Revista Coamo edição Maio de 2020

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Revista Coamo edição Maio de 2020

www.coamo.com.br

MAIO/2020 ANO 46 EDIÇÃO 502

PLANO SAFRA COAMO

Planejamento

e evolução nas

produtividades

MERCADO

Comercialização de

soja surpreende

Indústria de Dourados (MS)

AGREGANDO VALOR

Com qualidade, tecnologia e inovação, as indústrias da Coamo transformam

matéria-prima em produção, geram empregos e progresso. Os resultados

estão presentes no dia a dia de milhares de consumidores, além de vários

países que consomem a produção que vem dos campos dos cooperados


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 502 | Maio de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8126/3599-8129.

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos.

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos.

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima.

Colaboração: Gerências de Assistência Técnica e Organização e Gestão da Qualidade,

Entrepostos e Milena Luiz Corrêa.

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

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Calderari, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

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Tonet (Membros Suplentes).

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Oliveira Dias.

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e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões.

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44

SUMÁRIO

A AGRICULTURA É ESSENCIAL

E NÃO PODE PARAR.

Os cooperados Coamo produzem

alimentos para o Brasil e o mundo.

Família Foshesato,

de Amambai (MS)

Coamo antecipa R$ /// em sobras

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Maio/2020


SUMÁRIO

Entrevista

10

Nelson Paludo, cooperado e presidente do Sindicato Rural de Toledo, destaca a importância da

entidade e a contribuição da Coamo aos associados nos últimos 25 anos no Oeste do PR

Plano Verão Coamo

29

Com sucesso foi realizado o Plano Verão 2020/2021, garantindo aos cooperados as melhores

condições no fornecimento de insumos para a implantação e condução da próxima safra

34

Histórica comercialização

Comercializar a produção dos associados de forma eficiente e segura é um dos propósitos

da Coamo. Diferente dos anos anteriores, 80% da safra de verão colhida já foi fixada pelos

cooperados e cerca de 30% da próxima 2020/2021 também já foi comercializada

Credicoamo

40

Uso dos canais digitais pelos cooperados vem crescendo. Com isso, eles fazem suas transações

financeiras de maneira mais fácil, prática e segura, principalmente, em tempos de coronavírus

Saúde emocional

50

Distanciamento social e manter a higienização são fundamentais para evitar o coronavírus. Mas,

também, é importante os cuidados com o bem estar psicológico por meio da saúde emocional

Alimentos Coamo

53

Foram lançados recentemente quatro novos sabores de misturas para bolo da marca Coamo linha

fácil. Eles estão disponíveis nos pontos de venda, com novo layout para acompanhar a transformação

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Romildo Contelli

Brasil

“Estou muito confiante no futuro,

como produtor de amendoim e

também no seu processamento.

Estamos fazendo novos

investimentos para atender

melhor nosso maior patrimônio

- nossos clientes”.

#EuFaçoOFuturo

Jacto. Serving Romildo

who makes the future!

Jacto. ¡Sirviendo a Romildo,

quien hace el futuro!

Servir. Esse é o

nosso propósito.

Trabalhamos para que a agricultura

não pare de crescer e o agricultor

possa fazer o seu trabalho com

tranquilidade e eficiência.

Assim, cada um faz o seu melhor

e juntos vamos construir um

mundo melhor.

2dcb.com.br

jacto.com


EDITORIAL

Reinvindicações ao governo para o novo Plano Safra

Esperamos para breve,

o lançamento do Plano

Agrícola e Pecuário para

a safra 2020/201, pelo Governo

Federal. O objetivo de todo

novo Plano Safra deve ser o de

aumentar a produção com custos

compatíveis com as nossas

atividades, reconhecidamente

dependente do clima.

O cenário atual apresenta

alterações grandes na

questão do custo do juros. A

taxa Selic foi reduzida chegando

ao índice de 3% e o

governo assinala com a possibilidade

de 2%. O que queremos

são juros para a agricultura,

nesses patamares, pois

essas taxas para o setor não

são subsidiadas.

Por se tratar de uma

atividade de risco, a agricultura

deve ter juros baixos estabelecidos

pelo governo, mas com

essa redução da taxa Selic, talvez

não haja necessidade do

subsídio por parte do governo.

Defendemos sempre para a

agricultura juros mais baratos e

acessíveis aos produtores.

O setor cooperativista

por meio da Ocepar e da OCB

faz várias reivindicações ao

Governo para o próximo Plano

Safra visando a liberação de recursos

suficientes para atender

a demanda, em função de que

a maioria dos produtores financiam

o custeio das lavouras.

A atividade agrícola e

pecuária é fundamental para

o desenvolvimento do nosso

país, haja vista a necessidade

de se produzir alimentos para

os mercados interno e externo.

Os volumes das exportações

mostram a liderança brasileira

em nível mundial, com volumes

nunca vistos.

Fazemos parte de uma

atividade essencial que, mesmo

em tempos de Pandemia,

está dando certo e contribuindo

para o Brasil não parar e

sair desta grave crise. Em resposta,

a nossa expectativa é

que o governo reconheça este

trabalho realizado por milhões

de produtores em todos os

cantos do país.

Outra proposta defendida

pelo setor agrícola junto

ao governo é para o incremento

dos recursos por CPF,

que há muitos anos é de R$ 3

milhões. A solicitação é para

aumento dos valores entre R$

3,8 a R$ 4 milhões a partir do

novo Plano Safra.

Por sua vez, é necessário

aumentar o volume de

investimentos em armazenagem,

em máquinas e equipamentos

para a modernização

da agricultura brasileira.

Se atender aos pedidos

do setor agrícola, que é

um dos principais na alavanca

da economia, o governo dará

uma excelente contribuição

para que a agricultura brasileira

possa continuar produzindo

cada vez mais e melhor.

“A atividade agrícola

é fundamental para o

desenvolvimento do

nosso país, haja vista

a necessidade de se

produzir alimentos para

os mercados interno e

externo.”

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente do Conselho de Administração Coamo e Credicoamo

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GOVERNANÇA

Plano Safra com a melhor

condição da história

Anualmente dentro do planejamento estratégico

da cooperativa promovemos o Plano

Safra. É um importante benefício aos cooperados,

que contam com o suporte da Coamo para

que tenham a garantia e a segurança do abastecimento

dos seus insumos, e com antecedência, decidim

o que irão plantar na próxima safra de verão, tão

logo seja liberado o zoneamento agrícola.

Neste ano, convivemos com algumas situações

atípicas para realizar o Plano Safra, motivadas

pela situação do coronavírus e influência do mercado

externo. Mas, graças a Deus, conseguimos êxito na

atividade observando todos os protocolos necessários.

Tudo foi feito com planejamento, com a proteção

de cooperados e funcionários, mediante agendamento

dos contatos para definição do Plano Safra,

evitando assim aglomeração de pessoas e sempre

com a prática da higienização pessoal.

O resultado do Plano safra 2020/21 aos cooperados

foi muito positivo e registrou a melhor relação

de troca da história da Coamo. Assim os cooperados

terão na próxima safra de verão, insumos

adquiridos na Coamo com um custo de produção

de 58 sacas de soja, para implantar um alqueire. Número

abaixo do registrado no custo de produção da

safra 2019/20, que foi de 71 sacas de soja.

Tudo isso só é possível fornecer aos cooperados

em função de um trabalho bem estruturado e eficiente

pelas equipes de várias áreas da cooperativa, com o devido

planejamento e escolha do momento certo para o

lançamento deste benefício. Durante o período do plano

houve aumento expressivo do dólar, o que teria um

grande impacto no preço dos insumos, principalmente

dos fertilizantes. Porém, trabalhamos muito para que os

preços dos insumos contratados junto aos fornecedores

fossem mantidos, evitando reajustes.

Assim, a Coamo forneceu ao cooperado um

Plano Safra com a melhor condição na história da

cooperativa. Foi um excelente plano e conseguimos

"Quem ganhou participando do Plano

Safra, é quem valoriza o cooperativismo.

É o trabalho da sua cooperativa."

com segurança atender às necessidades dos nossos

produtores associados.

Quem ganhou participando do Plano Safra

é quem faz parte e valoriza o cooperativismo.

Com tranquilidade, o cooperado não precisou sair

de casa, sem necessidade, pois adquiriu, mediante

uma programação, tudo o que precisa para implantar

com tecnologias, a sua próxima lavoura de verão.

Tudo em casa, em um mesmo local. Ele pode contratar

o financiamento junto a Credicoamo para quitação

dos seus insumos com a garantia e segurança

da sua cooperativa de crédito.

Então, cada vez mais, em cada operação

com a Coamo e a Credicoamo, o cooperado tem

a certeza de contar com toda a estrutura das suas

cooperativas, em uma relação que vai muito além

do aspecto negocial, mas do relacionamento e da

confiança, com o suporte necessário no momento

certo, de cooperativas sólidas e fortes, voltadas para

o desenvolvimento dos seus associados.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

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ENTREVISTA: NELSON NATALINO PALUDO

“Credibilidade, segurança e confiança: benefícios

que temos com a Coamo nos últimos 25 anos."

O

Sindicato Rural de Toledo

começou como uma associação

rural e suas diretorias

não mediram esforços em

fazer algo pelos produtores e município.

A escola agrícola é um exemplo

dessa presença do Sindicato na

região. Foi a nossa entidade que

batalhou para que ela se tornasse

uma realidade. O Sindicato sempre

esteve envolvido em ações de definição

de estratégias para melhorar

a vida dos produtores rurais.” A afirmação

é do produtor e cooperado

da Coamo e Credicoamo, Nelson

Natalino Paludo, presidente da en-


Nelson Natalino Paludo,

presidente do Sindicato Rural de Toledo

tidade na região de Toledo desde

2000 e o convidado para a entrevista

na Revista Coamo.

Paludo lembra que o Sindicato

Rural em 60 anos de atividades

a serem completados este

ano, contribuiu e continua a contribuir

significativamente para Toledo.

“A chegada da Coamo há 25

anos em nossa região reconquistou

o cooperativismo. Sua filosofia

de trabalho ofereceu muita segurança

aos produtores, fazendo

com que eles voltassem ao sistema

cooperativo. Isso a Coamo fez

com muito profissionalismo.”

Revista Coamo: O Sindicato Rural

do Município de Toledo existe há

60 anos. Qual a sua missão e desafios

considerando um trabalho de

seis décadas?

Nelson Natalino Paludo: A história

do nosso Sindicato começou

em 1960, com a fundação da Associação

Rural de Toledo. No dia

23 de abril de 1966, em uma Assembleia

Geral, decidiu-se pela

criação oficial do Sindicato Rural

de Toledo. A missão da nossa entidade

é defender e reivindicar os

direitos e representar legalmente

a categoria econômica rural. Contamos

com cerca de 700 filiados.

Felizmente, a história registra uma

participação ativa do Sindicato

em diversos momentos significativos

para o agronegócio. Recordo

o trabalho intenso na época, para

que os agricultores tivessem o direito

de optar ou não pelo plantio

de transgênicos. Fizemos muitas

viagens para Brasília (DF), com presença

no Congresso Nacional, participação

nos debates e audiências

públicas. Além disso, o Sindicato

protagonizou um dos grandes momentos

ao mobilizar para que Toledo

viesse a sediar uma audiência

pública do novo Código Florestal

e, assim, conseguimos fazer constar

na legislação muito daquilo que

era o anseio dos produtores rurais

da nossa região.

RC: Como avalia a participação dos

associados?

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Abril/2020


Paludo: Eles participam ativamente

dos cursos e encontros que

oferecemos em parceria com a Federação

da Agricultura do Estado

do Paraná (Faep), fazem uso dos

serviços que prestamos e interagem

muito. Diante das ações em

defesa da categoria, dão sua resposta

com a presença nos eventos

que realizamos, alguns deles em

parceria, como o Soja Brasil, entre

outros eventos de repercussão

nacional. No passado, o Grito do

Ipiranga, que foi um manifesto por

conta do endividamento rural, contou

com nosso apoio naquilo que

era necessário, e isso dá segurança

para o produtor que se sente representado.

Igualmente o público

feminino, junto com a federação da

agricultura, promovemos eventos

exclusivos para elas com participação

média de 1.800 mulheres. Isso

faz com que os produtores rurais –

homens e mulheres – enxerguem

o Sindicato atuando na defesa de

seus interesses e sintam-se representados.

RC: A região mudou com a presença

e atuação do Sindicato?

Paludo: O Sindicato começou

como uma associação rural e suas

diretorias não mediram esforços

em fazer algo pelos produtores e

pelo próprio município. A escola

agrícola é um exemplo dessa presença

do Sindicato na região. Foi a

nossa entidade que batalhou para

que ela se tornasse uma realidade.

O Sindicato sempre esteve envolvido

em ações de definição de estratégias

para melhorar a vida dos

produtores rurais. Isso é uma constante,

tanto que o mais recente investimento

que está em curso é a

construção da nova sede dentro de

um projeto maior que é o Centro

Agropecuário. Tudo isso faz parte

de uma ação estratégica que não

para e que incluiu a qualificação do

produtor rural e de sua família. Por

meio de cursos específicos, nossos

associados tiveram um salto no

conhecimento adquirido em administração,

gestão da propriedade e

empreendedorismo.

RC: O que o setor agrícola representa

para a região de Toledo?

Paludo: O setor agrícola de Toledo

tem uma representatividade muito

grande quando olhamos os números,

mas isso se deve ao perfil do

produtor rural. Por esse trabalho incansável,

somado às indústrias do

agronegócio e as empresas agropecuárias

instaladas no município

de Toledo, podemos dizer que o

Sindicato contribuiu e continua a

contribuir significativamente para

que o nosso município seja destaque

na produção agropecuária do

Estado do Paraná e do Brasil pelos

seguintes números: 1º lugar no PIB

agropecuário do Estado do Paraná

e da região Sul, e 11º lugar no

país; 1º lugar em VBP (valor bruto

da agropecuária) do Paraná - R$ 2,2

bilhões; 2° lugar na Piscicultura Comercial

do Paraná; 1º lugar em rebanho

suíno do Paraná; 1º lugar em

plantel de frango de corte do Paraná;

5º maior produtor de leite do

Paraná, produção de 83.011.000

milhões de litros/ano; 1º lugar em

tanques escavados para Piscicultura

Comercial do Paraná e 2° maior

produtor de peixes do Estado do

Paraná, segundo informações do

próprio Município de Toledo. Nossa

economia se movimenta a partir

deste elo que é o produtor rural.

RC: Na sua opinião, como está a

atividade agropecuária na região?

Paludo: Estamos em constante

evolução, com produtores que absorvem

muito bem as tecnologias

empregadas e, a partir delas, dão a

devida resposta para o desenvolvimento

econômico. O melhor disso

tudo é que contamos com gente

que continua motivada a seguir em

frente, sempre se atualizando e se

dedicando.

RC: O senhor imaginava que Toledo

teria uma agropecuária forte?

Paludo: Toledo sempre teve o perfil

de gente trabalhadora. Desde a

colonização, as empresas no segmento

do agronegócio encontraram

um ambiente favorável para

o aprimoramento das práticas da

agricultura e da pecuária. O comprometimento

dos produtores rurais

e sua busca incessante pelo

aprimoramento favoreceram a

instalação de agroindústrias e de

demais empresas ligadas ao agronegócio.

RC: O município se orgulha de ter

muitos quilômetros de estradas asfaltadas

no interior em benefício

dos produtores. Como vê esta particularidade?

Paludo: Nós temos mais de 350

quilômetros de asfalto rural, um

trabalho realizado há cerca de 20

anos em parceria com o poder público.

O agricultor Euclides Dresch,

der da comunidade de São Luiz do

Oeste, nosso associado, lançou o

desafio e o prefeito da época aceitou.

Assim, para cada real arrecadado

entre os produtores, a prefeitura

Abril/2020 REVISTA 11


ENTREVISTA: NELSON NATALINO PALUDO

"A COAMO CHEGOU HÁ 25 ANOS NO OESTE DO PR E RECONQUISTOU A CREDIBILIDADE,

OFERECENDO AOS PRODUTORES SEGURANÇA E SOLIDEZ, COM PROFISSIONALISMO."

colocou mais dois. Os agricultores

começaram a arrecadar e isso foi

bom porque resolveu muitos problemas

de transporte da produção

na área rural. Temos consciência de

que o asfalto rural não é um luxo

para o produtor, mas uma necessidade.

Afinal, para sustentar o primeiro

no PIB agropecuário, Toledo

precisa ter condições de cumprir a

agenda que prevê dia e hora marcada

para levar os insumos e trazer

a produção. Por isso, o projeto seguiu

nas outras administrações e

todos os administradores trabalharam

pela continuidade. Vale lembrar

que muitos deles contaram

com recursos federais, por meio

de emendas parlamentares. Hoje

os distritos estão interligados pelo

asfalto e isso é uma estabilidade

para a nossa economia que favorece

a permanência do produtor na

área rural. Tanto que recentemente

saiu um levantamento de que 20%

de quem mora no campo em Toledo

já tem curso superior. Esse é

o resultado de quem saiu da propriedade,

fez o curso e volta para

trabalhar no campo.

RC: Em período do coronavírus o

setor produtivo tem mostrado a

sua importância como atividade

essencial para o país?

Paludo: Nesse período de isolamento

das pessoas muito se ouviu

dizer que era para comprar

o necessário, mas alguém tem

que produzir e isso vem do campo.

Mais uma vez a economia do

nosso Brasil vai ter um destaque

grande por conta do esforço dos

agricultores. Se não fosse isso, o

País estaria em maiores dificuldades.

Esse trabalho dos produtores

é o que está alimentando o Brasil

e muitos outros países.

RC: O senhor é produtor e cooperativista.

Como analisa o cooperativismo

praticado em Toledo?

Paludo: O cooperativismo de Toledo

começou bem e cresceu bastante.

Tanto que tínhamos uma das

principais cooperativas do Estado.

Houve problemas, sim, que levaram

à liquidação da cooperativa.

Mas a Coamo veio para cá e com

um grande problema a ser resolvido:

reconquistar credibilidade. Felizmente,

a sua proposta de trabalho

ofereceu muita segurança aos

produtores, fazendo com que eles

voltassem ao sistema cooperativo.

RC: Qual a importância do cooperativismo

na prática para o progresso

dos produtores rurais?

Paludo: Entendo que o mais importante

é a segurança que o

produtor tem na sua atividade. A

Coamo é uma parceira de primeira

hora para o produtor que não

precisa se preocupar com outras

coisas, pois a cooperativa já faz por

“O agronegócio é a

principal atividade do

país e está em nossas

mãos. Mais uma vez, a

economia do Brasil vai

ter destaque por conta

dos agricultores”

RC: Qual a imagem do agronegócio

atualmente?

Paludo: Na nossa região, vemos

uma valorização muito grande do

agronegócio, assim como no Paraná

em geral. No nosso Estado a

imagem do agricultor é muito bem

reconhecida pelas pessoas. No entanto,

em nível nacional, ainda temos

que melhorar essa imagem.

Nelson Natalino Paludo,

presidente do Sindicato Rural de Toledo

12 REVISTA

Abril/2020


ele. Cito a questão dos financiamentos

facilitados, a comercialização

ágil e a assistência de primeira.

Isso faz com que o produtor ganhe

tempo, podendo se dedicar ainda

mais às suas atividades, ou seja, naquilo

que sabe fazer.

RC: A Coamo está completando

2020 seus 25 anos na Região Oeste.

Como percebe a atuação da

cooperativa?

Paludo: São três palavras: credibilidade,

segurança e confiança. Esses

são os maiores benefícios que os

cooperados usufruem. Nesses 25

anos de presença no Oeste, sempre

tivemos a entrega de insumos

no prazo, a comercialização no

momento certo, entrepostos instalados

em pontos estratégicos para

atender o produtor rural. Isso ajuda

o volume de produção crescer

bastante e o que mais vale é o produtor

estar contente com o serviço

prestado pela cooperativa. Outro

destaque desse período é o seguro

rural diferenciado que beneficia

o cooperado, dando tranquilidade

conforme a sua produção. É um

caso a ser comemorado. Desde o

começo foi trabalhado muito por

essa modalidade de seguro específica

para cada produtor. É muito

difícil fazer, mas a Coamo consegue,

por ter seus sistemas confiáveis.

Obviamente que, com o fim

da cooperativa que antecedeu a

Coamo, os agricultores ficaram

com muito receio se continuariam

no sistema ou não. Mas com a chegada

da Coamo, seu nome forte e

procedimentos adotados para o

atendimento direto ao produtor,

houve um resgate da credibilidade

que estava abalada.

RC: O senhor conhece o Dr. Aroldo

desde aquela época quando os

produtores demonstraram interesse

pela chegada da Coamo. Como

avalia a administração da cooperativa?

Paludo: Temos que valorizar muito

a participação do presidente junto

com os associados e o doutor Aroldo

inspirou bastante as ações no

Sindicato Rural. Suas decisões são

rápidas porque são simples: tudo

o que for gerar benefícios para os

associados, deve ser feito. Caso

contrário, nem vai para frente. Isso

é foco. Ele tem muita credibilidade

no mundo. Lembro quando participei

de uma visita técnica na Bolsa

de Chicago (EUA), nos apresentaram

o “Garoto propaganda” da

produção de soja do Brasil para o

mundo com a imagem do doutor

Aroldo. Acredito que as empresas

ou cooperativas têm credibilidade

se o seu presidente também tiver.

Eu me espelho muito no seu trabalho,

na sua visão. Cada vez que nos

encontramos, sempre deixa um ensinamento.

RC: Como analisa o processo de

Governança Corporativa da Coamo

e Credicoamo, na preparação

para o futuro das cooperativas?

Paludo: Acredito que a decisão

desse novo modelo de governança

vem em boa hora porque o crescimento

gera necessidade ainda

maior de controle da situação.

Tanto na Coamo quanto na Credicoamo,

são pessoas que fizeram

carreira dentro das suas estruturas

cooperativas. São pessoas que conhecem

todo o modelo de cooperativismo

praticado pela Coamo e

Credicoamo. Esses executivos vão

“Estamos em constante

evolução, os produtores

absorvem muito

bem as tecnologias

empregadas e dão

a resposta para o

desenvolvimento

econômico.”

trazer mais dinamismo ao sistema

cooperativo para balizar todas as

decisões da diretoria. Acredito que

a Coamo vai continuar crescendo e

vai melhorar ainda mais.

RC: No sindicato como na cooperativa,

o senhor considera seriedade,

trabalho e confiança como valores

essenciais para o sucesso?

Paludo: Sem dúvida alguma. Não

vejo outra forma de promover e

estimular o desenvolvimento sem

que todas as ações e iniciativas

não sejam pautadas pela seriedade

e comprometimento. Isso é

essencial e os associados sabem

valorizar. Continuem acreditando

no agronegócio. É a principal atividade

do País e está em nossas

mãos. Confiem nas entidades representativas

da nossa agricultura

e pecuária. Nesses tempos, todos

somos desafiados a nos adaptar às

exigências das novas realidades.

Por isso, precisamos de bons parceiros,

como a Coamo, para avançarmos

ainda mais.

Abril/2020 REVISTA 13


INDUSTRIALIZAÇÃO

Indústria em Dourados (MS)

14 REVISTA Maio/2019 Maio/2020


Produção

industrializada

Indústrias da Coamo transformam matéria-prima dos cooperados em produção, geram

empregos e progresso. Resultados estão presentes no dia a dia de milhares de famílias

Maio/2020 Maio/2019 REVISTA

15


INDUSTRIALIZAÇÃO

Em cada embalagem de um produto, os consumidores têm a certeza da origem, sustentabilidade e qualidade

Na Coamo a transformação não para. Mudam

as colheitas, as estações, as pessoas, o mercado.

Tudo está o tempo todo se transformando.

Com as indústrias, novas tecnologias, métodos

inovadores e muito trabalho fazem parte da

busca constante da cooperativa, por oferecer produtos

cada dia melhores.

Fundada em 1970, a cooperativa completará

em novembro, 50 anos de existência e a agroindustrialização

sempre esteve presente. Passados

todos esses anos, novas indústrias surgiram outros

produtos foram industrializados, sempre buscando

a agregação de valor à produção dos cooperados.

O processo de industrialização na Coamo

começou em 1975 com a implantação do moinho

de trigo. Seis anos mais tarde, em 1981, entrou em

funcionamento a primeira indústria de processamento

de óleo de soja. Na sequência vieram em

1985, a fiação de algodão, 1990 a indústria de processamento

de soja e Terminal Portuário em Paranaguá,

1996 refinaria de óleo de soja, 1999 indústria

de hidrogenação, 2000 fábrica de margarina e gordura

vegetal, 2009 torrefação e moagem de café e

2015 novo moinho de trigo. Em novembro de 2019,

a cooperativa inaugurou em Dourados (MS), duas

novas indústrias para produção de processamento

de óleo de soja e refinaria de óleo de soja.

Todo processo industrial exige empenho e

dedicação. É uma engrenagem que depende de várias

peças para se manter funcionando e transformar

mais de 3,0 milhões de toneladas de produtos por

Industrialização na Coamo começou em 1975 com a implantação de um Moinho de Trigo

16 REVISTA

Maio/2020


Parque Industrial em Campo Mourão, com

destaque para o novo Moinho de Trigo

ano, agregando valor à produção dos cooperados

e gerando empregos e divisas nas regiões em que

atuam. É deste parque fabril com indústrias em Campo

Mourão e Paranaguá, no Paraná, e Dourados, no

Mato Grosso do Sul, saem os produtos Coamo que,

junto com as commodities agrícolas, são comercializados

nos mercados interno e externo.

O firme propósito de consolidar o compromisso

com a comunidade, interna ou externa, tem

levado a Coamo a um caminho, cada vez mais, sólido

de construir uma cooperativa ajustada e capaz

de enfrentar todos os desafios dos novos tempos.

Originados dos campos dos seus associados,

os grãos que chegam até as indústrias são processados

e ampliam a renda dos cooperados gerando

mais qualidade de vida no campo, além de

garantir divisas para o país.

Após o recebimento da safra dos cooperados,

fruto de todo o trabalho, a produção é

encaminhada às indústrias. Com papel relevante

no processo da cadeia produtiva, a Coamo transforma

matéria-prima em óleo de soja degomado,

farelo e em produtos acabados, como óleo, margarinas,

gorduras, farinha de trigo, café e fios de

algodão. Estes produtos saem do complexo industrial

da cooperativa para atender as demandas

do mercado consumidor, seja para as linhas humana,

animal e têxteis.

Em 1982, a indústria de

óleo já era uma realidade

em Campo Mourão

Maio/2020 REVISTA 17


INDUSTRIALIZAÇÃO

Linha do tempo

1975 1981

Moinho de Trigo

Campo Mourão

Indústria de

Processamento de Soja

Campo Mourão

1985 1990

Fiação de algodão

Campo Mourão

Indústria de

Processamento de Soja e

Terminal Portuário

Paranaguá

1996 1999

Refinaria de Óleo de Soja

Campo Mourão

Indústria de

Hidrogenação

Campo Mourão

2000 2009

Fábrica de Margarina e

Gordura Vegetal

Campo Mourão

Torrefação e Moagem

de Café

Campo Mourão

2015

Novo Moinho de Trigo

Campo Mourão

2019

Ind. de Processamento de

Soja e Refinaria de Óleo

de Soja

Dourados

18 REVISTA Maio/2020


Cooperativa de grãos

“Quem tem indústria

pode possibilitar uma margem

maior e até pagar mais com a

venda do produto industrializado”,

afirma o presidente do

Conselho de Administração da

Coamo, José Aroldo Gallassini.

Segundo ele, desde o início

da aprovação e funcionamento

das suas indústrias, a Coamo

sempre pensou em industrializar

os produtos in natura para

agregar mais valor à produção

dos seus cooperados com

a venda desses produtos no

mercado interno ou externo,

dependendo da demanda e

do mercado consumidor. “É

preciso que as indústrias sejam

viáveis e na maior do tempo é

isso que acontece. Temos uma

grande satisfação e orgulho

em ver os produtos acabados

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo

com a marca da Coamo nos

mercados e estabelecimentos

de vários estados brasileiros, e

no caso da soja, em se falando

de grãos, óleo e farelo, ver os

nossos produtos que gozam de

excelente conceito pela qualidade

e confiabilidade nos processos,

sendo exportados para

várias partes do mundo”.

Industrialização

na essência

Divaldo Corrêa, diretor Industrial

da Coamo: "empresas do

agronegócio que possuem

indústrias, têm melhores

resultados"

A própria essência da Coamo motivou

a industrialização dos produtos. Segundo o diretor

Industrial da Coamo, Divaldo Corrêa, empresas

do agronegócio que possuem indústrias,

têm melhores resultados. “É importante

ter sempre duas pontas: uma com commodities,

produtos in natura, e a outra com produtos

industrializados. Isso porque, quando uma

não estiver passando por um bom momento,

a outra equilibra”, comenta. Ele lembra que o

único produto recebido nos armazéns da cooperativa

e que ainda não é industrializado é o

Maio/2020 REVISTA 19


INDUSTRIALIZAÇÃO

INDUSTRIALIZAR A PRODUÇÃO PARA AGREGAR VALOR AO TRABALHO NO CAMPO

É UMA ESTRATÉGICA ADOTADA PELA COAMO DESDE A SUA FUNDAÇÃO

milho. Porém, já existe estudo de viabilidade para novos projetos.

Corrêa esclarece que o rigor com os processos é fundamental

nessa etapa. “O objetivo do cooperativismo é valorizar

a produção e incrementar a renda do homem do campo.

Então, na década de 1970, a Coamo percebeu que o caminho

era a industrialização.”

De acordo com ele, cerca de 25% do faturamento da

Coamo está na industrialização e isso é uma maneira de remunerar

mais o cooperado que recebe nas sobras os resultados

referentes ao produto entregue, seja soja, milho, trigo ou café.

O moinho de trigo foi a primeira indústria da Coamo e

surgiu em 1975 como oportunidade de oferecer um benefício

a mais aos agricultores. Conforme Corrêa, na época, os cooperados

entregavam trigo e retiravam a farinha, pronta para

o consumo. “Era uma demanda para a época, e essa parceria

era um algo a mais para os agricultores da região que tinham

a necessidade da farinha.”

Corrêa garante que as indústrias da cooperativa praticam

as boas práticas de fabricação para dar continuidade ao

processo de qualidade que começa no campo de milhares de

cooperados. “O grão entregue na cooperativa deve atender a

mesma padronização para exportação. Todos os produtos da

nossa linha alimentícia carregam os selos e certificações que

atestam essa qualidade. Tudo para agregar valor ao produto do

cooperado e atender um mercado exigente”, ressalta.

20 REVISTA

Maio/2020


Fiação de algodão em Campo Mourão começou em 1985

Produção com

garantia

Um moderno laboratório de análise executa

todo o controle do que é produzido nas Indústrias

da Coamo, garantindo a qualidade dos produtos. A

área de Pesquisa e Desenvolvimento, além de desenvolver

novos produtos, realiza todos os testes necessários

a fim de orientar os consumidores sobre a

melhor forma de utilização daquilo que é produzido.

O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento

da Coamo, Luis Alessandro Volpato Mereles, acrescenta

que o fato de a matéria-prima ter origem conhecida

e padronizada, é um diferencial. “Quando

vamos desenvolver um novo produto na cadeia do

trigo, por exemplo, seja uma farinha ou pré-mistura,

se temos a garantia de que esse cereal entra na cooperativa

com o mesmo nível de qualidade, temos

segurança no desenvolvimento, o que leva a um

Coamo sempre manteve a qualidade como objetivo principal na produção de Alimentos

produto final seguro.”

Mereles explica que essa padronização traz

tranquilidade ao consumidor. “Se tivéssemos matéria-

-prima de diversos locais, certamente viriam com diferentes

condições

e especificações,

trazendo incertezas

ao processo.

Portanto, a matéria-prima

que

vem dos campos

dos cooperados

da Coamo, traz a

segurança de um

planejamento

adequado, para

desenvolver o

produto final que

será levado até a

mesa do consumidor”,

garante.

Maio/2020 REVISTA 21


INDUSTRIALIZAÇÃO

Indústria 4.0

A busca constante pela transformação passa

também pela evolução e implantação de novas

tecnologias que possam aprimorar a produção em

toda a cadeia industrial. É a chamada indústria 4.0. A

Coamo caminha a passos largos com investimentos

e modernização de todos os parques industriais.

Na vanguarda no que tange à tecnologia

industrial, Divaldo Corrêa acrescenta que é preciso

manter-se constantemente atualizado. “Temos tecnologia

de ponta para que os produtos dos cooperados

sejam competitivos.”

Inaugurado em 2015, o novo moinho de trigo

em Campo Mourão é um dos mais modernos do

Brasil, com equipamento de última geração. O mesmo

ocorre com as indústrias em Dourados, que contam

com estrutura automatizada. “As plantas mais

antigas também passam por constantes melhorias,

sempre buscando modernizar e atualizar para que

possamos ter mais eficiência na produção.” Corrêa

destaca que novas tecnologias propiciam, também,

redução de custo no valor final do produto, como

por exemplo, com economia de energia elétrica.

“Isso representa mais rentabilidade para a cooperativa

e, consequentemente, para o cooperado”, frisa.

Segundo ele, a chamada indústria 4.0 é a

utilização de inteligência artificial para que durante a

industrialização garanta produtividade, redução de

custos, controle do processo produtivo, customização

da produção, para uma transformação profunda

das plantas fabris.

Equipamentos de última geração e estrutura automatizada nas indústrias Coamo

22 REVISTA

Maio/2020


EMPREGOS

Na sua área industrial,

a Coamo conta com o profissionalismo

direto de mais de

1.200 empregos diretos, que

representa 16% do total geral

de funcionários da cooperativa.

Juntos, eles recebem,

industrializam, transformam e

colocam a produção dos cooperados

e os produtos acabados

nas mesas de milhares de

brasileiros.

Indústria moderna em Dourados (MS)

Em um momento histórico

para a Coamo no Mato Grosso

do Sul, foi inaugurado no dia

25 de novembro de 2019 um

moderno complexo industrial

da cooperativa em Dourados

(Sudoeste do Estado). As novas

indústrias produzem farelo, óleo

bruto e óleo refinado de soja.

A obra foi aprovada em

Assembleia Geral Extraordinária,

realizada em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná),

em 23 de março de 2016, e em

06 dezembro do mesmo ano, foi

lançada a pedra fundamental.

As obras iniciaram em 2017, em

uma área construída de 92 mil

metros quadrados.

“Estas indústrias permitem

expandir a presença da

Coamo no mercado brasileiro

com óleo refinado, nos Estados

de Santa Catarina e Rio Grande

do Sul com farelo de soja e, também,

ampliar a nossa participação

no mercado europeu com fa-

Maio/2020 REVISTA 23


INDUSTRIALIZAÇÃO

UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GARANTE A PRODUTIVIDADE, REDUÇÃO DE

CUSTOS E CONTROLE DO PROCESSO PRODUTIVO. RESULTADO DA INDÚSTRIA 4.0

relo de soja” afirma José Aroldo

Gallassini.

Gallassini destaca a necessidade

das novas indústrias

e a escolha da região de Dourados

para instalação. “O volume

de soja recebido pela Coamo

no Mato Grosso do Sul comporta

perfeitamente a instalação de

uma moderna indústria esmagadora

de soja e de uma refinaria

de óleo de soja, justificando plenamente

a redução de custo com

o transporte do produto já industrializado

ao invés de transportá-

-lo in natura para a industrialização

em Campo Mourão ou em

Paranaguá”, pondera.

As novas indústrias de

óleo e refinaria de óleo de soja

foram construídas à margem da

BR 163, entre Dourados e Caarapó,

com investimento superior

a R$ 780 milhões e capacidade

para processamento de 3.000

toneladas/dia de soja, produção

de farelo de soja e uma refinaria

para 720 toneladas/dia de óleo

de soja, equivalente a 15 milhões

de sacas. “Com as indústrias de

Dourados, somados aos outros

dois parques industriais, a Coamo

amplia a capacidade de processamento

de soja para 8.000

toneladas/dia e a de refino para

1.440 toneladas/dia de óleo de

soja refinado”, revela Divaldo

Correa, diretor Industrial da Coamo.

De acordo com ele, com

as novas indústrias, a Coamo

passou a esmagar 40 milhões

de sacas de soja por ano. “Isso

representa quase a metade da

soja recebida pela Coamo. Crescemos

também na produção de

alimentos abrindo mais mercado

no Mato Grosso do Sul e interior

de São Paulo deixando a Coamo

mais competitiva a atividade alimentícia.”

Momento histórico da inauguração das indústrias da Coamo em Dourados (MS), com participação da ministra da Agricultura Tereza Cristina, em novembro de 2019

24 REVISTA

Maio/2020


Indústria em

Paranaguá

Em Paranaguá (Leste do Paraná), a

Coamo mantém indústria de esmagamento

de soja e terminal portuário, adquiridos

em 1990. Investimento proporciona o escoamento

da produção para vários países.

Produção final

O trabalho dos cooperados no campo e a industrialização

consolidada pela cooperativa está impresso

na força da marca Coamo. É uma cadeia que

se inicia no campo, passa pelas indústrias e chega na

mesa de milhares de famílias. Esses valores são cultuados

desde a fundação da cooperativa e que estão

internalizados em cada uma das pessoas, ligadas direta

e indiretamente com os negócios da Coamo.

Do parque industrial saem os Alimentos

Coamo, por meio das marcas Coamo, Primê, Anniela

e Sollus. Com a aplicação dos critérios de sustentabilidade,

os Alimentos Coamo primam pela qualidade

e sabor, além de obedecerem a todas as boas

práticas de produção. Com a soma desses fatores se

destacam em vendas nas redes de atacados, supermercados

e mercearias do Paraná e dos principais

estados brasileiros.

Os Alimentos produzidos para o varejo são:

Margarinas Coamo Família, Coamo Extra Cremosa

e Coamo Light; Creme Vegetal Primê; Óleo de Soja

Coamo; Café Coamo torrado e moído, café Sollus

torrado e moído, ambos em embalagens almofada

e à vácuo; Café Coamo Premium apenas torrado e

torrado e moído à vácuo; Farinhas de Trigo Coamo

e Anniela; Gordura Vegetal Coamo e misturas para

bolos e pães. E para a linha industrial, gorduras, farinhas

e margarinas, além das commodities farelo e

óleo degomado de soja.

Os produtos Coamo são comercializados

nos mercados interno e externo, com qualidade

reconhecida, graças à observância de rigorosos padrões

de controle de produção, como os programas

ISO 9000, BPF/APPCC, sistemas certificados internacionalmente

para segurança alimentar.

Maio/2020 REVISTA 25


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26 REVISTA

Maio/2020

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Imagens da história das indústrias Coamo

INDUSTRIALIZAÇÃO

Ao lado, Gallassini e Fioravante João Ferri, maquete da indústria de óleo e, acima,

imagens dos primeiros anos do Parque Industrial, em Campo Mourão

Fiação de algodão foi novidade a partir de 1985

Evolução de envâse de óleo de lata para pet

Moinho de trigo foi a primeira indústria, em 1975

Imagem histórica do Parque Industrial em Campo Mourão e no detalhe a indústria de óleo em Paranaguá

Maio/2020 REVISTA 27


O EQUILÍBRIO

IDEAL PARA

SUA LAVOURA

28 REVISTA

Maio/2020


PLANO SAFRA COAMO

PLANEJAMENTO,

a chave da alta produção

Plano Safra 2020/2021 da Coamo é o primeiro passo para

iniciar a implantação da lavoura e buscar a evolução de produtividades

O

sucesso do cooperado

é o que move a Coamo.

Safra após safra, o desafio

é sempre renovado: garantir

as melhores condições para que

o produtor associado implante

a próxima safra com insumos de

qualidade e obtenha altas produtividades

e renda. Para isso,

existe um trabalho organizado e

constante para que todo o associado

possa plantar e colher com

a tranquilidade de que na próxima

safra o trabalho terá continuidade

com evolução.

Para planejar a próxima

safra de verão, a Coamo lançou

no dia 22 de abril, o Plano Safra

2020/2021. “Disponibilizamos

aos cooperados tudo o que ele

precisa para implantar a lavoura

no próximo verão. Ofertamos todos

os insumos para semear as

lavouras de soja e milho, com a

mais alta tecnologia. Trouxemos

boas condições de preços, pois

nossa antecipação de compra

de insumos foi anterior à alta do

dólar, não tendo quase nenhum

reajuste de preços em relação

ao ano passado. Somado a isso,

como os preços da soja e do milho

estão muito bons neste ano,

a relação de troca foi excelente”,

explica o diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica da Coamo,

Aquiles Dias.

Com esse trabalho antecipado

da Coamo, a partir da

abertura do zoneamento agrícola,

os associados da Coamo no

Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul já poderão iniciar

mais uma safra promissora,

conforme ressaltou o gerente

de Compras de Bens de Fornecimento

da Coamo, Valdemiro

Nesi. “Temos uma grande responsabilidade

e trabalhamos

com total foco nesse aspecto,

para que o cooperado se sinta

sempre seguro ao aderir o Plano

Safra da Coamo, apesar da pandemia

que vivemos. A agricultura

não pode parar. Produzimos

alimentos e nesse ano, além de

oferecer a melhor condição comercial

e entrega do insumo no

momento certo, precisávamos

garantir a segurança da saúde de

todos.”

Estabilidade - Nesi enfatiza

que a Coamo supera crises

econômicas e políticas, inclusive

uma pandemia, devido a sua estabilidade

financeira, uma premissa

da diretoria desde a fundação da

cooperativa. “Temos fluxo de caixa

que permite à Coamo ir ao mercado

e comprar os insumos antecipadamente.

Mas isso não vem de

hoje, é um trabalho de anos. Se não

tivéssemos feito essa antecipação

poderíamos falar em um valor quase

30% superior ao que garantimos

Maio/2020 REVISTA 29


PLANO SAFRA COAMO

PARA PLANEJAR A PRÓXIMA SAFRA DE VERÃO, A COAMO REALIZOU O PLANO SAFRA 2020/2021,

DISPONIBILIZANDO AOS COOPERADOS TUDO O QUE ELE PRECISA PARA A ATIVIDADE

aos produtores no Plano Safra. Além disso, um grande

fornecedor mundial de matéria-prima para a produção

de defensivos é a China, onde as fábricas estão fechadas.

Isso vai impactar no fornecimento de defensivos

no mundo e o cooperado da Coamo não será afetado,

pois além de fazer um excelente negócio, ele também

garante o recebimento deste insumo no momento e local

certo. Sem dúvidas, foi a melhor condição ofertada

há anos”, enfatiza.

Melhor Relação de troca - O gerente de Insumos

Agrícolas da Coamo, Carlos Eduardo Borsari,

acrescenta que ano após ano o Plano Safra da Coamo

mostra a visão estratégica e o trabalho integrado

de todas as áreas da cooperativa até o insumo chegar

na propriedade rural. “Esse ano garantiu um cenário

muito positivo para a aquisição de insumos, proporcionando

a melhor relação de troca já existente. Para

que todo esse trabalho seja realizado, a Coamo conta

com 80 unidades. Nessa área de insumos, temos sinergia

com as áreas de Logística, Compras e Assistência

Gerentes da Coamo Roberto Destro (Sementes), Valdemiro Nesi (Compras de

Bens de Fornecimento), Marcelo Sumiya (Assistência Técnica) e Carlos Eduardo

Borsari (Insumos Agrícolas) com o diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da

Coamo, Aquiles Dias

Técnica, para atender o cooperado com qualidade. A

estrutura garante a gestão e administração de tudo o

que entra e sai de insumos, para chegar ao associado

em tempo hábil e ele usar no momento certo. Fazemos

uma força tarefa para atender o cooperado com excelência.”

Suporte técnico

Conforme o gerente de Assistência Técnica

da Coamo, Marcelo Sumiya, o resultado da

safra passada, por exemplo, é reflexo de um bom

planejamento. “Quando pensamos em tecnologia,

podemos citar o cálcio, um macronutriente que o

cooperado está familiarizado no dia a dia, o qual a

principal fonte é o calcário. Ele tem muitas funções

fisiológicas na planta, atuando na estrutura, pois faz

parte da parede celular. Atua na germinação, no

grão de pólen e influencia diretamente na floração,

reduz a acidez do solo, dentre tantos outros benefícios.

Assim, a deficiência desse produto pode afetar

o crescimento de raiz.”

Dessa forma, Sumiya orienta que é preciso

ter um planejamento anual para que todo o

processo ocorra corretamente e garanta altas pro-

dutividades. “Precisamos ter o conceito de que a

planta deve estar preparada para as adversidades

climáticas. Por isso, o Plano Safra é fundamental,

ele garante ao cooperado uma rentabilidade,

comprovada em estudos, de fazer o menor custo

em sacas de soja. Então essa é a oportunidade

de usar as tecnologias e empregar as boas práticas.

Com o plano safra podemos definir uma tec-

Assistência técnica tem papel fundamental da condução da atividade agrícola

30 REVISTA

Maio/2020


nologia de adubação, um bom

complemento nutricional foliar,

tecnologias de inseticida, fungicida

e herbicida, para termos

a melhor rentabilidade. Temos

condições de preparar junto ao

departamento técnico, um custo

de produção, para sempre

buscar a melhor rentabilidade.”

Cooperação para fazer acontecer

Uma das vantagens de

uma cooperativa está no trabalho

de tornar o pequeno produtor rural

grande. A cooperação soma diversas

mãos puxando para o mesmo

lado. O resultado é o de uma grande

cooperativa, estruturada para

dar aos seus mais de 29 mil associados,

a tranquilidade necessária para

fazer o que ele ama: cultivar a terra.

O Presidente Executivo da

cooperativa, Airton Galinari, avalia

que o Plano Safra 2020/2021 foi

uma importante força tarefa realizada

para os cooperados. “Conseguimos

um plano muito bem estruturado, e

tivemos a felicidade de escolher o

momento certo para iniciar esse trabalho,

pois durante o período do plano

houve um aumento expressivo do

dólar que teria impactado muito no

preço dos insumos, principalmente

dos fertilizantes. Lutamos para que os

fornecedores segurassem os preços

das listas e não reajustassem. Além

de conseguirmos fazer tudo isso sem

expor nossos cooperados e funcionários

aos riscos do coronavírus, utilizando

as tecnologias e mídias disponíveis

a nosso favor.”

Galinari recorda também

que esse plano forneceu aos produtores

a melhor condição da história

da Coamo. “Fornecemos um

excelente plano e conseguimos

atingir nossas metas. Temos segurança

de que o momento foi posi-

tivo para quem faz parte do cooperativismo.

Sem precisar sair de

casa, somente quando foi de fato

necessário, o cooperado adquiriu

um plano que tem tudo o que ele

precisa para a sua lavoura de verão.

Ele pode usar toda a sua estrutura

da Coamo, é uma relação que vai

além do aspecto comercial, pois é

uma estrutura que só uma cooperativa

garante, pois ele é o dono.”

O presidente do Conselho

de Administração da Coamo, José

Aroldo Gallassini, também destaca

o sucesso do plano e argumenta

sobre a estratégia utilizada pela

cooperativa para atender a demanda

dos cooperados. “Tivemos um

grande plano, apesar de ser um

ano difícil devido a pandemia do

coronavírus que afetará muito a

economia do país. Por isso, reforçamos

que os cooperados aderissem,

pois não sabíamos o que poderia

acontecer na época. Tanto é que

logo depois, os preços subiram

expressivamente e quem garantiu

seus insumos no plano da Coamo,

sem dúvidas, saiu na frente.”

Gallassini ainda comparou

o custo de produção mais baixo em

relação ao plano realizado na safra

de verão passada. Segundo ele, em

2019, o produtor pagou 71 sacas

de soja para plantar um alqueire,

enquanto neste ano serão 58 sacas.

O idealizador da Coamo agradeceu

toda equipe de funcionários e os

cooperados no desenvolvimento do

Plano Safra. “Sempre frisamos a importância

de se planejar. Esse é o primeiro

passo para uma boa safra. Se

o clima também ajudar, certamente

teremos uma safra histórica. Nossa

atividade é de risco, mas o cooperativismo

garante que os produtores

rurais se mantenham com estabilidade

na atividade.”

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo, e José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo

Maio/2020 REVISTA 31


32 REVISTA

Maio/2020


PLANO SAFRA COAMO

Cooperados aprovam

benefício do Plano

Safra da Coamo

Bruna Mantovani, de Peabiru, seguiu a orientação do departamento técnico

Com o Plano Safra de Verão 2020/2021

lançado, os cooperados não perderam

tempo. A orientação do departamento

técnico foi seguida e, agora,

os associados da Coamo terão muito mais

lucro no bolso. Bruna Mantovani, de Peabiru

(Centro-Oeste do Paraná), por exemplo,

quando soube dos preços que estavam sendo

comercializados os insumos pela cooperativa,

já fez o contrato. “Fiquei sabendo que

os preços iam aumentar se eu deixasse para

comprar mais para frente. Todo ano compro

um pouco na campanha e o restante no 'repique'.

Esse ano fiz diferente, comprei praticamente

tudo na campanha.”

Ela destaca que planejamento é

sinônimo de segurança. “Uma das coisas

mais importantes para o agricultor são os

custos. Nesse ano, a Coamo conseguiu uma

oportunidade muito boa para nós, passando

os insumos com um preço muito bom,

sem contar, o contrato que já tínhamos do

ano passado também muito bom, que nos

permitiu amarrar tudo isso de uma forma

muito positiva. Esse ano como os preços estão

bons, investi mais gastando o mesmo do

ano passado.”

Outro cooperado que está com a

safra de verão garantida é Claudionor Verga

Braga, também de Peabiru. “O planejamento

da safra é tão bem feito com o agrônomo

da Coamo que não deixo sobrar os produ-

tos adquiridos, e já vem sendo muito vantajoso

há anos. Nesse ano, será ainda melhor.

É preciso avaliar o estoque e comprar com

organização e nisso a Coamo nos apoia.

Sem contar, que terei um produto bom e

entregue na hora certa. Posso confiar na

Coamo. Sempre procuro investir mais, pois

como não tem área para aumentar, preciso

melhorar a produtividade.”

Na última safra, Braga lembra que

teve um lote surpreendente, que rendeu 190

sacas de média de soja. “É muito cara e arriscada

nossa atividade. Não dá para errar.

Tem que estar tudo certo. Por isso, comecei

a adotar a rotação de culturas. Somente o

consórcio do milho e soja estava limitando a

produção de alguns lotes. Desde que adotei

essa tecnologia, já vejo bons resultados.”

Claudionor Verga Braga, de Peabiru, também está com os insumos garantidos

Maio/2020 REVISTA 33


MERCADO

Comercialização histórica

O

campo vive um ótimo momento, motivado por uma combinação

de produtividade e preços elevados. Prova disso é

o alto volume de soja já comercializado. Um levantamento

da gerência Comercial de Produtos Agrícolas da cooperativa aponta

que 80% da soja colhida na safra 2019/2020, foi comercializada

até o mês de abril, bem como, 30% da safra 2020/2021, que vai ser

semeada a partir de setembro. “São números que surpreendem.

Historicamente, teríamos proporções bem abaixo”, observa o diretor

Comercial da Coamo, Rogério Trannin de Mello.

De acordo com ele, comercializar a produção dos associados

de forma eficiente e com segurança é um dos propósitos

da Coamo. Trannin destaca que a cooperativa construiu ao longo

dos anos uma grande estrutura de armazenagem, industrialização,

transporte e de capital de giro, que juntas permitem aos associados

explorar as melhores alternativas de comercialização tanto no mercado

interno como no externo, o que resulta em boa remuneração,

com segurança. “O cooperado confia à Coamo a comercialização,

mas fica com o poder de escolher o melhor momento para fixar

o preço, quando julga que os níveis estão atraentes, ou quando

simplesmente tem necessidade de dinheiro para honrar compromissos”,

frisa. Ele acrescenta que com a cooperativa, todos os cooperados

são iguais e a produção tem o mesmo valor, independentemente,

do tamanho da área e da produção.

Mello explica que a Coamo atingiu um porte que a coloca

entre as grandes no mercado internacional e o planejamento da

comercialização fica ainda mais importante. O primeiro passo é encontrar

clientes que possam absorver os produtos ao longo do ano,

mas sempre condicionado ao ritmo de precificação dos associados.

Há momentos em que o ritmo é muito forte, outros em que os

associados ficam em compasso de espera. A cooperativa faz essa

ligação do associado com o mercado consumidor, sem especular,

fazendo uso das ferramentas para proteção de preço e moeda, nas

bolsas e agentes financeiros. Nesse primeiro semestre, o mercado

chinês estava com 'apetite' para compras pois tinha demanda em

função da recomposição do plantel de suínos. “A China teve graves

problemas no passado devido a febre suína e muitos animais

foram sacrificados. Com o controle da doença, a produção voltou

a aumentar”, revela. Ele acrescenta que o atraso na colheita da soja

brasileira, inclusive, prejudicou o abastecimento das fábricas de rações

chinesas. “O mercado contava com essa soja. A China estava

disposta a comprar. Se fosse no ano anterior, teríamos mais dificul-

34 REVISTA

Maio/2020


José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração

da Coamo, com Rogério Trannin de Mello, diretor Comercial

dades para achar o comprador para todo o volume

que fora comercializado.”

Com o mercado aquecido, os cooperados

aceleraram a comercialização, pois os preços ficaram

mais atraentes. O maior valor da soja foi registrado

no dia 14/05/20, chegando a R$ 100,00. Os preços

só subiram, desde o início da comercialização, que

se deu a R$70,00 por ocasião da compra dos insumos.

“No passado, os agricultores aguardavam mais

para comercializar, esperavam o vencimento dos

compromissos, não queriam ficar com dinheiro no

banco, talvez pela memória do confisco ou da inflação,

e nem sempre aproveitavam as altas.”

Na opinião do diretor, as informações sobre

o mercado estão mais presentes na vida dos agricultores.

“Eles estão mais conectados”, frisa. Rogério

Mello observa que a cooperativa tem papel fundamental

na mudança desse comportamento. “O Dr.

Aroldo fala de comercialização em todas as reuniões

que têm com o quadro social e orienta para que façam

as vendas com base nos seus custos. Essa é

uma orientação que dá certo. O sucesso de uma atividade

está totalmente atrelado a comercialização.”

Com o mercado de soja aquecido os cooperados

aproveitaram para comercializar e em um

dia venderam mais de 200 mil toneladas. “Foi uma

situação inédita na história da Coamo, que pagou

naquele dia [06 de março] um total de R$ 320 milhões

aos associados.”

A soja é um produto de exportação e há

uma facilidade maior de mercado, principalmente,

porque a China absorve grandes volumes. “É uma

questão de estratégica da China absorver essas

ofertas e garantir o abastecimento futuro.” A China

é grande comprador de soja em grão, enquanto

a Europa tem a característica de adquirir farelo de

soja. Para o equilíbrio de mercado, 50% da soja é comercializada

em grãos e 50% em farelo. “Essa é uma

estratégia de mercado para que possamos analisar

o melhor momento para cada produto.”

Para que os produtos sejam comercializados

de forma segura e eficiente, há um grande trabalho

da cooperativa edificado a cada ano. São investimentos

em armazenagem, portos, transportes e,

bem-sucedidos graças a forte capitalização da cooperativa.

“Nossos clientes sabem da nossa responsabilidade,

sabem que iremos honrar com o contrato

e isso nos credencia a fazer negócios de grandes

volumes, já que cada navio de soja custa mais de

R$ 100 milhões. São valores altos. Só empresas com

credibilidade conseguem atuar nesse mercado.”

Para finalizar, o diretor Comercial orienta

para que os cooperados acompanhem as variações

nas bolsas e no câmbio. “A dica é: não observe apenas

a Bolsa de Chicago. Observe também o câmbio,

pois os dois são igualmente importantes.”

De forma histórica, 80% da safra

2019/2020 já foi comercializada e

cerca de 30% da próxima safra.

Parte da equipe de comercialização da Coamo

Maio/2020 REVISTA 35


SOLUÇÕES FMC PARA UM MANEJO

MAIS EFICAZ DE PERCEVEJOS.

Controle imediato, resultado que você vê na hora.

Alta eficácia no controle de percevejos

adultos, evitando a proliferação da praga.

Ação redobrada, controlando os percevejos

por caminhamento e contato.

Maior proteção com controle em todo o ciclo

da praga (ovos, ninfas e adultos).

Alta performance e residualidade,

contribuindo para um manejo eficiente.

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usar o inseticida certo na

hora certa. Um programa de

manejo para quem busca

alta performance no controle

de percevejos, podendo

escolher a ferramenta mais

adequada para cada fase da

cultura e da praga.

Controle de percevejos e outros

insetos, otimizando o manejo de pragas.

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CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.

Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita.

Siga as 36 recomendações REVISTA de controle e restrições Maio/2020

estaduais para os alvos descritos na bula de cada produto. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual.

Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. Faça o Manejo Integrado de Pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos de produtos.

Uso exclusivamente agrícola. Copyright. Maio 2020 FMC. Todos os direitos reservados.


PLANEJAMENTO FINANCEIRO

De olho no caixa

Credibilidade, segurança e capacidade

de honrar os compromissos,

são princípios que fazem parte da

história da Coamo. Em um ano diferente

como está sendo 2020, muitas rotinas do

dia a dia precisaram ser revistas.

Contudo, o mercado de comodities

está se mantendo aquecido e a vem

sendo em grande número a comercialização

por parte dos cooperados. O agronegócio

não para e com isso, a Coamo

precisou se estruturar para efetuar o pagamento

no momento definido pelos associados.

“Nesse ano houve uma situação

diferente. A Coamo nunca tinha passado

por fixações tão concentradas somadas

ao volume expressivo de contratos em um

mesmo período, com um montante de R$

1,7 bilhões de contratos em um dia”, diz Joel

Makohin, gerente Financeiro da Coamo.

As vendas foram motivadas pela

alta no preço da soja, principalmente, devido

a valorização do dólar em meio a crise

provocada pela pandemia.“No começo

do ano ninguém pensava em um dólar

a R$ 5,50. A moeda americana puxou o

preço da soja fazendo com que os cooperados

fixassem de forma mais

rápida e em grande quantidade.”

Por trás de todo o trabalho

da Coamo, há uma estrutura

administrativa e financeira que

acompanha o caixa e o comportamento

do cooperado.

A cooperativa tem como

política o pagamento no ato

quando da fixação por parte

dos cooperados, porém, historicamente,

elas sempre foram

escalonadas. Mas nesta safra

2019/2020 houve recorde nos

volumes de comercialização e a

próxima safra (2020/2021) já apresenta

bom índice de venda antecipada.

De acordo com Makohin, no período

de pandemia, a principal recomendação

é preservar o caixa e ter liquidez. E

esse conceito levou muitas empresas no

final de março e início de abril irem aos

bancos em busca de recursos financeiros.

“Os bancos tiveram mais procura do que

oferta de dinheiro. Isso tornou a liquidez

apertada e é por esse motivo que algumas

empresas tiveram que alongar os

prazos de pagamento.”

Por sua vez, os bancos estão sendo

criteriosos para liberar recursos, pois é

grande o número de empresas solicitantes

e, com certeza, quem tem números excelentes

pode conseguir o pleito para atender

sua demanda.

Neste período de pandemia, graças

a sua alta liquidez e a forte política de

capitalização que vem sendo realizada

há várias décadas, a Coamo conseguiu

passar pelas dificuldades apresentadas

por se constituir em uma cooperativa

com solidez financeira e bem reconhecida

no mercado.

Estrutura Administrativa Financeira permite a Coamo honrar os compromissos com os cooperados

Maio/2020 REVISTA 37


ALÉM DA

PRODUTIVIDADE

203 ,0

197 ,0

sc/alq

sc/alq

PRODUTOR

Antonio da Silva

MUNICÍPIO

Roncador-PR

PRODUTOR

Maria Eliza Grzyb

MUNICÍPIO

Mangueirinha-PR

200 ,0

190 ,0

sc/alq

sc/alq

PRODUTOR

João Marconi

MUNICÍPIO

Barbosa Ferraz-PR

PRODUTOR

Sérgio Berto

MUNICÍPIO

Engenheiro Beltrão-PR

200 ,0

sc/alq

PRODUTOR

Francisco Loregian

MUNICÍPIO

Coronel Vivida-PR

180 ,0

sc/alq

PRODUTOR

Olcimar Frizon

MUNICÍPIO

Coronel Vivida-PR

Além da produtividade tmgenetica www.tmg.agr.br

38 REVISTA

Maio/2020


PECUÁRIA

Cooperado Iaroslau Huçalo,

de Cândido de Abreu

Planejamento necessário

Plano veterinário da Coamo traz

condições especiais para planejar o

manejo dos rebanhos no inverno

A

exploração da pecuária é uma atividade desenvolvida

em todas as regiões na área de

ação da Coamo. Muitas vezes, por meio da

integração com a agricultura, agrega ainda mais valor

à propriedade, conforme revela o cooperado Iaroslau

Huçalo, de Cândido de Abreu (Centro-Norte

do Paraná). Com a família envolvida no trabalho, é

realizado o ciclo completo da criação, cria, recria e

engorda, no sistema de semiconfinamento.

Com a chegada do inverno, seu Iaroslau

sabe que é preciso se planejar. O clima do período

exige mais cuidados com os animais. Por esta razão,

o associado aderiu ao Plano Veterinário da Coamo,

realizado anualmente. “O plano é ótimo, têm bons

preços e prazos que nos permitem trabalhar.”

“Semeamos a aveia e estamos com todos

os suplementos alimentares comprados, para os animais,

no plano veterinário, para prevenir o déficit nutricional

causado pelo inverno”, revela o cooperado.

Ele acrescenta que existe uma boa parceria com a

cooperativa. “Temos todo o suporte desde a assistência

técnica até a disponibilidade de implementos,

rações, vacinas, enfim tudo que é preciso para

os tratos dos animais.”

Leandro Franco de Camargo, médico veterinário

da Coamo, destaca que o plano é aguardado

com expectativa na região. “Os pecuaristas sempre

aderem ao Plano Veterinário da Coamo, fundamental

para conseguir aproveitar os preços e as condições

especiais.”

De acordo com Vinicius Dziubate de Andrade,

chefe do departamento de Fornecimento de

Insumos Veterinários da Coamo, a pecuária, assim

como a agricultura, requer planejamento. “Nosso

plano é tradicional, antecedendo ao inverno para

que o cooperado conduza a atividade da melhor

forma e com rentabilidade. Agora é a hora de realizar

o manejo sanitário do rebanho.”

Andrade lembra que a Coamo conta com mais

de 70 lojas veterinárias no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul e um amplo portifólio de produtos.

Iaroslau Huçalo com o veterinário Leandro Franco de Camargo

Maio/2020 REVISTA 39


CREDICOAMO

CANAIS DIGITAIS DA CREDICOAMO:

mais fácil, prático e seguro

Cooperado Roberto Lotário

Scholz, de Toledo:

"todas as transações na

palma da mãos."

A

pandemia do coronavírus está provocando

mudança de hábitos por parte das pessoas

no mundo todo e na atividade agrícola não

é diferente. Os cooperados atenderam as orientações

da Coamo e da Credicoamo e estão evitando

deslocamentos desnecessários e a aglomeração de

pessoas em um mesmo ambiente.

Para facilitar o acesso das suas operações no

dia a dia com a Credicoamo, os cooperados estão

utilizando com mais intensidade os canais digitais,

com o uso do Internet Banking/Mobile. A aceitação

desde o lançamento em julho de 2018 é positiva

para os produtores associados. “Há dois anos, a entrada

em operação do Internet Banking/Mobile foi

um marco na história da cooperativa de crédito

dos cooperados da Coamo, que por meio do

aplicativo baixado no celular ou no site da Credicoamo,

passaram a realizar transações financeiras

de uma maneira mais simples, segura e

prática”, comenta Alcir José Goldoni, presidente

Executivo da Credicoamo.

O cooperado Roberto Lotário Scholz, de

Toledo, no Oeste do Paraná, é um usuário efetivo

e satisfeito com o uso da plataforma. Ele aponta

as vantagens, principalmente, em tempo de

coronavírus. “É muito bom este serviço, neste

momento precisamos ter cuidado, seguir as recomendações

e sair de casa somente se precisar.

Assim, o aplicativo entra em cena e a gente

pode fazer as coisas diretas pela internet, celular

ou computador. Tenho usado bastante esta ferramenta

que nos ajuda muito. Faço todas as transações

na palma da mão com total segurança e

estou contente com a qualidade e os resultados”

comemora Scholz.

A economia no tempo para otimizar as

atividades é um aspecto destacado pelo cooperado

Fabiano Silveira Marcondes, da Credicoamo

em Manoel Ribas, no Centro do Paraná.

“Desde que surgiu não perdi tempo, passei a

usar e só tenho elogios. A gente aprende a usar

e depois não para mais, porque é muito fácil e de

uma forma simples, sem complicação."

No caso de Marcondes, o tempo é dinheiro,

já que sua propriedade está distante

cerca de 40 minutos da cidade. “É bem prático e

tranquilo usar o aplicativo, a gente ganha tempo

para fazer outras coisas, sem contar os riscos que

corríamos com a estrada. Agora faço direto no

celular com muita agilidade e segurança.”

O gerente da agência da Credicoamo em

Toledo, Sergio Batasim, diz que está aumentando

40 REVISTA

Maio/2020


Fabiano e esposa Jaiane, em

Manoel Ribas: "Com uso do

aplicativo economizamos tempo

e dinheiro."

o número de cooperados usuários

do Internet Banking. “Orientamos

aqueles que ainda não têm

o aplicativo para que procurem

sua agência da Credicoamo para

fazer o cadastro e começar a usar

pelo celular ou computador. É um

benefício que o cooperado valoriza

muito, pois com um clique

ele pode acompanhar sua movimentação

financeira com total

segurança e praticidade, além de

fazer aplicações, resgate, transferências,

pagamento de boletos e

convênios, entre outros serviços.”

No caixa eletrônico da

Credicoamo foi desenvolvido

o cadastro biométrico dos

cooperados para autenticação

das suas movimentações,

substituindo o uso de senhas.

Os cooperados podem fazer

no aplicativo da Credicoamo,

consultas de sobras, de seguros

vigentes e saldos de empréstimos

e financiamentos.

“Na consulta de seguros, por

exemplo, ao clicar sobre o item

seguros, aparece o telefone da

seguradora, facilitando o acionamento

em caso de sinistro”,

informa o diretor de Controladoria,

José Luiz Conrado.

Novo horário para

pagamentos

A Credicoamo informa

aos cooperados que foi ampliado

o horário para pagamento de

boletos bancários e convênios

das 17 para às 20 horas. O agendamento

dos pagamentos pode

ser feito em qualquer horário

pelo internet banking ou celular.

Abril/2020 REVISTA 41

Maio/2020 REVISTA 41


42 REVISTA

Maio/2020


SEMENTES

Principal matéria-prima

Dedicação dos Papini, de Abelardo Luz (SC) em produzir sementes de qualidade

Cooperado Adilto Papini Junior e o engenheiro agrônomo Jonathan Pavanello, da Coamo em Abelardo Luz, analisam o aspecto do campo de sementes

Multiplicar safras é mais

que uma missão para

os cooperantes da

Coamo (cooperados que produzem

sementes), é um desafio que

exige investimento, atenção aos

detalhes, responsabilidade e, sobretudo,

paixão pela atividade.

A arte de produzir sementes

garante as safras futuras.

Afinal de contas, a semente é a

principal matéria-prima da lavoura

e, por isso, precisa de assessoria

técnica permanente, orientação

e vistorias frequentes, para

assegurar o enquadramento dos

campos de multiplicação aos padrões

exigidos. É assim, e cercado

de outros diversos cuidados,

que a Coamo garante ao quadro

social o fornecimento de sementes

de qualidade

O cooperante Adilto Luiz

Papini Junior, conhece bem essa

responsabilidade. Multiplicador

em Abelardo Luz, (Oeste de Santa

Catarina), considerada a Capital

Brasileira da Semente de Soja,

ele explica que para realização

do trabalho é necessário dedicação.

“É trabalhoso e necessita de

muito cuidado, pois são muitas

variáveis que podem prejudicar

a qualidade do produto”, alerta o

produtor, que desenvolve o trabalho

há cerca de dez anos em

parceria com a cooperativa.

Conhecedor de todo

processo, ele elenca fatores importantes

que devem ser observados

ao entrar no ramo de

multiplicação. “É necessário ter

cautela em muitos pontos. Desde

o plantio é preciso limpar os

implementos para evitar mistura

de variedades, bem como, o

manejo da incidência de pragas,

especialmente o percevejo que

Maio/2020 REVISTA 43


Comprove que

produtividade

não é sorte.

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sementes é comercializada sob licença da Syngenta Crop

Protection AG. YieldGard® e o logotipo YieldGard são

marcas registradas utilizadas sob a licença da Monsanto

Company. Tecnologia de proteção contra insetos Herculex® I

desenvolvida pela Dow AgroSciences e Pioneer Hi-Bred.

Herculex® e o logo HX são marcas registradas da Dow

AgroSciences LLC. LibertyLink® e o logotipo da gota de água

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44 REVISTA

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SEMENTES

ARTE DE PRODUZIR SEMENTES GARANTE AS SAFRAS FUTURAS. AFINAL DE

CONTAS, A SEMENTE É A PRINCIPAL MATÉRIA-PRIMA DA LAVOURA

causa danos à semente. Outro

processo que deve ser cuidadoso

é a colheita, onde a semente

precisa ser colhida com umidade

correta para diminuir o risco de

dano, sem prejudicar a germinação

e vigor”, esclarece Adilto

Junior, reforçando a importância

da parceria com a cooperativa.

“Temos segurança para produzir

sementes de qualidade com

a assistência técnica da Coamo.

Juntos conseguimos desenvolver

um bom trabalho e garantir a

multiplicação”, afirma.

PROCESSO CRITERIOSO

Desde que passou a

produzir sementes, na década

de 1970, a Coamo desenvolve o

trabalho com as mais modernas

técnicas. A cooperativa conhece

melhor do que ninguém o clima

e os solos das regiões onde

atua, além de dispor de um quadro

técnico especializado e produtores

treinados para produzir

com qualidade. Em Abelardo

Luz, este trabalho é facilitado

pelas condições da região. “Temos

mais facilidade de produzir

sementes devido o clima e altitude

favoráveis. Para isso é preciso

ter profissionalismo, o que

não falta na propriedade dos

Papini”, reforça o engenheiro

agrônomo Jonathan Pavanello,

da Coamo em Abelardo Luz. Ele

explica que a assistência técnica

começa com a escolha das áreas

aptas para produção de sementes,

onde são observados critérios

como estrutura do produtor,

clima, altitude e outros.

CERTIFICAÇÃO

DE QUALIDADE

A Coamo mantém 11 Unidades

de Beneficiamento

de Sementes (UBS) distribuídas

nos Estados do Paraná

e Santa Catarina, sendo

credenciadas junto ao

Ministério da Agricultura e

Abastecimento (Mapa).

A cooperativa possui também

credenciamento como

produtora e certificadora

da própria produção, onde

cada UBS possui um rigoroso

sistema de gestão de

qualidade, permitindo assim

a rastreabilidade das sementes

desde a implantação dos

campos de multiplicação até

a comercialização.

Campo de sementes da família Papini, em Abelardo Luz-SC

Maio/2020 REVISTA 45


SUCESSÃO NO CAMPO

De mãos em mãos

De geração em geração

produção de grãos e

pecuária é mantida na

fazenda Santo Antonio,

em Honório Serpa

(Sudoeste do Paraná)

Os exemplos cultivados

em família e a rotina de

atividades da propriedade

quase sempre são decisivos

na formação da carreira, além

de ajudar a construir a personalidade

dos sucessores do campo,

que desde muito cedo, colocam

a mão na massa e contribuem diretamente

para desenvolvimento

da atividade.

É o que acontece na Fazenda

Santo Antônio, de propriedade

da família Iaguszeski, na

pequena Honório Serpa, no Sudoeste

do Paraná. O cooperado

Marcos Vinicius, seguiu os passos

do pai, seu Alcir, e do seu avô (in-

-memoriam). Hoje, a terceira geração

dos Iaguszeski começa a

tomar conta dos negócios, para

orgulho dos patriarcas. Assim,

de mãos em mãos, cada geração

faz sua parte, e mantém viva

a profissão que amam, de produzir

alimentos no meio rural. “É

muita satisfação porque estamos

trabalhando com lavoura e pecuária

mais fortemente, mas antes

tivemos outras atividades. Agora

Marcos Vinicius e o pai, Alcir Iaguszeski. Condução da propriedade garantida por mais uma geração.

o Marcos está assumindo o que

construímos ao longo da vida”,

comenta seu Alcir, que no passado

trabalhou com serraria, e está

orgulhoso em ter o filho seguindo

seus passos. “São atividades

que começaram com meus pais e

avós, e o Marcos dará sequência”,

comemora o cooperado, que tem

outros dois filhos atuantes em

áreas não ligadas ao campo.

É cada vez maior o número

de jovens que assumem

o comando dos negócios da família

nas propriedades rurais. A

maioria mantém uma tradição

que tem sido passada por gerações.

No caso de Marcos Vinicius,

que é formado em engenharia

agronômica, logo que saiu da

universidade optou por ganhar

experiência e por alguns anos

46 REVISTA

Maio/2020


trabalhou numa multinacional

no Estado do Mato Grosso. Mas,

a vontade de voltar para casa e

a saudade da família falou mais

alto. “É muito bom voltar e contribuir

com meu pai, dando sequência

no seu legado. Quando

recebi o convite há cerca de quatro

anos para voltar para casa e

ajudar na propriedade não pensei

duas vezes. No começo foi

um pouco mais difícil, mas hoje

estamos acertando tudo e no caminho

certo”, afirma o cooperado,

lembrando que antes a propriedade

era mais diversificada

e teve mudanças de atividades

por conta do mercado. “Hoje os

negócios caminham melhor. Tínhamos

antes pecuária de leite

e corte, e agora estamos investindo

mais em grãos, o que traz

mais lucratividade”, revela o jovem

cooperado. Ele participou

do Curso de Formação de Jovens

deres Cooperativistas da

Coamo, responsável pela formação

de mais de mil cooperados

em toda área de ação da Coamo.

O produtor valoriza o

apoio da cooperativa, que faz

parte da história da família. “Meu

pai sempre foi associado e eu,

também, há cerca de dez anos.

É importante ter uma cooperativa

séria e idônea como a Coamo

por perto, onde podemos

comprar os produtos e depositar

nossa produção, o nosso dinheiro,

porque sabemos que quando

precisar ela estará pronta para

nos atender”, agradece.

Acompanhando de perto

o trabalho dos Iaguszeski, o

engenheiro agrônomo Cleiton

de Souza Bukoski, da Coamo em

Honório Serpa, elogia o caminho

traçado e escolhido por eles. “É

um processo importante, porque

em algumas propriedades falta

essa sucessão. Tem de haver esse

acompanhamento e o interesse

do sucessor em trilhar o caminho

mais correto possível”, comenta.

Independentemente dos

caminhos que a vida levar durante

a transição entre a fase de adolescência

e adulta, passando dos

bancos da faculdade para a vida

profissional, o importante é não

se distanciar e manter contato

com o trabalho no campo. Neste

último, construir uma carreira

dentro dos negócios da família

pode significar, sim, uma garantia

de sucesso profissional.

Pai e filho com o agrônomo Cleiton Bukoski, da

assistência técnica da Coamo em Honório Serpa

Maio/2020 REVISTA 47


48 REVISTA

Maio/2020


PECUÁRIA

Manejo de pastagem

Os bons resultados na pecuária, seja de corte

ou leite, dependem da disponibilidade de

alimento. E quando o assunto é pastagem,

principal alimento dos rebanhos, as plantas daninhas

são as principais concorrentes da produtividade das

forrageiras, competindo diretamente por água, luz,

nutrientes e espaço. As invasoras conseguem germinar

mesmo em condições desfavoráveis e possuem

um crescimento vegetativo agressivo, além de produzir

sementes em grande quantidade.

Atualmente uma das alternativas de combate

é o manejo com herbicidas seletivos, capazes

de dar uma excelente resposta no controle de plantas

daninhas. Pensando em melhorar esse manejo,

o entreposto da Coamo em Luiziana (Centro-Oeste

do Paraná) realizou recentemente um dia de campo,

onde demonstrou a eficiência destes produtos no

combate às invasoras.

Para o cooperado Antonio Gancedo, o tema

escolhido vem ao encontro das necessidades

dos pecuaristas. “É uma ótima alternativa para

manter a área limpa. Hoje não temos mão de

obra disponível, e com essa tecnologia, conseguimos

fazer o manejo rápido e com eficiência”,

argumenta.

Conforme o médico veterinário da Coamo

em Luiziana, Fabiano Camargo, a aplicação

química é uma boa alternativa por possuir alta

eficácia no controle de ervas daninhas, pois causa

a parada total de crescimento vegetativo da

planta invasora, favorecendo o desenvolvimento

vegetativo da pastagem. Um controle, segundo

ele, com alto rendimento operacional e menor

uso de mão de obra. “O custo benefício é altamente

favorável, pois é feito apenas uma vez”,

declara o veterinário, uma vez que o maior impacto

para o produtor, decorre da falta de mão

de obra. “Com essa tecnologia você evita uma

rebrota acelerada, pois quando se roça nascem

mais dois ou três brotos naquele corte”, orienta.

Camargo acrescenta que o período recomendado

para utilização dos herbicidas em

pastagens é na implantação ou reforma do pasto.

“Normalmente, o banco de sementes das

plantas invasoras no solo é grande e ocorrerá a

germinação desta sementeira ou o rebrote das

plantas junto ao novo pasto.” Ele ainda acrescenta

que a Coamo disponibiliza os herbicidas

específicos para o controle das diversas variedades

de plantas invasoras. “Antes de iniciar o controle

é recomendável que o cooperado consulte

o técnico da cooperativa.”

Maio/2020 REVISTA 49


SAÚDE

Coamo orienta na prevenção ao coronavírus

Manter a higienização e o distanciamento social são fundamentais contra a doença

Para acessar o vídeo produzido pela Coamo,

aproxime o celular com leitor de QR Code na imagem.

Diversas medidas estão sendo

adotadas pela Coamo

para seguir as recomendações

das autoridades diante da

pandemia do Covid-19. Há mais

de 60 dias, a cooperativa adequou

as rotinas de atendimento para a

segurança de cooperados, funcionários,

clientes e fornecedores. O

médico do Trabalho da Coamo,

Carlos Eduardo Mildemberger,

ressalta que nesse período o comprometimento

de toda a família

Coamo tem sido fundamental.

“Todos têm respeitado as orientações

e medidas de segurança.”

Em um novo momento,

onde o comércio de diversos municípios

da área de ação da Coamo

começou a abrir, Mildemberger

reforça que o distanciamento

social e a higienização passam a

ser ainda mais importantes. “As

gotículas que saem da nossa boca

enquanto conversamos têm uma

progressão de pouco mais de um

metro, por isso, se eu estiver contaminado

irei contaminar as pessoas

que estiverem próximas. Pedimos,

Como manter a saúde emocional

em tempos de pandemia?

A pandemia do novo

coronavírus (Covid-19) pegou o

mundo de surpresa. Em pouco

portanto, o distanciamento social

(ideal de dois metros) somado ao

uso de máscaras, pois são medidas

que se completam.”

Evitar aglomerações é

outra medida recomendada.

“Evite filas que tenham muita

gente, festas e cultos. Qualquer

situação que tenha aglomeração

de pessoas precisa ser evitada

neste momento e nos próximos

meses. Essa é uma das armas

que temos contra o coronavírus.”

O médico do Trabalho

da Coamo ainda elenca a necessidade

da higienização das mãos

e ambiente. “Ao levar as mãos aos

olhos, boca e nariz, posso transmitir

ou pegar a doença. É aconselhável

lavar as mãos com sabão à cada

hora, pelo menos, e nos intervalos

dessas horas, use o álcool em gel.

Além disso, use álcool 70% para

higienizar o ambiente e, também,

evitar a transmissão. Limpe a mesa

de trabalho e, em casa, todo o material

trazido do supermercado, por

exemplo, passe álcool para esterilizar,

principalmente frutas em que

comemos com a casca.”

tempo, um vírus invisível foi capaz

de mudar a rotina e o comportamento

da raça humana. No

50 REVISTA

Maio/2020


Para acessar o vídeo produzido pela Coamo,

aproxime o celular com leitor de QR Code na imagem.

Brasil, onde a população é de

costume acolhedor, as mudanças

não têm sido fáceis de se lidar,

afinal de contas, em um mês estavam

todos reunidos festejando o

carnaval e, no outro, isolados em

casas e apartamentos sem poder

dar aquele abraço em um amigo

ou familiar. Diante de uma situação

como essa, como manter a

saúde emocional e espiritual? O

gerente de Recursos Humanos

da Coamo, Antonio César Marini,

respondeu essa pergunta em

um vídeo divulgado nas redes

sociais da Coamo no YouTube,

Instagram, Facebook e Linkedin.

Marini explica que a saúde

emocional é o bem estar psicológico.

“É o estar bem consigo

mesmo, com as pessoas que convivem

conosco, com a família, colegas

de trabalho e vizinhos. Mas,

principalmente, é a capacidade

de controlar nossos sentimentos

e enfrentar as dificuldades. Considerando

o momento que estamos

vivendo, saúde emocional é

controlar o medo e a ansiedade.”

SENTIMENTOS - Segundo

Marini, o medo e a ansiedade

são os principais sentimentos

que estamos vivendo. “Temos

medo de contrair o vírus, medo

de que alguém que amamos e

queremos bem, pegue o vírus.

Quanto a ansiedade é o desejo

que temos de que tudo passe o

mais rápido possível. A ciência

nos mostra que o estresse e o

medo acentuado abaixam a nossa

imunidade, e imunidade baixa

é tudo o que o coronavírus quer.”

CALMA - Muito do que

está acontecendo, conforme o

psicólogo, é novo e desafiador

para todos. “Temos que aprender

a lidar com isso com calma

e serenidade. O que mais nos

incomoda é o distanciamento

social. É um desafio, mas é necessário.

É difícil, pois gostamos

de estar com as outras pessoas. É

momento de adquirir novos hábitos”,

explica.

FATORES - Para ter saúde

emocional, Antonio Cesar Marini

enfatiza que é preciso disciplina,

calma e dedicação. “Reduza o

contato com notícias excessivas

sobre o coronavírus. Muitas notícias

que circulam nem sempre

são verdadeiras e nos mostram

apenas o lado negativo. Busque

informações confiáveis, pois nem

sempre quem nos envia as notícias

procura saber se o que está

enviado é verdadeiro. Com informações

verdadeiras temos mais

controle e esse controle é que

nos traz segurança e confiança.”

Outra dica de Marini é que

se busque o autoconhecimento.

“Quando chegar em casa brinque

com seus filhos, leia algum livro,

assista um filme, aproveite para

fazer algum reparo na sua casa,

converse mais com seu cônjuge

e filhos, aproveite para conhecer

mais sobre eles e melhorar o relacionamento

familiar.”

Maio/2020 REVISTA 51


52 REVISTA

Maio/2020


ALIMENTOS

Misturas para bolos com novo visual

Foram lançados recentemente, quatro novos sabores

de misturas para bolos da marca Coamo

Linha Fácil: fubá, neutro, cenoura e milho cremoso.

Os novos produtos chegaram aos pontos de

vendas com novo layout, e para acompanhar a transformação,

os demais bolos da linha – chocolate, pão

de ló, baunilha, laranja, aipim e coco – também foram

renovados e estão com o visual já consagrado e com

mais destaque nas gôndolas dos supermercados.

As misturas de bolos da marca Coamo Linha

Fácil trazem o verdadeiro sabor do bolo caseiro, com o

conceito simples e prático que já conquistou milhares

de clientes e consumidores. Para preparar um bolo delicioso

é preciso adicionar apenas ovos e leite às pré-

-misturas da Coamo. “Nossos clientes e consumidores

aprovam e elogiam nossas Misturas de Bolos, tanto

que recentemente lançamos mais sabores, totalizando

um portfólio com 10 sabores. Estamos sempre atentos

às tendências de mercado e, por isso, investimos em

pesquisas e desenvolvimento para atender as necessidades

do nosso consumidor”, afirma o gerente Comercial

dos Alimentos Coamo, Wagner Schneider.

As misturas de bolos da Coamo Linha Fácil

são produzidas no Moinho de Trigo da cooperativa,

com alta tecnologia e controle de qualidade. “Com

base em sua visão e valores, a Coamo desenvolve vários

processos operacionais e industriais que resultam

em certificações, que atestam que os alimentos foram

produzidos dentro dos requisitos exigidos de qualidade,

tais como a implementação da FSSC 22000

(Food Safety System Certification)”, afirma o gerente

do Moinho de Trigo da Coamo, Romão Ferreira Neto.

Os Alimentos Coamo são fruto do trabalho

que começa nos campos dos mais de 29 mil associados

da Coamo e, por esta razão, o diretor Industrial da

Coamo, Divaldo Corrêa, acrescenta que a origem é

outro diferencial de toda a linha de alimentos da cooperativa.

“No campo começa a cadeia produtiva dos

alimentos, com segurança e dentro dos parâmetros

de qualidade exigidos pelas certificações, por isso, os

Alimentos Coamo têm origem, já que a matéria-prima

é produzida pelos donos da Coamo. É um trabalho

focado na produção da matéria-prima, no processo

industrial, no cliente e no consumidor, para entregar

um produto diferenciado com qualidade e sabor, que

diariamente surpreende os consumidores.”

Embalagens serão trocadas, gradualmente, conforme os estoques forem renovados

Maio/2020 REVISTA 53


RECEITA

Rosca doce

caseira

de coco

INGREDIENTES

3 roscas

Massa

1 envelope de fermento seco

1 e ½ xícara (chá) de água

1 lata de leite condensado

2 colheres (sopa) de MARGARINA COAMO

CREMOSA

3 ovos

1 kg de FARINHA DE TRIGO COAMO

TRADICIONAL

Cobertura

1 vidro de leite de coco

2 colheres (sopa) de açúcar refinado

50 g de coco ralado

MODO DE PREPARO

Misture todos os ingredientes até desgrudar das

mãos e faça bolas. Unte uma forma redonda com

furo e coloque as bolinhas. Deixe crescer até dobrar

de tamanho. Asse até dourar. Misture o leite de coco

com o açúcar e despeje sobre a rosca ainda quente.

Salpique com o coco ralado.

www.alimentoscoamo.com.br

/alimentoscoamo

AF01 COI001120H An Receitas Rosca Doce de Coco 175x225 cm.indd 1 20/03/20 09:14

54 REVISTA

Maio/2020


Há 5 décadas,

plantamos

uma ideia.

Hoje, colhemos

transformação.

Desde o início, a transformação faz parte da história da Coamo.

79 pioneiros se transformaram em milhares. Dedicação

e inovação em produtos de alta qualidade. E foi assim, mudando

a vida de nossos cooperados e clientes, que nos transformamos

na maior cooperativa da América Latina.

A vida é a gente que transforma.

www.coamo.com.br

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