Revista Coamo Edição de Novembro de 2020

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Órgão de divulgação da Coamo

Ano 46 | Edição 508 | Novembro de 2020

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

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Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

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Milena Luiz Corrêa: mlcorrea@coamo.com.br

Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

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Lucas Otávio Pavão: lpavao@coamo.com.br

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Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula

Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima e

Lucas Otávio Pavão

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Contato: (11) 5092-3305

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos). Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz Tonet

(Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2019: R$ 13,97 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2019: R$ 382,32 milhões. Cooperados: 29.178. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

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SUMÁRIO

44 A UPL se orgulha em

participar dessa história.

Nossa homenagem aos agricultores e suas famílias,

que com seu trabalho construíram a Coamo.

Que venham mais 50 anos repletos de sucesso,

crescimento e parceria!

Coamo antecipa R$ /// em sobras

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História e surgimento da Coamo

10

Cooperativa foi fundada em 28 de novembro de 1970 por um grupo de 79 agricultores que

buscavam alternativas para melhorar a sua realidade agrícola em Campo Mourão e região

12

O idealizador

José Aroldo Gallassini chegou em Campo Mourão em 1968 como extensionista da

Acarpa. Ele foi o idealizador e liderou todos os trabalhos para fundação da cooperativa.

Ele iniciou como gerente e em janeiro de 1975 foi eleito presidente da Coamo

Fundadores

26

79 agricultores se reuniram e constituíram a Coamo. Meio século se passou, e esses pioneiros são

referenciados, por terem acreditado no cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento

Gestão

52

Em fevereiro deste ano, a Coamo implantou uma nova estrutura de governança corporativa. Com

a alteração, a administração da cooperativa foi reorganizada com foco nos negócios e no futuro

Estrutura

58

A cooperativa cresceu e hoje está em 71 municípios no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul. Oferece produtos e serviços de qualidade e uma estrutura completa para os cooperados

Perguntas e respostas

92

Confira 50 perguntas e respostas que apresentam a história, estrutura, evolução e a transformação

da Coamo, dos cooperados e do agronegócio, neste meio século de existência da cooperativa

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MEIO SÉCULO INSPIRANDO SONHOS E

CONSTRUINDO HISTÓRIAS DE SUCESSO

UMA HOMENAGEM DA SPRAYTEC PELOS 50 ANOS DA MAIOR COOPERATIVA DA AMÉRICA LATINA


50 anos de evolução e transformação

É um orgulho comemorar

esse jubileu de ouro

de uma cooperativa

próspera e bem-sucedida,

responsável e respeitada,

que reúne cooperados

atuantes e comprometidos.

O

mês de novembro é

duplamente especial

para os cooperados,

funcionários e famílias da Coamo

e da Credicoamo. No dia 17, a

Credicoamo completa 31 anos e

no dia 28 de novembro é a vez

da Coamo festejar 50 anos. Por

isso, os nossos parabéns a todos:

pioneiros, associados, diretoria

e funcionários, pois as cooperativas

são motivos de orgulho e

temos muito a comemorar.

Temos a honra e a graça

de Deus em comemorar os 50

anos da Coamo, fundada por 79

agricultores em 28 de novembro

de 1970. Essa história tive a honra

e a graça divina de poder vivê-

-la passo a passo como idealizador,

e ela faz parte da minha vida.

O trabalho de fundação

da Coamo iniciou em 09 de dezembro

de 1969, com um treinamento

para líderes rurais no

antigo Clube Mourãoense, em

Campo Mourão. Um grupo foi

escolhido para discutir o cooperativismo

e a ideia foi muito bem

recebida. Depois vieram onze reuniões

em diversas comunidades

para formarmos a cooperativa. O

madeireiro Fioravante João Ferri

foi convidado para ser presidente.

Ele aceitou com uma condição

que muito me honrou: desde

que eu me dispusesse a ajudá-lo

em tudo o que fosse necessário

nos trabalhos da cooperativa.

Para mim, foi o início da

realização de um grande sonho

contando com o apoio dos produtores

que compartilhavam da

minha iniciativa. Este sonho está

fazendo 50 anos, de muito sucesso

e uma grande realização. Fruto

de uma participação com responsabilidade,

que representa

uma história com ideias e ideais,

sonhos e propósitos, união e trabalho,

e excelentes resultados.

É um orgulho comemorar

esse jubileu de ouro de uma

cooperativa próspera e bem-

-sucedida, responsável e respeitada,

que reúne cooperados

atuantes e comprometidos com

seus direitos e deveres. Cooperados

que, independentemente

do seu porte e tamanho de área,

são tratados de maneira igualitária.

Assim, juntos, construímos

uma cooperativa com forte espírito

solidário onde todos são beneficiados

com a mesma oportunidade.

O que nos orgulha não

é tão somente sermos uma cooperativa

forte e grande, mas sim

podermos olhar para trás e constatar

nesse meio século que com

a prática da nossa união e força,

contribuímos sobremaneira para

o desenvolvimento dos nossos

quase 30 mil cooperados, com

evolução e transformação, não

só nos campos de produção,

mas também, na qualidade de

vida da família Coamo.

Nesse clima de alegria e festa,

queremos agradecer. Agradecemos

os nossos familiares, a Deus

pela graça concedida da construção

de um futuro para nossas famílias

em bases sólidas, com força e

coragem, irmanados pelo espírito

cooperativista. Agradecemos aos

nossos valorosos diretores, funcionários,

autoridades, clientes e fornecedores

que também contribuíram

para o sucesso da Coamo.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

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Jubileu de ouro: do sonho a realidade

O

ato de coragem, inovação e transformação

dos 79 agricultores orientados e liderados

pelo idealizador, então engenheiro agrônomo

extensionista da Acarpa, José Aroldo Gallassini,

foram determinantes para a fundação da Coamo

há 50 anos no dia 28 de novembro de 1970.

A Coamo chega ao seu Jubileu de Ouro

bem estruturada, planejada e organizada para continuar

crescendo e promover o desenvolvimento dos

seus cooperados. Foi assim, pensando no futuro,

que em fevereiro deste ano em Assembleia Geral foi

implantada a estrutura de Governança Corporativa

com José Aroldo Gallassini na presidência do Conselho

de Administração 2020/2024.

Com muita honra e alegria, e sabedor das responsabilidades

aceitei o convite para ser o presidente

Executivo da Coamo, tendo como grandeder e professor

o doutor Aroldo, que é uma referência e contribui

com a missão de dar continuidade ao trabalho de

sucesso desenvolvido desde a fundação. Este período

de transição tem sido de grande aprendizado para todos

os diretores, que juntos não medem esforços para

continuar este trabalho de sucesso da Coamo.

Os cooperados são a razão de ser da Coamo.

Trabalhamos diariamente com entusiasmo e dedicação

para cumprir a missão de gerar renda com

desenvolvimento sustentável do agronegócio. E

sustentabilidade no sentido amplo para o êxito das

atividades dos cooperados, para a manutenção e

apoio aos seus negócios e, também, visando a qualidade

de vida deles e de seus familiares.

Como está escrito na história dos 50 anos da

Coamo, o nosso cooperativismo é praticado para o

presente e para o futuro, pois a Coamo não foi feita

apenas para uma geração, mas para sempre. O nosso

trabalho é realizado para que a nossa cooperativa

seja perpétua e, cada vez mais, atualizada e inovadora,

para difundir tecnologias, evoluir e transformar

nos campos tecnológico, econômico e social.

Com a experiência de 33 anos no cooperativismo,

tenho certeza de que a Coamo é uma

cooperativa administrada com valores e princípios

Um dos motivos de sucesso da Coamo está na

forte relação entre o cooperado e a cooperativa,

sempre com harmonia, responsabilidade e

o sentimento de pertencimento, porque a

Coamo é a casa do cooperado .

bem definidos. É inovadora nos seus processos e

atitudes, para continuar fazendo um trabalho fantástico

em prol do crescimento e desenvolvimento dos

cooperados.

Um dos motivos de sucesso da Coamo está

na forte relação entre o cooperado e a cooperativa,

sempre com harmonia, responsabilidade e o sentimento

de pertencimento, porque a Coamo é a casa

do cooperado, onde ele encontra tudo o que precisa

e na hora certa, para planejar e implantar com

confiança e segurança as suas safras.

Parabéns a todos pelos 50 anos da Coamo.

São cinco décadas de uma missão cumprida com excelência,

fruto dos ideais dos agricultores pioneiros e

do idealizador, que juntos sonharam e acreditaram, e

juntamente com os mais de 29 mil cooperados fizeram

da Coamo uma cooperativa de sucesso.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

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Imagem acima, vista aérea de Campo Mourão, em 1960, e

abaixo, cenário do município com o início da agricultura

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Início da

TRANSFORMAÇÃO

Final da década de 1960.

Fim do ciclo da madeira na

região de Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná). Uma

região que não contava com tecnologias

agrícolas e contabilizava

na época apenas cinco tratores. O

cenário agrícola registrava algumas

lavouras manuais de arroz, milho

e algodão, mas enfrentava um

grande problema: as terras eram

ácidas (impróprias para o plantio),

fracas e desvalorizadas, e a região

era conhecida como a terra dos “

3S – sapé, samambaia e saúva".

Esta era a realidade da

agricultura na região, período

em que marcou o início da história

da fundação da Coamo. Uma

cooperativa que teve sua constituição

consolidada em 28 de novembro

de 1970, com a união de

79 agricultores que enfrentavam

os mesmos problemas da época

e buscavam soluções para que

pudessem mudar e realidade.

Da região de poucos recursos

e com solo empobrecido,

ela se transformou ao longo dos

anos, em um centro de produtividade

agropecuária, com sucesso

industrial, pujança exportadora e

qualidade de vida. A prosperidade

se alastrou, abraçando outras

áreas do próprio Estado e, depois,

de Estados vizinhos.

Os esforços da Coamo,

liderada há meio século por José

Aroldo Gallassini, o engenheiro

agrônomo que a idealizou, trouxe

para Campo Mourão e para

todas as regiões às quais chegou

ao longo das décadas, técnicas

apropriadas de manejo da terra

e tecnologias avançadas para a

lavoura, além de boas práticas

administrativas, visão estratégica

e respeito à natureza.

Não é à toa que, nesses

50 anos, o que era uma pequena

associação de agricultores de

uma região pouco lembrada do

Brasil se converteu em uma das

maiores potências empresariais

do País, reunindo cerca de 30 mil

cooperados integrados em 71

regiões produtoras nos Estados

do Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul. Assim, o agricultor

associado, devidamente amparado

e assessorado, e encontrando

na coletividade cooperativista a

força necessária, é capaz de levar

seus sonhos adiante.

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Gallassini com o jipe usado no

trabalho de extensionista

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O idealismo de

um cooperativista

Quando o jovem engenheiro

agrônomo

José Aroldo Gallassini,

chegou em Campo

Mourão em um Jipe, não

imaginava a história que era

guardada para ele. Com 27

anos, ele fazia parte de um

programa da Acarpa (hoje

Instituto Emater) e foi encarregado

pelas autoridades de

levantar a situação do município

e dar assistência aos

agricultores locais. Gallassini,

nascido em Brusque (SC) e

formado na Universidade Federal

do Paraná, em Curitiba,

logo se ocupou de conhecer

a cidade – da qual nunca tinha

ouvido falar – e seu potencial,

tanto agropecuário quanto

humano. Ele foi o idealizador

da Coamo, se tornando uma

das principais lideranças cooperativistas

do Brasil.

Gallassini foi o responsável

pela organização

dos produtores e a sua inserção

no cooperativismo. O

conhecimento sobre cooperativismo

foi adquirido nos

treinamentos realizados no

“Pré-serviço”, que era um estágio

profissional preparando

o funcionário para suas

atividades.

Mesmo sem nunca

ter estado em Campo Mourão,

o atual presidente do

Conselho de Administração

da Coamo, na época mostrava

muito entusiasmo, vontade

e idealismo, e sabendo

dos desafios que teria pela

frente, concluiu o levantamento

da realidade rural do

município que tinha 25 mil

habitantes na cidade e outros

45 mil no campo.

O idealizador também

conduziu os primeiros

experimentos de trigo na região

de Campo Mourão, entre

abril a setembro de 1969,

com trabalho de pesquisa de

variedades, adubação, calagem

e época de plantio, e

logo a seguir, a implantação

da soja na região. Por sua

vez, os agricultores sabiam

que a mecanização agrícola

era a solução para o desenvolvimento

da agricultura,

que aconteceu com o apoio

decisivo da extensão rural

por meio da Acarpa.

José Aroldo Gallassini, num campo

de trigo em Campo Mourão

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A história contada

PELO IDEALIZADOR

O

idealizador e fundador

da Coamo, José Aroldo

Gallassini, chegou

em Campo Mourão em 1968. O

jovem catarinense de Brusque,

recém formado em engenharia

agronômica, pela Universidade

Federal do Paraná (UFPR), quis

trabalhar com extensão rural. Ele

passou no concurso da Acarpa,

atual Emater. “Fiz estágio em Tibagi

e Ibaiti e a empresa queria

me manter por lá, pois eu tinha

desempenhado um bom trabalho.

Eu disse que não queria. Eles

então, me avisaram numa segunda-feira

que eu iria para Campo

Mourão.”

Sem conhecer ou, sequer,

ter ouvido falar em Campo

Mourão, José Aroldo Gallassini

chegou ao município do Centro-Oeste

do Paraná, num jipe,

modelo de 1954. “Comecei a

realizar um levantamento da realidade

rural da cidade. Era o fim

do ciclo da madeira. Comecei a

desenvolver a assistência técnica.

Um ano depois, em 9 de dezembro

de 69, fizemos uma reunião

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Primeira máquina de contabilidade da Coamo

no Clube Mourãoense e um dos

assuntos era cooperativismo”, recorda.

Várias tentativas frustradas

de fundar uma cooperativa

na região deixaram os agricultores

receosos. “Vieram muitas

pessoas de fora que tomaram o

dinheiro dos agricultores e não

voltaram mais. Nada tinha dado

certo. Mas, naquela reunião a

ideia de fundar uma cooperativa

explodiu novamente.”

Gallassini conta que o,

então, prefeito de Campo Mourão,

Horácio Amaral ofereceu um

terreno para a nova cooperativa.

“O prefeito cumpriu a promessa

e nos cedeu o terreno. Fundamos

a Coamo em 28 de novembro

de 1970 com 79 agricultores

e começamos a trabalhar.”

Na época o jovem extensionista

da Acarpa, foi promovido

e ficou responsável por cuidar

da região que ia de Ivaiporã até

Ubiratã, coordenando o trabalho

de vários extensionistas. Nesse

mesmo período, Gallassini lembra

que os cooperados pediram

que ele fosse gerente. “Eu aceitei,

mas desde que eu tivesse um

salário. Porém, eles ainda não poderiam

me pagar. Então, eu disse

que aceitava desde que pudesse

fazer avaliações aos sábados e

domingos pelo Banco do Brasil,

pois era recém casado e precisava

garantir o sustento da minha

família.”

A Coamo então deslanchou.

A cooperativa, gerenciada

por José Aroldo Gallassini,

iniciou o trabalho que até

hoje não parou. “Começamos

comprando sementes de trigo,

depois de soja. Construímos

o primeiro armazém de fundo

chato, que ainda existe, depois

o primeiro escritório e as coisas

foram funcionando bem. Dali

para frente não paramos mais.

Os cooperados confiaram e foi

dando certo. Hoje com 50 anos

temos uma história que muito

nos orgulha e que vem dando

certo pela dedicação de todos.

Isso é cooperativismo.”

O dia da fundação

A Coamo foi fundada

em 28 de novembro de 1970 na

Associação dos Funcionários do

Banco do Brasil, onde 79 agricultores

assinaram a ata de fundação.

Eles foram chegando e assinando,

sem uma ordem estabelecida.

Dos 79, seis ainda estão ativos, a

maioria já faleceu e outros foram

embora e perdeu-se o contato.

Porém, todos deixaram um legado

de trabalho e união, que há 50

anos é repassado aos mais de 29

mil cooperados.

Do dia da fundação até

a data atual, passa um filme na

mente do idealizador José Aroldo

Gallassini. “Não dava para

imaginar que a Coamo chegaria

até aqui com tanto sucesso.

Essas coisas vão acontecendo.

Mas, eu tinha uma qualidade

que me ajudou. Comecei no

mercado de trabalho aos 13

anos fazendo cobranças da fábrica

de móveis do meu pai, depois

em Curitiba, trabalhei em

dois bancos e ainda fiz cálculo

de topografia para uma empresa.

Essa experiência, me deu

uma boa vivencia para conduzir

o trabalho inicial da cooperativa.

Valorizo o trabalho enquanto

se é novo, pois é onde a pessoa

forma a sua personalidade.”

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/CampoOn


Valores da Coamo

Os valores da Coamo nasceram

com a cooperativa. Foram

influência das pessoas que a fundaram,

pessoas de caráter e honestidade

indiscutíveis. O idealizador,

José Aroldo Gallassini, teve isso em

seu berço e se uniu com pessoas

com os mesmos princípios. “Sempre

ficou claro que ninguém poderia

se valer da Coamo para benefício

próprio. Os próprios princípios

cooperativistas são rígidos neste

sentido. Além disso, no aspecto

financeiro também fica evidente

o caráter de uma pessoa. Pagar

suas contas é uma obrigação, pois

quem não o faz, prejudica outras

pessoas. Sempre levamos isso muito

a sério. Tanto que na Coamo e

na Credicoamo a inadimplência é

quase zero.”

Confiança

A palavra-chave que define

a trajetória da Coamo é confiança.

Algo que precisa ser adquirido

e não se conquista de graça. “A

repetição de ações com seriedade,

definem a confiança. O cooperativismo

depende da credibilidade

junto ao quadro social. O cooperado

precisa sentir que a cooperativa

é sua e está com ele. Esse é um dos

motivos do sucesso da Coamo nestes

50 anos”, enfatiza Gallassini.

A chegada dos 50 anos

A Coamo completa 50 anos muito bem, conforme destaca

o fundador da cooperativa. Mudanças na forma de administração

foram realizadas neste ano, com o único foco de perpetuar

essa prosperidade. “Adotamos o sistema de governança

corporativa, com um Conselho de Administração, no qual fui

eleito presidente para coordenar uma Diretoria Executiva contratada.

Uma forma de gestão que o sistema cooperativismo

brasileiro precisa adotar, pois as cooperativas se tornaram

grandes empresas e para administrar grandes empresas é necessário

o trabalho de profissionais qualificados.”

Para Gallassini, essa forma de gestão é profissional e

garante a perpetuação da cooperativa. “Em outubro de 2019

os associados aprovaram a reforma no Estatuto Social. O conselho

de Administração define as políticas da cooperativa e a

diretoria Executiva toca, seguindo as diretrizes desse conselho.

Essa gestão está indo muito bem.”

A Coamo cresceu e vem apresentando resultados positivos.

“A Coamo é a maior empresa do Paraná. Nunca imaginávamos

que uma cooperativa de 79 agricultores ocuparia esta posição.

Queremos continuar este trabalho e sempre voltados para

o quadro social e funcional, pois nenhuma empresa vai bem se

não tiver uma equipe satisfeita e capaz. Nós podemos envelhecer,

mas a Coamo não, ela sempre precisa ser nova, acompanhando

a economia e as mudanças de mercado.”

O logo "Coamo 50 anos" é resultado do trabalho do

Comitê Coamo 50 anos integrado por funcionários da

cooperativa e foi criado pela designer Raquel Eishima, da

Assessoria de Comunicação.

Fioravante Ferri e Aroldo Gallassini em evento

Gallassini e o fundador Martin Kaiser em momento histórico no lançamento do logo Coamo 50 anos

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O CLUBE AGRO CELEBRA

OS 50 ANOS DA COAMO,

O SONHO DE 79 AGRICULTORES

QUE MUDOU A VIDA DE

MILHARES DE BRASILEIROS.

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O agro está em festa. Há 50 anos a semente do cooperativismo foi plantada no Brasil.

Um sonho que saiu do papel para ir ao campo transformar a agricultura nacional e

hoje dá frutos ao redor de todo o país em busca da evolução rural.

Parabéns COAMO, por 50 anos de conquistas e contribuições. É uma honra para o

Clube Agro ter você como associada.

E, como datas especiais não podem passar em branco, o Clube Agro resolveu

comemorar esse aniversário com uma Black Friday especial com a COAMO. Aproveite

um mês inteiro de promoções imperdíveis para quem vive o agronegócio.

Acesse clubeagro-blackfriday.com.br e confira.

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Momento de fundação

da Coamo com a

assinatura da Ata

Surgimento da Coamo

UMA “COOPERATIVA COM AMOR”

Na constituição da Cooperativa Agropecuária

Mourãoense Ltda., a sigla Coamo foi sugerida pelo

cooperado Gelindo Stefanuto, baseado no lema “Com Amor”.

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Ata de constituição da Coamo

Em novembro de 1969, em

uma reunião com lideranças

da região, tomou-se a decisão

de estabelecer uma cooperativa

que proporcionasse aos seus

associados melhores condições

de produção e comercialização. O

então prefeito da cidade, Horácio

Amaral, ofereceu apoio, prometendo

que, constituída a cooperativa,

cederia a ela um terreno para

que começassem suas atividades.

Seria necessário escolher

alguém que presidisse a cooperativa.

A pessoa mais indicada

para o cargo era o madeireiro e

agricultor Fioravante João Ferri,

que aceitou a missão, convidando

Aroldo Gallassini para ser o

gerente geral.

Depois de realizada a

assembleia que constituiu a Coamo,

foi necessário cumprir diversas

tarefas burocráticas de formalização,

como o procedimento

de registro. Em agosto de 1971,

Aroldo Gallassini se desligou da

Acarpa para assumir a função de

gerente geral. Com essas etapas

concluídas, a cooperativa passou

a funcionar efetivamente.

Operando em um pequeno

espaço alugado e com

equipamentos – como máquinas

de escrever e calcular – emprestados

ou cedidos por associados,

a Coamo locou armazéns para

receber a safra de trigo daquele

ano. A colheita foi boa e o espaço

arrendado mostrou-se insuficiente.

Em novembro daquele mesmo

ano, os cooperados autorizaram

contratar financiamento para a

construção do seu primeiro armazém

próprio.

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Reuniões constantes com os membros dos comitês educativos abriram um canal de comunicação direto entre diretoria e associados, base para a consolidação da confiança na cooperativa

Primeiros passos

do crescimento

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Em abril de 1972, a Coamo se mudou

do escritório alugado para uma sede

própria. Em maio, foi concluída a construção

do primeiro armazém da cooperativa.

Já se previa que ele não seria suficiente para

armazenar a produção dos associados e, por

isso, foi alugado um segundo armazém, mas

nem assim foi possível acolher toda a safra.

Os resultados com a movimentação dos

produtores e entrega da produção foram

impressionantes, motivando a entrada de

novos associados na cooperativa, que crescia

rapidamente.

Em setembro daquele ano, uma

nova Assembleia Geral Extraordinária aprovou

mais investimentos em infraestrutura.

Solenidade de lançamento da pedra fundamental do primeiro armazém, com a

presença do presidente da Coamo, Fioravante João Ferri, do prefeito municipal Renato

Fernandes Silva, do deputado estadual Armando Queiroz de Moraes e do secretário da

Agricultura do Paraná, Cassiano Gomes dos Reis

Observado por Fioravante João Ferri,

Gallassini mostra a maquete das novas

instalações da Coamo a visitantes

Vista área da estrutura da Coamo nos primeiros anos de atividade

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Transformação

do solo

O aumento da

produção não se deu apenas

como consequência

do número de produtores:

uma das tarefas mais

importantes desenvolvidas

desde o começo dos

esforços da organização

está relacionada a uma

transformação cultural: o

cuidado com a terra.

A cooperativa incentivou

a atividade de

correção do grau de acidez

do solo da região,

que, por ser naturalmente

elevado, não permitia

bons resultados sem

intervenção. Para isso foi

adotado um programa

de aplicação de calcário,

que, na década de 1960,

não era usado por nenhum

dos agricultores da

região, de acordo com levantamento

realizado pela

Acarpa naquela época.

O mesmo estudo revelou

outras deficiências que a

Coamo ajudou a corrigir:

os efeitos de pragas e

doenças; más condições

de armazenagem; baixa

capacidade de armazenamento

e processamento

da produção; pouco uso

do crédito rural e dificuldades

de comercialização.

DESCENTRALIZAÇÃO

A reputação da Coamo como fornecedora de insumos e destino

da produção não demorou a se alastrar. Como resultado do bom

trabalho inicial e o interesse elevado dos produtores em receber os

benefícios da cooperativa, em 1974 foi aprovada a expansão da Coamo

para os municípios de Engenheiro Beltrão e Mamborê, próximos

a Campo Mourão. Esses entrepostos entraram em operação em março

do ano seguinte.

Assim, de 79 agricultores fundadores, a cooperativa encerrou

seus primeiros cinco anos com mais de dois mil associados e, de apenas

um sonho, a Coamo caminhou a passos firmes para um desenvolvimento

expressivo que se consolidaria ao longo dos anos futuros,

constituindo-se como agente de transformação da agricultura, de

pessoas e comunidades.

Primeiras Unidades da Coamo

em Barbosa Ferraz e Palmital

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Entreposto da Coamo em Engenheiro Beltrão

Entreposto da Coamo em Mamborê

MUDANÇA NA HISTÓRIA

Mas, antes que qualquer ação mais concreta

pudesse ser tomada, a Coamo passou por uma grande

perda: o presidente Fioravante João Ferri faleceu subitamente

em novembro de 1974 e o vice-presidente,

Gelindo Stefanuto, assumiu o cargo interinamente. Ferri

foi escolhido presidente em 1970 pelos produtores por

sua credibilidade, idoneidade intocável, dedicação e

honestidade na busca do bem da coletividade, reunindo

as condições necessárias para assumir a função.

Em janeiro de 1975, em votação na Assembleia

Geral, os cooperados elegeram para a presidência

José Aroldo Gallassini, que foi, o responsável

pelo surgimento da Coamo. Uma das primeiras

medidas tomadas pela nova gestão, reconhecendo

a necessidade de ajustes estruturais para lidar com

o crescimento já conquistado e planejar o futuro,

foi preparar uma reorganização administrativa.

Foram estabelecidos inicialmente diversos departamentos

como os de Transportes, Técnico, Produção

Campo Mourão, Produção Entrepostos, Administrativo

e Financeiro, Fornecimento de Insumos,

e Comercial, com o objetivo de oferecer um bom

atendimento aos cooperados e racionalizar os sistemas

de trabalho.

Fioravante João Ferri, primeiro presidente da Coamo

Assembleia de eleição da nova diretoria, em janeiro de 1975,

quando Gallassini foi eleito pela primeira vez presidente

Novembro/2020 REVISTA 25


79 homens com um só objetivo

Quando os 79 agricultores se reuniram e constituíram a Coamo, não

imaginavam que 50 anos depois se tornaria uma das maiores cooperativas

do Brasil. Eles se reuniram em prol de um só objetivo, que era o

de buscar alternativas que pudessem viabilizar a agricultura em Campo Mourão.

Meio século se passou, e hoje esses pioneiros são referenciados por terem acreditado

no cooperativismo como importante ferramenta de desenvolvimento.

Fundadores por ordem numérica

01 - Lourenço Tenório Cavalcanti

02 - Joaldo Saran

03 - Ervalino José Guadagnin

04 - Theodoro de Andrade

05 - João Teodoro de Oliveira Sobrinho

06 - Chafik Simão

07 - Alcidio Brignoni

08 - Ermindo Appelt

09 - Sebastião Evangelista Bezerra

10 - Etelvino Eduardo Manfrin

11 - Franz Kaiser

12 - Martin Kaiser

13 - Orlando Palaro

14 - Antoninho Luiz Guadagnin

15 - Pedro Guerreiro

16 - Arnildo Guadagnin

17 - Manoel Geraldo de Souza

18 - Atílio Jacob Ferri

19 - Takeshi Ojima

20 - Silvio Gomes

21 - Bruno Gehring

22 - Benedito Rodrigues

23 - Balduino José dos Santos

24 - Elias Semiguem

25 - Créscio Costa

26 - Felipe Costin

27 - João Teodoro de Oliveira

28 - Fioravante João Ferri

29 - Ildefonso Cezar Ferri

30 - Benito Ildefonso Ferri

31 - Victor Alessi

32 - Moacir José Ferri

33 - Luiz Antonio Carolo

Arthur Rodrigues Tramujas Filho

Henrique Gustavo Salonski

34 - Jorge Gonçalves dos Santos

35 - José Cazusa da Silva

36 - Gedeão de Lima

37 - João Cordeiro da Silva

38 - Olindo Monti

39 - Paulo Costa de Faria

40 - Augusto Angelo Tonello

41 - Raimundo Marques de Souza

42 - Susumu Takassu

43 - Jaime Jovino Vendramin

44 - José Alves Pereira

45 - Emílio Gimenes

46 - Joaquim Alves Feitoza

47 - Lino Weber

48 - Nelson Teodoro de Oliveira

49 - Ewaldo Tierling

50 - Dirceu Sponholz

51 - Paulo Teixeira Duarte

52 - Emenegildo Carlos Dolci

53 - Gelindo Stefanuto

54 - João Antonio Aguirre Lamezon

55 - José Vasilio Moreira

56 - Gustavo Taborda

57 - Milton Coutinho Machado

58 - Waldemar Koblitz

59 - Noé José Monteiro

60 - José Paulino Carvalho

61 - João Batista Vieira Filho

62 - Emenegildo Geraldo da Silva

63 - Juvenal Manoel dos Santos

64 - Adolfo Geraldo da Silva

65 - Waldomiro Alves dos Santos

66 - José Corsato

67 - Romão Martins

68 - Kazuki Yano

69 - Jorge Elizardo Garcia Árias

70 - José Binote

71 - Jakob Baumann

72 - Waldir José Ferri

73 - José Maria Pereira Sobrinho

74 - Joaquim Inácio Pereira

75 - Durval Correia de Souza

76 - Madeireira Clauri Ltda

77 - Industria e Comércio Trombini S/A

78 - Odonel Procópio de Oliveira

79 - Rosalino Mansuetto Salvadori

26 REVISTA

Novembro/2020


01 - Lourenço Tenório Cavalcanti 02 - Joaldo Saran 03 - Ervalino José Guadagnin 04 - Theodoro de Andrade

05 - João Teodoro de Oliveira Sobrinho 06 - Chafik Simão 07 - Alcidio Brignoni 08 - Ermindo Appelt

09 - Sebastião Evangelista Bezerra 10 - Etelvino Eduardo Manfrin 11 - Franz Kaiser 12 - Martin Kaiser

13 - Orlando Palaro 14 - Antoninho Luiz Guadagnin 16 - Arnildo Guadagnin 17 - Manoel Geraldo de Souza

18 - Atílio Jacob Ferri 19 - Takeshi Ojima 21 - Bruno Gehring 24 - Elias Semiguem

Novembro/2020 REVISTA 27


25 - Créscio Costa 26 - Felipe Costin 27 - João Teodoro de Oliveira 28 - Fioravante João Ferri

29 - Ildefonso Cezar Ferri 30 - Benito Ildefonso Ferri 31 - Victor Alessi 32 - Moacir José Ferri

33 - Luiz Antonio Carolo 33 - Arthur Rodrigues Tramujas Filho 33 - Henrique Gustavo Salonski 35 - José Cazusa da Silva

38 - Olindo Monti 39 - Paulo Costa de Faria 40 - Augusto Angelo Tonello 41 - Raimundo Marques de Souza

42 - Susumu Takassu 43 - Jaime Jovino Vendramin 44 - José Alves Pereira 45 - Emílio Gimenes

28 REVISTA

Novembro/2020


47 - Lino Weber 48 - Nelson Teodoro de Oliveira 49 - Ewaldo Tierling 50 - Dirceu Sponholz

51 - Paulo Teixeira Duarte 52 - Emenegildo Carlos Dolci 53 - Gelindo Stefanuto 54 - João Antonio Aguirre Lamezon

56 - Gustavo Taborda 57 - Milton Coutinho Machado 58 - Waldemar Koblitz 60 - José Paulino Carvalho

62 - Emenegildo Geraldo da Silva 64 - Adolfo Geraldo da Silva 65 - Waldomiro Alves dos Santos 66 - José Corsato

67 - Romão Martins 68 - Kazuki Yano 69 - Jorge Elizardo Garcia Árias 70 - José Binote

Novembro/2020 REVISTA 29


Parabéns, Coamo.

50 anos cultivando união, produzindo

trabalho e colhendo desenvolvimento.

A Coamo escreve sua história com cooperação e a força do trabalho. É fazendo

a diferença no campo ao lado dos produtores que ela é hoje a maior cooperativa

agrícola da América Latina.

Dessa semente, continuam nascendo muitos frutos e gerando

desenvolvimento e avanço tecnológico ao agronegócio.

Mais que uma data, essas 5 décadas de trabalho e amor

à terra são um marco para nosso setor.

30 REVISTA

Novembro/2020


71 - Jakob Baumann 72 - Waldir José Ferri 74 - Joaquim Inácio Pereira 76 - Madeireira Clauri Ltda

Teonaldo Siqueira Ribas

77 - Industria e Comércio Trombini S/A

Ivo Mário Trombini

78 - Odonel Procópio de Oliveira 79 - Rosalino Mansuetto Salvadori

Monumento aos agricultores pioneiros da Coamo inaugurado

em novembro de 2000, nos 30 anos da cooperativa

Novembro/2020 REVISTA 31


32 REVISTA

Novembro/2020


PRIMEIRO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

(1970-1974)

presidente

Fioravante João Ferri

vice-presidente

Gelindo Stefanuto

conselho diretor - efetivo

Jorge Elizardo Garcia Árias

conselho diretor - efetivo

Rosalino Mansueto Pazzinato Salvadori

conselho diretor - efetivo

Sussumo Takasu

secretário

Nelson Teodoro de Oliveira

conselho diretor - suplente

Emilio Gimenes

conselho diretor - suplente

Lourenço Tenorio Cavalcanti

conselho diretor - suplente

Ermindo Appelt

PRIMEIRO CONSELHO FISCAL

(1970)

conselho fiscal - efetivo

Odone Procópio de Oliveira

conselho fiscal - efetivo

Joaldo Saran

conselho fiscal - efetivo

Theodoro de Andrade

conselho fiscal - suplente

José Binote

conselho fiscal - suplente

Sebastião Evangelista Bezzera

conselho fiscal - suplente

Martin Kaiser

Novembro/2020 REVISTA 33


Coamo trouxe

progresso e dignidade

O agricultor, engenheiro

agrônomo Lourenço Tenório Cavalcanti,

mais conhecido como

“Tenório” é dos fundadores da

Coamo ainda em atividade. Seu

Tenório assinou a ata de fundação

da Coamo com a matrícula

número 01 e está na história entre

os 79 agricultores fundadores

da cooperativa. “Nós estávamos

na reunião e ao final foi formada

uma fila para acatar assinatura

dos agricultores em uma folha de

papel. Foi então que um colega

sentado na mesa ao lado colocou

o meu nome como número 01 e

deu para eu assinar. Fui o número

01, mas poderia ser o número 79.

O importante é estar entre os 79

fundadores que sonharam com a

ideia de uma cooperativa”, lembra

o agricultor que reside atualmente

na região de Maracaju, no

Mato Grosso do Sul.

O cooperado conta que

estudou e se formou na mesma

turma de Agronomia de José

Aroldo Gallassini na Universidade

Federal do Paraná, em Curitiba,

na década de 1960. “Foi

um trabalho muito interessante,

a gente não imaginava que

a Coamo seria o que é, pois na

época não tínhamos a noção da

potencialidade dela. A meu ver a

Coamo trouxe dignidade ao produtor,

e conhecimento que nos

ajuda a progredir.”

“A gente vai melhoran-

do e aprendendo. Me emociono

ao olhar para trás e ver a

evolução que ocorreu nesses

50 anos. O associativismo é

uma coisa muito importante,

assim como a gestão, que é essencial

para continuarmos crescendo

e tendo sucesso”, afirma

seu Tenório.

"A gente não imaginava que a

Coamo seria o que é, pois na

época não tínhamos a noção da

potencialidade dela."

Lourenço Tenório Cavalcanti, cooperado fundador 01

O momento certo

O fundador, Martim kaiser

lembra que a Coamo nasceu

da necessidade dos agricultores.

“Um ano antes de surgir a cooperativa

nos reunimos e queríamos

fundar uma cooperativa, pois estávamos

à mercê de cerealistas.

O Dr. Aroldo teve a ideia e todos

nós acreditamos nele. O trigo foi

a primeira cultura, depois veio a

soja.”

O fundador conta que foi

o 12º a assinar a ata e que estava

buscando agricultores para participar

da fundação. “Eu sou o número

12 porque eu estava cha-

34 REVISTA

Novembro/2020


mando gente para se associar

e o Orlando Palaro, que é o número

13, me perguntou como

é que você quer que eu me associe,

se nem você se associou

ainda. Eu não tinha assinado

ainda, mas estava batalhando

para os outros assinarem. Aí eu

assinei e ele assinou.”

Kaiser se emociona

quando vê o tamanho da Coamo

atualmente. “É inexplicável.

Quando vejo, por exemplo, a indústria

de Dourados, e lembro

que estava junto quando tudo

isso começou, me emociono.

Nosso objetivo era unir pessoas

para trabalhar de uma forma

justa aqui na região e, hoje, estamos

no mundo”, relata.

Ainda segundo Martin,

seu pai e o primeiro presidente

da Coamo, Fioravante João

Ferri, já tinham experiência

com cooperativas. “O seu Fioravante

era de uma cooperativa

de madeiras do Rio Grande do

Sul e meu pai de uma de cereais

na Europa. Somado a isso

tinha o doutor Aroldo liderando

e, então, a Coamo deslanchou.

Penso que nós acertamos tudo.

Fizemos na hora certa e com

gente certa.”

"Nosso objetivo era unir pessoas

para trabalhar de uma forma

justa aqui na região e, hoje,

estamos no mundo."

Martin Kaiser, cooperado fundador 12

De mãos dadas e com honestidade

Antes da Coamo ser

fundada, o cooperativismo não

estava numa boa fase. Segundo

o fundador João Teodoro de

Oliveira Sobrinho, o incentivo

de José Aroldo Gallassini, então

extensionista da Acarpa, foi crucial

para se fundar a cooperativa

mourãoense. “Acreditamos

nessa ideia, pois acreditamos,

também, no Dr. Aroldo. Hoje,

felizmente a Coamo é grande

e respeitada. Ela mudou a imagem

do cooperativismo.”

João Teodoro ressalta

que 50 anos não são 50 dias. Na

história da Coamo, são 50 anos

de uma história inspiradora. “Estamos

marcados para sempre

com essa história. É um orgulho

fazer parte disso, pois foi a união

de várias mãos que ergueram a

Coamo, esse extraordinário estabelecimento.”

Para o fundador número

5, a Coamo é a prova de

que onde há honestidade, há

prosperidade. “A Coamo deu

certo porque aqui não tem corrupção,

não tem ‘marmelada’,

aqui não tem divisão injusta

de recursos. Pelo contrário, se

divide os ganhos entre os cooperados.

A administração é a

mais exemplar que um cidadão

pode ter em sua vida. Sem contar,

que houve uma transformação

na vida de todos os envolvidos”,

destaca.

Novembro/2020 REVISTA 35


Segundo João Teodoro, todos estão de parabéns

por este jubileu de ouro da cooperativa. “Tenho

gratidão por tudo que aconteceu durante esse tempo,

por esse sucesso da Coamo. Parabéns a diretoria,

parabéns para nós fundadores, parabéns aos cooperados

que ajudaram isso aqui crescer dessa forma

magnífica e que Deus nos dê condições de fortalecer

ainda mais a Coamo.”

“Estamos marcados para sempre

com essa história. É um orgulho

fazer parte, pois foi a união

de várias mãos que ergueram

a Coamo, esse extraordinário

estabelecimento.”

João Teodoro de Oliveira Sobrinho, cooperado fundador 05

Família de fundadores

A família de Moacir Ferri era do ramo da madeira.

Eles vieram para Campo Mourão, explorar o

segmento no final da década de 60. Porém, a madeireira

fechou e eles ficaram sem rumo. Foi quando

começaram a mexer com lavoura. Logo em seguida,

começou a movimentação para se fundar a cooperativa.

“Juntamos os agricultores das regiões de Campina

do Amoral e Piquirivaí, e viemos para Campo Mourão.

Nos reunimos na associação do Banco de Brasil e fun-

“A meta sempre foi melhorar a cada dia. Com isso,

fomos crescendo e crescendo. A cada ano, tínhamos

que fazer um armazém novo, e a turma achava

que era demais, mas depois de construído já não

comportava mais a demanda."

Moacir Ferri, cooperado fundador 32

36 REVISTA

Novembro/2020


damos a Coamo. Nossa família

não tinha muita noção sobre a

lida com a lavoura”, recorda o

fundador número 32.

Com diversos membros

da família entre os fundadores,

Moacir não imaginava que a

Coamo se tornaria o que é hoje.

“Entre os fundadores tinham

meu tio, Fioravante João Ferri,

meu pai, Afonso César Ferri,

meu irmão, Benito Ferri, Vitor

Alécio, meu cunhado, todos

falecidos, e eu, que na época

tinha 23 anos. Penso que nem

nos melhores sonhos do Aroldo,

ele imaginou que a Coamo

chegaria aonde chegou. Nossa

intenção era apenas montar um

grupo para ter força nas negociações.”

Para o fundador, um

dos segredos da Coamo foi a

reunião de pessoas coesas e inteligentes.

“A meta sempre foi

melhorar a cada dia. Com isso,

fomos crescendo e crescendo. A

cada ano, tínhamos que fazer um

armazém novo, e a turma achava

que era demais, mas depois de

construído já não comportava

mais a demanda. Já faltava espaço,

de tão acelerado que foi

esse crescimento da Coamo.”

Outro aspecto que Moacir

Ferri destaca é o crescimento

que a Coamo trouxe à Campo

Mourão. “A cooperativa trouxe

um fluxo de dinheiro muito grande

para Campo Mourão. É uma

região essencialmente agrícola,

os madeireiros que tinham foram

embora, sumiram e Campo

Mourão vivia da madeira. Como

a madeira acabou, o dinheiro

também acabou. Está aí a 'olhos

nus', aonde a Coamo se instala,

as coisas melhoram. Ela leva

conhecimento, condições e ensinamentos

para os agricultores

evoluírem.”

Orgulho dessa história

O orgulho de ser fundador é tão grande que

nem cabe no coração de Etelvino Eduardo Manfrin.

Isso porque ele sabe que aquela ideia que surgiu em

1970 deu certo. “A Coamo está indo muito bem. É

uma grande cooperativa e com resultados incríveis.

Quer motivo maior que esse para se sentir tão orgulhoso?!”,

indaga o fundador número 10.

Ao lembrar do início dessa história, Etelvino

conta que não imaginava que a Coamo se tornaria o

que é. “Os cooperados confiaram na Coamo e sempre

participaram da sua cooperativa. Isso fez toda a

diferença. A Coamo é especial. Ela ajuda o cooperado

de verdade, se você precisar, ela está aí. Eu tiro o

chapéu pra Coamo e sempre serei Coamo.”

"A Coamo é especial, ajuda o cooperado

de verdade no que precisar. Eu tiro

o chapéu para a nossa cooperativa e

sempre serei Coamo.”

Etelvino Manfrin, cooperado fundador 10

Novembro/2020 REVISTA 37


Meio século de

trabalho, dedicação

e grandes resultados.

PARABÉNS,

COAMO!

Conte sempre

com a Yara Brasil

nessa história

de sucesso.

38 REVISTA

Novembro/2020


Constante evolução

Claudio Francisco Bianchi

Rizzatto chegou na Coamo

quando a cooperativa

tinha apenas quatro anos.

São 46 anos que o cooperado

acompanha a transformação

realizada pela Coamo. “É um

orgulho muito grande, porque

eu ouvi, presenciei, participei

de todo esse desenvolvimento

da Coamo. Imagina em 1974

quando me mudei para Campo

Mourão, só tinha a Coamo aqui.

Aí começou todo esse desenvolvimento

que pude participar.

Cheguei como assessor de cooperativismo,

onde pude fazer o

trabalho de Comitês Educativos,

desenvolvendo toda a parte de

cooperativismo. Depois, fui chamado

para completar o quadro

técnico da Coamo, aonde fui o

quarto agrônomo a entrar na

cooperativa, depois fui promovido

a superintendente Técnico e

eleito vice-presidente”, recorda

o atual membro do Conselho de

Administração.

Para Rizzatto, o destaque

da Coamo está em propiciar o

desenvolvimento do agricultor.

“A transformação que os produtores

tiveram nesses 50 anos foi

algo incrível. A Coamo chegou

em regiões muito atrasadas, aonde

não chegava assistência técnica.

Uma coisa que a Coamo fez e

é um exemplo para todo o país,

é o desenvolvimento da área

técnica. Junto com o desenvol-

A Coamo chegou em regiões

muito atrasadas, aonde não

chegava assistência técnica.

Junto com o desenvolvimento

agronômico, veio o

desenvolvimento sustentável,

onde melhorou a qualidade de

vida do produtor.”

Claudio Rizzatto, membro do

Conselho de Administração da Coamo

vimento agronômico, veio o desenvolvimento

sustentável, onde

melhorou a qualidade de vida do

produtor.”

Uma empresa que começou

pequena e, hoje, é a

maior empresa do Paraná, é

motivo de orgulho para Rizzatto.

“Me orgulha ver que a

mesma empresa que começou

pequena, hoje do tamanho que

ela é, continua com os mesmos

princípios de quando tinha 300

associados. Os cooperados

continuam sendo tratados pelo

nome, não como números. Não

importa se é pequeno, médio

ou grande produtor. Isso é difícil

num mercado competitivo.”

Claudio Rizzatto enfatiza

que a Coamo tem muito mais

para crescer. “Sabemos que é

uma empresa que foi construída

para vida inteira. Isso dá orgulho

na gente, porque não estamos

terminando em 50 anos, mas

estamos apenas começando. A

Coamo é infinita, não tem limite.

Cada dia a gente vai se surpreender

mais. Só sei que daqui

30,50,100 anos a Coamo vai ser

muito maior e muito melhor.”

Novembro/2020 REVISTA 39


40 REVISTA

Novembro/2020


Coração cooperativista

É

um sonho que se tornou

realidade”. Assim, o engenheiro

agrônomo Ricardo

Accioly Calderari define a Coamo.

Associado e membro do Conselho

de Administração, foi Diretor

Secretário da cooperativa durante

36 anos e participou de diversas

decisões importantes para o

crescimento da Coamo. Inclusive,

foi um dos precursores do plantio

direto no Brasil. “Quando me formei,

passei em três testes, e um

deles foi para Campo Mourão. Fui

aconselhado por um primo agrônomo,

a vir para o município, pois

tinha tudo para crescer, pois as

terras aqui eram ácidas e fracas,

uma realidade que eu já vivenciava

na Lapa/PR.”

Ao lembrar como era há

50 anos, ele revela que a situação

do solo era complexa, não tinha

sequer calcário para aplicar.

“Faltava uma cooperativa e com

a fundação da Coamo as terras


"Os 79 agricultores que

fundaram a Coamo,

encontraram a pessoa certa,

pois para uma cooperativa dar

certo, o presidente precisa ter o

coração do cooperativismo e o

Dr. Aroldo tem isso."

Ricardo Accioly Calderari, membro do

Conselho de Administração da Coamo

foram corrigidas e começaram a

melhorar as produtividades. Passou

a ser realizado um trabalho

com tecnologia”, destaca Calderari.

Na sua opinião, sem a

Coamo não haveria transformação.

“Ela transformou as terras, as

famílias e reduziu o êxodo rural.

Os agricultores começaram a se

mecanizar, e foi tão forte essa entrada

da Coamo que o segundo

plantio direto do Brasil foi exatamente

aqui. Em seis anos, a Coamo

se tornou a maior referência

na conservação de solos no Brasil.

Tanto que em 1976, foi lançado

o Plano Nacional de Conservação

de Solos (PNCS), e pelo

exemplo dos agricultores, foi

inaugurado um monumento em

Campo Mourão, com a presença

do então ministro de Agricultura,

Alysson Paulinelli”, recorda.

Para Calderari a Coamo

deu certo por diversos fatores,

mas o principal foi a escolha da

pessoa certa para conduzir a fundação

da cooperativa. “Os 79 agricultores

que fundaram a Coamo,

encontraram a pessoa certa, pois

para uma cooperativa dar certo, o

presidente precisa ter o coração

do cooperativismo e o Dr. Aroldo

tem isso. Ele foi a melhor escolha,

pois ele tem princípios que sempre

serão atuais, o que é certo é

certo, e o que é errado é errado.

Não existe meio termo. Pode ser

que o mundo não seja mais assim,

mas na Coamo é.”

Segundo o cooperado,

chegar nos 50 anos de fundação

em harmonia, é algo para se

comemorar. “É fabuloso. Nunca

tivemos nenhum problema, pois

a Coamo sempre teve 'os pés'

no chão, dando passos seguros.

Por isso, ser Coamo é um orgulho.

Um orgulho que se estende

a todos os paranaenses, catarinenses

e sul-mato-grossenses”,

destaca Calderari.

Novembro/2020 REVISTA 41


42 REVISTA

Novembro/2020


Novembro/2020 REVISTA 43


Quando

fazemos juntos,

transformamos

sonhos em

realizações.

ƒ

Em cinco décadas de história, a Coamo transformou

a vida de muita gente. Com a força do trabalho

colaborativo e muita vontade de fazer, a cooperativa

agrícola cresceu, transformando-se em uma das

maiores da América Latina, com mais de 29 mil

agricultores associados no Paraná, em Santa Catarina

e no Mato Grosso do Sul. Histórias como essa inspiram

a STIHL dar o seu melhor todos os dias, oferecendo as

ferramentas certas para que o trabalho cooperado siga

sempre forte e avançando.

Parabéns, Coamo, pelos seus 50 anos.

@STIHLBRASIL

STIHL BRASIL

@STIHLOFICIAL

STIHL BRASIL OFICIAL

STIHL.COM.BR

44 REVISTA

Novembro/2020


29 MIL COAMOS

Cooperado quis, cooperado fez

Unidos pelo mesmo ideal

e com fé na solidariedade

entre os homens, foram

identificados quais eram os

problemas e as necessidades da

época e, juntos, partiram para a

solução: a solução foi a Coamo.

Portanto, cada cooperado é uma

Coamo. Porque a Coamo é exatamente

a vontade de seu cooperado.

Quando os 79 agricultores

se uniram – e hoje são mais

de 29 mil – não foi simplesmente

para ficarem juntos, mas sim

para fazerem alguma coisa juntos.

Como precisavam de armazéns

para guardar seus produtos,

subscreveram capital na

Coamo, financiaram esse capital

Primeiros armazéns da

Coamo na década de 1970

e com o dinheiro do financiamento

construíram os armazéns

que precisavam. E esses armazéns

foram construídos sempre

perto das propriedades dos

cooperados.

Depois concluíram que

precisavam se abastecerem dos

insumos modernos para poderem

plantar e obter uma maior

produtividade. Sementes selecionadas,

adubos e defensivos

de qualidade e a preços justos.

Assim, por meio da Coamo, foi

possível fazer concorrência e

comprarem em conjunto tudo

o que precisavam. E algo muito

importante: esses insumos estão

sempre na hora certa que o cooperado

precisa para plantar.

Departamento

técnico

Como diz o ditado: “uma

coisa puxa a outra”. Na época,

já não bastava mais ter esses

insumos na hora certa, e a preços

justos. Era preciso mais. Era

preciso que tivesse alguém, com

conhecimento técnico agronômico,

que orientasse os cooperados

sobre a melhor forma de

aplicar esses insumos, cultivar a

terra e preservá-la.

Foi então que se criou o

Departamento Técnico, que inicialmente

prestava assistência

técnica agronômica, mas que

hoje, por necessidade dos cooperados,

também presta assistência

médica veterinária.

O departamento Técnico

exerce um papel de muita importância

junto ao quadro social,

principalmente na redução dos

custos de produção, aumento

da produtividade, conservação e

fertilidade do solo.

Novembro/2020 REVISTA 45


Fazenda Experimental

Novas técnicas de plantio,

de conservação de solos,

de combate a doenças e pragas

foram surgindo. Mas, para

cada produtor testar tudo isso

em sua propriedade sairia muito

caro, dificultoso e sem um

resultado confiável. Surgiu então

a necessidade de todos se

unirem e proceder testes em

um só lugar. Foi assim que em

1975 surgiu a Fazenda Experimental

Coamo, onde se desenvolvem

experimentos com

novas variedades de cultivares.

Onde os novos defensivos

e variedades que surgem são

testados, para depois serem

utilizados pelos cooperados.

Além desses serviços, a Fazenda

é uma escola para os cooperados

e um grande ponto de

apoio para a formação da equipe

técnica.

Encontro de cooperados na Fazenda Experimental Coamo

Expansão

Como as coisas foram

dando certo, porque os cooperados,

cada vez mais unidos,

viam, a cada ano que passava, o

seu ideal se concretizar e fortalecer,

a cooperativa foi pegando

corpo e pode contratar técnicos

em outras áreas como comercialização

e administração em geral,

os quais sempre procuraram

melhorar os serviços prestados

aos cooperados, podendo assim

resolver os seus problemas de

forma conjunta.

Desta forma, outras regiões,

vendo que com a união de

Unidade da Coamo em Boa Esperança

todos podiam resolver seus problemas

comuns, pediam que as

experiências dos cooperados da

Coamo fossem transferidas para

outras localidades. Assim, a Coamo

está presente em 71 municípios

do Paraná, Santa Catarina e

Mato Grosso do Sul.

46 REVISTA

Novembro/2020


Programas e educação social

Assim foi acontecendo.

A união de grandes,

médios e pequenos

produtores rurais foi conseguindo

resolver os seus

problemas comuns.

Os pequenos cooperados,

entenderam que

necessitavam ter uma atividade

alternativa em sua

propriedade, que viesse

a ocupar melhor o tempo

disponível em suas atividades

e, ao mesmo tempo,

lhes proporcionasse uma

renda extra.

Pois isto foi possível

de ser concretizado,

por meio da criação de

projetos como Colono,

Suinocultura, Gado Leiteiro

e Café Adensado, entre

outros, os quais, com

uma assistência técnica

personalizada atenderam

as necessidades dos cooperados

em determinado

período desses 50 anos.

Buscando atender

uma necessidade que as

esposas e filhas dos cooperados

tinham, de conhecer

mais sobre economia doméstica,

higiene no lar, artesanato,

fabricação de conservas

e indústria caseira

foi criado o Departamento

Educacional e Social. Atualmente,

este trabalho que

tem foco na gestão é coordenador

pela Assessoria de

Cooperativismo.

Melhoria da qualidade de vida da família cooperada sempre foi objetivo do trabalho da Coamo

Industrialização

Com o crescimento das atividades,

os cooperados foram vendo

que podiam agregar mais valor aos

seus produtos, e, assim, comercializá-

-los melhor, abrindo, inclusive outros

mercados.

Dentro deste espírito de

crescimento industrial, é que os cooperados,

em Assembleias Gerais,

aprovaram a construção de indústrias

em Campo Mourão, Paranaguá

e Dourados.

Os cooperados da Coamo

passaram a pensar como verdadeiros

empresários, não só no campo,

como também no comércio e indústria.

Passaram a entender que se

buscassem diretamente o mercado

consumidor, empacotando seus produtos

e comercializando diretamente

aos supermercados, poderiam ter

uma melhor estabilidade nos preços

dos produtos.

Industrialização na Coamo começou com

Moinho de Trigo, em 1975, antecedendo a

primeira indústria de óleo de soja, em 1981

Novembro/2020 REVISTA 47


Credicoamo e Via Sollus

Os recursos que sobravam em épocas anteriores

eram depositados em bancos, mas nem

sempre esses recursos retornavam em forma de

financiamentos. Então, os cooperados pensaram,

por que não fazer a nossa cooperativa de crédito?

Assim nasceu a Credicoamo, em 1989, a cooperativa

de crédito dos cooperados da Coamo. Desta

forma, os recursos dos cooperados financiam os

próprios cooperados.

Ampliando os benefícios para os cooperados,

em 2008 foi criada a Via Sollus Corretora

de Seguros para fornecer e contratar seguros em

Assembleia de instalação da Credicoamo, em 1989

diversos segmentos, para atender às necessidades dos

segurados cooperados, funcionários e comunidade.

Copa Coamo

Nem só de trabalho vive o cooperado.

Pensando nisso e para que eles pudessem ter

também um divertimento e ao mesmo confraternização

em 1993 foi criada a Copa Coamo

de Futebol Suíço.

A Copa Coamo é a Copa do Mundo

dos Cooperados que junto com a sua família e

companheiros vivem o evento em um ambiente

saudável. O principal objetivo é por meio do esporte

tornar o cooperativismo mais forte, com

elevado espírito de solidariedade e integração.

A casa do cooperado

Administração da Coamo em Campo Mourão na década de 1980

Atualmente, a estrutura de apoio aos entrepostos é realizada na Administração Central

A Coamo é exatamente a vontade do seu cooperado. Quando ele entrega seu produto na Coamo, e

abastece de insumos, está operando com a sua própria empresa, que foi criada para prestar serviços e desenvolvimento

sustentável. Antes dele ser atendido, é acolhido no ambiente da cooperativa.

48 REVISTA

Novembro/2020


FORÇA, SEGURANÇA

E SOLIDEZ SÃO AS PEÇAS PARA

ESSA PARCERIA DE SUCESSO.

A Baldan se orgulha em ser, há mais de 30 anos,

a fornecedora de implementos e máquinas agrícolas

da Coamo, levando à cooperativa o melhor da

tecnologia para o campo.

baldan.com.br

Novembro/2020 REVISTA 49


50 REVISTA

Novembro/2020


CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

(GESTÃO 2020-2024)

presidente do conselho

José Aroldo Gallassini

Claudio Francisco Bianchi Rizzatto

Ricardo Accioly Calderari

Joaquim Peres Montans

Anselmo Coutinho Machado

Emílio Magne Guerreiro Júnior

Wilson Pereira de Godoy

Rogério de Mello Barth

Adriano Bartchechen

CONSELHO FISCAL

(GESTÃO 2020)

Efetivos

Ricieri Zanatta Neto

Diego Rogério Chitolina

Jonathan Henrique Welz Negri

Suplentes

Eder Ricci

Clóvis Antonio Bruneta

Jorge Luiz Tonet

Novembro/2020 REVISTA 51


Gestão profissional

Em fevereiro deste ano, a

Coamo implantou a nova

estrutura organizacional.

O processo de reestruturação

foi iniciado em 2017. Com as

mudanças, foi reorganizada

a estrutura administrativa da

cooperativa com foco nos negócios,

o que resultou no desmembramento

de algumas gerências

angulares e criação de

novas gerências.

Conforme o artigo 49

do Estatuto Social da Coamo, "A

Diretoria Executiva é um órgão

subordinado ao Conselho de

Administração e tem por função,

dirigir as atividades organizacionais,

tomar as decisões necessárias

relacionadas com o objetivo

social, com as operações da

cooperativa, exercer as atribuições

e competências atribuídas

no Estatuto Social, Regimento

Interno e as Resoluções do Conselho

de Administração."

A diretoria Executiva

é composta pelo presidente

Executivo Airton Galinari, diretor

Administrativo e Financeiro,

Antonio Sérgio Gabriel,

diretor Comercial, Rogério

Trannin de Mello, diretor Industrial

, Divaldo Corrêa, diretor

de Logística e Operações,

Edenilson Carlos de Oliveira,

e diretor de Suprimentos e Assistência

Técnica, Aquiles de

Oliveira Dias.

DIRETORIA EXECUTIVA DA COAMO

presidente executivo

Airton Galinari

diretor administrativo e

financeiro

Antonio Sérgio Gabriel

diretor comercial

Rogério Trannin de Mello

diretor industrial

Divaldo Corrêa

diretor de logística e

operações

Edenilson Carlos de Oliveira

diretor de suprimentos e

assistência técnica

Aquiles de Oliveira Dias

52 REVISTA

Novembro/2020


Gerências angulares

De acordo com os ângulos de atividades da Coamo, as gerências angulares são subordinadas a Diretoria Executiva.

Por meio de diretrizes e conhecimentos, são responsáveis pelo desenvolvimento de novos produtos e

processos, ou planos operacionais baseados nas estratégias das áreas de negócios da Coamo.

Ademir Gonçalves, gerente

Administrativo Industrial

Ailton de Almeida Queiroz,

gerente de Tecnologia

da Informação

Alexandro Cruzes, gerente

Industrial de Óleo

Antonio Cesar Marini, gerente

de Recursos Humanos

Carlos Eduardo Borsari,

gerente de Fornecimento

Insumos Agrícolas

César Augusto da Silva,

gerente de Compras Bens de

Suprimentos

Emerson Abrahão Mansano,

gerente Industria de Óleo –

Dourados

Fernando Domingues

Bosqueiro, gerente Comercial

Produtos Agrícolas

Jarbas Luiz Kleveston,

gerente de Engenharia

João Ivano Marson, gerente

de Operações Portuárias

Joel Makohin, gerente

Financeiro

José Aparecido Bernardo,

gerente Administrativo

José Carlos de Andrade,

gerente de Produtos Agrícolas

Juscelino Fernandes da Costa,

gerente Jurídico

Lincoln de Negreiros Teixeira,

gerente de Industria de Óleo

– Paranaguá

Lucio Flavio Barboza, gerente

de Logística

Luis Alessandro Volpato

Mereles, gerente de Pesquisa

e Desenvolvimento

Marcelo Bressan, gerente de

Manutenção Operacional

Marcelo Sumiya, gerente de

Assistência Técnica

Mário Lino Arantes, gerente

Organizacional e Gestão da

Qualidade

Novembro/2020 REVISTA 53


54 REVISTA

Novembro/2020


Mario Luiz Pavanelli, gerente

de Fornecimento Bens de

Lojas

Paulo Roberto Bacini,

gerente de Fornecimento

Bens de Lojas - a partir de 01/12

Orlando Melo Júnior, gerente

da Fiação de Algodão

Roberto Destro, gerente de

Sementes

Rodolpho Coletti Gomes

Leite, gerente de Transportes

e Veículos

Romão Ferreira Rodrigues

Neto, gerente Industrial

Moinho Trigo

Valdemiro Nesi, gerente

de Compras Bens de

Fornecimentos

Wagner Arcaro Pescador,

gerente Industria de Óleo –

Campo Mourão

Wagner Schneider, gerente

Comercial Alimentos

Wellington Brianezi

Cavazzani, gerente Industrial

Alimentos

Assessorias

José Carlos Bertipalha,

assessor de Auditória Interna

Paulo Sérgio Mem, assessor

de Planejamento Estratégico

Ilivaldo Duarte de Campos,

assessor de Comunicação

José Ricardo Pedron Romani,

assessor de Cooperativismo

Novembro/2020 REVISTA 55


56 REVISTA

Novembro/2020


Novembro/2020 REVISTA 57


Coamo em Unidades

As unidades responsáveis pelo atendimento

aos cooperados, em 71 municípios do

Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul, oferecem produtos e serviços de qualidade

garantida, sobretudo no recebimento

de produtos, distribuição de insumos,

serviços administrativos e financeiros. Os

entrepostos estão localizados de forma estratégica

para propiciar mais facilidade no

desenvolvimento de suas atividades.

PARANÁ

56 municípios

93 Unidades

de atendimento ao cooperado

01 terminal portuário

Araruna. Gerente: Anselmo Gonçalves de Almeida

Barbosa Ferraz. Gerente: Eliceu José Aiolfi

58 REVISTA

Novembro/2020


Boa Esperança. Gerente: Adir Pereira Lopes

Boa Ventura de São Roque. Gerente: Reonilso Sebastião Jardim de Melo

Bragantina. Gerente: Jorides Washington Castro Zoratto

Brasilândia do Sul. Gerente: Manoel Antonio dos Santos

Campo Mourão. Gerente: Claudio Nachi

Cândido de Abreu. Gerente: Carlos Pedral Sampaio Cunha

Candói. Gerente: Fernando Americo Valim Sagioneti

Cantagalo. Gerente: Euclécio Miguel da Silva

Novembro/2020 REVISTA 59


Parabéns, COAMO,

pelos 50 anos de excelência.

A DSM se orgulha em ser parceira de longa data da COAMO.

Em todos esses anos, os produtos da marca Tortuga ® , a assistência

técnica da equipe de campo e todo o suporte da Cooperativa têm

colaborado para o desenvolvimento da pecuária dos cooperados,

gerando mais qualidade do produto final, mais lucro e progresso

para todas as regiões onde a COAMO está presente.

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Coronel Vivida. Gerente: Moacir Ferrari

Cruzmaltina. Gerente: Kleber de Prince

Engenheiro Beltrão. Gerente: Antonio Carlos Mazzei

Faxinal. Gerente: Waldeci Schinemann

Fênix. Gerente: Charles Marcelo de Azevedo

Goioerê. Gerente: José Adilson Colaço

Goioxim. Gerente: Marco Aurélio Marques da Silva

Guarapuava. Gerente: Marino Mugnol

Novembro/2020 REVISTA 61


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Honório Serpa. Gerente: Julcemar Antonio Zanatta

Iretama. Gerente: Renato Dziubate

Ivaiporã. Gerente: Domingos Carlos Fontana

Janiópolis. Gerente: Valderi Furtado Silva De Melo

Juranda. Gerente: Sérgio Bertolla Junior

Luiziana. Gerente: Donizete Alves dos Santos

Mamborê. Gerente: Paulo Nicolau Mocci

Mangueirinha. Gerente: Wagner Custodio

Novembro/2020 REVISTA 63


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64 REVISTA

Novembro/2020


Manoel Ribas. Gerente: José Roberto Canonicci Piffer

Marilândia do Sul. Gerente: Marcos Leandro Pereira

Moreira Sales. Gerente: José Carlos Farinácio

Nova Santa Rosa. Gerente: Carlos Alberto Ulian

Palmas. Gerente: José Sales Saraiva

Palmital. Gerente: Orlando Sérgio Aparecido da Rocha

Peabiru. Gerente: Evandro Luiz Câmara

Pinhão. Gerente: Mercilo Bertolini

Novembro/2020 REVISTA 65


66 REVISTA

Novembro/2020


Pitanga. Gerente: Valdemir de Paula Barbosa

Quarto Centenário. Gerente: Claudemir Antonio Vendramini

Quinta do Sol. Gerente: Edilson Duarte de Aquino

Reserva. Gerente: Alexandre Soares Weber

Roncador. Gerente: Marlon Costa

São João do Ivaí. Gerente: Ayrton Guilherme Garozi

São Pedro do Iguaçu. Gerente: Elerson Reis Tiburcio

Toledo. Gerente: Celso Luiz Paggi

Novembro/2020 REVISTA 67


Tupãssi. Gerente: Jaime Vieira da Silva

Vila Nova. Gerente: Zacarias Istchuk

09 municípios

MATO GROSSO

DO SUL

14 Unidades

de atendimento ao cooperado

Amambai. Gerente: Delvanei de Souza Droppa

Aral Moreira. Gerente: Fábio Alves

Caarapó. Gerente: Antonio Cezar Gomes

68 REVISTA

Novembro/2020


SANTA CATARINA

06 municípios

Dourados. Gerente: Eduardo Xavier do Nascimento

05 Unidades

de atendimento ao cooperado

01 terminal portuário

Itaporã. Gerente: Zenóbio Francisco Festa

Laguna Carapã. Gerente: Geraldo Biazim

Abelardo Luz. Gerente: Hudson de Almeida

Maracaju. Gerente: Aristides Anastácio Neto

São Domingos. Gerente: Adenilson Zaffari

Sidrolândia. Gerente: Walmir Flavio Ritter

Xanxerê. Gerente: Jorge Rogério Soares

Novembro/2020 REVISTA 69


70 REVISTA

Novembro/2020


Arte e

cooperativismo

Elissena Frolini Berg Von Linde

tem o cooperativismo correndo

em suas veias. Paulista, a cooperada

reside em Quinta do Sol

(Centro-Oeste do Paraná), é professora

de artes e participou de

um programa de difusão do cooperativismo

na Coamo na década

de 1980. Ela ensinou a um grupo

de professores, as técnicas de desenho

para que eles pudessem

trabalhar o cooperativismo com

os alunos no Concurso Escolar de

Cooperativismo. “Minha parte era

ensinar os educadores de escolas

rurais e municipais, a incentivar as

crianças para expressar o cooperativismo

por meio de desenhos.

Isso porque muitas vezes tinham

dificuldade de se expressar verbalmente

e no desenho elas são

muito transparentes.”

A alma de artista e cooperativista

também rendeu um quadro

que atualmente está exposto

na Coamo, onde estão representadas

três etnias. “Morei em São

Carlos (SP), onde me formei, e

minha professora foi convidada a

participar do concurso da Coamo.

Na época ela não pode e pediu

que eu fosse no lugar dela. Eu não

entendia muito bem o cooperativismo

e que desenho eu deveria

fazer. Então, estudei um pouco a

história da arte e quando fui entregar

esse desenho mudei de ideia

e decidi fazer outro, sobre o que

Quadro representa a neutralidade social e racial

do cooperativismo. Ao lado reportagem com dona

Elissena no Jornal Coamo, na década de 1980

Elissena Berg Von Linde é professora de artes

e participou de um programa de difusão do

cooperativismo na década de 1980

eu realmente acreditava o que era

cooperativismo. Então desenhei

três meninas, uma branca, uma japonesa

e uma negra, que na verdade

era eu e minhas amigas, porque

cooperativismo não tem raça

e não tem religião. Fui premiada

com esse quadro e consegui participar

do concurso.”

Para dona Elissena, a Coamo

é uma entidade maravilhosa,

porque ela valorizou o homem do

campo. “Estou na região há mais

de 50 anos. Quando cheguei tinham

pequenos agricultores que

não sabiam como comercializar o

seu produto e estavam reféns de

empresas que muitas vezes aplicavam

golpes neles, e a Coamo chegou

valorizando esses menores.

Trazendo segurança. Na Coamo

você colhe e pode depositar toda

sua produção na cooperativa. Sem

contar que a Coamo mostrou o valor

da mulher do campo. Antes da

Coamo a mulher não aparecia em

lugar nenhum”, revela.

Novembro/2020 REVISTA 71


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no Brasil. Proibida reprodução ou distribuição sem autorização. Todas as marcas utilizadas neste

material são marcas ou marcas registradas Novembro/2020

da Exxon Mobil Corporation ou uma de suas subsidiárias,

utilizadas por Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A., ou uma de suas subsidiárias, sob licença.

72 REVISTA


O que dizem as lideranças

CARLOS MASSA RATINHO JÚNIOR

Governado do Estado do Paraná

“Com muita alegria e satisfação participo dos 50 anos da história

da nossa querida Coamo, nossa maior empresa privada do

Estado do Paraná e uma das maiores da América Latina, que

tem um papel fundamental na história contemporânea do nosso

Estado e do agronegócio. Foram pessoas que há 50 anos

se reuniram e construíram essa empresa, que ajudou o Paraná

a ser uma potência no agronegócio do Brasil e do mundo,

sendo o maior produtor de alimentos por metro quadrado.

O Paraná é um protagonista no mundo do agronegócio. A

Coamo incentivou outras cooperativas a seguir este modelo

e a consolidar o Paraná nessa grande vocação de produção

de alimentos de qualidade com sustentabilidade. Parabéns

associados, colaboradores e diretoria.

MÁRCIO LOPES DE FREITAS

presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB

“Parabéns a cada um de vocês cooperados que, com confiança construíram

uma cooperativa fantástica nesses 50 anos. Parabéns especiais ao

idealizador e presidente do Conselho de Administração, Aroldo Gallassini,

pelo trabalho espetacular a frente da Coamo e, principalmente, por esse

trabalho de sucessão e profissionalização. Saúdo Airton Galinari, presidente

Executivo que inaugura os novos 50 anos com um modelo de gestão cada

vez mais profissional e preocupado com os resultados dos cooperados.

Parabéns! Vocês são referência para o Brasil e o mundo."

JOSÉ ROBERTO RICKEN,

presidente do Sistema Ocepar

“Saúdo os pioneiros que constituíram a cooperativa no início da

década de 1970 e lembro dos objetivos do cooperativismo, muito

bem difundidos pela Coamo. É um sistema que visa organizar economicamente

as pessoas para que tenham mais renda e conquistem

uma melhor condição social. A Coamo é um exemplo disso, um

exemplo de profissionalismo, liderança, desenvolvimento e geração

de oportunidade. Desejamos sucesso total e vida longa a Coamo.”

Novembro/2020 REVISTA 73


74 REVISTA

Novembro/2020


CELSO RÉGIS

presidente do Sistema OCB/MS

"É momento de celebração da maior cooperativa do Brasil e da América

Latina. E nós do Sistema OCB-MS nos sentimos honrados de comemorar

este momento. Devemos celebrar os números, as conquistas e projetar

um futuro muito promissor e esperançoso, mesmo neste período

de desafios que atravessamos. Essa forma de organização econômica

da sociedade faz toda a diferença nas comunidades e para as pessoas

que dela participam. Estamos demonstrando que a forma cooperativa

de atuar traz bons resultados e eleva os indicadores das comunidades.

Parabenizamos e desejamos sucesso para todos da Coamo."

NORBERTO ORTIGARA

Secretário da Agricultura do Paraná

"São 50 anos de uma bela e rica trajetória. Eu sou testemunha

de que o sonho de 79 cooperados foram realizados,

cresceram e se multiplicaram em condições inóspitas do

tipo sapé, samambaia e saúva, para se tornar a maior cooperativa

da América Latina. Quero parabenizar as famílias

dos 30 mil cooperados, aos dirigentes e funcionários da

Coamo, pela capacidade de produzir a riqueza no campo e

na indústria. Desejo que os próximos 50 anos sejam muito

profícuos, sob um novo modelo de governança.”

ROBERTO RODRIGUES

ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da

OCB e da Aliança Cooperativa Internacional (ACI)

"A Coamo está comemorando 50 anos de existência e eficiência, de

trabalho, tecnologia e gestão, com programas e projetos vitoriosos.

Mas, é preciso olhar para as origens. Uma cooperativa dá certo por

ter três coisas: tem que ser necessária, ser viável economicamente

com princípios e valores, e o terceiro é liderança. O que aconteceu

na Coamo foi que 79 produtores rurais visionários viram que era necessária

uma cooperativa, projetaram a ideia e criaram a instituição

economicamente viável. E encontraram um líder extraordinário José

Aroldo Gallassini, que comanda de forma maravilhosa e com vigor,

com uma equipe maravilhosa, um corpo associativo participativo,

juntando pequenos, médios e grandes produtores numa grande

cooperativa, que é exemplo para o Brasil e o mundo.”

Novembro/2020 REVISTA 75


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JOÃO PAULO KOSLOVSKI

ex-presidente do Sistema Ocepar

"São 50 anos e uma data para se comemorar, com resultados

que beneficiaram milhares de cooperados em diversas atividades,

nas áreas técnica, social e econômica. Além disso, a Coamo

envolveu a família com informação, educação e treinamento

para milhares de pessoas. Por tudo isso, parabéns aos colaboradores

e cooperados, verdadeiros artífices, principais na construção

dessa história, pois a Coamo desenvolveu em todas as suas

regiões."

WILSON THIESEN,

ex-presidente da Ocepar

"A Coamo sempre agiu com honestidade e é um grande exemplo

de administração, com seus princípios de profissionalismo

e transparência. Reúne profissionais comprometidos com o

desenvolvimento da cooperativa e dos cooperados. Sou grato por

ter convivido com o presidente José Aroldo Gallassini durante mais

de 50 anos e ser testemunha de como os associados da Coamo têm

orgulho da sua cooperativa. Acredito que a agropecuária brasileira

e o cooperativismo têm uma dívida de gratidão com a Coamo,

pelo trabalho desenvolvido nas comunidades que atua. Parabéns

colaboradores, diretores e associados.”

ALYSSON PAOLINELLI

ex-ministro da Agricultura e presidente da

Associação Brasileira de Milho (Abramilho)

"A minha história com a Coamo tem mais de 46 anos. Lembro

que quando era ministro da Agricultura estive em Campo Mourão

para lançar, em setembro de 1976, o Programa Nacional de

Conservação de Solos (PNCS), que foi um marco na agricultura

brasileira e promoveu o desenvolvimento dos nossos agricultores.

A Coamo está de parabéns, pois desde o seu surgimento

foi bem administrada pelo Gallassini, com uma visão extraordinária.

Por isso, saúdo a todos da Coamo, que tem um trabalho

muito importante na conservação de solos com o plantio direto

e cuidados com o meio ambiente produtivo. O cooperativismo

é uma forma racional e inteligente de promover a integração e

participação de pequenos, médios e grandes produtores, em

clima de integração para competir nos mercados nacional e internacional.

Fico entusiasmado com o cooperativismo do Paraná,

que tem a Coamo como um exemplo para o Brasil e o mundo".

Novembro/2020 REVISTA 77


A missão continua

A

Coamo chega ao jubileu

de ouro. O fruto de um

sonho de 79 agricultores,

surgiu de uma necessidade individual

de diversas pessoas que

tinham um problema em comum,

e juntos encontraram uma solução

comum: se unir. Conforme o

presidente Executivo da Coamo,

Airton Galinari, eles escolheram

o cooperativismo, por ser uma

forma equilibrada de união. “Foi

um grupo que teve uma solução

inovadora e que deu um grande

resultado. Não havia ninguém

para ajudá-los, nenhum outro

agente, cooperativa, empresa,

enfim, nada para desenvolver a

região. Eles precisaram tomar

uma iniciativa própria.”

Essa iniciativa resultou

em 50 anos de uma grande empresa

que trouxe transformação

para diversas regiões. “A Coamo

transformou comunidades e a

vida das pessoas gerando oportunidades

em mais de 70 municípios,

levando progresso, conhecimento

e desenvolvimento”,

destaca Galinari.

Airton Galinari ressalta

que a Coamo tem grandes

desafios pela frente. “Estamos

passando por um momento de

transformação, uma mudança

no modelo de gestão. Esse é um

grande desafio, é um modelo

pensado para a sucessão e perpetuação

da cooperativa, e com

a responsabilidade de manter os

seus princípios. Temos esse compromisso

com os cooperados,

capitaneado pelo Dr. Aroldo, que

foi quem escolheu um modelo

profissional, para dar flexibilidade

à essa gestão.”

Outro desafio, conforme

o presidente Executivo, é manter

o desenvolvimento da cooperativa.

“A diretoria Executiva precisa

manter o compromisso de continuar

transformando as comunidades

e a vida das pessoas, levando

produtos de qualidade e

tecnologia para os cooperados.

Precisamos manter a Coamo moderna

e atualizada.”

Galinari acrescenta que

a Coamo deu certo por causa

dos seus valores, implantados

e enraizados desde a fundação.

“Seguramente os valores da

cooperativa são o seu grande

patrimônio. A Coamo sempre

foi conduzida com seriedade,

responsabilidade, honestidade

e, com isso, acumulamos um patrimônio

moral, que hoje é um

dos grandes alicerces da cooperativa.

O cooperado, o cliente

e o funcionário, estão ligados

diretamente e precisam saber o

que é a Coamo. Quando se fala

da Coamo seja qual for o agente

que se relaciona, ele sabe que

está falando de compromisso.

“Estamos passando

por um momento de

transformação, uma

mudança no modelo

de gestão. Esse é um

grande desafio, é

um modelo pensado

para a sucessão e

perpetuação, e com a

responsabilidade de

manter o princípio

da fundação da

cooperativa."

78 REVISTA

Novembro/2020


Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

Aqui, cumprimos e fazemos

muito mais do que se promete”,

assegura.

De acordo com Galinari,

a Coamo oferece ao

cooperado algo único no

âmbito mundial. “Quando

vamos à uma unidade da

Coamo, o que encontramos

lá não se encontra em lugar

nenhum no mundo. Temos

uma assistência técnica de

qualidade, uma loja de peças

onde ele pode adquirir

tudo o que ele precisa no

segmento de máquinas, peças,

insumos de qualidade

dentro do prazo e com um

preço justo. Tem uma cooperativa

de crédito dos cooperados

da Coamo, a Credicoamo.

Tem uma instalação

operacional para entregar a

sua produção com segurança.

Esse pacote não existe no

mundo. Por isso, a Coamo é

a casa do cooperado.”

Esse pacote de serviços

gera uma relação de

união, conforme o presidente

Executivo. “Com o modelo

cooperativista, ele se une e faz

melhor. Por isso dizemos que

a Coamo é a extensão da casa

do cooperado. É uma relação

de confiança e segurança que

a Coamo oferece e, com isso,

ela tem a contrapartida do

cooperado na operação integral

na sua cooperativa”, diz

Galinari.

HISTÓRIA - Sobre a

sua história na Coamo, Airton

Galinari conta que a cooperativa

representa toda a sua vida

profissional. “Estou há quase

34 anos na cooperativa, passei

por diversas áreas, onde

conheci muito bem como a

Coamo opera, e quais são

suas áreas de atuação e como

que ela chega até seu cooperado.

É muito gratificante, porque

é uma história social, mas

é um social que, claro, tem

que ter resultado, porque ela

faz a parte social do cooperado

e transfere resultados para

a atividade do cooperado.”

Ele enfatiza que a

Coamo é uma extensão da

atividade do cooperado, daquilo

que ele faria com dificuldade

sozinho e que unido

a sua cooperativa consegue

fazer diferente. “Ele consegue

acessar mercados internacionais

e industrializados,

algo que sozinho não faria.

É muito gratificante ver essa

transformação que é levada

até as comunidades que a

Coamo participa e, principalmente,

para seu cooperado.”

Novembro/2020 REVISTA 79


80 REVISTA

Novembro/2020


Futuro da cooperação

São 50 anos construídos

que consolidaram a Coamo

no cooperativismo

e no agronegócio. Mas, como

sempre diz o idealizador, José

Aroldo Gallassini, a Coamo não

foi feita para uma geração, e sim

para sempre. Todos podem envelhecer,

mas a Coamo precisa

continuar nova e moderna. Por

esta razão, a cooperativa desenvolve

diversos programas de capacitação

de jovens associados,

que serão o futuro dessa história.

Muitos já são o presente e

se sentem entusiasmados com a

missão de continuar escrevendo

as páginas desta história.

Ana Maria de Araújo Santim,

de Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), é uma jovem

cooperada da Coamo. Ela é associada

há nove anos e chegou na

cooperativa motivada por uma

Ana Maria Santim integrou o programa de Formação de Jovens Líderes

Ana Maria de Araújo Santim

necessidade. “Quando meu pai

faleceu eu precisava continuar os

negócios da família com segurança.

Como eu não tinha experiência,

precisava de um amparo. Eu

decidi assumir, mas precisava de

um lugar que me desse solidez

e competência. Foi quando me

cooperei na Coamo em 2011.”

Na ânsia de sempre fazer

um trabalho de qualidade, Ana

Maria revela que com a Coamo

conquistou esse objetivo. “Eu

queria fazer as coisas bem feitas

e apesar de ser formada em

agronomia, sozinha não conseguiria,

pois gerenciar uma propriedade

é bem diferente, e eu

não tinha mais a experiência do

meu pai ao meu lado.”

Para a cooperada que

também participou do curso

de formação de Jovens Líderes

Cooperativistas, a Coamo ajudou

a transformar a sua vida.

“Aqui também tem um pouco da

minha história. O trabalho com

a Coamo transformou a minha

propriedade, pois em todos os

projetos que eu realizei, tive o suporte

da cooperativa. Inclusive,

tenho mais projetos em desenvolvimento

com a Coamo.”

Ana Maria Santim acredita

que os jovens associados da

Coamo têm muita vontade de

trabalhar e continuar a construir

essa história. “Temos sede de

conhecimento e informações. As

tecnologias estão sempre evoluindo

e queremos acompanhar

essa mudança. O melhor de tudo

isso, é que a Coamo acompanha

essa evolução e nos apresenta

essas novidades. Então, o futuro

para nós não tem limite, queremos

trabalhar e produzir cada

vez mais, e continuar construindo

a nossa história, das nossas famílias

e da cooperativa.”

Novembro/2020 REVISTA 81


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82 REVISTA

Novembro/2020

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Mantendo origem e princípios

Emílio Magne Guerreiro Júnior,

de Farol (Centro-Oeste

do Paraná) é um jovem cooperado

engajado nos assuntos

da cooperativa. Ele é associado

há 12 anos e membro do conselho

de Administração. Seu avô e

seu pai também são cooperados

e eles vivem na família a prática

de que o cooperativismo transforma

vidas. “A Coamo é algo bem

família. Eu era criança e vinha na

Coamo com meu pai. Hoje, assumindo

mais os negócios, vejo

que isso foi acontecendo naturalmente.

A Coamo faz parte da nossa

vida e não me vejo trabalhando

sem a cooperativa.”

O cooperado lembra

que a Coamo esteve durante

toda a trajetória da família. “Começou

com meu avô que saiu do

café e começou a trabalhar com

o algodão. Depois, veio a soja, e

o tempo inteiro a Coamo estava

junto. Ela trazia o conhecimento

técnico, nos ensinando as novas

tecnologias e, assim, crescemos

Emílio com a esposa Stefhany participam ativamente da cooperativa

juntos com a Coamo, no mesmo

caminho. Por isso, que eu falo

que é família, está o tempo todo

junto.”

O jovem associado ressalta

a importância da relação

de confiança que existe entre os

associados e a cooperativa. “A

Coamo confia na gente, ela compra

os melhores insumos para

nós utilizarmos a melhor tecnologia.

Nós usamos, produzimos

e entregamos com a certeza de

que a cooperativa fará o melhor

comércio para nós. É tudo junto

e ligado, um faz parte do outro”,

destaca.

Para Emílio Júnior o cooperativismo

permite que o pequeno

produtor se torne grande.

“Confiamos na cooperativa,

pois ela trabalha para nós. É um

crescimento com foco no associado.

Eu aprendi o cooperativismo

aqui e eu acredito muito

nesse modelo de gestão. São 29

mil cooperados puxando para o

mesmo lado, trabalhando com o

Emílio Magne Guerreiro Júnior

mesmo objetivo, buscando produtividade

e desenvolvimento,

e a Coamo dá esse suporte para

nós. Ela nos representa. Quantas

safras eu teria que colher para

encher um navio? Juntando todos

nós, realizamos um comércio

direto e sem riscos.”

Os jovens associados são

o futuro da cooperativa e têm a

missão de continuar essa história.

“Temos um exemplo de gestão

e gerenciamento que não existe

no mundo. Se mantermos os nossos

princípios e os ensinamentos

que aprendemos, conseguiremos

crescer. Temos o respaldo

da nova diretoria executiva, com

profissionais treinados dentro da

cooperativa. Isso nos dá tranquilidade,

pois podemos fazer o que

sabemos de melhor que é plantar

e colher, e deixamos a diretoria

para fazer o que sabe de melhor,

que é negociar e administrar a

cooperativa”, avalia.

Novembro/2020 REVISTA 83


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Com mais tempo de casa

Duas vidas

e um só

destino

Djalma Cândido de Godoy ingressou na Coamo como aprendiz de escritório, em 1974

O

funcionário com mais

tempo de casa na Coamo

é Djalma Cândido de

Godoy. Ele é chefe do departamento

de Logística e Operações

de Alimentos, mas ingressou na

cooperativa como aprendiz de

escritório, em 1974, quando tinha

18 anos. “A Coamo não tinha

a vaga de auxiliar na época e me

deram essa oportunidade. A Coamo

estava começando, mas, mesmo

assim já percebia que o crescimento

seria muito rápido.”

Djalma acompanhou

toda a evolução da Coamo e

fez parte da construção dessa

história. “Todo ano era visível o

crescimento interno e externo,

com novos entrepostos e mais

cooperados, aumentando gradativamente

a sua credibilidade”,

recorda.

Segundo Djalma, os valores

da Coamo de 1974 e de 2020

se separam apenas pelo tempo.

“A Coamo sempre se baseou em

honestidade, trabalho, seriedade,

dinamismo e com foco para

atender os cooperados com qualidade.”

De acordo com o funcionário,

um dos pontos fortes

da Coamo foi sempre investir na

capacitação dos funcionários.

“O treinamento é um dos grandes

segredos da Coamo para ter

uma equipe funcional qualificada.

O foco foi investir na equipe

para que todos pudessem

sempre se aperfeiçoar na sua

atividade profissional dentro da

cooperativa.”

Para Djalma, ser funcionário

da Coamo é motivo de orgulho.

“Aqui iniciei minha vida

profissional, consegui crescer na

empresa acompanhando essa

evolução. Me sinto honrado e

emocionado de estar há 46 anos

na empresa, ser o funcionário mais

antigo e fazer parte dessa equipe,

sendo uma testemunha viva dessa

evolução da Coamo.”

O

casamento entre

os profissionais da

área de Tecnologia

da Informação Edilson e

Geni Suetomi completou 30

anos em maio de 2020, mas

a parceria com a Coamo vai

mais longe. Suas famílias

têm origem no Norte do Paraná

e eles se formaram na

mesma universidade (UEM)

mas em turmas diferentes.

Após a graduação voltaram

a se encontrar em uma cidade

do Centro-Oeste do

Paraná, e anos mais tarde estavam

laborando na mesma

cooperativa.

Como analista de

Sistemas, Geni foi admitida

na Coamo em janeiro de

1988 na então gerência de

Processamento de Dados,

atual gerência de Tecnologia

da Informação e a história

de Edilson com a cooperativa

começou um ano e meio

depois, em junho de 1989.

“Trabalhando na coopera-

Novembro/2020 REVISTA 85


86 REVISTA

Novembro/2020


tiva, começamos a namorar e nos casamos um

ano depois da minha admissão na Coamo. Não

imaginava que o nosso destino fosse selado juntos

na mesma empresa”, conta Edilson Suetomi.

Filha de sitiante, Geni não conhecia de

cooperativa, mas tinha vontade de um dia trabalhar

em uma. “Realizei meu sonho, estou feliz na

Coamo, uma cooperativa voltada para os cooperados,

que valoriza os funcionários e nos dá

segurança e tranquilidade para realizarmos um

bom trabalho.”

Edilson lembra que na década de 1980,

as cooperativas tinham a melhor estrutura de

processamento de dados e isso chamava a atenção

dos estudantes. “Nesses 50 anos de Coamo

houve muita evolução e na nossa área a velocidade

foi muito grande nas últimas décadas”,

lembra Geni, cujo primeiro trabalho foi desenvolver

um sistema de almoxarifado.

“O meu sentimento é de alegria por participar

desses anos todos na história da Coamo.

Antes era tudo manual e hoje é tudo informatizado,

mas o que não mudou ao longo dos anos

foi o comprometimento e profissionalismo dos

funcionários para desenvolver sistemas em prol

da melhoria do atendimento dos cooperados” diz

Edilson Suetomi.

Edilson e Geni Suetomi se conheceram na Coamo e estão casados há 30 anos

Neto de dois fundadores

Orgulhoso de fazer

parte desta história,

Ilivaldo Duarte de

Campos, assessor de Comunicação,

além de funcionário há

36 anos, é neto de dois fundadores.

“Eu tenho orgulho de

ser cooperativista e um orgulho

maior quando vejo os meu

s avôs paterno Romão Martins

e materno Paulo Teixeira Duarte,

entre os 79 fundadores da

Coamo. Quando eu olho para

Coamo tenho esta felicidade

de ver uma cooperativa que

ao longo de seus 50 anos,

ajudou a transformar a vida

de milhares de pessoas, da

comunidades e do ambiente

produtivo rural”, considera.

Ilivaldo tem a agricultura

e a cooperação marcadas

na sua memória e história. “Tenho

lembranças de quando

pequeno com meus avôs. Meu

vô Paulo tinha café na época,

e lembro quando ia na fazenda

e via aquele terreirão de

café, era uma alegria só. Meu

vô Romão é pioneiro no Município

de Luiziana, tinha uma

propriedade cheia de samambaia,

normal naquela época,

nos anos 1970. Eu tenho orgulho

de ser cooperativista e

uma emoção muito grande de

Novembro/2020 REVISTA 87


88 REVISTA

Novembro/2020


ter esse privilégio de ser neto de

dois fundadores da Coamo.”

Para o jornalista, a Coamo

é a melhor universidade em todos

os sentidos. “Com seus propósitos

e filosofia, ela tem a confiança

dos cooperados, funcionários e

da diretoria, que fizeram com que

surgisse esta grande cooperativa.

A Coamo faz um cooperativismo

completo e é exemplo, baseado

em valores, onde tudo é feito com

muita paixão e amor. É uma soma

de todos, do mesmo lado com

trabalho, dedicação e uma vontade

enorme de crescer. Isso faz a

Coamo ser uma empresa admirada,

de confiança e que nos enche

de orgulho.”

O assessor de Comunicação

parabeniza todos os envolvidos

nesta história. “A cada

dia venho trabalhar e me emociono

quando vejo o monumento

em homenagem aqueles que

sonharam, acreditaram e inicia-

Ilivaldo Duarte aponta os nomes dos avôs,

Paulo Teixeira Duarte e Romão Martins (fotos

ao lado), no Monumento dos Pioneiros

ram tudo isso. Evoluindo e transformando,

a Coamo é cada vez

mais forte e respeitada.”

Chegada no momento certo

Há quase 20 anos trabalhado na área Industrial,

dos quais 12 na Coamo, o paulista Antonio

Luis Maioli Clara, chefe do departamento de

Envase em Campo Mourão, conheceu a Coamo por

meio de um colega que já trabalhava na cooperativa.

“Estava no interior da Bahia em uma grande planta

de uma empresa renomada, soube da Coamo e, em

setembro de 2008, vim para conhecê-la. Gostei tanto

que nunca mais fui embora e se depender de mim e

da minha família nunca iremos”, afirma Maiolli.

A satisfação com os produtos da Coamo é

grande no mercado e o crescimento verificado nesses

anos da atividade industrial é expressivo. “Os

resultados foram bons, sempre com eficiência e produtividade,

e recentemente a cooperativa expandiu

a refinaria e envase com atividades na fábrica de

Dourados. A Coamo é uma jovem empresa, que nos

dá muito orgulho de nela trabalhar e colaborar para

produzir alimentos com qualidade

Novembro/2020 REVISTA 89


Oportunidade

A

Coamo conta com 401 jovens aprendizes em toda

a área de ação no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul. O Programa Jovem Aprendiz, proporciona

uma formação dentro dos conceitos de aprendizagem

profissional, com conteúdo teórico e prático que

promovem o desenvolvimento pessoal e profissional do

adolescente, possibilitando o ingresso no mercado formal

de trabalho, na condição de aprendiz. O programa é realizado

pela Coamo em parceria com instituições de ensino.

A cada ano centenas de Jovens Aprendizes, têm a

oportunidade de continuar a trajetória profissional dentro

da cooperativa. Muitos, atualmente já ocupam cargos de

chefia, como é o caso de Nivaldo Ildebrando Moreira. Ele

iniciou com 17 anos na Coamo e está há exatos 17, na cooperativa.

Hoje é chefe do departamento Administrativo de

Transportes. “Essa oportunidade deu um direcionamento

na minha vida. Na Coamo aprendemos de tudo, além das

atividades inerentes a função, aprendemos os valores coo-

Nivaldo Idelbrando Moreira e Sara da Silva Nascimento

perativistas, a valorizar as pessoas e, consequentemente, a

formamos um mundo melhor.”

Sara da Silva Nascimento, tem 16 anos e é jovem

aprendiz. Ela revela que se trata de uma experiência

única. “O contato direto com a teoria e a prática de

uma empresa, está contribuindo com o meu futuro. Minha

visão não é mais a mesma.”

Retenção de talentos e integração dos funcionários

Na década de 70 quando do surgimento da Coamo,

a cidade de Campo Mourão oferecia pouca estrutura

para as pessoas se encontrarem. Foi então que

um grupo de 30 funcionários se reuniram e fundaram a Associação

Recreativa dos Funcionários da Coamo (Arcam).

"Foi um período onde levamos nossas famílias

para se divertir e se integrar. E a Arcam como importante

benefício, foi decisiva para que pudéssemos contratar novos

profissionais e promover a retenção desses talentos na

cooperativa. Na associação também fazíamos reuniões aos

sábados para avaliar os resultados da semana e ao mesmo

tempo analisar a performance das chefias de departamentos

que serviam de base para a definição dos futuros gerentes

angulares”, conta o diretor Administrativo Financeiro

Antônio Sérgio Gabriel, que foi presidente da Associação

em 1981 e está há 45 anos na Coamo.

Segundo Antônio Sérgio, com o passar dos anos,

mais funcionários foram sendo contratados e aumentando

o grupo de associados que se encontravam na Arcam com

os mesmos ideais da Coamo e focados no esporte e na

integração das pessoas.

A participação dos funcionários na Arcam contribuiu

para consolidar a “Cultura Coamo”, que possui regras

de comportamento no relacionamento interno e externo

com os funcionários, cooperados e sociedade, e teve influência

no futuro da cooperativa.

Antonio Sergio Gabriel, diretor Administrativo e Financeiro da Coamo

Novembro/2020 REVISTA 91


50

Perguntas e respostas

sobre a Coamo

1Como era a realidade

agrícola na década de

1960 na região de Campo

Mourão?

A região contava com terras impróprias

para a exploração devido

à acidez do solo. Os agricultores

desconheciam a tecnologia

agrícola, tanto que só existiam

cinco tratores na época e apenas

algumas lavouras manuais de arroz,

milho e algodão.

2Qual era o ciclo na época

e como ficou conhecida a

região?

O ciclo da madeira estava chegando

ao fim e a região era conhecida

como terra dos "três Esses”,

com muito sapé, samambaia

e saúva, que fizeram a fama das

terras recém-desbravadas.

3

O Estado do Paraná era o

maior produtor brasileiro

de quais culturas?

A agricultura paranaense tinha

o café como grande carro-chefe

com produção de 1.004 toneladas.

Em 1968 o Paraná era o

maior produtor brasileiro de

café, algodão, feijão, milho e batata

inglesa. E o segundo maior

de trigo com 114 mil toneladas e

soja com 163 mil toneladas.

4Qual o percentual de indústrias

no Paraná na década

de 1960?

Era grande o esforço para implantação

de indústrias, mas cerca de

90% da renda gerada no Estado

era proveniente da agricultura.

5

Como foi o desbravamento

das terras pelos

agricultores?

As terras eram desbravadas a

foice, machado e fogo. Nas safras

seguintes entraram o arado

de tração animal e plantadeiras

manuais, os agricultores tiravam

tocos e troncos que resistiam ao

fogo. E logo após as primeiras safras

eles constataram que o solo

não respondia por causa da sua

alta acidez.

6

Quanto custava cada alqueire

de terras?

A agricultura parecia não ter futuro,

haja vista que o valor das terras

era de apenas Cr$ 100,0 por

alqueire. As terras apresentavam

alta acidez e não havia interesse

em adquiri-las pois não produziam.

7

Qual era um grande problema

para os agricultores?

Já se falava em mecanização

agrícola, expansão do trigo e da

soja e, também, da correção da

acidez do solo. Mas os produtores

de café, menta, arroz, milho e

algodão tinham um problema sério

fora da porteira: a comercialização.

Compradores “anoiteciam

mas não amanheciam” e os produtores

perdiam safras inteiras.

8

Como era feita a venda

da produção?

A comercialização dos produtos

agrícolas na época, era realizada

por 58,8% dos agricultores

na propriedade, 36,2% no co-

92 REVISTA

Novembro/2020


mércio de Campo Mourão e 5%

em outros centros comerciais. As

vendas eram feitas para intermediários

e o gargalo era a comercialização.

9

A solução então foi o surgimento

de cooperativa?

Haviam notícias de cooperativas

atuando no Rio Grande do Sul e

outras iniciando no Paraná. Em

Campo Mourão grupos de agricultores

fizeram cinco tentativas

para fundar uma cooperativa de

milho, três agropecuárias e uma

de latícinios, sem sucesso, pela

falta de conscientização junto aos

agricultores.

10 começou a mudar

Quando a situação

para os agricultores?

Com a chegada em maio de 1968

do engenheiro agrônomo recém-

-formado José Aroldo Gallassini,

que como funcionário da extinta

Acarpa (que antecedeu a Emater)

foi enviado a Campo Mourão

com a missão de levantar a realidade

rural da região.

11 da Acarpa faziam

Os extensionistas

pré-serviço?

Sim, era uma espécie de treinamento

intensivo preparatório ao

serviço de extensão rural. Eles conheciam

um pouco da realidade

sobre a agricultura paranaense.

Nesses treinamentos, Gallassini

teve noções mais concretas sobre

cooperativismo e em estágio

na cidade de Imbituva, foi a Irati

e conheceu uma cooperativa de

erva-mate.

E quanto aos pri-

12 meiros experimentos

agrícolas na região?

O engenheiro agrônomo José

Aroldo Gallassini realizou o levantamento

da realidade rural

em Campo Mourão e planejou

as atividades como extensionista.

Um dos trabalhos importantes

mais importantes foi a implantação

do experimento de trigo , do

Ipeas – Instituto de Pesquisa- do

Ministério da Agricultura.

O trigo teve grande

13 importância econômica?

Sim, nos anos 1960, era lavoura

de maior importância na economia

da região com a adesão de

muitos produtores e a agricultura

se desenvolvia com o apoio da

Acarpa.

Qual era a popula-

14 ção rural no Município

de Campo Mourão?

A expectativa era por uma nova

fronteira agrícola. Campo Mourão

mostrava sinais de crescimento

e contava com uma população

de 70 mil habitantes, dos quais

45 mil na área rural.

15 um problema para

A escolaridade era

os agricultores?

Os colonos tinham baixa escolaridade,

haja vista que apenas 2% tinham

o primário completo e 50%

eram analfabetos. E isso repercutia

negativamente também em

outros aspectos como conforto e

cuidados com a saúde – doenças,

água, banheiros e construção de

privadas. Apenas 20% dos agricultores

tinham privadas e outros

26% tinham chuveiros para banho.

Houve tentativas

16 fracassadas de criação

de cooperativas na região?

Várias, e uma delas após várias

reuniões, foi a criação de uma

cooperativa em dezembro de

1969 na localidade de Campina

do Amoral, distante pouco mais

de 30 km de Campo Mourão,

quando o agrônomo Gallassini

havia saído em férias.

Por quê a coopera-

17 tiva em Campina do

Amoral não era viável?

A ideia era formar uma cooperativa

regional e assim Gallassini teve

que convencer os produtores líderes

a desativar a cooperativa,

porque ela não era viável por ser

em um lugar pequeno que nem,

energia elétrica tinha. Mas eles

se renderam a sugestão de que

deveria ser em Campo Mourão e

não se pensava em uma cooperativa

para a cidade apenas, mas

para a região, com 15 municípios.

Como foi a consti-

18 tuição da cooperativa

Coamo?

Após trabalho intenso de cons-

Novembro/2020 REVISTA 93


94 REVISTA

Novembro/2020


cientização com reuniões e grupos

de trabalho, aconteceu a

esperada assembleia de constituição

no sábado, 28 de novembro

de 1970, na Associação

Atlética banco do Brasil (AABB),

reunindo 79 agricultores que

subscreveram Cr$ 37.540,00 de

capital, equivalente a 200 salários

mínimos (valor de R$ 119.479,03

atualizado em 2009).

Quem foi escolhido

19 primeiro presidente?

O primeiro presidente foi Fioravante

João Ferri, que era um madeireiro

com conhecimento de

uma cooperativa de madeiras no

Rio Grande do Sul. Foi escolhido

como presidente da Coamo devido

ao prestígio na comunidade e

intocável idoneidade. Ele aceitou

o desafio, com a condição de que

o engenheiro agrônomo José

Aroldo Gallassini fosse o seu gerente

geral, pela sua experiência

como extensionista funcionário

da Acarpa.

20 Coamo?

Como surgiu a sigla

Em 28 de novembro de 1970,

nasceu a Cooperativa Agropecuária

Mourãoense Ltda, cuja

sigla “Coamo” foi sugerida pelo

cooperado e posteriormente vice-presidente,

Gelindo Stefanuto.

21 para receber trigo?

A Coamo nasceu

A primeira sede da Coamo foi em

um escritório com 50 m2 e com

ela veio o crescimento da produção

de trigo na região, o que obrigou

a cooperativa a alugar armazéns

para receber a produção.

Naquela época ha-

22 viam sobras?

A Coamo foi fundada em 28 de

novembro de 1970 e já nos primeiros

anos haviam sobras do

exercício, o que se tornou uma

tradição ao longo dos 50 anos da

cooperativa.

Quantos associa-

23 dos tinha quando a

cooperativa começou a funcionar?

A Coamo funcionou inicialmente

no centro de Campo Mourão em

um pequeno escritório alugado,

com máquinas de escrever e calculadoras

emprestadas. Em setembro

de 1971 tinha 148 associados

e em armazéns alugados

recebeu 209 mil sacas de trigo. A

safra de trigo foi tão expressiva,

que provocou a contratação de

financiamento para o surgimento

do primeiro armazém próprio.

A partir de que ano

24 a Coamo teve atividades

em sede própria?

A Coamo começou a funcionar

efetivamente em abril de 1972,

quando mudou do escritório alugado

e provisório de 50 m², para

as instalações próprias numa

área construída de 130 m², com

salas para contabilidade, administração,

escritório geral e assistência

técnica.

25 primeiro armazém

Quando surgiu o

e entrepostos?

Em 1º de setembro de 1972 foi

inaugurado o primeiro armazém

da cooperativa para 80 mil sacas

com máquinas de secagem

e limpeza, financiado pelo BRDE

– Banco Regional de Desenvolvimento

do Extremo-Sul. A segunda

etapa entregue em maio do

ano seguinte foi de um armazém

graneleiro para 500 mil sacas e

um armazém de sementes para

60 mil sacas.

Quais foram os pri-

26 meiros entrepostos

além da Sede?

Foram os entrepostos de Engenheiro

Beltrão e Mamborê aprovados

em Assembleia Geral no

ano de 1974. E depois nesta mesma

década, já era uma potência

regional atuando também nas

regiões de Fênix, Boa Esperança,

Peabiru, Iretama, Roncador, Juranda

e Barbosa Ferraz, além da

expansão para as regiões de Pitanga

no Centro, e Mangueirnha

e Palmas no Sul do Paraná.

27

Qual fato mudou a

história da Coamo

na década de 1970?

Foi em dezembro de 1974 com o

falecimento do presidente Fioravante

João Ferri. Em seu lugar assumiu

o vice-presidente Gelindo

Stefanuto que administrou a cooperativa

até o término do mandato

na assembleia geral em 1975.

Novembro/2020 REVISTA 95


96 REVISTA

Novembro/2020


Quem foi eleito

28 presidente da Coamo

em 1975?

Em janeiro de 1975 por meio de

Assembléia Geral, os cooperados

elegeram o engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini presidente

da Coamo, que iniciava o

seu primeiro mandato a frente

da administração da Coamo. Foi

um reconhecimento pelo trabalho

que ele realizou como idealizador

desde as reuniões que

deram origem à cooperativa até

os quatro anos em que ele atuou

como gerente geral da Coamo.

Ao seu lado na gestão1978/1978

estiveram Getúlio Ferrari (Vice-

-presidente), Sérgio Luiz Panceri

(Secretário), e como membros

Efetivos Luiz Antonio Carolo, Gelindo

Stefanuto, Nelson Teodoro

de Oliveira, e membros Suplentes

Egildi Primo Mignoso, Gabriel

Cândido Borsato e Dante Salvadori.

Como conselheiros Fiscais

Luiz Massaretto, Antonio Maluff

e Zair Jorger Assad (Efetivos), e

Nivando Antonio Simionato, Ivo

Brunetta e Silvino Scarabelot (Suplentes).

Qual era o perfil do

29 presidente Gallassini,

eleito em 1975?

O engenheiro agrônomo José

Aroldo Gallassini plantou em

Campo Mourão a semente do

cooperativismo, exemplo para

todo o país. Desde jovem ele

sempre foi um entusiasta pelo

movimento e como idealizador,

acreditou que estava no cooperativismo

a solução para os problemas

e o desenvolvimento da agricultura,

com a organização, união

e participação dos cooperados.

30 qual era o papel da

Para Gallassini

cooperativa?

Para ele, a cooperativa era e é um

importante agente de desenvolvimento

por meio de compromisso

com os cooperados, que oferece

benefícios como assistência

técnica para difusão da pesquisa

e tecnologia, visando o aumento

da produtividade, diversificação

e renda da propriedade, além de

promover a melhoria da qualidade

de vida e do meio ambiente

produtivo.

31

Em

1975 quais foram

importantes

investimentos?

No ano de 1975, a Coamo instalou

sua Fazenda Experimental,

loja de peças e implantou o seu

moinho de trigo – primeira indústria

na história da Coamo. A partir

dos anos 1980 o setor agroindustrial

teve grande impulso com o

surgimento de outras indústrias,

como de óleo de soja e fiação de

algodão.

Era possível nos

32 primeiros anos prever

o crescimento da cooperativa?

Sim, porque foi um período marcado

pela consolidação da ‘Cultura

Coamo’, com a definição das

regras de comportamento no relacionamento

interno e externo

com os funcionários, cooperados

e a sociedade. Os primeiros cinco

anos foram encerrados com mais

de dois mil associados e vários

entrepostos.

A integração e a co-

33 municação com os

cooperados foram estratégicas

desde o início?

Sim, em novembro de 1974 surgiu

a versão impressa do “Informativo

Coamo” que antecedeu

ao “Jornal Coamo” e a “Revista

Coamo”. E partir de 1977, a Coamo

inovou com o programa de

rádio “Informativo Coamo” para

levar informações da cooperativa

de forma mais rápida aos cooperados.

Foi na década de

341980 que a cooperativa

expandiu sua atuação

para Santa Catarina?

Mais precisamente em 10 de

agosto de 1984 é data em que a

Coamo “fincou os pés” em Santa

Catarina, com a incorporação da

Cooperal - Cooperativa de Abelardo

Luz, comemorada pelos

agricultores pela aprovação nas

duas assembleias. Após 60 dias,

os catarinenses já contavam com

uma loja de peças da cooperativa

para ampliar o leque dos benefícios.

Com planejamen-

35 to, quando se deu

a expansão da estrutura na Administração

Central?

Com visão para crescimento planejado

com a necessidade de dar

Novembro/2020 REVISTA 97


98 REVISTA

Novembro/2020


suporte as atividades das unidades,

foi em 1984, então com 14

anos de existência, que a cooperativa

inaugurou a primeira etapa da

conclusão do prédio da Administração

Central com três pavimentos.

Uma estrutura moderna que

facilitaria o desenvolvimento das

suas operações em diversas áreas.

A segunda etapa foi encerrada no

final da década de 1990 resultando

na organização atual que recebe

os trabalhos das cooperativas

Coamo e Credicoamo, além da Via

Sollus Corretora de Seguros.

O início da década

36 de 1990 foi promissor?

Sem dúvida, logo em 1990 a cooperativa

adquiriu a Indústria de

Óleo de Soja e um Terminal Portuário

em Paranaguá, o que colaborou

significativamente para

o escoamento e a exportação da

produção dos cooperados para o

mercado internacional.

37 a Copa Coamo de

Quando começou

Cooperados Futebol Suíço?

Em 1993 foi realizada a primeira

edição da Copa Coamo de Cooperados-Futebol

Suíço - o maior

evento esportivo rural do Paíscom

a participação de mais de 7

mil atletas e dirigentes, integrando

500 equipes de toda a área de

ação da cooperativa. O esporte e

lazer promoveram maior integração

entre a família Coamo e a

cooperativa.

A presença da Coa-

38 mo na região Oeste

foi iniciada em que ano?

Em dezembro de 1994 e as primeiras

reuniões foram em janeiro

de 1995. O início das atividades

na região Oeste do Paraná para

atender os produtores de Toledo,

Dez de Maio, Vila Nova, Nova

Santa Rosa, Bragantina, Tupãssi,

Ouro Verde do Oeste e São Pedro

do Iguaçu.

Difusão de tecnolo-

39 gias e boas práticas

sempre estiveram no foco da

assistência técnica?

Sim, por exemplo, em 1998 a

Coamo lançou o Projeto de Fertilidade

do Solo e Nutrição de

Plantas, para aumentar a produtividade

e a renda dos cooperados.

E nesse mesmo ano o Trado

Coamo para coleta de amostras

do solo, fez sucesso no Congresso

Brasileiro de Soja.

Como é a preocu-

40 pação e planejamento

com os futuros cooperados?

É muito grande, tanto que em

1998 a Coamo iniciou um programa

na educação cooperativista

brasileira com o Programa

Coamo de Formação de Jovens

deres Cooperativistas, que já

tem 24 turmas e foi premiado

em nível nacional. O programa

vem despertando e promovendo

a melhoria na visão geral do

gerenciamento e empreendedorismo

da atividade agropecuária.

41

Desde

quando a

cooperativa está

atuando no Mato Grosso do

Sul?

Desde o ano de 2004, inicialmente

em Amambai e no ano seguinte

em Caarapó, Laguna Carapã e

Aral Moreira. Posteriormente vieram

os entrepostos de Maracaju,

Dourados e Sidrolândia.

No aspecto am-

42 biental houve reconhecimento

do trabalho da

Coamo ao longo desses anos?

Sim, a sociedade reconhece o trabalho

da Coamo. Exemplo disso

foi em 2005 o recebimento dos

prêmios da Andef – Associação

Nacional de Defesa Vegetal, nas

categorias “Empresa” e “profissional”.

A cooperativa foi premiada

por realizar ações estratégicas

na educação e treinamento sobre

o uso correto e seguro de produtos

fitossanitários.

A gestão dos coo-

43 perados foi incentivada

por meio de difusão tecnológica

e programas?

Sim, tanto que em 20 de junho

de 2006 a cooperativa lançou por

exemplo o Programa de Aperfeiçoamento

em Gerenciamento Rural,

conhecido como “Na Ponta do

Lápis”, que mudou a vida de um

grande número de cooperados.

Novembro/2020 REVISTA 99


100 REVISTA

Novembro/2020

www.alimentoscoamo.com.br


44

Como foi a participação

na difusão

do Plantio Direto?

Muito grande, haja vista que

Campo Mourão foi a segunda

cidade do Brasil a implantar esta

tecnologia, que além de conservar

e proteger o ambiente produtivo,

com o uso da rotação de

culturas melhora a estrutura e

aumenta a matéria orgânica no

solo. Sistema está presente na

região há 47 anos, sempre com

apoio da assistência técnica da

Coamo.

A inovação faz par-

45 te da atuação da

Coamo no apoio aos cooperados?

Sem dúvida, o Cooperado On-

-Line é um exemplo de inovação,

sendo uma ferramenta

que oferece serviços para que

os cooperados façam operações

e obtenham informações

de onde estiverem por meio

do computador pessoal, smartphone

ou tablet.

46

Quando entrou em

operação o novo

moinho de trigo?

O início das operações do novo

Moinho de Trigo da Coamo aconteceu

em 2015 e superou todas

as previsões iniciais atingindo em

poucos meses a capacidade máxima

de produção.

47

O fim de 2006 foi

um marco da industrialização

da cooperativa?

Sim, pois em dezembro desse

ano a Coamo lançou a pedra fundamental

de suas unidades de

processamento de soja e refinaria

de óleo de soja em Dourados

(MS), cuja entrada em operação

se deu em novembro de 2019.

48

Qual é o objetivo

das diretrizes corporativas

da Coamo?

Em 2016, cumprindo com seus

objetivos de disponibilizar benefícios

para o desenvolvimento

dos seus cooperados, a Coamo

apresentou oficialmente suas Diretrizes

Corporativas, presente

em todas as unidades da cooperativa

para conhecimento de cooperados,

funcionários, clientes,

parceiros, fornecedores e comunidades,

com “Missão”, “Visão” e

os “Valores” da Coamo.

Quando foi con-

49 cluído o processo

de instalação de Governança

na Coamo?

Em fevereiro de 2020, quando

o engenheiro agrônomo

e idealizador da cooperativa,

José Aroldo Gallassini foi eleito

presidente do Conselho de Administração

2020/2024 e na assembleia

geral foi apresentada

a Diretoria Executiva, que tem

como presidente Airton Galinari

e o apoio direto de cinco diretorias

para execução do plano de

atividades da cooperativa.

50

O que significa a

marca e o slogan

Coamo 50 anos?

A marca do jubileu de ouro é resultado

de ideias e representa o

conceito ´Aliança´, sendo exploradas

as ideias de união e eternidade.

O símbolo do infinito e

o formato circular de anéis foram

usados como base para a construção

do número 50 e o desenho

também procurou transmitir a solidez

e confiança desses 50 anos,

através do peso dos elementos,

e o logotipo reforça o espírito de

constante evolução e crescimento

da cooperativa. O slogan é “A

vida é a gente que transforma”.

Ele está alinhado com o que acreditamos

e os novos tempos em

que vivemos, e traduz bem o propósito

da Coamo e os desafios

de ir mais além, crescer e prosperar.

O logo "Coamo 50 anos" é

resulta do do trabalho do Comitê

Coamo 50 anos integrado por

funcionários da cooperativa.

Fonte: Edições do Jornal e Revista Coamo

Novembro/2020 REVISTA 101


SAIBA MAIS SOBRE

OS 50 ANOS DA COAMO!

Acesse: http://www.coamo.com.br/coamo50anos/

ou

aponte o celular com o leitor de QR Code na imagem ao lado.

102 REVISTA

Novembro/2020


É olhando para

o futuro que,

há 50 anos,

transformamos

o presente em

sucesso.

Mais do que comemorar, esta é uma data para agradecer.

À dedicação e ao trabalho sério de cada cooperado e

funcionário. Aos parceiros que sempre estiveram ao

nosso lado. A cada cliente que escolhe o produto Coamo.

Nessas cinco décadas de transformação constante, as

únicas coisas que sempre foram as mesmas são a nossa

gratidão e admiração por vocês.

A vida é a gente que transforma.

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