*Fevereiro:2021 Referência Industrial 226

jotacomunicacao

ECONOMIA - Reformas estruturais: aprovação é fundamental para retomada já em 2021

75 ANOS DE

TRADIÇÃO

COM PRODUÇÃO 100% NACIONAL,

EMPRESA COMEMORA SETE DÉCADAS

E MEIA DE ATUAÇÃO

75 YEARS OF TRADITION

WITH 100% DOMESTICALLY MADE

PRODUCTS, COMPANY CELEBRATES SEVEN

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

54

2021

36

50

46

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 15

Auge Metal Mecânica 61

Benecke 11

Cipem 09

DRV Ferramentas 19

Dudi Máquinas 59

Eletro Izidoro 33

Engecass 23

Eurothermo 27

Impacto 25

Lignum Brasil 65

Linck 05

Mafercon 29

Máquinas Águia 67

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 49

Mill Indústrias 63

Mill Indústrias 68

Montana Química 07

MSM Química 13

Nazzareno 21

Omil 35

Plantag 57

Picoloto 45

Serf Drytech 17

XH Mar Bethlehem 53

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

26 Aplicação

28 Frases

30 Entrevista

34 Coluna ABIMCI

36 Principal Tradição, referência e inovação

42 Economia

46 Mercado

50 Marcenaria

54 Madeira Tratada

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

04

referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


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EDITORIAL

MÃOS À

OBRA!

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

ECONOMIA - Reformas estruturais: aprovação é fundamental para retomada já em 2021

75 ANOS DE

TRADIÇÃO

COM PRODUÇÃO 100% NACIONAL,

EMPRESA COMEMORA SETE DÉCADAS

E MEIA DE ATUAÇÃO

75 YEARS OF TRADITION

WITH 100% DOMESTICALLY MADE

PRODUCTS, COMPANY CELEBRATES SEVEN

AND A HALF DECADES OF OPERATION

06

C

om a promessa de um ano muito

melhor para a economia brasileira,

a indústria nacional se anima com a

estimativa do Banco Mundial, que

prevê um crescimento econômico de

3% para o país em 2021. No segmento moveleiro,

a promessa é de ainda mais evolução no ano que

começa. Na editoria de Mercado, a REFERÊNCIA

INDUSTRIAL traz uma reportagem que aborda o

boom de vendas durante a pandemia, com destaque

para estofados e móveis planejados. Na

entrevista desta edição, o ex-secretário executivo

do MME (Ministério de Minas e Energia), Paulo

Pedrosa, fala sobre as oportunidades para o Brasil

após a aprovação da Nova Lei do Gás. Além disso,

o leitor poderá acompanhar matérias exclusivas

nas editorias de Madeira Tratada e Marcenaria, assim

como novidades do setor. Um ótimo 2021!

LET’S GET DOWN

TO WORK!

W

ith the promise of a much better

year for the Brazilian economy,

the domestic Industrial Sector

is encouraged by the World

Bank’s estimate predicting economic

growth of 3% for the Country in 2021. In the

furniture segment, the promise is for even more

growth in the year that is beginning. In the Market

Section, REFERÊNCIA Industrial has a story that

addresses the “sales boom” during the pandemic,

highlighting upholstered furniture and ready-made

cabinets. In this issue’s interview, Paulo Pedrosa,

former Executive Secretary of the Ministry

of Mines and Energy, talks about the Country’s

opportunities after the approval of the “New Natural

Gas Act.” The reader can also read exclusive

articles in the Treated Wood and Wood Working

Sections and News from the Sector. Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021

A CAPA DESTA EDIÇÃO TRAZ

REPORTAGEM SOBRE OS 75

ANOS DA OMIL MÁQUINAS

EXPEDIENTE

ANO XXIII - EDIÇÃO 226 - FEVEREIRO 2021

Ano XXIII • N°226 • Favereiro 2021

9 772359 466028 0 0 2 2 6

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

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Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo | Paulo Pupo

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Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Faria | Mateus Paludo

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and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

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ASSOCIATION STRENGTHENS

THE INDUSTRIALIZED

TIMBER INDUSTRY

0 0 2 2

ECONOMIA - Recessão já é passado e cenário pós-pandemia é animador

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 225 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE DEZEMBRO DE 2020

MADEIRA TRATADA

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXII • N°225 • Dezembro 2020

FORÇA DA

REPRESENTATIVIDADE

ASSOCIAÇÃO FORTALECE

A INDÚSTRIA DA MADEIRA

STRENGTH OF

REPRESENTATION

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MARCENARIA

Por Rosicler Cavallin –

Porto Alegre (RS)

Por Clotilde Fontana –

Curitiba (PR)

Que bela a iniciativa do home office em um local

diferente do ambiente familiar e, ao mesmo

tempo, dentro do seu próprio imóvel. Adorei!

As reportagens da seção

de Marcenaria sempre me

ajudam muito. Parabéns

pelo trabalho!

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação/EBC

ENTREVISTA

Por Gustavo Santos –

Londrina (PR)

ECONOMIA

Entrevista muito

esclarecedora do exministro

do Planejamento

e da Casa Civil, Pedro

Pullen Parente. País

nenhum é rico sem uma

indústria forte!

Por Dionísio Gripp –

São Carlos (SP)

Vamos torcer para que a economia

brasileira volte a crescer após esse vendaval

de emoções, que foi 2020. Vamos, Brasil!

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Revista Referência Industrial

@referenciaindustrial


CIPEM atualiza o Plano de Ação para enfrentamento

da segunda onda da Pandemia do novo Coronavírus

Apesar dos avanços com os testes das possíveis vacinas

a serem disponibilizadas para combater a pandemia de

Covid-19, o Brasil já está enfrentando a segunda onda de

infecção, dado que se evidencia pelo aumento do número

de casos e de mortes registradas nos últimos dias.

Em 2020, quando foram registrados os primeiros casos

de contaminação em Mato Grosso, o Cipem elaborou um

Plano de Ação que foi amplamente divulgado para os 44

municípios que compõem o setor de base florestal organizado,

a fim de promover ações que visassem a preservação

da saúde e do bem-estar dos colaboradores da cadeia

produtiva da base florestal no estado e, consequentemente,

de seus familiares e suas redes de relacionamento.

Foram realizadas várias ações voltadas ao gerenciamento

dos riscos e dos impactos trazidos pela pandemia, por

meio da elaboração e distribuição de comunicados,

banners e informativos impressos com dicas e esclarecimentos

sobre a prevenção da contaminação, bem como a

distribuição de folders e vídeos informativos para auxiliar

na detecção dos sintomas e orientar a respeito dos

cuidados com o distanciamento social e higienização

pessoal e de ambientes coletivos, que foram afixados em

murais e áreas comuns de empresas. Além disso, também

foram distribuídas mais de 40 mil máscaras de tecido que

comportem até 20 lavagens e a distribuição de álcool 70%,

para intensificar a proteção individual.

Nesse início de 2021, com o começo da segunda onda de

contágio, 20 mil novas máscaras estão sendo novamente

distribuídas, e todos os protocolos e orientações de prevenção

estão sendo reforçados, sempre em acordo com as determinações

da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Também está sendo reforçada a orientação aos gestores,

para que mantenham a cobrança do uso de máscaras durante

todo o tempo de permanência nas indústrias, da higienização

frequente das mãos e de se evitar aglomerações nas áreas

comuns e na vida pessoal nos ambientes comunitários.

O presidente do Cipem reafirma o compromisso com a

continuidade da atividade de forma sustentável do setor

florestal, apoiando e/ou coordenando ações de natureza

social.

“Não podemos descuidar, o cenário é extremamente

preocupante, não apenas no Brasil, mas no mundo todo e

nossas ações refletem diretamente na estatística, todo

cuidado é necessário para assegurar o bem-estar global”.

Desse modo, o embasamento da atualização do Plano

de Ação elaborado pelo Cipem tem como sustentáculo

que a prevenção ainda é o melhor remédio.

Previna-se, use máscara e quando puder, fique em

casa, lave constantemente as mãos e evite aglomerações!

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BASTIDORES

BASTIDORES

MATÉRIA DE CAPA

LUIZ KOZAK, JORNALISTA DA REFERÊNCIA FLORESTAL, AO LADO DO

SUPERVISOR DE VENDAS DA OMIL, ACÁCIO OLIANI, DO COLABORADOR

RICARDO ROSSINI E DE ORLANDO RUDOLF, TAMBÉM DA OMIL, EM VISITA À

SEDE DA ROSSINI MADEIRAS, EM JOSÉ BOITEUX (SC)

Foto: Emanoel Caldeira

VISITA

O REPRESENTANTE COMERCIAL DA REFERÊNCIA

INDUSTRIAL, GÉRSON PENKAL, ESTEVE EM TIMBÓ (SC)

VISITANDO AS DEPENDÊNCIAS DA EMPRESA BENECKE

IRMÃOS E CIA LTDA, DA DIRETORA HENRIETE BENECKE.

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

ÍNDICE DE EMPREGO

Após uma das maiores crises do último

século, as vendas de móveis confirmam

sinais de retomada na economia gaúcha

para 2021. Em outubro do ano passado,

o volume de negócios subiu pelo sexto

mês consecutivo. Na comparação com o

mesmo período em 2019, a alta chegou

a 19,9%. Os bons resultados no varejo,

apontados pelo IBGE (Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística), repercutem

também na retomada de contratações

no setor. Segundo dados do Novo

Caged, o setor moveleiro já superou o

saldo de postos de trabalho do início de

2020. A variação positiva no Rio Grande

do Sul é de 3,3% em relação ao início do

ano. No polo de Bento Gonçalves (RS), a

geração de empregos é ainda mais forte:

a taxa de crescimento dos postos de trabalho

no setor moveleiro é superior à do

Estado e do país.

BAIXA

ABAIXO DA MÉDIA MUNDIAL

Apesar da estimativa de crescimento

da economia brasileira de 3% para

2021, divulgada pelo Banco Mundial, a

quantia ainda está abaixo da evolução

econômica global, que deve ser de,

aproximadamente, 4%. Os cálculos

do relatório: Perspectivas Econômicas

Mundiais; ainda dão conta que o

Brasil deve ficar para trás também em

relação a outros países da região. A

América Latina e o Caribe devem acumular

crescimento de 3,7% em 2021.

Ao menos neste comparativo, a queda

brasileira em 2020 será menor do que

a dos vizinhos: -4,5% contra -6,9%,

sempre segundo o Banco Mundial.

O Brasil vem abaixo da média do PIB

(Produto Interno Bruto) agregado dos

emergentes, que deve ser de 5%, puxada

pela China.

10 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


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DANDO O TOM

NO MOMENTO EM QUE O TEXTO NORMATIVO ABNT NBR 16936 VAI A CONSULTA PÚBLICA EM NÍVEL

NACIONAL, O SETOR CONSTRUTIVO BRASILEIRO ENTRA EM UMA NOVA DIMENSÃO EM RELAÇÃO À UTILIZAÇÃO

DA MADEIRA NA CONSTRUÇÃO.

Flavio C. Geraldo

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O DIRECIONAMENTO DE

ESFORÇOS PARA A

ELABORAÇÃO DE NOVOS TEXTOS

NORMATIVOS É FUNDAMENTAL

G

raças aos esforços setoriais, em especial da

ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente),

que liderou o processo de elaboração do

texto, a utilização da madeira em construções

modulares industrializadas ganha um importante

referencial técnico. Certamente, trata-se de uma significativa

contribuição a um melhor disciplinamento do mercado

e, em especial, um texto orientativo determinante aos

construtores e consumidores. Mais um passo importante

para que a madeira industrializada se consolide como material

construtivo verdadeiramente amigo do ambiente e

com incomparáveis vantagens, como método construtivo

eficiente e econômico. Uma significativa contribuição às

ações que visam soluções para a redução do déficit habitacional,

que hoje se aproxima da casa de 8 milhões de

unidades.

Ainda há muito por se fazer, porém. O direcionamento

de esforços para a elaboração de novos textos normativos

é fundamental, e um importante foco pode ser o elemento

construtivo de base MLCC (Madeira Lamelada Colada

Cruzada), cuja principal característica é a possibilidade de

Foto: divulgação

se ter peças estruturais de grandes dimensões, abrindo

novas perspectivas de aplicações. Essa concepção tem

motivado engenheiros, arquitetos e construtores ao redor

do mundo. Todo o setor industrial madeireiro e a sua

cadeia produtiva devem se beneficiar, sendo um enorme

estímulo às iniciativas voltadas às inovações nos vários

campos da tecnologia da madeira e da engenharia construtiva.

Na área da proteção de madeiras, em particular, será

certamente uma forte inspiração para desenvolvimentos

de formulações preservativas amigáveis e para novos direcionamentos

para o mercado da madeira tratada, onde

produtos de maior valor agregado serão muito bem-vindos,

refletindo em melhorias de produção e qualidade

nas usinas de tratamento de madeiras.

Um exemplo bastante ilustrativo é o que está acontecendo

nos EUA (Estados Unidos da América), onde,

segundo o FEA (Forest Economics Advisors), mesmo com

as limitações causadas pela pandemia do novo coronavírus,

os preços da madeira serrada atingiram os mais altos

níveis dos últimos 40 anos no ano passado, com unidades

produzindo e vendendo o que é possível e baixando seus

estoques. Ainda segundo o pessoal do FEA, as projeções

de curto prazo, até 2022, são de que o consumo de madeira

serrada no país apresentará robusto crescimento,

estimulado pelo setor da construção residencial.

Voltando ao segmento da proteção de madeiras, não

é difícil imaginar os reflexos positivos nas atividades das

usinas de tratamento. Esses fatos podem nos servir de

indicativos para o futuro próximo. O surgimento de novas

normas técnicas é um importante agente propulsor de

mercados, que também deve receber a devida retaguarda

da formação profissional nas disciplinas da ciência da madeira,

com investimentos em ensino e desenvolvimento

de projetos de pesquisas alinhados com o setor industrial.

Por outro lado, além da promoção de ações voltadas

à agregação de esforços para o desenvolvimento de textos

normativos, é muito importante que as associações

representativas de classe promovam, conjuntamente,

ações de forte comunicação junto aos construtores e

consumidores em geral, objetivando a quebra de preconceitos,

hoje ainda muito fortes junto aos construtores

e à opinião pública. Muito importante também a criação

de um amplo programa de disseminação de informações

junto às universidades, visando, especialmente, os futuros

profissionais da engenharia, arquitetura, técnicos em edificações

e correlatos. Parece ser este o momento.

12 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


NOTAS

EXPORTAÇÕES

DE MÓVEIS

As exportações moveleiras reagiram de modo favorável nos

últimos meses de 2020 e a região sul conseguiu recuperar

boa parte das perdas que ocorreram no segundo trimestre

do ano passado, considerado o pior período para os embarques

de móveis. No polo moveleiro de Bento Gonçalves

(RS), os valores exportados em dólares ficaram praticamente

estáveis em relação ao ano anterior e foi registrado o melhor

desempenho em comparação ao estado e ao país. Foram

exportados US$ 47,6 milhões, o que representa uma queda

de 0,2% em comparação a 2019. Os EUA (Estados Unidos da

América) estão consolidados como o principal destino dos

móveis da região. Destaques também para os bons resultados

que foram registrados para Peru, Reino Unido, Porto

Rico, Equador, França e Emirados Árabes Unidos. Os dados

são originários do Comex Stat – portal oficial de estatísticas

de comércio exterior do Brasil – e apurados pela Inteligência

Comercial do Sindmóveis Bento Gonçalves.

Foto: divulgação

MOVELSUL

BRASIL 2022

A pandemia trouxe novas perspectivas de mercado para

o setor moveleiro e a Movelsul Brasil, principal feira de

móveis da América Latina para o lojista e importador, conseguiu

articular um ambiente de negócios para a cadeia

moveleira mesmo com o adiamento de sua próxima edição

para 2022. Com forte tradição no fomento às exportações,

a feira trouxe para o ambiente virtual as rodadas de negócios

que teriam ocorrido no evento, entre fabricantes

brasileiros de móveis e lojistas estrangeiros. Nos meses de

novembro e dezembro, a Movelsul articulou 320 reuniões

virtuais entre 85 empresas brasileiras e 48 importadores,

com uma expectativa de geração de US$ 35 milhões em

exportações. As reuniões, com apoio da APEX-BRASIL

(Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos),

ocorreram numa plataforma digital desenvolvida

especialmente para este projeto e que possibilita às empresas

cadastrarem seus portfólios e agendarem rodadas

com compradores aderentes a cada perfil de fabricante.

Foto: divulgação

CRESCIMENTO

GAÚCHO

Foto: divulgação

O setor moveleiro tem boas perspectivas para 2021. A expectativa do

SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves)

é um crescimento de 4% em termos reais no cenário base. Em

termos nominais (sem descontar o aumento dos custos e a inflação do

período), está sendo projetado um crescimento de 9% no faturamento

do polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS), que engloba também os municípios de Monte Belo do Sul, Santa Tereza e Pinto

Bandeira. O presidente do SINDMÓVEIS, Vinicius Benini (foto), salienta que a pandemia causou uma forte desorganização da

cadeia produtiva, com redução da produção, escala e forte queda de estoques. Embora o volume de vendas no varejo de móveis

no Brasil tenha reagido fortemente nos últimos meses, a produção não conseguiu acompanhar essa evolução. Ele reforça

que as vendas se recuperaram de modo mais rápido do que a produção em um cenário de estoques em baixa e pela alta de

preço dos insumos dolarizados, o que freia uma recuperação mais consolidada. Ou seja, há um descompasso entre oferta e demanda.

“Há pedidos ainda parados em função da falta e alta nos preços de insumos e embalagens. Além disso, deverá haver

recomposição dos estoques no comércio, atualmente em baixa.”

14 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


NOTAS

AUMENTO

DO ICMS

Após o aumento da alíquota do ICMS (Imposto Sobre Circulação

de Mercadoria e Serviço), promulgado pelo Governo

do Estado de São Paulo, a ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) divulgou uma nota de repúdio

em que questiona a decisão do governador João Doria

(PSDB). “Em que pese os ajustes fiscais serem um dos componentes

para efetiva reforma administrativa tão necessária

e fundamental para o equilíbrio econômico, aumentar os

impostos é o caminho mais rápido para aniquilar a sobrevivência

das empresas que estão com dificuldades para gerar

e manter os empregos, os parques industriais, o desenvolvimento

econômico e a sua sobrevivência. Esse é o momento

em que empresários e governos devem estreitar relações

pensando na construção de um novo cenário econômico”,

traz o pronunciamento.

Foto: Governo do Estado de São Paulo/Fotos Públicas

INCENTIVOS PARA

O SETOR

Após a crise gerada pela

pandemia do novo coronavírus,

o setor moveleiro

no Brasil precisa de táticas

para retornar a pleno

vapor em 2021. Em entrevista,

a presidente da

ABIMÓVEL (Associação

Brasileira das Indústrias

de Mobiliário), Maristela

Longhi (foto), trouxe

algumas medidas da instituição

para melhorar a

situação dos empresários

do segmento. “O novo

cenário é de desafio, de

muito trabalho, da busca

por novas oportunidades,

do mercado digital e da adoção de protocolos de segurança

e de novas práticas em todos os níveis. Muitas indústrias e

organizações infelizmente não conseguirão se reerguer após

a pandemia, tanto no Brasil quanto no restante do mundo.

No caso da indústria de móveis, deveremos concentrar nossos

esforços na estratégia e gestão de cada organização, no

seu plano de negócios, na gestão de sua equipe, no olhar

atento a cada nicho de mercado, nos processos de produção,

nas demandas do nosso consumidor e nas diversas

formas de atuação do varejo, incluindo o e-commerce e os

novos canais de distribuição”, explicou.

Foto: divulgação

NOVA

DIRETORIA

No último dia 8 de dezembro, foi eleita a nova diretoria

do SIMNO (Sindicato das Indústrias Madeireiras

e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso). O novo

presidente, o empresário do setor moveleiro, Edvaldo

Dal Pozzo, falou sobre as expectativas para seu

mandato nos próximos anos. De acordo com ele, sua

gestão será focada em fazer um trabalho diferenciado,

mas consciente, da necessidade de novas ideias

que pretende implantar em sua gestão, com um trabalho

voltado aos associados, resgatando os que se

afastaram e prestando assistência aos que permaneceram.

Dal Pozzo menciona ainda que será dada uma

atenção especial a todos os associados de toda região Noroeste, através de um planejamento para a realização de reuniões

descentralizadas, ou seja, não apenas em Juína, mas em cada base de atuação do SIMNO.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


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NOTAS

Foto: divulgação

BRASIL NA

OCDE

Segundo Marcelo Barros Gomes (foto), secretário especial de

Relacionamento Externo da Casa Civil, “o Brasil espera receber,

em 2021, a carta-convite da OCDE (Organização para a

Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para que possa

iniciar o processo formal de acessão.” A expectativa sintetiza

anos de investimento do país na pavimentação da sua entrada

no seleto grupo de membros da organização. Em 2020, diversos

passos foram dados nesse sentido, como a adesão a mais

de 15 instrumentos normativos da organização; a aceitação

do Brasil como membro participante do Comitê de Política do

Consumidor; e o avanço nas negociações para aderir aos Códigos

de Liberalização da OCDE. Além disso, foi criada a SEREX (Secretaria Especial de Relacionamento Externo), no âmbito

da Casa Civil, para coordenar as ações do Poder Executivo voltadas ao pedido de adesão do Brasil à entidade.

INDÚSTRIA

BRASILEIRA

A produção industrial cresceu em 10 dos 15 locais analisados

pela PIM-Regional (Pesquisa Industrial Mensal), em novembro.

A média nacional ficou em 1,2% de crescimento e oito

dessas altas superaram esse percentual: Bahia (4,9%), Rio

Grande do Sul (3,8%) Amazonas (3,4%), Região Nordeste

(2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro

(1,6%) e São Paulo (1,5%). Os outros locais com índices positivos

foram o Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%). As quedas

mais acentuadas foram no Pará (-5,3%) e em Mato Grosso

(-4,3%), além de Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%)

e Goiás (-0,9%). Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a

pesquisa, o local que exerceu a maior influência no resultado

da indústria nacional, que foi São Paulo, teve alta de 1,5%

em novembro, depois da retração de 0,5% em outubro.

Foto: divulgação

CRÉDITO ÀS

EXPORTAÇÕES

O Governo Federal, por meio do Ministro Paulo Guedes

(foto), atendeu ao pedido da CNI (Confederação Nacional

da Indústria) e prorrogou o contrato do Ministério da Economia

com a ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos

Garantidores e Garantias), hoje operador do SCE (Seguro

de Crédito à Exportação). O prazo foi estendido até 30 de

junho de 2021. Em carta encaminhada à CNI, a Casa Civil

informou que a prorrogação do contrato busca “evitar algum

tipo de descontinuidade do seguro enquanto não se

conclui a estruturação do novo sistema de apoio oficial à

exportação concedido pela União.” Em 2 de dezembro de

2020, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, e 21

associações setoriais enviaram carta a várias autoridades do

governo solicitando a imediata renovação do contrato de

prestação de serviços da ABGF com o Governo Federal, de

forma a evitar prejuízos ao financiamento à exportação. O

contrato estava previsto para terminar em 30 de dezembro.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


A história da DRV Serras e Facas Industriais completa 10 anos de muito

sucesso. Uma data marcante, que expressa a experiência e qualidade dos

profissionais que transformaram um sonho em realidade. O mercado de

facas e serras se transformou após o nascimento da DRV.

Aguardem muitas novidades durante esse ano de 2021.


NOTAS

FLORESTAS

MINEIRAS

A retomada econômica mundial já mostra grandes resultados,

e a indústria florestal brasileira tem se beneficiado do

novo momento, passada a pior fase da pandemia em vários

países do mundo. Além disso, a recuperação da China e a

demanda aquecida do mercado interno trouxeram bons resultados

para o segmento de florestas mineiro no último trimestre

de 2020. A promessa para este ano é ainda mais positiva.

A presidente executiva da AMIF (Associação Mineira

da Indústria Florestal), Adriana Maugeri, explica que, apesar

da pandemia de Covid-19, a demanda pelos produtos do setor

está em alta, o que vem favorecendo o desempenho das

empresas. Dentre os produtos demandados, destacam-se o

carvão vegetal, o aço, o ferro gusa, algumas ligas metálicas

especiais, a celulose e o papel. “Nossa estimativa é superar

o desempenho de 2019, já que a demanda está bem maior”,

ressalta.

Foto: divulgação

FALTA DE

MATÉRIA-PRIMA

Após os meses de março e abril de 2020, o Brasil sofreu um

boom produtivo em diversos setores industriais, e no ramo

moveleiro não foi diferente. Segundo dados do IBGE (Instituto

de Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção

de móveis do Brasil foi 8% superior à do período pré-pandemia.

O aquecimento nas vendas, porém, fez surgir dois

problemas: a falta de produtos e uma escalada de reajuste

nos preços. Todos os insumos usados na indústria moveleira

já estão com um certo grau de dificuldade para aquisição,

o que prejudica os fabricantes, por vários motivos. É o que

explica o presidente do SINDIMOL (Sindicato das Indústrias

da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do

Espírito Santo), Bruno Barbieri Rangel. “Todos os insumos

já estão com um certo grau de dificuldade para aquisição.

Alguns um pouco menos e outros que já estamos tendo

que ou deixar de produzir ou substituir, como é o caso do

alumínio. Essa falta de insumos, além de quebrar o ritmo

de produção, gera um desconforto enorme em relação aos

compromissos assumidos com o cliente, que acabamos não

conseguindo cumprir”, destaca Rangel.

Foto: divulgação

NOVA

ALTA CONSECUTIVA

Pelo sétimo mês seguido, a produção da indústria nacional

cresceu frente ao mês anterior, com alta de 1,2% em novembro

contra outubro. Entretanto, de janeiro a novembro de 2020, o

setor registrou perda de 5,5%. No acumulado em 12 meses,

a queda foi de 5,2%. Mesmo com o desempenho positivo recente,

a produção industrial ainda se encontra 13,9% abaixo

do nível recorde, alcançado em maio de 2011. Os dados são

da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostra ainda que,

em relação a novembro de 2019, a indústria avançou 2,8%. Segundo

o Ibge, todas as grandes categorias tiveram alta frente

a outubro, com destaque para bens de capital (7,4%) e bens

de consumo duráveis (6,2%), que apresentaram as maiores taxas positivas. É o sétimo mês seguido de expansão na produção

em ambas as áreas, com acúmulo de 129,7% na primeira e 550,7% na segunda. As duas categorias estão acima do patamar pré-

-pandemia de Covid-19: 12,2% e 2,7%, respectivamente.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


NOTAS

EM DEFESA

DE AUXÍLIO

Foto: Luiz Macedo/Camâra dos deputados

A saída da crise, auxiliando os mais pobres e, ao mesmo

tempo reerguendo a economia nacional, guiou as falas

dos representantes do Poder Legislativo na abertura dos

trabalhos do Congresso Nacional em 2021, na primeira

semana de fevereiro. Rodrigo Pacheco (DEM), novo presidente

do Senado, lembrou da importância do auxílio

emergencial de R$ 600 e acrescentou que já discute com

o governo algum tipo de auxílio também para 2021. Já

Arthur Lira/PP (foto), eleito para o comando da Câmara

dos Deputados, defendeu o auxílio pago no ano passado

como uma das medidas de enfrentamento à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro

também citou o auxílio de 2020 e destacou seu pagamento a 68 milhões de brasileiros, mas não falou em uma nova edição

do benefício. De qualquer forma, agora a expectativa é que os poderes trabalhem em prol de um Brasil ainda melhor.

COMUNICADO

OFICIAL

CONSULTA

PÚBLICA

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) disponibilizou

a norma técnica para o sistema construtivo wood

frame, de casas em madeira, para consulta nacional. O conteúdo

fica disponível até o dia 24 de fevereiro e pode ser

acessado em: www.abntonline.com.br/consultanacional. O

avanço e a consolidação desse novo sistema construtivo no

Brasil é uma das mais esperadas demandas do setor madeireiro

nacional, pois traz reais possibilidades de geração de

escala de negócios. A consulta pública é um passo importante

nesse processo para que, em breve, o sistema construtivo

possa estar disponível e oficializado para o mercado da

construção. A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente), como entidade gestora

do Comitê Brasileiro de Madeira da ABNT, tem liderado

o desenvolvimento dessa e de outras frentes sobre o uso da

madeira na construção civil no país.

Foto: divulgação

A MOVERGS (Associação das Indústrias de Móveis do

Estado do Rio Grande do Sul) comunicou oficialmente

o adiamento da Fimma Brasil, que ocorreria na cidade

de Bento Gonçalves de 26 a 29 de abril de 2021. A decisão

foi tomada pelo fato de o país ainda se encontrar

em uma situação delicada em relação à pandemia

do novo coronavírus. “O intuito principal é preservar

a saúde de todo o nosso público de uma exposição à

Covid-19 neste momento em que as pessoas anseiam

pela imunização”, informou a entidade em nota. Ainda

não há definição sobre novas datas e os expositores

serão consultados em breve. As Rodadas de Negócios

virtuais, contudo, programadas para maio de 2021,

permanecem confirmadas. A MOVERGS afirmou que

está à disposição para sanar quaisquer dúvidas a respeito

do adiamento da feira.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


NOTAS

COM A PALAVRA,

O PRESIDENTE

Durante a sessão solene de abertura do ano legislativo, no

dia 3 de fevereiro, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro,

pediu ao Congresso apoio a uma série de pautas, como

pacto federativo, reforma administrativa, reforma tributária e

agenda de concessões e privatizações. Em seu discurso, Bolsonaro

também disse que o Governo Federal buscou atuar,

no contexto da pandemia do novo coronavírus, para preservar

vidas e proteger empregos. “Com base nessas premissas

e com um olhar especial às populações mais vulneráveis,

aqueles que mais necessitavam da atenção do Poder Público,

todo o Governo Federal foi mobilizado para uma

atuação ainda mais coordenada, integrada e efetiva. Todos

os órgãos e todas as entidades governamentais passaram

a direcionar esforços no combate ao vírus e na proteção às

pessoas”, pontuou o presidente.

Foto: Carolina Antunes/PR

INDÚSTRIA

EM ALTA

Os Indicadores Industriais da CNI (Confederação Nacional

da Indústria), divulgados no último dia 4, mostraram que,

no país, o faturamento da indústria de transformação subiu

1,6% em dezembro de 2020 na comparação com o mês anterior.

Mesmo com a pandemia de Covid-19, as vendas reais

também encerraram o ano em alta: 0,8% em relação a 2019.

A pesquisa também identificou que o emprego aumentou

0,2% em dezembro em relação a novembro, o quinto mês

consecutivo com alta nas contratações no setor industrial.

Na visão da entidade, o resultado indica a continuidade

da recuperação da indústria brasileira, que teve início logo

após as fortes quedas de maio e abril e durou todo o segundo

semestre de 2020. Os dados, contudo, não apontam

para um setor sem problemas no pós-crise, mas mostram

que a indústria conseguiu reagir à pandemia, ainda que a

recuperação econômica não esteja consolidada.

Foto: divulgação

CRÉDITO

EM ELEVAÇÃO

As empresas paranaenses conseguiram uma liberação maior

de recursos das instituições financeiras em 2020. O crescimento

no saldo das operações foi de 33% em relação ao ano

anterior. O resultado é maior do que a média nacional, que

ficou em 22% de alta no mesmo período. Os dados divulgados

pelo relatório de estatísticas monetárias e de crédito

do Banco Central incluem tanto os recursos levantados em

instituições financeiras quanto os concedidos por meio dos

programas emergenciais de crédito do Governo Federal

liberados em virtude da pandemia. O crescimento é consequência

da urgência das empresas por capital de giro para

manter as portas abertas. “Os recursos foram principalmente para pagamento de despesas básicas, fornecedores e salários

de trabalhadores, já que muitas tiveram suas atividades parcial ou totalmente interrompidas no início da crise e o faturamento

ficou comprometido”, avalia o especialista do NAC (Núcleo de Acesso ao Crédito) do Fiep (Sistema Federação das Indústrias

do Paraná), João Baptista Guimarães.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


Linha de empacotamento

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APLICAÇÃO

DETALHE

QUE FAZ A DIFERENÇA

Foto: divulgação

Em um despojado apartamento na cidade de

Guarulhos (SP), desenhado pela arquiteta Monise

Rosa para um jovem casal, o conjunto de cadeiras

de jantar dá o tom de uma sala moderna e receptiva,

pensada para receber vários convidados

em reuniões íntimas e aconchegantes. As peças

escolhidas por Rosa foram as cadeiras Dueto

com perfil sem braço, desenvolvidas pela Breton,

empresa familiar já consolidada no mercado

mobiliário de luxo brasileiro. O contraste da madeira

escura com a textura clara do assento traz

um estilo moderno e único para a sala de jantar,

cômodo principal do apartamento paulista. O

apartamento de 190 m² (metros quadrados) conta

com living, terraço gourmet/social, cozinha/

copa, lavanderia, lavabo, suíte máster com closet

e mais duas suítes.

TENDÊNCIA

RETRÔ

A onda vintage na decoração de interiores

não é novidade para ninguém. Com o crescente

desenvolvimento do design no Brasil

e no mundo, diversas tendências ganharam

espaço e têm conquistado o gosto do consumidor,

sejam elas modernas, industriais, desenvolvidas

a partir do metal ou da madeira.

Uma boa prova disso é o relógio de parede

Art Deco, da empresa alemã Factory. O equipamento

traz linhas retas e objetivas, com inspiração

no design da década de 1930. O relógio

foi desenvolvido em madeira maciça com

folheado de nogueira, com ponteiras de aço e

com o movimento 100% mecânico, como era

utilizado na época.

Foto: divulgação

26 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


FRASES

“NO BRASIL, PAGA-SE MUITO IMPOSTO PARA UM PAÍS EMERGENTE. ISSO

DECORRE DO FATO DE TERMOS GASTOS OBRIGATÓRIOS DO SETOR PÚBLICO

MUITO ALTOS. A SEGUNDA PARTE DA HISTÓRIA É QUE ESSE IMPOSTO É

DESIGUALMENTE DISTRIBUÍDO SOBRE AS DECISÕES DE CONSUMO E SOBRE

AS FAMÍLIAS. AÍ, OS GRUPOS REAGEM. QUEM PAGA MENOS IMPOSTO NÃO

QUER SER TRATADO COMO OS DEMAIS. VIMOS NA DISCUSSÃO DA REFORMA

TRIBUTÁRIA DIVERSOS SETORES QUE FICARAM PREOCUPADOS DE TER UM

PEQUENO AUMENTO DA CARGA TRIBUTÁRIA, PORQUE PAGAM MENOS”

MARCOS LISBOA, PRESIDENTE DO INSPER (INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA),

SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

“O QUE O

PRESIDENTE

DEU FOI UMA

TREMENDA

DECLARAÇÃO

EM DEFESA DA

CONSOLIDAÇÃO

FISCAL, MOSTRANDO

O COMPROMISSO

DA PRESIDÊNCIA

DA REPÚBLICA COM

A ESTABILIDADE

MACROECONÔMICA.

PESSOALMENTE, ACHO QUE

É O TIPO DE DECLARAÇÃO

QUE MOSTRA PARA TODO O

MERCADO QUE O PRESIDENTE

ESTÁ SIM COMPROMETIDO,

NÃO APENAS COM A AGENDA DE

REFORMAS, MAS COM A AGENDA

DE CONSOLIDAÇÃO FISCAL”

ADOLFO SACHSIDA,

SECRETÁRIO

DE POLÍTICA

ECONÔMICA DO

MINISTÉRIO DA

ECONOMIA, SOBRE

A FALA DE JAIR

BOLSONARO DE

QUE O PAÍS ESTARIA

QUEBRADO

“ESTRATEGICAMENTE, É CRUCIAL QUE AS EMPRESAS

SE APROXIMEM DO SINDMÓVEIS, CONTRIBUINDO COM

A CONSTRUÇÃO DO CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL PARA

O SETOR E USUFRUINDO DE TODA A NOSSA ESTRUTURA.

MAIS DO QUE NUNCA, É PRECISO QUE AS PESSOAS SE

PROPONHAM A CONTRIBUIR COLETIVAMENTE PARA

ALCANÇARMOS UM MELHOR ENTENDIMENTO DO

PERÍODO PÓS-PANDEMIA”

Foto: divulgação/EBC

VINICIUS BENINI, PRESIDENTE DO SINDMÓVEIS, SOBRE

O CENÁRIO PARA 2021

“AS DIFICULDADES APRESENTADAS

EM 2020 NOS FIZERAM REPENSAR A

AFFEMAQ COMO UM TODO E BUSCAR

SOLUÇÕES ALTERNATIVAS PARA O

CUMPRIMENTO DO NOSSO PROPÓSITO, QUE

É SER PROMOTORA DO DESENVOLVIMENTO

DO SETOR. O GRANDE LEGADO DA GESTÃO

2019/2020 É O ALINHAMENTO DOS

OBJETIVOS DA ENTIDADE COM O NOVO

MERCADO QUE SE APRESENTA”

IVÂNIO ANGELO ARIOLI, EX-PRESIDENTE DA AFFEMAQ

(ASSOCIAÇÃO DOS FORNECEDORES PARA AS

INDÚSTRIAS DE MADEIRA E MÓVEIS), AO PASSAR O

BASTÃO PARA A GESTÃO 2021/2022

28 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


Tecnologia e soluções

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ENTREVISTA

UM NOVO

GÁS PARA O BRASIL

NEW NATURAL

GAS FOR BRAZIL

E

ngenheiro mecânico com mais de 30 anos de experiência,

Paulo Pedrosa é uma das principais lideranças

na articulação junto ao Congresso Nacional para que o

país destrave sua legislação relativa à produção de gás

natural, quebrando o atual monopólio no setor. Em

entrevista, o atual dirigente da ABRACE (Associação de Grandes

Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres) e ex-

-secretário executivo do MME (Ministério de Minas e Energia) fala

sobre suas expectativas para a votação da Lei do Gás no Senado

Federal e a respeito dos impactos das novas regras nos custos

de produção e na atividade econômica. “Virá a modernização da

produção industrial e um ganho que nos permitirá competir nos

mercados globais”, garante.

ENTREVISTA

P

aulo Pedrosa, a mechanical engineer with more than 30

years of experience, is one of the foremost leaders in

the articulation within the National Congress for Brazil

to unlock its legislation on natural gas production, breaking

the current monopoly in the Sector. In an interview,

the current President of the Brazilian Association of Large Industrial

and Free Market Energy Consumers (Abrace) and former Executive

Secretary of the Ministry of Mines and Energy (MME) talks about his

expectations for the vote on the “New Natural Gas Act” in the Federal

Senate and about the impacts of the new rules on production

costs and economic activity. “It will lead to the modernization of industrial

production and a gain that will allow us to compete in global

markets,” he ensures.

Foto: divulgação

PAULO PEDROSA

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ENGENHEIRO MECÂNICO,

FORMADO PELA UNB (UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA)

CARGO: DIRIGENTE DA ABRACE (ASSOCIAÇÃO DE GRANDES

CONSUMIDORES INDUSTRIAIS DE ENERGIA E CONSUMIDORES

LIVRES) E EX-SECRETÁRIO EXECUTIVO DO MME (MINISTÉRIO

DE MINAS E ENERGIA)

PROFESSIONAL EDUCATION: MECHANICAL ENGINEERING, UNIVERSITY OF

BRASÍLIA (UNB)

FUNCTION: PRESIDENT OF THE BRAZILIAN ASSOCIATION OF LARGE INDUSTRIAL

AND FREE MARKET ENERGY CONSUMERS (ABRACE) AND FORMER EXECUTIVE

SECRETARY OF THE MINISTRY OF MINES AND ENERGY (MME)

30 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


JÁ APROVADA NA CÂMARA DOS DEPUTA-

DOS, A NOVA LEI DO GÁS ESTÁ EM TRAMITA-

ÇÃO NO SENADO FEDERAL. QUAIS SÃO AS

EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO A ESSA VOTA-

ÇÃO?

A tramitação da Lei do Gás no Congresso

reflete as escolhas do Brasil. Assim como fizeram

na Câmara, os interesses do passado se articulam

para mudar a lógica da proposta de abertura de

mercado e fazer do Novo Mercado do Gás, que

veio para promover a competição e reduzir preços,

um veículo para subsídios e com a presença de

monopólios ou campeões regionais no mercado.

Conseguimos uma surpreendente vitória na Câmara.

Agora, de novo com a articulação do governo,

vamos confiantes para este novo ciclo no Senado

para que a lei seja aprovada ainda este ano. A

postergação só interessa aos adversários do novo

mercado.

QUAIS SÃO OS IMPACTOS DAS NOVAS

REGRAS NOS CUSTOS DE PRODUÇÃO E NA

ATIVIDADE ECONÔMICA COMO UM TODO?

Para o Brasil, essa lei tem importância equivalente

à do Novo Marco do Saneamento, que demonstrou

enorme vitalidade nos primeiros leilões,

com ágios que superam em mais de 130 vezes os

valores de edital. Além disso, a abertura do mercado

de gás sinalizará aos investidores do mundo

todo a disposição da nova economia em atrair capitais

e promover soluções para um mercado competitivo

e sem intervenções governamentais que

assustem investidores. Já os efeitos concretos são

extraordinários: geração de 4 milhões de empregos

e triplicação do consumo de gás, inclusive o

industrial, gerando R$ 60 bilhões de investimentos

ao ano. Com o gás, virá a modernização da produção

industrial e um ganho de competitividade que

nos permitirá competir nos mercados globais.

A NOVA LEI DO GÁS TEM SIDO APONTADA

COMO INCENTIVO À RETOMADA ECONÔ-

MICA DO PAÍS APÓS A CRISE OCASIONADA

PELA PANDEMIA DA COVID-19. CONTUDO,

HÁ QUEM DIGA QUE O IMPACTO NÃO SERÁ

TÃO GRANDE ASSIM. COMO O SENHOR AVA-

LIA ESSE CENÁRIO?

Sairemos da pandemia com uma situação

fiscal ainda mais delicada do que a que motivou

a Reforma da Previdência. O custo do necessário

acolhimento dos brasileiros pelo governo chegará

às contas públicas. Portanto, não adianta sonhar

com soluções que dependam de recursos públicos

ou investimentos da União e dos Estados ou

subsídios e encargos que sejam um peso ainda

maior para a economia. A tentação de promover

o desenvolvimento por meio do estímulo a obras

ALREADY APPROVED IN THE HOUSE OF RE-

PRESENTATIVES, THE NEW NATURAL GAS ACT

HAS MOVED ON TO BE VOTED UPON IN THE FE-

DERAL SENATE. WHAT ARE THE EXPECTATIONS

FOR THIS VOTE?

The procedures outlined for the New Natural Gas

Act in Congress reflect choices for Brazil. As they did in

the House, interested parties are articulating the logic

of the proposal to open up the market and create a

New Natural Gas Market, which will lead to promoting

more competition and reduced prices, different from

the old vehicle with subsidies and the presence of regional

monopolies or market champions. The bill was

overwhelmingly passed in the House. Again, with the

articulation of the Government, we are confident that

this new cycle in the Senate will be passed this year.

Postponement is only in the interest of opponents of

the new market.

WHAT ARE THE IMPACTS OF THE NEW RULES

ON PRODUCTION COSTS AND ECONOMIC ACTI-

VITY AS A WHOLE?

For Brazil, this Law’s importance is equivalent to

that of the New Sanitation Framework that demonstrated

enormous vitality in the first auctions, with bids

that exceeded the minimum stipulated values by more

than 130 times. Besides, the opening up of the natural

gas market will signal investors worldwide the new

economy’s willingness to attract capital and promote

solutions to create a competitive market without Government

intervention that scares off investors. The

concrete effects are extraordinary: generating 4 million

jobs and tripling natural gas consumption, including

industrial, generating R$ 60 billion in investment per

year. With natural gas, the modernization of industrial

production and a gain of competitiveness will come

that will allow us to compete in global markets.

A APROVAÇÃO NA

CÂMARA NOS MOSTROU A

FORÇA DA ARTICULAÇÃO DA

INDÚSTRIA. POR MEIO DE AMPLA

ARTICULAÇÃO, CHEGAMOS ÀS

LIDERANÇAS DO GOVERNO E DO

CONGRESSO PELOS MAIS DIVERSOS E

LEGÍTIMOS CANAIS

FEVEREIRO 2021 31


ENTREVISTA

desnecessárias, por exemplo, apenas aumentará

o peso sobre a sociedade e atrasará ainda mais a

nossa recuperação. Precisamos de soluções que

façam sentido econômico, tragam capitais novos

e dinamizem a economia. A Nova Lei do Gás vai

ser o grande tiro de largada para um novo ciclo na

nossa economia.

EM TERMOS DE REGULAMENTAÇÃO DO

SETOR, COMO ESSE NOVO MARCO REGU-

LATÓRIO COLOCARÁ O BRASIL DIANTE DO

CENÁRIO INTERNACIONAL?

Nossas indústrias chegam a pagar três ou quatro

vezes o preço de concorrentes internacionais.

Portanto, é muito mais barato trazer produtos

acabados fora do Brasil do que produzir aqui, em

especial aqueles produtos intensivos em energia.

Foi assim que a nossa agricultura passou a depender

de 80% dos fertilizantes importados e foi assim

que, para dar um exemplo de grande valor simbólico,

paramos de produzir até aspirina, um produto

do dia a dia das famílias brasileiras. É importante

avançarmos na aprovação da Lei do Gás, na modernização

do setor elétrico e nessa agenda que,

junto com o mercado nacional, é uma plataforma

importante. Podemos reposicionar a indústria brasileira

e reverter uma trajetória que tem custado

muito caro à nossa sociedade. A Lei do Gás vai

trazer muita diversidade e segurança jurídica.

NA DISCUSSÃO DA LEI DO GÁS, A VOZ DA

INDÚSTRIA ESTÁ SENDO OUVIDA?

A aprovação na Câmara nos mostrou a força da

articulação da indústria. Por meio de ampla articulação,

chegamos às lideranças do governo e do

Congresso pelos mais diversos e legítimos canais

e fomos ouvidos. Esse movimento foi um grande

aprendizado e esperamos que ele se repita e dê

ao Brasil a vitória da aprovação da Nova Lei do

Gás no Senado Federal.

THE NEW NATURAL GAS ACT HAS BEEN

POINTED OUT AS AN INCENTIVE FOR THE COU-

NTRY’S ECONOMIC RECOVERY AFTER THE CRISIS

CAUSED BY THE COVID-19 PANDEMIC. HOWE-

VER, SOME SAY THAT THE IMPACT WILL NOT

BE THAT GREAT. HOW DO YOU EVALUATE THIS

SCENARIO?

We will come out of the pandemic with an even

more delicate fiscal situation than the one that motivated

Social Insurance Reform. The cost of the

Government’s actions for Brazilians will significantly

affect public accounts. Therefore, there is no point in

dreaming of solutions that depend on public resources

or investments or subsidies and tax relief by the Central

and State Governments, which would create an even

more significant economic burden. The temptation to

promote development by encouraging unnecessary

works, for example, will only increase the burden on

society and further delay recovery. We need solutions

that make economic sense, bring in new capital, and

streamline the economy. The New Natural Gas Act will

be a big boost for starting a new cycle in our economy.

IN TERMS OF INDUSTRY REGULATION, HOW

WILL THIS NEW REGULATORY FRAMEWORK AF-

FECT BRAZIL WITHIN THE INTERNATIONAL SCE-

NARIO?

Our companies pay three or four times the price

that our international competitors pay. Therefore, it is

much cheaper to bring finished products from abroad

than to produce them here, in Brazil, especially energy-intensive

products. This is why our agriculture came

to depend on 80% of fertilizers being imported. That

is why, to give an example of great symbolic value, we

even stopped producing aspirin, a product in the day-

-to-day of Brazilian families. It is essential to proceed

with the Natural Gas Act’s approval for the modernization

of the Electricity Sector as this agenda is a crucial

platform for the national market. We can reposition

Brazilian industry and reverse a trajectory that has cost

our society dearly. The Natural Gas Act will lead to diversity

and legal certainty.

É IMPORTANTE

AVANÇARMOS NA

APROVAÇÃO DA LEI DO GÁS, NA

MODERNIZAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO

E NESSA AGENDA QUE, JUNTO COM O

MERCADO NACIONAL, É UMA

PLATAFORMA IMPORTANTE

IN THE DISCUSSION OF THE NATURAL GAS

ACT, IS THE VOICE OF INDUSTRY BEING HEARD?

The approval in the House showed us the strength

of the articulation of the industry. Through broad articulation

and the most diverse and legitimate channels,

we reached out to Government and Congress leaders,

and were heard. This movement was a great learning

process, and we hope that it will be repeated and lead

to a Brazilian victory through the approval of the New

Natural Gas Act in the Federal Senate.

32 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


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COLUNA ABIMCI

BRASIL CONSOLIDA PAPEL

DE DESTAQUE NO CENÁRIO INTERNACIONAL

MESMO DIANTE DE UM CENÁRIO MARCADO POR ADVERSIDADES, AS EMPRESAS BRASILEIRAS DE MADEIRA

FECHARAM 2020 COM BONS RESULTADOS NOS VOLUMES EMBARCADOS

Paulo Pupo

Superintendente da ABIMCI

(Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente)

Contato: abimci@abimci.com.br

OS RESULTADOS

ALCANÇADOS NO ANO

PASSADO CONFIRMAM A

CONSOLIDAÇÃO DA PRESENÇA DO

BRASIL NO MERCADO INTERNACIONAL

DE PRODUTOS DE MADEIRA

imprevisibilidade de 2020, causada pela

Apandemia do novo coronavírus, deixou todos

os segmentos produtivos em alerta. A

indústria de produtos de madeira do Brasil,

que tem no mercado internacional um dos

principais destinos, acompanhou de forma

atenta as decisões internacionais quanto à paralisação

das atividades e as tendências de consumo, principalmente

na Europa e nos EUA (Estados Unidos da América).

Mesmo diante de um cenário marcado por adversidades,

as empresas brasileiras de madeira fecharam 2020

com bons resultados nos volumes embarcados. Os EUA,

por exemplo, continuaram sendo o principal destino de

produtos como compensado de pinus, molduras e madeira

serrada de pinus. Este último produto atingiu pela

Foto: divulgação

primeira vez a marca histórica de 3 milhões de m³ (metros

cúbicos) exportados pelo Brasil para os principais mercados

compradores.

Esse bom resultado na madeira serrada, associado

ao aumento de 20% das exportações de compensado de

pinus, indica o movimento dos últimos anos de crescimento

da participação do Brasil no mercado internacional,

posicionando novamente o país entre os principais

players mundiais.

As exportações de pisos e portas maciças também

registraram alta no ano passado. Destaque ainda para as

vendas de pellets de pinus para a Europa, com foco especial

no mercado italiano. Quanto ao mercado asiático,

produtos como as lâminas de pinus e lâminas de espécies

tropicais aumentaram os volumes comercializados.

Entre as retrações nas vendas estão os pisos engenheirados,

com uma redução de 29% em relação ao volume

embarcado em 2019. Também houve diminuição do

volume final embarcado em 2020 de madeiras serrada e

perfilada e espécies tropicais.

Os resultados alcançados no ano passado confirmam

a consolidação da presença do Brasil no mercado internacional

de produtos de madeira, um mercado para o qual

é preciso estar preparado comercialmente e tecnicamente.

A ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) tem exercido um papel

institucional fundamental junto às suas empresas associadas,

subsidiando-as com informações e monitoramento

comercial dos produtos e segmentos que representa,

assim como abordando e atualizando decisões políticas

e econômicas e de mercado que afetam diretamente os

negócios com o Brasil.

Assim, diante de incertezas internas e externas ainda

em virtude da pandemia, mudanças políticas, a dinâmica

dos acordos comerciais em andamento, o monitoramento

permanente de informações e o olhar apurado para os

encaminhamentos em 2021 continuarão a ser fundamentais

para a tomada de decisões e definições nos negócios.

Devemos permanecer vigilantes em relação a pautas

que devem ganhar força neste ano, como meio ambiente

e suprimento florestal, avanços e investimentos necessários

no modal logístico e barreiras comerciais internacionais,

bem como, o andamento das reformas, em especial

a tributária.

34 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


Há 75 anos parceira

do setor madeireiro

Plaina Moldureira

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posicionamento dos

eixos através de CLP

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PRODUTIVIDADE

TECNOLOGIA

ECONOMIA

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TRADIÇÃO,

REFERÊNCIA

E INOVAÇÃO

TRADITION, REFERENCE,

AND INNOVATION

36 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


COM PRODUTOS 100% BRASILEIROS, EMPRESA CATARINENSE

COMPLETA 75 ANOS DE HISTÓRIA COMO ESPECIALISTA NA

PRODUÇÃO DE MÁQUINAS PARA O BENEFICIAMENTO DA

MADEIRA E NA FUNDIÇÃO DE PEÇAS DE FERRO

Fotos: Emanoel Caldeira

A

história da Omil Máquinas se confunde

com o desenvolvimento da cidade de Ibirama,

no interior de Santa Catarina. Como

uma das empresas mais antigas da região,

a Omil cresceu e trouxe o nome do município

consigo, nos últimos 75 anos. Em 2021, a companhia

completa sete décadas e meia de puro trabalho, com

foco na tradição de seus produtos, na referência de seu

conhecimento técnico e na inovação, presente em suas

máquinas para o setor madeireiro.

Com um parque industrial moderno, com cerca de 12

mil m 2 (metros quadrados), a Omil produz equipamentos

para o beneficiamento de madeiras, com destaque para

as plainas, plainas moldureiras, serras múltiplas, alimentadores

e descarregadores automáticos. A empresa

também tem investido fortemente, nos últimos anos, na

produção de peças fundidas em ferro cinzento, nodular,

ferro branco, ampliando sua capacidade produtiva para

aproximadamente 700t (toneladas) mês.

WITH 100% BRAZILIAN PRODUCTS,

A COMPANY FROM THE STATE OF

SANTA CATARINA IS COMPLETING 75

YEARS OF EXISTENCE AS A SPECIALIST

IN PRODUCING WOODWORKING

MACHINES AND CASTIRON PRODUCTS

The history of Omil Máquinas is intertwined with

the development of the city of Ibirama, in the interior

of the State of Santa Catarina. As one of the

oldest companies in the Region, Omil has grown

and become an essential part of the municipality

over the last 75 years. In 2021, the Company completes seven

and a half decades of pure work, focusing on its products’

tradition, a reference of its technical knowledge and inno-

FEVEREIRO 2021 37


PRINCIPAL

De acordo com o gerente geral da Omil, Maikon Koelbel,

o segredo para o sucesso reside na administração

familiar da empresa, fundada por seu avô, cunhados,

amigos e um grupo de investidores, ainda no ano de

1946. “A Omil é mais antiga que o meu próprio pai. Essa

administração mais próxima faz com que todo o corpo

de colaboradores da Omil seja quase como uma família,

e o trabalho é levado neste sentido. Por exemplo, tenho

meu filho e também quero que isso vá para frente e que

gere frutos para a próxima geração”, conta o gerente,

que trabalha desde sua adolescência na Omil.

Entre altos e baixos, a Omil se fortaleceu e buscou

atender diversos países, com forte atuação em toda a

América Latina, com destaque para as exportações em

países como México, Chile e Uruguai. A Omil, inclusive, é

a única empresa nacional com produção 100% brasileira.

“Temos realizado alguns projetos que devem sair do

papel muito em breve, tanto para 2021 quanto para o ano

que vem. Nos últimos 5 anos, temos investido também

no ramo da fundição, com fornecimento de peças fundidas

para o setor agrícola. Aliás, para o mês de março,

estão chegando maquinários novos, para que a Omil

agregue um valor ainda maior para os nossos clientes”,

revela Maikon.

vation, present in its machines for the Woodworking Sector.

With a modern industrial park, with about 12,000 m 2 ,

Omil produces equipment for woodworking, with emphasis

on planers, molding planers, gang saws, feeders, and

automatic unloaders. Over the last few years, the Company

has also invested heavily in the production of cast iron parts

in grey, nodular, and white iron, expanding its production

capacity to approximately 700 tons per month.

According to Maikon Koelbel, General Manager for

Omil, the secret to success lies in the Company’s family

administration, founded, in 1946, by his grandfather, brother-in-law,

friends, and a group of investors. “Omil is older

than my father. This close administration leads to Omil’s

entire workforce almost feeling like a family, and works takes

this direction. I, for example, have a son, and I also want the

Company to continue to develop and bear fruit for the next

generation,” says the Manager, who has worked since his

adolescence at Omil.

Between the ups and downs, Omil has strengthened and

sought to serve markets in several countries, with substantial

operations throughout Latin America, with emphasis on

exports to countries such as Mexico, Chile, and Uruguay.

Omil is also the only domestic company in the area with

100% Brazilian production.

“We have elaborated several designs that should come

off the paper very soon, both in 2021 and next year. Over the

38 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


last five years, we have also invested in the foundry business,

supplying cast iron parts to the Agricultural Sector. In fact,

for March, we expect to take delivery of new machinery, so

that Omil will be able to add an even greater value for our

customers,” explains Maikon.

MÁQUINAS

Entre os principais produtos da Omil, as plainas

moldureiras PMC-PLUS-200 e a PMO-240/320 tem conquistado

o mercado nacional e internacional. Algumas

das maiores empresas do setor da madeira têm adquirido

esses equipamentos e atestam a qualidade dos serviços

da Omil.

Há três décadas na Madeireira Rossini, localizada em

José Boiteux (SC), o colaborador Ricardo Rossini iniciou

sua carreira ao lado de um maquinário da Omil. “Meu

primeiro trabalho na Rossini foi justamente no beneficiamento

de madeira. Na época, usávamos uma moldureira

MACHINERY

Among Omil’s major products, the PMC-PLUS-200 and

PMO-240/320 molder/planers have conquered the domestic

and international market. Some of the largest companies in

the Woodworking Sector have acquired this equipment and

attest to Omil service quality.

Three decades ago, at Madeira Rossini, located in José

Boiteux, Santa Catarina, Ricardo Rossini began his career

alongside an Omil machine. “My first job at Rossini was

precisely in wood processing. At the time, we used a more

rudimentary molder, the best technology of the time, which

was from Omil. I believe that our relationship with the Omil

is almost 50 years old,” says Rossini.

Currently, Rossini has a PLUS-200 planer in its factory. “It

is a machine that has helped us a lot to grow. At some point,

VISITA À MADEIREIRA ROSSINI


PRINCIPAL

VISITA À EMPRESA BUTZKE MÓVEIS

EQUIPE COMERCIAL MÁQUINAS OMIL

mais rudimentar, até pela tecnologia da época, que era

da Omil. Acredito que nossa parceria com a empresa

tenha perto de 50 anos”, avalia Ricardo.

Atualmente, a Rossini possui uma plaina PLUS-200 em

sua fábrica. “São máquinas que, realmente, nos ajudaram

muito a crescer. Em algum momento, a gente fez uma

opção de deixar de simplesmente serrar a madeira e

passamos a procurar esse trabalho do beneficiamento,

com um pouco mais de velocidade, um pouco mais de

elaboração. Então procuramos a Omil e adquirimos duas

PMO-240. Essas máquinas continuam rodando aqui até

hoje”, salienta o colaborador.

Ricardo ainda afirma que, além da confiabilidade das

máquinas, o relacionamento próximo entre as empresas

é o grande diferencial da Omil. “Esse olho no olho ajuda

muito, até porque moramos ao lado da fábrica da Omil.

Eles sempre buscaram uma participação muito ativa e o

pós-venda é excelente. A grande preocupação da Omil

é entregar uma máquina que atenda às demandas e

expectativas de cada cliente, e acho isso fundamental

em uma parceria comercial”, acrescenta.

Presidente da Butzke Móveis, localizada em Timbó

(SC), Michel Otte revela que a parceria das empresas se

we decided to stop simply sawing wood, and we started

looking for wood processing work with a little more speed,

a little more elaboration. So, we went to Omil and acquired

two PMO-240. These machines continue to run here to this

day,” stresses Rossini.

Rossini also states that, in addition to the machines’

reliability, the close relationship between the companies is

Omil’s great differential. “The eye to the eye contact helps a

lot, not least because we live next door to the Omil factory.

They have always sought to have a very active participation,

and the after-sales service is excellent. Omil’s main concern

is to deliver a machine that meets the demands and expectations

of each customer, and I think that this is fundamental

in a commercial relationship,” he adds.

Michel Otte, President of Butzke Móveis, located in

Timbó SC, reveals that the relationship between the two

companies has become part of Butzke, which has been in

operation for more than 120 years. He analyzes that the

cost-benefit of Omil’s services highlights the Company, in a

crowded market such as that of the woodworking industry.

“We have noticed, in recent years, a great improvement

in our production, very much due to the Omil planers. We

recently bought an 8-axis PMO-320 with Automatic Feed

40 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


confunde com os mais de 120 anos de atuação da Butzke.

Ele analisa que o custo-benefício dos serviços da Omil é

o que destaca a companhia, em um mercado concorrido

como o da indústria madeireira.

“Percebemos, nos últimos anos, uma melhora grande

na nossa produção, muito devido às plainas da Omil.

Nós compramos, recentemente, uma PMO-320 de 8

eixos com Alimentador Automático, pois precisávamos

melhorar o acabamento da madeira. Estudamos várias

soluções e encontramos na máquina da Omil a solução

que achávamos ideal para o que estávamos precisando.

Além disso, a Omil sempre esteve ao nosso lado. Nós

batíamos no telefone e eles vinham até nós. É uma relação

especial”, destaca Michel Otte.

Com planos para o futuro da empresa, o gerente

geral da Omil, Maikon Koelbel, agradece a parceria com

seus clientes e parceiros e com todos que fizeram parte

da história da Omil nesses 75 anos. “Queria deixar um

agradecimento a todas as pessoas que fizeram parte

dessa empresa, que passaram por aqui de alguma maneira,

e deixaram um pedaço delas aqui dentro. No fim,

o que importa são as pessoas que passaram aqui dentro

e o esforço que elas fizeram para sermos essa grande

empresa que somos hoje”, enaltece Maikon.

A OMIL POSSUI UM

PARQUE INDUSTRIAL

MODERNO, COM CERCA DE 12

MIL M 2

because we needed to improve the wood finish. We studied

several solutions and found in the Omil machine the solution

that we thought was ideal for what we needed. Besides,

Omil’s always been there for us. We could phone them,

and they would immediately send someone. It is a special

relationship,” he adds.

With plans for the Company’s future, Omil General Manager

Koelbel appreciates the relationship with his customers

and suppliers and with everyone who has been part of Omi’s

history in these 75 years. “I would like to give a thank you

to all the people who were part of this Company, who came

through here in any way and left a piece of themselves here.

In the end, what matters are the people who passed through

here and the effort they made to help this great company

be what we are today,” he concludes.

FÁBRICA DA OMIL

FEVEREIRO 2021 41


ECONOMIA

A HORA DA

RETOMADA

BRASIL PRECISA APROVAR

REFORMAS ESTRUTURAIS PARA SE

RECUPERAR DAS PERDAS DE 2020

Fotos: divulgação

42 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


D

epois de amargar uma recessão em

2020, desencadeada pela pandemia de

Covid-19, a economia brasileira voltará a

crescer em 2021. É o que aponta a Projeção

da CNI (Confederação Nacional da

Indústria), que mostra que o PIB (Produto Interno Bruto)

registrará expansão de 4% neste ano. A atividade

econômica será impulsionada pelo avanço de 4,4% do

PIB industrial. As previsões estão na edição especial do

Informe Conjuntural – Economia Brasileira.

O estudo mostra que parte significativa do crescimento

econômico será explicada pela base de comparação

com 2020, ano marcado por uma recessão decorrente

dos efeitos da pandemia do novo coronavírus

sobre a atividade econômica. A estimativa é que o PIB

caia 4,3% na comparação com 2019 e o PIB industrial,

3,5%.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade,

avalia que as incertezas com relação à economia continuam

elevadas e só diminuirão com a imunização da

maior parcela da população. A manutenção da recuperação

dependerá não só de medidas econômicas, mas

também de saúde pública.

FEVEREIRO 2021 43


ECONOMIA

Ele observa, porém, que o primeiro passo já foi

dado. A economia vai continuar a se recuperar das perdas

sofridas ao longo deste ano. No caso da indústria,

para a maioria dos setores, a recuperação já ocorreu

em 2020. O grande desafio do Brasil é fazer o país voltar

a crescer acima de 2% ao ano de maneira sustentada,

ou seja, por um longo período.

“O desafio é a transição da retomada para o crescimento

sustentado já em 2021. Para isso, o país, mais

do que nunca, precisa eliminar o Custo Brasil. É preciso

prover um ambiente favorável aos negócios, que

ofereça segurança jurídica, melhore as expectativas e

estimule o investimento, o crescimento econômico e

o desenvolvimento social”, afirma Robson Braga de

Andrade.

O presidente ainda ressalta a necessidade de se

avançar nas reformas estruturais, entre elas a tributária

e a administrativa. O Brasil também precisa atrair

investimentos em infraestrutura, por meio de uma

modernização dos marcos regulatórios, para garantir a

segurança jurídica e o respeito aos contratos.

INFLAÇÃO

A estimativa é que a inflação oficial medida pelo

IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

fique em 3,55% ao ano no fechamento de 2021. A

meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para

o próximo ano é de uma inflação de 3,75% ao ano,

com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual

para cima ou para baixo. Assim, a inflação no próximo

ano deverá ficar abaixo da meta, mas ainda dentro do

intervalo de tolerância. Para 2020, a projeção da CNI é

que o Ipca fique em 4,28%, um pouco acima da meta

de 4% definida para este ano, mas também dentro da

margem de tolerância.

TAXA SELIC

No caso da taxa básica de juros, a Selic, a CNI espera

que ela seja mantida no atual patamar de 2% ao

ano até o fim do primeiro semestre de 2021, quando

se iniciará uma sequência de três aumentos. Com isso,

a Selic deverá ficar em 3% ao ano no fechamento de

2021.

“Com a Selic em baixo patamar e com as perspectivas

da Agenda BC, o mercado de crédito terá um

importante papel no impulso ao crescimento econômico

em 2021”, diz o relatório da CNI. A taxa de câmbio

deve ficar em R$ 5,15/US$ na média de 2020. Para

2021, projeta-se que a taxa de câmbio fique em torno

de R$ 4,84/US$, na média, o que representa apreciação

moderada frente à média esperada para 2020.

O DESAFIO É A

TRANSIÇÃO DA

RETOMADA PARA O

CRESCIMENTO SUSTENTADO

JÁ EM 2021. PARA ISSO, O

PAÍS, MAIS DO QUE NUNCA,

PRECISA ELIMINAR O CUSTO

BRASIL

44 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


MERCADO

SETOR

MOVELEIRO

EM DESTAQUE

46 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


CONTRA A MARÉ, INDÚSTRIA DE MÓVEIS

MOSTROU CRESCIMENTO DURANTE A

PANDEMIA, COM NÚMEROS SUPERIORES

AOS DE ANOS ANTERIORES

Fotos: divulgação

FEVEREIRO 2021 47


MERCADO

Aquarentena e as demais imposições geradas

pela pandemia do coronavírus fizeram com

que os consumidores brasileiros direcionassem

a atenção para o conforto de seus lares.

Por passar mais tempo dentro de casa, o

mercado de móveis nacional mostrou grande crescimento

durante 2020 e superou as vendas de toda a década.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

mostram que, no acumulado do ano, o crescimento

na aquisição desses produtos registrou alta de 39,9% em

todo o país em comparação com o ano anterior. Os maiores

responsáveis por esse bom momento do setor são

os móveis planejados (60%); móveis residenciais (20%) e

estofados (30%).

“Com a permanência das pessoas em casa, elas

acabaram percebendo a necessidade de mudança e de

algumas reformas. Isso está impactando o nosso setor e

trazendo, de forma satisfatória, retorno para os lojistas de

Passos e região. Hoje, temos a necessidade de contratar

mais e ampliar fábricas. Tivemos nessa crise uma oportunidade”,

explica Marcelo Coimbra, diretor de Comunicação

da ACIMOV (Associação Comercial e Industrial

de Móveis de Passos), grande polo moveleiro de Minas

Gerais.

E o boom de vendas no setor moveleiro veio em um

momento chave para o segmento, que vem sofrendo desde

a crise econômica surgida em 2014. Antes da pandemia,

por exemplo, a situação do mercado de móveis era

crítica. Em março e abril, as vendas apresentaram recuos

de mais de 10% ao mês.

MÓVEIS GAÚCHOS

No Rio Grande do Sul, um dos maiores polos mo-

veleiros do país, o crescimento nominal de faturamento

apresentou alta de 4,1% em 2020, o que representou R$

6,4 bilhões em comparação ao mesmo período do ano

passado. De acordo com a MOVERGS (Associação das Indústrias

de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul), tais

resultados demonstram que “a indústria moveleira segue

o processo de retomada, iniciada nos últimos meses”.

O resultado também impactou positivamente na geração

de empregos, conforme dados do Novo Caged, no

mês de outubro. No Rio Grande do Sul, a variação é de

3,3% em relação ao início do ano, e o fechamento do mês

aponta 34.823 postos de trabalho na indústria gaúcha,

resultado que também supera a média da indústria de

transformação no estado, que ficou praticamente estagnada

em 0,15%.

Para o economista da MOVERGS, Eduardo Santarossa,

o setor já retornou aos níveis de produção e empregos

pré-pandemia. Dados do IBGE mostram que o volume

de vendas de móveis é o segmento que mais cresceu no

varejo brasileiro por dois meses consecutivos (agosto e

setembro) nas comparações com os mesmos meses do

ano anterior. A variação acumulada no ano já tem alta de

8,8% quando comparada ao período de janeiro a setembro

de 2019.

“No entanto, a produção ainda não conseguiu acompanhar

o forte aumento de vendas. Há um descompasso

entre oferta e demanda, o que freia uma recuperação

mais consolidada. A pandemia causou alta nos custos e

empurrou todos os estoques para baixo. Hoje, o setor

está sofrendo com a falta de insumos de produção e

grande aumento nos seus preços em decorrência desse

cenário, em especial os painéis de madeira, principal matéria-prima

para a indústria de móveis”, pontua.

48 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


MARCENARIA

50 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


A NOVA

MARCENARIA

ADAPTADA AO SÉCULO 21, A MARCENARIA MODERNA ADOTOU

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS E BUSCA SATISFAZER DEMANDAS

DOS CONSUMIDORES

Fotos: divulgação

FEVEREIRO 2021 51


MARCENARIA

Apesar de a marcenaria tradicional atrair

tanto profissionais como consumidores

apaixonados pelo trabalho artesanal e

diferenciado, nem sempre essa modalidade

se torna rentável para o empresário.

Quando isso acontece, o melhor a fazer é buscar

características e automações da marcenaria moderna,

que vem crescendo exponencialmente no Brasil e no

mundo.

Dois dos principais problemas de uma marcenaria

tradicional, embora contrários, podem se tornar grandes

dores de cabeça para a empresa. O primeiro deles

é a queda no número de pedidos, devido à preferência

por produtos confeccionados em grande escala e com

pronta-entrega. O outro problema é a falta de capacidade

para atender às possíveis altas demandas dos

clientes.

Esses são indícios de que seu empreendimento

está sendo passado para trás por uma marcenaria

moderna. Para retornar ao mercado, serão necessárias

algumas adequações funcionais para não perder mais

espaço no setor marceneiro.

O QUE É?

O conceito da marcenaria moderna é baseado,

principalmente, na automação. Essa característica será

a estrutura básica do seu negócio, sendo obrigatoriamente

um pré-requisito para qualquer marcenaria que

tenha como objetivo o lucro e a expansão comercial.

Três dos mais importantes pilares para a automação

de funções são: as máquinas, ferramentas e equipamentos,

cuja tecnologia de ponta seja capaz de produzir

móveis mais elaborados; softwares que “desenhem”

os móveis com eficiência e que estejam em sintonia

com as máquinas, dando as coordenadas; e o fluxo de

automação entre todos os processos de produção, ou

seja, a “conversa” entre esses pilares representará o

real sentido de uma marcenaria moderna atualmente,

indo desde o projeto detalhado do móvel, passando

pela eficiência e qualidade da sua produção e chegando

até a finalização para entrega.

Em uma marcenaria moderna, o marceneiro conseguirá

desenhar o móvel, terá toda a explicação para

construí-lo, saberá qual será o custo para produção.

Além disso, vai gerar um orçamento completo para o

52 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


cliente, que será feito na hora e 100% otimizado.

Mas para que todos esses passos sejam seguidos,

algumas medidas devem ser tomadas pela empresa,

como:

• Redução de gastos: em um sistema convencional,

leva-se muito tempo para desenhar o móvel, assim

como para criar as listas de corte e prever o melhor

aproveitamento do painel. Tempo é dinheiro. Por isso,

esse processo deixa o custo final do móvel mais caro.

Na marcenaria moderna, tudo é feito tecnologicamente,

maximizando a produção;

• Orçamento a toque de caixa: a marcenaria do

futuro gera os custos completos instantaneamente a

partir da formulação do projeto e estimativa de componentes;

• Construção ágil: há vários softwares que auxiliam

os profissionais na hora da montagem do produto. Eles

possibilitam a construção do móvel em apenas alguns

minutos, visualizando as alterações em tempo real e

gerando automaticamente as listas de peças necessárias;

• Aproveitamento do material: talvez o maior diferencial

da marcenaria moderna seja evitar o desperdício

de materiais. O programa de computador é preciso,

graças às informações fornecidas pelo software

enviadas para a seccionadora. O operador só precisa

abrir o plano de corte e iniciar a produção.

EM UMA MARCENARIA

MODERNA, O MARCENEIRO

CONSEGUIRÁ DESENHAR O MÓVEL,

SABER QUAL SERÁ O CUSTO PARA

PRODUÇÃO E PODERÁ GERAR UM

ORÇAMENTO COMPLETO

PARA O CLIENTE

FEVEREIRO 2021 53


MADEIRA TRATADA

54 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


PORTO

SEGURO

CASA DE VERANEIO USA E ABUSA DA MADEIRA

PARA CRIAR AMBIENTE ACONCHEGANTE E

CALMO NA COSTA AUSTRALIANA

Fotos: divulgação

Linhas modernas, curvas e com uma intrínseca

relação com a natureza. Esse é o conceito

de uma bela residência incrustada nas

dunas costeiras do leste de Victoria, cidade

litorânea na Austrália. A casa de férias pertence

a uma tradicional família da região, que tem uma

longa história com o modesto vilarejo à beira-mar de

Sandy Point. A quase 3h (horas) de Melbourne, o imóvel

tem a madeira como protagonista e foi projetado

para longas estadias – tanto nas férias de verão quanto

nas de inverno.

Desenhada pelo arquiteto Kennedy Nolan, a casa

possui uma coloração acinzentada, de forma a se

camuflar no entorno de uma plantação indígena. A

aspiração subjacente do projeto foi projetar uma casa

que refletisse e amplificasse a conexão genuína com o

local, que evoluiu ao longo de gerações. Algumas das

condicionantes impostas pelos donos pediam um local

íntimo e com ambientes amplos para grandes reuniões,

com um senso constante de integração.

O clima local costuma ser bucólico, por se tratar

de uma praia pouco habitada, mas os proprietários

encontram beleza e uma conexão profunda em todas

as condições. Pelo fato de a casa ficar desocupada por

longos períodos, a edificação precisava ser segura e de

baixa manutenção. Sandy Point é uma comunidade de

residências modestas e estradas de terra, desta forma,

os clientes buscavam uma casa que não agredisse o

FEVEREIRO 2021 55


MADEIRA TRATADA

entorno. O projeto abordou uma espécie de parametrização

instintiva, considerando todas as condicionantes.

A modelagem da planta, forma e materialidade

foi feita com base nas características únicas do local e

a partir de uma interpretação das tradições de habitações

à beira-mar. Subjacente a esse entendimento,

também se buscou imaginar uma experiência costeira.

A casa é um cata-vento, disposta em torno de um pátio

interno protegido - um refúgio dos ventos e do clima.

O pátio funciona como um claustro, à medida em

que fornece uma conexão externa protegida entre os

quatro cômodos distintos. Não há conexões internas;

é preciso sair para se deslocar entre os ambientes. O

espaço central é usado intensamente, além de ser o

acesso da casa, e quase todos os ambientes se abrem

para ele, configurando um local externo protegido e

mediando as mudanças de nível.

Há uma experiência no espaço, de modo que conforme

o usuário se move de uma sala para outra há a

visão das estrelas, uma explosão de ar frio ou o som do

oceano.

Os cômodos que permeiam o pátio são dispostos

de forma a refletir o terreno acidentado. Movendo-se

pela casa, o usuário se recorda do solo sob seus pés,

conforme transita entre os diferentes níveis. O arranjo

do pátio promove uma consciência sensorial do lugar,

mas também apoia uma experiência social cheia de

nuances, como um claustro tradicional.

O pátio oferece reclusão, mas facilita os encontros

em um espaço comum neutro - de forma organizada

ou casual. Como as casas de férias costumam acomo-

A CASA É UM

LOCAL

PROFUNDAMENTE

ENRAIZADO NA PAISAGEM,

DERIVANDO DAS MEMÓRIAS

DAS FÉRIAS EM FAMÍLIA

56 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


dar visitantes, esse arranjo a torna um lugar para receber

e ser um hóspede. A casa é um local profundamente

enraizado na paisagem, derivando das memórias

das férias em família e onde novas memórias podem

ser nutridas.

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FEVEREIRO 2021 57


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RESISTÊNCIA AO

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FRAME COM EUCALIPTO JOVEM

Fotos: divulgação

RESUMO

E

m estruturas de wood frame, as ligações

entre montantes e banzos têm como finalidade

garantir a rigidez e o contraventamento

necessários para essas construções, que são

naturalmente flexíveis, quando submetidas a

esforços horizontais, como vento e sismos. Este trabalho

teve como objetivo avaliar a resistência ao cisalhamento

de ligações de madeira para produção de painéis de

wood frame produzidos com madeira de eucalipto jovem

(menos de 15 anos de idade), tendo em vista que o

plantio de espécies desse gênero é mais abundante no

país.

Os tipos de ligações escolhidas para o estudo foram

do tipo chapa de dente estampado, parafuso autoatarraxante

e encaixe de madeira. Para cumprir o objetivo

proposto, foram utilizados corpos de prova de madeira

de Eucalyptus pellita com idade variando entre sete e

10 anos (classe C20). Foram utilizados os procedimentos

experimentais previstos no projeto de revisão de norma

da ABNT PN 02:126.10-001-4 (ABNT, 2017). Os resultados

indicaram que a ligação do tipo encaixe é a mais

apropriada para a ligação entre banzos e montantes de

painéis de wood frame produzidos com madeira de eucalipto

jovem, por ter melhor resistência e maior rigidez

ao cisalhamento quando comparada com as ligações

com parafuso autoatarraxante a 90° e chapa de dente

estampado.

INTRODUÇÃO

A madeira é um dos materiais de construção mais

utilizados no mundo, tendo dominado os métodos construtivos

por séculos, devendo ser utilizada de maneira

compatível com suas propriedades. Desde seus primeiros

usos, as técnicas de construção em madeira têm

passado por transformações que visam, principalmente,

a otimização dos recursos e a eficiência construtiva. Mais

recentemente, em razão das preocupações ambientais

e dos esforços empregados para a diminuição das emissões

de carbono, os sistemas construtivos em madeira

destacam-se por serem sustentáveis e pela capacidade

de retenção de carbono.

Entretanto, edificações em madeira constituem sistemas

não monolíticos, e a rigidez dessas construções

está diretamente associada aos materiais utilizados para

a ligação que conectam os elementos. O desempenho

dessas ligações é influenciado pela espécie, presença ou

não de defeitos na madeira, direção em que o conector

está sendo aplicado em relação às fibras, por possíveis

58 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


FILIPE LUIGI DANTAS LIMA SANTOS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM

ENGENHARIA CIVIL, UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

JÚLIA CRUZ DA SILVA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM

ENGENHARIA CIVIL, UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

RITA DIONE ARAÚJO CUNHA

NÚCLEO DE TECNOLOGIA, PROJETO

E PLANEJAMENTO, UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

ALEXANDRE DE MACÊDO WAHRHAFTIG

DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO

E ESTRUTURA, UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

SANDRO FÁBIO CÉSAR

DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO

E ESTRUTURA, UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

FEVEREIRO 2021 59


ARTIGO

variações dimensionais que possam ocorrer devido à

mudança no teor de umidade e à temperatura do ambiente

ou se a construção se encontra em situação de

incêndio.

O estudo de ligações em madeira é um tema complexo,

e durante anos foram utilizados métodos empíricos

para o dimensionamento desses elementos. A partir

da segunda metade do século 20, surgiram teorias que

passaram a ser incorporadas ao projeto. Notoriamente,

uma das técnicas mais conhecidas está associada à

teoria que Johansen desenvolveu para a aplicação de

conectores metálicos em elementos de madeira. Atualmente,

Liu Xiong afirma que os métodos definidos por

normas para a caracterização de resistência e rigidez de

ligações oferecem resultados satisfatórios, mas salientam

a necessidade de maior investigação para aproximar

a teoria do comportamento real de cada tipo de

estrutura.

A norma brasileira de dimensionamento em madeira,

ABNT NBR 7190 – Projeto de Estruturas de Madeira,

preconiza que as ligações mecânicas podem ser feitas

de três formas: por pinos metálicos, sendo divididas

entre pregos e parafusos; por pinos de madeiras ou por

conectores metálicos, sendo utilizados anéis ou chapas

metálicas. Vale lembrar que a norma brasileira foi concebida

num momento em que era mais comum o uso de

madeira adulta de cerne de espécies de alta densidade

para construções, especialmente de coberturas. Sendo

assim, constata-se uma lacuna para a aplicação de madeira

jovem de espécies oriundas de florestas plantadas.

Durante os anos, com o desenvolvimento da indústria

florestal, passou-se a produzir madeira serrada proveniente

de árvores de pequeno diâmetro com baixo ciclo

de espécies exóticas. Por essa razão, busca-se, nesta

investigação, avaliar a adequação de conceitos normativos

previamente desenvolvidos a esta condição de uso.

Poucos trabalhos foram conduzidos para determinar

as propriedades de materiais para ligação de madeira

oriundas de árvores jovens, a fim de verificar a utilização

dessas espécies em sistemas construtivos industrializados

modernos no Brasil, como o wood frame.

A estabilidade de estruturas de wood frame para

cargas horizontais depende da capacidade lateral da parede

diafragma feita pela ossatura de madeira fechada

com chapa de OSB (Oriented Stand Board), sendo que

esta capacidade lateral da parede depende da resistência

ao cisalhamento da chapa OSB e das ligações que

conectam os banzos e montantes que compõem a ossatura

de madeira.

Outros autores buscaram avaliar o comportamento

de ligações entre banzos e montantes, quando se propuseram

a adaptar os painéis de sistema wood frame

para materiais disponíveis no mercado local. Silva publicou

um projeto conceitual de produção de painéis

de wood frame utilizando nos montantes e banzos o

eucalipto jovem (Eucalyptus spp.), tendo em vista que

as espécies desse gênero são mais abundantes no país.

No referido trabalho, a autora propõe que árvores jovens

(com idade entre sete e 10 anos), com diâmetro

médio de 12 cm (centímetros) no topo da tora, podem

ser cortadas para uma sessão de 9,0 cm x 9,0 cm e utilizadas

para produção dos painéis. A seção proposta pela

autora tem presença de cerne, alburno, madeira juvenil

e medula.

No presente trabalho, estudaram-se as ligações entre

montantes e banzos para esta configuração proposta

por Silva. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a

resistência ao cisalhamento de ligações de madeira entre

elementos horizontais e verticais que compõem a ossatura

do painel de wood frame produzido com madeira

de eucalipto jovem.

MATERIAIS E MÉTODOS

IDENTIFICAÇÃO DA MADEIRA

Esta pesquisa foi realizada com madeira de Eucalyptus

pellita, com idades entre sete e 10 anos, originadas

da Fazenda São Marcos, situada no município de Araçás,

no estado da Bahia, Brasil. As propriedades físicas

e mecânicas da madeira foram determinadas segundo

os métodos presentes no Anexo B da norma brasileira

ABNT NBR 7190, em que N representa o número de corpos

de prova; f c0

, f c0,k

f v0,k

são a resistência média e característica

à compressão paralela às fibras e a resistência

ao cisalhamento; E c0,12%

é o módulo de elasticidade na

compressão paralela às fibras; ρ bas

e ρ ap

são a densidade

básica e aparente, com todos os parâmetros relativos à

umidade de 12%.

Os dados apresentados indicam que a madeira de

Eucalyptus pellita pode ser classificada como madeira

de classe C40, tendo em vista que, segundo o item 10.6

da ABNT NBR 7190 [ 9 ], a caracterização da madeira deve

ser feita segundo a resistência característica à compressão

paralela às fibras da madeira (f c0,k

). No entanto, por

se tratar de madeira jovem, a espécie não obteve módulo

de elasticidade a compressão (E c0,12%

) como esperado

para a classe C40 do grupo de dicotiledôneas, que se

situa em torno de 19500,00 MPa. Sendo assim, optou-se

OS DADOS

APRESENTADOS

INDICAM QUE A MADEIRA DE

EUCALYPTUS PELLITA PODE SER

CLASSIFICADA COMO MADEIRA

DE CLASSE C40

60 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


por classificar a madeira estudada como classe C20 por

ser a favor da segurança e cumprir todos os requisitos

de valores mínimos para as propriedades físico-mecânicas

para essa classe.

Para a produção de montantes e banzos de painéis

de wood frame é recomendado o uso de madeira com

classificação mínima de classe C20. Desta forma, a madeira

de Eucalyptus pellita jovem teve comportamento

físico-mecânico dentro do esperado para a produção de

componentes estruturais para o sistema construtivo considerado

no presente estudo.

DESCRIÇÃO DOS CORPOS DE PROVA

Para a confecção dos corpos de prova, as toras de

madeira foram cortadas para gerar peças prismáticas de

dimensões 90 mm (milímetros) x 90 mm x 300 mm em

concordância com o trabalho de Silva [ 18 ] e estocadas

até umidade de equilíbrio, em torno de 17%, esperada

para regiões com umidade relativa do ar entre 75% e

85%, como no caso da cidade de Salvador [ 9 ], onde a

pesquisa foi realizada. A seção das peças tinha presença

de medula, cerne, alburno e madeira juvenil.

Foi identificada pouca presença de rachaduras após

a secagem, devido à boa estabilidade dimensional da

madeira de Eucalyptus pellita, o que foi demonstrado

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FEVEREIRO 2021 61


ARTIGO

previamente por Santos et al. [ 21 ]. Após a secagem, três

peças foram unidas de acordo com a ligação selecionada,

formando corpos de prova em forma de “H”, de

modo que a direção das fibras da madeira fosse perpendicular

entre as peças. Foram estudados três tipos de

ligações, sendo elas: chapas de dente estampado, parafusos

autoatarraxantes e encaixes de madeira.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados apresentam os valores médios de força

máxima cisalhante das ligações (f v,max

, em kN), o número

de amostras (N), a umidade da madeira no momento

do ensaio (U, em %), o desvio padrão (DP), o coeficiente

de variação (CV, em %) e os valores mínimos e máximo

para cada grupo. Foi encontrado um baixo coeficiente

de variação para todos os grupos (CV < 18%), indicando

pouca dispersão e alta confiabilidade dos dados.

A umidade da madeira estava em equilíbrio com o

ambiente como esperado para regiões com umidade

relativa do ar entre 75% e 85%. De acordo com a formulação

proposta pela ABNT NBR 7190 [9], a resistência

pode ser até 15% maior do que a encontrada para a

condição de umidade da madeira próxima a 12%, como

esperado em outras regiões do Brasil que se encontram

com umidade relativa do ar inferior a 65%.

A relação de umidade da madeira e resistência das

ligações é discutida por Harada et al. [ 24 ], sendo que os

autores mostram que a resistência de ligações metálicas

(parafuso e chapa de dente estampado) aumenta entre

1% e 3% para cada ponto percentual de umidade que a

madeira seca em serviço. Optou-se por não utilizar fórmulas

de correção da resistência para umidade padrão

(U = 12%), pois a pesquisa objetivou apresentar resultados

realistas para cidades que tenham umidade relativa

ao ar parecida com a de Salvador, onde a pesquisa foi

conduzida.

Para as ligações com encaixe, não foi encontrada

referência que relacionasse a umidade com a resistência

ao cisalhamento, mas cabe mencionar que a variação

de umidade influencia a resistência de embutimento da

conexão, não sendo tal questão abordada na presente

investigação. Mesmo assim, vale ressaltar que para esta

pesquisa não foi verificada a ocorrência de folga das

ligações por encaixe devido a uma eventual variação de

umidade.

Nos ensaios com chapa de dente estampado foi

encontrada uma carga média máxima (F v,max

) de 36,30

kN considerando todos os grupos testados, dentro do

intervalo de significância para 95% dos dados. O estudo

mostra a curva carga versus deslocamento para cada um

dos grupos ensaiados com chapa de dente estampado.

A falência da ligação ocorreu majoritariamente por es-

A ESTABILIDADE DE

ESTRUTURAS DE WOOD

FRAME PARA CARGAS

HORIZONTAIS DEPENDE DA

CAPACIDADE LATERAL DA

PAREDE DIAFRAGMA FEITA PELA

OSSATURA DE MADEIRA FECHADA

COM CHAPA DE OSB

62 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


coamento e ruptura da chapa, sendo registrada falência

por arrancamento da chapa em dois corpos de prova.

Não foi registrada ruptura na madeira em nenhum dos

corpos de prova.

CONCLUSÕES

Neste trabalho, avaliou-se a resistência de ligações

do tipo chapa de dente estampado, parafuso autoatarraxante

e encaixe de madeira para madeira de eucalipto

jovem destinada para a produção de painéis do

sistema wood frame. Para isso, foi utilizada a madeira

de Eucalyptus pellita classe C20 com idade variando

entre sete e 10 anos de idade. O estudo das ligações

mostrou-se importante para a evolução nas pesquisas

de adaptação da madeira de eucalipto jovem para produção

de painéis do sistema wood frame. A partir da

realização deste trabalho, foi possível concluir que:

• A ligação com chapa de dentes estampados

apresentou ganho na capacidade resistente

média de 11%, quando os dentes da chapa são

ancorados em madeira de cerne;

• Em comparação com as outras ligações estudadas,

as ligações realizadas com chapas de

dente estampado apresentaram boa resistência

mecânica e rigidez. No entanto, antes que seja

definido o uso desse tipo de ligação, devem ser

avaliados os riscos de oxidação da chapa metálica

em face do seu emprego em locais com

algum nível de agressividade ambiental;

• As ligações por parafuso autoatarraxante com

cravação a 90° foram as que apresentaram resultados

menos favoráveis. Isso se dá em razão

de terem baixa resistência ao cisalhamento

e reduzida rigidez quando comparadas com

as outras ligações propostas (chapa de dente

estampado e encaixes). Portanto, esse tipo de

ligação é recomendada apenas para a conexão

de travessas;

• Na ligação aparafusada, foi notado que a ruptura

da união ocorreu por plastificação da madeira

na região do furo, causando a rotação da peça

horizontal e deformação excessiva do corpo

de prova. Não se recomenda, devido a esse

aspecto, a utilização de apenas um parafuso na

ligação entre montantes e banzos;

• As ligações do tipo encaixe apresentaram melhor

resistência ao cisalhamento, assim como

maior rigidez. Ressalta-se, porém, a importância

do uso de técnicas computacionais de corte

como forma de melhorar a qualidade da confecção

da ligação.

FEVEREIRO 2021 63


AGENDA

AGENDA

2021

FEVEREIRO

18 A 21

CAIRO WOODSHOW

LOCAL: CAIRO (EGITO)

WWW.WOODSHOWGLOBAL.

COM/CAIRO

MARÇO

16 A 17

INTERNATIONAL BIOMASS

CONFERENCE & EXPO

LOCAL: ONLINE

WWW.BIOMASSCONFERENCE.

COM/

MARÇO

26 A 29

MEDWOOD

DATA: 26/03/2021 A 29/03/2021

LOCAL: ATENAS (GRÉCIA)

WWW.MEDWOOD.GR/EN/MED-

WOOD

LIGNA HANNOVER 2021

27 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO

HANNOVER (ALEMANHA)

WWW.NFEIRAS.COM/LIGNA-HANNOVER-22/

A CIDADE DE HANNOVER, NA ALEMANHA, SE TRANSFORMA NO FOCO DE ATENÇÃO

PARA O MUNDO DA MADEIRA E A INDÚSTRIA MADEIREIRA. CONSIDERADA A MAIOR

OU A MAIS IMPORTANTE FEIRA DO MUNDO NO SETOR, A LIGNA EXPÕE TODA A

CADEIA DE PRODUÇÃO MADEIREIRA: DESDE A CAPTAÇÃO E O PROCESSAMENTO DA

MADEIRA, ATÉ A PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE PRODUTOS DA MADEIRA E TECNOLOGIAS

INOVADORAS DE TRATAMENTO DA MADEIRA, ENTRE OUTROS.

ABRIL

16 A 18

FORST LIVE

LOCAL: OFFENBURG (ALEMANHA)

/WWW.FORST-LIVE.DE/EN

MAIO

18 A 21

WOODPROCESSING LVIV

LOCAL: LVIV (UCRÂNIA)

WWW.GALEXPO.COM.UA/

JUNHO

8 A 11

FESQUA

LOCAL: SÃO PAULO

WWW.FESQUA.COM.BR

NOVEMBRO

3 A 5

EXPOCORMA 2021

LOCAL: CONCEPCIÓN (CHILE)

WWW.EXPOCORMA.CL/

64 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021


ESPAÇO ABERTO

2021,

O ANO DA RETOMADA

O

ano de 2020 foi um dos mais desafiadores

que o mundo enfrentou na história recente,

em função da crise sanitária e econômica

gerada pela Covid-19. Entramos em

2021 com esperanças de uma retomada

gradual, mas consistente, da economia, que permita

ao Brasil voltar a crescer e se desenvolver.

O setor produtivo ainda sofre com os efeitos negativos

ocasionados pela pandemia, mas a economia já

dá sinais de recuperação. Neste momento, precisamos

renovar a confiança e trabalhar firmemente para que

a crise seja superada o mais rapidamente possível. Lamentamos

enormemente que o coronavírus continue

ceifando preciosas vidas aqui e lá fora, provocando

dor nas famílias. Graças ao esforço de cientistas e

governos em todo o mundo, porém, a vacinação está

começando em alguns países e deve se disseminar

rapidamente.

Isso nos dá a certeza de que este ano será bem

melhor do que 2020, tanto do ponto de vista da saúde

de todos nós quanto da indispensável recuperação da

atividade econômica. Ao longo dos meses, indústria,

serviços, agropecuária e turismo vão se reaquecer, trazendo,

aos poucos, a bonança de volta aos lares.

Ainda que em um ritmo aquém do desejável, a

economia fechou 2020 e entra em 2021 em um cenário

positivo, o que nos proporciona uma base mínima para

continuar avançando. Para isso, é preciso que o país

persevere no caminho das medidas econômicas, em

especial das reformas estruturais, imprescindíveis para

a melhora do ambiente de negócios.

Temos que preparar o terreno, removendo crônicos

O CONTROLE DAS DESPESAS

E A CONTENÇÃO DO

ENDIVIDAMENTO PÚBLICO SÃO

REQUISITOS FUNDAMENTAIS PARA A

CONFIANÇA DOS INVESTIDORES E

PARA O CRESCIMENTO ECONÔMICO

SEM INFLAÇÃO

66 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2021

POR

ROBSON BRAGA

DE ANDRADE

PRESIDENTE DA CNI

(CONFEDERAÇÃO

NACIONAL DA

INDÚSTRIA)

obstáculos à expansão em um ritmo vigoroso, para

conseguir uma retomada sustentável da economia,

sobretudo com a redução do desemprego, flagelo que

pesa sobre quase 14 milhões de brasileiros.

Nunca é demais reiterar que a reforma tributária é

fundamental para acabar com o emaranhado de leis,

decretos, portarias, instruções normativas e outras

tantas regras que estabelecem obrigações descabidas,

transformando o dia a dia dos empreendedores e dos

trabalhadores em um sofrido pesadelo.

Simplificando o sistema de cobrança de tributos e

cortando a burocracia, vamos dar um passo gigantesco

para estimular os investimentos, a abertura de empresas

e a geração de empregos. Isso também facilitará

o funcionamento e a expansão das companhias já

existentes. O país também necessita de uma reforma

administrativa que torne o Estado mais eficiente, provendo

melhores serviços públicos a custos menores.

Ainda que governo e congresso concluam que é preciso

prorrogar o auxílio emergencial dado à população

mais vulnerável, em razão da pandemia, é essencial

que se aponte para a recuperação do equilíbrio fiscal a

médio e longo prazos.

O controle das despesas e a contenção do endividamento

público são requisitos fundamentais para

a confiança dos investidores e para o crescimento

econômico sem inflação. A racionalização dos gastos

públicos deve ser feita de maneira criteriosa, mas firme.

Sabemos todos que o Brasil é uma terra plena de

oportunidades, habitada por uma gente trabalhadora

e com o temperamento voltado para a alegria. Nas

últimas décadas, tivemos outras viradas de ano marcadas

por incertezas, mas nunca esmorecemos. Com

otimismo, determinação e esperança, sempre demos

a volta por cima. Vamos conseguir mais uma vez, ninguém

tenha dúvidas.

Foto: divulgação

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