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Revista Newslab Edição 177

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R$ 25,00


evista<br />

Editorial<br />

Ano 30 - <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> - Maio 2023<br />

Neste mês é comemorado o Dia Internacional<br />

do Trabalho... e nós, do Grupo FuturLab,<br />

estamos trabalhando ainda mais para trazer o<br />

que há de melhor até vocês.<br />

A equipe cresceu, juntou-se a nós a Digital<br />

Media Bruna Rufino, para deixar este time<br />

ainda mais forte.<br />

Quer mais novidades? Teremos em breve um<br />

caderno especial recheado de casos clínicos<br />

para pesquisa e aprendizado.<br />

E nosso canal do Youtube está ficando repleto<br />

de conteúdos científicos das mais variadas<br />

áreas, já conferiu? A cada dia ele se transforma<br />

no maior e melhor canal informativo da área de<br />

diagnóstico laboratorial.<br />

Sobre esta edição, temos novos colunistas com<br />

conteúdo incrível para você, querido leitor!<br />

Na estreia da seção Microrganismos e Saúde, a<br />

Dra. Gleiciere Maia escreve sobre os principais<br />

fatores de virulência de Espécie de Cândida,<br />

causadores de infecções hospitalares.<br />

A nova colunista Silvânia Ramalho inaugura a<br />

sua coluna Papo de Bancada, onde trará os mais<br />

diversos assuntos sobre a rotina laboratorial, de<br />

procedimentos de análise à burocracia, tudo<br />

que você precisa saber. E para essa edição, ela<br />

fala sobre o papel da gestão de custos sobre a<br />

insolvência do laboratório clínico.<br />

Nossos clientes, e mais que tudo, nossos<br />

parceiros, anunciam através de nós toda a<br />

modernidade e inovação que existe na área<br />

da saúde. Quer saber sobre os eventos futuros?<br />

Então vem! Tudo isso você encontra aqui, e,<br />

também, muito mais!<br />

À Bruna, Dra. Gleiciere e à Silvânia, sejam muito<br />

bem-vindas! Não poderiam ter ingressado<br />

em um mês melhor, vamos arregaçar nossas<br />

mangas, pois o TRABALHO não pode parar.<br />

Luciene Almeida<br />

Editora Chefe<br />

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,<br />

acessem nossas redes sociais:<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

@revista_newslab<br />

EXPEDIENTE<br />

Realização: FUTURLAB<br />

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@futurlab.com.br<br />

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br<br />

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@futurlab.com.br<br />

Comercial: Juliana Cristina da Silva (11) 97733-3312 | comercial2@futurlab.com.br<br />

Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br<br />

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral<br />

Ano 30 - <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> - Maio 2023<br />

<strong>Newslab</strong> - Tel.: (11) 98357-9843<br />

www.newslab.com.br - david.kernbaum@futurlab.com.br<br />

ISSN 0104 - 8384<br />

2<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


evista<br />

Ano 30 - <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> - Maio 2023<br />

Normas de Publicação<br />

para artigos e informes de mercado<br />

A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para<br />

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.<br />

Informações aos Autores<br />

A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades<br />

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas<br />

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso<br />

precise de informações adicionais, entre em contato com<br />

a redação.<br />

Informações aos autores<br />

Bimestralmente, a <strong>Revista</strong> NewsLab publica editoriais,<br />

artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses<br />

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e<br />

qualquer contribuição que possua correlação com as análises<br />

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.<br />

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos<br />

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer<br />

conflito de interesse existente, em particular aqueles de<br />

natureza financeira relativo a companhias interessadas<br />

ou envolvidas em produtos ou processos que estejam<br />

relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.<br />

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso<br />

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do<br />

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.<br />

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com<br />

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão<br />

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.<br />

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser<br />

enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.<br />

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos<br />

que a resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com<br />

extensão em TIF ou JPG.<br />

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados<br />

por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes<br />

completos dos autores e nome da instituição onde o estudo<br />

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,<br />

com endereço completo fone/fax e e-mail também<br />

deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,<br />

abstract, keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e<br />

Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,<br />

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,<br />

tabelas e legendas.<br />

As referências deverão constar no texto com o sobrenome<br />

do devido autor, seguido pelo ano da publicação, segundo<br />

norma ABNT 10520.<br />

As identificações completas de cada referência citadas no<br />

texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do autor em<br />

primeiro lugar seguido pela sigla do prenome. Ex.: sobrenome,<br />

siglas dos prenomes. Título: subtítulo do artigo. Título do livro/<br />

periódico, volume, fascículo, página inicial e ano.<br />

Evite utilizar abstracts como referências. Referências<br />

de contribuições ainda não publicadas deverão ser<br />

mencionadas como “no prelo” ou “in press”.<br />

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:<br />

<strong>Newslab</strong><br />

A/C: Luciene Almeida – Redação<br />

Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81<br />

CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060<br />

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br<br />

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/<br />

Contato<br />

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos<br />

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.<br />

REDAÇÃO: Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81 CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060.<br />

TELEFONE: (11) 98357-9856<br />

EMAIL: redacao@futurlab.com.br.<br />

Acesse nosso site: www.newslab.com.br<br />

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa, acessem nossas redes sociais:<br />

/revistanewslab<br />

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/revistanewslab<br />

@revista_newslab<br />

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país.<br />

Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da <strong>Newslab</strong>.<br />

Filiado à:<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

3


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DNBSEQ-G99 usa a tecnologia DNBSEQ da<br />

MGI e inovações em bioquímica, ótica, fluídica<br />

e controle de temperatura para atingir a maior<br />

velocidade entre todos os sequenciadores de<br />

rendimento médio-baixo do mercado.<br />

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targeted sequencing, como painéis de oncologia,<br />

análise de doenças infecciosas, metilação,<br />

Identificação humana, WGS de pequenos<br />

genomas, low-pass WGS, Exomas e RNA-seq.


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Aplicação em Oncologia<br />

Detecção de Variantes Raras<br />

Amostra: ctDNA de câncer de pulmão diluído a 1%, 0,5%,<br />

0,2%, e 0,1%.<br />

Biblioteca: Kit de preparo por captura.<br />

Estratégia: PE100 dual-barcode.<br />

Objetivo: Testar a capacidade de detecção de<br />

variantes do DNBSEQ-G99.<br />

Data of AF_1% ctDNA<br />

Data of AF_0.5% ctDNA<br />

5<br />

4<br />

3<br />

Resumo do<br />

sequenciamento<br />

Detected AF%<br />

3<br />

2<br />

1<br />

Detected AF%<br />

2<br />

1<br />

As corridas geraram<br />

126M reads em média e<br />

Q30>93%, com uma<br />

ótima reprodutibilidade.<br />

0<br />

1.5<br />

0 2 4 6<br />

Expected AF%<br />

Data of AF_0.2% ctDNA<br />

0<br />

0 2 4 6<br />

Expected AF%<br />

Data of AF_0.1% ctDNA<br />

0.6<br />

Resumo das análises<br />

Detecção de SNVs em<br />

100% dos sítios para<br />

todas as amostras<br />

(1%, 0,5%, 0,2%, 0,1%).<br />

Detected AF%<br />

1.0<br />

0.5<br />

Detected AF%<br />

0.4<br />

0.2<br />

Cada sequenciamento<br />

foi finalizado em cerca<br />

0<br />

0 0.5<br />

1.0 1.5<br />

0.0<br />

0.0 0.2 0.4 0.6<br />

de 9 horas!<br />

Expected AF%<br />

Expected AF%<br />

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Índice remissivo de<br />

anunciantes<br />

ordem alfabética<br />

revista<br />

Ano 30 - <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> - Maio 2023<br />

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.<br />

ALFA PLAST 103<br />

APPARAT 42-43 | 183<br />

BASE CIENTÍFICA 91<br />

BECKMAN COULTER DIV. DIAGNÓSTICA 17<br />

BECKMAN COULTER LIFE SCIENCES 51<br />

BIOCON 113<br />

BIOLAB BRASIL 95<br />

BIOMEDICA 63<br />

BUNZL SAÚDE 13<br />

CELLAVISION 59<br />

DATA INNOVATIONS 99<br />

DB<br />

CAPA | 4ª CAPA<br />

DIAGAM 111<br />

DIAGNO 189<br />

DYMIND 123<br />

EUROIMMUN 70<br />

FIRSTLAB 121<br />

GOLD ANALISA 129<br />

GREINER 133<br />

GRIFOLS 09<br />

GT GROUP 135<br />

GUIA LABORATÓRIAL 21<br />

HAMILTON 193<br />

HERMES PARDINI 82-83<br />

HORIBA 2ª CAPA | 197<br />

HOSPITALAR 213<br />

IBMP 153<br />

INVITRO 116-117<br />

LAB REDE 187<br />

LAB. GUTHRIE 28-29<br />

LAB. MÉDICO DR. MARICONDI 167<br />

Conselho Editorial<br />

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição<br />

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa<br />

da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da<br />

Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela<br />

USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério<br />

– Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto<br />

de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de<br />

Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.<br />

Colaboraram nesta <strong>Edição</strong>:<br />

LABOR LINE 72-73<br />

LABORATÓRIO MASTELLINI 66-67<br />

LOCCUS 25<br />

MEDIX 55<br />

MEDMAX 205<br />

MERCOLAB 47<br />

MGI AMERICA 04-05<br />

MINDRAY 137<br />

MP BIOMEDICALS 105<br />

NEOLABIMPORT 87<br />

NEWPROV 201<br />

NIHON KHODEN 127 | 156-157<br />

PERFECTA 39<br />

PNCQ 165<br />

PRIME CARGO<br />

3ª CAPA<br />

QUALLYX 131<br />

RENYLAB 93<br />

SARSTEDT 141<br />

SBAC 149<br />

SBPC 179<br />

SHIFT 139<br />

SNIBE 101<br />

SOLLUTIO DIAGNÓSTICOS 76-77<br />

SYSMEX DO BRASIL 89<br />

TBS BINDING SITE 125<br />

VEOLIA 143<br />

VIDA BIOTECNOLOGIA 32 | 109<br />

WAMA 175<br />

ZYBIO 97<br />

ZYMO RESEARCH 107<br />

Allyne Cristina Grando; Franciele da Rosa Sonemann; Humberto Façanha; Fábia Bezerra; Gleiciere Maia Silva; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Brunno Câmara; Helena Varela de Araújo; Rafaele Loureiro; Bruna Garcia; Fabiano de<br />

Abreu Agrela Rodrigues; Délio J. Ciriaco de Oliveira; Anna Clara do Nascimento Jesus; Luiza de Souza Fernandes; Victória Oliveira Gonzaga; Daniela Santos Silva; Járede da Silva Lopes; Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira<br />

Silvério; Pâmela Caroline Costa Pereira; Alessandra Alves de Souza Abou Hamia; Waldirene Nicioli; Silvânia Ramalho; Andressa Fehlberg; Rachel Siqueira de Queiroz Simões; Joelma Lessa da Silva; Juliana Yuri; Juliana Gomes;<br />

Paulo Mafra; Bruna Massa Barbosa de Andrade; Marina Raposo Neves Baptista; Mirella Portella Serafini; Álvaro Nunes de Morais; Gabriel Valença de Siqueira Borges; Júlia Domingues Marinho.<br />

6<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


AGENDA<br />

AGENDA<br />

de eventos 2023<br />

FEIRA HOSPITALAR<br />

Data: 23 a 26 de maio de 2023 das 11h às 20h<br />

Local: São Paulo EXPO<br />

Informações: https://www.hospitalar.com/pt/home.html<br />

SBAC – 48º CBAC<br />

Data: 18 a 21 de junho de 2023 das 9h às 18h<br />

Local: Costão do Santinho Resort – Florianópolis - SC<br />

Informações: https://www.sbac.org.br/cbac/<br />

55º CBPCML - Congresso Brasileiro de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial<br />

Data: 05 a 08 de setembro de 2023<br />

Local: PRO MAGNO Centro de Eventos – São Paulo – SP<br />

Informações: https://sbpc.org.br/pt/noticias-e-eventos/eventos-em-destaque/55-congresso-brasileiro-de-patologia-clinica-medicina-laboratorial<br />

MEDICAL FAIR BRASIL<br />

Data: 26 a 28 de setembro de 2023 das 11h às 20h<br />

Local: Expo Center Norte<br />

Informações: https://medicalfairbrasil.com.br/<br />

32º Congresso Brasileiro de Microbiologia<br />

Organizado pela Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM)<br />

Data: 18 a 22 de outubro de 2023<br />

Local: Rafain Palace Hotel & Convention, Foz do Iguaçu – PR<br />

Inscrições: https://sbmicrobiologia.org.br/32cbm2023/inscreva-se/<br />

HEMO 2023 – Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular<br />

Data: 25 a 28 de outubro de 2023<br />

Local: Transamerica Expo Center - São Paulo/SP<br />

Informações: https://www.congressohemo.com.br/<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

7


ÍNDICE<br />

revista<br />

Ano 30 - <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> - Maio 2023<br />

MATÉRIA DE CAPA<br />

78<br />

DB Diagnósticos amplia capacidade<br />

produtiva com a inauguração de nova sede<br />

em Minas Gerais.<br />

10<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

A IMPORTÂNCIA DA FASE PRÉ-<br />

ANALÍTICA NO EXAME QUALITATIVO DE<br />

URINA: REVISÃO DE LITERATURA.<br />

24<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

O USO DA CANNABIS MEDICINAL<br />

PARA O TRATAMENTO DE<br />

PARKINSON<br />

Autores: Franciele da Rosa Sonemann, Allyne<br />

Cristina Grando.<br />

Autora: Anna Clara do Nascimento Jesus;<br />

Luiza de Souza Fernandes; Victória Oliveira<br />

Gonzaga; Daniela Santos Silva.<br />

07 - Agenda<br />

71 - Publieditorial - Euroimmun<br />

72 - Publieditorial II - Laborline<br />

74 - Publieditorial III - Soluttio<br />

84 - Análises Clínicas<br />

88 - Neurociência em Foco<br />

92 - Microrganismos e Saúde<br />

100 - Auditoria e Qualidade<br />

104 - Papo de bancada<br />

114 - Direito e Saúde<br />

120 - Virologia<br />

134 - Minuto Laboratório<br />

142 - Epidemiologia<br />

150 - Biossegurança I<br />

154 - Biossegurança II<br />

162 - Citometria de Fluxo<br />

166 - Logística Laboratorial<br />

171 - Informes de Mercado<br />

40<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

O USO DA NANOTECNOLOGIA NO<br />

COMBATE AO CÂNCER<br />

56<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

PESQUISAS NA ÁREA DE GESTÃO<br />

LABORATORIAL: FRONTEIRA ÓTIMA<br />

PARA A TERCEIRIZAÇÃO DE EXAMES<br />

Autores: Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria<br />

Trevizã da Cunha Ferreira Silvério, Pâmela Caroline<br />

Costa Pereira, Alessandra Alves de Souza Abou<br />

Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

A IMPORTÂNCIA DA FASE PRÉ-ANALÍTICA<br />

NO EXAME QUALITATIVO DE URINA:<br />

REVISÃO DE LITERATURA<br />

The importance of the pre-analytical phase in the qualitative urine exam: bibliographic review<br />

Autores:<br />

Franciele da Rosa Sonemann1,<br />

Allyne Cristina Grando1<br />

1- Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Canoas, RS, Brasil<br />

* Imagem ilustrativa<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

Introdução: O exame qualitativo de urina (EQU) é capaz de fornecer<br />

elementos a elucidação diagnóstica sobre patologias renais, extra-renais<br />

e do trato urinário e a fase pré-analítica é de extrema importância para o<br />

correto processamento das amostras, influenciando diretamente na fase<br />

analítica e na interpretação final do exame. Objetivo: Descrever os aspectos<br />

relacionados as interferências que a fase pré-analítica pode causar no EQU.<br />

Metodologia: Foi realizada uma revisão da literatura a partir de pesquisas<br />

em artigos científicos disponíveis na base de dados do US National Library<br />

of Medicine National Institutes of Health, Scientific Electronic Library<br />

Online e Periódicos Capes nos idiomas português e inglês. Referencial<br />

teórico: A fase pré-analítica é essencial para todo o desenvolvimento do<br />

EQU, sendo divididas em subfases: pedido médico, coleta da amostra da<br />

urina, transporte da amostra de urina para o laboratório, recebimento da<br />

amostra de urina no laboratório, transporte da amostra de urina para o<br />

setor analítico, processamento da amostra de urina, interferência da<br />

alimentação pré-coleta, interferência da atividade física na amostra de<br />

urina. Considerações finais: A fase pré-analítica é a mais suscetível a erros,<br />

porque quase todos os processos desta fase ocorrem fora do laboratório<br />

clínico e estão diretamente ligadas a conduta que cada paciente deve se<br />

comprometer a realizar.<br />

Palavras-chaves: Fase pré-analítica, controle de qualidade, urina.<br />

Abstract<br />

Introduction: The qualitative urine test (EQU) is able to provide elements for<br />

the diagnostic elucidation of renal, extra-renal and urinary tract pathologies<br />

and the pre-analytical phase is extremely important for the correct<br />

processing of samples, directly influencing the analytical phase and in the<br />

final interpretation of the exam. Objective: To describe the aspects related to<br />

the interferences that the pre-analytical phase can cause in the qualitative<br />

examination of urine. Methodology: A literature review was carried out<br />

based on research in scientific articles available in the database of the US<br />

National Library of Medicine, National Institutes of Health, Scientific Electronic<br />

Library Online, and Capes Periodicals in Portuguese and English. Theoretical<br />

framework: The pre-analytical phase is essential for the entire development<br />

of the qualitative urine test, being divided into sub-phases: Medical order,<br />

collection of the urine sample, transport of the urine sample to the laboratory,<br />

receipt of the urine sample in the laboratory , transport of the urine sample<br />

to the analytical department, processing the urine sample, interference from<br />

pre-collection feeding, interference from physical activity in the urine sample.<br />

Final considerations: The pre-analytical phase is the most susceptible to<br />

errors, because almost all the processes in this phase take place outside the<br />

clinical laboratory and are directly linked to the conduct that each patient<br />

must undertake to carry out.<br />

Keywords: Pre-analytical phase, quality control, urine.<br />

10 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


O exame de urina constitui um recurso<br />

Introdução<br />

302/2005. (3) biológica, identificação, triagem,<br />

O exame qualitativo de urina (EQU) laboratorial de grande importância,<br />

está entre os exames mais solicitados baixo custo e simplicidade de<br />

aos laboratórios de análises clínicas, obtenção da amostra, sendo capaz<br />

sendo realizado em três etapas de fornecer elementos a elucidação<br />

distintas: a análise física, a análise<br />

química e a análise microscópica<br />

diagnóstica sobre patologias renais,<br />

extra-renais e do trato urinário. O<br />

onde estão envolvidas as fases préanalítica<br />

processo determina as seguintes<br />

e analítica. (1) A fase pré-<br />

analítica envolve todos os fatores que<br />

devem ser levados em conta antes da<br />

propriedades da urina: coloração,<br />

turvação, densidade específica, pH,<br />

glicose, cetonas, sangue, proteínas,<br />

realização do exame propriamente bilirrubina, urobilinogênio, nitrito,<br />

dito. A fase analítica dá continuidade esterase leucocitária e outros<br />

aos processos iniciados na fase constituintes elevados por exame<br />

pré-analítica e compreende o teste microscópico do sedimento urinário. (4)<br />

das amostras. A fase pós-analítica<br />

abrange os procedimentos realizados A fase pré-analítica é de extrema<br />

após a fase analítica, incluem os importância para o correto<br />

resultados, liberação dos laudos, processamento das amostras,<br />

armazenamento de material ou influenciando diretamente na<br />

amostra do paciente, transmissão e fase analítica e na interpretação<br />

arquivamento de resultados. (2) Todas final do exame. Esta fase é<br />

as fases dos exames laboratoriais são composta pela prescrição do<br />

estabelecidas pela Agência Nacional<br />

de Vigilância Sanitária através da RDC<br />

exame, preparação e orientação<br />

ao paciente, coleta da amostra<br />

transporte e armazenamento até a<br />

fase instrumental da realização do<br />

exame. Os fatores pré-analíticos são<br />

difíceis de monitorar e controlar,<br />

uma vez que a grande parte destes<br />

ocorre fora do laboratório, por isso<br />

está fase é tão delicada e exige uma<br />

atenção e dedicação constantes.<br />

A fase pré-analítica é uma das<br />

mais importantes na realização<br />

de um exame laboratorial, pois<br />

caso ocorram erros nesta fase<br />

compromete o resultado final. (5)<br />

A grande maioria dos erros<br />

laboratoriais quando detectados,<br />

dentro ou fora do laboratório,<br />

irão gerar a rejeição da amostra e<br />

posteriormente uma nova coleta da<br />

amostra biológica. Além de gerar<br />

dano direto ao paciente, esses erros<br />

trazem insatisfação, ansiedade,<br />

transtornos e insegurança ao médico<br />

e ao paciente. Para o laboratório<br />

clínico, os erros geram custos<br />

desnecessários, demora na liberação<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

11


Autores: Franciele da Rosa Sonemann, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

do laudo, trabalho dobrado e ainda<br />

se encontra a maior frequência de<br />

amostras até o laboratório e<br />

o mais importante, a perda da<br />

erros, os maiores riscos à saúde dos<br />

identificando as interferências<br />

credibilidade, da confiança e da<br />

profissionais e ainda é a fase que<br />

tanto na dieta do paciente quanto<br />

segurança. As evidências na literatura<br />

ocorre as mais elevadas taxas de<br />

no acondicionamento do material<br />

das últimas décadas mostram a fase<br />

erro humano. (8) Esses problemas,<br />

no laboratório. A revisão foi<br />

pré-analítica com o maior percentual<br />

geralmente, são oriundos da<br />

construída a partir de pesquisas<br />

de erros dentro do laboratório<br />

elevada rotatividade de pessoal,<br />

em artigos científicos, elaborados<br />

clínico, sendo responsável por 62%<br />

negligência, falta de entendimento<br />

por profissionais da área da saúde e<br />

dos erros. A principal razão para a<br />

sobre boas práticas em laboratório e<br />

pesquisadores, disponíveis na base<br />

alta prevalência de erros nesta fase<br />

treinamento ineficiente. (9,7)<br />

de dados do US National Library<br />

do processo está na dificuldade de<br />

of Medicine National Institutes of<br />

controlar as variáveis pré-analíticas<br />

Portanto, o objetivo do trabalho foi<br />

Health (NCBI/PubMed), Scientific<br />

e de realizar melhoria nos processos,<br />

realizar uma revisão de literatura sobre<br />

Electronic Library Online (SciELO)<br />

pois diversas variáveis encontram-<br />

a importância da fase pré-analítica no<br />

e Periódicos Capes.<br />

se no preparo do paciente e no<br />

exame qualitativo de urina.<br />

momento da coleta, nem sempre<br />

Para este estudo, foram utilizados<br />

sob o controle da supervisão do<br />

Metodologia<br />

artigos científicos publicados nos<br />

laboratório clínico. (6)<br />

Este trabalho consiste em uma<br />

últimos vinte e um anos. Quanto<br />

revisão de literatura científica<br />

ao idioma, os artigos selecionados<br />

Nos últimos anos a comunidade<br />

descritiva, focada nos aspectos<br />

foram em português e inglês, sendo<br />

laboratorial vem aceitando a<br />

relacionados às interferências que<br />

que as palavras-chaves utilizadas<br />

evidência de que as fases pré e<br />

a fase pré-analítica pode causar no<br />

como descritores foram: Fase pré-<br />

pós-analítica estão mais propensas<br />

exame qualitativo de urina, sendo<br />

analítica, controle de qualidade,<br />

a erros do que a fase analítica. (7)<br />

assim mostrando as interferências<br />

urina. Em inglês: Pre-analytical<br />

A fase pré-analítica é a fase onde<br />

do transporte incorreto de<br />

phase, Quality control, urine.<br />

12 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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Autores: Franciele da Rosa Sonemann, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Interferências pré-analíticas no<br />

exame qualitativo de urina<br />

O exame qualitativo de urina é o<br />

mais comum para diagnósticos no<br />

cotidiano do Laboratório Clínico,<br />

e acaba criando grandes desafios<br />

para a fase pré-analítica dos exames<br />

laboratoriais pelo fato de que as<br />

amostras são recolhidas pelos<br />

pacientes e a chance de erros préanalíticos<br />

é suscetivelmente maior,<br />

por isso a fase pré-analítica pode ser<br />

dividida em 8 subfases, conforme<br />

Quadro 1.<br />

A seguir, serão detalhadas as<br />

principais interferências das<br />

etapas antes da coleta, na coleta,<br />

transporte e processamento da<br />

amostra de urina.<br />

Pedido do médico<br />

Esta fase inicia com o médico<br />

decidindo, com base no seu<br />

conhecimento e experiência,<br />

Quadro 1: Subfases da fase pré-analítica do EQU.interferências das etapas antes da<br />

coleta, na coleta, transporte e processamento da amostra de urina.<br />

quais os testes de laboratório<br />

devem ser realizados. Esta etapa<br />

pode apresentar erros, pois<br />

depende da experiência do clínico<br />

frente às diferentes patologias e<br />

respectivos testes que irão ajudálo<br />

a evidenciar um diagnóstico,<br />

juntamente com a história clínica<br />

e o exame físico do paciente. É<br />

importante ressaltar a necessidade de<br />

transmissão de eventuais instruções<br />

de preparo ao paciente no momento<br />

da solicitação dos testes. (10)<br />

Outra forma seria o paciente<br />

contatar o laboratório clínico, onde<br />

receberia informações adicionais<br />

e complementares, como o<br />

melhor horário para a coleta e a<br />

necessidade da retirada de frascos<br />

próprios para a coleta domiciliar de<br />

algum material biológico. (10)<br />

14 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Coleta da amostra de urina Há diferenças significativas no<br />

inadequada. (11) frasco.<br />

A variabilidade em que as amostras<br />

de urina são colhidas (onde, como e<br />

por quem) resulta em uma grande<br />

possibilidade de erros pré-analíticos.<br />

Se a coleta da amostra de urina<br />

for feita por um paciente adulto<br />

que não necessita de assistência,<br />

o mesmo deve receber instruções<br />

adequadas sobre o procedimento.<br />

procedimento de coleta, dependendo<br />

do sexo do paciente. Para pacientes do<br />

sexo masculino, devem ser fornecidas<br />

as seguintes orientações:<br />

• Identificar o frasco de coleta que<br />

deve ser fornecido pelo laboratório,<br />

colocando o nome do paciente, data<br />

e horário de coleta.<br />

• Lavar as mãos com água e sabão.<br />

• Retrair o prepúcio para expor o<br />

As orientações fornecidas ao<br />

meato uretral.<br />

paciente devem abordar, além de<br />

• Lavar a glande com água e sabão,<br />

aspectos relacionados à coleta, os<br />

começando pelo meato uretral.<br />

possíveis interferentes biológicos<br />

• Enxugar, utilizando gaze ou toalha,<br />

do exame de urina (p.ex.: dieta,<br />

a partir do meato uretral.<br />

uso de medicamentos), os quais<br />

• Com uma das mãos, manter o<br />

podem impactar em vários<br />

prepúcio retraído.<br />

parâmetros como cor, densidade e<br />

pH da amostra. Muitos pacientes<br />

• Com a outra mão, segurar o frasco<br />

de coleta de urina já destampado.<br />

vão desacompanhados e talvez • Iniciar a micção, desprezando<br />

por falta de conhecimento acabam o primeiro jato de urina no vaso<br />

não entendendo as explicações sanitário.<br />

fornecidas pelo laboratório e têm a<br />

coleta do material feita, de maneira<br />

• Coletar urina do jato médio até cerca<br />

de 1/3 ou metade da capacidade do<br />

• Desprezar o restante de urina no<br />

vaso sanitário.<br />

• Fechar o frasco de coleta.<br />

• Encaminhar o frasco para o<br />

laboratório no prazo máximo de<br />

duas horas, mantendo-o em local<br />

fresco e ao abrigo da luz.<br />

Para pacientes do sexo<br />

feminino, as orientações são as<br />

seguintes:<br />

• Identificar o frasco de coleta que<br />

deve ser fornecido pelo laboratório,<br />

colocando o nome da paciente, data<br />

e horário de coleta.<br />

• Lavar as mãos com água e sabão.<br />

• Fazer higiene da região genital com<br />

água e sabão, sempre no sentido de<br />

frente para trás. É importante que os<br />

resíduos de pomadas, pós e cremes<br />

vaginais, eventualmente utilizados,<br />

sejam totalmente removidos.<br />

• Enxugar toda a região genital com<br />

gaze ou toalha, sempre no sentido<br />

de frente para trás.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

15


Autores: Franciele da Rosa Sonemann, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

• Separar os grandes lábios, limpar o<br />

à pele ao redor da região uretral,<br />

para relatar suposto abuso. Deve<br />

meato urinário e a região ao redor da<br />

onde a criança fica em observação<br />

sempre ser lembrada a possibilidade<br />

uretra.<br />

por 30 minutos, essa troca pode ser<br />

de abuso sexual nos casos de dor<br />

• Com uma das mãos, manter os<br />

realizada até 4 vezes se a criança não<br />

genital acompanhada de exame<br />

grandes lábios separados.<br />

urinar. Após a coleta, a urina deve<br />

físico compatível. (30)<br />

• Com a outra mão, segurar o frasco<br />

ser transferida diretamente para um<br />

de coleta já destampado.<br />

frasco coletor. O frasco utilizado para<br />

Técnicas apropriadas para a coleta<br />

• Iniciar a micção, desprezando<br />

a coleta de urina deve: proporcionar<br />

de urina: a urina do jato médio é<br />

o primeiro jato de urina no vaso<br />

uma coleta simples, garantir o<br />

mais representativa da bexiga,<br />

sanitário.<br />

transporte adequado da amostra, ser<br />

sendo a técnica mais comumente<br />

• Coletar urina do jato médio até,<br />

livre de interferentes e ser feito de um<br />

empregada para obtenção de<br />

mais ou menos, 1/3 ou metade da<br />

material não absorvente. Em seguida,<br />

urina para urinálise e urocultura.<br />

capacidade do frasco.<br />

o frasco deve ser corretamente<br />

O jato inicial, que é desprezado,<br />

• Desprezar o restante de urina no<br />

identificado com o nome do paciente,<br />

ajuda a eliminar os potenciais<br />

vaso sanitário.<br />

data e horário da coleta. (12,13)<br />

contaminantes presentes na<br />

• Fechar o frasco de coleta.<br />

uretra e no introito vaginal. A<br />

• Encaminhar o frasco para o<br />

Se no exame microscópico de uma<br />

amostra deve ser coletada em<br />

laboratório no prazo máximo de<br />

menina menor de dezoito anos for<br />

jato médio na primeira urina<br />

duas horas, mantendo-o em local<br />

encontrado espermatozoide não<br />

da manhã em frasco estéril<br />

fresco e ao abrigo da luz. (12)<br />

pode ser liberado principalmente se<br />

devidamente identificado, com<br />

o exame qualitativo de urina for feito<br />

o procedimento de limpeza<br />

No caso de bebês e crianças pequenas,<br />

em um hospital, deve-se chamar o<br />

adequada, recomenda-se um<br />

uma bolsa coletora deve ser aderida<br />

médico e o Agente Social do hospital<br />

limite máximo de duas horas<br />

16 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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Autores: Franciele da Rosa Sonemann, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

entre a colheita e a chegada<br />

refrigeradas devem ser processadas<br />

aceitação ou rejeição das amostras,<br />

da amostra ao laboratório em<br />

em até 2 horas após a coleta para<br />

de acordo com os critérios<br />

temperatura de 2 a 8ºC. (13,14)<br />

evitar a lise de hemácias e piócitos<br />

preestabelecidos pelo laboratório<br />

e a intensa multiplicação bacteriana.<br />

clínico. Conforme a Associação<br />

Devem-se evitar relações sexuais<br />

Amostras refrigeradas preservam<br />

Mercosul de Normalização (AMN),<br />

por pelo menos 24 horas antes<br />

por mais tempo (até 4 horas)<br />

que elaborou o documento Norma<br />

da coleta da amostra devido<br />

as hemácias e piócitos, porém<br />

Mercosul (NM 311-4:2009), o qual<br />

às quantidades aumentadas de<br />

favorecem a precipitação de uratos<br />

estabelece os critérios de rejeição<br />

proteínas e células epiteliais.<br />

e fosfatos. É importante salientar<br />

para amostras biológicas para<br />

A urina masculina pode ainda<br />

que as amostras de urina nunca<br />

laboratórios clínicos, as amostras<br />

estar contaminada por fluidos<br />

devem ser congeladas. Algumas<br />

devem ser coletadas, identificadas,<br />

prostáticos, enquanto que, em<br />

substâncias químicas são úteis para<br />

transportadas e processadas<br />

mulheres, podem-se encontrar<br />

conservação de amostras de urina<br />

de acordo com procedimentos<br />

secreções vaginais ou mesmo<br />

destinadas ao exame de cultura,<br />

estabelecidos para reduzir os<br />

contaminação com sangue<br />

entretanto elas interferem em várias<br />

interferentes pré-analíticos. Para a<br />

menstrual. (15,12)<br />

reações químicas da tira reagente,<br />

exatidão dos resultados laboratoriais<br />

portanto não são recomendados<br />

a amostra deve ser representativa,<br />

Transporte da amostra de urina<br />

para a urinálise. (16)<br />

ou seja, deve reproduzir as condições<br />

para o laboratório<br />

homeostáticas do paciente no<br />

O transporte inadequado da amostra<br />

Recebimento da amostra de<br />

momento da coleta. (17)<br />

de urina pode impactar diretamente<br />

urina no laboratório<br />

na sua qualidade. Idealmente,<br />

Após a coleta e o transporte,<br />

Destaca-se que a fase pré-analítica<br />

amostras sem conservantes e não<br />

inicia-se a fase de recebimento e<br />

se inicia na coleta de material,<br />

18 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


ealizada pelo paciente, que deve<br />

ou com papel higiênico, recipientes<br />

nenhuma eventualidade a urina<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

ser informado de todas as condutas<br />

contaminados no lado de fora,<br />

deve ser congelada, pois isso destrói<br />

preconizadas, seja no ambiente<br />

amostras com volume insuficiente<br />

os elementos figurados presentes,<br />

domiciliar ou hospitalar. O erro nesta<br />

e amostras inadequadamente<br />

inviabilizando o exame microscópico<br />

etapa varia desde o descuido e a<br />

transportadas ou preservadas.<br />

e falseando os dados bioquímicos da<br />

falta de orientação ao paciente, até<br />

Não devem ser aceitas amostras<br />

amostra. (12)<br />

a ausência de entendimento sobre<br />

que tenham sido congeladas, pois<br />

boas práticas em laboratório, bem<br />

esse procedimento promove a<br />

O procedimento de conservação<br />

como treinamento ineficiente. A<br />

destruição dos componentes celulares<br />

da amostra mais frequentemente<br />

adequada gestão desses processos<br />

habitualmente presentes na urina.<br />

utilizado é a refrigeração, entre<br />

pré-analíticos garante a precisão dos<br />

O laboratório deve ter uma política<br />

2 e 8°C. A refrigeração diminui<br />

resultados da fase analítica. (18)<br />

escrita detalhando as suas condições<br />

o crescimento e o metabolismo<br />

de rejeição de amostras. (19,17,12)<br />

bacteriano, mas pode aumentar<br />

As amostras não identificadas, ou<br />

a gravidade específica, quando<br />

incorretamente coletadas, devem<br />

Transporte da amostra de urina<br />

medida pelo urodensímetro, e<br />

ser rejeitadas pelo laboratório, e o<br />

para o setor analítico<br />

propiciar a precipitação de fosfatos<br />

pessoal responsável pela coleta deve<br />

Após a coleta, a urina deve ser<br />

e uratos amorfos. (17,12)<br />

ser notificado para providenciar<br />

entregue imediatamente ao<br />

nova amostra. Situações inaceitáveis<br />

laboratório e testada dentro de duas<br />

A amostra urinária armazenada ou<br />

incluem uso de recipientes<br />

horas. Uma amostra que não possa<br />

transportada fora da temperatura<br />

inapropriados, dados discordantes<br />

ser analisada nesse prazo deve ser<br />

preconizada por um período<br />

na etiqueta e no formulário,<br />

refrigerada ou ter um conservante<br />

maior que 2h depois de colhida,<br />

amostras contaminadas com fezes<br />

químico adequado adicionado. Em<br />

pode sofrer diversas alterações<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

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Autores: Franciele da Rosa Sonemann, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

como exemplo, no exame físico<br />

do EQU, a cor pode apresentar-se<br />

de exposição. A densidade pode ser<br />

alterada em função do consumo<br />

A recomendação é que se utilize<br />

baixa velocidade (1500 a 2000 rpm<br />

normal quando coletada e sofrer<br />

dos nutrientes presentes na urina<br />

ou 400g), com um tempo mais curto<br />

alterações em consequência de<br />

em quantidades compatíveis com<br />

de centrifugação (5 a 10 min) para<br />

sua exposição à luz, ou devido sua<br />

certas enfermidades, como glicose<br />

preservar bem os elementos sólidos de<br />

alcalinização. Odores anormais da<br />

e proteínas. (16)<br />

interesse (cilindros, células e cristais).<br />

urina podem ser fétido, amoniacal<br />

A remoção do sobrenadante após<br />

e frutado, causados geralmente<br />

Processamento da amostra<br />

a centrifugação da urina também<br />

pela degradação celular verificada<br />

de urina<br />

representa uma fonte de erro pré-<br />

nos processos infecciosos ou em<br />

É recomendado que a amostra<br />

analítico. Sugere-se que a proporção<br />

situações de acondicionamento<br />

de urina contida no frasco<br />

de 12:1 (12 mL de urina: 1 mL de<br />

inadequado. O odor amoniacal<br />

primário seja aliquotada em<br />

sedimento) seja seguida. Após<br />

deve-se ao processo de conversão<br />

frascos secundários para a<br />

desprezar o sobrenadante, o sedimento<br />

bacteriana da ureia em amônia,<br />

realização de análises químicas,<br />

deve ser ressuspendido gentilmente<br />

podendo ser também causado por<br />

microbiológicas e morfológicas,<br />

sem movimentos bruscos, preservando<br />

processos inflamatórios ou não. O<br />

a fim de evitar o risco de<br />

assim a integridade dos elementos de<br />

aspecto pode se apresentar turvo,<br />

contaminação. Variações na<br />

interesse na parte mais importante<br />

provavelmente decorrente da<br />

velocidade e no tempo de<br />

e definitiva do exame, a análise<br />

precipitação de grânulos de fosfato<br />

centrifugação podem interferir<br />

microscópica do sedimento urinário<br />

causado pela alcalinização da urina.<br />

na análise do sedimento, uma<br />

humano. A análise dos elementos<br />

O depósito pode sofrer alteração<br />

vez que este procedimento pode<br />

urinários sem a etapa de centrifugação<br />

pela degradação de células em<br />

lisar 20 a 80% das hemácias<br />

evita esta fonte de erro, porém diminui<br />

decorrência do tempo e temperatura<br />

e piócitos. (16)<br />

a sensibilidade analítica. (22,16)<br />

20 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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Autores: Franciele da Rosa Sonemann, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

As colorações mais escuras,<br />

Interferência da alimentação<br />

induzir a erros de interpretação. (23) mas sabe-se que a resposta renal<br />

pré-coleta<br />

amarelo-escuro ou âmbar, estão<br />

A ingestão de uma dieta acidogênica, relacionados com amostras<br />

rica em proteína de origem concentradas, presença aumentada<br />

animal, também pode contribuir de urobilinogênio, bilirrubina ou<br />

potencialmente para a redução do<br />

pH urinário (8,9) devido à geração de<br />

prótons durante a oxidação de radicais<br />

sulfurados a sulfato presentes na<br />

proteína animal. (21) Juntamente com<br />

ingestão de alimentos tais como<br />

os ricos em caroteno (cenoura,<br />

mamão e ruibarbo) e ainda à<br />

excreção de algumas drogas como<br />

nitrofurantoína e fenazopiridina. (1,8)<br />

a ingestão da vitamina C, a urina pode<br />

resultar em uma resposta falsamente Interferência da atividade<br />

baixa ou até mesmo negativa para a física na amostra de urina<br />

pesquisa de glicosúria que utiliza tiras Após o exercício físico intenso,<br />

reagentes. (22)<br />

as alterações renais mais<br />

frequentemente encontradas na<br />

Existem diversos alimentos que mudam<br />

a cor da urina, exemplo: (beterraba e<br />

anilinas), medicamentos (ampicilina,<br />

amostra de urina são os glóbulos<br />

vermelhos isomórficos, os cilindros e<br />

a protei¬núria. (24)<br />

rifampicina e antissépticos urinários)<br />

e produtos do metabolismo normal A forma como o exercício origina<br />

(pigmentos biliares) podem alterar sua hematúria glomerular, não está<br />

cor. Quando muito concentrada, pode ainda completamente esclarecida,<br />

ao exercício físico intenso e agudo<br />

é redistribuição do débito cardíaco,<br />

caracterizado por aumento do fluxo<br />

sanguíneo no coração e músculos<br />

esqueléticos e uma redução nos<br />

músculos inativos, pele, rins e órgãos<br />

vascularizados pela circulação<br />

esplénica, que provoca uma<br />

isquemia renal. A auto regulação<br />

do filtrado glomerular renal e as<br />

alterações tubulares são apontadas<br />

como mecanismos complementares<br />

(12, 25)<br />

na fisiopatologia.<br />

Cilindros hialinos são os mais<br />

comumente encontrados, aparecem<br />

incolores em sedimentos não<br />

corados. Encontra-se em número<br />

aumentado na glomerulonefrite<br />

aguda, pielonefrite, doença renal<br />

crônica e insuficiência cardíaca<br />

congestiva. Podem ser encontrados<br />

após exercício físico intenso e após<br />

desidratação. (1,26 )<br />

22 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


A excreção urinária de proteínas<br />

em indivíduos saudáveis vai variar<br />

com a intensidade, duração e com<br />

o tipo de exercício. (27) Durante o<br />

exercício físico pode ocorrer uma<br />

proteinúria funcional decorrente<br />

de alterações nas pressões<br />

hidrostáticas no glomérulo, que<br />

promovem um acréscimo na força<br />

de filtração, ocasionando um<br />

aumento na permeabi¬lidade da<br />

membrana glomerular, deixando<br />

passar para o filtrado uma<br />

variável quantidade de proteínas<br />

séricas. (28) Outras causas da<br />

elevação de proteínas na urina<br />

são: lesão, luxação ou ruptura<br />

muscular ocorrida durante a<br />

prática esportiva, já que, no local<br />

da lesão, podem ser liberadas<br />

proteínas constituintes do tecido<br />

local lesado. (29,24)<br />

Considerações finais<br />

A fase pré-analítica é a mais<br />

suscetível a erros, porque quase<br />

todos processos desta fase ocorre<br />

fora do laboratório clínico, e estão<br />

diretamente ligadas a conduta que<br />

cada paciente deve se comprometer,<br />

isso inclui também a falta de<br />

capacitação de profissionais para<br />

fornecer as instruções de coleta ao<br />

paciente de forma clara e acessível.<br />

É de extrema importância ressaltar<br />

que os erros pré-analíticos sempre<br />

irão existir, porém minimizados<br />

com orientação, capacitação<br />

e treinamentos com cada<br />

profissional. Deveria ser adotado<br />

como habito estas condutas em<br />

cada laboratório, pois evitaria<br />

muitos erros não somente préanalíticos,<br />

como também erros<br />

analíticos e pós-analíticos.<br />

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infância e adolescência, 2000. Rio de Janeiro: SBP, Claves Jorge Careli, ENSP, FIOCRUZ,<br />

Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, Ministério da Justiça, 2000. 40p<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

23


ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

O USO DA CANNABIS MEDICINAL<br />

PARA O TRATAMENTO DE PARKINSON<br />

Autoras:<br />

Anna Clara do Nascimento Jesus;<br />

Luiza de Souza Fernandes;<br />

Victória Oliveira Gonzaga;<br />

Daniela Santos Silva.<br />

Colégio Técnico “Antônio Teixeira Fernandes” - Colégio Univap<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

A doença de Parkinson é um transtorno decorrente de uma degeneração<br />

celular neural que causa a perda de neurônios dopaminérgicos no cérebro<br />

responsáveis pelo controle de motilidade do organismo. Os recursos<br />

terapêuticos convencionais nem sempre apresentam resultância em todos os<br />

pacientes. Dessa maneira, com base em estudos recentes, houve o aumento<br />

pela procura de medicinas alternativas para o tratamento dessa doença,<br />

sendo uma delas a terapia à base de canabidiol (CBD). Objetivos: Apresentar<br />

eficiência da terapia à base de cannabis, em relação à doença de Parkinson<br />

(DP) e explorar a medicina alternativa. Método: Revisão bibliográfica de<br />

estudos sobre o uso de CBD para tratamento da doença de Parkinson e<br />

pesquisa realizada de forma voluntária com participantes não identificados.<br />

Resultado: A pesquisa mostrou que, mesmo com os avanços da comunidade<br />

científica em relação à cannabis medicinal, o tratamento à base de canabidiol<br />

ainda é alvo de críticas perante a sociedade.<br />

Abstract<br />

The Parkinson’s disease is a disorder caused by a neural cell degeneration<br />

that causes the loss of dopaminergic neurons in the brain responsible for<br />

the organism’s motility. The conventional therapeutic resources doesn’t<br />

always show result in all patients. Thus, based on recent studies, there<br />

was a growth on the search for alternative medicines for this disease’s<br />

treatment, one of them being the therapy based on cannabidiol (CBD).<br />

Objectives: Present the eficiency of the cannabis-based therapy regarding<br />

the Parkinson’s disease and explore a alternative type of medicine.<br />

Method: Literature review of studies about the use of CBD to treat<br />

Parkinson’s disease and a research made with voluntary non-identified<br />

participants through the platform Google Forms. Results: The research<br />

pointed that, even with the advances of the cientific community in relation<br />

to the medical use of cannabis, the treament based on cannabidiol is still<br />

a target of criticism facing society.<br />

Palavras-chave: Cannabis, Canabidiol, Doença de Parkinson, Tratamento para<br />

Parkinson, Qualidade de vida.<br />

Keywords: Cannabis, Cannabidiol, Parkinson’s disease, Parkinson’s treatment,<br />

Quality of life.<br />

24 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Autoras: Anna Clara do Nascimento Jesus, Luiza de Souza Fernandes,<br />

Victória Oliveira Gonzaga, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Introdução<br />

A Doença de Parkinson conhecida por<br />

que mudou a perspectiva da DP com<br />

seus inúmeros estudos baseados na<br />

tratamento farmacológico, com o uso<br />

de alcalóides da beladona (substância<br />

seus sintomas de instabilidades nos<br />

ciência. Suas contribuições começam<br />

com propriedades anticolinérgicas)<br />

movimentos e tremulações foi datada<br />

quando é sugerido por ele a mudança<br />

(TEIVE, 2000).<br />

oficialmente em 1817, pelo médico<br />

do nome da enfermidade, antes que<br />

britânico James Parkinson, onde<br />

era citada como paralisia agitante, foi<br />

A doença de Parkinson (DP) é um<br />

o mesmo a definia como paralisia<br />

definida como Doença de Parkinson<br />

transtorno<br />

neurodegenerativo<br />

agitante. (BERRIOS, 2016).<br />

homenageando o próprio James.<br />

crônico que ocorre a partir da morte<br />

Charcot foi tão importante para o estudo<br />

de neurônios dopaminérgicos na<br />

Entretanto há relatos sobre a doença<br />

da neurologia que atuava no Hospital La<br />

área compacta do mesencéfalo<br />

desde os tempos antigos, com<br />

Salpêtrière com mais de 5000 pacientes,<br />

denominada substância negra.<br />

descrições de Leonardo Da Vinci “O<br />

muito deles eram tratados por suas<br />

Essa substância, chamada também<br />

problema aparece claramente nos<br />

doenças crônicas e neurológicas, a partir<br />

de substância nigra, é uma região<br />

paralíticos, cujas mãos, braços e cabeça<br />

daí houve o desenvolvimento sobre a<br />

localizada no mesencéfalo na qual é<br />

se movem sem a permissão do espírito,<br />

enfermidade de Parkinson.<br />

realizada a produção de dopamina,<br />

que, com toda a sua força, não impede<br />

neurotransmissor envolvido no<br />

a tremedeira”. Sem saber, Leonardo<br />

Charcot por sua inteligência definiu<br />

controle da motilidade, humor,<br />

estaria descrevendo sintomas claros<br />

quatro sinais cardinais para o<br />

emoção, assim como também<br />

da DP, datando uma quase paralisia e<br />

diagnóstico do quadro clínico da<br />

mecanismos de recompensa e<br />

limitações nos movimentos corporais<br />

Doença de Parkinson, são eles:<br />

vício (DI LORENZO, 2011). As<br />

(RAUDINO, 2011).<br />

(bradicinesia, rigidez muscular,<br />

principais alterações motoras da<br />

instabilidade postural e dificuldade<br />

DP são instabilidade postural,<br />

Além da descoberta de James Parkinson,<br />

de equilíbrio), abrindo portas para<br />

movimentos lentos, perda de<br />

nasce em 29 de novembro de 1825 Jean-<br />

o desenvolvimento desta medicina<br />

equilíbrio e tremores frequentes.<br />

Martin Charcot, o homem parisiense<br />

interna.<br />

Por fim, Charcot foi o<br />

Além disso, outros sintomas são:<br />

conhecido como “pai da neurologia”<br />

primeiro neurologista a indicar um<br />

Acinesia, onde ocorre a limitação<br />

26 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


dos movimentos iniciais, deixando<br />

a mobilidade voluntária mais lenta<br />

(FERRAZ, 1999). Entretanto,<br />

estudos executados durante as<br />

habitual. Uma análise juntamente<br />

com 22 pacientes relatou o uso<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

e dificultosa; Sialorréia involuntária,<br />

últimas décadas apresentam<br />

medicinal da maconha para<br />

caracterizada pelo aumento da saliva<br />

evidências de que o uso contínuo de<br />

o tratamento da Doença de<br />

e consequentemente, dificuldade<br />

levodopa pode causar complicações<br />

Parkinson, descrevendo reduções<br />

na deglutição do paciente com DP; e<br />

no organismo, como intolerância<br />

significativas dos sintomas motores<br />

Hipertonia plástica, que causa rigidez<br />

gastrointestinal,<br />

alterações<br />

como, por exemplo, bradicinesia,<br />

muscular (BARBOSA, 2005).<br />

psiquiátricas, hipotensão ortostática<br />

inflexibilidade muscular e tremores,<br />

e discinesias, movimentos<br />

reduzindo a dor e o incômodo<br />

O tratamento farmacológico mais<br />

anormais involuntários e muitas<br />

gerado, tudo isso com vinculação à<br />

utilizado para pacientes de DP<br />

vezes incapacitantes. Além disso,<br />

extração do canabidiol e sua infusão<br />

envolve a reposição de precursores<br />

a levodopa apresentou influência<br />

(CBD), atuando no sistema nervoso.<br />

de dopamina no organismo como<br />

em aspectos fonoaudiólogos<br />

Este componente não psicoativo<br />

a levodopa (L-DOPA) atuando<br />

dos pacientes, influenciando em<br />

aumenta o fluxo sanguíneo na<br />

no sistema nervoso central e,<br />

seu desempenho comunicativo<br />

parte do hipocampo do cérebro<br />

em função da enzima dopa<br />

(FIALHO, et. al. 2019)<br />

contribuindo para a redução de<br />

descarboxilase, é convertida em<br />

sintomas da DP (SANTOS, 2019).<br />

dopamina, repondo seu declínio<br />

Dessa maneira, houve o aumento<br />

no organismo. O surgimento<br />

de procuras de alternativas para o<br />

A maioria dos estudos básicos<br />

desse fármaco na década de 60<br />

tratamento de Parkinson, sendo<br />

realizados sobre o uso de<br />

revolucionou o tratamento da<br />

uma delas a terapia à base de<br />

medicamentos à base de cannabis<br />

doença de Parkinson, que se tornou<br />

Canabidiol (CBD) (ROCHA, 1995).<br />

para o tratamento da doença de<br />

a primeira doença degenerativa<br />

O valor terapêutico da Cannabis<br />

Parkinson mostram efeitos positivos<br />

do sistema nervoso central ao<br />

sativa é altamente evidenciado<br />

e promissores do CBD em alterações<br />

ser tratada com uma medicina à<br />

em estudos recentes, atuando<br />

bioquímicas relacionadas à DP. No<br />

base de reposição de precursores<br />

como uma refratariedade à terapia<br />

entanto, a questão do uso medicinal<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

27


Diagnóstico preciso através de alta<br />

tecnologia totalmente dedicada à<br />

triagem neonatal.<br />

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No Laboratório Guthrie, nos esforçamos para<br />

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neonatal de alta qualidade para garantir<br />

resultados precisos e oportunos para a detecção<br />

de doenças raras, distúrbios de oxidação de<br />

ácidos graxos, distúrbios de ácidos orgânicos,<br />

distúrbios de aminoácidos e outras condições.<br />

Estamos empenhados em fornecer aos nossos<br />

clientes os resultados mais abrangentes e<br />

confiáveis disponíveis. Temos orgulho de ser<br />

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Distúrbios de Aminoácidos (AA), Distúrbios da Oxidação dos Ácidos Graxos (DOAG), Distúrbios de Acidúria Orgânica (AO), Disfunção<br />

do Metabolismo da Purina,<br />

Distúrbios de Armazenamento Lisossômico (LSD)<br />

Ensaio quantitativo de espectrometria de massa em tandem para determinação simultaneamente as atividades das enzimas<br />

lisossômicas deficientes na doença de Gaucher, doença de Niemann-Pick A/B, doença de Pompe, doença de Krabbe, doença de Fabry e<br />

doença MPS I - Mucopolissacaridose tipo I (ABG, ASM, GAA, GALC, GLA e IDUA, respectivamente).<br />

Distúrbios Peroxisômicos. - XALD<br />

Triagem Molecular<br />

SCID, AGAMAGLOBULINEMIA, ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL<br />

PCR em tempo real multiplex (RT-qPCR) amplificando quatro alvos (TREC, KREC, SMN1 e RPP30) em uma única reação de PCR usando DNA<br />

extraído de DBS para triagem de Imunodeficiência combinada grave (SCID) Agamaglobulinemia ligada ao X (XLA) e Atrofia muscular<br />

espinhal (AME).


Autoras: Anna Clara do Nascimento Jesus, Luiza de Souza Fernandes,<br />

Victória Oliveira Gonzaga, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

da maconha é acompanhada<br />

A criminalização da pobreza, assim<br />

A criminalização da cannabis começou<br />

de uma discussão envolvendo a<br />

como a exclusão social dos indivíduos<br />

no século XX, mais precisamente na<br />

política proibicionista presente<br />

vinculados a esse fenômeno, gera<br />

década de 30, ao ser considerada<br />

não somente no Brasil, mas em<br />

um posicionamento interligado<br />

uma planta de uso pessoal de pessoas<br />

todo o globo. As drogas, em seu<br />

diretamente com a criminalização<br />

negras e indígenas, altamente<br />

aspecto geral, são entendidas como<br />

das drogas no Brasil. É importante<br />

marginalizadas na época, e baseada<br />

nocivas ou benéficas de acordo<br />

ressaltar que, ao falar da proibição<br />

em argumentos falaciosos. Até a<br />

com a sua época, inserção social<br />

e criminalização das drogas,<br />

atualidade, a planta provoca uma<br />

e cultural e padrão de consumo,<br />

principalmente da Cannabis, o<br />

reação negativa na população ao ser<br />

de modo que seu significado<br />

racismo possui uma participação<br />

associada com vício, doenças e crimes<br />

científico difere de seu significado<br />

extremamente relevante em seu<br />

impropriamente. O tema “O uso da<br />

ideológico (NUNES, 2007). O uso<br />

papel. A maconha, por exemplo,<br />

Cannabis sativa no tratamento da<br />

medicinal de substâncias psicoativas<br />

é frequentemente associada com<br />

doença de Parkinson” foi escolhido<br />

fez-se presente nas civilizações<br />

grupos marginalizados da sociedade<br />

para evidenciar o potencial medicinal<br />

mais antigas da terra como uma<br />

como negros, pobres, militantes<br />

e terapêutico da planta, de forma a<br />

alternativa para certas terapias. No<br />

e ativistas e sempre foi alvo de<br />

incentivar a desconstrução social em<br />

entanto, a disseminação das drogas<br />

perseguição policial e política. Não<br />

relação à cannabis.<br />

nas sociedades ocidentais modernas,<br />

é o combate às drogas que causa o<br />

acompanhada de uma extensa<br />

racismo ou a desigualdade no nosso<br />

Materiais e métodos<br />

controvérsia sobre a criminalização<br />

país, no entanto, a ideologia carregada<br />

Esse estudo caracteriza-se como<br />

da pobreza e racismo, modificou os<br />

pela guerra às drogas é enraizada<br />

uma pesquisa bibliográfica realizada<br />

padrões de uso dessas substâncias<br />

no preconceito e marginalização<br />

com base em artigos e publicações<br />

situando-as, por fim, como objetos<br />

permitidos pelo consentimento social<br />

científicas de referências na área da<br />

criminosos (MOREIRA, 2006).<br />

(OLIVEIRA, 2018).<br />

saúde elaborada na base eletrônica<br />

30 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Scholar Google. Fazendo a leitura<br />

prévia dos artigos encontrados foi<br />

possível selecioná-los de forma a<br />

extrair apenas o conteúdo de maior<br />

interesse para essa revisão. Alguns dos<br />

descritores utilizados foram “O Uso De<br />

Cannabis No Tratamento De Parkinson”,<br />

“Legalização Da Cannabis No Brasil”,<br />

“Dopamina” e “Canabidiol”, sendo o<br />

período analisado de 1995 a 2021.<br />

Gráfico 1 - Faixa etária dos participantes<br />

Fonte: Pesquisa realizada pelas autoras na plataforma Google Forms (2021).<br />

Gráfico 2 - Pergunta: Você conhece a doença de Parkinson?<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

A análise feita ao decorrer deste<br />

artigo baseou-se em uma pesquisa<br />

realizada de forma aleatória e<br />

voluntária com 100 participantes<br />

residentes principalmente da região<br />

do Vale do Paraíba em São Paulo e não<br />

identificados, conforme a resolução<br />

510/2016, que afirma que “pesquisas<br />

de opinião pública com participantes<br />

não identificados não necessitam<br />

de apreciação ética pelo CEP”. Na<br />

pesquisa, foram feitas perguntas<br />

relacionadas a conhecimentos gerais<br />

Fonte: Pesquisa realizada pelas autoras na plataforma Google Forms (2021).<br />

Gráfico 3 - Pergunta: Se você é familiarizado com a doença de Parkinson, quais são os<br />

seus principais sintomas?<br />

Fonte: Pesquisa realizada pelas autoras na plataforma Google Forms (2021).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

31


Linha URIANÁLISE<br />

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sobre a doença de Parkinson, assim<br />

como perguntas sobre a familiaridade<br />

dos participantes com o uso da<br />

cannabis medicinal.<br />

Gráfico 4 - Pergunta: Você tem conhecimento sobre o uso da Cannabis para fins<br />

medicinais?<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Resultados<br />

A pesquisa realizada por meio<br />

eletrônico levou em conta respostas<br />

de 100 participantes voluntários dos<br />

quais a maioria, compondo 54% dos<br />

entrevistados, encontra-se na faixa<br />

etária de 14 a 19 anos (Gráfico 1).<br />

Fonte: Pesquisa realizada pelas autoras na plataforma Google Forms (2021).<br />

Gráfico 5 - Pergunta: Você acredita que a criminalização da Cannabis é um retrocesso<br />

para a medicina alternativa?<br />

Aos entrevistados, dirigiramse<br />

perguntas relacionadas aos<br />

fundamentos gerais da doença de<br />

Parkinson, como o conhecimento<br />

de forma generalizada da doença,<br />

assim como seus principais sintomas<br />

conhecidos. Dentre os resultados<br />

obtidos, pode-se observar que<br />

94% dos participantes possuem<br />

conhecimento prévio sobre a doença<br />

de Parkinson (Gráfico 2) e, dos<br />

que a conhecem, 100% possuem<br />

o fundamento de seus principais<br />

sintomas (Gráfico 3).<br />

Fonte: Pesquisa realizada pelas autoras na plataforma Google Forms (2021).<br />

Por fim, ao serem feitas perguntas<br />

relacionadas à cannabis medicinal,<br />

o estudo indicou que, dos 100<br />

medicinais (Gráfico 4). Além disso,<br />

17% dos participantes da pesquisa<br />

não acreditam que a criminalização<br />

entrevistados, 35% não apresentam da cannabis apresenta um<br />

nenhum conhecimento a respeito<br />

do uso da cannabis para fins<br />

retrocesso da evolução da medicina<br />

alternativa (Gráfico 5).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

37


Autoras: Anna Clara do Nascimento Jesus, Luiza de Souza Fernandes,<br />

Victória Oliveira Gonzaga, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Discussão<br />

proibicionista, evidenciando o<br />

Agradecimentos<br />

Ao realizar este trabalho foram<br />

âmbito proibitivo associado à<br />

Nós, alunas do Colégio Técnico Antônio<br />

exercidas revisões bibliográficas<br />

maconha. Também é possível visar,<br />

Teixeira Fernandes, autoras deste<br />

que tornaram possível observar<br />

no gráfico 2 , que, mesmo que uma<br />

artigo, agradecemos sinceramente<br />

que a cannabis criou estereótipos<br />

grande parte dos entrevistados<br />

aos nossos orientadores pela mentoria<br />

não coerentes com o conhecimento<br />

possuam prévio conhecimento<br />

e apoio na formação deste trabalho.<br />

científico adquirido pela substância<br />

sobre a doença de Parkinson, uma<br />

Agradecemos também à equipe<br />

e seus componentes, visto que ela<br />

pequena parcela dos participantes<br />

da News Lab pela oportunidade de<br />

está frequentemente relacionada à<br />

ainda não apresenta conscientização<br />

divulgar nosso editorial.<br />

criminalidade e a marginalização<br />

da pobreza, por ser uma das drogas<br />

mais utilizadas e comercializadas.<br />

Ao executar uma pesquisa para<br />

este estudo pode-se interpretar, por<br />

meio da análise dos dados obtido<br />

nos gráficos 4 e 5, que uma certa<br />

quantia da sociedade se encontra<br />

desinformada sobre os benefícios da<br />

cannabis para fins medicinais, assim<br />

acreditando que a legalização desta<br />

medicina alternativa apresentaria<br />

retrocesso para o campo científico<br />

da área da saúde. Tal estatística<br />

reflete o cenário global de política<br />

sobre a enfermidade.<br />

Conclusão<br />

Em suma, neste estudo, é possível<br />

perceber que apesar do avanço<br />

cientifico ainda há julgamento<br />

e preconceito em relação ao uso<br />

da cannabis medicinal. Portanto<br />

conclui-se que mesmo o CBD<br />

possuindo resultados positivos em<br />

estudos e pesquisas no campo da<br />

saúde, é perceptível a insuficiência<br />

e primitividade dessa terapia para<br />

ser considerada um tratamento<br />

definitivo e habitual.<br />

Referências<br />

BERRIOS, German. Introdução à “Paralisia agitante”, de James Parkinson<br />

(1817). Logomarca do periódico: <strong>Revista</strong> Latinoamericana de Psicopatologia<br />

Fundamental, CLÁSSICOS DA PSICOPATOLOGIA, ano 2016, p. 114-121, 1<br />

jan. 2016.<br />

BARBOSA, E. R.; SALLEM, F. A. S. Doença de Parkinson: Diagnóstico. <strong>Revista</strong><br />

Neurociências, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 158–165, 2005. DOI: 10.34024/rnc.2005.<br />

v13.8827. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/<br />

article/view/8827. Acesso em: 25 jun. 2021.<br />

DI LORENZO ALHO, Ana Tereza. Caracterização da substância negra humana<br />

durante o envelhecimento. 2011. 163 f. Tese (Doutorado em Ciências) –<br />

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.<br />

Disponível em https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-<br />

01122011-175727/publico/AnaTerezaDiLorenzoAlho.pdf. Acesso em: 20<br />

mai. 2021.<br />

FERRAZ, H.B. Tratamento da Doença de Parkinson. <strong>Revista</strong> Neurociências.<br />

Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, vol. 7, no. 1, p. 06-12, 1999.<br />

FIALHO, T. R. S. et. al. Farmacoterapia da doença de Parkinson: Uma revisão<br />

bibliográfica. In: XXII Semana de Mobilização Científica – SEMOC. 21-25 de<br />

outubro de 2019. Universidade Católica do Salvador, Salvador, Bahia. 9 p.<br />

MOREIRA, F. G.; SILVEIRA, D. X. Panorama atual de drogas e dependências. São Paulo:<br />

Editora Atheneu, 2006, p. 9-14. Disponível em < https://www.researchgate.net/<br />

profile/Fernanda-Moreira-8/publication/230824004_Panorama_Atual_de_<br />

Drogas_e_Dependencias/links/60213b9792851c4ed55810c8/Panorama-<br />

Atual-de-Drogas-e-Dependencias.pdf. Acesso em: 18 de junho de 2020.<br />

NUNES, L. M.; JÓLLUSKIN, G. O uso de drogas: Breve análise histórica e social.<br />

<strong>Revista</strong> da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Porto. No. 4, 2007. p.<br />

230-237.<br />

OLIVEIRA, Ademar. CANNABIS SATIVA: POLÍTICA PROIBICIONISTA E O<br />

DIREITO À SAÚDE. Unisepe - Cad. de Pesq. Interdisc. em Psicologia, [S. l.],<br />

v. 1, n. 1, p. 59-69, fev. 2018.<br />

RAUDINO, Francesco. The Parkinson disease before James Parkinson. <strong>Revista</strong><br />

Neurol Sci. Società Italiana di Neurologia. No. 33, 2012, p 945–948 .<br />

ROCHA, Maria, et. al. Discinesias induzidas por levodopa em 176 pacientes<br />

com doença de Parkinson. Arquivos de Neuropsiquiatria, São Paulo. Vol. 54,<br />

no. 4, dezembro, 1995.<br />

38 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

O USO DA NANOTECNOLOGIA<br />

NO COMBATE AO CÂNCER<br />

Autoras:<br />

Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira<br />

Silvério, Pâmela Caroline Costa Pereira, Alessandra Alves de<br />

Souza Abou Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

Colégio Técnico Antônio Teixeira Fernandes<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

O artigo pretende analisar, a partir de dados, os meios em que a<br />

Nanotecnologia pode alcançar e seu valor para o ser humano. A<br />

nanotecnologia é um ramo da ciência que abrange todas as tecnologias<br />

e recursos que manipulam e exploram materiais à nanoescala. O desígnio<br />

deste trabalho se deu em conta que hodiernamente, já a quarta revolução<br />

industrial, a ramificação tecnológica tem sido buscada gradualmente,<br />

em especial, a área da saúde. A nanomedicina concilia a nanotecnologia<br />

e a medicina de forma a potencializar novas terapias e melhorar como<br />

existentes. Com base nas pesquisas realizadas constatou-se que a<br />

nova geração está mais adentro do tema proposto, entretanto ainda há<br />

numerosos empecilhos que englobam os nanorobôs, visto que essa prática<br />

até o momento é nupérrima. Conclui-se que os métodos de tratamento<br />

atuais possuem baixa especificidade, acarretando múltiplos efeitos<br />

colaterais e assim se vê a importância da expansão da nanotecnologia.<br />

Palavras-Chave: Nanotecnologia. Nanorobôs. Nanomedicina. Câncer.<br />

Nanoterapia. Tratamento.<br />

Abstract<br />

The article intends to analyze, from data, the means in which<br />

Nanotechnology can reach and its value for the human being.<br />

Nanotechnology is a branch of science that encompasses all technologies<br />

and resources that manipulate and exploit materials at the nanoscale.<br />

The purpose of this work took into account that nowadays, since the<br />

fourth industrial revolution, the technological ramification has been<br />

gradually sought, especially in the area of health. Nanomedicine combines<br />

nanotechnology and medicine in order to enhance new therapies and<br />

improve existing ones. Based on the research carried out, it was found that<br />

the new generation is more within the proposed theme, however there are<br />

still numerous obstacles that encompass nanorobots, since this practice so<br />

far is very nupérima. It is concluded that the current treatment methods<br />

have low specificity, causing multiple side effects and thus the importance<br />

of the expansion of nanotechnology is seen.<br />

Keywords: Nanotechnology. Nanorobots. Nanomedicine. Cancer. Nanoterapy.<br />

Treatments.<br />

40 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Introdução<br />

MARANGONI; ZUCOLOTTO, 2014).<br />

investimentos, segundo o Instituto<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

A nanotecnologia teve como marco a<br />

Nacional de Propriedade Industrial, o<br />

frase "Há muito espaço lá embaixo”,<br />

Desenvolvimento da nanotecnologia<br />

número de postos registrados ainda<br />

exibida pelo conhecido físico norte-<br />

no brasil<br />

não é significativamente expressivo<br />

americano Richard Feynman, e<br />

No Brasil, estudos que tem como<br />

em relação aos outros países<br />

se referia à possibilidade de se<br />

objetivo trazer o conhecimento da<br />

(SANT`ANNA; ALENCAR; FERREIRA,<br />

manipular partículas extremamente<br />

nanotecnologia vem ganhando o<br />

2013) Nos tempos de pandemia houve<br />

pequenas.<br />

Posteriormente,<br />

incentivo de alguns órgãos públicos<br />

o aumento do número de infecções<br />

observou-se que as nanopartículas<br />

do país como: Conselho Nacional<br />

causadas por micro-organismos que,<br />

estão presentes em diversos<br />

de Desenvolvimento Científico<br />

consequentemente resultaram no<br />

campos, atuando principalmente<br />

e Tecnológico e Ministério de<br />

aumento da mortalidade; a prevenção<br />

na área da nanomedicina em<br />

Ciência e Tecnologia, desde 2001,<br />

se deu por meio de simples ações<br />

tratamentos de câncer utilizando<br />

quando quatro pesquisas foram<br />

como lavar bem as mãos e higienizá-<br />

os nanofármaco. As nanopartículas<br />

fundamentadas em Nanociência e<br />

las com álcool em gel, que ajudam a<br />

podem conter diferentes<br />

em Nanotecnologia; dentro de um<br />

diminuir o contágio entre as pessoas;<br />

composições como: Lipossomos,<br />

ano essa ação trouxe o envolvimento<br />

a demanda do uso desses produtos<br />

dendrímeros, polímeros, fulerenos e<br />

de 13 empresas, 77 instituições<br />

com aditivos antimicrobianos mostra<br />

nanotubos de carbono. Atualmente<br />

de ensino e mais de 1000 artigos<br />

que a nanotecnologia brasileira<br />

o mercado nanotecnológico<br />

científicos; nos últimos anos o Brasil<br />

produz resultados de vanguarda<br />

está ganhando espaço e muitos<br />

tem feito investimentos consideráveis<br />

não apenas na área farmacêutica,<br />

pesquisadores da área estão de<br />

para a área de nanotecnologia<br />

mas também na de interface com a<br />

acordo que a nanomedicina pode<br />

visando o lucro, já que, esta nova<br />

biotecnologia, citando como exemplo<br />

alavancar diversos diagnósticos,<br />

tecnologia está se tornando um setor<br />

os quimioterápicos antitumorais<br />

terapias e até mesmo curas para<br />

de enorme destaque no mercado<br />

(FERREIRA, 2009).<br />

diversas enfermidades (CANCINO;<br />

mundial; porém mesmo com altos<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

41


No Brasil é com a


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propósitos é o grande motivo<br />

da performance que a Equip e a<br />

Zybio vem conseguindo no Brasil.<br />

Em 2022, mais uma vez fomos<br />

premiados pelos resultados<br />

impressionantes de crescimento<br />

nas linhas de Hematologia e<br />

Bioquímica.


Autoras: Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira Silvério, Pâmela<br />

Caroline Costa Pereira, Alessandra Alves de Souza Abou Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Regulamentação da<br />

nanotecnologia<br />

A nanotecnologia quase não possui<br />

com objetivo de gerenciamento<br />

correto em correlação com o ciclo<br />

de vida dos produtos; em 2013<br />

relacionados a isso, analisando a<br />

interação dos nanomateriais após<br />

serem descartados em diferentes<br />

nenhum tipo de regulamentação<br />

novamente sucedeu uma nova Lei<br />

ambientes devido à regulamentação<br />

especifica no Brasil e mundialmente<br />

n° 5.133 pelo deputado Sarney<br />

que permanece inespecífica; os<br />

devido às características físico-<br />

filho, aplica-se quando o produto<br />

riscos possuem como estopim<br />

química dos nanomateriais, sendo<br />

decorrer de um cosmético, fármaco e<br />

os segmentos: crescimento da<br />

desse modo em cada lugar aplicam-<br />

alimentos, esta devera alertar sobre<br />

produção industrial, vários tipos de<br />

se métodos diferentes pelas agências<br />

a matéria-prima utilizada que deverá<br />

estruturas e composições e elevada<br />

reguladoras específicas, sendo<br />

ter por localização o documento<br />

área superficial devido ao tamanho<br />

baseado na ética, gerenciamento<br />

fiscal (RUPFFER; LAZZARETTI, 2019).<br />

nanométrico (quando um material<br />

preventivo dos riscos e aspectos<br />

macro é reduzido ele ganha novas<br />

sanitários; a fim de garantir uma<br />

Aspectos de segurança e<br />

propriedades); Alguns estudos<br />

maior segurança em relação às<br />

nanotoxicologia<br />

comprovaram que a nanotecnologia<br />

controvérsias dos possíveis efeitos<br />

Toxicologia é o nome dado à ciência<br />

pode causar malefícios como a<br />

toxicológicos (NOLASCO, 2016).<br />

que observa os efeitos contrários em<br />

acumulação de nanopartículas<br />

No Brasil, em 2005, foi aprovado<br />

detrimento da natureza química,<br />

metálicas em tecidos vivos, podendo<br />

o primeiro projeto de Lei nº 5.076,<br />

física ou biológica correlacionado ao<br />

deteriorar as funções vitais desses,<br />

que aspirava a regulamentação<br />

biossistema e consequentemente<br />

além da acumulação no solo, água e<br />

da nanotecnologia com base nos<br />

busca resolver esse problema com<br />

ar; no entanto existe a possibilidade<br />

valores Éticos e sociais do indivíduo<br />

finalidade de prevenir a intoxicação<br />

de criar uma regulamentação que<br />

e família, ademais foi projetado a<br />

desses, a nanotoxicologia é uma área<br />

estude minimizar os possíveis<br />

criação de uma Comissão Técnica<br />

que veem sendo cobrada pelo fato da<br />

impactos, porém no momento<br />

Nacional de Nanotecnologia<br />

nanotecnologia estar sendo utilizada<br />

encontra-se grande dificuldade em<br />

(CTNano) e a rotulação com símbolos<br />

cada vez mais em diversos fatores,<br />

relação a isso, pois nesse campo<br />

e frases específicas para estipular a<br />

portanto está crescendo o número<br />

ainda existe muita versatilidade.<br />

implementação da nanossegurança,<br />

de cientistas que publicam artigos<br />

(DIEGO; OSWALDO, 2013)<br />

44 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Nanomedicina<br />

A nanomedicina é uma das<br />

áreas mais promissoras dentro<br />

da nanotecnologia, ela consiste<br />

na junção da medicina junto à<br />

nanotecnologia a fim de tratar,<br />

diagnosticar, monitorar e fazer<br />

a prevenção de doenças para<br />

melhorar a qualidade de vida da<br />

população; as aplicações atuais da<br />

nanomedicina englobam muitas<br />

áreas em diagnóstico e terapia<br />

como na figura 2 e no geral se<br />

baseia em utilizar os átomos<br />

como base e desenvolver novos<br />

nanomateriais (WELTER, 2018).<br />

Sistema de carregamento de<br />

liberação de drogas<br />

O carregamento de drogas por<br />

nanopartículas é muito promissor<br />

quanto ao maior controle do<br />

princípio ativo que ajuda no<br />

desaparecimento de doses toxicas<br />

para o paciente, menor custo porque<br />

o princípio ativo foi economizado<br />

devido a sua correta regulação e<br />

especificidade, em contraste detém após sucessivas mitoses torna-se<br />

algumas desvantagens: possível necessário a formação de novos<br />

toxicidade, dependendo do material<br />

o custo pode ser elevado; existem<br />

vasos sanguíneos para a nutrição<br />

dessas células, processo denominado<br />

algumas nanoestruturas que angiogênese, que posteriormente<br />

podem mudar sua composição e podem invadir órgãos e<br />

consequentemente serem mais uteis impossibilitar as suas devidas<br />

no processo de distribuição sendo funções; todo câncer é genético,<br />

elas os lipossomas, poliméricas, mas podem ser influenciados<br />

dendrímeros e nanotubos de por fatores externos: pratica de<br />

carbono (ROSSI-BERGMANN, 2008). tabagismo, consumo de alimentos<br />

industrializados, exposição à<br />

Nanotecnologia em diagnóstico radiação e contato com alguns<br />

O câncer é caracterizado pelo vírus; no presente, existem diversos<br />

crescimento desordenado de células<br />

doentes, devido à mutação no gene<br />

do DNA responsável pela produção<br />

de proteínas que participam do<br />

ponto de checagem no ciclo celular,<br />

métodos convencionais que podem<br />

ser utilizados para o diagnóstico<br />

do câncer: Exames de imagem,<br />

marcadores tumorais e biopsia; no<br />

entanto esses apresentam um déficit<br />

Gráfico 1- Ciência dos respondentes sobre sua faixa etária.<br />

Fonte: Autores (2022).<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

45


Autoras: Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira Silvério, Pâmela<br />

Caroline Costa Pereira, Alessandra Alves de Souza Abou Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

no reconhecimento da enfermidade<br />

em sua forma precoce, ou seja, faz<br />

com que seja detectado geralmente<br />

em seus estágios finais (PRADO,<br />

2014). Na contemporaneidade,<br />

a nanotecnologia possui grande<br />

importância na identificação precoce<br />

do câncer, uma doença que está<br />

entre as maiores causas de morte<br />

no mundo, e em seu tratamento,<br />

pois promove estes sem obter<br />

grandes riscos para o paciente<br />

como nas maneiras tradicionalistas,<br />

pois ela possui alta especificidade<br />

e resultados fiáveis (CANCINO;<br />

MARANGONI; ZUCOLOTTO, 2014).<br />

No diagnóstico do cancro através<br />

da nanotecnologia se destaca o<br />

nanobiossensor que é constituído<br />

por três partes: elemento biológico, o<br />

transdutor e um aparelho de leitura;<br />

a partir destes será gerado uma<br />

sinalização que posteriormente pode<br />

identificar, por exemplo, a presença<br />

de células tumorais; igualmente é<br />

imprescindível evidenciar também<br />

os microrrays que permitem a<br />

Gráfico 2- Ciência dos respondentes sobre nanotecnologia.<br />

Fonte: Autores (2022).<br />

Gráfico 3- Ciência dos respondentes sobre conhecimento do câncer.<br />

Fonte: Autores (2022).<br />

Gráfico 4- Ciência dos respondentes na nanotecnologia como tratamento do câncer<br />

Fonte: Autores (2022).<br />

46 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Autoras: Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira Silvério, Pâmela<br />

Caroline Costa Pereira, Alessandra Alves de Souza Abou Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

avaliação de vários testes em apenas<br />

uma amostra e sua importância<br />

está ligada com a capacidade de<br />

donos as células normais, esse<br />

processo só é possível por meio do<br />

recobrimento das partículas com<br />

menos efeitos colaterais. (LOPES;<br />

TORRES, 2019) O meio mais<br />

utilizado para o tratamento do<br />

medir impressões genéticas, como<br />

material biologicamente ativo<br />

câncer tem sido os nano fármacos<br />

células cancerígenas, por fim pode-<br />

(SILVA; COSTA; BARROS; ALMEIDA;<br />

que visam se acumular nos tecidos<br />

se dizer também das inovações<br />

GONZAGA, 2021).<br />

do tumor, esses que aceitam mais<br />

na imagiologia a nível molecular,<br />

facilmente as nanopartículas<br />

que com as novas aplicações se<br />

Nanopartículas em terapia<br />

que podem ser adaptadas pelos<br />

tornaram mais ágeis e competentes<br />

Nanopartículas são definidas como<br />

profissionais, e carregar um<br />

(COIMBRA, 2014).<br />

materiais extremamente pequenos,<br />

princípio ativo para o tratamento<br />

que podem coexistir em diferentes<br />

da enfermidade; eles são injetados<br />

Nanotecnologia em terapia<br />

composições, e são aplicados na<br />

na circulação sanguínea e logo<br />

Na biomedicina, a nanotecnologia<br />

área de estudo da nanotecnologia,<br />

após fazem a realização desta, além<br />

produz importantes avanços<br />

se destacam pela capacidade de<br />

do mais é de extrema relevância<br />

para a área terapêutica do<br />

carrear drogas e ser um sinalizador<br />

que a nano partícula possua uma<br />

câncer; a imunolocalização das<br />

tumoral; no momento atual<br />

dosagem controlada para o maior<br />

células tumorais é permitida<br />

o principal tratamento para o<br />

aproveitamento do princípio ativo e<br />

de maneira, mais rápida<br />

câncer se dá por quimioterapia,<br />

nenhuma consequência ruim como<br />

usando as nanopartículas<br />

radioterapia e cirurgia; em<br />

dosagens toxicas se manifeste<br />

magnéticas, podendo assim<br />

contraste é possível concluir que<br />

(MOREIRA, 2013).<br />

fazer a detecção precoce de<br />

tais tratamentos possuem baixa<br />

tumores e micro metástases por<br />

especificidade e, com efeito, gera<br />

Lipossomas em nanoterapia<br />

ressonância magnética nuclear;<br />

alta toxicidade; em detrimento disso<br />

Os lipossomas são estruturas<br />

as nanopartículas magnéticas<br />

surge a nano terapia que contém<br />

vesiculares esféricas compostas<br />

atravessam à barreira endotelial<br />

uma excelente especificidade<br />

por moléculas de fosfolipídios<br />

se acumulando especificamente<br />

direcionada ao tecido tumoral,<br />

e colesterol, dependendo de<br />

nas células alvo, não causando<br />

consequentemente resulta-se em<br />

suas condições físico-químicas<br />

48 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


(tamanho, carga, dose, via<br />

de administração) podem<br />

ser usados como veículo de<br />

fármacos; os lipossomas possuem<br />

longa persistência na corrente<br />

sanguínea, podem aumentar<br />

a solubilidade de fármacos<br />

e melhoram as propriedades<br />

farmacocinéticas; o lipossoma<br />

funciona por um processo de<br />

encapsulação, colocando o<br />

fármaco dentro do lipossoma e<br />

colocando na corrente sanguínea<br />

para ele chegar ao seu destino.<br />

Dendrímeros em nanoterapia<br />

A arquitetura dos dendrímeros<br />

permite transportar fármacos através<br />

da conjugação e encapsulamento<br />

destes; em relação à nanoterapia<br />

anticancerígena, esses nano<br />

sistemas demonstram vantagens<br />

com as possibilidades de: 1) Tornar o<br />

tempo de vida do fármaco maior em<br />

circulação; 2) Levar o polímero para<br />

as células tumorais; 3) Aumentar<br />

o critério dos fármacos através<br />

da conjugação a antígenos; 4)<br />

Exceder a resistência induzida pela<br />

glicoproteína-P; além disso, eles<br />

apresentam características benéficas<br />

em relação a outros nano sistemas,<br />

o que possibilita ligação com outros<br />

grupos e fármacos, proporcionando<br />

um comportamento reprodutível<br />

farmacocinético<br />

GUERREIRO, 2014).<br />

(BORRALHO;<br />

Os dendrímeros possuem uma<br />

alta previsão de tamanho e peso<br />

molecular e um grau elevado<br />

de uniformidade molecular,<br />

características que os diferenciam<br />

de outros polímeros, essa alta<br />

previsão aciona maior segurança<br />

diante da quantidade de fármaco<br />

ou DNA levando-os a terem<br />

uma vantagem se comparado a<br />

outras partículas poliméricas;<br />

esse grupo de polímeros teve<br />

destaque de sua aplicação<br />

terapêutica nos últimos cinco<br />

anos, ou seja, é muito recente<br />

e consequentemente já se é<br />

possível ver um grande potencial<br />

desse sistema dentro da área da<br />

medicina, tanto em diagnósticos<br />

quanto na produção de remédios<br />

(MOREIRA, 2013).<br />

Gráfico 5- Ciência dos respondentes sobre a insegurança do tratamento de<br />

doenças com nanorobôs.<br />

Fonte: Autores (2022).<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

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Autoras: Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira Silvério, Pâmela<br />

Caroline Costa Pereira, Alessandra Alves de Souza Abou Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Nanotubos de carbono<br />

É definido pelo seu formado de<br />

cilindro, constituído por uma ou<br />

estabilidade química, conforme<br />

a figura (número de qual figura<br />

é) está esquematizada a entrada<br />

nanotubos (AYALA, 2012). Os<br />

derivados de fulerenos possuem uma<br />

área superficial específica de grande<br />

mais folhas de grafite (grafeno),<br />

do<br />

CNT com o fármaco por<br />

espaço e são altamente reativos,<br />

ou seja, pode ser de parede simples<br />

endocitose na célula tumoral e<br />

resultando em possíveis riscos ao ser<br />

ou múltipla contendo cilindro<br />

após isso a liberação do fármaco<br />

humano; apesar disso, são capazes<br />

concêntrico conforme a figura<br />

(LICOVA, 2016).<br />

de condução e semicondução<br />

(número da foto) (SILVA, 2022).<br />

elétrica, além de aparentarem serem<br />

Um biossensor se caracteriza por<br />

Fulerenos em nanoterapia<br />

ativos contra o câncer (LÁZARO; DE<br />

utilizar reações biológicas para<br />

Os fulerenos são substâncias do<br />

OLIVEIRA, 2012).<br />

a detecção de uma doença, por<br />

carbono diferentes entre si, mas que<br />

exemplo, e o nano tubo por ser<br />

são formadas pelo mesmo elemento<br />

Nanotecnologia em outras<br />

utilizado para detecção de analitos<br />

químico; geram diferentes materiais<br />

aplicações<br />

biológicos e marcadores tumorais,<br />

porque estão em agrupamentos<br />

Com a recente fundação da<br />

facilitando o diagnóstico de<br />

moleculares dissemelhantes; a<br />

nanotecnologia, é possível observar<br />

doenças cancerígenas; marcadores<br />

quantidade de fulerenos é muito<br />

mudanças na utilização de<br />

tumorais são, por exemplo, o<br />

pequena na natureza e estão<br />

dispositivos e materiais em pequena<br />

ADN, ARN e proteínas que são<br />

presentes nas ligações simples com<br />

escala já que, a cada ano há um<br />

encontrados no sangue e tecidos<br />

outros átomos de carbono (LÁZARO;<br />

aumento significativo da quantidade<br />

do corpo (JUSTINO; ROCHA;<br />

DE OLIVEIRA, 2012). Os compostos<br />

de produtos que contêm algum tipo<br />

DUARTE, 2013). Os CNTs no<br />

sofrem o fenômeno denominado<br />

de nano material em sua composição<br />

tratamento do cancro podem ser<br />

“dopagem” que ocorre através da<br />

(MARCONE, 2015). A ciência nano<br />

usados para entrega de fármacos<br />

capacidade de captura de moléculas<br />

tecnológica tem instigado certa<br />

que combatem o tumor, ele é um<br />

ou átomos de gases em seus<br />

curiosidade nos últimos anos,<br />

ótimo transporte devido as suas<br />

interiores logo após o rompimento<br />

devido à repercussão de que os<br />

condições físicas que incide em<br />

da resistência. (MEDEIROS, 2012)<br />

materiais nano estruturados podem<br />

uma grande área superficial e<br />

Podem se resumir na forma de<br />

preservar a natureza e melhorar a<br />

50 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Autoras: Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira Silvério, Pâmela<br />

Caroline Costa Pereira, Alessandra Alves de Souza Abou Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

qualidade de vida dos seres humanos<br />

(FALLEIROS; FONSECA; BRANDL,<br />

2011). A nanotecnologia é capaz de<br />

nano carreadores têm atuado como<br />

veículos de remédios na produção de<br />

medicamentos que buscam combater<br />

pois se acreditava que o controle de<br />

risco nanotecnológico iria impactar<br />

negativamente nos investimentos<br />

transformar o setor agroalimentar<br />

a biodisponibilidade, estabilidade<br />

de projetos e pesquisas dessa<br />

por meio do seu vínculo com a<br />

e toxicidade reduzindo os possíveis<br />

área; os dois projetos de lei foram<br />

melhoria na produtividade de<br />

efeitos colaterais e otimizando os<br />

propostos em 2013, continuam em<br />

frutas e vegetais; as aplicações<br />

tratamentos; a nanotecnologia tem<br />

tramitação na câmara dos Deputados;<br />

mais destacadas pelo autor são:<br />

sido capaz de aumentar o tempo dos<br />

a regulamentação nano tecnológica<br />

nano formulações de agrotóxicos,<br />

ativos cosméticos na pele, garantindo<br />

brasileira tem como prioridade<br />

diagnóstico de doenças de plantas,<br />

as melhorias estéticas prometidas<br />

arrecadar fundos de investimento<br />

gestão pós-colheita, aplicação de<br />

nos dermocosméticos; dentro do<br />

para desenvolvimento e da indústria<br />

nano sensores para a identificação<br />

setor biomédico, as nanopartículas<br />

técnica nessa área, mas o controle<br />

de doenças, saúde animal, criação<br />

biocompatíveis vem dando grande<br />

estatal sobre o setor público e o<br />

de animais, produção de aves e nano<br />

auxílio na amplificação de técnicas na<br />

privado acaba afastando investimentos<br />

dispositivos para a manipulação<br />

terapia e diagnóstico do câncer, como<br />

e procrastina o desenvolvimento<br />

genética das plantas; a amplificação<br />

na vetorização de medicamentos,<br />

tecnológico; além disso, no Brasil a<br />

de resistência de algumas espécies<br />

hipertermia magnética e ressonância<br />

uma situação de oposição na tentativa<br />

por determinados insetos e a<br />

magnética nuclear (FALLEIROS;<br />

de regulamentação, um exemplo<br />

melhoria do rendimento das culturas<br />

FONSECA; BRANDL, 2011).<br />

dessa oposição foi na Audiência<br />

locais, são exemplos de benefícios<br />

Pública realizada em 25 de junho de<br />

relacionados à nanotecnologia<br />

Legislação brasileira em<br />

2015, onde algumas áreas da ciência<br />

(RESCH; FARINA, 2015).<br />

nanotecnologia<br />

mostraram resistência entre duas<br />

No Brasil não há leis que regulamentam<br />

grandes categorias: Ciências Humanas<br />

Outro setor que é beneficiado<br />

a nanotecnologia, o que é possível<br />

e Sociais Aplicadas e Ciências Exatas,<br />

pelo uso dessa ciência tecnológica<br />

encontrar foi à criação de três projetos<br />

então a única forma pertinente<br />

são as indústrias farmacêuticas e<br />

de lei, sendo o primeiro Projeto de Lei<br />

seria utilizar alternativas legislativas<br />

cosméticas; na área farmacêutica, os<br />

n° 5.076 de 2005, que foi arquivado,<br />

(LAZZARETTI; HUPFFER, 2019).<br />

52 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Métodos<br />

O modelo de pesquisa empregado<br />

diante dos objetivos no artigo em<br />

sendo a maior concentração em<br />

São Paulo, com participantes não<br />

identificados conforme a Resolução<br />

quanto se trata de uma área nova a<br />

ser explorada (Gráfico 1).<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

questão foi à exploratória, encontrada<br />

510/2016 que diz: ”pesquisa de<br />

Complementado a análise feita do<br />

em sites como o Scielo e Google<br />

opinião pública com participantes<br />

gráfico anterior, no gráfico dois vemos<br />

Scholar, onde no assunto em debate<br />

não identificados não necessitam<br />

que 54,8% das pessoas afirmam saber<br />

foi construído por meio dos relatores:<br />

de apreciação ética pelo CEP”. As<br />

o que é nanotecnologia. Já sendo um<br />

Nanotecnologia;<br />

nanomedicina;<br />

perguntas constatadas no formulário<br />

resultado esperado, conclui-se que<br />

nanorobôs; nanotecnologia no<br />

foram fechadas e tiveram como<br />

o Brasil ainda está em processo de<br />

combate ao câncer; nanotoxicologia;<br />

principais temas: Idade, gênero,<br />

popularizar outras áreas de tecnologia<br />

nanopartículas e nanoterapia. O assunto<br />

estado no qual reside, insegurança<br />

(Gráfico 2).<br />

em síntese teve como foco a inovação<br />

com relação ao tratamento<br />

de métodos para combater o câncer<br />

utilizando nanorobôs e perguntas<br />

Em análise ao gráfico seguinte<br />

de forma mais eficiente e saudável,<br />

sobre o seu conhecimento acerca da<br />

(Gráfico 3), temos o número<br />

acerca de um tema pouco abordado,<br />

popularidade da nanotecnologia no<br />

alarmante de 93,9% do público que<br />

trazendo mais conhecimento da área<br />

combate ao câncer nos dias de hoje.<br />

teve ou conhece alguém que tenha<br />

da nanotecnologia mostrando assim a<br />

tido câncer. Mostrando o quanto se<br />

composição e estrutura dos nanorobôs.<br />

Resultados<br />

trata de uma doença perigosa que<br />

Baseado nas pesquisas de campo<br />

assola a humanidade há séculos.<br />

Em conjunto com a revisão<br />

realizadas durante o intervalo de<br />

bibliográfica foi realizado um<br />

um mês, chegamos aos seguintes<br />

Em análise ao gráfico quatro, pode-<br />

delineamento do trabalho quali-<br />

resultados:<br />

se observar que apenas 6,1% das<br />

quantitativo, com base em dados<br />

pessoas sabiam da possibilidade<br />

buscados por intermédio de um<br />

Em análise ao gráfico a seguir<br />

de utilizar a nanotecnologia no<br />

questionário no “Google Forms”<br />

observa-se que jovens de 10 a 19<br />

combate ao câncer. Mostrando<br />

no qual foi obtido 115 respostas,<br />

anos é o público que mais tem<br />

assim como tal alternativa de<br />

de forma aleatória e voluntaria em<br />

conhecimento sobre a área da<br />

tratamento ainda está fora de<br />

moradores de diversos estados,<br />

nanotecnologia. Mostrando assim o<br />

alcance para a maioria das pessoas.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

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Autoras: Járede da Silva Lopes, Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira Silvério, Pâmela<br />

Caroline Costa Pereira, Alessandra Alves de Souza Abou Hamia, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Em análise ao gráfico cinco, temos<br />

um resultado inesperado, apenas<br />

10,4% das pessoas afirmaram sentir<br />

inseguros com esse método de<br />

tratamento, e outros 57,4 se sentem<br />

receosos com esse método.<br />

Discussão<br />

Primordialmente, foi observado que<br />

o público de 10 a 19 anos possui<br />

mais conhecimento acerca da área da<br />

nanotecnologia, consequentemente<br />

é notável que adultos e idosos não<br />

estejam tão inseridos no meio<br />

tecnológico quanto os jovens.<br />

Outrossim, cerca de 93,9% dos<br />

indivíduos conhecem alguém<br />

que tem ou já teve algum tipo de<br />

câncer, nesse sentido é perceptível<br />

que apesar de seus males tratase<br />

uma doença popular e que<br />

embora existam outros métodos<br />

de tratamento a nanoterapia não<br />

é popularizada coexistindo em um<br />

baixo acesso.<br />

Ademais, pela falta de conhecimento<br />

da área muitas pessoas possuem<br />

insegurança com a possibilidade<br />

de inserir nanorobôs dentro do seu<br />

corpo para tratamento (PYRRHO;<br />

SCHRAMM, 2012).<br />

Conclusão<br />

Nesse estudo averiguou-se que os<br />

métodos atuais para o tratamento de<br />

câncer possuem baixa especificidade,<br />

acarretando múltiplos efeitos<br />

colaterais. O foco do trabalho<br />

deu-se em transparecer a área da<br />

nanotecnologia como um meio para<br />

a cura do cancro de forma mais eficaz,<br />

exibindo as diferentes composições<br />

dos nanorobôs e consequentemente<br />

seu funcionamento. Na metodologia<br />

utilizada foi possível concluir<br />

que esse campo ainda não é<br />

demasiadamente conhecido, assim<br />

como muitas pessoas ainda se<br />

sentem inseguras sobre esse preceito<br />

(DIMER, 2013).<br />

Referencias<br />

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anticancerígena. P.09. 2014.<br />

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Nanotecnologia em medicina: aspectos fundamentais e<br />

principais preocupações. Química Nova [online]., v. 37, n.<br />

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CARLES, Mauricio; HERMOSILLA, Lígia. O futuro da<br />

medicina: nanomedicina. <strong>Revista</strong> Científica Eletrônica de<br />

Medicina Veterinária, v. 6, n. 10, p. 1-7, 2008.<br />

COIMBRA, André Brito. Nanotecnologia na saúde:<br />

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DIMER, F.A. ET al. Impactos da nanotecnologia Na saúde:<br />

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Nanotecnologia na saúde: aplicações e perspectivas. V. 05.<br />

P.14-26. 2014.<br />

FALLEIROS, J.P. B; BRADL, A.L; FONSECA, A.R.A. Aplicações<br />

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V.08. P.01-20. 2011.<br />

FERREIRA, H.S; RANGEL, M.C. Nanotecnologia: aspectos<br />

gerais e potenciais de aplicação em catálise. V.32. P.06-<br />

10. 2009.<br />

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Nanotecnologia e sua regulamentação no Brasil. <strong>Revista</strong><br />

Gestão e Desenvolvimento, v. 16, n. 3, p. 13-16, 2019.<br />

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aplicações clínicas: avanços tecnológicos. <strong>Revista</strong> Captar:<br />

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1, p. 1-12, 2013.<br />

LICOVA, Alina. Nanotubos de carbono na entrega de<br />

fármacos: tratamento do cancro, p. 14-16, 2016.<br />

LOPES, Juliana Carvalho; TORRES, Maria Lúcia Pereira.<br />

Utilização de nanopartículas no tratamento do câncer:<br />

aspectos gerais, mecanismos de ação antineoplásicos<br />

e aplicabilidades tumorais. <strong>Revista</strong> Brasileira de<br />

Cancerologia, Fortaleza, p.1-11 v. 65, n. 4, 2019.<br />

MOREIRA, José Ranclenisson Lopes. A nanotecnologia na<br />

liberação controlada de fármacos no tratamento do câncer<br />

de mama. P.19-24. 2013.<br />

MARTINEZ, Diego Stéfani Teodoro; ALVES, Oswaldo<br />

Luiz. Interação de nanomateriais com biossistemas e a<br />

nanotoxicologia: na direção de uma regulamentação.<br />

Cienc. Cult., São Paulo, v. 65, n. 3, p. 32-36, 2013.<br />

MARCONE, G.P.S. Nanotecnologia e nanociência: aspectos<br />

gerais, aplicações e perspectivas no contexto do Brasil.<br />

V.07. N.02. 2015.<br />

NOLASCO, Loreci Gottschalk et al. Regulamentação jurídica<br />

da nanotecnologia. 2016.<br />

PRADO, Bernardete Bisi Franklin da Influência dos hábitos<br />

de vida no desenvolvimento do câncer. Cien. Culto, São<br />

Paulo, v. 66, n. 1, pág. 21-24, 2014.<br />

PYRRHO, M.; SCHRAMM, F.R. A moralidade da<br />

nanotecnologia. Cadernos de Saúde Pública, v. 28, p.<br />

2023-2033, 2012.<br />

ROSSI-BERGMANN, Bartira. A nanotecnologia: da saúde<br />

para além do determinismo tecnológico. Ciência e Cultura,<br />

São Paulo, v. 60, n. 2, p. 54-57, 2008.<br />

SILVA, Ketlyn Aguia. NANOTUBOS DE CARBONO: A<br />

NANOTECNOLOGIA APLICADA NA ENGENHARIA CIVIL.<br />

REPOSITÓRIO DE TCC, [S.l.], maio 2022.<br />

SANT`ANNA, L.S; ALENCAR, M.S.M; FERREIRA,<br />

A.P. Patenteamento em nanotecnologia no Brasil:<br />

desenvolvimento, potencialidades e reflexões para o meio<br />

ambiente e a saúde humana. V.36. N.02. 2013.<br />

WELTER, Aline Jung. Estudo sobre nanomedicina e suas<br />

aplicações, p. 8-17, 2018.<br />

54 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Soluções inovadoras<br />

para o setor laboratorial<br />

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GESTÃO LABORATORIAL<br />

PESQUISAS NA ÁREA DE GESTÃO<br />

LABORATORIAL: FRONTEIRA ÓTIMA<br />

PARA A TERCEIRIZAÇÃO DE EXAMES<br />

Por Humberto Façanha da Costa Filho<br />

Este artigo sobre pesquisas na área<br />

de gestão laboratorial decorre de<br />

estudos científicos, produzidos a<br />

partir de sistemas de gestão por nós<br />

desenvolvidos e implantados pela<br />

Unidos Consultoria e Treinamento,<br />

em laboratórios de todas as<br />

regiões do Brasil. Constitui-se,<br />

portanto, da geração de novos<br />

conhecimentos à disposição<br />

dos gestores laboratoriais.<br />

Serão abordados dois temas em<br />

artigos distintos. O primeiro<br />

versa sobre em que momento os<br />

laboratórios clínicos de pequeno<br />

e médio porte devem terceirizar<br />

exames. O segundo estudo trata<br />

da identificação e quantificação<br />

das principais causas de perdas<br />

para alguns exames do setor da<br />

bioquímica, bem como sugere<br />

formas de controle. Os dois artigos<br />

em conjunto com os da gestão de<br />

riscos, formam a ideia de uma base<br />

geradora para futuras pesquisas<br />

na área da gestão laboratorial.<br />

Este é o propósito maior dos<br />

nossos softwares, produtos<br />

de Tecnologia da Informação<br />

(TI) e pesquisas: proporcionar<br />

a socialização de sistemas de<br />

gestão aliados a um eficiente<br />

processo de benchmarking,<br />

gerando novos conhecimentos<br />

em prol da comunidade<br />

laboratorial. Queremos contribuir<br />

com nossa cota na missão de<br />

melhorar a produtividade dos<br />

laboratórios clínicos e incrementar<br />

a competitividade destas<br />

organizações.<br />

Fronteira ótima para a<br />

terceirização de exames<br />

O objetivo do estudo é estabelecer<br />

o momento em que os laboratórios<br />

clínicos de pequeno e médio porte<br />

devem terceirizar a produção dos<br />

exames de imunologia e hormônios<br />

em função da redução na eficiência<br />

econômica da produção própria.<br />

Inicialmente, foram analisados<br />

quarenta e três laboratórios<br />

clínicos. São selecionados onze<br />

para a segunda etapa, em função<br />

do porte e tipos de exames<br />

realizados. Estes eventos estão<br />

distribuídos no Brasil na seguinte<br />

proporção: Região Sul com 72,73%<br />

e Região Centro-oeste com 27,27%.<br />

Resultados: Foram selecionados<br />

para o estudo doze tipos diferentes<br />

de exames, que representam<br />

em média, 57,37% dos exames<br />

realizados normalmente no setor<br />

de imunologia e hormônios<br />

dos laboratórios clínicos de<br />

pequeno e médio porte. O<br />

critério utilizado foi estabelecer<br />

uma fronteira delimitada pelos<br />

custos de produção originados<br />

por exames produzidos nos<br />

56 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


próprios laboratórios clínicos,<br />

comparados com os custos destes<br />

exames quando terceirizados<br />

clínico inviabilizada pelo alto<br />

custo de produção. Estes custos<br />

são fortemente influenciados<br />

decisão que irá aumentar a eficiência<br />

do parque produtivo, aumentando a<br />

competitividade empresarial.<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

para laboratórios de apoio. A<br />

pelas perdas. Há diversos tipos de<br />

fronteira é definida quando os<br />

perdas, tais como: repetições para<br />

Segundo a Agência Nacional de<br />

custos assumem o mesmo valor.<br />

confirmação de resultados ou por<br />

Vigilância Sanitária (ANVISA), em<br />

Em média isto ocorreu quando<br />

obrigações legais, diluições, volume<br />

sua Resolução RDC 302/2005,<br />

o custo unitário do reagente<br />

residual de reagentes, parada de<br />

que estabelece as regras de<br />

atinge 70,55% do valor da tabela<br />

equipamentos, desestabilização de<br />

funcionamento dos laboratórios<br />

cobrada pelo laboratório de apoio.<br />

reagentes, uso de calibrações, uso<br />

clínicos, o regulamento deixa claro<br />

O desvio padrão da amostra é<br />

de controles internos (comercial<br />

que para a obtenção do alvará<br />

de 5,29% e os valores extremos<br />

de reagentes), controles externos<br />

sanitário/licença de funcionamento,<br />

ocorreram para o exame Antígeno<br />

(programas de proficiência e<br />

eles devem monitorar a fase<br />

Carcinoembriogênico – CEA com<br />

controles inter laboratoriais) e outras.<br />

analítica por meio de controle<br />

62,84% e para o exame Anti HIV<br />

externo e interno de qualidade.<br />

I e II com 80,77%. A terceirização<br />

Estes fatores, associados à baixa<br />

Isto implica em perdas e os custos<br />

é recomendada quando os custos<br />

demanda, contribuem para elevar os<br />

decorrentes e, por consequência,<br />

unitários dos reagentes utilizados<br />

custos de produção e aumentar os<br />

na decisão de terceirizar exames.<br />

nos exames forem iguais ou<br />

riscos. Em algum momento, a relação<br />

Façanha e Prestes (2012) abordam<br />

maiores que os percentuais da<br />

custo “versus” benefício deixa de ser<br />

as seguintes causas para perdas em<br />

tabela de preços dos laboratórios<br />

favorável para a opção de produzir<br />

exames: parada de equipamento,<br />

de apoio calculados no estudo.<br />

no próprio laboratório clínico uma<br />

confirmação de resultados,<br />

vez que os custos destes exames<br />

realização de calibrações, controles,<br />

Introdução<br />

produzidos em laboratórios de<br />

desestabilização de reagentes<br />

Na área de análises clínicas existe<br />

apoio tornam-se mais em conta. O<br />

e diluições. No aspecto jurídico<br />

a prática da terceirização de<br />

propósito deste estudo é determinar<br />

nenhuma terceirização teria sentido<br />

exames quando estes têm sua<br />

qual é este ponto de inflexão visando<br />

se não fosse correta do ponto de<br />

realização dentro do laboratório<br />

auxiliar o gestor na tomada de<br />

vista legal.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

57


GESTÃO LABORATORIAL<br />

Os enunciados das leis 6.0l9 de 3 de<br />

janeiro de 1974 e 7.102 de 20 de julho<br />

de 1983 devem ser consultados. Por<br />

tipo e importância de certificação<br />

e a avaliação periódica desses<br />

serviços através de indicadores<br />

ou preventivas para controlar e<br />

aumentar a qualidade do processo<br />

de terceirização dos serviços.<br />

outro lado, documentos relativos<br />

que possam servir para verificar a<br />

Terceirizar é estratégico quando<br />

à qualidade como as Boas Práticas<br />

qualificação dos serviços prestados.<br />

avaliamos adequadamente as<br />

de Laboratórios Clínicos (BPLC –<br />

Exemplos: o índice de qualidade<br />

rotinas que poderão ser realizadas<br />

INMETRO, 2005), NBR 14500 (ABNT,<br />

das análises, que correlaciona<br />

por um laboratório de apoio. O que<br />

2000), portarias das Vigilâncias<br />

as análises com problemas<br />

terceirizar depende da necessidade<br />

Sanitárias, programas de certificação<br />

e o número total de exames<br />

de cada laboratório clínico. Pode-<br />

da qualidade como o Programa de<br />

realizados em um determinado<br />

se verificar, por exemplo, um<br />

Acreditação de Laboratórios Clínicos<br />

período (trimestralmente, por<br />

número pequeno de amostras<br />

(PALC), da Sociedade Brasileira de<br />

exemplo); o índice de pontualidade<br />

para um teste específico; exames<br />

Patologia Clínica, SBPC/ML (2007),<br />

correlacionando o número de<br />

que requerem muitos controles<br />

reconhecem a terceirização para os<br />

amostras em atraso com o número<br />

para atender aos protocolos da<br />

serviços laboratoriais e estabelecem<br />

total de exames remetidos; o índice<br />

qualidade, aliado ainda, a rotinas<br />

requisitos para que o recurso<br />

de qualidade do sistema (análise<br />

pequenas (LABTEST); exames<br />

seja utilizado. A seleção deve ser<br />

das certificações do laboratório de<br />

de média ou alta complexidade<br />

efetuada pela direção do laboratório<br />

apoio); além do índice de percentual<br />

e que exijam investimentos em<br />

clínico ou seu representante legal.<br />

de preços para comparação<br />

construção de áreas específicas,<br />

com outros serviços; agilidade<br />

equipamentos e qualificação de<br />

Além disso, o laboratório clínico<br />

nas respostas e facilidades de<br />

pessoal, que não justifiquem os<br />

deverá implantar uma sistemática<br />

comunicação e atendimento.<br />

altos custos destes processos.<br />

documentada dos processos<br />

Ainda, exames com relação<br />

de seleção para os laboratórios<br />

Estes são alguns indicadores<br />

custo/benefício cuja terceirização<br />

de apoio e estabelecer seus<br />

que podem compor os critérios<br />

possa servir para acomodar um<br />

critérios relativos à necessidade<br />

de avaliação de desempenho<br />

melhor fator para esta relação em<br />

de laboratórios certificados, com<br />

do laboratório de apoio e que<br />

benefício do cliente, ampliando as<br />

pontuação específica para cada<br />

podem gerar ações corretivas e/<br />

possibilidades no atendimento.<br />

58 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


PARA MELHORAR O FLUXO DE TRABALHO<br />

E A CERTEZA DIAGNÓSTICA ATRAVÉS<br />

DE MICROSCOPIA INTELIGENTE<br />

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O analisador DC-1 pode ser<br />

implementado em laboratórios de<br />

pequeno volume de amostras ou<br />

conectado a uma rede de laboratórios.<br />

Capacidade: 1 lâmina<br />

Rendimento: 10 lâminas/hora*<br />

CellaVision® DM1200<br />

O DM1200 é adequado para laboratórios<br />

de médio e grande volume de amostras:<br />

Capacidade: 12 lâminas<br />

Rendimento: 20 lâminas/hora*<br />

CellaVision® DM9600<br />

O DM9600 é ideal para laboratórios<br />

de grande volume de amostras:<br />

Capacidade: 96 lâminas, com<br />

acesso contínuo<br />

Rendimento: 30 lâminas/hora*<br />

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*O tempo de processamento pode variar, a depender da qualidade do esfregaço, concentração de leucócitos e número de não leucócitos


GESTÃO LABORATORIAL<br />

Segundo Marcelino (2006), de<br />

maneira geral, as definições de<br />

terceirização oferecidas pelas<br />

áreas de direito e administração<br />

de empresas, privilegiam o<br />

aspecto da organização do<br />

trabalho com ênfase na natureza<br />

das atividades terceirizadas. Com<br />

exceção de alguns autores da<br />

área do Direito, usam-se como<br />

suporte fundamental da definição<br />

de terceirização os conceitos<br />

ambíguos de atividade-fim e<br />

atividade-meio, ou seja, no tipo de<br />

atividade que é repassada. Quando<br />

esse não é o aspecto central da<br />

definição, faz-se alusão às relações<br />

interempresariais, recorrendo-se<br />

à noção de parceria e à opção por<br />

uma empresa que detenha maior<br />

capacidade técnica para executar<br />

determinada atividade.<br />

intenção, que encontra resistência<br />

entre servidores e especialistas, é<br />

reduzir o custo com exames em<br />

40%. O Ministério desembolsa R$<br />

37 milhões por ano com esse tipo<br />

Quadro 1: Custos de produção obtidos a partir dos custos com reagentes.<br />

Fonte: Os autores.<br />

de serviço na rede federal daquele<br />

estado. Considerando o exposto, fica<br />

claro que o processo de terceirização<br />

para laboratórios clínicos de pequeno<br />

e médio porte, atualmente, é<br />

Quadro 2: Custos de produção obtidos a partir dos preços cobrados pelos laboratórios de apoio.<br />

Fonte: Os autores.<br />

Conforme a Rede Nacional de<br />

Advogados (2011), o Ministério da<br />

Saúde estuda terceirizar exames<br />

laboratoriais dos seis hospitais<br />

federais do Rio de Janeiro. A<br />

60 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


inquestionável e não existem indícios<br />

de mudanças nesta perspectiva.<br />

Neste estudo, que envolveu<br />

Material e métodos<br />

As atividades de pesquisa foram<br />

desenvolvidas em laboratórios de<br />

porte que realizam até 50.000 exames<br />

mensais, totalizando onze eventos.<br />

Estes laboratórios estão localizados<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

laboratórios clínicos de duas regiões<br />

análises clínicas de pequeno e médio<br />

e distribuídos no País da seguinte<br />

do País durante um período de quatro<br />

anos, foi utilizada uma ferramenta<br />

basilar para viabilizar a pesquisa.<br />

Quadro 3: Critérios específicos de decisão (1 e 2).<br />

Fonte: Os autores.<br />

Esta ferramenta, por nós desenvolvida,<br />

executa o cálculo dos custos e analisa<br />

a rentabilidade dos laboratórios<br />

clínicos, detalhando a rentabilidade<br />

individual de parâmetros/exames,<br />

clientes/convênios, equipamentos<br />

e setores/áreas dos laboratórios.<br />

Ainda, testa em tempo real tabelas<br />

de preços de exames e compara<br />

de forma dinâmica tabelas de<br />

preços entre clientes. Finalmente,<br />

calcula o desempenho geral da<br />

organização através de dezenas de<br />

indicadores, determina o ponto de<br />

equilíbrio e fornece subsídios para o<br />

planejamento orçamentário e análise<br />

de negócios. (Façanha e Prestes,<br />

2008). Isto permite a padronização<br />

da coleta de dados, tornando os<br />

resultados comparáveis entre si.<br />

Gráfico 1: Relação percentual entre os custos dos reagentes e os preços-padrão dos laboratórios<br />

de apoio, por tipo de exame.<br />

Fonte: Os autores<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

61


GESTÃO LABORATORIAL<br />

forma: Região Sul com 72,73% (8<br />

ocorrências) e na Região Centrooeste<br />

com 27,27% (3 ocorrências).<br />

O período de abrangência do estudo<br />

varia de janeiro de 2007 a janeiro de<br />

2011. Todos os dados foram obtidos<br />

através do banco de um sistema de<br />

gestão laboratorial implantado pela<br />

Unidos Consultoria e Treinamento,<br />

nas empresas estudadas. Este<br />

sistema baseia-se no método de<br />

custeio marginal, onde os custos<br />

fixos do laboratório clínico (custos<br />

que não variam com o volume de<br />

produção) são separados dos custos<br />

variáveis (custos que variam com o<br />

volume da produção) e toda a mão<br />

de obra, seja direta ou indireta,<br />

é alocada como custo fixo. Os<br />

custos variáveis ou marginais<br />

(de produção) foram registrados<br />

no arquivo específico “Folhas de<br />

Verificação do Cliente”, tendo<br />

como fonte os registros gerados<br />

pelos equipamentos, registros de<br />

planilhas do setor e informações<br />

dos analistas e técnicos que<br />

realizam os exames.<br />

Foram selecionados para o estudo<br />

12 tipos diferentes de exames, que<br />

representam em média, 57,37% dos<br />

exames realizados normalmente no<br />

setor de imunologia e hormônios dos<br />

laboratórios clínicos de pequeno e médio<br />

porte: T3, T4 LIVRE, TSH, PSA TOTAL,<br />

PROLACTINA, FSH, LH, CEA, ESTRADIOL,<br />

FERRITINA, HCG e HIV 1 e 2. (Unidos<br />

Consultoria e Treinamento, 2012). Em<br />

cada laboratório clínico foi utilizada uma<br />

ferramenta que permite a padronização<br />

Quadro 4: Critério geral de decisão.<br />

Fonte: Os autores.<br />

da coleta de dados e a comparação dos<br />

resultados das variáveis (indicadores de<br />

desempenho) integrantes do estudo.<br />

As variáveis selecionadas foram o custo<br />

nominal (composto por: reagentes e<br />

remuneração dos investimentos nos<br />

equipamentos), perdas, consumíveis,<br />

controles, calibradores, material de<br />

escritório, material descartável e<br />

manutenções em equipamentos, que<br />

constituem o custo de produção (custo<br />

marginal) dos exames.<br />

Figura 1: Critério geral de decisão sobreposto ao gráfico, identificando as etapas do processo<br />

decisório em função da média mais ou menos um desvio padrão.<br />

Fonte: Os autores.<br />

62 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


GESTÃO LABORATORIAL<br />

SEM FALHAS<br />

ALTA SENSIBILIDADE REAGENTES<br />

E ESPECIFICIDADE PRE-PREENCHIDOS<br />

COMPATIVEL COM TODOS<br />

OS TERMOCICLADORES<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

63


GESTÃO LABORATORIAL<br />

Os impostos não interferem nos<br />

resultados específicos do estudo<br />

uma vez que se vinculam aos<br />

Todas as variáveis do estudo<br />

(indicadores de desempenho dos<br />

centros de custos) são calculadas<br />

laboratórios de apoio para os quais<br />

os custos de produção permanecem<br />

inalterados, bem como todas as<br />

valores faturados e não dependem<br />

de forma unitária, o que significa<br />

estatísticas pertinentes.<br />

da forma de produção dos exames.<br />

dizer que é levado em consideração<br />

O critério para definir o momento<br />

a demanda dos exames, fator de<br />

O Quadro 3 mostra os critérios<br />

da terceirização é quando os<br />

suma importância em um processo<br />

específicos de decisão, que relacionam<br />

custos de produção originados<br />

de terceirização. Adicionalmente, o<br />

os preços-padrão dos laboratórios de<br />

por exames produzidos nos<br />

método ainda pondera os seguintes<br />

apoio com os custos dos reagentes<br />

laboratórios próprios se igualam<br />

aspectos: equipamento próprio versus<br />

(Critério 1) e vice-versa (Critério 2), em<br />

aos custos destes exames quando<br />

de terceiros, comodato, leasing,<br />

termos percentuais, bem como todas<br />

terceirizados para laboratórios de<br />

amortizações, aluguel e contrato de<br />

as estatísticas pertinentes.<br />

apoio. Este momento é identificado<br />

manutenções. Um fator importante<br />

quando a soma dos custos: nominal,<br />

que reforça o método estatístico é a<br />

O Gráfico 1 mostra as relações<br />

perdas, consumíveis, controles,<br />

diversidade dos equipamentos que o<br />

percentuais entre os custos dos<br />

calibradores e manutenções<br />

estudo levou em consideração: Elecsys<br />

reagentes e os preços-padrão dos<br />

específicas (corretivas e<br />

1010 e 2010, Elisa Hyperion, Imulite<br />

laboratórios de apoio, por tipo de<br />

preventivas) dos equipamentos;<br />

1000 e 2000, Cobas E 411, ACS 180 SE,<br />

exame (critério 2), bem como a<br />

for igual ao preço cobrado pelos<br />

Etimax e Centaur, totalizando 9 tipos<br />

média destas relações, erro padrão<br />

laboratórios de apoio (Quadros de<br />

diferentes.<br />

estimado e o desvio-padrão.<br />

preços-padrão dos exames). Isto<br />

é traduzido pela relação entre os<br />

Resultados<br />

O critério geral de decisão é mostrado no<br />

custos dos reagentes e os preços<br />

Os Quadros 1 e 2 mostram,<br />

Quadro 4 e Figura 1, que utiliza o Gráfico<br />

dos exames das tabelas dos<br />

respectivamente, os custos com<br />

1 como fundo topológico para o critério,<br />

laboratórios de apoio.<br />

reagentes e os preços de tabela dos<br />

possibilitando localizar cada etapa dele.<br />

64 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Discussão<br />

Os laboratórios clínicos são do<br />

ponto de vista de seus proprietários,<br />

maioria industrializados. Poucos<br />

profissionais controlando conjuntos<br />

de equipamentos interligados por<br />

Considerando que 70% dos erros<br />

laboratoriais ocorrem na fase préanalítica<br />

em laboratórios clínicos<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

em essência, uma alternativa de<br />

esteiras transportadoras, cabendo<br />

com sistema da qualidade bem<br />

investimento de risco. (Santos,<br />

a eles, como uma das principais<br />

estabelecido, segundo a SBPC/<br />

2002). O objetivo final está acima da<br />

atividades, as críticas dos resultados.<br />

ML, BD (2005), e esta fase inclui a<br />

luta pela sobrevivência da empresa,<br />

solicitação do exame, o preparo do<br />

a meta é torná-la mais competitiva,<br />

Esta foi a causa determinante<br />

paciente, a coleta, a preservação, o<br />

assegurando lucratividade para os<br />

para a mudança radical na forma<br />

transporte e o preparo da amostra<br />

acionistas. Para atingir este objetivo,<br />

de operar os pequenos e médios<br />

até o momento da realização do<br />

o processo de terceirização de<br />

laboratórios clínicos. Os custos<br />

exame, praticamente todas as<br />

exames é fundamental, pois envolve<br />

de produção, principalmente do<br />

etapas ocorrem no âmbito do<br />

uma parcela relevante dos exames<br />

setor de imunologia e hormônios,<br />

próprio laboratório clínico, portanto,<br />

realizados no laboratório clínico.<br />

praticamente se tornaram proibitivos<br />

o processo de terceirização irá<br />

Normalmente, os exames do setor de<br />

para o porte destes laboratórios<br />

influenciar pouco neste tipo de erro,<br />

imunologia e hormônios representam<br />

clínicos, em função da falta de<br />

pois quase todas as etapas existirão<br />

em média 19,79% do total realizado.<br />

escala. A determinação do momento<br />

de qualquer forma.<br />

(Unidos Consultoria e Treinamento,<br />

ótimo para iniciar o processo de<br />

2012). De acordo com Façanha e<br />

terceirização passou a ser uma<br />

Se forem adotadas todas as<br />

Prestes (2012), no segmento dos<br />

decisão de suma importância para<br />

providências de controle e<br />

laboratórios clínicos os processos,<br />

o gestor laboratorial, pois impacta<br />

ações preventivas, conforme já<br />

que até a década de 1970 eram<br />

diretamente na rentabilidade da<br />

mencionado na introdução, que<br />

basicamente manuais, sofreram uma<br />

organização, na competitividade,<br />

objetivam assegurar a qualidade<br />

mudança significativa na maneira de<br />

e em última análise, na própria<br />

geral do processo de terceirização<br />

produzir, tornando-se na sua grande<br />

sobrevivência.<br />

como um todo, praticamente só<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

65


GESTÃO LABORATORIAL<br />

existe vantagens. Inicialmente,<br />

temos a recompensa financeira,<br />

assegurada pela adoção do<br />

critério identificado no estudo.<br />

os preços-padrão cobrados pelos<br />

laboratórios de apoio, forem<br />

maiores que 65%. Os critérios<br />

específicos (1 e 2) por exame,<br />

3) Se o custo com reagente se<br />

situar entre 65% e 75% do valor<br />

da tabela do laboratório de apoio:<br />

FICAR EM ALERTA.<br />

A liberação de mão de obra e a<br />

mitigação do risco civil decorrente<br />

de eventuais ações na justiça por<br />

parte de clientes são também<br />

que determinam o ponto ótimo<br />

para terceirizar, são mostrados no<br />

Quadro 3. O critério 2 é de mais<br />

fácil interpretação e apresenta uma<br />

De uma forma sintética, reiterando,<br />

pode-se afirmar que a terceirização<br />

de exames, sob o ponto de vista<br />

econômico, torna-se um processo<br />

importantes vantagens oriundas<br />

média de 70,55% e um desvio-<br />

vantajoso quando as relações entre<br />

do processo de terceirização<br />

de exames. A rastreabilidade<br />

do histórico clínico pode ser<br />

assegurada, restando o cuidado<br />

de serem atendidos os prazos de<br />

entrega dos resultados acordados<br />

com os clientes.<br />

padrão de 5,29%. O erro-padrão<br />

estimado é 1,53%. O critério geral<br />

do resultado do estudo, mostrado<br />

no Quadro 4 e Figura 1, é definido<br />

da seguinte forma:<br />

1) Se o custo com reagente for<br />

os custos com reagentes e os preços<br />

de tabela cobrados pelos laboratórios<br />

de apoio forem maiores que 65%.<br />

Adicionalmente, existe um conjunto<br />

de vantagens complementares<br />

como, por exemplo, as seguintes: sob<br />

o ponto de vista financeiro tem-se o<br />

prazo de faturamento; sob o ponto<br />

menor ou igual a 65% do valor<br />

de vista jurídico tem-se a mitigação<br />

Considerações finais<br />

Os resultados mostram que, de<br />

uma forma geral e sob o ponto de<br />

da tabela do laboratório de apoio:<br />

NÃO TERCEIRIZAR;<br />

dos riscos civis; sob o ponto de vista<br />

da produtividade tem-se a liberação<br />

ou redução de mão de obra.<br />

vista econômico, a terceirização<br />

de exames torna-se um processo<br />

vantajoso quando as relações<br />

entre os custos com reagentes e<br />

2) Se o custo com reagente for<br />

igual ou maior que 75% do valor<br />

da tabela do laboratório de apoio:<br />

TERCEIRIZAR;<br />

Ainda, deve ser considerada<br />

a situação de restarem muito<br />

poucos exames de imunologia<br />

e hormônios que viabilizam sua<br />

68 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


ealização em laboratório próprio,<br />

não justificando, assim, manter<br />

Finalmente, adotando os cuidados<br />

relativos ao controle da qualidade<br />

maneira de recepcionar, coletar e<br />

produzir exames, a não ser com<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

em operação um equipamento<br />

detalhados na introdução do<br />

competência total. Esperando<br />

com reduzida taxa de utilização.<br />

estudo, a prática da terceirização<br />

termos contribuído para os negócios<br />

É válido ressaltar que devem<br />

atualmente é um processo<br />

na área das análises clínicas, nos<br />

ser consideradas as condições<br />

irreversível, vantajoso e certamente<br />

despedimos até a próxima edição<br />

específicas do mercado local em que<br />

uma alternativa segura para o<br />

da revista NewsLab.<br />

o laboratório clínico opera. Podem<br />

existir necessidades decorrentes<br />

de vantagens competitivas tipo<br />

exames de urgência, exigências<br />

aumento da competitividade dos<br />

pequenos e médios laboratórios<br />

clínicos do País.<br />

Boa sorte e sucesso!<br />

Humberto Façanha<br />

51-99841-5153<br />

humberto@unidosconsultoria.com.br<br />

pontuais de clientes importantes,<br />

Não cansamos de repetir, pela<br />

www.unidosconsultoria.com.br<br />

etc. Estas condições certamente<br />

importância, que não há outra<br />

irão ponderar na decisão da<br />

forma para enfrentar as “novas”<br />

terceirização de exames.<br />

exigências do mercado: uma “nova”<br />

Desafios econômicos durante e pós pandemia?<br />

Humberto Façanha<br />

TEMOS A SOLUÇÃO AO ALCANCE DOS LABORATÓRIOS:<br />

Sistema de gestão profissional para<br />

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PARA PEQUENOS E MÉDIOS LABORATÓRIOS!<br />

*Humberto Façanha da Costa Filho<br />

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro<br />

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas<br />

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor<br />

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),<br />

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.<br />

www.unidosconsultoria.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

69


<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> 176 | Março 2023


BIOMARCADOR DIAGNÓSTICO PARA<br />

ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA)<br />

PUBLIEDITORIAL<br />

As Doenças do Neurônio Motor (DNM)<br />

pertencem ao grupo de Doenças<br />

Neurodegenerativas caracterizadas pela<br />

degeneração dos neurônios motores<br />

superiores e inferiores, sendo a Esclerose<br />

Lateral Amiotrófica (ELA) a doença mais<br />

comum. Embora o fenótipo clínico seja<br />

variável, atrofia e fraqueza muscular, assim<br />

como fasciculações e espasmos são comuns<br />

em pacientes com ELA.<br />

Processo de liberação dos neurofilamentos após a lesão axonal<br />

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é<br />

considerada uma doença rara, com a prevalência<br />

de 5 casos em cada 100.000 pessoas, o que<br />

reflete a rápida letalidade. No Brasil, sua<br />

distribuição é parcialmente conhecida.<br />

O diagnóstico é baseado em avaliações<br />

clínicas e eletrodiagnósticos e pode ser<br />

desafiador nos estágios iniciais da doença.<br />

Após o início dos sintomas, normalmente,<br />

leva-se um tempo de aproximadamente 1<br />

ano para o diagnóstico da doença.<br />

pacientes com ELA, quando comparado com<br />

pacientes saudáveis. No entanto, a sensibilidade<br />

e especificidade para ELA foi melhor para pNfH<br />

do que para NfL em estudos comparando ambas<br />

as subunidades de neurofilamentos.<br />

Com base nesses estudos, a EUROIMMUN<br />

desenvolveu o kit Neurofilamento (pNf-H)<br />

ELISA para determinação quantitativa in vitro de<br />

neurofilamentos fosforilados de cadeia pesada<br />

(pNf-H) em amostras de LCR ou soro humano,<br />

com registro ANVISA. O kit possui todos os<br />

reagentes prontos para uso (incluindo controles<br />

e calibradores) e o processamento pode ser<br />

totalmente automatizado.<br />

Saiba mais informações:<br />

www.euroimmun.com.br/ela<br />

Referências<br />

Schaepdryver M. et al., Comparison of elevated phosphorylated<br />

neurofilament heavy chains in serum and cerebrospinal fluid<br />

of patients with amyotrophic lateral sclerosis. 2017<br />

Poesen, K.et al, Neurofilament markers for ALS correlate with<br />

extent of upper and lower motor neuron disease. 2017<br />

Poesen K, Damme PV. Diagnostic and Prognostic Performance<br />

of Neurofilaments in ALS. 2019<br />

Recentemente, estudos apontaram que<br />

neurofilamentos fosforilados, componentes do<br />

citoesqueleto neuronal, são biomarcadores para<br />

o diagnóstico de ELA. Os estudos evidenciaram<br />

um aumento significativo de neurofilamento<br />

de cadeia pesada (pNfH) e neurofilamentos<br />

de cadia leve (Nfl) no LCR e soro/plasma em<br />

Para mais informações, entre em contato conosco:<br />

www.euroimmun.com.br/bartonella<br />

marketing@euroimmun.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

71


PUBLIEDITORIAL III<br />

SOLLUTIO DIAGNÓSTICOS PROJETA CRESCIMENTO<br />

COM REESTRUTURAÇÃO FÍSICA E ESTRATÉGICA<br />

Referência em exames de alta complexidade, laboratório inaugura sede própria em Indaiatuba e<br />

otimiza a jornada de experiência do cliente<br />

Oferecer diagnósticos de alta complexidade<br />

com a melhor assistência ao paciente. Estes<br />

são alguns dos principais diferenciais da<br />

Sollutio Diagnósticos, que em 2023 dá início<br />

a um novo posicionamento no mercado, com<br />

uma reestruturação física, estratégica e de<br />

negócios. O laboratório, que tem os exames<br />

de alta complexidade como pilar motor de<br />

sua existência, prevê uma projeção para<br />

os próximos cinco anos que vai além de<br />

números. O que a Sollutio procura e quer é<br />

estar ainda mais próxima dos clientes, com<br />

total amparo às suas necessidades.<br />

Quando teve início há 8 anos em Campinas<br />

(SP), a Sollutio foi criada para suprir uma<br />

necessidade do mercado de diagnósticos<br />

de oncohematologia: a ausência de<br />

empresas que faziam a análise integrada<br />

dos exames, expandindo e incorporando à<br />

imunofenotipagem, por exemplo, outros<br />

importantes exames, como o cariótipo<br />

e marcadores específicos de doenças<br />

hematológicas por biologia molecular.<br />

O hematologista e diretor financeiro da<br />

Sollutio, Dr. Robenilson Souza, explica que<br />

essa evolução trazida pela empresa permitiu<br />

a otimização de diversos aspectos, como a<br />

solicitação de exames e, consequentemente,<br />

de tempo. “Isso se reflete diretamente na<br />

qualidade da assistência prestada ao paciente.<br />

Até então, os exames eram pulverizados e com<br />

a possibilidade de resultados conflitantes caso<br />

interpretados separadamente”, explica.<br />

São técnicas distintas de análise, mas que<br />

precisam estar integradas. Mais do que<br />

isso, é necessário um corpo clínico e técnico<br />

altamente capacitado para a leitura correta<br />

dos materiais. E um diagnóstico preciso ao<br />

paciente. “A humanização está em todas as<br />

esferas de atuação da Sollutio. Quem está por<br />

trás da análise é extremamente importante<br />

para nós. E por trás de cada exame existe um<br />

paciente, uma família e uma história de vida”,<br />

enfatiza Souza.<br />

A preocupação com a qualidade e agilidade<br />

dos resultados e, assim, oferecer melhor<br />

qualidade de vida aos pacientes e melhores<br />

condições de trabalho aos médicos e<br />

laboratórios parceiros, é uma determinação<br />

da Sollutio, assim como a história de vida de<br />

seu diretor financeiro, que aos 16 anos decidiu<br />

sair do interior da Bahia para estudar Medicina<br />

na Unicamp. “Sempre tive um olhar bastante<br />

empreendedor para alguns campos da alta<br />

complexidade diagnóstica que precisavam<br />

ser estruturados. A assistência neste<br />

segmento é muito frágil e operacionalizá-la<br />

de forma integrada representa prestar um<br />

atendimento de qualidade aos pacientes e<br />

corpo clínico parceiro”.<br />

Além disso, a constante atualização técnica é<br />

fundamental. “Tudo muda muito rápido e na<br />

Medicina não é diferente. A oncohematologia<br />

trabalha com um tecido muito complexo<br />

e a carga de conhecimento sobre a doença<br />

é bastante alta, por isso a especialidade<br />

também é muito complexa. Novos exames<br />

surgem a todo momento, assim como novas<br />

classificações. Estar a par dessas novidades<br />

em tempo real é fundamental”.<br />

Futuro<br />

Para atingir seu objetivo e como uma<br />

resposta natural ao seu desenvolvimento<br />

no mercado de diagnósticos, a empresa<br />

inaugurou, neste ano, uma nova sede,<br />

agora na cidade de Indaiatuba (SP).<br />

Em um prédio próprio com mais de<br />

3.000m2 distribuídos em quatro andares,<br />

a expectativa é expandir a empresa em<br />

conjunto com a constante capacitação de<br />

seus colaboradores, a ampliação de oferta<br />

de emprego em Indaiatuba e região e as<br />

iniciativas nos pilares ESG.<br />

74 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Neste mês também ocorre o lançamento da<br />

nova marca e identidade visual. A novidade vem<br />

acompanhada pelo novo site da empresa, com<br />

mais recursos e facilidade dos clientes no acesso<br />

à guia de exames. De acordo com o farmacêutico<br />

Dr. Nelson Gaburo Júnior, CEO e Diretor de Novos<br />

Negócios, o novo posicionamento de mercado<br />

do laboratório revisitou a jornada de experiência<br />

do cliente e adaptou alguns pontos do negócio<br />

para que essa jornada fosse a melhor e mais<br />

ágil possível. “Nosso objetivo é o de sermos os<br />

melhores naquilo que fazemos. Fidelizar nossos<br />

parceiros é uma das melhores estratégias perante<br />

a concorrência acirrada do mercado”, explica o CEO.<br />

Para isso, a empresa oferece um menu variado<br />

com uma lista de mais de 200 exames<br />

cadastrados, processos de atendimento e<br />

operação padronizados, qualidade na execução<br />

e conferência das análises, ótimos prazos de<br />

entrega, custos acessíveis e total suporte aos<br />

clientes. “Somos referência no que fazemos.<br />

Essas inovações reforçam nosso propósito e<br />

nossa preocupação de sempre oferecer um<br />

atendimento humanizado. Temos o canal de<br />

atendimento totalmente aberto aos clientes,<br />

com uma equipe médica e técnica à disposição<br />

para sanar dúvidas e para dividir informações e<br />

sugestões, o que é muito importante e eficaz<br />

para a parte clínica”, comenta Gaburo, que<br />

ainda destaca: “Iremos surpreender nossos<br />

clientes nessa nova fase. Essa parceria é<br />

fundamental e queremos prosperar de forma<br />

sustentável e inovadora”.<br />

O crescimento também é impulsionado por<br />

novas modalidades de exames de média<br />

e alta complexidade, como imunologia de<br />

reprodução, marcadores de infertilidade<br />

feminina e masculina, sexagem fetal,<br />

paternidade, saúde sexual, coagulopatia e<br />

na esfera de biologia molecular, a empresa<br />

dispõe de exames em várias especialidades<br />

médicas para um diagnóstico confirmatório,<br />

complementar e assertivo.<br />

Qualidade nos processos<br />

A Sollutio possui diversos padrões e normas de<br />

qualidade. Somados às certificações conferidas<br />

pela Visa, PALC (Programa de Acreditação de<br />

Laboratórios Clínicos), Controllab e, para 2024,<br />

mirando na certificação internacional College<br />

of American Pathologists (CAP), os exames são<br />

analisados sempre em duplicidade. Segundo<br />

a bióloga Dra. Fernanda Cunha, diretora<br />

de produção do laboratório, esta é uma<br />

segurança muito importante oferecida aos<br />

pacientes e aos clientes. “Todos os exames são<br />

rotineiramente checados por dois analistas.<br />

Além disso, mensalmente temos análises feitas<br />

por diferentes técnicos e, posteriormente, os<br />

resultados são comparados”, diz. “O controle<br />

externo de qualidade é feito em parceria com<br />

a Controllab, que nos envia, a cada três meses,<br />

amostras já analisadas para que possamos<br />

apresentar nossa versão e, em conformidade,<br />

sermos certificados”.<br />

A logística para o recebimento das amostras,<br />

provenientes de todo o Brasil, também é um<br />

ponto de muita atenção. Neste sentido, a<br />

escolha por Indaiatuba para a nova sede, com<br />

a proximidade ao aeroporto de Viracopos, e os<br />

parceiros de logística terceirizados contribuíram<br />

para a operação se tornar ainda mais efetiva.<br />

“Trabalhamos com amostras nobres, na maioria<br />

das vezes frescas, e por esse motivo é necessário<br />

garantir a estabilidade de temperatura e a<br />

manutenção das células vivas”, explica Dra.<br />

Fernanda. “São exames de alta complexidade<br />

e a maior parte do material é proveniente da<br />

medula óssea. Trabalhamos com diagnósticos<br />

de doenças graves e os pacientes e suas<br />

famílias estão na expectativa daquele resultado.<br />

Nosso objetivo é garantir a integridade física<br />

das amostras que recebemos e a integridade<br />

emocional dos pacientes”.<br />

Com seu novo posicionamento, a Sollutio<br />

reforça os valores que conduziram e<br />

conduzem a empresa desde seu início e<br />

projeta seu crescimento com o olhar no<br />

futuro, mas sem se esquecer das suas origens<br />

e de sua marca registrada: a de prestar um<br />

atendimento humanizado.<br />

www.sollutiodiagnosticos.com.br<br />

PUBLIEDITORIAL III<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

75


Uma nova Sollutio:<br />

Inovadora<br />

como nunca.<br />

Humana<br />

como sempre.<br />

Nova sede ainda mais moderna e tecnológica.<br />

Novo site com acesso a área de exames,<br />

muito mais intuitivo e dinâmico.<br />

Novas soluções para atender novas formas de cuidar<br />

dos pacientes. A inovação e a tecnologia nos permitem<br />

resultados cada vez mais rápidos e precisos para atender<br />

laboratórios, clínicas, hospitais e pacientes com agilidade<br />

em exames de alta complexidade. Mas o nosso compromisso<br />

com pessoas nos fez referência em atendimento humanizado<br />

e próximo. .<br />

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MATÉRIA DE CAPA<br />

DB DIAGNÓSTICOS AMPLIA<br />

capacidade produtiva com a inauguração<br />

de nova sede em Minas Gerais<br />

Além dos investimentos em expansão dos negócios, a empresa também está constantemente aderindo às<br />

inovações tecnológicas para a automatização de processos.<br />

O DB Diagnósticos, que já conta<br />

com 12 anos de atuação no<br />

ramo da Medicina Diagnóstica,<br />

vem ao longo de sua trajetória<br />

se transformando em relação à<br />

infraestrutura e em atualização<br />

de recursos humanos. Tudo isso<br />

com o objetivo de seguir no<br />

propósito de prestar serviços<br />

laboratoriais de alta qualidade,<br />

sendo referência no mercado.<br />

Legenda da imagem<br />

Empreendendo em nível nacional<br />

e dedicado exclusivamente ao<br />

apoio laboratorial, o Grupo tem<br />

conquistado a confiança dos<br />

seus mais de oito mil laboratórios<br />

parceiros e alcançado novos<br />

espaços pelas mais diversas regiões<br />

do país. E, nesse cenário, a tradição<br />

e o olhar mais aguçados para a<br />

crescente do setor foram pontos<br />

cruciais para que o complexo<br />

laboratorial ampliasse mais uma<br />

vez as suas atividades.<br />

Em outubro de 2022, o Grupo<br />

celebrou a inauguração da nova<br />

sede em Contagem, a terceira<br />

maior economia de Minas Gerais,<br />

atrás apenas de Belo Horizonte<br />

e de Uberlândia, segundo a<br />

pesquisa do Instituto Brasileiro<br />

de Geografia e Estatística (IBGE).<br />

A unidade chegou para somar<br />

à expansão da empresa, bem<br />

como promover o aumento<br />

da capacidade produtiva do<br />

DB, que trabalha para trazer<br />

soluções, conforme as principais<br />

necessidades de cada cliente.<br />

78<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Infraestrutura<br />

Em um espaço de aproximadamente<br />

Segundo o gerente da Unidade<br />

técnica, Henry Maciel, a infraestrutura<br />

MATÉRIA DE CAPA<br />

10 mil m², sendo mais de 4.300 m²<br />

de área técnica, esta é atualmente<br />

a maior unidade produtiva do DB<br />

e tem uma capacidade que pode<br />

chegar à realização de 6 milhões<br />

de exames por mês. Espelhada<br />

na Matriz do DB, a unidade de<br />

é só um dos elementos que compõem<br />

todo o trabalho executado pela<br />

unidade. “Nosso quadro é formado<br />

por mais de 100 colaboradores da área<br />

de saúde, sendo eles farmacêuticos,<br />

médicos, biomédicos e biólogos, que<br />

garantem a qualidade e a segurança<br />

Contagem trabalha em amostras<br />

de diversas especialidades, como:<br />

Imunologia, Hormônios, Bioquímica,<br />

Microbiologia, Urinálises e Técnicas<br />

Manuais e Especiais, entre outros.<br />

Gerente de Inovação e Digital, Arthur Brugnari.<br />

na liberação dos resultados”, afirmou.<br />

Com a nova unidade, foram<br />

estruturadas mais de 50 rotas logísticas<br />

para garantir a qualidade das amostras<br />

Gerente da Unidade técnica, Henry Maciel<br />

e obter um tempo de resposta mais<br />

rápido aos clientes da região mineira.<br />

“O DB vem reafirmar sua parceria com<br />

seus clientes de Minas Gerias, realizando<br />

exames com a mais alta tecnologia<br />

de forma ágil e estando cada vez mais<br />

próximo aos seus parceiros. Isso tudo<br />

sem oferecer concorrência, pois o<br />

DB é um laboratório exclusivamente<br />

de apoio. Além disso, o DB também<br />

conta com profissionais altamente<br />

qualificados que permitem um suporte<br />

técnico e científico regionalizados”,<br />

ressaltou Henry.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

79


MATÉRIA DE CAPA<br />

Para o diretor-comercial, Tobias<br />

Thabet Martins, a sede faz parte<br />

de um novo olhar estratégico da<br />

empresa, que é descentralizar as<br />

unidades técnicas do DB. “Com<br />

essa sede, a gente está muito mais<br />

próximo dos clientes do Estado de<br />

Minas Gerais, diminuindo todo o<br />

tempo de transporte das amostras,<br />

que chegará em Contagem com<br />

muito mais agilidade para o<br />

processamento. O Estado como um<br />

todo ganha pelo menos 24 horas de<br />

antecipação no resultado”.<br />

Martins ainda destacou que, pelo<br />

menos para Minas Gerais, o DB<br />

pretende dobrar o volume de<br />

processamento de análises neste<br />

ano. Só no primeiro trimestre<br />

de 2023, o DB cresceu 37% e o<br />

processamento de exames da<br />

unidade de Contagem já está<br />

próximo de 1 milhão, assim,<br />

alavancando ainda mais a<br />

Diretor-comercial, Tobias Thabet Martins.<br />

capacidade produtiva da empresa.<br />

“Os clientes já têm sentido um ganho<br />

importante na entrega de resultados.<br />

É uma unidade com dimensões<br />

importantes para conseguirmos<br />

evoluir no mercado de apoio<br />

diagnóstico mineiro”, pontuou.<br />

Inovação Corporativa<br />

Ter uma gestão de qualidade faz<br />

toda a diferença para aumentar<br />

a capacidade produtiva e atingir<br />

melhores resultados, e é por<br />

isso que o DB Diagnósticos<br />

constantemente investe em<br />

alta performance. Um dos<br />

destaques da empresa este ano<br />

será o investimento em inovação<br />

corporativa.<br />

“Investir em tecnologia e inovação<br />

é o grande lema do DB, por isso<br />

estamos sempre nos renovando<br />

e evoluindo. O DB, hoje, não é só<br />

um laboratório de apoio, é uma<br />

empresa de tecnologia”, destaca<br />

o gerente de Inovação e Digital,<br />

Arthur Brugnari.<br />

80<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Brugnari ainda ressalta que a<br />

Inovação da empresa, a partir da<br />

podendo vender e levar mais exames<br />

MATÉRIA DE CAPA<br />

estratégia é continuar investindo<br />

qual se destacaram dois pilares,<br />

para esse paciente, além de ajudar<br />

no core business com inovações<br />

que estão focados no cliente, e<br />

esses parceiros com a capacitação<br />

incrementais e sendo cada vez<br />

visam acelerar todo o processo<br />

do time profissional que eles<br />

mais eficiente e com menor custo<br />

de aplicação de inteligência e<br />

possuem”, concluiu Tobias.<br />

para operação, com apoio do<br />

estratégia tecnológica.<br />

ecossistema e, principalmente,<br />

O trabalho em Medicina Diagnóstica<br />

com uso de open innovation<br />

O primeiro pilar destaca a<br />

ofertado pelo DB vem ao encontro<br />

para acelerar a transformação.<br />

necessidade de aumentar a<br />

de desenvolvimento das soluções<br />

Outra frente do DB, segundo ele,<br />

demanda por exames nos<br />

mais completas para a saúde. E<br />

é a visão de futuro da companhia<br />

laboratórios parceiros e aprimorar<br />

é pensando em continuar com o<br />

em construir novos modelos de<br />

a experiência do paciente, já o<br />

processo de expansão das atividades<br />

negócios e/ou produtos. “Nossa<br />

segundo é mais voltado para<br />

que o grupo tem a previsão de, em<br />

ambição é elevar o conceito de<br />

o fornecimento de serviços e<br />

breve, inaugurar mais uma unidade<br />

Apoio sendo um grande provedor<br />

produtos para impulsionar o<br />

produtiva em outra importante<br />

de soluções integradas e conectadas<br />

crescimento dos laboratórios.<br />

cidade da Região Sudeste.<br />

para nossos clientes e para toda<br />

“Estamos preocupados em como<br />

área de saúde, buscamos ser uma<br />

fazer com que nosso cliente<br />

Conheça mais dos serviços<br />

empresa ambidestra.”, afirmou.<br />

consiga atender melhor o paciente<br />

realizados pelo DB Diagnósticos.<br />

e para que tenha mais canais de<br />

Acesse<br />

Segundo o diretor-comercial do<br />

relacionamento com esse cliente,<br />

www.diagnosticosdobrasil.com.br<br />

DB, para 2023 terá um robusto<br />

investimento em Inovação<br />

Corporativa, foi realizado um<br />

aprofundamento da estratégia de<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

81


ANÁLISES CLÍNICAS<br />

LINFOCITOSE NA INFÂNCIA É NORMAL?<br />

Por Brunno Câmara<br />

Uma contagem normal de<br />

linfócitos em adultos varia<br />

entre 1.000 e 3.500/μL,<br />

correspondendo de 20 a 40%<br />

dos leucócitos totais.<br />

A linfocitose em adultos é<br />

definida como sendo a contagem<br />

absoluta de linfócitos maior que<br />

4.000/μL (quatro mil linfócitos<br />

por microlitro de sangue).<br />

Porém, quando estamos<br />

estudando recém-nascidos<br />

e crianças, a contagem<br />

absoluta normal de linfócitos<br />

é significativamente maior.<br />

Sendo assim, ter uma quantidade<br />

maior de linfócitos no sangue<br />

periférico na infância é normal.<br />

Um erro comum na hora da<br />

interpretação do hemograma<br />

é analisar os resultados dos<br />

linfócitos de uma criança levando<br />

em consideração os valores de<br />

referência de adultos.<br />

Para evitar esse problema, o ideal<br />

seria que o laudo do laboratório já<br />

trouxesse os valores de referência<br />

de acordo com a idade da criança.<br />

Mas, muitos ainda não o fazem.<br />

Cabe ao profissional que está<br />

interpretando o laudo fazer essa<br />

análise detalhada.<br />

Por exemplo, um bebê com três<br />

dias de vida pode ter de 2.000<br />

a 11.500 linfócitos/μL. Em uma<br />

criança de dois a sete anos, esses<br />

valores normais podem chegar a<br />

8.000/μL.<br />

Erroneamente, a conclusão<br />

seria que a criança estaria com<br />

linfocitose. O que na verdade,<br />

na maioria dos casos, é somente<br />

um valor absoluto normal de<br />

linfócitos.<br />

Uma linfocitose na infância é<br />

observada quando a quantidade<br />

absoluta de linfócitos está acima<br />

do valor de referência superior<br />

para a sua idade.<br />

84 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


ANÁLISES CLÍNICAS<br />

Podemos classificar a<br />

linfocitose em dois tipos:<br />

• Linfocitose clonal (primária)<br />

• Linfocitose reativa (secundária)<br />

Linfocitose clonal (primária)<br />

na infância<br />

Engloba condições associadas<br />

com o aumento do número<br />

absoluto de linfócitos devido<br />

a um defeito intrínseco nessa<br />

população celular.<br />

Podemos chamar também de<br />

doenças linfoproliferativas,<br />

sendo causadas pelo acúmulo<br />

de células monoclonais B, T,<br />

NK ou outras células linfoides<br />

menos diferenciadas.<br />

Linfocitose reativa<br />

(secundária) na infância<br />

Esse termo refere-se à<br />

linfocitose policlonal em um<br />

paciente sem histórico de<br />

doenças hematológicas e que<br />

possui uma condição médica<br />

que pode ser associada ao<br />

aumento dos linfócitos.<br />

Nesse caso, a linfocitose é<br />

transitória e se normaliza após<br />

um curto período de tempo após<br />

a resolução do quadro clínico.<br />

Os exemplos mais comuns são<br />

as infecções virais e algumas<br />

bacterianas, como a coqueluche<br />

(Bordetella pertussis).<br />

Avaliação de uma criança<br />

com linfocitose<br />

São essenciais para a<br />

avaliação do paciente:<br />

• Anamnese completa e exame<br />

físico<br />

• Hemograma<br />

• Análise da distensão sanguínea<br />

O diagnóstico diferencial<br />

dependerá da idade da criança<br />

e de suas manifestações clínicas.<br />

Em crianças, a presença de<br />

linfócitos reativos ("atípicos") é<br />

muito comum.<br />

A presença de linfadenopatia ou<br />

esplenomegalia é sugestiva de<br />

infecção pelo Epstein-Barr Vírus<br />

(EBV). Nesses casos, é indicada<br />

a sorologia para esse vírus.<br />

A presença de anemia,<br />

trombocitopenia ou neutropenia,<br />

em associação com a linfocitose,<br />

é sugestiva de um processo<br />

neoplásico (maligno) e precisa<br />

ser referenciado imediatamente<br />

para um hematologista.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

85


ANÁLISES CLÍNICAS<br />

Alterações morfológicas dos<br />

Linfocitose reativa<br />

fissura, indentação ou fenda,<br />

linfócitos<br />

Uma das possibilidades é um<br />

também chamado de núcleo<br />

Para um microscopista<br />

inexperiente, as alterações<br />

morfológicas dos linfócitos<br />

na linfocitose reativa podem<br />

ser confundidas com as da<br />

linfocitose clonal.<br />

aumento dos linfócitos típicos<br />

pequenos.<br />

Outra possibilidade é que os<br />

linfócitos estejam maiores<br />

que o normal, com citoplasma<br />

abundante e mais basofílico,<br />

lobulado.<br />

Linfocitose clonal<br />

Um número de diferentes células<br />

linfoides podem aparecer na<br />

lâmina da criança.<br />

Normalmente, os linfócitos<br />

na infância podem ter uma<br />

aparência mais imatura e podem<br />

acabar sendo confundidos com<br />

linfoblastos, por exemplo.<br />

com núcleo irregular que pode<br />

conter raros nucléolos.<br />

Na coqueluche, a linfocitose é<br />

caracterizada por linfócitos com<br />

núcleos que apresentam uma<br />

Nesses casos, outros exames como<br />

sorologias, imunofenotipagem e<br />

cariotipagem são essenciais para<br />

o diagnóstico diferencial.<br />

Referências<br />

Williams Hematology, 9ª edição.<br />

Autor:<br />

Brunno Câmara<br />

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de<br />

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (imunologia, parasitologia e microbiologia /<br />

experiência com biologia molecular e virologia). Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.<br />

Contato: @biomedicinapadrao<br />

86 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


NEUROCIENCIA EM FOCO<br />

DISFORIA DE GÊNERO:<br />

COMO A NEUROCIÊNCIA ENXERGA ESSA CONDIÇÃO?<br />

Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues<br />

A disforia de gênero ainda<br />

é cercada de dúvidas, mas a<br />

neurociência pode ajudar a<br />

entendê-la melhor.<br />

A identidade de gênero tem<br />

sido um dos temas mais<br />

debatidos atualmente, com<br />

em que a pessoa sofre uma<br />

discordância entre o sexo<br />

com o qual se identifica e seu<br />

sexo biológico.<br />

Estima-se que a disforia de<br />

gênero afete entre 0,5%<br />

e 1% da população geral,<br />

Existem algumas características<br />

usadas para identificar a disforia<br />

de gênero, em especial em<br />

crianças adolescentes, como o<br />

desejo e impulso por usar roupas,<br />

optar por jogos e brincadeiras<br />

tipicamente do sexo oposto, além<br />

de nutrir um forte desgosto pela<br />

questões sociais, jurídicas<br />

tornando-a<br />

relativamente<br />

sua anatomia sexual e desejo<br />

e biológicas, todos esses<br />

rara, mas estudos recentes têm<br />

por comportamentos sexuais<br />

questionamentos<br />

estão<br />

demonstrado uma tendência<br />

relacionados a outro gênero.<br />

atrelados ao Transtorno<br />

de Identidade de Gênero<br />

(TIG), a atual Disforia de<br />

Gênero (DG), uma condição<br />

de aumento da prevalência<br />

do transtorno, o que pode<br />

estar ligado a uma maior<br />

conscientização e aceitação.<br />

A condição é extremamente<br />

complexa, englobando<br />

diversas características<br />

88 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Quando o assunto é<br />

hematologia, construir<br />

confiança leva tempo.<br />

Há 23 anos obtendo os maiores<br />

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NEUROCIENCIA EM FOCO<br />

biológicas e psicológicas, além<br />

Apesar de ainda não haver uma<br />

Por isso, além da necessidade de<br />

de comumente estar associada<br />

total compreensão da relação<br />

mais pesquisas que busquem<br />

a prejuízo das habilidades<br />

sociais, sofrimento e problemas<br />

na vida profissional, entre<br />

outros, o que pode responder<br />

pela alta taxa de suicídio dessa<br />

parcela da população, que é<br />

entre o cérebro e a identidade<br />

e percepção de gênero, alguns<br />

estudos sugerem que a função<br />

e estrutura cerebral estão<br />

ligadas à condição, como<br />

alterações em regiões cerebrais<br />

relacionadas à regulação das<br />

emoções, percepção do corpo e<br />

aprofundar-se no tema, suas<br />

nuances e características, é<br />

fundamental que haja uma<br />

abordagem multidisciplinar<br />

nesse tipo de caso, analisando<br />

a situação individualmente<br />

para proporcionar uma melhor<br />

estimada em 41%.<br />

conectividade cerebral.<br />

qualidade de vida ao paciente.<br />

Autor:<br />

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues<br />

www.deabreu.pt - www.pressmf.global - Instagram @fabianodeabreuoficial<br />

Pós-doutor e PhD em neurociências eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society e Membro da Society for Neuroscience (USA) e da APA - American Philosophical Association, Mestre<br />

em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. É diretor do Centro de Pesquisas<br />

e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat, membrosócio<br />

da APBE - Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva. Membro Mensa, Intertel e TNS.<br />

90 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Painel de Trombofilias<br />

Nosso Painel mais completo com<br />

condição especial de negociação<br />

O painel genético de trombofilias é<br />

fundamental para prevenção e tratamento<br />

de doenças relacionadas à coagulação sanguínea.<br />

Identificando mutações genéticas que aumentam o risco<br />

de trombose, permite medidas preventivas e terapêuticas adequadas,<br />

especialmente em casos de histórico familiar. Esse painel fornece informações<br />

essenciais para a tomada de decisão e melhoria da qualidade de vida do paciente.<br />

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO DE TROMBOFILIA<br />

Gestação<br />

A relação entre a Trombofilia e a<br />

Gestação se dá pelo estado de<br />

hipercoagulabilidade que a gestante<br />

pode enfrentar, sendo agravada<br />

com a presença de uma variante<br />

genética alterada.<br />

Anticoncepcional<br />

Os anticoncepcionais hormonais<br />

combinados contêm estrogênio e<br />

progesterona sintéticos, que podem<br />

aumentar a coagulação do sangue.<br />

Isso pode ser particularmente<br />

perigoso para mulheres com<br />

trombofilia.<br />

Covid-19<br />

A relação da covid-19 com a<br />

trombose ainda está sendo<br />

estudada, porém já existem dados e<br />

artigos que mostram a relação entre<br />

as duas condições.<br />

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aproveite a<br />

condição<br />

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diagnóstico molecular<br />

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MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

PRINCIPAIS FATORES DE VIRULÊNCIA<br />

DE ESPÉCIE DE CANDIDA CAUSADORAS DE<br />

INFECÇÕES NO AMBIENTE HOSPITALAR<br />

Por Gleiciere Maia Silva<br />

Fungos desempenha um papel<br />

importante como constituintes<br />

de microbiota normal dos<br />

indivíduos, entretanto com<br />

as mudanças de hábitos da<br />

nova sociedade, cada vez<br />

mais, espécies que antes<br />

eram colonizadoras, possuem<br />

caraterísticas de virulência e<br />

têm preocupado bastante a<br />

comunidade médica. Estimase<br />

que cerca de 10% destas<br />

leveduras são reconhecidas como<br />

agentes etiológicos de infecções<br />

humanas que geralmente são<br />

caracterizadas como oportunistas<br />

comensais da superfície de<br />

mucosas e pele 1 .<br />

No contexto das espécies de<br />

Candida; C. albicans representa<br />

de 60 a 90% dos isolamentos<br />

Figura 1: São evidenciadas estruturas microscópicas (matrix polimérica, filamentos micelianos, blastoconídios e clamidoconídios) do<br />

biofilme de C. albicans formado em placa de poliestireno. Fonte: Silva, G.M.<br />

laboratoriais, C. tropicalis cerca<br />

de 7%, outras espécies como C.<br />

krusei, C. guillermondii, C. glabrata<br />

e C. parapsilosis são evidenciadas<br />

em menor frequência, porém<br />

estas são preocupantes pelo<br />

elevado número de resistência as<br />

drogas comumente utilizadas na<br />

prática clínica 2,6 . Leveduras do<br />

gênero Candida estão adaptadas<br />

ao corpo humano, entretanto<br />

esta relação de equilíbrio é muito<br />

sútil, propiciada pela manutenção<br />

da integridade das barreiras<br />

teciduais, e pelo funcionamento<br />

adequado da resposta imune.<br />

Em contrapartida, estas espécies<br />

possuem fatores de virulência<br />

nas quais expressam de forma<br />

equilibrada a sua capacidade<br />

de aderência e de produção de<br />

enzimas e toxinas 4,5,6 .<br />

92 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

É sabido que a capacidade de<br />

causar doença por espécies<br />

células epiteliais. Neste caso,<br />

a presença de receptores<br />

sob a forma filamentosa<br />

através da produção de tubos<br />

de Candida é facilitado pela<br />

específicos na membrana<br />

germinativos<br />

resultando<br />

expressão de fatores associados à<br />

citoplasmática é necessária<br />

numa conversão da forma de<br />

virulência como a capacidade de<br />

para a fixação e penetração<br />

levedura para um crescimento<br />

formar biofilme e a capacidade<br />

intracelular do fungo 8 . A<br />

em forma de micélio, com<br />

de produzir e secretar enzimas<br />

adesão a superfície celular do<br />

produção de hifas e pseudo-<br />

hidrolíticas, em particular<br />

hospedeiro é influenciada por<br />

hifas<br />

11,12,13<br />

. Esta habilidade<br />

proteases e fosfolipases 7 . Estas<br />

fatores como a formação do tubo<br />

de alternar entre a forma<br />

enzimas facilitam a sua nutrição,<br />

germinativo, disponibilidade de<br />

unicelular de levedura e a forma<br />

adesão, colonização, invasão no<br />

carboidratos, pH, temperatura,<br />

filamentosa é conhecida como<br />

epitélio humano e degradação<br />

produção de fosfolipases, de<br />

dimorfismo 13 . A formação<br />

de proteínas relacionadas<br />

proteases e de outras enzimas<br />

de forma micelar tem sido<br />

ao sistema imunológico,<br />

extracelulares 9,10 .<br />

relacionada com o aumento<br />

disseminação e resistência aos<br />

da virulência em decorrência<br />

medicamentos antifúngicos 7 .<br />

As espécies de Candida por<br />

da variabilidade antigênica<br />

serem polimórficas, ou seja,<br />

da superfície, conferindo uma<br />

O primeiro processo patológico<br />

elas podem se reproduzir por<br />

maior aderência, dificultando a<br />

que as leveduras usam para<br />

gemulação, dando a célula uma<br />

fagocitose extra e intracelular<br />

invadir o tecido dos hospedeiros<br />

forma oval característica das<br />

pelo sistema imune 13 .<br />

susceptíveis é a adesão às<br />

leveduras ou podem crescer<br />

94 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

Quanto a formação de enzimas<br />

citadas anteriormente (proteases<br />

A capacidade das leveduras de<br />

aderir a uma ampla variedade<br />

de Candida ainda não é<br />

totalmente compreendido 15 .<br />

e as fosfolipases), ambas atuam<br />

de superfícies inanimadas e<br />

na destruição nas membranas<br />

formar biofilme em soluções<br />

Para a formação do biofilme,<br />

celulares das células hospedeiras.<br />

glicosiladas parece protegê-<br />

as células passam por uma<br />

As proteases desempenham um<br />

las das respostas imunes do<br />

fase complexa de preparo.<br />

papel importante na degradação<br />

hospedeiro, bem como da ação<br />

Sendo assim, a célula-mãe do<br />

dos componentes da mucosa<br />

de agentes antimicrobianos;<br />

biofilme se adere a superfície<br />

como o colágeno e a queratina,<br />

garante as leveduras maior<br />

livre e utiliza diversos<br />

assim como de componentes<br />

patogenicidade.<br />

Biofilmes<br />

mecanismos auxiliares para<br />

do sistema imunológico como<br />

citosinas e anticorpos, facilitando<br />

a invasão dos tecidos do<br />

hospedeiro 13, 14 . As fosfolipases<br />

degradam os fosfolipídios da<br />

membrana plasmática das<br />

células do hospedeiro, alteram<br />

as características da superfície<br />

dessas células, facilitando a<br />

aderência e consequentemente,<br />

a infecção 13, 14 .<br />

patogênicos formados por<br />

espécies de Candida, sobretudo<br />

a C. albicans, C. tropicalis,<br />

C. parapsilosis e C. glabrata<br />

constituem um sério risco a<br />

vida do paciente. Pesquisas<br />

indicam que 65 a 80% das<br />

infecções microbianas são<br />

resultantes de biofilmes<br />

patogênicos, no entanto, o<br />

biofilme formado por espécies<br />

que ocorra a adesão de forma<br />

eficiente, como adesinas<br />

e interações eletrostáticas<br />

não especificas. Após essa<br />

fase, a célula passa a liberar<br />

substâncias mantedoras da<br />

adesão e início da formação<br />

de micro colônias que irão<br />

coalescer. Em seguida, temse<br />

o biofilme formado por<br />

estruturas do fungo, matriz<br />

96 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

polimérica, poros e canais de<br />

água que permitem o fluxo<br />

de nutrientes e metabólitos<br />

(Figura 1). O biofilme se desloca<br />

e pode liberar leveduras<br />

que têm a habilidade de se<br />

desenvolverem em condições<br />

desfavoráveis e formar novas<br />

estruturas de biofilme 13,15<br />

Fungos que produzem<br />

biofilmes captam nutrientes<br />

de forma mais assertiva,<br />

favorecendo um crescimento<br />

mais ordenado e na maior<br />

proteção contra radiações<br />

UV, fagocitose, desidratação<br />

e resistência a antifúngicos.<br />

Estudo que indicam os fatores<br />

de virulência de patógenos,<br />

sobretudo os de etiologia<br />

fúngica, são necessários, uma<br />

vez que espécies de Candida<br />

contribuem para agravamento<br />

do estado de saúde dos<br />

pacientes em âmbito<br />

hospitalar e causas de doenças<br />

graves como a septicemia.<br />

Referências<br />

1. VALLE, G. C.; RENDE, J. C.; OKURA, M. H. Estudo da Incidência<br />

do Gênero Candida em Hospital Público Universitário.<br />

NewsLab. São Paulo, v.17, n.101, p. 202-222, 2010.<br />

2. SCHERMA, A. P. et al. Presença de Candida spp na cavidade bucal de<br />

lactantes durantes os primeiros quatro meses de vida. Cienc. Odontol.<br />

Bras., São José dos Campos, v.7, n. 3, p. 79-86, 2004.TAMAI IA,<br />

PAKBIN B, FASAEI BN. Genetic diversity and antifungal susceptibility<br />

of Candida albicans isolates from Iranian HIV-infected patients with<br />

oral candidiasis. BMC Res Notes. 14: 1-7. 2021.<br />

3. SEDDIKI, A. et al. Infectivités fongiques des cathéters<br />

implantés dues à Candida sp. Formation des biofilms et<br />

résistance. J Mycol Méd. v.25, p.130-135, 2015.<br />

4. CALDERONE, R. A.; FONZIWA, W. A. Virulence factors of C.<br />

albicans. Trends Microbiol., Cambridge, v. 9, p. 327-335. 2001.<br />

5. COLOMBO AL, NAKAGAWA Z, VALDETARO F, BRANCHINI<br />

MLM, KUSSANO EJU, NUCCI M. Susceptibility profile of 200<br />

bloodstream isolates of Candida spp collected from Brazilian<br />

tertiary care hospitals. Medical Mycology 41: 235-239, 2003.<br />

6. FIGUEIREDO-CARVALHO, M. H. G.; RAMOS, L. d. S.; BARBEDO,<br />

L. S.; OLIVEIRA, J. C. A. d. et al. Relationship between the<br />

antifungal susceptibility profile and the production of virulencerelated<br />

hydrolytic enzymes in Brazilian clinical strains of Candida<br />

glabrata. Mediators of inflammation, 2017, 2017.<br />

7. MAGDALENA, Matta de Henning; PERRONE, Marianella.<br />

Factores determinantes de patogenicidad en relación a la<br />

ecologia de Candida albicans en cavidad bucal. Acta Odontol.<br />

Venez., Caracas, v. 39, n. 2, 2001.<br />

8. VIDOTTO, V. et al. Adherence of Candida albicans and<br />

Candida dubliniensis to bucal and vaginal cells. Rev. Iberoam.<br />

Micol., Barcelona, v.20, p. 52-54, 2003.<br />

9. KHAN, M. S. A, et al. Virulence and Pathogenicity of Fungal<br />

Pathogens with Special Reference to Candida albicans. Combating<br />

Fungal Infections. In: AHMAD, I., ET AL. Combating Fungal<br />

Infection: problems and remedy. Berlin: Springer. p.21 – 45. 2010<br />

10. GOW, N.A.R. et al. Candida albicans morphogenesis and<br />

host defense: discriminating invasion from colonization. Nat.<br />

Rev. Microbiol., Londres, v. 10, n.2, p. 112-122, 2012.<br />

11. SIDRIM J. & ROCHA M. Micologia Médica à Luz de Autores<br />

Contemporâneos, Guanabara Koogan, 2003<br />

12. TORTORA, Gerard J. Principios de anatomia e fisiologia. 14<br />

ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019, 1201 p<br />

13. OMBRELLA, A. M.; RAMOS, L.; RAMOS, L. Actividades<br />

proteinasa y fosfolipasa de aislamientos de Candida albicans<br />

provenientes de secreciones vaginales con distintos valores<br />

de pH. Rev. Iberoam. Micol., Barcelona, v. 25, p. 12-16, 2008.<br />

14. YU, S.B. et al. The Activities of adhesion and biofilm<br />

formation by Candida tropicalis clinical isolates display<br />

significant correlation with its multilocus sequence typing.<br />

Mycopathologia, v. 182, n. 5-6, p. 459-469, 2017.<br />

Autora:<br />

Gleiciere Maia Silva<br />

Biomédica, Doutora em Medicina Tropical/UFPE com linha de pesquisa em doenças infecto-parasitarias. Sua pesquisa envolveu com Infecções<br />

Fúngicas Invasivas em PVHIV (pessoas vivendo com HIV/AIDS) através da realização do diagnóstico pela técnica de Espectrometria de Massa<br />

(MALDI TOF MS), sensibilidade antifúngica e caracterização de biofilme dos isolados. É Mestre em Biologia de Fungos, especialista em Micologia<br />

pela Universidade Federal de Pernambuco. Além de uma vasta experiência como biomédica no campo laboratorial atuando na realização do<br />

diagnóstico micológico de micoses superficiais, invasivas e oportunistas. Atua em paralelo como docente de magistrado superior dos cursos de<br />

biomedicina, farmácia, nutrição e fisioterapia.<br />

98 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Conectividade<br />

Desempenho e<br />

Confiabilidade<br />

Produtividade<br />

Suporte, Consultoria<br />

e Treinamento<br />

Análises e<br />

Inteligência<br />

Qualidade


AUDITORIA E QUALIDADE<br />

AUDITORIA INTERNA:<br />

VOCÊ TEM REALIZADO AUDITORIAS INTERNAS NO<br />

SEU LABORATÓRIO?<br />

Por Waldirene Nicioli<br />

Um laboratório é, de<br />

certa forma, uma junção<br />

de diversos setores que<br />

trabalham em busca de um<br />

objetivo comum, sendo o<br />

principal, o diagnóstico.<br />

Porém, se acontece alguma<br />

falha em um desses setores o<br />

resultado fica comprometido.<br />

E como podemos verificar<br />

se todas as exigências legais<br />

estão sendo cumpridas?<br />

Se os prazos de entrega<br />

podem melhorar? Como<br />

está o atendimento aos<br />

pacientes? As análises e<br />

diagnósticos estão seguindo<br />

os padrões exigidos? Esse<br />

nível de informação nem<br />

sempre é alcançado em<br />

avaliações superficiais<br />

realizadas às pressas no<br />

próprio laboratório. Essas são<br />

algumas questões que serão<br />

levadas em conta, avaliadas e<br />

diagnosticadas durante uma<br />

auditoria interna.<br />

Garantir que o laboratório<br />

siga as boas práticas<br />

e esteja dentro das<br />

normalidades, é mais que<br />

um requisito normativo, e<br />

a auditoria interna surge<br />

para evidenciar pontos<br />

de melhoria, bem como,<br />

pontos fortes do sistema.<br />

O Laboratório deve,<br />

periodicamente, fazêla,<br />

e preparar-se para<br />

esse momento, é o mais<br />

adequado, pois uma auditoria<br />

exige tempo, esforço e<br />

comprometimento.<br />

É necessário ter um programa<br />

de auditoria interna, incluindo<br />

a frequência, métodos,<br />

responsabilidades e os requisitos<br />

para planejar e relatar. Este<br />

programa deve ser apresentado<br />

e submetido à aprovação da<br />

alta direção, e deve ter o apoio<br />

constante dela, tendo em vista<br />

a importância das ações que<br />

serão desenvolvidas.<br />

100 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Automated Chemiluminescence Immunoassay<br />

Data: 18 a 21 de junho<br />

Estande nº: 01<br />

Local: Hotel Costão do Santinho<br />

– Florianópolis – SC – Brasil.<br />

28<br />

150<br />

211<br />

25000<br />

Anos<br />

Países<br />

Parâmetros<br />

Unidades globais<br />

MAGLUMI ® 800<br />

MAGLUMI ® 2000<br />

MAGLUMI ® 2000Plus<br />

MAGLUMI ® 600<br />

(CLIA)<br />

MAGLUMI ® 4000Plus<br />

Analyzer<br />

MAGLUMI ® X8<br />

A uto m ate d<br />

B<br />

ioc h e m<br />

istry<br />

A n alyz er<br />

MAGLUMI ® X6


AUDITORIA E QUALIDADE<br />

A imparcialidade do auditor<br />

interno é fundamental para<br />

auditoria. No escopo, deverão<br />

constar os locais, processos, data,<br />

sua memória, esquematize o<br />

que precisa ser feito.<br />

que os resultados sejam<br />

tempo e duração estimada das<br />

considerados<br />

objetivos.<br />

atividades a serem conduzidas.<br />

Tenha em mente que uma<br />

Portanto, a auditoria precisa<br />

Certas exigências, como a<br />

auditoria é um processo que<br />

ser independente, feita por<br />

presença do representante<br />

desencadeia uma série de<br />

pessoal não responsável<br />

do setor auditado e ações de<br />

mudanças na rotina de um<br />

pelo setor auditado. Realizar<br />

acompanhamento,<br />

também<br />

laboratório e que culmina<br />

treinamentos específicos para<br />

podem ser determinadas no<br />

em formidáveis ganhos de<br />

esse fim, ajudará os auditores<br />

programa. Devem ser realizadas<br />

produtividade e qualidade.<br />

internos a atuar melhor.<br />

a intervalos planejados (sejam<br />

eles semestrais ou anuais), ou<br />

Não se esqueça, de no final<br />

O sistema também pode<br />

como o laboratório achar melhor.<br />

da auditoria, gerar um<br />

ser auditado em partes,<br />

relatório que irá apontar onde<br />

com diferentes frequências.<br />

Um roteiro, ou checklist,<br />

é necessário fazer correções<br />

Importante ressaltar que o<br />

também pode auxiliar para que<br />

para que a produtividade e a<br />

escopo deve ser coerente com<br />

nenhum ponto de avaliação<br />

performance da organização<br />

o programa e os objetivos da<br />

seja esquecido. Não confie em<br />

voltem ao patamar adequado.<br />

Autora:<br />

Waldirene Nicioli<br />

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Farmacologia Clínica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Proprietária Examinare de Análises<br />

Clínicas, Auditora Líder do DICQ - Sistema Nacional de Acreditação, Membro da Central de Negócios do Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil, Umas das<br />

fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas.<br />

102 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


PAPO DE BANCADA<br />

O PAPEL DA GESTÃO DE CUSTOS SOBRE<br />

A INSOLVÊNCIA DO LABORATÓRIO CLÍNICO<br />

Por Silvânia Ramalho<br />

O gerenciamento dos custos<br />

está para a sobrevivência do<br />

laboratório clínico tal qual o<br />

mercado atual está para as<br />

necessidades de adaptação.<br />

Todo dia a criatividade e a<br />

necessidade de mercado nos<br />

surpreende com mais uma<br />

ascensão de um novo modelo<br />

de negocio ou a despedida de<br />

mais um parceiro do mercado.<br />

O mercado diagnóstico é<br />

dinâmico e não é resultado<br />

da pandemia de COVID<br />

19 que não nos engessou<br />

mas também não nos<br />

enriqueceu. Ficamos mais<br />

abastecidos de experiência<br />

e da necessidade gritante<br />

de nos reinventarmos,<br />

nos adaptarmos e nos<br />

municiarmos de números e<br />

levantamentos.<br />

Quem não está cuidando<br />

mais de perto dos custos do<br />

seu laboratório clínico pode<br />

ser surpreendido a qualquer<br />

momento por um saldo<br />

negativo sem retorno fruto do<br />

somatório de analises e gestões<br />

que foram deixadas de lado.<br />

É cada vez mais palpável que<br />

neste novo momento pós<br />

pandemia tivemos aumento<br />

de custos em quase todos ou<br />

senão em todos os cenários<br />

para suprir a necessidade de<br />

manutenção de despesas que<br />

foram extremamente oneradas.<br />

Sendo necessário cortes,<br />

realocações, metas novas e<br />

mais sola de sapato para manter<br />

o negócio em funcionamento<br />

saudável. Sim, sola de sapatos<br />

e muitos números.<br />

Muitas horas de calculadora<br />

e estratégia, para hoje,<br />

amanhã, semana que vem e a<br />

próxima, mês que vem e para<br />

a prosperidade segura. Um<br />

negócio seguro é aquele que<br />

assegura decisões pautadas<br />

em números confiável e<br />

moldáveis. E este negócio<br />

precisa ser olhado a cada<br />

nova decisão inclusa no<br />

planejamento estratégico, para<br />

uma ação única ou para doze<br />

meses de trabalho. Gestores<br />

tenham visão técnicocientifica,<br />

mas também<br />

acima de tudo tenham visão<br />

financeiro-gerencial.<br />

Você saberia responder<br />

de pronto, qual a base de<br />

formação do seu preço de<br />

venda? Markup ou margem<br />

104 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


PAPO DE BANCADA<br />

de contribuição? E qual o<br />

de atendimento você possui e<br />

aquele descontinho baseado no<br />

custo dos seus exames para<br />

que em cada um deles a base<br />

ganho em volume que não foi<br />

construção de uma tabela de<br />

de formação do preço de venda<br />

bem calculado, trazendo aquela<br />

preço de um novo contrato? E<br />

será diferente? A resposta<br />

sensação de se estar trabalhando<br />

ainda, qual a última revisão de<br />

normalmente escutada é de<br />

muito e não vendo o resultado.<br />

preços que você realizou nos<br />

que se aplica duas vezes o preço<br />

contratos nos últimos 6 meses<br />

de custo para formar o preço<br />

Pois bem, a primeira tarefa é<br />

... ou nos últimos 12 meses?<br />

de venda ou que se multiplica<br />

se conhecer os custos do meu<br />

ao custo um número fixo, por<br />

negócio, desde a recepção até<br />

O preço de venda do fornecedor<br />

exemplo 1.3.<br />

o fechamento de um grande<br />

não é o mesmo que o preço de<br />

contrato. Cada detalhe conta,<br />

venda do laboratório. E isso<br />

Mas no fechamento de períodos<br />

imagina um reajuste pequeno<br />

inclui os preços de venda dos<br />

encontramos<br />

demonstrativos<br />

no seu custo de coleta? Se ele<br />

exames terceirizados também,<br />

de resultados, fechando no<br />

não for repassado, quanto mais<br />

o custo do exame terceirizado<br />

empate ou no vermelho. E pode<br />

crescer a minha atividade de<br />

precisa contemplar no seu<br />

não ser somente reflexo do<br />

captação de novos pacientes/<br />

preço de venda os custos<br />

mercado diagnóstico ou reflexo<br />

clientes, maior será o impacto<br />

laboratoriais até a etapa de<br />

da economia local ou fruto das<br />

deste custo no meu resultado.<br />

triagem da amostra para<br />

políticas dos planos de saúde. Este<br />

encaminhamento.<br />

Agregado<br />

resultado pode ser fruto de ações<br />

A revisão dos contratos e<br />

aos custos fixos existem as<br />

isoladas que somam em médio<br />

propostas devem ter uma<br />

variáveis. E você já pensou em<br />

ou longo prazo para esconder<br />

periodicidade fixa dentro do<br />

quantos modelos diferentes<br />

um falso resultado positivo ou<br />

negócio, mesmo que no ano<br />

106 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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PAPO DE BANCADA<br />

anterior aquele contrato já tenha<br />

ficaram mais claras e objetivas.<br />

termina quando você desiste,<br />

sido revisado e mesmo que<br />

É importantíssimo sentar no<br />

e desistir não é uma solução.<br />

seja um parceiro de longa data.<br />

final de um ano e pensar em<br />

Não agora. Eu te convido a<br />

Dentro das condições de contrato<br />

estratégias de negócio para<br />

sentarmos juntos, pensarmos<br />

negociada com os seus parceiros,<br />

os doze meses seguintes. E<br />

em futuro, e esse futuro<br />

existem possibilidades, tanto de<br />

quantas ideias, projetos e<br />

começa agora com a reflexão<br />

negociação, renegociação, novas<br />

expansões serão possíveis<br />

da possibilidade que temos<br />

propostas de negócio e em<br />

visualizar. É falsa a ideia de<br />

em mudar o ciclo da nossa<br />

ultimo caso até finalização de<br />

que olhar para os custos seja<br />

história. Escreva seu nome na<br />

um contrato que diante do atual<br />

com a finalidade de promoção<br />

grande galeria dos inovadores,<br />

cenário não faça mais sentido.<br />

de cortes. Em algumas<br />

quantas possibilidades existem<br />

situações será necessário, mas<br />

no mercado. Não fique parado<br />

Em posse do conhecimento<br />

nem sempre será uma regra.<br />

pensando na grama do vizinho<br />

dos custos e dos contratos<br />

Esse olhar para os custos pode<br />

que é mais verde, faça a sua<br />

e propostas que estão em<br />

representar um olhar para um<br />

grama também ser verdinha!<br />

atividade é de extrema<br />

crescimento mais saudável,<br />

importância formar o preço<br />

tirar do papel aquele sonho<br />

1. O que é gerenciamento de<br />

de venda. Os números<br />

que você alimentou ainda<br />

custos? Qual a importância<br />

matemáticos que vão me<br />

dentro da graduação.<br />

do gerenciamento de<br />

ajudar a nortear onde o calo<br />

custos em laboratório de<br />

aperta. Sabendo basicamente<br />

E é por tudo isso que eu tenho<br />

análises clínicas?<br />

por quanto eu compro e por<br />

um convite para lhe fazer, não<br />

O gerenciamento de custos é um<br />

quanto eu preciso vender, as<br />

pense em GAME OVER. Não<br />

controle mais apurado de toda<br />

decisões de ordem estratégica<br />

pense assim. Esse jogo só<br />

a movimentação financeira de<br />

108 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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PAPO DE BANCADA<br />

uma empresa que requer um<br />

para composição deste custo<br />

Sim, quando eu faço um<br />

olhar mais cuidado porque ele<br />

e depois o monitoramento dos<br />

gerenciamento de perdas.<br />

atua diretamente na tomada de<br />

processos de realização das<br />

decisões. Para o laboratório de<br />

análises. A conscientização<br />

Umas das primeiras ações para<br />

analises clinicas esta gestão de<br />

de toda equipe envolvida no<br />

composição de uma tabela de<br />

custos é importantíssima em<br />

processo laboratorial tem uma<br />

preços é ter conhecimento<br />

função da necessidade de um<br />

contribuição<br />

importantíssima<br />

do custo do meu processo,<br />

processo técnico mais preciso<br />

para a gestão deste processo.<br />

os valores negociados com<br />

onde o uso dos recursos senão<br />

É necessário que toda os<br />

o fornecedor e como os<br />

bem administrados podem<br />

envolvidos desde a recepção<br />

recursos tem sido utilizados<br />

causar um resultado negativo.<br />

até a liberação do laudo tenham<br />

na realização deste processo.<br />

Por exemplo: recoleta, repetição<br />

ciência de que todo os processos<br />

De posse destas informações<br />

de resultado antes da liberação,<br />

geram uma receita negativa ou<br />

eu construo a minha tabela<br />

gestão de estoque, etc.<br />

positiva senão for bem aplicado.<br />

de preços e aplico a minha<br />

margem de contribuição. A<br />

2. Quais os itens que<br />

3. Como se propõe ou se<br />

margem de contribuição total<br />

impacta os custos na<br />

constrói uma tabela de<br />

é o valor de todas as receitas<br />

gestão do laboratório e<br />

preços para os exames<br />

somadas (faturamento total)<br />

como gerenciá-los?<br />

laboratoriais? O que é<br />

subtraídos dos custos e<br />

Um dos itens de grande<br />

margem de contribuição?<br />

despesas variáveis totais. E<br />

importância nesta gestão do<br />

Volume de produção /<br />

o resultado desta operação,<br />

custo do laboratório é sem<br />

vendas é sinônimo de<br />

será quanto a minha tabela<br />

dúvida a negociação de preços<br />

lucratividade?<br />

de serviços precisa contribuir<br />

110 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


LANÇAMENTO EM ABRIL DOS REAGENTES<br />

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• Modo de sangue total 16 µL<br />

• Modo sangue total capilar 16 µL<br />

• Modo pré-diluído<br />

20 µL<br />

Capacidade de armazenamento de dados<br />

• 100.000 resultados, incluindo resultados e histogramas<br />

• 60 arquivos QC (100 dados por arquivo)<br />

H60<br />

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de diferencial de 5-partes<br />

TAXA DE TRANSFERÊNCIA: 60 AMOSTRAS POR HORA<br />

Reagente<br />

• HD600 Diluente 20L<br />

• HL600 Lyse 500mL/1L<br />

• Limpador HC310 50mL<br />

Volume da amostra<br />

• Modo de sangue total<br />

• Modo sangue total capilar<br />

• Modo pré-diluído<br />

16 µL<br />

16 µL<br />

20 µL<br />

Dimensão e peso<br />

• 501(D)×320(W)×502.5(H)<br />

• Peso: 29.3kg<br />

Capacidade de armazenamento de dados<br />

• 100.000 resultados, incluindo resultados e histogramas<br />

• 60 arquivos QC (100 dados por arquivo)<br />

H30<br />

Analisador hematológico automatizado<br />

de diferencial de 3-partes<br />

TAXA DE TRANSFERÊNCIA: 60 AMOSTRAS POR HORA<br />

Reagente<br />

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Volume da amostra<br />

• Modo de sangue total<br />

• Modo sangue total capilar<br />

• Modo pré-diluído<br />

10 µL<br />

10 µL<br />

20 µL<br />

Dimensão e peso<br />

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PAPO DE BANCADA<br />

para o funcionamento da<br />

saudável para a estrutura<br />

análises clinicas ser viável<br />

minha estrutura. Isso claro,<br />

e para o planejamento<br />

e sustentável. Com todo o<br />

alinhado ao cenário em que<br />

estratégico do laboratório.<br />

processo de globalização e o<br />

estou inserido na minha<br />

Ter controle das regras<br />

cenário pós pandemia temos<br />

região, depois deste exercício<br />

de reajuste aplicadas ou<br />

um cenário em que a população<br />

é possível fazermos ajustes<br />

sofridas nos contratos<br />

de uma forma geral tem se<br />

como investimentos, cortes<br />

assinados. Contratos devem<br />

preocupado mais com bem<br />

ou negociações. E volume<br />

ter esta dinâmica e esse<br />

estar e saúde e procurado por<br />

de produção barra venda é<br />

cuidado para manutenção do<br />

outros diagnósticos e serviços<br />

sinônimo de lucratividade,<br />

relacionamento<br />

fornecedor<br />

que facilitem o acesso.<br />

somente se eu tenho esse<br />

ou cliente.<br />

olhar para a gestão de custos.<br />

4. Como gerenciar<br />

5. Por fim, investir em<br />

os contratos em<br />

laboratório de análises<br />

laboratórios?<br />

Contratos<br />

clínicas é um bom negócio<br />

são negociáveis?<br />

ainda?<br />

A gestão de contrato<br />

Ainda que o cenário atual<br />

precisa acontecer com<br />

pareça não ser favorável,<br />

uma regularidade dentro<br />

é sim um bom negócio. A<br />

do laboratório. Ou seja,<br />

estabelecer um tempo para<br />

revisão destes contratos é<br />

gestão de custos e processos<br />

é fundamental para validação<br />

do negócio, laboratório de<br />

Silvânia Ramalho<br />

Bioquímica farmacêutica com especialização em<br />

Análise de Custos e Formação de Preço de Venda,<br />

Gestão Comercial em Vendas e membro do Grupo<br />

Técnico de Trabalhos de Analises Clinicas do CRF/MG.<br />

112 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


DIREITO E SAÚDE<br />

REGULAMENTO INTERNO DA EMPRESA<br />

POR QUE DEVO INSTITUÍ-LO NO MEU LABORATÓRIO<br />

Por Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />

Prezado(a) Leitor(a),<br />

seja bem, vindo(a) a esta<br />

análise jurídica!<br />

Em nosso tema desta edição,<br />

trago aqui uma demanda<br />

recorrente em nosso escritório,<br />

onde muitos laboratórios e clínicas<br />

nos procuram com o ímpeto de<br />

instituir um Regulamento Interno<br />

da Empresa.<br />

Faremos uma análise<br />

pormenorizada dos principais<br />

pontos, limites, critérios e<br />

consequências em se adotar<br />

um Regulamento Interno.<br />

De início, cabe nos esclarecer<br />

tecnicamente que o REGULA-<br />

MENTO INTERNO da empresa<br />

é um instrumento com total<br />

validade jurídica, no qual,<br />

o empregador colocará suas<br />

cláusulas e termos atendendo a<br />

sua necessidade/realidade (do<br />

seu Laboratório), sem, contudo,<br />

ferir o compendio da Legislação<br />

Trabalhista.<br />

O Regulamento Interno<br />

é medida adotada pelas<br />

melhores empresas a nível<br />

mundial, o qual grandes<br />

multinacionais se valem deste<br />

instrumento jurídico, que é<br />

totalmente legal, de modo,<br />

não somente a traçar as<br />

regras de seus colaboradores,<br />

mas sobretudo criar padrões<br />

de conduta (e infrações, por<br />

consequência lógica).<br />

O Regulamento Interno da<br />

empresa, portanto, pode ser<br />

considerado o instrumento<br />

pelo qual o empregador<br />

(laboratório / clínica) pode<br />

se valer para estabelecer<br />

regras (direitos e obrigações)<br />

aos empregados que a ela<br />

presta serviços.<br />

Referido instrumento visa<br />

estabelecer parâmetros<br />

do que é certo ou errado<br />

dentro da empresa, do que á<br />

aceitável ou do que pode ser<br />

considerado infração, caso não<br />

seja seguido.<br />

114 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


DIREITO E SAÚDE<br />

Para que o mesmo seja<br />

confeccionado, adotamos a<br />

melhor retórica ao redigir o<br />

documento, com o início do<br />

mesmo, procurando sempre<br />

como estrutura do mesmo, na<br />

seguinte ordem:<br />

2. As informações sobre a<br />

filosofia da empresa;<br />

3. Capítulos com os temas que<br />

serão tratados;<br />

4. Previsão de punições em<br />

caso de descumprimento do<br />

regulamento.<br />

Feita a introdução do<br />

presente termo, estrutura-se<br />

sequencialmente o mesmo<br />

com os capítulos e cláusulas<br />

inerentes a cada tema<br />

proposto pela empresa, como<br />

exemplo temos:<br />

1. Apresentação inicial com<br />

informações da empresa;<br />

1.1. missão: (é o porquê, a razão<br />

pela qual a empresa foi criada);<br />

1.2 visão: (é a visão de futuro,<br />

aonde a empresa quer chegar<br />

a longo prazo);<br />

1.3. valores: (são os aspectos<br />

inegociáveis que todos os<br />

colaboradores da empresa<br />

devem seguir em qualquer<br />

relação pessoal);<br />

Sobre o item final (4), mencionando<br />

a previsão de punições<br />

em caso de descumprimento<br />

do regulamento que os colaboradores<br />

podem vir a sofrer,<br />

este último item deve ser analisado<br />

com muita cautela pelo<br />

Jurídico do Laboratório e pela<br />

Gestão interna, pois ao criar<br />

parâmetros de penalidades, as<br />

mesmas devem ser respeitadas<br />

para todos, nas situações de<br />

enquadramento propostas no<br />

regulamento interno.<br />

• Cláusulas que estabelecem a<br />

obrigatoriedade da utilização<br />

de uniformes (nas áreas<br />

administrativas ou área técnica –<br />

coleta externa, motoristas, etc);<br />

• Cuidados no manejo de<br />

máquinas e equipamentos;<br />

• A correta utilização dos<br />

computadores, celulares<br />

tabletes no que tange a<br />

acessos de sites, zelo e cautela;<br />

• Prudência na condução dos<br />

veículos da empresa;<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

115


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DIREITO E SAÚDE<br />

• Condição de indenização<br />

nos prejuízos causados ao<br />

empregador por dolo, culpa,<br />

negligência, imprudência e<br />

imperícia nos atos praticados<br />

pelo empregado, abrangendo,<br />

inclusive, danos causados a<br />

terceiros (outros empregados,<br />

clientes ou fornecedores);<br />

• Respeito aos superiores<br />

hierárquicos e aos colegas de<br />

trabalho;<br />

• Regras sobre faltas e atrasos<br />

(condições para abono);<br />

• Regras de utilização do banco<br />

de horas;<br />

• Tempo disponível para<br />

marcação do cartão ponto<br />

(além da previsão legal);<br />

• Procedimentos e formas para<br />

pedido e concessão de férias,<br />

observado os prazos previstos<br />

legalmente;<br />

• Transferências de local de<br />

trabalho;<br />

• Utilização dos benefícios<br />

concedidos;<br />

• Proibições quanto ao ingresso<br />

em setores restritos;<br />

• Orientações para recebimento<br />

de visitas;<br />

• Respeito e cordialidade na<br />

representação da empresa<br />

perante a sociedade;<br />

• Vestimentas condizentes<br />

com o ambiente de trabalho<br />

ou com a formalidade que<br />

determinadas condições<br />

exigem;<br />

• Maquiagem e adornos;<br />

• Agir de forma ética no<br />

exercício de sua função,<br />

tanto dentro quanto fora da<br />

empresa;<br />

• Punições por divulgar<br />

informações sigilosas da<br />

empresa ou pacientes, entre<br />

outros.<br />

Estes são apenas alguns<br />

exemplos, cabendo a<br />

Assessoria Jurídica da<br />

empresa, juntamente com a<br />

gestão do Laboratório, juntos<br />

equalizarem a melhor forma<br />

de confecção do Regulamento<br />

Interno.<br />

De suma importância, é não<br />

adotar um modelo de outra<br />

empresa, pois cada Laboratório<br />

tem sua particularidade, seja<br />

regional, seja em relação aos<br />

seus funcionários, etc., assim,<br />

118 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


não se deve copiar um modelo<br />

e sim criar o próprio e exclusivo<br />

Regulamento, podendo e<br />

devendo inclusive passar por<br />

revisões sempre que necessários<br />

ou de forma anual pela equipe<br />

da Assessoria Jurídica.<br />

O Laboratório tendo o<br />

seu Regulamento Interno<br />

confeccionado é de suma<br />

importância que se dê total<br />

ciência a todos os seus<br />

colaboradores, cada qual<br />

ficando com uma cópia deste<br />

e assinando a seu recebimento<br />

e ciência do conteúdo, para<br />

tanto, sempre guiamos nossos<br />

clientes para que sejam feitas<br />

reuniões com toda a equipe, de<br />

modo a apresentar o material<br />

em forma de palestra.<br />

Como visto, implementar<br />

um Regulamento Interno<br />

é uma medida essencial e<br />

preventiva a qual irá agregar<br />

valor e profissionalismo ao seu<br />

Laboratório, fortalecendo a sua<br />

empresa. Essa também é uma<br />

medida de compliance que<br />

precisa ser realizada com apoio<br />

de profissionais especializados na<br />

área - uma confiável assessoria<br />

jurídica, imprescindível para sua<br />

implementação.<br />

Proteção jurídica ao seu<br />

Laboratório! Está é nossa<br />

missão e está no nosso DNA lhe<br />

assessorar nesta empreitada,<br />

conte conosco!<br />

Obrigado e um grande abraço<br />

a todos!<br />

DIREITO E SAÚDE<br />

Autor:<br />

Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />

Advogado em São Paulo, especialista em direito e processo do trabalho, especialista em direito contratual, especializando em advocacia consultiva, é<br />

sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital, é Professor de Pós Graduação em São Paulo- SP; São Luis do Maranhão-<br />

MA; Goiânia-GO e Palestrante, atuando na área da saúde, na defesa de empresas, clinicas e laboratórios.<br />

@ciriacoadvogados<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

119


VIROLOGIA<br />

ALL LAB - ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO<br />

DAS INFECÇÕES VIRAIS HEPATITE A (HAV), C (HCV), HIV E<br />

HERPES SIMPLEX NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ENTRE O<br />

PERÍODO DE JANEIRO DE 2022 A MARÇO DE 2023<br />

Por Andressa Fehlberg, Rachel Siqueira de Queiroz Simões, Joelma Lessa da Silva.<br />

Resumo<br />

A organização corporativa médica laboratorial All Lab demonstra<br />

liderança e comprometimento com o sistema de gestão iniciada<br />

desde 2010 em ensaios de proficiências laboratorial Control<br />

Lab. Com a certificação da ISO 9001:2015 obtida em 2017<br />

pelo programa de qualidade visou estabelecer, implementar, e<br />

manter a melhoria contínua do sistema de gestão para garantir<br />

melhor entrega de seus produtos com eficiência e conformidade<br />

na prestação dos serviços propostos. Neste sentido, este artigo<br />

aborda uma análise das hepatites virais A e C, Herpervírus<br />

Simplex 1 e 2 e o vírus da imunodeficiência humana (HIV) como<br />

temas relacionados a atenção integral às pessoas com infecções<br />

sexualmente transmissíveis (IST). Entre o período de 10 de<br />

janeiro de 2022 a 31 de março de 2023 foram coletadas 2.750<br />

amostras de 2.713 pacientes das quais 38,43% para HCV, 31,20%<br />

para pesquisa de HIV, 30,25% para pesquisa de HAV e 0,10%<br />

para herpes simplex. Como resultado deste trabalho somado<br />

a eficácia do sistema de gestão da qualidade, e as auditorias<br />

internas foram capazes de mitigar as etapas críticas do processo<br />

organizacional com foco no gerenciamento de risco. O ALL LAB<br />

desenvolveu uma Estrutura de Alto Nível (HLS – Higher Level<br />

Structure) imposta a todas as normas de sistemas de gestão<br />

da ISO – International Standards Organization) oferecendo um<br />

alinhamento com a direção estratégica da organização. A partir<br />

da gestão do conhecimento dos recursos e da gestão de mudança<br />

no planejamento organizacional, o All Lab atualmente é líder<br />

e inovador na assistência à saúde, sendo a primeira Clínica no<br />

Centro do Rio de Janeiro atuando como referência em gestão<br />

de apoio e reconhecida por sua agilidade e compromisso com a<br />

saúde pública.<br />

Palavras-Chave: HAV, HCV, HIV, herpes, infecções viras.<br />

Abstract<br />

The corporate medical laboratory organization All Lab<br />

demonstrates leadership and commitment to the management<br />

system initiated since 2010 in Control Lab proficiency tests.<br />

ISO 9001:2015 certification obtained in 2017 by the quality<br />

program, it aimed to establish, implement, and maintain<br />

the continuous improvement of the management system to<br />

guarantee better delivery of its products with efficiency and<br />

compliance in the provision of the proposed services. In this<br />

sense, this paper addresses an analysis of viral hepatitis A and<br />

C, Herpervirus Simplex 1/2 and the human immunodeficiency<br />

virus (HIV) as topics related to comprehensive care for people<br />

with sexually transmitted infections (STIs). Between January<br />

10, 2022 and March 31, 2023, about 2.750 samples were<br />

collected from 2.713 patients, of which 38.43% for HCV,<br />

31.20% for HIV research, 30.25% for HAV and 0 ,10% for<br />

herpes simplex. As a result added to the effectiveness of the<br />

quality management system, and the internal audits were able<br />

to mitigate the critical stages of the organizational process with<br />

a focus on risk management. ALL LAB has developed a High<br />

Level Structure imposed on all management system standards<br />

by International Standards Organization (ISO) offering<br />

alignment with the strategic direction of the organization. From<br />

resource knowledge management and change management<br />

in organizational planning, All Lab is currently a leader and<br />

innovator in health care, being the first clinic in Rio de Janeiro<br />

acting as a reference in support management and recognized<br />

by its agility and commitment to public health.<br />

Keywords: HAV, HCV, HIV, herpes, viruses diseases.<br />

120 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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Introdução<br />

inativados e foram desenvolvidas<br />

induzindo lesões crônicas de<br />

O vírus da Hepatite A<br />

por biofarmacêuticas dieferentes<br />

hepatite, fibrose severa, cirrose<br />

(HAV) pertence a família<br />

tais como Havrix® (Glaxo Smith<br />

e carcinoma hepatocelular. As<br />

Pircornaviridae,<br />

gênero<br />

Kline Biologicals), Twinrix®<br />

glicoproteínas do envelope viral E1<br />

Hepatovírus. A ocorrência<br />

também pela mesma biopharma<br />

e E2 são o alvo das respostas dos<br />

de surtos de hepatite A<br />

porém neste caso trata-se de<br />

anticorpos neutralizantes, mas<br />

em águas de recreação e<br />

uma vacina múltipla composta<br />

também são as duas proteínas<br />

água de consumo têm sido<br />

por diversos imunógenos, e a<br />

mais variáveis. Na pesquisa de<br />

contantemente relatada uma<br />

vacina VAQTA® do fabricante<br />

Simões e colaboradores sobre o<br />

vez que trata-se de um vírus<br />

Merck & Co. Com relação a<br />

desenvolvimento quimérico de<br />

entérico transmitdo pela via<br />

mesma biofarmacêutica, a<br />

vacina contra o HCV, porém não há<br />

fecal-oral no qual a ingestão de<br />

vacina contra o Herpes-zôster<br />

vacinas disponíveis no mercado.<br />

água e alimentos contaminados<br />

(Merck & Co) desenvolveu a<br />

A detecção do genoma viral HCV<br />

ou mesmo pelo contato direto<br />

denominada Zostavax® com<br />

faz-se pelo ensaio molecular RT-<br />

pessoa a pessoa são formas<br />

vírus vivo atenuado disponível<br />

PCR. A terapêuticada adotada<br />

de infecção viral. Dentre os<br />

no mercado. Os Herpes vírus<br />

é a utilização do interferon<br />

sintomas clássicos, observa-se<br />

simplex tipo 1 e 2 pertencem<br />

alfa (IFN-α) convencional<br />

um quadro de icterícia, colúria<br />

a classe de risco 2 do nível<br />

ou peguilado em associação<br />

e acolia fecal (Simões, 2019;<br />

de biossegurança laboratorial<br />

a ribavirina. Entretanto o<br />

Costa et al., 2022).<br />

(Simões, 2019).<br />

tratamento dependerá do<br />

genótipo do virus e da carga viral<br />

As vacinas contra hepatite A se<br />

O vírus da Hepatite C (HCV) afeta<br />

obtida pelo q-RT-PCR (PCR em<br />

baseiam nas vacinas clássicas<br />

mais de 70% de uma população<br />

tempo Real) (Sato et al., 2020;<br />

de primeira geração de vírus<br />

estimada de 170 milhões<br />

Duarte et al., 2021).<br />

122 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


RMS: 82444370033<br />

RMS: 82444370032<br />

RMS: 80102512058<br />

DH-615<br />

Analisador automático de<br />

hematologia com contagem<br />

de reticulócitos<br />

Tecnologia com inteligência<br />

artificial, Função de reteste<br />

automática<br />

DP-H10<br />

Analisador automático de<br />

hematologia POCT<br />

Reagentes individuais, Sem<br />

resíduos líquidos e livre de<br />

manutenção<br />

DH36<br />

Analisador automático de<br />

hematologia com<br />

diferencial em 3 partes<br />

Design intuitivo, Alta<br />

produtividade com economia<br />

de espaço, Excelente<br />

custo benefício<br />

Visualização de resultados<br />

Diagrama de dispersão 3D para<br />

diferenciação precisa e sinalizador de<br />

amostra patológica<br />

Automação<br />

Carregamento de 60<br />

amostras simultâneas com<br />

carregamento contínuo<br />

Operação simples<br />

Tela touch screen de 12.4”e ângulo de 12.5<br />

Alta eficiência<br />

90 testes por hora,<br />

mistura automática<br />

de amostras<br />

DH76<br />

Analisador automático de<br />

hematologia com diferencial<br />

em 5 partes<br />

RMS: 80102512060<br />

DF55<br />

Mini analisador automático de<br />

hematologia com diferencial<br />

em 5 partes<br />

RMS: 80102512060<br />

Economizando espaço<br />

Espaço interno para os reagentes<br />

Parâmetros<br />

25 parâmetros reportáveis e 6 RUO<br />

3 diagramas de dispersão WBC, RBC e PLT<br />

Canal BASO<br />

Rendimento<br />

60 amostras por hora<br />

Apenas 20ul de amostra<br />

Vários modos<br />

Modo aberto e fechado, função<br />

emergência disponível<br />

D-WISE DM61 VET DH36 VET DF56 VET<br />

Analisador morfológico<br />

para uso veterinário com<br />

inteligência artificial<br />

Analisador automático de hematologia<br />

com diferencial em 5 partes e<br />

contagem de reticulócitos<br />

Analisador automático de<br />

hematologia com diferencial em<br />

3 partes para uso Veterinário<br />

Analisador automático de<br />

hematologia com diferencial em<br />

5 partes para uso Veterinário<br />

Poderosa ferramenta de IA,<br />

Aprendizado contínuo<br />

Sistema humanizado, Simples<br />

modo de seleção entre as espécies<br />

Amplos cenários de aplicação,<br />

Design compacto<br />

Multiplas espécies,<br />

Economia de custos<br />

Soluções Inovadoras e Profissionais em IVD<br />

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VIROLOGIA<br />

Com relação ao HIV que infecta<br />

viral, respectivamente. Em<br />

coletadas durante o período de<br />

principalmente linfócitos T<br />

razão da grande variabilidade<br />

1º de janeiro de 2022a 31 de<br />

CD4+ auxiliares e células<br />

genética do HIV e dada a<br />

março de 2023 no All Lab. Para<br />

apresentadoras de antígenos<br />

importância de células T CD8+<br />

a pesquisa de HIV-1/2, o teste de<br />

como os macrófagos e<br />

na resposta antiviral, têm se<br />

imunoensaio de 4ª geração foi<br />

células dendríticas, ocorre a<br />

desenvolvido vacinas anti-HIV<br />

realizado utilizando os métodos<br />

associação de diversos fármacos<br />

preconizando a inativação do<br />

de Quimioluminescência (CMIA)<br />

antivirais que são inibidores da<br />

virus e mais recentemente a<br />

e<br />

Eletroquimioluminescência<br />

enzima transcriptase reversa,<br />

tecnologia de terceira geração<br />

(ECLIA). Este exame contempla<br />

antagonistas dos receptores<br />

de vacina utilizando mRNA<br />

a etapa 1, conforme os<br />

celulares CCR5 e CZCR4, e<br />

uma vez que os imunógenos<br />

fluxogramas 3 e 6 do Manual<br />

inibidores de proteases como<br />

vacinais fundamentam-se no<br />

Técnico para o Diagnóstico da<br />

combinações de agentes<br />

reconhecimento específico de<br />

Infecção pelo HIV, definido pela<br />

antiretrovirais. Além disso,<br />

antigenos gerando resposta<br />

Portaria nº 29 de 17/12/2013 do<br />

a importância na análise de<br />

imunológica (Simões, 2019).<br />

MS/SVS/DEPTºDST, AIDS e H.V.<br />

sequenciamento genômico é<br />

De acordo com os fluxogramas 3<br />

de suma importância uma vez<br />

Material e métodos<br />

e 6 do Manual Técnico, os ensaios<br />

que o gene env é responsável<br />

Este é um estudo epidemiológico<br />

moleculares (RT-PCR e Western<br />

por codificar as glicoproteínas<br />

descritivo, que avaliou os<br />

Blotting) devem ser realizados<br />

externas gp 120 e gp 41<br />

casos de hepatites virais A e C,<br />

para confirmação de resultados<br />

enquanto os genes gag e pol<br />

Herpesvírus e HIV na cidade<br />

positivos. Para as pesquisas de<br />

codificam as proteínas internas<br />

do Rio de Janeiro. Foram<br />

anticorpos Herpes Simplex tipos<br />

do virion e a polimerase<br />

selecionadas todos as amostras<br />

1 e 2 e do vírus da hepatite A<br />

124 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Optilite ® melhora a eficiência<br />

Fluxo de trabalho<br />

Segurança dos resultados<br />

Menu de testes<br />

Gamopatias Monoclonais<br />

Freelite (cadeias leves livres kappa<br />

e lambda), Hevylite (cadeias<br />

leves+pesadas)<br />

Sistema Imune<br />

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de<br />

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,<br />

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)<br />

Sistema nervoso central<br />

Albumina, Freelite Mx, Cistatina e<br />

Imunoglobulinas no líquor.<br />

Nefrologia<br />

Cistatina, Microalbumina<br />

Beta-2-Microglobulina, Transferrina<br />

Proteínas Específicas<br />

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,<br />

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,<br />

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,<br />

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),<br />

entre outras.<br />

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido


VIROLOGIA<br />

foram realizadas pelo método<br />

reagente para HIV. Por outro<br />

sexo masculino e 40,31% eram<br />

de Quimioluminescência –<br />

lado, os casos de amostras<br />

do sexo feminino. De um total<br />

CLIA. Também foi investigada a<br />

suspeitas de infecção pelo HIV<br />

de 647 amostras coletadas<br />

presença (reagente) ou ausência<br />

e resultados não reagentes ou<br />

neste período 4,94% foram<br />

de anticorpos (não-reagente)<br />

mesmo indeterminados, foi<br />

amostras reagentes sendo o<br />

anti-HCV pelo método de<br />

coletada uma nova amostra 30<br />

mês de agosto alcançando um<br />

Eletroquimioluminescência –<br />

dias após a data da primeira<br />

percentual de 13,04% obtendo<br />

ECLIA.<br />

coleta. Para comprovação<br />

maior taxa de prevalência. Por<br />

dos resultados reagentes<br />

outro lado, 95,05% resultaram<br />

Resultados<br />

no diagnóstico laboratorial,<br />

de amostras não-reagentes,<br />

Foram coletadas 2.750 amostras<br />

nova amostra foi coletada<br />

sendo o mês de maior<br />

de 2.713 pacientes das quais<br />

e analisada para a pesquisa<br />

prevalência obtido em março<br />

38,43% para HCV; 31,20% para<br />

simultânea do antígeno p24<br />

(98,46%), conforme gráfico 1<br />

pesquisa de HIV; 30,25% para<br />

e anticorpos HIV-1/2 com<br />

ao lado.<br />

pesquisa de HAV e 0,10% para<br />

cutoff de 0,9 pelos testes de<br />

herpes simplex. Conforme os<br />

Quimioluminescência (Abbott)<br />

No ano de 2023, foram<br />

valores de referência, a ausência<br />

e<br />

Eletroquimioluminescência<br />

analisadas 211 amostras de<br />

do antígeno p24 e anticorpos<br />

(Roche).<br />

62,08% do sexo masculino e<br />

do HIV determina amostra não<br />

No ano de 2022 foram<br />

37,91% do sexo feminino, das<br />

reagente para HIV, enquanto<br />

atendidos no setor de<br />

quais 95,26% eram amostras<br />

a presença do antígeno e/ou<br />

hematologia do All Lab 645<br />

não-reagentes com 100%<br />

anticorpos do HIV na amostra<br />

pacientes para a pesquisa do<br />

de prevalência para o mês de<br />

caracteriza-se pela amostra<br />

HIV, dos quais 59,68% eram do<br />

março enquanto 4,73% de<br />

126 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Analisador hematológico com<br />

diferencial em 3 partes e VHS<br />

- Resultados do teste VHS em apenas 2 min.<br />

- Apenas 80μL de sangue é necessário para CBC,<br />

diferencial de 3 partes e resultados VHS.<br />

- Resultados precisos de VHS de uma unidade de<br />

medição dedicada usando CBC e dados RBC agregados.<br />

- Não requer nenhum tubo especial.<br />

- Não requer reagentes especiais para o teste VHS.<br />

Siga nossas redes sociais e fique ligado<br />

em todas as novidades!<br />

NIHON KOHDEN CORPORATION<br />

1-31-4 Nishiochiai, Shinjuku-ku, Tokyo 161-8560 - Japan<br />

Phone + 81 (3) 5996-8036 | Fax +81 (3) 5996-8100<br />

NIHON KOHDEN DO BRASIL LTDA.<br />

Alameda Júpiter, 634 - American Park Empresarial Nr, Indaiatuba – SP<br />

Tel.: +55 11 3044-1700 | Fax +55 11 3044-0463<br />

br.nihonkohden.com


VIROLOGIA<br />

amostras reagentes resultou<br />

Foram coletadas amostras<br />

o presente momento, foram<br />

maior prevalência em janeiro<br />

de sangue de 854 pacientes<br />

analisadas 203 amostras no<br />

(10,34%), conforme gráfico 2<br />

sendo a maior prevalência para<br />

ano de 2023, sendo 54,67% do<br />

ao lado.<br />

o sexo masculino (51,52%) e<br />

sexo masculino e 45,32% do<br />

para o sexo feminino (48,47%),<br />

sexo feminino, sendo todas as<br />

Na análise do vírus Herpes<br />

dos quais 100% das amostras<br />

amostras 100% não reagentes<br />

Simplex 1 e 2, conforme os<br />

resultaram<br />

não-reagentes<br />

anti-HCV, conforme gráficos 5<br />

valores referências com índice<br />

anti-HCV no ano de 2022. Até<br />

e 6 abaixo.<br />

superior a 1,1 caracterizando<br />

amostras reagentes analisadas<br />

do sexo masculino obteve-<br />

Gráfico 1: Resultados de 645 pacientes para a pesquisa<br />

HIV 1/2 no ano de 2022<br />

Gráfico 2: Resultados de 211 amostras para a pesquisa<br />

HIV 1/2 no ano de 2023<br />

se 50% de IgG e 50% de IgM<br />

reagentes nos meses de março<br />

e agosto de 2022. Considerando<br />

o índice inferior a 0,9 para<br />

amostras não reagentes obteve-<br />

Gráfico 3: Resultados para a pesquisa Herpes simplex<br />

no ano de 2022<br />

Gráfico 4: Resultados para a pesquisa Herpes simplex<br />

no ano de 2023<br />

se 50% de IgM não reagente<br />

durante o mesmo período.<br />

Até o momento, somente uma<br />

amostra foi coletada no ano de<br />

2023 sendo a mesma do sexo<br />

Gráfico 5: Resultados de 854 pacientes para a pesquisa<br />

de HCV no ano de 2022<br />

Gráfico 6: Resultados de 854 pacientes para a pesquisa<br />

HCV no ano de 2023<br />

feminino resultando reagente<br />

para IgG, conforme gráficos 3 e<br />

4 ao lado.<br />

128 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


VIROLOGIA<br />

Foram analisadas 774<br />

inconclusivos e representada<br />

IgM não reagente, e 92% em<br />

amostras de 740 pacientes<br />

pela presença de anticorpos<br />

março. Por outro lado, somam-<br />

dos quais 417 amostras do<br />

caracterizando 36,56% de<br />

se cerca de 6% das amostras de<br />

sexo masculino e 323 do sexo<br />

amostras reagentes no mês<br />

IgG reagentes e 2% de IgG não<br />

feminino. Considerando os<br />

de maio de 2022, conforme<br />

reagente coletadas no mês de<br />

valores de referência para<br />

gráfico 7 a seguir.<br />

março, demonstrada no gráfico<br />

HAV IgM de amostras não<br />

8 a seguir.<br />

reagentes com índice inferior<br />

No ano de 2023, foram<br />

a 0,80, o mês de março obteve<br />

coletadas durante o primeiro<br />

Considerações finais<br />

98,38%. Os índices de valores<br />

trimestre, 162 amostras de<br />

Os autores sugerem o<br />

indeterminado<br />

compreende<br />

159 pacientes dos quais 99<br />

acompanhamento com nova<br />

entre 0,80 e 1,20 obtendo<br />

pertencem ao sexo masculino<br />

pesquisa sorológica associada<br />

em agosto 2,32% e os índice<br />

e 60 ao sexo feminino para a<br />

a ensaios moleculares voltado<br />

superiores a 1,20 considerados<br />

pesquisa do vírus da hepatite<br />

especificamente para aqueles<br />

como reagentes refere-se<br />

A (HAV). Durante dos meses<br />

resultados reagentes e os<br />

ao mês de abril (2,32%). No<br />

de janeiro e fevereiro, 100%<br />

inconclusivos. Além disso,<br />

que tange a análise do HAV<br />

das amostras analisadas foram<br />

a expressão de resultados<br />

IgG, a maior prevalência<br />

caracterizada pela ausência<br />

de anticorpos foi no mês de<br />

Gráfico 7: Resultados de 774 amostras para a pesquisa<br />

o vírus da hepatite A no ano de 2022<br />

Gráfico 8: Resultados de 774 amostras para a pesquisa<br />

o vírus da hepatite A no ano de 2023<br />

outubro (11,76%) resultando<br />

em amostras não reagente,<br />

agosto (2,32%) com resultados<br />

130 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


@hematologia<br />

1<br />

42<br />

DYMIND DH615<br />

parâmetros<br />

100 testes/hora (modular)<br />

Retic + fluídos corporais<br />

DYMIND DH76<br />

29 parâmetros<br />

90 testes/hora<br />

carregador automático<br />

2<br />

3<br />

DF55 PCR / NRBC<br />

31 parâmetros<br />

60 testes/hora<br />

Opcional PCR/PCR hs<br />

DH36<br />

21 parâmetros<br />

60 testes/hora<br />

humano ou veterinário<br />

4<br />

5<br />

DP H10 (point of care)<br />

21 parâmetros<br />

CBC+PCR+SAA<br />

Amostra capilar


VIROLOGIA<br />

positivos<br />

simultâneos<br />

da organização. A partir da<br />

Agradecimentos<br />

indicando a presença de<br />

anticorpos IgM para agentes<br />

etiológicos diferentes, não<br />

descarta a possibilidade<br />

de reação cruzada entre<br />

eles. Como resultado deste<br />

trabalho somado a eficácia<br />

do sistema de gestão da<br />

qualidade, e as auditorias<br />

internas foram capazes de<br />

mitigar as etapas críticas do<br />

processo organizacional com<br />

foco no gerenciamento de<br />

risco. O ALL LAB desenvolveu<br />

uma Estrutura de Alto<br />

Nível (HLS – Higher Level<br />

Structure) imposta a todas<br />

as normas de sistemas de<br />

gestão da ISO – International<br />

gestão do conhecimento<br />

dos recursos e da gestão de<br />

mudança no planejamento<br />

organizacional, o All Lab<br />

atualmente é líder e inovador<br />

na assistência à saúde, sendo<br />

a primeira Clínica no Centro<br />

do Rio de Janeiro atuando<br />

como referência em gestão de<br />

apoio e reconhecida por sua<br />

agilidade e compromisso com<br />

a saúde única.<br />

Autoras:<br />

Os autores declaram não<br />

terem conflitos de interesse<br />

e agradecem a equipe do<br />

laboratório de hematologia<br />

e os colaboradores no<br />

processamento dos dados.<br />

Referências Bibliográficas<br />

1. Simões, RSQ. Virologia Humana e Veterinária. 1.Ed. Editora<br />

Thieme Revinter, 332p.<br />

2. Costa LPC, Fernandes JPM, Dias NLC, Okada LM, Oliveira SV.<br />

Epidemiologia e possíveis intervenções para as hepatites virais<br />

em Juiz de Fora, Minas Gerais. Sanare. 2022;21(2):42-52.<br />

3. Sato APS, Koizumi IK, Farias NSO, Silva CRC, Cardoso MRA,<br />

Figueiredo GM. Tendência de mortalidade por hepatites B e C no<br />

município de São Paulo, 2002–2016. Rev Saude Publica. 2020;54:124.<br />

4. Duarte et al., Epidemiol. Serv. Saude, Brasília,<br />

30(Esp.1):e2020834, 2021<br />

Standards Organization)<br />

oferecendo um alinhamento<br />

com a direção estratégica<br />

Rachel Siqueira de Queiroz Simões<br />

Oswaldo Cruz Foundation. Avenida Brasil, 4365,<br />

Manguinhos, 21040-900, Rio de Janeiro, Brazil,<br />

Microbiology Division, Faculty of Sciences, University<br />

of Burgos, Burgos, Spain, Research Centre for Emerging<br />

pathogens and Global Health, University of Burgos,<br />

Burgos, Spain, Santa Úrsula University, Farani, 75 -<br />

Botafogo, Rio de Janeiro, Brazil.<br />

Andressa de Farias Fehlberg<br />

Mestre em medicina veterinária pela Universidade<br />

Federal de Viçosa, especialista em clínica e cirurgia de<br />

pequenos animais pela mesma instituição, tem também<br />

especialidade em Saúde Pública pela Universidade<br />

de Brasília e graduada em Medicina Veterinaria pela<br />

Universidade Estadual do Norte Fluminense é também,<br />

sócia proprietária da All Lab Clínica Médica LTDA.<br />

Joelma Lessa da Silva<br />

Técnico em laboratório pela FAETEC; Graduação em<br />

Farmácia com habilitação em Homeopatia pelo Centro<br />

Universitário Celso Lisboa; experiência profissional<br />

pela Fiocruz, Hospital Municipal Salgado Filho, e<br />

Biofarmacêuticas. Atualmente trabalha na equipe de<br />

Gestão da AllLab.<br />

132 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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MINUTO LABORATÓRIO<br />

COMO VOCÊ EVITA DESPERDÍCIOS,<br />

ERROS E FALHAS DE APRAZAMENTO NA EMPRESA?<br />

Por Fábia Bezerra, Juliana Yuri, Juliana Gomes<br />

Cada vez mais, as empresas<br />

sentem a necessidade de<br />

criar barreiras seguras a fim<br />

de mitigarem ou até mesmo<br />

zerarem a possibilidade<br />

de desperdícios, erros e<br />

comprometimento em seus<br />

aprazamentos. Por este motivo,<br />

um melhor entendimento<br />

referente ao funcionamento de<br />

um determinado processo e seu<br />

gerenciamento, desencadeou<br />

nas organizações a adoção<br />

de ferramentas simples e que<br />

tem por finalidade garantir<br />

que o colaborador consiga<br />

compreender, como as diferentes<br />

etapas de suas atividades<br />

se encaixam, quais etapas<br />

acrescentam valor ao processo<br />

e em que pontos precisam haver<br />

barreiras efetivas.<br />

Essas ferramentas também<br />

ganham força nas possíveis<br />

tomadas de decisões da alta<br />

gestão - uma vez que é possível<br />

visualizar de forma mais clara,<br />

quais os principais pontos que<br />

demandam atenção e se estão<br />

sendo realizados de fato da<br />

melhor forma.<br />

Mapeamento dos processos,<br />

nada mais é que explorarmos<br />

quais atividades são realmente<br />

executadas em um determinado<br />

Deixamos um exemplo na sequência:<br />

setor. E um grande aliado para<br />

esta tarefa é a matriz SIPOC, um<br />

conjunto de siglas em inglês que<br />

significam:<br />

• Suppliers (Fornecedores);<br />

• Inputs (Entradas);<br />

• Process(Processo);<br />

• Outputs (Saídas);<br />

• Customer (Clientes.<br />

A função desta ferramenta é<br />

justamente reunir informações<br />

necessárias para demonstrar<br />

134 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Novas centrífugas GT Group<br />

Qualidade e eficiência que seu<br />

laboratório precisa!<br />

Centrífuga L3- 5K<br />

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para até 48 tubos.<br />

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RPM: 4000 RPM;<br />

RCF: 3580 x g ;<br />

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para até 120 tubos.<br />

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Exibição do valor RCF e RPM;<br />

Controle feito por microcomputador, com operação estável e silenciosa;<br />

Atende a diversos processos com os rotores intercambiáveis opcionais;<br />

Opcionais com rotação de até 6000 RPM;<br />

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gtgroupbrasil<br />

GTGroup<br />

gtgroup.net.br


MINUTO LABORATÓRIO<br />

de forma clara, tudo o que<br />

está relacionado a tarefa que<br />

o material biológico), a TI<br />

(fornecendo sistema) entre<br />

da tarefa executada? Cada<br />

tarefa terá uma saída, ou seja,<br />

será realizada.<br />

outros. Portanto, toda entrada<br />

aquilo que será entregue a cada<br />

deverá possuir um fornecedor.<br />

cliente definido.<br />

Para elaborar o mapeamento<br />

Em alguns processos que vão<br />

ou modelagem de processo<br />

do início ao fim, o fornecedor e<br />

6º) Definir os clientes do<br />

através do SIPOC, é preciso:<br />

o cliente poderão ser a mesma<br />

processo: estas são as pessoas<br />

pessoa ou mesmo processo;<br />

ou técnicas que recebem as<br />

1º) Nomear o processo e<br />

saídas do processo e esta, deverá<br />

o resultado final que se<br />

3º) Determinar as entradas<br />

possuir um cliente; em nosso<br />

espera alcançar: Vamos<br />

do processo: tudo aquilo que<br />

exemplo, podemos citar os<br />

utilizar o exemplo da “Coleta<br />

o seu fornecedor entregará para<br />

seguintes setores: Logística (que<br />

de Materiais Biológicos”. Neste<br />

a realização de determinada<br />

fará o transporte do material),<br />

caso, como resultado final,<br />

tarefa. Por exemplo: no caso da<br />

Área Técnica (que irá receber e<br />

esperamos a “Coleta de Material<br />

recepção, a mesma entregará o<br />

processar as amostras), o próprio<br />

Biológico com Segurança,<br />

cadastro do cliente.<br />

paciente e até mesmo o médico.<br />

Qualidade e em Tempo Hábil”.<br />

4º) Determinar as atividades<br />

Ainda complementamos com<br />

2º) Definir os fornecedores<br />

do processo mapeado: estas<br />

informações que ajudam a identificar<br />

do processo: neste caso, são<br />

são as atividades que são feitas<br />

quem fará a tarefa (podendo utilizar<br />

as pessoas ou outros processos<br />

para transformar as entradas em<br />

os cargos como auxílio) e como fará<br />

que fornecem as entradas,<br />

saídas.<br />

(podendo citar os procedimentos<br />

por exemplo: almoxarifado<br />

que devem ser seguidos como<br />

(fornecendo o material de<br />

5º) Definir as saídas do<br />

POP’s, Fluxogramas, Instruções de<br />

coleta), o paciente (fornecendo<br />

processo: qual o resultado<br />

Trabalho, entre outros).<br />

136 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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série BC-6.<br />

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É possível alternar o<br />

modo de análise com<br />

um único toque.<br />

Aplicável a diferentes<br />

tipos de amostras<br />

Sangue periférico/<br />

Sangue capilar.<br />

Pré-diluído/<br />

Líquidos corporais.<br />

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Suporta amostras de<br />

urgência em modo<br />

fechado,<br />

minimizando riscos<br />

biológicos.<br />

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estabilidade<br />

(temperatura<br />

para<br />

ambiente)<br />

as amostras<br />

24h 48h (temperatura (refrigerada) ambiente)<br />

48h (refrigerada)<br />

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MINUTO LABORATÓRIO<br />

Realizado o mapeamento,<br />

sabendo qual o resultado que<br />

um viaduto para passagem de<br />

pedestres, como fica o risco? Ele é<br />

novos riscos? existe necessidade<br />

de alteração ou implantação de<br />

se espera e como o mesmo será<br />

eliminado, concordam?<br />

novas medidas?<br />

monitorado, precisamos partir<br />

para o próximo passo que é o<br />

É de suma importância que as<br />

Em um cenário ideal, este<br />

Gerenciamento de Riscos.<br />

empresas realizem Gestão Riscos<br />

gerenciamento é uma forma<br />

e, em nossa vivência, é a forma<br />

de antever os riscos que podem<br />

Muito se fala em Gerenciamento<br />

mais eficaz de identificar com<br />

prejudicar uma empresa. Por<br />

de riscos, mas, vocês realmente<br />

muita clareza quais são seus<br />

isso, trabalhar a partir da<br />

sabem como controlar ou<br />

riscos e oportunidades a fim de<br />

construção de uma Matriz<br />

melhor ainda, evitá-los?<br />

conseguirem enxergar o que<br />

de Risco, é vital para que se<br />

poderia trazer um resultado além<br />

consiga visualizar de maneira<br />

Imaginem uma avenida muito<br />

do esperado em seus processos.<br />

rápida e objetiva quais os riscos<br />

movimentada e você precisa<br />

e oportunidades que precisam<br />

atravessar – há um risco presente<br />

Os riscos e oportunidades<br />

ainda mais concentração de<br />

neste momento, pois o fluxo<br />

SÃO VIVOS, e sempre que o<br />

esforços e atenção.<br />

de carros na avenida pode levar<br />

contexto muda e/ou ações são<br />

à um atropelamento. Agora,<br />

eficazes, as probabilidades<br />

Ainda se vê ações corretivas /<br />

imagine que nesta avenida, foi<br />

e impactos também podem<br />

preventivas somente após os<br />

colocado um sinal com faixa para<br />

mudar, por isso, é importante<br />

erros serem cometidos. Então,<br />

pedestres – neste caso, passamos<br />

que ele seja revisado com uma<br />

para evitar este tipo de situação,<br />

a ter um certo controle sobre este<br />

periodicidade definida, ou seja,<br />

nossa sugestão é: Treinamento,<br />

risco, mas, ele ainda não deixa de<br />

depois um certo período, será<br />

treinamento e treinamento.<br />

existir. E por fim, suponha que<br />

que as barreiras implantadas<br />

Todos devem ter conhecimento<br />

naquela avenida, seja construído<br />

continuam sendo eficazes? há<br />

e acesso a Matriz de Risco de<br />

138 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


MINUTO LABORATÓRIO<br />

sua empresa, especialmente<br />

da área em que irá atuar.<br />

passo é levantar as consequências<br />

que serão resultadas<br />

necessária para a elaboração<br />

do Gerenciamento de Riscos.<br />

É importante conscientizar<br />

dos erros / falhas mapeadas no<br />

os colaboradores através de<br />

passo anterior.<br />

Definir e implementar ações e<br />

campanhas que os sensibilize,<br />

barreiras para os riscos mapeados<br />

para que a cultura de mitigação<br />

Após essa etapa será determinado<br />

é a garantia de um processo<br />

de riscos faça parte do dia a dia<br />

os índices de Probabilidade,<br />

seguro. Nem sempre o risco<br />

da Instituição.<br />

Severidade e Tolerância, para<br />

deixará de existir, mas através<br />

avaliar a importância do risco, com<br />

dessa ferramenta, conseguiremos<br />

As campanhas de conscientiza-<br />

que frequência eles acontecem,<br />

mitigar e diminuir impactos que<br />

ção contribuem para a dissemi-<br />

quais os seus impactos e definir<br />

poderiam ou ocasionam danos<br />

nação da informação e facilita<br />

as estratégias de tratamento do<br />

aos nossos clientes.<br />

a comunicação com todos os<br />

risco identificado.<br />

colaboradores, fazendo que o<br />

Utilizem sempre ferramentas<br />

processo não fique preso so-<br />

O uso do FMEA - Failure<br />

que monitorem todos os<br />

mente a gestão.<br />

Mode and Effect Analysis -<br />

processos estabelecidos, como<br />

(Análise de Modos de Falha<br />

Indicadores por exemplo. E o<br />

Após a construção do Mape-<br />

e seus Efeitos) por exemplo,<br />

resultado trará êxito em todas<br />

amento de Riscos, o segundo<br />

possui toda a classificação<br />

as pontas.<br />

Autoras:<br />

Fábia Bezerra Juliana Gomes Juliana Yuri<br />

Biomédica, Gestora em Qualidade<br />

e Auditoria em Sáude; Gerente<br />

Nacional da Qualidade na<br />

Hapvida Diagnósticos.<br />

Biomédica – Analista da<br />

Qualidade.<br />

Administradora – Analista da<br />

Qualidade na Hapvida / NDI -<br />

Diagnósticos.<br />

140 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


EPIDEMIOLOGIA<br />

DIABETES: PATOLOGIA EM ASCENSÃO<br />

Por Paulo Mafra<br />

Estimado leitor, neste quarto<br />

texto na coluna epidemiologia,<br />

abordarei uma patologia que<br />

ultimamente em minha rotina<br />

laboratorial tenho visto em<br />

ascensão dentre todas as idades,<br />

jovens, adultos e idosos com<br />

hiperglicemia associado a HbA2,<br />

caracterizando assim diabetes.<br />

Desde já desejo uma boa leitura<br />

e espero que o texto supra as<br />

expectativas.<br />

O diabetes mellitus (DM) é<br />

um significativo e gradativo<br />

problema de saúde em todos<br />

os países independente do seu<br />

estágio de desenvolvimento.<br />

A DM é uma patologia crônica<br />

que acomete aproximadamente<br />

3% da população mundial,<br />

possuindo uma perspectiva de<br />

crescimento até 2045 e devido<br />

ao envelhecimento populacional<br />

observa-se o crescimento da sua<br />

prevalência.<br />

A caracterização desta<br />

patologia é dada devido ao<br />

aumento da glicose sanguínea<br />

(hiperglicemia) que ocorre como<br />

um composto heterogêneo de<br />

desordens no metabolismo da<br />

glicose, em consequência a falhas<br />

na secreção ou na ação hormonal<br />

da insulina, que é sintetizado<br />

pelas células β pancreáticas, a<br />

principal atribuição da insulina<br />

é proporcionar a entrada da<br />

glicose para as células.<br />

O diabetes caracteriza uma<br />

significativa carga monetária<br />

para os pacientes e famílias,<br />

devido aos gastos com insulina<br />

e fármacos antidiabéticos<br />

essenciais, esta patologia<br />

apresenta também expressivo<br />

impacto na economia para<br />

os países e sistemas de<br />

saúde, devido ao uso dos<br />

serviços de saúde, perda de<br />

eficácia, cautelas prolongadas<br />

necessárias para proceder diante<br />

das complicações crônicas<br />

como: insuficiência renal,<br />

cegueira, problemas cardíacos e<br />

pé diabético. Em grande parte<br />

dos países o gasto com esta<br />

patologia gira em torno de 5 a<br />

20% do gasto total com saúde.<br />

142 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


EPIDEMIOLOGIA<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

143


EPIDEMIOLOGIA<br />

Segundo a World Health<br />

Organization (WHO) e a<br />

American Diabetes Association<br />

(ADA) a classificação da<br />

patologia é dada por suas<br />

formas clínicas:<br />

Tabela 1 - Taxa de mortalidade por diabetes (a cada 100 mil habitantes), por macrorregião<br />

geográfica brasileira, segundo a faixa etária, no ano de 2017.<br />

DM1: Possui uma etiologia<br />

autoimune devido a destruição<br />

das células β pancreáticas,<br />

causando assim prejuízo na<br />

síntese de insulina.<br />

DM2: Compreende a forma<br />

mais habitual da patologia<br />

onde abrange cerca de 90%<br />

dos pacientes diabéticos e<br />

sua etiologia está baseada na<br />

resistência à insulina, onde as<br />

células β pancreáticas sintetizam<br />

a insulina, mas sua ação<br />

encontra-se dificultada.<br />

DM Gestacional: É determinada<br />

pela intolerância à glicose durante<br />

a gestação e podendo ser de<br />

forma transitória ou não ao fim<br />

do período gestacional.<br />

Outros tipos de diabetes:<br />

São formas mais raras da<br />

patologia e compreendem<br />

falhas genéticas da função da<br />

célula (MODY 1, 2, 3), falhas<br />

génicas na ação da insulina,<br />

patologias no pâncreas,<br />

patologias hormonais e uso de<br />

fármacos.<br />

Em grande parte dos países a<br />

diabetes e suas complicações<br />

compõe os principais motivos<br />

de mortalidade precoce. No ano<br />

de 2013 cerca de 4 milhões de<br />

indivíduos na faixa etária entre<br />

20 a 79 anos vieram a óbito por<br />

diabetes, sendo proporcional a<br />

um óbito a cada 8 segundos. A<br />

principal complicação e motivo de<br />

óbitos em indivíduos diabéticos<br />

são os problemas cardiovasculares<br />

causando cerca de metade dos<br />

óbitos mundialmente.<br />

Essa patologia é responsável por<br />

10,7% dos óbitos mundiais por todas<br />

as causas, sendo superior que o<br />

montante de óbitos provocados por<br />

doenças infecciosas (1,1 milhão por<br />

HIV/AIDS, 1,8 milhão por tuberculose<br />

e 0,4 milhão por malária).<br />

144 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


A estimativa da mortalidade<br />

por diabetes dispõe de<br />

obstáculos, por um lado onde<br />

aproximadamente 1/3 dos países<br />

não detém informações sobre<br />

óbitos pela patologia e por outro<br />

lado as estatísticas disponíveis<br />

subestimam a mortalidade por<br />

diabetes.<br />

Tabela 2 - Critérios laboratoriais para diagnóstico de normoglicemia, pré-diabetes e DM adotados<br />

pela SBD<br />

EPIDEMIOLOGIA<br />

Estão dispostas as taxas de<br />

mortalidade por diabetes como<br />

causa básica por faixa etária e<br />

macrorregião geográfica (Tabela 1).<br />

As complicações do diabetes são<br />

classificadas como microvasculares<br />

e macrovasculares que<br />

originam retinopatia, nefropatia,<br />

neuropatia, doença coronariana,<br />

cerebrovascular, doença arterial<br />

periférica e está patologia vem<br />

colaborando em agravos direto<br />

ou indiretamente no sistema<br />

digestório, sistema musculoesquelético,<br />

função cognitiva e na<br />

saúde mental. Estando também<br />

correlacionado a diversos tipos<br />

de neoplasias.<br />

No curso natural do DM,<br />

mudanças na fisiopatologia<br />

precedem em anos o diagnóstico<br />

da patologia, onde está<br />

condição é determinada pela<br />

identificação da hiperglicemia<br />

sanguínea (valores acima da<br />

referência), é uma condição<br />

assintomática onde utiliza-se<br />

uma associação entre exames<br />

laboratoriais (tabela 2) para<br />

o diagnóstico; não havendo<br />

outros testes laboratoriais<br />

validados e recomendados para<br />

essa finalidade.<br />

Em indivíduos diabéticos o<br />

controle da glicemia deve ser<br />

individualizado de acordo com<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

145


EPIDEMIOLOGIA<br />

o tipo da patologia e situação<br />

clínica, podendo ser a partir<br />

de terapias nutricionais, estilo<br />

de vida saudável, balanço<br />

energético e controle de peso,<br />

terapia insulínica, cuidados<br />

especiais em pacientes DM 1 e<br />

tratamento farmacológico em<br />

pacientes DM 2<br />

Segundo a Federação Internacional<br />

de Diabetes (IDF) no ano<br />

de 2017 orçou que 8,8% (424,9<br />

milhões) de pessoas entre 20 a<br />

79 anos de idade possui diabetes.<br />

A projeção para 2045 é que<br />

seja superior a 628,6 milhões de<br />

diabéticos no mundo, essa elevação<br />

está relacionada a fatores<br />

como urbanização, transição<br />

epidemiológica, estilo de vida<br />

Tabela 3 - Relação dos 10 países com maior número de pessoas com diabetes (20 a 79 anos) e<br />

respectivo intervalo de confiança de 95%, com projeções para 2045.<br />

sedentário, obesidade, crescimento<br />

e envelhecimento populacional<br />

e transição nutricional.<br />

Segundo a Organização Mundial<br />

da Saúde (OMS) nos países<br />

pertencentes a América Central<br />

e do Sul a estimativa para a<br />

prevalência de DM foi de 26,4<br />

milhões de indivíduos e projetada<br />

para 40 milhões no ano de 2030.<br />

A periodicidade de novos casos,<br />

como de casos já existentes<br />

são dados consideráveis para<br />

a compreensão da carga que<br />

o diabetes representa para os<br />

serviços de saúde.<br />

A incidência demonstra o<br />

risco que indivíduos tem<br />

de desenvolver a patologia<br />

e proporciona a análise do<br />

impacto gerado pelas medidas<br />

de prevenção. A prevalência<br />

146 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


demonstra a gravidade da carga<br />

atual que a patologia representa<br />

para os sistemas de saúde e<br />

população, bem como prediz a<br />

futura carga que as complicações<br />

crônicas representarão.<br />

Tabela 4 - Prevalência do diabetes mellitus na região Nordeste do Brasil<br />

EPIDEMIOLOGIA<br />

Fonte: MACEDO et al., 2019<br />

Estão representadas as<br />

estimativas para o ano de<br />

2045 e o número de pessoas<br />

no ano de 2017 em 10 países<br />

com o maior número de casos<br />

de diabetes (Tabela 3).<br />

A estimativa é que haja um<br />

aumento de 55% de casos até o<br />

ano de 2045 na América do Sul<br />

e Central, 33% na América do<br />

Norte e Caribe, 15% na Europa,<br />

96% no Oriente Médio e no Norte<br />

da África, 143% na África,74%<br />

no Sudoeste da Ásia e 31% no<br />

Pacífico. O Brasil encontra-se em<br />

3º lugar no ranking dos 5 países<br />

com maior número de crianças<br />

e adolescentes (0-14 anos) com<br />

DM1, ficando atrás apenas da<br />

Índia e Estados Unidos da América<br />

e a frente da China e Rússia.<br />

No nordeste brasileiro o estado<br />

da Bahia apresentou maior<br />

prevalência de DM 1 e DM 2<br />

com 31,50% sendo seguido pelo<br />

Ceará, Maranhão e Pernambuco,<br />

o estado que apresentou menor<br />

prevalência foi o estado de<br />

Sergipe com 2,80% (Tabela 4).<br />

O sexto feminino apresentou<br />

maior prevalência tanto com DM<br />

1 (59,45%) e DM 2 (69,40%)<br />

enquanto o sexo masculino<br />

demonstrou (40,55%) DM<br />

1 e (38,60%) DM 2, essas<br />

estimativas se dão devido ao<br />

autocuidado e prevenção que<br />

a maioria das mulheres tem,<br />

tendo assim um maior número<br />

de diagnósticos.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

147


EPIDEMIOLOGIA<br />

Estão representadas a prevalência<br />

Tabela 5 - Prevalência de diabetes mellitus na região Nordeste do Brasil, de acordo com a faixa etária<br />

segundo a faixa etária no nordeste<br />

brasileiro (Tabela 5).<br />

É perceptível que o diabetes é<br />

Fonte: MACEDO et al., 2019<br />

uma patologia em ascensão,<br />

devido à má qualidade de<br />

vida que a população segue,<br />

envelhecimento populacional<br />

e a transição epidemiológica<br />

que causou essa mudança<br />

no cenário patológico,<br />

onde tínhamos uma maior<br />

mortalidade devido as<br />

doenças infecto parasitárias<br />

(DIP) e passamos a ter uma<br />

elevação nos casos de óbitos<br />

devido as doenças crônicas<br />

não transmissíveis (DCNT).<br />

Em minha percepção<br />

pessoal, tenho certeza que os<br />

números de acometidos por<br />

diabetes é bem maior que<br />

as próprias estimativas, pois<br />

sabemos das subnotificações,<br />

principalmente da DM 2 que<br />

é considerada como crônica,<br />

e que só é diagnosticada no<br />

decorrer da vida. Um estilo de<br />

vida saudável, com alimentação<br />

adequada e a prática de<br />

exercícios físicos, são uma<br />

grande chance de prevenção<br />

desta patologia.<br />

Autores:<br />

Paulo Mafra<br />

Biomédico CRBM2 - 14461; Especialista em Epidemiologia e Vigilância em Saúde.<br />

Docente do Centro Educacional Vale do Ipanema - CEVI com as disciplinas de Epidemiologia, Microbiologia e Parasitologia.<br />

Atuante na área laboratorial desde 2018.<br />

Contato: (82) 98125-2284 - Instagram: @pauloe.mafra @biomedicinadiario<br />

148 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


BIOSSEGURANÇA I<br />

BIOSSEGURANÇA EM UMA ERA PANDÊMICA<br />

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Bruna Massa Barbosa de Andrade; Marina Raposo Neves Baptista; Mirella Portella Serafini<br />

A biossegurança é o conjunto<br />

de ações com o objetivo de<br />

prevenir, minimizar ou até<br />

eliminar riscos que possam<br />

comprometer a saúde do<br />

homem, dos animais e do<br />

meio ambiente. Assim, ela<br />

precisa estar presente em<br />

diversas circunstâncias, desde<br />

a higiene pessoal adequada<br />

no dia a dia até os cuidados<br />

para evitar as infecções por<br />

microrganismos.<br />

As discussões sobre a<br />

biossegurança começaram<br />

a ganhar força somente na<br />

década de 1970, devido a<br />

preocupações com a segurança<br />

nos espaços laboratoriais e<br />

com as consequências que os<br />

constantes avanços tecnológicos<br />

na área de engenharia genética<br />

poderiam significar para o<br />

homem, bem como para os<br />

sistemas ecológicos.<br />

As doenças sempre estiveram<br />

presentes nas sociedades,<br />

algumas vezes se alastrando<br />

em maiores proporções, e se<br />

transformando em pandemias.<br />

Essa linha de disseminação pode<br />

ser em diferentes intensidades,<br />

podendo acometer grande parte<br />

da população que se apresenta<br />

num mesmo plano espacial e<br />

temporal.<br />

Nada obstante, todas compartilham<br />

de uma prevenção basal<br />

semelhante, estas relacionadas<br />

a higiene pessoal e do meio em<br />

que se encontram, além de, em<br />

alguns casos, o uso de equipamentos<br />

de proteção individual<br />

(EPIs). Logo, deve-se entender<br />

que apesar das pandemias serem<br />

algo de certa forma recorrente,<br />

é nítida a importância da<br />

biossegurança para o controle<br />

dessas enfermidades.<br />

Seguramente, é válido ressaltar<br />

a importância da biossegurança<br />

para o controle de doenças<br />

nas eras pandêmicas, isso<br />

se evidencia uma vez que<br />

150 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


podemos analisar, a título de<br />

método preventivo o isolamento<br />

a desaceleração dos contágios e<br />

BIOSSEGURANÇA I<br />

comparação, o alastramento da<br />

das casas das respectivas<br />

a elaboração de vacinas, de tal<br />

Peste Bubônica, onde não havia<br />

vítimas da peste, juntamente<br />

forma que o manuseio desse<br />

uma segurança salutar eficaz.<br />

com os seus familiares. Isso<br />

estado de alerta sanitário<br />

Como na época medieval as<br />

ocasionava muitas vezes a<br />

mundial fosse controlado<br />

condições de saneamento<br />

contaminação de todos os<br />

muito mais rápido do que em<br />

básico e higiene eram muito<br />

moradores do estabelecimento,<br />

pandemias passadas.<br />

precárias, isso facilitava a<br />

podendo chegar até a uma<br />

propagação e instalação dos<br />

chacina gradual.<br />

Indubitavelmente, as autori-<br />

roedores nesses locais e,<br />

dades de saúde e a popula-<br />

consequentemente, o contato<br />

Apesar do lapso temporal, a<br />

ção tiveram que admitir uma<br />

das pessoas com as pulgas dos<br />

pandemia da COVID-19 teve<br />

cooperação instantânea a fim<br />

ratos, vetores da doença, além<br />

um impacto devastador e sem<br />

de diminuir a contamina-<br />

do convívio com os pacientes<br />

precedentes na economia e na<br />

ção geral. Desde o princípio,<br />

contaminados, sem medidas<br />

saúde global. O coronavírus,<br />

quando não se sabia ao certo<br />

adequadas.<br />

seu agente etiológico,<br />

as características da doença,<br />

(SARS-CoV-2) é altamente<br />

já foi determinada a obriga-<br />

Ademais, é válido analisarmos<br />

transmissível, patogênico e<br />

toriedade da utilização dos<br />

o seguinte fator: em tal época,<br />

de rápida disseminação. No<br />

EPIs e dos equipamentos de<br />

o conhecimento a respeito da<br />

entanto, os conhecimentos<br />

proteção coletiva (EPCs) nos<br />

microbiologia era incógnito,<br />

sobre a medicina em geral e<br />

ambientes de trabalho, além<br />

sendo adotado, portanto, como<br />

sobre a microbiologia auxiliaram<br />

do isolamento social.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

151


BIOSSEGURANÇA I<br />

Segundo a organização<br />

mundial de saúde (OMS), o<br />

estado de emergência em<br />

adotadas até mesmo em um<br />

cenário pós-pandêmico para<br />

garantir a manutenção da<br />

de cada país, disseminarem a<br />

necessidade de tal manutenção<br />

e os pontos positivos que<br />

saúde pública ainda não<br />

saúde da população e evitar<br />

isso pode gerar. Assim, seria<br />

cessou. Com isso, podemos<br />

uma nova pandemia.<br />

possível garantir um futuro<br />

observar quantas medidas<br />

mais seguro para todos.<br />

a favor da biossegurança<br />

foram adotadas até<br />

então, como além dos<br />

equipamentos de proteção,<br />

a reorganização dos fluxos<br />

e rotinas, o monitoramento<br />

dos profissionais de saúde e<br />

a realização de treinamentos<br />

direcionados. É necessário<br />

observar como essas medidas<br />

e tantas outras devem ser<br />

Diante da análise realizada<br />

anteriormente, observa-se a<br />

importância da conservação<br />

das medidas de biossegurança<br />

adotadas no cenário pandêmico<br />

e como essa medida tem<br />

o potencial de melhorar a<br />

qualidade de vida da população<br />

como um todo. Desse modo,<br />

incumbe-se a OMS juntamente<br />

com as Autoridades Nacionais<br />

Referências bibliográficas<br />

ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Biossegurança.<br />

2005. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-<br />

89102005000600020 Acesso em: 2 março. 2023.<br />

PENNA, P.M.M. Biossegurança: Uma revisão. Arq. Inst. Biol. 2017.<br />

Disponível em: https://doi.org/10.1590/1808-1657v77p5552010<br />

Acesso em: 4 março. 2023.<br />

PÜNSCHEL, V. Fatores associados à contaminação e internação<br />

hospitalar por COVID-19 em profissionais de enfermagem: estudo<br />

transversal. Rev. Latino-Am, 2022. Disponível em: https://doi.<br />

org/10.1590/1518-8345.5593.3571 Acesso em: 6 março. 2023.<br />

SAMPAIO HAC, VASCONCELOS CMCS. Medidas comportamentais<br />

de prevenção à COVID-19 e letramento em saúde. Cad Saúde<br />

Colet, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1414-<br />

462X202331010233. Acesso em: 7 de março. 2023<br />

ASCON CNS, Conselho Nacional de Saúde. Quem define o fim<br />

da pandemia não é o Ministério da Saúde e nenhum país, mas<br />

a OMS. 2022. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/<br />

ultimas-noticias-cns/2446-quem-define-o-fim-da-pandemianao-e-o-ministerio-da-saude-e-nenhum-pais-mas-a-oms-dizpesquisador-em-reuniao-do-cns.<br />

Acesso em: 8 março. 2023.<br />

SILVA OM, CABRAL DB, MARIN SM, BITENCOURT JVOV, VARGAS<br />

MAO, MESCHIAL WC. Biosafety measures to prevent COVID-19 in<br />

healthcare professionals: an integrative review. Rev Bras Enferm.<br />

2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-<br />

1191 Acesso em: 8 março. 2023.<br />

Autores:<br />

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />

(@dr.biossegurança)<br />

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;<br />

palestrante e consultor em biossegurança.<br />

Bruna Massa Barbosa de Andrade<br />

Acadêmica de Medicina, UNINASSAU<br />

Marina Raposo Neves Baptista<br />

Acadêmica de Medicina, UNINASSAU<br />

Mirella Portella Serafini<br />

Acadêmica de Medicina, UNINASSAU<br />

152 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

153


BIOSSEGURANÇA II<br />

PROFISSIONAIS, MÃE E NEONATO:<br />

ALVOS DA CONTAMINAÇÃO DURANTE O<br />

PARTO E PUERPÉRIO<br />

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Álvaro Nunes de Morais; Gabriel Valença de Siqueira Borges; Júlia Domingues Marinho<br />

O período gestacional é formado<br />

por diversos acontecimentos<br />

que marcam a vida da mãe<br />

com um valor emocional<br />

inestimável. É durante a<br />

gestação que os primeiros<br />

sinais do desenvolvimento da<br />

vida, no momento, intrauterina<br />

começam a se apresentar.<br />

Escolhas, preocupações e<br />

discussões também surgem<br />

durante esse momento de tantas<br />

mudanças, principalmente,<br />

ligadas à mãe e voltadas à<br />

criança. A segurança dos dois<br />

indivíduos torna-se a prioridade<br />

de todas as decisões tomadas.<br />

A biossegurança também entra<br />

em cena quando é preciso<br />

falar sobre as condições que<br />

melhor vão proporcionar um<br />

desenvolvimento saudável ao<br />

bebê e a melhor recuperação<br />

da mãe, além de garantir aos<br />

profissionais que vão auxiliar<br />

nesse procedimento tão único,<br />

a total segurança em caso<br />

de infecções transmissíveis<br />

preexistentes.<br />

O parto, por si só, é considerado<br />

um procedimento “sujo”,<br />

pela quantidade de fatores<br />

contaminantes presentes no<br />

ambiente no qual é realizado.<br />

Secreções liberadas pela própria<br />

mãe alteram a microbiota do<br />

meio e favorece ao recémnascido<br />

os primeiros contatos<br />

com micróbios uteis para o<br />

corpo, mas que, em excesso e<br />

sem um controle de adequado,<br />

podem ocasionar danos<br />

irreversíveis ou até mesmo fatais<br />

a todos os envolvidos (COELHO<br />

et al., 2021).<br />

Durante o século XVII, o<br />

parto e toda sua desenvoltura<br />

dos primeiros preparos ao<br />

nascimento, era considerado<br />

um processo ligado apenas<br />

às mulheres. Mulheres por<br />

mulheres (VENDRÚSCOLO;<br />

KRUEL, 2016).<br />

Quando o risco era eminente,<br />

a figura do profissional<br />

médico surgia para intervir<br />

nas condições da relutante<br />

mãe e reverter quadros de<br />

prováveis fatalidades. Dito<br />

154 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


BIOSSEGURANÇA II<br />

isso, séculos depois, houve<br />

o início da normalização da<br />

presença do médico de forma<br />

Íntegra dentro desse cenário e,<br />

com esse avanço, a utilização<br />

de novos métodos ligados à<br />

biossegurança toma forma e<br />

muda completamente o rumo<br />

de como iniciar a vida.<br />

Ao falar sobre questões de<br />

biossegurança dentro do<br />

ambiente de parturição nos dias<br />

atuais, a atenção é, quase que<br />

imediatamente, voltada para a<br />

segurança do recém-nascido e<br />

a mãe. Embora a preocupação<br />

seja justificada pela ocorrência<br />

de outros fatores que acometem<br />

a saúde do bebê, é durante a<br />

sua chegada, em condições<br />

normais, que o pequeno ser<br />

adquire cerca 60% da sua<br />

microbiota após o contato com<br />

o ambiente “contaminado” pelas<br />

fezes e secreções liberados<br />

pela própria mãe (DIARIO DE<br />

PERNAMBUCO, 2023).<br />

A problemática surge quando<br />

se percebe a necessidade de<br />

tratamentos especiais, voltados<br />

à biossegurança, contra<br />

contaminações de um grau mais<br />

alarmante, seja esse proveniente<br />

de uma infecção transmissível<br />

na qual a figura materna seja<br />

portadora ou até mesmo dentro<br />

de um cenário epidêmico que<br />

esteja afetando o ambiente<br />

social em geral, ocorrendo a<br />

necessidade de promoção da<br />

segurança dos profissionais<br />

envolvidos na realização do<br />

procedimento, do recém-nascido<br />

e da própria mãe/mulher.<br />

Assim, traçando-se uma<br />

divisão dos diferentes alvos<br />

da contaminação dentro do<br />

ambiente de parturição, é<br />

possível exibir alguns dos vários<br />

riscos que os participantes desse<br />

processo podem ser acometidos<br />

e enfatizar suas medidas de<br />

prevenção de maneira analítica.<br />

Na escolha do parto normal, na<br />

qual a criança será introduzida<br />

ao mundo pelo canal vaginal,<br />

as chances de contaminação<br />

são diferentes em comparação<br />

com o parto cesariana. É em<br />

condições normais, que a<br />

criança tem suas Células Treg<br />

ativadas e preparadas para<br />

uma regulação contra fatores<br />

alérgicos e infecciosos do meio<br />

externo, deixando-a preparada<br />

para um crescimento saudável<br />

em contato com o mundo<br />

(COELHO et al., 2021).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

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BIOSSEGURANÇA II<br />

Seguindo por esse caminho e<br />

analisando dados de infecções<br />

em relação a infecções no sítio<br />

cirúrgico, probabilidade de sepse<br />

e um desenvolvimento longe de<br />

infeções graves para ela e para o<br />

que acometem mulheres<br />

puerperal, e pode requerer um<br />

recém-nascido (MONTEIRO et al.,<br />

durante o período de gestação<br />

maior tempo de internação devido<br />

2007).<br />

e após o parto, em países<br />

à sua recuperação mais lenta em<br />

desenvolvidos, o índice de<br />

comparação com o parto normal,<br />

No ano de 2023, um surto<br />

mortalidade pela infecção chega<br />

trazendo consigo um agravamento<br />

de gastroenterite – doença<br />

em 5%, enquanto em países<br />

da preocupação em relação com a<br />

causada pela contaminação<br />

subdesenvolvidos, esse valor<br />

mãe (COELHO et al., 2021)<br />

por parasitas, vírus ou bactérias<br />

cresce e chega a 11%. Porém,<br />

que acometem o intestino<br />

no ano de 2023, foi realizado<br />

Contudo, a junção do uso do<br />

desencadeando um processo<br />

um estudo sobre o uso de<br />

antibiótico comum realizados<br />

inflamatório que leva a<br />

antibióticos comuns como uma<br />

pelo estudo (Azitromicina) com<br />

desinteira e náuseas – afetou<br />

forma de prevenção biossegura<br />

os procedimento que envolvem o<br />

a UTI neonatal do Hospital<br />

para reduzir esses indicies,<br />

uso de equipamentos de proteção<br />

Maternidade de Campina – São<br />

constatando que houve uma<br />

coletiva na formação de um<br />

Paulo, ocasionando a infecção<br />

queda de 33% da mortalidade<br />

campo e estéril e equipamentos<br />

de 17 e morte de 3 recém-<br />

por septicemia puerperal, mas<br />

de proteção individual – EPIs –<br />

nascidos. Embora, o hospital<br />

deixando o alerta para o descaso<br />

(óculos de acrílico, luvas, gorros,<br />

tenha emitido uma nota de<br />

e a negligência (CORREIO<br />

avental, pro-pé e máscaras)<br />

esclarecimento afirmando que<br />

BRAZILIENSE, 2023).<br />

favorece uma redução significativa<br />

os óbitos não tinham a ver com<br />

dos riscos de contaminação<br />

o surto, a Devisa (Departamento<br />

Em casos de cesariana, por ser um<br />

durante o procedimento cirúrgico<br />

de Vigilância em Saúde) discorda<br />

procedimento invasivo, apresenta<br />

do parto, garantindo uma<br />

do posicionamento e afirma que<br />

maior risco no intra e pós-operatório<br />

recuperação adequada para a mãe<br />

o surto atrelado à negligencia<br />

158 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


dos profissionais da saúde<br />

responsáveis pelos cuidados<br />

Nesse viés, dos primeiros<br />

momentos até a sua evolução<br />

a sepse por infecção adquirida<br />

após o parto (BRASIL, 2013).<br />

BIOSSEGURANÇA II<br />

dos neonatos, o descaso dos<br />

como indivíduo, seu corpo<br />

auxiliares que deveriam garantir<br />

não apresenta defesa<br />

Diante do exposto, fica<br />

a manutenção higiênica da ala<br />

suficiente para combater<br />

evidente a necessidade do uso<br />

e do controle de enfermidades,<br />

microrganismos de uma<br />

de procedimentos ligados à<br />

pode sim ter sido os causadores<br />

alta complexidade, pois a<br />

biossegurança para amenizar<br />

das fatalidades (GLOBO, 2023).<br />

necessidade de maturação<br />

os danos na saúde do neonato<br />

do sistema imunológico da<br />

em primeiros passos, como<br />

Como relatado antes, o primeiro<br />

criança exige ao menos 5<br />

por exemplo, referente à rotina<br />

contato do bebe com o mundo<br />

anos para suas primeiras<br />

de higienização das mãos<br />

é de extrema importância<br />

defesas serem montadas<br />

dentro do convívio hospitalar.<br />

para o desenvolvimento do<br />

completamente<br />

(DINIZ;<br />

Desenvolvendo a política<br />

seu sistema imunológico Old-<br />

FIGUEIREDO, 2014).<br />

de higiene com instauração<br />

friends, como a aquisição de<br />

da Política Zero adornos e<br />

Lactobacillus e Bifidobacterium,<br />

Outrossim, no Brasil, em 2013,<br />

assim desencadear uma<br />

dois tipos de bactérias<br />

uma nota foi divulgada pelo<br />

melhora no quadro clinico dos<br />

essenciais para o organismo<br />

governo federal vinculado ao<br />

pacientes e reduzir o índice<br />

e ligadas à defesa alérgica.<br />

SIM – Serviço de Inspeção<br />

de contaminações dentro<br />

Mesmo assim, é importante<br />

Municipal - com uma estimativa<br />

do ambiente profissional<br />

ressaltar que seu sistema<br />

de mortalidade neonatal<br />

(FIOCRUZ, 2020).<br />

imunológico ainda passará por<br />

e infantil, na qual, quando<br />

mudanças significativas para a<br />

especificada, 60% corresponde<br />

Com um envolvimento<br />

sobrevivência do ser (COELHO et<br />

ao período neonatal, tendo<br />

integral durante o parto e os<br />

al., 2021).<br />

como sua principal causalidade,<br />

cuidados após a sua realização,<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

159


BIOSSEGURANÇA II<br />

os profissionais auxiliares<br />

Durante um estudo sobre<br />

estudo realizado pela UEPB, no<br />

desempenham uma função de<br />

contaminação de sífilis entre<br />

estado da Paraíba, constatou<br />

extrema importância dentro da<br />

mães e filhos neonatos realizados<br />

o pedido de análise de 295<br />

realização do procedimento.<br />

É de sua reponsabilidade<br />

assegurar que todo os processos<br />

de assepsia e antissepsia sejam<br />

corretamente desempenhados<br />

na formação de um campo<br />

estéril (MONTEIRO et al., 2007).<br />

Enfermeiras, médicos, técnicos e<br />

os demais profissionais da área<br />

da saúde, acompanham desde<br />

o início da gestação, durante seu<br />

apogeu quando a mãe entra em<br />

trabalho de parto e depois de<br />

toda a batalha para o surgimento<br />

da vida. Verdadeiros guerreiros<br />

de outras guerras, sua segurança,<br />

assim como a de todos envolvido<br />

nesse espetáculo da vida, deve ser<br />

valorizada tanto quanto as outras.<br />

A mão da justiça paira sobre os<br />

no estado do Rio de Janeiro no<br />

ano de 2023, a cada mil crianças<br />

nascidas vivas, 62,6 gestantes e<br />

26 crianças apresentavam quadro<br />

de infecção por sífilis congênita.<br />

Totalizando 12.456 diagnósticos<br />

em mulheres grávidas e 5.186<br />

filhos contaminados. Também<br />

durante a pesquisa, constatou<br />

que, em 2022, a IST - Infecção<br />

Sexualmente Transmissível<br />

– causada pela bactéria do<br />

Treponema pallidum tornou o<br />

Rio de janeiro umas das capitais<br />

com maior índice de infecções<br />

do Brasil, ficando atrás de Porta<br />

Alegre, Recife e Natal (EXTRA,<br />

2023).<br />

Relacionando esses dados<br />

com o envolvimento de<br />

prontuários de profissionais<br />

da saúde que tiveram contato<br />

com material contaminado<br />

por sífilis entre os anos de<br />

2014 e 2017, no qual, 5,5%<br />

dos testes apresentaram<br />

reagente para sífilis. Tais<br />

dados, demonstram a taxa<br />

de ocorrência dos incidentes<br />

em relação a exposição aos<br />

materiais infectados e alerta a<br />

população para a necessidade<br />

de cuidados (KALININ, 2016).<br />

Contudo, embora o tratamento<br />

para o controle de sífilis tenha<br />

respondido bem ao uso de<br />

doses do antibiótico Penicilina<br />

benzatina, o uso de métodos<br />

que aumentem as condições<br />

de biossegurança dentro do<br />

heróis inabaláveis da saúde.<br />

profissionais da saúde, um<br />

ambiente hospitalar para<br />

160 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


vários tipos de ISTs, apresenta<br />

Após a análise de fatores<br />

implantação de políticas que<br />

BIOSSEGURANÇA II<br />

ser eficiente ao reduzir o risco<br />

históricos, científicos, sociais<br />

abordem a pratica higiênica<br />

de infecções contaminadas<br />

direcionados ao risco de<br />

pessoal, biossegurança como<br />

referentes ao parto com o uso<br />

infecção dentro do ambiente<br />

o uso de EPIs, EPC e controle<br />

de EPIs para evitar o contato<br />

de parturição e a exposição<br />

de enfermidades dentro da ala<br />

com líquido amniótico,<br />

direcionada a cada alvo/<br />

hospitalar para garantir uma<br />

exposição ao sangue ou outros<br />

participante envolvido na<br />

maior proteção para a mãe, filho,<br />

fluidos,<br />

principalmente,<br />

realização do parto, os métodos<br />

profissionais e meio ambiente.<br />

quando estiver relacionado<br />

ao corte do cordão umbilical,<br />

onde deve-se usar de<br />

tesouras e bisturis montados<br />

pois apresenta um nível de<br />

contaminação muito mais alto<br />

que em outras etapas dentro<br />

do procedimento (MINISTÉRIO<br />

DA SAÚDE).<br />

profiláticos de biossegurança<br />

que podem diminuir o índice<br />

de incidentes com materiais<br />

contaminados que possam<br />

causar danos irreversíveis ou<br />

fatais aos recém-nascidos, a<br />

figura materna e aos profissionais<br />

auxiliares do procedimento,<br />

é evidente a necessidade da<br />

Referências<br />

BRASIL, Agência nacional de vigilância sanitária. Critérios diagnósticos<br />

de infecções relacionadas à assistência à saúde neotalogia. 2013.<br />

BRASIL. Aids: recomendações para a redução da transmissão<br />

vertical. Governo federal/ ministério da saúde.<br />

BRASIL, Fiocruz, sus. Principais questões sobre segurança no<br />

cuidado ao recém-nascido de risco. Ago. De 2020.<br />

COELHO, Gabriela Diniz Pinto et al. A microbiota adquirida de<br />

acordo com a via de nascimento: uma revisão integrativa.<br />

<strong>Revista</strong> Latino-Americana de Enfermagem, v. 29, 2021.<br />

DINIZ, L. M. O.; FIGUEIREDO, B. C. G. O sistema imunológico do<br />

recém-nascido. 2014.<br />

KALININ, Y. Sífilis: aspectos clínicos, transmissão, manifestações orais,<br />

diagnóstico e tratamento. Odonto, v. 23, n. 45-46, p. 65-76, 2016.<br />

MONTEIRO, M. A. Biossegurança na assistência ao parto: uma<br />

análise dos saberes dos acadêmicos de enfermagem. Enfermería<br />

Global, v. 6, n. 2, p. 1-11, 2007.<br />

VENDRÚSCOLO, C. T.; KRUEL, C. L. História da parturição no brasil, século<br />

xix. Jun. De 1991. Anayansi correa brenes. https://doi.org/10.1590/<br />

s0102-311x1991000200002. História do parto: domicílio ao hospital;<br />

das parteiras ao médico; de sujeito a objeto. Jun. De 2016.<br />

Autores:<br />

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />

(@dr.biossegurança)<br />

Biólogo, mestre em patologia, doutor em<br />

biotecnologia; palestrante e consultor em<br />

biossegurança.<br />

Álvaro Nunes de Morais<br />

Acadêmico de Medicina, UNINASSAU<br />

Gabriel Valença de Siqueira Borges<br />

Acadêmico de Medicina, UNINASSAU<br />

Júlia Domingues Marinho<br />

Acadêmica de Medicina, UNINASSAU<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

161


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

PRINCIPAIS TIPOS DE GRÁFICOS<br />

EM CITOMETRIA DE FLUXO<br />

Por Rafaele Loureiro de Azevedo, Helena Varela de Araújo e Bruna Garcia Nogueira<br />

Que a Citometria de Fluxo<br />

Dot plots (gráficos de pontos)<br />

utiliza gráficos que muitas<br />

vezes deixam os iniciantes de<br />

cabelo em pé, nós já sabemos!<br />

Pensando nisso, que tal<br />

uma ajuda para entender<br />

o que são, como entender<br />

e quando usar alguns dos<br />

principais gráficos utilizados<br />

na Citometria de Fluxo?<br />

Figura 1: Gráficos de pontos<br />

Fonte: Banco de dados da Sociedade Americana de Hematologia.<br />

http://imagebank.hematology.org/image/62310/flow-cytometry-plots<br />

Os principais gráficos utilizados<br />

em Citometria de Fluxo são<br />

conhecidos como: i) gráficos de<br />

pontos (comumente chamados<br />

de dot plots), ii) histogramas,<br />

iii) gráficos de contorno e iv)<br />

gráficos de densidade.<br />

O gráfico de pontos (Figura<br />

1) é o tipo mais comum de<br />

gráfico utilizado na Citometria.<br />

Chamado também de dot plot,<br />

ele nos mostra a dispersão<br />

de eventos individuais,<br />

representando cada célula<br />

por um ponto. O gráfico de<br />

pontos é útil para identificar<br />

populações celulares distintas<br />

e avaliar a expressão de<br />

diferentes marcadores em<br />

relação à complexidade ou<br />

heterogeneidade da amostra.<br />

162 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Gráficos de histograma<br />

Density plot (Gráficos de densidade)<br />

CITOMETRIA DE FLUXO<br />

Imagem 3: Gráficos de densidade de dois parâmetros.<br />

Fonte:www.bio-rad-antibodies.com/flow-cytometry-two-parameter-histograms.html?JSESSIONID_<br />

STERLING=0A0A63B09816939E15B454340D130E36<br />

Imagem 2: Gráficos de histograma utilizados nas<br />

análises de Hemoglobinúria Paroxística Noturna<br />

Fonte: Guidelines for the Diagnosis and Monitoring of<br />

Paroxysmal Nocturnal Hemoglobinuria and Related<br />

Disorders by Flow Cytometry, Cytometry Part B (Clinical<br />

Cytometry) 78B:211–230 (2010).<br />

O gráfico de histograma<br />

(Imagem 2), ou simplesmente<br />

histograma, é um gráfico<br />

Cada faixa de intensidade<br />

de fluorescência, e o pico<br />

da faixa, indicam o número<br />

de eventos que caem nessa<br />

faixa. Histogramas são úteis<br />

utiliza cores ou tonalidades<br />

para mostrar a densidade de<br />

eventos em diferentes regiões.<br />

O gráfico de densidade<br />

é particularmente útil para<br />

usado para representar a<br />

para analisar a distribuição<br />

identificar<br />

sobreposições<br />

distribuição de eventos<br />

em uma única dimensão.<br />

O histograma mostra a<br />

frequência de eventos em<br />

relação a uma variável<br />

contínua, geralmente a<br />

intensidade de fluorescência<br />

de um marcador específico.<br />

de marcadores em uma<br />

população celular.<br />

O gráfico de densidade<br />

(Imagem 3) é uma representação<br />

visual da distribuição<br />

de eventos em um<br />

espaço bidimensional. Ele<br />

ou separações de populações<br />

celulares, pois permite<br />

visualizar as áreas de alta<br />

densidade (populações mais<br />

densas) e as áreas de baixa<br />

densidade (populações menos<br />

densas) em um espaço<br />

bidimensional.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

163


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

Os gráficos de contorno<br />

Contour Plots (Gráficos de contorno)<br />

(Imagem 4) são uma variação<br />

do gráfico de densidade que<br />

utiliza linhas de contorno<br />

para mostrar a densidade<br />

de eventos em diferentes<br />

regiões. As linhas de contorno<br />

conectam pontos de igual<br />

densidade, permitindo<br />

Imagem 4: Gráficos de contorno utilizados para identificar diferentes subtipos de células imunes em cavidade peritoneal.<br />

Fonte: Jhunjhunwala S, Aresta-DaSilva S, Tang K, Alvarez D, Webber MJ, Tang BC, et al. (2015) Neutrophil Responses to Sterile<br />

Implant Materials. PLoS ONE 10(9): e0137550. doi:10.1371/journal.pone.0137550<br />

visualizar a distribuição<br />

de eventos em um espaço<br />

bidimensional de forma mais<br />

suave. O gráfico de contorno<br />

é especialmente útil para<br />

representar grandes conjuntos<br />

Referências<br />

Banco de dados de imagens da ASH. Disponível em http://<br />

imagebank.hematology.org/image/62310/flow-cytometry-plots><br />

Guidelines for the Diagnosis and Monitoring of Paroxysmal<br />

Nocturnal Hemoglobinuria and Related Disorders by Flow Cytometry,<br />

Cytometry Part B (Clinical Cytometry) 78B:211–230 (2010).<br />

Jhunjhunwala S, Aresta-DaSilva S, Tang K, Alvarez D, Webber<br />

MJ, Tang BC, et al. (2015) Neutrophil Responses to Sterile<br />

Autores:<br />

Implant Materials. PLoS ONE 10(9): e0137550. doi:10.1371/<br />

journal.pone.0137550<br />

Two-Parameter or Bivariate Histograms. Bio-Rad.<br />

Disponível em https://www.bio-rad-antibodies.com/flowcytometry-two-parameter-histograms.html?JSESSIONID_<br />

STERLING=0A0A63B09816939E15B454340D130E36.<br />

ecommerce2&evCntryLang=BR-pt&cntry=BR&thirdPartyCookie<br />

Enabled=true><br />

de dados e identificar áreas de<br />

alta ou baixa densidade de<br />

eventos.<br />

Helena Varela de Araújo<br />

Biomédica graduada pela UFRN e pela University of Kent<br />

(Inglaterra). Especialista em Hematologia pelo Hospital<br />

Albert Einstein. Tem MBA em Gestão de Saúde pelo Centro<br />

Universitário São Camilo. Aluna de cursos na área de Marketing<br />

na ESPM. Foi assistente técnica do laboratório de citometria de<br />

fluxo do Whitehead Institute, MIT. Atualmente é supervisora<br />

do laboratório de citometria clínica do Beth Israel Deaconess<br />

- Harvard Medical School. Fundadora do @HemoFlow, maior<br />

página de ensino em citometria de fluxo do Instagram.<br />

Rafaele Loureiro de Azevedo<br />

Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,<br />

CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia<br />

pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em<br />

Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo<br />

Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações<br />

farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em<br />

Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de<br />

anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e<br />

professora do @HemoFlow.<br />

Bruna Garcia Nogueira<br />

Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.<br />

Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert<br />

Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de<br />

Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista<br />

especializada em citometria de fluxo no Hospital<br />

Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora<br />

do @HemoFlow<br />

164 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

165


LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

GESTÃO DE LOGÍSTICA PARA A SAÚDE:<br />

ATENDIMENTO AS NORMAS E REGULAMENTAÇÕES<br />

DO SETOR<br />

É de ciência de todos que atuar<br />

na área da saúde é uma grande<br />

responsabilidade. E isso se<br />

enquadra também para empresas<br />

e profissionais envolvidos na<br />

área de logística dos produtos<br />

de saúde. Existe uma série de<br />

regulamentações que devem<br />

ser seguidas para certificar a<br />

segurança dos insumos, evitando<br />

assim contaminações e outros<br />

riscos à saúde das pessoas.<br />

Por isso, pensando em<br />

armazenar produtos de interesse<br />

à saúde, o Operador Logístico<br />

também necessita obter<br />

licenças regulatórias conforme<br />

as resoluções da ANVISA,<br />

fiscalizadas pelas vigilâncias<br />

sanitárias de cada município.<br />

E na divisão de armazenagem<br />

do Grupo Prime, onde em seu<br />

escopo, o segmento para a<br />

prestação dos serviços logísticos<br />

em produtos de interesse à saúde<br />

possui grande relevância, o foco<br />

na vigência de suas licenças é<br />

primordial, pois para a renovação<br />

destas, um processo de inspeção<br />

sanitária é realizado por órgão<br />

fiscalizador garantindo assim,<br />

boas práticas de acordo com as<br />

resoluções que são as seguintes:<br />

166 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

167


LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

• RDC 430 de 08 de outubro<br />

de 2020, que dispõe sobre as<br />

Boas Práticas de Distribuição,<br />

Armazenagem e de Transporte<br />

de Medicamentos;<br />

• RDC 653 de 24 de março de<br />

2022, que altera (complementa)<br />

a resolução colegiada – RDC 430<br />

de 08 de outubro de 2020;<br />

• RDC 665 de 30 de março de<br />

2022, que dispõe sobre as<br />

Boas Práticas de Fabricação de<br />

Produtos Médicos e Produtos<br />

para Diagnóstico de Uso In Vitro;<br />

• Portaria/SVS 344 de 12 de<br />

maio de 1998 que, aprova o<br />

Regulamento Técnico sobre<br />

substâncias e medicamentos<br />

sujeitos a controle especial;<br />

• RDC 504 de 27 de maio de 2021,<br />

que dispõe sobre as Boas Práticas<br />

para o transporte de material<br />

biológico humano.<br />

Desta forma, com o resultado<br />

positivo destas inspeções,<br />

a divisão de armazenagem<br />

também assegura o<br />

cumprimento dos requisitos de<br />

seus clientes neste segmento.<br />

Dispondo de infraestrutura para<br />

o armazenamento dos materiais<br />

em área adequada que permita o<br />

monitoramento de temperatura<br />

e conservação deles, fatores<br />

estes relacionados diretamente<br />

à integridade dos produtos de<br />

interesse à saúde.<br />

Além das licenças mandatórias<br />

para a logística de produtos<br />

168 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


de interesse à saúde, a<br />

Logístico deve possuir o LTA -<br />

• AE - Autorização de<br />

LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

divisão de armazenagem<br />

possui o ISO9001/2015 como<br />

requisito, bem como CBPDA -<br />

CERTIFICADO DE BOAS PRÁTICAS<br />

DE ARMAZENAMENTO E<br />

DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS<br />

PARA SAÚDE, emitido pela<br />

Laudo Técnico de Aprovação,<br />

validado pela vigilância sanitária<br />

local, o que pode garantir que<br />

a infraestrutura do local seja<br />

adequada para atendimento a<br />

este tipo de prestação de serviço.<br />

Funcionamento Especial<br />

publicada pela ANVISA em Diário<br />

Oficial para armazenagem de<br />

medicamentos e insumos de<br />

controle especial;<br />

ANVISA que se encontra em<br />

processo de implantação<br />

da norma ISO14001/2015.<br />

Tudo isso com a finalidade<br />

de melhoria contínua de seus<br />

processos e garantia de que<br />

produtos de interesse à saúde<br />

As principais licenças são:<br />

• AFE - Autorização de<br />

Funcionamento publicada pela<br />

ANVISA em Diário Oficial para<br />

armazenagem de produtos para<br />

saúde/correlatos;<br />

• AFE - Autorização de<br />

Funcionamento publicada pela<br />

ANVISA em Diário Oficial para<br />

armazenagem de cosméticos,<br />

perfumes e produtos de higiene;<br />

estejam em um ambiente<br />

adequado a este perfil.<br />

• AFE - Autorização de<br />

Funcionamento publicada pela<br />

• AFE - Autorização de<br />

Funcionamento publicada pela<br />

É importante ressaltar que, para a<br />

ANVISA em Diário Oficial para<br />

ANVISA em Diário Oficial para<br />

emissão das licenças regulatórias<br />

armazenagem de medicamentos<br />

armazenagem de saneantes<br />

mandatórias, o Operador<br />

e insumos;<br />

Domissanitários;<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

169


LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

• Licença Sanitária –<br />

Vigilância Sanitária local, para<br />

profissional Farmacêutico, por<br />

atribuição única quanto a esta<br />

Neste sentido possuímos todas<br />

as licenças mandatórias para<br />

armazenagem dos produtos de<br />

classe de produtos de interesse<br />

o transporte de produtos de<br />

interesse à saúde acima descritos,<br />

à saúde).<br />

interesse à saúde, bem como a<br />

bem como produtos biológicos e<br />

certificação ISO9001/2015 –<br />

alimentos se for de interesse do<br />

• AVCB emitido pelo corpo de<br />

requisito que se encontra em<br />

Operador Logístico.<br />

bombeiros;<br />

processo de implantação da<br />

norma ISO14001/2015 para<br />

• CRT – Certidão de<br />

• CLI ou Alvará de localização do<br />

a melhoria contínua de seus<br />

regularidade técnica expedida<br />

prédio, expedido pela Prefeitura<br />

processos e garantia de que<br />

pelo Conselho de classe<br />

local.<br />

produtos de interesse à saúde<br />

pertinente ao profissional da<br />

sejam transportados em veículos<br />

saúde habilitado. (vale frisar<br />

Na divisão de transporte, boa<br />

adequados a este perfil.<br />

que ao tratar de transporte,<br />

distribuição e armazenagem<br />

de medicamentos, insumos<br />

parte das licenças estão de<br />

acordo com a descrição acima,<br />

com exceção do LTA – Laudo<br />

Karina Ferreira, Maria Izabel Vidal,<br />

Vera Lucia Germano - Farmacêuticas /<br />

Responsáveis Técnicas Grupo Prime.<br />

farmacêuticos,<br />

medicamentos<br />

Técnico de Avaliação, que não<br />

de controle especial, insumos<br />

é necessário o transportador<br />

farmacêuticos de controle<br />

obter este tipo de autorização<br />

especial, a figura do responsável<br />

técnico deve ser exclusiva do<br />

de armazenagem para<br />

transporte.<br />

www.grupoprimecargo.com.br<br />

comercial@primecargo.com.br<br />

Tel.: 11 4280-9110<br />

170 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


INFORMES DE MERCADO<br />

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação<br />

dos produtos e lançamentos do setor.<br />

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.<br />

Mais informações: comercial@newslab.com.br<br />

LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

KIT PCR EM TEMPO REAL PARA ZIKA, DENGUE E<br />

CHIKUNGUNYA<br />

O Kit PCR em tempo real para Zika, Dengue<br />

e Chikungunya contém todos os reagentes<br />

necessários para realizar o ensaio em um<br />

formato liofilizado multiplex que proporciona<br />

máxima flexibilidade e compatibilidade com<br />

os principais Termocicladores do mercado, com<br />

validade de 24 meses.<br />

• Sem Falhas<br />

• De 1 a 96 Amostras<br />

• Alta Sensibilidade e Especificidade<br />

• Reagentes Pre-Preenchidos<br />

• Assertividade<br />

Os testes de PCR são uma ferramenta<br />

importante para o diagnóstico de doenças<br />

transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti,<br />

como Zika, dengue e Chikungunya. Esses testes<br />

são capazes de detectar o material genético do<br />

vírus nas amostras clínicas dos pacientes.<br />

A coleta das amostras geralmente é feita<br />

a partir do sangue do paciente, e o teste é<br />

realizado em laboratório. Os resultados podem<br />

ser obtidos em poucas horas e são altamente<br />

precisos, o que é importante para o diagnóstico<br />

precoce e o tratamento adequado das doenças.<br />

Além de ser uma ferramenta precisa e eficiente<br />

no diagnóstico das doenças transmitidas<br />

pelo mosquito Aedes aegypti, o teste de PCR<br />

apresenta outros benefícios importantes. Um<br />

deles é a capacidade de detectar o vírus em<br />

estágios iniciais da doença, mesmo antes do<br />

aparecimento de sintomas clínicos, permitindo<br />

um diagnóstico precoce e uma intervenção<br />

mais eficaz.<br />

Os testes de PCR da Biomedica contam com um<br />

diagnóstico preciso e de alta sensibilidade, sem<br />

falsos positivos ou negativos e com o resultado<br />

em poucas horas.<br />

Aproveite também para conhecer nosso<br />

Painel Tropical com os alvos:<br />

• Zika, Dengue e Chikungunya<br />

• West Nile Virus<br />

• Yellow Fever Virus<br />

• Mayaro Virus<br />

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redes sociais e saiba mais.<br />

Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA<br />

SIA Trecho 03 – lote 625 – sala 230C<br />

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Telefone: (61) 3363-4422 (WhatsApp)<br />

E-mail: contato@biomedica.com.br<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

171


INFORME DE MERCADO<br />

BC-760 E BC-780 – ANALISADOR AUTOMÁTICO DE<br />

HEMATOLOGIA COM VHS<br />

Os equipamentos da série BC-700 integram um<br />

módulo automático de VHS com um analisador<br />

hematológico. Gerando resultados para ambos<br />

os testes em 1,5min. Além disso, economiza os<br />

custos de compra, manutenção, consumíveis e<br />

espaço de armazenamento para um analisador<br />

de VHS separado. Comparado com o método<br />

de Westergren tradicional, este método tem<br />

um melhor desempenho em rastreabilidade de<br />

qualidade, repetibilidade, velocidade, segurança e<br />

nível de automação.<br />

Especificações Técnicas<br />

Volume de Amostra:<br />

CD (sangue total): 25ul<br />

CD+VHS (sangue total): 160ul<br />

Prediluído: 20ul<br />

Capacidade de Armazenamento de Dados<br />

Até 150,000 resultados numéricos e gráficos<br />

Desempenho<br />

CD 80t/h CDR 45t/h CD+ESR 40t/h<br />

Modo de Análise<br />

Modo de Análise<br />

Contato: Ana Carolina Santos<br />

Gerente de Produto - IVD<br />

E-mail: acarolina.santos@mindray.com<br />

Mobile/WhatsApp: +55 11 96434-1166<br />

172 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


NOVIDADES DIAGAM<br />

NÃO DEPENDA DE REAGENTES IMPORTADOS!<br />

Diagam com muito orgulho acaba de concretizar<br />

uma grande parceria na distribuição de<br />

equipamentos para IVD, uma linha moderna<br />

avançada e extremamente tecnológica que irá trazer<br />

a seus clientes muita segurança, tranquilidade e<br />

com reagentes fabricados diretamente na Diagam<br />

trazendo ainda mais economia.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Essa semana recebemos a visita da CEO da empresa<br />

EDAN que conheceu nossas instalações e onde será<br />

fabricado os reagentes para os equipamentos de<br />

distribuição.<br />

A DIAGAM está fabricando reagentes para os<br />

Analisadores Hematológicos EDAN, modelos<br />

H60S, H60, H50 e H30 na sede da DIAGAM no Brasil.<br />

Sobre a DIAGAM<br />

Diagam é uma empresa nacional que atua no<br />

mercado desde 2012, localizada em uma área<br />

Fabril em um prédio com cerca de 1250 metros<br />

quadrados. Prédio de Fabricação e Estoque, onde<br />

é desenvolvido, produzido e comercializado uma<br />

linha completa de Reagentes para Hematologia<br />

para equipamentos automatizados.<br />

Oferecemos um atendimento exclusivo com<br />

um completo acompanhamento e todo suporte<br />

necessário, através de um relacionamento de<br />

confiança e conhecimento, apresentamos as<br />

melhores soluções para cada cliente.<br />

Nossa estrutura conta com um laboratório de<br />

apoio exclusivo, utilizamos técnicas analíticas de<br />

alta sensibilidade e especificidade para suporte ao<br />

nosso cliente, assim como as validações de todos<br />

os produtos promovendo sua eficácia e qualidade.<br />

Em breve estará a disposição a linha<br />

veterinário de 3 e 5 partes.<br />

Fique atento as novidades em nosso site ou<br />

nas nossas redes sociais.<br />

www.diagam.com.br<br />

LANÇAMENTO EM ABRIL 2023<br />

DOS REAGENTE LINHA MINDRAY<br />

BC 5100, BC 5300, BC 5180,<br />

BC5380 e BC 5310.<br />

DIAGTON M53 - 20 LITROS - 81114340030<br />

DIAGLYSER LEO 1 - 1 LITRO - 81114340026<br />

DIAGLYSER LEO 2 - 400 mL - 81114340025<br />

DIAGLYSER LH - 500 mL - 81114340029<br />

DIAGPROBE CLEAN - 1 LITRO - 81114340028<br />

DIAGLEAN ENZIMATICO - 100 mL - 81114340002<br />

DIAGAM possui certificado ISO 9001 e USO 13485.<br />

Para mais informações<br />

DIAGAM INDUSTRIA E COMERCIO LTDA<br />

Rua José Bruno da Costa, 39<br />

Ferraz de Vasconcelos - Cep: 08539-110<br />

Tel: 11 4679-3767<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

173


INFORME DE MERCADO<br />

PROGRAMA EXPERTISE CARE<br />

DA NIHON KOHDEN DO BRASIL<br />

Criado em 2018, o programa Expertise Care<br />

da Nihon Kohden do Brasil (NKBR) tem como<br />

objetivo principal a total satisfação de seus<br />

clientes com os produtos fornecidos e serviços<br />

prestados, não somente pela NKBR, mas<br />

também por seus parceiros de negócios em<br />

todo o Brasil.<br />

O programa conta com certificação de<br />

conformidade, proficiência e educação<br />

continuada aos parceiros e clientes da NKBR,<br />

visando estabelecer uma relação de confiança e<br />

cuidado especializado, como o próprio nome do<br />

programa se refere (Expertise Care = Cuidado<br />

Especializado).<br />

Em 2020 a Nihon Kohden Corporation (NKC)<br />

lançou seu plano de visão de longo prazo para<br />

os próximos 10 anos com o intuito de conectar<br />

nossa tecnologia ao cliente final, visando sua<br />

melhoria contínua e tratamento adequado.<br />

Foi assim que o programa Expertise Care<br />

entrou em sua segunda fase, através de uma<br />

equipe altamente especializada contando com<br />

Médico Veterinário, Farmacêutico Bioquímico,<br />

Biomédica, Engenheiro Eletricista, Tecnologia<br />

da Informação e uma Logística especializada<br />

com intuito de fornecer uma solução<br />

qualificada na entrega, instalação, implantação<br />

e manutenção do setor de hematologia dos<br />

nossos clientes, e com o compromisso de<br />

levar educação continuada para conhecimento<br />

e atualizações técnico/científico através de<br />

webinars e cursos realizados por profissionais<br />

altamente especializados no segmento de<br />

hematologia clínica.<br />

O programa conta também com parceiros<br />

e apoiadores de relevância nacional e<br />

internacional que oferecem descontos especiais<br />

em Cursos, Pós-graduação e MBA na área da<br />

saúde e Gestão Empresarial.<br />

www.expertisecare.com.br<br />

NIHON KOHDEN<br />

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá<br />

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil<br />

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463<br />

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br<br />

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas<br />

as novidades!<br />

174 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


INFORME DE MERCADO<br />

CITÔMETRO DE FLUXO CYTOFLEX: UMA TECNOLOGIA<br />

ALTERNATIVA ULTRASSENSÍVEL PARA DETECÇÃO DE<br />

MICROVESÍCULA<br />

Com o avanço dos estudos de vesículas de<br />

membrana secretadas e a citometria de fluxo<br />

sendo ainda a abordagem predominante para<br />

a caracterização de partículas derivadas de<br />

células, é imprescindível lidar com o maior<br />

obstáculo enfrentado por pesquisadores hoje:<br />

representar com exatidão a distribuição de<br />

tamanho e perfis de dispersão de luz em<br />

partículas de nível submicrométrico.<br />

O citômetro de fluxo CytoFLEX da Beckman<br />

Coulter Life Sciences é uma alternativa inovadora<br />

e ultrassensível para contornar esse problema e<br />

detectar microvesículas com precisão.<br />

O CytoFLEX não usa PMTs – em vez disso, ele<br />

é o primeiro citômetro de fluxo comercial a<br />

utilizar fotodiodos para detecção de canal de<br />

fluorescência. Sendo esses fotodiodos muito<br />

robustos, lineares e sensíveis.<br />

Com origem na indústria de comunicação por<br />

fibra óptica, a tecnologia Fiber Array Photo<br />

Diode (FAPD), que compõe a estrutura do<br />

CytoFLEX, fornece detecção de baixo ruído<br />

com alta eficiência quântica e perda mínima<br />

de luz, garantindo alta relação sinal-ruído<br />

e resolução óptica, especialmente com<br />

medições de partículas pequenas e detecção de<br />

fluorescência fraca.<br />

A capacidade de detecção aprimorada é obtida<br />

usando filtros reflexivos<br />

de passagem de banda apenas para coletar<br />

luz e fornecer modularidade e sensibilidade<br />

consistente para todos os canais. Além disso,<br />

possui sistema de fácil usabilidade e resoluções<br />

superiores que garantem vantagem sobre<br />

outros sistemas de citometria com quatro vezes<br />

mais o seu tamanho.<br />

Explore toda a tecnologia de CytoFLEX da<br />

Beckman Coulter Life Sciences e garanta<br />

resultados mais rápidos e confiáveis!<br />

Contatos:<br />

SITE: mybeckman.com.br<br />

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Fracionamento automatizado de amostras<br />

com remoção e recolocação da tampa<br />

automaticamente!<br />

O Aliquot STARlet remove e recoloca com<br />

segurança as tampas de uma variedade<br />

de tubos comerciais de coleta de sangue,<br />

homogeniza as amostras e transfere alíquotas<br />

com precisão para tubos ou placas.<br />

Ideal para sorotecas, ensaios de tuberculose,<br />

amostras de alto risco de contaminação<br />

biológica etc.!<br />

Evite o contato com as amostras biológicas e<br />

proteja seus colaboradores!<br />

Para mais informações:<br />

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176 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


VOCÊ FAZ SEU EXAME VHS DE FORMA CORRETA?<br />

Atualmente, existem vários métodos laboratoriais<br />

para identificar a existência de marcadores<br />

de resposta inflamatória. A velocidade de<br />

hemossedimentação (VHS) é um teste simples<br />

e de baixo custo que tem sido usado, há mais de<br />

meio século, com este objetivo. A sedimentação<br />

eritrocitária depende da agregação das hemácias e<br />

da formação de rouleaux. Quando as hemácias se<br />

agregam ao longo de um mesmo eixo formando<br />

rouleaux, o peso da partícula aumenta em relação<br />

à sua superfície, aumentando sua densidade e<br />

promovendo uma sedimentação mais rápida.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Dentre as diversas técnicas disponíveis para<br />

a determinação do VHS, a de referência é<br />

a de Westergren. Para este método, utiliza<br />

sangue venoso colhido em citrato de sódio, na<br />

proporção de 4 partes de sangue para 1 parte<br />

de anticoagulante e uma pipeta de Westergren<br />

graduada que é preenchida com sangue até a<br />

marca zero. A pipeta é fixada na posição vertical<br />

em um suporte específico para mantê-la fixa.<br />

Existe uma outra técnica que é o Método de<br />

Westergren modificado. Nesse método, o sangue<br />

venoso é coletado em EDTA, mas precisa diluir o<br />

sangue na proporção de 4 partes de sangue para 1<br />

parte de citrato de sódio (3,8%). Após a diluição,<br />

faz a homogeneização do sangue e este é aspirado<br />

na pipeta de Westergren.<br />

Em ambos os métodos, a leitura da VHS é realizada<br />

após uma hora.<br />

Celltac α+ (MEK-1305), analisador<br />

automatizado de hematologia e VHS<br />

A NIHON KOHDEN lançou o Celltac α+ (MEK-1305),<br />

um analisador automatizado para hemograma<br />

e VHS. O MEK-1305 é o primeiro analisador<br />

hematológico do mundo que pode medir a<br />

contagem sanguínea completa (CBC), incluindo<br />

o diferencial de 3 partes de glóbulos brancos<br />

e a velocidade de sedimentação eritrocitária<br />

simultaneamente.<br />

A NIHON KOHDEN desenvolveu o MEK-1305<br />

baseado no conceito de fornecer resultados de<br />

testes mais rápidos e precisos, que são importantes<br />

para a compreensão da condição clínica dos<br />

pacientes. A VHS é a taxa de sedimentação dos<br />

glóbulos vermelhos e é medida internacionalmente,<br />

principalmente em países em desenvolvimento<br />

para triagem e acompanhamento de inflamações<br />

como reumatismo e doenças infecciosas como<br />

tuberculose. O método de medição convencional<br />

da VHS leva pelo menos 60 minutos, mas o MEK-<br />

1305 realiza medições simultâneas de VHS e CBC<br />

em um tempo aproximado de 2 minutos. Como<br />

os resultados do teste podem ser confirmados<br />

imediatamente após a coleta de sangue, esperase<br />

que contribua para o diagnóstico preciso das<br />

condições da doença e a tomada de decisão para o<br />

tratamento na prática clínica.<br />

O equipamento é equipado com a exclusiva<br />

tecnologia CiRHEXTM da Nihon Kohden<br />

para medição de VHS.<br />

Não são necessários reagentes adicionais porque<br />

o valor de VHS de 1 hora exibido no MEK-1305 é<br />

gerado com base no hematócrito (HCT) e volume<br />

corpuscular médio (MCV) obtido da medição de<br />

CBC, bem como no silectrograma (uma forma de<br />

onda que representa a intensidade da luz que passa<br />

pelo sangue, que vai se modificando ao longo do<br />

tempo após o início da agregação de glóbulos<br />

vermelhos e formação de rouleaux) obtido pela<br />

unidade de medição de VHS. Os resultados de VHS<br />

no MEK-1305 são altamente correlacionados com<br />

os valores do método Westergren, que foi usado<br />

como método de referência.<br />

Por: Vanessa Santinato<br />

Opte pela melhor tecnologia para o seu<br />

laboratório!<br />

Opte por equipamentos hematológicos<br />

Celltac da Nihon Kohden!<br />

NIHON KOHDEN<br />

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American Park Empresarial Nr, Indaiatuba – SP<br />

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463<br />

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br<br />

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas<br />

as novidades!<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

<strong>177</strong>


INFORME DE MERCADO<br />

A IMPORTÂNCIA DE TER UM PARCEIRO PARA OS SERVIÇOS<br />

DE ÁGUA DO SEU LABORATÓRIO<br />

Você está procurando a melhor forma de manter<br />

a água pura em seu laboratório? Os laboratórios<br />

precisam de água pura para suas operações,<br />

mas pode ser trabalhoso manter e gerenciar<br />

um sistema de água por conta própria.<br />

É necessário tempo, recursos, pessoas para<br />

realizar uma boa gestão de todo seu sistema e<br />

componentes, assegurando a boa performance<br />

e sem elevar custo operacional, mas você sabia<br />

que não precisa fazer isso sozinho(a)?<br />

Os serviços de água de laboratório da Veolia<br />

Water Technologies cobrem tudo. Desde<br />

o suporte em seu projeto, instalação e<br />

treinamento de um novo sistema até as<br />

manutenções e gestão de consumíveis, através<br />

dos modelos de contratos personalizados.<br />

Com a nossa ajuda, os laboratórios têm a garantia<br />

de água pura para laboratórios. Em outras<br />

palavras, a água está sempre limpa e fluindo<br />

com uma qualidade que você pode confiar.<br />

Leia para mais detalhes:<br />

Por que fazer parceria com a Veolia Water<br />

Technologies?<br />

Existem muitas boas razões para ter a Veolia<br />

Water Technologies como parceira de água do<br />

seu laboratório. Primeiro, os serviços da Veolia<br />

Water Technologies oferecem uma ampla gama<br />

de soluções comprovadas para atender às<br />

necessidades de qualquer laboratório.<br />

A Veolia Water Technologies fornece tudo o que<br />

você precisa para garantir que seu laboratório<br />

tenha água de alta pureza e qualidade. Sua<br />

equipe de especialistas trabalhará em conjunto<br />

com você para identificar a melhor solução<br />

possível para sua aplicação.<br />

Também levaremos em consideração as<br />

restrições orçamentárias e outras considerações.<br />

Isso permite uma abordagem extremamente<br />

personalizada do início ao fim.<br />

Nós da Veolia Water Technologies sempre<br />

forneceremos um excelente atendimento ao<br />

cliente. Isso ajuda a garantir que você tenha a<br />

melhor experiência possível com seus produtos<br />

e serviços.<br />

Esses importantes benefícios tornam a Veolia<br />

Water Technologies uma ótima opção para<br />

as necessidades de serviço de água do seu<br />

laboratório. Entre em contato com eles hoje para<br />

saber mais sobre como eles podem te ajudar a<br />

obter o máximo de seus sistemas de água!<br />

Vamos dar um passo a passo dos benefícios:<br />

Ampla Gama de Soluções<br />

A Veolia Water Technologies pode te ajudar a<br />

obter a água de laboratório estéril necessária<br />

para o seu laboratório. Temos muitas soluções<br />

diferentes que funcionarão bem para você e<br />

que são seguras para sua demanda.<br />

178 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


INFORME DE MERCADO<br />

Os sistemas de purificação de água da Veolia<br />

Water Technologies possuem as especificações<br />

técnicas de acordo com a necessidade e<br />

aplicação de cada cliente, além de oferecer<br />

diferentes pacotes de manutenção para garantir<br />

a alta performance dos equipamentos e rotinas<br />

quase ininterruptas.<br />

Confiabilidade<br />

Na Veolia Water Technologies, a confiabilidade<br />

é a base de seus serviços. Sistemas avançados<br />

de monitoramento ajudam a garantir que nossa<br />

água seja pura e segura. Dessa forma, podemos<br />

ter certeza de que nossos clientes ficarão<br />

satisfeitos com o serviço.<br />

Segurança<br />

A Veolia Water Technologies leva muito a sério a<br />

segurança de seus produtos. Seus produtos são<br />

projetados e testados a fim de mitigar os riscos<br />

em sua operação.<br />

Seu compromisso com o controle de qualidade<br />

Soluções personalizadas<br />

A Veolia Water Technologies está empenhada em<br />

fornecer as melhores soluções possíveis para as<br />

necessidades de seus clientes. Além de uma ampla<br />

gama de produtos, os serviços da Elga atendem às<br />

necessidades exclusivas de cada cliente.<br />

Também podemos ter certeza de que os<br />

laboratórios podem se concentrar em<br />

suas pesquisas sem se preocupar com a<br />

qualidade da água.<br />

e os padrões de desempenho é melhor do que<br />

qualquer outro.<br />

A Veolia Water Technologies é muito cuidadosa<br />

com a segurança. Isso significa que seus<br />

produtos serão seguros e confiáveis sempre que<br />

Sua equipe de especialistas se dedica a garantir<br />

que a solução ofertada atenda às metas<br />

orçamentárias e de desempenho.<br />

Poupança de custos<br />

A economia de custos é um dos maiores<br />

benefícios da parceria com a Veolia Water<br />

Technologies. Eles não apenas oferecem preços<br />

você os usar.<br />

Pronto para obter ajuda com os serviços<br />

de água do seu laboratório?<br />

As soluções da Veolia Water Technologies<br />

foram projetadas especificamente para a sua<br />

demanda. Eles também se concentram na<br />

eficiência e economia de custos, que são de<br />

suma importância.<br />

competitivos, mas também economizam<br />

dinheiro a longo prazo.<br />

Pagar um preço justo nas substituições de peças<br />

e consumíveis garante que não haja excesso de<br />

A Veolia Water Technologies é pioneira no<br />

tratamento de água em laboratório. Possui<br />

solução completa de sistemas e serviços<br />

para garantir alto desempenho, segurança,<br />

confiabilidade nos resultados, preços justos,<br />

A Veolia Water Technologies faz soluções<br />

personalizadas. Isso significa que o resultado<br />

será melhor do que o esperado.<br />

gastos fora do planejamento orçamentário. A<br />

facilidade e rapidez nas trocas garantem tempo<br />

mínimo de parada e autonomia dos clientes.<br />

e tempos mínimos de manutenção, e com<br />

isso você ganha tempo, economiza dinheiro<br />

e não tem stress.<br />

Excelente Atendimento ao Cliente<br />

A Veolia Water Technologies fez do atendimento<br />

ao cliente um pilar de seus negócios desde o<br />

início. Sua equipe é composta por técnicos<br />

dedicados e versados em tudo o que oferecem.<br />

Trabalhar com a Veolia Water Technologies<br />

ajudará a reduzir o estresse. Quando se trata de<br />

reparo ou substituição inesperada, pois fornecem<br />

produtos de qualidade a um preço imbatível.<br />

Sustentabilidade ambiental<br />

“A satisfação de nossos clientes é um<br />

compromisso inegociável!”, afirma Thatiane<br />

Kauffmann - Supervisora de Vendas ELGA VEOLIA<br />

A parceria com a Veolia Water Technologies<br />

é essencial para um laboratório de sucesso.<br />

Eles estão sempre interessados em ajudar<br />

os clientes a aproveitar ao máximo o que<br />

eles têm a oferecer. Eles trabalham duro para<br />

diagnosticar quaisquer problemas e fornecem<br />

dicas sobre como tornar sua experiência o mais<br />

tranquila possível.<br />

A Veolia Water Technologies fabrica produtos<br />

que não consomem muita energia. Isso porque<br />

ela se preocupa com a sustentabilidade e a<br />

transformação ecológica.<br />

A ELGA Veolia como líder na indústria de<br />

Confira nosso blog para mais informações e<br />

artigos como este.<br />

A Veolia Water Technologies se compromete a<br />

fornecer um bom atendimento ao cliente. Isso<br />

inclui ajudar na configuração e instalações,<br />

sanar todas as dúvidas e realizar intervenções<br />

técnicas, quando necessário.<br />

purificação de água, tem a responsabilidade<br />

de inovar usando tecnologias ambientalmente<br />

sustentáveis e design de produtos, e garantir<br />

que as nossas operações tenham o mínimo<br />

impacto climático.<br />

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations<br />

Rafaela Rodrigues<br />

Tel.+55 11 97675 0943<br />

rafaela.rodrigues@veolia.com<br />

180 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


KIT BIOMOL ZDC, UMA SOLUÇÃO RELEVANTE PARA OS<br />

MERCADOS PÚBLICO E PRIVADO<br />

INFORME DE MERCADO<br />

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da<br />

Saúde, nos primeiros três meses de 2023 houve um<br />

grande aumento de casos de doenças transmitidas<br />

pelo mosquito Aedes aegypti. A dengue, zika e<br />

chikungunya apresentaram aumentos de 44%,<br />

35,2% e 97%, respectivamente.<br />

É inegável que a prevenção da reprodução do<br />

mosquito é a forma mais eficaz de combater as<br />

doenças por ele transmitidas, mas o diagnóstico<br />

laboratorial também desempenha um papel<br />

importante nessa luta uma vez que permite a<br />

identificação correta da doença e o tratamento<br />

adequado, além de ser um aliado crucial no<br />

levantamento epidemiológico.<br />

Diante deste cenário, em 2019 o IBMP foi<br />

pioneiro no desenvolvimento do Kit Biomol ZDC,<br />

teste molecular qPCR Multiplex que detecta os<br />

quatro sorotipos da dengue, zika, chikungunya e<br />

coinfecção entre as doenças.<br />

O Kit Biomol ZDC do IBMP se apresenta como<br />

uma solução relevante para o mercado público,<br />

para laboratórios de referência e instituições<br />

de pesquisa, auxiliando na identificação e<br />

monitoramento epidemiológico. No mercado<br />

privado, os laboratórios particulares podem<br />

oferecer uma ferramenta avançada de diagnóstico<br />

para identificação precisa, permitindo um<br />

tratamento adequado e monitoramento do<br />

paciente com o melhor custo-benefício e<br />

assertividade.<br />

Invista em um recurso efetivo para o diagnóstico<br />

das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes<br />

aegypti. Entre em contato, adquira o Kit Biomol<br />

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Com método de fluorescência e tecnologia de<br />

análise celular 3D de AI-cube, o DH-615 combina<br />

6-DIFF com RET, melhorando muito a identificação<br />

de células anormais e aumentando a capacidade<br />

de analisar doenças hematológicas, tais como<br />

leucemia, anemia e etc.<br />

• MENOR VOLUME DE AMOSTRA<br />

• PERFORMANCE EXTRAORDINÁRIA COM<br />

RESULTADOS PRECISOS<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

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181


INFORME DE MERCADO<br />

TROMBOFILIAS - PREVENÇÃO E PÓS-COVID.<br />

Com o avanço da medicina preventiva e da<br />

genética, a identificação precoce de doenças<br />

hereditárias se tornou uma realidade. No<br />

caso da trombofilia, uma condição que afeta<br />

a coagulação do sangue e aumenta o risco<br />

de eventos trombóticos, o painel genético<br />

trombótico se apresenta como uma ferramenta<br />

importante para o diagnóstico precoce e a<br />

prevenção de complicações, já que alguns<br />

fatores de risco incluem histórico familiar,<br />

idade avançada, obesidade, sedentarismo,<br />

uso de contraceptivos hormonais e tabagismo.<br />

Estima-se que a trombofilia afete cerca<br />

de 1 em cada 1.000 pessoas, sendo que a<br />

maioria delas não apresenta sintomas e, por<br />

isso, não sabe que possui a condição. Por<br />

isso, a identificação precoce da trombofilia é<br />

tão importante. Através do painel genético<br />

trombótico, é possível detectar a presença<br />

de mutações em genes relacionados à<br />

coagulação do sangue. Alguns dos genes mais<br />

comuns incluem F5, F2, MTHFR.<br />

A trombose não é uma condição exclusiva<br />

das mulheres, porém, elas são apresentadas<br />

geralmente juntas já que um dos fatores de<br />

risco para a trombose é a gravidez, o pósparto<br />

ou o uso de contraceptivos orais.<br />

Além disso, os hormônios femininos tendem a<br />

provocar distúrbios da coagulação sanguínea<br />

em pessoas que já têm histórico de trombose<br />

na família. E existe também o risco do<br />

desenvolvimento do tromboembolismo venoso<br />

quando não diagnosticado a tempo. O uso de<br />

contraceptivos orais resulta em um aumento<br />

aproximado de três vezes o risco de trombose<br />

venosa e de tromboembolismo pulmonar, já<br />

que a quantidade de hormônios presentes<br />

neles pode se ligar a receptores no endotélio<br />

e afetar a coagulação sanguínea. Esse risco é<br />

ainda maior em portadores de mutações na<br />

protrombina e no fator V de Leiden, sendo o<br />

risco de 30 a 80 vezes maior que a população.<br />

O Base Científica possuí um Painel Molecular para<br />

as trombofilias, com a detecção de 6 variantes<br />

genéticas através da metodologia qPCR ou<br />

mesmo estes polimorfismos (SNPs) separados.<br />

Existe também a relação entre a covid-19 e a<br />

trombose, estudos mostram que nas pessoas que<br />

não foram vacinadas e apresentam diagnóstico<br />

positivo para o Sars-CoV-2, percebeu-se o<br />

aumento na formação de coágulos.<br />

Com base nos resultados do painel genético<br />

trombótico, é possível adotar medidas<br />

preventivas para reduzir o risco de eventos<br />

trombóticos. Em muitos casos, isso pode<br />

incluir a prescrição de medicamentos<br />

anticoagulantes, mudanças no estilo de vida,<br />

como praticar atividades físicas regularmente,<br />

manter uma dieta equilibrada e evitar o<br />

tabagismo ou de determinados contraceptivos<br />

orais, além de monitoramento frequente da<br />

coagulação sanguínea.<br />

Consulte as condições especiais para<br />

nosso Painel de Trombofilias<br />

182 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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INFORME DE MERCADO<br />

TESTE DE IMUNOENSAIO ACCESS AMH DA<br />

BECKMAN COULTER - AJUDANDO PACIENTES DE<br />

FERTILIDADE A PLANEJAR A FAMÍLIA QUE DESEJAM.<br />

De acordo com os dados do relatório da<br />

Organização Mundial da Saúde 1 em cada 6<br />

pessoas, no mundo, é afetada por infertilidade.<br />

Agência da ONU afirma ser necessário aumentar<br />

o acesso a tratamentos de alta qualidade para<br />

quem precisa, cerca de 17,5% da população<br />

adulta experimenta a dificuldade.<br />

A infertilidade pode acontecer por problemas<br />

com a mulher, o homem ou ambos.<br />

No caso das mulheres, a análise da reserva<br />

ovariana é um aspecto fundamental para o plano<br />

da paciente. Ao avaliar a reserva ovariana, a<br />

mulher deve ter uma quantidade suficiente de<br />

óvulos de qualidade para engravidar.<br />

O número de óvulos que a mulher possui é<br />

definido no nascimento, é chamado de pool<br />

primordial de óvulos, que pode chegar a um<br />

milhão no nascimento. Na puberdade, esse pool<br />

diminuiu significativamente. Durante os anos<br />

reprodutivos, uma mulher pode liberar de 300<br />

a 400 óvulos. Compreender o número de óvulos<br />

nesse pool, conhecido como reserva ovariana,<br />

ajuda os médicos a desenvolver um plano de<br />

paciente específico.<br />

Um dos métodos mais modernos para avaliação<br />

da reserva ovariana é a dosagem do Hormônio<br />

Anti-Mulleriano (AMH).<br />

O hormônio Anti-Mulleriano, também<br />

conhecido como AMH, é uma glicoproteína<br />

que, em humanos, é codificada pelo gene<br />

AMH. Ela inibe o desenvolvimento dos<br />

ductos de Müller no embrião masculino. Foi<br />

nomeado em homenagem a Johannes Peter<br />

Müller. O hormônio Anti-Mulleriano é um<br />

hormônio produzido pelas células do ovário,<br />

responsável por regular o desenvolvimento e<br />

o crescimento dos folículos (estruturas que<br />

contém o óvulo no seu interior).<br />

O uso do AMH ajuda os médicos a identificar<br />

pacientes com uma resposta ruim e buscar<br />

possíveis caminhos alternativos de tratamento<br />

e buscar as expectativas do paciente. Além<br />

disso, o uso de AMH ajuda a diminuir o risco<br />

de hiper resposta durante a estimulação<br />

ovariana controlada.<br />

A vantagem do AMH frente a outros testes está:<br />

níveis constantes ao longo do ciclo, menos<br />

variação entre ciclos, não há necessidade de<br />

teste de estradiol ou LH, mais sensível e mais<br />

específico para quando diminuição da reserva<br />

ovariana, não dependente de FSH, informações<br />

específicas da idade disponíveis. O AMH é um<br />

melhor preditor da resposta ovariana.<br />

Dependendo da resposta desse exame o médico<br />

consegue saber se a menopausa da paciente já<br />

ocorreu ou está para acontecer, indicando menor<br />

chance de gravidez.<br />

Os pacientes necessitam de resultados precisos e<br />

oportunos para a avaliação da reserva ovariana.<br />

Por mais de 18 anos, os ensaios de AMH da<br />

Beckman Coulter foram estudados, de forma<br />

intensa, para estabelecer a aceitação do AMH no<br />

campo da fertilidade.<br />

A Beckman Coulter, empresa inovadora no<br />

mercado, que desenvolveu o primeiro ELISA e<br />

lançou o primeiro ensaio automatizado do AMH<br />

mundialmente, para poder ajudar os pacientes<br />

de fertilidade a planejar a família que desejam.<br />

O ensaio de AMH entrega os resultados aos<br />

pacientes de forma rápida, por meio de exames<br />

automatizados, rápidos e consistente; apresenta<br />

resultados consistentes e confiáveis, fornecidos<br />

pelo único imunoensaio automatizado de AMH<br />

a utilizar um antígeno recombinante humano e<br />

reduz os custos laboratoriais em 16% em relação<br />

aos exames manuais típicos para a avaliação da<br />

reserva ovariana.<br />

Além disso uma atualização do teste de AMH<br />

foi lançada, o Access AMH Advanced, que além<br />

de auxiliar na avaliação da reserva ovariana,<br />

auxilia na previsão de resposta ovariana ruim<br />

(≤4 oócitos recuperados) em mulheres que<br />

planejam se submeter a COS como parte<br />

do protocolo de fertilização in vitro e em<br />

combinação com o peso corporal, é utilizado<br />

para o estabelecimento da dose diária individual<br />

do FSH humano recombinante folitropina delta<br />

da Ferring, na estimulação ovariana controlada<br />

para o desenvolvimento de folículos múltiplos<br />

em mulheres submetidas a um programa de ART<br />

(Tecnologia Reprodutiva Assistida).<br />

Conheça mais sobre em:<br />

www.beckmancoulter.com/en/products/<br />

immunoassay/access-amh<br />

Access AMH Advanced, notificação ANVISA/MS:<br />

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184 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


SEU APOIO LABORATORIAL LEVA A SAÚDE A SÉRIO?”<br />

PARDINI QUESTIONA EM NOVA CAMPANHA PUBLICITÁRIA<br />

Em tom bem-humorado e provocativo, o<br />

Lab-to-Lab Pardini lança sua nova campanha<br />

publicitária, que já está nas redes sociais e<br />

em diversos sites do setor da saúde.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Partindo da necessidade de delimitar seu<br />

território e reforçar sua base de clientes, a<br />

empresa desenvolveu uma campanha que<br />

transita por diversos canais de comunicação<br />

digital para colocar uma “pulga atrás da<br />

orelha” de quem contrata apoio laboratorial<br />

no mercado da saúde.<br />

A campanha, que se baseia nos famosos<br />

programas de auditório, satiriza de forma<br />

inusitada as principais pegadinhas que<br />

alguns laboratórios sem a expertise do<br />

Lab-to-Lab Pardini podem aplicar no<br />

mercado da saúde.<br />

Nos três filmes que ancoram a campanha,<br />

são exemplificadas atitudes impróprias<br />

praticadas por diversos laboratórios e que<br />

comprometem não só a qualidade das<br />

amostras e o trabalho de apoio laboratorial,<br />

mas a saúde do cliente.<br />

Seja brincando com o famoso jogo de<br />

perguntas e respostas “Show do Milhão”, seja<br />

simulando a clássica brincadeira do “Sim ou<br />

Não” — em que um participante responde<br />

Com apelo humorístico, a campanha ressalta a força do Lab-to-Lab Pardini<br />

a perguntas de dentro de uma cabine, sem<br />

ouvi-las —, seja numa alusão aos testes<br />

de “verdade ou mentira” realizados com o<br />

auxílio de um polígrafo, aparelho detector de<br />

mentiras, o Lab-to-Lab Pardini coloca na rua<br />

uma campanha que fala sobre um assunto<br />

Se o seu laboratório precisa de um parceiro<br />

confiável e apoio de verdade, não pense<br />

duas vezes, nem caia nos jogos do mercado:<br />

escolha o Lab-to-Lab Pardini, que tem<br />

trajetória reconhecida e oferece o que há de<br />

mais moderno no setor da saúde.<br />

sério, mas de forma leve.A campanha<br />

publicitária é um verdadeiro chamado à<br />

consciência dos laboratórios e ressalta a<br />

importância da seriedade e do compromisso<br />

Para conhecer a campanha completa e todas<br />

as vantagens de ser um parceiro Lab-to-Lab<br />

Pardini, acesse labtolabpardini.com.br.<br />

com a qualidade no mercado da saúde.<br />

Orientada pelo conceito “Se o assunto é<br />

apoio, a resposta certa é Pardini”, a ação<br />

reforça o Lab-to-Lab Pardini como a<br />

principal referência laboratorial no mercado<br />

da saúde do país.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

185


INFORME DE MERCADO<br />

O LAB REDE É REFERÊNCIA EM EXAMES PARA<br />

AVALIAÇÃO DAS ALERGIAS<br />

Atualmente, o ImmunoCAP®, ainda conhecido<br />

como RAST® por grande parte dos médicos<br />

prescritores, é considerado como referência na<br />

determinação de IgE específica, auxiliando no<br />

diagnóstico laboratorial de alergia. É um teste<br />

prático, rápido e seguro, executado a partir de<br />

uma amostra de sangue convencional.<br />

Não há como interpretar a dosagem de IgE<br />

específica dissociada da anamnese e de outros<br />

exames complementares. A presença de IgE<br />

detectável não indica, necessariamente, doença<br />

alérgica, tampouco sua ausência a exclui. É<br />

sempre importante ressaltar que a detecção<br />

de IgE específica indica somente que existe<br />

sensibilização, isto é, a determinação de IgE<br />

específica não faz diagnóstico de doença<br />

alérgica. Com isso, o resultado deve ser avaliado<br />

à luz da história, do exame do paciente, das<br />

características alergênicas do local, etc. Portanto,<br />

neste contexto, o papel do clínico é fundamental.<br />

O ImmunoCAP® tradicional avalia a reatividade<br />

contra extratos crus das fontes alergênicas,<br />

que contêm componentes alergênicos e<br />

não alergênicos. Entretanto, a gravidade<br />

da resposta alérgica pode variar conforme<br />

o componente molecular reconhecido pelo<br />

paciente. Os testes ImmunoCAP® moleculares<br />

determinam a reatividade IgE contra distintos<br />

componentes moleculares de uma mesma<br />

fonte alergênica.<br />

Por conta disso, a investigação laboratorial<br />

das alergias evoluiu para a era molecular,<br />

na qual as fontes alergênicas que causam<br />

a condição alérgica, são fragmentadas em<br />

seus componentes e pesquisadas de maneira<br />

única. Os componentes alergênicos utilizados<br />

são purificados de maneira natural (n) ou<br />

produzidos de forma recombinante (r) e sua<br />

nomenclatura apresenta as três primeiras<br />

letras do gênero, a primeira letra da espécie<br />

e um número correspondente à ordem de<br />

identificação da substância (por exemplo:<br />

camarão, Penaeus aztecus, é Pen a 1; látex,<br />

Hevea brasiliensis, é Hev b 1 a 14).<br />

Os componentes de alérgenos auxiliam<br />

os médicos a:<br />

• Diferenciar entre sensibilização primária e<br />

sensibilização de reatividade cruzada<br />

• Melhorar a avaliação do risco de uma reação<br />

sistêmica em comparação com uma resposta<br />

mais leve ou localizada<br />

• Identificar alérgenos para uma imunoterapia<br />

bem-sucedida (IT)<br />

KITS DE EXTRAÇÃO DE DNA, RNA E PROTEÍNAS DA<br />

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Cada vez mais a extração de ácidos nucléicos<br />

está presente nas rotinas laboratoriais. Para<br />

isso, os kits de extração da linha Fast da MP<br />

Biomedicals oferecem homogeneização e<br />

isolamento de amostras de forma rápida e<br />

reprodutível, com alto rendimento e qualidade<br />

de DNA, RNA e proteínas, mantendo a sua<br />

integridade durante todo o processo.<br />

Com diferentes matrizes de lise e reagentes<br />

específicos para diversos tipos de amostras,<br />

os kits da linha Fast podem ser utilizados para<br />

tecidos de animais e de plantas, amostras<br />

de solos, sedimentos, fezes, amostras<br />

microbiológicas, e etc.<br />

Os kits são compatíveis com os equipamentos da<br />

linha FastPrep, sendo possível automatizar a etapa<br />

de lise de acordo com seu volume de amostra.<br />

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186 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


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O Lab Rede nasceu, há mais de 20 anos,<br />

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laboratórios clínicos com um objetivo<br />

em comum: criação do próprio núcleo<br />

técnico operacional (NTO) para a<br />

independência na execução dos<br />

exames.<br />

Consolidamos a nossa missão através de<br />

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maior competitividade no seu<br />

posicionamento de mercado e a certeza<br />

da não concorrência.<br />

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INFORME DE MERCADO<br />

DENGUE E SUAS ALTERAÇÕES CLÍNICAS<br />

Por: Amanda Albuquerque Bicalho, Ingrid Lopes de Almeida.<br />

O vírus da dengue é um arbovírus do gênero<br />

Flavivirus, a doença é considerada a mais<br />

importante dessa classe, visto que em uma<br />

estimativa global sugere que cerca de 50 a<br />

de anamnese e exame físico serão utilizados<br />

para estadiar os casos e para orientar as<br />

medidas terapêuticas cabíveis. (MINISTERIO<br />

DA SAÚDE, 2007).<br />

200 milhões de casos de dengue ocorram<br />

anualmente, culminando em cerca de 20 mil<br />

mortes. A dengue possui quatro sorotipos<br />

O vírus da dengue multiplica-se rapidamente<br />

no organismo, o ciclo de replicação viral<br />

denominados DEN-1 a DEN-4, sendo o mais inicia-se nas células estriadas, lisas,<br />

virulento o DEN-3.<br />

fibroblastos e linfonodos, atinge as paredes<br />

dos vasos sanguíneos, causando diminuição<br />

No Brasil há registros de aumento dos casos das plaquetas, dessa forma afetando a<br />

nos primeiros meses do ano, nesse período<br />

ocorre um aumento de fatores que são cruciais<br />

para o desenvolvimento do mosquito como<br />

humidade e temperatura. (VIANA, Dione<br />

coagulação do sangue. Os vasos sanguíneos<br />

tornam-se mais porosos, ocasionando perda<br />

de proteínas e água do sangue. (ORTRUD<br />

Monika Barth - FIOCRUZ, 2000).<br />

Vieiro e IGNOTTI, Eliane - <strong>Revista</strong> Brasileira de<br />

Epidemiologia, 2013).<br />

Em um hemograma de um paciente<br />

diagnosticado com dengue, pode ser<br />

A dengue é uma doença infecciosa transmitida<br />

por meio da picada do mosquito fêmea<br />

pertencente do gênero Aedes, sendo a espécie<br />

transmissora mais comum a Aedes aegypti. Os<br />

sintomas mais comuns são febre alta, dor de<br />

observado leucopenia (leucócitos < 4,0 x<br />

109 /l) com linfocitose e atipia linfocitária,<br />

o número de plaquetas pode estar normal ou<br />

diminuído. No caso de dengue hemorrágica<br />

ocorre plaquetopenia (plaquetas < 100.000<br />

cabeça, mialgia, artralgia, dor retro-orbitária plaquetas/mm³) que se deve à ação<br />

e rash cutâneo. Nos casos mais graves, além<br />

da febre alta e trombocitopenia, pode ser<br />

observado tendências hemorrágicas.<br />

autoimune causada por anticorpos induzidos<br />

pela infecção do vírus da dengue e elevação<br />

do hematócrito.<br />

fragilidade capilar, deve-se avaliar a quantidade<br />

de pontos avermelhados, chamados de<br />

petéquias, dentro do quadrado na pele para<br />

saber o resultado do teste (MINISTERIO DA<br />

SAÚDE, 2016). Também há o diagnostico<br />

sorológico, a técnica mais usada é o ELISA, o<br />

teste de captura de antígeno por ELISA, realiza<br />

a captura de um antígeno específico viral como<br />

a NS1 que é uma glicoproteína não estrutural,<br />

essencial à replicação viral. Durante a fase aguda<br />

da infecção, a NS1 é encontrada circulando no<br />

soro de pacientes em concentrações detectáveis<br />

por métodos imunológicos, sendo considerado<br />

atualmente como um marcador de infecção<br />

pelo vírus da dengue antes do aparecimento<br />

dos anticorpos das classes IgM e IgG, permitindo<br />

detecção precoce do vírus, 24 horas após o<br />

início dos sintomas, além de ser encontrado nas<br />

infecções primárias e secundárias (Fleury, 2017).<br />

Em casos de suspeita de dengue, o exame<br />

hemograma é recomendado. A abordagem<br />

do paciente com dengue deve seguir uma<br />

rotina de anamnese e exame físico. Os dados<br />

Além do hemograma, há outros meios de<br />

diagnóstico, como a prova do laço, também<br />

conhecida como prova do torniquete, prova<br />

de Rumpel-Leede ou simplesmente teste de<br />

Tel : +55 31- 3489-5100<br />

188 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023


Outro meio de diagnóstico é o coagulograma,<br />

ela apresenta-se geralmente com aumento<br />

nos tempos de protrombina, tromboplastina<br />

parcial e trombina. Diminuição de fibrinogênio,<br />

protrombina, fator VIII, fator XII, antitrombina e α<br />

antiplasmina (CORREIA, 2008).<br />

prevenção da dengue. A vacina Qdenga, da<br />

empresa Takeda Pharma Ltda., é composta por<br />

quatro diferentes sorotipos do vírus causador<br />

da doença, conferindo assim uma ampla<br />

proteção contra a dengue.<br />

Infelizmente nos dias atuais este vírus<br />

continua a afetar milhares de brasileiros<br />

devidos aos numerosos “criadouros” do vetor<br />

espalhados. Sabe-se que a dengue causa<br />

alterações hematológicas como leucopenia,<br />

plaquetopenia, linfocitopenia e em casos mais<br />

INFORME DE MERCADO<br />

O produto está destinado à população<br />

graves pode levar ao óbito. Sabendo disso,<br />

O período de incubação do vírus no mosquito<br />

pediátrica acima de quatro anos, adolescentes<br />

cabe a população se conscientizar, avaliando<br />

é de 3 a 10 dias e no ser humano varia de 3<br />

e adultos até 60 anos de idade. O imunizante<br />

meios para evitar que haja o acumulo de<br />

a 15 dias, quando apresentado sintomas de<br />

estará disponível para administração via<br />

águas em lugares oportunos à procriação e os<br />

suspeita de dengue, deve ser avaliado por um<br />

subcutânea em esquema de duas doses, com<br />

estados e municípios reforçarem medidas de<br />

médico. Caso obtenha-se a confirmação do<br />

intervalo de três meses entre as aplicações.<br />

fiscalizações e incentivarem a vacinação.<br />

diagnostico por meio dos exames solicitados,<br />

O valor de eficácia global da vacina, que<br />

deve-se iniciar o tratamento com muita<br />

é o objetivo primário do estudo clínico<br />

hidratação, repouso e o uso das medicações<br />

prescritas pelo médico como antitérmicos,<br />

analgésicos, protetores gástricos e atualmente<br />

também podemos contar com a vacinação.<br />

apresentado, atingiu o patamar de 80,2%.<br />

(ANVISA, 2023).<br />

A dengue é um grande problema de saúde<br />

Autores:<br />

Amanda Albuquerque Bicalho<br />

Biomédica, formada no Centro Universitário de Belo<br />

Horizonte. Habilitada em análises clínicas.<br />

Pós graduanda em hematologia e imunologia. Pesquisadora<br />

Júnior na empresa Diagno - Soluções em diagnóstico.<br />

Em março de 2023, por meio da Resolução<br />

RE 661/23, a anvisa aprovou a vacina para<br />

pública devido ao seu espalhamento<br />

alarmante e sua rápida procriação.<br />

Ingrid Lopes de Almeida<br />

Graduanda em biomedicina no Centro Universitário Una. Estagiária<br />

de Pesquisa na empresa Diagno - Soluções em diagnóstico.<br />

UMA FÁBRICA BRASILEIRA 100% DEDICADA<br />

À HEMATOLOGIA.<br />

A Diagno é uma indústria brasileira dedicada ao<br />

diagnóstico in vitro que desenvolve e fabrica reagentes,<br />

controles e equipamentos hematológicos em<br />

uma planta moderna de mais de 3.000 m2 situada<br />

na cidade de Belo Horizonte, MG.<br />

A Diagno, sinônimo de qualidade, tem como principal<br />

fornecedor de insumos e matérias-primas uma<br />

renomada empresa europeia com expertise secular<br />

em seu segmento de atuação sendo referência<br />

mundial para diversos países.<br />

Os reagentes e controles são produzidos para os<br />

equipamentos da própria empresa e também para<br />

vários outros modelos de equipamentos e marcas<br />

que têm contrato de manufatura com a Diagno.<br />

Pensou em Hematologia, pensou Diagno.<br />

@diagnobrasil<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>177</strong> | Maio 2023<br />

diagno-brasil<br />

diagno.ind.br<br />

189


INFORME DE MERCADO<br />

EXAMES CITOPATOLÓGICOS: A SOLUÇÃO SIMPLES E<br />

ACESSÍVEL PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DOENÇAS<br />

Os exames citopatológicos são uma das<br />

ferramentas mais importantes na prevenção e<br />

detecção precoce de diversas doenças. Tratase<br />

de um método não invasivo e de baixo custo<br />

que permite a análise de células e tecidos do<br />

organismo para identificar alterações que<br />

possam indicar a presença de doenças.<br />

Os exames citopatológicos são muito<br />

utilizados na detecção precoce de câncer, mas<br />

também podem ser usados para identificar<br />

outras patologias como infecções, inflamações<br />

e distúrbios hormonais. Com o diagnóstico<br />

precoce pode-se conduzir o tratamento<br />

adequado aumentando as chances de cura ou<br />

controle da doença.<br />

Entre os exames citopatológicos mais comuns<br />

estão a citologia urinária, o Papanicolau<br />

(preventivo), a análise de raspado de lesões<br />

bolhosas, a análise de secreção de cistos<br />

mamários e a análise de trato respiratório e<br />

gastrointestinal. Cada um desses exames é<br />

indicado para um tipo específico de patologia,<br />

e pode ser realizado de forma não invasiva ou<br />

traumática ao paciente.<br />

A FirstLab está com você nas suas<br />

análises citopatológicas<br />

Para melhores resultados, os exames devem<br />

contar com produtos e equipamentos de<br />

qualidade. A FirstLab conta com uma linha<br />

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