Março/2016 - Referência Industrial 172

grupojota

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

ENTREVISTA - O recém-eleito presidente da Movergs, Volnei Benini e sua trajetória no setor moveleiro

I N D U S T R I A L

Durable and

accurate

Special band saw blade for the manufacture

of frames and wood used in packaging

impresses with the final result

Durável e

precisa

Serra fita especial para fabricação

de moldura e madeira para embalagem

impressiona no resultado final

Construção Civil – Indústria de portas de Bituruna (PR) é medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

SUMÁRIO

SUMÁRIO

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Basso Metalúrgica 79

30

Cometa Madeiras 81

DRV Ferramentas 29

Engecass 15

Feicon 23

44

52

Fepam 98

Formóbile 17

Giacomelli 13

H. Bremer 07

Homag 09

Indumec 99

Máquinas Dallabona 95

Mill Indústrias 100

Montana Química 02

MSM Química 19

Omil 49

Planeta Industrial 95

Serf 39

Siempelkamp 05

Vantec 21

Weinig 11

Wirutex 73

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

18 Aplicação

20 Alta e Baixa

22 Frases

24 Entrevista

28 Coluna Abimci Paulo Pupo

30 Principal Corte preciso

40 Construção Civil

44 Marcenaria

50 Evento

52 Especial Lignum 2016

76 Legislação

82 Madeira Tratada

84 Química na Madeira

86 Feira

88 Artigo

96 Agenda

98 Espaço Aberto

MARÇO | 03


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EDITORIAL

Ano XVIII - Edição n.º 172 - Março 2016

Year XVIII - Edition n.º 172 - March 2016

Estampa a capa desta

edição a WS Serras (Wagner

Lennartz) soluções para

cortes industriais

ANTENADOS

Nesta edição da REFERÊNCIA INDUSTRIAL conheça a

serra fita desenvolvida para a indústria de molduras e madeira

para embalagens. Fabricantes desses produtos que passaram

a utilizar a ferramenta conseguiram reduzir os custos com esse

processo pela metade, além de aproveitar melhor a matéria-

-prima. Viajamos para Papanduva (SC) e Tunas no Paraná

para observar como fabricantes ampliaram a produtividade

e melhoraram o acabamento final do produto.

Na seção Marcenaria, comemoramos o Dia Internacional

da Mulher e o Dia do Marceneiro em grande estilo. Veja ainda

a reportagem quentinha de cobertura da Lignum 2016, evento

que aconteceu em Curitiba (PR), no início de março.

Saiba também como a indústria de portas e compensados

Randa conquistou espaço como fornecedor para a construção

da Vila Olímpica Ilha Pura, empreendimento que vai comportar

os atletas durante as Olimpíadas Rio 2016, com o kit porta.

Excelente leitura!

ATTUNED

In this issue of REFERÊNCIA Industrial, meet the band saw

blade developed for the frame and wood packaging manufacturing

industry. Manufacturers of these products that began

to use the tool, succeeded in reducing cutting process costs

by half, as well as making better use of the raw material. We

traveled to Papanduva (SC) and Tunas (PR) to observe how

manufacturers increased productivity and improved the final

finish of their product.

In the Woodworking Section, we celebrate International

Women's Day and Woodworker’s Day in style. Also look at the

article about the coverage of the recent Lignum 2016, an event

held in Curitiba (PR) in early March. Also find out about how

Randa, a door and plywood manufacturer, conquered space

as a supplier of door kits for the construction of the Ilha Pura

Olympic Village, a project that will accommodate the athletes

during the 2016 Rio Olympic Games.

Pleasant reading!

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

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joseane@jotacomunicacao.com.br

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Fotógrafos: Maurício de Paula e Valterci Santos

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Tradução / Translation

John Wood Moore

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Monica Kirchner - Coordenação

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assinatura@revistareferencia.com.br

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida

aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de

pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais, ONG’s, entidades de

classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao segmento madeireiro.

A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos

emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e

outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são terminantemente proibidos

sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the

producers and consumers of the good and services of the lumberz industry, research

institutions, university students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities

directly and/or indirectly linked to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of

the texts, photographs and other intellectual property in each publication of Revista

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of the authorial rights.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CARTAS

Capa da Edição 171 da

Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

mês de fevereiro de 2016

2016

Conhecimento

06 |

Por Igor Cordeiro

Cunha,

Curitiba (PR)

Gostei muito da matéria sobre o panorama para 2016, algumas

questões que tinha dúvida, foram elucidadas.

Tecnologia

Por Paulo Miranda,

Santos (SP)

Desconhecia a dimensão que é uma indústria de portas.

Admiro os corajosos que investem em novas tecnologias

nos tempos atuais.

Força

Por Abigail de

Alcântara Rocha,

Curitiba (PR)

Gostaria de parabenizar a revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL

pela entrevista da edição de fevereiro. O Paraná tem uma

força moveleira surpreendente.

www.referenciaindustrial.com.br

Foto: divulgação Foto: Carlos Alberto Imagem: divulgacão

Por Letícia

Chagas,

Cascavel (PR)

Gostei muito de saber sobre todas as aplicações da madeira

engenheirada. Como estudante, este tipo de conteúdo é

muito importante para nós leitores. Obrigada!

Ansioso

Por Júlio

Gouveia,

Teresópolis (RJ)

A primeira edição do ano me surpreendeu positivamente.

Parabéns a toda equipe! Estou ansioso pela semana da

madeira que ocorre em março, em Curitiba (PR).

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião

é fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

revistareferencia@revistareferencia.com.br

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados para redação ou siga:

Foto: divulgação Foto: divulgação


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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

BASTIDORES

Na foto, Ângelo Ricardo Henz

(diretor administrativo/financeiro

da Bruno Industrial), Joseane

Knop (diretora de negócios do

GRUPO JOTA), Eliane Thibes

(assistente comercial da Bruno

Industrial) e Alessandro Locatelli

(vendedor externo da Bruno

Industrial)

Foto: REFERÊNCIA

MARCANDO PRESENÇA

Visitamos as dependências da Bruno Industrial, em Campos Novos (SC).

EQUIPE

Durante reportagem nas fábricas

da Adami e Frameport,

em Caçador (SC), junto com a

equipe da Homag máquinas para

trabalhar madeira.

Foto: REFERÊNCIA

Na foto, Germano Basko (gerente

de vendas Homag), Edson

Prebitz (Mafercon Máquinas

e Ferramentas), Marina de

Capistrano (jornalista GRUPO

JOTA), Joseane Knop (diretora de

negócios do GRUPO JOTA), Daniel

Pscheidt (gerente de produção

Adami) e Alessandro Agnoletti

(gerente geral de vendas América

Latina Homag).

Na foto, Germano Basko (gerente de vendas Homag), Marina de Capistrano (jornalista GRUPO JOTA),

Marco Aurelio De Bortolo (Frameport), Augusto Antonio Francio (diretor Frameport), Joseane Knop

(diretora de negócios do GRUPO JOTA), Alessandro Agnoletti (gerente geral de vendas América Latina

Homag), Edson Prebitz (Mafercon Máquinas e Ferramentas)

Foto: REFERÊNCIA

08 |

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Abrindo a porta da sua imaginação.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA

Flavio C. Geraldo

Arch Proteção de Madeiras - Grupo Lonza

Contato: flavio.geraldo@lonza.com

A ORDEM DESORDENADA

Será que o que era moderno há pelo menos 250 mil anos pode tornar-se novamente moderno nos dias de hoje?

Foto: divulgação

O

Japão mais uma vez nos dá o exemplo. Segundo

reportagem publicada em importante

semanário brasileiro, o governo daquele

país reservou perto de US$ 800 milhões que serão

destinados a um projeto estratégico conduzido pelo

Ministério das Relações Exteriores, denominado Japan

House. Segundo a revista, uma ofensiva na corrida

pelo soft power. Nada mais do que uma estratégia

para influenciar de modo suave e indireto o comportamento

de nações ou organizações através da cultura

ou ideologia. O Brasil foi um dos países contemplados

por essa estratégia. Além de Los Angeles, nos EUA

(Estados Unidos da América) e Londres (Inglaterra),

a cidade de São Paulo foi escolhida para ser uma das

vitrines do Japão moderno. E quando se fala em Japão

moderno, logo vem à nossa mente o universo eletrônico

e de todo tipo de alta tecnologia nos mais diversos

segmentos, verdadeira Campus Party, nome dado ao

famoso encontro de tecnologia e cultura nerd realizado

anualmente em São Paulo. Ledo engano: parece que a

coisa é muito mais séria. O celebrado arquiteto japonês,

Kengo Kuma, foi o escolhido para ser o responsável

por um projeto construtivo, um espaço especialmente

planejado para funcionar como essa vitrine do Japão

moderno. Previsto para ser entregue daqui a um ano,

trata-se da construção da Japan House na mais paulista

das avenidas, exatamente na Avenida Paulista. Nas palavras

do próprio Kengo, “é com a crise que as pessoas

mudam a sua percepção e começam a valorizar outras

coisas”. Nada mais apropriado para os dias atuais,

porém o que chama mesmo a atenção é que o Japão,

alinhando esse empreendimento ao conceito de vitrine

do Japão moderno, adota a madeira como material de

destaque obedecendo uma tendência de fazer menos e

ostentar menos, deixando de lado o que era conhecido

como arquitetura do espetáculo. Leveza e simplicidade

irão nortear o projeto do arquiteto e nada mais acertado

do que a escolha da madeira como protagonista

desse empreendimento. Kengo Kuma informa que vai

utilizar na área exterior um tipo de madeira de cedro,

que simboliza a pureza, aliando técnicas tradicionais

de carpintaria baseada no simples encaixe das peças de

madeira. Quando a opção é a madeira, tudo se encaixa:

a leveza, a simplicidade, a pureza e, mais importante,

a possibilidade de resgate desse material construtivo,

o primeiro a ser utilizado pelo ser humano, desta vez

com destaque equivalente às suas propriedades tecnológicas.

E assim vamos seguindo, por aqui nossos arquitetos

e engenheiros da construção continuam optando

pela arquitetura do espetáculo, adotando materiais

não renováveis, muitas vezes oriundos de atividades

simplesmente extrativistas, de alta complexidade para

transformação e alto custo ambiental, que não proporcionam

beleza e tampouco sensação de conforto,

além de serem opções de custos mais elevados e baixa

durabilidade. Por certo ponto de vista, tudo isto nos

remete ao filme do diretor e produtor cinematográfico

Stanley Kubrick, o famoso 2001 – Uma Odisseia Espaço,

onde se lidava com a evolução humana e tecnologia e,

em certo momento, os expectadores se perguntavam

se a humanidade não estaria andando em círculos. Será

que o que era moderno há pelo menos 250 mil anos

pode tornar-se novamente moderno nos dias de hoje?

Vamos esperar a conclusão do projeto do arquiteto

Kengo Kuma, quem sabe seja uma oportunidade para

uma viagem no tempo.

Quando a opção é a madeira, tudo se encaixa: a leveza, a

simplicidade, a pureza e, mais importante, a possibilidade de

resgate desse material construtivo, o primeiro a ser utilizado

pelo ser humano

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Nova regra para

berços de madeira

Foto: divulgação

Arch instala

fábrica no Brasil

Apostando no potencial do mercado brasileiro, a Arch

Proteção de Madeiras, empresa do Grupo Lonza, introduz

no Brasil a primeira fábrica de produto destinado ao tratamento

industrial de madeiras. As instalações, que ficam na

cidade de Salto (SP), serão oficialmente inauguradas no dia

26 de abril, porém já estão em plena produção. "As modernas

instalações estão estrategicamente localizadas para

atender o mercado com maior versatilidade, não somente

do Brasil, mas também em outros países cujos mercados sejam

estratégicos", destaca Flavio Geraldo, gerente de mercado

para a América Latina da Arch Proteção de Madeiras.

Após alguns anos atendendo o mercado sul americano,

a empresa com sede na Suíça percebeu a necessidade de

ter uma unidade local para a produção do preservativo para

madeiras Tanalith CCA (Arseniato de Cobre Cromatado).

"Este é só o primeiro passo para a inserção de novas formulações

e produtos no mercado local, assim como aconteceu

nas outras fábricas da empresa pelo mundo", explica Flavio.

As normas de segurança para berços infantis (adotada

em 2011) foram alteradas em fevereiro. Agora, todos os 368

modelos de berços registrados e disponíveis no mercado

terão que seguir as novas regras do Inmetro (Instituto Nacional

de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). A principal

mudança proíbe grades laterais móveis.

Além desta, outras adequações também foram implementadas,

entre elas: berços dobráveis (que pode ser desmontado

ou dobrado, para transporte, sem uso de uma

ferramenta; não inclui os berços portáteis com alça); conversíveis

(que podem ser usados para outros fins, como

unidades para troca, minicamas, cercados e cômodas); pendulares

(que permite movimento em qualquer direção); de

balanço (que imita o movimento de ninar); e modelos com

menos de 90 centímetros de comprimento.

O novo regulamento já está em vigor e os fabricantes e

importadores terão o prazo de 24 meses para deixar de fabricar

e vender produtos que não cumpram as novas regras.

Foto: Alexandre Henry Alves

Foto: divulgação

Renovação de espaços

As empresas expositoras que confirmarem participação na Fimma Brasil

2017 podem aproveitar facilidades para a renovação de seus espaços na

feira. Até o dia 31 de março deste ano é possível efetuar a negociação com

condições diferenciadas – aplicadas aos participantes da última edição.

Outra vantagem para essas empresas é o atendimento preferencial

para ajustar a localização e metragem dos estandes. Logo, a partir de abril,

a equipe comercial iniciará as tratativas com os contatos em lista de espera

e, depois, abrirá a venda para os demais interessados. Até o momento, a

feira está com 35% de seus espaços comercializados. A última edição da

Fimma Brasil, realizada em 2015, teve cerca de 600 marcas expositoras,

sendo 69% nacionais e 31% internacionais. Vale lembrar que a XIII edição

está agendada para ocorrer em 2017, entre os dias 28 e 31 de março, na

cidade de Bento Gonçalves (RS).

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Foto: divulgação

REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Sindimov-MG

empossa nova

diretoria

O ano de 2016 é um marco histórico para o Sindimov-MG

(Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira

no Estado de Minas Gerais). Pela primeira vez na história

uma empresária assume a presidência da instituição fundada

em 1933. No dia 24 de fevereiro, Iara Gomes Abade foi empossada

para comandar o sindicato pelos próximos três anos.

Em seu discurso de posse, Iara ressaltou os planos para o

mandato. “Os desafios que se apresentam para os próximos

três anos são de como renovar o sindicato e aproximar ainda

mais as 4 mil empresas que a instituição representa, além de

como dar voz a todas elas no momento tão conturbado enfrentado

pelo país.” Ela ainda ressalta que para fomentar o crescimento

do setor “o importante é o trabalho conjunto”.

Affemaq e Sima

promovem ação

A previsão de que 2016 será um ano desafiador, impulsiona

a atuação da Affemaq (Associação dos fornecedores

para as indústrias de madeira e móveis) junto ao

mercado, já que a entidade trabalha para realizar ações

de aproximação entre os fabricantes de móveis e seus

fornecedores. O presidente da entidade, Fabrício Zanetti

esteve em Arapongas (PR), na sede campestre do Sima

(Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas) para

divulgar a XVIII edição da Mostra Affemaq - Feira Itinerante

de Máquinas, Ferramentas, Acessórios, Insumos e

Serviços para as Indústrias de Madeira e Móveis -, que

acontecerá na cidade de 5 a 7 de abril, das 16h às 21h, no

Expoara.

Em 2016 serão realizadas a XVIII e XIX edições da

Mostra Affemaq. Os dois polos escolhidos para os eventos

estão entre os mais expressivos do país em volume

de empresas. A primeira edição será realizada no polo de

Arapongas (PR) e a segunda de 28 a 30 de junho, em Bento

Gonçalves (RS).

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Associados à Abimci avaliam 2016

A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) promoveu

no dia 9 de março reunião plenária com seus associados. Os empresários avaliaram as perspectivas

para 2016 a partir dos números de exportação e cenários do mercado interno.

Na opinião do presidente da Abimci, José Carlos Januário, o momento é de atenção por conta

das muitas indefinições políticas que afetam diretamente a economia do país. “Para quem exporta,

por exemplo, o acesso ao crédito está caro, com restrições dos bancos, que têm diminuído os valores

disponíveis”, informou.

Para Januário, os fabricantes precisam se conscientizar que é preciso diversificar, inclusive dentro

de mercados tradicionais como os EUA (Estados Unidos da América). “Nosso concorrente é o

mundo. Há boas perspectivas para os produtores, é preciso estar atento e em busca de informações

para inovar”, afirmou.

MERCADO INTERNO

No mercado interno, que reflete a atividade econômica atual, a orientação é que os fabricantes estejam atentos à demanda

desaquecida e ao crescimento da inadimplência. “Mesmo assim, sempre há espaço para reposicionar produtos e encontrar nichos

específicos para produtos de madeira”, defende o presidente.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Foto: Octavio Lopez

Manufatura

avançada na Feimec

Conhecida também por Indústria 4.0, Indústria do Futuro e

Fábrica Inteligente, a manufatura avançada está atualmente no

centro do debate mundial sobre produtividade e inovação dos

meios de produção. Considerado a quarta revolução industrial

(antecedida pela mecânica, elétrica e digital), o novo paradigma

representa a interação, autônoma e inteligente, entre sistemas

de fabricação automáticos complexos.

A combinação de modernos recursos de automação industrial

com os avanços dos sistemas de computação, informação

e comunicação via internet, permite que linhas de montagem e

produtos troquem informações entre si ao longo do processo, ao

mesmo tempo que diferentes unidades fabris tomam decisões

sobre produção, compras e estoques sem interferência humana.

O Brasil terá demonstração de manufatura avançada durante

a Feimec (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos), que

acontece de 3 a 7 de maio, em São Paulo. O projeto, capitaneado

pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e

Equipamentos), envolveu mais de 20 empresas e entidades ligadas

aos mais diferentes setores. A fábrica inteligente vai ocupar

uma área de 300 metros quadrados do pavilhão, onde os visitantes

poderão acompanhar ao vivo todos os detalhes do processo

de produção.

Expo Revestir

bate recorde

Considerada a fashion week da arquitetura e

construção e realizada de 1 a 4 de março de 2016,

no Transamérica Expo Center, em São Paulo, a XIV

edição da Expo Revestir foi encerrada com visitação

superior a 63 mil profissionais e recorde de público

internacional. Outro destaque foi o aumento de 6,5%

em visitações únicas, ou seja, novos profissionais que

estiveram na feira apenas uma vez no período de realização.

Segundo Antonio Carlos Kieling, presidente

da feira, "esta, sem dúvida, foi a maior de todas as

edições e um marco para os negócios em 2016, principalmente

em relação ao incremento das exportações

do setor”. Conjunto à feira, foi realizado o fórum

internacional de arquitetura e construção, composto

por cinco eventos temáticos simultâneos. Foram

mais de três mil profissionais que assistiram às palestras

de grandes nomes nacionais e internacionais.

Foto: divulgacão

Nota de falecimento

O diretor da empresa Berneck, de Curitibanos (SC), Edgar Martins, 57

anos, faleceu após sofrer acidente automotivo em um dos trevos de acesso

à cidade no dia 17 de fevereiro. Edgar Martins trabalhava como gerente

industrial da Berneck e conduziu todo processo de instalação da unidade

de Curitibanos. Nossos sentimentos à família e sincero respeito ao trabalho

deste profissional do setor.

Foto: divulgacão

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

APLICAÇÃO

IPHONE COM ESTILO

Foto:divulgação

A

s capas para iPhone desenvolvidas pela Madeira Design em conjunto com a Grife Pau Brasil são feitas a

partir do reaproveitamento de madeiras que seriam descartadas. Entre elas, há uma série de diferentes

tipos da matéria-prima, como imbuia, peroba-rosa e marfim, cada uma com uma cor e textura diferente.

O mercado ainda pode escolher uma capinha com desenhos gravados na madeira, ou mesmo mandar seu próprio

desenho para personalização.

FORMAS GEOMÉTRICAS

PURAS

A

Madeira Bonita apresenta a mesa Blast, assinada

pelo arquiteto e designer Diego Revollo. A interseção

de duas formas geométricas puras, como o

cone invertido e o cilindro, dão origem ao desenho da mesa. O

acabamento nobre da folha do ébano de massacar aliado ao

tampo metalizado combinam tradição, leveza e sofisticação

em uma peça única. O móvel traduz as principais características

que permeiam o trabalho do arquiteto, como o rigor estético

e a busca pelo equilíbrio com traços retos e minimalistas.

Foto: divulgação

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ALTA E BAIXA

BAIXA

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

FRASES

A madeira serrada e o compensado,

ambos de pinus, serão os principais

produtos comercializados. A demanda

forte dos EUA (Estados Unidos da

América), juntamente com os contratos

firmados recentemente pela empresa no

Ásia e Oriente Médio devem garantir o

crescimento da empresa no corrente ano

Foto: REFERÊNCIA

Marco Tuoto, CEO da Tree Trading, sobre a previsão de uma ampliação

de 35% na receita das vendas externas da Tree Trading

A baixa demanda no mercado doméstico faz com que os empresários

voltem suas atenções cada vez mais para o mercado externo

Marcelo Azevedo, economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria) sobre as

expectativas otimistas apenas para as exportações

Este será um ano de muito trabalho para os departamentos

comerciais das empresas. Terão que usar todos os seus recursos para

manter volumes de pedidos

Fabiano Sangali, coordenador do Comitê de Laminado e Compensado de Pinus da Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), a respeito das estratégias que devem

nortear a indústria de madeira no Brasil

Nós não vamos ter uma indústria

avançada se continuarmos formando

pessoas como fazemos hoje. Para definir

como as máquinas de uma empresa vão

funcionar a partir de informações que

vêm lá da China, por exemplo, é preciso

gente que consiga congregar vários tipos

de conhecimentos. Não é esse tipo de

profissional que temos formado no Brasil

Foto: Mauro Frasson

Jefferson Gomes, diretor regional do Senai (Serviço Nacional

de Aprendizagem Industrial) de Santa Catarina, fazendo um

alerta de que o país ainda precisa enfrentar velhos obstáculos

para entrar na era da manufatura avançada

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

VOLNEI BENINI

LOCAL DE NASCIMENTO

PLACE OF BIRTH:

4/1/1961 em Garibaldi (RS)

January 4, 1961, Garibaldi (RS)

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

EDUCATION:

Formado em Ciências Econômicas pela Fervi (Fundação

Educacional da Região dos Vinhedos), com MBA em Gestão

pela FGV (Fundação Getúlio Vargas)

Economic Sciences Vinhedos Regional Educational Foundation (Fervi),

and MBA, Getulio Vargas Foundation (FGV)

Foto: divulgação

CARGO

PROFESSION:

Presidente da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis

do Estado do Rio Grande do Sul) e diretor da BRV Móveis

President of State of Rio Grande do Sul Furniture Industry

Association (Movergs) and Director of BRV Móveis

DNA moveleiro

Furniture maker DNA

À

frente da Movergs (Associação das Indústrias de

Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) para o

biênio 2016/2017, Volnei Benini tem mais de 25

anos de trajetória no setor moveleiro. O empresário traz a

experiência de ter presidido a Fimma Brasil, na edição de

2005; o Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário

de Bento Gonçalves), em 2007/2008; e a primeira edição da

feira Casa Brasil, em 2007. Além disso, tem passagem como

executivo em grandes indústrias moveleiras e, atualmente,

comanda a BRV Móveis, empresa com 12 anos de atuação

na fabricação de móveis.

V

olnei Benini, head of the State of Rio Grande do

Sul Furniture Industry Association (Movergs) for

the biennium 2016/2017, has an over 25-year experience

in the Furniture Sector. The businessman brings the

experience of having chaired Fimma Brazil, in 2005; Bento

Gonçalves Furniture Industry Syndicate (Sindmóveis), in

2007/2008; and the first Casa Brasil, in 2007. Moreover, he

has been an executive in several large furniture making companies

and currently runs BRV, a furniture maker which has

been in the market for over 12 years.

24 |

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MARÇO | 25


26 |

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Diante de um

cenário ainda de

incertezas e projeções

pouco promissoras, o

posicionamento da indústria

tem sido de cautela devido

às dificuldades que o

segmento enfrentou

MARÇO | 27


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA ABIMCI

Paulo Pupo

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

COMBATE À CORRUPÇÃO: UM DEVER DE TODO EMPRESÁRIO

As empresas precisam saber que é necessário estabelecer mecanismos de controle que impeçam fraudes e desvios

realizando sua lição de casa

A

dotar boas práticas de gestão é uma prerrogativa

para qualquer empresa que preze pela competitividade,

longevidade do negócio e boa reputação

da sua marca. Tal postura passa também pelo combate à

corrupção, mal que tem assolado a política brasileira, mas

que também acende os holofotes para o setor privado, que

se envolveu nos casos como os denunciados pela operação

Lava Jato e tantos outros que já vieram à tona.

Se cabe a cada cidadão cobrar do poder público uma postura

ética, baseada na retidão, é dever de todos nós também

fazer com que nossas empresas e funcionários combatam

sumariamente a corrupção nas organizações.

E informação para isso não falta. A CGU (Controladoria-

-Geral da União) lançou este ano o guia Programa de Integridade:

diretrizes para empresas privadas, com o objetivo

de auxiliar a iniciativa privada no combate à corrupção. A

publicação explica o Programa de Integridade, presente

na Lei Anticorrupção, e traz normas que podem ajudar empresas

a construir ou aperfeiçoar instrumentos destinados

à prevenção, detecção e remediação de atos que possam

lesar o erário público. O documento sugere às empresas,

entre outras ações, a definição de instância responsável, a

análise de riscos, a estruturação de regras e instrumentos de

combate e controle à corrupção e a adoção de estratégias de

monitoramento contínuo.

Outra prática que tem ganhado força no setor privado

é a governança corporativa, por meio da qual as empresas

passam a converter princípios em recomendações objetivas

para otimizar o valor da organização, garantir e contribuir

para a sua longevidade.

Vale lembrar ainda que, apesar de não estar regulamentada,

a chamada Lei Anticorrupção está em vigor

desde janeiro de 2014, e se aplica às sociedades empresárias,

sociedades simples e sociedades estrangeiras, que tenham

sede, filial ou representação no território brasileiro e pessoas

físicas como dirigentes, administradores ou qualquer pessoa

que tenha participado de ato ilícito.

Os avanços na legislação brasileira tentam elevar o país

aos padrões internacionais anticorrupção. É o caso, por

exemplo, da hipótese de celebração do acordo de leniência,

que tem permitido ao delator benefícios como redução da

pena e isenção de pagamento de multa. É que aconteceu

com algumas empresas envolvidas na Lava Jato e com a

multinacional alemã Siemens, que delatou às autoridades

brasileiras a existência de um cartel, da qual fazia parte,

em licitações do metrô de São Paulo e no Distrito Federal.

Tais fatos demonstram que a sociedade percebe que não

são mais aceitas práticas escusas, que ao cabo, prejudicam

todos os cidadãos.

Assim, mais do que não se envolver em atos ilícitos,

as empresas precisam saber que é necessário estabelecer

mecanismos de controle que impeçam fraudes e desvios.

Dessa forma, fica a lição de casa: olhar para dentro da sua

empresa e avaliar se as atitudes do dia a dia são compatíveis

com a ética, a moral e, acima de tudo, à legislação vigente.

Uma amostra prática deste novo posicionamento da iniciativa

privada, e em um momento mais do que oportuno por

tudo que tem acontecido no Brasil, é a realização no mês de

março, em Curitiba (PR), do II Fórum Transparência e Competitividade,

promovido pela Fiep (Federação das Indústrias do

Paraná) e Sesi Paraná, do qual a Abimci (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) é uma

das entidades parceiras do evento. Com temas abordando a

corrupção no Brasil e seus impactos na competitividade das

empresas; a gestão organizacional em face à corrupção; o

sistema anticorrupção e a responsabilidade dos gestores,

envolvendo grandes atores do tema no Brasil para darem

suas contribuições, e com a presença do Juiz Federal Sérgio

Moro falando do tema corrupção, empresa e controle, certamente

nos leva a crer que o momento de mudanças é agora.

Devemos sim cobrar uma postura ética daqueles que nos

representam na esfera pública, mas temos a obrigação de ser

exemplo no combate à corrupção para extirpar este mal que

tanto prejudica e que está gradativamente riscando o Brasil

do mapa de nações atrativas e para realizar negócios. E isso

é ruim para todos, principalmente para o setor produtivo!

Fica a lição de casa: olhar para dentro da sua empresa

e avaliar se as atitudes do dia a dia são compatíveis com a

ética, a moral e, acima de tudo, à legislação vigente

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

CORTE

PRECISO

Foto: Valterci Santos

30 |

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SERRA FITA

ESPECIALMENTE

DESENVOLVIDA

PARA FABRICAÇÃO

DE MOLDURA E

MADEIRA PARA

EMBALAGEM

IMPRESSIONA NO

RESULTADO FINAL E

TEM DURABILIDADE

VÁRIAS VEZES

MAIOR QUE

OS MODELOS

CONVENCIONAIS

PRECISE

CUT

A BAND SAW BLADE

ESPECIALLY DEVELOPED

FOR THE MANUFACTURE

OF FRAMES AND WOOD

USED IN PACKAGING

IMPRESSES WITH THE FINAL

RESULT AND HAS SEVERAL

TIMES THE DURABILITY OF

CONVENTIONAL MODELS

MARÇO | 31


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

E

m determinados produtos a beleza e os detalhes

fazem toda a diferença, como no caso das molduras.

Em outros, a capacidade produtiva é quem

manda, como na produção de madeiras para embalagem.

Apesar de diferentes, em teoria, esses dois produtos têm

muito em comum. Além do primeiro desdobro partir da

mesma máquina, como são produzidos em grande escala,

os dois exigem muito da ferramenta de corte que se não

for desenvolvida exclusivamente para o serviço, acaba se

desgastando com rapidez e demanda muitas paradas na

produção. Observando que a ferramenta correta é capaz

de resistir muito mais a abrasão com a madeira e realizar

corte com mais qualidade. Desta forma o corte com serras

fita produzidas com aços de alta liga pela WS Serras (Wagner

Lennartz) em conjunto com a DRV (Representação de Serras

para o Segmento de Madeira), ampliaram a produtividade

e melhoraram o acabamento final do produto.

De Papanduva (SC), a Madeireira Beira Rio está entre

elas. A empresa trabalha, basicamente, com duas linhas

e em dois mercados: com o de moldura americano e o de

embalagens brasileiro, e de forma verticalizada, desde o

reflorestamento, transporte, serraria, até a secagem. “Todo

F

or determined products, the beauty and the details

make all the difference, as in the case of frames. In

others, production capacity is, as in the production of

wood for packaging. Although different in theory, these two

products have a lot in common. In addition to the first stage

of processing being carried out by the same machine, they are

produced on a large scale and both require much precision

cutting by tools designed exclusively for this service, which

wear out quickly and require production stoppages. Thus,

the cutting band saw produced with high alloyed steels by

WS Serras (Wagner Lennartz) together with DRV (dealer for

wood working saw sector) leading to higher productivity and

improved final product finish.

Madeireira Beira Rio from Papanduva (SC) is one of these

companies. The Company works basically with two lines: with

American frames and Brazilian packaging, and in a verticalized

form, from replanted forests to transport, sawmill and

drying. “All processing is done within the Company, delivering

the products to the final customer. The two lines work with

Pine, such that packaging includes 10% represented by eucalyptus,”

says Pedro Henrique, Sales Director for Beira Rio.

This year, the Company completes 42 years. In the

O AUMENTO NA PRODUTIVIDADE É REAL,

ALÉM DE REDUZIR O SETUP DA FITA, QUE

REPRESENTA UM GANHO DE QUALIDADE

Foto: Maurício de Paula

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Foto: Valterci Santos

SERRA INDICADA PARA DESDOBRO DE

MADEIRA SECA E COM LINHA DE COLA DURA,

EM MÉDIA, 32 HORAS DE TRABALHO

A SERRA FITA É

COMPOSTA POR UMA

LÂMINA CONTÍNUA

DE AÇO DENTADA

QUE SE APOIA EM

POLIAS. A PRINCIPAL

VANTAGEM EM

RELAÇÃO ÀS SERRAS

CIRCULARES É QUE

POSSUEM UMA

MENOR ESPESSURA

DE CORTE, COM ISSO

HÁ UMA MENOR

PERDA DE MADEIRA

MARÇO | 33


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

A DIFERENÇA ENTRE OS ACABAMENTOS É NÍTIDA ENTRE

O USO DE UMA SERRA CONCORRENTE (ESQUERDA) E A

DA WAGNER LENNARTZ SERRAS (DIREITA)

Foto: Maurício de Paula

beneficiamento é feito dentro da empresa até a porta do

cliente final. Nas duas linhas trabalhamos com pinus, sendo

que na de embalagem, 10% é representada por eucalipto”,

afirma Pedro Henrique, diretor comercial da Beira Rio.

Este ano a empresa completou 42 anos. Dentro da

fábrica giram em torno de oito mil m³ (metros cúbicos) por

mês, entre embalagens e molduras, e conta com 400 funcionários.

Para ampliar a produtividade, a Madeireira Beira

Rio optou pela Serra Fita Bimetálica 27 mm (milímetros) x

0.9 x c3, voltada para o desdobro de madeira seca e com

linha de cola, desenvolvida pela WS Serras, empresa de

soluções para cortes industriais. Em um tour pela fábrica,

o gerente de produção, Ílson José de Oliveira, explica que a

aquisição da serra foi sinônimo de evolução para marca. “Ela

proporciona um corte mais fino, na abertura do blank, e dá

um corte parecendo uma usinagem. Então nós ganhamos

na qualidade”, ressalta.

O gerente comenta ainda que no momento em que a

madeira é aberta para ser transformada em moldura, a serra

mantém o nível de corte. “Ainda tenho mais massa no blank

quando ele é aberto pelo fato da serra ser mais fina, assim

perco menos moldura”, diz, e complementa lembrando que

o ponto alto é que a serra trouxe uma redução de consumo.

factory, the 400 employees produce around 8 thousand

m³ per month, between packaging and frames. To increase

productivity, Madeireira Beira Rio chose its bimetal 27 mm x

0.9 mm x c3, for dry wood resaw and for the glue line band

saw, developed by WS Serras, an industrial cutting solutions

company. During a visit to the factory, Ílson José de Oliveira,

Company Production Manager, explained that the purchase

of the saw blade was synonymous with the evolution from

the brand. “It offers a thinner cut, at the time of breaking

down the block, and gives a machined-like cut. Thus, an

increase in quality,” he points out.

Production Manager Ílson goes on to say that at the time

when the wood block is broken down to be transformed into a

frame, the saw blade maintains its cutting level. “I even have

more mass from the block when it is broken down because

the saw is thinner, losing less frame,” he says, remembering

that the high point is that the saw blade leads to a reduction

in wear. “We used to use about six saw blades per day, per

machine, today we use one per day,” he stresses.

The Company has already worked for more than a year

with the saw blade, and Ílson states that with the replacement

using the tool developed by WS Serras, the return was

immediate. “There is a real increase in productivity with a

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“Nós usávamos cerca de seis serras por dia, por máquina,

hoje usamos uma por dia”, impressiona-se.

A empresa já trabalha há mais de um ano com a serra, e

Ílson afirma que com a troca pela ferramenta fabricada pela

WS Serras trouxe retorno imediato. “É um aumento real de

produtividade que reduz o setup da fita e é um ganho de qualidade,

principalmente na abertura do blank”, reafirma e faz

uma analogia interessante: “A madeira é comportamental

e a serra trabalha bem seu comportamento”.

A Madesp fabrica molduras para o mercado da construção

civil, como roda-pé, roda-forro e batente de porta.

Nela houve uma pesquisa prévia antes da aquisição da serra.

“Pesquisamos sobre a durabilidade, acabamento e produtividade

destas serras junto a outras empresas produtoras

de molduras que utilizavam as serras fabricadas pela WS

Serras e resolvemos então testá-las. Houve um bom resultado

custo-benefício”, enaltece Leomar Spiess, gerente

industrial da empresa.

Leomar ressalta a durabilidade e produtividade da

serra no corte da matéria-prima de Pinus elliotti e taeda.

“O acabamento na madeira é perfeito e uma lâmina resiste

entre 25 a 30 horas de trabalho.” Em questão de produtividade,

ele explica a vantagem em se adquirir uma serra da

marca. “Tivemos aumento de 50% na velocidade de corte

e consequentemente na produção em relação às serras

reduction in band setup, as well as a gain in quality, especially

when breaking down the wood block,” he reaffirms, making

an interesting analogy: “wood is behavioral and the saw

blade sees to it behaving very well.”

Madesp manufactures frames for the construction market,

such as base boards, ceiling trims and door frames. For

this, Madesp carried out studies before any saw purchases.

“We studied durability, finishing and productivity for a range

of saws used by other frame producing companies using WS

Serras saw blades, and then decided to test them. There was

a good cost-benefit result,” extols Leomar Spiess, Industrial

Manager for the Company.

Manager Leomar underscores the durability and productivity

of the saw blade in the cutting of the Pinus elliottii and

Pinus taeda raw material. “The wood finish is perfect and a

blade lasts between 25 to 30 working hours.” In the matter

of productivity, he explains the advantage of acquiring the

brand’s saw blade: “We had a 50% increase in cutting speed,

and consequently, an increase in production in relation to the

saw blades that we previously used, but in values, we pay

three times more for this blade, but the cost-benefit analysis

justifies this,” he says.

Doubt was the word that Adhmar Vieira de Araújo Neto,

Branch Director for FV de Araújo, Tunas (PR), used to describe

the moment when you decide to invest and change a band

Foto: Maurício de Paula

A SERRA FITA PROPORCIONA UM CORTE MAIS

FINO, NA ABERTURA DO BLANK, E DÁ UM

CORTE PARECENDO UMA USINAGEM

35


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

Foto: Valterci Santos

NA FV DE ARAÚJO

SÃO PRODUZIDOS

50 MIL METROS

LINEARES COM UMA

SERRA, O QUE DÁ, EM

MÉDIA, 24 HORAS DE

TRABALHO COM A

MESMA SERRA. HOJE

A EMPRESA GASTA

3 MIL REAIS POR

MÊS COM CUSTOS

EM SERRA, ANTES

GASTAVA DOIS MIL

REAIS POR SEMANA

EMPRESAS ADOTARAM A SERRA FITA COM DESIGN E USO DE

METAIS MAIS RESISTENTES, AMPLIARAM A PRODUTIVIDADE E

MELHORARAM O ACABAMENTO FINAL DO PRODUTO

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MOLDURAS APÓS PASSAR

PELA SERRA FITA

Foto: Valterci Santos

que usávamos anteriormente, porém em valores, pagamos

três vezes mais por esta serra, entretanto o custo-benefício

justifica”, analisa.

Receio foi a palavra que o diretor de filial de Tunas (PR)

da FV de Araújo, Adhmar Vieira de Araújo Neto utilizou para

descrever o momento em que resolveu investir e trocar

de serra fita. “Tínhamos receio, pois quando adquirimos

achávamos que ela não daria conta. Usávamos uma serra

convencional, que possuía os dentes mais espaçados”,

lembra. Mas o produto o surpreendeu de forma positiva.

“Foi a solução da lavoura”, brinca. “Conseguimos colocá-la

na nossa máquina, e ela dura muito mais, nós não a afiamos,

não precisamos fazer nada, e tocamos quase que uma semana

com a mesma serra, ela é fantástica.”

José Paulo, gerente da FV de Araújo, comenta que as

serras que a empresa trabalhava antes eram utilizadas entre

quatro, oito e até 16 horas. “A partir do momentos que

começamos a usar esta, já tivemos vezes que usamos cinco

dias, oito horas por dia direto, basicamente 40 horas sem

trocar de serra”, impressiona-se. Assim como nas outras

empresas citadas, não foi preciso fazer adaptações nas

máquinas, a serra já vem pronta para uso. Diego Ricardo

Vieira, representante da WS Serras para o Segmento de

Madeira e gerente comercial da DRV, explica que a melhora

saw blade brand. “We had some doubts as to acquiring a

new brand’s blade because we thought it couldn't handle the

job. We had been using a saw blade that had more spaced

teeth,” he says. But the product surprised in a positive way.

“It was a solution for the crop,” he jokes.

“We can put it on our machine, and it lasts much longer,

we don’t need to sharpen it, we don't even have to do

anything, and we work for almost a week with the same saw

blade, it's amazing.”

José Paulo, Manager for FV de Araújo, comments that

the saw blades that the Company used to work with before

were used for four, eight or 16 hours. “From the moment we

started using this blade, at times it lasted five days, eight

hours per day, basically 40 hours without replacement,”

he says, impressed. Thus as in other companies, it wasn’t

necessary to make any equipment adjustments, the saw

blade comes ready for use. Diego Ricardo Vieira, WS Serras

dealer for wood working sector and sales manager at DRV,

explains that the product is constantly being improved. “We

try to provide what the market needs and every day we work

to improve the saw blade.”

Cristiano Nicolau, Production Supervisor at FV de Araújo,

worked in other companies and didn't know about this saw

blade. “The finish provided by the saw blade is better; in the

MARÇO | 37


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

do produto é uma constante. “Buscamos o que o mercado

precisa e aperfeiçoamos cada vez mais a serra.”

Cristiano Nicolau, encarregado de produção na FV de

Araújo, trabalhou em outras empresas e não conhecia esta

serra. “O acabamento da serra é melhor, nas outras empresas

trabalhava quatro horas com a serra, tirava, descansava,

depois voltava a utilizar, essa não, tem dias que trabalho dois

dias seguidos com a mesma serra e ela não estoura”, revela.

Há três anos na empresa, ele garante que já chegou a fazer

dois conteiners com a mesma serra.

Outras empresas como a Adami e a Braspine também

têm se valido do produto com resultados positivos. O retorno

imediato tem encantado os fabricantes de molduras e embalagens.

Apesar das diferenças produtivas e de mercados

das empresas visitadas, o resultado se repete. A redução no

consumo da serra foi amplamente conquistada e qualidade

final superior da peça beneficiada, que não apresenta serrilhamento

na madeira.

Paulo Giandoso, gerente geral da WS Serras e Cristiane

Sacca, diretora da WS Serras, destacam a importância do

trabalho inovador que vem sendo desenvolvido para o

segmento de madeira em parceria com a DRV, através do

representante e gerente comercial, Diego Ricardo Vieira.

Eles apostam no produto para 2016.

other companies, I used to work 4 hours with a saw blade,

removed it, waited, then replaced it. With this blade, there

are days when I work two days in a row with the same saw

blade with no need to stop,” he says. In the three years with

the Company, he states that he has already succeeded in

making two containers with the same saw blade.

Other companies, such as Adami and Braspine, also have

validated the product for its positive results. The immediate

return has delighted frame and packaging manufacturers.

Despite the productive and market differences of the companies

visited, the result is repeated. The reduction in saw blade

wear was widely found and the final quality of the processed

piece higher, where no saw marks are seen.

Paulo Giandoso, WS Serras general manager, and Cristiane

Sacca, WS Serras director, highlight the importance of

the innovative work that is being developed for the timber

industry in partnership with the DRV through the dealer

and sales manager, Diego Ricardo Vieira. They have great

expectation on the product to 2016.

O VEREDITO É UNÂNIME: O RETORNO

É IMEDIATO AO SE UTILIZAR A

SERRA FITA BIMETÁLICA

Foto: Maurício de Paula

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VANTAGENS:

• EXCELÊNCIA NO

ACABAMENTO

• DURABILIDADE

• MELHOR

APROVEITAMENTO

DA MATÉRIA-PRIMA

• VELOCIDADE DE

CORTE 20% MAIOR

NA PRÁTICA, COM APENAS UMA SERRA JÁ

FOI POSSÍVEL CARREGAR DOIS CONTÊINERES

DE MOLDURA

Foto: Valterci Santos


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

Foto: J.P. Engelbrecht/Pmerj

MEDALHA DE OURO

Foto: divulgação

EMPRESA DE PORTAS LOCALIZADA EM

BITURUNA (PR) É ESCOLHIDA PARA FECHAR

AS CENTENAS DE APARTAMENTOS DA VILA

OLÍMPICA ILHA PURA, NO MAIOR EVENTO

DESPORTIVO DO MUNDO

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Foto: divulgação

O

s Jogos Olímpicos 2016 serão realizados

no segundo semestre deste ano, de 5 a

21 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro

(RJ). Será a primeira vez que os jogos serão sediados

na América do Sul e a segunda vez na América Latina,

depois da Cidade do México em 1968. Eventos

deste porte trazem enormes perspectivas de negócios

ao Brasil.

Quando as delegações desembarcarem no Rio

de Janeiro o primeiro destino será a Barra da Tijuca.

A região foi escolhida para receber a Vila Olímpica e

Paralímpica, batizada de Ilha Pura e será a casa dos

atletas durante as competições. Posteriormente, a

área será usada para empreendimentos imobiliários

e urbanísticos.

Em um projeto desafiador, a Randa Indústria e

Comércio de Portas e Compensados está fechando

com suas portas a Ilha Pura. Como explica o diretor

da empresa, Guilherme Damiani Ranssolin, o processo

de seleção foi através de concorrência livre, sem

licitação. “Envolveram diversos tipos de acabamento

que foram cotados, amostras enviadas, visitas às

fábricas, entre outros pontos. Não só participaram

as maiores e mais tradicionais fábricas do Brasil, mas

também fábricas internacionais”, ressalta.

Ao ser questionado sobre quais os principais

fatores para escolha da empresa, ele cita que, sem

dúvida, o que pesou mais foi a questão da qualidade

e durabilidade, uma vez que o empreendimento é

utilizado inicialmente pelos atletas, passando então

por um processo de retrofit até ser entregue ao

comprador do imóvel posteriormente.

MARÇO | 41


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

PORTAS

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Guilherme aponta que para a escolha das portas

houve uma diretriz para portas frisadas como entrada

social e demais portas lisas. Quanto ao acabamento,

foi utilizado o melamínico branco, que não

precisa de pintura e nenhum acabamento posterior

em obra. “Está pronto para ser instalado”, afirma.

Os números surpreendem. Somado aos shafts passaram

de 30 mil kits, que estão praticamente todos

entregues e instalados.

Sobre a entrega, o diretor comenta que este

foi um trabalho intenso de conscientização de

toda a equipe, pois o desafio de iniciar e concluir

esse projeto era a todo o momento desafiador e

com um grau de importância internacional, já que

os prazos estavam correndo e tudo precisava estar

dentro dos cronogramas de cada torre da Ilha Pura.

“A Randa precisou investir em novos equipamentos

e na contratação de profissionais especializados que

trabalharam na obra junto com cada engenheiro

responsável”, explica.

Avaliando o mercado da construção, Guilherme

aponta que atualmente, ao contrário do passado,

o produto porta é visto como um componente essencial

para decoração de ambientes residenciais e

comerciais, sendo essencial para uma boa estética

alinhado com segurança e durabilidade. “Acreditamos

muito na valorização desse importante segmento,

a prova disso são os inúmeros investimentos,

treinamentos, desenvolvimento de novas soluções

e melhoraria contínua”.

A instalação das portas na Vila Olímpica é feita

por empresas parceiras que são homologadas como

“Instaladores Randa”, com treinamento adequado e

conhecimento prévio do produto. “Levamos equipes

de São Paulo e Campinas que atendem nossas obras

por todo o Brasil”, revela Guilherme que complementa

contando que a marca manteve uma equipe

própria, full time em obra, responsável por medir vão

por vão e fazer os ajustes finos de qualidade, “dando

todo o suporte necessário para que a comunicação

Obra x Fábrica fluísse da melhor forma possível”.

Vencedora do prêmio REFERÊNCIA 2015, a

Randa passou por todo este processo seletivo que

durou mais de um ano. “Enfrentamos não só a nata

dos concorrentes locais, mas também de fora o

que certamente baliza nosso produto como um kit

de qualidade internacional. Ter sido o fornecedor

escolhido, mesmo não tendo o preço mais baixo,

foi uma vitória da qualidade, comprometimento,

versatilidade e variedade que a Randa tem com o

mercado, tão exigente e tão acirrado. Foi a medalha

de ouro da Randa”, comemora.

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Foto: divulgação

“TER SIDO O FORNECEDOR

ESCOLHIDO FOI A MEDALHA

DE OURO DA RANDA”

Guilherme Damiani Ranssolin,

diretor da Randa

Grande ponto que contribuiu para a Randa

se diferenciar dos demais concorrentes além

da qualidade do material, é a preocupação na

sustentabilidade e desenvolvimento de testes em

seus produtos.

O empreendimento da Ilha Pura é o único no

Brasil a ter as principais certificações voltadas

para a área de sustentabilidade como Leed ND,

selo Aqua Bairros e Loteamentos, selo Aqua

Habitacional e Selo Casa Azul. Para conseguir

tais feitos o empreendimento precisa adquirir

produtos que sejam de origem sustentável, os

quais a Randa tem a honra em oferecer.

Sobre a qualidade dos materiais, além das

certificações que a Randa possui com órgãos

especializados à própria obra, realizou testes

in loco com empresas contratadas pelo próprio

empreendimento, provando que o conjunto

de produtos oferecidos atendem ao padrão

de exigência solicitado e que a empresa se

compromete em fornecer.

Foto: divulgação

MARÇO | 43


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

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LUGAR DE MULHER

É NA MARCENARIA

FABRICANTES DE FERRAMENTAS NO EXTERIOR JÁ PERCEBERAM ISSO

E INVESTEM EM PEÇAS EXCLUSIVA PARA ELAS

Fotos: divulgação

MARÇO | 45


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

M

arço é um mês de datas comemorativas

importantes. No dia 8 é festejado o Dia Internacional

da Mulher e em 19 de março o dia do

carpinteiro e do marceneiro, profissionais que trabalham

a madeira, produzindo ou restaurando verdadeiras obras

de arte. Como forma de homenagear as duas datas, conversamos

com mulheres que fazem a diferença no ramo.

Uma das nossas personagens, a Néia, como gosta de

ser chamada, tem 45 anos e dois filhos. Formada em meio

ambiente, trabalha em uma consultoria em mineração e,

também, com desenho técnico (AutoCad). Ela conta que

veio de uma família sem recursos financeiros, e aprendeu

a fazer um pouco de tudo, até mesmo serviços de pedreiro,

que realizava para ajudar seus pais a construir a casa,

quando era adolescente.

Se casou e divorciou muito jovem, criando os filhos

sozinha. “Era o homem da minha casa, sem dinheiro e

tendo que prover tudo. Fazia aqueles consertos típicos

de uma casa, em torneiras e chuveiros. Fui aprendendo

na marra a utilizar furadeira, serra mármore, entre outras

ferramentas”, conta.

Há quatro anos, quando o segundo marido morreu,

comprou uma chácara, onde idealizou um cantinho rústico

e aconchegante. “Como trabalho na área de meio

ambiente carrego a bandeira da reciclagem. Comecei a

ver na internet reutilização de pallets para fazer sofás,

bancos, porta tempero e outras peças. Então me dediquei

a assistir vídeos no youtube de como fabricar essas peças

que iriam ficar lindas na minha chácara. Como sempre

me saí bem nessa arte do faça você mesmo, comprei

ferramentas de marcenaria com o intuito de fazer peças

para mim, ou seja, tudo que sei de marcenaria aprendi em

canais na internet, nunca fiz curso de marcenaria”, revela.

Néia acredita que a mulher vem se destacando em

No dia 8 é festejado o Dia Internacional da

Mulher e em 19 de março o dia do carpinteiro e

do marceneiro

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todas as áreas de trabalho e o mundo tem acompanhado

isso. “Ainda que seja comercialmente, posso citar que

a indústria de ferramentas tem tentando alcançar as

mulheres, haja visto a fabricação de ferramentas com

cores, assessórios e ergonomia que atraem as mulheres”,

enumera. Porém, as peças são produzidas lá fora, os

fabricantes brasileiros ainda não acordaram para esse

nicho de mercado. “Essas ferramentas têm chegado ao

Brasil por importadores, a fabricação nacional dessas ferramentas

desconheço, mas quem busca pode encontrar

ferramentas femininas e essa fabricação, com o tempo,

creio que vai chegar ao Brasil (tomara!)”, torce.

MULHER MARCENEIRA

Atualmente Néia possui um canal no youtube, o

Mulher Marceneira, onde ensina várias técnicas da profissão

em forma de vídeos. Ela explica porque resolveu

disseminar o que sabia. “Tenho a ideia do passe adiante

os conhecimentos aprendidos, isso dignifica! Então, como

tudo isso fez bem a mim vai fazer bem a outras pessoas:

vou compartilhar. Essa foi a razão de criar o canal”. Hoje,

ele possui 1.050 inscritos, o que é um número considerável

para um canal no nicho da marcenaria.

SEXO

VISUALIZACÕES

Masculino (85%)

Feminino (15%)

FONTE: CANAL MULHER MARCENEIRA - YOUTUBE

Ela conta que tem inspirado muito outras mulheres.

“Leio os comentários nos meus vídeos de mulheres pedindo

dicas de qual ferramenta comprar, quais e quantas

são necessárias para começar o hobby, etc. Conto hoje

com um público de 15% de visualizações femininas, o que

é muito comparado a canais masculinos de marcenaria

no youtube.”

Ao ser questionada sobre o trabalho ser por vezes

braçal e se acredita que as mulheres teriam alguma

Comemoração dos

mil inscritos no canal

Mulher Marceneira no

Youtube

Néia possui um canal

no youtube, o Mulher

Marceneira, onde

ensina várias técnicas

da profissão em forma

de vídeos

MARÇO | 47


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

dificuldade, Néia é enfática ao dizer que: nenhuma! “Há

um leque de ferramentas elétricas para tal atividade, a

única dificuldade é mover uma peça grande depois de

fabricada, mas isso se resolve pedindo ajuda ao marido,

ao filho, ao vizinho, sem problemas. Os homens também

precisam de um assistente para mover peças grandes.

Fora as ferramentas elétricas, as ferramentas manuais

de marcenaria são formões, serrinhas manuais, lixas,

pincéis para envernizar, tudo muito tranquilo para uma

mulher”, explica.

MERCADO E CURSOS

Com o avanço tecnológico a perspectiva para a

profissional mulher na marcenaria mudou bastante, a

característica do trabalho mudou, favorecendo as mulheres.

Romper a barreira social da inserção de mulheres

em cenários anteriormente masculinos é mais difícil do

que a prática profissional em si. A afirmação anterior é da

coordenadora do curso técnico em Design de Móveis do

Senai Arapongas (PR), Renata Garcia Guarezi.

“As pessoas mais antigas do ramo, ou que ainda não

se abriram à tecnologia e automação, ainda têm dificuldade

em ver a mulher como marceneira.

Percebemos que grandes empresas no ramo moveleiro

têm inserido mulheres em todos os setores fabris

tranquilamente”, conta Renata.

Para a coordenadora, a procura por cursos aumentou

nos últimos anos principalmente em função de blogs e

sites que incentivam o faça você mesmo. “Recebemos

alunas em cursos técnicos em móveis, design de móveis

e aprendizagens moveleiras e percebo que existe sim

uma diferença de postura, muitas delas até se superam

no intuito de provar que mulheres também conseguem

fazer um bom trabalho na área. Algumas começam com

receio com relação às máquinas e operação de algumas

ferramentas, mas depois que aprendem a dinâmica da

marcenaria tendem a ser mais caprichosas e mais organizadas”,

conta.

Sobre a diferença entre homens e mulheres, Renata

aponta que as mulheres costumam ser mais prudentes na

operação de máquinas e ferramentas, evitando acidentes,

são mais organizadas e caprichosas nos detalhes. Se não

fosse por um detalhe elas definitivamente dominariam o

mercado. “Embora sejam mais atentas a tais questões,

as mulheres se lançam pouco como autônomas no setor

ou empreendem menos do que os homens, e acabam

ficando na margem do operacional.”

Na unidade de Arapongas são ofertados os cursos de

design de móveis, técnico em móveis e marcenaria hobby,

embora não seja específico para mulheres, a escola tem

um grande número de alunas interessadas. “Era comum

que as mulheres quisessem ficar apenas no setor de

projetos, hoje elas são bem mais ativas e interessadas

pelas dinâmicas fabris e damos todo o suporte para que

elas se sintam seguras em atuar como marceneiras”,

comenta Renata.

E finaliza: “Acredito que a marcenaria exija paixão e

dedicação, como diz o ditado, é preciso pegar o jeito da

madeira, adquirir intimidade com ela. Marceneiros ou

marceneiras, acima de tudo apaixonados pelo oficio!”

Ao centro a coordenadora Renata Garcia

Guarezi e suas alunas do curso técnico em

design de móveis, localizado em Arapongas (PR)

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“ALÉM DA TECNOLOGIA E AUTOMAÇÃO QUE SÃO

GRANDES ALIADAS JÁ ROMPEMOS AS BARREIRAS

DO SEXO FRÁGIL. AS MULHERES QUE BUSCAM ESTE

RAMO NÃO VEEM COMO TRABALHO BRAÇAL OU

PESADO E COM O TEMPO APRENDEM A USAR A

ESTRUTURA FÍSICA A SEU FAVOR, COM APOIOS,

GABARITOS, BANCADAS, MÁQUINAS E SOFTWARES”

RENATA GARCIA GUAREZI

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70 ANOS DE PARCERIA

COM O SETOR MADEIREIRO


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EVENTO

PRODUÇÃO

NACIONAL

Fotos: REFERÊNCIA

REALIZADA EM CURITIBA

(PR), CONVENÇÃO DE

VENDAS DA HOMAG

REPRESENTA NOVO

POSICIONAMENTO DA

MARCA FRENTE AO

MERCADO

A

Homag, fabricante de máquinas para

produção de móveis e produtos de madeira,

está modernizando toda a sua parte

fabril. Muitas são as novidades e a cada momento

um desenvolvimento novo ocorre na empresa.

Aconteceu no mês de março a convenção geral de

vendas da marca, a primeira do ano, e a equipe da

REFERÊNCIA INDUSTRIAL prestigiou o evento trazendo

as principais novidades da marca.

O diretor da Homag no Brasil, Virgilio Cacciatori,

explica que a empresa está há três anos, e cada

vez mais, fabricando máquinas aqui no Brasil, que

anteriormente eram importadas. “Estamos ainda

nacionalizando outras máquinas justamente para

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Na foto, Alessandro Agnoletti

(gerente geral de vendas

Homag), Joseane Knop (diretora

de negócios GRUPO JOTA),

Virgilio Cacciatori (diretor

Homag), e Bert Krieger (vice

presidente Europa ocidental)

ter uma competitividade maior com menos influência

do câmbio, no caso o Euro, para que tenhamos

também uma resposta mais rápida com peça

de reposição”, revela.

Segundo ele, os valores dos equipamentos baixam

bastante quando são produzidos aqui. “Nos

últimos tempos, das máquinas que nacionalizamos,

conto nos dedos de uma mão quantas peças

de reposição nós vendemos nesse período, porque

realmente as máquinas tem uma qualidade excelente

e não acontece absolutamente nada com

elas. Isso demonstra que a nossa qualidade está

excelente e estamos conseguindo produzir localmente,

com um valor bem mais baixo de quando

a máquina era importada”, complementa Virgilio.

O objetivo da Homag, mesmo em um período

conturbado no qual o país se encontra, é aumentar

a penetração de mercado segundo as novas

tendências assumidas pela empresa. Como explica

o gerente geral de vendas para a América Latina,

Alessandro Agnoletti. “Através dos modelos novos

que estão sendo produzidos, e da ajuda de vários

especialistas técnicos da Alemanha, será possível

acompanhar as mudanças do mercado, e a Homag

tem a flexibilidade para acompanhar estas mudanças”.

Sobre a convenção, Alessandro afirma que

não adianta a marca ter bons representantes sem

ferramentas adequadas, e vice versa.

MARÇO | 51


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

Foto: REFERÊNCIA

NOVA OPÇÃO

PARA SETOR

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PRIMEIRA EDIÇÃO DA

LIGNUM BRASIL TROUXE

SALDO POSITIVO

PARA O SEGMENTO

MADEIREIRO

MARÇO | 53


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

Foto: REFERÊNCIA

S

urpreendente. Assim pode ser definida a primeira

edição da Lignum Brasil e II Expo Madeira &

Construção realizada de 9 a 11 de março, em

Curitiba (PR). A opinião dos expositores foi unânime: a

feira veio para preencher uma lacuna no segmento. Nos

três dias de evento a Lignum recebeu uma média de cinco

mil visitantes estimados pela organização. O número

pode parecer modesto, mas todos concordaram, a visitação

estava bastante qualificada. Representantes de várias

entidades e associações do setor também marcaram

presença, e salientaram a importância do evento.

Segundo José Carlos Januário, presidente da Abimci

(Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente), a semana foi intensa e gratificante,

pois foi possível explorar inúmeras possibilidades a partir

das experiências vivenciadas, das conversas com outros

empresários e representantes de entidades. “Contamos

com a presença de um público seleto e responsável pelas

tomadas de decisões dentro das empresas, tanto no

encontro Wood Trade Brazil, quanto nas feiras Lignum

Brasil e Expo Madeira & Construção”, resume.

A Abimci participou ativamente das atividades, com

Foto: REFERÊNCIA

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destaque para a realização do Wood Trade Brazil, que

reuniu os principais nomes da indústria de produtos de

madeira do país. “Além disso, contamos com a presença

do economista da CNI (Confederação Nacional das Indústrias),

Flávio Castelo Branco, que apresentou uma análise

dos impactos da economia atual no setor madeireiro, do

vice-presidente da Stcp Engenharia de Projetos, Joésio

Siqueira, que trouxe um panorama do suprimento florestal

para a cadeia produtiva, e a apresentação do vice-presidente

do Sinduscon (PR), Euclésio Finatti, acerca dos

potenciais para o uso da madeira na construção civil”, comentou

Januário. As 71 empresas expositoras mostraram

as últimas tecnologias do segmento madeireiro e do uso

da madeira na construção civil: apresentaram máquinas

e equipamentos para a transformação, beneficiamento,

energia e uso da madeira. As negociações realizadas nos

três dias dos eventos geraram cerca R$ 53 milhões em

vendas e prospecções, segundo a organização. A próxima

edição da Lignum Brasil e Expo Madeira & Construção

está programada para 2018.

Foto: REFERÊNCIA

OPINIÃO

Para Flavio Geraldo, presidente da Abpm (Associação

Brasileira de Preservadores de Madeira) o setor é importante

para a economia brasileira e fundamental para a conservação

ambiental, já que a madeira é um material renovável de ciclo

curto. “Os eventos organizados oferecem aos participantes

oportunidades de troca de conhecimento técnico e científico,

proporcionando também um ambiente favorável e interações

comerciais em nível nacional e internacional”, aponta.

A Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e

Equipamentos) estava representada por Marcos Müller,

presidente da Câmara Setorial de Máquinas para Madeira.

Para Marcos, o evento é uma excelente oportunidade

para a realização de negócios e para fomentar o

desenvolvimento tecnológico das empresas

nacionais. “O Brasil está em um nível bastante

avançado no quesito florestal e nos produtos

madeirados exportados, mas as indústrias

ainda estão carentes de tecnologia”, destaca.

MARÇO | 55


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

REVISTA REFERÊNCIA

O GRUPO JOTA, detentor das principais publicações voltadas

para o setor, esteve presente na feira com o intuito

de disseminar conteúdo relevante para toda a cadeia de

madeira e móveis, de base florestal, papel e celulose e

biomassa.

Foto: REFERÊNCIA

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COBERTURA

Confira os principais produtos e serviços apurados pela reportagem

da REFERÊNCIA INDUSTRIAL expostos durante a feira:

WINTERSTEIGER

A Wintersteiger apresentou o sistema de

reparo e cosmética para madeira sólida

com sua linha de máquinas TRC. Segundo

Felicitas Kemmsies, representante da área

de woodtech dentro da marca, o sistema

oferece qualidade sem precedentes e com

enorme potencial de racionalização. A TRC-

-Easy serve para o reparo semiautomático

de defeitos em superfícies de madeira.

Entre das vantagens estão a redução no

custo da mão de obra, sistema de injeção

que garante aderência perfeita do material,

e peças que podem ser empilhadas imediatamente

após o reparo.

Imagem: Wintersteiger

RAZI/ALCA

Foto: Razi

As plainas moldureiras foram

o foco da Razi/Alca no

evento. Leveza da máquina

e a tecnologia embarcada

são alguns dos destaques.

“O equipamento é

desenvolvido para trabalhar

com madeira bruta, o que

é um dos grandes diferenciais

de outras máquinas

importadas que entram no

mercado", aponta Eduardo

Rechenberg, diretor da

Alca.

MARÇO | 57


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

OMIL

A marca trouxe uma linha de

plainas moldureiras aproveitando

a ideia da feira em

atender o setor madeireiro.

A linha já estava no mercado,

desde o ano passado, com

um novo design. A Omil também

trouxe tupias com sistemas

de proteção atendendo

a NR-12, uma inovação no

mercado, com dispositivos

de segurança.

Foto: REFERÊNCIA

TWBRAZIL

Fotos: REFERÊNCIA

O produto lançamento no

mercado da TWBrazil é a Viga

Laminada Colada, Glulam. “O

diferencial é que a madeira

de diâmetro maior está cada

vez mais escassa. A Glulam é

feita a partir de peças menores,

coladas, a prova d'água, para

finalidade estrutural”, destaca

o diretor Leonardo Bernardi. É

possível formar vigas de até 15

m (metros), feita de pinus, madeira

reflorestada, e submetida a

tratamento em autoclave.

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IMPACTO

A empresa especializada em

automação levou à feira um

protótipo, além de apresentar

máquinas para empacotamento,

gradeamento e

desgradeamento de madeira.

“Ou seja, tudo o que envolve

movimentação de tábuas de

madeira dentro de uma serraria

é produzido pela marca”,

conta Daniel Engel, diretor da

empresa.

Foto: REFERÊNCIA

CONTRACO

Foto: REFERÊNCIA

A Contraco trabalha com estufas

e secadores de madeira com

sistema de tratamento fitossanitário

AQF (ar quente forçado) HT.

Além do equipamento obedecer

as normas legais vigentes, ele é

compacto e versátil. O produto é

fornecido com sistema de controle

de temperatura que permite o

acompanhamento, com relatórios

físicos e virtuais, do desempenho

durante o processo.

MARÇO | 59


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

IMTAB

A marca trabalha

com dois segmentos:

geração de calor, por

meio das fornalhas, e

geração de vapor com

as caldeiras. “Destaque

para caldeira equipada

com turbina para

cogeração de energia”,

explica Joel Padilha,

do departamento de

vendas técnicas.

Foto: REFERÊNCIA

RCA

Foto: RCA

Fabricante de secadores

de resíduos industriais

e biomassa,

a marca apresenta

fornalha geradora

de calor e secadores

com capacidade de

até 15 t (toneladas)

de água retirada.

“O equipamento de

grande porte é voltado

para o mercado

nacional”, conta Cibele Schiffl, gerente comercial. A empresa também revelou a instalação

da nova planta, no Rio Grande do Sul.

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COMPENSADOS

DE PARICÁ

Mesmo com 15 anos de existência,

o Paricá ainda é uma

novidade no mercado, que vem

sendo fortemente divulgada.

“Ele consiste em madeira da

Amazônia reflorestada, e se

difere do eucalipto e do pinus

por ser bem leve, com coloração

clara, bom acabamento e

é destinada, principalmente,

para o setor moveleiro”, aponta

Moacir A. Raimam, proprietário

da Centerplac Compensados.

Foto: REFERÊNCIA

INDUMEC

Foto: REFERÊNCIA

A passadeira de cola, com

as novas atualizações

exigidas pela NR-12, foi

o destaque da Indumec.

“A máquina aplica cola

e resina em painéis e

lâminas para fabricação

de compensados. O diferencial

dela está na parte

da segurança”, aponta

Eduardo Koller, diretor da

empresa.

MARÇO | 61


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

VANTEC

Diógenes Lucion, do departamento

de vendas da Vantec,

destacou a empilhadeira EI2500,

uma máquina com preço mais

acessível e compacta. “Ela é versátil,

trabalha tanto com carregamento

de madeira ou descarregamento

de tora e tem sistema

de tracionamento também para

terreno irregular”, diz.

Foto: REFERÊNCIA

MORGAN

WOODS

A Morgan Woods comercializa

diferentes produtos

e representa várias marcas.

Entre os destaques, colas,

vernizes, e impermeabilizantes

da Adesiv Itália;

o piso de madeira de

eucalipto fingado com

impressão da Expama; e as

portas e componentes da

Concrenwood.

Foto: REFERÊNCIA

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TERRA SOL

No estande da Terra Sol

houve uma integração

com as empresas que são

parceiras da marca. “A

Terra Sol buscou com a

feira aumentar a participação

no mercado e divulgar

a qualidade dos produtos

que trabalha. O destaque

fica por conta da parte

estrutural, com madeiras

maciças, com comprimentos

diferenciados, que vão até 6 m (metros)”, aponta o diretor Marcos Jachimek Flores.

Foto: REFERÊNCIA

MARRARI

Fotos: REFERÊNCIA

A empresa atua em várias

linhas dentro da indústria

madeireira e do setor de biomassa.

A principal novidade,

segundo o gerente comercial,

Joaquim Almeida, é o medidor

de umidade de pacotes,

grades e fardos, que elimina

a necessidade do pino sensor

para madeira, e que reduz

custo e melhora a operacionalidade

na secagem.

MARÇO | 63


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

J DE SOUZA

Equipamentos voltados para movimentação de madeira

em pátio, carregador frontal, garfo frontal e garra autocarregável,

para carga e descarga, foram os destaques da

J de Souza. “Tanto o garfo quanto o carregador frontal

são aplicados em carregadeiras, realizando carga, descarga

e movimentação com agilidade”, ressalta o supervisor

de vendas, Julio Cesar Cabral.

Fotos: REFERÊNCIA

LONZA/

CM VENTUROLI

Foto: Lonza

CM Venturoli e Lonza são empresas

que se complementam,

segundo Flavio Geraldo. “Lonza

Arch Química é a supridora do

produto químico para o tratamento

industrial, em autoclave e

a CM Venturoli otimiza o produto

para tratar madeiras. A madeira

tratada da CM Venturoli pelo

produto da Arch Química tem

uma aceitação muito ampla em construções comerciais e industriais, pelo custo, pela estética, pela facilidade e vem

ao encontro do que projetos construtivos requerem”, explica Flavio.

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AWK

“Nosso

destaque fica

por conta do

gradiador,

equipamento

totalmente

automatizado

para movimentação

de

madeira que

elimina mão de

obra e aumenta

a produtividade

das empresas”, comenta Alexandre Waldir Kanitz, diretor da empresa. A marca fabrica também serrarias completas e

toda a parte de desgradeamento de madeira.

Foto: AWK

Foto: REFERÊNCIA

BRUNO INDUSTRIAL

O picador florestal móvel Forest King, com demonstrações na área externa da feira, foi o destaque da Bruno. A máquina

é o carro chefe da empresa, que atua também na área da madeira, papel e celulose e na de reciclagem. “Os diferenciais

dele são: motor eletrônico de 508 CV da Scania, controles de velocidade e de alimentação, gerenciamento de combustível,

painel elétrico de grau militar com bastante proteção e produção de 50 t/h (toneladas/hora)”, cita Mark Andrey S. da

Silva, do departamento comercial.

MARÇO | 65


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

PALFINGER

Além de guindastes para construção

civil e locação, a marca trabalha

no segmento de movimentação de

madeira com o modelo C80LB. “Com

todo o DNA da Palfinger austríaca e

agora produzido no Brasil, permite

uma gama vasta de financiamentos”,

comenta Evaldo Oliveira, gerente da

unidade de negócios Epsilon. Segundo

ele, a velocidade de operação, precisão

de movimentos, com a grua preparada

para o meio florestal - com mangueiras

internas e protegidas - são os destaques

do equipamento.

Foto: Palfinger

HB MÁQUINAS

Foto: HB Máquinas

O picador de madeira, centrador

de tora e o laminador,

foram os destaques da HB

Máquinas. A qualidade da

matéria-prima, com suporte

e assistência técnica são os

pontos fortes da marca. "O

nosso picador está com um

ótimo custo-benefício”, ressalta

Rafael Benecke.

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ENGECASS

A Engecass levou para a feira a linha

de equipamentos para a geração de

energia. Além disso, o gerente comercial,

Jackson Fabiani, destacou a grelha móvel

hidráulica, equipamento que permite

a queima de biomassa com baixo PCI

(Poder Calorífico Inferior) e alta umidade,

transformando isto em energia térmica

para vários processos industriais.

Foto: Engecass

Imagem: Dallabona

MÁQUINAS DALLABONA

“Nossa destopadeira automática faz o corte de madeiras para embalagem, móveis, e possui avanço automático. O

operador coloca o fardo e programa as bitolas em um CLP (Controle Lógico Programável) e ela faz o corte como desejado,

de uma vez só, para qualquer tipo de madeira, com produção e agilidade”, relata a proprietária Jussara Dallabona.

MARÇO | 67


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

DRV

A afiadora Asft-2 CBN é, segundo Diego Ricardo

Vieria, gerente comercial da DRV, um equipamento

extremamente resistente. “Com ela é

possível fazer cerca de 20 afiações por lâmina”,

revela. Outros destaques ficaram por conta das

serras circulares, facas de picadores e facas de

molduras.

Fotos: REFERÊNCIA

MSM QUÍMICA

Foto: REFERÊNCIA

A marca deu destaque, segundo o

sócio Rodrigo Menegusso, ao produto

cupinicida Cipertrin-MD, direcionado

para área de tratamento de telhado,

madeira coberta, e também ao fungicida

(TBP90) e ao Selathor, produto

destinado para aplicação no topo de

toras e madeiras serradas logo após o

corte, o que evita a perda excessiva de

umidade, principal causa de rachadura

nas extremidades.

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TAJFUN

Segundo o diretor,

Marlos César Schmidt,

a ideia da marca é trabalhar

com pequenos e

médios produtores que

possuem uma máquina

base - um trator - que

pode utilizar vários

implementos, seja um

guincho ou uma grua.

“Tudo pode ser acoplado

e desacoplado em

qualquer momento, no

conceito da intercambiabilidade”,

revela.

Foto: REFERÊNCIA

SERF

Imagem: Serf

O projeto da

Serf DryTech foi

desenvolvidopara

otimização

da secagem de

madeira, como

explicou Gabriel

Marques, diretor

da Serf Engenharia

de Projetos. A

marca apresentou

uma solução para recuperar a energia térmica na secagem de madeira, que

diminui o consumo de vapor da estufa e o gasto de combústivel da caldeira.

MARÇO | 69


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

AGÊNCIA DA

MADEIRA

A entidade aproveitou a oportunidade para divulgar

empresas localizadas na região do Médio Rio

Tibagi (PR). O espaço reuniu fabricante de diversos

produtos de madeira e recebeu a visitação de

clientes em potencial. “As empresas que compuseram

o estande da Agência da Madeira ficaram

satisfeitas pelo interesse dos visitantes, com

certeza irão alavancar negócios”, revelou Manoel

Francisco Moreira, diretor da agência.

Foto: REFERÊNCIA

MILL SERRAS

Afiadeira Mill já tem o perfil

do dente da serra, propiciando

uma economia em

torno de 20 a 25% de lâminas

de serra, como aponta

José Carlos Ledra, gerente

de vendas da marca. “Ela

mantém o dente no formato

original da primeira até a

última afiada”, conta. Junto

com esta máquina, a marca

lança o medidor de trava da

serra, que faz a conferência

da serra do começo ao fim.

Fotos: REFERÊNCIA

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Imagem: SCM Tecmatic

SCM TECMATIC

A Pratika 500, centro de usinagem

cinco eixos é, hoje, produzido no

Brasil. “Consiste em uma máquina

para trabalhar madeira maciça,

com conceito orientado e novidade

tecnológica”, afirmou Jaison

Carlos Scheel, gerente comercial.

A empresa também apresentou a

linha de lixadeiras.

PLANALTO

Com a intenção de

mostrar sua gama de

produtos, Luis Carlos

Mecabô, diretor comercial

da marca, aponta que o

foco é a alimentação de

caldeira, geração de vapor,

energia e biomassa. A

marca destacou na feira o

picador florestal Versatile,

modelo 500x800.

Foto: Planalto

MARÇO | 71


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

FEZER

A Fezer apresenta o

picador de madeira PC

200/120. Os diferenciais

ficam por conta da

abertura de entrada 800

x 1200 mm (milímetros),

rotor com diâmetro de

2000 mm, capacidade

de duas a seis facas e

potência do motor principal

de 1200 a 2000 HP.

Foto: Fezer

MONTANA

QUÍMICA

Imagem: Montana

A Montana Química apresenta

o lançamento Osmoguard

FR100, o mais novo conceito

em resistência e segurança

da madeira ao fogo. Segundo

Humberto Tufolo Netto,

diretor de relacionamento da

Montana, o produto atende

as demandas da engenharia e

da arquitetura, possibilitando

projetos estruturais, de elementos de acabamento ou decorativos em madeira, com respostas para novos quesitos

de segurança aos usuários da construção e para as exigências legais relacionadas à proteção ao fogo.

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MADVEI

A Madvei teve a satisfação de receber

seus clientes e parceiros em seu

estande. “Sempre buscamos nos

manter atualizado frente às tecnologias

oferecidas ao setor madeireiro”,

explica Mauricio Pires, do showroom

da marca em Curitiba. Ele comenta

também que a presença na feira foi

uma oportunidade de apresentar aos

clientes as vantagens da utilização da

madeira certificada de pinus e eucalipto

autoclavada ou mesmo in natura,

produzida na empresa.

Foto: Madvei


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

CLICKS - LIGNUM 2016

Confira quem circulou nos corredores da primeira edição da Lignum em Curitiba (PR)

Fotos: REFERÊNCIA

Felicitas Kemmsies, representante

comercial para América Latina

da Wintersteiger

Engecass: Leonardo Inzunza, engenheiro

mecânico e Jakson Fabiani,

gerente comercial

Equipe Timber Forest: Claumar Baldiserra,

Vinicius Sbalqueiro, Jober Fonseca,

Cláudio Belarminc

Marrari: Joaquim Almeida, gerente comercial;

Renato, do departamento de vendas;

Cassio Salles, representante; e

Matheus do departamento de vendas

Mauro Murara Jr., diretor executivo da ACR;

Ana Gabriela Bassa, diretora da Arbogen;

Carlos de França, coordenador de marketing

Arbogen; José Dalgallo, gerente da

Dalgallo Mudas Florestais; Vinicius Santos,

engenheiro da Arbogen

Equipe Bruno Industrial: Mark Andrey, gerente

da Área Florestal; Arno Schaly, diretor;

Angelo Henz, diretor financeiro; e

João Losada, diretor industrial

Time AWK no estande da empresa na Lignum:

Luiz Alexandrino, Claudionir Staroviski,

mecânico; Alexandre Kanitz, diretor;

Fabiano Lima, vendedor; Adenildo Fagundes,

vendedor; e Celso Negri, coordenador

de marketing

Equipe da Planalto Picadores: vendedor

técnico Frank Bordes, diretor Luiz Carlos

Mecabô, e os vendedores técnicos

Júlio Vicente e Edson de Oliveira

Paulo Ventoroli da CMVenturoli e

Flavio Geraldo, gerente de mercado

para América Latina da Arch/Lonza

Jaison Carlos Scheel, gerente comercial

e Marcos Müller, diretor executivo do

SCM Group Tecmatic

Razi: Ewerton Carpes, representante;

Sérgio Amorim, gerente; Eduardo Rechenberg,

diretor da Alca; Xi Hongqing, presidente;

Gilmar Favero, representante

Ademar Morgan, diretor da Morgan Woods

e Enrico Passerini, diretor

comercial da Adesiv Itália

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Rafael e Ricardo Benecke

da HB Máquinas

Marcos Flores,

diretor da Terra Sol

Moacir Raimam e Lucila Raimam

da Compensados de Paricá

Cibele Schiffl da

RCA Máquinas Industriais

Joel Padilha, do departamento de

vendas da Imtab Industrial

Equipe Impacto

na Lignum

Time Omil no estande

da empresa na feira

Alvaro Canteri e Leonardo Bernardi

da TWBrazil

Diretoria da Indumenc: Eduardo Koller,

Stefan Koller e Anne Marie Koller

Equipe, clientes e parceiros da

DRV Comércio de Ferramentas

Gabriel Marques, diretor da

Serf Engenharia de Projetos

Equipe Máquinas Dallabona

na Lignum

Foto: Gelson Bampi

Palfinger: Fabio Almeida, consultor de

vendas e Evaldo Oliveira, gerente

Paulo Pupo da Abimci, o palestrante Flávio C.

Branco e Edson Luiz Campagnolo,

presidente da Fiep

Mário Sérgio de Lima e Rodrigo

Menegusso, diretores da MSM Química


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

LEGISLAÇÃO

REDUÇÃO DO COEFICIENTE

DE RENDIMENTO

VOLUMÉTRICO, DE 45% PARA

35%, PODE REPRESENTAR O

FECHAMENTO PORTAS DE

EMPRESAS MADEIREIRAS

Com informações Fnbf e Fieac

RESÍDUOS

DA MADEIRA

Foto: divulgação

76 |

www.referenciaindustrial.com.br


OS ESTADOS PRODUTORES

DE MADEIRA MAIS

AFETADOS SÃO:

MATO GROSSO,

RONDÔNIA,

PARÁ,

ACRE E

AMAZONAS

ATUALMENTE ATÉ 45%

DE UM METRO CÚBICO

DE MADEIRA PODE

SER APROVEITADO. A

PROPOSTA É QUE ESSE

ÍNDICE CAIA PARA 35%

RELEMBRE

Em 2010 já houve mudança no

coeficiente do aproveitamento, que era de

55 e foi reduzido para 45%. Já na época

a determinação do órgão competente, o

Ibama, criou um problema para muitas

indústrias que tinham consolidado em

seu processo produtivo um rendimento

médio de 55%. Elas se viram obrigadas a

apresentar ao órgão ambiental um laudo

técnico para comprovar esse índice. O

problema é que não se tem bem definida

a metodologia correta para seguir ao

realizar estudos o que fatalmente resultam

em longo período de análise, onera

sobremaneira as indústrias – em especial

as de pequeno porte

Fonte: Fnbf

MARÇO | 77


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

LEGISLAÇÃO

"O setor já está

passando por um

momento delicado

e, com mais essa

resolução, seria o fim

para as empresas

florestais acreanas”

Foto: FIEAC

desabafou a presidente da

Fieac, Adelaide de Fátima

Oliveira, em reunião com

instituições ligadas ao setor

78 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: divulgação

Hipoteticamente imaginando que uma indústria apresente estudo técnico

propondo que seu rendimento seja superior aos 35% em discussão,

estudo realizado nos moldes atuais e o órgão ambiental não aprove.

A indústria continua sua atividade serrando/produzindo com seu ritmo

normal com rendimento médio de 50%, de cada metro cúbico de toras

ela terá autorizado apenas 0,350 cm³ (centímetros cúbicos) de madeira

serrada quando deveria ter 0,500 cm³ (meio metro cúbico). Então resta

o questionamento sobre o que fazer com a diferença de 0,150cm³. Desta

forma o empreendimento estará irregular permanentemente e ao ser

fiscalizado o órgão ambiental o classificará como infrator

Fonte: Fnbf


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

LEGISLAÇÃO

Foto: divulgação

Foto: divulgação

80 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: divulgação

MADEIRA

LAMINADA

COLADA

SUSTENTABILIDADE

TECNOLOGIA

UM NOVO CONCEITO

NOSSOS PRODUTOS SÃO FABRICADOS COM MADEIRA PROVIDA DE FLORESTAS

PLANTADAS E CULTIVADAS NO URUGUAI, COMO O EUCALYPTUS RED GRANDIS,

ESPÉCIE CLONADA PARA OBTER ALTA QUALIDADE E UNIFORMIDADE.

ESTRUTURAS | MÓVEIS | DECORAÇÃO | ESQUADRIAS | IMPLEMENTOS

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

CARTA ABERTA

ÀS USINAS DE

PRESERVAÇÃO

DE MADEIRAS

Foto: divulgação

POR ENNIO SILVA LEPAGE

ENGENHEIRO QUÍMICO, DOUTOR E

CONSULTOR DA MONTANA QUÍMICA S.A.

82 |

O

engenheiro Donald McLean foi o primeiro e

talvez o único a escrever um livro específico

sobre tratamento de madeira sob pressão.

Em 1952 publicou o famoso Boletim número 40 do Departamento

de Agricultura dos EUA (Estados Unidos da

América), obra impressa esgotada, porém disponível para

consulta na internet.

Nesta obra, sem os recursos computacionais disponíveis

na época, apenas contando com seus indefectíveis

ábacos e sua tremenda experiência prática e profissional,

em sua página 89 encontra-se, em tradução literal: “tentar

encurtar o período de tratamento pelo uso de pressões

elevadas frequentemente resulta em penetrações erráticas

ou absorções insatisfatórias. Experimentos demonstraram

que melhores penetrações são com mais frequência

obtidas com pressões de tratamento moderadas e

com períodos mais longos de pressão do que com pressões

mais elevadas por períodos curtos”.

Mais tarde, já dispondo de ferramentas mais poderosas,

John Siau no seu livro Transport Processes in Wood

amoldou a operação de impregnação de madeiras aos

chamados fenômenos de transporte, teoria que engloba

praticamente todas as operações unitárias que ocorrem

na indústria, onde haja trocas de massa e energia, dando-

-lhes uma roupagem matemática.

Assim, foram descritos os quatro tipos de fluxos que

podem ocorrer em uma operação de tratamento de madeiras

e como eles impactam sua permeabilidade. Trabawww.referenciaindustrial.com.br


lhando com outro parceiro, também pesquisador e com

madeira de Eucalyptus deglupta chegou a uma equação

onde demonstra que a penetração e a fração de vazios preenchida

por líquido (leia-se retenção) são proporcionais a

raiz quadrada do tempo, ao longo do qual a permeabilidade

de madeira chega a ser alterada três vezes, conforme a

pressão aplicada.

Não fora isso, na Austrália, país onde a madeira de eucalipto

é nativa, chegando a haver mais de 500 espécies,

entre as décadas de 1970 e 1980 do século passado, ocorreram

tentativas de tratá-la por meio de métodos que utilizavam

pressões de trabalho mais elevadas.

Cabe aqui uma ressalva importante. Essas tentativas

foram lá realizadas na mais completa obediência às normas

técnicas de segurança operacional e às leis ambientais

vigentes, pois o povo australiano, além de competente

tecnicamente é extremamente zeloso com relação ao seu

território, não permitindo que seus cidadãos se curvem ao

arrivismo do capital predador, seja ele nacional ou de origem

estrangeira. O histórico desse país mostra que multas

pesadas e todo o rigor da lei já foram aplicados aos infratores

que são os mesmos de sempre.

No exemplo citado, à medida que a pressão era aumentada,

também o era a espessura das paredes da autoclave,

tubulações é válvulas, até que se chegou à conclusão que o

projeto era economicamente inviável, não se abrindo mão

em nenhum momento da segurança exigida.

Isto é fácil de ser compreendido, bastando examinar a

expressão usada para o cálculo da espessura do corpo da

autoclave encontrada nos Standards da American Society

of Mechanical Engineers (EUA) que é:

e = P x R/ S x E – 0,6 P

John Siau no seu livro

Transport Processes in

Wood amoldou a operação

de impregnação de

madeiras aos chamados

Fenômenos de Transporte

onde: e é a espessura do corpo da autoclave e

P é a pressão de trabalho

É patente que um aumento de P implicará no aumento

do numerador e diminuição do denominador na expressão

da norma americana, anteriormente apresentada. Isto

significa que um aumento de x% na pressão de trabalho

implicará em um aumento, no mínimo equivalente, da

espessura do corpo da autoclave, mantidos os fatores de

segurança exigidos por lei.

Ora, no Brasil o que não faltam são leis. Basta apenas

que os brasileiros as cumpram e exijam o mesmo daqueles

que aqui aportam.

Por exemplo, a norma regulamentadora 13, mais conhecida

como NR-13 do Ministério do Trabalho em sua

nova redação estabelecida pela portaria MTE 594/2014

estabelece no seu item 13.5 (Vasos de Pressão), com amplo

detalhamento tudo o que foi dito anteriormente. Ainda

mais, estabelece que o empregador de uma empresa que

utilize vasos sob pressão tem a obrigação de manter disponível

para a fiscalização do Ministério do Trabalho o prontuário

do vaso de pressão (fornecido pelo seu fabricante),

bem como um registro de segurança, contendo toda e

qualquer alteração de condições operacionais praticadas.

Com relação à primeira parte desta carta aberta que

diz respeito à qualidade da madeira tratada, embora se

possa esperar que a mão invisível do mercado faça a sua

parte, separando o joio do trigo, digo que ao longo de 47

anos de experiência já pude presenciar a mesma cena diversas

vezes: a indústria de preservação de madeiras como

um todo sendo terrivelmente prejudicada por conta da

competição predatória entre seus componentes. Em curto

prazo alguns podem tirar alguma vantagem, mas em longo

prazo todo o setor foi e será prejudicado. Temos como

exemplos palpáveis os mercados de fornecimento de postes

e de dormentes de madeira que minguaram devido à

incúria de alguns. O tempo passa mais rápido do que supomos

e é inexorável em suas cobranças.

A segunda parte do texto diz respeito à segurança

operacional e é o mais preocupante, tanto que cheguei a

pensar em intitular este documento como: Crônica de uma

tragédia anunciada, mas achei melhor deixar em paz a memória

do saudoso Gabo. Mas que seria bem aplicado não

tenho a menor dúvida, pois antevejo um desfecho funesto

com consequências desagradáveis para todos os envolvidos.

Está mais do que na hora de se colocar a mão na consciência

e constatar que o canto da sereia, hoje ouvido, pode

representar a ruína de amanhã. Os acidentem ambientais

também ocorrem aqui, pois ao contrário do que muitos

imaginam, a divindade não é uma exclusividade dos brasileiros.

Quem lê jornais ou assiste os noticiários sabe do

que estou falando.

MARÇO | 83


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

PRÉDIOS DE MADEIRA

FEITOS COM ELEVADO NÚMERO

DE PISOS EMPREGANDO MADEIRA

LAMINADA CRUZADA Fotos: divulgação

O

notável desenvolvimento sobre o comportamento

e interações físico-químicas das superfícies e

das interfaces e, como consequência, dos adesivos,

o que possibilitou a ampliação dos chamados produtos

de madeira engenheirada que são assim conceituados

pelo Forestry Innovation Investment (Agência Canadense,

que embora se situe na Província de British Columbia, atua

preponderantemente em Shanghai, Beijing e Mumbai): são

peças de valor agregado, feitas pela ligação de madeira serrada,

tiras, lâminas ou fibras, gerando por meio de um processo

de fabricação, produtos de elevado desempenho, do

ponto de vista dimensional, mais estáveis do que a própria

madeira, com melhor aproveitamento da matéria-prima florestal

e que são capazes de atender a demanda de projetos

estruturais ou mesmo habitacionais.

Um desses produtos engenheirados conhecido pelo

nome de madeira laminada cruzada, ou pela sigla CLT, seu

acrônimo em língua inglesa foi introduzido no mercado na

Alemanha e na Áustria no início dos anos 1990, embora seu

uso tenha se intensificado na virada do século.

O CLT é formado por camadas (no mínimo três) de tábuas

de madeira serrada que são coladas de forma cruzada,

em geral perpendicularmente em relação às suas faces mais

largas. As tábuas que integram cada camada podem ser

inteiriças ou então compostas por tábuas de menor comprimento

ligadas por junções tipo finger joints, permitindo

assim melhor aproveitamento das peças mais curtas. O número

de camadas pode variar, a partir de um mínimo de três.

A espessura individual de cada peça varia entre 16-51 mm

(milímetros) e a largura entre 60 a 240 mm. A dimensão final

do produto depende do fabricante e do tipo de aplicação.

Os maiores painéis de CLT podem atingir 18 m (metros) de

comprimento por 3 m de largura e meio metro de espessura.

Tal flexibilidade favorece sobremaneira a construção industrializada

de estruturas e de edificações.

Segundo notícia divulgada na edição da SBS (Sociedade

Brasileira de Silvicultura), de 16/1/2016, “o AWC (American

Wood Council - Conselho Americano para Madeira) divulgou

notícia informando que a diretoria do Conselho Internacional

de Códigos de Construção (International Code Council)

Volume anual

aproximado

de madeira

consumida

(milhões m³)

Benefício anual

adicional em

milhões de

toneladas

equivalentes de

CO²

Número de

veículos de

passageiros

fora das vias

de rodagem

durante um ano

Número

equivalente de

usinas térmicas

a carvão

desativadas

durante um ano

Habitações não

residenciais

(térreas, ou

assobradadas)

Habitações

multifamiliares

Prédios de 7 a 15

andares

9,1 19 4.100.000 05

1,3 03 700.000 01

4,6 8,5 1.850.000 03

Total 15,0 30,5 6.650.000 09

84 |

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aprovou a formação de um comitê Ad Hoc para formular as

normas técnicas que irão regular o projeto e a construção de

edifícios multiandares construídos em madeira. Essas normas

poderão introduzir mudanças no Código Internacional

de Construção a ser aprovado em 2021.

É sobejamente conhecido que a madeira é um material

que estoca carbono durante sua vida útil. Entretanto, é necessário

que tal fato seja apresentado ao público leitor de

uma forma que prescinda de maiores conhecimentos técnicos

e de unidades de medida, além de um nível básico de conhecimento.

Nesse sentido, Boyer, J. apresenta uma tabela,

onde são apresentados alguns dados interessantes, que

seriam válidos nos EUA (Estados Unidos da América), como

adendo resultante da aprovação de prédios de madeira com

altura variando entre 7 a 15 andares.

Imaginando que em um futuro tal tecnologia seja transladada

para o Brasil, pode-se prever que a maior preocupação

será com relação ao risco de incêndio. Nesse particular,

como em todos os outros pertinentes a construção, a norma

Abnt NBR-15574, já em vigor, aplica-se a edificações habitacionais

com qualquer número de pavimentos, germinadas

ou isoladas e construídas com qualquer tipo de tecnologia

ou material.

A NBR 14432:2001, peça integrante da norma definida

no parágrafo anterior, define o índice Trrf (Tempo Requerido

de Resistência ao Fogo) como sendo o tempo mínimo

de resistência ao fogo exigido de um elemento construtivo

(englobando madeira), quando submetido a um incêndio

padrão, simulado pela curva de aquecimento estabelecida

na ISO 834.

O método tabelar dessa norma para determinar o Trrf

dos elementos construtivos é composto de duas tabelas:

uma organiza as edificações em classes, em função da ocupação

a que serão destinadas e a outra estabelece o Trrf em

função dela. O Trrf é padronizado em função do risco de incêndio

e suas consequências em 30, 60, 90 e 120 minutos.

No caso da elaboração de projetos de edificações com

CLT cabe salientar que já existem softwares, desenvolvidos

na América do Norte que, tomando por base algumas propriedades

físicas da madeira empregada na sua fabricação e

com base na mesma curva de incêndio padrão (ISO 834), determinam

a espessura ótima dos painéis pré-fabricados com

boa aproximação para que o seu desempenho, em termos

de Trrf, atinja os requisitos da Astme 119 que, aliás, é peça

integrante na norma brasileira Abnt 15575.

Como se pode ver, pelo menos do ponto de vista normativo,

o Brasil está em sintonia e preparado para o que der e

vier, isto é, se der e quando vier.

Construções de madeira

de elevada altura não são um

conceito novo. Por exemplo,

o Pagode Yingxiang na China

é uma estrutura de madeira

maciça de nove pavimentos,

concluída em 1056 e com seus

960 anos é a edificação de

madeira, de grande altura,

mais antiga do mundo.

ENNIO

LEPAGE

(ELEPAGE@MONTANA.COM.BR) –

MONTANA QUÍMICA S.A.

DIVISÃO OSMOSE

MARÇO | 85


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

FEIRA

FEICON

BATIMAT

2016

EFICIÊNCIA E

SOLUÇÕES

SUSTENTÁVEIS

PARA O SETOR DA

CONSTRUÇÃO CIVIL

D

uas mil marcas nacionais e internacionais, 15

programações diferenciadas voltadas para os

diversos profissionais da construção civil, 120

mil visitantes e 94% de aprovação do público. Esses são

apenas alguns números da Feicon Batimat, que chega à

sua XXII edição. Este ano o evento tem duas grandes novidades:

acontece em novo mês - abril - e tem um novo

diretor, Alexandre Brown.

Em um momento macroeconômico desafiador, o

evento busca a eficiência, assim como acontece em outros

setores, e vem atendendo ao pedido dos visitantes:

mais produtos e informações sobre Sistemas Construtivos

e Soluções Sustentáveis, que serão discutidos nos

diversos eventos paralelos programados dentro da feira.

Abaixo, confira a entrevista com o diretor do evento.

Chega com a missão de assumir todo o portfólio

do setor de construção dentro da Reed Exhibitions

Alcantara Machado. Como será estrear com a Feicon

Batimat?

Alexandre Brown - A feira representa a importância

do mercado da construção civil para a economia do

país. Há mais de 24 anos, ela acompanha a evolução do

setor e, com esta sinergia, agrega valores ao apresentar-

-se como plataforma de negócios para o segmento, bem

como nossos eventos de conteúdo, que trazem tendências

internacionais para um mercado em crescimento.

Visitou recentemente a Batimat de Paris, considerada

um dos maiores eventos do mundo da construção

civil. A feira contou com muitas novidades e soluções

para eficiência energética e conforto térmico. Acha que

essa será uma tendência por aqui?

Alexandre - Com certeza, pois o mercado de construção

sustentável vem crescendo e se desenvolvendo

com muita rapidez no Brasil e no mundo. Cada vez mais

empresas estão trilhando o rumo da ecoeficiência, uma

vez que o ramo da construção civil é um dos mais importantes

para a consolidação dos conceitos de sustentabilidade

na sociedade. O tema eficiência energética não é

só tendência na Feicon Batimat, mas uma realidade, já

que teremos nesta edição a Ilha de Eficiência Energética,

espaço para discussão e consulta sobre a tecnologia dos

sistemas fotovoltaicos, que conseguem transformar a radiação

solar diretamente em energia elétrica.

O que podemos esperar da edição 2016?

Alexandre - Simultaneamente ao evento, uma

agenda paralela de palestras, debates, demonstrações,

rodadas de negócios e congressos. Nossos expositores

também virão com grandes surpresas, novidades e tendências.

Quem pode participar do evento?

Alexandre - O evento é destinado a profissionais do

86 |

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setor (arquitetos, engenheiros, construtores, varejistas,

atacadistas, distribuidores e especificadores). O cadastro

já pode ser realizado através do site (www.feicon.com.

br). Para facilitar ainda mais o acesso dos visitantes ao

evento, disponibilizamos também a opção de impressão

da credencial em casa.

WORKSHOPS E

CONGRESSOS:

TEMAS E

ATIVIDADES:

• XVII Ranking Nacional das Lojas de Material de

Construção, principal premiação da construção,

com reconhecimento das 50 melhores fabricantes

de materiais de construção;

• Ilha Sustentabilidade Água, espaço de

interatividade e grandes lançamentos para a

economia de água;

• Ilha de Eficiência Energética, espaço para

discussão e consulta sobre a tecnologia dos

sistemas fotovoltaicos, que conseguem

transformar a radiação solar diretamente em

energia elétrica;

• Ilha do Conhecimento, com palestras dos

expositores sobre temas atuais da construção civil;

• Casa Cerâmica, com a construção de uma casa

seguindo um modelo de negócios, com resultados

excelentes de alvenaria, lajes e coberturas;

• Encontro de Negócios, espaço exclusivo para

expositores fecharem negócios com os principais

compradores do mercado;

• Premium Club Plus, programa de relacionamento

com os compradores selecionados pelos próprios

expositores com o intuito de realizar negócios em

um espaço VIP;

• Escola Varejo Anamaco, mostrando o modelo

ideal de uma loja de material de construção;

• Primeiro Encontro Internacional Varejo de

Material de Construção - Organizado pela

Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes

de Material de Construção);

• ConstruBR, organizado pelo Sinduscon-SP

(Sindicato da Indústria da Construção Civil do

Estado de São Paulo);

• A Prática da ACV (Avaliação de Ciclo de Vida) e

Declaração Ambiental de Produto - EPD Verificada,

organizado Fundação Vanzolini;

• Normas e sua aplicabilidade nos projetos de

construção, organizado pela Asbea (Associação

Brasileira dos Escritórios de Arquitetura);

• Produtividade e competitividade na Indústria da

Construção, organizado pelo Sinduscon-SP;

• Eficiência Empresarial, organizado pelo

Sincomavi (Sindicato do Comércio Varejista de

Material de Construção, Maquinismos, Ferragens,

Tintas, Louças, e Vidros da Grande São Paulo);

• Aumentar a Produtividade com Industrialização

da Construção, organizado pela Abramart

(Associação Brasileira da Indústria de Materiais

de Construção).

www.feicon.com.br

• Loja Conceito by Revenda, a melhor e mais

completa loja de material de construção do país.

MARÇO | 87


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

INCORPORAÇÃO

DE GREVILLEA ROBUSTA

NA PRODUÇÃO DE

PAINÉIS AGLOMERADOS

DE PINUS

*Artigo originalmente publicado na Floresta e Ambiente

ROSILANI TRIANOSKI,

SETSUO IWAKIRI,

JORGE LUIS MONTEIRO DE MATOS,

GHISLAINE MIRANDA BONDUELLE

Detf (Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal),

Ufpr (Universidade Federal do Paraná)

ARNALDO BARROS REZENDE PICCARDI

Curso de Engenharia Industrial Madeireira, Ufpr

88 |

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Foto: divulgação

MARÇO | 89


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

Tabela 1

DELINEAMENTO EXPERIMENTAL

TRATAMENTO

ESPÉCIE PROPORÇÃO %

1 Grevillea robusta

100

2

3

4

5

6

Grevillea robusta - Pinus taeda

Grevillea robusta - Pinus taeda

Grevillea robusta - Pinus taeda

Grevillea robusta - Pinus taeda

Pinus taeda

80 - 20

60 - 40

40 - 60

20 - 80

100

90 |

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Tabela 2

RESULTADOS MÉDIOS DAS PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DAS MADEIRAS

DE GREVILLEA ROBUSTA E PINUS TAEDA

PROPRIEDADE

GREVILLEA ROBUSTA

Massa específica básica (g/cm 3 ) 0,494 a (5,62)

Solubilidade em água fria (%)

4,59 a (0,93)

Solubilidade em água quente (%)

4,83 a (1,02)

Extrativos em etanol-tolueno (%)

8,17 a (1,46)

Extrativos totais (%)

8,32 a (2,42)

pH

5,34 a (1,19)

PINUS TAEDA

0,485 a (6,08)

1,45 b (10,31)

2,90 b (3,22)

2,86 b (6,67)

3,34 b (7,20)

4,68 b (1,42)

Materiais inorgânicos (%)

0,41 a (3,70)

0,28 b (2,45)

MARÇO | 91


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

Tabela 3

RESULTADOS MÉDIOS DA MASSA ESPECÍFICA DAS PROPORÇÕES E DOS PAINÉIS E

RAZÃO DE COMPACTAÇÃO

TRATAMENTO

MASSA ESPECÍFICA DA

PROPORÇÃO (G/CM 3 )

MASSA ESPECÍFICA DOS

PAINÉIS (G/CM 3 )

RAZÃO DE

COMPACTAÇÃO

1 (100% Gr)

0,494

0,700 a (6,56)

1,40 a (5,81)

2 (80% Gr-20% Pt)

0,492

0,692 ab (4,17)

1,39 a (4,44)

3 (60% GR-40% PT)

0,490

0,698 a (4,30)

1,39 a (4,54)

4 (40% GR-60% PT)

0,489

0,680 ab (5,24)

1,32 c (4,90)

5 (20% Gr-80% Pt)

0,487

0,656 bc (5,26)

1,33 c (5,02)

6 (100% Pt)

0,485

0,653 bc (3,60)

1,35 bc (4,70)

Tabela 4

RESULTADOS MÉDIOS DE ABSORÇÃO DE ÁGUA E INCHAMENTO EM ESPESSURA APÓS

DUAS E 24 HORAS DE IMERSÃO

TRATAMENTO

AA 2H

%

AA 24H

%

IE 2H

%

IE 24H

%

1 (100% Gr)

14,16 c (19,29)

38,05 d (13,70)

5,95 c (15,88)

12,16 b (9,46)

2 (80% Gr-20% Pt)

22,31 c (18,85)

66,26 c (6,37)

8,71 c (30,16)

22,44 b (10,42)

3 (60% GR-40% PT)

47,50 b (13,07)

84,92 b (5,06)

16,81 b (13,31)

26,74 a (8,32)

4 (40% GR-60% PT)

72,63 a (7,27)

94,94 a (5,49)

22,33 a (7,67)

27,90 a (11,66)

5 (20% Gr-80% Pt)

77,01 a (9,55)

95,52 a (6,94)

23,29 a (9,31)

27,38 a (7,93)

6 (100% Pt)

85,15 a (4,31)

98,43 a (3,34)

27,48 a (7,69)

31,41 a (9,02)

92 |

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Tabela 5

RESULTADOS MÉDIOS DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS

TRATAMENTO

MOR

(MPa)

MOE

(MPa)

TP

(MPa)

RAP

Superfície (N)

Topo (N)

1 (100% Gr)

6,92 c (21,10)

1.173,01 b (19,62)

0,76 c (7,69)

990 b (9,53)

824 b (9,21)

2 (80% Gr-20% Pt)

7,67 c (23,23)

1.381,52 b (14,86)

0,85 c (9,96)

1.023 b (6,35)

903 b (12,62)

3 (60% GR-40% PT)

11,56 b (12,07)

1.516,96 ab (12,21)

0,85 c (11,19)

1.038 b (15,35)

938 ab (14,10)

4 (40% GR-60% PT)

12,60 ab (12,85)

1.579,54 a (11,95)

0,95 b (19,57)

1.116 ab (14,80)

974 ab (14,94)

5 (20% Gr-80% Pt)

13,85 a (9,89)

1.635,89 a (10,43)

1,01 b (11,69)

1.107 ab (12,93)

977 ab (7,92)

6 (100% Pt)

13,94 a (9,01)

1.751,47 a (9,18)

1,14 a (11,67)

1.137 a (8,63)

1.042 a (12,81)

MARÇO | 93


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

Figura 1

ESTIMATIVA DO PERCENTUAL ACEITÁVEL DE GREVILLEA ROBUSTA

NO MÓDULO DE RUPTURA DE PAINÉIS AGLOMERADOS

18

15

PERCENTUAL DE GREVILLEA ROBUSTA (%)

r = - 0,84

MOR (MPa)

12

9

6

3

0

MOR = 15,1490 - 0,0822656 x percentual de Grevillea robusta

0 20 40 60 80 100

Percentual de Grevillea robusta em painéis aglomerados

Figura 2

ESTIMATIVA DO PERCENTUAL ACEITÁVEL DE GREVILLEA ROBUSTA

NO MÓDULO DE ELASTICIDADE DE PAINÉIS AGLOMERADOS

2300

PERCENTUAL DE GREVILLEA ROBUSTA (%)

2000

r = - 0,79

MOE (MPa)

1700

1400

1100

800

MOE = 1850,99 - 6,93285 x percentual de Grevillea robusta

0 20 40 60 80 100

Percentual de Grevillea robusta em painéis aglomerados

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

AGENDA

MARÇO 2016

MAIO 2016

Lignum

9 a 11

Curitiba (PR)

www.lignumbrasil.com.br

Movelsul

14 a 18

Bento Gonçalves (RS)

www.movelsul.com.br

Holz-Handwerk

16 a 19

Nuremberg - Alemanha

www.holz-handwerk.de

Mostra Affemaq

5 a 7

Arapongas (PR)

www.affemaq.com.br

iSaloni

12 a 17

Milão (Itália)

www.salonemilano.it

Feicon Batimat

12 a 16

São Paulo (SP)

www.feicon.com.br

ABRIL 2016

Feimec

3 a 7

Sãp Paulo (SP)

www.abimaq.org.br

Femur (Feira de Móveis de

Minas Gerais)

9 a 13

Ubá (MG)

www.femur.com.br

Xylexpo

24 a 28

Milão (Itália)

www.xylexpo.com

DESTAQUE

MOSTRA AFFEMAQ

5 a 7

Arapongas (PR)

www.affemaq.com.br

No período de 5 A 7 de abril de 2016, estaremos presentes na XVIII

edição da Mostra Affemaq, que será realizada no Expoara, em

Arapongas (PR), das 16h às 21h. A feira itinerante de Máquinas, Ferramentas, Acessórios, Insumos e Serviços para a

Indústria de Madeira e Móveis, visa levar a tecnologia para perto dos fabricantes de móveis, aproximando fornecedores

de fabricantes e viabilizando a troca de informações e o fechamento de negócios.

Imagem: reprodução

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+55 (41) 3333-1023


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPAÇO ABERTO

MAPEAMENTO DO USO DA ÁGUA

FACILITA ECONOMIA NA INDÚSTRIA

S

aber como a água é usada na indústria é o primeiro

passo para a economia do recurso, em um momento

em que o país ainda passa por problemas de abastecimento

e alta no custo do serviço. Algumas medidas para

reduzir custos e consumo por parte da indústria para enfrentar

a crise hídrica podem ser colocados em prática. Reservatórios

do Rio de Janeiro e São Paulo, apesar de terem saído do volume

morto, podem voltar a usar essa reserva técnica no inverno por

causa do período de seca de 2016 - e crise econômica - a inflação

também afeta a distribuição de água (somente no Paraná

foram dois aumentos em 2015, e agora mais um em 2016. Só

este ano o ajuste foi de 15%).

BALANÇO HÍDRICO

Inclui duas etapas: mapeamento de como a água é usada

em cada setor da empresa e a troca de equipamentos antigos.

Primeiro, vemos toda a água que entra no processo de produção,

seja da companhia de abastecimento, do poço ou da chuva.

Depois vemos os efluentes: onde estão as perdas, se são causadas

pela tubulação ou regulagem da máquina, por exemplo.

RECIRCULAÇÃO E REUTILIZAÇÃO

Aparece com definição do uso pretendido para a água, desde

finalidades não nobres, como regar jardins e lavar calçadas,

até fins nobres, como a reutilização no processo produtivo e

consumo humano. Há ainda a possibilidade de captação de

água de fontes alternativas, como a chuva. Com base no uso, o

projeto conceptivo pode ser elaborado, definindo tecnologias,

equipamentos e produtos necessários. Esses procedimentos

podem ser utilizados em pequenas, médias e grandes empresas.

DEVOLVER ÁGUA PARA NATUREZA

Ocorre quando a reutilização e recirculação não é viável

ou não há interesse nisso. A indústria devolve muito do que

consome (cerca de 80% da água que usa). Para isso, entretanto,

é necessário tratamento do recurso usado. Isso depende da

composição e características dos efluentes. Com esse conhecimento,

pode se elaborar projetos de tratamento que visem

adequar os efluentes aos padrões estabelecidos pela legislação.

Outra preocupação das empresas devem ser as autorizações

necessárias para se fazer o descarte.

MÃO DE OBRA QUALIFICADA

Ter colaboradores para atuar na manutenção e no monitoramento

da qualidade da água e para a análise de projetos de

eficiência na utilização de energia é essencial.

Foto: Anderson Tozato

Por Maurício Jober da Silva

analista do Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química


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