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Entrevista: Biomassa de microalgas na obtenção de energia vira realidade

COMBUSTÍVEL

DO FUTURO

MERCADO SE DESTACA

NA PRODUÇÃO DE

MÁQUINAS E SOLUÇÕES

PARA A INDÚSTRIA DE

PELLETS DE MADEIRA

ECONOMIA

COP 26 TRAZ ALERTAS SOBRE

NECESSIDADE DO INVESTIMENTO

EM FONTES RENOVÁVEIS

PELO MUNDO

ONDAS GIGANTES SURGEM COMO POTENCIAL DE

FONTE RENOVÁVEL DE ENERGIA


HÁ UMA DÉCADA, ESPECIALIZADA EM

TRANSFORMAR BIOMASSA EM

ENERGIA TÉRMICA

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SUMÁRIO

06 | EDITORIAL

Presente e futuro

08 | CARTAS

10 | NOTAS

16 | ENTREVISTA

20 | PRINCIPAL

26 | PELO MUNDO

Ondas douradas

30 | MERCADO

Diversidade elétrica

34 | INOVAÇÃO

Energia do futuro

38 | EVENTO

Prêmio REFERÊNCIA

46 | ECONOMIA

50 | ARTIGO

56 | AGENDA

58 | OPINIÃO

Floresta em pé, solução para o

Brasil em um novo perfil jurídico

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br


EDITORIAL

Na capa deste mês é estampado

maquinário da Biobrax para produção

de pellets de madeira

PRESENTE

E FUTURO

C

om os olhos do mundo apontados para a necessidade de frear o aquecimento global, a busca

por fontes renováveis de energia se coloca como obrigatória para o presente. E dentre esses

novos combustíveis, os pellets de biomassa aparecem como uma excelente opção para as

indústrias conseguirem formas mais econômicas e sustentáveis para alimentar os processos

fabris. Referência nesse setor, a Biobrax atua desde 2018 para oferecer soluções e maquinários para empresas

que desejam utilizar os pellets como fonte de combustível. Nesta edição, você também irá conferir uma

entrevista sobre um projeto inovador para a utilização de biomassa de algas marinhas para a obtenção de

energia, além de matérias sobre inovação, mercado e muito mais. Tenha uma excelente leitura!

EXPEDIENTE

ANO VIII - EDIÇÃO 48 - DEZEMBRO 2021

Diretor Comercial

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação

Jorge de Souza

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

Dep. de Criação

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira - Gabriela Bogoni

Larissa Purkotte - (criacao@revistareferencia.com.br)

Mídias Sociais

Cainan Lucas

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Dep. Comercial

Gerson Penkal - Jéssika Ferreira - Tainá Carolina Brandão

(comercial@revistabiomais.com.br)

Fone: +55 (41) 3333-1023

Dep. de Assinaturas

Pedro Moura

(assinatura@revistabiomais.com.br) - 0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da JOTA Editora

Rua Maranhão, 502 - Água Verde - Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

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Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e

independente, dirigida aos produtores e consumidores de

energias limpas e alternativas, produtores de resíduos para

geração e cogeração de energia, instituições de pesquisa,

estudantes universitários, órgãos governamentais, ONG’s,

entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se

responsabiliza por conceitos emitidos em matérias, artigos,

anúncios ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização,

reprodução, apropriação, armazenamento de banco de dados,

sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras

criações intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente

proibídas sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

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CARTAS

CAPA

O mundo inteiro está atento a importância de trocar os combustíveis fósseis por fontes

renováveis. Por isso, o trabalho das indústrias e empresas que fomentam o uso da biomassa

precisa ser muito divulgado e aplaudido!

Alexandre Biega – Franca (SP)

Foto: divulgação

ENTREVISTA

O Governo precisa urgentemente apoiar as empresas que querem investir em energia limpa, ainda mais com a crise

energética que estamos vivendo.

Mário Coimbra – Divinópolis (MG)

MERCADO

Da mesma forma que são cobradas, as empresas que seguem as leis ambientais e fomentam boas práticas precisam

ser valorizadas pela sociedade.

Felipe Barcki – Santarém (PA)

PELO MUNDO

Bitcoin é o presente e o futuro da economia mundial. Quem saiu na frente nessa

mineração já está aproveitando muito bem os lucros.

Adriano Wosniak – Pelotas (RS)

Foto: divulgação

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na


energia

biomassa

dia informação

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Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

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NOTAS

PARQUE EÓLICO

A 2W Energia, uma das principais plataformas de energia renovável

do país, recebeu do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico)

parecer permanente para o parque eólico Anemus Wind, no Rio Grande

do Norte. Com isso, o complexo está apto a operar a partir de setembro

de 2022. Localizado nos municípios de Currais Novos e São Vicente, no

Rio Grande do Norte, o complexo será uma planta de geração de energia

limpa e renovável, com 138,6 MW (megawatts) de capacidade instalada. A

energia gerada será destinada, principalmente, aos clientes da divisão de

varejo da 2W, composta por pequenas e médias empresas que buscam a

migração ao mercado livre de energia. O complexo terá 33 aerogeradores

com potência nominal de 4,2 MW cada, com 147 de diâmetro dos rotores

e a altura das torres de 125m (metros) acima do solo, modelo que traz

melhor aproveitamento dos recursos eólicos da região. O início da geração

de energia no Complexo Eólico Anemus está previsto para o segundo

semestre de 2022.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

PROJETO TRANSFORMAÇÃO

A ENGIE Brasil Energia, por meio das Usinas Hidrelétricas Salto Santiago e Salto Osório, realizou a quarta edição do TransformAção:

transformando a relação das pessoas com a energia. O projeto tem por finalidade estimular o protagonismo de estudantes

das escolas municipais, estaduais e particulares localizadas nos municípios do entorno. A metodologia propôs às escolas e colégios

implantarem projetos através dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) definido pela ONU (Organização das Nações

Unidas). Os ODS são um conjunto de 17 objetivos que visam garantir um futuro sustentável do planeta, através de metas e indicadores

específicos. Nesta edição, 48 escolas e colégios do Paraná inscreveram seus projetos, dos quais nove foram escolhidos como

finalistas para Salto Santiago e oito para Salto Osório. No ano, o TransformAção mobilizou 6.137 alunos, 940 profissionais da equipe

pedagógica, 4.755 familiares de alunos e 24.260 membros da comunidade. As finalistas foram selecionadas pelos seguintes critérios:

histórico, objetivos, abrangência e os beneficiários, inovação social, melhoria, criatividade, mobilização, e a sustentabilidade para

perpetuação. A ENGIE premiará todos os finalistas com valores em dinheiro, de acordo com a sua colocação na categoria, e neste ano

também acontecerá o reconhecimento de projeto com maior percepção de Inovação Social por usina, onde os vencedores ganharão

um prêmio adicional. O projeto acontece em

parceria com o SESI Paraná, e a Solenidade de

Premiação acontecerá pelo Canal do Portal TM

TV no YouTube, nos dias 30 de novembro para

os projetos de Salto Santiago e 1º de dezembro

para os projetos de Salto Osório. Além

disso, durante o Congresso Sesi ODS, nos dias

24 e 25 de novembro, aconteceu a entrega

dos prêmios Sesi Peça por Peça, que reconhece

iniciativas que favorecem a transformação

do ambiente escolar para alcance do ODS 04

– Educação de Qualidade, desenvolvidas nos

municípios paranaenses. Na ocasião, 5 escolas

participantes do TransformAção também

foram reconhecidas.

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GÁS METANO

Em acordo proposto pelos EUA (Estados Unidos da América),

o Brasil se comprometeu a reduzir em 30% as emissões de

gás metano. Em 2020, o País foi responsável pela emissão de

20,2 milhões de toneladas, sendo 72% da agropecuária, 16% de

resíduos e 9% de mudança de uso da terra. A grande questão

é que o metano é 25 vezes mais nocivo que o CO2 (gás carbônico),

o que deve levar a uma consideração mais efetiva sobre

a redução deste gás de efeito estufa para fins de cumprimento

das metas estabelecidas no Acordo de Paris, incluindo também

o setor de resíduos. Segundo o 6º Relatório (AR6) do IPCC (Painel

Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que teve o

relatório do seu 1º Grupo de Trabalho publicado recentemente,

há grande preocupação com o aquecimento Global, como incêndios

florestais, inundações e elevação da temperatura e do nível

do mar, apontando que o planeta Terra aquecerá 1,5 graus até

2040, com fortes efeitos inclusive no Brasil. O mesmo relatório

indica emissões insustentáveis de GEE (Gases do Efeito Estufa),

mensurados em toneladas equivalentes de CO2, e parte deles são

provenientes do metano gerado pela disposição de resíduos no

meio ambiente. O 5º Relatório do IPCC já apontava que as usinas

de recuperação energética (Waste-to-Energy) são a forma mais

eficaz para mitigação dos gases de efeito estufa dos Resíduos

Sólidos Urbanos. A ABREN (Associação Brasileira de Recuperação

Energética de Resíduos) concorda com os resultados do relatório

e propõe que os resíduos sejam usados como combustível para

gerar energia. O Ministério do Meio Ambiente e o Ministério

do Desenvolvimento Regional calculam que a região nordeste

destina 4,4 milhões de ton/ano aos lixões e 4,3 milhões a aterros

controlados, e a região sudeste destina 3,6 milhões de ton/ano

de RSU aos lixões e 5,3 milhões de ton/ano para aterros controlados.

Vale destacar que os 13 países com uma taxa de tratamento

térmico de resíduos sólidos urbanos superior a 25% do total

gerado estão também entre os 16 primeiros no Índice de Saúde e

Bem-Estar do Fórum Econômico Mundial. A instalação de usinas

de recuperação energética de resíduos permite incomensuráveis

benefícios à saúde da população.

Foto: divulgação

TRANSMISSÃO

Entraram em operação no final do mês de novembro, a

linha de transmissão em 500 kV Presidente Juscelino/Pirapora

2, circuito 2 e demais equipamentos associados nas subestações

Presidente Juscelino e Pirapora 2. Os empreendimentos

agregam um aporte valioso ao repasse da energia elétrica

gerada nas regiões norte e nordeste para o restante do país.

O empreendimento, sob concessão da Mantiqueira Transmissora

do grupo CYMI, foi licitado no Leilão de Transmissão n°

5/2015, promovido pela ANEEL (Agência Nacional de Energia

Elétrica). O início da operação comercial da linha de transmissão

é considerado especialmente oportuno neste período de

escassez hídrica, uma vez que contribuirá para o escoamento

da energia proveniente da Usina Hidrelétrica de Belo Monte

e das geradoras eólicas e solares fotovoltaicas localizadas no

nordeste. O incremento na transmissão, espera-se, colaborará

para a recomposição dos níveis de armazenamento dos

reservatórios das regiões sudeste, centro-oeste e sul durante

o período chuvoso, e também para o uso otimizado deste recurso

durante os períodos secos, com reflexos para a diminuição

da tarifa de energia elétrica dos consumidores. Segundo

estimativas iniciais, em fase de validação pelo ONS (Operador

Nacional do Sistema), a linha de 177 km (quilômetros) localizada

no norte de Minas Gerais permite o incremento de 800

MWm (megawatts-médios) na transferência de energia – que

supririam com sobra, por exemplo, a grande Florianópolis

(SC) - demanda de 530 MWm). A linha Presidente Juscelino/

Pirapora 2, circuito 2 viabiliza a efetiva integração da linha de

transmissão 500 kV Presidente Juscelino/Janaúba circuitos

1 e 2 e demais equipamentos associados nas subestações

Presidente Juscelino e Janaúba 3 à operação do Sistema interligado

Nacional. A linha de transmissão 500 kV Presidente

Juscelino/Janaúba 3 circuitos 1 e 2 pertence a concessão da

Equatorial Transmissora.

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

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NOTAS

SOL FORTE

Segundo pesquisa da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica),

a instalação de placas solares teve um crescimento de quase 50%

no primeiro semestre de 2021. Com luzes cada vez mais intensas sobre

o setor, o Brasil ultrapassou a marca histórica de 10 GW (gigawatts) de

potência operacional da fonte fotovoltaica, em usinas de grande porte

e em pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e

terrenos, de acordo com a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia

Solar Fotovoltaica). O cenário otimista ainda traz investimentos, da

ordem de R$ 4,8 bilhões, e cerca de 15 mil profissionais trabalhando

na área. É claro que, neste universo em expansão, muitas empresas

têm crescido exponencialmente, como a Entec Solar, que neste mês

comemora suas bodas de madeira oferecendo diferentes modelos de

negócios, ofertas de instalação, modernos equipamentos e serviços de

primeira linha em termos de manutenção. Com sede em Curitiba (PR),

a empresa comemora seus cinco anos com mais de 800 obras realizadas

em todos os estados do país. Com cinco filiais e mais de 150 agentes autorizados, realizando projetos e instalações de placas solares

em residências, empresas, comércios, propriedades rurais e indústrias, e uma frota própria composta de três caminhões, duas carretas e

14 veículos pertencentes às equipes técnicas, por semana, ela faz com que 20 brasileiros, no mínimo, sejam autossuficientes em gerar a

própria energia. E as luzes sobre a Entec Solar estão tão fortes que os sócios-diretores Tiago Sarneski, Fernanda Pereira e Jessé Silva viram

as cifras do faturamento nos primeiros seis meses deste ano aumentarem 370%, em comparação com igual período do ano passado, um

reflexo do número de projetos de maior porte. Devido à alta demanda, até o fim deste ano, a companhia paranaense avalia faturar R$ 30

milhões, valor 76,4% maior do que a receita alcançada em 2020. Do faturamento exclusivo com marketing digital, focado na venda de

cursos, em 2017 e 2018, a empresa atingiu a marca de 3 mil alunos em 2019 e hoje conta, além dos treinamentos, com os mais variados

projetos de sistema de energia solar fotovoltaica, os quais são cada vez mais procurados por causa das altas taxas da conta de luz e do

barateamento dos equipamentos solares. “De janeiro a junho deste ano, tivemos 281 novos projetos, enquanto, nesse mesmo período,

em 2020, foram 116, um salto de 326%”. Com isso, as projeções da empresa, para 2022, são de, no mínimo, 30% de crescimento, fechando

com R$ 60 milhões e 160 postos de trabalho. Entre os próximos passos, destaque para a abertura de um novo escritório da Entec na

cidade de Campinas (SP), que já conta, inclusive, com seis colaboradores in loco.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ESTAGNAÇÃO

A empresa de pesquisa energética, ligada ao governo federal,

apresentou os dados relacionados ao consumo de energia

elétrica na rede de distribuição. Essa avaliação é feita anualmente

para estimar o quanto a capacidade de geração de energia

precisa crescer, em uma década, para atender a demanda.

Segundo esses dados, o país não atingiu o plano de aumentar a

produção de energia nos últimos 10 anos. Em meio à pior seca

dos últimos 90 anos, o Brasil enfrenta uma séria crise energética

o que faz com que os indicadores não sejam tão positivos. O parque

de geração atual de energia elétrica tem 10 GW (gigawatts)

a menos de capacidade do que o previsto. Para se ter uma

ideia, a Usina de Itaipu, no Paraná, tem 14 GW de capacidade instalada. Diante da crise e do receio de desabastecimento, o país precisou

importar energia e utilizar termelétricas mais caras, o que impacta diretamente no consumidor, que viu as tarifas aumentarem significativamente

ao longo do ano. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, esse aumento também terá um reflexo

negativo no PIB, que deve ter queda de 0,11% em comparação a 2020.

12 www.REVISTABIOMAIS.com.br


COM LUZ

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque,

descartou qualquer risco de desabastecimento elétrico

ou de apagão no país, por conta da crise hídrica dos

reservatórios. Durante a inauguração do laboratório do

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobras,

em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o ministro

disse que o país atravessa a pior crise hídrica dos últimos

90 anos, com falta de chuvas nos principais reservatórios.

Mas ressaltou que o setor elétrico soube trabalhar

para superar o problema. Bento Albuquerque também

falou sobre a possibilidade de construção de uma

quarta usina nuclear no país, para se somar às que já

estão em funcionamento em Angra dos Reis, no litoral

sul do Rio de Janeiro. Ele não definiu, no entanto, onde

seria construída a nova usina, mas garantiu que será de

uma nova geração, menor, mais eficiente e mais segura

que as atuais. O novo centro de pesquisas, chamado

Laboratório de Smart Grids, inaugurado pelo ministro,

nesta sexta-feira, é um dos primeiros do gênero no país

e recebeu investimentos da ordem de R$ 20 milhões. A

previsão é de que ajude nas pesquisas e prestação de

serviços às empresas do setor de energia, contribuindo

para o avanço tecnológico brasileiro.

Foto: divulgação

USINAS EÓLICAS

EXPANDEM CAPACIDADES

As usinas eólicas constituem neste momento 20,1 GW

(gigawatts) de potência instalada, respondendo por 11,11%

da matriz energética brasileira. A expansão da capacidade

instalada de energia elétrica a partir de fonte eólica no Brasil

chegou a 3.051,29 MW (megawatts) em 2021, considerando-

-se os dados referentes a novembro. É o maior incremento

dessa fonte observado desde 2014, quando 2.786 MW foram

liberados pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica)

para operação comercial no país. Em 2021, a capacidade

instalada até o momento é de 6.436,11 MW, sendo 3.051,29

MW (47,41%) a partir de fonte eólica, 2.038,91 MW (31,68%)

proveniente de termelétricas, 1.252,17 MW (19,46%) de

usinas solares fotovoltaicas e 89,22 MW (1,39%) de pequenas

centrais hidrelétricas.

A meta de expansão da geração em 2021, de 4.790,4 MW,

foi ultrapassada pela ANEEL em setembro. Durante este ano,

foram inauguradas ou reabertas usinas em 20 estados das

cinco regiões do país. Os estados com maior acréscimo na

capacidade de geração foram Rio Grande do Norte, Bahia e

Rio de Janeiro. Há 69 usinas em operação em teste, 17 delas

desde outubro. Outras informações sobre o acompanhamento

da expansão da oferta de geração estão disponíveis em

painéis interativos em https://bit.ly/3D8k6Ql

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

13


NOTAS

PLANTIO

Com a presença de ministros de Estado, do governador do Paraná, prefeitos e parceiros da região oeste do Estado, a Itaipu

Binacional comemorou no início de dezembro o plantio da 24ª milionésima árvore na margem brasileira da usina. A marca coroa os

esforços de restauração florestal que a empresa iniciou em 1979 e a colocam como referência mundial em cuidados ambientais.

Para o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, não se trata de um ato simbólico, uma vez que a Itaipu efetivamente plantou

24 milhões de árvores. Ele, que liderou a missão brasileira à COP 26 (Conferência Mundial do Clima), lembrou dos desafios que o

mundo enfrenta: a necessidade de produzir energia limpa, recuperar a biodiversidade e sequestrar os gases de efeito estufa. “E é

uma satisfação muito grande ver que a Itaipu Binacional faz tudo isso ao mesmo tempo”, enfatizou.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou a Itaipu como referência na aplicação dos princípios ESG (Meio

Ambiente, Social e Governança, em inglês): a governança permite à empresa estabelecer recordes de produtividade e garantir o

abastecimento mesmo em tempos de seca; o social se traduz em programas não apenas para pessoas em vulnerabilidade, mas

também na geração de emprego e melhorias na infraestrutura regional; e o cuidado ambiental fica evidente no cuidado com a restauração

florestal, por exemplo. E destacou o pioneirismo da Itaipu em temas urgentes da agenda internacional, como a transição

energética (a substituição dos combustíveis fósseis por renováveis). “Costumo dizer que a transição energética começou no Brasil

há 50 anos, com a Itaipu, as usinas nucleares e o Proálcool”, afirmou Bento.

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, falou sobre a importante contribuição da Itaipu para a promoção da

sustentabilidade no estado. Recente relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre a

aplicação dos princípios da Agenda 2030 da ONU aponta o Paraná como exemplo de desenvolvimento sustentável. “A sustentabilidade

faz parte do DNA da Itaipu. E esse trabalho inspirou outras empresas, como a Copel e Sanepar, a também atuarem com essa

visão”, compara o governador, lembrando que o estado tem 94% da geração de energia ligada à fonte hídrica.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, general João Francisco Ferreira, lembrou que os esforços de restauração florestal da Itaipu

estão diretamente ligados ao negócio da empresa. Isso porque a conservação dos ecossistemas contribui para a preservação da

água e para a longevidade do reservatório, assegurando a produção de energia para o Brasil e para o Paraguai no longo prazo. Ele

também destacou o reconhecimento do programa O Homem e a Biosfera, da Unesco, que em 2019 incluiu as áreas protegidas da

Itaipu na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

A cerimônia realizada no CRV (Centro de Recepção de Visitantes) da Itaipu marca o encerramento da campanha comemorativa

da marca de 24 milhões de árvores plantadas pelo lado brasileiro da binacional. A iniciativa envolveu os empregados da empresa,

comunidades e autoridades da região. Porém, como enfatizou o general Ferreira, “o trabalho de restauração continua e será realizado

enquanto a Itaipu existir.”

Foto: Sara Cheida Itaipu Binacional

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

ANDRÉ

BELLIN

MARIANO

Formação: Doutor em Ciências –

Bioquímica, pelo departamento de

Bioquímica e Biologia Molecular da

UFPR (Universidade Federal do Paraná),

Farmacêutico com Habilitação em

Análises Clínicas e Indústria pela UFPR.

Cargo: Professor Adjunto do Dep.

Engenharia Elétrica da UFPR, do curso de

pós graduação em Engenharia e Ciência

dos Materiais da UFPR e Cofundador

do NPDEAS-UFPR (Núcleo de Pesquisa

e Desenvolvimento em Energia

Autossustentável), em que atua como

pesquisador e gestor.

PESQUISA

PELO FUTURO

A

s universidades brasileiras são grandes celeiros para o fomento de tecnologias fundamentais

para o crescimento da indústria e da geração de empregos. E na UFPR

(Universidade Federal do Paraná) um projeto pode ser uma excelente alternativa

para a geração de energia, utilizando biomassa de microalgas como combustível.

“Recentemente licenciamos essa tecnologia para uma empresa e se alguma prefeitura ou

consórcio de municípios interessado em tratar os resíduos sólidos usando essa tecnologia

de produzir eletricidade, ela já está disponível no mercado”, explica o professor da UFPR e

cofundador do NPDEAS-UFPR, André Bellin Mariano. O professor conversou com exclusividade

à Revista BIOMAIS sobre o projeto e abaixo segue a entrevista na íntegra:

16 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Como foi iniciado o projeto das microalgas na

UFPR (Universidade Federal do Paraná)?

O trabalho começou em 2007, quando professores

da UFPR submeteram um projeto para o CNPq (Conselho

Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)

para o desenvolvimento de uma planta para o cultivo de

microalgas na universidade. A ideia era criar um projeto

de prédio autossustentável em energia elétrica a partir

da biomassa. Em um primeiro momento os pesquisadores

pensaram em usar biogás, fazendo o tratamento de

todos os efluentes e resíduos da universidade para gerar

energia elétrica. O cálculo mostrou que a densidade

energética do biogás ia ser insuficiente, então começou-se

a buscar uma outra forma de produção rápida de

biomassa, de forma sustentável, para gerir a energia do

prédio. Naquele momento os pesquisadores entenderam

que essa fonte seria as microalgas e entrei no projeto

seis meses depois do início. Ajudei no desenvolvimento

e na construção do prédio e dos primeiros reatores. Toda

literatura científica estava apontando as microalgas como

o futuro da produção de energia renovável. As microalgas

são organismos unicelulares e podem duplicar o

número de células em apenas 3h30 (horas). A gente já

conseguiu fazer esse processo em 8h e esse crescimento

dela permite a criação de uma biomassa uniforme, com

composição interessante de óleo. Isso motivou o início

do processo. No decorrer do projeto, percebemos que

não era tão fácil produzir microalgas e obter esses altos

teores, eram apenas em algumas condições específicas

que as microalgas produziam muito óleo e as algas que

produzem muito óleo não têm grande produtividade em

biomassa. Em função disso, fomos fazendo várias adaptações

na nossa tecnologia e desenvolvemos fotobiorreatores

tubulares compactos, que são equipamentos com

8m (metros) de altura e 3,5 km (quilômetros) de tubos

transparentes, onde as microalgas circulam e crescem,

fazendo fotossíntese e absorvendo CO2 (gás carbônico)

da atmosfera. Ao final de 15 dias, conseguimos coletar

esse material. Ou seja, a safra da microalga dura até 15

dias, dependendo das condições, porque já conseguimos

produzir as microalgas em três dias. Então o grupo foi se

especializando nesse cultivo e a microalga que a gente

mais utiliza é nativa aqui de Curitiba (PR), sendo assim

acostumada com o clima da região, e estamos fazendo

vários estudos para disponibilizar essa tecnologia. Por

exemplo, a produção de biodiesel a partir das microalgas

e estamos fazendo outras pesquisas complementares,

como a produção de petróleo a partir das microalgas,

extraindo hidrocarbonetos em frações semelhantes ao

diesel, querosene e gasolina. Isso é todo uma nova linha

de pesquisa que estamos desenvolvendo.

Com o desenvolvimento do projeto, quais outros

usos para as microalgas foram descobertos?

Produzimos muita biomassa, mas ainda sobra o

resíduo, que tem muito valor no mercado, pelos teores

de proteína, carboidratos e sais minerais. Então fizemos

parcerias com grupos de pesquisa da universidade e

foram desenvolvidos indutores de crescimento vegetal.

As nossas microalgas foram utilizadas em estudos para

o desenvolvimento de tomates orgânicos, com registro

de maior crescimento na raiz e no caule ainda na fase de

germinação, permitindo frutos mais doces. Outras aplicações

da biomassa são na alimentação de animais, com

aplicação em rações para peixes e cachorros. Fizemos

um estudo e demonstramos que nossa ração diminuiu

colesterol e triglicerídeos nos cães e proteção a danos no

DNA aos peixes. O único problema nosso para ter a sustentabilidade

energética no prédio é a escala. Não temos

muito espaço para cultivar, a gente tem atualmente um

pátio com 400m2 (metros quadrados), tornando difícil

construir todas as unidades necessárias para o projeto.

Então procuramos outras formas de obter essa sustentabilidade

energética com as microalgas e encontramos

no tratamento de resíduos sólidos urbano. Construímos

uma planta para incinerar esses resíduos, cuja emissão é

tratada pelas microalgas e o calor desse processo é usado

para gerar vapor que alimenta uma usina termoelétrica.

Dessa forma estamos produzindo eletricidade de forma

distribuída, fazendo o tratamento dos resíduos sólidos

e diminuindo as emissões de gases poluentes devido a

absorção das microalgas. Em paralelo, a gente buscou

formas de produzir microalgas sem gastar recursos. Elas

precisam de nutrientes como nitrogênio e fósforo e para

não depender da indústria química, nós criamos uma

A ideia era criar um

projeto de prédio

autossustentável em

energia elétrica a partir

da biomassa

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

17


ENTREVISTA

tecnologia de tratamento de efluentes da agroindústria

como fonte de nutrientes para as microalgas. Nosso modelo

consiste em buscar efluentes como esterco e urina

suína em uma fazenda de Castro (região dos Campos Gerais,

no Paraná) e fazemos a biodigestão, com o efluente

sendo usado como fonte de nutrientes nos fotobiorreatores.

Dessa forma, ao final do processo a gente vai obter a

biomassa da microalga e também água tratada, que pode

ser utilizada na alimentação animal ou transformada

em água potável. Patenteamos essa tecnologia no Brasil

e nos EUA (Estados Unidos da América) e atualmente

temos um sistema para purificação de biogás usando as

microalgas para fixar CO2 e esse é um dos sistemas mais

produtivos de biomassa, porque estamos fornecendo CO2

para produção de biomassa concentrada. Recentemente

nós licenciamos essa tecnologia para uma empresa e se

alguma prefeitura ou consórcio de municípios interessado

em tratar os resíduos sólidos usando essa tecnologia

de produzir eletricidade, ela já está disponível no

mercado.

Qual a importância do fomento da pesquisa nas

universidades brasileiras para descobertas como o

projeto das microalgas?

A importância de incentivar o desenvolvimento de

energias sustentáveis dentro das universidades é fundamental

para a sustentabilidade energética de um país.

Estamos observando um movimento mundial de busca

por fontes de energias renováveis para diminuir nossa

dependência de combustíveis fósseis. Então vai ficar

cada vez mais difícil esses combustíveis, provavelmente

vai haver taxações e barreiras comerciais no mundo para

produtos que foram feitos dessa forma, além de incentivos

econômicos grandes para quem quiser trabalhar com

energia renovável pelo mundo, tendo em vista o próprio

nome, renovável, o uso é para fonte de energia e ela continua

disponível para mim em um segundo momento.

E o Brasil tem uma característica muito particular, como

uma grande nação, transcontinental e com clima muito

próprio para a produção de biomassa. Temos grande

parte das nossas florestas intactas, com 7% a 8% utilizadas

para o agronegócio e como a gente está produzindo

alimentos para o mundo todo em uma pequena área,

os resíduos dessas carnes seguem aqui no país, então

quanto mais carne exportar, mais resíduos vou ter aqui. E

o resíduo não é um problema e sim uma oportunidade.

Todos os resíduos orgânicos que sobram da agricultura

eles são energia solar. A planta faz a fotossíntese, aquilo

que consigo utilizar vai virar alimento ou energia com o

uso do óleo, açúcares ou biomassa, mas o que sobra ainda

tem energia. Da mesma forma os animais, que comem

a ração e têm uma conversão alimentar, aproveitando

parte em proteína, mas boa parte ainda sai nas fezes e

urina e tem grande potencial energético. Então ao invés

de tratarmos essas questões como problemas ambientais,

temos que encarar como uma oportunidade para

desenvolver projetos de produção de biogás, efluentes

da biogestão, entre outros. Nas cidades a gente tem

grande potencial de resíduos, com o modelo tradicional

sendo pegar o resíduo, botar em um caminhão e levar

até um aterro. Queimando combustível fóssil para esse

transporte do lixo. Então é um grande problema logístico

e de poluição, sendo que se esse lixo não for aproveitado

no aterro como fonte de biogás, vai acabar liberando

gases poluentes na atmosfera. Se tenho a possibilidade

de aproveitar esse resíduo para produção de energia

distribuída, tenho grande vantagem logística com essa

oportunidade. Com isso a gente ganha mais fôlego para

momentos de menos chuva, quando nossos reservatórios

estão diminuídos e a gente tem esse risco de ficar sem

água para gerar hidroeletricidade. Então formas complementares

a partir da biomassa, do lixo e dos resíduos

são fundamentais para a sustentabilidade energética e

é importante termos energia, porque é graças a ela que

temos qualidade de vida, indústria, crescimento, geração

de emprego e consequentemente o crescimento do país.

Não podemos ficar reféns de matrizes ultrapassadas para

produzir energia que vão gerar problemas para o futuro

de diversos países. Esperamos que o Brasil seja protagonista

mundial no desenvolvimento de diversas fontes de

energia renovável, porque a sustentabilidade vem com a

aplicação da pesquisa científica para termos resultados

mais eficientes, sem geração de subprodutos.

Então ao invés de tratarmos

essas questões como

problemas ambientais,

temos que encarar como

uma oportunidade para

desenvolver projetos de

produção de biogás

18 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Máquinas Peletizadoras

PELETIZADORAS PARA

TODAS AS DEMANDAS

TECNOLOGIA E

INOVAÇÃO PARA

A INDÚSTRIA DE

PELLETS DE MADEIRA

As Peletizadoras PBX são altamente dimensionadas, para entregar

pellets de altíssima qualidade, possuem matriz plana, cabeçotes com

dois, três ou quatro rolos podendo ser aplicada nas seguintes matérias:

Pellets de madeira, feno, ração animal, adubo orgânico e outros.

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/Peletizadora Biobrax


PRINCIPAL

INOVAÇÃO EM

BIOMASSA

20 www.REVISTABIOMAIS.com.br


INTEGRAÇÃO DE MÁQUINAS DE

EXCELÊNCIA FABRICAM PELLETS

IDEAIS PARA EXPORTAÇÃO

FOTOS EMANOEL CALDEIRA E DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

21


PRINCIPAL

O

s pellets têm ganho cada vez mais espaço

na produção industrial. Com os custos

de energia cada vez mais altos, a aposta

nessa fonte sustentável tem se provado

certeira, reduzindo despesas, sem colocar em risco a

produtividade e rendimento das empresas.

Dentro desse mercado, a Biobrax atua desde 2018,

com maquinários para o processo de peletização,

desde o projeto e instalação, até o comissionamento

e a manutenção das peletizadoras. Tudo isso sendo

referência em tecnologia, qualidade, velocidade na

entrega e com manutenção imediata para os clientes

da empresa.

O diferencial dos seus equipamentos é o sistema

de peletização, que possui matriz plana permitindo

que a máquina trabalhe de forma horizontal, oferecendo

maior durabilidade dos rolamentos frente a seus

concorrentes, além da diminuição da necessidade de

manutenção. O sistema ainda, utiliza de 25 CV a 30 CV

a menos do que o normal, consumindo menos energia

e produzindo com a mesma capacidade. “Temos

levado transformações não só lucrativas, mas também

para a vida das pessoas como um todo através do

nosso serviço e compromisso”, explica Jefferson Luiz

Nogueira Coutinho, fundador da empresa.

A empresa foi fundada ao enxergar oportunidade

na produção de pellets e registrou grande crescimento

quando garantiu uma produção viável, assegurando

a gestão dos recursos naturais, contribuindo para

o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva dos

clientes. Além disso, a Biobrax trabalha com a premissa

principal de fornecer soluções inteligentes para

atender a demanda de mercado de forma customizada

a cada cliente.

VANTAGEM COMPETITIVA DOS PELLETS

O pellet tem sido cada vez mais procurado por ter

fácil armazenagem e principalmente por sua elevada

22

www.REVISTABIOMAIS.com.br


densidade energética calorífica, sendo composto por

serragem e lascas de madeira que são compactados

ficando em forma granulada cilíndrica. Durante a

visita na empresa, Jefferson chama os pellets de ouro

reforçando as vantagens em se produzir e consumir

o produto e o potencial de crescimento do mercado

nacional e internacional. “O fabricante e o consumidor

tem muito a ganhar com essa biomassa, além disso

ajudamos muito nas questões ambientais do planeta.

Qualquer empresa que adquira nossas máquinas e

equipamentos, conseguem entrar com uma certificadora

internacional de pellets”, ressalta Jefferson.

Os pellets ainda possibilitam diversos benefícios

às empresas como:

• Redução a dependência do petróleo e gás;

• Fonte de energia renovável e sustentável;

• Redução no desperdício de resíduos florestais;

• Diminuição de custos de produção;

• Fornecimento de oportunidades de emprego

local (desenvolvimento regional);

• Baixa emissão de poluentes devido ao baixo teor

de cinzas.

O mercado mundial

de pellets de madeira

encontra-se em fase

forte de crescimento,

em especial pelo

uso promissor como

biocombustível. Segundo

a European Pellet Centre,

o pellet de madeira é a

biomassa sólida mais

negociada no mundo

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 23


PRINCIPAL

MERCADO DE PELLETS

O mercado mundial de pellets de madeira encontra-se

em forte crescimento, em especial pelo uso

promissor como biocombustível. Segundo a European

Pellet Centre, o pellet de madeira é a biomassa sólida

mais negociada no mundo. Alguns mercados, como

Alemanha e Áustria são autossuficientes em sua

produção, mas muitos ainda precisam importar a produção

como é o caso da Bélgica, Dinamarca e Itália.

O Brasil ainda está em fase de crescimento em

sua produção e consumo, porém tem potencial de se

tornar um dos grandes players do mercado mundial

na produção do biocombustível, isso porque, segundo

pesquisa do departamento de engenharia florestal

de Brasília, só de descarte madeireiro o país produz

em média anualmente 14 milhões de t (toneladas). “A

maior fábrica hoje no Brasil, produz 40 t/h (toneladas

por hora). Para atender a demanda brasileira precisaríamos

de uma produção de 5 mil t/h", projeta Jefferson

ao falar sobre o crescimento no ramo. “Esse mercado

vai continuar crescendo gradativamente, todo ano,

de 2 anos para cá tivemos uma crescente de 25%,

precisamos de mais indústrias de peletizadoras para

atender a demanda."

Entre os setores que mais procuram os pellets

na Biobrax se destacam as indústrias de mobiliários,

avicultores e cooperativas avícolas. “Os aviários que

consomem o pellet têm uma lucratividade no carregamento

do lote de aproximadamente 17 centavos por

quilo. O aviário que utiliza lenha tem muita variação

de temperatura, o frango não ganha peso, mas quan-

O pellet tem sido cada

vez mais procurado por

ter fácil armazenagem

e principalmente por

sua elevada densidade

energética calorífica,

o produto é composto

por serragem e lascas

de madeira que são

compactados ficando

em forma granulada

cilíndrica

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br


do esse aviário possui uma fornalha que consome o

pellet de madeira, tem constância de temperatura,

que se mantém por 24h (horas) a 32 o C (graus Celsius),

os frangos ganham mais peso e tem melhores resultados”,

pontua Jefferson.

A principal fonte de matéria-prima para a fabricação

do pellet vem da atividade florestal. O sistema

operacional para a fabricação se inicia no campo, onde

coleta-se a madeira de árvores pinus e a encaminha

para o processo de trituração, formando o cavaco. Essa

madeira é triturada e vai para a fábrica passando por

um processo de serragem, formando um material mais

fino, ideal para a máquina formar uma granulometria

adequada para o processo de secagem. O secador

rotativo recebe essa serragem e reduz a umidade,

com processo feito por uma fornalha automatizada e

depois seguindo para uma moega que vai alimentar o

moinho refinador. A partir desse refinador é que se obtém

a entrega de uma granulometria necessária para

criar o pellet A1, dentro das normativas internacionais,

ideal para exportação.

Falando em exportação, Jefferson pontua a importância

e necessidade de um estudo mais profundo

quando se quer explorar o mercado externo. "O que

a gente precisa fazer e o que explicamos para nossos

clientes que querem exportar, é a necessidade de um

remanejo muito bem detalhado de florestas, respeitando

as particularidades das espécies das árvores.

Não depender de alguém de fora, precisa ter uma

floresta própria para cortar", explica o fundador da

empresa.

Jackeline Oliveira Moreira, sócia-proprietária da

Biobrax, enxerga um futuro promissor para a empresa,

que tem planos para crescer ainda mais, com o

grande potencial do Brasil na produção e o foco na

exportação das máquinas. “Queremos uma Biobrax

mais encorpada, com uma área industrial de aproximadamente

2.500m² (metros quadrados). O mercado

externo procura máquinas com maiores capacidades,

que sejam robustas, estaremos preparados para isso”,

garante Jackeline.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

25


PELO MUNDO

ONDAS

DOURADAS

FOTOS DIVULGAÇÃO

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br


ENERGIA MAREMOTRIZ É

GERADA POR EMPRESA

NA COSTA DA ESCÓCIA A

PARTIR DE ONDAS GIGANTES

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

27


PELO MUNDO

A

busca por fontes renováveis de energia tem

sido uma das principais disputas no século

XXI e a exploração das ondas gigantes na

geração de energia foi uma alternativa encontrada

por duas empresas.

A Orbital Marine Power tem utilizado uma turbina

maremotriz na costa da Escócia, conhecida como a mais

poderosa do mundo, que tem o tamanho de um avião de

passageiros. A base fica cerca de 18m (metros) abaixo da

superfície, com duas asas estendendo-se para baixo em

cada lado da estrutura.

Em comparação com outra matriz energética renovável,

a eólica, a energia oriunda das ondas gigantes traz

como diferencial a maior previsibilidade desse fenômeno

natural em comparação com os ventos, visto que a vazante

e o fluxo das marés dificilmente apresentam mudanças

consideráveis.

A turbina da Orbital Marine Power está conectada à

elétrica da região de Orkney, na Escócia, e tem conseguido

produzir cerca de 2 MW (megawatts) de potência, algo

suficiente para abastecer mais de 2 mil casas por um ano.

Outra empresa que tem buscado nas ondas gigantes

uma fonte de energia é a Verdant Power, que baseada em

Nova York, tem a estrutura rebaixada até o fundo do East

River.

A Verdant Power conseguiu por oito meses gerar eletricidade

suficiente para abastecer cerca de 60 casas, com

uma capacidade de expansão para até 6 mil residências

dentro de usina de energia completa.

Mas um impeditivo para a

massificação das usinas de

energia a partir das ondas

gigantes é o alto custo de

instalação dos projetos por

essa fonte

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Mas um impeditivo para a massificação das usinas

de energia a partir das ondas gigantes é o alto custo de

instalação dos projetos por essa fonte. Segundo números

do Departamento de Energia dos EUA (Estados Unidos

da América), o custo para implantar esse conceito fica na

casa dos US$ 280 MW/h (megawatt/hora).

Em comparação, projetos do setor de energia eólica

custam em médias US$ 20 por MW/h, sendo mais competitiva

para ser implantada dentro do mercado. Além

disso, a geração de energia pelas ondas gigantes tem

outro fator de dificuldade que é manutenção da estrutura

abaixo do mar. Diferente de outras matrizes energéticas,

as usinas maremotrizes sofrem com maior corrosão devido

a compostos químicos mais abundantes no oceano,

como cloretos, enxofre e metais pesados.

Mesmo assim, as ondas gigantes despontam como

mais uma alternativa sustentável para se buscar energia,

sem gerar resíduos poluentes à atmosfera como os combustíveis

fósseis e sendo dessa forma mais benéficas para

o meio ambiente.

A turbina da Orbital Marine

Power está conectada

à elétrica da região de

Orkney, na Escócia, e tem

conseguido produzir cerca

de 2 MW de potência

AGRADECEMOS A TODOS OS NOSSOS

PARCEIROS E AMIGOS QUE ESTIVERAM

EM NOSSO LADO NESTE ANO, QUE

2022 SEJA REPLETO DE NOVAS

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MERCADO

DIVERSIDADE

ELÉTRICA

FOTOS DIVULGAÇÃO

30 www.REVISTABIOMAIS.com.br


ANEEL APROVA REGULAMENTAÇÃO PARA

FUNCIONAMENTO DE CENTRAIS GERADORAS

HÍBRIDAS PARA FOMENTAR A DIVERSIFICAÇÃO

DAS MATRIZES DE ENERGIA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31


MERCADO

A

ANEEL (Agência Nacional de Energia

Elétrica) aprovou no mês de novembro a

regulamentação para o funcionamento

de Centrais Geradoras Híbridas e centrais

geradoras associadas. O normativo traz as definições

e as regras para a outorga desses empreendimentos e

para a contratação do uso dos sistemas de transmissão,

além de definir a forma de tarifação dessas usinas

e da aplicação dos descontos legais nas tarifas de uso

do sistema de transmissão.

O normativo é considerado um passo importante

para que empreendimentos no Brasil possam

aproveitar a complementaridade temporal entre as

diferentes fontes de geração de energia. Ele permite

combinações de fontes de geração, sejam elas de

usinas fotovoltaicas, eólicas, hidrelétricas grandes e

pequenas e termelétricas.

Entre as vantagens elencadas pela ANEEL, estão a

complementaridade das fontes de geração (uma gera

quando a outra está menos disponível), a utilização

da rede de transmissão de maneira mais eficiente e

estável, a mitigação de riscos comerciais e a economia

na compra de terreno e em outros custos. A medida

contribui, assim, para o crescimento da capacidade

de geração com menores investimentos em expansão

das redes, conforme explica a diretora Elisa Bastos:

“A aprovação da regulamentação proposta será

um marco para o desenvolvimento das usinas híbridas

e associadas, o que propiciará maior diversidade tecnológica,

contribuindo para a modernização do setor

elétrico brasileiro”, afirmou a diretora-relatora do tema.

“A regulamentação constitui uma alternativa para

o uso eficiente dos recursos disponíveis. A inserção

desses empreendimentos no sistema elétrico pode

reduzir custos e postergar novos investimentos em

expansão, especialmente nos pontos de conexão com

a Rede Básica.”

“Essa regulamentação é um salto de qualidade

no setor elétrico e agora é a vitrine de nossa agenda

de inovação”, atesta o diretor-geral da ANEEL, André

Pepitone. “A Agência está buscando manter o sistema

elétrico moderno frente ao atual contexto de transição

A aprovação da

regulamentação proposta

será um marco para o

desenvolvimento das usinas

híbridas e associadas

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br


energética e sustentabilidade. Ao longo de todo o

processo de construção do normativo, a ANEEL agiu

com previsibilidade e transparência, qualidades que

foram reconhecidas recentemente pela OCDE”, frisa o

diretor-geral sobre o recente processo de peer review

da Agência.

As matérias procedimentais relacionadas à

viabilização das usinas híbridas serão aprovadas pela

ANEEL em breve, com a revisão dos Procedimentos de

Rede e das Regras de Comercialização. Elas seguirão as

propostas a serem apresentadas pelo ONS (Operador

Nacional do Sistema Elétrico) e pela CCEE (Câmara de

Comercialização de Energia Elétrica) em até 120 dias

contados da publicação da Resolução Normativa.

Por outro lado, a aplicação da norma no que se

refere aos pedidos de Informação de Acesso no ONS e

às solicitações de outorga na ANEEL terá início com a

vigência da regulamentação de usinas híbridas, em 3

de janeiro de 2022.

Anteriormente à deliberação do normativo referente

às usinas híbridas, foi empreendido o projeto

piloto de outorga associada do complexo eólico Ventos

de São Vicente 8 a 14 unido à usina solar fotovoltaica

Sol do Piauí (68 MW), construído pela empresa

Votorantim. O início da operação está previsto para

13/1/2023.

As usinas híbridas já são uma realidade para o

sistema isolado desde 2014, nos editais dos leilões e

nas outorgas. Foram propostas majoritariamente usinas

termelétricas a diesel com adição de outra fonte

de geração limpa, como eólica ou solar fotovoltaica.

Nesse caso, os benefícios diretos são compartilhados

entre empreendedor e consumidores locais. Recentemente,

o tema passou por Consulta Pública na ANEEL

para consolidar os critérios dessa adição de fonte

renovável em usinas a diesel nos sistemas isolados.

Nos sistemas isolados, as principais vantagens

verificadas são: benefício econômico no valor da energia;

economia no consumo de combustíveis fósseis,

trazendo a redução de custos com o ressarcimento de

Conta de Consumo de Combustíveis e a redução de

emissão de gases de efeito estufa; e a redução da dependência

de apenas uma fonte de energia (no caso,

os combustíveis fósseis).


INOVAÇÃO

ENERGIA DO

FUTURO

FOTOS DIVULGAÇÃO

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br


MINISTÉRIO DA ENERGIA

DIVULGA ESTUDO

SOBRE O POTENCIAL

DA DIGITALIZAÇÃO DO

SETOR ENERGÉTICO E

SEUS BENEFÍCIOS PARA A

SOCIEDADE

O

setor de energia poderá passar por adaptações

tecnológicas que representarão uma

revolução similar à ocorrida com as telecomunicações.

Em termos práticos, significa,

entre um número ainda inimaginável de possibilidades,

transformar medidores de energia e demais equipamentos

em unidades de inteligência artificial e, a partir da

digitalização de dados e procedimentos, ampliar como

nunca a qualidade e os serviços prestados pelas empresas

do setor.

O potencial da digitalização do setor energético

vai muito além do que se pode imaginar atualmente,

conforme sugere um estudo divulgado em novembro,

pelo MME (Ministério de Minas e Energia). Foi o que disse

à Agência Brasil o diretor do Departamento de Desenvolvimento

Energético do MME e coordenador do projeto

Sistemas de Energia do Futuro, Carlos Alexandre Príncipe

Pires.

O estudo Uso de Novas Tecnologias Digitais para

Medição de Consumo de Energia e Níveis de Eficiência

Energética no Brasil é, segundo ele, uma ideia lançada no

ar para mostrar à comunidade e, em especial, às empresas

do setor energético, um horizonte inicial sobre o

impacto que a digitalização de equipamentos e serviços

pode ter para o Brasil.

Elaborado por meio da Parceria Energética Brasil-Alemanha,

o trabalho é produto de uma cooperação entre

o Ministério de Economia e Energia da Alemanha (BMWi,

na sigla em alemão) e o MME, que tem por base experiências

europeias no uso da Inteligência Artificial, Internet

das Coisas, Big Data e tecnologias digitais de ponta.

Ele traz insumos sobre como utilizar essas tecnologias

para coletar, processar e analisar dados relacionados ao

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

35


INOVAÇÃO

consumo de energia e medição da eficiência energética

no contexto brasileiro.

“Minha percepção é de que a digitalização é um

processo sem volta para todos os setores em algum

momento, já que se trata de uma ferramenta que permite

maior eficiência no uso dos recursos. Caso contrário,

ela não se justificaria. Isso é muito perceptível. Todos os

setores em que há digitalização ficam mais competitivos

e eficientes, e isso não será diferente no setor energético”,

argumentou o diretor do MME.

MUDANÇAS EM ALTA VELOCIDADE

Pires acrescentou que os efeitos da digitalização

deste setor ocorrerão em uma velocidade ainda maior

do que a das telecomunicações, uma vez que têm como

ponto de partida ferramentas já disponibilizadas pelas

telecomunicações, tanto no âmbito residencial como

comercial e industrial.

“A tendência é que esse processo se dê mais rápido

do que o ocorrido nas telecomunicações, até porque as

telecomunicações proporcionaram a outros setores ganho

de tempo. Mas tudo vai depender de um passo ainda

a ser dado na modernização do setor elétrico. Acredito

que, no mercado livre de energia, esse passo seja dado

muito mais rapidamente porque é intrínseco à liberdade

de mercado. Já no cativo, que são as distribuidoras de

energia, o passo será mais lento, mas tão ou mais rápido

do que a legislação permitir”, complementa o diretor do

MME.

Diante de tantas possibilidades, não há, segundo Pires,

como deixar de se fazer um paralelo entre o processo

de digitalização e o ocorrido no setor de comunicações.

“Antes, havia telefones fixos e orelhões. Quando apareceram

os celulares não se tinha a exata noção de onde

poderíamos chegar. Ninguém imaginava que, em pouco

mais de dez anos, até operações bancárias complexas

seriam feitas por meio deles”, observou.

Ele acrescenta que a digitalização do setor abrange

não apenas consumo e oferta, mas possibilidades quase

infinitas do uso de inteligência artificial para a melhoria

de processos.

“O consumidor passa a ser o que chamamos de

prossumidor: um consumidor mais proativo que, por

exemplo, pode se tornar produtor ao gerar, consumir e

36 www.REVISTABIOMAIS.com.br


distribuir energia a partir da própria casa”, exemplifica ao

apontar uma ação básica do que visualiza como uma das

possíveis revoluções, que devem ocorrer no setor, a partir

da adoção de tecnologias envolvendo a digitalização da

relação de consumo.

As possibilidades não param por aí. “O consumidor

será mais ativo na sua relação com as empresas, sabendo

quanto consome em tempo real e adotando ajustes que

podem ou não ser automatizados residencial, comercial

e industrialmente.” Nesse sentido, ainda no campo dos

exemplos, um ar-condicionado poderia ser ligado pouco

antes de uma pessoa chegar em casa, a partir de um geolocalizador

que, via internet, repasse essa informação à

central de energia da casa. Poderá também ser desligado

automaticamente, fazendo uso dessa mesma tecnologia,

quando a pessoa sair de casa.

A digitalização terá funcionalidades também na área

de distribuição de energia. “Ela dispensará a ida de uma

pessoa para fazer a medição do consumo de energia ou

mesmo para fazer ligações ou religações. Tudo poderá

ser feito de forma remota. Uma outra possibilidade é a de

automatizar, com ajuda de inteligência artificial, a reconexão,

de forma alternativa, do fornecimento de energia

no caso de o transformador de um bairro apresentar

problema”, explicou Pires.

BENEFÍCIOS PARA A INDÚSTRIA

No campo industrial, sensores podem proporcionar,

a qualquer processo produtivo, mais eficiência. Por

exemplo, ao interromper, de forma imediata, a produção

quando uma falha for detectada. “E, logo em seguida,

retomar o quanto antes o processo produtivo de outras

formas, com máquinas ligando e desligando a partir de

decisões tomadas por inteligência artificial”, argumenta o

diretor do MME ao detalhar situações em que a digitalização

pode ser muito mais ampla do que propriamente

uma relação entre consumidor e distribuidora.

Há também a expectativa de que, na medida em que

uma frota de automóveis for se digitalizando e eletrificando,

as baterias dos carros sirvam também de backup em

situações de falta de energia nas residências, evitando

que equipamentos vitais como respiradores ou mesmo

geladeiras e freezers deixem de funcionar.

O estudo divulgado pelo MME indica alguns desafios

básicos, técnicos e de infraestrutura de rede, para que

o Brasil avance na digitalização dos serviços oferecidos

pelas companhias elétricas.

Um deles está relacionado à necessidade de efetividade

da comunicação entre o ponto de medição e a

Espera-se que as

concessionárias

brasileiras de energia

possam realizar a

transição de forma

planejada e sistemática,

ampliando de forma

gradual o conhecimento

de seus clientes

distribuidora (necessidade de um sistema bidirecional

de comunicação, o gerenciamento deste sistema dentro

do negócio de energia), e seus custos associados - quem

pagará o investimento e como ele deve ser articulado

entre as diversas possibilidades e players.

Outro desafio é o país promover uma modernização

regulatória e legal da concessão de distribuição de energia,

para exigir, incentivar e monitorar a digitalização em

toda a cadeia de negócios de energia, de forma a evoluir

o status quo atual das condicionantes operacionais

das distribuidoras de energia, e oferecer mais serviços

e soluções energéticas, com modelos participativos e

reconhecendo as interferências de novos mecanismos de

comercialização da energia possivelmente infiltrados e

competindo em sua cadeia de fornecimento.

Ainda segundo a pesquisa do MME, as mudanças propostas

com rede elétrica inteligente, IoT e digitalização

das redes são culturalmente profundas para os players e

para a sociedade, demandando, portanto, repensar, testar

e reorganizar os processos existentes e as situações de

décadas de operação das redes de energia, das normas

regulatórias e das leis.

“Espera-se que as concessionárias brasileiras de

energia possam realizar a transição de forma planejada e

sistemática, ampliando de forma gradual o conhecimento

de seus clientes e de sua rede. Espera-se que o cliente

seja também aculturado em suas responsabilidades e

direitos e possa contribuir de forma inteligente para o

negócio, como decisor da compra e efetivo estruturador

da demanda”, conclui o estudo.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

37


PRÊMIO REFERÊNCIA

PRÊMIO REFERÊNCIA CHEGOU A

SUA 19ª EDIÇÃO CELEBRANDO

OS DESTAQUES DO ANO EM

DIVERSOS SEGMENTOS DO SETOR

MADEIREIRO

FOTOS EMANOEL CALDEIRA

O

ano de 2021 foi repleto de grandes oportunidades

para a indústria da madeira no país.

O setor demonstrou sua força e transformou

cada momento em um passo para construção

de um 2022 ainda mais promissor. Diante do cenário, a

JOTA EDITORA, responsável pela publicação das Revistas

REFERÊNCIA FLORESTAL, REFERÊNCIA INDUSTRIAL, REFE-

RÊNCIA PRODUTOS DE MADEIRA, REFERÊNCIA BIOMAIS

e REFERÊNCIA CELULOSE & PAPEL, realizou o Prêmio

REFERÊNCIA, a fim de enaltecer não apenas as premiadas,

mas também celebrar as conquistas da indústriade base

florestal durante 2021.

Neste ano a noite de premiação foi dividida em dois

momentos diferentes, na primeira parte do evento foi

realizado o painel: Panorama da Madeira; apresentado por

Fábio Machado, diretor comercial da Revista REFERÊNCIA.

O bate-papo contou com a participação de Eduardo Leão,

Presidente da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras

de Madeiras do Estado do Pará), apresentando o tema:

O cenário da exportação de produtos florestais amazônicos;

Rafael José Mason, Presidente do CIPEM (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado

de Mato Grosso) apresentou o tema: A sustentabilidade do

manejo florestal no Estado do Mato Grosso; e Álvaro Luiz

Scheffer Junior, presidente da APRE (Associação Paranaense

de Empresas de Base Florestal) tratou sobre a Participação

do setor florestal na nova economia.

Após a realização do painel, a jornalista e apresentadora

Mira Graçano, foi responsável pela condução da cerimônia

de premiação das dez empresas ganhadoras. Neste ano

as empresas premiadas foram: Aplysia Soluções Ambientais,

Brasil Tropical Pisos/BTP Floors, Dalcomad, Francio

Soluções Florestais, Madeplant Florestal Ltda., Madfreitas,

MM Wood Brazil Exportação de Madeira, Terra Sol Madeiras

Ecológicas, Todesmade – Indústria de Madeiras e Artefatos

Ltda e Uniflora Com. de Madeiras.

Devido as restrições causadas pela pandemia, o evento

foi realizado de maneira híbrida, sendo a parte presencial

no Restaurante Porta Romana Trattoria, em Curitiba (PR),

com presença dos vencedores e patrocinadores e transmissão

online através do canal no youtube da Revista REFERÊN-

CIA, que atingiu números expressivos: picos de audiência

simultânea de quase 5 mil pessoas, totalizando mais de 42

mil pessoas que passaram pelo evento. A cerimônia está

disponível para ser assistida e compartilhada através do

link: https://bit.ly/PremioReferencia2021.

38 www.REVISTABIOMAIS.com.br


CONFIRA OS GANHADORES DO PRÊMIO REFERÊNCIA 2021

APLYSIA SOLUÇÕES AMBIENTAIS

A Aplysia Soluções Ambientais, empresa que desde 1997 desenvolve

soluções completas para a indústria, recebeu destaque pelo Projeto

ReNaturalize, que tem como objetivo a recuperação e restauração de

ambiental de rios e nascentes. Os resultados do ReNaturalize o fizeram

o único projeto brasileiro premiado no BRICS Solutions for SDGs Awards

2021. O trabalho da empresa tem grande importância para o setor de

celulose e papel, que utiliza a água como elemento essencial em seu

processo produtivo e necessita das melhores soluções para o tratamento

da água, visando garantir impactos ambientais positivos.

Kátia Regina Chagas, pesquisadora da Aplysia, destacou a importância

do projeto vencedor e o quanto a empresa se orgulha do por

essa conquista. “Levamos soluções ambientais para o setor de celulose

e papel há mais de duas décadas e sermos reconhecidos por isso nos

faz acreditar que estamos no caminho certo”, afirmou Kátia (à dir.), que

recebeu a placa das mãos de Marcele Coelho, da REFERÊNCIA.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

39


PRÊMIO REFERÊNCIA

BRASIL TROPICAL PISOS/BTP FLOORS

As preocupações ambientais fazem parte do trabalho da Brasil Tropical

Pisos desde o início de suas atividades em 1994. Um dos objetivos da

empresa sempre foi ser uma ponte entre a floresta e o mercado, trabalhando

com madeiras nobres, retiradas de manejos sustentáveis e certificação

de procedência. A empresa leva pisos de madeira, decks, revestimentos

internos e madeira bruta para mais de 35 países, valorizando a qualidade da

madeira brasileira ao redor do mundo. A excelência no trabalho e preocupações

ambientais fizeram a BTP um dos destaques no segmento em 2021.

“Fico muito feliz de estar nesse lugar com pessoas tão importantes.

Estou emocionado e satisfeito por depois de tantos anos de trabalho junto

a minha família conseguirmos conquistar esse prêmio”, destacou Leandro

Bianchini Serafin, CEO da Brasil Tropical Pisos. Quem fez a entrega da placa

foi Rafael Mason (à dir.), do CIPEM.

DALCOMAD

A Dalcomad, empresa fundada em 1994 e que desde 2009 atua no setor de

portas, mostrou que com muito trabalho e dedicação novas soluções podem

ser oferecidas ao mercado de portas. Neste ano a Dalcomad conquistou o

Prêmio REFERÊNCIA com o lançamento do Kit Due, novo modelo de kit porta

que tem como grande diferencial selecionar a abertura da porta, para direita ou

para a esquerda, no momento da instalação. A empresa apresenta esse modelo

como uma maneira de facilitar o trabalho do varejista e do consumidor final,

uma vez que otimiza o estoque e tem montagem simples.

Rogério Dalgallo, sócio e diretor da Dalcomad, valorizou a equipe de funcionários

da empresa por conseguir fazer do Kit Due uma realidade. “Dedico esse

prêmio aos colaboradores da Dalcomad. Nos últimos 4 anos eles acreditaram

em uma ideia diferente, que nossos clientes pediam e conseguimos desenvolver

o kit porta pronto”, salientou Rogério, que recebeu das mãos do presidente

da ABIMCI, Juliano Vieira de Araujo (à esq.), a placa comemorativa.

FRANCIO SOLUÇÕES FLORESTAIS

A Francio Soluções Florestais oferece serviços de consultoria e treinamentos

na área de silvicultura e agrosilvicultura. O crescimento da empresa é

continuo e seu trabalho contribui diretamente para que a produção de floresta

plantada alcance os melhores resultados na colheita. A Francio Soluções

Florestais trabalha baseada em dados e ciência para levar aos seus clientes

planos estratégicos e mensuráveis. O Prêmio REFERÊNCIA 2021 conquistado

pela empresa destaca o trabalho dedicado a fazer o setor florestal mais forte,

trazendo as melhores soluções técnicas para atingir os melhores resultados de

produtividade.

Pedro Francio Filho, proprietário da Francio Soluções Florestais, realçou a

história da empresa e a importância dos clientes para a conquista do prêmio.

“Essa conquista é fruto de um sonho iniciado há mais de 15 anos, de uma

jornada muito longa focada em produtividade. Esse prêmio não é nosso, é dos

nossos clientes”, apontou Pedro. Fabiana Tokarski, da REFERÊNCIA foi a responsável

por fazer a entrega da placa.

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MADEPLANT FLORESTAL LTDA

O trabalho da Madeplant Florestal Ltda começou há 15 anos, no Mato

Grosso do Sul, onde a empresa tem sua sede. Oferecendo serviços de plantio

e manutenção de florestas de eucalipto, colheita mecanizada, produção

de biomassa, coleta e transporte de cavacos e consultoria para elaboração

de projetos, a empresa executa o ciclo completo, que vai do plantio ao

processamento da madeira. Em 2021 a Madeplant Florestal Ltda realizou

grandes investimentos em maquinários e equipamentos para a produção

de biomassa, atingindo produção média de 110 mil t/h (toneladas por hora).

Renan Simões, diretor executivo da Madeplant Florestal Ltda, tratou

a conquista do prêmio como um sonho realizado. “Na Madeplant sempre

dissemos que quem não sonha não realiza, quem não ousa não conhece

seus limites. Nosso sonho acontece e se torna palpável no momento em

que recebemos nosso primeiro prêmio em nível nacional”, frisou. Renan (à

dir.) recebeu a placa de Diego Ricardo Vieira, da DRV Ferramentas.

MADFREITAS

A Madfreitas está no setor madeireiro desde 2003 produzindo vigas, caibros,

pranchas para cobertura, decks, assoalhos, batentes e tábuas. A empresa sediada

em Nova Maringá (MT), trabalha exclusivamente com madeiras procedentes de

manejos sustentáveis e reservas legais para atender clientes no sudeste e centro-

-oeste do país. A empresa recebeu grande destaque pelo empenho na realização

de treinamentos, investimento em equipamentos e pelas boas práticas pregadas

e garantidas no trabalho, colocando sempre a floresta em primeiro lugar.

Claudinei Melo Freitas (à dir.), reforçou o empenho ambiental da empresa em

todas as atividades. “Para nós a madeira é subproduto, o produto principal é a

manutenção da floresta em pé. Somos guardiões da floresta e estamos inseridos

na bioeconomia, aproveitando tudo que a madeira pode oferecer”, reforçou

Claudinei, que recebeu o prêmio das mãos de Valdinei Bento dos Santos, do

CIPEM.

MM WOOD BRAZIL EXPORTAÇÃO DE MADEIRA

A madeira serrada brasileira tem alta qualidade e está ganhando o mundo

através das exportações. A MM Wood Brazil trabalha há mais de 10 anos no setor

madeireiro e há dois passou a operar exclusivamente com a negociação de

madeira para o exterior. O trabalho ávido e com planos de rápido crescimento

fizeram a empresa conquistar clientes na Ásia, Europa e México. Para 2022 já

existem planos de levar a madeira serrada para os EUA (Estados Unidos da

América). O Prêmio REFERÊNCIA 2021 é o reconhecimento pelo trabalho e pela

ambição de toda equipe da MM Wood Brazil.

Felipe Macedo (à esq.), sócio e diretor da MM Wood Brazil, destacou o rápido

crescimento da empresa. “Começamos nossas atividades de exportação em

meio a pandemia e hoje estamos sendo reconhecidos em meio a empresas já

consagradas no mercado. Agradeço especialmente ao meu pai, minha esposa

e meu sócio, que tanto tem feito para nossa empresa crescer”, celebrou Felipe,

que recebeu a placa do prêmio das mãos de Pedro Bartoski Jr., da REFERÊNCIA.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

41


PRÊMIO REFERÊNCIA

TERRA SOL MADEIRAS ECOLÓGICAS

A Terra Sol Madeiras Ecológicas atua há quase 20 anos e é especializada

em madeiras ecológicas para construção civil, atua na fabricação de painéis

colados e construção modular. A empresa conquistou o Prêmio REFERÊN-

CIA 2021 pelo lançamento do Mod House, método de construção ágil, seco,

eficiente e baseado em sistemas modulares, que otimizam a produção e

construção das casas. A arquitetura contemporânea do Mod House combina

os fatores já citados a um excelente sistema de isolamento termo-acústico

e estrutura interna que só a madeira pode oferecer.

“Com o Mod House nós conseguimos ajudar a desmistificar a história

de que casa de madeira não é legal. É uma forma de construção limpa, com

melhor controle financeiro e construções financeiramente viáveis e muito

duráveis ”, enfatiza Thiago Streck Peres (à dir.), sócio e diretor técnico comercial,

sobre o Mod House. Quem fez a entrega da placa foi Everson Stelle, da

Montana Química.

TODESMADE – INDÚSTRIA DE MADEIRAS E ARTEFATOS LTDA

A Todesmade do Grupo Todeschini, se destacou em 2021 por grandes

investimentos e inovação, fatores que o Prêmio REFERÊNCIA valoriza e foram

levados em conta para essa conquista. No início deste ano foi inaugurado um

parque fabril destinado ao processamento dos mais de 10 mil ha (hectares)

de pinus plantados pela empresa no Rio Grande do Sul. Batizado de Projeto

Sinergia, complexo industrial também recebeu uma planta para a produção de

pellets, assim toda a madeira que entra na fábrica, seja como produto final ou

biomassa é aproveitada.

Sidiano Valduga, gerente industrial da Todesmade, deu grande destaque

para a experiência positiva da entrada no setor madeireiro. “Somos muito

fortes no setor moveleiro e aprendemos nesse ano que o setor madeireiro não

é um ramo de negócios e sim uma família, que nos orgulhamos de fazer parte”,

afirmou. Ao lado, Sidiano recebeu de Paulo Pupo, da ABIMCI, a placa do prêmio.

UNIFLORA COM. DE MADEIRAS

A Uniflora, localizada em Curitibanos (SC), realizou grandes investimentos

para suprir as demandas cada vez mais elevadas de seus clientes. A

empresa fundada em 2011 é especializada na comercialização de madeira

serrada para fabricação de pallets de pinus. A Uniflora fez de 2021 um ano

de muito crescimento no processamento de madeira, para garantir maior

eficiência, velocidade na entrega e produtos com alto padrão já reconhecido

e valorizado por seus clientes.

Diogo Scariot (à esq.), sócio administrador da Uniflora, destacou os

investimentos feitos e os planos para o futuro da empresa. “Hoje já são três

fábricas instaladas e a quarta planta está em construção. Temos em vista um

futuro muito bom e próspero através da madeira”, ressaltou Diogo. Gerson

Penkal foi o responsável por fazer a entrega da placa do prêmio.

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br


CLICK PRÊMIO REFERÊNCIA 2021

Claudinei Melo Freitas e

Maria Marta Freitas

Paulo Souza Dantas Filho, Tyago Mello Correa e

Renan Gonçalves de Moraes Simões

Everson Stelle e Fábio Machado

Frederico Rossi

Thiago Streck Peres e

Marcos Jachimek Flores

Rogério Dalgallo, Andreia Debastiani Dalgallo,

Natalia Dalgallo e Vitoria Dalgallo

Vanessa Leising Serafin, Leandro Bianchini

Serafin, Janaina Thiel e Everton dos Santos

Eduardo Leão

Sidiano Valduga e Célio Sarmento

Rafael Mason

Álvaro Luiz Scheffer Junior e

Fábio Machado

Wilma do Rocio Colaço e

Valdinei Bento dos Santos

Ailson Loper

Giulianna Coutinho Mariani

e Kátia Regina Chagas

Juliano Vieira de Araujo

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43


PRÊMIO REFERÊNCIA

Diego Ricardo Vieira, Diego Ricardo Vieira Filho,

Liliane Cordeiro e Michele Cordeiro

Simone de Almeida Francio,

Pedro Francio Filho e Diego Wantowsky

Paulo Pupo

Ronaldo Macedo e Carlos Queiroz

Felipe Macedo e Daniela Bueno

Gerson Penkal

Marcele Coelho e Fabiana Tokarski

Francisleine Machado, Fábio Machado

e Fernanda Machado

Guilherme Maurer, Paloma Silva,

Cainan Araújo e Crislaine Briatori

Fábio Machado, Francisleine Machado, Camile

Bartoski, Mira Graçano, Pedro Bartoski Neto, Carla

Schittler, Pedro Bartoski Jr. e Fernanda Machado

Diogo Popinhak Scariot, Larissa Souza Francisco

e Domingos Scariot Junior

Pedro Bartoski Neto, Carla Schittler,

Pedro Bartoski Jr. e Camile Bartoski

Claudinei Melo Freitas, Valdinei Bento dos Santos,

Rafael Mason, Leandro Bianchini Serafin

e Frederico Rossi

Michele Cordeiro, Claudinei Melo Freitas, Maria

Marta Freitas e Liliane da Silva Cordeiro

Renan Gonçalves de Moraes Simões, Tyago Mello Correa,

Fábio Machado, Diego Ricardo Vieira, Diego Ricardo

Vieira Filho e Paulo Souza Dantas Filho

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ECONOMIA

NECESSIDADE DE

MUDANÇA

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AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA EMITE ALERTA

PARA IMPORTÂNCIA IMEDIATA DE INVESTIMENTO

GLOBAL EM FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

47


ECONOMIA

A

AIE (Agência Internacional de Energia)

lançou relatório em outubro que o

mundo vai sofrer com o aquecimento

global, mas também com "turbulências"

no abastecimento energético, se não investir mais

rapidamente em energias limpas.

No relatório anual, publicado duas semanas

antes da abertura da COP26 (Conferência das Nações

Unidas sobre as Alterações Climáticas), em novembro,

em Glasgow, na Escócia, a agência emitiu "avisos

sérios sobre a direção que o mundo está tomando".

Afirmando que surge nova economia no mercado

da energia, a agência lamentou que o progresso

seja contrariado pela resistência do status quo e dos

combustíveis fósseis, com o petróleo, gás e carvão

representando ainda 80% do consumo final de

energia, responsáveis por três quartos das alterações

climáticas.

Atualmente, os compromissos climáticos dos

governos, se cumpridos, só permitirão atingir 20%

das reduções de emissões de gases de efeito estufa,

necessárias para manter o aquecimento global sob

controle até 2030.

"Os investimentos em projetos de energia descarbonizada

terão que triplicar nos próximos 10 anos

para se conseguir a neutralidade de carbono até

2050", apontou o diretor da AIE, Fatih Birol.

"Se conseguirmos atingir a neutralidade de

carbono até 2050, 2,2 milhões de mortes prematuras

por poluição atmosférica poderão ser evitadas até

2030, 40% menos do que atualmente. Em outros

cenários, irão aumentar", adverte o documento.

A AIE, que faz parte da OCDE (Organização para

a Cooperação e Desenvolvimento Econômico),

apresentou três cenários para o futuro: o das atuais

políticas de redução de emissões efetivamente implementadas

pelos governos; o dos compromissos

de redução assumidos; e o que permite atingir a neutralidade

de carbono em 2050, já tornado público

pela AIE em maio.

No primeiro cenário - o mais pessimista - a

temperatura global aumentará 2,6 graus Celsius em

2100, em comparação com a era pré-industrial; no

segundo, 2,1 graus; e apenas no terceiro será limitada

a 1,5 grau.

O terceiro cenário, atingindo a neutralidade de

carbono até 2050, "exigirá grandes esforços, mas

oferece benefícios consideráveis, tanto para a saúde

quanto para o desenvolvimento econômico", afirma

a AIE.

A agência acredita que é necessário um aumento

do investimento de cerca de US$ 4 bilhões por ano

até 2030 em projetos e infraestruturas de energia

limpa para atingir o objetivo da neutralidade de

carbono até 2050.

O financiamento adicional necessário para esse

objetivo "é menos oneroso do que parece", acrescentou.

Segundo a AIE, 40% das reduções das emissões

pagam-se, por meio da eficiência energética, da luta

contra as fugas de metano ou de parques solares ou

eólicos.

A AIE disse ainda que o atual déficit de investimento

afeta não só o clima, mas também os preços

e a oferta, garantindo turbulências como as que o

mundo sofre atualmente, com as tensões sobre os

combustíveis fósseis.

Nos últimos anos, a depreciação dos preços do

petróleo e do gás limitaram o investimento no setor,

mas a transição para a energia limpa é demasiado

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lenta para satisfazer a procura, considerou a agência.

"Há um risco de turbulência crescente nos mercados

globais de energia", alertou Birol. "Não estamos

investindo o suficiente para satisfazer necessidades

futuras, e essas incertezas estão nos preparando para

um período volátil", acredita.

A forma de responder é clara: investir de forma

rápida e maciça em energia limpa para satisfazer as

necessidades, tanto a curto quanto a longo prazo,

acrescentou.

Caso contrário, o risco de volatilidade desestabilizadora

tenderá a aumentar, afirma o relatório, que

destaca a importância de uma transição acessível a

todos os cidadãos.

"Está surgindo uma nova economia energética,

com potencial para criar milhões de empregos",

projeta Fatih Birol, que apelou aos líderes que participaram

da COP26 para "fazer a sua parte, transformando

a década de 2020 na de implantação maciça

da energia descarbonizada."

Os investimentos em

projetos de energia

descarbonizada terão

que triplicar nos

próximos 10 anos para se

conseguir a neutralidade

de carbono até 2050

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

49


ARTIGO

MODELO MULTIPERÍODO

DE OTIMIZAÇÃO

PARA ALOCAÇÃO

DE FLORESTAS PARA

SUPRIMENTO ENERGÉTICO

NA SECAGEM DE GRÃOS

MOISÉS KNAUT TOKARSKI

UFPR (Universidade Federal do Paraná)

moises.knaut@ufpr.br

JOSÉ EDUARDO PÉCORA JR

UFPR (Universidade Federal do Paraná)

pecora@ufpr.br

FOTOS DIVULGAÇÃO

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

51


ARTIGO

RESUMO

O

eucalipto é matéria-prima para setores como

de móveis e celulose, porém é também um

importante insumo para energia térmica,

sendo utilizado em diversos outros segmentos

industriais. O alto preço das commodities agrícolas e

o baixo preço do eucalipto afetam a renovação de áreas

florestais. O risco de suprimento no Paraná (Brasil), faz

com que as cerealistas situadas no Estado busquem a

implantação de estratégias que garantam o fornecimento

de cavaco de eucalipto para a secagem de soja e milho. O

presente trabalho propõe um modelo matemático para

otimização de alocação de unidades florestais, reduzindo

custos de arrendamento e transporte de cavaco entre os

maciços florestais e as unidades de recebimento de grãos

em um ciclo de produção de 8 anos, considerando cortes

em florestas com idades de 5 a 8 anos. A validação do modelo

foi feita a partir do estudo de caso de uma empresa

situada nos Campos Gerais no Paraná, no qual a otimização

garantiu o fornecimento de cavaco nas 10 unidades de

recebimento de grãos e resultou na escolha de 7 entre as

14 unidades florestais disponíveis para arrendamento. O

modelo também permite a análise das políticas de negócio

da empresa, como a verificação do impacto da alteração

de área mínima para colheita, ou lote mínimo de transporte

entre um ponto de origem e um único destino.

Palavras-Chaves: Cavaco, eucalipto, alocação, otimização,

recebimento de grãos

INTRODUÇÃO

O eucalipto possui diversos usos econômicos, tanto

nos setores de movelaria, matéria prima na cadeia de papel

e celulose, quanto como insumo no processo industrial

de diversas outras atividades, como para a secagem de

grãos de soja e milho. No Paraná, segundo maior produtor

de grãos do Brasil, a oferta de eucalipto está ameaçada

nos próximos anos, por não se haver reposição do plantio

florestal no Estado. A competição de área com commodities

agrícolas, que batem recorde de preços mensalmente, o

baixo valor pago na madeira, devido a um reflexo de alto

estoque de madeira em pé observado nos anos anteriores,

somados a intensificação da verticalização de indústrias

de celulose na região, faz com que haja risco no equilíbrio

entre oferta e demanda de madeira nos próximos anos.

Estratégias de suprimento são cada vez mais imprescindíveis

para evitar desabastecimento ou exposição a preços

futuros exorbitantes de eucalipto para qualquer tipo de

uso. Se observa no mercado, bem como na literatura,

grande organização das cadeias de papel e celulose em

relação ao planejamento e otimização de processos produtivos

do eucalipto, tanto em termos de agendamento

e composição de rotas para atendimento de demanda

de indústria, como apresentado em Bórdon et al (2020),

bem como, no planejamento de transporte respeitando

restrições de sazonalidade por conta de neve e gelo em

países nórdicos, proposto por Sfeir et al (2021), e também,

52 www.REVISTABIOMAIS.com.br


O eucalipto é matéria-prima

para setores como de móveis

e celulose, porém é também

um importante insumo

para energia térmica, sendo

utilizado em diversos outros

segmentos industriais

na alocação ótima de áreas para plantio, conforme Rönnqvist,

(2003). Porém, outras atividades que não possuem

na silvicultura o principal componente do negócio, como

na comercialização de grãos, muitas vezes negligenciam

a gestão estratégica deste insumo. Na academia também

não se encontram trabalhos que foquem na otimização

de processos voltados ao abastecimento de cavaco de

eucalipto para uso energético na secagem de grãos, ou

em outros processos industriais. Este estudo propõe uma

adaptação do modelo de programação linear apresentado

em Rönnqvist (2003), a fim de garantir a alocação ótima

de unidades de produção florestal, reduzindo custos de

arrendamento e transporte de cavaco entre os pontos de

origem e as unidades de recebimento de grãos de uma

empresa paranaense que utiliza cavaco de eucalipto para

secagem de soja e milho. A metodologia de pesquisa é

classificada como modelagem axiomática normativa, segundo

Cauchik-Miguel et al (2018), por ser uma otimização

com base em um misto de dados empíricos e dados gerados

para validação do resultado. A seção seguinte descreve

o problema proposto, enquanto na terceira é apresentado

o modelo matemático. No quarto item, o modelo é testado

e validado em um estudo de caso. Por fim, a quinta seção

apresenta as conclusões do trabalho.

DESCRIÇÃO DO PROBLEMA

Segundo dados da CONAB (Companhia Nacional

de Abastecimento), existem mais de 3 mil unidades de

armazenagem de grãos no Estado do Paraná, sendo que

a maior parte delas possuem estrutura para secagem e

beneficiamento destes produtos. A capacidade estática somada

é de aproximadamente 45 milhões de t (toneladas)

(Conab,2020). Considerando as características de período

de colheita das principais culturas agrícolas do estado, soja

e milho, e da grande liquidez da comercialização, estima-se

que uma mesma unidade receba o equivalente a 1,6 vezes

sua capacidade estática por ano. Nas áreas do Estado com

predominância do cultivo do milho de segunda safra (plantado

após a colheita da soja), pode-se dizer que, em média,

as unidades recebam 70% da sua capacidade de soja, e

90% de sua capacidade de milho.

Os informes sobre custos de recebimento, secagem e

limpeza de grãos, atualizados por safra pela OCEPAR (Organização

das Cooperativas do Estado do Paraná), apontam

os coeficientes técnicos médios para secagem de soja e

milho. Segundo esse informe, cada cultura possui uma

umidade de referência média de recebimento do produto

da lavoura. Para a soja o valor de referência é 18%, já para

o milho 22%. Para armazenagem de ambos os produtos é

necessário realizar a secagem até, pelo menos, 14%.

Normalmente o corte de eucalipto para fins energéticos

ocorre entre os 5 e 8 anos de idade do maciço florestal.

Para conseguir colheita anual para atender de forma estável

a necessidade de secagem das unidades de recebimento

de grãos, o plantio deve ser escalonado em áreas distintas,

sejam essas contínuas ou não. Considerando o IMA

(Incremento Médio Anual) – do Estado do Paraná de 40 m³

(metros cúbicos) por ha/ano (hectare por ano) - APRE, 2018

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

53


ARTIGO

-, a quantidade de madeira disponível em um ha (hectare)

varia de 200 a 320 m³, de acordo com a idade do maciço.

Dados empíricos coletados com empresas que atuam no

estado apontam que ao picar um metro cúbico de eucalipto

se obtém aproximadamente 2,94 m³, que equivalem a

300 kg (quilos) de cavaco, com umidade de 35%.

Um levantamento florestal realizado pela OCEPAR em

parceria com a consultoria Innovatech em 2020 demonstra

que o transporte do cavaco é um dos principais custos

associados ao fomento desta matéria-prima nas cooperativas

paranaenses, acrescentando em média R$ 1,84 por

quilômetro e por toneladas.

O modelo possibilita a tomada de decisão estratégica

em médio prazo, não abordando a parte operacional,

como períodos de colheita, nem ordem de carregamento

de caminhões com cavaco. Para essas atividades, sugere-se

adaptação do modelo proposto por Bórdon et al (2020),

que prevê o agendamento semanal de carregamento

de caminhões para atender o consumo de madeira. O

sistema proposto no atual trabalho, considera apenas o

valor de arrendamento e o custo médio de deslocamento,

O modelo proposto atende

o objetivo de criar uma

ferramenta que possibilite a

tomada de decisão de quais

unidades florestais arrendar

não levando em conta o investimento de aquisição de

caminhões, nem custo marginal de operação de produção

de cavaco, ou seja, o valor que se gastaria para produzir

uma tonelada de cavaco a mais do que a capacidade do

conjunto de equipamentos responsáveis pela colheita e

picagem da madeira.

MODELO

Esta seção apresenta o modelo matemático de programação

linear proposto para a solução do presente problema,

divididos em 4 itens: conjuntos, parâmetros, variáveis e

o modelo em si.

Conjuntos

• O (pontos origem): o ∈ O = {1,…,N}

• D (pontos destino): d ∈ D = {1,…,N}

• A (anos): a ∈ A = {1,…,8}

Parâmetros

• Custo entre pontos de origem “o” e consumo de

cavaco “d”: Cod

• Demanda no ponto destino “d” no ano “a”: Rda

• Produção por hectare no ano “a” na origem “o”: Koa

• Custo de arrendamento por hectare ao ano: Woa

• Área total, em hectares, por origem: Ho

54 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Variáveis

• Quantidade de cavaco entre os pontos, expressa de

forma contínua: Qoda

• Alocação de colheita de área arrendada no ano, sendo

binária, com valor um quando a área “o” estiver ativa no

ano “a”. Caso contrário, valor será zero: Yoa;

• Alocação de maciço florestal arrendada no período,

sendo binária, com valor um quando a área o estiver no ciclo

completo (oito anos). Caso contrário, valor será zero: Vo;

• Área colhida por ano “a” na origem “o”, variável contínua:

Noa;

• Se a origem “o” vai entregar para destino “d” no ano

“a”, variável binária, sendo um quando ativa e zero caso

contrário: Boda.

da operação. Além disso, permite também a construção de

cenários que possibilitam a avaliação das políticas internas

das empresas, validando-as ou sugerindo mudanças para

reduzir ainda mais os custos operacionais estratégicos

desta importante atividade de fomento de biomassa para a

secagem de grãos.

Trabalhos futuros complementares podem ser realizados

em duas frentes: a primeira é a adaptação para

considerar custos não contabilizados no presente trabalho,

como o deslocamento de equipamentos de colheita e

picagem, ou até mesmo análise de viabilidade de investimento.

A segunda é a transformação do modelo para

decisões estratégicas para otimização tática operacional,

conforme apresentado por Bordón et al (2020).

CONCLUSÃO

O modelo proposto atende o objetivo de criar uma

ferramenta que possibilite a tomada de decisão de quais

unidades florestais arrendar, qual a distribuição ideal de

cavaco em relação a quantidade transportada entre as

origens e os pontos de consumo, reduzindo o custo global

A versão completa do artigo pode ser encontrada em

https://even3.blob.core.windows.net/anais/351982.pdf

DRV SUPREMA

A MARCA DA

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AGENDA

FEVEREIRO 2022

E-WORLD

Data: 8 a 10

Local: Essen (Alemanha)

Informações: www.e-world-essen.com/en/

DESTAQUE

MARÇO 2022

V CONFERÊNCIA NACIONAL DE PCHS E CGHS

Data: 24 e 25

Local: Curitiba (PR)

Informações: www.viex-americas.com/eventos/abrapch/

MARÇO 2022

UTCAL SUMMIT 2022

Data: 29 a 1º de abril

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações: www.utcamericalatina.org/novoSite/

?page_id=2072

MAIO 2022

XXI SEMINÁRIO NACIONAL DE

PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA

ELÉTRICA

Data: 15 a 18

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações: https://xxvisnptee.com.br/

JUNHO 2022

ECOENERGY

Data: 7 a 9

Local: São Paulo (SP)

Informações: https://feiraecoenergy.com.br/16/

FENASUCRO & AGROCANA

Data: 16 a 19 de agosto de 2022

Local: Sertãozinho (SP)

Informações: www.fenasucro.com.br/

pt-br.html

A Fenasucro & Agrocana, uma das maiores e

mais engajadas comunidades do setor de bioenergia

do mundo, reúne marcas e profissionais dos

principais pilares da matriz energética e de todos

os elos da cadeia produtiva de bioenergia. Durante

365 dias ao ano a marca cria experiências, apresenta

tendências, facilita networking e oferece conteúdo

técnico e profissional. Através de pesquisas periódicas

realizadas junto à comunidade, a Fenasucro

& Agrocana entende e prioriza os mais importantes

interesses de cada elo da cadeia produtiva para

oferecer conteúdo, produtos e soluções que se encaixam

melhor a cada fase do ano em suas diversas

plataformas – sejam presenciais ou digitais.

Imagem: divulgação

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VOCÊ SABE TUDO SOBRE CELULOSE E PAPEL?

DE ONDE ELES VÊM?

COMO SÃO FABRICADOS?

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OPINIÃO

Foto: divulgação

A

COP26 (Conferência do Clima), realizada em Glasgow,

na Escócia, centraliza as atenções mundiais

sobre a necessidade de controle das mudanças

climáticas, com cerca de 200 países apresentando

suas metas para redução da emissão de gases até 2030. Nesse

contexto, o aguçamento do olhar crítico internacional sobre

o Brasil tornou-se inevitável, em razão dos níveis de desmatamento

e da importância da Amazônia para o planeta.

É um bom momento para o Brasil reavaliar internamente

essa questão, discutir sua política ambiental e elaborar um

novo plano de desenvolvimento sustentável para toda a região.

A preservação da Floresta Amazônica é de absoluto interesse

para o país. Manter a floresta de pé beneficia toda a população

do planeta, enquanto a permissividade das práticas ilegais

de desmatamento trará consequências danosas à economia

brasileira, e em especial às regiões centro-oeste, sudeste e sul,

responsáveis por mais de 70% do PIB Brasil (com destaque aos

setores de energia hidráulica e agrobusiness - celeiro mundial).

Ainda do ponto de vista econômico, existe uma oportunidade

histórica a ser aproveitada: a participação nacional

relevante no mercado de crédito de carbono, mediante a

comercialização em bolsas nacionais e internacionais. O Brasil

possui potencial para, no futuro, tornar-se líder mundial na

geração e comercialização desses créditos. Mas há outras ações

necessárias. Atividades como o garimpo e a pecuária extensiva

não devem mais receber aprovação pelos órgãos do governo

no Bioma Amazônia. Está comprovado matematicamente que

o aumento de cabeças de gado por hectare é mais lucrativo

e ecologicamente mais responsável, porque poupa a floresta.

A preservação, portanto, é necessária não apenas por razões

climáticas, mas também por questões econômicas. E reunimos

todas as condições para implantar uma nova ordem econômica

para a Amazônia, substituindo o irresponsável e criminoso

desmatamento pelo modelo de árvore em pé.

A discussão, entretanto, precisa ser ampliada. A preservação

FLORESTA EM PÉ, SOLUÇÃO

PARA O BRASIL EM UM

NOVO PERFIL JURÍDICO

da Floresta Amazônia deve se dar não por meio da imposição

estrangeira, mas como fruto da conscientização nacional. Porém,

dado que os benefícios da conservação da floresta são de

extensão mundial, é justo que os custos desse esforço preservacionista

sejam compartilhados por todos os países. Até agora,

essa luta se deu a custo zero para o mundo, mas com sacrifício

altíssimo da população amazônica. Esse quadro não é mais

aceitável. A renúncia econômica dos amazônidas é infinitamente

maior do que a grande maioria dos brasileiros conhece ou

imagina.

A complexidade da questão exige que organismos multilaterais

sejam acionados para desenvolver estudos, observados

pragmatismo e vigência. Tudo isso sem ideologias ou indicação

de vencedores e vencidos. Se o resultado for positivo, como se

espera, toda a humanidade será a vencedora.

O que propomos é discutir tudo relativo à Floresta Tropical,

incluindo as terras indígenas (um milhão de km² na Amazônia)

e os rios voadores, como imposição de respeito à ecologia

humana, à melhoria de qualidade de vida dos 18 milhões de

brasileiros que habitam a região e têm necessidades mínimas a

serem satisfeitas.

Em outra frente, o modelo de Zona Franca de Manaus reclama

reavaliação e implementação de correções a fim de agregar

valores econômicos, após três décadas convivendo com a

habitual má vontade do governo federal enquanto é criticado

pela única renúncia fiscal aquinhoada pela nossa Constituição.

A verdade, muito ao contrário do que está dito acima, é que a

ZFM é uma grande âncora ambiental, certamente a melhor, e

talvez única, ação do governo federal, mesmo que involuntária.

É possível preservar e garantir resultados econômicos com

um desenvolvimento ecologicamente correto e socialmente

justo. Um novo perfil jurídico no país é necessário com reformas,

não necessariamente constitucionais para implantá-lo,

que viabilizariam tornar essa riqueza nacional uma fantástica

fonte de divisas para o país.

Por Ives Gandra da Silva Martins - Presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomércio e professor emérito da

Universidade Mackenzie, das ECEME (Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército) e ESG (Superior de Guerra)

e Samuel Hanan - Engenheiro, com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças,

empresário e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002)

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