Jornal das Oficinas 125

apcomunicacao

jornaldasoficinas.com

125

Abril

2016

ANO XI

3 euros

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Jornal independente da manutenção e reparação de veículos ligeiros e pesados

2.º SIMPÓSIO IBÉRICO

Viagem

ao futuro

Veículos comunicantes. Reunimos os protagonistas do setor

para fazer uma viagem ao futuro do aftermarket. Foram oito

horas de debates, numa jornada que contou com perto de 400

participantes e que marcou uma nova era nos eventos ibéricos

P.6

P.16

ATUALIDADE

Peças de origem vs peças

equivalentes. O tema não é novo,

mas continua a suscitar dúvidas

e a gerar confusão no mercado

P.20

ANTEVISÃO

A 3.ª edição da expoMECÂNICA

promete ser a melhor de sempre

P.28

ENTREVISTA

Mónica Alves, responsável da

AutoCrew, fala da expansão da rede

PUB

P.72

MOBIL 1

Diretor comercial da Lubrigrupo

explica os benefícios que as oficinas

independentes têm ao aderir ao

Mobil 1 Workshop Program

P.86

TÉCNICA

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Características e funcionamento

da transmissão automóvel

P.98

IBIZA CUPRA

Com motor de 192 cv e dinâmica

apurada, este Seat está para as curvas

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www.mcoutinhopecas.pt


Noticiário JOTV

23 de fevereiro, 2016

clique para visualizar


Noticiário JOTV

08 de março, 2016

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02

Jornal das Of icinas

Mercado

Evento ibérico

sem paralelo

A importância das palavras

A abordagem aos

clientes é preponderante

› A forma como se vendem peças ou serviços nas oficinas é importante e

a abordagem aos clientes é preponderante. Se nos expressarmos de forma

inadequada, o resultado será negativo

Quando avançámos para os preparativos

da 2.ª edição do Simpósio Ibérico

Aftermarket IAM, a equipa do Jornal das

Oficinas, em colaboração com a revista

Autopos, tinha um imperativo moral em

mente: elevar, ainda mais, a fasquia do

evento realizado há dois anos. Um objetivo

já de si ambicioso, dado o sucesso

alcançado na 1.ª edição.

Ora, depois de caído o pano sobre o

Centro de Congressos do Estoril, por

onde passaram perto de 400 profissionais

do setor, ouvidos 16 oradores ligados

ao aftermarket, oriundos de vários países,

depois de oito horas de debates acutilantes

e esclarecedores, podemos chegar

à conclusão de que a primeira das premissas

que colocámos para juntar o

aftermarket ibérico, pela segunda vez,

tinha sido alcançada. Com distinção,

diga-se em abono da verdade.

Modéstia à parte, desde o tema selecionado

(“Veículos Comunicantes e o

Futuro do Aftermarket”), ao nível de

todos os oradores, até à solução interativa

para conferências iziConference (que

permitiu à plateia colocar questões, em

tempo real, aos oradores), passando pelo

moderador (Pedro Pinto, jornalista da

TVI) e pela zona de entrevistas rápidas

do JO TV, o 2.° Simpósio Ibérico Aftermarket

IAM elevou a fasquia e revelou

ser um evento sem paralelo no panorama

do aftermarket. Nacional, ibérico e até

mesmo... europeu! Se dúvidas houvesse

quanto à capacidade organizativa do

Jornal das Oficinas e ao respeito que este

título granjeia a nível internacional, o

evento realizado no passado dia 18 de

março, dissipou-as por completo. Quem

esteve presente, pôde acompanhar,

também, o simpósio em direto através

da nossa página de Facebook. Quem não

esteve, pôde seguir o evento em tempo

real através de live streaming. Ao longo

do dia, multiplicaram-se os elogios e as

felicitações pela organização do evento.

Uma coisa é certa: há um antes e um

depois na história dos eventos dedicados

ao aftermarket. E fica, desde já, a promessa

de uma terceira edição, que será

realizada em março de 2018.

Provavelmente, o requisito mais

importante que o comprador espera

do vendedor é que este tenha

um conhecimento profundo dos artigos

que está a tentar vender e que seja capaz

de responder às questões que lhe são

colocadas relativamente à história, fabrico,

distribuição e utilizações do respetivo

produto.

Para obter o maior êxito possível, é

necessário ter não só um conhecimento

profundo dos produtos e das políticas,

DIRETOR

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

Redação

Bruno Castanheira

bruno.castanheira@apcomunicacao.com

Jorge Flores

jorge.flores@apcomunicacao.com

Diretor Comercial

Mário Carmo

mario.carmo@apcomunicacao.com

Gestores de clientes

Paulo Franco

paulo.franco@apcomunicacao.com

Rodolfo Faustino

rodolfo.faustino@apcomunicacao.com

Imagem

António Valente

Multimédia

Catarina Gomes

como estar familiarizado com a maioria

dos métodos de comercialização. Assim

como acreditar piamente no seu trabalho,

acreditar no que se afirma, no que

se vende e, acima de tudo, colocar a

dinâmica correta no trabalho.

■ ATENÇÃO ÀS PALAVRAS

A utilização de palavras pouco comuns

na explicação de uma proposta é excessivamente

perigosa para o sucesso. É

melhor expressar-se através de uma lin-

Arte

Hélio Falcão

Serviços administrativos e contabilidade

financeiro@apcomunicacao.com

Periodicidade – Bimestral

Assinaturas

assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright

Nos termos legais em vigor é totalmente interdita a utilização

ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte,

sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS

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Depósito Legal nº: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

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Parceiro

em Espanha

guagem simples e clara, que poderá ser

compreendida de imediato, do que demonstrar

uma formação superior a alguém

que pode, ou não, ter tido essa

vantagem.

A utilização excessiva de superlativos

é um dos erros mais comuns e graves. O

mais correto é não subestimar ou sobrestimar,

mas apresentar factos de forma

convincente e exata. A utilização de expressões

«melhor do mundo» e «sem

igual» impressionam desfavoravelmente

Edição

AP COMUNICAÇÃO

Propriedade

João Vieira Publicações, Unipessoal, Lda.

Sede

Bela Vista Office, Sala 2.29 – Estrada

de Paço de Arcos, 66 - 66A, 2735 - 336

Cacém - Portugal

GPS

38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W

Tel.

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Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

03

o ouvinte. Uma afirmação exagerada

reduz a credibilidade da mesma e de

quem a profere. Afirmações exatas e

simples inspiram confiança — confiança

esta que é encarada como um passo em

frente para concretizar a venda.

A boa formação tem de ser posta em

prática, tem de ser praticada, praticada

e... praticada! A boa formação leva tempo

a sortir efeito, as capacidades são desenvolvidas

ao longo do tempo e a experiência

cria técnicas de precisão. Uma

execução descuidada e interações negativas

com os clientes levarão, instantaneamente,

a resultados negativos.

■ RESPOSTAS NEGATIVAS

LEVAM A RESULTADOS NEGATIVOS

A seguir, vamos abordar cinco inícios

de frase ou respostas negativas. E cinco

opções positivas.

Eis cinco coisas de que os clientes não

gostam:

l Não gostam que lhes digamos aquilo

que não sabemos;

l Não querem saber aquilo que não sabemos

fazer;

l Não gostam que lhes digamos aquilo

que têm de fazer;

l Não gostam de esperar;

l Não gostam que lhes digamos “não”.

“Não sei” vs “Irei saber”

01 Ninguém sabe a resposta para

todas as perguntas, mas é importante a

forma como se responde. Os clientes não

o procuram ou não lhe pagam para lhes

dizer o que não sabe.

“Não sei” soa melhor quando diz “É uma

boa questão. Posso tentar saber para

informá-lo?” Ou “Aposto que consigo

descobrir isso para informá-lo”. Ou ainda

“Gostaria de pesquisar um pouco antes

de dar-lhe uma resposta”.

Não se esqueça que alguns clientes já

se sentem ignorantes pelo facto de colocarem

questões. Se nós, os especialistas,

não soubermos, eles podem

responder frequentemente “Eu não percebo

muito de carros”, dado que se sentem

incomodados. Não faça com que o

cliente se sinta incomodado pelo facto

de dizer “Não sei”.

“Não consigo fazer isso. vs

02 “Deixe-me ver o que posso

fazer”

Quando responde a um pedido de um

cliente com “Não conseguimos fazer isso”,

até pode ser verdade, mas soa como algo

rude. É quase como uma bofetada verbal

na cara! Surgem muitos pedidos de clientes,

seja por telefone ou presencial, que

não poderá satisfazer, mas as pessoas

não telefonam nem o procuram para

descobrirem o que não consegue fazer.

Uma resposta delicada, como, por exemplo,

“Quer que eu faça uma pesquisa ou

lhe recomende uma alternativa?” demonstra

uma preocupação genuína.

“Tem de…” vs “O que posso

03 fazer é...”

É impressionante o número de pessoas

que não percebe nada acerca de peças

e manutenção automóvel, mas que, no

entanto, quando lhes responde a uma

pergunta, se sentem incomodados por

lhes dizer o que devem fazer.

Dizer às pessoas o que fazer é, no mínimo,

rude. As pessoas, em geral, são

demasiado sensíveis. É recomendável

uma resposta como “Talvez deva considerar…”

ou “Aqui tem uma ideia que

talvez ajude.” Como bónus adicional, é

recomendável uma inflexão de voz e uma

linguagem corporal positivas. Todos os

pormenores ajudam.

Todas elas são potenciais aniquiladores

de vendas.

Portanto, consideremos as opções positivas:

“Espere!” vs “Pode aguardar

04 um pouco?”

É engraçado ouvirmos as pessoas ao

telefone dizerem-nos que nos atenderão

“num segundo” ou perguntarem “Pode

aguardar um minuto?”. É óbvio que um

minuto passa rapidamente para quem

faz esperar e lentamente para quem está

à espera. Na realidade, é melhor ser o

mais honesto possível sem perder a pessoa

que está em linha. “Estamos muito

ocupados neste momento. Pode aguardar

um pouco?”.

“Não” vs “Sim”

05 Quando alguém inicia uma frase

ou uma resposta com a palavra “não”,

torna-se difícil reverter a situação. Um

“não” expressa a ideia de rejeição. Um

“não” é como uma enorme parede que

se tem de escalar. Não se pode ir à volta,

nem se consegue ultrapassar. Não inicie

uma resposta com “Não”. A experiência

demonstra que, independentemente da

delicadeza com que se diga, “Não” é uma

palavra forte. Para desenvolver melhor

as suas capacidades, permita que os seus

colegas avaliem o seu desempenho e

façam uma crítica construtiva.

As palavras importam. Portanto, escolha-as

sabiamente.

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www.jornaldasoficinas.com Abril I 2016


04

Destaque

Parceria

Mais informações em: www.jornaldasoficinas.com/melhormecatronico/

Jornal das Of icinas

MELHOR

2016 |

MECATRÓNICO

Campanha anual

Técnico de Mecatrónica Automóvel

Uma profissão com muito futuro

Um técnico de Mecatrónica Automóvel exerce uma profissão cada vez mais procurada pelas oficinas,

principalmente por aquelas que querem acompanhar a evolução tecnológica dos veículos e dos

novos sistemas de diagnóstico e reparação. E se existem profissões com futuro, esta é uma delas

As atividades associadas à reparação

de veículos integram-se no

domínio da manutenção. Trata-se

de uma área transversal de grande importância

no tecido empresarial português,

que joga um papel determinante

na otimização dos processos, designadamente

através da introdução de melhorias

contínuas nos equipamentos,

sistemas e/ou instalações.

A manutenção de veículos a motor tem

assumido importância crescente. Por um

lado, porque os sistemas mecânicos e

eletrónicos que equipam os veículos têm

vindo a tornar-se mais complexos, exigindo

mestria cada vez mais especializada

na sua reparação. Por outro, porque

a manutenção desses sistemas assume

um papel-chave na otimização dos processos,

assim como na redução dos custos

dos consumos em energia e fluidos

para proteção ambiental.

O exercício das atividades desta área

tem estado associado a baixas habilitações

e a tarefas pouco qualificantes e

pouco valorizadas, sendo premente a

mobilização e atração de mão de obra

jovem e/ou qualificada para o setor.

No âmbito do mercado da reparação

e manutenção automóvel, destaca-se a

necessidade de desenvolver competências

ao nível das atividades de diagnóstico

de avarias/sinistros (peritagens), das

normas e regras de segurança pública,

das normas de segurança, higiene, saúde,

ambiente e qualidade, bem como conhecimentos

profundos de gestão de

contratos e legislação.

Salientam-se, igualmente, as competências

sociais cada vez mais requeridas

nestes contextos. Em primeiro lugar,

porque as atividades de reparação são

crescentemente realizadas em equipas

de trabalho e, em segundo, porque em

complemento às tarefas operacionais da

manutenção, é cada vez maior a importância

da componente prestação de

serviço e relação/aproximação ao cliente.

n COMPETÊNCIA E CONHECIMENTO

O Mecatrónico Automóvel é o profissional

que executa, de modo autónomo,

o diagnóstico e a reparação dos sistemas

mecânicos, elétricos e eletrónicos de

veículos automóveis, interpretando e

analisando esquemas elétricos, manuseando

aparelhos de medida, diagnosticando,

reparando e verificando

motores a gasolina e Diesel. Mas não só.

Sistemas de ignição, de alimentação, de

sobrealimentação, de arrefecimento, de

lubrificação, de transmissão, de direção,

de suspensão, de travagem, de carga,

de arranque, de segurança, de conforto,

de comunicação e de informação. Tudo

tarefas que o mecatrónico automóvel

executa, organizando e controlando a

qualidade do trabalho.

Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

05

solutions

for

your

business

soluções para o seu negócio

Conheça as

competências

do Mecatrónico

Automóvel (II Parte)

Sistemas de ignição,

alimentação, sobrealimentação

e antipoluição

l Verificar o funcionamento e o

estado de conservação dos diferentes

componentes dos sistemas

de ignição, de alimentação, de

sobrealimentação e de antipoluição.

Corrigir as anomalias efetuando

operações de reparação

ou substituição de componentes.

Ensaiar os sistemas efetuando os

testes adequados.

Sistemas de arrefecimento

e de lubrificação do motor

l Verificar o funcionamento e o

estado de conservação dos diferentes

componentes dos sistemas

de arrefecimento e lubrificação.

Corrigir as anomalias dos sistemas

de arrefecimento e lubrificação.

Ensaiar os sistemas efetuando os

testes adequados, com equipamentos

de ensaio, a fim de comprovar

o correto funcionamento

dos mesmos.

Sistemas de carga e de

arranque de automóveis

l Verificar o funcionamento e o

estado de conservação dos diferentes

componentes dos sistemas

de carga e de arranque, utilizando

os equipamentos de diagnóstico

adequados. Corrigir as anomalias

dos sistemas de carga e de arranque,

efetuando operações de reparação

ou de substituição de

componente. Ensaiar os sistemas

reparados, efetuando os testes

adequados.

Sistemas de segurança ativa

e passiva

l Verificar o funcionamento e o

estado de conservação dos diferentes

componentes dos sistemas

de segurança ativa (ABS, EBD e

controlo de tração, entre outros)

e de segurança passiva (airbags,

pré-tensores de cintos de segurança,

entre outros), utilizando os

equipamentos de diagnóstico

adequados. Corrigir as anomalias

dos sistemas. Ensaiar os sistemas

de segurança ativa e de segurança

passiva reparados, efetuando os

testes adequados.

“Gosto de enfrentar desafios”

Porque escolheu a profissão de mecatrónico

automóvel? É uma paixão antiga?

Sim, é. Começou quando conheci um colega

nos tempos iniciais do secundário que já

tinha a paixão por automóveis superdesportivos

e despertou o meu interesse. Interesse

esse que ainda dura.

Quando começou a trabalhar na profissão?

Comecei a trabalhar há cerca de nove anos,

na Mercedes-Benz Comercial, em Sintra, e

continuo até aos dias de hoje.

Que dificuldades encontrou?

Após ter frequentado o curso de Mecatrónica

Automóvel durante três anos, ao entrar

para o mundo de trabalho não tinha ainda

o ritmo laboral pretendido, mas, rapidamente,

adaptei-me. Quando se gosta do que se faz,

não é difícil.

Que reação têm as pessoas quando diz

que é mecatrónico automóvel?

A reação, por norma, é de dúvida, pois nem

todas as pessoas têm o conhecimento exato

do que faz um mecatrónico automóvel.

Quais as vantagens de trabalhar numa

área complexa como esta, numa marca

como a Mercedes-Benz?

Além de ser um privilégio trabalhar numa

marca conceituada como a Mercedes-Benz,

a principal vantagem é encontrar desafios

novos todos os dias, visto pertencer a uma

marca que está na vanguarda da tecnologia.

O que deve oferecer, atualmente, uma

oficina aos clientes que a visitam?

Nada mais nada menos do que um serviço

de excelência, onde impere transparência,

cordialidade e simpatia para com os clientes.

Continua a frequentar ações de formação?

Considera que é importante manter-se

atualizado com as novas tecnologias?

Continuo e, obviamente, que acho muito

importante a formação, pois só se pode diagnosticar

assertivamente um problema num

determinado produto, quando se tem o

conhecimento total do mesmo.

O que é necessário para ser um mecatrónico

de excelência?

Ter brio no trabalho que se faz, ser profissional

sempre, para que o resultado do nosso

trabalho seja rápido e com qualidade.

Que conselhos daria a um jovem que

pretende seguir a profissão de mecatrónico

automóvel?

Diria que é uma profissão de futuro promissor

e que nunca pare de querer aprender

mais na área, com esforço e dedicação.

Participe no Concurso Melhor Mecatrónico 2016

Responda ao questionário online em www.jornaldasoficinas.com/melhormecatronico/

QUESTIONÁRIO II

Enquanto o termóstato não abrir,

01 o líquido de refrigeração não circula

para:

a) Camisas de refrigeração

b) A cabeça do motor

c) A bomba de água

d) O radiador

Qual a finalidade da bomba injetora

02 num motor Diesel?

a) Puxar o gasóleo até aos cilindros

b) Dosear e enviar o gasóleo sob pressão

aos injetores

c) Puxar o gasóleo sob pressão e fazer

a mistura ar/gasóleo

d) Aspirar o gasóleo e enviá-lo ao

coletor da bomba de alimentação

Se a junta que une o coletor de admissão

à cabeça não vedar bem:

03

a) Derrama-se a gasolina e o motor pára

b) Há fugas de ar e a mistura enriquece

c) Entra mais ar e a mistura empobrece

d) Há fugas de gasolina e a mistura

empobrece

O rotor do alternador:

04

a) Recebe corrente contínua

b) Gera corrente contínua

c) Recebe corrente alternada

d) Gera corrente alternada

Ao substituir os casquilhos do motor

05 de arranque devo:

a) Lubrificar os casquilhos com massa

consistente

b) Mergulhar os casquilhos em óleo

antes de colocá-los

c) Os casquilhos não devem levar

substâncias gordurosas

d) Nenhuma das anteriores

Qual a consequência que pode surgir

se houver uma fuga entre a saída

06

do compressor e a admissão do motor,

numa viatura automóvel equipada com

turbocompressor?

a) Diminuição da pressão de

sobrealimentação

b) Excesso de consumo de óleo

c) Admissão de corpos estranhos no motor

d) Contaminação do óleo de lubrificação

do turbocompressor

Nos equipamentos digitais, qual

07 é o elemento que capta a informação

e a envia para uma unidade

eletrónica de comando?

a) Sensores

b) Multiplicador

c) Coroa de impulsos

d) Descodificador digital

Quando se desmonta um airbag do

08 lado do condutor, qual das seguintes

operações deve ser feita em primeiro

lugar?

a) Centrar o volante

b) Desligar a ignição e a bateria

c) Desapertar o parafuso que fixa o

esqueleto do volante

Rodolfo Sobreira, mecatrónico

da Mercedes-Benz Comercial

d) Desligar todos os aparelhos ou luzes

que possam estar a consumir energia

Qual a função do diferencial do automóvel?

09

a) Evitar que as rodas motrizes patinem

b) Evitar que os veios de transmissão

se danifiquem no arranque

c) Dar uma maior potência de tração ao

veículo ao descrever uma curva

d) Permitir que as rodas motrizes tenham

diferentes velocidades ao descreverem

uma curva

Um excesso de convergência ou divergência

dá origem a:

10

a) Diminuição do consumo de combustível

b) Descentragem do volante

c) Dificulta o andamento do veículo,

ocasionando-lhe uma espécie de

travagem constante

d) Um menor aquecimento dos pneus

NOTA: Este questionário apenas pode

ser respondido online

www.jornaldasoficinas.com/melhormecatronico/

Está ativo de 1 a 30 de abril

Não perca a oportunidade de participar no

primeiro concurso de âmbito nacional para

eleger o Melhor Mecatrónico 2016. Ponha

à prova aquilo que sabe, concorra e ganhe!

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2016


R

ASSOCIAÇÃO

DIVISÃO DE PEÇAS AUTOMÓVEL DE PORTUGAL

E ACESSÓRIOS INDEPENDENTES

06

Jornal das Of icinas

Evento

2.º Simpósio Ibérico Aftermarket IAM 2016

Conectado

ao futuro

› Há um antes e um depois na história dos eventos ibéricos

dedicados ao aftermarket. Com cerca de 400 participantes,

16 oradores e uma maratona de oito horas de debates, o

2.° Simpósio organizado pelo Jornal das Oficinas e pela

revista Autopos esteve conectado ao futuro

Por: Bruno Castanheira e Jorge Flores

Se dúvidas houvesse quanto à capacidade

organizativa do Jornal das Oficinas e ao

respeito que este título granjeia a nível

internacional, o 2.° Simpósio Ibérico Aftermarket

IAM dissipou-as por completo. Desde a escolha

do tema (Veículos Comunicantes e o Futuro do

Aftermarket) até à solução interativa para conferências

(iziconference), o evento teve um

sucesso estrondoso. A todos os níveis. Com cerca

de 400 profissionais presentes (praticamente

izigo.pt

Abril I 2016

www.jornaldasoficinas.com


Jornal das Of icinas

07

Veja o vídeo em jornaldasoficinas.com

convívio. Pela zona de entrevistas rápidas

do JO TV, passaram nomes como Hartmut

Röhl (presidente da FIGIEFA), Ben Smart

(diretor de marketing da Divisão Global

de Peças e Serviço da TRW), Joaquim

Candeias (presidente da DPAI) ou Manuel

Félix (diretor-geral da Euro Tyre).

Quem não esteve presente, pôde acompanhar

o simpósio em direto através de

live streaming. Quem esteve, ia seguindo,

também, o colóquio em tempo real através

da página de Facebook do Jornal das

Oficinas. Tal como as questões colocadas

aos oradores e as avaliações efetuadas

ORGANIZAÇÃO:

O evento foi

acompanhado, em direto,

através da página de

Facebook e live streaming

1

2

3

4

5

mais 50% do que no primeiro simpósio,

realizado em 2014), 16 oradores internacionais

e uma maratona de oito horas

de debates, esta segunda edição, que

teve lugar no Centro de Congressos do

Estoril, no passado dia 18 de março, elevou

a fasquia e marcou um ponto de

viragem no que às ações dedicadas ao

aftermarket diz respeito.

Moderado por Pedro Pinto, jornalista

da TVI, o 2.° Simpósio Ibérico Aftermarket

IAM teve início com o discurso de boas-

-vindas levado a cabo pelos dois anfitriões:

João Vieira, diretor do Jornal das

Oficinas, e Miguel Angel Prieto, diretor

da revista Autopos. Nada menos do que

seis painéis, um período de debate na

parte da manhã, uma apresentação levada

a cabo pelo patrocinador diamante

(Euro Tyre) e uma mesa redonda na parte

da tarde, compuseram o programa das

festas. Onde não faltou coffee break, almoço

e networking, para além, claro, de

trocas de impressões e de momentos de

quer aos discursantes quer ao evento,

facto só possível graças à solução izi-

Conference. E nem a tradução simultânea

para português, espanhol e inglês

faltou. Ao longo do dia, multiplicaram-

-se os elogios e as felicitações pela organização

deste evento de elevada

magnitude. Houve até quem tivesse

perguntado já pela próxima edição. O

Jornal das Oficinas está em condições

de adiantar que será em março de 2018.

Os “desejos” dos players do aftermarket

são sempre ouvidos.

6

1 Foram muitos os participantes

que encheram o auditório do

Centro de Congressos do Estoril

2 O simpósio foi o ponto de

encontro dos profissionais do

setor 3 João Vieira (diretor do

Jornal das Oficinas) abriu a

cerimónia, na presença de Miguel

Angel Prieto (diretor da revista

Autopos) 4 Sadhna Monteiro (à

esq.), da Liqui Moly, com Raquel

Marinho, da Bosch Car Service 5

Hartmut Röhl no flash interview 6

Pausa nos trabalhos para almoço

6

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2016


08

Jornal das Of icinas

Evento

1.° PAINEL

A voz do aftermarket independente

“Hoje, a cadeia de

valor do aftermarket

independente contempla

3,5 milhões

de colaboradores”

HARTMUT RÖHL, FIGIEFA

O

1.° painel do simpósio foi subordinado

ao tema “Evolução da

Regulamentação do Pós-Venda

Automóvel e Impacto da Telemática no

Setor da Reparação”. E teve como orador

nada mais nada menos do que a voz

do aftermarket independente.

Hartmut Röhl, presidente da

FIGIEFA (International Federation

of Automotive Aftermarket

Distributors),

começou por fazer uma

retrospetiva deste organismo.

Fundada em 1956,

a FIGIEFA é a federação internacional

dos distribuidores

independentes do

pós-venda automóvel. Como o próprio

fez questão de frisar, “a associação foi

criada ainda antes da União Europeia.

No início, começou por ser um grupo

de amigos e, hoje, é a voz do aftermarket

independente”. A FIGIEFA contempla 20

membros europeus e mais de 30.000

empresas que operam no comércio de

peças, componentes e acessórios automóveis,

dando emprego a 375.000 pessoas.

É ela quem defende os interesses

dos seus associados perante as instituições

europeias e internacionais. O seu

papel é monitorizar e acompanhar

a criação de projetos-lei, com

o intuito de assegurar uma

concorrência livre e efetiva

no setor.

Hoje, a cadeia de valor

do aftermarket independente

contempla 3,5

milhões de colaboradores,

distribuídos por mais

de 500.000 empresas. Depois

de ter revelado que o

setor automóvel é, depois do imobiliário,

o mais importante para os consumidores,

Hartmut Röhl deu conta que o ramo

automóvel é dos mais regulados do

mundo. Facto a que não é alheio o Block

Exemption Regulation (BER), que trouxe

liberdade de escolha e concorrência

efetiva. No caso concreto da telemática,

à semelhança do que acontece com o

direito à reparação (o consumidor é livre

de escolher onde quer que o seu veículo

seja intervencionado sem perder a garantia

do fabricante), também o direito

à informação do veículo e com quem o

proprietário a partilha deve ser decisão

deste. “A FIGIEFA está a fazer tudo para

que o acesso à informação dos veículo

esteja acessível ao aftermarket independente

e não apenas aos construtores de

veículos”, concluiu.

2.° PAINEL 3.° PAINEL

A Internet no centro do mundo

250 M de veículos conectados em 2020

THOMAS SCHIEUX, ICDP

DAVID WINTER, TecAlliance

Foi o segundo orador a entrar em

cena. Thomas Schieux, diretor do

ICDP (International Car Distribution

Programme) em França, centrou

o seu discurso na “Análise e Tendências

do Aftermarket na Europa”. Não sem

antes revelar que o ICDP nasceu há

quase 20 anos. Para, depois, revelar

dados do aftermarket: “Entre 2009 e

2012, a manutenção e reparação automóvel

registou uma quebra na Europa,

à exceção do Reino Unido, que

cresceu durante esse período (1% em

volume e 3% em valor)”. Segundo

Thomas Schieux, desde 2008 que o

aftermarket independente tem vindo

a melhorar a sua posição, apesar da

magnitude da mudança variar entre

os mercados. Espanha foi o país que

evidenciou o ganho mais substancial.

E o futuro do aftermarket, o que lhe

reserva? Thomas Schieux não é

especialista em futurologia

mas arrisca uma previsão:

“No ano de 2020, a reparação

e manutenção

deverá diminuir na Europa,

em média, cerca de

8% em termos de volume,

esperando-se que caia

menos em termos de valor”.

Interessante é o facto de os players

independentes ocuparem uma posição

de líderes na maioria dos países

da Europa Ocidental, tendo vindo a

melhorar a sua posição em todos os

territórios desde 2008. E o número de

oficinas independentes cairá 4,7% em

2020 (das 124.000 em 2012 para

115.000) no conjunto de seis países

da União Europeia (França; Alemanha;

Itália; Holanda; Espanha; Reino Unido).

Algo de que o segundo orador do

simpósio não tem dúvidas é de que

as ferramentas online estão a influenciar

o comportamento do cliente de

forma significativa. Aliás, grande parte

deles já não dispensa a Internet antes

de adquirir um veículo ou fazer a sua

escolha de serviços. O caso mais emblemático

é o dos pneus, com mais

de 60% a confessar que, em 2015, já

comprou ou pesquisou estes componentes

no mundo cibernauta. Só depois

aparecem os serviços de peças,

os acessórios e as peças de reparação.

Em suma, o ICDP entende que existe

potencial para uma mudança disruptiva

no aftermarket nos anos vindouros,

graças ao aumento

da concorrência entre o

setor independente e as

redes afetas aos construtores

de veículos.

David Winter, TecAlliance Costumer

Management, abordou o

tema das “Oportunidades de

Negócio com as Novas Tecnologias”,

naquele que foi o terceiro painel do

simpósio. E como neste tipo de eventos

é usual fazer-se uma apresentação

da estrutura que os oradores representam,

também David Winter não

deixou de falar sobre a TecAlliance:

“Tornou-se legalmente efetiva em

2013 e passou a ser uma fusão de três

soluções (TecCom; TecDoc; TecRMI).

Hoje, são quatro, uma vez que integra,

também, a Headline”. Analisando a

TecAlliance ao pormenor, podemos

referir que o TecCom contempla 260

fornecedores, abrange 20.000 distribuidores

e atinge os 240 milhões de

euros por ano em transações. Já o

TecDoc, integra 600 marcas, cinco

milhões de peças e 3,5 milhões de

utilizadores. Quanto ao TecRMI, inclui

60.000 oficinas, 230.000 planos de

serviço, 900.000 manuais de reparação,

6,5 milhões de dados técnicos e 21,5

milhões de horas laborais. O Headline,

apesar de muito recente,

integra dados do parque

automóvel de 75 países,

só para citarmos um

exemplo.

Segundo destacou David

Winter, “os veículos

comunicantes são, hoje,

uma realidade. Em 2020,

250 milhões de veículos conec-

tados estarão a circular nas estradas,

o que equivalerá a um mercado de

170 mil milhões de euros. “Todos os

veículos novos que serão lançados no

mercado têm ou terão aptidões para

circularem sozinhos”, destacou o

mesmo responsável. Que, de seguida,

revelou um estudo levado a cabo pela

McKinsey, intitulado Connected Car

Consumer Survey 2014. De acordo

com ele, em 2015, 56% dos consumidores

já tinha ouvido falar dos veículos

conectados. No final da sua

intervenção, o Costumer Management

da TecAlliance deu conta que 78% dos

condutores esperam no futuro informações

sobre segurança, 71% experiência

de condução otimizada, 66%

diagnóstico do veículo em tempo real

e 55% infoentretenimento.

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09

4.° PAINEL

O futuro é hoje... e já está atrasado

BEN SMART, TRW

Se houve mensagem que transitou

pelos vários painéis do simpósio

foi a de que, no aftermarket

(como noutras áreas), o futuro não é

amanhã. Mas hoje. Ben Smart, diretor

de marketing da Divisão Global de

Peças e Serviço da TRW, foi o orador

do 4.° painel do Simpósio Ibérico Aftermarket

IAM e um dos mais expressivos

do evento. Numa intervenção

intitulada “Como a Telemática vai

Influenciar o Aftermarket”, o

responsável salientou que

aquilo que considera uma

evidência. “A telemática é

uma oportunidade para

o aftermarket crescer”,

disse o orador.

Segundo Ben Smart, já

não estamos numa altura em

que possamos falar em “carros

do futuro”, mas sim em “carros de hoje”.

E ilustrou com o seguinte número. “Os

veículos têm, atualmente, 100 milhões

de dispositivos de códigos de software

incorporados”, o que constitui, garantiu,

“um grande desafio para o setor”,

que terá de estar “preparado para

reagir”. Algo que, no seu entender,

“ainda não está”.

As empresas do aftermarket até podem

estar convencidas de que estão

a fazer tudo quanto podem, mas Ben

Smart fez questão de distinguir aquilo

que é a “realidade” e (a sua) “perceção”.

“Nem sempre são iguais”, sustentou

o responsável da TRW. A solução será

antecipar os passos.

A título de exemplo, contou o

caso da empresa Blockbuster,

que recusou adquirir a Netflix

numa altura em que

esta ainda valia apenas

1,5 milhões de dólares.

Atualmente, é já um verdadeiro

império no que

respeita ao “cinema em

casa”. Aos profissionais do

aftermarket presentes no

evento, Ben Smart lançou vários pontos

para reflexão. “Em 2025, 100% dos

carros estarão conectados”, disse. E

acrescentou: “Em 2035, 75% dos carros

serão autónomos”. Mas não é necessário

ir tão longe. “Hoje, 30% dos veículos

que circulam nas cidades

europeias andam à procura de estacionamento”.

Por outras palavras, “haverá

a necessidade de “comunicar com

as cidades”, o que, por si, cria muitas

oportunidades de negócio, além dos

benefícios em termos de “tempo, ambiente

e infraestruturas”, salientou. O

desafio, para Ben Smart, é saber como

irá o aftermarket “responder” a esta

realidade.

1 Pedro Pinto, jornalista da TVI, esteve

bastante ativo 2 A ANECRA fez-se

representar por João Patrício (à esq.)

e Jorge Neves da Silva 3 Hélder Pedro,

secretário-geral da ACAP

2

1

3

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10

Jornal das Of icinas

Evento

Euro Tyre:

Patrocinador

Diamante

A Euro Tyre foi o único Patrocinador Diamante do 2.° Simpósio

Ibérico Aftermarket IAM. Como tal, mereceu especial atenção.

Por isso, Manuel Félix, diretor-geral da empresa, usou da

palavra ainda durante o período da manhã. O responsável

começou por fazer uma retrospetiva da companhia, presente

em Portugal desde 2007, enquadrando-a com a sua história

no Grupo Pon.

O mesmo responsável destacou alguns dados da Euro Tyre

no mercado português: cinco pontos de distribuição, mais de

43 funcionários, 183 mil pneus em stock e mais de 3.800 oficinas

como clientes. Em 2015, a empresa lançou-se, recorde-se,

no universo da peças. A presença da Euro Tyre neste evento

serviu ainda para enfatizar a representação da Motaquip no

nosso país. Uma marca com mais de 10 mil referências e que

permitirá dar resposta a perto de 80% das necessidades das

oficinas em matéria de peças.

1

1 A Olipes, um dos patrocinadores de ouro

do simpósio, marcou presença animada

logo à entrada do auditório

1

2

3 Hartmut Röhl (à direita) responde a uma

pergunta formulada pelo público

4 Joaquim Candeias, da DPAI, à conversa

com Dário Afonso, da ACM (à dta.)

4

6

2

3

2 Manuel Félix, diretor-

-geral da Euro Tyre, durante

a sua intervenção

5 O portal izigo aproveitou

o evento para dar a

conhecer os seus serviços

5

iziConference:

interação com a plateia

Nunca o Simpósio Ibérico Aftermarket IAM

organizado pelo Jornal das Oficinas e pela revista

Autopos tinha atingido tal patamar de evolução.

Facto que não teria sido possível, diga-se em

abono da verdade, sem a presença do nosso

parceiro oficial nesta inovação: iziConference.

Foi através desta solução interativa para conferências

que os participantes puderam interagir

com os oradores, bem como avaliar a prestação

destes e do próprio evento. Através de um código

QR que foi facultado aos participantes no welcome

desk, momentos antes do início do simpósio,

os participantes, a partir do seu smartphone

ou tablet, colocaram questões aos oradores. O

jornalista Pedro Pinto foi quem, depois, selecionou,

direcionou e traduziu as perguntas. O número

de questões colocadas superou as

expectativas.

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Evento

250

cafés consumidos

16

oradores

8

385

participantes

horas de

intervenções

20

entrevistas

realizadas

6

painéis de debate

348

almoços servidos

14

827

37.000

visualizações em

live streaming

pessoas alcançadas

no Facebook

patrocinadores

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5.° PAINEL A última parte do simpósio incluiu, não uma, mas seis (pequenas) mesas redondas,

protagonizadas por três oradores portugueses e outros tantos espanhóis

Filtros estiveram

em destaque no simpósio

LUCA BETTI, UFI Filters

No quinto painel do simpósio,

Luca Betti, diretor de negócio

aftermarket da UFI Filters, debruçou-se

sobre as diferenças entre

peças de origem vs peças aftermarket

(qualidade equivalente). Primeiro, para

dar conta das normas europeias que

as definem e que estabelecem as diferenças

entre os “dois lados da barricada”.

Casos do Regulamento CE n.°

1400/2002 da Comissão, de 31 de

julho, e do Regulamento UN n.°

461/2010 da Comissão, de 27 de maio.

Depois, para explicar o processo de

desenvolvimento dos componentes

OE, mais concretamente, dos filtros.

E fez revelações curiosas. Não sem

antes realçar que “em função dos construtores

de veículos e dos seus

modelos, são fornecidos ou

‘sistema inteiro’ ou apenas

o filtro”. Mais: o mesmo

responsável revelou que

a UFI foi o primeiro fabricante,

corria o ano 2000,

a encontrar uma solução

de filtragem para os motores

Diesel common rail,

Miguel Angel Gavilanes, diretor

de redes de oficinas da

Bosch, Robert Bosch GmbH,

foi o orador do 6.° painel do simpósio,

abordando o tema dasOficinas Auto

2020”. O responsável deu início à sua

intervenção explicando a história da

revolução digital no universo do aftermarket.

Para Miguel Angel Gavilanes,

“o futuro, num mundo conectado,

passa por estar inserido em rede.

Conforme disse, apenas assim as oficinas

conseguirão evoluir. Ou seja, a

forma de chegar ao cliente será totalmente

diferente da que tem sido no

passado. Mas atenção: “por detrás da

telemática, estará sempre a oficina”.

Mas haverá ainda um longo caminho

a percorrer por muitas oficinas. Desde

logo, na valorização desta “evidência”.

Segundo dados relativos ao mercado

espanhol, apresentados por Miguel

Angel Gavilanes, apenas 18%

das oficinas contactadas

respondeu “sim” a uma

simples questão sobre a

Telemática: “Estaria interessado

em ter uma aplique

foram criados pelo Grupo Fiat,

tendo, mais tarde, passado à Bosch

para o pôr em prática o processo de

industrialização.

Luca Betti avançou mesmo com alguns

números sobre o tempo que

demora a conceber uma peça de origem.

Sem perder o foco nos filtros. O

processo de desenvolvimento de um

filtro novo demora entre 36 a 48 meses

até estar terminado, dos quais, 18

a 30 meses são trabalhos prévios à

entrada nas linhas de produção”, destacou

o diretor de negócio aftermarket

da UFI Filters. E revelou um vídeo no

qual foi possível observar os centros

de inovação da marca que representa

e as avançadas ferramentas de análise

laboratorial que fazem parte do processo

de desenvolvimento dos filtros.

Através dos dispositivos, a audiência

pôde ficar a conhecer a evolução dos

componentes de filtragem de UFI,

desde o ano 2000 até ao presente.

Além de novas soluções que

estão a ser desenvolvidas

para construtores alemães,

casos da BMW e

Mercedes-Benz.

Uma vez mais, o equilíbrio

das intervenções

imperou. Pedro Pinto

moderou o debate sobre

os temas da manhã

6.° PAINEL

A oficina por detrás da Telemática

MIGUEL ANGEL GAVILANES, Bosch

cação desta natureza para receber

informações dos carros e dos seus

clientes?”...

Miguel Angel Gavilanes, da Bosch,

adiantou ainda que a conectividade

obriga, cada vez mais, a uma maior

eficiência da parte das oficinas. No

caso da rede Bosch, sublinhou, o objetivo

é que estas obtenham, no dia

a dia, “toda a informação possível

sobre os veículos dos clientes”. Até

porque estes evoluíram muito. Atualmente,

estes tem um carácter “universal”

e estão presentes na Internet de

uma forma ativa, influenciando,

eles próprios, “o mercado”.

Miguel Angel Gavilanes

terminou a sua participação

garantindo que as

oficinas que queiram

triunfar, nos próximos

tempos, terão de assumir

uma “visão mais empresarial”

do seu negócio.

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Jornal das Of icinas

Evento

Primeiros passos

Parceiros retalhistas

Novas oportunidades

PEDRO BARROS

CEO da TIPS4Y

“Aproveitava para abordar as tendências

de consumo, antes de mais. Se olharmos

para a geração milénio, pessoas que têm,

hoje, entre 18 e 30 anos, veremos que

serão elas a ditar as tendências do futuro.

Os consumidores querem estar conectados.

E nós temos, de alguma forma, de

responder a isso. Nos EUA, hoje, o critério

mais importante na escolha de um veículo

é a conectividade, com 39%. A conectividade,

num espaço relativamente curto

de tempo, vai proporcionar não só um

conjunto de novas oportunidades, mas

vai ser algo que será extremamente influenciador

no negócio aftermarket e em

muitos outros. A conectividade tem o

objetivo de criar conforto ao condutor“.

Competição séria

MIGUEL ANGELO CUERNO

Presidente da ANCERA

“Penso que a conectividade não vai mudar

grande coisa nos modelos de negócio

atuais. Hoje, o mercado é um, a partir

de amanhã estará todo conectado. Mas

admito que possa ser mais difícil ao setor

independente lidar com a conectividade,

pois requer preparação e capacidade

técnica. Por outro lado, creio que é difícil

ao aftermarket independente competir

com as marcas, embora estas tenham, a

pouco e pouco, de começar a libertar

informação sobre os veículos, até pelo

trabalho que está a ser desenvolvida

pelas instâncias europeias”.

JOAQUIM CANDEIAS

Presidente da DPAI

“Creio ser prematuro falar naquilo que

as novas oportunidades em relação à

conectividade e à automação da condução

podem trazer. Existem, de facto, estamos

a dar os primeiros passos. Uma

coisa é termos acesso à informação

quando falamos de aftermarket independente.

Outra, é conseguir mapear esta

informação, de modo a que ele chegue

a todos os agentes do aftermarket independente

para se tornar, de facto, numa

oportunidade. Elas vão surgindo, mas é

necessário modificar muita coisa. Desde

logo, mentalidades. Assim como transformar

todo o negócio que, hoje, existe“N.

Mudança obrigatória

IVÁN BLANCO FERNÁNDEZ

Network Developer Delphi Product & Service

Solutions

“Até há pouco tempo, os veículos deslocavam-se

às oficinas apenas quando tinham

uma avaria. Agora, com a

telemática, o modelo de negócio muda

de paradigma. E vai obrigar o aftermarket

independente a efetuar mudanças. Como,

por exemplo, estar preparado para intervencionar

modelos sem a tradicional ficha

OBD. A Delphi já dispõe de soluções

preparadas para o chamado plug & play

da nova geração de veículos que já estão

disponíveis no mercado. O setor independente,

acredito, está a preparar-se

para lidar com esta nova realidade e o

apoio de que necessita vai chegar”.

A força do multimarca

FREDERICO ABECASSIS,

Country Manager da Hella Portugal

“Hoje, existem muito mais vendas online

do que aquilo que possamos pensar (...).

A grande força do aftermarket é o multimarca.

Temos de fazer disso a nossa

vantagem competitiva. O aftermarket

sempre se adaptou às várias mudanças

tecnológicas dos automóveis”.

Globalizar, pois então

LUÍS TARRÉS,

Conselheiro-delegado do Grupo Serca

“Culturalmente, é difícil criar sinergias

entre os mercados português e espanhol.

É preciso globalizar a Península Ibérica.

Os fabricantes, as estruturas, os distribuidores

e as oficinas têm de ser globais”.

MARGARIDA PINA,

Diretora de Desenvolvimento Aftermarket do

Grupo Nors

“Os retalhistas independentes ainda têm

lugar no setor. No Grupo Nors, o retalhista

ainda tem uma dimensão muito grande

no mercado. Temos muitos parceiros

retalhistas. (...) Devemos olhar para as

tecnologias de outra forma, do ponto de

vista da eficiência de operações. Algo que

ainda nem sempre acontece”.

Unidos na guerra

DAVID ZAPATA,

Diretor-geral para Portugal e Espanha da Federal

Mogul

“Estes são tempos de riscos e oportunidades.

Sou otimista. Vamos conseguir.

Tanto os fabricantes como os distribuidores

têm de estar unidos e partilhar

informações”.

Associativismo vital

RICARDO VENÂNCIO,

Administrador da Autozitânia

“Andamos a apelar ao associativismo, mas

temos de olhar para o exemplo espanhol

e constatar que foi esse mesmo associativismo

que conduziu à redução das

margens de negócio. Até porque os fabricantes

passaram a vender diretamente

às oficinas, acabando, assim, com grande

parte da rede de retalho em Espanha”.

Recuperação à vista

FERNANDO CANTÍN,

diretor comercial da Brembo Espanha

“A redução da rentabilidade não é um

problema de Espanha ou de Portugal.

Todos cederam. É preciso otimizar para

salvar a rentabilidade. A pouco e pouco,

os grandes armazéns em Portugal estão

a encontrar soluções para os problemas”.

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Atualidade

Peças de origem vs peças equivalentes

Diferentes entre iguais

› O tema, ainda que não seja novo, continua a suscitar dúvidas e a gerar confusão no mercado. Afinal,

o que são peças de origem e peças equivalentes? O que diferencia umas das outras? O Jornal das

Oficinas recorreu a quatro especialistas para lhe explicar tudo sobre esta matéria

Por: Bruno Castanheira

Peças, há muitas. Para todos os gostos,

de todas as formas e destinadas

às mais diversas aplicações. Existem

peças para ligeiros e peças para

pesados. Peças de origem e peças equivalentes.

E se quisermos alargar ainda

mais o espectro, teremos de mencionar

que existem peças usadas e peças reconstruídas.

Não deixam todas de ser

peças, é um facto, mas cada grupo “joga

no seu campeonato” e não aprecia “misturas”.

Tanto mais, que existe um mercado

bem definido para cada tipologia. Nesta

edição, com a ajuda de quatro especialistas,

centramo-nos nas peças de origem

e peças equivalentes. O tema não é novo,

mas continua a suscitar dúvidas e a gerar

confusão no mercado. Afinal, o que

diferencia umas das outras?

■ A PALAVRA AOS ESPECIALISTAS

Auto Delta, Autozitânia, Ferdinand

Bilstein Portugal e TRW Automotive Portugal.

Eis os especialistas que nos ajudarão

a explanar o tema das peças de

origem e peças equivalentes. Por isso,

passemos-lhes a palavra. Começando,

claro, pela única presença feminina neste

artigo: Raquel Rodrigues. Questionada

sobre se considera que o mercado está

bem informado e sabe quais as diferenças

entre peças de origem e peças equivalentes,

a coordenadora de marketing

da Ferdinand Bilstein Portugal afirma que

“parece haver alguma incongruência na

utilização dos conceitos, existindo, por

vezes, uma apropriação errada dos mesmos

para descrever os produtos disponibilizados

no mercado. Peças de origem

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perdeu-se, assim como o conhecimento

de todo o trabalho de desenvolvimento

e de competência de

fabrico da marca”.

Para Raquel Rodrigues, “peças sobressalentes

originais são apenas e só as

peças fabricadas de acordo com as

especificações e normas autorizadas

pelo construtor do veículo. Ou então

peças que tenham uma declaração

deste último em como foram fabricadas

segundo as suas especificidades

e normas de produção”. E diz mais:

“Relativamente às diferenças encontradas

entre peças de origem e peças

de qualidade equivalente, nem sempre

é óbvio. Até porque podem ter exatamente

o mesmo aspeto”.

SACHS é uma

marca da ZF

Imagem: ©APComunicação

■ OE, OES1, OES2...

Bem mais parco em palavras, Tiago

Domingos, do departamento de comunicação

da Auto Delta, considera

que “o mercado ainda não está totalmente

elucidado neste campo, mas a

evolução que se tem sentido nos últimos

anos tem sido bastante positiva,

tornando-se este num dos aspetos que

poderá tornar o mercado português

mais maduro”. Bastante diferente é a

abordagem de Pedro Díaz. O diretor

comercial da TRW Automotive Portugal

começa por ressalvar que, “em

primeiro lugar, é conveniente explicar

que peça de origem (peça OE) é a que,

originalmente, foi montada quando o

veículo saiu de fábrica. Esta pode ser

produzida pelo próprio construtor do

veículo ou por um fabricante de componentes

e sistemas, como, por exem-

21

A SACHS fabricou mais de

milhões

de Volantes

Bimassa

desde 1999 até agora

Tecnología comprovada para uma

ótima condução.

Volante Bimassa SACHS

• A SACHS é um dos principais fabricantes de volantes

bimassa a nível mundial.

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maiores coberturas do mercado.

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fácil consulta.

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e retalhistas.

são aquelas que os veículos trazem de

fábrica. Quanto a isso não parece haver

dúvidas. A ambiguidade começa

quando o assunto é relacionado com

peças de substituição”. Na opinião da

mesma responsável, tal facto “não é

de estranhar, até porque a estrutura

do mercado OE é menos complexa.

Para além de menos marcas, existem

menos níveis de venda do que no aftermarket

independente (IAM)”. E desenvolve:

“Quando a peça chega ao

cliente final, já passou por tantos intermediários

que o rasto da sua origem

plo, a TRW”. Depois, prossegue,

“existem peças com o logótipo do

construtor do veículo mas vendidas

nos concessionários de marca (peça

OES). Estas peças podem ser iguais às

OE mas, em muitos casos, apresentam

prestações ou características diferentes

das originais (OES1; OES2), cumprindo

sempre as especificações dos

construtores dos veículos. Em ambos

casos, a proveniência principal dessas

peças são os vários fabricantes de

componentes e sistemas, como, por

exemplo, a TRW”.

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Atualidade

bem informado acerca das diferenças

entre peças de origem e peças de qualidade

equivalente. Não tem uma noção

clara e não existe uma interpretação

uniforme da regulamentação existente

acerca destes diferentes tipos de peças”.

■ OPINIÕES DIVIDEM-SE

E para a lição ficar completa, Pedro Díaz

refere que “por fim, existem todas as

peças vendidas no mercado independente

(aftermarket IAM), que provêm

dos vários fabricantes independentes de

componentes ou sistemas. Estas podem

ser exatamente as mesmas peças que

estão nos outros canais (OE ou OES), mas

apresentam uma caixa e uma marca diferente.

Existem, também, muitas outras

marcas que, apesar de não estarem presentes

no canal OE ou OES, disponibilizam

para o aftermarket independente

peças de qualidade equivalente, que

apresentam características e prestações

semelhantes às exigidas pelos construtores

de veículos”. A fechar, o diretor

■ CERTIFICAR A QUALIDADE

E serão as ações para explicar as diferenças

a quem vende e compra peças

de substituição importantes? Raquel

Rodrigues, coordenadora de marketing

da Ferdinand Bilstein Portugal, afirma

que “uma vez que qualquer empresa

pode, a qualquer momento, começar a

produzir peças, é necessário que possa,

também, a qualquer altura, comprovar

que as peças em questão correspondem

à qualidade dos componentes que são

ou foram utilizados para a montagem

dos veículos em causa, tal como refere

o Regulamento (CE) N.° 1400/2002”. De

acordo com a mesma responsável, “uma

das mais importantes ações a serem levadas

a cabo é, em primeiro lugar, ter-se

a certificação de qualidade e conseguir

demonstrar que os componentes das

peças de qualidade equivalente correspondem

aos das peças originais”. Depois,

faz uma comparação curiosa: “Comprar

uma peça no IAM é como comprar um

iogurte. Pode optar-se pelo mais barato.

Porém, para fazer uma compra informada

Legislação existe há vários anos

Maior divulgação precisa-se

Os direitos e deveres da oficina de

reparação independente e da oficina

autorizada, assim como os direitos

dos distribuidores independentes e

autorizados e os dos construtores de

veículos, encontram-se consagrados em

dois regulamentos: o CE n.° 1400/2002

da Comissão, de 31 de julho, e o UN n.°

461/2010 da Comissão, de 27 de maio.

O primeiro é relativo à aplicação do n.°

3 do artigo 81.° do Tratado a certas categorias

de acordos verticais e práticas

concertadas no setor automóvel. O

segundo é relativo à aplicação do artigo

101.°, n.° 3 do Tratado sobre o funcionamento

da União Europeia a certas

categorias de acordos verticais e práticas

concertadas no setor dos veículos

automóveis. Estes documentos clarificam

(ou pretendem clarificar...) o que

são peças sobressalentes originais e o

que são peças sobressalentes de qualidade

equivalente. São artigos, alíneas

e parágrafos que nem sempre são de

fácil compreensão e que ainda passam

algo despercebidos no mercado.

comercial da TRW Automotive Portugal,

esclarece que “apesar destes diferentes

tipos de peças existentes no mercado,

vulgarmente denomina-se por peça de

origem uma que é vendida com a marca

(caixa) do construtor do veículo. E todas

as outras por peças aftermarket ou de

qualidade equivalente. A maioria dos

profissionais do setor sabe perfeitamente

identificar as várias diferenças e semelhanças

entre peças fornecidas nos vários

canais de distribuição, seja na rede oficial

de concessionários e distribuidores de

marca, seja no mercado independente

(distribuidores e oficinas)”.

Já Flávio Menino, marketeer da Autozitânia,

defende que “o mercado não está

e esclarecida, é necessário ler o rótulo e

comparar. Com as peças, acontece o

mesmo. É necessário conhecer a marca,

porque é esta que garante a qualidade

e a garantia das peças. Se o pressuposto

principal do IAM é a disponibilização de

peças a um preço mais baixo face à origem,

é preciso conhecer-se o que se está

a comprar, porque mais barato será sempre.

O preço não deveria ser o único

parâmetro a ter em consideração na

tomada de decisão. Conhecer a marca e

as suas competências é essencial para

se tomar a decisão certa”.

■ ESCLARECER É ESSENCIAL

Tiago Domingos, do departamento de

comunicação da Auto Delta, afirma apenas

que “a principal ação que um distribuidor

pode fazer, em estreita articulação

com os fabricantes, é proporcionar formação

técnica permanente que possa

esclarecer todos os parceiros. A Auto

Delta vê este ponto como essencial e

orgulha-se disso”. Por seu turno, Pedro

Díaz é da opinião que “as peças devem

diferenciar-se pela qualidade e durabilidade

que apresentam. E não pelo tipo

de caixa onde são embaladas. A maioria

dos consumidores finais não tem conhecimento

relativo à proveniência dos

componentes presentes na sua viatura.

Mas os profissionais do setor devem

saber e aconselhar os consumidores finais

sobre as várias diferenças de produtos

disponíveis no mercado”.

Por outro lado, o diretor comercial da

TRW Automotive Portugal defende que

“no seio dos profissionais do setor, no

passado existia a crença de que as peças

com a chancela do construtor do veículo

tinham mais qualidade do que as vendidas

no mercado independente. Mas,

hoje, os profissionais estão mais informados

e sabem perfeitamente que a

maioria das chamadas ‘peças de origem’

são concebidas pelos mesmos fabricantes

que apresentam, muitas vezes, os

mesmos produtos no mercado independente,

mas com a sua própria marca”.

Ainda assim, conclui, “continua a ser

necessário explicar a algumas oficinas e

consumidores finais que uma peça de

qualidade equivalente pode ter tanta

qualidade como uma peça de origem.

Ou uma peça com “caixa de origem”.

Flávio Menino, marketeer da Autozitânia,

considera que “campanhas de informação

podem ser ações importantes de

serem realizadas, de forma a esclarecer

aos diferentes intervenientes no mercado

a diferença entre peças de origem e peças

de qualidade equivalente. É muito

importante que haja esclarecimento

acerca da diferença entre estes dois tipos

de peças. Para que os regulamentos

existentes, que, efetivamente, não são

muito claros, não sejam mal interpretados

e para que todos os intervenientes

se guiem pela mesma linha orientadora”.

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20

Jornal das Of icinas

Evento

expoMECÂNICA 2016

Não há duas sem três

› A 3.ª edição da expoMECÂNICA tem todos os ingredientes para conquistar os profissionais do

aftermarket, entre 15 e 17 de abril. O Jornal das Oficinas marcará, uma vez mais, presença com um

stand e um bar, onde receberá os seus parceiros e amigos

Por: Jorge Flores

Está tudo a postos para a realização

da 3.ª edição do Salão expoMECÂ-

NICA. E se é verdade que não há

duas sem três, os organizadores do

evento estão convictos de que o terceiro

será mesmo o melhor de todos. Os números

ajudam a explicar o otimismo. A

adesão foi massiva e o espaço ficou esgotado

dois meses antes da abertura de

portas. No seu conjunto, serão 162 expositores

a participar, entre os quais 20

empresas internacionais, naquele que é

o maior registo de sempre desde a criação

da expoMECÂNICA, em 2014.

Para os participantes, o interesse é evidente.

Durante dois dias, nos pavilhões

da Exponor, em Matosinhos, concentra-

-se todo o tecido empresarial do aftermarket.

De tudo um pouco será possível

encontrar relacionado com o pós-venda:

peças e sistemas automóveis, serviços

de manutenção e reparação, acessórios

e personalização de veículos, tecnologia

de informação, estações de serviço e

lavagem. E muito mais. Nada ficará de

fora neste certame nortenho.

Uma oportunidade de ouro para as

empresas do setor revelarem os seus

produtos e serviços, para se inteirarem

do trabalho dos outros. E ainda para

estabelecerem muitos contactos profissionais

com parceiros (e potenciais parceiros...),

fundamentais, hoje em dia, para

um negócio bem-sucedido.

José Manuel Costa, diretor da

expoMECÂNICA, acredita no sucesso

da 3.ª edição do certame da Exponor

Refira-se que o número de expositores

cresceu já cerca de 55,7% relativamente

à sua primeira edição.

Segundo adiantou ao nosso jornal José

Manuel Costa, diretor da expoMECÂNICA,

a procura tem sido tanta que a organização

se viu obrigada a “imprimir mais

convites”. Na sua perspetiva, “as empresas

estão muito organizadas. E a expetativa

é enorme”.

n NOVIDADES HÁ MUITAS...

O cartaz de eventos para a edição de

2016 contempla inúmeras novidades

relativamente ao ano passado: demonstrações,

conferências e workshops. E um

reforço significativo naquilo que tem sido

Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

21

o grande propósito da organização, tal

como avançou José Manuel Costa. “Continuar

a debater e a analisar os principais

temas da atualidade. O foco continuará,

naturalmente, nas apresentações das

novidades, com demonstrações in loco,

apoiadas pelo saber técnico de especialistas,

pois entendemos que transportam

um dinamismo acrescido à 3.ª edição do

nosso certame”.

A nova edição do DEMOTEC by Schaeffler

levará ao fórum da feira as matérias com

real interesse para os prossionais do setor.

O responável do certame acredita

que esta iniciativa vá ter lotação esgotada,

à semelhança do sucedido na edição

anterior.

Em estreia, e também com garantia de

casa cheia, estará o expoTALKS, iniciativa

que decorrerá num auditório montado

no recinto da própria feira e que acolherá

Stand do Jornal das Oficinas

Bar das oficinas está de volta

Depois do sucesso do Bar das Oficinas na expoMECÂNICA

do ano passado, no nosso próprio stand, ficara a promessa

de repetir a receita na 3.ª edição do certame. Palavra

dada, palavra cumprida. Durante os dias 15 a 17 de abril,

toda a equipa do Jornal das Oficinas estará presente, de

braços abertos e copo na mão, para um momento de convívio

com os seus parceiros e amigos do mundo do aftermarket.

Quem comparecer no meeting point, poderá fazer

networking, num ambiente descontraído. E já que, ao longo

do ano, promovemos, nas páginas do nosso jornal, um

concurso para encontrar o “Melhor Mecatrónico 2016”, os

profissionais deste ramo que nos visitarem terão oportunidade

para ficar ficarem a conhecer as útimas tendências

e ferramentas relacionadas com a sua atividade. A ATEC

estará representada no stand e disponível para esclarecer

todas as dúvidas que surjam aos interessados.

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22

Jornal das Of icinas

Evento

diversas palestras com alguns dos mais

importantes nomes da mecânica automóvel,

da mecatrónica e do aftermarket.

Destaque ainda para a realização do Pit

Stop by Gonçalteam, uma ação inédita e

que premiará a perícia e a rapidez dos

visitantes da expoMECÂNICA.

n DESTAQUE À INOVAÇÃO

Esta terceira edição da expoMECÂNICA

terá ainda um carácter de inovação relacionada

com o pós-venda automóvel.

Destaque, neste particular, para a presença

de duas áreas especiais. A primeira,

responsabilidade da AssVolt, que apresentará,

durante o certame, o modelo

final de uma solução tecnológica que

permite aliviar a fatura energética e a

pegada ecológica das empresas que,

segundo expressão dos responsáveis da

empresa, “têm a (pesada) logística rodoviária

às costas”. Referimo-nos ao modelo

Wetruck, um sistema elétrico criado pela

AddVolt, simples de usar e que, “para

inúmeros operadores económicos com

frotas de camiões ao serviço, mais parecerá

um autêntico ‘ovo de Colombo’

tecnológico”, refere a empresa em comunicado

oficial. A segunda novidade,

também no campo tecnológico, caberá

à WALcargo. A empresa engendrou uma

plataforma de pesquisa online destinada

a “esbater ainda mais as fronteiras entre

todos aqueles que, de uma forma moderna,

ágil e desmaterializada, querem

deslocar mercadorias globalmente (por

via marítima, aérea ou terrestre) e contratar

quem oferece o transporte melhor

adaptável à medida das especificidades

do serviço em causa, maximizando, assim,

a oferta e a procura dos vários intervenientes”,

sublinha fonte da empresa.

Ambos os projetos estarão em evidência

na expoMECÂNICA, especificamente

no novo “Espaço UP Innovation”, uma

iniciativa que contou com a parceria da

UPTEC – Parque de Ciência e tecnologia

da Universidade do Porto.

Lista de expositores*

A relevância de um evento mede-se pela quantidade e pela qualidade dos participantes. Aqui fica a lista das empresas presentes na expoMECÂNICA, entre 15 e 17 de abril

A. VIEIRA

ACAP

ACTIVEX

AFN

ALIDATA

ALTARODA

AMPER

ANECRA

ANTRAM

ARAN

ASTRA/ALTARODA

AUTO BARROS ACESSÓRIOS

AUTO ELECTROCHIPS

AUTOMATIC CHOICE

AUTOMOCIÓN ORYX PARTS

AZ AUTO

BAHCO

BOLAS

BOSCH

B-PARTS

CADUTI

CARDINAIS

CARF

CARTRACK

CEPRA

CETRUS

COMETIL

CONIEX

CONVERSA DE MÃOS

CRPB

CUCO AUTOGÁS

DEKRA

DISPNAL

DISTRILUBE

DOMINGOS & MORGADO

ECORPARTS/FAFE DIESEL

ENDAL

ENGANCHES ARAGON

EQUIASSISTE

ESCAPE FORTE

ETICADATA

EUROFILTROS

EUROMÁQUINAS HISPANIDAD

EUROTAX

EUROTRANSMISSÃO

EUROTRANSPORTE / EUROTRANS-

PORTE TV

EUROTYRE

FILOURÉM

FÓRMULA EP3

FUSELCAR

GALUSAL / GRUPO SALCO

GAMOBAR

GESTGLASS

GLOBALUBE

GONÇALTEAM

GONDOCHAVES

GRUPODER

GT ALARM

GTA SOLUTION

HELDER MÁQUINAS

HISPANOR

IMPORFASE

IMPREFIL

INFORAP

INFORTRÓNICA

INTERESCAPE

INTERMACO

IVEPEÇAS

JABA

JAO COMPONENTES USADOS

JAP

JAPOPEÇAS

JCM CONSULT, SOC. UNIP. LDA

JESUS & BATISTA

JF

JORNAL DAS OFICINAS/REVISTA

DOS PNEUS

JP TOOLS

LEATRONIC

LEONET SERVIS

LUSILECTRA

LUSOCHAVES

MACOS

MASTERFLOW

MASTERGÁS

MASTERSENSOR

MAXOLIT

McNUR

MCOUTINHO

MEGAMUNDI

MERPEÇAS

MGM – MANUEL GUEDES MARTINS

MORAIS & CÂMARA

MOVICONTROL

MTM – MOTORMÁQUINA

NEOCOM

NEWCAR

NORBAT

NORSIDER

NOVATRÓNICA

OCEAN FORMULA TURBO

PC&C – PINTO DA COSTA & COSTA

PETRONAS

POLIBATERIAS

PRIORIDINAMIC

PRO4MATIC

PROVMEC

READAPT

REDE INNOV

REVISTA POS VENDA

REVISTA TURBO OFICINA/

PESADOS/PNEUS

RODRIBENCH

ROR – RETIFICADORA OLIVEIRA

RODRIGUES

RPL CLIMA

RSF

RUBBER VULK

RUBETE

SAFAME COMERCIAL

SCHAEFFLER

SEEPMODE

SOUSA DOS RADIADORES

SPARKES & SPARKES

STAND VIRTUAL / OLX

STAR EXTRAS LINE

TACHOROSETE

TACOFROTA

TECH PARTS TRADING

TECNIAMPER

TECNIVERCA

TECWASH

TIPS4Y

TOP TRUCK

TRACTORMINHO

TRANSPORTES EM REVISTA

TRODMAN

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24

Jornal das Of icinas

Ordem do dia

Comunicação e gestão de conflitos

Encontro de vontades

› Os conflitos são perspetivas pessoais ou crenças diferentes sobre

determinado assunto que se confrontam. Conotados como prejudiciais,

podem ser salutares quando bem geridos. A ACAP tem preparada uma

formação sobre esta temática, que tem na comunicação o cerne da questão

Prevista para os dias 27 e 28 de abril

de 2016, a formação subordinada

ao tema “Comunicação e gestão

de conflitos” será ministrada por João

Machado Santos, psicólogo e formador

da ACAP. Transversal a todas as posições

hierárquicas e aos 11 setores de atividade

representados pela Associação Automóvel

de Portugal, que está acreditada pela

DGERT (Direção-Geral do Emprego e das

Relações de Trabalho), esta ação pretende

desmistificar a ideia (generalizada) de

que os conflitos são prejudiciais. Estes,

quando bem geridos, podem ser salutares,

pois permitem estabelecer compromissos

de modo a permitir resolver

problemas de comunicação que estão

na génese destas ocorrências. Mas atenção:

os conflitos que se geram dentro

das organizações não estão, necessariamente,

relacionados com conflitos de

consumo. O facto de existirem conflitos

dentro das organizações não significa

que eles ocorram entre essas mesmas

empresas e os consumidores. Imagine

duas estradas que seguem em paralelo

e que nunca se cruzam...

Mas, antes de mais, o que são conflitos?

João Machado Santos, formador da ACAP,

esclarece: “São perspetivas pessoais ou

crenças diferentes sobre determinado

assunto que se confrontam. Não são

coisas más. Até é saudável que existam”.

Na opinião do nosso interlocutor, “os

conflitos dinamizam e potenciam soluções.

E são positivos quando bem geridos.

Mas são necessárias estratégias para

lidar com eles. A solução resulta sempre

de um compromisso assumido entre as

partes. E existem várias estratégias de

resolução de conflitos”.

n SABER COMUNICAR É ESSENCIAL

Nos conflitos, estão identificadas três

abordagens diferentes no tempo. A primeira,

tradicional, evitava-o a todo o

custo (o conflito era como que “estancado”).

Depois, seguiu-se uma abordagem

de relações humanas (o conflito era

gerido em função dos perfis dos intervenientes).

Hoje, existe uma abordagem

“interacionista”, em que os conflitos são

vistos como saudáveis. Mas sempre numa

perspetiva de gestão, de modo a aproximar

posições e a estabelecer compromissos.

De acordo com João Machado

Santos, “detetar necessidades formativas

para quem não é técnico, resulta quase

num ato meramente administrativo. É

preciso haver formação adequada a cada

Por: Bruno Castanheira

l Data | 27 e 28 de abril de 2016

l Local | sede da ACAP (Lisboa)

l Horário | 9h30 às 18h00

l Duração | 14 horas

l Mínimo de participantes: 8

l Máximo de participantes: 15

l Formador: João Machado

Santos

l Inscrições | 213 035 300

mail@acap.pt | www.acap.pt

l Destinatários | chefias

intermédias, gestores e outros

colaboradores

l Objetivos | identificar as

fases, códigos e objetivos

da comunicação; aumentar

a fidelização dos clientes;

comunicar eficazmente; diminuir

a conflitualidade

l Metodologia da formação |

alternância de exposições teóricas

com exercícios práticos

l Modalidade da formação |

contínua e de atualização

l Forma de organização |

presencial

l Metodologia de avaliação

| avaliação da eficácia e da

eficiência da formação; avaliação

de diagnóstico; avaliação da

reação

l Conteúdo programático |

o que é comunicar; códigos na

comunicação; imagem de marca,

a arma da comunicação; objetivos

da comunicação; códigos na

comunicação; modelo e estrutura

de comunicação; fidelidade

na comunicação; elementos

na comunicação; elementos na

aprendizagem; a importância

do “ponto de vista”; a empatia

na comunicação eficaz; origem

da linguagem; a importância da

comunicação no ato da venda

necessidade. Muitas vezes, as empresas

só estão preocupadas com as 35 horas

de formação por ano de modo a darem

cumprimento ao que está consagrado

no Código do Trabalho (art.° 131)”.

Algo de que o nosso interlocutor não

tem dúvidas é das diferentes atitudes

adotadas pelos intervenientes perante

os conflitos: “Podem ceder (atitude passiva)

ou confrontar (disputar a situação

para arranjar um ganhador). Sem que

nenhuma das partes fique a ganhar e a

outra a perder. Se ambas não ficarem a

ganhar, então o conflito não ficou resolvido

e é potenciado”. Contudo, é difícil

aferir o resultado final. Carece de verificação

junto da empresa. Mas importa

ter em conta que, numa comunicação,

55% resulta da comunicação verbal e 7%

da oral, ficando os remanescentes 38%

a dever-se à entoação”.

Para gerir conflitos, é absolutamente

fundamental a comunicação, que é a

“ferramenta” número um para minimizá-

-los. O problema é que, na maior parte

das vezes, a comunicação não existe. Seja

vertical, horizontal ou transversal. João

Machado Santos dá um exemplo: “O facto

de estarmos a debitar palavras, não quer

dizer que estejamos a comunicar. É preciso

que quem nos ouça consiga captar

a mensagem dando retorno do que entendeu,

caso contrário não há comunicação.

E, por vezes, é isto que acontece

nas organizações: instruções, ordens,

pareceres e indicações que são dadas e

que não são captadas por quem deveria

tê-las recebido. Quando assim é, o conflito

está instalado”.

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Tecnologia

Sistema híbrido Toyota

Jornal das Of icinas

POR DEBAIXO DO NOVO PRIUS

Motor 1.8 VVT-i

O novo Prius conserva o motor 1.8

VVT-i a gasolina, que funciona segundo

o ciclo Atkinson. Todavia, o

bloco foi totalmente revisto de

forma a conseguir ser ainda mais

económico. A combustão foi melhorada

e os atritos internos reduzidos.

O sistema de arrefecimento

é de duplo circuito. A eficiência

térmica passa a ser de 40%, acima

dos habituais 33% dos motores a

gasolina.

› O pioneiro dos veículos híbridos comemora, este ano, o seu 19.° Aniversário. A melhor forma de

apagar as velas deste icónico modelo é através do lançamento de uma quarta geração, inteiramente

nova. O Jornal das Oficinas dá-lhe conta, nestas páginas, do que mudou por debaixo da estética

pouco consensual deste Toyota

Por: José Silva

A

“nova” Toyota, que deverá entrar

na sua plenitude em 2020, é lançada

agora, em 2016. Ano em que

estreia a plataforma TNGA (Toyota New

Global Architecture), que terá diversas

variantes para acomodar vários modelos

de dimensões distintas. Trata-se de uma

nova filosofia de construção que vai fazer

descer, drasticamente, as 100 versões

diferentes de plataformas que a marca

japonesa utiliza atualmente. O primeiro

modelo a beneficiar da nova arquitetura

é o Prius.

Segundo a Toyota, a nova TNGA reclama

vantagens em caso de colisão, com uma

melhor distribuição dos impactos nos

embates, de peso e em aumento de rigidez

torcional, que chega aos 60%. Para

além de tudo isto, no Prius, a nova plataforma

ainda conseguiu baixar a carroçaria

em 20 mm, baixar a posição de

condução em 56 mm e, no fundo, baixar

a posição de todos os componentes

mecânicos, ou seja, o centro de gravidade

está, também, mais perto do solo, permitindo

uma melhoria na dinâmica do

novo Prius. O coeficiente de penetração

aerodinâmica é de 0,24.

Esteticamente pouco consensual, este

modelo tem o objetivo de não deixar

qualquer dúvida de que pertence a uma

nova geração. Mas o novo Prius é 60 mm

mais comprido e 15 mm mais largo do

que o anterior. Assim, a Toyota anuncia

um consumo de 3 l/100 km e emissões

de CO2 de 70 g/km. Tudo para que a

pegada ambiental seja a menor possível.

Nos esquemas que se seguem, saiba o

que mudou na quarta geração do mais

popular híbrido do mercado.

Plataforma TNGA

Como se dividem

os componentes do novo Prius

O novo Prius será o primeiro modelo

da Toyota a utilizar a variante mais pequena

da nova plataforma TNGA, neste

caso adaptada a um híbrido. O segundo

modelo será o CH-R, o novo SUV que a

marca japonesa apresentou em Genebra,

e que terá, também, uma versão

híbrida com base neste sistema do Prius.

1 O comando eletrónico do sistema

híbrido é 20% mais eficiente e 33% mais

pequeno do que o da geração anterior.

2 O motor elétrico debita 72 cv, viu

o seu peso ser reduzido em 20% e tem

menos 20% de perdas.

3 A bateria, mais pequena, surge

agora recolocada sob o banco traseiro,

mesmo à frente do depósito de gasolina.

Esta nova posição permitiu aumentar

a bagageira em 56 litros e baixar a

altura da tampa da mala em 55 mm. O

piso da bagageira foi colocado numa

posição 110 mm mais baixa.

4 A suspensão traseira é independente

e tem quatro braços por roda.

5 O centro de gravidade desceu.

A nova plataforma conseguiu baixar a

carroçaria e a aerodinâmica melhorou

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Jornal das Of icinas

27

Unidade de

controlo

A unidade de controlo de todo o sistema

(PCU), foi inteiramente redesenhada. É

33% mais pequena, 6% mais leve e consegue

menos 20% de perdas elétricas.

Esta PCU é o “coração” do novo Prius,

encontrando-se no seu interior o booster

inversor, um conversor DC/DC para

potência auxiliar e a unidade de controlo

eletrónico que gere os moto-geradores.

Em vez de uma correia de alternador, o

novo Prius utiliza um conversor DC/DC

para recarregar a bateria convencional

de 12 Volt a partir da bateria de alta

voltagem.

Direção assistida elétrica

A Toyota aproveitou para recalibrar a direção assistida elétrica. As alterações

centraram-se que no hardware quer no software do sistema, cujas

mudanças foram combinadas com a nova plataforma do veículo, baixo

centro de gravidade e suspensão dianteira. Contempla um novo motor

elétrico que fornece assistência extra à direção sempre que for necessário,

para que a leveza seja uma constante nas manobras urbanas.

Bateria de Níquel

A bateria viu o seu tamanho ser reduzido em 10% e a capacidade

de recarga aumentar 28%. Em alguns mercados, é utilizada uma

bateria de Lítio. Na Europa, não é necessário. A bateria de hidreto

metálico-níquel (NiMH) é mais compacta, logo pode ser “arrumada”

debaixo do banco traseiro, evitando-se, desta forma, qualquer intrusão

no espaço da bagageira. O sistema de refrigeração da bateria

foi totalmente redesenhado e está mais eficaz.

Programa de Cobertura Extra da Bateria

Para um modelo híbrido, um serviço híbrido

l Os componentes do sistema híbrido

do novo Prius, tal como já acontecia no

modelo da anterior geração têm, à exceção

da bateria, uma garantia do fabricante

de 5 anos ou 160.000 km (o que

ocorrer primeiro). A bateria, por sua vez,

Transmissão

A Toyota mantém o trem epicicloidal, mas o conjunto está, agora, 47 mm mais pequeno.

As perdas mecânicas foram reduzidas em 20%. Este conjunto da caixa aloja quatro componentes:

dois moto-geradores elétricos (MG1 e MG2), uma engrenagem planetária e

uma engrenagem redutora para a relação final da caixa. O MG1 funciona como gerador,

convertendo qualquer energia extra do motor a combustão em eletricidade, que entretanto

é armazenada na bateria. Funciona ainda como motor de arranque. Já o MG2,

funciona como gerador quando o veículo está em modo de travagem regenerativa. É o

principal auxiliar do novo Prius no arranque a baixas velocidades e em modo elétrico.

tem uma garantia do fabricante de 5

anos ou 100.000 km. Contudo, se a viatura

passar no teste do sistema híbrido,

é elegível para o Programa de Cobertura

Extra da Bateria por um período de mais

1 ano ou 15.000 km (o que ocorrer primeiro).

Esta cobertura do sistema híbrido

pode ser renovada anualmente até ao

10.° ano de vidado veículo (a contar

desde a data de início de garantia), salvo

as viaturas utilizadas como Táxi, que

estão limitadas a cinco renovações.

Novas jantes

e pneus

Na tentativa de reduzir ainda mais o

peso do conjunto, foram desenvolvidas

novas jantes de liga leve, que se coadunam

com a renovada suspensão do

Toyota. As jantes de 15” são 30% mais

rígidas e 12,7 mm mais largas. As jantes

de 17” têm um novo composto de resina,

que é utilizado na sua produção,

e conseguem ser 0,7 kg mais leves do

que as jantes de 17” do Prius anterior.

Neste caso, conseguiu reduzir-se o peso

suspenso. Em termos de pneus, o novo

Prius passa a utilizar, dependendo da

versão, três modelos da Bridgestone:

Ecopia EP150, Ecopia EP422 Plus ou

Turanza T002.

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28

Entrevista

Jornal das Of icinas

MÓNICA ALVES

Responsável da AutoCrew

O nosso âmbito internacional

é uma vantagem competitiva

› Mónica Alves, responsável da AutoCrew, lidera, atualmente, a expansão da rede para Espanha.

Em entrevista ao nosso jornal, afirma que o âmbito internacional da marca é uma vantagem competitiva

Por: Jorge Flores

São tempos expansionistas aqueles

que vive a AutoCrew. A rede de

oficinas é parte do universo Bosch

desde 2009, ano em que esta última

adquiriu a AutoCrew GmbH. Uma jogada

de sucesso e que permitiu alargar, consolidar

e sistematizar os conceitos de

uma rede, atualmente, com mais de 1.000

oficinas, distribuídas por 14 países europeus.

Em Portugal, a AutoCrew está

presente desde 2013. O objetivo, segundo

adianta Mónica Alves, responsável

da rede, ao Jornal das Oficinas, será

apresentar sempre uma oferta “atrativa

e competitiva, suportada através do

apoio técnico e comercial da Bosch”.

A aliança, de resto, traduz-se na “disponibilização

de equipamento tecnologicamente

avançado, incorporando

sistemas de software de informação

técnica, formação especializada e regular

dos profissionais das oficinas, logística

eficaz de peças, imagem corporativa mais

atrativa, apoio técnico e suporte empresarial

e ainda diversas ferramentas de

marketing para uma comunicação mais

eficaz”, diz, em entrevista, Mónica Alves,

numa altura em que lidera a expansão

da rede para o mercado espanhol.

Como define o vosso conceito de rede?

O conceito AutoCrew é, assumidamente,

um conceito multimarca e multiserviços.

quanto fabricante líder de sistemas e

peças para o automóvel é, também, uma

mais-valia para a qualidade, segurança

e inovação do conceito.

Quantas oficinas fazem parte da

rede, atualmente, e qual o objetivo

para o futuro?

Atualmente, estão na rede portuguesa

cerca de 45 oficinas e esperamos ultrapassar

as 60 até ao final deste ano.

Quais os critérios necessários para

uma oficina poder entrar na rede

AutoCrew?

Juntar-se à rede AutoCrew significa

comprometer-se com padrões de qualidade

que resultam das expectativas e

requisitos dos seus próprios clientes. Para

tornar-se parceiro AutoCrew, a oficina

deve submeter-se ao processo de candidatura,

no qual avaliaremos o seu desempenho,

tendo em conta as suas

competências técnicas e comerciais, o

compromisso com os padrões e requisitos

de qualidade e serviço AutoCrew,

instalações, organização, serviços prestados,

equipamentos e ferramentas oficinais.

E, não menos importante,

considerando a vertente empreendedora

do próprio parceiro e o seu desejo de

construir uma atividade forte e orientada

a longo prazo.

Os parceiros da AutoCrew beneficiam do

conhecimento e da experiência da Bosch

Assenta numa forte parceria suportada

pelo apoio da rede internacional Bosch,

de reconhecida qualidade, dinâmica e

em crescimento. A AutoCrew tem por

base um modelo de negócio fundamentado

no empreendedorismo e na competência

técnica, orientado para o cliente,

com peças e serviços de alta qualidade

e uma organização oficinal eficiente. A

vasta experiência da marca Bosch en-

Quais os principais benefícios e mais-

-valias que uma oficina independente

pode ter ao aderir à rede AutoCrew?

Uma das suas vantagens competitivas

do conceito AutoCrew é o seu âmbito

internacional, em constante expansão,

tanto pela imagem que oferece no mercado

(confiança), como pelas sinergias

que se podem criar ao nível de serviços

e ações. Uma oficina independente que

adira à rede AutoCrew passa, desde logo,

a beneficiar da experiência e suporte da

Bosch, líder mundial de sistemas e peças

para o automóvel, equipamento oficinal

Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

29

500 oficinas em 2020

À conquista

de Espanha

e serviços. Ao fazer parte da nossa rede,

a oficina tem a possibilidade de aumentar

a sua capacidade técnica através de

um programa completo de formação

certificada e de uma linha de assistência

técnica. Destaco ainda as ferramentas

de marketing desenvolvidas para uma

comunicação mais eficaz e atrativa na

fidelização e captação de novos clientes.

Por outro lado, disponibilizamos um

programa de gestão de qualidade AutoCrew,

que inclui auditorias de qualidade,

manuais, procedimentos, formação

empresarial online e presencial, com o

objetivo de melhorar a eficiência de processos

e de prestar um serviço que vá

ao encontro das necessidades e expectativas

dos clientes. Para a AutoCrew, um

dos principais benefícios de pertencer

a uma rede como a nossa é ter acesso a

estas ferramentas, que permitem aumentar

a capacidade das oficinas na prestação

de assistência a qualquer marca ou

modelo de veículo e, consequentemente,

aumentar-lhes o seu volume de negócios.

Qual o papel dos distribuidores

Bosch no desenvolvimento da rede

AutoCrew?

São os nossos parceiros de negócio e,

Em Portugal, atualmente,

a rede AutoCrew é

composta por 45 oficinas.

Até ao final do ano, o

objetivo é alcançar um

número de parceiros

mais redondo: 60!

por isso, assumem um papel crucial no

desenvolvimento e sucesso da rede. Os

distribuidores Bosch dão corpo à parceria

suportada pelo apoio de uma rede

internacional de grande qualidade, dinâmica

e em crescimento permanente.

Corporizam, ainda, um modelo de negócio

sólido, assente no empreendedorismo

e na competência técnica, através

da distribuição de peças, equipamentos

e serviços Bosch de alta qualidade para

uma organização oficinal eficiente.

Recentemente, lançaram a página

oficial da AutoCrew no Facebook.

Qual a importância das redes sociais

para o desenvolvimento da rede?

Num mundo cada vez mais digital, é

importante estar presente nas plataformas

onde os nossos potenciais clientes

nos possam procurar. Por outro lado, esta

é uma forma mais eficiente de divulgarmos

as nossas campanhas, informações

e novidades. Além de que as redes sociais

permitem-nos estar mais perto dos nossos

parceiros, promover e divulgar os

seus serviços e comunicar novas adesões

à rede. Esta é, sem dúvida, uma forma

absolutamente transparente e de acesso

simples a quem nos procura.

l Um dos grandes objetivos atuais

da AutoCrew é expandir-se em Espanha.

A coordenação desta empreitada

no país vizinho pertence

a Mónica Alves. E as expectativas

são elevadas, como a responsável

deixou evidente. “No mercado espanhol,

esperamos alcançar 500

oficinas em quatro anos. Sabemos

que os nossos objetivos são ambiciosos,

mas acreditamos que a rede

AutoCrew é forte o suficiente para

cumprir o que pretendemos”, sustenta

Mónica Alves.

Além da experiência positiva que

tem sido a presença no mercado

lusitano, “é um conceito já consolidado

em diferentes países, que

pretende satisfazer as necessidades

das oficinas que atuam no segmento

médio de mercado. Segmento este

que tem ainda o maior potencial de

crescimento, o que reforça a nossa

forte convicção no sucesso da rede

no mercado espanhol”, sublinha a

mesma fonte. Além disso, acrescenta,

“antes de lançarmos o conceito

neste mercado, a Bosch

realizou um estudo independente

a oficinas, que revelou uma oportunidade

e espaço para o lançamento

de uma nova rede”.

Refira-se, a propósito, que uma das

principais conclusões deste estudo

foi a de que “a oficina valorizava a

adesão a uma rede internacional e

vinculada a um fabricante de peças

e sistemas para o automóvel”, explica

a responsável do conceito AutoCrew

ao Jornal das Oficinas.

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30

Entrevista

Jornal das Of icinas

LEIGH DAVIES

Diretor de Marketing e Comunicação da Comline

Pretendemos aumentar

a nossa notoriedade

› Ativa no mercado português há cerca de sete anos, a Comline quer aumentar

a sua notoriedade no nosso país. Disso mesmo deu-nos conta Leigh Davies,

diretor de marketing e comunicação da empresa britânica

Por: Bruno Castanheira

Perfil

Embora tenha saído da

faculdade sem nenhuma

perspetiva concreta de carreira,

à semelhança do que acontece

com inúmeros estudantes

depois de terminarem os seus

cursos, Leigh Davies ouviu os

sábios conselhos do seu pai e

decidiu seguir a sua paixão,

enveredando por uma carreira

na indústria do golfe. Primeiro,

como jogador, o que não lhe

correu, de todo, de feição.

Depois, ao ter sido chamado

para uma entrevista pela

Acushnet Europe, Ltd., Leigh

Davies ingressou na Titleist, que

lhe permitiu, até maio de 2013,

continuar ligado à indústria do

golfe durante cerca de uma

década, ainda que numa outra

perspetiva. Depois de sair da

Titleist, chegou à Comline para

desempenhar a função de

diretor de marketing e comunicação

da empresa britânica.

A

caminho do seu quarto século

de existência, a Comline é um

caso de sucesso (rápido) no panorama

do aftermarket. A sua postura

pode ser very british, mas o rigor que rege

a sua atividade, esse, tem a precisão de

um relógio suíço. E, depois, importa adicionar

a qualidade, que está na génese

da sua gama de produtos, e o modelo

de negócio low cost, que lhe permite

tomar opções estratégicas inteligentes.

O Jornal das Oficias esteve à conversa

com Leigh Davies, diretor de marketing

e comunicação da Comline, que fez revelações

curiosas e elencou os objetivos

previstos para 2016.

Que balanço faz dos mais de 20 anos

de atividade da Comline e quais considera

serem os momentos mais marcantes

da empresa?

A Comline celebrará o seu 25.° Aniver-

sário no final deste ano. Tem sido uma

jornada incrível até agora. Temos crescido

para nos tornarmos numa das marcas

do aftermarket automóvel na Europa

com mais rápida ascensão. Existiram

tantos momentos marcantes ao longo

do percurso e tantas pessoas incríveis,

funcionários e clientes, que todos inscreveram

os seus nomes na história

Comline no último quarto de século. Se

tivesse de eleger apenas um momento,

seria o dia em que recebemos a nossa

primeira encomenda de exportação.

Como está estruturada a Comline, no

que toca a recursos humanos e instalações?

O centro principal de atividade da empresa

é a nossa sede, situada em Luton,

no Reino Unido. Temos muito orgulho em

ser uma marca independente, very british.

E tal encontra-se refletido em todos os

nossos departamentos, a começar pelo

diretivo. Os produtos Comline são introduzidos

no mercado a partir de um grande

centro de distribuição, que opera 24 horas

por dia e sete dias por semana para

dar resposta aos clientes europeus. E não

só. Nos últimos anos, a nossa estratégia

expansionista levou-nos a criar subsidiárias

na Grécia (Comline Hellas) e em Espanha

(Comline Ibérica). Todos os outros

mercados são servidos por empresas

independentes, que atuam como distribuidores

Comline para regiões específicas.

Como é composta a gama de produtos

Comline para o aftermarket?

A Comline foi estabelecida como marca

para o aftermarket e não temos qualquer

intenção de alterá-la. O nosso negócio

é abastecer o aftermarket com produtos

de qualidade, fiáveis e ao melhor preço.

Foi este pacote “melhor dos dois mundos”

que forneceu a plataforma para o nosso

sucesso. Proporcionar value for money é

um dos pilares onde assenta a estratégia

da Comline.

Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

31

Quais são os produtos mais preponderantes

na vossa gama?

Dispomos de uma presença forte em

diversas gamas de produtos, mas o nosso

core business são os filtros e as pastilhas de

travão. Entre óleo, ar, combustível e habitáculo/carbono,

temos mais de 1.700 referências

de filtros. Em simultâneo, o nosso

disco de travão é um dos produtos com

certificação ECE R90, que estão disponíveis

para o aftermarket. Nas peças para direção

e suspensão, a Comline tem vindo a assumir

cada vez maior protagonismo.

Estão previstos novos produtos ou

serviços para este ano?

As gamas de produtos da Comline nunca

estagnam. O mercado está em constante

evolução e a nossa equipa de desenvolvimento

assegura que cada categoria de

que dispomos esteja constantemente

atualizada e vá ao encontro das necessidades

dos clientes. Em 2016, já introduzimos

os discos de travão revestidos, que

substituíram os discos standard. O que

foi, sem dúvida, uma grande evolução,

uma vez que estes novos discos conferem

uma aparência mais premium, resistem

melhor à corrosão e não necessitam de

grandes operações de limpeza. Em breve,

adicionaremos ao nosso portefólio de

produtos os kits de rolamento de roda.

Como chegam os produtos Comline

ao mercado português?

Em Portugal, a Comline faz chegar os

seus produtos aos clientes através de um

pequeno e seleto grupo de distribuidores

nomeados, que estão geograficamente

repartidos para garantir a

cobertura de todo o território. A Comline

tem estado ativa no mercado português

há praticamente sete anos, onde tem

vindo a crescer sucessivamente.

O que vos distingue da concorrência?

A Comline é uma marca independente,

privada e britânica. Não somos vistos

como um número para os acionistas nem

somos controlados por nenhuma empresa-mãe,

o que nos permite estar focados

em dar resposta aos clientes. Num

mercado onde as relações comerciais são

desleais, os preços são obsessão e a deturpação

vigora, a Comline orgulha-se

da ética que rege a sua atividade e de

poder defender os verdadeiros interesses

do aftermarket.

Têm intenção de fazer algo mais para

elevar a vossa reputação em Portugal?

Acreditamos que a nossa reputação em

Portugal é forte mas também temos

consciência de que parte do mercado

não conhece a Comline nem aquilo que

ela tem para oferecer. O nosso objetivo

passa por continuar a apoiar a rede de

distribuição de que dispomos, para que

a imagem de marca possa ser cada vez

mais conhecida. A parceria que estabelecemos

com o Jornal das Oficinas é um

excelente exemplo de como estamos a

apostar forte no marketing e a desenvolver

atividades de divulgação da marca

em Portugal.

Que tipo de apoio prestam aos vossos

parceiros no que toca a informação

técnica e marketing?

A Comline opera segundo uma política

de proximidade com os distribuidores

portugueses, de modo a prestar-lhes todo

o apoio de marketing e merchandising

necessários que lhes permita potenciar

os seus negócios e, consequentemente,

os da marca.

É sabido que as margens têm vindo a

diminuir nas peças. Em que medida

pode a Comline recuperá-las?

O modelo de negócio da Comline está

pensado para criar valor junto do aftermarket.

Com os nossos produtos, os

parceiros, qualquer que seja o nível da

cadeia de valor em que se encontrem,

têm a oportunidade de manter margens

interessantes enquanto fornecerem produtos

em que os clientes possam confiar,

com qualidade, fiabilidade e desempenho

consistentes.

Qual considera ser a principal inovação

da Comline?

Seria expectável que citasse exemplos

de produtos. Contudo, no que à inovação

diz respeito, prefiro destacar o nosso

modelo de negócio único, que é, sem

dúvida, a nossa maior inovação e o segredo

que está na base do nosso sucesso.

O modelo de negócio low cost de que

dispomos traz desafios, claro, mas permite-nos

oferecer value for money. Na

prática, isto significa encontrar soluções

inteligentes. Como, por exemplo, a redução

de custos através da disponibilização

de catálogos em formato digital

em vez de suporte de papel.

Como analisa a perceção que o mercado

tem da Comline?

Acredito que a Comline tem elevada

reputação em Portugal mas muitos negócios

ligados ao aftermarket ainda não

estão atentas à nossa marca. Mas isto é

algo em que estamos a trabalhar afincadamente.

De uma forma geral, também

acredito que os produtos da Comline não

têm a atenção que merecem. O facto de

estarmos focados em oferecer value for

money pode, por vezes, ofuscar a qualidade

inerente ao produto em si. As nossas

pastilhas de travão são dos melhores

exemplos que traduzem o compromisso

que a marca assumiu com a qualidade.

Qual foi o desempenho da Comline

no ano passado em Portugal e em outros

mercados?

A Comline tem vindo a registar um

crescimento do seu negócio em praticamente

todos os mercados onde está

presente, incluindo Portugal. O ano passado

não foi exceção. O que nos confere

total legitimidade para reivindicar o

estatuto de uma das marcas de componentes

automóvel com crescimento mais

rápido na Europa.

Que objetivos pretendem atingir em

Portugal no ano de 2016?

Aquilo que pretendemos é, essencialmente,

aumentar a notoriedade da marca

e o reconhecimento da mesma por parte

do mercado. Consideramos que tal é de

importância fulcral para que o volume

de negócios da Comline possa aumentar

este ano e nos seguintes, sempre através

dos parceiros (distribuidores), aos quais

prestamos total apoio.

É difícil crescer em Portugal? Que

análise faz do aftermarket nacional?

Através da política de proximidade que

estabelecemos com os nossos parceiros,

traçámos o perfil correto do mercado

português, onde acreditamos que existem

oportunidades para crescer. Com a

gama de produtos de que dispomos e

o valor justo que praticamos, bastará

aumentar a nossa notoriedade para que

as oficinas depositem em nós a confiança

necessária que nos permita continuar a

crescer. Sempre, claro está, em conjunto

com os nossos distribuidores.

Comline

Confiança

e qualidade

numa simbiose

perfeita

l A caminho dos seus 25 anos, a

Comline Auto Parts Ltd., sediada na

cidade de Luton, Bedfordshire, Reino

Unido, afirma-se como uma empresa

orgulhosamente britânica. Foi criada

para abastecer o aftermarket independente

com peças de qualidade e

faz da excelência do serviço ao cliente

o seu modus operandi, tendo desenvolvido

um simplificado modelo de

negócio low cost.

O armazém, de 13.000 m 2 , dá resposta

às crescentes necessidades do

mercado europeu e alberga 7.500

referências disponíveis diariamente,

encontrando-se 95% delas em stock.

E como a Comline opera num regime

24/7 (24 horas por dia, sete dias por

semana), o material pode ser rececionado

no período noturno, o que

permite que o dia possa ser utilizado

para fazer levantamentos e envios de

encomendas para clientes. É no centro

da Europa que a Comline e a sua

marca de pastilhas de travão, Allied

Nippon, são mais fortes. A empresa

de Luton abriu, aliás, subsidiárias na

Grécia (Comline Hellas) e, mais recentemente,

em 2013, em Espanha

(Comline Ibérica).

O portefólio da Comline inclui filtros,

peças para sistemas de travagem,

peças para suspensão, kits de embraiagem,

bombas de água, juntas

homocinéticas, escovas limpa-vidros

e óleos. Todos os produtos estão

abrangidos por uma garantia de três

anos ou 60.000 km contra defeitos

de fabrico (o que ocorrer primeiro).

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Jornal das Of icinas

Teste aos discos de travão para Subaru Impreza WRX

Blue Print identifica diferenças

No fabrico dos discos de travão, uma das técnicas utilizadas para baixar os custos de produção passa por diminuir a quantidade

de material utilizado. A Blue Print mostra que existem diferenças nos preços porque há diferenças na produção

Imagem: ©APComunicação

Muitas vezes, a competitividade das

marcas advém de cortes que são

feitos no processo de fabrico dos seus produtos,

podendo comprometer-se a sua

performance e qualidade. Além de que, no

caso da travagem, compromete-se, também,

a segurança na condução, uma vez

que o sistema de travagem poderá deixar

de responder como seria expectável.

A diminuição de custos na produção é,

sem dúvida, o meio através do qual se

pode ser mais competitivo. No que diz

respeito aos discos de travão, uma das

técnicas utilizadas para baixar custos de

produção é diminuir a quantidade de material

utilizado na sua produção. Com esta

redução de material utilizado, diminui-se

também, o peso e a dimensão do disco.

A Blue Print fez um teste aos discos

de travão para o Subaru Impreza WRX,

comparando-os com a origem e com

um concorrente. A escolha deste disco

prende-se com o facto de o Subaru em

questão ser um veículo de alta performance,

sendo expectável é que os seus

discos de travão resistam a travagens mais

intensas e prolongadas do que as que são

feitas num veículo “normal”.

O mais importante a considerar nos

discos de travão é a sua capacidade de

dissipar, o mais rapidamente possível, o

calor para e pelas áreas corretas. Ao lado,

está um exemplo representado através de

Disco de Travão da marca (...XYZ) Placas

de fricção mais finas, barreiras de

passagem de calor menores assim como a

altura do “chapéu”

Disco de Travão da Blue Print

Disco de Travão da Origem

desenhos técnicos, em que uma marca

usou menos matéria-prima na produção

do seu disco.

Os discos com as características modificadas

são, geralmente, mais baratos, mas,

muitas vezes, não têm nem a mesma força

nem a mesma eficiência térmica.

Como é possível ver no desenho técnico,

o aumento do intervalo de ar entre as

placas de fricção não significa, necessariamente,

um aumento de arrefecimento.

Aliás, o oposto é que pode ser verdade.

Veja-se que uma placa de fricção mais fina

terá menos metal para absorver e dissipar

o calor, aumentando a possibilidade de

sobreaquecimento, de fadiga do travão

e ainda da distorção, que podem resultar

em trepidação do disco de travão e em

falhas prematuras.

No disco concorrente, também são evidentes

as alterações nas barreiras de calor,

que, neste caso apresentado, foram reduzidas.

Desta forma, mais calor é dissipado

para o centro do disco. Com barreiras de

calor mais pequenas, o excesso de calor

gerado com a travagem atinge, mais

rapidamente, o cubo, os rolamentos de

roda e os retentores. Assim, cumprir com

o que são as especificidades das barreiras

de calor é essencial numa perspetiva de

prevenir danos no cubo da roda, porque

evita a transferência do excesso de calor

para o centro do disco.

À esquerda, o disco da concorrência.

À direita, o disco da Blue Print

Através dos cortes feitos aos três discos,

também se observou, no disco da concorrência

da Blue Print, que a abertura de

ventilação foi reduzida, sendo que também

esta redução pode resultar numa

falha estrutural e prematura do disco.

Discos de travão sobreaquecidos levam

a um maior desgaste dos mesmos, assim

como à abertura de fissuras na sua superfície,

a variações de espessura e de dureza.

Assim, a junção de placas de fricção mais

finas, com barreiras de calor e aberturas

de ventilação menores, prejudicam a

dissipação do calor e eficiência térmica,

prejudicando a performance do disco e

a sua durabilidade.

Para o fabricante, o custo diminui mas,

efetivamente, o cliente final fica prejudicado,

assim como toda a cadeia de

distribuição.

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Jornal das Of icinas

Liqui Moly aumenta volume de negócios

A Liqui Moly anunciou um aumento do seu

volume de negócios no ano passado para um

novo valor recorde de 441 milhões de euros,

mais 20 milhões de euros relativamente ao ano

anterior. Este crescimento foi alcançado apesar

das condições problemáticas em mercados-chave,

como a Rússia, onde a crise

económica fez travar a procura. A isso,

acrescem as perturbações contínuas

num mercado de escoamento

anteriormente forte, como é

o caso da Ucrânia. Este declínio

pôde, contudo, ser

compensado por outros

países. O desenvolvimento

do negócio na Alemanha e

na Áustria atingiu níveis

surpreendentemente bons.

Apesar da já forte posição no

mercado, o volume de negócios

cresceu aí cerca de 7%.

Para Ernst Prost, CEO da Liqui

Moly, “ainda mais importante

do que o aumento do volume

de negócios é, para mim, o aumento

do número de colaboradores,

que subiu para 731 no ano passado,

com a admissão de 35 novas pessoas. E, nos

primeiros dois meses deste ano, já foram

contratados mais 16 colaboradores”. Deste

modo, a Liqui Moly quase que duplicou o seu

volume de negócios total desde 2009. Parte

do sucesso deve-se, também, à premissa de

se produzir exclusivamente na Alemanha.

Contudo, o crescimento não é um fim em si.

Como explica Ernst Prost, “o que importa não

são tanto os números. É muito mais importante

que a empresa cresça de forma saudável

e possa dar trabalho a ainda mais pessoas”.

NRF melhora radiadores

para Iveco Stralis

Todos os radiadores NRF produzidos para o Iveco Stralis foram

melhorados para evitar falhas prematuras. O kit Easy Fit proporciona

uma montagem flexível do radiador no Intercooler, o que permite reduzir

o movimento entre ambos, devido à expansão térmica diferente

das duas unidades. O ninho dos radiadores NRF teve um aumento

da espessura para 48 milímetros, quando o original apresenta 42

milímetros. O que faz aumentar a resistência mecânica do radiador.

Para comprovar a qualidade destes radiadores melhorados, a NRF

executou vários testes em condições reais com um Iveco Stralis.

Com base nos resultados dos testes realizados, concluiu que os

produtos em questão mostraram uma excelente transferência de

calor e boa resistência ao desgaste e à vibração.

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Jornal das Of icinas

Osram luta

contra a pirataria

A

s lâmpadas de farol Osram são copiadas ilegalmente por

piratas de produtos. Para proteger os consumidores de

cópias de baixa qualidade, o fabricante de iluminação já desenvolveu

o seu próprio programa de confiança. Graças ao

controlo inovador de segurança, os compradores podem facilmente

verificar se a lâmpada que compraram é uma Osram

original que foi fabricada em conformidade com as normas

internacionais de qualidade e segurança. Apesar de poderem

ter a mesma aparência exterior, existem grandes diferenças

entre os produtos originais da Osram e as falsificações, que

são produzidas, principalmente, no Extremo Oriente.

A Osram já lançou o seu “Programa Confiança” para garantir

que os condutores não sofrem com as falhas prematuras da

lâmpada ou com fracos feixes de luz. O objetivo do programa

é verificar a autenticidade das lâmpadas de Xénon. A nova

etiqueta de segurança na embalagem da lâmpada fornece

uma primeira indicação sobre se a lâmpada é falsa. Um código

impresso na embalagem atribui, exclusivamente, a embalagem

a uma lâmpada específica. O holograma da etiqueta de

segurança e a tira de segurança integrada tornam a vida difícil

para os futuros falsificadores e fornecem aos consumidores

mais uma prova da autenticidade do produto.

WD-40 lançou gama

de manutenção para motos

l Responde pelo nome de Specialist Motorbike a nova gama

que a WD-40 criou, em resposta à procura crescente de produtos

para manutenção e cuidado das motos. A gama é constituída

por sete novas referências e apresenta fórmulas únicas e revolucionárias,

totalmente compatíveis com os diversos materiais

e componentes das diferentes motos. Cada produto serve uma

necessidade específica e o seu conjunto forma, de acordo com

a WD-40, uma gama única no mercado, indispensável para uma

perfeita manutenção e cuidado dos veículos de duas rodas.

O lançamento oficial da nova gama WD-40 Specialist Motorbike

terá lugar no salão expoMECÂNICA, que decorrerá na Exponor,

de 14 a 17 de abril. Contudo, estes sete novos produtos estão à

venda desde o passado dia 1 de abril.

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38

Jornal das Of icinas

SKF: kits de corrente de distribuição

O Aftermarket da SKF anunciou a extensão da sua gama de motor, com

a linha de kits de corrente de distribuição (VKML) para os automóveis

europeus e asiáticos mais populares, de forma a satisfazer a procura do

mercado e ajudar os clientes a completar a sua oferta de produtos. Os

kits incluem todas as guias necessárias, engrenagens, bem como tensores

e juntas, para ajudar os mecânicos a trabalhar de uma forma eficiente e

eficaz, enquanto levam a cabo as reparações no sistema de distribuição.

A seleção será alargada durante este ano de 2016, de forma a incluir kits

de corrente de distribuição adicionais, ferramentas relacionadas, vedantes

necessários e informação de suporte técnico de forma a completar

a oferta SKF.

Póvoa Hidráulica

anuncia novidades

Póvoa Hidráulica ampliou a sua gama de tomadas de força, com a nova pneumática

A para caixas Hino MX06/6.515 e MX 06/7.305. Esta tomada tem uma ótima disposição

para a montagem de bombas ISO 4 furos de grande tamanho e pode montar-se com

saída de prato para acoplar a uma transmissão. A tomada de força, de dois pistões, é

constante, transmite um binário máximo de até 350 Nm e uma potência de 38 kW às

100 rpm. Montada sobre registo esquerdo de oito furos. A caixa de velocidade foi desenvolvida

para ser utilizada em veículos HINO 500 de série FG 235 4X2, entre outros.

A empresa lançou, também, o Bull 3.500, um novo guincho compacto e ligeiro até

3,5 t. O seu desenho otimizado é o resultado de experiências do perfecionismo e da

tecnologia com guinchos. A atenção especial foi melhorar a eficiência, desenho mais

compacto, peso e número de partes internas reduzidas, sem sacrificar o seu rendimento,

obtendo como resultado, melhores características técnicas numa unidade reduzida.

Entre as muitas melhorias no novo guincho, destacam-se a redução de 15% do gancho

e menos componentes internos, que reduzem a manutenção da unidade.

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Dayco lança catálogo aftermarket para VP

Rede TOP TRUCK aumenta para 17 oficinas

l A rede portuguesa de oficinas para pesados TOP TRUCK passou a

contar com um novo parceiro, a Fontão Auto, de Ponte Lima, aumentando

para um total de 17 o número de pontos especializadas em manutenção

e reparação de camiões, autocarros, semirreboques e comerciais ligeiros.

Presente no mercado há mais de dez anos, a Fontão Auto dispõe de valências

importantes para pesados, assim como uma equipa profissional

e dedicada.Para Miguel Ribeiro, gestor da rede TOP TRUCK em Portugal,

“a nova oficina TOP TRUCK de Ponte de Lima tem todas as condições,

recursos e ferramentas para servir a região de acordo com os elevados

padrões de qualidade e eficiência que caracterizam esta rede em Portugal.

Esperamos que esta parceria se mantenha por muitos anos”. A Civiparts

é, recorde-se, o representante exclusivo para Portugal da rede de oficinas

para pesados TOP TRUCK.

A Dayco anunciou que já está disponível o seu catálogo de veículos pesados 2016.

Este novo “almanaque” representa a natural evolução da gama Dayco, que, com mais

de 700 códigos e 350.000 aplicações, garante uma cobertura superior a 97% para os

veículos europeus em circulação.Entre a riqueza de novos conteúdos presentes nas 1.300

páginas do catálogo, encontra-se a expansão tanto de aplicações como de códigos, com

especial foco nos conjuntos correia Poly-

-v (KPVs) e tensores (APVs). A atualização

mais importante do catálogo é a adição de

marcas de fabrico russo, tais como Kamaz,

Gaz, Kavz e Nefaz, a fim de satisfazer a

crescente procura de peças para veículos

provenientes da Europa de Leste.Os produtos,

para mais de 90% dos códigos em

toda a gama, são produzidos nas fábricas

Dayco em San Bernardo, Ivrea (Distrito

de Turim), Itália, para componentes de

metal, e Chieti, Itália, para componentes

de borracha, satisfazendo os padrões de

alta qualidade exigidos para uma verdadeira

empresa líder, que foi selecionada

como parceiro pelos mais importantes

fabricantes internacionais.Considerado

uma referência para toda a indústria,

este catálogo está disponível tanto em

papel como em versão digital (www.

daycogarage.com).

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Jornal das Of icinas

41

Pro4matic apresenta

novidades Arnott

l A Pro4matic começou o ano de 2016 com

novidades nas suspensões pneumáticas, das

quais se destacam os novos amortecedores

traseiros a gás para o Mercedes-Benz ML

W164 / GL X 164, com Airmatic (s/ ADS) ou

com Adaptive Damping System (C/ ADS). Estes

amortecedores são desenhados e montados

nos Estados Unidos da América e contam

com uma garantia vitalícia contra defeito de

fabrica. A Arnott e a Pro4matic recomendam

sempre a instalação do par. Estão igualmente

disponíveis os novos foles pneumáticos dianteiros

para a Audi A6 C5 4B Allroad (2000 a

2006), os quais se apresentam reforçados face

à versão anterior.

Lubrificantes para Diesel limpos

Escolha acertada! Por:

Durante mais de cinquenta anos, introdução, não ficaram, também,

poucas foram as intervenções realizadas

no automóvel para se melhorar até aqui puderam utilizar sem preocu-

os profissionais da reparação que, se

a qualidade do gás libertado pelas condutas

de escape. Muitos propulsores motor Diesel, passaram a ter de dar

pações de registo qualquer óleo num

deram-se ao luxo de lançar ao longo especial atenção ao lubrificante dos

de várias décadas pelo escape, «à luz novos propulsores. O maior ou menor

resíduo sólido que aparecesse

do dia» e sob olhar atento das autoridades,

toneladas de vapor de óleo no escape de um Diesel sem filtro de

queimado a troco de uma melhoria partículas resultado da cinza de um

questionável na entrega da potência. óleo menos recomendado, só obstruía

a passagem se tivesse a dimen-

Refiro-me, como já percebeu, aos propulsores

2T, que libertam pelo escape são de uma batata. Presentemente,

resíduos de lubrificante queimado nas o catalisador e o filtro de partículas

câmaras de combustão.

não admitem falhas bem menores. O

A norma Euro 6, aplicável aos gases

escape a partir do final se 2014, forçou

os automóveis com motor Diesel a utilizarem

um novo componente denominado

filtro de partículas. Amigo do

ambiente, salvador comercialmente

destes motores, acrescentou ao utilizador

mais uma preocupação, uma

avaria e uma despesa. Ilesos, face aos

problemas que surgiram da recente

Dica

de

reparação

João Paulo Lima | Tlm: 919 779 303

teor de cinzas lançado pelas condutas

resultado de queimas descontroladas,

deve ficar dentro de parâmetros específicos

e os óleos para estes motores

muito limitados aos que podem ser

utilizados. Assim sendo, recomenda-se

a leitura das especificações do fabricante

relativamente aos lubrificantes

utilizados, recordando que a ACEA (Associação

de Construtores Europeus de

Automóveis), classificou com a sigla

“C” os lubrificantes utilizados em motores

Diesel com filtro de partículas,

podendo ainda cada modelo ter mais

especificações. Exemplificando, temos:

C1, disponível desde 10/2004 para

veículos ligeiros Diesel com filtros de

partículas e teor de cinzas sulfatadas

máx. 0,5%. C2, teor de cinzas sulfatadas

máx. 0,8%. E C3, teor de cinzas sulfatadas

máx. 0,8%. A falta de atenção

na escolha do lubrificante para estes

propulsores conduz, na maioria das

vezes, à obstrução antecipada do elemento

regenerador.

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42

Jornal das Of icinas

MAN com filtros UFI no

primeiro equipamento

Para cumprir os requisitos impostos pela norma Euro VI, o fabricante alemão

de veículos pesados MAN comprometeu-se a desenvolver novos motores

de última geração. Para isso, confiou no know-how e

na experiência da UFI Filters para a produção do

pré-filtro de gasóleo. A qualidade do pré-filtro

de gasóleo é fundamental para garantir o bom

funcionamento do veículo: maior eficiência no

sistema de injeção; melhor combustão; reduzida

emissão de contaminantes.Isto traduz-se num

melhor rendimento do motor e numa poupança

de combustível, elementos essenciais especialmente

para os transportes de longo curso, onde o custo do

combustível tem um impacto significativo. O pré-filtro

de combustível, já disponível na gama aftermarket com

as referências UFI 24.035.01 e SOFIMA S 4035 NR, garante

a separação da água do gasóleo acima de 98%, essencial

para o ótimo funcionamento do veículo, sobretudo para

os sistemas common rail, que trabalham a alta pressão.

TurboClinic iniciou comercialização da EAT v3

Após ter lançado quatro equipamentos

no mercado, apenas em 2015, a Turbo-

Clinic iniciou 2016 com a apresentação

da EAT v3 (Electronic Actuator Tester).

Trata-se do primeiro equipamento

para testar e programar

atuadores elétricos

de turbocompressores com

interface em Android. Com

uma imagem renovada, a

versão 3 da EAT pode ser

operada a partir de um tablet

ou smartphone e deixa

de estar “presa” a uma oficina

ou a uma tomada, já

que pode ser utilizada com

baterias recarregáveis. A EAT

v3 vem potenciar a indústria

de reparação de turbocompressores com

a ferramenta mais portátil e resistente do

mercado para testar e programar atuadores

elétricos. A TurboClinic mantém,

assim, a sua reputação de lançar no

mercado equipamentos únicos e inovadores,

como fez no ano anterior com

o Oil Leak Tester, o primeiro sistema para

testar fugas de óleo em turbos, e com o

TCA Compact, o primeiro equipamento

de bancada para o equilíbrio de turbocompressores.

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de reparação profissional específica para caixas de

velocidades. Cada uma destas caixas contém todos os

componentes necessários para a reparação profissional

de uma caixa de velocidades, com qualidade de equipamento

original. Trata-se de uma solução completa, que

permite à oficina poder reparar, por si própria, avarias nas

caixas de velocidades, de uma forma cómoda e simples,

não necessitando de encomendar a reparação da caixa de

velocidades a terceiros.Consegue-se, assim, maior rapidez,

uma vez que os especialistas em caixas de velocidades não

têm de procurar peças de desgaste específicas. Este é um

produto prático e inovador, que já obteve o reconhecimento

dos setores da mecânica e do pós-venda.

Veneporte reforçou

parte quente dos escapes

A Veneporte, que exporta cerca de 90% da sua produção,

concentra, assim, o seu foco no complemento da linha de

produtos destinados à parte quente dos sistemas de escape.

Em declarações ao Jornal das Oficinas, José Gameiro, responsável

de marketing da empresa, afirmou que “a Veneporte

está preparada quer a nível técnico quer tecnológico para a

produção de produtos de elevada qualidade, características

inteiramente reconhecidas pelo mercado, que nos permitem

estar posicionados entre os melhores players do setor”.

Estes novos lançamentos, levados

a cabo numa lógica de

aumento contínuo da cobertura

do parque automóvel nos diferentes

mercados em que opera,

resultam “não só de necessidades

relacionadas com o alargamento

da atuação comercial da Veneporte

para novos mercados, mas, também,

da intenção que a empresa tem de

acompanhar as evoluções nos mercados”,

acrescentou o mesmo responsável.

Lusilectra e Jonnesway

alargam parceria

l A Lusilectra e a sua representada Jonnesway

renovaram o contrato de exclusividade para a Península

Ibérica, Angola e Cabo Verde, onde foi incluído,

também, o mercado francês. Fruto do trabalho desenvolvido

pela Lusilectra ao longo destes anos, a

Jonnesway confiou e alargou a responsabilidade para

que, nestes mercados, a Lusilectra continue a crescer

sustentadamente com uma eficaz rede de distribuição.

Conscientes da árdua tarefa que têm pela frente, tendo

em mente o sucesso desta atividade, alicerçados no

binómio qualidade/preço, no suporte da Jonnesway

e na capacidade da equipa, a empresa portuense, inserida

no Grupo Salvador Caetano, pretende alcançar

os objetivos a que se propôs.

Abril I 2016

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Este é o Mike Bellaby, Engenheiro de

Desenvolvimento de Produtos na TRW.

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direção para a TRW ou a preparar

a sua próxima corrida de sidecar,

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componente foi testado até ao limite.

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marca que passou em todos os sete

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Jornal das Of icinas

Visite-nos:

.

15 17 ABRIL

pavilhão 6

exponor

Meyle lança gama de apoios de motor

O fabricante de Hamburgo alargou a sua oferta com mais de 100 novas chumaceiras

de motor Meyle para mais do que 3.000 aplicações. Para assegurar uma

longa vida útil dos apoios do motor Meyle, apesar das grandes cargas estáticas,

dinâmicas e térmicas, dá-se atenção a uma elevada qualidade dos materiais que

compõem as peças. Os materiais utilizados são selecionados de forma específica

para os veículos e submetem-se a rigorosos controlos de qualidade, desde o desenvolvimento

até ao produto concluído. Para que as oficinas possam transmitir

aos seus clientes a qualidade e a durabilidade dos apoios do motor Meyle, está

agora disponível no canal “ Meyle TV” um novo vídeo sobre o tema.

Fuchs anticongelante Maintain Fricofin

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“LeverLess Touchless”

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na Expo Mecânica 2016

l Devido à constante evolução dos

motores e às suas exigências no que

diz respeito ao arrefecimento, proteção

contra corrosão e outros fatores

adversos, os fabricantes lançam novas

aprovações de lubrificantes de maneira

a assegurar que o produto utilizado

esteja de acordo com os níveis

de performance exigidos. A Fuchs

acompanha esta evolução lançando,

constantemente, novos produtos com

as aprovações oficiais dos fabricantes.

É por esta razão que a marca coloca no

mercado um produto que responde às

exigências mais recentes do Grupo VAG

(Audi, VW, Seat e Skoda). O anticongelante

Maintain Fricofin, de cor violeta, é

um produto isento de nitritos, aminas e

fosfatos, com uma elevada performance

na proteção à corrosão e que cumpre,

oficial e integralmente, a aprovação VW

TL 774 J (VW G13), sendo compatível com

as aprovações anteriores.

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Bolas apresenta arrancador Startzilla

A Bolas, S.A., empresa de Évora especializada

na comercialização de ferramentas

e equipamentos para oficinas,

lançou o Starzilla, um novo arrancador

e aparelho de teste da Telwin de 12-24V,

com baterias de Lítio LiPO, concebido

para utilização profissional. Compacto e

leve, tem como principais características

a função Ice Start, para arranque mesmo

em temperaturas até -20°C; tecnologia

Log Life para longa vida útil das baterias

e segurança do utilizador; LED vermelho

e branco de alta intensidade com

diferentes modos de funcionamento;

fonte de alimentação com entrada USB

saída programável 12,16 e 19V; muito

compacto e leve, graças às baterias de

Lítio LiPO. O Startzilla funciona, também,

como fonte de alimentação para dispositivos

eletrónicos, através de entrada

USB e saída programável de 12, 16 e 19V.

Abril I 2016 www.jornaldasoficinas.com


www.jornaldasoficinas.com Abril I 2016


46

Jornal das Of icinas

FAE: novo catálogo

de sensores ABS

fabricante espanhol de

O componentes elétricos

e eletrónicos FAE, lançou um

novo catálogo de sensores de

velocidade de roda – ABS. O

novo catálogo inclui sensores

ABS para praticamente todas

as marcas de automóveis

existentes no mercado europeu.

Através do catálogo

FAE e do diretório TecDoc,

é possível pesquisar a referência

adequada do sensor,

para cada modelo de automóvel,

dentro da respetiva

marca. A FAE, com mais de

60 anos de experiência,

sempre apostou no desenvolvimento

e na inovação,

sendo, atualmente, um dos

fabricantes mais fiáveis dentro

do aftermarket, com 75%

da sua produção destinada

à exportação. Cerca de 8%

da faturação anual destina-

-se à investigação, estando

a ser construído um novo

laboratório de pesquisa e

desenvolvimento com 700 m 2 ,

a adicionar ao já existente de

450 m 2 .

Sofrapa comercializa

embraiagens Westlake

l A Sofrapa acaba de incorporar no seu programa

de vendas as embraiagens da Westlake. Esta marca

dispõe de uma vasta gama de aplicações para veículos

do mercado europeu, nomeadamente para automóveis

de passageiros e veículos comerciais. Fundado

em 1985, o Grupo Westlake tem mais de 30 anos de

experiência na produção de sistemas de embraiagem

automóvel.Hoje, a empresa está na vanguarda da

tecnologia de sistemas de embraiagem, realizando um

investimento contínuo nas técnicas mais avançadas

de produção e testes de produto disponíveis.Antes de

saírem da fábrica, as embraiagens são submetidas a

vários testes de desempenho, instalação e simulação

de desgaste.Os padrões de qualidade da marca são

certificados pela norma ISO/TS 16949 (gestão de qualidade

para o setor automóvel) e todos os produtos

propõem garantia de dois anos ou o equivalente a

30.000 km.

Seminário Autodata

na Universidade do Algarve

A Infortrónica, Lda. em parceria com o Instituto

Superior de Engenharia – Universidade do Algarve

(ISE-UAlg) realizou, em março passado, um Seminário

Técnico sobre o Autodata, ministrado pelo Eng.°

José Cardoso. A formação realizou-se no âmbito

dos cursos de Tecnologia e Manutenção Automóvel,

teve a participação plena dos estudantes e,

também, de alguns representantes de empresas

parceiras daqueles cursos, no Campus da Penha,

em Faro.Os cerca de 50 participantes tiveram a

oportunidade de conhecer as potencialidades

do software Autodata ao nível da manutenção

mecânica, elétrica e eletrónica e de diagnóstico

automóvel, as quais se poderão refletir no acréscimo

de rigor, qualidade e eficiência do serviço das

oficinas auto.O Autodata foi reconhecido pelos

estudantes como uma excelente ferramenta de

apoio às aulas dos cursos de Tecnologia e Manutenção

Automóvel lecionados no ISE-UAlg.

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48

Jornal das Of icinas

AZ Auto promove Centro de Travões ATE

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A AZ Auto aposta em 2016 na contínua

dinamização e promoção da marca ATE

em Portugal, desta feita com a evolução

do projeto de Centro de Travões ATE. Trata-

-se de um projeto que visa dotar as oficinas

independentes de melhores capacidades

e soluções técnicas na prestação de serviços

associados a material de travagem.

Depois de um ano 2015 com um resultado

histórico para a AZ Auto, atingindo

um recorde de faturação em material da

marca alemã do Grupo Continental - ATE,

é mantendo o foco e a estratégia de crescimento

que surge, em 2016, a evolução

do projeto Centro de Travões ATE.Com o

reforço da equipa, tanto na área comercial,

como técnica e de marketing, a AZ

Auto está focada no desenvolvimento e

implementação de Centros de Travões

ATE, de norte a sul do país, para reforçar

a já existente rede de oficinas CTA e para

garantir o maior e mais eficaz apoio diário,

tanto aos parceiros retalhistas estratégicos

selecionados para promover o projeto em

parceria com a AZ Auto, como às próprias

oficinas pretendentes.

2016

Mantemos os preços baixos

Condensadores Nissens

registam aumento de vendas

gama de condensadores da Nissens tem registado um aumento de vendas

A nos últimos anos: cerca de mais 39% desde 2012. Uma parte deste sucesso

está relacionado com a maior aposta nas vantagens fornecidas com o produto.

Como fornecedor de serviços, a Nissens tem evoluído no sentido de se tornar num

fornecedor de soluções. Teve a noção de que o mercado exigia muito mais do que

um produto e necessitava de uma solução.Uma das áreas específicas em que a

Nissens irá concentrar-se no futuro é a proteção contra corrosão dos condensadores.

Ao melhorar ainda mais a proteção contra a corrosão, diminui o risco de

deterioração das aletas e, por conseguinte, melhora a vida útil do produto. Um

investimento preparado cuidadosamente em relação a um elemento já totalmente

funcional, mas que irá aumentar ainda mais as vendas, especialmente em países

com um clima rigoroso.

Jornal das Oficinas

errou: edição n.° 124

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Loja 3: (Faro) - Tel.: 289 898 050 - Tlm.: 925 984 028 - Fax: 289 898 059

Site da TRW apto para todos

os dispositivos móveis

l A TRW lançou uma versão nova e melhorada do

seu site: www.trwaftermarket.com. A navegação

melhorada e as funcionalidades otimizadas, aliadas

à introdução de filtros eficientes no catálogo integrado

baseado na web, tornam a tarefa de encontrar as peças

certas mais fácil e rápida para os utilizadores. Isto leva,

consequentemente, a uma melhoria na eficiência do

processo de encomenda por parte dos clientes diretos

da TRW: os distribuidores.Recorde-se que o site também

disponibiliza, gratuitamente, desde há algum

tempo, a pesquisa de peças por matrícula. Além disso,

a TRW Aftermarket oferece agora aos utilizadores o

acesso a informações técnicas a partir do catálogo.

Através de um simples clique, os utilizadores podem

identificar e selecionar entre uma série de opções

de ajuda técnica, incluindo guias de procedimentos

e instruções de montagem. Além das melhorias no

catálogo e no sistema de encomendas, foram efetuadas

ainda melhorias importantes no centro de informação

técnica online da TRW Aftermarket, “Tech Corner”, ao

qual é possível aceder, gratuitamente, através do site.

Na passada edição (impressa),

referente ao mês de março (n.°

124), o Jornal das Oficinas errou.

Na reportagem dedicada à Indasa

(pág. 60 e 61), no último terço do

texto, é referido que os abrasivos

representam, em termos de grupo,

cerca de 20% do negócio da Indasa,

o que não corresponde à verdade. A

percentagem que deveria constar é

cerca de 70% e não 20%, como foi

publicado.

Por outro lado, na parte final do artigo,

quando se aborda a questão dos

produtos e alternativas em função

das necessidades do cliente, pode

ter passado a ideia de que a Indasa

dispõe de produtos de menor qualidade,

o que não era, de todo, a nossa

intenção. Até porque o grupo conta

com uma gama de produtos que vai

ao encontro das necessidades dos

clientes: maior agressividade; maior

produtividade; maior durabilidade;

melhor acabamento. À Indasa, pedimos

desculpa pelo transtorno que

estes lapsos possam ter causado.

Abril I 2016

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50

Jornal das Of icinas

Inspeções aprovadas

com Spanjaard Smoke Doctor

As emissões de fumos de exaustão de escape são reveladoras de um motor

desgastado e com forte perda de compressão. Com uma quilometragem

elevada, surgem folgas entre a cabeça do pistão e o cilindro, que permitem

a passagem e a consequente queima do óleo, em conjunto com a mistura

combustível/ar, provocando uma visível “nuvem” de fumo azul esbranquiçado.

O Spanjaard Smoke Doctor é uma solução para estes problemas. Atua, de

forma eficaz, através de um forte suplemento do óleo na lubrificação do

motor, quando adicionado. Além disso, elimina, drasticamente, a emissão

de fumos e a queima de óleo, amortece a vibração do motor em frio, permitindo,

instantaneamente, um funcionamento regular e silencioso, restabelece

a compressão do motor e evita ainda o seu sobreaquecimento. Um produto

de referência no mercado nacional, onde existe há já vários anos.

JR Diesel tem novo

conceito de negócio

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l A JR Diesel é uma empresa particular

no seu conceito de negócio.

Os produtos que comercializa são

alternativos e adaptam-se às necessidades

dos clientes.

Situada nas Caldas das Taipas, Guimarães,

oferece soluções para o

mercado automóvel e agrega duas

marcas exclusivas e complementares

na sua gama de produtos: a marca

Ecoparts, que tem no seu portefólio

componentes reconstruídos de alta

qualidade e a PADOR, que, apesar de

recentemente chegada ao mercado

português, já conseguiu uma quota

muito relevante. Para melhor servir

os seus clientes, a JR Diesel dispõe

de um call center que permite responder

ao cliente de forma imediata.

A questão logística também não foi

esquecida, apresentando a empresa

soluções para colocar “a peça na

hora” em casa do cliente.

JP Tools apresenta

novo Foxwell GT80 Plus

l A JP Tools, empresa especializada no

comércio de equipamentos de diagnóstico

para oficinas automóvel, apresentou o renovado

Foxwell GT80 Plus, um aparelho de

diagnóstico que apresenta, de forma totalmente

legal, o software dos fabricantes de

automóveis. Com uma nova imagem, mais

rápida, mais precisa e com uma enorme cobertura

em termos de marcas automóveis

europeias, asiáticas e americanas, o novo

Foxwell GT80 Plus dispõe de um ecrã tátil e

programa Windows 8.1Pro. A JP Tools apresenta,

também, a restante gama de produtos

da Foxwell, nomeadamente o Auto Master

Pro NT644 - um equipamento de diagnóstico

mais compacto e acessível, ideal para serviços

rápidos e segundo equipamento complementar,

com funções diretas de DPF (regenerações/reset

de funcionalidades), serviços de

óleo, travões entre outros. Já o VAG Scanner

NT500 - somente direcionado para o grupo

VAG, o CRD700 - é um teste de pressão digital

do common rail. E ainda há oProgramador/

Excitador de Sensores/Adaptador de borboletas

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52

Jornal das Of icinas

Opinião

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O desafio da redução de custos

e o apelo ao associativismo

Em qualquer atividade, o conhecimento

do custo da estrutura é essencial

para uma gestão rigorosa. Cada vez

mais, a margem aumenta ou diminui

em função do custo do trabalho e do

serviço. Tratando-se de uma oficina,

ainda mais este conceito se aplica.

Por vezes, menosprezamos as “contas

pequenas”, perdendo a noção de que

várias pequenas fazem uma grande.

Custos de comunicações, de transportes

para obtenção de materiais, de energia,

água, resíduos, combustíveis, enfim,

uma lista que não é pequena mas que

nem sempre a tratamos como devemos.

Hoje, na banca e no Estado, estão os

grandes encargos de uma empresa. E é,

manifestamente, difícil, senão impossível,

baixar este custo, por mais exercício

que façamos. Veja-se, por exemplo, o

aumento do salário mínimo, não sendo

significativo para quem o recebe, acarreta

logo um aumento às empresas de

forma direta e indireta, beneficiando

o Estado, pela contribuição para a Segurança

Social e respetivas retenções

em sede de IRS.

Não se trata de entrar numa discussão

política estéril de “dar com uma mão e

tirar com outra”, mas sim de os políticos

pensarem noutro tipo de impostos, que,

efetivamente, estimulem a economia

e o emprego. E que, principalmente,

“deixe” nos bolsos das pessoas mais

rendimento. Só os mais ingénuos

acreditam que temos este ano mais

rendimento! Esperemos, ilusoriamente,

pelo IRS de 2017.

Para as empresas e empresários, resta-

-lhes o desafio de redução de custos,

pois o mercado “encolheu”, os grandes

encargos sobem no caso do Estado e

não descem, como se propagandeia ao

nível da banca.

Há um “custo enorme” para produzir

com sucesso uma efetiva e necessária

redução global e visível de encargos

e custos.

A sensibilização é para que todos,

de forma metódica e rigorosa, encarem

os ditos “pequenos” encargos

como custos tão relevantes quanto

os outros. E reparem, aqui nestes, só

depende de nós.

Também um lamento genérico, por

não ver o associativismo do setor automóvel

com o dinamismo que ele

carece (e merece), pela importância

que tem no PIB.

Um silêncio ruidoso e constrangedor,

sem poder reivindicativo e sem força

mobilizadora.

Apelo à ANECRA, à ARAN e ao ACP,

por se tratarem de associações de referência,

que se juntem, o setor precisa

cada vez mais de vós, em concertação,

em diálogo, com capacidade reivindicativa.

E porque não começarem por exigir

aos Governos a possibilidade de uma

nova janela de investimento para este

setor? Alguém se lembra da última vez

que houve essa oportunidade? A medida

era o PROCOM e tem cerca de

15 anos!

Um setor com tanto emprego, não

pode continuar a “envelhecer” de

forma aguda, triste, sombria e sem

que ninguém se incomode e levante

a sua voz.

Dá a ideia, este nosso desencanto,

que tudo está bem!

Caros empresários, o desafio é o

custo que “os custos” custam na sua

redução!

Pensem nisto e levantem a voz!

Por: Lúcio Machado

Empresário e Professor Investigador na

Universidade do Minho

Email: lucio@dem.uminho.pt

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Jornal das Of icinas

Danos nas alhetas

Os turbos modernos da última

geração são, hoje em dia, altamente

rotativos, atingindo rotações

que podem ir até cerca das 300.000

rpm, sendo que, para o seu funcionamento,

o turbo tem duas entradas de

ar, uma entrada de gases pelo coletor

de escape e uma entrada de ar limpo

pelo coletor de admissão, vindo do

filtro de ar.

Para se ter uma noção da rotação elevada

do turbo, podemos informar que

o ar, ao entrar na admissão, atinge a

velocidade do som. Os gases de escape

entram pelo coletor de escape do

turbo e incidem nas alhetas da turbina,

fazendo rodar o seu respetivo veio.

Durante o normal funcionamento,

não deverá entrar nada para dentro do

turbo além do respetivo ar/gases acima

referidos. O compressor do turbo (lado

de admissão) é de alumínio e quando

está em rotação fica altamente fragilizado,

pelo que a entrada de um objeto

ou algumas partículas não filtradas

em conjunto com o ar que vem do

filtro de ar, vai, certamente, danificar

as alhetas superiores do compressor,

Dica

de

reparação

Por: Nuno Teixeira | Tlm: 937 500 519

levando, numa fase inicial, ao desequilíbrio

do conjunto rotor e consequente

aumento de ruído do turbo, podendo

levar até à quebra do veio da turbina.

No lado do escape, a turbina, que é

de ferro fundido, está preparada para

receber apenas os gases de escape

provenientes do motor. Mas é muito

comum algumas motorizações libertarem

fragmentos pelo escape, que,

ao entrarem no turbo, vão danificar as

alhetas da turbina e a respetiva geometria

variável, se for o caso. Estes

fragmentos podem ser pedaços do

coletor do motor que esteja a desfazer-

-se por dentro, pedaços das borboletas

de admissão ou pedaços de válvulas

e de segmentos.

Glasurit apresenta Porsche 356

parcialmente restaurado

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Na Techno-Classic, a mais importante feira de carros clássicos que se realiza de 6

a 10 abril em Essen, Alemanha, a Glasurit vai demonstrar de forma inequívoca que

um carro de exposição não tem de ser perfeito para chamar a atenção. A marca de

tintas irá apresentar um Porsche 356 B de 1963 cuja parte traseira foi restaurada

profissionalmente com produtos Glasurit. A parte dianteira foi mantida como estava

quando o carro foi encontrado num armazém, revelando claramente os efeitos que

o tempo e a exposição ao exterior exercem sobre o estado de um carro. O Porsche

pertence a Dieter Ambrosy, um reconhecido especialista no restauro de modelos

356 da Porsche e proprietário de uma vasta coleção de Porsches clássicos nas mais

variadas condições. Em estreita colaboração com a equipa da Glasurit dirigida por

Jürgen Book, responsável da Gestão de Processo na BASF Coatings, Ambrosy e a

sua equipa da oficina de reparação restauraram a parte traseira da carroçaria. A

equipa teve de fabricar painéis novos para executar parte do restauro. Recorreu-se à

informação apresentada no próprio carro para identificar a cor utilizada para pintar

o Porsche há mais de 50 anos. Os especialistas encontraram a cor da tinta original,

Ruby Red 6202, na base de dados da Glasurit. Na sequência da Techno-Classica, o

Porsche parcialmente restaurado será exibido ao longo dos 12 meses seguintes em

exposições e outras iniciativas na Europa, África e Médio Oriente.

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do carro mas contaminações de óleo ou manutenções prévias de baixa qualidade

podem causar falhas prematuras do sistema. Na SKF queremos ajudar os

mecânicos a tirar vantagem desta área de negócios em crescimento.

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IC Car renova espaço cibernauta

Exide renova apoio

ao Museu do Caramulo

A empresa produtora da conceituada marca de baterias Tudor, presente no mercado

português desde 1920, apoia, por mais um ano, o Museu do Caramulo. A parceria,

que se firmou em 2014, tem permitido a manutenção e conservação anual do modelo

Lotus Europa Special de 1973, podendo este, assim, estar em perfeitas condições

de funcionamento e circulação, bem como manter a sua bela imagem para poder

figurar no museu. O Lotus Europa Special surge da evolução do modelo Europa de

1971, que já de si era considerado o mais potente automóvel da gama. Em honra

aos Campeonatos do Mundo de Fórmula 1, conquistados em 1972 e 1973 pelo

Team Lotus, foi criada uma série numerada do Special, batizada Europa John Player

Special. Lacadas a preto, com faixas douradas e placa numerada correspondente, a

série tornou-se sinónimo do modelo, sendo, ainda hoje, uma das mais procuradas. O

programa de apadrinhamento foi lançado pelo Museu do Caramulo em 2011 e tem

permitido uma aproximação entre as empresas nacionais e o museu, favorecendo,

desta forma, a atividade museológica.

l A oficina especializada na reparação

e manutenção de veículos

multimarcas, localizada em Samora

Correia, renovou o seu site. Conta

já com mais de dez anos no ativo.

E com inúmeros clientes. Entre os

quais, está Rui Vitória, atual treinador

da equipa principal de futebol

do Sport Lisboa e Benfica. A IC Car,

localizada na Zona Industrial da Murteira,

Samora Correia, renovou o seu

espaço cibernauta. Seis são as áreas

que se situam no topo da página e

que o cliente/visitante pode consultar.

Depois, fazendo scroll, a seguir

às informações sobre

a empresa e os horários,

surgem todos os

serviços que a IC Car

disponibiliza: Pneus;

Ar Condicionado; Reparação

de Carroçarias;

Eletricidade e

Eletrónica; Inspeção

Periódica Obrigatória;

Gestão Ativa de

Frotas; Manutenção

e Reparação Mecânica; Análise de

Gases de Escape; Serviços Rápidos.

E porque a IC Car reconhece a importância

de uma assistência técnica

qualificada, praticando-a com rigor,

profissionalismo e transparência,

dispõe de uma equipa técnica que

assegura um serviço de excelência

ao cliente. É essa mesma equipa que

pode ser conhecida na área onde

constam os serviços. Basta, para tal,

clicar no respetivo ícone. Mas mais do

que palavras, impõe-se uma consulta

ao renovado site da IC Car, que pode

ser feita em www.iccar.pt.

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ELEVADORES DO VIDRO

AMORTECEDORES DE MALA

Rede Identica reúne parceiros

Os parceiros da Rede Identica da Spies Hecker em Portugal reuniram-se

na Golegã, no passado dia 5 de março, para o seu primeiro encontro de 2016.

Neste meeting, foram apresentados e debatidos diversos temas importantes

para a rede e para a atividade dos parceiros. Foram traçados os três vetores

estratégicos para 2016, que sustentarão toda a atividade com o objetivo de

fortalecer a rede e de melhorar os parâmetros de qualidade do serviço que

prestam aos seus clientes. Ponto em destaque foi o “Programa Garantia 10”,

feito em parceria com a Axalta Portugal e a Spies Hecker, que é uma das marcas

globais de repintura automóvel da Axalta Coating Systems, na atribuição de 10

anos de garantia da pintura das viaturas reparadas.

CTR apresenta

nova AllClean

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Cromax introduz

novo Selante 1K

l A Cromax introduziu um novo primário

aparelho isento de cromato de zinco:

o Selante PS1600A 1K. Foi especialmente

desenvolvido para aplicação sob todas

as tecnologias de revestimento em base

aquosa da Cromax, em pequenas áreas

de chapa nua, incluindo aço, alumínio e

aço galvanizado. Pode ser, igualmente,

utilizado sobre acabamentos OEM e em

repinturas bem duras, previamente

lixadas. O Selante PS1600A 1K foi especificamente

concebido para os pintores

que já se encontram na cabina de pintura

e que se apercebem que uma pequena

área, como por exemplo, uma aresta,

foi lixada até a chapa. Em vez de utilizar

um wash-primer e betume, o que pode

demorar algum tempo a secar, os pintores

apenas precisam de agitar a lata de

spray e pulverizar uma ou duas demãos

do Selante Lixável PS1600A 1K, sobre a

área danificada.

A CTR, empresa italiana do

Grupo Denso, lançou a nova máquina

de limpeza de circuitos de

A/C All Clean. Com o lançamento

deste novo aparelho para a oficina,

completa-se a oferta de equipamentos

de carga e manutenção do

sistema de climatização.A AllClean

é uma máquina para limpeza e lavagem

do interior do circuito de

climatização dos veículos, tanto

de ligeiros como de autocarros,

mediante a utilização de um detergente

não inflamável.A limpeza é

feita através do método de circuito

aberto ou fechado, recirculando

o líquido a alta pressão e temperatura.

O equipamento é muito

fácil de utilizar, pesa apenas 40 kg e

tem um depósito

de 18 litros, com

possibilidade de

estar constantemente

a ser

abastecido. O

trabalho é feito

com o líquido

de limpeza a 5

bar, o que permite

eliminar

as partículas

de sujidade dos

sistemas A/C.

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Indústria de componentes auto regista aumento

Beru expande gama

de velas incandescentes

A Beru expandiu a sua gama de velas incandescentes

com sensor de pressão PSG, que permite uma regulação

em tempo real da combustão. Com o lançamento desta

nova vela incandescente, a Beru acrescenta à sua oferta

de produto uma gama completa para os modelos mais

populares do Grupo VW, entre os quais Audi A1 e A3,

Seat Ibiza, Skoda Octavia e Volkswagen Golf, Sharan e

Tiguan. Produzidas de acordo com os padrões de fabrico

dos componentes OE, a Beru PSG representa a vanguarda

da tecnologia em termos de cumprimento das normas

anti-poluição mais rigorosas. A utilização destas velas

permite atingir maiores picos de pressão nos motores

Diesel sobrealimentados mais modernos, ao mesmo

tempo que contribuem para o controlo das emissões

durante toda a vida do motor.

De acordo com dados recolhidos

pela AFIA (Associação

de Fabricantes para a Indústria

Automóvel), o ano de 2015 foi,

uma vez mais, positivo para o

setor, que registou um crescimento

económico de 5,4% relativamente

a 2014. As vendas

globais da indústria nacional

de componentes automóveis

registaram o valor de oito mil

milhões de euros, um novo

recorde em termos absolutos.

Deste valor, 84% referem-se à

exportação, ou seja, as vendas

ao exterior cresceram 6,7 % e

totalizaram 6.700 milhões de

euros, também um novo máximo.

Nos últimos cinco anos,

as exportações para a União

Europeia aumentaram 30% e

as vendas para outros destinos

subiram 36%. De acordo com os

dados da AFIA, os destinos das

exportações mantêm, também,

a tendência habitual, com Espanha

e Alemanha a surgirem

como os principais destinos,

seguidos de perto pela França

e Inglaterra. Estes quatro países

representam, entre si, 70% do

total das exportações, sendo

NelsonTripa.pdf 1 09/02/16 09:58

que os restantes 30% estão distribuídos

por outros países europeus

e fora da Europa, como

os Estados Unidos da América

e a China.

(valores em milhões de euros)

VOLUME DE NEGÓCIOS 2013 2014 2015

Mercado nacional 1.308 1.313 1.300

% crescimento +0,4% -1,0%

Exportações 5.869 6.280 6.700

% crescimento +7,0% +6,7%

Volume de negócios total 7.177 7.593 8.000

% crescimento +5,8% +5,4%

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Euro Tyre planeia abrir 10 lojas

Motaquip até final 2017

A Euro Tyre iniciou um projeto de desenvolvimento de uma rede de lojas

próprias e franchisadas, para estar mais perto das oficinas. Estas lojas terão o seu

stock baseado na marca Motaquip e em marcas de equipamento original. Com

este projeto, a Euro Tyre pretende criar uma rede que lhe permitirá estar mais

próxima das oficinas, melhorando o seu nível de serviço com stocks próximos

dos clientes e capacidade logística para fazer entregas quatro vezes ao dia.

O conceito de negócio da empresa baseia-se na disponibilização de stock, com

um elevado nível de serviço logístico a preços sempre competitivos. Para breve,

está, também, a apresentação da Academia Euro Tyre, que disponibilizará aos

seus clientes todos os níveis de formação e assistência técnica online e telefónica.

É objetivo da Euro Tyre posicionar-se como uma empresa de referência no

aftermarket a nível nacional, juntando à já vasta experiência em distribuição de

pneus um stock adequado de produtos de diversas marcas para o aftermarket.

TIPS4Y tem novo site

No ano em que comemora o seu 4.º Aniversário, a TIPS4Y renovou o seu site,

que lhe confere uma imagem mais moderna e atribui novos conteúdos, sendo

a sua gama de produtos e serviços divulgado de uma maneira mais fácil e agradável

para os visitantes. A partir de agora, os clientes têm, de forma intuitiva,

acesso a todos os produtos comercializados pela TIPS4Y, com destaque para

o catálogo TecDoc, Web Shop, Plataforma Oficinal para soluções de orçamentação,

Informação TecRMI com os dados técnicos de todas as marcas e ainda

a pesquisa de peças por matrícula. Além disso, a TIPS4Y oferece agora aos

utilizadores o acesso a informações técnicas a partir do catálogo. Através de

um simples clique, os utilizadores podem identificar e selecionar entre uma

série de opções de ajuda técnica. Eis o endereço do novo site: www.tips4y.pt.

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SICE apresenta máquina

inovadora de montar/desmontar

Lubrigrupo põe a circular

dois novos camiões

Dois camiões identificados com a imagem Mobil, vão começar a percorrer as estradas

de norte a sul do país para transportar os lubrificantes Mobil até clientes e distribuidores.

Esta é uma resposta à necessidade do mercado, nomeadamente para uma expedição

mais rápida, que traduz a evolução e o crescimento da Lubrigrupo. A imagem sempre

foi um ponto forte desta marca e a qualidade dos lubrificantes Mobil merece o melhor.

Reconhecidos pela eficácia e qualidade dos serviços de logística, o sucesso da marca muito

se deve aos Transportes Pascoal, juntos com a Lubrigrupo desde o primeiro momento.

A empresa Conversa de Mãos,

representante exclusiva da marca

SICE em Portugal continental e

ilhas, apresenta uma inovadora

máquina de desmontar/montar

pneus, totalmente hidráulica,

equipada com sistema

“LeverLess – Touchless”

(sem ferro desmonta

e sem tocar na

jante) modelo S300. Permite

a montagem de jantes de 12”

a 34” e dispõe de raio laser

para posicionamento preciso

das ferramentas de trabalho.

Equipada com elevador de

roda e sistema enchimento

tubeless, esta nova máquina

está dotada de prato de aperto

da jante com bloqueio com

multiplicador de força e de tripla

ferramenta (Descolar-Desmontar-

-Montar), com rotação reunida num

único dispositivo.

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febi bilstein entra em corridas de camiões

l A paixão por tudo o que é motorizado é

parte integrante da cultura empresarial da febi

bilstein. O grupo, a nível mundial, para além

da venda e fabricação de peças para veículos

comerciais, está a celebrar essa paixão com

o patrocínio de uma equipa na competição

FIA European Truck Racing Championship.

A febi bilstein acompanhará de perto toda

a ação – em estrada e fora dela - como parceiro

da equipa Schwabentruck, na Áustria,

em Spielberg, a 30 de abril de 2016, sendo

que ao volante do potente camião estará o

piloto profissional Gerd Körber. A divisão de

pesados da febi bilstein tem enorme orgulho

em ter encontrado este parceiro na equipa

Schwabentruck, que tem vindo, ao longo dos

anos a emprestar à competição motorizada o

seu entusiasmo e experiência com camiões,

sendo, sem dúvida, o piloto Gerd Körber merecedor

do seu cognome “Mr. Truck Race”. Com

três títulos ganhos no Campeonato Europeu

e três décadas de experiência em corridas,

“Mr. Truck Race” é uma das mais populares

personalidades da competição FIA European

Truck Racing Championship, distinguindo-se

a sua imagem e nome no âmbito do desporto

motorizado com potentes motores de camião.

Da esquerda para a direita: Karsten

Schüßler-Bilstein (Managing Director

da Ferdinand Bilstein GmbH

+ Co. KG), Gerd Körber (Piloto da

Equipa Schwabentruck)

Gerd Körber, o piloto, na plataforma

de produção Ferdinand Bilstein, em

Ennepetal, na Alemanha

MAN Fluids: nova linha

de lubrificantes

O departamento pós-venda da MAN Truck & Bus Portugal iniciou a comercialização

de uma linha de lubrificantes originais: MAN Fluids. Tem uma

vasta gama de lubrificantes desenvolvidos especialmente para uma elevada

performance dos veículos MAN e Neoplan. As vantagens desta linha de lubrificantes

MAN no nosso país centram-se no lubrificante em si, produzido,

especificamente, para as necessidades dos motores e componentes MAN.

Melhora o seu rendimento e, por conseguinte, reduz o tão importante custo

total de exploração. A particularidade deste produto sintético é que não

deriva do petróleo, mas sim do gás natural, uma patente exclusiva que está

agora à disposição dos clientes da MAN. Esta fórmula consiste na conversão

de gás natural em produtos líquidos de elevada qualidade e pureza, que

servem como base para a produção de lubrificantes com elevadas prestações,

que superam, amplamente, os mais exigentes requisitos da MAN.

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65

Breves

Alea reforça gama

anticongelantes

Mahle galardoada

pela Volvo

Imprefil tem

condensadores

para camiões

l A Imprefil apresenta uma completa

gama de condensadores de ar condicionado

para camiões, formada por mais

de 20 modelos de condensadores.As

vantagens desta gama de produtos é

a qualidade equiparável à original e a

ampla cobertura de mercado, disponível

para as principais marcas e modelos:

DAF, Iveco, MAN, Mercedes-Benz,

Renault, Scania e Volvo. Os prazos de

entrega são ajustados às necessidades

de cada cliente.

l A Alea, marca do grupo Nors, reforçou

a sua oferta de anticongelantes

na gama “High Performance OAT” com

novas especificações Volvo, Iveco, Cummins

e Caterpillar. Estas especificações

vêm alargar a cobertura da gama a veículos

mais recentes, a partir de Euro V,

estando a oferta de produto composta

ainda com a gama “Heavy Duty” para

veículos anteriores. Estão disponíveis

em vários tipos de embalagem, desde

garrafas de 25 lts, tambores e IBC de

1.000 litros.

Arnott estende

garantia vitalícia

l A Arnott alargou a sua política de

garantia vitalícia a todos os produtos

para clientes na União Europeia.

Desde o passado dia 29 de fevereiro

que os produtos Arnott deixaram de

ter garantia limitada de dois anos para

passar a ter garantia vitalícia limitada.

Com mais de 25 anos de experiência

e um ampliado complexo de pesquisa

e desenvolvimento, a Arnott orgulha-

-se de anunciar que fabrica produtos

cada vez melhores. Ao analisar e corrigir

pontos de falha comuns e fragilidades

nos componentes originais, a Arnott

aumenta a durabilidade, o conforto e

a total satisfação do cliente em cada

peça que vende.

l O Grupo Volvo entregou à Mahle o

prémio de fornecedor 2016 na categoria

“Inovação e Eficiência de Combustível”.

É o reconhecimento do fabricante

da Mahle pela sua inovação e experiência

em veículos comerciais. A Volvo

destacou o pistão de aço Mahle Monoweld,

elemento essencial da unidade

de potência, Power Cell Unit (PCU),

como um exemplo da contribuição

permanente na procura da eficácia de

combustível.Este pistão de duas peças,

soldado por fricção, que é utilizado pela

Volvo desde o lançamento dos motores

Euro 6, foi desenhado para interação

com os demais componentes da PCU

fornecidos também pela Mahle.

Philips passa a ser

vendida pela Sonicel

l A Sonicel deu início à distribuição

e comercialização da gama de lâmpadas

e acessórios da Philips, uma das

maiores empresas ligadas à eletrónica

do mundo e a maior da Europa, com

vendas superiores a 30 mil milhões de

euros por ano. A vertente ligada ao automóvel,

a Philips Automotive Lighting,

emprega mais de 47 mil pessoas em

todo o mundo e é a empresa inventora

da lâmpada de halogéneo e da

iluminação Xénon HID. Nesta fase de

lançamento, a Sonicel está a promover

diversas campanhas para os produtos

da marca Philips.

PACEC inicia distribuição

da Zimmermann

l A empresa das Caldas da Rainha

acaba de adicionar os produtos Zimmermann

à sua oferta para veículos da

marca Mercedes-Benz, através de uma

gama completa de discos e pastilhas de

travão. Com uma oferta de qualidade

já reconhecida por construtores como

Mercedes-Benz, BMW ou Porsche, por

equipar, de origem, modelos destas

marcas, a Zimmermann distingue-se

ainda pelas suas soluções de referência

no que diz respeito ao desempenho na

travagem e à segurança na condução.

Imporfase lançou nova

marca “imporspeed”

l A empresa maiata, que se dedica à

importação e distribuição de sistemas

de escape, filtros de partículas, catalisadores

e ponteiras de escape, lançou a

“imporspeed”, uma marca de ponteiras

e panelas de escape de rendimento em

inox. Associada ao slogan “Designed

for your car”, estrangeirismo que significa

“Desenhado para o seu carro”,

estes novos produtos permitem personalizar

o automóvel em função das

preferências, bem como alcançar um

rendimento superior.

Vicauto

comercializa Valeo

l A empresa situada em Viseu, especialista

em peças para viaturas pesadas,

continua a apostar forte nas marcas de

primeiro equipamento. A mais recente

aquisição para o portefólio da Vicauto,

neste domínio, foi a conceituada marca

Valeo. Trata-se de um fabricante de

reconhecida qualidade em primeiro

equipamento. A oferta da Valeo, em

matéria de peças para pesados, é ampla:

kits de embraiagem, alternadores,

motores de arranque, elevadores de

vidro, comutadores, radiadores, pastilhas

de travão, óticas de farol e farolins,

são apenas alguns dos exemplos dos

produtos em catálogo.

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66

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Jornal das Of icinas

Reportagem

Convenção Create 2016

Preparar o futuro

› Sob o lema “Melhores Soluções, para os melhores profissionais”, a Create realizou, no passado dia

12 de março, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, a sua Convenção Anual, onde foram anunciadas

várias novidades aos parceiros das redes “A Oficina” e “ACC - Auto Check Center”

Por: João Vieira

A

Convenção reuniu todos os membros

das redes A Oficina e ACC -

Auto Check Center, num total de

cerca de 300 pessoas. Também estiveram

presentes as principais marcas parceiras

da Create no fornecimento de peças premium.

Nomeadamente: TRW, Bosch,

Mahle, Motul, NTN-SNR, GT Motive, Grupo

Schaffler (LUK-INA e FAG), Spidan e as

marcas de pneus Goodyear-Dunlop e

Momo, para além da marca própria da

Create, a Indieparts.

Para além das apresentações dos responsáveis

da Create, o evento contou

com o contributo de uma animada banda

de música, que manteve a boa disposição

do grupo até final.

Carlos Nascimento, diretor-geral da

Create, abriu a Convenção, relembrando

a missão da empresa, que assenta em

três pilares fundamentais: distribuir equipamento

original, serviços de valor acrescentado

e ser diferente dos concorrentes

de uma forma positiva, desenvolvendo

ações que sejam proveitosas para o negócio

das oficinas.

“Peças qualquer empresa pode vender,

mas fazê-lo com um serviço de valor

acrescentado que seja uma mais-valia

para o negócio das oficinas, apenas algumas

conseguem. A Create ajuda as

oficinas a terem um negócio rentável”,

salientou Carlos Nascimento.

Para comprovar o sucesso do conceito,

Carlos Nascimento, diretor-geral da

Create, apresentou como grandes

novidades a última versão do portal

+ Valor, a assessoria técnica com

a entrada de mais um colaborador

e a aposta reforçada nos pneus, com

o lançamento da marca Momo

foi apresentado um slide onde se podia

ver a curva ascendente de faturação

desde o início da atividade, em 2003, até

aos dias de hoje, tendo aumentado para

o dobro nos últimos cinco anos.

“O negócio de peças tem mudado

muito, passando de um negócio de loja

e telefone, para um negócio muito mais

complexo, com uma forte componente

online. No caso da Create, tínhamos

12.000 referências em 2006 e 36.000 em

2010. Este ano, dispomos de 70.000. Um

grande aumento de referências que exigiu

um forte investimento em meios

informáticos e em recursos humanos de

excelência, conhecedores do aftermarket

em todas as suas áreas”.

De acordo com o mesmo responsável,

“para a oficina ter sucesso, tem de adaptar-se

o melhor que conseguir à realidade

atual e perceber que mudanças estão as

acontecer. Os veículos, hoje, visitam a

oficina apenas uma ou duas vezes por

ano, devido ao período alargado das

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Jornal das Of icinas

69

Portal com mais

funcionalidades

A Convenção Create contou com a

presença de várias marcas fornecedoras

de peças premium, que apresentaram

novos produtos e serviços. Uma animada

banda de música manteve a boa

disposição do grupo durante o evento

l Uma das principais novidades

apresentadas na Convenção Create,

foi o novo portal + Valor, que passou

a ter novas funcionalidades e muitas

ferramentas de apoio à gestão.

Para além da integração com o Autodata

e Haynes Pro, o + Valor passou,

também, a integrar o GT Motive,

permitindo, dessa forma, ter acesso

a informação do primeiro equipamento.

Para efeitos de orçamento

e abertura de folha de obra, todo o

processo é mais facilitado, podendo

a oficina encomendar online as peças

e fazer uma fatura discriminada

com o valor do material e da mão

de obra para mostrar ao cliente na

hora. Só funcionalidades, portanto.

revisões. O que significa menos serviço

para a oficina. Os sites de venda de peças

online proliferam e a concorrência é maior.

Tudo fatores que condicionam a rentabilidade

das oficinas. Por isso, a Create

centra o sua atividade nos serviços de

valor acrescentado, de modo a permitir

que as oficinas consigam fazer mais coisas

em menos tempo. Se o mercado

muda, temos de adaptar-nos à realidade.

O foco, hoje, tem de ser no cliente e não

no automóvel. E é isso que a Create faz,

Formação sempre!

l A Create aposta na qualificação

técnica dos clientes como forma de

aperfeiçoar as suas competências,

aumentar o portefólio de serviços

que estes prestam aos seus clientes

e assegurar o seu futuro. Por isso, a

formação vai continuar a ser uma área

prioritária para a empresa.A qualidade

da formação é assegurada pela

certificação dos formadores, assim

como todo o material que é disponibilizado

para a realização destas

ações. Além das ações de formação

programadas, a Create disponibiliza

workshops temáticos adaptados às

necessidades individuais ou pontuais

dos clientes.

dando formação técnica, transmitindo

conhecimento e criando ferramentas que

ajudam, efetivamente, as oficinas a serem

competitivas e rentáveis e capazes de

manter o cliente fidelizado”, concluiu.

n NOVO PORTAL + VALOR

Rui Damas, diretor técnico da Create,

apresentou as potencialidades do novo

Portal + Valor, nomeadamente na área

do apoio técnico, que, a partir de agora,

tem disponível os dados de todas as marcas

presentes no mercado, mesmo dos

modelos mais recentes, o que confere

uma grande vantagem competitiva às

oficinas.“Queremos que as oficinas da

rede “A Oficina” e ACC” estejam ao nível

dos concessionários de marca. Para tal,

contratámos Nuno Carvalho, um técnico

com larga experiência na área da mecatrónica,

que vai dar todo o apoio que as

oficinas necessitem no seu dia a dia. Esta

assessoria está disponível através de telefone

ou através do portal +Valor para

todos os clientes da Create. Queremos

que esta assessoria técnica seja uma referência

em Portugal”, disse Rui Damas,

diretor técnico da Create.“Desde o início

do ano que estamos a preparar informação

técnica original e, neste momento,

já temos toda a informação dos fabricantes

conforme eles têm nos concessionários.

Esquemas elétricos originais,

procedimentos de montagem/desmontagem,

localização de componentes,

códigos de avaria e ajuda ao diagnóstico,

A marca própria Indie Parts, uma solução

premium para as referências que os

fornecedores não conseguem cobrir,

esteve em destaque na Convenção

são alguns dos dados agora disponíveis

no novo Portal + Valor. A linha de apoio

hotline está a criar uma base de dados

com avarias típicas, baseada nos casos

reais que chegam, diariamente, aos técnicos

da Create.

Mas o grupo está, também, atento à

evolução das novas TIC aplicadas ao automóvel

e, por isso, tem já em desenvolvimento

uma linha de suporte de

diagnóstico remoto com fabricantes de

veículos Passthru e com equipamentos

que tem ao dispor. “Para estarmos ao nível

das marcas, temos de conseguir fazer

diagnóstico remoto online e, para isso,

estamos a desenvolver o Passthru. O nosso

compromisso é desenvolver as ações

necessárias que permitam às oficinas das

nossas redes estarem ao nível dos fabricantes”,

disse Rui Damas.

n APOSTA NOS PNEUS

Pedro Proença, diretor comercial e de

marketing da Create, anunciou as novas

representações de marcas de pneus que

o grupo passou a disponibilizar para a

sua rede de oficinas: Goodyear/Dunlop

e Continental no segmento premium,

Sava e Momo no segmento quality, sendo

esta última uma marca exclusiva do

grupo.

Na sua apresentação, Pedro Proença

destacou o facto de o mercado de pneus

estar em crescimento há mais de quatro

anos consecutivos, sendo, por isso, um

bom produto para as oficinas ganharem

dinheiro mas, também, para chamarem

clientes para as suas instalações.

“Não é por acaso que as grandes multinacionais

de serviços rápidos auto

utilizam os pneus para chamarem mais

clientes às suas oficinas. O pneu é um

produto que leva muitos automobilistas

às oficinas e agora o trabalho principal

é mudar a mentalidade dos automobilistas,

para que se habituem a substituir

os pneus na oficina onde fazem os serviços

de manutenção mecânica dos seus

veículos”, afirmou Pedro Proença.

Sobre a nova marca de pneus Momo,

que representam em exclusivo, o responsável

justificou esta escolha não só pela

excelente relação preço/qualidade que

ela oferece mas, também, por ser uma

gama de posicionamento médio, um tipo

de pneu que se vende cada vez mais.

Desta forma, acreditamos que os nossos

clientes vão poder vender mais um produto

do universo Create, portanto com

grande qualidade”.

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Jornal das Of icinas

Of icina do Mês

CHECKPOINT

tes na compra. E na rapidez com que

pomos cá os materiais”, avança.

Veja o vídeo em jornaldasoficinas.com

■ CONCEITO DE BAIRRO

Grande parte da atividade da CheckPoint

são serviços rápidos. “Não há como fugir.

Diria que 80% da história do automóvel

são serviços rápidos”, adianta Nuno Lopes.

Aquilo que distingue a sua casa? “A confiança.

Trabalhos pesados, mecânica e

diagnósticos minuciosos e motor (também

os reparamos), vêm aqui todos”,

assegura o gerente.

O responsável tem uma visão muito

particular sobre as manutenções low cost.

“Temos preços competitivos, mas isso será

o mesmo que dizer que o fabricante está

errado. Que os engenheiros que fazem o

carro não sabem o que estão a fazer. E o

barato sai sempre caro”, explica.

Não foi por acaso que Nuno Lopes nunca

Diferença humana

› O departamento de peças é a nova coqueluche da CheckPoint. A oficina,

situada no coração de Cascais, aposta na qualidade e só trabalha com material

novo. A componente humana é o maior capital da empresa

Por: Jorge Flores

Com apenas 33 anos de idade, Nuno

Lopes fala já com a sabedoria da

experiência vivida. Para ele, tudo

começou muito cedo. O negócio corre-lhe

nas veias. O gerente da CheckPoint, situada

em pleno centro de Cascais, recorda

ao Jornal das Oficinas como tudo começou,

em 2008, com a abertura da oficina.

Na altura, ainda com o cunho da Precision,

depois de se ter formado em engenharia

mecânica e de ter estagiado na marca,

bebendo tudo quanto era formação e de

ter chegado a estudar os próprios manuais,

made in USA, nos tempos livres.

O negócio correu bem, contra a tendência

da economia do país. Implicou investimento

e a remodelação de todo o

espaço. “Era um buraco, escuro, uma

antiga estação de serviço”, recorda Nuno

Lopes, nascido e criado em Cascais. Não

hesitou, nunca, nem um minuto, na escolha

do local.

Continuava “apaixonado” pelo conceito

da Precision e ampliou a casa, em 2010,

com a aquisição da loja do lado. “Não tínhamos

mãos a medir com o trabalho.

Empurrávamos os carros para fechar a

porta. Foi quase noutra vida. Abri ainda

uma loja de informática”, revela.

A saúde do negócio era tal que, um ano

depois, abriu outra loja em Carnaxide. Mas

os tempos seguintes não foram os melhores.

A Precision caía a pique e gerava

sentimentos dúbios a Nuno Lopes. “Re-

ceberam-me da melhor maneira quando

era miúdo. Ganhei paixão. Gostava de

todos. Éramos o melhor centro da rede”,

diz. Por outro lado, “o preço era altíssimo”.

Havia uma decisão a tomar. “O conceito

já não existia. A Precision estava sem

dono”. Negociou a saída e fê-lo de uma

forma positiva, apesar de ter entregue,

como condição, o centro de Carnaxide.

“Se vou começar tudo do zero, a minha

energia vai fazer muita diferença”, pensou.

E melhor o fez. E foi assim que, em 2013,

no pico da crise, nasceu a CheckPoint.

■ DEPARTAMENTO DE PEÇAS

Três anos decorridos sobre esta nova

existência como CheckPoint, muitos

veículos passaram pelas arcadas da oficina.

“Houve uma evolução muito forte

na minha equipa e na oferta. Na altura,

defendia trabalhar mais para recebermos

o mesmo. Era a minha definição de crise.

E havia outra frase que estava sempre

a vender cá dentro: temos de ter mais

carros para atingir a mesma faturação”,

adianta Nuno Lopes ao nosso jornal. “O

princípio foi correto para a formação da

minha equipa para a nova fase. Mas não

foi o que aconteceu”, reconhece. A fatura

média subiu e o car acount desceu. Não

percebia. Em 2015, estava a fazer o meu

recorde de vendas de sempre. Mas de

longe”, afirma o responsável. Agora, já

entende. Tudo se resumia a uma equação

simples. “Menos manutenção, mais

reparação e mais sinistros. Foi o que

aconteceu”.

A aposta na qualidade foi uma premissa

de sempre. “Fomos construindo uma realidade

de confiança. A nossa imagem

sempre foi de garantia e de credibilidade.

Só trabalhamos com peças novas ou de

qualidade equivalente. Mais uma vez,

estamos contra a tendência do mercado”,

sublinha Nuno Lopes ao nosso jornal.

Uma das grandes apostas da oficina foi

no melhoramento da “capacidade de comunicação

interna”. Com recurso à tecnologia.

“Criámos um departamento de

peças. Começou por ser um computador

e, hoje, é um departamento a sério. Tem

seis ecrãs e uma televisão. Um pequeno

gabinete. Se queremos estar num mercado

tão competitivo, em termos de rapidez

e de preço, e a ter qualidade como

a que temos, temos de ser muito eficien-

85% das reparações na CheckPoint são

concluídas no dia

abdicou do espaço onde se encontra, no

centro de Cascais. Ou não aproveite a

oficina (e muito...) o conceito de bairro.

Tem muitos fiéis na sua carteira de mais

de 17 mil clientes. “Defendemos o carimbar

do livro de manutenção. Sabe muito

bem ver carimbos da manutenção de

2008”, afirma.

Nuno Lopes sempre apostou numa

equipa jovem. “Fui dando vários aumentos

desde que abri a CheckPoint, numa

equipa que nunca ganhou mal. E sei que

a nossa diferença é uma diferença humana.

Tentamos desfrutar ao máximo de

tudo o que construímos juntos”, sublinha.

Ao todo, atualmente, são oito os funcionários

da empresa. O seu objetivo é ir

desaparecendo na estrutura. A arte de

tornar-se “inútil”. Ou seja, “evitar repetições,

trabalho que não construtivo. O que faço

é desenvolver o sistema. Seguir o organigrama

da melhor forma possível, conseguir

ser forte no ponto mais fraco de

quase todas as empresas: a comunicação

interna. Permitir que as pessoas andem

felizes, porque sentem reconhecimento

e que estão a evoluir”, salienta Nuno Lopes,

confessando que, no futuro, a aposta no

franchising nunca será descabida.

CHECKPOINT

Gerente | Nuno Godinho Lopes

Sede Av.ª Dom Pedo I, n.° 275 r/c, 2750 - 786 Cascais | Telefone 914 180 172 | Email ng@checkpointauto.pt | Site www.checkpointauto.pt

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72

Jornal das Of icinas

Produto MOBIL 1 WORKSHOP PROGRAM

Carimbo de qualidade

› A adesão ao Mobil 1 WP é uma oportunidade para as oficinas independentes transmitirem confiança

aos seus clientes. Um “carimbo” de qualidade, salienta Marco Pacheco, responsável da Lubrigrupo

Por: Jorge Flores

associado a uma das marcas mais fortes

do mercado, que ajudam a criar uma

proposta vencedora. A qualidade dos

lubrificantes Mobil é mundialmente reconhecida,

não é indiferente a ninguém

e é sabido que proporcionam resultados

excecionais quando bem aplicados”, entarão

para repetir a experiência, encorajando

amigos e familiares a fazer o

mesmo. Desta forma, com o Mobil 1 WP,

todos os intervenientes neste processo

têm muito a ganhar”, sublinha.

n QUALIDADE, ACIMA DE TUDO...

A qualidade do produto ainda é um

fator decisivo para os clientes. E a tendência

é, cada vez mais, essa. “Hoje em dia, o

cliente final está muito mais informado

sobre qual o lubrificante que deve aplicar

no seu automóvel e quais as aprovações

que este deve cumprir. Adicionalmente,

reconhece, também, os benefícios da sua

aplicação, como são exemplo os intervalos

de mudança alargados e a potencial

economia de combustível”, conta. Nestes

aspetos, “os lubrificantes Mobil destacam-

-se como diferenciadores dos demais

concorrentes, por cumprirem as homologações

dos fabricantes e não apenas as

recomendações da marca”, sublinha Marco

Pacheco, crente de que, também os clientes

tenderão, sem quaisquer dúvidas, “a

favorecer o valor sobre o preço”.

E, nesse contexto, “os lubrificantes

Marco Pacheco, da Lubrigrupo, acredita na força de uma marca como a Mobil

Mobil nunca comprometem em matéria

de qualidade”.

Depois, a associação a uma marca como

a dos lubrificantes Mobil é um reforço

positivo na imagem dos potenciais parceiros.

“Ter uma marca forte de liderança

é importante. Com a Mobil, o cliente fica

Num mercado global e competitivo,

como o atual, a parceria com uma

marca sólida é um privilégio a ter

em elevada consideração. Os problemas

deixam de ser individuais. E as soluções

passam a ser conjuntas. O Mobil 1 Worshop

Program (WP) é disso o melhor

exemplo. Marco Pacheco, um dos responsáveis

da Lubrigrupo, explicou ao

Jornal das Oficinas quais os benefícios

que as oficinas independentes têm ao

aderir ao programa do grupo. Desde logo,

são “identificadas como membros autorizados

e qualificadas para aplicar os

lubrificantes da Mobil. Essa é uma das

principais vantagens desta iniciativa”,

refere. E concretiza: “O facto de todas as

oficinas terem a mesma imagem, uma

visão profissional e cuidadosa, permite

ao cliente final reconhecer imediatamente

a excelência do serviço que se

pratica no interior da mesma, uma vez

que todos os membros do Mobil 1 WP

foram criteriosamente escolhidos pela

Lubrigrupo. Os clientes valorizam uma

recomendação e mudança de óleo feita

por especialistas. Significa isto, que vol-

Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

73

uma prioridade”, destaca Marco Pacheco.

Adicionalmente, “a aparência da oficina

é outro fator considerado por nós. Garantir

que o compartimento do óleo está

limpo, arrumado e reparado assegura

que a experiência de serviço de lubrificação

ocorre num ambiente descontraído,

profissional e adequado. Desta

Nuno Pinto (à esq.) é o gerente da GPR. A oficina

de Vizela aderiu ao Mobil 1 há 10 anos

Mobil 1 Program

5 razões

para aderir

São vários os aliciantes para

fazer parte do Mobil 1

Program. Eis o top 5 que os

potenciais parceiros devem

ter em linha de conta no

momento de tomar a decisão

fatiza o responsável. Além disso, acrescenta

a mesma fonte, “a gama de

lubrificantes Mobil para o motor é encabeçada

pelo Mobil 1, líder mundial de

lubrificantes sintéticos para o motor”. Ou

seja, ganha “uma excelente reputação

de desempenho, inovação e conhecimento.

Considerando esta informação,

é natural que a associação a uma marca

como a Mobil seja um forte diferenciador

comparativamente à concorrência. Transmitem

confiança, dado que os clientes

procuram marcas bem estabelecidas,

que, por sua vez, resultarão numa lealdade

difícil de substituir”, afirma.

n ATENTOS AOS CLIENTES

A excelência operacional desta inicia-

principal objetivo da Lubrigrupo, para

O os próximos tempos, passa por “manter

os índices de qualidade das oficinas

que fazem parte do Mobil 1 WP no mais

alto patamar possível”, garante Marco

Pacheco. De igual forma, “pretendemos

fortalecer o conceito de fidelização,

criando condições para que a experiência

numa oficina Mobil 1 WP seja considerada

diferenciadora das demais pela sublimidade

dos serviços prestados”, acrescenta.

A Lubrigrupo foi,

recentemente,

galardoada pela

ExxonMobil com

o prémio “Circle of

Excellence”

tiva é conseguida através do foco em

princípios e valores. “Os membros do

Mobil 1 WP deverão ser sensíveis às necessidades

do cliente, realizar serviços

de lubrificação de uma forma completa

e correta e certificar que a segurança é

Mobil 1 em Portugal

Manter conceito de fidelização

A Lubrigrupo defende que a qualidade

não se mede pela quantidade. E, nesse

sentido, “a ideia inicial passa por fortalecer

esta iniciativa, tornando-a autónoma,

acompanhando sempre de perto a evolução

de cada uma das oficinas”, afirma.

Deste modo, os melhores membros do

Mobil 1 WP serão premiados num evento

anual. E os vencedores serão aqueles que

mais se destacarem em determinadas

áreas, como o maior volume de compras

forma, o cliente quererá voltar”, diz. Em

suma, “as oficinas deverão querer ser as

melhores da sua classe, definindo e mantendo

os mais elevados níveis de qualidade”,

adianta o responsável.

Tudo virtudes presentes na GPR, uma

das oficinas Mobil 1 WP, situada em Vizela.

O gerente, Nuno Pinto, faz questão de

frisar que, desde a abertura da casa, “há

mais de 10 anos”, que não usa nada mais

além dos produtos Mobil. “E não vamos

mudar”, reforça. Porquê? “Estamos muito

satisfeitos”, o que, “aliado à exigência dos

nossos clientes”, significa que “vamos

continuar a servi-los com Mobil”. Depois

de uma década de parceria, Nuno Pinto

fala mesmo de “uma herança” que se

orgulha de desenvolver.

Mobil 1 e melhor uso da imagem, entre

muitos outros. “Sendo um projeto a nível

europeu, pretendemos, acima de tudo,

que o caso português seja considerado

um exemplo de sucesso, dando, assim,

continuidade à recente distinção da Lubrigrupo

nos prémios anuais da Exxon-

Mobil “Circle of Excellence”, onde esta

iniciativa foi premiada com o galardão

máximo de Ouro”, afirma Marco Pacheco

ao Jornal das Oficinas.

l Confiança | Os clientes procuram

marcas fortes e que transmitam confiança.

Os lubrificantes Mobil são

desenvolvidos para um mercado em

evolução, sendo alvo de testes rigorosos

e que garantem proteção e

desempenho.

l Lealdade | Leais à sua marca favorita

e apaixonados pelo seu carro,

os clientes gostam de conduzir e

recomendarão aos outros, caso tenham

uma boa experiência. Para

muitos, a Mobil é a sua marca de

eleição.

l Recomendações | As recomendações

dos construtores de equipamentos

originais ou dos especialistas

são fundamentais para os clientes.

Os lubrificantes Mobil são recomendados

pelos principais fabricantes de

automóveis.

l Valor | Os clientes tendem a favorecer

o valor sobre o preço. Assim, os

produtos Mobil nunca comprometem

em matéria de qualidade, o que poderá

garantir excelentes margens,

através do aumento de vendas.

l Simplicidade | Um catálogo com

muitas marcas poderá ser confuso.

As oficinas devem oferecer uma gama

de lubrificantes Mobil que cubra todas

as necessidades dos condutores.

E fornecer explicações e recomendações

fundamentadas no conhecimento

do produto.

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74

Jornal das Of icinas

Empresa BATTERY DOCTORS

Veja o vídeo em jornaldasoficinas.com

Doctors apostou forte numa rede de

franchising. Perto de 20 parceiros. Cobriam

o país todo e atuavam, essencialmente,

em baterias de arranque. Mas o

negócio veio a revelar-se vulnerável.

“Muitos dos franchisados quase só faziam

a recolha do resíduo e vendiam depois

às recicladoras. Não faziam o processo

de regeneração. Havia casas, com a nossa

imagem, a fazer o papel de sucateiras.

Quando a ideia, obviamente, não seria

essa”, lamenta Abílio Silva. Nos anos seguintes,

foi necessário empreender uma

limpeza na rede. Recomeçar. E recomeçar,

através de outros nichos do mercado,

como o das baterias de tração, com movimento

de carga, específicas do ramo

industrial, que acabou por servir para a

Battery Doctors superar, com sucesso,

os anos de crise económica do país.

Atualmente, a empresa conta apenas

com três parceiros: um nos Açores, outro

no norte e um terceiro na zona centro.

Pertence à casa-mãe, em Cascais, a cobertura

nacional.

Mas está determinada em voltar a “ata-

Clínica de baterias

› A Battery Doctors é uma empresa especialista na regeneração e manutenção

de baterias. A receita? Aplicar um composto químico que reverte processos

de sulfatação e oxidação, prolongando-lhes, assim, a vida. O mercado ibérico

e as baterias de arranque são a prescrição do futuro

Por: Jorge Flores

A Battery Doctors é uma empresa

certificada para o armazenamento

temporário de baterias

As baterias, à semelhança dos corações

humanos, têm um determinado

prazo de validade. Em

ambos os casos, quanto maiores forem

os cuidados, maior será a sua esperança

de vida. Neste contexto, a ciência da

Battery Doctors, empresa de origem

norte-americana e presente em Portugal,

em Cascais, desde 2005, é tratar da

“saúde” das baterias, através de uma

“receita” química. Um composto que,

conforme explica Abílio Silva, CEO dos

“doutores”, consegue reverter o processo

de sulfatação e oxidação que tantas baterias

mata. Trata-se de um processo de

regeneração “irreversível” e que poderá

aumentar a esperança de vida das mesmas

até dois anos – ou ainda pouco mais.

O responsável da Battery Doctors contou

ao Jornal das Oficinas que o negócio

se encontra numa importante fase de

conquista de mercado. O objetivo é atacar

em várias vertentes, afirma Abílio Silva,

também ele, dotado de experiência em

áreas profissionais tão distintas como a

moda, multinacionais como a Mars, ou

ainda uma passagem (que viria a revelar-

-se decisiva) na área dos agroquímicos.

A empresa faz a reutilização de cerca

de 20% das baterias usadas. Um grande

contributo em termos ambientais

Ou não tenha sido a partir daqui, que, em

1999, montou a Globster, empresa, que,

de há 11 anos a esta parte, detém os direitos

da Battery Doctors para Portugal,

Espanha e restantes países da CPLP.

n MÉTODO PREVENTIVO

O know-how é o ás de trunfo da empresa.

“Penso que é um negócio inovador.

Ainda hoje não temos concorrência. A

que existe, opera através de processos

elétricos, que dão estímulos às baterias

para que o sulfato saia da bateria. Mas

são processos reversíveis. Não irreversíveis,

como o nosso”, adianta. A fórmula

da Battery Doctors permite, inclusive,

fazer uma “terapia” preventiva, antecipando

os problemas recorrentes das

baterias. Pela primeira vez, a empresa está

a fazer um processo, com um modelo da

Mercedes-Benz, no qual aplica o químico

numa bateria... ainda nova. “Se o processo

for preventivo, a bateria nunca vai sulfatar”,

assegura o responsável, ciente, porém,

da dificuldade de explicar a clientes

como as oficinas, os stands ou, inclusivamente,

as casas de vendas de baterias, a

necessidade de aplicar um “tratamento”

a baterias que ainda estão a 100%.

Nesta fase, o mais importante é passar

a mensagem. Nem sempre é fácil. “Temos

clientes que demorámos dois anos a

conquistar”, diz. Como? “Ficam seis meses

à espera, ou mesmo um ano, até ver

que a bateria continua a funcionar sem

problemas. Criar credibilidade demora

tempo”, afirma.

n BATERIAS DE ARRANQUE

No arranque da sua atividade, a Battery

car”, seriamente, o mercado das baterias

de arranque. “Estamos mais preparados

do que há 10 anos”, reforça o CEO da

empresa. Se, hoje, este nicho representa

apenas 20’% da atividade da Battery

Doctors, a médio-prazo, o objetivo é que

50 a 60% das suas intervenções sejam

em baterias de arranque. “É um mercado

maior do que o das baterias de tração”,

adianta.

Nos próximos tempos, a ideia será concentrar

as atenções no mercado ibérico.

“Quer na parte industrial, quer na parte

das baterias de arranque, no mercado

automóvel”.

Abílio Silva pretende ainda alargar a

rede da Battery Doctors, mas num registo

mais seletivo. E também apreciaria que

os fabricantes deixassem de encarar a

empresa como uma concorrente. “Acho

que podíamos perfeitamente estar ligados

a um fabricante de baterias. Se eles

tivessem a perceção de que a única coisa

que estamos a fazer é retardar o envio

das baterias para o destino final, poderiam

ter uma marca com uma segunda

linha de baterias ecológica, em que recuperassem

o próprio resíduo”, sustenta.

CEO | Abílio Silva

Sede: Rua S. Francisco 786, AD, 2645 - 019 Alcabideche - Cascais | Telefone: 214 692 990 | Email: asilva@globser-group.com | www.globser-group.com

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76

Jornal das Of icinas

Empresa HERBUMATIC

Mundo automático

› Situada em Samora Correia, a Herbumatic é uma empresa de capital 100%

português, mas com uma muito forte ligação à Automatic Choice de Espanha.

As caixas automáticas são o seu mundo

cher esse campo”, afirma. E sublinha, a

propósito, que, no nosso país, “até há uns

anos, era um mercado muito fechado.

As novas tendências não indicam isso.

Tem de começar a abrir. Se não for por

nós, será por outras pessoas”, diz.

A Herbumatic, refira-se, é uma empresa

revendedora de peças e lubrificantes para

este nicho de mercado, mas que funciona,

paredes meias, com a oficina RC

Auto, que realiza os serviços de reparação

e manutenção das caixas automáticas,

“bebendo” o know-how adquirido pela

equipa nos últimos anos.

n MUDANÇA DE MENTALIDADES

Com uma equipa composta por cinco

funcionários e uma área de 450 m2, a

Herbumatic implicou um investimento

próximo dos €100.000. O material específico

para caixas automáticas é muito

dispendioso. “Não conheço nenhuma

ferramenta por menos de €300”, garante

Carlos Rebola.

Mas o caminho da indústria automóvel

será... automático. Carlos Rebola não tem

Por: Jorge Flores

grandes dúvidas. E explica porquê: “Existem

marcas de automóveis cuja caixa

mecânica já passou a ser opção. As marcas

de topo. Algumas nem sequer a têm

disponível. Os entendidos, que estudam

este setor, preveem que, entre 2020 e

2025, o mercado global seja de 60% de

caixas automáticas”, sublinha. “Mas o

grande mercado das caixas automáticas

não será o dos veículos topo de gama,

mas sim o dos citadinos e utilitários”, acrescenta

Carlos Rebola, convicto de que as

transmissões automáticas também têm

uma palavra a dizer na desejável redução

das emissões de gases poluentes.

Atualmente, chegam ao mercado do

pós-venda caixas automáticas com cinco

ou seis anos. “Andamos sempre uma geração

de caixas atrasada. É isso que faz

mexer o pós-venda, não o mercado novo”,

revela a mesma fonte ao nosso jornal.

n PEÇAS E LUBRIFICANTES

Fundamental para a atividade da Herbumatic

é a linha de lubrificantes da

italiana Pakelo. O objetivo não é ficar com

Carlos Rebola acredita que, quando bem

reparada, dificilmente uma caixa automática

apresentará falhas

O

mundo das caixas automáticas

não tem grandes segredos para

a Herbumatic. A empresa constituída

por capitais 100% portugueses e

localizada em Samora Correia, tem uma

profunda ligação com a Automatic

Choice de Espanha, tal como assume

Carlos Rebola. Ao Jornal das Oficinas, o

gerente da empresa inaugurada em maio

de 2015 revela que a sua experiência,

neste setor, adquiriu-a precisamente a

sul do país de nuestros hermanos.

A criação da Herbumatic derivou de

um desejo de Carlos Rebola regressar a

Portugal. Algo que acabou por realizar

com o apoio da empresa espanhola, que

se encontrava numa fase de reorganização

interna. Durante o primeiro ano de

atividade, quase cumprido, o objetivo

foi “desbravar o mato, o que não foi fácil”,

admite o responsável da empresa, que

aponta para dois tipos de clientes. “Os

reparadores, o nosso maior volume de

clientes, pessoas que já reparam, e os

clientes que procuram resolver a sua

necessidade. Também estamos a preeno

mercado português. Oficialmente, este

pertence a Espanha, mas antes servir

como “elo” de ligação. “A minha função

é estudar e dinamizar o mercado de peças.

O nosso principal negócio”, reforça.

Depois, através da oficina RC Auto, “reparamos

e fazemos a manutenção das

caixas, porque este é o nosso mundo”,

adianta Carlos Rebola.

A qualidade é indispensável nesta atividade.

“O mercado encarrega-se de

filtrar os bons dos menos bons”, afirma.

Porém, nem sempre é fácil cobrar o valor

justo por um trabalho competente.

“Alguns clientes, quando ouvem falar

em €2.000 pensam... caramba!”. Carlos

Rebola conta o episódio de um cliente

que mostrou um orçamento de €1.250.

“Carro pronto”. Supostamente, uma poupança

de €750. “Não há segredos aqui.

Qualquer um pode assistir à montagem

e reparação, seja cliente oficina ou particular.

Só funcionamos com o material

todo junto. E com bom material. Não se

consegue perceber como esse senhor,

sem ver sequer o que tinha a caixa, conseguiu

apresentar esse orçamento de

€1.250. Mas, dois meses depois, deu

asneira. E o cliente teve de pagar mais

€1.000. €2.250, no total. Bem reparada,

as probabilidades de uma caixa automática

falhar são muito baixas. Mal reparada,

são muito elevadas”, resume o

responsável.

Diretor técnico | Carlos Rebola

Sede: Pinhal da Misericórdia, 2135 - 402 Samora Correia | Telefone: 263 651 044 | Email: herbumaticportugal@sapo.pt

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78

Jornal das Of icinas

Empresa MOTORMÁQUINA

Vista privilegiada

› A Motormáquina mudou-se para umas novas instalações, em Camarate,

dotadas de uma vista privilegiada sobre o mundo das peças. A especialista

em 4x4 (sobretudo da marca Land Rover) renovou a sua imagem

Uma mudança de instalações,

quando feita de forma inteligente,

não obriga a ocupar um espaço

maior para ser benéfica. Que o diga a

Motormáquina, que recebeu o Jornal das

Oficinas na sua nova “casa”, em Camarate,

ainda a cheirar a nova, e onde pretende

melhorar a qualidade do serviço prestado

aos seus clientes. Uma oportunidade ímpar

para renovar a imagem que acompanha

a empresa, criada em 1959.

Vítor Santos e Renato Santos, ambos

gerentes da Motormáquina, explicaram

ao nosso jornal que, os 3.000 m 2 ocupados

até aqui pela empresa, em Sacavém, já

não se adequavam às suas necessidades.

Era necessário entrar numa nova era.

Numa palavra: modernizar! Daí o novo

espaço ser mais pequeno, mas mais “funcional”

e com áreas distintas para cada

um dos departamentos.

máquina existe”, afirma Vítor Santos.

Outra vantagem? “Temos imensos clientes

de Cabo verde, de Angola e de Moçambique

que vêm a Lisboa, porque nos

conhecem e precisam das peças para as

viaturas 4x4. Se lhe dissessemos que

estávamos em Camarate, se calhar, não

lhes dizia nada, mas a proximidade ao

aeroporto é fundamental”, garante o

mesmo responsável.

A secção das peças já está a funcionar

a 100%. Basta observar o ritmo dos telefonemas

que a Motormáquina recebe,

ao minuto, na ampla divisão que lhe está

afeta. Para o próximo ano, será transferida

toda a oficina.

Quanto à renovação da imagem, Vítor

Santos reconhece que “não foi consensual”.

E compreende. “O nosso logótipo

foi muito forte e marcou uma presença

durante muitos anos, mas queremos mostrar

que podíamos melhorar e que temos

capacidade para evoluir”. A este propósito,

Renato Santos sublinha ainda a importância

passar a mensagem. “Somos uma

empresa moderna, com pessoas jovens,

e que consegue adaptar-se às novas possibilidades

do mercado”. A seu favor, a

Motormáquina tem “o melhor stock de

peças Land Rover do país. É fantástico

como conseguimos ter melhor stock do

que os concessionários Land Rover”, enfatizam

os dois responsáveis da empresa.

Por: Jorge Flores

n LAND ROVER, SEMPRE...

O edifício pode ser novo. A imagem

também. Mas há algo que nunca muda

na vida da Motormáquina. A sua ligação

umbilical à Land Rover. “No nosso site, um

dos slogans é: especialistas em Land Rover!

Continuamos a ser conhecidos assim.

E, no futuro, vamos ter uma oficina moderna

nestas instalações. Trabalhamos

com viaturas 4x4. Mas somos especialistas

em Land Rover”, reforça.

Vítor Silva acredita que, no futuro, a

Vítor Santos e Renato Santos, nas novas

instalações em Camarate, mantêm,

também, os olhos na loja do Porto. “A

presença na expoMECÂNICA significa

que valorizamos muito o que se passa a

norte do país”, afirmam

n PRÓXIMOS DO SETOR

O novo edifício, situado em Camarate,

tem uma vista privilegiada sobre a CRIL

e representa um chamativo para novos

clientes. “Temos 600 m 2 e pretendemos

alargar para mais 750 m 2 . A localização é

fantástica devido à sua visibilidade. Vamos

ter um anúncio com o nosso logótipo. E,

por isso, também queremos atrair outras

pessoas que, se calhar, até vivem em Lisboa

e nem sequer sabem que a Motorempresa

manterá a “solidez” que a tem

caracterizado ao longo de tantos anos. “O

que esperamos é servir melhor os clientes.

Passámos relativamente bem pela crise e

agora queremos ganhar mais por estarmos

mais visíveis e trabalharmos melhor”. Renato

Santos concorda. “Esperamos um

crescimento sustentável”. Na sua opinião,

“o mercado das peças tem mudado

imenso. Temos de oferecer mais às pessoas.

Se for apenas uma questão de preço, não

funciona. Hoje, é muito importante cativar

os clientes. Ter uma cara amiga. Tirar dúvidas,

aconselhamentos de montagem.

Não é só vender a peça. Peças, há muitas,

mas a qualidade varia”, avisa.

Tanto Vítor Santos como Renato Santos

defendem que o cliente Land Rover é

muito “específico”. E até têm um lema sobre

o principal destinatário das suas peças

4x4. “Os Land Rover não se abatem. A maior

parte das vezes, colecionam-se”, asseguram

ambos os gerentes.

A nova imagem será acompanhada por um site renovado. O objetivo é facilitar a vida

aos clientes. Com as novas funcionalidades, estes passam a poder ver todo o stock das

peças e a pedir orçamentos com muito maior rapidez

Gerentes Vítor Santos e Renato Santos

Sede Rua Marchal Gomes da Costa, 2680-032 Camarate | Telefone 219 499 880 | Email lisboa@motormaquina.pt

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Jornal das Of icinas

Produto

Valvoline reforçou gama All-Climate

Estratégia fluida

› A Valvoline efetuou, no ano em que comemora século e meio de existência, uma restruturação na

sua oferta de óleos de motor. A maior novidade é o reforço da gama All-Climate, que permite à marca

concorrer num segmento de mercado onde até aqui não estava presente

Por: Bruno Castanheira

Depois dos óleos de caixa, os óleos

de motor. E não existe melhor timing

para uma restruturação de

gama do que no ano em que celebra 15

décadas de existência. A Valvoline, a primeira

marca registada de lubrificantes,

com origem nos EUA, expandiu-se para

o nosso país em 2010, através da Krautli

Portugal. Tal como os lubrificantes, os

produtos químicos e de manutenção

automóvel de que dispõe estão presentes

em mais de 160 países de todo o mundo.

n OS ÓLEOS NÃO SÃO TODOS IGUAIS

Óleos, há muitos. Entre marcas e referências,

são várias as dezenas de lubrificantes

disponíveis no mercado nacional.

Contudo, os óleos não são todos iguais.

Variam consoante o tipo de motor a que

se destinam, as fórmulas que integram e

os níveis de exigência que têm de cumprir.

Depois, existem óleos com carta de aprovação

dos construtores de veículos (os

chamados produtos OEM) e óleos que

dispõem “apenas” de recomendação dos

fabricantes de lubrificantes. Não andaremos

muito longe da realidade se dissermos

que, hoje, mais de 50% dos óleos de

motor comercializados em Portugal não

têm carta de aprovação dos construtores

de veículos. “Apenas” recomendação dos

fabricantes de lubrificantes. Logo, existem

óleos com diferentes níveis de qualidade

e de desempenho, o que se reflete, como

é óbvio, no preço. Contudo, é imprescindível

saber interpretar as indicações que

constam nas embalagens, para que a

aplicação do produto seja a correta.

Se existe facto que a história tem demonstrado

é que, por vezes, a informação

não chega, de forma bastante clara, ao

consumidor e ao profissional que vai aplicar

o produto. O que leva a que sejam

feitas aplicações incorretas, situação que

está ainda intimamente relacionada com

o preço. E, também, com o investimento

e grau de envolvimento que o distribuidor

tem com a marca. Só uma rede de distri-

Marcos

históricos

daValvoline

1939

O X-18 eliminou

a necessidade

de 18 lubrificantes

específicos para

automóvel

1965

Lançamento do óleo de

elevada performance VR1,

concebido para automóveis

potentes e carros de

competição

1972

A Valvoline equipou A.

J. Foyt (Gilmore Foyt,

Indy 500)

1866

Dr. John Ellis

desenvolveu um

lubrificante a partir do

petróleo para

máquinas a vapor

1920

A Ford elegeu o óleo de

motor da Valvoline para

o lendário Model T

1954

Lançamento do óleo

All-Climate

1963

A Valvoline equipou

Andy Granatelli (Team

Novi, Indy 500)

1976

A Valvoline equipou

Cale Yarborough

(Nascar)

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Jornal das Of icinas

81

buição próxima do cliente, que tenha uma

vasta oferta de produto, consegue “garantir”

que sejam feitas as aplicações

corretas. Um distribuidor que disponha,

por exemplo, de menos de 30 referências

em stock e que opere numa área geográfica

alargada, pouco contribuirá, a priori,

para que a taxa de aplicabilidade do óleo

correto seja elevada. Por tudo isto, criou-

-se o mito de que os óleos são todos iguais.

Ou que servem para múltiplos veículos.

Nada mais fantasioso.

n OFENSIVA VALVOLINE

A Valvoline consegue, hoje, dar resposta

a mais de 90% das necessidades das oficinas

lusas. Seja em óleos de motor, seja

em óleos de caixa. Mas, até agora, comercializava,

essencialmente, lubrificantes

premium (com carta de aprovação dos

construtores de veículos), acabando por

sair “penalizada” em termos de preço face

à concorrência, uma vez que esta dispõe,

na sua maioria, de óleos com recomendação

dos fabricantes de lubrificantes.

Utilizando uma linguagem bélica, pode

dizer-se que a Valvoline não dispunha das

mesmas armas para competir no segmento

de mercado preocupado mais com

o preço do que com o desempenho.

Agora, tudo é diferente. Graças ao reforço

da gama All-Climate. Ainda que não

disponha de carta de aprovação dos

construtores de veículos, apenas recomendações

Valvoline, cumpre as mesmas

normas. Como explicou Paulo Santos,

brand manager da divisão de vendas Valvoline,

ao nosso jornal, “enquanto marca,

temos a capacidade de ter as duas gamas.

O cliente, depois, é que define qual delas

quer. Se um produto de qualidade de topo,

com um nível de desempenho superior,

se um produto de uma gama tecnica-

mente menos evoluída, com um nível de

desempenho um pouco mais baixo. Mas

sempre dentro das exigências dos motores

dos veículos e de acordo com os padrões

de qualidade Valvoline”.

A gama All-Climate integra referências

minerais, semi-sintéticas e 100% sintéticas.

Tudo depende da aplicação a que destina.

Distingue-se pelas embalagens de cor

azul, que podem ser de 1, 4, 5 ou 20 litros.

Com a reestruturação da gama de óleos

de motor, a gama All-Climate (que até

aqui se chamava, em parte, DuraBlend)

passou a incluir mais quatro referências.

À gama MaxLife (óleos aditivados, diferenciando-se

pelas embalagens de cor

vermelha), foram adicionadas duas novas

referências. Depois, ainda dentro dos óleos

para ligeiros, há que adicionar as gamas

SynPower (embalagens cinzentas, produtos

topo de gama com cartas de aprovação

OEM), NextGen (embalagens

verdes, que incluem 50% de óleo regenerado)

e VR1 Racing (destinados à competição,

contam com embalagens pretas).

No caso dos óleos para pesados, a oferta

compreende as gamas ProFleet, Premium

Blue e All-Fleet.

n GAMA DUPLICADA

A duplicação de gama custa dinheiro.

E não está ao alcance de todas as marcas.

De acordo com Paulo Santos, “a Valvoline

não tinha grande oferta na linha All-

-Climate. Basicamente, neste momento,

passámos a ter uma duplicação de gama,

para os produtos de alto consumo. Ou

seja, passámos a ter as duas soluções

para o cliente: óleos com carta de aprovação

dos construtores de veículos e

óleos com recomendação Valvoline”.

Neste momento, o produto da marca

que cobre o maior leque de aplicações

é o 5W40. A gama All-Climate dispõe de

sete (7) referências, a SynPower conta

com quinze (15) e a MaxLife inclui seis

(6). A terminar, refira-se que, para a zona

EMEA (Europa, Médio Oriente e África),

os óleos Valvoline são produzidos na

Holanda. E que o seu importador para

Portugal continental e ilhas, a Krautli,

dispõe de três armazéns de suporte (Lisboa,

Coimbra e Porto), contando com

mais de 300 referências permanentes em

stock. Contabilizando os pontos Valvoline

georreferenciados a nível nacional, são

cerca de 90. A rede de revendedores

(distribuidores) integra 33 empresas,

contando, algumas delas, com mais do

que um balcão de vendas. Mas todas com

um stock de 60 a 90 referências para

produtos de elevada rotação. Já oficinas

que fazem a aplicação dos óleos da marca

(Valvoline Service Center), são 55.

1978

Para apoiar o mercado

DIY, a Valvoline colocou

os intervalos de mudança

de óleo nos rótulos. E

equipou Mario Andretti

(Lotus F1)

2000

Lançamento do óleo

MaxLife, concebido para

automóveis com

elevada quilometragem

2001

A Valvoline equipou

Colin McRae (Ford

Focus WRC)

2012

A Valvoline patrocinou o

WTCC e foi eleita pela

equipa Van Den Brink

(Dakar) como fornecedora

de lubrificante

1992

A Valvoline equipou Al

Unser Jr. (Indy 500)

1996

O óleo semi-sintético

DuraBlend destacou-se

pela capacidade de

resistir às elevadas

temperaturas dos

motores

2011

Os óleos regenerados

passaram a ser tão bons

como os novos, graças à

tecnologia NextGen, que os

integra em 50%

2014

A Valvoline equipou a

Padgetts Racing Team

(Ilha de Man TT)

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Jornal das Of icinas

Equipamento

Novas ferramentas Mighty Seven

Tecniverca nasceu

há duas décadas

Referência

em máquinas

e ferramentas

Eficácia pneumática

› A Tecniverca, empresa sediada no Pinhal da Areia, Moita, levou a cabo, nas

suas instalações, uma ação de formação e divulgação das ferramentas pneumáticas

Mighty Seven (M7), na qual foram reveladas duas novidades

O

evento, que contou com a presença

de cerca de 25 clientes

(retalhistas), foi conduzido por

Alexandre Corricas, diretor comercial da

Tecniverca, e Vincent Liao, manager global

marketing & sales da Mighty Seven.

Registada em Delaware, nos EUA, esta

marca fabrica, atualmente, todos os seus

produtos em Taiwan. Embora esteja presente

na indústria há mais de duas décadas,

a Mighty Seven (ou, simplesmente,

M7, como é carinhosamente apelidada

pelos milhares de utilizadores de que

dispõe a nível mundial) só existe como

marca há cerca de dez anos. No entanto,

os avanços que fez em muitos mercados

importantes, como o automóvel, levou-

-a a acreditar que a combinação do apoio

de parceiros com a qualidade das ferramentas

pneumáticas é a chave (de impacto)

para o sucesso.

Hoje, a gama de produtos da M7 é vasta,

onde se inclui, também, um pequeno

booster (designado Mini Car Jump Starter).

Mas é através das ferramentas pneumáticas

que a marca norte-americana é

mais conhecida. A escolha do nome

Mighty Seven teve inspiração divina.

Basta referir que sete são os poderosos

arcanjos, mensageiros de Deus... Tudo

menos esotérica foi a escolha das cores

que a caracterizam: o preto simboliza

solidez; o vermelho traduz paixão.

NOVAS CHAVES DE IMPACTO

O design, a robustez e a funcionalidade,

para além do formato compacto, foram

anunciadas por Alexandre Corricas e Vincent

Liao como as principais características

das ferramentas pneumáticas M7, que

são importadas para Portugal em exclusivo

pela Tecniverca. Há já 10 anos. A NC-

-4255Q foi a primeira das novidades a

“desfilar” na sala de formação da empresa

moitense. Designada Toro (nome escolhido

por uma responsável da marca

quando visitou Portugal no ano passado

e assistiu a uma tourada), pesa 1,7 kg e

chega aos 1.600 Nm de binário máximo

em cinco segundos. Composta por uma

secção frontal e uma cobertura da cabeça

A NC-4255Q, designada

Toro, é uma das novidades.

Pesa 1,7 kg e chega aos

1.600 Nm de binário máximo

em cinco segundos

Por: Bruno Castanheira

construídas em liga de magnésio, a NC-

-4255Q Toro tem 179 mm de comprimento,

8.500 rpm livre e o seu nível de

ruído é inferior a 85 dB. Com uma pressão

de trabalho de 6,3 bar, esta ferramenta

anuncia um consumo de ar de 136 l/min

e um nível de vibração de 4.7 m/s2.

A segunda novidade responde pela

designação de NC-4256Q. Pesa 1,8 kg e

tem 1.491 Nm de binário máximo. As

restantes especificações dizem respeito

aos 141 mm de comprimento, 9.000 rpm

livre, nível de ruído inferior a 85 dB, pressão

de trabalho de 6,3 bar, consumo de

ar de 141 l/min e nível de vibração de

2.8 m/s2. Estas duas novas ferramentas

juntaram-se, na ação de formação e divulgação

levada a cabo pela Tecniverca,

em conjunto com a M7, à já conhecida

Shark NC-4232Q, que foi galardoada no

PTEN Innovation Awards 2015. Com 1,38

kg de peso e 746 Nm de binário máximo

após três segundos, a Shark NC-4232Q

tem 120 mm de comprimento, 59 mm

de largura e 186 mm de altura. Além

dos 10.000 livre, inclui um controlo

para o dedo e três velocidades. O

seu nível de ruído situa-se abaixo

dos 83 dB.

A ação terminou com uma visita

guiada às instalações da Tecniverca

da parte da tarde. Não sem antes ter

ocorrido a experimentação destas novas

ferramentas M7 (com e sem silenciador

colocado). E a marca norte-americana

já fez saber que, este ano, lançará a sexta

geração de ferramentas pneumáticas.

l Iniciou a sua atividade no dia 3

de janeiro de 1996, com o objetivo

de ocupar um lugar de destaque no

setor da revenda de máquinas e

ferramentas. O crescimento dinâmico,

a rápida implantação no mercado

e a rede de fabricantes de

renome internacional, consolidaram

a posição da Tecniverca no panorama

nacional. Com o crescimento alcançado,

dentro e fora de portas, em

particular nos PALOP, a empresa

adquiriu, em 2009, um novo espaço,

com cerca de 5.800 m 2 , mais adequado

ao seu crescimento e à sua

atividade. O que lhe permitiu aumentar

o stock e prestar melhor serviço

aos revendedores.

No caso específico da Mighty Seven

(M7), é importada pela empresa

moitense há uma década. Não obstante

o facto de ter vindo a crescer

ano após ano, a marca é, neste momento,

a quinta mais importante no

universo da Tecniverca, seguindo-se

a Kraftwerk, Michelin, Deca e Cormach.

De acordo com Alexandre

Corricas, diretor comercial da empresa,

“a M7 é reconhecida pela sua

qualidade. Os clientes sabem que

pagam um pouco mais, mas ficam

melhor servidos”. O mesmo responsável

adiantou que está a “fazer ver

ao cliente que as ferramentas com

menor índice de ruído são a melhor

opção, até porque a diferença de

preço face às mais ruidosas é pequena”.

Mas a ideia de que “quanto

mais alto for o ruído, maior é a potência,

ainda está muito enraizada

no mercado”, enfatiza.

Com uma vasta rede de distribuidores

presente no continente e ilhas,

a M7 dispõe de oito pontos de assistência

técnica em solo nacional,

estrategicamente colocados. Outra

área que diferencia a Tecniverca diz

respeito às garantias. Como frisou

Alexandre Corricas, “o cliente tem

sempre direito a uma ferramenta de

substituição, caso a reparação demore

mais do que 48 horas a ser

efetuada. Nem todos os clientes

estão por dentro desta mais-valia.

Depois, ainda contamos com uma

particularidade única em Portugal:

fornecemos ferramentas específicas

(máquinas) para a reparação. As ferramentas,

para serem reparadas,

necessitam de máquinas que as

desmontem, evitando, assim, que

sejam danificadas. Também damos

formação e prestamos assistência

técnica”.

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Jornal das Of icinas

Equipamento

FM-Equipamentos equipa centros Glassdrive

Prioridade à segurança

› A FM-Equipamentos, distribuidor Hella Gutmann, equipou, recentemente, diversos centros Glassdrive

com o novo aparelho de calibração dos sistemas de assistência à condução: o CSC-Tool (Camera and

Sensor Calibration-Tool)

Por: João Vieira

O

crescente número de sistemas

de assistência à condução disponíveis

nos veículos atuais proporciona

mais segurança nas estradas e mais

conforto nas viagens. Com efeito, estes

sistemas de câmaras e radares deixaram

há muito de ser exclusivos da gama alta,

estando agora disponíveis, também, em

veículos das gamas média e baixa.

Abre-se, assim, uma nova oportunidade

de negócio para os centros de substituição

de vidro automóvel, que necessitam

de verificar e calibrar corretamente estes

sistemas sempre que um para-brisas com

câmaras e sensores é substituído.

A empresa FM-Equipamentos, distribuidor

dos produtos Hella Gutmann, foi

a responsável pela venda e instalação

dos primeiros aparelhos CSC-Tool nos

centros Glassdrive.

O número de veículos equipados com

O CSC-Tool (Camera and Sensor

Calibration-Tool), que faz a calibração

dos sistemas de assistência à condução, é

comercializado pela FM-Equipamentos

a tecnologia ADAS (Advanced Driver Assistance

System, que significa, em português,

Sistemas Avançados de Assistência

ao Condutor) apresenta uma projeção de

crescimento exponencial, que se acentuará

cada vez mais.

Esta tecnologia está incorporada no

vidro do para-brisas e destina-se a apoiar

o condutor na condução segura do veículo,

nomeadamente nas situações de

saída da faixa de rodagem, quer reproduzindo

alertas, quer interferindo na condução

propriamente dita. Pela segurança

do condutor e dos demais ocupantes do

veículo, é necessário a calibração do sistema

sempre que o para-brisas que incorpore

esta tecnologia seja substituído.

Com a instalação dos equipamentos

CSC-Tool em diversos centros, a Glassdrive

está preparada para prestar este serviço

técnico de calibração do sistema ADAS

em todas as viaturas que substituam o

vidro, permitindo, assim, que os condutores

circulem em segurança.

Fernando Marques, gerente da FM-

-Equipamentos, afirma ser “inevitável a

instalação destes equipamentos nas lojas

que se dedicam à substituição de vidros

automóvel, porque há cada vez mais viaturas

equipadas com sistemas de assistência

à condução. O equipamento é

muito fácil de utilizar, sendo apenas necessária

formação de cerca de uma hora

para os profissionais dos centros ficarem

habilitados a trabalhar com o aparelho.”

Para Carlos Coutinho, diretor comercial

da Saint-Gobain Autover Portugal, “a aquisição

destes equipamentos deve-se à

necessidade de oferecermos um serviço

total de qualidade na área dos vidros,

privilegiando a segurança dos nossos

clientes. Estamos agora preparados para

prestar este serviço técnico de calibração

do sistema ADAS em todas as viaturas que

substituam o vidro, permitindo, assim,

que os nossos clientes circulem em segurança”.

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Jornal das Of icinas

Técnica & Serviço

Transmissão automóvel

Colaboração

www.metelli.com

Características e funcionamento

› Este artigo contém informações importantes acerca das características e funcionamento da

transmissão, o componente que passa para as rodas motrizes a potência do motor, sendo esta

transformada em energia mecânica

P

ara que um veículo se desloque,

é essencial que a força do veio do

motor chegue às rodas de forma

eficiente. Tal como qualquer outra máquina

criada pelo homem, também os

veículos sofreram imenso desenvolvimento

ao longo do tempo, sendo inevitavelmente

abrangido cada aspeto no

caso do veículo, especialmente a suspensão

e o modo como a força e o binário

se transferem do motor para as

rodas. Os primeiros veículos, em meados

dos anos de 1920 (século passado), eram

equipados com uma transmissão por

corrente, que estava interligada a um

eixo rígido (sem diferencial), uma derivação

direta do eixo das carruagens. A

suspensão, quando presente, era do tipo

mola de lâminas: dura e desconfortável.

Não é difícil imaginar como a qualidade

da viagem, a estabilidade dinâmica do

veículo (manobrabilidade) e o desempenho

eram geralmente algo que, hoje

em dia, seria definido como inaceitável.

A adoção do diferencial no eixo rígido

utilizado nessa época representou a

primeira grande inovação, com a subsequente

introdução do semieixo. Não

será mais utilizado um eixo único entre

as duas rodas, mas, ao invés, durante

décadas, dois eixos diferentes foram

utilizados entre uma roda e o diferencial.

Durante muitos anos, a ponte rígida

constituiu uma solução utilizada na

transmissão. As únicas juntas existentes

na transmissão em linha do veículo eram

juntas universais, cujo nome deriva do

seu inventor, Girolamo Cardano, o qual

foi o primeiro a descrever como este

tipo de junta podia transmitir movimento

rotativo de um veio para outro.

Embora fossem simples de construir,

as juntas universais tinham uma capacidade

limitada para trabalhar com

ângulos de inclinação superiores a 10°

e não permitiam uma velocidade constante.

A procura pelo esquema de suspensão

mais sofisticado (rodas

independentes), em oposição a uma

ponte rígida suportada por molas de

lâminas (Fig. 1), revelou que as juntas

universais eram inadequadas (Fig. 2),

sendo que, à época, representavam a

única solução adotada para semieixos.

Um conceito progressivo no sentido de

uma solução inovadora, a qual era decisivamente

melhor do que a junta universal

tradicional, deve-se à invenção

da junta de velocidade constante com

esferas por Alfred H. Rzeppa (Fig. 3), um

engenheiro que trabalhou para a Ford

Motor Company. Na realidade, Rzeppa

trabalhou e melhorou uma criação anterior

de Carl Weiss, o qual patenteou,

Os componentes que

contribuem para levar e

distribuir tração de modo

bem-sucedido a todas as

rodas são diversos

no início dos anos de 1920 (século passado),

uma junta de velocidade constante

composta por dois garfos ligados

entre si por quatro esferas de aço inseridas

nos sulcos de cada garfo.

A nova junta de velocidade constante

com seis esferas, hoje conhecida pelo

nome do seu inventor, Rzeppa, representou

um grande salto em frente na

tecnologia da transmissão. A invenção

e afinação de uma junta de velocidade

constante capaz de transmitir binário

entre dois eixos, que rodam em ângulos

superiores a 45° entre eles, deu aos engenheiros

de design de veículos maior

liberdade para desenvolver toda a transmissão

e a estrutura de suspensão de

um veículo. As juntas de velocidade

constante com esferas tornaram possível

obter veículos equipados com suspensões

de rodas independentes, as

quais são melhores e mais confortáveis.

No entanto, o mais importante é que

permitiram a produção de veículos de

tração dianteira, os quais são extrema-

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Fig. 1: Ponte rígida com mola de lâminas e diferencial; Fig. 2: Estrutura de uma junta universal; Fig. 3: O desenho original da patente por Rzeppa; Fig. 4: O famoso Citroën Traction

Avant; Fig. 5: Linha de transmissão de um veículo com tração dianteira; Fig. 6: Linha de transmissão de um veículo com tração às quatro rodas; Fig. 7: Modelo 3D de uma junta

de velocidade constante com um ângulo acentuado; Fig. 8: Semieixo, composto por duas juntas ligadas a um eixo; Fig. 9: Junta de velocidade constante com esferas deslizantes

mente difundidos até ao presente momento.

Atualmente, as antigas juntas

universais (que, entre outras coisas,

requerem ações de inspeção e manutenção

constantes), encontram-se praticamente

relegadas apenas aos

veículos industriais. E as juntas universais

foram substituídas por juntas de velocidade

constante em praticamente todos

os veículos.

O primeiro exemplo importante da

aplicação de uma junta de velocidade

constante é o do famoso Citroën Traction

Avant (Fig. 4), o primeiro veículo com

tração dianteira. Em meados dos anos

de 1930, as juntas Rzeppa do Traction

Avant foram substituídas por juntas de

Hooke duplas, que eram mais fiáveis,

dada a tecnologia de produção naquela

época. No entanto, o caminho que levaria

a uma enorme difusão das juntas

de velocidade controlada com esferas

Rzeppa estava traçado.

A criação de um veículo com tração

dianteira permitiu conseguir a junção

de um motor, de uma caixa de velocidades,

de um diferencial e de uma transmissão

numa unidade compacta,

simplificando-se, assim, significativamente,

a maioria das peças do veículo

e tornando, simultaneamente, o veículo

mais intuitivo durante a condução.

n LINHA DE TRANSMISSÃO E JUNTAS

Quando usamos o termo “linha de

transmissão”, referimo-nos ao conjunto

das peças mecânicas que se encontram

entre a caixa de velocidades e as rodas:

trata-se, basicamente, da parte do veículo

que transfere binário e força da caixa

de velocidades para as rodas motrizes.

É um sistema vital para o veículo e ainda

que nas viaturas modernas seja concebido

e produzido para durar tanto como o

próprio veículo, na eventualidade de anomalias,

inspeções regulares e intervenções

rápidas, podem proteger o condutor

contra acidentes graves.

Nos veículos que dispõem de tração

apenas dianteira (Fig. 5), é um sistema

relativamente simples e compacto, que

pode ser constituído por poucos componentes.

Inversamente, no caso de veículos

com tração às quatro rodas (Fig. 6), a linha

de transmissão pode ser muito complexa.

De facto, são diversos os componentes

que contribuem para levar e distribuir

tração de modo bem-sucedido a todas

as rodas: três diferenciais, dois veios de

transmissão (com as respetivas juntas),

quatro semieixos, oito juntas de velocidade

constante e um vasto número de

outros componentes secundários que

constituem um sistema mecânico muito

complexo. As juntas que equipam os semieixos

tornaram-se muito importantes

para os clientes do setor automóvel,que

são cada vez mais exigentes.

Os motores modernos, cada vez mais

potentes e com maiores binários, forçaram

as juntas de velocidade constante a serem

capazes de suportar um esforço extremamente

elevado. Os veículos modernos

utilizam bastante eletrónica, que se destina

a uma condução segura, a uma melhor

estabilidade e a uma distribuição ativa da

tração disponível às rodas, de acordo com

as condições de aderência do piso. Estes

dispositivos, que atuam “autonomamente”

sobre a tração do veículo, também têm o

seu impacto nas condições de funcionamento

das juntas e dos semieixos.

A necessidade de existirem veículos

com um raio de viragem cada vez menor,

levou a que as juntas nas rodas da frente

tenham de funcionar com ângulos muito

elevados, fazendo com que a conceção

destes componentes seja levada aos limites

permitidos pela geometria (Fig. 7).

As crescentes exigências relativas às

dimensões reduzidas, aos elevados ângulos

de funcionamento solicitados e

aos binários de transmissão cada vez mais

elevados, levaram, progressivamente, a

Fig. 10

Diferentes

posições de

semieixos

condições críticas de funcionamento das

juntas de velocidade constante.

n JUNTAS CONSTANTE E SEMIEIXOS

Duas juntas ligadas a um eixo constituem

um semieixo (Fig. 8): cada um destes três

componentes tem de ter características

individuais muito precisas, para que o

desempenho do referido semieixo como

um todo, no que respeita ao comprimento,

ao binário a transmitir e aos ângulos de

funcionamento, entre outros, corresponda

às necessidades do veículo. As juntas de

velocidade constante, que diferem quanto

à geometria, método de construção e

características de funcionamento, podem

ser subdivididas, essencialmente, em dois

grandes grupos: juntas deslizantes e juntas

não deslizantes.

Cada semieixo, que tem uma junta na

sua extremidade que pertence a cada

um destes dois grandes grupos, está

instalado entre a saída do diferencial no

chassis do veículo e o cubo da roda na

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88

Jornal das Of icinas

Técnica & Serviço

extremidade dos tirantes dos braços de

suspensão. O próprio movimento das

suspensões durante a condução do veículo

é a razão pela qual o semieixo tem

de ser capaz de variar de comprimento.

Dependendo do tipo de veículo e, portanto,

das suspensões que forem instaladas,

cada semieixo tem de ter

características adequadas para funcionar

corretamente, tais como o comprimento,

o ângulo de funcionamento, o binário

que consegue transmitir e as variações

admissíveis de comprimento. A função

das juntas deslizantes (Fig. 9) é permitir

que o semieixo possa variar o seu comprimento

total para acompanhar o movimento

das suspensões. Por exemplo,

quando ocorrem solavancos devido ao

piso (Fig. 10).

Já no que diz respeito às juntas exteriores

que não podem deslizar, mas que,

ao contrário dos outros tipos de juntas,

conseguem funcionar corretamente

mesmo ao serem rodadas com ângulos

elevados, têm a tarefa de transmitir movimento

às rodas, mesmo no ângulo de

viragem máximo.

Fig. 11

Modelo 3D

de uma junta

completa

n DA CONCEÇÃO À PEÇA

O desenho de toda a junta é, atualmente,

concebido com a mais recente

geração de instrumentos de desenvolvimento

tridimensional, que permitem

realizar a verificação preventiva e verificar

se a geometria é adequada em termos

de funcionalidade. E, também, se os

requisitos geométricos dos diversos

componentes estão em conformidade.

Os instrumentos de design 3D também

permitem gerar o programa de controlo

das máquinas-ferramenta diretamente

a partir do modelo CAD (Fig. 11). Este

método de trabalho garante total conformidade

da peça com o projeto, não

somente em termos geométricos, mas,

também, em termos de acabamentos

de superfícies, que cumprem rigorosamente

com o que foi estabelecido no

projeto. A utilização de parâmetros de

corte adequados para cada fase de processamento

mecânico garante, permanentemente,

a melhor continuidade da

qualidade do produto e a conformidade

com as estritas restrições geométricas.

sujeitos a um forte esforço durante o

funcionamento, têm de ser produzidos

em perfeitas condições, sendo utilizados

materiais de alta qualidade e com elevada

resistência.

Fig. 12

Anéis exteriores no final do processo

de maquinagem

ANEL EXTERIOR

● O anel exterior (Fig. 12), sendo o

componente externo da junta de velocidade

controlada, bem como a parte

desta que é imediatamente visível, é

produzido com um elevado conteúdo

de carbono forjado e maquinado em

quase toda a sua superfície. Todas as

peças do anel exterior foram sujeitas

a uma ou mais operações sucessivas

de maquinagem.

As áreas sujeitas a elevado esforço,

como, por exemplo, as pistas das esferas

e as estrias, são sujeitas a um tratamento

de endurecimento por

indução específico, durante o qual

aquela parte específica do anel exterior

é aquecida a altas temperaturas e imediatamente

arrefecida. Na verdade, isto

contribui para elevados níveis de rigidez

apenas onde é necessário e não

torna o produto frágil. Sendo endurecido

deste modo, com algumas áreas

a apresentar zonas características com

sombras azuladas, o anel exterior evidencia

um tratamento correto.

ANEL INTERIOR

● O anel interior da junta (Fig. 13), que

é pequeno e sujeito a elevado esforço,

sofre esforços idênticos e, em alguns

casos, superiores aos do anel exterior.

O anel interior é feito de aço de elevada

resistência, que é totalmente sujeito a

um processo de cementação para aumentar

a dureza e a resistência ao

desgaste. É o componente ligado ao

veio através do qual todo o binário da

junta é transmitido, embora as suas

dimensões correspondam a uma pequena

parte das dimensões do anel

exterior.

Fig. 14

Gaiolas no final do processo

de maquinagem

GAIOLA

● Concetualmente, tem uma função

similar a um porta-esferas nos rolamentos

de esferas, o que significa que mantém

as esferas na posição correta (Fig.

14). No entanto, é muito mais forte, uma

vez que também é sujeita a grande esforço.

Devido à geometria das pistas,

após o impulso dado pelo binário de

acionamento, as esferas, ao rodarem,

tendem a deslocar-se para fora da junta.

Em vez disso acontecer, esta força é

transferida para a gaiola, que mantém

as esferas na posição correta: a única

posição que permite que as juntas funcionem

corretamente. O elevado esforço

na gaiola, provocado pelas esferas, é

destacado quando é realizada uma análise

aos elementos desgastados ao simular

o desempenho da junta de

velocidade constante.

ESFERAS

● As esferas (Fig. 15) também são elementos

essenciais da junta. De facto, toda

a força que é trocada entre o anel e a

gaiola durante o funcionamento da junta

passa por elas. Feitas de aço cromado

de elevada resistência, mesmo as esferas

não são todas iguais.

Fig. 15

Esferas contidas numa junta

FOLE

● Todas as peças internas da junta de

velocidade constante são constituídas

por partes metálicas que estão em

contacto entre si, com uma folga extremamente

pequena. Por este motivo,

é imperativo que tudo funcione sem a

presença de qualquer corpo estranho.

O fole (Fig. 16) tem precisamente a

função de evitar a entrada de corpos

estranhos no interior da junta, o que

provocaria a avaria da mesma num

curto espaço de tempo. Sendo um

componente que tem meramente uma

função de proteção, o fole é frequentemente

subestimado. Mas tal não deve

acontecer.

Na realidade, é importante utilizar materiais

de alta qualidade para garantir

a sua função essencial, que é proteger

os componentes internos da junta,

evitando-se, assim, avarias graves. Os

foles têm de ser concebidos com a

geometria correta e utilizando materiais

adequados que suportem esforço,

especialmente no que toca à compatibilidade

com as substâncias presentes

na massa lubrificante.

MASSA LUBRIFICANTE

● A massa lubrificante é importante?

A resposta é simples: a massa lubrificante

é muito mais importante do que

aquilo que possamos imaginar. Numa

junta de velocidade constante, existem

diversos componentes deslizantes e a

massa lubrificante é necessária para

reduzir a fricção e o desgaste dos componentes

das juntas de velocidade

constante. A redução da fricção aumenta

a eficiência, diminuindo, assim,

o aumento de temperatura da própria

junta de velocidade constante.

No caso de massa lubrificante inadequada,

a junta de velocidade constante

atinge uma temperatura de centenas

de graus após funcionar durante alguns

minutos. Este forte aumento de temperatura

tem consequências destruidoras

para o fole: num curto espaço

de tempo, ocorrerão danos em toda a

junta de velocidade constante, resultando,

também, em gripagem e avaria.

A utilização de massa lubrificante de

alta qualidade é fundamental para

evitar problemas na junta de velocidade

constante.

n PRINCIPAIS COMPONENTES

Mesmo com juntas de velocidade constante,

cada componente contribui para

o funcionamento suave de todo o sistema.

Os componentes principais das

juntas de velocidade constante, que são

Fig. 13

Anéis interiores maquinados

Fig. 16

Foles de

borracha

e borracha-

-metal

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Técnica & Serviço

Revisão do sistema EPS da Fiat (II Parte)

Jornal das Of icinas

Colaboração

Procedimentos de montagem

› Após termos descrito, na edição do passado mês de março do Jornal das Oficinas, a desmontagem do

sistema EPS de um Fiat Punto II Série 188, substituímos todas as peças que se possam ter desgastado,

fechamo-lo e ensaiamo-lo no banco

Por: Carlos Panzieri, Consultor Aftermarket

A

lista de todos os componentes

passíveis de serem substituídos

pode ser vista no Quadro I. No

caso do Fiat Punto II Série, existem dois

tipos diferentes: a primeira, mais complexa,

com relés (à qual nos vamos referir);

a segunda, simplificada, sem relés.

As fotos dos circuitos, efetuadas à escala

1:1, dentro de um prático retículo,

servem para especificar a forma e a posição

de cada peça. No caso do Fiat Punto

II Série, as fotos são dos dois lados do

circuito da ECU (Fig. 01) e do motor

elétrico (Fig. 02).

Fig. 01: Circuito da centralina

(ECU)

Fig. 02: Circuito do motor elétrico

Fig. 03: Bancada de trabalho

Emmetec Z-19108

Fig. 04: Vídeo-zoom Emmetec

Z-19500

Fig. 05: Estação de soldadura

Emmetec Z-19005

Fig. 06: Desenroscar os parafusos

que a fixam ao motor e levantá-la

Fig. 07: Controlo sinal sensor

Fig. 08: É necessário modificar o

perno

Fig. 09: Cravar a mola do bloqueio

à pressão

Quadro I - Lista de componentes passíveis de serem substituídos no EPS do Fiat

Punto II Série. Na primeira coluna, indicam-se as coordenadas onde se encontra a

peça a substituir e, na segunda, o seu código.

Posição Código Família e tipologia do artigo

W-05011 MOSFET

1F C3 W-01008 RELÉ

1F A4 W-01023 CHIP CAN

1F B1 W-01045 CHIP DE CONTROLO DO MOTOR

1F B2 W-01045 CHIP DE CONTROLO DO MOTOR

1F B1 W-05054 TRANSISTOR

2F W-01001 RELÉ

2F W-01001A RELÉ

2F W-01002 RELÉ

2F W-01002A RELÉ

2F B1 W-01003 RELÉ

2F B3 W-01003 RELÉ

2F B1 W-01003A RELÉ

2F B3 W-01003A RELÉ

2R B1 W-01012 HALL SENSORS

2R B2 W-01012 HALL SENSORS

2R C2 W-01012 HALL SENSORS

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91

Início do processo de montagem

03

Deve-se começar por

isolar o circuito e colocálo

sobre uma bancada de

trabalho como a Z-19108

(Fig. 03), que permite a sua

rotação e movimentação

a gosto. E esta, por sua

vez, sob um vídeo-zoom,

como o Z-19500 (Fig. 04),

que permite aumentar o

componente sem se perder

a definição da imagem.

04

À medida que se vão derretendo

as soldaduras com uma estação de

soldadura como a Z-19005 (Fig. 05),

remover cada componente: se forem

pequenas, deverá ser suficiente atingir

os 300 °C. Mas se forem grandes,

poderá ser necessário atingir os 350

°C. Se a soldadura original for muito

resistente, para acelerar o trabalho,

pode-se derreter por cima da mesma

um pouco de estanho, o que aumenta,

rapidamente, a temperatura da mesma.

Quando a soldadura se tiver derretido,

aspirá-la com a ferramenta adequada.

05

Para substituir os componentes no

circuito do motor, há que desenroscar

os parafusos que a fixam ao motor

e levantá-la (Fig. 06). Ao terminar o

trabalho, devolver o circuito à sua

posição original e bloqueá-la com as

respetivas porcas.

No caso do circuito do motor ser

irrecuperável, ou para acelerar o

trabalho, a Emmetec oferece circuitos

novos com e sem relés, com os

06

códigos V-04032 e V-04033,

respetivamente.

Soldar e dessoldar não é muito

difícil, mas como em todas as

coisas, a prática é necessária, pelo

que um instrutor especialista que

possa dar os conselhos adequados

e uma estação de soldadura nova

e perfeitamente funcional, farão

com que a aprendizagem seja fácil

e rápida.

Sensor de posição e binário

07

O sensor de posição e binário

serve para determinar a posição

do volante e o binário aplicado ao

mesmo pelo condutor. E, portanto,

para determinar a servoassistência

que o motor elétrico tem de aplicar.

O sensor do Fiat Punto II Série

188 é do tipo por fricção e está

destinado a desgastar-se com o

tempo, pelo que esta peça tem

de ser substituída por uma nova,

como a X-02001, mesmo que

pareça que ainda se encontra em

boas condições.

Ao montar o novo sensor, é

necessário ter cuidado com o clipe

de segurança e garantir que o eixo

e a carcaça estão sempre alinhados,

de tal forma que o sensor possa

ser instalado com um movimento

perfeitamente linear desde o alto,

sem se realizar qualquer rotação

ou torção.

Quando o sensor estiver no seu

lugar, extrair o clipe e verificar

com o centrador Z-24003 se o sinal

do binário está o mais próximo

possível de zero (Fig. 07). Nestes

sistemas EPS, o ângulo não tem

importância, mas o binário tem de

estar entre + ou – 0,5. Se o valor

for superior, então é aconselhável

bloquear novamente o sensor com

o clipe, extraí-lo e voltar a montá-lo

com mais atenção.

Alojamento do sensor

Remontagem

08

Introduzir o perno mecanizado na

carcaça do sistema EPS, bloqueá-lo

com a porca que se deve apertar com a

chave de caixa Z-19100 até eliminar a

folga axial, mas permitindo que rode.

Extrair o perno de 9 mm da barra de

torção.

Após a adição de um pouco de

lubrificante ao Lítio, introduzir o

parafuso sem-fim, engatando-o na roda

dentada e, se necessário, introduzir os

calços Emmetec W-08000, W-08101,

W-08002 e W-08003, respetivamente,

de 0,20, 0,40, 0,50 e 1,00 mm.

Alojar o sensor de posição e binário

como descrito anteriormente.

Com uma chave de fendas, esticar a

mola do bloqueio e cravá-la à pressão

na porca da barra de torção (Fig.

09). Seguidamente, introduzir o anel

de retenção, bloqueando de forma

definitiva o sensor. Protegê-lo com o

guarda-pó original.

Colocar o eixo de direção, verificando

se o passador do parafuso de bloqueio

sobre o perno na saída está alinhado

com o entalhe no lado do volante e

com a própria carcaça do sistema EPS.

Introduzir definitivamente e apertar os

parafusos, segundo um esquema nortesul,

este-oeste.

Se a junta flexível que liga o motor ao

parafuso sem-fim está em perfeitas

condições, basta lubrificá-lo e introduzilo

no respetivo alojamento. De outra

forma, é necessário substituí-lo com o

W-00700 original ou o W-00700A.

Ligar o motor à carcaça e bloqueá-lo

com as suas porcas.

Introduzir a ECU no seu alojamento,

bloqueá-la com a sua porca e ligar os

cabos.

É aconselhável cobrir o motor elétrico

com uma tampa (como as V-06100,

V-06100B ou V-06100R), que reduz as

vibrações, elimina o ruído e protege

da humidade: desta forma, o vosso

produto será melhor do que o original.

09

O velho sensor original com

invólucro azul já saiu de produção

e foi substituído pelo atual

de invólucro amarelo. Que,

lamentavelmente, apresenta um

diâmetro interior inferior ao antigo.

Consequentemente, é necessário

modificar o perno que o aloja,

passando o diâmetro de 25,5 mm

para 24,3 mm e modificando a

cava até ficar outra vez com uma

profundidade de 1,15 mm (Fig. 08).

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Técnica & Serviço

A fotografia digital como apoio à peritagem

Jornal das Of icinas

Colaboração

CESVIMAP

www.cesvimap.com

Porque mais vale

uma imagem…

› A realização de relatórios periciais, a investigação de acidentes de trânsito ou a peritagem diferida,

são algumas das aplicações mais significativas da fotografia como apoio à peritagem

Os avanços nas novas tecnologias

potenciaram a utilização da fotografia

na peritagem. A fotografia

digital permite aumentar o número de

fotos e o fácil armazenamento e classificação

das mesmas. Este facto, aliado ao

desenvolvimento das tecnologias de

informação (Internet, correio eletrónico)

possibilita a troca de ficheiros de imagem

entre o perito e a oficina, quase em tempo

real. Pelo que, desta forma, as companhias

de seguros podem melhorar e agilizar a

tramitação dos sinistros.

■ Tipologia

Para definir as fotografias necessárias

ao apoio ou realização de uma peritagem,

deve-se diferenciar cada uma das fases

do processo. Desta forma, pode ser feita

a discriminação entre aquelas fotografias

puramente administrativas e as que devem

apresentar um valor técnico para o

Administrativa

Dos danos

Da reparação

TIPOS DE FOTOGRAFIAS

perito avaliador. Porque vão definir o

alcance dos danos, documentar o processo

de reparação e validar a sua correspondência

em relação aos danos

peritados.

Identificam o veículo peritado: VIN, matrícula, placa do construtor

Gerais

Situam os danos nos veículos

Detalhadas Definem os danos com exatidão

De seguimento Constatam as operações realizadas na reparação

Pós-reparação

Permitem verificar a reparação realizada (operações

e tipo de substituição)

■ Administrativas

É o primeiro tipo de fotografia que o

perito providencia para constatar que o

veículo analisado é o que se deve peritar.

Neste sentido, o perito deve fotografar

a placa de matrícula, o número de chassis

e, sempre que possível, a documentação

do veículo. Para efeitos de

identificação, a fotografia da matrícula

deve ser tirada, sempre que seja viável,

com a matrícula montada no veículo,

obtendo-se uma panorâmica geral. A

fotografia do VIN será a do número gravado

na carroçaria. Desta forma, reduzem-se

as possibilidades de fraude. A

imagem da documentação do veículo

disponibilizará informação complemen-

Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

93

tar, podendo ser consultada em qualquer

momento da fase de avaliação. Nos casos

em que se suspeite de uma possível

fraude ou não se disponha de uma identificação

completa do veículo por outros

meios, será fundamental utilizar este tipo

de fotografias.

Fotografias dos danos

É o passo seguinte na avaliação. O número

e o tipo de fotografias estão muito

relacionados com a tipologia do acidente.

Quando se tratar de um sinistro onde

seja prevista a elaboração de um relatório

pericial, o perito não deve limitar o

número de fotografias, assegurando-se

de que dispõe de toda a informação que

o sinistro exigir, para o posterior preenchimento

do relatório. São dois os tipos

de fotografias que se devem tirar: gerais

e detalhadas.

l Gerais

Nestas, localizam-se os danos globais

do veículo. Não se trata, nestas fotografias,

de avaliar a extensão ou a intensidade

dos danos, mas sim de comprovar

a sua correspondência com a mecânica

do sinistro e a descrição realizada na

solicitação de peritagem. Simultaneamente,

servem para situar os danos no

conjunto do veículo.

Devem obter-se imagens do conjunto

do veículo, fotografando-o no sentido

das respetivas diagonais e a partir dos

seus quatro cantos. Em danos localizados,

será fotografada a área concreta dentro

da zona específica do veículo, sendo

prestada toda a atenção às zonas onde

tenham ocorrido as deformações mais

importantes.

l Detalhadas

Trata-se de mostrar tanto a intensidade

como a extensão da deformação. Estas

fotografias, que complementam as gerais,

permitem definir o alcance e a amplitude

dos danos, reforçando o processo

de reparação, assim como a atribuição

de tempos. Centram-se em aspetos como

a quebra de peças (para-choques ou

patilhas de faróis, por exemplo), deformações

em painéis exteriores e vincos

(piso da bagageira, longarinas e cavas

das rodas, entre outras).

l Fotografias da reparação

Trata-se de comprovar cada um dos

passos e operações que se executaram

na reparação. Além disso, também serão

tiradas as fotografias necessárias para

que fiquem registados os resultados da

reparação.

l Fotografias de seguimento

O perito deve, em determinadas reparações,

registar a realização das operações

que tenham sido avaliadas na

peritagem. Serão tiradas, por exemplo,

fotografias com o veículo elevado e com

os conjuntos mecânicos retirados.

Fotografias pós-reparação

Ao verificar o veículo e comprovar a

qualidade da reparação, o perito pode

observar certas deficiências ou defeitos,

que será interessante registar numa fotografia,

em virtude de possíveis reclamações:

defeitos na pintura, regulações

ou utilização de um tipo de peça de

substituição diferente da orçamentada,

entre outros aspetos.

■ Metodologia

Para obter uma boa fotografia, é preciso

acertar no ângulo correto, de tal forma

que a incidência da luz e os seus reflexos

Imagem: ©APComunicação

A fotografia digital

permite que as

companhias de seguros

melhorem e agilizem a

tramitação dos sinistros,

o que traz, sem dúvida,

inegáveis benefícios

demonstrem plenamente o dano. A utilização

do flash costuma ser desaconselhada,

dado que pode retirar volume e

profundidade ao objeto fotografado. As

melhores fotografias são as que se tiram

com uma luz suave ou difusa, sem grandes

contrastes. Por exemplo, em interiores

com uma luz uniforme. Se a

fotografia for tirada no exterior, os dias

nublados são ideais, visto que se evitam

brilhos e reflexos indesejados. Os riscos

podem ser fotografados de frente.

Quando a chapa apresentar uma mossa,

a melhor fotografia será a que enquadre

a lateral, que permitirá apreciar os danos

na sua totalidade.

Para danos reduzidos (picadelas na

chapa, riscos ou mossas pontuais), o mais

apropriado é utilizar a função “macro” da

câmara, procurando assinalar o dano de

alguma forma (marcador ou giz). Esta

função também é muito útil para documentar

a peritagem, fotografando aspetos

de índole administrativa

(documentação do veículo, placa do

fabricante, número VIN). Um caso particular

no qual a utilização da função “macro”

é realmente prática é a obtenção de

imagens de danos, como rachas ou riscos,

nos vidros do automóvel. Nestes casos,

é recomendável colocar por trás do vidro

uma superfície uniforme (uma folha, por

exemplo), para que a câmara possa focar

o dano e este seja visível com toda a

clareza na fotografia tirada.

Quanto ao tamanho da foto em bytes,

não deverá ser tão pequena que não

permita a sua ampliação ou impressão,

nem tão grande que não se possa manipular

com facilidade no computador

ou ser enviada por correio eletrónico.

Como referência, em câmaras com um

mínimo de 7 megapíxeis, será suficiente

que trabalhem com metade da resolução,

qualidade normal.

A reprodução numa fotografia dos danos

sofridos por um veículo não deixa

de apresentar dificuldades, mais ainda

quando os conhecimentos nesse sentido

da pessoa encarregada de tirar a fotografia

são, regra geral, muito básicos.

Aspetos como a cor do veículo ou a luz

da oficina, afetam não tanto a qualidade

da fotografia, mas, sobretudo, a exposição

dos danos reais na imagem capturada.

Em qualquer caso, existe uma série

de fotografias imprescindíveis que devem

ser sempre tiradas e sem as quais a

avaliação através de fotografia não poderá

ocorrer com um mínimo de garantias.

Estas são as administrativas, as gerais

e as fotografias detalhadas dos danos.

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94

Técnica & Serviço

Tipos de união mais utilizados

Colaboração

Jornal das Of icinas

Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

Trabalho complexo

› A carroçaria é um elemento complexo, constituído por um número importante de peças de chapa

unidas entre si por diferentes tipos de união, sendo o mais utilizado a soldadura

Cada peça que constitui a carroçaria

é concebida especificamente para

que o seu comportamento dentro

do conjunto que forma seja o adequado,

de modo a suportar os esforços dinâmicos

ou estáticos a que é submetida durante

o movimento habitual do veículo, bem

como os esforços que possam surgir em

caso de acidente e impacto.

Soldadura – O comportamento global

conseguido com o design da carroçaria

é uma consequência do tipo de união

de cada uma das peças que a formam.

O principal tipo de união e o mais utilizado

é a soldadura. Este tipo proporciona

Abril I 2016

uma continuidade metálica entre as

partes que une, pelo que, no caso de

peças que são submetidas a esforços

significativos, é o método mais indicado

a utilizar para aproveitar a transmissão

de esforços que ocorre entre as peças

unidas. Neste grupo de peças, incluem-

-se as longarinas, as travessas, os pilares,

as cavas das rodas, o piso, o tejadilho.

Nas carroçarias de alumínio, utilizam-se

frequentemente os rebites juntamente

com adesivo

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Jornal das Of icinas

95

Aparafusamento – Outro tipo de união

utilizado, mas em menor medida do

que o anterior. Consiste no aparafusamento

das peças. Tipo utilizado naquelas

peças às quais não é exigido um

comportamento estrutural importante

ou que se desmontam e montam com

relativa frequência, como é o caso dos

guarda-lamas dianteiros e dos para-

-choques.

Encaixe de peças – O encaixe de peças

consiste em unir os rebordos de duas

peças de chapa, efetuando pressão

sobre eles para dobrá-los sobre si mesmos.

Utiliza-se com espessuras finas de

chapa e para peças específicas, como

os painéis das portas, o capot, a tampa

da bagageira e as cavas das rodas traseiras.

Nesta união, deve-se garantir a

estanquidade da junta através da utilização

de adesivos com função de

vedante.

Rebitagem – A rebitagem é utilizada

para unir materiais distintos, como

chapa e plástico, por exemplo, em spoilers,

abas de guarda-lamas e suportes

para uni-los à carroçaria de chapa de

aço. Tratam-se de uniões simples submetidas

a esforços mínimos. No entanto,

no caso das carroçarias de

alumínio, é uma técnica muito utilizada

para unir as peças de chapa, na qual se

criam uniões mistas com os rebites e a

aplicação de adesivos, às quais é conferida

uma maior importância no que

diz respeito a esforços.

Grampos – A união através de grampos,

dos quais existe uma infinidade de

modelos, é utilizada em uniões simples

para a fixação de peças de plástico,

guarda-lamas, estofos ou elementos

ornamentais, como molduras e tampões

das rodas.

A aplicação de cada um destes tipos

Adesivos – A colagem com adesivos

é utilizada para unir materiais totalmente

heterogéneos ou em peças que,

devido à sua posição, não permitem a

aplicação de outros tipos de união. A

sua utilização mais habitual costuma

ser na fixação de guarnições, molduras,

revestimentos e materiais insonorizantes,

tratando-se de uniões simples. No

entanto, graças ao desenvolvimento

tecnológico dos adesivos estruturais,

é possível utilizar os mesmos em determinadas

zonas intermédias de fecho

de peças, pilares, pisos ou longarinas,

adquirindo estas uniões uma função

estrutural.

união por soldadura (em cima)

de união requer uma maior ou menor

complexidade. No caso do aparafusamento,

da rebitagem ou da utilização

de grampos, o trabalho a realizar é

relativamente simples, assim como o

equipamento utilizado e a própria experiência

do operário. A aplicação de

adesivos também não se reveste de

grande complexidade, sendo os aspetos

mais importantes a escolha de um

adesivo apropriado com capacidade

de aderência aos materiais a unir, bem

como conhecer e respeitar as instruções

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96

Técnica & Serviço

Jornal das Of icinas

de aplicação (limpeza, primários, tempos

de secagem).

O encaixe, quando realizado em fábrica,

já requer uma programação mais delicada

dos robots e, no caso de reparação,

é necessária uma certa destreza do operário

que a realiza. Sem esquecer que,

na maioria dos casos, se complementa

com a aplicação de adesivos vedantes.

E entre todos os tipos de união, a soldadura

é a que requer um equipamento

soldadura laser seja a que menos modificações

provoca na chapa graças à transmissão

ideal de energia, tanto em termos

de localização como de quantidade, o

seu elevado custo limita a sua aplicação

a zonas muito exclusivas, onde, por motivos

de acessibilidade ou acabamento,

não são apropriadas as outras técnicas

de soldadura.

Quanto à configuração das uniões, os

três tipos básicos utilizados são as uniões

l Sobreposição por pontos – As

uniões sobrepostas poderão realizar-

-se através da técnica da soldadura

por resistência elétrica por pontos ou

sob gás protetor MIG/MAG. No entanto,

sempre que se disponha de acesso

em ambos os lados, é preferível utilizar

a resistência elétrica, devido à menor

transmissão energética que implica

sobre a chapa. Quando se realizar uma

união sobreposta utilizando a soldadura

MIG/MAG, poder-se-ão utilizar dois

tipos de configurações:

l Sobreposição com costura contínua

– Para secções exteriores com um curto

comprimento de costura e que não

sejam submetidas a elevados esforços

mecânicos.

União por soldadura topo a topo

n UNIÕES TOPO A TOPO

Realizam-se em zonas onde a secção

resistente a criar não estará submetida,

em geral, a altas solicitações de carga e

em costuras de pequeno comprimento.

No caso da sua aplicação em peças exteriores,

deverá ter-se em conta que, para

o acabamento final, pode ser necessário

esmerilar as protuberâncias do cordão

efetuado, provocando, com isso, uma

diminuição da secção resistente. Deverá

ter-se ainda em conta que, ao tratar-se

de uma soldadura contínua, quanto

maior for o comprimento do cordão, mais

calor será transmitido às chapas a soldar

e maior possibilidade existirá de variação

das características da chapa.

Geralmente, aplica-se com a técnica de

soldadura de resistência elétrica sob gás

protetor (MIG/MAG).

Sobreposição com costura contínua

l Soldadura com costura de tampão –

Será utilizada em uniões sobrepostas de

secções exteriores de maior comprimento

do que as anteriores. Para preparar as

superfícies a soldar, será necessário realizar

uns orifícios (diâmetro de 6 mm) na

peça a montar, que se distribuirão, equitativamente,

em comprimento e serão

preenchidos com material de adição na

soldadura.

O para-brisas é unido à carroçaria através de adesivo

e um processo de trabalho muito mais

complexo do que os restantes, exigindo

um conhecimento e experiência adequados

para a sua correta planificação e

realização.

n UNIÕES POR SOLDADURA

Já foi mencionado que o tipo de união

mais frequente no fabrico e reparação

de carroçarias é a soldadura, graças às

boas características mecânicas que possibilita.

As principais técnicas utilizadas

são a soldadura por resistência elétrica

por pontos, a soldadura elétrica sob gás

protetor (MIG/MAG) e a soldadura laser

(esta última apenas em fabrico). A mais

utilizada das três é a primeira, porque a

transmissão energética à chapa é menor

do que com a MIG/MAG. Uma transmissão

excessiva de calor à chapa de aço

pode modificar as suas características

mecânicas e geométricas.

Na soldadura por resistência elétrica

por pontos, a energia concentra-se apenas

na zona de contacto dos elétrodos

e durante períodos de tempo muito

curtos. No entanto, na MIG/MAG concentra-se

durante a realização de todo

o comprimento do cordão. Embora a

topo a topo, as uniões sobrepostas e as

que integram um reforço adicional.

Em qualquer aplicação destas soldaduras

é necessário ter em conta, em

função das peças a unir, qual vai ser a

configuração da união mais indicada para

realizar a soldadura. Para isso, é vital conhecer

o comportamento das mesmas

em relação aos esforços a que vão ser

submetidas e ter em consideração os

seguintes aspetos:

l A natureza dos materiais que se vão

unir;

l A espessura das secções (é preferível

unir materiais com a mesma

espessura);

l O comprimento da costura de união;

l Os esforços a que a união será

submetida;

l A estética final da união;

l A acessibilidade à zona onde será

realizada a união.

Uma vez analisados os aspetos mencionados

anteriormente, resolve-se,

depois, qual a técnica de soldadura a

eleger e qual a configuração que será

mais conveniente utilizar.

n UNIÕES SOBREPOSTAS

Utilizam-se tanto no fabrico como em

reparação. Nestas, realiza-se uma sobreposição

das peças a unir na zona da

costura. Em reparação, utilizam-se, geralmente,

na substituição parcial de

painéis exteriores, na qual a sobreposição

se trata de um desnivelamento de um

dos rebordos da costura, seja no rebordo

que se encontra na carroçaria ou no da

peça nova.

Sobreposição por pontos

Sobreposição com costura de tampão

n UNIÕES COM REFORÇO ADICIONAL

Realizam-se através da colocação de um

reforço moldado, no interior ou exterior

da peça.

Quando o local de corte tenha de ficar

invisível e a configuração construtiva o

admita, o reforço coloca-se internamente.

Se o ponto de união puder permanecer

à vista, torna-se mais simples e rápido

utilizar um reforço externo.

Com reforço adicional

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Jornal das Of icinas

Mundo Automóvel

Seat Ibiza Cupra

AVALIAÇÃO obrigatória

I’ve got the power

› Nunca o Jornal das Oficinas se tinha divertido tanto ao volante de um Seat. Com carroçaria de três

portas (Sport Coupé), motor 1.8 TSI de 192 cv, modo “Sport”, direção precisa, suspensão firme, travões

potentes e pneus eficazes, o Ibiza Cupra tem o power todo. E custa pouco mais de €20.000...

Por: Bruno Castanheira

Se a Seat é, segundo o seu presidente

(Luca de Meo), uma marca em movimento,

então a mais recente geração

do Ibiza Cupra só pode ser o diabo

em forma de automóvel. E, logo, com

carroçaria Sport Coupé (SC), visto não

existir outra para esta versão. Duas décadas

depois do lançamento do primeiro

Cupra, eis o novo, que espelha a essência

da Seat na sua forma mais pura. Aliás,

de acordo com a marca espanhola, o Ibiza

Cupra que figura nestas páginas alia ao

design emotivo a performance fora de

série e a tecnologia de ponta, que permitiu

criar um dos mais dinâmicos automóveis

da classe. Realidade ou ficção,

a verdade é que este pequeno desportivo

já nos tinha deixado ótimas indicações

em Barcelona, quando fomos conduzi-lo

na altura em que foi apresentado à imprensa

internacional. Agora, “apanhámo-

-lo” em território nacional. Senhoras e

senhores, apertem os cintos de segurança

que o espetáculo vai começar.

■ STREET FIGHTER

Não foi preciso recorrer a esteroides

anabolizantes nem a substâncias ilícitas

para que o Ibiza Cupra ficasse com tudo

no sítio. Claro que teve de submeter-se

a algum trabalho de ginásio, mas nada

de exageros. Para quem, como nós,

achava que a cor da carroçaria pudesse

ostentar a designação de branco ou azul,

fique a saber que se trata de um cinzento

“dynamic” (implica o dispêndio de €422).

O que lhe confere, sem dúvida, a irreverência

que se impõe. Para mais, dispondo

de pinças de travagem de cor vermelha

(€169), jantes “Barcino” de 17” escuras com

cinco raios duplos (€89), saída de escape

central trapezoidal (em bom rigor, trata-

-se apenas de um efeito no para-choques,

que escondem as duas saídas), letterings

O Seat Ibiza Cupra só está disponível com

caixa manual de seis velocidades

Cupra, grelha escura, capas dos retrovisores

em preto e faróis bi-Xénon com

luzes diurnas de LED. As cavas das rodas

alargadas e outros pequenos adereços

completam o visual apelativo, que desperta

atenção e gera cobiça.

Por dentro, o Ibiza Cupra consegue ser

mais sóbrio do que por fora. Para além

de bancos desportivos, volante de três

raios com base plana, pedais com inserções

em alumínio e a já celebre bandeira

de xadrez acompanhada por uma barra

vermelha (nada mais nada menos do que

o logótipo Cupra), sendo esta visível no

interior do velocímetro, no volante e no

punho da alavanca da caixa, praticamente

não existem mais diferenças face às versões

“normais”.

Se a qualidade de construção situa-se

num patamar bastante razoável, já o elevado

nível de conectividade marca uma

clara evolução face ao modelo antecessor.

Igualmente ótimo é o posto de condução,

com todos os comandos (principais e

secundários) distribuídos de forma ergonómica.

Ainda que não desiluda, espaço

para ocupantes e bagagem, assim como

conforto e acesso aos lugares posteriores,

são áreas de somenos importância tratando-se

de um desportivo.

No que toca a equipamento, esta unidade,

ao estar recheada de opções, torna

ainda mais agradável a estadia a bordo.

Aqui ficam alguns: sistema de navegação

com duas entradas para cartões SD no

porta-luvas e cartografia da Europa

(€355); Seat Full Link - Mirror Link + Apple

+ Google (€151); sistema de som

media plus - ecrã a cores de 6,5”, comandos

de voz, leitor de CD, MP3 e WMA no

porta-luvas, Aux-in, Bluetooth, conexão

USB, seis altifalantes e computador de

bordo “Medium” com display multifunções

(€253); pacote arrumação - gaveta

porta-objetos sob o banco do passageiro,

apoio de braço dianteiro, rede lateral

porta-objetos na mala e fixações de carga

com rede (€319).

■ PLAY4FUN

Reativo até dizer chega, acutilante, eficaz,

fulgurante. Quem estiver a ler este

ensaio ficará com a ideia que consideramos

o Ibiza Cupra como o melhor Seat

de produção em série jamais concebido.

Mas este título não pertence ao Leon

Cupra? Pertence. Só que o Ibiza Cupra

faz parte do restrito lote dos melhores

pequenos desportivos. E as razões para

tal devem-se, como sempre, às soluções

técnicas que emprega. A começar pelo

motor 1.8 TSI de 192 cv que, no seu desenvolvimento,

foi dedicada especial

atenção ao processo de combustão.

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Desportivo e sóbrio, o habitáculo oferece um posto de condução ótimo. Na base da consola central, o botão “Sport”

permite tornar o Ibiza Cupra mais reativo e entusiasmante. Até porque a sonoridade do escape muda de tom

MOTOR

Tipo

Seat Ibiza Cupra

4 cilindros em linha,

transversal, dianteiro

Cilindrada (cc) 1798

Diâmetro x curso (mm)

82,5x84,2

Taxa de compressão 9,6:1

Potência máxima (cv/rpm) 192/4300-6200

Binário máximo (Nm/rpm) 320/1450-4200

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção direta + indireta

de gasolina

Sobrealimentação turbocompressor +

intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

Caixa de velocidades

dianteira com ESP + XDS

manual de 6+ma

Em complemento à injeção direta (FSI), cuja pressão

subiu de 150 para 200 bar, o 1.8 TSI integra, também,

um sistema de injeção indireta, que faz chegar gasolina

à parte final das condutas de admissão junto às

borboletas, onde se mistura com o ar. A injeção indireta

é especialmente utilizada pelo motor em cargas

parciais, diminuindo o consumo de combustível e

baixando as emissões poluentes. Dotado de um novo

turbocompressor, este bloco dispõe de sistema variável

de abertura de válvulas, que é operado pela

came de admissão e de escape. As árvore de cames

podem variar num ângulo de 30° e de 60° da cambota.

Depois, vem a precisa caixa manual de seis velocidades,

bem escalonada. Seguindo-se-lhe o bloqueio

eletrónico do diferencial (XDS), a suspensão firme, a

direção assertiva, os travões eficazes, os excelentes

pneus Bridgestone Potenza S001 e o botão “Sport”.

Face ao modo “Normal”, o “Sport” permite ao Ibiza

Cupra ficar mais reativo, enquanto o som do escape

se torna mais audível.

Mesmo com controlo de estabilidade desligado,

este pequeno desportivo proporciona momentos de

pura diversão. Para mais tarde recordar. Com elevada

estabilidade, excelente motricidade e uma notável

DIREÇÃO

Tipo

cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 10,5

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (310)

Traseiros (ø mm) discos maciços (230)

ABS

sim, com EBV+HBA

SUSPENSÕES

Dianteira

Traseira

Barra estabilizadora frente/trás

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 235

0-100 km/h (s) 6,7

McPherson

Multilink

sim/sim

O principal responsável pela grande dose de emoção é

o motor 1.8 TSI de 192 cv. Combina injeção direta com

indireta, dispõe de turbocompressor e conta com um

sofisticado sistema de controlo da temperatura

facilidade, faça chuva ou faça sol, o Ibiza Cupra é

daqueles automóveis que transforma qualquer estrada

num circuito de velocidade, tal é a afluência de (boas)

sensações que proporciona. Para mais, nas curvas

mais pronunciadas, descritas com grande dose de

otimismo, o eixo traseiro fica mais “solto”, o que ajuda

a apontar a frente para conseguir as melhores trajetórias.

O Ibiza Cupra segue sempre sobre carris.

Para a parte final deste ensaio, deixámos a velocidade

máxima. Não é preciso esperar muito tempo para ver

a agulha do velocímetro tocar, imagine-se, nos 250

km/h! Tendo em conta que se trata de um modelo

com “apenas” 192 cv, este número não deixa de ser

elucidativo. Principalmente, se pensarmos que podemos

ter tudo isto por €22.961 (€25.313 no caso da

unidade aqui presente). Não existe outro pequeno

desportivo no mercado que consiga tal façanha. Missão

bem sucedida. Venha outra de seguida.

CONSUMOS (l/100 km)

Extra-urbano/Combinado/Urbano n.d./6,0/n.d.

Emissões de CO2 (g/km) 139

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,31

Comprimento/largura/altura (mm) 4055/1693/1420

Distância entre eixos (mm) 2469

Largura de vias frente/trás (mm) 1449/1441

Altura ao solo (mm) 210

Capacidade do depósito (l) 45

Capacidade da mala (l) 292

Peso (kg) 1260

Relação peso/potência (kg/cv) 6,56

Jantes de série

7Jx17”

Pneus de série 215/40R17

Pneus teste

Bridgestone Potenza

S001, 215/40R17 87Y XL

GARANTIAS

Mecânica

Pintura

Anticorrosão

2+2 anos ou 80.000 km

3 anos

12 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 2 anos ou 30.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €271

Intervalos

2 anos ou 30.000 km

Imposto Único de Circulação (IUC): €219,56

Preço (s/ despesas): €22.961

Unidade testada: €25.313

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Mundo Automóvel

Porsche melhora Macan e Cayenne

Novo motor, novo

infoentretenimento

Os SUV da Porsche contam, agora, com novos argumentos: motor

turbo de quatro cilindros para o Macan; sistema de infoentretenimento

mais avançado para o Cayenne. Mas vamos por partes. Começando pelo

Macan, que passou a dispor de uma nova versão de entrada. O acesso à

gama do mais pequeno SUV do construtor de Zuffenhausen faz-se por

intermédio do motor turbo a gasolina de quatro cilindros, com 2,0 litros,

252 cv e 370 Nm, que traz acoplada caixa automática de dupla embraiagem

com sete velocidades (PDK). Para esta nova versão, a Porsche anuncia

um arranque dos 0 aos 100 km/h em 6,7 segundos (6,5 segundos com o

opcional pacote Sport Chrono), uma velocidade máxima de 229 km/h e

um consumo combinado de 7,2 ou 7,4 l/100 km (ciclo NEDC), em função

dos pneus e jantes instalados. Com lançamento previsto para junho deste

ano, o Macan custa €66.998. No caso do Cayenne, toda a gama deste

modelo beneficiou com a aplicação, de série, de um novo sistema de

infoentretenimento (designado Porsche Communication Management),

que dispõe de um ecrã tátil de alta resolução com 7”. As funcionalidades

são mais do que muitas: Bluetooth, USB, cartão SD. Para já não falar do

Apple CarPlay, que eleva a conectividade com o iPhone a outro patamar.

Citroën Berlingo comemora 20 anos

Produção é feita em Mangualde

l Em duas décadas, foram

vendidas, em Portugal, 61.158

unidades do Citroën Berlingo,

sendo este modelo responsável

por 34,4% da produção total da

fábrica de Mangualde. Lançado

em Portugal no ano de 1996,

este modelo tem sido visto como a referência no

mercado dos veículos comerciais ligeiros, assumindo,

durante vários anos, o estatuto de “o mais vendido”,

assentando numa configuração base inovadora que

define, ainda hoje, o mercado das furgonettes. Realidade

indissociável do Citroën Berlingo é o facto de

parte da sua produção ser realizada no Centro de

Produção de Mangualde, infraestrutura produtiva do

Grupo PSA, num contributo significativo quer para o

setor, quer para a economia e tecido social do nosso

país. Com 415.000 unidades produzidas, o Citroën

Berlingo é responsável por 34,4% da produção total

da fábrica de Mangualde, desde que esta entrou em

atividade, corria o ano de 1964.

Ford na lista das empresas mais éticas

Único construtor automóvel nomeado

O Instituto Ethisphere nomeou a marca norte-americana para a lista

das “World’s Most Ethical Companies” 2016. A Ford Motor Company foi,

aliás, o único construtor automóvel selecionado para o rol de empresas

distinguidas este ano por este instituto, ação que ocorre numa época em

que a ética no negócio é relevante para os clientes e para as suas decisões

de compra. Esta nomeação da marca norte-americana como a Empresa

mais Ética do Mundo ocorre pelo sétimo ano. O Instituto Ethisphere, líder

global na definição e promoção dos padrões de práticas comerciais éticas,

distingue as empresas com as melhores classificações em cinco categorias:

Ética e Conformidade; Cidadania e Responsabilidades Corporativas; Cultura

de Ética; Governação; Liderança e Reputação.

Mercedes-Benz Classe C Cabriolet

Lançamento será no verão

Depois das variantes limousine, carrinha e coupé, eis a versão cabrio, que vem completar

a oferta de descapotáveis da Mercedes-Benz. Comparativamente ao Classe C Coupé,

o C Classe Cabriolet é apenas 4 mm mais alto, mantendo o comprimento e a largura.

De série, o C Cabriolet contará com jantes de 17” e suspensão desportiva (rebaixada

em 15 mm face à da limousine). A linha de equipamento AMG estará disponível como

alternativa. As operações de abertura e fecho da capota de lona podem ser realizadas

em menos de 20 segundos, a velocidades de até 50 km/h. Tal como nos Classes E e S

Cabriolet, os ocupantes do Classe C Cabriolet podem desfrutar do máximo conforto com

a capota aberta, graças aos sistemas AIRCAP e AIRSCARF, que tornam agradável o prazer

de respirar o ar puro, mesmo a baixas temperaturas. Estarão disponíveis seis opções

a gasolina, com níveis de potência que variam entre os 156 e os 367 cv. Em relação às

versões Diesel, as opções que maior expressão assumirão serão as C 220 d de 170 cv e

C 250 d de 204 cv, ambas equipadas com sistema SCR (Catalisador de Redução Seletiva)

para pós-tratamento dos gases de escape. O sistema de tração integral 4Matic estará

disponível para o C 220 d. Já a nova caixa automática de nove velocidades (9G-Tronic)

pode ser requisitada para todos os motores (gasolina e Diesel).

Abril I 2016

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Jornal das Of icinas

101

EM ESTRADA Novos modelos lançados no mercado Por: Jorge Flores

Ford S-Max 2.0 TDCi Titanium

Geração evoluída

Mazda MX-5 2.0 Skyactiv-G

Estilo & potência

Renault Mégane dCi 130

Puro sangue

Skoda Superb Break 1.6 TDI Style

Aposta segura

● A segunda geração do S-Max, depois

de um rejuvenescimento das suas linhas,

em 2010, rompe, de forma vistosa, com

os traços da sua primeira aparição, há

uma década. Conserva características

como a versatilidade e a modularidade,

atributos obrigatórios num monovolume,

mas, nesta evolução, tratou de

afinar todas as suas competências. Melhorou

em quase todos os capítulos, com

particular ênfase para os sistemas de

auxílio à condução, como o programador

de velocidade ativo, o detetor de objetos

na via, no ângulo morto, a alerta de mudança

repentina da faixa de rodagem e

o limitador inteligente da velocidade

(com leitura de sinais de trânsito e redução

automática de velocidade em caso

de infração). No interior, cuidados adicionais

na ergonomia e na acessibilidade,

introduzindo sistemas como o Easy Access.

O Ford S-Max dispõe de três filas

de bancos e sete possíveis lugares. A

bagageira oferece 700 litros de capacidade

quando a terceira fila de assentos

está recolhida. O motor 2.0 TDCi de 180

cv, acoplado a uma caixa manual de seis

velocidades, é suficientemente expedito

para não se dar por ele. Embora seja ligeiramente

mais “pesado” para registos

de condução mais empolgantes, como

é disso prova os 9,7 segundos que demora

a cumprir os 0-100 km/h.

● Combinar o estilo e a potência é a

virtude maior da versão 2.0 Skyactiv-G

do Mazda MX-5. Com 160 cv às 6000 rpm

e 200 Nm de binário às 4600 rpm, este

roadster faz justiça ao seu histórico. E aos

números que o acompanham: mais de

um milhão de unidades vendidas, em

todo o mundo, desde a sua primeira

geração, há já 26 anos, até esta última,

a quarta. A experiência de alguns dias

passados ao volante deste dois lugares

desportivo, apesar da insistente chuva

que nem deixou abrir a capota, permitiram

ver que se trata de um modelo

muito mais interessante do que a versão

de 1,5 litros com 131 cv analisada na

passa edição do jornal. Até porque tem

muito mais fulgor debaixo do capot. Uma

outra desenvoltura na estrada e uma

muito maior eficácia, virtudes que muito

poderão agradecer ao diferencial autoblocante

e a uma caixa manual de seis

velocidades curtinha e divertida e ainda

a um chassis de baixo peso, numa dieta

ministrada pelos engenheiros nipónicos.

Tudo pensado para elevar a dinâmica do

conjunto. Estamos perante um MX-5 que

conquista logo à primeira, com quem se

cria intimidade. Como seria de esperar,

o preço é um pouco mais elevado nesta

variante mais potente, dotada da especificação

Excellence Navi. €38.050 é o

quanto a Mazda reclama para o mais

divertido dos MX-5.

● Expressivo e sem meias tintas, o novo

Renault Mégane não passa minimamente

despercebido nas estradas nacionais.

Ainda menos com a carroçaria pintada

de vermelho (flamme), quase em tons

de sangue vivo. Visualmente, realce-se,

sobretudo, a presença das luzes diurnas

de LED, à frente e atrás (estas com um

efeito 3D), que se juntam às jantes de

18”. Pormenores que resultam muito bem

do ponto de vista estético, diga-se. No

habitáculo, assinalem-se os vários apontamentos

com a sigla GT Line, os pedais

em alumínio e o volante em couro, que

são apenas alguns dos elementos distintivos

desta versão de look desportivo.

Junte-se a estes itens o sistema Multi-

-Sense, R-Link 2, sistema de ajuda ao

estacionamento dianteiro e ecrã de 8,7”.

Equipado com o motor Energy dCi de

130 cv às 5500 rpm e binário máximo de

205 rpm às 2000 rpm, o Mégane de cinco

portas consegue proporcionar uma condução

empenhada e cumpridora, sem

dificuldades de “respiração” em manobras

de aceleração ou recuperação, embora

também sem grandes deslumbramentos.

Ainda que o desempenho dinâmico

conjugue eficácia com conforto. Os consumos

de combustível apontam para um

regime combinado de 5,3 l/100 km. Mas

facilmente este valor deriva para outros

patamares caso se abuse do acelerador.

● O Superb Break é uma apostada segura

da Skoda. Na sua terceira geração,

o modelo checo está mais apurado e

harmonioso do que nunca na sua história.

Na versão carrinha, de resto, como é

o caso do modelo em ensaio nestas páginas,

é onde assume a sua plenitude.

Harmonioso na condução, graças a um

potente motor 1.6 TDI de 120 cv, económico

nos consumos, confortável e com

espaço para passageiros. Basta ver que,

na traseira, os ocupantes gozam de 1001

mm entre o teto e a cabeça. Acresce a

tudo isto aquela que será, porventura,

uma das maiores bagageiras do segmento:

660 litros, que poderão chegar

a uns impressionantes 1950 litros de

capacidade, quando rebatidos os bancos

traseiros. O Superb Break é ainda o primeiro

Skoda equipado com o chassis

dinâmico adaptativo, que possibilita a

quem vai ao volante escolher o registo

de condução mais adequado ao seu

estilo. Ou à inspiração do momento. Além

do mais, o Superb Break tem um visual

suave e moderno, com destaque para a

imponência da frente e para o dinamismo

proporcionado pelas suas linhas laterais.

A versão ensaiada, a Style, custa €35.812,

mas conta com uma lista de equipamentos

ampla: Bluetooth com ligação wireless

à antena WLAN, Driver Alert com detetor

de fadiga, Front Assist (cruise crontrol

adaptativo com limite até 160 km/h),

entre muitos outros predicados.

Ford S-Max 2.0 TDCi Titanium

Mazda MX-5 2.0 Skyactiv-G

Renault Mégane dCi 130 GT Line

Skoda Superb Break 1.6 TDI Style

MOTOR

4 cil. linha Diesel,

transv. diant.

Cilindrada (cc) 1997

Potência máxima (cv/rpm) 180/3500

Binário máximo (Nm/rpm) 310/1750-2000

Velocidade máxima (km/h) 211

0-100 km/h (s) 9,7

Consumo combinado (l/100 km) 5,1

Emissões de CO2 (g/km) 129

MOTOR

4 cil. em linha,

long., diant.

Cilindrada (cc) 1998

Potência máxima (cv/rpm) 160/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 200/4600

Velocidade máxima (km/h) 214

0-100 km/h (s) 7,3

Consumo combinado (l/100 km) 6,6

Emissões de CO2 (g/km) 154

MOTOR

4 cil. linha, Diesel,

transv. diant.

Cilindrada (cc) 1598

Potência máxima (cv/rpm) 130/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 205/2000

Velocidade máxima (km/h) 198

0-100 km/h (s) 10,0

Consumo combinado (l/100 km) 5,3

Emissões de CO2 (g/km) 103

MOTOR

4 cil. linha Diesel,

transv., diant.

Cilindrada (cc) 1598

Potência máxima (cv/rpm) 120/3600

Binário máximo (Nm/rpm) 250/1600

Velocidade máxima (km/h) 206

0-100 km/h (s) 10,9

Consumo combinado (l/100 km) 3,9

Emissões de CO2 (g/km) 103

Preço €41.359

IUC €219,56

Preço €38.050

IUC €239,68

Preço €29.850

IUC €124,33

Preço €35.812

IUC €124,33

www.jornaldasoficinas.com Abril I 2016


102

Jornal das Of icinas

Mundo Automóvel

USO PROFISSIONAL

Homenagem à mítica estrada que liga Monterey a Buenos Aires

Volkswagen Multivan PanAmericana

Multivan com dedicatória

› A Volkswagen mostrou, na última edição do Salão de Genebra, mais um derivativo da Transporter. Desta feita,

em versão Multivan, com designação específica e detalhes muito especiais. Uma homenagem à mítica estrada

PanAmericana, que liga Monterey a Buenos Aires

Por: José Silva

A

“transformação” de furgões em

monovolumes de luxo começa a

ser uma tendência dos construtores.

O mais recente exemplo desta capacidade

de “moldar” os automóveis responde pelo

nome de Multivan PanAmericana. Trata-se

de uma invenção da Volkswagen, que pegou

numa Transporter e deu-lhe um cunho

próprio, aplicando-lhe requinte, luxo, potência

e espírito de aventura.

Apresentada no último Salão de Frankfurt,

como concept, a Volkswagen - Veículos

Comerciais decidiu torná-la real.

Por isso, a partir de maio de 2016, os

interessados nesta versão já podem

encomendá-la. Com uma altura ao solo

A altura ao solo aumentada, as jantes de

17” (18” em opção) e as diversas proteções

inferiores conferem um ar “trialeiro”

aumentada em 20 mm, jantes de 17” (18”

em opção), proteções inferiores nas zonas

dianteira e traseira e diversos elementos

da carroçaria revestidos a

material resistente ao impacto de pedras

(como, por exemplo, os para-choques),

a nova Multivan PanAmericana está preparada

para desempenhos mais exigentes

fora de estrada.

Para além de todos os destaques funcionais

revelados nas linhas anteriores,

esta PanAmericana também marca pontos

ao apresentar um equipamento refinado,

como janelas traseiras escurecidas,

luzes traseiras de LED “fumadas” e grelha

de radiador Highline cromada, o que lhe

garante uma presença visual que causa

grande impacto.

■ TRAÇÃO DIANTEIRA EM PORTUGAL

No interior, o conceito multifuncional

é elegante e polivalente, contando, também,

com detalhes de requinte, como o

volante multifunções forrado a couro, o

punho da alavanca da caixa em pele, o

ar condicionado automático (Climatronic),

as soleiras das portas iluminadas

com lettering PanAmericana e os pedais

em aço inoxidável. Existe ainda a possibilidade

de aplicar detalhes de cores

sólidas no interior, para combinar com

a imagem real de terra e areia, locais que

podem ser os de eleição desta Multivan.

A génese desta versão está no sistema

de tração integral permanente 4Motion.

É exatamente este dispositivo que acaba

por dar à Volkswagen a imagem “off-road”

que se pretende. Todavia, em Portugal,

a Multivan PanAmericana vai ser vendida

apenas com tração dianteira, o que permitirá

baixar, substancialmente, o valor

do ISV (Imposto Sobre Veículos).

A gama de motores desta PanAmericana

é exatamente igual à da versão

Multivan, na qual se incluem propulsores

a gasolina e a gasóleo. As potências

variam entre os 102 e os 204 cv do

motor 2.0 TDI biturbo. Os preços da

Volkswagen Multivan PanAmericana.

ainda não foram divulgados.

Abril I 2016

www.jornaldasoficinas.com


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