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Jornal das Oficinas 126

Na edição de abril/maio 2024 do Jornal das Oficinas Nº 216, o artigo de destaque é sobre a Inteligência Artificial no Aftermarket, que está a transformar a forma como os profissionais simplificam e inovam as suas atividades de negócio. E, no setor do aftermarket, não é exceção. Quaisquer que sejam as questões que ainda se colocam com o desenvolvimento da IA, torna-se importante acompanhar até onde espreita o futuro nesta matéria

Na edição de abril/maio 2024 do Jornal das Oficinas Nº 216, o artigo de destaque é sobre a Inteligência Artificial no Aftermarket, que está a transformar a forma como os profissionais simplificam e inovam as suas atividades de negócio. E, no setor do aftermarket, não é exceção. Quaisquer que sejam as questões que ainda se colocam com o desenvolvimento da IA, torna-se importante acompanhar até onde espreita o futuro nesta matéria

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jornal<strong>das</strong>oficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira<br />

216<br />

Pedro de Jesus<br />

Pág. 84 Prestes a celebrar o 40.º aniversário,<br />

a Cometil está mais dinâmica do que nunca. A<br />

empresa registou um recorde de faturação em 2023<br />

e prepara-se para mais um ano de crescimento.<br />

Entrevistámos o administrador, Pedro de Jesus<br />

Abril/Maio 2024<br />

PERIODICIDADE | BIMESTRAL<br />

ANO XVIII | 3 EUROS<br />

FORÇA<br />

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO AFTERMARKET<br />

transformadoraPág. 6<br />

Especial Repintura<br />

Pág. 16 O mercado da repintura automóvel em<br />

Portugal está num momento de clara transformação.<br />

Cada vez mais influenciado pelas companhias de<br />

seguros, está a criar um novo cenário em que as<br />

oficinas devem adaptar-se e renovar-se<br />

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Reparações especializa<strong>das</strong><br />

Pág. 106 Muitas vezes, as oficinas não podem<br />

ou não lhes é rentável dominar todos os aspetos que<br />

uma reparação atual do veículo exige<br />

e veem-se obriga<strong>das</strong> a subcontratar determinados<br />

trabalhos a oficinas especializa<strong>das</strong><br />

Rui Chorado<br />

Pág. 114 A Dispnal celebra em junho as bo<strong>das</strong><br />

de prata. Para assinalar o 25.º aniversário<br />

da empresa, falámos com o administrador,<br />

Rui Chorado, que já divide a pasta da direção<br />

com os filhos Rui Miguel e Rute Chorado<br />

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Editorial<br />

216 Abril/Maio 2024<br />

Folha de serviço ..................................................... 4<br />

DESTAQUE<br />

IA Inteligência Artificial no aftermarket . 6<br />

ESPECIAL REPINTURA<br />

Oferta de mercado ............................................. 16<br />

NOTÍCIAS<br />

Empresas ................................................................ 46<br />

Produto .................................................................... 90<br />

Pneus ...................................................................... <strong>126</strong><br />

EMPRESAS<br />

Acordo Texaco/Stellantis&You ................. 56<br />

35º aniversário KROFTools ........................... 72<br />

Seminário Beta .................................................... 88<br />

Fábrica Prinx Tailândia .................................. 124<br />

ENTREVISTAS<br />

Álvaro De La Cruz (FIGIEFA) ......................... 52<br />

João Silva (LuzDeAirbag) .............................. 58<br />

Hugo Tavares (Soulima) ................................. 62<br />

Rui Lopes (Escape Forte) .............................. 66<br />

Lúcia Tripa (Nelson Tripa) ................................ 70<br />

Paulo Torres (Vieira & Freitas) .................... 80<br />

Pedro de Jesus (Cometil) ............................. 84<br />

Ingo Riedeberger (The Tire Cologne) .... 112<br />

Rui Chorado (Dispnal) ..................................... 114<br />

Luis Rodriguez (Top Recambios) ............ 120<br />

OFICINA DO MÊS<br />

Fronteira Rigorosa (Mooving) ................... 104<br />

TÉCNICA & SERVIÇO<br />

Trabalhos subcontratados ......................... 106<br />

PARQUE A<br />

ENVELHECER!<br />

A<br />

idade média do parque automóvel continua a aumentar, sendo atualmente mais de 13<br />

anos para veículos ligeiros e mais de 15 anos para veículos de mercadorias. Neste momento<br />

o parque circulante está a ficar com mais carros velhos e com muita idade, ou seja,<br />

19% do parque circulante são carros com mais de 20 anos e 56% do parque circulante<br />

são carros com mais de 10 anos. O parque automóvel português é um dos mais velhos da Europa, o<br />

que não é uma boa notícia para o mercado de pós-venda. Quanto maior for a idade de um veículo,<br />

menor será, sem dúvida, o negócio para o mercado de pós-venda.<br />

A Solera salienta que um veículo com mais de 15 anos traz à oficina menos 70% de receitas de reparação<br />

e manutenção do que um veículo novo. Os condutores de veículos mais antigos tentam reparar<br />

apenas o essencial, as apólices que subscrevem são de terceiros e conduzem menos: um carro com 15<br />

anos ou mais apenas percorre em média 12.000 quilómetros por ano, enquanto um novo percorre<br />

mais de 18.000, pelo que a sua quilometragem é menor e a manutenção é reduzida. Isto, por sua vez,<br />

tem um impacto no volume de negócios que estes veículos trazem para as empresas do setor, uma<br />

vez que estes veículos com até 15 anos de idade passam até três vezes menos tempo na oficina do que<br />

aqueles com até cinco anos de idade.<br />

Neste contexto, o rejuvenescimento da frota é particularmente importante, mas não existe uma solução<br />

fácil. O aumento do preço dos automóveis novos complica consideravelmente as decisões de<br />

compra dos utilizadores. Poucas famílias podem pagar a prestação mensal do automóvel, tendo em<br />

conta que a maioria <strong>das</strong> compras em Portugal é financiada. É necessário adotar medi<strong>das</strong> agora, e as<br />

ferramentas são aquelas que colocam o cliente no centro da transição, para a mobilidade sustentável<br />

para todos. Mas não se pode pedir a um automobilista que tem um carro com 20 anos para dar um<br />

salto para um carro elétrico, porque isso é impossível para muitos utilizadores em Portugal. É necessário<br />

continuar a renovar o parque com to<strong>das</strong> as soluções que a indústria tem, designadamente a<br />

utilização de peças reconstruí<strong>das</strong> e usa<strong>das</strong> nas reparações, que podem perfeitamente coexistir com<br />

as peças OEM e IAM.<br />

Perante este cenário, as oficinas vão ter de se reestruturar de modo a conseguirem manter a rentabilidade<br />

com menos serviços. A sua vantagem reside nas relações com os clientes, na experiência localizada<br />

e na sua capacidade de ajustar o custo e tipo de peça ao que o cliente necessita. Certificar-se de que<br />

está disponível para responder aos vários pedidos dos seus clientes: conselhos, planos de manutenção,<br />

avarias simples ou mais complexas. Mostrar que a sua proximidade e interesse no cliente é uma constante<br />

na forma como trabalha demonstra um grande profissionalismo e irá certamente gerar um sentimento<br />

de confiança naqueles que têm de escolher para onde levar o seu veículo.<br />

Lembre-se que uma boa experiência global do cliente também irá ter repercussões na reputação da<br />

sua oficina e afetar a forma como a mesma é promovida através do boca a boca. O valor de um bom<br />

serviço ao cliente é apreciado pela maioria <strong>das</strong> pessoas. Evite cortar nos custos se isso diminuir a<br />

qualidade do serviço que consegue proporcionar.<br />

JOÃO VIEIRA | Diretor<br />

DIRETOR JOÃO VIEIRA joao.vieira@apcomunicacao.com // DIRETOR COMERCIAL MÁRIO CARMO mario.carmo@apcomunicacao.com // GESTOR DE CLIENTES PAULO FRANCO paulo.franco@apcomunicacao.com<br />

JORNALISTAS JOANA MENDES joana.mendes@apcomunicacao.com INÊS DIAS ines.dias@apcomunicacao.com // WEBMASTER ANTÓNIO VALENTE // ARTE HÉLIO FALCÃO // SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS<br />

E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com // PERIODICIDADE Mensal // ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com // SEDE DA REDAÇÃO Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336<br />

Cacém // TEL. +351 219 288 052 // GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W // © Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte,<br />

sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS // IMPRESSÃO LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. Estrada Consiglieri Pedroso, 90 2730 - 053 Barcarena Tel. 214 345 400 // N.º DE<br />

REGISTO NA ERC 124.782 // DEPÓSITO LEGAL n.º: 201.608/03 TIRAGEM 10.000 exemplares<br />

www.apcomunicacao.com<br />

Parceiro em Espanha<br />

EDIÇÃO AP COMUNICAÇÃO // PROPRIEDADE JOÃO VIEIRA // EMAIL GERAL@APCOMUNICACAO.COM<br />

CONSULTE O ESTATUTO EDITORIAL NO SITE WWW.JORNALDASOFICINAS.COM<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 3


FOLHA<br />

DE SERVIÇO<br />

IPSIS<br />

VERBIS<br />

ÁLVARO DE LA CRUZ<br />

DIRETOR DE COMUNICAÇÃO<br />

DA FIGIEFA<br />

UM MERCADO DE PÓS-VENDA<br />

EQUILIBRADO, GARANTE<br />

O DIREITO E A CAPACIDADE DE<br />

TODOS OS INTERVENIENTES<br />

FAZEREM NEGÓCIOS, APOIA<br />

A INOVAÇÃO E GARANTE QUE<br />

OS CONSUMIDORES TENHAM<br />

ACESSO AOS MELHORES<br />

SERVIÇOS DE MOBILIDADE<br />

A PREÇOS ACESSÍVEIS<br />

PEDRO DE JESUS<br />

ADMINISTRADOR DA COMETIL<br />

AS MUDANÇAS NO MODELO<br />

DE NEGÓCIOS DA OFICINA<br />

VÃO SER GRADUAIS, MAS<br />

O QUE NÃO PODE FALTAR<br />

É A ATENÇÃO AO CLIENTE.<br />

O EQUIPAMENTO JÁ FAZ TUDO<br />

PELA PESSOA, MAS AINDA<br />

NÃO FALA COM OS CLIENTES.<br />

E NO MOMENTO CERTO, TEM<br />

DE SER O TÉCNICO A ESTAR LÁ<br />

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA MM 2024<br />

Se é Mecatrónico Automóvel, gosta de competir e por à prova os seus conhecimentos, ainda está a<br />

tempo de se inscrever e vir a ser um dos finalistas deste grande desafio. A Competição Melhor<br />

Mecatrónico é uma iniciativa que dignifica a comunidade <strong>das</strong> oficinas e os próprios mecânicos,<br />

apaixonados pelo seu trabalho e empenhados na sua profissão. É uma oportunidade única de conhecer<br />

de perto o trabalho que estes profissionais desempenham no seu dia a dia nas oficinas. O evento realça<br />

o valor da profissão Mecatrónico Automóvel e tem sido uma plataforma para dar a conhecer o trabalho<br />

destes profissionais e um alerta constante de que o sucesso requer uma formação contínua e um esforço<br />

incansável. Esta competição é fundamental para a evolução dos participantes e uma força motriz para<br />

melhorem todos os dias. Inscreva-se em: www.melhormecatronico.pt<br />

SEMÁFORO<br />

RUI CHORADO<br />

ADMINISTRADOR DA DISPNAL<br />

OS COLABORADORES DA<br />

EMPRESA SÃO O MOTOR MAIS<br />

IMPORTANTE DE TODA ESTA<br />

MÁQUINA, PORQUE SÓ COM<br />

UMA EQUIPA TOTAL BEM<br />

FORMADA E MOTIVADA SE<br />

LEVA DE FORMA MAIS FÁCIL<br />

OS DESAFIOS. NUNCA ME<br />

ESQUECEREI DE ALGUNS<br />

ELEMENTOS QUE JÁ NÃO<br />

FAZEM PARTE POR RAZÕES<br />

DE IDADE E APOSENTAÇÃO,<br />

COMO TAMBÉM OS<br />

ELEMENTOS ATUAIS, QUE<br />

SÃO PEÇAS CHAVE NO<br />

DESEMPENHO DA EMPRESA<br />

Baixa qualificação<br />

Há mais de 330 mil pessoas sem trabalho<br />

em Portugal, mas a percentagem de<br />

desempregados disponíveis com Ensino<br />

Superior é de pouco mais de 10%, o que<br />

confirma a necessidade de ser preciso<br />

formar e requalificar trabalhadores. É<br />

muito preocupante este desperdício<br />

de recursos, que limita o potencial<br />

de crescimento e desenvolvimento<br />

económico de Portugal. Apesar de<br />

os números do IEFP assinalarem um<br />

aumento da procura de emprego face<br />

ao mesmo período do ano anterior, os<br />

inquéritos efetuados às empresas têm<br />

vindo a refletir uma grande preocupação<br />

com a falta de mão de obra.<br />

Instabilidade governativa<br />

A instabilidade governativa que<br />

paira sobre Portugal pode complicar<br />

a implementação do PRR, alertam<br />

especialistas e também a Comissão de<br />

Acompanhamento do PRR, que teme<br />

atrasos no cumprimento <strong>das</strong> metas<br />

estabeleci<strong>das</strong> por Bruxelas. A Comissão<br />

Europeia já reiterou que a execução<br />

da bazuca não irá além de dezembro<br />

de 2026. Portugal já recebeu quatro<br />

dos dez cheques que estão previstos<br />

no âmbito do PRR, sendo que este ano<br />

estão previstos mais dois, um de valor<br />

superior a três mil milhões de euros<br />

e outro no valor de 1.900 milhões de<br />

euros.<br />

Redução taxas de juro<br />

Boas notícias para as empresas e para<br />

as famílias portuguesas. É cada vez mais<br />

provável que o Banco Central Europeu<br />

(BCE) avance para uma redução <strong>das</strong> taxas<br />

de juro em junho. Na última reunião<br />

dos membros do Conselho do BCE, foi<br />

reconhecido que se estão a fortalecer<br />

os argumentos para se considerar um<br />

corte nas taxas, tendo por base as mais<br />

recentes projeções macroeconómicas<br />

dos especialistas do BCE, com uma<br />

melhoria nas previsões de inflação e um<br />

agravamento do crescimento. Está assim<br />

à vista o fim do ciclo de subida <strong>das</strong> taxas<br />

que foi iniciado em julho de 2022.<br />

4 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Destaque<br />

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO AFTERMARKET<br />

FORÇA<br />

TRANS<br />

FORMA<br />

DORA!<br />

A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) E A<br />

RECENTE INTRODUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL<br />

GENERATIVA (IAG), ESTÁ A TRANSFORMAR A FORMA<br />

COMO OS PROFISSIONAIS SIMPLIFICAM E INOVAM<br />

AS SUAS ATIVIDADES DE NEGÓCIO. E, NO SETOR DO<br />

AFTERMARKET, NÃO É EXCEÇÃO. QUAISQUER QUE<br />

SEJAM AS QUESTÕES QUE AINDA SE COLOCAM COM<br />

O DESENVOLVIMENTO DA IA – QUE AINDA SÃO MUITAS<br />

–, TORNA-SE IMPORTANTE ACOMPANHAR ATÉ ONDE<br />

ESPREITA O FUTURO NESTA MATÉRIA


IA NO<br />

AFTERMARKET<br />

AO RACIONALIZAR OU autOMATIZAR DETERMINADOS PROCESSOS<br />

E auXILIAR A TOMADA DE DECISÕES HUMANAS NAS OPERAÇÕES<br />

QUOTIDIANAS, A IA PODE PROPORCIONAR ENORMES BENEFÍCIOS<br />

ÀS OPERAÇÕES DA CADEIA LOGÍSTICA<br />

os últimos anos, a<br />

inteligência artificial<br />

tem-se estabelecido<br />

como uma<br />

força transformadora<br />

dentro de<br />

uma variedade de setores, permeando<br />

tanto o tecido <strong>das</strong> empresas<br />

como o quotidiano <strong>das</strong> pessoas.<br />

Longe de ser uma simples promessa<br />

futurística, a IA já se instalou de<br />

forma omnipresente na sociedade,<br />

e, muitas <strong>das</strong> vezes, de forma impercetível.<br />

Desde assistentes virtuais<br />

(chatbots), que conseguem<br />

dar suporte ao cliente 24 sob 24<br />

horas até à otimização <strong>das</strong> cadeias<br />

de fornecimento, a IA está a abrir<br />

caminho para uma “nova era” de<br />

eficiência, personalização e inovação.<br />

A primeira vez em que se ouviu<br />

falar em inteligência artificial<br />

foi há cerca de 68 anos, durante<br />

uma conferência no Dartmouth<br />

College, em New Hampshire, nos<br />

EUA. Nessa época, John McCarthy,<br />

professor em Stanford, utilizava<br />

o termo para descrever a possibilidade<br />

de criar máquinas que<br />

pudessem exibir inteligência semelhante<br />

à humana. Era uma ideia<br />

ambiciosa, mas tornou-se até aos<br />

dias de hoje num tema central e de<br />

contínua discussão e desenvolvimento.<br />

A inteligência artificial (IA)<br />

pode ser entendida como uma “caixa<br />

de ferramentas”, projetada para<br />

replicar as funções cognitivas humanas,<br />

tais como o raciocínio, a<br />

aprendizagem, o planeamento e a<br />

capacidade de resolução de problemas.<br />

Dentro dos diversos subcampos da<br />

IA, destaca-se também a inteligência<br />

artificial generativa (IAG). Neste<br />

ramo, torna-se possível simular<br />

a criatividade humana ao aprender<br />

determinados padrões e estruturas<br />

com base em dados pré-existentes,<br />

gerando resultados novos<br />

e originais em diversos formatos<br />

como texto, imagem, áudio, vídeo<br />

e códigos. Uma ferramenta popular<br />

da IAG, é o ChatGPT. Com<br />

base na tecnologia GPT (Generative<br />

Pre-Trained Transformers),<br />

consegue criar um modelo de linguagem<br />

que permite interagir de<br />

forma contínua, tanto por escrito<br />

como oralmente, assemelhando-se<br />

a uma conversa entre seres humanos.<br />

Considere o exemplo prático<br />

dado por Ricardo Oliveira, CEO<br />

da World Shopper: “Se eu quiser<br />

pedir ao ChatGPT recomendações<br />

sobre o automóvel mais indicado<br />

para mim, posso fornecer um conjunto<br />

de informações semelhantes<br />

àquelas que partilharia numa conversa<br />

informal com um vendedor<br />

de automóveis. E, no final, ele será<br />

capaz de tomar uma decisão e recomendar-me<br />

o carro mais adequado,<br />

especificando modelo, marca e<br />

versão”.<br />

O Estado da Arte<br />

em Portugal<br />

A presença da inteligência artificial<br />

nas empresas portuguesas ainda é<br />

residual; no entanto, tem-se observado<br />

uma adesão gradual da mesma<br />

nos seus modelos de negócio.<br />

De acordo com um inquérito feito<br />

em 2023 sobre a utilização <strong>das</strong><br />

TIC – Tecnologias de Informação<br />

e Comunicação, pelo INE - Instituto<br />

Nacional de Estatística, 7,9%<br />

8 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


BLUETECH<br />

O DIAGNÓSTICO DE ÚLTIMA GERAÇÃO<br />

Acreditamos que to<strong>das</strong> as oficinas devem ter acesso à melhor<br />

tecnologia e funcionalidade necessárias para realizar reparações<br />

de maior qualidade. Na qualidade de pioneiros em soluções<br />

líderes do mercado, desenvolvemos uma nova solução de<br />

diagnóstico, revolucionária e intuitiva, a BlueTech.<br />

O seu avançado hardware e o seu completíssimo software fazem<br />

com que seja uma solução de diagnóstico preparada para o<br />

futuro, proporcionando às oficinas a oportunidade de maximizar<br />

as receitas e o potencial de crescimento.<br />

Bem-vindo/a à experiência BlueTech


IA NO<br />

AFTERMARKET<br />

A IA REFERE-SE A SISTEMAS QUE APRESENTAM UM COMPORTAMENTO<br />

INTELIGENTE, ANALISANDO O SEU AMBIENTE E tomANDO MEDIDAS - COM<br />

ALGUM GRAU DE AutonomiA - PARA ATINGIR OBJECTIVOS ESPECÍFICOS<br />

<strong>das</strong> empresas portuguesas utiliza<br />

IA (+ 0.7 p.p. que em 2021). Essa<br />

percentagem aumenta (35,4%),<br />

quando falamos de organizações<br />

com mais de 250 funcionários. Um<br />

dos motivos que leva as empresas<br />

a estarem reticentes e a não adotarem<br />

ainda a IA (65,3%), deve-se à<br />

falta de conhecimentos concretos<br />

sobre como utilizar e beneficiar<br />

desta ferramenta.<br />

Aumento dos ganhos<br />

de produtividade<br />

Segundo um estudo da Public First,<br />

encomendado pela Google, a inteligência<br />

artificial generativa “poderá<br />

aumentar a dimensão da economia<br />

portuguesa em 15.000 milhões de<br />

euros (ou o equivalente a 8% do<br />

Valor Acrescentado Bruto ou 6% do<br />

Produto Interno Bruto), e poupar,<br />

em média, mais 80 horas por cada<br />

trabalhador – o equivalente a duas<br />

semanas de trabalho”. Para além<br />

disso, “ao ajudar todos em Portugal<br />

a concentrarem-se em tarefas mais<br />

produtivas e criativas, a IA pode<br />

acelerar o crescimento económico<br />

e, por sua vez, trazer progressos nos<br />

desafios sociais”, lê-se no mesmo relatório.<br />

Através da implementação<br />

da IA nas empresas, “para ajudar na<br />

monitorização preventiva dos riscos<br />

e na melhoria <strong>das</strong> competências dos<br />

trabalhadores em matéria de cibersegurança,<br />

Portugal poderia mitigar<br />

690 milhões de euros em riscos”,<br />

revela ainda. Com base nestas<br />

conclusões, a IA pode ser considerada<br />

como um aliado importante <strong>das</strong><br />

empresas portuguesas no processo<br />

de (re)formulação <strong>das</strong> suas estratégias<br />

de negócio, contribuindo para<br />

impulsionar o seu crescimento e aumentar<br />

as receitas.<br />

Desafios<br />

Um dos principais receios com a<br />

chegada da IA é a redução e/ou desaparecimento<br />

de alguns postos de<br />

trabalho. Um estudo da Randstad,<br />

sobre os efeitos da IA no mercado<br />

de trabalho português, revelou que<br />

na próxima década esta tecnologia<br />

irá afetar os trabalhos existentes<br />

e estima-se que 481 mil corram<br />

mesmo risco de serem automatizados.<br />

No entanto, a mesma análise<br />

também avança que a maioria (3,7<br />

milhões), não vão sentir qualquer<br />

impacto e 16% dos atuais postos de<br />

trabalho (795,2 mil), vão ser ainda<br />

beneficiados com esta tecnologia.<br />

Outro aspeto importante é a questão<br />

da segurança, mas aqui falamos,<br />

mais especificamente, dos veículos<br />

autónomos. Tal como refere Luís<br />

Miguel Silveira, professor do Instituto<br />

Superior Técnico da Universidade<br />

de Lisboa “neste momento há<br />

ainda muito caminho a fazer para<br />

que os sistemas autónomos possam<br />

vir a providenciar uma condução<br />

em segurança. Aquilo que se verifica,<br />

por vezes, em sistemas em<br />

10 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


que há algum tipo de autonomia<br />

é que há uma tendência, e há vários<br />

estudos sobre isso, para que os<br />

condutores se alheiem dos aspetos<br />

da condução quando têm muitos<br />

apoios na condução. E, portanto, é<br />

necessário que tenha como contrapartida<br />

uma segurança acrescida de<br />

modo a reduzir a possibilidade de<br />

acidentes”. Além disso, Luís Miguel<br />

Silveira, ressalva que a vantagem<br />

da manutenção preventiva pode,<br />

por si só, gerar preocupação. Com<br />

um sistema fiável como este, as intervenções<br />

podem vir a ser menos<br />

necessárias.<br />

“A inteligência artificial vai, essencialmente,<br />

auxiliar nas funções de<br />

natureza mais manual e repetitiva,<br />

sem substituir o ser humano na<br />

criatividade. Em vez disso, vai permitir<br />

que o ser humano tenha mais<br />

tempo para se dedicar à criatividade,<br />

sem desperdiçar tempo em<br />

tarefas repetitivas”, refere Ricardo<br />

Oliveira. Para este responsável “O<br />

aftermarket deve de tirar o máximo<br />

partido desta ferramenta, aprender<br />

mais sobre ela e, focar-se na experiência<br />

do cliente, que é algo que se<br />

persegue há anos, mas que com a<br />

introdução da IA podemos mesmo<br />

chegar a outro patamar. E, por último,<br />

acredito que seja importante<br />

que as organizações se adaptem às<br />

regulamentações que, inevitavelmente,<br />

irão surgir”. E acrescenta,<br />

“Uma coisa é certa, estas ferramentas<br />

vão permitir que haja muito<br />

mais eficiências ao nível da produção,<br />

manutenção e reparações<br />

dos automóveis, isso é inegável”.<br />

Luís Miguel Silveira, afirma: “O<br />

aftermarket está provido de ferramentas<br />

de diagnóstico poderosas<br />

e naturalmente deverá continuar<br />

a fazê-lo, porque essas ferramentas<br />

são cada vez mais prevalentes,<br />

dada a crescente penetração da<br />

tecnologia nos veículos e na mobilidade<br />

<strong>das</strong> pessoas, e são absolutamente<br />

necessários para a análise<br />

dos dados que estão disponíveis em<br />

cada veículo, correlacionando com<br />

situações semelhantes e identificando<br />

potenciais problemas”. l<br />

OS FORNECEDORES DO SETOR AUTOMÓVEL INVESTEM FORTEMENTE EM IA<br />

E TECNOLOGIAS RELACIONADAS COM A CONDUÇÃO AUTÓNOMA.<br />

O PRINCIPAL OBJETIVO É TORNAR OS VEÍCULOS MAIS SEGUROS<br />

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Qualidade Atenção Precisão<br />

QUALIDADE<br />

ATENÇÃO<br />

PRECISÃO<br />

A ERA é uma empresa com forte<br />

vocação internacional que há<br />

40 anos distribui peças de reposição<br />

de qualidade em mais de 80 países<br />

ao redor do mundo. Com as suas duas<br />

marcas abrange uma vasta gama de<br />

produtos. A marca ERA é referência<br />

em produtos elétricos e eletrónicos.<br />

Graças à marca NIPPARTS, a ERA<br />

alargou a sua oferta à mecânica,<br />

tornando-se o parceiro ideal para<br />

o segmento asiático.<br />

ventas@eraspares.it<br />

www.eraspares.es


IA NO<br />

AFTERMARKET<br />

O QUE É A IA<br />

IA - Inteligência Artificial refere-se a sistemas que apresentam um<br />

A<br />

comportamento inteligente, analisando o seu ambiente e tomando medi<strong>das</strong><br />

- com algum grau de autonomia - para atingir objectivos específicos. Os sistemas<br />

baseados em IA podem ser puramente baseados em software, podem atuar no<br />

mundo virtual (por exemplo, assistentes de voz, software de análise de imagens,<br />

motores de busca, sistemas de reconhecimento facial), ou podem ser incorporados<br />

em dispositivos de hardware (por exemplo, robots avançados, veículos<br />

automatizados, drones ou aplicações da Internet <strong>das</strong> coisas). Por conseguinte, o<br />

termo IA abrange um domínio de investigação muito vasto, com muitos diferentes<br />

subconjuntos tecnológicos e varia<strong>das</strong> aplicações.<br />

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL<br />

E DADOS<br />

utilização de dados a bordo dos veículos é um dos principais motores da<br />

A<br />

criação de serviços de mobilidade novos e inovadores. Pode também trazer<br />

melhorias significativas aos serviços existentes, como a reparação e a manutenção.<br />

Sem dados, o desenvolvimento da IA e de outras aplicações digitais é impossível. Os<br />

sistemas de aprendizagem automática, por exemplo, “aprendem” a reconhecer<br />

padrões, grupos ou anomalias através do processamento de dados de treino. Quanto<br />

mais dados de treino são fornecidos ao sistema, mais preciso e exato o sistema pode<br />

tornar-se. Os dados são a força vital da IA, o que significa que um melhor acesso e a<br />

gestão dos dados é fundamental. Mas o setor automóvel está sujeito a desequilíbrios<br />

de poder de mercado em relação ao acesso e à utilização de dados. Atualmente, os<br />

dados a bordo dos veículos são controlados e e explorados comercialmente pelos<br />

fabricantes de veículos. Outros intervenientes no mercado, como as oficinas de<br />

reparação independentes, dependem dos fabricantes de veículos para disponibilizar<br />

os dados e estão, por conseguinte, numa posição de desvantagem.<br />

12 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


IA NO<br />

AFTERMARKET<br />

1<br />

Manutenção Preditiva<br />

2<br />

Gestão de Cadeias de Fornecimento<br />

VANTAGENS<br />

IA NO<br />

AFTERMARKET<br />

3<br />

Personalização de Produtos e Serviços<br />

4<br />

Assistentes Virtuais 24 Horas por Dia<br />

5<br />

Redução da Sinistralidade Rodoviária<br />

CINCO VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DE IA<br />

ara lidar com os desafios da economia digital, a integração desta tecnologia pode ser realmente “um grande trunfo”. As empresas que melhor se adaptem às constantes<br />

P<br />

exigências de um mercado em mudança garantem um diferencial competitivo em relação à concorrência. Para Ricardo Oliveira, CEO da World Shopper “Os benefícios<br />

desta ferramenta são claramente as eficiências. Ela transforma processos repetitivos, normalmente executados de forma lenta por humanos, em algo muito mais eficiente por<br />

alguém que é incansável, que está ali 24 horas ao serviço, que pode ser “metralhado” com perguntas e problemas”. Nesta mesma linha, o responsável destaca cinco<br />

importantes vantagens, que já se encontram a ser utiliza<strong>das</strong> tanto no mercado automóvel como no aftermarket:<br />

MANUTENÇÃO<br />

PREDITIVA<br />

A utilização de dados históricos<br />

em tempo real provenientes dos<br />

veículos, permite que a IA antecipe<br />

falhas de funcionamento e tome<br />

medi<strong>das</strong> corretivas de forma<br />

antecipada. Esta abordagem não só<br />

reduz os períodos de inatividade,<br />

como também aumenta a eficiência<br />

geral da manutenção.<br />

GESTÃO<br />

DE CADEIAS DE<br />

FORNECIMENTO<br />

A análise de dados feita pela IA<br />

permite antever a procura por<br />

uma determinada peça ou serviço,<br />

otimizando assim a gestão de stocks<br />

e reduzindo o tempo de espera.<br />

PERSONALIZAÇÃO<br />

DE PRODUTOS<br />

E SERVIÇOS<br />

Através da análise de dados sobre<br />

os hábitos de cada utilizador, como<br />

trajetos frequentes, a IA consegue<br />

adaptar o sistema às preferências<br />

individuais. Por exemplo, se um<br />

utilizador faz o mesmo trajeto casatrabalho<br />

regularmente, o sistema de<br />

navegação pode aprender e sugerir<br />

rotas otimiza<strong>das</strong> automaticamente.<br />

ASSISTENTES<br />

VIRTUAIS 24<br />

HORAS POR DIA<br />

As interações com assistentes<br />

virtuais evoluíram<br />

significativamente com<br />

a implementação da IA.<br />

Anteriormente, os bots ofereciam<br />

apenas respostas padroniza<strong>das</strong>.<br />

Atualmente, os assistentes<br />

virtuais oferecem uma experiência<br />

muito mais próxima da interação<br />

humana. Eles são capazes de<br />

compreender e responder de<br />

forma contextualizada, tornando<br />

a experiência mais natural e<br />

satisfatória para os utilizadores.<br />

REDUÇÃO DA<br />

SINISTRALIDADE<br />

RODOVIÁRIA<br />

Desde os mais simples aos mais<br />

complexos sistemas, esta tecnologia<br />

permite evitar acidentes e reduzir<br />

a sinistralidade rodoviária, através<br />

da gestão de sistemas de travagem<br />

de emergência e do cruise control<br />

adaptativo.<br />

“Também devemos ansiar que<br />

aspetos de eficiência energética,<br />

que são essenciais para a<br />

sustentabilidade, possam vir a<br />

sofrer melhorias e que a segurança<br />

seja sempre um fator extremamente<br />

relevante e possamos erradicar<br />

muitos acidentes evitáveis”, diz<br />

Luís Miguel Silveira, professor<br />

do Instituto Superior Técnico da<br />

Universidade de Lisboa.<br />

14 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Patrocinadores 2024<br />

Apoios:<br />

UZ DEAIRBAG<br />

TUDO A POSTOS<br />

PARA A GRANDE FINAL!<br />

AS MELHORES EQUIPAS DE DEZ REDES OFICINAIS VÃO DISPUTAR JÁ NO DIA 18 DE MAIO DE 2024<br />

A GRANDE FINAL DA COMPETIÇÃO CHALLENGE OFICINAS, QUE SE REALIZA NAS INSTALAÇÕES<br />

DO PARCEIRO PRO4MATIC CAR SERVICE, EM MONTEMOR-O-VELHO. CONVIDAMOS TODOS<br />

A ACOMPANHAR ESTE GRANDE EVENTO AO VIVO, OU NAS REDES SOCIAIS ONDE IREMOS DIVULGAR<br />

TODO O DESENROLAR DAS PROVAS<br />

Este ano, a Competição Challenge <strong>Oficinas</strong>,<br />

organizada pelo <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> em<br />

parceria com a T Academy, é novamente<br />

dedicada às oficinas de rede, um conceito em<br />

franco crescimento e cuja tendência é continuar.<br />

As redes de oficinas têm-se afirmado como a<br />

melhor solução para as oficinas multimarca<br />

conseguirem competir a nível de conhecimentos<br />

e qualidade com os concessionários de marca.<br />

Agora e cada vez mais faz sentido uma oficina<br />

independente integrar uma rede oficinal. As<br />

redes privilegiam a relação oficina-retalhista-<br />

-distribuidor, permitindo que o elo intermédio<br />

desta cadeia, tantas vezes menosprezado, possa<br />

ganhar rentabilidade com a adesão dos seus<br />

clientes. A formação técnica é um pilar <strong>das</strong> redes<br />

oficinais, até devido ao facto de estarmos<br />

perante um ciclo de evolução sem precedentes<br />

no que toca à tecnologia automóvel. É neste<br />

enquadramento que a Competição Challenge<br />

<strong>Oficinas</strong> irá decorrer. Na Final as equipas irão<br />

disputar um Jogo Oficinal dinâmico (inter-redes)<br />

no qual é simulado o funcionamento de<br />

uma oficina através de diferentes painéis participativos.<br />

Voltamos assim a desafiar as melhores oficinas<br />

de Portugal a participarem numa competição<br />

única, que agrega valor à imagem e aumenta a<br />

visibilidade <strong>das</strong> oficinas finalistas e empresas<br />

patrocinadoras e parceiras.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 15


Especial<br />

ESPECIAL REPINTURA<br />

RENTABILIDADE<br />

É ESSENCIAL!<br />

O MERCADO DA REPINTURA<br />

AUTOMÓVEL EM PORTUGAL<br />

ESTÁ NUM MOMENTO DE CLARA<br />

TRANSFORMAÇÃO. CADA VEZ MAIS<br />

INFLUENCIADO PELAS COMPANHIAS<br />

DE SEGUROS, ESTÁ A CRIAR UM<br />

NOVO CENÁRIO EM QUE AS OFICINAS<br />

DEVEM ADAPTAR-SE E RENOVAR-<br />

SE. JÁ NÃO É SUFICIENTE OFERECER<br />

PRODUTOS DE QUALIDADE PARA<br />

FAZER UM BOM TRABALHO;<br />

AGORA É CRUCIAL TER SOLUÇÕES<br />

ECONÓMICAS QUE GARANTAM A<br />

SUSTENTABILIDADE DO NEGÓCIO. A<br />

QUALIDADE É IMPORTANTE, MAS A<br />

RENTABILIDADE É ESSENCIAL PARA O<br />

SUCESSO A LONGO PRAZO<br />

Em termos de players fornecedores, as principais marcas do segmento<br />

premium pertencentes aos maiores grupos mundiais de tintas estão<br />

presentes no nosso mercado sendo evidente o aumento da concorrência<br />

e procura de aumento de quota de mercado por exemplo no segmento<br />

dos concessionários de marca que se vão reduzindo pela via de integração/<br />

criação de grupos. O mercado em Portugal, à semelhança de outros países<br />

da Europa, está a derivar cada vez mais para as marcas de mid-market, não<br />

só por via <strong>das</strong> requisições que as companhias de seguros estão a fazer para<br />

cada reparação, mas também pela própria sobrevivência <strong>das</strong> oficinas de<br />

chapa e pintura face à rentabilidade que é vital para o negócio. Nesse sentido,<br />

as marcas mid-market têm ganho cada vez mais quota de mercado<br />

face às marcas premium. Isto traduz-se numa pressão muito grande sobre<br />

os preços provocando diminuição <strong>das</strong> rentabilidades num sector que exige<br />

investimentos significativos em termos de equipamentos e recursos humanos<br />

(assistência técnica-comercial). Continuamos a ver nas oficinas em<br />

Portugal um crescimento acentuado no consumo de tintas base solvente<br />

em detrimento <strong>das</strong> tintas base aquosa – produto que não cumpre a lei eu-


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

ropeia VOC. Temos também assistido<br />

a um crescimento na venda de<br />

produtos “vernizes 2K e aparelhos<br />

2K“ de marcas brancas não regista<strong>das</strong>,<br />

sem qualquer certificado de<br />

qualidade, sem fichas técnicas, sem<br />

fichas de higiene/segurança e sem<br />

identificação do fabricante. Esta situação<br />

deve-se ao fato de não haver<br />

fiscalização nesta área de negócio, o<br />

que leva a uma concorrência desleal<br />

para quem vende produtos de marcas<br />

regista<strong>das</strong>.<br />

Mercado hipercompetitivo<br />

O mercado da repintura automóvel<br />

em Portugal é hipercompetitivo. As<br />

margens e a rentabilidade estão em<br />

constante pressão. Por outro lado,<br />

verifica-se uma cada vez maior solicitação<br />

e exigência por parte dos<br />

clientes relativamente ao serviço<br />

prestado. Tal significa que o custo<br />

do serviço prestado tem tendência<br />

a aumentar e a rentabilidade gerada<br />

tendência a diminuir. Por outro lado,<br />

irá ser sempre um mercado dinâmico<br />

em permanente processo de mudança<br />

e evolução. Seja por obrigação<br />

legislativa/ambiental, seja por razões<br />

qualitativas, alteração de processos<br />

ou por razões energéticas tendo por<br />

objetivo a redução de consumos e<br />

maiores rentabilidades ou quaisquer<br />

outras razões que possam vir<br />

a surgir no futuro, este mercado irá<br />

continuar a sofrer alterações, o que<br />

sempre irá constituir um permanente<br />

desafio de atualização e melhoria<br />

para as principais marcas mundiais.<br />

De um modo geral, o mercado automóvel<br />

está a atravessar uma enorme<br />

mudança. Primeiramente, com a diminuição<br />

do volume de reparações<br />

devido à condução cada vez mais assistida<br />

e autónoma, mas agora também<br />

com as mudanças nos modelos<br />

de negócios, com o agenciamento, a<br />

eletrificação... É uma preocupação<br />

cada vez maior por partes <strong>das</strong> oficinas,<br />

o foco na eficiência e na rentabilidade<br />

dos seus recursos, quer seja<br />

através da digitalização <strong>das</strong> oficinas<br />

ou investimentos em equipamentos<br />

oficinais. Constata-se que muitas<br />

oficinas enfrentam desafios ao realizar<br />

orçamentos, particularmente<br />

na compreensão e determinação do<br />

custo real dos serviços que orçamentam,<br />

o que, por vezes, resulta na atribuição<br />

injusta de responsabilidade<br />

ao preço dos produtos. Como resposta<br />

a essas preocupações, é necessário<br />

as oficinas procurarem especialistas<br />

em orçamentação que lhes ofereçam<br />

suporte e orientação, com o objetivo<br />

de alterar este tabu do preço do produto<br />

e provar que realmente a tinta<br />

representa uma percentagem muito<br />

pequena na reparação do veículo.<br />

Consolidação vai continuar<br />

A consolidação é também uma realidade<br />

nesta área de negócio de repintura<br />

auto. Hoje já existe por toda<br />

a Europa a unificação de grandes<br />

distribuidores de tintas por aquisição.<br />

Alguns deles já estão presentes<br />

em vários países europeus. E Portugal<br />

não está imune a estas fusões<br />

e aquisições, que hoje já são uma<br />

realidade no nosso país. Ao nível dos<br />

grandes grupos automóveis há uma<br />

tendência crescente para aquisições<br />

e fusões, pelo que a consolidação<br />

ou a concentração do negócio da<br />

repintura automóvel é inevitável, é<br />

para continuar, e é para aumentar.<br />

Os principais players estão a adquirir<br />

outros pequenos grupos e neste<br />

caso, ganhando uma preponderância<br />

muito maior, quer em termos de<br />

negociação, necessidades e de implementação<br />

geográfica. A consolidação<br />

do negócio da repintura automóvel é<br />

uma tendência que se deverá manter<br />

nos próximos anos. Os grandes<br />

grupos estão a adquirir e a fundir-<br />

-se com empresas mais pequenas, a<br />

fim de conseguirem ganhar escala e<br />

competitividade no mercado. Assim<br />

passam a ter uma maior competitividade<br />

e um aumento do seu universo<br />

de clientes, podendo escalar mais<br />

rapidamente os seus negócios. A<br />

tendência atual nos concessionários<br />

será cinco a seis grupos dominarem<br />

80 a 90% do mercado. Nas oficinas<br />

multimarca reforça-se o conceito<br />

de redes oficinais e as oficinas <strong>das</strong><br />

companhias de seguros que também<br />

contribuem para a consolidação.<br />

Nas restantes multimarcas haverá<br />

uma seleção com o encerramento<br />

<strong>das</strong> menos organiza<strong>das</strong> e rentáveis.<br />

Mas apesar destas mudanças, o mercado<br />

da repintura automóvel em<br />

Portugal continuará com possibilidade<br />

de crescer e de se destacar.<br />

Tendencialmente<br />

decrescente em volume<br />

O mercado português é caraterizado<br />

por um número elevado de<br />

oficinas de colisão em relação ao<br />

parque automóvel comparativamente<br />

com outros mercados europeus,<br />

um mercado maduro e muito<br />

estabilizado, mas tendencialmente<br />

decrescente, em volume, por diversas<br />

razões:<br />

• Novos produtos tecnologicamente<br />

mais evoluídos que permitem<br />

aumentar a rentabilidade em termos<br />

de consumo e menos desperdício.<br />

• Carros mais evoluídos em termos<br />

de segurança, melhores estra<strong>das</strong>,<br />

leis mais severas, etc. que se traduzem<br />

em menos acidentes.<br />

• A nível económico, verifica-se<br />

uma fraca propensão para consumir<br />

e para investir por parte <strong>das</strong><br />

empresas e <strong>das</strong> famílias. O rendimento<br />

médio continua a um nível<br />

muito baixo face ao rápido e crescente<br />

aumento do custo de vida. l<br />

É PROVÁVEL QUE A CONSOLIDAÇÃO DO NEGÓCIO<br />

da REPINTURA autoMÓVEL CONTINUE, À MEDIDA QUE<br />

OS GRANDES GRUPOS PROCURAM EXPANDIR as SUAS OPERAÇÕES<br />

E GANHAR UMA POSIÇÃO MAIS Forte NO MERCADO<br />

18 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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QUALIDADE XTREME<br />

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DE ENERGIA<br />

© 2020 Axalta Coating Systems. All rights reserved.<br />

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Adicionámos algo novo e inovador ao sistema Xtreme. O verniz VOC-Xtreme-Plus K9600<br />

estabelece um novo nível de qualidade... e muito mais. Em primeiro lugar, inclui excelentes<br />

propriedades de processamento, como a aplicação flexível em 1,5 ou em 2 demãos, boa<br />

capacidade de enchimento e excelente estabilidade vertical, que proporcionam um acabamento<br />

perfeito. Em segundo, mais eficiência, graças à secagem excecionalmente rápida e ao baixo<br />

consumo de energia a 40 ° C ou 20 ° C, o que pode reduzir significativamente os custos<br />

operacionais. Isto é realmente um desempenho fora de série.<br />

NOVO<br />

NOVO


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

DIGITALIZAÇÃO:<br />

O GRANDE DESAFIO!<br />

ASSIM COMO EM OUTRAS ÁREAS, O RECURSO À DIGITALIZAÇÃO NA SEÇÃO DE PINTURA É CADA VEZ MAIS<br />

FREQUENTE. PERMITE REDUZIR CUSTOS, AUMENTAR A RAPIDEZ, E VALORIZAR CORRETAMENTE O SERVIÇO<br />

PRESTADO (DOMÍNIO DOS PROGRAMAS DE ORÇAMENTAÇÃO). TAL TENDÊNCIA FAZ COM QUE OS PROFISSIONAIS<br />

DE PINTURA TENHAM CADA VEZ MAIS QUE APREENDER E QUE SE ADAPTAR A TRABALHAR COM AS FERRAMENTAS<br />

DIGITAIS ATUALMENTE DISPONÍVEIS COMO PARTE INTEGRANTE E COMO APOIO À SUA ATIVIDADE PROFISSIONAL.<br />

A<br />

digitalização já é uma realidade sem retorno,<br />

pois sendo o que se passa no presente<br />

é também o futuro de to<strong>das</strong> as marcas<br />

de repintura o que fará com que as oficinas<br />

se adaptem a esta realidade. Tem sido um caminho<br />

difícil porque nestes últimos 30 anos muitos<br />

gerentes de oficinas/técnicos de repintura auto,<br />

nunca tinham utilizado um computador. Com o<br />

apoio/formação <strong>das</strong> marcas nos últimos anos, as<br />

oficinas têm aceitado a digitalização como uma<br />

ferramenta obrigatória na pintura. Referimo-nos<br />

a uma maior utilização do software <strong>das</strong> marcas<br />

de pintura e dos fornecedores de peças e equipamentos,<br />

dos processos informáticos internos, do<br />

marketing digital na Web e nas redes sociais. A<br />

digitalização é uma “ferramenta” fundamental<br />

nas oficinas de colisão automóvel, enquanto fator<br />

contributivo na obtenção de conhecimento,<br />

fluidez de processos e de uma mais rápida e precisa<br />

medição da rentabilidade do negócio. Em<br />

face desta realidade, o processo de implementação<br />

dos equipamentos e procedimentos para a<br />

digitalização <strong>das</strong> oficinas do setor da repintura,<br />

embora tendo sido prejudicado pela situação<br />

conjuntural atípica pela qual passamos desde o<br />

início de 2020, tem contado com a total aceitação<br />

e colaboração dos vários elementos envolvidos no<br />

processo (gestores, técnicos, …).<br />

A evolução da digitalização <strong>das</strong> oficinas de repintura<br />

tem vindo a evoluir gradualmente. As oficinas<br />

estão cada vez mais a investir em software<br />

de gestão oficinal, ferramentas de diagnóstico e<br />

outros sistemas digitais. A digitalização permite<br />

às oficinas otimizar os seus processos, aumentar<br />

a sua produtividade e melhorar a qualidade dos<br />

seus serviços. As empresas que não se adaptarem<br />

às novas tecnologias correm o risco de perderem<br />

competitividade no mercado. A digitalização é,<br />

simultaneamente, o presente e o futuro do sector<br />

automóvel. Neste ambiente em rápida evolução,<br />

é essencial para qualquer organização tomar medi<strong>das</strong><br />

e adaptar-se continuamente. As ferramentas<br />

digitais não só são indispensáveis para a gestão<br />

eficiente <strong>das</strong> oficinas, como também têm um<br />

grande potencial para acrescentar valor e capacitar<br />

a oficina. A inovação tecnológica significa que<br />

o processo de reparação da pintura dos veículos<br />

se torna mais rápido, mais fácil e mais económico.<br />

Sabemos que a digitalização é um processo<br />

de grande importância e que continuará a ser<br />

um tópico marcante no setor, tendo a consciência<br />

que são as oficinas que decidem a velocidade<br />

com a qual avançam no processo de digitalização,<br />

mas cabendo às marcas garantir que as oficinas<br />

têm disponíveis as ferramentas necessárias que<br />

permitam desenvolver e evoluir os seus negócios<br />

para o futuro, passo a passo.<br />

20 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


ProClass<br />

Uma conjugação de capacidade e<br />

eficiência de alto nível.<br />

Produtividade de<br />

outro nível.<br />

Perfection<br />

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ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA:<br />

PROBLEMA MAIOR<br />

O PARADIGMA QUE MUITOS ANOS EXISTIU DE QUE A PROFISSÃO PINTOR AUTOMÓVEL ERA VISTA<br />

COMO UM OFÍCIO MENOR, FEZ COM QUE A ATRATIVIDADE DO SETOR PARA OS JOVENS NÃO FOSSE UM FATOR<br />

CHAVE PARA A CAPTAÇÃO DE TALENTOS. É AÍ QUE TODO O SECTOR TERÁ DE TRABALHAR NO SENTIDO<br />

DE MUDAR ESTE PARADIGMA E TORNAR O SETOR MAIS “SEXY” PARA ATRAIR JOVENS PARA ESTA PROFISSÃO,<br />

QUE É CADA VEZ MAIS DE ALTO NÍVEL TÉCNICO E QUALIFICADA<br />

A<br />

falta de profissionais de repintura e mão de<br />

obra qualificada são por demais evidente,<br />

o que é um problema gravíssimo e que<br />

infelizmente com o passar dos anos tem vindo a<br />

piorar e não a melhorar, este é um desafio enorme<br />

para os próximos anos. A excessiva oferta de<br />

distribuidores e concorrência por vezes desleal que<br />

existe em Portugal, faz com que a competitividade<br />

seja prejudicial em vez de ser motivadora para o<br />

crescimento do setor. Há também uma volatilidade<br />

muito grande dos recursos humanos em cada<br />

oficina, muito devido à própria escassez que existe.<br />

A melhor forma de ultrapassar é criar mais escolas<br />

profissionais para o sector, qualificar melhor<br />

os formandos e tornar a profissão mais atrativa e<br />

melhor remunerada. É esse o caminho que se terá<br />

de seguir no futuro. A área da colisão (chapa e pintura)<br />

é um centro de lucros. Para tal, os recursos<br />

deverão ser geridos de forma organizada e profissional.<br />

Há que promover a formação para a qualificação<br />

e para a credenciação dos profissionais de<br />

pintura, assim como a melhoria da dignificação e<br />

<strong>das</strong> condições salariais dos profissionais de pintura,<br />

por forma a aumentar a valorização da profissão<br />

e a atratividade pelo sector. Como forma de<br />

ultrapassar este problema deve-se apostar na melhoria<br />

da dignificação e <strong>das</strong> condições salariais dos<br />

profissionais da pintura, por forma a aumentar a<br />

atratividade pelo setor, a formação para qualificação<br />

profissional, e uma maior visão empresarial e<br />

de gestão (organização, conhecimento/ domínio<br />

dos custos, etc). Para atrair e formar jovens, será<br />

importante: Abrir cursos para a repintura auto<br />

nos polos de formação profissional em todos os<br />

distritos em Portugal; O diploma de curso deve<br />

ser designado como “Técnico especialista de Repintura<br />

auto” e não como um simples “Pintor de<br />

automóveis”; Passar a mensagem aos jovens que<br />

esta profissão é uma profissão com futuro garantido,<br />

pois existe entrada imediata no mercado de<br />

trabalho após a formatura; Salários atrativos em<br />

comparação com outras áreas técnicas existentes;<br />

Considerar esta profissão tão digna como a de um<br />

curso superior.<br />

Reconhecimento da profissão<br />

Hoje, os técnicos de repintura automóvel são<br />

possuidores de muito conhecimento teórico e<br />

prático de elevada experiência, as técnicas e as<br />

cores de hoje são muito diferentes do passado<br />

mais complexas e exigentes na sua aplicação. As<br />

associações empresariais têm que fazer uma publicidade<br />

atrativa e concertada nos media, de forma<br />

a cativar os jovens para a arte de repintar automóveis<br />

e sentirem que vêm para uma profissão<br />

que é valorizada, reconhecida e aceite socialmente.<br />

Tratando-se de profissões técnicas de elevada<br />

complexidade e com a carência de centros de formação<br />

oficiais adequados, atualmente são as próprias<br />

oficinas contando com a colaboração dos<br />

seus parceiros (marcas e distribuidores) que têm<br />

vindo a desempenhar o papel de formadores, mas<br />

tratando-se de profissões muito técnicas e importantes<br />

para a economia nacional, esta questão deveria<br />

merecer uma maior atenção por parte <strong>das</strong><br />

entidades oficiais. Acreditamos que o principal<br />

desafio no futuro será a captação de talento para<br />

C<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

MY<br />

CY<br />

CMY<br />

K<br />

22 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


o setor, devido a existir uma baixa renovação da<br />

mão-de-obra decorrente do envelhecimento dos<br />

profissionais. É necessário trabalhar junto <strong>das</strong><br />

escolas e entidades de formação para aumentar<br />

a atratividade, onde as empresas pertencentes ao<br />

setor terão também de encontrar formas de melhorar<br />

as condições de trabalho para ajudarem a<br />

atrair os jovens.<br />

TransformaçãO<br />

no trabalho <strong>das</strong> oficinas<br />

Estamos a assistir a uma transformação significativa<br />

no trabalho <strong>das</strong> oficinas. Esta mudança<br />

afasta-se <strong>das</strong> práticas tradicionais do sector,<br />

devido à adoção de ferramentas digitais inovadoras.<br />

Atualmente, o processo de carroçaria<br />

é realizado de forma rápida e eficaz, graças a<br />

sistemas digitais avançados e a ferramentas especializa<strong>das</strong><br />

de correspondência de cores. Estas<br />

ferramentas digitais não só são essenciais para<br />

melhorar a produtividade, como também são especialmente<br />

atrativas para a Geração Z, que revela<br />

uma inclinação natural para a tecnologia e<br />

uma maior consciência ambiental. Para atrair e<br />

reter talentos para o sector, é necessário dar destaque<br />

a esta paisagem digital e propor percursos<br />

profissionais ambiciosos. As novas gerações têm<br />

de ver o nosso sector como atrativo e alinhado<br />

com os seus valores e interesses. A dignificação<br />

da profissão é determinante. Atualmente, para<br />

se ser um bom profissional em repintura automóvel,<br />

tem de se ter um conjunto de valências<br />

específicas e isso deve ser valorizado quer pelo<br />

reconhecimento a classe profissional, quer pelos<br />

salários. Isso pode fazer com que aumente a procura<br />

desta profissão assim como ter profissionais<br />

ainda mais produtivos e rentáveis. Acima<br />

de tudo é necessário valorizar a profissão, sendo<br />

indiscutível que a escassez de mão-de-obra é um<br />

dos temas mais marcantes do sector da repintura<br />

automóvel, algo que tem sido bastante discutido<br />

e um tema que certamente se prolongará.<br />

É necessário fazer um trabalho de divulgação<br />

consistente dirigido às escolas e aos jovens e<br />

promover parcerias estratégicas. Apesar de ser<br />

uma profissão que não se aprende facilmente,<br />

devido à sua componente técnica, é preciso mostrar<br />

aos jovens que atualmente é uma profissão<br />

com mais segurança e limpa, tecnologicamente<br />

evoluída, com ferramentas digitais, bem paga e<br />

com uma empregabilidade garantida.<br />

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PARA ATRAIR TALENTO PARA as OFICINAS DE REPINTURA,<br />

É FUNDAMENTAL INVESTIR EM PROGRAMAS DE FORMAÇÃO<br />

E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL, BEM COMO PROMOVER<br />

A ValoriZAÇÃO DA PROFISSÃO E OFERECER CONDIÇÕES<br />

ATRATIVas DE TRABALHO<br />

ai171326085823_Campanha EURO - <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>.pdf 1 16/04/2024 10:47<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 23


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

FAZER MAIS COM MENOS RECURSOS!<br />

O SETOR DA REPINTURA AUTOMÓVEL APRESENTA DIVERSOS DESAFIOS PARA OS DISTRIBUIDORES E OFICINAS,<br />

QUE EXIGEM ADAPTAÇÃO E ESTRATÉGIAS INOVADORAS PARA SE DESTACAR NO MERCADO. O ELEVADO NÚMERO<br />

DE PLAYERS NO MERCADO EXIGE AOS DISTRIBUIDORES PRODUTOS E SERVIÇOS DE ALTA QUALIDADE A PREÇOS<br />

COMPETITIVOS, PARA ALÉM DE UM ATENDIMENTO DIFERENCIADO E PERSONALIZADO. FAZER MAIS COM MENOS<br />

RECURSOS É OBRIGATÓRIO E QUEM O CONSEGUIR VINGARÁ NOS PRÓXIMOS TEMPOS<br />

As dificuldades de carácter económico/financeiro<br />

unanimemente prevista pelas<br />

entidades e instituições nacionais e internacionais<br />

para os próximos tempos e que já se<br />

começaram a sentir os seus efeitos, inicialmente<br />

provoca<strong>das</strong> pela situação pandémica iniciada em<br />

2020, mas agora também muito influencia<strong>das</strong><br />

pela forte turbulência gerada pelos conflitos militares<br />

em curso e pela instabilidade política que<br />

se verifica em vários países e à qual Portugal se<br />

poderá juntar no curto prazo, seguramente continuará<br />

afetar os vários mercados, incluindo, naturalmente,<br />

o mercado da repintura automóvel.<br />

Naturalmente que a incerteza sobre a sua dimensão<br />

e tempo de duração irá condicionar o futuro<br />

de curto e médio prazo dos investimentos a todos<br />

os níveis, o que torna este próximo ciclo temporal<br />

muito mais imprevisível relativamente a todos<br />

os outros aos quais estávamos já habituados. A<br />

formação e informação serão uma <strong>das</strong> melhores<br />

formas de os responsáveis <strong>das</strong> oficinas poderem<br />

estar preparados para as próximas etapas que se<br />

avizinham especialmente desafiantes e exigentes.<br />

Manter as equipas motiva<strong>das</strong> e foca<strong>das</strong> em fazer<br />

um bom trabalho e proporcionar um serviço de<br />

qualidade aos seus clientes, também será um fator<br />

bastante diferenciador.<br />

<strong>Oficinas</strong> mais exigentes<br />

As oficinas estão cada vez mais exigentes na procura<br />

de soluções completas que vão muito para<br />

além do simples fornecimento de produtos. Com<br />

a evolução constante do mercado, torna-se fundamental<br />

as empresas atualizarem os seus conhecimentos<br />

com vista a colherem frutos ao nível da<br />

rentabilidade e eficiência. É fulcral que as oficinas<br />

apostem no desenvolvimento de competências dos<br />

seus técnicos para assegurarem que se mantêm<br />

competitivas no mercado e procurem ser apoia<strong>das</strong><br />

por parceiros estratégicos que consigam ajudar<br />

nesta passagem de conhecimento. Uma boa<br />

gestão de stock é fundamental para garantir uma<br />

entrega eficaz de produtos aos clientes. É crucial<br />

evitar ruturas de stock para evitar quebras no<br />

abastecimento e consequentemente causar incómodos<br />

ao dia-a-dia <strong>das</strong> oficinas. Investir na formação<br />

e desenvolvimento <strong>das</strong> equipas, como foco<br />

no conhecimento técnico, atendimento ao cliente<br />

e ven<strong>das</strong>, é essencial para garantir a excelência nos<br />

serviços prestados. Se as empresas de repintura se<br />

especializarem, utilizarem os melhores produtos,<br />

garantirem qualidade na reparação cativarem os<br />

seus clientes a frequentarem a sua oficina, ou, por<br />

via digital, o cliente ver como se está a processar<br />

a reparação da sua viatura, serem testemunhas da<br />

reparação do seu veículo, criar espaços agradáveis<br />

para receber o cliente, uma atividade de lazer (por<br />

exemplo: condução de automóvel de competição<br />

virtual), fideliza o seu cliente e o negócio cresce.<br />

Não esquecer os produtos sustentáveis amigos do<br />

ambiente. Infelizmente, há operadores e utilizadores<br />

que retrocederam nos processos e produtos,<br />

utilizando tintas de alto teor de solventes, prejudicando<br />

a saúde de quem os utiliza e de todos<br />

nós. Para garantir a sustentabilidade <strong>das</strong> oficinas,<br />

a assistência pós-venda é um pilar fundamental.<br />

Dar apoio e orientação constantes em termos de<br />

processos e organização é uma estratégia essencial<br />

nestes tempos de constante mudança. Esta perspetiva<br />

parece ser a direção que o setor irá seguir no<br />

futuro próximo. O fator humano será o elemento<br />

distintivo que posicionará as marcas no mercado.<br />

Formação em orçamentação é preciso<br />

Um dos principais desafios no setor reside na escassez<br />

de formação especializada em orçamentação.<br />

Esta lacuna pode resultar em oficinas com<br />

margens inadequa<strong>das</strong> nos seus orçamentos, o que<br />

por sua vez pode acarretar sérias dificuldades na<br />

gestão dos negócios e na retenção de mão de obra<br />

qualificada. A abordagem mais eficaz para superar<br />

este problema é investir em parceiros de confiança,<br />

que disponibilizam recursos especializados e formadores<br />

experientes para auxiliar as oficinas a superarem<br />

essas dificuldades. Outro grande desafio<br />

é o retorno à legalidade ambiental através da eliminação<br />

do uso indevido <strong>das</strong> bases bicamada solventes,<br />

que de forma generalizada cresceram nos<br />

últimos anos, apesar de ilegais. E teremos sempre<br />

o desafio da sustentabilidade económica, paralelamente<br />

à questão ambiental, que é um problema<br />

para o qual nem sempre estamos preparados para<br />

resolver pelos atos de gestão apropriados.<br />

24 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

TÉCNICO<br />

DE REPINTURA<br />

AUTOMÓVEL É<br />

UMA PROFISSÃO<br />

DE FUTURO<br />

ANTÓNIO CALDEIRA, DIRETOR DO CEPRA<br />

O CEPRA (CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE REPARAÇÃO AUTOMÓVEL) – O MAIOR CENTRO DE FORMAÇÃO DO<br />

SETOR AUTOMÓVEL A NÍVEL NACIONAL – ESTÁ EMPENHADO EM FAZER FACE À ESCASSEZ DE RECURSOS HUMANOS<br />

QUE É CADA VEZ MAIS EVIDENTE NA ÁREA DA REPINTURA AUTOMÓVEL. DESDE O SEU INÍCIO, HÁ MAIS DE 40 ANOS,<br />

QUE TEM CURSOS PARA TÉCNICOS DE REPARAÇÃO E PINTURA DE CARROÇARIAS, MAS ASSUME AGORA UM LUGAR<br />

PREPONDERANTE NA QUALIFICAÇÃO DA MÃO-OBRA QUE TANTA FALTA FAZ ÀS OFICINAS<br />

A<br />

dificuldade em conseguir mão-de-obra<br />

qualificada na área da repintura já não<br />

é novidade para ninguém. O estigma da<br />

profissão de pintor automóvel continua a existir<br />

e é complicado atrair novos profissionais para o<br />

setor, numa altura em que a idade média dos que<br />

estão no ativo não para de aumentar e as empresas<br />

desesperam à procura de soluções. Neste<br />

panorama, o <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> foi conversar<br />

com António Caldeira, diretor do CEPRA, que<br />

nos deu a conhecer a oferta formativa disponível<br />

na área da repintura.<br />

Para to<strong>das</strong> as idades<br />

Criado em 1981, o CEPRA sempre teve nas suas<br />

bases o apoio ao pós-venda da reparação automóvel<br />

e, nestas quatro déca<strong>das</strong>, já viveu muitas fases<br />

diferentes, alturas havendo em que “tinha muitos<br />

formadores e muita procura”, relembra António<br />

Caldeira, orgulhoso do amplo percurso do centro.<br />

Hoje, o CEPRA tem cursos de qualificação<br />

inicial “que são os mais difíceis de constituir e<br />

essa é a forma que temos de apoiar as empresas,<br />

de fornecer novos profissionais, na qualificação”,<br />

com um público-alvo de jovens até aos 29 anos.<br />

Nestas ações de formação juntam-se a reparação<br />

e a pintura, “para ser mais fácil constituir uma<br />

turma”, que é uma dificuldade já antiga, conta:<br />

“Há sempre um formando que tem mais apetência<br />

para reparação de carroçarias, outro para pinturas<br />

e ao começarmos uma turma com a reparação,<br />

eles próprios depois fazem a triagem. Este<br />

tipo de curso tem formação em centro e depois<br />

uma parte prática em contexto de trabalho, nas<br />

oficinas. E eles aí veem para que lado estão mais<br />

vocacionados”, explica. Por outro lado, o CEPRA<br />

disponibiliza também formação contínua, para<br />

apoiar os profissionais que já estão no setor.<br />

Curso com dupla certificação<br />

Desde que inicia o curso, até estar apto a ir para<br />

uma oficina, já com a certificação feita, o formando<br />

precisa de cerca de dois anos a dois anos<br />

e meio, em três períodos que não correspondem<br />

a anos letivos. Em cada um dos períodos, a turma<br />

inicia com a componente teórica e de prática simulada,<br />

passando, depois, à formação prática em<br />

contexto de trabalho, diretamente numa oficina.<br />

“Consideramos que é a melhor abordagem para<br />

as oficinas e para todos, pôr a formação prática<br />

em contexto de trabalho, no final de cada período.<br />

A esta formação chama-se alternância, centro-empresa.<br />

Depois há outra possibilidade, por<br />

exemplo três dias no centro, dois dias na empresa,<br />

mas nós consideramos melhor a abordagem<br />

por bloco, no final da formação”, esclarece o diretor<br />

do CEPRA, que conta que o curso “tinha 900<br />

horas de formação em centro e 300 horas de es-<br />

26 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


tágio, mas houve recentemente uma reformulação,<br />

cresceu um bocadinho e, no total, o primeiro<br />

período anda nas 1350 horas. Depois no segundo<br />

período vai diminuindo a formação em centro e<br />

vai aumentando no contexto de trabalho. No final,<br />

no caso deste curso, ronda as 4 mil horas”.<br />

Terminado o curso, “o formando sai com as competências<br />

ou para bate-chapas ou para pintor,<br />

para trabalhar em qualquer oficina de colisão”. O<br />

nono ano é requisito mínimo de entrada e o curso<br />

dá dupla certificação: Equivalência ao 12.º ano e<br />

qualificação profissional de nível 4 (QNQ/QEQ),<br />

com possibilidade de acesso ao ensino superior.<br />

Para tal, o Centro de Formação Profissional de<br />

Reparação Automóvel conta com quatro formadores<br />

internos para a área da colisão.<br />

Mercado ávido de profissionais<br />

A duração dos cursos é, segundo António Caldeira,<br />

um dos problemas destas formações. Depois<br />

da dificuldade em constituir a turma, o facto de<br />

os jovens contactarem com as empresas onde<br />

fazem a formação prática, fá-los abandonar antecipadamente<br />

a formação: “Primeiro começam<br />

a fazer umas horas a um sábado, no pós-laboral,<br />

depois começam a sentir o apelo do retorno financeiro<br />

e isso é uma <strong>das</strong> dificuldades que temos<br />

com estas turmas, a parte financeira muitas vezes<br />

prevalece sobre o resto e eles vão desistindo e começam<br />

a trabalhar”, diz, acrescentando que “não<br />

é anormal termos turmas destas a acabar com<br />

oito formandos, dez. Metade desiste, quer seja<br />

pela pouca apetência, porque tem que mostrar<br />

competências escolares; ou porque ingressam no<br />

mercado de trabalho; ou começam a contactar<br />

com outras realidades e vêm que há outro tipo de<br />

profissões mais «fáceis», digamos assim, onde até<br />

ganham mais”. Noutra perspetiva, o CEPRA faz<br />

também identificação de empresas que tenham<br />

interesse e/ou necessidade de profissionais e, em<br />

conjunto com o IEFP, “constitui um grupo destinado<br />

a ser uma primeira escolha para aquela<br />

empresa, que está a dar as condições e depois, os<br />

restantes são para outras empresas”. Este ano, o<br />

CEPRA tem duas ações deste género previstas<br />

em plano de atividades, uma no Norte e outra<br />

a Sul. “É uma novidade, estamos já a caminhar<br />

para ter um lugar estável no Algarve, ainda não<br />

lhe chamo delegação, porque tem de ter uma estrutura,<br />

alguém a dirigir, administrativos e, neste<br />

momento, só queremos um lugar físico, porque<br />

há muita falta de profissionais no Algarve. Já o<br />

temos, vai ser em parceria com a Motorpor, que<br />

nos vai ceder um espaço de cerca de 400 metros<br />

quadrados e mais salas de formação, em Faro,<br />

destinado a este tipo de formação. Quando estiver<br />

mais estável, a designação será CEPRA Norte<br />

e CEPRA Sul”, conta-nos o diretor.<br />

Formação atualizada<br />

Com a evolução do setor, o trabalho pedagógico do<br />

CEPRA foi obrigado a acompanhar, atualizando-<br />

-se e adaptando-se às novas realidades, algo que<br />

António Caldeira considera “essencial”. O diretor<br />

do CEPRA destaca a importância da parceria que<br />

tem com a Impoeste e “as capacidades que temos<br />

de aplicar verbas oriun<strong>das</strong> do PRR. Temos máquinas<br />

de mistura computoriza<strong>das</strong>, de simulação 3D,<br />

os espectrofotómetros, na colisão também temos<br />

apostado ultimamente nas carroçarias e na reparação<br />

com equipamentos mais modernos”, confirma.<br />

Neste momento, o CEPRA tem três turmas a<br />

decorrer, uma em primeiro período, uma em segundo<br />

e outra em terceiro, com uma nova turma<br />

prevista para começar já em setembro. O diretor,<br />

António Caldeira, sente que a capacidade de resposta<br />

do Centro de Formação não tem sido suficiente<br />

para satisfazer as necessidades do mercado,<br />

mas considera que feita a divulgação, em diferentes<br />

canais e em especial em feiras de emprego,<br />

pode conseguir-se cativar mais jovens.<br />

“A profissão tem futuro”<br />

António Caldeira acredita que ainda subsiste o<br />

estigma da profissão de pintor, nos jovens e nas<br />

famílias. A isso soma-se a questão da remuneração,<br />

que “já está melhor, que é a consciencialização<br />

<strong>das</strong> empresas de que têm de pagar mais, pois<br />

a base continua a ser muito baixa. Um jovem que<br />

investe aqui três anos da vida, vai três períodos<br />

para uma empresa, o último <strong>das</strong> quais está lá seis<br />

meses a trabalhar e no final oferecem um contrato<br />

de ordenado mínimo… não é muito atraente, e<br />

por isso não é de estranhar que depois enveredem<br />

por outro caminho”, salienta. “Vejo que a profissão<br />

tem futuro, aliás, se pensarmos que os elétricos<br />

são o caminho, uma coisa que vai acontecer<br />

sempre são as colisões. Profissionais para esta<br />

área vão sempre ser necessários e quem está mais<br />

capacitado para que tudo corra bem no setor da<br />

reparação são os pintores, os reparadores… os outros,<br />

se calhar, vão ser reconvertidos para o atendimento…”,<br />

sugere António Caldeira, que deixa<br />

uma mensagem aos profissionais da reparação<br />

automóvel: “Se for para responder à evolução que<br />

está a haver nas tintas, são mesmo necessários<br />

profissionais, senão ficam para trás na tecnologia<br />

e cristalizam. A formação contínua é obrigatória<br />

e o setor vai poder continuar a contar com o CE-<br />

PRA, que tem to<strong>das</strong> as ferramentas para dar esse<br />

apoio”, garante o diretor.<br />

DESDE O SEU INÍCIO, HÁ MAIS DE 40 ANOS, QUE O CEPRA<br />

TEM CURSOS PARA TÉCNICOS DE REPARAÇÃO E PINTURA<br />

DE CARROÇARIAS, MAS assuME AGORA UM LUGAR PREPONDERANTE<br />

NA QUALIFICAÇÃO DA MÃO-OBRA QUE tanta FALTA FAZ ÀS OFICINAS


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

MARCAS<br />

CROMAX<br />

A Cromax, uma marca de tintas premium da Axalta, distribuída<br />

em Portugal pela Portepim, foi concebida para aumentar<br />

a produtividade <strong>das</strong> oficinas. As suas tintas são formula<strong>das</strong><br />

especificamente para otimizar os negócios com processos<br />

avançados que poupam tempo, energia e material, aumentam<br />

a produtividade e proporcionam custos de operação<br />

mais baixos. As suas soluções de valor acrescentado oferecem<br />

aos clientes os sistemas mais avançados para obter os<br />

melhores resultados em todo o fluxo de trabalho. A Cromax<br />

dedica-se a ajudar as oficinas a gerir os seus negócios da<br />

forma mais eficiente. Hoje, à medida que o custo da energia<br />

continua a aumentar e o clima continua a aquecer, nunca foi<br />

tão importante para as oficinas poupar energia – tanto para<br />

poupar dinheiro como para proteger o ambiente. “Fast Cure<br />

Low Energy” é o nome da tecnologia revolucionária e patenteada<br />

que reduz o consumo de energia na cabina de pintura<br />

em até 70%, ao mesmo tempo que proporciona reparações<br />

da melhor qualidade. É uma tecnologia que inclui aparelho<br />

e verniz de secagem rápida e de baixo consumo energético.<br />

“Isto é exatamente o que as oficinas precisam neste momento<br />

para as apoiar perante a escalada dos preços da energia<br />

que absorve as margens que já estão sob pressão. Como não<br />

requer equipamentos ou infraestruturas adicionais, as oficinas<br />

podem começar a beneficiar do sistema imediatamente,<br />

sem qualquer investimento”, refere Manuel Pires, diretor<br />

comercial da Portepim. Além de reduzir drasticamente os<br />

custos, o sistema “Fast Cure Low Energy” também ajuda a<br />

reduzir a pegada de carbono da oficina e contribui para as<br />

suas credenciais ecológicas. A solução ChromaConnect, incluindo<br />

a mistura de cores totalmente automatizada, torna<br />

a correspondência de cores não apenas mais rápida, mas<br />

também mais precisa - garantindo resultados à primeira e<br />

reduzindo o desperdício. Quando os pintores utilizam o ChromaConnect,<br />

o avançado sistema de gestão digital de cor da<br />

Cromax, têm máxima liberdade e flexibilidade nos processos<br />

digitais totalmente sem fios para realizar qualquer tarefa,<br />

desde a identificação da cor até à preparação da mesma. Este<br />

método baseado na nuvem proporciona aos pintores controlo<br />

total de todos os aspetos da gestão da cor através da utilização<br />

de dispositivos com ligação Wi-Fi, incluindo balanças e<br />

impressoras sem fios, bem como o espectrofotómetro da Cromax,<br />

o ChromaVision, e o ChromaWeb, o software abrangente<br />

da Cromax, de busca de cor baseado na nuvem. O Drivus<br />

disponibiliza às oficinas as ferramentas de que necessitam<br />

para construir melhores negócios. É um conjunto de serviços<br />

inovadores, programas e consultoria especializada personalizada<br />

focada nos desafios enfrentados pelos pintores, que<br />

tem como objetivo aumentar a produtividade do negócio, o<br />

desempenho e a rentabilidade. A grande novidade da marca<br />

é a nova gama de tintas, a Cromax EZ+. A Cromax EZ+ vem<br />

substituir a linha Cromax Basecoat, apresentando um avanço<br />

tecnológico muito significativo relativamente à gama que<br />

substitui. Essa melhoria tecnológica reflete-se em ganhos<br />

objetivos em termos de colorimetria, poder de cobertura e<br />

secagem. Para além disso, esta nova linha é de fácil aplicação<br />

e requer menos empate de capital nos sistemas instalados e<br />

menos desperdício, já que é comercializada em embalagens<br />

de dimensões mais reduzi<strong>das</strong>. O Cromax EZ+ está disponível<br />

em embalagens inovadoras e fáceis de usar em três tamanhos<br />

(100 ml, 350 ml e 800 ml) que são fabrica<strong>das</strong> com 50%<br />

de plástico reciclado. Os utilizadores da Cromax EZ+ têm<br />

acesso a mais de 100.000 fórmulas de cores lisas, metaliza<strong>das</strong><br />

e nacara<strong>das</strong>. Destaque ainda para a Axalta Irus Mix, a nova<br />

máquina de mistura da Axalta que já se encontra a operar em<br />

diversas oficinas na Europa e brevemente também em Portugal.<br />

Totalmente automática e completamente mãos-livres, a<br />

Axalta Irus Mix proporciona cores e trabalhos muito precisos<br />

com embalagens originais Axalta, maximizando a rentabilidade<br />

e minimizando o impacto no ambiente. A nova máquina<br />

de mistura é o resultado da inovação da Axalta para responder<br />

às necessidades dos clientes de trabalhar de forma mais<br />

eficiente, rentável e sustentável. Com base nos ensaios da<br />

Axalta, os clientes de repintura podem poupar mais de 60%<br />

em tempo de trabalho com a Axalta Irus Mix em comparação<br />

com a mistura manual. É uma máquina muito fácil de usar<br />

e não necessita de ser operada por um técnico qualificado.<br />

O processo permite aos pintores realizarem outros trabalhos<br />

enquanto o corante está a ser misturado. Concebida para<br />

funcionar com embalagens originais Axalta, não é necessário<br />

reencher ou decantar o produto em embalagens especiais.<br />

Além disso, as embalagens originais têm tampas doseadoras<br />

precisas que proporcionam uma cor exata sem desperdícios.<br />

28 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

DEBEER<br />

Desde sempre ligada ao comércio e importação de materiais para<br />

manutenção e repintura automóvel, a Mota & Pimenta mantém há 27<br />

anos a representação exclusiva da marca DeBeer em Portugal, mantendo<br />

o compromisso com os clientes na oferta de produtos premium<br />

proporcionando resultados especializados na repintura automóvel. A<br />

DeBeer nos últimos 114 anos, aprendeu que a obtenção de um acabamento<br />

excecional passa pelo detalhe. Com a dedicação e melhoria<br />

contínua conseguiram alcançar soluções específicas para os requisitos<br />

dos seus clientes. O compromisso e o sucesso estendem-se a todos os<br />

serviços e suportes, desde a inovação até à tecnologia líder no setor.<br />

As parcerias estreitas são a chave para uma repintura automóvel de<br />

qualidade excecional. É por isso que, desde 1910, a DeBeer Refinish<br />

tem sempre prestado especial atenção às necessidades individuais<br />

dos seus clientes e parceiros. Esta herança de apoio permitiu-lhe criar<br />

continuamente soluções que funcionam para todos. A Mota & Pimenta,<br />

importador da DeBeer em Portugal, trabalha lado a lado com as<br />

oficinas, oferecendo serviços que as ajudam a minimizar o seu impacto<br />

ambiental, a operar de forma mais eficiente, a melhorar a segurança<br />

no local de trabalho, a cumprir as obrigações de conformidade locais<br />

e a reduzir os dispendiosos resíduos. A equipa técnica da Mota & Pimenta<br />

trabalha para que a oficina tire o máximo partido <strong>das</strong> novas<br />

oportunidades de mercado, fornecendo soluções mais simples e mais<br />

eficazes. Ao longo dos anos, muitas oficinas têm usufruído dos serviços<br />

da Mota & Pimenta para satisfazer expectativas de qualidade cada vez<br />

mais exigentes - de forma simples, rápida e rentável. A empresa trabalha<br />

lado a lado com a oficina, oferecendo serviços que a ajudam a<br />

minimizar o seu impacto ambiental, a operar de forma mais eficiente,<br />

a melhorar a segurança no local de trabalho, a cumprir as obrigações<br />

de conformidade locais e a reduzir os dispendiosos resíduos. A gama<br />

de produtos inclui o verniz multifunções Allround DB8-774/5. Com<br />

maior durabilidade pode ser usado numa vasta gama de reparações<br />

devido às suas excelentes propriedades. A relação de mistura é de 2:1<br />

utilizando um dos dois possíveis endurecedores. Face ao aumento dos<br />

custos energéticos, o DeBeer 8-347 Fast Surfacer de secagem ao ar é a<br />

solução para acelerar a produção. Com uma janela de secagem ao ar de<br />

15 a 20 minutos, irá reduzir as despesas de energia, tornando a oficina<br />

mais consciente em termos ambientais e as operações mais eficientes.<br />

A Base Aquosa Série 900+ é um sistema à base de água bastante flexível,<br />

com excelente cobertura, precisão de cor e pronto a usar. A última<br />

atualização inclui a adição de quatro novos toners à série 900+. Os novos<br />

toners estão disponíveis através da atualização de dados no ICRIS.<br />

R-M E GLASURIT<br />

A BASF é a maior empresa química do mundo, com uma presença ativa em mais de 91 países, incluindo<br />

Portugal, onde está presente com as marcas Glasurit e R-M para a repintura automóvel. Ao<br />

longo dos últimos anos, a Glasurit e R-M têm-se afirmado como referências tecnológicas com as<br />

séries 100 e ONYX, respetivamente. O sistema de duas cama<strong>das</strong> oferece uma combinação única de<br />

qualidade, velocidade de processo e benefícios ecológicos aos clientes para aumentar a rentabilidade.<br />

É a isto que a marca chama de ecoeficiência. Para além dos produtos de repintura as marcas<br />

Glasurit e R-M oferecem ferramentas de cor inovadoras, apoio técnico e uma vasta gama de produtos<br />

de consultoria que aumentam a eficiência, bem como um centro de formação de última geração que<br />

ajuda as oficinas a obterem resultados de repintura perfeitos da forma mais eficiente possível e a<br />

garantir o sucesso a longo prazo. A base da série 100 da Glasurit, do ponto de vista da eficiência e da<br />

sustentabilidade, é do melhor que há no mercado. Trata-se de uma linha de cores base, que neste<br />

caso é para as duas marcas, tanto para a Glasurit como para a R-M. No caso da Glasurit, é a série 100<br />

e na R-M a série AGILIS. Segundo Thierry Van der Brempt, Diretor Geral Ibérico “O nosso foco é a ecoeficiência,<br />

oferecer produtos eficientes aos nossos clientes, oferecer algo com uma boa rentabilidade,<br />

mas também, que sejam sustentáveis. Para além da sustentabilidade ser uma <strong>das</strong> principais prioridades,<br />

também revela ser uma grande vantagem, porque conseguimos ter produtos que desde o<br />

início da cadeia de produção são feitos através de matéria prima renovável, em vez de matéria prima<br />

fóssil. No domínio do custo de energia, importa também mencionar a nossa gama de produtos com<br />

tecnologia UV, que permite reduzir substancialmente o tempo de secagem. Desta forma, conseguimos<br />

reduzir o impacto ambiental e o consumo de energia.” Tem três distribuidores da marca Glasurit<br />

e seis da marca R-M, que cobrem todo o país e complementa isso com a venda direta que é sobretudo<br />

focada nas áreas de Lisboa e Porto. “Possuímos uma equipa comercial na venda direta, mas também<br />

temos uma equipa técnica, neste caso constituída por quatro técnicos, dois na zona norte e dois na<br />

zona sul. Acompanham as oficinas, dando assistência, formação e aconselhamento sobre a melhor<br />

forma de utilizar os nossos produtos, para que sejam rentáveis, eficientes e económicos”, acrescenta<br />

este responsável. As marcas Glasurit e R-M são conhecidos no mercado pela sua colorimetria, possuindo<br />

uma base de dados de cores bastante completa. Em Espanha, dispõe de um laboratório de<br />

cor onde consegue acompanhar de perto as novas variantes que aparecem e vai complementando<br />

na sua base de dados de cores. “Não queremos ser apenas um fornecedor de tintas, pois também<br />

oferecemos um serviço de apoio e consultoria. Os nossos técnicos têm uma agenda programada com<br />

as necessidades que os clientes vão transmitindo. Por exemplo, uma cor que não ficou bem definida<br />

ou dificuldades na aplicação, e nós estamos prontamente no mercado e encarregues da assistência”,<br />

conclui Thierry Van der Brempt.<br />

30 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


IXELL<br />

A Ixell, distribuída pela rede de concessionários Renault por todo o país, assume uma posição premium<br />

no mercado de repintura automóvel e dispõe da gama de produtos de repintura automóvel<br />

mais completa do mercado, com to<strong>das</strong> as soluções “da chapa nua ao verniz”. Como tal tem vindo<br />

a sofrer diversas evoluções ao longo dos últimos anos, com um foco constante na insígnia Boost<br />

Formula - presente na maioria dos novos produtos Ixell - na qual o principal mote é a preocupação<br />

ambiental. Produtos sustentáveis, com tempos de secagem mais eficazes, reduzindo consumos<br />

energéticos, beneficiando o ambiente e a rentabilidade oficinal. Uma <strong>das</strong> mais recentes novidades<br />

Ixell é a gama de polimento lançada em 2023, com diferentes níveis de desbaste. A grande novidade<br />

da marca para 2024, é a gama Luxia, uma gama UV, que - uma vez mais – enfatiza a preocupação<br />

da Ixell pela redução de consumos energéticos. A máquina de mistura Ixell, associada à balança conectada<br />

e ao computador, recebem atualizações de formulações constantes remotamente, quando<br />

conectado a uma rede Wi-Fi. Sendo a Ixell uma marca do grupo Renault, o centro de formação oficial<br />

está situado em França. Contudo as formações disponibiliza<strong>das</strong> aos clientes da rede Ixell em Portugal<br />

são realiza<strong>das</strong> nas próprias instalações dos clientes. Ao longo do ano 2024 vão ser desenvolvi<strong>das</strong> formações<br />

individuais em cada cliente oficinal. O acompanhamento técnico é um dos principais serviços<br />

associados à Ixell. “Dispomos de uma equipa de terreno, em que cada um dos elementos conta já com<br />

mais de 25 anos de experiência na marca. É uma equipa técnica formada e especializada, capaz de<br />

prestar o melhor conselho técnico e formar nova mão-de-obra de clientes da rede Ixell”, afirma Hugo<br />

Barbosa, diretor de comunicação da Renault, que acrescenta “O principal desafio da Ixell é o constante<br />

acompanhamento dos seus clientes, respondendo às suas necessidades e solicitações, enquanto<br />

paralelamente trabalhamos para expandir a rede Ixell no mercado Português”.<br />

NEXA AUTOCOLOR<br />

A Nexa Autocolor continua a posicionar-se como marca premium no<br />

mercado, tendo reforçado o posicionamento com os recentes lançamentos<br />

de produtos de alta produtividade e alta qualidade como o<br />

aditivo “One Visit”. “A gama de produtos é dinâmica e muito ajustada à<br />

realidade atual <strong>das</strong> oficinas de topo do mercado europeu. A melhor solução<br />

de cor no centro do sistema, rodeada de produtos de baixa energia<br />

e de elevada produtividade, como os novos aparelhos e vernizes de<br />

secagem ao ar”, refere Luís Jorge Santos, administrador da Impoeste,<br />

importador da Nexa Autocolor. A mais recente novidade é o aditivo<br />

“One Visit”, que permite a aplicação seguida <strong>das</strong> demãos de cor. É um<br />

opcional que o cliente pode escolher a qualquer momento e em qualquer<br />

trabalho: ou tudo seguido, ou com espera entre demãos. É uma<br />

opção que ajuda o pintor. As soluções de gestão digital da cor são <strong>das</strong><br />

mais avança<strong>das</strong> do mercado. Além da PPG ter sido a primeira marca a<br />

colocar no mercado o VizualizID, um monitor certificado para trabalhar<br />

digitalmente a cor, prescindindo dos catálogos, tem um ecossistema<br />

digital, o PPG Linq que assegura a liderança na otimização dos processos<br />

de pintura, agora, verdadeiramente digitais. Foi a primeira marca<br />

a colocar no mercado mundial uma máquina de mistura de cor automatizada,<br />

a Moonwalk, que é uma excelente opção, paralelamente<br />

às soluções tradicionais. A formação é também levada muito a sério<br />

pela marca, que dispõe de três centros de formação Impoeste - Nexa<br />

Autocolor em Portugal: um em Torres Vedras, um no CEPRA em Lisboa<br />

e outro no CEPRA no Porto. Estão equipados com sistemas Moonwalk e<br />

com todos os dispositivos modernos que estão disponíveis para a oficina<br />

de repintura automóvel. As formações estão disponíveis no calendário<br />

oficial do CEPRA para além <strong>das</strong> ações no centro em Torres Vedras<br />

de apresentação de produto. A marca é comercializada em Portugal<br />

através de uma rede de Ven<strong>das</strong> Diretas e de Distribuidores que tem cobertura<br />

nacional continental e insular. “Continuamos a ter uma equipa<br />

com cinco técnicos de apoio às oficinas, que atuam a nível nacional e<br />

acreditamos que as questões da assistência técnica estavam, estão e<br />

estarão na base do desenvolvimento positivo da atividade. Vamos por<br />

isso continuar a apostar neste campo”, afirma Luís Jorge Santos. A Nexa<br />

Autocolor é uma marca pioneira na sustentabilidade ambiental, tendo<br />

sido a primeira marca mundial a introduzir um sistema aquoso para<br />

a pintura de automóveis. A sustentabilidade ambiental e económica<br />

é a prioridade da marca, tendo nos últimos anos introduzido vários<br />

produtos que, para além de redução de emissão de COV, reduzem ou<br />

eliminam a necessidade de eleva<strong>das</strong> temperaturas na secagem, traduzindo-se<br />

por menores consumos energéticos e maiores velocidades de<br />

trabalho e secagem, que representa maior rentabilidade com o cumprimento<br />

integral dos limites ambientais.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 31


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

SIKKENS<br />

A Sikkens é hoje uma <strong>das</strong> marcas líderes mundiais no setor da repintura. Os seus produtos são<br />

utilizados em mais de cem países, possui laboratórios dedicados de investigação e inovação, para<br />

além de institutos de formação e desenvolvimento onde se formaram milhares de pintores de<br />

classe mundial. Ao longo dos anos, adquiriu um domínio inigualável do setor de reparação auto,<br />

garantindo sempre o alinhamento do seu conhecimento e competência com as solicitações e<br />

necessidades em constante mudança do mercado. O portefólio de produtos da Sikkens é uma<br />

linha inovadora e de qualidade superior baseada em produtos de alta tecnologia. Graças a um<br />

alto teor de qualidade de pigmentos e resinas, com os produtos da Sikkens são necessárias, em<br />

média, menos cama<strong>das</strong> por cada repintura, com uma consequente redução do consumo, dos<br />

tempos e dos custos por reparação. “Hoje a preocupação de uma empresa como a AkzoNobel é<br />

a sustentabilidade dos seus clientes. Por este motivo, este é o sistema de repintura perfeito para<br />

ajudar qualquer oficina a chegar aos seus objetivos”, afirma Nuno Andrade Tomé, diretor de ven<strong>das</strong><br />

AkzoNobel Portugal. No que diz respeito a novidades, destaque para o Autosurfacer Optima,<br />

que permite às oficinas realizar reparações de todos os tamanhos, em diferentes condições de<br />

aplicação e secagem, com um tempo de processo mais rápido e um menor consumo de produto.<br />

Ao mesmo tempo reduz o custo energético e oferece um acabamento final premium. A secagem<br />

rápida a uma temperatura ambiente reduz em 85% o custo energético em comparação com os<br />

aparelhos convencionais, sem comprometer a velocidade e a produtividade. Relativamente ao<br />

Mixit Cloud, uma aplicação avançada de pesquisa e identificação da cor da Sikkens, Nuno Andrade<br />

Tomé informa que “Estamos numa fase avançada de transição para a sua implementação nos<br />

nossos clientes. Esta plataforma proporciona uma experiência rápida e fácil para encontrar a cor<br />

certa online, oferecendo resultados de pesquisa precisos e instantâneos. O Mixit Cloud capacita os<br />

pintores a realizar os seus trabalhos com maior rapidez e precisão, ao mesmo tempo em que auxilia<br />

os gestores a reduzir custos, fornecendo informações sobre o negócio em tempo real. Destaca-<br />

-se ainda que o Mixit se integra de forma perfeita ao nosso espectrofotómetro Automatchic Vision<br />

e à sua balança inteligente, proporcionando um processo de trabalho suave e sem complicações<br />

em to<strong>das</strong> as ocasiões.” Relativamente à máquina de mistura de tintas, está a chegar às oficinas a<br />

ColorMatchic, 100% automática, para utilização dos produtos Sikkens. Trata-se de uma máquina<br />

totalmente automatizada, que está calibrada para a gama de produtos premium à base de água<br />

da Sikkens e da Lesonal, recorrendo à aplicação online de cores Mixit. Este equipamento permite<br />

uma mistura completa em menos de 5 minutos (em média), permitindo uma dosagem mínima<br />

de 40ml, sendo que o mecanismo de dosagem está regulado até 0.015 ml por dose (um terço de<br />

uma gota de água). O potencial desta máquina é libertar os técnicos qualificados para outras tarefas,<br />

potencialmente agregando milhares de Euros em receita diária ao aumentar a rotatividade<br />

do ciclo de trabalho na oficina. A Sikkens considera que investir no desenvolvimento <strong>das</strong> pessoas<br />

constitui o melhor investimento para a obtenção de lucros na oficina. Por isso investe muito na<br />

formação, para que os trabalhadores que utilizem os seus produtos estejam sempre atualizados<br />

e na vanguarda <strong>das</strong> novas tecnologias. Para acompanhar todos os clientes mais de perto,<br />

a AkzoNobel dispõe de um centro de formação no Carregado (Distrito de Lisboa) equipado com<br />

to<strong>das</strong> as ferramentas de repintura auto de última geração. Para 2024 estão previstas cerca de 528<br />

horas de formação para todos os clientes Sikkens ou para clientes que queiram conhecer os seus<br />

produtos. A AkzoNobel em Portugal continental e ilhas funciona com uma rede de distribuição<br />

independente (10 distribuidores) que comercializam as suas marcas Sikkens e Dynacoat. Possui<br />

também um ponto de venda no Carregado, propriedade da AkzoNobel, para clientes específicos<br />

OEM. O ano de 2023 foi excelente para a AkzoNobel e seus distribuidores com um crescimento de<br />

ven<strong>das</strong> total (Kg/Lt.) referente a 2022 de +17,8%. E este início de 2024 está com um crescimento<br />

dentro <strong>das</strong> perspetivas da Multinacional. “Ainda existem algumas zonas do país que podemos<br />

crescer/vender mais e por esse motivo estamos a aceitar candidaturas para novos distribuidores<br />

com prioridade nos distritos de Santarém e Coimbra”, conclui Nuno Andrade Tomé.<br />

PROFIX<br />

A Profix, distribuída em Portugal pela empresa Catalgaia, posiciona-se no<br />

mercado que procura sistemas e produtos de qualidade e com preços acessíveis,<br />

sendo o foco acima de tudo na qualidade. A Profix está consciente da<br />

necessidade de evoluir no sentido mais ecológico sem prejudicar o rendimento<br />

dos sistemas de pintura bem como dos restantes produtos, tendo para o efeito<br />

reformulado alguns dos seus produtos. A gama é composta por sistemas de<br />

pintura de base solvente 1K e 2K, bem como de um sistema de base aquosa e<br />

uma ampla gama de anexos que complementam a gama, tendo ainda assim<br />

reduzido o fabrico de alguns catalisadores no intuito de simplificar e reduzir o<br />

uso dos mesmos. Recentemente adicionou um produto já existente no mercado<br />

(Bedliner), mas novo na sua gama. De nome BodyGuard, com duas versões,<br />

uma de cor preta e outra transparente tintavel. De fácil aplicação com vários<br />

tipos de pistola e ou de aplicação manual a rolo, é resistente a vários agentes<br />

químicos. A outra novidade é o lançamento da linha industrial de nome<br />

Simplex, dedicada ao setor industrial e automóvel. “A digitalização na nossa<br />

marca é já uma realidade com o sistema Profix Refinish System, que permite<br />

conectar o espectrofotómetro com a máquina misturadora automatizada MC<br />

Mix, utilizando um programa de cores online aumentando significativamente<br />

a eficiência do trabalho e precisão, eliminando possíveis erros humanos”, refere<br />

Alberto Pedrosa, gerente da Catalgaia. Para este ano está prevista a conclusão<br />

de um centro de formação, sendo que a Catalgaia dispõe desde há alguns anos<br />

assistência técnica aos seus clientes bem como formação certificada. “As nossas<br />

ações de formação são constantes visto que damos resposta às necessidades<br />

dos nossos clientes sempre que solicitados. A equipa dispõe de dois técnicos<br />

certificados que prestam o acompanhamento técnico necessário sempre que<br />

solicitado bem como para apresentação de novos produtos”, sublinha. A rede<br />

de distribuidores é constituída por dezassete empresas que têm tido no geral<br />

um desempenho muito positivo. Para Alberto Pedrosa, um dos maiores desafios<br />

do setor “é a fidelização dos clientes ao uso de uma só marca no processo<br />

de repintura. A maioria dos profissionais priorizam o preço produto a produto,<br />

quando deveriam verificar as vantagens não só da garantia da reparação (uma<br />

vez usada uma só marca), bem como o real valor económico”.


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

SINNEK<br />

A SINNEK é uma marca premium de tintas para carroçaria comprometida com a qualidade,<br />

a tecnologia e a cor. É um produto premium de especialistas para especialistas que procuram<br />

garantia e qualidade a um preço competitivo, o que lhes permite poupar custos e<br />

melhorar a sua rentabilidade, mantendo sempre um acabamento de alta qualidade nos<br />

trabalhos de repintura. A marca trabalha continuamente na procura <strong>das</strong> soluções mais<br />

eficazes para ajudar os seus clientes a obter a maior produtividade nos seus processos de<br />

repintura automóvel. SINNEK possui um sistema de pintura aquosa de duas cama<strong>das</strong> de<br />

altíssimo rendimento e grande capacidade de mistura. O seu excelente poder de cobertura<br />

e colorimetria facilitam a poupança no consumo de produto, ao mesmo tempo que<br />

permite obter uma elevada qualidade no acabamento final. Iker Ecenarro, responsável do<br />

mercado português, explica a origem da marca “SINNEK é o resultado do conhecimento<br />

e da visão de futuro da equipa de profissionais da Bernardo Ecenarro S.A., que com esta<br />

marca confirma a sua forte aposta na inovação, e que lhe permitiu tornar-se num dos<br />

principais atores do setor da repintura a nível europeu. O projeto foi desenvolvido e criado<br />

integralmente nos laboratórios de I&D da sede de Bernardo Ecenarro S.A., assim como no<br />

laboratório de colorimetria em Itália, composto por uma equipa de mais de 14 profissionais<br />

altamente qualificados e com experiência comprovada no setor da colorimetria automóvel,<br />

e criado exclusivamente para prestar serviço a esta nova marca”. A SINNEK possui<br />

um sistema de pintura de duas cama<strong>das</strong> à base de água com um desempenho muito<br />

elevado e uma grande capacidade de mistura. O seu excelente poder de cobertura e colorimetria<br />

facilitam a poupança no consumo de produto, ao mesmo tempo que permitem<br />

um acabamento final de alta qualidade. Além disso, está especialmente concebido<br />

para otimizar os tempos de aplicação e secagem dos diferentes processos de reparação,<br />

permitindo uma importante poupança energética e garantindo um acabamento perfeito<br />

do veículo. A oferta de produtos completa-se com uma gama de massas, enchimentos,<br />

vernizes, etc. que garantem um acabamento perfeito do veículo, um excelente brilho,<br />

aspeto e durabilidade. A mais recente novidade são os produtos revolucionários Ceramic<br />

Clearcoat Plus CC/1800 e o SPF/UV spray primer. A colorimetria é essencial, e a SINNEK<br />

oferece soluções digitais de alto desempenho para as oficinas. Tirou partido <strong>das</strong> últimas<br />

tecnologias para integrar um conjunto de ferramentas no seu sistema de repintura de<br />

duas cama<strong>das</strong>, concebido para facilitar a obtenção de uma excelente colorimetria de uma<br />

forma simples e intuitiva. Por um lado, dispõe de um poderoso software de gestão da cor.<br />

Uma ferramenta concebida para o profissional, que lhe permitirá melhorar os processos<br />

de trabalho na oficina, bem como ajudá-lo na gestão e controlo do seu negócio. Através<br />

de um interface fácil de utilizar, oferece acesso remoto a uma <strong>das</strong> mais extensas bases<br />

de dados de fórmulas de cor do mercado, garantindo a reprodução de qualquer variante<br />

existente. Por outro lado, está equipado com um espectrofotómetro de última geração.<br />

Uma ferramenta de alta qualidade e fácil de utilizar, especialmente concebida para facilitar<br />

a leitura da cor. Por fim, o laboratório de cor 24 horas, situado em Itália, oferece<br />

uma plataforma de apoio contínuo para a introdução de variantes de cor e a resolução de<br />

questões relaciona<strong>das</strong> com a cor. Um recurso de apoio essencial para os profissionais <strong>das</strong> oficinas<br />

com uma resposta rápida e eficaz. A SINNEK está a consolidar uma rede de distribuidores<br />

comprometidos com a marca, que apoiam fortemente o projeto e acreditam na sua visão. Além<br />

disso, a sua presença nas oficinas está a aumentar constantemente.<br />

SONNE<br />

A marca SONNE está posicionada no segmento que vulgarmente conhecemos como<br />

mid-market. É portanto um posicionamento de grande competitividade, dada a qualidade<br />

que o produto apresenta. A gama SONNE é um sistema integralmente à base<br />

de água, completamente compliant com a legislação atual em vigor para o setor<br />

automóvel. Trata-se de uma gama completa que inclui sistema de cor, todos os auxiliares<br />

e também vernizes de elevada qualidade, tendo uma gama muito completa.<br />

A mais recente novidade foi o lançamento de um novo verniz com características<br />

STANDOX<br />

Tintas Robbialac SA é representante exclusivo da marca Standox em Portugal, uma<br />

marca integrada no universo Axalta que dispõe de uma grande reputação no mercado<br />

da repintura automóvel. Recomendada pelos principais fabricantes de automóveis, a<br />

Standox oferece excelente tecnologia e vários sistemas de pintura, onde se destaca o<br />

Standoblue, o mais recente sistema Base Bicamada que combina perfeitamente com<br />

a atual gama de produtos da marca, sendo solução ideal para melhorar a eficiência,<br />

qualidade e desempenho <strong>das</strong> oficinas. Sistema desenvolvido para minimizar etapas e<br />

distrações, permitindo que os pintores se concentrem na obtenção de bons resultados.<br />

As propriedades inovadoras e ampla possibilidade de aplicação permite a obtenção<br />

de diversas vantagens importantes no dia-a-dia do pintor. Os produtos Standox apresentam<br />

assim a mais recente tecnologia Axalta, com um portfólio técnico robusto que<br />

engloba tecnologia e desenvolvimento de produtos com excelentes características (dureza,<br />

resistência, durabilidade, etc.), tecnologia de cores, suporte técnico fornecendo<br />

soluções sustentáveis compatíveis e cumpridoras dos regulamentos COV. De forma<br />

geral, em termos de produtos a gama Standox é composta por betumes, primários,<br />

aparelhos, esmaltes (de base aquosa e de base solvente), vernizes, respetivos endurecedores,<br />

diluentes e aditivos. Em termos de esmaltes, há sistemas de tintagem específicos<br />

para: veículos ligeiros (Standoblue e Standohyd Plus - base aquosa); veículos<br />

comerciais (Standofleet - base solvente); e indústria (Standofleet Indústria - base solvente).<br />

A gama Standox tem vindo a desenvolver-se para produtos tecnologicamente<br />

mais evoluídos, mais eficientes, mais amigos da saúde dos pintores e do ambiente.<br />

Privilegiam a qualidade, a redução dos tempos de secagem, a redução dos tempos<br />

de aplicação, a redução dos custos de energia, a simplicidade dos processos, o incremento<br />

da produtividade, da eficiência, da rentabilidade, e da satisfação dos clientes.<br />

Esta evolução tecnológica aplica-se a todos os produtos que compõem o esquema de<br />

pintura: betumes, primários, esmaltes e vernizes. A mais recente novidade a nível de<br />

produto é o verniz VOC Xtreme Plus K9600, estabelecendo um novo nível de qualidade.<br />

Perfeito para as oficinas que procuram e desejam aplicações eficientes, com alto<br />

rendimento e que também desejam reduzir custos operacionais. Através do Paintshop<br />

Cockpit integrado no Drivus (marca dos programas de consultoria Axalta), com ligação<br />

ao programa Standowin IQ já é possível fazer uma gestão oficinal no que diz respeito<br />

a gestão de tempos e workflow que permite potenciar recursos e processos de traba-<br />

34 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


topo de gama, que permite um acabamento ainda melhor face às soluções disponibiliza<strong>das</strong>. O<br />

sistema de gestão digital da cor designado, Color Integral System (CIS), apresenta uma série de<br />

soluções que apenas comparam com as marcas premium. É sem dúvida um ponto forte relativamente<br />

à concorrência, tratando-se de um software cloud-based, com uma <strong>das</strong> melhores bases<br />

de dados de cor que existem no mercado, e que permite também uma série de gestões a nível<br />

de oficina que aumentam a produtividade e rentabilidade do produto. A máquina de mistura<br />

é integralmente digital, e tem um funcionamento muito intuitivo e prático, que permite uma<br />

importante poupança de tempo, essencial para a produtividade da oficina. A SONNE tem um<br />

centro de formação técnica em Madrid, completamente equipado com cabine de pintura, e no<br />

qual realiza frequentemente ações de formação com clientes. “É algo que é intrínseco à forma<br />

de trabalhar da HELLA no mercado, e queremos de facto ser o parceiro técnico do nosso cliente,<br />

no qual poderá confiar e assegurar que se mantém atualizado face aos últimos desafios do<br />

mercado automóvel. Temos já várias formações agenda<strong>das</strong> para todo o ano de 2024. De resto,<br />

em média fazemos mais de 40 formações por ano, pelo que é algo permanente dentro do nosso<br />

centro de formação técnica”, sublinha Frederico Abecasis, responsável da marca em Portugal.<br />

A SONNE disponibiliza aos parceiros um pacote de serviços que passam pela formação, pela<br />

assistência técnica in-loco, um técnico dedicado a todo a divisão de química que assegura um<br />

serviço de alto nível não apenas a distribuidores, mas também a seus clientes, dando um suporte<br />

adequado a cada ocasião.<br />

lho através da monitorização de to<strong>das</strong> as etapas no processo de repintura. A Standox significa<br />

também tecnologia sendo este um pilar na marca que já tinha como prioridade a digitalização<br />

através de processos, serviços e ferramentas maioritariamente digitais. Atualmente quando se<br />

fala em colorística é inevitável falar do digital e <strong>das</strong> novas soluções de gestão de cor de última<br />

geração, desde o software Standowin IQ, que permite que todos os intervenientes no processo<br />

trabalhem com mais segurança, mais eficiência e de uma forma mais simples, ao espectrofotómetro<br />

Genius ou Acquire da Axalta, ferramenta ideal e “obrigatória” numa oficina de referência.<br />

“Sabemos que a digitalização é um processo de grande importância e que continuará a ser um<br />

tópico marcante no setor, tendo a consciência que são as oficinas que decidem a velocidade com<br />

a qual avançam no processo de digitalização, mas cabendo a nós garantir que as oficinas Standox<br />

têm disponíveis as ferramentas necessárias que permitam desenvolver e evoluir os seus negócios<br />

para o futuro, passo a passo”, afirma Diogo Pereira, diretor de marketing Tintas Robbialac. No que<br />

diz respeito à máquina de mistura, existiu uma grande evolução da Axalta, transversal às três<br />

marcas do grupo, com o lançamento do sistema Irus Mix, que permite um processo de gestão<br />

de cores totalmente digital. A Formação, sempre foi um marco da marca, que apresenta mais de<br />

60 Centros de Formação em 35 países, apoiando as oficinas a ampliar os seus conhecimentos e<br />

a descobrir novas técnicas e produtos. Em Portugal, não poderia ser diferente, desde 1986 que o<br />

Centro de Formação se encontra ativo, localizado<br />

na sede <strong>das</strong> Tintas Robbialac – representante<br />

oficial da marca Standox em Portugal - o Centro<br />

de Formação de Repintura Automóvel (CFRA)<br />

desempenha um papel importante, no apoio<br />

aos pintores ao nível dos processos e produtos<br />

bem como no apoio à gestão oficinal dada aos<br />

gestores de pós-venda e aos chefes de oficina<br />

de colisão. Tintas Robbialac SA e Standox<br />

apresentam uma rede de distribuição bastante<br />

consolidada, que conta com 12 lojas próprias<br />

Robbialac especializa<strong>das</strong> em repintura automóvel<br />

e com uma rede com mais de 20 distribuidores<br />

especializados, cobrindo a totalidade<br />

de Portugal continental e ilhas.<br />

SPIES HECKER<br />

A Spies Hecker é uma marca Premium de tintas que apresenta no seu portfólio de produtos<br />

soluções para todos os segmentos de mercado na área de repintura automóvel. A<br />

evolução dos materiais e sistemas da Spies Hecker vão sempre no sentido de proporcionar<br />

soluções às oficinas que as ajudem a ser mais rentáveis, quer proporcionando reparações<br />

mais rápi<strong>das</strong>, quer reduzindo o consumo energético. Neste contexto, o sistema<br />

Speed-TEC da Spies Hecker, destaca-se como a solução utilizada por muitas oficinas em<br />

Portugal e que se adapta às necessidades da oficina garantindo que o consumo de energia<br />

é significativamente reduzido e que os processos de trabalho são mais rápidos. Isto<br />

porque o sistema Speed-TEC utiliza a tecnologia patenteada da Axalta que tira partido da<br />

temperatura e humidade ambiente para acelerar o processo de secagem. Além disso, foi<br />

demonstrado que as oficinas que utilizam a gama completa de produtos podem reduzir<br />

os custos energéticos de funcionamento de uma cabina de pintura a gás direto em cerca<br />

de 75%. A Spies Hecker nos últimos anos tem vindo a apresentar diversos produtos e<br />

serviços assentes sempre na inovação. E porque é uma <strong>das</strong> marcas de repintura premium<br />

da Axalta, os clientes da Spies Hecker também beneficiam <strong>das</strong> inovações da Axalta. O<br />

equipamento estrela de momento é a Axalta Irus Mix, a máquina de mistura mais rápida,<br />

totalmente automática e completamente mãos-livres para a indústria de repintura automóvel.<br />

Proporciona cores e trabalhos muito precisos com uma inovadora embalagem<br />

Axalta, maximizando a rentabilidade e minimizando o impacto no ambiente, contribuindo<br />

para os clientes de repintura atingirem os seus objetivos empresariais. A Spies Hecker é<br />

pioneira nas soluções de digitalização da cor a 100%. Graças à tecnologia digital, a gestão<br />

de cores por meio da Phoenix Cloud é fiável, fácil de usar e simples. Sem fios, rápido,<br />

seguro e sempre com uma base de dados de fórmulas atualizada, o Phoenix Cloud é uma<br />

base de dados baseada na Web e a uma ligação Wi-Fi entre os diferentes dispositivos da<br />

oficina. Todo o processo, desde a leitura <strong>das</strong> cores e pesquisa de cores até à seleção da<br />

fórmula <strong>das</strong> cores, pode ser controlado a partir de qualquer lugar na oficina ou até no escritório.<br />

A formação é um dos pontos fortes da Spies Hecker. Por isso mesmo o seu centro<br />

de formação em Mem Martins dispõe sempre <strong>das</strong> últimas tendências em equipamentos<br />

e ferramentas, para que os clientes quando o visitam, possam conhecê-los e tirar o máximo<br />

partido deles. Além disso, a Axalta lançou recentemente a Axalta Academy, uma<br />

plataforma de formação global inovadora que permite aos pintores manter e melhorar<br />

as respetivas competências especializa<strong>das</strong> com uma formação de alta qualidade. A Spies<br />

Hecker tem a melhor e mais bem preparada rede de distribuição em Portugal no mercado<br />

de repintura automóvel. Uma rede de distribuição que trabalha com a Axalta há muitos<br />

anos numa parceria que visa servir e satisfazer as necessidades dos seus clientes. A Rede<br />

de Distribuição da Spies Hecker cobre todo o território nacional, dispõe de serviços logísticos<br />

eficientes e adaptados aos seus mercados, assistência técnica e equipas comerciais<br />

devidamente forma<strong>das</strong> e conhecedoras dos produtos que comercializam e utilizam. O<br />

acompanhamento técnico às oficinas é feito com uma equipa que cobre o todo o país. A<br />

parceria que a marca tem com a sua rede de distribuição, faz com que se posicione com<br />

uma marca que corresponde sempre às necessidades dos seus clientes. A Spies Hecker<br />

com a sua gama de produtos Speed-TEC, patenteada pela Axalta, há vários anos que disponibiliza<br />

aos seus clientes as ferramentas certas para os ajudar a ter uma atividade mais<br />

sustentável e amiga do ambiente.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 35


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

DISTRIBUIDORES<br />

ACRILAC<br />

A Acrilac trabalha com a marca Standox há mais de 30 anos. Para<br />

Mário Duarte Santos, diretor geral, a parceria entre ambas as empresas<br />

tem sido de valor acrescentado “Quem trabalha numa área<br />

com uma forte componente técnica como é a da pintura automóvel<br />

sabe que o serviço é muito importante e muito valorizado pelos<br />

diversos intervenientes. O serviço inclui uma série de itens: disponibilidade/<br />

entrega do produto, colorística, formação diversa<br />

(produto, aplicação, equipamentos, proteção pessoal, etc), auditorias<br />

de produto e de processo, após-venda, garantia da reparação,<br />

investimento, entre outros.” Tendo em conta que a maior parte dos<br />

clientes não faz stock e que as encomen<strong>das</strong> efetua<strong>das</strong> são para as<br />

necessidades do dia a dia, a Acrilac faz entregas diárias <strong>das</strong> encomen<strong>das</strong><br />

nas oficinas. Em complemento ao vendedor que visita<br />

regularmente os clientes, a Acrilac dispõe de um Técnico que faz<br />

aplicações e demonstrações de produtos, que informa, que esclarece<br />

dúvi<strong>das</strong>, e que sempre que necessário, resolve problemas. Em<br />

complemento a Standox também dispõe de um vendedor que faz<br />

visitas regulares aos clientes. A formação de produtos e de colorística<br />

pode ser efetuada no Centro Técnico Acrilac, no Centro de Formação<br />

Standox, ou nas instalações dos próprios clientes. “O nosso<br />

compromisso com os clientes é a satisfação <strong>das</strong> suas necessidades<br />

fornecendo soluções de pintura de qualidade, eficazes, eficientes<br />

e rentáveis. Promover uma relação de fidelização e uma parceria<br />

comercial de longa duração, com valor acrescentado para ambas as<br />

partes”, refere Mário Duarte Santos. Durante o corrente ano 2024<br />

iremos inaugurar o novo Centro de Formação Acrilac, que será instalado<br />

num espaço maior (250 m2), equipado com os mais modernos<br />

equipamentos, e com uma disposição mais eficiente.<br />

ASB<br />

Foi a 1 de outubro de 1977 que nasceu a Álvaro<br />

de Sousa Borrego S.A., empresa dedicada à comercialização<br />

de tintas e consumíveis para a repintura<br />

automóvel. Trabalha com a Spies Hecker<br />

desde que a marca veio para Portugal no ano de<br />

1991. “É uma longa e saudável parceria, que nos<br />

oferece o conforto e confiança de comercializar<br />

uma marca de referência pela sua elevada qualidade<br />

e inovação sem rival”, refere Álvaro Sousa,<br />

diretor geral. A empresa comercializa toda a<br />

gama de produtos Spies Hecker, com soluções<br />

para todo o tipo de mercado: automóvel e indústria.<br />

Tem dois polos de distribuição em Lisboa e<br />

Cascais com viaturas próprias, e recorre também<br />

a serviços externos de empresas distribuidoras<br />

de mercadorias. O acompanhamento técnico às<br />

oficinas é feito com dois assistentes técnicos e<br />

duas viaturas ASB on Road para formação on-job<br />

e o serviço ASB Consulting. “O nosso compromisso<br />

com os clientes teve início em 1966 com<br />

o fabrico de boinas de polir. Em 1977 alargamos<br />

a gama de comercialização de produtos para a<br />

repintura automóvel, faz este ano 48 anos no dia<br />

1 de outubro. Sempre na base da construção de<br />

relações duradoiras, parcerias fortes, compreender<br />

as necessidades dos clientes, dar a solução,<br />

obter uma cadeia de valor trazendo benefícios às<br />

empresas e contribuindo para o nosso crescimento”,<br />

sublinha Álvaro de Sousa. A Álvaro de Sousa<br />

Borrego foi <strong>das</strong> primeiras empresas retalhistas<br />

de tintas a ser certificada com a norma ISO 9002<br />

em 2002 e depois com a ISO 9001 em 2003. “Uma<br />

<strong>das</strong> grandes preocupações que temos é darmos<br />

a ferramenta essencial ao cliente, sem que este<br />

tenha de sair do seu local de trabalho e de forma<br />

adequada às suas necessidades. Com o aumento<br />

dos custos da energia recomendamos que os<br />

nossos clientes deem preferência a produtos que<br />

permitam a redução do custo energético <strong>das</strong> cabines<br />

de pintura, produtos esses que já comercializamos<br />

e que no processo de secagem não necessitam<br />

de aquecimento da cabine de pintura.<br />

A formação tem sido também muito importante,<br />

e a Spies Hecker foi pioneira neste sentido ao ter<br />

um centro de formação aberto aos profissionais<br />

em Portugal. A Álvaro de Sousa Borrego tem contribuído<br />

muito com a assistência técnica on-job,<br />

e a adesão tem sido positiva”, conclui. Este ano<br />

2024 vai inaugurar um novo polo logístico, dotado<br />

de armazém, sala de formação e escritórios.<br />

36 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


AUTOFLEX<br />

A Autoflex iniciou a sua relação comercial com a Valentine na<br />

década de 80 do século passado, empresa que, após ser adquirida<br />

em 1990 pelo grupo alemão Herberts, praticamente de<br />

imediato lançou em Portugal a marca Spies Hecker. Foi desde<br />

essa primeira hora e fruto da excelente relação que já existia<br />

com a Valentine, que a Autoflex iniciou a distribuição da marca<br />

Spies Hecker nas zonas geográficas onde, até essa data, representava<br />

e comercializava os produtos produzidos na fábrica<br />

Valentine localizada na cidade do Porto. Quer pela qualidade<br />

dos seus produtos e serviços, quer pela notoriedade e prestígio<br />

internacional que muito contribui para a sua forte liderança<br />

no mercado de repintura nacional, a marca Spies Hecker e a<br />

multinacional que a representa, Axalta, constituem uma enorme<br />

mais-valia para o negócio global da Autoflex. “Trata-se<br />

de uma parceria “Axalta/Autoflex” muito estável, alicerçada<br />

numa forte relação de confiança entre ambas as organizações<br />

e entre os profissionais que as representam e também muito<br />

suportada pela excelência dos produtos e serviços que são disponibilizados”,<br />

sublinha Joana Silva, diretora técnica e comercial.<br />

A Autoflex considera fundamental para o sucesso da sua<br />

atividade empresarial, que o seu serviço logístico funcione de<br />

forma extremamente eficaz tanto ao nível da disponibilidade<br />

da totalidade dos produtos em armazém, como na sua rapidez<br />

de entrega nos clientes (revendedores e consumidores).<br />

Por esse facto e considerando que a sua distribuição opera<br />

em ambas vertentes, fornecimento à rede de revenda e venda<br />

direta ao consumidor, a Autoflex tem espalhados pelas suas<br />

zonas de intervenção no país, treze “pontos de venda” cada um<br />

com o seu próprio stock da totalidade dos produtos comercializados<br />

e ajustados às especificidades <strong>das</strong> características da região<br />

onde estão inseri<strong>das</strong> e do seu próprio negócio local. Para<br />

além destes “pontos de venda” próprios, existem ainda fortes<br />

relações comerciais com alguns revendedores autónomos<br />

que permitem “cobrir” com eficácia outras zonas mais afasta<strong>das</strong><br />

dos próprios locais de venda. “No Centro de Formação<br />

“Autoflex” localizado em Fiães, no Centro de Formação “Spies<br />

Hecker” localizado em Mem Martins e/ou nas próprias oficinas<br />

dos nossos clientes, o apoio técnico e comercial que é facultado<br />

pelas nossas equipas, é uma realidade permanente. O ADN<br />

da Autoflex desde a sua fundação mantém-se inalterável - seriedade,<br />

empenhamento e real contribuição para assegurar<br />

maior produtividade e eficácia do negócio – compromissos<br />

que todos os nossos “parceiros” de negócios podem continuar<br />

a contar e confiar”, conclui Joana Silva.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 37


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

CENTROCOR<br />

A Centrocor tem uma parceria de longa data com a Spies Hecker,<br />

que remonta à origem da marca em Portugal. Através desta parceria,<br />

a Centrocor oferece aos seus clientes uma gama completa de<br />

produtos e serviços de excelência, atendendo às suas necessidades<br />

específicas. A parceria com a Spies Hecker garante um elevado nível<br />

de qualidade de serviço e uma grande disponibilidade de produtos.<br />

A Centrocor possui uma equipa de técnicos especializados nos<br />

produtos da marca Spies Hecker que podem dar apoio às oficinas<br />

em qualquer questão técnica. A empresa tem sempre disponível<br />

um stock completo de produtos Spies Hecker, o que garante que as<br />

oficinas possam receber os produtos que necessitam de uma forma<br />

rápida e eficiente. Para tal possui uma equipa própria de estafetas<br />

e parcerias com empresas de logística que lhe permite assegurar<br />

entregas em todo o território nacional em menos de 24 horas. A<br />

frequência pode ser ajustada de acordo com as necessidades dos<br />

clientes. A Centrocor investe na formação e acompanhamento dos<br />

profissionais <strong>das</strong> oficinas, capacitando-os com o conhecimento<br />

necessário para utilizar os produtos de forma uma forma eficaz e<br />

eficiente. “Os nossos técnicos encontram-se sempre à distância de<br />

uma chamada para auxiliar no esclarecimento de dúvi<strong>das</strong> e problemas<br />

técnicos. Os nossos clientes são visitados frequentemente<br />

pelos nossos técnicos de modo a serem avalia<strong>das</strong> as necessidades<br />

que surgem no dia-a-dia dos profissionais e lhes sejam propostas<br />

soluções personaliza<strong>das</strong>”, refere Álvaro Magalhães, diretor geral. O<br />

compromisso da Centrocor com os seus clientes é oferecer produtos<br />

e serviços de alta qualidade a preços competitivos. “Comprometemo-nos<br />

a fornecer um atendimento ao cliente de excelência, com<br />

foco na agilidade, na eficiência e na construção de relações duradouras”,<br />

afirma o responsável. O compromisso com a excelência<br />

e qualidade tem sido a base do sucesso da empresa, o que para<br />

continuar necessitará de um investimento constante em tecnologia,<br />

formação da equipa e parcerias estratégias para fornecer os<br />

melhores produtos e serviços possíveis. “A dinamização do nosso<br />

Centro de Treino totalmente equipado será um dos principais projetos<br />

da Centrocor, onde serão realiza<strong>das</strong> frequentemente ações de<br />

formação <strong>das</strong> mais distintas áreas da reparação automóvel, com<br />

especial foco no setor da colisão. Em suma, 2024 será um ano para<br />

a Centrocor continuar a sua afirmação como uma empresa líder no<br />

setor e iremos continuar a apresentar novos projetos e conquistas<br />

à medida que avançamos no tempo”, conclui Álvaro Magalhães.<br />

GRAVITYPAINT<br />

A GravityPaint iniciou a parceria com a Cromauto<br />

em 2019, e desde então tem sido um fornecedor<br />

muito importante para a empresa. “Têm-nos proporcionado<br />

um excelente apoio técnico, logístico<br />

e comercial, o que nos tem ajudado no mercado<br />

e junto dos nossos clientes”, afirma Mário Rui<br />

Ferreira, diretor geral, que acrescenta “Tal como<br />

as outras parcerias que temos com os nossos<br />

fornecedores, priorizamos sempre a qualidade,<br />

a fiabilidade e também uma logística eficiente.<br />

E encontramos tudo isso na Cromauto, pois em<br />

48 horas rececionamos as encomen<strong>das</strong> no nosso<br />

armazém.” Desde o início que a GravityPaint sempre<br />

defendeu o conceito de “respeitar o sistema<br />

de produtos da marca”. Isto é, aconselha sempre<br />

os seus clientes a utilizar os produtos da marca<br />

que elegerem para trabalhar nas suas oficinas,<br />

desde o betume até ao produto de acabamento.<br />

Tem disponível em stock cerca de 95% da gama<br />

de produtos Cromauto. Um serviço de proximidade<br />

e uma logística rápida também fazem parte do<br />

ADN da GravityPaint, por isso os seus clientes podem<br />

contar com entregas bi-diárias de segunda a<br />

sexta-feira. Além dos comerciais estarem habilitados<br />

para prestar os principais esclarecimentos<br />

sobre os produtos e equipamentos que comercializa,<br />

também dispõe do apoio dos técnicos <strong>das</strong><br />

marcas que representa, sejam eles nacionais ou<br />

estrangeiros. Qualidade, competência, profissionalismo,<br />

inovação e proximidade são os pilares do<br />

compromisso que a GravityPaint tem com os seus<br />

clientes. Para este ano está agendado um novo<br />

evento “Open Day”, nas instalações da Venda do<br />

Pinheiro, assim como a concretização de uma<br />

parceria com um fabricante de sistemas de robotização<br />

auto e industrial.<br />

38 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

GRUPO SF<br />

O grupo SF (Atlanticomix S.A.) trabalha com a marca Sikkens há<br />

alguns anos, o que lhe permitiu consolidar uma parceria estratégica<br />

crucial para o crescimento e sucesso global do Grupo. “A marca<br />

Sikkens é uma marca fundamental para o nosso negócio, pois oferece<br />

produtos de alta qualidade que satisfazem as necessidades dos<br />

nossos clientes e além disso a sua reputação traz-nos tranquilidade<br />

com o seu enorme know how no mercado da repintura”, refere Filipe<br />

Soledade COO do Grupo SF. Esta parceria define-se pela excelência na<br />

qualidade dos produtos e na disponibilidade dos mesmos. “A Sikkens<br />

é reconhecida pela sua qualidade superior e pela ampla gama de<br />

produtos disponíveis, o que nos permite oferecer um serviço de<br />

primeira classe aos nossos clientes além da logística e equipas que<br />

dispomos no grupo, preparados para ajudar o cliente no dia a dia”,<br />

refere o responsável. A logística de entrega <strong>das</strong> encomen<strong>das</strong> é gerida<br />

de forma eficiente, garantindo entregas pontuais e fiáveis às oficinas.<br />

O acompanhamento técnico é cada vez mais importante e por isso<br />

disponibiliza uma equipa com conhecimentos técnicos para prestar<br />

suporte sempre que necessário. Além disso, aposta muito na formação<br />

local (on job) e no centro de formação Sikkens. Aproveita as redes<br />

sociais e o site para divulgar to<strong>das</strong> as novidades de modo a garantir<br />

que as oficinas estejam sempre atualiza<strong>das</strong>. “O nosso compromisso<br />

com os clientes é fornecer produtos e serviços da mais alta qualidade,<br />

além de um atendimento personalizado e soluções adapta<strong>das</strong> às<br />

suas necessidades específicas. Estamos empenhados em estabelecer<br />

parcerias a longo prazo com os nossos clientes, tento em base a<br />

confiança, transparência e integridade”, afirma Filipe Soledade. Para<br />

2024, o Grupo SF aposta numa parceria nova em produtos Non Paint,<br />

que visa a dar novas soluções ao mercado, mas com uma aposta<br />

forte na formação. “Em parceria com a Sikkens, estamos numa fase<br />

avançada de transição para o Mixit Cloud nos nossos clientes, a nova<br />

ferramenta de identificação e busca de cores digital. Esta plataforma<br />

proporciona uma experiência rápida e fácil para encontrar a cor certa<br />

online, oferecendo resultados de pesquisa precisos e instantâneos.<br />

Fortalece ainda mais nossa capacidade de oferecer soluções completas<br />

e eficazes aos nossos clientes, garantindo resultados de alta<br />

qualidade e eficiência em cada etapa do processo de repintura automóvel”,<br />

conclui Filipe Soledade.<br />

QUIMIREGUA<br />

A Quimiregua trabalha com a marca Spies Hecker<br />

há mais de 40 anos, ainda do tempo da Valentine,<br />

e representa uma fatia importante da faturação<br />

anual da empresa. Esta parceira já longa deve-se<br />

muito à qualidade e alta tecnicidade dos produtos,<br />

o que lhe permite ir para o mercado com a<br />

confiança total na qualidade de serviço que pode<br />

oferecer aos seus clientes. A gama de produtos da<br />

Spies Hecker é bastante alargada e abrangente, o<br />

que permite cobrir quase to<strong>das</strong> as necessidades<br />

do mercado de repintura automóvel em Portugal.<br />

Desde a linha Permafleet até à linha Hi-Tec<br />

passando pela linha Speed-Tec, tem a solução<br />

necessária e adequada a qualquer tipo de reparação.<br />

Recentemente foi lançada pela Spies Hecker,<br />

a primeira máquina 100% automática, a Irus Mix,<br />

que será um modelo revolucionário nesta matéria<br />

e que dará ainda uma maior alavancagem à digitalização<br />

nas oficinas. Servir o cliente com rapidez<br />

e eficiência é o principal objetivo da Quimiregua<br />

“Neste momento temos duas pessoas afetas à<br />

distribuição diariamente. Fazemos duas entregas<br />

na parte da manhã e mais duas entregas na parte<br />

da tarde. Além disso ainda temos um serviço<br />

diário de envio de mercadoria por transportadora<br />

para clientes mais afastados da nossa delegação”,<br />

afirma Pedro Meira Ferreira, diretor comercial. A<br />

assistência técnica é outro pilar fundamental na<br />

orgânica da Quimiregua. “Damos muita importância<br />

a essa vertente, pois consideramos um aspeto<br />

fundamental na forma como vemos o mercado e<br />

como queremos ser percecionados pelos nossos<br />

parceiros”, sublinha o responsável, que acrescenta<br />

“O nosso compromisso com os clientes passa por<br />

cada vez mais sermos um parceiro altamente especializado,<br />

que permite que os nossos clientes<br />

confiem na Quimiregua e em toda a sua organização.<br />

Para tudo isto acontecer, temos uma sinergia<br />

em todos os departamentos da empresa, com o<br />

maior foco na parte comercial, logística, técnica e<br />

distribuição, para que nunca falte nada aos nossos<br />

clientes”.<br />

40 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


ESPECIAL<br />

REPINTURA<br />

MOZELTINTAS<br />

A parceria entre a Mozeltintas e o grupo Akzo Nobel, tem mais de 15<br />

anos. Esta ligação tem permitido um crescimento sustentável, com<br />

uma gama de produtos alargada e de qualidade premium. Estando<br />

os produtos Sikkens homologados pelas principais marcas automóveis<br />

no mercado, permite que a empresa esteja também presente em<br />

concessionários. “Sendo o grupo Akzo Nobel um dos líderes mundiais<br />

no ramo da repintura automóvel, permite-nos estar sempre na vanguarda<br />

da inovação de produtos, bem como ter atualizações constantes.<br />

Quer a nível comercial como técnico tem havido um grande<br />

apoio para divulgação e acompanhamento”, afirma António Sousa,<br />

sócio-gerente da Mozeltintas. A gama de produtos Sikkens comercializada<br />

pela empresa é bastante alargada e muito completa. O<br />

acompanhamento técnico às oficinas é muito importante, por isso<br />

António Sousa pretende que “os clientes olhem para nós, não como<br />

uma empresa que só vende produtos, mas como uma empresa que<br />

está ao lado dos profissionais. Para aconselhar quando têm dúvi<strong>das</strong><br />

ou ajudar a mudar processos ou produtos, quando os que têm não<br />

estão a tirar o proveito adequado”. Para isso, além dos técnicos da<br />

marca, a empresa possui um técnico próprio para ajudar no dia-a-dia<br />

dos seus clientes. A Mozeltintas possui também um centro de formação<br />

moderno e do mais atualizado, para dar resposta aos clientes<br />

no que necessitarem, como testar novos métodos de trabalho ou<br />

produtos. Tem desenvolvido junto com os fornecedores, formações<br />

específicas em diversas áreas para os seus clientes, as quais têm<br />

tido uma boa adesão e aproveitamento. O compromisso da empresa<br />

com os clientes “é sempre o mesmo que nos levou até onde estamos<br />

hoje, sermos sérios e competentes com os nossos clientes, oferecer<br />

os produtos mais adequados para cada oficina, para podermos servir<br />

com a melhor relação qualidade/preço. Sempre aliado a um acompanhamento<br />

técnico/ comercial constante”, salienta António Sousa.<br />

Em 2024 pretende cimentar a parceria como grupo Akzo Nobel, com<br />

a entrada de diversos produtos da Dynacoat, uma marca do grupo<br />

com grande qualidade/preço. A empresa irá também apostar mais<br />

nas formações e em processos de reparação, no sentido de ajudar as<br />

oficinas a melhorar.<br />

LTINTAS<br />

A LTintas comemorou 46 anos de atividade ligados<br />

ao comércio de produtos para oficinas de colisão.<br />

Quatro déca<strong>das</strong> e meia depois da sua fundação, a<br />

empresa da Margem Sul conta com cinco lojas: Feijó<br />

(sede), Laranjeiro, Corroios, Beja e Évora. Dispõe de<br />

toda a gama de produtos, equipamentos e consumíveis<br />

para oficinas de repintura automóvel e é<br />

distribuidor <strong>das</strong> tintas Spies Hecker desde o início<br />

da atividade, onde se destaca o sistema Speed-TEC<br />

que inclui os seguintes produtos: Aparelho Rápido<br />

Permasolid Speed-TEC Molhado sobre Molhado<br />

5550, Aparelho Rápido Permasolid Speed-TEC 5500<br />

e Verniz Rápido Permasolid Speed-TEC 8810. Todos<br />

estes produtos podem ser usados com a Base<br />

Bicamada Permahyd 280/285/286 ou com a Base<br />

Bicamada Permahyd Hi-TEC 480 que permitem<br />

realizar reparações num tempo recorde. Aumentar<br />

a produtividade, reduzir o consumo energético e ao<br />

mesmo tempo melhorar a rentabilidade da oficina,<br />

são premissas que fazem parte <strong>das</strong> soluções que a<br />

Spies Hecker tem para as oficinas. Graças à tecnologia<br />

digital, a gestão de cores por meio da Phoenix<br />

Cloud é fiável, fácil de usar e simples. Isto tem um<br />

efeito positivo nas operações de uma oficina e facilita<br />

o trabalho dos pintores. A formação é um dos<br />

pontos fortes da LTintas, que dispõe de um centro<br />

nas suas novas instalações de Santa Marta de Corroios.<br />

Neste centro de formação totalmente equipado<br />

com as últimas tendências em equipamentos e<br />

ferramentas, a LTintas tem realizados diversas ações<br />

para os clientes, designadamente demonstrações<br />

de equipamentos, apresentação de novidades e<br />

formações específicas sobre determina<strong>das</strong> áreas,<br />

seja de gestão oficinal ou técnicas de aplicação de<br />

tintas e polimento. O slogan da empresa – “Temos<br />

experiência, garantimos soluções!” – transmite a<br />

maneira da LTintas estar no mercado, sendo que a<br />

experiência permite garantir que nenhum cliente<br />

fique sem o aconselhamento ou solução indicada<br />

para a sua necessidade. “Contamos com a nossa<br />

equipa de especialistas na área e os nossos parceiros<br />

para continuar a desenvolver a nossa atividade<br />

comercial e de assistência técnica junto dos clientes,<br />

ajudando-os a tirar partido da era digital que<br />

atravessamos, de modo a rentabilizar o seu negócio.<br />

Pretendemos introduzir mais marcas e linhas<br />

de produtos complementares aos equipamentos de<br />

chapa e consolidar as nossas lojas, mas sempre com<br />

os olhos postos no futuro e nesse sentido está previsto<br />

alargar a nossa zona de abrangência geográfica<br />

com a criação de uma nova loja”, refere Bruno<br />

Pereira, diretor geral da LTintas.<br />

42 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE ‐SE DE A A Z<br />

Empresas<br />

MONDEGOPEÇAS APRESENTA<br />

NOVA FERRAMENTA<br />

DE TRABALHO ÀS OFICINAS<br />

No mês abril, a Mondegopeças apresentou aos seus clientes uma máquina de manutenção<br />

para caixas automáticas da Motul – a MotulEvo. “Aos dias de hoje, a<br />

caixa automática não é apenas um elemento de conforto, mas sim um equipamento<br />

de série em muitas viaturas que permite reduzir consumos e aumentar a eficiência<br />

do motor, e consequentemente, reduzir emissões de CO2”, explicou a empresa<br />

em comunicado. Tendo em conta esta premissa, é necessário preparar as oficinas para<br />

a manutenção <strong>das</strong> caixas automáticas, que, tal como o circuito de óleo de motor, o circuito<br />

de refrigeração ou o circuito de óleo de travões, a caixa de velocidades automática<br />

também carece de manutenção. Neste sentido, a Mondegopeças, reuniu alguns dos seus<br />

clientes para demonstrações deste equipamento, efetuando a manutenção <strong>das</strong> caixas<br />

automáticas em quatro viaturas diferentes. “Os clientes demonstraram muito interesse<br />

nesta ferramenta dado que permite acrescentar serviço à oficina e uma mais valia para o<br />

seu cliente que precisa de fazer a manutenção da caixa automática”, concluiu.<br />

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PENSE EM EMBRAIGAGEM,<br />

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Uma gama de kits de embraiagem de acordo com o mais elevado padrão de<br />

engenharia produzidos de acordo com as especificações do fabricante original. Mais<br />

de 3000 referências em stock, em contínua evolução, para satisfazer as<br />

necessidades do mercado em constante mudança.<br />

A RYMEC é a marca em que pode confiar para veículos de passageiros, comerciais<br />

ligeiros e pesados. Para um desempenho equivalente ao do equipamento original ao<br />

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44 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

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QUANDO SE TRATA<br />

DE TRAVÕES, EXISTE<br />

UMA ÚNICA ESCOLHA:<br />

A MELHOR.<br />

ANUNCIAM PARCERIA ESTRATÉGICA<br />

FUCHS e Mercedes Benz | Para criar um futuro mais verde, a FUCHS SE e a Mercedes-<br />

-Benz Global Customer Service & Peças, assinaram um contrato de colaboração a 28 de março. “Esta<br />

parceria estratégica é uma excelente notícia para os nossos clientes, já que se juntaram duas empresas<br />

líderes com uma longa tradição e fortes investimentos em Investigação & Desenvolvimento. Uni<strong>das</strong><br />

pela mesma missão, a FUCHS e a Mercedes-Benz vão ditar novos standards”, explicou André Castro<br />

Pinheiro, diretor automotive da FUCHS. A parceria entre o Grupo FUCHS, o maior fabricante independente<br />

de lubrificantes do mundo, e a Mercedes-Benz Global Customer Service & Peças representa um<br />

salto significativo no avanço tecnológico, qualitativo e sustentável no setor automóvel. O foco está na<br />

redefinição dos padrões de lubrificação para disponibilizar aos clientes da Mercedes-Benz soluções<br />

personaliza<strong>das</strong> com desempenho otimizado. Nas palavras de Andreas Jörg, Diretor de Customer Service<br />

& Peças da Mercedes-Benz, «a nossa parceria estratégica com a FUCHS SE é uma excelente oportunidade<br />

para reforçar o compromisso com os nossos clientes e colaborar com tecnologias inovadoras<br />

que irão moldar o futuro da mobilidade e da experiência do cliente».<br />

SITE RENOVADO COM DESIGN<br />

TOTALMENTE NOVO<br />

DELPHI | Com o objetivo de melhorar a experiência de todos os utilizadores, a Delphi decidiu<br />

renovar o seu website, com um design totalmente novo, em espanhol, e com um conjunto de novas<br />

soluções avança<strong>das</strong> (www.delphiaftermarket.com). Desta forma, a empresa destaca a sua aposta<br />

constante na inovação e na prestação de assistência qualificada na língua materna dos distribuidores,<br />

técnicos e oficinas. Um dos destaques do novo site é a seção “Masters of Motion”, uma plataforma<br />

digital com tutoriais, dicas técnicas e diversos recursos que visam oferecer suporte e formação técnica<br />

na área <strong>das</strong> tecnologias automobilísticas atuais e futuras. Esta iniciativa reflete a aposta da Delphi na<br />

formação contínua e no desenvolvimento de competências, com o objetivo de que as oficinas estejam<br />

adequadamente prepara<strong>das</strong> para enfrentar os desafios do presente e do futuro na reparação e manutenção<br />

de veículos. O catálogo eletrónico e de fácil acesso diretamente na página inicial, simplifica a<br />

procura e seleção de peças, melhorando assim a eficiência e a precisão na identificação dos componentes<br />

necessários para cada reparação ou substituição.<br />

Normas internacionais, raízes<br />

alemãs e máxima precisão – três<br />

razões pelas quais os clientes em<br />

todo o mundo depositam a sua<br />

confiança na nossa tecnologia de<br />

travagem.<br />

ATE. Desenvolvida na Alemanha.<br />

www.ate-brakes.com


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

RENOVA CERTIFICADO IATF<br />

16946 COMO FABRICANTE OE<br />

INAUGURA NONA OFICINA FRANQUEADA EM PORTUGAL<br />

Mi<strong>das</strong> | A MIDAS abriu em Guimarães a sua nona oficina em regime de franquia em Portugal. Desde o dia 25 de março de 2024,<br />

que a cidade berço passou a poder contar com a sua primeira oficina da marca especialista em manutenção automóvel multimarca. Sob<br />

gestão da empresa Mainstation, esta oficina auto marca a terceira parceria entre a Mi<strong>das</strong> Portugal e o Grupo Maintarget, S.A, depois <strong>das</strong><br />

aberturas em Braga e Viseu, bem como o regresso da Mi<strong>das</strong> a Guimarães. Estrategicamente localizada na Rua Rodovia de Covas, uma<br />

movimentada zona da cidade, e contando com uma equipa de técnicos especializados e as mais avança<strong>das</strong> ferramentas de manutenção<br />

automóvel, a Mi<strong>das</strong> Guimarães assegura aos condutores vimaranenses e às suas viaturas um serviço de qualidade superior. Para anunciar<br />

a abertura naquela que é uma <strong>das</strong> cidades chave na estratégia da marca no nosso país, e para reforçar um dos seus principais valores,<br />

a sustentabilidade, a Mi<strong>das</strong> apostou na decoração integral de um autocarro urbano elétrico, que circulará por toda a cidade ao longo de<br />

mais de 6 meses. A este meio, juntam-se ainda outdoors e a habitual comunicação nas redes sociais.<br />

SIDEM | A Sidem, fabricante de peças de direção e suspensão para a<br />

indústria automóvel de pós-venda, para marcas como a Porsche e McLaren,<br />

renovou o certificado IATF 16949, um selo de qualidade que permite<br />

consolidar a confiança dos clientes e parceiros no mercado. IATF 16949<br />

é uma norma de gestão de qualidade desenvolvida pela International<br />

Automotive Task Force (IATF), que garante o cumprimento dos requisitos<br />

de qualidade em todo o mundo. Esta certificação garante que fabricantes<br />

como a Sidem, atendam aos rigorosos padrões estabelecidos pelos<br />

principais fabricantes de automóveis. A Sidem revelou estar “orgulhosa<br />

por ser detentora da certificação IATF”, segundo o comunicado. Para os<br />

clientes, esta certificação IATF significa que as peças Sidem são fabrica<strong>das</strong><br />

de acordo com os mais rígidos padrões da indústria, pelo que o<br />

cliente pode confiar na durabilidade, confiabilidade e desempenho de<br />

cada produto”, esclareceu. “Temos orgulho em fazer parte da cadeia de<br />

fornecimento de algumas <strong>das</strong> marcas de automóveis mais respeita<strong>das</strong><br />

do mundo como fornecedores OEM: Porsche e McLaren”, acrescentou.<br />

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Dica<br />

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ESTE VERÃO, MAXIMIZE A EFICIÊNCIA<br />

DA SUA OFICINA COM O PROGRAMA<br />

DE TESTE DE BATERIAS DA VARTA<br />

Com o Verão à porta, as oficinas mecânicas desempenham um<br />

papel crucial na preparação dos veículos para enfrentar o calor<br />

intenso que se avizinha. Um dos pontos de maior preocupação<br />

nesta época é a saúde da bateria. A bateria é um componente vital<br />

para o funcionamento do veículo, fornecendo energia não apenas<br />

para o arranque do motor, mas também para alimentar os sistemas<br />

elétricos e eletrónicos do carro. Com o aumento <strong>das</strong> temperaturas,<br />

a bateria está sujeita a um desgaste acelerado e a um maior risco de<br />

falhas, devido ao stress térmico e ao aumento do consumo de energia<br />

para manter o sistema de ar condicionado em funcionamento. Assim,<br />

recomendar uma verificação da bateria revela-se fundamental para<br />

evitar contratempos aos clientes e garantir a fiabilidade do veículo<br />

durante os meses mais quentes do ano.<br />

A VARTA, reconhecida pela excelência em baterias automóveis, oferece<br />

um apoio valioso às oficinas através do seu Programa de Teste<br />

de Baterias. Este programa, integrado no VARTA Partner Portal,<br />

auxilia os mecânicos no diagnóstico do estado da bateria dos veículos.<br />

Ao aderir a este programa, as oficinas não só demonstram o<br />

seu compromisso com a segurança e a satisfação dos clientes, como<br />

também fortalecem a sua reputação como locais de confiança e dedicados<br />

à manutenção preventiva.<br />

Tornar-se parte da rede VARTA traz igualmente vantagens adicionais.<br />

Ao inscrever a sua oficina na ferramenta de Pesquisa de Parceiros da<br />

VARTA, é possível angariar mais clientes, expandindo assim o alcance<br />

do negócio. Além disso, ao fazer parte desta rede, as oficinas têm acesso<br />

às últimas novidades da marca, conteúdo informativo e formações<br />

especializa<strong>das</strong>. Isso permite manter-se atualizado sobre as melhores<br />

práticas e as mais recentes tecnologias no setor de baterias automóveis,<br />

garantindo um serviço de alta qualidade e fiabilidade aos clientes.<br />

Para mais informações ative o QR Code.<br />

Publireportagem


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

ABRE 31ª LOJA EM PORTUGAL<br />

Würth | A Würth, especialista no fornecimento de produtos e serviços de fixação e montagem, celebrou o<br />

seu 50º aniversário em Portugal com a expansão da sua rede, com a abertura da sua 31ª loja em Alverca, reforçando<br />

a sua presença no mercado nacional e proximidade aos clientes. Com 50 anos de experiência no mercado<br />

português, a Würth destaca-se pela sua ampla gama de produtos e serviços para profissionais, abrangendo áreas<br />

como fixação e montagem, ferramentas, químicos, ferragens, materiais de isolamento, vestuário de trabalho, entre<br />

outros. A empresa investe na expansão estratégica da sua rede de lojas, com foco na proximidade aos clientes<br />

e na satisfação <strong>das</strong> suas necessidades. A nova loja em Alverca está localizada na Rua da Juventude 1, Loja r/c Esqº,<br />

e conta com uma equipa experiente e dedicada a oferecer um atendimento de excelência. As Lojas Würth oferecem<br />

um atendimento especializado, com vendedores experientes que podem aconselhar e responder às questões<br />

sobre os produtos e serviços. A ampla gama de produtos, com mais de 3 mil referências diferentes, permite que os<br />

clientes encontrem tudo o que precisam num só lugar.<br />

APRESENTA O CITADINO MODERNO<br />

CITROËN C3<br />

Leaseway Portugal | Por apenas 249 euros por mês (com seguro de danos<br />

próprio e IVA incluído), a Leaseway Portugal possibilita a todos os seus clientes uma experiência<br />

única no Citroën C3 - 1.2 PURETECH 110cv S&S PLUS cvm6, durante 24 meses. A<br />

Leaseway, é uma multinacional francesa líder de mercado, com 18 anos de experiência em<br />

fornecer soluções de renting de veículos de cortesia para oficinas. Desde 2022, tem vindo a<br />

expandir os seus serviços para novos mercados, trazendo a sua experiência para Espanha,<br />

Itália e em Portugal desde junho de 2023. “Na Leaseway, estamos comprometidos em fornecer<br />

às oficinas de todo o país uma imagem diferenciada, contribuindo para a mobilidade dos<br />

seus clientes e da sua satisfação. Trabalhamos exclusivamente com viaturas novas, do segmento<br />

económico, e oferecemos ren<strong>das</strong> competitivas para garantir que a sua oficina tenha<br />

acesso às melhores opções de mobilidade para seus clientes”, afirmou a Leaseway Portugal<br />

em comunicado. Deste modo, a empresa apresenta o citadino moderno Citroën C3, disponível<br />

por 249 euros por mês (com seguro de danos próprio e IVA incluído), durante 24 meses.<br />

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NOVOS<br />

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CRIA CERTIFICADO DISTINTIVO “PEÇA VERDE”<br />

ANCAV | Foi no passado dia 21 de março, no Hotel Villa Batalha, que a ANCAV – Associação Nacional<br />

dos Centros de Abate de Veículos, organizou um evento para a apresentação da certificação “Peça<br />

Verde”, na presença de diversas entidades que caracterizaram a atual vertente ambiental e económica<br />

no setor. Para dar início ao evento, Vitor Pereira, Presidente da ANCAV, começou por contextualizar<br />

o projeto, referindo que a marca inovadora “Peça Verde”, consiste numa nova certificação de centros<br />

de abate que visa dotar os mesmos de uma chancela diferenciadora de carácter técnico e ambiental.<br />

Além disso, esta diferenciação irá legitimar a utilização de peças verdes quer pelo público geral quer<br />

por reparadores institucionais, tais como, companhias de seguro, reparadores oficiais de automóveis e<br />

outros canais de distribuição. Para Gracinda Marote, da APA - Agência Portuguesa do Ambiente “esta<br />

certificação é uma iniciativa que, para nós, se enquadra dentro daquilo que são os princípios da economia<br />

circular”. Segundo José Amaral, da Valorcar “nós temos como objetivo maximizar a circularidade<br />

dos veículos, e esta iniciativa vem mostrar que estamos no caminho certo”.<br />

DINAMIZA CONVENÇÃO<br />

COM DISTRIBUIDORES DE LUBRIFICANTES<br />

CEPSA | Sob o lema “Juntos criamos mais valor”, a Cepsa promoveu uma convenção que juntou os<br />

seus distribuidores de lubrificantes na Serra da Estrela, durante dois dias. Durante o encontro, a Cepsa<br />

apresentou a sua estratégia e objetivos para 2024 no que respeita ao negócio dos lubrificantes, tendo<br />

ainda contado com uma apresentação da GiPA, empresa de estudos de mercado especializada no pós-<br />

-venda automóvel, que incidiu sobre as alterações do mercado automóvel em Portugal e respetivo impacto<br />

no negócio dos distribuidores de lubrificantes. “A convenção tem por objetivo oferecer aos nossos<br />

distribuidores de lubrificantes a oportunidade única de se familiarizarem com a estratégia da Cepsa para<br />

o mercado português e, simultaneamente, refletirmos, em conjunto, sobre os desafios do setor”, afirmou<br />

João Madeira, Diretor Comercial de Lubrificantes Cepsa. Na ocasião foram, também, homenageados dois<br />

distribuidores com um troféu de 20 anos de atividade: a Trofoil e a Man S. Miguel.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 49


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

TORNA-SE DISTRIBUIDOR<br />

OFICIAL DA KRAFTWERK TOOLS<br />

FORWINNERS | Desde o dia 1 de abril de 2024, que a Forwinners<br />

passou a ser o distribuidor oficial para Portugal da marca Kraftwerk<br />

Tools. Fundada em 1979 na Suíça, é uma marca que opera internacionalmente<br />

na área <strong>das</strong> ferramentas manuais profissionais e equipamentos<br />

oficinais. Desde então, tem permanecido sob propriedade Suíça, e<br />

a partir de 2016 tornou-se propriedade de Alexander Pieper. Ao longo<br />

dos últimos 45 anos, a empresa não só cresceu em termos de gama de<br />

produtos, como também se expandiu internacionalmente, inclusive no<br />

mercado português. “A Kraftwerk procura uma constante inovação, qualidade<br />

e satisfação do cliente na sua jornada para o futuro”, afirmou a<br />

Forwinners em comunicado.<br />

ELEITA MELHOR MARCA DE TRAVÕES PELA 11ª VEZ<br />

BREMBO | Como parte dos prestigiados prémios BEST CARS 2024 da Auto Motor und Sport , os condutores, maioritariamente da<br />

Alemanha, votaram nas melhores marcas em 26 categorias relaciona<strong>das</strong> com produtos e serviços – e a Brembo conquistou o 1º lugar<br />

na classe “Travões/pastilhas de travão” –, obtendo 72,7% dos 92.798 votos enviados. A extensa pesquisa, realizada por um dos maiores<br />

títulos de automobilismo da Europa, veio consolidar ainda mais a reputação da Brembo como a marca de travões para automóveis e<br />

motos mais reconhecida e acarinhada. O prémio dos leitores da Auto Motor und Sport marca a 11ª vez em 13 anos que a Brembo vence<br />

esta categoria. Segue-se também uma série de outros prémios que elegeram a Brembo como os melhores travões da Alemanha. Só em<br />

2023, a Brembo conquistou o primeiro lugar em sete pesquisas de “Melhor Marca” conduzi<strong>das</strong> pela editora global de automobilismo e<br />

motos Motor Presse Stuttgart, nos seus respeitados títulos “Auto Motor und Sport”, “Sport Auto”, “Motorsport aktuell”, “Motorrad” e “PS<br />

Sport-Motorrad Magazin”. No total, a Brembo conquistou 90 prémios semelhantes nos últimos anos.<br />

CLARIOS<br />

NOMEADA COMO UMA DAS<br />

EMPRESAS MAIS ÉTICAS DE 2024<br />

A<br />

Clarios, uma <strong>das</strong> maiores fabricantes de baterias para automóveis do mundo, foi<br />

reconhecida pela Ethisphere, líder global na definição e promoção de práticas comerciais<br />

éticas, como uma <strong>das</strong> “Empresas Mais Éticas de 2024”, pelo segundo ano<br />

consecutivo. “Estamos imensamente orgulhosos de receber essa honra pela segunda vez<br />

consecutiva, o que ressalva o nosso compromisso inabalável de manter os mais altos padrões<br />

de ética, conformidade e governação”, afirmou Mark Wallace, presidente e CEO da<br />

Clarios. “Esta conquista é uma prova da dedicação dos quase 16 mil membros da nossa<br />

equipa em todo o mundo que incorporam os nossos valores e impulsionam a nossa missão<br />

de fazer o que é certo para os nossos funcionários, clientes, comunidades e o planeta”,<br />

acrescentou. “As empresas que elevam as melhores culturas de ética e integridade nesta<br />

categoria estabelecem um padrão de cidadania corporativa a ser seguido pelos seus pares e<br />

concorrentes. Este reconhecimento reafirma a importância fundamental da ética no cenário<br />

atual dos negócios”, comentou Erica Salmon Byrne, presidente Executiva e Diretora de<br />

Estratégia da Ethisphere.<br />

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Entrevista<br />

ÁLVARO DE LA CRUZ<br />

DIRETOR DE COMUNICAÇÃO DA FIGIEFA<br />

ACREDITAMOS<br />

NUM<br />

AFTERMARKET<br />

COMPETITIVO<br />

A FIGIEFA (ASSOCIAÇÃO INDEPENDENTE DOS DISTRIBUIDORES DE<br />

AFTERMARKET AUTOMÓVEL) TEM TIDO UM PAPEL FUNDAMENTAL<br />

NA DEFESA DA CONCORRÊNCIA DO SETOR DO PÓS-VENDA<br />

AUTOMOTIVO, COM ESPECIAL ENFOQUE NAS OFICINAS<br />

INDEPENDENTES E MULTIMARCA. EM ENTREVISTA AO JORNAL<br />

DAS OFICINAS, ÁLVARO DE LA CRUZ, DIRETOR DE COMUNICAÇÃO<br />

DESTA ENTIDADE, ABRIU O JOGO SOBRE O QUE TEM SIDO FEITO E<br />

OS GRANDES OBJETIVOS DA FIGIEFA PARA OS PRÓXIMOS ANOS<br />

Baseada em Bruxelas, a FIGIEFA é<br />

constituída por 19 associações<br />

nacionais de 18 países europeus<br />

e ainda por cinco Grupos Internacionais<br />

de Compras. Tem como<br />

missão “garantir que a legislação<br />

da União Europeia e <strong>das</strong> Nações Uni<strong>das</strong> com impacto<br />

no mercado de pós-venda automóvel preserva<br />

os interesses <strong>das</strong> empresas independentes e<br />

multimarcas”, pelo que o trabalho passa por “rever<br />

e comentar as legislações inicia<strong>das</strong> por estas<br />

instituições e levá-las a começar a trabalhar em<br />

algumas questões específicas, se necessário”, explica-nos<br />

Álvaro de la Cruz<br />

Uma voz comum<br />

A equipa da FIGIEFA está dividida em três áreas<br />

principais: política, técnica e comunicação, tendo<br />

alguns membros afetados a diferentes domínios,<br />

como a legislação ambiental e as questões de sustentabilidade,<br />

a legislação em matéria de concorrência,<br />

o acesso a informações ou dados técnicos,<br />

etc. Com o apoio dos membros, a associação investigou<br />

o impacto positivo que o MVBER teve na<br />

concorrência no mercado de pós-venda automóvel<br />

ao longo dos anos, bem como os casos em que não<br />

foi tão eficaz, tendo elaborado um relatório pormenorizado<br />

“que avalia a eficácia <strong>das</strong> várias cláusulas<br />

do MVBER, propõe recomendações para as melhorar,<br />

apresenta provas concretas que sustentam<br />

as suas alegações e estabelece uma comparação<br />

com países terceiros”. A FIGIEFA trabalha ainda<br />

em estreita colaboração com outras associações comerciais<br />

que representam diferentes segmentos do<br />

mercado de pós-venda automóvel (oficinas, editores<br />

de dados, fornecedores de equipamentos oficinais,<br />

fornecedores de lubrificantes...) no âmbito da<br />

AFCAR, a Aliança para a Liberdade da Reparação<br />

Automóvel na União Europeia, afirma Álvaro de<br />

la Cruz, “para termos uma voz comum que sublinhe<br />

a importância de todo o nosso ecossistema<br />

manter e atualizar o atual regime legislativo.<br />

52 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


UMA DAS VITÓRIAS MAIS RECENTES DA FIGIEFA<br />

FOI A PRORROGAÇÃO DO REGULAMENTO DE ISENÇÃO POR CATEGORIA<br />

PARA VEÍCULOS MOTORIZADOS E DIRETRIZES SUPLEMENTARES,<br />

O MVBER, POR MAIS CINCO ANOS


ÁLVARO<br />

DE LA CRUZ<br />

OS GRUPOS INTERNACIONAIS DE COMPRAS QUE AGORA INTEGRAM<br />

A FIGIEFA acRESCENTAM GRANDE VALOR ao TRABALHO E À MISSÃO<br />

DA associaÇÃO, FORNECENDO UM EXCELENTE CONTRIBUTO<br />

paRA OS SEUS ESFORÇOS TÉCNICOS E LEGISLATIVOS<br />

Estas associações articulam-se, em<br />

particular, sobre a questão do acesso<br />

à informação técnica, que parece<br />

ser o problema mais comum que<br />

todos os intervenientes no mercado<br />

enfrentam”. O diretor de comunicação<br />

é da opinião que os Grupos Internacionais<br />

de Compras que agora<br />

integram a FIGIEFA “acrescentam<br />

grande valor ao trabalho e à missão<br />

da nossa associação, fornecendo um<br />

excelente contributo para os nossos<br />

esforços técnicos e legislativos, com<br />

conhecimentos preciosos de muitos<br />

mercados diferentes em que estão<br />

presentes e através <strong>das</strong> suas melhores<br />

práticas e inovações”.<br />

MVBER por mais cinco anos<br />

A prorrogação do MVBER (Regulamento<br />

de Isenção por Categoria para<br />

Veículos Motorizados e Diretrizes<br />

Suplementares) em abril de 2023,<br />

por parte da Comissão Europeia, por<br />

mais cinco anos foi conseguida muito<br />

graças aos esforços e pressão da FI-<br />

GIEFA e Álvaro de la Cruz não tem<br />

dúvi<strong>das</strong> de que “o fim ou a desvalorização<br />

do MVBER poderia colocar os<br />

nossos membros e o mercado de pós-<br />

-venda independente em geral numa<br />

relação de dependência reforçada em<br />

relação aos fabricantes de veículos,<br />

uma vez que seriam abandona<strong>das</strong> variadíssimas<br />

salvaguar<strong>das</strong> que abrangem<br />

uma vasta gama de serviços do<br />

mercado de pós-venda. O MVBER<br />

garante, entre outros, os principais<br />

conjuntos de medi<strong>das</strong> que asseguram<br />

a nossa capacidade de sermos competitivos”,<br />

sublinha.<br />

Para o nosso interlocutor, o MVBER<br />

“é e continuará a ser uma peça essencial<br />

no quadro legislativo da concorrência<br />

no mercado de pós-venda<br />

automóvel. As alterações introduzi<strong>das</strong><br />

proporcionam novos meios<br />

aos operadores independentes para<br />

resolverem os obstáculos ao acesso<br />

aos dados gerados pelos veículos,<br />

informações técnicas, ferramentas e<br />

formação, que são necessários para<br />

OS OBSTÁCULOS DA CIBERSEGURANÇA<br />

os últimos anos, o argumento da<br />

N cibersegurança tem servido para os<br />

fabricantes poderem restringir ou limitar o<br />

acesso aos veículos, impedindo a utilização de<br />

peças de aftermarket por oficinas<br />

independentes, através de códigos e<br />

certificados de homologação. Álvaro de la<br />

Cruz defende que “o regulamento de<br />

homologação terá de ser atualizado para<br />

incluir requisitos específicos para as peças de<br />

aftermarket, desde o desenvolvimento <strong>das</strong><br />

peças (para necessidades de<br />

interoperabilidade/compatibilidade) até à<br />

instalação efetiva no veículo (acesso a<br />

códigos/certificados, requisitos de ensaio,<br />

necessidades de registo de peças, acesso à<br />

utilização de códigos através de ferramentas<br />

de diagnóstico multimarca, etc.)”. O mesmo<br />

salienta que esta é uma mudança de<br />

paradigma para a indústria, pois “há novos<br />

regulamentos que terão impacto nesta<br />

matéria, nomeadamente o R155 da ONU, a<br />

norma ISO 21434 sobre engenharia de<br />

cibersegurança e os requisitos Euro 7 para a<br />

proteção contra a manipulação ilícita. Estes<br />

requisitos permitirão que os fabricantes de<br />

veículos apliquem medi<strong>das</strong> de cibersegurança<br />

próprias como parte do processo de<br />

homologação e provem às autoridades de<br />

homologação, através de uma abordagem<br />

baseada no risco, que essas medi<strong>das</strong><br />

abordam/gerem os potenciais riscos de<br />

cibersegurança identificados para o veículo.<br />

Até agora, o regulamento estabelecia critérios<br />

de desempenho e procedimentos de ensaio<br />

no âmbito dos regulamentos de<br />

homologação, mas as novas regras de<br />

cibersegurança, por outro lado, dão liberdade<br />

aos fabricantes de veículos para a sua<br />

aplicação”, esclarece. Sobre os componentes,<br />

o nosso entrevistado reafirma que “a FIGIEFA<br />

acredita firmemente que a cibersegurança<br />

não deve ser utilizada como motivo para<br />

excluir os fabricantes independentes de peças<br />

do mercado. Os fabricantes de peças IAM<br />

devem ter o direito de colaborar com os<br />

fabricantes de veículos para poderem<br />

produzir peças compatíveis com a<br />

implementação da segurança do veículo, e<br />

essas peças devem poder ser instala<strong>das</strong> nos<br />

veículos (através do acesso a qualquer<br />

sistema de registo/codificação de peças<br />

implementado pelo fabricante do veículo)”. A<br />

associação solicita o direito básico dos<br />

operadores de aftermarket colaborarem com<br />

os fabricantes de veículos, para ter acesso a<br />

to<strong>das</strong> especificações como sejam requisitos de<br />

interoperabilidade/compatibilidade, lista<br />

transparente de peças afeta<strong>das</strong>, necessidades<br />

de registo/codificação de peças, necessidades<br />

de acesso a ferramentas de diagnóstico de<br />

várias marcas, etc. Em paralelo, a FIGIEFA é da<br />

opinião de que a legislação tem de garantir<br />

que os fabricantes de ferramentas de<br />

diagnóstico multimarca “tenham acesso aos<br />

requisitos de compatibilidade necessários<br />

(rotinas de diagnóstico, capacidades de<br />

leitura/escrita, etc.) com a arquitetura de<br />

cibersegurança dos veículos para poderem<br />

diagnosticar os veículos e executar as<br />

operações de reparação pertinentes para<br />

concluir o processo de reparação”.<br />

54 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


ealizar tarefas de reparação e manutenção<br />

e continuar a desenvolver<br />

serviços inovadores”.<br />

Trabalho contínuo<br />

Álvaro de la Cruz lamenta que nem<br />

to<strong>das</strong> as preocupações expressas<br />

pela FIGIEFA durante a fase de<br />

consulta tenham sido ouvi<strong>das</strong>, mas<br />

diz-se “confiante de que os dados<br />

recolhidos nos últimos anos servirão<br />

para mostrar à Comissão Europeia,<br />

nos próximos dois/três anos, quando<br />

se iniciarem as discussões sobre<br />

a próxima revisão do MVBER, a<br />

necessidade de efetuar adaptações<br />

mais abrangentes à luz dos desenvolvimentos<br />

tecnológicos e do<br />

mercado”. Sendo um regulamento<br />

dedicado à matéria da concorrência,<br />

o MVBER define apenas alguns<br />

princípios, sem abordar em profundidade<br />

temas como as reparações<br />

remotas dos automóveis. Se as oficinas<br />

independentes o poderão ou<br />

não fazer, tal “deve ser estabelecido<br />

na legislação relativa à homologação<br />

2018/858”, adianta. Está previsto<br />

que o MVBER seja revisto em 2028<br />

e a Comissão Europeia já anunciou<br />

uma consulta pública até ao final de<br />

2024, da qual irá depender a evolução<br />

do regulamento e o diretor deixa<br />

o repto: “Gostaríamos de encorajar<br />

as pessoas preocupa<strong>das</strong> com a questão<br />

da definição de «peças originais»<br />

e «peças de qualidade equivalente»<br />

a participarem na consulta, uma vez<br />

que é uma oportunidade para que<br />

as vozes <strong>das</strong> partes interessa<strong>das</strong> sejam<br />

ouvi<strong>das</strong>”. Atualmente, o acesso<br />

aos dados do veículo é feito através<br />

da tomada OBD (On-Board-Diagnostics),<br />

mas é já uma preocupação<br />

perceber como se poderá aceder aos<br />

dados técnicos no futuro, quando os<br />

automóveis deixarem de ter OBD. A<br />

FIGIEFA, para garantir a concorrência<br />

com os fabricantes de veículos,<br />

solicita o acesso através de todos<br />

os pontos de integração disponíveis<br />

no veículo: “O princípio básico seria<br />

o acesso não discriminatório a quaisquer<br />

meios de acesso disponíveis<br />

para os fabricantes aos dados utilizados<br />

para a prestação de serviços.<br />

Isto incluiria também a utilização<br />

AFTERMARKET<br />

MAIS SUSTENTÁVEL<br />

Com a criação do FAAS (Fórum sobre<br />

R a Sustentabilidade do Mercado de<br />

Pós-Venda Automóvel) há pouco mais de um<br />

ano, sob orientação da FIGIEFA, Álvaro de la<br />

Cruz pensa que esta associação poderá dar<br />

um contributo positivo para tornar o<br />

aftermarket mais sustentável, em várias<br />

frentes. Em primeiro lugar, reunindo todos os<br />

intervenientes relevantes no setor<br />

(fabricantes, fornecedores, distribuidores,<br />

retalhistas, oficinas, prestadores de serviços e<br />

consumidores), promovendo a colaboração e<br />

impulsionando “práticas sustentáveis, tirando<br />

partido da nossa influência coletiva”,<br />

promovendo ativamente “soluções<br />

sustentáveis e circulares em toda a cadeia de<br />

valor do setor automóvel e estabelecendo<br />

normas comuns que permitam e melhorem a<br />

comparabilidade”, promovendo “atividades<br />

para reduzir o impacto ambiental do mercado<br />

pós-venda, tendo em vista as emissões de<br />

carbono, o consumo de materiais, a logística<br />

eficiente e o serviço ao cliente”, partilhando<br />

“a experiência coletiva” e capacitando “as<br />

empresas com conhecimentos e melhores<br />

práticas para impulsionar ativamente os<br />

esforços de sustentabilidade”. Contrariamente<br />

ao que se vem ouvindo dizer, Álvaro de la<br />

Cruz esclarece que “o FAAS não tem a<br />

intenção de reduzir o número de peças<br />

de plataformas de aplicações a bordo<br />

dos automóveis, que estão cada vez<br />

mais disponíveis nos novos veículos,<br />

e também o acesso através de plataformas<br />

fora de bordo”, conta-nos de<br />

la Cruz.<br />

entregues às oficinas”. No entanto, admite<br />

que existe um grupo de trabalho “que estuda<br />

a forma de otimizar a logística da cadeia de<br />

abastecimento com vista a reduzir a pegada<br />

de CO2 <strong>das</strong> atividades logísticas” e isso, claro,<br />

engloba várias ações, como “reduzir as<br />

embalagens de transporte, utilizando um<br />

software de otimização de rotas, utilizando<br />

mais veículos elétricos, reunindo<br />

encomen<strong>das</strong>, entre outras”, que, entende,<br />

“pode ter um impacto direto na pegada de<br />

CO2”. A Inteligência Artificial ganha nova<br />

preponderância e a FIGIEFA considera até que<br />

esta pode ajudar as oficinas e o mercado de<br />

pós-venda em geral a serem mais produtivos,<br />

eficientes e rentáveis, de duas maneiras:<br />

“desenvolvendo novos modelos de negócio<br />

inovadores com base no acesso aos dados do<br />

veículo (como a manutenção preditiva) e<br />

analisando as tendências comerciais internas<br />

e otimizando as operações nas próprias<br />

empresas. Ambas as formas exigiriam a<br />

realização de algumas análises de dados/<br />

modelação estatística como pré-requisito<br />

para obter informações comerciais a partir<br />

dos dados existentes. Em seguida, uma<br />

abordagem exploratória que utilize modelos<br />

de IA generativa poderia produzir novas<br />

tendências/oportunidades”, explica-nos o<br />

diretor de comunicação.<br />

culos a combustão, a FIGIEFA não<br />

acredita que “a norma Euro 7 resulte<br />

no fim dos motores de combustão”.<br />

Contudo, se a eletrificação do parque<br />

for o caminho da propulsão automóvel,<br />

Álvaro de la Cruz afiança que<br />

as empresas dedica<strong>das</strong> ao setor de<br />

pós-venda não vão desaparecer. O<br />

responsável justifica que continuará<br />

a ser necessário manter a frota europeia<br />

de veículos em circulação, que<br />

atualmente ascende a quase 300 milhões<br />

de veículos, mas ressalva que “é<br />

preciso que o mercado independente<br />

de pós-venda invista para se adaptar<br />

às novas evoluções do mercado e ao<br />

progresso tecnológico. O mesmo se<br />

aplica à digitalização dos seus serviços”.<br />

A seu ver, “haverá oportunidades<br />

de crescimento significativas, em<br />

torno da reparação e manutenção de<br />

baterias. Os veículos elétricos também<br />

tendem a ter uma elevada penetração<br />

de funcionalidades relaciona<strong>das</strong><br />

com o ADAS, o que gera um<br />

esforço adicional significativo para<br />

garantir que estão devidamente calibra<strong>das</strong><br />

e a funcionar corretamente.<br />

À medida que os veículos evoluem<br />

para a autonomia total, isto tornar-<br />

-se-á ainda mais crítico e é possível<br />

prever que os testes PTI irão provavelmente<br />

exigir a certificação contínua<br />

desses sistemas”.<br />

Desafios futuros<br />

A falta de recursos humanos qualificados<br />

é um problema que o setor do<br />

pós-venda enfrenta há vários anos.<br />

Na opinião da FIGIEFA, para o tornar<br />

mais atraente para as novas gerações,<br />

deve ser utilizado o advento<br />

da digitalização, para fazer com que<br />

novos talentos se interessem pelo<br />

negócio do aftermarket. De la Cruz<br />

entende que “este panorama de mercado<br />

só poderá ser desenvolvido se<br />

existir legislação eficaz que acompanhe<br />

o progresso técnico e possa ajudar<br />

a moldar o mercado único digital<br />

europeu”. O responsável termina<br />

com uma mensagem de esperança<br />

dirigida ao mercado do aftermarket,<br />

garantindo que na FIGIEFA acreditam<br />

“na existência de um mercado de<br />

pós-venda competitivo, apoiado por<br />

legislação de apoio. Isto é essencial<br />

para garantir que todos os atores legítimos<br />

do mercado tenham a capacidade<br />

de competir e oferecer produtos<br />

e serviços aos clientes. Um mercado<br />

de pós-venda equilibrado, que garanta<br />

o direito e a capacidade de todos<br />

os intervenientes fazerem negócios,<br />

apoiará a inovação e garantirá que<br />

os consumidores tenham acesso aos<br />

melhores serviços de mobilidade a<br />

preços acessíveis”, finaliza. l<br />

E se os elétricos<br />

forem o futuro?<br />

Embora introduza novos requisitos<br />

mais rigorosos para o parque de veíwww.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

Abril I Maio 2024 55


Parceria:<br />

Apoio:<br />

www.challengeoficinas.pt<br />

Este ano, a Competição Challenge <strong>Oficinas</strong>, organizada<br />

pelo <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> em parceria com a T Academy, é<br />

novamente dedicada às oficinas de rede, um conceito<br />

em franco crescimento com muitas vantagens e mais<br />

valias para as oficinas aderentes<br />

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O MODELO DE DISTRIBUIÇÃO ENCONTRA-SE NUMA FASE DE MUDANÇA, EXISTE CADA VEZ MAIS<br />

UMA PROCURA PELA ESPECIALIZAÇÃO DAS MARCAS. FOI NESTE CONTEXTO QUE A CEPSA<br />

OFICIALIZOU UMA PARCERIA ENTRE A TEXACO E A STELLANTIS &YOU, QUE PERMITE AGORA<br />

A DISTRIBUIÇÃO DA GAMA PREMIUM DE LUBRIFICANTES HAVOLINE EM TERRITÓRIO NACIONAL<br />

A<br />

apresentação desta nova parceria decorreu<br />

no mês de fevereiro, em Lisboa,<br />

durante uma conferência de imprensa,<br />

onde o <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong> esteve presente, e<br />

reuniu os principais responsáveis <strong>das</strong> entidades<br />

envolvi<strong>das</strong> – João Madeira, Diretor Comercial<br />

de Lubrificantes CEPSA, e Luís Machado, Diretor<br />

Geral da Stellantis &You. No começo, foram<br />

feitas algumas considerações sobre o caminho<br />

que a Cepsa está a percorrer atualmente, com<br />

destaque para a mobilidade sustentável através<br />

da criação da maior fábrica de metanol verde da<br />

Europa, de forma a evitar até 1 milhão de tonela<strong>das</strong><br />

de emissões de CO 2. Mas não só, a empresa<br />

enérgica também tem estado atenta a outras<br />

áreas de negócio que se encontram em mudança.<br />

Sendo uma delas, a especialização do modelo<br />

de distribuição no setor automóvel. Tanto do<br />

lado <strong>das</strong> marcas como no aftermarket.<br />

Em termos de lubrificantes, a Cepsa distribui<br />

várias marcas, entre elas, a Texaco. Para efeitos<br />

de contextuação, de referir que a empresa Texaco<br />

faz parte do Grupo Chevron, uma <strong>das</strong> quatro<br />

maiores companhias energéticas integrados do<br />

mundo que opera em 180 países. Apresenta uma<br />

linha de produtos 100% global e encontra-se<br />

presente nos três ramos: Upstream (Exploração<br />

e produção de petróleo e gás natural); Downstream<br />

(Refinação, fabrico, supply e Trading de<br />

combustíveis, gás e lubrificantes) e Marketing<br />

(Comercialização de produtos petrolíferos, combustíveis<br />

e lubrificantes).<br />

Para finalizar, foi feita uma apresentação da Stellantis<br />

&You, a empresa de retalho e distribuição<br />

de peças do Grupo Stellantis, com uma forte<br />

presença por toda a Europa. Todos os meses,<br />

a empresa faz distribuição para cerca de 1.100<br />

clientes a nível nacional, e distingue-se pela sua<br />

agilidade, inovação, vontade de “vencer juntos”,<br />

preocupação com a sustentabilidade e os resultados<br />

para os seus investidores. “Com a Texaco,<br />

pretendemos estar junto de uma <strong>das</strong> maiores<br />

empresas de distribuição do país. Uma empresa<br />

com know-how, conhecimento, experiência<br />

e que também nos permita ter uma marca de<br />

prestígio junto dos clientes da Stellantis &You”,<br />

afirmou João Madeira, Diretor Comercial de<br />

Lubrificantes CEPSA. “Esta parceria foi feita<br />

com o interesse de alargarmos a nossa oferta<br />

na área dos lubrificantes. E, por isso, optámos<br />

por uma marca que fosse diferenciadora e que<br />

agregasse valor à nossa oferta atual”, referiu Luís<br />

Machado, Diretor Geral da Stellantis &You. E<br />

acrescenta, “Acreditamos que esta parceria tem<br />

sentido dentro do contexto de produto que temos<br />

hoje e dos projetos de futuro que temos previstos<br />

na Stellantis &You. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 57


Entrevista<br />

HUGO TAVARES, DIRETOR GERAL SOULIMA<br />

O QUE NOS DÁ MAIS<br />

MOTIVAÇÃO É QUERER<br />

SEMPRE REINVENTAR<br />

COM A AQUISIÇÃO DA SOULIMA, LAUSAN E GAUDI PELA GPC - AAG IBÉRIA, COMEÇA UM NOVO<br />

PROJETO PARA A SOULIMA DAR CONTINUIDADE A TODOS ESTES 32 ANOS DE PRESENÇA<br />

DE MERCADO. EM ENTREVISTA AO JO, HUGO TAVARES, DIRETOR GERAL DA SOULIMA REVELA<br />

A IMPORTÂNCIA DE PERTENCER AO MAIOR GRUPO DE DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS DO MUNDO,<br />

A GPC – GENUINE PARTS COMPANY<br />

Com um volume de negócios de<br />

22.000 milhões de dólares e<br />

mais de 53.000 colaboradores,<br />

a GPC está presente na Europa<br />

desde 2017, ano em que adquiriu<br />

a AAG - Alliance Automotive<br />

Group, e tem como objetivo ultrapassar o volume<br />

de negócios de 300 milhões de euros até<br />

2025, na Península Ibérica. Com a entrada no<br />

grupo AAG, a Soulima viu reforçados os seus recursos<br />

financeiros e profissionais e um nível de<br />

stocks elevado que permitirá, com a abertura do<br />

armazém central localizado em Madrid, fornecer<br />

toda a península ibérica e prestar um serviço<br />

de excelência alguma vez alcançado. A Soulima<br />

conta com uma equipa de 96 colaboradores, e<br />

no que diz respeito a instalações, tem a sede em<br />

Vialonga e seis lojas localiza<strong>das</strong> no distrito de<br />

Lisboa: Vialonga, Prior Velho, Póvoa Stº Adrião,<br />

Casal São Brás, Abrunheira e Lisboa, estando<br />

previsto uma nova abertura de loja em Torres<br />

Vedras, no próximo mês de Junho 2024. Possui<br />

ainda um armazém a norte, localizado na Maia<br />

– Folgosa, onde tem no interior uma loja ao público.<br />

A nível de desempenho, as lojas Soulima<br />

têm tido um crescimento acentuado, e o caminho<br />

é dar continuidade a esse trabalho.<br />

trazer aos mecânicos a qualidade aliada ao preço<br />

num produto premium de alta qualidade.<br />

O que representa a abertura do novo armazém<br />

com 22.000m 2 em Torrejón de Ardoz?<br />

Representa um futuro risonho para nós e para todos<br />

os nossos clientes, é poder garantir um nível de<br />

stock elevado, quase diria, ter a peça que o cliente<br />

precisa, e num prazo de 24h sem custo adicional.<br />

De referir que em nenhum momento iremos redu-<br />

zir os stocks na Soulima, apenas iremos aumentar<br />

quer em marcas, quer em número de referências, o<br />

que nos permitirá ser mais incisivos.<br />

Para além <strong>das</strong> peças também comercializam<br />

equipamentos?<br />

Aqui é sem dúvida um desafio para a Soulima,<br />

estamos a crescer neste campo, com a especialização<br />

de um elemento da nossa equipa que já<br />

está em andamento e a dar frutos, na qualidade<br />

Como é constituído o portfófio da Soulima?<br />

As marcas mais fortes são os produtos de lubrificantes,<br />

baterias e peças de desgaste, mas neste<br />

momento a nossa grande aposta é a marca<br />

NAPA, que num futuro a muito curto prazo vai<br />

Rui Fernandes (gestor de marketing), Hugo Tavares (diretor geral), Diogo Lima (Chefe de Ven<strong>das</strong><br />

Zona Sul) e Nuno Pinto (Chefe de Ven<strong>das</strong> Zona Norte)<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 59


HUGO TAVARES<br />

de serviço de apoio e aconselhamento<br />

ao cliente. As marcas que<br />

temos de momento de equipamento<br />

oficinal são da KROFTools e<br />

equipamentos diagnóstico da Bosch<br />

e da Hella.<br />

Como funciona a vossa logística<br />

de entrega de peças?<br />

Temos distribuição própria nas<br />

nossas lojas, o que nos permite<br />

oferecer aos clientes um nível de<br />

entregas elevado entre 8 a 12 entregas<br />

diárias. No caso dos nossos<br />

armazéns em Vialonga e Maia, o<br />

nível de logística é feito uma parte<br />

por viaturas próprias Soulima, que<br />

permite um nível de 4 a 6 entregas<br />

diárias, e outra contamos com uma<br />

logística externa onde garantimos<br />

um elevado número de entregas em<br />

Portugal continental.<br />

Como tem evoluído a vossa<br />

plataforma B2B?<br />

A nossa plataforma do B2B está<br />

neste momento a ser alterada para<br />

um B2B do grupo AAG, mas atualmente<br />

conta com uma boa plataforma<br />

de fácil acesso e muito intuitivo.<br />

Como é constituído o vosso Call<br />

Center?<br />

O Call Center é constituído por<br />

uma equipa jovem de oito elementos,<br />

e muito dinâmica, com<br />

um espírito de entreajuda elevado<br />

que nos orgulha e garante ao nosso<br />

cliente um serviço ao mais alto nível<br />

profissional e dedicado.<br />

Está prevista a criação de uma<br />

rede de oficinas em Portugal?<br />

Sim, estamos a trabalhar no tema e<br />

em breve teremos novidades.<br />

Quais as expetativas para 2024?<br />

Pensamos sempre positivo, apesar<br />

do início do ano ter sido abaixo<br />

<strong>das</strong> expetativas para todos. Este<br />

nosso setor é muito dinâmico e<br />

muitas vezes não conseguimos<br />

prever como gostaríamos, mas o<br />

que nos dá mais motivação é querer<br />

sempre dinamizar e ter ideias<br />

para nos reinventar, e isso agrada-<br />

-nos. Juntos somos mais fortes, e<br />

como costumamos dizer, se fosse<br />

fácil não seria para nós, por isso,<br />

seguramente vai ser um ano muito<br />

positivo. l<br />

NAPA É UM FATOR DE DIFERENCIAÇÃO<br />

entrada no grupo AAG permitiu à Soulima acrescentar ao seu portfólio de produtos a<br />

A NAPA, a maior marca privada do mundo, que irá trazer aos clientes um amplo leque de<br />

produtos de A a Z, com a qualidade elevada que a marca exige. Foi delineada uma estratégia<br />

de comunicação ibéria para a NAPA. “Estaremos presentes nos meios de comunicação do setor<br />

e tentaremos dar a conhecer um pouco mais sobre a NAPA através <strong>das</strong> redes sociais. Iremos<br />

realizar pelo segundo ano consecutivo, o evento NAPA no Circuito do Estoril onde vamos<br />

convidar os nossos clientes a estarem presentes e usufruírem de um dia bem passado em<br />

família”, refere Hugo Tavares. A NAPA tem mais de 30 Linhas de produto, um veículo pode ter<br />

até 85% de produtos NAPA. Em Portugal, estão de momento disponíveis 13 linhas de produto e<br />

até final de 2024 estão previstas chegar mais 7. Presente no nosso mercado há um ano, a<br />

marca tem tido um feed back positivo de parte <strong>das</strong> oficinas “Quem testa os produtos NAPA fica<br />

completamente rendido à marca. Atualmente são já os clientes que nos pedem mais produtos<br />

da marca NAPA, e isso é gratificante”, afirma Hugo Tavares, que acrescenta “Estamos muito<br />

otimista relativamente ao crescimento da marca NAPA em Portugal. Não podia ser de outra<br />

forma, sem dúvida que vai ser um sucesso, e já se verifica, com a introdução de mais produtos<br />

e a procura dos mesmos por parte dos clientes. Podermos comercializar a maior marca privada<br />

do mundo, com mais de 100 anos de existência, é muito gratificante para toda a equipa da<br />

Soulima.<br />

O SUCESSO ESTÁ NAS MARCAS<br />

PREMIUM DE QUALIDADE<br />

ara Hugo Tavares, “as oficinas enfrentam dias desafiantes, visto sermos detentores de<br />

P um parque envelhecido e por sua vez verificamos uma crescente necessidade de peças<br />

de reposição. O aparecimento de viaturas mais tecnológicas, cria desafios de acompanharmos<br />

essa mesma evolução e obter um nível de conhecimento adequado e cada vez mais específico<br />

de forma a responder a todos os desafios. O sucesso está nas marcas premium de qualidade.<br />

Vejam-se os automóveis cada vez mais eletrificados, e qualquer produto com menos qualidade<br />

irá de imediato ser um problema”.<br />

Para as empresas de distribuição, a concentração continua a ser a tendência do mercado.<br />

“Quem está sozinho no mercado da distribuição de peças vai ter sérias dificuldades em<br />

continuar na linha da frente. Ou se junta a um grupo ou terá sérias dificuldades. Tudo caminha<br />

para a concentração de forma a conseguir sinergias através da presença em grupo, e daí acesso<br />

a certos produtos ou condições que possam fazer com que o negócio tenha rentabilidade face<br />

às necessidades <strong>das</strong> oficinas.<br />

COM A INTEGRAÇÃO NO GRUPO AAG, A SOULIMA DELINEOU UMA<br />

ESTRATÉGIA BEM DEFINIDA, COM O FOCO NO CLIENTE DE FORMA<br />

A PRESTAR O MELHOR SERVIÇO, COM A MELHOR QUALIDADE, NAS<br />

PEÇAS QUE COMERCIALIZA<br />

60 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Entrevista<br />

A TEMOT É UMA PARCERIA<br />

DE GRANDE VALOR<br />

A EMPRESA BRACARENSE É UMA REFERÊNCIA NACIONAL NAS CHAMADAS «SPECIAL PARTS»,<br />

OU PEÇAS DIFÍCEIS, E HÁ CERCA DE UM ANO INTEGRA COMO ACIONISTA O GRUPO INTERNACIONAL<br />

DE COMPRAS TEMOT. O ADMINISTRADOR, PAULO TORRES, FAZ UM BALANÇO POSITIVO<br />

DO MOMENTO ATUAL DA EMPRESA, QUE MANTÉM HÁ MAIS DE 40 ANOS UMA PARCERIA COM<br />

A MARCA DE COMPONENTES ELÉTRICOS MEAT & DORIA


PAULO TORRES, ADMINISTRADOR VIEIRA & FREITAS<br />

Em dezembro, a Vieira & Freitas completa<br />

45 anos no comércio de peças auto, agora<br />

ainda com mais vigor do que nunca, depois<br />

de mais de dez distinções como PME Excelência.<br />

Entre 2022 e 2023, mudou de instalações e passou<br />

a integrar um dos principais grupos internacionais<br />

de compras, reforçando a sua posição no<br />

mercado nacional e melhorando o serviço prestado<br />

ao cliente. Ao <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>, o administrador<br />

Paulo Torres nota a evolução da casa e<br />

explica o que tem mudado nesta última fase.<br />

Acesso às melhores marcas<br />

A decisão de entrar como acionista na Temot Internacional<br />

surge na sequência de um “namoro<br />

antigo” entre as duas partes. “Estávamos ambos<br />

disponíveis e decidimos aceitar o convite para integrar<br />

o grupo, porque o caminho é esse: ter parcerias<br />

de valor e, obviamente, a Temot é uma parceria<br />

de grande valor, <strong>das</strong> melhores no mercado”,<br />

enfatiza o responsável, que considera que depois<br />

de “muitos anos sós, o futuro dirá se tínhamos<br />

muita razão, ou só alguma razão em estarmos com<br />

a Temot, porque benéfico é certamente. A nível<br />

europeu e mundial, a Temot tem uma dimensão<br />

muito grande; já a nível nacional, se calhar não<br />

tem a mesma dimensão de há 5 anos, mas está<br />

bem e tem uma boa equipa de shareholders que,<br />

a curto prazo, vão mostrar força”. Na opinião de<br />

Paulo Torres, “a Temot tem um portefólio muito<br />

família Lorenzi e a entrada no grupo Temot não<br />

vai mudar isso”.<br />

Redes de oficinas vs benefícios<br />

O acordo com a Temot engloba diferentes valências<br />

e Paulo Torres admite que a empresa ainda<br />

“está muito verde e a dar os primeiros passos. A<br />

Temot tem um universo tão grande de parcerias<br />

com os associados e com os fornecedores preferenciais,<br />

que não vai ser de um dia para outro que<br />

vamos perceber tudo que existe, desde parcerias<br />

com formação, portais técnicos, compras de bases<br />

de dados… temos isso tudo à disposição neste<br />

momento e ainda vamos ter de aprender a mexer<br />

com tudo. Ainda não se realizou a convenção deste<br />

ano, onde iremos para aprender mais coisas e<br />

novas tendências”, revela. Entre as oportunidades<br />

coloca<strong>das</strong> à disposição dos acionistas, está a criação<br />

de redes oficinais, mas Paulo Torres diz-se “cético”<br />

em relação a estas, entendendo mesmo que<br />

“daqui a pouco as redes oficinais já são mais do<br />

que as oficinas”. “Sem querer ofender ninguém”,<br />

salienta, “para mim, é querer manipular a oficina,<br />

é tirar-lhe a independência e, consecutivamente,<br />

tirar-lhe a capacidade de servir bem os seus clientes.<br />

Se a oficina só tiver que servir os seus clientes<br />

com uma marca de embraiagens, não vai servir<br />

com duas nem três, dado que a sua rede só fornece<br />

aquela marca”, exemplifica. Do seu ponto de vista,<br />

“as mais valias não são significativas”, exceção<br />

Leque alargado de clientes<br />

Em finais de 2022, a Vieira & Freitas mudou-se<br />

para as novas instalações, de forma a garantir mais<br />

eficiência e rapidez ao negócio. O espaço, localizado<br />

no Parque Industrial de Celeirós, em Braga,<br />

está mais próximo <strong>das</strong> saí<strong>das</strong> da cidade, permitindo<br />

aos transportadores chegar mais tarde e<br />

oferecendo à empresa mais tempo para despachar<br />

as encomen<strong>das</strong>. Os cinco mil metros quadrados<br />

de área foram uma aposta no crescimento da empresa<br />

e resultaram de um investimento superior a<br />

dois milhões de euros, de capitais próprios. Mais<br />

de um ano depois, Paulo Torres está seguro de que<br />

a transição trouxe “um acréscimo de benefícios<br />

para a empresa e para os clientes, “principalmente<br />

a rapidez com que conseguimos prestar o serviço<br />

de separação e envio <strong>das</strong> peças”, sendo que neste<br />

momento é possível “executar encomen<strong>das</strong> a 10/15<br />

minutos da saída dos transportadores. Não há nenhuma<br />

encomenda que fique para o dia seguinte”,<br />

garante. Questionado sobre se a mudança permitiu<br />

alargar o número de clientes, o administrador<br />

observa que “a Vieira & Freitas, dentro dos grossistas,<br />

será dos que têm um leque mais alargado<br />

de clientes. Novos clientes só se os formos buscar à<br />

África, porque em Portugal todos os bons retalhistas<br />

são clientes da Vieira & Freitas”, ressalta.<br />

Com mais espaço para stock, foi também possível<br />

crescer em variedade de gamas de produtos: “já temos<br />

muitas peças na área da mecânica, principalmente<br />

aquelas que menos se usam, as designa<strong>das</strong><br />

peças difíceis” sublinha, sem esquecer que “a Vieira<br />

& Freitas tem essa imagem no mercado, de se<br />

poder encontrar aqui as peças mais difíceis.” A dedicação<br />

da empresa às peças elétricas e eletrónicas<br />

tem sido uma constante e é o grande aspeto diferenciador<br />

da Vieira & Freitas no mercado: “Nós temos<br />

as peças que não se vendem, que param muito<br />

no stock. É um investimento enorme, mas que faz<br />

a diferença”, admite Paulo Torres, dizendo que “em<br />

A VIEIRA & FREITAS MUDOU DE INSTALAÇÕES E PASSOU A INTEGRAR<br />

UM DOS PRINCIPAIS GRUPOS INTERNACIONAIS DE COMPRAS,<br />

REFORÇANDO A SUA POSIÇÃO NO MERCADO NACIONAL E MELHORANDO<br />

O SERVIÇO PRESTADO AO CLIENTE<br />

forte”, o que deixa a Vieira & Freitas “com vontade<br />

de fazer um bom trabalho com eles. Pertencendo<br />

ao grupo Temot, tenho acesso às quatro ou cinco<br />

melhores e mais conceitua<strong>das</strong> marcas do mercado,<br />

de grande qualidade”, esclarece. Os frutos, indica,<br />

chegarão “ao longo deste e do próximo ano,<br />

pois não é um trabalho que caia do céu de um dia<br />

para o outro, aliás, como em nada na Vieira &<br />

Freitas. As coisas acontecem sempre um passo de<br />

cada vez, até porque eu não quero vender o dobro<br />

amanhã. De qualquer modo, não estamos atrás de<br />

números de ven<strong>das</strong>”. O responsável acredita que,<br />

atualmente, a Temot não estará à procura de mais<br />

parceiros em Portugal, no entanto, reconhece<br />

que “são organizações dinâmicas, em que entram<br />

acionistas todos os dias”. O que este acordo não<br />

põe em causa, salienta, é a parceria de longa data<br />

que a Vieira & Freitas tem com a marca Meat &<br />

Doria, que continua a ser, segundo Paulo Torres,<br />

“a nossa principal camisola, somos parceiros da<br />

feita “aos contratos com empresas de leasing e de<br />

frotistas, mas de resto, a informação técnica está<br />

disponível e temos acesso a várias formações sem<br />

estar ligado a redes oficinais”, afirma. Até porque,<br />

alerta, “hoje já há oficinas que fazem parte de várias<br />

redes e há muito poucas que não fazem parte<br />

de nenhuma. Criar mais uma rede, serve para ir<br />

apanhar quem? Mas é a minha opinião sobre redes<br />

oficinais, se calhar estou errado...<br />

peças eletrónicas, temos a gama toda, se a Vieira<br />

& Freitas não tiver, ninguém tem!”. Para fazer face<br />

às falhas de fornecimento, agora cada vez mais<br />

pontuais, o administrador tem até estratégias, de<br />

modo a manter “a oferta controlada, trabalhamos<br />

com dois e três fornecedores por cada peça”.<br />

“Damos muitos benefícios<br />

aos colaboradores”<br />

Onde a empresa de Braga também gosta de primar<br />

pela diferença é junto dos funcionários e já<br />

não é recente a política de pagar 16 salários por<br />

ano, além de ter um salário mínimo que é superior<br />

ao salário mínimo nacional e oferecer seguro<br />

de saúde. O administrador explica que dão “muitos<br />

benefícios aos colaboradores, porque eles também<br />

colaboram e merecem”, ainda que não seja<br />

“fácil arranjar novos colaboradores que assumam<br />

a camisola da empresa. Queremos um bom operador<br />

de armazém, ou de call center, ou até um<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 63


PAULO<br />

TORRES<br />

COM MAIS ESPAÇO PARA STOCK, FOI TAMBÉM POSSÍVEL CRESCER<br />

EM VARIEDADE DE GAMAS DE PRODUTOS. “EM PEÇAS ELETRÓNICAS,<br />

TEMOS A GAMA TODA, SE A VIEIRA & FREITAS NÃO TIVER, NINGUÉM TEM!”,<br />

REFERE PAulo TORRES<br />

bom operador na área de compras<br />

e importação, mas ando há meses<br />

à procura e ainda não encontrei”,<br />

lamenta. Apesar de, neste momento,<br />

ter a equipa com “menos um ou<br />

dois colaboradores”, Paulo Torres<br />

nota que “o serviço está muito melhor<br />

organizado”, nas novas instalações,<br />

“pelo que a eficiência é muito<br />

maior”. Entre as plataformas B2B –<br />

uma com integração TecDoc e outra<br />

para trabalhar diretamente com referências<br />

– e o call center, onde laboram<br />

sete pessoas, a Vieira & Freitas<br />

processa entre 1.200 a 1.300 pedidos<br />

por dia. As peças são expedi<strong>das</strong><br />

através de todos os transportadores<br />

especializados no ramo. “Fazemos<br />

entregas bi-diárias até Coimbra, na<br />

zona de Aveiro, a sul do Porto e até<br />

ao Fundão, mas não consigo bi-diária<br />

para Lisboa, nem para o Sul. Há<br />

quem consiga, mas tem carros próprios<br />

a fazer isso”, comenta. Sobre a<br />

temática da formação, o responsável<br />

assume que ultimamente “não tem<br />

sido feito nada, mas somos patrocinadores<br />

de uma academia de formação<br />

aqui de Braga, na área da Mecatrónica,<br />

a PDAcademia da PDAuto,<br />

que é a Vieira & Freitas com a marca<br />

Meat & Doria. Esse tipo de parcerias<br />

procuramos sempre”.<br />

“As devoluções são um<br />

cancro do negócio”<br />

Atualmente, uma <strong>das</strong> principais dificuldades<br />

que a Vieira & Freitas enfrenta<br />

são as devoluções, que Paulo<br />

Torres não hesita em designar como<br />

“um cancro do negócio” e sem aparente<br />

solução à vista. No seu entender,<br />

“não é culpa dos clientes, nem<br />

dos fornecedores, mas sim de todo o<br />

sistema em que estamos incluídos.<br />

Muitas <strong>das</strong> peças são devolvi<strong>das</strong> por<br />

erros <strong>das</strong> plataformas de identificação,<br />

ou porque o funcionário errou,<br />

trocou um número, outras porque<br />

os retalhistas agora não querem ficar<br />

com certo tipo de peças em stock”.<br />

Paulo Torres indica que a média<br />

de devoluções é de 10%, o quer dizer<br />

que 10% do nosso trabalho não serviu<br />

para nada. Quando vem devolvido,<br />

esses 10%, vão dar 15 ou 20%<br />

de trabalho, porque é preciso abrir<br />

as caixas, ver se a peça está lá dentro,<br />

se não se danificou, enquanto foi e<br />

veio. O processo de receber uma<br />

peça devolvida demora muito mais<br />

tempo do que o processo de vender”,<br />

declara, constatando que “não há<br />

medi<strong>das</strong> para mitigar este problema.<br />

A medida seria dizer que já não<br />

aceitamos devoluções, mas assim, os<br />

clientes deixavam de comprar”, conclui.<br />

No que diz respeito aos desafios<br />

que o setor enfrenta, Paulo Torres<br />

considera que “o mercado <strong>das</strong> peças<br />

ainda tem uns anos para crescer<br />

nos carros de combustíveis fósseis.<br />

Para as peças dos restantes carros,<br />

que eu não acredito que sejam só<br />

elétricos, o nosso mercado vai ter<br />

que se adaptar. Estamos tranquilos<br />

nos próximos cinco anos, mas para<br />

os próximos vinte não faço ideia se<br />

teremos de vender peças para naves<br />

espaciais”, ironiza. Participantes<br />

ativos do expoMECÂNICA, a Vieira<br />

& Freitas acredita hoje que este<br />

evento, a par da Gala TOP100 do<br />

<strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>, é “o ponto de<br />

encontro do aftermarket”, pelo que<br />

tem presença garantida na edição<br />

deste ano. Para 2024, e com a alavanca<br />

da entrada no grupo Temot,<br />

a Vieira & Freitas está confiante e<br />

espera crescer dos 14,5 M€ de faturação<br />

registados em 2023, para<br />

“continuar a evoluir”. l<br />

entrada dos fornecedores espanhóis no mercado<br />

A português é um fenómeno que não assusta, ou sequer<br />

preocupa Paulo Torres. Para o administrador da Vieira & Freitas,<br />

“quando entra o fornecedor espanhol e monta filiais, é como se<br />

fosse mais um português, mais um player. Não tenho ideia de<br />

que os espanhóis sejam mais fortes que os portugueses no<br />

aftermarket”, diz, adiantando mesmo que “do pouco que<br />

conheço do mercado espanhol, as empresas portuguesas são<br />

melhores e estou a falar dos meus principais concorrentes,<br />

tenho essas empresas como melhores do que as espanholas”.<br />

NÃO TENHO IDEIA DE QUE OS ESPANHÓIS SEJAM MAIS FORTES<br />

QUE OS PORTUGUESES NO AFTERMARKET<br />

Na sua opinião, “o mercado já é ibérico neste momento”, pois o<br />

“nosso mercado, cá dentro, ou lá fora, depende da logística. O<br />

que é que funciona no mercado? A capacidade de servir o<br />

cliente. O que é que o cliente quer? A peça, logo que possível. O<br />

meu mercado vai até onde eu consiga colocar a peça no mais<br />

curto espaço de tempo. Se eu só conseguir passado oito dias, já<br />

não é o meu mercado”, explica. Sobre o fenómeno da<br />

consolidação do mercado da distribuição de peças, Paulo Torres<br />

comenta que “tem havido constantemente, e vai continuar a<br />

haver, aquisições pequenas. Aquisições de grandes<br />

distribuidores só se forem internacionais, porque não estou a<br />

ver em Portugal quem é que tem a capacidade de adquirir os<br />

maiores grupos”. Em referência aos protagonistas do mercado,<br />

o nosso entrevistado considera que a norma são os tradicionais<br />

canais de venda, “mas também se mantém tudo fora da<br />

norma. O importador e o retalhista, para mim já não existem<br />

há muitos anos. Existe o grande importador retalhista e o<br />

retalhista local, porque 80% dos grandes retalhistas também<br />

vendem a grandes oficinas, ou então são donos de retalhistas<br />

locais”, finaliza.<br />

64 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Entrevista<br />

O NOSSO CRESCIMENTO ESTÁ<br />

DEPENDENTE DA EVOLUÇÃO<br />

DAS OFICINAS<br />

PERTO DE COMPLETAR 50 ANOS DE EXISTÊNCIA, A ESCAPE FORTE ASSUME-SE COMO ESPECIALISTA<br />

NA REPARAÇÃO DE FILTROS DE PARTÍCULAS E CATALISADORES, ÁREA EM QUE FOI PIONEIRA EM<br />

PORTUGAL. A EMPRESA, SEDIADA NA MAIA, TEM UM CENTRO REPARADOR EM VILA DO CONDE E<br />

SOMA MILHARES DE PEÇAS REPARADAS E CONSTRUÍDAS, FOCANDO-SE NA IMPORTÂNCIA DO APOIO<br />

TÉCNICO E DA DISPONIBILIDADE PARA O CLIENTE, QUE A DESTACAM NESTE MERCADO. O DIRETOR-<br />

GERAL, RUI LOPES, RECEBEU-NOS PARA UMA CONVERSA ABERTA SOBRE A EVOLUÇÃO DA EMPRESA<br />

Em março do próximo ano, a Escape Forte<br />

sopra as velas <strong>das</strong> bo<strong>das</strong> de ouro. A empresa<br />

foi fundada pelo pai do atual proprietário,<br />

Rui Lopes, e começou por ser uma oficina na<br />

Maia, onde o atual responsável explorava apenas a<br />

parte dos pneumáticos. Com o avançar da idade do<br />

pai, em 2008, Rui propôs comprar-lhe a empresa,<br />

para lhe dar novo rumo, pois, a seu ver, “fazia todo<br />

o sentido não estar agarrado a algo que o meu pai<br />

construiu”. Ainda assim, reitera, “a Escape Forte<br />

é mérito dele, que tinha uma paixão pela parte<br />

mecânica”. Os passos seguintes foram dados “de<br />

acordo com aquilo que foi o desenvolvimento da<br />

mecânica”, diz, explicando que, “cedo percebi que<br />

queria desenvolver algo que me pudesse projetar<br />

de forma diferente daquilo que é ser mais uma oficina<br />

mecânica, queria algo mais. O meu pai faleceu<br />

em 2023, mas deixou legado, eu consegui dar<br />

seguimento a uma coisa que ele amava. Ele viveu<br />

para isto e eu também continuo a viver para isto.<br />

Acompanhou o procedimento, sempre com medo,<br />

pois era muita responsabilidade, muita correria e<br />

estava preocupado com a evolução, mas acho que<br />

no fim ele percebeu que o caminho era este e que<br />

estávamos bem estruturados, pois a empresa tem<br />

uma base sólida de pessoas”, considera.<br />

Aprender sozinho<br />

O caminho até à especialização nos filtros de partículas<br />

e em toda a atividade ligada às emissões foi<br />

praticamente feito de forma autodidata, revela-<br />

-nos Rui Lopes, que compreendeu que havia uma<br />

lacuna no mercado no que ao apoio técnico dizia<br />

respeito. “Foi uma história engraçada, tínhamos<br />

um Opel Corsa 1300, que é uma mecânica mais<br />

básica. E nós levávamos as peças a um senhor que<br />

lavava e preparava filtros em S. João da Madeira,<br />

não havia mais ninguém, nem sequer havia informação,<br />

e eu desconhecia totalmente o que era<br />

um filtro de partículas, em 2010 não havia grande<br />

informação sobre isso. E aquilo correu muito mal,<br />

porque eu montava a peça e ela rapidamente entupia.<br />

Eu ia lá reclamar e o senhor lavava a peça, eu<br />

trazia-a e montava-a e ela rapidamente entupia de<br />

novo. E percebi que a pessoa estava a fazer aquilo<br />

de forma mecânica. Veio-se a verificar que o filtro<br />

de partículas do Opel Corsa tinha uma série de<br />

características que obrigavam uma limpeza específica<br />

e afinações no sistema de alimentação. Este<br />

foi o ponto de partida para comprar uma máquina<br />

própria, pois só havia oferta no mercado para<br />

“lavar ou para limpar, mas não havia oferta com<br />

o apoio técnico de explicar o que é que deveria ser<br />

feito. Na altura, montei, na oficina do meu pai, na<br />

Maia, uma parte só para a limpeza dos filtros. À<br />

data, não havia solução de reconstrução e começámos<br />

a trabalhar com oficinas ali de perto a divulgar<br />

o serviço”. Foi preciso estudar e compreender<br />

“toda a montagem do filtro, porque é que se danificava,<br />

o que é que impedia que este funcionasse,<br />

fosse a temperatura, as velas de incandescência,<br />

tudo aquilo que nós ainda hoje dizemos aos nossos<br />

clientes. Foi uma caminhada quase à descoberta,<br />

entre 2010 e 2012, depois fomos obrigados<br />

a evoluir, quer pela exigência do cliente, quer pela<br />

própria concorrência que nos obrigou a sermos<br />

melhores”.<br />

O grande salTO<br />

O ponto de viragem, recorda Rui Lopes, foi em<br />

2011, quando foi publicada a primeira reportagem<br />

sobre a Escape Forte no <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>. “A<br />

partir daí, começámos a crescer e fomos obrigados<br />

a evoluir, porque tínhamos que ter capacidade de<br />

resposta. Hoje, vê-se muitos players nossos concorrentes<br />

que reparam ou limpam a peça e entregam-na<br />

ao cliente. Se funcionar, funcionou, se não<br />

funcionar, não têm que ver o que se passa. E nós<br />

trabalhamos de maneira diferente. Antes de intervirmos<br />

na peça, fazemos um diagnóstico e quase<br />

que prevemos qual é o problema que provocou<br />

aquela situação”, conta. As pessoas começaram a<br />

passar a palavra e a encaminhar outras oficinas e<br />

particulares para a Escape Forte, que ainda hoje<br />

continua a aprender: “os carros novos vêm cá parar,<br />

nós temos que estudar a situação e vamos evoluindo.<br />

A formação que as marcas nos passam é a<br />

nível de eletrónica, nós temos que desenvolver as<br />

técnicas e perceber quais são os componentes que<br />

constituem todo o sistema de escape, para fazermos<br />

um diagnóstico completo do problema. Para<br />

Rui Lopes, o sistema de escape “é <strong>das</strong> partes mais<br />

complexas que o carro tem, nos dias de hoje e, com<br />

a normativa Euro 6, será dos componentes mais<br />

complexos de solucionar e compreender.”<br />

Evitar dar más notícias<br />

O nosso entrevistado entende que “estamos a passar<br />

a pior fase técnica da história da Escape Forte<br />

nesta área dos filtros partículas, porque neste<br />

momento já saem carros a gasolina com filtros de<br />

partículas. Também o sistema de AdBlue é muito<br />

complexo e volátil, pois basta uma mudança de<br />

temperatura e o AdBlue cristaliza ou altera qualidades<br />

e danifica o processo todo. Hoje, o ar que<br />

sai de um escape é tão puro como o ar ambiente.<br />

Quando o sistema avaria, temos reparações a<br />

custarem 1.800, 2.200 e 2.500 euros. Temos um<br />

cliente que tem uma frota de táxis no Alentejo,<br />

cujo sistema de AdBlue se avariou e contaminou<br />

o filtro de partículas. A reparação ficava por 6.000<br />

euros. O senhor vendeu os carros e comprou carros<br />

a gasolina”, nota, realçando as recorrentes problemáticas<br />

destes sistemas. Ainda assim, Rui Lopes<br />

66 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


RUI LOPES, DIRETOR-GERAL ESCAPE FORTE


RUI LOPES<br />

lamenta que o assunto dos filtros de<br />

partículas ainda esteja envolto numa<br />

nuvem de desconhecimento e aponta<br />

o dedo às oficinas que contornam<br />

os problemas, em vez de ir à raiz dos<br />

mesmos, apenas para não perder<br />

clientes com reparações que viriam<br />

a ser muito dispendiosas. “Andamos<br />

na caça às bruxas e às vezes nem<br />

sequer é um problema do filtro de<br />

partículas, basta uma sonda que está<br />

fora de leitura e baralha tudo, é preciso<br />

dedicar muito tempo”, diz exemplificando:<br />

“Se o carro for de uma<br />

gestora de frota, esta faz uma gestão<br />

mais apertada, sabe que se não resolvermos<br />

agora, teremos de resolver<br />

mais à frente, e pode ficar mais caro,<br />

porque estamos a falar de reparações<br />

que podem ascender a algumas centenas<br />

de milhares de euros”. O problema<br />

é quando se trata de veículos<br />

particulares e as oficinas “querem segurar<br />

o negócio e, para não dar a má<br />

notícia ao cliente, pegam pela ponta,<br />

em vez de ir ao início do problema.<br />

Nós reconstruímos o filtro de partículas,<br />

metemos um catalisador, mas<br />

é preciso resolver outro problema<br />

qualquer e nós é que somos o portador<br />

da má notícia. Essa é a parte que<br />

nos desgasta”. O diretor-geral da Escape<br />

Forte conta que se criam mesmo<br />

alguns constrangimentos com os<br />

profissionais <strong>das</strong> oficinas, porque a<br />

política da casa é transmitir-lhes que<br />

“ou o cliente faz tudo aquilo que nós<br />

aconselhamos ou então não fazemos<br />

o serviço”, assume. Outra <strong>das</strong> situações<br />

que o negócio dos filtros de partículas<br />

enfrenta, é a falta de controlo<br />

nos centros de inspeção, que possibilita<br />

ser cada vez mais habitual que os<br />

proprietários os eliminem do carro,<br />

para se esquivar a gastos maiores<br />

com a sua reparação. Rui Lopes considera<br />

que “se há uma isenção fiscal<br />

para viaturas com emissões bastante<br />

baixas, e se se retira o filtro de partículas,<br />

é óbvio que o carro vai poluir.<br />

E só aí já há uma fuga fiscal”, alerta.<br />

Capacidade de resposta<br />

A Escape Forte está dividida em<br />

vários departamentos: a oficina, a<br />

parte da logística, a parte técnica, o<br />

departamento comercial, o financeiro<br />

e a área administrativa. Hoje<br />

evidencia-se não só pela qualidade<br />

técnica, mas também pela capacidade<br />

de resposta a to<strong>das</strong> as solicitações,<br />

stock disponível e abrangente para<br />

grande quota do mercado automóvel<br />

nacional. O responsável enaltece<br />

a competência, compromisso e<br />

dedicação de todos os colaboradores.<br />

“Numa área de negócio onde o<br />

nosso sucesso não depende apenas<br />

de nós, toda a comunicação interna<br />

tem apenas um foco: o apoio ao<br />

cliente. Com as pessoas certas, o<br />

sucesso torna-se menos difícil.” Em<br />

to<strong>das</strong> as soluções a Escape Forte dá<br />

preferência ao material original ou<br />

matérias primas que garantam o<br />

sucesso, sendo as normas 5 e 6 mais<br />

exigentes na qualidade e dos materiais.<br />

“Estamos com to<strong>das</strong> as soluções,<br />

não existem peças impossíveis,<br />

se existe, a Escape Forte consegue<br />

clonar, com garantia” refere Rui Lopes,<br />

que entende que “continuamos<br />

a evoluir e a ter sucesso. Claro que<br />

vamos sempre dar naquele beco sem<br />

saída que é a decisão da oficina. Eu<br />

vendo o melhor bacalhau que existe<br />

no mercado, mas se o cozinheiro não<br />

prestar… a culpa não é do bacalhau,<br />

é do cozinheiro! E aqui é igual. Temos<br />

algumas oficinas que nos trazem<br />

bastantes constrangimentos,<br />

porque muitas vezes o mecânico, que<br />

não é o chefe da oficina, na sua boa fé<br />

tomou uma decisão que correu mal,<br />

mas que coloca em causa o nosso trabalho<br />

e a nossa imagem fica ferida<br />

por causa disso. O nosso problema<br />

maior é alterar este mindset de que<br />

o filtro de partículas é só obstrução”.<br />

Para dar a volta a essa situação, Rui<br />

Lopes pretende “fazer uma parceria<br />

com uma empresa de eletrónica<br />

automóvel para levarmos os meios<br />

às oficinas. Em vez de ser a oficina a<br />

investir, nós colocamos lá os meios e<br />

on-line ligamos à origem, para ajudarmos<br />

na solução, na atualização,<br />

ou nas adaptações remotamente”.<br />

Apoio remoto às oficinas<br />

O responsável não hesita, 2024 será<br />

um ano positivo: “Temos vindo a<br />

subir a faturação sempre acima dos<br />

dois dígitos. O ano passado foi o<br />

nosso melhor ano de faturação, só<br />

da área de emissões, e agora estamos<br />

no mesmo caminho. Por um lado, é<br />

bom, mas são muitas reconstruções<br />

e a nossa margem de comercialização<br />

é bastante mais baixa. A nossa<br />

projeção para 2024 é de crescimento,<br />

muito acompanhado com um<br />

investimento da parte eletrónica.<br />

Estamos também a investir em forte<br />

na reparação dos depósitos AdBlue,<br />

que é um complemento que nos está<br />

a alavancar a nível de números”, salienta,<br />

destacando que dentro de<br />

alguns meses se realiza a maior feira<br />

do setor de pós-venda automóvel, a<br />

expoMECÂNICA, na Exponor, que<br />

lhe dá a garantia de, nos meses seguintes,<br />

“aumentar a quantidade de<br />

cientes”. A aposta passa também por<br />

“apoiar as oficinas com capacidade<br />

técnica de diagnóstico, através de<br />

assistência remota”, porque muitas<br />

vezes o problema não acaba com<br />

uma peça nova, “e seguramente com<br />

muitas <strong>das</strong> peças em que nós intervimos,<br />

nem têm absolutamente nada,<br />

é uma questão de leituras, de atualizações<br />

de software, ou até mesmo<br />

questões eletrónicas relaciona<strong>das</strong><br />

com a viatura”, pelo que, defende, “As<br />

pessoas têm que evoluir, e quando<br />

não sabem, têm que procurar, falar<br />

connosco e pedir apoio”, comenta,<br />

admitindo que faz parte dos planos<br />

da Escape Forte “fazer uma triagem<br />

maior àqueles que queremos como<br />

parceiros”, conclui. l<br />

RUI LOPES AFIRMA , SEM QUALQUER DÚVIDA:<br />

“as Garantias SÃO A NOSSA MELHOR PUBLICIDADE, DESDE QUE O<br />

PROBLEMA FIQUE SOLUCIONADO. CONTINUAMOS A PROCURAR PARCEIROS<br />

QUE NECESSITEM DOS NOSSOS SERVIÇOS E QUE NOS POSSAM TRAZER<br />

ALGUMA APRENDIZAGEM”<br />

68 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


MAIS DE 50 ANOS DE EXPERIÊNCIA EM<br />

EQUIPAMENTO ORIGINAL<br />

Distribuído por<br />

info@japopecas.pt I www.japopecas.pt


VAMOS MANTER O<br />

LEGADO DE PROXIMIDADE<br />

HÁ MAIS DE 35 ANOS, SURGIU A NELSON TRIPA, LDA., UMA EMPRESA DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADA<br />

EM CLIMATIZAÇÃO AUTOMÓVEL, REFRIGERAÇÃO E VENDA DE ELETRODOMÉSTICOS. RECENTEMENTE,<br />

A GERÊNCIA PASSOU PARA AS MÃOS DE LÚCIA TRIPA, FILHA DO FUNDADOR, DETERMINADA EM<br />

CONTINUAR A DESTACAR-SE NESTE SETOR E A SEGUIR OS PASSOS DO PAI


Entrevista<br />

LÚCIA TRIPA, GERENTE DA NELSON TRIPA<br />

Tal como prometido em 2021,<br />

numa entrevista ao JO, Nelson<br />

Tripa, fundador da Nelson Tripa,<br />

Lda., confiou o futuro da empresa<br />

à sua filha, Lúcia Tripa. Acarinhado<br />

por muitos, o responsável<br />

era conhecido por tratar todos os seus clientes e<br />

fornecedores com igual simpatia e respeito. Lúcia<br />

Tripa enaltece: “ele tratava bem tanto o bem<br />

vestido como o mal vestido, não fazia distinções<br />

entre as pessoas”. Além da proximidade com os<br />

clientes, também conseguia garantir a satisfação<br />

de 90% dos pedidos que lhe chegavam, com um<br />

stock de produtos infindável que conseguia atender<br />

a quase “todos os gostos e feitios”. Atualmente,<br />

é Lúcia Tripa quem lidera a empresa, comprometida<br />

em preservar o legado familiar.<br />

Negócio Familiar<br />

Os primeiros passos da Nelson Tripa foram dados<br />

em meados de 1970, com a comercialização<br />

exclusiva de peças e acessórios de ar condicionado<br />

para eletrodomésticos. Só mais tarde, em<br />

2002, com o acesso a catálogos da Automechanika,<br />

trazidos do estrangeiro por amigos,<br />

é que o responsável começou a equacionar a<br />

possibilidade de também vender componentes<br />

e acessórios de ar condicionado para veículos<br />

automóveis. O que o impulsionou a tomar essa<br />

decisão, foi um momento caricato que aconteceu<br />

na altura em que trabalhava numa oficina<br />

de refrigeração para motores de carros. Tinha<br />

surgido a necessidade de comprar um compressor<br />

e quando foi saber de preços, foi-lhe cobrado<br />

500 contos. Achou o valor exagerado, por isso,<br />

resolveu ir até Madrid para comparar valores. A<br />

diferença era bastante significativa – 400 contos<br />

a menos –, e foi aí que decidiu que seria uma boa<br />

ideia apostar nesta área.<br />

Já diz o velho ditado,<br />

“tal pai tal filho/a”<br />

Apesar de ainda se considerar “verde” na gestão<br />

global da empresa, Lúcia Tripa acredita que o caminho<br />

para o sucesso passa por colocar em prática<br />

tudo aquilo que o seu pai lhe ensinou. “Aprendi<br />

tudo o que sei com o meu pai. E, o que ainda não<br />

sei, estou a aprender com a Susana, que está na<br />

empresa há 38 anos e era quase como uma filha<br />

para ele”, contou. Tal como o pai, Lúcia também<br />

sabe colocar as “mãos na massa” sempre que assim<br />

seja necessário. “Eu faço de tudo um pouco.<br />

Se estiver alguém de férias ou tiver que sair para<br />

fazer um recado, eu não vou deixar o cliente à<br />

espera. Vou até à oficina e faço o tubo ou mudo<br />

a traseira do compressor. Alguns clientes ficam<br />

surpreendidos, mas eu não me importo de sujar<br />

as mãos”, explicou.<br />

Equipa Eficiente<br />

A equipa é composta por seis elementos, que,<br />

em conjunto, conseguem meter a casa toda a<br />

mexer. Para além de Lúcia, Tomás, o marido,<br />

também faz de tudo um pouco, desde arrumações<br />

de stock, atendimento ao balcão até à ajuda<br />

na oficina; Susana, o membro mais antigo,<br />

conhece toda a mecânica da empresa e por isso<br />

também faz de tudo um pouco; Maria, trabalha<br />

no escritório, mas também ajuda no atendimento<br />

ao cliente; José e Nuno também fazem<br />

atendimento ao cliente e ajudam na arrumação<br />

do armazém, para além disso, Nuno também<br />

costuma de dar assistência na oficina. Apesar<br />

<strong>das</strong> instalações serem as mesmas, houveram<br />

algumas mudanças na zona do balcão. “Quero<br />

que os clientes e os fornecedores entrem e que<br />

continuem a ver o Nelson Tripa Lda., tal como o<br />

meu pai fundou, mas que agora também vejam<br />

um pouco de mim”, afirmou.<br />

Linha de produtos<br />

As marcas são varia<strong>das</strong>, desde a marca branca<br />

(asiática) até a outras conheci<strong>das</strong> do público,<br />

como é o caso da Sanden, Delphi, Denso, Zexel,<br />

York e Waeco/Dometic “Nós temos muito público,<br />

e as pessoas que cá vêm dizem sempre que há<br />

poucas lojas com tanta variedade como a nossa”,<br />

revelou, orgulhosa. Salvo raras exceções em que<br />

são solicitados compressores muito específicos,<br />

o período de entrega é consideravelmente rápido<br />

– logo de um dia para o outro, ou no máximo<br />

dois dias. Caso o cliente opte por uma marca<br />

branca ou reconstruído, o período poderá estender-se<br />

para uma semana. Mas uma coisa é certa,<br />

“só não conseguimos satisfazer mesmo quando o<br />

produto já está obsoleto”, garantiu.<br />

Clientes satisfeitos<br />

EM PORTUGAL E além -fronteiras<br />

Como resultado de muitos anos a garantir qualidade<br />

no serviço e a transmitir confiança a quem<br />

o visitava, Nelson Tripa conseguiu expandir ainda<br />

mais o seu negócio e chegar a clientes de Angola<br />

e Espanha. “Temos clientes ativos que estão<br />

cá há mais tempo do que a minha idade; há<br />

outros que já se reformaram e que continuam a<br />

fazer questão de cá vir. Aliás, quando o meu pai<br />

faleceu, estavam lá tantas pessoas que eu nunca<br />

imaginei. Estavam lá clientes, fornecedores…<br />

Eu acho que estavam lá pela pessoa que o meu<br />

pai era”, recordou. “Ele era uma pessoa muito<br />

boa, tratava toda a gente de maneira igual, tinha<br />

sempre boa disposição e um sorriso na cara.<br />

E, isso, faz-nos pensar que realmente ele fazia a<br />

diferença na vida <strong>das</strong> pessoas, porque se não se<br />

importassem nem sequer iam. Por isso, vamos<br />

continuar a manter o legado de proximidade<br />

que o meu pai deixou”, acrescentou.<br />

Acompanhar a evolução<br />

Para 2024, a estratégia passa por “tentar ter de<br />

tudo um pouco, de forma a reduzir o tempo de<br />

espera do cliente. Além disso, quero conseguir<br />

entrar nos eixos do negócio e fazer o meu melhor<br />

para manter a proximidade com os clientes<br />

e o crescimento da empresa”, assegurou. Acompanhar<br />

a evolução também é uma premissa importante<br />

para Lúcia Tripa. “Estamos sempre a<br />

evoluir em tudo. A medicina evolui, o mercado<br />

de trabalho evolui, e o ar condicionado também<br />

vai continuar a evoluir. Recentemente, ficamos<br />

a par do surgimento de um novo gás para compressores<br />

e para os carros a hidrogénio, durante<br />

a nossa presença na expoMECÂNICA. Estamos<br />

agora a dedicar-nos mais a explorar este tema,<br />

pois já vários clientes nos pediram. Por isso, o<br />

foco principal é mesmo continuar a manter-nos<br />

atualizados”. l<br />

APESAR DE AINDA SE CONSIDERAR “VERDE” NA GESTão GLOBAL DA<br />

empresa, LÚCIA TRIPA acrediTA QUE O CAMINHO PARA O SUCESSO PASSA<br />

POR COLOCAR EM PRÁTICA TUDO aquilo QUE O SEU PAI LHE ENSINOU<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 71


Empresa<br />

PERCURSO EXIGENTE MAS GRATIFICANTE<br />

KROFTOOLS CELEBRA<br />

35º ANIVERSÁRIO<br />

A KROFTOOLS, FUNDADA EM 1989, CELEBRA ESTE ANO O 35º ANIVERSÁRIO E PREPARA-SE<br />

PARA INICIAR A CONSTRUÇÃO DE NOVAS INSTALAÇÕES QUE IRÃO AUMENTAR O STOCK E MELHORAR<br />

AS CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA OS MAIS DE TRINTA FUNCIONÁRIOS QUE CONSTITUEM A EQUIPA,<br />

SEMPRE DISPOSTA A EVOLUIR E A ENTREAJUDAR-SE, TAL COMO UMA FAMÍLIA<br />

Em 1992, José Bárbara, CEO da KROFtools,<br />

que cresceu a absorver a paixão pela área<br />

automóvel e uma indiscutível vontade de<br />

vencer, aliou-se à empresa fundada pelo seu pai,<br />

a Crofil. Em 2003, Anabela Bárbara, CFO da<br />

KROFtools, associou-se à gestão da empresa,<br />

reforçando ainda mais o empenho de ambos no<br />

foco da melhoria constante. “Nestes 35 anos, têm<br />

sido vários os desafios que temos ultrapassado,<br />

mas consideramos que o mais desafiante, foi sem<br />

dúvida, ganhar a confiança dos clientes e a aceitação<br />

da nossa própria marca, a KROFtools – Professional<br />

Tools”, afirma José Bárbara. Apesar de<br />

estarem num mercado muito competitivo, “conseguir<br />

alcançar a nossa posição junto dos clientes<br />

foi exigente, mas muito gratificante”, acrescenta o<br />

CEO da KROFtools.<br />

Para que a empresa pudesse crescer, foi necessário<br />

implementar estratégias que permitissem destacar<br />

a KROFtools <strong>das</strong> ofertas existentes no mercado.<br />

“Inicialmente a estratégia de atuação apresentava<br />

um conceito um pouco diferente, pois efetuávamos<br />

a venda direta ao consumidor final, o leque de<br />

produtos também não era tão alargado”, partilha<br />

José Bárbara. Além da constante análise e melhoria,<br />

em 2005 a KROFtools dá início ao processo<br />

de venda exclusiva a distribuidores de peças auto<br />

e equipamentos para oficina, a nível nacional e<br />

internacional. Para trás fica a venda direta ao<br />

consumidor final. Estas mudanças foram importantes,<br />

pois permitiram a evolução significativa da<br />

empresa. Além disso, a presença em feiras nacionais<br />

e internacionais permitiram alargar o leque<br />

de clientes. “Para este “pontapé de saída”, iniciamos<br />

a presença nas feiras nacionais e internacionais.<br />

Começamos com a EMAF, em 2012, a nível<br />

nacional, e a primeira internacional em 2013 com<br />

a Motortec. Nesta altura, a presença do comercial<br />

da zona sul foi muito importante para a expensão”,<br />

reforça o CEO da KROFtools.<br />

Como comercializam apenas a marca própria<br />

KROFtools, “temos no nosso ADN qualidade, fiabilidade<br />

e inovação, características que consideramos<br />

imprescindíveis. Quando o consumidor opta<br />

por uma ferramenta ou equipamentos KROFtools<br />

tem garantido um produto de elevado desempenho,<br />

que irá corresponder às suas expetativas”, garante<br />

José Bárbara, CEO da KROFtools. Na sua<br />

visão “uma venda só é completa se incluir o serviço<br />

pós-venda. Por isso, oferecemos um serviço pós-<br />

-venda a todos os nossos produtos, e dispomos de<br />

uma equipa técnica na zona norte e outra na zona<br />

sul do país, para que possamos quase de imediato<br />

solucionar as questões que vão surgindo.”<br />

A nível de planos futuros, a KROFtools pretende<br />

abrir novas parcerias e acompanhar o progresso<br />

do mercado. “O lançamento de novos produtos já<br />

é uma prática recorrente da marca, pois vamos<br />

lançando vários ao longo do ano. Além disso,<br />

aprimoramos os modelos já existentes, o que faz<br />

com que seja uma mais-valia para alcançar novos<br />

mercados. Atualmente, o nosso catálogo já soma<br />

mais de 3.000 referências, o que fez com que em<br />

2023 criássemos um suplemento ao catálogo,<br />

para que quem nos procura consiga facilmente<br />

identificar as novidades”, conclui José Bárbara. O<br />

feedback positivo que tem tido ao longo dos anos<br />

dos seus parceiros e a amizade que se tem criado<br />

com muitos deles, denota o bom trabalho desenvolvido<br />

ao longo dos anos pela empresa, que pretende<br />

continuar neste bom caminho, na evolução<br />

e no aumento da gama de produtos. l<br />

HÁ TRÊS DÉCADAS E MEIA, UM SONHO GANHOU FORMA NO SETOR<br />

AUTOMÓVEL E HOJE A KROFTOOLS É RECONHECIDA NO MERCADO<br />

DAS FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS DE OFICINAS, COM UMA VISÃO<br />

MARCANTE DE QUALIDADE E EXCELÊNCIA<br />

72 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE ‐SE DE A A Z<br />

Empresas<br />

UFI FILTERS<br />

LIDERA SISTEMAS DE FILTRAGEM<br />

NAS EQUIPAS DE FÓRMULA 1<br />

A<br />

UFI Filters confirma a excelência dos seus sistemas de filtração ao carro, com uma produção anual total de cerca de 8 mil filtros», revelou a<br />

fornecê-los aos carros de nove <strong>das</strong> dez equipas que competem na marca em comunicado. Para a Fórmula 1, cada filtro é feito à medida <strong>das</strong><br />

temporada de Fórmula 1 de 2024. Trata-se de um prémio de prestígio<br />

para as tecnologias desenvolvi<strong>das</strong> pela Divisão High Tech da UFI Filmos<br />

de dimensões e materiais utilizados (incluindo alumínio, fibra de car-<br />

necessidades <strong>das</strong> diferentes equipas, com soluções personaliza<strong>das</strong> em terters,<br />

fundada em 1999, e para a empresa que, desde 1978, tem registado bono e titânio). A sua definição é o resultado de um processo de co-design<br />

uma série de contínuos sucessos na categoria máxima do desporto automóvel.<br />

Na Fórmula 1, a UFI Filters não fornece apenas às equipas filtros Muitas vezes, no decorrer da época, as atualizações e as modificações dos<br />

entre os engenheiros da Divisão High Tech da UFI Filters e os <strong>das</strong> equipas.<br />

de óleo de motor e de gasolina e filtros de ar: «a complexidade dos carros filtros são também solicita<strong>das</strong> pelas equipas, em função <strong>das</strong> evoluções introduzi<strong>das</strong><br />

nos de hoje significa que são necessários até quinze elementos filtrantes num<br />

carros.<br />

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74 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


REFORÇA CONFIANÇA<br />

NA REPSOL HONDA PARA O MOTOGP 2024<br />

GS YUASA | A GS Yuasa anunciou com orgulho a continuação da sua parceria dinâmica com a<br />

equipa Repsol Honda para a época de MotoGP de 2024. Esta parceria, que ultrapassou uma década,<br />

não só celebra o compromisso da GS Yuasa com a excelência, mas também marca uma nova era com<br />

a introdução de Joan Mir e Luca Marini como pilotos da equipa. Joan Mir, ex-Campeão do Mundo de<br />

MotoGP, e Luca Marini, conhecido pelos seus “feitos notáveis em Moto2, estão prontos para inspirar<br />

a Equipa Repsol Honda com a sua mistura de experiência e ambição juvenil”, refere a GS Yuasa. “As<br />

proezas táticas de Mir e a busca incessante de desempenho de Marini exemplificam as qualidades<br />

que a GS Yuasa representa: qualidade, desempenho e fiabilidade. Juntos, representam uma força<br />

formidável na pista, encarnando o espírito dos campeões”, destaca. Desde o início da sua aliança com<br />

a Repsol Honda Team, a GS Yuasa não só testemunhou como também contribuiu para o legado de<br />

sucesso da equipa, conquistando seis títulos.<br />

DISTINGUIDO COMO<br />

“FORNECEDOR DO ANO” PELA NEXUS<br />

bilstein group | No passado dia 5 de março, o bilstein group foi nomeado “Fornecedor do<br />

Ano”, na categoria de veículos de passageiros, pela NEXUS Automotive International. Na cerimónia de<br />

entrega dos prémios no Mónaco, foram reconhecidos, em particular, os méritos do especialista em peças<br />

para veículos automóvel com sede em Ennepetal, em garantir o futuro do Aftermarket (IAM) e a parceria<br />

progressiva com oportunidades de desenvolvimento positivas para todos os envolvidos na cooperação.<br />

“O prémio NEXUS Community enche-nos de orgulho. Ao mesmo tempo, é também uma expressão do<br />

esforço contínuo do bilstein group em melhorar. Para nós, as relações comerciais basea<strong>das</strong> em parcerias<br />

e o crescimento conjunto fazem parte da nossa filosofia corporativa. A intensa cooperação com a NEXUS<br />

sublinha esta estratégia, uma vez que representamos valores comuns e estamos empenhados em<br />

fortalecer o IAM”, comentou Karsten Schüßler-Bilstein, Managing Director do bilstein group, sobre o<br />

prémio. A NEXUS Automotive International tem mais de 450 membros e está presente em 139 países. O<br />

grupo gera um volume de negócios superior a 40 mil milhões de euros.<br />

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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

SOLUÇÃO INOVADORA<br />

PARA REPARAÇÃO AUTOMÓVEL<br />

Tips4y | Chega agora ao mercado nacional o novo DataDrive Mobile, uma solução digital<br />

desenvolvida pela Tips4y para o setor automóvel. “A mobilidade tornou-se um requisito<br />

fundamental para uma experiência de utilização que exige cada vez mais uma resposta<br />

imediata, ágil e simples”, começa por referenciar a Tips4y. Foi a pensar nisso que desenvolveram<br />

o novo DataDrive Mobile, uma solução digital inovadora que com apenas uma fotografia da<br />

matrícula consegue-se aceder a toda a informação do veículo, tanto em versão desktop como<br />

mobile: Matrícula: identifica com rigor uma viatura; Orçamento: obtém em 4 segundos um<br />

orçamento com preços OE e IAM; Agendamento: organiza de forma eficiente o tempo dos<br />

produtivos; Check-In: potencia o valor dos orçamentos em operações adicionais; Informação<br />

Técnica: garante qualidade da execução dos serviços; DataRepair: linha de Apoio Técnico ao<br />

Diagnóstico e à Reparação; Livro de Manutenção Digital: regista os serviços de Manutenção num<br />

único portal.<br />

RELANÇA AÇÃO DE REFLORESTAÇÃO<br />

NO PINHAL DE LEIRIA<br />

TOTALEnergies | A TotalEnergies Portugal pretende reflorestar 50 hectares na zona do Pinhal de<br />

Leiria, uma área consumida pelos incêndios em 2017. Dando continuidade ao projeto iniciado no final de<br />

2022, a TotalEnergies Marketing Portugal já realizou em 2023, várias ações de reflorestação no pinhal de<br />

Leiria. “Lançámos a primeira ação de plantação de pinheiro manso em 2023, com o objetivo de reflorestar<br />

cerca de 50 hectares da área consumida no incêndio de 2017”, revelou em comunicado. Este ano, estão<br />

previstas várias ações, tendo já decorrido uma em março, que contou com a presença dos colaboradores <strong>das</strong><br />

diferentes empresas da TotalEnergies em Portugal – Generg, AS24 e TotalEnergies Mkt Portugal. Contou<br />

também com a participação da FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) neste projeto<br />

de reflorestação. Nesse dia juntaram-se em Leiria, pilotos e equipas desportivas que trocaram volantes e<br />

capacetes por pás e pinheiros, contribuindo de forma ativa para a reflorestação da mata ardida”, destaca.<br />

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FORMAÇÃO ESPECIALIZADA EM VE<br />

PDauto e PDACADEMIA Portugal | A PDacademia e a PDauto recentemente<br />

organizaram uma formação especializada em manutenção de veículos elétricos da marca Tesla,<br />

destacando-se como um marco importante no setor automóvel. Com dois Teslas disponíveis para<br />

desmontagem, testes e diagnósticos, os participantes puderam mergulhar profundamente na<br />

tecnologia de ponta desses veículos e aprender técnicas avança<strong>das</strong> de reparação e manutenção. A<br />

formação proporcionou aos profissionais uma compreensão abrangente dos sistemas elétricos e<br />

mecânicos dos Teslas, capacitando-os a oferecer um serviço de excelência aos proprietários destes<br />

automóveis inovadores. Este evento reforça o compromisso da PDacademia e da PDauto em promover<br />

a especialização e a qualidade no mercado da manutenção automóvel.<br />

ABRE NOVO ARMAZÉM EM COIMBRA<br />

Krautli Portugal | Com a abertura desta plataforma logística, a Krautli Portugal passa<br />

a disponibilizar armazéns em Lisboa, Porto e Coimbra com uma capacidade instalada superior a<br />

7.800 m2. “É com grande entusiasmo que informamos que expandimos a nossa operação logística<br />

com a abertura de um novo armazém na cidade de Coimbra”, anuncia a Krautli em comunicado. Este<br />

novo espaço foi cuidadosamente projetado para atender às crescentes necessidades dos clientes<br />

da empresa, de modo a garantir um serviço de maior proximidade, eficiência e agilidade. O novo<br />

armazém de Coimbra tem 1.200 m2 de área e está localizado na Rua Cerâmica Ceres, 15, Fração T,<br />

Armazém 14 - 3020-927 Torre de Vilela – Coimbra. “Estamos confiantes de que esta expansão trará<br />

benefícios significativos na nossa operação, designadamente na zona centro do país”, concluiu.<br />

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NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

REALIZAM FORMAÇÃO<br />

SOBRE SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO<br />

AZ AUTO e NRF | A AZ Auto trabalha diariamente em parceria com a NRF, através de ações de<br />

formação, para fazer face à constante evolução tecnológica no sector automóvel no que toca à compreensão<br />

e manutenção adequada dos sistemas de climatização As sessões de formação, leva<strong>das</strong> a cabo na AZ Auto<br />

no Porto e Lisboa, ofereceram uma excelente oportunidade para as equipas internas da AZ Auto e clientes<br />

selecionados, aprofundarem os seus conhecimentos sobre os sistemas de climatização, componentes vitais<br />

para o conforto e desempenho dos veículos modernos. Os participantes tiveram a oportunidade de aprender<br />

e conhecer novidades sobre sistemas de climatização, compreendendo sua função, manutenção adequada<br />

e diagnóstico de problemas comuns. Com a crescente presença de veículos híbridos e totalmente elétricos<br />

nas nossas estra<strong>das</strong>, a compreensão dos sistemas de climatização torna-se ainda mais crucial. Estes veículos<br />

possuem necessidades específicas em termos de arrefecimento e gestão térmica, tanto do seu habitáculo como<br />

<strong>das</strong> próprias baterias do automóvel, o que faz com que um mau diagnóstico de uma avaria ou uma deficiente<br />

manutenção, possa incorrer em custos elevados e desnecessários.<br />

MUDA DE NOME PARA<br />

EMPORIO INFINITY PARTS<br />

Algarchapa | Com 20 anos de experiência no mercado do aftermarket, a Algarchapa<br />

decidiu acompanhar o ritmo de crescimento com a alteração da sua designação para<br />

Emporio Infinity Parts. O nome Algarchapa traduz-se em 20 anos de experiência em ven<strong>das</strong> e<br />

distribuição de peças automóveis que, recentemente, evoluiu para Emporio Infinity Parts. Para<br />

a empresa, esta mudança “representa um negócio mais amplo, que pretende alcançar novos<br />

desafios e mercados”. Assim, e no âmbito do investimento realizado e traduzido brevemente<br />

na inauguração <strong>das</strong> novas instalações com mais de 1.000 m2, em Algoz, foi entendido que a<br />

insígnia deveria ser renovada. Com o objetivo de representar a oferta de produtos que tem<br />

disponível no mercado, refletindo a maior notoriedade e presença no mercado, bem como, a<br />

abrangência e consequente perspetiva de futuro.<br />

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Entrevista<br />

OS PROFISSIONAIS<br />

PREFEREM O EQUIPAMENTO<br />

CERTIFICADO


JOÃO SILVA, CEO LUZDEAIRBAG<br />

AUTEL É A MARCA BANDEIRA DA EMPRESA LEIRIENSE LUZDEAIRBAG, QUE SE DEDICA À<br />

COMERCIALIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO. FUNDADA EM 2017, A CASA TEM CRESCIDO<br />

EM MÉDIA 30 A 40% A CADA ANO E JOÃO SILVA, O CEO, DEU-NOS CONTA DO PERCURSO QUE TEM<br />

SIDO TRILHADO PELA EMPRESA ATÉ AOS DIAS DE HOJE, COM VÁRIOS PROJETOS NA CALHA<br />

A<br />

história da LuzDeAirbag começa<br />

precisamente com uma<br />

luz de airbag acesa no painel<br />

de instrumentos de um BMW<br />

E46, de um familiar de João<br />

Silva. “Eu sempre estive muito<br />

relacionado com a eletrónica e a informática<br />

e, na altura, tentei pesquisar uma solução e<br />

encontrei-a. Depois, pensei que poderia tornar<br />

isto num negócio, porque, de certa forma já havia<br />

pessoas que andavam a vender isto online.<br />

Com o passar do tempo consegui aumentar o<br />

portefólio, não só para o tal BMW do meu familiar,<br />

mas também para Mercedes, Audi e outras<br />

marcas”, conta, revelando que, desde logo se<br />

deparou com um problema, “ao ligarmos estes<br />

dispositivos, era sempre necessário utilizar uma<br />

máquina de diagnóstico para eliminar os erros.<br />

Comprei a primeira máquina, para testar e tornou-se<br />

«numa bola de neve» e hoje em dia somos<br />

o que somos, muito também à conta disso”.<br />

Autel Portugal<br />

A sede da LuzDeAirbag está situada na Estrada<br />

Nacional 113, ao KM6, e é lá que tem o serviço<br />

de assistência técnica e o armazém, que já começa<br />

a ser pequeno para todo o stock, pelo que<br />

há o projeto de construir outro nas redondezas,<br />

para apoiar a logística. “Também vai passar a<br />

ser o centro de reparações da Autel para Portugal,<br />

porque desde este ano que a marca decidiu<br />

que to<strong>das</strong> as reparações passam estar na mão<br />

do importador de cada país, para garantir uma<br />

maior celeridade nos processos”, explica-nos João<br />

Silva. O CEO esclarece que, apesar de a fábrica<br />

ser na China, grande parte do desenvolvimento<br />

é feito nos vários países onde estão as viaturas,<br />

em conjunto com o pessoal alocado à assistência<br />

técnica. Com a designação de LuzDeAirbag Autel<br />

Premium Partner desde 2023, “passámos a ser o<br />

importador e representante da marca para Portugal,<br />

ou seja, tudo o que diz respeito às linhas<br />

da marca tem a ver connosco”, afirma o responsável,<br />

não sem mencionar que continua a existir<br />

um mercado paralelo. “Há aquelas oficinas que<br />

adquirem equipamentos Autel que não são certificados<br />

para o mercado europeu… nós estamos<br />

a tentar informar o mercado o melhor que podemos<br />

e, de facto, o mercado já começa a estar<br />

consciencializado para essas questões, os profissionais<br />

preferem o equipamento certificado e isso<br />

nota-se nas ven<strong>das</strong>”, revela. A empresa vende diretamente<br />

às oficinas e, no caso <strong>das</strong> que têm parceiros,<br />

limitam-se a fazer “um trabalho de consultadoria,<br />

para perceber quais as necessidades a<br />

nível de diagnóstico, e é isso que também nos faz<br />

crescer”, assegura João Silva. A LuzDeAirbag tem<br />

um call center e sempre que alguém tem uma dúvida<br />

pode vê-la esclarecida através deste serviço:<br />

“os colegas ligam remotamente via TeamViewer e<br />

conseguem fazer tudo em conjunto com o cliente.<br />

É um apoio à máquina de diagnóstico e à reparação<br />

do carro, porque muitas vezes não é só ler<br />

o erro que nos aparece. É necessário identificar<br />

e avaliar dados reais, comparar com situações<br />

idênticas, e garantir que temos uma solução para<br />

aquele cliente. Aliás, acho que isto é um dos nossos<br />

segredos, uma <strong>das</strong> nossas bandeiras”, comenta,<br />

com satisfação.<br />

Solução 360°<br />

João Silva assegura que a LuzDeAirbag tem<br />

disponível uma solução 360° em tudo o que diz<br />

respeito a equipamentos de diagnóstico. Para já,<br />

dedicam-se especificamente a veículos ligeiros,<br />

mas estão “à espera de uma nova solução da Autel”,<br />

dirigida a veículos pesados. A empresa oferece<br />

também soluções para os TPMS: “Temos<br />

uma máquina única que nos permite fazer o<br />

alinhamento de direção e depois a calibração do<br />

ADAS, que é o IA900WA. Mais recentemente,<br />

temos o diagnóstico para os veículos elétricos,<br />

que permite avaliar o estado de saúde da bateria,<br />

célula a célula e determinar o SOH (Status Of<br />

Health) da bateria, ou seja, o estado de saúde, o<br />

que também vai determinar o valor comercial do<br />

carro”, conta o CEO da LuzDeAirbag. A estes somam-se<br />

equipamentos para fazer a reparação da<br />

bateria, “desmontamos a bateria do carro, temos<br />

a bancada e conseguimos repará-la, perceber<br />

qual é que é a célula danificada, balancear, recodificar<br />

o software e conseguimos garantir que<br />

temos uma solução única que neste momento já<br />

está no mercado”. Uma área que tem cada vez<br />

mais interessados, havendo já pré-encomen<strong>das</strong>,<br />

que aguardam apenas que a empresa possua a<br />

respetiva formação. João Silva destaca também<br />

o equipamento Autel que permite fazer o alinhamento<br />

de direção e a calibração do ADAS. “A<br />

nível do ADAS, eu diria que a Autel é <strong>das</strong> marcas<br />

que tem a solução mais avançada e completa,<br />

neste meio”, afirma. A LuzDeAirbag comercializa<br />

ainda sistemas de carregamento para veículos<br />

elétricos, e dedica-se à codificação de chaves,<br />

um trabalho que é realizado de forma remota. O<br />

CEO considera que esta é “uma oportunidade de<br />

negócio ótima”, para “tudo o que são chaveiros e<br />

sapateiros, pois nos sapatos ganham 10€ e para<br />

fazer uma chave são 150€”. Em fase de testes estão<br />

os complementos à oficina, “que precisa de<br />

produtos de qualidade, a um preço bom e que<br />

garanta fiabilidade ao consumidor”.<br />

“As redes sociais são fundamentais”<br />

Quando abordamos o tema <strong>das</strong> novas formas de<br />

comunicar com os clientes, João Silva não hesita<br />

em responder-nos que “estamos em 2024, não<br />

estamos em 1990. Se fizermos uma campanha<br />

nas redes sociais, eu consigo, se calhar, chegar a<br />

mil pessoas. Se tiver de bater porta a porta, é impossível.<br />

As redes sociais são fundamentais, uma<br />

excelente forma de comunicarmos com quem tem<br />

interesse e serve para angariar novos clientes”. O<br />

A LUZDEAIRBAG TEM UM CALL CENTER E SEMPRE QUE ALGUÉM<br />

TEM UMA DÚVIDA PODE VÊ-LA ESCLARECIDA ATRAVÉS DESTE SERVIÇO.<br />

OS TÉCNICOS LIGAM REMOTAMENTE VIA TEAMVIEWER E CONSEGUEM<br />

FAZER TUDO EM CONJUNTO COM O CLIENTE<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 81


JOÃO SILVA<br />

JOÃO SILva TEM VÁRIOS PROJETOS NA CALHA PARA A LUZDEAIRBAG.<br />

PARA JÁ, A EMPRESA ESTÁ A REMODELAR as INSTALAÇÕES,<br />

mas FAZ PARTE DOS OBJETIVOS TER UM SISTEMA DE ERP, PARA<br />

sabeR EXATAMENTE AO DIA O QUE É QUE TEM A NÍVEL DE STOCK<br />

responsável alerta, no entanto, para<br />

as fraudes que se multiplicam na internet:<br />

“nem tudo o que lá aparece<br />

é verdade. Eu costumo dizer assim:<br />

que nós estamos aqui, na Estrada<br />

Nacional 113, KM6, venham cá,<br />

pesquisem, nós damos a cara, mas<br />

hoje em dia, quem não está nas redes<br />

sociais, nem está na parte digital,<br />

não existe”, afirma. Em paralelo,<br />

também os salões são um ponto essencial<br />

para contactar com os clientes.<br />

João Silva conta que até era “um<br />

bocado reticente <strong>das</strong> feiras, porque<br />

era um investimento muito caro”,<br />

mas mudou radicalmente de opinião<br />

e hoje sente que a feira “é uma<br />

montra, um sítio onde nos podemos<br />

encontrar com aqueles clientes com<br />

quem falamos quase todos os dias.<br />

Este ano vamos estar novamente a<br />

expoMECÂNICA, com 200 metros<br />

quadrados. Só que desta vez vamos<br />

ter um visual novo”. Para o CEO da<br />

LuzDeAirbag, “a feira, para quem<br />

está nesta área, de forma séria e<br />

profissional, é obrigatório e um dever<br />

estar presente”, entende.<br />

Objetivos na manga<br />

João Silva tem vários projetos na<br />

calha para a LuzDeAirbag. Para já,<br />

a empresa está a remodelar as instalações,<br />

mas faz parte dos objetivos<br />

ter “um sistema de ERP, para<br />

sabermos exatamente ao dia o que<br />

é que temos a nível de stock, assim<br />

como os nossos parceiros e os<br />

nossos clientes. Isso vai-nos ajudar<br />

muito no processo <strong>das</strong> entregas, dos<br />

envios e tudo mais”. Para este ano,<br />

também, a empresa deseja alargar a<br />

assistência, não só para quem tem<br />

máquinas Autel, mas para to<strong>das</strong><br />

as pessoas que tenham máquinas<br />

OFICINAS PROCURAM APOIO TÉCNICO<br />

oão Silva considera que, atualmente, “o<br />

J preço já não é a questão mais<br />

importante” nos aspetos que as oficinas<br />

procuram num fornecedor de equipamentos de<br />

diagnóstico. Segundo o CEO da LuzDeAirbag, “o<br />

que as oficinas procuram é apoio técnico, para<br />

que, caso o equipamento avarie, tenham uma<br />

solução de imediato. Por exemplo, nós, quando<br />

o equipamento avaria, o cliente preenche um<br />

formulário, e os colegas da parte técnica vão<br />

entrar em contato para perceber o que é que se<br />

passa. Pode ser alguma avaria com o software<br />

fácil de resolver remotamente. Caso não seja,<br />

mandamos o equipamento de substituição<br />

pela transportadora, recolhemos o<br />

equipamento avariado e, quando está<br />

reparado, informamos que está pronto e o<br />

processo fica finalizado”. Possuir equipamentos<br />

de substituição, “equivalentes ou melhores” do<br />

que o equipamento que o cliente tem, é já uma<br />

obrigatoriedade para a LuzDeAirbag, que<br />

de diagnóstico e que necessitem<br />

de uma assistência técnica. Está<br />

previsto o lançamento do serviço<br />

chamado Remote Expert, em que<br />

o “cliente liga para a linha de assistência<br />

e nós fazemos o serviço<br />

de PassThru. A única coisa de que<br />

ele necessita é de ter a máquina de<br />

diagnóstico Autel, uma boa ligação<br />

considera que assim o cliente não se sente<br />

“descalço, porque dizer-lhe que vai ficar dois ou<br />

três meses sem a máquina, é impossível, tanto<br />

para ele como para nós”. A formação tem um<br />

lugar preponderante na LuzDeAirbag, que<br />

disponibiliza ao mercado a Academia Autel.<br />

Trata-se de formação certificada feita junto dos<br />

parceiros, onde é possível demonstrar “aquilo<br />

que o produto é capaz de fazer, com problemas<br />

reais do dia a dia e como é que os podemos<br />

resolver. Porque a nossa ideia é que quem tem<br />

os produtos Autel consiga tirar o máximo<br />

partido dos mesmos, que consiga fazer<br />

dinheiro com eles”. A Academia, explica, “é um<br />

conceito”, sendo que é a LuzDeAirbag que vai<br />

até ao parceiro, para ministrar a formação<br />

numa sala com capacidade para tal. Entre as<br />

empresas que já fizeram esta formação, está a<br />

RedeInnov, a MondegoPeças, a Krautli, a<br />

Bombóleo, ou o Grupo Trust, por exemplo.<br />

de internet e vai conseguir fazer<br />

tudo de uma forma muito tranquila”.<br />

A empresa iniciou o ano de forma<br />

“envergonhada”, mas João Silva<br />

acredita “que vai correr bem, como<br />

tem corrido sempre. Temos crescido<br />

uma média entre 30 a 40% todos os<br />

anos. E acho que este ano não vai ser<br />

exceção. Vamos trabalhar para isso.<br />

De 1,5 M€ de faturação em 2022,<br />

passamos para 2,3 M€ em 2023.<br />

Este ano queremos ver se conseguimos<br />

3,5 a 4 M€”. Para tal, João Silva<br />

reconhece a necessidade de “adicionar<br />

mais portefólio, porque senão<br />

estamos estagnados, encostados à<br />

Autel. Monomarca não é fácil, temos<br />

de trabalhar com mentalidades<br />

diferentes. Nós, europeus, temos<br />

uma mentalidade, os asiáticos têm<br />

outra, e às vezes é difícil conseguirmos<br />

gerir as mentalidades, e satisfazer<br />

todos”. A principal dificuldade,<br />

diz, prende-se com os objetivos da<br />

marca: “o asiático olha muito para<br />

a questão do dinheiro, eles querem<br />

logo tudo de uma vez, e por vezes é<br />

preciso dar um passo para trás para<br />

darmos dois para a frente”, defende,<br />

vendo o futuro com bons olhos. “A<br />

Autel, neste momento, é líder de<br />

mercado no diagnóstico. Agora, é<br />

preciso continuarmos a melhorar o<br />

produto e o produto ser bom, capaz<br />

e consistente, para continuarmos a<br />

ser líderes”, conclui. l<br />

82 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Entrevista<br />

PEDRO DE JESUS, ADMINISTRADOR DA COMETIL<br />

A caminho da<br />

ternura dos 40!<br />

PRESTES A CELEBRAR O 40.º ANIVERSÁRIO, A COMETIL ESTÁ<br />

MAIS DINÂMICA DO QUE NUNCA. A EMPRESA, QUE DISTRIBUI<br />

EQUIPAMENTOS OFICINAIS, REGISTOU UM RECORDE DE<br />

FATURAÇÃO EM 2023 E PREPARA-SE PARA MAIS UM ANO DE<br />

CRESCIMENTO, DEPOIS DE UM ARRANQUE AUSPICIOSO NESTE<br />

PRIMEIRO TRIMESTRE. PARCEIRA DA HUNTER DESDE O INÍCIO, A<br />

COMETIL POSSUI VÁRIAS OUTRAS MARCAS PREMIUM E AINDA<br />

A MARCA PRÓPRIA CAN. FOI SOBRE ISTO E MUITO MAIS QUE<br />

CONVERSÁMOS COM O ADMINISTRADOR, PEDRO DE JESUS<br />

A<br />

Cometil nasce em 1985, em Loures, às<br />

mãos de Pedro de Jesus, pai do atual administrador,<br />

com o mesmo nome. Nessa<br />

altura, depois de onze anos a trabalhar numa<br />

empresa de equipamentos que estava a entrar em<br />

declínio, o responsável – já quase sexagenário –<br />

decidiu entrar no negócio dos equipamentos oficinais<br />

para fazer face à lacuna que se afigurava<br />

no horizonte. O filho, conta-nos, acompanhou-o<br />

“desde o primeiro dia. Eu sempre gostei de carros<br />

e quando não havia escola, gostava era de andar<br />

nas oficinas. Éramos nós os três: a minha mãe<br />

a atender o telefone, na parte administrativa, ele<br />

na parte operativa e eu era o ajudante”, recorda,<br />

com um brilho no olhar que não esconde o saudosismo<br />

de tempos que já não voltam.<br />

Hunter: parceiros de sempre<br />

Desde logo, as bases da Cometil ficaram intrinsecamente<br />

liga<strong>das</strong> à marca norte-americana Hunter.<br />

“Ainda em 1985, a Hunter soube que o meu<br />

pai tinha feito uma empresa e convidou-o para<br />

tomar conta da marca em Portugal, visto que o<br />

antigo importador já tinha alguns problemas.<br />

Foi o início da Cometil «agarrada» à Hunter,<br />

que foi e continua a ser a nossa marca fulcral”,<br />

explica. A empresa nasceu com um perfil técnico,<br />

dedicado à formação e à assistência técnica,<br />

de onde surgiu o slogan «Com boa assistência e<br />

formação, as ven<strong>das</strong> acontecem». A evolução da<br />

casa trouxe novas gamas de produtos e várias outras<br />

marcas, entre as quais a Omer, Blitz/Rotary,<br />

Cemb, Butler, Waeco, Hazet/Vigor, Gutmann,<br />

AHS, DEA, Schrader Pacific ou a Romess, numa<br />

escolha variada que Pedro de Jesus define como<br />

“produtos premium, não só devido à qualidade,<br />

robustez e fiabilidade, mas também porque aportam<br />

ao cliente a capacidade de desenvolver a sua<br />

atividade comercial”.<br />

Hoje, em Portugal, a equipa engloba 33 colaboradores,<br />

entre a sede, em Loures, e a filial, em<br />

Santo Tirso. Desde há dez anos, existe também a<br />

Cometil Espanha, com sede em Barcelona, onde<br />

trabalham outras vinte pessoas. Ainda que sejam<br />

duas empresas distintas, partilham a génese e a<br />

parceria com a Hunter, que tem estado sempre<br />

no centro do seu desenvolvimento. “A Hunter<br />

veio ter connosco, pois o importador de Espanha<br />

começou a entrar em declínio e eles averiguaram<br />

o mercado e não encontraram uma solução para<br />

distribuidor. Então, lembraram-se de nós, que<br />

somos vizinhos e fazemos um bom trabalho há<br />

tantos anos, e questionaram-nos se estaríamos<br />

disponíveis para o projeto. Assim, formámos a<br />

Cometil Espanha em 2014 e começamos com a<br />

distribuição do mercado espanhol. Este ano um<br />

dos projetos que temos é abrir uma filial em Madrid,<br />

com um centro de formação, à semelhança<br />

do que temos aqui, e exposição, assim como em<br />

Santo Tirso e Barcelona”, diz-nos o responsável.<br />

A Cometil Portugal não vende para Espanha e<br />

vice-versa, “cada um distribui autonomamente<br />

84 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


EM PORTUGAL,<br />

A EQUIPA ENGLOBA<br />

33 COLABORADORES,<br />

ENTRE A SEDE, EM LOURES,<br />

E A FILIAL, EM SANTO TIRSO.<br />

DESDE HÁ DEZ ANOS,<br />

EXISTE TAMBÉM A COMETIL<br />

ESPANHA, ONDE TRABALHAM<br />

OUTRAS VINTE PESSOAS


PEDRO<br />

DE JESUS<br />

A COMETIL NASCEU COM UM PERFIL TÉCNICO, DEDICADO À FORMAÇÃO<br />

E À assistência TÉcnica, DE ONDE SURGIU O SLOGAN «COM BOA<br />

assistência E formaÇÃO, AS VENDas ACONTECEM»<br />

as marcas. Espanha também começou<br />

com a Hunter, mas rapidamente<br />

os outros fabricantes <strong>das</strong><br />

outras marcas quiseram que nós<br />

estivéssemos em Espanha com eles<br />

e hoje o catálogo é quase igual”.<br />

Dois mercados diferentes<br />

Para Pedro de Jesus, os mercados<br />

português e espanhol têm caraterísticas<br />

diferentes, apesar de semelhantes,<br />

e assume que a experiência<br />

em Portugal permitiu crescer<br />

muito mais depressa em Espanha.<br />

“Somos portugueses, conhecemos<br />

bem a nossa população e acompanhamos<br />

a evolução de tudo, do setor<br />

automóvel, <strong>das</strong> pessoas em si e<br />

<strong>das</strong> oficinas. Estes dez anos em Espanha<br />

não posso dizer que tenham<br />

sido fáceis, porque não foram. Em<br />

Portugal foi uma evolução com<br />

mais tempo, antigamente tudo era<br />

num ritmo mais lento e agora tudo<br />

tem que ser imediato, não se muda<br />

mentalidades de um momento<br />

para o outro”, afirma. Se, em Portugal,<br />

defende, o cliente tem “um<br />

bocadinho mais de brio, de querer<br />

fazer bem, de querer mostrar que<br />

tem o que é bom… em Espanha já<br />

não é assim. Eles são mais práticos,<br />

olham mais para a margem, são<br />

menos exigentes. E os que exigem<br />

mais são os nossos clientes. O nosso<br />

equipamento é premium, é caro,<br />

portanto, tem que se valorizar. Está<br />

a ser um desafio!”, assinala.<br />

Formar e dar assistência<br />

Até a forma de trabalhar difere entre<br />

os dois países ibéricos. No que<br />

diz respeito à assistência técnica,<br />

em Espanha “é normal o cliente<br />

esperar uma semana!”, espanta-se<br />

Pedro de Jesus, dizendo que do lado<br />

de lá da fronteira, “uma urgência<br />

são 72 horas… e nós sempre tivemos<br />

24 horas desde o primeiro dia,<br />

há 40 anos. E o cliente hoje acha<br />

que é banal. Percebo que em Espanha<br />

cumprir as 24 horas seja difícil<br />

em certos sítios, mas já estamos a<br />

conseguir na maioria dos casos”. Já<br />

na formação, a forma encontrada<br />

para cobrir todo o país foi através<br />

da criação de “um veículo-escola<br />

móvel, de matrícula portuguesa,<br />

que anda lá e cá, para que possamos<br />

ter uma escola ambulante em<br />

várias terras. É que vender uma<br />

máquina e explicar como se opera,<br />

todos fazem, mas explicar como é<br />

que o automóvel funciona e como<br />

é possível tirar partido do equipamento<br />

e ganhar dinheiro com ele, é<br />

aí que a formação tem valor!”, considera<br />

Pedro de Jesus, que salienta<br />

que “o nosso equipamento tem de<br />

ser mostrado, pois se chegarmos<br />

com um catálogo, e temos o nosso<br />

que custa 30, e há outro que custa<br />

10, temos de explicar porquê. Tem<br />

de haver bons argumentos para se<br />

explicar e se vender. O veículo-escola<br />

serve para mostrar a um cliente<br />

indeciso que queira comprar e<br />

oje, a Cometil tem uma gama<br />

H alargada e continua recetiva a novas<br />

marcas, “se houver bons produtos”, diz-nos o<br />

administrador, Pedro de Jesus, que comenta<br />

que são os próprios fabricantes a aumentar<br />

as gamas de produtos. “A Hunter, quando<br />

começou, eram equipamentos de<br />

alinhamento de direções, ponto final. Hoje,<br />

tem desde máquinas de equilibrar,<br />

desmontar, elevadores… todos os<br />

fabricantes vão alargando as gamas. Uma<br />

<strong>das</strong> últimas marcas que adicionámos foi a<br />

PORTEFÓLIO COMPLETO<br />

Waeco, de ar condicionado, e já estamos há<br />

cinco anos com eles. A Rotary abrange várias<br />

marcas e tem bancos de carroçarias, que é<br />

uma área onde não estávamos muito<br />

presentes e começamos agora a dar os<br />

primeiros passos. Não é o nosso corebusiness,<br />

mas já temos oferta. No fundo,<br />

não mudamos muito, mantemos as que<br />

temos e progredimos, vamos construindo a<br />

marca”, refere, acrescentando que mudar<br />

para marcas mais baratas não está sequer<br />

em cima da mesa. As marcas que<br />

comercializam são homologa<strong>das</strong> “pela maior<br />

parte dos fabricantes e isso é muito bom,<br />

porque essa homologação do fabricante<br />

OEM permite que haja confiança”.<br />

Recentemente, a Cometil apostou também<br />

na CAN, a marca própria através da qual<br />

otimizam determinados produtos, de forma<br />

estratégica, para vender linhas específicas<br />

e personaliza<strong>das</strong>. “Fazemos pequenas<br />

alterações, à cor ou ao formato. Já temos<br />

uma gama, com preço, feita na Europa, tudo<br />

com produtores que já conhecemos e a que<br />

estamos habituados. São equipamentos<br />

tendencialmente mais económicos, mas<br />

com qualidade. Vamos continuar a apostar<br />

na marca própria CAN, não tanto a pensar<br />

na margem, mas em arranjar soluções<br />

sem ir para o produto asiático. Vamos para<br />

uma gama mais baixa de preço, para que<br />

o cliente também possa comprar, porque,<br />

na verdade, a nossa preferência é manter o<br />

premium… não sendo possível, damos uma<br />

segunda opção, dentro de marca própria”,<br />

esclarece Pedro de Jesus.<br />

86 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


serve para formação. Temos várias<br />

formações sempre agenda<strong>das</strong> em<br />

vários pontos, com parte teórica e<br />

prática”, adianta.<br />

Desafios futuros<br />

Nesta altura, há muitos desafios que<br />

se apresentam à empresa e um deles<br />

é a digitalização, onde o responsável<br />

assume que “ainda há muito a fazer”.<br />

A Cometil tem site e utiliza as redes<br />

sociais para a divulgação de certos<br />

produtos e ações que realiza. Para as<br />

promoções, utilizam o formato de<br />

newsletter e disponibilizam o site<br />

para fazer encomen<strong>das</strong> online de<br />

pequenos consumíveis, já que para<br />

vender os próprios equipamentos<br />

tal não é exequível, pois carecem<br />

de uma abordagem personalizada.<br />

A Cometil não falha os principais<br />

eventos do setor, nomeadamente<br />

a expoMECÂNICA, agora de dois<br />

em dois anos, onde “as pessoas vão<br />

para manterem o contacto. É uma<br />

maneira de os clientes nos verem<br />

a todos de uma vez, com as coisas<br />

boas e más que isso traz. No nosso<br />

caso, que não é só levar três ou<br />

quatro equipamentos, é uma logística<br />

grande, mas vamos continuar<br />

AO LADO DOS CLIENTES DESDE SEMPRE!<br />

edro de Jesus acredita que o mercado é<br />

P o espelho daquilo que a Cometil tem<br />

feito na área dos equipamentos oficinais desde<br />

muito cedo. Logo em 1986, com a Hunter, a<br />

empresa foi pioneira ao promover um contrato<br />

de manutenção e “na altura isso nem se falava.<br />

Criámos esse contrato de assistência logo desde<br />

o primeiro dia, com o intuito de beneficiar, em<br />

especial os clientes do Norte, porque<br />

estávamos aqui em Lisboa. O preço era preço<br />

fixo para toda a gente, e foi uma maneira de<br />

por o país todo à mesma distância, com<br />

assistência em 24 horas. Ao mesmo tempo,<br />

sabíamos que tínhamos o material mantido<br />

preventivamente”. Além disso, a Cometil<br />

arriscou numa garantia própria: “Os fabricantes<br />

normalmente dão um ano de garantia,<br />

transversal a todos, mas nós dávamos três,<br />

aumentávamos a garantia porque tínhamos o<br />

equipamento sob controlo, para sabermos se<br />

estava a ser bem usado. Na altura isto foi algo<br />

controverso até mesmo com os fabricantes,<br />

porque diziam que não nos davam nada além<br />

de um ano. Mas depois até serviu de exemplo<br />

para outros distribuidores deles. Hoje temos<br />

clientes que têm esse contrato há 30 anos ou<br />

mais. Mudam de máquina e mantêm o<br />

contrato. Ter um contrato de manutenção<br />

preventiva é muito importante”, acredita o<br />

responsável. Em paralelo, tudo o que é a<br />

eletrónica já presente nos equipamentos<br />

permite aferir a rentabilidade dos mesmos,<br />

sejam em número de serviços ou em tempo de<br />

funcionamento, para “dar dados à parte<br />

decisora da oficina sobre o que está a ser<br />

rentável ou não, é um controlo importante”,<br />

sublinha.<br />

Sendo a grande maior parte <strong>das</strong> compras<br />

destes equipamentos feita através de<br />

financiamento, com recurso à banca, o<br />

administrador revela-nos que o “leasing ainda<br />

acaba por ser um canal muito usado, mas,<br />

entretanto, começaram a aparecer as empresas<br />

de renting, que torna o processo muito simples.<br />

No renting a pessoa acaba o contrato e fica<br />

com o equipamento, que dura 20/30 anos”. O<br />

advento dos carros elétricos vai, na opinião de<br />

Pedro de Jesus, “ter impacto positivo e negativo<br />

nos equipamentos. No nosso caso, voltando à<br />

marca histórica, a Hunter, muito associada aos<br />

pneus e às ro<strong>das</strong>, o elétrico continua a ter as<br />

ro<strong>das</strong> e aqui o impacto é positivo porque ainda<br />

por cima os carros elétricos gastam pneus mais<br />

depressa. Sendo melhor para a oficina, melhor<br />

para nós, porque o cliente precisa de mais<br />

equipamentos. Os concessionários também<br />

já estão muito pressionados a olhar para os<br />

pneus como um negócio a ter dentro de portas.<br />

Por outro lado, há aqueles produtos derivados<br />

dos carros a combustão que desaparecem.<br />

Equipamentos de lubrificação, óleos ou<br />

extração de gases, deixam de existir. Mas essa<br />

área de produtos, que é muito importante<br />

para as oficinas, vai diminuir, mas não vai<br />

desaparecer”, entende.<br />

As mudanças no modelo de negócios da<br />

oficina vão ser, a seu ver, “graduais”, mas o<br />

que não pode faltar “é a atenção ao cliente<br />

e a qualidade do trabalho. É sempre o que o<br />

cliente mais espera, ser bem atendido e ver o<br />

profissionalismo de fazer bem”. A digitalização<br />

<strong>das</strong> empresas faz falta, “porque a pessoa tem<br />

que ser informada, mas o relacionamento com<br />

o cliente deve ser prioritário. O equipamento já<br />

faz tudo pela pessoa, mas ainda não fala com<br />

os clientes. E no momento certo, tem de ser o<br />

técnico a estar lá. Acho que cada vez mais será<br />

assim”, finaliza.<br />

PARA PEDRO DE JESUS, OS MERCADOS PORTUGUÊS E ESPANHOL<br />

TÊM CARATERÍSTICAS DIFERENTES, APESAR DE SEMELHANTES,<br />

E ASSUME QUE A EXPERIÊNCIA EM PORTUGAL PERMITIU CRESCER<br />

MUITO MAIS DEPRESSA EM ESPANHA<br />

a estar presentes”. Para Pedro de<br />

Jesus, na atualidade, o maior desafio<br />

“são as pessoas”. No entanto,<br />

congratula-se por “ter a sorte de<br />

ter uma equipa muito estável. A<br />

antiguidade também já é preocupante,<br />

temos pessoas com 35 anos<br />

de casa, a média estará nos 20 anos<br />

de casa. Formamos as pessoas cá<br />

dentro, desde que mostrem interesse.<br />

E em Espanha ainda é mais<br />

difícil. Este ano entraram dois técnicos,<br />

um para Madrid e outro para<br />

Barcelona, mas ainda precisamos<br />

de mais. Lá já recorremos a empresas<br />

de recrutamento – aqui nunca<br />

o fizemos – pusemos anúncios, as<br />

pessoas até respondiam, iam à entrevista,<br />

aceitavam o trabalho, as<br />

condições, iam ver o local e uma<br />

semana antes desistiam. Pelo menos<br />

três disseram-nos que tinham<br />

outra proposta, que a nossa até era<br />

melhor a nível monetário, mas preferiam<br />

o horário da outra empresa.<br />

A juventude não quer compromissos<br />

e preferem um ordenado mais<br />

baixo. Isto é inacreditável e preocupante”,<br />

lamenta. Numa nota mais<br />

positiva, certo é que o ano de 2024<br />

arrancou “muito bem”, depois de<br />

2023 ter sido o recorde de sempre,<br />

“foi o nosso melhor ano a nível de<br />

faturação e curiosamente em Espanha<br />

ainda crescemos mais, foi um<br />

salto bastante bom” diz, esperando<br />

que se confirmem as expetativas de<br />

um bom ano para o negócio, a pouco<br />

tempo de celebrar 40 anos, já em<br />

2025. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 87


Empresa<br />

SEMINÁRIO BETA<br />

BOLAS ELEITO “MELHOR<br />

DISTRIBUIDOR DA EUROPA”<br />

FOI COM A CASA CHEIA QUE A BETA E A BOLAS DERAM INÍCIO AO SEMINÁRIO NACIONAL DE<br />

REVENDEDORES, APRESENTANDO O BALANÇO DO ANO DE 2023, PROJEÇÕES E NOVIDADES PARA<br />

2024. O EVENTO TEVE LUGAR NO HOTEL DO LUSO E REUNIU CERCA DE 60 EMPRESAS PARCEIRAS.<br />

ENTRE OS MOMENTOS MAIS MARCANTES, DESTACA-SE A CONQUISTA DA BOLAS, COMO “MELHOR<br />

DISTRIBUIDOR DA EUROPA”, TÍTULO ATRIBUÍDO PELA BETA<br />

A<br />

BOLAS, como representante exclusiva da<br />

BETA, para Portugal, Angola e Moçambique,<br />

realizou no dia 2 de março, no Hotel<br />

do Luso, no centro do país, um seminário nacional<br />

dos revendedores da marca, onde reuniu com<br />

cerca de 60 empresas e aproximadamente 150<br />

pessoas. Rui Bolas, administrador da BOLAS,<br />

deu início à apresentação dos trabalhos, descrevendo<br />

o ano de 2023 como “um novo marco no<br />

mercado nacional”, “em termos do volume de<br />

ven<strong>das</strong>”. Ainda assim, para Rui Bolas, “o ano de<br />

2024 será de crescimento”, com a promessa de<br />

que manterão “os mesmos valores e princípios<br />

que facilitam o trabalho e permitem alcançar resultados”.<br />

Para além do balanço de 2023 e a componente<br />

estratégica, a BOLAS, em conjunto com<br />

a BETA, aproveitaram o momento para apresentar<br />

as novidades de 2024. O novo catálogo<br />

é composto por 40 grupos de produtos e 16 mil<br />

referências, com destaque para as ferramentas e<br />

mobiliário oficinal.<br />

Alberto Cattaneo, Sales Director da BETA, também<br />

expressou a importância do mercado português<br />

para a marca. “Depois do mercado italiano,<br />

o mercado português é o mais importante para a<br />

BETA, temo-lo conseguido ao longo dos últimos<br />

50 anos, 11 dos quais, ou seja, desde 2013, através<br />

da empresa BOLAS”, referiu. Durante o evento,<br />

para surpresa de todos, a BOLAS foi condecorada<br />

como “Melhor Distribuidor da Europa”. Para Rui<br />

Bolas, foi um momento inesperado, mas que o<br />

encheu de orgulho, referindo que, “É um espelho<br />

do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao<br />

longo destes 11 anos com a marca e em resultado<br />

também do crescente apoio dos nossos clientes”.<br />

Para a conclusão dos trabalhos, o evento encerrou<br />

com um divertido espetáculo de magia proporcionada<br />

pelo mágico Nuno Rodrigues. l<br />

PRINCIPAIS LINHAS DE<br />

ESTRATÉGIA PASSAM POR<br />

QUATRO CATEGORIAS<br />

1A linha de produtos (a aposta em marcas premium, parceiros<br />

sólidos, oferta de uma gama completa e competitiva, mas<br />

que se diferencia pela qualidade e não pelo preço);<br />

2A otimização da cobertura e a qualidade da rede de<br />

distribuição de cada marca representada (maior penetração<br />

da linha de produtos nos clientes/mercados já existentes);<br />

3A política comercial (de forma a ser clara e transparente,<br />

com regras e que respeite os interesses dos parceiros<br />

distribuidores e que premeie a sua colaboração);<br />

4A melhoria contínua dos níveis de serviço (prazos de<br />

entrega, prazos de reparação, apoio prestado, entre<br />

outros), de forma a traduzir-se num aumento da satisfação de<br />

todos os parceiros envolvidos.<br />

88 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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melhor do<br />

mercado.<br />

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NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO<br />

Produto<br />

EUROL DESTACA<br />

NOVO FLUIDO DE<br />

TRANSMISSÃO<br />

SINTÉTICO<br />

O<br />

novo Transfluid ATF-CVT da Eurol, é o primeiro<br />

óleo de transmissão totalmente sintético<br />

adequado tanto para transmissões automáticas<br />

convencionais como para transmissões de variação(CVTs).<br />

A adequação para ambas as transmissões<br />

torna o Eurol Transfluid ATF-CVT um produto versátil<br />

e amplamente aplicável para carros dos mercados<br />

europeu, asiático e americano. A Eurol refere que este<br />

óleo de transmissão é um substituto para vários ATFs<br />

e CVTs regulares no portfólio de muitas oficinas. O<br />

Eurol Transfluid ATF-CVT consiste numa combinação<br />

de óleos básicos de alta qualidade e aditivos avançados<br />

e atende às especificações mais rigorosas para<br />

aplicações ATF e CVT. Além disso, “mantém as suas<br />

propriedades durante longos intervalos de mudança,<br />

mesmo em condições severas, graças à sua excelente<br />

oxidação e estabilidade térmica”, explicou a marca. O<br />

Eurol Transfluid ATF-CVT, encontra-se disponível<br />

em garrafas de 1 e de 5 litros, bag-in-box ecológica de<br />

20 litros, barril de 60 litros e de 210 litros.<br />

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90 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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DISTINGUIDA COM PRÉMIO<br />

“ESCOLHA DOS PROFISSIONAIS 2024”<br />

PECOL | A PECOL foi galardoada este ano com o prémio “Escolha dos Profissionais” na categoria<br />

de “Silicones e Selantes”, sendo a distinção atribuída pela Consumer Choice. Para a PECOL, este reconhecimento<br />

destaca o seu compromisso com a excelência e a inovação, fortalecendo a sua posição na<br />

produção destes produtos. Fundada em Águeda, a marca tem vindo a consolidar-se nas últimas quatro<br />

déca<strong>das</strong> no mercado Português e Europeu, apostando na qualidade e dedicação. A PECOL ampliou<br />

a sua gama neste segmento atendendo às exigências da indústria e do retalho, tendo este prémio<br />

vindo a provar o seu compromisso “em ser a escolha ideal para os clientes que valorizam qualidade e<br />

confiança”, destacou em comunicado. Recentemente, a empresa estabeleceu uma parceria com João<br />

Benedito, conceituado profissional e figura televisiva na área da remodelação, procurando elevar os<br />

padrões de qualidade e inovação na indústria de Silicones e Selantes. A empresa agradeceu a todos os<br />

que têm sido parte integrante desta jornada e demonstra-se ansiosa para continuar a servir os seus<br />

clientes como mesmo nível de excelência nos anos que se avizinham.<br />

Tudo<br />

funciona<br />

melhor...<br />

NOVAS MÁQUINAS PARA LAVAGEM DE PEÇAS<br />

PCC | Pinto da Costa&Costa, empresa especializada em equipamentos auto, anuncia o lançamento<br />

de máquinas de limpezas de peças com a garantia de um investimento e retorno sustentável. “A<br />

compra de uma máquina de limpeza de peças é uma escolha estratégica que oferece controlo total<br />

e retorno ao seu investimento”, assegura a PCC. Ao optar pela aquisição <strong>das</strong> máquinas de lavagem<br />

de peças PCC, “estará a investir em qualidade, eficiência e independência operacional”, garante. De<br />

acordo com a empresa, trata-se de um investimento sustentável a longo prazo, sem a preocupação<br />

com custos de aluguer e com um retorno garantido do investimento feito. A empresa de Famalicão<br />

tem como objetivo fornecer soluções de qualidade que atendam e superem as expectativas dos<br />

clientes. “A PCC esta comprometida em garantir satisfação em cada etapa, desde a seleção do equipamento<br />

até ao pós-venda”, finaliza.<br />

... com a marca de lubrificantes preferida dos<br />

alemães há 13 anos consecutivos. Aproveite<br />

a popularidade da marca para o seu próprio<br />

negócio e beneficie da nossa ampla gama<br />

de produtos e soluções para oficinas.<br />

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NOTÍCIAS<br />

PRODUTO<br />

ANUNCIA EXPANSÃO<br />

NA OFERTA DE FILTROS<br />

HABITÁCULO<br />

MIKFIL | A Costa, Nunes & Costa, Lda., anunciou a expansão na oferta<br />

de filtros de habitáculo MIKFIL, com especial atenção nos veículos de<br />

mobilidade 100% elétrica. Já disponíveis para Tesla Model 3 e Model Y,<br />

BMW i4 e iX3, Nissan Leaf II, Polestar 2, VW ID.3 e ID4, e Smart Fortwo<br />

Eletric Drive. Projetados especificamente para atender às necessidades<br />

dos veículos elétricos, os filtros de habitáculo da MIKFIL oferecem uma<br />

filtragem superior, removendo partículas finas e poluentes do ar no interior<br />

do habitáculo. Ao substituir regularmente os filtros de habitáculo<br />

do veículo elétrico por filtros da MIKFIL, o condutor pode desfrutar de ar<br />

puro e limpo, protegendo a sua saúde e dos passageiros, uma vez que<br />

removem poeira, pólen, bactérias e outros contaminantes do ar. Um<br />

filtro de habitáculo sujo pode colocar mais pressão no sistema de ventilação<br />

e no motor do veículo, o que pode levar a um desgaste prematuro.<br />

Ao substituir os filtros conforme recomendado, a oficina está a ajudar a<br />

prolongar a vida útil do veículo elétrico.<br />

SENSORES DE ASSISTÊNCIA PARA COMERCIAIS<br />

ZF Aftermarket | A ZF Aftermarket está a oferecer, pela primeira vez, no mercado independente de pós-venda, sensores<br />

para aplicações de veículos comerciais sob a sua marca WABCO. Desde 2015, os camiões têm de estar equipados com assistentes automáticos<br />

de travagem de emergência e sistemas de aviso de saída da faixa de rodagem. A partir de 2024, outros sistemas de assistência<br />

ao condutor tornar-se-ão obrigatórios em toda a UE. Estes incluem, por exemplo, o assistente de velocidade, um assistente de viragem<br />

ou o gravador de dados de acidentes. Para as oficinas independentes de veículos comerciais, os desafios da manutenção e reparação de<br />

camiões e autocarros são cada vez maiores. Neste caso, porque os sistemas de assistência ao condutor têm de ser verificados e recalibrados<br />

após uma reparação. Para tal, as oficinas também precisam de ter acesso às peças de substituição certas, em particular aos sensores<br />

que fornecem os dados para os sistemas de assistência ao condutor. É por isso que a ZF Aftermarket está a oferecer, pela primeira vez,<br />

no mercado independente de pós-venda, sensores para aplicações de veículos comerciais sob a sua marca WABCO. Estes são a câmara<br />

frontal para o sistema de aviso de saída da faixa de rodagem OnLaneALERT e o sensor de radar para o sistema de travagem automática<br />

de emergência OnGuardACTIVE.<br />

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VAMOS ATÉ SI.<br />

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tel.: 210 430 900<br />

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Rua do Moinho Velho, Sto. Antão do Tojal, 2660-524 Loures<br />

(Armazém Santogal Peças)<br />

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NOTÍCIAS<br />

PRODUTO<br />

PHILIPS CRIA<br />

LÂMPADAS QUE<br />

PROPORCIONAM MAIS<br />

300% LUZ NA ESTRADA<br />

As novas lâmpa<strong>das</strong> H7 da Philips Ultinon Pro6000 Boost<br />

são mais curtas e estreitas do que as suas antecessoras,<br />

com uma área de ocupação 30% mais pequena que melhora<br />

significativamente o encaixe mecânico nos faróis mais estreitos.<br />

“A gama Philips Ultinon Pro6000 Boost proporciona mais 300%<br />

de luz na estrada em comparação com a norma legal mínima para<br />

lâmpa<strong>das</strong> de halogéneo”, garantiu a marca sobre a recente novidade.<br />

“Estas excecionais lâmpa<strong>das</strong> LED retrofit, desenvolvi<strong>das</strong><br />

pela Lumileds, definem novos padrões de brilho e foram aprova<strong>das</strong><br />

para utilização rodoviária em vários países da União Europeia.<br />

Adaptam-se a uma maior diversidade de veículos graças à<br />

sua arquitetura inovadora”, acrescentou. A gama Philips Ultinon<br />

Pro6000 Boost está homologada e em conformidade com os regulamentos<br />

de trânsito rodoviário. Como resultado, as lâmpa<strong>das</strong> podem<br />

substituir de forma segura as lâmpa<strong>das</strong> de halogéneo numa<br />

grande variedade de veículos, desde automóveis a veículos de duas<br />

ro<strong>das</strong>, autocaravanas, carrinhas e camiões ligeiros.<br />

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NOVO<br />

DESEMPENHO,<br />

PRONTO PARA USO<br />

Líquido refrigerante de alto desempenho, pronto para uso, à<br />

base de etilenoglicol com tecnologia de ponta de proteção contra<br />

corrosão PSi-OAT, para motores modernos de alto desempenho.<br />

Este líquido refrigerante G12 evo pode ser usado em aplicações<br />

G13, G12++, G12+ e G11.<br />

DESENVOLVIDO PARA IR MAIS ALÉM.<br />

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94 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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• Indicado para uma ampla gama de<br />

veículos<br />

• Otimiza o rendimento do motor<br />

• Reduz o consumo de combustível<br />

• Reduz as emissões de CO2<br />

O desempenho de qualquer veículo depende de cada componente do motor funcionar de forma perfeita.<br />

A tecnologia avançada <strong>das</strong> son<strong>das</strong> DENSO cuida do motor para o manter a funcionar em condições ótimas.<br />

Por isso, não é surpreendente que nove em cada dez carros estejam equipados com peças DENSO originais. Produtos<br />

como os nossos sensores lambda, que reduzem o consumo de combustível e as emissões. Se os principais fabricantes<br />

de automóveis depositam a sua confiança na DENSO, porque não o deve fazer?<br />

aftermarket.iberia@denso-ts.it


NOTÍCIAS<br />

PRODUTO<br />

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SOLUÇÕES EM AR<br />

CONDICIONADO<br />

AUTOMÓVEIS | CAMIÕES | TRATORES<br />

REFORÇA PORTFÓLIO<br />

COM NOVA GAMA DE FILTROS<br />

FEBI | A febi lançou uma nova campanha para os seus filtros. Com um forte compromisso em<br />

entregar produtos de elevada qualidade, a mais recente campanha foca-se na introdução de uma<br />

gama abrangente de filtros pensados para otimizar o desempenho dos veículos e garantir a sua<br />

fiabilidade a longo prazo. “Desde filtros de óleo, ar e combustível a filtros de habitáculo e transmissão,<br />

a febi tem a solução de filtragem certa – e muito mais”, sublinha a marca. Com mais de 2.100<br />

componentes na gama all-makes, todos os veículos populares nas estra<strong>das</strong> europeias estão contemplados.<br />

Adicionalmente, a febi oferece uma vasta gama de filtros tais como filtros hidráulicos<br />

para Embraiagem Haldex, kits de manutenção e kits de manutenção da transmissão. A campanha<br />

de filtros febi reforça a sua reputação em produtos de qualidade oferecidos no aftermarket. Cada<br />

peça febi é submetida a testes de qualidade intensivos e regulares e os filtros não são exceção, com<br />

to<strong>das</strong> as peças planea<strong>das</strong> e fabrica<strong>das</strong> de acordo com os padrões do equipamento original (OE).<br />

APOSTA EM EMBALAGENS<br />

ATÉ 72% MAIS SUSTENTÁVEIS<br />

Rua Fernando Vicente - Armazém 15<br />

2560-677 Torres Vedras<br />

Telf.: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt<br />

GPS - N39.094609 - W009.251526 | www.nelsontripa.pt<br />

Eni | A apresentação ao mercado de uma embalagem sustentável é o resultado da sinergia entre as<br />

empresas do grupo ENI, a Enilive e a Versalis. A colaboração consolidou-se com a utilização de matérias-primas<br />

plásticas com origem em reciclagem mecânica pós-consumo, um polietileno comercializado<br />

pela Versalis ao abrigo do nome Versalis Revive, derivado do seu know-how, investigações e tecnologias<br />

próprias. Deste modo, a empresa dispõe de ferramentas que “permitem alcançar os objetivos<br />

da economia circular”, revelou. Neste seguimento, a Enilive Iberia lançou em abril de 2023 a nova gama<br />

de embalagens de 5 e 20 litros com um teor de plástico reciclado até 72% (tampa inclusive), em função<br />

do tipo de embalagem. Enquanto que as embalagens de 20 litros resultam da mistura de plástico<br />

virgem e reciclado, os formatos mais pequenos são fabricados através de uma nova tecnologia multicama<strong>das</strong>,<br />

sendo o exterior de plástico virgem, o que permite manter as cores atuais, características <strong>das</strong><br />

diferentes gamas de produtos. “A incorporação de plástico reciclado nas nossas embalagens permite<br />

deixar de utilizar 179 tonela<strong>das</strong> por ano de plástico virgem, o que representa um grande avanço na<br />

sustentabilidade”, completou.


LANÇA APLICAÇÃO DEDICADA<br />

AO PROGRAMA EXTRA<br />

BOSCH | O programa eXtra Bosch Mobility Aftermarket tornou-se numa ferramenta muito valorizada<br />

pelas mais de dez mil oficinas inscritas, tanto em Portugal como Espanha, e que prossegue<br />

um objetivo claro: premiar e recompensar as oficinas que adquirem produtos Bosch. Coincidindo com<br />

o décimo aniversário do seu programa de fidelização eXtra, a Bosch Mobility Aftermarket acaba de<br />

lançar a tão aguardada aplicação digital, que chega repleta de novidades e que permitirá à empresa<br />

estar ainda mais próxima <strong>das</strong> oficinas. A Bosch avança assim com a digitalização deste programa de<br />

fidelização, atualmente presente em mais de 30 países. Com o programa eXtra, a oficina pode ganhar<br />

brindes e usufruir de benefícios exclusivos na compra de qualquer produto Bosch Automóvel. Para<br />

isso, é utilizado um sistema de pontos que permitirá à a oficina ir acumulando à medida que adquire<br />

diferentes produtos e envia os respetivos códigos EAN. Entre as novidades apresenta<strong>das</strong> pela aplicação,<br />

importa destacar o recurso às notificações instantâneas, que permite às oficinas terem um acesso mais<br />

rápido a to<strong>das</strong> as informações sobre as últimas novidades ofereci<strong>das</strong> pelo programa eXtra.<br />

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WHEREVER WE GO, WE GO TOGETHER<br />

SIMULADOR 3D<br />

KROFTOOLS<br />

ENSINA SOBRE ESTRUTURA<br />

E FUNÇÃO DO ALTERNADOR<br />

DT Spare PARTS | No novo vídeo “PS Tips”, o Parts Specialist Kevin, da Diesel Technic, analisou<br />

e explicou a estrutura e função de um alternador. Além disso, também analisou as diferentes formas<br />

de construção que precisam ser considera<strong>das</strong>. Os alternadores da DT Spare Parts estão disponíveis em<br />

vários tamanhos e correntes nominais de 29 a 140 amperes. Desta forma, a marca oferece uma ampla<br />

gama de itens. Em termos de tensão, há uma distinção entre alternadores de corrente alternada e<br />

de corrente contínua. Como os nomes sugerem, os alternadores de tensão CA produzem diferentes<br />

valores de corrente. Isto significa que são utilizados principalmente em autocarros, pois a tensão da<br />

corrente deve ser adaptada às diversas funções do veículo. A gama do produto inclui 185 artigos da<br />

marca DT Spare Parts. Além dos alternadores, a marca possui diversos acessórios individuais. Entre<br />

eles, kits de reparação, polidores, escovas de carvão e retificadores. Estes e outros produtos podem ser<br />

encontrados no novo Partner Portal da Diesel Technic. Os artigos podem ser utilizados, por exemplo,<br />

para as marcas DAF, Fendt, Fiat, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, Neoplan, Renault, Scania e Volvo.<br />

A FERRAMENTA QUE PRECISA PARA<br />

PROJETAR O ESPAÇO DA SUA OFICINA!<br />

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KROFTOOLS


NOTÍCIAS<br />

PRODUTO<br />

APRESENTA TRÊS GAMAS<br />

DE FILTROS DE SECAGEM<br />

MANN+HUMMEL | A MANN+HUMMEL reuniu todo o seu conhecimento e anos de experiência na marca<br />

MANN-FILTER, para criar uma gama composta por diferentes tipos de filtros de secagem como equipamento<br />

original. Os filtros para secagem de ar da MANN-FILTER desumidificam e limpam o ar comprimido. Camiões,<br />

autocarros e tratores utilizam sistemas de ar comprimido para acionar diversos componentes, sendo especialmente<br />

notável o sistema para secagem do ar. Para isso, todo o circuito deve estar seco, limpo e isento de<br />

óleo. A humidade nas linhas de ar comprimido pode causar corrosão, formação de gelo e abrasão, reduzindo<br />

a potência de travagem e levando a reparos dispendiosos. A MANN-FILTER oferece atualmente três tipos diferentes<br />

de filtros para secagem de ar que diferem tanto em funcionalidade quanto em aparência: Uma versão<br />

branca como solução padrão para desempenho de secagem ideal, uma caixa prateada com filtro coalescente<br />

para melhorar a proteção do sistema contra gotículas de óleo prejudiciais, e uma versão premium Gold com<br />

secagem em etapas adicionais e separação otimizada de óleo para proteção máxima nas condições operacionais<br />

mais adversas.<br />

NOVO “MEMBRO DE EQUIPA”<br />

MEWA | Altamente qualificado, flexível, orientado para a qualidade, focado, robusto e sempre<br />

pronto – é assim que a Mewa descreve o seu novo pano de limpeza –, tal como um “verdadeiro<br />

especialista”. Tal como uma história, a Mewa começa por fazer a narrativa de um dia de trabalho,<br />

em que tudo começa quando os panos de limpeza vão entrar ao serviço e aumentam a sustentabilidade,<br />

qualidade e produtividade na oficina automóvel. Logo pela manhã, o mecânico retira o<br />

pano de limpeza fresco e guarda-o no macacão, onde está sempre à mão. Vai ser o seu fiel companheiro<br />

em to<strong>das</strong> as operações que efetua durante a revisão do carro que acaba de ser entregue.<br />

Ainda bem que o pano da Mewa é ultra-absorvente, graças à sua tecelagem especial. Por isso,<br />

pode ser reutilizado várias vezes, sempre a absorver lubrificantes e sujidade. Tal como no pano de<br />

limpeza, a Mewa disponibiliza a manta absorvente de óleos com serviço completo. Isto significa<br />

que a Mewa recolhe os têxteis reutilizáveis, dentro do SaCon, para lavagem ecológica, submete-os<br />

a um rigoroso controlo de qualidade e entrega todos os produtos impecáveis diretamente<br />

na oficina. Isto é seguro, cómodo e representa um contributo contínuo para a proteção do clima.<br />

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ECOFORCE.<br />

FAZ UMA CONDUÇÃO SUSTENTÁVEL,<br />

PENSA NO TEU FUTURO.<br />

Um coração verde bate dentro dos automóveis mais evoluídos.<br />

O conceito de mobilidade está em constante evolução: conte<br />

com a tecnologia FIAMM para apoiar essa mudança. A nova<br />

gama de baterias ecoFORCE suporta as necessidades energéticas<br />

dos automóveis mais modernos. Os sistemas Start&Stop e<br />

Brake Energy presentes em automóveis micro-híbridos exigem<br />

um uso muito intenso da bateria: A FIAMM tem a solução ideal<br />

para continuar a viajar com eficiência.<br />

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98 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


GAMA LIGEIROS & PESADOS<br />

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IMPORTADOR PORTUGAL E ESPANHA<br />

Saiba mais em www.sjosepneus.com ou contacte o comercial da sua zona.


NOTÍCIAS<br />

PRODUTO<br />

APRESENTAM “DLK SMART”<br />

Krautli Portugal e VDO | O novo equipamento de gestão de<br />

dados tacográficos, desenvolvido pela Krautli Portugal em parceria com a VDO,<br />

facilita o cumprimento dos novos requisitos legais do Pacote Europeu da Mobilidade.<br />

A VDO, marca líder em tacógrafos, em conjunto com a Krautli Portugal,<br />

continua a desenvolver serviços e produtos relacionados com tacográfos em<br />

colaboração com fabricantes de veículos, gestores de frotas e condutores. Neste<br />

sentido, a marca, que pertence ao Grupo Continental, adaptou as ferramentas de<br />

descarga, oferecendo ao mercado uma ferramenta única que não só simplifica<br />

a transferência de dados tacográficos, mas também facilita o cumprimento dos<br />

requisitos legislativos, uma vez que a obrigação de guardar dados tacográficos<br />

de veículos e condutores se aplica igualmente a to<strong>das</strong> as empresas de transporte,<br />

grandes ou pequenas. Este novo dispositivo é mais rápido, mais leve e mais<br />

compacto do que o seu antecessor, permitindo uma utilização mais dinâmica e<br />

proporcionando uma melhor resolução e facilidade de gestão, o que permitirá<br />

obter toda a informação de uma forma mais intuitiva e rápida.<br />

<strong>Jornal</strong><strong>das</strong><strong>Oficinas</strong>_220mmX145mm copy.pdf 1 18/03/24 10:48<br />

REPSOL LANÇA<br />

EMBALAGENS COM 60%<br />

PLÁSTICO RECICLADO<br />

A<br />

empresa multienergética lançou novas embalagens de lubrificantes que integram<br />

60% de plástico pós-consumo, reciclados mecanicamente, da gama Repsol<br />

Reciclex. O novo composto de polietileno de alta densidade (PEAD) Repsol<br />

Reciclex será utilizado em to<strong>das</strong> as embalagens de lubrificantes de 1l, 4l e 5 litros, em<br />

cinco cores para diferentes gamas de produtos, incluindo óleos para motores e sistema<br />

de transmissões de carros, motos e veículos pesados. A nova embalagem foi redesenhada<br />

para melhorar a sustentabilidade, mantendo as suas propriedades, em linha<br />

com o compromisso de reduzir a pegada de carbono e contribuir para uma economia<br />

circular através do uso de materiais reciclados, sempre que possível. Esta iniciativa é<br />

uma demonstração do compromisso da Repsol com uma maior sustentabilidade em<br />

toda a cadeia de valor, comercializando soluções inovadoras e amigas do ambiente. O<br />

conteúdo reciclado <strong>das</strong> novas embalagens representa 60% do peso total do recipiente,<br />

alcançando uma redução de 25% na pegada de carbono em comparação com as embalagens<br />

anteriores.<br />

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100 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


NOVA GAMA DE ELETRÓNICA<br />

Magneti Marelli | A Magneti Marelli Parts & Services começou<br />

por introduzir a gama eletrónica em 2023, mas com o sucesso que obteve<br />

junto do mercado do aftermarket, decidiu expandir ainda mais em 2024.<br />

O lançamento inclui 116 referências distribuí<strong>das</strong> da seguinte forma: 100<br />

sensores de estacionamento, 8 referências da família EGR (transdutor de<br />

pressão, radiador EGR e válvula EGR), 2 sensores de nível de combustível e<br />

várias referências de sensores e corpos de borboleta. A família de sensores de<br />

estacionamento atinge as 220 referências com este lançamento, e a cobertura<br />

do parque automóvel ultrapassa os 90%. A gama foi introduzida em 2023<br />

e recebeu agora a sua primeira ampliação em 2024, após ser bem recebida<br />

pelo mercado do pós-venda. As referências já se encontram disponíveis nos<br />

distribuidores da marca.<br />

OSRAM<br />

LÂMPADAS LED COM DESIGN<br />

ÓTICO AVANÇADO<br />

A<br />

NIGHT BREAKER H7 da OSRAM, é uma <strong>das</strong> “mais populares lâmpa<strong>das</strong> retrofit<br />

para luzes de máximos e médios em automóveis”, afirmou a marca em comunicado.<br />

Com a recém-lançada NIGHT BREAKER LED H7GEN, a solução<br />

LED retrofit aprovada pela OSRAM está agora disponível com um design ótico melhorado,<br />

maior intensidade de luz e para ainda mais modelos de veículos. A gama NIGHT<br />

BREAKER é tradicionalmente sinónimo de iluminação clara e brilhante, luz mais branca<br />

do que as lâmpa<strong>das</strong> de halogéneo convencionais e uma longa vida útil. Com até 230%<br />

mais brilho e 50% menos encandeamento, a nova NIGHT BREAKER LED H7 GEN2<br />

consegue uma visibilidade ainda melhor, especialmente em condições de iluminação<br />

difíceis, sem perturbar o tráfego em sentido contrário. Em combinação com a NIGHT<br />

BREAKER LED H7, H4 ou H1, os proprietários de veículos podem efetuar uma atualização<br />

LED abrangente com lâmpa<strong>das</strong> LED idealmente combina<strong>das</strong> e concebi<strong>das</strong> para o<br />

exterior e interior do seu veículo.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com MAbril I Maio 2024 101


NOTÍCIAS<br />

PRODUTO<br />

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REFORMULA LINHA<br />

DE ANTICONGELANTES ORGÂNICOS<br />

Olipes | Um dos pilares da Olipes é o investimento em investigação e desenvolvimento. Como resultado<br />

desta aposta, a empresa reformulou todos os seus anticongelantes orgânicos e substituiu por<br />

ácido 2-etil-hexanoico. Desta forma, adaptam-se ao Regulamento Europeu EU 2022/692 e evita-se que<br />

fiquem relegados exclusivamente aos profissionais qualificados que fazem uso <strong>das</strong> pertinentes medi<strong>das</strong><br />

de segurança. A linha de anticongelantes orgânicos com esta nova formulação garante as mesmas prestações<br />

e especificações técnicas. “O utilizador final não vai notar este avanço na segurança do produto,<br />

porque a etiquetagem final de perigosidade não é afetada nem há variação nos pictogramas e frases<br />

de segurança que se encontram na embalagem”, assegurou a Olipes em comunicado. Entre os líquidos<br />

de refrigeração anticongelantes da Olipes de uso direto, os mais populares são G12+ e G12++. Ambos<br />

oferecem proteção contra o frio até -37 °C, enquanto o seu ponto de ebulição se atrasa até 145 °C. Além<br />

disso, os seus aditivos 100% orgânicos de última geração protegem eficazmente os novos radiadores<br />

de alumínio e os que são feitos com ligas de alumínio/magnésio, fundição ou cobre. E, o que é mais<br />

importante para o utilizador, têm uma longa vida útil.<br />

AUMENTA GAMA EURO 6<br />

COM MAIS 600 PRODUTOS<br />

Veneporte | As novas atualizações feitas pela Veneporte na sua gama Euro 6, têm como objetivo<br />

oferecer ao mercado produtos que sejam mais amigos do ambiente. O aumento da gama Euro 6 da<br />

Veneporte tem como finalidade os avanços em LNTs (Lean NOx Traps), PNAs (Passive NOx Adsorbers),<br />

SDPFs (Selective Diesel Particulate Filter) e cDPFs (Catalytic Diesel Particulate Filter). A empresa procura<br />

oferecer ao mercado novas aplicações de controlo de emissões de CO2, e revela: “dedicamo-nos a desenvolver<br />

e fornecer consistentemente produtos de alto nível que atendam aos requisitos legais baseados<br />

nas normas UNECE”. A gama de produtos homologados abrange mais de 600 aplicações em veículos,<br />

contendo atualizações nos clusters LNT’s, PNA’s, SDPF’s e cDPF’s de forma a atender às necessidades do<br />

mercado e para “garantir uma excelente montagem, desempenho e durabilidade”, destaca.


GALA<br />

X ANIVERSÁRIO<br />

CASINO FIGUEIRA DA FOZ<br />

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UZ DEAIRBAG


MARCAR A DIFERENÇA!<br />

QUANDO CRIOU A OFICINA FRONTEIRA RIGOROSA, PEDRO MOTA QUIS DESDE O INÍCIO DIFERENCIAR-<br />

SE DA CONCORRÊNCIA PELA QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO E OFERTA ABRANGENTE DE<br />

SOLUÇÕES DE REPARAÇÃO. PARA CONCRETIZAR ESTE OBJETIVO DECIDIU INTEGRAR A REDE<br />

MOOVING QUE GARANTE CONFIANÇA, INOVAÇÃO E COMPETÊNCIA


Oficina<br />

do Mês<br />

FRONTEIRA RIGOROSA<br />

A<br />

oficina Fronteira Rigorosa foi<br />

criada em 2016, mas teve o seu<br />

início em 2006, num pequeno<br />

espaço em Santa Maria da Feira,<br />

onde trabalhava apenas Pedro<br />

Mota em reparações de chapa<br />

e pintura. Hoje, o grupo possui três oficinas e<br />

o serviço não para de aumentar.<br />

Apenas com 12 anos de idade, Pedro Mota começou<br />

a trabalhar na reparação de automóveis,<br />

tendo passado por várias áreas, nomeadamente<br />

a carroçaria onde se especializou como bate<br />

chapa e pintor. Em 2006 decide estabelecer-se<br />

com uma pequena oficina dedicada exclusivamente<br />

à pintura, equipada com uma cabine e<br />

área de preparação. Em 2009 passou para um<br />

espaço maior, onde já dispunha de uma cabine<br />

mais ampla e três áreas de preparação. Em 2010<br />

começou a diversificar os serviços para a área da<br />

mecânica, passando assim a oferecer um serviço<br />

mais completo aos clientes, que incluía para<br />

além da pintura todo o tipo de reparações mecânicas.<br />

Em 2016 aposta na abertura da Fronteira<br />

Rigorosa que garante todos os serviços ligados<br />

aos pneus e também mecânica rápida.<br />

Integração na rede Mooving<br />

Com o objetivo de dinamizar o negócio e estar<br />

um passo à frente da concorrência decidiu integrar<br />

a rede de oficinas Mooving, promovida pela<br />

Trustauto. “Quando Miguel Moreira, responsável<br />

da OMA – Oliveira, Moreira & Azevedo,<br />

Lda., apresentou o projeto Mooving, identifiquei-me<br />

logo com o conceito, pois enquadra-se<br />

na estratégia de crescimento do grupo”, refere<br />

Pedro Mota. “O pós-venda automóvel está em<br />

constante mudança, o que exige um acompanhamento<br />

constante do mercado de forma a<br />

podermos dar a resposta mais completa possível<br />

às necessidades dos clientes, por isso é muito<br />

importante estarmos na rede Mooving, que garante<br />

formação, apoio técnico, marketing e ferramentas<br />

de gestão”, acrescenta.<br />

Embora a integração na rede Mooving seja recente,<br />

Pedro Mota já sente o impacto da nova<br />

imagem junto dos clientes, que reconhecem credibilidade<br />

e qualidade nos serviços prestados.<br />

“Penso que a entrada na rede Mooving ocorreu<br />

no tempo certo e que trará frutos a curto prazo,<br />

uma vez que o trabalho de casa foi feito, quer<br />

por mim, quer pela OMA, o nosso principal fornecedor<br />

de peças e responsável pela dinamização<br />

do conceito Mooving”, afirma.<br />

Leque alargado de serviços<br />

Equipada com dois elevadores, alinhamento<br />

de direções, várias máquinas de montagem de<br />

pneus e equilíbrio de ro<strong>das</strong>, a Fronteira Rigorosa<br />

oferece um serviço completo de pneus e<br />

mecânica rápida, embora garanta todo o tipo<br />

de reparações mecânicas nas outras oficinas<br />

do grupo, que dispõem de mais espaço e de outros<br />

meios. Localizada numa zona com grande<br />

potencial de crescimento, pois está rodeada de<br />

muitas indústrias e centros empresariais, a oficina<br />

tem tido uma procura crescente de serviços<br />

e Pedro Mota não quer defraudar as expetativas<br />

FRONTEIRA RIGOROSA<br />

Gerente<br />

Pedro Mota<br />

Morada<br />

Rua do Areal, 970 – 4520-605 São João de<br />

Ver – Santa Maria da Feira<br />

Telefone<br />

256 333 155<br />

Email<br />

fr.oficinas@gmail.com<br />

dos clientes, continuando a apostar na melhoria<br />

dos serviços. Promove a receção ativa, através da<br />

verificação dos componentes de segurança dos<br />

veículos que entram nas instalações e oferece<br />

carro de substituição, para que os clientes não<br />

fiquem privados de mobilidade enquanto o seu<br />

carro está na oficina.<br />

Relativamente às peças utiliza<strong>das</strong> nas reparações<br />

“Damos sempre preferência às marcas premium,<br />

mas também temos material alternativo para os<br />

clientes que procuram componentes mais económicos.<br />

Neste caso chamamos sempre a atenção<br />

para a menor fiabilidade destas peças”, refere<br />

Pedro Mota. Para comunicar com os clientes<br />

este responsável valoriza a via digital “é um meio<br />

que nos permite chegar mais longe e dar a conhecer<br />

as campanhas que lançamos e apresentar<br />

os nossos serviços. As redes sociais bem explora<strong>das</strong><br />

trazem benefícios quer na atualidade quer<br />

no futuro e por isso vamos continuar a apostar<br />

nestes meios, com uma imagem forte e informação<br />

útil para os clientes”, assegura.<br />

Otimismo para o futuro<br />

A formação é outro fator vital para o sucesso da<br />

oficina e sempre que pode, Pedro Mota assiste<br />

a cursos de formação para poder transmitir aos<br />

seus colaboradores informação sobre as inovações<br />

que surgem nos veículos e novos processos<br />

de reparação. “Procuro estar sempre atualizado<br />

com as novidades que são lança<strong>das</strong> no mercado,<br />

de forma a dar a resposta às necessidades que<br />

vão aparecendo. O cliente hoje está cada vez<br />

mais informado e temos de ter conhecimentos<br />

para transmitir de forma correta a nossa opinião<br />

e que não deixe dúvi<strong>das</strong>”, refere.<br />

Otimista por natureza, Pedro Mota, olha para<br />

o futuro com muita esperança “apesar de to<strong>das</strong><br />

as conjunturas que nos rodeiam na atualidade,<br />

acredito que podemos crescer e que o mercado<br />

pode esperar de nós uma resposta muito positiva,<br />

no que toca a seriedade, bom desempenho e<br />

compromisso”, conclui. l<br />

COM O OBJETIVO DE DINAMIZAR O NEGÓCIO E ESTAR UM PASSO À FRENTE<br />

DA CONCORRÊNCIA, PEDRO MOTA DECIDIU INTEGRAR A REDE DE OFICINAS<br />

MOOVING, PROMOVIDA PELA TRUSTAuto, QUE GARANTE FORMAção,<br />

APOIO TÉCNICO, MARKETING E FERRAMENTAS DE GESTÃO<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 105


Técnica<br />

&Serviço


Colaboração CESVIMAP<br />

www.cesvimap.com<br />

REPARAÇÕES ESPECIALIZADAS<br />

TRABALHOS<br />

SUBCONTRATADOS<br />

PELAS OFICINAS<br />

MUITAS VEZES, AS OFICINAS NÃO PODEM OU NÃO LHES É RENTÁVEL DOMINAR TODOS OS ASPETOS<br />

QUE UMA REPARAÇÃO ATUAL DO VEÍCULO EXIGE E VEEM-SE OBRIGADAS A SUBCONTRATAR<br />

DETERMINADOS TRABALHOS A OFICINAS ESPECIALIZADAS<br />

A<br />

reparação de veículos requer uma formação<br />

constante por parte <strong>das</strong> oficinas<br />

para que estejam a par dos novos métodos,<br />

ferramentas e processos de trabalho. Assim,<br />

têm de dispor de pessoal formado e de equipamentos<br />

atualizados constantemente, o que implica<br />

um grande esforço económico e tecnológico.<br />

Muitas vezes as oficinas não têm ferramentas<br />

e conhecimentos para realizar determina<strong>das</strong> reparações<br />

e nestes casos a melhor solução é subcontratar<br />

os serviços. Vamos de seguida analisar<br />

os trabalhos subcontratados com mais frequência<br />

pelas oficinas e para saber como estes trabalhos<br />

podem ser subcontratados, ou como podem<br />

ser as próprias oficinas a disponibilizar-se para<br />

os realizar de forma complementar ao negócio,<br />

procure informar-se.<br />

Substituição de vidros para-brisas<br />

A substituição dos para-brisas não representa<br />

para a oficina uma especial complicação. No<br />

entanto, as companhias de seguros estabelecem<br />

acordos com oficinas especializa<strong>das</strong> em substituição<br />

de vidros para a realização destas operações.<br />

O acordo entre a companhia de seguros e<br />

a empresa especializada consiste em estabelecer<br />

um valor fixo de dinheiro para a substituição do<br />

para-brisas, incluindo o adesivo de colagem do<br />

vidro e, por outro lado, o preço do para-brisas.<br />

Calibração de sistemas ADAS<br />

Os ADAS (Advanced Driver Assistance Systems),<br />

ou sistemas de assistência à condução,<br />

A ELIMINAçãO DA MEMÓRIA DE ERROS AUMENTOU EM PARALELO<br />

COM A INTEGRAçãO NOS VEÍCULOS DE SOFTWARE DE VERIFICAçãO<br />

E CONTROLO DE ELEMENTOS MECÂNICOS, ELÉTRICOS E ELETRÓNICOS<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 107


TÉCNICA<br />

&SERVIÇO<br />

MUITAS VEZES AS OFICINAS NÃO TÊM FERRAMENTAS<br />

E CONHECIMENTOS PARA REALIZAR DETERMINADAS REPARAÇÕES<br />

E NESTES CASOS A MELHOR SOLUÇÃO É SUBCONTRATAR OS SERVIÇOS<br />

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X L A B C O M F O RT E V<br />

contribuem para melhorar a segurança<br />

rodoviária e tornam a<br />

condução mais cómoda e segura,<br />

visto que detetam e interpretam as<br />

imediações do veículo, ajudando o<br />

condutor nas diferentes situações<br />

de perigo que possam ocorrer, para<br />

evitar acidentes ou reduzir as suas<br />

consequências. Entre os Sistemas<br />

ADAS mais importantes destacam-se<br />

o alerta de colisão frontal, o<br />

detetor de ângulo morto, o controlo<br />

de mudança involuntária de faixa<br />

e o reconhecimento de sinais de<br />

trânsito. Estes e outros sistemas de<br />

assistência à condução baseiam-se<br />

em sensores de controlo do espaço<br />

envolvente, como radares, câmaras<br />

ou equipamentos de ultrassons,<br />

e alguns deles encontram-se presentes<br />

no vidro para-brisas. Na<br />

maioria dos casos, a diferença do<br />

tempo de substituição do para-brisas,<br />

com ou sem câmara, é mínima,<br />

visto que o processo de desmontagem<br />

do para-brisas é totalmente<br />

igual. Ao tempo de substituição do<br />

vidro acrescenta-se o da calibração.<br />

Quando uma oficina subcontrata a<br />

calibração <strong>das</strong> câmaras ou de um<br />

radar, a oficina especializada cobra<br />

pelo trabalho uma quantia fixa em<br />

euros. Caso a oficina especializada<br />

efetue uma calibração, o equipamento<br />

de diagnóstico elabora um<br />

relatório, indicando se é satisfatória.<br />

O relatório é a justificação para<br />

o perito de que, efetivamente, a calibração<br />

foi realizada.<br />

Eliminação da memória<br />

de erros<br />

Este tipo de trabalhos aumentou<br />

em paralelo com a integração nos<br />

veículos de software de verificação<br />

e controlo de elementos mecânicos,<br />

elétricos e eletrónicos. Nos veículos<br />

manifesta-se no seguimento<br />

de uma falha no sistema afetado,<br />

com o aparecimento, no painel de<br />

instrumentos, de um pictograma,<br />

que avisa da referida falha ou que<br />

inclusivamente impede o arranque<br />

do veículo. Nestes casos, o que se<br />

faz é ligar a máquina de diagnóstico<br />

à tomada de OBD (OnBoard Diagnostics)<br />

para que detete uma série<br />

de códigos de erro, os quais até que<br />

não sejam eliminados não deixam<br />

de dar aviso de avaria. Outras vezes,<br />

a avaria não é corrigida até que não<br />

se renove o software do elemento<br />

afetado. De igual modo, quando se<br />

substitui um elemento, como um


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TÉCNICA<br />

&SERVIÇO<br />

CASO A OFICINA ESPECIALIZADA EFETUE UMA CALIBRAção<br />

DO SISTEMA ADAS, O EQUIPAMENTO DE DIAGNÓSTICO ELABORA<br />

UM RELATÓRIO, INDICANDO SE É SATISFATÓRIA<br />

módulo eletrónico do sistema de<br />

airbags, é necessário reinicializá-lo<br />

para que funcione no veículo.<br />

Alinhamento da geometria<br />

da direção<br />

O alinhamento da geometria da<br />

direção consiste na verificação final<br />

de que nenhum elemento da<br />

direção ou suspensão está afetado.<br />

Pode ser realizado antes da reparação,<br />

naqueles casos em que haja<br />

dúvida se algum elemento da direção<br />

ou suspensão está afetado,<br />

ou pode-se efetuar o alinhamento,<br />

após a substituição do referido elemento.<br />

São normalmente as oficinas<br />

de carroçaria que subcontratam<br />

o alinhamento a uma oficina<br />

especializada.<br />

Reparação de plásticos<br />

Os trabalhos de reparação de plásticos<br />

nos automóveis começaram<br />

como uma especialização <strong>das</strong> oficinas,<br />

que se dedicavam quase em<br />

exclusividade a isso. Hoje em dia é<br />

mais uma atividade de reparação,<br />

embora predomine a opção por<br />

técnicos especialistas. A reparação<br />

de plásticos é realizada através de<br />

diferentes técnicas, consoante se<br />

trate de termoestáveis ou termoplásticos:<br />

l Os termoplásticos são reparados<br />

com técnicas de soldadura, para<br />

as ruturas do plástico, e de conformação<br />

com calor, para repor a sua<br />

forma original.<br />

l Nos termoestáveis, a técnica de<br />

reparação é a colagem através de<br />

adesivos de dois componentes.<br />

Reparação e pintura de<br />

jantes de alumínio<br />

A pintura de jantes de alumínio,<br />

em teoria, pode ser realizada em<br />

qualquer oficina de reparação de<br />

chapa e pintura, mas a reparação<br />

com adição de material ou a soldadura<br />

da jante de alumínio estão reserva<strong>das</strong><br />

às oficinas especializa<strong>das</strong>,<br />

com equipamentos específicos para<br />

soldar, desbastar e polir as jantes.<br />

Reparação de painéis de<br />

instrumentos e estofos<br />

A reparação de painéis de instrumentos<br />

e dos estofos, assim como<br />

dos bancos, é uma prática muito<br />

generalizada nos veículos antigos<br />

ou de época. Para a reparação de<br />

elementos do automóvel produzidos<br />

em couro ou vinil (painéis<br />

de instrumentos) são utilizados<br />

produtos como as resinas ou os<br />

adesivos. O processo é realizado<br />

preenchendo a rutura através de<br />

técnicas de aderência, aplicando<br />

resina epóxi flexível. Uma vez seca<br />

a resina, procede-se ao lixamento<br />

do excedente, limpa-se e aplica-se<br />

uma camada de tinta especial para<br />

couro ou vinil.<br />

Outro caso é a reparação de estofos<br />

em tecido, tipo veludo, cuja<br />

técnica de trabalho passa pela utilização<br />

de adesivos térmicos em<br />

pó e pequenas fibras de tecido de<br />

diferentes cores. Quando o dano<br />

não perfurou o tecido, mistura-se<br />

adesivo térmico em pó com partículas<br />

têxteis da mesma cor que<br />

os estofos, e preenche-se o dano.<br />

Em seguida, com a placa de calor,<br />

funde-se o adesivo misturado<br />

com as fibras têxteis. Se, pelo contrário,<br />

existe rutura do tecido, há<br />

que reforçar previamente a zona,<br />

introduzindo um pedaço de tecido<br />

no orifício do dano, e aplicar adesivo<br />

térmico em pó, completando<br />

a reparação com a adição de fibras<br />

têxteis.<br />

Reparação de radiadores,<br />

condensadores e<br />

intercoolerS<br />

Os elementos de refrigeração do<br />

motor, do circuito do ar condicionado<br />

e dos permutadores de calor,<br />

por norma, têm sido peças de reparação<br />

subcontratada, visto que<br />

o número de peças e a especialização<br />

que as operações requerem são<br />

determinantes para tal. Habitualmente,<br />

as oficinas especializa<strong>das</strong><br />

eram as que realizavam a reparação<br />

de radiadores. l<br />

110 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Gestão<br />

Software de gestão especializado<br />

Um stock otimizado é o resultado de um trabalho<br />

global e coordenado dos departamentos de<br />

Compras, Ven<strong>das</strong> e Logística. Não é algo que se<br />

improvise nem que se faça sozinho pois os processos<br />

que cada uma destas áreas da empresa<br />

realiza são interdependentes. Por exemplo, de<br />

nada serve ter uma maravilhosa gestão logística<br />

que tire partido de recursos como os empréstimos<br />

entre filiais, se as compras não forem<br />

planea<strong>das</strong> tendo em conta a procura real ou a<br />

equipa de ven<strong>das</strong> não possa dar alternativas<br />

equivalentes quando não dispõe de uma peça<br />

em stock. Por esse motivo, e como para conseguir<br />

reduzir o nível de stock mantendo o nível<br />

de serviço necessita de uma estratégia conjunta,<br />

é necessário dispor de um software de gestão especializado<br />

onde os diferentes processos estejam<br />

integrados e adaptados às necessidades específicas<br />

de um negócio de distribuição de peças de<br />

substituição.<br />

Otimizar<br />

o stock!<br />

NUM NEGÓCIO DE DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS EM QUE OS CLIENTES<br />

NECESSITAM DE CENTENAS DE MILHARES DE REFERÊNCIAS, É<br />

VITAL OTIMIZAR O STOCK PARA DAR O MÁXIMO NÍVEL DE SERVIÇO<br />

SEM A NECESSIDADE DE SOBRECARREGAR OS ARMAZÉNS<br />

Possuir um stock bem ajustado para fazer<br />

frente aos pedidos dos clientes tem muitos<br />

benefícios, nomeadamente: redução<br />

do capital investido, redução dos custos de gestão,<br />

armazenamento físico e envios, e ainda redução<br />

do risco de obsolescência e aumento <strong>das</strong><br />

ven<strong>das</strong>. Este último é fundamental, porque embora<br />

o preço seja importante, o mais importante<br />

é não falhar e ter sempre a peça. Não a ter é abrir<br />

a porta a que o negócio seja feito com outra empresa,<br />

e por essa razão os distribuidores devem<br />

ter muito cuidado com os seus stocks. As próprias<br />

caraterísticas da procura no aftermarket<br />

(com fatores como o elevadíssimo número de<br />

referências) dificultam a otimização do stock.<br />

As boas intenções e boas práticas da equipa não<br />

são suficientes para enfrentar este desafio. Impõe-se<br />

por isso a necessidade de possuir um bom<br />

software de gestão.<br />

DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS<br />

Departamento de Compras<br />

e otimização do stock<br />

Para que a equipa de Compras contribua na tarefa<br />

comum de otimizar o stock, um Software<br />

de Gestão coloca à sua disposição funções essenciais,<br />

como:<br />

Pedidos automáticos ao fornecedor - Calcula de<br />

forma automática os pedidos ao fornecedor. O<br />

resultado: poupança de tempo e um stock corretamente<br />

dimensionado, que proporciona um<br />

bom nível de serviço e evita os riscos associados<br />

ao excesso de stock. Cada Distribuidor deve definir<br />

à sua medida este cálculo automático, ajustando<br />

às necessidades do seu negócio os valores<br />

de quantidade mínima/máxima, consumo médio<br />

mensal e sazonalidade.<br />

Gestão de equivalências - As equivalências formam<br />

parte do ADN de um negócio de peças de<br />

substituição multimarca. Com um software de<br />

gestão que controla as equivalências, pode-se<br />

reduzir os pedidos ao fornecedor caso se perceba<br />

que as necessidades dos clientes podem ser<br />

abrangi<strong>das</strong> com referências equivalentes que já<br />

existam em stock.<br />

Departamento de Ven<strong>das</strong><br />

e otimização do stock<br />

Para que a equipa de Ven<strong>das</strong> tenha a sua contribuição<br />

no desafio conjunto de otimizar o stock, o<br />

Software de Gestão integra as seguintes funcionalidades<br />

basea<strong>das</strong> na virtualização da oferta:<br />

Consultar e vender stock de terceiros sem a necessidade<br />

de o ter armazenado - Uma loja online<br />

pode estar conectada com outros Distribuidores<br />

ou Fabricantes de forma a que se apresente<br />

e venda o stock destes sem a necessidade de os<br />

possuir armazenado. A partir daí, a pessoa da<br />

equipa de Ven<strong>das</strong> exporta o carrinho de compras<br />

do Software de Gestão Global e é feita a gestão<br />

da compra do cliente sem a necessidade de armazenamento<br />

prévio.<br />

Consultar o stock de outros Associados- Quando<br />

na venda aparece uma rotura de stock, o software<br />

permite consultar se outras empresas do<br />

grupo têm stock dessa peça ou de peças equivalentes.<br />

Dispor dessa possibilidade permite gerir<br />

o stock mantendo níveis mais baixos. l<br />

A REPOSIÇÃO ENTRE ARMAZÉNS É UMA DAS ESTRATÉgias LOGÍSTICAS<br />

QUE DÁ MAIS RESULTADOS PARA OTIMIZAR O STOCK OFERECENDO O MAIOR<br />

NÍVEL DE SERVIÇO COM O MENOR STOCK acUMULADO POSSÍVEL<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 111


Entrevista<br />

INGO RIEDEBERGER, DIRETOR DO THE TIRE COLOGNE<br />

VIVA, DIVERSIFICADA<br />

E DINÂMICA!<br />

O SALÃO THE TIRE COLOGNE 2024, QUE SE REALIZA DE 4 A 6 DE JUNHO EM COLÓNIA, ALEMANHA,<br />

APRESENTA-SE COM UM CONCEITO INOVADOR E UMA VASTA GAMA DE FORMATOS DE EVENTOS E DE<br />

NETWORKING. INGO RIEDEBERGER, DIRETOR DO SALÃO, APRESENTA OS PONTOS FORTES DA MAIS<br />

IMPORTANTE FEIRA DE NETWORKING PARA OS NEGÓCIOS B2B DO SETOR DOS PNEUS


A<br />

indústria internacional de pneus apresentará<br />

mais uma vez as suas inovações nos pavilhões<br />

de exposição de Colónia. Seja o design<br />

de pneus, a reciclagem, a economia circular, a digitalização<br />

ou as inovações de materiais - com expositores<br />

de renome de todo o mundo e um programa<br />

diversificado, a feira líder a nível mundial irá lançar<br />

luz sobre temas do sector virados para o futuro.<br />

Como é que a feira se adaptou às mudanças no<br />

sector, particularmente na área da digitalização?<br />

A digitalização é um importante fator de futuro<br />

para a indústria dos pneus. Para além de uma<br />

maior automatização dos processos de produção,<br />

os algoritmos de IA e a aprendizagem automática<br />

contribuem para uma produção mais eficiente e<br />

precisa de pneus. A utilização da inteligência artificial<br />

pode contribuir para aumentar a eficiência<br />

e, consequentemente, para poupanças de tempo<br />

relevantes. A IA também pode ser utilizada no retalho<br />

para tornar as recomendações de pneus mais<br />

e reciclagem, tais como B&J Rocket, Cima Impianti,<br />

E.I.B., Industrias del Neumático, Matteuzzi, M.I.G.<br />

MAE, TECH EUROPE, VIPAL Europe e VMI<br />

Holland apresentarão os seus produtos e soluções,<br />

todos eles totalmente dedicados à economia circular.<br />

Qual a dimensão do espaço de exposição e o<br />

número de expositores para a edição de 2024?<br />

No final de março, mais de 95 por cento do espaço<br />

previsto para o TTC já tinha sido reservado. Atualmente,<br />

contamos com mais de 300 empresas expositoras.<br />

Com a mesma configuração de pavilhões da<br />

última edição, isto corresponde a um aumento de<br />

expositores e de espaço de exposição de 50 por cento.<br />

O maior número de expositores virá mais uma<br />

vez da Alemanha, mas outros países também estão<br />

fortemente representados. A China, em particular,<br />

está de volta com muitos expositores. O TTC será,<br />

sem dúvida, novamente um evento muito internacional.<br />

Os expositores já vêm de mais de 30 países<br />

e a percentagem será novamente superior a 60 por<br />

Os pneus para veículos elétricos vão estar em<br />

destaque?<br />

Sim, sem dúvida. A crescente quota de mercado<br />

dos veículos elétricos abre uma oportunidade de<br />

negócio promissora para os fabricantes de pneus.<br />

Os veículos elétricos têm requisitos específicos para<br />

os pneus que têm de ser considerados devido ao seu<br />

elevado binário e peso, bem como às suas características<br />

especiais de aceleração. Os fabricantes de<br />

pneus podem desenvolver pneus com propriedades<br />

especiais para satisfazer os requisitos dos veículos<br />

elétricos, tais como uma menor resistência ao rolamento<br />

para melhorar a autonomia, uma construção<br />

robusta para suportar o peso adicional <strong>das</strong> baterias<br />

e uma redução otimizada do ruído para apoiar a experiência<br />

de condução tipicamente mais silenciosa<br />

dos veículos elétricos. Estes pneus especializados<br />

podem ser uma opção atrativa para os proprietários<br />

de veículos elétricos e proporcionar oportunidades<br />

de receitas adicionais para os fabricantes de pneus.<br />

O que é que vai mudar no futuro com o<br />

lançamento do “Pneu Conectado”?<br />

Espera-se que a introdução de pneus conectados<br />

transforme o mercado automóvel através de uma<br />

maior segurança, de uma gestão mais eficiente dos<br />

veículos, de uma melhor experiência de condução,<br />

do aparecimento de novos modelos de negócio e de<br />

um impacto ambiental positivo.<br />

MAIS DE 50% DOS EXPOSITORES E VISITANTES VÊM DE OUTROS PAÍSES,<br />

O QUE REFORÇA A IMPORTÂNCIA INTERNACIONAL DO TTC. UM LOCAL<br />

ATRAENTE E DE FÁCIL ACESSO, CRUCIAL PARA EXPOSITORES E VISITANTES<br />

precisas, centrando-se nas preferências e necessidades<br />

específicas dos clientes. Assim, o visitante encontrará<br />

este tópico em muitas <strong>das</strong> apresentações<br />

dos expositores e nós, enquanto feira, estamos a<br />

centrar-nos neste tópico em duas áreas principais,<br />

no TIRE Stage no Pavilhão 6 - o fórum para o diálogo<br />

com especialistas de renome da indústria e<br />

investigadores de tendências bem conhecidos. Todos<br />

nós podemos constatar que os veículos estão a<br />

tornar-se cada vez mais sofisticados tecnicamente,<br />

o futuro é digital também aqui e coloca exigências<br />

cada vez maiores às oficinas. É por isso que estamos<br />

a fornecer uma visão sobre os requisitos <strong>das</strong> oficinas<br />

do futuro com a área temática Workshop LIVE e as<br />

empresas Hunter e Würth.<br />

Como é abordado o tema da sustentabilidade?<br />

Atualmente, a sustentabilidade já não é um fim em<br />

si mesmo, mas é relevante para os negócios. A economia<br />

e a ecologia devem estar em harmonia no futuro.<br />

Com isto em mente, desenvolvemos um conceito<br />

para uma Área de Economia Circular. Esta reunirá<br />

empresas de toda a economia circular de pneus,<br />

como a AZUR, que está a expor com vários parceiros<br />

e pode, assim, apresentar a economia circular na sua<br />

totalidade. Em consonância com isso, uma resolução<br />

de pneus usados será assinada na The Tire Cologne<br />

em 4 de junho de 2024, apelando a uma abordagem<br />

mais sustentável para pneus usados e novos. O tema<br />

da recauchutagem também desempenhará um papel<br />

importante no TTC. Muitos atores bem conhecidos<br />

da indústria dos segmentos de recauchutagem<br />

cento. Os parâmetros iniciais mostram-nos também<br />

que o TTC será igualmente muito internacional<br />

do lado dos visitantes.<br />

Quais são as suas expetativas relativamente ao<br />

número de visitantes?<br />

Do meu ponto de vista, o TTC vai, mais uma vez, ter<br />

um desempenho de sucesso. Os expositores de topo<br />

encontram-se com os decisores no TTC, e um total<br />

de 89% dos visitantes estão direta ou indiretamente<br />

envolvidos em decisões de compra. Mas, de um<br />

modo geral, vejo que há um tempo antes e um tempo<br />

depois da pandemia para as feiras comerciais.<br />

É por isso que os eventos são difíceis de comparar<br />

uns com os outros. Por um lado, o mercado está a<br />

consolidar-se e, por outro lado, já não se trata de<br />

superar o número de visitantes e expositores, mas<br />

sim de continuar a desenvolver a feira. Um evento<br />

do sector como a TTC tem de oferecer mais do<br />

que apenas uma montra como no passado. Estou<br />

convencido de que, no futuro, teremos de reforçar o<br />

conceito de comunidade e de rede e continuar a dar<br />

o impulso correto para tal.<br />

Qual é o principal objetivo da edição deste ano do<br />

The Tire Cologne?<br />

Há meses que estamos a preparar o TTC com grande<br />

prazer para que seja, mais uma vez, a mais importante<br />

feira de networking para negócios B2B no<br />

sector. O nosso objetivo é que a feira volte a ser o<br />

ponto de encontro central do setor, que promove ativamente<br />

o intercâmbio e o trabalho em rede dentro<br />

da indústria de pneus. É por isso que TTC 2024 se<br />

apresentará de forma viva, diversificada e muito dinâmica,<br />

com um conceito de feira inovador e uma<br />

vasta gama de eventos e formatos de networking.<br />

Está confiante no futuro do The Tire Cologne?<br />

TTC é sinónimo de abertura e transparência, confiança<br />

e parceria, tendências e transformação. Na<br />

minha opinião, a indústria de pneus está atualmente<br />

a passar por uma mudança dinâmica. É por<br />

isso que as discussões pessoais e os contactos com<br />

compradores e decisores relevantes, o elevado nível<br />

de internacionalidade do lado dos visitantes, a<br />

estrutura clara da feira, a visão geral completa de<br />

to<strong>das</strong> as tendências e tópicos com valiosos conhecimentos<br />

e inspiração estão a tornar-se cada vez mais<br />

importantes. O TTC continuará a dar um forte impulso<br />

à formação do futuro orientada para o valor,<br />

de forma ativa e em parceria. Nos próximos anos,<br />

queremos continuar a ser o local que reúne a comunidade<br />

da indústria e, como líder de pensamento,<br />

discute tópicos importantes que são relevantes não<br />

só para a indústria, mas também para a sociedade e<br />

destaca soluções. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 113


Entrevista<br />

RUI CHORADO, ADMINISTRADOR DISPNAL<br />

QUEREMOS SEMPRE<br />

FAZER O QUE ESTÁ AO<br />

NOSSO ALCANCE


A DISPNAL CELEBRA EM JUNHO AS BODAS DE PRATA. PARA ASSINALAR O 25.º ANIVERSÁRIO DA<br />

EMPRESA, QUE SE DEDICA À VENDA DE PNEUS, JANTES DE CAMIÃO E CÂMARAS DE AR, FALÁMOS<br />

COM O ADMINISTRADOR, RUI CHORADO, QUE JÁ DIVIDE A PASTA DA DIREÇÃO COM OS FILHOS RUI<br />

MIGUEL E RUTE CHORADO. ATUALMENTE, A EMPRESA ESTÁ TAMBÉM PRESENTE EM ESPANHA E<br />

CONTINUA A CRESCER, ANO APÓS ANO, TENDO RECENTEMENTE PASSADO A SER DISTRIBUIDOR<br />

OFICIAL DA MARCA PRINX NA PENÍNSULA IBÉRICA<br />

Lisboeta de nascimento, há 35 anos Rui<br />

Chorado muniu-se de coragem e rumou<br />

ao Norte do país com a família, à procura<br />

de melhores condições de vida. A decisão, que<br />

lembra ter sido “difícil e arrojada”, mostrou-se<br />

certeira e permitiu-lhe ter, hoje, um negócio<br />

consolidado e de referência na área dos pneumáticos.<br />

No ano em que a Dispnal comemora o<br />

25.º aniversário, Rui Chorado salienta o orgulho<br />

que tem no percurso que fez e no facto de não ter<br />

alterado a sua forma de ser e de estar ao longo<br />

destes anos. Fundada em 1999, a Dispnal está<br />

instalada em Baltar, no Porto, desde 2018, com<br />

um armazém de 8.000 m2 e outro de 4.000<br />

m2 em Valpedre, contando também com uma<br />

congénere em Espanha, a Dispnal Ibéria, a crescer<br />

em paralelo. Comercializa unicamente para<br />

as casas da especialidade do setor (postos de<br />

pneus), e oferece sempre uma ou duas opções de<br />

produto qualidade/preço. Chegado a este patamar,<br />

o proprietário considera que “foi um resultado<br />

positivo, conseguido por todos os colaboradores<br />

e clientes que aderiram à iniciativa de ter<br />

mais um distribuidor em Portugal. O início da<br />

exportação para África e o projeto de ven<strong>das</strong> em<br />

Espanha é um grande marco da Empresa”. Hoje,<br />

Rui Chorado desempenha funções administrativas<br />

“com o olhar virado para o projeto Espanha”,<br />

e acompanha as funções já defini<strong>das</strong> em pontos<br />

chave pelos filhos, Rui Miguel e Rute Chorado.<br />

Dispnal Ibéria<br />

O projeto ibérico, conta-nos o responsável, “tem<br />

crescido e continuará a crescer no futuro”. Estando<br />

num mercado cada vez mais globalizado,<br />

Rui Chorado reconhece que abrir portas em Espanha<br />

foi um passo “importante, que com todo<br />

o nosso esforço e dedicação tem tido sucesso”.<br />

Atualmente, a Dispnal Ibérica tem um armazém<br />

de logística em S. Fernando de Henares,<br />

em Madrid, a partir de onde se faz entregas bi-<br />

-diárias e integra sete comerciais que ocupam os<br />

seus dias em visitas aos clientes espanhóis. Para<br />

o administrador, as diferenças entre Portugal e<br />

Espanha, comercialmente, “não são assim muito<br />

grandes, só em tamanho e qualidade de produto,<br />

optando por marcas mais premium”; contudo,<br />

o esforço tem sido feito no sentido de fazer<br />

crescer as marcas quality e budget, também do<br />

outro lado da fronteira. Crescimento é, efetivamente,<br />

a palavra de ordem na Dispnal Ibéria<br />

e “está sempre em primeiro plano”, mas Rui<br />

Chorado é cauteloso e refere que a consolidação<br />

é feita “passo a passo, analisando os prós e os<br />

contras, tomando decisões a cada mês e a cada<br />

trimestre”.<br />

Dispnal em Portugal<br />

No nosso país, a Dispnal tem atualmente, como<br />

referido anteriormente, dois armazéns, totalizando<br />

12.000 m 2 de área, sendo o objetivo<br />

para o futuro duplicar a capacidade com um<br />

novo armazém de 12.000 m 2 , “que será iniciado<br />

assim que seja necessário”, diz o responsável,<br />

que esclarece que “os atuais, por vezes, devido<br />

à logística, atingem a carga máxima”. A partir<br />

de Baltar e de Valpedre os pneus saem diariamente,<br />

ou bi-diariamente, cobrindo o país todo.<br />

O processo é feito através de frota própria nas<br />

entregas mais rápi<strong>das</strong> na zona Norte e com transitários<br />

para as ilhas. As restantes entregas são<br />

realiza<strong>das</strong> por transportadoras especializa<strong>das</strong>. A<br />

empresa orgulha-se de passar ao lado <strong>das</strong> falhas<br />

de stock, visto que analisa as eventuais ruturas<br />

atempadamente, conseguindo assim a reposição<br />

antes de perder ven<strong>das</strong>. Em Portugal trabalham<br />

42 pessoas, com duas equipas de três pessoas<br />

aloca<strong>das</strong> ao call center, uma para cada país onde<br />

estão presentes. A Dispnal é hoje uma empresa<br />

digitalizada, sendo este um desafio “iniciado<br />

há já muitos anos”, e estando sempre prontos<br />

para “alterar e evoluir”, assegura Rui Chorado,<br />

que diz nunca estar satisfeito com a plataforma<br />

B2B: “iremos evolui-la tornando-a mais rápida,<br />

precisa e intuitiva, com informação total do produto,<br />

passo que ainda queremos dar no segundo<br />

trimestre de 2024”. O responsável acredita que<br />

a inovação é adaptada às necessidades de cada<br />

zona do mercado, razão pela qual aposta “na<br />

qualidade e variedade do produto e numa logística<br />

forte”, para que pneus, jantes e câmaras de<br />

ar sejam entregues o mais rápido possível após a<br />

confirmação dos clientes. Rui Chorado considera<br />

estar “no caminho certo, mas também sabemos<br />

que dependemos <strong>das</strong> empresas de logística<br />

na sua entrega”. No campo da sustentabilidade,<br />

assinala que desde o início da empresa contam<br />

com painéis fotovoltaicos nos dois armazéns,<br />

sendo autossustentáveis e conseguindo ainda<br />

injetar na rede o excedente, “queremos estar<br />

sempre atualizados, por princípio”.<br />

Oferta ampla<br />

A Dispnal oferece uma gama abrangente de<br />

produtos, incluindo pneus ligeiros, 4X4, comercial,<br />

camião, industrial, agrícola, empilhador,<br />

câmaras de ar e jantes de camião. Atualmente,<br />

o portefólio engloba não só marcas premium,<br />

como também marcas próprias quality e budget.<br />

A aposta mais recente passa por desenvolver a<br />

nova imagem e a marca Prinx, que Rui Chorado<br />

considera que será “mais valorizada consoante<br />

os lotes de medi<strong>das</strong> vão sendo fabricados”. Nomeada<br />

como distribuidor oficial da Prinx em<br />

Portugal e Espanha no final de 2023, a Dispnal<br />

aceitou o desafio com “muita responsabilidade”.<br />

Depois de ponderar durante muito tempo sobre<br />

a questão, a empresa está certa de que a Prinx<br />

“não pode ser mais uma marca, porque terá de<br />

ser elevada ao patamar que merece. Ficamos<br />

NO ANO EM QUE A DISPNAL COMEMORA O 25.º ANIVERSÁRIO, RUI CHORADO<br />

saLIENTA O ORGULHO QUE TEM NO PERCURSO QUE FEZ E NO FACTO DE NÃO<br />

TER ALTERADO A SUA FORMA DE SER E DE ESTAR ao LONGO DESTES ANOS<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 115


RUI CHORADO<br />

FUNDADA EM 1999, A DISPNAL ESTÁ INSTALADA EM BALTAR DESDE 2018,<br />

COM UM ARMAZÉM DE 8.000 M2 E OUTRO DE 4.000 M 2 EM VALPEDRE,<br />

CONTANDO TAMBÉM COM UMA CONGÉNERE EM ESPANHA, A DISPNAL<br />

IBÉRIA, A CRESCER EM PARALELO<br />

muito contentes e sensibilizados<br />

com este passo, juntando todo o<br />

nosso esforço para ser top nos mercados<br />

de pneus, o que prevemos<br />

não ser difícil, porque tem muita<br />

qualidade. Resta a análise para<br />

futuro”. Por outro lado, a marca<br />

Toyo, que já tem fábrica na Europa,<br />

é, para Rui Chorado, “um produto<br />

conhecido que tem a sua quota de<br />

espaço, no entanto está a adaptar-<br />

-se à sua nova fábrica da Sérvia,<br />

com a qual terá oportunidade de<br />

crescer na Europa, sempre apoiada<br />

pela casa mãe, no Japão”, alerta.<br />

Para o administrador, as marcas exclusivas<br />

“serão sempre uma prioridade,<br />

porque se opta por trabalhar<br />

com clientes e dar apoio suficiente<br />

para o seu encorajamento de definir<br />

as suas estratégias comerciais”. Com<br />

vista a aumentar a sua notoriedade<br />

destas marcas, o responsável<br />

tem como estratégia dedicar-lhes<br />

“muito trabalho, acompanhando<br />

e agilizando a posição no mercado<br />

com produtos similares, na gama de<br />

turismo, agrícola, camião e industrial”.<br />

De tal forma, revela-nos, “não<br />

só se tem cumprido os seus valores,<br />

como conseguido o seu aumento<br />

nos dois mercados, ano após ano”.<br />

Neste momento, alargar a gama<br />

não está fora de hipótese e será sempre<br />

uma análise a fazer, caso surja<br />

essa oportunidade. No entanto,<br />

explica, “se considerar a entrada de<br />

uma marca, analisaremos a saída de<br />

outra”. Para já, no que diz respeito<br />

aos pneumáticos para veículos elétricos,<br />

a Dispnal tem disponíveis<br />

as medi<strong>das</strong> nas marcas premium,<br />

“pois é normal que, na primeira vez<br />

a trocar pneus num carro novo, o<br />

cliente goste de manter marca que<br />

vem de origem. Temos também na<br />

marca Prinx, que é muito forte e<br />

possui a gama total com qualidade/preço<br />

muito competitivo, o que<br />

vai trazer uma enorme garantia de<br />

qualidade e possibilidade de escolha”,<br />

diz-nos Rui Chorado.<br />

O DISTRIBUIDOR TERÁ DE SE ADAPTAR<br />

atual cenário da distribuição de pneus<br />

O<br />

e a tendência de consolidação e<br />

concentração do negócio nos grandes<br />

distribuidores e grossistas atravessa, segundo<br />

Rui Chorado, “uma fase diferente, tanto pelas<br />

caraterísticas do mercado, como pelo facto de<br />

os fabricantes terem alterado a filosofia de<br />

venda dos seus produtos. O objetivo será uma<br />

entrega de produto mais rápida e mais certa,<br />

porque hoje vivemos com uma imensidade de<br />

modelos e dimensões, o que só tende a<br />

aumentar”, comenta, referindo que hoje<br />

existem “os pneus normais, all-season, inverno<br />

e também com caraterísticas run-flat, com<br />

sistema silent e anti furo, etc…”. O facto de,<br />

hoje em dia, as marcas premium, com exceção<br />

da Continental, terem o seu centro de decisão<br />

em Espanha não traz qualquer problema para<br />

o administrador da Dispnal, que nota que<br />

entre Madrid e Portugal são somente 550 km e<br />

“hoje os tempos de entrega poderão demorar<br />

no máximo 24 horas, por isso o distribuidor<br />

terá de se adaptar assim como a outros países<br />

com mais quilómetros de distância”. Quando<br />

os fabricantes de pneus premium optam por<br />

não ter estruturas físicas no nosso país, é papel<br />

dos grandes grossistas como a Dispnal,<br />

defende, “assumir a responsabilidade de ter o<br />

produto no qual a marca aposta na sua<br />

formação e venda e valoriza também a sua<br />

imagem”. Sobre a evolução dos canais de<br />

venda, em especial o interesse que as oficinas<br />

de mecânica e os concessionários automóveis<br />

estão a demonstrar pelos pneus, Rui Chorado<br />

tem uma visão clara, entendendo que estes<br />

“pretendem servir o cliente, estando a viatura<br />

em reparação ou revisão, tendo mais produto<br />

para faturar e aproveitando o complemento<br />

total na entrega ao proprietário”. O<br />

responsável da Dispnal sente que o mercado<br />

B2C está em franco crescimento, uma vez que<br />

“existe muita gente que gosta de comprar pela<br />

net”. No entanto, a sua empresa não optou por<br />

este sistema. A flutuação dos custos dos pneus<br />

continua a ser uma realidade e Rui Chorado<br />

afirma que só dispõe de informações por parte<br />

dos fabricantes “à medida que as matérias<br />

primas e o custo de transporte oscilam. O<br />

mercado, como sabemos, está em permanente<br />

adaptação com algumas alterações profun<strong>das</strong><br />

e rápi<strong>das</strong>”. A consequência natural desta<br />

situação pode ser a escolha de marcas budget,<br />

em detrimento de outras, como alternativa à<br />

escalada de preços, sendo esta sempre “uma<br />

opção económica, porque há mercado e<br />

necessidade para isso”, até porque, evidencia o<br />

nosso entrevistado, “tendo homologação e<br />

certificado, as marcas dão sempre garantia.<br />

Altera só o seu comportamento de condução<br />

do dia a dia, mas, como se sabe, também as<br />

marcas premium possuem esta alternativa”.<br />

Na opinião de Rui Chorado, no futuro “haverá<br />

pneus com melhor qualidade, mais segurança,<br />

mais medi<strong>das</strong> e com opções muito diversas na<br />

construção e no fabrico de viaturas. Acho que<br />

irá haver qualidade com um nível cada vez<br />

mais avançado e para melhor servir o cliente/<br />

viatura” conclui.<br />

116 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Projetos futuros<br />

Fazer parte de um conceito de rede<br />

de retalhistas ligado a uma marca<br />

exclusiva é um projeto antigo<br />

que já esteve para se iniciar, mas<br />

ficou adiado por conta da pandemia.<br />

Atualmente, para celebrar<br />

os 25 anos, é intenção da Dispnal<br />

arrancar com este desafio com a<br />

marca Prinx, “que acreditamos ser<br />

um passo muito importante”. Algo<br />

também fundamental para as empresas<br />

de pós-venda é a presença<br />

nos eventos do setor, como seja o<br />

expoMECÂNICA em Portugal ou a<br />

Motortec em Espanha. O administrador<br />

entende que “a presença da<br />

empresa nas feiras é muito dispendiosa,<br />

mas estas são também bastante<br />

úteis quando são pensa<strong>das</strong> e<br />

pontuais. Claro que iremos estar<br />

presentes em Portugal e Espanha,<br />

analisando sempre espaço, tempo e<br />

necessidade de apresentação, pois<br />

é sempre uma mais valia”. Depois<br />

de um ano com elevada venda e faturação,<br />

a empresa fez uma análise<br />

de estudo relativa às necessidades<br />

do mercado e percebeu a importância<br />

de disponibilizar stock com<br />

entrega em 24 horas: “No final<br />

de 2023 todos nós, como equipa,<br />

ficamos contentes e agradecidos<br />

a todos os fornecedores, clientes<br />

e colaboradores, foi um sucesso.<br />

Queremos sempre fazer o que está<br />

ao nosso alcance. No final de 2024<br />

faremos a sua interpretação”, diz,<br />

sem adiantar que objetivos traçou<br />

para a Dispnal este ano. Aos clientes<br />

da Dispnal, Rui Chorado deixa<br />

um agradecimento “pela confiança<br />

e gosto de poder trabalhar com<br />

uma empresa preparada e valorizada<br />

para o futuro”, ao passo que aos<br />

fornecedores garante que irão “não<br />

só assumir os compromissos acordados<br />

como também, se possível,<br />

aumentá-los”. Aos colaboradores<br />

da empresa, relembra que “são o<br />

motor mais importante de toda<br />

esta máquina, porque só com uma<br />

equipa total bem formada e motivada<br />

se leva de forma mais fácil os<br />

desafios. Nunca me esquecerei de<br />

A AMBIÇÃO É SEMPRE NECESSÁRIA,<br />

DESDE QUE EQUILIBRADA<br />

ui Chorado é o fundador da<br />

R<br />

Dispnal. Nascido em 1955, em<br />

Lisboa, rumou ao Norte do país há 35 anos<br />

em busca de melhores condições de vida e<br />

hoje assume que estas três déca<strong>das</strong> e meia<br />

“passaram muito rápido e com muita<br />

satisfação”. Iniciou a carreira profissional<br />

nas férias anuais do liceu, fazendo<br />

trabalho de escritório durante o dia e <strong>das</strong><br />

19h às 24h na Feira Popular. Sem poder<br />

seguir o caminho universitário, após o 25<br />

de abril de 1974, cresceu “numa empresa<br />

líder de mercado no setor de venda ao<br />

público, com diversas lojas em Lisboa, a<br />

qual representei, revendendo por todo o<br />

país”. Em 1978, começou o projeto na<br />

empresa Martins & Almeida, tendo mais<br />

tarde criado a Teixeira Chorado,<br />

juntamente com o sócio Augusto Teixeira.<br />

Em 1989, arrancou de armas e bagagens<br />

de Lisboa para o Norte, onde se viria a<br />

fixar com a família, naquela que seria uma<br />

decisão “difícil e arrojada”, que significou “a<br />

iniciação do compromisso total” e o final<br />

de um ciclo menos bom na sua vida. Dez<br />

anos depois fundava a Dispnal, o seu<br />

maior projeto da vida profissional, que<br />

agora partilha com os filhos Rui Miguel e<br />

Rute Chorado.<br />

Em jeito de balanço desta carreira já longa,<br />

diz-se orgulhoso de não ter alterado a<br />

forma de ser e defende o princípio de “ser<br />

claro naquilo que pretendo e acredito, com<br />

a educação que me deram e que melhorei,<br />

adaptando-me às circunstâncias”. Entende<br />

que o orgulho é “palavra chave no sucesso”<br />

e salienta que este é “complementado<br />

pelo seu valor final, enquanto se delineia<br />

uma estrutura diferente, arrojada<br />

e acompanhada por pessoas que a<br />

interpretam e a desenvolvem. Tenho<br />

bastante orgulho em algumas pessoas<br />

alguns elementos que já não fazem<br />

parte por razões de idade e aposentação,<br />

como também os elementos<br />

atuais, que são peças chave no desempenho<br />

da empresa”, conclui. l<br />

que ainda hoje, e passados tantos anos,<br />

me acompanham e apoiam no dia a dia”.<br />

Gostar do comércio e conhecer o produto<br />

é, a seu ver, “o melhor caminho para a sua<br />

venda” e sabe que o facto de ter estado no<br />

setor de máquinas e acessórios de pneus,<br />

“com a oportunidade de cobrir todo o<br />

país e de conhecer todos os clientes mais<br />

importantes na sua compra, foi uma<br />

grande escola, que me deu conhecimentos<br />

para mais tarde fazer o percurso na área<br />

dos pneus”, revela. Tem aprendido nas<br />

relações humanas/pessoais, onde “tudo<br />

é mais contagiante. Em Portugal, com as<br />

diferenças pequenas do nosso país, há<br />

pormenores, modos e atitudes de região<br />

para região que nos trazem conhecimento”.<br />

Rui Chorado gosta “de tudo” na sua<br />

atividade profissional, exceção feita aos<br />

“princípios que não são seguidos”. Ainda<br />

assim, considera que na vida “não se pode<br />

ter tudo, apesar de poder ser melhorado<br />

hora a hora”. Por isso, se pudesse,<br />

estabeleceria neste setor de atividade<br />

“padrões e capacidades de comércio<br />

para criar condições totais na profissão<br />

que cada um escolheu, porque não vale<br />

tudo”. Sereno, afirma ter consciência de<br />

que fez o que gostava, e foi “além do<br />

que tinha imaginado, com a ajuda de<br />

clientes, fornecedores, colaboradores<br />

e família e chegando ou estando num<br />

ponto desbravado e com muito trabalho<br />

e esforço. Terei que agradecer a todos que<br />

me acompanharam e que estão sempre<br />

comigo, nem tudo foi, nem é fácil, mas o<br />

que conta é a soma de ter chegado onde<br />

se está. A ambição é sempre necessária,<br />

desde que equilibrada, porque quando se<br />

opta por diversos caminhos terá que haver<br />

capacidade para compreensão e opções de<br />

apoio”, reflete.<br />

A DISPNAL APOSTA NA QUALIDADE E VARIEDADE DO PRODUTO E NUMA<br />

LOGÍSTICA FORTE, TRABALHANDO PARA QUE AS ENTREGAS DOS PNEUS,<br />

JANTES E CÂMARAS DE AR SEJAM ENTREGUES O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL<br />

APÓS CONFIRMAÇÃO DOS CLIENTES<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 117


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A Competição Melhor Mecatrónico, organizada<br />

pelo <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong>, em parceria com o CEPRA<br />

e apoio da expoMECÂNICA, comemora a<br />

7ª edição que será assinalada da melhor forma,<br />

com a Grande Final em novembro de 2024,<br />

no Salão expoMECÂNICA<br />

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UZ DEAIRBAG


Empresa<br />

PARCERIA TIRESUR/TRIANGLE<br />

TRIANGLE REFORÇA<br />

PRESENÇA IBÉRICA<br />

A TIRESUR, UM DOS PRINCIPAIS DISTRIBUIDORES DE PNEUS NA PENÍNSULA IBÉRICA, E A TRIANGLE<br />

CONTINUAM A TRABALHAR EM CONJUNTO NO COMPROMISSO DE OFERECER AO MERCADO UMA<br />

VASTA GAMA DE PRODUTOS CONCEBIDOS PARA SATISFAZER AS ELEVADAS EXIGÊNCIAS DOS<br />

CLIENTES ATUAIS<br />

Desde pneus de verão a pneus para to<strong>das</strong> as<br />

estações e pneus todo-o-terreno, a gama<br />

de produtos Triangle oferece soluções<br />

para uma ampla variedade de veículos e diferentes<br />

tipos de condições de condução. Cada<br />

pneu é cuidadosamente concebido e fabricado<br />

com tecnologia de ponta para garantir um excelente<br />

desempenho e uma durabilidade excecional.<br />

A Triangle possui uma sólida reputação<br />

pela tecnologia dos seus pneus, que garante um<br />

excelente desempenho e segurança na estrada.<br />

A aposta da marca na inovação e nos processos<br />

de fabrico permitem ganhar a confiança de<br />

clientes em todo o mundo. A estreita colaboração<br />

entre a marca e a Tiresur está a ajudar a expandir<br />

ainda mais o seu alcance e a consolidar a<br />

sua posição como uma <strong>das</strong> marcas de pneus de<br />

referência nos mercados espanhol e português.<br />

Com a extensa rede de distribuição da Tiresur<br />

e o seu compromisso com a satisfação do cliente,<br />

as oficinas podem aceder facilmente à vasta<br />

gama de pneus de alta qualidade da Triangle<br />

através da plataforma do distribuidor em www.<br />

tiresur.com. Entre os produtos mais inovadores<br />

da Triangle destacam-se:<br />

EffeXSport TH202<br />

É o mais recente produto da Triangle a ser lançado<br />

no mercado. Trata-se de um pneu UHP de<br />

última geração que oferece um excelente comportamento<br />

em velocidades mais eleva<strong>das</strong>, excelente<br />

aderência, precisão de direção durante<br />

a condução e distâncias de travagem reduzi<strong>das</strong><br />

para um melhor controlo tanto em piso seco<br />

como molhado. Disponível para jantes de 16” a<br />

20” obteve o rótulo A de aderência em piso molhado<br />

em mais de metade da sua gama. A linha<br />

de produtos EffeXSport é composta por 95 tamanhos<br />

que variam de 16” a 22” polega<strong>das</strong>.<br />

ReliaXTouring TE307<br />

Com um elevado nível de conforto de condução,<br />

este pneu de alto desempenho está preparado<br />

para os terrenos mais difíceis como lama e neve,<br />

graças à sua marcação M+S. Oferece também<br />

um excelente desempenho a nível de consumo<br />

de combustível. Adequado para veículos com<br />

jantes 14” a 17”.<br />

AgileXAT TR292<br />

Como indica a sua sigla, é um pneu todo-o-terreno<br />

com elevada resistência, tração e durabilidade.<br />

Desenvolvido especificamente para responder ao<br />

aumento de procura no mercado 4X4, o seu desempenho<br />

equilibrado torna-o um excelente parceiro<br />

para veículos com jantes de 14” a 20”.<br />

SeasonX TA01<br />

É o pneu all season da Triangle, que proporciona<br />

um excelente desempenho durante todo o ano,<br />

combinando um piso de última geração com<br />

ranhuras em forma de V para uma evacuação<br />

eficiente da água. O seu composto com elevado<br />

teor de sílica e a marcação M+S permitem uma<br />

ótima tração em pisos molhado ou em neve. Este<br />

pneu está disponível para jantes 14” a 20”. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 119


Entrevista<br />

LUIS HERNÁNDEZ RODRÍGUEZ<br />

DIRETOR COMERCIAL PORTUGAL E ESPANHA TOP RECAMBIOS<br />

A TOP RECAMBIOS<br />

É UMA EMPRESA<br />

EXTREMAMENTE ÁGIL<br />

A TOP RECAMBIOS ASSINALOU O 30.º ANIVERSÁRIO EM 2023 E FOI AINDA “NA RESSACA<br />

DA CELEBRAÇÃO”, QUE O JORNAL DAS OFICINAS ENTREVISTOU LUIS HERNÁNDEZ RODRÍGUEZ,<br />

DIRETOR COMERCIAL PARA ESPANHA E PORTUGAL, SOBRE O TRABALHO QUE TEM VINDO<br />

A SER DESENVOLVIDO PELA EMPRESA, QUE CHEGA A MAIS DE QUINZE PAÍSES NA EUROPA<br />

É<br />

o maior distribuidor de pneus de Espanha<br />

e destaca-se pela ampla oferta de marcas e<br />

dimensões que disponibiliza ao mercado,<br />

com um impressionante stock permanente que<br />

em breve chegará às 2.500.000 unidades, para<br />

satisfazer as necessidades de todos os clientes.<br />

Fundada em 1993, a Top Recambios iniciou o<br />

seu percurso na venda de peças de substituição,<br />

passando depois pelo retalho e divergindo em<br />

2010 a atividade para a distribuição de pneus,<br />

onde se implementou com sucesso, tanto em<br />

Portugal como em Espanha. Ao longo de todos<br />

estes 14 anos “na aventura da distribuição de<br />

pneus”, houve sempre, segundo o diretor comercial<br />

para Espanha e Portugal, Luis Hernández<br />

Rodríguez, “algo que, de uma forma ou de outra<br />

marcou um antes e um depois: uma nova marca,<br />

novas instalações, um novo produto, uma atualização<br />

da plataforma, um novo acordo logístico...<br />

Estes anos ficaram marcados por uma velocidade<br />

vertiginosa”, resume, com entusiasmo, o<br />

percurso mais recente.<br />

A Top Recambios continua, ainda hoje, a ser uma<br />

empresa 100% familiar e é a partir de Valência<br />

que chega a toda a Península Ibérica e a mais<br />

de 15 países no resto da Europa. As instalações<br />

estão localiza<strong>das</strong> em Quart, Picasent e Alginet,<br />

onde ficam os escritórios centrais da empresa. A<br />

equipa integra duas centenas de pessoas, muitas<br />

<strong>das</strong> quais foca<strong>das</strong> na área da logística, para gerir<br />

o elevado fluxo de trabalho em 135.000 m 2<br />

de armazéns. O crescimento da capacidade está<br />

na calha e o objetivo é abrir um novo armazém,<br />

para chegar aos 200.000 m2, alcançando os 2,5<br />

milhões de unidades em stock permanente. O<br />

responsável explica que, neste momento, “não<br />

há planos para montar um armazém em Portugal”,<br />

mas deixa as portas abertas para que tal<br />

possa acontecer: “quem sabe o que o futuro nos<br />

reserva! Temos os recursos para poder ativar um<br />

plano adicional a qualquer momento”, admite.<br />

“Somos valorizados pelo todo”<br />

O cliente é “o pilar fundamental” do modelo<br />

de negócio da casa e Hernández Rodríguez diz<br />

que é por isso que “tentamos ser transparentes,<br />

numa visão global, fornecendo-lhes elementos<br />

que nos tornem diferentes dos restantes concorrentes.<br />

O nosso foco é a orientação para o cliente,<br />

a transparência e a diferenciação”. O diretor<br />

comercial entende que “tudo o que não acrescenta<br />

valor na relação comercial com o cliente<br />

deve ser eliminado, pois o que não nos aproxima<br />

dele, afasta-nos, portanto, é preciso corrigir ou<br />

eliminar imediatamente”, afirma. Questionado<br />

sobre o que os clientes mais valorizam na Top<br />

Recambios, o nosso interlocutor considera que<br />

“os clientes valorizam e apreciam a nossa oferta<br />

como um todo: as 80 marcas com as quais trabalhamos,<br />

as 16.000 referências disponíveis que<br />

temos e, claro, o preço competitivo que lhes oferecemos<br />

diretamente. Somos valorizados pelo<br />

todo, não por uma única caraterística”. O desafio<br />

é, de acordo com Luis Hernández Rodríguez,<br />

“constante” e está bem definido: “chegar a um<br />

maior número de clientes, retendo aqueles que<br />

já trabalham connosco, e isso exige uma estratégia<br />

360° trabalhando em to<strong>das</strong> as áreas, melhorando<br />

a nossa oferta de produtos e marcas,<br />

sendo mais competitivos e, claro, otimizando as<br />

nossas taxas de serviço”.<br />

Portefólio completo<br />

Neste momento, a oferta da Top Recambios é<br />

composta por mais de 80 marcas, abrangendo<br />

todos os segmentos de produtos: ligeiros de<br />

passageiros, carrinhas, SUV/4x4, motociclos,<br />

camiões, agrícolas e industriais. Da mesma<br />

forma, a oferta da empresa abrange as dife-<br />

120 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


A VISÃO GERAL DA TOP RECAMBIOS SEMPRE ESTEVE BASEADA NUMA<br />

ECONOMIA DE CUSTOS, ALGO EM QUE A EMPRESA TEM VINDO A TRABALHAR<br />

DESDE A SUA CRIAÇÃO, E NOS PREÇOS DE COMPRA, DOIS PILARES EM QUE<br />

O NEGÓCIO ASSENTA<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 121


LUIS HERNÁNDEZ<br />

RODRÍGUEZ<br />

A top RECAMBIOS TEM atualmente UM STOCK PERMANENTE DE<br />

1.500.000 PNEUS, COMERCIALIZANDO toda A GAMA DE MAIS DE 80<br />

MARCas, QUE adapta CONTINUAMENTE PARA SATISFAZER A PROCURA DE<br />

todo O TIPO DE CLIENTES<br />

rentes categorias de produtos:<br />

premium, qualidade e budget. Na<br />

opinião do diretor comercial ibérico,<br />

“cada marca é importante,<br />

pois traz algum valor adicional<br />

à oferta global que apresentamos<br />

aos clientes. Olhamos para o<br />

mercado e tentamos dar-lhe uma<br />

resposta de valor acrescentado”.<br />

A Top Recambios dispõe ainda de<br />

marcas nos diferentes segmentos<br />

que trabalham de forma exclusiva,<br />

mas Hernández Rodríguez está<br />

consciente de que “exclusividade<br />

é hoje um termo que «perdeu força»,<br />

pois já qualquer pessoa pode<br />

trazer uma marca de onde quiser.<br />

Falar de Lanvigator, Comforser,<br />

Radar, Goodride, etc. seria um<br />

exemplo dessas exclusividades de<br />

que estamos a falar”, esclarece.<br />

Com pouco mais de 1,5 milhões<br />

de unidades em stock, a Top Recambios<br />

já atingiu praticamente<br />

100% da capacidade, razão<br />

pela qual decidiu expandir as<br />

instalações. A empresa considera<br />

que a cada dia é “mais necessário<br />

ter mais referências fisicamente<br />

no armazém. O cliente não está<br />

disposto a armazenar e está à<br />

procura de uma resposta para as<br />

suas necessidades”.<br />

Crescer em cada produto<br />

Em 2023, a Top Recambios vendeu<br />

mais de 3,4 milhões de unidades e o<br />

responsável não tem dúvi<strong>das</strong> de que<br />

“a nossa liderança na Península no<br />

segmento PC4 [ligeiros] é indiscutível”.<br />

Luis Hernández Rodríguez<br />

salienta que “a Top Recambios é<br />

uma empresa extremamente ágil.<br />

Assim, inovações, novas marcas,<br />

novos projetos e desenvolvimentos<br />

não esperam por um plano de lançamento,<br />

são implementados assim<br />

que estão prontos e, desta forma, a<br />

nossa vantagem competitiva é sempre<br />

máxima”, assegura. Pouco depois<br />

de ter celebrado 30 anos de existência,<br />

a empresa continua a assinalar<br />

um crescimento fulgurante “em cada<br />

produto, segmento e marca. Hoje estamos<br />

a dar resposta às novas necessidades<br />

dos fabricantes, bem como à<br />

mudança no modelo de negócio dos<br />

nossos clientes, por isso é um mau<br />

momento para tirar conclusões, uma<br />

vez que a matriz de análise está em<br />

constante mudança”, diz-nos o nosso<br />

entrevistado. Além dos pneus para<br />

veículos ligeiros, a Top Recambios<br />

também comercializa – há menos<br />

tempo – pneus para veículos pesados<br />

e para máquinas agrícolas.<br />

Sendo estes segmentos em que a<br />

empresa entrou mais recentemente,<br />

a oferta ainda está a ser construída,<br />

com o peso <strong>das</strong> ven<strong>das</strong> a “tornar-se<br />

cada vez mais relevante. Sem dúvida,<br />

serão uma fonte de «satisfação» no<br />

futuro”.<br />

Fortes num mercado<br />

desregulamentado<br />

Numa altura em que o mercado<br />

enfrenta alguns desafios, como o<br />

aumento dos custos <strong>das</strong> matérias-<br />

-primas, <strong>das</strong> taxas dos fretes marítimos<br />

e rodoviários e da escassez<br />

de oferta de pneus, a Top Recambios<br />

não vacila. “Estamos prontos<br />

para trabalhar em ambientes em<br />

mudança e complexos. Abordámos<br />

as duas variáveis necessárias para<br />

poder fazer face à situação: recursos<br />

próprios, para realizar compras<br />

em volume, e espaço, para poder<br />

realizar compras em volume e<br />

mitigar estas situações”, conta-nos<br />

o responsável, que não sabe dizernos<br />

se o custo médio dos pneus irá<br />

ou não continuar a aumentar em<br />

2024: “Esta resposta deve ser dada<br />

por fabricantes e pelas empresas de<br />

logística. Há pouco que possamos<br />

fazer para lidar com os seus<br />

aumentos: ouvir, ver, calar-nos e<br />

comprar o melhor que pudermos<br />

e em quantidades suficientes para<br />

satisfazer a procura”, afirma.<br />

Luís Hernández Rodríguez acredita<br />

que está a acontecer uma mudança<br />

na segmentação e considera que<br />

haverá alterações nas escolhas dos<br />

utilizadores. Ainda assim, garante<br />

que “seja qual for o movimento,<br />

estaremos preparados para dar a<br />

melhor resposta. É verdade que o<br />

mercado está a «encolher o segmento<br />

premium» face aos segmentos<br />

de qualidade e budget, mas, nos<br />

nossos números, o premium continua<br />

a crescer e a ter cada vez mais<br />

volume”. Para este ano, o diretor comercial<br />

ibérico da Top Recambios<br />

espera “que seja um novo marco na<br />

história da empresa. A abertura do<br />

nosso novo armazém vai-nos dar<br />

uma nova vantagem competitiva<br />

em relação ao mercado e acrescentar<br />

valor ao que já temos. Como resultado,<br />

o nosso orçamento é muito<br />

ambicioso e, uma vez que o revemos<br />

com relativa frequência, as nossas<br />

expetativas continuam a crescer.<br />

Será um ano de novidades em to<strong>das</strong><br />

as áreas: produto, promoção, comunicação...<br />

A Top Recambios está<br />

a meio de uma redefinição, num<br />

processo de melhoria contínua”,<br />

conclui. l<br />

122 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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Empresa<br />

VISITA FÁBRICA PRINX CHENGSHAN TAILÂNDIA<br />

VERDE E INTELIGENTE!<br />

A PRINX CHENGSHAN REUNIU OS SEUS PRINCIPAIS DISTRIBUIDORES EUROPEUS NA TAILÂNDIA<br />

PARA UMA VISITA À MODERNA FÁBRICA DE WEIHUA, UM PASSO CRUCIAL NA IMPLEMENTAÇÃO DA<br />

ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO “VERDE” E “INTELIGENTE” DA PRINX CHENGSHAN, E É TAMBÉM<br />

UM PROJETO MARCANTE, QUER EM TERMOS DE FABRICO QUER DE GESTÃO DA QUALIDADE<br />

Esta foi a primeira vez que a empresa mostrou<br />

aos seus clientes europeus a fábrica de<br />

última geração na Tailândia, que foi construída<br />

em apenas 360 dias e iniciou a produção<br />

em 2020. Localizada a apenas 137 quilómetros<br />

de Banguecoque e a 50 quilómetros do porto de<br />

Limchabang, tem uma área de 311.000 metros<br />

quadrados no Parque Industrial de Weihua.<br />

Produz pneus para veículos pesados, para cumprir<br />

a legislação europeia anti-dumping, bem<br />

como pneus para ligeiros da marca Prinx, que<br />

está no centro de todos os seus esforços de penetração<br />

no mercado europeu. É a marca de<br />

topo do Grupo, em pneus de Verão, Inverno e<br />

AllSeason, estando presente como equipamento<br />

de origem em alguns modelos chineses.<br />

Segundo David Oliva, diretor de marketing Europa<br />

da Prinx Chengshan “O desenvolvimento<br />

ecológico, eficiente e sustentável foi sempre a<br />

filosofia empresarial da Prinx Chengshan. Por<br />

conseguinte, para além de liderar a indústria no<br />

fabrico inteligente, a fábrica da Tailândia também<br />

lidera a indústria em muitos aspectos do<br />

desenvolvimento ecológico. A empresa obteve o<br />

“Certificado de Indústria Verde Nível III” emitido<br />

pelo Ministério da Indústria da Tailândia.”<br />

A Prinx Chengshan Tailândia produz principalmente<br />

pneus para os mercados da Europa e dos<br />

EUA, com o objetivo de fornecer ao mercado<br />

produtos topo de gama com soluções sustentáveis.<br />

No segmento de pneus para automóveis<br />

de passageiros, destaque para o AQUILA VER<br />

e os pneus AllSeason VANEA 4S e QUATTU-<br />

RA 4S. No segmento de pneus comerciais, os<br />

pneus para pesados AR603, TH155 e TH135<br />

tiveram um desempenho excecional na certificação<br />

“TÜV MARK” da TÜV SÜD, demonstrando<br />

uma forte competitividade em termos de resistência<br />

ao desgaste e eficiência energética. Todos<br />

os pneus são concebidos no centro de I&D da<br />

Prinx Chengshan, e a taxa de sucesso do desenvolvimento<br />

de novos produtos é superior a 95%.<br />

“A plataforma de simulação dinâmica digital<br />

permite a conceção de simulações em vários cenários,<br />

permitindo-nos desenvolver rapidamente<br />

bons produtos que satisfaçam as necessidades<br />

do mercado e dos utilizadores”, refere David<br />

Oliva.<br />

Foco no mercado europeu<br />

Nos últimos anos, a Europa tem sido a região<br />

124 Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


em que a Prinx Chengshan mais se tem concentrado,<br />

estando agora numa trajetória de crescimento<br />

nos segmentos de pneus de consumo<br />

e comerciais. “Queremos desenvolver uma presença<br />

duradoura com princípios modernos, evitando<br />

a batalha feroz de outras marcas asiáticas.<br />

Como objetivos, temos em mente números altamente<br />

ambiciosos, mas exequíveis, confirmando<br />

o nosso estatuto de fabricante líder da Ásia,<br />

oferecendo um produto excelente de qualidade<br />

superior, juntamente com muitas vantagens e<br />

preços competitivos”, afirma David Oliva.<br />

O mercado ibérico é um objetivo importante.<br />

“Orgulhamo-nos de ter parceiros locais como<br />

a Dispnal (Península Ibérica), São José Pneus<br />

(Península Ibérica), Tiresur (Península Ibérica),<br />

Neumaticos Soledad (Espanha) e 4 Pro (Portugal),<br />

que lidam exclusivamente com a nossa<br />

gama de produtos. Em primeiro lugar, diria<br />

que é uma família muito simpática que temos<br />

em Portugal. Pessoalmente, sinto uma clara<br />

vontade de desenvolver os nossos produtos em<br />

Portugal por parte de cada um deles, o que devo<br />

confessar que não vejo noutros mercados. É um<br />

ótimo exemplo de um negócio win-win, e quero<br />

aproveitar esta oportunidade para expressar os<br />

meus sinceros agradecimentos a cada um deles<br />

pelo seu excelente trabalho”, enalteceu.<br />

A PRINX Chengshan oferece aos seus importadores<br />

um conjunto de ferramentas para recompensar<br />

a lealdade e os esforços dos parceiros,<br />

abrangendo tanto os aspectos comerciais como<br />

os de marketing. “Esperamos começar a ver a<br />

sua implementação de forma mais visível em<br />

2024, especialmente no que diz respeito à notoriedade<br />

da marca. Estamos ao lado dos nossos<br />

distribuidores durante todo o ano, sempre com<br />

o objetivo de participar em todos os eventos essenciais,<br />

mas também oferecendo o know-how<br />

sobre os nossos produtos e a sua equipa de ven<strong>das</strong>”,<br />

afirma o responsável.<br />

Muitas novidades a caminho<br />

O Grupo está muito ativo no desenvolvimento<br />

de novos produtos. Para a gama comercial, está a<br />

lançar novos tamanhos adicionais para as frotas<br />

modernas que utilizam mega-reboques. “Estamos<br />

em vias de introduzir novos segmentos, que<br />

serão anunciados durante o salão The Tire Cologne<br />

2024. Incluiremos também produtos totalmente<br />

novos, como uma nova gama de pneus<br />

VAN 4s, o segmento que regista o crescimento<br />

mais rápido a nível europeu. Relativamente<br />

à nossa marca principal, PRINX, o aumento<br />

de medi<strong>das</strong> é agora o foco principal. Estão<br />

disponíveis muitos tamanhos novos, incluindo<br />

para o segmento de carros elétricos com a linha<br />

EV. Destaque para o PRINX Quattura 4S, um<br />

produto com uma tendência de crescimento rápido,<br />

causado principalmente pelas alterações<br />

climáticas (Invernos mais quentes), mas também<br />

por algumas regiões que tradicionalmente<br />

utilizavam apenas pneus de verão durante os Invernos<br />

amenos, que agora se preocupam com a<br />

segurança dos condutores. O Quattura 4S+ é a<br />

afirmação de que a marca está pronta para oferecer<br />

hoje ao mercado europeu um produto do<br />

futuro. Toda a gama foi testada e aprovada com<br />

sucesso pela prestigiada TÜV SÜD Alemanha”,<br />

explica David Oliva<br />

Em relação ao futuro <strong>das</strong> marcas PRINX, Austone,<br />

Chengshan e Fortune na Europa, David<br />

Oliva, diz que “é essencial compreender que<br />

as quatro marcas não funcionam em conjunto<br />

de forma semelhante. Embora a PRINX vise o<br />

segmento premium com os seus desempenhos,<br />

é também a nossa marca de referência para proporcionar<br />

a mais elevada qualidade e sensação a<br />

todos os condutores que a utilizam. A sua singularidade<br />

reside no facto de o produto se basear<br />

sempre nas mais recentes tecnologias, incluindo<br />

uma gama dedicada a motorizações alternativas,<br />

como os veículos elétricos. Além disso, os<br />

nossos importadores têm uma forma diferente<br />

de o apresentar e interagir com o mercado,<br />

prestando atenção a to<strong>das</strong> as vantagens que oferecemos.<br />

As outras três marcas, Austone, Chengshan<br />

e Fortune, já estão estabeleci<strong>das</strong> há muito<br />

tempo e oferecem um desempenho de grande<br />

qualidade, dirigindo-se a um espetro mais vasto<br />

de consumidores. Estas marcas são uma solução<br />

para a nossa gama de pneus comerciais para<br />

camiões e autocarros, com resultados surpreendentes<br />

já comprovados no continente europeu,<br />

certificações de qualidade e soluções adapta<strong>das</strong><br />

para frotas e retalhistas”, conclui. l<br />

A PRODUÇÃO totaLMENTE autoMATIZADA NA FÁBRICA DA taiLÂNDIA,<br />

REDUZ CONSIDERAVELMENTE OS ERROS HUMANOS DURANTE O FABRICO<br />

TRADICIONAL, ENQUANTO A GESTÃO DIGITAL PERMITE UM CÓDIGO ÚNICO<br />

PARA CADA PNEU<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Abril I Maio 2024 125


NOTÍCIAS // PNEUS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO<br />

Pneus<br />

REEDITA GUIA DE PNEUS PESADOS<br />

ACAP | A ACAP, através da sua Comissão Especializada de Produtores de Pneus,<br />

reeditou o Guia de Pneus Pesados, o qual reúne um conjunto de recomendações<br />

técnicas, fundamentais para que os condutores profissionais circulem com maior<br />

segurança e eficiência económica, assim como, com menor impacto ambiental.<br />

A edição agora lançada pela ACAP, promove a sustentabilidade, ao sensibilizar os<br />

condutores profissionais para a possibilidade de recauchutagem e, assim, contribuir<br />

para uma maior eco-responsabilidade e para a otimização do custo de utilização<br />

do pneu por quilómetro. Os especialistas da ACAP, chamam, ainda, a atenção dos<br />

condutores, para os pneus que possuam na sua parede lateral, a menção “reegrovable”,<br />

relativamente aos quais recomendam a reprodução do desenho da escultura,<br />

retirando a espessura de borracha existente debaixo da escultura original prevista<br />

para tal efeito. Desta forma, aumenta-se a segurança e vida útil dos pneus até 25%<br />

e otimiza-se o consumo de combustível até 5%. A adoção destas boas-práticas, tem<br />

como efeito o prolongamento da vida útil da carcaça do pneu, um menor consumo<br />

de recursos naturais e de energia, necessários para o seu fabrico e, consequentemente,<br />

um maior respeito pelo meio ambiente.<br />

AB TYRES E FALKEN<br />

PROPORCIONAM EXPERIÊNCIA<br />

ÚNICA NO MOTOGP<br />

Os clientes da AB Tyres e a Falken tiveram a oportunidade de assistir ao MotoGP<br />

e ainda tiveram algumas surpresas. No final do passado mês de março,<br />

o Autódromo Internacional de Portimão foi palco da tão aguardada etapa do<br />

Moto GP, atraindo milhares de entusiastas e aficionados, oriundos to<strong>das</strong> as partes<br />

do mundo. Neste cenário de velocidade e emoção, AB Tyres e Falken juntaram-se<br />

para proporcionar aos seus clientes a possibilidade de assistirem ao Moto GP nos<br />

camarotes Ria VIP Suites e, deste modo, vivenciarem uma experiência única e verdadeiramente<br />

diferenciadora. Ao longo dos três dias, todos os clientes presentes puderam<br />

assistir ao evento num espaço acolhedor, acompanhados por um serviço de<br />

catering permanente e disponível durante todo o dia, isto depois de à chegada terem<br />

sido surpreendidos com a oferta de um kit de boas-vin<strong>das</strong> composto exclusivamente<br />

por artigos da marca de pneus japonesa. Um dos momentos mais significativos e<br />

marcantes deste encontro foi a presença de Filipe Albuquerque, piloto português<br />

e embaixador da marca Falken em Portugal, com o qual os clientes tiveram a possibilidade<br />

de interagir, tirar algumas fotografias e autografar alguns produtos de<br />

merchandising oficiais.<br />

DESTACA SGPU BASTANTE<br />

POSITIVO EM 2023<br />

Valorpneu | A Valorpneu garante o fim de vida dos pneus usados através<br />

<strong>das</strong> atividades de gestão do sistema de gestão de pneus usados (SGPU) em Portugal,<br />

trabalhando com os seus parceiros para a sua constante melhoria, e seguindo as<br />

linhas para o desenvolvimento de uma economia circular e da sustentabilidade do<br />

planeta. Há mais de duas déca<strong>das</strong>, a entidade gestora tem-se mostrado empenhada<br />

em evitar a geração de pneus usados através da prevenção, em recuperar os mesmos<br />

dos seus detentores através da sua rede de recolha, prepará-los para a reutilização,<br />

reciclagem e, finalmente, valorização energética. “Em 2023, o balanço ambiental e<br />

estratégico do SGPU foi bastante positivo, tendo sido avaliado com base no impacto<br />

resultante em to<strong>das</strong> estas operações”, afirmou a Valorpneu em comunicado. No ano<br />

2023, a redução <strong>das</strong> emissões de carbono traduziu-se, em termos médios, em 1.975<br />

kg CO2eq/ton PU, tendo sido evitada, de forma global, a emissão de cerca de 181,8<br />

kton CO2eq. To<strong>das</strong> as operações inerentes ao funcionamento e gestão do SGPU resultaram<br />

numa poupança de energia através da valorização dos pneus usados. Em<br />

2023, o benefício resultante do consumo evitado de energia primária foi de 58 690<br />

MJ/ton PU, com uma poupança global de energia de cerca de 5 401,9 TJ.<br />

ADQUIRE CAMAC<br />

Nova Motorsport | A Nova Motorsport decidiu expandir o seu alcance global como especialista e fornecedora<br />

de pneus para automobilismo com aquisição da Camac em Portugal. Este desenvolvimento estratégico segue-se à recente<br />

aquisição de ativos pela Nova Motorsport, incluindo a licença da marca para o fabrico e venda de uma vasta gama de pneus<br />

de desporto motorizado sob os nomes “Avon Motorsport” e “Avon Racing”. A aquisição da Camac sinaliza uma expansão<br />

significativa na capacidade e alcance da Nova Motorsport na indústria de pneus especializados e de automobilismo, consolidando<br />

ainda mais o seu papel exclusivo como fornecedor global da grande maioria dos produtos Avon Motorsport e Avon<br />

Racing. Com sede em Palmeira, Portugal, a Camac possui uma capacidade de produção de mais de 500 mil pneus/ano. A empresa<br />

está há muito estabelecida como um interveniente-chave no mercado de pneus especializados, incluindo o altamente<br />

competitivo setor da competição automóvel. Esta aquisição marca mais um passo fundamental para a Nova Motorsport se<br />

tornar uma potência independente focada exclusivamente no desenvolvimento e fabricação de pneus de automobilismo de<br />

alto desempenho e pneus especializados.<br />

<strong>126</strong> Abril I Maio 2024 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


TRAVAGEM<br />

ABSOLUTA<br />

Há coisas que não são negociáveis.<br />

Com a Bendix, não há quaisquer cedências<br />

no que diz respeito às especificações,<br />

aos materiais ou à qualidade de fabrico.<br />

Apenas foco total em proporcionar-lhe<br />

um excelente desempenho de travagem.<br />

Absolutamente sempre..<br />

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