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Entrevista Edson José de Vasconcelos expõe os projetos da sua gestão na presidência da Fiep<br />
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SUMÁRIO<br />
INDUSTRIAL<br />
62<br />
2023<br />
40<br />
56<br />
50<br />
MADEIRA<br />
ANUNCIANTES DA EDIÇÃO<br />
Aimex 55<br />
Benecke 07<br />
Bonardi 49<br />
Bruno 09<br />
Cipem 27<br />
Contraco 33<br />
DRV Ferramentas 13<br />
Dujua 75<br />
Elemaq 69<br />
Engecass 19<br />
ForMóbile 35<br />
Gaidzinski 65<br />
Impacto 21<br />
Indumec 29<br />
Mendes Máquinas 02<br />
Mill Indústrias 76<br />
Montana Química 05<br />
MSM Química 39<br />
Nazzareno 23<br />
Neutraliza 71<br />
Omil 15<br />
Polecola 59<br />
Prêmio REFERÊNCIA 73<br />
Rotteng 11<br />
Termolegno 25<br />
Vantec 17<br />
WoodFlow 37<br />
SUMÁRIO<br />
06 Editorial<br />
08 Cartas<br />
10 Bastidores<br />
12 Notas<br />
26 Aplicação<br />
28 Frases<br />
30 Entrevista<br />
40 Principal Tratamento eficaz<br />
46 Construção<br />
50 Marcenaria<br />
56 Comércio<br />
60 Feira<br />
62 Estudo<br />
66 Artigo<br />
72 Agenda<br />
74 Espaço Aberto<br />
04<br />
referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
EDITORIAL<br />
USO SEGURO<br />
DA MADEIRA<br />
O<br />
tratamento para preservar e proteger a madeira<br />
da deterioração e ataque de xilófagos é<br />
um passo importante para garantir qualidade<br />
e durabilidade. Com objetivo de comprovar a<br />
eficácia do produto contra o ataque de cupins<br />
subterrâneos, o xilófago mais agressivo para a madeira, a<br />
MSM Química fez novos testes no Cipertrin MD e alcançou<br />
nota 10, que garante total eficácia contra ataque de cupins e<br />
demais insetos para o compensado. A reportagem de capa<br />
da edição da Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL<br />
destaca as qualidades do produto e sua aplicabilidade em<br />
compensados para utilização no sistema construtivo wood<br />
frame. Na editoria de Entrevista, o novo presidente da Fiep<br />
(Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Edson José<br />
de Vasconcelos, destaca as prioridades da sua gestão que<br />
iniciou neste mês de outubro. A edição ainda traz informações<br />
importantes do setor nas editorias Aplicação, Marcenaria,<br />
além de notícias sobre economia, sustentabilidade, entre<br />
outros assuntos. Uma ótima leitura e até a próxima!<br />
NA CAPA<br />
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A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />
www.referenciaindustrial.com.br<br />
Ano XXV • Nº256 • Outubro 2023<br />
Entrevista Edson José de Vasconcelos expõe os projetos da sua gestão na presidência da Fiep<br />
WOOD FRAME<br />
INDÚSTRIA DESENVOLVE PRODUTO QUE<br />
POTENCIALIZA O COMPENSADO PARA USO NO<br />
SISTEMA DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL<br />
Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado<br />
fabiomachado@revistareferencia.com.br<br />
Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.<br />
bartoski@revistareferencia.com.br<br />
Redação / Writing<br />
Gisele Rossi<br />
jornalismo@revistareferencia.com.br<br />
WOOD FRAME<br />
INDUSTRY DEVELOPS PRODUCT THAT<br />
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T<br />
he treatment to preserve and protect wood from<br />
deterioration and attack of xylophages is an<br />
important step to ensure quality and durability.<br />
In order to prove the effectiveness of its product<br />
against the attack of subterranean termites, the<br />
most aggressive xylophage for wood, MSM Química carried<br />
out new tests on the use of Cipertrin MD. It scored ten,<br />
guaranteeing total effectiveness against termite and other<br />
insect attacks for plywood. The cover story of the new issue<br />
of REFERÊNCIA Madeira <strong>Industrial</strong> highlights the product’s<br />
qualities and its applicability in plywood panels for use in<br />
the wood frame construction system. In the Interview, the<br />
new president of the State of Paraná Federation of Industries<br />
(Fiep), Edson José de Vasconcelos, highlights the priorities<br />
of his administration that began this October. The issue also<br />
highlights important information about the Sector in the<br />
Application and Woodworking Sections and notes on the<br />
economy and sustainability, among other matters.<br />
Pleasant reading, until next time!<br />
06<br />
SECURE USE OF WOOD<br />
referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023<br />
Depto. de Criação / Graphic Design<br />
Fabiana Tokarski / Supervisão<br />
Crislaine Briatori Ferreira<br />
Guilherme Augusto Oliveira<br />
Sofia Carlesso<br />
criacao@revistareferencia.com.br<br />
Midias Sociais / Social Media<br />
Cainan Lucas<br />
Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal - Carlos Felde<br />
comercial@revistareferencia.com.br<br />
fone: +55 (41) 3333-1023<br />
Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop<br />
Tradução / Translation - John Wood Moore<br />
Depto. de Assinaturas / Subscription<br />
assinatura@revistareferencia.com.br<br />
0800 600 2038<br />
ASSINATURAS<br />
0800 600 2038<br />
Periodicidade Advertising<br />
GARANTIDA GARANTEED<br />
Veículo filiado a:<br />
A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e<br />
consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos<br />
governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao<br />
segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor <strong>Industrial</strong> Madeireiro não se responsabiliza por<br />
conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de<br />
responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco<br />
de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-<br />
FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,<br />
exceto para fins didáticos.<br />
Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and<br />
consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,<br />
governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based<br />
segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,<br />
articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The<br />
use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs<br />
and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without<br />
the written authorization of the holders of the authorial rights.
CATARINA<br />
Entrevista exclusiva com Ednei Blasius, que assume a presidência do Cipem para o biênio 2023/2025<br />
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A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />
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Por Josete dos Anjos -<br />
Uberaba (MG)<br />
Por Luís Freitas -<br />
Natal (RN)<br />
Uma grande história! E ainda mais incrível com<br />
a matéria da Revista REFERÊNCIA MADEIRA<br />
INDUSTRIAL.<br />
Móveis de madeiras<br />
dão outro olhar aos<br />
ambientes, esses móveis<br />
da reportagem dá<br />
vontade de ter em casa.<br />
Foto: divulgação<br />
Foto: divulgação<br />
Foto: divulgação<br />
Foto: divulgação<br />
ENTREVISTA<br />
Por José Carlos Pereira -<br />
Caçador (SC)<br />
A voz da experiência!<br />
Muito boa entrevista, com<br />
o novo presidente do<br />
CIPEM.<br />
ESPECIAL<br />
Por Gabriel Costa -<br />
Dourado (MS)<br />
É muito satisfatório ver esses programas<br />
sendo criados, que nosso país cresça cada<br />
vez mais.<br />
08<br />
Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os<br />
e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.<br />
As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é<br />
fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.<br />
referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023<br />
E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:<br />
jornalismo@revistareferencia.com.br<br />
CURTA NOSSAS PÁGINAS<br />
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Referência Madeira <strong>Industrial</strong><br />
@referenciamadeira<br />
@revistareferencia9702
BASTIDORES<br />
BASTIDORES<br />
PARCERIA<br />
ESSA EDIÇÃO DE OUTUBRO/23 DA REFERÊNCIA MADEIRA<br />
INDUSTRIAL CONTA COM A PARTICIPAÇÃO DA EMPRESA MSM<br />
QUÍMICA, DO EMPRESÁRIO MARIO SERGIO LIMA. A PARCERIA<br />
ENTRE AS DUAS EMPRESAS EXISTE HÁ 24 ANOS, DESDE A<br />
EDIÇÃO NÚMERO 1 EM 1999.<br />
Foto: REFERÊNCIA<br />
HOMENAGEM<br />
O CONTADOR DA EMPRESA INDUMEC, DARIO PIRES MACHADO<br />
FILHO, FOI HOMENAGEADO PELO CRCPR (CONSELHO REGIONAL<br />
DE CONTABILIDADE DO PARANÁ) PELO SEUS 53 ANOS DE<br />
DEDICAÇÃO À PROFISSÃO E SEMPRE PELA MESMA EMPRESA.<br />
Foto: divulgação<br />
ALTA<br />
MPE CONFIANTES<br />
A Sondagem Econômica<br />
das MPE (Micros e Pequenas<br />
Empresas), realizada pelo Sebrae<br />
em parceria com a FGV<br />
(Fundação Getúlio Vargas)<br />
com base em informações<br />
dos três principais setores<br />
da economia: Comércio,<br />
Serviços e Indústria de Transformação,<br />
mostrou que o<br />
setor está confiante. No oitavo<br />
mês do ano, o IC – MPE<br />
(Índice de Confiança) subiu 1<br />
ponto, puxado pelo setor de<br />
serviços. Segundo o estudo,<br />
a confiança das MPE chegou<br />
a 93,9 pontos em agosto.<br />
BAIXA<br />
BENS INDUSTRIAIS<br />
EM QUEDA<br />
O consumo aparente de<br />
bens industriais recuou 2,5%<br />
em julho deste ano no país,<br />
na comparação com o mês<br />
anterior. O dado do Ipea (Instituto<br />
de Pesquisa Econômica<br />
Aplicada) mostra parcela da<br />
produção industrial brasileira<br />
e das importações voltadas<br />
ao mercado doméstico. A<br />
queda veio após alta de 1,4%<br />
em junho deste ano. A queda<br />
na passagem de junho<br />
para julho foi puxada, principalmente,<br />
pelo consumo de<br />
bens industriais nacionais,<br />
que recuou 3,5% em julho. Já<br />
o consumo de bens importados<br />
cresceu 0,2%.<br />
10 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
NOTAS<br />
PRODUTOS<br />
DA SILVICULTURA<br />
Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o Paraná liderou, em 2022, a<br />
produção nacional de lenha da silvicultura, que é o cultivo de florestas plantadas para manejo agrícola. O Estado ainda se<br />
destacou na extração de produtos alimentícios (palmito, erva-mate e pinhão) e foi o vice-líder nacional em valores da produção<br />
geral da silvicultura. As informações constam no relatório sobre Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura.<br />
A quantidade estimada da produção de lenha a partir de florestas plantadas no Paraná nos 12 meses do ano passado<br />
foi de 13,9 milhões de m 3 (metros cúbicos), o equivalente a 26,3% do segmento no país. Com 20,9 milhões de m 3 , o Paraná<br />
também se manteve como o maior produtor de madeira em tora para outras finalidades, o que representa 35,7% do Brasil.<br />
Na madeira em tora usada nas indústrias de papel e celulose, o Estado registrou um crescimento de 3% em relação a 2021,<br />
chegando a 16,2 milhões de m 3 .<br />
O bom desempenho nestes indicadores fez com que o Paraná ocupasse a vice-liderança na produção geral de florestas<br />
plantadas em 2022, com R$ 4,8 bilhões. O ranking geral da silvicultura entre os Estados é liderado por Minas Gerais, que<br />
obteve R$ 7,5 bilhões em 2022. O desempenho dos mineiros foi influenciado principalmente pelo carvão vegetal, em que<br />
responde por 87,7% do volume nacional.<br />
Segundo o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, os dados de 2022 comprovam uma importante mudança<br />
do setor, que torna-se cada vez menos dependente do extrativismo a partir do aumento do manejo de florestas plantadas.<br />
“Esses resultados ratificam a tendência de crescimento dos produtos madeireiros oriundos da silvicultura e registra-se<br />
uma estabilidades da extração desde 2021”, completa.<br />
Foto: divulgação<br />
12 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
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NOTAS<br />
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RS REDUZ ICMS PARA MDP<br />
O governo do Estado do Rio Grande do Sul publicou o decreto nº 57.162, de 31 de agosto de 2023, que concede<br />
redução de 5% no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para fabricantes de MDP até o dia 31 de<br />
março de 2025. Com isso, o imposto agora fica em 7%, beneficiando fornecedores e indústrias que produzem móveis.<br />
Isso foi possível devido ao apoio da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) e<br />
do Sicom Lagoa Vermelha (Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Lagoa Vermelha).<br />
O fornecedor tem ganho direto, de acordo com o que ele tem no mark up (maior mark up = mais ganho). Eles<br />
podem manter sua margem, dando desconto de 5,38% a 6% no preço, sendo que 5,38% considera apenas ICMS, PIS<br />
e COFINS, enquanto 6,02% considera além dos impostos citados, outros 9% de custos variáveis (frete, comissão e<br />
outros). Importante lembrar que o ganho reduz um pouco devido à alteração da lei, que tira o ICMS da base do PIS/<br />
COFINS.<br />
Confira o texto oficial do decreto número 57.162:<br />
Com fundamento no disposto no art. 31, § 8º, I, “a”, da Lei nº 8.820, de 27 de janeiro de 1989, fica introduzida a seguinte<br />
alteração no regulamento do ICMS, aprovado pelo decreto número 37.699, de 26 de agosto de 1997:<br />
Alteração número 6168 - No Apêndice II, Seção V, o item VI passa a vigorar com a seguinte redação:<br />
Saídas, até 31 de março de 2025, de painéis de partículas de madeira - MDP, classificados nos códigos 4410.11.10 e<br />
4410.11.29, da NBM/SHNCM, e de painéis de média densidade - MDF, classificados na posição 4411, exceto no código<br />
4411.13.91, da NBM/SH-NCM, de produção própria, destinados a fabricante de móveis e de esquadrias de madeira,<br />
cuja atividade principal esteja enquadrada nos códigos 1622-6/02 e 3101-2/00 da CNAE, e de pisos laminados, classificados<br />
nos códigos 4410.11.21 e 4411.13.91, da NBM/SH-NCM<br />
14 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
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NOTAS<br />
ORCHESTRA BRASIL<br />
CELEBRA RESULTADOS NA FIMMA 2023<br />
Uma das frentes do Orchestra<br />
Brasil – projeto da ApexBrasil<br />
(Agência Brasileira de Promoção<br />
de Exportações e Investimentos)<br />
em parceria com o Sindmóveis<br />
(Sindicato das Indústrias do Mobiliário<br />
de Bento Gonçalves) – é<br />
oportunizar a participação de<br />
fornecedores da indústria moveleira<br />
em eventos do setor, conectando<br />
empresas e importadores<br />
de países-alvo para o segmento.<br />
Seguindo essa perspectiva, o Orchestra<br />
Brasil realizou rodadas de<br />
negócios internacionais na Fimma<br />
Brasil 2023, que ocorreu de 28 a<br />
31 de agosto em Bento Gonçalves<br />
(RS).<br />
Em quatro dias de evento, 19<br />
importadores de oito países negociaram<br />
diretamente com 51 fornecedores<br />
brasileiros da indústria<br />
moveleira, totalizando em torno<br />
de 500 reuniões. Empresas de<br />
segmentos como máquinas, acessórios,<br />
componentes, ferramentas,<br />
matérias-primas, entre outros,<br />
concretizaram US$ 750.000 em<br />
transações durante o evento. Para<br />
os próximos 12 meses, a projeção<br />
chega à casa dos US$ 5 milhões.<br />
A gerente do Orchestra Brasil,<br />
Ana Cristina Schneider, comenta<br />
que a ação foi considerada<br />
extremamente satisfatória pelos<br />
participantes. “Foram rodadas<br />
com um grande desafio, porque<br />
contamos com empresas que<br />
trabalham com mais de 100 tipos<br />
de produtos, mas foi possível<br />
gerar ótimas oportunidades em<br />
diferentes categorias. Temos muita consciência da importância do Orchestra Brasil pois uma empresa sozinha levaria muito<br />
mais tempo para conseguir identificar e trazer compradores”, explica. “Além da equipe operacional, contamos com a participação<br />
ativa de um comitê composto por empresas de diversos segmentos e uma assessoria para selecionar compradores<br />
qualificados e vindos de países estratégicos para o setor. Com certeza foi uma triagem muito boa, tanto que houve geração<br />
de negócios durante as reuniões”, completa.<br />
Quanto à origem dos importadores, as rodadas de negócios do Orchestra Brasil na Fimma tiveram participação de compradores<br />
vindos da Colômbia, México, Guatemala, Estados Unidos, República Dominicana, Peru, Bolívia e Argentina.<br />
Fotos: Augusto Tomasi<br />
16 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
NOTAS<br />
RECURSOS PARA PROJETOS DE INOVAÇÃO<br />
As micro e pequenas empresas e startups brasileiras terão R$ 116 milhões para desenvolver projetos de inovação industrial.<br />
Os recursos virão de uma parceria entre o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)<br />
e a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação <strong>Industrial</strong>).<br />
A parceria das duas instituições foi anunciada durante o 10º Congresso Internacional de Inovação da Indústria, no<br />
São Paulo Expo. Este é o quarto contrato celebrado entre as duas instituições desde 2017. A estimativa é que o novo<br />
acordo viabilize o desenvolvimento de 700 projetos de inovação industrial e o atendimento a cerca de 800 empresas<br />
em todo o Brasil. A execução do contrato começa em janeiro de 2024 e terá duração até janeiro de 2027. As empresas<br />
também deverão investir nos projetos. Com esses aportes, o total deve chegar a R$ 390 milhões.<br />
A Embrapii vai garantir aporte de até 50% do valor do projeto em recursos não reembolsáveis, e o restante é coberto<br />
pela contrapartida da empresa e da Unidade Embrapii. Pela parceria, o Sebrae também investe recursos financeiros,<br />
que cobrem até 70% do valor da contrapartida da empresa. Considerado o valor global do projeto, os recursos do Sebrae,<br />
Embrapii e Unidade Embrapii podem chegar a 90% do total. Neste caso, a empresa ficaria responsável por apenas<br />
cerca de 10% do valor do projeto.<br />
Foto: divulgação<br />
18 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
NOTAS<br />
XXXI CONGRESSO MOVERGS<br />
Com tudo acontecendo ao mesmo tempo, os eventos de qualificação se tornam oportunidades cada vez mais valiosas<br />
para os profissionais se atualizarem sobre o que acontece. Seguindo essa perspectiva, a XXXI edição do Congresso Movergs<br />
(Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul), com o tema: Tudo ao Mesmo Tempo – Família,<br />
Empresa, Tecnologia, Realização, Economia; reunirá especialistas de diferentes áreas para apresentarem suas visões sobre<br />
temas pertinentes especialmente ao setor moveleiro – como economia, comportamento e marketing. O encontro será no<br />
dia 08 de novembro, no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS). Com vagas limitadas, o primeiro lote de<br />
ingressos já está disponível no site movergs.com.br/congresso.<br />
Mais uma vez o Congresso Movergs contará com um time de peso entre os palestrantes. Neste ano, os participantes poderão<br />
ouvir os insights de Jorge Forbes (psicanalista, psiquiatra, pensador, escritor e conferencista); André Nunes de Nunes<br />
(economista chefe do Sicredi); Martha Gabriel (engenheira, designer, mestre em artes, futurista e graduada em marketing);<br />
Paulo Pedó (diretor da marca Melissa), além de Tatiana Duarte e Caroline Dall Acua (cofundadoras da Alia Inclui).<br />
Fotos: reprodução<br />
20 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
Linha de empacotamento<br />
de madeiras<br />
A Linha Completa para Empacotamento<br />
de Madeiras Impacto é um equipamento<br />
que possibilita a movimentação completa<br />
do fardo de madeira do desgradeamento<br />
até o seu enfardamento para transporte.<br />
Componentes<br />
Desgradeador de madeiras<br />
Destopadeira automática,<br />
Esteira de classificação<br />
Enfardador automático<br />
Pintura automática<br />
Prensa<br />
Características<br />
Capacidade nominal do equipamento de 100 a 200 pç/min;<br />
Comprimento: Personalizado, Largura e Espessura: Customizada;<br />
Atende todas as normas de segurança NR12;<br />
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NOTAS<br />
TECNOLOGIA<br />
E SUSTENTABILIDADE<br />
A startup sediada em Brusque (SC) Neutraliza desembarca, este mês, em São Paulo (SP), com um grande projeto que envolve<br />
tecnologia e sustentabilidade: Passagem Verde. A iniciativa é do Setpesp (Sindicato das Empresas de Transportes de<br />
Passageiros do Estado de São Paulo) e o desenvolvimento da tecnologia e gestão do serviço da Neutraliza.<br />
Passagem Verde é um projeto que visa neutralizar a emissão dos gases de efeito estufa das viagens realizadas pelos usuários<br />
do transporte intermunicipal. Para isso, o passageiro contribui adquirindo uma cota ambiental. A cada 20 cotas, uma<br />
árvore nativa é plantada na região das bacias hidrográficas do Estado de São Paulo.<br />
O diferencial, como explica a engenheira florestal, responsável técnica pelo Passagem Verde, Damáris Gonçalves Padilha,<br />
é que os passageiros que aderirem ao projeto poderão acompanhar a árvore plantada. “Isso demonstra a seriedade e<br />
transparência no processo. Nosso intuito é confirmar que esta árvore irá crescer e cumprir com o seu objetivo, que é a neutralização<br />
do carbono.”<br />
A tecnologia de integração, que permite que a pessoa adquira a cota ambiental diretamente no site que comercializa<br />
as passagens, foi desenvolvida pela empresa brusquense. “Também desenvolvemos toda a parte de acompanhamento das<br />
cotas, quantas cotas a pessoa adquiriu, quanto falta para plantar a árvore e, depois a parte de acompanhamento”, detalha<br />
Nivaldo Pühler, product manager, da empresa Neutraliza.<br />
Foto: Neutraliza<br />
22 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
NOTAS<br />
COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO<br />
A SEV (Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento,<br />
Indústria, Comércio e Serviços) e a Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil)<br />
assinaram um memorando de entendimento para impulsionar o diálogo público-privado em políticas ambientais.<br />
Entre os objetivos está o trabalho em conjunto com outros ministérios e com o Congresso Nacional para<br />
aprovação dos principais pontos, bem como, a busca de parcerias internacionais, principalmente com os EUA<br />
(Estados Unidos da América), nos setores público e privado.<br />
O memorando foi assinado pelo secretário da SEV, Rodrigo Rollemberg, e pelo CEO da Amcham, Abrão<br />
Neto. Eles ressaltaram a importância desse trabalho em conjunto visando a COP28 (Conferência das Nações<br />
Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023), prevista para ser realizada em Dubai, nos Emirados Árabe, em<br />
novembro e dezembro deste ano, além de impactar as empresas para pensarem na descarbonização.<br />
A Amcham é um centro privado de discussões comerciais entre Brasil e EUA. Com estudos, eventos, missões<br />
internacionais, encontros de negócio, a câmara promove uma agenda ampla de cooperação governamental,<br />
tecnológica, regulatória e comercial.<br />
Foto: divulgação<br />
24 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
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APLICAÇÃO<br />
CONSTRUÇÃO<br />
SEGURA<br />
Foto: divulgação<br />
A ABNT (Associação Brasileira de<br />
Normas Técnicas) publicou na segunda<br />
quinzena de setembro a norma técnica<br />
que aborda a proteção contra incêndio de<br />
elementos estruturais de madeira: NBR<br />
17144-5:2023 - Proteção contra incêndio<br />
de elementos estruturais - Ensaio de resistência<br />
ao fogo - Parte 5: Revestimentos<br />
aplicados a elementos de madeira, elaborada<br />
pelo Comitê Brasileiro de Segurança<br />
Contra Incêndio (ABNT/CB-024).<br />
Esta parte da norma especifica o método<br />
para determinação da contribuição<br />
de revestimentos de proteção contra incêndio<br />
à resistência ao fogo de elementos<br />
estruturais de madeira, na forma de lajes,<br />
paredes, vigas ou pilares.<br />
NORMA PARA<br />
MOBILIÁRIO<br />
Em parceria com a ABNT a Abimóvel (Associação<br />
Brasileira das Indústrias do Mobiliário)<br />
está discutindo o desenvolvimento da norma<br />
técnica de guarda-roupa para o território nacional.<br />
A segunda reunião da Comissão de Estudos<br />
de Dormitórios aconteceu em setembro.<br />
As discussões específicas de temas técnicos<br />
estão sendo realizadas em grupos de trabalho,<br />
responsáveis pelos levantamentos e estudos<br />
prévios a serem apresentados nas reuniões<br />
mensais já programadas.<br />
Entre os temas de estudo estão: tradução<br />
da norma ISO 7170; estudo de desempenho em<br />
relação à durabilidade, resistência e estabilidade<br />
de guarda-roupas; requisitos dimensionais;<br />
critérios para uso de vidros e espelhos, e critérios<br />
específicos para guarda-roupa de uso infantil.<br />
Os interessados em participar da discussão<br />
devem entrar em contato com a Abimóvel.<br />
Foto: divulgação<br />
26 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
FRASES<br />
“POUSO SUAVE É REDUZIR A INFLAÇÃO COM O MENOR CUSTO<br />
POSSÍVEL PARA A SOCIEDADE, COMPARANDO A QUEDA NA<br />
INFLAÇÃO E OS EFEITOS NO PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO), NO<br />
DESEMPREGO E NO CRÉDITO”<br />
ROBERTO CAMPOS NETO, PRESIDENTE DO BANCO<br />
CENTRAL, EM DEBATE NA CÂMARA DOS DEPUTADOS<br />
“PRECISAMOS<br />
DESMISTIFICAR<br />
A IDEIA QUE<br />
O PRODUTOR<br />
PRODUZ FAZENDO<br />
DESMATAMENTO OU<br />
QUE É DEVASTADOR.<br />
NÃO PODEMOS<br />
DEIXAR QUE OS<br />
POUCOS QUE DESMATAM<br />
CRIMINALMENTE,<br />
CONTAMINEM A IMAGEM<br />
DOS OUTROS. O PRODUTOR<br />
BRASILEIRO NÃO É VILÃO, É<br />
EFICIENTE, USA DE TECNOLOGIA<br />
E PRECISAMOS MENSURAR O<br />
SEQUESTRO DO CARBONO E OUTROS<br />
ÍNDICES E INDICADORES QUE<br />
COMPROVEM A RESPONSABILIDADE<br />
AMBIENTAL”<br />
CARLOS FÁVARO,<br />
MINISTRO DA<br />
AGRICULTURA E<br />
PECUÁRIA, EM<br />
REUNIÃO COM<br />
GESTORES DA<br />
EMBRAPA (EMPRESA<br />
BRASILEIRA<br />
DE PESQUISA<br />
AGROPECUÁRIA)<br />
“ATÉ 2021, O BRASIL ERA O PAÍS QUE MAIS<br />
EXPORTAVA PARA OS PAÍSES VIZINHOS. NO ANO<br />
PASSADO, A CHINA TOMOU A DIANTEIRA, COM<br />
21,2% DE PRESENÇA, ANTE 19,4% DO BRASIL.<br />
PRECISAMOS URGENTEMENTE AUMENTAR NOSSA<br />
COMPETITIVIDADE PARA EXPORTAR”<br />
Foto: Walterson Rosa/MS<br />
MÁRCIO DE LIMA LEITE, PRESIDENTE DA ANFAVEA (ASSOCIAÇÃO<br />
NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES)<br />
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ENTREVISTA<br />
INDÚSTRIA<br />
EM TRANSFORMAÇÃO<br />
A CHANGING<br />
INDUSTRY<br />
AFiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná)<br />
está sob nova direção desde o dia 1º de outubro, data<br />
em que, oficialmente, o empresário Edson José de Vasconcelos,<br />
assumiu a presidência da Federação para o<br />
quadriênio 2023-2027. A chapa encabeçada por Edson<br />
foi eleita em agosto, e a solenidade de posse está prevista para 23<br />
de outubro. Paranaense de Cascavel, o empresário tem experiência<br />
em instituições representativas e ingressou na Fiep há 12 anos. Edson<br />
atua nas áreas de incorporação, imobiliária, hotelaria e de energias<br />
renováveis e assume a instituição defendendo a necessidade de<br />
implantação de uma política industrial efetiva para o Paraná. Em entrevista<br />
exclusiva para a Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL<br />
o novo presidente da Fiep faz uma análise do cenário da indústria,<br />
destaca a importância das instituições que compõem o Sistema Fiep<br />
e a representatividade da indústria da madeira no Estado.<br />
INTERVIEW<br />
T<br />
he State of Paraná Federation of Industries (Fiep) has been<br />
under new management since October 1, when businessman<br />
Edson José de Vasconcelos officially assumed his mandate<br />
as President of the Federation for 2023-2027. The slate<br />
headed by Vasconcelos was elected in August, and the inauguration<br />
ceremony is scheduled for October 23. From Cascavel, the businessman<br />
has experience in representative institutions and joined Fiep 12<br />
years ago. Vasconcelos works in the areas of land title incorporation, real<br />
estate, hospitality, and renewable energies and assumes the Fiep Presidency,<br />
defending the need to implement an effective industrial policy for<br />
the State of Paraná. In an exclusive interview with REFERÊNCIA Madeira<br />
<strong>Industrial</strong>, the new Fiep President analyses the industrial scenario and highlights<br />
the importance of the institutions that make up the Fiep System<br />
and the representativeness of the forest product industry in the State.<br />
Foto: Assessoria Fiep<br />
EDSON JOSÉ DE<br />
VASCONCELOS<br />
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ENGENHEIRO CIVIL PELA UFPR<br />
(UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ), MBA EM GESTÃO<br />
EMPRESARIAL PELA OHIO UNIVERSITY/ FGV (FUNDAÇÃO<br />
GETÚLIO VARGAS)<br />
CARGO: PRESIDENTE DA FIEP (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS<br />
DO ESTADO DO PARANÁ) GESTÃO 2023-2027<br />
PROFESSIONAL EDUCATION: XCIVIL ENGINEERING, FEDERAL UNIVERSITY OF<br />
PARANÁ (UFPR) AND MBA OHIO UNIVERSITY/GETÚLIO VARGAS FOUNDATION (FGV)<br />
FUNCTION: XPRESIDENT OF THE STATE OF PARANÁ FEDERATION OF INDUSTRIES<br />
(FIEP) FOR 2023-2027<br />
30 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
CONTE DE FORMA RESUMIDA SUA TRAJETÓRIA<br />
PROFISSIONAL ATÉ A ELEIÇÃO PARA PRESIDÊNCIA<br />
DA FIEP.<br />
Sou natural de Cascavel (PR), formado em Engenharia<br />
Civil pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Meu primeiro<br />
emprego foi no setor de pré-fabricados e, logo em<br />
seguida, aos 23 anos, abri minha primeira empresa também<br />
nesse ramo. Após realizar um MBA em Gestão Empresarial<br />
pela Ohio University, nos EUA (Estados Unidos da América),<br />
por meio da FGV (Fundação Getúlio Vargas), decidi ampliar<br />
o leque de negócios. Desde então, passei a atuar também<br />
nas áreas de incorporação, imobiliária, hotelaria e de energias<br />
renováveis. Ao longo da trajetória, sempre reconheci<br />
a importância do associativismo, por isso me envolvi em<br />
diversas entidades e iniciativas que pensam e interferem<br />
diretamente no desenvolvimento comum. Fui delegado<br />
regional do Sindicaf (Sindicato das Indústrias de Produtos<br />
e Artefatos de Cimento e Fibrocimento do Paraná) e<br />
presidente do Sinduscon-Oeste (Sindicato da Indústria da<br />
Construção Civil do Oeste do Paraná), da ACIC (Associação<br />
Comercial e <strong>Industrial</strong> de Cascavel) e do Codesc (Conselho<br />
de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel),<br />
além de ter participado do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento).<br />
Na Fiep, ingressei na diretoria há 12 anos,<br />
como vice-presidente. Também coordenei o conselho<br />
temático de infraestrutura da entidade, fui conselheiro regional<br />
do Sesi Paraná por mais de 10 anos e, agora, tenho<br />
a honra de assumir a presidência da Fiep.<br />
QUAIS AS PRIORIDADES DA SUA GESTÃO?<br />
O propósito da Fiep é a representação da indústria<br />
paranaense. O grupo que está comigo nesta nova diretoria<br />
entende que é papel primordial da federação ajudar a<br />
transformar o Paraná no melhor Estado para a indústria no<br />
Brasil. Ao contrário de um comércio, que geralmente atua<br />
localmente, uma indústria busca sempre outros mercados,<br />
vendendo seus produtos não apenas no seu município,<br />
mas também em outros Estados e até em outros países.<br />
Mas, para que uma indústria defina seu domicílio, precisa<br />
ter condições mínimas para que aquele território se torne<br />
atrativo para sua atividade, e isso se consegue com uma<br />
política industrial efetiva. É com esse objetivo que vamos<br />
atuar, fazendo com que a Fiep participe da construção dessa<br />
política industrial, mostrando ao poder público que nós<br />
precisamos ter políticas que melhorem a performance da<br />
indústria, o que se reverte em desenvolvimento econômico<br />
e social.<br />
O QUE OS ASSOCIADOS DA FIEP PODEM ESPE-<br />
RAR?<br />
Todo grupo que assume a Fiep tem uma característica<br />
própria. Talvez um diferencial do nosso grupo é saber ouvir<br />
o clamor que os sindicatos filiados estavam tendo por uma<br />
maior representatividade, especialmente da indústria do<br />
interior do Paraná. Acredito que, com essa visão, pudemos<br />
construir um plano de trabalho mais factível, com o qual<br />
BRIEFLY TELL US ABOUT YOUR PROFESSIONAL<br />
CAREER BEFORE YOU WERE ELECTED FIEP PRESI-<br />
DENT.<br />
I am a native of Cascavel (PR) and graduated in Civil<br />
Engineering from the Federal University of Paraná (Ufpr). My<br />
first job was in the Prefabrication Sector, and soon after, at<br />
23, I started my first company in this area. After completing<br />
an MBA in Business Management from Ohio University in<br />
the United States through the Getúlio Vargas Foundation<br />
(FGV), I decided to expand the range of businesses. Since<br />
then, I have also worked in land title incorporation, real<br />
estate, hospitality, and renewable energy. Throughout my<br />
career, I have consistently recognized the importance of<br />
associative organizations, so I became involved in various<br />
entities and initiatives that think and work directly in joint<br />
development. I was a Regional Delegate of the State of the<br />
Paraná Products and Artifacts of Cement and Fiber Cement<br />
Business Union (Sindicaf) and President of the Western<br />
State Paraná of Building Construction Business Union (Sinduscon-Oeste),<br />
the Cascavel Commercial and <strong>Industrial</strong><br />
Association (Acic) and the Council for Cascavel Sustainable<br />
Economic Development (Codesc), in addition to having participated<br />
in the Western Program in Development (POD).<br />
At Fiep, I joined the board 12 years ago as Vice-president. I<br />
also coordinated the entity’s Thematic Council of Infrastructure.<br />
I was a Regional Advisor to Sesi Paraná for more than<br />
ten years. Now, I have the honor of assuming the Presidency<br />
of Fiep.<br />
WHAT ARE THE PRIORITIES OF YOUR MANDATE<br />
(2023-2027)?<br />
The purpose of Fiep is the representation of the State<br />
of Paraná <strong>Industrial</strong> Sector. The group elected with me on<br />
this new board understands that it is the primary role of<br />
the Federation to help transform Paraná into the best state<br />
for industry in Brazil. Unlike a commercial business, which<br />
usually operates within its surrounding area, an industrial<br />
company always seeks other markets, selling its products<br />
not only within its municipality but also in other states and<br />
even in other countries. But for an industrial company to define<br />
its domicile, it must have minimum conditions to make<br />
the area attractive for its activity, which can only be achieved<br />
with an effective industrial policy. With this objective, we will<br />
act so that Fiep participates in constructing this industrial<br />
policy, showing Governments that we need to have policies<br />
that improve the <strong>Industrial</strong> Sector’s performance, which is<br />
reverted in economic and social development.<br />
WHAT CAN FIEP MEMBERS EXPECT?<br />
Every group that takes over Fiep management has its<br />
own characteristics. Perhaps our group’s difference is that it<br />
knows how to listen to the clamor that the member business<br />
unions were created for better representation, especially<br />
the companies from the interior of Paraná. I believe that,<br />
with this vision, we will be able to build a more feasible work<br />
plan with which we want to be closer to the industry of all<br />
regions of the State.<br />
OUTUBRO 2023 31
ENTREVISTA<br />
queremos estar mais próximos da indústria de todas as regiões<br />
do Estado.<br />
QUAL CENÁRIO ATUAL DO SETOR INDUSTRIAL NO<br />
PARANÁ E NO BRASIL?<br />
Muito se fala que o país passa por um processo de<br />
desindustrialização. O fato é que o país teve uma industrialização<br />
tardia, que se consolidou de fato no período<br />
pós-Segunda Guerra Mundial. Atualmente, no cenário<br />
nacional, a indústria realmente vem perdendo participação<br />
no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, mas o Paraná vive<br />
um panorama diferente. Aqui a indústria vem em constante<br />
crescimento nos últimos anos, a questão é que outros setores<br />
crescem mais. Acredito que o Paraná tem um grande<br />
potencial de industrialização, com características positivas<br />
para atrair cada vez mais empresas do setor e aumentar sua<br />
participação no parque industrial brasileiro.<br />
QUAL AVALIAÇÃO QUE FAZ SOBRE AS POLÍTICAS<br />
PÚBLICAS PARA O SETOR?<br />
Existe um grande desafio de sensibilizar todas as esferas<br />
do poder público quanto à importância da indústria.<br />
Mais até do que outros segmentos da economia, a indústria<br />
sofre com uma série de entraves que dificultam seu<br />
maior crescimento no país. Por isso, entendemos que é<br />
preciso um diálogo propositivo não apenas com o Estado,<br />
mas também com a união e com os municípios para que<br />
adotem políticas que, efetivamente, estimulem a criação<br />
e instalação de indústrias e o desenvolvimento do setor<br />
como um todo.<br />
QUAIS OS PRINCIPAIS GARGALOS ATUALMENTE<br />
DA INDÚSTRIA?<br />
O Paraná e o Brasil carecem de uma política industrial<br />
efetiva. Isso faz com que ainda tenhamos muitos gargalos<br />
para o pleno desempenho da atividade industrial no país.<br />
Alguns dos principais problemas que ainda enfrentamos<br />
são as deficiências em nossa infraestrutura, que precisa de<br />
investimentos pesados para melhorar sua eficiência e reduzir<br />
custos logísticos para todo o setor produtivo. Diminuir a<br />
burocracia e simplificar processos também é fundamental<br />
para tornar o ambiente de negócios mais favorável para<br />
as empresas e também para atrair novos investimentos. A<br />
capacitação de mão de obra, somada à questão da empregabilidade,<br />
é mais uma necessidade. A falta de incentivos<br />
e programas de financiamento para que as empresas invistam<br />
em tecnologia e inovação é outro problema. Além disso,<br />
também é preciso fomentar o empreendedorismo para<br />
desenvolver as cadeias produtivas, que dependem ainda<br />
de melhorar acesso, disponibilidade e custo da energia<br />
elétrica, que é um dos principais insumos para a transformação<br />
digital.<br />
QUAL EXPECTATIVA A MÉDIO PRAZO PARA O SEG-<br />
MENTO DA INDÚSTRIA?<br />
Falando do Paraná, já somos a quarta força industrial<br />
WHAT IS THE CURRENT SCENARIO OF THE IN-<br />
DUSTRIAL SECTOR IN THE STATE OF PARANÁ AND<br />
BRAZIL?<br />
Much is said about the Country going through a process<br />
of deindustrialization. The fact is that the Country had<br />
a late industrialization, which was consolidated in fact in the<br />
post-World War II period. The <strong>Industrial</strong> Sector has been losing<br />
its share in the Brazilian GDP in the domestic scenario,<br />
but Paraná lives a different panorama. Here, the <strong>Industrial</strong><br />
Sector has been constantly growing in recent years, but the<br />
issue is that other sectors have grown even more. I believe<br />
that Paraná has a good potential for industrialization, with<br />
positive characteristics to attract more and more companies<br />
in the Sector and increase its participation in the Brazilian<br />
industrial park.<br />
WHAT IS YOUR ASSESSMENT OF PUBLIC POLICIES<br />
FOR THE INDUSTRIAL SECTOR?<br />
Sensitizing all spheres of Government regarding the importance<br />
of the <strong>Industrial</strong> Sector is a great challenge. Even<br />
more than other segments of the economy, the industry suffers<br />
from a series of obstacles that hinder its further growth<br />
in the Country. Therefore, we understand that a propositional<br />
dialogue is necessary not only with the State but also at<br />
the Federal and Municipal levels so that they adopt policies<br />
that effectively stimulate the creation and installation of<br />
companies and the development of the Sector as a whole.<br />
WHAT ARE THE MAIN BOTTLENECKS CURRENTLY<br />
FOR THE INDUSTRIAL SECTOR?<br />
The State of Paraná and Brazil lack an effective industrial<br />
policy. This means we still have many bottlenecks for<br />
an all-out performance of industrial activity in the Country.<br />
Some of the main problems we still face are the deficiencies<br />
in our infrastructure, which needs significant investments<br />
to improve its efficiency and reduce logistics costs for<br />
the entire Productive Sector. Reducing bureaucracy and<br />
simplifying processes is also vital to making the business<br />
environment more favorable for companies and attracting<br />
new investments. Workforce training, added to the issue of<br />
employability, is another necessity. The lack of incentives<br />
and funding programs for companies to invest in technology<br />
and innovation is another problem. In addition, it is also<br />
necessary to foster entrepreneurship to develop production<br />
chains, which still depend on improving access, availability,<br />
and electrical energy costs, one of the main inputs for digital<br />
transformation.<br />
WHAT IS THE MEDIUM-TERM EXPECTATION FOR<br />
THE INDUSTRIAL SECTOR?<br />
Speaking of Paraná, we are already the fourth industrial<br />
force in Brazil, behind only São Paulo, Rio de Janeiro, and<br />
Minas Gerais. Despite all the problems that we still need to<br />
solve to improve the business environment, I believe that<br />
our State has all the conditions to be the third most important<br />
industrial pole in the Country and can even dream of<br />
32 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
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do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e<br />
Minas Gerais. Apesar de todos os problemas que ainda<br />
precisamos solucionar para melhorar o ambiente de negócios,<br />
acredito que nosso Estado tem toda a condição de<br />
ser o terceiro principal polo industrial do país e até sonhar<br />
em ser o segundo. Temos muito potencial de crescimento,<br />
até por estarmos próximos de um mercado consumidor<br />
tão forte como é São Paulo. E também já temos uma estrutura<br />
logística muito mais madura que outros Estados, o<br />
que deve melhorar ainda mais se todos os investimentos<br />
previstos para os próximos anos forem efetivados. Então, o<br />
Paraná tem características muito positivas para sonhar com<br />
o segundo posto na força industrial do Brasil.<br />
A CADEIA PRODUTIVA DA MADEIRA É UM IM-<br />
PORTANTE SEGMENTO NA ECONOMIA PARANAEN-<br />
SE, PORÉM HÁ UM ALTO CUSTO DE TRANSPORTE.<br />
COMO A FIEP PODERIA ATENUAR ESSE GARGALO?<br />
Sem dúvida alguma, o setor madeireiro, tanto historicamente,<br />
quanto por sua relevância atual, é um dos mais<br />
importantes da indústria e da economia paranaenses. Hoje,<br />
o segmento de produtos de madeira é o sétimo setor que<br />
mais emprega na indústria de transformação do Estado. O<br />
Paraná se destaca também nos cenários nacional e internacional<br />
desse segmento, sendo no país o que mais produz<br />
madeira para papel e celulose e o que mais exporta madeira<br />
serrada e compensado. Como a logística é um dos fatores<br />
que mais pesa nas planilhas de custos das indústrias, é<br />
fundamental que tenhamos uma infraestrutura adequada.<br />
Por meio do Conselho Temático de Infraestrutura, do qual<br />
fui coordenador por muitos anos, a Fiep sempre atuou na<br />
defesa de investimentos que aprimorem nossa infraestrutura<br />
e reduzam custos para o setor. Fizemos isso, por exemplo,<br />
nas discussões sobre o novo modelo de pedágios do<br />
Paraná, colocando os interesses dos usuários das rodovias<br />
no centro do debate, defendendo tarifas justas e a realização<br />
de obras. Também elaboramos o PELT (Plano Estadual<br />
de Logística em Transporte), que aponta as principais obras<br />
necessárias para o Paraná. Vamos seguir com essa atuação,<br />
acompanhando de perto não apenas a implantação das<br />
novas concessões, mas contribuindo também com propostas<br />
para melhorar cada vez mais nossos portos, aeroportos,<br />
rodovias e ferrovias.<br />
AINDA COM RELAÇÃO A INDÚSTRIA DA MADEIRA,<br />
HÁ EXPECTATIVA DE AQUECIMENTO DO SETOR COM<br />
CRESCIMENTO DA APLICAÇÃO DO SISTEMA CONS-<br />
TRUTIVO WOOD FRAME. COMO VÊ ESTE CENÁRIO?<br />
A maior disseminação dos processos construtivos em<br />
madeira tem potencial para impulsionar ainda mais a indústria<br />
madeireira paranaense. Já temos um grande domínio<br />
de toda essa cadeia produtiva, desde a produção florestal,<br />
até a transformação em diferentes produtos. Isso, sem dúvida,<br />
coloca o Paraná em condições de liderar esse processo<br />
no país. Um movimento no qual, aliás, a Fiep já se envolve<br />
há mais de 11 anos. Foi por uma iniciativa da federação,<br />
becoming the second. We have a lot of potential for growth<br />
because we are close to a strong consumer market - São<br />
Paulo. We also already have a much more mature logistics<br />
structure than other states, which should improve even<br />
more if all the investments planned for the coming years are<br />
realized. So, Paraná has very positive characteristics to dream<br />
of second place in the industrial force of Brazil.<br />
THE FOREST PRODUCT CHAIN IS AN ESSENTIAL<br />
SEGMENT OF THE PARANÁ ECONOMY, BUT THERE IS<br />
THE HIGH COST OF TRANSPORTATION. HOW COULD<br />
FIEP HELP MITIGATE THIS BOTTLENECK?<br />
Undoubtedly, the Forest Product Sector, historically and<br />
because of its current relevance, is one of the most important<br />
in the industrial economy of Paraná. Today, the forest<br />
products segment is the seventh in employing the most in<br />
the State’s manufacturing industry. Paraná also stands out in<br />
this segment’s national and international scenarios, producing<br />
the most timber for pulp and paper and exporting the<br />
most sawn and plywood in the Country. As logistics is one<br />
of the factors that weigh the most in the cost spreadsheets<br />
of companies, we must have an adequate infrastructure.<br />
Through the Thematic Council on Infrastructure, of which I<br />
was the coordinator for many years, Fiep has always acted<br />
in the defense of investments that improve our infrastructure<br />
and reduce costs for the Sector. We did this, for example,<br />
in the discussions about Paraná’s new toll model, putting<br />
the interests of highway users at the center of the debate,<br />
advocating fair tariffs and the realization of works. We also<br />
helped write the State Plan for Logistics in Transportation<br />
(Pelt), which points out the main work needed for Paraná.<br />
We will continue with this action, closely following the<br />
implementation of the new concessions and contributing<br />
with proposals to increasingly improve our ports, airports,<br />
highways, and railways.<br />
STILL, THE FOREST PRODUCT SEGMENT SHOULD<br />
GROW FROM USING THE WOOD FRAME CONSTRUC-<br />
TION SYSTEM. HOW DO YOU SEE THIS SCENARIO?<br />
A greater dissemination of construction processes using<br />
wood can further boost Paraná’s forest-product segment.<br />
É PRECISO UM DIÁLOGO<br />
PROPOSITIVO NÃO APENAS<br />
COM O ESTADO, MAS TAMBÉM COM A<br />
UNIÃO E COM OS MUNICÍPIOS PARA QUE<br />
ADOTEM POLÍTICAS QUE,<br />
EFETIVAMENTE, ESTIMULEM A CRIAÇÃO<br />
E INSTALAÇÃO DE INDÚSTRIAS E O<br />
DESENVOLVIMENTO DO SETOR COMO<br />
UM TODO<br />
34 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
FEIRA INTERNACIONAL DA<br />
INDÚSTRIA DE MÓVEIS E MADEIRA<br />
@feiraformobile /feiraformobile /feiraformobile /canalformobile
ENTREVISTA<br />
em parceria com diferentes entidades e empresas ligadas<br />
aos setores da madeira e da construção civil, que se começou<br />
o processo de elaboração de uma norma técnica para<br />
as construções em wood frame, recentemente validada<br />
e publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas<br />
Técnicas). Este ano, a Fiep também liderou um processo de<br />
mobilização para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva<br />
de construções em madeira engenheirada no país.<br />
Essas novas tecnologias construtivas são importantes para<br />
ajudar na solução do déficit habitacional brasileiro, tendo<br />
ainda um grande apelo de sustentabilidade. O Paraná tem<br />
sido a convergência de todos esses esforços, já possui<br />
várias empresas atuando e se preparando para essa nova<br />
demanda e, por isso, tem tudo para ser o grande centro de<br />
investimentos para construções sustentáveis e de tecnologia<br />
de madeira engenheirada no Brasil.<br />
MUITO SE TEM FALADO NA NEOINDUSTRIALIZA-<br />
ÇÃO NO BRASIL. A INDÚSTRIA PARANAENSE SE EN-<br />
QUADRA NESTE PROCESSO?<br />
Percebo que esse conceito diz respeito à atuação sustentável<br />
por parte das empresas, como, por exemplo, por<br />
meio do uso de energias renováveis. Acho que a indústria<br />
deve ver valor nisso, não deixando de fazer uma interface<br />
com os segmentos do comércio e dos serviços. O Paraná<br />
é privilegiado por ter uma fronteira agrícola já consolidada<br />
e que valoriza a sustentabilidade. Além disso, temos Itaipu,<br />
a maior usina em geração do mundo, com um parque<br />
energético muito grande. Também estão cada vez mais<br />
disseminadas as fontes alternativas de geração de energia<br />
limpa. O Paraná começa também a se organizar para<br />
desenvolver uma cadeia do hidrogênio renovável, com<br />
iniciativas do governo estadual e do próprio Sistema Fiep.<br />
Esse é um segmento em que o Estado tem muito potencial<br />
e que é apontado como um fator fundamental para o desenvolvimento<br />
sustentável do planeta no futuro. Também<br />
temos uma indústria de base florestal relevante, incluindo<br />
um setor madeireiro muito forte e com possibilidades de<br />
crescer ainda mais com o avanço esperado das construções<br />
sustentáveis em madeira no Brasil. Pela forma como é feito<br />
o manejo florestal para suprir a demanda do setor, com<br />
enorme potencial para sequestro e geração de créditos de<br />
carbono, a indústria da madeira é um elemento fundamental<br />
nesse processo de neoindustrialização.<br />
AS PRÁTICAS DE ESG JÁ SÃO UMA REALIDADE<br />
NAS EMPRESAS PARANAENSES?<br />
As multinacionais já perceberam a importância desse<br />
tema e já têm boas práticas implantadas nas áreas de<br />
sustentabilidade ambiental, social e de governança. Mas<br />
é importante que toda a cadeia industrial perceba esse<br />
tema como uma oportunidade, apostando nisso como algo<br />
que agregará valor aos seus negócios. Essa consciência<br />
industrial, porém, se contrapõe aos processos burocráticos,<br />
que diminuem o apetite das empresas em relação à<br />
sustentabilidade. Ainda assim, já temos percebido avanços<br />
We already have a great domain of this entire production<br />
chain, from forest production to transforming it into different<br />
products. This undoubtedly places Paraná in a position<br />
to lead this process in the Country—a movement in which<br />
Fiep has been involved for more than 11 years. Through<br />
an initiative of the Federation, in partnership with different<br />
entities and companies linked to the Forest Product and<br />
Building Construction Sectors, the process of developing<br />
a technical standard for wood frame construction began,<br />
recently validated and published by the Brazilian Association<br />
of Technical Standards (Abnt). This year, Fiep also led<br />
a mobilization process for developing a production chain<br />
using engineered wood constructions in the Country. These<br />
new construction technologies are essential to help solve<br />
the Brazilian housing deficit and have an excellent sustainability<br />
appeal. Paraná has been the convergence of all these<br />
efforts, already has several companies acting and preparing<br />
for this new demand, and, therefore, has everything to be<br />
the great center of investments for sustainable constructions<br />
and engineered wood technology in Brazil.<br />
MUCH HAS BEEN SAID ABOUT NEO-INDUSTRIALI-<br />
ZATION IN BRAZIL. DOES THE PARANÁ INDUSTRIAL<br />
SECTOR FIT INTO THIS PROCESS?<br />
I realize that this concept concerns sustainable performance<br />
by companies, such as, for example, using renewable<br />
energies. The <strong>Industrial</strong> Sector should see value<br />
in this while interfacing with the commercial and services<br />
segments. Paraná is privileged to have a consolidated agricultural<br />
frontier that values sustainability. In addition, we<br />
have Itaipu, the largest hydropower generation plant in the<br />
world, with a considerable energy park. Alternative sources<br />
of clean energy generation are also increasingly widespread.<br />
Paraná is also beginning to organize itself to develop<br />
a renewable hydrogen chain, with initiatives from the State<br />
Government and the Fiep System. This is a segment in<br />
which the State has a lot of potential and is pointed out as<br />
a fundamental factor for the future sustainable development<br />
of the planet. We also have a relevant Forest-based<br />
Sector, which includes a solid forest product segment and<br />
possibilities to grow even more with Brazil’s expected advance<br />
of sustainable wood constructions. Because of the<br />
way forest management is carried out to meet the demand<br />
of the Sector, with enormous potential for sequestration<br />
and generation of carbon credits, the Forest-based Sector<br />
becomes a fundamental element in this process of neo-industrialization.<br />
ARE ESG PRACTICES ALREADY A REALITY IN COM-<br />
PANIES FROM THE STATE OF PARANÁ?<br />
Multinationals have already realized the importance of<br />
this topic and already have good practices in environmental<br />
sustainability, social, and governance. However, the entire<br />
industrial chain must perceive this theme as an opportunity<br />
and bet on it as something that will add value to their business.<br />
This industrial consciousness, however, is opposed to<br />
36 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
ENTREVISTA<br />
no Paraná também entre pequenas e médias indústrias. Os<br />
últimos resultados da bússola da sustentabilidade, pesquisa<br />
realizada desde 2017 pelo Observatório Sistema Fiep,<br />
detectaram um maior interesse dos gestores de indústrias<br />
de menor porte nos temas ligados ao ESG. E, para estimular<br />
ainda mais as empresas a se envolverem nesse tema,<br />
o Sistema Fiep lançou recentemente a chamada ESG. Em<br />
sua primeira etapa, essa iniciativa está ofertando mentorias<br />
subsidiadas às indústrias. Na segunda, pretende financiar<br />
projetos de inovação relacionados a processos ou produtos<br />
sustentáveis. Até 2024, a meta é que essa chamada beneficie<br />
mil indústrias paranaenses.<br />
QUAIS AS PRIORIDADES PARA AS INSTITUIÇÕES<br />
QUE COMPÕEM O SISTEMA FIEP?<br />
As casas Sesi, Senai e IEL (Instituto Euvaldo Lodi) são<br />
ferramentas indispensáveis para ajudar nessa transformação<br />
que pretendemos fazer para tornar o Paraná um<br />
território cada vez mais adequado para o desenvolvimento<br />
da indústria. Cada uma em sua área de atuação – o Sesi na<br />
segurança e saúde do trabalhador e na educação básica, o<br />
Senai na capacitação profissional e no apoio à tecnologia e<br />
inovação e o IEL na educação executiva e na intermediação<br />
com a academia –, essas instituições devem olhar sempre<br />
para as necessidades e tendências que afetam diretamente<br />
o crescimento da indústria e atuar para o seu fortalecimento.<br />
QUAL LEGADO QUE PRETENDE DEIXAR DA SUA<br />
GESTÃO?<br />
Como já foi comentado, nosso principal objetivo é<br />
contribuir para a construção de uma política industrial efetiva<br />
e eficiente para o Paraná. O que queremos é mostrar<br />
que a indústria é fundamental para o desenvolvimento de<br />
qualquer território, porque traz um retorno muito grande<br />
para a sociedade em termos de empregos, renda, tributos<br />
e riquezas. É ela quem mais tem condições de fazer girar a<br />
economia de uma região. Então, queremos fazer com que<br />
a indústria consiga mostrar seu valor e alcance meios adequados<br />
para crescer e desenvolver ainda mais o Paraná.<br />
bureaucratic processes, which diminish companies’ appetite<br />
concerning sustainability. Still, we have noticed advances<br />
in Paraná among small and medium companies. The latest<br />
results of the Sustainability Compass, a survey conducted<br />
since 2017 by the Fiep System Observatory, detected a greater<br />
interest of managers of smaller industries in ESG-related<br />
topics. To encourage companies to get involved in this<br />
topic, the Fiep System recently launched the ESG Program.<br />
In its first stage, this initiative is offering subsidized mentoring<br />
to industries. In the second stage, it intends to finance<br />
innovation projects related to sustainable processes or products.<br />
By 2024, the goal is that this Program will benefit a<br />
thousand companies in Paraná.<br />
WHAT ARE THE PRIORITIES FOR THE INSTITU-<br />
TIONS THAT MAKE UP THE FIEP SYSTEM?<br />
Sesi, Senai, and Euvaldo Lodi Institute (IEL) provide<br />
indispensable tools to help in this transformation, and we<br />
intend to make Paraná an increasingly suitable territory for<br />
industrial development. Each one in its area of activity–-Sesi<br />
in worker safety and health and basic education, Senai in<br />
professional training and support for technology and innovation,<br />
and IEL in executive education and intermediation<br />
with academic entities–-these institutions must always look<br />
at the needs and trends that directly affect the growth of<br />
industry and act to strengthen it.<br />
WHAT LEGACY DO YOU INTEND TO LEAVE FROM<br />
YOUR MANDATE?<br />
As already said, our main objective is to contribute to<br />
constructing an effective and efficient industrial policy for<br />
the State of Paraná. We want to show that industry is fundamental<br />
to the development of any area because it provides<br />
a significant return to society in terms of jobs, income, taxes,<br />
and wealth. It is what is most able to turn the economy<br />
of a region around. So, we want the <strong>Industrial</strong> Sector to demonstrate<br />
its value and have adequate means to grow and<br />
develop the State even more.<br />
O SEGMENTO DE PRODUTOS DE MADEIRA É O SÉTIMO SETOR QUE<br />
MAIS EMPREGA NA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO DO ESTADO. O<br />
PARANÁ SE DESTACA TAMBÉM NOS CENÁRIOS NACIONAL E INTERNACIONAL,<br />
SENDO NO PAÍS O QUE MAIS PRODUZ MADEIRA PARA PAPEL E CELULOSE E O<br />
QUE MAIS EXPORTA MADEIRA SERRADA E COMPENSADO<br />
38 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
CUPIM SUBTERRÂNEO<br />
NORMA ASTM D:3345-74 (1999)<br />
AVALIAÇÃO 10<br />
CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e tratamento superficial, posteriormente<br />
estes painéis foram submetidos ao ataque de CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999)<br />
(Stabd Test Method for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to Termites), obtendo<br />
resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo<br />
assim, a Norma de Preservação de Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).<br />
• Líder no tratamento inseticida de painéis de<br />
madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e outros)<br />
por adição à cola e tratamento superficial;<br />
• Indicadores: EC 257-842-9 /<br />
CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;<br />
• Compatível com resinas de última geração;<br />
• Formulado líquido de emulsão concentrada a<br />
base d’água, não contendo Hidrocarbonetos<br />
aromáticos;<br />
• Fácil diluição em água, para tratamentos por<br />
imersão de madeiras serradas.<br />
Rua Cyro Correia Pereira, 3209 • CIC • Curitiba (PR)<br />
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PRINCIPAL<br />
TRATAMENTO<br />
EFICAZ<br />
PRODUTO INSETICIDA TEM AÇÃO<br />
COMPROVADA E POSSIBILITA AO<br />
SETOR DE COMPENSADOS ATUAR NO<br />
SISTEMA CONSTRUTIVO WOOD FRAME<br />
Fotos: divulgação<br />
EFFECTIVE<br />
TREATMENT<br />
AN INSECTICIDE PRODUCT HAS PROVEN<br />
ACTION AND ENABLES THE PLYWOOD SECTOR<br />
TO BE INCLUDED IN THE WOOD FRAME<br />
CONSTRUCTION SYSTEM<br />
40 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
OUTUBRO 2023 41
PRINCIPAL<br />
A<br />
cadeia produtiva da indústria da madeira<br />
está se preparando para o desenvolvimento<br />
do sistema construtivo wood frame. A<br />
publicação da norma técnica NBR 16936<br />
– Edificações em light wood frame pela<br />
ABNT (Associação Brasileira de Norma Técnica) foi um<br />
passo importante para consolidar este sistema construtivo<br />
no Brasil. A norma prevê todos os aspectos para que<br />
a construção seja de qualidade e atenda as expectativas<br />
de seus futuros habitantes, e isso passa pela preservação<br />
e tratamento da madeira.<br />
A MSM Química foi uma das empresas que integrou a<br />
Comissão de Estudos da ABNT e participou da discussão<br />
para construção da norma brasileira, esteve em viagens e<br />
missões promovidas pela Fiep (Federação das Indústrias<br />
do Estado do Paraná) e Abimci (Associação Brasileira da<br />
Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) para<br />
estudar o setor em outros países. Com isso, a empresa foi<br />
percebendo como poderia contribuir para reduzir custos<br />
na operação do sistema construtivo e garantir segurança<br />
contra o ataque de xilófagos, entre eles, o cupim subterrâneo,<br />
considerado o mais agressivo.<br />
TESTE DE EFICIÊNCIA<br />
Pensando nesta segurança para o desenvolvimento do<br />
mercado de construções em wood frame, a MSM Química<br />
fez novos testes no seu principal produto de tratamento<br />
contra ataque do cupim subterrâneo, o Cipertrin MD,<br />
indicado para aplicação em painéis compensados pelo<br />
processo de adição à cola e tratamento superficial que<br />
The Forest Product Sector production chain is<br />
preparing for the development of the wood<br />
frame construction system. The publication<br />
of the technical standard NBR 16936 – Buildings<br />
in a Light Wood Frame, by the Brazilian<br />
Association of Technical Standards (Abnt), was an<br />
essential step in consolidating this construction system<br />
in Brazil. The Standard provides for all aspects so that<br />
the construction is of quality, meets the expectations of<br />
its future inhabitants, and includes the preservation and<br />
treatment of wood.<br />
MSM Química was one of the companies that was<br />
part of the Abnt Study Commission and participated<br />
in the discussion for the construction of the Brazilian<br />
standard, participated on trips and missions promoted<br />
by the State of Paraná Federation of Industries (Fiep)<br />
and the Brazilian Association of the Mechanically Processed<br />
Wood Industry (Abimci) to study the Sector in<br />
other countries. With this, the Company realized how it<br />
could contribute to reducing costs in the operation of<br />
the construction system and ensure security against the<br />
attack of xylophages, among them the subterranean<br />
termite considered the most aggressive.<br />
EFFICIENCY TEST<br />
Thinking about this security for the development<br />
of the wood frame construction market, MSM Química<br />
made new tests on its main treatment product against<br />
subterranean termite attacks, Cipertrin MD, which is<br />
indicated for use in plywood panels process by adding it<br />
42 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
REALIZAMOS OS<br />
TESTES COM TODO<br />
RIGOR NECESSÁRIO EM UM<br />
LOCAL COM EXPERIÊNCIA NESTE<br />
SEGMENTO E TIVEMOS A<br />
COMPROVAÇÃO DA EFICIÊNCIA<br />
DO PRODUTO<br />
MARIO SERGIO LIMA,<br />
DIRETOR DA MSM QUÍMICA<br />
eliminam ataques de insetos. “Se previne contra o cupim<br />
subterrâneo, e alcançamos nota 10 no teste, isso significa<br />
que nosso produto garante que não haverá ataques também<br />
de outros insetos e xilófagos”, explica Mario Sergio<br />
Lima, diretor da MSM Química.<br />
Mario Sergio lembra que durante as discussões para<br />
construção da norma do wood frame havia a questão sobre<br />
o uso de OSB (Oriented Strand Board) e a possibilidade de<br />
uso de painéis de compensado, mas que teriam que ser<br />
autoclavados, o que aumentaria muito o custo para uso do<br />
compensado. Era necessário buscar um custo compatível e<br />
garantir segurança para não deteriorar a madeira. Apesar<br />
to the glue and surface treatment that eliminates insect<br />
attack. “If it prevents attacks by the subterranean termite<br />
and scores ten in the test, it means that our product<br />
also guarantees that there will be no attacks from other<br />
insects and xylophages,” explains Mario Sergio Lima,<br />
Director of MSM Química.<br />
Lima recalls that during the discussions for the construction<br />
of the Wood Frame Standard, there was the<br />
question about the use of Oriented Strand Board (OSB)<br />
and the possibility of using plywood panels, but that they<br />
would have to be autoclaved, which would significantly<br />
increase the cost of using the panels. It was necessary to<br />
seek a compatible cost structure while ensuring safety<br />
so as not to deteriorate the wood. Although Cipertrin<br />
MD is already a well-known product, with more than 15<br />
years on the market and proven action, MSM wanted to<br />
ensure the product’s efficiency and made new tests, this<br />
time at the University of Chile.<br />
And as a result, Cipertrin MD scored ten, which means<br />
no attacks, according to Alejandro Bozo González,<br />
Ph.D., Associate Professor in the Department of Forest<br />
Product Development at the Faculty of Forest Sciences<br />
and Nature Conservation at the University of Chile. The<br />
tests were conducted in 2022 at the Termite Complex<br />
of the Laboratory of Physical and Mechanical Properties<br />
of Wood and Sustainable Materials of the University of<br />
Chile, following the North American Standard Astm<br />
D:3345-74 (1999). “This standard is used to evaluate treated<br />
and untreated cellulosic materials against the action<br />
of subterranean termites in the laboratory. This standard’s<br />
importance lies in using termites belonging to natural<br />
colonies and not termites bred in captivity (laboratory).<br />
OUTUBRO 2023 43
PRINCIPAL<br />
do Cipertrin MD já ser um produto conhecido, com mais<br />
de 15 anos no mercado e com ação comprovada, a MSM<br />
queria se certificar sobre a eficiência do produto e então<br />
fez novos testes, desta vez, na Universidade do Chile.<br />
E como resultado o Cipertrin MD obteve nota 10, o que<br />
significa sem ataques, conforme explica Alejandro Bozo<br />
González, Ph.D. professor associado do Departamento<br />
de Desenvolvimento de Produtos Florestais da Faculdade<br />
de Ciências Florestais e da Conservação da Natureza da<br />
Universidade do Chile. Os testes foram feitos em 2022<br />
no Cupinzeiro do Laboratório de Propriedades Físicas e<br />
Mecânicas da Madeira e Materiais Sustentáveis da Universidade<br />
chilena seguindo a norma norte-americana ASTM<br />
D:3345-74 (1999). “Esta norma é utilizada para avaliar, em<br />
laboratório, materiais celulósicos tratados e não tratados<br />
contra a ação de cupins subterrâneos. A importância desta<br />
regra reside na utilização de cupins pertencentes a colônias<br />
reais e não de cupins criados em cativeiro (laboratório). A<br />
avaliação final é baseada no grau de ataque que o material<br />
sofre após oito semanas submetido à ação de cupins<br />
subterrâneos”, explica Alejandro.<br />
O material avaliado consistiu em corpos de prova provenientes<br />
de placas de compensado: corpos de prova sem<br />
tratamento: multilaminado compensado (5 camadas) de<br />
pinus de 12 mm (resina fenólica) sem tratamento; corpos de<br />
prova tratados com 1%: pinus multilaminado compensado<br />
de 12 mm tratado com 1% do produto Cipertrin MD adicionado<br />
de cola (resina fenólica) e pulverizado com solução<br />
de 2% do produto em água e corante. Todos os recipientes<br />
de teste foram mantidos com temperaturas entre 25,5ºC<br />
e 27,7ºC (graus Celsius). “A avaliação do produto recebeu<br />
nota 10, ou seja, os corpos de prova tratados não apresentaram<br />
nenhum tipo de ataque”, confirmou Alejandro.<br />
A AVALIAÇÃO DO<br />
PRODUTO<br />
RECEBEU NOTA 10, OU<br />
SEJA, OS CORPOS DE PROVA<br />
TRATADOS NÃO<br />
APRESENTARAM NENHUM<br />
TIPO DE ATAQUE<br />
ALEJANDRO BOZO GONZÁLEZ,<br />
PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DO CHILE<br />
The final assessment is based on the degree of attack<br />
that the material suffers after eight weeks subjected to<br />
the action of subterranean termites,” explains González.<br />
The evaluated material consisted of test samples<br />
from plywood panels: untreated test samples used as<br />
a standard - 12 mm (phenolic resin) multilaminate pine<br />
plywood (5 plies) without treatment; and treated test<br />
samples - 12 mm multilaminate pine plywood treated<br />
with 1% of the product Cipertrin MD added to the glue<br />
(phenolic resin) and sprayed with 2% solution of the<br />
product in water and dye. All test vessels were kept at<br />
temperatures between 25.5 ºC and 27.7ºC. “The product<br />
evaluation received a score of ten, i.e., the treated<br />
specimens did not present any type of attack,” confirms<br />
González.<br />
44 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
EFICIÊNCIA COMPROVADA<br />
“Realizamos os testes com todo rigor necessário em<br />
um local com experiência neste segmento e tivemos a<br />
comprovação da eficiência do produto”, comemora Mario<br />
Sergio. Com este resultado, além do OSB o compensado<br />
tratado com Cipertrin MD também pode ser usado pelo<br />
sistema construtivo wood frame no interior de construções,<br />
fora do contato com o solo e protegido de intempéries,<br />
conforme descrição de três categorias de uso (1, 2 e 3)<br />
previstas na norma técnica ABNT NBR 16143 – Preservação<br />
de Madeiras – Sistema de Categorias de Uso.<br />
O Cipertrin MD é um concentrado de fácil diluição<br />
que pode ser misturado em colas, vernizes, seladores,<br />
tintas ou só diluído na água para tratamento superficial.<br />
Foi desenvolvido para tratamento de madeiras e painéis<br />
MDF, compensados, OSB e outros.<br />
PRODUTOS DE DESTAQUE<br />
A MSM atende todo Brasil com seus produtos para<br />
tratamento de madeira. Com mais de 35 anos de mercado,<br />
a empresa iniciou a atividade com o nome Indústria<br />
Química Mentox Ltda, e há cerca de 16 anos passou a ser<br />
denominada MSM Química.<br />
Sediada em Curitiba (PR), e com uma linha de produtos<br />
inseticidas para preservação e tratamento da madeira<br />
responsavelmente corretos, base água com menos odor,<br />
sem solvente aromático, a empresa possui três produtos<br />
que se destacam e fazem da MSM líder no mercado de<br />
profiláticos para madeira: o TBP 90, principal produto<br />
fungicida para madeira serrada, em especial pinus; o<br />
MS 229 impermeabilizante de madeira e o Cipertrin MD,<br />
tratamento inseticida para painéis de madeira que tem<br />
eficiência total e comprovada contra o ataque de cupins<br />
subterrâneos.<br />
PROVEN EFFICIENCY<br />
“We carried out the tests with all the necessary rigor<br />
in a place with experience in this segment, and we had<br />
the proof of the efficiency of the product.” celebrates<br />
Lima. With this result, in addition to OSB panels, plywood<br />
panels treated with Cipertrin MD can also be used by<br />
the wood frame construction system inside buildings,<br />
out of contact with the ground, and protected from the<br />
weather, as described in three categories of use (1, 2, and<br />
3) provided for in the technical standard Abnt NBR 16143<br />
– Wood Preservation – Use Category System. Cipertrin<br />
MD is an easy-to-dilute concentrate that can be mixed in<br />
glues, varnishes, sealants, paints, or just diluted in water<br />
for surface treatment. It was developed to treat wood<br />
and plywood, OSB, MDF, and other panels.<br />
FEATURED PRODUCTS<br />
MSM supplies its wood treatment products throughout<br />
Brazil. With more than 35 years in the market,<br />
the Company started activities with the name Indústria<br />
Química Mentox Ltda, and about 16 years ago, it was<br />
renamed MSM Química.<br />
Headquartered in Curitiba (PR), and with a line of<br />
insecticide products for the responsibly correct wood<br />
preservation and treatment, water-based, with less odor,<br />
and without aromatic solvent, the Company has three<br />
products that stand out and make MSM the leader in the<br />
market of wood preservation: TBP 90, the main fungicide<br />
product for sawn wood, especially pine; the MS 229 wood<br />
waterproofing; and, Cipertrin MD, insecticidal treatment<br />
for wood panels that has total and proven efficiency<br />
against the attack of subterranean termites.<br />
OUTUBRO 2023 45
CONSTRUÇÃO<br />
USO DA MADEIRA<br />
EM CONSTRUÇÕES<br />
ASSOCIAÇÃO PARTICIPOU DE EVENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL<br />
NO NORDESTE E APRESENTOU AS VANTAGENS DA MADEIRA<br />
Fotos: divulgação e ABAF<br />
46 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
AABAF (Associação Baiana das Empresas de<br />
Base Florestal) esteve na Constru Nordeste<br />
2023 que aconteceu de 20 a 22 de setembro<br />
no Centro de Convenções de Salvador<br />
(BA), evento realizado com o apoio da Fieb<br />
(Federação das Indústrias da Bahia), do Sinduscon (Sindicato<br />
da Indústria da Construção do Estado da Bahia) e<br />
do Sebrae. Além do apoio e de levar ao evento do segmento<br />
de construção civil informações sobre o setor da<br />
madeira na Bahia, a ABAF intermediou a realização de<br />
palestra e fará a compensação ambiental do evento.<br />
“Sempre nos interessam eventos que contribuam<br />
para que o setor florestal brasileiro (e baiano) se expanda<br />
e se desenvolva sobre bases sustentáveis. Trabalhamos<br />
por mais florestas, mais empresas, mais fornecedores,<br />
mais serviços e produtos florestais. As vantagens<br />
competitivas da madeira plantada para o setor de construção<br />
civil também são de interesse da ABAF, que vem<br />
investindo na divulgação do uso múltiplo da madeira”,<br />
informa Mariana Lisbôa, presidente da associação.<br />
CONSTRU NORDESTE<br />
Cerca de 150 marcas expositoras participaram da I<br />
Feira da Construção Civil do Nordeste e Norte, reunindo<br />
em um mesmo local os segmentos da indústria da construção<br />
civil. A ABAF promoveu no evento uma palestra<br />
com Alan Dias, um dos sócios-fundadores da TimBau<br />
Estruturas que falou sobre: Estruturas de madeira enge-<br />
nheirada no Brasil e no mundo. Alan é engenheiro civil<br />
com mais de 20 anos de experiência em estruturas de<br />
madeira, ganhador de três prêmios Talento da Gerdau/<br />
Abece e já participou de diversas obras em madeira<br />
pelo Brasil e pelo mundo. Em sua palestra, o engenheiro<br />
apresentou prédios e construções em madeira; fabricação<br />
de madeira engenheirada; madeira e sustentabilidade<br />
e madeira em situações de incêndio.<br />
É PRECISO CONHECER<br />
E DIVULGAR AS MAIS<br />
NOVAS TECNOLOGIAS EM<br />
MADEIRA INDUSTRIALIZADA NA<br />
CONSTRUÇÃO CIVIL<br />
WILSON ANDRADE,<br />
DIRETOR EXECUTIVO DA ABAF<br />
OUTUBRO 2023 47
CONSTRUÇÃO<br />
“Ramos da engenharia, da construção civil, arquitetura<br />
e design mostram inúmeras aplicações da madeira<br />
industrializada em um contexto, que ainda é novo no<br />
Brasil e que pode vir a se tornar nicho de negócios na<br />
Bahia. É preciso conhecer e divulgar, cada vez mais, as<br />
mais novas tecnologias em madeira industrializada na<br />
construção civil”, completa Wilson Andrade, diretor executivo<br />
da ABAF.<br />
USO DA MADEIRA<br />
A madeira consiste como um dos materiais de<br />
construção mais antigos da história humana com especulações<br />
de seu uso há mais de 10 mil anos. Em consequência<br />
das mudanças climáticas, a busca por materiais<br />
sustentáveis e de menor impacto ambiental tem aumentado,<br />
tendo a madeira um papel protagonista nesse<br />
cenário por ser, um material natural, renovável e de fácil<br />
e diversificado uso. Além disso, o uso racional da madeira<br />
nas construções proporciona melhor aproveitamento<br />
energético se comparado a outros materiais como aço<br />
ou concreto.<br />
Desde 2004, a ABAF representa a cadeia produtiva<br />
de árvores plantadas, do campo à indústria, na Bahia,<br />
contribuindo para que o setor florestal baiano se expanda<br />
e se desenvolva sobre bases sustentáveis, seja<br />
do ponto de vista econômico, ambiental ou social. Para<br />
ampliar e consolidar este trabalho, a ABAF está trabalhando<br />
a proposta do Plano Bahia Florestal 2033, cujos<br />
objetivos são: adensamento e verticalização da cadeia<br />
produtiva de madeira; atração de novos investimentos<br />
(em ampliação ou novas fábricas); dobrar a área plantada<br />
(passar dos atuais 700 mil para 1,4 milhão de hectares);<br />
intensificação do uso múltiplo da madeira; maior<br />
inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores<br />
de madeira; pleno atendimento da demanda de<br />
madeira dos mais importantes segmentos da economia;<br />
contribuir para a maior descentralização da economia<br />
do Estado; incentivo de investimentos agroindustriais<br />
que podem se beneficiar das novas infraestruturas<br />
implantadas em torno da Fiol (Ferrovia de Integração<br />
Oeste - Leste), da Centro-Atlântica (FCA) – esta que vai<br />
cortar a Bahia de norte a sul – e do novo Porto Sul, em<br />
obra no Estado.<br />
COMPENSAÇÃO AMBIENTAL<br />
A ABAF vai fazer a compensação<br />
ambiental por meio do cálculo de carbono<br />
emitido pelo evento e do plantio<br />
de mudas nativas para sequestrar a<br />
quantidade correspondente dessas<br />
emissões. “Esta é uma estratégia poderosa<br />
para preservar o meio ambiente<br />
e combater as mudanças climáticas.<br />
Ao adotar essa abordagem, empresas,<br />
governos e indivíduos demonstram um<br />
compromisso real com a sustentabilidade,<br />
contribuindo para a construção<br />
de um futuro mais equilibrado e saudável”,<br />
afirma Mariana Lisbôa.<br />
48 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
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BELEZA E RESISTÊNCIA<br />
50 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
ESCADAS<br />
DE MADEIRA<br />
MAIS DO QUE FUNCIONAL A ESCADA DE MADEIRA DEIXA O<br />
AMBIENTE BONITO E ACONCHEGANTE, SEJA INSTALADA NA ÁREA<br />
INTERNA OU EXTERNA DA CONSTRUÇÃO<br />
Fotos: divulgação<br />
OUTUBRO 2023<br />
51
MARCENARIA<br />
As escadas são um elemento de<br />
ligação que podem fazer toda<br />
diferença em um projeto de<br />
construção. Quando construída<br />
em madeira, as escadas agregam<br />
mais beleza e imponência ao elemento<br />
funcional podendo proporcionar diferentes<br />
efeitos a depender do modelo em que for<br />
construída e a mistura de elementos que<br />
muitas vezes acontecem na construção ou<br />
instalação da escada, seja na área externa ou<br />
interna.<br />
Como ítem também decorativo, as escadas<br />
podem possuir estilos diversos e se<br />
apresentam normalmente com formato de<br />
escada em U, em L, escada reta, escada<br />
curva, circular, em espiral ou caracol. O formato<br />
mais adequado é aquele que cumpre a<br />
função proporcionando segurança e ocupa o<br />
espaço disponível.<br />
A matéria-prima para fabricação das<br />
escadas também pode ser variada, porém o<br />
mais comum é utilizar combinação de mais<br />
de um material, sendo esta variação encontrada<br />
em sua estrutura e degraus, ou mesmo<br />
na presença do corrimão.<br />
52 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
COMBINAÇÃO DE ELEMENTOS<br />
Jatobá, tauari, ipê, cumaru, garapeira,<br />
peroba são algumas das madeiras indicadas<br />
para construir escadas que também podem<br />
ser feitas de eucalipto ou pinus. Antes de<br />
construir é importante verificar se o estilo<br />
pretendido condiz com o restante da decoração<br />
do ambiente, podendo ser do estilo<br />
mais sofisticado, até o rústico utilizando madeira<br />
de demolição.<br />
A escada com degraus suspensos, ou<br />
com corrimão esculpido, são alguns exemplos<br />
de modelos. Escada com gaveteiros nos<br />
degraus otimizam a utilização do espaço.<br />
Outra solução é criar locais de descanso ou<br />
nichos e prateleiras embaixo da escada para<br />
colocar livros e objetos. A combinação da<br />
madeira com vidro e/ou metal podem dar<br />
um ar mais sofisticado ao elemento, assim<br />
como pinturas e luz direcionada podem garantir<br />
conforto e encanto ao ambiente.<br />
A MADEIRA É O<br />
MATERIAL MAIS<br />
RECOMENDADO PARA UM<br />
PROJETO DE ESCADARIA DE<br />
DESTAQUE<br />
OUTUBRO 2023 53
MARCENARIA<br />
PRESERVAÇÃO DA ESCADA<br />
A madeira é o material mais recomendado<br />
para um projeto de escadaria de<br />
destaque. Como é um material nobre e que<br />
possibilita diversos formatos e combinações<br />
torna o elemento marcante, independente<br />
do estilo escolhido e combinações com outros<br />
materiais.<br />
As escadas de madeira são duráveis e<br />
se mantêm bonitas ao longo do tempo com<br />
a correta limpeza e manutenção; apresenta<br />
resistência à circulação de pessoas, garantindo<br />
estabilidade para movimentos de torção,<br />
tração, compressão e cisalhamento, além<br />
de promover conforto térmico, entre outros<br />
tantos benefícios. Por isso, é importante investir<br />
na manutenção e na limpeza regulares<br />
para garantir a durabilidade e a beleza da<br />
madeira.<br />
É importante pensar também na segurança,<br />
considerando profundidade dos degraus<br />
e a instalação de corrimão para apoio a idosos<br />
e crianças.<br />
54 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
COMÉRCIO<br />
MÓVEIS<br />
E COLCHÕES<br />
BALANÇO DE VENDAS DO 1º SEMESTRE DE 2023 DA ABIMÓVEL<br />
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DO MOBILIÁRIO) APONTA<br />
INFLAÇÃO COMO PROBLEMA NO SETOR<br />
Fotos: divulgação<br />
56 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
O<br />
primeiro semestre de 2023 trouxe<br />
uma série de desafios para o setor de<br />
móveis e colchões tanto na indústria<br />
quanto no varejo nacional. Afinal, a demanda<br />
desaquecida na ponta influencia<br />
diretamente na perda de volume de produção.<br />
Depois de crescer 11,7% na passagem de abril<br />
para maio, as vendas de móveis e colchões no varejo<br />
voltaram a cair em junho, quando foram comercializadas<br />
26,6 milhões de peças: 8,0% a menos do<br />
que no mês anterior.<br />
Esse sobe e desce nas vendas ao longo da primeira<br />
metade do ano culminou em um declínio de<br />
7,4% nas vendas entre janeiro e junho deste ano<br />
em comparação com igual período em 2022. Ao<br />
olharmos para o acumulado dos últimos 12 meses, a<br />
queda é ainda mais significativa: -11,5%.<br />
ESTUDO ABIMÓVEL<br />
As informações são da mais recente edição mensal<br />
da Conjuntura de Móveis, estudo da Abimóvel<br />
(Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário),<br />
OUTUBRO 2023 57
COMÉRCIO<br />
desenvolvido com exclusividade pelo IEMI com<br />
base em dados oficiais de pesquisa.<br />
Em termos de valores, as vendas de móveis alcançaram<br />
R$ 8,4 bilhões em junho de 2023, refletindo<br />
uma queda de 7,6% em comparação com o mês<br />
anterior. No entanto, ao analisar o acumulado do<br />
ano, observou-se um modesto avanço de 0,7% em<br />
relação ao primeiro semestre de 2022. Nos últimos<br />
12 meses, o índice aponta um leve recuo de 0,4%.<br />
O preço médio dos móveis no varejo também<br />
experimentou oscilações ao longo do semestre.<br />
Em junho de 2023, o preço médio foi de R$ 282,37<br />
por peça, representando um aumento de 0,60% em<br />
relação ao mês anterior. Já em julho esse valor subiu<br />
para R$ 284,09, com um acréscimo de 0,61% em relação<br />
a junho de 2023.<br />
Quanto à precificação no segmento de colchões,<br />
em junho o preço médio atingiu R$ 572,19 por peça,<br />
registrando um aumento de 0,36% em relação ao<br />
mês anterior. No entanto, no mês seguinte o preço<br />
médio teve uma queda de 1,54% em relação a junho<br />
de 2023, chegando a R$ 563,38 por peça.<br />
PREÇOS SOBEM<br />
Segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor<br />
Amplo), os preços nacionais de mobiliário<br />
apresentaram aumento de 0,60% em junho e novo<br />
aumento de 0,61%, em julho de 2023. Com isso, a<br />
média de preços na categoria fechou o primeiro semestre<br />
com um acréscimo de 2,7%, voltando a subir<br />
em julho e acumulando 3,38% no ano.<br />
“A inflação é um fator preocupante que afeta<br />
diretamente a capacidade de compra dos consumidores.<br />
Dessa forma, o aumento dos preços de<br />
móveis e colchões no Brasil segue com forte efeito<br />
de causalidade na queda das vendas no setor. Pauta<br />
que tem sido discutida ativamente pela Abimóvel<br />
tanto junto a representantes do setor privado como<br />
do Congresso Nacional e do governo federal”, pontua<br />
o presidente da associação, Irineu Munhoz.<br />
Para ler o estudo<br />
na íntegra acesse<br />
a última edição da<br />
Conjuntura de Móveis,<br />
com indicadores<br />
atualizados de 2023<br />
leia o QRcode:<br />
A INFLAÇÃO É UM FATOR PREOCUPANTE QUE AFETA DIRETAMENTE A<br />
CAPACIDADE DE COMPRA DOS CONSUMIDORES. DESSA FORMA, O<br />
AUMENTO DOS PREÇOS DE MÓVEIS E COLCHÕES NO BRASIL SEGUE COM FORTE<br />
EFEITO DE CAUSALIDADE NA QUEDA DAS VENDAS NO SETOR<br />
IRINEU MUNHOZ, PRESIDENTE DA ABIMÓVEL<br />
58 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
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Acadeia produtiva da indústria de móveis<br />
movimenta a economia nacional.<br />
O Brasil é o 28º maior exportador de<br />
móveis do mundo, com exportações<br />
que somaram USD 1,03 bilhão em<br />
2021. Considerada a maior produtora de móveis da<br />
América Latina, a cadeia produtiva também gera<br />
resíduos, que nos dias de hoje devem ser vistos<br />
com valor agregado, afinal este material possibilita<br />
a produção de um sub-produto: o pellets.<br />
ADDING VALUE<br />
A COMPANY HIGHLIGHTS<br />
SOLUTIONS FOR WASTE TREATMENT<br />
FOR THE FURNITURE INDUSTRY<br />
T<br />
he furniture-making productive chain is vital<br />
to the national economy. Brazil is the 28th largest<br />
furniture exporter globally, with exports<br />
totaling US$ 1.03 billion in 2021. Considered<br />
the largest producer of furniture in Latin<br />
America, the production chain also generates waste,<br />
which nowadays can be seen with added value; after all,<br />
60 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
Fornecedora de soluções, a ANDRITZ esteve<br />
visitando a Fimma Brasil (Feira Internacional de<br />
Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e<br />
Móveis), realizada em agosto, em Bento Gonçalves<br />
(RS), e também o estande da Revista REFERÊNCIA<br />
MADEIRA INDUSTRIAL. A empresa fornece soluções<br />
completas para tratamento de resíduos do<br />
setor moveleiro. São equipamentos com tecnologia<br />
para tratamento ambiental que geram os pellets,<br />
produto com alta demanda, principalmente no<br />
mercado internacional, para geração de energia<br />
limpa e sustentável.<br />
“Estivemos este ano na Ligna, na Alemanha,<br />
divulgando nossas soluções para o final de linha<br />
do produto, para tratamento do resíduo, e estamos<br />
divulgando nosso trabalho também no Brasil. O<br />
resíduo de serrarias e fábrica de móveis, acoplados<br />
e outros produtos, garante a rentabilidade ao<br />
resíduo da indústria moveleira”, explica Luiz Paulo<br />
da Cunha, gerente de vendas para projetos EPC<br />
da ANDRITZ Brasil.<br />
Conforme a legislação brasileira, o gerador de<br />
resíduo tem a responsabilidade de dar um destino<br />
final, e hoje é possível agregar valor a este material.<br />
“A ANDRITZ tem a linha completa, que é um<br />
diferencial para o mercado, para que a indústria<br />
moveleira possa dar o destino mais adequado para<br />
o resíduo. A tratativa do resíduo ainda está em desenvolvimento<br />
no Brasil, porém já é realidade em<br />
outras partes do mundo, gerando um sub-produto<br />
com alto valor agregado”, completa Eduardo Soffioni,<br />
gerente de vendas da ANDRITZ.<br />
this waste has become the raw material for producing a<br />
by-product: pellets.<br />
During the International Fair of Suppliers of the<br />
Wood and Furniture Production Chain (Fimma Brasil),<br />
held in August in Bento Gonçalves (RS), the Supplier of<br />
Solutions, Andritz visited the REFERÊNCIA Madeira <strong>Industrial</strong><br />
stand. The Company demonstrated its complete<br />
solutions for waste treatment in the Furniture Sector.<br />
They include equipment with technology for environmental<br />
treatment that generates pellets, a product with<br />
a large demand, especially in the international market,<br />
to generate clean and sustainable energy.<br />
“This year, we participated at Ligna in Germany,<br />
promoting our solutions for the end of the product line<br />
for waste treatment, and we also publicized our work<br />
in Brazil. The waste from sawmills, furniture factories,<br />
exhaust systems, and other product manufacturing can<br />
be used to guarantee profitability from using the waste, in<br />
particular from the furniture industry,” explains Luiz Paulo<br />
da Cunha, Sales Manager for Engineering, Procurement<br />
and Construction Projects (EPC) at Andritz Brazil.<br />
According to Brazilian legislation, the waste generator<br />
is responsible for providing an environmentally correct<br />
final destination, and today, it is possible to add value<br />
to this material. “Andritz has a complete line, which is a<br />
differential for the market so that the furniture industry<br />
can provide the most appropriate destination for its<br />
waste. Waste treatment is still under development in<br />
Brazil. Still, it is already a reality in other parts of the world,<br />
generating a by-product with high added value,” adds<br />
Eduardo Soffioni, Sales Manager at Andritz.<br />
Os gerentes de vendas da ANDRITZ, Eduardo Soffioni (segundo da direita para esquerda) e<br />
Luiz Paulo da Cunha (segundo da esquerda para direita), foram recepcionados no estande da<br />
Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL, na Fimma 2023, pelo diretor comercial da<br />
Revista, Fábio Machado (dir.) e pelo comercial, Gerson Penkal (esq.).<br />
OUTUBRO 2023 61
ESTUDO<br />
PELLETS<br />
DE MADEIRA<br />
62 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
PRODUÇÃO E<br />
COMERCIALIZAÇÃO DO<br />
PRODUTO TEM ELEVADAS<br />
TAXAS DE CRESCIMENTO<br />
NO BRASIL E NO MUNDO<br />
Fotos: divulgação<br />
D<br />
iante da necessidade de redução<br />
na emissão de GEE (gases de<br />
efeito estufa) e a busca por alternativas<br />
de energia sustentáveis e<br />
recursos energéticos de baixo carbono,<br />
o uso de pellets de madeira tem crescido<br />
em todo mundo e no Brasil não é diferente. Por<br />
se tratar de um tipo de biocombustível sólido,<br />
de origem renovável, a produção mundial do<br />
produto para atender a crescente demanda<br />
teve uma taxa de crescimento de 141,9% no<br />
período entre 2012-2020, conforme aponta o<br />
Estudo Setorial 2022 - Ano Base 2021 da Abimci<br />
(Associação Brasileira da Indústria de Madeira<br />
Processada Mecanicamente). No mesmo período,<br />
no Brasil, o crescimento médio anual de<br />
produção foi de 32%.<br />
Em 2021, a produção nacional atingiu 700<br />
mil toneladas. Até 2017 a produção brasileira<br />
OUTUBRO 2023 63
ESTUDO<br />
de pellets era destinada ao mercado internacional,<br />
porém o consumo interno tem aumentado<br />
impulsionado principalmente pela indústria do<br />
agronegócio, para secagem de grãos, aquecimento<br />
de aviários, além de atender rede hoteleira<br />
em geral, caldeiras industriais, entre outros<br />
fins. A estimativa é que em 2021 o consumo<br />
nacional tenha sido de 357 mil toneladas, o que<br />
representou 51% da produção nacional.<br />
A produção brasileira de pellets se concentra<br />
nas regiões sul e sudeste. A região sul<br />
responde por praticamente 100% do total de<br />
produto exportado, sendo o Rio Grande do<br />
Sul responsável por 46%, Santa Catarina 39% e<br />
Paraná 15%.<br />
MERCADO GLOBAL<br />
Além do crescimento na produção também<br />
foi registrado aumento na taxa de exportação<br />
de pellets de madeira do Brasil. Na série histórica<br />
cobrindo os 8 últimos anos, 2014-2021, o<br />
crescimento médio anual foi de 76% em volume<br />
exportado. Em 2021 o Brasil exportou 345 mil<br />
toneladas. No ranking de países exportadores o<br />
Brasil ficou na 15ª posição em 2020.<br />
Historicamente a Itália é o principal comprador<br />
do pellet de madeira brasileiro, usado<br />
principalmente no setor de calefação. Em 2021,<br />
a Itália foi o destino de 55,4% do volume exportado.<br />
O Reino Unido absorveu 43,6% e Uruguai<br />
0,3%.<br />
Os EUA (Estados Unidos da América) é o<br />
principal produtor mundial de pellets de madeira<br />
e principal exportador. Já a UE (União<br />
Europeia) é o principal mercado consumidor<br />
tanto pelo setor industrial quanto para fins residenciais.<br />
Devido a grande procura pelo produto,<br />
novas empresas têm se instalado em diversas<br />
regiões do país aumentando a capacidade produtiva<br />
e proporcionando melhor posicionamento<br />
da oferta do produto, o que garante uma<br />
destinação final com valor agregado para o que<br />
antes era tratado apenas como resíduo.<br />
64 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
NORMAS TÉCNICAS<br />
Em 2019, a Abimci criou o Comitê de Produtos<br />
de Pellets e Biomassa para discutir estratégias<br />
para enfrentar os principais gargalos do segmento<br />
e para o desenvolvimento de norma técnica<br />
brasileira específica para o produto. As primeiras<br />
normas técnicas são a ABNT NBR 17030 – Pellets<br />
– terminologia e métodos de ensaios e ABNT NBR<br />
17013 – Pellets – requisitos e classificação – Parte 1:<br />
Madeira de Pinus. A criação das normas brasileiras<br />
é um importante avanço para o mercado interno<br />
que passa a ter referências técnicas e padronização<br />
do produto de acordo com as características da<br />
madeira brasileira.<br />
VOLUME DE PRODUÇÃO<br />
E EXPORTAÇÃO<br />
Produção de pellets no Brasil<br />
2016 – 185 mil toneladas<br />
2021 – 700 mil toneladas<br />
Exportação de pellets do Brasil<br />
2016 – 35,8 mil toneladas<br />
2021 – 345,2 mil toneladas<br />
OUTUBRO 2023 65
ARTIGO<br />
CONSTRUÇÃO E ENSAIO DE<br />
PÓRTICOS COM TIRANTE EM<br />
MADEIRA<br />
LAMINADA<br />
COLADA<br />
Fotos: divulgação<br />
DESIRÈ CORAÇA POSSA<br />
UNIOESTE (UNIVERSIDADE ESTADUAL<br />
DO OESTE DO PARANÁ)<br />
66 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
ARESUMO<br />
indústria da construção civil apresenta<br />
um grande consumo de recursos naturais,<br />
gerando muitos resíduos e sendo<br />
responsável por grande parte dos impactos<br />
ambientais mundiais. O emprego<br />
da madeira em estruturas surge como um material<br />
ambientalmente correto no setor da construção civil<br />
e agrícola por ser um material construtivo/estrutural<br />
renovável e seu uso de forma permanente contribui<br />
com a redução das emissões de carbono na atmosfera.<br />
Com isso, o presente estudo objetivou executar e<br />
ensaiar pórticos com tirantes, feitos em madeira laminada<br />
colada e em escala reduzida, de modo a avaliar<br />
seu desempenho estrutural. Os materiais que foram<br />
utilizados são a madeira de Pinus sp. e o adesivo bicomponente<br />
à base de óleos vegetais na proporção<br />
de 1:1,5 de isocianato e poliol, respectivamente. Foi<br />
realizada a caracterização da madeira para se obter<br />
as suas propriedades físicas e mecânicas. Para a execução<br />
das unidades adotou-se geometria similar à<br />
utilizada em pesquisas anteriores desenvolvidas no<br />
LATEM. Foi utilizada como solução uma cobertura em<br />
telha cerâmica francesa, empregando o tirante devido<br />
a massa significativa que este material impõe à<br />
estrutura. Foram confeccionados quatro pórticos com<br />
tirantes de barras rosqueadas de 3/8”, com vão livre<br />
de 1,9m (metros) e altura de pilar de 1,83m. As estruturas<br />
exibiram desempenho satisfatório quanto à resistência<br />
e à rigidez. Quanto à resistência, as estruturas<br />
tiveram sua ruptura para uma carga média de 63,6<br />
kN, aproximadamente 1,37 vezes maior que a carga<br />
de verificação estabelecida. Quanto à rigidez, as estruturas<br />
exibiram deslocamentos menores comparando-se<br />
às estruturas sem o tirante, atingindo os limites<br />
normativos para carregamentos totais da ordem de<br />
30 kN. Em relação aos deslocamentos teóricos, os<br />
pórticos apresentaram valores significativamente<br />
maiores. Ainda, obteve-se correlação positiva entre<br />
a densidade aparente da madeira dos pórticos com<br />
sua resistência, exibindo coeficiente de correlação da<br />
ordem de 0,95. Desta forma, as evidências obtidas<br />
indicam que o emprego do tirante nas estruturas promoveu<br />
a melhoria do desempenho mecânico quanto<br />
à resistência e rigidez.<br />
OUTUBRO 2023 67
ARTIGO<br />
INTRODUÇÃO<br />
A consciência ambiental e o consumo sustentável<br />
são fatores que vêm conquistando espaço na sociedade<br />
a cada ano. Assim, surge a necessidade de<br />
pesquisas nos mais diversos setores acerca da sustentabilidade<br />
dos produtos, desde a sua obtenção até o<br />
seu uso final, visando o emprego de matérias-primas<br />
renováveis e que provoquem menor impacto ao meio<br />
ambiente.<br />
Nesse contexto, a indústria da construção civil é<br />
uma das principais consumidoras de recursos naturais<br />
e geradoras de resíduos, sendo responsável por grande<br />
parte dos impactos ambientais mundiais. Segundo<br />
a Fundação Dom Cabral (2013), o setor consome 75%<br />
de todos os recursos naturais, 44% da energia produzida<br />
no país e corresponde por cerca de 40% de<br />
todo o resíduo gerado pela atividade humana, além<br />
de que a maior parte dos insumos utilizados não são<br />
provenientes de fontes renováveis.<br />
Tais impactos ambientais podem ser reduzidos<br />
com a adoção de medidas que considerem o verdadeiro<br />
impacto de cada material. Assim, a madeira<br />
ressurge como um material ambientalmente correto<br />
no setor da construção civil, visto que, além de ser o<br />
único material construtivo/estrutural renovável, o uso<br />
A POLIVALÊNCIA DA<br />
MLC EM RELAÇÃO<br />
ÀS FORMAS, DIMENSÕES E<br />
RESISTÊNCIA DOS ELEMENTOS<br />
ESTRUTURAIS, ASSOCIADA AO<br />
AUMENTO DE SUA<br />
LONGEVIDADE, PERMITIDO<br />
PELO TRATAMENTO<br />
PRESERVATIVO SOB PRESSÃO,<br />
VEM EXPANDINDO SUA<br />
EMPREGABILIDADE<br />
68 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
da madeira de forma permanente reduz as emissões<br />
de carbono na atmosfera, devido à fixação de carbono<br />
(Di Mauro, 2013).<br />
MADEIRA LAMINADA COLADA<br />
A partir do crescente emprego de espécies originárias<br />
de reflorestamento, nascem algumas limitações<br />
para o uso da madeira como elemento estrutural,<br />
como largura e comprimento das peças, que se correlacionam<br />
com o diâmetro e altura da árvore (Albino,<br />
2009). O emprego da MLC (madeira laminada colada)<br />
pode suprir estas limitações, sendo uma opção viável<br />
para o aproveitamento racional da madeira.<br />
A polivalência da MLC em relação às formas,<br />
dimensões e resistência dos elementos estruturais,<br />
associada ao aumento de sua longevidade, permitido<br />
pelo tratamento preservativo sob pressão, vem<br />
expandindo sua empregabilidade em diversos países<br />
(Fiorelli, 2005).<br />
Conforme Segundinho et al. (2015), o termo MLC<br />
relaciona-se a uma estrutura de madeira em que<br />
elementos estruturais são confeccionados a partir da<br />
colagem de pequenas peças de madeira. A produção<br />
da MLC se faz posicionando as lâminas de madeira<br />
de modo paralelo ao eixo da peça, isto é, paralela ao<br />
comprimento do elemento estrutural e a colagem é<br />
executada nas faces e topos das lâminas de madeira,<br />
de maneira a alcançar altura e largura necessárias<br />
para o projeto construtivo desejado.<br />
MATERIAL E MÉTODOS<br />
A parte experimental do trabalho foi realizada nas<br />
dependências do LEME (Laboratório de Estruturas e<br />
Materiais de Engenharia) e do LATEM (Laboratório<br />
de Tecnologia e Estruturas de Madeira) do CCET<br />
(Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas) da Unioeste<br />
(Universidade Estadual do Oeste do Paraná), no<br />
Campus de Cascavel (PR). Os materiais que foram<br />
utilizados neste estudo foram a madeira de pinus sp.<br />
e o adesivo bi componente à base de óleos vegetais.<br />
A madeira foi adquirida no comércio local, tendo<br />
sido possível selecionar entre aproximadamente 400<br />
tábuas as mais adequadas para o estudo. Procurou-se<br />
evitar peças com defeitos que pudessem afetar significativamente<br />
sua resistência, como alta incidência de<br />
nós, presença de medula e rachaduras. Por fim, foram<br />
<br />
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ARTIGO<br />
escolhidas 96 tábuas de seção transversal de 15 cm<br />
x 2,5 cm, e comprimento de três metros. Segundo o<br />
fornecedor, as árvores foram derrubadas com 16 anos<br />
de idade, e eram de produção própria. O lote das<br />
96 tábuas foi entregue no LATEM no dia 08/05/2020,<br />
com umidade variando entre 13,1% a 18,7%. A partir<br />
deste momento, fez-se o acompanhamento da variação<br />
da umidade da madeira até que a mesma entrasse<br />
em equilíbrio com o ambiente.<br />
PÓRTICO COM TIRANTE<br />
Para a execução do pórtico com tirante foi considerada<br />
uma geometria similar a utilizada por Stringari<br />
(2019). O pesquisador realizou o experimento com<br />
base em aviários de postura utilizados pela Cooperativa<br />
Agroindustrial LAR. Como apresentado, são pórticos<br />
com vão livre e altura de pilar de 5m. O diferencial<br />
entre este projeto e o de Stringari et. al. (2020) é<br />
que se utilizou como solução uma cobertura em telha<br />
cerâmica francesa. Justifica-se a utilização do tirante<br />
dada a massa significativamente maior que o emprego<br />
da telha cerâmica promove na estrutura.<br />
Foram confeccionados quatro pórticos com tirantes<br />
com diferentes classes de densidade da madeira.<br />
O pórtico P1 foi considerado de alta densidade, o<br />
pórtico P2 de medianamente alta, o pórtico P3 de<br />
medianamente baixa e o pórtico P4 de baixa. Cada<br />
pórtico foi confeccionado em duas partes distintas,<br />
onde ambas as partes foram formadas por pilar, viga<br />
e beiral sendo unidas, posteriormente, utilizando-se<br />
de um pino metálico.<br />
CONCLUSÕES<br />
Consideradas as condições de desenvolvimento<br />
desta pesquisa e os critérios adotados para a análise,<br />
acerca dos pórticos em madeira laminada colada com<br />
tirante, pode-se concluir que: o critério geral adotado<br />
para as verificações de resistência mostrou-se consistente.<br />
Isto se justifica uma vez que o critério apontava<br />
risco de ruína para cargas totais superiores a 46,5 kN,<br />
na região da ligação; quanto à resistência, as estruturas<br />
romperam para cargas variando entre 55 kN a 71,5<br />
kN, com média de 63,6 kN. Estes valores compreenderam<br />
1,37 vezes mais do que a carga de verificação<br />
estabelecida. Neste sentido, as estruturas executadas<br />
apresentaram comportamento resistente muito<br />
satisfatório; quanto à rigidez, as estruturas exibiram<br />
deslocamentos menores comparando-se às estruturas<br />
sem o tirante, a exemplo de Stringari et. al. (2020) e<br />
Filippini (2020). Neste trabalho os pórticos só atingi-<br />
70 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2023
am as flechas admissíveis para carregamentos totais<br />
da ordem de 30 kN, enquanto que as estruturas dos<br />
autores citados, chegaram a este limite para carregamentos<br />
da ordem de 10 kN; comparando-se as estimativas<br />
de deslocamentos geradas pelo programa<br />
Ftool, as estruturas ensaiadas apresentaram deslocamentos<br />
significativamente maiores. Acredita-se que<br />
este problema possa estar associado à deficiência de<br />
protensão no tirante e ao esmagamento da madeira<br />
à compressão normal, na ancoragem do tirante; obteve-se<br />
elevada correlação positiva entre a densidade<br />
aparente da madeira dos pórticos com suas resistências.<br />
O coeficiente de correlação encontrado foi da<br />
ordem de 0,95. Assim, evidencia-se que a seleção<br />
prévia da madeira a ser utilizada, principalmente em<br />
regiões mais solicitadas, acarreta um melhor desempenho<br />
da estrutura; de maneira geral, as evidências<br />
obtidas indicaram que o emprego de tirantes em pórticos<br />
laminados e colados promoveu a melhoria do<br />
desempenho mecânico quanto à resistência e rigidez.<br />
De maneira ilustrativa as estruturas 75 desta pesquisa<br />
apresentaram resistência 221% superior às de Stringari<br />
et.al. (2020) e 167% superior às de Filippini (2020);<br />
acredita-se que a inserção dos tirantes representou<br />
um aspecto inovador no contexto do desenvolvimento<br />
de pórticos em MLC. Contudo, espera-se que ainda<br />
se possa melhorar seu desempenho mecânico e/<br />
ou econômico. Neste sentido, visando pesquisas futuras,<br />
recomenda-se: execução de pórticos com tirantes<br />
e reforços na ligação, à semelhança do proposto<br />
por Filippini (2020); utilização de diferentes adesivos,<br />
com adesivo de melhor desempenho na região da<br />
ligação e adesivo mais econômico nas regiões de<br />
menores solicitações; execução de pórticos com redução<br />
de inércia nas barras dos pilares; estudos mais<br />
conclusivos sobre ligações tirante-madeira.<br />
Essa é uma versão<br />
parcial deste artigo,<br />
o conteúdo completo<br />
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PARA A INDÚSTRIA NA REFORMA TRIBUTÁRIA<br />
Ao compararmos o texto da PEC 45/2019, que<br />
trata da reforma tributária, aprovado na câmara<br />
dos deputados no dia 7 de julho de 2023, em<br />
relação ao sistema tributário vigente no país,<br />
podemos dizer que houve um avanço significativo,<br />
considerando mesmo a existência de dois Brasis, um<br />
antes e outro depois da reforma.<br />
Podemos afirmar uma grande evolução da legislação e<br />
uma grande simplificação, porque hoje temos cinco tributos<br />
cheios de exceções, o ICMS (Imposto sobre Circulação de<br />
Mercadorias e Serviços) tem vinte e sete legislações, o PIS<br />
(Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição<br />
para o Financiamento da Seguridade Social) tem mais de<br />
mil artigos, o ISS (Imposto sobre Serviços) milhares de legislações<br />
e ainda temos a legislação do IPI (Imposto sobre<br />
Produtos <strong>Industrial</strong>izados). É um emaranhado de legislações<br />
e todas elas têm mais exceções do que regra. Daí a complexidade.<br />
Então partindo para o imposto que é apenas uma<br />
lei nacional que vai reger o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)<br />
que é o subnacional. O CBS (Contribuição Social sobre<br />
Bens e Serviços) que é o nacional e o imposto seletivo tem<br />
uma simplificação grande de milhares de artigos, centenas,<br />
milhares de leis para uma única, trazendo uma grande simplificação.<br />
Com uma única legislação e crédito financeiro, ou seja,<br />
tudo que entra gera crédito, tudo que sai gera débito, traz<br />
uma simplificação também porque os contadores, as empresas<br />
vão saber com clareza o que gera crédito e o que que<br />
não gera, sem exceções.<br />
O novo modelo tributário estabelecido pela PEC, que<br />
tem na sua essência a criação de um IVA ( Imposto sobre<br />
Valor Adicionado), atende aos anseios da sociedade, e, de<br />
forma mais impactante, dos setores produtivos que vinham<br />
perdendo dinamismo por conta do atual sistema complexo,<br />
oneroso, comutativo e desatualizado de tributação do<br />
consumo. O novo texto tem a capacidade de acelerar significativamente<br />
o ritmo de crescimento econômico e é crucial<br />
que a reforma tributária avance com celeridade no senado<br />
federal e que seja mantida a estrutura do IVA, que garante o<br />
seu bom funcionamento.<br />
Para a indústria os impactos serão muito positivos.<br />
Principalmente os setores cujo processo produtivo envolve<br />
cadeias longas, os princípios da não cumulatividade e da<br />
simplificação terão efeitos relevantes em forma de redução<br />
de custos restabelecendo a competitividade das empresas<br />
e dos produtos brasileiros no mercado interno e no de exportações.<br />
As exportações serão totalmente desoneradas,<br />
será o fim do acúmulo de créditos. A desoneração tributária<br />
POR<br />
JOSÉ VELLOSO<br />
ENGENHEIRO MECÂNICO,<br />
ADMINISTRADOR DE EMPRESAS<br />
E PRESIDENTE-EXECUTIVO<br />
DA ABIMAQ (ASSOCIAÇÃO<br />
BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE<br />
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)<br />
dos investimentos por meio do crédito integral e o ressarcimento<br />
imediato dos tributos pagos na aquisição de bens<br />
destinados ao ativo imobilizado é outro benefício da reforma<br />
tributária.<br />
Há ainda a segurança jurídica proporcionada pela expressiva<br />
redução do número de procedimentos e regras<br />
que, ao longo de décadas, transformaram o sistema tributário<br />
brasileiro um caótico emaranhado de normas. Ao reduzir<br />
os custos administrativos, dar transparência, segurança jurídica<br />
e, acima de tudo, melhoria ao ambiente de negócios,<br />
os investimentos serão viabilizados e haverá incrementos<br />
consideráveis no nível de competitividade dos bens nacionais.<br />
Os bens manufaturados terão redução de preços da<br />
ordem de 10 a 12% com o fim da cumulatividade e com o<br />
conceito de incidência ampla.<br />
De outro lado, existem alguns ajustes que precisam ser<br />
melhorados. Como a supressão do artigo 20 da emenda,<br />
que permite que os governadores criem em legislação estadual<br />
contribuições estaduais sobre bens primários, matérias-primas<br />
e semimanufaturados. O outro ponto da reforma<br />
que precisa ser melhorado é a questão que ficou em aberto<br />
para lei complementar sobre o que pode ser colocado<br />
como imposto seletivo, que será monofásico e cumulativo.<br />
Outra necessidade de melhoria é a questão do tempo<br />
de devolução dos créditos, ICMS remanescentes. Aqueles<br />
créditos que existem hoje nas empresas e aqueles que serão<br />
gerados na fase de transição nos próximos 8 anos. A lei estabelece<br />
que os créditos serão devolvidos a partir de 2033,<br />
ou seja, em 20 anos. Esse prazo é demasiadamente longo e<br />
precisaria ser abreviado ao máximo. E outro ponto que precisa<br />
ser considerado no Senado é a diminuição da transição,<br />
cujo prazo de 8 anos é extremamente longo. A criação de<br />
duas contabilidades em paralelo, a dos impostos que estão<br />
acabando com os novos impostos, deve ser mais rápida.<br />
Mas mesmo com essas quatro necessidades de melhoria<br />
ainda existe um saldo muito positivo, um avanço muito<br />
grande se comparado com a legislação atual. O Brasil precisa<br />
dessas melhorias.<br />
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