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Revista Newslab Edição 182

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A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial<br />

Ano 31 - <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> - Março 2024<br />

R$ 25,00<br />

Quando proteção<br />

e precisão<br />

se combinam,<br />

a excelência se<br />

torna a referência<br />

Líder em constante<br />

evolução, Medix avança<br />

com soluções inovadoras<br />

para o setor laboratorial<br />

Confira na matéria de capa<br />

Proteção<br />

Sempre<br />

Presente


Editorial<br />

revista<br />

Caros leitores,<br />

É com grande satisfação que trazemos<br />

esta edição da nossa revista, repleta<br />

de conteúdo valioso e perspicaz. É<br />

um momento de celebração, não<br />

apenas pelos avanços científicos que<br />

continuamos a destacar, mas também<br />

pela nossa comunidade de colunistas<br />

e anunciantes que tanto enriquecem<br />

estas páginas.<br />

Queremos expressar nossa mais profunda<br />

gratidão aos nossos colaboradores,<br />

cujo compromisso com a excelência<br />

e dedicação à disseminação do<br />

conhecimento têm sido inestimáveis.<br />

Seus artigos e contribuições desempenham<br />

um papel vital na manutenção<br />

do alto padrão que nossa revista<br />

se esforça para alcançar.<br />

Além disso, gostaríamos de destacar<br />

nossos anunciantes, cuja credibilidade<br />

contínua em nosso trabalho permite<br />

que esta publicação dissemine tudo<br />

que há de mais novo no mercado<br />

diagnóstico do país.<br />

Nesta edição, apresentamos uma seleção<br />

diversificada de estudos científicos,<br />

abrangendo temas como a ação plaque-<br />

tária, o aprimoramento do diagnóstico<br />

prévio da doença de Alzheimer e tudo<br />

sobre a biossegurança aplicada aos laboratórios<br />

de hematologia.<br />

No entanto, enquanto celebramos nossas<br />

conquistas, também reconhecemos a<br />

importância de permanecer vigilantes<br />

diante dos desafios que enfrentamos. Atualmente,<br />

o país está lidando com um surto<br />

preocupante de dengue, uma doença<br />

transmitida por mosquitos que continua<br />

a representar uma ameaça significativa à<br />

saúde pública em muitas regiões.<br />

É imperativo que continuemos a investir<br />

em pesquisa e desenvolvimento de diagnósticos<br />

precoces e vacinas eficazes para<br />

doenças como a dengue. A detecção<br />

precoce não apenas permite intervenções<br />

médicas oportunas, mas também<br />

desempenha um papel crucial na prevenção<br />

da propagação dessas doenças.<br />

Portanto, que permaneçamos comprometidos<br />

com a busca incessante pela<br />

inovação e excelência na medicina<br />

diagnóstica. Juntos, podemos superar<br />

os desafios que enfrentamos e continuar<br />

a promover a saúde e o bem-estar em<br />

todo o mundo.<br />

Luciene Almeida<br />

Editora Chefe<br />

Ano 31 - <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> - Março 2024<br />

Agradecemos novamente a todos os<br />

nossos colaboradores, anunciantes e<br />

leitores, vocês são muito importantes para<br />

nós. Esperamos que esta edição inspire,<br />

informe e motive cada um de vocês em<br />

sua própria trajetória profissional.<br />

Atenciosamente,<br />

Luciene Almeida<br />

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,<br />

acessem nossas redes sociais:<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

@revista_newslab<br />

EXPEDIENTE<br />

Realização: FUTURLAB<br />

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@futurlab.com.br<br />

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br<br />

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@futurlab.com.br<br />

Comercial: Juliana Cristina da Silva (11) 97733-3312 | comercial2@futurlab.com.br<br />

Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br<br />

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral<br />

Ano 31 - Número <strong>182</strong> - Março 2024<br />

ISSN 0104 - 8384<br />

<strong>Newslab</strong> - Tel.: (11) 98357-9843<br />

www.newslab.com.br - david.kernbaum@futurlab.com.br<br />

2


R.E.S.I.S.T Line<br />

A escolha confiável para a detecção<br />

rápida de carbapenemases<br />

Um dos pilares mais importantes para um correto<br />

diagnóstico de doenças infecciosas é a junção<br />

do conhecimento especializado dos profissionais<br />

da saúde envolvidos e a medicina laboratorial.<br />

Na área microbiológica, exames laboratoriais são<br />

essenciais no diagnóstico final, sendo necessários<br />

cuidados com as fases pré-analítica, analítica<br />

e pós-analítica, pois interferem diretamente na<br />

acurácia do exame realizado.<br />

As enterobactérias têm destaque nas infecções<br />

em humanos, de forma mais comum em casos<br />

de infecção do trato urinário ou por infecções<br />

hospitalares causadas por enterobactérias<br />

oportunistas, sendo mais graves e muitas vezes<br />

atingindo a corrente sanguínea do paciente. Essas<br />

infecções são tratadas com antimicrobianos,<br />

mas as bactérias da família Enterobacteriaceae<br />

apresentam perfis variáveis de resistência,<br />

podendo dificultar o seu tratamento.<br />

A Coris BioConcept é especialista líder em<br />

soluções rápidas diagnóstico in vitro de<br />

doenças infecciosas humanas desde 1996.<br />

Com sede na Bélgica, a empresa desenvolve,<br />

produz e comercializa kits de IVD para patógenos<br />

respiratórios, gastroentéricos e transmitidos<br />

pelo sangue (bactérias, vírus e parasitas), bem<br />

como testes sorológicos, principalmente baseado<br />

na tecnologia imunocromatográfica (TIC).<br />

A rapidez no diagnóstico é importantíssima para<br />

que a infecção não generalize e acarrete sintomas<br />

ainda mais graves nos pacientes. Desta forma,<br />

alguns testes foram elaborados para auxiliar o<br />

médico de maneira precoce no diagnóstico das<br />

principais carbapenemases de classe A e classe<br />

B, como a linha RESIST da CorisBio. São kits que<br />

detectam qualitativamente as classes OXA-48,<br />

KPC, NDM, VIM e IMP, utilizando metodologia<br />

de imunocromatografia com leitura em até 15<br />

minutos a partir dos testes de triagem fenotípicos,<br />

antecipando o diagnóstico do paciente em até<br />

quatro dias, permitindo iniciar o tratamento de<br />

forma breve.<br />

Os testes não requerem estruturas avançadas para<br />

realização ou armazenamento, ao contrário das<br />

técnicas moleculares. Além disso, conta com uma<br />

alta especificidade e sensibilidade, comparáveis às<br />

técnicas de PCR.<br />

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são fabricados no Brasil de forma exclusiva pela<br />

NANOSENS Ltda e estão disponíveis para entrega<br />

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mais sobre nossos produtos:<br />

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Normas de Publicação<br />

para artigos e informes de mercado<br />

A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para<br />

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.<br />

revista<br />

Ano 31 - <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> - Março 2024<br />

Informações aos autores<br />

Bimestralmente, a <strong>Revista</strong> NewsLab<br />

publica editoriais, artigos originais, revisões,<br />

casos educacionais, resumos de<br />

teses etc. Os editores levarão em consideração<br />

para publicação toda e qualquer<br />

contribuição que possua correlação<br />

com a medicina diagnóstica.<br />

Todas as contribuições serão revisadas<br />

e analisadas pelos revisores. Os autores<br />

deverão informar todo e qualquer<br />

conflito de interesse existente, em particular<br />

aqueles de natureza financeira<br />

relativo a companhias interessadas ou<br />

envolvidas em produtos ou processos<br />

que estejam relacionados com a contribuição<br />

e o manuscrito apresentado.<br />

Acompanhando o artigo deve vir o termo<br />

de compromisso assinado por todos<br />

os autores, atestando a originalidade<br />

do artigo, bem como a participação de<br />

todos os envolvidos.<br />

Os manuscritos deverão ser escritos em<br />

português, mas com Abstract detalhado<br />

em inglês. O Resumo e o Abstract<br />

deverão conter as palavras-chave e<br />

keywords, respectivamente.<br />

As fotos e ilustrações devem preferencialmente<br />

ser enviadas na forma original,<br />

para uma perfeita reprodução.<br />

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,<br />

pedimos que a resolução do escaneamento<br />

seja de 300 dpi’s, com extensão<br />

em TIF ou JPG.<br />

Os manuscritos deverão estar digitados<br />

e enviados por e-mail, ordenados em<br />

título, nome e sobrenomes completos<br />

dos autores e nome da instituição onde<br />

o estudo foi realizado. Além disso, o<br />

nome do autor correspondente, com<br />

endereço completo fone/fax e e-mail<br />

também deverão constar. Seguidos<br />

por resumo, palavras-chave, abstract,<br />

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais<br />

e Métodos, Parte Experimental,<br />

Resultados e Discussão, Conclusão)<br />

agradecimentos, referências bibliográficas,<br />

tabelas e legendas.<br />

As referências deverão constar no texto<br />

com o sobrenome do devido autor,<br />

seguido pelo ano da publicação, segundo<br />

norma ABNT 10520.<br />

As identificações completas de cada<br />

referência citadas no texto devem vir<br />

listadas no fim, com o sobrenome do<br />

autor em primeiro lugar seguido pela<br />

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas<br />

dos prenomes. Título: subtítulo do artigo.<br />

Título do livro/periódico, volume,<br />

fascículo, página inicial e ano.<br />

Evite utilizar abstracts como referências.<br />

Referências de contribuições ainda não<br />

publicadas deverão ser mencionadas<br />

como “no prelo” ou “in press”.<br />

Os trabalhos deverão ser enviados para:<br />

Luciene Almeida – Redação<br />

E-mail: redacao@futurlab.com.br<br />

A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial<br />

R$ 25,00<br />

Ano 31 - <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> - Março 2024<br />

Quando proteção<br />

e precisão<br />

se combinam,<br />

a excelência se<br />

torna a referência<br />

Contato<br />

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos<br />

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.<br />

REDAÇÃO: Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81<br />

CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060.<br />

WhatsApp: (11) 98357-9856<br />

E-mail: redacao@futurlab.com.br.<br />

Acesse nosso site: www.newslab.com.br<br />

Líder em constante<br />

evolução, Medix avança<br />

com soluções inovadoras<br />

para o setor laboratorial<br />

Confira na matéria de capa<br />

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa, acessem nossas redes sociais:<br />

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@revista_newslab<br />

Proteção<br />

Sempre<br />

Presente<br />

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país.<br />

Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da <strong>Newslab</strong>.<br />

Filiado à:<br />

4<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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5-Canais de fluorescência (DIFF, RET, PLTF, etc.)<br />

4-Modos de amostragem<br />

3-Métodos para teste de PLT (PLT-I, PLT-O, PLT-F)<br />

2-Tecnologia avançada para teste de LW(Amostra<br />

de baixo WBC)<br />

1-Solução de etapa para a estação de trabalho<br />

0-Taxa de falha de entupimento<br />

O analisador hematológico apresenta um design modular,<br />

possibilitando a integração com equipamentos de<br />

pré-processamento e coloração de lâminas.


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Índice remissivo de<br />

anunciantes<br />

ordem alfabética<br />

revista<br />

Ano 31 - <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> - Março 2024<br />

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.<br />

ALFA 109<br />

ALTONA 99<br />

APPARAT 104-105 | 141<br />

AUTOBIO 23<br />

BIOCON 57<br />

BIOLAB BRASIL 05<br />

BIOMEDICA 123<br />

BUNZL SAÚDE 32 | 101<br />

CELLAVISION 119<br />

CONGIPLAB 90-91<br />

DATA INNOVATIONS 79<br />

DB APOIO<br />

4ª CAPA<br />

DIAGAM 15<br />

DIAGNO 87 | 111<br />

DYMIND 117<br />

EDAN INSTRUMENTS 47<br />

FIRSTLAB 97<br />

GREINER 113<br />

GRUPO PRIME<br />

3ª CAPA<br />

HAMILTON 51<br />

HERMES PARDINI<br />

2ª CAPA<br />

HOTSOFT 09<br />

IBMP 59<br />

LAB REDE 143<br />

LAB. GUTHIERE 18-19<br />

LABOR LINE 74-75<br />

LABORATÓRIO MASTELLINI 42-43<br />

LIFOTRONIC 45<br />

MACCURA 06-07<br />

MEDIX CAPA | 145<br />

MGI AMÉRICA 38-39<br />

MINDRAY 73<br />

NANOSENS 03<br />

NEOLAB BY NEOCOMPANY 25<br />

NIHON KOHDEN DISTRIBUIDORES 66-67 | 127<br />

OHC OSANG HEALTH CARE 61<br />

PERFECTA 35<br />

PNCQ 63<br />

QUALLYX 29<br />

RENYLAB 129<br />

SARSTEDT 85<br />

SBPC 137<br />

SHIFT 13<br />

SNIBE 11<br />

SYSMEX 53<br />

TPP-TECHNO PLASTICS PRODUCTS 49<br />

VEOLIA 93<br />

ZYBIO 181<br />

Conselho Editorial<br />

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição<br />

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa<br />

da Universidade de São Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da<br />

Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela<br />

USP/SP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério<br />

– Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto<br />

de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de<br />

Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.<br />

Colaboraram nesta <strong>Edição</strong>:<br />

Allyne Cristina Grando; Franciele da Rosa Sonemann; Humberto Façanha; Fábia Bezerra; Gleiciere Maia Silva; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho; Brunno Câmara; Helena Varela de Araújo; Rafaele Loureiro; Bruna Garcia; Fabiano de<br />

Abreu Agrela Rodrigues; Délio J. Ciriaco de Oliveira; Anna Clara do Nascimento Jesus; Luiza de Souza Fernandes; Victória Oliveira Gonzaga; Daniela Santos Silva; Járede da Silva Lopes; Bianca Victoria Trevizã da Cunha Ferreira<br />

Silvério; Pâmela Caroline Costa Pereira; Alessandra Alves de Souza Abou Hamia; Waldirene Nicioli; Silvânia Ramalho; Andressa Fehlberg; Rachel Siqueira de Queiroz Simões; Joelma Lessa da Silva; Juliana Yuri; Juliana Gomes;<br />

Paulo Mafra; Bruna Massa Barbosa de Andrade; Marina Raposo Neves Baptista; Mirella Portella Serafini; Álvaro Nunes de Morais; Gabriel Valença de Siqueira Borges; Júlia Domingues Marinho.<br />

8<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


mercado<br />

SCC<br />

A Hotsoft traz agora para o Brasil o software mais completo do mundo na área laboratorial. Ao contrário dos sistemas<br />

usados hoje no Brasil a SCC oferece um sistema integrado em um banco de dados único com processamento de alto<br />

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ÍNDICE<br />

A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial<br />

Ano 31 - <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> - Março 2024<br />

revista<br />

R$ 25,00<br />

Ano 31 - <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> - Março 2024<br />

Quando proteção<br />

e precisão<br />

se combinam,<br />

a excelência se<br />

torna a referência<br />

12 - Agenda<br />

Líder em constante<br />

evolução, Medix avança<br />

com soluções inovadoras<br />

para o setor laboratorial<br />

Confira na matéria de capa<br />

96<br />

Proteção<br />

Sempre<br />

Presente<br />

MATÉRIA DE CAPA<br />

Medix - Quando proteção e<br />

precisão se combinam, a excelência<br />

se torna a referência.<br />

74 - Gestão Laboratorial<br />

84 - Radar Científico<br />

90 - Publieditorial I - Laborline<br />

92 - Publieditorial II - Medix<br />

102 - Neurociência em Foco<br />

104 - Análises Clínicas<br />

108 - Auditoria e Qualidade<br />

110 - Diagnóstico por imagem<br />

114 - Papo de bancada<br />

120 - Direito e Saúde<br />

124 - Liquor em Perspectiva Análise e Diagnóstico<br />

136 - Minuto Laboratório<br />

140 - OFAC Brasil<br />

144 - Microrganismos e Saúde<br />

148 - Biossegurança<br />

152 - LabNews<br />

158 - Citometria de Fluxo<br />

162 - Logística Laboratorial<br />

164 - Informes de Mercado<br />

14<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

A AÇÃO PLAQUETÁRIA:<br />

COAGULAÇÃO DO SANGUE E<br />

HEMOSTASIA<br />

42<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

APRIMORAMENTO DO<br />

DIAGNÓSTICO PRÉVIO DA<br />

DOENÇA DE ALZHEIMER<br />

ATRAVÉS DO USO DE<br />

BIOMARCADORES<br />

PLASMÁTICOS<br />

60<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

RELAÇÃO EIXO<br />

PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA<br />

APLICADOS AO LABORATÓRIO DE<br />

HEMATOLOGIA<br />

126<br />

PARASITOLOGIA<br />

EXPLORANDO OS PROTOZOÁRIOS:<br />

UM NOVO CAPÍTULO NA COLUNA<br />

DE PARASITOLOGIA<br />

Autores: Thais Aguilhera Miranda.<br />

Autores: Giovanna das Graças Batista Pereira,<br />

Maria Clara Toledo Eduardo, Naiara Chaves Silva,<br />

Catherine Bueno Domingueti.<br />

Autores: Leonardo Rafael Cardos do Amarante,<br />

Allyne Cristina Grando.<br />

Autor: Rafael Euzébio.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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AGENDA<br />

AGENDA<br />

de eventos 2024<br />

IMAGINE 2024 - XII CONGRESSO DE RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM<br />

DATA: 20 A 22 DE MARÇO DE 2024<br />

LOCAL: INRAD - INSTITUTO DE RADIOLOGIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS FMUSP - PORTARIA 2 - SÃO PAULO - SP<br />

INFORMAÇÕES: https://congressoimagine.com.br/<br />

V CONGIPLAB – CONGRESSO BRASILEIRO DE LABORATÓRIOS<br />

DATA: 26 E 27 DE ABRIL DE 2024<br />

LOCAL: CAMPINAS – SP<br />

INFORMAÇÕES: www.Giplab.com.br<br />

JORNADA PAULISTA DE RADIOLOGIA JPR 2024<br />

DATA: 2 A 5 DE MAIO DE 2024<br />

LOCAL: TRANSAMÉRICA EXPO CENTER – SÃO PAULO/SP<br />

INFORMAÇÕES: https://g.co/kgs/zQsxJ7<br />

HOSPITALAR 2024<br />

DATA: 21 A 24 DE MAIO DE 2024<br />

LOCAL: SÃO PAULO EXPO – SÃO PAULO/SP<br />

INFORMAÇÕES: https://www.hospitalar.com/pt/home.html<br />

49º CBAC 2024 - CONGRESSO BRASILEIRO DE ANÁLISES CLÍNICAS<br />

DATA: 16 A 19 DE JUNHO DE 2024<br />

LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES - NATAL/RN<br />

INFORMAÇÕES: https://www.sbac.org.br/cbac/<br />

56º CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA CLÍNICA MEDICINA LABORATORIAL<br />

DATA: 10 A 13 DE SETEMBRO DE 2024<br />

LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES DE SALVADOR - SALVADOR/BA<br />

INFORMAÇÕES: https://www.sbpc.org.br/pt/<br />

CONGRESSO SUL MINEIRO DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS - XI EDIÇÃO<br />

DATA: 19 A 21 DE SETEMBRO DE 2024<br />

LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES DO HOTEL GUANABARA - SÃO LOURENÇO/MG<br />

INFORMAÇÕES: http://congressosulmineiro.com.br/<br />

53º CONGRESSO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM (CBR24)<br />

DATA: 19 A 21 DE SETEMBRO DE 2024<br />

LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES DE SALVADOR – SALVADOR/BA<br />

INFORMAÇÕES: www.cbr.org.br/calendario-de-eventos/53o-congresso-brasileiro-de-radiologia-e-diagnostico-por-imagem-cbr24/<br />

CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA, HEMOTERAPIA E TERAPIA CELULAR – HEMO 2024<br />

DATA: 23 A 26 DE OUTUBRO DE 2024<br />

LOCAL: TRANSAMERICA EXPO CENTER – SÃO PAULO – SP<br />

INFORMAÇÕES: https://abhh.org.br/evento/congresso-brasileiro-de-hematologia-hemoterapia-e-terapia-celular-hemo-2024/<br />

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DATA: 22 E 23 DE NOVEMBRO DE 2024<br />

LOCAL: CENTRO DE EVENTOS DA PUCRS – PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL - PORTO ALEGRE/RS<br />

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12<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

13


ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

A AÇÃO PLAQUETÁRIA:<br />

COAGULAÇÃO DO SANGUE E HEMOSTASIA<br />

Autora:<br />

Thais Aguilhera Miranda.<br />

Faculdade UnYLeYa.<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

A trombose é uma das causas principais de mortes e um dos<br />

assuntos atuais mais discutidos na medicina e na ciência.<br />

O crescente conhecimento das alterações fisiopatológicas<br />

possibilita o desenvolvimento de novas terapêuticas para<br />

prevenção de eventos tromboembólicos. Entretanto, para<br />

diagnóstico e tratamento adequados dessas doenças,<br />

sejam adquiridas ou sistêmicas, a anamnese e realização de<br />

testes laboratoriais são imprescindíveis. É necessário vasto<br />

conhecimento sobre uma célula específica, os megacariócitos,<br />

e sua atuação como protagonista em síndromes importantes<br />

comprovam isso. Além de seu encargo no processo da trombose,<br />

a plaqueta também tem potencial como alvo terapêutico<br />

para o desenvolvimento de novos agentes tromboembólicos.<br />

Portanto, o presente artigo visa compreender de forma clara<br />

e objetiva a fisiologia da coagulação e hemostasia, que são<br />

relevantes para a compreensão dos mecanismos funcionais<br />

em patologias trombóticas.<br />

Abstract<br />

Thrombosis is one of the leading causes of death and one of<br />

the most discussed current issues in medicine and science.<br />

The growing knowledge of pathophysiological changes<br />

allows the development of new therapies for the prevention<br />

of thromboembolic events. However, for an adequate<br />

diagnosis and treatment of these diseases, whether<br />

acquired or systemic, anamnesis and laboratory tests are<br />

essential. It takes vast knowledge about a specific cell, the<br />

megakaryocytes, and its acting as protagonist in important<br />

syndromes prove this. In addition to its burden in the process<br />

of thrombosis, plaque also has potential as a therapeutic<br />

target for the development of new thromboembolic agents.<br />

Therefore, the present article aims to understand clearly and<br />

objectively the physiology of coagulation and hemostasis,<br />

which are relevant for the understanding of functional<br />

mechanisms in thrombotic pathologies.<br />

Palavras-chaves: plaqueta, hemostasia, trombo,<br />

anticoagulantes, hemorragia.<br />

Keywords: platelet, hemostasis, thrombus, anticoagulants,<br />

hemorrhage.<br />

14 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Introdução<br />

Há mais de 20 anos foi<br />

constatado que alterações<br />

no mecanismo da<br />

coagulação podem ser<br />

um fator determinante<br />

para o desencadeamento<br />

e manutenção<br />

de diversas patologias,<br />

sendo, até hoje, um dos<br />

assuntos mais atuais na<br />

medicina (LANGER; WO-<br />

LOSKER, 2006).<br />

Para compreender como<br />

um todo vale ressaltar<br />

que coagulação sanguínea<br />

e plaquetas caminham<br />

juntas, sendo<br />

componentes da resposta<br />

hemostática. Além<br />

disso, outros coeficientes<br />

são envolvidos, como<br />

fatores/inibidores de coagulação,<br />

componentes<br />

do mecanismo fibrinolítico<br />

e vasos sanguíneos.<br />

Uma resposta eficiente<br />

a um dano vascular depende<br />

da interação entre<br />

os integrantes deste<br />

sistema (HOFFBRAND;<br />

MOSS, 2013).<br />

O enfoque inicial é no<br />

trombócito; são produzidos<br />

na medula óssea<br />

por fragmentação do<br />

citoplasma dos megacariócitos,<br />

uma grande<br />

célula presente no<br />

organismo humano.<br />

Cada megacariócito dá<br />

origem até a 5000 plaquetas,<br />

que tem sobrevida<br />

média de 10 dias,<br />

mesmo tempo que leva<br />

sua diferenciação de célula-tronco<br />

humana até<br />

a condição final (HOF-<br />

FBRAND; MOSS, 2013).<br />

Quando ativadas, as<br />

plaquetas sofrem uma<br />

mudança morfológica<br />

acelerando a cascata de<br />

coagulação através de<br />

alterações na expressão<br />

de fosfolipídeos na<br />

membrana. Nesse processo<br />

são liberados agonistas<br />

como ADP, serotonina<br />

e trombina, um dos<br />

ativadores com maior<br />

potencial, aderindo-se a<br />

receptores plaquetários<br />

(AFONSO, et al. 2016).<br />

Todo e qualquer mecanismo<br />

do sistema<br />

hemostático deve ser<br />

regulado para, ao mesmo<br />

tempo em que reprime<br />

a excessiva perda<br />

sanguínea, impeça<br />

a formação de trombo<br />

intravascular por demasiada<br />

formação de fibrina<br />

(FRANCO, 2001). Esse<br />

equilíbrio funcional culmina<br />

para uma resposta<br />

otimizada no processo<br />

de coagulação.<br />

Justificativa<br />

A escolha do tema foi<br />

feita de acordo com a<br />

relevância que o mesmo<br />

apresenta para a área<br />

científica. Como muito<br />

noticiado atualmente,<br />

há um número expressivo<br />

de problemas tromboembólicos<br />

e uso de<br />

anticoncepcionais orais.<br />

Entender o mecanismo<br />

plaquetário, seus fatores<br />

e coagulopatias promovem<br />

à temática e alerta<br />

cientistas e cidadãos para<br />

16 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


a importância da hemostasia<br />

para uma resposta<br />

rápida e eficaz quando<br />

sucedida é a resposta de<br />

adesão plaquetária imediata<br />

após injúria. Desse<br />

que permite liberdade e<br />

domínio por parte do escritor,<br />

onde o contato di-<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

necessário. Nesse ponto,<br />

ponto em diante, uma<br />

reto com as fontes permi-<br />

é fundamental ressaltar<br />

série de eventos culmi-<br />

te maior aproveitamento<br />

que a ação plaquetária<br />

nam para, não somente<br />

dos dados e vinculação<br />

pode ser prejudicada<br />

a minimização de perda<br />

de ideias. Neste trabalho,<br />

pelo seu próprio sistema<br />

sanguínea, mas também<br />

a forma como será dispo-<br />

fibrinolítico. No entanto,<br />

a recomposição exata do<br />

nibilizado os dados será<br />

as plaquetas apresen-<br />

tecido vascular e a dissi-<br />

por meio de análise de<br />

tam papel insubstituível<br />

pação do coágulo após<br />

conteúdo.<br />

no organismo, tornan-<br />

cobertura da área lesada.<br />

do-se alvo terapêutico<br />

Capítulo I: A Plaqueta e<br />

e objeto de estudo por<br />

Metodologia<br />

o Sistema Hemostático<br />

parte da comunidade<br />

A pesquisa tem seu em-<br />

O sistema hemostático é<br />

educativa. A intenção do<br />

basamento na aborda-<br />

o responsável pela manu-<br />

assunto proposto é dar<br />

gem teórica qualitativa,<br />

tenção do fluxo do san-<br />

à devida importância as<br />

onde a fonte de dados<br />

gue e da integridade da<br />

plaquetas, muitas vezes<br />

são artigos acadêmicos,<br />

parede vascular, sendo<br />

atuando como coadju-<br />

livros e revistas. Tem por<br />

capaz de regenerá-la após<br />

vante num organismo<br />

base o pesquisador como<br />

um dano. Por isso, a he-<br />

sadio; é fato que sua pre-<br />

principal instrumento, o<br />

mostasia é de singela im-<br />

sença no sangue perifé-<br />

qual baseia sua criação<br />

portância,<br />

minimizando<br />

rico é alheia aos demais<br />

em autores que melhor<br />

ao máximo a perda san-<br />

componentes, uma vez<br />

exprimem o assunto es-<br />

guínea e principalmen-<br />

que somente após um<br />

tabelecido, que tenha<br />

te restaurando a forma<br />

dano há sua adesão na<br />

aproximação de pontos<br />

vascular habitual (BATES,<br />

superfície vascular. In-<br />

de vista, empatia e res-<br />

LAU, 2005; ERHARDTSEN,<br />

clusive, o estopim de<br />

peito (ROMÃO, 2004). É<br />

2002; STASSEN, ARNOUT,<br />

uma hemostasia bem<br />

um modelo de trabalho<br />

DECKMYN, 2004).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

17


SCID, AGAMAGLOBULINEMIA,<br />

ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL<br />

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simultânea de Imunodeficiência Combinada<br />

Grave (SCID), Agamaglobulinemia Ligada ao<br />

X (XLA) e Atrofia Muscular Espinhal (AME) no<br />

mesmo ensaio a partir de um único picote<br />

de amostra de sangue seco em papel filtro.<br />

Normalmente, os bebês portadores de SCID ou XLA são<br />

acometidos por infecções recorrentes que podem<br />

evoluir para graves infecções bacterianas<br />

potencialmente fatais por conta da deficiência no<br />

sistema imunológico humoral e celular. Recémnascidos<br />

com AME possuem fraqueza muscular e<br />

atrofia resultante de degeneração progressiva e perda<br />

de neurônios motores inferiores na medula espinhal e<br />

no núcleo do tronco cerebral.


triagem neonatal<br />

TREC, KREC,<br />

SMN1 e RPP30<br />

em uma única<br />

reação de PCR<br />

usando DNA<br />

extraído de DBS<br />

Por meio do exame de PCR em tempo real<br />

realizamos a triagem inicial dessas doenças<br />

com a determinação semi-quantitativa de<br />

TREC (T-cell receptor excision circle [círculo<br />

de excisão do receptor de células T]) e KREC<br />

(Kappadeleting recombination excision<br />

circle [círculos de excisão de recombinação<br />

por deleção de kappa]), bem como a<br />

detecção qualitativa do éxon 7 no gene<br />

SMN1 e detecção no gene RPP30<br />

(Ribonuclease P/MRP Subunidade P30) no<br />

DNA das amostras de sangue secas em um<br />

papel-filtro.<br />

É essencial que o diagnóstico dessas<br />

doenças raras seja realizado precocemente<br />

e o tratamento administrado em tempo<br />

hábil pra não comprometer a vida do bebê.<br />

No painel de exames ofertados pelo<br />

laboratório Guthrie possui o PERFIL DE<br />

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realiza os exames de SCID, AGAMA e AME<br />

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Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

A complexidade do sistema<br />

hemostático se baseia<br />

no conjunto de processos<br />

que se engloba para<br />

formação do tampão. É<br />

um trabalho multicelular,<br />

ou seja, não só as plaquetas<br />

estão envolvidas na<br />

condição, mas também<br />

células como neutrófilos<br />

(ANDREWS, BERN-<br />

DT, 2004; ERHARDTSEN,<br />

2002; STASSEN, ARNOUT,<br />

DECKMYN, 2004). Logo, o<br />

sistema hemostático engloba<br />

tais fatores:<br />

• Plaquetas: o início do<br />

processo; formam um<br />

agregado sobre o endotélio<br />

lesado para dar origem<br />

ao tampão hemostático;<br />

• Fatores de coagulação:<br />

pró-enzimas produzidas<br />

pelo fígado são ativadas<br />

através da cascata de<br />

coagulação e formam<br />

a fibrina. Deste modo<br />

acontece o depósito de<br />

fibrinas sobre o agregado<br />

de plaquetas;<br />

Figura I: Esquema da cascata da coagulação, proposto na década de 1960.<br />

(FRANCO, apud. Acesso em 08/08/2018).<br />

• Fatores fibrinolíticos:<br />

de extrema importância<br />

nesse trabalho, enzimas<br />

específicas dissolvem o<br />

coágulo para não haver<br />

obstrução do vaso injuriado;<br />

sem esses fatores,<br />

o tampão se tornaria prejudicial,<br />

uma vez que o<br />

trombo continuaria a ser<br />

formado a ponto de obstruir<br />

a parede do vaso;<br />

• Inibidores proteicos:<br />

agem regulando os fatores<br />

de coagulação,<br />

orientando a formação<br />

do tampão na área exata,<br />

prevenindo assim,<br />

propagação incomum;<br />

• Células endoteliais:<br />

no estado normal, por<br />

revestirem a parede do<br />

vaso sanguíneo, contribuem<br />

para manutenção<br />

e conservação do<br />

fluxo. Quando há dano,<br />

o endotélio estimula à<br />

agregação plaquetária,<br />

a coagulação, a ativação<br />

dos inibidores e a fibrinólise.<br />

Ante condições<br />

corporais usuais, as plaquetas<br />

não interagem<br />

com as paredes do vaso,<br />

20 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


apenas estão presentes<br />

no sangue periférico.<br />

Apenas quando há le-<br />

xo glicoproteico, que a<br />

liga diretamente ao fvW<br />

e ao colágeno, uma das<br />

dos grânulos e exposição<br />

da glicoproteína<br />

IIb/IIIa (PLOW, D’SOUZA,<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

são, e, portanto, estímu-<br />

mais importantes pro-<br />

GINSBERG, 1992; CICMIL,<br />

lo, as propriedades anti-<br />

teínas que fazem parte<br />

2000; FLAUMENHAFT,<br />

trombóticas endoteliais<br />

da matriz extracelular.<br />

2003; MURUGAPPAN,<br />

são alteradas e molé-<br />

Essas são as molécu-<br />

SHANKAR,<br />

KUNAPULI,<br />

culas são expostas (AN-<br />

las responsáveis pela<br />

2004). Tal receptor é in-<br />

DREWS, BERNDT, 2004;<br />

regulação primária da<br />

dispensável na intera-<br />

ERHARDTSEN, 2002;<br />

adesão plaquetária, e<br />

ção<br />

plaqueta/plaque-<br />

STASSEN, ARNOUT, DE-<br />

esse agrupamento do<br />

ta (GAWAZ, NEUMAN,<br />

CKMYN, 2004).<br />

complexo glicoproteico<br />

SCHÖMIG, 1999; MOSES-<br />

associado ao colágeno<br />

SON, 2005). Além dessa<br />

Com esse modelo, con-<br />

possibilitando<br />

ligação<br />

interação a junção de<br />

clui-se que a adesão<br />

ao fvW, viabiliza a ade-<br />

plaqueta/parede<br />

vas-<br />

plaquetária a parede do<br />

são de mais plaquetas<br />

cular também é visada<br />

vaso é a primeira etapa<br />

circulantes na super-<br />

(SIXMA, 2007) podendo<br />

de um bem sucedido<br />

fície vascular. Esse é o<br />

levar a trombo devido<br />

trabalho hemostático.<br />

processo para formação<br />

sua ativação por sinali-<br />

de camadas de células<br />

zações intracelulares; a<br />

Quando a integrida-<br />

visando cobrir o tecido<br />

formação de serotonina,<br />

de do sistema vascular<br />

exposto, sempre mi-<br />

por exemplo, anuncia-se<br />

é rompida, a primeiro<br />

nimizando perda san-<br />

como amplificador de<br />

momento as plaque-<br />

guínea<br />

(ALEVRIADOU,<br />

resposta plaquetária e<br />

tas interagem com os<br />

1993; CANOBBIO, BAL-<br />

agente pró-trombótico.<br />

componentes da ma-<br />

DUINI, TORTI, 2004).<br />

(GIBBINS, 2004; MURU-<br />

triz extracelular expos-<br />

GAPPAN,<br />

SHANKAR,<br />

tos na parede do vaso<br />

Após a adesão plaque-<br />

KUNAPULI, 2004.). Os<br />

sanguíneo. Dentre os<br />

tária, seja mediada por<br />

eventos citados, até esse<br />

diversos receptores de<br />

colágeno ou por outros<br />

momento,<br />

correspon-<br />

adesão que a plaqueta<br />

agonistas<br />

(trombina,<br />

dem a hemostasia pri-<br />

apresenta, há o comple-<br />

ADP), ocorre secreção<br />

mária, ou seja, a adesão<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

21


Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

de plaquetas, vasoconstrição,<br />

secreção e agregação;<br />

a hemostasia se-<br />

sia, o processo não pode<br />

terminar nessa fase. Entra<br />

então, a finalização,<br />

participa da hemostasia<br />

secundária conduzindo o<br />

fator VIII na circulação.<br />

cundária fundamenta-se<br />

onde o processo de co-<br />

na coagulação. (ERHAR-<br />

agulação é limitado pe-<br />

A doença de Von Wille-<br />

DTSEN, 2002; ISRAELS,<br />

los fatores fibrinolíticos<br />

brand (DvW) é uma do-<br />

2002; FLAUMENHAFT,<br />

para evitar trombo ao<br />

ença hemorrágica here-<br />

2003; STASSEN, ARNOUT,<br />

redor das áreas íntegras<br />

ditária mais frequente e<br />

DECKMYN, 2004).<br />

dos vasos (FERREIRA;<br />

seus sintomas são dife-<br />

SOUSA; DUSSE; CARVA-<br />

rentes para cada indiví-<br />

Por sua vez, a coagula-<br />

LHO, 2010).<br />

duo. Por isso, após estu-<br />

ção também se resume<br />

dos realizados no final<br />

em fases: iniciação, am-<br />

Capítulo II: Síndromes<br />

do século passado, a do-<br />

plificação, propagação e<br />

e Patologias<br />

ença passou a ser classi-<br />

finalização. Na iniciação,<br />

Como dito no capítulo<br />

ficada em dois grandes<br />

o endotélio vascular e<br />

anterior, o fator Von Wil-<br />

grupos: doença resultan-<br />

células sanguíneas são<br />

lebrand é uma proteína<br />

te de alteração quantita-<br />

importunados:<br />

intera-<br />

de adesão sintetizado<br />

tiva e qualitativa.<br />

ção do fator VIIa com o<br />

pelas células epiteliais<br />

FT; trombina ativa pla-<br />

e plaquetas e está pre-<br />

• Alteração quantitativa<br />

quetas, cofatores V e VIII,<br />

sente no plasma.<br />

tipo 1: deficiência par-<br />

então teremos a amplifi-<br />

cial do fvW; pacientes<br />

cação do processo.<br />

Suas funções são varia-<br />

com sangramento de<br />

das e a primeira delas na<br />

leve a moderado. É o<br />

Por conseguinte, have-<br />

hemostasia é de ligar-<br />

tipo mais comum.<br />

rá produção de grande<br />

-se a estruturas expostas<br />

quantidade de trombi-<br />

do endotélio e sucessi-<br />

• Alteração qualitativa<br />

na, formando um tam-<br />

vamente as plaquetas<br />

tipo 2: se distribui em 2ª e<br />

pão e interrompendo a<br />

através do complexo de<br />

2B; 2A corresponde a re-<br />

perda sanguínea. Como<br />

receptores plaquetários.<br />

dução da função depen-<br />

dito na exemplificação<br />

Essa é a hemostasia pri-<br />

dente de plaquetas, jun-<br />

das etapas da hemosta-<br />

mária, mas o fvW também<br />

tamente com a ausência<br />

22 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

dos multímeros intermediários<br />

e subtipo 2B que<br />

apresenta maior afinida-<br />

O diagnóstico da DvW<br />

é realizado em algumas<br />

etapas e necessita de<br />

d-Soulier; caracterizada<br />

por plaquetas maiores,<br />

em menor número, cau-<br />

de pelo complexo glico-<br />

exames específicos para<br />

sam um aumento no<br />

proteico plaquetário.<br />

confirmação do caso,<br />

tempo de sangramento.<br />

bem como classificação<br />

Causado por uma dimi-<br />

• Alteração qualitativa<br />

do subtipo da doença. Os<br />

nuição ou ausência do<br />

tipo 3: caracterizada por<br />

testes são divididos em:<br />

fvW, é uma doença au-<br />

níveis indetectáveis de<br />

tossômica recessiva, sem<br />

fvW, ocasionando san-<br />

• Testes de triagem: exa-<br />

distinção entre os sexos<br />

gramentos graves.<br />

mes considerados ro-<br />

e com sintomas variá-<br />

tineiros para pacientes<br />

veis, sendo indicado o<br />

Porém isso é menos usu-<br />

com distúrbios plaque-<br />

tratamento com trans-<br />

al; as formas mais leves<br />

tários: TS, contagem de<br />

fusão plaquetária (TOR-<br />

da DvW são na maioria<br />

plaquetas e TTPA;<br />

TI, 1999; ERHARDTSEN,<br />

das vezes assintomáticas,<br />

2002; GHOSH, 2005.)<br />

mesmo que corriquei-<br />

• Testes confirmatórios:<br />

ramente possa ocorrer<br />

determinação da ativi-<br />

Assim como na síndro-<br />

sangramentos gengivais,<br />

dade do fvW, ligação do<br />

me citada acima há au-<br />

epistaxe, etc. A forma<br />

fvW ao colágeno, dentre<br />

mento das plaquetas, na<br />

mais grave descrita aci-<br />

outros;<br />

síndrome de Wiskott-Al-<br />

ma pode apresentar san-<br />

drich acontece o inverso:<br />

gramentos internos.<br />

• Testes especiais: análi-<br />

trombocitopenia<br />

com<br />

se multimérica do fvW,<br />

presença de plaquetas<br />

Há também uma remota<br />

capacidade de ligação<br />

menores essa patologia<br />

probabilidade de a do-<br />

ao FVIII, etc (MINISTÉ-<br />

é de origem recessiva<br />

ença ser adquirida, po-<br />

RIO DA SAÚDE, 2012).<br />

relacionada ao cromos-<br />

dendo estar associada,<br />

somo X. Como sintomas,<br />

por exemplo, ao lúpus<br />

Uma síndrome pouco fa-<br />

sangramento, afinal, há<br />

eritematoso sistêmico e<br />

lada, mas não tão atípica<br />

funcionamento<br />

anor-<br />

ao mieloma múltiplo. A<br />

numa rotina laboratorial<br />

mal e reduzido de pla-<br />

DvW adquirida é rara.<br />

é a Síndrome de Bernar-<br />

quetas. O tratamento<br />

24 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


C o m p r o m i s s o c o m o<br />

próximo!<br />

Uma década transformando o panorama<br />

empresarial, democratizando a saúde no<br />

Brasil e dedicando-se à construção de<br />

uma sociedade mais justa, com profundo<br />

compromisso social.


Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

indicado para sangramentos<br />

abundantes é a<br />

transfusão de plaquetas<br />

zada pelo sangramento<br />

desordenado por um<br />

longo período de tem-<br />

Todas as síndromes e<br />

patologias se dividem<br />

em vertentes de acordo<br />

e como tratamento defi-<br />

po; por ser uma síndro-<br />

com sua origem, sejam<br />

nitivo, o transplante de<br />

me de característica de<br />

elas por deficiência de<br />

medula óssea. (MARO-<br />

desordem granular, os<br />

secreção,<br />

anormalida-<br />

NE, 1986; CUI, 2001.)<br />

grânulos densos apre-<br />

des em fatores plasmá-<br />

sentam anormalidades<br />

ticos, desordens gra-<br />

Também de procedên-<br />

com ausência de ADP<br />

nulares ou defeitos nos<br />

cia recessiva autossô-<br />

de origem metabólica<br />

receptores plaquetários.<br />

mica, a afibrinogenemia<br />

nas plaquetas; pesqui-<br />

consiste na falta ou di-<br />

sas e estudos revelaram<br />

Capítulo III Terapêuti-<br />

minuição dos níveis de<br />

agregação<br />

deficiente<br />

ca Antitrombótica<br />

fibrinogênio,<br />

levando<br />

diante do colágeno.<br />

A trombose correspon-<br />

ao aumento do tempo<br />

(WHITE; COX; TAYLOR,<br />

de à formação do trom-<br />

de sangramento (TS) e<br />

1980; JELENSKA; KOPEC;<br />

bo seja na circulação ve-<br />

perfil anormal de agre-<br />

BREDDIN, 1985; VANHO-<br />

nosa ou arterial, porém<br />

gação plaquetária. Vale<br />

ORELBEKE, 2001).<br />

a natureza e composi-<br />

relembrar que a severa<br />

deficiência do fibrinogênio<br />

no plasma leva ao<br />

comprometimento<br />

da<br />

interação plaqueta-plaqueta<br />

(LOPEZ; DEL CON-<br />

DE; SHRIMPTON, 2005).<br />

A Síndrome de Hermansky-Pudlak,<br />

uma<br />

desordem autossômica<br />

recessiva, é caracteri-<br />

Figura II: Fases da cicatrização e a deposição dos componentes da matriz cicatricial<br />

ao longo do tempo (Adaptado de Broughton et al.5. Acesso em 06/10/2018).<br />

26 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


ção do trombo vão depender<br />

de sua localização:<br />

no sistema venoso,<br />

é constituído por fibrina,<br />

eritrócitos e poucas<br />

plaquetas; já no sistema<br />

arterial, há um grande<br />

número de plaquetas<br />

(AFONSO, et al. 2016).<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Tabela 1. Citocinas envolvidas no processo de cicatrização, seus efeitos biológicos<br />

e células produtoras.<br />

Os fármacos antiagregantes<br />

bem como os anticoagulantes<br />

são essenciais<br />

para a manutenção<br />

de várias patologias que<br />

estão associadas a risco<br />

trombótico. Além disso,<br />

são fundamentais no<br />

pós-tratamento de revascularização,<br />

aumentando<br />

a permeabilidade<br />

dos procedimentos<br />

(BHATT; TOPOL, 2003).<br />

Como estudado nos capítulos<br />

anteriores, no<br />

processo de hemostasia<br />

e coagulação há vários<br />

pontos de ativação,<br />

adesão e de agregação,<br />

portanto, os fármacos<br />

também precisam atuar<br />

em locais específicos<br />

para onde se deseja realizar<br />

a técnica. Há o<br />

cuidado e atenção para<br />

o risco hemorrágico, o<br />

principal efeito adverso;<br />

esse risco varia de indivíduo<br />

para indivíduo e<br />

depende da atividade<br />

plaquetária e da predisposição<br />

genética. É<br />

um fato que complica<br />

o tratamento e as doses<br />

devem ser estritamente<br />

monitorizada (GARG;<br />

HALPERIN; 2013).<br />

Durante todo o processo<br />

imposto, ao seu término,<br />

sabemos que a via extrínseca<br />

e intrínseca terminam<br />

em via comum,<br />

onde a protrombina já<br />

convertida em trombina<br />

vai transformar o fibrinogênio<br />

em fibrina e estabilizar<br />

o trombo plaquetário<br />

(GALE, 2011).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

27


Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Por mais de uma década<br />

a terapêutica usada foi à<br />

combinação de AAS com<br />

clopidogrel, prevenindo<br />

eventos isquêmicos no<br />

tratamento da síndrome<br />

coronária aguda e da doença<br />

arterial periférica;<br />

Contudo, com o decorrer<br />

dos anos, os eventos isquêmicos<br />

continuavam<br />

a ocorrer, levando a necessidade<br />

de implementação<br />

de fármacos mais<br />

potentes e outras combinações<br />

farmacêuticas.<br />

(AFONSO, et al. 2016).<br />

O AAS tem claros benefícios,<br />

assim como a varfarina,<br />

e a opção entre eles<br />

deve ser analisada de<br />

acordo com a preferência<br />

do paciente e risco individual<br />

de hemorragia.<br />

Nos idosos a introdução<br />

de anticoagulantes deve<br />

ser criteriosa, avaliando-<br />

-se bem os riscos e benefícios;<br />

na presença de<br />

fibrilação auricular, doença<br />

valvular cardíaca<br />

Alterações hematológicas não identificadas pelos contadores eletrônicos<br />

Eritrograma<br />

Leucograma<br />

Piolioromatofilia<br />

Pecilocitose<br />

Eliptócitos<br />

Esferócitos<br />

Acantócitos<br />

Inclusões (Howel-Jolly, pontilhado basófilo)<br />

Eritroblastos < 5: 100 leucócitos<br />

Rouleaux<br />

Drepanócitos,<br />

Granulações tóxicas<br />

Desvio à esquerda sem neutrofilia<br />

Corpos de Dõhle<br />

Anomalia de Pelger-Huët<br />

Plasmócitos<br />

Linfócitos atípicos sem linfocitose<br />

Blastos


FAMÍLIA DE ANALISADORES<br />

BIOQUÍMICOS QUALLYX<br />

B200<br />

Desempenho: 200 testes/hora<br />

Amostras: 37 posições<br />

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Desempenho: 200 testes/hora<br />

Amostras: 49 posições<br />

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Cubetas: 120 cubetas reutilizáveis/lavagem automática.<br />

Consumo de Água: ≤5L/H<br />

B400<br />

Desempenho: 400 testes/hora<br />

Amostras: 60 ou 90 posições<br />

Reagentes: 90 posições refrigeradas.<br />

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Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Outro fármaco relacionado<br />

a esse assunto,<br />

porém de um modo<br />

É importante frisar que<br />

não é necessário tem<br />

um histórico familiar de<br />

é a associação do cigarro<br />

com níveis elevados<br />

de fibrinogênio e dano<br />

negativo são os contra-<br />

trombose para desenca-<br />

da parede vascular pela<br />

ceptivos orais. Ele está<br />

dear essa complicação.<br />

ativação da via intrín-<br />

associado a um risco<br />

Por isso, nesse caso, uma<br />

seca da coagulação<br />

aumentado de doenças<br />

investigação pessoal fa-<br />

(TZANKOVA,<br />

PETROV,<br />

tromboembólicas, uma<br />

miliar não é de cunho<br />

DANCHEV, 2010).<br />

vez que tem efeito sobre<br />

decisivo para diagnósti-<br />

o sistema hemostático.<br />

co. Exames de imagem<br />

Os riscos de eventos<br />

O que acontece é um<br />

são a alternativa esco-<br />

tromboembólicos<br />

tam-<br />

aumento nas atividades<br />

lhida (MAIA, 2015).<br />

bém diferem de acordo<br />

dos fatores VIII, IX e X e<br />

com a classe (ou geração)<br />

redução do TTPA; (FER-<br />

A recomendação, se-<br />

a que pertencem. Estu-<br />

REIRA, MONTES, FRAN-<br />

gundo a OMS (Organi-<br />

dos revelam que o uso<br />

CESCHINI, TOLOI, 2000).<br />

zação Mundial de Saú-<br />

de ACO com desogestrel<br />

de), é evitar o uso de<br />

aumentam a atividade<br />

Os sintomas clínicos da<br />

contraceptivo oral com-<br />

em determinados fato-<br />

formação de um trombo<br />

binado (o estrogênio foi<br />

res da coagulação, o que<br />

por uso de anticoncep-<br />

associado ao aumento<br />

não foi descrito no uso<br />

cional são sensação de<br />

do risco de trombo-<br />

de ACO com levonorges-<br />

peso, dormência, des-<br />

se) e fazer uso do anti-<br />

trel (UM, ANTTILA, MA-<br />

conforto e até mesmo<br />

concepcional<br />

apenas<br />

ENPAA, et al., 2011).<br />

dor. Os membros supe-<br />

com progestativo e DIU<br />

riores são comumente<br />

(WHO, 2010).<br />

Porém, independente do<br />

mais afetados. (GRANT,<br />

uso do anticoncepcio-<br />

WOLLER, LEE, KEE, LIU,<br />

Já em mulheres fuman-<br />

nal escolhido para tra-<br />

2012; ENGELBERGER,<br />

tes, o risco pode au-<br />

tamento<br />

contraceptivo,<br />

KUCHER, 2012).<br />

mentar. O fundamento<br />

seu uso associado com o<br />

30 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


tabaco pode gerar conflitos<br />

tromboembólicos.<br />

O histórico familiar não é<br />

-inflamatórias e regenerativas.<br />

O procedimento<br />

inicia-se com aplicação<br />

das plaquetas são os<br />

principais responsáveis<br />

pela aceleração da re-<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

um fator decisivo no que<br />

das plaquetas no local<br />

generação tecidual.<br />

diz respeito a isso, mas<br />

desejado, que logo se<br />

também é um fator a ser<br />

aderem ao colágeno<br />

Na primeira fase, há he-<br />

observado, assim como<br />

formando o tampão pla-<br />

mostasia,<br />

locomoção<br />

cirurgias de grande por-<br />

quetário e assim, ativan-<br />

dos leucócitos até a<br />

te onde há imobilização<br />

do os fatores de cresci-<br />

área e início da cascata<br />

prolongada pode vir a ser<br />

mento. Seu uso pode<br />

de reparação tecidual.<br />

um fator comprometedor<br />

ser no ramo odontológi-<br />

Consequentemente, va-<br />

(BONNEMA, MCNAMARA,<br />

co, tratamentos de pele,<br />

soconstricção onde pla-<br />

SPENCER, 2010).<br />

ossos, queimaduras, etc.<br />

quetas são acionadas<br />

Na maior parte dos pro-<br />

pelas substancias que<br />

Capítulo IV: Processo<br />

cedimentos,<br />

segundo<br />

envolvem o endotélio.<br />

de Cicatrização<br />

estudos, os resultados<br />

Há início do processo<br />

Nesse contexto pla-<br />

foram positivos. (COSTA;<br />

de adesão e agregação<br />

quetário é interessante<br />

SANTOS; 2014).<br />

celular (ISAAC, CHEN,<br />

mencionar outros usos<br />

2007). Na tabela seguin-<br />

médicos das plaquetas.<br />

Seu uso eficaz em trata-<br />

te são exemplificadas<br />

O PRP (plasma rico em<br />

mentos de pele exemplifi-<br />

algumas citocinas en-<br />

plaquetas) é um con-<br />

ca didaticamente as fases<br />

volvidas no processo de<br />

centrado obtido através<br />

de um processo de cica-<br />

cicatrização, seus efei-<br />

do sangue autógeno do<br />

trização a nível dérmico:<br />

tos biológicos e células<br />

paciente. Sabe-se que<br />

fase inflamatória, prolife-<br />

produtoras (Broughton,<br />

as plaquetas represen-<br />

rativa e de remodelação.<br />

JANIS, 2006; Townsend<br />

tam o mais importante<br />

CM, Beauchamp D, Evers<br />

componente quanto à<br />

Estudos diversos mos-<br />

M, Mattox, 2011; Gurtner<br />

função cicatricial devido<br />

tram que os fatores de<br />

GC, Werner S, Barrandon<br />

suas propriedades anti-<br />

crescimento<br />

derivados<br />

Y, Longaker, 2008.).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

31


Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

A segunda parte do processo<br />

é a fase de proliferação;<br />

os fibroblastos di-<br />

epiderme que foram<br />

lesionadas. Proteção<br />

mecânica, defesa con-<br />

fundamental a realização<br />

de exames regularmente<br />

para verificação dos<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

ferenciados formados a<br />

tra<br />

microorganismos,<br />

parâmetros plaquetários<br />

partir de miosina e actina<br />

regulação da tempe-<br />

e prevenir possíveis san-<br />

possuem capacidade de<br />

ratura local são exem-<br />

gramentos e/ou infec-<br />

contrair e expandir, mo-<br />

plos do que devem ser<br />

ções que, por exemplo,<br />

vimentando assim, pela<br />

reformulados para uma<br />

uma ferida externa não<br />

ferida. Nessa etapa en-<br />

pele íntegra. A querati-<br />

cicatrizada pode causar.<br />

tra em ação o colágeno<br />

na é atuante nessa fase<br />

(KIERSZENBAUM, 2004).<br />

(KIERSZENBAUM, 2004).<br />

Capítulo 4.1: Aplicação<br />

Laboratorial<br />

Ele, por sua vez, dife-<br />

Por fim, a última fase,<br />

O exame de contagem<br />

re-se em colágeno I e<br />

remodelação, traz à<br />

de plaquetas faz parte<br />

colágeno III: o primei-<br />

tona o colágeno como<br />

do hemograma comple-<br />

ro tipo encontrado na<br />

principal componente;<br />

to. Nele, são analisados<br />

derme reticular, e o se-<br />

há a troca do colágeno<br />

eritrócitos, leucócitos e<br />

gundo tipo na derme<br />

III para o tipo I (na ferida<br />

trombócitos. Para isso, os<br />

papilar (localizada mais<br />

há maior proporção do<br />

instrumentos<br />

automa-<br />

superficialmente) (SIN-<br />

colágeno III em relação<br />

tizados foram incluídos<br />

GER, CLARK, 1999; GRAY,<br />

ao colágeno I) (BROU-<br />

nos laboratórios desde<br />

1995; KUHN, 1988).<br />

GHTON, JANIS, 2006).<br />

a década de 80 (MAT-<br />

SUNO, ISHIZUKA, 1998),<br />

Após a ação das prote-<br />

Todo o processo de ci-<br />

oferecendo grande sen-<br />

ínas, há a reepiteliza-<br />

catrização corporal é<br />

sibilidade e precisão na<br />

ção. Sua função é rees-<br />

mediado por plaquetas<br />

quantificação de células<br />

truturar as funções da<br />

e proteínas. Por isso, é<br />

sanguíneas (RYAN, 1995).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

37


Autora: Thais Aguilhera Miranda.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

A microscopia é realizada<br />

quando o aparelho<br />

emite alarmes que ne-<br />

que, a partir dela, seja<br />

possível realizar a contagem<br />

plaquetária levan-<br />

Número de plaquetas X<br />

número de eritrócitos<br />

por mm3/1000= nú-<br />

cessitam da visualiza-<br />

do em consideração a<br />

mero de plaquetas por<br />

ção celular do analista.<br />

relação entre o número<br />

mm3 de sangue (SILVA,<br />

Resultados que podem<br />

das mesmas e o número<br />

NARDIN, 2012).<br />

ser clinicamente signi-<br />

de eritrócitos (LASMAR,<br />

ficativos ou biologica-<br />

SOUTO, 2003).<br />

Muitos fatores podem<br />

mente relevantes (CHA-<br />

levar à diminuição pla-<br />

PMAN, 1997).<br />

Como é um método ma-<br />

quetária; um desses fa-<br />

nual e não automatiza-<br />

tores é a menstruação.<br />

Apesar da tecnologia,<br />

do, vale ressaltar que<br />

algumas alterações he-<br />

uma série de fatores in-<br />

O que acontece é que a<br />

matológicas os apare-<br />

fluencia no resultado fi-<br />

menstruação está ligada<br />

lhos não são capazes de<br />

nal, como experiência do<br />

ao rompimento de di-<br />

identificar, tais como:<br />

analista clínico e qualida-<br />

versos vasos sanguíneos<br />

de do microscópio (LAS-<br />

responsáveis pela cama-<br />

As plaquetas surgem<br />

MAR, SOUTO, 2010; DAN-<br />

da exterior do endomé-<br />

como fator determinan-<br />

TAS, BARBOSA, 2010).<br />

trio. A plaqueta é res-<br />

te num alarme de um<br />

ponsável por estabilizar<br />

aparelho<br />

hematológi-<br />

O método de Fonio ba-<br />

o sangramento, sendo<br />

co. Quando há essa pro-<br />

seia-se na seguinte téc-<br />

o primeiro componente<br />

blemática, a contagem<br />

nica: em tese, realizar<br />

do sistema hemostático<br />

deve ser feita através, por<br />

contagem de 1000 erí-<br />

a se locomover até o lo-<br />

exemplo, do método de<br />

trócitos em diferentes<br />

cal lesado. Sabendo dis-<br />

Fonio (SCHILLING, 1934.).<br />

campos (onde não haja<br />

so, quando há uma ne-<br />

sobreposição de hemá-<br />

cessidade exacerbada da<br />

Na contagem de Fonio,<br />

cias) e anotar o número<br />

presença das plaquetas,<br />

é realizada uma lâmina<br />

de plaquetas encontra-<br />

seu uso pode ser maior<br />

com o esfregaço san-<br />

do; após isso, a fórmula<br />

que sua produção (DUS-<br />

guíneo (já corado), para<br />

deve ser aplicada:<br />

SE, RIBEIRO, et al., 2002).<br />

38 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


O que deve ser levado<br />

em consideração, também,<br />

é o histórico do<br />

cascata de coagulação.<br />

Qualquer evento nesse<br />

mecanismo torna-se<br />

constante na ciência.<br />

Portanto, a compreensão<br />

dos fatores da he-<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

paciente. Muitos já tra-<br />

um fator determinante<br />

mostasia culmina para<br />

zem na família quadros<br />

tanto para o desenca-<br />

uma vida equilibrada<br />

de plaquetopatias.<br />

deamento de doenças<br />

do paciente, sempre se<br />

quanto para manuten-<br />

atentando para qual a<br />

Visando um laudo labo-<br />

ção das mesmas, afinal,<br />

melhor terapia e qual o<br />

ratorial seguro, faz-se<br />

plaquetas e coagulação<br />

melhor fármaco, além<br />

necessário investigar em<br />

sanguínea<br />

caminham<br />

de orientações para di-<br />

qual fase do ciclo mens-<br />

juntas, como compo-<br />

minuição dos fatores<br />

trual a paciente se encon-<br />

nentes da resposta he-<br />

de risco que agregam<br />

tra no momento da cole-<br />

mostática. A interpre-<br />

maior probabilidade de<br />

ta, evitando-se efetuar o<br />

tação dos fatores de<br />

formação trombótica.<br />

exame no primeiro dia da<br />

menstruação (DUSSE, RI-<br />

BEIRO, et al., 2002).<br />

Conclusão:<br />

Conclui-se que as plaquetas<br />

apresentam um<br />

papel fundamental na<br />

hemostasia, estando<br />

diretamente ligada em<br />

síndromes e patologias.<br />

Seus receptores<br />

e enzimas participam<br />

ativamente do processo<br />

hemostático e da<br />

risco e a necessidade do<br />

uso de anticoagulantes<br />

orais são essenciais para<br />

diminuição de ameaça<br />

trombótica para o paciente.<br />

Estilos de vida<br />

também surgem como<br />

obstáculos para o trombo,<br />

como é o caso do<br />

tabaco. Anticoncepcionais<br />

orais combinados<br />

são favorecedores de<br />

problemas trombóticos,<br />

um assunto que está<br />

em alta e em discussão<br />

Referências Bibliográficas<br />

AFONSO, A. et al. A terapêutica antitrombótica:<br />

atual e em desenvolvimento. 1646-706X/© 2016<br />

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LANGER, B. WOLOSKER, M. Coagulação e fibrinólise:<br />

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40 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

APRIMORAMENTO DO DIAGNÓSTICO PRÉVIO<br />

DA DOENÇA DE ALZHEIMER ATRAVÉS DO USO DE<br />

BIOMARCADORES PLASMÁTICOS<br />

Autores:<br />

Giovanna das Graças Batista Pereira 1<br />

Maria Clara Toledo Eduardo 1<br />

Naiara Chaves Silva 2<br />

Catherine Bueno Domingueti 3<br />

1- Discentes do curso de Biomedicina da Universidade Prof.<br />

Edson Antônio Velano (UNIFENAS-VARGINHA MG).<br />

2- Co-orientadora docente no Curso de Biomedicina da<br />

Universidade Prof. Edson Antônio Velano (UNIFENAS-<br />

VARGINHA MG)<br />

3- Orientadora docente no Curso de Biomedicina da<br />

Universidade Prof. Edson Antônio Velano (UNIFENAS-<br />

VARGINHA MG)<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo<br />

que ocorre pelo acúmulo de proteínas no encéfalo,<br />

provocando distúrbios cognitivos, como confusão<br />

mental, alteração no comportamento e acometimento<br />

da memória. O diagnóstico dessa neuropatologia só<br />

é realmente confirmado através de biópsia do tecido<br />

cerebral ou em autópsia após a morte do paciente. Com<br />

isso, o objetivo deste trabalho partiu da iniciativa de<br />

pesquisar na literatura biomarcadores plasmáticos que<br />

pudessem indicar a ocorrência de uma neuroinflamação<br />

pelas mudanças patológicas da doença, o que poderia<br />

confirmar a Doença de Alzheimer antes mesmo de se<br />

iniciarem os sinais e sintomas. Constatamos através dos<br />

estudos, que três biomarcadores apresentam maior<br />

relevância na possível identificação prévia da predisposição<br />

à Doença de Alzheimer: proteína Beta Amiloide,<br />

proteína Tau e proteína ácida fibrilar glial (GFAP). A<br />

detecção da Aβ, GFAP e proteína Tau em pacientes<br />

pré-clínicos poderá indicar a condição e possibilitar o<br />

estabelecimento de tratamentos prévios, atrasando a<br />

evolução da doença e trazendo melhor qualidade de<br />

vida aos pacientes. Com a análise dos resultados dos<br />

três biomarcadores, os mesmos se revelaram eficientes<br />

no diagnóstico prévio da doença de Alzheimer, comprovado<br />

por diferentes estudos a sua eficácia, reprodutibilidade<br />

e sensibilidade.<br />

Palavras-chaves: Doença de Alzheimer, biomarcadores<br />

plasmáticos, neuroinflamação, proteína Tau, GFAP,<br />

proteína beta amiloide.<br />

Abstract<br />

Alzheimer is a progressive neurodegenerative disorder<br />

that occurs due to the accumulation of proteins<br />

in the brain, causing cognitive impairments such<br />

as mental confusion, behavioral changes, and<br />

memory loss. The diagnosis of this neuropathology<br />

is only truly confirmed through brain tissue biopsy<br />

or post-mortem autopsy. Therefore, the objective<br />

of this study was to research plasma biomarkers in<br />

the literature that could indicate the occurrence of<br />

neuroinflammation due to pathological changes<br />

in the disease, which could confirm Alzheimer's<br />

disease even before the onset of signs and symptoms.<br />

Through the studies, we found that three<br />

biomarkers are most relevant in the possible early<br />

identification of predisposition to Alzheimer's disease:<br />

Beta-Amyloid protein, Tau protein, and glial<br />

fibrillary acidic protein (GFAP). The detection of Aβ,<br />

GFAP, and Tau protein in preclinical patients could<br />

indicate their condition and enable the establishment<br />

of early treatments, delaying the progression<br />

of the disease and improving the patients' quality<br />

of life. Through the analysis of the results of these<br />

three biomarkers, they have proven to be effective<br />

in the early diagnosis of Alzheimer's disease, as<br />

confirmed by different studies regarding their efficacy,<br />

reproducibility, and sensitivity.<br />

Keywords: Alzheimer’s disease, plasma biomarkers,<br />

neuroinflammation, Tau protein, GFAP, amyloid<br />

beta protein.<br />

42 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Introdução<br />

A doença de Alzheimer<br />

(DA) é caracterizada<br />

pela agregação de placas<br />

amiloides, devido<br />

ao acúmulo da proteína<br />

beta amiloide e da disposição<br />

de emaranhados<br />

neurofibrilares, sendo<br />

consequência da hiperfosforilação<br />

da proteína<br />

tau no cérebro, causando<br />

danos irreversíveis no<br />

sistema nervoso central<br />

pela perda de neurônios<br />

e sinapses. Dentre os sintomas<br />

produzidos por<br />

essa patologia, o mais<br />

importante é o declínio<br />

dos domínios cognitivos,<br />

como a memória e<br />

mudanças de comportamento.<br />

A DA é a doença<br />

neurodegenerativa que<br />

atinge mais pessoas em<br />

todo o mundo e a propensão<br />

é atingir ainda<br />

mais pessoas ao longo<br />

dos anos, já que com o<br />

aumento da expectativa<br />

de vida também é<br />

esperado um aumento<br />

da ocorrência de patologias<br />

relacionadas à idade<br />

(TADAY, 2020). O aumento<br />

exponencial da população<br />

com demência nas<br />

próximas décadas vem<br />

sendo acompanhado<br />

pelo estabelecimento<br />

de novos métodos de<br />

detecção, que poderão<br />

oferecer a determinação<br />

acurada da doença<br />

nos estágios iniciais. A<br />

doença de Alzheimer<br />

aparece como a causa<br />

mais comum de demência<br />

e quando é finalmente<br />

diagnosticada, pois já<br />

ocasionou o processo de<br />

perda neuronal significativa<br />

para o paciente,<br />

as lesões neuropatológicas<br />

podem danificar<br />

várias regiões do cérebro<br />

(MANTZAVINOS e ALE-<br />

XIOU, 2017).<br />

Os biomarcadores para<br />

a doença de Alzheimer<br />

são validados principalmente,<br />

se baseando<br />

na diferença observada<br />

entre idosos saudáveis<br />

e pacientes com DA. A<br />

dosagem de biomarcadores<br />

em indivíduos com<br />

DA pré-clínica, comparada<br />

aos valores de indivíduos<br />

que se revelam cognitivamente<br />

saudáveis,<br />

é importante à medida<br />

que os ensaios clínicos<br />

de novas medicações<br />

mudam o foco para a<br />

prevenção em pessoas<br />

ainda cognitivamente<br />

normais. Os biomarcadores<br />

podem apresentar<br />

alteração até vinte anos<br />

antes do início da doença,<br />

sendo muito importante<br />

a intervenção precoce<br />

(PRINS et al., 2022).<br />

Entende-se, portanto, que<br />

é possível indicar a possibilidade<br />

do desenvolvimento<br />

dessa doença anos<br />

antes de ela começar a<br />

se manifestar, através da<br />

investigação da presença<br />

das proteínas tau, beta<br />

amiloide e proteína ácida<br />

fibrilar glial (GFAP). As<br />

quantificações destas,<br />

revelaram resultados mais<br />

significativos em estudos,<br />

quando comparando os<br />

valores de pacientes saudáveis<br />

e daqueles com a<br />

DA (PRINS et al., 2022).<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

43


Autores: Giovanna das Graças Batista Pereira, Maria Clara Toledo Eduardo, Naiara Chaves<br />

Silva, Catherine Bueno Domingueti.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Quanto ao diagnóstico,<br />

a DA só é diagnosticada<br />

de fato através da biópsia<br />

do tecido cerebral<br />

(na autópsia) (KHAN,<br />

BARVE e KUMAR, 2020)<br />

ou da detecção da presença<br />

das proteínas tau<br />

e beta amiloide no líquido<br />

cefalorraquidiano.<br />

Além disso, muito progresso<br />

tem sido feito na<br />

identificação por PET-<br />

-CT, porém, por conta<br />

de limitações pelos altos<br />

custos (PET e também<br />

da análise do LCR) e pela<br />

punção lombar ser muito<br />

invasiva, a atenção<br />

da comunidade científica<br />

está empenhada em<br />

desenvolver biomarcadores<br />

baseados no<br />

sangue (HAMPEL et al.,<br />

2018). Por isso, a importância<br />

de estabelecer<br />

essa maneira menos<br />

invasiva para definir<br />

esse tipo de demência,<br />

sendo então, os biomarcadores<br />

presentes no<br />

plasma sanguíneo uma<br />

opção que tem apresentado<br />

resultados muito<br />

positivos em relação<br />

a essa proposição. Os<br />

biomarcadores devem<br />

ser associados a características<br />

específicas da<br />

doença e apresentar<br />

altos níveis de sensibilidade<br />

e especificidade<br />

para a DA. Os testes<br />

devem ser passíveis de<br />

repetição, não invasivos,<br />

simples e de custo mais<br />

acessível. Tendo em vista<br />

estas considerações,<br />

biomarcadores plasmáticos<br />

podem identificar<br />

pacientes com risco de<br />

desenvolver a DA, progressão<br />

de comprometimento<br />

cognitivo para<br />

a patologia de Alzheimer<br />

e progressão da DA<br />

já estabelecida clinicamente<br />

(ALTUNA-AZKAR-<br />

GORTA e MENDIOROZ-I-<br />

RIARTE, 2021).<br />

Uma das dificuldades na<br />

identificação dos biomarcadores<br />

baseados no<br />

sangue, reside no fato de<br />

que a DA é uma doença<br />

de progressão lenta, e o<br />

grau de perda da integridade<br />

da barreira hematoencefálica<br />

não é bem<br />

estabelecido. Outra limitação<br />

é que o sangue é<br />

um fluido complexo com<br />

múltiplas substâncias<br />

presentes e consequentemente<br />

muitas variáveis<br />

que podem confundir.<br />

Portanto, protocolos<br />

padronizados são necessários<br />

para preparar as<br />

amostras e analisá-las.<br />

Até agora, as diferenças<br />

reportadas em concentrações<br />

dos analitos<br />

podem ser motivo da<br />

falta de padronização<br />

de métodos de calibração,<br />

diferentes diluições<br />

das amostras biológicas<br />

e discrepâncias na<br />

sensibilidade e confiabilidade<br />

dos instrumentos<br />

usados nas análises<br />

(ALTUNA-AZKARGORTA<br />

e MENDIOROZ-IRIARTE,<br />

2021). Dessa maneira,<br />

esse estudo tem como<br />

objetivo definir biomarcadores<br />

capazes de elu-<br />

44 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


(SSE: 688389)<br />

Maximize o seu benefício!<br />

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tim.zhang@lifotronic.com


Autores: Giovanna das Graças Batista Pereira, Maria Clara Toledo Eduardo, Naiara Chaves<br />

Silva, Catherine Bueno Domingueti.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

cidar o diagnóstico, até<br />

mesmo antes da manifestação<br />

da doença, sendo<br />

de grande relevância<br />

tanto para um tratamento<br />

prévio, retardo na<br />

evolução dos sintomas e<br />

melhora da qualidade de<br />

vida do paciente que virá<br />

a desenvolver a doença,<br />

quanto para respaldar<br />

estudos de novas drogas<br />

capazes de controlar o<br />

curso da doença.<br />

Material e Métodos<br />

Para cumprimento dos<br />

objetivos propostos<br />

para este trabalho, foram<br />

empregados o método<br />

de pesquisa qualitativo,<br />

através de revisão<br />

bibliográfica, tendo artigos<br />

científicos como<br />

estrutura da fundamentação<br />

teórica. Utilizamos<br />

as plataformas de<br />

base para obter os artigos:<br />

Google Acadêmico,<br />

Scielo e PubMed, onde<br />

foram aplicadas palavras-chaves<br />

tanto na língua<br />

portuguesa quanto<br />

na língua inglesa, dentre<br />

elas estão: Doença de<br />

Alzheimer (Alzheimer’s<br />

disease), biomarcadores<br />

plasmáticos (plasma<br />

biomarkers), neuroinflamação<br />

(neuroinflammation),<br />

proteína Tau (Tau<br />

protein), proteína β amilóide<br />

(amyloid beta protein)<br />

e GFAP. Os artigos<br />

selecionados para essa<br />

pesquisa, apresentaram<br />

um intervalo de publicação<br />

entre os anos de<br />

2017 a 2023, com a finalidade<br />

de obter dados<br />

mais recentes sobre o<br />

assunto abordado.<br />

Resultado e Discussão<br />

A Organização Mundial<br />

da Saúde estima que 50<br />

milhões de pessoas convivam<br />

com algum tipo<br />

de demência, sendo a<br />

maior parte delas, a DA.<br />

Sabendo que essa doença<br />

acomete tantas pessoas,<br />

é necessário falar<br />

sobre as maneiras não<br />

só de tratamento, mas<br />

também de diagnóstico,<br />

principalmente por<br />

existir a possibilidade de<br />

apontar previamente a<br />

tendência a desenvolver<br />

essa patologia e iniciar<br />

um tratamento prévio.<br />

Diagnosticar antecipadamente<br />

a DA traz não<br />

somente a possibilidade<br />

de um melhor prognóstico<br />

ao paciente, como<br />

também poderá ajudar<br />

a entender os mecanismos<br />

de estabelecimento<br />

da doença, que trará a<br />

chance de criar medicamentos<br />

mais específicos.<br />

Os meios de diagnósticos<br />

conhecidos até agora,<br />

incluem o teste neuropsicológico<br />

(o paciente<br />

estará em um estágio<br />

de doença já estabelecida),<br />

exames de imagem<br />

- como o PET-CT (possui<br />

alto custo e difícil acesso),<br />

a biópsia cerebral<br />

(após a morte do indivíduo)<br />

e a dosagem de<br />

biomarcadores no líquido<br />

cefalorraquidiano<br />

(procedimento invasivo<br />

e doloroso). Dito isso,<br />

46 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


novas possibilidades<br />

estão sendo estudadas,<br />

sendo os biomarcadores<br />

plasmáticos os mais promissores,<br />

pela facilidade<br />

de coleta do material<br />

(sangue), por ser menos<br />

invasivo e os valores dos<br />

biomarcadores se correlacionarem<br />

bem com os<br />

valores encontrados no<br />

LCR. Os biomarcadores<br />

em estudo para determinação<br />

da são vários, os<br />

escolhidos para análise<br />

nessa pesquisa foram:<br />

GFAP, proteína beta amilóide<br />

e proteína tau.<br />

GFAP (proteína ácida<br />

fibrilar glial) e os<br />

Astrócitos<br />

A GFAP é uma proteína<br />

citoestrutural exclusivamente<br />

expressa em<br />

astrócitos no sistema<br />

nervoso central (SNC)<br />

(ELAHI et al., 2020). Os<br />

astrócitos são células<br />

da glia que desempenham<br />

funções como<br />

isolar, sustentar e<br />

nutrir os neurônios,<br />

além disso, atuam na<br />

manutenção da barreira<br />

hemato-encefálica,<br />

por isso, são importantes<br />

agentes na modulação<br />

de respostas inflamatórias.<br />

Os astrócitos<br />

estão localizados em<br />

um local estratégico<br />

no cérebro, ao mesmo<br />

tempo que ligados<br />

aos neurônios também<br />

mantém contato<br />

com vasos sanguíneos<br />

(RODRIGUES, 2022).<br />

Esse contato com os<br />

vasos sanguíneos permite<br />

que as substâncias<br />

expressas nessas<br />

células sejam possíveis<br />

de serem detectadas e<br />

dosadas no plasma.<br />

O estudo de Jéssica<br />

Hauschild Taday (2020),<br />

relata que as células da<br />

glia, produzem enzimas<br />

capazes de degradar o<br />

peptídeo beta amilóide.<br />

Na DA os astrócitos<br />

vão diminuindo a produção<br />

dessas enzimas,<br />

levando à perda da<br />

neuroproteção e consequente<br />

progressão da<br />

doença. O acúmulo da<br />

beta amiloide induz os<br />

astrócitos a produzirem<br />

mediadores inflamatórios<br />

(RODRIGUES, 2022),<br />

os quais causam a neuroinflamação<br />

e levam<br />

ao aparecimento dessas<br />

citocinas na corrente<br />

sanguínea. Essa proteína<br />

foi considerada significativamente<br />

maior<br />

em indivíduos com<br />

DA pré-clínica quando<br />

comparada a indivíduos<br />

saudáveis, nos indicando<br />

que são biomarcadores<br />

sensíveis ao<br />

processo inflamatório<br />

observado no desdobramento<br />

incorreto e<br />

agregação da beta amiloide<br />

que está ocorrendo.<br />

A GFAP também se<br />

mantém elevada post<br />

mortem em cérebros<br />

de indivíduos com DA<br />

e no LCR desses pacientes.<br />

Esse biomarcador<br />

mostra-se associado<br />

ao aumento do risco<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

47


Foto: Dr. Radoje Drmanac ainda um jovem cientista.


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Autores: Giovanna das Graças Batista Pereira, Maria Clara Toledo Eduardo, Naiara Chaves<br />

Silva, Catherine Bueno Domingueti.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

de demência e consequente<br />

declínio cognitivo<br />

(PRINS et al., 2022).<br />

Estudos revelaram que<br />

essa proteína indica que<br />

houve potencial ativação<br />

e/ou degeneração<br />

dos astrócitos tanto em<br />

pacientes com Alzheimer<br />

no início quanto<br />

em pacientes que apresentam<br />

um quadro clínico<br />

da doença avançada<br />

(ELAHI et al., 2020).<br />

Isso nos confirma que<br />

a GFAP é um potencial<br />

biomarcador para<br />

a DA, revelando que<br />

está ocorrendo o acúmulo<br />

da proteína beta<br />

amiloide no cérebro e<br />

os astrócitos estão liberando<br />

a GFAP, pela sua<br />

conexão com o sangue,<br />

indicando que alterações<br />

patológicas estão<br />

ocorrendo.<br />

No estudo de Patrick<br />

Oeckl e colaboradores<br />

(2019), foram avaliados<br />

62 pacientes, sendo<br />

34 no grupo controle<br />

(pacientes saudáveis) e<br />

28 indivíduos com DA.<br />

No grupo controle, a<br />

dosagem do biomarcador<br />

no LCR foi de 826<br />

pg/ml, enquanto que<br />

em pacientes com DA<br />

pôde ser observado um<br />

aumento dessa quantidade,<br />

sendo encontrado<br />

em média um valor<br />

igual a 1396 pg/ml. Entre<br />

outras análises que<br />

foram realizadas, como<br />

a dosagem da proteína<br />

no plasma, obteve-se o<br />

resultado de 157 pg/ml<br />

para os indivíduos sem<br />

acometimento cognitivo,<br />

enquanto nos indivíduos<br />

com DA revelaram<br />

um aumento significativo<br />

na dosagem (376<br />

pg/ml). Realizando uma<br />

comparação com os<br />

dados na pesquisa de<br />

Joel Simrém e colaboradores<br />

(2022), foram<br />

atribuídos dois grupos<br />

sendo descritos como:<br />

Aβ-positivos (indivíduos<br />

que apresentam<br />

maiores chances de<br />

desenvolverem e/ou<br />

já apresentam DA) e<br />

Aβ-negativos (indivíduos<br />

que se apresentam<br />

sem comprometimento<br />

cognitivo). Na análise<br />

diagnóstica com base<br />

nas dosagens da proteína<br />

beta amiloide no<br />

LCR, os valores encontrados<br />

foram: 1580 pg/<br />

ml GFAP nas amostras<br />

dos Aβ-negativos e <strong>182</strong>9<br />

pg/ml GFAP no LCR dos<br />

Aβ-positivos, enquanto<br />

que no plasma, os valores<br />

foram: 160 pg/ml da<br />

proteína nos Aβ-negativos<br />

e 231 pg/ml nos<br />

Aβ-positivos.<br />

Nas análises de pesquisa<br />

realizadas por Andréa L.<br />

Benedet e colaboradores<br />

(2021), utilizou-se de<br />

dois grupos de estudo,<br />

um grupo denominado<br />

como TRIAD (Biomarcadores<br />

Translacionais no<br />

Envelhecimento e na<br />

Demência - Translational<br />

Biomarkers in Aging<br />

and Dementia) e o outro<br />

50 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


como BioCogBank Paris<br />

Lariboisière (Estudo Bio-<br />

CogBank Paris, França)<br />

Lariboisière), ambos<br />

apresentaram valores<br />

compatíveis com as análises<br />

anteriores feitas nos<br />

estudos de Patrick Oeckl<br />

e Joel Simrém. No grupo<br />

TRIAD, a população<br />

analisada tem como país<br />

de origem o Canadá, os<br />

pacientes sem transtorno<br />

cognitivo referem-se<br />

a 114 indivíduos, que<br />

exibiram valores menores<br />

da GFAP (5148 pg/ml<br />

no LCR e 93.5 pg/ml no<br />

plasma) ao mesmo tempo<br />

que nos pacientes<br />

que manifestam a DA,<br />

sendo eles 45 indivíduos,<br />

apresentaram valores<br />

maiores, como: 8513 pg/<br />

ml no LCR e 152.8 pg/<br />

ml no plasma. No segundo<br />

grupo, denominado<br />

de BioCogBank, com<br />

voluntários da França, foi<br />

demonstrado o mesmo<br />

padrão, os 21 pacientes<br />

não acometidos pela DA<br />

revelaram uma média<br />

de 2194 pg/ml da GFAP<br />

no LCR e 67,1 pg/ml no<br />

plasma, logo os pacientes<br />

que apresentaram<br />

DA, um total de setenta<br />

e seis, exibiram valores<br />

mais elevados (3759 pg/<br />

ml no LCR e 179,6 pg/ml<br />

no plasma). Tendo isso<br />

em vista, os estudos confirmam<br />

as teorias sobre a<br />

eficácia do biomarcador<br />

na identificação das pessoas<br />

acometidas e/ou<br />

propensas a desenvolver<br />

algum tipo de comprometimento<br />

cognitivo,<br />

como a DA. O biomarcador<br />

GFAP poderá ter<br />

dosagens maiores tanto<br />

no LCR quanto no plasma<br />

pelo fato de que, na<br />

DA o acúmulo da proteína<br />

beta amiloide causará<br />

a ativação de respostas<br />

inflamatórias nos<br />

astrócitos, os quais são<br />

responsáveis por liberar<br />

a GFAP, o que explica o<br />

aumento da quantidade<br />

observado nos indivíduos<br />

com comprometimento<br />

cognitivo.<br />

Aβ proteína (Proteína<br />

beta amilóide)<br />

A proteína beta amiloide<br />

tem como precursora a<br />

Proteína Precursora Amiloide<br />

(APP), a qual é expressa<br />

em diversas células no<br />

organismo e sua produção<br />

depende do estado fisiológico<br />

das células. APP é uma<br />

proteína transmembranar<br />

e suas funções ainda não<br />

estão totalmente elucidadas,<br />

porém já se sabe que<br />

ela possui papel importante<br />

na regulação da sobrevivência<br />

dos neurônios. A<br />

APP é transportada ao<br />

longo dos axônios até<br />

os terminais pré-sinápticos,<br />

onde se acumula<br />

em níveis relativamente<br />

altos (e quando clivada,<br />

dá origem a Aβ, que é<br />

uma substância neurotóxica).<br />

A proteína Aβ<br />

tende-se a acumular e<br />

se agregar, formando<br />

as placas senis, importante<br />

marcador neuropatológico<br />

da. (ABEY-<br />

SINGHE; DESHAPRIYA e<br />

UDAWATTE, 2020).<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

51


Autores: Giovanna das Graças Batista Pereira, Maria Clara Toledo Eduardo, Naiara Chaves<br />

Silva, Catherine Bueno Domingueti.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

A Aβ pode ter entre<br />

40 e 42 aminoácidos, a<br />

depender do ponto em<br />

no qual será possível<br />

avaliar baixas concentrações<br />

dessa proteína<br />

acurácia na dosagem da<br />

proteína beta amiloide<br />

em amostras de plas-<br />

que sofre a clivagem,<br />

(VERBERK et al., 2018). O<br />

ma, com isso, a técnica<br />

estudos indicam que a<br />

motivo das baixas con-<br />

SIMOA, vem sendo mais<br />

forma com 42 aminoá-<br />

centrações no LCR, está<br />

utilizada em estudos de<br />

cidos é mais neurotó-<br />

correlacionado ao gran-<br />

biomarcadores plasmá-<br />

xica, ela se acumula e<br />

de acúmulo do peptídeo<br />

ticos na DA, por ser uma<br />

se liga aos receptores<br />

no cérebro, logo, não<br />

tecnologia ultra sensí-<br />

AMPA (receptor ao qual<br />

estará sendo liberado<br />

vel. Assim como o ELISA,<br />

o neurotransmissor glu-<br />

para o LCR, assim como<br />

o SIMOA também utiliza<br />

tamato se une) e canais<br />

para a corrente sanguí-<br />

captura monoclonal e<br />

de cálcio, aumentan-<br />

nea. As concentrações<br />

anticorpos de detecção<br />

do o influxo de cálcio<br />

no plasma são ainda<br />

(LI; MIELKE, 2019).<br />

e os níveis de cálcio<br />

menores que as do LCR,<br />

intracelular, isso induz<br />

por isso, são necessá-<br />

Em um estudo realiza-<br />

o neurônio à apoptose<br />

rios métodos mais sen-<br />

do, foram avaliados 191<br />

e causa respostas neu-<br />

síveis para a detecção<br />

indivíduos<br />

cognitiva-<br />

roinflamatórias, o que<br />

e dosagem, sendo um<br />

mente saudáveis e 57<br />

também resulta na mor-<br />

deles, o SIMOA (varia-<br />

com DA. Os 191 indi-<br />

te das células neuronais<br />

ção de molécula - single<br />

víduos<br />

apresentaram<br />

(ABEYSINGHE;<br />

DESHA-<br />

molecule array), o qual é<br />

valores elevados da Aβ<br />

PRIYA e UDAWATTE,<br />

capaz de detectar con-<br />

no LCR (187 pg/ml) e<br />

2020). A patologia ami-<br />

centrações mais baixas<br />

no plasma (1.84 pg/ml),<br />

loide (agregação da Aβ<br />

que o ELISA (Enzyme-<br />

enquanto que oqs 57<br />

no cérebro) pode ser<br />

-Linked Immunosorbent<br />

indivíduos com a pato-<br />

identificada através da<br />

Assay - ensaio de imuno-<br />

logia de Alzheimer reve-<br />

tomografia por emissão<br />

absorção enzimática). A<br />

laram dosagens meno-<br />

de pósitrons (PET-CT) e<br />

técnica de imunoabsor-<br />

res tanto no LCR (101<br />

pela dosagem da proteí-<br />

ção enzimática ELISA,<br />

pg/ml) quanto no plas-<br />

na beta amiloide no LCR,<br />

não apresentou tanta<br />

ma (1.59pg/ml). Como<br />

54 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


os valores no plasma da<br />

Aβ são mais reduzidos e<br />

nos pacientes com DA<br />

- Iniciativa de Neuroimagem<br />

na Doença de<br />

Alzheimer), AIBL (Aus-<br />

foi constatada a redução<br />

da presença da proteína<br />

beta amiloide no plas-<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

se revelam ainda meno-<br />

tralian Imaging, Bio-<br />

ma do grupo PET posi-<br />

res, o estudo utiliza-<br />

markers and Lifestyle<br />

tivo (0.121 pg/ml) em<br />

-se do cálculo da razão<br />

Study - Estudo Austra-<br />

relação ao grupo PET<br />

entre a Aβ 42 pela Aβ 40,<br />

liano de Imagem, Bio-<br />

negativo (0.133pg/ml).<br />

realizando assim uma<br />

marcadores e Estilo de<br />

divisão dos valores obti-<br />

Vida) e Swedish BioFIN-<br />

No projeto AIBL, estavam<br />

dos dessas variações da<br />

DER study (Estudo sue-<br />

presentes 78 pessoas no<br />

cadeia polipeptídica, no<br />

co BioFINDER). Todos<br />

grupo PET negativo e<br />

entanto, mesmo empre-<br />

eles utilizaram a mesma<br />

105 pessoas no grupo<br />

gando esse cálculo nos<br />

classificação dos indiví-<br />

PET positivo, foram fei-<br />

valores das dosagens,<br />

duos, através da PET-CT<br />

tas as dosagens no plas-<br />

ainda pode ser consta-<br />

(análise do acúmulo de<br />

ma dos indivíduos dos<br />

tada a redução do valor<br />

placas beta amiloides<br />

dois grupos e a redução<br />

nos indivíduos com a<br />

no cérebro). Com isso,<br />

da proteína beta amiloi-<br />

DA, demonstrando 6.81<br />

os voluntários foram<br />

de no plasma do grupo<br />

pg/ml no plasma dos<br />

divididos em dois gru-<br />

PET positivo também foi<br />

pacientes saudáveis e<br />

pos: PET negativos (em<br />

constatada (0.115 pg/<br />

5.51 pg/ml nos pacien-<br />

que não ocorreu apa-<br />

ml) em relação ao gru-<br />

tes com Alzheimer (VER-<br />

recimento do acúmu-<br />

po PET negativo (0.129<br />

BERK et al., 2018).<br />

lo de placas, sendo 93<br />

pg/ml). No projeto Bio-<br />

indivíduos) e PET posi-<br />

FINDER, estabeleceu-se<br />

Nas análises realizadas<br />

tivos (em que ocorreu a<br />

uma mesma proporção<br />

por Yan Li e colabo-<br />

observação das placas<br />

de indivíduos PET nega-<br />

radores (2022), foram<br />

acumuladas, sendo 89<br />

tivo e PET positivo, em<br />

investigados três pro-<br />

indivíduos). Correlacio-<br />

que foram analisadas 50<br />

jetos, sendo eles: ADNI<br />

nando os valores dosa-<br />

pessoas em cada grupo.<br />

(Alzheimer’s<br />

Disease<br />

dos no plasma dos dois<br />

Quando as dosagens<br />

Neuroimaging Initiative<br />

grupos, no projeto ADNI<br />

no plasma foram rea-<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

55


Autores: Giovanna das Graças Batista Pereira, Maria Clara Toledo Eduardo, Naiara Chaves<br />

Silva, Catherine Bueno Domingueti.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

lizadas, foi obtido um<br />

resultado compatível<br />

com os outros estudos.<br />

estrutural associado<br />

ao citoesqueleto dos<br />

neurônios, então o acú-<br />

velada para uma célula<br />

saudável. A proteína tau<br />

se assemelha aos prío-<br />

No grupo PET positivo a<br />

mulo da Aβ resulta no<br />

ns devido a sua capaci-<br />

concentração da prote-<br />

dobramento<br />

incorreto<br />

dade similar de trans-<br />

ína beta amiloide foi de<br />

da tau, em consequên-<br />

mitir certas formas de<br />

(0.121 pg/ml) e no grupo<br />

cia disso, temos a for-<br />

informação genética de<br />

PET negativo a concen-<br />

mação de agregados<br />

neurônios mal dobra-<br />

tração se manteve mais<br />

denominados de emara-<br />

dos de uma célula doen-<br />

elevada (0.130 pg/ml).<br />

nhados<br />

neurofibrilares<br />

te para uma célula não<br />

As concentrações da Aβ<br />

(NFTs), os quais levam a<br />

afetada, induzindo mau<br />

no plasma são menores<br />

um prejuízo na comuni-<br />

dobramento e agrega-<br />

por conta de seu acú-<br />

cação entre neurônios e<br />

ção dessas proteínas<br />

mulo no cérebro, sendo<br />

posterior morte destas<br />

(MEREZHKO; URONEN e<br />

necessários<br />

métodos<br />

células<br />

(ABEYSINGHE;<br />

HUTTUNEN, 2020). Des-<br />

mais sensíveis para a sua<br />

DESHAPRIYA e UDAWAT-<br />

sa maneira, temos um<br />

detecção e dosagem,<br />

TE, 2020). Os agregados<br />

aumento na velocidade<br />

por exemplo, através da<br />

da proteína tau, podem<br />

de propagação da tau-<br />

técnica SIMOA. Apesar<br />

ser transmitidos de uma<br />

patia e maior progressão<br />

desse revés, o biomarca-<br />

célula afetada para uma<br />

do declínio cognitivo do<br />

dor se mostra um impor-<br />

célula saudável, indu-<br />

paciente acometido.<br />

tante meio para sinalizar<br />

zindo assim, o mau-do-<br />

a patologia da doença,<br />

bramento e agregação<br />

Estudos<br />

comprovaram<br />

principalmente no início.<br />

patológica do mesmo<br />

que pacientes com DA<br />

tipo de proteína, agin-<br />

apresentam níveis de<br />

Proteína tau<br />

do então como príons.<br />

proteína tau maiores que<br />

A deposição da proteí-<br />

Os príons são proteínas<br />

aqueles não acometidos<br />

na beta amiloide inicia<br />

mal dobradas e infec-<br />

pela doença, além disso,<br />

um processo de hiper-<br />

ciosas, que têm a capa-<br />

foi possível correlacionar<br />

fosforilação da proteína<br />

cidade de transmitir sua<br />

os valores da tau no plas-<br />

tau, que é um peptídeo<br />

conformação mal eno-<br />

ma e no LCR (SHEN et al.,<br />

56 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


2020), ou seja, o plasma<br />

é uma via viável de análise<br />

para a dosagem dessa<br />

analisados 45 indivíduos,<br />

foi observado um<br />

aumento dessa proteí-<br />

No projeto de Thomas K.<br />

Karikari e colaboradores<br />

(2020), foi avaliado o<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

proteína e possibilita o<br />

na para 55.8 pg/ml. Em<br />

estudo BioFINDER, com<br />

diagnóstico dessa taupa-<br />

acréscimo, na dosagem<br />

337 indivíduos cogni-<br />

tia que é a DA.<br />

do plasma do grupo<br />

tivamente saudáveis e<br />

controle, o resultado<br />

126 indivíduos apresen-<br />

Nos ensaios de Andréa<br />

obtido foi de 4.4 pg/ml<br />

tando a DA. Em média,<br />

L. Benedet e colabora-<br />

e no grupo de pacien-<br />

o valor das dosagens do<br />

dores (2021), foram ana-<br />

tes com DA também foi<br />

LCR da proteína tau foi<br />

lisados dois estudos, são<br />

observado o aumen-<br />

igual a 18.2 pg/ml e do<br />

eles: TRIAD (Translatio-<br />

to da proteína para 9.6<br />

plasma igual a 6.0 pg/ml<br />

nal Biomarkers in Aging<br />

pg/ml. No BioCogBank,<br />

no grupo controle. Nos<br />

and Dementia - Biomar-<br />

houve a análise de 21<br />

pacientes com a pato-<br />

cadores<br />

Translacionais<br />

indivíduos no grupo<br />

logia de Alzheimer as<br />

no Envelhecimento e<br />

controle e os dados<br />

dosagens foram iguais<br />

na Demência) e BioCo-<br />

apresentaram 8.6 pg/<br />

a 35.7 pg/ml no LCR e<br />

gBank Paris Lariboisière<br />

ml na dosagem da pro-<br />

9.4 pg/ml no plasma. Os<br />

(Estudo<br />

BioCogBank<br />

teína tau no LCR, logo,<br />

resultados dos estudos<br />

Paris Lariboisière). Em<br />

no grupo dos pacientes<br />

evidenciam que a prote-<br />

ambos estudos foram<br />

com DA, a análise dos 76<br />

ína tau é uma boa can-<br />

feitas dosagens da p-tau<br />

voluntários, apresentou<br />

didata a biomarcador<br />

no LCR e plasma. No<br />

a dosagem da proteína<br />

plasmático para identi-<br />

TRIAD, a dosagem no<br />

elevada para 59.3 pg/<br />

ficação da, sendo que<br />

LCR da proteína tau no<br />

ml. Na dosagem do plas-<br />

seus valores se correla-<br />

grupo controle conten-<br />

ma foi obtido um valor<br />

cionam com os presen-<br />

do 114 indivíduos, apre-<br />

de 1.8 pg/ml no grupo<br />

tes no LCR e nos pacien-<br />

sentou um resultado de<br />

controle e houve a ele-<br />

tes de DA apresentam<br />

14.4 pg/ml, enquanto<br />

vação nos indivíduos<br />

aumento quando com-<br />

que, no grupo de pacien-<br />

comprometidos cogniti-<br />

parados aos valores de<br />

tes com DA, tendo sido<br />

vamente para 3.6 pg/ml.<br />

indivíduos saudáveis.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

57


Autores: Giovanna das Graças Batista Pereira, Maria Clara Toledo Eduardo, Naiara Chaves<br />

Silva, Catherine Bueno Domingueti.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Conclusão<br />

Os resultados presentes<br />

na literatura analisada<br />

neste estudo, revelam<br />

que os três biomarcadores<br />

se mostraram eficientes<br />

no diagnóstico<br />

prévio da doença de<br />

Alzheimer, sendo comprovado<br />

em diversos<br />

estudos a eficácia de<br />

cada um, reprodutibilidade<br />

e sensibilidade<br />

nos testes realizados,<br />

vale ressaltar que, o uso<br />

concomitante de mais<br />

de um biomarcador<br />

apresentará resultados<br />

mais fidedignos. Para<br />

isso, o grupo de biomarcadores<br />

estudados<br />

neste trabalho é um ótimo<br />

candidato, visto que<br />

todos possuem características<br />

consideradas<br />

ideais para se apresentarem<br />

como meios de<br />

diagnóstico, como por<br />

exemplo, serem capazes<br />

de atravessar a barreira<br />

hematoencefálica para<br />

cair na corrente sanguínea<br />

e serem detectados<br />

e dosados no plasma.<br />

Outra característica ideal<br />

é que podem ser usados<br />

para descartar hipóteses<br />

de outras doenças<br />

neurodegenerativas<br />

com sintomas semelhantes<br />

à DA.<br />

Referências<br />

ALTUNA-AZKARGORTA, M.; MENDIOROZ-<br />

-IRIARTE, M.. Biomarcadores sanguíneos<br />

en la enfermedad de Alzheimer. Sociedad<br />

Española de Neurología. [s.l.], v.36, n.9, p.<br />

704-710, Nov/Dez. 2021.<br />

BENEDET, Andréa L et al. Differences Between<br />

Plasma and Cerebrospinal Fluid Glial<br />

Fibrillary Acidic Protein Levels Across the<br />

Alzheimer Disease Continuum. Jama Neurology.<br />

[s.l.], v.78, n.12, p. 1-13, Dez/Out. 2021.<br />

ELAHI, Fanny M et al. Plasma biomarkers of<br />

astrocytic and neuronal dysfunction in early-<br />

and late-onset Alzheimer’s disease. Elsevier.<br />

[s.l.], v.16, n.4, p. 1-15, Set/Jan. 2020.<br />

HAMPEL, Harald et al. Blood-based biomarkers<br />

for Alzheimer disease: mapping the<br />

road to the clinic. Nature Reviews Neurology.<br />

[s.l.], v.14, n.14, p. 639-652, Out/Out. 2018.<br />

KARIKARI, Thomas K et al. Blood phosphorylated<br />

tau 181 as a biomarker for<br />

Alzheimer's disease: a diagnostic performance<br />

and prediction modelling study<br />

using data from four prospective cohorts.<br />

The Lancet Neurology. [s.l.], v.19, n.5, p.<br />

422-433, Mai/Mai. 2020.<br />

KHAN, Sahil; BARVE, Kalyani H; KUMAR,<br />

Maushmi S. Recent Advancements in<br />

Pathogenesis, Diagnostics and Treatment<br />

of Alzheimer's Disease. Current Neuropharmacology.<br />

[s.l.], v.18, n.11, p. 1106-<br />

1125, Nov/Nov. 2020.<br />

LI, Danni; MIELKE, Michelle M. An Update on<br />

Blood-Based Markers of Alzheimer’s Disease<br />

Using the SiMoA Platform. Neurology And<br />

Therapy. [s.l.], v.8, n.1, p. 1-10, Dez/Dez. 2019.<br />

LI, Yan et al. Validation of Plasma Amyloid-β<br />

42/40 for Detecting Alzheimer Disease Amyloid<br />

Plaques. American Academy Of Neurology.<br />

[s.l.], v.98, n.7, p. 688-699, Fev/Fev. 2022.<br />

MANTZAVINOS, Vasileios; ALEXIOU, Athanasios.<br />

Biomarkers for Alzheimer's Disease<br />

Diagnosis. Current Alzheimer Research. [s.l.],<br />

v.14, n.11, p. 1149-1154, Nov/Nov. 2017.<br />

MEREZHKO, Maria; URONEN, Riikka-liisa;<br />

HUTTUNEN, Henri J.. The Cell Biology<br />

of Tau Secretion. Frontiers In Molecular<br />

Science. Helsinki, v.13, n.1, Jun/Set. 2020.<br />

OECKL, Patrick et al. doi: 10.3233/JAD-<br />

180325. Glial Fibrillary Acidic Protein in<br />

Serum is Increased in Alzheimer's Disease<br />

and Correlates with Cognitive Impairment.<br />

Journal Of Alzheimer's Disease.<br />

[s.l.], v.67, n.2, p. 481-488, Nov/Jan. 2019.<br />

PRINS, S. et al. Inflammatory plasma biomarkers<br />

in subjects with preclinical Alzheimer’s<br />

disease. Alzheimer's Research & Therapy.<br />

Leiden, v.14, n.106, p. 1-9, Nov/Ago. 2022.<br />

RODRIGUES, Fabiano de Abreu. ASTRÓCI-<br />

TOS: DO PROTAGONISMO AOS DÉFICITS.<br />

<strong>Revista</strong> Científica Saúde e Tecnologia.<br />

[s.l.], v.2, n.10, p. 1-15, Out/Out. 2022.<br />

SHEN, Xue-ning et al. Plasma amyloid, tau,<br />

and neurodegeneration biomarker profiles<br />

predict Alzheimer's disease pathology and<br />

clinical progression in older adults without<br />

dementia. Alzheimers Dement (amst). [s.l.],<br />

v.12, n.1, p. 1-11, Mai/Set. 2020.<br />

SIMRÉN, Joel et al. Differences between<br />

blood and cerebrospinal fluid glial fibrillary<br />

Acidic protein levels: The effect of sample<br />

stability. Alzheimer's & Dementia. [s.l.], v.18,<br />

n.10, p. 1988-1992, Out/Set. 2022.<br />

TADAY, Jéssica Hauschild. EFEITO DE<br />

AGENTES QUE MIMETIZAM ALGUMAS<br />

CARACTERÍSTICAS INICIAIS DA DOENÇA<br />

DE ALZHEIMER SOBRE PARÂMETROS DE<br />

FUNÇÃO ASTROCÍTICA E NO PROCESSA-<br />

MENTO AMILOIDE EM CULTURAS PRIMÁ-<br />

RIAS DE ASTRÓCITOS. 2020. 41f. Monografia<br />

- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO<br />

GRANDE DO SUL, Porto Alegre, 2020.<br />

VERBERK, Inge et al. Plasma Amyloid as Prescreener<br />

for the Earliest Alzheimer Pathological<br />

Changes. Annals Of Neurology. [s.l.], v.84,<br />

n.5, p. 648-658, Jun/Nov. 2018.<br />

58 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA<br />

APLICADOS AO LABORATÓRIO DE HEMATOLOGIA<br />

BIOSAFETY PRINCIPLES APPLIED TO HEMATOLOGY LABORATORY<br />

Autores:<br />

Leonardo Rafael Cardos do Amarante¹<br />

Allyne Cristina Grando¹<br />

1- Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Canoas, RS, Brasil<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

Diariamente, inúmeros acidentes de trabalho são registrados<br />

por todo o país dentro de laboratórios de análises clínicas.<br />

A biossegurança tem como objetivo minimizar os riscos<br />

aos quais o trabalhador é exposto ao exercer suas funções.<br />

Atualmente, sabe-se que inúmeros meios estão em vigor<br />

para que a redução de riscos seja priorizada dentro da rotina<br />

laboratorial, mas ainda há muito a ser revisto e estudado<br />

para que o objetivo seja alcançado. Este artigo buscou<br />

relacionar e analisar os conhecimentos até então presentes<br />

na literatura e esclarecer questões acerca de biossegurança<br />

no setor de hematologia do laboratório clínico.<br />

Abstract<br />

Daily, many work accidents are registered over the whole<br />

country inside laboratory of clinical analysis. The biosafety has<br />

as goal to minimize any risks to whom the employees may be<br />

exposed while performing their duties. Nowadays, it is know<br />

that numberless measures are operative with the purpose of<br />

giving priority to the reduce of risks inside laboratories routine,<br />

but there is a lot more to be reviewed and studied so the goal<br />

can be conquered. This revision article has as a target to relate<br />

and make an analysis of the knowledge already present in the<br />

literature, and to make clear questions about biosafety in the<br />

section of hematology of the clinical laboratory.<br />

Palavras-chaves: biossegurança, laboratório, hematologia.<br />

Keywords: biosafety, laboratory, hematology.<br />

60 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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Autores: Leonardo Rafael Cardos do Amarante, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Introdução<br />

A biossegurança pode<br />

ser definida como um<br />

conjunto de ações que<br />

tem como objetivo minimizar<br />

e prevenir os riscos<br />

referentes às atividades<br />

realizadas frente a pesquisas<br />

e produção, no<br />

ramo da saúde, visando<br />

sempre a integridade do<br />

trabalhador e do meio<br />

ambiente. Ser um profissional<br />

da área da saúde é<br />

estar exposto a diversos<br />

riscos biológicos e ao<br />

longo dos anos novas<br />

diretrizes foram desenvolvidas<br />

para melhorar<br />

a segurança dentro do<br />

ambiente de trabalho. 1<br />

No Brasil, a biossegurança<br />

segue duas linhas. A<br />

primeira é fundamentada<br />

pela lei 11.105/05 e<br />

se volta para as práticas<br />

de pesquisas com organismos<br />

geneticamente<br />

modificados e células<br />

tronco. Já a segunda<br />

relaciona-se aos riscos<br />

químicos, físicos, biológicos<br />

e de acidentes que<br />

podem ocorrer dentro<br />

do ambiente laboral. Esta<br />

vertente tomou forma<br />

através do Ministério do<br />

Trabalho, com a aprovação<br />

das Normas Regulamentadoras<br />

e da Anvisa<br />

com suas Resoluções. 2<br />

Um profissional atuando<br />

na área de hematologia<br />

de um laboratório de<br />

análises clínicas está<br />

exposto a diversos riscos.<br />

Em seu espaço de trabalho<br />

existem inúmeros<br />

fatores que podem provocar<br />

acidentes, como<br />

a exposição a amostras<br />

biológicas, a reagentes,<br />

soluções e resíduos produzidos<br />

neste ambiente,<br />

entre outros. 3<br />

A literatura explica que<br />

os procedimentos relacionados<br />

à biossegurança<br />

devem ser sempre<br />

priorizados na explicação<br />

das rotinas das<br />

atividades executadas<br />

por qualquer profissional,<br />

mais ainda àqueles<br />

em ambiente passível<br />

de contaminação. Isso<br />

se dá pelo fato de que a<br />

falha humana é a maior<br />

causadora dos acidentes<br />

de trabalho, muitas<br />

vezes causados pela<br />

falta de treinamento e<br />

o uso incorreto de equipamentos<br />

de proteção<br />

individual e coletiva. ¹<br />

A saúde do trabalhador<br />

deve ter um enfoque<br />

maior e a biossegurança<br />

deve servir como base<br />

para tal, partindo do<br />

ponto de vista científico.<br />

A falta de instrução e<br />

prevenção é a maior dificuldade<br />

a ser derrubada<br />

e ainda há muito investimento<br />

para se fazer nessa<br />

área, principalmente<br />

em se tratando de publicações<br />

científicas. ³<br />

62 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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Autores: Leonardo Rafael Cardos do Amarante, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Tendo isso em vista o Os equipamentos de Quanto à gestão do<br />

proteção e segurança. 4 nização e desinfecção. 4 e controle de foco. 7<br />

exposto acima, este artigo<br />

segurança são o primeiro laboratório, esta também<br />

teve como objetivo ponto a ser levado em tem seu papel dentro da<br />

informar os principais conta. Eles são a barreira minimização dos riscos.<br />

aspectos relacionados à primária entre o possível<br />

As atividades devem<br />

biossegurança no setor<br />

patógeno e o trabalhador<br />

exposto. Sem o uso<br />

de hematologia: os princípios,<br />

a classificação dos<br />

laboratório deve possuir<br />

ser organizadas e cada<br />

destes equipamentos, a<br />

riscos, dos agentes biológicos<br />

e dos níveis de<br />

gurança, realizando um<br />

seu esquema de biosse-<br />

vulnerabilidade aumenta<br />

e os fatores de risco<br />

contenção laboratorial,<br />

bem como equipamentos<br />

de segurança e as ser classificados como possíveis agentes biológi-<br />

aumentam. Estes podem<br />

levantamento acerca dos<br />

boas práticas laboratoriais<br />

equipamentos de proteção<br />

cos a serem manipulados,<br />

aplicadas.<br />

Princípios de biossegurança<br />

individual (EPI) e colecos<br />

tiva (EPC).⁵<br />

identificando os principais<br />

riscos e avaliando os<br />

níveis de contenção. 6<br />

no laboratório A barreira secundária<br />

Aliados às normas de pode-se apoiar na infraestrutura<br />

do laboratório.<br />

Se um acidente acontece<br />

neste momento,<br />

biossegurança existem<br />

inúmeros fatores que<br />

Cada objeto deve estar<br />

estabelecem condições<br />

existe um fluxograma<br />

em seu respectivo lugar,<br />

seguras para prevenir a<br />

a se seguir para definir<br />

tudo devidamente sinalizado<br />

e classificado.<br />

exposição do profissional<br />

as próximas ações? O<br />

aos riscos em potencial<br />

laboratório deve possuir<br />

a capacidade para<br />

Além disso, os materiais<br />

dentro de seu ambiente<br />

laboral. Entre eles podedevem<br />

estar sempre<br />

-se destacar a estrutura calibrados e revisados e identificação da fonte<br />

física do laboratório, a as bancadas de trabalho de infecção, para otimização<br />

gestão do mesmo e o uso devem ser de material<br />

das ações de<br />

dos equipamentos de que permita a fácil higie-<br />

investigação, vigilância<br />

64 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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Autores: Leonardo Rafael Cardos do Amarante, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

A evolução dos processos<br />

tecnológicos tem conduzido<br />

os profissionais<br />

ligados às atividades de<br />

ensino nos laboratórios<br />

à exposição de diversos<br />

riscos, especialmente os<br />

biológicos e químicos. A<br />

avaliação e o manejo dos<br />

riscos são mandatórios à<br />

definição dos critérios e<br />

ações, visando a minimizar<br />

os riscos que podem<br />

afetar a saúde dos trabalhadores.<br />

6<br />

Riscos referentes ao<br />

setor de hematologia<br />

no laboratório de análises<br />

clínicas<br />

Risco é tudo aquilo que<br />

pode vir a provocar<br />

um acidente que gere<br />

algum tipo de dano ou<br />

também pode ser definido<br />

como a probabilidade<br />

de algum perigo<br />

iminente se concretizar.<br />

Esta probabilidade pode<br />

ser classificada em alta,<br />

média e baixa, sendo a<br />

alta com maiores riscos e<br />

predisposições, a média<br />

sendo uma área intermediária<br />

e a baixa com<br />

chances mais remotas. 8<br />

Acidentes<br />

Ergonômicos<br />

Físicos<br />

Químicos<br />

Biológicos<br />

Quadro 1: Classificação dos riscos no laboratório clínico<br />

Fonte: Adaptado de Porto, 2015 7<br />

são aqueles onde a integridade dos trabalhadores é colocada em<br />

prova. Como exemplo pode-se citar o descarte indevido de substâncias<br />

químicas e até mesmo problemas na infraestrutura física<br />

do local, como piso escorregadio ou falhas elétricas que provoquem<br />

descargas.<br />

Aqueles que interferem nas características psicofisiológicas do indivíduo<br />

e causa desconforto ou problemas de saúde. Certas atividades<br />

exigem que o colaborador adote posturas físicas inadequadas, como<br />

a confecção de lâminas de esfregaço, pipetagem, aferição dos testes<br />

de VHS (volume de hemossedimentação), entre outros. Além disso,<br />

também deve-se levar em conta o transporte de materiais pesados,<br />

como as caixas de corantes e reagentes que devem ser abastecidas<br />

nos equipamentos de análise.<br />

são as formas de energia as quais o trabalhador se expõe durante<br />

a rotina de trabalho. É possível citar aqui os ruídos constantes<br />

dos equipamentos, a temperatura dos aparelhos de ar condicionado,<br />

que devem ser mantidas a níveis mais baixos para preservação<br />

das amostras biológicas, os materiais perfurocortantes,<br />

como agulhas e lâminas.<br />

constitui-se em todas as substâncias, compostos ou produtos nas<br />

formas de gases, vapores, poeiras, fumaças, fumos, névoas ou neblinas,<br />

as quais possam penetrar no organismo pela via respiratória, por<br />

contato pela pele e mucosas ou absorvidas por ingestão.<br />

Abrange a manipulação de materiais biológicos. Um laboratório de<br />

análises clínicas vai lidar com todo tipo de amostra e fluido proveniente<br />

de animais ou seres humanos. As amostras vão desde urina,<br />

fezes e escarro até sangue, tecidos e fragmentos de ossos. Na hematologia,<br />

o sangue vai ser o principal elemento analisado e manuseado<br />

e este pode conter todo tipo de agente patológico, como vírus,<br />

bactérias e parasitas.<br />

Um laboratório de análises<br />

clínicas apresenta<br />

riscos em praticamente<br />

todas as suas divisões.<br />

Contudo, isso não quer<br />

dizer que a presença dos<br />

riscos irá de fato provocar<br />

doença ou acidente<br />

aos colaboradores que<br />

ali laboram. Por isso,<br />

mais do que tudo, o uso<br />

de EPIs e EPCs devidamente<br />

certificados é<br />

importante, assim como<br />

o uso dos princípios<br />

básicos da biossegurança,<br />

para a prevenção dos<br />

acidentes. ⁵<br />

Os riscos podem ser classificados<br />

como: acidentes,<br />

ergonômicos, físicos,<br />

químicos e biológicos,<br />

conforme Quadro 1.<br />

66 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Equipamentos de segurança:<br />

EPI’s e EPC’s<br />

Equipamento de Proteção<br />

Individual (EPI) é<br />

qualquer dispositivo ou<br />

material que se relacione<br />

a minimizar os riscos ao<br />

qual o colaborador está<br />

suscetível no emprego<br />

de suas funções. Estes<br />

equipamentos devem ter<br />

sempre um Certificado de<br />

Aprovação (CA) expedido<br />

antes de ser posto à venda<br />

e é dever da empresa<br />

empregadora disponibilizar<br />

estes itens gratuitamente<br />

e em perfeitas<br />

condições de uso aos seus<br />

funcionários. A regulamentação<br />

do uso de EPIs<br />

está na Norma Regulamentadora<br />

06 (NR-06) do<br />

Ministério do Trabalho. 5<br />

Os EPIs e EPCs básicos<br />

recomendados para<br />

uso nos laboratórios<br />

devem estar em conformidade<br />

com a Portaria<br />

MTB nº 3.214, conforme<br />

Quadro 2.<br />

Já o Equipamento de<br />

Proteção Coletiva (EPC)<br />

deve garantir a proteção<br />

Quadro 2: EPIs e EPCs recomendados para uso no laboratório clínico<br />

Material<br />

Óculos de segurança<br />

Jaleco ou avental<br />

Sapato fechado<br />

Luvas de procedimento<br />

Fonte: Adaptado de Hirata, 2016 6<br />

de todos os trabalhadores<br />

expostos a riscos, como<br />

um conjunto. Como exemplo,<br />

pode citar-se os extintores<br />

de incêndio, que em<br />

casos críticos podem ser<br />

utilizados por qualquer<br />

pessoa disponível; ou até<br />

mesmo as capelas, para<br />

manuseio de substâncias<br />

tóxicas altamente voláteis.<br />

O uso dessas substâncias<br />

no local adequado previne<br />

a contaminação de todos<br />

aqueles presentes no<br />

ambiente, não só de seu<br />

manuseador. 5<br />

Função<br />

prevenir possíveis provenientes dos tubos a serem<br />

analisados no momento da confecção do esfregaço<br />

microscópica ou na pesquisa de coágulos.<br />

proteção do tronco e evitar a contaminação das<br />

roupas usuais, usadas por baixo.<br />

evitar qualquer perfuração ou contaminação por<br />

queda de amostra ou reagente no chão, que possa<br />

atingir os pés. O antiderrapante seria para evitar<br />

possíveis escorregões ou tombos.<br />

análise e manuseamento de qualquer tipo de amostra<br />

biológica. Ao entrar em ambiente laboratorial,<br />

é imprescindível o uso das luvas, pois as mesmas<br />

evitam o contato das mãos com as superfícies que<br />

podem vir a estar contaminadas, além de ser uma<br />

primeira barreira para eventuais acidentes com perfurocortantes.<br />

Também é importante<br />

citar o mapeamento<br />

de riscos, as placas<br />

de identificação para<br />

materiais tóxicos, inflamáveis<br />

e radioativos,<br />

assim como os símbolos<br />

de risco biológico e<br />

sinais para as saídas de<br />

emergência, escadas,<br />

extintores de incêndio.<br />

Lembrando que tudo<br />

deve ser constantemente<br />

revisado e o pessoal<br />

do laboratório devidamente<br />

treinado para<br />

uso e identificação. 9<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

67


Autores: Leonardo Rafael Cardos do Amarante, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Por fim, cita-se o uso de<br />

pipetadores e pipetas<br />

mecânicos e automáticos,<br />

como pera de<br />

borracha; contenção<br />

para equipamentos<br />

como homogeneizador,<br />

agitador, vórtex, etc.;<br />

coletores de materiais<br />

perfurocortantes devidamente<br />

expostos e<br />

não ultrapassando seu<br />

limite de preenchimento,<br />

para o descarte e<br />

desprezo correto dos<br />

objetos; chuveiro e lava-<br />

-olhos, que devem estar<br />

presentes em todos os<br />

laboratórios em perfeito<br />

estado de funcionamento<br />

e higienizado. A<br />

água para os lava-olhos<br />

deve ser preferencialmente<br />

filtrada. 10<br />

Boas práticas laboratoriais<br />

(BPLs)<br />

As BPLs constituem<br />

em um agrupamento<br />

de normas e ações de<br />

segurança que devem<br />

ser levadas em consideração<br />

quando o assunto<br />

segurança é abordado.<br />

Elas servem para reduzir<br />

os acidentes que podem<br />

ocorrer durante as atividades<br />

laborais, além de<br />

assegurar a melhoria da<br />

qualidade dos serviços<br />

dentro do laboratório. 11<br />

A utilização das BPLs<br />

necessita de que a<br />

atenção de todos esteja<br />

voltada para ela, de forma<br />

que ao desenvolver<br />

cada atividade dentro<br />

do setor, o trabalhador<br />

tenha prudência quando<br />

for realizar atividades<br />

que possuam risco. Além<br />

disso, é importante que<br />

o responsável pelo setor<br />

sempre saliente, incentive<br />

e fiscalize as práticas<br />

seguras, tornando o<br />

ambiente mais propício. 12<br />

Entre as principais BPLs<br />

é importante destacar:<br />

1. Evitar circulação de<br />

grande número de pessoas<br />

no interior do laboratório.<br />

2. Levar em consideração<br />

os hábitos de higiene e<br />

vestuário. Cita-se como<br />

exemplo a importância<br />

da higienização das mãos<br />

antes e após a entrada no<br />

laboratório, assim como<br />

manter as unhas devidamente<br />

aparadas, de<br />

forma que evite possíveis<br />

contaminações.<br />

3. Não permitir o consumo<br />

ou armazenamento<br />

de alimentos dentro da<br />

área do laboratório. Cada<br />

instituição deverá ter<br />

uma copa ou refeitório<br />

para a refeição dos trabalhadores.<br />

Também não é<br />

permitido beber ou mascar<br />

chicletes.<br />

4. Usar o equipamento<br />

correto na hora de<br />

pipetar e jamais utilizar<br />

a boca para esta ação.<br />

Além disso, deve-se evitar<br />

colocar qualquer tipo<br />

de material na boca dentro<br />

da área de análises.<br />

5. O uso de calçados de<br />

proteção devidamente<br />

apropriados para o<br />

ambiente. Estes sempre<br />

devem ser fechados e, de<br />

preferência, com solado<br />

antiderrapante.<br />

68 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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Autores: Leonardo Rafael Cardos do Amarante, Allyne Cristina Grando.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

6. É imprescindível o uso<br />

de luvas de procedimento<br />

para realizar qualquer<br />

tipo de atividade dentro<br />

da área laboratorial. Para<br />

tocar em objetos de uso<br />

comum, é sempre necessário<br />

fazer a correta higienização<br />

previamente.<br />

7. É terminantemente<br />

proibido o uso do jaleco<br />

em ambiente externo.<br />

Esta é uma vestimenta de<br />

proteção para o desenvolvimento<br />

das atividades<br />

no laboratório, mas<br />

que pode ser uma fonte<br />

de contaminação se utilizada<br />

no ambiente errado.<br />

8. Também se frisa a<br />

importância de evitar a<br />

utilização de adornos,<br />

como colares, anéis e<br />

pulseiras ao realizar as<br />

atividades do laboratório.<br />

9. Artigos pessoais, como<br />

celulares e afins, devem<br />

permanecer fora das áreas<br />

internas do laboratório,<br />

sendo devidamente<br />

armazenadas em local<br />

apropriado.<br />

10. Os Procedimentos<br />

Operacionais Padrões<br />

(POP) devem estar devidamente<br />

identificados<br />

e ao alcance de todos.<br />

Além disso, estes necessitam<br />

estar organizados<br />

e atualizados.<br />

11. A limpeza do laboratório<br />

como um todo deve<br />

ser realizada regularmente.<br />

É recomendado o uso<br />

de hipoclorito de sódio e<br />

álcool a 70% para higienização<br />

de instrumentos,<br />

bancadas e outras<br />

superfícies. Em casos de<br />

derramamento de materiais<br />

biológicos, é preciso<br />

fazer a desinfecção imediatamente.<br />

12. Acondicionar soluções<br />

reagentes e produtos<br />

químicos nas embalagens<br />

adequadas, além de<br />

identificar devidamente<br />

cada uma delas, com<br />

data de abertura, indicação,<br />

prazo de validade e<br />

toxicidade, entre outras.<br />

13. Descartar devidamente<br />

cada material no<br />

seu recipiente adequado.<br />

Em caso de resíduos<br />

biológicos e químicos, a<br />

vedação deve ser cuidada<br />

para que este tenha<br />

condições seguras de<br />

chegar ao seu local de<br />

descarte final sem lesar<br />

alguém, evidenciando<br />

que o descarte deve<br />

estar de acordo com a<br />

RDC nº222/2018. 13<br />

14. Ao iniciar um novo<br />

colaborador na rotina<br />

do laboratório, deve-se<br />

priorizar durante o treinamento<br />

as questões<br />

relacionadas à biossegurança,<br />

para proteger tanto<br />

ele quanto o restante<br />

da equipe. A supervisão<br />

deve ser mais vigorosa<br />

neste período de treinamento.<br />

15. Tentar evitar ao máximo<br />

que algum colaborador<br />

trabalhe sozinho ou<br />

em longas jornadas de<br />

trabalho. O risco de acidentes<br />

é sempre maior<br />

nestes casos.<br />

16. Capacitar toda a equipe<br />

sobre como proceder<br />

em casos de acidente,<br />

frisando cada passo a<br />

ser seguido, como onde<br />

ir primeiro e onde está<br />

localizado o kit de primeiros<br />

socorros. 12<br />

70 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Conclusão<br />

As atividades realizadas<br />

dentro de um laboratório<br />

de hematologia estão<br />

fadadas a riscos o tempo<br />

todo. Por conta disso, a<br />

necessidade de diretrizes<br />

se faz, colocando a biossegurança<br />

em prática com o<br />

objetivo de minimizá-los<br />

e garantir o resguardo<br />

dos trabalhadores que<br />

atuam neste ambiente.<br />

A atualização dos POPs<br />

e utilização correta dos<br />

mesmos entra como primeira<br />

barreira contra os<br />

acidentes. A cada dia as<br />

tecnologias se desenvolvem<br />

e, durante a rotina, é<br />

importante que os procedimentos<br />

também sejam<br />

modernizados, mas não<br />

sem garantir a segurança<br />

daquele que for manuseá-las,<br />

determinando os<br />

níveis de contenção.<br />

O fator humano compromete<br />

a segurança como<br />

um todo. Muitas vezes o<br />

trabalhador se preocupa<br />

com a execução de suas<br />

atividades apenas, deixando<br />

de lado a segurança<br />

e menosprezando<br />

os riscos, com a ideia de<br />

que nada vai lhe acontecer.<br />

Por isso é importante<br />

salientar que o maior<br />

empenho quando se<br />

trata de biossegurança<br />

está em direcionar a pessoa<br />

aos aspectos básicos<br />

da mesma, de forma que<br />

se evite o pensamento<br />

de que está tudo bem<br />

manusear uma amostra<br />

de sangue sem luvas ou<br />

então deixar de usar o<br />

jaleco durante a rotina.<br />

Para que a biossegurança<br />

tenha efetividade e<br />

consiga realmente minimizar<br />

os riscos dentro do<br />

ambiente laboratorial, é<br />

imprescindível que todos<br />

os membros da equipe<br />

estejam informados<br />

e comprometidos em<br />

seguir as normas, assim<br />

como capacitados para<br />

passarem-nas adiante e<br />

colocarem-nas em prática<br />

da maneira correta.<br />

Referências Bibliográficas<br />

1. DA COSTA, Marco Antonio Ferreira; DA<br />

COSTA, Maria de Fátima Barrozo. Educação<br />

em biossegurança: contribuições pedagógicas<br />

para a formação profissional em saúde.<br />

[S.l.: s.n.], 2009. 5 p. Disponível em: .<br />

Acesso em: 12 set. 2018.<br />

2. CASTRO, PG; ANDRADE, CA. Biossegurança:<br />

Responsabilidade no cuidado individual<br />

e no cuidado coletivo. Cadernos das Escolas<br />

de Saúde [internet] 2012; 1(7). Disponível<br />

em: . Acesso em: 11 set. 2018.<br />

3. SILVA, Juliana Azevedo, et al. "Investigação<br />

de acidentes biológicos entre profissionais<br />

de saúde." Esc Anna Nery Rev Enferm<br />

[internet]. 2009; 13(3): 508-16. Disponível<br />

em: . Acesso em: 21 out. 2018.<br />

4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria<br />

de Vigilância em Saúde. Portal da Saúde.<br />

Normatizações Técnicas [Internet] [Acesso<br />

em: 22 de nov. 2018]. Available from: http://<br />

portalsaude.saude.gov.br/<br />

5. Ministério da Saúde. NR 6 – Equipamentos<br />

de proteção Individual – EPI. Brasília, 2015, 8p.<br />

6. HIRATA, Mario; FILHO, Jorge; HIRATA,<br />

Rosario. Manual de Biossegurança: 3 ed. São<br />

Paulo: Editora Manole, 2016.<br />

7. PORTO, Andréa et al. Biossegurança em<br />

Saúde. São Paulo: Editora Yendis, 2015.<br />

8. PENNA, P.M.M. Biossegurança: uma revisão.<br />

Arquivos do Instituto Biológico, v.77, n.3,<br />

p.465-555, 2010.<br />

9. COSTA, M. A. F.; COSTA, M. F. B. Educação<br />

e competências em biossegurança. <strong>Revista</strong><br />

Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro,<br />

v. 38, n. 1, p. 46-50, 2004.<br />

10. TEIXEIRA, P.; VALLE, S. Biossegurança:<br />

uma abordagem multidisciplinar. 2.ed. Rio<br />

de Janeiro, RJ: FIOCRUZ, 2010. 442p.<br />

11. RODRIGUES, N; SOUZA, AP; WATANABE,<br />

M. Implantação e implementação das normas<br />

das Boas Práticas Laboratoriais (BPL)<br />

no laboratório de análises de resíduos da<br />

Universidade Estadual de Campinas. 2012.<br />

[acesso em 12 de fevereiro de 2019]. Disponível<br />

em: <br />

12. ARAÚJO, S.A. et al. Manual de biossegurança:<br />

boas práticas no laboratórios de aulas<br />

práticas da área básica das ciências biológicas<br />

e da saúde. 2009. 100f. Disponível em: .<br />

Acesso em: 21 jan. 2019.<br />

13. Brasil. Agência Nacional de Vigilância<br />

Sanitária. RDC nº 222, de 28 de março de<br />

2018. Regulamenta as Boas Práticas de<br />

Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de<br />

Saúde e dá outras providências. Diário Oficial<br />

da República Federativa do Brasil, Poder<br />

Executivo, Brasília, 29 de março de 2018.<br />

72 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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GESTÃO LABORATORIAL<br />

COLEÇÃO: GESTÃO ECONÔMICA DE VANGUARDA<br />

PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS<br />

VOLUME 3: MERCADO: ASPECTOS DA SITUAÇÃO – PROBLEMA<br />

PARA OS INVESTIMENTOS EM LABORATÓRIOS CLÍNICOS.<br />

SEGUNDA DISRUPÇÃO<br />

Por Humberto Façanha da Costa Filho<br />

Introdução geral<br />

Em 2024, a Unidos Consultoria<br />

e Treinamento<br />

completou 24 anos de<br />

existência, cumprindo<br />

fielmente a sua razão<br />

de existir: fazer o possível<br />

para socializar tudo<br />

que conhecemos sobre<br />

gestão de laboratórios<br />

clínicos, pois acreditamos<br />

firmemente que a divisão<br />

do conhecimento é na<br />

verdade, a multiplicação<br />

das oportunidades para<br />

todos, resultando em<br />

uma sociedade mais justa<br />

e um País melhor. Criamos<br />

o PROGELAB – Programa<br />

Nacional para Profissionalização<br />

da Gestão<br />

Laboratorial, cujo macro<br />

OBJETIVO é disponibilizar<br />

uma solução prática em<br />

gestão econômica profissional,<br />

com fundamento<br />

científico e em exemplos<br />

reais advindos da rotina Volume 3: MERCADO:<br />

do dia a dia dos laboratórios<br />

aspectos da situatores<br />

clínicos, para os gesção<br />

– problema para<br />

cuja formação não os investimentos em<br />

é administração, acessível<br />

laboratórios clínicos.<br />

não somente aos SEGUNDA DISRUPÇÃO<br />

grandes, mas também<br />

aos pequenos e médios<br />

laboratórios. A VISÃO do<br />

• Resumo dos volumes<br />

anteriores da Coleção<br />

PROGELAB é aumentar a Foram identificados os<br />

competitividade e reduzir fatores determinantes<br />

o risco de insolvência dos para o sucesso dos investimentos<br />

em laboratórios<br />

laboratórios clínicos do<br />

01203240456ÿ85931 &'()*+,-(./0(1231)3,+40(*3*(2()/5-2+2056)-0(27*+1,(834,(9+4(5:<br />

País, proporcionando a clínicos. Destes vamos<br />

manutenção<br />

;34+(5*+210+238-)()0+-43? QRSTRUVRWÿWYZQRÿ[ÿ\[]^R_`[ÿRÿYÿSabaQY<br />

dos empregos<br />

estudar de forma permanente<br />

o fator que dá o<br />

;3*(,(49+,*+03)A4-J1-=>3?HK


GESTÃO LABORATORIAL<br />

tão de Econômica de Vanguarda<br />

para Laboratórios<br />

Clínicos. Iniciamos a análise<br />

do “Mercado”, identificado<br />

como um fator<br />

decisivo para o sucesso<br />

dos empreendimentos<br />

nas análises clínicas. Apresentamos<br />

o conceito da<br />

primeira disrupção no<br />

mercado. Neste volume<br />

continuamos debatendo<br />

o tema abordando a<br />

segunda disrupção.<br />

• Generalidades<br />

Os cenários expostos<br />

no volume 2 da Coleção<br />

como prenúncio de<br />

acontecimentos futuros<br />

já estão acontecendo<br />

e, com eles, o início da<br />

SEGUNDA DISRUPÇÃO.<br />

Tais cenários foram muito<br />

influenciados pela<br />

pandemia da COVID, que<br />

impactou profundamente<br />

o mercado das análises<br />

clínicas, conforme quadros<br />

a seguir.<br />

noyvoz{ouÿuf}noÿeÿ~etpo€eÿoÿfÿyqqnf<br />

01203240456ÿ8593 &'()*+,-./-0123456373897,*:*+,-79*;?@A=


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GESTÃO LABORATORIAL<br />

• Conclusão<br />

Pelo exposto, fica claro<br />

que atualmente não basta<br />

simplesmente se formar e<br />

abrir um novo laboratório.<br />

Não existe mais espaço<br />

para a aventura, para o<br />

amadorismo na gestão<br />

destes negócios. Há sim,<br />

a imperiosa necessidade<br />

de gestões profissionais<br />

nos laboratórios. Se não<br />

formos competitivos, não<br />

sobreviveremos como<br />

empreendedores! É neste<br />

contexto que se insere a<br />

proposta desta Coleção:<br />

uma pequena colaboração<br />

para ajudar os gestores<br />

laboratoriais enfrentarem<br />

este grande desafio<br />

presente e futuro, não só<br />

da sobrevivência, mas de<br />

tornarem suas organizações<br />

competitivas e rentáveis!<br />

Esta é a nossa seara.<br />

No próximo eBook da<br />

Coleção, iremos continuar<br />

debatendo o tema do<br />

“MERCADO”.<br />

01203240456ÿ8593 ()*+,-./,01*2,34*1561/67,-89:-6;,1*2,, 9;=*./,=-?,-89:@149,+-ABCDE)AFAFDGDH)AIC-.;*6;,-J949-1/- <br />

7-4-=49*1,7>4*?-/,7>=7*+6h97--1/7-:,77-.6?/,+*.I :-./K*+-46./*.>=*7.9.L>1K*M.6J949-1/-=,7,:,7,1/97*.1-4-.N79*.?647*.I O.?,89DEF?< D9:


causas, proporcionando<br />

a visualização das ações<br />

corretivas e preventivas<br />

(soluções). Finalmente,<br />

este sistema contempla<br />

algo único em termos<br />

de gestão econômica<br />

para laboratórios, inédito<br />

mesmo mundialmente: o<br />

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à distância, via internet,<br />

acessível aos laboratórios<br />

de pequeno e médio<br />

porte. A utilização de um<br />

Sistema de Apoio à Decisão<br />

(SAD) decorre, fundamentalmente,<br />

da competição<br />

cada vez maior<br />

entre as organizações,<br />

bem como da necessidade<br />

de obter de forma rápida,<br />

informações cruciais<br />

para o processo decisório.<br />

Um SAD é responsável por<br />

captar e elaborar informações<br />

contidas em uma<br />

base de dados, transformando-os<br />

em vantagem<br />

competitiva, para decidir<br />

de forma inteligente.<br />

Coleção: GESTÃO ECO-<br />

NÔMICA DE VANGUAR-<br />

DA PARA LABORATÓ-<br />

RIOS CLÍNICOS<br />

Qual a razão de existir<br />

desta Coleção? Auxiliar<br />

a reduzir lacuna existente<br />

na formação acadêmica<br />

dos profissionais<br />

das análises clínicas, no<br />

tocante ao assunto da<br />

gestão econômica dos<br />

laboratórios. O foco<br />

são as organizações de<br />

pequeno e médio porte,<br />

pois as de grande porte<br />

normalmente dispõem<br />

de recursos para contratar<br />

gestores profissionais<br />

na área da administração.<br />

Ainda assim, a Coleção<br />

GESTÃO ECONÔMICA<br />

DE VANGUARDA PARA<br />

LABORATÓRIOS CLÍNI-<br />

COS, pode ser de muita<br />

utilidade para tais empreendimentos.<br />

Os gestores<br />

dos laboratórios clínicos<br />

enfrentam atualmente,<br />

com toda a certeza,<br />

desafios titânicos na luta<br />

pela sobrevivência destas<br />

organizações. Nunca<br />

na história das análises<br />

clínicas, os tempos foram<br />

tão difíceis. Hoje é imperiosa<br />

a necessidade de<br />

uma gestão profissional,<br />

não existe alternativa!<br />

Normalmente os empresários<br />

da área estruturam<br />

os seus negócios<br />

utilizando as formações<br />

acadêmicas essencialmente<br />

centradas nas técnicas<br />

médicas, fato que<br />

lhes deixa em desvantagem<br />

inicial no tocante<br />

à gestão dos negócios.<br />

Um laboratório clínico<br />

sempre será uma alternativa<br />

de investimento,<br />

portanto, é justo esperar<br />

um adequado retorno<br />

financeiro para os seus<br />

investidores. Este retorno<br />

depende diretamente da<br />

competitividade e acontece<br />

depois do espírito<br />

empreendedor. Depende<br />

das decisões corretas<br />

presentes na rotina diária<br />

destas empresas. Cabe<br />

aos gestores a grande<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

79


GESTÃO LABORATORIAL<br />

e permanente responsabilidade<br />

de tomar as<br />

mostrar como fazer. Esta<br />

é a parte honesta, difícil<br />

ratórios clínicos do País,<br />

proporcionando a manu-<br />

decisões pertinentes a<br />

de ser encontrada em<br />

tenção dos empregos e<br />

cada situação desafiado-<br />

livros teóricos sobre ges-<br />

uma justa remuneração<br />

ra. Estas decisões devem<br />

tão, até pela complexida-<br />

aos seus acionistas. Boa<br />

ser baseadas em fatos,<br />

de de divulgar situações<br />

leitura, melhor proveito.<br />

dados e informações<br />

particulares. Criamos o<br />

Esperando termos con-<br />

fidedignas, não somen-<br />

PROGELAB – Programa<br />

tribuído para a gestão na<br />

te na intuição. Este é o<br />

Nacional para Profis-<br />

área das análises clínicas,<br />

propósito da Coleção:<br />

sionalização da Gestão<br />

nos despedimos até a<br />

propor uma solução<br />

Laboratorial, cujo macro<br />

próxima edição da revis-<br />

abrangente,<br />

contudo,<br />

OBJETIVO é disponibilizar<br />

ta NewsLab.<br />

prática, fundamentada<br />

em exemplos reais<br />

uma solução prática em<br />

gestão econômica profis-<br />

Boa sorte e sucesso!<br />

advindos da rotina diária<br />

dos laboratórios, para os<br />

gestores cuja formação<br />

sional, acessível a laboratórios<br />

de qualquer porte.<br />

A VISÃO do PROGELAB<br />

Humberto Façanha<br />

51-99841-5153<br />

humberto@unidosconsultoria.com.br<br />

www.unidosconsultoria.com.br<br />

não é administração. Não<br />

é aumentar a competiti-<br />

basta dizer o que fazer,<br />

vidade e reduzir o risco<br />

esta é a parte fácil, mas<br />

de insolvência dos labo-<br />

*Humberto Façanha da Costa Filho<br />

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro<br />

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas<br />

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor<br />

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),<br />

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.<br />

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80 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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RADAR CIENTÍFICO<br />

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TECNOLOGIAS<br />

NA DETECÇÃO PRECOCE DE BACTEREMIAS EM PACIENTES<br />

DO HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA- CEARÁ<br />

Autores:<br />

Inácio Régis Nascimento de Oliveira¹;<br />

Maria Goretti Cavalcante²;<br />

Prof,.Me.João Victor da Silva Bezerra³.<br />

1 - Hospital Geral de Fortaleza,<br />

2 - Hospital Geral Fortaleza,<br />

3 - Universidade Federal do Ceará.<br />

Resumo<br />

Septicemia é uma condição grave que requer<br />

diagnósticos e tratamentos precoce a fim de evitar<br />

complicações e morte. O estudo foi realizado no<br />

Hospital Geral de Fortaleza-Ceará com o objetivo<br />

de avaliar a eficácia do monitoramento contínuo<br />

de hemoculturas usando o equipamento BC<br />

120 (Autobio), juntamente com técnicas de<br />

biologia molecular no diagnóstico precoce de<br />

pacientes graves. Ao longo do estudo, foram<br />

analisadas 26.040 hemoculturas, das quais<br />

3.184 foram positivas e 36 pacientes foram<br />

escolhidos para o experimento. A detecção das<br />

bactérias nas amostras teve um tempo médio<br />

de aproximadamente 20, 2 horas com variações<br />

entre 3, 36 e 58 horas. Das amostras positivas,<br />

33 tiveram uma identificação concordante das<br />

bactérias, havendo 3 divergências atribuídas<br />

a provável contaminação. O uso do BC 12O<br />

(Autobio) permitiu a detecção positiva nas<br />

primeiras horas de incubação, seguido pela<br />

identificação das bactérias por técnicas de<br />

biologia molecular (FilmArray/BioFire) e<br />

confirmação com antibiograma (VITEK 2 /<br />

Biomerieux), permitindo o início do tratamento<br />

mais adequado antes de 24 horas, o que<br />

contribuiu para uma melhor recuperação dos<br />

pacientes analisados. Em conclusão, o estudo<br />

demonstrou que o uso do monitoramento<br />

contínuo de hemoculturas e técnicas de<br />

biologia molecular para o diagnóstico da<br />

septicemia é altamente eficaz. Esses avanços<br />

têm o potencial de melhorar significativamente<br />

os resultados clínicos e a qualidade de vida<br />

dos pacientes, enfatizando o compromisso<br />

contínuo da comunidade médica em fornecer<br />

a melhor assistência possível aos pacientes em<br />

situações críticas. No entanto, é importante<br />

continuar pesquisando e aprimorando essas<br />

tecnologias para enfrentar os desafios de saúde<br />

em constante evolução.<br />

Palavras-chaves: Bacteremia. Diagnóstico Clínico.<br />

Infecção. sepse.<br />

84 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Introdução<br />

Bacteremia significa a presença<br />

de bactérias na corrente sanguínea.<br />

Bacteremia denota uma<br />

grave infecção que pode levar<br />

a morbidade e mortalidade<br />

significativas se não for tratada<br />

adequadamente. Em crianças, o<br />

diagnóstico clínico de bacteremia<br />

pode ser desafiador devido<br />

à apresentação variada dependendo<br />

da idade, local da infecção<br />

e organismo causador. A bacteremia<br />

geralmente ocorre em<br />

casos em que os organismos têm<br />

acesso direto ao sangue, como<br />

endocardite infecciosa ou cateteres<br />

intravenosos (PAI et al., 2015).<br />

A bacteremia tem uma incidência<br />

crescente de até 1-2<br />

casos/1.000 tratamentos em<br />

departamentos de emergência<br />

hospitalar (DE) e cerca de 6-10<br />

episódios/1.000 internações<br />

hospitalares (Mòdol Deltell et al.,<br />

2013). As hemoculturas continuam<br />

sendo o ‘padrão ouro’ para<br />

detecção de bacteremia (Davis,<br />

2013). No entanto, as hemoculturas<br />

não são 100% sensíveis, devido<br />

à exposição recente a antibióticos,<br />

a natureza da bacteremia<br />

(isto é, transitória ou intermitente)<br />

ou o pequeno volume de<br />

sangue obtido. O rendimento<br />

da hemocultura depende do<br />

volume de sangue colhido; 1–5<br />

ml é recomendado para bebês<br />

e crianças. Observou-se que<br />

o rendimento aumentou em<br />

aproximadamente 3% por ml<br />

de sangue cultura (ISAACMAN<br />

et al., 2000). Avaliação clínica,<br />

incluindo história e exame físico,<br />

é essencial para avaliar infecções<br />

bacteriana graves. Isto pode ser<br />

difícil e, portanto, vários modelos<br />

de diagnósticos e avaliações de<br />

biomarcadores foram incorporados<br />

para auxiliar no diagnóstico<br />

e reconhecimento precoce de<br />

infecções bacterianas graves.<br />

Para os profissionais da saúde,<br />

esse conhecimento poderia ajudar<br />

identificar pacientes com risco<br />

particularmente alto de bacteremia<br />

durante o curso da hospitalização,<br />

no âmbito da higiene<br />

hospitalar esse conhecimento<br />

poderia ajudar a iniciar medidas<br />

preventivas e de vigilância específicas<br />

e no quesito a informações<br />

as políticas de saúde. Além disso,<br />

o conhecimento da incidência<br />

diária e da mortalidade associada<br />

a curto prazo poderia ser utilizado<br />

para avaliar a classificação tradicional<br />

da bacteremia.<br />

Materiais e Métodos<br />

Um estudo foi realizado em<br />

um grande hospital público na<br />

cidade de Fortaleza, Ceará a fim<br />

de avaliar a eficácia do monitoramento<br />

contínuo de hemoculturas<br />

no período entre 25/04/2022<br />

a 31/01/2023 usando o equipamento<br />

BC 120 (Autobio) onde<br />

possui um sistema de controle de<br />

temperatura estável e um módulo<br />

vibratório confiável encurtando<br />

o tempo de detecção de<br />

resultados positivos e reduzindo<br />

a taxa de falsos positivos, com o<br />

propósito de cultivar e detectar<br />

bactérias de forma automática,<br />

juntamente com técnicas de biologia<br />

molecular no diagnóstico<br />

precoce de pacientes graves. O<br />

objetivo do trabalho foi iniciar<br />

a antibioticoterapia racional<br />

mais cedo a fim de melhorar a<br />

antibioticoterapia. Ao longo do<br />

estudo, foram analisadas 26.040<br />

hemoculturas, das quais 3.184<br />

(12,23%) foram positivadas e<br />

22.856 (87,77%) negativadas.<br />

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Foram utilizados dois frascos de<br />

hemoculturas da marca autobio<br />

de cada paciente, logo em<br />

seguida, analisadas no aparelho<br />

BC120 (Autobio) assim, uma vez<br />

que em até oito horas após as<br />

amostras identificadas como<br />

positivas através de um sistema<br />

de hemocultura com monitoramento<br />

contínuo o material era<br />

avaliado no equipamento FilmArray/BioFire<br />

onde permite o<br />

teste simultâneo de bactérias,<br />

vírus, leveduras, parasitas e/<br />

ou genes resistentes a antimicrobianos,<br />

projetado para ser<br />

usado com painéis abrangentes,<br />

cada um oferecendo testes<br />

para conjuntos de patógenos<br />

associados a alguns dos desafios<br />

de saúde mais urgentes<br />

da atualidade. A metodologia<br />

manual procedeu-se com o<br />

semeio se caso positivo, em<br />

ágar chocolate composto por<br />

sangue hemolisado e ágar<br />

MacConkey formado por cristal<br />

violeta, lactose e Sais Biliares à<br />

temperatura de ± 35ºC havendo<br />

crescimento, após vinte e<br />

quatro horas analisados no<br />

Vitek onde permite ter acesso a<br />

um sistema automatizado que<br />

Figura 01. Fluxo de processamento de amostras.<br />

Figura 01. Fluxo de etapas de identificação bacteriana.<br />

identificação microbiana de<br />

rotina e testes de suscetibilidade<br />

aos antimicrobianos (TSA)<br />

em microrganismos isolados<br />

de amostras clínicas e posteriormente<br />

com dezoito e vinte<br />

e quatro horas seguindo a<br />

identificação conforme demostrado<br />

no esquema na figura 01.<br />

Resultados<br />

Durante o período do estudo<br />

(início de abril de 2022 ao fim<br />

de janeiro de 2023), o laboratório<br />

em questão realizou 26.040<br />

hemoculturas, das quais 22.856<br />

Figura 02. Relação de resultados<br />

positivos e negativos.<br />

Figura 02. Prevalência de resultados<br />

positivos e negativos,<br />

apresentaram resultados negativos<br />

(87,77%) e 3.184 resultados<br />

positivos (12,23%), os números<br />

estão descritos na figura 02.<br />

86 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Com os resultados obtidos<br />

observou-se um aumento<br />

significativo de hemoculturas<br />

positivas até as vinte quatro<br />

horas com 59,80% de casos, a<br />

imple¬mentação do método<br />

automatizado, confirmando-se a<br />

afirmação de estudos anteriores,<br />

que evidenciam a eficácia deste<br />

método, em relação ao tempo<br />

para detecção do microrganismo<br />

está exposto na figura 03.<br />

Figura 03. Intervalo de tempo entre positividade das amostras.<br />

Figura 03. Número de pacientes positivos por hora.<br />

Figura 04. Frequência de bactérias isoladas.<br />

RADAR CIENTÍFICO<br />

Em relação aos patógenos causadores,<br />

a análise demonstrou<br />

maior incidência de Klebsiella<br />

pneumoniae n=14. O patógeno<br />

encontrado em segundo número<br />

foi a Pseudomonas aeruginosa<br />

n=11, seguido de contaminação<br />

em 03 casos relativos<br />

ao método automatizado estão<br />

demonstrados na figura 04.<br />

Figura 04. Bactérias isoladas em hemoculturas.<br />

O uso do BC 120 (Autobio) permitiu<br />

a detecção bacteriana<br />

positiva de modo que ao existir<br />

microrganismos na amostra<br />

inoculada dentro do frasco, a<br />

consequente produção de CO2<br />

é detectada pelo equipamento<br />

no qual os frascos estão sendo<br />

incubados nas primeiras horas<br />

de incubação, seguido pela<br />

identificação das bactérias por<br />

técnicas de biologia molecular<br />

(FilmArray/BioFire) semeadas em<br />

meio ágar sangue chocolate e<br />

confirmação com antibiograma<br />

(VITEK 2 /Biomerieux), permitindo<br />

o início do tratamento adequado<br />

mais de 24 horas antes, o<br />

que contribuiu para uma melhor<br />

recuperação dos pacientes analisados.<br />

(LACERDA et. al, 2014).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

87


RADAR CIENTÍFICO<br />

Os resultados destacam a<br />

importância do diagnóstico<br />

também ressalta a importância<br />

da cooperação interdisciplinar<br />

do o compromisso contínuo da<br />

comunidade médica em forne-<br />

precoce da septicemia e o uso<br />

entre médicos e outros profis-<br />

cer a melhor assistência possível<br />

de tecnologias avançadas de<br />

sionais de saúde, bem como<br />

aos pacientes em situações crí-<br />

diagnóstico, pois isso pode<br />

o treinamento adequado da<br />

ticas. No entanto, é importante<br />

fazer a diferença entre a vida e<br />

equipe médica para a utiliza-<br />

continuar pesquisando e apri-<br />

a morte para muitos pacientes.<br />

ção correta das tecnologias de<br />

morando essas tecnologias para<br />

Além disso, o estudo enfatiza<br />

diagnóstico. A conscientização<br />

enfrentar os desafios de saúde<br />

a necessidade de investir em<br />

pública sobre medidas preven-<br />

em constante evolução. (MUR-<br />

tecnologias médicas de ponta,<br />

tivas e de controle de infecções<br />

RAY et. al, 2017)<br />

valendo assim ressaltar a relevância<br />

do equipamento BC120<br />

(Autobio) por possuir monitoramento<br />

contínuo facilitando<br />

a pesquisa, além de cumprir as<br />

exigências necessárias a fornecer<br />

amostras de hemocultura<br />

para o ensaio em questão utilizando<br />

tecnologia avançada de<br />

controle visual e não invasivo<br />

com um sistema de detecção<br />

óptica exclusivo que automatiza<br />

totalmente os exames<br />

de sangue. para melhorar os<br />

resultados para os pacientes e<br />

avançar na medicina. O estudo<br />

também é crucial para reduzir a<br />

incidência de infecções hospitalares<br />

e complicações graves.<br />

(ARAÚJO et. al, 2021).<br />

Conclusão<br />

Em conclusão, o estudo demonstrou<br />

que o uso do monitoramento<br />

contínuo de hemoculturas e<br />

técnicas de biologia molecular<br />

para o diagnóstico da septicemia<br />

é altamente eficaz. Esses<br />

avanços têm o potencial de<br />

melhorar significativamente os<br />

resultados clínicos e a qualidade<br />

de vida dos pacientes, enfatizan-<br />

Referências<br />

PAI, Sumita; ENOCH, David A.; ALIYU, Sani H. Bacteremia<br />

in children: epidemiology, clinical diagnosis<br />

and antibiotic treatment. Expert review of anti-infective<br />

therapy, v. 13, n. 9, p. 1073-1088, 2015.<br />

DAVIS, Tessa. NICE guideline: feverish illness in<br />

children—assessment and initial management in<br />

children younger than 5 years. Archives of Disease<br />

in Childhood-Education and Practice, 2013.<br />

NOVOSAD, Shannon A. et al. Vital signs: epidemiology<br />

of sepsis: prevalence of health care factors and<br />

opportunities for prevention. Morbidity and Mortality<br />

Weekly Report, v. 65, n. 33, p. 864-869, 2016.<br />

ISAACMAN, Daniel J. et al. Predictors of bacteremia<br />

in febrile children 3 to 36 months of age.<br />

Pediatrics, v. 106, n. 5, p. 977-982, 2000.<br />

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁ-<br />

RIA. ANVISA. MS. Nota técnica GVIMS/GGTES n.<br />

07/2021. Critérios diagnósticos das Infecções Relacionadas<br />

à Assistência à Saúde (IRAS): notificação<br />

nacional obrigatória para o ano de 2022. Brasília-<br />

DF: 2021. ARAÚJO, M. E. S.;<br />

MAXIMIANO, L. C. S.; OLIVEIRA, C. J. L.; QUEIROZ,<br />

J. Q.; PEREIRA, A. M. F. C.; VIEIRA, A. N. Perfil de<br />

gravidade clínica de pacientes admitidos em Unidade<br />

de Terapia Intensiva. Research, Society and<br />

Development, V. 10, N. 3, 2021. LACERDA, M. K. S.;<br />

SOUZA, S. C. O.; SOARES, D. M.;<br />

SILVEIRA, B. R. M.; LOPES, J. R. Precauções padrão<br />

e Precauções Baseadas na Transmissão de doenças:<br />

revisão de literatura. Ver. Epidemiol. Control<br />

Infect. V. 4, N. 4, 254259 p., 2014. MURRAY, P. R.;<br />

ROSENTHAL, K. S.; PFALLER, M. A. Microbiologia<br />

médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2017.<br />

JM, Mòdol Deltell et al. Occult bacteremia or<br />

bacteremia in adult patients discharged from the<br />

Emergency Department. Medicina Clinica, v. 142,<br />

n. 3, p. 111-113, 2013.<br />

Esse artigo cientifico foi desenvolvido exclusivamente em caráter de pesquisa, pela equipe de microbiologia<br />

do Hospital Geral de Fortaleza.<br />

88 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


PUBLIEDITORIAL II<br />

PROTEÇÃO EM AÇÃO:<br />

O IMPACTO VITAL DA BIOSSEGURANÇA PARA O PROFISSIONAL<br />

DO AMBIENTE LABORATORIAL E O BEM-ESTAR DO PACIENTE<br />

Por Medix & Prof. Dr. Jorge Luiz Araujo Filho (Dr. Biossegurança)<br />

A Biossegurança, enquanto campo<br />

de estudo e conjunto de práticas,<br />

desempenha um papel preponderante<br />

na garantia da proteção e<br />

bem-estar tanto dos profissionais<br />

que atuam nos laboratórios quanto<br />

dos pacientes envolvidos nos processos<br />

diagnósticos e terapêuticos.<br />

É significativa importância da biossegurança<br />

no contexto laboratorial,<br />

destacando os riscos intrínsecos a<br />

esse ambiente e a imperatividade<br />

de medidas preventivas. Essa área<br />

abrange desde protocolos rigorosos<br />

até o uso de equipamentos<br />

específicos, visando resguardar a<br />

saúde e integridade dos profissionais<br />

envolvidos e, por extensão, a<br />

segurança dos pacientes.<br />

No âmbito laboratorial, diversos<br />

riscos podem surgir, incluindo<br />

a exposição a microrganismos<br />

patogênicos, produtos químicos<br />

nocivos e acidentes durante procedimentos.<br />

A interação constante<br />

com agentes biológicos, como<br />

vírus, bactérias e fungos, ressalta<br />

a importância da biossegurança<br />

como barreira protetora. Ademais,<br />

a manipulação de amostras clínicas<br />

e reagentes químicos potencialmente<br />

perigosos acrescenta<br />

complexidade às operações, exigindo<br />

uma abordagem meticulosa<br />

para mitigar possíveis danos.<br />

A necessidade de medidas preventivas<br />

é imperativa para minimizar<br />

a exposição a riscos laboratoriais.<br />

A implementação de<br />

boas práticas, o uso adequado de<br />

Equipamentos de Proteção Individual<br />

(EPIs), a esterilização de instrumentos<br />

e a segregação eficaz<br />

de resíduos são apenas algumas<br />

das estratégias que se mostram<br />

cruciais para salvaguardar a saúde<br />

dos profissionais e a integridade<br />

dos resultados laboratoriais.<br />

Proteção do Profissional Laboratorial<br />

A proteção do profissional laboratorial<br />

é um pilar essencial da biossegurança,<br />

destacando a significativa<br />

contribuição dos materiais de<br />

qualidade, como agulhas, scalps e<br />

também dos EPIs na prevenção de<br />

acidentes e contaminações. Esses<br />

EPIs desempenham um papel crucial<br />

ao criar uma barreira entre os<br />

profissionais e os potenciais riscos<br />

presentes no ambiente laboratorial,<br />

assegurando não apenas a<br />

segurança pessoal, mas também a<br />

integridade dos processos e resultados<br />

laboratoriais.<br />

A adoção e utilização adequada<br />

dos EPIs são fundamentais para<br />

proteger os profissionais contra os<br />

variados perigos que podem surgir<br />

durante suas atividades cotidianas.<br />

Esses equipamentos incluem, mas<br />

não se limitam a, luvas, aventais,<br />

óculos de proteção, máscaras<br />

faciais e calçados apropriados.<br />

Cada elemento desempenha um<br />

papel específico na minimização<br />

do contato direto com agentes<br />

biológicos, produtos químicos<br />

perigosos e outros fatores de risco<br />

presentes no laboratório.<br />

Além da proteção física, o uso de<br />

materiais de qualidade e EPIs contribuem<br />

para a tranquilidade psicológica<br />

do profissional, permitindo<br />

que eles realizem suas funções com<br />

maior confiança e concentração. A<br />

integração bem-sucedida desses<br />

equipamentos e materiais não<br />

apenas previne acidentes imediatos,<br />

mas também evita potenciais<br />

consequências a longo prazo, tanto<br />

para o profissional quanto para a<br />

comunidade em geral.<br />

Impacto da Biossegurança na<br />

Saúde do Paciente<br />

A influência da biossegurança na<br />

saúde do paciente transcende os<br />

limites do laboratório, refletindo-se<br />

diretamente na prevenção<br />

de contaminação cruzada, na<br />

garantia da confiabilidade dos<br />

resultados de testes laboratoriais<br />

e na significativa redução do risco<br />

de complicações associadas a procedimentos<br />

inseguros.<br />

92 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


A prevenção de contaminação<br />

cruzada é uma prioridade inegociável<br />

no ambiente laboratorial.<br />

A implementação de práticas<br />

seguras, aliada ao uso criterioso<br />

de bons materiais e EPIs, visa<br />

minimizar o potencial de transferência<br />

de agentes patogênicos<br />

entre amostras e locais de análise.<br />

Essa abordagem proativa não<br />

apenas resguarda a integridade<br />

das análises, mas, principalmente,<br />

preserva a saúde dos pacientes<br />

ao evitar possíveis infecções<br />

decorrentes de falhas no manejo<br />

de materiais biológicos.<br />

A confiabilidade dos resultados<br />

dos testes laboratoriais é um alicerce<br />

essencial para diagnósticos<br />

precisos e tratamentos eficazes.<br />

A aplicação rigorosa de protocolos<br />

de biossegurança assegura<br />

a integridade das amostras e a<br />

fidedignidade dos resultados,<br />

contribuindo diretamente para<br />

a tomada de decisões médicas<br />

embasadas. Essa confiabilidade é<br />

um elemento crucial na jornada<br />

do paciente, influenciando diretamente<br />

o curso de intervenções<br />

médicas e terapêuticas.<br />

Assim, o impacto da biossegurança<br />

na saúde do paciente é<br />

multifacetado e fundamental. Ao<br />

promover a prevenção, a confiabilidade<br />

e a redução de riscos, a<br />

biossegurança emerge como um<br />

guardião da segurança e bem-estar<br />

do paciente, consolidando-se<br />

como um pilar imprescindível na<br />

busca por uma saúde de qualidade<br />

e segura. Este panorama reforça<br />

a importância de empresas<br />

comprometidas, como a Medix,<br />

na promoção de ambientes laboratoriais<br />

seguros e na contínua<br />

contribuição para a saúde global.<br />

Compromisso da Medix com a<br />

Biossegurança e Bem-Estar<br />

A Medix reitera seu compromisso<br />

inabalável com a promoção da biossegurança<br />

e bem-estar, tanto dos<br />

profissionais laboratoriais quanto<br />

dos pacientes. Com uma visão<br />

dedicada à segurança em saúde, a<br />

empresa concentra seus esforços<br />

no desenvolvimento de produtos<br />

inovadores que garantem a integridade<br />

dos processos laboratoriais,<br />

contribuindo para ambientes mais<br />

seguros e eficientes.<br />

A linha de produtos da Medix é<br />

meticulosamente projetada para<br />

assegurar a biossegurança no<br />

ambiente laboratorial, adotando<br />

padrões rigorosos para prevenir riscos<br />

e proteger os envolvidos. Desde<br />

agulhas, scalps, EPIs até soluções de<br />

higienização, cada dispositivo é concebido<br />

com a mais alta qualidade e<br />

compromisso com a excelência.<br />

O diferencial da Medix reside não<br />

apenas na segurança, mas também<br />

no cuidado com o bem-estar<br />

do paciente. Os dispositivos são<br />

especialmente desenvolvidos para<br />

proporcionar uma experiência mais<br />

confortável e segura durante a coleta<br />

de amostras e outros procedimentos<br />

laboratoriais. O foco na minimização<br />

da dor e desconforto reflete a preocupação<br />

da Medix não apenas com<br />

resultados precisos, mas também<br />

com a experiência do paciente,<br />

reconhecendo que a segurança não<br />

deve comprometer o conforto.<br />

A Medix, assim, transcende as<br />

expectativas ao aliar compromisso,<br />

inovação e responsabilidade social.<br />

Ao investir na excelência dos seus<br />

produtos, a empresa destaca-se<br />

como uma aliada valiosa na construção<br />

de ambientes laboratoriais<br />

que primam pela biossegurança,<br />

bem-estar do paciente e sucesso<br />

profissional. Este compromisso<br />

reforça não apenas a qualidade<br />

dos produtos Medix, mas também<br />

a visão da empresa como parceira<br />

essencial na busca por padrões mais<br />

elevados de segurança e cuidado<br />

no campo da saúde laboratorial.<br />

PUBLIEDITORIAL II<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

93


PUBLIEDITORIAL II<br />

Medix: a parceira de confiança para equipar o seu laboratório neste inverno<br />

O poder do conforto e bem-estar<br />

no pré-analítico: conheça as<br />

Agulhas e Scalps MedixLab<br />

A busca incessante por avanços<br />

Garanta proteção<br />

e diagnósticos precisos<br />

na temporada de inverno<br />

na área da saúde nos conduz a<br />

um novo patamar de excelência: o<br />

bem-estar e conforto dos pacientes.<br />

Pensando nisso, a MedixLab<br />

tem como foco principal, o desenvolvimento<br />

de dispositivos que<br />

reduzem o desconforto durante o<br />

O inverno se aproxima e, com ele,<br />

pré-analítico. Projetadas para proporcionar<br />

o máximo de conforto<br />

surge a temporada de exames<br />

para gripe e outras doenças<br />

ao paciente, essas ferramentas<br />

sazonais. É imprescindível que<br />

incorporam tecnologia de ponta,<br />

seu laboratório esteja plenamente<br />

garantindo equipado precisão para oferecer e eficácia qualidade no<br />

diagnóstico. e diagnósticos Saiba mais precisos. sobre A elas: Medix,<br />

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Agulhas e Scalps a Vácuo MedixLab<br />

facilitam a punção, proporcionam<br />

uma penetração mais suave e<br />

melhor deslizamento da agulha na<br />

veia, o que minimiza o risco de<br />

trauma tecidual no paciente.<br />

Conclusão<br />

Em síntese, a biossegurança emerge<br />

como uma peça-chave na salvaguarda<br />

Máscaras<br />

do ambiente<br />

Tripla Proteção:<br />

laboratorial,<br />

desempenhando Sinônimo de conforto um papel e segurança, vital<br />

na proteção as Máscaras e bem-estar Tripla Proteção tanto dos<br />

profissionais Medix possuem quanto três dos camadas, pacientes.<br />

incluindo Este ciclo um de filtro cuidado com contínuo, mais de<br />

que 95% se inicia de eficiência na adoção contra de práticas vírus,<br />

seguras, partículas atravessa e bactérias. a confiabilidade Disponíveis<br />

dos em resultados quatro cores, e culmina ajudam na a mitigação<br />

prevenir de riscos, a propagação destaca-se doenças como<br />

um respiratórias, imperativo na protegendo busca por uma<br />

saúde profissionais de qualidade. e pacientes.<br />

O Linha compromisso MedixLab: inabalável Da fase da<br />

Medix pré-analítica nesse cenário à analítica, reforça a Linha a sua<br />

posição MedixLab como assegura líder comprometida<br />

precisão e<br />

com confiança a excelência em cada em resultado. biossegurança<br />

Equipada e bem-estar. com dispositivos Os produtos de<br />

desenvolvidos coleta e diagnóstico pela Medix de última não<br />

apenas geração, atendem nossa aos linha mais promove elevados<br />

uma padrões experiência de segurança, completa e mas para<br />

todas as etapas do processo<br />

laboratorial.<br />

também evidenciam uma abordagem<br />

centrada no paciente. Ao<br />

projetar dispositivos que não só<br />

asseguram a biossegurança, mas<br />

também visam proporcionar uma<br />

experiência mais confortável, a<br />

Medix traça um caminho singular<br />

na promoção de ambientes laboratoriais<br />

seguros e acolhedores.<br />

Em um mercado que valoriza o<br />

bem-estar dos pacientes, a Medix<br />

Brasil<br />

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94 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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96 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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Atualmente, com um portfólio composto por mais de 600 SKUs, Medix investe<br />

continuamente em evolução e expansão de mercado, reafirmando seu maior propósito:<br />

fazer parte da vida de milhares de pessoas, oferecendo a proteção, o cuidado e o<br />

bem-estar que elas merecem.<br />

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transformação no mercado da saúde e<br />

proteção, garantindo que a excelência<br />

e produtos de qualidade sejam<br />

acessíveis a todos. Isso formata o<br />

nosso DNA disruptivo.<br />

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A Medix conta com parceiros fornecedores<br />

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98<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> 181 | Janeiro 2024


MATÉRIA DE CAPA<br />

Olhar atento na saúde e no bem-estar<br />

A busca incessante por avanços na área da saúde conduziu a Medix Brasil a um novo patamar de<br />

excelência: o bem-estar e conforto de profissionais e pacientes. A companhia tem como<br />

compromisso desenvolver dispositivos que maximizam o conforto durante o pré-analítico e<br />

promovem máxima precisão.<br />

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MedixLab facilitam a punção,<br />

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profissionais e pacientes, essas ferramentas incorporam<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024 99


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100 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


NEUROCIÊNCIA EM FOCO<br />

INVESTIGANDO AS CAUSAS DO AUTISMO<br />

Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela<br />

Atualmente, permanece<br />

indefinida a etiologia<br />

precisa que desencadeia<br />

o espectro autista. Entretanto,<br />

a crescente prevalência<br />

de diagnósticos de<br />

autismo e uma avaliação<br />

objetiva das circunstâncias<br />

permitem-me<br />

formular e registrar uma<br />

hipótese como uma opinião<br />

pessoal sobre suas<br />

possíveis origens.<br />

Considerando o aumento<br />

na incidência de diagnósticos<br />

de autismo,<br />

verifica-se que indivíduos<br />

no espectro autista<br />

frequentemente desenvolvem<br />

a capacidade de<br />

exibir comportamentos<br />

e expressões emocionais<br />

que correspondem às<br />

expectativas sociais. No<br />

entanto, essas manifestações<br />

podem não corres-<br />

ponder à mesma experiência<br />

emocional interna<br />

presente em indivíduos<br />

neurotípicos, representando<br />

mais uma interpretação<br />

aprendida das emoções<br />

do que uma vivência<br />

emocional autêntica.<br />

Além disso, ao explorar<br />

as causas potenciais para<br />

o crescimento nos casos<br />

de autismo, uma hipótese<br />

pertinente envolve a interação<br />

entre organismos e<br />

tecnologia. Essa interação<br />

pode estar implicando em<br />

modificações genéticas<br />

que favorecem características<br />

comportamentais<br />

menos emocionais e<br />

mais sistematizadas. Esse<br />

fenômeno sugere uma<br />

adaptação evolutiva em<br />

resposta à integração<br />

cada vez maior da tecnologia<br />

na vida diária, refletindo-se<br />

em alterações no<br />

espectro do desenvolvimento<br />

neurológico.<br />

Adicionalmente, é plausível<br />

considerar o impacto<br />

das ondas emitidas pela<br />

tecnologia, combinadas<br />

com fatores como hábitos<br />

alimentares, ascendência<br />

genética e condições<br />

socioeconômicas. Esses<br />

elementos, em conjunto,<br />

podem influenciar a<br />

predisposição genética,<br />

resultando em uma probabilidade<br />

aumentada<br />

de características associadas<br />

ao autismo. Tal<br />

perspectiva abrange uma<br />

visão multifatorial, sugerindo<br />

que o aumento nos<br />

diagnósticos de autismo<br />

pode ser o resultado de<br />

uma complexa interação<br />

entre fatores ambientais,<br />

tecnológicos e genéticos.<br />

Autor:<br />

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues<br />

www.deabreu.pt - www.pressmf.global - Instagram @fabianodeabreuoficial<br />

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB é Pós PhD em Neurociências eleito membro da Sigma Xi, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos , membro da Royal Society of Biology<br />

no Reino Unido e da APA - American Philosophical Association também nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia e filosofia<br />

com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Membro das sociedades de alto QI Mensa, Intertel, ISPE High IQ Society e Triple Nine Society. Autor de mais de<br />

200 artigos científicos e 15 livros.<br />

102 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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ANÁLISES CLÍNICAS<br />

O QUE É UM TESTE DIAGNÓSTICO<br />

PADRÃO-OURO<br />

Por Brunno Câmara<br />

Um teste diagnóstico<br />

padrão-ouro é aquele<br />

considerado como referência<br />

para detecção<br />

e/ou quantificação de<br />

determinado analito.<br />

É o teste usado como<br />

padrão para comparação<br />

de novos testes que<br />

foram desenvolvidos e,<br />

assim, obter sua validade<br />

clinico-diagnóstica.<br />

Geralmente, o teste<br />

padrão-ouro é escolhido<br />

por ter a maior acurácia<br />

no diagnóstico de<br />

condições clínicas.<br />

Um teste padrão-ouro<br />

hipoteticamente ideal<br />

seria um com especificidade<br />

clínica de 100%<br />

(identifica todos os não<br />

doentes) e sensibilidade<br />

clínica de 100% (identifica<br />

todos os doentes).<br />

Porém, na prática, o teste<br />

perfeito não existe. Além<br />

disso, se o teste padrão-<br />

-ouro tiver grande complexidade<br />

de aplicação<br />

clínica pode não ser muito<br />

utilizado na prática.<br />

Para a detecção direta de<br />

muitos vírus, por exemplo,<br />

o teste padrão-ouro é<br />

o cultivo celular da amostra.<br />

Porém, na prática, isso<br />

fica restrito a cenários de<br />

pesquisa científica ou a<br />

laboratórios especializados<br />

como os LACENs<br />

(Laboratório Central de<br />

Saúde Pública).<br />

Como novos métodos<br />

diagnósticos são desenvolvidos<br />

constantemente,<br />

o teste padrão-ouro para<br />

uma determinada condição<br />

clínica pode mudar<br />

ao longo do tempo.<br />

Origem do termo<br />

padrão-ouro<br />

O uso do termo padrão-<br />

-ouro no contexto de<br />

medicina foi utilizado pela<br />

primeira vez na década de<br />

70, em alusão ao padrão-<br />

-ouro monetário.<br />

O padrão-ouro monetário<br />

foi um sistema econômico<br />

em que o valor<br />

da moeda de um país<br />

estava diretamente vinculado<br />

a uma quantidade<br />

específica de ouro.<br />

Do mesmo modo que o<br />

padrão-ouro monetário<br />

permitia a comparação<br />

de diferentes moedas<br />

(Dólar, Libra, Euro etc.), o<br />

padrão-ouro de um teste<br />

diagnóstico permite a<br />

comparação de diferentes<br />

testes.<br />

104 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Exemplos de padrão-<br />

-ouro<br />

O teste oral de tolerância<br />

à glicose (TOTG) é considerado<br />

o padrão-ouro<br />

para diagnosticar o diabetes<br />

mellitus.<br />

Já a hemoglobina glicada<br />

(HbA1C) é considerada<br />

o padrão-ouro para<br />

o monitoramento do<br />

controle da glicemia em<br />

pacientes diabéticos.<br />

Para a deficiência de ferro<br />

é considerada como<br />

padrão-ouro a determinação<br />

da hemossiderina<br />

na medula óssea. Porém,<br />

por precisar de um procedimento<br />

invasivo para<br />

obtenção da amostra,<br />

não é utilizado na prática<br />

rotineira. Sendo assim,<br />

a dosagem de ferritina<br />

sérica é o teste mais utilizado<br />

na triagem.<br />

A quantificação da carga<br />

viral de HIV é usada<br />

como padrão-ouro no<br />

monitoramento da eficácia<br />

da terapia antirretroviral<br />

(TARV).<br />

Na febre maculosa, o<br />

padrão-ouro para a<br />

sorologia é a imunofluorescência<br />

indireta. Já<br />

para o isolamento da<br />

Rickettsia rickettsii, o<br />

padrão-ouro é a cultura<br />

de sangue e tecidos.<br />

A cultura para micobactéria<br />

é o padrão-ouro para<br />

o diagnóstico de tuberculose.<br />

Apesar disso, a<br />

baciloscopia é técnica<br />

mais utilizada no Brasil.<br />

Conclusão<br />

Então, podemos notar<br />

que o teste padrão-ouro<br />

nem sempre será o teste<br />

mais realizado na prática<br />

clínica. Muitas vezes,<br />

isso acontece por serem<br />

testes mais demorados,<br />

invasivos, complexos etc.<br />

Além disso, em uma doença,<br />

mais de um teste pode<br />

ser considerado padrão-ouro,<br />

dependendo do objetivo<br />

(triagem, diagnóstico,<br />

tratamento, monitoramento<br />

etc.) e do procedimento<br />

(detecção de anticorpos ou<br />

antígenos, isolamento do<br />

agente etc.).<br />

Uma das grandes utilidades<br />

dos testes padrão-ouro<br />

é servir como benchmark<br />

(padrão de referência) para<br />

outros testes diagnósticos<br />

de mesmo escopo.<br />

Referências<br />

Claassen J. A. (2005). Liever 'goudstandaard' dan<br />

'gouden standaard' ['Gold standard', not 'golden<br />

standard']. Nederlands tijdschrift voor geneeskunde,<br />

149(52), 2937.<br />

Brasil. Ministério da Saúde. Febre maculosa : aspectos<br />

epidemiológicos, clínicos e ambientais. – Brasília<br />

: Ministério da Saúde, 2022.160 p. : il.<br />

Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e<br />

Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção<br />

pelo HIV em Adultos. – Brasília : Ministério da Saúde,<br />

2018. 412 p. : il.<br />

InfluentialPoints.com. Gold Standard Test. Acesso<br />

em 14/12/2023.<br />

Wikipedia. Monetary Gold standard. Acesso em<br />

14/12/2023.<br />

ANÁLISES CLÍNICAS<br />

Autor:<br />

Brunno Câmara<br />

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de<br />

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (imunologia, parasitologia e microbiologia /<br />

experiência com biologia molecular e virologia). Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.<br />

Contato: @biomedicinapadrao<br />

FONTE: BIOMEDICINA PADRÃO<br />

https://www.biomedicinapadrao.com.br/2023/03/como-saber-se-uma-anemia-e.html<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

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É DIGITAL<br />

Por Waldirene Nicioli<br />

A Auditoria é uma prática<br />

baseada em examinar,<br />

avaliar e validar os processos,<br />

sistemas e dados<br />

de uma organização. E<br />

assim como a maioria das<br />

atividades e processos, a<br />

auditoria também vem se<br />

adaptando cada vez mais<br />

à transformação digital.<br />

Assim como outras, a<br />

profissão de auditor está<br />

em constante evolução.<br />

As novas tecnologias são<br />

ferramentas que permitem<br />

manter um controle<br />

mais eficiente principalmente<br />

da Gestão da<br />

Qualidade e reduzem<br />

drasticamente o tempo<br />

necessário para captura<br />

e análise de dados. O<br />

importante será conseguir<br />

acompanhar os<br />

avanços da tecnologia e,<br />

ao mesmo tempo, construir<br />

uma combinação<br />

dos melhores talentos.<br />

O auditor do futuro é<br />

digital. Ele pensa criticamente,<br />

é inovador e<br />

trabalha com tecnologias<br />

de ponta; sabe ouvir,<br />

explicar e construir relacionamentos.<br />

E o mais<br />

importante: está pronto<br />

para lidar com os desafios<br />

de negócios do presente.<br />

Já foi muito comum os<br />

auditores serem definidos<br />

como pessoas que viviam<br />

“se afogando em documentos”.<br />

A tecnologia e<br />

os dispositivos digitais<br />

de modo geral tiveram<br />

um impacto enorme na<br />

profissão. Graças a novas<br />

ferramentas e recursos, os<br />

auditores podem trabalhar<br />

de forma mais inteligente<br />

e eficaz – entre si e<br />

com os laboratórios.<br />

Como resultado, hoje o<br />

perfil dos laboratórios, e<br />

toda tecnologia empregada<br />

neles, reformula as<br />

habilidades e necessidades<br />

da categoria de auditores.<br />

Da mesma forma, as<br />

ferramentas mobile reinventaram<br />

o processo de<br />

108 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


AUDITORIA E QUALIDADE<br />

inspeção de estoques,<br />

temperaturas, limpezas,<br />

instalações e etc.<br />

Certos aplicativos permitem<br />

que os auditores<br />

conduzam contagens,<br />

capturem resultados e<br />

compartilhem as informações<br />

em tempo real.<br />

Os auditores não precisam<br />

ser programadores,<br />

mas devem ser fluentes<br />

em tecnologias emergentes<br />

e se sentir à vontade<br />

para analisar e apresentar<br />

fluxos robustos de<br />

dados. Tão importante<br />

quanto isso, precisam<br />

navegar com confiança<br />

no novo mundo digital,<br />

reconhecendo como e<br />

quando aproveitar novas<br />

tecnologias para melhorar<br />

a qualidade e o valor<br />

da auditoria.<br />

Está cada vez mais claro<br />

que a tecnologia representa<br />

uma enorme oportunidade<br />

não apenas<br />

para fortalecer o processo<br />

de auditoria, mas<br />

para aprimorar o que<br />

ela revela e desbloquear<br />

percepções estratégicas<br />

mais profundas.<br />

Além disso, a análise<br />

de dados mais avançados<br />

– desde a exploração<br />

até a visualização<br />

– é fundamental.<br />

A marca registrada de um<br />

auditor eficaz não é a aptidão<br />

para classificar grandes<br />

quantidades de não<br />

conformidades manualmente;<br />

é a capacidade<br />

de gerir relacionamentos,<br />

pensar criticamente e alavancar<br />

ideias inovadoras<br />

e tecnologias atualizadas.<br />

Autora:<br />

Waldirene Nicioli<br />

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Farmacologia Clínica, Proprietária Examinare Análises<br />

Clínicas, Proprietária Laboratório Prime Inovare, Auditora líder Sistema Nacional de Acreditação - SNA/DICQ, Membro fundadora da Central de<br />

Negócios do Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil e ABRALAB - Associação Brasileira de Laboratórios, Membro do Grupo Técnico de Trabalho em<br />

Análises Clínicas do CRF/PR, Uma das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

109


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM<br />

IA GENERATIVA É NOVA FRONTEIRA DO<br />

AVANÇO TECNOLÓGICO NA SAÚDE<br />

Por Giovanni Cerri<br />

Apesar dos temores que<br />

rodeiam o tema – muitos<br />

dignos de mérito, outros<br />

contaminados por certo<br />

tom alarmista –, a inteligência<br />

artificial é uma<br />

tecnologia que veio para<br />

ficar. A pesquisa “Agenda<br />

2023”, da consultora Delloite,<br />

revelou que 40%<br />

das empresas brasileiras<br />

já utilizam ou estão<br />

implementando alguma<br />

ferramenta de IA. Outra<br />

pesquisa, da Bain & Company,<br />

atesta que 30%<br />

das companhias têm ao<br />

menos uma aplicação do<br />

tipo em curso.<br />

Atualmente, a principal<br />

fronteira das pesquisas<br />

com inteligência artificial<br />

é a chamada IA generativa,<br />

isto é, a inteligência<br />

capaz não apenas de<br />

“ler” e analisar dados,<br />

mas de gerar, a partir<br />

deles, novos conteúdos.<br />

É a tecnologia por trás<br />

do Chat GPT ou dos sites<br />

e aplicativos capazes de<br />

criar imagens e até vídeos<br />

a partir de instruções<br />

por escrito.<br />

Essas inovações são<br />

de grande utilidade<br />

para a área da saúde.<br />

Temos há alguns anos<br />

projetos de IAs para,<br />

por exemplo, analisar o<br />

histórico completo de<br />

um paciente ou grupo<br />

de pacientes, ou ainda<br />

grandes volumes de<br />

exames de imagem,<br />

conseguindo identificar<br />

padrões e extrair informações<br />

de outro modo<br />

invisíveis, pois escondidas<br />

em milhares de<br />

documentos que uma<br />

equipe humana jamais<br />

poderia analisar em<br />

tempo hábil.<br />

Esse é um tipo de ferramenta<br />

particularmente<br />

útil em casos de câncer<br />

ou na análise do<br />

perfil genético de um<br />

paciente, já que muitas<br />

vezes sinais precoces<br />

de doenças escapam ao<br />

nosso olhar, mesmo ao<br />

olhar treinado do profissional<br />

de saúde.<br />

Temos também IA que<br />

auxiliam na gestão de<br />

hospitais e demais instituições<br />

de saúde, cuidando<br />

de tarefas monótonas<br />

como a organização das<br />

110 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


escalas dos profissionais,<br />

catalogando e revisando<br />

para, por exemplo, “ler”<br />

uma tomografia e redi-<br />

escrever um código que<br />

realiza esta ou aquela<br />

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM<br />

documentação e até pres-<br />

gir um laudo com suas<br />

tarefa,<br />

pesquisadores<br />

tando auxílio jurídico.<br />

conclusões – a serem<br />

da indústria farmacêu-<br />

revisadas pelo médico<br />

tica podem se apoiar<br />

Todas essas aplicações<br />

especialista, é claro.<br />

nessa tecnologia para<br />

são importantes e têm<br />

projetar moléculas e<br />

gerado ganhos em qua-<br />

Essa ferramenta conse-<br />

substâncias, o que, ade-<br />

lidade, eficiência e rapi-<br />

gue também criar ima-<br />

mais, reduz o tempo e<br />

dez nos atendimentos,<br />

gens, o que pode ser<br />

o custo de produção de<br />

além de torná-los cada<br />

aplicado na formação<br />

uma nova droga.<br />

vez mais personaliza-<br />

de profissionais de saú-<br />

dos, mas ainda assim<br />

de, para que eles trei-<br />

Tudo isso pode soar quase<br />

não estamos falando<br />

nem suas habilidades<br />

futurista, mas já existem<br />

em IA generativa. Mes-<br />

de leitura e interpreta-<br />

projetos em andamento<br />

mo em um cenário de<br />

ção de exames a partir<br />

na saúde. A Google anun-<br />

inovação<br />

permanente,<br />

de imagens geradas<br />

ciou recentemente o lan-<br />

esse novo modelo de<br />

pelo computador.<br />

çamento da Vertex AI, sua<br />

inteligência<br />

sintética<br />

ferramenta própria de IA<br />

está viabilizando um<br />

Há ainda um enorme<br />

generativa, criada para<br />

salto qualitativo.<br />

potencial de aplicação<br />

organizar informações a<br />

da IA generativa na<br />

partir de anotações clíni-<br />

Trata-se não mais de<br />

descoberta de novos<br />

cas, laudos de exames e<br />

analisar<br />

documentos,<br />

medicamentos.<br />

Da<br />

demais documentos, com<br />

mas de produzi-los. Um<br />

mesma forma que um<br />

o auxílio inclusive de um<br />

programa de IA genera-<br />

programador pode hoje<br />

sistema de busca específi-<br />

tiva pode ser treinado<br />

pedir ao Chat GPT para<br />

co, o Vertex AI Search.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

111


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM<br />

Felizmente, há iniciativas<br />

como essa também<br />

çada de inteligência<br />

artificial e em modelos<br />

do e dando mais precisão<br />

aos diagnósticos.<br />

no Brasil. O InovaHC,<br />

de machine learning.<br />

núcleo de inovação do<br />

Iniciativas como essa,<br />

Hospital das Clínicas da<br />

O primeiro projeto des-<br />

que unem o capital<br />

Faculdade de Medicina<br />

se laboratório foi bati-<br />

humano das nossas<br />

da Universidade de São<br />

zado de GAL (Gerador<br />

melhores<br />

instituições<br />

Paulo (HCFMUSP), cele-<br />

Adaptativo de Laudos)<br />

de ensino ao ímpeto de<br />

brou um acordo com a<br />

e consiste numa ferra-<br />

inovação da iniciativa<br />

Amazon Web Services<br />

menta de estruturação<br />

privada, em projetos<br />

(AWS), plataforma de<br />

automática de laudos<br />

baseados pelo interes-<br />

computação em nuvem<br />

radiológicos. Desenvol-<br />

se público, voltados à<br />

da Amazon, para a cria-<br />

vido com apoio e super-<br />

melhoria do sistema<br />

ção de um laboratório<br />

visão do Instituto de<br />

de saúde nacional, são<br />

interdisciplinar de IA<br />

Radiologia (InRad) do<br />

fundamentais para que<br />

generativa. Seu objeti-<br />

HCFMUSP, o GAL deve<br />

o Brasil ganhe espaço<br />

vo é criar soluções para<br />

reduzir o tempo gasto<br />

nessa corrida tecnoló-<br />

a saúde pública brasi-<br />

pelo radiologista para<br />

gica que já está trans-<br />

leira baseadas nessa<br />

analisar as imagens de<br />

formando por completo<br />

modalidade mais avan-<br />

cada paciente, aceleran-<br />

a área da saúde.<br />

Autor:<br />

Giovanni Guido Cerri<br />

Médico, é presidente do Conselho do Instituto de Radiologia e presidente do Conselho de Inovação (InovaHC) do Hospital<br />

das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Foi diretor da FMUSP, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São<br />

Paulo (Icesp) e secretário de Estado da Saúde de São Paulo.<br />

112 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


REALSTAR® DENGUE TYPE<br />

RT-PCR KIT 1.0 “(RUO)”<br />

A solução da altona Diagnostics no auxílio da<br />

identificação dos diferentes sorotipos de Dengue<br />

O Ministério da Saúde estima que os casos de dengue<br />

no Brasil possam atingir 5 milhões este ano.<br />

Uma combinação de fatores, incluindo calor e chuvas<br />

intensas, além do ressurgimento dos sorotipos 3 e 4<br />

do vírus, contribuem para esta realidade *.<br />

Em um cenário onde a precisão é crucial, nosso kit<br />

desempenha um papel fundamental na rápida<br />

identificação dos diferentes sorotipos de Dengue,<br />

permitinfo medidas eficazes de controle.<br />

QUAIS AS VANTAGENS?<br />

Detecção de RNA específico do vírus da<br />

Dengue<br />

Diferenciação entre os sorotipos 1, 2, 3 e 4<br />

Sistema de reagentes incluindo controle<br />

interno e controles positivos<br />

Compatível com várias plataformas de<br />

PCR em tempo real<br />

*Fiocruz/Ministério da Saúde<br />

altona Diafnostic Brasil LTDA<br />

Rua São Paulino, 221 - São Paulo - SP<br />

fone: +55 11 5083-1390 - cel +55 11 97066-6084<br />

vendas.brasil@altona-diagnostics.com


PAPO DE BANCADA<br />

A GESTÃO DE CUSTOS APLICADA EM TODA<br />

A CADEIA DE TOMADA DE DECISÃO ESTRATÉGICA<br />

CONHECENDO O DESAFIO DA ESTRUTURA<br />

Por Silvânia Ramalho<br />

Muito além da necessidade<br />

de equilíbrio<br />

na gestão de pessoas<br />

e gestão de processos,<br />

está a gestão de Custos<br />

do laboratório clínico<br />

e até ousaria dizer<br />

que dentro do sistema<br />

fisiológico do negócio,<br />

a gestão de custos é o<br />

pulmão. E conseguir<br />

respirar no conforto do<br />

equilíbrio entre o planejar<br />

e o realizar, não é<br />

tarefa fácil, mas também<br />

não é impossível.<br />

Quão familiarizado<br />

você convive com a sua<br />

“contabilidade gerencial”?<br />

Conhecer quanto<br />

é necessário para manter<br />

o que chamamos de<br />

equilíbrio operacional<br />

e equilíbrio financeiro<br />

é tão necessário quanto<br />

ter uma excelente<br />

gestão de estoque e<br />

gestão de compras,<br />

porque a nossa matéria<br />

prima em analises clinicas<br />

é fina e apurada na<br />

segurança dos dados<br />

que vão se tornar laudo<br />

e tomada de decisão<br />

clínica, e por isso algumas<br />

vezes repetida e<br />

confirmada pelo olhar<br />

cuidadoso do cientista,<br />

porque o comportamento<br />

das amostras é<br />

química pura e aplicada<br />

na ciência dos achados<br />

laboratoriais. E o gestor<br />

cientista não foi preparado<br />

para encontrar<br />

na bancada o gestor<br />

administrador.<br />

E nos dois lados dos jalecos<br />

estão os braços do<br />

profissional que precisa<br />

se encontrar de alguma<br />

forma, gestor administrador<br />

e gestor cientista<br />

precisam fazer as pazes,<br />

se apresentarem um ao<br />

outro para que exista a<br />

conformidade do negócio<br />

diagnostico clinico. E<br />

tenha a certeza que muitos<br />

são os que estão por<br />

aí ainda em busca desse<br />

encontro, e alguns poucos<br />

que encontraram<br />

esse caminho. Venha!!<br />

114 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


E escrevendo este tex-<br />

de pão, no papel tolha,<br />

quilos de farinha e ovos<br />

PAPO DE BANCADA<br />

to, pensei em quantas<br />

na planilha do Excel,<br />

ele vai precisar. No final<br />

vezes em 50 dias de<br />

usando aquele sistema<br />

do dia, ele tem a quanti-<br />

2024 em todos os con-<br />

de<br />

interfaceamento<br />

dade planejada de pães<br />

teúdos que eu produzi<br />

que você pagou e paga<br />

e perda mínima (acredi-<br />

escritos ou em áudio eu<br />

caríssimo, mas que usa<br />

te uma padaria aprovei-<br />

pronunciei as palavras<br />

apenas 80%. Vejo mui-<br />

ta até os embutidos que<br />

“vamos”, “venha”. Então<br />

tos de vocês se encanta-<br />

restam em pequenas<br />

venha, vamos buscar<br />

rem por programas que<br />

porções para transfor-<br />

juntos esse gestor de<br />

prometem aumento de<br />

mar nas delicias que<br />

custos que interage com<br />

faturamento,<br />

aumento<br />

você namora na vitrine).<br />

os números matemáti-<br />

de vendas, crescimento<br />

cos de uma forma mais<br />

da empresa, e por aí vai.<br />

Quero te trazer para<br />

profunda, porque é a<br />

São processos dentro<br />

pensar simples, antes de<br />

identidade do seu negó-<br />

do negócio de extrema<br />

alcançar um outro nível<br />

cio que está envolvido<br />

importância, mas como<br />

de relacionamento com<br />

nesse processo.<br />

saber a melhor forma<br />

o seu processo. Pense<br />

e o caminho se eu não<br />

comigo no seu processo<br />

E quando eu digo<br />

conheço onde estou.<br />

interno, para entregar<br />

vamos ... venha ... eu<br />

um hemograma de um<br />

digo também comece<br />

Em analises clinicas<br />

paciente, que na recep-<br />

logo de qualquer jeito<br />

conta de padaria não é<br />

ção apresentou-se apa-<br />

que seja possível agora<br />

suficientemente<br />

segu-<br />

rentemente<br />

saudável,<br />

dentro da sua realidade,<br />

ro, o padeiro pensa em<br />

em alguns casos você<br />

escrevendo no papel<br />

quantos pães e quantos<br />

precisa de uma repeti-<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

115


the health is the priority<br />

Na jornada pela saúde de cada família, a Equip Diagnóstica se destaca como parte essencial desse<br />

ecossistema. Com uma gama completa de equipamentos e serviços, somos uma das empresas que mais<br />

cresce no mercado nacional, presentes em 26 estados. Entendemos que por trás da saúde familiar existe<br />

um complexo sistema de laboratórios de análises clínicas, e é por isso que nos dedicamos a oferecer as<br />

melhores soluções, fazendo toda a diferença na busca por uma vida saudável e plena.


Entender que por<br />

trás da saúde de<br />

cada família existe<br />

um ecossistema de<br />

laboratórios de análises<br />

clínicas faz toda a<br />

diferença.


PAPO DE BANCADA<br />

ção da amostra, então<br />

estamos passando a lupa<br />

ser pensado e agregar<br />

esse um hemograma,<br />

neste momento, capaci-<br />

ao seu custo e preço de<br />

virou dois hemogramas.<br />

tação, logística, energia<br />

venda, o valor dos seus<br />

E ainda pensando no<br />

elétrica, água, sistema<br />

serviços prestados.<br />

exemplo do hemogra-<br />

de cadastro e interfa-<br />

ma o custo de controle<br />

ceamento, folha de<br />

Aqui venho trazer o<br />

de qualidade, da mão<br />

pagamento da equipe<br />

assunto de uma forma<br />

de obra do operador do<br />

envolvida nos processos<br />

mais simples possível<br />

equipamento, da tria-<br />

secundários e tantos<br />

porque, inúmeros são<br />

gem que faz a separação<br />

outros números. Mas a<br />

os cursos, mentorias e<br />

das amostras, da coleta<br />

concorrência ... lembra<br />

capacitações em forma-<br />

no tubo especifico de<br />

que a grama do vizinho<br />

ção do preço de venda,<br />

EDTA, na recepcionista<br />

vai ser sempre mais<br />

onde você consegue<br />

que atende esse pacien-<br />

verdinha que a minha,<br />

conhecer os inúmeros<br />

te durante o cadastro, o<br />

e o seu vizinho pode<br />

conceitos, mas na vivên-<br />

protocolo de atendimen-<br />

estar lendo este texto<br />

cia prática, pouco conse-<br />

to do paciente e o cafezi-<br />

neste mesmo momento<br />

gue aplicação real. Estes<br />

nho de cortesia. Venha,<br />

e pensando exatamen-<br />

cursos são extremamen-<br />

pensemos juntos: Você<br />

te o mesmo. Pense na<br />

te necessários, para que<br />

mensurou todas estas<br />

concorrência, mas não<br />

com o amadurecimento<br />

condições na composi-<br />

foque nela. Sabe aquele<br />

do processo, você tem<br />

ção do seu preço do exa-<br />

investimento que você<br />

vocabulário estratégico<br />

me? Imagine também<br />

tanto deseja fazer para<br />

dentro da contabilidade<br />

quantos outros números<br />

aquisição de um selo de<br />

de custos, mas comece<br />

estão embutidos dentro<br />

acreditação? Ele não é<br />

hoje mesmo por um<br />

deste exame em que<br />

impossível, mas precisa<br />

modelo em que você<br />

118 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


tenha como conhecer<br />

de estoque, gestão de<br />

de produção, estar em<br />

PAPO DE BANCADA<br />

o que entra e o que sai.<br />

pessoas, planejamento<br />

mais de um Congres-<br />

Comece hoje mesmo<br />

estratégico e aumento<br />

so Nacional durante<br />

por que ainda restam<br />

de receita. Tendo posse<br />

o ano, estar e alguns<br />

315 dias deste ano para<br />

de todos estes cami-<br />

Congressos<br />

Regionais<br />

que você no momen-<br />

nhos e organizando<br />

para trocar experiên-<br />

to ideal, comece. E eu<br />

bem estes processos,<br />

cias com colegas de<br />

tenho certeza que o ano<br />

acredito que você tenha<br />

outras regiões e quem<br />

anterior foi tão apertado<br />

outra lista de prioridade<br />

sabe ampliar a sua rede<br />

quanto esse ano e você<br />

que você quer colocar<br />

de atendimento e estar<br />

queria ter começado e<br />

em prática, mas ainda<br />

em cidades em torno da<br />

não conseguiu. Venha!!!<br />

não encontrou uma<br />

sua matriz. É possível?<br />

direção. Por exemplo<br />

SIM. É difícil? Depen-<br />

Vamos, venha junto<br />

como a busca de uma<br />

de de como você está<br />

fazer comigo durante<br />

acreditação para ter um<br />

olhando para o presen-<br />

essa leitura um rascu-<br />

selo de qualidade, con-<br />

te, o futuro é possível<br />

nho de onde podemos<br />

tratar aquela consul-<br />

e depende de você.<br />

chegar, comece com a<br />

toria de processo que<br />

Quando você começar<br />

gestão de custos, ges-<br />

você sonha a tempos,<br />

vai desejar ter começa-<br />

tão de compras, gestão<br />

aumentar a sua equipe<br />

do antes, acredite!<br />

Autora:<br />

Silvânia Ramalho<br />

Bioquímica farmacêutica com especialização em Análise de Custos e Formação de Preço de Venda, Gestão Comercial em Vendas e membro do Grupo<br />

Técnico de Trabalhos de Analises Clinicas do CRF/MG.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

119


DIREITO E SAÚDE<br />

PRINCIPAIS DIREITOS TRABALHISTAS<br />

DAS MULHERES<br />

Por Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />

Prezado(a) Leitor(a),<br />

seja bem, vindo(a) a<br />

esta análise jurídica!<br />

Último dia 08 de março<br />

se comemorou mais um<br />

Dia Internacional da<br />

Mulher.<br />

O Dia Internacional<br />

da Mulher é uma data<br />

comemorativa e mais<br />

do que justa, que foi<br />

oficializada pela - ONU -<br />

Organização das Nações<br />

Unidas na década de<br />

1970. Sendo que, referida<br />

data simboliza a luta<br />

histórica (e atual) das<br />

mulheres para terem<br />

suas condições equiparadas<br />

às dos homens.<br />

Inicialmente, essa data<br />

remetia à reivindicação<br />

por igualdade salarial,<br />

mas, atualmente, simboliza<br />

a luta das mulheres<br />

não apenas contra<br />

a desigualdade salarial,<br />

mas também contra a<br />

violência.<br />

Na seara trabalhista,<br />

podemos elencar alguns<br />

direitos consagrados pela<br />

Consolidação das Leis do<br />

Trabalho – CLT, entre eles:<br />

1. Igualdade de salários<br />

e benefícios para cargos<br />

e funções semelhantes<br />

(CF, art. 7º, XXX);<br />

2. Garantia de não discriminação,<br />

violência<br />

e assédio no trabalho<br />

(CF, art. 3º, IV; art. 5º,<br />

XLI; art. 7º, XXX; Lei n.º<br />

9.029/1995);<br />

3. Manutenção do vínculo<br />

trabalhista para vítimas<br />

de violência doméstica<br />

(Lei nº 11.340/2006,<br />

art. 9º, § 2º, II);<br />

4. Proibição de exigência<br />

de exame de gravidez<br />

para contratação ou no<br />

curso do contrato de trabalho<br />

(CLT, art. 373-A, VI);<br />

5. Privacidade nos vestiários<br />

da empresa, com<br />

armários individuais privativos,<br />

quando exigida<br />

a troca de roupa (CLT,<br />

art. 389, III);<br />

6. Proibição de submissão<br />

a revistas íntimas<br />

(CLT, art. 373- A, VI);<br />

7. Organização de<br />

escala de revezamento<br />

quinzenal, que favoreça<br />

o repouso dominical,<br />

quando houver trabalho<br />

aos domingos (CLT,<br />

art. 386); e<br />

8. Dispensa de até 03<br />

(três) dias, em cada 12<br />

meses de trabalho, em<br />

caso de realização de<br />

exames preventivos de<br />

câncer (CLT, art. 473, XII).<br />

120 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Sobre a igualdade salarial,<br />

cabe ressaltar ainda a Lei<br />

14.611 de 03 de julho de<br />

2023, a qual por meio do<br />

seu artigo 2º que:<br />

“Art. 2º A igualdade<br />

salarial e de critérios<br />

remuneratórios entre<br />

mulheres e homens<br />

para a realização de trabalho<br />

de igual valor ou<br />

no exercício da mesma<br />

função é obrigatória e<br />

será garantida nos termos<br />

desta Lei.<br />

No que pese a alteração<br />

na CLT, a referida Lei<br />

ainda traz um critério de<br />

suma importância para<br />

o efetivo cumprimento<br />

desta decisão, qual seja:<br />

a obrigatoriedade de<br />

publicação de relatório<br />

semestral de transparência<br />

salarial (para<br />

empresas privadas com<br />

número igual ou superior<br />

a 100 -cem funcionários),<br />

observando-se<br />

a Lei Geral de Proteção<br />

de Dados.<br />

Ainda, temos a previsibilidade<br />

legal constante<br />

na Lei, em seu artigo 4º -<br />

criando um mecanismo<br />

de fiscalização consistente<br />

em:<br />

Vejamos:<br />

Art. 4º A igualdade<br />

salarial e de critérios<br />

remuneratórios entre<br />

mulheres e homens será<br />

garantida por meio das<br />

seguintes medidas:<br />

I – estabelecimento de<br />

mecanismos de transparência<br />

salarial e de critérios<br />

remuneratórios;<br />

II – incremento da<br />

fiscalização contra a<br />

discriminação salarial<br />

e de critérios remuneratórios<br />

entre mulheres e<br />

homens;<br />

III – disponibilização de<br />

canais específicos para<br />

denúncias de discriminação<br />

salarial;<br />

IV – promoção e implementação<br />

de programas<br />

de diversidade e<br />

inclusão no ambiente<br />

de trabalho que abranjam<br />

a capacitação de<br />

gestores, de lideranças<br />

e de empregados<br />

a respeito do tema da<br />

equidade entre homens<br />

e mulheres no mercado<br />

de trabalho, com aferição<br />

de resultados; e<br />

V – fomento à capacitação<br />

e à formação de<br />

mulheres para o ingresso,<br />

a permanência e a<br />

ascensão no mercado<br />

de trabalho em igualdade<br />

de condições com os<br />

homens.<br />

Vê-se que o compêndio<br />

de Leis para a proteção<br />

da mulher ao trabalho<br />

é algo plenamente existente,<br />

porém, infelizmente<br />

muitas vezes não<br />

aplicado nas empresas.<br />

DIREITO E SAÚDE<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

121


DIREITO E SAÚDE<br />

Para encerrar a edição<br />

proposta, destacamos<br />

alguns e principais<br />

direitos da MULHER<br />

GESTANTE:<br />

• Garantia de emprego<br />

desde a confirmação<br />

da gravidez até cinco<br />

meses após o parto. Em<br />

caso de demissão arbitrária<br />

ou sem justa causa<br />

de empregada gestante<br />

até cinco meses após o<br />

parto, a empregada tem<br />

direito à reintegração,<br />

durante o período de<br />

estabilidade, ou indenização<br />

equivalente<br />

(ADCT, art. 10, II, b);<br />

• Licença-maternidade<br />

de 120 dias, mantendo<br />

emprego e salário,<br />

podendo ser prorrogada<br />

por 60 dias se o<br />

empregador fizer parte<br />

do Programa Empresa<br />

Cidadã (CF, art. 7º, XVIII<br />

c/c Lei nº 11.770/2008);<br />

• Mudança de função<br />

quando as atividades<br />

forem insalubres e/ou<br />

quando a saúde exigir,<br />

sendo garantido o<br />

retorno à mesma função.<br />

Quando não for<br />

possível que a gestante<br />

ou lactante (mãe que<br />

amamenta) exerça suas<br />

atividades em local sem<br />

riscos à sua saúde e à do<br />

bebê (ambiente salubre)<br />

será considerada como<br />

gravidez de risco, o que<br />

implicará o pagamento<br />

de salário-maternidade<br />

(Lei nº 8.213/91), durante<br />

todo o período de afastamento<br />

(CLT, art. 394-A);<br />

• Repouso remunerado<br />

de duas semanas em<br />

caso de aborto espontâneo,<br />

sendo garantido<br />

o retorno à função (CLT,<br />

art. 395);<br />

• Dispensa de 01 (um)<br />

dia por ano para acompanhar<br />

filho de até seis<br />

anos em consulta médica<br />

(CLT, art. 473, XI);<br />

Os custos para cumprimento<br />

das normas de proteção<br />

as colaboradoras<br />

tornam-se muito menores<br />

que os custos pecuniários<br />

relativos a multas, indenizações<br />

provenientes de<br />

sucessivos processos judiciais<br />

relativos a acidentes<br />

de trabalho.<br />

Proteção jurídica ao<br />

seu Laboratório! Está é<br />

nossa missão e está no<br />

nosso DNA lhe assessorar<br />

nesta empreitada,<br />

conte conosco!<br />

Obrigado e um grande<br />

abraço a todos!<br />

Autor:<br />

Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />

Advogado em São Paulo, especialista em direito e processo do trabalho, especialista em direito contratual, especializando em advocacia consultiva, é sócio do<br />

escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital, é Professor de Pós Graduação em São Paulo- SP; São Luis do Maranhão-MA; Goiânia-GO e<br />

Palestrante, atuando na área da saúde, na ASSESSORIA JURÍDICA E DEFESA de Laboratório de Análises Clínicas, Clínicas médicas e empresas.<br />

@ciriacoadvogados<br />

122 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


DIREITO E SAÚDE<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

123


LIQUOR EM PERSPECTIVA<br />

ANÁLISE E DIAGNÓSTICO<br />

ÍNDICE KAPPA EM AMOSTRAS DE LIQUOR<br />

(LCR) DE PACIENTES COM SUSPEITA DE ESCLEROSE<br />

MÚLTIPLA (EM)<br />

Por Carlos Senne; Daiane Salomão; Camila Spineli; Lais Vanconcelos Santos; Márcio Vega; Sabrina Santoro Bonfante; Carlos Alberto Giafferi;<br />

Renan Barros Domingues.<br />

Introdução e objetivos<br />

A avaliação da produção<br />

intratecal de IgG<br />

é útil na avaliação de<br />

casos suspeitos de EM,<br />

e o teste mais importante<br />

para sua verificação<br />

é a detecção de bandas<br />

oligoclonais (BOCs) no<br />

liquor (LCR) e no soro.<br />

Estudos recentes relataram<br />

que a mensuração<br />

de cadeias leves<br />

livres de IgG no LCR<br />

(FLC), especialmente o<br />

Índice Kappa, é comparável<br />

com BOCs como<br />

marcadores de síntese<br />

de IgG. Ainda não se<br />

sabe se a sensibilidade<br />

diagnóstica pode ser<br />

aumentada pela execução<br />

desses dois métodos<br />

em paralelo.<br />

Casuística e Métodos<br />

Nesse estudo foram<br />

incluídos pacientes submetidos<br />

à punção lombar<br />

e análise do LCR a<br />

pedido de seus médicos<br />

assistentes, para investigação<br />

de suspeita de<br />

EM. Todos os pacientes<br />

foram submetidos à<br />

punção lombar e análise<br />

laboratorial no Senne<br />

Liquor Diagnóstico,<br />

sendo analisados os<br />

seguintes parâmetros<br />

liquóricos: manometria,<br />

contagem de leucócitos,<br />

concentração de<br />

proteínas, glicose e lactato<br />

e avaliação da síntese<br />

intratecal de IgG.<br />

Um formulário de consentimento<br />

informado<br />

por escrito foi obtido<br />

de cada paciente. A<br />

pesquisa de BOCs foi<br />

realizada por focalização<br />

isoelétrica, na qual<br />

LCR e soro não concentrados<br />

foram colocados<br />

em gel de poliacrilamida<br />

(5%) e a imunoeletroforese<br />

foi realizada<br />

por 2 h (1,08 kV, 15 mA,<br />

30-40 W).<br />

124 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


As determinações de<br />

kappa do LCR e soro<br />

foram feitas usando o<br />

Freelite Assay (The Binding<br />

Site Group), utilizando<br />

o analisador turbidimétrico<br />

Optilite. O limite<br />

de detecção foi de 0,27<br />

Resultados e Conclusões<br />

Cento e setenta e uma<br />

amostras de soro e LCR<br />

de 171 pacientes com<br />

SUSPEITA de Esclerose<br />

Múltipla foram incluídas<br />

na análise. Os resultados<br />

foram: BOC+: em<br />

Kappa+ e BOC- e 2<br />

foram BOC+ e índice<br />

Kappa-.<br />

Houve alta taxa de concordância<br />

entre BOC<br />

e índice Kappa. Mais<br />

estudos são necessários<br />

para definir a sensibili-<br />

LIQUOR EM PERSPECTIVA<br />

ANÁLISE E DIAGNÓSTICO<br />

mg/L. O índice kappa (IK)<br />

74 casos; Indice Kap-<br />

dade e especificidade<br />

foi determinado usando<br />

a seguinte fórmula:<br />

(Kappa LCR/Kappa soro)/<br />

(Albumina LCR/albumina<br />

sérica). O índice Kappa<br />

(IK) foi considerado posi-<br />

pa+: em 82 casos.<br />

Resultados concordantes:<br />

161 casos (94,2%).<br />

Resultados discordantes:<br />

10 casos (5,8%).<br />

do índice Kappa para o<br />

diagnóstico de EM.<br />

tivo quando acima de 5,8.<br />

Destes, 8 foram índice<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

125


PARASITOLOGIA<br />

EXPLORANDO OS PROTOZOÁRIOS:<br />

UM NOVO CAPÍTULO NA COLUNA DE PARASITOLOGIA<br />

Por Rafael Euzébio<br />

Caros leitores, é com<br />

prazer que apresentamos<br />

mais um capítulo de<br />

nossa coluna dedicada<br />

à Parasitologia. Desta<br />

vez, mergulharemos<br />

no encantador mundo<br />

dos protozoários, que<br />

desempenham um papel<br />

essencial no contexto das<br />

doenças parasitárias.<br />

Neste capítulo, daremos<br />

os primeiros passos nesse<br />

universo complexo,<br />

preparando o terreno<br />

para uma exploração<br />

mais profunda nos capítulos<br />

subsequentes. Ao<br />

longo de nossa jornada,<br />

abordaremos aspectos<br />

essenciais dos protozoários,<br />

desde sua biologia<br />

até suas interações<br />

patogênicas, fornecendo<br />

uma visão abrangente<br />

dessa área fascinante da<br />

Parasitologia.<br />

Vamos aprofundar as<br />

diferentes espécies de<br />

protozoários e discutir<br />

suas diversas manifestações<br />

clínicas, bem<br />

como os métodos de<br />

diagnóstico e tratamento<br />

disponíveis.<br />

Prepare-se para uma jornada<br />

emocionante pelos<br />

complexos caminhos da<br />

parasitologia, enquanto<br />

desvendamos os segredos<br />

dos protozoários.<br />

Introdução:<br />

Protozoários, microrganismos<br />

unicelulares e<br />

parasitas intracelulares,<br />

específicos de uma classe<br />

diversificada de organismos<br />

que desempenham<br />

um papel significativo<br />

na ecologia e na saúde<br />

pública. Com a capacidade<br />

de causar uma ampla<br />

variedade de doenças<br />

em humanos e animais,<br />

esses organismos representam<br />

uma preocupação<br />

constante para<br />

profissionais de saúde<br />

e epidemiologistas em<br />

todo o mundo. A transmissão<br />

dessas parasitas<br />

pode ocorrer por meio da<br />

ingestão de água contaminada,<br />

alimentos infectados,<br />

picadas de insetos<br />

vetores, contato direto<br />

com fezes contaminadas<br />

ou por via sexual, destacando<br />

a importância de<br />

estratégias eficazes de<br />

diagnóstico e controle.<br />

126 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


PARASITOLOGIA<br />

No contexto do diagnóstico<br />

laboratorial, a<br />

identificação precisa dos<br />

protozoários é crucial<br />

para orientar uma intervenção<br />

médica adequada<br />

e implementar medidas<br />

de controle eficazes.<br />

Métodos de diagnóstico<br />

precisos não apenas<br />

permitem um tratamento<br />

oportuno para o<br />

paciente, mas também<br />

são recomendados para<br />

a prevenção da transmissão<br />

dessas parasitas<br />

na comunidade.<br />

Neste artigo, propomos<br />

uma exploração aprofundada<br />

dos principais protozoários<br />

de importância<br />

médica, destacando suas<br />

características, modos de<br />

transmissão, manifestações<br />

clínicas e métodos de<br />

diagnóstico laboratorial.<br />

Além disso, discutiremos<br />

o impacto desses microrganismos<br />

no contexto da<br />

saúde pública e as estratégias<br />

disponíveis para o<br />

controle e prevenção de<br />

infecções protozoárias.<br />

Ao final deste texto, esperamos<br />

fornecer uma visão<br />

abrangente e atualizada<br />

sobre esse tema crucial,<br />

destacando a importância<br />

contínua da vigilância e<br />

do manejo adequado das<br />

doenças parasitárias causadas<br />

por protozoários.<br />

Protozoários de Importância<br />

Clínica:<br />

Plasmodium spp. e a<br />

Malária:<br />

As parasitas pertencentes<br />

ao gênero Plasmodium<br />

são os principais responsáveis<br />

pela malária, uma<br />

das doenças parasitárias<br />

mais prevalentes e letais<br />

em todo o mundo. Este<br />

grupo de protozoários<br />

inclui diversas espécies,<br />

cada uma com suas<br />

características específicas.<br />

Entre os mais relevantes<br />

para a saúde pública estão<br />

o Plasmodium falciparum,<br />

o Plasmodium vivax, o<br />

Plasmodium malariae e o<br />

Plasmodium ovale.<br />

A malária se manifesta<br />

de várias formas, desde<br />

quadros leves até formas<br />

graves que podem levar à<br />

morte se não forem tratadas<br />

especificamente. Os<br />

sintomas mais comuns<br />

incluem febre, calafrios,<br />

dores de cabeça e musculares,<br />

além de náuseas<br />

e vômitos. No entanto,<br />

em casos mais graves,<br />

a malária pode causar<br />

complicações graves,<br />

como insuficiência renal,<br />

danos administrativos e<br />

falência de órgãos.<br />

O diagnóstico laboratorial<br />

da malária desempenha<br />

um papel fundamental<br />

na identificação precoce<br />

e no tratamento eficaz<br />

da doença. Os métodos<br />

mais comuns incluem a<br />

identificação de parasitas<br />

no sangue periférico<br />

128 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


por meio de esfregaços<br />

sanguíneos sob microscopia,<br />

que permite a<br />

visualização direta das<br />

parasitas e sua contagem<br />

para determinar a gravidade<br />

da infecção. Além<br />

disso, os testes rápidos<br />

de detecção antigênica<br />

também são amplamente<br />

utilizados, oferecendo<br />

resultados em minutos<br />

e permitindo um diagnóstico<br />

rápido em áreas<br />

onde os recursos laboratoriais<br />

são limitados.<br />

Em resumo, a malária,<br />

causada pelas parasitas<br />

do gênero Plasmodium,<br />

continua a ser uma preocupação<br />

global de saúde<br />

pública, exigindo medidas<br />

de diagnóstico e controle<br />

eficazes para combater<br />

sua propagação e reduzir<br />

seu impacto sobre as<br />

comunidades afetadas.<br />

Entamoeba histolytica<br />

e Amebíase:<br />

Entamoeba histolytica<br />

é o protozoário responsável<br />

pela amebíase,<br />

uma infecção<br />

gastrointestinal que<br />

apresenta uma ampla<br />

gama de manifestações<br />

clínicas, variando de<br />

formas assintomáticas<br />

a quadros graves, como<br />

disenteria amebiana e<br />

abscessos hepáticos.<br />

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PARASITOLOGIA<br />

A amebíase é uma das<br />

principais causas de morbidade<br />

e mortalidade<br />

em muitas regiões do<br />

mundo, especialmente<br />

em áreas com condições<br />

precárias de saneamento<br />

e higiene. A transmissão<br />

ocorre principalmente<br />

pela ingestão de água ou<br />

alimentos contaminados<br />

com cisto do parasita,<br />

que se transformam em<br />

trofozoítos no intestino,<br />

causando danos teciduais<br />

e lesões.<br />

O diagnóstico laboratorial<br />

da amebíase desempenha<br />

um papel crucial<br />

na identificação precoce<br />

e no tratamento eficaz<br />

da infecção. Geralmente,<br />

envolve a detecção de<br />

cistos ou trofozoítos de E.<br />

histolytica em amostras<br />

de fezes por meio de<br />

técnicas de microscopia,<br />

como a coloração de<br />

Lugol ou a técnica de<br />

concentração de fezes.<br />

Além disso, testes de<br />

detecção de antígenos<br />

ou ácidos nucleicos específicos<br />

também estão<br />

disponíveis e podem<br />

ser úteis, especialmente<br />

em casos de suspeita de<br />

infecção aguda.<br />

A detecção e o tratamento<br />

precoce da amebíase<br />

são essenciais para prevenir<br />

complicações graves,<br />

como lesões intestinais,<br />

abscessos hepáticos e disseminação<br />

hematogênica<br />

da infecção. Portanto, é<br />

fundamental que os profissionais<br />

de saúde estejam<br />

familiarizados com<br />

os métodos de diagnóstico<br />

disponíveis e possam<br />

interpretar corretamente<br />

os resultados para garantir<br />

uma abordagem clínica<br />

adequada.<br />

Concluindo, a amebíase<br />

continua a representar<br />

um desafio significativo<br />

para a saúde pública<br />

em todo o mundo. O<br />

diagnóstico laboratorial<br />

preciso e oportuno<br />

desempenham um papel<br />

fundamental na gestão<br />

dessa doença parasitária,<br />

permitindo intervenções<br />

terapêuticas adequadas<br />

e contribuindo para a<br />

redução da morbidade e<br />

mortalidade associadas à<br />

infecção por E. histolytica.<br />

Giardia lamblia e Giardíase:<br />

Giardia lamblia, também<br />

conhecida como<br />

Giardia intestinalis, é<br />

um protozoário parasita<br />

que causa a giardíase,<br />

uma infecção gastrointestinal<br />

comum em todo<br />

o mundo. Caracterizada<br />

por sintomas como<br />

diarreia, dor abdominal<br />

e, em casos mais<br />

graves, desnutrição, a<br />

giardíase pode afetar<br />

indivíduos de todas<br />

as idades e condições<br />

socioeconômicas.<br />

130 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


PARASITOLOGIA<br />

A transmissão da Giardia<br />

ocorre principalmente<br />

disso, testes de detecção<br />

antigênica também estão<br />

significativo em todo o<br />

mundo. O diagnóstico<br />

pela ingestão de água ou<br />

disponíveis e podem ofe-<br />

laboratorial preciso e<br />

alimentos contaminados<br />

recer resultados rápidos<br />

oportuno<br />

desempenha<br />

com cistos do parasita.<br />

e precisos, especialmente<br />

um papel crucial na<br />

Uma vez ingeridas, as<br />

em casos de suspeita de<br />

gestão adequada dessa<br />

cistos liberam trofozoí-<br />

infecção aguda.<br />

infecção<br />

parasitária,<br />

tos no intestino delgado,<br />

permitindo intervenções<br />

onde se fixam na mucosa<br />

A detecção precoce e o<br />

terapêuticas adequadas<br />

e causam danos, levando<br />

tratamento adequado da<br />

e contribuindo para a<br />

aos sintomas caracterís-<br />

giardíase são essenciais<br />

redução da carga global<br />

ticos da giardíase.<br />

para reduzir a morbida-<br />

de doenças associadas à<br />

de associada à infecção<br />

Giardia lamblia.<br />

O diagnóstico labo-<br />

e prevenir complicações<br />

ratorial da giardíase é<br />

graves, como desidrata-<br />

Trypanosoma cruzi e<br />

fundamental para a iden-<br />

ção e desnutrição. Por-<br />

Doença de Chagas:<br />

tificação precoce e o tra-<br />

tanto, é importante que<br />

Trypanosoma cruzi é um<br />

tamento eficaz da infec-<br />

os profissionais de saúde<br />

protozoário causador da<br />

ção. Comumente, esse<br />

estejam<br />

familiarizados<br />

doença de Chagas, uma<br />

diagnóstico é realizado<br />

com os métodos de<br />

enfermidade<br />

parasitária<br />

pela detecção de cistos<br />

diagnóstico disponíveis<br />

endêmica em diversas<br />

ou trofozoítos nas fezes<br />

e possam interpretar cor-<br />

regiões da América Latina.<br />

dos pacientes. Técnicas<br />

retamente os resultados<br />

Transmitida<br />

principal-<br />

de microscopia, como a<br />

para garantir uma abor-<br />

mente por insetos vetores<br />

coloração de Lugol ou a<br />

dagem clínica eficaz.<br />

da família Reduviidae,<br />

técnica de concentração<br />

conhecidos como "barbei-<br />

de fezes, são frequen-<br />

Resumindo, a giardíase<br />

ros", essa doença pode se<br />

temente utilizadas para<br />

continua a ser um pro-<br />

manifestar em duas fases<br />

essa finalidade. Além<br />

blema de saúde pública<br />

distintas: aguda e crônica.<br />

132 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Na fase aguda, que ocorre<br />

logo após a infecção,<br />

tratamento precoce e a<br />

prevenção de complica-<br />

negligenciada. Portanto,<br />

é essencial que os profis-<br />

PARASITOLOGIA<br />

os sintomas podem ser<br />

ções. Ele pode ser reali-<br />

sionais de saúde estejam<br />

leves ou até mesmo<br />

zado por métodos dire-<br />

familiarizados com os<br />

passarem<br />

despercebi-<br />

tos, como a detecção de<br />

métodos de diagnóstico<br />

dos. No entanto, em<br />

parasitas no sangue por<br />

disponíveis e possam<br />

alguns casos, podem<br />

meio de microscopia,<br />

interpretar corretamen-<br />

surgir sinais como febre,<br />

especialmente durante<br />

te os resultados para<br />

surto do local da picada<br />

a fase aguda da doen-<br />

garantir uma abordagem<br />

do inseto, linfonodos<br />

ça, quando as parasitas<br />

clínica eficaz.<br />

aumentados e, ocasio-<br />

circulam em maior<br />

nais, problemas cardía-<br />

quantidade na corrente<br />

Em resumo, a doença<br />

cos e gastrointestinais.<br />

sanguínea. Além disso,<br />

de Chagas continua a<br />

Após essa fase inicial, a<br />

métodos<br />

sorológicos<br />

representar um desa-<br />

doença entra em uma<br />

são amplamente utiliza-<br />

fio significativo para a<br />

fase crônica, que pode<br />

dos para a detecção de<br />

saúde pública em mui-<br />

durar décadas, e muitos<br />

anticorpos<br />

específicos,<br />

tas partes da América<br />

pacientes permanecem<br />

como o teste de ELISA<br />

Latina. O diagnóstico<br />

assintomáticos.<br />

No<br />

e o teste de imunofluo-<br />

laboratorial preciso e<br />

entanto, em cerca de<br />

rescência indireta (IFI),<br />

oportuno<br />

desempe-<br />

30% dos casos, podem<br />

sendo úteis em todas as<br />

nham um papel crucial<br />

ocorrer<br />

complicações<br />

fases da doença.<br />

na identificação e no tra-<br />

graves, como cardiomio-<br />

tamento precoce dessa<br />

patia chagásica e mega-<br />

A detecção precoce e o<br />

doença parasitária, con-<br />

cólon/megaesôfago.<br />

tratamento<br />

adequado<br />

tribuindo para melhorar<br />

da doença de Chagas são<br />

a qualidade de vida dos<br />

O diagnóstico laborato-<br />

fundamentais para redu-<br />

pacientes afetados e<br />

rial da doença de Cha-<br />

zir a morbimortalidade<br />

reduzir sua transmissão<br />

gas é essencial para o<br />

associada a essa doença<br />

para futuras gerações.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

133


PARASITOLOGIA<br />

O impacto do Diagnós-<br />

também podem repre-<br />

rapidez. Essas técnicas<br />

tico Laboratorial nas<br />

sentar desafios adicio-<br />

têm o potencial de<br />

Infecções Protozoárias:<br />

nais para os profissio-<br />

detectar infecções em<br />

O diagnóstico preciso e<br />

nais de laboratório.<br />

estágios precoces, antes<br />

oportuno de infecções<br />

mesmo do aparecimen-<br />

protozoárias desempe-<br />

Embora a microscopia<br />

to de sintomas clínicos,<br />

nha um papel funda-<br />

convencional ainda seja<br />

o que pode ser crucial<br />

mental no tratamento<br />

amplamente<br />

utilizada<br />

para o controle eficaz<br />

eficaz dos pacientes e<br />

para o diagnóstico de<br />

de doenças transmitidas<br />

na prevenção da trans-<br />

infecções<br />

protozoárias,<br />

por protozoários.<br />

missão dessas doenças.<br />

esse método pode ser<br />

No entanto, os proto-<br />

demorado e requer habi-<br />

Além disso, testes imu-<br />

zoários<br />

apresentam<br />

lidades técnicas espe-<br />

nológicos, como ELISA<br />

uma série de desafios<br />

cializadas. No entanto,<br />

(ensaio<br />

imunoenzimá-<br />

no contexto do diag-<br />

os avanços recentes na<br />

tico) e testes rápidos de<br />

nóstico<br />

laboratorial,<br />

tecnologia estão modifi-<br />

diagnóstico, estão sendo<br />

incluindo a diversidade<br />

cando o cenário do diag-<br />

desenvolvidos para detec-<br />

morfológica das formas<br />

nóstico<br />

parasitológico.<br />

tar antígenos ou anticor-<br />

parasitárias, a sensibi-<br />

Métodos<br />

moleculares,<br />

pos específicos contra<br />

lidade e especificidade<br />

como a ocorrência na<br />

protozoários em amostras<br />

dos métodos de detec-<br />

cadeia da polimerase<br />

de sangue ou fezes. Esses<br />

ção, e a necessidade de<br />

(PCR) e a amplificação<br />

testes são frequentemen-<br />

diferentes abordagens<br />

isotérmica mediada por<br />

te mais rápidos e simples<br />

diagnósticas para cada<br />

loop (LAMP), estão se<br />

de serem executados<br />

tipo de protozoário.<br />

tornando cada vez mais<br />

do que os métodos de<br />

Além disso, a detecção<br />

acessíveis e oferecendo<br />

microscopia, tornando-os<br />

de infecções erradas e<br />

vantagens significativas<br />

especialmente úteis em<br />

a distinção entre infec-<br />

em termos de sensibili-<br />

configurações com recur-<br />

ções ativas e passadas<br />

dade, especificidade e<br />

sos laboratoriais limitados.<br />

134 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


No entanto, é importante<br />

damental no panorama<br />

infecções. No entanto,<br />

PARASITOLOGIA<br />

ressaltar que nenhum<br />

das doenças infecciosas,<br />

este é apenas o começo<br />

método de diagnóstico é<br />

exercendo um impacto<br />

de nossa jornada na com-<br />

totalmente infalível e que<br />

significativo na saúde<br />

preensão desses micror-<br />

cada abordagem tem<br />

pública global. Para<br />

ganismos complexos.<br />

suas próprias limitações.<br />

garantir o manejo clínico<br />

Portanto, é fundamen-<br />

adequado e o controle<br />

Na próxima edição, con-<br />

tal que os profissionais<br />

eficaz das doenças para-<br />

tinuaremos nossa explo-<br />

de laboratório tenham<br />

sitárias, é imperativo<br />

ração dos protozoários,<br />

conhecimento das vanta-<br />

que os profissionais de<br />

abordando outras espé-<br />

gens e limitações de cada<br />

laboratório dominem os<br />

cies importantes e discu-<br />

técnica e que adotem<br />

métodos de detecção<br />

tindo novos avanços no<br />

uma abordagem inte-<br />

e identificação desses<br />

diagnóstico e tratamento<br />

grada, combinando múl-<br />

microrganismos.<br />

das doenças parasitárias.<br />

tiplos métodos quando<br />

necessário, para garantir<br />

Neste capítulo, explora-<br />

Fiquem atentos para<br />

resultados precisos e<br />

mos alguns dos protozo-<br />

mais informações sobre<br />

confidenciais.<br />

ários mais relevantes em<br />

este tema instigante e<br />

termos de saúde pública,<br />

sua relevância para a<br />

Conclusão:<br />

destacando a importância<br />

prática laboratorial na<br />

Os protozoários desem-<br />

do diagnóstico laborato-<br />

próxima edição de nossa<br />

penham um papel fun-<br />

rial na abordagem dessas<br />

coluna. Até lá!<br />

Autor:<br />

Rafael Euzébio<br />

Biomédico habilitado em Análises Clínicas e Citologia Oncótica, Mestrando em Ensino em Ciências da Saúde, MBA em Auditoria, Acreditação e<br />

Qualidade dos Serviços de Saúde. Especialista em Análises Clínicas, Fundador e Consultor da Raeusi Biomed (@raeusibiomed), Coord. das Pós-<br />

Graduações Diagnóstico Laboratorial e Análises Clínicas, e Hematologia e Imuno-hematologia do UBM.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

135


MINUTO LABORATÓRIO<br />

AMILOIDOSE:<br />

RARA E DESAFIADORA<br />

Por Fábia Bezerra<br />

As Moléculas de proteínas<br />

recém-formadas nas<br />

células são normalmente<br />

dobradas de forma a<br />

executarem uma função<br />

biológica saudável.<br />

Quando isso não acontece,<br />

o corpo decompõe<br />

e recicla as proteínas<br />

anormais. Infelizmente,<br />

algumas proteínas<br />

resistem a essa decomposição<br />

e se dobram<br />

de forma incorreta, se<br />

acumulando na corrente<br />

sanguínea. Por isso<br />

causa a Doença Amiloidose,<br />

que é rara e por<br />

isso, nunca se torna uma<br />

hipótese logo de início<br />

quando o paciente apre-<br />

senta sintomas como<br />

perda de peso, diarreia<br />

frequente, síncopes,<br />

BNP e Troponina T alterados,<br />

por exemplo.<br />

É uma patologia bem<br />

complexa, apresentando<br />

pelo menos 28 tipos<br />

de proteínas amilóides e<br />

outros subtipos.<br />

O padrão ouro para seu<br />

Diagnóstico é por meio<br />

de biópsia onde é possível<br />

evidenciar um depósito<br />

tecidual de cor vermelho<br />

Congo.<br />

136 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


MINUTO LABORATÓRIO<br />

A primeira pessoa a identificar<br />

estas alterações em<br />

lâminas histológicas que<br />

se assemelhavam a amido<br />

– por isso o batismo<br />

amiloidose, foi o patologista<br />

Rudolf Virchow, em<br />

1854, considerado o Pai<br />

da Patologia Moderna.<br />

As formas mais comuns<br />

de amiloidose sistêmica<br />

são: a amiloidose primária<br />

(AL) e a amiloidose<br />

secundária (AA), os principais<br />

locais de deposição<br />

de amiloide clinicamente<br />

importante são: os<br />

rins, o coração e o fígado.<br />

Em alguns distúrbios, a<br />

deposição de amiloide<br />

clinicamente importante<br />

é limitada a um órgão.<br />

Em países desenvolvidos,<br />

a amiloidose primária<br />

é o tipo mais comum<br />

de amiloidose sistêmica,<br />

enquanto, em países em<br />

desenvolvimento, a amiloidose<br />

secundária é mais<br />

frequente. Este é um resultado<br />

provável de uma<br />

carga maior de doenças<br />

infecciosas crônicas como<br />

tuberculose, hanseníase e<br />

osteomielite.<br />

Estudos epidemiológicos<br />

específicos sobre a<br />

amiloidose no Brasil são<br />

escassos, o que dificulta<br />

a obtenção de dados<br />

precisos sobre a sua<br />

incidência e distribuição<br />

geográfica.<br />

Os sintomas da amiloidose<br />

variam de acordo<br />

com os órgãos afetados,<br />

mas podem incluir fadiga,<br />

fraqueza, perda de<br />

peso, comprometimento<br />

de órgãos específicos,<br />

como coração, rins e sistema<br />

nervoso.<br />

O tratamento da amiloidose<br />

visa controlar os sintomas,<br />

retardar a progressão<br />

da doença e melhorar<br />

a qualidade de vida do<br />

paciente. No entanto, a<br />

cura completa ainda não<br />

é possível para a maioria<br />

dos tipos de amiloidose.<br />

Fonte:<br />

Gorevic, PD. Treatment of AA (secondary)<br />

amyloidosis. Uptodate, 2020.<br />

MARTINS, M. R. Manual do Residente de Clínica<br />

Médica. 2a edição. Barueri: Manole, 2017.<br />

FAUCI, Jameson. et al. Medicina Interna de<br />

Harrison. Porto Alegre: AMGH, 2020.<br />

https://www.sanarmed.com/resumo-de-amiloidose-fisiopatologia-diagnostico-e-tratamento<br />

https://www.eumedicoresidente.com.br/<br />

post/amiloidose<br />

Autora:<br />

Fábia Bezerra<br />

Biomédica, Gerente da Qualidade Corporativa da área de Diagnósticos/Hapvida.<br />

138 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


PARA MELHORAR O FLUXO DE TRABALHO<br />

E A CERTEZA DIAGNÓSTICA ATRAVÉS<br />

DE MICROSCOPIA INTELIGENTE<br />

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O analisador DC-1 pode ser<br />

implementado em laboratórios de<br />

pequeno volume de amostras ou<br />

conectado a uma rede de laboratórios.<br />

Capacidade: 1 lâmina<br />

Rendimento: 10 lâminas/hora*<br />

CellaVision® DM1200<br />

O DM1200 é adequado para laboratórios<br />

de médio e grande volume de amostras:<br />

Capacidade: 12 lâminas<br />

Rendimento: 20 lâminas/hora*<br />

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de grande volume de amostras:<br />

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OFAC BRASIL<br />

DO IMINENTE DIVÓRCIO À UNIÃO EMPREENDEDORA:<br />

COMO O LABORATÓRIO ALIANÇA REINVENTOU SUA<br />

HISTÓRIA E FORTALECEU SEU PROPÓSITO.<br />

Por Rita De Cássia Dias De Aguiar<br />

Prepare-se para embarcar<br />

em uma história emocionante<br />

que começou<br />

em 20/01/2015, quando<br />

Márcio Henrique Xavier<br />

Brandão Torres, farmacêutico,<br />

meu marido,<br />

buscou um amigo, que<br />

também era farmacêutico,<br />

para se aconselhar<br />

sobre sua vontade de se<br />

divorciar. O que parecia<br />

ser apenas um desabafo<br />

se transformou em<br />

uma proposta surpreendente:<br />

uma ALIANÇA<br />

comercial entre nós.<br />

O amigo que era dono<br />

de um laboratório,<br />

resolveu vendê-lo e<br />

decidimos então comprar<br />

e torná-lo um<br />

negócio conjunto, o<br />

que era pra ser fim, foi<br />

traçado por uma nova<br />

e longa jornada. Sou<br />

Rita de Cássia Dias de<br />

Aguiar Brandão Torres,<br />

farmacêutica, 39 anos,<br />

mãe da Sara e do José.<br />

E assim nasceu o Laboratório<br />

Aliança, uma<br />

parceria que não só<br />

resistiu ao teste do tempo,<br />

mas também fortaleceu<br />

nosso vínculo<br />

matrimonial, celebrando<br />

em janeiro /2024, 11<br />

anos de casamento.<br />

O início foi desafiador.<br />

Sem experiência empreendedora,<br />

nós, que<br />

éramos funcionários<br />

públicos, mergulhamos<br />

de cabeça no desconhecido.<br />

Mudamos de local,<br />

modernizamos equipamentos,<br />

investimos em<br />

marketing e estabele-<br />

140 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


OFAC BRASIL<br />

cemos um padrão de<br />

atendimento excepcional.<br />

Com uma vontade<br />

inabalável de aprender,<br />

eu concluí pós-graduação<br />

em Citologia Clínica,<br />

Análises Clínicas<br />

e, posteriormente, um<br />

MBA em Gestão Laboratorial.<br />

Participamos de<br />

eventos e congressos,<br />

tivemos a honra de sermos<br />

convidados para<br />

a OFAC, acumulando<br />

experiência e fortalecendo<br />

nossa empresa<br />

ao longo dos anos.<br />

Ser empresário não é<br />

uma tarefa para aventureiros.<br />

A gestão da<br />

empresa é um grande<br />

desafio, sobretudo em<br />

tempos de crise. Por<br />

isso, é importante ter<br />

muita cautela e um<br />

planejamento muito<br />

bem-feito para manter<br />

a empresa em crescimento.<br />

Estar consciente<br />

do lugar que a sua<br />

empresa ocupa atualmente<br />

e ter flexibilidade<br />

para pensar novas<br />

formas de organização<br />

do trabalho são algumas<br />

das medidas que<br />

podem ajudar. Sozinhos<br />

nunca chegaríamos<br />

a lugar algum.<br />

Hoje, o Laboratório<br />

Aliança não é apenas<br />

um laboratório, mas<br />

também uma Clínica,<br />

oferecendo diversas<br />

especialidades médicas,<br />

como pediatria, dermatologia,<br />

neurologia, cardiologia,<br />

clínica geral,<br />

medicina do trabalho,<br />

endocrinologia e reumatologia.<br />

O que começou<br />

com uma funcionária<br />

agora possui um<br />

corpo clínico de mais<br />

de 50 pessoas, entre<br />

funcionários, colaboradores<br />

e parceiros, todos<br />

dedicados ao mesmo<br />

objetivo: Promover a<br />

qualidade de vida, através<br />

do cuidado à saúde<br />

atuando na valorização<br />

das pessoas e humanizando<br />

as relações.<br />

Investimos em Marketing,<br />

Equipamentos novos,<br />

Programa Nacional de<br />

Controle de Qualidade,<br />

Funcionários e na Estrutura<br />

também.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

141


OFAC BRASIL<br />

A preocupação com<br />

a excelência permeia<br />

cada aspecto de nosso<br />

trabalho. Investimos na<br />

capacitação e formação<br />

contínua de nossa<br />

equipe, garantindo O<br />

aumento da produtividade,<br />

redução de erro<br />

e melhoria na qualidade<br />

do atendimento<br />

ao cliente. Afinal, uma<br />

equipe bem treinada<br />

traz inúmeros benefícios<br />

para a empresa.<br />

Nossa jornada foi marcada<br />

por desafios pessoais<br />

também. Em 2021, o<br />

autismo entrou em nossas<br />

vidas, trazendo também<br />

dias de luto e adaptação.<br />

Morando em uma<br />

cidade onde não havia<br />

clínicas especializadas,<br />

tivemos que percorrer<br />

420 km até São Luís, no<br />

Maranhão, para buscar<br />

tratamento para nosso<br />

filho José. Esse obstáculo<br />

despertou em nós o<br />

desejo de investir em um<br />

centro de terapias específicas<br />

para crianças com<br />

Transtorno do Espectro<br />

Autista – TEA. Durante<br />

18 meses, nosso filho fez<br />

tratamento em São Luís,<br />

vivíamos na estrada.<br />

Transformamos a adversidade<br />

em oportunidade.<br />

Hoje, na Clínica Aliança,<br />

oferecemos um espaço<br />

multiprofissional completo<br />

para crianças que<br />

necessitam de terapia<br />

ocupacional, fonoterapia,<br />

psicoterapia, fisioterapia<br />

e psicopedagogia,<br />

incluindo uma ampla<br />

sala sensorial. Orgulhamo-nos<br />

de ser referência<br />

em estrutura e qualidade<br />

profissional. E o melhor<br />

de tudo: conseguimos<br />

trazer nosso filho de<br />

volta para nossa cidade,<br />

onde ele recebe todo o<br />

tratamento necessário<br />

em nossa clínica.<br />

Essa é a nossa história,<br />

essa é a história da Clínica<br />

e Laboratório Aliança,<br />

uma jornada marcada<br />

por desafios, superações<br />

e, acima de tudo, pelo<br />

poder transformador do<br />

amor, da dedicação e<br />

da determinação. Aqui<br />

acreditamos que cada<br />

desafio é uma oportunidade<br />

para crescer, e cada<br />

obstáculo, uma chance<br />

de fazer a diferença.<br />

Aliança na sua forma<br />

circular, representa que<br />

não tem começo nem<br />

fim, é constante como<br />

o amor deve ser. Esse é<br />

o nosso objetivo como<br />

casal e como empresa.<br />

Autor:<br />

Rita De Cássia Dias De Aguiar<br />

Farmacêutica-bioquímica, Especialização em Análises Clínicas, Especialização em Citologia Clínica, MBA em Gestão Laboratorial.<br />

142 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


KIT QUANTITATIVO RT-PCR<br />

HPV QUANT-21<br />

Kit PCR em Tempo Real para Quantificação<br />

e Genotipagem de 21 alvos do HPV.<br />

Única solução para monitoramento de<br />

infecção com carga viral, de acordo com as<br />

diretrizes do FDA e do Consenso Europeu.<br />

Monitoramento<br />

da Carga Viral<br />

Quantificação<br />

ajustada para o<br />

número<br />

de celulas da<br />

amostra<br />

Citologia<br />

Líquida, Urina<br />

e Parafina<br />

Seleçao de<br />

Paciente com<br />

maior propabilidade<br />

de progressão da<br />

doença<br />

6, 11, 14 16, 18, 26,<br />

31, 33, 35, 39, 45,<br />

51, 52, 53, 56, 58,<br />

59, 66, 68, 73, 82<br />

Regiões<br />

variáveis entre<br />

os genes E6 e<br />

E7 do HPV<br />

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MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

CRIPTOCOCOSE EM PESSOAS VIVENDO<br />

COM HIV(PVHIV):<br />

DIAGNÓSTICO E PROTOCOLO TERAPÊUTICO.<br />

Por Gleiciere Maia Silva<br />

A criptococose é uma<br />

infecção sistêmica fúngica<br />

cosmopolita e negligenciada<br />

na maioria dos<br />

países. Esta micose é<br />

causada por leveduras<br />

do gênero Cryptococcus,<br />

possuindo duas variantes<br />

importantes: C. neoformans<br />

var. neoformans<br />

(C. neoformans) e o C.<br />

neoformans var. gatti<br />

(C. gattii) (BRASIL, 2012).<br />

Pacientes imunodeprimidos<br />

pelo vírus HIV<br />

apresentam um grupo<br />

susceptível, sendo o C.<br />

gattii uma variante frequente.<br />

A doença inclusive<br />

é considerada uma<br />

condição definidora da<br />

Síndrome da Imunodeficiência<br />

Adquirida (AIDS)<br />

quando ocorre sob<br />

forma extrapulmonar<br />

Fonte: Gleiciere Maia Silva (Autora).<br />

(CHUKWUANUKWU et al.,<br />

2020; BRASIL, 2018).<br />

O Cryptococcus neoformans<br />

é encontrado<br />

em ambientes urbanos,<br />

rurais ou silvestres, presente<br />

em excretas secas,<br />

ricas em fontes de nitrogênio,<br />

que permite o<br />

crescimento abundante<br />

desta levedura e a<br />

transmissão ocorre por<br />

inalação de propágulos<br />

fúngicos. Essas estruturas<br />

possuem grande<br />

revestimento de polissacarídeos,<br />

garantindo<br />

assim, uma maior imunorreatividade<br />

e sobrevivência<br />

em baixas<br />

condições nutricionais,<br />

144 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


tornando-os dessa for-<br />

dos casos, geralmente<br />

HIV (PVHIV) seja de apro-<br />

MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

ma, mais patogênicos<br />

em pacientes com con-<br />

ximadamente 1 milhão de<br />

(CHUKWUANUKWU<br />

et<br />

tagem de linfócitos TCD4<br />

casos por ano, acarretan-<br />

al., 2020).<br />

abaixo de 100 células /<br />

do cerca de 625.000 óbitos<br />

μL. Os medicamentos<br />

anualmente<br />

(FIRACATIVE<br />

Essa micose está associada<br />

indicados para a profila-<br />

C et al., 2018).<br />

a condições de imunode-<br />

xia incluem o fluconazol<br />

pressão celular, a infecção<br />

ou em alguns casos a<br />

Para o diagnóstico micoló-<br />

inicia-se nos espaços alveo-<br />

anfotericina B. Contudo,<br />

gico, é necessário a coleta<br />

lares do pulmão, pelo con-<br />

a profilaxia secundária<br />

do material biológico sus-<br />

fronto das leveduras com<br />

pode ser interrompida<br />

peito para análise micros-<br />

os macrófagos, podendo<br />

se houver aumento sus-<br />

cópica seguida de cultura.<br />

disseminar-se para outros<br />

tentado da contagem de<br />

Ao exame direto, pode ser<br />

tecidos, especialmente o<br />

linfócitos TCD4 (acima<br />

evidenciada a presença de<br />

SNC. Os criptococos são<br />

de 200 células/ µL) por<br />

cápsula de polissacarídeo.<br />

capazes de utilizar macró-<br />

seis meses após o início<br />

Para tanto, é necessário<br />

fagos alveolares para<br />

da terapia antirretroviral<br />

a montagem da lâmina<br />

evasão imune, embora na<br />

(TARV) (MINISTÉRIO DA<br />

com o contrastante, tinta<br />

tentativa de conter a infec-<br />

SAÚDE, 2008).<br />

de nanquim diluída na<br />

ção a resposta imunológica<br />

proporção de 1:1 em água<br />

recruta monócitos, células<br />

A taxa de mortalidade da<br />

destilada. Uma vez que<br />

dendríticas, células T e os<br />

doença é relativamente<br />

a tinta de nanquim não<br />

macrófagos (WALSH et al.,<br />

alta, contudo o diagnósti-<br />

penetra na cápsula e a<br />

2017).<br />

co e tratamento precoce<br />

mesma se apresenta com<br />

estão relacionados à redu-<br />

um halo claro em volta da<br />

A apresentação mais fre-<br />

ção de mortalidade. Mun-<br />

levedura, evidenciada com<br />

quente na criptococose<br />

dialmente, a estimativa<br />

um fundo preto do coran-<br />

é a meningite subaguda,<br />

de meningite criptocócica<br />

te. (Figura 1). (SIDRIM;<br />

que varia de 70 a 90%<br />

nas pessoas vivendo com<br />

ROCHA, 2003).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

145


MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

A técnica de punção lombar<br />

deverá ser realizada<br />

na suspeita clínica de<br />

pela mudança de coloração,<br />

do amarelo para<br />

o róseo intenso. O meio<br />

O Sistema Único de<br />

Saúde, por meio da<br />

Secretaria de Vigilância<br />

meningite criptocócica e<br />

Cavanina Glicina Azul<br />

em Saúde, oferece gra-<br />

recomenda-se a realiza-<br />

de Bromotimol, meio<br />

tuitamente o complexo<br />

ção de testes de aglutina-<br />

(CGB) é útil para a qui-<br />

lipídico de anfotericina<br />

ção com látex no líquor<br />

miotipagem das cepas<br />

B e o itraconazol para o<br />

(sensibilidade<br />

superior<br />

de Cryptococcus neofor-<br />

tratamento da criptoco-<br />

a 95%) ou, alternativa-<br />

mans var. neoformans, e<br />

cose. Todo o tratamento<br />

mente, tinta da China<br />

C. neoformans var. gattii<br />

e suporte necessários<br />

(sensibilidade 60%-80%).<br />

(SIDRIM; ROCHA, 2003).<br />

para cuidar da doença<br />

Vale ressaltar que a Tinta<br />

também são oferecidos<br />

da china, látex ou cultura<br />

Quanto ao tratamento<br />

de forma integral e gra-<br />

positivas para Crypto-<br />

utilizado para casos de<br />

tuita pela rede pública<br />

coccus sp no líquor con-<br />

criptococose, a escolha<br />

de saúde e o tratamen-<br />

firmam o diagnóstico de<br />

dependerá da forma<br />

to é realizado mediante<br />

meningite criptocócica.<br />

clínica de cada paciente<br />

internação.<br />

bem como o status imu-<br />

Para identificação da<br />

nológico do indivíduo.<br />

O tratamento da meningi-<br />

espécie de Cryptococ-<br />

Os medicamentos anti-<br />

te criptocócica é realizado<br />

cus, o teste da hidrolise<br />

fúngicos mais utilizados<br />

em três fases. Abaixo, a<br />

da ureia, é útil na dis-<br />

para o tratamento são a<br />

tabela do Guia de Vigilân-<br />

criminação do gênero,<br />

anfotericina B, o flucona-<br />

cia em Saúde do Ministé-<br />

utilizando o meio Chris-<br />

zol, o itraconazol e a fluo-<br />

rio da Saúde, 2017.<br />

tensen (Difco). A ureia é<br />

citosina. A anfotericina B<br />

hidrolisada pela urease<br />

tem sido administrada<br />

Embora o uso de anfo-<br />

produzida pela levedura,<br />

como droga principal e<br />

tericina desoxicolato (1<br />

resultando em alcalini-<br />

o fluconazol como uma<br />

mg/kg/semana) possa ser<br />

zação do meio. A posi-<br />

droga de consolidação<br />

considerado como tera-<br />

tividade é observada<br />

do tratamento.<br />

pia de manutenção, sua<br />

146 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


utilização está associada a<br />

maior recidiva e toxicidade<br />

quando comparada ao<br />

frequente, grave e infelizmente<br />

as micoses sistêmicas<br />

não integram a<br />

da ocorrência, magnitude<br />

e transcendência da<br />

criptococose em nível<br />

MICRORGANISMOS E SAÚDE<br />

fluconazol. Na ausência de<br />

lista nacional de doenças<br />

nacional. Destarte, tor-<br />

sinais de pior prognóstico,<br />

de notificação compulsó-<br />

nam-se necessários estu-<br />

a intolerância associada à<br />

ria no Brasil. Elas também<br />

dos sobre o tema e divul-<br />

anfotericina B pode ser<br />

não são objeto de vigi-<br />

gação cientifica sobre as<br />

manejada pela troca por<br />

lância epidemiológica de<br />

formas de diagnóstico,<br />

esquemas contendo altas<br />

rotina, com exceção dos<br />

tratamento e controle<br />

doses de fluconazol (800-<br />

estados brasileiros que<br />

dessa micose.<br />

1.200 mg/dia).<br />

instituíram essa notifica-<br />

Como exposto, a criptococose<br />

é uma doença<br />

ção por iniciativa própria.<br />

Por isso, não existem<br />

dados epidemiológicos<br />

Referências<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância<br />

e Epidemiológica da Criptococose. Brasília: Ministério<br />

da Saúde, 2012.16p.<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de vigilância em<br />

Saúde. 2º edição. Brasília, 2017.<br />

BRASIL. Ministério da Saúde (BR), Secretaria de<br />

Vigilância em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes<br />

Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV<br />

em Adultos [Internet]. Brasília (DF); 2018.<br />

CHUKWUANUKWU, R.C. et al. Cryptococcus neoformans<br />

seropositivity and some haematological<br />

parameters in HIV seropositive subjects. J Infect<br />

Public Health. v.13, n.7, p.1042-1046, 2020.<br />

FIRACATIVE C, LIZARAZO J, ILLNAIT-ZARAGOZÍ MT,<br />

CASTAÑEDA E. The status of cryptococcosis in Latin<br />

America. Mem Inst Oswaldo Cruz. 113(7), 2018.<br />

SIDRIM, J.J.C; ROCHA, M.F.G. Micologia Médica a<br />

Luz dos Autores Contemporâneos. 1 ed. Rio de<br />

Janeiro: Editora: Guanabara, 2004.396p.<br />

WALSH, N.M. et al. Characterization of C-type<br />

lectins reveals an unexpectedly limited interaction<br />

between Cryptococcus neoformans spores<br />

and Dectin-1. PLoS One. DOI:10.1371/journal.<br />

pone.0173866. p. 1-21, 2017.<br />

Autora:<br />

Gleiciere Maia Silva<br />

Biomédica. Doutora em Medicina Tropical. Mestre em Biologia de Fungos e Especialista em Micologia.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

147


BIOSSEGURANÇA<br />

PRESERVANDO VIDAS:<br />

A CRUCIAL IMPORTÂNCIA DOS EQUIPAMENTOS DE<br />

PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI’S) NO AMBIENTE DE TRABALHO<br />

Por: Leticia da Fonte Porto Carreiro de Paula; Nathália Simões de Medeiros Rufino Ferreira; Luiza de Vasconcelos Feitosa; Ana Laura de Souza Lins; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />

O uso dos Equipamentos<br />

de Proteção Individual<br />

(EPIs) remonta a períodos<br />

históricos em que a consciência<br />

sobre a importância<br />

da segurança no<br />

trabalho era incipiente.<br />

Durante a Revolução<br />

Industrial, no século XIX,<br />

as condições nas fábricas<br />

eram desafiadoras e<br />

frequentemente perigosas.<br />

Trabalhadores eram<br />

expostos a ambientes<br />

insalubres, máquinas<br />

rudimentares e produtos<br />

químicos nocivos sem<br />

qualquer forma de proteção<br />

(Galeno et al., 2021).<br />

No contexto civil, a<br />

conscientização sobre a<br />

segurança no trabalho<br />

cresceu, impulsionando<br />

regulamentações e normas<br />

específicas. A criação<br />

de agências de controle<br />

e fiscalização, como o<br />

Occupational Safety and<br />

Health Administration<br />

(OSHA) nos Estados Unidos,<br />

foi um marco importante<br />

na implementação<br />

de padrões para a utilização<br />

de EPIs (Sousa, 2020).<br />

Os EPIs são verdadeiros<br />

aliados na preservação<br />

da saúde e segurança<br />

no trabalho, abrangendo<br />

desde toucas, máscaras,<br />

luvas, óculos, protetores<br />

auriculares e faciais, dentre<br />

outros. Sua utilização,<br />

após rigorosos testes de<br />

conforto, durabilidade<br />

e aprovação, garantidos<br />

pelo Certificado de Aprovação<br />

(CA), é crucial. Este<br />

documento emitido pelo<br />

Ministério do Trabalho e<br />

Emprego atesta a eficácia<br />

do EPI, assegurando sua<br />

conformidade com as<br />

normas brasileiras (Ferrari<br />

et al., 2021).<br />

O CA desempenha um<br />

papel essencial para<br />

empregadores e trabalhadores,<br />

certificando a<br />

eficácia do equipamento.<br />

A ausência de EPIs<br />

aumenta significativamente<br />

o risco de acidentes<br />

laborais, desde<br />

lesões até o desenvolvimento<br />

de doenças relacionadas<br />

às atividades<br />

desempenhadas. É fundamental<br />

compreender<br />

que a obrigatoriedade<br />

do uso de EPIs é respaldada<br />

pelo artigo 158 da<br />

lei 6514, além da nor-<br />

148 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


CelltacG+ inclui parâmetros de<br />

reticulócitos recém-integrados<br />

identificados por meio da<br />

tecnologia exclusiva,<br />

DynaScatter Laser+HEM488.<br />

No CelltacG+, um laser azul de 488 nm foi recentemente integrado à tecnologia para<br />

medição dos reticulócitos.<br />

- A solução de coloração de ácido nucleico cora DNA e RNA.<br />

- As células coradas são excitadas pelo laser azul e dois tipos de fluorescência são<br />

gerados.<br />

- O tamanho da célula é calculado a partir da luz espalhada para a frente. As<br />

informações de DNA são calculadas por luz fluorescente verde e as informações de<br />

RNA são calculadas por luz fluorescente vermelha.<br />

- A densidade fluorescente é importante para identificar a quantidade de reticulócitos,<br />

através do diagrama de dispersão RNP* minimiza-se a influência de substâncias<br />

interferentes para um resultado de reticulócitos mais preciso.<br />

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BIOSSEGURANÇA<br />

ma regulamentadora<br />

número 06, visando proteger<br />

a saúde dos traba-<br />

chegando a dezenas de<br />

salários mínimos (Barizon;<br />

Braga, 2020).<br />

zação correta e contínua<br />

desses equipamentos,<br />

zelando pela qualidade e<br />

lhadores em ambientes<br />

longevidade de suas vidas<br />

de trabalho (NR-06).<br />

Ao analisarmos esse pano-<br />

no ambiente de saúde.<br />

rama, a relevância da bios-<br />

Nesse contexto, é alar-<br />

segurança torna-se ainda<br />

A trajetória histórica e<br />

mante constatar que, a<br />

mais evidente, especial-<br />

evolutiva dos EPI’s refle-<br />

cada 15 segundos, um<br />

mente no ambiente hos-<br />

te não apenas a respos-<br />

trabalhador perde a vida<br />

pitalar. A prevenção de<br />

ta às necessidades do<br />

devido à falta de equipa-<br />

riscos à saúde do pacien-<br />

passado, mas também<br />

mento, conforme dados<br />

te e dos profissionais de<br />

um compromisso contí-<br />

da Organização Interna-<br />

saúde é primordial, con-<br />

nuo com a segurança no<br />

cional do Trabalho (OIT) e<br />

forme preconizado pelo<br />

presente e no futuro. Ao<br />

do Ministério Público do<br />

Ministério do Trabalho e<br />

longo dos anos, os EPIs<br />

Trabalho (MPT). A negli-<br />

Emprego. A empresa é<br />

transcendem sua mera<br />

gência quanto ao uso<br />

responsável por forne-<br />

função de proteção físi-<br />

de EPIs pode resultar em<br />

cer gratuitamente os EPIs<br />

ca, tornando-se símbo-<br />

indenizações, interdição<br />

aos seus trabalhadores na<br />

los de responsabilidade,<br />

do ambiente do aciden-<br />

área da saúde, e cabe a<br />

respeito pela vida e valo-<br />

te e multas expressivas,<br />

esses profissionais a utili-<br />

rização do trabalhador.<br />

Autores:<br />

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />

(@dr.biossegurança)<br />

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;<br />

palestrante e consultor em biossegurança.<br />

Contato: drbiosseguranca@gmail.com<br />

Leticia da Fonte Porto C. de Paula<br />

Acadêmica do curso de medicina, UNINASSAU<br />

Recife PE.<br />

Nathália Simões de Medeiros<br />

Rufino Ferreira<br />

Acadêmica do curso de medicina, UNINASSAU<br />

Recife PE.<br />

Luiza de Vasconcelos Feitosa<br />

Acadêmica do curso de medicina, UNINASSAU<br />

Recife PE.<br />

Ana Laura de Souza Lins<br />

Acadêmica do curso de medicina, UNINASSAU<br />

Recife PE.<br />

150 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


LABNEWS<br />

A JORNADA INFINITA DO CONHECIMENTO:<br />

LIFELONG LEARNING NA ÁREA DA SAÚDE<br />

ELEVANDO PADRÕES E TRANSFORMANDO CUIDADOS ATRAVÉS<br />

DA EDUCAÇÃO CONTINUADA<br />

Por: Andreza Martins<br />

Em um mundo onde as<br />

descobertas científicas<br />

e os avanços tecnológicos<br />

acontecem a um<br />

ritmo acelerado, a área<br />

da saúde se destaca<br />

como um campo onde<br />

a educação continuada<br />

não é apenas valorizada,<br />

mas essencial.<br />

O conceito de lifelong<br />

learning, ou aprendizado<br />

ao longo da vida,<br />

enfatiza a importância<br />

de se manter atualizado<br />

e adaptável, garantindo<br />

que profissionais de<br />

saúde possam oferecer<br />

o melhor cuidado possível<br />

aos seus pacientes.<br />

Este artigo explora a relevância<br />

do lifelong learning<br />

para profissionais de<br />

saúde, abordando como<br />

a educação continuada<br />

beneficia tanto os cuidadores<br />

quanto os recebedores<br />

de cuidado.<br />

Veremos as várias formas<br />

através das quais<br />

o aprendizado contínuo<br />

pode ser incorporado<br />

na prática diária,<br />

desde a participação<br />

em workshops e conferências<br />

até a adesão<br />

a cursos online e programas<br />

de certificação.<br />

Além disso, ressaltamos<br />

a importância de uma<br />

cultura de aprendizado<br />

dentro das instituições<br />

de saúde, onde a partilha<br />

de conhecimentos e<br />

experiências enriquece<br />

o ambiente de trabalho<br />

e eleva os padrões de<br />

atendimento.<br />

Este artigo argumenta<br />

que, ao abraçar o aprendizado<br />

contínuo, a comunidade<br />

de saúde pode<br />

enfrentar desafios emergentes<br />

com maior eficácia,<br />

promover melhores<br />

resultados para os<br />

pacientes e, em última<br />

análise, transformar o cuidado<br />

de saúde em uma<br />

jornada de descoberta e<br />

excelência contínuas.<br />

Introdução<br />

A concepção de Educação<br />

Continuada, como<br />

delineada pela Organização<br />

Pan-Americana<br />

da Saúde, refere-se a<br />

um processo ininterrupto<br />

de aprimoramento e<br />

aprendizado que se inicia<br />

logo após a finalização<br />

dos estudos formais.<br />

152 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


Este processo é orientado<br />

para a atualização<br />

e capacitação contínua<br />

dos profissionais, especialmente<br />

diante dos<br />

rápidos avanços científicos<br />

e das mudanças nas<br />

exigências da sociedade.<br />

De maneira complementar,<br />

a Organização<br />

Mundial da Saúde<br />

amplia essa visão ao<br />

caracterizar a Educação<br />

Continuada como uma<br />

série de experiências<br />

educativas que ocorrem<br />

depois da formação inicial,<br />

com um enfoque<br />

particular no desenvolvimento<br />

de habilidades<br />

vitais para a prática profissional<br />

eficaz.<br />

Essa perspectiva sublinha<br />

uma verdade fundamental:<br />

a jornada<br />

de aprendizado de um<br />

indivíduo não se conclui<br />

com a graduação<br />

ou especialização. Pelo<br />

contrário, ela se estende<br />

por toda a vida profissional,<br />

exigindo um<br />

comprometimento<br />

constante com o desenvolvimento<br />

pessoal e<br />

profissional. Este compromisso<br />

é crucial para<br />

assegurar que os profissionais<br />

se mantenham<br />

atualizados, competentes<br />

e capazes de responder<br />

às necessidades em<br />

constante evolução dos<br />

pacientes e da sociedade<br />

como um todo.<br />

No âmbito da saúde e<br />

da medicina, onde a<br />

dedicação à excelência<br />

e a melhoria contínua<br />

é um valor inerente, o<br />

lifelong learning assume<br />

uma importância ainda<br />

maior. O campo da saúde<br />

é marcado por inovações<br />

constantes e por<br />

um ritmo acelerado de<br />

novas descobertas, que<br />

demandam uma atualização<br />

constante dos<br />

conhecimentos e habilidades<br />

dos profissionais.<br />

Neste contexto dinâmico<br />

e desafiador, o aprendizado<br />

contínuo surge não<br />

apenas como um pilar<br />

para a manutenção da<br />

competência profissional,<br />

mas também como<br />

uma força motriz para a<br />

inovação, a compaixão<br />

e a entrega de cuidados<br />

de saúde que sejam verdadeiramente<br />

alinhados<br />

com as evidências científicas<br />

mais recentes.<br />

Mais do que uma exigência<br />

formal, o desenvolvimento<br />

profissional<br />

contínuo representa<br />

uma jornada de crescimento<br />

e descoberta<br />

contínua, fundamental<br />

para que os profissionais<br />

da saúde possam<br />

enfrentar os desafios<br />

de um mundo em constante<br />

transformação e<br />

cumprir sua missão de<br />

cuidar da saúde e do<br />

bem-estar das pessoas<br />

com eficácia, humanidade<br />

e inovação.<br />

LABNEWS<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

153


LABNEWS<br />

A Importância do Lifelong<br />

Learning na área<br />

da Saúde<br />

A importância do aprimoramento<br />

educacional<br />

permanente na área<br />

da saúde transcende a<br />

simples atualização de<br />

conhecimentos técnicos;<br />

trata-se de uma abordagem<br />

integral que assegura<br />

a capacidade dos<br />

profissionais de responder<br />

às complexidades<br />

crescentes dos cuidados<br />

de saúde com competência<br />

e empatia.<br />

Em um ambiente caracterizado<br />

por rápidas<br />

transformações tecnológicas,<br />

mudanças<br />

demográficas significativas<br />

e o surgimento<br />

de novas patologias,<br />

o compromisso com o<br />

aprendizado contínuo é<br />

indispensável.<br />

Por meio da capacitação<br />

contínua, os profissionais<br />

de saúde não apenas<br />

ampliam seu repertório<br />

DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E PESSOAL<br />

Além dos benefícios tangíveis para os pacientes, oferece<br />

aos profissionais de saúde oportunidades de crescimento<br />

pessoal e profissional, abrindo caminhos para avanços na<br />

carreira, especializações e liderança.<br />

de habilidades técnicas<br />

mas também desenvolvem<br />

uma compreensão<br />

mais profunda das<br />

questões éticas, sociais<br />

e comportamentais que<br />

impactam o atendimento<br />

ao paciente.<br />

Essa trajetória ininterrupta<br />

de educação permite<br />

que os cuidadores<br />

se adaptem às novas<br />

realidades do campo<br />

médico, promovendo<br />

cuidados mais eficazes e<br />

centrados no paciente.<br />

Melhoria da Qualidade<br />

do Atendimento<br />

A educação continuada<br />

na saúde fortalece a cultura<br />

da qualidade e da<br />

segurança do paciente<br />

dentro das organizações,<br />

incentivando uma postura<br />

de questionamento<br />

crítico e de busca por<br />

melhorias contínuas.<br />

Ao se engajarem em uma<br />

jornada de aprendizado<br />

perpétuo, os profissionais<br />

estão melhor equipados<br />

para incorporar as<br />

melhores práticas baseadas<br />

em evidências em<br />

seu trabalho diário, o que<br />

resulta em uma melhoria<br />

direta nos desfechos dos<br />

pacientes, além de contribuir<br />

para a resiliência<br />

profissional, ajudando os<br />

profissionais a se manterem<br />

motivados e engajados<br />

em suas carreiras.<br />

Estudos mostram que<br />

profissionais que se engajam<br />

em atividades de<br />

aprendizado contínuo são<br />

mais propensos a adotar<br />

práticas baseadas em evidências,<br />

resultando em<br />

melhores desfechos para<br />

154 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


os pacientes. Este compromisso<br />

com a excelência<br />

reflete-se na satisfação<br />

do paciente e na eficácia<br />

do tratamento.<br />

Em última análise, o<br />

aprendizado ao longo da<br />

vida é fundamental para<br />

que os profissionais da<br />

saúde mantenham sua<br />

relevância em um campo<br />

em constante evolução,<br />

garantindo que possam<br />

oferecer o mais alto<br />

padrão de cuidados aos<br />

indivíduos que dependem<br />

de sua expertise e<br />

cuidado.<br />

Como Incorporar o Lifelong<br />

Learning na Prática<br />

Diária?<br />

Através da Educação<br />

Formal e Informal<br />

A aprendizagem contínua<br />

pode assumir muitas<br />

formas, desde cursos de<br />

pós-graduação e certificações<br />

até leituras independentes,<br />

participação<br />

em seminários online e<br />

workshops. A chave é<br />

encontrar um equilíbrio<br />

entre a educação formal<br />

e as oportunidades<br />

de aprendizado informal<br />

que se alinham aos<br />

interesses e à carreira do<br />

indivíduo.<br />

A partir da Tecnologia<br />

e Aprendizado Digital<br />

A tecnologia desempenha<br />

um papel crucial<br />

no suporte ao lifelong<br />

learning, com plataformas<br />

digitais oferecendo<br />

acesso a cursos, webinars,<br />

podcasts e outros<br />

recursos educacionais.<br />

Estas ferramentas permitem<br />

que os profissionais<br />

de saúde aprendam<br />

ao seu próprio ritmo e<br />

de acordo com suas próprias<br />

agendas.<br />

Incentivar a Cultura de<br />

Aprendizado nas Instituições<br />

de Saúde<br />

Para promover efetivamente<br />

o lifelong learning,<br />

as organizações<br />

de saúde devem criar<br />

uma cultura que valorize<br />

e encoraje a educação<br />

continuada. Isso pode<br />

incluir o fornecimento<br />

de recursos para o<br />

desenvolvimento profissional,<br />

reconhecimento<br />

de conquistas educacionais<br />

e criação de espaços<br />

para discussão e partilha<br />

de conhecimentos.<br />

Além dos pontos chave<br />

citados anteriormente,<br />

não poderíamos falar<br />

mais sobre o aprendizado<br />

digital. O Ensino a<br />

distância (EaD) e híbrido<br />

são alternativas extremamente<br />

viáveis para<br />

quem tem uma vida muito<br />

atribulada, mas não<br />

abre mão da inovação e<br />

da excelência.<br />

O ensino híbrido e a Educação<br />

a Distância revolucionaram<br />

a abordagem<br />

da educação médica<br />

continuada, oferecendo<br />

flexibilidade, acessibilidade<br />

e uma variedade de<br />

recursos didáticos que<br />

LABNEWS<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

155


LABNEWS<br />

se adaptam às necessidades<br />

individuais dos<br />

profissionais de saúde.<br />

Essas modalidades de<br />

aprendizagem combinam<br />

o melhor dos mundos<br />

digital e presencial,<br />

permitindo que os médicos,<br />

farmacêuticos, Biomédicos,<br />

Enfermeiros e<br />

demais profissionais da<br />

saúde atualizem seus<br />

conhecimentos e habilidades<br />

sem comprometer<br />

suas responsabilidades<br />

clínicas.<br />

O ensino híbrido, particularmente,<br />

se destaca<br />

por sua capacidade de<br />

integrar sessões presenciais<br />

interativas, como<br />

workshops e simulações<br />

práticas, com componentes<br />

online, incluindo<br />

videoaulas, fóruns de<br />

discussão e avaliações.<br />

Essa combinação enriquece<br />

a experiência de<br />

aprendizado, permitindo<br />

uma aplicação imediata<br />

dos conceitos teóricos<br />

na prática clínica. Além<br />

disso, a flexibilidade para<br />

acessar conteúdo online<br />

em qualquer momento<br />

e lugar facilita o encaixe<br />

do estudo na rotina muitas<br />

vezes imprevisível dos<br />

profissionais da saúde.<br />

Por outro lado, a EaD<br />

se estabeleceu como<br />

uma força poderosa na<br />

democratização do acesso<br />

à educação médica<br />

de qualidade. Com o uso<br />

de plataformas digitais,<br />

os profissionais podem<br />

participar de cursos,<br />

seminários e programas<br />

de certificação oferecidos<br />

por instituições de<br />

prestígio mundial, superando<br />

barreiras geográficas<br />

e reduzindo custos<br />

associados a deslocamentos<br />

e acomodações.<br />

O EaD também promove<br />

uma aprendizagem<br />

autodirigida, incentivando<br />

o desenvolvimento<br />

de habilidades críticas<br />

como autogestão do<br />

tempo, disciplina e capacidade<br />

de pesquisa.<br />

Ambas as abordagens,<br />

ensino híbrido e EaD,<br />

incorporam tecnologias<br />

educacionais avançadas,<br />

como realidade virtual<br />

e simuladores, que proporcionam<br />

experiências<br />

de aprendizagem imersivas<br />

e altamente eficazes.<br />

Essas tecnologias simulam<br />

cenários clínicos<br />

complexos, permitindo<br />

que os profissionais pratiquem<br />

procedimentos<br />

e tomem decisões em<br />

um ambiente controlado<br />

e seguro antes de<br />

aplicá-los no contexto<br />

real de trabalho.<br />

Em suma, o ensino híbrido<br />

e a distância representam<br />

elementos-chave<br />

na modernização da<br />

educação médica continuada.<br />

Eles não apenas<br />

facilitam o acesso contínuo<br />

ao aprendizado,<br />

mas também promovem<br />

uma formação mais<br />

completa e adaptada<br />

aos desafios contemporâneos<br />

da medicina.<br />

156 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


À medida que a tecnologia<br />

e a medicina continuam<br />

a evoluir, essas<br />

modalidades de ensino<br />

se tornarão ainda mais<br />

integradas à jornada<br />

educacional dos profissionais<br />

de saúde, garantindo<br />

que o cuidado ao<br />

paciente seja sempre<br />

embasado nas práticas<br />

mais atuais e eficazes.<br />

Considerações finais<br />

À medida que concluímos<br />

nossa exploração<br />

sobre a importância<br />

vital do aprendizado ao<br />

longo da vida na área<br />

da saúde, fica evidente<br />

que essa não é apenas<br />

uma estratégia para<br />

manter os profissionais<br />

atualizados, mas sim<br />

um pilar essencial que<br />

sustenta a integridade<br />

e a evolução contínua<br />

da prática médica e de<br />

cuidados de saúde.<br />

O comprometimento com<br />

a educação contínua reflete<br />

uma dedicação profunda<br />

não apenas ao próprio<br />

crescimento, mas também<br />

ao bem-estar e à qualidade<br />

de vida dos pacientes<br />

que servimos.<br />

Em um mundo onde as<br />

certezas de hoje podem<br />

se tornar as incógnitas de<br />

amanhã, o aprendizado<br />

ao longo da vida emerge<br />

como a bússola que guia<br />

os profissionais de saúde<br />

através das tempestades<br />

de incertezas, rumo a um<br />

horizonte de inovação,<br />

compreensão e cuidado<br />

excepcional.<br />

Portanto, que este artigo<br />

sirva não apenas como<br />

um lembrete de estarmos<br />

em constante atualização,<br />

mas também como<br />

um chamado à ação para<br />

todos os profissionais da<br />

saúde. Que abracemos<br />

com entusiasmo a jornada<br />

contínua de aprendizado,<br />

reconhecendo<br />

que cada passo adiante<br />

na nossa educação é um<br />

passo adiante na qualidade<br />

do cuidado que podemos<br />

oferecer.<br />

Afinal, é na junção do<br />

conhecimento com a<br />

compaixão que reside<br />

o cerne das ciências<br />

médicas, vibrando com a<br />

expectativa de um futuro<br />

em que todos - profissionais<br />

da saúde, pacientes<br />

e a sociedade - avancemos<br />

juntos, reforçados<br />

pela capacidade transformadora<br />

do ensino.<br />

LABNEWS<br />

Autora:<br />

Andreza Martins<br />

Biomédica formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), mestre em Química Biológica pelo Instituto de<br />

Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Escritora e docente apaixonada pela área de saúde, atualmente é<br />

Especialista em Conteúdo Médico na Inspirali, que faz parte do ecossistema Ânima de educação.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

157


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

O QUE É FRET?<br />

(FLUORESCENCE RESONANCE ENERGY TRANSFER)<br />

Por Fernanda Vitelli Lins, Rafaele Loureiro de Azevedo, Bruna Garcia Nogueira e Helena Varela de Araújo<br />

A técnica de FRET (Fluorescence<br />

Resonance<br />

Energy Transfer) é baseada<br />

na transferência<br />

de energia de um fluorocromo<br />

doador que<br />

foi excitado para um<br />

outro próximo que será<br />

denominado receptor<br />

(Figura 1). Ela é utilizada<br />

para estudar a interação<br />

entre proteínas e<br />

este processo só ocorre<br />

quando a fluorescência<br />

da molécula doadora<br />

se sobrepõem com a<br />

molécula receptora,<br />

geralmente a uma proximidade<br />

menor que<br />

10nm (Figura 2).<br />

A Citometria de Fluxo é<br />

um método não invasivo,<br />

sensível e quantitativo<br />

que permite a análise de<br />

Figura 1. Diagrama descrevendo o efeito FRET. Após a excitação do fluoróforo doador, parte<br />

da energia é perdida enquanto o restante é transferido para um elétron próximo do fluoróforo<br />

receptor. Fonte: Hochreiter, Bernhard, et. al. (2019).<br />

uma grande quantidade<br />

de células e amostras em<br />

um período de tempo<br />

razoável. Através da citometria<br />

é possível mensurar<br />

individualmente em<br />

cada célula a emissão de<br />

milhares de células por<br />

segundo utilizando lasers<br />

e filtros já otimizados<br />

para diferentes faixas de<br />

comprimento de ondas.<br />

Quando o laser excita a<br />

molécula doadora, mas<br />

não a receptora, isso<br />

causa uma redução relativa<br />

na intensidade de<br />

fluorescência da molécula<br />

doadora, e ao mesmo<br />

tempo um aumento<br />

158 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

na emissão da molécula<br />

receptora. Dessa forma<br />

é possível comparar a<br />

intensidade da emissão<br />

do receptor com a do<br />

doador em tempo real.<br />

Figura 2. A área cinza representa a sobreposição dos espectros de emissão do doador com os<br />

espectros de excitação do receptor. Fonte: Lim et. al. (2022).<br />

A citometria de fluxo<br />

para análise de FRET<br />

tem sido usada não<br />

apenas para estudar a<br />

interação de proteínas<br />

no citoplasma (como<br />

detecção de vias celulares),<br />

mas também na<br />

membrana plasmática.<br />

O estudo de Suffner et.<br />

al. demonstrou que a<br />

técnica pode ser usada<br />

para o estudo da oligomerização<br />

de proteínas<br />

virais dentro da célula,<br />

e também para o estudo<br />

de interações entre<br />

proteínas do vírus e do<br />

hospedeiro. A técnica<br />

não se restringe apenas<br />

a células de mamíferos,<br />

existem também<br />

estudos utilizando o<br />

protozoário Trypanosoma<br />

brucei e também<br />

a bactéria Escherichia<br />

coli. Em outro estudo<br />

de Trümper et al. foi<br />

demonstrado que a<br />

técnica permite a análise<br />

da influência do<br />

tratamento farmacológico<br />

em interações<br />

moleculares.<br />

O principal desafio na<br />

análise de FRET por<br />

citometria de fluxo por<br />

muito tempo foi a sua<br />

complexidade e falta<br />

de padronização. No<br />

entanto, a popularidade<br />

da técnica vem crescendo<br />

e assim aumentando<br />

o progresso e desenvolvimento<br />

da mesma. Um<br />

ensaio desenvolvido<br />

por Banning et al. é de<br />

fácil adaptação, permitindo<br />

uma reprodução<br />

simples em diferentes<br />

ambientes experimentais,<br />

além de ter facilitado<br />

a quantificação e<br />

análise estatística.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

159


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

Figura 2. Análise dos efeitos de nocaute gênico na ativação de AKT por sinalização de BCR. Fonte: Henderson et. al. (2022).<br />

Concluindo, a técnica<br />

é muito vantajosa não<br />

apenas para a detecção<br />

de interação entre<br />

proteínas, mas também<br />

em relação a sua funcionalidade,<br />

tratamentos<br />

farmacológicos e avaliação<br />

de condições de<br />

estresse. Essas tendências<br />

mostram o potencial<br />

da técnica como<br />

ferramenta de pesquisa<br />

no campo da biologia<br />

celular e outras disciplinas<br />

relacionadas.<br />

Referências Bibliográficas:<br />

1. Banning, Carina, et al. "A flow cytometry-based FRET<br />

assay to identify and analyse protein-protein interactions<br />

in living cells." PloS one 5.2 (2010): e9344.<br />

2. Henderson, Jared, et al. "Detecting Förster<br />

resonance energy transfer in living cells by conventional<br />

and spectral flow cytometry." Cytometry<br />

Part A 101.10 (2022): 818-834.<br />

3. Hochreiter, Bernhard, et al. "Advanced FRET<br />

normalization allows quantitative analysis of<br />

protein interactions including stoichiometries<br />

and relative affinities in living cells." Scientific<br />

Reports 9.1 (2019): 8233.<br />

4. Lim, JiaWen, et al. "Flow cytometry based-<br />

-FRET: basics, novel developments and future<br />

perspectives." Cellular and Molecular Life Sciences<br />

79.4 (2022): 217.<br />

Autoras:<br />

Helena Varela de Araújo<br />

Biomédica graduada pela UFRN e pela University of Kent<br />

(Inglaterra). Especialista em Hematologia pelo Hospital<br />

Albert Einstein. Tem MBA em Gestão de Saúde pelo Centro<br />

Universitário São Camilo. Aluna de cursos na área de Marketing<br />

na ESPM. Foi assistente técnica do laboratório de citometria de<br />

fluxo do Whitehead Institute, MIT. Atualmente é supervisora<br />

do laboratório de citometria clínica do Beth Israel Deaconess<br />

- Harvard Medical School. Fundadora do @HemoFlow, maior<br />

página de ensino em citometria de fluxo do Instagram.<br />

Rafaele Loureiro de Azevedo<br />

Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,<br />

CRBio/RJ 12<strong>182</strong>8/02-D. Especialista em hematologia<br />

pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em<br />

Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo<br />

Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações<br />

farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em<br />

Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de<br />

anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e<br />

professora do @HemoFlow.<br />

Bruna Garcia Nogueira<br />

Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.<br />

Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert<br />

Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de<br />

Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista<br />

especializada em citometria de fluxo no Hospital<br />

Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora<br />

do @HemoFlow<br />

Fernanda Vitelli Lins<br />

Formada em Biomedicina pela Universidade<br />

Católica de Brasília, Mestre em Patologia Molecular<br />

pela Universidade de Brasília. Atualmente Flow<br />

Cytometry Senior Specialist no Children's Research<br />

Institute at UT Southwestern Medical Center.<br />

160 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE<br />

NA LOGÍSTICA<br />

Para abordar o tema Qualidade<br />

na Logística, precisamos falar<br />

da importância do sistema de<br />

gestão da qualidade SGQ.<br />

robustez do SGQ na organização<br />

a curto, médio e longo<br />

prazo sejam implementados e<br />

difundidos a todos.<br />

Para aplicar SGQ nos processos<br />

logísticos é necessário<br />

que os gestores entendam<br />

a necessidade de aprimorar<br />

os procedimentos, qualificar<br />

a mão de obra, implantar os<br />

indicadores de desempenho<br />

que possibilitam validar a execução<br />

das tarefas e assegurar<br />

que estejam sendo cumpridas,<br />

possibilitando a tomada de<br />

decisões estratégicas e assertivas,<br />

a eficiência na gestão a<br />

fim de evitar processos que<br />

geram desperdícios e prejuízos,<br />

o registro das informações<br />

que permite que a rastreabilidade<br />

e agilidade na execução<br />

das atividades.<br />

A NBR ISO 9001 requisitos, é<br />

uma das principais referências<br />

de gestão de qualidade para<br />

as empresas, pois norteia a<br />

organização para a melhoria nos<br />

seus processos, objetivando a<br />

satisfação de seus clientes, colaboradores,<br />

provedores externos<br />

e melhoria constante do SGQ.<br />

O comprometimento da alta<br />

direção no SGQ é imprescindível,<br />

onde junto aos seus<br />

gestores o planejamento dos<br />

processos para melhoria e<br />

Na logística voltada ao transporte<br />

e armazenagem de produtos<br />

de interesse a saúde, é<br />

comum a organização ter um<br />

SGQ de acordo com a norma<br />

ISO9001, porém as principais<br />

regras a serem estabelecidas<br />

pela organização são as boas<br />

práticas descritas nas Resoluções<br />

– RDC’s da ANVISA e<br />

legislações sanitárias locais<br />

que norteiam esses processos<br />

para garantia da integridade<br />

desses produtos até o destino/<br />

usuário final.<br />

162 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


As principais Resoluções (RDC)<br />

e Portaria para o transporte,<br />

distribuição e armazenagem<br />

de produtos de interesse a<br />

saúde são:<br />

• RDC 430 de 08 de outubro<br />

de 2020, que dispõe sobre as<br />

Boas Práticas de Distribuição,<br />

Armazenagem e de Transporte<br />

de Medicamentos;<br />

• RDC 653 de 24 de março de<br />

2022, que altera (complementa)<br />

a resolução colegiada – RDC<br />

430 de 08 de outubro de 2020;<br />

• RDC 665 de 30 de março de<br />

2022, que dispõe sobre as Boas<br />

Práticas de Fabricação de Produtos<br />

Médicos e Produtos para<br />

Diagnóstico de Uso In Vitro;<br />

• Portaria/SVS 344 de 12 de<br />

maio de 1998 que, aprova o<br />

Regulamento Técnico sobre<br />

substâncias e medicamentos<br />

sujeitos a controle especial;<br />

• RDC 504 de 27 de maio de<br />

2021, que dispõe sobre as<br />

Boas Práticas para o transporte<br />

de material biológico humano.<br />

Neste sentido a figura do responsável<br />

técnico, profissional<br />

da saúde habilitado é fundamental<br />

para que a organização<br />

consiga atingir uma alta qualidade<br />

na prestação do serviço,<br />

garantindo que as boas práticas<br />

sejam difundidas a todos.<br />

Importante frisar que ao tratar<br />

de transporte, distribuição e<br />

armazenagem de medicamentos,<br />

insumos farmacêuticos,<br />

medicamentos de controle<br />

especial, insumos farmacêuticos<br />

de controle especial, a figura<br />

do responsável técnico deve<br />

ser exclusiva do profissional<br />

Farmacêutico, por atribuição<br />

única quanto a esta classe de<br />

produtos de interesse a saúde.<br />

Sua responsabilidade no SGQ é<br />

garantir que os processos relacionados<br />

a treinamentos aos<br />

colaboradores, qualificação de<br />

provedores externos (fornecedores),<br />

controle de higiene e<br />

limpeza do local e dos veículos,<br />

controle de pragas e vetores,<br />

controle de temperatura e<br />

umidade do armazém e veículos,<br />

compatibilidade de cargas,<br />

tratamento de ações corretivas<br />

e preventivas, produtos não<br />

conforme, estejam implementados<br />

garantindo além de um<br />

SGQ eficaz, que o produto de<br />

interesse a saúde enquanto nas<br />

dependências da organização<br />

tenha sua integridade garantida<br />

e sua entrega realizada com<br />

a qualidade assegurada ao<br />

destino final.<br />

A organização ainda deve dispor<br />

de uma boa infraestrutura<br />

para a guarda e armazenamento<br />

dos produtos, com área<br />

construída adequada que permita<br />

o monitoramento de temperatura<br />

e a conservação dos<br />

produtos, fatores relacionados<br />

diretamente é qualidade dos<br />

produtos de interesse a saúde.<br />

E é assim, com a implementação<br />

das boas práticas de armazenagem<br />

e distribuição de<br />

produtos de interesse a saúde,<br />

SGQ, atuação direta do Responsável<br />

Técnico, mão de obra<br />

qualificada, comprometimento<br />

da alta direção e gestores,<br />

que a Organização consegue<br />

garantir a prestação do serviço<br />

com eficácia, atendendo com<br />

maestria as expectativas de<br />

seus clientes, colaboradores,<br />

provedores externos (fornecedores),<br />

órgão governamentais<br />

e a cadeia Logistica voltada a<br />

este processo como um todo...<br />

Karina Ferreira / Vera Lucia Germano<br />

Farmacêuticas / Responsáveis Técnicas<br />

Grupo Prime.<br />

Tel.: +55 11 97335-4472<br />

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LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024<br />

163


INFORME DE MERCADO<br />

INFORMES DE MERCADO<br />

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação<br />

dos produtos e lançamentos do setor.<br />

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.<br />

Mais informações: comercial@newslab.com.br<br />

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aos Sistemas de Informação Hospitalar<br />

(HIS) e aos equipamentos<br />

de laboratório. Essa integração não<br />

é apenas uma sobreposição; é um<br />

sistema cuidadosamente elaborado<br />

por especialistas e é capaz de<br />

se comunicar com os mais variados<br />

sistemas de diferentes países.<br />

Os módulos não operam isoladamente.<br />

Eles se comunicam sem<br />

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164 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>182</strong> | Março 2024


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