento da nova

edição do Projeto Lance de Craque também

estiveram na pauta do projeto.

Além das atividades realizadas, a educação

entendida como uma dimensão de transformação

social implica no entendimento de educação como

um processo de trocas e compartilhamentos de

saberes.

06


CASA DA JUVENTUDE MATHIAS VELHO E HARMONIA

Atendimentos em

atividades e oficinas

2.773

Atendimento

ao público

231

Total de atendimentos

4.453 de 2016 39

Atendimentos da

Equipe Técnica

1.449

Média de beneficiados

por mês

“....As mudanças

estiveram em

consonância com o

princípio Lassalista

de foco nas

demandas sociais e

no desenvolvimento

comunitário...”

Assim, além das atividades realizadas com

os jovens atendidos diretamente pelo projeto, a

equipe da Casa da Juventude Mathias Velho e

Harmonia participou de espaços de compartilhamento

de saberes e trocas de experiências. Um

exemplo disso foi a participação da coordenação no

Seminário Violências Sociais e Seus Reflexos na

Escola, realizado em Sapucaia do Sul, que abordou

a importância da criação e fortalecimento de Redes

Protetivas no trabalho com crianças, adolescentes

e jovens.

A equipe também teve a oportunidade de

estabelecer diálogos entre a pesquisa acadêmica e a

execução do projeto, gerando reflexões a partir da

sistematização da experiência do projeto. Membros da

equipe apresentaram resultados parciais dessas

pesquisas em eventos como o Seminário Internacional

Violência, Conflitos Sociais e Cidadania, realizado na

Universidade Federal do Rio Grande do Sul. (UFRGS)

Por fim, compreendendo que o trabalho de

garantia de direitos só se efetiva concretamente

quando realizado em rede, a Casa da Juventude

Mathias Velho e Harmonia compôs espaços como a

Rede Socioassistencial do quadrante noroeste, o

Programa Cada Jovem Conta e o Fórum Municipal

de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes.

07


PROJETOS SOCIAIS

Fortalecimento da cidadania

e articulação em rede

Casa da Juventude Guajuviras

A Casa da Juventude Guajuviras é um Centro

especializado no atendimento a jovens fortemente

expostos a fatores de risco à violência urbana,

evadidos do sistema formal de ensino e/ou em

conflito com a lei. O projeto faz parte do Plano de

Prevenção às Violências da Secretaria Municipal de

Segurança Pública e Cidadania de Canoas e é

executado em parceria com a Fundação La Salle.

O ano de 2016 trouxe para a Casa da Juventude

o desafio de se estabelecer enquanto projeto de

prevenção secundária, com critérios de participação

e público prioritário, no mesmo local onde

antes funcionava o PROTEJO/Casa das Juventudes.

Projeto este, que era aberto à comunidade e

representava, desde 2010, um espaço de convivência

entre os jovens moradores do bairro Guajuviras.

A proposta de reestruturação da Casa é resultado

de um intenso debate na Administração Municipal

de Canoas, que teve o intuito de avaliar os objetivos

e alcances dos projetos de prevenção às violências

e traçar um diagnóstico dos problemas de segurança

pública e criminalidade na cidade, redefinindo

os públicos prioritários no foco da redução da

letalidade juvenil.

08


Assim, a partir de março de 2016, a Casa da

Juventude voltou suas atenções de maneira

especial a jovens expostos a fatores de risco para

violência urbana, visando impactar mais objetivamente

nos jovens inseridos em contextos de

extrema vulnerabilidade social; adolescentes em

cumprimento de medida socioeducativa de prestação

de serviço à comunidade e/ou que estejam

evadidos do sistema formal de ensino.

Avaliada a necessidade de inclusão no

projeto, os jovens participam de atividades que

buscam fortalecer sua cidadania, são referenciados

a um profissional multidisciplinar, responsável

pelo acompanhamento de forma sistemática,

auxiliando em seu Plano de Vida. Tal medida foi

implementada visando a propiciar uma escuta

sensível e a contextualização das demandas

específicas de cada situação, além de qualificar o

contato com a rede de serviços. Para tanto, o

serviço oferece oficinas de artes, cultura e lazer,

através do trabalho de educadores/oficineiros, e

oficinas de cidadania planejadas e executadas

pelos profissionais da área das Ciências Sociais e

educação popular.

O trabalho realizado pela área psicossocial

tem como objetivo compreender os jovens como

sujeitos em formação, conhecer as suas vivências

no território, fortalecendo os vínculos familiares e

comunitários, a construção da autonomia, da

consciência social e relacional. Nesta perspectiva,

a oferta de uma escuta sensível e o acolhimento

não punitivo tem como objetivo fortalecer a juventude

na obtenção de ferramentas que possibilitem

condições para o enfrentamento da realidade de

violação de direitos que permeiam as suas vidas

cotidianas. O resultado deste trabalho propicia

discussões e debates acerca da responsabilidade

do Estado e da sociedade civil na construção de

uma perspectiva da garantia de direitos do públicoalvo

do projeto, sendo assim a Casa da Juventude

se constitui enquanto espaço de proteção.

As atividades oferecidas pela Casa da Juventude

têm grande importância no desenvolvimento

do trabalho com os jovens que frequentam o

espaço. A proposta sociopedagógica conta com as

Oficinas de Cidadania como parte essencial no

atendimento ao público. Sua sistematicidade foi

decidida a partir da reestruturação do projeto,

considerando a importância de um espaço de

reflexão e formação em Direitos Humanos e temas

correlatos a todos os jovens. Além disso, as oficinas

têm se configurado como espaço de escuta, de

modo que informações e relatos importantes são

repassados à equipe – especialmente ao técnico de

referência do jovem em questão – podendo compor

seus atendimentos individuais.

A Casa da Juventude é composta por uma

equipe multiprofissional, que não se restringe a

sua área de atuação, mas sim a troca experiências.

Estuda as opções e, em grupo, se dedica a pensar

as melhores estratégias para as demandas de

trabalho. O papel dos oficineiros também é de

extrema importância, uma vez que as atividades

são desenvolvidas em oficinas temáticas. Portanto,

é necessário que os profissionais que atuam na

CASA DA JUVENTUDE GUAJUVIRAS

Atendimentos em atividades e oficinas

2.159

Atendimentos da Equipe Técnica

2.628

Atendimento ao público

661

5.448 Total de atendimentos de 2016

40 Média de beneficiados por mês

09


PROJETOS SOCIAIS

Casa conheçam e compactuem com os princípios e

com a metodologia do projeto, realizando um

trabalho integrado por toda a equipe.

A partir desta perspectiva, foram construídas

em equipe as seguintes abordagens: acolhida

inicial no serviço, onde é realizado atendimento

individual com o jovem, procurando conhecer e

qualificar o contexto de vulnerabilidade no qual

está inserido; articulação com a rede familiar e

comunitária com o objetivo de compreender a

situação vivenciada pelo jovem; acompanhamento

sistemático, realizado através dos atendimentos

individuais e coletivos (através das oficinas de

cidadania); e encaminhamentos para outros

serviços da rede. Para desenvolver um trabalho de

acompanhamento sistemático de diversas situações

de violação de direitos, que visa contribuir de

forma efetiva na proteção integral dos jovens,

compreendemos ser de suma importância estes

encaminhamentos com todos os participantes do

Projeto.

Ao longo do ano de 2016, a equipe buscou

realizar um trabalho articulado com a rede de

serviços, organizando diversas reuniões com a

saúde, educação e assistência social para a

discussão das situações e encaminhamentos.

Além deste contato aproximado com os profissionais

de outros serviços e com os oficineiros contratados,

buscamos parceiros que desenvolvessem

atividades socioeducativas dentro e fora da Casa, a

fim de proporcionar aos jovens outras vivências.

Em junho, ocorreu uma atividade de contação

de histórias com o boneco Bastião, figura

representativa da cultura afrobrasileira, que

através das mãos do educador Júlio Cesar Santos,

combate o preconceito racial de forma lúdica. Esta

atividade complementou os temas abordados nas

Oficinas de Cidadania, que através de dinâmicas e

metodologias variadas, com base na prática

dialógica, busca discutir questões do dia a dia dos

jovens.

Em novembro, ocorreram duas atividades

especiais: o “Sarau CJ Guaju”, com participação da

Produtora Cultural, tendo como objetivo criar um

espaço onde os jovens pudessem mostrar suas

habilidades e expor os trabalhos desenvolvidos na

Casa. Ainda neste mês, contamos com a parceria

da Trensurb que disponibilizou passagem gratuita

para os jovens visitarem a 62ª Feira do Livro de

Porto Alegre. Os jovens participaram de palestra

com o ilustrador Fê, cujas ilustrações foram tema

de algumas oficinas ocorridas na Casa da Juventude

e aproveitaram para conhecer o Museu Santander,

que está localizado na Praça da Andradas,

mesmo local onde ocorreu a Feira.

Além das atividades pensadas para os jovens

atendidos na Casa, a equipe participou de eventos

organizados por outros serviços, seja no intuito de

estabelecer uma articulação com a rede, seja pela

importância de uma formação continuada. Entre

tantos eventos, destaca-se a participação no

“Colóquio Internacional de Justiça Juvenil na

Contemporaneidade”, realizado na Universidade

Federal do Rio Grande do Sul, cujo objetivo era

fomentar a discussão sobre a temática dos adolescentes

envolvidos com prática de ato infracional e a

intervenção do Estado em suas vidas.

Também, cabe destacar a participação das

profissionais do psicossocial na organização do

evento “Canoas Loka de Boa”, a convite do CAPS

Amanhecer. A proposta do evento era desmistificar

alguns mitos relacionados à saúde mental e

aproximar a população canoense deste serviço.

Para a equipe, o convite revelou o impacto que o

trabalho desenvolvido na Casa da Juventude causa

na rede de serviços e reafirmou que o melhor

caminho é o da articulação.

O ano de 2016 encerrou com uma avaliação

10


positiva do trabalho realizado na Casa da Juventude.

Segundo o levantamento realizado pela Secretaria

Municipal, os indicadores mostram que 68%

dos jovens atendidos até o mês de outubro obtiveram

sucesso, ao criar fatores protetivos para cada

fator de risco que o jovem tinha ao ser acolhido no

Serviço. Também, a equipe recebeu o retorno de

familiares, diretoras e orientadoras escolares,

referente às mudanças positivas de jovens em

relação aos estudos e ao comportamento familiar.

“O trabalho realizado pela

área psicossocial tem como

objetivo compreender os

jovens como sujeitos em

formação, conhecer as suas

vivências no território,

fortalecendo os vínculos

familiares e comunitários...”

11


PROJETOS SOCIAIS

Acolhimento psicossocial

às vítimas de violência

Casa da Cidadania Mathias Velho

As Casas da Cidadania compõem o Sistema

Municipal de Segurança Pública com Cidadania,

tendo a Fundação La Salle como parceira na sua

execução. Dentre as atividades desenvolvidas

estão as ações realizadas anteriormente pelos

Projetos Mulheres da Paz e Núcleo de Justiça

Comunitária.

O lugar central da Casa da Cidadania é o de

oferecer acolhimento psicossocial às vítimas de

violências e/ou pessoas com direitos violados,

mediação comunitária de conflitos, assistência

jurídica popular, atendimento de direitos do

consumidor, educação para os direitos e capacitação

de lideranças comunitárias para atuarem

como agentes de promoção de direitos.

Entre as principais atividades desenvolvidas

pelo projeto, após sua reformulação em 2016, está o

serviço de defesa do consumidor, que inclui

atendimento completo de PROCON, com informações

de direitos do consumidor, atendimento via

telefone de demandas e abertura de processos

administrativos. Outra ação de destaque no trabalho

é a Mobilização Comunitária e formação de

agentes, que contou com a capacitação de lideranças

comunitárias, ou de moradoras e moradores

com perfil para aturem como tais, nos temas da

promoção de direitos, com o propósito de garantir

presença nos diversos espaços e efetuar trabalho

educativo nessa perspectiva.

Nas atribuições relacionadas à mediação de

conflitos, umas das principais iniciativas é a interação

entre os envolvidos, a fim de constituir uma

forma não violenta e judicial de resolução de conflitos.

A Casa da Cidadania também se caracteriza

como espaço de acolhimento psicossocial, e especialmente,

oferecimento de acolhimento de vítimas de

violências, com forte atenção às mulheres.

Na área jurídica o trabalho foi organizado

para o oferecimento de assistência jurídica gratuita,

sem representação, para a população em geral.

Os acompanhamentos psicológicos foram realizados

com pessoas vítimas de violências, em curto e

médio prazo.

A partir do mês de maio, com a contratação

das Agentes de Ação Social, o trabalho na Casa da

Cidadania teve um grande crescimento no número

de atendimentos, como podemos ver no gráfico:

O serviço mais procurado pela Casa da

Cidadania é a Assessoria Jurídica Popular, seguido

pelos atendimentos às vitímas de violência e

mediação de conflitos comunitários.

As Agentes de Ação Social tiveram um papel

muito importante na articulação com a rede

intersetorial do município, fazendo com que todos

os usuários tivessem um atendimento integral. As

interações com a comunidade envolviam também

um trabalho de educação para os direitos a partir

de rodas de conversas e oficinas.

O atendimento aos egressos do sistema

prisional foi o maior desafio do projeto, pois a falta

de emprego para esse público acabava dificultando

a organização do plano de vida deles. Com isso, aos

poucos, a equipe técnica começou a procurar vagas

de emprego e mesmo assim a entrevista ainda era

12


um grande desafio para esse público, que em sua

grande maioria não havia concluído o ensino

fundamental.

A Casa da Cidadania Mathias Velho se tornou

uma referência para as pessoas do quadrante

noroeste, assim como para a rede intersetorial de

serviços, seja pelo bom atendimento ao público, seja

pela resolutividade das situações apresentadas.

“Na área jurídica o

trabalho foi

organizado para o

oferecimento de

assistência jurídica

gratuita, sem

representação,

para a população

em geral.”

ATENDIMENTOS

CASA DA CIDADANIA

MATHIAS VELHO

Atendimentos

em oficinas

2.690

Atendimentos

em reuniões

1.191

Acolhimentos

1.279

Encaminhamentos

440

Públicos em eventos

5.996

5.160

430

Total de atendimentos de 2016

Média de beneficiados por mês

13


PROJETOS SOCIAIS

Prevenção das violências, acesso

à justiça e educação para os direitos

Casa da Cidadania Guajuviras

A Casa da Cidadania Guajuviras iniciou suas

atividades em março de 2016, carregando em sua

trajetória o histórico de ações dos projetos Mulheres

da Paz e Núcleo de Justiça Comunitária. Estes

dois projetos, passados por reformulações, deram

origem a este novo modelo de projeto social voltado

para a prevenção das violências, acesso à justiça e

à educação para os direitos. A Casa da Cidadania

Guajuviras teve nesse ano uma equipe interdisciplinar

de 23 pessoas. Além dos profissionais da

Psicologia, Direito e Serviço Social, o projeto contou

com a atuação de 15 Agentes de Ação Social. As

Agentes são pessoas da comunidade que tiveram

uma participação nos projetos passados e que

seguiram, por intermédio da contratação pela

Fundação La Salle, o trabalho de mobilização

comunitária, promoção de direitos e enfrentamento

às violências. A maior parte das ações comunitárias

desenvolvidas no dia a dia da Casa da Cidadania

são realizadas por esse grupo, que possui três

eixos de atuação: acolhimento/mediação de

conflitos, prevenção comunitária das violências e

educação para os direitos. Elas iniciaram no

projeto no mês de abril, tiveram um mês de capacitação

e em maio começaram efetivamente seus

trabalhos no território.

O eixo de acolhimento e mediação de

conflitos voltou-se para a realização de atendimentos

à população na Casa da Cidadania, lançando

mão de uma escuta acolhedora e resolutiva no que

diz respeito aos encaminhamentos necessários,

seja para a própria equipe técnica como também

para a rede de serviços especializados do Município.

A mediação comunitária de conflitos encontrou

desafios na sua consolidação, pois foi direcionada

para conflitos entre vizinhos, foco bastante complexo

e de difícil acesso. Entretanto, oficinas sobre

o tema foram desenvolvidas em vários espaços e

projetos do bairro, dando destaque à parceria

construída entre as Agentes de Ação Social e os

moradores dos Condomínios Macro Quarteirões do

Programa Minha Casa Minha Vida (MQs). Essa

parceria possibilitou que muitas famílias tivessem

o acesso à informação e aos atendimentos psico

jurídicos e sociais facilitados. Este eixo realizou 106

ações comunitárias no período de maio a dezembro

de 2016, totalizando mais de 1500 pessoas

envolvidas nestas atividades. Destas atividades 33

foram realizadas nos Macro Quarteirões (MQs)

Ao que se refere ao eixo de prevenção

comunitária às violências, destaca-se o impacto da

relação intersetorial entre a Casa da Cidadania e as

Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Quadrante

Nordeste. Essa integração começou a ser construída

pelo Projeto Mulheres da Paz e se fortaleceu

nesse último ano. Foram 40 atividades desenvolvidas

nas Unidades Básicas de Saúde, contando com

a participação de mais de 2000 pessoas nas oficinas

sobre violência contra as mulheres e violência

intrafamiliar, nas rodas de conversa e partilha de

vida e nas ações na sala de espera de divulgação

dos serviços da Casa da Cidadania. Além dessas

atividades, encontros mensais entre as equipes

das UBS e da Casa da Cidadania foram realizados

14


com o objetivo de discutir casos de violência

atendidos de forma compartilhada entre a saúde e

a segurança. Ao total foram 92 atividades realizadas

por este eixo de atuação. Para além das UBS

outros espaços do bairro também foram comtemplados

com essas oficinas sobre prevenção às

violências, como ONGs, Centro de Atenção Psicossocial,

Complexo Prisional de Canoas, Instituto

Penal de Canoas e Centro de Referência da Mulher.

No final de novembro, participamos da

Amostra “(Re)Descobrindo Boas Práticas em

Saúde” organizada pela Secretaria Municipal de

Saúde, em que o Apoio Institucional da Atenção

Básica do Quadrante Nordeste apresentou o

trabalho “Arte do encontro: experiências do Quadrante

Nordeste e sua aproximação com a Casa da

Cidadania no enfrentamento da violência”. Essa

apresentação contou com a fala de uma Agente de

Ação Social e uma Agente Comunitária de Saúde.

Este foi um momento para relatar os avanços que

parcerias desse tipo podem implicar na vida das

pessoas, principalmente nos casos em que há

situações de violência.

O eixo de educação para os direitos se

“O relato de uma das usuárias

acompanhadas pelo serviço

reafirma isso: “Vocês nunca

desistiram de mim”, fator que

salienta a relevância desse

espaço na tentativa de garantir o

acesso aos direitos dessa

população.”

consolidou através das oficinas “Um bate-papo

sobre violência” realizadas nas escolas do território.

Essas atividades iniciaram no mês de setembro,

e através de 14 oficinas em 8 escolas foram

atingidos 296 estudantes em rodas de conversa

sobre prevenção às violências e elaboração de

cartazes sobre o tema. Durante essas atividades,

muitos elementos foram trazidos para o diálogo,

como por exemplo, a necessidade de ações como

estas na escola, pois este é um espaço em que

muitas situações de violência e discriminação são

vivenciadas diariamente. Além das atividades nas

escolas, este grupo de trabalho também percorreu

15


PROJETOS SOCIAIS

por outros espaços institucionais como a Coordenadoria

do Idoso e a Coordenadoria de Igualdade

Racial, com o intuito de firmar parcerias e divulgar

a Casa da Cidadania. Ao total foram 59 atividades

realizadas por este eixo.

Um dos principais marcos na recente

história da Casa da Cidadania Guajuviras foi sua

participação na articulação dos serviços da rede

socioassistencial do Quadrante Nordeste. Este

projeto serviu como instrumento de mobilização da

rede, auxiliando nos encaminhamentos, nos

acompanhamentos das situações e nas discussões

de casos. Enquanto porta de entrada na comunidade,

este serviço estreitou a relação dos serviços

públicos com o cotidiano das pessoas, potencializando

dessa forma, os caminhos assertivos e

resolutivos do exercício da cidadania.

Nosso maior desafio foi conseguir dar

visibilidade a este novo modelo de projeto social na

comunidade. A população do Guajuviras e dos

bairros do entorno possuía um vínculo fortalecido

com os projetos anteriores: Projeto Mulheres da

Paz e Núcleo de Justiça Comunitária. Com as

mudanças, a comunidade levou um tempo para

reconhecer a Casa da Cidadania enquanto continuidade

destas ações. Contudo, a procura pelo

serviço cresceu mês a mês, com aumento significativo

iniciando em agosto e com destaque no mês

de novembro, com pelo menos o dobro de atendimentos

comparado a outubro.

Embora os dados quantitativos sejam

essenciais para monitorarmos o esforço das ações

realizadas, eles não dão conta de expressar e

materializar a complexidade das demandas

16


atendidas por este serviço. Comumente para

construirmos uma estratégia de acompanhamento

psicossocial de um usuário são necessárias muitas

outras articulações, contatos e apoio de outras

Secretarias Municipais. As demandas não são

isoladas, pois se tratam de questões da vida de

sujeitos que estão inseridos em uma série de

atravessamentos que transcorrem desde a saúde

física, mental, de moradia, educação, renda, até

questões referentes ao contexto social, familiar,

territorial, cultural, entre outras.

A dedicação e comprometimento da equipe,

sempre pautada pela ética e responsabilidade,

conseguiu promover mudanças nos percursos de

vida de muitas pessoas que acessaram a Casa da

Cidadania. O relato de uma das usuárias acompanhadas

pelo serviço reafirma isso: “Vocês nunca

desistiram de mim”, fator que salienta a relevância

ATENDIMENTOS

CASA DA CIDADANIA

GUAJUVIRAS

Atendimentos

em oficinas

3.876

Atendimentos

em reuniões

1.025

Acolhimentos

1.308

Encaminhamentos

494

Públicos em eventos

2.934

desse espaço na tentativa de garantir o acesso aos

direitos dessa população. Essa fala expressa

nossos desafios diante dos limites colocados pelas

diferentes formas de ser e estar no mundo, como

foi o caso do acompanhamento psicossocial

realizado com uma imigrante, vítima de violência

de gênero e racial, que não conseguia falar português,

mas que a equipe se mobilizou e tentou por

meio de desenhos estabelecer combinações com a

mesma, conseguindo ao final de alguns meses,

garantir que ela mudasse de endereço, resolvendo

a questão da violência, bem como acessando vagas

na educação infantil para seus filhos, além de

fortalecer seus laços comunitários.

Por fim, a história da Casa da Cidadania

Guajuviras tem sido escrita nas microrrelações

estabelecidas em cada escuta, acolhimento,

informação. São nos momentos em que as Agentes

de Ação Social estão na comunidade fortalecendo

uma proposta de segurança cidadã, embasada na

igualdade de direitos e na prevenção das violências,

que este trabalho consegue produzir transformações

sociais. Por meio das incansáveis tentativas e

atendimentos que a equipe técnica consegue dar

vida às propostas e metas até então pautadas no

papel. Entendemos que a Casa da Cidadania

conseguiu, em menos de um ano de funcionamento,

marcar a história desse território no que diz

respeito ao olhar que se tinha sobre segurança

pública, além de ter conseguido ressignificar, em

muitos casos, a história de vida de pessoas, que em

algum momento tiveram seus direitos violados,

tiveram suas vidas colocadas em risco e que hoje

conseguem encontrar nesse serviço ferramentas

de enfrentamento, apoio e luta.

6.703 Total de atendimentos de 2016

558 Média de beneficiados por mês

17


PROJETOS SOCIAIS

Formação e cidadania no

Trabalho Social da Habitação

Parque Residencial Novo Hamburgo Fase III e Fase IV

O Trabalho Técnico Social executado pela

Fundação La Salle em parceria com a Secretaria

Municipal de Habitação de Novo Hamburgo desenvolveu

atividades voltadas para o desenvolvimento e

fortalecimento comunitário através de gestão participativa,

autonomia e protagonismo, serviços, políticas

públicas e diálogo com o poder público através de

encontros, palestras, oficinas e reuniões sistemáticas

da comunidade mediadas pela equipe técnica.

As ações se complementam também através

de práticas de preservação ambiental e sustentabilidade,

com realização de oficinas de reciclagem e

reaproveitamento, gestão de resíduos sólidos e

orgânicos e práticas educativas. As atividades de

esporte, lazer e cultura contaram com a utilização de

espaços públicos de pertencimento da comunidade.

O Trabalho Técnico Social atua a partir de

práticas educativas e de assistência com as famílias.

As atividades coletivas fortalecem os relacionamentos

e a rede de acesso. O atendimento individual

realizado através de visitas domiciliares, identificação

de demandas e encaminhamentos resultam na

mediação de conflitos e fortalecimento de vínculos,

fator essencial na relação entre familiares, que

amplia-se em escala para a comunidade.

No complemento das ações foram realizados

cursos, palestras, distribuição de informativos e

divulgação de cursos e oportunidades de emprego

visando, assim, a inserção no mercado de trabalho

para além das práticas de atividades de complemento

de renda.

O exercício da cidadania implica na consciência

dos indivíduos sobre seus direitos e obrigações,

garantindo que estes sejam colocados em prática.

Preparar o cidadão para o exercício da cidadania,

através de práticas educativas, constitui o objetivo

do projeto que se materializa através das ações no

acompanhamento das famílias identificando as

principais demandas, e construção de soluções

possíveis. A responsabilidade social que envolve a

execução do trabalho é ancorada nos princípios

lassalistas, que se reforçam a cada ação educativa

e de equidade. A formação humana integral se dá

através do exercício da cidadania e das práticas de

solidariedade e justiça, envolvendo os indivíduos

como sujeitos do seu próprio desenvolvimento:

1. Desenvolvimento de uma identidade saudável:

gênero, social, comunidade, geracional, nacional,

religiosa e universal.

2. Desenvolvimento das suas capacidades:

emocional, física, cognitiva, metacognitiva,

interativa, ética e estética.

3. Desenvolvimento das habilidades para os

domínios da natureza, da sociedade, religião,

criações simbólicas e criações tecnológicas.

Esses princípios norteiam a prática das

equipes técnicas, reforçando o respeito ao outro, ao

meio ambiente e ao processo de construção de

conhecimentos a partir de diferentes práticas e

vivências, caracterizando a união das experiências

individuais e coletivas. Todas as atividades e intervenções

são pensadas e direcionadas para a construção

de continuidade, considerando a autonomia

das famílias e o fortalecimento comunitário.

18


Parque Residencial

Novo Hamburgo Fase III

O Parque Residencial Novo Hamburgo Fase

III possui 60 unidades habitacionais pelo programa

Minha Casa Minha Vida do Governo Federal.

Localizado no bairro Boa Saúde, o projeto teve seu

encerramento em 10 de fevereiro de 2016.

Durante o projeto foram identificados

avanços referente à mobilização e à organização

comunitária. No local não havia comissão nem

momentos de encontro para planejamento de

ações de benefício comum. As palestras e oficinas,

além de atingirem o público interessado, ajudaram

no desenvolvimento de novas habilidades e na

criação de redes de multiplicadores. As visitas

domiciliares foram protagonistas, pois proporcionaram

o mapeamento das diferentes realidades e o

encaminhamento e orientação das demandas

identificadas para a rede de serviços.

Os eventos: Vivendo comunidade e Embelezando

a vida foram realizados no Centro de Artes e

Esportes Unificado – CEU, e promoveram a integração

e o início de do resgate do sentimento de

pertencimento da população em relação à Praça

que possuía histórico negativo de violência. Os

eventos quebraram o distanciamento de forma

indireta e abriram caminho para novas ações com

participação cada vez mais acentuada dos moradores

do bairro.

Trabalho Social – Fase III

(40 dias de projeto em 2016)

Visitas Domiciliares

Reuniões de Planejamento e Articulação

Reuniões de Organização Comunitária

e Comissão de moradores

Ações de Educação Ambiental

Ações Educativas e Culturais

Eventos Comunitários

Ações para Qualificação do Trabalho e Renda

Oficinas

Média de Beneficiados por mês

N° de Ações

2

6

1

0

1

0

0

0

5

Participantes

96

4

78

0

13

0

0

0

95

19


PROJETOS SOCIAIS

Parque Residencial Novo Hamburgo Fase IV

O Projeto realizado no Residencial Novo

Hamburgo Fase IV foi finalizado em 21 de abril de

2016. O Condomínio dispõe de 60 unidades habitacionais

pelo programa Minha Casa Minha Vida do

Governo Federal.

Com sete meses de intervenção, o Trabalho

Social foi atuante no processo de abertura e

manutenção da Praça CEU, realizando reuniões

comunitárias, oficinas esportivas, além da constante

interação com as atividades organizadas pela

rede. Durantes os quatro meses de 2016 foram

realizadas atividades com foco no fortalecimento

da comunidade através de reuniões e encontros

para pensar o território como um todo. Atividades

culturais como o passeio turístico pelo município

de Novo Hamburgo, visitas ambientais a espaços

modelo de preservação ambiental e sustentabilidade

como a Cooperativa CATAVIDA e a Casa

Sustentável, além das oficinas de reciclagem e

gestão de resíduos foram realizadas ao longo do

projeto. A Economia Solidária foi apresentada

como alternativa de complemento de renda ou

mesmo de sustentabilidade para as famílias.

Oficinas e palestras complementaram as ações

promovidas na Praça CEU com encontros para

aprendizado de produtos para comercialização.

A apresentação dos resultados da pesquisa

pós-ocupação marcou a finalização do projeto

construindo junto a comunidade o sentimento de

continuidade plantado pelas ações orientadas pela

equipe, porém com foco na autonomia.

20


Trabalho Social – Fase IV

(*três meses e vinte dias de projeto em 2016)

Visitas Domiciliares

Reuniões de Planejamento e Articulação

Reuniões de Organização Comunitária

e Comissão de Moradores

Ações de Educação Ambiental

Ações Educativas e Culturais

Eventos Comunitários

Ações para Qualificação do Trabalho e Renda

Oficinas

Média de Beneficiados por mês

N° de Ações

6

10

3

4

7

2

3

3

9,5

Participantes

67

44

126

130

135

397

65

60

256

“O Trabalho Técnico

Social atua a partir de

práticas educativas e de

assistência com as

famílias. As atividades

coletivas fortalecem os

relacionamentos e a rede

de acesso”.

21


PROJETOS SOCIAIS

Construção de vínculos e

de autonomia comunitária

Trabalho Social – Residencial Princesa Isabel

O Residencial Princesa Isabel, local de intervenção

da equipe Técnico Social da Fundação La

Salle, é caracterizado pela disposição de 320 unidades

habitacionais no modelo de apartamentos, no qual os

moradores são contemplados pelo projeto Minha

Casa Minha Vida do Governo Federal.

O projeto foi realizado de janeiro a dezembro de

2016. Primeiramente a equipe foi executando o

cronograma de ações pré programadas pela Secretaria

de Habitação de Novo Hamburgo, em parceria

com a Caixa Econômica Federal. No de correr do

projeto, a equipe foi se adaptando às necessidades

dos moradores. Umas das maiores dificuldades

encontradas foi a construção de vínculos para

desenvolvimentos das ações previstas. As estratégias

contemplaram a mobilização de porta em porta

através de convite expressos, exposição de informações

na portaria geral e de cada prédio, cartazes

expostos na entrada do Condomínio, através da

central de interfones e nas visitas domiciliares. A

equipe foi construindo as relações e aos poucos

colorindo as atividades com a diversidade encontrada

22


Trabalho Social – Princesa Isabel

Visitas Domiciliares e Plantão Social

Reuniões de Planejamento e Articulação

Reuniões de Organização Comunitária

e Comissão de Moradores

Ações de Educação Ambiental

Ações Educativas e Culturais

Eventos comunitários

Ações para Qualificação do Trabalho e Renda

Oficinas

Média de Beneficiados por mês

N° de Ações

552

62

25

58

17

19

39

196

80

no Condomínio. A aproximação com a comunidade foi

sendo moldada de acordo com as necessidades

percebidas, nascendo assim, oficinas mais especificas

e o incentivo a práticas propostas pelos moradores.

A partir disso, surgiram atividades como o

Grupo das Crianças, Grupo Resgatando História,

Grupo Psicossocial, Assessoria Condominial, Ação

Ambiental, Oficina de Futebol, Oficina de Teatro, e

Mediação de conflitos. As ações ocorriam no salão de

festa e na praça em frente ao Residencial.

O Grupo dos Escoteiros de Conservação do RPI

foi criado e trabalhou com a conscientização da

conservação do bem comum, começando pelas

crianças. Nas Oficinas de Artesanato os participantes

confeccionaram material, brincos, sacolas, roupas de

crochê e tricô. O projeto também colaborou para a

criação do grupo de economia solidária, contemplando

a demanda de geração de renda. Todos os lanches

de passeios e oficinas eram feitos pelo grupo, e com

isso o grupo se solidificou e adquiriu estrutura através

da venda do produto fabricada. Na área ambiental foi

organizada uma horta comunitária como forma de

sustentabilidade. A horta conta com composteiras,

que produzem o adubo e a cisterna que armazena

água das chuvas para regar as plantas. Grande parte

dos profissionais que atuaram nas oficinas são

moradores do Condomínio, uma proposta da equipe

visando a vinculação e a continuidade dos grupos ao

longo do projeto.

A apresentação da Pesquisa Final do Projeto

Participantes

552

610

340

708

635

913

475

2.575

567

“Grande parte dos

profissionais que

atuaram nas oficinas são

moradores do

Condomínio, uma

proposta da equipe

visando a vinculação e a

continuidade dos grupos

ao longo do projeto.”

Social no Residencial Princesa Isabel ocorreu no dia

21 de novembro de 2016, mesma data em que foi

inaugurada a Brinquedoteca, espaço para interação

das crianças com estrutura pedagógica e de lazer. A

estrutura conta com armários para organização dos

brinquedos, uma biblioteca montada a partir da

doação de livros e de literaturas adquiridas pela

equipe, juntamente com cadeiras apropriadas para a

interação com as crianças.

A Festa de Enceramento do projeto foi

realizada em parceria com a gestão do Condomínio e

contou com a presença do Papai Noel, brinquedos

infláveis, brincadeiras, gincanas e lanches fabricados

pela equipe da economia solidária.

No período em que o projeto foi executado os

resultados obtidos foram positivos, pois a equipe

percebeu a receptividade, o fortalecimento de vínculos,

a assiduidade dos moradores nas atividades

propostas pelo Trabalho Social. A interação ocorreu

através de reuniões, palestras, oficinas, plantões

sociais, passeios e visitas domiciliares. A equipe

também mobilizou a Rede de Serviços em benefício

dos moradores do Residencial Princesa Isabel.

As ações realizadas, somadas ao protagonismo

dos moradores, representam o caminho para a

autonomia e o desenvolvimento de habilidades de

auto-organização, busca de parcerias e para o

aumento de independência nas demandas diárias.

23


PROJETOS SOCIAIS

Troca de saberes

e organização comunitária

Trabalho Social – MQ3A e MQ3B

O Trabalho Social desenvolvido pela equipe

técnica da Fundação La Salle junto aos Residenciais

MQ3A e MQ3B do Programa Minha Casa Minha Vida

tem como objetivo proporcionar condições para o

exercício da participação cidadã das famílias beneficiadas,

melhorando a qualidade de vida a partir do

desenvolvimento de ações educativas, sócioorganizativas,

de educação ambiental e geração de

renda, assim como promover o bom uso e manutenção

das unidades habitacionais e áreas de uso coletivo

dos empreendimentos.

Para isso, o Projeto de Trabalho Social é dividido

em duas fases: a pré-morar e a pós-morar. Em um

período de 12 meses são realizadas diversas atividades

junto aos moradores, algumas são exigidas pela Caixa

Econômica Federal e outras são criadas pela Equipe

Técnica de acordo com as necessidades vivenciadas

em cada Residencial. Em suma, todas as ações são

pensadas e executadas com foco nas demandas

sociais e no desenvolvimento comunitário das famílias

na nova moradia, buscando fomentar a integração no

território e a valorização da casa própria.

As atividades são desenvolvidas a partir da

mobilização e participação dos moradores. Cada

atividade se transforma em espaço privilegiado de

diálogo e escuta atenta dos moradores. Muitas vezes

são nesses espaços e até mesmo nas coisas não ditas

que podemos aprimorar as atividades e nos aproximar

dos moradores. Com isso, cada morador contribui

na formulação do Plano de Trabalho Social para

que esteja de acordo com a realidade dos envolvidos e

promova a organização comunitária. Tais contribuições

são importantíssimas, pois influenciam diretamente

nos resultados do trabalho realizado que visa a

24


TRABALHO TÉCNICO SOCIAL

HABITAÇÃO – MQ3A

Visitas Domiciliares

Reuniões de Planejamento e Articulação

Reuniões de Organização Comunitária

e Comissão de Moradores (pré-morar)

Ações de Educação Ambiental

Ações Educativas e Culturais

Eventos Comunitários (festas)

Ações para Qualificação do Trabalho e Renda

Oficinas (total)

Média de beneficiados por mês (pós morar)

TRABALHO TÉCNICO SOCIAL

HABITAÇÃO – MQ3AB

Visitas Domiciliares

Reuniões de Planejamento e Articulação

Reuniões de Organização Comunitária

e Comissão de Moradores (pré-morar)

Ações de Educação Ambiental

Ações Educativas e Culturais

Eventos Comunitários (festas)

Ações para Qualificação do Trabalho e Renda

Oficinas (total)

Média de beneficiados por mês (pós morar)

N° de Ações Participantes

195

24

14

7

18

2

11

32

67.5

195

122

2.425

106

269

100

140

615

N° de Ações Participantes

240

23

11

8

28

1

3

40

70,1

240

100

1.564

125

422

32

23

602

autonomia na gestão participativa dos processos

coletivos de viver em condomínio.

A metodologia adotada, além de priorizar o

protagonismo social dos moradores, valoriza a troca

de experiências e saberes da vida de cada um. Dessa

forma, as atividades desenvolvidas têm por finalidade

contribuir com a integração da nova Comunidade e

possibilitar o acesso à informação, no que refere aos

direitos sociais e onde/como acessá-los. As atividades

são executadas em formato de Oficinas Temáticas

que aproximam os participantes para o diálogo e

promovem ações educativas e de cidadania que, por

inúmeras vezes, são multiplicadas pelos próprios

participantes para o coletivo.

As ações voltadas para o desenvolvimento

sustentável e proteção ambiental também são de

grande importância para o bem viver em condomínio,

tendo em vista que contribuem com a correta apropriação

do imóvel e incentivam a consciência ecológica

em todas as questões da vida em sociedade. Estas

atividades, em geral, sempre têm uma boa adesão

dos moradores que participam e compartilham tais

experiências em suas famílias.

Como avaliação da equipe técnica acerca do

Trabalho Social desenvolvido junto ao Residencial

MQ3A durante o período de um ano, considera-se que

a conquista mais notória se deu na autonomia da

organização comunitária, pois houve a constituição de

um grupo de mulheres e geração de renda, formados

a partir da execução do projeto, com planejamento de

continuidade após o encerramento das ações no

condomínio. Nesse processo de formação dos

grupos, algumas lideranças se destacaram e caminharam

em parceria com a equipe técnica durante as

atividades se mostrando capacitadas para a coordenação

dos grupos. Como resultado de tal iniciativa,

foram agendadas reuniões mensais de cunho social,

com articulação de oficineiros voluntários, a serem

realizadas no salão social do condomínio de forma

gratuita para fins de fortalecimento comunitário até o

final do ano. Estes grupos, além de manterem o

vínculo entre os próprios moradores, são multiplicadores

do Trabalho Social e terão a missão de unir

cada vez mais o coletivo para a boa convivência em

condomínio.

No que refere ao Residencial MQ3B, destacase

a motivação do público jovem para os grupos de

convivência e atividades comunitárias. Já se consolidou

um público bastante significativo de crianças e

adolescentes, onde são trabalhadas inúmeras

questões que também podem ser levadas para a

família. Estes são o futuro do condomínio que, se

potencializados, podem manter a sustentabilidade do

condomínio.

“...todas as ações são pensadas e

executadas com foco nas demandas

sociais e no desenvolvimento

comunitário das famílias na nova

moradia, buscando fomentar a

integração no território e a

valorização da casa própria.”

25


PROJETOS SOCIAIS

Oportunidades e valorização do ensino

Educação de Jovens e Adultos – Novo Hamburgo

O projeto de apoio na execução do curso de

Educação de Jovens e Adultos- EJA, foi elaborado

com a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo para

ser desenvolvido nos Bairros Santo Afonso e Canudos,

como parte do programa de desenvolvimento

Municipal Integrado, com financiamento do Banco

Interamericano de Desenvolvimento. O projeto

ocorreu nos meses de maio a setembro de 2016.

As atividades são pautadas pelo olhar para os

sujeitos, buscando a efetiva acolhida do aluno, da

família e da comunidade através da compreensão

de seus interesses, dificuldades e também das

rupturas demandadas deste coletivo. Dessa forma

foram contemplados os objetivos principais do

trabalho:

1. Contribuir para a elevação de escolaridade de

jovens e adultos, considerando como prioridade

a juventude, tendo em vista a conclusão do

Ensino Fundamental;

2. Desenvolver, junto à Comunidade Escolar, um

processo de Formação permanente;

3. Potencializar os espaços pedagógicos das

escolas referidas na oferta da modalidade EJA,

possibilitando a adequação e a qualificação,

contribuindo com a comunidade escolar e local;

4. Considerar o desenvolvimento do aluno e das

finalidades do Ensino Fundamental, na Modalidade

EJA, contemplando a organização nas

dimensões formativas, conforme a Base

Nacional Comum e parte diversificada;

5. Potencializar a formação continuada de jovens e

adultos, assegurando conexões com o mundo

do trabalho e articulando os currículos: da

escolarização e da formação ao longo da vida;

6. Valorizar os diferentes saberes oriundos da

sistematização historicamente construída, na

escola em suas peculiaridades e da comunidade

em seu contexto;

7. Proporcionar práticas sociais de enfrentamento

a situações de violência, orientadas pelos

princípios de uma sociedade democrática,

solidária e sustentável.

8. Democratizar o acesso e permanência de jovens

na Educação de Jovens e Adultos;

9. Promover processo de integração entre esta

ação e as demais ações previstas na Política de

Segurança Cidadã e Prevenção as Violências.

O projeto EJA, na sua execução, teve as

seguintes ações contempladas:

1- Acompanhamento de Frequência

Este acompanhamento ocorreu na modalidade

EJA – Ensino Fundamental, durante seis

meses, com jovens da Escola Municipal Arnaldo

Grin, Bairro Santo Afonso e da Escola Municipal

Salgado Filho, do Bairro Canudos. Neste momento

buscou-se a elaboração coletiva de estratégias

para aumentar a adesão dos educandos ao EJA.

2- Formação Permanente e Reunião Pedagógica

A formação permanente propõe a construção

coletiva, com educadores e educandos, de um

processo de formação permanente para refletir e

construir a prática pedagógica..

3- Reuniões de Articulação Social e Encaminhamento

Reuniões de articulação com a Rede de

Proteção Social e Afetiva (famílias dos educandos,

CRAS, CREAS, Justiça Comunitária, Agência da

26


Boa Notícia, Praça da Juventude, Unidade de

Saúde da Família, Programa Jovem Aprendiz,

Pronatec, Dinc, etc.). Essas reuniões aumentam o

potencial de coesão social e possibilitam uma

maior adesão dos educandos ao EJA.

4- Envolvimento dos Jovens através de projetos

(oficinas), assembleias escolares, passeios/confraternizações

e encaminhamentos e

busca ativa de alunos.

Aumento do aproveitamento escolar dos

educandos, com diminuição das evasões e reprovações,

e neste momento realiza-se a busca ativa dos

alunos evadidos, bem como a realização de oficinas

pedagógicas, assembleias escolares, passeios e

confraternizações.

5-Seminário e Publicação

O seminário final do projeto ocorreu em 28 de

setembro de 2016 na Prefeitura Municipal de Novo

Hamburgo e foi realizado o lançamento do caderno

temático com a finalidade de divulgar a sistematização

das ações desenvolvidas no projeto de

qualificação do EJA.

EJA – NOVO HAMBURGO

Reuniões de planejamento

e articulação

42 662

atividades participantes

Participantes/beneficiados

2.436

Atendimentos

Encaminhamentos

43

Eventos e ações

(Total/soma dos anteriores)

3.141

Média de beneficiados

por mês

628,2 alunos participantes

e

em geral

27


PROJETOS SOCIAIS

Participação e integração

da comunidade

Oficinas Esportivas, Recreativas e Culturais - Novo Hamburgo

O projeto Oficinas Esportivas, Recreativas e

Culturais de Novo Hamburgo é uma das ações de

prevenção à violência do Município de Novo Hamburgo

executado pela Fundação La Salle, através de

financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O objetivo do projeto é oferecer oficinas

esportivas e culturais para os jovens de 14 a 24 anos

nos Bairros de Canudos e Santo Afonso, motivando a

integração e inclusão social da população, através

da prática esportiva possibilitando que estes jovens

sejam atores e protagonistas na participação,

construção e realização do projeto.

Diversas oficinas foram oferecidas para os

jovens como: jiu-jitsu, streed dance, capoeira, dança,

teatro, violão, voleibol, futsal, basquete, MC, hip hop,

artes visuais, grafite, skate, atletismo, recreação e

lazer, educação e afirmação de políticas públicas e

oficina de arbitragem de futebol de campo. As

atividades foram organizadas em parceria com os

espaços disponibilizados para o atendimento dos

jovens como: Praça da Juventude, Pronasci, Praça

CEU, Escolas Municipais e Estaduais.

No percurso do projeto, que ocorreu entre

maio e outubro de 2016, ocorreram cinco edições

dos “Encontros de Lazer”, em que foi possível ver a

participação e o acolhimento do projeto pela

comunidade, através dos momentos de diversão,

conhecimento, integração e inclusão da comunidade

na prática esportiva e de lazer. Os eventos

fortaleceram os mecanismos de valorização da

cultura de atividades locais, sendo realizados na

Praça CEU - Boa Saúde, E.E. Santo Afonso - Santo

28


Afonso, Ginásio Tancredo Neves- Canudos e EMEF

Francisco Xavier Kunst – Canudos.

Muitas reuniões foram realizadas com a

equipe de trabalho com o objetivo de organizar,

estruturar e planejar ações sobre o projeto.

Momentos de estudos fizeram parte do projeto

através de reflexões, discussões e ajustes das

ações, sempre com o objetivo de qualificar a

atuação de cada oficineiro. O envolvimento da

equipe de trabalho foi essencial na execução de

cada iniciativa.

Através do Curso de Arbitragem tivemos a

oportunidade de capacitar e instrumentalizar

homens e mulheres acima de 18 anos para atuarem

como árbitros em competições ou eventos comunitários,

possibilitando o desenvolvimento de conhecimentos

específicos de arbitragem de futebol de

campo e a aquisição de uma renda adicional.

OFICINAS ESPORTIVAS,

RECREATIVAS E CULTURAIS

NOVO HAMBURGO

Atendimentos

11.461

Oficinas

18

Encontros de Lazer

05

29


PROJETOS SOCIAIS

Desenvolvimento do esporte paralímpico

Em Canoas o esporte rendimento é para todos

No mês de fevereiro de 2016 teve início o

projeto “Em Canoas o Esporte Rendimento é para

Todos”. A iniciativa conta com patrocínio exclusivo

das Lojas Lebes e é realizado através da parceria

com a prefeitura de Canoas e da Lei Pró-Esporte do

Governo Estadual. A execução do trabalho é da

Fundação La Salle, que conta com Centros, Unidades

Esportivas, Ginásios e outras áreas públicoprivadas

para realização das aulas e treinamentos.

O projeto tem por objetivo incentivar equipes

de rendimento paralímpico, em consonância com

ações que viabilizem, ampliem e garantam o

acesso da comunidade às ações contínuas de

desenvolvimento do paradesporto. A iniciativa

prevê responder às necessidades desse campo da

vida social, ofertando uma infraestrutura de

espaços de qualidade para o desenvolvimento do

desporto paralímpico, além de apoiar as equipes

representativas do município.

Metodologia: Treinamento em quadra duas vezes

por semana e preparação física na academia uma

vez por semana. O projeto oferece horários para

turmas de iniciação visando a formação de novos

atletas e também desenvolve e apoia o treinamento

de equipes de instituições do município e região

metropolitana.

O projeto disponibiliza para o treinamento das

equipes:

• Espaço físico para realização dos treinos;

• Recursos materiais (bolas, uniformes, cadeiras

de rodas de basquete, óculos de natação);

• Transporte adaptado para transporte dos

atletas aos locais de treinamento (Van adaptada

com plataforma adquirida pelo projeto)

• Profissional de educação física para ministrar

os treinos e/ou auxiliar o técnico das equipes;

• Academia para a preparação física dos atletas.

(Academia do Unilasalle e/ou no Centro Olímpico

Municipal).

Equipes e Instituições apoiadas pelo projeto:

• Atletas de Natação e Atletismo - Pestalozzi

• Basquete em Cadeira de Rodas – Brothers

Basquetebol Canoas

• Equipes de Goalball (masculino e feminino), e

Futebol de 5 - Associação de Cegos do Rio

Grande do Sul – ACERGS

• Equipe de Futebol de 5 da Associação Gaúcha de

Futsal para cegos - AGAFUC.

• Equipes representativas do município nas

modalidades de Basquete, Vôlei, Futsal, Handebol

e Judô.

• Equipe de Vôlei – Canoas Vôlei;

Modalidades Paralímpicas desenvolvidas:

8 22 16 13 13

ATLETAS ATLETAS ATLETAS ATLETAS ATLETAS

ATLETISMO

Centro Olímpico Municipal

FUTEBOL DE 5

Centro Esportivo São Luiz

GOALBALL

Centro Olímpico Municipal

NATAÇÃO

Piscina do Unilasalle

BASQUETE

Centro Olímpico Municipal

30

10 medalhas 5 medalhas

10 medalhas

3 medalhas 1 medalha


Eventos e Competições:

CALENDÁRIO DE EVENTOS E COMPETIÇÕES PARADESPORTO 2016

MODALIDADE EVENTO RESULTADOS

Goalball

Futebol de 5

Basquete em

Cadeira de Rodas

Atletismo

Natação

Regional Sul de Goalball (Porto Alegre- RS)

Torneio formado campeões para a vida (Pelotas – RS)

Copa Caixa Loterias de Goalball (Jundiaí – SP)

PARAJAC (Canoas – RS)

PARAJIRGS (Porto Alegre e Canoas)

Regional Sul de Futebol de 5 – AGAFUC e ACERGS

(São Bernardo do Campo – SP)

Copa Caixa Loterias de Futebol de 5 Série B ACERGS

(Porto Alegre - RS)

Copa Caixa Loterias de Futebol de 5 Série A AGAFUC

(São Paulo – SP)

PARAJAC (Canoas – RS)

PARAJIRGS (Porto Alegre e Canoas)

Copa Campo Bom

Copa Lajeado

PARAJAC (Canoas – RS)

PARAJIRGS (Porto Alegre e Canoas)

PARAJIRGS (Porto Alegre e Canoas)

PARAJIRGS (Porto Alegre e Canoas)

Masculino – 4º lugar | Feminino - 1° lugar

Masculino – 1° e 2º lugar | Feminino - 1° e 2º lugar

Equipe feminina - Não passou para fase classificatória

Masculino - 1º e 3º lugar | Feminino – 1º e 2º lugar

Masculino – 1º lugar

AGAFUC - 2º lugar | ACERGS - 3º lugar

ACERGS – 3º lugar

AGAFUC 5º lugar

AGAFUC – 1º lugar

ACERGS – 2º lugarAGAFUC: Fez um jogo de demonstração.

5º lugar

4º lugar

5º lugar

2º lugar

3 medalhas de ouro | 3 de prata | 4 de bronze

3 medalhas de ouro

DESTAQUES

• Troca de experiências entre equipes do Basquete

em Cadeira de Rodas, Futebol de 5 e Goalball

com estudantes dos ensino básico e superior.

• 1ª edição dos Jogos Paradesportivos de Canoas,

em que os profissionais de educação física

contratados pelo Projeto atuaram na coordenação

técnica do evento.

• Capacitação em arbitragem nas modalidades

de Futebol de 5, Basquete e Goalball.

• Organizaçao do Parajac, integrando as come-

morações dos 77 anos de Canoas, juntamente

com Coordenadoria da Pessoa com Deficiência

e Secretaria Municipal de Esporte e Lazer,

Faders, Sogal, Unilasalle-Canoas e Conselho

Municipal da Pessoa com Deficiência. O evento

reuniu 14 equipes com representações da

cidade de Canoas, de Porto Alegre e de outras

cinco Cidades da Região Metropolitana e do

Interior do Estado.

31


PROJETOS SOCIAIS

Investimento na formação,

participação e rendimento

Projeto Em Canoas o esporte tem mais valor

O projeto “ Em Canoas o Esporte tem mais

Valor” ocorreu durante o ano de 2016, através de

parceria executiva com a Secretaria de Esportes e

Lazer do município. O objetivo da iniciativa é

demonstrar a capacidade do Município de agregar

condições voltadas para a consolidação da atividade

física em todos os níveis: formação, participação

e rendimento, como modelo de uma política

pública que viabilize, amplie e garanta o acesso da

Comunidade Canoense em ações contínuas que

respondam às necessidades desse campo da vida

social.

2.623

63.106

5.259

2.370

753

1.870

Total Inscritos

Total de Atendimentos em 2016

Média de Atendimentos Mensais

Número de vagas Oferecidas

Participantes Masculino

Participantes Feminino

32


ATLETA CIDADÃO DO FUTURO

Através de diversas modalidades, o Programa

Atleta Cidadão do Futuro favorece jovens com

idade entre 7 e 15 anos, unindo atividades de lazer

aos benefícios proporcionados pelo esporte, como

disciplina e bem-estar corporal.

Participantes: 412 (projeto)

Em média os alunos participaram 4 aulas no mês

de outubro

Frequência: 79% de presenças

Número de Professores: 6 (Média =69 alunos)

MODALIDADES

Plafs: Ginástica, Jogos Adaptados, Ioga, Ioga 3ª.

Idade, Ginástica 3ª Idade, Ginástica Funcional,

Zumba, Pilates, Jump, Ginástica Localizada,

Alongamento, Bocha adaptada, Caminhada

Orientada, Musculação, GAP, Powerflex, Aerofitness,

Ritmos, Ioga Intensive, Bocha Iniciante e

Atividades Recreativas.

Atleta Cidadão do Futuro: (Masculino/Misto/

Feminino e Mirim/Infantil): Futsal, Voleibol, Iniciação

Esportiva, Handebol, Basquete, Patinação

Artística, Vôlei, Futebol.

PROGRAMA DE LAZER ATIVIDADE FÍSICA E

SAÚDE (PLAFS)

O Plafs é um programa que oferece atividades

físicas orientadas e gratuitas para Canoenses com

idade a partir dos 15 anos. As aulas são orientadas

por profissionais e acadêmicos de educação física.

Participantes: 1189

Em média os alunos participaram 5 aulas no mês

totalizando:

Frequência: 68% de presenças

Número de Professores: 9 (Média=132 alunos)

EM CANOAS O FUTEBOL É DA COMUNIDADE

Em 2016 o projeto “Em Canoas o Futebol é da

Comunidade” ocorreu entre os meses de janeiro e

abril. A iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer

de Canoas foi criada a partir da Lei Pró-Esporte e

contou com o patrocínio das empresas Sun Motors,

Bondmann, Cenci e Epitec.

O projeto, executado pela Fundação La Salle,

acontece em 11 núcleos fazendo toda parte de

formação, tanto no aspecto técnico quanto na

formação de valores como caráter, responsabilidade,

assiduidade.

.

33


PROJETOS SOCIAIS

Parceria na Missão Lassalista

no Norte do País

Trabalho com a Rede La Salle – Ananindeua / PA

Devido ao caráter de abrangência nacional, a

Fundação La Salle estendeu seus trabalhos para a

cidade de Ananindeua, no Estado do Pará, durante

o ano de 2016. Nesse município, a Fundação conta

com um escritório por meio do qual estabelece

prioridades de ação baseadas em análises e estudo

da conjuntura local. Um dos objetivos para se

estabelecer um polo na cidade que fica a 20 quilômetros

de Belém é a facilidade para atuar em

cidades e estados do arco Nordeste-Norte, haja

vista a facilidade de acesso, por exemplo, ao

Maranhão. Por outras palavras, o escritório

também tem a função de mapear lugares que

demandam parceria, captação de recursos e

execução de projetos a partir da linha de expertise

da Instituição.

Ananindeua é uma cidade cujo contingente

populacional é estimado em mais de meio milhão

de habitantes. A exemplo de outras cidades brasileiras,

apesar de todos os progressos obtidos nos

34


últimos anos, ainda apresenta dados preocupantes

quanto à taxa de violência, em suas diferentes

ramificações. Nesse contexto, vislumbram-se

possibilidades de atuação junto ao poder público

local em projetos e políticas voltadas para a cultura

de paz, valorização e empoderamento da mulher

vítima de violência, segurança pública e atendimento

às crianças, aos adolescentes e aos jovens

em situação de risco.

Em consonância aos Eixos Temáticos traçados

para a cidade de Ananindeua, a Fundação La

Salle tem por missão atuar nas áreas de segurança

pública e cidadania, capacitação para o mercado de

trabalho e esporte e saúde. Durante o ano de 2016,

foram estabelecidas duas parcerias:

Projeto Anjos da Guarda: projeto concebido e

desenvolvido pela Secretaria Pública de Segurança

e pela Guarda Civil Municipal de Ananindeua

estende-se por três polos no município. Destinado

às crianças e aos adolescentes na faixa etária de 10

a 17 anos. O foco projeto consiste na prevenção,

aquisição de disciplina e inserção do jovem na

sociedade, por meio de distintas oficinas e atividades:

artes marciais (jiu-jitsu, muay thay e boxe),

capoeira, aulas de música, ordem unida, esporte,

palestras, meio ambiente, entre outras. Atualmente,

o Projeto Anjos da Guarda atende a mais de 140

jovens, distribuídos nos três polos. Por seu turno, a

Coordenação do Projeto, voluntários e Guardas

atuantes mantém sistemática de formação e

capacitação para atuar junto ao público-alvo. Em

parceria firmada com a Secretaria de Segurança

Pública, a Fundação La Salle destina espaço para a

realização do projeto durante três dias da semana,

apoia a iniciativa e colabora em eventos externos,

como torneios de artes marciais e apresentações.

Parceria com SENAC PA – Unidades Móveis: tendo

em vista o fomento da capacitação para o mercado

de trabalho, a Fundação La Salle firmou parcerias

com o SENAC PA, o qual oferece gratuitamente

cursos voltados à profissionalização de cidadãos

ananindeuenses. No ano de 2016, foi oferecido à

Comunidade o Curso de Pintura em Tecido, atendendo

a 20 mulheres. Renovada a parceria, em 2017

a estimativa é oferecer cinco cursos voltados ao

mercado de trabalho, compreendendo estética e

seu respectivo aperfeiçoamento, gastronomia e

área administrativa. O objetivo é capacitar mais de

100 pessoas para atuarem no mercado de trabalho.

A Fundação La Salle disponibiliza espaço mobiliado

e adequado aos diversos cursos a serem desenvolvidos,

divulga os cursos e atua na inscrição de alunos.

A Fundação La Salle, em parceria com a Rede

La Salle, também atuou no projeto de reorganização

de refeitório comum, na Escola Estadual Celina

Del Tetto. A escola que conta com aproximadamente

1000 alunos teve seu refeitório reformado, de

modo a garantir conforto satisfatório aos estudantes.

Desde o reaproveitamento de mobiliário em

madeira até a pintura do ambiente, confecção de

novas mesas e aquisição de novas cadeiras garantiram

conforto para crianças e adolescentes que

frequentam o local.

Para o ano de 2017, a Fundação La Salle tem

por meta ampliar a atuação na cidade de Ananindeua,

ao apresentar novos projetos e propostas para

atuar em parceria com o poder público municipal. A

aplicação de recursos próprios, a captação de

novos recursos, implementação e execução de

projetos flexibilizarão manter as atividades em

andamento, além de garantir benefícios para o

município.

35


PROJETOS SOCIAIS

Música como forma de socialização

Banda Municipal - Nova Santa Rita

A Banda Municipal de Nova Santa Rita foi

criada pela Lei N° 1142, de 06 de setembro de 2013,

por iniciativa do Poder Executivo Municipal. Em sua

proposta pedagógica, utiliza a música como

instrumento socializante e de cidadania. Em 2016, o

projeto teve seus profissionais vinculados à Fundação

La Salle.

A Banda Municipal é formada por Professores-Músicos,

Instrumentistas Voluntários eEstagiários

e mantém, em caráter permanente, projetos

visando à formação de jovens instrumentistas

como o Laboratório de Música, a Biblioteca Municipal

de Música, a Orquestra Experimental de

Flautas Doce, os Workshops e as Palestras.

Em 2016 a Banda Municipal realizou, entre

concertos oficiais e didáticos, 14 audições atingindo

um público alvo estimado em mais de 7 mil pessoas,

somente no âmbito municipal. Para 2017

expandirá sua abrangência e modalidades de

audições com a inclusão dos Concertos Comunitários

e ampliação dos Concertos Didáticos bem

como a realização de Palestras e Workshops. A

música pode ser bem mais do que um instrumento

de comunicação universal entre os povos, mas

também um agente fundamental na formação do

caráter de uma sociedade.

36


Auditoria e acompanhamento

das instituições beneficentes

Lance de Craque – Jogo Beneficente

O evento beneficente que ocorreu em 27 de

dezembro de 2015 reuniu 23,1 mil torcedores e

gerou meio milhão de reais às instituições beneficiadas.

Deste montante, R$ 350.030,98, valor da

venda dos ingressos, foram repassados para o

Centro de Reabilitação Porto Alegre, Pequena Casa

da Criança, Centro de Promoção da Infância e da

Juventude, Casa da Juventude Canoas, ONG

Instituto Amigos de Lucas, Escola Campos do

Cristal e Hospital Veterinário.

Já os recursos do Funcriança totalizaram

R$150.000,00 e foram doados para o Hospital da

Criança Santo Antônio da Santa Casa, Cerepal, CPIJ

e Pequena Casa da Criança.

A Fundação La Salle acompanhou a aplicação

dos recursos junto às Instituições Beneficiadas, que

tiveram os seguintes resultados:

Centro de Reabilitação Porto Alegre –

CEREPAL: R$ 70.000,00, aplicados na construção de

Área com 100m que inclui Sala de Atendimento e

Banheiros adaptados, e promoverá o aumento dos

atendimentos mensais de 6000 para 8000. Pequena

Casa da Criança: R$ 70.000,00, investidos na revitalização

de espaços através de reformas e manutenções,

incluindo o fechamento do terraço, instalação

de divisórias em banheiros, forro da cozinha, elétrica

e a substituição das telhas do Ginásio de Esportes.

Centro de Promoção da Infância e da Juventude –

CPIJ: R$ 70.000,00, utilizados na colocação de

estrutura metálica para cobertura da quadra poliesportiva

em estrutura metálica. Casa da Juventude

Canoas: R$ 70.030,98, aplicados na compra de

computadores e notebooks, organização de sala de

jogos e de lazer, isolamento acústico em estúdio

musical para duas sedes do projeto. Escola Municipal

Campos do Cristal: R$ 30.000,00, destinados para

quadra e praça da escola, refeitório e sala de vídeo,

transformada em sala multimídia. Hospital Veterinário:

R$ 25.000,00, aplicados na melhorias na infraestrutura

no atendimento aos animais. ONG Instituto

Amigos de Lucas: R$15.000,00, empenhado na

impressão de cartilhas educativas sobre o atendimento

da instituição. Para dar total transparência ao

projeto Lance de Craque a Fundação La Salle foi

responsável pela auditoria dos recursos do evento,

controlando as aplicações financeiras de cada

instituição beneficiada. Com isso, visitas foram

realizadas ao longo do ano para acompanhamento

dos projetos executados, além do controle financeiro

interno. Todas as instituições aplicaram os recursos

conforme seus planejamentos.

Para 2017

A Fundação La Salle continuará atuando no

projeto Lance de Craque, acompanhando as três

instituições beneficiadas com o jogo que ocorreu em

21 de dezembro no Estádio Beira Rio: Projeto Evangélico

Aspirantes de Cristo, Kinder – Centro de Integração

da Criança Especial e Instituto São Benedito,

além de apoio às vítimas do voo da Chapecoense.

37


PROJETOS TÉCNICOS

Pesquisa e Diagnóstico

em prol da cidade

Observatório de Segurança Pública - Canoas

O Observatório de Segurança Pública de Canoas

exerce suas atividades desde maio de 2010 através de

parceria de trabalho da Fundação La Salle com a

Secretaria de Segurança Pública e Cidadania. O

projeto tem uma atuação fundamental na gestão do

conhecimento da política municipal, já que é voltado à

formulação, à execução e à avaliação das políticas

públicas de segurança desenvolvidas na cidade.

Em 2016, o Observatório participou de várias eventos, e

também colaborou na produção de conhecimento na

sua área de atuação.

Participação no Curso de formação da nova turma

de Guardas Municipais: Os 38 novos agentes da

Guarda Municipal tiveram uma aula expositiva dialogada

com profissionais que atuam no Projeto Técnico

Observatório de Segurança Pública de Canoas. Os

alunos foram acompanhados pelo professor responsável

pela disciplina de Geoprocessamento de Informações

Criminais, Urbanas e Socioeconômicas. Na

ocasião, foi trabalhada a relevância de uma rotina de

registros com base no gerenciamento de informações

em segurança pública a partir do monitoramento

realizado pelo Observatório na cidade de Canoas.

Também, discutiu-se a importância de se trabalhar

com um banco de dados local, a partir da coleta,

tratamento e análise das informações com adoção de

metodologia própria e com a utilização de ferramentas

de inteligência (softwares de pesquisa e georreferenciamento)

aplicadas à gestão do conhecimento em

Segurança Pública. Ao final, foi abordada brevemente

a utilização do Registro Eletrônico da Guarda Municipal

(REG-M), além de outras ferramentas utilizadas

pelos Guardas Municipais no município.

Apresentação de pesquisa para direção das escolas

de Canoas: em maio, a equipe do Observatório

apresentou para a direção de todas as escolas de

ensino fundamental os resultados de uma pesquisa

realizada no final do ano de 2015. Durante quatro

meses foram realizados uma série de Grupos Focais

com alunos e professores em quatro escolas e com

jovens que participam das Casas das Juventudes,

projeto executado pela Secretaria de Segurança

Pública e Cidadania em parceria com a Fundação La

Salle. Os encontros possibilitaram dialogar com as

diretoras sobre as principais situações de violência

vivenciadas no ambiente escolar e no entorno das

escolas. Foram abordados temas como a estrutura

física, a sensação de insegurança, as relações entre

alunos e professores, processos de discriminação e

preconceito (racismo, homofobia, preconceito de

classe social, etc.) no ambiente escolar, agressões

entre alunos, bullying, violências de gênero e evasão

escolar. O Relatório Final produzido foi disponibilizado

para cada escola e está disponível no site do Observatório.

Apresentações em Fóruns e Congressos: O IX Fórum

Municipal de Prevenção à Violência Escolar contou

com equipes diretivas das Escolas Municipais, professores,

alunos e pais, além de representantes das

secretarias de Segurança Pública e Cidadania e

Secretaria de Educação de Canoas. Na ocasião, o

coordenador do Observatório apresentou o Sistema de

Registros Online de Situações de Violências nas

Escolas (ROVE), indicadores da série histórica de

monitoramento dos registros desde a implementação

do sistema junto as escolas da rede municipal e

possibilidades futuras do sistema. O ROVE é uma das

ferramentas utilizadas pelas escolas que foi desenvolvida

pelo Observatório e contribui para o direcionamento

de estratégias de prevenção e boa convivência

no ambiente escolar, qualificando as ações e os

serviços prestados pela Guarda Municipal.

Em outubro, o coordenador e uma excolaboradora

do Observatório apresentaram o trabalho

intitulado "Evasão escolar e violência na escola:

apontamentos sobre o contexto de Canoas", no

38


Seminário Internacional Violência, Conflitos Sociais e

Cidadania realizado na UFRGS, em Porto Alegre. O

trabalho foi apresentado no Grupo de Trabalho III -

Atores Sociais: juventudes, desigualdade social e

modos de consumo - Sessão 3 - Trajetórias Escolares.

Em novembro a equipe do Observatório organizou

uma mesa temática no XXVI Congresso Nacional

das Guardas Municipais que ocorreu no Centro de

Eventos da ULBRA, em Canoas. O evento contou com a

participação de representantes das Guardas Municipais

e especialistas em segurança pública de 40

cidades brasileiras. A mesa oportunizou conhecer a

experiência das quatro cidades que apresentaram o

papel desempenhado pelos Observatórios na consolidação

das Políticas Públicas de Segurança, além de

debater o fortalecimento e a implantação de Observatórios

de Segurança a nível local.

Produção de artigos com publicação: No mês de

outubro a Revista Brasileira de Segurança Pública,

edição 19, publicou o artigo produzido pela Equipe do

Observatório. A publicação tem como título “Gestão da

informação e governos locais: experiências do Observatório

de Segurança Pública de Canoas (RS) e novas

possibilidades”. O artigo tem como objetivo ressaltar a

relevância da gestão da informação na área da

segurança, a partir de metodologias científicas, com a

intenção de qualificar institucional e tecnicamente a

formulação, execução e avaliação de políticas públicas.

A publicação está disponível gratuitamente em

formato digital no seguinte endereço eletrônico:

.

Produção do Livro Canoas pela Paz: No dia 21 de

dezembro ocorreu o lançamento do Livro “Canoas pela

Paz: Política Municipal de Segurança Pública 2009-

2016”. A obra foi produzida pela equipe do Observatório

e colaboradores da Fundação La Salle, além de

técnicos e servidores que atuam na Secretaria de

Segurança Pública e Cidadania de Canoas. O Livro

aborda as ações da política de segurança pública

adotada em Canoas, desde 2009, e como a cidade

decidiu enfrentar a violência, nos últimos oito anos,

aliando policiamento, tecnologia e prevenção de

maneira integrada.

Outros trabalhos técnicos:

• Diagnósticos de Avaliação para qualificar o preenchimento

do sistema ROVE.

• Realização de Pesquisa Survey em Condomínios do

Programa Minha Casa Minha Vida

• Estudo exploratório sobre vítimas de tentativa de

homicídio em Canoas

• Participação na construção/elaboração de Programa

de Prevenção

• Participação em Pesquisa realizada pelo Ministério

da Justiça

39


PROJETOS TÉCNICOS

Sistema de Gestão Estratégica

Em 2016, a Fundação La Salle continuou seu

trabalho de Assessoria na elaboração de projetos,

controle, gestão financeira e parcerias em formações

e capacitações de servidores. O trabalho desenvolvido

tem relação direta com as Secretarias de Administração,

de Saúde e de Educação.

O Sistema de Gestão Estratégica é um processo

de definição, sistematização, monitoramento e

avaliação dos programas, projetos e ações prioritários

de organizações públicas e privadas. A Fundação La

Salle já realizou projetos nesta área nas cidades de

Esteio, São Leopoldo, Rio Grande e Alvorada.

Divulgação da participação popular

A produção de conteúdo de multimídia, especialmente

ao que se refere à produção audiovisual e

gráfica teve continuidade em 2016, junto à Prefeitura de

Canoas. O projeto contempla o registro e divulgação da

participação popular e cidadã no Município. Para

atender a esta demanda, três profissionais atuaram

diretamente na Secretaria Municipal de Comunicação,

nos cargos de Produtor de Vídeo, Agente Publicitário e

Assistente de Produção Audiovisual.

40


AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTO

Avaliação da Rede La Salle

A Avaliação de Conhecimentos é uma realização

da Rede La Salle, com a execução da Fundação

La Salle, que objetiva buscar o aperfeiçoamento dos

processos de aprendizagem das Comunidades

Educativas Lassalistas.

A prova, aplicada aos alunos do 5º e 9º anos

do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino

Médio, não busca avaliar a apreensão de todo o

conteúdo do currículo escolar, mas sim as competências

e habilidades que eles devem dominar, de

acordo com as matrizes nacionais do Sistema de

Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Exame

Nacional do Ensino Médio (Enem).

Desde o ano de 2015 a avaliação é aplicada em

dois momentos, o primeiro um simulado, e o

segundo, a avaliação propriamente dita. O simulado,

aplicado no mês de abril, é composto pelas provas

de linguagens, matemática, ciências humanas e da

natureza. A avaliação completa, incluindo a prova de

redação, é aplicada em setembro.

Em 2016 foram mais de 6.000 alunos participando

das provas em 30 escolas distribuídas em 10

Estados do País.

PROGRAMA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

O Programa de Avaliação Institucional foi

realizado em 2016 para as Instituições Lassalistas

de Educação Básica e de Ensino Superior. O

PROAVI é um importante projeto para a Rede ter

outras percepções a respeito da gestão e dos

serviços educacionais, possibilitando transformações

positivas na educação lassalista.

CANOAS AVALIA

A Fundação La Salle trabalhou no Canoas

Avalia, projeto da Secretaria Municipal de Educação

que tem como objetivo identificar necessidades

e melhorias no Ensino Fundamental. A instituição

foi responsável pela logística de aplicação das

provas, diagnóstico e análise de resultados.

41


CONCURSOS PÚBLICOS

Organização e transparência na

gestão dos processos de seleção

A área de Concursos Públicos está em crescimento

na Fundação La Salle. Em 2016 foram realizados

35 processos seletivos, atendendo Prefeituras,

Conselhos Regionais, Fundações e Entidades nas

esferas Municipal, Estadual e Federal, totalizando a

participação de mais de 62 mil candidatos.

Os Concursos Públicos acontecem desde 2009

e visam a inserção dos candidatos no mercado de

trabalho de forma igualitária e participativa e desta

forma colaboram diretamente na missão da instituição

que está voltada para o desenvolvimento das pessoas

e da sociedade.

O serviço é prestado atendendo aos princípios

de transparência, segurança, organização e responsabilidade,

assim como o respeito aos princípios constitucionais

e a qualificação do serviço público.

A expertise da Fundação La Salle é consolidada

pela realização de mais de 150 concursos públicos

para diferentes Municípios, Órgãos Públicos e Privados

e Entidades de Classe, resultando no atendimento de

mais de 395 mil candidatos.

INSTITUIÇÕES ATENDIDAS EM 2016

• Município de Novo Hamburgo

Fundação de Saúde de Canoas

• Grupo Hospitalar Conceição

• Residência Integrada em Saúde - Grupo Hospitalar

Conceição

• Município de André da Rocha

• Câmara de Novo Hamburgo

Fundação Hospitalar Getúlio Vargas

• Instituto Canoas XXI

• Secretaria Municipal de Educação Canoas

• Município de Cachoeirinha

• Instituto de Previdência dos Servidores Públicos

Municipais de Cachoeirinha

• Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo

Hamburgo

Fundação Saúde Pública Novo Hamburgo





Instituto Riograndense do Arroz

Município de Garibaldi

Município de Veranópolis

Empresa Gaúcha de Rodovias S. A. - EGR

Concursos

realizados

2016

35

Candidatos

2009 a 2016

395.000

42


Cursos de Formação Continuada

CURSO DE FORMAÇÃO DA GUARDA MUNICIPAL

A Fundação La Salle trabalhou com o Unilasalle

Canoas no Curso de Formação de Guarda

Municipal da cidade, que contou com carga horária

de 478 horas/aula, para uma turma de 40 alunos.

Um dos objetivos da formação é colaborar no

desenvolvimento profissional dos profissionais em

uma perspectiva que considera as suas capacidades

de decidirem, de refletirem e ainda proporem

mudanças e avanços nas suas variadas formas de

trabalho.

Apoios Culturais

CURSO IN COMPANY DE CÁLCULOS CÍVEIS E

TRABALHISTAS

Com carga horária de 30 horas/aula foi

realizado na Prefeitura de Novo Hamburgo o Curso

In Company de Cálculos Cíveis e Trabalhistas, com

formação direta a mais de 30 profissionais da área.

O Conteúdo Programático contemplou três grandes

áreas: Área Trabalhista, Área Cível e Cálculos

Práticos.

FESTIVAL NOSSA MÚSICA

Em setembro teve início a primeira etapa do

Festival Nossa Música, da cidade de Novo Hamburgo.

A iniciativa tem o objetivo de qualificar, aprimorar

e desenvolver a cultura musical, revelar talentos,

valorizar compositores, arranjadores e intérpretes.

O evento busca também favorecer a convivência

pacífica, harmônica e respeitosa entre seus

apreciadores (músicos e público). O evento é

voltado a composições inéditas de autores residentes

no unicípio, utilizando o formato de mostra

competitiva para estimular a criação musical em

todos os gêneros e estilos de música popular, bem

como o intercâmbio de experiências entre músicos,

compositores, intérpretes, poetas e artistas.

51ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE COROS

O evento aconteceu entre os dias 12 e 15 de

outubro, no Teatro Paschoal Carlos Magno. O

festival tem como objetivo divulgar e popularizar o

canto coral da comunidade de Novo Hamburgo,

permitindo que o poder de emoção comunicativa

da linguagem

musical do canto em coro exerça

seus efeitos benéficos a um público cada vez maior.

Nas quatro noites de concerto se apresentaram 23

coros, totalizando 650 cantores.

34ª FEIRA DO LIVRO DE NOVO HAMBURGO

Entre os dias 25 e 28 de outubro ocorreu a 34ª

Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo, nos

Pavilhões da FENAC, junto à 31ª Mostratec – Feira

de Ciência e Tecnologia promovida pela Fundação

Liberato. O incentivo ao hábito da leitura, estimulado

nas crianças e jovens e reforçado no público

adulto, é princípio básico para a formação de

cidadãos críticos, protagonistas, com consciência

de seu dever para consigo mesmo e a coletividade.

NATAL DOS SINOS 2016

O Natal dos Sinos 2016 - Cultura e Lazer à

Comunidade - ocorreu entre os dias 10 e 27 de

dezembro, em Novo Hamburgo. O período de

festividades foi pensado de uma maneira especial

para que a comunidade tenha uma programação

recheada de atividades de diferentes gêneros e

para diferentes públicos.

43


PESQUISA, EXTENSÃO E RECONHECIMENTO

Trajetos Formativos

Formação em Língua Portuguesa

O Projeto Pedagógico Formação em Língua

Portuguesa é uma proposta desenvolvida por esta

Fundação e destina-se à formação de Noviços,

Postulantes e Aspirantes, no sentido de aprimorar a

leitura e escrita deles, uma vez que estes vocacionados

pertencem a diferentes Casas de Formação,

distribuídas em diferentes regiões do país. Desde julho

de 2016, esta iniciativa da Fundação La Salle norteia-se

pelo Trajeto Formativo do Noviciado e Postulantado

2017/2018 desenvolvido pela Província La Salle Brasil-

Chile. O mesmo projeta ações interdisciplinares na

capacitação de competências e habilidades dos

formandos e, na área da comunicação, busca concretizar

na realidade prática, através do uso da linguagem,

a formação de uma visão de pessoa e de sociedade,

em uma perspectiva ética/sustentável, humanitária/cristã

e todas as outras subjacentes a ela.

Portanto, o objetivo de narrar a história pessoal

e familiar relacionada com o opção vocacional, ler,

compreender e interpretar a sua realidade e a do

outro, comunicar e argumentar ideias, formular

sínteses, ler e escrever diferentes tipologias textuais,

compreender e utilizar os sistemas simbólicos das

linguagens e das culturas, requer assimilar a estrutura

básica da Língua Portuguesa. A comunicação, neste

sentido, parte do pressuposto que a linguagem

propicia uma relação dialógica e por este motivo

requer a presença de um mediador e de um método

de produção de leitura e escrita eficiente e eficaz, a fim

de que aqueles que desejam ser um Irmão de La Salle

possam revelar os seus horizontes de expectativas,

questioná-los e rompê-los, a fim de traçar um itinerário

condizente com seus sonhos.

O plano de ação se organiza a partir da construção

de um projeto de formação em Língua Portuguesa;

aula presencial de leitura e produção de texto;

aulas presenciais individualizadas; três propostas de

redações a serem aplicadas pelos formadores em

março, agosto e novembro, com a finalidade de avaliar

o processo de aprimoramento da linguagem; intensivo

voltado para o conhecimento linguístico. Ainda, a

Fundação La Salle corrige as redações, oferece um

parecer sobre a caminhada de cada Casa de Formação,

assim como um parecer individualizado sobre o

desenvolvimento da escrita e da leitura de cada

formando.

44


Fundação La Salle participa da II EXPOJOBS

A Fundação La Salle participou da segunda

edição do EXPOJOBS, Feira de Carreiras e Oportunidades

no Unijobs, o Portal de Vagas do Unilasalle

Canoas, que ocorreu no mês de junho. A Feira é

voltada para acadêmicos da graduação, pósgraduação

e graduados em até dois anos na Instituição,

trazendo vagas exclusivas de estágio, trainee e

efetivas. Além de apresentar os serviços da instituição,

a Fundação La Salle fez contato com os estudantes

para possíveis vagas de trabalho e possibilidades

de parcerias em pesquisas a serem desenvolvidas em

seus projetos sociais.

Unilasalle e Rede La Salle em prol da comunidade

O evento 'Unilasalle e Rede La Salle na Comunidade'

integrou o calendário de comemorações de 40

anos do Unilasalle Canoas, oferecendo atividades

sociais para a Comunidade de Canoas na tarde de 26

de novembro, no Centro de Pastoral La Salle, no Bairro

Niterói. A Fundação La Salle divulgou suas ações

Parceria no Paradesporto

A Fundação La Salle é responsável pelo projeto

Em Canoas o esporte rendimento é para todos e conta

com a locação de espaços do Unilasalle Canoas para

realização do projeto, como é o caso do Poliesportivo,

que recebe os participantes do projeto para aula de

natação.

durante o evento e coordenou atividades como a

Vivência na Modalidade de Basquete em Cadeira de

Rodas e na Modalidade de Futebol de 5, Aulão de

Ginástica para Terceira Idade e Apresentação Cultural

da Casa da Juventude.

Pesquisa

A realização da pesquisa “A desigualdade Social

no Município de Estrela/RS”, que integra o projeto

“Desvelando o que Queremos Esconder” foi apoiada

pela Fundação La Salle. A investigação é da Faculdade

La Salle Estrela e pertence à linha de pesquisa

Institucional Identidade, Pedagogia e Educação

Lassalista.

45


FUNDAÇÃO LA SALLE DESTAQUE NA IMPRENSA


EXPEDIENTE

Projetos 2016 – Relatório Anual

Diretor Presidente: Ir. Olavo José Dalvit, fsc.

Diretor Administrativo: Ir. Cledes Antonio Casagrande, fsc.

Diretor Técnico: Ir. Clóvis Trezzi, fsc.

Coordenador Geral: Lucinei José Hanauer

Coordenador Administrativo e de Planejamento: Patrick Schoenardie

Coordenador de Logística/Concursos: Cleon da Fonseca

Coordenação de Comunicação e Edição: Cíntia Miguel Kaefer – Mtb 6485

Revisão: Ir. Sergio Luiz Silveira Dias, fsc.

Fotos: Banco de Imagens Fundação La Salle

Diagramação/Impressão: Algo Mais Gráfica e Editora

CONTATOS

Avenida Getúlio Vargas, 5558/105

92010-242 - Canoas-RS

Fone: (51) 3031-3169 – comunicacao@fundacaolasalle.org.br

facebook.com/fundacao.lasalle

fundacaolasalle.org.br


AVALIAÇÃO EDUCACIONAL CONCURSOS PROJETOS SOCIAIS PROJETOS TÉCNICOS

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