Revista Empresários - Julho Agosto 2018

avarehospedagem

Conheça a Revista

Nasceu em 2015 com o objetivo de realizar

a troca de informações para o público

empresarial voltada a incentivar o

empreendedorismo através da troca de

experiências para que eles possam obter

destaque no mundo empresarial sendo

composta por uma equipe de colaboradores

dos mais diversos seguimentos

empresariais com experiências comprovadas

no Brasil e exterior.

Circulação.

Enviada via banco de dados compostos

de aproximadamente 50 mil e-mails validos

para empresários, empreendedores

dos mais diversos seguimentos no Brasil

e Exterior.

Proposta da Revista Empresários:

É oferecer a todos os setores um espaço

editorial de qualidade, agregando mais

um valor, o da informação, às empresas.

Com isso, temos a certeza que estamos

colaborando com o desenvolvimento

das empresas e de seus colaboradores.

O conteúdo elaborado atende tanto as

demandas dos empreendedores – sejam

pequenos, médios ou grandes – quanto

daqueles que buscam sua inserção no

mundo dos negócios.

Matérias Informativas sobre:

Comportamento, Moda, Cultura Empresarial,

Planejamento Estratégico, Artigos

Empresariais, Eventos, Economia, Cidades

e Viagens, Networking, Empreendedorismo

dentre outros assuntos que pretende

mudar o olhar do empresário para

obter sucesso no mundo empresarial.

Perfil do Publico

Tem um público exigente e qualificado,

sendo que 42% de seus leitores são

empresários ligados às atividades de

comércio exterior e logística; 27% são

industriais ou empresários atuantes em

entidades ligadas à indústria; 16% são

trabalhadores ligados às diversas áreas

do setor portuário e 13% são professores

e estudantes universitários. Trata-

-se de um público ligado às classes A e

B, sendo 82% com nível superior completo

ou pós-graduação.

Website

O website www.revistaempresarios.

net tem atualização diária. A média

de visitantes é 9,4 mil internautas/dia,

sendo que 41% desse público são formados

por profissionais ligados ao comércio

Brasil/ Internacional, logística

e transportes; 29% são empresários ,

empreendedores e industriais e 19%

são professores e estudantes universitários.

Mercado

O mercado da Revista Empresários é

formado por CEO´s e profissionais

ligados ao comércio internacional,

portuários, atividade industrial, professores

e universitários, órgãos governamentais,

empresas de transportes

dos modais aéreo, marítimo e terrestre

e associações empresariais, RH , TI

dentre outros.

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FALTA DE ÉTICA PPP, MANTÊM A “CONTINUIDADE” DO BRASIL NO

RALO POR: MAURÍCIO RONCATO PIAZZA – EXECUTIVO DE GRC COM

20 ANOS DE ATUAÇÃO EM MERCADO REGULADO. ALIMENTOS,

QUÍMICA FINA E FARMACÊUTICA.

básicas do país, estratégias, negociações e acordos

sem efeitos. Preparei uma matriz modelo

de plano de continuidade de negócios e gerenciamento

de crise apenas com alguns elementos

para exemplificar com mais clareza o cenário

que tratamos em gestão de riscos.

“Ou você tem uma estratégia própria,

ou então é parte da estratégia de alguém.” (Alvin

Toffler)

Abro o artigo com a frase do célebre futurista

estadunidense, Alvin Toffler, com muito

sentido ao caos instalado em meio à greve,

ou boicote, ou manifestação que assolam o país

exatamente neste momento. “Ou você tem uma

estratégia própria, ou então é parte da estratégia

de alguém”, impressionante, tão simples e

direta, que com seu poder de síntese resume

com profundidade o que vem acontecendo.

Vejamos alguns impactos gerados até o momento:

• 300mi de litros de leite jogados fora (viva lácteos)

• 70mi de aves mortas (ABPA)

• 20mi de suínos ameaçados (ABPA)

• Prejuízo diário do comercio de SP e RJ R$

2.8bi (Fecomércio SP e RJ)

• 45% da indústria nacional sem produção

(CNI)

• Falta de sangue, medicamentos, insumos básicos,

alimentos, etc.

Ainda quero expor os aumentos abusivos de

produtos básicos, a grande circulação de notícias

falsas e correntes negativas gerando o caos

entre a população, os cibercriminosos gerando

aplicativos maliciosos com a intensão de

roubar dados do cidadão desesperado. Imaginem

um litro de gasolina a R$ 10, um saco de

batatas de R$ 80 beirando os R$ 400, vans de

transporte de trabalhadores cobrando até R$

30 por uma corrida, pessoas fazendo estoques

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como se fossemos enfrentar uma guerra nuclear,

agressões no comércio, entre tantos outros

absurdos que acompanhamos diariamente na

imprensa em geral.

Como especialista em gestão de riscos corporativos

e profissional do compliance, não posso

deixar de observar de maneira holística o que

vem ocorrendo em termos éticos, de transparência

e respeito às leis.

Tenho repetido em palestras e aulas que antes

do indivíduo ser político, empresário, autônomo,

militar, comerciante, etc., ele é brasileiro,

então, em algum momento o perfil bastante se

assemelha. O oportunismo geral que acontece

é prova disso, não generalizo, mas há fortes

indícios de interesses particulares claramente

definidos em diversas frentes pelo Brasil.

Quando me refiro à falta de ética PPP, considero

que parte dos responsáveis pelos problemas

tem relação aos setores, Público, Privado e Pessoas,

cada um com sua proporção.

Existe uma vertente extraordinariamente gigante

de culpabilidade no Brasil, se culpa a

imprensa, o governo, os executivos, as multinacionais,

o sistema político-econômico entre

outros, mas, infelizmente poucas pessoas

deixam de adotar o “jeitinho brasileiro”, para

resolver seus problemas cotidianos. Para este

quesito não existe gestão de riscos, compliance

ou fórmulas que tragam resultados satisfatórios.

O Brasil praticamente parou, foram montados

comitês de crises para garantir a continuidade

do funcionamento das cidades e das operações

Como podem notar antes da ocorrência

da greve o governo recebeu avisos das associações,

as entidades e organizações sabiam

das estratégias, não houve gerenciamento de

riscos, inclusive o efeito foi tão devastador que

as lideranças perderam o controle da situação

em algum momento, as pautas eram conhecidas

de todos há tempos, aqui tivemos um envolvimento

público e privado emperrando a

antecipação de iminente crise, eles não podem

alegar qualquer desconhecimento ou surpresa

em relação aos fatos.

Já observando o após crise, onde o impacto já

deveria ser conhecido e calculado, de forma a

estabelecer um prazo limite e aceitável para o

desabastecimento e gerenciamento dos fatores,

ainda continua a miopia pública e privada

frente aos acontecimentos, demora e enfraquecimento

político do governo permitiram dúvidas,

ameaças e mais exigências por parte dos

grevistas.

Entra um terceiro elemento neste ponto, as

pessoas, então cria-se o caos e o desespero, filas

em postos de combustíveis, corridas aos mercados,

nervos a flor da pele e alguns saques,

abrindo espaço aos oportunistas, aproveitadores,

circulação de fake news e demais criminosos

em geral.

Aqui fiz apenas um pequeno exercício para

elucidar como deve ser tratada a questão de

gerenciamento de crises e continuidade dos

negócios, pois, se fosse estudar profundamente

este episódio, dezenas de cenários e atores

deveriam ser incorporados a partir de análises

de riscos, descobertas, indícios, investigações e

etc.

Por fim, podemos entender que as ações pouco

funcionaram frente à grandiosidade do problema,

faltou critério de observação e avaliação

aos sinais claros do rumo das necessidades

que estavam em proposição. Importante para


Saiba mais sobre GCN:

conhecimento de todos que isso pode voltar a

ocorrer a qualquer momento, inclusive nas organizações,

que devem sempre ter um mínimo

de preparação em relação à gestão de riscos e

garantias de continuidade dos seus principais

processos ou atividades. Gestão da continuidade

dos negócios, se antecipe, não seja pego de

surpresa, torne-se perene frente suas necessidades.

https://www.linkedin.com/pulse/gest%-

C3%A3o-da-continuidade-de-neg%C3%B-

3cios-um-ato-antecipa%C3%A7%C3%A3o-

-maur%C3%ADcio/

Maurício Roncato Piazza – Executivo de GRC

com 20 anos de atuação em mercado regulado.

Alimentos, química fina e farmacêutica.

MBA – MASTER IN BUSINESS ADMINIS-

TRATION em Gestão de Riscos Corporativos

pela FAPI – FACULDADE DE ADMNISTRA-

ÇÃO DE SÃO PAULO BRASILIANO & AS-

SOCIADOS. Especialista em GCN Gestão da

Continuidade de Negócios pela Brasiliano &

Associados – FAPI. PERITO JUDICIAL TRA-

BALHISTA, Especialista em LEAN MANU-

FACTURING. Palestrante da Next Business

Media – CorpRisk e CorpBusiness, edições

de riscos e compliance, nas áreas de GRC,

Fraudes e BCP (Business Continuity Plan) e

AMCHAM – Câmara Americana de Comércio.

Autor e colaborador do site “Monitor das

Fraudes” http://www.fraudes.org.

Graduado em Ciências Contábeis. Aborda a

Gestão de Riscos e Compliance, Auditoria Interna,

Ouvidoria e Investigações.

Atua no combate a fraudes, corrupção e desvios

de informações. Na contabilidade atuou

durante 17 anos na área tributária, desenvolvendo-se

em planejamento tributário nos ramos

de comércio, indústria e serviços.

Possui profundo conhecimento em implantação

de sistemas integrados (SAP, Microsiga,

RM), no que tange as áreas tributárias e de finanças.

Autor de diversos artigos e da Teoria

da Estrela da Fraude.

Professor de Pós Graduação nas instituições

FESP (Faculdade de Engenharia de São Paulo/

Brasiliano e Associados) e FIA (Fundação Instituto

de Administração) e palestrante abordando

assuntos relacionados a Riscos Corporativos,

Fraudes, Investigações, Compliance,

Código de Conduta, Ética Empresarial e Canais

de Denúncias.

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SUA EMPRESA ESTÁ PRONTA PARA A JORNADA DE DADOS?

POR – FELIPE STUTZ É DIRETOR DE SOLUÇÕES PARA AMÉRICA LATINA

DA ORANGE BUSINESS SERVICES.

Armazenamento e processamento – os dados

devem ser encaminhados para locais que permitam

processamento, utilizando plataformas

privadas ou serviços de infraestrutura, como

nuvem, por exemplo. Até aqui, uma estratégia

integrada de transporte e proteção de dados é

fundamental.

Análise dos dados – quando todos os estágios

citados acima foram feitos de maneira correta,

parte-se para a análise, que é fundamental para

o negócio. Aqui começam as aplicações de ciência

de dados, big data, inteligência artificial

e soluções digitais, que extraem informação e

insights estratégicos do dado – que antes era

bruto e descontextualizado – e trazem maior

inteligência e novas aplicações para suportar

diferentes áreas do negócio.

Compartilhamento – por fim, as equipes devem

trabalhar de forma colaborativa para encontrar

soluções holísticas, a partir da análise

das informações. Garantir que a comunicação

com clientes e times internos ocorra de maneira

contínua e colaborativa, e façam uso dos dados

para desenvolver novos projetos e iniciativas

é o resultado que se espera.

Nos últimos anos, o número de dispositivos

conectados cresceu exponencialmente

e a tendência é que aumente ainda mais: a

BI Intelligence, setor de pesquisa da Business

Insider, estima que serão 34 bilhões deles até

2020. Se unirmos a essa informação o fato de

que aplicações na nuvem, virtualização de serviços,

digitalização de processos, entre outras

tecnologias, também desbravam caminhos em

diferentes mercados, fica mais fácil entender

o segundo estágio da transformação digital: a

jornada de dados.

A primeira fase da transformação digital tem

como foco a massificação da comunicação

digital, o aumento da mobilidade e o uso de

novas tecnologias para ganhos de eficiência e

produtividade. Esses novos ambientes acabam

gerando muitos dados, no entanto, boa parte

das empresas ainda não utilizam o valor dessas

informações, mas tendência é que esse cenário

mude: o Gartner aponta que 60% das empresas

vão explorar novos modelos econômicos até

2020; modelos que talvez ainda não existam,

mas que surgirão a partir dos dados.

Além disso, estima-se também que, em 2020,

o universo digital chegará a 40 trilhões de gigabytes,

ou seja, serão de 5,2 mil gigabytes de

dados para cada pessoa no mundo todo, de

acordo com a IDC.

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Nesse contexto, é necessário garantir que o

fluxo dos dados ocorra de maneira estruturada

para que as informações passem a ser ainda

mais relevantes para tomar decisões, maximizar

vendas e melhorar a experiência do cliente.

O primeiro passo, então, é entender a jornada

de dados, que é dividida em seis fases:

Coleta – é o momento de recolher os dados

dentro da infraestrutura, que pode ser composta

por sistemas, dispositivos de IoT, nuvem

e uma série de outras fontes de informação.

Transporte – é feito por soluções de conectividade

entre os usuários ou dispositivos e

aplicações, utilizando a diversidade de meios

existentes, como LAN, WLAN, 4G/5G, rede

privada, internet, satélite e outros.

Proteção – o transporte dos dados precisa ser

feito de maneira segura pelos diferentes caminhos

e destinos – internet, nuvem, de um

ambiente público para privado, etc – o que

demanda um forte e diverso aparato de segurança

da informação e mitigação de riscos,

adequado a cada ambiente no qual o dado está

momentaneamente.

A segurança também precisa ser escalável para

milhares de pontos de conectividade, já que a

mobilidade dos usuários expande ou elimina

os limites da infraestrutura.

As empresas ainda estão em processo de amadurecimento

dessa visão integrada da jornada

de dados, muitas vezes, ainda focadas na otimização

de um ou dois desses estágios – ritmo

comum em um processo de aculturamento e

ganho de maturidade.

Mas, invariavelmente, o futuro digital vai requerer

proficiência e um planejamento estratégico

para integrar todos esses estágios. A jornada

é longa. Mas não há como olhar para trás.

Felipe Stutz é diretor de soluções para América

Latina da Orange Business Services.


OS PERIGOS DO EFEITO MANADA NO COMPORTAMENTO COLETIVO

POR: ADRIANO SIMÕES – TRABALHA COM GESTÃO DE LIDERANÇA E

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE EM EQUIPE.

para onde eles querem, independentemente se

aquilo fará bem ou mal aos envolvidos.

Quanto mais sensacionalista for a notícia, mais

atrairá pessoas, e quanto mais os indivíduos

observam que outros estão indo neste caminho,

curtindo, comentando e compartilhando

a informação, maior será a tendência de outros

irem também, chegando ao ponto de se

formar uma multidão com a mesma linha de

pensamento e opinião sobre um determinado

assunto, praticando todos as mesmas atitudes

sem questionar certo ou errado. A manada

segue seu fluxo sem refletir sobre aquilo, apenas

fazendo porque todo mundo está fazendo

também. Essa técnica, infelizmente, é usada

rotineiramente para denegrir ou enaltecer a

imagem de pessoas, consolidar ou destruir

uma marca, e, principalmente, para influenciar

uma disputa eleitoral, direcionando a opinião

pública para algum ponto de vista e candidato.

E por que isso é importante para sua equipe? Já

dizia o filósofo Friedrich Nietzsche: “A loucura

é uma exceção nos indivíduos, mas a regra nos

grupos”.

Vivemos inseridos nesse contexto e, diante disso,

ninguém está imune a este tipo de mau uso

da Força da Sincronização.

Você já percebeu o nível de semelhança nas

atitudes de pessoas que trabalham juntas

há muito tempo? Reparou que elas tendem a

estabelecer a mesma velocidade, ritmo e um

padrão de concordância comportamental que

aproximam as decisões, condutas e produtividades?

Essa ação se chama sincronia, uma

tendência de todos os indivíduos de vibrar na

mesma frequência, adaptando-se ao ambiente

ao seu redor.

Segundo estudos do matemático Steven Strogatz

da Universidade de Cornell, nos EUA, isso

ocorre devido à Força da Sincronização, uma

propensão à organização espontânea presente

no Universo e em todos nós. Ela é definida,

simplificadamente, como uma inclinação para

a harmonização das ações de forma coletiva,

algo que todos desenvolvem ao se agruparem

com outros indivíduos. O fenômeno é observado

quando todos começam a praticar uma

mesma ação, num mesmo sentido.

Todavia, como já falei em outra publicação da

Revista Gestão RH (Ed. 132 – 2017), essa condição

em grupos pode se apresentar de duas

formas:

1 – Mente de Colmeia

A mais produtiva, e ótima para a formação e

manutenção de uma grande equipe, é conhecida

como Mente de Colmeia, pela qual o resultado

coletivo é a soma consciente dos resultados

individuais. Por exemplo: o movimento

de “OLA” que é praticado com o erguimento e

extensão dos braços de muitos envolvidos de

forma lúcida e sincronizada, gerando um tipo

visual de onda dentro de um estádio de futebol;

2 – Efeito Manda

A menos produtiva, caótica e deletéria para

qualquer conjunto de indivíduos é chamada de

sincronização via Efeito Manada, que ocorre

quando se começa a fazer o que outros estão fazendo

sem se refletir se aquele comportamento

será bom para o resultado final do grupo.

É o caso de pessoas aglomeradas numa multidão,

onde todos começam a querer se deslocar

abruptamente numa mesma direção, sem

se preocupar com os outros ao redor; assim,

a massa é levada sem controle, e esse tumulto

pode causar graves acidentes, como fortes empurrões,

esmagamentos e até pisoteamentos se

alguém sofrer uma queda.

Fake News

Atualmente uma das maiores ferramentas que

tem sido utilizadas nas redes sociais de forma

capciosa e perigosa é a ativação do Efeito

Manada (EM) através da elaboração de “Fake

News”. Para isso, pessoas publicam notícias

falsas com o intuito de viralizar o conteúdo,

agrupando a manada, o público, e assim direcionando

a opinião do coletivo, o rebanho,

A manada segue seu fluxo sem refletir sobre

aquilo, apenas fazendo porque todo mundo

está fazendo também. Essa técnica, infelizmente,

é usada rotineiramente para denegrir

ou enaltecer a imagem de pessoas, consolidar

ou destruir uma marca, e, principalmente, para

influenciar uma disputa ele

Conjuntos de pessoas no trabalho podem se

tornar uma boa equipe ou um mau grupo. E

a próxima vítima pode ser sua empresa, sua

equipe ou até mesmo você.

Para evitar isso, proponho a reflexão de alguns

exemplos de EM no nosso dia a dia.

Exemplo 1

“Poxa, eu não vou ficar perdendo meu tempo

arrumando isso aqui, sendo que ninguém arruma”

Exemplo 2

Quando você se atrasa um pouco, alguém vem

te cobrar e você logo retruca: “Caramba, um

monte de gente se atrasa e ninguém fala nada,

mas quando é comigo…”

Exemplo 3

“Aqui cada um só pensa no seu, ninguém se

preocupa comigo, então a partir de agora vou

ser assim também, não vou me preocupar com

mais ninguém”

Já aconteceu isso com você? Reconheceu outras

pessoas ou se viu nos exemplos?

Esse tipo de pensamento não é privilégio ex-

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clusivo seu. Quem faz isso não é a pessoa mais

egoísta e individualista do mundo, simplesmente

está seguindo o coletivo, entrando em

EM. Pensar daquela forma faz sentido em alguns

momentos porque quando olha para o

lado, você observa todos tendo a mesma atitude,

e se torna lógico fazer igual. Mas isso, a

longo prazo, vai se tornar um grave problema

na equipe, podendo ocasionar atrito entre os

membros e diminuição da produtividade.

E se você não tomar cuidado vai começar a trabalhar

errado também! Começará a não arrumar

a mesa porque ninguém arruma, chegar

um pouquinho atrasado porque todo mundo

chega, e parar de ajudar os outros porque ninguém

te ajuda.

Sabe aquela clássica frase: “faz o seu e não se

preocupa com os outros”? É vibração total em

Efeito Manada. Se todos começarem a fazer

isso, o que vai acontecer? Se todos fizerem só o

seu e não se preocuparem com o trabalho dos

outros integrantes da equipe, qual é a chance

de isso dar certo no final? Cuidado para não

cair nessa armadilha.

Existem diversos fatores que podem desencadear

o EM no seu trabalho. Vou citar quatro:

1- Falta de clareza na elaboração da meta:

Quanto menos detalhada for a informação,

quanto maior a falta de planejamento, gerenciamento

e descrição das tarefas, maior a chance

de as pessoas não saberem como conquistar

a meta proposta. Isto pode causar um EM de

paralisia coletiva, na qual ninguém tomará

nenhuma atitude por não existir protocolo definido

para determinadas situações. Ou, pior

ainda, alguém pode ter uma interpretação errônea

do objetivo a ser atingido, e todos começarem

a seguir esse caminho até o ponto que

levará a um abismo sem retorno. Exemplos de

frases típicas desta condição:

“Eu não sabia”, “Ninguém me falou que era assim”,

“Não foi do jeito que me passaram”.

2 – Falta de independência profissional

Quanto mais engessado o sistema, menor a

possibilidade de postura flexível dos colaboradores.

Em alguns setores das empresas, por exemplo,

os funcionários são separados em blocos operacionais

com as funções seguindo uma forte

rotina preestabelecida e a possibilidade de ascensão

restrita.

Isso cerceia no indivíduo a capacidade de criar

novas estratégias de trabalho que beneficiem

a todos, pois ele se enxerga muito limitado.

Nesta condição de falta de flexibilidade profissional,

não demora muito para ativar o EM no

grupo e todos estarem agindo da mesma forma

e se tornando cada vez mais inflexíveis. Exemplos

de frases típicas desta condição:

“Esse trabalho não vai mais dar tempo hoje”,

“Este serviço não sou eu que faço”, “Não posso

te dar certeza se vou conseguir porque não depende

só de mim”.

3 – Falta de diversidade de perfis

Por mais que a filosofia da empresa, missão,

visão e valores já estejam pré-definidas e bem

estabelecidas, a ausência de perfis psicológicos

diferentes e complementares entre indivíduos

da mesma equipe pode fechar o leque de possibilidades,

limitando a criatividade e melhoria

das atividades com poucas formas de análise

de necessidades. Se todos tiverem o mesmo

perfil de afinidades, num curto espaço de tempo

iniciam a sincronização via EM e começam

a ter as mesmas opiniões e atitudes para tudo,

independente da área de atuação, o que pode

causar um grande desequilíbrio na empresa,

inflando demais alguns setores e deixando outros

abandonados. Exemplos de frases típicas

desta condição:

“Não me sinto bem fazendo isso”, “Qual é a

necessidade de termos este setor na empresa?”,

“Vamos deixar este departamento para depois”.

4 – Falta de segurança

Essa é a principal causa de EM na minha opinião.

Uma pessoa insegura, desconfortável

dentro de um grupo, dispara dentro de si o

instinto mais primário de todo ser vivo: a sobrevivência.

E para se proteger dos perigos decorrentes

da falta de confiança ao seu redor, ela

começa a se defender escondendo seus erros e

criando um clima de insatisfação no ambiente

que acaba sendo disseminado entre os outros

membros da equipe; quando se dá conta, todos

estão agindo dessa mesma forma, se autoprotegendo

sem se preocupar com o resultado final,

e assim o EM impera e a produtividade despenca.

Exemplos de frases típicas desta condição:

“Não fui eu!”, “A culpa é sua”, “Isso não vai

ficar assim”.

Por mais que a sincronização via Efeito Manada

por muitas vezes pareça um caminho plausível

para se conquistar um bom resultado, por

ser de fácil assimilação e estar ancorado no argumento

de que todos fazem assim também,

seu uso contínuo pode ser extremamente deletério

em todos os segmentos da vida.

E o primeiro passo para evitá-lo é saber que

existe e como funciona. Desta maneira, quando

você se enxergar nesse caminho, irá perceber

o quão aquilo pode ser prejudicial e buscará

enxergar uma saída para você e sua equipe.

Adriano Simões trabalha com Gestão

de Liderança e Aumento da Produtividade

em Equipe.

É escritor e parceiro da Revista Gestão RH e

Blog Quero Mais Tempo de Christian Barbosa,

possui formação em programação neurolinguística

e coaching, dedicando-se aos estudos

na área de Comportamento Coletivo sendo

especialista em Inteligência Coletiva, analisando

padrões e direcionando o perfil dos colaboradores

e líderes para trabalharem melhor

em EQUIPE dentro das necessidades de cada

empresa.

Autor do Livro: Como Construir Seus Sonhos,

também contribui na área da Educação com

um projeto de Mentoria Profissional para adolescentes

deficientes visuais.

visite: www.adrianosimoes.com.br

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BOM MOMENTO PARA O FOODSERVICE NO BRASIL POR: FERNANDO

CARDOSO, HEAD DE FOODSERVICE DA AGR CONSULTORES

Este mercado tem poucas alternativas com

custos vs benefícios adequados para a frequência

de entrega e outros requerimentos básicos

como amplitude e disponibilidade do mix de

categorias, rastreabilidade e conformidade de

refrigeração.

A necessidade é de distribuidores que possam

agregar valor para seus clientes como apoio

para gestão da demanda, mix de produtos fracionados

e serviços de abastecimento.

A entrega cega, suprimento sem conferência

pelo cliente, é realidade em vários países, mas

por aqui ainda não é uma opção considerada.

A expansão da adoção do ecommerce/B2B deverá

agilizar o ciclo dos pedidos e contribuir

para o aumento da eficiência da cadeia de suprimentos.

Outra área de oportunidade na distribuição de

Foodservice é o processamento para agregar

valor a produtos que podem racionalizar operações

e diminuir perdas para os clientes.

Frutas, legumes, verduras, proteínas e outras

categorias podem ser pré-elaboradas ou processadas

em distribuidores especializados.

Poderá haver um incremento no custo do produto,

porem quando executado com eficiência

é compensado por produtividade nos operadores

de restaurantes.

Os benefícios tangíveis são a redução de perdas,

gastos com mão de obra, espaço, utilidades

e tempo de preparo no ponto de venda.

Estamos observando grande movimentação

nos diferentes níveis da cadeia de valor do

Foodservice.

Na ponta, o setor de restaurantes e demais

conceitos de alimentação fora do lar começa

a dar sinais do início de recuperação após um

ciclo de baixo crescimento real (descontando

a inflação) durante 2015 e 2016 e superando

R$200 bilhões em 2017.

Apesar de lento e gradual, operadores de restaurantes

reportam aumento no número de

transações e incremento do ticket médio.

A crise econômica freou o crescimento expressivo

e consistente do setor de alimentação fora

do lar que em 2002 representava 22% do total

de gastos dos consumidores e atingiu 34% em

2014. Estamos estagnados neste patamar. Nos

EUA, o consumo de alimentos fora do lar representou

50% em 2017.

As expectativas são de recuperação e crescimento

consistente da participação da alimentação

fora do lar, impulsionando desta forma

toda a cadeia do Foodservice. A projeção de

crescimento médio anual dos próximos 3 anos

para o mercado de Foodservice é de 5,8% (fonte:

IFB – Instituto Brasileiro de Foodservice),

atingindo R$258 bilhões em 2020.

A recuperação oferece oportunidades que já

estão apresentando as tendências de mudanças

no setor. Entre elas, o aumento de participação

das redes de restaurantes em relação aos

operadores independentes, que hoje representam

em torno de 90% do mercado.

Durante a crise as redes de restaurantes aumentaram

sua participação no mercado e sem

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dúvidas estarão crescendo com maior agressividade

durante esta fase de recuperação.

Entre os principais mercados globais, o Brasil

se destaca pela diluição de operadores.

A tendência de concentração é inevitável gerando

maior escala e eficiência no setor. Os

operadores independentes manterão a maior

fatia do mercado, mas terão que encontrar diferenciais

para enfrentar a competitividade das

redes.

O elo de logística e distribuição talvez seja o setor

com mais potencial de mudanças no curto

e médio prazo. De todos os elos da cadeia de

valor do Foodservice, logística e distribuição é

onde visualizamos as maiores lacunas em relação

as melhores práticas globais.

Um dos fatores de restrição à excelência neste

segmento é a complexidade e alto impacto

nos custos da estrutura fiscal brasileira. Outros

fatores como infraestrutura, custo do capital e

baixa adoção de tecnologia também contribuíram

para o estágio atual. Fundos de investimentos

e operadores internacionais estão avaliando

oportunidades para investir e expandir

os serviços nesse segmento.

Um caso prático de distribuidor e processador

de carnes apresenta economias de 8% a 10%

no CMV de seus clientes sem contabilizar os

demais benefícios. Nas categorias de FLV os

ganhos no ponto de venda também superam

os 10% quando comparado com compras e

manipulação de produtos in natura no ponto

de venda.

A indústria de alimentos no Brasil esta bem estruturada

e na cadeia de valor do Foodservice

está mais próxima dos padrões internacionais

de eficiência e inovação. Entretanto, acreditamos

que pode melhorar o nível de serviço a

seus clientes. Como historicamente o Foodservice

tem uma participação menor nas vendas,

o foco da indústria de alimentos teve maior

prioridade para o atendimento ao varejo.

Outro fator que tem limitado iniciativas mais

proativas da indústria no canal do Foodservice

é a pulverização deste setor.

Tradicionalmente, a indústria delegou a seus

distribuidores o desenvolvimento e manutenção

do canal Foodservice.

Desta forma, inovações da indústria chegam

mais lentamente e com filtros no ponto de

venda. Estamos acompanhando iniciativas da

indústria para levar sua proposição de valor diretamente

aos operadores de restaurantes, bem

como maior dinamismo de ações em parceria

com distribuidores para fechar a lacuna entre

os elos da cadeia.

As mudanças que aqui abordamos são apenas

uma parte da grande transformação que está

ocorrendo no setor de Foodservice.

Essencial para que estas mudanças gerem resultados

excepcionais é que sejam lideradas e

executadas por talentos bem preparados. Com

o crescimento e a inovação no setor, aumenta


a necessidade de aprimoramento tecnológico e

de métodos de gestão para os profissionais deste

mercado. Novos programas específicos para

gestão no Foodservice, publicações de melhores

práticas e networking de profissionais estão

colaborando para uma formação mais ampla e

sólida de talentos.

Consultorias especializadas também contribuem

para que as organizações nos diferentes

elos da cadeia de valor possam operar com

maior integração e eficiência.

A divisão de Foodservice da AGR Consultores

tem participado desta transformação com vários

casos de sucesso. Entre em contato que teremos

muito prazer em compartilhar e apoiá-

-lo nesta jornada de mudanças no Foodservice.

Fernando Cardoso, head de Foodservice da

AGR Consultores compõe seu time de trabalho

com uma equipe própria formada por

profissionais experientes que já atuaram em

funções executivas de grandes empresas do

mercado, em suas áreas de expertise.

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NOSSO FUTURO COM ROBÔS INTELIGENTES JÁ COMEÇOU. E ISSO É

ÓTIMO! POR: LUIZ ALEXANDRE CASTANHA É DIRETOR GERAL DA TE-

LEFÔNICA EDUCAÇÃO DIGITAL – BRASIL

Na educação, também vejo com bons olhos

a participação de bots, algoritmos e as outras

novas tecnologias. A Inteligência Artificial e os

robôs vão revolucionar desde a alfabetização

básica até o ensino superior, sem esquecer, é

claro, da educação corporativa.

Imagine se cada um de nós tiver um robô que

possa ajudar a conduzir os estudos?

Em um piscar de olhos, ele poderia apresentar

pesquisas, calcular probabilidades, montar

protótipos, cruzar dados, etc. São muitas possibilidades!

As experiências de aprendizagem

serão, com certeza, muito mais enriquecedoras

e divertidas no futuro.

Antigamente, os robôs eram valorizados porque

podiam fazer um trabalho pesado muito

melhor e mais rápido do que um ser humano.

A grande diferença é que hoje esses mesmos

robôs podem aprender a pensar cada vez mais

como um humano, aprendendo a tomar as melhores

decisões e transformando nosso bom e

velho “feeling” em dados reais e tangíveis.

Há pouco tempo, vi um vídeo do Will Smith

tentando flertar com a robô Sophia.

Eles estavam nas Ilhas Cayman, com uma paisagem

fantástica, digna de filme de Hollywood.

Will serviu espumante, disse algumas frases

românticas, olhou nos olhos dela e tentou um

beijo. O resultado? Sophia ficou olhando para

ele com uma feição desconcertada e ofereceu

para, no máximo, incluí-lo na lista de amigos

dela. Will Smith acabou na friendzone de um

robô.

Para quem não conhece, a Sophia é um robô

desenvolvido pela empresa Hanson Robotics.

Com mais de 62 expressões faciais, ela é apontada

atualmente como a andróide de inteligência

artificial mais avançada do mundo.

Em outubro de 2017, Sophia fez história sendo

apresentada para a Organização das Nações

Unidas e, no dia 25 de outubro, recebeu

a cidadania da Arábia Saudita, tornando-se o

primeiro robô a ter uma nacionalidade. Além

disso, Sophia apareceu em diversos sites e programas

de TV e virou, inclusive, capa de uma

famosa revista de moda brasileira.

Desde que assisti ao vídeo dela com o Will

Smith, fiquei perturbado. Ou melhor, inquieto.

Uma coisa é você assistir “Blade Runner – O

Caçador de Andróides”, ou ver o próprio “Eu,

Robô” do Will Smith. Você está confortavelmente

sentado no seu sofá e pensa:

“Bom, é só um filme. Pura ficção!”. Mas ao ver

Sophia enfrentando uma plateia, participando

de debates e comprovadamente aprendendo a

cada interação… Bom, isso é um pouco desconcertante.

Por um lado, você já começa a pensar em como

os robôs realmente vão dominar o mundo do

trabalho, já que trabalham 24 horas, sete dias

por semana sem necessidade de descanso, estão

sempre de bom humor, não ficam doentes,

etc. Mas eu, pessoalmente, prefiro olhar esse

novo mundo pelo lado positivo.

Um bom exemplo é o fato dos algoritmos e

robôs já serem capazes de identificar e tratar

diversos tipos de câncer, com habilidades que

seriam impossíveis para um grupo de médicos

humanos.

Hoje mesmo, quase sem perceber, usei os serviços

de vários bots e seus algoritmos.

O primeiro me recomendou um livro e um tênis

esportivo. De fato, estou precisando mesmo

me exercitar… Depois, eu precisava fazer uma

visita, então utilizei um serviço de táxi que

usou um algoritmo para localizar o motorista

mais próximo e outro algoritmo para conseguir

traçar a rota mais rápida para o destino.

Mal comecei meu dia e mais de cinco algoritmos

já foram utilizados ativamente. Fora os

que nos monitoram e nós nem ficamos sabendo…

]

Novas tecnologias e a Educação

Certamente teremos muitas questões a serem

debatidas, como qual o limite da utilização de

um robô e suas questões éticas. Para que criaremos

um robô:

para a paz ou para a guerra?

E os robôs autônomos, quem seria o responsável

em caso de acidentes? Mas apesar de tudo

isso, é fato que também viveremos um tempo

muito interessante.

Ainda estamos engatinhando. A Sophia, que

é o exemplar mais avançado de robôs autônomos,

não entendeu quando Will Smith esticou

o braço e lhe ofereceu uma taça de espumante.

Ela provavelmente não se deu conta daquele

gesto, culturalmente tão natural para um ser

humano. Mesmo com toda a tecnologia, ela

ainda não sabe diferenciar o sabor de uma pizza

napolitana ao uma de quatro queijos.

Mas acredito que tudo está no caminho para o

bem, pelo menos é o que eu espero.

E você:

já imaginou para que você gostaria de ter o

seu próprio robô ou assistente pessoal? Muito

em breve eles estarão caminhando entre nós,

provavelmente passando despercebidos.

Agora vou para casa para treinar meu robot..

Luiz Alexandre Castanha é diretor geral da Telefônica

Educação Digital – Brasil e especialista

em Gestão de Conhecimento e Tecnologias

Educacionais.

Mais informações em

https://alexandrecastanha.wordpress.com

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#3 MAIORES LIÇÕES DE LUTADORES E EMPREENDEDORES QUE SABEM

RECOMEÇAR. POR: BRUNO PERIN – EMPREENDEDOR SÓCIO EM

3 STARTUPS E 2 EMPRESA NO RAMO DE COMUNICAÇÃO, INVESTIDOR,

PALESTRANTE E ESCRITOR

importante você entender que tudo aquilo

que você deseja criar é arriscado, mas o

É

maior risco se esconde na escolha de permanecer

onde está. O mundo está em movimento

constante… As pessoas, as ideias, tudo seguindo

o ritmo do sistema solar e nada disso vai

parar pra esperar você tomar uma decisão. E se

nada vai parar, não é possível que você ainda

acredite que tudo vai ficar bem se decidir ficar

na mesma condição.

Quando você percebe que tudo é arriscado, entende

que em todo risco é possível que se negócio

dê certo ou errado.

É assim que funcionam as coisas e não precisa

entrar em colapso ou desespero por essa questão.

Saiba que muitas vezes você realmente vai sofrer

uma grande queda, mas isso não é o fim

do mundo.

O fim é apenas a morte, o resto é recomeço.

O fim é apenas um “marco zero” que permite

você sair de um ciclo e iniciar outro novinho e

diferente. A partir do novo ponto de partida,

da nova chance, de um recomeço você cria e

vivencia momentos mais marcantes tanto no

seu desenvolvimento pessoal, quanto na estrada

profissional.

São novas adaptações que chegam. Novas conexões,

novas ideias, novos aprendizados, novas

possibilidades… E isso não parece de todo

ruim, não é mesmo?!

Grandes lutadores de boxe e MMA sempre

afirmaram que o importante não é saber bater,

mas que em primeiro lugar você precisa saber

apanhar, levantar e seguir adiante!

No Empreendedorismo de Alto Impacto (Startups)

funciona da mesma forma, ter essa compreensão

é fundamental para grandes saltos.

Pare um pouco e pense comigo, pense na história

dos seus ídolos e procure lembrar do legado

que, assim como você, eles também estão

construindo. Com toda certeza cada um deles

tiveram quedas muito fortes e no fim das contas

se fortaleceram positivamente com isso!

Concorda que isso trouxe uma nova visão de

ciclos, fluxos e reinícios?

E o que de fato podemos aprender sobre se reerguer

com empreendedores e lutadores:

#1 MOTIVOS REAIS

Pense numa porrada bem dada: Simplesmente

você tomou ela de graça, não há nada em jogo

e apenas aconteceu isso por uma imprudência.

Qual seria a diferença dela em relação a você

estar defendendo o seu país nas olimpíadas e

ser o primeiro ouro na história da categoria?

Qual a diferença de ver que o empreendimento

está dando errado, sabendo que você nem estava

esperando muito dele?

Muitas pessoas estão ansiosas em ver tudo

acontecer, sua motivação vai ajudá-las imensamente

e um sonho antigo seu fica mais perto

de se tornar real.

O motivo que vale a pena se levantar para voltar

pra batalha está por trás da sua maior inspiração.

Existem lutadores mais brilhantes tecnicamente

que seguidamente perdem para outros, que

aparecem com mais sangue nos olhos… E ambos

apanham, porém aquele com motivos mais

sinceros segue o jogo e vence!

#2 OLHAM PARA A HISTÓRIA

Quando a situação está feia, seja porque a ideia

não está avançando legal ou de a luta exigir

muito desempenho físico, aquele desejo de jogar

a toalha se torna forte.

Por isso, não se assuste, isso acontece com todos

nós. A diferença é que os verdadeiros campeões

pensam na história, e ninguém quer ser

lembrado pela sua desistência, e sim por mais

uma grande reviravolta na sua própria trajetória.

A questão é que muitas vezes surge àquela vontade

de parar, acontece devido a um grande

incomodo que nos impede de enxergar lá na

frente, vislumbrando o passado e falando com

orgulho das atitudes que tomamos, não mais

como uma justificativa e pena.

#3 NEM TUDO ESTÁ RUIM E POR ISSO É

POSSÍVEL AVANÇAR

Para quem está por baixo o pensamento negativo

vem tão rápido quanto mosca em sobra de

churrasco, não tem como evitar.

A questão é deixa-lo tomar conta e assumir

responsabilidade de tudo. Quem sabe como se

reerguer, entende que por estar ali naquele instante,

muitos acertos aconteceram, então não

existe só o lado ruim.

Esses lutadores e empreendedores conseguem

colocar suas crenças nos acertos, mesmo que

não sejam tanto, mas de uma forma que seja

possível lembrar-se do seu potencial e alimentam

sua autoconfiança. Assim podem se reerguer

e começar a encarar novamente sua jornada

passo-a-passo.

A CERTEZA É – VOCÊ VAI CAIR!

A DÚVIDA É – VOCÊ ESTÁ PRONTO

PARA SE LEVANTAR?

Bruno Perin – Empreendedor sócio em 3 Startups

e 2 empresa no ramo de comunicação,

investidor, palestrante e escritor, graduado em

Administração pela UFSM e integra o grupo

dos 200 maiores talentos brasileiros, segundo o

Virtvs Group. Palestrante influente no Brasil e

no mundo inteiro, Perin é considerado um dos

grandes fomentadores do empreendedorismo,

inovação de alto impacto e disseminação do

conceito de Startup no país. Além disso, atua

como colunista em 13 blogs e sites com conteúdos

que já atingiram aproximadamente 16

milhões de visualizações nos últimos três anos,

tornando-o um dos articulistas de maior presença

digital no país.

• Segundo o Conselho Latino Americano de

Administração, Perin é uma das principais referências

em empreendedorismo e inovação na

America Latina;

• Primeiro brasileiro a participar de um dos

maiores projetos de empreendedorismo do

mundo, realizado por Tony Hiesh, em Las Vegas;

• Entre os professores de MBA mais bem avaliados

do país;

• Seu terceiro livro – Sem Dinheiro: Como

construir uma Startup com pouca grana – Foi

recomendado por 3 referências globais de empreendedorismo;

• Autor do livro A Revolução das Startups, um

dos mais vendidos sobre o assunto no Brasil;

• Autor do e-book Os 15 maiores erros de novos

empreendedores, atingindo o primeiro lugar

na Amazon em apenas 12 horas.

Um cara despojado e com ideias extremamente

influentes no mundo dos negócios, Bruno

Perin continua surpreendendo plateias e leitores

com o seu estilo Free LifeStyle.

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A EXPRESSÃO E CONCEITO “UBER” ESTÁ SE ALASTRANDO PARA

VÁRIOS SEGMENTOS DO MERCADO, IMPACTANDO A ECONOMIA E TAMBÉM

PROVOCANDO UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO NO

MERCADO DE TRABALHO.

POR: Renato Bernhoeft – Fundador e Presidente do Conselho de Sócios da höft consultoria

Prossegue dizendo que “se torna uma conta na

qual cada empresa que contrata pessoal temporário

vai precisar depositar uma quantia relativa

à quantidade de horas de serviços prestados.

Esse tipo de seguro individual, portátil, é o

que se pode chamar de seguro universal.

Cada trabalhador o usa, para ter acesso aos benefícios

que teria direito, caso fosse contratado

regularmente.”

Estudos bem atuais já mostram que muitas

fábricas de automóveis nos Estados Unidos já

contratam sua mão de obra, de forma temporária.

Este índice chega a 50% dos empregados

na maioria das empresas.

Embora realizem as mesmas tarefas dos regularmente

contratados, e cumpram jornada similar,

recebem a metade do salário e não tem

nenhum benefício social.

Segundo Steven Hill, a “uberização” da economia

“vai ampliar o número de empresas que

utilizam plataformas digitais para contratar e

demitir, facilmente, a mão de obra.

As empresas querem uma mão de obra que

possam ligar e desligar da mesma forma que

fazem com a TV.

Isso acaba com a dimensão social do mercado

de trabalho e destrói a relação do empregado

com o empregador”.

Estas são algumas das questões que já devem

fazer parte das agendas de governos, sindicatos,

programas previdenciários e todos aqueles

com alguma responsabilidade com o futuro do

mercado de trabalho.

Também empresários e profissionais de Recursos

Humanos devem se debruçar sobre o tema.

Entre as várias nomenclaturas utilizadas no

universo laboral, ao longo dos séculos XX

e XXI, algumas deverão sofrer alterações substanciais.

Expressões tais como empregabilidade, vínculo

trabalhista, previdência, aposentadoria, renda

vitalícia, férias, jornada de trabalho, identidade

corporativa etc. precisarão ser revistas à

luz dos impactos do que tem sido chamado de

“uber-economia”.

Pelo menos é o que já podemos antecipar considerando

as conclusões, e provocações, do

pesquisador Steven Hill, especialista em crescimento

econômico da New America Foundation,

dos Estados Unidos.

Em seu livro “Raw Deal”, ele alerta para os riscos

do que ele chama de “precarização do trabalho”.

Pessoas desempregadas, ou aqueles que desejam

ampliar sua renda, especialmente em

economias em crise, como é o nosso caso, trabalhar

como motorista do Uber pode ser uma

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forma de obter uma renda adicional.

“Mas esse trabalhador não terá benefícios trabalhistas

como seguro desemprego, plano de

saúde ou abono salarial”, alerta ele.

Sua proposta é a de criar um Plano de Seguro

Universal que garanta benefícios tanto para

trabalhadores temporários como freelancers.

Desta forma quem presta serviços para mais

de uma empresa, ao mesmo tempo, teria benefícios

de forma proporcional ao número de

horas trabalhadas em cada emprego.

Sua proposta aos responsáveis pelas políticas

públicas, nos mais diferentes países, é de que

“a criação de um Plano de Seguro Individual

(Individual Security Account) para todos os

trabalhadores, pode equacionar esta alteração

nos vínculos trabalhistas.”

Além, é claro, de todos aqueles que estão atentos

às suas carreiras.

Sejam os atuais trabalhadores como também o

que ainda se preparam para ingressar no mercado.

Renato Bernhoeft – Fundador e Presidente do

Conselho de Sócios da höft consultoria. Atua

como consultor e palestrante no Brasil e no exterior.

É articulista e autor de 16 livros sobre

empresas familiares, sociedades empresariais e

qualidade de vida. Cursou filosofia na Faculdade

Anglicana de Teologia, em São Paulo.

Trabalhou por sete anos em projetos de desenvolvimento

comunitário da Organização das

Nações Unidas para a educação, a ciência e a

cultura (Unesco) no México e no Peru. Coordenou

a área de recursos humanos nas empresas

Kibon, DOW Química e Villares.


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DRIBLAR A CRISE? POR: LUIZ AFFONSO ROMANO É CONSULTOR,

COACH DE CONSULTORES, PROFESSOR DOS CURSOS DE

DESENVOLVIMENTO DE CONSULTORES

Já para os jovens, no início, as referências não

são mais os pais, por os verem ansiosos com

a provável perda do emprego ou já desempregados.

Almejam escolher por determinados

períodos.

Para os que ora vem ao mundo a atividade que

exercerão sequer existe.

Luiz Affonso Romano é consultor, coach de

Consultores, professor dos cursos de Desenvolvimento

de Consultores, coordenador do

Perfil da Consultoria no Brasil 2014/15/ 16/17

e presidente da ABCO Associação Brasileira de

Consultores

Driblar é para craques como Garrincha,

Pelé, Maradona, Messi… que se livravam

rapidamente de um marcador e de outros que

vinham em socorro e, igualmente, também

driblados. Craques!

Para os mortais, como nós, há de haver análise

e interpretação das mudanças, das crises por

virem, a fim de preservar e otimizar os nossos

ativos ( competências, integridade, network…)

e colocá-los a serviço da autoria da própria

vida e trabalho, para não terem a vida de Sísifo

fazendo o que não gostava, numa rotina

enfadonha e, por tal, estressante. Evidência de

amadurecimento.

Não é de hoje que há crise- (i) política, (ii) econômica,

(iii) éticas, políticas e econômicas. As

originadas lá fora como a de 2008, da Segunda

Guerra, dos choques externos (alta do preço

do petróleo e dos juros), queda do preço do

petróleo…e as geradas por nós mesmos- por

ação ou por omissão, no país:

ditadura varguista, deposição, eleição e suicido

de Vargas, renúncia de Jânio Quadros,

deposição de João Goulart, inflação galopante,

ditadura, inflação reprimida e escondida,

moratória, redemocratização, 84% ao mês de

inflação, impeachment do primeiro presidente

eleito, pós-60, impeachment 2, caça aos atuais

corruptos e aos privilégios, mordomias, dependência

de commodities…

Contudo o grande desafio é conviver com as

novas crises, originadas pela automação, que

são irrepetíveis:

avalanche de informações, precoce envelhecimento

dos conhecimentos, encolhimento

constante do mercado de trabalho, acompanhada

da globalização, que também enseja

concentração de negócios ora num país ora

noutro, sem, no entanto, repetir o livre tráfego

com pessoas. Há, então, que se preparar constante

e interruptamente para trabalhos independentes

e formatação de parcerias interconectando

saberes.

Adultos- homens e mulheres- compreendem

que os títulos formais, os cursos longos, carregados

de chancelas- formando para um mundo

que não existe-, marcas consagradas no

passado, carecem de reexame, e preparam-se

para viver ativamente mais, e melhores anos,

buscando zelosamente equipararem-se para

dobrar o tempo de trabalho, porém prazeroso

e profícuo, exprimindo vigor mental e físico.

Os novos adultos estão cientes que não haverá

mais emprego abundante nem tudo será na

mesma sequência, previsível só o imprevisível,

sem esquecer que viverão até os 85/90.

Não imputarão a culpa aos governos, ao mercado,

aos RHs, pois as mudanças e crises são

sempre bruscas e, agora, constantes e implacáveis

com os que não têm as rédeas da vida e do

trabalho nas próprias mãos.

20


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PORQUE EXISTIMOS POR: DIMITRIOS ASVESTAS MENTOR HOLÍSTICO-

SISTÊMICO

e assim viver uma Vida com Sentido.

Entendermos que a Vida só tem sentido para

cada um de nós se estivermos vivendo e exercitando

nossa própria missão, nosso próprio

caminhar. Enquanto estivermos vivendo para

provar para alguém que somos capazes, ou que

temos potencial, ou que estou estudando me

formando para alegrar ou agradar familiares, a

vida será um imenso Buraco Negro no espaço

vazio da própria existência.

Tenho observado muitos jovens em inicio de

estudos na faculdade que estão totalmente perdidos

em relação a que caminho seguir.

Como podemos seguir um caminho se ao menos

sabemos o que viemos resolver por aqui.

Nesse sentido o Despertar do Conhecimento

através da Numerologia Kaballística, vem no

direção de nos ajudar a entender e relembrar a

nossa Missão de Alma.

Então, tomamos posse desse conhecimento e

se torna mais fácil encontrar sentido na Vida e

vive-la na direção de nossos próprios objetivos

interiores.

Tenho observado muitas pessoas nos últimos

tempos a se questionarem:

• Qual a razão de nossa existência?

• Porque trabalhamos tanto?

• Onde vamos chegar com tudo isso?

• Porque correr tanto?

• Tanta competitividade?

• Qual resultado de tudo isso, se entendermos

que caixão não tem gaveta?

• Será que temos alguma missão por aqui?

• Porque as pessoas andam tão doentes física e

emocionalmente?

• Afinal estamos correndo tanto, atras do que?

Para que?

Em minhas palestras, treinamentos em empresas,

atendimento como Coach, Mentor Holístico-Sistêmico

e estudos em Numerologia

Kaballística, tenho observado que as pessoas

tem um enorme sentimento de vazio interior,

um algo que esta sempre faltando por mais que

estejamos buscando suprir através do Ter.

Tenho observado que em alguns casos, quanto

mais algumas pessoas tem, maior é esse vazio

que existe em seu vida.

Caso você leitor, esteja de alguma maneira se

sentido assim, bem vindo ao Mundo Real Atual.

Essa busca constante das pessoas por uma razão

de viver, por descobrir a própria missão ou

propósito de Vida, eu diria melhor, nossa Missão

de Alma, tem levado muitos ao Despertar

de um novo olhar para a própria vida.

Com toda certeza estamos aqui cada um de

nós para resolvermos nossas pendências mal

resolvidas em “Momentos Passados”.

A dificuldade reside em despertarmos nossa

consciência para a nossa própria razão de existir.

Cada um de nós é dotado de habilidades e talentos

únicos, os quais nos capacitam para desempenharmos

nosso real papel nessa existência

e assim resolvermos as nossas “DP’s”, assim

como numa faculdade. Precisamos resolver e

passar nas “matérias pendentes” para assim

conseguirmos o diploma, o canudo, e em relação

à vida poderíamos então dizer, conquistar

a tão sonhada “Vida Eterna”.

Porém como descobrir afinal, o porque estamos

aqui e passando pelo que estamos passando?

Nossos desafios, adversidades, doenças,

dificuldades, problemas financeiros, familiares,

de relacionamento, etc… etc… etc… Tudo

que permeia nosso dia-a-dia, tem intrínseco

um aprendizado, uma lição, algo a ser decodificado,

aprendido, para que assim possamos

“Ascender”, mudar e assim crescer. Diria se elevar

a uma “oitava acima” na escala de evolução

e crescimento espiritual.

Afinal, não somos humanos mas sim Seres Espirituais

vivendo uma experiencia Humana,

para nosso desenvolvimento.

O conhecimento e estudos profundos através

dos ensinamentos da Kaballah, podemos então

iniciar a descoberta de nossa Missão de Alma,

Viver uma vida plena, sem ter que provar nada

a ninguém, ou muitos que vivem uma vida

de “Status” – Comprar o que não precisamos,

com recursos que não temos, para impressionar

aqueles que não gostamos”, isso nos torna

medíocres em nosso caminhar pela vida.

A Mensagem que desejo deixar e compartilhar

com Você leitor que me deu a honra de

seu tempo lendo esse breve artigo, é que reflita

sobre a vida, sobre o que esta fazendo de

sua existência na direção de seu Propósito de

Alma. Conte Comigo nessa jornada. Estamos

por aqui para Servir.

Gratidão – Namastê

Dimitrios Asvestas – Mentor Holístico-Sistêmico

11 95910-1587 www.dimitrios.com.br dimitrios@thormentoria.com.br

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AUTOMAÇÃO E DESEMPREGO: COMO RESOLVER ESSA QUESTÃO?

POR: FABRÍCIO VENDICHETIS MARTINS, CEO DA INDIGOSOFT

STARTUP QUE OFERECE SOLUÇÕES DE AUTOMAÇÃO DIGITAL

Com uma visão mais pessimista, Martin Ford

(autor do livro “Rise of the Robots”) acredita

que o mundo está prestes a enfrentar um período

de desemprego em massa, causando um

colapso financeiro.

Uma solução possível seria a criação de um

salário mínimo social, medida já estudada por

países como Finlândia e Holanda.

As mudanças na forma como trabalhamos e

produzimos nossas riquezas são irreversíveis.

Nossa economia mudou e a sociedade deve

passar por tempos complicados por causa disso.

Não existe uma fórmula pronta para resolvermos

essa equação, pois o momento ainda

é novo. A tecnologia certamente já alterou a

forma como muitos empregos funcionam, chegando

a eliminar algumas funções, mas medidas

efetivas precisam ser tomadas por nossos

governantes. A questão social afeta toda a população

e infelizmente não vejo uma ação real

sendo executada.

É preciso tomar uma atitude agora para ao menos

amenizar as preocupantes consequências

dessa eliminação em massa de empregos.

Seu emprego está seguro? Provavelmente

não. A automação e o desenvolvimento de

novas tecnologias têm transformado o mundo

do trabalho. E está difícil prever quem estará

ou não empregado no futuro.

De um lado, alguns especialistas defendem

que novos empregos vão começar a surgir. Do

outro, temos previsões nada amigáveis para os

trabalhadores.

Um estudo realizado pela Universidade de Oxford

aponta que 63,9% dos empregos no mundo

estão ameaçados pelas novas tecnologias.

Segundo a Organização para a Cooperação e

Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse

número é 57%. De acordo com a consultoria

McKinsey, até 2030, 15,7 milhões de trabalhadores

serão afetados pela automação, e isso

apenas no Brasil.

Países que tem a indústria como seu principal

negócio serão os mais atingidos. Na Etiópia,

85% dos empregos correm o risco de desaparecer;

na China, 77%. Em contrapartida, no

Reino Unido o número é de 35%.

Os dados são da pesquisa da Universidade de

Oxford. A explicação é simples: as indústrias já

estão passando por um amplo processo de au-

tomação, com robôs operários dominando as

linhas de produção. Desde 2010, o número de

robôs industriais cresce 9% ao ano no mundo,

segundo a Organização Internacional do Trabalho

(OIT).

Frear a automação não é uma opção viável,

pois ela gera economia para as organizações e,

consequentemente, mais riqueza para os países.

E qual empresa não sonha em dobrar sua

produção sem aumentar o investimento? Os

efeitos sociais, como o possível crescimento do

desemprego, não são vistos como um problema

imediato.

Não podemos impedir a nossa sociedade de

evoluir, mas qual o real custo da automação?

Devemos tratá-la como algo inevitável – quase

uma “seleção natural” – ou podemos interferir

no seu curso?

O fundador da Microsoft Bill Gates, famoso

por defender causas sociais, assustou muitos

empresários ao defender a criação de um imposto

para robôs.

A ideia era taxar a automação de forma diferenciada

para criar um fundo social de ajuda

para os trabalhadores que perderam suas funções

para as máquinas.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação,

o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)

lançou em março do ano passado um desafio

global para o desenvolvimento de ações

de estímulo à criação de empregos. Quem conseguir

desvendar essa charada leva para casa

um prêmio de mais de US$ 1 milhão. Não vejo

nossos governantes com este nível de preocupação.

Apesar do aumento da riqueza do país, como

um todo, grande parcela da população corre o

risco de aumentar os números da pobreza no

Brasil. Essa não é uma realidade exclusivamente

verde e amarela, mas precisamos enxergar

nossa realidade e começar a cobrar medidas de

nossos governantes.

A automação é um avanço tecnológico extremamente

positivo, mas jamais podemos nos

esquecer de suas sérias consequências sociais.

Fabrício Vendichetis Martins, CEO da Indigosoft

– startup que oferece soluções de automação

digital, focadas em simplificar o trabalho

diário de empresas de todos os segmentos,

além de consultoria especializada. Mais informações

em:

http://www.indigosoft.tech

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Entrevista de Artur Grynbaum , Presidente do Grupo O Boticário

A modernização da empresa passando de

mono para multicanal de vendas e também de

relacionamento com os consumidores, que antes

se concentrava na loja e na CRC (Central

de Relacionamento com o Consumidor) e hoje

conta com o reforço e a velocidade da tecnologia

por meio da nossa plataforma de fidelidade,

além dos nossos canais nas redes sociais. Essas

são conquistas que todos os times comemoram

com o orgulho de ter realizado sem deixar

de lado a preocupação a sustentabilidade e a

preservação dos recursos naturais, adotando

iniciativas como o recolhimento e a destinação

correta das embalagens pós consumo entre

tantas outras que visam fazer o melhor com o

menor impacto no planeta.

Revista Empresários - Em sua opinião, quais

são as principais características, habilidades e

atitudes de um verdadeiro líder?

Revista Empresários - Conte um pouco sobre

sua trajetória profissional fora e dentro do grupo

O Boticário?

Artur Grynbaum - Minha formação acadêmica

é em Administração e Economia

pela Faculdade de Administração de Empresas

(FAE), com Pós-Graduação em Finanças pelo

IBMEC. Iniciei em O Boticário em 1986 como

assistente financeiro e passei pelos cargos de

assessor de diretoria, diretor financeiro, diretor

comercial e vice-presidente.

Assumi a presidência de O Boticário em 2008 e

em 2010 fundamos o Grupo Boticário que em

dois anos lançou no mercado as marcas Eudora,

quem disse, berenice?

e The Beauty Box, unidades que hoje compõem

o Grupo com O Boticário. Em 2017, agregamos

a Multi B ao Grupo, referência em canais

de farmácias e lojas multimarcas, trazendo a

distribuição de algumas marcas proprietárias

do Grupo, além de marcas importadas – como

Australian Gold, Revlon, Bio-Oil, Lee Stafford,

Nuxe Paris e Salvador Dali . E, neste ano, anunciamos

a compra da Vult, marca com forte atuação

lojas multimarcas e farmácias .

Revista Empresários - O que o senhor faz para

preservar os valores éticos, a transparência, a

responsabilidade social e a governança no seu

dia a dia como CEO?

Artur Grynbaum - Eu tive duas grandes escolas

profissionais. A primeira foi o comércio

da família.

Aprendi muito sobre varejo e sobre a impor-

tância da relação com os clientes.

Como era um negócio pequeno e familiar, os

valores aplicados na empresa eram os mesmo

que meus pais me passavam dentro de casa.

Depois fui para O Boticário, onde alógica era

a mesma.

O Miguel Krigsner (fundador de O Boticário

e presidente do Conselho de administração

do Grupo Boticário) construiu a empresa com

base no respeito às relações com as pessoas, os

parceiros, o meio ambiente e a sociedade. Esses

valores são praticados todos os dias pelos

nossos colaboradores, fornecedores, parceiros

da rede franqueada e transmitidos à sociedade.

Revista Empresários - Como líder no Grupo

Boticário, quais foram suas principais realizações?

Artur Grynbaum - A liderança no Grupo Boticário

é balizada pela cooperação. Somos um

time de líderes coesos e integrados que trabalha

as estratégias com foco em toda a cadeia de

valor, buscando sempre as melhores soluções.

este contexto, as realizações profissionais individuais

se misturam com as realizações de toda

a companhia.

Cada um dos nossos dez mil colaboradores

diretos tem o orgulho de fazer parte de cada

conquista, como em 2010, com criação do

Grupo Boticário, 33 anos após a fundação da

empresa, em 1977, com a unidade O Boticário.

Cito também o desenvolvimento sustentável

da companhia que, atualmente está presente

em 1750 municípios brasileiros com mais de

quatro mil lojas físicas.

Artur Grynbaum - Um verdadeiro líder deve

ser, antes de tudo, um empreendedor. Precisa

demonstrar e incentivar o sentimento de dono

do negócio e liderar pelo exemplo. É aquele

que promove a integração e que consegue conduzir

uma equipe com diferentes ideias para

o mesmo destino, respeitando as diferenças e

reconhecendo as competências individuais e

coletivas.

Revista Empresários - Baseando-se nas suas

experiências, quais são os principais aprendizados

de liderança que você poderia passar aos

leitores?

Artur Grynbaum - Meu principal aprendizado,

todos os dias, é ver nossos times liderando importantes

frentes da companhia.

É ver as ideias inovadoras que levam o Grupo

Boticário a ter os resultados que tem e a

inquietude de sempre buscar mais, mantendo

a responsabilidade do respeito às relações e a

essência que a empresa traz em 41 anos de história

de empreendedorismo e inovação.

Revista Empresários - Qual líder empresarial

brasileiro que o senhor admira pela postura

ética e íntegra nos negócios? Explique o porquê.

Artur Grynbaum - Admiro muitos líderes brasileiros,

em empresas e em outras áreas.

Neste caso temos um grande exemplo dentro

de casa, o Miguel Krigsner, fundador de O

Boticário e presidente do Conselho de Administração

do Grupo, por tudo que fez – e principalmente

como ele faz-dentro da empresa e

fora dela, com total dedicação às pessoas, ao

meio ambiente e à sustentabilidade. Ele é um

grande mentor.

25


PERDAS COM FRAUDES BANCÁRIAS PODEM CHEGAR A US$ 93 BILHÕES

Especialistas em segurança traçam cenário

preocupante sobre a atividade do cibercrime

no Brasil e no Mundo, mas garantem que

ambiente móvel ainda é o mais seguro.

Se você quer dormir tranquilo depois de fazer

uma transação financeira ou efetuar uma compra

pela internet, adote como padrão executar

tudo pelo smartphone, recomentam os especialistas

em segurança digital Ricardo Leocádio,

coordenador de tecnologia de Segurança

no Banco Mercantil do Brasil; e Thiago Bordini,

diretor de inteligência cibernética e pesquisa

da New Space.

Regulamentar blockchain pode limitar a tecnologia,

defende especialista

Durante o painel “Fraudes na Internet:

Ascensão, Ápice e Além”, nesta quarta-feira,

13, durante o CIAB Febraban 2018, os riscos

de fraudes bancárias são cada vez maiores,

chegando a US$ 93 bilhões no mundo e R$ 750

milhões no Brasil.

Ambos traçaram um histórico de comportamento

do cibercrime, revelando que riscos e

investimentos em prevenção crescem na mesma

proporção. “O malware bancário evoluiu,

chegando ao atual momento de publicar telas

falsas que capturam todas as credenciais dos

usuários de internet banking”, disse Leocádio.

26

Ele traçou um histórico de aperfeiçoamento

dos malwares bancários, o qual revela que entre

2009 e 2011, o ápice foi um único malware

ser capaz de atacar 40 bancos.

“Foi um período que identificamos inclusive

o comércio de credenciais bancárias em redes

sociais, como Orkut”, cita.

Em 2012, o grupo que monitora as fraudes

bancárias dentro da Febraban, identificou um

novo salto qualitativo do malware bancário.

Foi quando perceberam o início da chamada

“codificação segura”, com qual os malwares ganharam

inteligência suficiente para identificar

se estavam rodando em máquinas virtuais, por

exemplo, e também perceberem se estavam

sendo monitorados.

No ano seguinte, o iPhone dificultou a vida dos

cibercriminosos, que rapidamente passaram a

infectar os modems residenciais para modificar

o DNS das máquinas e centralizar os ataques.

E de 2017 para cá, a prática mais preocupante

tem sido o maqueamento de telas de internet

banking e dos aplicativos dos bancos.

“No nosso projeto de monitoramento chegamos

a 120 servidores do mundo, traduzindo o

nome do banco.com.br para uma página falsa.

Isso gera dificuldade da lingual, geolocalização

e comunicação com outros países. Como vamos

explicar que a página que estão vendo não

é verdadeira?”, perguntou Leocádio.

Ele também revelou que a tendência atual é de

sequestro de rotas dos bancos na internet.

“O fraudador coloca um servidor na rede e invade

a infraestrutura de internet, avisando que

a partir daquele momento o banco é ele.

Assume a rota do banco sem mandar email falso,

sem infectar ninguém. Semana passada um

grande provedor de internet sofreu este mesmo

sequestro.

A Europa parou, porque alguém sequestrou o

endereço web”, lembrou.

A correção, neste caso, é complexa, segundo

Leocádio, pois demanda monitoramento intensivo

das alterações e a comunicação com os

provedores de acesso e serviços de telecomunicações

para descadastrar a rota fraudador.


Cinco maiores bancos do País criam empresa para gerenciar Cadastro Positivo

O sistema ainda está em aprovação no Congresso,

mas os cinco maiores bancos do país

– Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica

Federal, Itaú Unibanco e Santander – já se

uniram para dominar a gestão dos dados de

clientes em busca de crédito.

Rodrigo Abreu, presidente da Quod

Gestora de Inteligência de Crédito, empresa

criada pelos cinco maiores bancos

A

do país, e que tem foco na gestão de dados do

Cadastro Positivo, passa a atuar oficialmente

no mercado brasileiro com a marca Quod.

A proposta da fintech, atualmente em fase pré-

-operacional, é disponibilizar produtos e soluções

de controle de risco, prevenção a fraudes

e análise de grandes volumes de dados, tanto

para instituições financeiras quanto para as

demais empresas que demandem informações

sobre risco de crédito no dia a dia de suas operações.

Com isso, pessoas e companhias poderão ter

maior conhecimento e controle de seus dados

e de suas operações de crédito e pagamentos.

Os produtos e serviços da Quod combinarão

técnicas de big data, inteligência artificial e o

uso de plataformas tecnológicas de ponta para

transformar informações de histórico de pagamentos

em inteligência, durante as etapas de

tomada de decisão na concessão de crédito.

A fintech coloca em prática uma mudança de

perspectiva nas políticas de concessão de crédito

que vêm sendo utilizadas no Brasil ao longo

de vários anos.

“Até agora, a consulta aos cadastros de inadimplentes

era o principal método utilizado na

concessão de crédito.

Para apoiar a construção da infraestrutura

tecnológica, foi firmada uma parceria exclusiva

de longo prazo com a empresa LexisNexis

Risk Solutions, responsável por desenvolver e

implementar a plataforma analítica da Quod.

A LexisNexis atua em mais de 100 países, utilizando

tecnologia de ponta e ferramentas analíticas

avançadas e patenteadas que ajudam a

avaliar riscos e melhorar processos decisórios.

A fitech acredita que promover o uso do histórico

positivo de crédito contribui para o

fomento à educação financeira da população

brasileira, assim como para a criação de um

círculo virtuoso na economia do país: cidadãos

e empresas bem informados geram melhorias

nos hábitos de consumo e históricos de pagamentos,

reduzindo, como consequência, os

atuais padrões de inadimplência e superendividamento.

Por sua vez, isso possibilita maior acesso e

melhores condições de crédito. Deste modo,

a economia tende a se desenvolver gerando

benefícios para esses mesmos cidadãos e empresas.

“Queremos contribuir para o desenvolvimento

deste cenário.

Nosso objetivo vai bem além de apenas disponibilizar

um novo sistema de classificação para

a concessão de crédito:

desejamos incentivar que os consumidores

desenvolvam e mantenham o seu ‘score’ de

crédito como um verdadeiro ativo financeiro

pessoal.

Com informações precisas, ampliadas e consolidadas,

é possível contribuir para a queda

da inadimplência, incentivando a expansão do

crédito e a inclusão financeira de pessoas que

não conseguem comprovar renda, mas que pagam

suas contas em dia”, complementa Abreu.

Ciente dos desafios enfrentados por empresas

e consumidores quanto à privacidade e proteção

de seus dados, a Quod, desde a sua criação,

prioriza a segurança e sigilo das informações

sob sua gestão, operando dentro dos mais rigorosos

padrões de governança corporativa e em

conformidade regulatória.

Todas as informações só serão disponibilizadas

com as devidas autorizações.

O cadastro positivo inverte esta lógica, já que

considera a pontualidade e a consistência do

consumidor no pagamento de suas obrigações,

possibilitando melhores condições para os

bons pagadores, que passarão a ser reconhecidos

por meio dos seus ‘scores’ de crédito”, explica

Rodrigo Abreu, presidente da Quod.

29


Entrevista com Theunis Marinho .

“Para um empresário chegar ao pico do “everest corporativo” ele deve ter a humildade

de reconhecer que trabalhar em equipe é a melhor receita para o sucesso.”

Theunis Marinho, administrador de empresas,

fez sua estreia no mercado de trabalho, aos 14

anos, como office-boy com “Carteira de Trabalho

do Menor” assinada. Aos 24 anos, começou

a trabalhar na corporação Bayer, na qual

ficou por mais de 28 anos. Foi Diretor de RH

da Bayer S/A no Brasil, dirigiu a Unidade Comercial

de Negócios Óxido de Ferro da Bayer

AG-Alemanha, onde viveu com sua família,

esposa, três filhas e um cachorro, por mais de

oito anos. Na sua volta ao Brasil, assumiu o

cargo de diretor executivo de Finanças e Administração

da Bayer S.A., que incluía as áreas de

Finanças, RH, Jurídica, Suprimentos, Ti, Contabilidade

e Relações Externas. Por fim, chegou

ao topo como Presidente da Bayer Polímeros

S.A., que agregava também a Diretoria Geral

de Plásticos de Engenharia do Grupo Bayer

para a América Latina.

Hoje, além de presidir a Associação Brasileira

de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-

-SP), Theunis Marinho é conselheiro consultivo

e de administração de empresas.

Atua também como coach e mentor para CEOs

e é autor do best-seller “Sonhar Alto, Pensar

Grande”, Lições de um brasileiro, que enfrentou

os desafios e tornou-se presidente de uma

multinacional (Editora Gente). Em entrevista

concedida a Jamir Silva, jornalista e diretor da

Revista Empresários, Theunis Marinho relata

que para um empresário chegar ao pico do

“everest corporativo” ele deve ter a humildade

de reconhecer que trabalhar em equipe é a melhor

receita para o sucesso.

“Manter-se solitário no pico do “Everest Corporativo”,

é um dos grandes desafios, mas, a

partir de experiências próprias, o executivo

aconselha: “Ninguém é campeão só “por sorte”

ou por apenas dominar técnicamente o que

faz. Sempre precisará do faro, do apoio e da capacidade

de se relacionar com todo o time da

organização.

Da mesma forma, em meio a tempestades, o

líder vai precisar contar com uma equipe talentosa,

feita de profissionais bem formados,

prontos a apoiá-lo, e uns aos outros”.

Quando perguntei a ele sobre a receita para

o sucesso ele prontamente me respondeu: “

Como trabalhei por vários anos na Alemanha,

constatei que quando os alemães percebem

que você está preparado para um grande desafio,

seja na escola, na empresa, no esporte,

e outros, eles te desejam sucesso e quando

percebem que você não está preparado, eles te

desejam boa sorte. Por isso, digo sempre que

devemos estar preparados para enfrentar os

desafios que a vida e também o mundo corporativo

colocam na nossa frente.”

Neste momento, fiquei pensativo, pois percebi

que muitos empresários não estão atentos

a diversos fatores e alguns não buscam o aprimoramento

através de cursos de atualização,

leituras, grupos de relacionamentos afetos à

sua área, etc. para. Ai perguntei a ele como o

empresário brasileiro deve se comportar com

os seus colaboradores.

“Atualmente ele (empresário) deve pensar

como se estivesse em um jogo. “Os esportes

trazem para as pessoas um importante sentimento

de coletividade e de competição com regras,

estratégias, ética e a busca de um resultado.

Observe, as melhores corporações são boas

porque as suas equipes trabalham juntas, principalmente

, na atualidade, na qual as empresas

estão num mundo globalizado, conhecido

pela sigla americana VUCA (Volátil, Incerto,

Complexo e Ambíguo).

É o grande fenômeno em que todos têm que

estar preparados e serem muito flexíveis, diante

da velocidade das mudanças. Agora, focando

nas pessoas, lanço uma reflexão: como você

tem tratado o seu “time” na caminhada rumo

ao do Everest Corporativo?“.

Quanto ao sucesso de seu primeiro livro “Sonhar

Alto, Pensar Grande”(Editora Gente),

Theunis relata que escreveu-o, não visando

resultados econômicos, mas sim por gratidão

a tudo que a vida lhe proporcionou e vontade

de retribuir à sociedade, principalmente aos

jovens, uma parte de tudo isso.

“A não ser saúde, não tenho coragem de pedir

mais nada a Deus. Já recebi muito”, diz Theunis,

que doa 100% dos valores recebidos como

30


direitos autorais, para instituições oficiais de

caridade.

Não mais me acrescenta nem diminui os bens

materiais.

Preciso deixar aqui um pouco daquilo que a

vida me possibilitou construir, para encorajar

aqueles que estão nesta caminhada. Somos todos

iguais, temos todos as mesmas oportunidades

em fazer acontecer, em buscar os nossos

sonhos.

Meu livro se prende nisso: mostrar que o segredo

para o sucesso é a persistência, o sonhar,

a busca para chegar ao topo. Cada um de nós

tem o seu topo.

“Este livro é genuíno, não é ficção.

É a história verdadeira de um soldado, que

voltou para casa. vencedor das suas batalhas,

que foi lançado em abril/2016 e já está na 6ª

edição ”, tendo entrado na lista dos mais vendidos,

na revista Veja e Folha de São Paulo, declarou

Theunis.

Em seu Livro Sonhar Alto Pensar Grande ,

Theunis enumera os 15 mandamentos para o

Sucesso no Mundo Corporativo e espera que

os seu leitores possam realizar uma reflexão

sobre o assunto. Vamos a eles:

1. Sonhe alto e faça planos desafiadores para

o futuro.

2. Não delegue seu destino a terceiros.

3. Aprenda a dizer não, sempre que necessário

e na hora certa.

4. Não cultive relacionamentos destrutivos.

eles são epidêmicos.

5. Discipline-se com pensamentos positivos. A

vida fica mais suave.

6. Reflita sobre as consequências dos seus atos

antes de colocá-los em prática.

A ABRH-SP, presidida por Theunis (gestão

2016-2018), criou o CONALIFE-Congresso

Nacional de Liderança Feminina, em parceria

com a ONU Mulheres.

Sua terceira edição foi realizada no dia 24 de

maio, no Hotel Unique, na capital paulista, O

Senhor abriu o evento dizendo que:

“ Após séculos, a opressão, segregação e desigualdade

de gênero, de raça, opções sexuais e

outras, não deram certo e estão com os dias

contados”.

Todos seres humanos do bem, devem se engajar

nessas lutas com ações construtivas e práticas

por um mundo melhor, também nestes

quesitos?

“Nós, profissionais que atuamos em gestão de

pessoas e que temos a oportunidade de abordar

e influenciar esses temas diretamente, precisamos

propor ações concretas.

Sei que a luta é longa”. Ao pedir-lhe um exemplo,

Theunis informou que além de ter uma

mulher negra no Comitê de Conteúdo do CO-

NALIFE, a ABRH-SP disponibilizou cinco inscrições

gratuitas para a participação de jovens

universitárias negras no congresso. Ainda é

pouco, mas, é um início”

E para finalizar este bate-papo muito interessante,

solicitei ao Theunis Marinho que deixasse

um recado para os empresários brasileiros:

“A cada dia, o mercado de trabalho exige resultados.

E isso não ocorre somente nas grandes empresas.

Com a necessidade de lucrar mais,

através da inovação e eficiência, pequenos empresários

também tornam seus ambientes de

trabalho competitivos, fazendo com que seus

colaboradores gerem lucros, independente das

condições em que se encontram.

Por isso, você que é empresário, fique mais

perto de sua equipe ouça mais e compartilhe

mais e com isso tenho a certeza de que você vai

prosperar junto com a sua equipe.”

7. Cultive suas amizades, mesmo que sejam

passageiras.

8. Aprenda com seus erros. eles são ótimos

“professores”.

9. Não sofra por antecipação.

10. Não apague seu passado. ele é seu alicerce

mais profundo. negá-lo é tornar-se um “indivíduo

falsificado”.

11. Não adie as soluções para seus problemas.

resolva-os respeitando o tempo e todos os envolvidos.

12. Perdoe quem já o magoou. Você desocupará

espaços para preenchê-los com coisas boas.

13. Estude sempre.

14. Errar é inevitável.

15. Tenha bom humor.

31


33


Expert em finanças conta quais são as principais características dos investidores

que obtêm sucesso

Além do fator tempo, a conscientização financeira

também é um ponto essencial. Sem uma

boa base de educação financeira, a curva de

aprendizado desta pode ser longa.

Além de entender de conceitos básicos de finanças,

é importante que o investidor se conheça,

entenda seu perfil de risco e saiba como

ele reage às variações de mercado que impactarão

seus investimentos. Silva ressalta que

“o quanto antes a pessoa começar a executar

um plano de investimentos, mais tempo ela

terá para adquirir o conhecimento necessário

a fim de conseguir atingir seus objetivos financeiros

no futuro”.

risco e diversificação.

Sobre a Maway Global Investments

http://maway.us/

Thiago Silva - tsilva@maway.us - +55 (21)

991806867

êxito vai além da faixa etária, do perfil de

O risco e do tempo de investimento

Dinheiro não simboliza somente poder e status,

também significa liberdade.

Porém, como revelou uma pesquisa da Associação

Brasileira das Entidades dos Mercados

Financeiro e de Capitais (Anbima), somente

24% da população brasileira economicamente

ativa faz algum tipo de aplicação financeira.

Deste percentual, 42% está na classe A e 18%

na C. Em contrapartida, 62,34% dos entrevistados

disseram não conhecer nenhum tipo de

investimento.

Investir dinheiro é um tema que chama a atenção

cada vez mais, e o quanto antes uma pessoa

começar a fazer investimento, melhor.

“Nos países em que a educação financeira faz

parte do cotidiano das famílias e a poupança

está mais enraizada na cultura, é muito comum

que os investimentos comecem a ser feitos bem

cedo. Em alguns casos, antes da criança nascer,

os pais já estão investindo para elas”, revela

Thiago Silva, fundador da Maway Global Investments.

O tempo como aliado

A longo prazo, os investimentos se beneficiam

do fator tempo. Por exemplo, uma pessoa de 40

anos que nunca fez nenhum investimento, mas

pretende juntar R$1 milhão até os 50 anos, teria

de investir R$ 6.102,05 mensalmente, considerando

uma taxa fixa de juros de 0.5% ao

mês.

Em contrapartida, se os pais deste mesmo indivíduo

tivessem começado a poupar em seu

nome desde o nascimento, ele precisaria aplicar

somente R$ 264,05 ao mês, considerando a

mesma taxa fixa de juros, para chegar ao mesmo

R$ 1 milhão ao atingir seus 50 anos.

Faixa etária como influência

Em qualquer faixa etária, quem quer investir

deve considerar tanto o prazo quanto o perfil

de risco.

Um investidor jovem que está iniciando um

projeto de investimentos de longo prazo, se beneficia

do fator tempo. Isso porque sua carteira

de investimentos suporta maiores variações, e

ele pode acessar ativos com menores liquidez

em busca de um retorno relativamente maior.

Já a pessoa em uma faixa etária mais avançada,

muitas vezes, vai estar preocupada com a manutenção

do seu patrimônio e a utilização dos

recursos acumulados.

O portfólio deste investidor, muitas vezes, não

suporta variações grandes. Também é preciso

considerar que é uma fase da vida na qual o

investidor vai precisar de liquidez dos seus investimentos

no curto prazo.

Quem pode se tornar um investidor?

Silva acredita que “mais do que simplesmente

poupar, todas as pessoas devem se tornar investidores.

Ter uma mentalidade investidora

faz a diferença”.

Se tornar um investidor não quer dizer que

se faz necessário ter profundos conhecimentos

técnicos na área de finanças. Basta ter uma

consciência financeira, planejamento bem

definido e ser disciplinado na execução deste

plano. Contar com a ajuda de um profissional

da área pode trazer benefícios e ajudar nesse

processo.

Eis as principais características dos investidores

que obtêm sucesso, mesmo não sendo profissionais

de investimentos:

- Possuem consciência financeira e conhecem

seu perfil de risco;

- Definem um planejamento de investimentos

adequado ao prazo em que os recursos serão

necessários e ao seu perfil de risco;

- São extremamente disciplinados na execução

de seus planos;

- São fiéis ao plano, mesmo quando ocorrem

variações pontuais de curto prazo;

- São capazes de montar um portfólio balanceado

em termos de liquidez dos ativos, grau de

35


Cresce a procura de serviços de proteção contra crimes na internet

Além de crimes como pishing, pornografia

infantil, violação de direitos autoriais e invasão

de servidores, o Brasil tem sofrido cada

vez mais como os trolls, “monstrinhos digitais”

que atacam na internet.

Fernando Azevedo, sócio da Silicon Minds e

autor dos livros “Segredos de Reputação Online”

e “O Negócio Sujo das Fake News”, afirma

que existem hackers profissionais operando

neste segmento. Porém são muitos os casos de

contas falsas no Instagram e Twitter criadas

para difamar pessoas.

Segundo ele, as pessoas confundem liberdade

de expressão com discuro de ódio. “Quando

você posta uma reclamação sem ofensas na sua

conta pessoal, é liberdade de expressão. Quando

você cria uma conta anônima para assediar

e difamar, é crime.

E as redes sociais são obrigadas pela lei a dizer

quem as criou. Se você sofreu uma injustiça,

contrate um advogado, entre com uma ação,

não tente resolver o problema se tornando

mais um troll na internet.

Segundo Fernando, no caso de hackers, a preocupação

aumenta muito. “Vemos muitos casos

de pessoas sem preparação e sem noção criando

conta fake no Instagram para assediar pessoas

e familiares, mas o que nos preocupa são

hackers, que sabem usar VPNs (Virtual Private

Network - rede privada virtual para mascarar

seu endereço na internet), que sabem invadir

emails e informações pessoais, estes podem fazer

um estrago muito maior e ainda se conseguem

manter no anonimato.

Nossa empresa cria armadilhas para incrimar

estes criminosos, mas sempre trabalhamos somente

na defesa.”

36

Perguntamos a jornalista Elaine Raquel Assis,

especialista em crimes cibernéticos, como

se aplica a lei brasileira para criação de perfil

falso para difamação, bully, cybertalking e

fake news. Elaine responde citando o advogado

criminalista e constitucionalista, Dr. Adib

Abduoni. Segundo ele, a criação e utilização

de um perfil falso com a finalidade de caluniar,

difamar, injuriar ou ameaçar alguém, além de

representar causa de responsabilização penal

pelos crimes em espécie (CP, artigos 138, 139,

140 e 147), também constitui a prática do crime

de falsa identidade, previsto no artigo 307

do CP (atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa

identidade para obter vantagem, em proveito

próprio ou alheio, cuja conduta dissimulada é

repudiada pela Constituição Federal ao vedar o

anonimato como forma de garantir a liberdade

de expressão (CF, artigo 5º. IV).

Para rastrear o hacker através do endereço de

internet, Dr. Adib diz que a obtenção da identificação

do endereço de protocolo de internet

constitui mecanismo indispensável acerca do

descobrimento do criador do perfil falso, cuja

obtenção, regulada pela Lei 12.965/2014 (Marco

Civil da Internet), deve se dar por meio de

autorização judicial – em caráter de liminar ou

não – com vistas a formar o conjunto probatório

do processo judicial cível ou penal, cuja

ordem será dirigida ao provedor de acesso

responsável pela guarda e fornecimento desses

registros, desde que fundados os indícios da

ocorrência do ilícito, sem prejuízo da preservação

da intimidade, da vida privada, da honra e

da imagem das partes direta ou indiretamente

envolvidas.

Existe alguma legislação vigente no Brasil para

crimes de internet?

A responsabilidade penal por crimes cometidos

no ambiente digital – à exceção daqueles

estabelecidos na Lei 12.737/12 (Lei Carolina

Dieckmann) sobre a tipificação penal da invasão

de dispositivos informáticos alheios, cometida

por hackers para coleta de dados sem

autorização – padece de uma legislação específica,

o que não impede a incidência dos tipos

penais comuns sobre essas condutas contrárias

à norma penal.

Nessa senda, pouco importa o meio pelo qual a

prática do crime seja consumada – real ou virtual

-, a exemplo dos crimes contra a honra e a

liberdade pessoal (calúnia, difamação, injúria,

constrangimento ilegal ou ameaça) previstos

no Código Penal, além dos crimes previstos

no Estatuto da Criança e do Adolescente, atinentes

à produção e reprodução de cenas de

sexo explícito ou pornográfica, envolvendo os

infantes, assim como os delitos contra as relações

de consumo estabelecidas no Código de

Defesa do Consumidor cujo exemplo clássico

é a propaganda enganosa.

É importante ressaltar que, muitas vezes o ataque

vem do ambiente familiar, atraves da internet.Se

a vítima souber quem é seu agressor

virtual (ex marido , namorados, amigos etc),

basta imprimir a mensagem difamatória ou

ameacadora e levar à Delegaciad a Mulher e

prestar queixa, completa Elaine.

“O Brasil precisa acordar para que assédio e

difamação na internet é crime! E as pessoas

precisam parar de usar a distância para criticar

usando difamação e assédio. Mais ainda, as

redes sociais precisam ser mais ágeis na resolução

destas contas e postagens”, diz Fernando

Azevedo da Silicon Minds.

Segundo o Instagram, por exemplo: “Se uma

conta for criada com o intuito de exercer

bullying ou de assediar outra pessoa em seus

posts, após a pessoa prejudicada denunciar o

abuso, essa conta poderá ser bloqueada”.

Parece fácil, mas na verdade não é. “A maioria

das pessoas desconhece esta regra e nem sabem

como reportar. Além disso, a própria rede

social exige dezenas de denúncias da conta do

troll, com morosidade de semanas para tornar

efetiva a ação.” – diz Azevedo.


Cyberbullying ou assédio virtual, segundo a

Wikipedia, é uma prática que envolve o uso

de tecnologias de informação e comunicação

para dar apoio a comportamentos deliberados,

repetidos e hostis praticados por um indivíduo

ou um grupo com a intenção de prejudicar o

outro.

Entretanto, não é somente este o problema.

Cyberstalking consiste no uso de ferramentas

tecnológicas com o objetivo de perseguir ou

assediar uma pessoa, segundo a Wikipedia. E

ainda temos outros problemas como criação

de fake news, pornografia infantil e violação de

direitos autorais.

Fernando Azevedo reporta alguns passos importantes

que uma pessoa pode utilizar quando

é assediada na internet:

“Existem alguns passos importantes que as

pessoas podem seguir ao lidar com notícias

falsas, cyberbullying e cyberstalking. Os processos

legais podem demorar, então temos algumas

dicas:

“O primeiro passo salvar todas as etelas e depois

reportar a conta que está causando o problema

e pedir para que amigos, colegas e seguidores

façam o mesmo.

No caso de assédio em comentários, o Instagram,

em “configurações”, tem um filtro de

comentários que pode banir as palavras que o

incomodam.

O usuário pode fazer um post pedindo ajuda

a seguidores e relatando o problema. Ele também

pode emitir press releases informando a

verdadeira história.

Ao responder a notícias e ofensas falsas on-line,

lembre-se da regra de ouro das mídias sociais:

“seja positivo ou fique quieto”. Desativar

contas de todos os membros que podem ter

dificuldade em controlar seu temperamento.

Para os trolls amadores, Fernando ainda dá a

dica: “Não é porque você está protegido atrás

de uma tela que você vai ficar impune. Aja dentro

da lei sem difamação e sem assédio.

Você tem liberdade de expressão, use-a com

responsabilidade.” Fernando ainda completa

com os 5 passos para uma crítica construtiva:

seja gentil, seja objetivo, seja específico, seja

claro no seu objetivo em como resolver o seu

problema, não faça em anonimato.

O problema é tão grave que Fernando Azevedo,

junto com a jornalista Livia Clozel, começaram

uma campanha com o hashtag #helpmeinternet

no site https://helpmeinter.net

. A idéia é usar o poder do crowdsource para

ajudar a reportar crimes nas redes sociais.

“Caso eu esteja sofrendo cyberbullying de ‘fulanodetal’,

eu posso fazer um post na minha

conta ‘#helpmeinternet fulanodetal está me

atacando’.

Assim as pessoas poderão ver meu pedido,

ir até a conta do suposto agressor e avaliar se

realmente está ocorrendo um abuso para ajudarem

a reportar a conta do troll para a rede

social.”

Sobre a Silicon-Minds

A Silicon-Minds busca maneiras efetivas para

marcas e pessoas físicas conquistarem uma

presença positiva online, por meio de E-Commerce,

Seo, Apps e Online Reputation. A empresa

de Reputação Online é americana, fundada

em 2014 por brasileiros, com sede em

Miami e Vale do Silício.

A inovação que apresenta ao mercado brasileiro,

Reputation, consiste em manter uma reputação

online positiva de maneira constante,

uma vez que a necessidade em ter uma boa reputação

pode aparecer em qualquer momento.

Por exemplo: solicitação de faculdade no exterior;

abrir uma empresa; preservar e proteger

o status social e familiar; participação em

concursos públicos ou privados; concorrendo

em cargos eletivos ou políticos; networking;

novos negócios; obter um empréstimo; captação

de recursos; compra de imóvel; e atrair

novos clientes.

Home - Help me Internet

#helpmeinternet

HelpMeInternet.net is an initiative to protect

us from bullies, stalkers and all kinds of abuse

behavior on the internet.

helpmeinter.net

37


E SE O BILL GATES TIVESSE NASCIDO NO BRASIL? POR: RODRIGO

MANCINI É ECONOMISTA, MESTRE E DOUTOR EM GEOGRAFIA

ECONÔMICA, EMPREENDEDOR E EMPRESÁRIO.

que tinha um ‘Clube de Informática’. Detalhe:

instalado na escola onde ele estudava.

O próprio Bill Gates reconhece que esta facilidade

de acesso aos computadores foi sorte, já

que naquela época o número de adolescentes

com a mesma oportunidade, chutando muito

alto, não chegou a 50 em todo o mundo.

Sendo assim, se Bill Gates tivesse nascido aqui

no Brasil, na mesma época e numa família sem

muitas condições financeiras, muito provavelmente,

não teria contribuído com tanto sucesso

para o avanço da computação!

E ao aplicarmos esta mesma ideia para outras

realidades, ainda que distintas, parece que

tudo caminha para a mesma lógica.

E se o Bill Gates tivesse nascido

no Brasil?

Ter a sorte de estar no lugar e na hora certa

pode ser fundamental para o seu sucesso.

Já ouvimos por inúmeras vezes que a relação

entre sorte e sucesso é inexistente. Frases

como: “o sucesso não é uma questão de sorte,

é uma questão de competência” ou "sorte é o

nome que o vagabundo dá a quem se empenha"

são repetidas por alguns especialistas e

muito compartilhadas nas redes sociais.

As histórias de sucesso de grandes personalidades

que deixaram algum legado positivo

para a humanidade e que nos inspiram, sempre

ressaltam que o topo foi conquistado exclusivamente

pelos seus talentos e muita garra.

É claro que atribuir todo sucesso a sorte seria

um grande erro, mas ignorá-la completamente,

também pode ser!

E isso podemos verificar no livro “Fora de Série

– Outlier”, de Malcolm Gladwell. Ao estudar a

trajetória de grandes “celebridades”, o autor

mostra algumas circunstâncias ou “golpes de

sorte”, que foram fundamentais, por exemplo,

para Bill Gates.

Além de sua genialidade (talento) e do acúmulo

de mais de 10 mil horas de experiência em

programação (garra), outros eventos também

contribuíram para o seu sucesso.

O lugar, época e família em que nasceu, segundo

o autor, foram importantes para a construção

de sua brilhante carreira.

O pai era um renomado advogado e seu avô

materno um banqueiro muito rico, o que lhe

proporcionou acesso as melhores escolas.

Nasceu nos tempos pioneiros da revolução dos

computadores e vivia numa das únicas cidades

Por exemplo, e se o Neymar tivesse nascido no

Marrocos?

Nascer no Brasil, um país com tradição no futebol,

viver próximo a um clube e ter acesso a

oportunidades de praticar este esporte podem

ser considerados os ‘golpes de sorte’ que, somados

ao seu talento e determinação, resultaram

no sucesso que está aí para todo mundo ver.

Ao que tudo indica, a sorte é um elemento que

pode agregar valor à fórmula do sucesso. Evidente

que não poderíamos considerá-la como

condição.

Até porque a psicologia do sucesso já mostrou,

com estudos e pesquisa, que garra é o principal

componente do sucesso.

O que explica, inclusive, porque muitas pessoas

talentosas, mas sem garra, nunca alcançarem

o sucesso.

Enfim, acredito que a grande provocação deste

texto está em quebrar a crença de que a sorte

não existe.

E assim, ampliar a nossa visão para enxergarmos

oportunidades que já se fazem presentes

em nossas vidas ou ainda acreditarmos em situações

inesperadas, que podem acontecer a

qualquer momento, e que somadas ao nosso

talento e garra, contribuirão significativamente

para as nossas conquistas.

Pensando assim, vale até uma “fezinha” na

mega sena.

De repente, aí está o ‘golpe de sorte’ que precisamos

para os nossos projetos e negócios!

Porém, repito: não podemos ter a sorte como

condição, apenas como um elemento que pode

agregar valor à nossa trajetória.

*Rodrigo Mancini é economista, Mestre e

Doutor em geografia econômica, empreendedor

e empresário.

39


OS DESAFIOS DA LOGÍSTICA A PARTIR DA INSTABILIDADE ECONÔMI-

CA E MERCADOLÓGICA DO CENÁRIO ATUAL Por: Gilvam Vieira da Silva

Especialista em Metodologia do Ensino Superior, com mais de 20 anos de experiência

como Pesquisador Acadêmico em Logística e Supply Chain Management

mandatório, acima de tudo, estabelecermos

o que determinamos como foco para

É

que o leitor entenda aquilo que apresentaremos

no propósito deste prelúdio inicial:

Entre a resiliência e a flexibilidade fique com

as duas. No entanto, a logística não é uma atividade

tão simples, como muita gente imagina

e também não é tão fácil. A logística é uma atividade

de soluções de problemas, isto é, uma

atividade meio, porém, que representa muito

na competitividade na atividade fim de qualquer

empresa.

Nesta ambidestria agora e sempre, como primeiro

passo deste trabalho julgamos de suma

importância considerar que a flexibilidade da

logística em cenário de crise compreende a

adaptação a mudanças na realidade (homeostase)

e capacidade de restaurar os níveis de

resposta e de operação (resiliência).

A logística possui uma atuação fundamental

nos processos das empresas. Em tempos de

instabilidade econômica e financeira, o setor

ainda merece destaque, por ser um potencial

agregador de valor aos clientes. As novas formas

de pensar na atividade logística mediante

o atual cenário, favorece para o surgimento de

parcerias com distribuidores ou mesmo com

outras empresas com o objetivo de rateio de

custos e otimização de processos.

Independente do cenário econômico a logística

pressupõe flexibilidade, resiliência e dinamismo,

uma vez que as variáveis mercadológicas

mudam em alta velocidade, seja por meio

da economia,concorrência, sazonalidades, ou

mesmo mudança de hábitos dos clientes.

40

Em tempos de crise só são nichos de oportunidades

para aqueles que tem a capacidade de

gerir toda a cadeia logística de forma resiliente.

Neste sentido, vamos explorar a crise para implementar

uma logística resiliente e flexível, e

com o objetivo principal de alertar e assegurar

que a resiliência e a flexibilidade são vanguardas

no mundo moderno.

Sem elas, fica muito mais difícil gerenciar qualquer

negócio. Metodologias rígidas de controle

não são muito adequadas às constantes transformações

do mercado e às contínuas inovações

disruptivas e tecnológicas.

As operações logística envolvem processos, estratégias,

recursos, materiais, procedimentos,

informações e sistemas. Se existem tantas variáveis

mutantes e flutuantes inerentes à logística,

é preciso que implementemos uma logística

resiliente.

Segundo a reportagem da revista exame (online)

publicado em março/17: “A crise econômica

exige que as organizações adquiram e

desenvolvam novas competências para conquistar

e manter clientes.

Frente a este cenário, a estruturação logística

tornou-se fundamental nas empresas, sendo

vista como uma oportunidade de diferenciação

e vantagem competitiva”.

Assim como na logística militar, a gestão flexível

deve estar apta a responder às mudanças do

ambiente externo (crise).

Para compreender como a flexibilidade pode

ser aplicada com eficiência na logística e aumentar

o potencial competitivo é necessário

considerar alguns exemplos práticos, como os

que seguem.

Flexibilidade de mix: se trata da personalização

dos produtos, dando ao cliente maior variedade

de opções (cor, tamanho, quantidade).

Já a flexibilidade de entrega consiste na habilidade

para reprogramar a entrega de bens e

serviços, considerando as formas de reposição

— reposição contínua, em que a quantidade é

fixa, mas o período é variável e reposição variável,

em que a quantidade é variável, mas o

período é fixo.

A flexibilidade de volume é a habilidade para

modificar os níveis de produção ou atividade.

E a flexibilidade estratégica considera, especialmente,

o aparecimento de

novos concorrentes no mercado, a parceria

entre os concorrentes, a inovação por meio

do lançamento de novos produtos e assim por

diante.

Há a flexibilidade de processos, que é o conhecimento

e integração dos processos envolvidos

na cadeia de suprimentos (uso de ERP contribui

para conferir essa flexibilidade).

A flexibilidade de gestão permite ações e reações

que atendam prontamente as necessidades

do negócio.

E a flexibilidade dos fornecedores é conjunto

ajustado de fornecedores que oferecem fontes

de suprimentos de materiais.

É importante o compartilhamento de informações

e o processo colaborativo para compreender

melhor a demanda futura.

A flexibilidade dos transportes considera que

tanto o transportador quanto o veículo precisam

se adaptar às exigências do cliente. As

atividades de transporte representam mais que

movimentar cargas de um ponto a outro.

A flexibilidade de armazenagem considera que

todos os elementos que constituem o sistema

de armazenagem (estocagem, movimentação)

devem funcionar com agilidade e eficiência. A

estrutura física é um item fundamental, bem

como a possibilidade de aplicar o sistema cross-docking,

que dispensa a necessidade de armazenagem

por períodos longos.

A flexibilidade do canal de distribuição precisa

ser amparada pela TI e considerar a manutenção

de estoques perto do cliente (logística de

antecipação), bem como o adiamento de certas

operações (etiquetagem, embalagem) para um

momento mais próximo dos pedidos concretizados

(logística de postergação).

E a flexibilidade de serviço ao cliente é o resultado

final da execução de todas as outras

operações logísticas. É necessário atender as

necessidades específicas de cada cliente.

A flexibilidade logística pode oferecer muitas

vantagens, inclusive operacionais. Já vimos que

ela ajuda a aumentar o potencial competitivo.

Além disso, ela permite:

agilidade de resposta, com o desenvolvimento

de serviços mais rápidos; maximização do

tempo; manutenção da confiabilidade, mantendo

as operações dentro do que foi programado.

Homeostase: Com influência do meio externo

(crise), manter uma condição estável, mediante

múltiplos ajustes internos. - Resiliência:

A capacidade de se recuperar ou se adaptar a

mudanças, nesse caso oriundas da crise. - Crise:

Evolução, distúrbio ou retrocesso econômico.

Não existe formula mágica, as Organizações

se adaptam a tudo a sua volta e a todo momento,

as vezes de forma lenta quase imperceptível

e as vezes de forma drástica. A Logística não

foge a isso, assim como outros setores das Organizações

irá se adaptar.

Sua forma de agir, pensar e enxergar processos,

métodos, novas tecnologias e até mesmo

a próprio medo generalizado, onde é proporcional

ao tamanho da crise ou do problema,

gera uma reflexão profunda de toda a cadeia

de abastecimento e consequentemente mudará

a realidade, mudando paradigmas, porém

Organizações medíocres se resumem apenas


em demissões e reduções de custos, o que não

está errado, mais pouco significativo no que

diz respeito a conceitos e mudanças profundas.

Executar os processos com extrema eficácia

em ambiente e escassez de recursos mantendo

o nível de serviço e reduzindo custos, torna-se

um grande desafio para a logística, algo que em

alguns processos pode ser muito perigoso, mas

muitas vezes as empresas não tem alternativa.

Veja que em muitas empresas gasta-se muito

tempo para corrigir erros, ajustar inventário,

acertar cadastros mal feitos.

Então se fizessem certo da primeira vez muitos

custos seriam eliminados ou até flexibilizados.

A logística pressupõe flexibilidade e resiliência

com ou sem crise, pois as variáveis (mutantes

e flutuantes) que a definem estão sempre mudando.

A proposta logística é altamente desafiadora.

As empresas precisam criar metodologias alternativas

para atender as demandas mercadológicas,

visando atender as necessidades dos

clientes com qualidade e eficácia.

Por outro lado, precisam trabalhar de forma

estratégica e criativa com o intuito de não impactar

de forma insatisfatória os custos das

operações logísticas, tornando o produto incompetitivo

no mercado.

Se por um lado, a palavra crise está estampada

todos os dias nas principais páginas de notícias

da internet, de jornal, na televisão, no rádio.

Os números apresentados sobre a economia

são cada vez mais alarmantes e desanimadores.

Diante de tal cenário, uma característica essencial

para não se deixar abater e seguir em frente

é a resiliência. No campo da física, esse termo

é utilizado para calcular o quanto de energia

pode ser absorvido por um material que ao

sofrer um determinado impacto é capaz de se

regenerar e voltar a sua forma original, mesmo

depois de deformado.

E justamente por conta disso a palavra resiliência

foi apropriada por pesquisadores que passaram

a se interessar em estudar pessoas que

permaneciam saudáveis mesmo sendo expostas

a severas adversidades.

Por outro, o termo resiliência pode ser entendida

como a capacidade do indivíduo de

"segurar as pontas" em situações de pressão e

situações adversas (que pode ser de situação

problemática mal definida ou de situação problema

explícita onde se requer mudanças sistematicamente

desejáveis e culturalmente viáveis

com vistas para uma ação para melhorar a situação

problema, usando suas habilidades para

crescer e aprender com os desafios.

A cadeia de abastecimento é composta por

vários setores, representando um conjunto de

processos necessários para obter materiais,

agregar- lhes valor dentro da concepção dos

seus clientes e disponibiliza-los onde e quando

os clientes desejarem.

Enfim, é um setor dinâmico, cheio de desafios

e muito propenso a conflitos. Quem decide

trabalhar nas áreas que envolvem o abastecimento

e obter sucesso, precisam ser profissionais

resilientes e não resistentes.

Em períodos de crise, onde as empresas precisam

ser rápidas para acompanhar as mudanças

do mercado, é comum o profissional resistente

atrapalhar o ritmo do processo, pois ele resiste

em sair da zona de conforto, onde normalmente

não existem riscos e ele não terá aborrecimentos.

Diferente do profissional resiliente,

que sempre é flexível e contribui com a empresa

de forma positiva.

Cada vez mais as empresas de classe mundial

direcionam seus esforços no sentido de usar

velocidade e rapidez nas entregas como estratégias

competitivas.

A velocidade é o principal mandado da logística

contemporânea, e seu objetivo consiste em

executar as atividades essenciais mais rapidamente

e com maior precisão.

Com isso você já pode ter percebido que o foco

principal da velocidade é aumentar o giro de

estoques, uma vez que existe uma relação direta

entre a estrutura da cadeia logística e a redução

do tempo de entrega.

Não existe receita mágica no mundo dos negócios

e, diante desse cenário, é mandatório e

imperativo oferecer aos clientes a maior flexibilidade

possível dos processos logísticos para

atender suas necessidades (prazos de entrega

reduzidos, competitividade nos preços através

da racionalização dos custos de produção, disponibilidade

de estoque, etc.).

Flexibilidade e resiliência é tudo, pois processos

rígidos não respondem a mudanças constantes

que nosso país necessita e vive.

A flexibilidade e resiliência logística fará a diferença

entre o sucesso e o fracasso.

O maior caos que temos no Brasil é logística

atual, em detrimento da nossa crítica infraestrutura

(malha logística) precisamos criar alternativas

estratégicas.

Não somente a Logística, mas sim todas as áreas

das corporações tem que se lançar em projetos

de readequação de demanda e certamente

ter a flexibilidade em se ajustar num cenário

aparentemente "pós-recessivo", há indícios de

que a economia esteja tendo uma leve retomada,

sendo assim necessitará novamente de

flexibilidade nas readequações das demandas.

Uma logística flexível, certamente encontrará

o estado da arte e o caminho das soluções para

crise, tonando-se uma logística resiliente.

A uma logística resiliente à crise pode-se utilizar-se

de alguns recursos como a criatividade e

inovação, buscando maneiras não convencionais

e nunca antes imaginadas para ultrapassar

o atual cenário de crise. Torna-se imprescindível

atribuir grande valor a logística, justamente

pela vantagem competitiva sobretudo em um

ambiente mercadológico de incertezas.

Considerando que a base de tudo é a ciência

da Administração e sua essência é gerar recursos

(humanos, materiais e financeiros), certamente

quem não se adequar de forma rápida e

estratégica estará comprometendo sua permanência

no mercado.

Além, da parte técnica a situação exige integração

econômica.

A maximização da utilização, sempre atenderá

o interesse organizacional.

Como dizia Albert Einstein, não se pode solucionar

um problema no mesmo nível em que

ele foi apresentado. Afinal, a sua logística é flexível

e resiliente?

Adm. Gilvam Vieira da Silva - Registrado no

Conselho Regional de Administração de João

Pessoa - Paraíba (CRA –PB) sob o número 1-

5243.

Especialista em Metodologia do Ensino Superior,

com mais de 20 anos de experiência como

Pesquisador Acadêmico em Logística e Supply

Chain Management

Contato: admgilvan@yahoo.com.br

41


NOTICIAS - CULTURA DO BRASILEIRO É RASA QUANDO SE FALA EM

COMBATE A CORRUPÇÃO, AFIRMA ESPECIALISTA

para difundir o assunto na organização, auditorias

para ter um monitoramento eficiente e

engajamento da alta liderança são outros aspectos

importantes. “Precisa ter engajamento

de diversos setores e áreas, transformando em

uma questão global na companhia”, comenta.

E no caso de flagrar um caso ilícito?

Quando o empresário descobre um ato ilícito

dentro da organização, isso é um sinal que a

gestão de risco já falhou, já que não conseguiu

antecipar esse risco e agir proativamente.

“É claro que tem que trabalhar de maneira

reativa e proativa, abrir um inquérito policial,

se for funcionário, e dispensar por justa causa,

amparado pela área jurídica”, comenta.

O mais importante nesse caso é que depois do

fato, é necessário rever a gestão de riscos, com

o objetivo de embutir novos elementos para

que a empresa não seja mais pega de surpresa.

Fonte: Amcham Brasil

Campo Grande /MS - Mauricio Roncato

deu dicas de como construir um programa

de compliance e de gestão de riscos

Apesar de mais discussão sobre combate a

fraudes e corrupção, a cultura do brasileiro

ainda é rasa quanto ao assunto.

Essa é a avaliação de Mauricio Roncato Piazza

- Professor de Pós Graduação nas instituições

FESP (Faculdade de Engenharia de São Paulo/

Brasiliano e Associados) e FIA (Fundação Instituto

de Administração).

O convidado especial do comitê Estratégico de

Economia e Finanças da Amcham – Campo

Grande falou sobre compliance e gestão de riscos

no dia 26/06.

“O brasileiro precisa olhar um pouco para dentro

de si em pensar em ser íntegro, em integridade.

Porque enquanto ele faz pequenas ações

que não são íntegras durante o dia, ele não tem

como fortalecer isso [a cultura anticorrupção]

na sociedade. Antes de serem políticos, eles

são brasileiros, tem a mesma base de todos

nós. Cada um ter que fazer o dever de casa”,

comentou.

O especialista lembra que a Lava Jato foi um

grande passo para o setor privado refletir sobre

assuntos como gestão de riscos, integridade

42

corporativa e compliance.

“E esse assunto precisa ser cada vez mais discutido.

Comecei a trabalhar em gestão de risco e prevenção

à fraudes em 2008 e passei por várias

fases de evolução desse assunto, e ele nunca

evolui tanto quanto agora”, ressaltou.

Como montar um programa de compliance

fortalecido?

Independente de a empresa ser pública ou privada,

Roncato cita alguns elementos essenciais

para a construção de uma política de compliance

efetiva.

Um dos primeiros é a cultura da empresa.

“Costumo falar em compliance viável:

quando o compliance é viável? Quando consegue

entender o negócio, a cultura da empresa.

A pessoa que está fazendo esse trabalho precisa

manter elos com áreas importantes da empresa,

construir o programa baseado em integridade

e em sua viabilidade”, resume. Por isso,

o trabalho deve envolver a implementação de

uma área de avaliação de risco proativa, que

consiga identificar e antecipar questões; outra

área importante é a de controles internos, para

que possa dar segurança a esses processos da

companhia.

Uma equipe de treinamento e comunicação


ARTIGO - Devo aceitar qualquer emprego? Por: Fernanda Andrade é Gerente

de Hunting e Outplacement da NVH - Human Intelligence.

No entanto, tudo depende do ponto de vista

e das oportunidades que podem ser oferecidas

futuramente. Nesse sentido, é imprescindível

analisar as possibilidades de plano de carreira

e desenvolvimento que a empresa pode proporcionar.

Às vezes, vale a pena encarar um

sacrifício temporário.

O candidato também deve sempre avaliar o clima

organizacional.

Pesquise sobre a empresa e, se possível, procure

conversar com atuais e ex-colaboradores.

Ninguém melhor do que eles para dizer se vale

a pena investir nesta empresa.

Empresas com bons ambientes de trabalho são

muito mais saudáveis e proporcionam colaboradores

mais felizes e produtivos.

Aquelas que oferecem opção de home office

estão entre as que possuem maior índice de

satisfação. No final, satisfeitos, todos saem ganhando.

Com a crise econômica, o índice de desemprego

está na casa dos 13 milhões. É muita gente

buscando uma recolocação profissional.

E, como o mercado obedece a lei da oferta e da

procura, muitos salários foram reduzidos.

Dessa forma, está praticamente impossível encontrar

a oportunidade dos sonhos. Mas, isso

quer dizer que devo aceitar qualquer emprego?

Não necessariamente.

Todos precisamos trabalhar, mas é preciso

lembrar que o trabalho não é apenas um meio

para a nossa sobrevivência, ele é também um

meio para a nossa realização pessoal e profissional.

Sendo assim, é muito importante que

busquemos uma oportunidade que realmente

nos complete e nos faça cumprir os objetivos

profissionais que traçamos.

A questão financeira é sim muito importante,

mas nunca deve ser avaliada de forma isolada.

Quando surge uma oportunidade de emprego

precisamos nos fazer várias perguntas. A primeira

questão é sobre a cultura da empresa. É

muito importante fazer o que se gosta e em um

ambiente saudável.

Quem não está encontrando uma opção interessante

no mercado de trabalho precisa avaliar

também a possibilidade de seguir uma carreira

solo.

Dependendo da área em que você atua, talvez

seja possível se tornar um consultor. Nessa

hora, também é comum alguns profissionais

resolverem empreender.

Nesse caso, é preciso muita cautela e planejamento

para que o negócio dê certo. Estudar

muito bem o mercado e a área em que se pretende

atuar é fundamental.

Por fim, cabe destacar que a relação entre candidato

e empregador deve ser sempre muito

clara, honesta e transparente.

Trata-se de uma situação equilibrada, onde um

não tem vantagem sobre o outro.

Desempregadas, muitas pessoas tendem a

achar que devem aceitar “qualquer coisa”, mas

isso não é bem uma verdade. Procure negociar

de igual para igual. A empresa não é soberana

e cabe uma relação justa, onde o potencial empregado

se sinta valorizado e respeitado.

Fernanda Andrade é Gerente de Hunting e

Outplacement da NVH - Human Intelligence.

E, não há nada pior do que trabalhar em um

local com o qual não nos identificamos. Tudo

parece se tornar um fardo. E, por mais que a

necessidade financeira seja grande, muito provavelmente

o profissional não irá aguentar isso

por muito tempo.

Outra questão é o alinhamento de competências.

Muitas vagas podem ser para cargos e responsabilidades

inferiores aos que você estava

acostumado e, a princípio, isso pode parecer

muito desestimulante.

44


Sílvia Leão

A Bachellor Cosméticos foi criada através do

sonho de seus fundadores Fábio Dias e Suzana

Vilela Dias. Após anos de pesquisa no setor

cosmético internacional e nacional, foi desenvolvido

um trabalho sério e de qualidade com

produtos elaborados através de matérias-primas

de última geração, especialmente testadas

para as condições climáticas brasileiras. Foram

criados revestimentos especiais e prima-se

por um acabamento sofisticado, visando atender

aos mais exigentes consumidores, sempre

mantendo o comprometimento em relação ao

meio ambiente e o respeito aos animais.

Com quase 10 anos de mercado, a Bachellor

tem cada vez mais se posicionado no mercado

nacional e hoje deseja ser reconhecida como

uma empresa comprometida com seus sonhos.

Por isso, hoje, está entrando no mercado brasileiro

de marketing de relacionamento e oferecendo

estrutura e aprimoramento contínuo

necessários para que você tenha seu próprio

negócio de sucesso.

Possui, em seu universo da beleza, uma completa

linha com mais de 150 itens para cuidados

pessoais, entre eles perfumaria feminina e

masculina, produtos capilares e corporais, entre

outros.

Inserida neste contexto empreendedor está a

Equipe Fênix, fundada inicialmente em Ribeirão

Preto/SP.

Hoje, a equipe conta com diversos líderes com

especialidades diversas, como treinamento de

equipes, coaching, vendas, psicologia, gestores,

empresários e empreendedores em geral, o que

faz com que a Equipe Fênix seja uma das mais

fortes e maiores equipes de MKT de relacionamento

do Brasil.

A equipe Fênix está experimentando neste

momento um crescimento exponencial, isso

aliado aos 5 pilares fundamentais para o desenvolvimento

desse tipo de negócio, que são

eles: i) Produtos de qualidade; ii) Infraestrutura

(capital, logística e TI); iii) Plano de MKT;

iv) A gestão da empresa e v) Momento.

Este último, refere-se ao momento de maior

potencial na indústria do MKT de relacionamento

que ocorre justamente nos 2 ou 3 primeiros

anos após o lançamento oficial da empresa

no mercado de vendas diretas, sendo que,

no caso da Bachellor, ocorrerá dia 28/07/2018.

Ou seja, para aqueles que desejam empreender

e ter seu próprio negócio, esta se trata de uma

oportunidade imperdível!

Pois além de estar inserido no melhor momento

do crescimento de uma fantástica empresa

como a Bachellor, possui a estrutura construída

pela Equipe Fênix, fornecendo todo o suporte

para o desenvolvimento profissional e

pessoal do empreendedor rumo ao sucesso.

E como exemplo da liderança dentro da Equipe

Fênix temos a Coach, empresária e fundadora

da LionRH, Sílvia Leão.

Uma das principais lideranças dentro da Equipe

Fênix, Sílvia vem desenvolvendo um trabalho

de orientação e apoio, sendo um dos pilares

da equipe no desenvolvimento pessoal e

profissional dos empreendedores que compõe

o time.

Para conhecer melhor o projeto, seus benefícios

e todas as suas 9 formas de bonificação,

os contatos da Sílvia Leão estão disponíveis

abaixo.

(16) 98183-9990 - Whatsapp

site: http://silleao.bachellorfamily.com.br/

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Conarh 2018 – Um explorador do futuro chamado RH – Conrado Schlochauer,

cofundador da Affero Lab, fala de pensamento futurista para o RH e como ele

pode ajudar a construir o futuro que deseja

A

clássica discussão sobre o RH ser convidado

a participar do board para discutir

estratégias de futuro continua atual, mesmo

numa época em que a transformação digital

escancara a premência de muitas empresas

mudarem sua cultura para surfar nesses novos

tempos.

“Quando a gente fala de transformação digital,

talvez o principal aspecto seja a cultura organizacional,

mas conheço poucas empresas em

que o RH lidera esse processo; geralmente, é

alguém de TI”, aponta Conrado Schlochauer,

cofundador da Affero Lab, empresa de educação

corporativa, e embaixador da Singularity

University em São Paulo.

Por que isso acontece? Talvez porque o próprio

RH esteja acomodado em um papel que

já não lhe cabe mais; talvez porque a empresa

não enxergue em RH uma área propensa a disrupções.

“O RH vive um momento totalmente

paradoxal: nunca foi tão importante a questão

das pessoas em um mundo focado em tecnologia

e, ao mesmo tempo, nunca foi difícil ele

ser ouvido nesse processo”, coloca Schlochauer.

48

“Quando o RH participa do debate sobre estratégias

estruturadas, efetivas e diferentes daquelas

clássicas para reorganizar a empresa, o

impacto nos negócios é visível.”

Seja qual for a causa, há uma luz no fim do túnel

indicando que isso pode mudar: de acordo

com Schlochauer, a prática corporativa tem

mostrado que, quando o RH participa do debate

sobre estratégias estruturadas, efetivas e

diferentes daquelas clássicas para reorganizar

a empresa, o impacto nos negócios é visível. Já

quando ele se manifesta afeito aos processos

tradicionais, muitas vezes vistos como pouco

impactantes para o negócio, acaba não sendo

ouvido. Sendo assim, dá para levar essa discussão

a um novo patamar.

Se o próprio RH se posicionar como explorador

do futuro, que busca respostas inovadoras

para o presente, poderá se tornar um agente

estratégico, como já acontece em empresas

globais como IBM e Unilever. Para tanto, é preciso

que o RH entenda o ambiente 4.0, em que

as mudanças são constantes, e seja envolvido

como ator do processo de mudanças.

Para ajudar o RH a dar um passo nessa direção,

em agosto, Schlochauer estará no Espaço

Lab Digital, novidade do CONARH 2018 – 44º

Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas.

Em parceria com a Rito, empresa dedicada a

experiências imersivas para pessoas e organizações

vivenciarem cenários complexos e

criarem memórias de futuro, ele conduzirá o

workshop Organização 4.0.

“Costumo me apresentar como presentista,

não como futurista. Tem muita gente boa

olhando o que deve acontecer, mas o meu

olhar é para o que acontece agora. Não falo de

futurismo, mas de pensamento futurista para o

RH e como ele pode ajudar a construir o futuro

que deseja”, define.

A dinâmica a ser aplicada no workshop chama-se

What if (E se…), um jogo de exploração

coletiva de futuros alternativos. “É uma viagem

a fazer, e nós vamos conduzi-la para que se entenda

de que forma o RH participa desse processo”,

finaliza.

O workshop Organização 4.0 vai acontecer no

dia 15 de agosto, das 10h30 às 14h, na sala 3 do

São Paulo Expo.


O que acontece ao seu negócio quando pode contar com

outros empresários geradores de indicações milionárias?

Se duas cabeças pensam melhor do que uma, imagine o

que 20 ou 30 “mentores” poderiam fazer para ajudá-lo,

ativamente, a resolver os maiores desafios na geração de

novos negócios de sua empresa.

É isso que mais e mais donos de empresas, de segmentos

diversificados, que faturam de R$10 milhões a R$200

milhões/ano, em vários países e, agora no Brasil, estão fazendo.

Fazendo reuniões quinzenais, por 90 minutos, regularmente,

para abrir portas a novos clientes, de maneira

colaborativa e sistemática, gerando uma parcela importante

do faturamento das empresas, chegando a mais de 20%

das receitas brutas anuais das empresas participantes.

Há muitos anos, as redes chamadas peer-to-peer, inclusive

no Brasil, vêm tentando através de shows, apresentações

com gente famosa, almoços, workshops e feiras fazer algo

similar. Mas este processo, aparentemente promissor, consome

valioso investimento e tempo. Na prática, tem se

mostrado inviável pela falta de uma metodologia robusta

que proporcione resultados concretos.

A Corporate Connections, alicerçou seu programa de

geração de indicações e referências de negócios num conceito

testado e aprovado por mais de 30 anos, no mundo

inteiro, para ajudar a acelerar o crescimento das MPEs.

No Brasil, assim como em outros 72 países, a organização

BNI – Business Network International, comprovou ser

uma plataforma inigualável, que cresce ininterruptamente

ano após ano desde 1985, tão grande é o resultado gerado

para seus mais de 230 mil membros. Mas, seria possível

algo similar para empresas maiores?

Dez anos atrás, um dos membros da BNI no Canadá, cresceu

aceleradamente com sua empresa. Depois de alavancar

todo o valor que pôde obter do grupo de relacionamento

do BNI a qual fazia parte, se viu, praticamente, forçado a

procurar outros parceiros-empresários, igualmente, bem-

-sucedidos para continuar alavancando seus negócios.

Foi então que surgiu a organização Corporate Connections.

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Claramente, nesse mercado de médias e grandes empresas,

seus líderes, seja da alta direção ou seus respectivos

sócios-proprietários, normalmente, possuem oportunidades

muito limitadas para gerarem indicações de negócios

mutuamente, crescerem com o aconselhamento de outros

líderes de sucesso e trocarem experiências profissionais

com seus pares. Há uma falta real de boas oportunidades,

informações e indicações/referências para os profissionais

que estão à frente de suas empresas com a pressão de expandirem

seus negócios seja aqui no Brasil como no mundo.

Comparo isso ao uso de pilhas: Uma bateria sozinha

tem energia. Mas quando você coloca um monte de baterias

juntas, o poder é ampliado. Esse é o nosso objetivo

- elevar os C-Level’s e Empresários bem-sucedidos, para

um patamar superior, aumentando-os através do poder e

sabedoria do grupo na geração de riquezas, não somente

materiais, mas, principalmente, na realização de uma vida

de qualidade com relacionamentos fortes, significativos e

duradouros.

Para participar ou não

Antes de ingressar em um grupo Corporate Connections,

os executivos e empresários devem pensar se sua personalidade

os ajudará a tirar o máximo proveito do grupo e se

eles têm o compromisso pessoal com os outros.

As pessoas mais eficientes são donos de empresas, e C-Level’s

que tenham a mentalidade que chamamos de “Givers

Gain”. E não basta apenas “querer” entrar. Há uma prévia

análise de seu perfil: algumas entrevistas. Ou seja, será selecionado

aquela pessoa que tenha o nível e perfil adequados

e a disposição de praticar a habilidade de buscar primeiro

ajudar o outro a obter mais sucesso. Se todos agirem

assim, todos ganharão.

A dinâmica do grupo

O mais importante é que os CEOs, donos de empresas e

executivos níveis C, têm tempo muito limitado. Algumas

entidades de classe, associações, têm um componente social

necessário, como retiros anuais e funções sociais. Na

Corporate Connections há, praticamente, apenas uma

reunião quinzenal durante o café da manhã, em um lugar

altamente diferenciado.

Uma vez que você se compromete a participar, você é

treinado nas melhores práticas do marketing de relacionamento

e referências, recebe um mentor, um par de seu

nível. E pronto!

A chave para o sucesso é que a liderança é feita por um

facilitador treinado, alguém que sabe como tirar o melhor

proveito do grupo. Um grupo que concretiza ações não é

um grupo que faz apenas brainstorming. É necessário alguém

que seja hábil em envolver cada membro, desconstruindo

sistemas de crenças que impedem uma conversa,

todas as coisas que levam o grupo a ajudar na geração de

referências e construção de relacionamentos significativos.

Profissionais bem-sucedidos dependem de referências de

negócio “boca-a-boca” e sistemas que permitem que se

“trabalhe com inteligência”. O ProgramaCorporate Connections

oferece um ambiente estruturado e solidário,

que comprovadamente gera milhões de dólares em negócios

fechados, através da geração de referências qualificadas

para os membros.

Minha conclusão

“Desde que me tornei um empreendedor oficial, participei

de eventos empresariais. Eu participei e me juntei a milhares

de organizações diferentes. Há muitos por aí que eu

Corporate Connections Brasil

pessoalmente não tirei nada. Quer você deseja se conectar,

conhecer mentores ou obter insights sobre as últimas

tendências do setor, participar e participar de uma organização

tem uma abundância de benefícios que podem

torná-lo um empreendedor mais forte e eficaz. No entanto,

nem todas as organizações são criadas iguais. É por isso

que acreditei na Corporate Connections, é um ambiente

onde todos igualmente contribuem, colaborativamente,

para acelerar o negócio de cada membro. Definitivamente,

não há nada igual.” - Marcos R. Martins e Pedro Carvalho.

Marcos R. Martins é Diretor Nacional da Organização

Corporate Connections, Sócio-Proprietário e CEO da

BNI no Brasil, maior e mais bem-sucedida organização

de Networking de Negócios do Mundo. Com experiência

profissional de 29 anos como executivo de empresas multinacionais,

tais como, FORD, BOSCH, SAP, MRO (Grupo

IBM) e BNI. Formado em Engenharia de Produção pela

UFSCar, Mestrado em Engenharia de Produção pela USP e

MBA (Comportamento Organizacional) pela Universidade

de Brighton na Inglaterra. Hoje atua como Embaixador

da Universidade de Brighton para a América Latina, e responsável

pela expansão e desenvolvimento da organização

BNI – Business Network International como Master Franqueador

para todo Brasil desde 2009.

Contato: marcos@corporateconnections.com.br

Pedro Carvalho é Diretor Executivo do Corporate Connections

de São Paulo, Sócio da in-sight® onde faz Recrutamento

& Seleção de Executivos e é Diretor do Centro de

Carreiras de Executivos da Associação dos Ex-Alunos da

GV onde fundou a iniciativa de Orientação para a Carreira

de Executivos. Engenheiro Eletrônico formado pela

FAAP, com dois mestrados nos Estados Unidos: MBA na

Thunderbird e Mestrado em Sistemas e Controle na Bradley

University. Trabalhou em empresas como Lucent,

Nortel Networks, Elevadores Otis e Banco Pactual, sob

responsabilidades como Finanças, Pesquisa, Marketing e

Investimentos. É Presidente da associação dos ex-alunos

da Thunderbird University.

Contato: pedro@corporateconnections.com.br

Corporate Connections Brasil

Mais informações: (11) 2506-7402

www.corporateconnections.com.br


BNI Brasil - Business Network Internacional

BNI Brasil gera mais de R$ 416

milhões em negócios em 2017

Em um cenário econômico considerado difícil,

os empresários que participam do BNI Brasil

ultrapassaram a marca de R$ 416 milhões em

negócios fechados a partir de referências trocadas

entre si em 2017.

A operação brasileira da maior e mais bem sucedida

organização mundial de networking de

negócios não para de crescer e já reúne mais

de 4.700 membros organizados em 130 equipes

nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro,

Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina,

Paraná e Bahia.

No exterior, o BNI também continua sua história

de crescimento constante desde a sua criação

há mais de 30 anos.

Nos últimos doze meses, seus 235 mil membros

organizados em mais de 8 mil equipes

em 73 países geraram cerca de 10 milhões de

referências que resultaram na impressionante

marca de U$ 14 bilhões em negócios fechados.

“Não restam dúvidas que a metodologia exclusiva

do BNI funciona e gera crescimento constante

para seus membros, devido à sua visão de

longo prazo na construção de relações baseadas

na confiança e na filosofia Givers Gain, que

significa ganhar contribuindo. Nós estamos

muito satisfeitos com os mais recentes resultados

e decididos a dar continuidade a esta história

de sucesso”, comemora Marcos R. Martins,

CEO do BNI Brasil.

BNI Brasil - Business Network International

Mais informações: (11) 3532-3015

www.bnibrasil.com.br

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A IMPORTÂNCIA DA CONTRATAÇÃO DE ADVOCACIA PREVENTIVA Por:

Paula Pace Prado, advogada, formada em 2001 pela Universidade Católica de Direito

de Santos, membro da Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos

Advogados do Brasil

poderá minimizar suas perdas tomando decisões

adequadas a seu negócio.

Assim, a advocacia preventiva

se tornou, um grande investimento que, com

o passar dos tempos, gerará cada vez mais segurança,

minimizando os gastos inesperados

com multas e processos judiciais.

contratação de uma advocacia preventiva

A é considerada hoje, ao contrário do que

podemos imaginar, uma forma de minimizar

custos para o empresário, e que vem tomando

cada vez mais espaço no nosso país, com inclusão

de técnicas que diminuem o índice de

processos judiciais.

Como é sabido, lidamos diariamente

com a morosidade do Poder Judiciário, onde

um processo pode levar anos para que ocorra o

seu deslinde e dessa forma a advocacia preventiva

tornou-se necessária com o claro objetivo

de diminuir perdas não só financeiras, mas

também de cunho moral para o empresário.

O que podemos perceber, é que

com o auxílio de uma advocacia preventiva o

empresário encontra-se amparado nos mais

diversos seguimentos, como por exemplo,

aquele empresário lojista, ou que presta serviços

ao consumidor final, onde há necessidade

da observância de regras contidas no Código

de Defesa do Consumidor, como, elaboração

de contratos adequados a cada área, elaboração

de contratos de garantias, estabelecimento

de políticas de troca, dentre outros.

Podemos ainda constatar que as

vantagens trazidas ao empresário são inúmeras,

pois além de se utilizar da prevenção para

redução de gastos, como dito acima, ainda

pode contar com uma assessoria em sua vida

particular, como, por exemplo, assessoria em

Contratos Bancários; Celebração de Contratos

em geral, Compra, Venda e Locações de Bens,

dentre outros tantos existentes no mundo jurídico.

Assim sendo, a assessoria jurídica

que um advogado especializado pode fornecer

ao empresário, não se restringe apenas quando

os problemas já estão instalados e na defesa de

processos judiciais mas também na área consultiva,

onde há possibilidade de prevenir o

empresário, com a adoção de medidas garantidoras

de sua segurança, evitando conflitos.

Podemos concluir, que a importância

da contratação de uma advocacia preventiva

são inúmeras e valem o investimento,

quando pensamos na possibilidade de sermos

surpreendidos com processos judiciais e consequentemente

despesas desnecessárias que

poderia ser evitadas por meio de uma assessoria

jurídica que auxilia o empresário a tomar as

melhores decisões para o seu negócio.

Paula Pace Prado, advogada, formada em 2001

pela Universidade Católica de Direito de Santos,

membro da Comissão de Direito do Consumidor

da Ordem dos Advogados do Brasil

desde 2010, atuou como assessora do XIV Turma

do Tribunal de Ética da OAB/SP nos anos

de 2004/2005, foi assessora da Câmara Municipal

de Santos nos períodos de 2003/2004 e

2006/2008, assessora da 6ª Câmara Recursal

do Tribunal de Ética da OAB/SP nos anos de

2014/2016, sócia desde 2005 da Serrette e Prado

Advogados Associados.

Importante ainda se verificar, que

muitas vezes, com a adoção de medidas orientadas

por uma assessoria jurídica especializada

o empresário, acaba obtendo lucros, precavendo-se

principalmente de demandas judiciais.

Acreditar ainda que o auxílio de

um advogado é necessário apenas em grandes

empresas, é uma ideia totalmente ultrapassada,

uma vez que o pequeno empresário, que conta

com uma assessoria preventiva de referência,

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