*Maio:2021 Referência Celulose & Papel 50

jotacomunicacao

Sempre em frente: Modernizações que beneficiam a indústria

Inovação

Técnicas ajudam a

preservar solo

Na rota certa

Crescem exportações via

Porto de Paranaguá

Sustainable Renewal

Surface aerators transform efficiency

into savings and sustainability

Renovação sustentável

Aeradores superficiais transformam eficiência

em economia e sustentabilidade


PMH 20/36/45

MANIPULADOR DE MATERIAIS

Sobre rodas ou estacionárias

OPÇÃO RÁDIO

CONTROLADO

SKIDDER

TRATOR FLORESTAL

Silvicultura/Colheita

OPÇÃO RÁDIO

CONTROLADO

PÓRTICO 20/35/45

MANIPULADOR DE CARGA

Sobre pórtico

OPÇÃO RÁDIO

CONTROLADO

AUTO

CARREGÁVEL

Capacidade para 12 a 18 ton

Carregamento de madeiras/toras


Maio

2021

Segurança:

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zela pela segurança do operador, tirando-o da máquina e

controlando dentro de um escritório, van, shelter e até

mesmo de casa em home office.

Tecnologia embarcada:

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possibilidade de retransmissão de sinal;

• Equipado com câmeras e sensores de segurança;

Econômia:

• Redução em até 83% de custo com mobilização;

Produtividade:

• Maior tempo de trabalho sem voltar à base;

• Troca de operador sem precisar desligar a máquina;

Benefícios:

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S U M Á R I O

44 Economia

Crescimento impulsionado

Driven growth

22 Principal

Renovação tecnológica resulta em

economia

Technological renewal that

leads to savings

50 Case

Rumo ao topo

On route to the top

04 Sumário

06 Editorial

08 Cartas

10 Novidades

28 Avanços e tecnologia

Celulose a serviço da moda

Cellulose at the service of fashion

32 Artigo

Programa de fomento florestal

Forest development program

40 Sustentabilidade

Ciência e sustentabilidade

Science and sustainability

54 Inovação

Conservação

Conservation

58 Entrevista

Marcelo Schmid

64 Calendário

04


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E D I T O R I A L

REFERÊNCIA

Celulose & Papel

REFERÊNCIA Celulose & Papel

Inovação e sustentabilidade

Olhar para o futuro é chave para a indústria ter

o panorama indicado sobre os próximos passos a

serem dados, garantindo produtividade e avanço

sustentável. Este caminho de mudança é o que o

Leitor irá encontrar nesta edição. Entrevistamos

Marcelo Schmid, sócio-diretor do Grupo Index,

que apresenta a importância da indústria da

celulose na retomada econômica brasileira. Além

disso, produzimos uma reportagem especial sobre

a utilização da celulose na indústria da moda, na

despoluição da água, além do aumento da exportação

através do Porto de Paranaguá (PR) e o aperfeiçoamento

do sistema de aeradores superficiais,

que geram economia de energia e podem mudar

a visão da indústria sobre este tipo de tratamento

para efluentes. Tenha uma ótima leitura!

Innovation and sustainability

Looking to the future is key for the industry to have

an accurate picture on the next steps to be taken,

ensuring increased productivity and sustainability. This

path of change is what you will find in this edition, and

for this we interviewed Marcelo Schmid, Managing

Partner of the Grupo Index, who presents the importance

of the pulp industry in the Brazilian economic

recovery. In addition, you can read about the role of

cellulose in the fashion industry, the depollution of

water, the increase of its exports through the port of

Paranaguá, and the improvement of the system of

surface aerators. This latter can generate energy savings

and can change the industry’s view on this type of

treatment for effluents. Pleasant reading!

EXPEDIENTE

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio Alexandre Machado (fabiomachado@revistareferencia.com.br) • Diretor Executivo / Executive Director:

Pedro Bartoski Jr (bartoski@revistareferencia.com.br) • Redação / Writing: Murilo Basso - (jornalismo@revistareferencia.com.br) • Dep. de Criação /

Graphic Design: Fabiana Tokarski - Supervisão, Crislaine Briatori Ferreira, Gabriel Faria (criacao@revistareferencia.com.br) • Tradução / Translation:

John Wood Moore • Dep. Comercial / Sales Departament: Gerson Penkal, Jéssika Ferreira e Tainá Carolina Brandão (comercial@revistareferencia.

com.br) • Fone: +55 (41) 3333-1023 • Representante Comercial: Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop • Depto. de Assinaturas /

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A Revista REFERÊNCIA CELULOSE & PAPEL é uma publicação da JOTA EDITORA

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Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

06

Veículo filiado a:

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e independente, dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços

em celulose e papel, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou

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nos seus mais de anos de mercado, resultou no registro de patentes nas

mais de dos maiores grupos de celulose e papel do mundo.

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alidade esperada

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Ano XIV - n. 49 - 2021

9 772359 467032 0 0 0 4 9

Força do sul: presidente da APRE avalia o mercado paranaense

Opção sustentável

Crescimento expressivo

Produto pode substituir

Produção de celulose

o plástico

em expansão

Pioneira em produtos biotecnológicos

Empresa 100% nacional expõe os benefícios

da bioestimulação e outras tecnologias

para o tratamento de efluentes

Pioneer in biotechnological products

A 100% Brazilian owned company reveals the

benefits of biostimulation and other technologies

for industrial effluent treatment

Capa da Edição 49 da

Revista CELULOSE & PAPEL

Imagem: reprodução Imagem: reprodução

PERSPECTIVA

Por João Voigt – Curitiba (PR)

Ótima entrevista com Álvaro L. Scheffer Junior, presidente da APRE (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal). Fomentar o crescimento do setor

só é possível através de entidades fortes e consolidadas!

MOTOR DO PAÍS

Por Thiago Raphael – Ourinhos (SP)

Mesmo com a pandemia, a produção nacional de celulose registra

crescimento expressivo e tem seus feitos sempre brilhantemente retratados

na REVISTA CELULOSE & PAPEL! Parabéns a toda a equipe!

INOVAÇÃO

Por Carla Scorza – Santos (SP)

Parabéns aos pesquisadores da UNESP (Universidade Estadual Paulista) que

desenvolveram um filme que poderá substituir o plástico nas embalagens

alimentícias! Iniciativas como estas precisam ser incentivadas!

CANAL DE SAÍDA

Por Leonardo Bernardi – Paranaguá (PR)

Excelente notícia o crescimento do papel do Porto de Paranaguá como

uma das principais rotas de exportação da celulose brasileira. É um

orgulho para o Estado!

Imagem: reprodução Imagem: reprodução

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é fundamental para a Revista REFERÊNCIA CELULOSE & PAPEL.

revistareferencia@revistareferencia.com.br

08


N O V I D A D E S

Leilão

Na segunda semana de abril, foi realizado

o leilão que concedeu à iniciativa

privada o direito de exploração de um

dos terminais existentes no Porto de

Pelotas (RS). A empresa CMPC Celulose

arrematou o espaço de 23,5 mil m²

(metros quadrados), que utilizará pelos

próximos 10 anos. O leilão vai garantir

a operacionalidade das cargas já consolidadas

no cais pelotense, gerando

emprego e renda, além de proporcionar

integração modal no sistema hidroportuário

gaúcho. A área é constituída

pelos terrenos nos quais serão implantados

os equipamentos e edificações

necessárias para a movimentação e armazenagem de carga geral. Os arrendamentos visam atender ao modelo

portuário nacional, nos moldes impostos pelo novo Marco Regulatório dos Portos (Lei Federal 12.815/2013), e

representa um dos marcos da modernização do setor no Rio Grande do Sul. O investimento em equipamentos

e infraestrutura chega a R$ 16 milhões e uma arrecadação na casa dos R$ 14 milhões. Isso também se refletirá

nas oportunidades de trabalho, pois serão disponibilizados 40 empregos diretos e mais de 200 indiretos, que

estarão envolvidos na operacionalização do terminal.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Design sustentável

As designers alemãs Johanna Hehemeyer-Cürten e Lobke Beckfeld

produziram uma alternativa sustentável às sacolas plásticas e aos

sacos de papel descartáveis: uma sacola reutilizável e biodegradável

- isto é, que pode se decompor no solo ou na água - que as estilistas

batizaram de Sonne155. A peça é composta, especificamente,

por duas matérias-primas: pectina, fibra solúvel contida na parede

celular de plantas terrestres, e resíduos celulósicos da indústria têxtil.

As designers projetaram a Sonnet155 para ser uma alternativa mais

sustentável e esteticamente agradável às sacolas descartáveis. “A

Sonnet155 é um upgrade para o saco de papel comum. Possui uma

vasta gama de cores e é inspirada no fim do verão, na sensação do

sol na pele, em águas alegres e no vento suave. Cada bolsa é uma

peça única, com texturas sutilmente variadas e cores pastel vivas,

que derivam de pigmentos naturais”, afirmam as criadoras.

10


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N O V I D A D E S

Biomassa de

eucalipto

Nova fábrica

Uma das principais produtoras de celulose no país,

a Eldorado Brasil iniciou, em abril, a operação de

sua primeira usina termoelétrica movida a biomassa

de eucalipto. O empreendimento é inédito no setor

industrial nacional e usa tocos e raízes dos eucaliptos

colhidos para a fabricação de celulose como matéria-

-prima. A energia gerada é suficiente para abastecer

um município com 700 mil pessoas. Foram investidos

R$ 400 milhões na usina, que recebeu o nome

de Onça Pintada e funciona dentro do complexo da

Eldorado em Três Lagoas (MS). A capacidade de geração

é de 432 mil MW (Megawatts) anuais. “A Eldorado

Brasil passa a ter um ciclo de 100% de aproveitamento

do eucalipto, que ela mesma planta, e reitera

seu papel de excelência na economia verde”, disse à

revista Forbes o diretor industrial da Eldorado Brasil,

Carlos Monteiro.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social) anunciou no início

de abril que aprovou um crédito de R$ 697

milhões para a Duratex construir uma fábrica

de celulose solúvel. A planta será instalada em

Minas Gerais, terá capacidade de produção

de 500 mil t (toneladas) por ano e o início da

operação está previsto para 2022. O projeto

é concentrado na LD Celulose, joint venture

criada em 2019 pela Duratex com a austríaca

Lenzing. A Duratex tem 49% do capital da

LD e vai participar do projeto com aporte de

ativos florestais e financeiros. O investimento

total estimado é de, aproximadamente, R$

5,2 bilhões. Fundada em 1961, a Duratex é

uma empresa brasileira de capital aberto, com

ações negociadas na Bolsa de Valores de São

Paulo. A companhia é uma das maiores produtoras

de painéis de madeira, louças e metais

sanitários do Hemisfério Sul. “Com o projeto,

a Duratex diversifica seus negócios e aumenta

o retorno de seus ativos florestais”, pontuou o

BNDES sobre a operação.

12


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N O V I D A D E S

Extração legal

Texto em tramitação na Câmara dos

Deputados, o Projeto de Lei 195/21 permite

a agricultores familiares a extração de reserva

legal da sua propriedade, para consumo

legal, de até 40 m³ (metros cúbicos) de

madeira por ano, sem a necessidade de

autorização por parte de órgãos ambientais.

A autoria da proposta é do deputado Lucio

Mosquini (MDB-RO) e altera o Código Florestal

(Lei número 5.869/1973), que limita a

exploração de madeira nas pequenas propriedades

familiares a 15 m³ anuais para uso

no próprio imóvel, desde que não comprometa

mais de 15% da biomassa da reserva legal, percentual mantido pelo projeto de lei. No entendimento do

deputado, o limite de 15 m³ é insuficiente para atender às necessidades dos agricultores familiares, na medida

em que a madeira é um item essencial à propriedade rural. O texto também permite que a lenha ou madeira

extraídas da propriedade do agricultor familiar sejam usadas em imóvel de parente em primeiro grau sem necessidade

de autorização do órgão ambiental, inclusive para o transporte.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Recorde

Em março de 2021, em termos de volume, a expedição

de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado

alcançou 351,1 mil t (toneladas), número 9,6% maior

do registrado no mesmo período do ano passado. Trata-

-se do maior volume expedido para os meses de março,

bem como a nona vez consecutiva em que o crescimento

interanual do volume expedido é recorde. Os dados foram

divulgados pela Empapel (Associação Brasileira de Embalagens

em Papel). Com os números da prévia, o volume de

expedição por dia útil foi de 13 mil toneladas em março,

aumento de 5,6% na comparação anual. É o maior volume

por dia útil da série histórica para os meses de março. A

Empapel também apurou, no primeiro trimestre de 2021,

um volume de expedição de papelão ondulado 9,2% superior

ao do primeiro trimestre de 2020. Ainda, o volume

expedido de papelão ondulado no primeiro trimestre de

2021 superou em 2,7% os dados do trimestre imediatamente

anterior, com ajuste sazonal, na prévia de março.

14


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N O V I D A D E S

Resultado

positivo

Investimentos

Foto: divulgação

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam

que a produção industrial brasileira começou

2021 com o pé direito. O setor cresceu 0,4%

na passagem de dezembro para janeiro, além

de 0,8% na média móvel trimestral e 2% na

comparação com janeiro de 2020. Na passagem

de dezembro para janeiro, 11 das 26 atividades

pesquisadas tiveram alta, com destaque para os

alimentos, que cresceram 3,1%. Outros segmentos

que registraram importantes taxas de

crescimento foram indústrias extrativas (1,5%),

produtos diversos (14,9%), celulose, papel e

produtos de papel (4,4%), veículos automotores,

reboques e carrocerias (1,0%) e móveis (3,6%).

Das quatro grandes categorias econômicas, duas

tiveram alta na passagem de dezembro para

janeiro: bens de capital, isto é, as máquinas e

equipamentos usados no setor produtivo (4,5%)

e os bens de consumo semi e não duráveis (2%).

Os bens intermediários - insumos industrializados

usados no setor produtivo -, por sua vez,

recuaram 1,3%, já os bens de consumo duráveis

caíram 0,7%.

Maior corretora do Brasil, a XP está se preparando

para levantar até R$ 2 bilhões em seu primeiro

fundo de investimento em florestas de produção

de madeiras. O objetivo é atender à demanda

crescente por investimentos alternativos enquanto

as taxas de juros estão baixas no Brasil. “Há tantas

oportunidades de investimento em uma nação do

tamanho do Brasil. E o retorno desses fundos não

tem correlação com outros mercados, por isso eles

são uma verdadeira alternativa de diversificação

para investidores locais e estrangeiros”, afirmou em

entrevista Cleidson Rangel, especialista em recursos

naturais, contratado pela gestora de fundos da XP.

O fundo de florestas de produção de madeiras da

XP planeja começar a levantar dinheiro nos meses

de maio ou junho. A princípio, os investidores

potenciais vão incluir fundos de pensão, fundos

soberanos, seguradoras, family offices e áreas de

private banking.

Foto: CELULOSE&PAPEL

16


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N O V I D A D E S

Futuro e

sustentabilidade

Em entrevista concedida ao podcast ESG de A

a Z, da revista Exame, no início de abril, o CEO da

Klabin, Cristiano Teixeira, afirmou que quando o

assunto é sustentabilidade, a realidade vai acabar

se impondo e os governos vão precisar legislar e

regular a questão, que já é uma preocupação das

empresas. Na conversa, Teixeira também falou

sobre os efeitos da pandemia na Klabin. Como o

consumo se voltou muito ao setor de alimentos,

especialmente, e outras necessidades básicas, a

companhia foi favorecida por algumas condições.

“Da nossa receita, 70% é alimento e somos fortes

em higiene e limpeza”, comentou. Sobre os pontos

que precisam melhorar no país, o CEO destacou

a educação, ferramenta mais transformadora de uma sociedade. Na visão do empresário, contudo, ela não

tem avançado no Brasil, o que acaba refletindo na produtividade e no consumo.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Boa ação

Por conta da doação de respiradores

realizada pela Klabin ao Paraná em

março, o governo estadual conseguiu

abrir mais cinco novos leitos de UTI

(Unidade de Terapia Intensiva) para

atender à 21ª Regional de Saúde do

Estado de Paraná, que compreende

os municípios de Curiúva, Imbaú,

Ortigueira, Reserva, Telêmaco Borba,

Tibagi e Ventania. Para que o funcionamento

dos novos leitos fosse possível,

a Klabin comprou monitores externos

que serão utilizados com os respiradores

e os medicamentos que são essenciais para o tratamento dos pacientes nas UTIs. “Estamos enfrentando o

momento mais difícil da pandemia e como empresa cidadã a Klabin continua mobilizando diferentes recursos e

experiências para ajudar a sociedade a combater o coronavírus”, declarou Arthur Canhisares, diretor industrial

da papeleira. A empresa também vai contribuir com o direcionamento de mais sete profissionais da área da

saúde, dois enfermeiros e cinco técnicos de enfermagem, para o pleno funcionamento das novas UTIs.

18


N O V I D A D E S

Resultado

bilionário

Inauguração

Foto: divulgação

2020 foi um ano de faturamento expressivo

para a Eldorado Brasil, que tem fábrica em Três

Lagoas (MS). Balanço apresentado pela empresa

ao mercado no fim de março demonstrou que

a companhia encerrou o ano com receita líquida

acumulada de R$ 4,4 bilhões, número 4%

maior que o desempenho do ano anterior. 48%

da produção foi exportada para a Ásia. Somente

no quarto trimestre o lucro líquido foi de R$ 641

milhões. Outro destaque de 2020 foi a expansão

dos investimentos da companhia, em razão

da nova termoelétrica e da obtenção de licença

para operar em um novo terminal no Porto de

Santos. Apenas no último trimestre foram totalizados

investimentos de R$ 475 milhões, 156%

superior ao terceiro trimestre. No acumulado do

ano, o volume de vendas chegou a 1,799 milhão

de toneladas. O segmento de papéis tissue, para

conforto e higiene pessoal, foi a principal aplicação

para a celulose da Eldorado em 2020 com

59% de participação das vendas.

No fim de março, a Suzano inaugurou uma

nova fábrica, localizada em Cachoeiro de Itapemirim

(ES). A unidade demandou investimentos de

R$ 130 milhões e tem capacidade para produzir

30 mil toneladas anuais de papéis higiênicos, o que

equivale a 15 mil fardos por dia - ou 1 milhão de

rolos por dia. A fábrica ficará responsável pela conversão

do papel tissue que é produzido na Unidade

Mucuri (BA) em papéis higiênicos de folhas duplas

e tripla das marcas Mimmo e Max Pure. Esses

produtos atenderão principalmente à demanda dos

mercados da região sudeste a partir de um aumento

de 30% na capacidade de produtos acabados da

Suzano. Além da Unidade Cachoeiro de Itapemirim,

a 11ª fábrica da Suzano, a companhia possui

quatro unidades de bens de consumo que atendem

principalmente os mercados das regiões norte e

nordeste. Elas estão instaladas em Mucuri, Imperatriz

(MA), Belém (PA) e Maracanaú (CE). A construção

da fábrica, iniciada no ano passado, gerou

300 empregos diretos. A unidade contará com 170

colaboradores, dos quais aproximadamente 60% de

pessoas da própria região do sul do Espírito Santo.

Outra característica da nova fábrica é a adoção

de equipamentos de última geração, com elevado

grau de automação e integrando informações dos

equipamentos e do processo.

Foto: divulgação

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

20


ALFAMEC

Soluções Ambientais

ALFAMEC

Soluções Ambientais


22

P R I N C I P A L


RENOVAÇÃO

TECNOLÓGICA

RESULTA EM ECONOMIA

SISTEMA DE AERADORES PARA TRATAMENTO

DE EFLUENTES GERA ECONOMIA, DUPLICA A

EFICIÊNCIA E PRESERVA O MEIO AMBIENTE

Fotos: divulgação

Otratamento de efluentes é uma das

soluções tecnológicas mais importantes

para a indústria de papel e

celulose. A inovação traz consigo

maior eficiência nos processos e

principalmente a economia de recursos,

sejam materiais ou financeiros. Partindo deste

princípio a Alfamec Soluções Ambientais, empresa

especializada em saneamento e serviços, aperfeiçoou

os sistemas de tratamento de efluentes com uma linha

de aeradores superficiais, que apresentam resultados

extraordinários.

Os aeradores superficiais foram tratados por muito

tempo como produtos ineficazes, pelo alto consumo

de energia e pouca efetividade em sua função, além

da liberação de aerossóis que contaminam a área que

circunda a estação de tratamento, levando riscos aos

profissionais envolvidos com o trabalho. A dissipação

de aerossóis no meio ambiente poderá chamar a

atenção das autoridades de saúde pública e os danos

causados poderão levar à proibição da utilização destes

tipos de aeradores.

Ao analisar todo este quadro, foi constatada a necessidade

de um produto, que suprisse todas as necessidades

deste mercado, mas seguindo uma série

de exigências, que começavam com economia e efetividade,

aliados à preservação da natureza.

Technological

renewal that

leads to savings

AN EFFLUENT TREATMENT AERATOR

SYSTEM THAT GENERATES SAVINGS,

DOUBLES THE EFFICIENCY, AND

PRESERVES THE ENVIRONMENT

W

astewater treatment is one of the essential

technological solutions for the pulp

and paper industry. Innovation can lead

to greater efficiency in processes and, especially,

in saving resources, whether material or financial.

Based on this principle, Alfamec Soluções Ambientais, a

company founded in 2005 and specialized in sanitation

and services, has improved effluent treatment systems

with a line of surface aerators that present incredible

results.

Surface aerators have long been treated as ineffective

products due to high energy consumption and little effec-

23


P R I N C I P A L

A forte atuação da Alfamec em pesquisas referentes

a esse projeto vem desde o ano de 2016, quando

foi apresentada a melhoria de rendimentos no que

tange eficiência energética e defesa da tecnologia de

aeração para mudar o paradigma de ineficácia, alto

custo e danos ao ambiente. Este foco em pesquisas

veio da percepção de transição energética de toda

a indústria, que precisava de algo que melhorasse o

aproveitamento dos recursos, uma vez que, segundo

a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e o MME

(Ministério de Minas e Energia), o consumo de água

pode chegar até a 23,8% das custas industriais, dependendo

do setor de atuação.

Eduardo Cabezas, CEO da Alfamec, destaca a

dedicação e investimentos da empresa no campo de

pesquisa e inovação, a incessante busca por melhorias

contínuas e a importância dada ao mercado de

saneamento não apenas para as indústrias, mas também

para a sociedade. “Empresas de papel e celulose

com equipamentos mais eficientes e menos onerosos

em energia, se tornam mais rentáveis e competitivas.

Portanto, o Aerador Alfa Turbo contribuirá muito com

estas companhias”, ressalta Eduardo.

Para o setor de celulose e papel as maiores preocupações

são as altas concentrações de cargas poluidoras

como DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)

e DQO (Demanda Química de Oxigênio). Para

tiveness in their function. Also, the release of aerosols can

contaminate the area surrounding the treatment station

and lead to risks to workers. The dissipation of aerosols

into the environment may attract the attention of public

health authorities, and the damage caused may lead to a

ban on the use of these types of aerators.

In analyzing this whole picture, it was found that there

was a need for a product that would meet all the needs

of this market, but following a series of requirements

that begin with economy and effectiveness and serves to

preserve nature.

Alfamec’s main activities in research on this project

began in 2016, with the following goal: improved yields

regarding energy efficiency and defense of aerating technology

to change the paradigm of ineffectiveness, high

cost, and damage to the environment. This focus on research

came from the perception of the energy transition of

the entire industry, which needed something that would

improve the use of resources. According to the Energy

Research Company (EPE) and the Ministry of Mines and

Energy (MME), water consumption can reach up to 23.8%

of industrial costs, depending on the sector of operation.

Eduardo Cabezas, Chief Executive of Alfamec, stresses

the dedication and investments of the Company in the

field of research and innovation, seeking continuous

improvements, and the importance given to the sanitation

market not only for industries but also for society. “Pulp

Empresas de

papel e celulose

com equipamentos

mais eficientes e

menos onerosos em

energia, se tornam

mais rentáveis e

competitivas

Eduardo Cabezas,

CEO da Alfamec

24


esses tipos de efluentes o aerador Alfa Turbo é a solução

tida como perfeita pela empresa.

O engenheiro Carlos Manuel Cabezas Garate, sócio

e CTO da Alfamec, foi o responsável por liderar

as pesquisas que transformaram o Alfa Turbo em realidade.

Sua formação em Engenharia Mecânica e especialização

em Engenharia de Tratamento de Águas

e Efluentes Industriais (FAAP) e Engenharia Sanitária e

Saúde Pública (USP) colocam o gestor como alguém

que não apenas direciona ações, mas também conhece

com profundidade a área de atuação. Ao descrever

os grandes diferenciais do produto, ele valoriza o potencial

de evolução e competividade comparados a

outros sistemas, como ar difuso. Além disso, Cabezas

ressalta as vantagens já presentes no produto. “Hoje,

com a utilização dos aeradores Alfa Turbo, o custo em

relação ao consumo energético se comparam com os

sistemas de ar difuso, mas não há dúvidas que o custo

de aquisição do sistema de aeração e instalação é

muito inferior, assim como sua manutenção, prazo de

entrega e de instalação e peças sobressalentes, além

de ser um produto nacional.”

TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E PRATICIDADE

O desenvolvimento desse novo produto levou em

conta todo o processo de tratamento já existente nas

empresas e a potencial substituição ou upgrade dos

aparelhos antigos pelos novos. A Alfamec informa

que o upgrade dos aeradores convencionais implica

apenas na introdução do sistema Turbo. Desta forma

o payback é inferior a um ano, ou seja, um único

aerador de 20 cv transformado para o sistema turbo,

pode economizar R$ 50.000,00/ano.

Os primeiros testes foram realizados em alguns

parceiros da Alfamec, dos segmentos de hotelaria e

de indústrias. A partir destes resultados a empresa

contatou o professor Márcio Nunes, especialista em

processos industriais (IPT-SP) para, através de uma

consultoria, avaliar a possibilidade da Alfamec construir

um laboratório de medição e vazão de ar próprio

de medição e calibração de seus equipamentos

de introdução de oxigênio. Esse centro de pesquisa

and paper companies with more efficient and less energy-

-consuming equipment become more profitable and

competitive. As such, the Alfa Turbo aerator will contribute

a lot to these companies,” he acclaims.

For the Pulp and Paper Sector, the main concerns

are the high concentrations of polluting discharges with

high Biochemical Oxygen Demand (BOD) and Chemical

Oxygen Demand (QOD). For these types of effluents, the

Company considers the Alfa Turbo aerator the perfect

solution.

Engineer Carlos Manuel Cabezas Garate, Partner and

Chief Technical Officer for Alfamec, was responsible for leading

the research that turned the Alfa Turbo into a reality.

His education in Mechanical Engineering and specialization

in Water and Industrial Effluent Treatment Engineering

(FAAP) and Sanitary Engineering and Public Health

(USP) place the Manager as someone who manages and

knows in-depth the area of activity. When describing

the significant differentials of the product, he values the

potential for evolution and competitiveness compared to

other systems, such as the diffused air system. In addition,

Cabezas highlights the advantages already present in the

product. “Today, with the use of Alfa Turbo aerators, the

cost with energy consumption is comparable with that of

the diffused air system. However, there is no doubt that

an aeration system’s purchase and installation costs are

much lower, as are maintenance costs and delivery and

installation times. There is no lack of spare parts, being a

domestically made product.”

TECHNOLOGY, INNOVATION, AND PRACTICALITY

The development of this new product took into

account the entire treatment process already existing in

companies and the potential replacement or upgrading

old treatment plants with a new aerator system. Alfamec

affirms that the upgrade of conventional aerators implies

only the introduction of the Turbo System. In this way, the

payback can be less than one year, i.e., just substituting

one 20 h.p. aerator by the Turbo system can save R$ 50

thousand per year.

The first tests were carried out with some Alfamec

clients in the hospitality and industrial segments. Based on

25


P R I N C I P A L

segue a norma internacional ANSI/AMCA 210-07 de

2007, que garante a avaliação de parâmetros como:

temperatura de bulbo seco, umidade relativa do ar,

temperatura e pressão estática interna da câmara de

bocais subsônicos.

Marjhorre Laylakar, responsável pelo setor de processos

indústrias da Alfamec, informa que mesmo

com a disponibilização dos aeradores Turbo, a empresa

não para e continua sua pesquisa para entregar

produtos cada vez mais eficientes. Além disso, ela

ressalta que não é apenas na redução de custos que

o Alfa Turbo se diferencia dos aeradores convencionais.

“Essa transição é importante, porque além da

economia, promoverá um ganho de produtividade na

mudança dos antigos por novos, mais modernos e de

alta eficiência dimensionados para atual demanda.”

EFICIÊNCIA GARANTIDA

Para garantir aos clientes a eficiência do Alfa Turbo,

um ensaio de performance foi realizado em cooperação

com a SABESP (Companhia de Saneamento

do Estado de São Paulo), na planta de tratamento de

Santo André (SP). No ensaio foi substituído o aerador

de 25 cv, que operava na ETE por um aerador Turbo

de 10 cv.

Os ensaios duraram cerca de 30 dias e as amostragens

referentes a oxigênio dissolvido em todos os

pontos coletados pela SABESP e a eficiência na remoção

de DBO, atenderam de forma satisfatória.

these results, the Company contacted Professor Márcio

Nunes, a specialist in Industrial Processes (IPT-SP), as a

consultant, to evaluate the possibility of Alfamec building

its own Measurement and Air Flow laboratory for measuring

and calibrating its oxygen introduction equipment.

This research center follows the 2007 International ANSI/

AMCA 210-07 Standard, which ensures the evaluation

of parameters such as dry bulb temperature, relative

humidity, temperature, and internal static pressure of the

subsonic nozzle chamber.

Marjhorre Laylakar, head of Alfamec’s Industrial Process

Department, states that even with the availability of

Turbo aerators, the Company has not stopped but continues

its research to deliver increasingly efficient products.

Also, she points out that it is not only in cost reduction

that Alfa Turbo differs from conventional aerators. “This

transition is important because beyond the savings, their

use will promote a productivity gain in the change from

the old to the new, more modern and high efficiency

sized to current demand.”

GUARANTEED EFFICIENCY

To guarantee the efficiency of the Alfa Turbo to customers,

a performance test was carried out in cooperation

with the State of São Paulo Sanitation Company (SABESP)

at the Santo André - SP treatment plant. In the test, the

25 h.p. aerator operating in the WTP was replaced with a

10CV Turbo aerator.

The tests lasted about 30 days, and the samples

26


RESULTADOS VISÍVEIS

A primeira indústria brasileira a receber o novo

sistema de aeradores foi a Cofina e desde o primeiro

momento os resultados oferecidos pelo sistema tem

sido perceptíveis nos processos. Leonardo Reismann,

diretor industrial da empresa, demonstra total satisfação

com os efeitos positivos após a chegada do Alfa

Turbo. “Os resultados do aerador foram acima do esperado,

ele é extremamente silencioso, não forma aerossóis,

trabalhando de forma limpa, e a capacidade

de transferência de oxigênio também foi excelente”,

avalia Reismann.

Além disso, segundo Reismann, os resultados vão

além das vantagens financeiras já citadas, valoriza a

presença da Alfamec para garantir os resultados do

aerador. Além de um profissional especializado para

a instalação da forma correta, a fabricante sempre

manteve contato para saber se tudo corria bem com

seu produto. “É incomum no mercado esta qualidade

de atendimento. Estou extremamente satisfeito com

o produto e a assistência técnica”, completa.

Jean Garcez da Silva, gerente de obras da Lavitta,

empresa responsável pela instalação dos aeradores,

comenta que o portfólio da Alfamec já era conhecido

há muito tempo e reafirma os diferenciais dos produtos

oferecidos pela empresa. “Tem um processo bem

claro tecnicamente do funcionamento”, ressalta Jean

ao falar da nova geração de aeradores superficiais.

A conduta inovadora da Alfamec, seus planos alinhados

as necessidades de mercado e os resultados

citados anteriormente chamaram atenção de gigantes

do mercado, como a Suzano Papel e Celulose. Sua

fábrica sediada em Cachoeira do Itapemirim (ES) com

capacidade de produção anual de 30 mil t (toneladas)

de papel higiênico já conta com a instalação do sistema

Alfa Turbo. Todo esgoto produzido na indústria

será coletado e tratado na estação com o uso da nova

linha de aeradores.

related to dissolved oxygen at all points collected by SA-

BESP and the efficiency of high BOD substances removal

passed satisfactorily.

VISIBLE RESULTS

The first Brazilian company to receive the new aerator

system was Cofina and, from the first moment, the results

offered by the system have been noticeable in the processes.

Leonardo Reismann, Industrial Director of Cofina,

shows total satisfaction with the positive effects after the

arrival of the Alfa Turbo. “The aerator results were better

than expected, it is extremely quiet, does not form aerosols,

works cleanly, and oxygen transfer capacity was also

excellent,” he points out.

In addition, according to Industrial Director Reismann,

the results go beyond the financial advantages already

mentioned above, valuing Alfamec’s presence to ensure

aerator results. In addition to making available a professional

specialized for the installation correctly, the manufacturer

always kept in touch to know if everything is well

with their product. “This quality of service is unusual in

the market. I am delighted with the product and technical

assistance,” he adds.

Jean Garcez da Silva, Works Manager at Lavitta, a

company responsible for installing aerators, comments

that Alfamec’s portfolio has long been known to his

Company and reaffirms the differentials of the products

offered by Alfamec. “It has a self-explanatory technical

operating process,” he points out when talking about the

new generation of surface aerators.

Alfamec’s innovative conduct, its plans aligned with

market needs, and the results mentioned above caught

the attention of market giants such as Suzano Papel

e Celulose. Suzano’s factory based in Cachoeira do

Itapemirim-ES, with an annual production capacity of

30,000 tons of sanitary paper, already has the Alfa Turbo

system installed. All sewage produced in the plant will be

collected and treated at the station using the new line of

aerators.

27


A V A N Ç O S E T E C N O L O G I A

Celulose a

serviço da moda

Tecidos à base de celulose são apostas de diversas pesquisas conduzidas

ao redor do mundo que têm como objetivo encontrar uma matéria-

-prima mais sustentável para a indústria têxtil. A Suzano, por exemplo,

fechou parceria com uma startup da Finlândia para fabricar fibras têxteis

que têm o produto como principal componente. Já na Suécia, pesquisadores

de uma universidade estão utilizando celulose para produzir

tecidos inteligentes, que têm componentes digitais da eletrônica e da computação

embutidos na estrutura. Na prática, o material revolucionário poderá ser utilizado

em diversas áreas, da indústria de vestuário em geral, que clama cada vez mais por

matérias-primas sustentáveis, até a área médica. Confira:

Cellulose at the

service of fashion

C

ellulose-based fabrics are bets on several studies conducted worldwide that aim to

find a more sustainable raw material for the textile industry. Suzano, for example,

has partnered with a startup in Finland to manufacture textile fibers that have the

product as its main component. In Sweden, scientists at a university use cellulose to

produce smart fabrics, which have electronic digital and computing components embedded in

the structure. In practice, the revolutionary material can be used in various areas, from the clothing

industry in general, which increasingly calls for sustainable raw materials, to the medical field.

Check out below:

28


Parceria de sucesso

Em março, a brasileira Suzano, maior produtora

global de celulose de eucalipto e líder mundial

no mercado de papel, firmou parceria com a

startup finlandesa Spinnova para a fabricação de

fibras têxteis à base de celulose. A joint venture

ficará sediada no país nórdico, onde será construída

uma planta na cidade de Jyväskylä, e deve entrar

no mercado em 2022. Cada empresa contribuiu

com um investimento de, aproximadamente,

US$ 11 milhões. No Brasil, a fibra ainda não está

disponível, mas em países da Escandinávia, como

Dinamarca e Noruega, além da própria Finlândia,

o material já é utilizado em agasalhos e artigos

esportivos de diversas marcas. O produto é obtido

a partir da desconstrução mecânica da polpa de

eucalipto em celulose microfibrilar, conhecida

também como MFC.

“Com nossa fibra, conseguimos fornecer

inovação em uma área que precisa diminuir seu

impacto e, ao mesmo tempo, entregar um maior

volume de uma matéria-prima da qual a humanidade

precisa. O que aplicamos já foi testado e

aprovado para uso em embalagens de papel dedicadas

à indústria alimentícia”, afirmou a CEO da

Spinnova, Janne Poranem, à revista Globo Rural.

Successful

partnership

In March, Brazil’s Suzano, the world’s largest producer

of eucalyptus pulp and a world leader in the paper

market, partnered with Finnish startup Spinnova to

manufacture pulp-based textile fibers. The joint venture

will be based in the Nordic country, where a plant will

be built in the town of Jyväskylä, and is expected to

start operations in 2022. Each company contributed an

investment of approximately US$ 11 million. In Brazil,

the fiber is not yet available. However, in Scandinavian

countries, such as Denmark and Norway, in addition to

Finland itself, the material is already used in sweaters

and sporting goods of various brands. The product is obtained

from the mechanical deconstruction of eucalyptus

pulp into microfibrillar cellulose, also known as MFC.

“With our fiber, we can deliver innovation in an area

that needs to lessen its impact while supplying a larger

volume of a raw material that humanity needs. What we

discovered has already been tested and approved for

use in paper packaging dedicated to the food industry,”

Janne Poranem, CEO of Spinnova, told Globo Rural.

Foto: divulgação

29


A V A N Ç O S E T E C N O L O G I A

Tecido inteligente

Também no norte da Europa, estudo conduzido por

pesquisadores da Universidade Técnica Chalmers (Chalmers

University of Technology), na Suécia, está desenvolvendo

fios feitos de celulose tratada para se tornar condutora de

eletricidade. O material oferece incríveis possibilidades

voltadas ao uso de tecidos inteligentes, que possuem componentes

digitais da eletrônica e da computação embutidos

em sua estrutura, tanto para tecnologias têxteis quanto para

aplicações biomédicas.

Estudante de doutorado no departamento de química e

engenharia química da universidade, Sozan Darabi, conta

que os pesquisadores constataram que a celulose natural da

madeira é um material melhor do que a seda, produto que

era utilizado pelos cientistas anteriormente, para criar fios

condutores orgânicos.

“Dispositivos eletrônicos vestíveis em miniatura estão se

tornando cada vez mais comuns. Atualmente, contudo, eles

dependem de materiais raros ou, em alguns casos, tóxicos.

Eles estão levando, também, a um acúmulo gradual de grandes

montanhas de lixo eletrônico. Há uma necessidade real

de se começar a utilizar materiais orgânicos renováveis para

a fabricação de tecidos inteligentes”, afirma a especialista.

Lançando mão de uma máquina de costura comum, Darabi

conseguiu costurar os fios de celulose condutores para

produzir um tecido termoelétrico, que, quando aquecido de

um lado - pelo calor do corpo de uma pessoa, por exemplo

-, dá conta de produzir uma pequena quantidade de eletricidade.

Os têxteis inteligentes podem ter várias aplicações.

Uma área importante é a médica, onde podem ser utilizados

para funções como regulação, monitoramento e medições

de várias métricas de saúde. Na indústria de vestuário

em geral, o material vem para suprir a necessidade cada vez

maior de utilização de matérias-primas sustentáveis.

Smart fabric

Also, in Northern Europe, a study conducted by

scientists at the Chalmers University of Technology in

Sweden is developing thread made of treated cellulose

to become an electricity conductor. The material offers

incredible possibilities to produce smart fabrics, which

have electronic digital components and computing capabilities

embedded in their structure, both for textile

technologies and biomedical applications.

Sozan Darabi, a doctorate student in the University’s

Department of Chemistry and Chemical Engineering,

says the scientists have found that natural wood

pulp is a better material than silk, which scientists previously

used to create an organic conductive thread.

“Miniature wearable electronic devices are becoming

increasingly common. Currently, however, they

depend on rare or, in some cases, toxic materials. They

are also leading to a gradual accumulation of large

mountains of electronic waste. There is a real need to

start using renewable organic materials for manufacturing

smart fabrics,” says the student.

Using a typical sewing machine, doctorate student

Darabi was able to sew the conductive cellulose

threads to produce a thermoelectric fabric, which,

when heated on one side - by the heat of a person’s

body, for example - can create a small amount of electricity.

Smart fabrics can have multiple applications. An

important area is medical, where they can be used for

functions such as regulation, monitoring, and measuring

various health metrics. In the clothing industry in

general, the material meets the growing need to use

sustainable raw materials.

Foto: divulgação

30


Vem aí!

Patrocinadores:

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

www

revistareferencia.com.br

comercial@revistareferencia.com.br


A R T I G O

ESTUDO DA RELAÇÃO

DE CONFIANÇA EM

PROGRAMA DE FOMENTO

FLORESTAL DE INDÚSTRIA

DE CELULOSE NA VISÃO

DOS PRODUTORES RURAIS

Fotos: divulgação

Fabiano Luiz da Silva

Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal

da UFV (Universidade Federal de Viçosa)

Laércio Antônio Gonçalves JacovineI

Programa de Pós-Graduação em Ciência

Florestal da UFV

James Jackson Griffith

Departamento de Engenharia Florestal da UFV

José Horta Valadares

Departamento de Economia Rural da UFV

Marília Aparecida Silva Fernandes

Graduação em Gestão de Cooperativas da UFV

Elaine Cristina Gomes da Silva

Programa de Pós-Graduação em Ciência

Florestal da UFV

Foto: divulgação

32


RESUMO

E

ste estudo analisou os fatores que contribuem

para a relação de confiança no

Programa de Fomento Florestal de indústria

de celulose e produtores rurais fomentados

em Minas Gerais. Foram aplicados

141 questionários a produtores rurais

fomentados, em 32 municípios de sete microrregiões

mineiras. A amostragem foi aleatória estratificada,

sendo os critérios: a) PFCF (Produtor Fomentado

com Contrato Finalizado) composto por produtores

que possuíam pelo menos um contrato encerrado

com a indústria de celulose; e b) PFCA (Produtor Fomentado

com Contrato em Andamento) composto

por produtores que não haviam finalizado nenhum

contrato de fomento com a indústria de celulose. Os

produtores fomentados realizam contrato de fomento

florestal para apenas a primeira rotação. Assim,

legalmente possuem a obrigatoriedade de entrega

de 97% da madeira do primeiro ciclo da floresta.

Entretanto, referente ao segundo ciclo não contratado

da floresta, 18% dos produtores fomentados

disseram ter interesse na comercialização dessa madeira

com a empresa, indiferente de variações em

preços de produtos concorrentes, como o carvão

vegetal. Acredita-se que, não havendo oscilações

significativas nesses mercados concorrentes, 50%

dos fomentados devem comercializar o segundo

corte com a empresa fomentadora. Atualmente, em

98,4% dos contratos realizados com produtores rurais

fomentados há cumprimento de ambas as partes

nos acordos firmados. A confiança e confiabilidade

no relacionamento entre indústria de celulose e

fomentados foram confirmadas, mas existem alguns

fatores que contribuem para a possível desconfiança

no fomento florestal, como: o sistema de medida

da madeira, o custo de transporte e a ausência de

política de preços que favorecem o entendimento

dos produtores fomentados.

Palavras-chave: Fomento florestal, confiança e

indústria de celulose.

1. INTRODUÇÃO

O Brasil tem sido um dos países onde investimentos

significativos no setor florestal estão aconte-

Study of trust

relationships in the

forest development

program sponsored

by a pulp producer

from the rural

producers’ point

of view

SUMMARY

T

his study analyzed factors that contribute

to trust relationships within a forest

development program managed by a pulp

producer in the State of Minas Gerais. One

hundred and forty-one questionnaires were completed

by interviewing small woodlot rural producers in

32 municipalities within seven of the State’s microregions.

The sampling was performed by random

stratification according to the following criteria: a)

Woodlot Producer with a Completed Contract (Pfcf)

who have finished at least one contract with the pulp

producer and b) Woodlot Producer with a Contract

in Progress (Pfca) who have not yet completed a

contract. In general, the program’s woodlot producers

will sign contracts only for the first forest cut. This

means that they are obligated to deliver 97% of the

wood from the first production cycle to the sponsoring

company. However, for the second cycle, 18%

of those interviewed showed interest in selling their

timber to the pulp producer regardless of whatever

price variations might occur for competing forest markets,

such as for charcoal. If no significant fluctuations

occur in these competing markets, as many as 50% of

woodlot producers might sell their second cut to the

pulp producer. Once rural producers sign on to the

33


A R T I G O

Objetivo foi conhecer a visão

dos produtores florestais sobre

o programa de fomento, suas

principais dificuldades e seu

histórico profissional

cendo. Porém, um dos grandes gargalos do desenvolvimento

das indústrias de base florestal, seja para

celulose, serraria ou carvão vegetal, está no seu

suprimento de matéria-prima, ou seja, a madeira.

De acordo com Soares (2006), o fomento florestal

é uma das estratégias das empresas para garantir

seu suprimento de matéria-prima. O interesse das

indústrias é reduzir a imobilização de recursos em

terras e capital. Assim, o fomento florestal é importante

para o setor, além de estar contribuindo para o

desenvolvimento local (Valverde, 2003).

Nos contratos de fomento das empresas florestais,

especificamente celulose e papel, são

repassados aos produtores de mudas, fertilizantes,

defensivos, recursos financeiros e assistência técnica

(Oliveira, 2003).

A principal dúvida sobre investimentos em programas

de fomento florestal é: Podemos confiar a

produtores fomentados o suprimento de madeira?

Entre as alternativas para responder a essa questão,

uma está em uma abordagem que possa refletir

sobre os elementos que contribuem para a relação

de confiança entre produtores e empresas fomentadoras.

A corrente teórica denominada NEI (Nova

Economia Institucional) possui como um dos seus

elementos de análise a confiança. A NEI propõe

uma discussão a respeito da análise do ambiente

econômico, colocando o papel da estrutura e da

organização política e social na determinação dos

acontecimentos econômicos.

Os custos antes e depois da formulação e execução

dos contratos são abordados na NEI. Também,

realizam-se reflexões sobre o papel das instituições

program, 98.4% of them completed their contractual

obligations. Trust and trustworthiness were confirmed

as existing in relationships between the pulp producer

and woodlot producers. However, some factors in the

woodlot development program contribute to mistrust,

including the timber volume measurement system,

transport costs, and the absence of a pricing policy

easily understood by woodlot producers.

Keywords: woodlot development programs, trust,

and pulp industry

1. INTRODUCTION

Brazil has been one of the Countries where significant

investments in the Forestry Sector have taken

place. However, one of the major bottlenecks in the

development of the forest-based industry, whether for

pulp, sawmill, or charcoal production, is the supply of

raw material, that is, timber.

According to Soares (2006), the promotion of

forest development programs is one of the strategies

forest product companies use to ensure their supply

of raw materials. The interest of producers is to reduce

the immobilization of resources on land and capital.

Thus, the promotion of woodlots is important for the

Sector, besides contributing to local development

(Valverde, 2003).

In the contracts for the forest development programs

sponsored by forest product companies, specifically

pulp and paper producers, the forest product

company supplies seedlings, fertilizer, pesticides and

herbicides, financial resources, and technical assistance

to the woodlot producers (Oliveira, 2003).

The main question about investments in forest

development programs is: Can we trust the woodlot

producers to supply the timber harvested? Among the

alternatives to answer this question, one is an approach

that can reflect on the elements that contribute to

the trust relationship between the woodlot producers

and sponsoring companies.

The current theory, called New Institutional

Economics (NIE), has trust (credible commitment) as

one of its analysis elements. NIE proposes a discussion

about the analysis of the economic environment, placing

the role of the structure and political and social

organization in determining economic events.

The costs before and after the formulation and

execution of contracts are addressed in the NIE. Also,

reflections are made on the role of economic and

34


econômicas e sociais como uma forma de resolver

o problema da cooperação entre os indivíduos. A

confiança é uma das variáveis que integram a Nova

Economia Institucional, por contribuir na análise e

discussão sobre as relações contratuais.

Este estudo visa identificar elementos básicos

para análise da relação de confiança, via contratos

de fomento florestal para produção de eucalipto

para celulose. O programa foco dessa pesquisa é o

fomento da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) localizada

na Mesorregião do Vale do Rio Doce (MG),

Brasil.

2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1. DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

A Mesorregião do Vale do Rio Doce é composta

por 102 municípios e sete microrregiões, definidas

como Aimorés, Caratinga, Governador Valadares,

Guanhães, Ipatinga, Mantena e Peçanha.

O fomento florestal dessa indústria de celulose

se divide em seis grandes regiões localizadas nas

microrregiões de Guanhães, Ipatinga, Caratinga,

Governador Valadares e Peçanha.

social institutions as a way to solve the problem of cooperation

between individuals. Trust is one of the variables

that integrate the New Institutional Economics

because it contributes to the analysis and discussion of

contractual relations.

This study aims to identify the basic elements for

the analysis of the trust relationship in forest development

programs for the production of eucalyptus

timber for pulp. This study focuses on the Celulose

Nipo-Brasileira (Cenibra) forest development program

located in the Mesoregion of the Rio Doce Valley, in

the State of Minas Gerais, Brazil.

2. MATERIAL AND METHODS

2.1. DESCRIPTION OF THE AREA

UNDER STUDY

The Mesoregion of the Rio Doce Valley is composed

of 102 municipalities and seven microregions,

defined as Aimorés, Caratinga, Governador Valadares,

Guanhães, Ipatinga, Mantena, and Peçanha.

The forest development program of the above-

-cited pulp producer is divided into six large regions

located in the Guanhães, Ipatinga, Caratinga, Go-

35


A R T I G O

Os critérios de definição das regionais do fomento

são estabelecidos segundo a área plantada

por município. No momento da pesquisa, eram

733 produtores fomentados em todas as regionais

de abrangência do programa da empresa de base

florestal.

2.2. FASES METODOLÓGICAS

2.2.1. CONHECIMENTO DA REALIDADE

DO FOMENTO

Foram realizadas cinco reuniões com técnicos

da empresa de base florestal, a fim de conhecer

o programa de fomento na visão da empresa. Por

meio dessas reuniões, foram identificados os anseios

e dificuldades da empresa sobre o programa de

fomento e as respectivas estratégias, adotadas para

estabelecimento da relação de confiança entre os

atores (empresa e produtores).

2.2.2. ENTREVISTA PRÉ-ELABORAÇÃO

DE QUESTIONÁRIO

Foram realizadas entrevistas de pré-elaboração

vernador Valadares, and Peçanha microregions. The

criteria for defining the regional development program

are established according to the planted area by

municipality. At the time of the study, there were 733

woodlot development programs in all regions covered

by the Company’s forest-based operations.

2.2. METHODOLOGY PHASES

2.2.1. KNOWLEDGE OF FOREST

DEVELOPMENT REALITY

Five meetings were held with technicians from

the forest-based company, in order to understand the

Company’s vision of its forest development program.

Through these meetings, the Company’s anxieties and

difficulties about the development program and the

respective strategies adopted to establish the relationship

of trust between the actors (company and

woodlot producers) were identified.

2.2.2. PRE-PREPARATION QUESTIONNAIRE

INTERVIEWS

Pre-preparation interviews were conducted to

36


do questionário com o objetivo de identificar elementos

para construção da pesquisa de campo. Para

tanto, foram entrevistados produtores de três das

regionais do fomento florestal da empresa.

Nessa etapa, o objetivo foi conhecer a visão dos

produtores florestais sobre o programa de fomento,

suas principais dificuldades, seu histórico profissional,

impacto da renda com o fomento, a capacidade

de organização dos produtores e quais eram as

perspectivas no relacionamento com a indústria de

celulose.

2.2.3. ELABORAÇÃO E DISCUSSÃO DE

QUESTÕES LEVANTADAS NA PESQUISA

Realizaram-se duas reuniões com professores

das áreas de engenharia florestal e economia/extensão

rural da UFV (Universidade Federal de Viçosa),

usando informações levantadas nas entrevistas

pré-elaboração. Foi proposto um modelo de questionário

aplicado aos fomentados da indústria de

celulose.

identify elements for the elaboration of the field

study. To this end, producers from three of the

Company’s forest development regions were

interviewed.

At this stage, the objective was to know the

view of woodlot producers about the development

program, their main difficulties, their professional

history, impact of income with the program, the

organization capacity of the woodlot producers,

and what were the prospects in the relationship

with the pulp producer.

2.2.3. PREPARATION AND DISCUSSION OF

ISSUES RAISED IN THE STUDY

Two meetings were held with professors from

the forest engineering and rural economics/ex-

Não havendo oscilações

significativas nesses mercados

concorrentes, 50% dos

fomentados devem comercializar

o segundo corte com a empresa

fomentadora


A R T I G O

O questionário foi elaborado com questões abertas,

fechadas e semiabertas. Estas foram utilizadas

para melhor ajuizar a confiança entre o produtor e a

empresa florestal. Para validação e fechamento das

informações coletadas no campo, foi realizada uma

reunião da equipe de pesquisa com técnicos coordenadores

da área de fomento e meio ambiente da

indústria de celulose. Nessa reunião foram incorporadas

novas questões para a análise da relação de

confiança entre indústria de celulose e produtores

rurais fomentados.

2.2.4. APLICAÇÃO DE PRÉ-TESTE

Foram realizadas oito entrevistas com produtores

fomentados da indústria de celulose, no intuito de

verificar a aplicabilidade do questionário, o entendimento

das questões pelos entrevistados e possíveis

correções para facilitar a coleta das informações.

2.2.5. AMOSTRAGEM E ESTRATIFICAÇÃO

Por meio do banco de dados, os produtores

fomentados pela empresa foram agrupados em duas

classes, a saber:

Classe 1: PFCF - composto por produtores que

possuíam pelo menos um contrato encerrado com

a empresa. Por meio dessa classificação, foi possível

selecionar os produtores que tiveram experiência

com a empresa (em pelos menos um contrato) desde

a assinatura, significando que houve recebimento

tension areas at the Federal University of Viçosa,

using information presented in the pre-elaboration

interviews. A questionnaire model was proposed to

the pulp producer.

The questionnaire was elaborated with open,

closed, and semi-open questions. These were used

to better judge the trust between the woodlot

producer and the pulp producer.

For validation and closing of the information

collected in the field, a meeting of the study team

was held with the pulp producer’s technical coordinators

in the forest development and environment

area. At this meeting, new issues were incorporated

to analyze the trust relationship between

the pulp producer and woodlot producers.

2.2.4. PRE-TESTING

Eight interviews were conducted with the pulp

producer’s woodlot producers to verify the applicability

of the questionnaire, the understanding of

the questions by the interviewees, and possible

corrections to facilitate the collection of information.

2.2.5. SAMPLING AND STRATIFICATION

A database was constructed whereby the

woodlot producers sponsored by the Company

were grouped into two classes, namely: Class 1:

Woodlot Producer with a Completed Contract

38


dos insumos, plantio, manutenção, corte, colheita,

transporte, entrega da madeira e seu recebimento.

Classe 2: PFCA - Constituída por produtores que

não finalizaram nenhum contrato com a empresa

fomentadora. Por meio dessa classificação, foi possível

selecionar os produtores que ainda não tinham

experiência com a empresa em todas as etapas

acordadas no contrato de fomento florestal.

2.2.6. PROCESSAMENTO DOS DADOS

Os dados foram tabulados na planilha eletrônica

do excel, e, posteriormente, realizou-se o processamento

das informações.

OBS: versão parcial. Para versão

integral, acesse: https://bit.ly/33w53PU

(Pfcf) - composed of producers who had at least

one fulfilled contract with the Company. Through

this classification, it was possible to select the

producers who had experience with the Company

(in at least one contract) since signing. Therefore

was the receipt of the inputs, planting, maintenance,

felling, harvesting, transportation, and timber

delivery and receipt. Class 2: Woodlot Producer

with a Contract in Progress (Pfca) - Constituted by

producers who had not finalized any contract with

the sponsoring company.

This classification made it possible to select

woodlot producers who had not yet had any experience

with the Company at all stages agreed to in

the woodlot development contract.

2.2.6. PROCESSING THE DATA

The data were tabulated in an Excel spreadsheet,

and later, the information was processed.

Em rolos curvos, um dos componentes mais importantes

são os rolamentos. Na confecção e recondicionamento

utilizamos rolamentos desenvolvidos especialmente para

os nossos rolos curvos e com a folga de classe especial.

Nos demais componentes por nós construídos, utilizamos

e controlamos as tolerâncias adequadas para cada

montagem. Substituímos os componentes necessários em

cada recondicionamento, e os demais são avaliados e

recebem tratamento contra oxidação. Sendo assim,

garantimos um produto confiável para quaisquer

operações, sejam elas em papel, filme plástico, tecido ou

embalagens.

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S U S T E N T A B I L I D A D E

CIÊNCIA E

SUSTENTABILIDADE

PESQUISADORES SUECOS USAM

CELULOSE PARA DESPOLUIR ÁGUA

Fotos: divulgação

Science and sustainability

SWEDISH SCIENTISTS USE CELLULOSE TO CLEAN WATER

40


Pesquisadores na Suécia desenvolveram

uma maneira mais ecológica de remover

metais pesados, corantes e outros

poluentes da água. Os cientistas filtram

águas residuais com um material em gel

retirado da celulose vegetal e salpicado

com pequenos pontos de carbono produzidos de

um forno microondas.

Os resultados do estudo, conduzido por especialistas

do Instituto Real de Tecnologia (KTH Royal

Institute of Technology, em inglês), localizado em

Estocolmo, em parceria com pesquisadores do Politecnico

di Torino, instituição de ensino superior da

Itália, foram divulgados na revista científica Sustainable

Materials and Technologies. O trabalho consiste

no desenvolvimento de uma técnica mais sustentável

para a produção de compostos de hidrogel, material

comumente estudado para a descontaminação

de águas residuais.

S

cientists in Sweden have developed a

greener way to remove heavy metals,

dyes, and other pollutants from water.

The scientists filter wastewater with a gel

material taken from plant cellulose and

‘speckled’ with small carbon particles produced using

a microwave oven.

The results of the study, conducted by scientists

from the Royal Institute of Technology (Kungliga Tekniska

högskolans), located in Stockholm, in partnership

with scientists from the Polytechnic University of

Turin (Politecnico di Torino) in Italy, were published

in the scientific journal Sustainable Materials and

Technologies. The work consists of developing a more

sustainable technique for the production of hydrogel

compounds, a material commonly studied for wastewater

decontamination.

Minna Hakkarainen, head of the Polymer Technology

Division of the Royal Institute of Technology,

41


S U S T E N T A B I L I D A D E

Líder da divisão de tecnologia de polímeros do

Instituto Real de Tecnologia, Minna Hakkarainen,

explica que os hidrogéis dão conta de remover contaminantes

como íons de metais pesados, corantes e

outros poluentes das águas.

“A quantidade total de água disponível no planeta

terra não muda com o tempo, mas a demanda,

sim. Esses hidrogéis feitos totalmente de lignocelulose

oferecem uma solução promissora e sustentável

para ajudar a garantir o acesso à água potável”,

comenta a pesquisadora, acrescentando que a lignocelulose

compõe as paredes celulares de plantas

lenhosas, como árvores, e se trata do material vegetal

mais abundante do mundo.

Um ingrediente é a goma de celulose (carboximetilcelulose,

ou, simplesmente, CMC), um emulsionante

derivado comumente de polpa de madeira

ou de subprodutos de processamento de algodão,

usado em vários produtos alimentícios, incluindo

sorvete.

Ao hidrogel, são adicionados pontos de carbono

similares ao óxido de grafeno, sintetizados a partir

explains that hydrogels can remove contaminants

such as heavy metal ions, dyes, and other pollutants

from water.

“The total amount of water available on planet

Earth does not change over time, but demand does.

These hydrogels made entirely of lignocellulose offer

a promising and sustainable solution to help ensure

access to drinking water,” says the Scientist, adding

that lignocellulose makes up the cell walls of woody

plants, such as trees, and is the most abundant plant

material in the world.

One ingredient is cellulose gum (carboxymethylcellulose,

or simply CMC), an emulsifier commonly

Hidrogéis dão conta de

remover contaminantes

como íons de metais

pesados, corantes e outros

poluentes da água

42


da biomassa com a ajuda do calor de microondas.

Os compostos de hidrogel são, então, curados com

luz ultravioleta, um processo suave que ocorre em

água em temperatura ambiente.

Os hidrogéis consistem em uma rede de cadeias

poliméricas que não apenas absorvem água, mas

também coletam moléculas e íons por meio de

interações eletrostáticas. Esse processo é conhecido

como adsorção, a adesão de moléculas de um

fluido a uma superfície sólida.

Hakkarainen ainda diz que o novo processo

também reforça a estabilidade dos compostos de

hidrogel para que eles possam durar mais que os

hidrogéis comuns em ciclos repetidos de purificação

de água. O óxido de grafeno se tornou o aditivo

preferido para essa mistura por conta de sua alta

capacidade de adsorção, mas o custo ambiental da

produção do óxido de grafeno é alto.

“O óxido de grafeno é um ótimo adsorvente,

mas o processo de produção é difícil. Nossa rota é

baseada em matérias-primas comuns de base biológica

e processos significativamente mais suaves com

menos impacto sobre o meio ambiente”, compara a

cientista.

O grafeno é derivado do grafite, uma forma

cristalina de carbono que a maioria das pessoas

reconheceria dos lápis. Na forma oxidada, pode ser

usado em hidrogéis, mas o processo de oxidação

requer produtos químicos e condições agressivas.

Sintetizar o grafeno a partir da biomassa geralmente

requer temperaturas de até 1,3 mil graus celsius.

Em contraste, os pesquisadores do Instituto

Real de Tecnologia descobriram uma maneira de

carbonizar biomassa em temperaturas muito mais

baixas. Eles reduziram o lignossulfato de sódio, um

subproduto da polpação da madeira, em flocos

de carbono, aquecendo-o em água em um forno

microondas. A temperatura da água chega a 240 o C

(Graus Celsius) e é mantida nessa temperatura por

2h (horas).

Em última análise, após um processo de oxidação,

eles produziram pontos de carbono de cerca

de 10 a 80 nanômetros de diâmetro, que são então

misturados com o CMC metacrilado e tratados com

luz ultravioleta para formar o hidrogel.

“Este é um sistema simples e sustentável. Funciona

tão bem, senão melhor, do que os sistemas de

hidrogel atualmente em uso”, garante Hakkarainen.

derived from wood pulp or cotton processing byproducts,

used in various food products, including ice

cream.

Small carbon particles synthesized from biomass

with the help of a microwave oven similar to graphene

oxide are added to the hydrogel. The hydrogel

compounds are then cured with ultraviolet light, a

delicate process in water at room temperature.

Hydrogels consist of a network of polymer chains

that absorb water and collect molecules and ions

through electrostatic interactions. This process is known

as “adsorption,” the addition of molecules from a

fluid to a solid surface.

Hakkarainen goes on to that the new process

also strengthens the stability of hydrogel compounds

so that they can last longer than typical hydrogels in

repeated water purification cycles. Graphene oxide

has become the preferred additive for this mixture because

of its high adsorption capacity, but the environmental

cost of graphene oxide production is high.

“Graphene oxide is a great adsorbent, but the

production process is difficult. Our solution is based

on common bio-based raw materials and significantly

smoother processes with less impact on the environment,”

says the Scientist.

Graphene is derived from graphite, a crystalline

form of carbon that most people recognize as pencil

lead. It can be used in hydrogels in an oxidized state,

but the oxidation process requires aggressive chemicals

and conditions. Synthesizing graphene from

biomass usually requires temperatures of up to 13

hundred degrees Celsius.

In contrast, scientists at the Royal Institute of

Technology have found a way to carbonize biomass at

much lower temperatures. They concentrated sodium

lignosulfonates, a byproduct of wood pulping, into

carbon flakes by heating them in water in a microwave

oven. The water temperature reaches 240 degrees

Celsius and is maintained at this temperature for two

hours.

Ultimately, after an oxidation process, they produced

carbon particles of about 10 to 80 nanometers in

diameter, which are then mixed with the methacrylate

CMC and treated with ultraviolet light to form the

hydrogel.

“This is a simple and sustainable system. It works

just as well, if not better than the hydrogel systems

currently in use,” concludes Hakkarainen.

43


44

E C O N O M I A


CRESCIMENTO

IMPULSIONADO

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE

CELULOSE PARA EXPORTAÇÃO

PELO PORTO DE PARANAGUÁ

CRESCE 26%

Fotos: divulgação

Driven growth

PULP RAIL TRANSPORT FOR EXPORT BY THE PORT OF

PARANAGUÁ GROWS 26%

45


E C O N O M I A

Ovolume de celulose que chega

pela ferrovia para descarregar

no Porto de Paranaguá, uma das

principais zonas portuárias brasileiras,

no Litoral do Paraná, está

26% maior. Nos primeiros dois

meses de 2021 foram 2,4 mil vagões, carregados

com 154,4 mil t (toneladas). No mesmo bimestre

em 2020, 1,9 mil vagões chegaram, carregados

com 122,7 mil t do produto para exportação.

“A participação do modal ferroviário no transporte

de cargas para os portos do Paraná está

crescente em todos os segmentos, não apenas

na carga geral. Aumentar ainda mais o volume

de produtos descarregados de vagões é um dos

nossos principais objetivos”, promete o diretor-

-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz

Fernando Garcia.

Segundo ele, toda a comunidade portuária,

assim como o governo do Estado, está empenhada

com diversos projetos e investimentos para

essa finalidade.

T

he volume of pulp that arrived by rail to

unload at the Port of Paranaguá on the

State of Paraná coast, one of the leading

Brazilian port areas, is 26% higher.

In the first two months of 2021, 24

hundred freight cars were unloaded with 154.4

thousand tons for export. In the same two months

in 2020, 19 hundred freight cars arrived, loaded

with 122.7 thousand tons.

“The participation of the rail modal in the

transport of cargo to the ports of Paraná is increasing

in all segments, not only in general cargo. Further

increasing the volume of products unloaded

from freight cars is one of our main objectives,”

comments Luiz Fernando Garcia, Managing Director

of Portos do Paraná.

According to him, the entire port community

and the State of Paraná Government are committed

to several projects and investments for this

purpose.

The pulp exported by the Port of Paranaguá is

produced at Klabin’s Puma Unit, in the munici-

46


A celulose exportada pelo Porto de Paranaguá

é produzida na Unidade Puma da Klabin, no município

de Ortigueira, na região dos Campos Gerais.

Segundo a empresa, neste primeiro bimestre

foram 137 mil t de celulose exportadas pelo porto

paranaense – 104 mil t por Break Bulk (76%) e

33 mil toneladas por contêineres (34%). Europa e

Ásia são os principais destinos do produto.

Além de celulose em fardos, a Klabin também

exporta papel em bobinas, tanto pela modalidade

Break Bulk como contêineres, pelo Porto de

Paranaguá. De papel, o volume movimentado

pela empresa nos primeiros dois meses de 2021

foi de 30 mil t.

Segundo Sandro Ávila, diretor de Planejamento

Operacional, Logística e Suprimentos da Klabin,

no volume total dos produtos exportados por

Paranaguá, o modal ferroviário representa 73%.

“Porém 90% da celulose em fardos foram

transportadas para Paranaguá, por ferrovia. São

muitas variáveis da operação que determinam a

utilização dos modais, por isso, é difícil precisar

um motivo único para esse aumento. Podemos

dizer que o principal guia é a programação dos

navios, seja com Break Bulk ou contêineres, a

partir dela planejamos as cargas e os modais”,

explica Ávila.

EXPECTATIVA

A expectativa é que a movimentação de

celulose pelo Porto de Paranaguá seja ainda

maior quando o novo terminal da Klabin estiver

instalado e operando na área primária. Já com a

licença de instalação desde o final de 2020, no

início de março a empresa realizou a audiência

pública para apresentar o Estudo de Impacto de

Vizinhança.

“Será um novo terminal que reafirma o compromisso

da Klabin com o Porto de Paranaguá e

comprova que o crescimento na exportação da

Klabin será com o Porto”, afirma o diretor de Planejamento

Operacional, Logística e Suprimentos

da empresa.

Segundo Ávila, a audiência organizada de forma

virtual foi transmitida em tempo real e contou

com a participação e contribuição de diversos

setores.

pality of Ortigueira, in the Campos Gerais region.

According to Klabin, in the first two months, 137

thousand tons of pulp were exported through

Portos do Paraná – 104 thousand tons by Break

Bulk (76%) and 33 thousand tons by container

(34%). Europe and Asia are the main destinations

of the product.

In addition to paper in bales, Klabin also

exports paper in rolls, both in break bulk and container

mode, through the Port of Paranaguá. For

paper, the volume shipped by the Company in the

first two months of 2021 was 30 thousand tons.

According to Sandro Ávila, Director of Operational

Planning, Logistics, and Supplies for Klabin,

the total volume of products exported by Paranaguá

by the rail modal represents 73%.

“However, 90% of the pulp in bales was transported

to Paranaguá by rail,” he states. “There are

many variables of the operation that determine

the use of modals, so it is difficult to specify a unique

reason for this increase. We can say that the

main guide is the programming of ships, whether

through Break Bulk or containers, from that we

plan the loads and the modals,” explains Ávila.

EXPECTATION

The expectation is that the pulp shipped

through the Port of Paranaguá will be even more

significant when Klabin’s new terminal is installed

and operating in the primary area. With the

installation license issued at the end of 2020, the

Company held a public hearing to present the

Community Impact Study in early March.

“It will be a new terminal that reaffirms

A expectativa é que

a movimentação de

celulose pelo Porto de

Paranaguá seja ainda

maior quando o novo

terminal da Klabin estiver

instalado e operando

47


E C O N O M I A

A celulose exportada

pelo Porto de

Paranaguá é produzida

na Unidade Puma da

Klabin, no município

de Ortigueira (PR)

“Apresentamos o projeto de construção de

uma passarela na Avenida Portuária, no principal

ponto de cruzamento ferroviário e muito aguardada

pela população por ser, também, o local

de travessia dos TPAs (Trabalhadores Portuários

Avulsos) para acessar o porto”, conta Ávila.

Ainda de acordo com o diretor da Klabin, a

passarela beneficiará cerca de 2,8 mil trabalhadores

por dia e, além de melhorar e agilizar o fluxo

dos pedestres, aumentará a segurança desses

profissionais no trajeto de acesso ao porto.

ÁREA

Denominada PAR1, a área do novo terminal

da Klabin no Porto de Paranaguá terá 27,5 mil m²

(metros quadrados), com conexões viárias e ferroviárias

e, após os investimentos, poderá atingir

a capacidade de movimentar 1,2 milhão de t por

ano. A estimativa é que a nova área do armazém

Klabin’s commitment to the Port of Paranaguá and

proves that the growth in Klabin’s exports will be

through Portos do Paraná,” said Klabin’s Director

of Operational Planning, Logistics, and Supplies.

According to him, the Impact Study was transmitted

to a virtually organized audience in real-time

and had the participation and contribution of

various segments.

“We presented the project for the construction

of a walkway over Port Avenue, at the main point

of the railway crossing and long-awaited by the

population because it is also the crossing place

of the Independent Dock Workers to access the

port,” he says.

According to the Klabin Director, the walkway

will benefit about 28 hundred workers per day

and improve and speed the flow of pedestrians

and increase the safety of these professionals on

their way to access the port.

48


totalize 15 mil m² dedicados à armazenagem e

6,6 mil m² para alocação dos ramais ferroviários,

totalizando aproximadamente 21,6 mil m² – sem

mencionar a área destinada às manobras das

empilhadeiras.

A Klabin, maior produtora e exportadora de

papéis para embalagens do Brasil, vai administrar

um terminal destinado à movimentação de carga

geral, em especial celulose. O contrato de exploração

de área é de 25 anos, prorrogáveis por mais

45 anos. A empresa pretende fazer investimentos

de R$ 130 milhões no local e gerar renda e mais

trabalho desde a construção, para a região.

Com Agência Estadual de Notícias do Paraná

AREA

Named PAR1, the area of Klabin’s new terminal

in the Port of Paranaguá will be 27.5 thousand

m², with road and rail connections and, after

investments. Eventually, it will have the capacity

to handle 1.2 million tons per year. It is estimated

that the new warehouse area will have 15 thousand

m² dedicated to storage and 6.6 thousand

m² for the allocation of railway extensions, totaling

approximately 21.6 thousand m² – not to mention

the area destined for crane maneuvers. Klabin, the

largest producer and exporter of packaging paper

in Brazil, will manage a terminal for the shipment

of general cargo, especially pulp. The area

exploration contract is for 25 years, extendable for

another 45 years. The Company intends to invest

R$ 130 million in the site and generate income

and more work for the region, starting with the

construction.


C A S E

RUMO

AO TOPO

Fotos: divulgação

MILI POSSUI PLANO SÓLIDO DE DESENVOLVIMENTO E

RESULTADOS PARA CHEGAR AO TOPO DO SETOR DE PAPEL TISSUE

On route to the top

MILI HAS A SOLID DEVELOPMENT PLAN AND PRODUCTS TO

REACH THE TOP OF THE TISSUE PAPER SEGMENT

Segundo maior player no setor de

papel tissue do país, a Mili aposta

na capacitação de sua equipe, em

novas estratégias de comunicação

e na valorização de sua marca e

produtos para crescer ainda mais. É

o que afirma Daniel Signori, diretor técnico da

empresa, que lidera o mercado de folha simples

em diversas localidades do Brasil.

Signori explica que a Mili possui um plano

sólido de desenvolvimento de seus quadros e

resultados, sendo que os principais alvos de

crescimento são os setores de tissue e personal

care, com aumento da participação de mercado

em todas as regiões brasileiras e expansão de

sua área de atuação.

“Possuímos um time capacitado e preparado

e entendemos que a cultura da empresa precisa

ser disseminada e difundida para todos. Acreditamos

que a contínua busca pela excelência

em produtos, processos e serviços desenvolvi-

A

s the second-largest player in the tissue

paper segment in the Country, Mili is

betting on team training, new communication

strategies, and brand and product

appreciation to grow even more. As

such, it currently leads the simple sheet market in

several locations in Brazil. That’s what Daniel Signori,

Technical Director for the Company, affirms.

He explains that Mili has a solid plan for developing

its workforce and products. The main growth

targets are in the tissue and personal care segments

with increased market share in all Brazilian regions

and expansion of its area of operation.

“We have a team that is trained and prepared,

and we understand that the Company’s culture needs

to be disseminated to everyone. We believe that the

continuous search for excellence in products, processes,

and services developed with our customers and

suppliers will inevitably lead to good results,” states

the Technical Director.

He adds that the Company has the technology

50


dos junto aos nossos clientes e fornecedores,

inevitavelmente, trará bons resultados”, projeta

o diretor.

Ele acrescenta que a empresa possui tecnologia

e capacidade produtiva para a escalada de

participação do mercado. Assim, o crescimento

deverá vir de forma natural a partir do amadurecimento

das relações de parcerias comerciais

nas principais regiões do país.

Ainda, o fato de a empresa ter como um

de seus pilares a sustentabilidade deve auxiliar

no crescimento. A Mili é a maior recicladora

do mercado tissue do Brasil – por mês, aproximadamente

10 mil t (toneladas) de papel são

reutilizadas –, além de lançar mão de políticas

de logística reversa de suas embalagens e ter

projetos envolvendo o uso de embalagens biodegradáveis

em todos os seus produtos.

Quanto aos desafios impostos pela pandemia

do novo coronavírus, Signori comenta

que os obstáculos naturais do trabalho remoand

productive capacity for significantly increasing

market share. Thus, growth should come naturally

from the maturing of commercial relationships in the

principal regions of the Country.

Furthermore, the fact that the Company has sustainability

as one of its pillars should help in growth.

Mili is the largest recycler in the tissue market in Brazil

– approximately 10 thousand tons of paper are reused

per month – in addition to using reverse logistics

policies for its packaging and having projects involving

biodegradable packaging for all its products.

As for the challenges posed by the pandemic

caused by the novel coronavirus, Technical Director

Signori comments that the natural obstacles of remote

work ended up being minor due to the team’s previous

working well together. On the other hand, the

threats of shortages, motivated by the high demand

for hygiene products and by reduced raw materials,

were negotiated serenely with the Company’s primary

customers. In the end, there were no product shortages.

51


C A S E

to acabaram sendo menores devido ao alto

engajamento prévio do time. Já as ameaças de

desabastecimento, motivadas pela alta demanda

de produtos de higiene e redução de matéria-

-prima, foram negociadas de forma serena com

os principais clientes da companhia. No fim das

contas, não foi registrada falta de produtos.

“A principal lição desta pandemia é no

sentido de que a união e o preparo de qualquer

time fazem a diferença. Em 2021, temos

um propósito firme de crescimento. Claro que,

assim como 2020, será um ano desafiador, mas

temos uma equipe preparada e motivada, além

de produtos de qualidade e parcerias cada vez

mais sólidas com os clientes do varejo”, comenta.

COMUNICAÇÃO É A ALMA DO NEGÓCIO

A Mili também está reformulando suas

estratégias de comunicação, a fim de estreitar o

relacionamento com os consumidores e crescer.

Em abril, a empresa lançou a Emili, mascote 3D

que busca ajudar os consumidores nos canais

online e offline da companhia. Criada pelo Spirit

Animation Studios, de Curitiba (PR), a jovem

de olhos e cabelos azuis, em harmonia com as

cores da marca, tem 27 anos, 1,68 m (metro)

e iniciou a carreira profissional na empresa.

Seu jeito de fazer comunicação é prestativo e

acolhedor.

Sede - Mili Curitiba (PR)

“The main lesson learned from this pandemic is in

the sense that the unity and preparation of any team

make a difference. In 2021, we have a firm purpose

of growth. Of course, like 2020, it will be a challenging

year, but we have a prepared and motivated

team, as well as quality products and increasingly solid

relationships with retail customers,” he comments.

COMMUNICATION IS THE SOUL OF BUSINESS

Mili is also revamping its communication strategies

to strengthen the relationship with consumers

and grow. In April, the Company launched Emili,

a 3D mascot that seeks to help consumers on the

Company’s online and offline channels. Created by

Spirit Animation Studios, Curitiba (PR), the young girl

with blue eyes and hair, in harmony with the brand’s

colors, is 27 years old, 1.68 m, and just started her

professional career with the Company. Her way of

communicating is helpful and welcoming.

“Emili meets a need in defining a Company

spokesperson. Mascots create a solid connection with

the public. When you have a personality ahead of a

brand, communication becomes much more personal

and effective. Emili provides this,” says Fernando

Macedo, Director of Communications for Spirit.

Renata Gomes Maciel, Marketing Manager for

Mili, explains that the launch of Emili is not something

isolated. It is part of the Company’s whole communication

and marketing plan. A line rebranding project

is also underway, which involves redesigning the logo,

colors, fonts, images, and packaging of the brand’s

products.

52


Sede - Mili Três Barras (SC)

“A Emili atende a uma necessidade de se

definir um porta-voz da empresa. Os mascotes

conseguem uma conexão muito forte com o

público. Quando você tem uma personalidade

à frente de uma marca, a comunicação se torna

muito mais pessoal, logo, mais efetiva e eficaz.

A Emili veio para isso”, aponta Fernando Macedo,

CCO da Spirit.

Renata Gomes Maciel, gerente de marketing

da Mili, explica que o lançamento da Emili não

se trata de algo isolado, sendo parte de todo um

planejamento de comunicação e marketing da

empresa. Também está em execução um projeto

de rebranding de linhas, que envolve a reformulação

de logo, cores, fontes, imagens e embalagens

de produtos da marca.

“As ações de comunicação têm por objetivo

fidelizar cada vez mais nossos consumidores,

mostrando os posicionamentos e o valor da

marca de uma forma muito amigável por meio

da Emili. Mas há mais. Na categoria de papel higiênico,

por exemplo, a Mili retrabalhou a linha

de folha dupla Sensitive Care, folha simples Mili

Bianco e lançou o papel higiênico folha tripla

Mili Prime Comfort. Também foram realizadas

mudanças no visual das fraldas Mili Love

& Care, tornando os pacotes mais compactos,

para melhorar o armazenamento, e utilizando

imagens mais humanizadas para aproximar os

consumidores ao produto”, finaliza Renata.

“Communication actions aim to increasingly retain

our consumers, showing the positions and value of

the brand amiably through Emili. But there’s more.

For example, in the sanitary paper category, Mili

reworked the Sensitive Care double sheet and Mili

Bianco single sheet lines, as well as lauching the Mili

Prime Comfort triple sheet sanitary paper

line. Changes were also made in the

look of Mili Love & Care diapers,

making packages more compact,

improving storage, and using

more humanized images to

bring consumers closer to the

product,” concludes Marketing

Manager Maciel.

As ações de

comunicação têm

por objetivo fidelizar

cada vez mais nossos

consumidores,

mostrando os

posicionamentos e o

valor da marca de uma

forma muito amigável

53


I N O V A Ç Ã O

CONSERVAÇÃO

Fotos: divulgação

TÉCNICAS EMPREGADAS NOS PLANTIOS

DE EUCALIPTO AJUDAM A PRESERVAR AS

PROPRIEDADES DO SOLO

Conservation

TECHNIQUES USED IN

EUCALYPTUS PLANTATIONS

HELP PRESERVE SOIL

PROPERTIES

54


Florestas plantadas, como as de eucalipto,

possuem importante papel na preservação

e conservação do solo. Assim, ações

que visam o manejo sustentável como

forma de melhorar o uso da terra, fazendo

com que ela permaneça preservada e

rica em nutrientes, são sempre bem-vindas.

A Bracell, uma das maiores produtoras de

celulose solúvel e celulose especial no mundo, por

exemplo, desenvolve diversas atividades nesse sentido

nos Estados da Bahia e de São Paulo. Gerente de

silvicultura da empresa, João Fernando Silva, conta

que algumas dessas ações têm início já na produção

de mudas, obtidas a partir de materiais genéticos

oriundos de árvores matrizes selecionadas e melhoradas.

A companhia realiza também o planejamento

de implantação – com a definição do uso do solo,

objetivando maximizar o campo de plantio e delimitar

as áreas de proteção ambiental.

Segundo Silva, o preparo de solo é realizado de

forma mecanizada e apenas a linha de plantio é

preparada (subsolada). Essa é uma técnica chamada

de cultivo mínimo. Além disso, a empresa adota

o plantio em nível para as áreas com declividade,

o que favorece a manutenção da umidade e dos

nutrientes no solo, mitigando o risco de erosão e

lixiviação.

“Outro ponto importante se trata da conservação

química do solo. Para isso, sempre fazemos aporte

de nutrientes, por meio de nutrição mineral. Esse

trabalho de conservação e melhoramento ocorre a

partir de uma análise complexa e detalhada realizada

por nosso setor de pesquisa, antes de fazer um

novo plantio de eucalipto. Desta forma, garantimos

os nutrientes necessários para nunca exaurir o solo”,

comenta.

Silva ainda destaca o processo de colheita do

eucalipto, com o planejamento de corte e baldeio

como medida complementar de proteção do solo.

Isso porque, nessa última etapa, são deixados no

campo as cascas, galhos e folhas para manter a fertilidade

e a estruturação física do solo.

Os solos cultivados com eucalipto aumentam

sua biodiversidade e fertilidade, principalmente em

áreas cujo histórico consiste em pastagem degra-

P

lanted forests, such as eucalyptus,

play an essential role in soil preservation

and conservation. Actions

aimed at sustainable management to

improve land use, preserve it, and

leave it rich in nutrients are always welcome.

Bracell, one of the largest global producers

of soluble cellulose and special cellulose, carries

out several activities in this sense in the States of

Bahia and São Paulo. João Fernando Silva, Manager

of Forestry for Bracell, says these actions

begin with producing seedlings obtained from

genetic materials from selected and improved

mother trees. The Company also carries out the

implementation planning – with the definition of

land use, aiming to maximize the planting field

and delimit environmental protection areas.

According to the Manager of Forestry Silva,

soil preparation is carried out mechanically, and

only the planting line is prepared (subsoiled).

This is a technique called “minimum cultivation.”

In addition, the Company adopts level planting

for areas with slopes, which favors the maintenance

of moisture and nutrients in the soil,

mitigating the risk of erosion and leaching.

“Another important point is the chemical

conservation of the soil. For this, we always

provide nutrients through mineral nutrition. This

conservation and improvement work occurs

from a complex and detailed analysis carried out

by our research department before creating a

new eucalyptus plantation. In this way, we guarantee

the nutrients necessary, never exhausting

the soil,” he comments.

Manager Silva also highlights the eucalyptus

harvesting process, with the planning of felling

and handling as a complementary measure of

soil protection. This is because, in this last stage,

bark, branches, and leaves are left in the field to

maintain the fertility and physical structuring of

the soil.

Soils cultivated with eucalyptus increase

their biodiversity and fertility, especially in areas

whose history consists of degraded pasture or intensive

livestock farming. Techniques used in eu-

55


I N O V A Ç Ã O

dada e/ou pecuária intensiva. Técnicas empregadas

nos plantios de eucalipto, inclusive na pós-colheita,

portanto, ajudam a preservar as propriedades do

solo, contribuindo, inclusive, para a manutenção dos

recursos hídricos – essenciais à qualidade e produtividade

das propriedades.

FLORESTAS PLANTADAS

A preservação e a conservação do solo são especialmente

importantes no Brasil devido à grande

quantidade de florestas plantadas no país. Em 2019,

3,5 mil municípios brasileiros registraram 10 milhões

de hectares de áreas de florestas plantadas, sendo

7,6 milhões de ha (hectares) - 76,3% do total - de

eucaliptos, 2 milhões de ha de pinus (19,8% do total)

e 387 mil hectares de outras espécies (3,9%). Os

dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia

e Estatística).

Ao todo, 4,8 mil cidades registraram produção

florestal, atingindo valor de R$ 20 bilhões. A silvicultura

participou com R$ 15,5 bilhões, enquanto a

extração vegetal, que consiste na coleta de produtos

em matas e florestas nativas, ficou com R$ 4,4 bilhões,

elevação de 6,4% em relação ao ano anterior.

Os produtos madeireiros continuaram preponderantes

no setor e responderam por 97,3% do valor

de produção da silvicultura, apesar da retração de

5,3% frente ao ano anterior. Considerando todos os

produtos madeireiros juntos, foi relatada queda de

3,3% no valor da produção florestal primária, que

engloba extração mais silvicultura. Os produtos madeireiros

tiveram participação de 64,5% da extração

vegetal, seguidos pelos alimentícios (27,4%), ceras

(5,3%) e oleaginosos (2,3%).

calyptus plantations, including post-harvest, help

preserve soil properties, even contributing to the

maintenance of water resources – essential to

the quality and productivity of the properties.

PLANTED FORESTS

Soil preservation and conservation are

paramount in Brazil due to the large volume

of forests planted in the Country. In 2019, 35

hundred Brazilian municipalities recorded 10

million hectares of planted forest areas, of which

7.6 million hectares (76.3% of the total) were

eucalyptus, 2 million hectares were pine (19.8%

of the total), and 387,000 hectares were of other

species (3.9%). The data are from the Brazilian

Institute of Geography and Statistics (Ibge). In all,

48 hundred municipalities recorded forest production,

with a value of R$ 20 billion. Forestry

participated with R$ 15.5 billion, while plant extraction,

which consists of collecting products in

native forests, stood at R$ 4.4 billion, an increase

of 6.4% over the previous year.

Timber products remained predominant in

the Sector and accounted for 97.3% of forestry

production value, despite a 5.3% decline compared

to the previous year. Considering all forest

products together, a 3.3% drop in the value of

primary forest activities, including harvesting

and forestry, was reported. Timber products had

a 64.5% share of plant extraction, followed by

food (27.4%), waxes (5.3%), and oilseeds (2.3%).

By regions, the South and Southeast concentrated

a large part of Brazilian forest production

and, together, accounted for 63.8% of the total

A preservação e a conservação

do solo são especialmente

importantes no Brasil devido à

grande quantidade de florestas

plantadas no país

56


Por regiões, o sul e sudeste concentraram grande

parte da produção florestal brasileira, e responderam

juntas por 63,8% do total do valor da produção

nacional, impulsionadas pelas florestas plantadas. Os

Estados de Minas Gerais e do Paraná lideraram em

termos de valor de produção florestal primária, com

22,2% e 17,8% de participação, respectivamente.

A pesquisa também detectou um aumento de

1,2% nas áreas de florestas plantadas no Brasil em

2019. Foram 118,1 mil ha de cobertura a mais no

país, dos quais 79,4% correspondem a áreas de eucaliptos.

A região com maior área de floresta plantada

em 2019 foi o sudeste, correspondendo a 35,3%

do total.

Com assessoria de imprensa

Solos cultivados com eucalipto

aumentam sua biodiversidade e

fertilidade, principalmente em

áreas cujo histórico consiste em

pastagem degradada

value of the domestic output, driven by planted

forests. The States of Minas Gerais and Paraná

led the importance of primary forest products,

with a 22.2% and 17.8% share, respectively.

The study also detected a 1.2% increase

in forest areas planted in Brazil in 2019. There

were 118.1 thousand hectares of additional

coverage in the Country; 79.4% correspond to

eucalyptus areas. The Region with the largest

area of forest planted in 2019 was the Southeast,

corresponding to 35.3% of the total.


E N T R E V I S T A

Segmento

de celulose

Pulp segment

Foto: divulgação

Marcelo Schmid

Formação: Engenheiro florestal pela UFPR (Universidade Federal do Paraná),

bacharel em Direito pela UTP (Universidade Tuiuti do Paraná) e mestre em

Economia pela UFPR.

Cargo: Sócio-diretor do Grupo Index

Education: BSc. In Forest Engineering, Federal University of Paraná (Ufpr), LLB, University of

Tuiuti in Paraná (UTP) and MSc. in Economics, Ufpr.

Function: Managing Partner of Grupo Index

Osegmento de celulose foi um dos

responsáveis por impedir que a crise

causada pela pandemia do novo

coronavírus atingisse a economia

brasileira de forma mais drástica.

Além disso, no processo de retomada,

seguirá tendo importante papel. Essa é a visão

de Marcelo Schmid, sócio-diretor do Grupo Index,

referência em consultoria ambiental e florestal.

Nesta entrevista, Schmid também comenta as modernizações

na legislação brasileira que poderiam

ser feitas para beneficiar o setor, quais são as principais

virtudes e gargalos do segmento de florestas

plantadas no Brasil e os planos do Grupo Index, que

completa meio século de existência em 2021, para

os próximos anos.

T

he pulp segment was one of the segments

responsible for preventing the

crisis caused by the novel coronavirus

pandemic from more drastically affecting

the Brazilian economy. In addition, in the economic

recovery process, the segment will continue to

play an important role. This is the view of Marcelo

Schmid, Managing Partner of Grupo Index, a benchmark

in environmental and forestry consulting.

In this interview, Managing Partner Schmid also

comments on the modernizations of the Brazilian

legislation that could be made to benefit the Sector,

the primary virtues, and bottlenecks of the planted

forest segment in Brazil. As well, he discusses Grupo

Index’s plans for the coming years, which, in 2021,

completes half a century of existence.

58


Celulose: Qual deve ser o papel do setor de

celulose na retomada econômica do Brasil no

pós-pandemia?

Marcelo: Primeiramente, se a gente for olhar o

que aconteceu no último ano, vamos ver que

alguns segmentos impediram que a situação

fosse bem pior do que foi. A gente está falando,

especificamente, em um primeiro momento,

do agronegócio, onde está o setor de [florestas]

plantadas, do qual depende a celulose. A meu

ver, o papel da celulose, a partir daqui, vai ser o

mesmo que ela teve desde o começo da pandemia.

Temos visto todo o mercado de celulose,

todas as indústrias de base da celulose, do mercado

florestal de produção de celulose, sendo

pouco afetados pela crise. Muito pelo contrário,

aliás: metade delas está em expansão, contratando.

Não tenho a menor dúvida de que o

segmento de celulose vai ser um grande precursor

dessa retomada econômica no Brasil, assim

como vem sendo durante toda a crise sanitária.

Celulose: Enquanto advogado e engenheiro

florestal, acredita que poderia haver modernizações

na legislação brasileira para fazer

avançar ainda mais o setor de celulose no

país?

Marcelo: Há várias pautas, mas elencaria duas

delas. A primeira diz respeito à possibilidade de

investimento estrangeiro no Brasil. Não existe

nenhum país no mundo que tenha a capacidade

de crescer em termos de florestas como nós. Por

mais que a gente estude projetos de celulose

no Paraguai, Equador, Argentina, Indonésia ou

China, quando colocamos todas as variáveis na

mesa, o Brasil sempre ganha. Se a gente tivesse

uma facilitação maior para permitir a chegada

dessas empresas estrangeiras de investimento,

portanto, não só nas fábricas mas também nas

florestas, facilitaria muito a questão. Hoje, uma

empresa de celulose estrangeira que venha para

o Brasil tem essa dificuldade de não poder comprar

as terras que vão abastecer a sua matéria-

-prima, por conta da restrição que existe para a

aquisição de terras por estrangeiros. A segunda

Celulose: What must be the role of the Pulp

Sector in Brazil’s post-pandemic economic

recovery?

Marcelo: First, if we look at what happened in

the last year, we will see that some segments

prevented the situation from being much worse

than it could have been. Firstly, we are talking

specifically about the agribusiness segment, which

includes planted forests, on which the pulp

industry depends. In my view, from here on, the

pulp segment’s role will be the same as it has

been since the beginning of the pandemic. We

have seen the pulp market, all the pulp-based

producers, the pulp production forestry market

being little affected by the crisis. By the way,

quite the contrary, half of them are expanding

and hiring. I do not doubt that the Pulp Sector

will be a significant precursor to any economic

recovery in Brazil, as it has been throughout the

pandemic.

Celulose: As a lawyer and forestry engineer,

do you believe that Brazilian legislation could

be modernized to advance the Pulp Sector in

the Country further?

Marcelo: There are several aspects, but I will

list two of them - the first concerns foreign

investment in Brazil. No country in the world

can grow forests like us. As much as we study

pulp projects in Paraguay, Ecuador, Argentina,

Indonesia, or China, Brazil always wins when

we put all the variables on the table. Any

modernization needs to include better facilitation

in allowing investments from foreign-based

companies, not only in factories but also in

forests. Today, a foreign pulp producer that

comes to Brazil has difficulty buying the land

to supply raw material for its factory because

of a restriction for the acquisition of land by

foreigners. The second concern, which is of

great importance, is ‘environmental licensing,’

which has become decentralized; each state has

its own regulation and understanding of the law

itself. Planting forests today in the State of Rio

Grande do Sul, for example, is complicated; it

59


E N T R E V I S T A

pauta de grande importância chama-se licenciamento

ambiental, que é descentralizado; cada

estado tem uma regulamentação e um entendimento

próprio da lei. Plantar floresta hoje no

Rio Grande do Sul, por exemplo, é muito difícil;

é um estado mais rígido. Agora, se for plantar no

Mato Grosso do Sul, a situação é completamente

contrária. Isso não é bom para ninguém, cria

uma insegurança jurídica.

Celulose: Que tecnologias disponíveis hoje no

mercado destacaria para alavancar a produção

de celulose no Brasil?

Marcelo: Temos investido e evoluído muito em

tecnologia no setor de celulose de base florestal

nos últimos anos, tanto dentro das fábricas, que

estão cada vez mais evoluídas, como na cadeia

de produção florestal, com máquinas e monitoramento

de cortes e abastecimento, realizado

online. Uma grande evolução a ser feita seria na

infraestrutura, o grande gargalo atual do Brasil.

Se nós conseguíssemos trazer a tecnologia para a

infraestrutura, para resolver problemas de logística,

seria muito interessante, porque uma grande

fatia do custo da celulose lá na ponta está ligada

a esse problema.

Celulose: Falando um pouco sobre florestas...

hoje, quais são as principais virtudes e os

principais pontos de melhoria do mercado

florestal brasileiro?

Marcelo: Temos um know-how de gestão de

crescimento de florestas muito bom. Conseguimos

níveis de produtividade grandes, em pinus

e eucalipto, e isso é consequência de vários

fatores. A gente já está há 30, 40 anos pesquisando

isso.

Temos visto todo o mercado de

celulose, todas as indústrias de base

da celulose, do mercado florestal

de produção de celulose, sendo

pouco afetados pela crise

is one of the stricter states. If you are going to

plant in the State of Mato Grosso do Sul, the

situation is entirely contrary. This is not good for

anyone; it creates legal uncertainty.

Celulose: What technologies available today

on the market would you highlight to leverage

pulp production in the Country?

Marcelo: In recent years, we have invested

and evolved a lot in technology in the Forest-

-based Pulp Sector both in the factory, which is

increasingly changing, and in the forest production

chain, where harvesting machines and

supply monitoring can be carried out online.

A significant development to be made would

be in infrastructure - the current considerable

bottleneck in Brazil. If we could bring the technology

to bear on infrastructure, it would be an

exciting way to solve logistics problems, as it is

a large share of pulp costs; my recommendation

is linked to this problem.

Celulose: Tell us a bit about forests. Today,

what are the main virtues and the main

points for improving the Brazilian forest

product market?

Marcelo: We have outstanding forest growth

management know-how. We achieved high productivity

levels for pine and eucalyptus, and this

is a consequence of several factors. We have

been researching this for 30, 40 years. Again,

about the main bottleneck today in Brazil, I do

not doubt that it is related to product shipment.

But I also see a second bottleneck that worries

me a lot – lack of a skilled workforce with higher

education, not just a Forest Product Sector

problem. I see fewer and fewer professionals

trained to work in this market.

Celulose: Are Timber Investment Management

Organizations (TIMO) and Timber

Exchange-Traded Funds (Timber ETF) good

options for those who want to start investing

in stocks?

Marcelo: Like every investment, we need scale.

It depends on the timing and circumstances. Is

60


De novo, sobre o principal gargalo hoje no Brasil,

não tenho dúvidas de que se trata do escoamento

de produção. Mas também tenho visto

um segundo gargalo que me preocupa muito,

que é a mão de obra especializada, com curso

superior – que não é um problema só do setor

florestal. Tenho visto cada vez menos profissionais

aptos a trabalhar no mercado.

Celulose: Fundos florestais são uma boa

opção para quem quer começar a investir em

ações?

Marcelo: Como todo investimento, a gente

precisa de escala. Depende do momento e

das circunstâncias. É bom investir em floresta?

Depende de onde você está, do momento do

mercado e de uma série de outras variáveis. O

que diria agora é que estamos entrando em um

ciclo em que a demanda vai achatar a oferta por

muito tempo, porque a demanda por madeira

está crescendo e a oferta está estagnada. Estamos

entrando em um ciclo no qual o preço da

madeira vai subir e o retorno aos produtores vai

aumentar. Diante disso, é interessante investir

em florestas? Sim. Mas antes de investir em

florestas, você precisa entender se está em uma

região onde haja um mercado que vá consumir

essa madeira no futuro. Diferentemente da agricultura,

de um produtor de soja, por exemplo,

que precisa antever um ano de mercado, nós temos

que antever muitos anos. É um investimento

interessante, afetado diretamente por grande

escala. É bom, portanto, investir em escala.

Talvez mil ha (hectares)? Não sei. Melhor do que

investir em 10 ha, provavelmente, porque aí os

custos de gestão, para fazer essa floresta crescer,

serão melhor diluídos. De uma forma geral, é

isso que deixaria de recado sobre investimentos.

Celulose: Recentemente, o Grupo Index

lançou uma startup, a MapForest 4.0. No que

consiste o projeto?

Marcelo: A MapForest é uma startup voltada

a trazer soluções de tecnologia ao setor florestal.

Dentro da MapForest já temos diferentes

projetos, uma plataforma inovadora que está

em funcionamento e traz uma série de informait

reasonable to invest in forests? It depends on

where you are, the market moment, and several

other variables. I would say now that we are

entering a cycle where supply will somewhat

flatten and fail to meet the demand for a long

time because demand for wood is growing and

supply is stagnant. We are entering a cycle in

which timber prices will rise, and the producers’

return will increase. Given this, is it interesting

to invest in forests? Yes. But before you invest

in forests, you need to understand if you are

investing in a region where there is a market

that will consume this wood in the future. Unlike

agriculture, where a soybean producer, for

example, only needs to foresee the market one

year in advance, we must look at the markets

over many years in advance.

Forests make an exciting investment, directly

affected by scale. It is good, therefore, to invest

in large-scale projects. Maybe a thousand

hectares? I don’t know. Is it better than investing

in 10 hectares? Probably, because then the

management costs to develop this forest will be

better diluted. Generally speaking, that’s the

message I would like to leave about investments.

Celulose: Recently, Grupo Index launched a

startup, MapForest 4.0. What is this project?

Marcelo: MapForest is a startup focused on

Dentro da MapForest já

temos diferentes projetos, uma

plataforma inovadora que está em

funcionamento e traz uma série de

informações bastante ricas sobre as

florestas brasileiras

61


E N T R E V I S T A

ções bastante ricas sobre as florestas brasileiras,

agregando tanto informações públicas de várias

bases diferentes, como informações próprias

nossas, do Grupo Index, que geramos pelo mapeamento

de florestas. Mas isso é só o começo.

Temos vários outros projetos em desenvolvimento

que estão sendo incubados na MapForest.

Trata-se de uma startup que já nasceu com bastante

energia, porque estamos incubados dentro

do PTI (Parque Tecnológico Itaipu), o maior

parque tecnológico do Brasil hoje.

Celulose: Quais são os outros planos de inovação

por parte do grupo?

Marcelo: Em 2021, completamos 50 anos.

Desde 2019, estamos preparando os próximos

50 anos do Grupo Index. Durante a pandemia,

mudamos para uma sede bem maior, justamente

para poder desenvolver vários novos projetos,

inclusive a MapForest. Também estamos lançando

um hub florestal nesse nosso espaço, com a

ideia de trazer todo mundo que tenha projetos

de tecnologia relacionados ao setor florestal para

um mesmo ambiente, para que possamos somar

forças para fazer esses projetos acontecerem.

E quando falo todo mundo, estou falando de

clientes, empresas tecnológicas e até outras

companhias de consultoria que possam ser nossos

concorrentes, mas por que não sentarmos

juntos para encontrar soluções interessantes para

o setor florestal? A tecnologia vai ser o norte dos

próximos 50 anos no Grupo Index. É nisso que

estamos queimando nossos neurônios ultimamente.

bringing technology solutions to the Forestry

Sector. Within MapForest, we already have

several different projects. One is an innovative

platform providing a series of rich information

about Brazilian forests, aggregating public

information from several different bases with

our own Grupo Index information base generated

by our forest mappings. But that’s just the

beginning. We have several other projects under

development, incubated within MapForest. It is

a startup born with a lot of energy because we

are part of the Itaipu Technological Park (PTI)

incubation program, the most extensive technological

park in Brazil today.

Celulose: What are Grupo Index’s other innovation

plans?

Marcelo: In 2021, we became 50. Since 2019,

we have been preparing Grupo Index’s next 50

years. We moved to a much larger office during

the pandemic to develop several new projects,

including MapForest. We are also launching

a forest hub in this space of ours, with the

idea of bringing everyone who has technology

projects related to the Forestry Sector to the

same environment to join forces to make these

projects happen. And when I say “everybody,”

I’m talking about clients, technology companies,

and even other consulting companies that might

be our “competitors,” but why not sit down together

to find exciting solutions for the forestry

industry? Technology will be our soul for the

next 50 years in Grupo Index. That’s what we’ve

been banging our brains about lately.

Temos investido e evoluído muito em tecnologia no setor de

celulose de base florestal nos últimos anos, tanto dentro das fábricas,

que estão cada vez mais evoluídas, como na cadeia de

produção florestal

62


Tema:

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FESQUA

Data: 08 a 11

Local: São Paulo

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Data: 13 a 15

Local: São Paulo (SP)

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AGRITEK UZBEKISTAN

Data: 09 a 11

Local: Tashkent (Uzbequistão)

Informações: http://agroexpouzbekistan.com/en

SETEMBRO 2021

TISSUE WORLD

Data: 21 a 23

Local: Düsseldorf (Alemanha)

Informações: www.tissueworld.com/dusseldorf/en/

home.html

NOVEMBRO 2021

EXPOCORMA

Data: 3 a 5

Local: Santiago (Chile)

Informações: www.expocorma.cl/

LONDON PULP WEEK

Data: 7 a 12

Local: Londres (Inglaterra)

Informações: www.bwpa.org.uk/events/londonpulp-week/

WOODMEX AND ASFI

Data: 26 a 29

Local: Birmingham (Inglaterra)

Informações: www.wexhibition.co.uk/

FEVEREIRO 2022

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Atua como agente de cationização para

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