Views
4 years ago

Gênero, Corpo e Diversidade Sexual (Sexualidades) ST.51 Marli de ...

Gênero, Corpo e Diversidade Sexual (Sexualidades) ST.51 Marli de ...

nesta relação, o fator

nesta relação, o fator econômico v . Assim, a maioria dos casos registra, na condição de presos: marido/esposa, companheiro/companheira. Essa particularidade permite que as mulheres presas no EPFSL dirijam-se aos presídios masculinos (Baldomero Cavalcante, São Leonardo) vi para realizar a visita íntima. Esse deslocamento implica, então, em uma relação de forças entre as próprias detentas e entre as detentas e a instituição penal. Destarte, a locomoção das mulheres para os presídios masculinos é possível, graças a localização geográfica do complexo prisional permitir esta flexibilidade vii . Para realizar as entrevistas com as reeducandas dotamos o questionário, constituído por duas partes. A primeira, com dados pessoais e profissionais, tendo em vista a necessidade de conhecer o perfil social, econômico e cultural de nossas entrevistadas. A segunda, contendo as questões abertas sobre o tema em estudo, uma vez que nossas pretensões visaram, desde o início de nosso projeto, conhecer a forma como a visita intíma era concebida por aqueles (as) que estão envolvidos diretamente nesse cotidiano carcerário, pela própria condição do sistema penitenciário. Assim, elaboramos algumas questões sobre direitos e deveres enquanto pessoa reclusa, conhecimento sobre a LEP; cidadania; direitos da mulher; visita familiar e visita íntima. Foram entrevistadas 10 (dez) mulheres que realizam ou não visita intima, das quais todas expuseram suas opiniões, concepções, pensamentos e sugestões sobre as questões que direta ou indiretamente estão vinculadas ao direito da visita íntima. Das dez reeducandas entrevistadas sete afirmaram não conhecer a LEP, duas afirmam conhecer e um afirmou conhecer e expressou o desejo de ter uma cópia da Lei de Execuções Penais. Sobre o conceito ou significado de cidadania 4 afirmaram não sabem ou não entendem o significada de cidadania, 1 afirma que é ter acesso a trabalho e a saúde dentro do contexto prisional, 1 afirma que cidadania é ter acesso a direção do presídio, mais espaço físico internamente e acesso a saúde, 1 afirma que cidadania e sinônimo de honestidade e trabalho é ser uma pessoa que não rouba , não mata e tem harmonia familiar, 1 afirma não saber o que cidadania ,mas sabe que tem direitos dentro do presídio como orientação, advogado e acesso a telefonemas, 1 afirma que é cumprir deveres e ter direitos respeitados dentro e fora do presídio e 1 não sabe responder. Quanto aos direitos das mulheres apenas 3 responderam compreender os direitos das mulheres. Assim, 1 respondeu que é direito a ter uma orientação sexual e ser respeitada, pois gostaria de receber a visita de sua companheira e não permitido assim, mantém um relacionamento heterossexual , 1 respondeu que os direitos da mulheres são cuidar da casa , do marido e dos filhos e 1 que ter acesso a trabalho e autonomia, as demais conseguem não identificar o que seria direitos das mulheres , pois acreditam que têm seus direitos respeitados.

A respeito da visita intima das 10 entrevistadas apenas duas não recebem ou realizam visitas íntimas, mas acreditam que é um direito da mulher presa que deve ser cumprido da mesma forma que nos presídios masculinos “não é um direito só dos homens, as mulheres também precisam” (sic). Das oito mulheres que realizam ou recebem visita intima, apenas um diz não utilizar métodos contraceptivos e preservativos. O uso dos métodos contraceptivos e preservativos significa não apenas a proteção contra DST/HIV/AIDs, mas segundo o relato de uma das entrevistadas o presídio não é lugar para a maternidade “O presídio não é lugar para ter um filho. Mulher com filho aqui sofre mais”. A única entrevistada que não utiliza preservativo ou contraceptivo afirma que não o faz por que mantém relações sexuais apenas com o esposo que também está preso. As falas das entrevistadas refletem primeiramente sua inserção social nas classes subalternas, excluída, reflete o modelo excludente da sociedade capitalista numa comprovação de que a população carcerária seja feminina ou masculina é composta pelas camadas menos favorecida da sociedade; em segundo lugar analisa-se uma perspectiva ou conceito de cidadania vinculada a categoria trabalho no sentido de reprodução social que possibilite a sobrevivência e a valores não na efetividade de direitos. Nesse sentido, direito para o conjunto das entrevistadas, resume-se ao atendimento básico de suas necessidades como, orientação, comunicação (telefone) e advogado; Nesse sentido, direito para o conjunto das entrevistadas, resume-se ao atendimento básico de suas necessidades como, orientação, comunicação (telefone) e advogado o que no contexto prisional é fundamental. A visita intima ocorre com inúmeras dificuldades, como a falta de privacidade- acontece um espaço “denominado como quieto”, ou seja, uma única sala dividida por lençóis, onde casais ficam e procuram não fazer barulho , justificando a gíria utilizada e indo de encontro ao Art. 116 da Regulamentação do Sistema Penitenciário que assegura a privacidade e inviolabilidade da intimidade.. A maioria das mulheres realiza a visita aos seus companheiros ou maridos nos presídios masculinos e percebem a vista não direcionada apenas a sexo, mas de acordo com a fala das próprias mulheres entrevistadas como momento de afeto; ou afirmando que sem a visita ficaria louca. Algumas afirmam que “a gente volta mais alegre” ou “se pudesse viveria com ele na prisão” numa clara demonstração que a visita intima envolve questões de direitos, afetivas e de escolhas. Considerações Finais Atualmente, na sociedade prisional, onde a criminalidade é um fenômeno sócio-político, são assegurados os direitos com a assistência cuja finalidade é a reintegração social (assistência material, educacional, à saúde, jurídica, social e religiosa). Mesmo tendo respaldo da LEP, os problemas enfrentados pela população carcerária são inúmeros, desde a superpopulação nos

Gênero e sexualidade nas práticas escolares. ST ... - Fazendo Gênero
ZUCCO, L.P. Diversidade sexual e gênero na escola
Gênero e sexualidade nas práticas escolares ST ... - Fazendo Gênero
Gênero e Diversidade Sexual na Escola - Portal do Professor ...
Corpo, gênero e sexualidade em travestis de ... - Fazendo Gênero
“Corpo, Gênero e Sexualidade: reflexões para o ... - serex 2012
Gênero e Diversidade Sexual na Escola - Portal do Professor
- 1 - ST 49 – A Construção dos Corpos: Violência ... - Fazendo Gênero
1 Gênero e Religião ST. 24 Joice Meire ... - Fazendo Gênero
1 Corpos Discursivos: Gênero na Literatura e na Mídia ST. 04 ...
Corpo, Violência e Poder - Fazendo Gênero - UFSC
Gênero na Literatura e na Mídia. ST. 4 ... - Fazendo Gênero
Práticas corporais e esportivas. ST 21 Silvana ... - Fazendo Gênero
Fazendo Gênero 8 Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder ...
1 História, gênero e trajetórias biográficas. ST 42 Rosane Schmitz ...
o corpo feminino reconfigurado: velhice e sexualidade no ... - TEL
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis ... - UFSC
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Entre a casa e a ...
Corpo, Violência e Poder - Fazendo Gênero 10 - UFSC
Corpo, Violência e Poder - Fazendo Gênero - UFSC
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...
Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...