Revista Coamo Edição de Agosto de 2020

blzinfo

Revista Coamo Edição de Agosto de 2020

www.coamo.com.br

AGOSTO/2020 ANO 46 EDIÇÃO 505

COOPERATIVISMO

Série mostra mais

quatro histórias de

transformação

GESTOR RURAL

Programa ajuda

planejar e conduzir

atividades agrícolas

Conhecimento

VIRTUAL

Há seis meses os palcos dos eventos realizados pela Coamo passaram a ser

virtuais. Momento exige mudança na maneira de levar informação ao cooperado


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 505 | Agosto de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Milena Luiz Corrêa: mlcorrea@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

Aline Aristides Bazan: abazan@coamo.com.br

Lucas Otavio Pavão: lpavao@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou citados

não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos). Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz Tonet

(Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2019: R$ 13,97 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões. Cooperados: 29.178. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

Agosto/2020 REVISTA

3


SUMÁRIO

44

PERFORMANCE QUE

SÓ O MAIS RESPEITADO

LÍDER EM NUTRIÇÃO

DE SAFRAS DO MUNDO

PODE OFERECER.

3,4

sc/ha*

RESULTADOS COMPROVADOS.

SE É MOSAIC FERTILIZANTES,

FAZ TODA A DIFERENÇA:

MAIS DE 10 ANOS DE

PESQUISA E VALIDAÇÃO

QUALIDADE

FÍSICA

MAIOR EFICIÊNCIA

OPERACIONAL

SAIBA MAIS EM WWW.MICROESSENTIALS.COM.BR

/NUTRICAODESAFRAS

/NUTRISAFRAS

Coamo antecipa R$ /// em sobras

CONHEÇA OS OUTROS

PRODUTOS ?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

DE PERFORMANCE

DA MOSAIC FERTILIZANTES

4 REVISTA

Agosto/2020

*MÉDIA DE INCREMENTO DE PRODUTIVIDADE NA CULTURA DA SOJA OBTIDA COM A UTILIZAÇÃO DO PRODUTO MICROESSENTIALS® NO BRASIL, NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS (17/18/19).


SUMÁRIO

Entrevista

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo, é o entrevistado do mês. Segundo ele,

a cooperativa está preparada para contribuir com os cooperados na evolução das suas atividades

Alimentos Coamo

10

14

Como forma de estar sempre presente no dia a dia das pessoas, os Alimentos Coamo estão com perfis

no YouTube e Instagram. Lançamento dos novos canais reforça o trabalho de comunicação das marcas

Vidas transformadas

16

Série de reportagens mostra a evolução dos cooperados e a vida transformada pelo cooperativismo.

Conheça a história de Verner Tehlen, Vilson Francisco Bernard, Arno Dresch e Vimar Pastori

25

Encontro de Inverno virtual

A 14ª edição do Encontro de Inverno da Fazenda Experimental Coamo foi realizada no dia

29 de julho pelo canal da cooperativa no YouTube. O tradicional encontro teve como tema

‘Manejo Inteligente para Agricultura e Pecuária’, e trouxe quatro estações de pesquisa

Credicoamo

35

Um dos pontos fortes da Credicoamo é financiar os custeios das lavouras. Cooperativa tem um importante

trabalho direcionado para o financiamento dessas culturas cultivadas pelos cooperados

Evolução administrativa

38

Em cinco décadas, o crescimento e a solidez da Coamo foram sustentados pela participação dos cooperados

e a boa administração, que ao longo dos anos foi evoluindo, acompanhando os passos da cooperativa

Agosto/2020 REVISTA

5


GOVERNANÇA

A safra recorde e a força do agronegócio

O

produtor brasileiro sabe fazer

muito bem a sua parte

com o uso de tudo o que é

moderno para colher altas produtividades,

ajudar o Brasil crescer e alimentar

o nosso país e o mundo.

Com o clima regular, isto

tem sido possível e vem sendo comemorado

ao longo dos últimos

anos pela classe que produz e alimenta

o mundo. Por outro lado, também

positivo, tem o aumento da cotação

do dólar diante do real, o qual

possibilitou mais presença e competitividade

da produção brasileira no

mercado externo.

Nunca, nesses anos todos, o

preço da soja havia sido cotado em um

patamar superior a R$ 110,00 a saca.

Grande safra nunca foi

problema e a deste ano deverá ser

recorde. Os números divulgados

pela Companhia Nacional de Abastecimento

(Conab) apontam para

uma colheita brasileira de grãos de

278,70 milhões de toneladas na safra

2019/2020, que representa um

crescimento de 8,0% em relação a

produção colhida na safra 2018/19.

Nesses indicadores, as colheitas de

soja e milho respondem por quase

90% da produção total, e a soja deve

contabilizar uma produção de 133

milhões de toneladas, na maior colheita

brasileira da oleaginosa.

A exportação da produção

de grãos do Brasil vem registrando

participação histórica e impulsionando

os resultados da balança comercial

do Brasil, alavancada novamente

pela força do agronegócio, em função

de uma maior competitividade

"Verificamos uma mudança

no comportamento dos

cooperados, que estão

mais atentos e conectados

ao mercado, resultando

na venda escalonada da

produção atual e futura,

para conseguir uma

melhor média de preço."

da nossa produção, que tem origem,

rastreabilidade e sustentabilidade.

O agronegócio não parou neste período

de pandemia, não parou e não

pode parar, pois se isto acontecesse,

haveria sérias consequências não só

para o nosso país, como para o mundo,

pois a população mundial precisa

se alimentar.

Neste ano na Coamo prevemos

o recebimento de nove milhões

de toneladas de grãos entre soja,

milho e trigo, equivalente a 150 milhões

de sacas, o que deve registrar

o maior número, nesses 50 anos da

existência da cooperativa. A previsão

para a próxima safra que começa a

ser semeada nas próximas semanas

são muito positivas com relação a

preços e produtividades.

Verificamos uma mudança

no comportamento dos cooperados,

que estão mais atentos e conectados

ao mercado, resultando na venda

escalonada da produção atual e

futura, para obter uma melhor média

de preço. Esta alteração de atitude

promoveu, por exemplo, por meio

de contrato, a venda futura de 35%

da próxima safra de soja, equivalente

a 32 milhões de sacas, sem contar

um número expressivo de 7,5 milhões

do milho segunda safra a ser

plantado em 2021.

Mais capitalizado e informado,

o cooperado da Coamo está

mais consciente e aproveitando melhor

as oportunidades, as relações

de troca, de custo-benefício e das

modalidades de comercialização

em face da realidade do mercado,

com o apoio, estrutura e profissionalismo

da sua cooperativa. Com este

cenário positivo, o cooperativismo

e o agronegócio fazem a sua parte,

se tornam cada vez mais fortes e colaboram

com o potencial produtivo

para que o nosso país continue crescendo

e registrando resultados expressivos

na balança comercial.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

Agosto/2020 REVISTA

7


8 REVISTA

Agosto/2020


GESTÃO

A sustentabilidade dos nossos cooperados

"O cooperado tem tudo o que necessita,

tem apoio para planejar e implantar com

confiança e segurança as suas safras,

sempre com tecnologias modernas,

sementes e assistência de qualidade."

A

palestra “Construindo valor no agronegócio” com o

professor Marcos Fava Neves promovida no dia 12 de

agosto faz parte do foco da Coamo em agregar valor

às atividades dos cooperados. Além disso, é um dos pilares da

área de Cooperativismo, integrando o programa “+ Gestão”.

Em função da Pandemia, o tradicional “Encontrão”,

como denominamos o Encontro anual das lideranças

da Coamo, com os Jovens Líderes de todas as 24 turmas,

foi virtual, substituindo o evento presencial.

O programa “Jovens Líderes” coordenado pela

Assessoria de Cooperativismo com ênfase em “+ Gestão”

é considerado pela Organização das Cooperativas

Brasileiras (OCB) como referência na educação e formação

cooperativista. Inclusive, neste mês começou a 24ª

Turma com aulas totalmente virtuais.

São mais de 900 jovens líderes formados, desde

a primeira turma iniciada em 1998, que ampliaram seus

conhecimentos e informações para a administração e

gestão da propriedade, pensando na sucessão e continuidade

da Coamo. Prova disso é que na prática, os jovens

deres já estão há várias gestões integrados como membros

dos conselhos de Administração e Fiscal da Coamo e

da Credicoamo.

Seguimos a premissa e a prática da nossa missão,

que é gerar renda com desenvolvimento sustentável do

agronegócio. Neste contexto, o termo “Sustentabilidade

não se refere apenas a questão ambiental, mas tem sentido

mais amplo. Consiste na sustentação das atividades

do cooperado como um todo, para a manutenção e apoio

dos seus negócios e do provimento da sua família.

O cooperativismo por meio da sua filosofia e da

prática de valores edificantes, possibilita a todos os cooperados

da Coamo, independentemente do tamanho de

sua área, participar diretamente de um sistema vitorioso,

que oferece conhecimento, estrutura e uma assistência

integral para que possam crescer, evoluir e obter o desenvolvimento

sustentável na sua atividade.

O sucesso da Coamo e dos seus cooperados é motivado

por vários pilares. Um deles é o cumprimento de todas

as regras, normas e leis, observando os aspectos ambiental,

econômico e social, com a correta preservação e manutenção

das suas áreas, pensando na atual e nas futuras gerações.

Desta forma, a forte relação entre o cooperado e

a Coamo é fundamental, sempre com a devida harmonia,

responsabilidade e o sentimento de pertencimento, porque

a Coamo é a casa do cooperado e, portanto, é o lugar

onde ele se sente tranquilo, seguro e feliz.

Na sua casa, o cooperado tem tudo o que necessita,

tem apoio para planejar e implantar, com confiança

e segurança, as suas safras, sempre com tecnologias modernas,

sementes e assistência de qualidade. Depois, colhe

altas produções e entrega nos armazéns da Coamo, e

quando quiser ou precisar, pode fazer a comercialização

da sua produção com absoluta tranquilidade, recebendo

preço justo e pagamento à vista, e transferir diretamente

para sua conta corrente ou poupança na Credicoamo, que

é a sua cooperativa de crédito.

Desta maneira, tudo é realizado com facilidade

e tranquilidade em um mesmo prédio, no mesmo lugar,

ou seja, na mesma casa. Assim, a Coamo vai construindo

valor aos negócios dos cooperados e promovendo a sustentabilidade

com o compromisso coletivo para a conservação

e manutenção das atividades econômicas, sociais e

ambientais, com origem e rastreabilidade, de forma segura

e responsável.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

Agosto/2020 REVISTA

9


ENTREVISTA: ALCIR JOSÉ GOLDONI

“Com gestão focada, Credicoamo é o braço financeiro

para impulsionar os negócios dos associados”

“ São 30 anos de uma história

de sucesso e totalmente

voltada para o

desenvolvimento e crescimento

das atividades dos nossos

associados, seguindo os mesmos

valores e a filosofia da

Coamo, que vem dando muito

certo há 50 anos”, afirma Alcir

José Goldoni, presidente Executivo

da Credicoamo Crédito

Rural Cooperativa. Ele é o entrevistado

desta edição da Revista

Coamo e registra mais de

41 anos de atuação no cooperativismo,

tendo sido funcionário

da Coamo e participado da

história das duas cooperativas

(Coamo e Credicoamo).

Em fevereiro, com a

implantação da Governança

Corporativa, Goldoni assumiu

a presidência da diretoria

Executiva. “As mudanças estão

ocorrendo naturalmente e sem

impacto na continuidade da

missão da Credicoamo, e dentro

dos princípios da perpetuação.

Estamos estruturando e

implantando a profissionalização

nos processos de gestão

com base nas diretrizes estabelecidas

pelo Conselho de

Administração.”

A Credicoamo está

preparada para oferecer aos

seus cooperados linhas de financiamento

exclusivas para

agregação de valor e sucesso

nos seus negócios.

Alcir José Goldoni, assumiu dia 19 de fevereiro deste ano como presidente Executivo da Credicoamo.

Mas sua história no cooperativismo iniciou em novembro de 1978, quando foi admitido na Coamo, na

área Financeira, onde permaneceu por 28 anos, dos quais 20 como gerente Financeiro. Na sequência, foi

promovido a superintendente Comercial, onde atuou por 13 anos. Na Credicoamo, também foi coordenador

Técnico, participando dos trabalhos de constituição da cooperativa em 1989. É graduado em Administração de

Empresas, com especialização em Consultoria Econômico-Financeira de Empresas.

10 REVISTA

Agosto/2020


RC: Como se deu a reestruturação

da Credicoamo e os processos

para atender as recomendações

do Banco Central?

Goldoni: Inicialmente se faz

necessário registrar que a Credicoamo

foi constituída pelos

associados da Coamo. Isso foi

fundamental para que os objetivos

de uma mesma atividade

econômica fossem alcançados. E

para continuar crescendo e atender

os anseios dos seus associados,

a cooperativa se adequou as

prerrogativas definidas pela Resolução

4434 do Conselho Monetário

Nacional, que determina

a segregação das funções entre

o Conselho de Administração e

a Diretoria Executiva. Isto iniciou

em 2019, no dia 28 de outubro,

com a aprovação do novo estatuto

durante Assemblei Geral dos

associados onde definiu-se a estrutura

de governança corporativa

da Credicoamo, composta por

um Conselho de Administração e

por uma Diretoria Executiva, a ele

subordinada. Após a homologação

do estatuto social pelo Banco

Central (Bacen), a Diretoria

Executiva apresentou ao Conselho

de Administração a sua proposição

quanto a composição

da Diretoria Executiva que seria

levada para aprovação da AGO

em 19 de fevereiro de 2020, com

aprovação por unanimidade. A

partir dessa data iniciamos os trabalhos

de estruturação com base

na segregação das funções entre

o Conselho de Administração e

Diretoria Executiva.

RC: O Banco Central atribui uma

classificação para cada tipo de

instituição financeira e, com o

seu crescimento, como a Credicoamo

está posicionada junto à

Instituição?

Goldoni: Esse crescimento constante

que a Credicoamo vem

apresentando está em consonância

com sua gestão, capitalização

e na representatividade

do seu ativo. Desde 2015, pelo

Comunicado do Banco Central,

a Credicoamo foi classificada

como “Cooperativa Plena” – classificação

máxima do Bacen e enquadrada

no segmento S-4 que

vai de S-1 a S-5. Por ser uma cooperativa

singular e independente,

essa classificação do Banco

Central é muito representativa

e, com certeza, de muito orgulho

de todos os associados. O

importante é que temos a plena

consciência de que o crescimento

que a Credicoamo vem tendo

nos últimos anos é resultado do

crescente apoio dos nossos associados,

e as mudanças aprovadas

foram necessárias para garantir a

continuidade e perpetuação das

nossas atividades.

RC: Como o senhor analisa as

mudanças no processo de Governança

da Credicoamo?

Goldoni: Ao nosso ver e por ter

sido funcionário da Coamo por

mais de 41 anos e participado da

história das duas cooperativas,

essas mudanças estão ocorrendo

naturalmente e sem impacto

na continuidade da sua missão.

Dentro dos princípios da perpetuação,

estamos estruturando e

implantando a profissionalização

nos processos de gestão com

base nas diretrizes estabelecidas

pelo Conselho de Administração.

RC: O Dr. Aroldo como presidente

do Conselho de Administração

está presente no dia a dia

da cooperativa. Como analisa

“O trabalho em conjunto

entre a Credicoamo e

a Coamo prima pelo

atendimento integral do

associado, sendo sério e

focado para atender cada

vez melhor o seu dono,

de forma efetiva e eficaz.”

sua participação neste momento

novo da Credicoamo?

Goldoni: Aprendi a viver e exercitar

o cooperativismo junto com

o Dr. Aroldo. Estou vivendo o

cooperativismo há 42 anos, passei

por várias áreas na Coamo e

colaborei para o surgimento da

Credicoamo há 30 anos. Posso

afirmar que é de fundamental

importância a presença e experiência

dele no dia a dia, tendo

um papel preponderante para

orientar e colaborar com o crescimento

planejado e estruturado

da Credicoamo. A vida dele é a

Coamo e a Credicoamo, e a confiança

que ele passa aos cooperados

é algo fantástico, elogiável

e marcante. O Dr. Aroldo representa

muito mais que um idealista

do sistema cooperativista.

Com muita seriedade, equilíbrio

e visão, é um dos principais líderes

do agronegócio e do cooperativismo

brasileiro. Todo o seu

trabalho nos 50 anos de Coamo

e nos 30 anos de Credicoamo

foi feito exclusivamente para

Agosto/2020 REVISTA 11


ENTREVISTA: ALCIR JOSÉ GOLDONI

“A CREDICOAMO ESTÁ PREPARADA PARA ATENDER OS SEUS ASSOCIADOS,

OFERECENDO SOLUÇÕES PARA QUE TENHAM SUCESSO NAS ATIVIDADES”

os associados, para o sucesso e

desenvolvimento integral deles,

das suas famílias e da sociedade

onde vivem. Ele é sinônimo

de confiança, de credibilidade e

profissionalismo. Como sempre

diz, a Coamo e a Credicoamo foram

fundadas não somente para

uma ou duas gerações, mas para

toda a vida. Isso nos emociona

pelo pensar cooperativista que

é trabalhar em conjunto para o

bem de todos.

RC: Os números mostram ano

após ano que a Credicoamo está

bem administrada e em sintonia

com os associados e com o mercado

financeiro.

Goldoni: Os números têm demonstrado

que os associados

sentem orgulho e confiam na

Credicoamo, e isso é fundamental.

O desempenho da cooperativa

reflete a participação deles

nas suas atividades e aliado ao

profissionalismo permitem o

crescimento como o do exercício

de 2019 da ordem de 6,0% sobre

o anterior registrando sobras

líquidas de R$ 98,50 milhões.

O Patrimônio Líquido foi de R$

735,50 milhões representando

um crescimento de 16,52%. Esses

números nos qualificam para

dizer que temos estrutura para

continuar crescendo. A Credicoamo

está na 10ª posição entre as

instituições privadas aplicadoras

de crédito rural, como a 1ª cooperativa

singular independente

de crédito, e a 7ª no ranking geral

das cooperativas singulares, conforme

dados do Banco Central

do Brasil. Estes posicionamentos

são resultado direto de uma gestão

focada nos associados e da

participação ativa deles na sua

cooperativa de crédito.

RC: Qual a importância do seguro

agrícola e a adesão dos associados

a este instrumento de

proteção?

“Todos sabem quantos

anos se levam para ter o

retorno dos investimentos

efetuados e, agora, deixálos

expostos a riscos da

natureza não é um bom

negócio.”

Goldoni: A Credicoamo encerrou

o ano de 2019 com 19.904

associados. Com uma equipe

profissionalizada nas suas 46

agências no Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul, a Credicoamo

está preparada para oferecer

aos seus associados linhas

de financiamento exclusivas que

permitem aproveitar as oportunidades

de agregação de valor nos

seus negócios. Neste contexto, o

seguro agrícola é um insumo fundamental

para que o associado

possa se sentir seguro e tranquilo

quanto a condução e resultado

da sua lavoura. Estamos crescendo

e vamos crescer muito mais

pela consciência por parte dos

associados que estão aderindo e

incorporando o seguro como um

processo natural e necessário em

suas atividades. Para se ter uma

ideia do que representa o seguro

agrícola, somente em 2019 a

Credicoamo contratou uma importância

segurada de R$ 1,31

bilhão, sendo que na soja a participação

em âmbito nacional é

12 REVISTA

Agosto/2020


superior a 10%, dando a dimensão

da sua importância, em nível

estadual é ainda mais relevante:

no Paraná, 25,89%, em Santa Catarina

20,11% e no Mato Grosso

do Sul 15,78% da importância

segurada.

RC: Então, o seguro pode ser

considerado como um investimento?

Goldoni: Sem dúvida, pois assumir

os riscos da produção

agrícola, sem pensar no seguro,

pode ser determinante para

permanecer na atividade agrícola.

Portanto, o seguro agrícola

deve estar incorporado no planejamento

dos custos de produção

como insumo. Observamos

que os nossos associados estão

mais conscientes de que suas lavouras

precisam estar seguradas

contra qualquer evento climático.

Neste ano contabilizamos um

grande aumento na contratação

de seguros para as lavouras de

milho segunda safra e trigo, e

estamos em plena contratação

do seguro das culturas de soja e

milho verão. É um indicativo de

que eles estão certos de que o

seguro é um investimento e não

custo. Todos sabem quantos

anos se levam para ter o retorno

dos investimentos efetuados e,

agora, deixá-los expostos a riscos

da natureza não é um bom

negócio, ainda mais quando as

condições de seguro agrícola

para os associados da Credicoamo

são estruturadas levando em

consideração as condições do

nosso associado, ou seja, é um

produto personalizado para os

associados da Credicoamo e

Coamo.

RC: Como analisa o trabalho da

Credicoamo em conjunto com a

Coamo?

Goldoni: É um trabalho que prima

pelo atendimento integral do

associado. Sério e focado para

atender cada vez melhor o seu

dono. Há uma grande sintonia

e sinergia dos funcionários e diretorias

das duas cooperativas,

que trabalham para que o atendimento

seja efetivo, eficaz e

eficiente. A integração das atividades

da Coamo e Credicoamo

se complementam em benefício

do seu dono, e não poderia ser

“O Dr. Aroldo tem um

papel preponderante

para orientar e colaborar

com o crescimento

planejado e estruturado

da Credicoamo."

diferente, haja vista que o cooperado

faz todas as suas operações

em um mesmo lugar e no mesmo

horário, ganhando tempo e

dinheiro. Assim como a Coamo

é a casa do cooperado, também

afirmamos que a Credicoamo é a

sua casa, com estruturas eficientes

e profissionalismo para que

ele sinta que as suas duas cooperativas

são as melhores opções

de negócios e de agregação de

valores em suas atividades.

RC: A Credicoamo está preparada

para acompanhar a evolução

tecnológica em benefício dos

seus associados?

Goldoni: Sem dúvida. Está preparada

e acompanhando a evolução

para estar cada vez mais

perto dos seus associados oferecendo

soluções para que ele

possa planejar e agregar valor

e ter sucesso em suas atividades.

Com produtos e serviços

diferenciados percebemos uma

grande utilização dos canais

digitais da cooperativa, por

exemplo do Internet Banking e

Mobile, que de forma simples

e segura, facilitam o acesso e o

uso dos nossos associados. Estamos

executando nosso planejamento

estratégico. No dia 06

de julho a Credicoamo lançou

a sua Poupança Rural, denominada

Credicoamo Poupança

Feliz, que tem apresentado uma

grande aceitação pela família

dos associados, bem acima das

expectativas, por se tratar de

uma opção de investimento de

aplicação fácil e segura, e ajudá-

-los a poupar. Os associados podem

ter a certeza de que a Credicoamo

está preparada para o

futuro e proporciona segurança,

comodidade e rentabilidade nas

aplicações dos associados, com

taxas diferenciadas, linhas de

financiamentos com juros compatíveis

com as suas atividades.

Estamos com vários treinamentos

que visam qualificar, cada

vez mais, nossos colaboradores

para um atendimento profissional

e especializado, como também

estamos em fase final de

estruturação do lançamento da

LCA – Letra de Crédito do Agronegócio

e do credenciamento

junto as fontes oficiais de financiamento

(BNDES/FCO).

Agosto/2020 REVISTA 13


REDES SOCIAIS

Alimentos Coamo está

no Youtube e Instagram

A

Coamo, por meio da

sua linha alimentícia

composta das marcas

de confiança Coamo, Primê,

Anniela, Sollus e Dualis,

busca estar sempre presente

na mesa e no dia a dia das

pessoas. Para se aproximar

ainda mais dos clientes e

consumidores, os Alimentos

Coamo estão com perfis no

YouTube e Instagram.

Segundo o gerente

Comercial dos Alimentos

Coamo, Wagner Schneider,

o lançamento dos novos

canais vem para reforçar o

trabalho de comunicação

das marcas de confiança.

“Entramos nas redes sociais

em 2016 com um perfil no

Facebook, uma mídia social

que está muito presente na

vida das pessoas. Hoje nosso

perfil conta com 508.218

seguidores. Devido a todo

esse sucesso e o crescimento

das outras redes, decidimos

iniciar um trabalho de

relacionamento pelo YouTube

e Instagram”, afirma.

Nessas duas plataformas

virtuais que vêm se

popularizando e crescendo

a cada dia, os Alimentos

Coamo vão trazer vídeos de

receitas, dicas, lançamentos,

ações com influenciadores e

muito mais. “Siga as páginas

dos Alimentos Coamo, dê

seu like, faça aquela sua receita

deliciosa e compartilhe.

Nosso objetivo é interagir e

levar um conteúdo diferente

e atrativo para nossos seguidores”,

convida Schneider.

14 REVISTA

Agosto/2020


Há 50 anos

a Coamo

transforma vidas.

E aqui vamos

conhecer

algumas delas.


Decisão acertada

Escolha certa

A opção de Verner Tehlen pela agricultura

Cooperado de Nova

Santa Rosa, teve a

opção de deixar a

agricultura, mas acabou

ficando no campo e

hoje colhe os frutos em

parceria com a Coamo

Quando chegou ainda menino na

região de Nova Santa Rosa (Oeste

do Paraná), no início da década

de 1970, o cooperado Verner

Tehlen, buscava junto com a família

sobrevivência e desenvolvimento.

O pai, que logo veio a falecer,

foi pioneiro e deixou de herança

os primeiros alqueires que com

passar dos anos e o alicerce de

muito trabalho e parcerias foram

multiplicados.

Seu Verner, conta que dos três

irmãos - ele e mais dois -, foi o

único a permanecer na agricultura,

o que faz até hoje ao lado do filho

e braço direto Maykon. “Optei em

ficar para que meu irmão pudesse

estudar. Fiz a escolha certa, sou

feliz vivendo e trabalhando na

lavoura”, declara o produtor, que

valoriza o cooperativismo e a

parceria com a Coamo, iniciada

logo que a cooperativa se instalou

no Oeste do Paraná, há 25 anos.

“Quando a Coamo chegou havia

uma certa desconfiança porque

havia uma outra cooperativa que

não deu certo. Mas, a Coamo foi

ganhando a confiança de todos e

mostrou que é uma cooperativa séria

e voltada para o cooperado”, diz.

Verner com o filho Maycon, de Nova Santa Rosa (Oeste do Paraná)


Optei em ficar no campo para que meu irmão pudesse

estudar. E acho que fiz a coisa certa, sou feliz vivendo aqui

e trabalhando na lavoura.

Conforme Verner Tehlen, foram

muitas mudanças desde a

chegada da Coamo. “Foi a melhor

coisa que podia ter acontecido.

Mudou o jeito de trabalhar,

plantar e produzir. A Coamo

trouxe investimento, tecnologia e

novidades para a nossa atividade.

Conseguimos melhorar, evoluir,

crescer junto com a cooperativa”,

afirma o cooperado, lembrando

da evolução em produtividade.

“Colhíamos cerca de 80 a 100

sacas de soja por alqueire em

média. Hoje, chegamos a 170

sacas. De milho, colhemos

em média 370 sacas de média

no verão, e era bem menos

antes. Essa evolução é graças

a tecnologia trazida pela

cooperativa como plantio direto,

manejo de solo e de plantas,

máquinas modernas dentre

outros benefícios”, observa.

Agradecido pela evolução

na atividade, Tehlen revela

que cultivava no passado

apenas 20% da área que

trabalha hoje. “Conseguimos

crescer horizontalmente e

verticalmente em termos de

produtividade. A cooperativa

nos ajudou nesse sentido.

Temos muito a celebrar nesses

50 anos da Coamo. Queremos

que continue crescendo junto

com a gente.”

Integrante de uma geração que

vem ajudando a transformar o

campo, o também cooperado

Maykon Tehlen, um dos três

filhos do seu Verner, enxerga

na parceria com a cooperativa

o melhor caminho para o

progresso. “Precisamos olhar

para frente e estar junto da

cooperativa. Fazemos parte

deste crescimento, dessa história

de sucesso. Agora, como futura

geração, vou fazer tudo para

continuar crescendo”, comenta

Maykon, de olho no futuro. “Nossa

ideia é estar sempre melhorando

a tecnologia e os processos

de produção para não parar de

evoluir, não só em números, mas

também em qualidade”, salienta.


Parceria

Incentivador do

desenvolvimento

A parceria de 25 anos no Oeste do Paraná

Vilson Bernardi, de

São Pedro do Iguaçu,

ajudou na organização

das primeiras reuniões

para a apresentação da

Coamo no município.

Parceria se estende

desde o início e está

mais vez mais sólida

Quando recebeu a reportagem

da Revista Coamo em sua

propriedade, o cooperado Vilson

Francisco Bernardi acompanhava

com os dois filhos, Jeferson

e Juliano, o final da colheita

da segunda safra de milho. A

área fica na comunidade São

Francisco, em São Pedro do

Iguaçu (Oeste do Paraná).

Local que a família chegou,

em 1968. A primeira atividade

foi um comércio de secos e

molhados e com o resultado

adquiriram terras e deram início

à agricultura.

Seu Vilson sempre foi defensor

do cooperativismo e ajudou

a convocar os agricultores da

região para as primeiras reuniões

da Coamo no município. “Fui

um dos primeiros associados.

É um trabalho de parceria e que

está completando 25 anos de

história”, diz. De acordo com

ele, a Coamo levou para a região

novas tecnologias e segurança.

“Temos tudo o que precisamos

Vilson Bernardi com os filhos Jeferson e Juliano


Fui um dos primeiros associados

e estou até hoje. É um

trabalho de parceria e que está

completando 25 anos de história.

para a condução das atividades.

Acompanhamos a evolução

da cooperativa e crescemos

juntos”, pondera.

Entre os benefícios oferecidos

pela Coamo, o cooperado

destaca o fornecimento de

insumos de qualidade no

momento que o cooperado

precisa, loja de peças, produtos

veterinários, crédito com a

Credicoamo e recebimento da

produção. “São vários benefícios

e tudo dentro de casa. Sou 100%

Coamo”, frisa.

Seu Vilson ressalta, também,

a importância da assistência

técnica para a condução

das lavouras. Ele revela que

até a chegada da Coamo, a

produtividade de soja era

de 100 sacas de média por

alqueire, e na mais recente safra

fechou com 180 sacas. “Isso

é graças ao investimento e às

novas tecnologias inseridas.

Mudou muito desde a chegada

da cooperativa em nosso

município.”

O cooperado trabalha junto com

os dois filhos, Jeferson e Juliano.

Para ele, manter a família unida

em prol de um mesmo objetivo

é valioso. “O cooperativismo

nos proporciona isso. Temos

a família perto dando todo o

suporte e a Coamo trazendo

mais conhecimento para dentro

da propriedade.”

Jeferson é o filho mais velho do

seu Vilson. Até pouco mais de

dois anos ele estava morando

em Cascavel. Segundo ele, o

retorno para a propriedade foi

para manter a união da família.

“Um dia eu e meu irmão teremos

que cuidar das atividades

agrícolas e já estamos nos

preparando para isso. É muito

bom trabalhar em família”,

pondera.


Trabalho e evolução

Amparado pelo

cooperativismo

O pioneirismo e a evolução de Arno Dresch

Cooperado de Toledo

acompanhou a

chegada e evolução da

Coamo no Oeste do

Paraná

Arno Dresch é agricultor pioneiro

em Toledo e acompanhou de

perto a chegada e evolução

da Coamo no município. A

cooperativa está na região Oeste

do Paraná há 25 anos e mantém

cinco unidades no município,

sendo duas na cidade. As outras

estão instaladas nos distritos de

Dez de Maio, Dois Irmãos e Vila

Nova.

Cooperado há mais de 20 anos,

Dresch diz que a Coamo ajudou

a região a se desenvolver.

“Estávamos precisando de uma

cooperativa igual a Coamo, que

fizesse a diferença e ajudasse a

melhorar a renda e a qualidade

de vida dos cooperados”, diz. De

acordo com ele, a cooperativa

implantou um novo sistema de

trabalho, com mais segurança

e eficiência. “Passamos a ter

assistência técnica, crédito,

peças e insumos de qualidade.

Isso tudo em um só lugar. Esse

trabalho ajudou para a nossa

evolução no campo, elevando

Arno Dresch com um dos netos que o acompanhava no dia da reportagem e ao lado com o filho Ricardo e netos


a produtividade. Além da Coamo, temos a Credicoamo

com toda a estrutura de crédito. Isso facilita, traz mais

tranquilidade. Ganhamos tempo e dinheiro”, diz.

O cooperado planta soja no verão e na segunda safra

cultiva milho e trigo. Conforme ele, a cada ano há uma

nova tecnologia implementada. “Nesses mais de 20 anos

de parceria com a Coamo, posso dizer que a maneira de

trabalhar com a lavoura mudou. Novos investimentos são

realizados e sabemos que podemos confiar, pois só são

recomendados os que realmente tem eficiência”, pondera.

Conforme o cooperado, o fato de a cooperativa ter cinco

unidades no município demonstra a preocupação da

diretoria em estar perto dos agricultores. Dresch ressalta

que as unidades são todas modernas e capazes de receber

grandes safras de forma ágil e com segurança. “Hoje, não

temos mais problemas de filas como no passado. É só o

tempo do caminhão chegar na unidade para descarregar e

retornar para a propriedade.”

Outro ponto destacado pelo cooperado é a segurança

em deixar a safra na cooperativa, pois sabe que quando

precisar comercializar receberá o dinheiro na hora.

“Independente da quantia, recebemos à vista. Antes,

sofríamos com isso, pois a venda era sempre a prazo. O

agricultor precisa levar isso em conta, pois é o resultado

de meses de trabalho”, observa e acrescenta ainda a

distribuição das sobras. “É outro importante benefício

oferecido pela Coamo. Às vezes, têm alguns agricultores

que querem levar vantagem em tudo e não notam que

estão perdendo. O cooperativismo é isso, é a união e

cooperação entre um grupo de pessoas. A cooperativa

nos ajuda e nós à ajudamos a se manter sólida e evoluindo

sempre.”

O cooperado trabalha em parceria com o filho Ricardo e já

conta com a companhia dos netos. Dresch diz que procurar

envolvê-los nas atividades para que possam gostar da

agricultura. “Na verdade, o avô deixa a herança para os

netos, pois os filhos já fazem parte da rotina de trabalho

com o pai. Tomara que eles possam dar continuidade a

esse trabalho.”

A cooperativa trouxe assistência técnica,

crédito, insumos de qualidade e peças. Isso

tudo em um só lugar. Esse trabalho ajudou a

nossa evolução no campo.


Um novo recomeço

Espírito de

cooperação

A mudança de Valdir Pastori

Cooperados de Tupãssi

estão vivenciando o

cooperativismo de

resultado da Coamo

Os cooperados Valdir e Vilmar

Pastori, de Tupãssi (Oeste

do Paraná), conhecem bem o

sistema de trabalho adotado pela

Coamo, que prima pela ética,

transparência e honestidade

de princípios, responsabilidade,

segurança e solidez, além de

qualidade e inovação sustentável,

valores estampados nas diretrizes

corporativas da cooperativa.

Seu Valdir e o filho Vilmar eram

sócios de outra cooperativa da

região Oeste, e descontentes

resolveram em 2012 se associar

a Coamo, onde encontraram,

segundo eles, o verdadeiro espírito

da cooperação. “Sou cooperativista

há pelo menos 40 anos, estou

gostando muito de trabalhar com

a Coamo. Mudei porque não me

identificava com o cooperativismo

Vilmar com o pai Valdir Pastori, de Tupãssi


É uma cooperativa que nos deixa

dormir tranquilos. Temos que tirar

o chapéu para o nosso presidente

e toda diretoria que atua com

muita transparência e seriedade.

praticado pela outra cooperativa

que eu era associado. Na

Coamo é diferente, não

existe favorecimento porque

para ela todos são iguais.

Numa sociedade tem de ser

igual para todos. Isso sim é

cooperativismo”, afirma Valdir

Pastori.

Conforme o cooperado, na

Coamo ele encontrou a solidez

e segurança preconizada

pela cooperativa, graças à

administração de resultados

realizada pela diretoria. “É uma

cooperativa que nos deixa

dormir tranquilos. Temos que

tirar o chapéu para o nosso

presidente e toda diretoria que

atua com muita transparência

e seriedade. Apesar de pouco

tempo associado eu e meu

filho estamos conseguindo

crescer juntos com a Coamo”,

comemora.

Integrante do cooperativismo

desde os 18 anos de idade,

Vilmar Pastori, segue os passos

do pai e, também, classifica a

gestão e a filosofia da Coamo

como a certa a percorrer.

“Estou de acordo com o que o

Dr. Aroldo sempre diz, que o

sócio é o dono da cooperativa.

Eu me sinto como o dono,

mas também na obrigação

de participar e movimentar

o máximo possível, por isso,

somos cooperados cem

por cento. A Coamo é uma

cooperativa que valoriza muito

o associado e nós nos sentimos

muito bem em fazer parte dela.

Que venham mais 50 anos de

progresso”, pede.


EVENTOS VIRTUAIS

ERA DIGITAL NA COAMO

Momento exige

mudança na

maneira de levar

informação ao

cooperado

Há seis meses os palcos dos eventos realizados

pela Coamo passaram a ser virtuais. Muitos encontros

foram transmitidos pelo canal da Coamo

no YouTube, por vídeo conferências, via WhatsApp

e outras ferramentas digitais. Uma mudança aguardada

e esperada pelo mundo, mas que ganhou velocidade

devido a pandemia do novo coronavírus, para evitar

aglomerações e respeitar o distanciamento social.

Neste ano, os eventos virtuais começaram

com uma live da tradicional reunião de campo, depois

vieram os dias de campo nas unidades, o Dia

de Cooperar, treinamentos para funcionários e, mais

recente, a 24ª turma do Curso de Jovens Líderes e

o Encontro de Inverno da Fazenda Experimental.

Além da participação dos presidentes e diretores da

Coamo em diversas lives.

De acordo com o presidente Executivo da

Coamo, Airton Galinari, conhecimento e informação

sempre foram os pilares do cooperativismo de resultados

que a Coamo pratica em sua história. Por

isso, apesar da pandemia o repasse das informações

precisava continuar. “Durante os 50 anos da Coamo,

milhares de reuniões de campo foram realizadas

sempre de forma presencial, porque o Dr. Aroldo

sempre considerou essencial esse contato direto da

diretoria da cooperativa com os seus cooperados.

Contudo, devido a pandemia, tivemos que nos adequar.

Entendemos que esta maneira é a mais adequada

no momento, para que possamos manter a

nossa tradição com segurança para todos”, diz.

Conforme o presidente dos Conselhos de

Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo

Gallassini, mesmo realizados de uma forma diferente,

os eventos virtuais da Coamo têm cumprido o

objetivo de informar e apoiar os cooperados. “Não

podemos desvalorizar a era analógica que vivemos

e foi muito importante e eficaz. Porém, essa nova era

digital tem sido fundamental para mantermos a comunicação

com o quadro social. O futuro está em

aliar essas duas formas de interação.”

24 REVISTA

Agosto/2020


Encontro de Inverno virtual

A

14ª edição do Encontro

de Inverno da Fazenda

Experimental Coamo foi

realizada no dia 29 de julho pelo

canal da cooperativa no YouTube.

O tradicional encontro teve como

tema ‘Manejo Inteligente para

Agricultura e Pecuária’, e trouxe

quatro estações de pesquisa virtuais.

“A preocupação da diretoria

da Coamo era realizar o evento,

ainda mais no ano em que a Fazenda

Experimental completa 45

anos de história. Preparamos o

encontro com muita dedicação

e empenho. O objetivo é sempre

difundir informação e conhecimento

para os cooperados”, comenta

o engenheiro agrônomo

João Carlos Bonani, chefe da Fazenda

Experimental.

João Carlos Bonani, chefe da Fazenda Experimental

No evento virtual que

contou com a participação de

milhares de cooperados foram

apresentados por técnicos da

Coamo, os temas: Manejo de

plantas daninhas no sistema de

produção; Manejo eficiente na

cultura do milho primeira e segunda

safra; Planejamento estratégico

na produção de bovinos;

e Tecnologia de aplicação de defensivos.

De acordo com Bonani, a

propriedade rural deve ser analisada

de forma integrada. “Podemos

ter recomendações específicas

por cultura, mas precisamos

tratar as propriedades rurais

dentro de um sistema de produção.

As ações sendo executadas

com eficiência pelo cooperado

em parceria com a Coamo e empresas

parceiras. Esses conceitos,

com certeza, são pilares para

o sucesso de uma propriedade

agropecuária”, destaca Bonani.

Segundo o gerente de

Assistência Técnica da Coamo,

Marcelo Sumiya, a informação

não pode parar, porém não se

pode esquecer dos princípios

básicos do trabalho no campo.

“Esse trabalho que realizamos

visa dar condições para o cooperado

fazer o manejo na sua propriedade.

Trabalhamos o sistema

de produção e não a cultura individualmente.

Vivemos num momento

de transformação digital,

mas ainda temos muito a realizar

no manejo básico da propriedade

rural. A essência do nosso encontro

é a mesma, levar ao nosso

cooperado pontos de atenção

de uma forma mais objetiva para

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica

Agosto/2020 REVISTA 25


ENCONTRO DE INVERNO

ele transformar na propriedade.”

Sumiya acrescenta que

essa foi a primeira experiência on-

-line do Encontro de Inverno e as

unidades também estão se adequando

a este formato. “Os entrepostos

da Coamo estão realizando

os dias de campo virtuais, ajustando

para os temas de cultivares de

milho e trigo. Já estamos, também,

planejando o Encontro de Verão, e

a depender das condições sanitárias

do país, vamos realizar neste

mesmo formato. Uma forma que

aliás, tem a vantagem de ficar disponível

para o cooperado acessar

sempre que quiser.”

Conhecimento

e tecnologia

O presidente do Conselho

de Administração da Coamo,

José Aroldo Gallassini, destaca a

importância do evento para gerar

mais conhecimento e difundir

novas tecnologias aos cooperados.

“A Fazenda Experimental foi

criada para ser uma estação de

experimentos de novos produtos

que chegam no mercado. É um

trabalho que tem uma grande

importância para que possamos

recomendar e orientar os cooperados

com qualidade e precisão,

sobre o uso de novos produtos e

a implementação de novas tecnologias”,

diz.

Gallassini ressalta a importância

dos cooperados terem

uma opção de segunda safra

para que possam agregar mais

renda à propriedade. “Além de

renda, a segunda safra ajuda a

Marcelo Sumiya, Aquiles Dias e José Aroldo Gallassini na abertura do evento virtual

melhorar o sistema de produção.

Precisamos continuar produzindo

bem, e com sustentabilidade”,

ressalta.

O diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica, Aquiles

de Oliveira Dias, recorda que a

Coamo comemora 50 anos em

novembro, e que a Fazenda Experimental

está comemorando

45 anos de existência. “Falo isso

para correlacionar o quanto foi

importante o uso das tecnologias

para que pudéssemos ter o lema

na Coamo, ‘A vida é a gente que

transforma.’ A tecnologia e os encontros,

com certeza, contribuíram

para essa evolução.”

De acordo com Dias,

mesmo diante de toda a situação

sanitária causada pela pandemia

do Coronavírus, a Coamo não poderia

deixar de realizar o encontro.

“O formato virtual foi a maneira

encontrada para que pudéssemos

compartilhar as novidades do segmento

com nossos cooperados e

equipe técnica”, frisa.

O presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari, reforça

que a missão da Coamo é

agregar e gerar renda de forma

sustentável aos cooperados. “Os

associados da Coamo são privilegiados

por terem um grupo

técnico que passa as melhores

recomendações e orientações.

A Coamo oferece tudo o que o

cooperado precisa para produzir,

e tem uma estrutura completa

para dar sustentabilidade às atividades

desenvolvidas no campo.

Isso fortalece a cooperativa e

insere o cooperado em um mercado

que, individualmente, ele

não teria condição de participar.

A união dos cooperados faz com

que todos saiam ganhando.”

26 REVISTA

Agosto/2020


Pecuária

estratégica

A produção de bovinos exige planejamento.

Quando o tripé: nutrição, sanidade e genética é estruturado,

há um bom manejo da propriedade. Uma

organização que atende gado de leite e de corte, e

garante ao produtor rural o máximo ganho do rebanho.

Quem falou sobre o assunto no Encontro de

Inverno foi o médico veterinário de Campo Mourão,

Hérico Alexandre Rossetto, que coordenou a estação

de pesquisa com o tema ‘Planejamento estratégico

na produção de bovinos.’

Dentro do conceito deste tripé, cabe ao produtor

rural, juntamente com o departamento técnico,

adequar o manejo de acordo com as categorias

existentes na propriedade. “No decorrer do ano,

em determinados momentos será necessária uma

nutrição específica. No inverno, as intempéries climáticas

interferem na produtividade das forrageiras,

por exemplo. Os pastos têm ciclos definidos, e em

certos períodos, pode haver uma baixa oferta decorrente

do crescimento dessas forragens. Por isso, o

planejamento é fundamental”, orienta Rossetto.

Conhecendo as categorias existentes na

propriedade e o que cada uma precisa, é possível

utilizar as forragens e cereais corretos. “É preciso

saber o que fazer durante o ano, em cada situação

para fechar uma dieta equilibrada e manter os reba-

Hérico Rossetto, médico veterinário da Coamo

nhos de forma correta durante todo o ano. Isso é o

ideal na parte nutricional”, reforça Hérico.

Com relação ao aspecto sanitário, o conhecimento

também é a chave. “O produtor rural precisa

saber quais são as principais doenças infecto conta-

Agosto/2020 REVISTA 27


ENCONTRO DE INVERNO

giosas, parasitárias, que ocorrem na sua região. Assim,

ele sabe quais vacinas e controles parasitários

precisam ser feitos. Além do combate a roedores e

insetos que são vetores de doenças também”, explica

o médico veterinário.

Para que o cooperado tenha suporte neste

planejamento estratégico, Hérico revela que a

Coamo elaborou um calendário para controle de

doenças de acordo com cada região da cooperativa.

“O associado só precisa ir até a unidade em

que é atendido e solicitar o seu calendário, que

está à disposição de todos. De posse do mesmo,

ele vai planejar com o departamento técnico, e

elencar as prioridades para ter o controle profilático

correto das principais doenças que possam

ocorrer e não ter o desempenho dos animais prejudicados.”

Quanto ao aspecto genético, Hérico Rosseto,

destaca que é preciso ter animais com potencial

produtivo. “Esse é um aspecto importante para que

o produtor rural possa dentro do planejamento sanitário

e nutricional dos rebanhos, verticalizar a produção,

ou seja, por área ele produzir muito com uma

bagagem genética de alta produção tanto no gado

de leite quanto de corte. Para isso, ele deve elencar

quais são as bases genéticas dos animais que ele vai

dispor, cada um tem a base ideal para seu melhor

aproveitamento.”

Milho em potencial

O milho é uma das culturas mais importantes no cenário nacional e

internacional. É uma das plantas mais antigas cultivadas no mundo, a produção

mundial deste cereal atualmente é três vezes maior que da soja. Sua

importância econômica é caracterizada pelas diversas formas de sua utilização,

que vai desde a alimentação humana, animal, produção de etanol e até

como componente para a indústria de alta tecnologia, como por exemplo, a

fabricação de plástico.

Este cereal também foi o foco do Encontro de Inverno Virtual. A estação

“Manejo eficiente na cultura do milho primeira e segunda safra”, foi coordenada

pelo engenheiro agrônomo de Campo Mourão, José Petruise Ferrei-

28 REVISTA

Agosto/2020


a Júnior. “O milho é uma das plantas com a maior

eficiência no armazenamento de energia encontrada

na natureza. De uma semente que pesa pouco

mais de 0,3 g irá surgir uma planta geralmente com

mais de 2,0 m de altura, isto dentro de um espaço

de tempo de cerca 60 dias. Nos meses seguintes,

essa planta produz cerca de 600 sementes similares

àquela da qual se originou”, explica.

Neste contexto, Petruise reforça que a cultura

do milho possui um alto potencial produtivo. “Em

concurso realizado pela associação nacional de produtores

de milho dos Estados Unidos, o campeão e

recordista mundial da modalidade livre/irrigado foi

um produtor da cidade de Charles City no Estado da

Virginia, com uma produtividade de 644,62 sacas por

hectare. Isso só evidencia o potencial dessa cultura.”

Para o engenheiro agrônomo, essa produtividade,

contudo, não é atingida comercialmente a

campo devido a diversos aspectos. “A falta de equilíbrio

dos fatores químico, físico e biológico, a falta de

controle direto, ou seja, dos fatores abióticos, como a

água, luminosidade e temperatura. Além dos fatores

bióticos, relacionados às pragas, doenças e plantas

daninhas, aqueles que podemos e devemos monitorar

e caso venham a causar danos aos nossos cultivos

devemos interferir e fazer cessar tais perdas”, orienta.

Para melhorar o manejo é preciso conhecer

bem o sistema produtivo. “Precisamos ter um ambiente

de produção que proporcione à planta, as

melhores condições de expressar seu máximo potencial

produtivo. Com um manejo eficiente é possível.

Para isso, basta atender a legislação, respeitar o

meio ambiente e fazer nada menos do que o necessário.

Manejar o solo com foco no equilíbrio nutricional

e hormonal da planta. Manejar e controlar as

plantas daninhas, pragas e doenças.”

Petruise ainda enfatiza que, o maior desafio

foi e continua sendo fazer com que as tecnologias

sejam empregadas de forma integral e manejadas

corretamente, para que surtam o resultado desejado

e esperado. “Ao abordar este tema, o principal

objetivo da estação foi mudar esta realidade.”

Atenção na aplicação

José Petruise Ferreira Júnior, engenheiro agrônomo

Quando se fala em tecnologia de aplicação,

é preciso entender que o tema é complexo e nunca

fica desatualizado. São inúmeras as variáveis que

podem comprometer uma correta aplicação de defensivos.

Para isso, é preciso dividir o ciclo produtivo

em fases, identificar o foco da aplicação e escolher

a ponta adequada, para ter mais chances de sucesso

nas pulverizações. Quem coordenou esse assunto

no Encontro de Inverno virtual foi o engenheiro

Agosto/2020 REVISTA 29


ENCONTRO DE INVERNO

agrônomo Marcus Vinícius Goda Gimenes, com a

estação, ‘Tecnologia de aplicação de defensivos.’

Marcus Vinícius destaca que é preciso ter certos

cuidados no momento da pulverização. “Essa é a

operação que mais se repete durante o desenvolvimento

da cultura. Por isso, é preciso escolher a ponta

correta, pois não existe uma única opção para fazer

tudo bem feito. Tomando cuidados com as condições,

manutenção de equipamento e escolha correta desta

ponta, é possível realizar a operação da melhor forma

possível, evitando perdas e obtendo um bom retorno.”

O estágio da planta e a praga a ser controlada

também são aspectos que determinam a escolha

da ponta, conforme o engenheiro agrônomo. “Se,

por exemplo, vou fazer a dessecação pré-plantio

com herbicida sistêmico e tenho uma planta daninha

mais exposta, tenho mais facilidade de atingir

com os produtos. Neste caso, posso escolher uma

ponta onde eu vá obter uma gota mais grossa, evitando

a deriva, a perda decorrente do vento.”

De acordo com o agrônomo, o momento

ideal também existe quando o assunto é pulverização.

“Preciso monitorar as questões climáticas, pois o tempo

muda durante o dia. Preciso conhecer a temperatura,

umidade relativa do ar e a velocidade do vento.”

Esse trabalho pode fazer a diferença nos ganhos

e perdas de produtos. “Ao considerar os produtos

utilizados e fazermos a conta por hectare, ao escolher

a ponta correta, evita-se e muito, a perda do produto,

por alguma variação ambiental ou até mesmo, a falha

humana. O valor de uma ponta se paga com a redução

das perdas durante a aplicação, mantendo a produtividade

e obtendo ganho de eficiência”, alerta.

Marcus Vinícius Goda Gimenes, engenheiro agrônomo

Invasoras, porém

controladas

As plantas daninhas têm papel importante

no sistema de produção devido à alta incidência

e, consequente, redução da produtividade. Desde

os primórdios da agricultura esse é um problema.

Num primeiro momento utilizava-se controle mecânico

e, depois, com o advento dos herbicidas, surgiu

uma ferramenta importante para controlar esses

inimigos. Porém, com o tempo, esse aliado, perdeu

a eficácia com a resistência. “No Brasil, a situação se

agravou com o advento da soja RR, que com o uso

30 REVISTA

Agosto/2020


intensivo do glifosato no passar do tempo, selecionou

biótipos resistentes a esse ingrediente ativo”,

afirma o engenheiro agrônomo da Coamo de Campo

Mourão, Roberto Bueno da Silva.

Bueno coordenou a estação de pesquisa

com o tema “Manejo de plantas daninhas no sistema

de produção”. Ele explica que diante da resistência

foi necessário adotar medidas adicionais

para combater as plantas daninhas. Até porque,

no Brasil existem catalogados 52 casos de plantas

daninhas resistentes à herbicidas, 10 resistentes ao

glifosato e oito que além do glifosato são resistentes

a outros mecanismos de ação. “Esse é um problema

muito anterior ao Brasil. Na década de 50,

foram catalogadas no Canadá e Estados Unidos,

plantas tolerantes ao herbicida 2,4-D. Como nossa

agricultura é mais recente que nesses países, o uso

incorreto dos herbicidas, propiciam aparecer esses

biótipos resistentes.”

É uma situação que merece atenção conforme

destaca o engenheiro agrônomo. “Acreditávamos

que o glifosato e o 2,4-D, por exemplo, não

teriam esse tipo de problema. Começou com os inibidores

de ALS. Em três anos vieram o amendoim

bravo e o picão preto, resistentes a esses produtos.

Logo depois começamos a ter problemas com o glifosato

e, atualmente, temos com o 2,4-D.”

Para lidar com esses desafios, o agricultor

precisa ser proativo. “Além do controle químico, precisamos

fazer o controle preventivo com a limpeza

das máquinas. Devemos usar sementes de qualidade,

que vêm livre de plantas daninhas. Existem, também,

os controles culturais, como o solo bem manejado,

adubação adequada, densidade e época de

plantio corretas, para dar condição à cultura fechar

rapidamente e conseguir ter competitividade com a

planta daninha”, frisa Bueno.

Roberto Bueno, engenheiro agrônomo

De acordo com Roberto Bueno, além disso,

o agricultor não pode esquecer do manejo cultural

e do monitoramento. “Sabemos que é difícil fazer

o arranque de plantas daninhas. Mas, é importante,

são técnicas que auxiliam muito. Outro detalhe

importante, é não deixar a área em pousio, pois a

emergência da planta daninha numa área descoberta

pode ser dez vezes maior. Para isso, temos opções

para fechar essas áreas. Em regiões quentes,

por exemplo, o milho segunda safra pode ser consorciado

com a brachiaria ruziziensis. Outra opção

são os adubos verdes no inverno. Por isso, é preciso

se planejar a médio e longo prazo, alternando essas

opções. Isso tudo facilita muito o controle de plantas

daninhas.”

SERVIÇO

Aproxime o celular com leitor QR Code na imagem

Acesse o vídeo do Encontro de Inverno:

https://www.youtube.com/watch?v=_kH4ZNRjank

Agosto/2020 REVISTA 31


NOVA GERAÇÃO

24ª Turma do curso de

JOVENS LÍDERES

COOPERATIVISTAS

A

Coamo iniciou no dia 15 de agosto a 24ª Turma

de Jovens Líderes Cooperativistas. São 45

jovens cooperados de dezenas de Unidades

da cooperativa no Paraná e Santa Catarina, que terão

a oportunidade de se aperfeiçoar sobre a gestão da

propriedade rural. Apesar da pandemia, o curso que é

realizado desde 1998, ininterruptamente, não poderia

parar. Por isso, está sendo realizado por vídeo conferência,

permitindo a continuidade do programa.

A aula inaugural foi realizada pelo presidente

do Conselho de Administração da Coamo,

José Aroldo Gallassini e o superintendente do Serviço

Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo

(Sescoop-PR), Leonardo Boesch. O curso será ministrado

por profissionais da Universidade Federal do

Paraná em cinco módulos com um total de 36 aulas,

sempre as quartas e sextas-feiras e com término previsto

para dezembro deste ano. A coordenação do

evento é da Assessoria de Cooperativismo da Coamo

e integra o Programa + Jovens Líderes.

Gallassini que idealizou o programa de educação

cooperativista, destacou na abertura que o

curso já formou 880 jovens nas 23 turmas. “A preocupação

da Coamo é formar os seus cooperados

para a perpetuação da cooperativa. A Coamo não

foi feita para uma ou duas gerações, mas para vida

toda e esse curso é muito importante porque vocês

vão ter noções de administração e gestão para atuarem

como empreendedores no agronegócio.”

O presidente do Conselho de Administração

da Coamo também destacou a importância dos

jovens associados para a cooperativa. “A participa-

ção dos cooperados têm que ser 100% na vida da

cooperativa, seja no fornecimento dos insumos ou

na entrega de produção, porque a cooperativa é

voltada totalmente para eles. Quanto mais o cooperado

participar da cooperativa mais forte e seguro

ele fica e ela também.”

O superintendente do Sescoop-PR, Leonardo

Boesch elogiou o trabalho da Coamo na área de

cooperativismo e os resultados conquistados ao longo

dos anos. “Com experiência nesses anos todos

na área, é muito bom ouvir o Dr. Aroldo, que com

serenidade e competência falou muito bem sobre o

que significa o cooperativismo. Parabéns à Coamo

e aos jovens cooperados que foram selecionados

para iniciar esse programa de formação. É uma alegria

para o Sescoop, como o “S” do Cooperativismo,

apoiar esta formação, pois o nosso papel é difundir

o cooperativismo.”

Divaldo Corrêa, diretor Industrial, durante fala com os participantes do curso

32 REVISTA

Agosto/2020


PALESTRA VIRTUAL

Construindo valor no agronegócio

Outro evento virtual que

marcou a era digital na

Coamo foi a palestra

“Construindo Valor no Agronegócio”,

realizada no dia 12 de agosto.

Quem participou do evento foi o

presidente Executivo da Coamo

Airton Galinari, e o professor/doutor

Marcos Fava Neves, da Fundação

Getúlio Vargas (FGV) e Universidade

Estadual de São Paulo

(USP), criador da plataforma Doutor

Agro. Tradicionalmente, em

julho, a Coamo realiza o Encontro

de Jovens Líderes Cooperativistas,

reunindo todas as turmas que

participaram desde 1998. Nesse

“encontrão”, palestravam grandes

nomes do agronegócio. “Temos

925 associados formados nesse

curso que foca em formar líderes

para a continuidade da cooperativa.

Desenvolvemos lideranças que

ocupam posições importantes na

governança da Coamo e da Credicoamo.

Temos jovens líderes conselheiros

fiscais e administrativos”,

afirma Galinari.

Para construir valor no

agronegócio Airton Galinari afirma

que é preciso fazer exatamente

o que está na missão da Coamo,

‘gerar renda aos cooperados com

desenvolvimento sustentável do

agronegócio’. “Quando falamos

em sustentabilidade deixamos

bem claro que não estamos falando

apenas da sustentação ambiental,

mas também, da sustentação

da atividade do cooperado. Independente

do tamanho do coope-

Marcos Fava Neves, professor e palestrante, e Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

rado, levamos conhecimento, assistência

técnica e infraestrutura para

ele desenvolver sua atividade e se

sustentar.”

O presidente Executivo

da Coamo reiterou na live que a

cooperativa é a casa do cooperado.

“Nessa casa ele encontra tudo

que ele precisa. O entreposto é

um local único no mundo.”

O palestrante Marcos

Fava Neves destacou que o agro

se fortaleceu mesmo no momento

da pandemia. “Passamos por um

período crítico, principalmente

no mês de março, onde vivemos

um novo momento. O cenário era

preocupante. Mas, hoje quando

olhamos, vemos que o agro teve

uma performance que ninguém

esperaria. O agro está crescendo,

as exportações estão gigantescas.

Temos uma safra recorde, e boa

parte, pelo excelente trabalho da

região da Coamo. O agro vai ajudar

a tirar o Brasil do buraco.”

Segundo Neves a manchete

deveria ser ‘O cooperado

da Coamo é o presente de Natal

dos brasileiros esse ano.’ “Com

a produção que os agricultores

fizeram, o esforço e risco que tomaram,

deixaram o Brasil com alicerce

melhor para sair dessa crise.

Hoje é possível vender soja e milho

que será produzido daqui dois

anos. Se comparar a safra passada

com essa, a área de produção aumentou

mais de dois milhões de

hectares. Perceba quantas famílias

ganharam oportunidades de trabalho

por esse investimento. Não

esperávamos que seria algo tão

bom. É uma grata surpresa.”

Acesse a palestra:

Agosto/2020 REVISTA 33


34 REVISTA

Agosto/2020


CRÉDITO RURAL

Credicoamo orienta

sobre custeio de verão

Os cooperados garantiram

os insumos durante

o Plano Safra de Verão

promovido pela Coamo, agora

é hora de realizar o custeio das

lavouras que em breve serão implantadas.

“Um dos pontos fontes

da Credicoamo é financiar os

custeios das lavouras. Temos um

trabalho muito direcionado para

o financiamento dessas culturas.

Acompanhamos o plano safra

de todos os associados. Mantemos

essa sinergia com a Coamo,

essa intercooperação, olhando

sempre o associado que é dono

das duas cooperativas, para ver

o que se pode fazer de melhor”,

comenta o presidente executivo

da Credicoamo, Alcir José

Goldoni.

Ele acrescenta que para

demonstrar que a Credicoamo

olha para o seu associado diariamente,

as taxas de juros estão

mais atrativas. “Para essa cultura

de verão as taxas do custeio para

os demais produtores é 6%, enquanto

na Credicoamo é 5,6%.

No Pronamp que é 5%, a Credicoamo

está trabalhando com

4,6%, e para o Pronaf está trabalhando

3,9%, perante uma taxa de

4%”, revela o presidente Executivo,

acrescentando que a cooperativa

de crédito vem buscando

alternativas para redução na taxa

de juros nos financiamentos. Pedimos

para que os associados

façam o financiamento das suas

lavouras e que façam seguro agrícola

com a Credicoamo para que

tenham segurança na condução

das atividades agrícolas .”

Conforme o presidente,

a Credicoamo está negociando

com as instituições parceiras volumes

de recursos que possam atender

todos os cooperados. “É de

suma importância que o cooperado

utilize esse benefício para que

possamos fazer um ‘colchão’, uma

base maior de crédito rural, para

que no próximo ano possamos ter

mais recursos. Isso é importante

porque conforme aumenta a movimentação,

aumenta também a

disponibilidade de recursos.”

O cooperado Blacardini

Fritz Gadotti, de Cantagalo

(Centro-Sul do Paraná), utiliza o

custeio de verão e diz que entre

as vantagens de contratar a operação

com a Credicoamo têm a

Alcir José Goldoni, presidente executivo da Credicoamo

agilidade e taxas diferenciadas.

“Somos favorecidos todos os

anos e temos a possibilidade de

pagar os insumos com antecipação

e seguro agrícola com garantia

de subvenção federal”, diz. Ele

acrescenta que o crédito destinado

ao custeio de lavouras de soja

e milho tem ajudado a fortalecer

ao agronegócio na região de forma

sustentável.

Blacardini e a esposa Marcia, de Cantagalo: Custeio de Verão é um grande benefício oferecido pela Credicoamo

Agosto/2020 REVISTA 35


36 REVISTA

Agosto/2020


DICA DA VIA SOLLUS

DIREÇÃO DEFENSIVA:

coloque em prática no dia a dia

O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras

atividades humanas, quatro princípios são importantes

para o relacionamento e a convivência social no trânsito.

O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana. O

segundo princípio é a igualdade de direitos. Um outro

é o da participação, que fundamenta a mobilização da

sociedade para organizar-se em torno dos problemas

de trânsito e de suas consequências. Finalmente, o

princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz

respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar

comportamentos necessários à segurança no trânsito

Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos

e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso

dizer que eles são sempre ruins para todos. Mas, é

possível ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir.

Direção defensiva, ou direção segura, é a melhor maneira

de dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a

preservar a vida, a saúde e o meio ambiente.

Mas, o que é a direção defensiva?

É a forma de dirigir, que permite

reconhecer antecipadamente as

situações de perigo e prever o

que pode acontecer com você,

seus acompanhantes, com o seu

veículo e com os outros usuários

da via.

A primeira coisa a aprender é que

acidente não acontece por acaso,

por obra do destino ou por azar.

Na grande maioria dos acidentes,

o fator humano está presente,

ou seja, cabe aos condutores e

aos pedestres uma boa dose de

responsabilidade. Toda ocorrência

trágica, quando previsível, é

evitável.

Os riscos e os perigos a que estamos

sujeitos no trânsito estão

relacionados com:

- Veículos;

- Condutores;

- Vias de Trânsito;

- Ambiente;

- Comportamento das pessoas.

Constante aperfeiçoamento

O ato de dirigir apresenta riscos

e pode gerar grandes consequências,

tanto físicas, como

financeiras. Por isso, dirigir exige

aperfeiçoamento e atualização

constantes, para a melhoria do

desempenho e dos resultados.

Você dirige um veículo que

exige conhecimento e habilidade,

passa por lugares diversos e

complexos, nem sempre conhecidos,

onde também circulam

outros veículos, pessoas e

animais. Por isso, você tem muita

responsabilidade sobre tudo o

que faz no volante.

É muito importante conhecer as

regras de trânsito, a técnica de

dirigir com segurança e saber

como agir em situações de risco.

Procure sempre revisar e aperfeiçoar

seus conhecimentos sobre

tudo isso.

Fonte: Denatran

Agosto/2020 REVISTA 37


EVOLUÇÃO ADMINISTRATIVA

Foco na organização e na administração

O

crescimento e a solidez

da Coamo em cinco

décadas foram sustentados

pela participação dos

cooperados e eficiente administração,

que ao longo dos anos

foi evoluindo, acompanhando os

passos da cooperativa. A Coamo

completará 50 anos, no próximo

dia 28 de novembro, mas desde

a sua fundação houve uma

grande transformação não só de

pessoas, mas de toda a estrutura

administrativa.

O diretor Administrativo

e Financeiro da Coamo, Antonio

Sérgio Gabriel, foi admitido em

1975 como assessor Jurídico,

em face do seu conhecimento

nas áreas Tributária, Comercial e

Trabalhista. Posteriormente, assumiu

as funções de gerente Administrativo

e superintendente

Administrativo, e desde fevereiro

de 2020 devido a implantação

da Governança Corporativa está

exercendo a nova função.

Antonio Sérgio conta que

as diversas áreas da cooperativa

trabalham de forma integrada para

o bom atendimento aos cooperados,

razão da existência da Coamo.

“A cooperativa nasceu para suprir

uma necessidade da época, que

era unir os agricultores em busca

de alternativas para o desenvolvimento

do setor. Desde 1970, a

administração é realizada de forma

transparente com foco no aprimoramento

e na evolução”, diz. Ele informa

que a área Administrativa foi

Antonio Sergio Gabriel: administração é realizada de forma transparente com foco no aprimoramento e evolução

uma das primeiras a ser criada na

cooperativa, já que administração

e organização são premissas para

o surgimento de uma empresa.

GERÊNCIAS - A primeira organização

administrativa da Coamo

foi em 1975 com a criação de

departamentos, com setores e

subsetores – entre eles estavam

os de Transportes, Crédito e Assistência

Técnica, Produção de

Campo Mourão; Administrativo

Financeiro; Fornecimento de Insumos;

Produção e Administração

de Entrepostos, e Comercialização

Interna.

Para readequar a estrutura

à funcionalidade, após o surgimento

dos departamentos foram

criadas gerências angulares - Administrativa,

Financeira, Operacional,

Insumos, Crédito e Assistência

Técnica, além das assessorias Jurídica

e Imprensa. “A Coamo optou

pela criação das gerências angu-

"A inteligência da

cooperativa é a soma

de conhecimento de

cada um dos seus

colaboradores e da

diretoria, cada um na sua

área. A Coamo é formada

pelo trabalho de todos e

quando entregamos um

serviço, não é a área x ou

y que está entregando, é

a Coamo."

38 REVISTA

Agosto/2020


lares. Foi uma iniciativa importante

com foco mais direcionado e

ângulo no seu trabalho, ou seja,

na abrangência maior das respectivas

atividades”, explica.

CULTURA - Este período consolidou

a “Cultura Coamo”, com a

definição informal das regras de

comportamento no relacionamento

interno e externo com os funcionários,

cooperados e sociedade,

que tiveram influência no futuro

da cooperativa. Os executivos com

mais experiência empresarial deram

sua contribuição para moldar

outros profissionais, em início de

carreira, à cultura da Coamo.

Nesse período, as reuniões

dos dirigentes da Coamo

eram realizadas aos sábados

com a finalidade de avaliar os resultados

da semana. “Ao mesmo

tempo se analisava a performance

das chefias de departamentos

que serviam de base para a definição

dos colaboradores que

iriam assumir as futuras gerências

angulares”, conta o diretor

Administrativo Financeiro.

FOCO NOS NEGÓCIOS – Ao

longo dos anos, com a expansão

da Coamo, novas gerências

e departamentos foram criados e

setores reestruturados para acompanhar

a evolução da cooperativa.

“Estamos sempre atentos em

organizar a cooperativa para que

as atividades sejam realizadas da

melhor forma possível. A Coamo

cresceu sólida e atualizada, com

um sistema de administração que

deu certo”, explica Antonio Sérgio.

Em fevereiro deste ano,

a cooperativa começou uma

nova etapa com a implantação

da nova estrutura organizacional,

cujo processo de reestruturação

iniciou em 2017. “Reorganizamos

a estrutura com foco

nos negócios, o que resultou no

desmembramento de algumas

gerências angulares, criação de

novas gerências e novas áreas de

administração, fazendo parte do

ATIVO HUMANO

nosso Planejamento Estratégico

que propicia à Administração

um posicionamento abrangente

de todas as atividades de cada

área”, diz o diretor.

CONHECIMENTO – A Coamo

conta com uma ferramenta importante

em todos os processos

que é o capital humano. “A inteligência

da cooperativa é a soma

de conhecimento de cada um

dos seus colaboradores e da diretoria,

cada um na sua área. Os funcionários

são uma unidade e cada

um com a sua atividade completa

todo o trabalho. A Coamo é formada

pelo trabalho de todos e

quando entregamos um serviço,

não é a área x ou y que está entregando,

é a Coamo.”

As políticas administrativas da Coamo, pilares do direcionamento da administração,

foram baseadas na citação de Claurence Francis, que assim

se expressou: “Acreditamos que o maior ativo de nossa empresa é seu

ativo humano. E que o incremento do seu valor é, ao mesmo tempo, questão

de vantagens materiais e obrigações morais. Portanto, cremos que os

nossos funcionários devem ser retribuídos com justiça, encorajados no

seu progresso, previamente informados, designados adequadamente e

acreditamos que suas vidas devem possuir significado e dignidade, dentro

e fora do trabalho.”

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Agosto/2020 REVISTA 39


EVOLUÇÃO ADMINISTRATIVA

Gerad: atendimento de qualidade

A gerência Administrativa

(Gerad) caminha lado a lado com a

evolução e transformação da Coamo.

O foco é o atendimento aos

cooperados, na gestão e controles

administrativos, na prestação de

serviços na administração central,

na coordenação e orientação aos

entrepostos. “A nossa prestação de

serviços visa evoluir no atendimento

ao cooperado e nos processos”,

avalia o gerente Administrativo,

José Aparecido Bernardo, há mais

de 40 anos na cooperativa.

Ele acompanhou de perto

toda a evolução na administração e

no atendimento aos cooperados,

e recorda bem da época em que

existia uma grande área chamada

Liquidação de Safra, a “Lisa”. Por

muitos anos, o cooperado tinha

uma única ficha que registrava

toda a sua movimentação. “O cooperado

retirava os insumos e o que

precisava para sua propriedade, e

a produção entregue era anotada

nesta ficha. No final, fazíamos a liquidação

de safra, que era o acerto

final, e o cálculo era feito manualmente

para saber quanto o cooperado

receberia em dinheiro”, conta.

ADIANTAMENTO - Uma

grande evolução surgiu com o

CPD (Centro de Processamento

de Dados) fazendo com que os

débitos passassem a serem lançados

por um sistema que imprimia

as informações em uma

ficha, bem menor do que a anterior.

Outro fato relevante na história

foi a definição de um índice

de 25% de desconto sobre o

montante entregue e a autorização

de adiantar 75% do valor ao

cooperado. “O cooperado recebia

no mesmo dia. Melhorou ainda

mais a partir do momento que

Filas para pagamento de sobras é coisa do passado; hoje é mais ágil e facilita a vida dos cooperados

Prestação de serviços da Coamo visa o melhor atendimento as necessidades dos cooperados, diz Aparecido

o CPD passou a fazer os cálculos

e as tabelas de índices ajudaram

muito na produtividade”, frisa.

SOBRAS - As tradicionais

sobras são distribuídas pela

Coamo desde a sua fundação. A

contabilidade era realizada manualmente

e envolvia dezenas de

funcionários. “No dia do pagamento

das sobras, tínhamos filas

e alguns cooperados chegavam

na noite anterior, situação bem

diferente dos dias atuais, onde

tudo é muito fácil e o pagamento

é no ato”, recorda Aparecido Bernardo.

SAÚDE - Entre os vários benefícios

disponibilizados aos cooperados,

está a preocupação da

Coamo com a saúde dos associados

e famílias, motivando a criação

do Plano Unimed Rural. “Quando

eles precisavam de atendimento

médico, principalmente na UTI, os

gastos eram altos e alguns precisavam

até vender parte da propriedade

para custear o tratamento.

40 REVISTA

Agosto/2020


Com o Unimed Rural, o cooperado

ficou mais seguro e tranquilo”,

comemora.

TECNOLOGIA - O “Cooperado

On-line” é uma ferramenta

criada em 2005, que facilitou a

vida dos cooperados, com serviços

como fixação e pagamento

de débitos, de contratos e

acompanhamento das cotações

do dólar e da bolsa. “Houve uma

grande transformação nos processos

e serviços de atendimento

aos cooperados”, garante o

gerente Administrativo.

GRH: formação de gente para

melhor atender os cooperados

A Coamo nasceu como

solução para os problemas de

cultivo e comercialização da produção

dos seus cooperados. Para

que isso se tornasse realidade foi

necessário investir na formação

e desenvolvimento de pessoas,

dos próprios cooperados e das

equipes administrativas.

O gerente de Recursos

Humanos da Coamo, Antonio César

Marini, enfatiza que a maneira

de trabalhar com as pessoas e a

importância que os funcionários

têm para a Coamo não mudaram

ao longo dos anos, mas houve

A maneira de trabalhar

com as pessoas e a

importância que os

funcionários têm para a

Coamo não mudaram ao

longo dos anos.

Marini afirma que a Coamo é uma empresa-escola que forma e desenvolve pessoas

uma grande evolução nas ferramentas

utilizadas.

DNA COAMO - Marini ressalta

que a Coamo sempre

priorizou a contratação dos profissionais

de acordo com a especificidade

do cargo, levando em

consideração a habilidade e qualificação

profissional. “A Coamo

nasceu assim, com profissionais

específicos para as áreas, é uma

empresa-escola, que forma e desenvolve

pessoas, e isso está no

DNA da cooperativa”, considera.

Outro ponto importante

desde o início é o processo de

sucessão, com aproveitamento

dos profissionais “Pratas da casa”

para ocupar cargos de gestão,

sendo a escolha realizada com

base nas informações e avaliações

de desempenho realizadas

anualmente na cooperativa.

APERFEIÇOAMENTO - O programa

de formação na Coamo é

estruturado e busca aperfeiçoar

e capacitar os funcionários para

os cargos. Para alguns profissionais

assumirem suas funções nas

unidades, eles são treinados e

conhecem a estrutura e as políticas

da cooperativa. “Isso é necessário

para os novatos terem mais

segurança para prestar atendimento

de qualidade. E isso vai

passar tranquilidade e confiança

aos associados”, frisa o gerente

de Recursos Humanos.

Agosto/2020 REVISTA 41


EVOLUÇÃO ADMINISTRATIVA

EAD - A Coamo realiza

muitos cursos há mais de três

anos por meio da plataforma

de Ensino à Distância (EAD),

que nesse tempo de pandemia,

tornou-se ainda mais importante

para a continuidade dos cursos

de aperfeiçoamento profissional.

Vários treinamentos que

eram realizados de forma presencial,

passaram a ser realizados

via EAD. “Entre os benefícios

estão a redução de custo e

permanência do funcionário no

seu local de trabalho. O EAD já

vinha sendo realizado, mas teve

sua frequência aumentada após

a pandemia”, diz Marini.

GTI: tecnologia facilita processos e operações

O antes CPD (Centro de

Processamento de Dados), agora

Gerência de Tecnologia da Informação

(GTI), teve participação essencial

na evolução tecnológica

da Coamo. No início em 1977 informatizou

os processos utilizando

as tecnologias da época e desde

então, vários sistemas foram implementados

para atender as demandas

e necessidades da cooperativa.

Até 1976 todo o processamento da

cooperativa era feito manualmente

ou por sistemas mecanizados.

MODERNIDADE - Nos anos

1980, a cooperativa fez um grande

investimento, adquirindo o que

havia de mais moderno. As máquinas

Mainframes deram um grande

salto na informatização, gerindo as

funções internas da cooperativa.

Esse modelo de sistema seguiu

até 1997, quando foi implantado

o Uniface, que atuou em paralelo

com o Mainframe até 2001, momento

que a Coamo incorporou o

Uniface como sistema padrão.

De acordo com Ailton de

Almeida Queiroz, gerente de Tecnologia

da Informação da Coamo,

existe um conjunto de aplicações

para atender os setores

da cooperativa, nas áreas interna

ou externa. “Com a evolução da

internet o cooperado passou a

acessar o banco de dados que ele

tem na Coamo, por meio de um

aplicativo web chamado ´Cooperado

Online´. Ele pode gerenciar

a sua atividade e realizar transações

digitais”, afirma.

NOVAS FERRAMENTAS – Ailton

Queiroz informa que outras

ferramentas como o Mobilidade

Agronômica e Veterinária, e o

Gestor Rural foram desenvolvidos

dentro da própria Coamo para

aprimorar o trabalho da cooperativa

com o cooperado. “Todas

as informações são sincronizadas

para agilizar o trabalho. Temos

também o ´Coamo Fretes´ que

tem a interação da cooperativa

com transportadoras. Atuamos

também na Credicoamo, onde o

cooperado realiza todas as transações

bancárias por meio do Internet

Banking/Mobile.”

SUPORTE E SEGURANÇA - O

conjunto de tecnologias está armazenado

de forma segura permitindo

que as informações sejam

acessadas a qualquer momento e

as atividades não parem. “Por trás

do atendimento em todas as unidades

da Coamo há um suporte

de tecnologia da informação. Isso

dá condições para que as transações

sejam realizadas de forma

rápida e segura. Temos dois grandes

datas centers instalados em

Campo Mourão e estamos construindo

um outro mais moderno.

Esse aparato tecnológico dará

tempo para que a Coamo possa

projetar o sistema em uma versão

Cloud [armazenamento em nuvem]”

explica.

FUTURO – Para o gerente

de Tecnologia de Informação,

as tecnologias utilizadas ajuda-

Conjunto de tecnologias está armazenado de

forma segura para o desenvolvimento das

atividades aos cooperados, destaca Ailton Queiroz

42 REVISTA

Agosto/2020


am a encaminhar a Coamo para

a posição em que se encontra

atualmente. Porém, há um grande

trabalho em andamento para

projetar a cooperativa rumo ao

futuro. “A interação entre cooperado

e Coamo será ainda maior

por meio de aplicativos. Novos

serviços serão incluídos para

ele acessar tudo que precisa de

qualquer lugar”, prevê.

Área de Tecnologia da Informação teve grande evolução; imagem da década de 1980

Georq: Qualidade em processos e organização

Quem chega em uma unidade

da Coamo logo percebe que

há uma organização e padronização,

com um ambiente adequado

para o atendimento ao cooperado.

Esse trabalho faz parte do

portfólio de serviços da gerência

Organizacional e Gestão de Qualidade

(Georq), que tem também

atividades como mapeamento de

processos administrativos e de negócios,

comunicação normativa,

sistemas de gestão da qualidade

dos alimentícios, commodities e

sementes; rastreabilidade de produtos

alimentícios e commodities,

além da sustentabilidade da

cadeia produtiva com certificação

dos cooperados e o canal de atendimento

ao cliente e consumidor.

O gerente Organizacional

e Gestão de Qualidade,

Mario Lino Arantes, explica que

a Coamo preza pelo ambiente

de trabalho para que o fluxo de

atendimento ao cooperado seja

ágil e de fácil acesso.

SISTEMA DE GESTÃO - A gestão

de Qualidade está relacionada

a produção nas indústrias da

Coamo. “O sistema de gestão da

qualidade com as certificações

é a garantia que a cooperativa

atende todas as legislações necessárias

sobre o produto. Com o

processo de rastreabilidade, por

exemplo, é possível saber a origem

do produto desde a propriedade

e isso agrega valor e mais

renda ao cooperado.”

CANAL DE ATENDIMENTO -

Outro serviço importante é o Canal

de Atendimento ao Cliente e

Consumidor (CAC), que atua de

forma estratégica. “É o momento

Coamo preza pelo

ambiente de trabalho

para que o fluxo

de atendimento ao

cooperado seja ágil e

de fácil acesso

de ouvirmos o cliente e o consumidor

sobre os nossos produtos”,

informa Mário Arantes.

Sistema de gestão da qualidade é um das atribuições da gerência Organizacional e Gestão da Qualidade

Agosto/2020 REVISTA 43


EVOLUÇÃO ADMINISTRATIVA

Gefin: liquidez garante pagamento à vista e no ato

Entre todos os serviços

realizados pela gerência Financeira

(Gefin) está a importância

e a obrigação de manter a liquidez

na Coamo. “Liquidez é ter o

dinheiro no momento certo para

uma determinada operação,

como, por exemplo, no pagamento

ao cooperado quando ele

comercializa sua produção. Se o

cooperado entrar em qualquer

unidade, entregar o produto e

quiser levar o dinheiro na hora,

ele consegue. Então, na prática,

liquidez é isso”, explica o gerente

Financeiro, Joel Makohin.

O gerente Financeiro observa

que é preciso deixar o caixa

suficiente para atender às necessidades

de pagamento, mas que

isso não aconteça em excesso,

pois terá custo. “Esse balanço

nem sempre é fácil. Algumas decisões

são levadas em conta com

base em índices e, também, pela

experiência dos profissionais da

área que conhecem o processo

financeiro da Coamo.”

AGILIDADE - O desafio da

área é fazer com que os serviços

sejam, cada vez mais, automatizados

e que dessa forma o

trabalho tenha reflexo positivo.

Conforme Joel Makohin, a ideia

é reverter a parte burocrática em

atendimento ágil ao produtor.

Ele acrescenta que os

trabalhos estão automatizados e

que a inserção das tecnologias

na atividade financeira é um caminho

sem volta, promovendo

racionalidade e produtividade.

Área financeira trabalha para garantia de caixa para pagamento das operações dos cooperados

“A grande transformação foi fazer

com que o funcionário pense

mais, e uma parte do trabalho

fique com as máquinas. As pessoas

participam do processo,

mas com o foco na conferência e

análise”, pondera.

INADIMPLÊNCIA – Outro

destaque é o fato de que há vários

anos a Coamo mantém a carteira

“zerada”. Isto significa que o índice

de inadimplência é praticamente

zero, fruto do trabalho da cooperativa

e conscientização dos cooperados.

“Praticamente 100% do

que fornecemos ao cooperado é

recebido no vencimento. Essa é

uma cultura implantada com sucesso

há muitos anos em todas as

unidades”, comemora Makohin.

Gejur: decisões com segurança

em processos e projetos

A área Jurídica própria

da Coamo nasceu praticamente

junto com a Coamo há 50 anos.

O posicionamento foi sempre dar

à administração da cooperativa

direção nos processos e projetos

constituídos ao longo dos anos.

De acordo com gerente

Jurídico, Juscelino Fernandes

da Costa, a área atua com uma

visão não só de processos judiciais,

mas de acompanhar todos

os projetos que a empresa está

desenvolvendo. “É uma forma

proativa de não deixar passivos

que possam ser discutidos

posteriormente. Desta forma,

garante-se que os trabalhos da

empresa não tragam prejuízos,

porque se acontecer, irão refletir

diretamente nos cooperados.”

PREVENÇÃO – Juscelino

44 REVISTA

Agosto/2020


Costa reforça que o trabalho mais

efetivo na gerência Jurídica é o

de prevenção. “Acompanhamos

as leis e resoluções existentes,

seja nas esferas federal, estadual

ou municipal, e com isso, a cooperativa

tem segurança em seus

processos. Esse trabalho reflete

nos cooperados que podem ficar

tranquilos, pois as atividades têm

o amparo das leis.”

DEMANDAS - Para atender

as diversas demandas da Coamo

e da Credicoamo, a gerência Jurídica

conta com os trabalhos dos

departamentos Administrativo e

Jurídica: nasceu praticamente junto com a Coamo, há 50 anos, e proporciona segurança nas atividades

Meio Ambiente, Trabalhista, Civil e

Tributário. “A área Comercial, com

suas transações e a área de Direito

Regulatório que trata da constituição

e construção de novas unidades,

além de assuntos ligados ao

meio ambiente, são atividades da

cooperativa que estão amparadas

e regulamentadas juridicamente”

explica o gerente Jurídico.

Assecom: divulgação de produtos, serviços e marca

A educação, formação e

a informação é o quinto princípio

do cooperativismo para promover

o desenvolvimento dos cooperados

e funcionários da cooperativa.

Desde a fundação da Coamo

sempre foi tradição a propagação

da transparência e a realização

das reuniões coordenadas

pela diretoria para melhor informar

os cooperados. Mas com

o crescimento e a expansão da

cooperativa, foi necessário organizar

os processos de comunicação

para facilitar a integração e a

divulgação das notícias da Coamo

junto aos associados e a comunidade.

Em novembro de 1974,

foi lançada a primeira publicação

impressa com o nome de “Informativo

Coamo”, que mais tarde

virou “Jornal Coamo” e “Revista

Coamo”, nas versões impressa e

eletrônica.

Para agilizar a comunicação,

em 1977 foi criado um canal

de comunicação – programa de

rádio “Informativo Coamo”, para

divulgar mais rapidamente as informações

aos cooperados. Produzido

em um estúdio próprio, o

programa é transmitido por uma

rede de 30 emissoras de rádio e

alcança os cooperados em todas

as regiões da cooperativa.

Em 1999, com avanço da

tecnologia, os cooperados tiveram

acesso à página da Coamo

na Internet (www.coamo.com.br).

“A Comunicação é uma função

empresarial muito importante na

vida da Coamo, que está cada

vez mais perto dos seus cooperados.

É uma ferramenta para

divulgação dos trabalhos, produtos

e serviços, valorização da

marca e promoção da integração

da cooperativa junto aos seus diversos

públicos”, explica Ilivaldo

Duarte de Campos, assessor de

Comunicação da Coamo.

Comunicação: fonte de conteúdo para divulgação aos cooperados e comunidade

Agosto/2020 REVISTA 45


#NovosTempos #NovasSoluções

TRILHAR NOVOS CAMINHOS

PARA ESTAR CADA VEZ MAIS

PERTO DE VOCÊ, AGRICULTOR.

Na nossa tradição de pioneirismo e inovação,

seguimos com a determinação e coragem que

nos guia há mais de 70 anos e nos motiva

rumo aos 100 anos.

46 REVISTA

jacto.com

Agosto/2020


LANÇAMENTO 2020

MERIDIA 200

Plantadeira articulada com

benefícios em plantabilidade.

Excelente uniformidade na

distribuição e profundidade

de sementes, com ótimo

acabamento de plantio.

11 e 13 linhas de plantio, com

fluxo de palha eficiente para

reduzir paradas e maior tempo

disponível para o trabalho, com

maior autonomia e agilidade.

UNIPORT PLANTER 500

A primeira plantadeira

automotriz e híbrida

do Brasil.

49 e 61 linhas de plantio,

com reservatório central de

8.700 litros e transmissão

híbrida inovadora com

controle automático de

escorregamento.

LUMINA 400

Plantadeira

autotransportável,

para maior rendimento

e agilidade no trabalho.

29, 33 ou 37 linhas de

plantio, com reservatório

central de 8.700 litros

para maior autonomia.

2dcb.com.br

HOVER 500

Colhedora de cana

para duas linhas.

Colhe até o dobro de

cana por hora, com

redução de até 35%

de litros de combustível

por tonelada colhida.

ARBUS 4000 JAV

Solução autônoma

para pulverização na

cultura de citros.

Controle autônomo

de operações, com

monitoramento remoto

e pulverização inteligente.

Trabalho cooperativo, com

ganho de rendimento

operacional.

JACTO CONNECT

Ferramenta integrada, com

acesso direto a todos os

serviços da Jacto: Abertura

e acompanhamento de

chamadas, simulação de

financiamentos e muito mais.

NOVOS

TEMPOS,

NOVAS

Agosto/2020 REVISTA 47

SOLUÇÕES.


Cinco décadas de histórias, conquistas e transformações

Terceira década – 1991 a 2000

A

Revista Coamo continua a série sobre

a evolução e transformação da Coamo

em cinco décadas. E nesta edição,

o registro da terceira década entre os anos

de 1991 e 2000, com alguns fatos e fotos,

retrata a prática de um cooperativismo de

resultados para satisfação de milhares de

produtores associados. Os resultados obtidos

pela Coamo foram expressivos ao longo

de suas cinco décadas.

1992

CONFIANÇA: Cooperados dão apoio maciço à administração da

cooperativa e em Assembleia Geral Ordinária, no início da de década

de 1990, reelegem à presidência da Coamo o líder cooperativista

José Aroldo Gallassini, consolidando o cooperativismo de resultados.

“A Coamo é um grande orgulho e faz sempre o melhor para os cooperados”,

disse o presidente reeleito.

1991

EXPORTAÇÃO: Os produtos dos cooperados Coamo (óleo, farelo

de soja, café, algodão em pluma e fio de algodão) passam a ser

exportados para diversos países do mundo, por meio do terminal

portuário da cooperativa em Paranaguá.

DIVERSIFICAÇÃO: Para incentivar a diversificação da propriedade

agrícola, bem como contribuir à fixação do homem à terra, a

Coamo criou projetos específicos de apoio aos seus cooperados,

como os Projetos Colono, Calcário, Fertilidade do Solo, Gado de Leite,

Suinocultura e Assistência Técnica Integral.

48 REVISTA Agosto/2020


1993

COPA COAMO:

Realizada a primeira edição

da Copa Coamo de

Cooperados-Futebol Suíço,

considerado o maior

evento esportivo rural do

País com a participação

de mais de 7 mil atletas e

dirigentes integrando 500

equipes de toda a área de

ação da cooperativa.

VISITA: O presidente do Banco do Brasil, Paulo Cezar Ximenes, visita,

em fevereiro, Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental

e elogia atuação da Coamo.

1998

EXPANSÃO: Coamo amplia atuação no Vale do Ivaí, iniciando

atividades nos municípios de Ivaiporã, Jardim Alegre e Lunardeli.

SOLO: Coamo lança Projeto de Fertilidade do Solo e Nutrição de

Plantas, para aumentar a produtividade e a renda dos cooperados.

1994

OESTE DO PR: Em

dezembro, a Coamo inicia

suas atividades na região Oeste do Paraná nos entrepostos de Toledo,

Dez de Maio, Vila Nova, Nova Santa Rosa, Bragantina, Tupãssi,

Ouro Verde do Oeste e São Pedro do Iguaçu.

1995

CERTIFICAÇÃO: Laboratório de Análise de Sementes da Coamo

obtém conceito máximo da Claspar – Empresa Paranaense de

Classificação de Produtos- pelo segundo ano consecutivo.

COODETEC: Entra em funcionamento a Cooperativa de Desenvolvimento

Tecnológico e Econômico Ltda. (Coodetec), em Cascavel

– PR, tendo a Coamo como uma das suas cooperativas associadas

1996

REFINARIA: Inaugurada a Refinaria de Óleo de Soja, uma das

mais modernas do País.

TECNOLOGIA: Trado da Coamo, para coleta de amostras do

solo, faz sucesso em Congresso Brasileiro de Soja.

JOVENS LÍDERES: Coamo inicia Programa na educação cooperativista

brasileira: Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas,

promovendo no ano as duas primeiras turmas com a participação

de 90 cooperados de várias regiões da área de ação da cooperativa.

1999

EXPANSÃO: Ampliada atuação da Coamo na região Centro-Sul

do Paraná, iniciando atividades em Guarapuava, Pinhão e Candói.

2000

MARGARINA: Fábrica de margarina, a primeira do País com garantia

de inviolabilidade, é inaugurada no dia do 30º aniversário da

Coamo, 28 de novembro.

CERTIFICAÇÃO: Coamo conquista o ISO 9003 para o seu Laboratório

da Fiação de Algodão.

LABORATÓRIO: Coamo inaugura laboratório de análise de

qualidade de trigo, no seu parque industrial em Campo Mourão.

1997

AQUISIÇÃO: Em dezembro, a Coamo adquire definitivamente diversos

entrepostos na região Oeste do Paraná, através de carta de arrematação

em leilão judicial.

VISITA: Presidente da Aliança Cooperativa Mundial, Roberto Rodrigues,

visita à Coamo.

SOLO: Com apoio da Coamo, a Associação dos Engenheiros Agrônomos

de Campo Mourão, em parceria com a Fecilcam (Faculdade

Estadual de Ciência e Letras de Campo Mourão), inicia o curso de

Pós-graduação em Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas.

Agosto/2020 REVISTA

49


50 REVISTA Julho/2020

Agosto/2020


EXPORTAÇÃO

Coamo: novo embarque recorde em Paranaguá

Um novo embarque recorde

foi realizado no Corredor

de Exportação do Porto

de Paranaguá, em julho. O navio

E.R Bayonne carregou 104,2 mil

toneladas de farelo de soja e foi o

maior volume de granel de exportação

já movimentado pelo porto,

sendo 85,2 mil toneladas da Coamo.

É o segundo carregamento

do ano, e da história, que passa

das 100 mil toneladas. O outro foi

o navio Pacific South que, em junho,

carregou pouco mais de 103

mil toneladas, com 84 mil toneladas

da Coamo.

“Os dois navios juntos

levaram 80 mil hectares de soja

de cooperados da Coamo. Nesse

último, o transporte foi de farelo

e são cerca de 29,5 mil hectares,

pensando em uma média de 60

sacas por hectare. Em um mesmo

navio foi produção de pequenos,

médios e grandes cooperados.

Essa é a essência do cooperativismo,

já que sozinho um agricultor

não teria condições de fazer esse

trabalho”, comenta Edenilson

Carlos de Oliveira, diretor de Logística

e Operações da Coamo.

Oliveira ressalta que o momento,

também, é histórico para a

cooperativa que vem aumentando

o volume de exportação. “Para

atender esse carregamento houve

um grande esforço evolvendo as

três indústrias de esmagamento de

soja – Campo Mourão, Dourados e

Paranaguá –, e a equipe de logística

da cooperativa para transportar

o farelo até o Porto”, salienta.

O farelo de soja foi levado

para o porto de Amsterdã, na Holanda.

O E.R Bayonne tem bandeira

da Libéria. Assim como o Pacific

South que, em junho, carregou

pouco mais de 103 mil toneladas,

este navio também mede 292 metros

de comprimento e 45,05 metros

de largura e tem nove porões

(dois a mais que as embarcações

que normalmente carregam graneis

pelos portos do Paraná).

"Em um mesmo

navio foi produção de

pequenos, médios e

grandes cooperados.

Essa é a essência do

cooperativismo, já que

sozinho um agricultor não

teria condições de fazer

esse trabalho”

CARREGAMENTO DA COAMO

Carregamento em julho: 104,2 mil toneladas

de farelo de soja, sendo 85,2 mil

toneladas da Coamo

Carregamento em junho: 103 mil toneladas,

sendo 84 mil toneladas da Coamo

Os dois navios juntos levaram 80 mil

hectares de soja de cooperados da Coamo

Agosto/2020 REVISTA 51


GESTOR RURAL

Cleber Mercial, de Rancho Alegre do Oeste, diz que o Gestor Rural melhorou a eficiência na administração

No comando da gestão

Gestão é sinônimo de comando, direção.

Quem quer ter as rédeas do seu negócio

precisa saber administrar, enfim, gerir os

custos e ganhos. É preciso ter todas as entradas e

saídas na ponta do lápis ou, melhor dizendo, na memória

do Gestor Rural. Lançado em 2017 pela Coamo,

é um programa exclusivo para os cooperados

gerirem a propriedade de forma simples e rápida.

Os associados que utilizam a ferramenta aprovam,

como Cleber Mercial, de Rancho Alegre do Oeste

(Centro-Oeste do Paraná).

Logo que a Coamo lançou o Gestor Rural,

ele procurou a área técnica para conhecer mais.

“Em nossa unidade tivemos bastante respaldo para

aprender. Valeu a pena migrar para o Gestor Rural,

pois antes controlávamos os custos, com planilhas

no excel ou, até mesmo, com a caneta e o papel. Assim,

deixávamos muita coisa sem lançar.”

Mercial explica que antes do Gestor Rural, as

informações da sua propriedade não eram tão precisas.

“Não tínhamos acesso a tantas informações

quanto o sistema do gestor oferece. Quem ainda

não utiliza só precisa começar, pois não é difícil.

Com poucas vezes de uso, já dá para pegar o jeito e

os agrônomos da Coamo nos ensinam”, motiva.

O associado ainda declara que depois de começar

a usar o Gestor Rural, observou que a sua forma

antiga de gestão estava com déficit. “Ele traz várias informações

que são úteis, inclusive para tomada de decisão.

Não é só para você conhecer os seus custos, que

já é muito importante, mas também apresenta gráficos

com a proporção de cada custo no total. Isso é interessante

para acompanhar cada parte do processo. Você

pode observar um custo que ficou muito acima do que

nos anos anteriores, por exemplo, e a partir dessa informação,

investigar o que aconteceu.”

Para Cleber, o agricultor não pode correr

das tecnologias. “A agricultura está tecnológica, começando

pelo maquinário. Além disso, os custos de

produção vêm subindo e é importante saber onde

você pode trabalhar. Essa ferramenta ajuda muito

nesse sentido, pois se tem acesso aos números da

safra atual, e vai te ajudar no planejamento da próxima.

É possível ver onde gastou mais, e talvez não

obteve o resultado esperado. Você começa a estudar

se tem alguma margem, e se pode investir mais.”

52 REVISTA

Agosto/2020


Simples e intuitivo

Adriano Bartchechen, de Araruna, utiliza o Gestor Rural desde o lançamento

Poupando tempo

Adriano Bartchechen, de Araruna (Centro-Oeste do Paraná),

também passou a usar o Gestor Rural assim que a ferramenta foi lançada.

Na época ele estava cursando o ‘Jovens Líderes Cooperativistas’

e obteve o primeiro contato. “Assim que foi lançado já sabia utilizar

um pouco. A partir de então, abandonei outras ferramentas que eram

complicadas e tinha muita dificuldade. Inclusive cheguei a comprar ferramentas

de gestão que atrasavam meu trabalho, pois precisava lançar

todas as informações.”

O associado revela que seu pai também percebeu a facilidade

do Gestor Rural. “Eu e meu pai somos associados da Coamo e todos

nossos custos são com a cooperativa. Então, está tudo ali, na palma

da nossa mão e sem dificuldade. O que falta para eu acrescentar é

muito pouco, como o diesel, por exemplo, pois nossa movimentação

é 100% na Coamo.”

No final da safra, Adriano comemora que o Gestor Rural traz

tudo pronto. “Tenho o meu custo de produção, sei onde estou tendo

mais custo, o que sobrou por área, qual foi a rentabilidade real daquela

área. É uma ferramenta excelente e com uma facilidade incrível. Sem

contar, que já consigo dar o primeiro passo para a próxima safra.”

Muitos empreendedores do

agro pagam para obter uma ferramenta

de gestão que faz exatamente o mesmo

que o Gestor Rural, e os cooperados da

Coamo têm esse benefício sem custo algum.

“É um sistema web que sincroniza

toda a movimentação que o associado

tem na Coamo. Basta criar a conta no site

da Coamo - www.coamo.com.br - e o sistema

busca as informações e movimentações

que o associado têm na cooperativa.

Então, ele gera o custo automaticamente.

Não precisa inserir manualmente as notas

fiscais”, explica coordenador de Suporte

Técnico e Assistência Técnica da Coamo,

Fabrício Bueno Correa.

Outro diferencial do Gestor Rural

é o sigilo das informações, conforme

garante Fabrício Correa. “O cooperado

pode aprimorar o custo, alimentando a

plataforma com outros dados pessoais

que não passam pela cooperativa, como

salário de funcionários, combustível. Ele

pode fazer isso com tranquilidade, pois ao

contratar o Gestor Rural, uma das cláusulas

estabelece que a Coamo não terá acesso a

nenhuma informação pessoal do usuário.

Só terá acesso às informações quem o cooperado

permitir e colocar como usuário da

sua conta ”, explica Correa.

O coordenador Técnico ressalta

que o produtor rural que quiser obter

mais informações, deve procurar o departamento

técnico da sua unidade. “É um

sistema web de gerenciamento de propriedade

rural desenvolvido totalmente

pela Coamo, e bem intuitivo, para que

de forma prática os cooperados consigam

fazer a gestão da propriedade rural. O custo

de produção se forma automaticamente e o

sistema já entende qual é a movimentação

que o agricultor está fazendo, para qual safra

e cultura ele está retirando o insumo, e

vai atribuindo esses insumos no custo de

produção, daquele ano agrícola.”

Agosto/2020 REVISTA 53


Podem até dizer que foi sorte,

mas você sabe que é Brevant TM Sementes.

Confira os resultados da Safrinha 2020:

353,0

sc/alq

21,7 ha

346,0

sc/alq

2,0 ha

Moacir Batista Bertoli

Farol - PR

Vinicius Amaral Costa

Nova Tebas - PR

317,0

315,0

sc/alq

38,0 ha

sc/alq

31,5 ha

Frederico Stellato Farias

Campo Mourão - PR

Getúlio Ferrari Jr.

Peabiru - PR

359,0

Airton Spilka

Mamborê - PR

349,0

sc/alq

1,7 ha

José Antonio Romagnoli

Campo Mourão - PR

sc/alq

2,0 ha

329,0

327,0

sc/alq

1,8 ha

sc/alq

2,0 ha

Renato Sergio Malaguti Leal

Quinta do Sol - PR

Irmãos Zanin

Engenheiro Beltrão - PR

POWERCORE® é uma tecnologia desenvolvida pela Dow AgroSciences e Monsanto. POWERCORE® e Roundup Ready são marcas da Monsanto LLC.

Agrisure Viptera® é marca registrada e utilizada sob licença da Syngenta Group Company. A tecnologia Agrisure® incorporada nessas sementes é

comercializada sob licença da Syngenta Crop Protection AG. YieldGard® e o logotipo YieldGard são marcas registradas utilizadas sob a licença da

Monsanto Company. Tecnologia de proteção contra insetos Herculex® I desenvolvida pela Dow AgroSciences e Pioneer Hi-Bred. Herculex® e o logo HX são

marcas registradas da Dow AgroSciences LLC. LibertyLink® e o logotipo da gota de água são marcas da BASF.

54 REVISTA

Agosto/2020

www.brevant.com.br | 0800 772 2492

®

, Marcas registradas da Dow AgroSciences, DuPont ou Pioneer e de suas

companhias afiliadas ou de seus respectivos proprietários. ©2020 CORTEVA


SISTEMA

protegido

Manejo adotado faz

toda a diferença ao

final de cada ciclo

A

adoção de boas práticas de

produção é um dos principais

fatores para o bom resultado

da produtividade de grãos.

Um manejo de solo adequado e,

sobretudo, com plantas, garante

o equilíbrio do sistema e contribui

diretamente com a diminuição de

riscos associados às intempéries

climáticas.

É com este pensamento

que o cooperado Frederico Stellado

Farias, conduz as atividades na

fazenda Nova, localizada na região

de Alto Cafezal, em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná). Engenheiro

agrônomo por formação,

ele conhece os benefícios do investimento

na adubação de sistema e,

por isso, a cada entressafra cobre

parte da área com plantas importantes

para o enriquecimento do solo.

“Não podemos pensar em culturas

isoladas e sim no sistema todo. Estamos

sempre executando uma cultura

de olho nas próximas. Por isso,

temos de tomar muito cuidado com

o planejamento porque o sucesso

das próximas culturas depende das

ações do momento”, observa Farias,

que colhe o milho de segunda safra

de olho do cultivo da soja no verão.

Cooperado Frederico Stellado Farias, de

Campo Mourão, conhece os benefícios

do investimento na adubação de sistema

O trigo é outra cultura explorada

e que neste ano, conforme

o cooperado, deve gerar bons resultados

tanto para o bolso como para

o sistema produtivo. “Até o momento

está sendo um dos melhores anos

para a cultura. A lavoura está sobre

áreas de rotação e o desenvolvimento

está surpreendendo”, conta.

Adubação verde

é o segredo

Conforme o cooperado,

o manejo adotado na propriedade

faz toda diferença ao final de cada

ciclo, contribuindo para o sucesso

da atividade. “Dividimos a fazenda

no inverno em três partes: em uma,

cultivamos milho segunda safra, na

outra trigo, e na terceira fazemos

adubação verde misturando várias

espécies como nabo, aveia, centeio

e ervilhaca, ou mesmo com uma cultura

solteira de aveia. Depois essas

áreas são manejadas para receber

as culturas de verão”, revela informando

que a diversificação do sistema

tem gerado bons resultados.

“Isso oferece mais estabilidade ao

sistema produtivo. Conseguimos

fazer uma boa palhada, diminuímos

o uso de herbicidas e os problemas

com plantas invasoras e ainda otimizamos

nossa adubação”, afirma.

Manejo adotado na propriedade faz toda diferença ao final de cada ciclo, contribuindo para o sucesso da atividade

Agosto/2020 REVISTA 55


O HÍBRIDO CERTO

PARA A SUA REGIÃO

LANÇAMENTO

FS575

PWU

FS500

PWU

FS512

PWU

POWERCORE Ultra contém tecnologia licenciada da Dow AgroSciences, Monsanto e Syngenta. Agrisure® é marca registrada da Syngenta Group Company.


PLANTIO

Para começar bem a safra de verão

A

instalação da lavoura de soja

requer um planejamento adequado,

pois é uma etapa que

determina o início de um ciclo produtivo

de aproximadamente 130 a 140

dias. Sabe-se que o sucesso está diretamente

ligado ao plantio. A gerência

de Sementes da Coamo elaborou algumas

recomendações técnicas que devem

ser levadas em consideração para

uma boa semeadura.

Observa-se em nível de campo

que pequenas variações de população

não afetam significativamente

o rendimento das lavouras, visto que

os próprios obtentores recomendam

uma densidade de semeadura com

intervalo de aproximadamente 20%

em média, desde que as plantas estejam

bem distribuídas e sem muitas

falhas.

Todas as cultivares apresentam

uma época tolerada e outra preferencial

de plantio para que respondam

com todo potencial produtivo.

A temperatura média do solo

para uma emergência rápida e uniforme

das plântulas de soja vai de

20 a 30º C, sendo o ideal 25º C. Temperaturas

inferiores a 18º C tornam o

processo de germinação e emergência

mais lento, podendo resultar em

drástica redução do estande. Ocorre

predominantemente, onde a semeadura

é realizada anteriormente a época

preferencial.

A umidade ideal para germinação

e emergência da semente da

soja requer absorção de água de pelo

menos 50% do seu peso seco para

iniciar o processo. Além da umidade,

as condições físicas do solo também

são importantes para que ocorra o

melhor contato entre solo e semente.

Vale lembrar que semeadura realizada

com insuficiência hídrica, é extremamente

prejudicial ao processo de

germinação.

SEMENTES de QUALIDADE

A Coamo é produtora e certificadora da produção própria

de sementes seguindo rigorosamente a legislação e normas

vigentes. A cooperativa conta com Laboratório de

Análise de Sementes Credenciado pelo Ministério da Agricultura.

Os lotes passam por diversos testes oficiais como

pureza, determinação de outras sementes por número,

teste de germinação e realiza testes para controle interno

de qualidade. Antes da entrega da semente ao cooperado,

a Coamo realiza internamente o teste de solo como controle

interno de qualidade, garantindo assim segurança e

confiabilidade aos agricultores.

Aliado a todas estas práticas e cuidados relacionados, vale

ressaltar a prática do tratamento de sementes, a qual traz

muitos benefícios ao cooperado.

CUIDADOS A SEREM

OBSERVADOS

Cada agricultor deve estar

atento aos mecanismos do

seu equipamento de plantio.

Dentre eles, o tipo de dosador

de semente, o limitador de profundidade

e o compactador de

sulco, onde os mesmos devem

estar em boas condições.

A velocidade ideal de plantio

é de 4 a 6 km/h para que não

haja interferência na uniformidade

de distribuição ou cause

dano mecânico à semente.

A profundidade ideal oscila de

3 a 5 cm, com cuidado para posição

semente e adubo, o qual

deve ficar abaixo da semente,

evitando o contato direto, pois a

salinização do fertilizante prejudica

a germinação e emergência

das plântulas de soja.

Um item de extrema importância

é a densidade de semeadura,

pois para cada cultivar

existe uma recomendação de

população de plantas por hectare.

Para se obter um estande

ideal, deve-se calcular o número

de sementes a serem distribuídas.

Para isso, se faz necessário

conhecer o percentual de germinação

do lote de semente.

O padrão brasileiro para produção

e comercialização de semente

de soja é de no mínimo

75% para categoria Básica e

mínimo 80% para as categorias

C1, C2, S1 e S2.

Agosto/2020 REVISTA 57


RECEITA

Bolo

vulcão de

cenoura

INGREDIENTES

Massa

20 fatias (aproximadamente)

2 xícaras (chá) de FARINHA DE TRIGO COAMO

TRADICIONAL

1 e ½ xícara (chá) de açúcar

1 colher (sopa) de fermento químico em pó

¾ de xícara (chá) de ÓLEO DE SOJA COAMO

4 ovos

1 e ½ xícara (chá) de cenoura picada

MARGARINA COAMO FAMÍLIA e farinha para untar

Cobertura

200 g de chocolate ao leite picado

1 lata de creme de leite com o soro

MODO DE PREPARO

Massa

Misture a farinha com o açúcar e o fermento.

No liquidificador, bata o óleo com os ovos

e com a cenoura. Despeje sobre a mistura da farinha

e mexa até que fique homogêneo.

Coloque em uma forma redonda, com cone central

(23 cm), untada com margarina e polvilhada com a

farinha. Asse até que, ao espetar um palito, ele saia seco.

Desenforme morno. Depois de frio, cubra com toda

a cobertura até encher a cavidade central.

Cobertura

No micro-ondas, na potência média, derreta o chocolate

por 1 minuto e 30 segundos. Misture bem. Adicione

o creme de leite e mexa até obter um creme liso

e brilhante. Mantenha em temperatura ambiente até

o momento de usar.

DICA

Este bolo deve ser servido em temperatura ambiente.

Não leve à geladeira.

www.alimentoscoamo.com.br

/alimentoscoamo

AF01 COI001120K Bolo Vulca Cenoura 175x225 cm.indd 1 23/03/20 15:21

58 REVISTA

Agosto/2020


A QUALIDADE QUE

BROTA DA TERRA!

As sementes Coamo são sinônimo de

excelência em qualidade. Todo o trabalho

para a produção do principal insumo

depositado na terra obedece padrões

rigorosos. Com isso os cooperados têm o

que de melhor existe no mercado, com

qualidade, alto vigor e germinação.

www.coamo.com.br

More magazines by this user
Similar magazines