Revista Coamo edição Outubro de 2021

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Revista Coamo edição Outubro de 2021

EXAME: COAMO É A 40ª MAIOR EMPRESA E MELHOR COOPERATIVA DO BRASIL

revista

www.coamo.com.br

outubro/2021 ano 47 edição 518

PLANTIO DE VERÃO

Com clima favorável,

cooperados plantam

nova safra

NOVA UNIDADE

Cooperativa inaugura

entreposto em

Bandeirantes (MS)

Almir Américo e Claudio

Alberto Guzzo, de Araruna (PR)

EVOLUÇÃO COM TECNOLOGIA

O Brasil é um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. O

desenvolvimento do agronegócio está relacionado ao trabalho dos

profissionais da assistência técnica para impulsionar a produção no campo


A QUALIDADE QUE

BROTA DA TERRA!

As sementes Coamo são sinônimo de

excelência em qualidade.

Todo o trabalho para a produção do

principal insumo depositado na terra

obedece a padrões rigorosos.

Com isso, os cooperados têm o que

de melhor no mercado, com

qualidade, alto vigor e germinação.

www.coamo.com.br

a vida é a gente que transforma


expediente

Órgão de divulgação da Coamo

ano 47 | edição 518 | outubro de 2021

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br,

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Ruthielle Borsuk da Silva: rborsuk@coamo.com.br

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Raquel Sumie Eishima: raqueleishima@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Colaboração: Entrepostos, Gerências Angulares e Assessorias

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana

Paula Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

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COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Sidnei Hauenstein Fuchs e Igor Eduardo de Mello Schreiner (Membros Efetivos). Vander Carlos Furlanetto, Edilson Alberto

Kohler e Jorge Luiz Tonet (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2020: R$ 20,003 bilhões.

Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2020: R$ 466,95 milhões. Cooperados: 29.438. Municípios presentes: 71. Unidades: 111.

outubro/2021 revista

3


morgansementes.com.br

sumário

GENÉTICA DE

32RESULTADOS,

HÍBRIDOS

CAMPEÕES.

MG408

MG593

MG607

Trabalho em família

Família Paschoal, de Cruzmaltina (PR), é exemplo de trabalho e união. Os irmãos Dorival

e Daniel receberam do pai a missão de continuar com a atividade agrícola, e agora estão

passando os trabalhos para os filhos Silvano (Dorival) e Maria Caroline e Lucas (Daniel)

4 revista

outubro/2021


sumário

Entrevista

10

Fausto Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil, é o entrevistado do mês na Revista Coamo.

Ele diz que quer levar a transformação digital na prática para melhorar a vida das pessoas

Assistência Técnica

14

Confira reportagem especial sobre a Assistência Técnica da Coamo, uma importante ferramenta

para difusão de tecnologia e conhecimento e melhoria do ambiente produtivo rural

24

Unidade em Bandeirantes (MS)

Cooperados e autoridades locais e do Estado participaram dia 05 de outubro da

inauguração da unidade da Coamo em Bandeirantes (MS). Cooperativa adquiriu

estrutura existente e já planeja ampliação para oferecer todos os serviços

Plantio

29

O plantio de verão inicia um novo ciclo. É hora de colocar a plantadeira no campo e com ela toda a esperança

e expectativa que cerca uma safra. As condições de clima, em geral, são boas, com chuvas regulares

Reconhecimento

No ranking da Revista Exame – Melhores e Maiores 2021, a Coamo é a 40ª maior empresa do Brasil.

A cooperativa é também a 1° empresa paranaense e destaque no agronegócio nacional

Alimentos

49

52

Com o lançamento da nova marca da Coamo, as embalagens dos alimentos da cooperativa estão

sendo atualizadas. As margarinas e o óleo de soja já ganharam um novo design e estão de cara nova

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5


governança

Especialista da ciência do cultivo da terra

No mês de outubro, comemoramos

o dia do engenheiro

agrônomo. Onde

existe um profissional da Agronomia

com atuação e comprometimento,

certamente haverá

bons resultados e melhoria do

ambiente produtivo rural.

O Brasil conta com mais

de 108 mil engenheiros agrônomos

atuantes em diversas regiões

do país. Seu trabalho é responsável

pela difusão de modernas tecnologias,

de cuidados necessários

para práticas conservacionistas no

manejo adequado do solo e do

meio ambiente, no uso correto de

defensivos agrícolas e no desenvolvimento

agrícola, com o relevante

apoio da pesquisa em prol

de milhares de produtores.

O exercício da agronomia

é uma verdadeira paixão, é

uma conquista, uma vocação e

uma realidade inquestionável

em prol de milhares de agricultores.

Os engenheiros agrônomos

são especialistas da ciência do

cultivo da terra e fazem parte de

um todo, ajudando na produção

de alimentos com origem, qualidade

e sustentabilidade.

Para ser um profissional

de sucesso na Agronomia é preciso

ter vontade e disciplina. Lembro

bem que, muito cedo, decidi

deixar meus pais em Brusque,

Santa Catarina, e ir para Curitiba,

onde com muita determinação e

foco, então, com 26 anos, me formei

agrônomo, na Universidade

Federal do Paraná. Pouco tempo

depois, ingressei na Acarpa-PR

(hoje IDR – Instituto de Desenvolvimento

Rural, resultado da fusão

da Emater, Iapar, Codapar). Fui

transferido para Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná), aonde

cheguei em maio de 1968 e iniciei

minhas atividades.

Fui desafiado a ser agrônomo

e aceitei o desafio para dar

orientação técnica aos agricultores

da região, cujas terras na sua

grande maioria, eram ácidas e

fracas. Este sem dúvida, foi um

teste em minha vida, que só colaborou

para acreditar e validar

o conhecimento que adquiri na

universidade e nos treinamentos

com extensionistas rurais.

Trabalhei na extensão

rural colaborei na organização

dos produtores no início do cooperativismo,

ensinando a doutrina

e conhecimento por meio de

treinamentos e ajudei no desenvolvimento

da assistência técnica.

O resultado foi o surgimento

da Coamo, em 28 novembro de

1970, pela vontade de 79 agricultores.

No caso da Coamo, passados

praticamente 51 anos,

constato a importância da assistência

técnica aos cooperados,

como fonte para bons resultados

nas produtividades a cada nova

safra.

Com amor à terra, os

cerca de 300 profissionais de

agronomia na Coamo semeiam

o desenvolvimento agrícola aos

cooperados em parceria com

"A classe agronômica

tem atuação consistente

no presente com olhos

no futuro."

importantes entidades – Ministério

da Agricultura, Secretarias

Estaduais de Agricultura - e instituições

de pesquisa, como a

Embrapa, entre outras, e desta

maneira, colaboram para o sucesso

da nossa agricultura, que

há muitos anos é referência para

alavancar a balança comercial

brasileira.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

outubro/2021 revista

7


gestão

Um pacote tecnológico completo para os cooperados

Os cooperados da Coamo que estão plantando

a safra de verão 2021/2022, são privilegiados

e se sentem seguros com o fornecimento na

época adequada, de serviços e produtos de qualidade.

O nosso trabalho visa agregar valor à produção,

ser a melhor opção aos cooperados, e promover o desenvolvimento

sustentável do agronegócio.

O cenário atual consolida a força de um cooperativismo

de resultados, haja vista que vivemos

um momento bem diferente dos anos anteriores,

com forte demanda e falta de produtos, que provocam

aumento substancial nos preços dos insumos e

das commodities agrícolas.

O contexto atual registra alta nos preços

das matérias primas, embalagens e no transporte

internacional. A China, por exemplo, um dos mais

importantes exportadores mundiais, tem elevação

nos custos com forte crise energética, proveniente

do aumento da demanda por energia elétrica, além

das preocupações ambientais e compromissos assumidos

de redução de emissões.

Por sua vez, a Coamo, de maneira antecipada

e de olho nas tendências do mercado, com o

trabalho dos seus profissionais e parcerias, e uma

sólida estrutura de capital, foi ao mercado e adquiriu

com antecedência, os insumos necessários para

atender a demanda dos seus cooperados, mesmo

em um ano com dificuldades.

Planejando o próximo ano, lançamos dia 25

deste mês, o plano de inverno para o milho segunda

safra 2022/2022, com previsão de aumento na área

de plantio nos Estados do Paraná e Mato Grosso do

Sul e, também, no cenário nacional. Esperamos clima

regular e desenvolvimento satisfatório e receber

a maior safra de milho da nossa história.

O plano milho 2022/2022 da Coamo, apresenta

um dos melhores valores de troca dos últimos

anos com condição especial para implantação do cereal.

Não podemos esquecer da frustração da lavoura

2021/2021, por isso, orientamos que os cooperados

façam seguro agrícola por meio da Credicoamo,

como forma de prevenção para assegurar a quitação

"O cenário atual consolida a força do

cooperativismo que, com uma sólida

estrutura de capital, disponibiliza

insumos com qualidade para os

cooperados."

dos débitos da safra, em caso de frustração.

A estrutura da Coamo permite disponibilizar

aos cooperados um pacote tecnológico completo, com

todas as condições – contratos, financiamentos e logística,

e plantar sua safra com tecnologia e proteção, para

obter a esperada rentabilidade na venda da produção.

Estamos o ano todo com os cooperados,

oferecendo insumos na hora certa, com armazenamento

seguro, e a certeza de que, nenhum cooperado

participante dos planos da cooperativa, fica sem

plantar. Esta é a essência do nosso cooperativismo,

um importante instrumento aos cooperados que,

sozinhos, dificilmente conseguiriam ter acesso a insumos,

crédito para financiamento e a comercialização

da produção com excelentes condições.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

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entrevista

FAUSTO DE ANDRADE RIBEIRO

Presidente do Banco do Brasil

“O maior desafio do Banco do Brasil é preparar o

cenário para a transformação digital.”

O

cooperativismo agropecuário

é fundamental

para o desenvolvimento

do Brasil. Ao reunir e

organizar os produtores rurais,

promove-se o poder de escala

e a atuação no mercado. É

perfeitamente possível aliar o

desenvolvimento econômico

e social, a produtividade e a

sustentabilidade. A afirmação

é do presidente do Banco do

Brasil, Fausto Andrade Ribeiro,

que no dia 21 de setembro

visitou a Coamo com outros

diretores da instituição, que é

parceira da cooperativa desde

a sua fundação. “Em nossa

visita, destacamos a vocação

de organização das cadeias

produtivas na produção de alimentos,

na geração de renda e

sua contribuição na produção

agrícola nacional, bem como

na composição significativa no

saldo da balança comercial,

colaborando para o desenvolvimento

do país.

Revista Coamo: Qual a missão

do Banco do Brasil?

Fausto Ribeiro: O Banco do Brasil

tem como propósito cuidar do

que é valioso para as pessoas.

Isso significa dedicar atenção, assessorar,

rentabilizar, preservar e

responsabilizar-se por tudo que

mais estimam os nossos clientes,

acionistas, funcionários e sociedade

em geral. E todo esse cuidado

é pautado nos valores seguidos

pelo Banco do Brasil, com foco

no cliente, eficiência e otimização

de recursos, ética, confiabilidade,

inovação e espírito público, uma

vez que consideramos o interesse

coletivo na tomada de decisões.

RC: Qual é o momento do Banco

do Brasil?

Fausto Ribeiro: Estamos vindo

de dois resultados trimestrais recordes,

alcançando R$ 10 bi de

lucro no semestre. Esse resultado

é bastante impactado por crescimentos

das carteiras de crédito

de varejo e de agronegócio. Nossas

carteiras atingiram patamares

históricos, com mais de R$ 200 bi

no Agro e mais de R$ 100 bi no

crédito consignado, por exemplo.

Tudo isso com inadimplência

em queda. Um bom desempenho,

que reflete o bom momento

do BB, que acaba de celebrar

213 anos de sua fundação.

RC: Quais são seus desafios à

frente do BB?

Fausto Ribeiro: Como presidente

e representante do Conselho

Diretor do BB, o maior desafio é

preparar o banco para o cenário

de transformação digital, o que

implica em forte treinamento dos

nossos funcionários, adaptação

da cultura organizacional e, claro,

investimento em tecnologia e

estratégia empresarial. Tudo isso

sendo um banco de relacionamento

muito próximo dos clientes.

No agronegócio, o desafio é

ampliar ainda mais a nossa liderança

no segmento. Lançamos,

em julho, o maior Plano Safra de

todos os tempos, com R$ 135 bilhões

em recursos para custeio

e investimentos e anunciamos o

Programa BB Investimentos Agro,

com incremento de R$ 10,5 bilhões

em linhas destinadas a ampliação

de tecnologia, sustentabilidade

e infraestrutura no campo.

10 revista

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RC: Quais fatores podem determinar

a excelência na gestão do

agronegócio?

Fausto Ribeiro: A gestão do

Agro envolve a análise conjunta

de todo o elo produtivo do

segmento, o que viabiliza soluções

antes, durante e após a

produção, para todos os portes

de clientes. O BB não se limita a

ofertar crédito, investe na parceria

e na proximidade com os produtores

rurais, buscando conhecer

cada vez mais sua realidade

no campo, suas necessidades

e potencialidades. O BB possui

uma rede de assessoramento

técnico rural composta por mais

de 220 profissionais especializados,

que oferecem mais proximidade

e agilidade na contratação

do crédito. E de forma a complementar

a assessoria humana, o

BB é destaque na utilização de

soluções digitais, como o uso de

aplicativos móveis para inúmeras

transações, incluindo a contratação

de crédito, proporcionando

maior comodidade ao cliente.

Créditos: Romério Cunha

Com mais de 33 anos de experiência no setor bancário e trabalhando desde 1988 dentro do

BB, Fausto de Andrade Ribeiro atuou como representante na compra do Banco da Patagônia,

trabalhou como diretor geral da unidade do Banco do Brasil na Espanha, foi diretor presidente da

BB Administradora de Consórcios e hoje é presidente do Banco do Brasil. Ele é servidor do Banco

do Brasil desde 1988, é formado em Direito e Administração de Empresas, com especialização em

finanças internacionais e pós-graduação em Economia.

RC: Quanto a sustentabilidade,

quais os projetos do BB?

Fausto Ribeiro: Nossa instituição

possui compromissos para um

mundo mais sustentável. Acreditamos

na capacidade de desenvolver

e ofertar produtos e serviços

voltados para uma economia

de baixo carbono e inclusiva, que

possa agregar cada vez mais qualidade

e inovação ao atendimento

de clientes e promover menor

impacto social e ambiental. Assim,

torna-se possível oferecer as

soluções com total assertividade,

gerando excelência na gestão

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entrevista

“O BANCO DO BRASIL É O MAIOR PARCEIRO DO AGRO E TEM UM

RELACIONAMENTO HISTÓRICO COM AS COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO.”

do agronegócio. Temos promovido

uma agenda importante

relacionada ao futuro sustentável.

Dessa agenda, originamos

10 compromissos ancorados em

três frentes: Negócios Sustentáveis,

Investimento Responsável e

Gestão ASG (Ambiental, Social e

de Governança). Especificamente

em Negócios Sustentáveis, o

apoio à agricultura sustentável e

ao fomento à energia renovável

são temas que podemos avançar

em conjunto.

RC: Como será o agronegócio

do futuro? Mais digital ou mais

relacional?

Fausto Ribeiro: Não há dúvidas

que o agronegócio do futuro

será muito digital. Vemos o desenvolvimento

de tecnologias

que deverão ser adotadas pelos

produtores rurais nos próximos

anos, tais como conectividade,

internet das coisas, monitoramento

em tempo real, rede celular

5g, aprendizado da máquina,

entre outros. Todas essas novas

tecnologias estarão focadas na

produtividade, no uso eficiente

de insumos e maquinário, mas

sem descuidar do respeito ao

meio ambiente. Contudo, é importante

destacar que esse caminho

“mais digital” não significará

um agronegócio “menos relacional”.

Muito pelo contrário. Na medida

em que o produtor tenha

mais e melhores informações sobre

sua produção, isso permitirá

ampliar seu relacionamento com

os demais atores da cadeia, capturando

novas oportunidades e

com mais chances de aproveitá-

-las corretamente. O digital hoje

faz parte do dia a dia do agro

brasileiro, através da melhoria

constante em máquinas e implementos

agrícolas, equipamentos

de alta precisão para tomadas

de decisões e aprimoramento

contínuo nas sementes, insumos

e genética dos semoventes. Para

acompanhar a transformação do

campo, o Banco do Brasil busca

investir em soluções que viabilizem

modernização e sustentabilidade

aos negócios dentro e

fora da porteira e proporcionem

uma jornada mais agradável para

os clientes. O BB entende que a

transformação digital não acontece

sem as pessoas, evidenciando

a necessidade de manutenção

permanente do contato com

os clientes. Este posicionamento

permite a contínua inovação dos

processos.

Créditos: Romério Cunha

Fausto Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil

RC: Como avalia atualmente o

cooperativismo agropecuário?

Fausto Ribeiro: O cooperativismo

agropecuário é fundamental

para o desenvolvimento do

Brasil. Ao reunir e organizar os

produtores rurais, promove-se o

poder de escala e a atuação no

mercado. É perfeitamente possível

aliar o desenvolvimento

econômico e social, a produtividade

e a sustentabilidade. As

cooperativas e o Banco do Brasil

são parceiros de longa data. Em

nossas visitas recentes às cooperativas

do Brasil, destacamos a

vocação de organização das ca-

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deias produtivas na produção de

alimentos, na geração de renda

e sua contribuição na produção

agrícola nacional, bem como na

composição significativa no saldo

da balança comercial, colaborando

para o desenvolvimento

do país.

RC: Como as cooperativas de

produção e o BB poderão atuar

no sentido de alavancar recursos

para o setor e para o próprio desenvolvimento

do sistema?

Fausto Ribeiro: O BB é o maior

parceiro do Agro e tem um relacionamento

histórico com as

cooperativas de produção, seja

apoiando diretamente seus projetos

ou no atendimento às necessidades

de seus cooperados.

Exemplo dessa atuação é o protocolo

de intenções, que assinamos

em setembro com a Coamo,

para disponibilizar aos cooperados

R$ 90 milhões em investimentos

de melhoria, modernização,

construção e ampliação de

unidades de armazenamento,

processamento e beneficiamento.

O Banco do Brasil, ao longo

dos seus mais de 200 anos, sempre

participou ativamente do

desenvolvimento da economia

brasileira, fomentando os mais

diversos setores, em especial o

agronegócio. Buscamos, constantemente,

incentivar o crédito

rural com a disponibilização de

recursos e soluções para que os

produtores rurais possam maximizar

a sua produção. Neste sentido,

é fundamental a parceria

com as cooperativas para a aplicação

desses recursos, levando

tecnologia, conhecimento e inovação

ao campo, fortalecendo

toda a cadeia produtiva.

RC: Existe no planejamento estratégico

do BB o aumento de

sua capilaridade ou essa parte já

se considera ideal para suas atividades?

Fausto Ribeiro: O BB possui a

maior rede de atendimento ao

produtor rural no País, está presente

em todo o território nacional

e disponibiliza canais digitais,

como soluções via mobile,

internet, gerenciador financeiro,

canais de autoatendimento, redes

sociais e outros. Além disso,

contamos com o importante trabalho

dos parceiros agro, representados

pelos ATNI, Agentes de

Crédito Rural, Correspondentes

Pronaf e Esteira Agro, que oferecem

aos clientes mais agilidade

e segurança no processo de

contratação de operações. Nossa

rede terá sempre o tamanho

necessário para manter o atendimento

de qualidade que o produtor

rural demanda do banco

que é líder neste segmento, tendo

sempre em vista a eficiência

e a qualidade no atendimento.

No Banco do Brasil acreditamos

na capacidade de desenvolver e

ofertar produtos e serviços voltados

para a melhoria contínua dos

processos produtivos e sustentáveis,

que agreguem cada vez

mais qualidade e inovação ao

atendimento de clientes e promovam

o menor impacto social e

ambiental.

RC: O senhor visitou a Coamo e

conheceu um pouco do trabalho

da cooperativa.

“Admiramos o

trabalho desenvolvido

pela Coamo na

transformação da vida

dos seus associados

e promovendo o

desenvolvimento.”

Fausto Ribeiro: Sim, foi uma

visita muito produtiva e interessante,

pois vi que a Coamo tem

conexão com o cooperado, alternativas

de diversificação das atividades,

tecnologia, capacitação

e sustentabilidade, aumentando

a competitividade e possibilidades

de crescimento do produtor

rural. Destaco o trabalho de

base realizado junto aos jovens

e mulheres, demonstrando a

preocupação em inserir toda a

família no espírito cooperativista

e ao mesmo tempo formar pessoas

para a sucessão familiar. Tenho

admiração pelo trabalho da

Coamo, que vem transformando

a vida dos seus associados, promovendo

o desenvolvimento e

transformando sonhos em realizações.

O Banco do Brasil é o

principal parceiro do agronegócio

brasileiro e tem uma histórica

ligação com a Coamo há mais de

50 anos. Sempre tivemos um relacionamento

de forte parceria,

que com certeza, se fortalecerá

cada vez mais.

outubro/2021 revista 13


Profissionais impulsionam o

crescimento do agronegócio

O

Brasil conquistou ao

longo dos anos, a posição

de um dos maiores

exportadores agrícolas do mundo,

face ao desenvolvimento e

crescimento do agronegócio, colaborador

direto para alavancar a

balança comercial brasileira. Para

que isto seja realidade, cresceu

nas últimas décadas a valorização

do trabalho de um importante

profissional: o engenheiro

agrônomo. Ele vem cumprindo

um papel relevante dentro e fora

da porteira, e sendo um agente

de desenvolvimento em várias

áreas do agronegócio brasileiro,

para promover a integração e a

comunicação com os produtores,

que precisam, cada vez mais,

estarem antenados, acompanhando

o desenvolvimento das

tecnologias.

A profissão de engenheiro

agrônomo foi regulamentada

no Brasil em 12 de outubro de

1933 e atualmente estão ativos

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outubro/2021


assistência técnica

Aquiles Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo

108.891 profissionais. Eles contribuem

para o fortalecimento e

inovação da agricultura brasileira,

não somente no aspecto produtivo,

social e econômico, como

também, no que se refere ao ambiente

sustentável. “É grande a

importância que os agrônomos

passaram a ter nas últimas décadas

junto a sociedade. A presença

deste profissional no dia a dia

colabora para a implantação de

uma série de atividades agrícolas

e apoio direto aos produtores na

assessoria e planejamento das

safras e empreendimentos rurais,

do uso racional e eficiente dos

recursos e, também, nas melhorias

das produtividades e dos

resultados econômicos, sociais

e preocupação com a origem e

sustentabilidade do ambiente

produtivo rural”, explica o engenheiro

agrônomo Aquiles Dias,

diretor de Suprimentos e Assistência

Técnica da Coamo.

Na Coamo, os profissionais

de agronomia estão lotados

na diretoria de Suprimentos

e Assistência Técnica. São mais

de 300 profissionais distribuídos

nas gerências, de Sementes,

de Fornecimento de Insumos,

Fornecimento de Bens e Lojas,

Fornecimento de Bens e Suprimentos,

de entrepostos e nos

campos com a coordenação da

gerência de Assistência Técnica.

“O mercado e a agricultura vem

mudando de forma veloz, assim

como o aumento do interesse e

exigências dos cooperados. Por

isso, temos uma política de desenvolvimento,

visando a capacitação,

atualização e o aprimoramento

dos profissionais nos mais

diversos temas e tecnologias da

agricultura”, afirma o engenheiro

agrônomo Marcelo Sumiya, gerente

de Assistência Técnica da

Coamo.

O planejamento estratégico

e o trabalho da cooperativa,

promovem a melhoria da

produtividade e rentabilidade

dos cooperados. Esta atuação é

validada pelo desenvolvimento

outubro/2021 revista 15


assistência técnica

Marcelo Sumiya,

gerente de Assistência Técnica da Coamo

A ATUAÇÃO TÉCNICA COM ATUALIZAÇÃO CONTÍNUA CONTRIBUI PARA O REPASSE

DE TECNOLOGIA E CONHECIMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA

da pesquisa cooperativista, que

tem contribuído para a conquista

de bons resultados e incremento

ao longo dos anos de alto nível

de tecnologia e produção nas

propriedades rurais dos cooperados.

Capacitação

Com mais de 300 profissionais,

entre engenheiros

agrônomos e florestal, técnicos

em agropecuária e médicos

veterinários, a Coamo tem a

missão de gerar renda aos cooperados

com desenvolvimento

sustentável do agronegócio e a

visão de ser a melhor opção de

desenvolvimento. Para cumprir

estes objetivos, a cooperativa

orienta e acompanha a produção

com apoio que vai desde

o planejamento do plantio, até

a comercialização da safra, por

meio da assistência técnica, que

se constitui em importante elo

entre a Coamo e cooperados,

e responsável pela difusão de

tecnologias para o incremento

de produtividades a cada nova

safra.

Mas, para que isso se

consolide é importante olhar

para o futuro. Neste contexto, os

engenheiros agrônomos acompanham

os processos de tecnologia,

com a aprendizagem

sobre as diversas ferramentas e

plataformas. Exemplo são as tecnologias

móveis que estão mais

presentes na vida dos profissionais

e produtores rurais. “Quem

imaginava que há 10, 20 anos,

iríamos ter todo este avanço, que

veio para ficar e mudar a realidade

e o jeito de fazer e administrar

a nossa agricultura? Mudou muito

e vai mudar ainda mais. A inovação

é uma palavra muito forte

em todas as áreas, e no agronegócio

é evidenciado”, conta Marcelo

Sumiya.

Para o avanço da agricultura

e dos seus resultados, seja

como produtor, usuário da tecnologia,

engenheiro agrônomo,

16 revista

outubro/2021


PARA O AVANÇO DA AGRICULTURA E DOS SEUS RESULTADOS É NECESSÁRIO ESTAR ATENTO

AO MERCADO TECNOLÓGICO PARA A TOMADA DE DECISÃO DE FORMA ÁGIL E SEGURA

pesquisador, entre outros, é necessário

estar atento ao mercado

tecnológico para implantação de

modernas práticas e ferramentas,

as quais são importantes para a

tomada de decisão de forma ágil

e segura.

Planejar é essencial

Com esta ferramenta, as

ações da assistência técnica são

planejadas de maneira mais eficaz,

garantindo além da qualidade

e segurança, a padronização

e a clareza nas informações entregues

ao cooperados.

De acordo com o gerente

de Tecnologia da Informação

da Coamo, Ailton de

Almeida Queiroz, estão sendo

planejadas ações de aplicação

e introdução de novas tecnologias

à estrutura da cooperativa,

sejam estas voltadas ao atendimento

dos cooperados ou à

parte administrativa. De acordo

com ele, a premissa de ter um

aplicativo que considerasse a

cultura Coamo, com segurança

e personalização dos seus processos,

foi o que mais pesou na

opção pelo desenvolvimento

interno. “Já havíamos estudado

várias opções de mercado,

porém não encontramos tecnologia

que pudesse atender

a demanda de uma forma tão

específica”, comenta.

Aplicativos

Com o avanço tecnológico

e o uso mais intenso dos dispositivos

móveis, a cooperativa

está acompanhando e implantando

ferramentas que possibilitem

o uso pelos profissionais

de agronomia e cooperados.

“Estamos atentos para apoiar

o trabalho da nossa assistência

técnica para o uso de modernas

tecnologias. O mundo mudou e

vai mudar bastante. Por isso, precisamos

estar preparados para

estas transformações”, destaca

Ailton Queiroz.

outubro/2021 revista 17


assistência técnica

A COAMO ESTÁ SEMPRE ACOMPANHANDO, ESTUDANDO E

VALIDANDO NOVAS TECNOLOGIAS EM BENEFÍCIO DOS COOPERADOS

Novas tecnologias

A Coamo acompanha,

estuda e valida todas as novas

tecnologias em benefícios dos

cooperados, e entre elas estão

a agricultura de precisão e a conectividade

no campo, com a

realização de trabalhos em parcerias

com instituições de pesquisa.

Os profissionais de agronomia

convivem com realidades

bem diferentes de décadas anteriores.

Na agricultura digital,

estão disponíveis diversos serviços

como mapeamento do plantio,

de pulverizações e colheita,

monitoramento por satélite para

acompanhar o desenvolvimento

das lavouras entre outros. “Isso

permite que os agricultores tenham

todas as informações geradas

na propriedade, e com esses

dados, melhores condições para

a tomada de decisão”, afirma Fabrício

Corrêa, chefe do departamento

de Inovação Tecnológica

Agropecuária da Coamo.

De olho no futuro

A cooperativa desenvolve

programas e ações voltadas

para o desenvolvimento dos cooperados.

Várias alterações foram

realizadas na estrutura gerencial

para obter mais participação nos

negócios dos cooperados. “A

Coamo quer aumentar sua atuação

junto ao quadro social, saber

o que eles precisam, suas necessidades

e trabalhar para fornecer

os volumes e produtos necessários

para o desenvolvimento das

suas atividades”, afirma o diretor

de Suprimentos e Assistência

Técnica, Aquiles Dias.

Inovação

Uma das novidades da

Coamo nos últimos meses foi

a criação do departamento de

Inovação Tecnológica em Agropecuária,

na gerência de Assistência

Técnica. “Esta área tem

uma nova visão, no sentido de

aprimorar o que já estamos fazendo

e olhar para fora da Coamo. A

18 revista

outubro/2021


Pioneiro na extensão rural

área coordenará todas as atividades

relacionadas à agricultura de

precisão e, também, às novas tecnologias

que estão surgindo para

o agronegócio, como a análise

de imagens de satélites, enfim,

de toda a gestão da propriedade

que pode ser realizada por meio

digital”, explica o diretor.

Inteligência de negócios

Foi criada, também, a Assessoria

de Inteligência de Negócios

Insumos Agropecuários, com

o objetivo de pensar e estudar os

negócios, levantamento da realidade

e analisar o potencial de

mercado nas áreas agrícola e pecuária,

para agregar mais renda

às atividades dos cooperados.

Isso é necessário porque

as mudanças são constantes e o

profissional de agronomia está

ciente dessa nova realidade. Então,

muito do que foi feito contribuiu

para a elevação dos patamares

de produtividades nessas

décadas todas, mas há muito

a ser feito com o advento dos

atuais e futuros processos de inovação

na agricultura. “Para sermos

mais eficientes é necessário

que estejamos atentos às novas

tecnologias, para implantá-las de

acordo com suas necessidades.

As novas ferramentas e plataformas

têm o intuito de contribuir

para melhorar a performance

das atividades agropecuárias",

conclui Aquiles Dias.

A história e o desenvolvimento do cooperativismo agropecuário

têm muito a ver com os profissionais de agronomia. Na década

de 1960, muitos profissionais foram formados para atuar no trabalho

de extensão rural nas cooperativas para conhecer a realidade e iniciar

um trabalho de difusão das tecnologias. Um desses exemplos e de sucesso,

aconteceu na Coamo, quando o jovem engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini - formado na Universidade Federal do Paraná,

em Curitiba, chegou em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná,

em maio de 1968, em um jipe, modelo 1954. Tinha 27 anos e era funcionário

da Acarpa (depois Emater e hoje IDR). Ele foi encarregado

pelas autoridades de levantar a situação do município e dar assistência

aos agricultores locais. Mas nunca tinha ouvido falar da cidade e

de seu potencial, tanto agropecuário quanto humano. Com seu trabalho,

organização e liderança, foi o idealizador da Coamo e se tornou

uma das principais lideranças cooperativistas e agrícolas do Brasil.

Gallassini foi o responsável pela organização dos produtores

e a sua inserção no cooperativismo. O conhecimento sobre cooperativismo

foi adquirido nos treinamentos realizados no “Pré-serviço”

- estágio profissional que preparava o funcionário para suas atividades.

“Comecei a realizar um levantamento da realidade rural da cidade.

Era o fim do ciclo

da madeira. Comecei

a desenvolver a assistência

técnica. Um

ano depois, em 9 de

dezembro de 1969,

fizemos uma reunião

no Clube Mourãoense

e um dos assuntos

era cooperativismo”,

recorda, e com satisfação

comemorou a

fundação da Coamo

em 28 de novembro

de 1970 por meio da

vontade de 79 agricultores,

que hoje são 30

mil em mais de 70 municípios

nos Estados

do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso

do Sul.

Gallassini foi o responsável pela organização

e inserção dos produtores no cooperativismo

outubro/2021 revista 19


20 revista

outubro/2021


evolução

Cooperado Almir Américo com a esposa Ana Claudia e os filhos Gustavo e Ana Carolina

Avanço impulsionado pela assistência

Família Américo, de Araruna (PR), é exemplo de evolução com o cooperativismo.

Assistência técnica é o elo entre a cooperativa e cooperado na difusão de tecnologia

O

cooperativismo é um

importante instrumento

de difusão de tecnologia

e desenvolvimento econômico.

Contribui diretamente para

a evolução e a fortificação do

sistema, especialmente na agricultura

com a utilização de práticas

sustentáveis. Na Coamo, a

Assistência Técnica é o elo entre

a cooperativa e os cooperados,

propiciando melhoria no sistema

produtivo.

O cooperado, Almir

Américo, de Araruna (Centro-

-Oeste do Paraná), é exemplo de

evolução com o cooperativismo.

Ele nasceu em um pequeno sítio

de sete alqueires em Peabiru,

município vizinho de Araruna,

e recorda que em meados de

1975, o seu pai, Orlando Américo,

se associou à Coamo. De

acordo com ele, até a década

de 1970 todo o serviço realizado

no sítio era com base na tração

animal e no trabalho braçal. “Os

outubro/2021 revista 21


evolução

Fotos de arquivo mostram que a família sempre esteve unida, buscando o melhor caminho para crescer e evoluir no campo

A MANEIRA DE TRABALHAR MUDOU, AS MÁQUINAS EVOLUÍRAM E AS TECNOLOGIAS SÃO

OUTRAS. MAS, A UNIÃO DA FAMÍLIA E A PARCERIA COM A COAMO CONTINUAM FORTE

tempos eram difíceis e toda a família

auxiliava no trabalho. Com a

parceria com a Coamo o cenário

começou a mudar. A cooperativa

mostrou o que poderia ser feito

de uma forma diferente e eficiente,

abrindo os olhos para o que

era novo. Um aprendizado que

somente com a força do cooperativismo

e união de pessoas poderia

ser realizado”, salienta.

Conforme o cooperado,

as novidades chegavam, e continuam

chegando, pela assistência

técnica da Coamo. “Tudo era realizado

conforme o conhecimento

do produtor. O trabalho e dedicação

dos agrônomos aos poucos

mudaram o perfil dos agricultores

que passaram a utilizar

mais tecnologia”, diz Américo.

Ele recorda que no mesmo

ano que o pai se cooperou

à Coamo, adquiriu um pequeno

trator, mudando a realidade do

sítio. Dois anos depois o Massey

Ferguson 50x, popularmente

conhecido como ‘cinquentinha’,

substituiu o Agrale 410. “Após

meu pai se cooperar, me lembro

de passar a ver o agrônomo da

cooperativa orientar sobre calcário

e curvas de nível, por exemplo.

Também recordo de vê-lo indo

analisar o trigo com um fusca

azul, do caminhão trazendo o calcário

e das máquinas fazendo as

curvas de nível. No fim da produção,

meu pai entregava a colheita

na cooperativa, que armazenava

tudo com segurança e, assim, ele

podia dormir tranquilo. Com o

passar dos anos, a parceria foi ficando

cada vez mais forte, assim

como a assistência técnica que

disponibilizava muita novidade.”

Dez anos depois, em

1985, a família se mudou para

um sítio em Araruna, em uma

área um pouco maior, onde Almir

reside até hoje. A família

planta atualmente 27 alqueires

próprios e 15 arrendados. “O

agrônomo continua dando todo

o suporte e visitando o sítio, auxiliando

e inovando sempre. Com

o incentivo da assistência técnica

seguimos a evolução da agricultura.

Em 1975, o agrônomo falava

da importância do calcário

e dos terraços (murundum). Em

1985, foi a vez do plantio direto

e seus benefícios. Atualmente, é

repassada a relevância da tecnologia

de aplicação e agricultura

de precisão.” Almir participou da

quinta turma curso de Jovens Líderes

Cooperativistas, em 2001,

e o filho Gustavo integrou a 25ª

22 revista

outubro/2021


Engenheiro agrônomo, Claudio Alberto Guzzo, e o cooperado Almir Américo. No detalhe, imagem do Cláudio, na década de 1980, quando era técnico agrícola

turma, realizada neste ano.

O engenheiro agrônomo,

Claudio Alberto Guzzo, da

Coamo em Araruna, está há 37

anos na cooperativa e destaca

que a difusão de tecnologia, informação

e conhecimento sempre

fizeram parte da história da

cooperativa. “Com o passar dos

anos, as tecnologias foram mudando.

Contudo, a cooperativa

sempre esteve atenta e repassa

para os cooperados o que há de

mais moderno”, diz.

De acordo com ele, há

uma grande diferença quando

comparada a agricultura de hoje

com a de 20 ou 30 anos. “Havia limitação

de produtos, variedades

e maquinários. O trabalho era basicamente

manual e as lavouras

rendiam bem menos. Havia pouca

informação e o conhecimento

era com base na experiência e

vivência das famílias, sem fundamentos

técnicos”, assinala.

O agrônomo ressalta que

a assistência técnica da Coamo é

referência e uma ferramenta para

atender as demandas e necessidades

dos cooperados. Na visão

dele, para que o trabalho seja

realizado com sucesso é preciso

parceria e alinhamento para

que as tecnologias sejam colocadas

em prática na propriedade.

“Cooperado e agrônomo precisam

andar juntos. Uma confiança

mútua. O papel do agrônomo é

manter o cooperado sempre informado

sobre as melhores tecnologias,

sistemas e práticas para

serem adotadas na propriedade.

Com isso, ele consegue ter acesso

ao que há de mais moderno

no mercado.”

Conforme o agrônomo,

o principal desafio da assistência

técnica é conciliar o lado econômico

e técnico na atividade rural.

“É muito comum o agricultor

apostar em uma cultura que está

no melhor momento, deixando

de fazer uma boa cobertura de

palha e a rotação. Sabemos que

é uma questão cultural. Contudo,

se o cooperado mantiver o sistema

integrado, com bastante palha

e rotacionando o sistema, a

médio e longo prazo, poderá ter

um resultado mais satisfatório,

mesmo em anos de adversidades

climáticas.”

outubro/2021 revista 23


COAMO INAUGURA UNIDADE

EM BANDEIRANTES (MS)

Já está em funcionamento

desde o início de outubro

a nova unidade da Coamo

em Bandeirantes, município localizado

no Centro-Norte do

Mato Grosso do Sul, há cerca de

60 quilômetros da capital Campo

Grande. A Coamo se instalou

em Bandeirantes para estar

mais próxima dos cooperados,

fornecendo produtos e serviços

de qualidade. A nova unidade é

a 16ª no Mato Grosso do Sul, e

tem capacidade de armazenagem

de 300 mil sacas. Porém, já

estão programadas ampliações

para melhor atendimento dos

cooperados.

O início das atividades

foi marcado por evento realizado

na nova unidade, no dia

05 de outubro, e contou com a

presença de várias autoridades

locais e regionais. Representando

a diretoria da Coamo,

participaram do ato o presidente

Executivo, Airton Galinari,

e o diretor de Logística e

Operações, Edenilson Carlos

de Oliveira.

24 revista

outubro/2021


Airton Galinari, presidente

Executivo da Coamo,

destaca que a cooperativa antecipou

a chegada a Bandeirantes

aproveitando uma oportunidade

de aquisição de uma estrutura

já existente. “A Coamo costuma

expandir por um caminho natural,

indo para os municípios

vizinhos onde já está presente.

Nesse caso, pulamos a capital do

Estado e chegamos em Bandeirantes

por uma oportunidade de

negócio. Estamos felizes, e sempre

somos muito bem recepcionados

pelo governo, prefeitura

e, principalmente, pelos produtores.

Alguns deles já participam

da Coamo e outros terão a oportunidade

de conhecer e se cooperar

para que juntos possamos

desenvolver a agropecuária na

região”, diz.

De acordo com ele, a

Coamo é uma transformadora

de vidas. “A Coamo tem como

essência levar conhecimento,

inovação e tecnologia para os

produtores rurais. Isso reflete em

desenvolvimento para a região.

Bandeirantes é mais um município

que passa a contar com toda

a estrutura e serviços da cooperativa”,

ressalta Galinari.

Jaime Verruck, secretário

de Estado de Meio Ambiente,

Desenvolvimento Econômico,

Produção e Agricultura Familiar

(Semagro), diz que a Coamo tem

sido uma grande parceira do Estado,

assim como Mato Grosso

do Sul é do cooperativismo. “O

Estado é um dos que mais cresce

na produção de soja no país, e

Bandeirantes é um município em

expansão em termos de áreas

para a agricultura. A Coamo, com

sua visão estratégica, sabe desse

potencial e está investindo nesse

novo empreendimento.”

Conforme Verruck, o

outubro/2021 revista 25


investimentos

Jairo Batista Oliveira, cooperado, Gustavo Sprot, prefeito de Bandeirantes, Jaime Verruck, secretário de Estado - Semagro, Celso Regis, presidente do Sistema OCB/ MS,

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo, e Gerson Pieri, cooperado, descerram a fita de inauguração da nova unidade no Mato Grosso do Sul

agronegócio é a base da economia

do Estado que está caminhando,

também, para a

agroindustrialização. “A Coamo é

exemplo desse novo conceito de

agronegócio para o Estado, que

é agregar valor à nossa matéria

prima.”

Celso Regis, presidente

do Sistema OCB/ MS, observa

que o cooperativismo tem promovido

um desenvolvimento

sustentável no Mato Grosso do

Sul. “Esse exemplo da Coamo é

mais uma ação de desenvolvimento.

Teremos melhorias nos

índices e nas condições humanas

de trabalho, em especial para o

produtor rural da região. É mais

um ato de cooperar, da união das

pessoas visando a melhoria da

qualidade de vida das famílias”,

diz. Ele reitera que o agronegócio

é a principal fonte do Mato

Grosso do Sul e o cooperativismo

congrega mais de 80% das atividades.

“A Coamo é um exemplo

de atuação e tem ajudado a desenvolver

o Estado. A chegada

a Bandeirantes é exemplo de

progresso e estamos felizes pela

expansão do cooperativismo no

Mato Grosso do Sul”, acrescenta.

Gustavo Sprot, prefeito

de Bandeirantes, comenta que

a chegada da Coamo é um marco

na história de Bandeirantes.

“Vemos que o progresso está

chegando por meio do agronegócio

e o futuro de Bandeirantes

é o crescimento com apoio da

Coamo que está acreditando no

município. A agricultura vem se

expandindo e Bandeirantes é um

dos municípios que mais cresce

no Mato Grosso do Sul. Esse investimento

da Coamo chega em

um momento que a nossa área

de produção agrícola está em

110 mil hectares, mas devemos

chegar a 180 mil hectares. Bandeirantes

ganha muito com a

chegada da Coamo”, afirma.

Gerson Pieri, é cooperado

da Coamo em Sidrolândia,

município distante cerca de 150

quilômetros de Bandeirantes,

onde atualmente trabalha com a

agricultura. Na visão dele, a instalação

da cooperativa ajudará a

alavancar o desenvolvimento da

região. “É um local com tradição

pecuária, mas que está em expan-

26 revista

outubro/2021


são com a agricultura. Contudo,

ainda é uma região carente na

parte comercial, de peças, insumos

e recebimento da produção.”

Pieri é associado há mais

de dez anos e a história dele com

a cooperativa começou em Maracaju,

onde também tem propriedade

rural. “Atualmente, sou

cooperado em Sidrolândia, onde

eu moro. Conheço bem a história

da Coamo e sei o potencial da

cooperativa e o quanto será importante

para o desenvolvimento

de Bandeirantes. É uma cooperativa

que se preocupa com

o cooperado, em oferecer o que

de melhor em todas as áreas

e tem profissionais capacitados.

Os produtores de Bandeirantes,

hoje, precisam se deslocar para

outros municípios em busca de

insumos e peças para os maquinários.

Com a chegada da

Coamo, esse cenário será bem

diferente, já que poderemos encontrar

tudo o que precisamos

em um só local”, assinala.

Renato Diziubate, gerente

da Coamo em Bandeirantes,

ressalta que o início dos trabalhos

será desafiador, mas, com

certeza, de sucesso já que a região

é promissora. “Em breve, teremos

uma estrutura física e profissional

no padrão da Coamo de

outros locais, para atender todas

as necessidades e anseios dos

cooperados. Em parceria com os

agricultores da região, atingiremos

os objetivos de agregar valor

aos cooperados, melhorando

a qualidade de vida das famílias

cooperadas, gerando renda de

forma sustentável.”

Coamo no Mato Grosso do Sul

A Coamo está presente no Mato Grosso do Sul

desde 2004, e a cada ano, em média, uma nova unidade

entra em operação. A cooperativa acredita no potencial

produtivo e no trabalho dos agricultores sul-mato-grossenses

e quer estar cada vez mais próxima, fornecendo

produtos e serviços para cumprir a missão de agregar

mais valor à sua produção.

Na Reunião de Campo do 2º Semestre deste

ano, a Diretoria da Coamo anunciou investimentos para

três novos entrepostos no Estado, nos municípios de

Ponta Porã, Rio Brilhante e Bandeirantes. Com este projeto

de expansão, até o final de 2022, a cooperativa terá

em funcionamento um total de 18 unidades, das quais

15 estão em funcionamento, sendo em Amambai, Caarapó,

Aral Moreira, Laguna Carapã, Lagunita, Guaíba,

São Luiz, Rio Verde, Maracaju, Vista Alegre, Dourados

(entreposto e parque industrial), Macaúba, Itaporã e Sidrolândia.

O planejamento de obras da cooperativa prevê

a construção de duas unidades, em Rio Brilhante e

Ponta Porã, com escritórios administrativo e operacional,

armazém de insumos, moegas, silos pulmão e de

resíduos, silos de armazenagem, com capacidade para

recebimento de 850 mil sacas em cada uma. As novas

unidades estão localizadas em locais de fácil acesso,

cumprindo a política da cooperativa de oferecer mais

oportunidades para os cooperados.

outubro/2021 revista 27


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28 revista

outubro/2021


plantio

Safra de verão traz

otimismo ao campo

Ansiedade e expectativa eram as palavras-chave para muitos agricultores

que esperavam pela chuva para depositar a semente no solo

Cooperado Devalcir Machado Pressinato, de Luiziana (PR), diz que a expectativa com a nova safra é a melhor possível

O

plantio de verão inicia

um novo ciclo. É hora

de colocar a plantadeira

no campo e com ela toda a esperança

e expectativa que cercam

uma safra. É quando se põem em

prática todo o planejamento de

trabalho para o novo ciclo, respeitando

um conjunto de ações

necessárias para o bom estabelecimento

e desenvolvimento da

lavoura. Para uns cooperados, a

chuva veio em boa hora, para outros

um pouco atrasada. O resultado

só poderá ser visto durante

a colheita. Até lá, o produtor terá

que torcer para que o clima continue

favorável, sem deixar de

fazer a parte dele, com os tratos

culturais necessários e recomendados

pela assistência Técnica

da Coamo.

Nos últimos dias foi possível

observar um avanço consistente

no plantio de soja da safra

2021/22 no Estado do Paraná. O

mais recente relatório do Departamento

de Economia Rural (Deral),

da Secretaria de Estado da

Agricultura e do Abastecimento,

aponta que foram plantados 2,1

milhões de hectares, representando

38% da área total estimada

de 5,6 milhões de hectares.

As condições de clima,

em geral, são boas, com chuvas

outubro/2021 revista 29


plantio

regulares. A produção esperada

para esta safra é de quase 21 milhões

de toneladas.

Em relação ao milho de

verão, o relatório do Deral aponta,

que já foram plantados 371

mil hectares no Paraná, de uma

área total estimada em 420 mil

hectares. As condições gerais

das lavouras são boas para 96%

da área, enquanto 4% apresentam

condições medianas.

O cooperado Devalcir

Machado Pressinato, de Luiziana

(Centro-Oeste do Paraná), diz

que as expectativas são as melhores

possíveis com a nova safra,

já que está chovendo bem e

a semeadura ocorreu dentro de

um período indicado pela assistência

técnica. “Começamos entre

uma chuva e outra, ainda na

primeira quinzena de outubro.”

Em comparação a safras

anteriores, o plantio atrasou

um pouco, mas nada que possa

influenciar no rendimento e

desenvolvimento da lavoura.

“Para recuperar o atraso, aproveitamos

os dias sem chuva para

trabalhar até um pouco mais tarde”,

destaca.

O investimento, segundo

o cooperado, é sempre o melhor

possível. Tudo para alcançar

as melhores médias. De acordo

com Pressinato, a expectativa é

colher cerca de 180 sacas de soja

por alqueire, a mesma média das

safras passadas.

O cooperado sabe a importância

de caprichar, seguindo

as recomendações técnicas.

“Uma safra começa com um bom

plantio. Qualquer situação diferente

nesse momento pode prejudicar

o bom desenvolvimento

da lavoura.”

O plantio foi realizado

em outubro, mas o planejamento

da safra se concretizou durante o

Plano Safra Coamo, realizado entre

fevereiro e março deste ano.

“A antecipação da campanha

beneficiou os cooperados, que

adquiriram os insumos com bom

preço. Hoje, subiu tudo. Temos

uma parceria com a cooperativa

que vem de longa data, e dá muito

certo.”

O engenheiro agrônomo,

Adão Pacheco de Lima, da

Coamo em Luiziana, comenta

que o planejamento é fundamental.

“Quando o cooperado

se planeja de acordo com as culturas

que serão implantadas na

propriedade, ele consegue reduzir

custos e, consequentemente,

elevar a rentabilidade”, diz.

Lima explica que na Coamo,

os planejamentos são exclusivos

para cada cooperado, pois

os técnicos conhecem a real necessidade

da propriedade assistida.

“O objetivo é a redução dos

custos desnecessários na condução

das lavouras. Quando se fala

em planejamento, é um processo

contínuo dentro da propriedade.

Assim, mesmo que ocorram alguns

imprevistos, principalmente

climáticos, no decorrer da safra,

fica mais fácil realizar os ajustes

necessários e seguir em frente.

Mato Grosso do Sul

Na safra 2021/2022 os

agricultores de Mato Grosso do

Sul deverão colher um volume

de soja inferior ao ciclo passado,

Cooperado Devalcir Pressinato analisa o plantio com

o engenheiro agrônomo, Adão Pacheco de Lima

quando o Estado bateu recorde.

A estimativa da Associação dos

Produtores de Soja de Mato

Grosso do Sul (Aprosoja/MS) é

de 533 toneladas a menos que

a safra anterior, chegando a um

total de 12,7 milhões de toneladas

do grão, volume que deve

ser colhido de uma área 7%

maior, atingindo 3,7 milhões de

hectares. Estado deve alcançar

média de 56 sacas por hectare,

previsão menor que a safra passada,

quando as condições climáticas

garantiram aumento na

produção e média de 62 sacas

por hectare.

Se por um lado a produção

deve ficar abaixo, o Estado

30 revista

outubro/2021


Em Itaporã (MS), os cooperados

Hélio e Hélio Junior, pai e filho,

deram o ponta pé inicial para a

implantação da cultura no dia 11

de outubro e o trabalho seguiu

até o final do mês. Segundo o

engenheiro agrônomo, Elvison

Alves da Cruz, o ritmo de plantio

no município é bem parecido com

o do ano passado

se destaca pelo avanço na conversão

de área para a agricultura.

Avaliando a linha do tempo da

produção de grãos no Estado,

a safra que inicia representa um

avanço de 99,38% em relação

à área destinada ao cultivo de

soja, quando comparada ao ciclo

2009/2010.

Na propriedade Céu

Azul, em Itaporã, os cooperados

Hélio Gonçalves de Oliveira e

Hélio Cordeiro de Oliveira Junior,

pai e filho, deram o ponta

pé inicial para a implantação da

cultura no dia 11 de outubro e

o trabalho seguiu até o final do

mês. Eles ressaltam que o clima

está favorável para o plantio e

desenvolvimento da lavoura. Os

cooperados buscam superar a

marca de produção do ano passado,

de 62 sacas por hectares

de média.

Seu Hélio se planejou

desde a aquisição de insumos

junto a cooperativa, custeio e

seguro junto a Credicoamo, até

a agricultura de precisão, que

está garantindo a eles mais tranquilidade

na lida do dia a dia.

“Confiamos na cooperativa e na

sua equipe e estamos satisfeitos

com essa parceria”, frisa. Pai e filho

plantaram na safra passada

cerca de 380 hectares e, após,

alinhamento e incentivo da cooperativa

reformou e corrigiu o

antigo pasto e aumentou sua

área chegando em 440 hectares

de lavoura.

Segundo o engenheiro

agrônomo, Elvison Alves da Cruz,

da Coamo em Itaporã, o ritmo de

plantio no município é bem parecido

com o do ano passado, já

que os cooperados conseguiram

fazer as dessecações no momento

certo e estão implantando a

nova safra com a área adequada.

Tradicionalmente, as áreas no verão

são ocupadas, exclusivamente,

com soja, sendo a segunda

safra destinada para milho, trigo

e integração lavoura pecuária.

O agrônomo conta que

nesta safra houve aumento no

investimento por parte dos cooperados,

impulsionado pelo

mercado aquecido e pelas boas

produtividades alcançadas na

safra passada. “São investimentos

em tecnologia para que as

lavouras possam alcançar todo o

potencial produtivo”, assinala.

Santa Catarina

Nos últimos 20 anos estão

sendo incorporados anualmente

à produção da soja no Brasil mais

de um milhão de hectares. Santa

Catarina também acompanhou

esta dinâmica aumentando em

mais de 450 mil hectares a área

de cultivo nos últimos 20 anos.

Para a safra 2021/22 a estimativa

é de um aumento de 4% da área

cultivada no Estado em relação

à safra anterior. A recuperação

da produtividade aliada ao au-

outubro/2021 revista 31


mento da área, deverá elevar a

produção em 12,2%, alcançando

assim, cerca de 2,55 milhões de

toneladas.

Em Bom Jesus, município

vizinho de Xanxerê (Oeste de

Santa Catarina), a família Calza

está plantando a soja em três momentos.

Os trabalhos começaram

no dia 20 de setembro, logo que

abriu o zoneamento agrícola para

a região. Nesse primeiro período,

cultivaram cerca de 140 hectares.

O segundo momento foi realizado

a partir de 20 de outubro, com

280 hectares e, por fim, irão plantar

mais 140 hectares na segunda

quinzena de novembro, após a

colheita de trigo.

De acordo com o cooperado

Ilceu, que trabalha em parceria

com os irmãos Irineu e Luiz

Antonio, o clima está contribuindo

para o plantio. “As primeiras

áreas foram plantadas com clima

ainda um pouco seco, mas acabou

chovendo, o que contribuiu

para uma boa germinação”, diz.

Segundo ele, esse ano está mais

propício e seguro para a semeadura

em comparação ao ano

passado. “O plantio da safra passada

foi um pouco mais arriscado”,

frisa.

Neste ano, a família está

plantando 82 hectares a mais de

soja. A área foi migrada do milho.

Irineu explica que a ampliação

da área de soja é por questão de

mercado. “O preço da soja está

muito bom e temos umas contas

para pagar em soja. Então, é

bom garantir.” A safra também

está recebendo incremento de

investimentos. “Estamos fazendo

o melhor possível para que posplantio

Em Bom Jesus (SC), município vizinho de Xanxerê, família Calza está realizando o plantio

em três momentos, de acordo com as condições climáticas. Engenheiro agrônomo, Daniel

Balestrin, ressalta que o clima está favorável para o início das atividades

samos alcançar as melhores produtividades.”

O engenheiro agrônomo,

Daniel Balestrin, da Coamo

em Xanxerê, ressalta que o clima

está favorável para o início das

atividades de cultivo da oleaginosa.

Está bem melhor que no

ano anterior, tendo períodos de

chuva prolongados, mas que não

interferiram em perca de potencial

produtivo. “Em comparação

a safra passada, o ritmo está um

pouco mais atrasado, pois tivemos

dias consecutivos de precipitação

no início de abertura do

plantio que totalizaram mais de

280 milímetros de chuva”, revela.

32 revista

outubro/2021


Segundo ele, os cooperados estão investindo mais e adquiriram

os insumos antecipadamente, aproveitando as condições

oferecidas pela cooperativa e pelo preço atrativo pago pela soja

na última safra. “Com relação a dessecação, com o planejamento

adequado e o clima propício de alta umidade, o manejo de plantas

daninhas pré-plantio ficou muito bom, diferente do ano anterior

aonde o clima seco dificultou essa etapa”, observa Balestrin.

DICAS

10para um bom plantio

Coamo

O gerente de Assistência Técnica da Coamo, Marcelo Sumiya,

ressalta que a safra de verão está iniciando com um bom cenário,

com volume de chuva acima de média. Contudo, segundo

ele, o excesso também pode preocupar, principalmente, em áreas

que não têm um bom perfil de solo e com pouca palhada. “Em

duas semanas choveu entre 200 e 440 milímetros, dependendo

da região. Isso é um desafio para algumas áreas absorverem toda

essa água e pode ocasionar erosão. Por isso, deve-se sempre ter

preocupação com a conservação do solo”, diz.

O mais recente relatório da gerência de Assistência Técnica

apontava que até o dia 15 de outubro, 39% da área de soja estava

plantada na área de ação da Coamo. O cenário é bem parecido

aos 34% do ano passado. “Assim como na safra anterior temos uma

boa expectativa de boa produção”, frisa.

Conforme Sumiya, os cooperados estão investindo mais

nesta safra de verão. “É essencial a adoção de tecnologia para que

possam ser mais assertivos. Os cooperados aproveitam as boas

condições do plano safra da Coamo e estão investindo mais, tanto

na soja quanto no milho”, assinala.

Se por um lado o clima está contribuindo para o plantio e

desenvolvimento das lavouras, por outro, é preciso atenção redobrada

dos cooperados, principalmente, com a ocorrência de doenças.

“É necessário um monitoramento constante para que o controle

das doenças possa ser efetuado da melhor maneira possível.”

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Identifique e maneje corretamente as plantas

daninhas no pré-plantio da cultura;

Antecipe a regulagem/calibragem de máquinas

e equipamentos para garantir um

correto stand de plantas;

Realize uma correta adubação e garantia

dos nutrientes, com base na análise de solo

e extração da cultura;

Faça a escolha correta da cultivar que tenha

indicação para a sua região e melhor adaptabilidade.

Siga o Zoneamento Agrícola de

Risco Climático;

Utilize sementes certificadas, um dos insumos

mais importantes e que reflete diretamente

no potencial produtivo da lavoura;

Realize um bom tratamento de semente,

conforme histórico de pragas e doenças na

propriedade;

Cuidado com a umidade e temperatura do

solo;

Fique atento à velocidade de plantio e a

profundidade de semeadura;

Cuide da distribuição da semente na linha

de plantio;

Evite o contato da semente com o adubo.

outubro/2021 revista 33


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34 revista

outubro/2021

*Resultados da Pesquisa de Demoplot de MPasto 2019/2020. **Fonte: Pinheiro et al., Production and nutritive value of forage, and performance of Nellore cattle in

Tanzania grass pasture fertilized with nitrogen or intercropped with Sthylosantes Campo Grande. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 4, p. 2147-2158, jul./ago. 2014.


tecnologia no campo

SEMENTES COAMO,

qualidade garantida na hora do plantio

Cooperativa mantém

laboratório de sementes

que está entre os maiores e

mais modernos do Brasil

Uma lavoura produtiva começa

com sementes de

alto padrão de qualidade.

Atualmente 65% dos produtores

brasileiros de soja usam sementes

certificadas. Até atingir níveis de

excelência, as sementes passam

por um controle de qualidade rigoroso.

Sempre atenta ao desempenho

do cooperado, a

Coamo dispõe de um laboratório

de sementes que está entre

os maiores e mais modernos

do Brasil, com uma estrutura de

600m², equipamentos avançados

e profissionais especializados,

que analisam as culturas de

soja, trigo e aveia. São avaliadas,

também, sementes de terceiros e

de cooperados, e 100% das sementes

passam pelo laboratório.

No local, são vários os

processos de análises, desde

recepção das amostras, até um

processo interno de qualidade.

Todos os lotes de sementes são

verificados para saber o nível de

pureza, identificando se o lote

tem ou não misturas varietais,

para que o produtor receba a melhor

e mais pura semente. Além

disso, são feitos testes de germinação,

vigor, entre outros.

“Todas as avaliações são

realizadas para respaldar a Coamo

e mostrar o que cada lote tem

de melhor, e decidir se esses lotes

seguirão até o campo. O laboratório

serve como um filtro para

que o produtor receba somente

semente de alta qualidade”, diz

Cleber Dienis Voidelo, chefe do

departamento de Laboratório de

Análises de Sementes da Coamo.

A semente certificada

têm sido a escolha de cada vez

mais agricultores, que buscam

o melhor resultado da safra.

Afinal, 50% da colheita começa

pela qualidade da semente.

Mas, não basta apenas um grão

de qualidade e ele ser implantado

de forma incorreta. Para garantir

uma lavoura com bom desempenho,

é importante adotar

boas práticas no plantio.

outubro/2021 revista 35


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certificação

COAMO RECEBE SELO DE QUALIDADE EM

TRATAMENTO DE SEMENTES DA BASF

Diretorias da Coamo e da Basf durante entrega do Selo Seed Solutions de excelência no tratamento de sementes

Pelo quarto ano consecutivo, as Sementes Coamo

receberam da Basf, o Selo Seed Solutions de

excelência no tratamento de sementes. A entrega

da certificação contou com a presença da diretoria

da Coamo e de membros da Basf. Vários fatores foram

avaliados para que a Coamo recebesse esse certificado,

e a cooperativa está 100% dentro do padrão

de qualidade.

Segundo o gerente Sênior de Vendas da Basf,

José Roberto Lousado Junior, o momento é de agradecer

a Coamo. “Com muita gratidão entregamos

esse selo novamente para a cooperativa. Nosso objetivo

principal é prover soluções aos nossos parceiros,

para alimentar o mundo. A agricultura junto com a

cooperativa pratica o ‘5S’: solo, semente, serviço, solução

e sustentabilidade.” O gerente enfatizou ainda que

a Basf tem muito orgulho em fazer parte da história da

Coamo, com qualidade, segurança, respeito e ética.

“Uma alegria muito grande em estar aqui entregando

essa premiação”, concluiu Junior, que entregou dois

troféus à Diretoria da Coamo, um de 2021 e outro do

ano passado, pois a entrega havia sido apenas de forma

virtual.

A Coamo sempre atingiu nota máxima no

tratamento, o que representa mais uma garantia

de que a semente está indo com qualidade para o

campo. José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo,

agradeceu a Basf pela homenagem. “Como engenheiro

agrônomo, considero o tratamento de sementes

muito difícil, mas conseguimos atingir nosso

objetivo que é a alta produtividade. Agradecemos a

Basf por esse bom relacionamento, respeito e seriedade,

principalmente com os produtores.”

Para Aquiles Dias, diretor de Assistência Técnica

e Suprimentos da Coamo, a Basf é um dos principais

parceiros da cooperativa, pois respeita os valores da

Coamo no campo. “Quase 70% das sementes são tratadas

com produtos da Basf. Na safra atual, mais de um

milhão de sacas serão tratadas. Agradecemos à empresa

por permitir que a Coamo cumpra sua missão, que é

gerar renda para o cooperado”, acrescenta Aquiles.

outubro/2021 revista 37


“Ser produtora é ter o sentimento de

gratidão, já que meu trabalho contribui

para diminuir a fome e impulsionar a

economia do nosso país.”

ISSO É PRODUTORA.

ISSO É GRATIDÃO.

ISSO É STOLLER.

Adriana Desidério

Querência/MT


Para saber mais e

prestigiar os produtores

protagonistas da

campanha, acesse:

38 revista

outubro/2021


agricultura

Quando o milho

se torna um problema

Milho voluntário precisa ser encarado como

uma planta daninha e se não manejado de

maneira correta pode causar prejuízos

O

campo de produção da

safra de verão pode virar

o ringue de uma batalha

em que a soja pode não ter vez.

O adversário é o milho voluntário,

que sobra da colheita da segunda

safra. Quando esse grão

ou espiga, que ficou no solo,

nasce, pode se tornar uma planta

daninha. Além de disputar diretamente

por água, luz, nutrientes e

espaço, é hospedeiro de pragas

como lagartas, pulgões, cigarrinha

do milho e doenças como

o complexo de enfezamentos.

É um assunto sério e que exige

atenção e planejamento do agricultor,

para evitar severas perdas

e queda na produtividade.

Com o início da safra de

verão, o monitoramento é uma

medida necessária para identificar

se há ou não plantas de milho

voluntário nas lavouras de

soja, para que se defina a melhor

estratégia de controle. “Nas regiões

onde se predomina o sistema

soja/milho segunda safra, o

milho tiguera, é a principal ponte

verde para a manutenção da população

de cigarrinha no campo.

Eliminada está ponte, teremos

menos insetos com potencial de

dano no milho segunda safra”,

orienta o chefe da Fazenda Experimental

da Coamo, João Carlos

Bonani.

Outro alerta é que as

cigarrinhas, utilizam o milho tiguera

como fonte de alimentação,

abrigo e reprodução em um

período que a cultura principal

não está instalada naquela área.

“As cigarrinhas sadias e as cigarrinhas

infectadas se alimentam

e fazem posturas no milho, aumentando

assim a população de

cigarrinhas infectadas”, reforça

Bonani.

Cabe ressaltar que antes

o milho voluntário era controlado

facilmente pelo glifosato,

quando se tinha mais do cereal

convencional. Contudo, com o

avanço do milho RR, o grão com

essa tecnologia não é mais controlável

pelo glifosato. “Acabou

ficando soja RR e milho RR. Assim,

o glifosato não consegue

agir e precisamos utilizar outros

herbicidas para o controle”, explica

o pesquisador da Embrapa

Soja, Fernando Adegas.

outubro/2021 revista 39


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40 revista

outubro/2021


agricultura

MONITORAMENTO É UMA MEDIDA NECESSÁRIA PARA IDENTIFICAR MILHO

VOLUNTÁRIO NAS LAVOURAS DE SOJA E DEFINIR A MELHOR ESTRATÉGIA DE CONTROLE

Gráfico mostra perdas na produtividade da soja se o milho voluntário não for controlado corretamente

Portanto, entre os pilares

de um bom manejo do complexo

de enfezamentos da cultura do

milho está a eliminação do milho

voluntário. “O primeiro passo é

fazer uma boa colheita, quanto

melhor for, menos grãos e espigas

vão sobrar na área. Além de

tudo é dinheiro para o produtor,

que não vai perder esse milho,

pois está colhendo o máximo

possível. Outra ação é controlar

as emergências, quando esses

milhos nascerão. Além de não

deixar esse milho competir com

a soja. Em resumo, colher bem e

na hora certa e monitorar”, enfatiza

Adegas.

Se o milho vem de grão

e tem no máximo um ou dois fluxos,

o controle é mais fácil, pois

o fluxo é mais uniforme. Quando

já vem de pedaços de espiga

ou sabugo, esses fluxos podem

acontecer em até cinco ou seis

vezes. Isso dificulta o controle,

pois será mais desuniforme. “Alguns

herbicidas controlam o fluxo

de grão, mas quando é fluxo

de espiga inteira ou em pedaços,

não dá. É preciso diferenciar de

onde vem o milho voluntário.”

O milho voluntário precisa

ser encarado como uma

planta daninha. Qualquer uma

quando cresce e passa para

estádios mais avançados, fica

mais difícil de controlar. “Milho

voluntário pequeno que tem

duas há quatro folhas é fácil de

controlar. Quando cresce um

pouco mais, com seis a doze folhas,

quase dando uma espiga,

fica muito difícil.”

O segredo é o planejamento

do milho tiguera, conforme

conclui Adegas. “Quando

estamos semeando o milho, precisamos

nos organizar e pensar

na próxima cultura que será semeada.

É preciso um bom planejamento

para uma boa execução

para não ter problema com esse

milho voluntário. Na Embrapa temos

estudos que apresentam essas

perdas de um ano para outro.

Se tiver duas ou três plantas por

metro quadrado de milho, pode-

-se perder até 50% da cultura da

soja. É um número alarmante. O

milho voluntário tem grande poder

de competição. Estudamos

também com a área técnica da

Coamo os fluxos desse milho,

que podem chegar em até seis.

Imagine a dificuldade, cinco ou

seis fluxos e duas plantas podendo

nos deixar sem metade da

produção.”

outubro/2021 revista 41


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safra de inverno

Apesar dos imprevistos climáticos,

trigo tem bom rendimento

Engenheiro agrônomo, Bruno Lopes Paes, com o cooperado Velci Trombini, de Campo Mourão (PR)

Produtores das regiões em que a Coamo atua já

iniciaram a colheita da safra de inverno 2021. Em

alguns locais, os cooperados estão na fase final ou

aguardando o momento certo para recolher o trigo. O

tamanho da área com o cereal nesse ano foi em torno

de 331.800 hectares, 4,5% menos que no ano passado,

onde foram plantados 317.000 hectares. Na segunda

quinzena de outubro, 74% da área com trigo já havia

sido colhida, contra 83% no mesmo período de 2020.

Esse atraso se deu em virtude de chuvas na primeira

quinzena.

De acordo com o chefe do departamento de

Suporte Técnico da Coamo, Lucas Gouvea Esperandino,

a safra atual foi cheia de desafios para a cultura, devido

as intempéries climáticas, com seca no início do ciclo e

uma série de geadas durante o desenvolvimento, o que

afetou em termos de produtividade final. No entanto,

segundo Lucas, a qualidade do produto está muito boa.

De acordo com Gouvea, os cooperados estão

investindo cada vez mais em tecnologia. “Nosso departamento

técnico faz todo processo de recomendação

dos insumos, de acordo com a área, após uma avaliação

de solo, inserindo as melhores tecnologias disponíveis

no mercado. O cooperado tem investido na cultura do

trigo, que é uma excelente opção de inverno.”

Na propriedade do cooperado em Campo

Mourão, Velci Trombini, apesar dos imprevistos climáticos,

a expectativa é de que esta safra seja satisfatória.

Ele acelerou o processo de colheita para que fosse concluído

antes que a chuva chegasse. Velci plantou em

torno de 300 alqueires de trigo na área que fica próxima

a Luiziana, no Centro-Oeste do Paraná. Para ele, a safra

atual foi complicada. “Houve algum prejuízo, mas a chuva

mesmo assim é bem-vinda. Sofremos com a produtividade,

que ficou em torno de 120 sacas por alqueire,

mas ainda estamos satisfeitos”, afirma o cooperado.

A cultura do trigo tem um papel fundamental

no sistema de rotação de culturas, pois quebra o ciclo

de pragas e doenças, além de inibir o desenvolvimento

de plantas daninhas. De acordo com o engenheiro

agrônomo da Coamo em Campo Mourão, Bruno Lopes

Paes, o trigo é uma importante ferramenta no sistema

de produção, pois entrega uma área limpa para

a próxima cultura. Ele reforça a importância do uso de

tecnologia na lavoura. “A colheita foi afetada por uma

série de intempéries do clima, mas a tecnologia empregada

fez toda a diferença para que os resultados

fossem satisfatórios.”

outubro/2021 revista 43


credicoamo

Agilidade nas indenizações faz

a diferença para associados

Há tempos não se passava por uma safra com tantos acionamentos

de seguro, como na safra de milho de inverno deste

ano. O clima foi irregular com períodos indesejados de seca

e geada, provocando queda significativa nos volumes de produção.

Segundo o presidente Executivo da Credicoamo, Alcir José

Goldoni, foi expressivo o volume de produtores que fizeram os acionamentos

para receber indenizações. “Pelo histórico dos anos anteriores,

a estrutura sempre atende no máximo, entre 25 a 40% dos segurados,

mas neste ano o número foi muito alto, com grande concentração no

mesmo período, o que, felizmente foi normalizado. No nosso caso, 95%

das apólices contratadas foram acionadas e estão sendo atendidas com

garantia de qualidade e por talhão.”

A indenização pela qualidade é um diferencial no seguro agrícola

da Coamo e Credicoamo, e os cooperados estão satisfeitos com o

atendimento por parte das seguradoras, garante Goldoni. “As seguradoras

estão cumprindo o que foi acordado quando da contratação dos seguros

e isso faz toda a diferença para todos, associados e cooperativa.”

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo,

e José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de

Administração da Coamo e Credicoamo

44 revista

outubro/2021


Seguro,

indutor de

tecnologia

Associados satisfeitos com o atendimento

A Credicoamo já

está financiando o custeio da

safra 2022/2022 dos seus associados.

“Nossa previsão é

de significativo aumento no

número de associados financiaram

e aderiram o seguro

agrícola, que pode ser incluído

no custo da lavoura, e

financiado como um insumo

do custeio”, comemora Goldoni.

Ele informa que, entre

os milhares de associados da

cooperativa, apenas 20 não

contrataram o seguro agrícola

da safra 2021/2021.

O presidente do

Conselho de Administração

da Credicoamo, José Aroldo

Gallassini, é um defensor há

muitos anos do seguro agrícola.

“O seguro representa

uma garantia de que o agricultor

não irá carregar dívida

para a próxima safra em

caso de frustração, ou seja,

se endividar em caso de um

sinistro. O custo médio do

seguro é 5% do custeio e o

associado deve contratar seguro,

pagar e não usar. Se todos

os agricultores tivessem

esta cultura de fazer seguro,

o preço dele cairia significativamente,

diferente do que

é hoje, onde precisamos de

subvenção do governo”, explica

Gallassini.

Ederson Alexandre Tadiotto, de Brasilândia do Sul (PR)

Em várias regiões da

Coamo e da Credicoamo, é grande

a satisfação dos associados

que contrataram seguro e estão

recebendo as indenizações das

seguradoras de forma ágil.

Em Maracaju, no Mato

Grosso do Sul, o associado Bruno

Beccegato destaca o momento

difícil que enfrentou com as perdas

no milho segunda safra deste

ano. “Não foi a primeira vez que

recebi indenização do seguro

agrícola, porém, este inverno foi

o mais rigoroso dos últimos anos

e a quebra de safra foi enorme. O

seguro agrícola permitiu que não

ficássemos com dívidas e ainda

sobrou recursos, para as demais

despesas. O seguro agrícola é

uma ferramenta que permite que

os agricultores permaneçam na

atividade, mesmo em anos de

frustração.”

O pagamento da indenização

pela seguradora e o

atendimento da Credicoamo

são motivos de satisfação para o

associado Ederson Alexandre Tadiotto,

de Brasilândia do Sul, no

Oeste do Paraná. “A indenização

foi rápida para liquidar os custos

e débitos da cultura. O atendimento

ao seguro da minha lavoura

foi prático e ágil, sem ´enrolação´.

Quando ocorre a frustração,

o que queremos é agilidade no

processo e a indenização.”

Tadiotto diz que faz seguro

de tudo, tanto na lavoura,

quanto dos equipamentos que

utiliza. “Assim eu protejo o meu

patrimônio, que tanto lutei para

conquistar e adquirir.”

Elio e Bruno Beccegato, de Maracaju (MS)

outubro/2021 revista 45


46 revista

outubro/2021


LOCOMOÇÃO DE DUAS

RODAS TAMBÉM TEM SEGURO

A

evolução dos meios de transporte também

chegou nas modalidades de seguro. Basta

olhar ao redor e ver a chegada de uma nova e

revolucionária era em termos de transportes e mobilidade

rural e urbana.

A busca constante do custo-benefício fez com

que o segmento de motocicletas, bicicletas, patinetes

e outros meios de locomoção movidos com energia

alternativa apresentasse crescimento constante.

Especificamente para o segmento duas

rodas, o setor público incentivou o uso das bicicletas

como meio de transporte e os apaixonados

por aventuras, também, fazem uso da bicicleta e da

moto para o lazer e bem-estar. Com o crescimento

da utilização desses veículos, as indústrias adicionaram

novas tecnologias e, por consequência, os valores

passaram a ser considerados expressivos. Com

isso, as seguradoras oferecem proteção aos proprietários

com seguros inovadores e mais acessíveis.

As coberturas para motocicletas vão de básica

a completa. Faça sua avaliação e escolha o melhor

plano de cobertura.

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imprevistos e acidentes contra terceiros, esta é a oferta ideal.

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- Acidentes pessoais individuais

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outubro/2021 revista 47


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Tecnologia viva que transforma o campo


econhecimento

Coamo é a 40ª maior

empresa brasileira

No ranking da revista Exame – Melhores e

Maiores 2021, a Coamo Agroindustrial Cooperativa

é a 40ª maior empresa do Brasil.

Com sede em Campo Mourão, no Centro-Oeste do

Paraná e entrepostos em 73 municípios no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a cooperativa

é destaque no anuário da Exame, considerada uma

das mais importantes publicações do país. A cooperativa

é a 1ª empresa paranaense, maior cooperativa

brasileira e destaque no agronegócio brasileiro.

Os números divulgados pelo anuário da

Exame registram que a receita da Coamo atingiu

R$ 20,282 bilhões no exercício de 2020. O levantamento

está circulando em todo o país e analisa o

desempenho das 500 maiores empresas brasileiras

em mais de 20 setores da economia.

Os números da edição Melhores e Maiores

2020 da revista Exame são comemorados com orgulho

pela diretoria, cooperados e funcionários. A performance

apresentada no anuário da Exame reflete a

solidez da cooperativa na sua atividade. O presidente

Executivo da Coamo, Airton Galinari, diz que a força

do trabalho, a união e o profissionalismo dos mais

de 8.500 funcionários impulsionam o crescimento e

o sucesso dos 30 mil cooperados e da cooperativa.

“Ficamos felizes em ver esse reconhecimento, comemoramos

e partilhamos esses bons resultados com

todos da família Coamo. Temos orgulho de ser do

campo, do Brasil e exportar nossos produtos para o

mundo, com a certeza de que a Coamo é uma empresa

séria, bem administrada e profissionalizada,

voltada para a prestação de produtos e serviços de

qualidade em prol do desenvolvimento dos seus associados”,

explica.

Fonte: Revista Exame

outubro/2021 revista 49


50 revista

outubro/2021


tecnologia

Novidades no Aplicativo Coamo

No processo de melhoria

contínua do Aplicativo

Coamo, os cooperados

têm acesso a três novas funcionalidades.

A primeira é sobre a

notificação de cargas entregues.

A partir de agora, o cooperado

recebe no APP a informação com

a movimentação de entrega dos

produtos agrícolas na Coamo.

Outra novidade é com

relação ao acompanhamento de

colheita. Acessando esta funcionalidade,

o cooperado terá acesso

a última carga entregue e a um

gráfico mostrando o histórico de

todas já entregues.

E o terceiro novo benefício

aos usuários do APP Coamo

é a possibilidade de o produtor

acessar e fazer download da nota

fiscal de todos os produtos retirados

na cooperativa.

O Aplicativo Coamo foi

lançado em junho e representa

um importante canal de relacionamento

com o cooperado, que fica

mais próximo na integração dos

seus negócios com a cooperativa.

Com o Aplicativo Coamo,

o cooperado tem informações na

palma da mão, de maneira segura,

ágil e confiável. O aplicativo

tem várias funcionalidades, onde

o cooperado pode acessar preços

dos produtos, variação do dólar

e cotações da Bolsa de Chicago,

bem como, consultar contratos e

fazer intenções de vendas, fixar

produtos, liquidar débitos e acompanhar

toda a sua movimentação

com a cooperativa.

Para acessar o APLICATIVO COAMO,

basta baixá-lo nas lojas do

GOOGLE PLAY ou APP STORE.

outubro/2021 revista 51


alimentos

Linha alimentícia com

novas embalagens

Dentre as mudanças gerais estão o destaque da nova marca da cooperativa.

Troca será gradativa e as primeiras embalagens são da margarina e óleo de soja

Com o lançamento da nova

marca da Coamo, as embalagens

dos alimentos

da cooperativa serão atualizadas

gradualmente. Neste mês

as margarinas e o óleo de soja

ganharam um novo design e estão

de cara nova. Dentre as mudanças

gerais estão o destaque

da logomarca, a utilização de um

elemento abaixo da logo para referenciar

o design dos produtos,

possibilitando uma gama de produtos

com mais unidade visual.

Além disso, permanece o Selo

Produto de Cooperativa, que

enaltece a origem e qualidade

do produto.

No Óleo de Soja refinado

Coamo permanece o design da

pré-forma, símbolo da Coamo.

“A tampa agora está verde, remetendo

às cores do campo. Tons

dourados harmonizam com o

produto e remetem à cor da soja.

A ilustração traz, para a embalagem,

a história do produto com

o intuito de ilustrar a origem da

matéria-prima”, explica do chefe

do Departamento de Marketing

e Trade Marketing da Coamo,

Edson Watanabe.

As margarinas também

passaram por mudanças. Todas

terão um fundo igual, para formação

de bloco de gôndola,

gerando mais destaque entre

as marcas de margarina. “O fundo

colorido na área inferior fará

a diferenciação das categorias.

Em todas, o grafismo servirá para

simbolizar o iluminado do sol do

logo. A ilustração traz, para a embalagem,

a história do produto

com o intuito de demonstrar a

origem da matéria-prima”, revela

Watanabe.

Além disso as margarinas

permanecem sendo comercializadas

em potes de 500

gramas e se mantém os nomes

das Margarinas Coamo Cremosa

(fundo amarelo) e Coamo Light

(fundo azul). Já a Coamo Família

agora é a Margarina Coamo Premium,

com o diferencial de ter

o sabor manteiga e um tom vermelho

para identificar a sua nova

categoria.

Para compor a família

de margarinas, a Coamo lança a

Margarina Dualis. “Ela tem como

52 revista

outubro/2021


diferencial a baixa quantidade

de gordura. Utiliza o fundo igual

às Margarinas Coamo, para criar

identidade visual. Quanto as cores

verde e amarelo da embalagem

remetem a um produto brasileiro”,

revela Edson Watanabe.

Finalizando esse primeiro

pacote de novidades dos

produtos da Coamo, tem a Margarina

Coamo Culinária, comercializada

em uma embalagem

de 1,01 kg. “Seguindo os potes,

a Margarina Culinária apresenta

os mesmos elementos visuais.

Isso gera unidade para a linha de

produtos”, esclarece.

Todos os produtos passam

por mudanças, mas mantêm

a qualidade já reconhecida por

clientes e consumidores. “São

alimentos com origem no campo,

desde a escolha da semente.

Isso garante rastreabilidade.

Quem comprar qualquer um dos

produtos da Coamo pode ter

certeza de o processo de qualidade

está em todas as etapas da

produção. Contamos com Boas

Práticas de Produção, inovação

tecnológica e qualidade de processos

industriais. Nossa marca é

reconhecida e muito bem aceita

no mercado”, ressalta o gerente

Comercial de Alimentos da Coamo,

Wagner Schneider.

outubro/2021 revista 53


eceita

Confira o

deo da

receita:

Uma receita que

muita gente ama.

Com Coamo Alimentos,

tem ainda mais sabor.

PUDIM DE

PAMONHA

CREMOSO

Ingredientes

Calda:

1 xícara chá

2 caixas

Açúcar

Creme de leite

(aquecido)

Modo de preparo

Pudim:

1 litro

2 latas

2 unidades

1 pitada

1/2 xícara chá

1 lata

3 colheres sopa

CALDA: Em uma panela, coloque o açúcar e deixe que derreta e que vire uma

calda bem dourada. Junte o creme de leite aquecido e continue cozinhando

em fogo baixo até que o caramelo se dissolva completamente. Se sentir que

a calda está muito grossa, pode adicionar leite.

Leite

Milho

Ovos

Sal

Farinha de Trigo Coamo Tradicional

Leite condensado

Margarina Coamo Família

PUDIM: Comece colocando o leite e o milho em lata (sem a conserva) no

liquidificador. Bata até misturar bem (5 minutos). Passe por uma peneira para

tirar todo o bagaço do milho e volte para o liquidificador para bater o ovo, o

sal e a Farinha de Trigo Coamo Tradicional. Em uma panela, adicione o leite

condensado, a Margarina Coamo Família e a mistura batida e cozinhe em

fogo baixo até que fique bem cremoso e pastoso, por volta de 15 minutos.

Coloque em uma forma untada com margarina e leve para gelar por 4 horas ou

da noite para o dia, assim desenforma melhor. Sirva com a calda de caramelo.

Acesse os nossos canais:

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AF01 COI002421K An Receita Coamo Novembro 210x280mm.indd 1 07/10/21 17:34

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