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Boletim BioPESB 2015 - Edição 19

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Boletim Biopesb

Ciência, meio ambiente e cidadania em suas mãos ISSN - 2316-6649 - Ano 5 - Nº 19 - 2015

ação comunitária ensina professores e alunos a

abraçar e proteger as matas

Uma das estratégias

de proteção à

natureza é a conscientização.

Foi pensando

nisso que a equipe do

Parque Estadual Serra

do Brigadeiro realizou

a Ação Comunitária

Ambiental do Previncêndio.

Professores e

alunos da rede municipal

e estadual do

distrito de Belisário puderam

aprender mais

sobre as consequências

de incêndios na

mata e foram conscientizados

sobre a importância

do Parque.

Debates, dinâmicas

e atividades de

lazer alertaram os participantes

sobre o atual

cenário do meio ambiente

que os cerca. Além

disso, foram distribuídos

Boletins BioPESB

e o livro “Cairara da

Serra do Brigadeiro”.

Participaram

da organização das

atividades membros da

Brigada e funcionários

do Parque Estadual

Serra do Brigadeiro.

Confira na página 8

como foi a Ação.

museus da ufv

A Univerisdade Federal de Viçosa possui oito

museus e espaços de ciência, um deles é o

Museu de Ciências da Terra Alexis Doroffef.

Uma das atividades realizadas por ele é o

Programa Novos Talentos.

Saiba mais nas páginas 2 e 3

trinca-ferro

Também chamado de

bico-de-ferro, temperaviola,

pixarro, pipirão,

estevo e papa-banana,

ele encanta a todos por

sua beleza e canto.

Confira na página 7

popularização da ciência

Levar as descobertas científicas

para a sociedade é de extrema

importância para a comunidade

acadêmica. Existem

muitos espaços que disseminam

essa popularização.

Confira nas páginas 4 e 5

entrevista

O Manuel é zelador do PESB, entende tudo de

plantas medicinais, gosta de plantar em suas terras,

tem experiência como peão, e diz que faz de tudo

um pouco. A equipe BioPESB soube que o Manuel

dos Santos Leite também é parteiro de vacas, e foi

entrevistá-lo.

Confira a entrevista na página 6

PROGRAMA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA MEC/SESu


MeioAmbiente

Museu da UFV é referência em

popularização de conhecimento

Iorrana Vieira

Paula Sudré

Além do objetivo

de preservar a memória

e cultura de um povo, os

museus são também espaços

de convívio e interação,

de construção

de conhecimentos. O

Museu de Ciências da

Terra Alexis Dorofeef

(MCTAD), ligado ao Departamento

de Solos

da Univerdidade Federal

de Viçosa, procura

despertar a curiosidade

e o interesse das pessoas

pelo que existe e

acontece em nosso planeta,

tendo como principais

elementos os solos,

as rochas e os minerais.

Para a curadora

do museu, Professora

Cristine Muggler, a

prática pedagógica do

MCTAD é diferenciada,

pois “busca a construção

do conhecimento por

meio do diálogo e da

troca de saberes e experiências”.

Mas grande

parte das atividades do

museu são desenvolvidas

fora do seu espaço físico.

Todos os anos, oficinas e

cursos de temas ligados

às Ciências da Terra são

oferecidos para diferentes

públicos em eventos

e encontros científicos

em Viçosa e outras cidades.

Além disso, as

exposições itinerantes

do museu promovem

ações educativas e de

divulgação científica em

diferentes lugares.

A professora conta,

ainda, que foi criado

o Programa de Educação

em Solos e Meio

Ambiente (PES), que vem

sendo desenvolvido junto

ao Departamento de Solos,

na Universidade Federal

de Viçosa. O PES

é um programa interdisciplinar

que envolve

estudantes, professores

e técnicos de diferentes

áreas do conhecimento

da UFV, com o objetivo

de trabalhar temas de

Solos e Meio Ambiente

no contexto da educação

formal e informal.

O programa desenvolve

um conjunto de

ações que garantem uma

boa atuação no processo

de desenvolvimento

da educação científica

e ambiental em Viçosa

e suas redondezas.

Ano 5, n°19 - Pág 2

Editorial

Boletim Biopesb

Redação: Alunos do PET- Bioquímica da UFV

(Danilo Santos, Graziela Paulino, Helaindo

Júnior, Higor Pereira, Iorrana Vieira, Isabella

Costa, Isabela Paes, Isabella Britto, Laisse

Lourenço, Joana Marchiori, Paula Sudré,

Renato Senra e Thaís Martins).

Projeto Gráfico : Thamara Pereira

Diagramação: Ana Paula Abreu

Revisão: Joana Marchiori

www.biopesb.ufv.br

Editor-Chefe: João Paulo Viana Leite

Telefone: (31) 3899-3044

E-mail: biopesbufv@gmail.com

Endereço: Departamento de Bioquímica e

Biologia Molecular - UFV

CEP 36570-900, Viçosa - MG - Brasil

Tiragem: 1.000 exemplares

Apoio: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura

(PIBEX)-UFV

Apoio: Programa de Extensão Universitária

MEC/SESu - PROEXT


Imagem: reprodução

MeioAmbiente

Iorrana Vieira

Paula Sudré

Pelo Programa

Novos Talentos da UFV,

do Ministério da Educação,

a equipe do

Museu tem contribuído

para a qualificação e

fortalecimento da educação

básica na Zona

da Mata de Minas

Gerais. Isso é realizado

através da promoção

e criação de ambientes

interativos entre

a educação superior

e a educação básica.

O Programa é

dividido em quatro subprojetos,

dentre eles

está inserido o seguinte

subprojeto “Solos e

agroecologia: transversalidade

e abordagem

socioambiental nas

ciências da natureza”,

um curso presencial de

40 horas que promove

a troca de saberes com

professores, abrangendo

as áreas de solos e

agroecologia. Ao abordar

esses temas, o grupo

almeja o fortalecimento

e a promoção da

prática agroecológica

em suas dimensões sociais,

culturais e políticas,

propagando a prática

da agroecologia como

alternativa ao predominante

modelo de

agronegócio dos dias

atuais. As atividades

propostas pelo primeiro

curso em 2014 foram

estruturadas em oito

módulos e contou com

a participação de seis

municípios da Zona da

Mata Mineira: Arapon-

Ano 5, n°19 - Pág 3

Programa Novos Talentos, desenvolvido pelo Museu,

ajuda a capacitar professores da região

ga, Cajuri, Canaã,

Coimbra, São Miguel

do Anta e Teixeiras.

A Educação em Solos

busca conscientizar as

pessoas sobre a importância

do solo em

sua vida. Tal elemento

é entendido como componente

essencial do

meio ambiente, fundamental

à vida, que deve

ser conservado e protegido

da degradação.

Nesse quesito,

Uma das dinâmicas realizadas no Programa Novos Talentos na edição de 2014

Nos dias do curso, os participantes realizam várias atividades

a educação tem como

objetivo geral sensibilizar

a todos em relação

ao solo e promover o interesse

para sua conservação.

Com esse projeto,

buscou-se construir a

maior compreensão do

solo como componente

essencial do meio ambiente;

atentar as pessoas

para a degradação do

solo, desenvolvendo a

conscientização e, acima

de tudo, popularizar o

conhecimento científico

a respeito do assunto.

Nas imagens do

curso em 2014, é possível

perceber a variedade

de atividades

realizadas pelos participantes

do evento,

como dinâmicas,

caminhadas e visitas.

Para saber mais

sobre o Museu

de Ciências da Terra

Alexis Dorofeef,

acesse:

www.mctad.ufv.br

Imagem: reprodução


Ciência

Ano 5, n°19 - Pág 4

Espaços de popularização da ciência levam

as descobertas científicas para a sociedade

Higor Pereira

Isabela Paes

Isabella Britto

Thaís Martins

Como surgiu a

vida no planeta? Por

que os dinossauros desapareceram?

Por que

esta espécie não existe

mais? Desde criança, a

curiosidade é jorrada

em várias dúvidas que

podem despertar o desejo

pela descoberta

científica. E para colaborar

nas respostas de

pais e professores, os

espaços de ciência são

ótimas opções de lazer

e de entretenimento.

Com o crescente

avanço tecnológico, a

Ciência e a Tecnologia

passaram a determinar,

diretamente, o desenvolvimento

econômico e

social de um país. Dado

este fato, a disseminação

do conhecimento é

essencial e a popularização

da ciência é a

conexão entre as pesquisas

e a população.

com vulgarização da

ciência ou alfabetização

científica, a Popularização

da Ciência teve origem

na França, no século

XIX e consiste em levar

o conhecimento científico

de maneira dinâmica e

didática para parte da

população que dificilmente

teria acesso a ele.

Em 1990, foi criada,

nos países latinoamericanos

e caribenhos,

a Rede de Popularização

da Ciência e da Tecnologia

(Rede-POP), reafirmando,

assim, a relevância

dada ao assunto

nesta região. No Brasil,

o Ministério da Ciência

e Tecnologia tem como

meta o investimento em

políticas e implementação

de programas

que facilitem a disseminação

do tema.

Diante do processo

de democratização,

novos questionamentos

relativos à responsabilidade

social do conhecimento

e à conquista da

cidadania são cada vez

mais debatidos, de modo

que os indivíduos desenvolvam

maior consciência

e responsabilidade pelos

seus atos. O desenvolvimento

científico e tecnológico

atinge, assim, o

cidadão comum, que muitas

vezes está longe do

mercado técnico-científico,

mas que deve possuir

um pensamento crítico e

reflexivo para se posicionar

diante dos pro-

blemas que o rodeiam.

Dentre os diversos

tipos de museus de

ciências e tecnologias,

enquadram-se os de

história natural e ciências

naturais, jardins botânicos,

zoológicos e aquários.

Você sabe quais

são as principais funções

assumidas pelos museus

perante a sociedade?

Confira:

Preservação

do patrimônio

Serviços à

comunidade

Reforço à

identidade

Investigação

Promoção

da cultura científica

Mas o que é

Popularização

da Ciência?

Muitas vezes, conceitualmente

confundido

Apoio

ao ensino

Educação

Ambiental


Ciência

Ano 5, n°19 - Pág 5

Imagem: reprodução

Visitas a centros de popularização da ciência podem ser

opções de lazer para as férias ou excurções

No Brasil, existem vários

espaços destinados

a popularização da ciência,

muitos desses vinculados

a universidades,

como ocorre na Universidade

Federal de Minas

Gerais, que mantém o

Museu de História Natural

e o Jardim Botânico,

que concilia o espaço

natural (trilhas, fauna,

O Espaço Cultural e

Educacional Museu Catavento,

na cidade de São

Paulo, é outro exemplo

de espaço interativo que

flora, viveiros de mudas

e estufas, lagos e nascentes)

com pesquisa

(arqueologia histórica

e Pré-histórica, minerologia,

botânica, plantas

medicinais, cartografia

e arte ambiental), assim

como espaços artístico-

-culturais, disponibilizando

todo o acervo de conhecimento

ao público.

Uma das salas interativas do Espaço Cultural e Educacional

Museu Catavento em São Paulo

Para mais informações, acesse www.semec.ufv.br

Estudantes visitam o Museu de História Natural - UFMG (Belo Horizonte)

apresenta ciência de forma

instigante para crianças

e adultos, atingindo

dois milhões de visitantes,

sendo o museu mais visitado

do estado de São

Paulo por três anos consecutivos.

Para maiores informações

sobre o projeto

acesse o site no link: www.

cataventocultural.org.br.

E em Viçosa?

Na região da Zona da

Mata mineira, o circuito de

museus da UFV também se

destaca como referência

na popularização da ciência.

A UFV conta com oito

museus e espaços de ciência:

Bromeliário (UPCB/

PIB), Casa Arthur Bernardes,

Museu da Comunicação,

Museu de Ciências

da Terra Alexis Dorofeef,

Museu de Zoologia João

Moojen, Museu Histórico

da UFV, Pinacoteca da

UFV e Sala Mendeleev.

Estes espaços desenvolvem

e realizam exposições permanentes

e itinerantes, oficinas,

minicursos e eventos

culturais e de divulgação

e popularização da ciência.

São espaços abertos à

visitação pública, proporcionando

à comunidade o

contato com várias temáticas

e tipos de acervos.

Todos estão integrados na

Secretaria de Museus e Espaços

de Ciência da UFV

(SEMEC) que consolida os

interesses dos espaços e

estrutura ações em conjunto.

Através da SEMEC, os

espaços compõem o Circuito

de Museus que busca

a interação e a popularização

da cultura, arte, conhecimento

e ciência junto

a comunidade de Viçosa e

região.

Imagem: reprodução


Entrevista

nas tradições e costumes da serra do brigadeiro,

parteiro de vaca conta sobre sua experiência de ofício

Danilo Santos

Graziela Paulino

Manuel dos Santos Leite

A Serra do Brigadeiro

é território de

várias culturas e tradições,

que ainda hoje se mantém

por seus moradores.

Na entrevista dessa e-

dição, o Boletim BioPESB

quis conhecer um pouco

mais sobre os partos de

vaca realizados na zona

rural. Para isto, conversamos

com um experiente do

assunto, o Senhor Manuel

dos Santos Leite, morador

da comunidade do Bom

Jesus do Madeiro, que

fica no entorno do PESB.

O Sr. Manuel trabalha na

região e já realizou muitos

partos em vaca. Em encontro

realizado na sede

do PESB, o entrevistado

nos conta um pouco da sua

trajetória de vida e profissional

e como os partos

de vacas são realizados.

Senhor Manuel, como o

Senhor começou a tra-

balhar com parto de vaca?

Sr. Manuel: Eu trabalhava

e morava na fazenda com

outros vaqueiros. Morei

aqui desde os 4 anos e

aos 11 anos fui acompanhar

o circo. Nesse tempo

trabalhei como peão e de

vez em quando aparecia

algum trabalho com vacas.

Com o passar do tempo

fui adquirindo experiência

com bezerros e até

mesmo partos. O primeiro

parto de vaca que eu fiz

já era tarde e chovia. O

bezerro veio em posição

contrária, só o rabo saiu.

Eu chequei e percebi

que ele estava morto.

Qual foi o parto mais

difícil?

Sr. M.: Foram vários partos

difíceis. Certa vez me

chamaram quando já não

tinha jeito; a vaca já estava

mal, porque não

conseguia ter o bezerro.

Demorou muito, aí o útero

dela foi fechando e o

bezerro morreu e inchou.

E tudo que incha é difícil

de arrancar, tem que ter

preparo. Eu dizia para

a dona da vaca para

arrancar o bezerro em

pedaços, porque se puxasse

machucaria muito

a vaca e ela iria morrer.

Como o Senhor sabe se

a vaca precisa de ajuda?

Sr. M .: O bezerro sempre

vem com as pernas

para fora, e, caso ele

não consiga sair, a vaca

vira para um lado e para

outro tentando fazer com

que ele saia. Isso acontece

porque o bezerro entestou,

então é preciso ajudar,

nisso eu entro com minha

parte técnica. O parto

demora em média meia

hora se ocorrer tudo bem.

Quais são os preparativos

para o parto?

Sr. M .: Eu pergunto ao

dono se ela está vacinada.

Alguns mentem, dizendo

que a vaca está vacinada,

quando, na verdade, não

está. Mas dá para saber,

porque quando a vaca

está vacinada, possui uma

marca verde na cabeça.

Eu acompanho a gestação,

e não uso luva para fazer

o parto, mas eu tenho os

meus preparos. Coloco

óleo e enfio a minha mão

cheia de óleo na vagina

da vaca e aí está controlado.

Mas o ideal é usar

luvas sempre. Há poucos

dias eu fiz um curso

técnico em veterinária.


Eu sou de

família

humilde e a

minha mãe me

ensinou muita

coisa, mas bati

a cabeça pela

escola do

mundo e fui

aprendendo

Ano 5, n°19 - Pág 6

Em que o senhor trabalha

além do parto?

Sr. M .: Tem dezoito anos

que eu trabalho no PESB

como zelador, mas trabalho

também com o público,

os turistas. Se perguntar

sobre planta medicinal,

tenho tudo na mente. Faço

outras coisas, tiro leite, estou

tentando criar uns animais

em meu pedacinho

de terra. Eu cobro em torno

de R$ 150 e 200 para

realizar partos de vacas.

O que o Senhor mais

gosta de fazer?

Sr. M .: Gosto mais de trabalhar

aqui na sede, mexer

com o público. Gosto

de cuidar das plantas que

tenho, o meu pomar de

laranja, plantio de café,

criação de bois, plantação

de mandioca, inhame,

bananeira, essas coisas.

Mensagem do Senhor

Manuel para a equipe

BioPESB:

Eu sou de família humilde

e a minha mãe me ensinou

muita coisa, mas bati

a cabeça pela escola do

mundo e fui aprendendo.

Eu agradeço a vocês que

vieram de Viçosa, da

Universidade Federal de

Viçosa, me procuraram.

Vocês dão importância

para a gente e o nosso

trabalho. Agradeço a

gerência do PESB que sempre

nos trata muito bem.


Serra do Brigadeiro Ano 5, n°19 - Pág 7

beleza e canto do

trinca-ferro encantam

Joana Marchiori

Helaindo Júnior

Renato Senra

Trinca-ferro é o

nome popular da espécie

de ave conhecida

pelo nome científico

Saltator similis. A penagem

de cor olivácea reveste

o seu corpo, que

possui cerca de 20 cm de

comprimento e peso de

50 gramas. Apresenta

a cabeça acinzentada e

algumas partes em ocre.

Seu bico enérgico e fortificado

é bem característico,

dando referência

para o nome popular.

A ave distribui-se

principalmente na parte

central do território

brasileiro, abrangendo

principalmente as regiões

sul e sudeste, além de

fronteiras vizinhas internacionais

como Argentina,

Bolívia, Paraguai e

Uruguai. Devido a essa

grande distribuição em

áreas bem diferentes, o

trinca-ferro é encontrado

em cerca de oito formas

de pássaros do gênero

Saltator. Vivem preferencialmente

em capoeiras,

bordas de matas e clareiras,

ocupando o estrato

médio e superior. Dificilmente

é encontrada em

regiões de mata fechada.

A ave é extremamente

territorialista, e o

macho, através de seu

canto extremamente alto,

tenta manter afastado

outros machos que tentam

adentrar seu domínio.

Não há distinção física

entre o macho e a fêmea,

porém apenas o macho

canta. Sua alimentação

é de um típico onívoro,

alimentando-se de frutos,

insetos, sementes,

folhas, flores (como as

do ipê) e frutos, sendo

costume do macho trazer

alimento para sua fêmea.

Ao contrário do

que alguns pensam, o

trinca-ferro pode ser

criado em viveiros. Para

isso, é necessário seguir a

lei, tornando-se um “Criador

Amadorista de aves”

como é chamado o criador

legalizado pelo IBAMA.

Os perigos do

tráfico de animais

silvestres

O tráfico de animais

silvestres é uma

atividade que movimenta

muito dinheiro no mundo,

ficando em terceiro lugar,

perdendo somente para

o tráfico de drogas e de

armas. O trinca-ferro,

devido ao seu canto e

beleza, é uma ave muito

valorizada por criadores,

sendo alvo constante

de contrabandistas de

animais silvestres inclusive

na região da Serra

do Brigadeiro. Muitos

animais acabam morrendo

ao longo do percurso

do contrabando.

Ação da Polícia Militar de Meio Ambiente na zona rural de

Carangola – MG, onde foram apreendidos 4 trinca-ferros

Segundo uma matéria

publicada no site do Museu

de Zoologia João

Moojen, da Universidade

Federal de Viçosa, sobre

a ave, “estudos têm classificado

o estado de conservação

do trinca-ferroverdadeiro

na região

de Viçosa como vulnerável,

principalmente

devido à captura ilegal

para criação como animal

de estimação. Como

em outros estados do

sudeste brasileiro, esta

atividade já levou algumas

espécies de aves da

região à extinção, como

o curió e o azulão. Se

não houver uma conscientização

sobre a criação

de aves silvestres

em cativeiro, o canto do

trinca-ferro corre o risco

de não ser mais ouvido

nas matas de Viçosa”.

Confira a matéria

completa no link:

www.museudezoologia.ufv.br/bichodavez/edicao04.htm

.


Serra do Brigadeiro

Ano 5, n°19 - Pág 8

Ação Comunitária Ambiental do previncêndio leva

às escolas de Belisário discussão sobre a preservação da mata

Isabella Alves

Laísse Lourenço

Entre os dias 18

e 20 de agosto de 2015

foi realizada, no entorno

do PESB, a “Ação

Comunitária Ambiental

do PREVINCÊNDIO”

(ACAP). O evento foi

organizado pelo líder

de Brigada, brigadistas,

funcionários e gerente

do Parque, tendo como

objetivo conscientizar

alunos e professores da

rede municipal e estadual

do distrito de Belisário

(município de Muriaé)

sobre a consequência

de incêndios na mata e

a conscientização sobre

Em algumas escolas,

as atividades são

divididas entre o período

matutino e vespertino envolvendo

alunos do 1º ao

9º ano e ensino médio. Em

meio a crianças e jovens já

envolvidos com a discussão

sobre o futuro da conservação

da biodiversidade

local e da sustentabilidade

do planeta, a jornada tem

a importância do PESB.

Dentre as atividades, foi

realizado debate sobre

o tema “FOGO X ÁGUA”.

Houve também oficinas

de pintura orgânica realizadas

a partir da

colheita de verduras da

horta, com o intuito de

apresentação de sua

biodiversidade, além da

exibição de vários vídeos

e documentários mostrando

a realidade das

matas de Minas Gerais.

Nas escolas municipais

Nossa Senhora Aparecida

e Santa Lúcia foram

feitas introduções do assunto

com a música tema

do ACAP 2015, uma

apresentação do vídeo

“Fogo e Lixo” da WWF,

início com palestra sobre

a ACAP, seguido de exposição

de vídeo documentário

sobre o meio

ambiente. Em seguida, os

estudantes expressam suas

opiniões e anseios em oficinas,

dinâmicas em grupo,

atividades de construção

de fábula e círculo de debate.

Ao final, é escolhido

um relator de cada grupo

para apresentação dos

resultados das discussões.

Finalizando as atividades,

foram distribuídos

aos autores das fábulas

materiais didáticos como

as revistas MG Biota, o Boletim

BioPESB, livro de educação

ambiental “Cairara

seguidos de um debate

entre alunos e coordenadores

sobre o atual

cenário do meio ambiente.

Além da pintura realizada

pelas crianças com

tintas extraídas de beterraba,

cenoura, couve,

urucum e pó de café usado,

elas também levaram

da Serra do Brigadeiro”

e volante sobre incêndios

florestais, para que sejam

trabalhados dentro de sala

de aula pelos professores.

Segundo avaliação

da ACAP, esses encontros

possibilitam o aprendizado

tanto aos alunos quanto

aos professores. Ensinar o

sementes de urucum para

plantar. Isso teve como

objetivo o resgate de culturas

do povo indígena.

Para concluir a ação nas

duas escolas, foram distribuídos

brindes através

de perguntas e respostas

de acordo com o

tema tratado no dia.

Atividade da Ação Comunitária Ambiental do Previcêndio

Livro “Cairara da Serra do Brigadeiro” e Boletim BioPESB são distribuídos

em oficinas da ACAP nas escolas

Boletim BioPESB foi

distribuído aos alunos

Alunos do 4º e 5º ano escrevendo a fábula sobre incêndios

amor pela natureza é algo

essencial e que deve ser

ensinado a todos para que

assim se possa preservá-

-la e ter um futuro melhor.

Fonte: Gerência do

Parque Estadual Serra do

Brigadeiro

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