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11 months ago

Revista Curinga Edição 06

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Opinião atualização

Opinião atualização Texto: Patrícia Souza Edição gráfica Isadora Faria disponível 14

Foto: Filipe Barboza Você é viciado? Álcool, cigarro, drogas, sexo? Nada disso! Para os antigos vícios, a moda agora é outra: apps, games, séries de TV e redes sociais. Com as mudanças sociais e o avanço da tecnologia e da medicina, o que chamamos de “vício”, entrou em um universo mais amplo. E o problema pode não estar em consumir, e sim em ser impulsionado a fazer somente aquela determinada atividade, causando uma perda de liberdade do indivíduo. Há quem passe horas assistindo vídeos no youtube, jogando na internet ou mexendo a todo minuto nos aplicativos de celular, ou até mesmo, aguardando a nova temporada e novo episódio daquela série instigante e divertida. Somos seduzidos por novas tecnologias e nos sentimos presos até que surja uma nova rede social e novas formas de interatividade. Algumas pessoas passam o dia todo aguardando o upload dos blogs de entretenimento para baixar ou assistir ao novo episódio da série do fall season. Checam a todo minuto o celular para ver se a mensagem enviada foi respondida, ou se “fulano” curtiu ou comentou seu novo “post” nas redes sociais. Tome cuidado! Este comportamento pode viciar...É como se fosse um novo chocolate com recheio crocante, que você está louco para experimentar, ou uma nova tendência de sombras daquela marca de cosméticos que se pudesse, compraria a coleção inteira! Os dispositivos móveis podem facilitar a nossa vida, mas acabamos vivendo através do que ditam os apps, pois geram arquivos e fazem dos alertas um “agendamento”. Eventos, lembretes, alarmes, previsão do tempo, redes sociais, fotos, GPS, tudo isso para indicar o que está fazendo, o que está comendo, onde está e com quem. A dependência por essas tecnologias está cada vez mais freqüente, principalmente entre os jovens, fazendo com que deixem suas obrigações familiares e sociais e passem tempo demasiado no mundo virtual. Estes vícios estão refletidos nas interações sociais, tornando nossas atitudes inquietantes, seguidas de madrugadas de insônia e ansiedade. Os vícios comportamentais considerados “pequenos vícios” determinam o comportamento do indivíduo que não consegue controlar a vontade de utilizar alguma inovação tecnológica ou obsessão por alguma pessoa ou coisa. Estes maus costumes aparecem como distrações que acabam tomando proporções maiores e fazendo com que o sujeito gaste um tempo maior com estas “distrações”. São os pequenos vícios que estruturam nosso dia-a-dia e nossa subjetividade. Os hábitos viciosos são ativados por uma área do cérebro que chamamos de “áreas de recompensa”, ligadas à coordenação motora e comportamento emocional. Ao se dedicar a estas atividades, o cérebro libera substâncias que nos fazem dependente delas, pois nos proporcionam prazer. Segundo a psicóloga Claudia Itabohany, podemos chamar estas manias de sintomas cotidianos, que podem ser amenos se não causam prejuízo para a vida mental e social do sujeito, caso contrário, podem se transformar em adoecimento psicológico. “Todos nós temos traços obsessivos e traços compulsivos e não é possível bani-los”, afirma a psicóloga. Os desvios de atenção são maneiras perfeitas para uma fuga da realidade, de maneira ilusória, podem suprir e compensar algumas carências. Fugir das nossas angústias, disfarçar nossas ansiedades, sair de nossos momentos estressantes e frustrações. Podendo ser uma forma de reação aos acontecimentos da vida, disfarces ou escapes para o “mal-estar” de se viver em sociedade. Não ficar dependente da tecnologia é quase uma missão impossível. Ficar longe de vez em quando para tentar se desintoxicar, poderá ser uma boa estratégia. E como qualquer vício, a melhor solução é se abster e procurar outros tipos de atividades que não sejam “viciantes”. 15

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