Jornal das Oficinas 146

apcomunicacao

jornaldasoficinas.com

Jornal independente

da manutenção e reparação

de veículos ligeiros

e pesados

146

Janeiro 2018

ANO XIV | 3 euros

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NOVO REGULAMENTO

Proteção

de dados

Tudo o que muda na lei

Procedimentos a cumprir

Conselhos do Grupo Sendys

Pág. 8

ATUALIDADE Pág. 12

A DPAI reuniu os membros das

comissões para fazer o balanço de

2017 e revelar os planos para 2018

OBSERVATÓRIO Pág. 20

Secretário-geral da ACEA traçou

cenário sobre conceitos de mobilidade

TECNOLOGIA Pág. 22

O novo Honda NSX veio mudar

o paradigma no universo dos

automóveis superdesportivos

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REPORTAGEM Pág. 24

A convite da FAE, viajámos

até Barcelona para visitar as

duas unidades do fabricante de

componentes elétricos e eletrónicos

TÉCNICA Pág. 70

A verificação do veículo na recolha

de dados é essencial na reparação

ENSAIO Pág. 72

Com 194 cv, o Mercedes-Benz E

220d Coupé é caso raro de elegância

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Janeiro I 2018

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FOLHA DE SERVIÇO

03

EDITORIAL

João Vieira Diretor

Calendário de atividades

2018 será um ano em cheio

› Concursos, salões, mesas redondas, encontros, reportagens e até uma

gala. Serão 12 meses inteiramente dedicados ao aftermaket nas suas mais

diversas vertentes. A equipa da AP Comunicação não terá mãos a medir

O

ano que agora começa terá um calendário cheio para a

equipa da AP Comunicação que, mensalmente, produz

o Jornal das Oficinas e, de dois em dois meses, a Revista

dos Pneus. Durante o primeiro trimestre de 2018, para além da

edição impressa do jornal, toda a equipa estará envolvida na

produção da Revista PME Líder e Excelência Aftermarket. Pelo

sexto ano consecutivo, analisaremos o mercado das PME que

mais se destacaram pelo seu desempenho, quer a nível de faturação,

quer dos seus rácios de produtividade e rendibilidade.

Nos primeiros meses do ano, iremos, também, concretizar várias

mesas redondas com responsáveis do setor em diversas áreas,

desde os equipamentos e informática, passando pela logística

e dados automóvel. Hoje, todas as áreas do aftermarket estão

interligadas e é necessário compreender o seu funcionamento

para sabermos agir e tomar as decisões mais corretas, na altura

certa. Os concursos “Melhor Mecatrónico”, “Challenge Oficinas

e “Melhor Pintor” terão novas e melhoradas edições, que contarão

com algumas alterações e inovações de modo a tornar

estas iniciativas cada vez mais atrativas para os participantes,

patrocinadores e público em geral.

Abril é o mês do Salão expoMECÂNICA, na Exponor, onde

DIRETOR João Vieira – joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO Bruno Castanheira – bruno.castanheira@apcomunicacao.com REDAÇÃO Jorge Flores – jorge.flores@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL Mário Carmo – mario.carmo@apcomunicacao.com | GESTOR DE CLIENTES Paulo Franco – paulo.franco@apcomunicacao.com

| IMAGEM António Valente | MULTIMÉDIA Catarina Gomes | ARTE Hélio Falcão | SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE Mensal | ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do

JORNAL DAS OFICINAS

Impressão – FIG, Indústrias Gráficas, S.A.

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Tel.: 239 499 922

Edição

AP COMUNICAÇÃO

N.º de Registo no ERC: 124.782

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

Propriedade João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda. | Sede Bela Vista Office, Sala 2.29 – Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66A, 2735 - 336 Cacém - Portugal

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Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

iremos estar novamente presentes com um stand para receber

clientes e amigos, sem esquecer o Plateau TV, um palco de debate

onde realizaremos vários encontros com especialistas, aberto

ao público e com transmissão direta em live streaming para

quem quiser acompanhar via smartphone ou no computador.

Tire Cologne e Automechanika Frankfurt serão as feiras que

se seguirão nos meses de junho e setembro, respetivamente.

Como não podia deixar de ser, iremos, também, estar presentes

nestes dois salões para trazer toda a informação sobre os novos

produtos e serviços que lá forem apresentados.

O último trimestre será o mais intenso do ano, pois, para além

das reportagens habituais para o Jornal das Oficinas e Revista

dos Pneus, iremos realizar as finais dos concursos “Melhor Mecatrónico”,

“Melhor Pintor” e “Challenge Oficinas”, este último

nas instalações da FIL, no Parque das Nações, no decorrer do

Salão MECÂNICA.

Para terminar o ano em cheio, teremos a 4.ª Gala TOP 100,

onde iremos premiar as melhor empresas de distribuição de

peças, equipamentos e repintura. A charmosa Quinta do Monte

Redondo, em Montemor-o-Velho, será novamente o palco da

noite social do aftermarket em Portugal. ✱

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Parceiro

em Espanha

A voz do setor

A DPAI – Divisão de Peças e Acessórios

Independentes da ACAP, divulgou

o plano de ação para 2018, onde se

destaca o trabalho desenvolvido por

muitos responsáveis de empresas do

aftermarket, que disponibilizam o seu

tempo para tratar de assuntos de interesse

comum a todos os profissionais do

setor. A tarefa para organizar e preparar

o setor para os novos desafios que vão

surgir é enorme, mas a vontade, entusiasmo

e empenho das pessoas que

estão à frente das diversas comissões

que constituem a DPAI é grande e os

resultados vão, seguramente, aparecer.

Os projetos são muitos. Destaco os

que têm mais impacto na atividade

das oficinas, nomeadamente os que

estão relacionados com a evasão fiscal

e concorrência desleal. Nesta área, o trabalho

desenvolvido pela DPAI junto das

entidades fiscalizadoras tem-se focado

na mudança do paradigma da fiscalização.

Com a informação disponibilizada à

ASAE, pretende-se alterar a matriz de fiscalização,

de modo a que esta entidade

utilize os seus recursos para controlar

quem não quer cumprir as regras e não

quem está a proceder para cumprir toda

a legislação.

Relativamente à segurança e ambiente,

o trabalho foca-se na identificação de

peças cujas características técnicas

requerem a sua venda e aplicação exclusivamente

por profissionais do setor.

Esta prática terá benefícios, quer para os

independentes quer para os concessionários,

pois evita a evasão fiscal, uma

vez que as designadas peças técnicas

apenas podem ser comercializadas

entre profissionais, com a emissão da

respetiva fatura. Outra tarefa que está a

decorrer a bom ritmo na DPAI é a comunicação

com o exterior, que visa, entre

outros objetivos, a promoção do setor

do pós-venda junto da opinião pública,

através de iniciativas de comunicação

levadas a cabo nos media. É essencial dar

a conhecer as diversas ações que estão

a ser desenvolvidas, pois só assim o setor

conseguirá ser reconhecido e valorizado.

Tudo isto se traduz, em última análise,

num equilíbrio mais sustentável

do mercado do pós-venda e melhores

negócios para os operadores. A DPAI e

as respetivas comissões vêm preencher

uma lacuna na coordenação e dinamização

do aftermarket. E muito se espera

da sua atividade de profissionalização e

credibilização do setor, incluindo, naturalmente,

as oficinas, que são o elo mais

forte de todo o negócio do pós-venda.

Regular a atividade da manutenção e

reparação automóvel, através da valorização

da oficina, transparência ética

e concorrência leal, demonstrando as

vantagens de se efetuarem intervenções

num local qualificado, é o grande

objetivo dos membros da DPAI, a quem

desejamos uma longa e frutífera atividade

em prol do setor, que ainda tem

muito para dar aos seus profissionais e

à economia do país. ✱

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2018


04

EVENTO

Concurso Challenge Oficinas 2017

Veja o vídeo em www.jornaldasoficinas.com

No planear, é que está o ganho

› O Jornal das Oficinas, em parceria com a Polivalor, realizou a primeira edição do Challenge Oficinas,

um concurso inovador que teve como principal objetivo eleger a oficina que conseguiu vencer

este desafio. A final decorreu no dia 9 de dezembro e acabou por sorrir à Auto C. Borges, de Lisboa,

membro da rede ContiService

Por: Bruno Castanheira

Janeiro I 2018

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05

Foi (mais) uma iniciativa pioneira no

panorama do aftermarket nacional,

que encerrou um ano repleto de

atividade. O concurso Challenge Oficinas

2017 pôs à prova as competências

funcionais dos colaboradores das oficinas,

que, numa primeira fase, tiveram

de realizar diversos testes online, abrangendo

as principais áreas de negócio,

nomeadamente técnica, receção, peças,

marketing e gestão. Após esta fase, foram

selecionadas as seis melhores oficinas,

que passaram à etapa seguinte, onde

foram avaliadas, presencialmente, por

elementos do júri.

Das três oficinas apuradas para a grande

final, venceu a competição a equipa que

acumulou o maior número de unidades

Jornal das Oficinas em parceria com a

Polivalor. Sem esquecer, claro está, o

apoio fundamental dos patrocinadores:

Valvoline, SKF, Escape Forte, Provmec,

GTA Solution, Tiresur, TIPS 4Y e Yuasa

Battery. Não deixou de ser elucidativo o

facto de as três oficinas finalistas pertencerem

a redes. O júri foi composto por

Jorge Zózimo, diretor-geral da Polivalor,

Pedro Ramos, consultor da Polivalor, e

João Rainha, formador da Polivalor e

coordenador do concurso Challenge

Oficinas 2017.

n JOGO DE EQUIPA

A seleção das seis melhores oficinas

assinalou o início da competição. As

empresas estiveram organizadas por

Classificação

1.° Auto C. Borges Lisboa

2.° José Carlos Pinheiro Castelo Branco

3.° Cavaco e Pina Loulé

1

1) Augusto Santos, da

Auto C. Borges, recebeu

da GTA Solution o prémio;

2) João Rainha, formador

da Polivalor e coordenador

do concurso, esclarece

dúvidas com a José Carlos

Pinheiro; 3) Foto de família

com os patrocinadores

da iniciativa; 4) Augusto

Santos esteve muito

concentrado na final do

Challenge Oficinas 2017

4

monetárias (vulgo euros) ao longo do

dia. Os finalistas do concurso foram

José Carlos Pinheiro, de Castelo Branco,

membro da rede Bosch Car Service (José

Carlos Pinheiro; Roberto Fernandes;

João Pedro; João Paulo), Cavaco e Pina,

de Loulé, membro da rede Auto Check

Center (Paulo Cavaco; Ricardo Pina; Miguel

Sousa), e Auto C. Borges, de Lisboa,

membro da rede ContiService (Augusto

Santos; Miguel Figueiredo; António Figueiredo;

José Gaspar).

As diferentes localizações geográficas

das oficinas finalistas foram, no

fundo, um espelho da abrangência

deste evento e demonstraram bem a

qualidade do tecido oficinal português,

bem como o alcance desta iniciativa,

sem paralelo no setor, organizada pelo

equipas, com um mínimo de três elementos

e um máximo de cinco. As seis

equipas que venceram a primeira fase,

passaram à segunda. Para, depois, disputar

a final nacional, que se realizou,

no dia 9 de dezembro, nas instalações

da Polivalor, em Camarate. Com esta iniciativa,

pretendeu-se fomentar o espírito

competitivo saudável entre as oficinas,

promover o trabalho em equipa e enaltecer

a criatividade das organizações.

Através da realização de exercícios em

diversas áreas relacionadas com o pós-

-venda automóvel.

A participação no concurso Challenge

Oficinas 2017 foi feita através da inscrição

de uma equipa e permitiu às organizações

desenvolver competências de estratégia

e gestão, bem como aumentar os

2

3

Polivalor: a trabalhar desde 1989

A Polivalor desenvolve, há quase 29 anos, atividades de consultoria, formação

e marketing. Assegura a gestão de formação para empresas com processos

desenvolvidos internamente e que necessitam de ferramentas de gestão e

aconselhamento adequado sobre a elaboração e implementação de planos de

formação. A assessoria e a execução dos processos são realizados por técnicos

qualificados, utilizando uma ferramenta tecnológica: a plataforma Moonta –

Administration Training. Fornece formação adaptada às necessidades específicas

de cada cliente (intraempresa) e apoia as organizações na adaptação ou

elaboração de metodologias e conteúdo e-learning.

Sediada em Camarate, a Polivalor ajuda as organizações a conceber e implementar

estratégias, modelos e processos, com o objetivo de gerir e desenvolver

capacidades e, ao mesmo tempo, fazer a interface e integração da gestão das

pessoas no planeamento dos negócios, para alcançar os propósitos organizacionais.

Equipas multidisciplinares proporcionam uma assessoria objetiva para

aumentar a eficiência, avaliar as oportunidades e melhorar os resultados. Especialista

em Marketing Relacional, esta entidade concebe, avalia e implementa

projetos de marketing 1-1, desde a definição do plano até aos serviços mais

operacionais (casos de handling e assembling), passando pelo desenvolvimento

de plataformas de gestão, de base web.

A Polivalor concebe e implementa programas de fidelização e de incentivos, de

acordo com os objetivos dos clientes. Elabora Planos de Marketing Estratégicos

e presta serviços de Marketing Intelligence, que consiste na recolha, compilação,

análise, elaboração de relatórios e divulgação de informações de marketing nas

organizações. Hoje, a Polivalor desenvolve a sua atividade com 60 colaboradores

internos e externos, cuja idade média é de 37 anos. 98% dos colaboradores de

que dispõe têm formação académica de licenciatura, mestrados, doutoramentos

e diversas pós-graduações. A formação dos seus colaboradores cobre uma panóplia

de especialidades, tais como engenharia, gestão, economia, informática,

marketing e relações internacionais. Entre a sua vasta carteira de clientes ligada

ao setor automóvel, encontram-se marcas de veículos, associações, redes de

oficinas e empresas de pneus, só para citarmos alguns exemplos.

Parceira do Jornal das Oficinas desde a primeira hora, a Polivalor aplicou todo

o seu know-how e empenhou-se a fundo na elaboração da primeira edição do

concurso Challenge Oficinas. Jorge Zózimo, diretor-geral, João Rainha, formador

e coordenador desta iniciativa, e Pedro Ramos, consultor, constituíram o painel

de jurados que avaliaram a performance das três oficinas que disputaram a final.

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Janeiro I 2018


06

EVENTO

Concurso Challenge Oficinas 2017

conhecimentos em áreas vitais para o seu

negócio. As que participaram ganharam

uma visão mais alargada e estratégica da

sua atividade. Assim como compreenderam

a interação entre as diferentes

áreas funcionais e as condicionantes do

mercado onde atuam. O desempenho

na competição refletiu o valor da oficina

no setor do pós-venda automóvel. Este

concurso esteve aberto a todas as oficinas

de marca e independentes multimarca a

operar em Portugal Continental e Ilhas,

independentemente de estarem ou não

inseridas em rede.

1

1) Roberto Fernandes explicou o planeamento

adotado pela José Carlos Pinheiro;

2) A final teve início com um briefing

dado por João Rainha; 3) A Auto C. Borges

num momento de concentração

do concurso Challenge Oficinas 2017,

iniciou o briefing com as três equipas

finalistas. Começou por distribuir uma

pasta a cada uma, que continha metodologias,

procedimentos e dados para a

elaboração do planeamento. “Sabemos

que, hoje, as oficinas têm diversas áreas. E

uma delas é fundamental: a receção. Que

tem implicação direta no planeamento,

fazendo com que tudo o resto vá funcionar

bem, melhor ou mal”, começou por

frisar. Acrescentando, de seguida, que “se

o planeamento for correto, a oficina vai

desempenhar a sua função lindamente

e todo o processo de intervenção junto

do veículo do cliente vai correr bem. Se

o planeamento não for o correto, vai

tudo correr mal e tudo vai acabar por

se baralhar”.

Existe um planeamento ideal? “Não.

Todos sabemos disso. É tudo delineado

de manhã, com tempos fixos até ao final

do dia e com tudo certinho? Também

não. Sabemos que o cliente está,

constantemente, a aparecer. E sabemos

que surgem sempre problemas que não

estão previstos. Além disso, o sintoma

com o qual o veículo entrou ou foi diag-

2 3

5

7

4

6

n ELEVAR A FASQUIA

No lançamento da primeira edição

desta iniciativa, Jorge Zózimo, diretor-

-geral da Polivalor, já havia destacado,

no início de 2017, que o concurso Challenge

Oficinas consistia, no fundo, “num

processo de autoavaliação, ao mesmo

tempo que se tratava de uma competição

lúdica, numa espécie de team building”.

Desta forma, de acordo com o responsável,

“entusiasmaram-se os colaboradores

para um desafio onde as oficinas tiveram

todo um caminho para evoluir”.

Jorge Zózimo referiu também que

“elevar a qualidade nas oficinas independentes

foi um pouco o que fizemos

com este concurso. Para incrementar

a qualidade, precisamos de fazer uma

autoavaliação, saber onde podemos me-

lhorar e onde somos, de facto, bons. Este

foi o grande objetivo da autoavaliação

inerente a este concurso, que tão necessária

é nesta questão das oficinas”.

O diretor-geral da Polivalor é da opinião

que “o que falta nas oficinas independentes

são meios humanos e, por isso,

estas têm dificuldade em fazer a sua

promoção e a fidelização do cliente. E,

isto, é mais fácil numa oficina que esteja

inserida em rede. Hoje, qualquer uma

pode estar. Basta querer. Mais cedo ou

mais tarde, a informação das marcas será

aberta a todas as oficinas”.

n QUESTÕES DE PLANEAMENTO

Poucos minutos passavam das 9h

quando, no dia 9 de dezembro, João Rainha,

formador da Polivalor e coordenador

4) A José Carlos Pinheiro trouxe à final

quatro elementos; 5) A Auto C. Borges

ficou classificada em primeiro lugar; 6) A

Cavaco e Pina recebeu de Michel Reis, da

Provmec, o prémio; 7) Diplomas e troféus

não faltaram para os participantes

nosticado não é, depois, o que vamos

encontrar durante a reparação. E, isso,

faz com que haja, permanentemente,

uma mudança de planeamento”, frisou

João Rainha.

“Os técnicos podem começar numa

viatura e acabar noutra. Ou um técnico

que foi alocado a uma viatura pode ser

necessário noutra devido à sua especificidade.

E isto faz com que estejamos sempre

a acertar o planeamento. Portanto, o

planeamento não é fixo. Consiste numa

base de partida e é feito ao longo do dia.

Sendo o planeamento fundamental na

organização da oficina, foi isso que preparámos

para a final deste concurso. Até

porque não é fácil arranjar um processo

que permita avaliar a melhor oficina”, deu

conta o responsável. ✱

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Janeiro I 2018


08

DESTAQUE

Regulamento Europeu de Proteção de Dados

Fechar os olhos ao

Big Brother

› Em 2018, entra em vigor o Regulamento Europeu de Proteção de Dados. Muitas empresas ainda

desconhecem os contornos do diploma, que promete fechar os olhos ao Big Brother. O Grupo Sendys

realizou uma sessão de esclarecimento sobre o tema e o Jornal das Oficinas esteve presente

Por: Jorge Flores

Janeiro I 2018

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09

O

para tratar de negócios, então não caia

na tentação de colocá-lo na sua mailing

list comercial, pois o resultado pode ser

negativo para o seu lado”.

Separar as águas é crucial. Segundo

afirmou ainda Fernando Amaral, diretor

executivo do Grupo Sendys, “o que

estamos aqui a falar é de uma questão

de processos, não de software. Não é com

uma atualização de software que se vai

resolver a adaptação destas normas”. De

O novo Regulamento Europeu de Proteção

de Dados Pessoais (RGPD) está

quase a entrar em vigor. No próximo dia

28 de maio de 2018, muito vai mudar

na relação como as empresas terão de

gerir as suas bases de dados. E a grande

maioria ainda não está devidamente

informada sobre os passos a dar para

que esta mudança do quadro legal seja

pacífica e possa, inclusivamente, abrir

perspetivas positivas para o negócio.

Refira-se que o regulamento tem aplicabilidade

direta em todos os países da

União Europeia e é válido para todas as

empresas que operem na UE e para todos

os cidadãos. As empresas do aftermarket

nacional não estão isentas desta

realidade. A esse propósito, o Grupo

Sendys, do qual faz parte a Alidata, organizou

uma sessão de esclarecimento,

onde convocou algumas personalidades,

de diferentes áreas, para ajudar as

empresas a compreenderem melhor os

contornos do novo RGPD. Colocando

questões (aparentemente) tão simples

como esta: um endereço de email do

trabalho é um dado pessoal ou é um

O regulamento, que

entrará em vigor a 28

de maio de 2018, tem

aplicabilidade direta

em todos os países da

União Europeia e é

válido para todas as

empresas que nela

operem e para todos

os cidadãos

acordo com os responsáveis do Grupo

Sendys, o RGPD não está, diretamente,

relacionado com a alteração de práticas

que sejam executadas com software, “mas

tenta colocar um travão naquelas que

são más práticas comportamentais das

empresas e dos seus colaboradores, relativamente

à recolha e tratamento de

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dado coletivo? A resposta obriga a alguma

reflexão. “É pessoal, no sentido em

que permite identificar uma pessoa. E é

coletivo, no sentido em que é um veículo

de comunicação com a empresa”. Todo

o cuidado é pouco, uma vez que este

“pormenor” poderá ter implicações legais

para a empresa. Daí que o conselho

deixado para a plateia pela organização

da conferência seja o de usar apenas o

email para aquilo que lhe foi dado; se foi

dados pessoais dos seus utilizadores”. E

que não haja dúvidas. “Sim, o software

pode ajudar a atenuar esta transição,

mas o grande problema está mesmo

na cultura empresarial”.

n OLHAR DA LEI

Foram vários os especialistas a intervir

na sessão de esclarecimento do Grupo

Sendys. “Se tivermos a consciência da

importância que isto tem para o nosso

Janeiro I 2018


10

DESTAQUE

Regulamento Europeu de Proteção de Dados

Sete chaves

a reter do RGPD

1 Registo de dados

Importa criar um sistema de registo de dados. É essencial identificar

os dados que são recolhidos, deixando claro de onde vêm, como,

porquê e com quem são partilhados. O objetivo é “mapear” todos

os dados utilizados pela empresa e deixá-los ordenados em conjuntos

fáceis de identificar. O nível de conservação e de proteção deverá ser

idêntico para todos.

2 Política de privacidade

Repensar os princípios da privacidade, os procedimentos administrativos

e a documentação, é outra das prioridades. O consentimento dos

titulares dos dados deverá ser livre, específico, informado e corresponder

a uma clara ação afirmativa do titular dos dados (na forma oral ou

escrita). O silêncio, opções pré-validadas ou omissão do titular dos dados,

não constituem consentimento. O novo regulamento impõe a criação

de um registo das atividades de tratamento, caso a empresa tenha mais

de 250 trabalhadores, se o tratamento de dados implicar um risco para

os direitos do titular, se não for ocasional ou se incluírem dados sensíveis

ou relativos a condenações penais e infrações.

3 Direitos dos titulares

Os novos direitos dos titulares dos dados não podem ser esquecidos.

As empresas terão de garantir o cumprimento de dois direitos

fundamentais: o direito de portabilidade e o direito a ser esquecido.

O primeiro, reforça o já existente direito de acesso dos titulares

aos seus dados pessoais através de um pedido de acesso, podendo

ainda ser pedidos os mesmos, num formato estruturado, de uso

correntes e de leitura automática. O titular poderá transmitir esses

dados, de forma gratuita, a outro responsável pelo tratamento e sem

que o primeiro responsável a quem foram fornecidos o possa impedir.

O segundo direito, “a poder ser esquecido”, significa que os titulares

dos dados podem exigir a eliminação da informação e a abstenção

de qualquer disseminação futura desses dados.

4 Conhecimento da lei

Os recursos humanos devem estar devidamente conscientes

das implicações do RGPD e obter formação sobre as novas regras.

As organizações devem estar atentas e verificar se cumprem os

requisitos para ser obrigatório designar um DPO e de que forma

esta função se enquadrará no seio da empresa. Para esse efeito,

poderá ser necessário criar uma função específica para desempenhar

a função de DPO. Em determinados casos, poderá ser necessário

nomear um responsável por cada empresa ou jurisdição do grupo.

A designação de um DPO, quando seja obrigatória, aplica-se aos

responsáveis pelo tratamento e subcontratantes.

5 Requisitos de proteção

As empresas devem adotar medidas internas que cumpram os requisitos

de proteção, “desde a conceção” e proteção “por defeito”. A primeira,

requer que o responsável pelo tratamento de dados aplique, quer no

momento de definição dos meios de tratamento quer no momento

do próprio tratamento, medidas técnicas e organizativas adequadas.

Como, por exemplo: minimização do tratamento de dados;

pseudonimização de dados pessoais o mais cedo possível; adoção de

medida de transparência relativas às funções e ao tratamento de dados

pessoais; possibilidade de o titular dos dados controlar o tratamento

de dados; possibilidade de o responsável pelo tratamento criar e

melhorar medidas de segurança. Por sua vez, a “proteção por defeito”

futuro, para o futuro dos nossos filhos,

vamos tomar medidas para que os dados

pessoais dos cidadãos sejam, efetivamente,

protegidos”, alertou Paulo

Calçada, da Calçada Advogados. Para,

de seguida, chamar a atenção para uma

necessidade: “As organizações têm de

entender que informação pessoal dispõem,

para que é utilizada, onde e como

é armazenada. Depois, as empresas

precisam de entender o regulamento

e garantir que o mesmo é cumprido”,

sublinhou o advogado na conferência

de esclarecimento.

Sandra Veloso, da Data Privacy ON, explicou

que o novo RGPD “é uma questão

que deve dizer respeito a todas as pessoas

das empresas, desde os executivos

e altos quadros até aos profissionais com

menores poderes de decisão, mas pelas

mãos dos quais passam dados pessoais.

Não é necessário que todos sejam especialistas

em RGPD, ainda que seja aconselhável

que todos tenham, pelo menos,

uma noção deste regulamento”, disse.

Qual deverá, neste caso, ser o primeiro

passo a dar pelas empresas? “Identificar

os dados!”, garantiu Rui Batista, gestor

de desenvolvimento do Grupo Sendys,

sem esquecer que estamos perante um

processo complexo, uma vez que dados

pessoais podem estar guardados em folhas

de papel, na cloud, em dispositivos

móveis, em serviços web ou em formato

excel, esquecida numa pen, algures no

escritório ou em casa. Rui Batista deixou

ainda um aviso: “Onde estão as cópias de

segurança, quem lhe acede, em que data?

É preciso saber mesmo tudo. O próprio

controlo de acesso à infraestrutura de TI

tem de ser revisto”, reforçou, tratando,

depois, de explicar como deve funcionar

uma gestão “assente na rastreabilidade”

e como se deve acabar com as “contas de

acesso genéricas e implementar permissões

para a exportação de dados e até

de impressão”, afirmou ainda o mesmo

responsável do Grupo Sendys.

n MULTAS ELEVADAS

Para melhor compreensão das obrigações

inscritas no RGPD, os responsáveis

A negligência aos

contornos do RGPD

poderá ter

consequências muito

nefastas para as

organizações. A multa

para incumprimentos

pode chegar aos 20

milhões de euros ou

até 4% da faturação

do Grupo Sendys trataram de esclarecer

algumas questões fulcrais do diploma,

que entra em vigor este ano. Desde

logo, responde a uma dúvida basilar,

na mente de muitas organizações: o

que são considerados dados pessoais

ao abrigo do RGPD? “Todos os dados

que possam ident ificar, direta ou indiretamente,

uma pessoa, seja o nome, o

email, identificadores eletrónicos, o IP ou

até dados biométricos”. De acordo com

muitas intervenções ouvidas na sessão de

esclarecimento, convém deixar claro que

as autoridades competentes não serão

Janeiro I 2018

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11

tolerantes com desculpas de “falta de

tempo” ou de “orçamento” para cumprir

com as obrigações.

Por outro lado, importa nomear um encarregado

de proteção de dados (DPO na

sigla em inglês). Com um detalhe: “Nem

todas as organizações são obrigadas por

lei a ter um DPO, mas alguém dentro da

empresa deve ser nomeado como pessoa

responsável para gerir futuros pedidos de

dados por parte dos utilizadores. Ou para

trabalhar com a Comissão Nacional de

Proteção de Dados em caso de auditoria”.

O referido responsável deve primar pela

“independência dentro da organização,

mas tendo em conta que, em Portugal,

o tecido empresarial é, acima de tudo,

constituído por PME, o que leva a que

exista uma acumulação de funções. Empresas

públicas, empresas com mais de

250 funcionários ou que trabalhem com

tipologias de dados sensíveis, são sempre

obrigadas a ter um DPO”, explicou ainda

a mesma fonte.

Aconselhável será ainda procurar

integrar ferramentas de software que

facilitem a realização de auditorias técnicas.

Significa isto que as organizações

devem dispor de registo detalhado de

quem acedeu a determinada informação,

quando e em que circunstâncias. Tais dados

poderão revelar-se vitais para detetar

eventuais incumprimentos do RGPD e

ajudam nos processos de auditoria das

entidades reguladoras.

A negligência aos contornos do RGPD

poderá ter consequências muito nefastas

para as organizações. “A multa para

incumprimentos pode chegar aos 20 milhões

de euros ou até 4% da faturação

global da empresa, mas as coimas não

serão estanques. As entidades terão em

consideração diversos pontos de conformidade,

pelo que a multa será mais pesada

quantos mais pontos não estiverem

a ser respeitados”, alertaram, na sessão de

esclarecimento, os especialistas jurídicos.

Já em caso de violação da privacidade ou

do tratamento dos dados, um utilizador

poderá pedir uma indemnização, caso

consiga provar os danos ou prejuízos decorrentes

do incumprimento do RGPD. ✱

requer que o responsável pelo tratamento implemente medidas

técnicas e organizativas adequadas destinadas a assegurar que, por

defeito, só sejam tratados os dados pessoais que forem necessários

para cada finalidade específica do tratamento.

6 Medidas de segurança

O novo regulamento prevê a aplicação de várias medidas organizativas.

Antes de mais, a pseudonimização e cifragem dos dados pessoais e a

capacidade de assegurar a confidencialidade, integridade, disponibilidade

e resiliência permanentes dos sistemas e dos serviços de tratamento.

Também a capacidade de restabelecer a disponibilidade e o acesso

aos dados pessoais de forma atempada em caso de incidente físico ou

técnico e ter um processo para testar, apreciar e avaliar regularmente

a eficácia das medidas adotadas para garantir a segurança do

tratamento, são vinculativas. Estas medidas não são obrigatórias

em todos os casos, dado que a empresa tem o direito de optar por

outras soluções.

7 Transferências transfronteiriças

As atuais regras sobre transferências internacionais de dados saem

reforçadas com o novo diploma. Estas são permitidas, desde que

apresentem garantias. A juntar às conhecidas cláusulas contratuais-tipo

e ao consentimento do titular, o novo RGPD acrescenta outras soluções.

As já existentes cláusulas contratuais-tipo deixam de requerer a

autorização prévia da CNPD. Contudo, apesar desta “dispensa”, a CNPD

poderá exigir à organização uma notificação prévia para essas

operações de tratamento. As regras vinculativas aplicáveis às empresas

são outra das soluções ao abrigo da qual as

entidades de um grupo empresarial se obrigam

a realizar entre si transferências de dados. ✱

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12

ATUALIDADE

Reunião DPAI - Balanço 2017 e Plano de ações 2018

Maior dinâmica

na promoção do setor

› A DPAI reuniu os membros das diversas comissões e a imprensa da especialidade para fazer

um balanço do ano de 2017 e anunciar o plano de ações para 2018, onde se destaca o trabalho

desenvolvido pelas diversas subcomissões

Por: João Vieira

Joaquim Candeias, presidente da

DPAI – Divisão de Peças e Acessórios

Independentes da ACAP iniciou

a reunião fazendo um balanço muito

positivo do desempenho das diversas

subcomissões durante o ano de 2017 e

referiu que existe “muita gente envolvida

nestas subcomissões que têm como objetivo

alcançar os melhores resultados

nos diversos projetos em curso. O meu

grande desejo é que a DPAI consiga ser a

voz do setor e ajude, de facto, os players

a ter melhores condições para desenvolverem

os seus negócios no futuro.

Mas, para isso é preciso fazer uma boa

divulgação, ter uma boa imagem do setor

e um trabalho que consiga dignificar

e melhorar o aftermarket em Portugal”.

Relativamente às subcomissões, são

integradas por membros de diferentes

comissões especializadas e tratam de

assuntos específicos relacionados com

o pós-venda automóvel.

n ESTATÍSTICAS E MERCADO

Coordenada por Pedro Barros, da

Tips4y, esta subcomissão conta com o

apoio de António Cavaco, da ACAP, para a

criação de estatísticas do setor. Em 2018,

vai haver uma reedição do Observatório

de Peças e Acessórios, com indicadores

importantes que ajudam os operadores a

entender o mercado de forma diferente:

“Quanto vale o mercado?”; Parque circulante,

por idade – ligeiros de passageiros

/ comerciais / pesados; Vendas a privados

e profissionais.

n GESTÃO DE CONFLITOS

EM GARANTIA

Através da Comissão de Mobilidade

e Serviços, coordenada por Raquel Marinho,

da Bosch Car Sevice, no âmbito

das Boas Práticas, foram apresentados

diversos projetos relacionados com a

Gestão de Conflitos em Garantia e Oficina

Qualificada, que será apresentada mais

em detalhe no início de 2018. Para a responsável,

não basta as oficinas fazerem

bem, é preciso comprovar. Para explicar

às oficinas como devem gerir conflitos

em intervenções de viaturas no período

de garantia, está a ser desenvolvido um

vídeo com informação objetiva e esclarecedora,

focada nos temas importantes.

Antes da liberalização do setor, foram

muitos os anos em que os automobilistas

não podiam optar por recorrer a

uma oficina independente para fazer a

manutenção dos seus automóveis dentro

do período de garantia, sob pena de

perderem o direito a essa garantia.

Sabendo de antemão que estas situações

nem sempre têm uma abordagem

adequada e que podem trazer transtorno

e penalizar os clientes, a Comissão de

Mobilidade e Serviços tomou a iniciativa

de identificar as principais situações de

Janeiro I 2018

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13

conflito que têm surgido entre oficinas

autorizadas das marcas fabricantes de

automóveis e oficinas independentes.

Contudo, é fundamental que as oficinas

independentes entendam que, a par da

liberdade e confiança que lhes foi concedida,

também é esperado que estas

estejam há altura de corresponder a esse

nível de confiança.

Para não comprometer a garantia das

viaturas, é fundamental a oficina observar

algumas obrigações legais. Tais como:

seguir o plano de manutenção recomendado;

aplicar peças originais ou de qualidade

equivalente às originais; respeitar

a especificação do óleo recomendado. A

fatura emitida deve espelhar que foram

cumpridos todos estes requisitos.

Foram, também, apresentados alguns

casos práticos, para que as oficinas possam

compreender o enquadramento legal

do regulamento EU n.º 461/2010 da

Comissão, de 27/05.

n ACESSO À ATIVIDADE

OFICINA QUALIFICADA

O programa “Oficina Qualificada” tem

como objetivo promover a qualidade,

segurança, fiabilidade e garantia ao consumidor,

assim como regular o negócio

da manutenção e reparação de automóveis,

através da valorização da oficina,

transparência ética e concorrência leal,

demonstrando aos automobilistas as

vantagens de efetuarem manutenções

e reparações numa oficina qualificada.

O projeto pretende, também, garantir

que os recursos humanos estão valorizados

e têm competência para disponibilizar

um melhor serviço ao cliente final.

Para tal, terão de dispor de certificação de

aptidão profissional, sendo obrigatório a

todas as empresas de reparação ter nos

seus quadros um responsável técnico

certificado que garanta a qualidade dos

serviços realizados. As reparações devem

ser efetuadas com peças que cumpram

as obrigações e garantias impostas pelos

fabricantes de automóveis.

Todos os agentes comerciais devem

cumprir a legislação em vigor em termos

ambientais. Os operadores económicos,

independentemente da sua dimensão,

devem ser obrigados e responsabilizados

pela recolha e correta armazenagem

seletiva dos resíduos, bem como efetuar

a sua valorização ou eliminação em unidade

legalizadas para o efeito. É obrigatória

a implementação da folha de obra,

pois é onde se formaliza o contrato de

prestação de serviços efetuado entre o

cliente e a oficina. Assim como a fatura,

que deve conter, de forma muito clara, os

dados do cliente e do veículo, bem como

de todo os serviços e materiais aplicados

nos trabalhos realizados.

n EVASÃO FISCAL

E CONCORRÊNCIA DESLEAL

No que diz respeito à evasão fiscal e

concorrência desleal, foram feitos protocolos

com a ASAE, a APA e a IGAMAOT.

“Propusemos a estas entidades um espírito

de colaboração para identificarem

práticas que sejam lesivas da concorrência

e que prejudiquem o próprio setor.

Também alertamos a ASAE para outras

práticas que identificámos de trabalho

fora de horas, muitas vezes em horário

noturno”, disse Catarina Correia, coordenadora

da subcomissão responsável

pela evasão fiscal e concorrência desleal.

“Não pretendemos criar mais regras

para quem já as tem. Pretendemos olhar

para o projeto da ‘Oficina Qualificada’ de

um modo global, para identificar os que

não cumprem e saber quais as consequências

desses procedimentos.

A ASAE faz fiscalização ao setor oficinal

no segundo semestre de cada ano e

está a utilizar uma matriz de fiscalização

que não é o que nós consideramos as

práticas que, hoje, mais lesam o setor.

A investigação devia centrar-se noutras,

nomeadamente nos operadores que

trabalham à noite com a porta fechada.

Com a informação que disponibilizamos

à ASAE, a matriz de fiscalização será alterada

de modo que esta entidade utilize

os seus recursos para controlar quem não

quer cumprir as regras e não quem está

a fazer um grande esforço para cumprir

toda a legislação.

A ASAE está inclusive disponível para

fazer sessões de esclarecimento antes

de atuar, porque não é nosso interesse

acabar com esses operadores, mas sim

dar-lhes oportunidades para poderem

melhorar a sua maneira de estar no mercado”,

referiu Catarina Correia.

n SEGURANÇA E AMBIENTE

Em relação à Segurança e Ambiente, o

trabalho que está a ser coordenado por

Ribeiro da Silva, da Continental, dedica-se

à identificação de peças cujas características

(técnicas, ambientais, segurança),

requerem a sua venda e aplicação exclusivamente

por profissionais do setor. Esta

prática tem benefícios, quer para os independentes

quer para os concessionários,

evitando a evasão fiscal, uma vez que as

designadas peças técnicas apenas podem

ser comercializadas entre profissionais,

com a emissão da respetiva fatura.

n FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A nível de formação profissional, o

grande projeto da DPAI continua a ser

o Programa Avançado de Gestão para

Profissionais do Pós-venda Automóvel,

cuja segunda edição terminou em 2017,

estando já prevista a realização da terceira,

em janeiro de 2018, no Porto, e

uma quarta, com início, em março 2018,

na cidade de Lisboa. Susana Atalaya, key

account manager da Universidade Nova,

fez uma apresentação dos novos cursos,

que irão ter mais módulos adaptados aos

novos modelos de negócio que vão surgindo

no mercado.

Para além deste curso para executivos

do pós-venda automóvel, a comissão irá

fazer o levantamento das necessidades

de formação, reunindo, para o efeito, com

empresas associadas, onde serão analisadas

formas alternativas à modalidade de

formação em sala, de modo a preparar

o Plano de Formação 2018.

n DIVULGAÇÃO PARA O MERCADO

E DINAMIZAÇÃO ASSOCIATIVA

A divulgação para o mercado, do trabalho

desenvolvido pelas várias comissões,

assim como a dinamização associativa,

são dois projetos coordenados por Raquel

Marinho, da Bosch Car Service, que

pretende refletir sobre as formas de comunicar,

quer para os associados quer

para o público em geral. Para concretizar

este plano de comunicação, será dinamizado

o site da DPAI, que está aberto a todas

as empresas e/ou marcas associadas

ao mercado automóvel independente.

n CONECTIVIDADE

E DADOS AUTOMÓVEL

A terminar a reunião, Pedro Barros,

da Tips4y, apresentou a plataforma Caruso,

um marketplace de dados que se

posiciona entre aqueles que produzem

a informação e aqueles que a utilizam.

Vai reunir a informação de vários fontes

(oficinas, fabricantes, sistemas de

gestão de frotas, seguradoras e outros

players do setor) e disponibilizá-la para

os diversos operadores do pós-venda.

Esta nova plataforma já foi reconhecida

pela FIGIEFA como uma solução segura

para o fornecimento de serviços e dados,

permitindo que os parceiros aderentes

comercializem dados num ambiente

B2B seguro, tornando o mercado pós-

-venda totalmente digital e conectado.

A TecAlliance foi um dos fundadores da

plataforma Caruso, que tem, atualmente,

outros acionistas, onde se inclui o fabricante

de automóveis BMW e o grupo de

compras ATR International, entre outros.

“O que vivemos, hoje, no aftermarket

automóvel está obsoleto. Temos de ter diversas

soluções para oferecer ao cliente e

enquanto os fabricantes já estão no topo

da escada, o nosso negócio ainda está

no primeiro degrau. O pós-venda tem

de dispor de vários serviços agregados

e a plataforma Caruso é o primeiro passo

nesse sentido, pois cria a oportunidade

de partilhar informação e transforma o

negócio tradicional em novas oportunidades”,

concluiu Joaquim Candeias,

presidente da DPAI. ✱

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SALÃO

MECÂNICA 2017

Veja o vídeo em www.jornaldasoficinas.com

Ponto de viragem

› Com a mudança, para Lisboa, da 7.ª edição da MECÂNICA, a ExpoSalão assinalou um ponto

de viragem na feira pioneira no aftermarket nacional. Ao longo de três dias, passaram pelo Pavilhão

3 da FIL mais de 25 mil visitantes profissionais, tendo o certame superado os 170 expositores

Por: Bruno Castanheira

Em 2017, a 7.ª edição da MECÂNICA - Salão

de Equipamento Oficinal, Peças, Mecânica,

Lubrificantes, Componentes e Acessórios

para Veículos Ligeiros e Pesados, não só estreou

uma localização como decorreu, em simultâneo,

com a EXPOTRANSPORTE - Salão Ibérico

de Veículos Pesados e Ligeiros de Mercadorias

e de Passageiros e a LOGÍSTICA - Salão de Logística,

Manutenção e Serviços. De 24 a 26 de

novembro, o aftermarket nacional (e internacional)

convergiu para a capital portuguesa.

Por outras palavras, todos os caminhos foram

n BALANÇO POSITIVO

Ao trazer este certame para Lisboa, a ExpoSalão

procurou dar resposta ao desejo manifestado por

muitos players, que quiseram estar mais próximos

do “coração da logística no que diz respeito ao afdar

à FIL, no Parque das Nações.

Com a realização, em Lisboa, da edição de 2017

do Salão MECÂNICA, a ExpoSalão assinalou um

ponto de viragem na feira pioneira no aftermarket

nacional. Aos longos dos 10.000 m², estiveram

presentes mais de 170 expositores, que responderam

a todas as áreas de interesse dos mais

de 25 mil visitantes profissionais (os números

são da organização) que passaram, ao longo

de três dias, pelo Pavilhão 3. Mais do que uma

exposição dedicada ao pós-venda, esta edição

apresentou-se como um salão ainda mais pro-

fissional e com maior dinamismo, aproveitando

o facto de se realizar na capital e de ter coincidido

com o Salão Automóvel, que decorreu nos

pavilhões adjacentes. No fundo, ainda que com

organizações distintas, o setor automóvel esteve

retratado como um todo.

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15

“O balanço é muito positivo da 7.ª edição da MECÂNICA. O facto de termos

mudado da Batalha para Lisboa

foi uma mais-valia para expositores

e, também, para visitantes. Houve

uma maior adesão e um interesse

diferente pela experiência de ser em

Lisboa. Para a organização e para os

expositores, foi um enorme desafio,

mas a feira revelou-se um sucesso,

tendo superado as edições realizadas

na Batalha, com muito pena nossa

pelo facto de não se ter realizado lá,

onde também fizemos grandes certames”.

José Frazão, diretor da MECÂNICA

“Estando nós sediados na zona da Grande Lisboa, o Salão MECÂNICA de

2017 permitiu-nos, de alguma forma, em termos logísticos, uma capacidade

instalada superior comparativamente

a outras feiras. Viemos apresentar

uma bateria que havia sido mostrada

no Salão de Frankfurt: a gama AGM

da FIAMM para veículos pesados,

uma vez que grande parte deles

já vem equipada, de origem, hoje,

com este tipo de bateria. Dispomos,

concretamente, de três modelos: a

bloco B (180 A) que serve a maioria

dos veículos pesados; a bloco C (230

A), que é a maior de todas; a bloco D7,

que é utlizada por todos os veículos militares, com a qual abastecemos as

Forças Armadas há já dois anos.

Nuno Guerra, da Polibaterias

termarket”, como reconheceu José Frazão, diretor

da feira, ao Jornal das Oficinas: “Faço um balanço

muito positivo da 7.ª edição da MECÂNICA. O

facto de termos mudado da Batalha para Lisboa

foi uma mais-valia para expositores e, também,

para visitantes”. De acordo com o responsável,

“houve uma maior adesão e um interesse diferente

pela experiência de ser em Lisboa. Para a

organização e para os expositores, foi um enorme

desafio, é verdade, mas a feira revelou-se um

sucesso, tendo superado as edições realizadas

na Batalha, com muito pena nossa pelo facto de

não se ter realizado lá, onde também fizemos

grandes certames”.

Para José Frazão, “o facto de a feira ter-se realizado

em Lisboa ganhou expressão em termos

profissionais e dinamismo. Houve mais participação

a nível de expositores mas, também,

no que à afluência de visitantes disse respeito.

Por outro lado, também consideramos que o

facto de a feira estar próxima do aeroporto foi

uma mais-valia”. Questionado sobre o futuro do

salão, José Frazão afirmou que “agora, só queremos

continuar a trabalhar para que esta feira

seja maior e melhor. Para isso, vamos apostar

na sua internacionalização, pois consideramos

que os países do norte de África têm grande potencial

para visitar o certame. Vamos trabalhar

nesse sentido, porque dispomos de uma oferta

muito alargada de produtos e já temos produção

nacional de ferramentas e equipamentos. Queremos

que este desafio seja colocado, também,

aos expositores, porque a exportação alavanca

as vendas e faz aumentar a faturação”.

n MUDANÇA DE RUMO

Jorge Baptista, diretor comercial do Salão

MECÂNICA, mostrou-se, igualmente, satisfeito

e orgulhoso com o sucesso alcançado: “Desde

que começámos a anunciar que a realização da

feira seria em Lisboa, a maioria das empresas

aderiu de forma incondicional. Muitas já contactávamos

há vários anos. Tínhamos a noção da

sua ordem de grandeza, mas não dispúnhamos

do espaço ideal na Batalha para que pudessem

estar presentes”. De acordo com o responsável,

“com a vinda para Lisboa, o problema resolveu-se.

Desde o início da comercialização da MECÂNICA,

deu para perceber que iriamos ter uma grande

feira, o que veio a concretizar-se, como todos

puderam constatar durante os três dias em que

decorreu o evento”.

O diretor comercial do certame acrescentou que

“a rapidez com que comercializámos a feira, que

a quatro meses do seu início já estava 80% completa,

veio demonstrar a grande ansiedade que

“Com a presença na feira, pudemos estar perto do nosso parceiro em

Portugal, a AleCarPeças, que é o principal distribuidor que temos. Nos

próximos meses, desenvolveremos

uma boa rede de lojas, designada

Open Stores. Com a AleCarPeças,

acreditamos que o nosso negócio

vá crescer rapidamente no mercado

português, devido, também, à

qualidade dos nossos produtos e ao

facto de a nossa gama responder às

exigências de primeiro equipamento.

A Open Parts consiste numa empresa

italiana que pertence à X Automotive,

dispondo de produtos equivalentes aos de origem com uma garantia de

dois anos após a aplicação”.

Ivan Foria, da Open Parts

“A Aisin é uma empresa japonesa que ocupa o 6.° lugar no ranking dos

fabricantes de componentes OE a nível mundial. Estamos presentes em

Portugal há já 25 anos. O mercado

português ocupa o top 10 a nível

europeu. Temos aumentado a nossa

quota de mercado em Portugal graças

à Japopeças. Em 2016, lançámos no

mercado as nossas pastilhas de travão

e temos tido um bom feedback.

Atualmente, já estamos a trabalhar

com a Japopeças na introdução do anticongelante

de longa duração Aisin.

Dentro de pouco tempo, lançaremos,

também, um fluido para transmissões automáticas”.

Philippe Vanderborck, da Aisin

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SALÃO

MECÂNICA 2017

“Viemos apoiar a iniciativa da ExpoSalão, que veio, realmente, preencher

uma lacuna muito grande que existia no nosso setor em termos de exposições:

ter uma presença em Lisboa. E tentarmos continuar a expansão

da empresa e dos produtos que estamos a comercializar. Durante o nosso

percurso, que conta já com 37 anos,

procurámos ter novidades e apresentar

sempre soluções diferentes

do vulgar. O que levou a Hispanor a

‘desmembrar-se’ um bocadinho e a

criar novas empresas, nomeadamente

o franchising NewCar e a Gestglass.

A Hispanor, enquanto importadora e

exportadora de produtos para as oficinas,

está ainda a tentar colmatar uma

ou outra falha. O mercado do sul do

país é trabalhado, exclusivamente, com distribuidores. E precisamos de

mais. Além disso, estamos a procurar desenvolver um pouco uma marca

que já começa a ter alguma expressão na exportação: a Wetor”.

Luís Oliveira, da Hispanor

“A Restagraf é uma empresa francesa que foi fundada em 1967, portanto

há 50 anos. Está fortemente implementada no mercado europeu, dispondo

de duas redes de distribuição. Uma

está direcionada para os fabricantes

de automóveis, outra contempla

diversas empresas especialistas no

aftermarket. A presença na 7.ª edição

da MECÂNICA foi uma excelente oportunidade

para a marca estar com a

Samiparts, com quem iniciámos uma

parceria há três anos. Acreditamos que

a Samiparts é a empresa certa para

a Restagraf alargar a sua oferta de

produtos em Portugal e promover a sua imagem”.

Emmanuel Cuisset, da Restagraf

contribuiu para o êxito deste certame foi a diversidade

de áreas e equipamentos presente em

cada stand. Diversidade essa que esteve centrada,

sobretudo, nas novas tecnologias aplicadas, quer

ao setor oficinal do aftermarket quer dos transportes

e logística. Uma feira muito completa que

conseguiu demonstrar a inovação e a dinâmica

dessas áreas. No final, os expositores mostraram-

-se agradados com os “excelentes contactos” realizados,

que se traduziram na possibilidade da

concretização de bons negócios.

José Frazão, diretor da feira, salientou que o

notório crescimento registado nesta 7.ª edição

se deveu, também, à mudança de localização.

Uma mudança que, sublinhou, “foi muito bem

acolhida por expositores e visitantes. Lisboa é,

notoriamente, uma aposta ganha. Nesta nova localização,

que é, atualmente, o centro nevrálgico

do setor oficinal e do aftermarket, conseguimos

catapultar o dinamismo das empresas, as suas

novidades, estabelecer novos contactos e parceas

empresas tinham em fazer qualquer coisa em

Lisboa. Há um ano, não tivemos essa perceção.

Há dois, também não. Mas tivemos agora. E em

boa altura o fizemos, porque a quantidade de

expositores e visitantes que tivemos veio justificar

esta mudança”. Jorge Baptista frisou ainda que

“houve um empenho enorme da parte dos expositores

para que tudo corresse bem. Ao sairmos da

Batalha para virmos para Lisboa, responsabilizou-

-nos duplamente. Mas tudo acabou por ter um

balanço extremamente positivo e estamos todos

satisfeitos com o resultado”.

n CREDENCIAÇÃO INOVADORA

Ainda que tivesse menos um dia comparativamente

às anteriores edições, que se realizaram

na Batalha, a MECÂNICA 2017 conseguiu atrair

mais público. Foram mais de 25 mil os visitantes

profissionais que passaram pela área de exposição

oriundos, não só, de vários pontos do país,

como, também, de Espanha, Itália, Suíça, França,

Holanda, México, Guiné, Bulgária, Rússia, Brasil,

Dubai, China e até Israel. De acordo com a ExpoSalão,

este sucesso muito se deveu ao novo sistema

de credenciação de visitantes, ao qual aderiram

mais de oito mil profissionais. Uma solução inovadora

que provou ser uma enorme vantagem,

quer para visitantes quer para expositores.

Ao fazer o registo online, o visitante recebeu,

por email, uma credencial de acesso. Após realizado

o check-in na feira, a credencial recebeu

“Este ano, começámos (finalmente) um acordo com a empresa Vieira

& Freitas para ser nossa distribuidora oficial das velas de incandescência

premium. Fornecemos velas de

incandescência para o Grupo VW,

Renault, Nissan, Ford, Jaguar, Land

Rover, Fiat e Iveco. E, claro, também

as lançamos para o aftermarket. Colocámos

no mercado um novo sensor

de pressão para velas de incandescência.

Vamos começar a produção

no próximo ano, para o Grupo VW. O

objetivo principal é que as velas de

incandescência se tornem parte ativa

das regulações de emissões”.

Jernej Kusterle, da Hidria

“Um salão destes, realizado em Lisboa, tem, pois, outro impacto. A

Batalha atingiu o seu auge há uns anos. Lisboa, sendo a capital, teríamos

de estar presentes. Sentimos que alguns clientes que não nos visitam

na feira do Porto, visitam-nos em

Lisboa. A nossa proximidade com

os eles é muito importante. A RPL

Quality, que é a nossa marca, está

sempre em destaque, pois importa

ser sempre relembrada. Até porque

está cada vez mais no mercado, com

qualidade muito boa para combater

as peças originais. A nossa presença na

feira serviu, também, para relembrar

que temos alguns produtos relacionados

com o frio de transporte, onde a RPL Clima é uma referência a nível

nacional. A nossa presença nesta feira veio finalizar um ano que foi muito

bom para nós a nível nacional e de exportação. Fechámos com chave de

ouro o ano de 2017 com a 7.ª edição da MECÂNICA”.

Rui Lopes, da RPL Clima

um chip, que foi, posteriormente, validado no

stand dos expositores. Assim, cada visitante

pôde receber, comodamente, por email, toda a

informação relativa a cada expositor, como, por

exemplo, produtos e serviços. As vantagens para

as empresas foram, também, evidentes. Segundo

a organização do certame, com esta solução, os

expositores rentabilizaram a sua presença na

feira, aumentando a base de dados e podendo,

futuramente, comunicar com os visitantes, tendo

estes passado a credencial de que dispunham

no leitor que estava alojado em cada stand. Os

expositores garantiam, assim, que a informação

chegava ao visitante, reduzindo gastos com informação

em papel e merchandising. Em suma,

tratou-se de um sistema único e inovador que

provou ser uma mais-valia na edição de 2017

da MECÂNICA.

n NEGÓCIOS DE EXCELÊNCIA

De acordo com a ExpoSalão, outro fator que

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MECÂNICA em números

dias

de feira

número de pavilhões

alocados ao(s)

certame(s)

total de expositores ultrapassou

esta barreira

quantidade de takes gravados

pelo JO TV

“Viemos à feira de Lisboa destacar, principalmente, a nossa área de performance.

Temos, também, a parte da competição, mas mais ou menos todas

as pessoas já estão familiarizadas com ela. A área de performance é que tem

estado um pouco ‘escondida’. Todas

as pessoas sabem que a temos, mas

vê-la e conhecê-la ainda não acontece

muito. Na feira, há esse à-vontade.

Os visitantes veem e analisam bem

os diferentes acessórios que temos.

Em termos de novidades, trouxemos

o RaceChip, o TPMS e os acessórios,

onde dispomos de uma vasta oferta,

desde o antirroubo à simples anilha

de centrar a jante, passando por todos

os tipos de pernos e fêmeas. Temos muitos clientes nesta zona, mas

como poucas vezes temos contacto físico com eles, a presença nesta feira

permite-nos dar-lhes um abraço pessoalmente, que sabe muito melhor

do que os que enviamos pelo telefone”.

António Pereira, da Q&F, Lda.

área total de exposição

66

entrevistas feitas

pelo JO TV

número

de visitantes superou esta fasquia

elementos

do Jornal

das Oficinas

presentes

“Decidimos vir a esta feira porque teve lugar, pela primeira vez, em Lisboa.

E como estamos a investir muito no mercado português, entendemos que

a nossa presença seria muito importante.

E, por isso, decidimos aderir,

juntamente com outras duas empresas

próximas de nós, para dar à nossa

marca muito maior visibilidade, uma

vez que estamos a tentar expandir a

nossa presença em Portugal”.

Rosanna Abriola,

da Breda Lorett

rias, proporcionando, claro está, a concretização

de negócios de excelência”.

O diretor do salão não escondeu a sua satisfação

com o êxito alcançado pelo certame, que

“vai repetir-se e com enormes expectativas de

crescimento no próximo ano”, assegurou. “Mecânica,

aftermarket, transportes e logística são um

excelente exemplo de setores de sucesso, porque

têm sabido, com mestria, trabalhar e crescer em

parceria. Esta edição da MECÂNICA/EXPOTRANS-

PORTE/LOGÍSTICA refletiu isso mesmo”, acrescentou

o responsável. Que, a concluir, afirmou ter

registado, com agrado, o facto de grande parte

dos visitantes que passaram pelo certame serem,

“para além de profissionais muito interessados,

jovens quadros de empresas”.

n ATIVIDADES PARALELAS

Mais do que uma exposição, a 7.ª edição assumiu-se,

de acordo com a organização, como um

salão muito profissionalizado. Em paralelo com a

feira, decorreram vários workshops e conferências,

promovidos quer pelas associações parceiras

quer pelos expositores, que procuraram dar a

conhecer as mais recentes novidades do setor.

Foram eventos muito participados, com grande

adesão nas várias sessões que acompanharam,

quase em contínuo, o horário da feira.

Ao reunir fabricantes, importadores e distribuidores,

este certame contou com mais de

170 expositores das áreas de mecânica e peças,

acessórios, reparação e manutenção, estações

de serviço e lavagens de veículos, software de

gestão de oficinas, associações e imprensa especializada,

profissionais do setor, veículos, pneus,

GPS, lubrificantes e combustível. Mas, também,

sistemas de manutenção e logística, sistemas

de movimentação de carga, contentores, tabuleiros,

paletes, estantes, armazéns inteligentes,

equipamento de armazenamento, sistemas de

armazenamento, armazéns, gestão de frotas, transitários,

despachantes e seguradores, abarcando

todo o leque da MECÂNICA/EXPOTRANSPORTE/

LOGÍSTICA.

A ExpoSalão teve como parceiras na organização

com as principais associações do setor

automóvel em Portugal: Associação Nacional

das Empresas do Comércio e da Reparação

Automóvel (ANECRA), Associação Nacional do

Ramo Automóvel (ARAN), Associação Nacional

de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias

(ANTRAM) e Associação Nacional das

Transportadoras Portuguesas (ANTP). Contou

ainda com o alto patrocínio do Banco Popular-

-Grupo Santander. ✱

“Para nós, é muito importante estarmos presentes neste salão, pois

damos a conhecer a nossa gama de produtos aos profissionais, bem como

a rede de oficinas que estamos a desenvolver.

Partilhámos o espaço com

a Ixell, uma marca de artigos de repintura

do Grupo Renault que é ainda

mais antiga do que a Motrio. O nosso

objetivo é aumentar a presença no

mercado, não só nos concessionários

de marca como, também, nas oficinas

independentes. Evidentemente que

nem todos os veículos que circulam

em Portugal são Renault e nem todos

os clientes Renault se dirigem às

nossas oficinas independentes, pois têm prioridades diferentes ou porque

estão à procura de um tratamento ou de um produto distinto. É isso que

oferecemos com a Ixell e com a Motrio: chegar ao máximo possível de

clientes finais”.

Fernando Vara, da Motrio

“Como temos muitos clientes no sul do país, a presença nesta feira serve

para contactar com eles e conhecê-los cara a cara. Como, hoje, vendemos

quase tudo pelo telefone, acabamos por não ter muito contacto físico com

os clientes. Daí ser importante estar nesta feira. Tivemos quatro grandes

áreas do nosso negócio presentes na

MECÂNICA 2017. A nossa atividade

principal são as caixas de velocidade

manuais. É essa a nossa grande aposta

e é nisso que somos especialistas. E

queremos continuar a apostar nas

caixas manuais reconstruídas. Dispomos,

também, de peças para caixas

manuais, que estamos a disponibilizar

a empresas e a profissionais que nos

queiram comprar. Depois, temos os

kits de rolamentos. E ainda estamos

a dar um pouco mais de ênfase às caixas de transferência para veículos

todo-o-terreno, que, não sendo um produto reconstruído mas de origem,

disponibilizamos em Portugal”.

Diamantino Costa, da Sparkes & Sparkes

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2018


18

EVENTO

Parts Aftermarket Congress

Responder aos desafios

› A 13.ª edição do Parts Aftermarket Congress, a conferência anual do aftermarket organizada pela

revista Parts, realizou-se, no final de 2017, em Sorrento, Itália, e teve como tema principal “A mudança

e seus impulsionadores. A revolução anunciada”

Por: João Vieira

Com a participação do Jornal das Oficinas

como media partner, o evento

foi uma oportunidade para os cerca

de 450 participantes manterem relações

de networking e desenvolverem negócios

com os principais players do mercado,

assim como conhecerem as últimas tendências

e futuros cenários do pós-venda

internacional.

Durante os dois dias de apresentações

e debates, o congresso procurou dar

respostas a diversas questões que mais

afetam o mercado atual, como os efeitos

da globalização do mercado a nível industrial,

económico e financeiro, os principais

atores na concentração e aquisição de

empresas e grupos, cada vez mais dinâmicos

e rápidos; a inovação tecnológica de

processos e produtos no âmbito do “carro

conectado” e sua influência na mudança

do trabalho diário de distribuidores e oficinas;

como o pós-venda independente

está a lidar com os principais desafios

colocados pela digitalização e acesso a

“Big Data”.

Para responder a essas perguntas

e fornecer testemunhos para um futuro

próximo, os oradores convidados

apresentaram a sua visão perante uma

audiência de mais de 450 participantes

italianos e internacionais, altos executivos

da indústria e fabricantes de componentes,

distribuidores e prestadores de

serviços, que escolhem este congresso

como local de encontro anual.

Após as boas-vindas de Maria Ranieri,

diretora editorial da Parts Automotive,

e Roberto Briglia, presidente da DBInformation,

o congresso teve início com

a apresentação de Michele Bertoncello,

partner da McKinsey & Company, com

o tema “Tendências no aftermarket em

2030”, que analisou a mudança do mercado

de pós-venda e a forma como os

fornecedores de automóveis podem

beneficiar das oportunidades emergentes.

Em seguida, Roberto Vavassori,

presidente da entidade europeia Clepa,

centrou-se nos aspetos regulatórios dos

problemas de condução da nova mobilidade:

eletrificação, conectividade, condução

autónoma, sistemas avançados

de produção, “Big Data Management” e

tecnologias de propulsão alternativas,

além de analisar a nova cadeia de valor na

indústria, definida pelos cenários futuros.

Por seu turno, Michele D’Ercole, diretora

comercial da Eurorepar Italia/PSA

Groupe, apresentou as estratégias e objetivos

no pós-venda deste fabricante

de automóveis, um dos mais dinâmicos

Janeiro I 2018

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19

RPL_meia_alto_2017.pdf 1 17/05/17 14:36

no desenvolvimento de soluções para

o aftermarket. Por sua parte, Stéphane

Antiglio, CEO e presidente do Conselho

de Administração do Autodis Group (Autodistribuição),

baseou o seu discurso

nas “Fusões e aquisições na distribuição

em Itália e na Europa: reflexões para o

mercado internacional de pós-venda”.

Explicou os detalhes de uma operação

que tem como protagonistas a rede

francesa e a sua nova holding italiana.

De referir que a Autodis juntou-se aos

três maiores revendedores de peças de

automóveis de Itália, os Grupos OVAM,

Top Car e Ricauto. O primeiro dia de

conferências foi encerrado com a intervenção

de Hans Eisner, presidente e

CEO da Groupauto International, com

uma análise aprofundada da resposta de

um dos maiores grupos de distribuição

a mudanças globais no mercado.

e reparadores, em comparação com os

independentes. Os dados do mercado

IAM, as suas análises e projeções aprofundadas

foram, também, o tema desenvolvido

por Marc Aguettaz, diretor-geral

da GiPA Italia, que ilustrou o status de

saúde do pós-venda europeu.

Sob o prisma da mudança, “leit motiv”

do congresso, a figura do consumidor

também foi enfatizada, com um “cara a

cara” com Fabio Uglietti, diretor de marketing

da Quattroruote Professional, e

Giovanni Mautone, diretor de marketing

de eBay Marketplaces Merchant Solutions

Europe, que ofereceu a sua visão

sobre a nova relação 4.0 entre condutores

e peças sobressalentes.

E se a nova mobilidade produz novos

hábitos de compra, também gera formas

de gastos sem precedentes, com um

fornecimento relacionado de serviços

Qualidade e Rapidez

Nós fazemos a diferença

CLIMATIZAÇÃO

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Ligeiros Miniautocarros

Furgões Camiões

Máquinas de obras

Máquinas agrícolas

Ferramentas

Já durante o segundo dia, Luca Montagner,

consultor sénior da Quintegia,

apresentou o tema “Dados de pós-venda

na Europa: independentes vs autorizados”.

Este orador apresentou uma visão

aprofundada da dinâmica e dos números

da indústria na Europa, a partir dos

quais estão coordenadas as novas rotas

realizadas por distribuidores autorizados

flexíveis e avançados. As frotas desempenham

um papel cada vez mais importante

e são o exemplo da mudança que

está a ocorrer, de acordo com Grégoire

Chové, diretor-geral da Arval Italia. Para

concluir, o Parts Aftermatket Congress

contou com a presença da Anfia, liderada

por Massimo Pellegrino, responsável pelas

Relações com Redes de Distribuição

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Janeiro I 2018


20

OBSERVATÓRIO

Conceitos de Mobilidade (Parte I)

Tempos de mudança

› Num mundo em mudança, a indústria automóvel está a adaptar-se aos conceitos de mobilidade,

onde a responsabilidade ambiental ganha um peso global. Erik Jonnaert, secretário-geral

da ACEA, deu a sua visão sobre os desafios do setor, em ciclo de conferências da ACAP

Por: Jorge Flores

O

mundo da mobilidade acelera a

uma velocidade impressionante

e a indústria automóvel está a

tentar acompanhar o ritmo e os desafios

que a tecnologia tem proporcionado, nos

últimos anos, a este gigante setor. Não

se trata de um pequeno fenómeno. De

acordo com dados da Associação Europeia

dos Construtores de Automóveis

(ACEA), atualmente, trabalham mais de

12 milhões de pessoas no setor automóvel,

dos quais perto de 3,3 milhões

se enquadram na produção de veículos.

Dada a expressão dos números, importa

à indústria estar muito atenta às tendências,

nomeadamente no que respeita às

alterações estruturais em matéria ambiental,

como o problema das emissões

de CO2, e aos incentivos à produção de

modelos movidos a energias alternativas.

A convite da ACAP, para abrir um ciclo

de conferências, a propósito da edição de

2017 do Salão Automóvel, realizado na

FIL, em Lisboa, Erik Jonnaert, secretário-

-geral da ACEA, deu o seu ponto de vista

quanto ao tema “Mobilidade no Século

XXI. Visão Geral. Desafios”, dando o mote,

também, ao primeiro capítulo deste Observatório,

dedicado aos Conceitos de

Mobilidade.

n DESAFIOS AMBIENTAIS

Segundo explicou Erik Jonnaert, “as alterações

demográficas, a globalização

e os desafios a nível ambiental” são as

grandes tendências que “transformarão

a mobilidade”, tal como a conhecemos.

O responsável da ACEA vai mais longe

e revela aqueles que, na sua perspetiva,

serão os principais fatores da revolução

iminente na indústria automóvel: o aumento

da população. “Estima-se que se

chegue a nove mil milhões de pessoas em

2050”. Abordou a mudança do comportamento

dos consumidores e o balanço

entre custo e o lucro na indústria, remetendo,

também, para as economias de

escala, para o equilíbrio entre a oferta e

a procura gerada pela globalização, para

as alterações climáticas e, por fim, para

a qualidade do ar as características do

cenário do futuro.

n TRÊS PILARES

Os estudos realizados pela ACEA permitem

avançar com algumas respostas

para as muitas questões levantadas sobre

o futuro da mobilidade, apesar de, na

sua intervenção, Erik Jonnaert ter feito

questão de esclarecer, com um sorriso, de

que não dispõe de uma “bola de cristal

para adivinhar o futuro”.s

Ainda assim, existem caminhos seguros.

E assentam em três pilares fundamen-

tais. O primeiro? “Uma mobilidade mais

inteligente, que combine automação e

conectividade, com o intuito de potenciar

a segurança e a eficiência na circulação

de veículos”. O segundo? “Novos serviços

para a mobilidade, mais orientados para

o consumidor, com novos modelos de

negócio e cooperação entre setores”. E,

por fim, o terceiro pilar: “Uma mobilidade

mais amiga do ambiente, através do

crescente investimento da indústria em

soluções alternativas, mais vantajosas,

economicamente, para os fabricantes e

consumidores, assim como do aumento

de infraestruturas e incentivos”, adiantou

Erik Jonnaert, que não deixou de abordar

as designadas smart cities e as restrições

ao Diesel, tema quente e em discussão

na União Europa, que procura um padrão

a nível global para a medição de níveis

de CO2, consumo de combustível ou de

energia e ainda da autonomia elétrica

para veículos ligeiros de passageiros e

comerciais. Para que as respostas aos

problemas comuns seja, também elas,

idênticas. ✱

Janeiro I 2018

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22

TECNOLOGIA

Honda NSX

Alteração de paradigma

› No passado, quem sonhava com um automóvel superdesportivo, pensava em motores V8 ou até

V12, capazes de altas rotações, potências impressionantes e consumos elevados. Mas o Honda NSX

veio mudar o paradigma, dando resposta a uma geração de entusiastas para quem a sustentabilidade

e a ecologia já não são temas do imaginário

Por: José Silva

Sport Hybrid SH-AWD

Embraiagem

Travão

Trem de engrenagens

planetárias (multiplicador

de binário)

Motor de acoplamento direto traseiro

Motor 1

Motor 2

O motor elétrico traseiro está acoplado diretamente à cambota do motor

V6 biturbo, debitando 147 Nm de binário das 500 às 2000 rpm e 48 cv às

3000 rpm. A sua função, como se vê no gráfico à direita, é, juntamente

com o TMU dianteiro, preencher os vazios de binário e resposta do motor

a gasolina: baixos regimes, passagens de caixa e movimento inicial do

acelerador. Também é gerador e motor de arranque.

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23

O

Honda NSX está equipado com

um sistema híbrido pensado para

melhorar todos os aspetos do desempenho

dinâmico do veículo, com os

três motores elétricos a serem usados para

acelerar, travar e até ajudar a direcionar o

automóvel e a eliminar a subviragem. Uma

das diferenças do NSX para os concorrentes

está na forma como o sistema híbrido foi concebido

para melhorar a performance em todos

os aspetos dinâmicos. Aceleração, travagem e

comportamento em curva, todos beneficiam

da potência do sistema híbrido. Em concreto,

e isso só é possível devido ao chassis extremamente

rígido, a ideia mais importante do

caderno de encargos da Honda para o novo

NSX é o conceito de resposta instantânea. Para

atingi-lo, a Honda usa os motores elétricos

(um traseiro ligado, diretamente, ao V6; dois

dianteiros independentes) de todas as formas

possíveis, ao mesmo tempo que o software

de controlo do sistema garante que nunca

se fica sem potência na bateria.

Os três motores elétricos, a bateria, a unidade

de controlo de potência (PDU) e a unidade

inteligente de potência (IPU) são os

componentes do sistema Sport Hybrid. Por

exemplo, nos arranques com launch control,

nos primeiros 0,15 segundos e até a aceleração

atingir 0,1 g, são os motores elétricos que

“tiram o veículo do chão”. O motor V6 biturbo

só tem “rédea solta” após esse hiato de tempo,

o que permite tirar o máximo partido de uma

primeira velocidade muito curta sem problemas

de tração. Aliás, esta primeira resposta

ao acelerador é sempre da responsabilidade

do sistema híbrido, que se mantém, depois,

como um boost adicional do V6 durante a

aceleração, bem como vem colmatar a ligeira

interrupção de binário nas passagens

de caixa. Nas travagens, existe sempre uma

parte regenerativa da TMU (Twin Motor Unit),

até para carregar as baterias, que também

providencia a vetorização de binário devido

à aplicação diferenciada do mesmo nas rodas

dianteiras. Por fim, é também à TMU que cabe

a tarefa de assegurar a locomoção elétrica no

modo Quiet. ✱

Sport Hybrid SH-AWD

O diferencial autoblocante variável multidiscos dá uma ajuda, mas o TMU é o principal responsável pela vetorização de binário até aos 200 km/h. Este é composto por dois motores

elétricos (cada um com 37 cv de potência às 4000 rpm e 73 Nm de binário), um travão, uma embraiagem e um trem planetário. Isto permite aplicar binário negativo e positivo em

cada uma das rodas, de forma independente.

1 - Em aceleração, em linha reta, asseguram a função

AWD e ajudam na tração e na resposta

2 - Na travagem, ambos os motores fazem resistência

e carregam a bateria

3 - Em curva, o exterior fornece binário positivo e o

interior negativo, criando, assim, momento de rotação

Unidade Inteligente

de Potência (IPU)

Motor V6 Twin Turbo

Unidade de Controlo

de Potência (PDU)

Motor elétrico

de transmissão

direta de 48 cv

Unidade de Dupla

Motorização (TMU)

Pilar A

tridimensional

Fundição por ablação

(6 nódulos de alumínio que

eliminam os sub-chassis

tradicionais)

Caixa de dupla

embraiagem

com 9 velocidades

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24

REPORTAGEM

FAE

Em nome da inovação

› A FAE, fabricante de componentes elétricos e eletrónicos, de qualidade equivalente ao original,

convidou o Jornal das Oficinas para uma visita às suas duas unidades fabris, em Barcelona.

Com uma longa história de sucesso, aposta forte na inovação e espreita o mercado indiano

Por: Jorge Flores

Nascido há 66 anos, em Espanha,

o fabricante FAE (sigla que corresponde

ao nome de Francisco Alberto)

tem uma história que continua a

falar por si, no complexo ramo dos componentes

elétricos e eletrónicos para o

setor automóvel. A qualidade dos seus

produtos, todos equivalentes ao equipamento

original, não é fruto do acaso,

mas, antes, uma aposta assumida pelos

responsáveis da FAE, para quem a inovação

e a tecnologia terão sempre de

andar de mãos dadas.

Para dar a conhecer melhor a sua atividade,

A FAE convidou o Jornal das

Oficinas para uma visita às suas duas

fábricas. Uma viagem que contou com a

presença de alguns dos distribuidores do

fabricante em Portugal, casos de José Alberto,

da Bragalis, Albano Melo, da Vieira

& Freitas, e Vítor Souto, da Fimag. Outros

distribuidores, como a Autozitânia e a

A. Vieira, visitarão a FAE no próximo ano.

A “liderar” a comitiva seguiu Abrantes

Pires, representante em Portugal da FAE há

mais de quatro décadas, um autêntico veterano

do fabricante e do mercado. Como

anfitriões nesta visita às duas fábricas,

nada como Francisco Marro, presidente

da FAE, e Antonio Pujol, responsável do

fabricante para o mercado ibérico.

n VANGUARDA DA TECNOLOGIA

As duas unidades fabris da FAE

(L’Hospitalet, com 12.000 m 2 ; Cervera,

uma nave com 5.000 m 2 e um terreno

extra com mais 9.000 m 2 ) são dois corpos

distintos, mas que partilham uma filosofia

de grupo, onde a qualidade, o rigor e a

inovação são alvo de constante avalia-

ção. Nada se faz ao acaso. E a evolução é

contínua. Ainda em 2017, foi inaugurada

uma Sala Branca.

A atualização do catálogo é outra das

prioridades da FAE, sendo que o seu

portefólio é, já de si, muito vasto. Basta

observar alguns dos componentes que

aqui “nascem”: sondas Lambda, sensores

de pressão para gases de escape, sensores

de pressão absoluta, captadores de

impulsos, sensores de temperatura, interruptores

de luz stop e de marcha atrás,

eletroválvulas termotáticas, eletroválvulas,

manocontactos e transmissores, entre

muitos outros, numa lista com perto de

3.500 referências. Segundo assegurou

Francisco Marro, durante a visita, essencial

para a FAE é ainda o departamento de

Inovação & Desenvolvimento. Em 2016, o

fabricante investiu cerca de 7,5% da sua

Janeiro I 2018

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25

FAE em

números

1952

data de fundação

Francisco Marro, presidente da FAE

(em cima, à esq.ª), acompanhou a

comitiva na visita às fábricas. Ao lado (da

esq.ª para a dta.), Vítor Souto (Fimag),

Antonio Pujol (FAE), José Alberto

(Bragalis), Abrantes Pires (representante

da FAE em Portugal), Albano Melo (Vieira

& Freitas) e o jornalista do Jornal das

Oficinas, Jorge Flores

faturação anual nesta área. Líder reconhecido

no desenho de aplicações cerâmicas,

a FAE tem trabalhado em parceria com os

principais centros tecnológicos da região.

n REALIDADES DISTINTAS

O mercado português de componentes

e elétricos e eletrónicos para o ramo

automóvel é “totalmente diferente” do

espanhol. Quem o afirmou foi, precisamente,

o responsável da FAE para os dois

países, Antonio Pujol. “Historicamente,

no mercado português, os distribuidores

têm funcionado, um pouco, como

importadores e dedicavam-se a fazer a

distribuição. Depois, claro, em Espanha

temos muitos clientes, porque se trabalha

de outra maneira. Em Portugal, temos

um mercado muito seletivo e dispomos

de oito a nove clientes em todo o país.

Estes, através da sua distribuição, chegam

a todos os interessados. São clientes

que vão crescendo connosco, todos os

anos, e que vão aumentando as linhas

de produto e as quantidades de compra.

Logo, as vendas que temos pensadas

para Portugal vamos cumprindo, ano a

ano, e estamos muito contentes com a

maneira de trabalhar deles. Também sei

que, da parte dos clientes, há satisfação,

porque não encontram tanta agressividade

no mercado e tanta competição

entre eles. Porque cada um tem a sua

parcela de trabalho. E trabalhamos muito

bem”, referiu o mesmo responsável.

A FAE está presente em Portugal

há 40 anos e “temos sempre vendido

nesse mercado”. Durante muitos anos,

o fabricante era líder, até porque não

havia muita concorrência, ao contrário

de hoje. Mas mantém uma posição

consolidada. “Temos crescido sempre.

Há que entender que sofremos crises,

tanto em Espanha como em Portugal,

mas, por vezes, estas contribuem para

que, depois, tenhamos um mercado mais

saudável. Penso que continuaremos a

crescer, cada vez mais, com os mesmos

clientes, potenciando as vendas dos que

já compram e com novas linhas de produtos

fabricados pela FAE, de forma a

termos um portefólio de produtos mais

amplo. Mas pensamos sempre trabalhar

com os mesmos clientes. Não estamos a

procurar novos”, realçou Antonio Pujol.

n APOSTA NA ÍNDIA

Francisco Marro, presidente da FAE,

garantiu que o futuro da empresa está

assegurado, mesmo quando o mundo automóvel

sentir a revolução tecnológica e

da condução sem condutor. Mesmo numa

área tão complexa como a dos componentes

elétricos e eletrónicos. “Eu não vejo

que a questão dos veículos autónomos

possa acontecer tão depressa. Nem uma

série de outras coisas de que se fala hoje.

Vivemos uma experiência bonita, que foi

comprar um modelo elétrico para a FAE,

para estudar este tipo de mobilidade e

descobrimos que não o podemos usar

por não termos onde recarregá-lo. Claro

que podemos fazê-lo no parque da empresa

ou em casa, mas em viagem não é

possível. É um problema que vai atrasar

a adesão aos veículos elétricos, porque a

infraestrutura na Europa não está preparada.

Passa pelos governos e está muito

atrasada. Estamos ainda longe”, sublinhou

Francisco Marro ao Jornal das Oficinas.

De seguida, concluiu o seu raciocínio. “A

FAE é um fabricante de componentes. E

onde haja componentes, lá estaremos”,

afirmou. “Nos veículos elétricos, haverá

componentes, tal como nos veículos conectados”.

A curto prazo, a FAE tem uma aposta

em mente: a Índia! “Este verão, fizemos

uma joint venture na Índia, com um fabricante

local, cotado em bolsa, e estamos

muito contentes e orgulhosos”, disse. De

resto, o fabricante está, atualmente, a desenvolver

contactos com fabricantes de

motos, de modo a fazer chegar ao mercado

indiano sondas Lambda que, neste

caso, se “fabricariam na Índia, exceto a

parte do sensor, que seria produzido em

Barcelona”, acrescentou Francisco Marro.

Este investimento no mercado indiano

tem uma razão de ser muito concreta.

“Na Índia, hoje em dia, fabricam-se 19

milhões de motos e quatro milhões de

automóveis. Em 2022, calcula-se que passem

para 40 milhões de motos e oito

milhões de automóveis”, disse.

Para mais, em 2020, nenhuma moto

ou automóvel poderá circular neste país

sem cumprir a norma Euro 4, o que significa

que terão, obrigatoriamente, de ter

sondas Lambda. “Estamos com muita expectativa

em relação a esta oportunidade

que surge na Índia”, salientou Francisco

Marro, realçando o facto de esta alteração

do regime legal ocorrer em mais países.

“Mas, na Índia, será mais importante, a

seguir à China, onde há muitos fabricantes.

Mas a Índia é um ‘monstro’ que vai

necessitar de uma série de componentes

elétricos e eletrónicos, que, até agora,

não haviam feito falta. Porque tinham

sido autónomos. Mas, agora, já não será

assim”, adiantou. Por outras palavras, a

“muito curto prazo”, os olhos da FAE estarão

colocados na Índia. ✱

6,5%

faturação anual investida,

em média, em Investigação

& Desenvolvimento (foi 7,6%

em 2016)

300

colaboradores a cargo

do fabricante

3.500

referências em catálogo

250

novas referências introduzidas

por ano

80

países onde está presente

75%

produção destinada

a exportação

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2018


26

REPORTAGEM

Workshop Bosch

Veja o vídeo em www.jornaldasoficinas.com

Regras de segurança

› A divisão da Bosch Automotive Aftermarket em Portugal abriu,

pela primeira vez, as portas do seu laboratório de formação em

mecânica à comunicação social. Durante duas horas, foram analisados

alguns dos principais componentes para uma condução segura

rior do veículo. Juntamente com a revisão

do sistema e com a carga do ar acondicionado,

o filtro de habitáculo também

deve ser mudado.

Para evitar alergias, a Bosch dispõe do

Filter+, que dispõe de várias capas de material

filtrante preparadas para uma maior

retenção das microbaterias. Ao reduzir e

prevenir reações alérgicas, o Filter+ minimiza

as distrações do condutor, aumenta

a concentração e, consequentemente, a

segurança durante a condução.

Escovas limpa-vidros, filtros de habitáculo

e lâmpadas foram os componentes

analisados pelos técnicos da

Bosch no laboratório de formação mais

avançado de Portugal nesta área. Com

esta ação, a Bosch explicou a importância

destes componentes para a segurança da

viatura e dos seus ocupantes. E de que

modo estes influenciam a condução.

n ESCOVAS LIMPA PARA-BRISAS

São um componente muito importante

na segurança ativa do veículo, proporcionando

condições ideais de visibilidade

ao condutor nas mais diversas condições

climatéricas. Para que se consiga manter

um nível de visibilidade adequada, é necessário

seguir algumas recomendações:

verificar a aplicação correta das escovas e,

se for caso disso, trocá-las no momento

em que surjam fissuras na borracha ou

não se consiga limpar convenientemente

o vidro. É recomendado trocar sempre

as escovas por pares novos, no mínimo,

uma vez por ano. A revisão das condições

Por: João Vieira

gases prejudiciais à saúde no interior do

veículo. Protegem, também, o sistema de

climatização e o ar condicionado, proporcionando

um maior conforto e segurança

na condução.

Mas isto apenas acontece quando o filtro

de habitáculo se encontra em perfeitas

condições. Muitos construtores de automóveis

indicam, por exemplo, no manual

de instruções do veículo, qual deve de ser

a frequência aconselhada para a mudança

de filtros. De forma genérica, recomenda-

-se substituir este filtro uma vez por ano ou

a cada 15.000 km. No entanto, no caso de

circulação nas cidades ou em ambientes

muito contaminados, o filtro pode perder

a sua eficácia mais rapidamente.

A primavera é o melhor momento

para substituir este tipo de filtro, especialmente

se o condutor ou a sua família

tem reações alérgicas ao pólen ou a outros

alergénios. Durante o outono e inverno,

a humidade é elevada e as substâncias

acumuladas no circuito de climatização

podem resultar em maus cheiros no intede

pressão e movimentos dos braços, tal

como do nível do depósito de água do

sistema do limpa para-brisas e ainda do

ângulo dos aspersores em relação ao vidro,

também é importante.

As escovas limpa para-brisas Bosch foram

criadas e fabricadas para obter a

máxima eficiência, funcionalidade e vida

útil. A tendência atual são as escovas sem

estruturas metálicas, que conseguem mais

pontos de pressão para uma melhor adaptação

à forma do para-brisas. Neste sentido,

a Bosch dispõe de uma gama extensa

que responde a todos os requisitos, onde

se inclui AEROTWIN, TWIN e ECO.

n FILTROS DE HABITÁCULO

Os filtros de habitáculo protegem o veículo,

proporcionam uma condução segura

e cuidam da saúde dos passageiros. Hoje

em dia, praticamente todos os veículos

novos estão equipados com filtros de habitáculo.

A sua função principal é filtrar

e deter de forma eficaz as substâncias

do ar, evitando a entrada de pólenes e

n GAMAS DE LÂMPADAS

Com a chegada do inverno, os dias ficam

mais pequenos e com menos luz. Para

além do aumento de horas noturnas e

diminuição das diurnas, também a chuva

tem fortes implicações na visibilidade do

condutor. Neste sentido, recomenda-se

que, de dois em dois anos, os condutores

troquem o conjunto de lâmpadas do automóvel,

de forma a melhorar a iluminação

da estrada e a consequente visibilidade

do condutor.

A Bosch tem à disposição uma ampla

oferta para a grande maioria de veículos

e as lâmpadas adequadas para todos os

faróis e luzes (6V; 12V; 24V), sem esquecer

o Xénon. As diferentes linhas de lâmpadas

permitem responder a todas as necessidades

do consumidor final, quer ao

nível de qualidade, vida útil, rendimento

da lâmpada ou personalização do veículo.

As novas gamas de lâmpadas Bosch estão

adaptadas aos requisitos do mercado: a

Ultra White 4200K, para quem pretende

um elegante e moderno efeito Xénon

branco; a Xénon White HID, para quem

pretende uma luz intensa mais branca

similar à que oferecem os LED. ✱

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PRODUTO

Massa Branca de Lítio da WD-40

Lubrificação

prolongada

› Ideal para superfícies metálicas, a nova

fórmula de Massa Branca de Lítio da WD-40

promete revolucionar o mercado com a sua

forte aderência e prolongada lubrificação,

mesmo a altas temperaturas e humidade

Por: Jorge Flores

Dotada de uma capacidade de

aderência forte, a nova fórmula

da Massa Branca de Lítio da WD-

40 é um produto da gama Specialist que

consegue proporcionar uma lubrificação

de longa duração em todo o tipo

de superfícies metálicas. E promete revolucionar

o mercado. Trata-se de um

produto especialmente recomendado

para profissionais que trabalham, diariamente,

com mecanismos submetidos

a elevadas pressões, tendo sido concebido

para uma utilização em ambientes

exteriores e interiores.

Dadas a sua composição e caraterísticas,

esta gama consegue desenvolver

uma ação protetora contra os efeitos da

ferrugem e da corrosão. De forma competente,

diga-se. Mas as suas qualidades

não se ficam por aqui. De acordo com

informação recolhida junto da WD-40,

a Massa Branca de Lítio não goteja nem

escorre. E tem uma enorme facilidade

de aderência, de um modo eficaz, às

diferentes superfícies onde possa ser

aplicada. Além disso, a Massa Branca

de Lítio da WD-40 permite, ainda, reduzir,

de modo substancial, o coeficiente

mas destinado a massas, ditou um valor

ligeiramente superior: 0,37 mm. É, de

resto, esta a profundidade avançada

pela WD-40.

Quanto às propriedades em pressão

extrema (ASTM D-3233), o peso corresde

fricção, o que, por si só, facilita, em

muito, o funcionamento das peças

metálicas e, muito em particular, todas

aquelas que, dada a natureza do serviço,

estão sujeitas a grandes e constantes

movimentos. O que, tendencialmente,

se traduz num desgaste muito mais

rápido das mesmas.

n ELEVADAS TEMPERATURAS

Resistente a elevadas temperaturas

(desde os -18º C até aos + 145º C), é

uma fórmula certificada (NSF H2), sendo

recomendada para uma multiplicidade

de situações. A saber: dobradiças, engrenagens,

trilhos de porta, maquinaria,

rolamentos e correntes, entre muitas

outras.

A composição físico-química da fórmula

Massa Branca de Lítio da WD-40 é

elucidativa. Com uma aparência “branco

sujo”, apresenta uma densidade relativa

(líquida) entre 0.84 e 0.86. Estamos perante

um produto não misturável (em

matéria de hidrossolubilidade).

O teste de desgaste “quatro bolas” -

ASTM D-4172 registou 0,36 mm de profundidade,

enquanto o mesmo teste,

ponde a 884 kg. Os valores de proteção

anticorrosão (ASTM B-117) são de 30%

em 24 horas.

Criado para uma utilização profissional,

o sistema tem uma dupla ação e assegura

um serviço otimizado. ✱

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NOTÍCIAS

Produto

Würth lançou produto

para limpeza de filtro de partículas

A gama de aditivos Würth foi devidamente testada e certificada pela TÜV, tendo sido

aprovada com distinção para as exigências do mercado automóvel, estando indicada

para as áreas de aplicação gasolina, gasóleo, óleo e sistemas de refrigeração. Nesta gama,

estão incluídos dois produtos de maior eficácia no mercado para tratamento e limpeza de

filtros de partículas. O produto indicado para o tratamento do filtro de partículas Diesel

da Würth favorece a regeneração do filtro de partículas, prevenindo eventuais problemas,

tais como os normalmente provocados por interrupções de regeneração. O produto

para limpeza do filtro de partículas da Würth contém características muito próprias na

sua composição, permitindo, assim, a eliminação dos resíduos acumulados no filtro de

partículas, soltando e removendo sedimentos de carbono nestes componentes. Veja

no seu smartphone, através do código QR publicado nesta notícia, o modo de aplicação

deste novo produto Würth.

Millers Oils tem novo lubrificante

para caixas automáticas

Representada em Portugal pela Fonseca, Matos & Ferreira (FMF), a Millers Oils

lançou o fluido Millermatic ATF SPIII-WS para caixas automáticas. Na renovação

e inovação de toda a gama, a Millers Oils informa que o lubrificante premium

para caixas automáticas Millermatic ATF SPIII-WS, totalmente sintético, cumpre

os níveis de rendimento exigidos pelos fabricantes japoneses e sul-coreanos.

Champion aposta em oferta

de novos componentes

A Champion ampliou o seu catálogo para oferecer produtos de qualidade

original de iluminação, filtragem, escovas, velas e fricção para a maioria dos

veículos do parque automóvel europeu. Para além de uma grande ampliação

da gama, a marca Champion oferece ainda inovadores programas tradicionais

e para o retalho, que se adaptam às necessidades dos negócios de venda e de

substituição em qualquer mercado. A ampliada gama Champion inclui produtos

de travão (pastilhas, discos e kits de pastilhas), produtos de iluminação (lâmpadas

de Xénon e halógeneo para os faróis, luzes de sinalização e interior), filtros (ar,

habitáculo, óleo, combustível), escovas limpa para-brisas e componentes de

ignição, velas, cachimbos, jogos de cabos e unidades de controlo.

ESI[tronic] Bosch

com atualizações online

Desde 30 de outubro que o download do software ESI[tronic] para oficinas da

Bosch pode ser atualizado de forma rápida e cómoda através da internet. Desta

forma, as oficinas têm sempre disponível a última versão do programa, para que

consigam ser o mais eficiente possível. Nesta fase de teste, os clientes continuarão

a receber o DVD com as atualizações até se familiarizarem com as atualizações

online. Este método vai ser mantido por mais alguns anos, caso seja necessário

para algum cliente. O download das atualizações é feito através do programa de

gestão de downloads DDM. Este programa é responsável por atualizar o equipamento

do utilizador de forma simples e transparente. A oficina pode continuar

a trabalhar enquanto a atualização é feita. O sistema de informação ESI[tronic]

pode identificar praticamente qualquer modelo de veículo e fornece uma enorme

quantidade de dados às oficinas. O ESI[tronic] 2.0, oferece uma pesquisa guiada

às falhas técnicas, com instruções de reparação e manutenção. Está disponível

em 24 idiomas e inclui software específico para veículos industriais.

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AUTOMOTIVE TECHNOLOGY

optibet RBK SCC

NOVIDADE MUNDIAL

O indicador de substituição: Inovação da Optibelt.

Graças à novidade mundial

optibelt SECURED CHANGE CONTROL,

a manutenção nunca

foi tão fácil...

...uma vez que o inovador

indicador de substituição de

optibelt RBK SCC indica quando o

ciclo de vida da sua correia trapezoidal

se aproxima do fim. E isto sem

necessidade de ferramenta de controlo.

CORREIA DE

TRANSMISSÃO ESTÁ OK

MANUTENÇÃO

NECESSÁRIA

© ARNTZ OPTIBELT GROUP, GERMANY

www.optibelt.com/scc

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NOTÍCIAS

Produto

Iberequipe lançou

versão 2018 do AUTOCOM

A Iberequipe já tem disponível a nova versão de software 2018.00 da

AUTOCOM CDP+ para veículos ligeiros e comerciais ligeiros e pesados, que

será descarregado, diretamente, no pc do utilizador. A grande novidade da

versão 2018.00 é a possibilidade de executar diagnósticos via DoIP (Diagnóstico

via IP) nos novos veículos Volvo. Um novo cabo é necessário e está

disponível. A base de dados CARS foi atualizada em 31 marcas de veículos

entre os anos 1997 e 2018. Já a base de dados TRUCKS, foi atualizada em

45 marcas de veículos, entre os anos 1997 e 2017.

ContiTech ensina

a mudar corrente de distribuição

Inforap oferece uma árvore

por cada cliente

2017 foi um ano dramático para Portugal. Os incêndios florestais

queimaram mais de 215 mil hectares, o valor mais elevado dos últimos

10 anos, segundo o mais recente relatório do Instituto da Conservação da

Natureza e das Florestas (ICNF).

Desta forma, a Inforap, em associação com a campanha da Quercus,

ofereceu no último Natal uma árvore autóctone por cada cliente e por

cada colaborador interno, cuja localização e desenvolvimento poderá ser

acompanhado através da Internet. Esta iniciativa, enquadrada no âmbito

da responsabilidade social, teve como objetivo ajudar a diminuir o impacto

ambienta causado pelos incêndios do ano transato.

A série de vídeos “Watch and Work” continua a crescer. Neste momento, encontram-se já

17 tutoriais online, onde se explica como substituir corretamente as correias de distribuição

em diferentes modelos de motores. Tanto o VW Polo 9N 1.2l 40 kW como o Mercedes-Benz

Sprinter 2.1l 80 kW CDI são modelos em que o motor é acionado por corrente de distribuição.

No seu último vídeo de formação, em cerca de cinco minutos, o técnico utiliza estes motores

para mostrar os pormenores aos quais se deve prestar atenção quando se muda a corrente

de distribuição, partilhando truques e dando dicas úteis para usar no dia a dia da oficina. Os

dois novos episódios sobre correntes de distribuição, bem como os 15 vídeos tutoriais sobre

como substituir as correias de distribuição, podem ser vistos em www.contitech.de/aam-videos.

ANECRA e APA assinaram parceria

Entre os dias 12 e 15 de dezembro, a ANECRA realizou, nas suas instalações de Lisboa e do

Porto, uma sessão de esclarecimento/informação sobre as mudanças inerentes à utilização

das Guias Eletrónicas de Acompanhamento de Resíduos (e-GAR), aprovadas pela Portaria n.º

145/2017. Nestas duas sessões, aproveitou-se, igualmente, para dar apoio a todos os envolvidos

no processo a trabalhar com o novo modelo e módulo da plataforma eletrónica SILIAMB,

tendo sido, também, uma oportunidade para esclarecer dúvidas e questões práticas. A ANECRA

recebeu o convite da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para ser uma das anfitriãs destas

ações de informação, que acedeu com muito gosto, uma vez que quer que os seus associados

façam uma transição leve e suave para o novo formato, a vigorar no ano de 2018.

Panos de limpeza MEWA com sistema de reutilização

Manter uma oficina limpa é um desafio diário. É preciso limpar óleos e lubrificantes do chão, dos motores e das superfícies. Isto custa

tempo e dinheiro e, por vezes, ambos os recursos fazem falta. E se fosse possível entregar esta tarefa a profissionais? Com a MEWA, é

uma realidade. A empresa alemã oferece ao setor dois aliados ultra-absorventes: o pano de limpeza MEWATEX, disponível em diferentes

qualidades conforme a área de aplicação, e a esteira de retenção de óleo MULTITEX, com ampla variedade de utilizações, mesmo nas

situações onde um cárter do óleo é demasiado rígido. O serviço especial da MEWA consiste em oferecer os panos e as esteiras com um

sistema de reutilização. Isto significa que, com a frequência combinada, os panos e as esteiras sujos são recolhidos no cliente, de acordo

com as normas ambientais e de transporte de resíduos perigosos, lavados de forma ecológica e devolvidos à hora combinada. Para

assegurar que os panos e as esteiras são guardados de forma segura e organizada, a MEWA disponibiliza o Safety Container SaCon, um

contentor com tampa hermética, especificamente desenvolvido pela empresa para este fim.

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Sabia que?

Sabia que a SKF é o fabricante europeu mais asiático do mercado?

Sabia que pode verificar se temos peças para um determinado veículo asiático através da ferramenta de

pesquisa do nosso site?

Sabia que a SKF apresenta-se como um fornecedor de OE com uma oferta vasta nas gamas de roda, motor,

transmissão e suspensão tendo no caso de algumas marcas uma cobertura de mais de 90% dos seus modelos?

® SKF é uma marca registada do grupo SKF. | © Grupo SKF 2017

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Roda

Daihatsu

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NOTÍCIAS

Produto Produto

Imprefil apresentou filtros de

óleo de maior rendimento

A Imprefil, consciente da importância do filtro

de óleo, oferece excelentes resultados com a nova

gama de filtros BD50000, que iguala ou supera o

filtro OE durante toda a sua vida. Desta forma, a

Imprefil garante uma proteção máxima, maior vida

útil e maior rendimento para os motores modernos

mais sofisticados. Entre as principais características

dos novos filtros BD50000, destacam-se a eficiência

geral elevada - proporciona uma proteção superior

contra o desgaste e prolonga a vida útil das peças;

a elevada capacidade - 17% maior capacidade do

que o OE para uma vida mais prolongada do filtro;

a restrição de caudal mais baixa - menos 40% no

arranque a frio, o que melhora o fluxo e reduz o

desgaste; a integridade estrutural - robustez superior

que garante a durabilidade e evita fugas.

Kits PRO ContiTech oferecem maior customização

A ContiTech continua a expandir o seu portefólio. Os chamados kits PRO são a adição mais recente. A abordagem:

além da correia de distribuição normal, alguns motores requerem uma segunda correia, por exemplo, para

acionar o eixo de compensação ou a bomba de injeção. Os novos kits PRO contêm todas as correias de distribuição

necessárias para cada motor numa única embalagem. O kit inclui, também, componentes adicionais. Por exemplo,

também há embalagens com as reconhecidas bombas de água ContiTech. A garantia de cinco anos do fabricante

também se aplica aqui, como em todos os kits previamente lançados. Inicialmente, serão comercializadas mais de

30 versões diferentes, tornando a ContiTech líder de mercado. Seguir-se-ão, gradualmente, mais kits e expandir-se-

-á o portefólio de forma constante. Esta expansão e melhoria contínua dos produtos e serviços é possível graças

à estreita relação que a ContiTech mantém tradicionalmente com as oficinas.

Tecnologia Countertrack da

GKN disponível no aftermarket

O contínuo crescimento dos requisitos dos veículos

atuais e futuros em equipamento, segurança

e conforto, limitam cada vez mais o espaço de instalação

do sistema de propulsão no veículo. Por isso,

a GKN desenvolveu, para estes novos modelos, as

denominadas juntas homocinéticas Countertrack,

que transmitem a mesma potência com um diâmetro

mais reduzido. Em média, a redução do tamanho é

de 10%. Isto é possível graças ao perfil característico

em “S” da linha de rotação e a colocação das linhas

em oposição entre elas. Daí a designação Countertrack.

Este novo desenho permite reduzir o rolamento

interno, o nível de temperatura e o tamanho, assim

como aumentar a transferência de binário e o ângulo

máximo de rotação. Em resumo, este novo desenho

oferece as seguintes vantagens: com a mesma potência,

o espaço entre eixos é maior.

CLAS disponibiliza

suporte motor de 500 kg

Com um design ultrarresistente, este novo suporte de motor com tanque

de recuperação de fluido é fácil de manusear e de limpar. Adaptável a todos

os motores, dispõe de quatro pontos de ajuste reguláveis, quatro rodas

orientáveis, incluindo duas travadas para maior estabilidade. As suas dimensões

são de 940 x 610 x 880 mm. O suporte do motor inclui uma bandeja de

uretano para proteger o chão e tem quatro rodas giratórias para facilitar o

movimento, mesmo sob carga, na oficina. Uma vez configurado, o

motor pode ser girado sem esforço com um sistema de

redução de engrenagens acionado por uma

roda lateral. A orientação do motor permanece

completamente livre, uma vez que não

está sujeita a bloqueio por pinos. Com mais

de 5.800 referências em stock, a marca, com

sede em Savoie, França, prossegue a sua

estratégia de expansão internacional.

Rodapé_Auto Barros.pdf 1 17/08/17 10:00

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NOTÍCIAS

Produto

Buderus Guss tem novo disco de travão

Novos conjuntos de reparação

do eixo da transmissão MEYLE

O fabricante de Hamburgo MEYLE ampliou a sua gama de conjuntos de

reparação do eixo da transmissão e oferece, a partir de agora, 15 kits de reparação

de qualidade MEYLE-ORIGINAL. Como solução para reparação inteligente, os kits

incluem todas as peças específicas para uma reparação oportuna e eficiente do

eixo da transmissão. Com eles, a oficina pode substituir, individualmente, os

rolamentos do eixo central sem problemas e deixa de ser obrigada a substituir

todo o eixo da transmissão, como acontece na versão OE. Isto significa, não só,

uma economia de custos, em comparação com as peças OE, mas, também, uma

economia de recursos. Com os 15 conjuntos de reparação, a MEYLE serve mais

de 10 milhões de veículos na Europa, de fabricantes como Audi, Seat, Skoda,

VW, Porsche e Mercedes-Benz.

A Buderus Guss, subsidiária da Bosch, criou o inovador iDisc. Comparado com um

disco de travão convencional, gera até menos 90% de pó na travagem. Esta necessidade

é sublinhada pelas conclusões da agência ambiental de Baden-Württemberg,

que confirma que os travões e os pneus são responsáveis por 32% das emissões de

partículas relacionadas com a condução, das quais praticamente metade são pó resultante

das travagens. Por isso, reduzir de forma significativa o pó da travagem é

essencial para a melhoria da qualidade do ar, especialmente nas cidades. Um dos

mais importantes pontos a favor da compra do iDisc (o “i” simboliza inovação) é o

seu revestimento a tungsténio, disponível apenas na Buderus

Guss. A tecnologia baseia-se num disco de travão de ferro,

fundido convencionalmente. Para transformar um disco

convencional num iDisc, é necessário que os anéis de

fricção sejam tratados de forma mecânica e térmica

com galvanização, antes de serem revestidos. Estes

passos fazem parte de um processo desenvolvido pela

Buderus Guss e por investigadores da Bosch durante

vários anos. Em termos de preço, o iDisc é, aproximadamente,

três vezes mais barato do que um disco de

travão de cerâmica. O preço deverá continuar a baixar

à medida que o volume de produção for aumentando.

Premium

quality

MAIS QUE UMA ESCOVA. A SUA VISÃO

Vallux lançou gama de escovas New Vision

A Vallux lançou uma nova gama de escovas limpa-vidros New Vision, de

elevada performance aerodinâmica, que garante uma melhor eficácia. Complementadas

com 10 modelos de adaptadores universais com um inovador sistema

de fixação fácil e rápido, permitem uma cobertura de mais de 95% do parque

automóvel. A nova geração de escovas limpa-vidros New Vision é composta

pelas versões planas, metálicas e traseiras, todas desenvolvidas mediante uma

rigorosa seleção de materiais para uma maior resistência e durabilidade. O perfil

aerodinâmico destes novos modelos permite maior aderência ao para-brisas,

proporcionando uma limpeza perfeita e silenciosa.

PLANA

METÁLICA TRASEIRA

ESCOVAS

LIMPA

VIDROS

Nederman apresentou

novo eliminador de fumos

A captura na fonte de fumos de soldadura

é, muitas vezes, feita com braços de

extração amovíveis autossustentáveis. Mas

este método exige que o braço e a respetiva

campânula sejam constantemente posicionados,

o que nem sempre é do agrado de

soldadores e diretores de produção. O FE24-7

desenvolvido pela Nederman oferece uma

extração eficiente dos fumos de soldadura

diretamente no ponto de emissão, utilizando

bocais de soldadura ou tochas de soldar com

aspiração integrada. Indicado para operação

em contínuo, o FE24-7 pode ser utilizado

durante turnos completos, graças ao eficiente

ventilador de canal lateral isento de

manutenção.

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NOTÍCIAS

Pesados

DICA DE REPARAÇÃO

Tempo máximo entre falhas

Manutenção preditiva

O automóvel, como qualquer máquina, necessita de manutenção.

Durante muitos anos, esteve à mercê de manutenções

corretivas, que não passavam, na prática, do ciclo «avaria-repara»

com todas as desvantagens e poucas vantagens desta forma

de operar. Com a evolução dos sistemas eletrónicos e computorizados,

a manutenção progrediu e as máquinas passaram a

durar mais. Os avisadores que registam as horas de trabalho ou

quilómetros percorridos não deixam que nenhuma intervenção

passe despercebida. Alguns sistemas imobilizam mesmo o veículo

quando é ignorada a informação e estão em risco sistemas

vitais. A manutenção preditiva é aquela onde alguns componentes

são trocados, apesar de não apresentarem sinais visíveis de

desgaste ou quebra, porque já passaram horas ou quilómetros

que levaram a uma fragilização de peças. Estas, pelo grau de

responsabilidade e importância no desempenho das suas funções,

devem ser substituídas mesmo podendo não apresentar

defeitos e estar em funcionamento. Os prazos de substituição

são calculados a partir de estudos que determinam o MTBF,

sigla inglesa que significa «maximum time between failures»

ou seja, tempo máximo entre falhas. Como exemplo, podemos

referir correias de distribuição, bombas de água, tensores, rolamentos,

tubos de ligação a rolamentos que acumulam a função

de bombas auxiliares de embraiagem e passadores de correntes

de distribuição, entre outras. A ligação dos componentes e

sistemas na mecânica tem evoluído em direção a uma forma

mais modelar e compacta. Por várias razões, entre elas a opção

por mecânicas em «sandwich», partilha de componentes entre

marcas, partilha de plataformas entre vários modelos e facilidade

na montagem de vários conjuntos nas linhas de fabricação,

uma grande parte de modelos atualmente necessita para se ter

acesso a alguns sistemas, a desmontagem de grandes grupos

mecânicos. Presentemente, em muitos modelos é praticamente

impossível intervir na direção, barra de torção e embraiagem

entre outros, sem desarmar o motor ou o conjunto charriot,

operações que levam demasiado tempo quando comparado

com o que é necessário para resolver propriamente a avaria.

A nossa dica vai no sentido de não descurar a substituição de

todos os componentes previstos nas manutenções preventivas.

O risco desta falha custa a repetição de todo o trabalho da

primeira intervenção, acrescido dos danos causados pela falha

mecânica do componente não trocado.

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Por: João Paulo Lima

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Visoparts recomenda sistemas

de aquecimento Eberspächer

De acordo com a sua política de qualidade, a Visoparts tem

como propósito o rigor na escolha de seus parceiros. Ao escolher a

Eberspächer como a sua aposta em tecnologia de escape e sistemas

de aquecimento para pesados, está a oferecer aos seus clientes um

alto desempenho de suas frotas. O Grupo Eberspächer é um dos

líderes mundiais de mercado no desenvolvimento e fornecimento

de tecnologia de escape, sistemas de aquecimento para veículos

e sistemas de ar condicionado para autocarros. A Eberspächer é,

também, um parceiro na inovação dentro da indústria automóvel

para o desenvolvimento de ar condicionado para veículos especiais

e eletrónica automóvel. Recentemente, inaugurou a sua primeira

fábrica de tecnologia em escape em Portugal, na cidade de Tondela,

onde espera criar cerca de 550 postos de trabalho até 2020.

Diesel Technic relembra

ano de 2017 bem sucedido

Com novos produtos e soluções orientadas para o serviço, a Diesel Technic terminou

o ano de 2017 com resultados muito positivos. Sob o lema “A sua marca para um trabalho

bem-feito!”, a DT Spare Parts oferece às oficinas uma gama completa de produtos,

com mais de 35.000 referências para camiões, reboques, autocarros e furgões. Com os

produtos da marca DT Spare Parts, os profissionais das oficinas têm acesso a peças de

reposição com uma qualidade comprovada e garantia de 24 meses, assim como dicas,

truques práticos e instruções úteis para apoiá-los no seu trabalho diário, graças aos vídeos

lançados pelos “Especialistas em Peças”. Em 2017, um total de 12 novos catálogos

relacionados com veículos pesados foram publicados com produtos da marca DT Spare

Parts, para simplificar a pesquisa por produto. O Partner Portal, agora mais desenvolvido

e que pode ser acedido online 24 horas por dia, contém mais de 36.000 produtos,

tanto da marca DT Spare Parts como da SIEGEL Automotive. O portefólio de produtos

da SIEGEL Automotive inclui, aproximadamente, 1.000 peças de reposição para chassis

e cabine, iluminação e equipamentos elétricos, bem como outros grupos de produtos.

samiparts(HR).pdf 1 20/12/17 18:36

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NOTÍCIAS

Pesados

Fuchs lançou novo Titan Cargo

para comerciais Mercedes-Benz

A Fuchs apresentou o seu novo óleo de motor, com economia de

combustível extrema, que foi especialmente desenvolvido para os veículos

comerciais da Mercedes-Benz (OM 470 FE1 e OM 471 FE1). Estes

tipos de motor estão instalados, por exemplo, nos novos modelos

Actros. Para reduzir ainda mais o consumo de combustível, alguns fabricantes

estão a direcionar-se para a utilização de óleos de motor de viscosidade

reduzida HTHS, com 2,9 - 3,2 mPa.s, em vez do habitual 3,5 mPa.s.

A viscosidade HTHS está correlacionada com o potencial de eficiência de

combustível. A aprovação MB-APPROVAL 228.61 da Mercedes-Benz segue

esta tendência. Devido ao seu reduzido HTHS, os produtos de acordo com

esta aprovação não são compatíveis com os das anteriores aprovações MB.

Motorbus renovou

e otimizou o seu site

A empresa especializada em peças para veículos pesados, que foi fundada,

em agosto de 1995, por Óscar Pereira, renovou o seu site. Mais funcional e mais

moderno. É, desta forma, que a Motorbus, sediada em Canelas (Vila Nova de

Gaia), define o seu novo espaço cibernauta, que visa englobar, no futuro, a loja

online. As diferenças poderão ser constatadas em www.motorbus.pt.

gradoil(HD).pdf 1 20/12/17 14:27

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Distribuidor oficial

lubrificantes Galp

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Tecnologia em movimento


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NOTÍCIAS

Empresas

Grupo CLAAS recomenda

ar condicionado Ecotechnics

A PCC (Pinto da Costa & Costa), informou que o Grupo CLAAS, um dos maiores fornecedores

de veículos agrícolas do mundo, recomenda a unidade de ar condicionado desenvolvida

pela Ecotechnics, modelo ECK LAND, para distribuição nos concessionários oficiais da marca

francesa. O equipamento é recomendado para operações de recarga e manutenção em

sistemas de ar condicionado agrícolas.

SKF reuniu clientes em almoço de Natal

A SKF reuniu alguns dos seus principais clientes e imprensa especializada no tradicional

almoço de Natal, onde, para além da confraternização, também se viveu o

verdadeiro espírito natalício, em linha com o programa de responsabilidade social

da empresa. Este ano a SKF apoiou o C.E.C.D. de Mira Sintra - Centro de Educação

para o Cidadão Deficiente, uma Cooperativa de Solidariedade Social sem fins lucrativos

e reconhecida como Instituição de Utilidade Pública. “É, para nós, um grande

orgulho termos os nossos parceiros juntos nesta nossa iniciativa. Ajudar custa muito

pouco”, disse Grisélia Afonso, diretora de vendas e marketing da SKF Portugal. Na

ocasião, a responsável fez o balanço do ano de 2017, onde destacou o lançamento

de algumas novidades, o aumento das vendas e as diversas ações levadas a cabo

com clientes, nomeadamente a celebração dos 90 anos da SKF, realizada em junho

de 2017. As previsões para 2018 são de aumento contínuo da gama de produtos

e seguir acompanhando os clientes, nunca defraudando as suas expectativas. No

final, fez-se a tradicional foto de grupo, com a certeza de que todos voltarão a estar

presentes no próximo ano, apoiando uma nova Instituição de Solidariedade Social.

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NelsonTripa.pdf 1 14/12/17 16:54

Grupo Volkswagen escolheu Hidria

A Hidria anunciou um acordo de longo prazo com o Grupo VW, construtor

automóvel líder e o maior da Europa, para fornecer o seu sistema de arranque a

frio de motores Diesel para todas as marcas do grupo a nível global, incluindo

Audi, VW e Seat. As velas da Hidria serão instaladas nos motores 1.6 e 2.0

TDI e vão cobrir mais de 50% das necessidades do grupo. Esta importante

parceria vai reforçar a posição global da Hidria como fornecedora “oficinal”

de velas de incandescência para motores Diesel. Todas estas velas vão ao

encontro dos padrões Euro 6.2 e permitem reduzir o consumo de energia e

diminuir a quantidade de emissões de poluentes libertadas.

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Soulima abriu nova loja

em Casal de São Brás, Amadora

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A Soulima inaugurou, no final do ano passado, uma loja em Casal de São Brás, Amadora,

mais concretamene no n.º 56A da Estrada Serra da Mira. Esta nova loja veio proporcionar

à Soulima o seu posicionamento presencial numa área geograficamente estratégica e que

lhe permite a aproximação junto dos seus clientes, assim como uma maior facilidade no

apoio e distribuição em toda a zona envolvente. Desta forma, a Soulima cumpriu mais um

dos seus objetivos traçados para o ano de 2017 na sua estratégia global de crescimento,

projetada, também, para o ano de 2018.

UM MUNDO DE EXCELÊNCIA AO SERVIÇO DO AUTOMÓVEL

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Autopeças CAB juntou

funcionários em festa de Natal

A Autopeças CAB juntou os funcionários e amigos da empresa das

lojas do Seixal, Almada e Faro, no tradicional jantar de Natal, que

decorreu no Hotel Tryp, na Costa de Caparica. No final, foram sorteadas

várias lembranças pelos funcionários. Carlos Barata, gerente

da Autopeças CAB, agradeceu o contributo de todos os funcionários

para o sucesso alcançado pela empresa em 2017. “Dispomos de uma

equipa de profissionais profundamente conhecedores da realidade

do mercado, fortemente motivada e empenhada em levar até às oficinas

as soluções que as ajudem a desenvolver o seu negócio. Temos

como objetivo para 2018 aumentar a dimensão do negócio de uma

forma rentável, através do desenvolvimento dos recursos humanos e

da venda de produtos de qualidade que satisfaçam as necessidades

dos clientes. A aposta passa pela diversidade e pela maior abrangência

de cada linha de produtos, tornando mais fácil e mais eficaz a escolha

de peças para automóveis”, referiu o responsável.

V Películas abriu nova loja

em S. Miguel, Açores

A V Películas abriu, recentemente, em S. Miguel, nos Açores, uma nova loja. É um novo

projeto de uma empresa que se quer manter em constante crescimento e evolução. Com

lojas próprias em praticamente todo o país, apostou na sua presença no arquipélago

açoreano por acreditar que este tem potencial para receber as melhores alternativas

dos setores de arquitetura e automóvel, bem como de design, uma vez que conta nos

seus quadros com uma equipa de colaboradores detentores de sólida experiência que

os destaca na sua área de atuação. Quer sejam películas de escurecimento, películas

de segurança, películas térmicas, películas de design, películas para redução do encadeamento,

películas de redução dos efeitos UV, vinil microperfurado, vinil impresso,

car wrapping. O que o cliente imaginar, a V Película fará o melhor para concretizar.

Glassdrive assinou parceria com a DHL

Os centros Glassdrive integram, agora, a rede DHL ServicePoint, um serviço de

proximidade que pretende oferecer à comunidade maior apoio e comodidade nas

suas atividades do quotidiano, promovendo relações de valor e confiança entre as

marcas e os consumidores, a nível local. Ao efetuarem compras online, tendência

que é, de resto, crescente em Portugal, os consumidores poderão, assim, selecionar a

opção de entrega da encomenda num centro Glassdrive mais próximo, assegurando

e facilitando a sua recolha nos dias e horários mais convenientes.

Delphi Technologies focada

no Powertrain e Aftermarket

A Delphi Technologies nasceu como uma empresa independente, com um valor de 3.780

milhões de euros na Bolsa de Nova York. A nova empresa, derivada da Delphi Automotive,

baseia-se na força do seu legado para se concentrar no fornecimento de propulsão avançada

de veículos através de combustão, eletrificação, software e controlos para fabricantes

de veículos globais e clientes do mercado de peças de substituição. A empresa está bem

posicionada para oferecer soluções inovadoras aos clientes em todo o mundo que abordem

as crescentes exigências legislativas em relação à poupança de combustível e emissões.

A excisão (spin-off) faz com que a Delphi Technologies se separe da Delphi Automotive,

que se tornará na Aptiv (APTV). Os

5.000 engenheiros da Delphi Technologies

irão centrar-se em soluções para veículos

elétricos e motores de combustão interna

para automóveis de passageiros e veículos

comerciais, bem como nos requisitos de reparação

de veículos através da sua extensa

divisão global de pós-venda. Apesar dos

recentes debates sobre o futuro do motor

de combustão interna, os especialistas da

Delphi Technologies preveem que cerca de 95% dos veículos a circular ainda tenham

motor de combustão interna até 2025, embora com avanços em eletrificação.

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NOTÍCIAS

Empresas

SantarémMOTOR reconstrói

motores e caixas de camiões

Focada nas necessidades do mercado, a SantarémMOTOR inicia uma forte aposta

na reconstrução de motores e caixas de velocidade para as principais marcas no setor dos

pesados, como Volvo, Scania, MAN, DAF e Renault, entre outras. A empresa espera, assim,

colmatar a lacuna existente no mercado nacional neste setor.

ZF cirou novo conceito de volante

A ZF apresentou um novo conceito de volante para ajudar a viabilizar funcionalidades

de condução autónoma de nível 3 e superior. O sistema incorpora

controlo de gestos por meio de representações gráficas, de forma a melhorar a

comunicação entre o condutor e o veículo, para além de tecnologia avançada

de deteção tátil. O novo conceito da ZF foi projetado para utilizar controlo de

gestos de modo a ativar diversas funções do veículo, de acordo com a seleção

do seu fabricante. O seu funcionamento é intuitivo por meio de movimentos,

geralmente utilizados em smartphones ou outros equipamentos inteligentes.

Por exemplo, um toque simples na cobertura pode acionar a buzina e um toque duplo

ou um toque seguido de deslizamento no aro do volante pode ativar as funções

associadas a esse ponto do volante, como controlo do sistema de ar condicionado.

Esses gestos são captados e confirmados pelo ecrã central e acompanhados por

representações gráficas e sinais luminosos.

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Hella tem novo módulo

de projeção Visiotech

Independentemente de um trabalhador estar a recolher grãos ou a cortar

madeira, quando se trata de segurança, é importante que as zonas de perigo

estejam claramente definidas e delimitadas em qualquer momento do

dia. Até à data, isto tem sido feito de forma manual, o que não só consome

tempo, como faz, também, com que as sinalizações nem sempre se possam

mover com facilidade. Devido a estas dificuldades, a Hella desenvolveu o

módulo de projeção Visiotech. Graças à sua lente ótica especial, os sinais de

advertência podem ser projetados fácil e rapidamente no piso e em frente

ao veículo. A intensidade da luz do módulo de projeção garante que os sinais

sejam visíveis, também, durante o dia. Projeta um ponto de exclamação

como símbolo de advertência. Consome 35V e funciona em 12V e 48V, com

dimensões de 250 x 140 x 190 mm. A uma altura de montagem de dois metros,

a distância de projeção da luz é de, aproximadamente, quatro metros.

O módulo de projeção foi apresentado no espaço da Hella na Agritechnica.

PEÇAS AUTO

Bons negócios para 2018!

TIPS 4Y cresce no mercado e deixa a sua marca

excelência´16

quality

evaluation

center

ISO 9001

certification

Num mundo de significativas mudanças tecnológicas, onde o ritmo será cada vez maior, a

TIPS 4Y afirma-se como uma organização de sucesso na nova economia digital. A automatização

de processos internos tem permitido uma gestão mais ágil e, acima de tudo, focada no valor dos

projetos. Esta é a oportunidade que a transformação digital tem trazido aos líderes das empresas,

desenvolvendo o seu goodwill com um posicionamento e uma oferta de valor para o mercado.

E porque as empresas são as pessoas, como refere a TIPS 4Y, o seu sucesso é intrínseco a

aposta numa cultura empresarial focada nas mesmas, pelo que a sua equipa continua a

crescer para, de forma disruptiva, inovadora e apaixonada, deixar a sua marca.

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Este é o Chris Kollar, Gestor de Produto

na TRW América do Norte.

Quer esteja a jogar hóquei no gelo

na equipa Spitfires ou a trabalhar

no Corner Module - a oferta da TRW

de peças de travagem, direção e

suspensão -, o Chris tem de dominar

várias competências. Mas para ser

verdadeiramente bom naquilo que faz,

tem de saber como conjugá-las.

O Corner Module exclusivo da

TRW conjuga habilmente as peças

fundamentais de cada sistema, para

oferecer um funcionamento perfeito,

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Com a TRW, cada peça é concebida para superar desafios e é isso que fazem os

Parte da ZF Aftermarket, cada peça TRW é concebida para superar desafios, tal como

nossos 4.000 engenheiros, designers e especialistas em produtos, em todo o

os colaboradores dedicados de todo o mundo que as fazem chegar até si. Apoiados

mundo. Com mais de 100 anos de experiência no Equipamento Original,

por uma rede global de especialistas no mercado de pós-venda, os produtos TRW

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ditam

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NOTÍCIAS

Empresas

LIQUI MOLY ultrapassou

500 milhões de euros de faturação

Sofrapa comemorou 59.° Aniversário

No passado dia 2 de dezembro, na Quinta “A Cascata dos Sonhos”, a Sofrapa reuniu

quase todos os seus 230 trabalhadores para comemorar o seu 59.° Aniversário.

Como é habitual, o CEO da Sofrapa, Dan Menahem, fez questão de cumprimentar

pessoalmente todos os funcionários presentes, a quem no seu discurso homenageou,

dizendo que se sentia orgulhoso pela grande família que tinha a seu lado

(referindo-se aos colaboradores). Também o diretor comercial, Ricardo Fernandes,

fez questão de agradecer aos colegas, lembrando os novos desafios que estão no

horizonte para 2018. O jantar contou com um apontamento humorístico do famoso

comediante Carlos Moura, para entreter e divertir os presentes. Depois do jantar, a

Sofrapa disponibilizou um autocarro para os colaboradores que quiseram conhecer

a noite de Lisboa, onde a festa terminou já de madrugada.

Pela primeira vez, a LIQUI MOLY ultrapassou a marca dos 500 milhões de

euros de volume de negócios. Com esta cifra, o fabricante mais do que duplicou

o seu volume de negócios nos últimos oito anos. No ano passado, o

volume de negócios era de 489 milhões de euros. O facto de os 500 milhões

de euros terem sido atingidos no início de dezembro, deveu-se, também, a um

mês de novembro excecional. Normalmente, a procura diminui nesse

mês. No entanto, não só não se registou qualquer quebra do volume de

negócios no mês de novembro de 2017, como ainda se verificou um

novo mês recorde, com 51,4 milhões de euros. Há vários motivos

para este êxito. Por um lado, o volume de negócios aumentou

mais do que o previsto na Alemanha e Áustria, apesar da já

forte posição da marca nestes que são os seus mercados de

origem. E, por outro lado, as exportações também estão em

alta, sendo que, neste ponto, dois países se destacam

particularmente: Rússia e China. Estes resultados levam o

CEO, Ernst Prost, a encarar o futuro com confiança. A LIQUI

MOLY regista um aumento do volume de negócios ano

após ano, conhecendo, assim, um crescimento orgânico

sem aquisições adicionais. Como explicou Ernst Prost,

“estamos tão fortes que crescemos por nós próprios,

pois oferecemos os produtos certos, a qualidade certa

e o serviço certo”.

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ACAP lança 3.ª edição

do curso de gestão para profissionais

No próximo dia 12 de janeiro de 2018, vai ter início, no Porto, a 3.ª edição do Programa

Avançado para Profissionais do Pós-venda, uma parceria da DPAI da ACAP com a Universidade

Nova. A DPAI da ACAP realizou, pela primeira vez, em 2016, o Programa Avançado

de Gestão para Profissionais do Pós-venda Automóvel. Especificamente concebido para

proporcionar uma formação avançada em gestão aos profissionais do setor do pós-venda

automóvel, este programa, compatível com uma atividade profissional a tempo inteiro, é

composto por módulos que abrangem diferentes áreas de gestão das empresas. A saber:

l Tendências e Desafios do Pós-venda Automóvel;

l Marketing de Serviços;

l Finanças;

l Vendas;

l Marketing Digital;

l Gestão de Recursos Humanos;

l Relação Laboral;

l Gestão de Negócios Familiares;

l Comunicação;

l Gestão Logística e de Stocks.

Após o elevado sucesso da primeira edição, com excelentes resultados, a DPAI da ACAP optou

por dar continuidade a este projeto, melhorando-o com base nas sugestões dos participantes

e incluindo um novo módulo de “Marketing Digital”. Encontrando-se a decorrer, em Lisboa,

a 2.ª edição do curso, a DPAI da ACAP, por solicitação de diversas empresas associadas, irá

realizar, na sua delegação no Porto, a 3.ª edição do Programa Avançado de Gestão para

Profissionais do Pós-venda Automóvel.

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Feu Vert lançou série

em canal do YouTube

A Feu Vert Portugal associou-se ao canal de YouTube CarOnlineTV para

o lançamento da nova série “Querida, Comprei um Chaço”. Este conceito

nasceu da ideia de ajudar a recuperar um automóvel antigo, neste caso um

Peugeot 106 Rallye, e dar-lhe uma nova vida, registando todo o processo

e partilhando-o com os utilizadores. A série será composta por vários episódios,

que vão abordar as diferentes áreas de intervenção neste processo

de recuperação, como a Pintura, o Motor, a Suspensão, os Travões, as Luzes

ou os Pneus. Esta nova série vem na sequência da nova estratégia de Marketing

Digital da Feu Vert Portugal, que tem procurado trabalhar diferentes

canais online para comunicar, de forma mais eficiente, com o seu público.

Durante a série, o gerente da Feu Vert de Alfragide vai explicar todos os detalhes

do processo de recuperação do automóvel, procurando desmistificar e esclarecer

algumas dúvidas da área da mecânica automóvel. O primeiro episódio

já está disponível e mostra o check-up ao Peugeot 106 Rallye num centro Feu

Vert, em https://www.youtube.com/watch?v=M8d9H2R1poQ.

FAE aumentou portefólio

com 42 novas referências

A FAE expandiu a sua gama de produtos com 42 novas referências, nas quais se

incluem nove sensores de ABS, duas sondas Lambda, um captador de impulsos,

uma bobina de ignição e 29 eletroválvulas, estando o lançamento destes artigos

agendado para janeiro de 2018. Estas novas adições ao portefólio do fabricante

espanhol cobrem as principais aplicações de modelos europeus, asiáticos e americanos,

entre os quais figuram Audi A4, Dacia Duster, Hyundai Santa Fé, Iveco Daily,

Nissan Micra, Opel Astra, Peugeot 307, Renault Mégane e Volkswagen Golf.

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Alunos visitaram Centro

de Investigação da Eni

Um dos maiores centros de investigação a nível mundial na área da prospeção

de petróleo e desenvolvimento de produtos, como os combustíveis, lubrificantes

e aditivos, recebeu, em mais um ano, os alunos vencedores dos Prémios Eni,

provenientes das parcerias existentes com o CEPRA, o IPLeiria e o ISVouga. O

dia 20 de novembro foi aproveitado para conhecerem o centro histórico de

Milão, visitando locais como a Catedral de Milão, a galeria Vittorio Emanuele

II, o Teatro La Scala e o Castello Sforzesco. Para final do dia, Navigli e os seus

canais foram o cenário escolhido para o jantar. O dia 21 de novembro foi o dia

da tão esperada visita aos laboratórios da Eni. As apresentações sobre Bases

Lubrificantes, Aditivos, Desafios Atuais e Tendências Futuras dos Lubrificantes

Motor de Veículos Ligeiros e Biocombustíveis, esta última com a apresentação

do inovador produto da Eni, o Green Diesel, Biodiesel de segunda geração,

superaram as expectativas. O tempo final foi dedicado a percorrer alguns laboratórios

(das dezenas existentes) com incidência na área dos cinco bancos

de potência à roda. Para o final de viagem, os pulmões encheram-se com o ar

de um dos mais antigos e emblemáticos circuitos de Fórmula 1: o Monza Eni

Circuito. Nesse dia vazio, é certo, mas, ainda assim, repleto de história.

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NOTÍCIAS

Empresas

LKQ Corporation adquire

gigante Stahlgruber

A LKQ Corporation anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir

a Stahlgruber, que conta com um valor empresarial de, aproximadamente, 1.600

milhões de euros. A LKQ espera completar a transação no final do primeiro trimestre

ou no início do segundo trimestre de 2018, sempre sujeito às aprovações legais

requeridas. Com sede na Alemanha, a Stahlgruber é o quarto maior distribuidor

europeu de peças de substituição para veículos ligeiros, ferramentas, equipamentos

e acessórios, com operações na Alemanha, Áustria, República Checa, Itália, Eslovénia

e Croácia. Atende mais de 100 mil clientes profissionais e tem mais 500 mil

produtos. No âmbito europeu, os lucros da LKQ alcançaram os 2.900 milhões de

euros, o que, em conjunto com a Stahlgruber (1.600 milhões), vai superar os 4.500

milhões de euros. As operações europeias da LKQ começaram com a aquisição

europeia da Euro Car Parts.

Q&F, Lda. representa

Paoli Motorsport

A Q&F, Lda. anunciou a representação de mais uma grande marca no mundo

da competição automóvel: a Paoli. Nascida em 1968, Paoli é especialista em

chaves de impacto de elevado desempenho e fiabilidade. Em 1975, viu reconhecida

a sua qualidade através da parceria com uma das equipas mais

famosas da Fórmula 1. Desde então, o seu palmarés não parou de crescer,

fornecendo, atualmente, a totalidade das equipas de Fórmula 1, GP2, Endurance,

ELMS, Blancpain e 24h de Le Mans, entre muitos outros campeonatos

pelo mundo fora. Quanto ao seu leque de produtos, podemos encontrar

modelos específicos para a Fórmula 1, Indy e GP2, que incluem componentes

em titânio, magnésio, alumínio aeroespacial e carbono, com desempenhos

capazes de atingir as 14.700 rpm e binários de 4.200 Nm. Para além das chaves

pneumáticas, a Paoli dispõe, também, de chaves de impacto elétricas de alto

desempenho, que garantem uma fiabilidade extrema em qualquer altura,

com binários até 588 Nm.

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Nova plataforma de pedidos online NRF

Muito em breve, a plataforma de pedido online NRF vai ter uma base nova. Esta plataforma

de comércio eletrónico amigável oferece uma nova e completa estrutura de busca e

navegação. Procurar, comparar e encomendar produtos NRF nunca foi tão fácil. Poderão ser

consultadas informações de stock e de preços em tempo real. Entre as novas características,

destacam-se: navegação, realização de pedido de fácil utilização e a pesquisa avançada com

Informações do veículo; matrícula do veículo; VIN; referência do produto; referência OE.

Turbo Peças juntou-se

à Associação Protetora da Criança

A Turbo Peças juntou-se, no Natal de 2017, à Associação Protetora da Criança, com o

objetivo de ajudar a angariar donativos. Esta associação, fundada em 1953, pelo Dr. Leonardo

Coimbra, é uma instituição de cariz social, designada por IPSS (Instituição Particular de Solidariedade

Social). O projeto centra-se na intervenção especializada em crianças e jovens em

situação de perigo imediato. Dentro do lar, é criada uma atmosfera de vivência e convivência

que se assemelhe, dentro dos possíveis, a um modelo familiar, onde todas as rotinas são

as mesmas que se aplicariam num lar de uma família funcional. Nessa perspetiva, existem

missões, valores e objetivos pelos quais se rege esta instituição e que devem prevalecer sobre

qualquer outro fator. De forma a alargar a campanha de Natal com o intuito de angariar mais

donativos, a Turbo Peças pediu a outras empresas do ramo automóvel que se associassem

a esta iniciativa, tornando-se Pontos de Entrega Oficiais para acolhimento de donativos.

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Bihr também distribui linha

Motorbike da LIQUI MOLY

A Bihr passou a ser um dos distribuidores da linha Motorbike da LIQUI MOLY para a

Península Ibérica, reforçando, assim, a presença da marca no segmento das duas rodas.

A Bihr é o maior distribuidor europeu de produtos e acessórios para motos e a aposta

na marca é clara. Neste momento, a gama de produtos já está disponível para todos

os canais de venda da Bihr, que se afirma, cada vez mais, como uma One Stop Shop.

Os pontos fortes passam pela amplitude de gama da LIQUI MOLY, que tem produtos

específicos para cada tipo de uso e cliente, além de um sem-fim de aditivos e produtos

de consumo para oficinas. Neste momento, todos os produtos já estão disponíveis e o

trabalho passa agora por colocá-los nas prateleiras e, a pouco a pouco, com o suporte

da fábrica, começar a aumentar a procura. A Bihr tem três plataformas logísticas

para dar resposta aos diferentes mercados, Suécia, França e Espanha, que abastece o

mercado ibérico. Por sua vez, a plataforma logística da Bihr Iberia é abastecida pelo

armazém da LIQUI MOLY Iberia, em Lisboa, o que garante uma maior celeridade na

reposição de produtos, minimizando ruturas de stock.

10 anos Night Breaker

celebrados com oferta especial

A família de lâmpadas Night Breaker celebrou, no passado mês de dezembro,

o seu 10.º Aniversário com uma campanha e a oferta exclusiva de uma placa metálica

“Night Breaker 10 anos”. Desde o seu lançamento, em 2007, que a família

de produtos Night Breaker tem estado sujeita a constantes desenvolvimentos e

expansão. Atualmente, a família de produtos Night Breaker é composta por lâmpadas

na tecnologia de halogéneo e de Xénon. As lâmpadas de halogéneo Night

Breaker Laser, as mais brilhantes lâmpadas de halogéneo da Osram, oferecem 130%

mais luz, um feixe de luz até 40 metros mais longo e até 20% luz mais branca na

estrada, em comparação com as lâmpadas standard. As Night Breaker Unlimited,

que completam o portefólio de halogéneo, proporcionam até 110% mais luz, um

feixe de luz até 40 metros mais longo e até 20% luz mais branca na estrada, em

comparação com as lâmpadas standard, estando disponível em quase todos os tipos

comuns de lâmpada. A Osram também oferece aos condutores que valorizam os

produtos com mais desempenho a Xenarc Night Breaker Unlimited, uma solução

para veículos com faróis de Xénon, que gera até 70% mais luz e um feixe de luz até

20 metros mais longo do que as lâmpadas standard.

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oficinas e indústria de veículos

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Fax 00351 229 982 889

Filial LISBOA-OESTE:

Av. 9 de Julho,

Nº 17 - Loja B

P 2665-518 Venda do

Pinheiro

Tel. 00351 219 863 464

Fax 00351 219 663 921

Filial LEIRIA:

Rua da Agricultura

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Lote 5

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NOTÍCIAS

Empresas

Auto Delta comercializa

novos produtos LIQUI MOLY

Consciente da importância dos lubrificantes nos veículos atuais, a Auto Delta

acompanha a LIQUI MOLY, disponibilizando aos seus parceiros as últimas novidades

na gama do fabricante alemão. O Hybrid Additive é, como o nome indica, um aditivo

de combustível especialmente desenvolvido para veículos híbridos, representando

um passo importante na disponibilização de produtos

para veículos com propulsão alternativa. Esta

novidade estabiliza a qualidade do combustível e

limpa o sistema de injeção, funções importantes

em veículos cujos motores de combustão interna

funcionam muito menos tempo, como assistência

ao motor elétrico. Por seu lado, o Pro-Line Diesel

Filter Additiv é uma opção fundamental para uma

mudança do filtro de combustível efetuada de forma

altamente profissional. Pensando na pressão a que o

combustível tem de dar entrada no filtro para que o

desempenho seja eficiente, bem como no desgaste que

este circuito sofre, este produto, aplicado diretamente

no filtro, será uma excelente aposta para qualquer oficina.

Por último, já estão disponíveis dois novos óleos para caixas

de velocidade: TOP TEC MTF 5200 75W-80 e TOP TEC MTF 5100

75W. Estes lubrificantes são de elevado desempenho e têm

viscosidade reduzida, permitindo a redução de consumo de

combustível e as perdas por fricção.

Japanparts Group dispõe de cabos de vela

Os cabos de vela são o produto mais recente lançado pela Japanparts para o mercado

do pós-venda. Caracterizado por um núcleo condutor de cobre submetido a um

processo de galvanização para proteger o núcleo de fenómenos de oxidação e por

uma manga isolante, os cabos de vela Japanparts dispõem de resistência adequada

ao sistema de ignição, têm excelentes propriedades isolantes, resistem a altas temperaturas

(até 200°C) e a vibrações, alterações de temperatura e humidade, garantindo

a máxima fiabilidade, sobretudo em condições extremas. A Japanparts aconselha a

controlar periodicamente o cabo de vela e, eventualmente, substituí-lo para garantir as

condições ideais do motor. Quando é exposto a vibrações, ao calor e à corrosão química,

têm tendência para perder ao longo do tempo a sua capacidade de condução entre a

bobina e a vela. Além disso, podem ocorrer diversos danos nos cabos de vela devido a

montagem errada (muitas vezes, demasiado perto ou diretamente em contacto com

fontes de calor), arranques errados frequentes ou, em caso de penetração de humidade

no conector, remoção errada do cabo, cabos sujos de gasolina e óleo, falta de vedação

e penetração da humidade.

eticadata lançou

app Autogest Oficinas | Check-in

A eticadata lançou uma nova solução que vai agilizar todo o processo de

receção de viaturas. O Autogest Oficinas | Check-in é uma app destinada à

receção de viaturas nas oficinas através de um tablet, com total integração

no back office. Eis as principais funcionalidades desta solução: conversão da

marcação em receção diretamente no tablet; criação de receção diretamente

no tablet; identificação dos danos da viatura; associação de fotografias ao movimento

de receção da viatura; possibilidade de criar ou editar clientes e viaturas

diretamente na app; recolha da assinatura digital do cliente diretamente no

tablet; recolha das observações à reparação através de reconhecimento de voz;

possibilidade de registo de viatura off-line; disponível para tablet Android 4.4.4

e ecrã de 8” ou superior.

febi editou calendário de 2018

Veículos exóticos, modelos atraentes e belas paisagens. A 17.ª edição do calendário da

febi tem inúmeros destaques visuais para oferecer. Tal como no ano passado, a África

do Sul foi o palco deste calendário. Aqui, a equipa forte de 12 elementos visitou locais,

como a Reserva Natural de Jonkershoek, a 60 km da cidade do Cabo, onde o fotógrafo

Christian Deutscher aprimorou o cenário com quatro modelos: Tayla, Mariana, Isa e

Iza. Foi necessário começar a fotografar bastante cedo, porque a temperatura subia

todos os dias aos 40ºC à sombra. Lado a lado com as modelos, os veículos também

desempenharam um importante papel nesta produção. Estes incluíram um buggy de

praia da Volkswagen, um carro de corrida da clássica marca britânica Austin-Healy e

um Jeep caseiro que poderia ter aparecido no apocalíptico filme “Mad Max: Fury Road”.

Os veículos foram colocados em perfeitas configurações e em diversos locais:. Além

da Reserva, a equipa também visitou uma pista de corrida, a praia de Cape Town e a

zonas de dunas.

Motorservice alargou oferta de centralinas

A MS Motorservice, na qualidade de um dos principais fornecedores no aftermarket, disponibiliza, agora, centralinas

para bombas de combustível com qualidade OE. Com os 19 artigos novos, já é alcançada, atualmente, uma

cobertura de mercado de, aproximadamente, 10 milhões de veículos. A oferta deve ser alargada continuamente.

Como empresa distribuidora para as atividades de aftermarket da Rheinmetall Automotive, a Motorservice retira

grande parte da oferta diretamente do próprio grupo, ao qual pertencem as filiais Kolbenschmidt, Pierburg e TRW

Engine Components, entre outras.

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51

Preços Sempre Baixos

Auto Delta mostrou instalações

ao melhor Mecatrónico de 2017

Consciente da importância do acompanhamento dos recursos humanos

oficinais, a Auto Delta teve o prazer de receber e mostrar as suas instalações

ao Melhor Mecatrónico de 2017, concurso realizado pelo Jornal das Oficinas.

Davide Brito, vencedor da iniciativa “Melhor Mecatrónico de 2017” cuja final

se realizou nos dias 3 e 4 de novembro, nas instalações da ATEC, em Palmela,

visitou as instalações da Auto Delta. Esta foi, também, uma oportunidade

para a empresa de Leiria congratular o trabalho realizado e a importância

que tal experiência lhe poderá conferir no futuro, disponibilizando-lhe um

conjunto de ofertas que foram sendo destacadas ao longo de todo o ano na

campanha permanente “O Fabricante do Mês”.

TEM TUDO

Grande variedade de peças para todos os modelos

Venda de peças a particulares, oficinas e revenda

Bolas lançou campanha

de solidariedade

A Bolas S.A., como representante em Portugal de um portefólio de produtos

para a construção e indústria em geral, pretende colaborar na reconstrução

das vastas áreas destruídas pelos incêndios do último verão. Para tal, lançou

durante o mês de dezembro, uma campanha de solidariedade para com as

vítimas dos incêndios. A recetividade das marcas que representa foi excecional

e todas apoiaram a iniciativa. Neste sentido, procedeu à abertura de uma

conta solidária com uma verba inicial de €3.000 a título de donativo e fará

reverter 2% das vendas realizadas ao abrigo desta campanha solidária a favor

da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande e da Associação

de Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal. A campanha decorreu

em todo o território nacional até ao final do mês de dezembro de 2017.

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Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta - 09h00 às 13h00 / 14h30 às 18h30

Estamos abertos ao Sábado - 09h00 às 13h00

LOJAS: SEIXAL (SEDE) - ALMADA - FARO

www.autopecas-cab.pt / geral@autopecas-cab.pt

Loja 1: (Sede Seixal) - Tel.: 212 110 400 - Tlm: 925 984 014 - Fax: 212 110 406

Loja 2: (Almada) - Tel.: 212 739 330 - Tlm.: 925 984 015 - Fax: 212 739 338

Loja 3: (Faro) - Tel.: 289 898 050 - Tlm.: 925 984 028 - Fax: 289 898 059

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NOTÍCIAS

Repintura

meia_alto_Jaba.pdf 1 04/10/17 15:21

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Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

Macacos para pintores com visual

de Fórmula 1 da Spies Hecker

A Spies Hecker lançou um macaco de corrida especial de edição limitada. A

maioria dos macacos de pintores é funcional e não tem muito estilo. São, normalmente,

cinzentos e têm um corte largo. Por sua vez, o pessoal das boxes de

Fórmula 1 usa macacos profissionais com um corte elegante e, geralmente, têm

um design atrativo. “Pensámos que os macacos de pintores também deviam ter

um bom corte e aspeto tal como os macacos do pessoal das boxes”, afirmou

Karsten Jürs, Spies Hecker Brand Steward para a Axalta’s Refinish Systems. A

ideia foi criar macacos para pintores que combinariam o design de macacos

de pessoal de boxes de Fórmula 1 com a funcionalidade de um macaco de

pintor profissional e de alta qualidade. O corte afunilado, o material leve, as

costas elásticas ajustáveis, o cinto de velcro e as aberturas, proporcionam um

bom corte aos macacos e contribuem para criar um excelente equilíbrio entre

design e conforto.

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TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas da

indústria e uma tecnologia que nos permite criar

projetos à medida de cada cliente.

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Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

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repetições em novos projetos e baixar consideravelmente

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existentes. Um programa criado a pensar em si!

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Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt

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Glasurit tem acelerador de secagem

ao ar para primários aparelhos

Aumentar a rentabilidade de uma empresa nem sempre tem de envolver a

realização de investimentos. Pode aumentar a eficiência e melhorar a produtividade

com inovações relativamente pequenas. O novo aditivo da Glasurit é

uma dessas inovações. O 522-55 Air-Drying Primer Additive foi especialmente

desenvolvido para funcionar como acelerador de secagem para primários aparelhos

e garante que os produtos Glasurit HS 285-505 Primer Filler grey, -555

black e -655 white estão prontos a ser lixados após 40 minutos de secagem a

20ºC. Estes três primários são usados em muitas oficinas porque oferecem a

base ideal para um acabamento de alta qualidade. O aditivo pode aumentar,

consideravelmente, a eficiência desses primários. O Glasurit 522-55 Air Drying

Primer Additive oferece toda a gama de benefícios para as oficinas. Permite a

economia de energia, torna os processos mais flexíveis, permite a utilização da

cabine e forno para trabalhos de reparação adicionais e, ao fazê-lo, aumenta

a produtividade. O processo também é muito eficaz para retoques em peças

de plástico, uma vez que, com a secagem ao ar, garante-se que as formas das

peças permaneçam inalteradas.

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NOTÍCIAS

Repintura

Zaphiro revoluciona secagem

com sistema da Hoyos

O Sirocco Spot Dryer é o novo e revolucionário sistema de

secagem manual da Hoyos, que é distribuido, em exclusivo

para Espanha e Portugal, pela Zaphiro, empresa especialista

em produtos non paint para oficina e chapa. Graças à sua

tecnologia avançada, poupa 50% do tempo de secagem em

comparação com qualquer sistema Venturi padrão, o que se

traduz numa maior produtividade para a oficina e menos custos

de operação. O sistema de secagem Sirocco Spot Dryer da

Hoyos reduz ainda o gasto elétrico ou de combustível, pois não

é necessário secar apenas duas ou três peças, o que acontece

na maioria dos casos no trabalho diário de uma oficina média.

À temperatura ambiente e segundo testes independentes,

podem secar-se duas peças completas recém pintadas com

base água em menos de dois minutos.

R-M e BASF levaram clientes portugueses a França

A R-M e a BASF Coatings Services Portugal convidaram um grupo de clientes nacionais a conhecer a sede

central da marca do Grupo BASF, em Clermont, França. Na visita, os participantes tomaram conhecimento

das virtudes da mais recente inovação da marca: UV Light Primer Filler P2530. Durante a apresentação do

Refinish Competence Center, os participantes tiveram a oportunidade de aprender sobre o conceito R-M

Flex-Repair, um sistema desenvolvido pela R-M através do qual é feito o design eficiente do local de trabalho,

evitando movimentos desnecessários e economizando tempo e dinheiro no dia a dia. Após as apresentações

práticas, os convidados, acompanhados pela equipa da BASF e R-M, tiveram tempo para falar sobre a ampla

gama de serviços de consultoria que a marca oferece aos clientes, um dos seus principais valores agregados.

O dia terminou com uma visita ao laboratório de cores, epicentro do desenvolvimento de fórmulas de cores.

Roberlo tem nova ferramenta

de medição de cor

Portabilidade, instantaneidade e simplicidade são alguns dos elementos a destacar do

novo leitor de cor xLAC para a indústria. De maneira intuitiva e seguindo umas poucas instruções,

qualquer pessoa pode utilizá-lo, obtendo o máximo proveito. Nesse dispositivo, estão

presentes grande parte das cores mais importantes na indústria (carta própria Crom-Industry,

RAL, NCS, Pantone, TRUCK), além de uma infinidade de cores desenvolvidas para os clientes

durante os últimos anos. Todas estas referências formam uma base de dados de mais de 6.000

cores, que vai sendo ampliada periodicamente (diversas vezes por ano). O amplo conjunto

de características faz do xLAC uma ferramenta ideal e muito valiosa para os profissionais da

indústria. Este dispositivo é capaz de selecionar áreas pequenas e planas, ao mesmo tempo

que tem a capacidade de analisar até quatro cores simultaneamente, o que facilita a medição

de superfícies multicoloridas. É cómodo e fácil de transportar, funcionando com uma bateria

USB recarregável.

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Janeiro I 2018

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CLASSIFICADOS

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OFICINAdoMÊS

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OFICINA DO MÊS

Para Marco

Borges, gerente

da LinhExclusiva, a

fidelização do cliente é

essencial para o sucesso

do negócio

Especialização faz a diferença

› Fundada em 2012, por Marco Borges, a LinhExclusiva é uma oficina independente localizada em Coimbra

dedicada, em exclusivo, à BMW e Mini. O foco nestas marcas faz a diferença e revela-se uma aposta ganha

Por: João Vieira

Antes de criar a LinhExclusiva, Marco

Borges trabalhou muitos anos no

estrangeiro apenas com as marcas

BMW e Mini. Quando regressou a Portugal,

em 2012, e decidiu abrir uma oficina, a

opção foi continuar a trabalhar, em exclusivo,

com estas marcas, oferecendo o

mesmo serviço do concessionário, mas

com um custo inferior. “Temos formação

na marca e acesso a toda a informação

técnica, dados de chave e atualização

permanente de software e GPS. O nosso

serviço é igual ao das marcas oficiais. Temos

um conceito de concessionário low

cost”, refere Marco Borges.

No início, começou com um pequeno

espaço, integrado nas instalações da

Pneus Oceano, em Taveiro. Com o aumento

de clientes e serviço, foi obrigado

a procurar instalações maiores, encontrando-se,

desde agosto de 2016 na

Rua Manuel Madeira, em Coimbra, num

edifício com 1.000 m 2 de área oficinal

e diversas salas. “Quando mudámos de

instalações, ficámos receosos da reação

dos clientes, pois não sabíamos se iam

continuar a aparecer, mas as expectativas

foram superadas e, todos os anos, temos

tido mais clientes a procurar os nossos

serviços”, afirma o nosso interlocutor.

A equipa atual é composta por seis

colaboradores, que inclui um na parte

administrativa, quatro na oficina e mais

um funcionário para trabalho no exterior,

nomeadamente levantar e entregar

peças.

A oficina trabalha, sobretudo, com

material original (95%), mas dá sempre

duas opções ao cliente, entre material

OE e aftermarket. “É sempre o cliente

que decide”, diz Marco Borges. Para as

peças de aftermarket, tem apenas um

único fornecedor, a X-Action, com quem

trabalha desde o início, destacando a

grande disponibilidade de stock e rapidez

de entrega.

Os novos modelos lançados pela

BMW e Mini não são problema para a

LinhExclusiva, pois a oficina dispõe dos

equipamentos de diagnóstico e ferramentas

dessas marcas. “A formação é

uma constante para a equipa da LinhExclusiva.

Vamos frequentemente a cursos

de formação da própria BMW Portugal e,

no início de 2018, já temos agendadas

diversas ações”, disse Marco Borges.

Relativamente aos modelos híbridos e

elétricos da BMW, ainda não aparecem

muito, pois são veículos recentes que

fazem a manutenção maioritariamente

na marca. Mas quando visitam a oficina,

Marco Borges também está preparado

para lhes dar assistência, pois já teve

formação específica para estes modelos.

Com o objetivo de incentivar e fidelizar

os clientes, Marco Borges lançou o Cartão

Cliente, que dá desconto em mão de obra

nas operações de manutenção e reparação.

“Desde que iniciámos a nossa atividade

que trabalhamos para a fidelização,

transmitindo confiança aos nossos clientes

desde o início da relação que temos com

cada um deles, tentando responder às necessidades

e especificidades de cada um”,

conclui o responsável.

Marco Borges está confiante no futuro,

até porque as vendas de veículos BMW e

Mini têm aumentado na região de Coimbra,

o que perspetiva um acréscimo de

clientes para os próximos anos. A estratégia

é acompanhar a evolução do mercado

e crescer à medida das necessidades dos

clientes, sempre focado nas marcas BMW

e Mini. ✱

LinhExclusiva

Gerente Marco Borges | Morada Rua Manuel Madeira, 265, Armazém B, 3025 - 047 Coimbra | Telefone 917 445 386

Email linhexclusiva@gmail.com

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EMPRESA

Samiparts

Oferta global de soluções

› No ano em que comemora década e meia de existência, a Samiparts assume-se como uma

empresa fornecedora global de soluções promovendo o conceito “chave na mão”, que permite ao

cliente ficar com uma oficina nova repleta de material de qualidade

Por: João Vieira

Samuel Nunes (à

esq.ª) e Miguel Batista,

sócios-gerentes, estão

confiantes quanto ao

futuro do aftermarket e

da empresa que lideram.

A proximidade com os

clientes é o fator mais

importante

Em 15 anos de existência, o crescimento

tem sido sustentado numa

gestão plena de equilíbrio, que

passa pela qualidade das peças e por um

serviço de primeira linha. Atualmente

com 23 funcionários, esta empresa da

região centro está fortemente enraizada

no distrito de Leiria, onde dispõe de três

lojas: Pombal (240 m 2 ); Ansião (140 m 2 )

e Leiria (700 m 2 ). Já a de Soure (140 m 2 ),

está localizada no distrito de Coimbra. O

crescimento sustentado que a Samiparts

tem alcançado deve-se aos princípios de

boa gestão que regem a sua atividade e à

sua elevada capacidade de resposta sempre

que é necessário mais um produto.

Com uma história amplamente (re)

conhecida no setor, o Jornal das Oficinas

conversou com os sócios-gerentes,

Miguel Batista e Samuel Nunes, com o

objetivo de perceber como veem eles o

futuro, tanto do aftermarket como das

lojas, que vão continuar a ter uma palavra

a dizer naquilo que será o amanhã das

peças de substituição para automóveis.

Em 2017, a empresa sentiu uma pequena

subida, ainda que o ano se tenha repartido

por meses muito bons e por outros

menos bons. Mas a oscilação mensal não

afetou o ano positivo. Para 2018, a Samiparts

espera resultados animadores.

A força de trabalho da empresa conta

com comerciais que fazem visitas às

oficinas. Entre as várias marcas que

comercializa, cerca de 20 de renome,

junta-se uma exclusiva, a Restagraf, que

a Samiparts representa há três anos. A

ideia de importar esta marca, também

ela premium, foi a de avançar para um

produto diferenciador, de qualidade. A

marca é tão especial, no entender dos

sócios, que são muito poucas as que

oferecem tanta informação como ela.

A própria base de dados que permite

facilitar a identificação dos produtos é

das melhores que existem, atualmente,

no mercado. “Tentamos trabalhar ao

máximo com marcas premium”.

Sendo uma loja de peças (ou, melhor,

quatro...), a formação não deixa de fazer

parte do dia a dia da empresa. Portanto,

está sempre prevista uma formação para

os comerciais, pois os produtos são renovados

com relativa frequência.

A formação é sempre feita com o apoio

dos respetivos fabricantes de peças. Mas

há mais novidades. A Samiparts está a

desenvolver novas parcerias para 2018.

Todo este crescimento de gama, de marcas

e componentes vai permitir à Samiparts

ter um leque ainda mais alargado

de soluções ligadas ao setor. Uma vez

que a empresa já oferece equipamentos

de diagnóstico, ferramentas e utensílios

diversos, vai ser possível falar com a Samiparts

e pedir uma oficina “chave na

mão”, um conceito bem interessante e

possível. “O cliente fica com uma oficina

nova repleta de material de qualidade.

Somos uma empresa que fornece tudo o

que uma oficina precisa para funcionar,

desde peças a equipamentos de todos

os tipos”, frisam Miguel Batista e Samuel

Nunes.

Quando questionados sobre o futuro

do setor, a resposta foi imediata e ambos

estão de acordo que se trata de uma área

e de um negócio promissores. “Enquanto

houver mecânicos com necessidade de

formação e informação, vão sempre precisar

de nós. Não nos parece que seja

um mercado que vá desaparecer assim

tão breve quanto isso, apesar de serem

muitas as opiniões que dizem que sim.”

referem. A evolução da parte oficinal poderá

dizer o que vai acontecer, mas desde

que a Samiparts consiga ter formação e

dar formação, é meio caminho andado

para manter a excelência do serviço. “O

grande objetivo é a preocupação com os

clientes. Para já, acreditamos que é possível

crescer dentro deste negócio, com

base em todas as estratégias e filosofias

que falámos anteriormente, sendo a da

proximidade em quem confia em nós a

mais importante”, concluem. ✱

Samiparts

Sócios-gerentes Miguel Batista e Samuel Nunes | Sede Rua da Primavera, Bloco B1, Flandres, 3100 - 339 Pombal

Telefone 236 200 370 | Email geral@samiparts.pt | Site www.samiparts.pt

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60

EMPRESA

Viseldiesel

Tiago Rodrigues (à esq.ª)

e António Franco são

os colaboradores da

Viseldiesel que estão

alocados à filial da

Figueira da Foz, que abriu

com o objetivo de fazer

crescer a empresa e a

marca Bosch na região

Universo em expansão

› Com a abertura, no dia 1 de junho de 2017, da filial na Figueira da Foz, a Viseldiesel, um dos

distribuidores de referência da Bosch em Portugal, está a expandir o seu universo. O objetivo passa

por fazer crescer a empresa e a marca. 2018 será, por isso, o ano da consolidação

Por: Bruno Castanheira

Viseu, eletricidade, Diesel. Foi da

junção destas três palavras que,

há 28 anos, os sócios João Almeida

e António Gonçalves deram nome à empresa

que criaram: Viseldiesel. No início, a

atividade da organização passava pelas

áreas da eletricidade e das peças para

motores Diesel. Com o tempo, alargou o

negócio, através da comercialização de

peças de mecânica. Em agosto de 2015, a

Viseldiesel inaugurou uma loja no Porto.

E, em junho de 2017, mais precisamente

no dia 1, começou a operar a terceira filial,

situada na Figueira da Foz, que o Jornal

das Oficinas foi visitar.

n SABER DE EXPERIÊNCIA FEITO

Para gerir o novo espaço na região

centro, os sócios-gerentes da empresa

viseense, João Almeida e António Gonçalves,

recorreram a António Franco, cuja

experiência de 34 anos no setor oficinal

e no ramo das peças fez toda a diferença

no momento da escolha. Este, por seu

turno, foi “buscar” Tiago Rodrigues, que

conta com quase uma década ao serviço

das peças, para completar a equipa da

Viseldiesel na Figueira da Foz. “Para já,

somos apenas dois. Em 2018, prevemos

contratar, numa primeira fase, um vendedor

para andar no terreno. Se queremos

expandir-nos para outros locais a partir

desta nova localização, precisamos de

sair da loja. E quer eu quer o Tiago, não

conseguimos”, revela António Franco ao

Jornal das Oficinas.

Com a criação deste novo ponto de distribuição,

que se junta aos de Viseu e Porto,

a Viseldiesel reúne todas as condições para

crescer de forma sustentada. A Bosch é

a sua principal aposta. “A maior parte do

material que comercializamos é Bosch. Só

quando ela não tem determinados produtos,

é que disponibilizamos ao cliente

outras marcas de topo”, refere António

Franco. Que acrescenta: “Somos um dos

distribuidores de referência da Bosch em

Portugal. Contudo, a marca tinha uma expressão

muito pequena na Figueira da

Foz. Com a vinda da Viseldiesel para aqui,

o mercado da região passou a ter acesso

a mais produtos deste fabricante. A Bosch

tem muita margem de progressão e vai

crescer na Figueira da Foz, como, aliás,

a própria Viseldiesel no seu conjunto”,

assegura o nosso interlocutor.

n FORMAÇÃO É PRIORIDADE

Com uma carteira de cerca de 70 clientes

(sendo 80% deles profissionais), a

nova filial da Figueira da Foz faz-se valer

do seu grande know-how e do facto

de estar muito vocacionada para apoiar

as oficinas. “Os clientes que temos são

fidelizados. Mas cada vez mais recebemos

novos. Manter os fidelizados e

procurar novos, é a nossa estratégia”,

afirma António Franco. Reconhecendo

que “a empresa para crescer não pode

estar apenas confinada a uma área, até

porque o cliente pede cada vez mais

produtos”, o responsável dá conta que

“a formação é outra das prioridades da

Viseldiesel”. Como tal, em 2018 serão

realizadas diversas ações para clientes.

E como se caracteriza o mercado da

Figueira da Foz? “A principal dificuldade

está relacionada com a expedição

de mercadoria para as nossas lojas de

Viseu e Porto. Receber material não é

problema. A dor de cabeça é enviá-lo.

Tirando os Correios, não existe nenhum

operador logístico que atue aqui”, explica

António Franco. Segundo diz, “o mercado

da Figueira da Foz está muito saturado.

A Viseldiesel diferencia-se pelo serviço

que presta e pelo material de topo que

comercializa, a começar, claro está, pela

Bosch, que é a nossa grande aposta.

Temos marcas premium que estão presentes

no primeiro equipamento. E esta

nossa estratégia está a dar resultado. Temos

crescido mês após mês de forma

progressiva”. A concluir, António Franco

revela só ter “medo” de um tipo de concorrência:

“Aquela que não é leal”. ✱

Viseldiesel – Peças e Acessórios, Lda.

Sócios-gerentes João Almeida e António Gonçalves | Responsável filial Figueira da Foz António Franco | Morada Estrada

de Mira, Armazém 1S, 3080 – 026 Figueira da Foz | Telefone 233 415 225 | Email balcao.figueira@viseldiesel.pt | Site www.viseldiesel.pt

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62

EMPRESA

Orcopeças

Diogo Regueira

(à esq.ª), Tiago Colaço

(ao centro) e Pedro

Regueira contam com

o apoio e os ensinamentos

de Joaquim Regueira

e Mário Colaço

Passagem de testemunho

› Diogo Regueira, Pedro Regueira e Tiago Colaço estão à frente dos destinos da Orcopeças há um

ano. São a segunda geração de liderança. O Jornal das Oficinas foi a Santarém saber as razões que

estiveram na génese desta passagem de testemunho

Por: Bruno Castanheira

Organização Comercial de Peças

e Acessórios para Automóveis.

Ou, simplesmente, Orcopeças.

Desde maio de 1988 que a empresa

de Santarém aposta numa política de

proximidade. E muito deve-o a Joaquim

Regueira e Mário Colaço, que contam já

com os filhos à frente do negócio. Em

1998, a Orcopeças mudou-se do centro

da cidade para a zona industrial, onde se

mantém atualmente, dispondo de umas

instalações com 1.000 m 2 , contabilizando

os dois pisos. Em 1997, a empresa abriu a

filial de Coruche (110 m 2 ) e, em 1999, a de

Almeirim (170 m 2 ). A Orcopeças dispõe,

hoje, de uma equipa composta por 23

colaboradores (18 em Santarém; dois

em Coruche; três em Almeirim), chega

às ilhas e ainda conta com operações de

exportação para Angola.

n SUCESSÃO ASSEGURADA

Os administradores Joaquim Regueira

e Mário Colaço têm já a sua sucessão

assegurada. E, disso, poucas empresas

se podem orgulhar. Em dezembro de

2016, ficou efetivada a liderança dos filhos

Diogo Regueira, Pedro Regueira e

Tiago Colaço. Este último, conta ao Jornal

das Oficinas como tudo se passou: “Já nos

tínhamos apercebido que era necessário

efetuar algumas alterações na empresa.

Tudo passava pelos nossos pais. Quando

eles tinham de tratar de um assunto fora,

faziam falta. E como, hoje, é preciso dar

uma resposta constante às solicitações

dos clientes... Foi um pouco por aí que

sentimos necessidade de ‘tomar as rédeas’

à empresa”. E acrescenta: “Eu estava

na filial de Almeirim há 16 anos. Um dia,

houve necessidade de mudar o software

de faturação. O meu pai e o dos meus

colegas disseram logo que esse assunto

devia ser tratado connosco. Como, na altura,

já tínhamos pensado na questão da

sucessão, acabámos por transmitir-lhes

que devíamos ser nós a estar à frente dos

destinos da Orcopeças”.

Apesar desta passagem de testemunho,

não se pense que Joaquim Regueira e Mário

Colaço são pais ausentes. Bem pelo

contrário. “A ideia nunca foi eles saírem,

uma vez que são quem nos ensina e nos

dá apoio. Eu, em particular, estando em

Almeirim, não me sentia preparado para,

um dia, assumir a liderança se por lá continuasse.

Se for preciso tomar uma decisão

mais complicada, recorremos a Joaquim

Regueira e Mário Colaço. Mas a ideia é

fazê-lo apenas se acharmos que não temos

a solução indicada ou caso tenhamos

dúvidas. Nesse caso, vamos consultá-los.

Tirando isso, tudo passa por nós e tudo é

decidido em conjunto com o Diogo Re-

Orcopeças - Peças e Acessórios para Automóveis, Lda.

Administradores Joaquim Regueira e Mário Colaço | Gerentes Diogo Regueira, Pedro Regueira e Tiago Colaço

Sede: Rua do Matadouro Municipal, Lote 12-B, Zona Industrial de Santarém, 2005 – 002 Várzea STR | Telefone 243 309 240

Fax 243 309 248 | Email orcopecas@orcopecas.pt | Site www.orcopecas.pt

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63

gueira e o Pedro Regueira”, revela Tiago

Colaço. Os três filhos dividem entre si as

áreas de responsabilidade, ainda que tomem

as decisões em conjunto e tenham

conhecimento de tudo. Enquanto Tiago

Colaço está mais ligado à área comercial,

Diogo Regueira, que entrou para a empresa

em julho de 2008, dedica-se mais

a área financeira. Já Pedro Regueira, que

integra a Orcopeças desde 1996, está mais

virado para a gestão de stocks.

n MEMBRO DA REDEINNOV

Tendo como missão a comercialização

de peças e acessórios para automóveis,

bem como o aconselhamento ao cliente

e a disponibilização de informação técnica,

a empresa de Santarém pretende

ser reconhecida no mercado como uma

organização pró-ativa na venda de produtos,

de modo a garantir a satisfação

dos clientes, assim como assegurar uma

diversificação de artigos que apresentem

uma competitiva relação preço/

qualidade. Com cerca de 300 clientes

ativos e um milhão de euros em stock

permanente, a Orcopeças é, desde março

de 2015, membro da RedeInnov. Diogo

Regueira explica que a mudança de imagem

ocorreu “a partir do momento em

que integrámos a RedeInnov. O nosso

rebranding foi um processo gradual, que

ficou concluído em 2016 e foi extensível a

tudo: logótipo, cores, decoração e artigos

de merchandising”.

A RedeInnov, que funciona, no fundo,

como uma central de compras, permite

que, “juntos, façamos um volume bastante

superior, o que nos permite, desde logo,

importar determinadas marcas. E, depois,

obter condições mais vantajosas

para negociar. O que, a título isolado,

era praticamente impossível”, assegura

Diogo Regueira ao Jornal das Oficinas.

“A RedeInnov é importador e nós somos

distribuidores. O material chega-nos diretamente”,

acrescentam Tiago Colaço e

Pedro Regueira, quase em uníssono. Ainda

que o seu forte sejam as peças para automóveis,

a Orcopeças faz algumas incursões

no segmento dos pesados e no setor

agrícola. Marcas que importa através da

RedeInnov? “Valeo, Monroe, Wix, Denso

e FTE”, elenca Diogo Regueira. Que acrescenta:

“Depois, trabalhamos com outras

marcas através de acordos comerciais que

temos com a RedeInnov, ainda que não

em regime de importação”. E quanto a

marcas em regime de exclusividade na

região? “Valvoline (da qual somos distribuidores),

FTE, Wix, Innov Parts, Denso e

SWAG”, dá conta Diogo Regueira.

E para 2018, que planos existem? Tiago

Santarém Almeirim Coruche

Colaço não hesita na resposta: “Mudar de

sede é um dos objetivos que temos. Até

porque a nossa ideia é criar um call center,

ter uma zona de armazenagem mais

ampla e dispor de uma zona de cargas

e descargas mais funcional. Além disso,

queremos alargar a nossa rede de distribuição.

Antes, não fazíamos entregas

aos clientes. Mas já as fazemos em duas

zonas, num raio de 50 km. No futuro, a

ideia é chegar a mais áreas. E, isto, é, provavelmente,

mais rentável do que abrir

outra loja”. A concluir, refira-se que, em

2017, a Orcopeças criou o seu site. E que,

em 2018, terá uma webshop e alargará

a equipa de comerciais com mais dois

elementos. ✱

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64

EMPRESA

Gradoil

Roberto Rosado acredita

que a Gradoil poderá

registar, em 2018, um

crescimento que andará

entre os 15 e os 20%

Galp no ADN

› A Gradoil é o novo distribuidor oficial da Galp, na área dos lubrificantes, para a região de Lisboa.

Uma parceria premium que nasceu depois de uma longa experiência de 25 anos, neste mercado, dos

dois sócios-gerentes

Por: Jorge Flores

A

Gradoil nasceu no passado dia 1

de dezembro de 2017 e assumiu-

-se, desde logo, como distribuidor

oficial da Galp. Uma empresa “jovem”,

com sede em Mafra, mas que carrega, no

seu código genético, os lubrificantes da

conceituada Galp, dada a experiência dos

dois sócios-gerentes, Roberto Rosado e

António Santos, que, numa anterior estrutura,

trabalhavam já esta marca, no setor

dos lubrificantes, há perto de 25 anos.

Em conversa com o Jornal das Oficinas,

ambos contaram como tudo começou e

manifestaram o otimismo com que enfrentam

este desafio. “A Gradoil é uma

nova empresa que tem um contrato de

exclusividade com a Galp. E vai respeitá-

-lo! Somos um dos parceiros premium

da marca, estamos entre os principais

distribuidores do país. Para todos os

efeitos, somos o rosto da Galp para o

mercado exterior. Queremos, em parceria

com ela, desenvolver a nossa atividade

no mercado de lubrificantes, nos segmentos

todos”, adiantou António Santos.

“De acordo com os objetivos estabelecidos

com a Galp, estamos centrados,

preferencialmente, na região de Lisboa.

Mas, na prática, como o país é pequeno, e

como os clientes não estão estritamente

fixados em zonas regionais, estão espalhados,

também os servimos onde eles

se encontrarem”, explicou.

Roberto Rosado, por sua vez, é da opinião

de que a Gradoil poderá registar, em

2018, “um crescimento entre 15 a 20%”,

um valor calculado de acordo com a sua

experiência na marca.

“Hoje em dia, temos uma quota de

produtos Galp muito significativa”, sublinhou

o mesmo responsável, que deposita

elevadas expectativas nas linhas

de produtos Formula, comercializados

pela Galp. “Estamos a dinamizar a marca,

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65

contando com uma equipa especializada

nessa área. Damos formação específica

(nesta área dos lubrificantes existe um

grande dinamismo em termos técnicos),

para podermos fazer crescer o negócio,

de modo a que seja bom para ambas as

partes. A Galp apostou em nós e nós na

Galp”, resumiu Roberto Rosado.

n OFICINAS INDEPENDENTES

Um dos grandes enfoques na estratégia

da Gradoil são as oficinas independentes.

“A nossa grande aposta são elas. Tanto de

camiões como de automóveis. Também

queremos vender a oficinas de marca,

mas reconhecemos que estas, por vezes,

estão mais ligadas a contratos centrais.

A Galp desafiou-nos também e nós estamos

a tentar criar condições para desenvolver

o mercado das oficinas. Vamos

usar o apoio da Galp, a qualidade dos

produtos, a parte comercial e, também,

criar uma rede dedicada, de modo a

segmentar a nossa atividade e a apresentarmos

uma oferta competitiva”, disse

António Santos, ciente, porém, de que

se trata de um “mercado competitivo”.

Segundo palavras de Roberto Rosado,

complementando o raciocínio do seu

sócio, António Santos, “ninguém vai estender

uma passadeira vermelha à nossa

chegada”, ilustrou.

Se tudo correr conforme previsto, num

futuro a curto prazo, as oficinas poderão

representar uma fatia interessante do

negócio da Gradoil. “O objetivo é desenvolver

o negócio num segmento onde

não temos estado. Representará um crescimento

muito elevado nesse segmento,

porque temos valores muito baixos junto

das oficinas. Mas, dentro de um ano ou

dois, estas poderão representar cerca de

20% do total do negócio”, reconheceu

António Santos. “Mas é um número que,

neste momento, corresponde a um objetivo.

Porque a nossa meta com a Galp

é global. Há um longo trabalho a fazer”,

acrescentou.

n ANALISAR MERCADO

Nesta fase de arranque do negócio, os

responsáveis da Gradoil estão determinados

em dar passos firmes no mercado.

“Temos de analisar a concorrência. Podemos

ter um bom produto, mas o cliente

procura qualidade e preço”, reconheceu

Roberto Rosado.

“No segmento das oficinas, há várias

realidades. Uma delas, é o preço. Muito

importante. Mas não só. A distribuição

também é fundamental neste segmento.

Temos a consciência de que é uma situação

complicada. Somos uma empresa

dedicada a lubrificantes da Galp

e comparados com as grandes redes de

distribuição de peças, com muitas marcas

associadas e que, no mesmo tipo de negócio,

colocam tudo. Não é fácil. Mesmo

com preços idênticos”, admitiu o sócio-

-gerente da Gradoil, que chamou ainda

a atenção para a “grande proliferação de

oferta, de diferentes marcas, para este

segmento”, avançou. António Santos

concordou. “Se no segmento industrial

existem 10 concorrentes, neste, deverão

ser uns 50 ou mais”, disse.

“Nestas condições, temos de dispor

de um bom produto e a Fórmula

corresponde a todas as necessidades

existentes no setor automóvel: desde

o parque antigo até ao atual. A Galp

tem um portefólio muito equilibrado

e que corresponde a tudo o que é exigido

em termos técnicos”, reforçou o

mesmo responsável, acrescentando que

o preço das gamas de produtos estará

sempre relacionada com a filosofia do

negócio. “A Galp tem de apoiar e de ver

o posicionamento que quer para os seus

produtos. E o crescimento que quer com

esse posicionamento”, salientou António

Santos, realçando a “excelente” parceria

que têm estabelecido com a Galp, nomeadamente,

na “área do marketing”.

A gama Fórmula será uma das

grandes apostas da empresa junto das

oficinas, até por responder a todas as

necessidades do setor automóvel

Até porque, explicou, “temos recursos

técnicos, autossuficientes para desenvolver

o negócio”, assegurou.

n LOGÍSTICA DINÂMICA

A Gradoil conta com vários trunfos na

sua atividade e com uma carteira de 1.000

clientes ativos que trazem da anterior

estrutura, entre as áreas industrial e automóvel.

“Já temos uma rede de clientes

muito estável”, enfatizou Roberto Rosado.

Contudo, o caminho terá os seus obstáculos.

“O potencial de crescimento será em

função do mercado. Porque o mercado

está servido. Não há um cliente que não

consiga comprar lubrificantes. Existem,

no mercado, cerca de 65 milhões de litros

de lubrificantes. Está todo ocupado.

Se ganharmos mais de 1% de quota de

mercado, outro deixará de vender”, exemplificou

o mesmo responsável. “Temos

de ter uma grande capacidade técnica,

de dar apoio ao cliente e de fazer a diferença.

Por vezes, demora um pouco.

Mas consegue-se. Somos persistentes.

Temos tentado estar muito próximos dos

clientes e realizado ações de formação

com eles”, disse.

A nova empresa distribuidora dos lubrificantes

Galp dispõe ainda de uma

logística dinâmica e eficaz. “Temos oito

viaturas. Fazem a distribuição na Grande

Lisboa. E trabalhamos, também, com

uma empresa para fazer a distribuição

em outros pontos, onde os nossos clientes

também se encontram. Em dois dias,

distribuímos a nível nacional. Em Lisboa,

em 24 horas. Também faz a diferença com

o cliente. O cliente, muitas vezes, não faz

muita gestão do stock. Quando precisa

do óleo para o serviço, já não o tem. E,

depois, quer a entrega para... ontem. Mas

estamos bem preparados para responder

a estas questões. Estamos muito à

vontade na logística. Temos uma boa

gestão de stocks. E é muito raro faltar-

-nos produto”, afiançou Roberto Rosado.

“Não temos objetivos de quota de

mercado, mas sim objetivos de negócios

contratados com a Galp. E queremos

atingi-los. E, isso, será uma contribuição

para a quota de mercado da Galp.

Não somos donos da marca. Não temos

o controlo da marca no mercado.

Queremos crescer, fazendo o melhor da

nossa experiência e com o apoio da Galp”,

rematou António Santos. ✱

Gradoil

Sócios-gerentes Roberto Rosado e António Santos | Morada Estrada Nacional 8, km 30,5, Ponte do Gradil

2665 - 153 Gradil (Mafra) | Telefone 261 962 464 | Email gradoil@gradoil.pt | Site www.gradoil.pt

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66

EMPRESA

Grupo Jerónimo & Teixeira

“No interior do país, o que conta

› E como o país não é apenas Lisboa e Porto, há empresas que crescem no interior de Portugal com

base numa razão tão simples e honesta como a relação fiel com os seus clientes. Falamos-lhe do

Grupo Jerónimo & Teixeira, com sede em Carviçais, Torre de Moncorvo

Por: João Vieira

Já passaram 30 anos. Nestas três décadas

de existência, o Grupo Jerónimo

& Teixeira tem conseguido sobreviver

quase que “para lá do Marão”.

Os primórdios da empresa foram passados

no ramo da construção. Depois, veio

o gás e, um pouco mais tarde, os combustíveis

e lubrificantes. Sendo que estes

dois últimos setores de negócio são responsáveis

por tornarem a empresa mais

competitiva, tal como a sua sustentação

no mercado. Encerrando o ano de 2017

com 4,5 milhões de litros vendidos no

setor de combustíveis e 350 toneladas

no setor dos lubrificantes. Número de

peso, portanto.

n ESTRATÉGIA MULTIMARCA

“Acho que foi a melhor solução que

encontrámos para a nossa zona de ação

territorial, para o nosso mercado e clientes:

ter uma diversificação de produtos,

novas soluções a preço mais económico,

mais adequadas ao mercado, mas sempre

com uma variedade de oferta muito completa”,

afirma Luís Teixeira, gerente do

Grupo Jerónimo & Teixeira. Neste negócio

familiar, as discrepâncias entre passado

e presente são inúmeras, mas não chegam

sequer para criar os chamados “problemas

internos”. A relação entre gerações é saudável

e a confiança um pilar fundamental.

o Grupo Jerónimo & Teixeira percorre

toda a zona de Bragança, Vila Real, Guarda,

Viseu e Coimbra. A ideia é associar um

marketing acessível, sem grandes ofertas.

A maior publicidade que a empresa pode

fazer é praticar o preço mais competitivo

no mercado, em conjunto com a quali-

Grupo Jerónimo & Teixeira, S.A.

Gerente Luís Teixeira | Morada Estrada Nacional 220, 5160 - 068 Carviçais, Moncorvo | Telefone 279 938 030

Email geral@jeronimoteixeira.pt | Site www.jeronimoteixeira.pt

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67

é a relação com o cliente”

Novo espaço em Vila Real

Brevemente, a empresa vai abrir um novo espaço em Vila Real, zona que concentra,

atualmente, todos os esforços do grupo, até porque este considera que está num

local estratégico. A ideia não é abrir lojas, mas um armazém, como ponto de distribuição.

Já existem esses pontos em Macedo e no Mogadouro. Vila Real será o

próximo passo, onde vão abrir o espaço em colaboração com alguns parceiros fortes

do mercado, que não podem, para já, ser divulgados.

dade do produto e com um serviço de

entregas de excelência.

Como atrás foi mencionado, o Grupo

Jerónimo & Teixeira aposta na estratégia

multimarca. Por isso, todas as marcas são

importantes. Todavia, existem algumas

que acompanham o grupo há mais anos

e que conseguiram catapultá-lo para a

posição que, hoje, ocupa no mercado.

A marca mais sólida será, porventura, a

Fuchs, que é a grande aposta do Grupo

Jerónimo & Teixeira, graças à qualidade do

No armazém central, em Carviçais, o

Grupo Jerónimo & Teixeira tem o stock

principal de marcas, onde se destaca

a Winner. Em baixo, foto do grupo de

participantes presentes numa ação de

formação dos lubrificantes Fuchs

produto e à imensa gama de referências.

Mas o mais respeitável é a forma como

trabalha a distribuição e a logística de revendedores

muito serena e saudável de

que dispõe. Aliás, tem uma estratégia que

permite que, na cadeia de venda, todos

saiam beneficiados.

A Winner é outra grande aposta nacional

do Grupo Jerónimo & Teixeira, considerada

uma marca low cost, mas com bastante

valor e dimensão no mercado, devido à

sua diversificação de produtos, comercializados

a preço reduzido. Com esta parceria,

o grupo apresenta e coloca no mercado

uma vasta gama de produtos, de acordo

com as necessidades do cliente. Mas há

mais. A BP Castrol também faz parte do

portefólio de marcas, tal como as mais

“residuais” Elf, Total, Cepsa e Opel.

n E A LOGÍSTICA NO INTERIOR?

Na questão da logística, para uma empresa

do interior, como esta, é preciso fazer

bem todos os cálculos. Há um custo

acrescido de transporte para colocar os

produtos nos grandes centros, há custos

acrescidos a nível de pneus, de gasóleo,

dos próprios veículos e horas do trabalhador

em ação. Tem de haver mais trabalho

de casa e saber gerir melhor as rotas dos

comerciais. A empresa não faz entregas

diárias, faz para o dia seguinte. É suficiente,

garantem-nos. Nas zonas mais distantes

da sede, as entregas podem chegar às

48 horas.

O grupo também trabalha com algumas

transportadoras, mas esse facto acaba

por encarecer o produto. E, como consequência

da descentralização, pode levar

ao atraso da entrega. Portanto, fazem-no

apenas quando é estritamente necessário.

No terreno, andam diariamente três

comerciais a falar com os clientes, que

são tipicamente oficinas e construtores.

Existe uma parte de mercado retalhista,

para casas de peças e grandes superfícies,

mas o valor não é superlativo.

Na parte da formação, o Grupo Jerónimo

& Teixeira, sendo uma empresa multimarca,

desenvolve ações de formação

específicas de acordo com a chancela.

Não é por vender lubrificantes de marcas

menos conhecidas que não fazem ações

de formação. Todavia, são feitas de acordo

com as necessidades do mercado.

O futuro da empresa passa pela diversificação

da estratégia multimarca e pela boa

relação com os clientes. A credibilidade

perante os clientes vem dos anos de experiência

na área (um quarto de século)

e do cumprimento de prazos de entrega

de produtos. “O relacionamento com o

cliente é um ponto forte na zona do interior.

A fidelização, o conhecimento e a

experiência são de extrema importância

na nossa estratégia e na criação de bases

nesta zona de Portugal. Quanto mais se

falar de nós, mais mercado conquistaremos

aqui na zona”.

A estratégia para o futuro passa por

apostar forte no interior do país, de modo

a que os clientes se sintam próximos dele

e com capacidade de resposta. ✱

30 anos de

existência

Como forma de premiar o cliente neste

ano tão importante, “30 anos ao seu

serviço...” foi criado o dia do cliente. O

Grupo Jerónimo & Teixeira pretende,

assim, juntar os clientes, parceiros de

negócio e oficinas no espaço da empresa.

É oferecido a todos um dia de convívio,

onde se podem conhecer melhor e podem

falar do mercado, uma estratégia

sempre importante até para perceber

qual o rumo a tomar. Foi lançada uma

nova imagem e, em breve, será apresentado

o novo site.

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68

TÉCNICA&SERVIÇO

Tempo de ciclo

Uma medida chave

› Tempo é dinheiro. Por isso, é importante dispor de índices que o informem sobre a situação da oficina,

como a duração do processo de reparação ou as facilidades de gestão

Otempo de ciclo corresponde à

duração da reparação de um

veículo, desde que este chega

à oficina até ser devolvido ao cliente.

Não é o mesmo que o produtivo, que

só contabiliza o tempo de trabalho na viatura.

Assim, a otimização deste período

é encarada positivamente por clientes,

companhias de seguros e oficinas como

sendo de interesse comum pelas suas

diferentes implicações.

É interessante integrar o controlo

deste tempo na própria gestão da oficina,

dedicando-lhe esforço para o seu

cálculo, seguimento e, se necessário,

implementar ações para melhoria. Gerir

esta variável requer uma medição

correta. Para o efeito, é necessário fixar

índices simples de obter e interpretar,

que proporcionem precisão e informação.

O primeiro passo para definir estes

índices consiste em identificar o ciclo da

reparação, estabelecendo limites que

permitam a sua delimitação precisa. Nas

oficinas de reparação, este tem início com

a receção do veículo e termina com a

entrega deste ao cliente. E, dentro deste

período, coexistem diversos subciclos: o

que decorre desde a receção do veículo

até ao início da reparação, a área de car-

roçaria e de pintura, a gestão de peças de

substituição, a preparação para a entrega.

A análise individual de cada elemento

proporciona informação valiosa sobre

as possibilidades de melhoria.

É conveniente separar as

reparações dos veículos

que podem circular dos

que não circulam

n CÁLCULO DO TEMPO DE CICLO

Para efetuar este cálculo, contamos o

número de veículos na oficina no final

de cada dia de trabalho e dividimos o

valor pelo número de reparações realizadas

em média diariamente (número

de reparações totais num mês dividido

pelo número de dias trabalhados nesse

período).

Por exemplo, se existem 50 veículos no

final de um dia de trabalho comum e

há capacidade para realizar cinco reparações

diárias, o tempo de ciclo é de 10

dias por reparação. O valor diário deste

cálculo dependerá, principalmente, da

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Colaboração

CESVIMAP

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69

planificação de cada oficina.

Com uma programação contínua,

que permita a receção de um número

semelhante de veículos todos os dias da

semana, obteremos um valor constante.

Por outro lado, se o número de entradas

diárias não for constante – por exemplo,

uma planificação semanal na qual

a maioria das receções se concentre nos

primeiros dias da semana –, obteremos

valores diferentes de segunda a sexta-

-feira. Neste caso, poderá ser útil calcular

o valor médio de uma semana para obter

dados representativos.

A melhor opção para obter este índice

é confiar no sistema informático de gestão

da oficina. A maioria destes sistemas

dispõe de funções para um cálculo automático

do tempo de ciclo, com filtros

em função do tipo de cliente, marca do

veículo e tipo de reparação, entre outros.

Por exemplo, é conveniente separar as

reparações dos veículos que podem circular

dos que não circulam. Conhecer o

tempo destes últimos é, igualmente, interessante,

mas o respetivo valor dependerá

de diferentes circunstâncias alheias

à gestão da oficina. A única precaução a

ter na utilização do sistema informático

é assegurar que as datas de receção e

entrega de cada reparação são sempre

introduzidas corretamente, assim como

os restantes dados que quisermos utilizar

como filtro no cálculo. Se os dados

registados no sistema não forem exatos,

os resultados também não o serão e, por

conseguinte, não vão refletir a situação

real da oficina.

n TEMPO MÉDIO

Numa oficina de chapa e pintura, o

tempo médio de permanência de um

automóvel para reparação é de, aproximadamente,

nove a 10 dias, dado que

permite avaliar a situação particular como

empresa e a necessidade ou não de melhoria.

Não obstante, este dado não tem

em conta a magnitude das reparações

mais frequentes. O tempo de ciclo não

deveria ser o mesmo numa pequena intervenção

– uma ou duas peças – e numa

repintura completa ou numa reparação

em bancada. O tipo de reparação mais

frequente na oficina marcará o respetivo

tempo médio. Por conseguinte, é

conveniente incluir nesta medição uma

variável que contemple a magnitude

das reparações. Isto pode ser feito com

um índice que represente as horas que

a oficina é capaz de faturar por dia em

cada ordem de trabalho. Informa sobre

É interessante integrar

o controlo do tempo

de ciclo na própria

gestão da oficina

o ritmo de produção por ordem e pode

ser calculado dividindo o tempo médio

faturado por reparação pelo tempo de

ciclo. Por exemplo, se uma oficina fatura

uma média de 10 horas por reparação e

o seu tempo de ciclo for de 10 dias, será

capaz de produzir uma média de uma

hora de faturação/dia em cada reparação.

Este índice proporciona uma ideia bastante

aproximada dos dias necessários

para concluir uma reparação em concreto

tendo em conta unicamente as horas a faturar

na mesma. Revela-se muito útil para

determinar a data prevista de entrega e

prever as necessidades no que respeita

a veículos de cortesia ou de substitui-

ção, entre outros aspetos, embora seja

absolutamente necessário dispor, previamente,

do relatório da peritagem ou do

orçamento completamente terminado.

Valores baixos deste índice não indicam

que a oficina está a produzir abaixo do

esperado, mas que durante a maior parte

da permanência dos veículos na oficina

não estão a ser realizados trabalhos nos

mesmos. Frequentemente, encontram-

-se à espera de vez em alguma etapa da

cadeia de produção.

Esta situação agrada a algumas oficinas,

porque lhes dá a segurança de terem

sempre um excesso de trabalho a decorrer

nas suas instalações. Desta forma, há

uma redução no risco de paragem nos

meios de produção por falta de veículos

para trabalhar e a planificação da produção

é menos sensível a imprevistos.

Contudo, não será do agrado do cliente.

Além do mais, supõe o aumento do custo

com automóveis de cortesia ou substituição.

E gerir desta forma a agenda da oficina

implica um elevado tempo de ciclo.

Logo, um número excessivo de dias de

permanência dos veículos. Assim, se no

exemplo anterior reduzirmos o trabalho

a decorrer para 25 veículos na oficina, o

tempo de ciclo será de cinco dias e será

necessário investir duas horas de média

por dia em cada reparação.

Por outro lado, isto só será possível com

uma planificação minuciosa da oficina,

recebendo todos os dias um número semelhante

de veículos que não exceda a

capacidade de produção diária e que,

além do mais, proporcione o volume

de trabalho necessário para assegurar

a plena ocupação de bate-chapas, pintores

e estufa de pintura. ✱

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70

TÉCNICA&SERVIÇO

Verificação do veículo na recolha de dados

Identificação sem erros

› O primeiro contacto com o veículo de um cliente, seja o perito ou o rececionista de uma oficina, é

a sua identificação. Verificar o seu equipamento e de que modelo se trata, sem erros nem demoras, é

fundamental para se proceder a uma correta reparação

Uma incorreta identificação do

veículo pode implicar erros que

se repercutirão em todo o processo

de reparação, tais como escolher

uma peça de substituição inadequada e

eleger uma cor incorreta para a pintura.

Em qualquer caso, terá consequências

legais ou de perda de eficácia, ou seja,

económicas. E, por conseguinte, gerará

falta de confiança por parte dos clientes.

Assim sendo, tornam-se fundamentais

dois passos: a correta identificação do

veículo e a verificação dos seus acessórios.

O veículo a rececionar tem de ser

realmente o do cliente particular ou da

seguradora, através do qual se vai trabalhar

na oficina, expresso no pedido de

avaliação ou na ordem de reparação. A

sua identificação tem de relacionar os

dados do expediente com os da do-

cumentação do veículo, para que seja

certificada, diretamente, esta relação.

n IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO

O primeiro passo é rever a documentação

do veículo, verificando a ficha técnica

Número de chassis

Placa do fabricante

1

2

3

4

5

6

7

8

1- Nome do fabricante

2- Número de homologação

3- Número de chassis

4- Peso máximo autorizado

5- Peso máximo com reboque

6- Peso máximo no eixo dianteiro

7- Peso máximo no eixo traseiro

8- Dados específicos do veículo

e o Documento Único Automóvel, fotografando

ambos os documentos. Entre a

informação mais relevante, encontra-se

a matrícula (no Documento Único Automóvel)

e o número de chassis ou VIN.

Este último, contém informação unívoca

sobre o veículo. E apresenta-se em diversos

modos e localizações.

l Gravação: gravado diretamente na

carroçaria do veículo (realizado na fábrica).

Não costuma ser afetado em caso

de sinistro, pelo que quase sempre se

encontra inalterado.

l Placa ou autocolante do fabricante:

Confirma os dados do número de chassis

gravado. Encontra-se em diferentes

localizações do veículo e, além dos 17

dígitos, contém outra informação: pe-

Janeiro I 2018

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Colaboração

CESVIMAP

www.cesvimap.com

71

deve ser registada (falha no motor, airbag,

sistemas de controlo de estabilidade).

Tem de se anotar o nível de combustível

e os quilómetros do veículo. Coloca-se

o veículo em funcionamento, sem que

esteja engrenada qualquer velocidade.

Nas caixas de velocidade automáticas, a

alavanca tem de estar na posição “P” e o

pedal do travão pressionado.

l Espelhos retrovisores elétricos, vidros

elétricos e fecho centralizado, cujos

comandos podem ser acedidos a partir

do lugar do condutor.

l Ar condicionado: em funcionamento,

controla-se o sistema de ar condicionado,

variando a temperatura entre frio e calor.

l Sensores de estacionamento. Apenas

se deve engrenar a primeira velocidade

l Verificamos a sua desativação, as

luzes de presença, os médios e os máximos,

bem como as luzes automáticas,

em certos modelos. Também os faróis de

nevoeiro dianteiros e traseiros.

l Pressionamos o pedal de travão e

rodamos o volante para verificarmos a

orientação em curva que alguns modelos

apresentam. O feixe de luz terá

de deslocar-se no mesmo sentido de

rotação do volante, podendo, também,

acender-se os faróis de nevoeiro. Trata-

-se da função “cornering” do veículo, que

aumenta a iluminação em curvas a baixa

velocidade.

l Outros: Verificar o isqueiro e o correto

funcionamento do rádio, pressionando o

botão on/off. Também a luz de matrícula

traseira, se existe ou não antena de rádio,

sos máximos admitidos, homologações,

informação sobre pintura, outros equipamentos.

l Registo no vidro para-brisas: costuma

localizar-se na zona inferior esquerda

do vidro, com o número de

Ao presenciar o processo

de verificação, o

cliente aumenta a sua

perceção de qualidade

no serviço da oficina

chassis do veículo e complementa os

dois anteriores.

Para identificar o veículo, tiramos fotos

de uma ou de várias localizações, sem nos

esquecermos de comparar a matrícula,

que também ficará no expediente. Assim,

o veículo fica corretamente identificado.

n DETEÇÃO DE ANOMALIAS

Depois de identificado o veículo, o técnico

já pode verificar o funcionamento

dos equipamentos. Para evitar reclamações

em caso de incidências, deve ser

feito na presença do cliente. Pode servir

para detetar sistemas que não funcionam

corretamente, consequência ou não

do sinistro. E, além disso, aumenta-se a

faturação da oficina, oferecendo outras

soluções ou serviços.

n PROCESSO DE VERIFICAÇÃO:

l Interior do veículo: guarnições, tablier,

bancos. Para o caso de existirem

danos ou desgastes que devam ser registados.

l Arranque. Deixa-se a chave na posição

de contacto enquanto o veículo faz a verificação

automática e depois verifica-se

se apenas se mantêm duas luzes de aviso

acesas: controlo do motor (amarelo) e

cinto de segurança não colocado (vermelho),

para além da luz de aviso do travão

de estacionamento (vermelho), caso

esteja acionado. Se outra luz de aviso

ficar acesa, existe alguma anomalia que

e a marcha-atrás. Poderão visualizar-se

luzes de aviso no visor do painel de instrumentos.

l Iluminação: os comandos costumam

estar numa alavanca no lado esquerdo,

Todas as anomalias devem

ser anotadas para se

resolverem os problemas

detetados ou informar o

cliente sobre os mesmos

atrás do volante, ou no próprio tablier,

dependendo do fabricante. Caso não se

disponha da ajuda de outra pessoa ou de

um espelho, pode-se refletir as luzes sobre

uma superfície vertical, como uma parede.

o estado dos pneus do veículo e solicitamos

ao cliente o parafuso antirroubo das

rodas do automóvel, pois sem este não é

possível intervir sobre as mesmas. Também

se deve verificar se existem sistemas

antiarranque ou alarmes, bem como o seu

código de anulação. Os novos modelos integram

equipamentos de conforto, como

portas traseiras de abertura automática,

acesso ao veículo sem chave ou tetos

panorâmicos em vidro de grande superfície.

Devemos familiarizar-nos com o

mesmo para verificar o seu estado. Todas

as anomalias irão sendo anotadas para

se resolverem os problemas detetados

ou informar o cliente sobre os mesmos.

Assim, consegue-se atingir os propósitos

fundamentais de uma correta verificação

do equipamento do veículo durante a

sua receção: a omissão de erros durante

a reparação e o aumento das vendas, se

este procedimento se realizar na oficina.

Além disso, oferecemos aos clientes uma

imagem profissional. ✱

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72

MUNDO AUTOMÓVEL

AVALIAÇÃO OBRIGATÓRIA

Silhueta de manequim

› Com 194 cv e 400 Nm extraídos a partir de um motor Diesel common rail de 2,0 litros, que são

transmitidos às rodas traseiras por intermédio de uma caixa automática de nove velocidades, o

Mercedes-Benz E 220d Coupé seduz em todos os domínios. A começar pela silhueta de manequim

e a acabar na dinâmica de elevado gabarito. O preço espelha bem todos estes predicados

Por: Bruno Castanheira

Mercedes-Benz E 220d Coupé

Limousine, carrinha, coupé ou cabriolet.

O Classe E da Mercedes-Benz assume

diversos figurinos em função

dos gostos individuais e do estilo de vida

de cada um. Mas seja qual for a carroçaria,

a verdade é que esta gama seduz em

todos os domínios. Mais ainda nesta desportiva

variante coupé, equipada com um

motor Diesel common rail de 2,0 litros com

194 cv e 400 Nm. Dos diversos modelos

da marca alemã que nos “passaram pelas

mãos” ao longo do ano que, há pouco,

findou, um dos que mais ficou na retina

foi o E 220d Coupé que ensaiamos nesta

primeira edição de 2018. Pela pose sensual

que ostenta mas, sobretudo, pelos

€15.150 de extras, que lhe conferem um

brilho (ainda mais) especial.

tura metalizada azul “Canvansite” (€1.100)

que dá brilho à elegante carroçaria de três

volumes com duas portas lhe assenta de

forma celestial. Principalmente, quando

surge associada a umas irresistíveis jantes

AMG de 20” multiraios (€1.150), aos

vidros escurecidos (€500) e à linha de

design exterior AMG (€2.300). Além do

perfil musculado, dos faróis penetrantes

e da grelha picotada, o E 220d Coupé

deve parte da sua elegância às molduras

cromadas que envolvem os vidros, aos

“piscas” integrados nos retrovisores, às

duas nervuras que percorrem o capot,

ao difusor traseiro que integra duas saídas

de escape com efeito triangular e à

ligeira proeminência da tampa da mala,

que lembra um aileron. A embalagem é

irresistível e transpira sensualidade por

todos os poros. Mas como será o recheio?

Bem, resumidamente e de uma forma

muito direta, podemos afirmar que é uma

delícia. Não é fácil manter a lucidez ana-

Nem o acesso aos lugares traseiros

é difícil, nem o espaço é reduzido.

Ainda que o melhor posto seja

atrás do volante, não se viaja nada

mal atrás. O opcional sistema de

som surround Burmester é um must

■ IMAGEM CELESTIAL

O Mercedes-Benz E Coupé é daqueles

automóveis que veste bem de qualquer

cor. Por isso, é óbvio que a opcional pinlítica

quando se está na presença de um

automóvel de elevado calibre que apela

aos sentidos, mas o dever a tal obriga.

Além de espaçoso, bem construído, rodeado

de fortes medidas de segurança

e dotado de um posto de condução correto,

o habitáculo está bem apetrechado

em termos de equipamento. Ainda que

a unidade ensaiada pelo Jornal das Oficinas

elevasse a estadia a bordo a outro

patamar. Está curioso para saber quais

são os extras que estão instalados neste

exemplar? Além dos que, acima, foram

mencionados, importa somar os seguintes:

módulo de comunicações Mercedes

me connect (€200), pack Estacionamento

Remoto (€650), embaladeiras das portas

iluminadas (€200), pack Premium Plus

(€5.700) e pack Tecnológico (€3.350).

No que ao ambiente diz respeito, o

ecrã da consola central, estilo tablet, o

acabamento prateado do sistema de

som surround Burmester (faz parte do

Janeiro I 2018

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73

Elegante, requintado, sofisticado. As saídas de

climatização lembram as turbinas dos aviões. O

posto de condução é, simplesmente, soberbo

pack Premium Plus) e as saídas de climatização a

lembrar as turbinas dos aviões, são os elementos

mais marcantes. Não houve nada, mesmo nada, que

não tivéssemos gostado neste modelo.

■ EQUILÍBRIO HORMONAL

Se existe área que joga, também, totalmente a favor

do E 220d Coupé, é a dinâmica. O equilíbrio hormonal

é, por isso, perfeito. Equipado com suspensão

Agility Control de afinação desportiva, direção incisiva

(de assistência eletromecânica variável), célere

caixa automática de nove velocidades (9G-Tronic),

dotada de patilhas no volante, travões potentes e

umas enormes “borrachas” que o mantêm colado

ao asfalto como uma lapa (Pirelli P Zero, de medida

245/35 R20 95Y no eixo dianteiro e 275/30 R20 97Y

no eixo traseiro), o E 220d Coupé é eficaz até dizer

basta. Para mais, dispõe de enorme estabilidade e

de uma aderência digna dos mais rasgados elogios.

Envolvente e reativo como poucos (nem parece ter 4,82

metros de comprimento e 1.735 kg de peso), tudo o

que faz, faz bem. E à primeira. Sempre com a maior das

facilidades e em total segurança. E se houver excesso

de otimismo, o controlo de estabilidade está lá para

(tentar) repor a ordem natural das coisas.

O grande responsável pelas performances ótimas do

E 220d Coupé é o motor de 2,0 litros com 194 cv e 400

Nm. Com consumos comedidos, este bloco de quatro

cilindros, dotado de injeção common rail, dispõe de

turbo, intercooler, quatro válvulas por cilindro e três

conversores catalíticos (entre eles, o filtro de partículas).

O sistema start/stop (bem calibrado) também

faz parte do elenco técnico. Resta acrescentar que

este coupé dispõe de cinco modos de condução. Em

sentido ascendente: “Eco”, “Comfort”, “Sport”, “Sport+” e

“Individual”. Cada um, altera uma série de parâmetros

através de um toque no botão “Dynamic”, situado no

prolongamento da consola central.

Só depois de se privar uns dias com este sedutor

coupé é que se compreende que os €79.649 que custa

a unidade ensaiada fazem, de facto, todo o sentido,

ainda que uma boa parte vá diretamente para os cofres

do Estado. O E 220d Coupé pode muito bem fazer

parte da lista de automóveis que se devem conduzir

antes de morrer. ✱

MOTOR

Tipo

4 cilindros em linha

Diesel,longitudinal, diant.

Cilindrada (cc) 1950

Diâmetro x curso (mm)

82,0x92,3

Taxa de compressão 15,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 194/3800

Binário máximo (Nm/rpm) 400/1600-2800

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção common rail

Sobrealimentação

turbo VTG + intercooler

Tração

Caixa de velocidades

TRANSMISSÃO

DIREÇÃO

traseira com ESP

automática de 9+ma

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (eletromecânica)

Diâmetro de viragem (m) 11,3

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (320)

Traseiros (ø mm) discos ventilados (305)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

Traseira

Barra estabilizadora frente/trás

multilink

multilink

sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 242

0-100 km/h (s) 7,4

CONSUMOS (l/100 km)

Extraurbano/combinado/urbano 3,8/4,2/4,7

Emissões de CO2 (g/km) 109

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,27

Comprimento/largura/altura (mm) 4826/1860/1430

Distância entre eixos (mm) 2873

Largura de vias frente/trás (mm) 1605/1609

Capacidade do depósito (l) 50

Capacidade da mala (l) 425

Peso (kg) 1735

Relação peso/potência (kg/cv) 8,94

Jantes de série

8Jx18”

Pneus de série 245/45R18

Pneus teste fr.-tr.

Pirelli P Zero, 245/35 R20

95Y – 275/30 R20 97Y

Mecânica

Pintura

Anticorrosão

GARANTIAS

2 anos sem limite km

2 anos sem limite km

30 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 25.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €425,09

Intervalos

1 ano ou 25.000 km

Imposto Único de Circulação (IUC) €192,99

Preço (s/ despesas) €62.950

Unidade testada €79.649

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74

MUNDO AUTOMÓVEL

NOTÍCIAS

Porsche Ibérica e Conector

impulsionam start-ups

A Porsche Ibérica, em conjunto com a Conector, aceleradora de

start-ups, e a subsidiária Porsche Digital, lançaram um programa

para encontrar e impulsionar o desenvolvimento de start-ups no

âmbito da mobilidade inteligente (Smart Mobility), do estilo de vida,

da experiência do cliente e da Internet of Things (IoT). O programa

Porsche Accelerator by Conector arrancou em dezembro com uma

fase prévia de inscrição e pré- seleção, onde foram escolhidas várias

start-ups, O programa prevê cinco meses de intensa atividade,

que deverão servir para que as start-ups selecionadas consolidem

o seu modelo de negócio e abram caminho num mercado cada vez

mais competitivo. A Porsche Ibérica estreia-se, assim, num projeto

com estas características, centrado em Espanha e em Portugal. O

programa é dirigido a start-ups que disponham já de um produto

com as primeiras métricas no mercado e que tenha possibilidade de

crescimento. Além disso, devem ter uma equipa formada e um líder.

Estas empresas podem inscrever-se para participar no programa até

ao dia 25 de janeiro de 2018, no site www.porsche-accelerator.pt. ✱

Lamborghini Urus:

o SUV mais potente do mundo

A Lamborghini apresentou o SUV de luxo mais potente do mundo: o Urustente do

mundo norte-americano do Nevada,rtugal. Equipado com um motor 4.0 V8 biturbo

de 650 cv, o Urus cumpre o arranque dos 0-100 km/h em 3,6 segundos e atinge uma

velocidade máxima de 305 km/h. O sistema de tração integral com vetorização ativa

do binário, o sistema direcional às quatro rodas, os travões cerâmicos de carbono e a

suspensão pneumática adaptativa, são alguns dos ex-líbris deste touro enraivecido. Aos

quais se juntam os seis modos de condução diferentes + Modo EGO, disponível através

do seletor de dinâmica de direção “Tamburo”. O Lamborghini Urus assume-se como um

SUV multidimensional e com dupla personalidade, uma vez que pode ser personalizado

para ser desportivo ou elegante em função dos desejos do seu proprietário. Além disso,

pode ser utilizado diariamente como um veículo de luxo ou proporcionar a experiência

emocionante de um genuíno superdesportivo. Já é possível encomendar o Urus,

prevendo-se que as primeiras unidades sejam entregues a partir de maio ou junho de

2018. O preço do primeiro SUV da história da Lamborghini ainda não é conhecido. ✱

Honda mostrará

Robótica 3E no CES 2018

A Honda apresentará o seu novo conceito de Robótica 3E (Empower,

Experience, Empathy) na edição de 2018 do Consumer Electronics

Show (CES) que decorrerá, de 9 a 12 de janeiro, em Las Vegas, no

estado norte-americano do Nevada, demonstrando uma variedade

de conceitos de tecnologia projetados para promover a mobilidade e

melhorar a vida das pessoas. Expressando uma variedade de funções

e projetos, os conceitos robóticos avançados demonstram a visão

da Honda sobre uma sociedade onde a robótica e a inteligência

artificial podem ajudar as pessoas numa infinidade de situações,

desde a recuperação de desastres e recriação até a aprendizagem

da interação humana para se tornar mais útil e empática. Como

parte da Robótica 3E, a Honda revelará o 3E-D18 (Workhorse), um

conceito de veículo autónomo off-road com inteligência artificial

projetado para apoiar pessoas numa ampla gama de atividades de

trabalho, bem como o 3E-A18 (robot cooperativo), parceiro de robótica

que mostra compaixão aos seres humanos com uma variedade

de expressões faciais. ✱

Janeiro I 2018

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Jaguar I-PACE terminou

últimos testes em Los Angeles

Um ano após a estreia do I-PACE Concept no Salão de Los Angeles, a Jaguar regressou

à cidade dos anjos com um protótipo de produção em série para a última fase de testes

de autonomia e durabilidade antes da sua apresentação mundial, em 2018. Milhares de

potenciais clientes já clicaram no botão “Quero um”, em www.jaguar.com, para fazer

a reserva ou mostrar o seu interesse neste SUV 100% elétrico. Estes não terão apenas

prioridade quando for disponibilizada, oficialmente, em março do próximo ano, a lista

de pedidos, como alguns terão ainda a oportunidade de acompanhar os engenheiros

da Jaguar nos testes finais de validação dos protótipos. A unidade de produção em

série do I-PACE percorreu os 320 km que separam Sunset Boulevard (Los Angeles) de

Morro Bay (San Luis Obispo) com um único carregamento. “Depois de 2,5 milhões de

km de testes, o I-PACE está pronto para ser produzido em série e já provou que pode

percorrer longas distâncias apenas com um carregamento. O primeiro veículo elétrico

da Jaguar está, também, equipado com sistema de carregamento rápido. O nosso

objetivo é conseguir que a bateria de iões de Lítio passe de uma situação em que esteja

completamente descarregada para uma capacidade de 80% durante uma breve

paragem”, afirmou Ian Hoban, Vehicle Line Director da Jaguar. Todas as características

e preços do I-PACE serão conhecidas em março, altura em que será disponibilizada a

lista de pedidos. ✱


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Janeiro I 2018


76

MUNDO AUTOMÓVEL

EM ESTRADA

Novos modelos lançados no mercado

Renault Twingo GT

Laranja sumarenta

Peugeot 308 Active 1.6 BlueHDi

Reforço tecnológico

VW Tiguan 2.0 TDI DSG R Line

Linha desportiva

Seat Ibiza 1.0 TSI Xcellence

Virtudes da contenção

Pequeno no tamanho, grande na atitude.

Na mais irrequieta versão GT, desenvolvida

pela Renault Sport, o Twingo

é como que uma laranja sumarenta. E das

doces. Exibindo um visual de corrida, ou

não tivesse ele jantes de 17” de desenho

específico e duas saídas de escape, este

pequeno desportivo é mais engraçado de

conduzir do que, à partida, seria de supor.

Para já não falar do diâmetro de viragem

incomparavelmente reduzido. A direção

carece, contudo, de alguma precisão. Já

o motor TCe, de 900 cc, com apenas três

cilindros, faz-se valer de um pequeno

turbocompressor para chegar aos 110

cv e 170 Nm, sendo bem explorado por

intermédio de uma caixa manual de cinco

velocidades, não muito curta, é certo, mas

de manuseamento agradável. As entradas

de ar laterais, as inserções Renault

Sport na traseira e nos frisos, bem como

O 308 tem sido um reflexo do sucesso

da Peugeot em matéria de vendas. Um

modelo de receita garantida e que, nesta

sua atualização, procurou apenas reforçar

algumas das qualidades, nomeadamente,

em termos tecnológicos, dado que, em

termos estéticos, apenas a grelha frontal

ganhou uma nova expressão e maiores

dimensões maiores, ainda que as óticas

tivesse sido alvo de uma pequeno

acerto. A unidade ensaiada, equipada

com o nível Active, conta com ecrã tátil

Nada falta ao SUV intermédio da Volkswagen.

Desde logo, a colagem estética

ao seu irmão de maior porte, o Touareg,

aprimorada na versão aqui analisada pela

linha de equipamento R Line, que lhe

confere um ar mais apelativo e “kitado”.

Depois, a habitual imagem da marca

alemã, que transmite robustez, segurança

e qualidade. Indiferente a todo o

tipo de rumores que possam ser ouvidos.

No fundo, são alguns dos predicados

que estão “presentes de série” neste

modelo, que ficou bem mais irresistível

e eficaz graças à última evolução de

que foi alvo. Mas se a imagem exterior

convence, como será o conteúdo? Rico

em argumentos. Desde logo, pelo posto

de condução ergonómico. Depois, pelo

amplo espaço disponível para ocupantes

e bagagem. E ainda há o nível de equi-

O Ibiza é um modelo nuclear para as

contas da Seat. E não há como negar a

importância, para a marca, de dispor de

uma versão de acesso à gama, como esta

em apreço, com 95 cv, constantes entre as

5000 e as 5500 rpm, extraídos do motor

1.0 TSI, um pequeno bloco de três cilindros.

Trata-se de um modelo que realça

as virtudes da contenção. Desde logo, ao

o difusor traseiro, são outros elementos

que o distinguem da versão “normal”. A

altura ao solo também foi reduzida nesta

variante desportiva. As prestações são

bastante interessantes. Nada de transcendente,

mas chegam para provocar

um sorriso no condutor. Consumos?

Comedidos. Espaço interior? Razoável,

sendo bem mais convincente do que a

bagageira. Qualidade de construção?

Aceitável. Equipamento? Resume-se a

pouco mais do que ao essencial. Preço?

Apelativo. Os €15.970 falam por si. BC

de última geração e com tecnologia capacitiva.

A navegação 3D, com reconhecimento

de voz, possibilita a realização

de chamadas, o envio de SMS, sintonizar

estações de rádio e ainda inserir um endereço

na navegação. Dispõe de sistema

de navegação e de um touchscreen com

capacidade de Mirror Screen, que permite

replicar o visor de um smartphone.

Com o motor 1.6 BlueHDi com 120 cv,

o 308, equipado com caixa manual de

seis velocidades, mostrou-se um fiel

companheiro de estrada. Atento às solicitações

do pedal da direita e com uma

energia contagiante, demora apenas 9,8

segundos para cumprir o arranque dos

0 aos 100 km/h, sendo a sua velocidade

máxima de 196 km/h. Porventura mais

relevante, atendendo ao segmento em

que compete, são os consumos. E, neste

capítulo, é ainda mais irrepreensível: 3,8

l/100 km, em regime combinado. Já a

dinâmica é competente. JF

pamento completo. Ligando a ignição,

o motor 2.0 TDI de 150 cv, que traz acoplada

nesta unidade caixa DSG de sete

velocidades e surge associado a tração

dianteira, destaca-se mais pelos consumos

comedidos do que propriamente pelas

prestações vigorosas. Falta-lhe algum

fôlego para acompanhar andamentos

mais vivos, é certo, mas nada que seja

embaraçoso. A boa solidez do conjunto

e a honestidade de todas as reações são

outras mais-valias desta proposta germânica.

Quanto ao preço, não se pode dizer

o mesmo: €46.519 é um valor elitista. BC

nível das prestações. Embora seja fácil

obter bons registos em rotações inferiores,

já nas mais elevadas, denota alguma

dificuldade, mas nada que comprometa,

demasiado, o prazer e o conforto de condução.

Como trunfo, esta última evolução

do Ibiza estreia a plataforma MQB do

Grupo VW, permitindo-lhe aumentar em

cerca de 30% a sua rigidez torsional. Além

disso, o modelo espanhol está ligeiramente

mais largo e mais baixo, alterações

que lhe conferem maior dinamismo. No

habitáculo, o espaço é mais do que suficiente.

Em comparação com o antecessor,

oferece mais 35 mm de comprimento

para as pernas, mais 24 mm de largura à

frente e 17 mm na traseira e ainda mais

42 mm de largura nos bancos. A versão

ensaiada, a XCellence, é a mais exclusiva,

em matéria de equipamento. Confortável

e atualizada com a tecnologia, dispõe de

bons acabamentos, acabando por ser

uma proposta com uma boa relação

qualidade/preço. JF

MOTOR

3 cil. linha, transv., tras.

Cilindrada (cc) 898

Potência máxima (cv/rpm) 110/5750

Binário máximo (Nm/rpm) 170/2000

Velocidade máxima (km/h) 182

0-100 km/h (s) 9,6

Consumo combinado (l/100 km) 5,2

Emissões de CO 2

(g/km) 115

Preço €15.970

IUC €92,05

MOTOR 4 cil. linha Diesel, transv. diant.

Cilindrada (cc) 1560

Potência máxima (cv/rpm) 120/3500

Binário máximo (Nm/rpm) 300/1750

Velocidade máxima (km/h) 196

0-100 km/h (s) 9,6

Consumo combinado (l/100 km) 3,8

Emissões de CO 2

(g/km) 98

Preço €28.131

IUC €125,81

MOTOR 4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1968

Potência máxima (cv/rpm) 150/3500-4000

Binário máximo (Nm/rpm) 340/1750-3000

Velocidade máxima (km/h) 202

0-100 km/h (s) 9,3

Consumo combinado (l/100 km) 4,9

Emissões de CO 2

(g/km) 129

Preço €46.519

IUC €222,16

MOTOR

3 cil. linha, transv. diant.

Cilindrada (cc) 999

Potência máxima (cv/rpm) 95/5000-5500

Binário máximo (Nm/rpm) 175/1500-3500

Velocidade máxima (km/h) 182

0-100 km/h (s) 10,9

Consumo combinado (l/100 km) 4,7

Emissões de CO 2

(g/km) 106

Preço €17.938

IUC €92,05

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USO PROFISSIONAL

77

Mudança de jogo

› Mais atraente, com interiores renovados e equipado com uma gama de motores otimizados da sigla

ECOnetic. A nova Ford Transit Custom mudou as regras do jogo no segmento de uma tonelada e quer

ser mais do que um furgão de trabalho

Por: Jorge Flores

Ford Transit Custom

Nem só de trabalho vive a nova

Ford Transit Custom, cujas primeiras

unidades começam a ser

entregues no início deste ano. O Jornal

das Oficinas esteve presente na apresentação

internacional, em Frankfurt, e

comprovou as fortes aspirações deste modelo

comercial destinado ao segmento de

uma tonelada. Um design mais atraente,

novos interiores, uma cabina nova e uma

capacidade de produtividade superior,

permitem à Transit Custom alimentar as

expectativas de continuar na liderança

do seu segmento, o que se verificou nos

últimos dois anos.

Partilhando o ADN das recentes gamas

da Ford, a Transit Custom dispõe de uma

nova secção frontal, dinâmica e profissional,

que integra uma grelha trapezoidal

elevada e óticas dinâmicas e esguias.

Estão disponíveis as mais recentes tecnologias

de iluminação, com as versões

melhor equipadas a ostentarem a nova

e distinta assinatura de luzes diurnas de

LED e os potentes faróis de Xénon HID.

Por dentro, a cabina é 100% nova, com

um painel de instrumentos herdado do

novo conceito de design da marca e um

desenho atraente, centrado no utilizador,

influenciado pela interação deste com

os dispositivos e tablets inteligentes. De

destacar, ainda no interior, o ecrã tátil

flutuante de 8”, a cores, do tipo tablet,

associado ao sistema de comunicação e

entretenimento SYNC 3 da Ford, que pode

ser acionado através de um simples toque

ou movimento de “arrasto”.

■ ESTREIA ECONETIC

Por debaixo do capot, está o motor Diesel

Ford EcoBlue de 2,0 litros, acolhendo

este modelo uma nova variante, a ECOnetic,

capaz de garantir melhores consumos

(5,7 l/100 km, em média, o que se traduzirá

numa poupança de 13%) e emissões de

CO 2

na ordem dos 148 g/km. Trata-se de

um motor que é proposto em diferentes

patamares de potência: 105, 130 e 170 cv.

Relativamente ao anterior bloco Diesel

de 2,2 litros, este novo motor garante

uma redução dos custos de exploração

e desempenho.

Disponível para o furgão da Série 300

de chassis curto, a versão ECOnetic conta

com o motor de 105 cv, especificamente

afinado para o efeito e com função Auto

Stop/Start, pneus de baixo atrito, um inovador

sistema de Controlo de Aceleração

da Ford e um limitador de velocidade fixado

nos 100 km/h.

■ RECHEIO TECNOLÓGICO

Outro dos grandes trunfos da nova

Transit Custom é o recheio tecnológico

que apresenta nesta sua evolução. Basta

mencionar que se trata do primeiro veículo

comercial a disponibilizar Assistente

de Velocidade Inteligente, um sistema que

pode ajudar os condutores a não exceder

os limites de velocidade legalmente estabelecidos,

poupando-os, desta forma,

a elevadas multas.

Por sua vez, o sistema de Reconheci-

mento de Sinais de Trânsito permite detetar

os limite de velocidade, recorrendo,

para o efeito, a uma câmara instalada no

para-brisas para monitorizar a sinalização

vertical, desacelerando, de forna automática,

quando o limite de velocidade é inferior

ao da velocidade máxima selecionada.

Além disso, é ainda o primeiro veículo

comercial da Ford, na Europa, equipado

com Sistema de Informação de Ângulo

Morto, função de Alerta de Trânsito Cruzado

e ainda Assistência de Pré-Colisão

com Deteção de Peões. Tecnologias de

vanguarda que se juntam a outras já

existentes: Alerta de Mudança de Faixa,

Alerta do Condutor, Luzes de Máximos

Automáticas, Câmara Traseira, Controlo

de Velocidade Adaptativo e Estabilização

ao Vento Lateral. ✱

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2018


78

MUNDO AUTOMÓVEL

PESOS-PESADOS

DAF CF e XF eleitos

“Camião do Ano 2018”

O “The 2018 International Truck of the Year Award” (ITOY) foi revelado

na feira Solutrans em Lyon, França. Os novos DAF CF e XF foram eleitos

“Camião do Ano” por um júri composto por 23 jornalistas reconhecidos

no mundo dos veículos industriais, em representação de 23 revistas europeias

de camiões. O galardão foi entregue a Preston Feight, presidente

da DAF Trucks. As gamas do construtor holandês obtiveram 104 votos,

deixando em 2.° lugar o Iveco Stralis NP (gás natural) de 460 cv, com o

pódio a ficar completo pela gama de construção Scania XT. O troféu

“Camião do Ano” premeia a melhor contribuição para a eficiência do

transporte rodoviário em diferentes critérios: inovação tecnológica, conforto

do condutor, segurança rodoviária, manobrabilidade, economia,

pegada ecológica e custo total de propriedade (TCO). O júri considerou

que as novas cadeias cinemáticas dos DAF CF e XF, com os motores de

seis cilindros em linha MX-11 e MX-13, integrados com a caixa TraXon de

12 velocidades e os novos eixos traseiros, melhoraram bastante as performances

de condução e a eficácia em termos de consumo. Especial enfâse

para a combustão melhorada, redução das forças de fricção e do regime

do motor, nova arquitetura eletrónica que permite várias melhorias nos

modos das relações de caixa ou para a adaptação de sistemas auxiliares

inteligentes. Em resumo, o presidente do ITOY, Gianenrico Griffini, afirmou

que “com a chegada das novas séries CF e XF, a DAF colocou no mercado

uma gama de camiões que otimiza ao máximo a cadeia cinemática e a

performance global dos veículos”. ✱

Janeiro I 2018

SUMA voltou a confiar

na MAN Truck & Bus

A empresa dedicada aos serviços urbanos reforçou a sua frota de veículos

com diversos modelos MAN, que vão operar na zona centro do país. A

SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, S.A., adquiriu, recentemente,

diversas viaturas à MAN Truck & Bus Portugal. Esta aquisição por parte

da SUMA enquadra-se no âmbito de uma renovação de frota de veículos,

os quais vão operar em algumas cidades da zona centro do país. As

viaturas que estão a ser entregues têm várias tipologias, destacando-se

as de recolha de resíduos de 19 e 26 toneladas, as lava-contentores e

as varredoras. Os modelos MAN fornecidos são os TGS 26.320 6x2/4 BL,

equipados com caixa de resíduos da Rosroca, sendo parte delas, também,

equipadas com grua Palfinger no topo da caixa, para uma recolha multifuncional.

Foram ainda entregues modelos TGM 18.290 4x2 BL equipados

com caixas de resíduos e algumas unidades com sistema de lavagem

de contentores, ambas as tipologias com equipamentos Rosroca. Serão,

também, entregues viaturas TGM 15.250 dotadas de equipamento de

varredura da Scarab, representada pela Palfinger em Portugal. Todos

os veículos que estão a ser entregues incluem ações de formação MAN

ProfiDrive, com o objetivo de conferir aos motoristas conhecimentos

que permitam ter uma condução mais eficiente e segura. ✱

www.jornaldasoficinas.com

Scania apresentou

nova gama de distribuição

A Scania prossegue a sua ofensiva de renovação da gama de camiões, tendo dado

início à terceira fase com a apresentação dos modelos vocacionados para distribuição.

A oferta vai abranger veículos da Série P, com cabina simples ou dupla (CrewCab),

e a nova Série L, com piso rebaixado. Para esta nova gama, a Scania desenvolveu,

em conjunto com a Cummins, uma nova geração de motores de seis cilindros em

linha com 7 litros, que vem juntar-se a uma unidade de 13 litros a gás, apresentada,

recentemente, em Itália, na feira Ecomondo. A nova geração de camiões está vocacionada

para aplicações com distribuições urbana e sub-urbana, recolha de resíduos

urbanos, serviços municipais e de emergência. Após a introdução das cabinas da

Série P, no passado mês de setembro, disponíveis em seis variantes, desde a CP14L,

com teto baixo, até à CP20H, a marca sueca estreou a Série L, que se caracteriza

pela sua entrada rebaixada e altura ao solo de 24 cm na parte da frente. Esta cabina

será proposta em três alturas de teto (baixo; normal; alto) e terá, como opção, a

possibilidade de ajoelhamento lateral (como nos autocarros, sendo ativado, automaticamente,

através do travão de estacionamento). Ambos os lados da cabina têm

a mesma altura de degrau de acesso, com uma largura de 79 cm. A movimentação

no interior do habitáculo também foi facilitada através de uma ligação em frente

do túnel do motor. A Série L vai receber um motor Scania de cinco cilindros em

linha com 9 litros, que foi atualizado e que será comercializado em três níveis de

potência: 280, 320 e 360 cv. Durante o ano de 2018, a marca irá acrescentar o seu

novo motor a gás, denominado OC09, em dois níveis de potência, quer para GNC,

quer para GNL. Serão duas as opções de transmissão: caixa automatizada Scania

Opticruise ou caixa automática Allison. ✱

Mercedes-Benz CharterWay fez 25 anos

O Mercedes-Benz CharterWay completou, em 2017, o seu 25.° Aniversário, oferecendo,

desde 1992, serviços e mobilidade a partir de um único ponto, manutenção e

gestão de veículos comerciais da Daimler. O espetro das funcionalidades CharterWay

abrange serviços individuais que podem ser combinados e soluções personalizadas

para todos os setores e tipos de aplicação. A certeza dos custos, da fiabilidade e da

flexibilidade, são pontos fundamentais. A gama de serviços é composta pelos produtos

CharterWay Service Leasing e Long Term Renting. O Mercedes-Benz Service

Leasing e Long Term Renting permitem ao cliente adquirir o seu veículo, incluindo

equipamentos adicionais e carroçarias, pagando um valor mensal fixo ao longo de

um período específico de tempo e com um contrato de manutenção adaptado às

suas necessidades específicas. O cliente pode, também, beneficiar de uma ampla

gama de serviços adicionais que pode contratar. A opção pela solução completa

oferecida pelas modalidades Mercedes-Benz Service Leasing e Long Term Renting,

permitem ao cliente minimizar os seus custos de frotas, enquanto usufrui da máxima

flexibilidade financeira e reduz os seus riscos operacionais. Desta forma, o cliente

pode dedicar toda a atenção ao seu negócio e deixar os pormenores da gestão da

frota de veículos a cargo do serviço CharterWay, em completa tranquilidade. Esta

oferta já está disponível em toda a Europa. ✱


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