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Industrial_245Web

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ENTREVISTA Presidente da AIMEX, Leandro Rymsza, celebra aumento nas exportações de madeira

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MUNDIAL

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EXCLUSIVAS PARA A INDÚSTRIA MADEIREIRA

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8 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


E D I Ç Ã O

A N O S

PAINEL DA MADEIRA

PALESTRANTES:

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DERYCK PANTOJA MARTINS

EVALDO MUÑOZ BRAZ

PAULO PUPO

RAFAEL MASON

Diretor Técnico da AIMEX

(Associação das Indústrias

Esportadoras de Madeira

do Estado do Pará)

Pesquisador da

EMBRAPA Florestas

Superintendente da Abimci

(Associação Brasileira da

Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente)

Presidente da CIPEM

(Centro das Indústrias Produtoras

e Exportadoras de Madeira do

Estado de Mato Grosso)

Gostaria de participar do jantar do PRÊMIO REFERÊNCIA 2022?

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

62

2022

48

56

54

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Abimci 77

Ágil Madeiras 75

Aimex 73

Alca Máquinas 17

Arte Diamante 06

B.Krick 47

Benecke 15

Bonardi Química 41

Cipem 33

Contraco 43

DRV Ferramentas 21

Drytech 37

Engecass 19

Eurothermo 59

Impacto 45

Linck 11

Mafercon 04

Lions Machine 35

Máquinas Lampe 83

Meeta Industrial 87

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 92

Montana Química 13

MSM Química 27

MSP Industrial 91

Nazzareno 29

Omil 25

Prêmio REFERÊNCIA 08

Reval Serras 61

Rone Usinagem 85

Siromat Metalúrgica 39

Termolegno 31

Vantec 23

SUMÁRIO

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Notas

34 Aplicação

36 Frases

38 Entrevista

46 Coluna ABIMCI

48 Principal Chancela Internacional

54 Química na Madeira

56 Marcenaria

62 Feira

78 Artigo

88 Agenda

90 Espaço Aberto

10 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


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Economia.

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EDITORIAL

TECNOLOGIA

EXCLUSIVA

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á 34 anos, o mercado moveleiro e

madeireiro brasileiro contam com

uma chancela internacional de qualidade

e tecnologia WEINIG, representados

no país com exclusividade

pela B.KRICK. O trabalho da empresa, sediada

em Curitiba (PR), é apresentado na reportagem

de capa desta edição, que traz ainda uma entrevista

exclusiva com o novo presidente da AIMEX

(Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras

do Estado do Pará), além de reportagens

especiais sobre economia, mercado, marcenaria e

muito mais. Uma ótima leitura a todos!

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ANO XXIV - EDIÇÃO 245 - OUTUBRO 2022

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXIV • Nº245 •Outubro 2022

ENTREVISTA Presidente da AIMEX, Leandro Rymsza, celebra aumento nas exportações de madeira

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WOOD INDUSTRY

PADRÃO

MUNDIAL

TECNOLOGIA ALEMÃ OFERECE SOLUÇÕES

EXCLUSIVAS PARA A INDÚSTRIA MADEIREIRA

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

EXCLUSIVE

TECHNOLOGY

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or 34 years, the Brazilian furniture and

timber market has available machines

with an international seal of quality

and WEINIG technology, represented

in the Country exclusively by B.KRICK.

The work of the Company, based in Curitiba (PR),

is presented in the cover story of this issue, which

also has an exclusive interview with the new President

of the State of Pará Association of Timber

Exporting Companies (Aimex), as well as special

articles on the economy, market, woodworking

and more. Pleasant reading!

Redação / Writing

André Nunes

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Me Hua Bernardi

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Andrew Holanda

Cainan Lucas

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

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ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.

12 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


DRYERS AND KILNS INCREASE

PRODUCTIVITY IN THE FOREST

PRODUCT INDUSTRY

ENTREVISTA Santa Catarina se mantém como líder nacional na exportação de móveis de madeira

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 244 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE SETEMBRO DE 2022

SECADORES

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIV • Nº244 •Setembro 2022

MADEIRA

AQUECIDA

SECADORES E ESTUFAS AMPLIAM A

PRODUTIVIDADE DA INDÚSTRIA MADEIREIRA

HEATED TIMBER

DESIGN

Por Maria Freitas –

Sinop (MT)

Gostei de conhecer a

linha de móveis e design

da Pacajá, com artistas

moveleiros. Boas ideias

para marcenaria! Ainda

mais quando são oriundas

de manejo florestal

sustentável.

Por Tadeu Souza –

Almirante Tamandaré (PR)

É sempre interessante conhecer histórias de

empresas tradicionais que se destacam pelo país,

como a Contraco, de Santa Catarina, que foi capa

da edição de setembro. Tecnologia de secadores

e estufas é essencial em climas úmidos como os

da região sul.

Foto: Emanuel Caldeira

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: Filipe Scotti

ENTREVISTA

Por Tiago Faria –

Blumenau (SC)

SETOR FLORESTAL

Por Bianca Teixeira –

São Paulo (SP)

A indústria de Santa

Catarina orgulha o

nosso Estado, ainda

mais quando sabemos o

quanto o setor madeireiro

contribui para a pujança

deste cenário.

Muito bom conhecer o novo estudo publicado

pela Abimci (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente), que

contribui com os principais dados do setor

florestal e industrial em nosso país.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Referência Industrial Madeira

@referenciamadeira

14 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


BASTIDORES

BASTIDORES

VISITA

RECEBEMOS EM NOSSA EDITORA, A VISITA DOS DIRETORES

DA DP FLORESTAL, DENILSON E DAMARIS PADILHA, QUE

TROCARAM IDEIAS COM O NOSSO DIRETOR COMERCIAL,

FÁBIO MACHADO, SOBRE A IMPORTÂNCIA DO CARBONO

NEUTRO NAS INDÚSTRIAS MADEIREIRAS.

Foto: divulgação

REVISTA BIOMAIS

O DIRETOR COMERCIAL DA JOTA EDITORA, FÁBIO

MACHADO, VISITOU A EMPRESA JSIC COMEX, E ESTEVE

VIABILIZANDO JUNTO COM JUSTIN ZHANG E DALCLIS

AZEVEDO A REPORTAGEM DE CAPA DA REVISTA

BIOMAIS DE DEZEMBRO/22.

Foto: divulgação

ALTA

TESOURO DIRETO

As vendas de títulos do

Tesouro Direto superaram

os resgates em R$ 1,4 bilhão

em agosto deste ano.

Segundo dados divulgados

pela entidade, as vendas

do programa atingiram R$

3,835 bilhões. Sinal evidente

da melhoria da economia

brasileira.

BAIXA

CONTAS EXTERNAS

As contas externas tiveram

saldo negativo de US$ 4,136

bilhões em julho, segundo

dados do BC (Banco Central).

No mesmo mês de

2021, o déficit havia sido

de US$ 1,175 bilhão nas

transações correntes, que

são as compras e vendas

de mercadorias e serviços e

transferências de renda com

outros países.

16 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


NOTAS

Foto: divulgação

MERCADO LIVRE

E SETOR ELÉTRICO

A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) avalia que a Portaria 50/2022, publicada pelo MME (Ministério

de Minas e Energia), representa uma etapa importante para a abertura total do mercado livre de energia. A

decisão da pasta contou com contribuições técnicas da CCEE antes e durante o período em que passou por consulta

pública.

Pela medida, a partir de janeiro de 2024, todos os consumidores do Grupo A, ou seja, aqueles ligados na alta tensão,

como indústrias e médias empresas, a exemplo dos shoppings e redes de varejo, poderão operar no mercado livre

independentemente do volume demandado. No ambiente livre é possível negociar eletricidade diretamente de um

gerador ou comercializador, vantagem que pode permitir encontrar o insumo mais barato e firmar contratos customizados.

O MME também instituiu que os consumidores com carga menor que 500 KW (quilowatts) obrigatoriamente sejam

representados por um comercializador varejista perante a Câmara de Comercialização. Rui Altieri, presidente do Conselho

da CCEE, diz que a decisão do Ministério foi assertiva e que agora essa categoria precisa se fortalecer para atender

a grande demanda que virá. “A figura do comercializador varejista foi criada para intermediar a negociação, gerenciar

os riscos inerentes ao segmento livre, e tornar o ambiente mais atrativo para os consumidores de menor porte, que não

têm familiaridade com a dinâmica do setor elétrico”, comenta.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de

energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil

sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o

ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por

meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor

(geração, distribuição, comercialização e consumo).

18 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


NOTAS

POLÍTICAS

INDUSTRIAIS

“As políticas industriais voltaram ao centro do debate econômico e devem mapear tecnologias emergentes, atividades

econômicas novas ou tradicionais, mirar o desenvolvimento de novas atividades, complementares ou não, e

estimular a evolução da estrutura produtiva com oportunidades para novos modelos de negócio”, assim José Velloso,

presidente executivo da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), apresentou

a importância do tema no painel Competitividade e Política de Desenvolvimento Industrial no 7º Congresso Brasileiro

da Indústria de Máquinas, realizado em agosto, na capital paulista.

De acordo com Velloso, a agenda do Custo Brasil deve ser enfrentada com reformas estruturantes e políticas

horizontais, que removam os entraves à competitividade. “Essa é a agenda da urgência. Ao longo dos tempos o

Brasil deu ênfase à políticas para compensar as assimetrias, os famosos puxadinhos. A consequência foi o Brasil sofrer

um processo precoce de desindustrialização quem vêm ocorrendo nas últimas três décadas. As políticas devem

evoluir no sentido de eliminar as assimetrias, lembrando que a Digitalização e Servitização terão grande espaço”,

enfatizou Velloso.

Gino Paulucci Jr, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, abriu o congresso falando do foco no

fortalecimento da indústria e seu papel fundamental para o crescimento econômico do país: “O setor de máquinas

e equipamentos é, indiscutivelmente, um importante catalisador de novas tecnologias e inovações, fatores que contribuem

para uma maior competitividade das empresas brasileiras e a geração de empregos e renda”, alertou Gino.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


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NOTAS

MADEIRA E AÇO

Propulsores de empreendedorismo na Serra gaúcha, os setores moveleiro e metalmecânico se uniram em parceria

inédita para fortalecer suas indústrias: 1º Hackathon Madeira & Aço – maratona das indústrias gaúchas metalmecânica

e moveleira rumo à inovação. Um evento interativo para entender os problemas enfrentados pelas empresas de ambos

os segmentos e propor soluções inovadoras orientadas por especialistas. Com o tema “Como otimizar e agilizar a integração

de novos colaboradores desde a seleção até o treinamento”, o encontro foi realizado em setembro no Centro

Empresarial Bento Gonçalves, totalizando 18h (horas) de imersão.

A ideia surgiu da aproximação entre o Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves) e o

Simecs (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região). As entidades

coordenam o GT Indústria 4.0 do ecossistema regional de inovação Serra gaúcha – uma das oito macrorregiões integrantes

do programa “Inova RS”, desenvolvido pela Sict (Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande

do Sul), com o objetivo de incluir o estado no mapa global da inovação.

Instituto Hélice e Sebrae RS estão ao lado do Sindmóveis e do Simecs como realizadores do evento – além dos

apoiadores Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul), CIC-BG (Centro da Indústria,

Comércio e Serviços de Bento Gonçalves) e Orquídea.

O Sindmóveis foi criado em 1977 para representar o polo moveleiro de Bento Gonçalves, incluindo empresas de

Bento, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza – hoje com mais de 300 indústrias. A entidade atua amarrando

as pontas da cadeia de modo que todo o setor possa se desenvolver com consistência e proposição de valor. Um trabalho

que não se limita à Serra, pois projetos como a feira Movelsul, o Prêmio Salão Design e o Orchestra Brasil são de

amplitude nacional e internacional.

Fundado em 1957, o Simecs nasceu da associação das indústrias regionais. Hoje, com mais de 60 anos de história,

é uma das maiores entidades sindicais patronais do sul do país no seu segmento. Com sede em Caxias do Sul e abrangência

em outros 16 municípios da Serra gaúcha, o Simecs está instalado em uma das regiões que mais crescem no

Brasil, representando mais de 3.300 empresas de pequeno, médio e grande porte.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


NOTAS

MERCADO CANAVIEIRO

Presente no Brasil desde 2017, desenvolvendo tecnologias necessárias para suportar o monitoramento de alta precisão,

a Taranis, sediada nos EUA (Estados Unidos da América) e com escritório no Brasil, em Campinas (SP), tem como

principal foco a cultura de cana-de-açúcar. Atuando fortemente junto às grandes usinas, principalmente as da região

sudeste e centro-oeste do país, anualmente a empresa monitora cerca de 300 mil ha (hectares). O objetivo é passar a

marca dos 600 mil ha até o final de 2023. Além disso, também tem ação na soja, milho, sorgo, algodão e pastagens.

De acordo com Fábio Franco, gerente geral Brasil da Taranis, o mercado nacional hoje representa a maior oportunidade

agrícola no fornecimento de alimentos para o mundo e especialmente quando falamos da geração de energia

limpa através principalmente do segmento sucroalcooleiro. “Esses fatores refletem diretamente no potencial gigantesco

do país, por isso, o nosso foco está na ampliação e atendimento de demandas para o mercado”, destaca.

A empresa disponibiliza ao setor, a Taranis Smartscout, uma plataforma digital com inteligência artificial, focada em

ajudar os produtores, distribuidores e consultores agrícolas a tomarem decisões mais assertivas. A ferramenta utiliza

imagens de nível foliar que são analisadas por machine learning de última geração, e que é alimentada pela maior biblioteca

de imagens de campo de alta resolução, contendo mais de 200 milhões de pontos de dados de IA (Inteligência

Artifical). Deste total, o mercado brasileiro representa entre 10% e 15%.

A companhia tem uma linha de atuação com mais de 100 revendedores e distribuidores. Segundo Lucas Geraldini,

diretor de marketing e customer success, este é um mercado em consolidação no Brasil com grandes players montando

cadeias nacionais de distribuição e a visão da empresa é fazer com que esse mercado cada vez mais se assemelhe

ao modelo de distribuição americano em alguns aspectos. “Isso vai ser um incentivo para nos desenvolvermos nos

próximos anos nessa linha de negócio também. E será interessante, pois enquanto o nosso produto avança para esse

tipo de cliente nos EUA os brasileiros acabam sendo beneficiados por um produto cada vez mais pronto e avançado”,

acrescenta.

A captação de US$ 40 milhões em uma rodada de investimento de série D, foi liderada pela Inven Capital, um fundo

europeu focado em tecnologia climática. Este capital eleva o financiamento total da empresa para US$ 100 milhões.

De acordo com Bar Veinstein, CEO da Taranis global, o aporte representa muitas oportunidades e permitirá à empresa

acelerar seu plano de crescimento de 3 anos entregando inteligência de colheita para o agronegócio global e

em particular, o Brasil. “Este país é o segundo maior mercado para nós e pretendemos aumentar o nosso investimento

para expandir as operações locais e fornecer insights para proteger milhões de hectares de plantações, especialmente

de cana-de-açúcar”, almeja o CEO.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


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NOTAS

5G

NO NORTE

As cinco capitais da Região Norte começam a ter sinais da

internet 5G sendo transmitidos pelas antenas das operadoras.

Com isso, a quinta geração da tecnologia completa a primeira

etapa prevista em edital, disponibilizando o serviço a todas as

27 capitais do país.

O sinal começa a ser ligado em Belém (PA), Macapá (AP),

Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC), mas o prazo

para que as operadoras liguem todas as estações previstas

– uma antena para cada 100 mil habitantes – se encerrará no

dia 28 de novembro.

Segundo o conselheiro Moisés Queiroz Moreira – do Grupo

de Acompanhamento da Implantação das Soluções para

os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz

(Gaispi) –, serão 57 antenas em Belém; 18 em Macapá; 84 em

Manaus; 21 em Porto Velho; e 15 no Rio Branco.

Com a nova tecnologia, a transmissão de dados fica mais

veloz, estável e com menor tempo de resposta (latência). As

frequências para o 5G foram leiloadas em novembro de 2021,

tendo como previsão inicial a de que o serviço seria disponibilizado

em todas as capitais até 31 de julho, e que nas demais

cidades do país a ativação seria gradual até 2029.

“Foi um trabalho exitoso nessa fase inicial, apesar de difícil

e de [envolver] aprendizado, porque não tínhamos total

conhecimento dos problemas que poderiam aparecer”, disse

o conselheiro, referindo-se à conclusão da primeira etapa de

entrega da faixa de 3,5 GHz, a ser explorada por três operadoras

(Vivo, TIM e Claro) em todas as capitais do país.

Segundo o coordenador do Gaispi, Henrique Gomes

Pinheiro, as operadoras instalaram, até o momento, “mais

do que o dobro” de antenas previstas no edital do 5G. “O

mínimo era de 2.528 estações [para as três operadoras]. No

entanto, 5.275 já foram instaladas”, disse ele, ao informar que,

com isso, o 5G já está presente em 5% das 93 mil estações

instaladas no país.

Ele acrescentou que o serviço disponibilizado nas 27 capitais

alcança 24% da população brasileira e tem potencial de

chegar a 50 milhões de pessoas.

Sobre a nova etapa prevista no edital, que é a de levar a

tecnologia 5G às cidades com mais de 500 mil habitantes, o

desafio agora é avançar na limpeza do espectro utilizado –

que é o mesmo de antenas parabólicas. A previsão é que essa

etapa comece a ser implementada em janeiro de 2023.

A fim de viabilizar o processo, serão distribuídos kits de

antenas, que substituirão as parabólicas, para famílias inscritas

no cadastro único de programas sociais do governo federal.

Nesse sentido, estão previstas campanhas informando a população

sobre como proceder o agendamento para a troca

de equipamento.

Foto: divulgação

26 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


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aglomerados MDF, OSB e outros) por adição à cola;

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a serem aplicados na cola, como também a área de estocagem;

• Base água, com baixa toxicidade e baixo odor;

• Isento de solventes que atacam as borrachas dos equipamentos

industriais;

• Compatível com resinas de última geração;

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serradas.

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tribromofenol só poderia ser o líder de mercado e a MSM

Química a maior importadora deste ingrediente ativo.

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suas características naturais.

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NOTAS

CONSUMO

O IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou os novos dados que medem a

confiança do consumidor. O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) avançou 5,4 pontos em setembro, para 89 pontos,

o maior nível desde janeiro de 2020, com 90,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 3,3 pontos, para 84

pontos.

Segundo a coordenadora das Sondagens do Ibre/FGV, Viviane Seda Bittencourt, a confiança dos consumidores sobe

pelo quarto mês consecutivo influenciada pelas perspectivas mais otimistas em relação aos próximos meses. De acordo

com ela, tal resultado parece estar relacionado com a queda nas expectativas de inflação dos consumidores para os próximos

12 meses e a um aumento do otimismo em relação ao mercado de trabalho.

“Há um aumento na intenção de consumo, exceto para os consumidores de renda mais baixa, o que reflete ainda

dificuldades dessa classe. Além disso, a proximidade das eleições tem um efeito potencializador dessas expectativas.

É necessário ter cautela nesses resultados, considerando uma política monetária ainda restritiva e a possibilidade de

desaceleração da atividade econômica, que reduziria a velocidade de recuperação do mercado de trabalho”, explicou a

pesquisadora.

Conforme o IBRE/FGV, a alta em setembro foi influenciada pela melhora dos indicadores sobre o momento e próximos

meses. O IE (Índice de Expectativas) avançou 7,6 pontos, para 100,2 pontos, maior desde dezembro de 2019, com

100,3 pontos, período pré-pandemia da covid-19. O ISA (Índice de Situação Atual) subiu 1,6 ponto, para 73,3 pontos,

maior resultado desde março de 2020, embora ainda baixo em termos históricos.

Em relação aos indicadores que medem a satisfação dos consumidores no momento, há uma percepção de melhora

da situação econômica com aumento de 2,5 pontos no indicador para 82,3 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020

(85,5 pontos). A avaliação sobre a situação financeira da família se alterou pouco, 0,8 ponto para 64,9 pontos, nível ainda

baixo em termos históricos.

Nas expectativas, o item que mais contribuiu para a alta no mês foi o que mede o otimismo das famílias em relação à

situação financeira nos próximos seis meses, cujo indicador subiu 10,4 pontos para 100,8 pontos, maior nível desde janeiro

de 2020 (81,7 pontos).

Foto: divulgação

28 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


NOTAS

PORTAS

DE MADEIRA

A Abimci (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Processada Mecanicamente)

por meio do PSQ-PME (Programa Setorial da

Qualidade de Portas de Madeira para Edificações)

lançou a quinta edição da Revista de

Portas de Madeira.

“A Abimci disponibiliza ao mercado a

Revista que é considerada a principal publicação

nacional sobre o segmento. Ela tem

como propósito ser fonte de informação

sobre tendências de mercado, normalização,

produtos certificados, sustentabilidade, entre

outros. Mas acima de tudo, apresenta a

evolução das portas de madeira certificadas

no atendimento às exigências do mercado”,

justifica o superintendente da Abimci, Paulo

Pupo.

Na edição, a matéria de capa aborda as

transformações vividas pelo segmento de

portas de madeira, que há 10 anos disponibiliza

para o mercado produtos certificados,

fabricados pelas empresas que fazem parte do PSQ-PME.

As reportagens abordam ainda uma visão geral do desenvolvimento e dos avanços

conquistados pelo segmento de portas de madeira certificadas; as percepções e tendências

de mercado; os novos padrões de consumo; o uso das portas com requisitos

adicionais de desempenho em projetos especiais; a importância da fidelização do

cliente durante a jornada de compra; e análises de como o segmento de portas está inserido

nas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês), que estão

ganhando a cada dia mais importância na sociedade e no mercado.

A edição conta com uma entrevista que aborda a tendência da construção de empreendimentos

em que o indivíduo é colocado ao centro em relação às especificações

de projeto com foco no conforto e qualidade de vida e também o papel dos produtos

de madeira neste perfil de empreendimento.

Com um amplo plano de divulgação segmentado junto ao mercado, a edição passa

agora a ser distribuída para empresas fabricantes de portas, construtoras, entidades

representantes da construção civil, arquitetos, engenheiros e profissionais ligados ao

segmento.

Foto: divulgação

30 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


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NOTAS

Foto: Emanuel Caldeira

O Prêmio REFERÊNCIA 2022 está chegando e conforme foi destacado na última edição, o último participante

do Painel Sustentabilidade desse ano foi confirmado. Esse novo painelista se junta a Rafael Mason, presidente do

CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), Evaldo Muñoz

Braz, pesquisador da EMBRAPA Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Deryck Pantoja Martins,

diretor técnico da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará).

O integrante que completa o elenco do painel é Paulo Pupo, superintendente da Abimci (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente). Paulo será responsável por apresentar o tema: Mercado e

tendências para a madeira processada. Além do cargo na Abimci, Paulo é vice-presidente da FIEP (Federação das

Indústrias do Estado do Paraná) e Coordenador do Comitê Brasileiro de Madeira ABNT-CB31 (Associação Brasileira

de Normas Técnicas).

A presença de Paulo no painel reforça o papel do prêmio, que além de celebrar os grandes destaques do setor,

serve também como fonte de informação para vários focos de atuação no mercado, passando pela madeira

manejada, as exportações, a pesquisa e também a madeira de reflorestamento.

O Prêmio REFERÊNCIA 2022 é organizado pela Jota Editora, responsável pelas revistas REFERÊNCIA FLORES-

TAL, REFERÊNCIA INDUSTRIAL DA MADEIRA, REFERÊNCIA CELULOSE&PAPEL, REFERÊNCIA PRODUTOS DE

MADEIRA e REFERÊNCIA BIOMAIS. A edição deste ano conta com os patrocínios de: ACIMDERJ, AIMEX, CIPEM,

DRV FERRAMENTAS, EFFISA, INOX CONEXÕES, MONTANA QUÍMICA, MSM QUÍMICA e REMSOFT. A premiação

será realizada no dia 29 de novembro, a partir das 19h (horas), em Curitiba (PR). Além dos vencedores, e convidados,

esse ano o evento é aberto para o público geral. Estão disponíveis alguns ingressos de um lote limitado

de convites para os interessados em participar do evento que dará direito a participar de toda a programação da

noite: Painel Sustentabilidade, Prêmio REFERÊNCIA e do jantar que acontece logo após o término da cerimônia,

com cardápio de massas especiais e bebidas não alcoólicas liberadas.

32 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


ESTUDO COMPROVA AMPLA OCORRÊNCIA DO IPÊ NAS

FLORESTAS DO BRASIL

Dados de 2019 indicam que Mato Grosso registrou 17,6 mi de

hectares em áreas passíveis de manejo dos 25 milhões de hectares

de Floresta Amazônica no Estado

Fonte: Embrapa Florestas

Estudo realizado em áreas florestais sob manejo

sustentável nos estados do Acre e de Mato Grosso,

mapeou mais de 40 milhões de árvores adultas das

espécies Handroanthus serratifolius (ipê amarelo) e

Handroanthus impetiginosus (ipê roxo). A ampla incidência

registrada mostra que os ipês estão protegidos de

extinção e ressalta a importância do manejo sustentável

das florestas.

Segundo os pesquisadores envolvidos, esse total

mapeado não considerou árvores jovens, arvoretas e

banco de plântulas. “Considerando a população, área de

ocorrência, crescimento e estrutura (do passado e atual),

capacidade de suporte e estoque das florestas naturais

sob manejo, maturidade reprodutiva, entre outros fatores,

entendemos que as duas espécies não se encontram em

condição vulnerável”, afirma o pesquisador Evaldo

Muñoz Braz, da Embrapa Florestas (PR).

Os resultados estão apresentados na publicação

“Ocorrência e crescimento de Handroanthus spp. na

Amazônia, nos estados de Mato Grosso e Acre, como

subsídio para a elaboração de normativas de manejo

florestal e avaliação de risco de extinção”. A obra traz

dados e informações fundamentais que colaboram em

recentes debates no setor florestal sobre a inserção dos

ipês na lista de espécies da flora ameaçadas de extinção.

Durante o ano de 2020, os pesquisadores estiveram em

campo em áreas de florestas nativas remanescentes,

localizadas no Acre e em Mato Grosso, onde já desenvolvem

outros projetos de pesquisa sobre manejo florestal

sustentável, com o objetivo de levantar a atual situação

de ocorrência e crescimento do ipê.

Em Mato Grosso, dados de 2019 registram 17,6

milhões de ha em áreas passíveis de manejo dos 25

milhões de ha de Floresta Amazônica no Estado e com

áreas protegidas em mais 8 milhões de ha em reservas

indígenas e Unidades de Conservação de Proteção

Integral.

A metodologia utilizada para a realização desse

trabalho envolve cruzamento e estudo de diferentes

informações e pesquisas de campo. Os cientistas reuniram

diversos bancos de dados florestais e da literatura

especializada, buscando abranger, de forma representativa,

todas as subtipologias do bioma Amazônia presentes

no Acre e no Mato Grosso e identificar sua ocorrência.

O conjunto de dados foi composto por inventários

florestais de Planos de Manejo Florestal Sustentável

(PMFS) aprovados e fornecidos pelo Instituto de Meio

Ambiente do Acre (Imac-AC) e pela Secretaria de Estado

de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).

Entre os inventários, estavam os do tipo “censo”, que

incluem os dados de todas as árvores com diâmetro à

altura do peito (DAP) maior que 35 cm. Nessa categoria,

foram registradas mais de 20 mil árvores de Handroanthus

spp. em uma área de aproximadamente 100 mil ha

inventariados.

Outra parte do trabalho analisou dados de crescimento

das espécies, por meio do estudo dos anéis de crescimento

dos ipês das áreas amostradas. Com a informação da

maturidade reprodutiva das espécies, obtida em literatura

científica, foi possível avaliar que o ciclo reprodutivo das

árvores sob MFS está assegurado, garantindo a conservação

da floresta.

Manejo sustentável deixa a floresta em pé

A madeira é um produto altamente sustentável, sendo,

sob normas de manejo, um bem renovável. A floresta sob

manejo, além de sustentável do ponto de vista ambiental,

gera renda e sequestra carbono. No trabalho científico,

também foram simuladas cenários de manejo nas diferentes

tipologias, e sob diferentes condições de extração,

evidenciando a sua sustentabilidade.

O CIPEM

De acordo com Rafael Mason, presidente do Cipem:

“enquanto entidade representativa do setor de base

florestal, o CIPEM defende que a ampliação das pesquisas

científicas em torno do Manejo Florestal contribui

diretamente para a continuidade e aprimoramento da

atividade, com respeito à legislação vigente. Dessa forma,

por entender que o aprofundamento no tema também traz

contribuições na desconstrução de conceitos errôneos

preestabelecidos, o Cipem reitera seu compromisso com a

floresta nativa e com a produção científica de conteúdo

sobre o bioma Amazônico por meio de parcerias sólidas

com instituições de pesquisa”.

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APLICAÇÃO

CAPTAÇÃO

DE CARBONO

Foto: divulgação

Os múltiplos usos da madeira, como

fonte de captação permanente de

carbono da atmosfera, e a plantação

de árvores e reflorestamento são

igualmente importantes para o chamado

sequestro de gás carbônico.

Nesse segmento, um dos destaques

vem da maior construtora da América

Latina, a MRV, que atingiu a marca de

2 milhões de árvores plantadas em

todo o território nacional nos últimos

12 anos. O cálculo leva em conta o

período de janeiro de 2010 a agosto

de 2022, representando um total de

986 mil toneladas de CO 2

(gás carbônico)

removidos da atmosfera.

SUSTENTABILIDADE

Poupando o equivale ao que é

produzido em 18,3 milhões de viagens

pontes aérea entre Rio Janeiro

e São Paulo, e a 5,7 bilhões de

quilômetros rodados de um veículo

leve movido a gasolina, o feito

da construtora MRV. Somente de

janeiro a agosto de 2022, mais de

252 mil árvores já foram plantadas

pela companhia – que é signatária

da Rede Brasil do Pacto Global da

ONU (Organização das Nações

Unidas) e faz parte do Índice de

Sustentabilidade Empresarial da

B3 pelo sexto ano.

Foto: divulgação

34 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


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FRASES

“RECENTEMENTE FORAM VENDIDAS AS REFINARIAS DE MATARIPE

(RLAM) E ISAAC SABBÁ (REMAN). ISSO DIMINUI A CONCENTRAÇÃO DESSE

MERCADO DE 98% PARA 80%. TENHO CERTEZA DE QUE A PETROBRAS

FARÁ DE TUDO PARA CUMPRIR O ACORDO COM O CADE (CONSELHO

ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA) E VENDER TODAS AS

REFINARIAS ACORDADAS, PREVISTAS NO PLANO DE DESINVESTIMENTO”

ADOLFO SACHSIDA, MINISTRO DE MINAS E ENERGIA

“DESENHAMOS

OS PROGRAMAS

SOCIAIS JUNTOS.

PRESERVAMOS

11 MILHÕES DE

EMPREGOS. TODO

MUNDO ESTÁ COM

DINHEIRO PARA VIVER.

NÃO É NEM SOBREVIVER, É

VIVER MESMO. JÁ A CLASSE

MÉDIA ESTÁ GERANDO

EMPREGO E RENDA”

PAULO GUEDES,

MINISTRO DA

ECONOMIA

“A CADEIA PRODUTIVA DA INDÚSTRIA FLORESTAL

PRECISA APROFUNDAR A DISCUSSÃO SOBRE SEUS

DESAFIOS, ENTRE ELES O DE AMPLIAR A OFERTA DE

MATÉRIA-PRIMA E MELHORAR SUA COMPETITIVIDADE.

TEMOS ESCASSEZ DE MADEIRA NAS REGIÕES SUL,

SUDESTE, CENTRO-OESTE E NORDESTE E UMA

DAS CAUSAS É A FALTA DE INCENTIVOS PARA OS

PRODUTORES RURAIS CULTIVAREM FLORESTAS DE

EUCALIPTO OU PINUS”

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

GILBERTO SELEME, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DA FIESC

(FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE SANTA CATARINA)

“A SEMANA INTERNACIONAL

DA MADEIRA É DE GRANDE

IMPORTÂNCIA PARA O

DESENVOLVIMENTO DO SETOR,

POIS PROPORCIONA NETWORKING,

GERAÇÃO DE NEGÓCIOS, AVALIAÇÃO

DE CENÁRIOS E PERSPECTIVAS

ENTRE OS VÁRIOS ELOS DA CADEIA

PRODUTIVA DO SETOR MADEIREIRO E

DE BASE FLORESTAL NACIONAL”

PAULO PUPO, SUPERINTENDENTE

DA ABIMCI (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA

DA INDÚSTRIA DE MADEIRA

PROCESSADA MECANICAMENTE)

36 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


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ENTREVISTA

MADEIRA DO PARÁ:

DESTINO EXPORTAÇÃO

FOREST PRODUCTS

FROM THE STATE

OF PARÁ:

DESTINATION

EXPORT

C

erca de 70% da madeira do Pará é exportada para

os EUA (Estados Unidos da América) e União Europeia,

cenário desafiador diante dos conflitos entre

Rússia e Ucrânia. Representante do segmento

no Estado, a AIMEX (Associação das Indústrias

Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará) celebra os resultados

de 2022 até agora: 100% de aumento em valoração

e 23% mais exportações do início do ano até o mês de julho.

Presidente da AIMEX, Leandro Rymsza, detalha esse panorama

e fala sobre as perspectivas para 2023 em entrevista exclusiva

para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL:

ENTREVISTA

About 70% of the State of Pará’s forest products are

exported to the USA and the European Union, a

challenging scenario facing the conflicts between

Russia and Ukraine. Representative of the segment

in the State, the State of Pará Association of Timber

Exporting Companies (Aimex) celebrates the results of 2022 to

date: a more than 100% increase in value and more than 23% in

exports from the beginning of the year to July. Leandro Rymsza,

President of Aimex, provides details on this panorama and talks

about the prospects for 2023 in this exclusive interview with REFE-

RÊNCIA Industrial:

LEANDRO RYMSZA

CARGO: PRESIDENTE DA AIMEX E

EMPRESÁRIO DO RAMO FLORESTAL MADEIREIRO

Foto: divulgação

FUNCTION: PRESIDENT OF THE STATE OF PARÁ ASSOCIATION OF

TIMBER EXPORTING COMPANIES (AIMEX)

BUSINESSMAN IN THE FOREST PRODUCT INDUSTRY

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ENTREVISTA

AS EXPORTAÇÕES DE MADEIRA DO PARÁ

SUBIRAM 23% DO INÍCIO DO ANO, ATÉ JU-

LHO E 100% EM VALORAÇÃO. A QUE SE

DEVE ESSE AUMENTO?

De fato, existe uma diferença expressiva entre

a quantidade e o valor exportado, pois no acumulado

de janeiro a julho comparando com o mesmo

período de 2021, houve o crescimento de 103,61%

no valor (US$ FOB 253.557.690) e 23,34% na quantidade

(174.791.614 Kg) exportada. Para melhor

analisar temos que avaliar os preços praticados em

2020 haja vista que 2021 foi atípico para o exportador

paraense devido alguns fatos que causaram

o represamento de contêineres, que deixaram de

ser embarcados. Entre os fatos estão a mudança e

integração entre os sistemas do IBAMA (Instituto

Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

Renováveis) e SISCOMEX (Sistema Integrado

de Comércio Exterior) que dificultou a liberação

da autorização de exportação, e a disponibilidade

restringida de navios e contêineres devido a desestruturação

da rede mundial de oferta e procura

no transporte marítimo de cargas. Se compararmos

com o primeiro semestre de 2020, o preço

médio obtido foi de US$ 972,30/tonelada, enquanto

no primeiro semestre de 2022 o preço médio foi

de US$ 1.593,94/tonelada, ou seja, um aumento

de 64%, bem acima da média de quase todos os

insumos da construção civil, que chegou perto dos

40% em muitos países. O aumento dos valores

exportados em 2022 é reflexo do aumento dos

preços e de uma demanda maior que a oferta nos

primeiros meses, e do início das exportações do

MDF produzido no Pará. Assim, as cargas que ficaram

represadas em 2021 estão sendo exportadas

neste ano, apesar de ainda haver um descompasso

pelos mesmos motivos que ainda persistem, mas

em menor intensidade.

STATE OF PARÁ FOREST PRODUCT EX-

PORTS INCREASED MORE THAN 23% IN

VOLUME AND MORE THAN 100% IN VALUE

FROM THE BEGINNING OF THE YEAR TO

JULY. HOW DID THIS INCREASE COME

ABOUT?

There is a significant difference between the

amount and the value exported from January

to July compared to the same period in 2021.

There was a growth of 103.61% in the value

(US$ 253,557,690 FOB) and 23.34% in volume

(174,791,614 kg) exported. To better analyze

this, we have to evaluate the prices practiced

in 2020, as 2021 was atypical for the exporter

from Pará due to several factors that caused

container shipments to be held up. Among the

factors are the change and integration between

the Brazilian Institute of the Environment and

Renewable Natural Resources (Ibama) and the

integrated System of Foreign Trade (Siscomex)

systems that hindered the granting of export authorizations,

as well as the restricted availability

of ships and containers due to the dismantling

of the world’s supply and demand network in the

area of maritime cargo transport. Compared to

the first half of 2020, the average price obtained

was US$ 972.30/mt, while in the first half of 2022,

the average price was US$ 1,593.94/mt, that is,

an increase of 64%, well above the average of almost

all building construction inputs, which came

close to 40% in many countries. The increase in

exported values in 2022 reflects the increase in

prices and demand greater than supply in the

first months and the beginning of exports of the

MDF produced in Pará. Thus, the shipments held

up in 2021 are being made this year, although a

backlog still persists for the same reasons, but to

a lesser extent.

NO MERCADO NACIONAL O PRINCIPAL

CONSUMIDOR DE MADEIRA É A

CONSTRUÇÃO CIVIL E A INDÚSTRIA DE MÓVEIS

40 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


ENTREVISTA

COMO A AIMEX AVALIA O CENÁRIO NA-

CIONAL E INTERNACIONAL DE EXPORTA-

ÇÃO DE MADEIRA E AS PERSPECTIVAS PARA

2023?

No mercado nacional o principal consumidor

de madeira é a construção civil e a indústria de

móveis. Com as medidas baixadas para controlar a

inflação e com a queda no nível de desemprego, a

expectativa é de melhora do consumo de madeira

pela construção civil na primeira etapa com a entrega

de novas unidades habitacionais, e no setor

de móveis em uma segunda etapa em decorrência

do aumento da produção para mobiliar as novas

residências. Quanto ao mercado internacional é

cedo para se avaliar um cenário para 2023, considerando

que os EUA e União Europeia importam

cerca de 70% da madeira paraense, mas o setor já

observa uma retração do mercado em decorrência

do cenário de mudança na política monetária

para combater a inflação somado ao complicado

quadro geopolítico mundial gerador de pressão

inflacionária, consequência da guerra entre Rússia

e Ucrânia.

DE QUE FORMA AS QUESTÕES INTERNA-

CIONAIS, COMO A GUERRA DA RÚSSIA X

UCRÂNIA TÊM IMPACTADO NO MERCADO

BRASILEIRO?

O impacto foi positivo para o setor, pois os

efeitos diretos das sanções econômicas impostas

levou a suspensão do comércio de madeira da

Rússia, Ucrânia e Belarus, maiores fornecedores da

União Europeia, enquanto perdurar a guerra. Para

compensar esta situação, a União Europeia aumentou

a importação de madeira de outros países,

entre eles o Brasil, beneficiando o Pará que é o

maior exportador brasileiro de madeira tropical.

QUAIS OS OBJETIVOS PARA A SUA GES-

TÃO NA AIMEX?

Dar continuidade aos projetos e ações que vi-

HOW DOES AIMEX SEE THE DOMESTIC

AND INTERNATIONAL FOREST PRODUCT

EXPORT SCENARIO, AND WHAT IS THE

OUTLOOK FOR 2023?

The primary forest product consumers for the

domestic market are the building construction

and furniture industry. With the measures taken

to control inflation and the drop in unemployment,

the expectation is for an improvement.

The first stage is in forest product consumption

by building construction with the delivery of

new housing units. The second stage is in the

furniture-making segment, due to increased

production to furnish new homes. As for the

international market, it is too early to evaluate a

scenario for 2023, considering that the U.S. and

European Union imports account for about 70%

of the forest products from Pará. However, the

Sector is already observing a market downturn

due to the scenario of changing monetary policy

to combat inflation added to the complicated

global geopolitical framework that generates

the inflationary consequence of the war between

Russia and Ukraine.

HOW HAVE INTERNATIONAL ISSUES

SUCH AS THE WAR IN UKRAINE IMPACTED

THE MARKET?

The impact was positive for the Sector, as the

direct effects of the economic sanctions imposed

led to the suspension of forest product trade

with Russia, Ukraine, and Belarus, the European

Union’s largest suppliers, for the duration of the

war. To compensate for this situation, the European

Union has increased timber imports from

other countries, including Brazil, benefiting Pará,

the largest Brazilian exporter of tropical wood

products.

WHAT ARE THE OBJECTIVES FOR YOUR

MANDATE AT AIMEX?

O CONCEITO DE ESG É IRREVERSÍVEL,

MAS PRECISA FAZER PARTE DA CULTURA

DAS EMPRESAS E DO SETOR MADEIREIRO

42 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


• Fabricado em alvenaria

ou estrutura metálica;


Sistema que permite o

acompanhamento de

relatórios físicos e

virtuais do desempenho;

• Solução de tratamento

fitossanitário AQF;


Sistema Contraco de

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ENTREVISTA

sem fortalecer institucionalmente o setor produtivo

de base florestal, além de traçar novos objetivos

para o desenvolvimento da atividade madeireira

no Pará e na Amazônia, apoiando a produção sustentável,

combater a atividade e o desmatamento

ilegal, divulgar o manejo florestal e impulsionar,

cada vez mais, o beneficiamento e a certificação

dos nossos produtos para os associados da AI-

MEX, que hoje é integrado por 25 empresas.

DE QUE FORMA A SUSTENTABILIDADE

ESTÁ INTERFERINDO POSITIVAMENTE NA EX-

PORTAÇÃO DE MADEIRA?

O compromisso da AIMEX com a sustentabilidade

da floresta, através das suas ações e campanhas

de divulgação e valorização do manejo

florestal e da madeira sustentada, tem trazido

resultados positivos junto ao público consumidor

interno e externo. A ação mais recente é a parceria

firmada com a EMBRAPA (Empresa Brasileira de

Pesquisa Agropecuária) para conhecer em detalhes

as populações de Ipês (roxo e amarelo) nas

áreas de produção do Pará. Os resultados obtidos

serão utilizados para subsidiar índices técnicos e

seguros, que levem em conta as características de

crescimento e a taxa de recuperação da espécie,

para garantir sua manutenção e diversidade na

floresta.

COMO A AIMEX VÊ O AUMENTO DA IM-

PORTÂNCIA DO ESG NESSE SEGMENTO DO

MERCADO?

Vejo que o conceito ESG (meio ambiente, social

e governança) é irreversível. Entretanto, a empresa

tem que querer que este conceito faça parte

da sua cultura, tem que ser inerente a atividade

florestal sustentada. Apesar de ser um conceito

novo, entendo que a empresa que já possua um

certificado ambiental, onde é preciso obedecer a

padrões ambientais e sociais sem colocar o lado

econômico em risco, já se enquadra no conceito

ESG.

To continue the projects and actions aimed

at institutionally strengthening the Forest Product

Sector, in addition to setting new objectives

for the development of forest harvesting in Pará

and the Amazon, supporting sustainable production,

combating illegal activity and deforestation,

disseminating forest management, and increasingly

fostering the processing and certification

of our products with Aimex members, who now

number 25 companies.

HOW IS SUSTAINABILITY POSITIVELY

INTERFERING WITH TIMBER PRODUCT EX-

PORTS?

Aimex’s commitment to forest sustainability,

through its actions and campaigns for disseminating

and valorizing forest management

and sustainable timber products, has brought

positive results from the internal and external

consuming public. The most recent effort is the

partnership signed with the Brazilian Agricultural

Research Company (Embrapa) to survey the Ipê

populations (purple and yellow) in the State of

Pará production areas. The results will be used to

subsidize technical and accurate indexes, which

consider the species’ growth characteristics and

recovery rate, to ensure its maintenance and diversity

in the forest.

HOW DOES AIMEX SEE THE INCREASED

IMPORTANCE OF ESG IN THIS MARKET SEG-

MENT?

We see that the ESG concept is irreversible.

However, a company has to want this concept

to be part of its culture; it has to be inherent to

sustained forest activity. Despite being a new

concept, I understand that a company with an

environmental certificate, where it is necessary to

comply with environmental and social standards

without putting the economic side at risk, already

fits the ESG concept.

A UNIÃO EUROPEIA AUMENTOU A IMPORTAÇÃO DE

MADEIRA DE PAÍSES COMO O BRASIL DIANTE DAS

DIFICULDADES TRAZIDAS PELA GUERRA NA RÚSSIA E UCRÂNIA

44 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


SERRA FITA GEMINADA

Equipamento projetado para receber toras de diversos formatos, efetuando

cortes simultâneos nas extremidades para retirada das costaneiras. Sistema

de saída da costaneira automatizada.

Componentes

Posicionador de Toras

Tombador de Toras

Leitor de diâmetro por Scanner e

bitolador com servo motor

Características

Alta produção

Precisão de corte

Sistema de limpeza do volante

Braço preensor

Braço de apoio caída costaneira

Relê de segurança NR12 com acionamentos monitorados

Chave de segurança

Sensores protegidos contra choques mecânicos

Proteção contra distúrbios na rede elétrica de alimentação

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COLUNA ABIMCI

SEMANA INTERNACIONAL

DA MADEIRA 2022

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

A

quarta edição da Semana Internacional

da Madeira, realizada de 13 a 16 de setembro,

em Curitiba (PR), se confirmou

novamente como uma importante agenda

para o setor industrial madeireiro e de

base florestal. Os vários eventos realizados proporcionaram

análises dos cenários e abordaram expectativas

e tendências essenciais para o enfrentamento dos

desafios e da necessária leitura do mercado. Foram

mais de 8 mil pessoas presentes nos diversos eventos

realizados ao longo da semana, reunindo a comunidade

madeireira e florestal nacional, em agendas comerciais,

de encontros técnicos, áreas de exposição e

geração de negócios.

Dentre os principais eventos da programação

da Semana, certamente esteve o Woodtrade Brazil,

evento organizado pela Abimci (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente),

FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná)

e Malinovski, que contou com mais de 600 participantes

que puderam acompanhar as discussões sobre

as condições de competitividade, as perspectivas, o

potencial e os desafios do mercado para os diversos

produtos madeireiros e florestais. Todo o conteúdo

apresentado no Woodtrade Brazil foi pensado minuciosamente

pela Abimci para trazer à tona pautas que

são essenciais para a análise das perspectivas atuais e

futuras do setor com o objetivo de proporcionar embasamento

para definição das estratégias das empresas

e servem como base para a tomada de decisões.

A Semana contou também com outros dois

eventos técnicos, a Wood Protection – Conferência

Sul-Americana de Tecnologias para Proteção de

Madeira; e a ProWood – Conferência Internacional

de Tecnologias para a Indústria da Madeira. Ambos,

respectivamente, proporcionaram aos participantes

atualizações sobre o setor de tratamento de madeiras

Foto: divulgação

e sobre a transformação e beneficiamento da madeira.

Nesta edição, a Semana Internacional da Madeira

também ganhou um importante reforço em

sua agenda, com a inserção em sua programação

do 5º ENCAPP (Encontro da Cadeia Produtiva da

Porta) que foi realizado junto à Lignum Latin America.

O evento contou com a exposição de produtos

da cadeia produtiva da porta, novas tecnologias e

soluções construtivas para o segmento. Além da

participação das empresas fabricantes de portas e

de empresas expositoras em rodadas de negócios. A

área de exposição do Encapp recebeu 2.698 visitantes.

O resultado foi 80% superior ao da última edição

realizada em 2019.

A feira Lignum Latin America apresentou uma

excelente estrutura, com uma variada área de exposição,

envolvendo 120 empresas. Tecnologias,

lançamentos, prospecção de novos negócios e investimentos

foram pautas desenvolvidas nos três dias

de exposição.

Certamente são essas agendas macro e em várias

abordagens, reunindo empresários de praticamente

todas as regiões do país, de todos os segmentos

madeireiros, indiferente da espécie e da matéria-prima

que utilizam, que proporcionam a integração tão

necessária às empresas do setor, ajudando na definição

de estratégias, no enfrentamento dos desafios

e demandas. Em tempos de constantes transformações

no mercado, tanto nacional como em relação

as exportações, apresentando novas tendências de

consumo, sustentabilidade e competitividade em

velocidades cada vez maiores, exigem cada vez mais

conhecimento, cautela e compreensão dos fatos.

Os eventos e o network presenciados em Curitiba,

durante a Semana Internacional da Madeira, contribuíram

para isso.

Você sabia?

Em 2012, com o intuito de auxiliar

no desenvolvimento técnico

e defender os interesses das empresas

associadas fabricantes de

portas de madeira, a Abimci criou

o PSQ-PME (Programa Setorial da

Qualidade de Portas de Madeira

para Edificações). O Programa trouxe procedimentos

para o processo produtivo e padronização para

as portas de madeira que passaram a atender as

normas técnicas vigentes.

46 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


Você nunca imaginou que uma

weinig estaria tão próxima de você

Oferecemos as melhores soluções em máquinas e equipamentos para empresas que

trabalham no mercado moveleiro e madeireiro no Brasil. A B.KRICK representa as

máquinas do grupo WEINIG, ou seja, as máquinas que ditam os padrões de

tecnologias e eficiência no mercado mundial.

Temos a garantia de uma reputação baseada em seriedade e confiança, alcançada

por meio de práticas criteriosas para atender o melhor possível cada cliente,

contando com mais de 3.000 Máquinas já instaladas no Brasil.

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PRINCIPAL

CHANCELA

INTERNACIONAL

HÁ 34 ANOS, A

TECNOLOGIA QUE DEFINE

OS PADRÕES MUNDIAIS

DE EFICIÊNCIA NO

MERCADO MOVELEIRO E

MADEIREIRO CONTAM COM

A REPRESENTAÇÃO DA

B.KRICK NO BRASIL

Fotos: divulgação

48 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


INTERNATIONAL SEAL

FOR 34 YEARS, THE TECHNOLOGY THAT DEFINES

THE WORLD STANDARDS OF EFFICIENCY IN THE

FURNITURE AND SAWMILL MARKET HAS BEEN

REPRESENTED BY B.KRICK IN BRAZIL

OUTUBRO 2022 49


PRINCIPAL

F

undada em outubro de 1988, com sede em Curitiba

(PR), a B.KRICK nasceu com o objetivo de

oferecer as melhores soluções em máquinas e

equipamentos para empresas que trabalham no

mercado moveleiro e madeireiro no Brasil. O fundador,

Bruno E. Krick, buscava preencher uma grande lacuna

tecnológica então existente no país. Logo em seu início, a

B.KRICK passou a representar no país as máquinas do grupo

alemão WEINIG, reconhecido como padrão mundial de excelência.

Em outras palavras, são as máquinas que ditam os

padrões de tecnologia e eficiência no mercado mundial. “O

resultado dessa chancela exclusiva da WEINIG é a garantia

de uma reputação baseada em seriedade e confiança, alcançada

por meio de práticas criteriosas para atender o melhor

possível cada cliente. De lá para cá, somamos mais de 4 mil

máquinas já instaladas no Brasil”, celebra o CEO Bruno Krick

Junior, filho do fundador.

A B.KRICK tem como principal foco o atendimento atencioso

ao cliente em todos os quesitos. “Para isso, contamos

com uma equipe altamente engajada com o mesmo espírito

e visão de negócio. Ao longo dos anos, nosso time – 30 funcionários,

sendo metade do departamento técnico – cresceu

não apenas em número, mas em capacitação, conhecimento

e experiência, cada dia mais forte e unida em torno deste

ideal. O resultado são profissionais com know-how internacional,

confiabilidade para o cliente final, atendimento ágil

e eficiente”, resume o CEO Bruno.

“Somos clientes da B.KRICK desde 2013, quando compramos

a primeira máquina de corte. Optamos pela qualidade do

equipamento alemão, com qualidade superior à disponível no

mercado nacional. De ganhos produtivos, temos a velocidade

dos equipamentos WEINIG, com plainas de alta velocidade,

que atendem às nossas necessidades, com velocidade de

125m (metros) lineares por minuto”, enaltece Flávio Luiz

Knorst, diretor da Finestra Móveis, de Saudades (SC).

Luiz José Sguario Neto, diretor operacional da Sguario Indústria

de Madeiras, recorda que conheceu a B.KRICK em uma

edição da feira Lignum em 1995, em Hannover (Alemanha).

“Compramos os primeiros equipamentos em 2001. Somos

clientes desde então, já compramos moldureiras, scanners,

prensas e finger joint. Praticamente todos equipamentos

na nossa fábrica são da WEINIG e B.KRICK”, lista Luiz José.

F

ounded in October 1988, based in Curitiba (PR),

B.KRICK was established to offer the best solutions

in machinery and equipment for companies

working in Brazil’s furniture and sawmill market.

The founder, Bruno E. Krick, sought to fill a large

technological gap in the Country. In its early beginning,

B.KRICK began representing the German WEINIG Group

machines in the Country, recognized as a world standard of

excellence. In other words, machines dictate technology and

efficiency standards in the world market. “The result of this

exclusive WEINIG seal is the guarantee of a reputation based

on seriousness and trust, achieved through prudent practices

to serve each customer as best as possible. Since then, we

have installed more than four thousand machines in Brazil,”

celebrates Bruno Krick Junior, Managing Director and son of

the founder. B.KRICK focuses on attentive customer service

in all areas. “For this, we have a team highly engaged with

the same spirit and business vision. Over the years, our team

of 30 employees, today one-half of the technical department,

has grown in number and training, knowledge, and experience,

each day stronger and united around this ideal. The

result is professionals with international know-how, providing

reliability for the end customer, agile, and efficient service,”

summarizes Managing Director Krick Junior.

Flávio Luiz Knorst, Managing Director of Finestra Móveis,

Saudade (SC) reveals, “we have been B.KRICK customers

since 2013, when we bought our first cutting machine. We

chose the quality of German equipment, with higher quality

than that available in the domestic market. This is because

of productivity gains; we have the speed of WEINIG equipment,

with high-speed planers, which meet our needs, with a

rate of 125 linear meters per minute.”

Luiz José Sguario Neto, Managing Director of Sguario

Indústria de Madeiras, recalls meeting B.KRICK at the Lignum

Fair in Germany’s 1995 Hannover. “We bought our first

machine in 2001. We have been customers since, and we

have bought molders, scanners, presses, and finger jointers.

Virtually all of the equipment in our factory is from WEINIG

and B.KRICK,” he states.

AFTER-SALES

According to B.KRICK’s Managing Director, the search for

FUNCIONAMENTO COMPLETO

50 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


PÓS VENDA

Segundo o CEO da B.KRICK, a busca por produtos diferenciados

e um pós-venda eficaz são a meta da empresa,

que irá completar 35 anos em 2023. “Nosso pilar principal

sempre foi o pós-venda, faz parte da filosofia da empresa. Há

uns 10 ou 15 anos, a maioria dos clientes passou a ser de exportadoras.

Nossa parte técnica é própria para atender esses

clientes, com disponibilidade 24h (horas) por dia. Para isso,

fazemos questão de ter representantes comerciais próprios

que viajam até os clientes, com contato pessoal e confiança

que fazem a diferença”, relata.

A empresa funciona na mesma sede desde 1988, em Curitiba

(PR), que foi ampliada ao longo dos anos. “Meu pai veio

da França, fundou e comandou a B.KRICK por 30 anos, até se

aposentar em 2018. Desde então, formamos uma equipe de

gestão, em que cada sócio é responsável por um setor, trabalhando

em conjunto com a responsabilidade compartilhada

pela empresa. Hoje estamos na segunda geração de conhecimento

dentro da B.KRICK e já damos início ao processo de

formação da terceira geração”, celebra Bruno Krick Junior.

“O pós-venda e o suporte realmente são muito bons. Em

2015 passamos por uma enchente que foi uma catástrofe,

com perdas em muitos equipamentos debaixo d’água. E a

B.KRICK nos ajudou muito no rescaldo, colocando de volta

à produção todas essas máquinas. O atendimento deles foi

muito importante, com equipe daqui e da Alemanha nos

ajudando a reconstruir nossa linha de produção”, agradece

Flávio Luiz Knorst.

A equipe de profissionais, como atendem produtos nichados,

são todos formados pela empresa, tendo vindo de uma

formação inicial em Mecânica, Eletrônica ou Mecatrônica. “Os

técnicos novos acompanham os técnicos plenos durante um,

dois ou até três anos, e arcamos com todas as despesas desse

processo de aprendizado na prática. O conhecimento das

máquinas é autônomo, independente e integral da B.KRICK,

o que amplia o nosso diferencial”, explica o CEO.

“Nosso equipamento mais antigo da B.KRICK funciona

perfeitamente há 20 anos. É um equipamento robusto, de

grande durabilidade e confiabilidade. E com uma tecnologia

que vem sempre evoluindo e nos garantindo ganhos de

differentiated products and effective after-sales service is the

Company’s goal, which turns 35 in 2023. “Our main pillar has

always been after-sales service; it is part of the Company’s

philosophy. About 10 or 15 years ago, most of the customers

became exporters. Our technical service is now to serve these

customers with availability 24h per day. For this, we make

a point of having our own sales representatives who travel to

customers, offering a personal contact and trust that make

the difference”, he says.

The Company has been operating at the same headquarters

since 1988, in Curitiba, which has expanded over

the years. “My father came from France, founded, and ran

B.KRICK for 30 years until he retired in 2018. Since then, we

have formed a management team in which each partner is

responsible for one sector, working together with the responsibility

shared by the Company. Today, we are working with

the second generation of knowledge within B.KRICK and we

have already started the process of establishing the third generation,”

celebrates Bruno Krick Junior.

“After-sales and support are excellent. For example,

in 2015, our installations were flooded, which was a catastrophe,

with losses with much equipment underwater. And

B.KRICK helped us a lot in the aftermath, putting all these

machines back into operation. Their service was vital, with

professionals based here and in Germany helping us rebuild

our production line,” thanks Finestra Móveis’s Knorst.

The Company’s professional team must be specially

trained as they serve niche products. All have initial training

in Mechanics, Electronics, or Mechatronics. “The new technicians

accompany the older technicians for one, two, or

even three years, and we bear all the expenses of this learning

process in practice. The knowledge of the machines is

autonomous, independent, and integral to B KRICK. Which

expands our differential,” explains the B.Brick Managing

Director.

“Our oldest B.KRICK machine has been working perfectly

for 20 years. It is robust and has great durability and reliability.

And with a technology that has always been evolving,

guaranteeing us productivity gains. We have never had tech-

OUTUBRO 2022 51


PRINCIPAL

EM SOLUÇÕES

TECNOLÓGICAS

PARA MADEIRA MACIÇA, NÃO

TEMOS CONCORRENTES NO

BRASIL HOJE

BRUNO KRICK JUNIOR, CEO DA B.KRICK

produtividade. Nunca tivemos problemas técnicos, somos

sempre bem atendidos e fazemos a manutenção preventiva.

Como a máquina é bastante confiável, padrão WEINIG, apenas

o preventivo é suficiente”, elogia Sguario Neto.

OS PRODUTOS

Entre a gama de produtos oferecidos pela B.KRICK estão

plainas moldureiras, prensas, refiladoras, scanners de alta

performance, seccionadoras, serras fitas, serras múltiplas,

afiadoras e sistemas de medição, coladeira de borda, centros

de usinagem, finger joints, otimizadoras e máquinas usadas.

“Hoje a tecnologia é uma necessidade, independente

se é para móveis ou molduras. Quem não tem scanner terá

prejuízos no mercado. Por exemplo, o scanner analisa os

quatro lados da madeira em visão artificial, vendo defeitos,

trincas e nós, com cálculos para fazer a configuração. Fomos

precursores disso em 2009. Nosso marketshare é de 90% hoje

no Brasil: com soluções específicas e pós-venda, fica difícil ter

concorrência. Em soluções para madeira maciça, não temos

concorrentes”, explica Krick.

“Há 4 anos, somos clientes da B.KRICK para nossos decks

de madeira. São produtos de primeira qualidade, que nos

trouxeram um ganho de qualidade de produção de 30%. O

pós-venda é excelente, tanto que indico a todas as nossas

empresas parceiras”, elogia Anderson Alvarenga, diretor da

nical problems, always receive good service, and just have to

perform preventive maintenance, as the machine is reliable,

WEINIG standard, only preventive is enough,” praises Sguario

Neto.

PRODUCTS

Among the range of products offered by B.KRICK are

molder planers, presses, edgers, high-performance scanners,

beam saws, band saws, gang saws, sharpeners, measurement

systems, edge gluers, machining centers, finger jointers,

optimizers, and used machines.

“Today, technology is necessary, regardless of whether it’s

for furniture or frames. Those who do not have scanners will

have market losses. For example, the scanner analyzes the

four sides of the timber in artificial vision, seeing defects, cracks,

and knots, with calculations to create the best cut configuration.

We were forerunners of this in 2009. Our market

share is 90% today in Brazil: with specific solutions and after-

-sales service, it is difficult to find competitors. In solid wood

solutions, we have no competitors,” explains Krick.

“For four years, we have been a B.KRICK customer for

our wood decking machines. They are top quality products,

which gave us a production quality gain of 30%. In addition,

the after-sales service is excellent, so much so that I indicate

the Company’s machines to all our partner companies,”

52 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


VWA Florestal, de Belém (PA).

“Outra vantagem de ir até o cliente, in loco, é avaliar qual

será a produção e as necessidades, com consultoria de maquinário,

produtos e processos, para somente depois indicar

o produto com a qualidade WEINIG mais recomendada”,

explica o CEO.

EXCLUSIVIDADE

Por ser representante WEINIG, a B.KRICK traz ao Brasil em

primeira mão todas as soluções e tecnologias lançadas fora

do país. “É automático, tudo que é lançado fora trazemos

para cá. Um exemplo, a tecnologia de inteligência artificial

de scaners no Brasil, começaram a rodar pelo país antes até

do que na Europa. A qualidade WEINIG abre as portas em

todo o mundo, em empresas menores ou maiores. O que

muda é a velocidade e escala de produção. É isso que faz a

diferença de valores e tecnologia de automação de processos”,

enfatiza Krick.

“Quando se fala em máquinas importadas, existe o medo

de reposição de peças. Como funciona hoje: temos todo o

estoque de peças em Curitiba. O processo de reposição

externa é 100% aéreo, não fazemos nada marítimo, o que

tem garantia de entrega, apesar do custo. Toda a logística

é aérea. Atualizamos o estoque sempre, conectados com a

Alemanha. Já ganhamos prêmio do Aeroporto Afonso Pena,

de liberação mais rápida de maquinário, não só de madeira.

Logística bem estruturada para atender cliente no menor

tempo possível”, detalha.

Em relação ao aproveitamento da matéria-prima, Bruno

Krick Junior pontua que a economia é sempre um fator chave.

“Sabemos que a madeira sempre fica mais cara. Vimos muito

isso durante a pandemia, então qualquer milésimo de madeira

economizado gera rentabilidade no final, e na qualidade

do produto acabado. Influenciam no produto exportação.”

praises Anderson Alvarenga, Managing Director of VWA Florestal,

Belém (PA). “Another advantage is the customer visit,

on-site, to evaluate production and needs, providing consulting

for machinery, products, and processes, and only then

indicating the most recommended product with the WEINIG

quality,” explains the VWA Florestal Managing Director.

EXCLUSIVITY

As the WEINIG representative, B.KRICK brings to Brazil

firsthand all the solutions and technologies launched outside

the Country. “It’s automatic; everything that’s launched

abroad we bring here. One example is scanner artificial

intelligence technology, which began to be available in the

Country before in Europe. WEINIG quality opens doors worldwide

for smaller or larger companies, offering speed and

production scale changes. That’s what makes the difference

between values and process automation technology,” Krick

emphasizes.

“When dealing with imported machines, there is a fear

of spare parts. Today: we have stock in Curitiba. The replacement

process for parts not on-hand is 100% by air. We don’t

ship anything by maritime transport, which guarantees a

faster delivery, despite the cost. All logistics is air transport.

We always update the stock, connected with Germany. We

have already won the Afonso Pena Airport Award for faster

liberation of materials, not only for timber. Logistics is well-structured

to serve customers in the shortest possible time,”

he details.

Regarding using raw materials, Krick Junior points out

that economics is always a key factor. “We know that timber

always becomes more expensive. We saw a lot of this during

the pandemic, so any thousandth of timber saved generates

profitability in the end, and the quality of the finished product,

influences the export product.”

OUTUBRO 2022 53


QUÍMICA NA MADEIRA

MADEIRA

ENGENHEIRADA

CRESCE NO GOSTO DO

MERCADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Fotos: divulgação

Amadeira é o produto mais antigo usado

pelo ser humano para edificações.

Mas no Brasil outras tecnologias

como a alvenaria, o concreto e o aço,

reduziram a participação do uso da

madeira na composição das estruturas construtivas.

O desconhecimento de suas características

acabou relegando-a à construção de obras temporárias

e aplicações na forma de acabamentos.

Mas isso vem mudando e ganhando força e hoje a

madeira é tida como o futuro da construção civil.

Uma das tecnologias que está contribuindo

para isso é o da madeira engenheirada. Ela surgiu

há algum tempo, mas agora há um movimento

crescente no mercado de construção civil em

busca desse tipo variado de madeira processada

54 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


industrialmente. Nesse processo, a madeira passa

por retirada das falhas naturais e recebe produtos

que reforçam sua resistência a incêndio e às pragas,

como insetos e fungos, que a deterioram.

Os processos mais conhecidos nessa área são

o CLT (Cross Laminated Timber, que é a madeira

laminada cruzada) e o MLC (Glue Laminated Timber

ou Glulam, também conhecida como madeira

laminada colada).

Esse crescente gosto pelo uso da madeira

engenheirada vem de algumas características importantes

como, a diminuição dos custos gerais

(por exemplo, muitas vezes fica aparente, gerando

economia com revestimentos), redução dos prazos

nas obras e a menor geração de resíduos nos canteiros.

Esse produto oferece, ainda, desempenho

térmico superior.

No Brasil, o uso corrente é de madeira engenheirada

que é um material estrutural produzido

pela união de segmentos individuais de madeira,

unidos com adesivos estruturais (em geral a partir

de resinas melamínicas ou poliuretano). A madeira

engenheirada proporciona alta durabilidade e

resistência à umidade, além de vencer grandes

vãos e proporcionar beleza à estrutura em formas

únicas.

O país está redescobrindo essa possibilidade

pelo fato de sermos grandes produtores de madeiras

plantadas. Além disso, nosso clima e solo

favorecem o crescimento florestal, e encurtam o

ciclo produtivo. O que faltava era o processamento

adequado da madeira, mas os empresários já

viram que vale a pena investir na industrialização

desse produto.

Hoje a indústria é capaz de oferecer madeira

engenheirada para aplicações em ambientes interno

ou externo, devido a variedade de adesivos

específicos para diferentes condições de exposição.

E, apesar de sua rigidez, é possível trabalhar

em estruturas de diferentes formatos e não apenas

em vigas retas, como as geralmente ofertadas no

mercado, o que proporciona grande liberdade

arquitetônica.

Obras mais rápidas, limpas, com menor consumo

de energia, custo-benefício maior, alta resistência

ao fogo e insetos, facilidade e liberdade

para a criatividade dos profissionais, tecnologias

cada vez mais adaptadas aos projetos, facilidade

de acesso à madeira engenheirada e um país com

ampla presença e potencial de crescimento em

florestas plantadas. Fica claro porque o mercado

está abraçando cada vez mais forte os benefícios

oferecidos pela madeira engenheirada.

MADEIRA

ENGENHARIADA

OFERECE BENEFÍCIOS COMO

OBRAS MAIS RÁPIDAS E

LIMPAS, MENOR CONSUMO

DE ENERGIA, MAIOR CUSTO-

BENEFÍCIO E TECNOLOGIAS

CADA VEZ MAIS ADAPTADAS

AOS PROJETOS

JACKSON VIDAL

QUÍMICO PESQUISADOR DA MONTANA

QUÍMICA, É GRADUADO EM QUÍMICA

PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE

PONTA GROSSA, POSSUI MESTRADO

EM CIÊNCIAS - TECNOLOGIA DE

PRODUTOS FLORESTAIS PELA ESCOLA

SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE

QUEIROZ - ESALQ/USP

OUTUBRO 2022 55


MARCENARIA

56 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


PRÁTICOS

E MULTIFUNCIONAIS

PARA CRIAR AMBIENTES MAIS BONITOS E ASSERTIVOS, ARQUITETA

APRESENTA INSPIRAÇÕES E ORIENTA SOBRE COMO ESCOLHER OS

MÓVEIS PARA DESEMPENHAR MAIS DE UM PAPEL NO DÉCOR

Fotos: Rafael Renzo

OUTUBRO 2022 57


MARCENARIA

Aproveitando a lateral de um armário do

quarto, a arquiteta Carina Dal Fabbro

instalou, de forma assimétrica, ganchos

para acomodar colares longos que se enroscariam

facilmente dentro de gavetas. O

charme extra da solução fica por conta do chapéu Panamá,

que deve estar sempre à mão em dias ensolarados!

Um lar bonito, organizado e altamente funcional é

o sonho de todos, não é mesmo?! Principalmente em

casas e apartamentos com metragens compactas, onde

a versatilidade deve ser tida como uma das principais

prioridades, apostar em móveis multifuncionais pode ser

a saída para quem busca otimizar os espaços e renovar

o décor.

Apesar de parecer uma missão desafiadora, a arquiteta

Carina Dal Fabbro, à frente do escritório que leva

seu nome, explica que os móveis podem ser empregados

para diferentes funções e são grandes colaboradores

na construção de uma decoração prática e versátil.

“Da mesma maneira, móveis escolhidos para serem multifuncionais

também permitem diferentes possibilidades

de posicionamento, organização e design”, insinua a

arquiteta.

Trazendo inspirações e dicas para facilitar na escolha

dos móveis, Carina preparou uma seleção especial

de peças que, quando usadas com uma dose extra de

criatividade, podem renovar o visual e a organização de

diversos espaços da casa.

CANTINHO DO CAFÉ COMO PARTE

DA MARCENARIA

Compacta e funcional, a cozinha é considerada o

coração deste projeto. Os armários, feitos em laca e sob

medida, agregam modernidade e evocam uma combinação

diferente: enquanto a parte inferior é verde menta,

os armários superiores são mais clássicos, revelando

a sobriedade do cinza fendi. Deixando a composição

ainda mais interessante, a arquiteta pontuou alguns

detalhes em MDF madeirado que se tornaram grandes

destaques do espaço.

“Quando temos uma planta menor, como a deste

apartamento, não é necessariamente um sinônimo de

que devemos executar apenas o que se é tido como essencial,

deixando de lado o carinho de alguns cantinhos

tão especiais”, conta Carina. Pensando nisso, a arquiteta

utilizou a marcenaria planejada da cozinha a seu favor e

utilizou o nicho como o ponto escolhido para a cafeteira

e a fruteira.

HOME OFFICE EM DOSE DUPLA

Além de direcionar mais de um propósito no décor,

outro conceito fundamental da multifuncionalidade é se

adaptar facilmente às necessidades de cada casa. Neste

projeto, o casal de moradores precisava de cantinhos separados

para trabalhar com privacidade, demanda que

surgiu junto com a pandemia e permaneceu. Para isso, a

arquiteta montou áreas independentes de trabalho, uma

no dormitório e outra na varanda, seguindo a premissa

de ter apenas os itens essenciais nos espaços.

ORGANIZANDO O DORMITÓRIO

Aproveitar cada canto faz toda a diferença em projetos

residenciais. Pensando nisso, Carina optou por

não deixar as laterais dos guarda-roupas vazias. De um

lado, a arquiteta instalou pequenos cabides na lateral do

closet, conseguindo deixar todos os colares sempre a

vista e livres do perigo de acabarem todos enroscados e

danificados dentro de uma gaveta.

58 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


MARCENARIA

Do outro lado, a

profissional contou

com a vantagem dos

móveis produzidos

sob medida e personalizou

cada detalhe

da penteadeira que

foi feita utilizando o

guarda-roupas de

apoio. Com duas arandelas,

que oferecem a

iluminação ideal para

os momentos de maquiagem

e skincare, a

arquiteta também protegeu

a bancada com vidro para torná-la mais resistente

às manchas e ainda inseriu uma pequena prateleira, na

parte superior, que acolhe algumas imagens de grande

valor afetivo.

AR-CONDICIONADO CAMUFLADO

Para este apartamento flat de apenas 58m² (metros

quadrados), a otimização dos ambientes e criação de

espaços de armazenamento eram fundamentais para o

bom resultado do projeto. Por isso, o estar, que também

funciona como sala de TV, foi contemplado por um rack

de madeira com portas ripadas que não comporta apenas

os itens pertinentes à função principal, mas também

atua como buffet para armazenar as louças especiais da

moradora.

Na prateleira superior a TV, a porta de madeira

ripada em laca foi o recurso para camuflar o ar-condicionado.

“Essas pequenas soluções pontuais combinam

com a alta funcionalidade dos móveis, sem abrir mão da

beleza e suavidade do ambiente”, pontua a arquiteta.

BUFFETS

Trazendo múltiplas opções de decoração e funcionalidade,

os buffets surgiram inicialmente nas salas de

jantar como uma extensão da mesa. Muito presente

nas casas inglesas e francesas do século XVIII, as peças

cumprem a função de organizar os talheres e louças,

além de servir de apoio para comes e bebes durante as

refeições. Com sua ampla superfície, o móvel consegue

ser ainda mais versátil e servir de apoio para cantinhos

de café ou até mesmo para o home bar.

“O cantinho do bar é sempre um dos mais pedidos

pelos clientes e neste projeto não foi diferente. Dividindo

espaço com o lounge, projetamos junto a marcenaria

um buffet que atendesse perfeitamente a demanda dos

nossos clientes”, compartilha a arquiteta.

Em uma das portas do móvel são guardados louças

e copos, enquanto do outro lado há uma gaveta em trilhos

de correr que armazenam as garrafas com perfeição

e deixam todas sempre a vista, diferente do que aconteceria

com armários. O buffet conta com tudo o que os

clientes precisavam sem comprometer um grande espaço

do apartamento!

MESA LATERAL VERSÁTIL

Outro móvel altamente versátil e útil no dia a dia são

as mesas de cabeceira. Neste projeto, Carina apostou

em uma dupla de mesas que, a priori, fariam parte do

décor de uma sala de estar como mesinha de apoio.

A peça maior acomoda o abajur e uma vela – escolhas

que ajudam a construir um clima ainda mais relaxante

no dormitório. Já a peça mais baixa, além de acomodar

os objetos de decoração, guarda as mantinhas complementares

para os dias mais frios, otimizando o espaço e

oferecendo um visual charmoso ao espaço.

Como maior prova de versatilidade do móvel, a arquiteta

apresenta uma outra proposta onde a mesa foi

utilizada como mesa de centro na sala de estar. Servindo

de apoio para livros e pequenas decorações, a mesa

pode ser reposicionada com facilidade de acordo com a

necessidade dos moradores.

60 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


FEIRA

LIGNUM

2022

CURITIBA RECEBE SEMANA

INTERNACIONAL DA MADEIRA

Fotos: REFERÊNCIA e Malinovski

62 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


N

a primeira quinzena de setembro, o setor

industrial madeireiro esteve reunido em

Curitiba (PR) para os eventos da Semana

Internacional da Madeira. A programação

contou com os eventos técnicos Woodtrade

Brazil, Wood Protection e ProWood, além das feiras

Lignum Latin America e ENCAPP (Encontro da Cadeia

Produtiva da Porta). Com apoio master da Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente),

a Semana permitiu aos participantes debater

pautas essenciais para o desenvolvimento e avaliações

do mercado, abordou sobre o suprimento de madeira,

gargalos logísticos, questões legais e oportunidades para

os produtos madeireiros brasileiros.

Os dois eventos reuniram expositores que apresentaram

tecnologias e soluções para a cadeia produtiva da

madeira. Segundo a organização, estiveram presentes nos

eventos visitantes de 20 Estados da federação e de outros

14 países - Argentina, Bahamas, Bélgica, Canadá, Chile,

Colômbia, Dinamarca, EUA (Estados Unidos da América),

Finlândia, Itália, Japão, Paraguai, Portugal e Uruguai -.

“A quarta edição da Semana Internacional da Madeira

permitiu a integração da cadeia produtiva. Encontros

como este, que permitem ampla troca de informações

são essenciais para o momento desafiador que vivemos,

onde enfrentamos novas barreiras comerciais, questionamentos

sobre o abastecimento e suprimento de matéria-

-prima, mudanças nas políticas públicas e mais exigências

em relação à certificação de produtos. A Abimci acredita

que as agendas tratadas são essenciais para a definição

das estratégias das empresas e servem como base para

a tomada de decisões”, avaliou o presidente da Abimci,

Juliano Vieira de Araujo.

Nesta quarta edição, a feira Lignum Latin America foi

novamente realizada no Centro de Eventos Positivo, no

Parque Barigui com 115 marcas expostas. O evento se

consolida a cada edição: na última edição, realizada em

2019, antes da pandemia, estiveram presentes 101 empresas

expositoras, com 7.503 visitantes do Brasil e de outros

13 países.

OUTUBRO 2022 63


PRINCIPAL FEIRA

OS EVENTOS

O Woodtrade Brazil, evento que abriu a Semana Internacional

da Madeira e contou com excelente participação

dos empresários e de vários elos da cadeia produtiva,

permitiu a discussão sobre as condições de competitividade,

as perspectivas, o potencial e os desafios do mercado

para os diversos produtos madeireiros e florestais.

Em seu encerramento, contou com a apresentação do

jornalista e apresentador Augusto Nunes, que falou sobre

cenários econômicos e políticos no Brasil. O evento foi organizado

pela Abimci, FIEP (Federação das Indústrias do

Estado do Paraná) e Malinovski.

Também na FIEP, ocorreram a Wood Protection (Conferência

Sul-Americana de Tecnologias para Proteção

de Madeira), e a ProWood (Conferência Internacional de

Tecnologias para a Indústria da Madeira). Juntas, as duas

conferências tiveram cerca de 200 participantes. Como

parte do ENCAPP, também foram realizadas, Rodadas de

Negócios, exclusivas para expositores do encontro e empresas

fabricantes de portas de madeira que fazem parte

do PSQ-PME (Programa Setorial da Qualidade de Portas

de Madeira para Edificações). O encontro proporcionou a

realização de negócios e ampliação de network.

EMPRESAS

ABIMCI

Realizadora do evento junto à Malinovski, a Abimci

contou com amplo estande e sala de reuniões na Lignum.

Para o superintendente da associação, Paulo Pupo, o

evento tem cada vez mais importância para o mercado

de produtos de madeira, beneficiando o fortalecimento

desse segmento que tanto cresce no país. “Essa edição

da Lignum tem grande papel estratégico, por ser realizado

junto à programação da Semana Internacional da

Madeira, envolvendo vários elos da cadeia produtiva da

madeira”, enalteceu. Segundo Pupo, o valor da união de

todos esses eventos deve gerar grandes frutos em curto e

médio prazo. “Todas essas atividades em conjunto fazem

com que os players do setor deixem seus radares ligados

para novas oportunidades de mercado.”

64 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


ARTE DIAMANTE

Os visitantes da Lignum buscaram as inovações apresentadas

pela Arte Diamante em seu estande. A empresa

é especializada em ferramentas de corte especiais para

madeiras e derivados. “Os pastilhados atraem bastante

atenção. Esse interesse dentro do nicho de mercado facilita

para nós, bastante segmentado e direcionado aos

produtos e ferramentas oferecidas”, conta Bruna Moratelli,

comercial da empresa. Segundo ela, a expectativa de

bons negócios só aumenta com a retomada dos eventos

e feiras presenciais. “A gente tende a ter um crescimento

bom, com as pessoas mais voltadas para novas soluções,

buscando mais negócio. E as feiras vão somando a isso

para aumentar a produtividade”, afirmou Bruna.

B.KRICK

Reportagem de capa desta edição, a B.KRICK esteve

presente com seu estande nos três dias da Lignum. Para

o CEO Bruno Krick Junior, o movimento dos visitantes foi

bastante expressivo. “Esta é uma feira bastante nichada,

em que o pessoal da indústria da madeira sólida comparece

em peso. É a segunda edição que a B.KRICK participa.

Apresentamos a questão de informatização do mercado,

explicando as novidades em inteligência artificial,

como nos scaners. Para a próxima Lignum, planejamos

trazer nossas máquinas e ampliar o espaço do estande”,

afirmou Krick. A empresa fornece soluções tecnológicas

para o mercado moveleiro e madeireiro, aliado a um sistema

eficiente de pós-vendas, garantindo segurança e

retorno do investimento.

BONARDI QUÍMICA

Entre as novidades apresentadas pela Bonardi Química

na Lignum, segundo o diretor comercial Robson

Lemos, estão a ampliação da planta da empresa, cuja

sede é localizada em Colombo (PR), na Grande Curitiba.

“Estamos lançando um superfilme, de alta gramatura

para luzes especiais. Participamos da feira desde a edição

anterior, em 2018. Somos muito reativos no mercado,

trabalhando sempre com muita energia”. Na avaliação de

Lemos, o mercado está “andando de lado para quem exporta”.

“É um pouco preocupante, mas a gente sabe que

são os ciclos da madeira. Cada período acontece isso. E a

expectativa é que acreditamos que vai ser um ciclo mais

curto, entendemos que tem uma retomada esse mercado

exportador por informações vindas de fora. Já o mercado

interno está em ritmo normal”, avalia.

OUTUBRO 2022 65


PRINCIPAL FEIRA

BURNTECH

Diretor comercial da Burntech, Marcos Doering, contou

que as mudanças tecnológicas da empresa – especializada

em caldeiras e máquinas, com sede em Agrolândia

(SC) – foram apresentadas no estande da Lignum. “A

Burntech, como pioneira em caldeiras, fornalhas e aquecedores

a óleo térmico, sempre em busca de inovações

no mercado. Temos muitas melhorias de processo, fabricação

e selos, certificação europeia, diante das exigências

dos clientes em questões ambientais e processos. Fomos

muito receptivos quando recebemos o convite da feira,

também pelo tempo sem eventos presenciais e pelo contato

com os clientes”, relatou Marcos.

CONTRACO

Referência em secadores e estufas para madeiras

pelo Brasil, a Contraco trouxe sua equipe direto de Taió

(SC) para os 3 dias da Lignum. “Está muito bom. A gente

se preocupou bastante em trazer a questão ambiental,

com o nosso secador com filtros especiais para fios. Para

cuidar do meio ambiente. E melhorias, sempre. A gente

apresenta melhoria de materiais e performance mesmo.

Mas os equipamentos são mais os secadores e estufas de

tratamento, o nosso forte”, contou Natalino Bonin, diretor

da Contraco, que foi capa da edição de setembro da RE-

FERÊNCIA INDUSTRIAL.

DALLABONA

Carro-chefe da Dallabona, a máquina de serra circular

múltipla regulável, para serrar blocos e tábuas, chamou

a atenção dos visitantes da Lignum. Segundo a diretora

Jussara Amaral, o fator mais atrativo do equipamento é

a sua versatilidade. “Essa é uma máquina bem versátil,

além da qualidade de corte que ela tem. E por sua robustez.

A gente tem mais de 300 máquinas vendidas desse

modelo. Então ela chama bem a atenção aqui, também

por sua eficiência no corte. Além dela, a gente trouxe

outra máquina no estande da Franzoi, nossa parceira”,

detalhou Jussara.

66 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


EKITHERM

Especializada em estufas e secadores de madeira,

com sede em Bento Gonçalves (RS), a Ekitherm trouxe

sua equipe para o estande na feira Lignum. “O momento

pode não ser dos melhores para a economia e o país,

mas a expectativa é grande para a retomada do mercado

de madeira em 2023. A feira foi marcante, com muitos

visitantes. De novidade, trouxemos a estufa e a secadora,

com apelo forte em economia. Precisamos trazer atrativos

que gerem economia aos nossos clientes”, relatou o diretor

Gilberto Pozza.

IMPACTO

Indústria de máquinas e equipamentos voltada à

movimentação de tábuas de madeiras, a Impacto esteve

presente na Lignum apresentando suas soluções tecnológicas.

“A Impacto é uma empresa que desenvolve soluções

personalizadas para os clientes com a automação de

processos produtivos que promovam aumento da produtividade

e diminuição de custos. Trouxemos uma serra fita

com corte vertical. Uma das inovações é a utilização do

scanner, que amplia a qualidade do corte na madeira. Isso

dá mais rentabilidade e garante uma posição permanente

no mercado para a empresa” afirma Daniel Engel, diretor

da Impacto, que é sediada em Lages (SC).

INDUMEC

Sediada em Curitiba (PR), a Indumec Indústria Mecânica

é especializada no desenvolvimento e automação

de máquinas para a fabricação de compensados e beneficiamento

de madeiras em geral. “A gente já conhecia a

feira Lignum, bem tradicional. Trouxemos as atualizações

mais recentes da Indumec, como a passadeira de pó e a

elevadora. Independentemente do rumo político e econômico

para o ano que vem, vivemos um momento bom

de retomada pós-pandemia. Então acredito na pujança

do setor”, avaliou Eduardo Koller, diretor da Indumec.

OUTUBRO 2022 67


PRINCIPAL FEIRA

LIONS MACHINE

Criada para atender das pequenas às grandes indústrias

do segmento madeireiro e agrícola (grãos), na manutenção

e reformas de equipamentos e secagem, a Lions Machine,

de Indaial (SC), esteve presente pela primeira vez na Lignum

para apresentar suas inovações. “Somos uma empresa nova,

de seis anos, mas com bastante novidade em secadores.

Além de uma nova linha no mercado, temos estufas diferenciadas.

Os três dias de feira nos trouxeram boas perspectivas

de negócios. Para 2023, a perspectiva da madeira não

está como a gente esperava, mas a feira também serve para

nos dar uma animada”, afirmou Jean Carlos Osti, diretor da

Lions.

MARRARI

Um dos destaques entre os estandes da Lignum foi a

Marrari, especializada em soluções tecnológicas, sediada

em Curitiba (PR). “Montamos uma estrutura muito boa,

com toda nossa equipe de vendas do país todo, até do

comércio exterior. Tudo para oferecer um atendimento diferenciado

ao nosso cliente na feira”, contou Joaquim Almeida,

gerente comercial da Marrari. Almeida disse ainda

que a vantagem da Lignum é reunir o nicho de público da

cadeia produtiva da madeira. “Com isso, podemos inserir

nosso produto no mercado de forma mais efetiva, indo

de encontro às necessidades do mercado. Trouxemos

sistemas que garantem, por exemplo, mais eficiência nas

caldeiras, medidores de umidade e outras soluções tecnológicas.

Buscamos sempre reduzir os custos e melhorar

a qualidade dos processos para nossos clientes”.

MILL

“Vimos uma grande procura por parte dos clientes

e isso é reflexo da falta de um evento como esse para o

setor”, afirmou Arno Murara, gerente comercial da Mill. A

empresa que já se estabeleceu como uma das referências

do setor levou seus equipamentos de ponta para a feira.

Marcelo Gobbi, gerente de negócios da Mill, destacou

a modernização da empresa, que tem trazido novidades

tecnológicas para atender os clientes. “Nosso parque fabril

está sendo modernizado para ampliarmos a variedade

de produtos oferecidos e também elevar nossa produção

em quase 50%”, exaltou Marcelo.

68 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


MONTANA QUÍMICA

“Estar presente em uma das maiores feiras da América

Latina com foco no setor madeireiro é, sem dúvidas, de

suma importância para o crescimento e desenvolvimento

do setor. A cada edição, são apresentadas soluções, lançamentos

e tendências para o setor industrial madeireiro

e florestal de forma estática e dinâmica”, afirma Silvio

Lima, diretor da Montana Química, que esteve presente

na Lignum junto ao estande da ABPM (Associação Brasileira

de Preservadores de Madeira).

MSM QUÍMICA

Empresa criada a partir da experiência de químicos,

administradores, técnicos e profissionais de vendas com

mais de 20 anos no ramo de preservativos de madeira,

defensivos agrícolas e outros, a MSM Química esteve presente

com estande na Lignum. “Depois de praticamente

3 anos sem eventos presenciais, os parceiros do setor

puderam se reencontrar na feira. Este ano, conseguimos

uma reavaliação do grau de toxicidade dos nossos produtos

junto ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

e dos Recursos Naturais), que vai ajudar ainda mais nossos

negócios”, celebrou Mario Sergio de Lima, diretor da

MSM Química.

OMIL

“Trouxemos para a Lignum nossa máquina normal de

linha, padrão de mercado. Esse ano tem sido bom para a

empresa, estamos superando expectativas, ainda mais em

meio ao momento político atual. Pensamos que poderia

haver receio, com o pessoal segurando os investimentos,

mas não vimos isso acontecer, felizmente”, elogiou Acácio

Oliane, gerente comercial das Máquinas Omil, empresa

com 74 anos de experiência em plainas moldureiras,

alimentadores automáticos e plainas desengrossadeiras.

Sediada em Ibirama (SC), a Omil é especialista na produção

de máquinas para o beneficiamento da madeira.

OUTUBRO 2022 69


PRINCIPAL FEIRA

REVAL SERRAS

Direto de Caxias do Sul (RS), a Reval Serras marcou

presença na Lignum. A empresa de 25 anos de mercado

atua no segmento de fabricação de serras para corte de

madeira maciça, painéis, alumínio, plástico, acrílico e outros.

“Nos últimos 3 anos, estamos investindo no aumento

do nosso parque fabril, aumentando também as contratações.

Em alguns meses os números podem até estacionar,

mas podemos dizer que o setor madeireiro e moveleiro

vive uma boa retomada este ano. A dificuldade maior

vem do cenário europeu, que impacta no preço do aço.

Mas a fábrica está cheia! Em relação aos investimentos,

estamos com plano para os próximos 5 anos”, antecipou

Rafael Valim, gerente comercial da Reval.

ROTTENG

Com atuação desde 1977, vinda de Limeira (SP), a

Rotteng é especializada em automação industrial e mecanização.

Segundo o diretor comercial Rafael Muller, o

carro chefe da empresa são as destopadeiras, que foram

apresentadas no estande da empresa na Lignum. “São

máquinas com sistema confiável, que garantem segurança

e qualidade nos cortes para nossos clientes. Para 2023,

ainda estamos receosos, vamos aguardar os próximos

movimentos no cenário nacional e no nosso setor”, pontuou

Muller.

SIROMAT

Sediada em São José dos Pinhais (PR), a Siromat esteve

presente na feira Lignum apresentando sua linha de

serras, afiação, pastilhas e corte a laser. “Produzimos serras

circulares de widea, serras circulares de aço carbono,

facas e serras de fita, assegurando qualidade e atendimento

rápido. A Siromat fornece variedade de medidas,

atendendo a necessidade dos clientes. Fizemos questão

de vir para a Lignum, pois é a feira mais importante do

setor. E também para celebrar os 41 anos da empresa, a

gente praticamente comemora o aniversário junto com a

feira”, comemorou Adriano da Silva, diretor da Siromat.

70 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


DRYTECH

A DryTech, especializada em equipamentos para secagem,

expôs na Lignum toda a sua expertise no setor, que

é baseada em alta qualidade e soluções personalizadas

para seus clientes. Gabriel Marques, CEO da DryTech, comentou

que o setor estava congelado pelo período sem

feiras e o retorno da Lignum ajudou a reaquecer o mercado.

“Eventos como esse ajudam a consolidar a marca e

conversar pessoalmente com amigos, colegas e clientes

do setor florestal são sempre uma oportunidade a mais

para nos aproximar dos clientes”, apontou Gabriel.

TZURIEL

Atendendo um nicho específico do mercado, como

importadora e exportadora de produtos de segmentos

variados e especificidades técnicas, a Tzuriel levou seu

estande para a Lignum para receber seus parceiros estratégicos

e fornecedores. “O ano de 2022 tem sido muito

positivo, temos boas perspectivas na nossa atuação no

mercado latino-americano. Os clientes primam por um

serviço de qualidade, por agilidade, atenção, até mesmo

pela matéria-prima. Então, temos nos especializado em

oferecer materiais de qualidade e isso tem sido o diferencial.

Somos muito gratos também aos nossos parceiros e

clientes”, afirmou Brayan Zwiener, gerente comercial da

Tzuriel – empresa sediada em Pinhais (PR) que atua em

sete países da Europa, nos EUA e na Malásia.

VANTEC

“Nesse evento temos grandes investidores da madeira

no Brasil e Curitiba tem se tornado a capital da

madeira no Brasil”, destacou Adriano Vanzin, diretor da

Vantec. Adriano comentou que o retorno da Lignum foi

muito importante para a empresa fortalecer sua marca e

apresentar os equipamentos para um público qualificado.

“Trouxemos para a feira uma máquina revolucionária, o

torno laminador para indústria 4.0, onde todo o trabalho

realizado pela máquina é transformado em um relatório

acessível em qualquer lugar diretamente do celular ou

computador cadastrado”, descreveu Adriano.

OUTUBRO 2022 71


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Os melhores momentos da Lignum 2022!

72 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


INDÚSTRIA

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Atuamos dentro da maior floresta tropical do mundo, a

Amazônia, com produtos essenciais à vida e às pessoas.

Temos o compromisso de manter esse ecossistema

conservado, adotando técnicas e tecnologias que

permitem uma produção sustentável, com o menor

impacto possível sobre o meio ambiente, mantendo a

floresta em pé, gerando emprego e renda.

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O manejo florestal é uma das práticas sustentáveis adotadas

pelos associados da AIMEX. Através dele, retiramos da floresta

apenas as árvores maduras, estimulando a regeneração natural,

permitindo que plantas jovens continuem se desenvolvendo e

ajudando a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

É nossa responsabilidade adotar técnicas e tecnologias

sustentáveis. E os consumidores podem e devem contribuir,

buscando saber a origem legal da madeira que usam.

SOBRE A AIMEX

Fundada há 40 anos, a Associação das Indústrias Exportadoras de

Madeira do Estado do Pará – Aimex é a primeira associação de classe

do setor florestal madeireiro do Pará e uma das mais atuantes no Brasil

e exterior. É composta por associados que atuam em toda a cadeia

produtiva florestal, desde a extração, produção, beneficiamento,

intermediação e exportação de produtos madeireiros.

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ARTIGO

ANÁLISE

DAS PRÁTICAS AMBIENTAIS

DE INDÚSTRIAS MOVELEIRAS

Fotos: divulgação

78 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


LARISSA DE LIMA TRINDADE

UFFS (UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL)

GABRIELA DA COSTA HEMING

UFFS (UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL)

MOACIR FRANCISCO DEIMLING

UFFS (UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL)

RESUMO

O

setor moveleiro é significativo e tradicional

na indústria de transformação,

obtendo os insumos necessários à sua

produção do meio ambiente, utilizando

como principal fonte de matéria-prima

a madeira e seus derivados e, pelas características

destas, gera elevado índice de resíduos sólidos. A

Mesorregião Oeste de Santa Catarina comporta o

maior polo de fabricação de móveis do Estado. Em

vista disso, este estudo objetivou analisar as práticas

de responsabilidade ambiental utilizadas pelas

indústrias do setor moveleiro de Chapecó (SC). Para

isso uma pesquisa mista através de multicasos foi realizada,

e as práticas ambientais realizadas por 8 das

13 indústrias associadas foram analisadas a partir de

dois modelos teóricos: o primeiro deles proposto por

Jabbour e Santos (2006) que visa identificar o nível

de integração das práticas ambientais realizadas e

o segundo proposto por North (1992) que permite

avaliar o posicionamento da empresa frente ao meio

ambiente. Os resultados revelam que as práticas

adotadas pelas indústrias são muito similares, e visam

atender principalmente a legislação vigente, sendo

a principal prática utilizada por elas a separação e

destinação dos resíduos gerados. Observa-se que

as indústrias que possuem melhores práticas são as

que estão mais bem posicionadas como amigáveis

na escala de North (1992), no entanto suas ações são

pontuais e não envolvem outras áreas das organizações.

Salienta-se também que neste estudo o porte

das indústrias não tem influência na qualidade das

práticas adotadas, uma vez que as microempresas

apresentaram práticas mais avançadas que as empresas

de médio porte.

Palavras-chave: Resíduos sólidos. Responsabilidade

ambiental. Setor moveleiro

OUTUBRO 2022 79


ARTIGO

INTRODUÇÃO

Atualmente a preocupação com o meio ambiente

é um assunto muito debatido e cobrado pela sociedade

em geral. Dias (2017) aborda que quando há a

exploração do meio ambiente, o qual é um bem comum,

em benefício próprio, podem ser ocasionados

impactos ambientais que afetam negativamente o

bem-estar de outros indivíduos que não têm relação

com quem os gera. Neste cenário as indústrias aparecem

como as principais fontes poluidoras, pois após

a Revolução Industrial, de acordo com Barbieri (2016),

houve um aumento significativo dos problemas ambientais,

devido a maior parcela de emissões ácidas,

de gases de efeito estufa e de substâncias tóxicas

serem provenientes das atividades industriais. Além

disso, houve também o aumento da exploração dos

recursos naturais, que acreditavam ser ilimitados, e da

geração de resíduos (Dias, 2017).

Com isso, há uma maior cobrança pela sociedade

perante as organizações, para que as mesmas ajam

com responsabilidade socioambiental, que além dos

fatores econômicos se preocupem com os impactos

gerados no ambiente a sua volta, tanto social quanto

ambientalmente, devendo, se necessário, rever seu

processo produtivo a fim de cooperar com a minimização

dos impactos causados pela geração de resíduos,

emissões ou efluentes.

Dessa forma, deve-se integrar o ambiental à estratégia

das organizações, estando os resultados econômicos

cada vez mais dependentes da variável ambiental,

pois através dela podem obter significativas

vantagens competitivas, podendo também reduzir

custos e incrementar os lucros a médio e longo prazo

(Tachizawa, 2017).

Diante desse contexto, o setor industrial em Santa

Catarina é o segundo mais representativo no PIB

(Produto Interno Bruto) estadual, tendo participação

relativa a 24,20% no ano de 2015. A IESC (Federação

das Indústrias do Estado de Santa Catarina) - 2017,

também destaca que o setor de móveis e madeira,

que reúne os segmentos de desdobramento de

madeira, fabricação de produtos de madeira e fabricação

de móveis, representa 8,9% dos empregos da

indústria catarinense e 10,6% dos estabelecimentos.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio aos Empreendedores

(SEBRAE, 2013a) o setor é representado

principalmente (98,3%) por micro ou pequenas

indústrias, as que possuem até 99 empregados

conforme classificação do Serviço Nacional de Apoio

às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE, 2013a), empregando

cerca de 63,8% de todos os trabalhadores

do setor. As mesorregiões de maior destaque no

setor de móveis e madeira são o Oeste Catarinense

(27,7%), que juntamente com o norte catarinense

(27,1%) detêm 54,8% de todos os trabalhadores de

Santa Catarina (FIESC, 2017).

O setor moveleiro utiliza como principal fonte

de matéria-prima a madeira e seus derivados, a qual

pode ser considerada um recurso natural com potencial

renovável. Além disso, pode se utilizar de outros

materiais como plástico, vidro, ferro, tecido, espuma,

entre outros (Casilha et al., 2003).

Nesse sentido, se faz importante analisar as práticas

de responsabilidade ambiental utilizadas pelas

indústrias moveleiras em Chapecó, pois há uma representatividade

significativa na Mesorregião Oeste

deste setor, e por se utilizar principalmente de matéria-prima

proveniente de recursos naturais.

O setor moveleiro possui um elevado índice de

geração de resíduos sólidos, sendo consequência da

transformação da madeira, principal matéria-prima

para a fabricação de móveis. Segundo Cerqueira et

al. (2012), esses resíduos, se dispostos de forma inadequada,

podem se constituir em uma ameaça ao

meio ambiente. No entanto, o seu aproveitamento

pode ser aplicado em outros setores, gerando assim

uma nova alternativa socioeconômica às indústrias.

Diante disso, o estudo tem como objetivo analisar

as práticas de responsabilidade ambiental utilizadas

pelas indústrias do setor moveleiro de Chapecó associadas

ao SIMOVALE, buscando evidenciar quais são

as práticas de responsabilidade ambiental adotadas

pelas indústrias, o seu posicionamento frente ao meio

ambiente, os elementos de um sistema de gestão

ambiental adotados e o grau de maturidade das práticas

de gestão ambiental das empresas.

REFERENCIAL TEÓRICO

O setor moveleiro constitui-se em um dos mais

importantes e tradicionais setores da indústria de

transformação do Brasil. É significativo para a economia

brasileira pois há intensiva contratação de mão

de obra, constituindo-se em uma importante fonte de

emprego (Brainer, 2018; Galinari et al., 2013).

Há uma presença do setor em todo o território

nacional, tendo a atividade registro em praticamente

todo o país, com grande presença de pequenas

empresas. O setor não possui barreiras à entrada de

novos empreendimentos, devendo-se isso ao baixo

investimento inicial em ativos físicos e as inovações

tecnológicas presentes no setor serem geradas por

fornecedores de insumos e bens de capital. Ademais,

a automação de etapas de produção é difícil, não favorecendo

o surgimento de empresas grandes o suficiente

para dominar o mercado (Galinari et al., 2013).

Conforme o Relatório Brasil Móveis 2018, o Brasil

detém 4% da produção mundial de móveis, mas

grande parte dessa produção é consumida interna-

80 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


mente e não há um percentual significativo de exportação

(0,4%) em termos mundiais (Emobile, 2018). De

acordo com Galinari (2013, p. 237) “o desempenho

das exportações brasileiras de móveis é ditado pela

dinâmica do segmento de móveis de madeira”.

Destaca-se que a região oeste de Santa Catarina

é composta por 59 municípios, e dentre esses 41 possuem

empresas moveleiras. Por possuírem similaridade

das características industriais, principalmente por

haver MPEs (micro e pequenas empresas) em todos

os municípios, e da dimensão institucional comum,

permite-se considerar este conjunto de empreendimentos

como um APL (Arranjo Produtivo Local) (Geremia,

2013).

Dessa forma, segundo Geremia (2013), percebe-

-se que o APL é formado predominantemente por

MPEs produtoras de móveis residenciais seriados de

madeira e por ME produtoras de móveis residenciais

sob encomenda. Estas são empresas nacionais, de

capital familiar e refletem a capacidade empreendedora

local. O nacional é o principal mercado do APL,

todavia também realiza algumas exportações. Além

disso, verifica-se que existe um significativo mercado

local para as ME produtoras de móveis sob encomenda.

A indústria de madeira e móveis, segundo Guéron

e Garrido (2004) pode ser entendida como parte

do setor de base florestal, pois se utiliza de madeira

como principal matéria-prima. Do mesmo modo que

a maioria das atividades industriais, o setor florestal

apresenta perdas em seu processo produtivo, a

começar do corte da árvore até seu processamento

em indústrias primárias (serrarias e laminadoras) ou

secundárias (moveleiras e construção civil) (Santa Catarina,

2018).

Assim, os resíduos florestais, conforme a PNRS

(Política Nacional dos Resíduos Sólidos), Lei n° 12.305

em seu Artigo 13 alínea “i”, enquadram-se em resíduos

agrossilvopastoris, ou seja, são os “resíduos

gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais,

incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas

atividades” (Brasil, 2010). Os resíduos do setor moveleiro

também enquadram-se em resíduos industriais,

sendo “os gerados nos processos produtivos e instalações

industriais”. Assim, quem os gera está sujeito,

conforme o Art. 20 da PNRS, à elaboração de plano

de gerenciamento de resíduos sólidos, e se exigido

por órgão competente também os responsáveis por

atividades agrossilvopastoris, devendo, conforme em

seu Art. 21 inciso 1º, elaborar um plano para atender

OUTUBRO 2022 81


ARTIGO

ao disposto no plano municipal de gestão integrada

de resíduos sólidos do respectivo município, sendo

de integral responsabilidade da pessoa física ou jurídica

o manejo e a disposição final do resíduo gerado

(Brasil, 2010).

Conforme Casilha et al. (2003) o segmento moveleiro

caracteriza-se pelo uso de madeira bruta e

pela utilização de processos mecânicos para o seu

desdobramento, o qual ocorre em três estágios: 1)

transformação da madeira bruta em lâminas de madeira

torneadas ou faqueadas; 2) transformação das

lâminas em painéis compensados ou reconstituídos

(aglomerado, MDF (Medium Density Fiberboard) e

OSB (Oriented Strand Board); 3) utilização dos produtos

obtidos para a produção moveleira e marcenaria.

Os resíduos provenientes do processo produtivo

de móveis, conforme Brito e Cunha (2009), podem ser

sólidos, líquidos e gasosos. Assim, os resíduos sólidos

gerados são consequência direta do processamento

realizado para a transformação da madeira, e podem

ser classificados de acordo com a sua morfologia,

sendo cavacos (partículas com dimensões máximas

de 50 mm x 20 mm, em geral provenientes do uso de

picadores), maravalha (resíduo com mais de 2,5 mm),

serragem (partículas de madeira provenientes do uso

de serras, com dimensões entre 0,5 mm a 2,5 mm), e

por fim, o pó (resíduos menores que 0,5 mm) (Casilha

et al., 2003).

Os três principais estágios de processamento

mecânico da madeira apresentados por Casilha et al.

(2003, p. 9) geram diversos subprodutos. No primeiro

estágio são gerados serragem, cavacos, cepilhos (peças

de madeira com diferentes tamanhos; várias faces

planas e dimensão longitudinal mais de quatro vezes

HÁ UMA COBRANÇA

CADA VEZ MAIOR DA

SOCIEDADE PARA QUE AS

INDÚSTRIAS AJAM COM

RESPONSABILIDADE, SE

PREOCUPANDO COM OS IMPACTOS

SOCIOAMBIENTAIS, ALÉM DOS

FATORES ECONÔMICOS

82 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


maior que as dimensões transversais), costaneiras

(partes resultantes do desdobro primário dos fustes

nas faces, onde se encontra a casca da árvore, sempre

com apenas uma das faces longitudinais plana).

Já no segundo estágio tocos de madeira e restos do

processo de serragem, beneficiamento, carpintaria ou

caixaria. E no terceiro estágio, resíduos como cavacos,

serragem, maravalha e pó, bem como peças com

defeitos.

Os resíduos sólidos podem ser descartados de

forma inadequada, como a queima a céu aberto,

depósito em locais inadequados como a margem

de rios, ou ainda em lixões e aterros clandestinos. A

disposição em tais formas é expressamente proibida,

conforme o Artigo 47 da Política Nacional de Resíduos

Sólidos, e é fruto da inexistência de planejamento

e gerenciamento de resíduos sólidos.

Se destinados de forma correta, os resíduos

sólidos de madeira podem ser aproveitados economicamente,

sendo utilizados principalmente para a

produção de energia elétrica e térmica, e usados em

granjas para a forragem de piso, como cama de aviários.

Além disso, podem ter diversas utilidades, como

por exemplo, servir como adubo (Casilha et al., 2003).

Ainda, Casilha et al. (2003) afirmam que a destinação

depende do tipo de matéria-prima empregada,

podendo o resíduo sólido de madeira maciça, por

não ser tóxico, ser aproveitado em granjas como

forração para a criação de animais, e também na

agricultura para auxiliar na retenção de umidade do

solo. Diferentemente, no caso dos painéis de madeira

processada, o aproveitamento de resíduo sólido está

mais limitado à queima para geração de energia.

Salientando que em ambos os casos, o descarte

indevido pode causar poluição dos recursos hídricos,

inutilização de áreas e poluição de maneira geral.

Segundo Lima e Silva (2005) há também os resíduos

sólidos diversos, os quais são provenientes de

embalagens de outros tipos de insumos, como: papéis,

plásticos, metais, latas de tinta e solvente, lixas,

grampos e algumas fitas metálicas, e também pela

varrição da fábrica. Esses resíduos devem ser separados

e destinados para a devida reciclagem.

Quanto aos resíduos líquidos, eles podem ser

solvente de tinta, borra de tinta e água utilizada na

cabine de pintura. Conforme a NBR 10004:2004 da

ABNT, esses resíduos líquidos podem ser classificados

como resíduos de Classe I, sendo considerados

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ARTIGO

perigosos (Lima; Silva, 2005). Esse tipo de resíduo se

disposto incorretamente pode ocasionar graves impactos

no meio ambiente, sendo o mais prejudicial o

causado pelas águas utilizadas nas cabines de pintura

e envernizamento, que podem contaminar o solo e

o subsolo, atingindo também os cursos d’água e lençóis

freáticos (Brito; Cunha, 2009).

Conforme afirmam Schneider et al. (2003), os

resíduos do setor de pintura são os que apresentam

maiores problemas de gerenciamento e descarte no

setor moveleiro, levando muitas empresas a eliminar

ou diminuir os processos de pintura em suas linhas de

produção, ou ainda substituí-lo por meio da utilização

de painéis revestidos com lâminas sintéticas. Ainda,

Venzke e Nascimento (2002) apontam para outros

sistemas de pintura alternativos como sistemas de

pintura que utilizam de tinta em pó curável por radiação

UV (ultravioleta), os adesivos biodegradáveis e

com base de água, além de tintas e vernizes livres de

solventes prejudiciais ao meio ambiente.

E por fim, dentre os resíduos gasosos, estão os

resultantes da queima e incineração a céu aberto dos

resíduos sólidos de madeira, podendo esse processo

liberar dioxinas, furanos e metais pesados, além de

outros compostos prejudiciais à saúde humana e ao

meio ambiente. Além disso, há também as partículas

em suspensão no ar, provenientes do lixamento de

chapas de madeira que foram submetidas a tratamento

com produtos químicos (Brito; Cunha, 2009).

Pesquisas de mercado, conforme comentam

Daian e Ozarska (2009), revelam que as principais razões

para a falta de redução de resíduos por pequenas

e médias empresas deve-se à percepção de baixo

custo-benefício com relação ao gerenciamento dos

resíduos de madeira, além da falta de consciência,

compreensão e de orientação sobre como destiná-los

corretamente. Além disso, ressaltam que o setor moveleiro

não está totalmente preparado para otimizar o

valor agregado de sua madeira processada.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Visando garantir o anonimato das indústrias moveleiras

foram utilizadas as nomenclaturas Empresa

x, sendo diferenciadas por meio de letras de A até H.

Acerca do perfil das organizações investigadas observa-se

que a maioria das empresas são ME (microempresas).

Empresa A, B, C, E e G, as indústrias F e H

são empresas de EPP (pequeno porte) e apenas a indústria

D é classificada como empresa de MD (médio

porte). Salienta-se que este perfil corrobora com o estudo

realizado por Geremia (2013), que destaca que o

arranjo produtivo local do mobiliário da região Oeste

de Santa Catarina é predominantemente formado

por MPE (micro e pequenas empresas) que produzem

móveis residenciais seriados de madeira e por ME

produtoras de móveis residenciais sob encomenda.

Constata-se também que as indústrias, de maneira

geral, foram fundadas após 1990, e que a maioria fabrica

móveis com predominância em madeira.

Percebe-se também que as ME fabricam móveis

sob medida e seu principal mercado de venda de

móveis é o local, ou seja, no município em que está

localizada e em municípios próximos. Já as EPP e a

MD fabricam móveis seriados, porém têm o consumo

voltado ao mercado nacional, e no caso da MD, também

ao internacional, corroborando com o apresentado

por Geremia (2013).

Os entrevistados das empresas A, B, D, E, F, G,

H têm o entendimento do que é responsabilidade

ambiental. Porém, quando se trata de aplicá-la, estão

limitados a separação e destinação dos resíduos corretamente.

Ainda, algumas empresas (B, E e F) trazem

o plantio de árvores/reflorestamento como uma prática,

no entanto percebe-se que esta foi realizada de

maneira pontual, não havendo disseminação de práticas

em outras áreas das organizações. Além disso, a

principal motivação para a adoção de tais práticas diz

respeito ao cumprimento da legislação, assim como

demonstrado nos estudos de Demajorovic e Silva

(2010), Alvarenga et al. (2013) e Backes et al. (2018).

Quanto à separação e destinação dos resíduos, há

empresas que praticam a destinação de resíduos de

maneira inadequada - lixo comum (Empresas D e G),

os principais destinos dados aos resíduos de madeira

são: encaminhamento destes aos aviários e destinação

a coleta seletiva tradicional. Muitas organizações

também não tratam corretamente seus resíduos

oriundos do processo de pintura.

As principais formas de destinação dos resíduos

empregadas pelas indústrias são a queima, a reciclagem

e a revenda dos materiais. Somente as empresas

de médio e pequeno porte possuem contrato com

organizações que realizam a coleta, tratamento e

destinação dos resíduos. No entanto, percebe-se que

nenhuma organização utiliza os resíduos para fabricar

AS EMPRESAS QUE

ADOTAM A CORRETA

DESTINAÇÃO E TRATAMENTO DOS

RESÍDUOS SÃO AS QUE POSSUEM

UMA MELHOR COLOCAÇÃO NO

RANQUEAMENTO DESSAS

PRÁTICAS

84 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


subprodutos ou PMVA, e que poucas reintroduzem

ou reaproveitam matérias-primas, estando limitadas

a espuma ou a pedaços maiores de MDF ou madeira,

respectivamente. Observa-se que todas as indústrias

se utilizam de energia elétrica, não havendo nenhuma

que adote algum sistema de energia alternativa,

assim como demonstram Backes et al. (2018) em seu

estudo. Há apenas duas indústrias, as de pequeno

porte, que se preocupam em selecionar fornecedores

com matérias-primas mais sustentáveis, porém apenas

um dos entrevistados (Indústria H) declara que a

variável ambiental está incorporada à estratégia da

empresa, podendo gerar competitividade e maior

aceitação de seus produtos no mercado pelos consumidores.

Nenhuma empresa possui o mapeamento do

impacto ambiental que causa ao meio ambiente ou

qualquer tipo de SGA (Sistema de Gestão Ambiental).

Esse dado demonstra que estas organizações

estão despreparadas para tratar da questão ambiental

de maneira adequada, pois não possuem conhecimento

dos danos causados pelos seus processos produtivos,

corroborando com as evidências já identificadas

por Demajorovic e Silva (2010). O envolvimento


ARTIGO

dos gestores e dos colaboradores, em grande parte,

é de médio a alto nas organizações, porém a maioria

apresenta dificuldades quanto ao gerenciamento dos

comportamentos dos colaboradores, sendo essa uma

barreira interna para a implantação da responsabilidade

ambiental na organização, conforme salientam

Mello e Mello (2018).

Por fim, a técnica de Produção mais Limpa (P+L)

tem destaque no setor, sendo aplicada pela maioria

das empresas (Indústrias A, B, E, F, G, H), corroborando

com os estudos de Alvarenga et al. (2013), Rocha

et al. (2013) e Leite e Pimenta (2011). Sendo introduzidos

os conceitos nas organizações por meio da melhor

utilização da matéria-prima e por consequência

a redução do desperdício de materiais, tendo como

principal motivação o viés econômico, tendo o nível 1

aplicado pela adoção de boas práticas operacionais

visando a eliminação de perdas, o nível 2 pela reutilização

de matérias-primas internamente, e o nível 3

pelo encaminhamento para a reciclagem externa.

A destinação com melhor desempenho na pontuação

foi a referente aos retalhos/sobras maiores de

MDF ou madeira, sendo esse o material que possui

maior reaproveitamento nos processos produtivos

das empresas. Já o pior desempenho foi apresentado

na destinação do pó de MDF/madeira gerado,

devendo-se isso ao inadequado uso para cama de

aviários, pois prejudica a saúde das aves.

Através da identificação e comparação das práticas

realizadas pelas Empresas, observou-se que as

indústrias moveleiras em seus diferentes portes possuem

práticas ambientais muito similares. Ademais,

para verificar o posicionamento das indústrias quanto

a questão ambiental, foi aplicado um questionário

baseado em North (1992), o qual aborda questões

quanto a produtos, processo, consciência ambiental,

padrões ambientais, comprometimento gerencial,

nível de capacidade do pessoal, capacidade de pesquisa

e desenvolvimento (P&D), e capital.

North (1992) apresenta comportamentos que são

agressivos e amigáveis ao meio ambiente. Dessa forma,

quanto mais próximo de “1” o posicionamento

da empresa é agressivo ao ambiental, e quanto mais

próximo a “5” mais amigável é o posicionamento.

Mediante a pontuação obtida pela aplicação do

questionário com as Empresas seguindo a escala

de North (1992), e analisando os resultados obtidos

por meio da aplicação de Moda, foi verificado o

posicionamento das indústrias quanto ao ambiental,

constatou-se que as empresas B, E, F e H são amigáveis

ao meio ambiente, além de que o ambiental se

caracteriza como oportunidade de crescimento. Já

as empresas A, D e G estão entre amigáveis e agressivas,

constituindo-se a questão ambiental mediana,

não ameaçando e nem constituindo oportunidade de

crescimento a elas. A única empresa que se caracteriza

como agressiva ao meio ambiente é a empresa C,

constituindo-se a questão ambiental uma ameaça ao

negócio. Assim, nota-se que o posicionamento das

empresas quanto ao ambiental é um reflexo das práticas

de responsabilidade ambiental utilizadas pelas

indústrias.

As variáveis propostas por North (1992) foram analisadas

também por meio da aplicação de Média e

Mediana, sendo consideradas as variáveis com média

de 1 até 2,50, um posicionamento agressivo; de 2,50

até 3,50, um posicionamento entre agressivo e amigável;

e de 3,50 a 5, um posicionamento da variável

amigável ao ambiental. A mediana foi utilizada como

forma de comparação com a média, levando em conta

os mesmos critérios de pontuação utilizados com

relação à média.

Destaca-se que nenhuma empresa possui o

mapeamento do impacto ambiental que causa ao

ambiente ou adota qualquer tipo de sistema de gestão

ambiental. No entanto, com base nas respostas

obtidas com os entrevistados, algumas empresas

possuem elementos do SGA.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Se tratando do setor da indústria de transformação

do Brasil, o moveleiro aparece como um dos mais

importantes e tradicionais, sendo significativo para a

economia brasileira. Ademais, este setor produz muitos

resíduos sólidos, os quais são provenientes de seu

processo produtivo, além de utilizar principalmente

de madeira como matéria-prima. Perante a isso, esse

estudo teve como objetivo analisar as práticas de

responsabilidade ambiental utilizadas pelas indústrias

do setor moveleiro de Chapecó associadas ao SIMO-

VALE. As indústrias moveleiras estudadas em maioria

são microempresas, que fabricam móveis sob medida

com predominância em madeira, utilizando o MDF

como principal matéria-prima, as quais têm como

mercado de atuação o município em que se localiza e

os circunvizinhos.

AS PRINCIPAIS PRÁTICAS

DE RESPONSABILIDADE

AMBIENTAL ESTÃO LIGADAS AO

CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO,

COM A SEPARAÇÃO E

DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS

GERADOS PELAS INDÚSTRIAS

86 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2022


A pesquisa identificou que as principais práticas

de responsabilidade ambiental estão ligadas principalmente

ao cumprimento da legislação, referindo-se

a separação e a destinação dos resíduos gerados

pelas indústrias. Além de que, algumas realizam reflorestamento,

porém trata-se de uma ação pontual. No

entanto, há empresas que realizam a destinação dos

resíduos e efluentes gerados de forma inadequada. E

nenhuma se utiliza de energia alternativa, empregando

somente a elétrica.

Quanto à comparação das práticas de responsabilidade

ambiental, as empresas que adotam a correta

destinação e tratamento dos resíduos são as que

possuem uma melhor colocação no ranqueamento

das práticas, bem como um melhor posicionamento

quanto ao ambiental e são as que adotam mais

elementos de um SGA. Este estudo também revelou

que o porte da empresa não tem influência sobre a

qualidade das práticas adotadas, pois, entre as estudadas,

há microempresas com mais responsabilidade

ambiental do que uma empresa de médio porte.

Nenhuma das indústrias adota algum tipo de

SGA, e se tratando do grau de maturidade todas estão

classificadas em Especialização Funcional da Ges-

tão Ambiental, ou seja, encontra-se em estágio inicial

de maturidade da gestão ambiental.

Por fim, as limitações atreladas a essa pesquisa

dizem respeito ao contato com os gestores das indústrias,

visto que grande parte passa o dia fora da

empresa, dificultando a realização da entrevista e

aplicação do questionário e por isso algumas organizações

pertencentes ao SIMOVALE não puderem ser

investigadas (cinco delas). E como sugestão de estudo

futuro, a ampliação desse estudo para a região

oeste de Santa Catarina, visando observar as práticas

ambientais que um possível APL no setor moveleiro

nessa região adota. Mediante isso, as indústrias podem

se organizar conjuntamente e adotar melhores

práticas, buscando inserir a sustentabilidade no setor.

Artigo na íntegra: https://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/rama/article/

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LOCAL: SÃO PAULO EXPO (SP)

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O ÚLTIMO RIO NÃO

MAPEADO NA FLORESTA AMAZÔNICA

O

26º presidente dos EUA (Estados Unidos

da América), Theodore Roosevelt, é lembrado

por grandes feitos na história, como

ter articulado a construção do canal do

Panamá e ter celebrado o acordo de paz

na guerra russo-japonesa (1904-1905), o que lhe rendeu

prêmio Nobel da Paz em 1906. Roosevelt também é

lembrado por atuar na consolidação do imperialismo

norte-americano pelas Américas, representado nas intervenções

militares na República Dominicana e em Cuba.

Após perder as eleições de 1912, Roosevelt deixou a

vida pública e partiu para sua última grande aventura,

cujo cenário foram as florestas da região amazônica.

Esse momento da vida de Roosevelt (1913-1914) é retratado

na série documental: O Hóspede Americano

(HBO/2021).

O ex-presidente tinha na bagagem um histórico de

defesa da conservação do patrimônio ambiental americano.

Roosevelt foi ferrenho defensor da preservação de

áreas naturais como o Grand Canyon, instituído como

Parque Nacional em 1919. Além da topofilia em relação

às paisagens naturais do seu país, existia em Roosevelt

uma clara ambição em ter seu nome também enaltecido

em relação a essa temática. Tais reflexões são tiradas a

partir da biografia escrita por Edmund Morris em 2001,

intitulada: The Rise of Theodore Roosevelt.

Na série documental: O Hóspede Americano; vemos

um Roosevelt que busca aumentar suas conquistas,

querendo manter sua relevância e lidando com o peso

da idade. A conquista agora poderia ser seu nome dado

ao último rio não mapeado na região amazônica. Essa

história é explorada na série citada. A expedição Roosevelt

pela Floresta Amazônica teve outro personagem,

esse muito importante na história brasileira: o Marechal

EXPEDIÇÃO EM 1913

BUSCOU DESCOBRIR SE O

CHAMADO RIO DA DÚVIDA ERA OU

NÃO AFLUENTE DO AMAZONAS

POR

OTACÍLIO LOPES

DE SOUZA DA PAZ

GEÓGRAFO E DOUTOR

EM GEOGRAFIA.

PROFESSOR DA ÁREA

DE GEOCIÊNCIAS DO

CENTRO UNIVERSITÁRIO

INTERNACIONAL

UNINTER.

Cândido Rondon. Rondon fez carreira militar e teve uma

vida repleta de conquistas, participando na exploração e

mapeamento do território brasileiro e sendo obstinado

na proteção aos povos indígenas, tendo contribuído na

discussão da criação do Parque Indígena do Xingu.

Por correspondências, foi formada a Expedição

Geográfica-Científica Rondon-Roosevelt, cujo objetivo

era descobrir se o então chamado rio da Dúvida era ou

não afluente do rio Amazonas. O rio da Dúvida também

era base de hipóteses sobre uma possível ligação fluvial

entre a bacia amazônica e a bacia do Prata. De relevante

interesse econômico e geopolítico para o Brasil, a

expedição contou com as mais avançadas tecnologias

disponíveis para mapeamento: homens, barcos, remos e

teodolitos (lembrando, o ano era 1913). Utilizando técnicas

de topografia, o rio foi mapeado percorrendo cada

uma de suas curvas. Foi comprovada a conexão com o

rio Amazonas e o rio foi rebatizado para rio Roosevelt. A

informação cartográfica do rio Roosevelt levou 5 meses

para ser gerada e subsidiou o contato com povos indígenas

e o estabelecimento de rede telegráfica.

Além de uma fascinante história, a Expedição Geográfica-Científica

Rondon-Roosevelt nos faz refletir sobre

a importância dos avanços tecnológicos no nosso conhecimento

sobre o território. O mapa que levou cinco

meses e três vidas humanas para ser produzido, hoje,

seria gerado em questão de minutos, com apoio de

imagens de satélite. Além de nos dar uma perspectiva

histórica, esse caso nos faz lembrar a importância dessa

tecnologia em nossos desafios geográficos atuais, como

o monitoramento do desmatamento da Amazônia. A

tecnologia que temos hoje nos faz enxergar muito além,

com mais detalhes e mais rápido. Resta-nos saber utilizá-la.

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