*Fevereiro:2021 Referência Florestal 226 OPS

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CERTIFICAÇÃO

Empresa se torna primeira a certificar sua ‘carbono neutralidade’ no mundo

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OPERAÇÃO MODERNIZADA

TECNOLOGIA PERMITE TRABALHO

REMOTO EM MÁQUINAS FLORESTAIS

MODERNIZED OPERATION

TECHNOLOGY ALLOWS REMOTE

WORK ON FOREST MACHINES


SUMÁRIO

FEVEREIRO 2021

32

O FUTURO

CHEGOU

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Ivan Tomaselli

14 Notas

24 Coluna Cipem

26 Frases

28 Entrevista

32 Principal

38 Expedição

42 Produtividade

44 Mercado

48 Setor Florestal

54 Investimento

58 Pesquisa

64 Agenda

66 Espaço Aberto

38

48

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

31 ABC Agropecuária

07 Bayer

09 BKT

21 Carrocerias Bachiega

65 D’Antonio Equipamentos

68 Denis Cimaf

02 Dinagro

41 DRV Ferramentas

27 Engeforest

67 Envimat

25 Francio Soluções Florestais

57 Hansa Flex

53 J de Souza

05 Komatsu Forest

15 Liebherr

11 Log Max

61 Mill Indústrias

63 Mill Indústrias

13 Rotary-Ax

23 Rotor Equipamentos

17 Sergomel

47 Show Florestal

65 TPH Forest

19 Unibrás

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EDITORIAL

Seja bem

vindo, 2021!

A promessa de um novo ano anima o setor florestal brasileiro.

Mesmo com a pandemia em 2020, o segmento mostrou

sua força e apresentou excelentes resultados, que comprovaram

a estabilidade das empresas florestais. Agora, em 2021,

o desafio é continuar nesta toada e conquistar ainda mais os

consumidores. Na primeira edição do ano, a REFERÊNCIA FLO-

RESTAL traz uma entrevista com o vice-presidente da República,

Hamilton Mourão, sobre a importância da Amazônia para o

país. Você também poderá conferir uma coluna exclusiva do Cipem

e uma reportagem sobre uma expedição florestal que traz

a prática a estudantes de todo o país. Além disso, você poderá

conferir reportagens nas editorias de Mercado, Setor Florestal

e Pesquisa, assim como novidades do setor. Ótima leitura!

DENIS CIMAF

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A capa desta edição traz

reportagem sobre a operação

remota dos equipamentos do

Grupo AIZ

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXIII • N°226 • Fevereiro 2021

CERTIFICAÇÃO

Empresa se torna primeira a certificar sua ‘carbono neutralidade’ no mundo

OPERAÇÃO MODERNIZADA

TECNOLOGIA PERMITE TRABALHO

REMOTO EM MÁQUINAS FLORESTAIS

MODERNIZED OPERATION

TECHNOLOGY ALLOWS REMOTE

WORK ON FOREST MACHINES

9 772359 465021 0 0 2 2 6

WELCOME TO 2021!

The promise of a new year animates the Brazilian Forestry

Sector. Even during the crisis caused by the pandemic, in 2020,

the segment demonstrated its strength and showed excellent

results, which proved the stability of forestry companies.

Now, in 2021, the challenge is to continue along this line and

win even more consumers. In the first issue of the new year,

REFERÊNCIA Florestal has an interview with Hamilton Mourão,

Vice President of the Republic, about the importance of the

Amazon for the Country. You can also check out an exclusive

Cipem column and a story on a forest expedition that brings the

practice to students from all over the Country. Also, you will be

able to check out articles in the Market, Forestry, and Research

Sections, as well as Sector News. Pleasant reading!

Entrevista com

Antônio Hamilton

Martins Mourão

Ciência e produtividade

3

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 226 - FEVEREIRO 2021

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Faria

Mateus Paludo

criacao@revistareferencia.com.br

Redes Sociais/Social Media

Larissa Araujo

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

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A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

Capa da Edição 225 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

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mês de dezembro de 2020

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Ano XXII • N°225 • Dezembro 2020

FLORESTA PRODUTIVA

HERBICIDAS AUXILIAM NO

MANEJO EFICIENTE

A PRODUCTIVE FOREST

HERBICIDES ASSIST IN AN

EFFICIENT FOREST MANAGEMENT

9 772359 465120 5

MERCADO

Por Manoel Toledo – empresário – Indaiatuba (SP)

Não é novidade para ninguém que o segmento de madeira brasileiro é um

dos mais promissores da nossa indústria. A previsão de expansão do setor até

2023, com investimentos de R$ 35 bilhões, só comprova este fato.

ENTREVISTA

Por Rodrigo Santos – administrador – Curitiba (PR)

Excelente entrevista com o presidente do CIPEM (Centro das Indústrias

Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso),

Rafael Mason. O setor se fortalece com instituições fortes como o CIPEM.

Foto: divulgação

PRAGAS

Por Beatriz Hassan – engenheira florestal – Caçador (SC)

Parabéns pela reportagem sobre o controle químico para infestação de insetos

Sciaridae em pátio de toras. Este é um problema que é constante no nosso meio.

Foto: divulgacão

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CURTA NOSSA PÁGINA

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

EVENTO

Em visita à sede do Grupo AIZ, o

diretor comercial da Jota Editora, Fabio

Machado, ao lado do diretor Ivan

Zakidalski, e do gerente, Marco Antônio

CAFÉ DA MANHÃ

Esse é o café da manhã

na JOTA EDITORA

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

FLORESTAS MINEIRAS

A retomada econômica mundial já mostra grandes resultados

e a indústria florestal brasileira tem se beneficiado

do novo momento, passada a pior fase da pandemia

em vários países do mundo. Além disso, a recuperação

da China e a demanda aquecida do mercado interno

trouxeram bons resultados para o segmento de florestas

mineiro no último trimestre de 2020 e a promessa para

este ano é ainda mais positiva. A presidente executiva da

AMIF (Associação Mineira da Indústria Florestal), Adriana

Maugeri, explica que apesar da pandemia de Covid-19,

a demanda pelos produtos do setor está em alta, o que

vem favorecendo o desempenho das empresas. Dentre os

produtos demandados, se destacam o carvão vegetal, o

aço, o ferro gusa, algumas ligas metálicas especiais, a celulose

e o papel. “Nossa estimativa é superar o desempenho

de 2019, já que a demanda está bem maior”, projeta.

FEVEREIRO 2021

AUMENTO DO ICMS

Após o aumento da alíquota do ICMS, promulgado pelo

governo do Estado de São Paulo, a ABIMÓVEL (Associação

Brasileira das Indústrias do Mobiliário) divulgou uma

nota de repúdio em que questiona a decisão de João Doria.

“Em que pese os ajustes fiscais serem um dos componentes

para efetiva reforma administrativa tão necessária

e fundamental para o equilíbrio econômico, aumentar os

impostos é o caminho mais rápido para aniquilar a sobrevivência

das empresas, que estão com dificuldades para

gerar e manter os empregos, os parques industriais, o

desenvolvimento econômico e a sua sobrevivência. Esse

é o momento em que empresários e governos devem

estreitar relações pensando na construção de um novo

cenário econômico”, defende o pronunciamento.

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COLUNA

O impacto global

da covid-19 no

setor florestal

As operações de manejo florestal não foram

interrompidas, mas em alguns países o

suprimento de matéria-prima foi afetado

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

No Brasil, o

setor florestal,

foi afetado

nos primeiros

meses da

pandemia,

especialmente

a indústria de

produtos de

madeira sólida

Acrise resultante da pandemia da

covid-19 está afetando todos os

países. São mais de 100 milhões

de pessoas contaminadas, e um

enorme impacto econômico e social.

Esta pandemia tem sido considerada como

a pior crise da humanidade desde a segunda

guerra mundial.

O UNFF (United Nations Forum on Forests)

decidiu estudar, o impacto da covid-19 no setor

florestal global. A STCP foi contratada para

apoiar, avaliando o impacto na América Latina e

Caribe. Os resultados dos estudos foram apresentados

em uma reunião virtual do UNFF, realizada

de 19 a 21 de janeiro passado e indicaram

que na maioria dos países o setor florestal foi

considerado como atividade essencial. Limitações

nas operações ocorreram na fase inicial,

mas a adoção de ajustes permitiu a retomada no

segundo semestre de 2020.

As operações de manejo florestal não foram

interrompidas, mas em alguns países o suprimento

de matéria-prima foi afetado. O distanciamento

social e outros cuidados geraram custos

adicionais, e houve limitações de logística, devido

a restrições de movimentação de pessoas,

adotadas particularmente por governos locais.

Em alguns países as agências reguladoras deixaram

de emitir as licenças de operações, o que

levou a um aumento de ilegalidades.

No início da pandemia ocorreram reduções

na demanda global de produtos florestais. Isto

teve impactos financeiros no setor florestal, afetando

especialmente as pequenas e médias empresas.

Na maioria dos países a indústria reduziu

a produção no primeiro semestre de 2020, mas

o nível de empregos foi mantido o que mitigou

o impacto social. As dificuldades de logística

levou também a limitações ao acesso a peças de

reposição, ferramentas e materiais, contribuindo

para a redução da produção e de receitas.

A pandemia não somente afetou a indústria

florestal. As limitações de acesso à informação,

aos serviços de saúde e à circulação de pessoas

afetaram comunidades indígenas e outros grupos

que vivem em áreas rurais. O ecoturismo,

importante gerador de rendas para comunidades

locais, foi extremamente afetado.

Diversos países criaram programas para mitigar

o impacto econômico e social, envolvendo

linhas de crédito, postergação de pagamento

de impostos, subsídios para manutenção de

empregos e renda. Os programas tiveram um

efeito positivo, mas não foram suficientes para

compensar as perdas impostas pela pandemia.

Na maioria dos casos ocorreu uma postergação

dos investimentos.

No Brasil, o setor florestal, considerado

como essencial, foi afetado nos primeiros meses

da pandemia, especialmente a indústria de

produtos de madeira sólida. Algumas empresas,

em função da queda na demanda interna e postergação

de exportações, interromperam a produção.

No segundo semestre, tanto as exportações

como o mercado local, cresceram e alguns

segmentos, por exemplo, painéis de madeira e

embalagens, tiveram dificuldades de atender a

demanda.

Os mecanismos de mitigação dos impactos

criados pelo governo brasileiro, e implementados

em 2020, foram fundamentais para a recuperação

econômica e mitigação dos impactos

sociais, no entanto a pandemia ainda continua a

impactar. A expectativa é de que o programa de

vacinação corrobore para assegurar uma recuperação

ao longo de 2021.

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NOTAS

Publicação

especializada

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente) e o Programa Setorial da Qualidade de

Portas de Madeira para Edificações (PSQ-PME) acabam de lançar a

quarta edição da Revista Portas de Madeira, publicação especializada

voltada para o mercado da construção civil, Arquitetura e Engenharia.

Além de estar disponível para download no site do Programa,

uma tiragem de 10 mil exemplares foi produzida para ser

distribuída para os principais players do setor. A revista oferece ao

leitor conteúdo especializado e atualizado sobre questões técnicas

e comerciais, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento

de novos negócios e ampliar o diálogo entre fabricantes, fornecedores da cadeia produtiva e clientes. A identidade visual

e linha editorial foram reformuladas e, além de reportagens sobre a certificação de portas de madeira, o trabalho que

vem sendo feito pelas indústrias brasileiras em desenvolvimento de produtos e o que mudou na relação entre fabricantes

de portas e construtoras, a nova edição traz temas como indústria 4.0, as soluções apresentadas por startups do setor da

construção civil e as macrotendências dos espaços para trabalho e convívio social. A entrevista especial desta edição trata

sobre o panorama do setor e os novos desejos imobiliários dos brasileiros.

Foto: divulgação

Conectividade

no campo

Foto: divulgação

A Claro e a John Deere anunciam colaboração para

levar efetivamente a agricultura 5.0 ao campo brasileiro,

a partir de modelo inédito no qual o produtor não

precisa fazer investimentos próprios em infraestrutura

de telecomunicações. Estes investimentos serão feitos

pela Claro, por meio da instalação de novas antenas

em áreas rurais brasileiras. Esta solução, chamada

Campo Conectado, permite a geração, o cruzamento e

o tratamento de dados por meio de análise em tempo

real (analytics), auto aprendizado das máquinas (machine

learning) e da inteligência artificial para a tomada

de decisões em tempo real. Com a cobertura no campo, as operações ficam mais inteligentes, aumentando a eficiência,

melhorando a competitividade e a sustentabilidade da produção, além de abrir portas para outros usos, como telemedicina

e educação à distância. “Para a agricultura brasileira, isso é um divisor de águas. Em tempos complexos como o que

vivemos hoje, destravar o progresso no campo por meio da tecnologia é fundamental para promover a reativação econômica

de que o país precisa”, garante Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil. “A conectividade é um dos principais

desafios no interior do Brasil e nós estamos assumindo o compromisso de impulsionar a cobertura do sinal no campo,

o que significa um aumento de alcance para mais 15 milhões de hectares produtivos em áreas rurais”, compara José Felix,

presidente da Claro. Hoje em dia, a operadora já tem mais de 85 milhões de hectares cobertos no território nacional.

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NOTAS

Extração sustentável

Foto: divulgação

A tão aguardada exploração sustentável

da floresta agora é realidade na

Reserva Extrativista Mapuá, localizada no

município de Breves, na região do Marajó,

no Pará. Com o apoio do IFT (Instituto Floresta

Tropical), os manejadores iniciaram

no último mês de dezembro a primeira

extração sustentável de madeira na localidade.

“O manejo madeireiro comunitário

era um sonho antigo dos moradores

daqui. Há muitos anos a gente aguardava

por esse momento, pois sabemos que ele

pode significar um divisor de águas no

desenvolvimento da nossa comunidade”,

comemora o agroextrativista João Batista

Brandão, uma das principais lideranças da

Resex. A execução do manejo florestal na

localidade atende as recomendações do

ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão responsável pela aprovação do PMFS (Plano de

Manejo Florestal Sustentável) da Resex, em setembro de 2019. O Plano contempla uma área de aproximadamente 6.300

hectares, dividida em dois polos comunitários: “Boa Esperança” e “Santíssima Trindade”.

Carbono

eficiente

A Suzano, referência global

na fabricação de bioprodutos

desenvolvidos a partir do cultivo

de eucalipto, foi selecionada

para compor o ICO2 B3 (Índice

Carbono Eficiente da B3). A lista

de empresas da carteira tem

vigência até 30 de abril de 2021

e reúne 62 ações de 58 companhias listadas na Bolsa brasileira. Todas elas pertencem ao IBrX 100, indicador composto pelos

100 ativos mais negociados do mercado de capitais nacional. Criado pela B3 em 2010, o Índice Carbono Eficiente contribui

para fomentar o desenvolvimento sustentável das empresas na busca por uma sociedade mais consciente e com menos emissão

de GEE (Gases do Efeito Estufa). Isso porque as emissões de GEEs são uma das variáveis analisadas para a composição do

ICO2 B3, que é rebalanceado a cada quatro meses. O ingresso da Suzano no ICO2 B3 reitera o comprometimento da companhia

com as metas de longo prazo que preveem, entre outras ações, a captura de 40 milhões de t (toneladas) adicionais de

carbono da atmosfera até 2030.

Foto: divulgação

16 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Nova espécie

O projeto de monitoramento integrado de

biodiversidade da Suzano, referência global na

fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir

do cultivo de eucalipto, em parceria com a Veracel

Celulose, identificou uma espécie de árvore

até então desconhecida da ciência na região do

sul da Bahia. A Tocoyena atlantica, que ainda

não possui nome popular, é da mesma família

do jenipapo e do café e teve sua descoberta publicada

em dezembro em um artigo científico na

revista especializada Phytotaxa. A espécie, até então desconhecida, foi localizada na AAVC (Área de Alto Valor de Conservação)

Bloco 34, uma das 69 AAVCs conservadas e protegidas pela Suzano, que totaliza 58 mil ha (hectares). A Tocoyena atlantica pode

medir entre 5m e 8m (metros) de altura, possui flores com um amarelo vívido e tem sua floração entre outubro e dezembro. Ela

foi encontrada na campanha de monitoramento de 2019 e desde então passou por pesquisas para confirmar sua identificação.

Certificado de que se tratava de uma nova espécie para a ciência, tornou-se tema do artigo: A new species of Tocoyena (Rubiaceae,

Gardenieae) from the Brazilian Atlantic Forest.

Foto: ilustrativa

Auxílio na

pandemia

O Boletim Cenários IBÁ, produzido

pela IBÁ (Indústria Brasileira de

Árvores), apontou que a produção

de produtos essenciais demonstrou

alta entre janeiro e setembro de

2020, quando comparado com o ano

anterior. A celulose avançou 5,9%;

embalagens de papel demonstraram

alta de 1,3%; enquanto papel cartão

subiu 5,9%; e papéis para fins sanitários

apresentaram avanço de 3,4%.

As vendas domésticas de painéis de

madeira, por sua vez, cresceram 0,8% no mesmo período. “Este é um setor que vem mostrando sua essencialidade desde

o início da pandemia. Os números do setor de árvores cultivadas entre janeiro e setembro corroboram com isso e revelam

que todo o rígido protocolo adotado pelas companhias para cuidar dos colaboradores e manter a operação rodando está

dando certo. Houve aumento de produção matéria-prima e itens que são fundamentais para proteção e prevenção de todos

neste momento de pandemia, como celulose, que dá origem a EPIs tal qual máscaras cirúrgicas, toucas e aventais hospitalares;

embalagens de papel e papel cartão, fundamentais para logística de e-commerce e delivery; e papéis para higiene,

como lenços, papel higiênico, entre outros. Os painéis de madeira também demonstraram avanço nas vendas domésticas,

uma vez que o home office tem estimulado e as pessoas passaram a remodelar suas casas. Vale lembrar que todos estes

produtos têm origem renovável, a partir de árvores cultivadas. Ou seja, este é um setor que cuida do meio ambiente e das

pessoas, seja colaboradores, comunidades vizinhas ou consumidores”, afirmou Paulo Hartung, presidente da IBÁ.

Foto: divulgação

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NOTAS

Compensados de pinus

O volume exportado de compensados de pinus em

2020 foi de 2.465.504 m3 (metros cúbicos), segundo a

ABIMCI. O aumento representa um crescimento de 20

% (aproximadamente 402 mil m3) em relação ao volume

embarcado em 2019. O quadro mostra estabilidade do

mercado, principalmente no segundo semestre do ano, e

a consolidação da demanda nos principais destinos, em

especial o mercado americano. O volume total embarcado

ratifica o movimento anual que vem ocorrendo nos

últimos anos, de crescimento da participação do Brasil no

mercado internacional, que em 2014 era de 1.2 milhão de

m³, em 2020 se aproximou do patamar de 2,5 milhões de

m³. Os cinco principais destinos do produto são os EUA

(Estados Unidos da América), o Reino Unido, o México,

a Alemanha e a Bélgica, que representaram 73,64 % do

total embarcado, repetindo em 2020 forte concentração

nesses mercados. Em relação ao destino por continentes,

América do Norte, com 48,78%, e Europa, com 35,34%,

representaram 84% de todas as negociações com países

estrangeiros.

Foto: REFERÊNCIA

Boas perspectivas

Foto: divulgação

Mesmo após um ano de desafios, impostos pela

pandemia do novo coronavírus, o setor florestal gaúcho

está otimista com a chegada de 2021. É o que

afirma o presidente da AGEFLOR (Associação Gaúcha

de Empresas Florestais), Paulo César Nunes Azevedo.

Em entrevista ao Correio do Povo, o empresário disse

que o estado aposta fortemente na exportação, assim

como aconteceu em 2020. “A expectativa é boa porque

há uma tendência de que os mercados voltem à

normalidade. Essa evolução no segundo semestre (do

ano passado) potencializa bastante, 2021 vai ser um

ano melhor que 2020. Viemos com algumas dificuldades

de perda de poder aquisitivo (no mercado interno)

e o mercado da exportação foi o que andou melhor,

provavelmente vai iniciar 2021 com um desempenho

bom”, projeta. O Rio Grande do Sul tem como principal

produto a madeira de eucalipto (responsável

por cerca de 50% da área plantada do estado), mas

também possui plantações de pinus e acácia negra na

região.

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NOTAS

Florestas

plantadas

Foto: divulgação

Em 2019, 3.523 municípios brasileiros registraram 10 milhões

de ha (hectares) de áreas de florestas plantadas, sendo

7,6 milhões de ha de eucaliptos, ou o equivalente a 76,3%

do total; 2 milhões de ha de pinus (19,8%); e 387 mil ha de

outras espécies (3,9%). Os dados são da pesquisa PEVS 2019

(Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura), divulgada

recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística). No total, 4.867 municípios tiveram produção florestal,

cujo valor atingiu R$ 20 bilhões, com queda de 2,7% em

comparação ao ano anterior, após três anos consecutivos de

crescimento. A silvicultura participou com R$ 15,5 bilhões, retração

de 5% em relação a 2018, enquanto a extração vegetal

(coleta de produtos em matas e florestas nativas) ficou com R$

4,4 bilhões, mostrando elevação de 6,4% em relação ao ano

anterior. Os produtos madeireiros continuam preponderantes

no setor, respondendo por 97,3% do valor de produção da silvicultura,

apesar da retração de 5,3% frente ao ano anterior.

Fretes pelo Brasil

Segundo o IFPR (Índice de Frete e Pedágio Repom),

a demanda por frete rodoviário no Brasil cresceu

7,8% em 2020, na comparação com o ano anterior. A

movimentação no transporte de cargas apresentou

crescimento também quando os dados são analisados

por setores. No agronegócio, houve um acréscimo de

3,7% em relação a 2019. Os números são um reflexo

da retomada das atividades econômicas no País. “Dezembro

manteve o forte ritmo que havia sido verificado

nos meses anteriores. Apesar de ser um período

onde se espera uma redução no volume, tivemos um

aumento significativo quando comparado ao mesmo

de 2019”, pontua Thomas Gautier, Head de Mercado

Rodoviário da Edenred Brasil. Tendo em vista as

atividades das principais cidades portuárias do Brasil,

a demanda por fretes se manteve num patamar alto.

No acumulado do ano, foram 13% mais viagens que no

ano anterior, com destaques positivos para os portos

de Miritituba (19%), em Itaituba, no Pará, e Paranaguá

(31%), no Paraná.

Foto: divulgação

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COLUNA

O Manejo Florestal

Sustentável do Ipê

no Brasil

O que é fato e o que é mito sobre

o manejo e a exploração florestal

do Ipê no Brasil, bem como, sobre

outras espécies florestais

O Manejo Florestal

Sustentável

é uma atividade

econômica prevista

em um arcabouço

legal, tanto em nível

federal, quanto

estadual

E

ste é o primeiro artigo do Plano de Contingência

de Comunicação Estratégica para

o Setor de Base Florestal Mato-grossense

para 2021, e contém os principais pontos

que estão em debate na atualidade envolvendo

o Ipê, checando e elucidando o que é fato e o

que é mito, para combater a desinformação.

O CIPEM defende o MFS (Manejo Florestal Sustentável),

que é uma atividade econômica prevista em um

arcabouço legal, tanto em nível federal quanto estadual,

que traz consigo todos os parâmetros, indicadores

e procedimentos para que a atividade seja licenciada

e autorizada pelos órgãos ambientais competentes,

e sobre como a área manejada deve ser monitorada no

período pós exploratório, que pode durar de 25 a 35

anos.

Dentre os parâmetros técnicos trazidos pelo PMFS

(Plano de Manejo Florestal Sustentável), e que norteiam

a execução do MFS, qualquer espécie florestal,

seja de Ipê ou outra espécie, só pode ser colhida pela

comprovação de que seu estoque será recomposto

pela regeneração natural.

O senso crítico e o acesso à informação de qualidade

são uma ferramenta essencial para o combate às

fake news. No artigo elaborado pelo CIPEM é possível

analisar e compreender o que está sendo veiculado

atualmente sobre a comercialização do Ipê e subsidiar

o leitor com o conhecimento necessário para uma formação

de opinião livre de desinformações.

Para conferir o artigo na íntegra, acesse:

www.cipem.org.br

https://cipem.org.br

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FRASES

Foto: divulgação

No Brasil, temos

aproximadamente nove milhões

de hectares de florestas

plantadas, conforme dado

divulgado pela IBÁ (Indústria

Brasileira de Árvores).

Reconhecer que mais de um

milhão está aqui mostra a

expressividade do Paraná

Álvaro Scheffer Junior, presidente da APRE

(Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal)

O setor está otimista e acreditamos

no crescimento. Fatores como

a estimativa de uma maior

nacionalização dos setores

– depois que percebemos a

grande dependência da China -,

a retomada da construção civil

e da construção pesada (com

projetos de obras de infraestrutura

pelo Brasil) nossa expectativa é

que em 2021 haverá um cenário

sustentável para a retomada dos

investimentos”

Adriana Maugeri, presidente da AMIF (Associação

Mineira da Indústria Florestal), sobre as

aspirações do setor em 2021

Tenho consciência do longo

trabalho que temos em

busca do reconhecimento da

classe e da descriminalização

de nossa atividade. Nosso

objetivo é mostrar a todos a

grandeza de nosso trabalho,

nossa importância na geração

de emprego e renda no mais

profundo interior do nosso

país e, acima de tudo, nossa

contribuição para conservação

da floresta”

Frank Rogieri Souza de Almeida, Presidente do

Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal

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ENTREVISTA

“CONVIDAMOS O

MUNDO A CONHECER A

AMAZÔNIA”

“We invite the world to get

to know the Amazon”

E

x-comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva

e vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão,

conhece como poucos a realidade e os desafios da

Amazônia. Não só de uma Amazônia vegetal, reserva

importante da biodiversidade do planeta, mas também

de uma Amazônia humana. Esta, segundo ele, tem necessidades

mais urgentes de desenvolvimento, que deem conta da inclusão

social e da produtividade sustentável de comunidades,

que vêm ficando à margem do progresso econômico. Para o

general da reserva, “o que precisamos agora é de ação.”

H

amilton Mourão, Vice President of Brazil and

former commander of the 2nd Jungle Infantry

Brigade, knows, as few, the reality and challenges

of the Amazon, not only of the vegetation,

an essential reserve of the planet’s biodiversity, but also of the

human residents. According to him, the latter has more urgent

development needs, leading to social inclusion and sustainable

productivity of communities that have been on the sidelines of

economic progress. For the General in Reserve, “what we need

now is action.”

Foto: divulgação/EBC

ENTREVISTA

Antônio Hamilton

Martins Mourão

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Vice-presidente do Brasil e presidente do

Conselho Nacional da Amazônia Legal

Vice-President of Brazil and President of the National

Council of the Legal Amazon

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Fevereiro 2021 29


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PRINCIPAL

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O FUTURO

CHEGOU

Tecnologia de operação modernizada promete

revolucionar setor florestal brasileiro

Fotos: Marcos Mancinni

R

ealidade em vários países, o trabalho remoto em

máquinas florestais ainda engatinha no Brasil.

Seja por resistência do mercado ou pela falta de

tecnologia, empresas ainda têm pré-conceitos em

investir em soluções que prometem revolucionar

o setor. Esse não é o caso do Grupo AIZ, empresa paranaense

que tem realizado grandes esforços e investimentos nos últimos

anos para trazer ao mercado um moderno sistema que controla

remotamente máquinas que podem atuar nos setores de mineração,

agrícola e florestal. A ferramenta utiliza a internet e o rádio

controle para realizar suas tarefas à distância deixando o operador

em um shelter, van, no escritório ou mesmo home office.

Para disseminar as informações de sua nova solução, o Grupo

AIZ, com sede na cidade de São José dos Pinhais (PR), realizou

entre os dias 26 e 27 de janeiro um evento de lançamento da:

Operação Modernizada; que contou com um cronograma completo

de atividades presenciais e por meio de lives no youtube.

Com cerca de 750 colaboradores, o Grupo AIZ desenvolve, há

quatro anos, equipamentos que vão desde manipuladores, guindastes,

implementos rodoviários e agrícolas, peças, customização

de máquinas, além de fornecer rental para diversos segmento.

Agora, a empresa também tem se destacado por trazer a operação

remota não tripulada, novidade no mercado brasileiro.

The Future has arrived

“Modernized operation” technology promises

to revolutionize the Brazilian Forestry Sector

A

lready a reality in several countries, the idea of

remote-control work on forest machines is still in

its early stages in Brazil. Whether due to market

resistance or lack of technology, companies still

have pre-concepts in investing in solutions that

promise to revolutionize the industry. This is not the case with the

AIZ Group, a company from the State of Paraná, that has made

monumental efforts and investments over recent years to bring

to the market a modern system that remotely controls machines

that can operate both in the Mining, Agricultural, and Forestry

Sectors. The tool uses the Internet and radio-control to remotely

perform its tasks, leaving the operator in a shelter, van, office, or,

even, home office.

Between January 26 and 27, to disseminate the information

of its new solution, the AIZ Group, based in São José dos Pinhais

(PR), held an event to launch “Modernized Operation” with a full

schedule of face-to-face activities and lives on Youtube.

For four years, with about 750 employees, the AIZ Group has

been developing equipment and services ranging from handlers to

Fevereiro 2021

33


PRINCIPAL

“Começamos nosso sistema de máquinas remotamente

controladas no setor de mineração, em Minas Gerais e tivemos

ótimos resultados. Então decidimos ampliar as operações para

outros setores, como o florestal, que conta com máquinas da

AIZ, como a PMH-20 e o Skidder (veículo pesado usado em uma

operação de extração de madeira para retirar árvores cortadas de

uma floresta em um processo chamado derrapagem)”, explica o

gerente de fabricação da AIZ, Hilário Matzenbacher.

De acordo com ele, o sistema proporciona que o operador

possa trabalhar à distância na máquina ou até mesmo de qualquer

lugar do mundo, desde que sua internet possa dar o suporte

necessário às suas atividades. “Além da transmissão por rádio

local (que atinge 1200 metros sem retransmissores), temos a

possibilidade do trabalho via internet. Qualquer um que possua

uma conexão de 15MB, ou superior, pode manusear à distância

essas máquinas, esteja ele em qualquer lugar do mundo”, salienta

Hilário. O mais importante é a fidelidade dos controles à operação

real e a capacidade de trabalhar sem delay, ou seja, a resposta do

equipamento é a mesma, como se o operador estivesse dentro

da cabine. Como vantagem, tem-se inúmeras câmaras/imagens

que aumentam a visão do operador para ângulos que antes não

eram cobertos.

E, além de tecnológico, o programa também reduz custos

para as empresas florestais. “Por se tratar de uma operação mais

segura e eficiente, a empresa reduz custos com deslocamento,

alimentação, dormitório, refeitório e energia. Isso sem contar

cranes, road and agricultural implements, parts, machine customization,

and equipment and tool rental for various segments. The

Company has begun to stand out for bringing remote operation

to the Brazilian market.

“We began with our system of remotely controlled machines in

the Mining Sector in the State of Minas Gerais and had impressive

results. So, we decided to expand operations to other sectors,

such as Forestry, which already used AIZ machines, such as the

PMH-20 and Skidder (a heavy vehicle used in a logging operation

to remove cut trees from a forest in a process called ‘dragging’),”

explains Hilário Matzenbacher, Manager of Manufacturing for AIZ.

According to him, the system allows the operator to remotely

operate a machine from anywhere globally, as long as his

Internet connection can provide the necessary support for the

activities. “In addition to local radio transmission (which reaches

1,200 meters without relays), we have the possibility of working

via the Internet. Anyone with an Internet connection of 15 MB,

or higher, can handle these machines at a distance, anywhere in

the world,” stresses Matzenbacher. The reliance in controlling

the actual operation and the ability to work without any delays

are essential factors, i.e., the equipment response is the same as

if the operator were inside the cab. As an advantage, numerous

cameras increase the operator’s view at angles that were not

previously covered.

And, in addition to technology, the program also reduces costs

for forestry companies. “Because it leads to a safer and more

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PRINCIPAL

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Fevereiro 2021 37


EXPEDIÇÃO

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Expedição do

CONHECIMENTO

Fotos: divulgação

Projeto de extensão da

Universidade Federal do

Paraná busca mapear

e explorar os diversos

biomas brasileiros

D

esde 2008, o professor e doutor em engenharia

florestal, Renato Robert, promove

viagens por todo o território brasileiro para

apresentar aos universitários distintas realidades

sociais, econômicas e ambientais

de várias regiões do país. As expedições se constituem em

ferramentas para a transformação pessoal, acadêmica e

profissional dos futuros engenheiros florestais brasileiros.

Com a participação de estudantes de inúmeras universidades

(particulares e públicas) a Expedição Brasil

Norte-Sul surgiu em 2008 e já está em sua 11ª edição. Ao

todo, o evento já contou com mais de 400 participantes e

acumulou mais de 300 dias viajados desde a concepção do

projeto. Este ano, infelizmente, a edição 2020 precisou ser

cancelada, devido ao surto do novo coronavírus.

“Nossa ideia é tirar o aluno da sala de aula e inseri-lo

na realidade do trabalho de campo”, explica Robert. “Os

laboratórios de testes e ensaios também são importantes,

mas aqueles em que realmente se aproxima mais da realidade

da floresta trazem para os estudantes um crescimento,

não só profissional, mas pessoal muito forte”, explica o

professor.

Em sua última edição, em 2019, o grupo de 43 estudantes

percorreu cerca de 4 voltas inteiras no planeta, de

acordo com os registros de viagem do professor-orientador.

130 mil km (quilômetros) acumulados em uma viagem

que iniciou no interior de Santa Catarina, e que teve sua

ponto final na cidade de Cusco, no Peru.

Fevereiro 2021

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A história da DRV Serras e Facas Industriais completa 10 anos de muito

sucesso. Uma data marcante, que expressa a experiência e qualidade dos

profissionais que transformaram um sonho em realidade. O mercado de

facas e serras se transformou após o nascimento da DRV.

Aguardem muitas novidades durante esse ano de 2021.


PRODUTIVIDADE

Enraizamento de

mini-estacas GPC23

Laminas de 1° desbaste de florestamento

do Clone de Eucalyptus grandis Planflora

Ciência e

Matriz Clone Eucalyptus

grandis Planflora GPC23

PRODUTIVIDADE

Empresa catarinense, referência no

melhoramento genético de mudas florestais, tem

revolucionado o mercado madeireiro no Brasil

Fotos: Planflora

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D

ono das florestas mais produtivas do mundo, o

Brasil tem aproveitado a tecnologia para continuar

sendo uma potência no ramo madeireiro.

Entre elas, as técnicas biotecnológicas têm auxiliado

o segmento no melhoramento genético

convencional, o que permite a obtenção de genótipos com

maior produtividade e qualidade nas florestas.

Exemplo deste avanço, a Planflora - Mudas Florestais tem

aplicado seus recursos em pesquisas para seleção de clones

para usos específicos e ampliação de novas cultivares, com o

projeto Planflora de Hibridação. Com sede na cidade de Concórdia

(SC), a empresa atende florestadores das áreas madeireira,

moveleira, laminadora, fábricas de portas e molduras,

usinas de preservação de madeira e biomassa de Estados-chave

no ramo, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São

Paulo, Rio de Janeiro, sul do Mato Grosso e no sul de Minas

Gerais.

Diretor da Planflora, Laurindo Salante, explica que a companhia

surgiu com o intuito de oferecer genética diferenciada

para um mercado que estava carente neste setor. “Nosso foco

é na genética florestal para industrialização de madeira sólida

para serrarias, laminadoras e demais setores moveleiros. Por

exemplo, temos o clone de Eucalyptus grandis Planflora GPC23,

já avaliado de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira

de Normas Técnicas), que tem muita saída para a indústria

moveleira”, afirma o empresário.

Toras de desbaste do Clone GPC23

com 6 anos e 6 meses de idade

Fevereiro 2021

43


MERCADO

Certificação de

CARBONO

Fotos: divulgação

Empresa referência no setor madeireiro se

transforma em primeira companhia florestal do

mundo a certificar sua ‘carbono neutralidade’

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Após um longo percurso, a Arauco, companhia

florestal há 45 anos no mercado, anunciou que

é a primeira companhia florestal a certificar sua

‘carbono neutralidade’ em todo o mundo. A

empresa se posiciona como um ator mundial relevante

em matéria de contribuição à mudança climática com

miras à COP 26. Fundada no sul do Chile, a Arauco produz e

gerencia recursos florestais renováveis, e está presente no

negócio de madeira, painéis, celulose e energia limpa e renovável,

usando de forma integral os recursos florestais.

Além disso, como parte do seu Plano de Ação Climática,

durante 2020 a empresa passou a integrar duas iniciativas

mundiais que buscam diminuir significativamente as emissões

de gases de efeito estufa. “Estamos concretizando um compromisso

climático com o Chile e o mundo, um trabalho de

longo prazo com objetivos claros e significativos que marcam

nossa visão do futuro.” Com estas palavras, Charles Kimber,

gerente corporativo de Pessoas e Sustentabilidade da Arauco,

anunciou que neste ano a empresa florestal concretizou a

meta de ser certificada como carbono neutro.

A consecução desta meta está sustentada em dois caminhos

complementares: eficiências de caráter operacional que

permitiram reduzir as emissões de gases de efeito estufa e,

ao mesmo tempo, o aumento das capturas de CO2 através das

florestas nativas, das plantações e do carbono que permanece

retido nos produtos florestais. “Nos anos 90 a companhia

começou de forma pioneira um caminho muito importante

em matéria de redução de emissões: incorporar energia limpa

e renovável nos processos produtivos a partir de biomassa”,

analisa Flavio Verardi, diretor comercial.

A metodologia utilizada pela Arauco para demonstrar sua

neutralidade de carbono foi realizada de acordo com as diretrizes

do Protocolo de Neutralidade elaborado pela Deloitte e

foi aplicada para todos os negócios da companhia como base

em 2018. Nesse contexto, a Arauco atingiu a neutralidade

gerando um excedente líquido de 2.599.753 ton CO2e. “Certificar

o carbono neutralidade significa que o dióxido de carbono

capturado supera suas emissões globais, o que reforça o

compromisso com a nossa missão e se mostra como um passo

concreto para enfrentar a crise climática, nos posicionando

como a primeira empresa florestal do mundo a conquistar

este importante objetivo”, comemora Carlos Altimiras, presidente

Arauco Brasil.

Cabe destacar que, além deste importante compromisso,

há um ano – no marco da Cúpula das Nações Unidas pelo

Clima, realizada em Nova York – a companhia anunciou que

ia aderir os Science Based Targets, iniciativa global que busca

que as empresas adotem uma trajetória de diminuição das

suas emissões com base científica, com o objetivo de limitar o

aumento da temperatura do planeta, alinhada com o Acordo

de Paris.

Fevereiro 2021

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SETOR FLORESTAL

Perfil de Operadores de

Máquinas Florestais de

ALTA PERFORMANCE

Fotos: divulgação

Conhecer características individuais dos futuros

operadores de máquinas anteriormente ao processo

de capacitação é de fundamental importância para a

obtenção de um profissional de sucesso

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Fevereiro 2021 49


SETOR FLORESTAL

Acolheita da madeira tem evoluído de forma

significativa no Brasil, principalmente em

função dos avanços em termos de inovação

tecnológica apresentados pelas indústrias de

máquinas, que tem disponibilizado ao mercado

florestal produtos cada vez mais modernos e de elevada

capacidade produtiva. Tal fato tem possibilitado às empresas

a obtenção de ganhos significativos de produtividade, maior

ergonomia e segurança das operações, melhores resultados

ambientais e redução dos custos de produção.

Entretanto, o uso de máquinas modernas de elevada

capacidade produtiva aliada aos avanços nos modelos de

planejamento e manutenção não garantem o sucesso pleno

da colheita de madeira, sendo fundamental ser considerado

também o fator humano, que pode responder por diferenças

de até 60% no desempenho entre os operadores de máquinas

florestais. Por isso, a capacitação eficiente dos operadores

de máquinas florestais é a base de uma operação de

sucesso. Porém, mesmo recebendo o mesmo treinamento,

os operadores poderão apresentar variações de desempenho

em termos de produtividade, qualidade e cuidados com

a máquina, sendo, portanto, necessário considerar o perfil

no processo de seleção.

A seleção eficiente dos futuros operadores de máquinas

com perfil adequado ao cargo reduz tais variações de

desempenho, pois as pessoas possuem diferentes características,

comportamentos e habilidades pessoais que afetam

a execução do trabalho. “Se as pessoas fossem iguais e

respondessem da mesma forma durante o período de formação

e na execução do trabalho, seriam dispensados os

processos de seleção.”

Portanto, conhecer as características e talentos individuais

dos futuros operadores de máquinas anteriormente

ao processo de capacitação é de fundamental importância

para a obtenção de um profissional de sucesso. Neste sentido,

também surgem os seguintes questionamentos: Se as

pessoas ainda não foram treinadas, como poderemos saber

qual será o seu desempenho futuro em determinada tarefa?

Como determinar quando as características de um indivíduo

serão compatíveis com a função a ser desempenhada? A

que se dá a facilidade no aprendizado ou no desempenho

eficaz de operadores em longos períodos de tempo? E para

responder tais questionamentos, pesquisadores americanos

afirmaram que um indivíduo poderá aprender qualquer tarefa

e desempenhá-la, porém a indagação está na repetição.

A falta de motivação e habilidades naturais geram dificuldades

em manter a concentração, assim como, manter-se

produtivo por longos períodos. Portanto, para a obtenção

de um elevado desempenho, o indivíduo precisa apresentar

fontes motivadoras e características individuais compatíveis

com as exigências do cargo. Importante mencionar

que, a seleção de operadores de máquinas florestais tem

sido realizada por meio de processos abrangentes, muitas

vezes, não levando em consideração as especificidades das

operações florestais, além de serem realizadas por meio de

comparações, decisões e escolhas, sem um embasamento

técnico-científico.

E neste aspecto, elevados recursos financeiros têm sido

aplicados pelas empresas florestais na seleção e na capacitação

dos operadores de máquinas, que muitas vezes,

por não possuírem o perfil adequado ao cargo, acabam

abandonando a função em pouco tempo, trazendo grandes

transtornos às empresas. Além disso, a permanência destes

operadores produzindo abaixo da capacidade produtiva da

máquina e da meta estabelecida pela empresa compromete

todo o planejamento, perdas de produção e elevados custos.

Estudos recentes realizados no exterior afirmam que

muitas empresas florestais atuam com apenas 20% de sua

potencialidade pelo fato dos indivíduos não ocuparem a

função adequada ao seu perfil na qual possam empregar os

seus mais fortes talentos. Portanto, o conhecimento das capacidades

ou talentos individuais dos futuros operadores de

máquinas florestais, por meio das características cognitivas,

memória, habilidades motoras, comportamentais e atenção

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Fevereiro 2021 51


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INVESTIMENTO

A madeira como

PILAR DO

CRESCIMENTO

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Grandes consumidores do setor madeireiro

preveem um 2021 com investimentos em

infraestrutura e recorde de exportações

Fevereiro 2021

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INVESTIMENTO

Assim como em qualquer crise, situações difíceis

trazem desafios e oportunidades para

os setores produtivos no Brasil. Durante a

pandemia do novo coronavírus não foi diferente.

Após meses de retração da economia

e do consumo, 2021 promete bons resultados em segmentos

de infraestrutura e serviços no país. Muitos deles,

inclusive, consumidores do mercado de madeira tratada,

um dos mais crescentes ramos produtivos florestais.

No caso do transporte ferroviário, o novo ano trará

investimentos na distribuição de insumos e mercadorias

dentro do modelo logístico nacional. Segundo Marcello

Costa, secretário de Transportes Terrestres do Ministério

da Infraestrutura, haverá nos próximos anos uma ampliação

e renovação da malha ferroviária brasileira, que utiliza,

em sua grande maioria, dormentes de madeira tratada

para as vias férreas.

Costa também ressaltou que o governo pretende

criar estratégias de financiamento e impulsionamento

da economia por meio de melhorias logísticas no setor

ferroviário. “Esse tipo de transporte é perfeito para vencer

grandes distâncias – característica marcante do nosso

país. Pelo tipo de carga, pelo tipo de distância, podemos

considerar as ferrovias o futuro da logística no nosso

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PESQUISA

Dinâmica espaço-temporal da

extração seletiva de madeiras no Estado de

MATO GROSSO

ENTRE 1992 E 2016

Fotos: divulgação

EDER PEREIRA MIGUEL

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

OLÍVIA BUENO DA COSTA

ENGENHEIRA FLORESTAL

MARCOS ANTONIO PEDLOWSKI

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO

NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO

MARIANA SOARES MORETTI

ANALISTA DE MEIO AMBIENTE DA SECRETARIA DE

ESTADO DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE MATO GROSSO

NILSON CLEMENTINO FERREIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

ERALDO APARECIDO TRONDOLI MATRICARDI

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

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ARESUMO

extração seletiva de madeiras é uma atividade

florestal que inclui a exploração de um grupo de

espécies florestais em florestas nativas, normalmente

as de maior valor ou interesse comercial.

A extração seletiva de madeiras pode ser executada

legalmente, em áreas de manejo e de exploração florestal

para desmatamentos autorizados ou, ilegalmente, em

situações não autorizadas, que ocorrem de forma predatória.

No presente estudo, a dinâmica espaço-temporal da

extração seletiva de madeiras no estado de Mato Grosso foi

avaliada a partir de uma série temporal (de 1992 a 2016)

de dados de florestas exploradas seletivamente detectadas,

usando dados de sensoriamento remoto. A interpretação visual

e a classificação semiautomática de imagens Landsat foram

utilizadas para detectar as florestas alteradas por atividades

de extração seletiva de madeiras na área de estudo. Com

base nos presentes resultados, estimou-se que 41.926 km 2 de

florestas nativas foram exploradas ao menos uma vez entre

1992 e 2016 em Mato Grosso, com área média anual de 1.747

km 2 . As florestas exploradas seletivamente e detectadas com

distúrbios persistentes ou recorrentes foram mais frequentes

nos anos mais recentes desta análise.

A maioria das florestas exploradas seletivamente na área

e no período de estudo não foram desmatadas até 2016. Esse

fato indica que a extração seletiva de madeiras consiste em

um fenômeno desagregado do desmatamento no estado de

Mato Grosso. Observou-se que uma média de 18 km 2 .ano -1 e

268,18 km 2 .ano -1 de florestas foram exploradas seletivamente

dentro de Unidades de Conservação e Terras Indígenas,

respectivamente, entre 1992 e 2016. As atividades de extração

seletiva não apresentaram tendências significativas de

aumento ou redução dentro de áreas protegidas no período

analisado. As áreas de exploração seletiva de madeira foram

persistentemente detectadas nos antigos polos madeireiros

localizados na região centro-norte do Estado com, possivelmente,

novos ciclos de corte nas áreas manejadas. Mais recentemente,

a extração seletiva se expandiu à última fronteira

florestal nativa no noroeste do estado de Mato Grosso.

Finalmente, concluiu-se que a exploração madeireira

impacta grande extensão de florestas nativas anualmente no

estado de Mato Grosso e, por isso, precisa ser devidamente

considerada e monitorada pelos órgãos ambientais devido

aos seus potenciais impactos nas florestas e para apoiar a

definição de políticas públicas para garantir a sustentabilidade

da produção florestal futura naquele Estado.

INTRODUÇÃO

As atividades de extração seletiva de madeiras em florestas

tropicais são caracterizadas essencialmente pela extração

de uma ou mais espécies florestais de maior valor comercial

(Uhl et al., 1997; Ding et al., 2017). Essas atividades incluem

a construção de estradas de acesso nas florestas, pátios para

estocagem de toras, trilhas ou ramais de arrastes e a abertura

de clareiras como consequência do corte e queda das árvores

no interior da floresta (Pinheiro et al., 2016; Ding et al., 2017).

De forma geral, a extração seletiva de madeiras resulta na

abertura do dossel e danos às árvores e arbustos no interior

da floresta, aumentando com isso a entrada de luz solar, a

temperatura no interior da floresta e o risco de ocorrência

de incêndios florestais (Uhl; Buschbacher, 1985; Uhl; Vieira,

1989; Monteiro et al., 2004; Matricardi et al., 2013).

A extração de árvores de forma seletiva pode resultar em

Fevereiro 2021

59


60 www.referenciaflorestal.com.br


Fevereiro 2021 61


62 www.referenciaflorestal.com.br


Fevereiro 2021 63


AGENDA

AGENDA2021

XVII Ebramem

8 a 10

Florianópolis (SC)

www.ebramem2020.com.br

MARÇO

2021

ABRIL

2021

MAR

2021

XVII EBRAMEM (ENCONTRO

BRASILEIRO EM MADEIRAS E

EM ESTRUTURAS DE MADEIRA)

Voltado para a comunidade de pesquisadores, estudantes,

profissionais e empresários, o objetivo é discutir as

principais necessidades do setor e os avanços da área

da madeira no Brasil e no mundo. Além disso, espera-se

que o intercâmbio de conhecimentos frutifique, trazendo

novas parcerias entre grupos de pesquisas, profissionais e

empresários.

Imagem: reprodução

Maderexpo

21 a 24

Lima (Peru)

www.expoperuindustrial.com/

maderexpo/

I Congresso Mundial sobre Sistemas

de Integração Lavoura-Pecuária-

Floresta

03 a 06

Campo Grande (MS)

http://wcclf2020.com.br

MAIO

2021

SET

2021

LIGNA HANNOVER 2021

A cidade de Hannover, na Alemanha, se transforma

no foco de atenção para o mundo da madeira e a

indústria madeireira. Considerada a maior ou a mais

importante feira do mundo no setor, a Ligna expõe

toda a cadeia de produção madeireira: desde a captação

e o processamento da madeira, até a produção

industrial de produtos da madeira e tecnologias inovadoras

de tratamento da madeira, entre outros.

Imagem: reprodução

64 www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

AGENDA2021

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

SETEMBRO

2021

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

Simpos 2021

22 a 24

Curitiba (PR)

https://simpos2020.galoa.com.br/

• Discos de corte para Feller

conforme modelo ou amostra

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

SETEMBRO

2021

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D’Antonio Equipamentos

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Ligna Hannover 2021

27 de setembro a 01 de outubro

Hannover (Alemanha)

www.nfeiras.com/ligna-hannover-22/

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

E MAIOR PRODUÇÃO NO

SETOR MADEIREIRO

NOVEMBRO

2021

Lignum Brasil

10 a 12

Pinhais (Paraná)

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Fevereiro 2021

65


ESPAÇO ABERTO

J

á passamos daquela fase em que as organizações solicitaram o

retorno dos seus colaboradores ao local de trabalho. A saída do

isolamento social e regresso às atividades presenciais foi feito de

forma gradual em muitas indústrias e agora estamos presenciando

um número cada vez maior de funcionários regressando aos postos

de trabalho. E à medida que mais trabalhadores retornam, maior é a procura

das empresas do setor por tecnologias que possam apoiá-las na construção de

protocolos seguros de retorno ao ambiente de trabalho para garantir a saúde e

segurança de seus funcionários. A indústria de manufatura já está familiarizada

com as inúmeras crises de mercado e com uma série de regulamentações. Por

isso, protocolos rígidos de segurança não chegam a ser uma novidade para

esse segmento. O que podemos considerar novo agora é a corrida para uma

regulamentação baseada em tecnologia de ponta, que oferece o rastreamento

das melhores práticas do setor e a implementação dessas na rotina das companhias.

São ferramentas que podem abrigar novas funcionalidades para aumentar

a segurança de funcionários, parceiros e até mesmo de consumidores.

Foto: divulgação

Inovação a favor de

um ambiente seguro

na indústria de

MANUFATURA

Por Waldir Bertolino,

Country Manager da

Infor no Brasil

À medida que mais

trabalhadores retornam,

maior é a procura das

empresas do setor de

manufatura por tecnologias

de protocolos seguros

66 www.referenciaflorestal.com.br

CRIANDO UMA CULTURA SEM CONTATO

Há pouco ou nenhum espaço para erro enquanto os fabricantes trabalham

para sair da crise. As organizações devem começar com o básico, ou seja, distribuir

os funcionários e reconfigurar os locais de trabalho respeitando um distanciamento

adequado. Entradas e saídas de edifícios podem ser posicionadas

em locais separados. As temperaturas dos funcionários podem ser medidas ao

entrar nas instalações. Tudo isso é importante, no entanto, é apenas o começo.

A criação de um local seguro e confiável para exercer suas atividades precisa

passar por uma transformação que vai muito além.

As indústrias que enfrentarão o maior desafio serão aquelas com dependência

de práticas tradicionais de distribuição e produção e com alto índice de

contato entre colaboradores. Quer um exemplo? A indústria de alimentos e

bebidas. Para eliminar os riscos de contaminação no chão da fábrica, o segmento

tem experimentado, com sucesso, o uso de protocolos de manutenção de

equipamentos digitalizados. Com base nisso, o rastreamento em tempo real dos

pontos de contato da equipe pode fornecer identificação imediata de possível

não conformidade. Embora as decisões sobre padrões mais rígidos possam

começar pelas lideranças, esta não é apenas uma questão de gerenciamento.

Garantir um ambiente limpo e confiável é uma responsabilidade compartilhada

por todos os colaboradores. Isso significa que as soluções devem ser intuitivas,

fáceis de usar e para todos, do diretor, passando pelo analista de negócio, e até

os trabalhadores da linha de produção.

DADOS É A CHAVE MESTRA

A digitalização dos principais dados operacionais permite ter uma visão global

e em tempo real dos dados críticos da empresa, bem como, facilita a criação

de estratégias de saúde e segurança para os funcionários no longo prazo. Listo

abaixo o que podemos extrair desses dados:

• Registros atualizados sobre as certificações individuais para os membros

da equipe que trabalham com equipamentos específicos;

• Listas de verificação de manutenção automatizada e fluxos de trabalho

que fornecem visibilidade sobre quem está realizando a manutenção do equipamento

e com que frequência eles estão fazendo o reparo;

• Relatórios de manutenção em tempo real;

• Cronogramas de treinamentos;

• Organização de tarefas de inspeção, manutenção e reparo específicos

para procedimentos de limpeza dos locais de trabalho.


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