Jornal das Oficinas 157

apcomunicacao

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jornaldasoficinas.com

Jornal independente

da manutenção e reparação

de veículos ligeiros e pesados

157

Dezembro 2018

Periodicidade | Mensal

ANO XIV | 3 euros

Diretor | João Vieira

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CONCURSO

MELHOR MECATRÓNICO 2018

Prova

superada

Pág. 4

ATUALIDADE Pág. 8

Fase de adaptação à nova diretiva do

Livro de Reclamações está em curso. Com

a ajuda do CASA, explicamos as alterações

ENTREVISTA Pág. 20

César Branco, responsável pela

implementação do euroPARTNER, fala

sobre o conceito exclusivo e diferenciador

TECNOLOGIA Pág. 14

Lexus continua a apostar nos motores de

combustão interna para sistemas híbridos

EVENTO Pág. 16

Parts Aftermarket Congress reuniu, em

Roma, cerca de 500 líderes do pós-venda

europeu para discutir o futuro do setor

TÉCNICA Pág. 68

Equipamentos ADAS na reparação de

carroçarias requerem cuidados especiais

ENSAIO Pág. 72

Yaris GRMN é o primeiro Toyota GRMN

Selo SKF 90 anos.pdf 1 18/10/18 14:

construído e comercializado na Europa

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ao mais ínfimo detalhe?

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EDITORIAL

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JO no Instagram

O Instagram tem vindo a assumir cada vez maior protagonismo no universo das

redes sociais. Como tal, o JO não podia voltar as costas a esta realidade. Com

apenas um mês de presença nesta plataforma, os resultados são surpreendentes

e comprovam as enormes potencialidades que tem esta ferramenta digital

O

Instagram veio revolucionar (e complementar) a forma

do JO comunicar com os profissionais do setor e abriu

uma nova janela de oportunidades para divulgarmos

as nossas ações e eventos, em direto e sem filtros.

Com esta nova ferramenta, conseguimos atingir uma nova geração

de profissionais do pós-venda, interessados em conhecer

as novidades do setor em tempo real e com total transparência.

Por isso, estamos a apostar no incremento da utilização do

Instagram em todos os nossos trabalhos de reportagem, porque

consideramos importante poder dar a “notícia” em primeira

mão, com toda a credibilidade que esta ferramenta permite.

Claro que a utilização do Instagram não vai substituir o nosso

trabalho editorial em formato de papel, onde os artigos continuarão

a ter o seu protagonismo, sendo elaborados com todo

o rigor e qualidade a que já habituámos os nossos leitores.

Edição

AP COMUNICAÇÃO

N.º de Registo no ERC: 124.782

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

Propriedade João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda. | Sede Bela Vista Office, Sala 2.29 – Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66A, 2735 - 336 Cacém - Portugal GPS 38º45’51.12”N -

9º18’22.61”W | Tel. +351 219 288 052/4 | Fax +351 219 288 053 | Email geral@apcomunicacao.com

Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

DIRETOR João Vieira – joao.vieira@apcomunicacao.com

O Instagram vai, antes, ser um importante complemento à

informação escrita e aos outros suportes online onde estamos,

igualmente, presentes, nomeadamente no nosso site,

app, Facebook e Twitter. No seu conjunto, todos estes meios

reforçam a mensagem que queremos transmitir ao mercado

e colocam-nos na linha da frente da comunicação para o setor

do pós-venda automóvel em Portugal.

Entramos numa nova era da comunicação e convidamos todos

a partilharem connosco esta realidade. Basta seguirem-nos

no Instagram, em jornal_oficinas, para ficarem a conhecer,

em primeira mão, as novidades do setor. E não se esqueça de

enviar os seus comentários e participar nesta nova forma de

comunicação feita de fluxos e de troca de informações “de todos

para todos”. Quanto mais conexões conseguirmos promover,

mais fortes nos tornaremos nesta rede. ✱

EDITOR EXECUTIVO Bruno Castanheira – bruno.castanheira@apcomunicacao.com REDAÇÃO Jorge Flores – jorge.flores@apcomunicacao.com e Joana Calado – joana.calado@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL Mário Carmo – mario.carmo@apcomunicacao.com | GESTOR DE CLIENTES Paulo Franco – paulo.franco@apcomunicacao.com

| IMAGEM António Valente | MULTIMÉDIA Catarina Gomes | ARTE Hélio Falcão | SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE Mensal | ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS

.es

Parceiro

em Espanha

João Vieira Diretor

Preparar

o futuro

Os automóveis elétricos e híbridos vieram para ficar,.Contudo,

poucas oficinas se prepararam para

esta realidade. Em 2017, foram matriculados, em

Portugal, 8.088 veículos deste tipo, um número

recorde, mas os condutores que escolhem este meio

de transporte pelas suas vantagens ambientais,

deparam-se com a dificuldade de encontrar uma

oficina independente adequada, assim como a

inexistência de pontos de carregamento.

Perante esta situação, torna-se inevitável que

cada vez mais oficinas iniciem a sua adaptação

para poderem oferecer serviços de manutenção e

reparação a veículos elétricos e híbridos, os quais

podem envolver alguns riscos se não forem realizados

com a formação e o equipamento adequados.

A atualização de conhecimentos é muito importante

numa oficina, mas revela-se imprescindível no que

respeita à adaptação ao automóvel elétrico. A realização

de uma formação básica é fundamental para

que os mecânicos compreendam como funcionam

os componentes dos automóveis híbridos e elétricos

e conheçam as principais medidas de segurança.

O espaço onde se realizam as operações de manutenção

e reparação dos veículos elétricos e híbridos

deve estar preparado para os receber e deve contar

com equipamento e ferramentas próprias, como

um multímetro de categoria III a 1.000 Volt, que

permitirá realizar as medições da tensão do veículo

de forma segura. Também é imprescindível contar

com um carregador de baterias e equipamento para

deslocar o automóvel pela oficina sem empurrar,

já que ao girar as rodas motrizes podem carregar

os inversores e danificar o sistema elétrico. Por

motivos de segurança, também é imprescindível

instalar bancos de trabalho não metálicos, visto que

podem tornar-se perigosos ao entrar em contacto

com peças de alta tensão. É recomendável que os

bancos sejam de plástico, uma vez que, inclusivamente

a madeira, pode conduzir a eletricidade se

manchada com óleos ou lubrificantes.

No que respeita à segurança pessoal, é importante

que o mecânico disponha de luvas com capacidade

para 1.000 Volt, óculos de proteção contra faíscas

e explosões, ferramentas de trabalho isoladas e

um fato protetor impermeável, já que as baterias

podem libertar uma substância tóxica durante a

reparação dos veículos.

A instalação de pontos de carregamento também

é uma apelativa manobra de marketing para que

os utilizadores venham à oficina. ✱

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2018 I Dezembro


4

EVENTO

Concurso Melhor Mecatrónico 2018

A qualidade técnica

dos oito finalistas

dignificou a profissão de

mecatrónico e elevou

a fasquia em relação à

edição do ano anterior. A

interação entre público

e patrocinadores foi um

dos momentos altos

solutions

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business

soluções para o seu negócio

Patrocinadores 2018

Prova superada

Da qualidade dos concorrentes ao entusiasmo dos patrocinadores, passando pelo número de visitantes e

pelo empenho da organização, a terceira edição do concurso Melhor Mecatrónico, organizado pelo Jornal

das Oficinas em parceria com a ATEC – Academia de Formação, sorriu a Nuno Pedro, da Ampeser

Por: Bruno Castanheira e Joana Calado

O

culminar de um trabalho árduo

realizado ao longo do ano de

2018 aqui está. Pela terceira

vez na história desta iniciativa ímpar no

panorama do aftermarket nacional, o

Jornal das Oficinas, em parceira com a

ATEC – Academia de Formação, elegeu o

Melhor Mecatrónico. A fasquia está elevada,

é certo, mas a prova foi superada.

E excedeu as expectativas.

O objetivo deste concurso manteve-se,

contudo, fiel às suas origens: promover,

dignificar e premiar a profissão de mecatrónico

automóvel, proporcionando

o intercâmbio de experiências entre

profissionais no ativo e estimulando,

em simultâneo, o desenvolvimento de

competências individuais. Foram 12 as

edições (impressas e digitais) que o Jornal

das Oficinas dedicou a este evento único,

para já não falar das diversas notícias que

foram publicadas quer no site quer nas

newsletters do jornal e no “tempo de antena”

que o JO TV dedicou ao concurso.

n ADESÃO EM MASSA

Entre os técnicos que trabalhavam para

oficinas independentes e os que integravam

oficinas de marca, foram cerca de

300 os profissionais de mecatrónica no

ativo que concorreram a esta iniciativa.

Elucidativo. Como é, também, da mais

elementar justiça destacar os patrocinadores,

que aderiram ao concurso Melhor

Mecatrónico 2018 desde a primeira hora e

sem os quais a realização desta ação não

teria sido possível. A saber (por ordem

alfabética): Autozitânia, Bahco, bilstein

group Portugal (marcas febi, SWAG e

Blue Print), Interescape, MEYLE, Repxpert

(Schaeffler), SKF Portugal, solutions4yb,

Valvoline e Würth.

Para participar, os concorrentes tiveram

de responder aos questionários que foram

sendo colocados online entre os meses de

março e julho de 2018, ao ritmo de um

por mês. Cada questionário contemplava

10 perguntas, tipo teste americano, de

resposta única. Os concorrentes tiveram

de entrar no site do concurso (www.jornaldasoficinas.com/melhormecatronico/),

preencher os seus dados pessoais e assinalar

as respostas que entenderam ser as

corretas. A seleção dos oito finalistas foi

feita entre os que atingiram a pontuação

mais alta e que foram os mais rápidos no

envio das respostas aos cinco questionários

publicados pelo Jornal das Oficinas.

Nuno Pedro (Ampeser), Eduardo Lima

(José Júlio Lima Herdeiros), Rui Fernandes

(Conficar), Sérgio Dias (MAN Truck & Bus),

Gonçalo Salvador (Caetano Drive Setúbal),

Nuno Santos (HNZ Auto), Tiago Rita (C.

Santos VP) e Artur Agostinho da Silva

(Oficina Cândido Silva) foram, por esta

ordem de classificação geral no que disse

respeito à primeira fase, os mecatrónicos

que receberam o “passaporte” para viajar

Dezembro I 2018

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Parceria

Organização

Veja o vídeo em www.jornaldasoficinas.com

5

Nuno Pedro, da

Ampeser, foi o

grande vencedor

do concurso, que

só foi possível

realizar graças

ao empenho dos

jurados e confiança

dos patrocinadores

Marta Alejos, da Schaeffler Iberia,

explicou ao JO TV as quatro áreas

que o fabricante expôs e que

atraíram centenas de profissionais às

instalações da ATEC, em Palmela

Pontuação final

1.° Nuno Pedro 84,93

2.° Gonçalo Salvador 69,57

3.° Artur Agostinho da Silva 67,33

4.° Rui Fernandes 63,82

5.° Eduardo Lima 58,21

6.° Tiago Rita 56,12

7.° Nuno Santos 54,54

8.° Sérgio Dias 41,45

para Palmela, onde se disputou, nos dias

16 e 17 de novembro, a derradeira etapa

deste concurso.

n EXERCÍCIOS ABRANGENTES

A organização há muito que tinha divulgado

o regulamento. A final do concurso

Melhor Mecatrónico 2018 realizar-se-ia

nas instalações da ATEC – Academia de

Formação, situada no Parque Industrial

da Volkswagen Autoeuropa. E assim foi. A

final da competição contemplou, este ano,

automóveis de diferentes marcas: dois VW

Sharan, um Seat Arona e dois Fiat 500X. E

quatro provas.Três de duas horas efetivas

cada; uma com 45 minutos de duração. A

prova “A” valia 33 pontos e incidia sobre a

reparação do motor de um Volkswagen

Golf 2.0 FSI. A prova “B” valia 34 pontos e

era composta pelo diagnóstico de motor

do Fiat 500X. A prova “C” valia 33 pontos

e implicava o diagnóstico do sistema elétrico

do VW Sharan. A prova “D” valia 15

pontos e dizia respeito ao diagnóstico de

motor na parte da gestão a gasolina do

Seat Arona.

Todos os materiais, ferramentas e equipamentos

foram fornecidos pela organização.

Os concorrentes só tiveram de

trazer os seus EPI´s (roupa de trabalho,

botas, óculos). E, claro, conhecimento,

concentração e afinco para dar o seu

melhor. Até porque, além do título de

Melhor Mecatrónico 2018, o vencedor do

concurso levaria para casa um diploma,

um troféu de vidro e uma panóplia de

artigos de merchandising e prémios. O

relógio marcava 10h quando os oito finalistas

se apresentaram no “terreno de

jogo”. Depois do briefing dado por Carlos

Isidro, coordenador da área de Mecatrónico

Automóvel da ATEC e presidente

do júri, as provas tiveram início, com os

concorrentes (muitos deles a acusarem

ansiedade e nervosismo) a distribuírem-se

pelas quatro provas. Tudo, mas mesmo

tudo, foi avaliado. Desde o conhecimento

técnico, até ao manuseamento das ferramentas,

passando por hábitos de limpeza.

As condições eram iguais para todos. A

isenção e abrangência das provas foram

por demais elogiadas. E o notável rigor

e empenho dos jurados ditou o sucesso

desta iniciativa.

n MELHOR ESTÁ NA SERTÃ

No final do primeiro dia de competição,

as opiniões dos participantes eram

unânimes, independentemente daquilo

que estivesse reservado para o segundo

dia. “Experiência única, teste aos conhecimentos,

excelente ambiente de trabalho

e espírito de camaradagem,” foram alguns

dos comentários feitos pelos oito finalistas.

O dia terminou com um jantar de convívio

na cidade de Setúbal, onde formadores,

concorrentes, patrocinadores e organização

puderam confraternizar, descontrair

e fazer o balanço do primeiro dia.

Na manhã seguinte, sábado, 17 de

novembro, era o tudo ou nada. Só ao

final da tarde, depois de concluídas as

provas e atribuídas as pontuações, é que

houve “fumo branco”. Foi caso para dizer:

“Habemus mecatronicum”. Mesmo sem a

chaminé da Capela Sistina do Vaticano

e não tendo nenhum dos profissionais

pretensões a sumo pontífice. Nuno Pedro,

da Ampeser (Sertã), foi distinguido com

o título de “Melhor Mecatrónico 2018”.

A terminar, refira-se que, ao longo dos

dois dias, enquanto decorriam as provas

dos oito finalistas, passaram pelas instalações

da ATEC - Academia de Formação

cerca de 800 pessoas, que estiveram atentos

ao desenrolar dos acontecimentos e

interagiram com os patrocinadores presentes.


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2018 I Dezembro


6

EVENTO

Concurso Melhor Mecatrónico 2018

OPI

NI

ÕES

Uma iniciativa como esta

não teria viabilidade sem o

empenho e a disponibilidade

dos patrocinadores, que todos

os anos a apoiam

Carlos Isidro, Coordenador da Área

de Mecatrónico Automóvel da ATEC

“A 3.ª edição foi um sucesso. A começar pelo nível que

os concorrentes apresentaram. São sempre bons mecatrónicos,

mas o nível de preparação aumentou. Creio

que tal se deveu a um briefing que fizemos acerca de

dois meses, em que convidámos todos os mecatrónicos

a vir às nossas instalações para explicarmos o conceito

das provas e aquilo que os esperava em termos de

processo de avaliação, para que eles pudessem fazer

o trabalho de casa. Tivemos sete provas a decorrer em

simultâneo, em que três estiveram duplicadas. Todas

com condições iguais para os concorrentes, quer ao

nível dos equipamentos quer ao nível de veículos. Este

sucesso não é de hoje, mas resulta de um trabalho que

vem sendo feito por todos na preparação deste evento.

A nossa grande ‘luta’ enquanto organizadores é até

começarem as provas, para estar tudo em condições

e para que não existam percalços. Desde já deixo um

desafio a todos os mecatrónicos para que participem no

envio de respostas para o Jornal das Oficinas, para que,

depois, possam estar também aqui presentes nestes

dias, que são de festa”.

Pedro Oliveira,

Diretor Técnico e Comercial da ATEC

“O Melhor Mecatrónico tem sido uma ação muito

feliz e muito interessante para o setor automóvel.

Nós conseguimos, em parceria com o Jornal das Oficinas,

criar um evento cujo único objetivo é valorizar

socialmente a profissão de mecatrónico automóvel.

A ideia deste ‘campeonato’ é conseguir evidenciar

os melhores profissionais que temos em Portugal e

as oficinas que os contratam. Este ano, com a ajuda

dos nossos patrocinadores, conseguimos criar um

espaço onde as empresas e as pessoas que nos visitam

se concentrassem numa área em que a linguagem

é toda à volta da mecatrónica automóvel. Em jeito

de balanço final, tem sido uma aposta bem conseguida.

Temos atraído cada vez mais pessoas a este

evento, temos conseguido dignificar a profissão e

temos conseguido aumentar o nível de preparação

dos concorrentes. Existem excelentes profissionais

a sair de centros de formação, quer da ATEC quer de

parceiros. As pessoas não podem ter medo de meter

as suas capacidades à prova, porque é isto que eleva

a profissão, que dignifica as pessoas e que mexe com

o setor automóvel”.

Marta Alejos, Schaeffler Iberia

“A Schaeefler é fabricante de componentes para automóveis

e, dentro da nossa divisão de automotive aftermarket,

fazemos diversos eventos de cariz profissional

com a nossa marca de serviços Repxpert. Tendo uma

marca como esta que dá apoio às oficinas, vemos no

concurso Melhor Mecatrónico uma grande oportunidade

para mostrar a nossa marca e continuar com o trabalho

que realizámos durante o ano junto dos nossos clientes.

Nesta edição, tivemos um espaço de cerca de 250 m2,

no qual colocámos quatro grandes áreas em destaque,

que mostraram os serviços da marca Repxpert. Na ATEC,

os visitantes puderam conhecê-las. Uma primeira de

informação, onde os visitantes tomaram contacto

com as novidades sobre produtos. Uma segunda para

assistência técnica, onde as oficinas esclareceram as

principais dúvidas que, diariamente, são colocadas nos

call centers. Uma terceira, de ferramentas digitais que os

profissionais podem utilizar 24 horas por dia e 365 dias

por ano. E, por último, a área de inovação, que serviu

para mostrar como está a evoluir a área automóvel e

as soluções que tem a Schaeffler ”.

Paulo Santos, Valvoline

“Estamos desde o princípio com este concurso. E de

todos os projetos e iniciativas que apoiamos, penso que

o Melhor Mecatrónico é o evento melhor organizado e

o que mais credibiliza o nosso setor. Para nós, é sempre

importante apoiarmos todas as ações que possam trazer

melhor qualidade aos técnicos do aftermarket, às

oficinas e aos aplicadores dos nossos produtos. Sem

dúvida que o Jornal das Oficinas está de parabéns pela

iniciativa. Vamos continuar a apoiá-la, seguramente,

porque de todos os eventos que fazem deste género,

este é, sem duvida, aquele que mais gosto”.

Filipa Pereira, bilstein group Portugal

“O Jornal das Oficinas é já um parceiro estratégico na

nossa comunicação. Apoiar este tipo de eventos é muito

importante para as nossas marcas, porque também as

colocam muito mais próximas dos futuros mecatrónicos

Ao longo dos dois dias, passaram

pelas instalações da ATEC cerca de

800 pessoas. A organização não teve

mãos a medir para as solicitações

e dos que já estão em atividade. Para nós, é sempre

importante estarmos o mais próximo possível das oficinas,

assim com reforçar a nossa parceria com o vosso

jornal. Fiquei muito satisfeita este ano por haver mais

espaço para os patrocinadores. Significa que tiveram

também em conta algumas das opiniões resultantes

do evento do ano passado. No que depender de nós,

continuaremos a apoiar esta iniciativa”.

Tiago Domingos, Auto Delta (MEYLE)

“Estas iniciativas são muito importantes porque, acima

de tudo, premeiam o que de melhor se faz no nosso país.

Este tipo de profissão tem bastante futuro. Ano após

ano, tem-se notado uma evolução muito grande e este

evento é importante para medir essa evolução. A MEYLE

entende que é importante estar presente, seguindo o

nosso lema “Somos os melhores amigos do condutor”.

E estas pessoas também são os melhores amigos do

condutor. Demonstram que qualquer condutor pode

confiar nos seus serviços para qualquer problema que

possa existir”.

Flávio Menino, Autozitânia

“A Autozitânia tem imensa satisfação em voltar a patrocinar

esta iniciativa, que promove os mecatrónicos

do nosso país e permite a troca de experiências entre

colegas da mesma profissão, o que os ajuda a evoluir

e por, conseguinte, ajuda a nossa atividade”.

Luís Inglês, Würth Portugal

“Desde já, agradeço o convite e dou os parabéns pela

excelente iniciativa promovida em relação ao concurso.

Não podíamos deixar de estar presentes, sendo a WOW

direcionada, essencialmente, para a mecatrónica,

comercializando máquinas de diagnóstico e de ar

condicionado. Achamos muito interessante o tipo e o

conceito em que está a ser desenvolvida esta ação, seja

pela divulgação das empresas que concorreram, seja

para mostrar a capacidade dos profissionais”.

Ângelo Lima, Interescape

“A interescape patrocina este evento porque, como líder

de mercado na sua área de atuação, que são os escapes,

nomeadamente filtros de partículas e catalisadores,

quer estar junto das empresas e das instituições que

fomentam, de facto, a qualidade nas oficinas, como

é este caso. Estamos muitos contentes por estar num

evento que está a ter tanto sucesso. Pudemos ver os

candidatos a fazer um excelente trabalho. Nós, enquanto

líderes em vários serviços, nomeadamente na limpeza

de filtros de partículas, que é algo muito especifico e

que também necessita de muito conhecimento por

parte dos profissionais das oficinas, viemos reforçar

essa informação para o público em geral, que também

participou. O retorno foi muito importante”.

Luís Santos, Solutions4yb

“A nossa premissa é ajudar os jovens. E, por isso, achamos

que devemos estar junto deles para sabermos

exatamente o que devemos criar. Trabalhamos mais

com lojas, mas essas lojas acabam por fornecer a nossa

aplicação à oficina, que acaba por usá-la diariamente”.

Dezembro I 2018

www.jornaldasoficinas.com


estar preparados para o futuro. As provas foram um

bocado difíceis, mas este é um concurso onde tudo

tem de ser avaliado, a começar pela qualidade do técnico.

Corresponderam às expectativas que tinha. Para

o futuro, tenciono continuar a acompanhar a evolução

e não baixar os braços, porque temos de estar mesmo

bem formados para trabalhar no automóvel”.

Rui Fernandes, Conficar

“Foi a minha filha que me inscreveu no concurso. Foi

uma forma de testar os conhecimentos que tenho

vindo a adquirir ao longo dos anos. As provas foram

complicadas, mas foi uma experiência fantástica. Tive

mais dificuldades nos esquemas elétricos, aos quais não

estou muito habituado, mas, no geral, correu bem. Mais

experiência, amizade, novos métodos, mais informação

e novos colegas é, essencialmente, o que levo desta

participação”.

Eduardo Lima,

José Júlio Lima Herdeiros

Rui Figueira, Bahco

“A Bahco tem todo o interesse em associar-se às melhores

iniciativas, quer sejam na área da mecatrónica

quer sejam na área da mecânica. São áreas em que

estamos a apostar bastante em termos de produtos e

soluções. Gostamos muito do formato deste evento e

queremos melhorar ainda mais a nossa participação

e continuarmos a fortalecer esta parceria. O setor automóvel

já é o principal segmento do nosso catálogo,

apesar de termos um catálogo bastante abrangente,

que vai desde o setor automóvel até à agricultura. Temos

crescido muito na área automóvel. Este ano, lançámos as

primeiras máquinas de bateria. No próximo ano, vamos

expandir-nos em termos de dinamometria. Temos já

muitas novidades e muitos produtos. Vamos continuar

a apostar na área automóvel e queremos replicar iniciativas

como esta noutros espaços e noutros contextos”.

Nuno Pedro, Ampeser

“Gostei principalmente do desafio que o concurso traz,

quer seja pela parte teórica dos questionários quer

pela parte prática nas provas. E pelo conhecimento que

adquirimos através do próprio processo de seleção. As

provas que foram realizadas representam muitas das

situações que tratamos no dia a dia. Destaco, acima de

tudo, a aprendizagem, o espírito de companheirismo

que houve entre os oito participantes e a organização.

Isso foi o melhor que pudemos ter durante os dois

dias de provas”.

Gonçalo Salvador, Caetano Drive Setúbal

“O que me levou a participar foi a aquisição de novos

conhecimentos, o desafio das provas. E, também, a partilha

de informação com colegas de profissão. As provas

não foram simples. Foram desafios muito grandes. Acho

que estiveram ao nível do que fazemos no dia a dia.

A troca de ideias desta área, que é muito abrangente,

a partilha de experiências e o companheirismo foi o

que mais marcou este concurso”.

Artur Agostinho da Silva,

Oficina Cândido Silva

“Achei um desafio interessante. Gosto de ser posto à

prova nas novas tecnologias, visto que os automóveis

estão a sofrer uma evolução muito grande e temos de

“Foi um desafio. Tentar perceber quais eram as minhas

dificuldades, em que áreas estava mais ou menos à

vontade. E o próprio desafio em si. O de nos testarmos

todos os dias. As provas foram ‘duras’. Algumas estava

mais à-vontade, outras menos. Foram dois dias de trabalho

árduo e de muita pressão. As provas, no fundo,

são o nosso dia a dia. Desde o convívio que houve entre

os concorrentes, passando pelos conhecimentos que

adquiri e que alguns deles não tinha, adorei o concurso.

A experiência, no global, foi cinco estrelas”.

Tiago Rita, C. Santos VP

“Testar as minhas capacidades, estar sob pressão e

perceber de que forma lido com isso. Foram estas as

razões que me levaram a concorrer a esta iniciativa.

As provas foram muito interessantes. Tiveram alguma

dificuldade e criaram nervosismo, mas retirei algum

partido disso e consegui angariar muita experiência. A

recordação que levo daqui para o futuro tem a ver com

a dificuldade em trabalhar sob pressão. Mas, também,

o companheirismo. Todos nos ajudámos uns aos outros.

Não nas provas, mas a nível de grupo”.

Nuno Santos, HNZ Auto

“O que me levou a participar no concurso foi a vontade

de conhecer novas coisas, ter oportunidade de aferir

os meus conhecimentos e passar por uma experiência

nova, numa situação, também ela, nova. As provas estavam

bem elaboradas. São situações que, normalmente,

enfrentamos no nosso dia a dia. Saímos daqui melhor

preparados porque acabamos por ter oportunidade

de pôr em prática todos os conhecimentos, que nos

ajudam a resolver problemas que temos no dia a dia”.

Sérgio Dias, MAN Truck & Bus

“O meu principal objetivo ao participar foi perceber em

que ponto estou em termos de preparação e diagnóstico

de ligeiros, uma vez que, até aqui, só tenho trabalhado

na área dos veículos pesados. Achei as provas

difíceis. Mas se não fossem, não tinham ‘piada’. Acho

que correram bem, tendo em conta os conhecimentos

que adquiri. O ensinamento que levo daqui passa por

aplicar-me mais na formação, visto que notei que tenho

algumas dificuldades na área dos ligeiros. Quero

melhorar o meu percurso”.

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Cleaning

Procedure for

Diesel-Particle

Filters

Regular

Surveillance

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ATUALIDADE

Livro de Reclamações

Está a par das alterações?

No dia 1 de julho, teve início a fase de adaptação à nova diretiva do Livro de Reclamações. A grande novidade

reside no formato eletrónico. Neste artigo, com a ajuda do CASA, damos-lhe conta das alterações

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Por: Joana Calado

A

fase de adaptação à nova legislação

do Livro de Reclamações

começou no passado dia 1 de

julho. E terminará a 1 de julho de 2019.

Sara Mendes, diretora do Centro de Arbitragem

do Sector Automóvel (CASA),

explica-nos as mudanças que traz esta

diretiva. A responsável destaca, como

principal alteração, a criação de um Livro

de Reclamações eletrónico, disponível

online no site www.livroreclamacoes.

pt. Mas o formato impresso também

sofreu algumas alterações. Segundo

Sara Mendes, estas mudanças poderão

vir a resolver alguns problemas recorrentes,

nomeadamente as reclamações

não revelantes. “No setor automóvel, a

esmagadora maioria das reclamações

não incide sobre a área de fiscalização

da ASAE. Logo, são inúteis”, afirma. O formato

eletrónico coloca à disposição do

consumidor uma área específica para que

este possa questionar a ASAE sobre se a

sua reclamação é passível de fiscalização.

Dezembro I 2018

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n OBTER SEMPRE RESPOSTA

A diretora do CASA não tem dúvidas

que, “muitas vezes, mesmo quando a ação

da empresa é geradora de responsabilidade

que pode ser inspecionada pela

ASAE, o consumidor poderá ficar com

o problema por resolver”, dando como

exemplo a violação do prazo de 30 dias

para reparação ou substituição de produtos

com defeito em garantia. “Neste caso,

apesar de existir, efetivamente, uma falha

por parte da empresa e de esta ser punível

pela entidade inspetora, podendo

levar à aplicação de uma coima, o cliente

não verá a sua situação resolvida. No entanto,

através do CASA, o consumidor

poderá entrar em conversações com a

empresa e, assim, ver o seu problema

resolvido em menor tempo útil”, explica

Sara Mendes.

Os dois formatos do livro (impresso e

eletrónico) deverão ser utilizados em

simultâneo. Apesar de existirem diferenças

entre ambos, algumas regras são

idênticas, tendo sido feitas alterações

ao sistema em papel para uniformizar

o tratamento por parte das empresas. A

diretora do CASA espera que “este novo

formato e estas novas obrigações tragam,

efetivamente, uma mais-valia na resolução

dos problemas entre empresas e

consumidores”. Apesar de nos encontrarmos

já dentro do período transitório, Sara

Mendes refere que “ainda não existiram

muitos pedidos de esclarecimento relativamente

a este tema”, desconhecendo a

razão, que poderá estar associada à falta

de informação ou ao longo intervalo de

tempo que as empresas dispõem para se

adaptarem às novas regras. Estas novas

diretivas poderão, também, acabar com

um dos principais problemas apontados

pelo CASA: “A maioria das reclamações

escritas no livro não chegam aos órgãos

de gestão e administração das empresas

e, muitas vezes, o cliente nunca obtém

uma resposta”, revela a diretora.

n PAPEL E ONLINE: DIFERENÇAS

Até há pouco tempo, a empresa não

era obrigada a responder diretamente ao

consumidor. A única obrigação que tinha

era o envio da folha correspondente, através

de carta, para a ASAE, com a devida

explicação. Com a nova diretiva, a empresa

passa a ser obrigada a responder,

diretamente, ao consumidor. E poderá

ser esta a forma de criar uma relação

diferente entre ambas as partes. Se, até

aqui, a empresa dispunha de 10 dias úteis

para enviar a reclamação por carta para

a ASAE, com a nova diretiva passa a ter,

à semelhança do livro eletrónico, 15 dias

úteis para fazê-lo, podendo o envio ser

Sara Mendes,

diretora do CASA,

explicou ao Jornal

das Oficinas o que

mudou no Livro de

Reclamações com a

nova diretiva

efetuado por email, havendo possibilidade

de anexar documentos ou fotos que

ajudem na resposta. A empresa pode,

também, prescindir do “cartaz” convencional

que indica que dispõe de Livro

de Reclamações. No entanto, continua

a ser obrigatório afixar a informação que

o livro existe.

A grande novidade no livro em papel,

também esta semelhante ao formato

Untitled-3.pdf 1 06/09/18 15:38

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2018 I Dezembro


ATUALIDADE

10

Livro de Reclamações

Principais

diferenças

entre papel

e eletrónico

Papel

l Não é obrigatório responder ao consumidor

l Não se podem anexar documentos

l É obrigatório apresentar exposição

à ASAE sobre a queixa

l O consumidor não pode pedir

informações prévias à ASAE

Eletrónico

l É obrigatório responder ao consumidor

l Podem-se anexar documentos ou fotos

l Basta colocar na plataforma o pdf da

resposta ao consumidor. A ASAE, se

pretender, colocará questões à empresa

l O consumidor pode pedir informações

à ASAE sobre o litígio e não reclamar

eletrónico, é mesmo a obrigação da empresa

auxiliar o consumidor na redação

de uma reclamação, caso ele não tenha

capacidades para fazê-lo, nomeadamente

se estiver impossibilitado de realizar tal

tarefa. Esta nova regra pode vir a gerar

algum desconforto na empresa, mas,

segundo Sara Mendes, “esta normativa

deve ser cumprida. Em caso de incumprimento,

tal é punível com coima”. Já o

Livro de Reclamações eletrónico, poderá

ser um elemento facilitador da gestão das

reclamações por parte da empresa, uma

vez que estas, ao fazerem o upload da

resposta ao consumidor na plataforma,

estão a disponibilizá-la, também, para a

ASAE. Caso seja necessário mais algum

esclarecimento, será a própria entidade

reguladora a contactar diretamente a empresa.

A esta resposta, é possível anexar

documentos ou fotos para sustentar as

argumentações apresentadas

n VANTAGEM DO ELETRÓNICO

A obrigatoriedade de dar uma resposta

ao cliente poderá, segundo a diretora do

CASA, “trazer maior proximidade entre

empresa e cliente. A expectativa que

temos é que uma reclamação no livro

passe a constituir para a empresa uma

oportunidade de resolver um problema,

que é, não só, do cliente, mas também,

da empresa”. Muitas vezes, o consumidor

que chega ao CASA reclama da falta de

resposta por parte da empresa, uma vez

que não obteve nenhum contacto nem

viu o seu problema solucionado. Neste

caso, o consumidor já se encontra num

estado de conflito com a empresa tal, que

será difícil resolver a situação de forma

que não seja contenciosa.

“Consideramos que existe grande confusão

sobre a utilidade e a eficácia da

utilização do Livro de Reclamações. O

cliente, quando está descontente com o

serviço que a oficina prestou, pensa que,

ao escrever no livro, vai desencadear uma

ação inspetiva por parte da ASAE. Mas a

entidade reguladora só tem competência

para inspecionar uma série de situações

que estão descritas na lei. Sempre que a

reclamação não se encontra nesse âmbito,

não dará início a qualquer ação inspetiva”,

explica Sara Mendes. O facto de ser possível,

através da plataforma do Livro de

Reclamações eletrónico, questionar a

ASAE sobre as suas áreas de jurisdição

e sobre se a reclamação em concreto se

aplica ou não a essas áreas, poderá vir a

resolver este problema.

O novo formato eletrónico do livro

tem mais uma particularidade. Para as

empresas que já disponham de sistemas

de gestão de reclamações, poderão associar

estes à plataforma para que seja,

também, mais simples fazer a gestão

de todas as reclamações. Para efetuar o

registo e começar a utilizar o Livro de

Reclamações eletrónico, as empresas não

necessitam de ter um site. No entanto,

caso o tenham, é obrigatório colocar uma

hiperligação direta para o site do Livro de

Reclamações. Contudo, as empresas estão

obrigadas a ter um email para efetuar

o registo. No entanto, este não tem de ser

o mesmo que utilizam para responder às

reclamações, podendo, depois, alterá-lo

uma vez efetuado o registo para um que

lhes seja mais conveniente. Aqui, caberá

unicamente à empresa tal decisão. ✱

Livro de Reclamações eletrónico

Quando?

A qualquer momento, desde 1 de julho de 2018

Obrigatoriamente até 1 de julho de 2019

Se a empresa tiver site

Tem, obrigatoriamente, de fazer um hiperlink para a plataforma do Livro de Reclamações

eletrónico. Pode interligar a plataforma a um back office de gestão de reclamações interno

Como?

Registo na plataforma www.livroreclamacoes.pt

Não é necessário a empresa ter site, mas tem de ter,

obrigatoriamente, email

Dezembro I 2018

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12

OBSERVATÓRIO

Conceitos de Mobilidade (Parte XII)

Carregamentos solares

A Hyundai e a Kia querem aproveitar a energia solar para carregar as baterias, através do tejadilho e do capot,

em alguns dos seus modelos. A introdução da tecnologia no mercado está agendada para o próximo ano

Por: Jorge Flores

Reduzir os consumos de energia é

uma prioridade válida para vários

setores. E o da indústria automóvel

não foge à regra. Exemplo disso, é o plano

anunciado pelos fabricantes sul-coreanos

Hyundai e Kia. No próximo ano, ambas

as marcas pretendem passar a dispor de

uma tecnologia de carregamento por

energia solar. Como? Através de painéis

solares instalados no tejadilho e no capot,

em vários modelos das suas gamas.

Apesar de os painéis fotovoltaicos existirem

já em vários outros projetos, inclusivamente,

este será o primeiro grande

investimento de dois construtores de

automóveis no sentido de aplicar esta

solução ao serviço das gamas, dando o tiro

de partida já em meados de 2019, assegurando

uma maior amplitude tecnológica

do sistema no ano de 2020. Por enquanto,

ambos os fabricantes ainda conservam

em segredo os modelos que incorporarão

esta tecnologia nos tejadilhos. O sistema

combinará diretamente com a principal

fonte de energia do veículo, seja ela motor

de combustão, híbrida ou 100% elétrica.

n CONDUTORES E PRODUTORES

Antes desta aposta da Hyundai e da Kia,

já a Toyota havia investido numa solução

semelhante no anterior Prius PHEV, que

disponibilizava, em opção, um tejadilho

fotovoltaico, capaz de gerar 50 W, uma

potência com pouca expressão e que era

canalizada apenas para o funcionamento

das ventoinhas do ar condicionado. Desta

feita, o objetivo será aproveitar a energia

solar para dar potência às baterias de

modo a propulsionar o veículo, diminuir

os consumos e, se possível, aumentar

ligeiramente a sua autonomia quando

circula em modo elétrico.

São três os tipos de células solares em

desenvolvimento. A primeira geração, deverá

ser incorporada apenas em modelos

híbridos, por volta de 2019 ou 2020. Nesta

fase, o sistema conseguirá carregar entre

30 a 60% da pequena bateria que cada

um transportará, durante o seu trajeto

quotidiano, dependendo das condições

climatéricas. A segunda geração, será um

pouco mais ambiciosa, uma vez que visa

reduzir as emissões dos veículos de combustão.

A tecnologia será, então, aplicada

nos tejadilhos de elétricos ou em veículos

a gasolina ou gasóleo, procurando reduzir

as emissões poluentes destes últimos.

Os painéis solares de silício, colocados no

topo dos automóveis, são concebidos em

material semi-transparente, podendo, por

isso, ser combinados com o tejadilho em

vidro.

n 100 W POR HORA DE SOL

A terceira geração da tecnologia fotovoltaica

será, exclusivamente, aplicada

em veículos elétricos e será mais leve. Os

trabalhos do Departamento de Investigação

& Desenvolvimento da Hyundai

e Kia têm tentado que as células solares

possam ser instaladas em vária zonas

do veículo, desde o teto até ao capot ou

portas. Se tal vier a ser possível, a energia

solar de um automóvel poderia gerar uma

produção próxima dos 100 W por cada

hora de exposição ao sol. Jeong-Gil Park,

vice-presidente executivo da Divisão de

Projeto de Engenharia do Hyundai Motor

Group, que desenvolveu esta tecnologia,

acredita que, no futuro, haverão muitas

soluções e formas de os automóveis aproveitarem

a energia. “O teto solar será uma

dessas tecnologias e significará que os

automóveis deixarão simplesmente, de

uma forma passiva, de consumir energia,

mas também começarão a produzir

ativamente eletricidade”, revela. “É entusiasmante.

Desenharmos uma tecnologia

para que os condutores deixem de

ser simples consumidores de energia e

passem a ser produtores de eletricidade”,

acrescentou. ✱

Dezembro I 2018

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14

TECNOLOGIA

Híbridos (simples) são o futuro

Máxima

eficiência

Com uma reputação e uma imagem de marca que têm

por base a eficiência, a tecnologia híbrida da Lexus, que

é utilizada, também, por alguns modelos da Toyota,

veio para ficar. Numa fase em que se discute, de forma

preponderante, o futuro dos motores de combustão

interna, enveredemos pelo único caminho que o grupo

japonês parece saber encontrar rumo à máxima eficiência

Por: Ricardo Carvalho

Energia regenerada

O carregamento das baterias pode ser feito de duas forma distintas.

Nenhuma delas implica qualquer ligação a fonte externa ou auxiliar:

através da combinação motor de combustão e gerador elétrico; através

da travagem regenerativa, tecnologia que, durante a desacelerações e as

travagens, faz com que o motor elétrico inverta o seu funcionamento,

passando a funcionar como gerador e travão elétrico, enviando energia

que vai ser armazenada nas baterias e, posteriormente, utilizada,

aproveitando e evitando que esta se dissipe na forma de calor ou ruído.

Em condução urbana, sempre no para-arranca, é possível maximizar a

regeneração através desta tecnologia, melhorando a eficiência global do

sistema, assim como o tempo que o automóvel circula em modo

puramente elétrico, ou seja, livre de emissões.

Combinando duas fontes de energia, a térmica (motor de combustão interna,

a gasolina) e outra elétrica (alimentada por uma bateria), o sistema híbrido da

Lexus, que faz furor desde 2005, merece destaque pela sua tripla capacidade

de propulsão. Cada uma das fontes pode fazê-lo de forma separada ou em conjunto,

sempre com o objetivo de alcançar a máxima eficiência. Dos modelos mecanicamente

“mais simplistas” da Toyota até ao desportivo da Lexus, o LC, passando por berlinas

e SUV, a tecnologia híbrida é uma aposta transversal a todas as gamas do grupo,

englobando as marcas Toyota e Lexus. A sua evolução parece não parar graças aos

vários desenvolvimentos introduzidos ao longo do tempo, sendo um bom exemplo

disso o Multi Stage Hybrid System, ganhando razão e incentivo nas dificuldades que

os motores “convencionais” têm enfrentado para cumprir as normas anti-poluição. Q

Dezembro I 2018

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15

Ciclo Atkinson: mais potência sem turbo

A principal característica que distingue os motores de combustão interna da Lexus dos que são mais

comummente utilizados, é o facto de trabalharem de acordo com o ciclo Atkinson, em vez do mais

“convencional” ciclo Otto. Isto acontece para se conseguir atingir uma maior eficiência energética

devido às menores perdas por bombeamento, conseguidas com a menor pressão sobre o êmbolo pela

redução do tempo de compressão. A grande diferença entre ambos os ciclos reside no atraso do ciclo

Atkinson no fecho da válvula de admissão durante o tempo de compressão. Este objetivo, além de

mecanicamente complexo, consumia alguma potência devido à menor capacidade de enchimento,

uma vez que uma parte da mistura admitida volta para o coletor de admissão pelo facto de a válvula

estar ainda aberta assim que o êmbolo abandona o ponto morto inferior. Para conseguir o mesmo

efeito, sem a “confusão” mecânica anteriormente exigida, o Grupo Toyota introduziu, na década de 90,

a admissão variável através de atuadores hidráulicos que fazem variar a posição do excêntrico da

árvore de cames e, consequentemente, a abertura das válvulas. A introdução da propulsão elétrica na

cadeia cinemática não só permite a circulação sem emissões, como ultrapassa, também, a ligeira

perda de potência do motor de combustão sem o recurso a um turbocompressor, mais penalizador dos

consumos (e sem filtro de partículas).

Multi Stage: transmissão dupla

O LC 500h, uma das pérolas da Lexus, assinala uma espécie de nova era no seio do fabricante

nipónico. A introdução do Multi Stage Hybrid System assume-se como o ponto de viragem. Trata-se

de uma caixa de velocidades que incorpora uma nova caixa automática de quatro relações, colocada

logo atrás do trem epicicloidal que partilha com os restantes modelos. Esta é a forma através da qual

a Lexus pretende aumentar o prazer de condução, conseguindo sincronizar a velocidade do motor

com a velocidade a que circula o automóvel, oferecendo, ao mesmo tempo, uma resposta superior do

acelerador. Na transmissão, do tipo CVT, o trem epicicloidal tem o poder para simular três relações

distintas, que, quando multiplicadas pelas primeiras três da nova caixa automática, se traduzem em

nove relações. A décima e última relação de caixa tem, por fim, a redução dos consumos a

velocidades mais elevadas. A unidade de controlo permite que as passagens sejam feitas em menos

de 100 milissegundos.

Caixa de velocidades E-CVT

A caixa de velocidades E-CVT, do tipo variação contínua, é controlada eletronicamente e consegue

lidar com ambas as fontes de potência: a elétrica e a proveniente do motor de combustão a gasolina.

Oferece um número teórico de relações e, graças ao preciso controlo em tempo real das condições de

condução, como a velocidade do automóvel e a potência pedida pelo condutor, consegue calcular e

selecionar a relação de transmissão ideal para cada momento, através de um conjunto de

engrenagens planetárias, configuração distinta daquela que é utilizada nas transmissões de variação

contínua “convencionais”. A E-CVT atua de forma rápida e praticamente impercetível, revelando-se a

escolha acertada para funcionar em parceria com o sistema híbrido, já que, ao não utilizar relações

de transmissão fixas, permite que o motor seja, constantemente, explorado à velocidade de

funcionamento mais eficiente ou propulsionando o veículo e enviando a energia gerada para as

baterias. Em alguns modelos, a caixa E-CVT disponibiliza um modo de atuação sequencial, que

equilibra a subida de rotação do motor com a aceleração do automóvel, permitindo incrementar

várias fases de travagem com o motor durante as desacelerações.

Menos perdas com o sistema híbrido

Os principais componentes do sistema que compõe o fluxo de energia são seis. A saber: motor

de combustão interna; motor elétrico; gerador elétrico (também funciona como motor de

arranque); bateria; unidade de controlo; divisor de potência na forma de um trem epicicloidal.

A mudança entre os vários tipos de propulsão é feita de forma quase impercetível, num

processo gerido de forma autónoma pela unidade de controlo, que, através da monitorização

das condições, ajusta, em tempo real, a proporção de energia proveniente das duas fontes

para atingir maior eficiência. Esta partilha inteligente permite, quando o motor a gasolina

está a funcionar, carregar a bateria através do gerador, um elemento que, em ambiente

urbano ou quando as condições assim o possibilitem, desligar o motor de combustão e deixar

que o motor elétrico entres em cena para uma condução totalmente livre de emissões.

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2018 I Dezembro


16

EVENTO

Parts Aftermarket Congress 2018

Desafios para a cadeia IAM

Cerca de 500 líderes do pós-venda europeu estiveram reunidos, em Roma, para discutir o futuro

do aftermarket num congresso de dois dias que tinha como tema principal “Mobilidade inteligente e

desafios para a cadeia de fornecimento do IAM”

Por: João Vieira

O

testemunho dos protagonistas

sobre as tendências de desenvolvimento

do aftermarket e as experiências

dos grandes grupos europeus

de distribuição, abriram os trabalhos da

edição deste ano do Parts Aftermarket

Congress, que contou com a presença de

mais de 500 empresários, CEO’s, gerentes,

diretores comerciais, representantes das

empresas mais importantes da cadeia de

fornecimento do pós-venda em Itália e

Europa, como fabricantes de peças aftermarket

e equipamentos, prestadores de

serviços e toda a cadeia de distribuição.

O tema chave do congresso e das muitas

apresentações que foram feitas, durante

os dois dias do evento, foi o efeito

disruptivo das inovações tecnológicas,

como a produção de veículos inteligentes

e conectados, requisitos de novos consumidores,

mobilidade inteligente, modalidades

de compras, necessidades de

serviços inovadores para o cliente, novos

regulamentos, estrutura de distribuição,

gestão inteligente de Big Data no processo

de distribuição e consequências

sobre os serviços de aluguer e seguros.

Vincenzo Boccia, presidente da Confin-

dustria, que participou do segundo dia do

evento, disse que “a indústria automotive

e a sua rica cadeia de fornecedores são

paradigmáticas para a indústria do futuro:

alto valor agregado, alta intensidade de

capital e alta produtividade. Uma grande

capacidade de inovar e uma extraordinária

vocação internacional, faz dos produtores

italianos os mais competitivos

do mundo. E esta conferência anual,

organizada pela revista Parts, é uma

vitrine do melhor Made in Italy.” Numa

fase particularmente complexa, o Parts

Aftermarket Congress apresenta-se como

um momento de reflexão do setor, capaz

de despertar a atenção de todos os

profissionais para as tendências, visões,

mudanças e propostas úteis para fazer

crescer o negócio do pós-venda.

O Jornal das Oficinas esteve presente

como o único meio português e representante

do Aftermarket Media Network,

ao qual pertencem outros meios da imprensa

especializada, como os franceses

da Zepros, os espanhóis da Talleres en

Comunicacion, os gregos da Autoespecialist,

os italianos da Parts e os polacos

da Warsztat.

MICHELE BERTONCELLO, partner da

consultora McKinsey, foi o primeiro orador

a intervir e focou a sua apresentação na

mobilidade do futuro e as implicações nos

players do aftermarket. Comentou o momento

disruptivo que a mobilidade está a

viver, mercado no qual, em 2020, se espera

que 10% das vendas de peças aftermarket

ao consumidor final sejam feitas online e

em que 70% dos especialistas esperam

que novos players, como Google ou Amazon,

tenham uma parte significativa do

mercado de pós-venda nos próximos anos.

Em termos de números, em 2020 a maior

frota de veículos será a norte-americana

e a asiática será a que mais crescerá, enquanto

a europeia permanecerá. Além

disso, Bertoncello definiu 10 tendências

disruptivas no pós-venda: digitalização de

canais e interfaces, presença de big data,

crescimento de frotas, adaptação local

a mercados emergentes, “eletrificação”,

aumento da importância do software,

condução autónoma, veículo conectado,

entrada de novos atores e consolidação

e integração dos diferentes membros do

mercado pós-venda.

ROBERTO VAVASSORI, presidente da

CLEPA, salientou a importância da indústria

de componentes na Europa, que emprega

mais de 12 milhões de pessoas e cujas

peças são responsáveis ​por 75% do valor

do veículo. Vavassori listou quatro mega-

Dezembro I 2018

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17

tendências para o futuro. A primeira, é a

conectividade. “O veículo irá recomendar

uma oficina para reparar o dano ou realizar

a manutenção e 58% dos clientes nos

EUA, Alemanha, Brasil e China vão obedecer

e ir para onde o veículo sugere”, disse.

A segunda megatendência, é o veículo autónomo.

“As viaturas modernas têm 100 milhões

de linhas de código no seu software,

número que deverá triplicar até 2020, que

terá 300 milhões, aumentando a necessidade

das oficinas e outras organizações da

cadeia de estarem atualizadas e treinadas

nessas tecnologias”, disse o presidente da

CLEPA. A terceira tendência, é a mudança

nos mercados asiáticos, como o chinês,

que vai crescer bem acima dos restantes

mercados mundiais. E a quarta (e última)

megatendência, é a ecologia e o respeito

pelo meio ambiente com aspetos importantes,

tais como o novo regulamento de

CO 2

até 2030, que irá “forçar” os governos

de diversos países a promover a “eletrificação”

quase imediatamente.

A sessão da tarde do congresso começou

com a intervenção de FERDINANDO

IMHOF, CEO da LKQ Europe. Imhof descreveu

a missão da LKQ como “líder global

com valor agregado em peças aftermarket,

oferecendo aos clientes a melhor seleção

disponível e económica de soluções de

peças, construindo fortes parcerias com

os colaboradores e com os mercados onde

estamos presentes”.

Faz parte dos objetivos da LKQ expandir-se

geograficamente na Europa. “Não

terminamos com a nossa expansão e,

também, esperamos dar o salto para fora

da Europa, adaptando-nos aos novos desafios

tecnológicos e agilizando o negócio

para sermos mais eficientes. A escala permite-nos

reduzir custos e, acima de tudo,

fazer melhor as coisas, investindo mais nos

negócios “, disse Imhof. O orador explicou

que o ponto mais importante para a LKQ é

o crescimento orgânico, além de margens

crescentes. Depois disso, é para continuar

com as aquisições e integrar essas novas

empresas na organização. Por fim, Imhof

referiu-se à necessidade de adquirir e administrar

talentos, capital humano. “Sem

dúvida, somos os que mais faturam na Europa,

a uma grande distância do segundo

(5.300 milhões de euros contra os 1.700

que fatura a GPC Alliance), mas estes valores

estão muito longe dos alcançados

pela LKQ nos EUA”, acrescentou Imhof. O

responsável da LKQ Europe também adian-

A 14.ª edição do

Parts Aftermarket

Congress, que

decorreu no início

de novembro, em

Roma, voltou a

reunir centenas

de participantes e

ilustres oradores

internacionais,

que abordaram a

situação atual e o

futuro do mercado

de pós-venda na

Europa e no mundo

tou que a empresa está a desenvolver um

catálogo europeu de peças de reposição

com especificações para cada mercado em

que estão presentes. Referiu ainda outros

serviços que oferece, como formação para

as oficinas, no seu centro, em Praga, e as

redes de oficinas que gere, como a Autofirst

Network, a Partner Elit, a Auto Kelly Autoservis

ou a A Posto da Rhiag. Todas elas têm

soluções centralizadas para frotas que são

tão eficientes quanto flexíveis.

zon. “O acesso aos dados possibilita, sem

dúvida, uma oportunidade de negócio,

mas o software é um mercado onde estão

presentes milhares de empresas e no

qual as marcas já estão a utilizar serviços

associados”, explicou Katsardis. “O processo

de consolidação e aquisições de empresas

vai continuar porque as vendas de veículos

a nível mundial continuam a crescer. Desde

2015, aumentaram 45%”, acrescentou o

presidente da Temot International, que se

referiu às diferentes formas de consolidação,

não só através de compras e vendas,

como, também, pelo reforço dos grupos

internacionais, as integrações verticais a

entrada no mercado de fundos de investimento

ou a compra de distribuidores multimarca

pelos construtores de veículos. Em

2028, os países que mais terão consolidado

o negócio de aftermarket serão Espanha,

Itália e Polónia. “A consolidação traz um

aumento das margens, que fica a dever-se

ao desenvolvimento e popularização das

marcas próprias, assim como a melhor logística

que permite aproveitar a economia

de escala. Compras centralizadas com as

melhores condições do mercado devido ao

grande volume das encomendas faz com

que a diferença de preços seja enorme”,

referiu. Para concluir, Katsardis frisou que,

“uma vez concluída a consolidação, surge

uma situação de oligopolio, com um aumento

gradual de preços e uma redução

de custos, já que ficam poucos players no

mercado. Por isso, é importante a colaboração

vertical e horizontal dos distribuidores

em todo o processo de consolidação, a microsegmentação,

o tratamento do big data

e, dento do possível, a internacionalização”,

enumerou.

LUIGI CALIGARIS, diretor do departamento

B2B da editora Domus, empresa

familiar que desenvolveu uma ferramenta

de avaliação de sinistros em Itália, falou

dos sistemas ADAS, informando que, nos

últimos anos, tem havido uma popularização

destes sistemas de ajuda à condução

que se tem refletido, inclusive, nas

campanhas de publicidade das marcas.

Segundo Caligaris, a utilização em grande

FOTIOS KATSARDIS, presidente e CEO

de Temot International, fez uma antevisão

do que será o pós-venda daqui a 10 anos,

em 2028. De entre todas as tendências,

destacou, como mais importante, a digitalização

de todos os canais, assim como

a entrada de novos atores, como a Amaescala

do sistema ADAS poderia reduzir

os acidentes em auto estrada até 45%

e até 27,5% noutro tipo de estradas. A

nível dos componentes que constituem

estes sistemas, existe a possibilidade de

serem vendidos para veículos antigos que

ainda não os têm, enquanto que, para a

oficina, existe a oportunidade de oferecer

um serviço de recalibração destes sistemas,

com a substituição de peças, como,

por exemplo, para-brisas e para-choques.

MARC AGUETTAZ, diretor-geral da GiPA

Italia, trouxe a sua visão sobre o impacto

das novas tecnologias nas oficinas de mecânica

e carroçaria. “Estamos numa fase

de mudança para um mercado em que os

veículos serão mais pequenos, elétricos,

autónomos e partilhados”, referiu. Para a

oficina 4.0, os principais desafios passam

pela conectividade, condução autónoma,

pressão económica, novas motorizações,

expansão da oferta com a entrada de novos

players, envelhecimento do parque e

da população, novas formas de mobilidade

e globalização do mercado. Segundo

Aguettaz, os veículos híbridos e elétricos

necessitam de menos peças comparativamente

aos veículos “tradicionais”. No

caso do híbrido, 13% menos, sem incluir os

pneus, e, no caso do elétrico, 40% menos.

No que respeita aos critérios de escolha

da oficina, a confiança e a proximidade

continuam a ser os principais. Mais de

metade dos automobilistas consultam

a Internet antes de levar o veículo para

conhecer melhor a oficina e ver se tem

alguma campanha atrativa. Relativamente

aos sistemas ADAS, Aguettaz comentou

que 27% das oficinas preveem investir em

equipamentos para calibrar estes sistemas,

mas apenas 7% manifestaram a intenção

de fazê-lo ainda este ano ou em 2019. O

investimento médio ronda os 13 mil euros.

A terminar, Caligaris fez uma referência

aos valores de mão de obra/hora atualmente

praticados nos diversos países da

Europa, sendo que, em Portugal, a média

é de 41 euros nos concessionários e

de 26 euros nas oficinas independentes

multimarca. Q

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2018 I Dezembro


EVENTO

18

Tendências e

oportunidades

do pós-venda

A 29.ª Convenção da ANECRA, que se realizou nos dias 9 e 10 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa,

foi um grande fórum de discussão dos temas que mais preocupam os profissionais do setor automóvel, em geral,

e do aftermarket, em particular

Por: João Vieira

A

organização impôs uma criteriosa

seleção de temas que evidenciaram

as tendências e, em particular, os

novos modelos de negócio que apontam

para uma efetiva disrupção no setor.

Em cada painel, refletiu-se sobre a constante

evolução do setor, cujo ritmo será difícil

de acompanhar caso não se entendam

e antecipem as tendências, nomeadamente

as que apontam para novos modelos de

negócio, que deverão ser entendidas como

desafios e, principalmente, como oportunidades.

No seu discurso de abertura, Alexandre

Ferreira, presidente da direção da ANECRA,

destacou as diversas áreas onde a asso-

ciação tem tido um papel determinante,

nomeadamente no combate à economia

paralela, registando o facto de ter existido

alguma evolução na interação entre as várias

entidades inspetivas e fiscalizadoras.

Alexandre Ferreira referiu outra realidade

particularmente chocante para as empresas

do setor, as quais são obrigadas a confrontar-se

com uma concorrência desleal praticada

pelas grandes superfícies, que não se

inibem de misturar produtos alimentares

com baterias, lubrificantes e outros consumíveis,

fazendo “tábua rasa” das exigências

ambientais, obrigatórias para as empresas

oficinais, de que é exemplo a recolha de

resíduos.

Apesar das contrariedades, o presidente

da ANECRA afirmou que o movimento associativo

tem vindo a recuperar de uma crise

que levou ao encerramento, nos últimos 10

anos, de cerca de 6.000 micro, pequenas,

médias e grandes empresa. E que vive um

momento de renovada esperança, o que

confirma a grande resiliência que caracteriza

os empresários e profissionais do setor.

Com um peso fiscal de 20% do total de

receitas arrecadadas, o automóvel continua

a ser o maior contribuinte líquido do país.

E, sobre esta realidade, Alexandre Ferreira

disse: “Acreditamos estar perante um erro

de casting que poderá ser fatal, ao confundir

o automóvel com a galinha dos ovos de

ouro, dando origem a um legítimo receio

de que a mesma venha a perecer por natural

exaustão”.

A terminar o seu discurso, relembrou os

desafios que as empresas vão enfrentar

a curto prazo, nomeadamente a falta de

recursos humanos para a área da colisão

e a alteração de paradigma quanto à fonte

energética que moverá os veículos do futuro.

“Inevitavelmente, novas oportunidades

irão surgir. Contudo, elas apenas estarão

reservadas para os mais competentes, mais

atentos, mais informados e, principalmente,

mais interessados no seu futuro e no futuro

das suas empresas”.

Augusto Mateus, economista, falou da

Dezembro I 2018

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29.ª Convenção ANECRA

19

economia e do automóvel, referindo que a

mobilidade partilhada será a tendência que

vai prevalecer no futuro próximo, passando

o veículo a ser um serviço, com todas as implicações

económicas que esta mudança irá

trazer na economia das empresas do setor.

David Moneo, diretor da Motortec Automechanika

Madrid, fez a apresentação

deste salão, que vai realizar-se de 13 a 16 de

março de 2019, na Feria de Madrid, tendo

referido que Portugal é uma origem importante

dos visitantes da feira, mas ainda tem

potencial de crescimento. 5% dos visitantes

da feira (aproximadamente, 2.500 profissionais),

principalmente oficinas, provêm

do Portugal.

O primeiro dia terminou com um painel

dedicado ao comércio automóvel face à

alteração dos critérios de homologação de

veículos WLTP, tendo sido, também, abordado

o futuro dos Diesel e as implicações

no mercado de usados.

carroçaria, a utilização de diversos materiais,

como fibra de carbono, aço, plástico, alumínio,

novos mástiques e colas, assim como

tintas mais complexas, vem trazer mais

desafios às oficinas de colisão. A formação

dos recursos humanos e investimento em

novos equipamentos é, por isso, inevitável

e não há alternativa”, disse Ignacio Pérez.

O painel dedicado ao “Futuro da Repara-

sistemas. Luís Santos, administrador da

Impoeste, referiu que “a aquisição de um

equipamento de verificação e calibração

dos sistemas ADAS não é uma opção, mas

uma obrigação. Todas as oficinas que queiram

prestar um serviço de qualidade têm

de ter o equipamento, porque uma percentagem

elevada do parque automóvel já

tem este sistema”. Ricardo Oliveira, diretor

de comunicação e imagem da Renault Portugal,

reforçou esta opinião, dizendo que

“as oficinas não podem ficar à espera que

apareçam veículos com ADAS, porque 50%

dos novos modelos já vêm equipados de

origem com este sistema”.

Ignacio Pérez alertou para o facto de

alguns fabricantes de veículos já terem

anunciado a ambição de, para além de

venderem viaturas, quererem também

repará-las, competindo, diretamente, com

as oficinas independentes multimarca.

“Os fabricantes querem tudo, mas não

conhecem todos os negócios e vão ter

de partilhar com outros players do setor”.

Pérez disse, também, que a utilização de

peças reutilizáveis será cada vez maior e

as próprias seguradores vão incluir estas

peças nas reparações”.

O último assunto abordado neste painel

disse respeito aos técnicos especialistas e

à dificuldade que as oficinas têm em contratar

pessoal especializado. Para Ricardo

Oliveira, “houve um desinvestimento na

formação técnica e faltam de ações de

las diferentes marcas e tratá-los de modo

a serem utilizados pelas oficinas com um

formato standard, adaptado às necessidades

de cada organização. Ficou claro

que tecnologia irá alterar, de forma muito

profunda, a relação entre as oficinas e os

automóvel, mas, também, de que existirá

espaço no mercado para outros players além

dos fabricantes, uma vez que o objetivo

da CARUSO será disponibilizar os dados

técnicos das viaturas de diferentes marcas

às oficinas, de forma a serem utilizados de

modo regular e adaptados às necessidades

de cada entidade. Foram, assim, abordadas

diferentes oportunidades de negócio para o

futuro do automóvel e foi esclarecido como

será possível garantir a livre concorrência

e evitar o monopólio por parte dos fabricantes

de automóveis.

Seguiu-se um painel dedicado às tecnologias

de informação e o modo como

estão elas a revolucionar a ligação do setor

com os clientes particulares, fornecedores

e viaturas. Neste painel, fez-se notar que,

no futuro, haverá necessidade de adaptação

das empresas aos novos modelos de

negócio e de inovação na comunicação

por parte das empresas do setor com as

outras entidades.

Frise-se a presença do Secretário de Estado

dos Assuntos Fiscais, António Mendonça

Mendes, que presidiu à sessão de abertura,

onde foi abordado um dos assuntos mais

prementes para o setor automóvel, o WLTP.

n DESAFIOS DA REPARAÇÃO

Foi preocupação da 29.ª Convenção Anual

da ANECRA proporcionar aos empresários

e profissionais do setor um conhecimento

sobre as novas realidades do mundo automóvel

e o seu impacto no negócio, nomeadamente

no que diz respeito à tecnologia

elétrica e híbrida, ao acesso à informação

técnica, à conectividade e à mobilidade.

Para debater estes e outros temas de grande

importância para o futuro das empresas de

reparação, a ANECRA preparou um painel

totalmente dedicado às oficinas.

O enquadramento do tema foi apresentado

por Ignacio Juárez Pérez, CEO da

Cesvimap, que começou por afirmar que

o futuro da mobilidade é o veículo elétrico.

“As oficinas têm de estar preparadas para

as novas tecnologias e novos sistemas de

propulsão. Com os sistemas ADAS já instalados

na maioria dos veículos modernos,

os sinistros vão diminuir e os custos dos

automobilistas com as viaturas será menor.

A chave vai estar na eficiência e na qualidade

de serviço, assim como nas novas

ferramentas e equipamentos. Na área da

ção Automóvel” foi moderado por Jorge

Zózimo, diretor-geral da Polivalor, que

começou por perguntar aos oradores em

que medida a tecnologia está a mudar o

negócio da reparação automóvel. Para Fernando

Relvas, administrador da LD Auto,

“quando há mudanças, há oportunidades

de fazer negócios. Devemos estar preocupados

com o que vai acontecer, mas a

manutenção e reparação automóvel vai

continuar a existir”.

António Caldeira, diretor do Cepra, disse

que “a tecnologia vai afetar, como sempre

afetou. Veja-se o que acontece na agricultura,

onde uma máquina substitui o trabalho

de dezenas de homens. Devemos

estar atentos e acompanhar a evolução

do mercado. É, também, importante manter

informados os profissionais do setor,

porque só conhecendo é que podemos

decidir”.

Sobre a rápida evolução do sistema

ADAS, que já equipa 50% dos veículos

novos, Jorge Zózimo questionou os oradores

sobre quais as oficinas que devem

ter equipamentos de calibração destes

sensibilização sobre o que é a atividade

de mecânico, bate-chapa ou pintor. Por

outro lado, o setor automóvel está menos

apelativo. Há 20 anos, trabalhar nos

automóveis era estar na linha da frente,

mas,hoje, já não é assim”.

n ESPAÇO PARA OUTROS PLAYERS

Numa das intervenções mais aguardadas

desta convenção, Gwenael de Calan, head

of sales & marketing da CARUSO, fez uma

apresentação detalhada deste projeto, que

vai agregar os dados disponibilizados pe-

Na sessão de encerramento, o Secretário

de Estado Adjunto e da Mobilidade, José

Gomes Mendes, refletiu sobre o futuro do

Diesel e de outras formas energéticas que

poderão ser alternativa na locomoção dos

automóveis do futuro, assim como do papel

do automóvel, na Mobilidade.

De registar as novas parcerias da ANECRA,

Guerin Enterprise e Prio Energy, cujos protocolos

foram assinados nesta convenção e

que se poderão constituir como mais vantagens

para a ANECRA e, fundamentalmente,

para os seus associados. Q

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2018 I Dezembro


ENTREVISTA

20

O euroPARTNER

é um conceito

exclusivo e

diferenciador

Responsável pela implementação do projeto

euroPARTNER, César Branco, marketing & sales

manager da Euro Tyre, revela o que está por

detrás da criação desta rede de lojas de peças

independentes. Como o próprio faz questão

de afirmar, “o euroPARTNER é um conceito

exclusivo e diferenciador”

Por: Bruno Castanheira

Apresentado ao mercado nacional no

Salão MECÂNICA 2018, que se realizou,

na FIL, de 26 a 28 de outubro, o conceito

euroPARTNER resulta de um processo de

maturação da Euro Tyre na área das peças.

Para nos revelar o que está por detrás da

criação desta rede de lojas de peças independentes,

César Branco, marketing & sales

manager da Euro Tyre, no tom simpático,

bem disposto e cordial que o caracteriza,

recebeu-nos de braços abertos em Murtede,

onde decorreu este entrevista.

Como surgiu o projeto euroPARTNER?

Para responder a esta pergunta, importa

recuar três anos, altura em que a Euro Tyre

se lançou no negócio das peças. A Euro

Tyre tomou uma posição estratégica no

mercado de pneus, que foi deixar de comercializar

pneus pesados, agrícolas e

industriais. E para substituir essa fatia de

negócio, decidiu enveredar pela área das

peças, numa lógica de diversificação da sua

atuação no aftermarket, juntando, assim,

peças e pneus. O que significa que houve

uma aposta estratégica na diversificação

de mercado e numa proposta global de

aftermarket. Achámos mais importante

entrar nas peças de reposição para o mercado

independente do que continuar no

segmento dos pneus pesados, agrícolas e

industriais. Nesse sentido, estes três últimos

anos têm servido de maturação, de

aprendizagem e de teste das soluções de

que dispomos e da nossa aposta estratégica.

Tem-nos permitido saber para onde

queremos e não queremos ir, com base na

nossa experiência de mercado. E chegámos

a um ponto onde tomámos a decisão de

encontrar uma proposta de valor para um

canal específico, que são as lojas de peças,

de forma a que estas possam chegar às oficinas

(os consumidores de peças de reposição

de aftermarket). E como o modelo de

negócio nesta área assenta numa grande

flexibilidade e proximidade, com entregas

várias vezes ao dia, com a existência de

pouco ou nenhum stock nas oficinas e com

uma capacidade de resposta das lojas de

peças flexível para as oficinas, achámos

que fazia sentido, para além da relação que

temos com a oficina através do negócio

dos pneus, criarmos um conceito exclusivo

para as lojas de peças independentes, com

marcas exclusivas e de modo a que não

entremos em conflito com as lojas que

vendem peças a oficinas.

Como define o conceito euroPARTNER?

O conceito euroPARTNER foi criado para

as lojas de peças independentes e rege-se

por um protocolo comercial, que tem em

consideração sete pontos. Primeiro: implementar,

por parte da Euro Tyre, uma rede de

parceiros, designados euroPARTNER, com

representatividade a nível de concelho e

pertencendo a uma rede nacional na comercialização

de peças e pneus. Segundo:

a atribuição do estatuto euroPARTNER deverá

obedecer aos critérios definidos pela

Euro Tyre e aceites pelo parceiro. Terceiro:

que exista potencial de desenvolvimento

do negócio da venda de peças na área de

implantação do parceiro. Quarto: que haja

adequação de stock, da operação comercial

e logística de acordo com as exigências

do mercado de distribuição e comercialização

de peças e pneus. Quinto: que o

parceiro cumpra com as suas obrigações

comerciais perante fornecedores e tenha

uma situação financeira estável. Sexto: que

exista potencial de crescimento do negócio,

com a inclusão da oferta de produtos

representados pela Euro Tyre. Sétimo: que

exista a possibilidade e a vontade de um

relacionamento comercial que se sustente

num alinhamento cultural empresarial de

inovação e empreendedorismo.

Quer isso dizer, portanto, que o negócio

da Euro Tyre divide-se em duas áreas?

Nem mais. A Euro Tyre, sendo fornecedor

Dezembro I 2018

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CÉSAR BRANCO

Marketing & Sales Manager da Euro Tyre

21

global de aftermarket, tem duas áreas de

negócio específicas: pneus (o pilar central

da organização) e peças. O negócio das

peças divide-se, depois, em dois canais:

o das oficinas e o das lojas de peças. O

canal das lojas de peças, identificamo-lo

e batizamo-lo de euroPARTNER. O canal

das oficinas, trabalhamo-lo numa lógica

de peças e pneus. Peças que nós representamos

e que todo o mercado pode obter

através dos diferentes operadores, mas com

a vantagem de dispormos da melhor e mais

competitiva oferta que existe em Portugal

no que a pneus de turismo diz respeito,

entre as três marcas que representamos

em exclusivo e as outras que estão disponíveis

no mercado. Como referência que

somos no fornecimento de pneus de turismo,

acreditamos que é possível ganhar

quota de mercado com o fornecimento

de peças para as oficinas de pneus que

começaram a fazer mecânica ou para as oficinas

de mecânica que também trabalham

pneus, em que o canal de distribuição é o

mesmo. A Euro Tyre já tinha desenvolvido,

ao longo dos seus 10 anos de atividade,

um modelo de distribuição e de serviço

assente numa plataforma eletrónica extremamente

acessível, de fácil utilização, com

uma relação comercial muito transparente

e com um nível de serviço muito elevado

com a distribuição de, pelo menos, duas

vezes por dia no território nacional. Toda

a lógica que está montada para os pneus

pode ser utilizada, também, para as peças.

À escala nacional e em canais específicos.

Que famílias de produtos comercializa

a euroPARTNER?

Filtros (Motaquip, Misfat, Coopers Fiamm,

Mahle), travagem (Motaquip, Ate, Remsa),

suspensão e direção (Motaquip, Monroe,

OCAP, Al-Ko), embraiagem (Motaquip, Sachs,

Luk, Valeo), distribuição (Motaquip,

Optibelt, INA, Airtex, Dayco), lubrificantes e

anticongelantes (euroPARTNER, Fuchs), baterias

(euroPARTNER, Varta), diversos (Doga

Parts, CLAS, Bosch, CEVAM, 3RG). Depois,

disponibilizamos pneus private (as três

marcas exclusivas da Euro Tyre – Achilles,

Infinity e Viking), quality e premium. Dentro

destas famílias de produtos, temos a marca

exclusiva Motaquip para filtros, travagem,

suspensão e direção, embraiagem e distribuição.

A euroPARTNER, como marca

de produto que também é, está presente

apenas nos lubrificantes e anticongelantes

e nas baterias. Contudo, é expectável que

a gama euroPARTNER possa vir a crescer.

Será o mercado a ditar esta necessidade.

Somos um operador de aftermarket que

tem a melhor oferta do mercado e temos,

nas, que lhe permitiu chegar diretamente

às oficinas com as suas marcas. O que serviu

para perceber o modelo de negócio e

tomar contacto com o mercado (operadores

e oficinas), de forma a perceber quais

as necessidades. Mas não só. Serviu para

perceber como funciona a relação entre

oficinas, lojas de peças e distribuidores de

peças. E permitiu perceber a necessidade

de desenvolver o modelo de negócio da

forma como o concebeu. O canal oficinal

é, para nós, uma mais-valia. Temos cerca de

5.500 clientes registados, que são, maioritariamente,

oficinas. Muitas delas, diria que

cerca de 60%, também consomem peças

de mecânica. O que significa que temos

um potencial de mercado enorme. O que

queremos é potenciar esse canal com uma

oferta integrada. Por outro lado, as lojas

de peças fornecem a outros operadores

a que nós não chegamos (nem nunca poderemos

chegar, visto ser um negócio de

proximidade). O que se pretende é que

nós, através das lojas de peças, possamos

maximizar a nossa oferta à escala nacioinformação

sobre as pesquisas efetuadas

na zona de atuação da loja, com a imagem

desta. Ou seja, não é necessário que o

parceiro efetue nenhum investimento informático

para trabalhar numa plataforma

com a sua imagem e o seu ambiente. As

casas de peças mantêm a sua total independência

com este projeto, que introduz,

ainda, a venda de pneus com uma das

ofertas mais completas do mercado e o

conceito de marcas exclusivas de peças

por zona. Suportado por um programa

de formação completo e um portefólio

de produtos, que cobre mais de 70% das

vendas diárias dos clientes. Além disto,

conta, desde já, com uma rede potencial

de vendas de mais de 4.500 oficinas, que

se podem tornar clientes do euroPARTNER.

A euroPARTNER não pretende ser um fornecedor

exclusivo das lojas de peças, mas

um parceiro de negócio e tecnológico para

melhorar a eficiência das lojas de peças

independentes. São inúmeras as vantagens

de estabelecer uma parceria com

a Euro Tyre. O call center nacional, que

funciona até às 19h todos os dias úteis,

é mais uma.

Quais são os objetivos de expansão do

conceito euroPARTNER?

Temos, neste momento, dois parceiros

em ação e um que já passou a fase

de testes, que é a Decicar. Aos quais se

seguirão mais nove. Gostaríamos de ter

um parceiro euroPARTNER por concelho.

Aliás, o projeto esgota-se na sua fase de

E este é o núcleo do posicionamento dos

conceitos Euro Tyre e euroPARTNER.

Antes da criação do conceito euroPART-

NER, a Euro Tyre fez uma experiência na

área das peças, que funcionou como um

laboratório real de mercado.

Precisamente. Quando a Euro Tyre entrou

no negócio das peças, em 2015, criou,

depois, uma zona de distribuição direta,

num raio de 50 km a partir do seu armazém

central, localizado em Murtede. Criou 10

rotas de distribuição próprias, com as suas

estruturas de distribuição e comercial internal.

Evitando sempre a concorrência entre

canais. Não vendemos peças às oficinas

que estão ligadas aos nossos parceiros do

projeto euroPARTNER. Estas oficinas terão

é um tratamento privilegiado na relação

que estabelecerão com a euroPARTNER e

a Euro Tyre. Chamaremos a essas oficinas,

que terão estatuto especial, euroTECNIC,

visto que serão clientes dos nossos parceiros

euroPARTNER. Diria que o projeto

euroPARTNER é o resultado da maturação

do último ano. Ganhou forma em 2018 e

foi apresentado ao mercado no Salão ME-

CÂNICA, na FIL, em Lisboa.

inclusivamente, a possibilidade de dar aos

nossos parceiros marcas em exclusivo, o

que nos permite fazer um posicionamento

único do projeto euroPARTNER para lojas

de peças independentes.

A euroPARTNER baseia o seu conceito

no TecPARTNER, correto?

Correto. A euroPARTNER baseia, efetivamente,

o seu conceito no TecPARTNER,

uma ferramenta de integração do TecDoc

com os sistemas de gestão das lojas de

peças, que permite, entre outras coisas,

a partilha de stocks a nível nacional e a

implantação no dia em que tiver um parceiro

por concelho. É este o nosso objetivo

à escala nacional. Numa fase posterior, é

nossa intenção ser um fornecedor global

de aftermarket a nível ibérico de peças e

pneus. No final de 2019, prevemos ter 25

parceiros em Portugal. As casas de peças

mantêm a sua total independência

com este projeto, que introduz, ainda, a

venda de pneus com uma das ofertas mais

completas do mercado e o conceito de

marcas exclusivas de peças por zona. O

euroPARTNER é um conceito exclusivo e

diferenciador. Q

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2018 I Dezembro


ENTREVISTA

22

A nossa visão

permite-nos

atuar no

mercado

como

um só

Criada em 2014, a RedeInnov é uma jovem empresa que tem como missão otimizar o negócio das oficinas

independentes, através da união de forças e competências tecnológicas entre membros, clientes e fornecedores.

Nuno Wheelhouse Reis explicou-nos até onde pode chegar o conceito

Por: Jorge Flores

Presente no mercado há pouco mais

de quatro anos, a RedeInnov procura

criar processos que tornem o

negócio das oficinas independentes mais

eficaz e rentável. Localizada no Porto, composta

por uma equipa jovem e por uma

estrutura ágil, a empresa aposta numa

política de proximidade entre membros da

rede, clientes e fabricantes. Num mundo

cada vez mais digital, o administrador,

Nuno Wheelhouse Reis, revelou ao Jornal

das Oficinas qual a estratégia definida

para os próximos tempos.

Em que ano e em que contexto foi fundada

a RedeInnov?

A RedeInnov foi constituída no segundo

semestre de 2014, com o objetivo de estar

operacional no início de 2015. Foi fundada

por um grupo de distribuidores regionais

que entende que, juntos, podem ser mais

fortes comercialmente e estar melhor preparados

para enfrentar os desafios atuais

e futuros.

O que distingue a RedeInnov?

Há uma visão muito clara de objetivos

para o futuro, visão esta que é partilhada

por todos os membros da rede e que nos

permite seguir um caminho muito claro

para todas as partes interessadas: membros,

clientes e fornecedores. Permite-nos atuar

no mercado como um só, com claros benefícios

para as oficinas nossas clientes. O rigor

com que temos implementado as nossas

políticas comerciais nas diferentes áreas, a

coerência que vamos revelando ao longo do

tempo e a transparência com que atuamos

com os nossos clientes e fornecedores, são

características que nos distinguem.

Um dos pressupostos passa pela criação

de propostas de valor para as oficinas independentes,

com base em ferramentas

inovadoras. Pode concretizar um pouco

mais sobre esta maneira inovadora de

estar no mercado?

Eu diria que o mundo se está a digitalizar

a uma velocidade muito considerável e,

isso, motiva-nos a encontrarmos novas

formas de melhorar a eficiência dos nossos

processos, através da digitalização do negócio.

Temos feito um trabalho de grande

profundidade na ligação dos membros à

Dezembro I 2018

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NUNO WHEELHOUSE REIS

Administrador da RedeInnov

23

ramentas aumentará exponencialmente

nos próximos anos.

RedeInnov e aos fabricantes, trabalho este

que, ao dia de hoje, demonstra resultados

muito positivos e motivadores. O passo

seguinte, que daremos já a partir do início

de 2019, será transpor esta mesma visão

para o relacionamento entre o membro e a

oficina, permitindo uma ligação e partilha

de informação, em tempo real, de tudo o

que está relacionado com o negócio, com

um nível de profundidade e relevância que

cremos que seja realmente diferenciador.

Quais têm sido os principais obstáculos

na implementação de um negócio

desta natureza?

A RedeInnov tomou uma opção, há dois

anos, de deixar de utilizar programas informáticos

“comprados no mercado e adaptáveis”,

passando a desenvolver as suas

plataformas informáticas internamente.

Esta foi uma decisão difícil, porque se, por

um lado, não tínhamos quaisquer dúvidas

das mais-valias que isso representaria para

os membros da RedeInnov e para os seus

clientes, por outro, também sabíamos do

enorme desafio que tal decisão representava.

Hoje, tendo já nós disponibilizado a

nova webshop para os membros e oficinas,

há cerca de um ano, não poderíamos

estar mais satisfeitos com os resultados e

feedback recebidos. Os obstáculos foram

muitos e de naturezas diversas, mas, hoje,

contamos com uma estrutura de dados

e comunicações que nos permite dizer

que o limite reside só mesmo na nossa

imaginação e ambição.

A RedeInnov tem realizado várias e importantes

ações, como é o caso da Be-

-Connect Monroe. Qual foi o feedback?

A RedeInnov tem apostado imenso na

divulgação das suas marcas junto das oficinas,

porque quanto melhor as oficinas

conhecerem as marcas e os seus produtos,

maior é a sua aceitação junto dos mesmos.

No caso concreto do Be-Connect da

Monroe, o feedback tem sido excelente.

Confesso que quando realizamos a ação

pela primeira vez, em 2016, tínhamos

algumas dúvidas, mas foram desfeitas

Da sua experiência, diria que o mercado

oficinal está preparado para aceitar estas

ferramentas tecnológicas?

Ainda é uma pequena parte do mercado

aquela que está preparada e que,

mais do que preparada, até já exige estas

ferramentas. Mas, sendo certo que o

alcance, hoje, ainda será reduzido, não

temos dúvidas que o aumento de número

de oficinas que desejam este tipo de ferlogo

de início. É uma iniciativa que nos

dá enorme visibilidade no mercado e é

uma oportunidade excelente para reforçar

a comunicação das gamas e produtos disponibilizados

pela Monroe e Walker. 2017

e 2018 também correram muito bem. O

feedback dos clientes é muito bom. Por

isso, esperamos poder repetir a iniciativa

juntamente com a Monroe nos próximos

anos.

Descreva-me um pouco da essência da

marca InnovParts. Como tem corrido o

projeto junto dos parceiros?

A marca InnovParts surge pela necessidade

de ter uma oferta mais competitiva

em algumas linhas de produto, não

abdicando da qualidade equivalente ao

primeiro equipamento. A InnovParts tem,

neste momento, três gamas (baterias,

escovas limpa-vidros e líquido refrigerante),

sendo, todas elas, caracterizadas,

essencialmente, pela qualidade dos seus

produtos.

Qual o balanço da atividade da empresa,

no seu todo, até ao momento?

Os resultados são, objetivamente, muito

bons, estando, consideravelmente, acima

daquilo que tínhamos projetado para os

primeiros quatro anos de atividade. Temos

um longo caminho para percorrer, que o

faremos com a certeza e com a mesma

ambição como até aqui.

Qual a cobertura geográfica abrangida

pela empresa? A ideia será expandir-se?

Temos uma cobertura geográfica que

consideramos boa, mas ainda temos zonas

em que não atuamos e que temos a

ambição de fazê-lo. Só este ano, três membros

da RedeInnov abriram novos pontos

de venda e, esse, será um dos caminhos

a seguir, sendo que a entrada de novos

membros também é um processo natural

e gradual, que continuará a acontecer ao

longo do tempo.

A equipa é jovem e a estrutura leve.

Foi uma opção?

Foi uma opção natural que resulta das

circunstâncias. A estrutura é leve, porque

a digitalização do negócio nos permite

eliminar muitos processos a nível central,

levando a que não sejam necessárias

pessoas para funções de pouco valor

acrescentado.

Como imagina o negócio da RedeInnov

nos próximos cinco anos?

Ambicionamos continuar a crescer e

a consolidar, cada vez mais, as bases do

nosso projeto, que tão bons resultados

nos tem trazido, trabalhando, todos os

dias, com as oficinas nossas clientes como

ponto central de todas as nossas ações. Q

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2018 I Dezembro


ENTREVISTA

24

Numa só

paragem,

conseguimos

intervencionar

o pesado e o

semirreboque

A empresa alemã, especialista em camiões e semirreboques, composta por uma rede de 610 oficinas na Europa,

chegou Portugal em finais de 2017. Para já, conta com quatro parceiros, mas, em 2019, o objetivo é dispor de 15 sócios.

Paulo Filipe, responsável da Alltrucks em solo nacional, explicou ao Jornal das Oficinas as vantagens do conceito

Por: Jorge Flores

Fundada em 2013, a Alltrucks tem na

sua génese três colossos do setor:

Knorr-Bremse, Bosch e ZF. Por outras

palavras, os três principais líderes entre

os fornecedores de marcas de primeira

linha, que se juntaram para criar a marca

Alltrucks. Objetivo? Potenciar conceitos de

pós-venda, na área dos camiões e veículos

industriais, junto de uma rede de oficinas,

que beneficia, deste modo, do amplo conhecimento

técnico e tecnológico do trio

fundador, elevando a qualidade dos seus

serviços multimarca. O Jornal das Oficinas

entrevistou Paulo Filipe, responsável da

Alltrucks em Portugal, para ficar a conhecer

os planos estratégicos da empresa em

território nacional.

Quantas oficinas tem a rede Alltrucks a

nível europeu?

A sede da Alltrucks é em Munique. Trata-

-se de uma empresa alemã. Atualmente,

tem 610 oficinas a nível europeu. Está presente

em vários países: Noruega, França,

Espanha, Portugal, Itália, Suíça, Áustria e

Alemanha. E haverá outros mercados a

conquistar em breve. Esta indústria está

presente praticamente em toda a parte

do mundo e faz todo o sentido.

Quando arrancou a Alltrucks em Portugal?

Em Portugal, iniciámos a nossa atividade

em finais de 2017. Juntei-me à empresa

em julho deste ano. Adorei o desafio de

trabalhar com este nível de exigência. São

as três marcas líderes de mercado. E que,

ao mesmo tempo, fornecem, praticamente,

90% dos veículos industriais a nível mundial.

Um camião, hoje, tem, seguramente,

peças Knorr-Bremse, Bosch e ZF.

O mercado português é interessante

neste setor?

Muito interessante. Tem excelentes técnicos

e oficinas. O desafio, para estas oficinas,

é rentabilizar a sua atividade. A Alltrucks

pensa que pode ajudar nesse desafio,

Dezembro I 2018

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PAULO FILIPE

Responsável da Alltrucks em Portugal

25

uma vez que dispõe de uma ferramenta

de diagnóstico multimarca, um sistema

de diagnóstico ZF (para as caixas de velocidade

ZF) e, também, um sistema informático

Knorr-Bremse. Dá formação para

utilizar esse equipamento de uma forma

profissional e eficaz. Portugal tem empresas

de transporte reconhecidas internacionalmente.

Não é um país de passagem.

Ficam muitos camiões parados para serem

intervencionados. E a Alltrucks tem muito

equipamento para diagnóstico preditivo.

Que outras vantagens têm as oficinas

aderentes?

Reunimos num só hardware (que terá de

corresponder às especificações da Alltrucks)

todos esses sistemas de diagnóstico. Três

num só. E temos um helpdesk 24h, inclusivamente

aos sábados, para dar apoio à rede

Alltrucks. Qualquer informação que não

esteja nos sistemas de diagnóstico, nem

ao alcance do técnico naquele momento,

poderá ser facultada, através de uma simples

chamada telefónica. Além disso, temos

uma plataforma onde pode ser consultada

toda a informação técnica, desde manuais,

até intervalos de manutenção, para todo

todo o tipo de veículos existentes no mercado,

inclusivamente, comerciais ligeiros e

semirreboques, ou seja, todos os veículos

industriais. Esquemas elétricos a cores que

possam ajudar da reparação da avaria. Tudo

para os sócios Alltrucks.

que já oferecia serviços Car Bosch service,

mas que, devido à demanda crescente de

assistência a camiões e semirreboques e a

todo o tipo de veículos industriais, também

aderiu à Alltrucks.

Quais são os critérios que procuram

nestes parceiros?

Para já, terem uma atividade de assistência

a veículos pesados e comerciais

ligeiros. Depois, que, de alguma forma,

estejam ligados a este ramo. Que tenham

instalações que permitam intervencionar

camiões e semirreboques em simultâneo.

A ideia é oferecer serviços integrais aos

clientes frotistas, por exemplo. Numa só

paragem, permite intervencionar o pesado

e o semirreboque. Essa é a filosofia

mas de Diagnósticos Multimarca”. Também

conquistou o prémio de melhor “Conceito

Oficinal”. Foi considerado o mais eficaz do

mercado. Não está apenas vocacionado

para a venda de peças de substituição. Dinamiza

a oficina, através das competências,

do conhecimento e das ferramentas

de apoio que disponibilizamos. Cria um

know-how muito interessante para a oficina

desenvolver a sua atividade.

Vão estar presentes fisicamente em

Portugal?

Neste momento, temos o nosso escritório

em Madrid. Tudo depende do desenvolvimento

do negócio em Portugal, dos sócios

que vamos conseguir para este negócio.

O objetivo, para o ano que vem, será dis-

A formação é um trunfo da Alltrucks?

A formação é muito importante. Notamos

uma grande falta de técnicos em

Portugal. Especialmente de mecatrónicos

para camiões. Já detetámos em Portugal

e Espanha. Já falámos com a ATEC e com

a Bosch sobre essa questão. Vamos, também,

criar uma plataforma internacional,

onde as oficinas colocam as suas vagas de

emprego. Ao mesmo tempo, se alguém

interessado, na UE, pretender, poderá

inscrever-se e ter conhecimento dessas

mesmas vagas. Poderá candidatar-se.

Será possível que um técnico da Polónia,

por exemplo, venha fazer uma jornada a

Espanha ou a Portugal. Um mecatrónico

que acabou o curso na Polónia e que não

tenha colocação no seu país, poderá vir

Em que fase de implementação nacional

se encontram?

Estamos a qualificar oficinas multimarca.

Já temos quatro a trabalhar em Portugal: Vitória

Mecânica, perto de Aveiro; Car Bus, na

Sertã, uma empresa conhecida no ramo de

autocarros; HBC, na Batalha, que, ao mesmo

tempo, também é distribuidora de peças,

mas que tem a sua própria oficina; uma

oficina perto do Carregado, a Eletro Extra,

da Alltrucks. Tornar o serviço mais eficiente

para o frotista e oferecer um pacote de

soluções que ele, neste momento, encontra

no mercado nacional, mas apenas de

forma fragmentada.

O conceito foi recentemente premiado...

Estes conceitos foram apresentados

na feira de Frankfurt, onde a Alltrucks foi

premiada como “Melhor Conceito de Siste-

por de 15 sócios no mercado nacional. A

ideia é contar, também, com oficinas que

já pertencem a uma marca de camiões. Estamos

em negociação com várias marcas.

Nesta fase, sou ainda o único colaborador

da Alltrucks em Portugal. Mas o objetivo

será dispor de uma estrutura maior, para

fazer um trabalho mais próximo dessa rede

de oficinas.

Implica mudança de imagem das oficinas

da rede?

Não. Temos standards mínimos no que

respeita à sinalização da marca, através

dos três sócios fundadores e o logótipo da

Alltrucks. Temos um parceiro, uma empresa

portuguesa, que nos faz a sinalização. A

Allrucks também garante toda a parte de

marketing dessa oficina. A médio prazo,

preparamos, também, toda a parte de

comunicação dos sócios. A segunda fase

será consolidar, através de marketing, de

verificação dos standards, dos indicadores

da atividade. Ver se há um ou outro aspeto

que precisa de ser corrigido para garantir

a qualidade do serviço.

para Espanha ou para cá. Trata-se de uma

bolsa de trabalho. Em Portugal, temos

muito serviço nas oficinas e pouca mão

de obra qualificada.

Quais os objetivos para o próximo ano?

Queríamos ter 15 sócios em 2019, a nível

nacional, e queremos, também, chegar aos

frotistas. Um programa de frotistas já está

a ser implementado em Espanha, França

e Alemanha. A Alltrucks também tem o

objetivo, a curto prazo, de criar contratos

de manutenção para sócios, extensões de

garantia. A nível europeu, o foco está no

Alltrucks Protect, através do qual os camiões

podem ser intervencionados em

qualquer oficina da rede. Ao abrigo dessa

garantia. Está a ser preparado. Empresas

de distribuição, como a Bombóleo, a HBC

e a Global Parts, já trabalham com as três

marcas fundadoras. E continuarão. Sempre

que a intervenção necessitar de peças, tem

acesso a um conhecimento muito superior.

O que, por si só, torna o serviço muito mais

eficaz e seguro, por via de um diagnóstico

fundamentado pelas próprias marcas. Q

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2018 I Dezembro


REPORTAGEM

26

Duas décadas

a conquistar mercado

Cumpridos 20 anos no mercado, a Motrio continua a fornecer peças multimarca com a qualidade original

e a alargar o seu conceito de rede de oficinas. Para 2019, os planos passam pelo reforço da imagem

Por: Jorge Flores

De origem francesa, a Motrio celebra,

no presente ano de 2018, duas décadas

de atividade, a nível mundial.

A Portugal, chegou um ano mais tarde. Hoje,

a rede fornece uma completa gama de peças

multimarca, todas elas com os mesmos

padrões de funcionalidade e de segurança

dos produtos originais dos veículos.

Paulo Santos, gestor da rede no nosso

país, recordou que, nos primeiros tempos,

a Motrio era “apenas” uma marca de produtos.

Mais tarde, porém, decidiu alargar

o seu próprio conceito e criar uma rede

de oficinas multimarca. Com sucesso,

acrescente-se. “Houve a necessidade de

completar um espaço que existia no mercado,

em França, especialmente. No fundo,

tratou-se de uma forma de reconquistar

os veículos que iam saindo da rede e de

recuperar os clientes da marca. Tudo começou

com uma gama média normal de

produtos para a Renault. Mas, depois, foi

evoluindo para outras gamas. E alargou-se,

também, o próprio conceito para o resto

da Europa”, contou o responsável ao Jornal

das Oficinas.

n CONQUISTAR DENTRO... E FORA

A Motrio está, atualmente, presente em

mais de 35 países distribuídos por todo o

mundo. Um nome que ganha, cada vez

mais, espaço no mercado. Tanto como

marca de peças sobressalentes como de

rede de oficinas multimarca. Uma rede que

faz questão de primar pelo binómio preço/

qualidade, não apenas para peças da Renault

como, também, para as restantes marcas

com quem trabalha. Refira-se que, para

a sua atividade, a Motrio conta com peças

sobressalentes multimarca, compatíveis

com 45 marcas de automóveis (com mais

de três anos) e 1.635 modelos de veículos.

De acordo com a sua filosofia, os preços

de mão de obra da rede são inferiores aos

praticados pelas cadeias oficiais de marca.

Tudo para fornecer produtos e serviços

adaptados às necessidades dos clientes

nas várias fases da vida dos modelos.

Outros dos fundamentos da Motrio são a

permanência dos clientes de viaturas mais

antigas e a captação de consumidores de

outras marcas nas oficinas da rede Renault,

bem como a fidelização das oficinas inde-

Dezembro I 2018

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Motrio

27

Paulo Santos,

gestor da rede

Motrio no nosso

país, navegou pela

história da marca

do Grupo Renault,

que comemora 20

anos de existência

pendentes. Ou seja, conquistar... dentro e

fora, portanto.

n MERCADO LUSITANO

No mercado lusitano, a Motrio começou

a operar em 1999. “Houve um grande batalhar

de toda a equipa. Foi muito bem aceite.

E, depois, verificou-se o evoluir constante

da marca. Existia enorme necessidade de a

marca acompanhar o mercado”, salientou

Paulo Santos. Um mercado que o gestor

da rede classifica, hoje, como “muito agressivo”.

Por tudo isso, “o objetivo da Motrio,

agora, é centrar-se apenas em determinadas

marcas. Não vamos abranger todas. É

impossível. Não vale a pena estarmos a fazer

esforços em algo que não se traduz em

nada. Vamos concentrar-nos na qualidade

das gamas e dos produtos, abrangendo,

se possível, uma grande fatia do mercado”,

sublinhou a mesma fonte ao nosso jornal.

Em Portugal, a sua presença no Salão

MECÂNICA, deste ano, coincidiu com a

realização da primeira convenção anual

das oficinas que integram este conceito.

Uma ocasião propícia para celebrações e

balanços da atividade. E, também, para

projetar soluções de futuro. “Foi a primeira

vez que a realizámos. Mas não será

a última. Juntámos os 20 anos com a primeira

convenção da rede. Foi muito bom.

Conseguimos sentir o espírito da rede. De

família, como pretendemos”, começou por

adiantar Paulo Santos.

Neste momento, a rede Motrio, em Portugal,

é composta por 40 oficinas. “Mas o

objetivo, até ao final de 2019, será fazer

crescer este número até às 60 oficinas aderentes.”,

acrescentou Paulo Santos. Um número

considerado ideal para manter uma

política de proximidade eficaz. Isto porque

a ideia será “abranger uma zona geográfica

completa. Temos muitas oficinas na zona

norte do país. Queremos conquistar Lisboa

e Algarve, onde temos uma presença residual”,

acrescentou Paulo Santos.

n APOSTA NA PROXIMIDADE

“Para 2019, queremos ainda ter comunicação

local junto do público. Apostamos

muito nisso, porque acreditamos que se

consegue chegar muito mais próximo

dos clientes”, referiu o responsável, garantindo

que, em termos de imagem

das oficinas que compõem a rede, não é

imposta de forma imediata, mas, antes,

por fases e aproveitando os próprios ritmos

das oficinas. Associamos sempre a

Motrio à sua identidade. “Quando querem

remodelar, por exemplo, apoiamos

e facultamos-lhes o layout. Damos acompanhamento.

E colaboramos com vista a

que se tornem numa oficina modelo, mas

existem velocidades diferentes”, admitiu

Paulo Santos. Obstáculos existentes neste

processo? “Muitas das oficinas têm receio

de falhar connosco. É desses clientes que

mais gostamos, porque é sinal que são

cumpridores”, brincou.

Em cima da mesa, para os próximos tempos,

estão ainda o reforço na competição,

nomeadamente, através da parceria com

o piloto Gil Antunes e o seu Renault Clio

R3T (que esteve presente, juntamente com

o modelo de competição, no Salão ME-

CÂNICA 2018) e ainda a aposta na marca

de tintas Ixell. Um produto que poderá

servir de complemento para as oficinas

da rede que disponham dos serviços de

repintura. Q

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2018 I Dezembro


28

NOVIDADE

Premium Shop

Novo programa de fidelização

A Diesel Technic aproveitou a última edição do Salão Automechanika Frankfurt para apresentar o Premium

Shop, o novo programa de fidelização da DT Spare Parts pensado e concebido para oficinas, além de outras

novidades, sob o lema “Expand your business”

Por: João Vieira

O

funcionamento do Premium Shop

é simples: na compra de peças de

reposição da marca DT Spare Parts

num dos distribuidores autorizados, serão

adquiridos códigos de coroas que estão

impressos nos rótulos das embalagens

dos produtos. Cada código corresponde

a um número determinado de coroas. Só

é necessária uma inscrição gratuita inicial,

em https://premiumshop.dt-spareparts.

com, para ter acesso ao Premium Shop e

introduzir os códigos das coroas que serão

acumulados na conta.

Quando existir um número determinado

de coroas, estas poderão ser trocadas por

prémios à escolha, sejam eles cupões,

vales de compra, gadgets de viagem ou

tecnológicos, até máquinas de café, churrasqueiras,

televisões e máquinas de fotográficas

de última geração. Prémios novos

e valiosos aparecerão de forma constante.

Quanto mais produtos a oficina comprar,

mais coroas ganhará. É possível visualizar

o atual número de coroas obtidas cada

vez que se efetuar o login. Com o registo

no site do Premium Shop e assinatura da

newsletter, a oficina pode obter as primeiras

750 coroas “de graça”.

Nas palavras de Martin Raton, gerente

da subsidiária ibérica, “o Premium Shop

é um excelente suporte de vendas para

os nossos distribuidores, envolvendo-os

sem nenhum esforço adicional, porque vai

incentivar os clientes a comprar peças de

reposição DT. A Diesel Technic foi pioneira

em recompensar a confiança na marca com

uma garantia de 24 meses, o que é único

no setor, dado o facto de a sua aplicação

abranger toda a ampla gama da DT Spare

Parts. Aprecio muito a lealdade dos nossos

parceiros de negócios e seus clientes.”

Outra novidade apresentada na Automechanika

foi a renovação completa dos seus

sites: a empresa, www.dieseltechnic.com,

A DT Spare

Parts recompensa,

generosamente, a

fidelidade das oficinas.

Agora, na compra de peças

de reposição DT, não só

se beneficia da gama

completa com a máxima

qualidade e garantia de

24 meses, como, também,

através do novo Premium

Shop, conseguem-se

prémios fantásticos

e as suas marcas, www.dt-spareparts.com

e www.siegel-automotive.com.

O motor de busca que permite o acesso

a toda a gama, atualmente já ultrapassa

41.000 peças e acessórios adequados

para milhões de camiões, reboques, autocarros,

vans e outras aplicações, tais

como automóveis de passageiros, veículos

agrícolas, máquinas de obras públicas

e aplicações navais e industriais.

No salão de Frankfurt, a Diesel Technic

apresentou, também, os seus catálogos

de produtos destinados aos veículos

mais recentes do fabricante de camiões

Scania, nomeadamente as Séries L / P /

G-/ G- / R- / S. Com esta reação rápida à

evolução do mercado, confirma-se, uma

vez mais, o dinamismo do Grupo Diesel

Technic enquanto fornecedor líder global

de soluções para a indústria automóvel,

com suas “Global Automotive Solutions –

Made in Germany”. ✱

Dezembro I 2018

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NOTÍCIAS PESADOS

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Dayco reforça gama de kits

auxiliares para pesados

Enquanto líder mundial no fabrico de componentes de transmissão

de potência, a Dayco continua com um programa

ambicioso de reforço da gama de kits auxiliares para pesados.

Com mais de 130 referências disponíveis em stock,

a Dayco oferece ao aftermarket o mesmo serviço de excelência

do que a todas as marcas: CAT; Cummis; DAF; Detroit

Diesel; Freightliner; Irisbus; Iveco; Kamaz; Kässbohrer; MAN;

Mercedes-Benz; Mitsubishi/Fuso; Renault Trucks; Scania;

Setra; Volvo. Cada vez mais, os requisitos de qualidade das

marcas exigem a substituição de todos os componentes e

não apenas os componentes individuais, assegurando a

maior fiabilidade das reparações e prazos mais alargados de

manutenção. Os kits auxiliares Dayco asseguram reparações

completas de acordo com as especificações de origem.

Embalagens SIEGEL têm novo selo de garantia

Todos os produtos da marca Diesel Technic são submetidos às rigorosas especificações do Diesel

Technic Quality System (DTQS). De agora em diante, o novo selo de aprovação pode ser encontrado

no fecho da embalagem de produtos SIEGEL Automotive. O DTQS garante que os produtos com a

marca são de qualidade garantida. A marcação de cor verde demonstra a qualidade testada pela Diesel

Technic, de acordo com padrões e diretrizes alemãs. O selo simboliza o conhecimento da Diesel

Technic e as décadas de experiência no setor. Os recalls dos últimos anos mostraram que até mesmo

peças originais do fabricante do veículo nem sempre estão isentas de defeitos repetitivos. Assim, a

Diesel Technic leva muito a sério o feedback recebido do utilizador e verifica se as opções de melhoria

do conjunto ou do produto podem ser inicializadas.

EUROPART junta-se à Global One

A partir de 1 de janeiro de 2019, a EUROPART iniciará a sua atividade na Global One. Os seus principais

grupos de clientes são oficinas de veículos industriais, empresas de transporte e operadores de frotas,

incluindo produtos químicos, equipamentos de oficina e tudo o que a oficina e as frotas precisam diariamente.

A EUROPART dispõe de uma rede internacional de mais de 1.800 colaboradores em 27 países e foi

premiada como “Melhor Marca” na categoria de peças de reposição para veículos comerciais em 2018. Com

essa incorporação, o Grupo Global One Automotive GmbH, fundado em 2016, está presente na Europa,

nos EUA e no Brasil, contando com um volume de negócios de mais de três biliões de euros. O Grupo

Global One tem como parceiro ibérico a Dipart, uma empresa de serviços constituída por distribuidores

de peças e acessórios para automóveis, que conta, atualmente, com mais de 105 pontos de venda em

toda a geografia ibérica e um volume de negócios total superior a 115 milhões de euros. Fiel ao slogan

“Inovação e Excelência”, a Dipart aposta na inovação constante para atender a todas as necessidades dos

clientes, numa procura constante de maior profissionalização.

Visoparts apresenta novo website

Valorizando como estratégia fundamental a aposta nos meios

digitais, a Visoparts passou a disponibilizar para os clientes e

parceiros um novo website, oferecendo novos conteúdos e funcionalidades.

O website aparece, agora, com um design mais atrativo

e moderno e distribui as informações de forma mais funcional a

pensar nas facilidades que podem ser oferecidas aos clientes e

fornecedores. Esta ferramenta digital também será uma ajuda para

os vendedores da Visoparts, visto que servirá como um catálogo

de todos os produtos e parceiros que a empresa tem. Todos os

dias procura novas parcerias, de marcas e produtos de excelência

no mercado, e, sempre que são incluídos novos produtos no portefólio,

estas informações ficarão automaticamente atualizadas

no website. O novo espaço cibernauta é totalmente responsivo e

adapta-se, automaticamente, a qualquer tablet ou smartphone.

Pode ser consultado em www.visoparts.com.

Dezembro I 2018

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Parabéns

Armindo Araújo

Campeão Nacional de Ralis 2018

Armindo Araújo sagrou-se pentacampeão de ralis, em Portugal.

A sua fórmula para o sucesso passa pela performance, melhor rendimento e proteção do motor.

É por isso que recomenda os lubrificantes Galp Fórmula e os combustíveis Evologic.

Armindo Araújo

Pentacampeão Nacional de Ralis

Bicampeão Mundial de Ralis – PWRC


NOTÍCIAS EMPRESAS

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Software “Made in Portugal”

aumenta vida útil das baterias

O software de gestão térmica de baterias, desenvolvido na Faculdade de Ciências e

Tecnologia da Universidade de Coimbra, pretende prolongar a vida útil deste sistema

de armazenamento de energia, cuja atual limitação é o rápido envelhecimento. Este

foi um dos 15 projetos contemplados com uma das Bolsas de Ignição financiadas pelo

INOV C 2020, um projeto suportado por fundos do FEDER que pretende alavancar

ideias de empreendedorismo e inovação na região centro. O desenvolvimento deste

software, que utiliza um método modelação térmica, possibilita estimar o estado

e a vida útil das baterias de iões de Lítio usadas pelo setor automóvel nos veículos

elétricos, evitando a sua degradação precoce. Com um sistema de monitorização e

controlo (BMS, BTM), o tempo de vida útil da bateria pode ser prolongado através

de uma operação dentro dos parâmetros de funcionamento, que garante uma vida

útil elevada para cada elemento de um pack de baterias.

ZF Aftermarket

lança campanha de Natal

De 1 a 31 de dezembro de 2018, a ZF Aftermarket promove uma campanha

de Natal para os kits de embraiagem com volante bimassa da marca SACHS.

Por cada kit, para veículos ligeiros de passageiros, adquirido num distribuidor

ZF, durante o mês de dezembro, as oficinas ganham uma garrafa de vinho

Campo Viejo Rioja. Com o lançamento desta promoção, a ZF Aftermarket

possibilita que as oficinas ofereçam aos seus clientes finais um artigo muito

apreciado na época de Natal, por cada kit de embraiagem com volante bimassa

SACHS que instalem nos seus automóveis. Ao mesmo tempo, as oficinas

contribuem, de forma ativa, para corresponder às crescentes expectativas

dos condutores em termos de redução de ruídos e suavidade na condução. A

ZF fornece kits de embraiagens com volante bimassa da marca SACHS a mais

de 20 fabricantes de veículos em todo o mundo. Para além disso, a SACHS

desenvolve este tipo de embraiagens especificamente para o mercado de

pós-venda, oferecendo uma cobertura de 95% do parque automóvel europeu.

AD Portugal realiza formação em caixas de velocidade automáticas

A AD Portugal levou a efeito, entre 15 e 31 de outubro, uma ação de formação cujo objetivo geral, através de uma abordagem teórico-

-prática, dotou os participantes de métodos e técnicas que lhes permitem efetuar operações de manutenção e reparações simples de caixas

de velocidade automáticas. Os formandos no final da ação foram capazes de identificar e caracterizar sistemas de transmissão automática,

descrever a função e o funcionamento de sistemas de transmissão automática, identificar os intervalos de manutenção recomendados para

cada equipamento, descrever os procedimentos de trabalho subjacentes à manutenção de sistemas de transmissão automática, identificar

os kits de manutenção para diferentes sistemas de manutenção, realizar reparações simples em caixas de velocidade automáticas, executar a

manutenção de caixas de velocidade automáticas e diagnosticar avarias graves em sistemas de transmissão automática. Esta ação é mais um

exemplo da estratégia da AD Portugal na formação técnica dos seus parceiros. No final, foram atribuídos os respetivos certificados de formação

profissional, no âmbito do disposto na Portaria n.º 851/2010, de 6 de setembro.

Dezembro I 2018

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AleCarPeças tem novo site corporativo

No ano em que a AleCarPeças comemora 36 primaveras, em homenagem ao fundador Jochen

Staedtler, decidiu renovar o seu site corporativo. Para além de uma nova e moderna imagem,

foram incorporadas novas funcionalidades para os clientes, que, na sua área reservada podem,

para além das funcionalidades já existentes, consultar e gerir processos de devoluções e garantias,

assim como consultar o stock e fazer encomendas. Ao longo do seu percurso, a AleCarPeças foi

desenvolvendo a sua atividade baseada em Lisboa com componentes de desgaste rápido e elevada

qualidade, tendo nascido aí a sua atual assinatura: “Soluções Made in Germany”. Mantendo

as suas instalações originais em Lisboa, a AleCarPeças tem, no Estoril, um armazém central com

1.200 m 2 de área de armazenagem, de onde distribui para todo o país. Sem o historial e respeito

pelo trabalho desenvolvido ao longo dos 36 anos de vida da empresa, não seria possível atingir o

patamar de excelência que a empresa atingiu, sendo, hoje, um distribuidor de referência a operar

no aftermarket automóvel em Portugal.

Van Loon Racing e Kroon Oil

aquecem para o Dakar 2019

A Kroon Oil dá início a uma nova colaboração com a Van Loon

Racing em 2019. A primeira apresentação desta colaboração foi

revelada durante um pré-prologo, que decorreu na Holanda.

O Piloto Erik Van Loon e o seu navegador, Harmen Scholtabers,

são mais conhecidos pela sua participação no Dakar. Surgiram

na sua Toyota Hilux Overdrive ao estilo Kroon Oil. Van Loon já

venceu este pré-prologo cinco vezes. Agora, o piloto prepara-se

para correr no Dakar, já em janeiro de 2019.

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2018 I Dezembro


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NOTÍCIAS

Empresas

bilstein group lança campanha

para utilizadores do partsfinder

O partsfinder, novo catálogo do bilstein group, chegou ao mercado português em 2018. Esta

plataforma de pesquisa online é o caminho direto para mais de 60.000 peças para veículos ligeiros

e pesados das três marcas do grupo: febi, SWAG e Blue Print. Uma vez que este é um novo sistema,

que oferece muitas opções complexas para os utilizadores, o bilstein group pretende introduzir

melhorias contínuas e significativas, de forma a simplificar a sua utilização. A contribuição ativa

dos utilizadores profissionais do partsfinder nesta campanha vai ajudar a identificar possibilidades

de evolução que vão traduzir-se em novas soluções para o partsfinder. A partir de agora, todos os

utilizadores profissionais do catálogo vão encontrar um banner no partsfinder e, ao clicarem, surge

um formulário que poderão preencher caso encontrem incorreções no partsfinder. Este formulário

é o primeiro passo para a participação nesta campanha. A partir daí, a equipa do bilstein group fará

uma validação de cada feedback recebido e enquadrará uma resposta para cada um deles. Caso se

confirme que se trata de uma incorreção, o utilizador receberá um prémio em cartão “Dá”. Cada

utilizador poderá participar as vezes que quiser. Quanto maior for o número de incorreções a reportar,

maior será o valor do prémio que vai ganhar.

Interescape lança nova campanha ieservice

“Seja original” é o mote da nova campanha da ieservice, que pretende incentivar os

profissionais do setor a manter o filtro de partículas original nas suas reparações, ao oferecer

50% do valor da primeira limpeza de filtros de partículas a novos clientes. Para beneficiar

desta campanha, o cliente deverá solicitar o serviço nas instalações da Interescape ou

num dos parceiros existentes, apresentando o código promocional presente no voucher

até final do mês de dezembro. “Não há qualquer dúvida que, quando há problemas no

filtro de partículas, manter o componente original é, na maior parte dos casos, a melhor

solução”, afirma Jorge Carvalho, diretor-geral da Interescape. A solução de limpeza de

filtros de partículas ieservice está presente no mercado há sete anos e é a única em solo

nacional certificada pela TÜVRheinland, pela sua capacidade de repor a eficiência do filtro

de partículas original, de veículos ligeiros ou pesados, evitando a substituição do mesmo

por um filtro novo de aftermarket.

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KYB lança segundo vídeo

de realidade virtual

A KYB lançou um segundo vídeo de realidade virtual, que oferece aos

telespetadores a oportunidade de viver a experiência de ocupar o banco

do passageiro de um carro do Campeonato Mundial FIA Rallycross (WRX).

O vídeo foi desenvolvido em conjunto com a equipa EKS Áudio Sport, que

a KYB tem patrocinado desde a sua criação, em 2014. O Audi Quattro S1 RX

utiliza direção assistida elétrica da KYB para obter um controlo preciso. A

melhor maneira de assistir ao vídeo é usando um dispositivo de realidade

virtual, no modo de 360 ​°. A KYB irá apresentar o novo vídeo em eventos

comerciais da marca em toda a Europa, durante 2019. Quando visualizam o

vídeo, os telespetadores podem mover a cabeça em qualquer direção para

desfrutar de uma vista panorâmica completa. O vídeo pode, também, ser

visto num smarpthone. Quando o espetador o reproduz no aplicativo do

YouTube, pode mover o telefone para modificar o ângulo de visão no ecrã,

mas, também, pode ser visualizado num computador, usando o rato para

mover o ecrã para qualquer ângulo. Pode encontrar o link para o vídeo em

vr.kyb-europe.com.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Dezembro I 2018


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UFI Filters na linha da frente

no combate à contrafação

A UFI Filters está na linha da frente no combate à venda de peças

sobressalentes contrafeitas através de diferentes canais: tradicionais

e de comércio eletrónico. Para atacar a raiz deste problema, o Grupo

UFI implementou uma série de estratégias em conjunto com a CONVEY,

empresa turinense líder em serviços de combate à contrafação online,

para limitar a proliferação de peças sobressalentes falsificadas que

invadem os mercados através da Internet. A UFI Filters está empenhada,

desde 1972, na proteção dos seus produtos e dos sinais de identificação

a eles associados, através do registo de marcas e patentes, nos principais

mercados mundiais. Eduardo Martí, diretor-geral da UFI Filters

Ibérica, referiu que “a parceria com a CONVEY é crucial para atacar a

origem do problema das falsificações que invade os nossos mercados,

ou seja, nos canais online, que são os mais difíceis de controlar. Esta

colaboração permitiu à CONVEY sensibilizar o mercado, colocando o

Grupo UFI como modelo de um projeto-piloto que envolverá outros

intervenientes do setor.

Peças ContiTech passam

a ser vendidas

sob a marca Continental

A Continental realizou uma mudança de marca no mercado

de peças sobressalentes para sistemas de transmissão.

Componentes como correias de distribuição, correntes

de distribuição, acessórios e ferramentas para oficinas de

automóveis deixam de ser comercializados sob a marca

ContiTech, a partir de agora, e passam a ostentar a marca

Continental.Deste modo, a Continental reúne, sob uma

única marca forte, as competências internas nos segmentos

de equipamento original e de peças sobressalentes

para sistemas de transmissão de automóveis. A razão de

ser desta mudança é explicada por Rolf Sudmann, responsável

da Continental pelo segmento do mercado de

pós-venda para sistemas de transmissão: “As inovações

na área automóvel de hoje são o negócio das oficinas de

amanhã. Graças às sinergias do nosso grupo, os clientes

têm a garantia de que adaptamos as tendências atuais do

equipamento original às necessidades especiais do mercado

de pós-venda. Deste modo, conseguimos oferecer

soluções adaptadas às necessidades, que se traduzem em

vantagens para a atividade das oficinas”.

Polibaterias_top100.pdf 1 13/11/18 15:47

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2018 I Dezembro


36

n.º

NOTÍCIAS

empresa distrito vol. neg. 2017 ativo 2017 res. lÍQ. 2017

Empresas

Retificação: revista TOP 100

13 Sotinar Lisboa - Representações de Tintas, Lda. Lisboa 2.063 1.006 27 254 471 11

A edição de 2018 da revista TOP 100 tem um erro no quadro publicado na página 19, referente à “Evolução

14 Mota & Pimenta, Lda. Braga 1.996 1.756 127 1.038 771 20

do Volume 15 Sotinar de Porto-Tintas Negócios e Sistemas dos de Distribuidores Pintura, Lda. de Repintura”. Porto A conversão 1.955 do 1.142 ficheiro Excel 124 para 543 o formato 489 inDesign 11

16 Lovistin - Comércio de Máquinas e Tintas, Lda. Viseu 1.812 1.995 133 1.237 518 11

utilizado

17 Dicotin,

na paginação

Lda.

da revista alterou a ordem das

Braga

empresas

1.807

e os respetivos

348

dados.

31

Publicamos,

251 82

abaixo,

2

o

quadro

18 Sotinar

correto

Dois-Tintas

e pedimos

e Sistemas

desculpa Pintura, Lda.

às empresas visadas

Aveiro

pelo erro.

1.603 1.530 166 1.132 495 9

n.º

empresa distrito

TOP20 - MAIORES DISTRIBUIDORES DE REPINTURA

1 Impoeste - Tintas e Equipamentos de Pintura, S.A. Lisboa 7.231 7.853 -31 1.585 1.206 33

2 Carsistema Portugal, Representações, S.A. Coimbra 6.171 4.807 342 2.066 1.085 11

3 Portepim - Sociedade de Representações, S.A. Coimbra 5.752 6.233 571 4.453 1.867 8

4 Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Químicos, Lda. Aveiro 5.033 6.009 674 4.451 1.417 22

5 Loja de Tintas - Comércio de Tintas, Lda. (LTintas) Setúbal 4.908 2.887 248 1.004 1.129 27

6 Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda. Vila Real 4.033 3.493 429 2.676 900 18

7 Mário Dos Santos & Filhos, Lda. (Acrilac ) Lisboa 3.859 3.546 297 2.813 980 25

8 ASB - Álvaro de Sousa Borrego, S.A. Lisboa 2.977 2.443 13 356 600 18

9 Coteq, S.A. Braga 2.743 2.372 124 1.561 655 24

10 Centrocor - Comércio de Tintas e Ferramentas, Lda. Porto 2.401 2.154 194 1.969 641 16

11 Sodicor - Tintas e Equipamentos de Pintura, S.A. Leiria 2.151 2.153 42 816 551 23

12 Sotinar-Sociedade de Representações de Tintas, Lda. Coimbra 2.079 928 6 309 437 13

19 Fanlac, Lda. Lisboa 1.571 993 30 337 294 10

20 Sotinar Feira - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda. Aveiro 1.182 750 83 395 304 6

1 Impoeste - Tintas e Equipamentos de Pintura, S.A. Lisboa 7.231 -0,2 7.245 -1,9 7.383 -11,2 8.312 3,0 8.068

2 Carsistema Portugal, Representações, S.A. Coimbra 6.171 8,0 5.714 -0,5 5.741 6,6 5.388 2,0 5.282

3 Portepim - Sociedade de Representações, S.A. Coimbra 5.752 18,2 4.868 5,9 4.595 4,6 4.393 13,3 3.876

4 Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Químicos, Lda. Aveiro 5.033 6,5 4.728 10,8 4.266 2,6 4.159 8,1 3.847

5 Loja de Tintas - Comércio de Tintas, Lda. (LTintas) Setúbal 4.908 10,0 4.463 10,0 4.057 2,1 3.974 11,2 3.575

6 Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda. Vila Real 4.033 19,1 3.387 15,9 2.923 -0,6 2.942 26,3 2.330

7 Mário dos Santos & Filhos, Lda. (Acrilac ) Lisboa 3.859 1,2 3.813 11,1 3.431 13,3 3.027 18,5 2.554

8 ASB - Álvaro de Sousa Borrego, S.A. Lisboa 2.977 21,0 2.461 15,0 2.140 19,4 1.793 18,5 1.513

9 Coteq, S.A. Braga 2.743 1,9 2.692 6,6 2.525 11,0 2.274 - -

10 Centrocor - Comércio de Tintas e Ferramentas, Lda. Porto 2.401 8,3 2.218 9,0 2.035 10,5 1.841 15,6 1.593

11 Sodicor - Tintas e Equipamentos de Pintura,S.A. Leiria 2.151 13,4 1.897 9,7 1.729 -8,6 1.892 - -

12 Sotinar - Sociedade de Representações de Tintas, Lda. Coimbra 2.079 10,0 1.890 -11,3 2.131 5,1 2.027 3,7 1.954

13 Sotinar Lisboa - Representações de Tintas, Lda. Lisboa 2.063 15,8 1.782 -6,5 1.906 2,0 1.869 -1,7 1.901

14 Mota & Pimenta, Lda. Braga 1.996 -5,3 2.107 -3,3 2.180 13,8 1.916 13,9 1.682

15 Sotinar Porto - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda. Porto 1.955 14,8 1.703 -4,9 1.791 4,0 1.722 25,7 1.370

16 Lovistin - Comércio de Máquinas e Tintas, Lda. Viseu 1.812 19,8 1.512 1,0 1.497 5,3 1.421 3,6 1.371

17 Dicotin, Lda. Braga 1.807 4,8 1.724 -7,2 1.858 3,3 1.798 - -

18 Sotinar Dois - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda. Aveiro 1.603 10,3 1.453 3,2 1.408 16,1 1.213 7,4 1.129

19 Fanlac, Lda. Lisboa 1.571 20,1 1.308 26,7 1.032 43,5 719 - -

20 Sotinar Feira - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda. Aveiro 1.182 12,7 1.049 -8,2 1.143 14,2 1.001 -0,3 1.004

vol. neg.

2017

cresc.

vol. neg.

(17/16)

vol. neg.

2016

cresc.

vol. neg.

(16/15)

vol. neg.

2015

cresc.

vol. neg.

(15/14)

cap. prÓp.

2017

TOP20 - EVOLUÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS DOS DISTRIBUIDORES DE REPINTURA

vol. neg.

2014

vaB 2017

cresc.

vol.neg.

(14/13)

n.º traB.

2017

vol. neg.

2013

Etecno1 lança novo catálogo

O novo catálogo da empresa italiana abrange toda a gama de lâmpadas e

LED dos 12V aos 24V. Especialista em velas de incandescência para veículos

Diesel e lâmpadas, a Etecno1 apresentou o seu catálogo para 2018, que está

focado apenas nos sistemas de iluminação. Sendo um dos mais completos

do mercado, inclui lâmpadas e LED desde 12V, para veículos ligeiros, e até

24V para veículos industriais e vocacionados para a agricultura.

Top 100 Aftermarket 2018

Grupo Diamantino Perpétua

018-019_mercado distr repinturaREVaaa.indd 19 08/11/2018 15:45

aposta na formação

Num mercado cada vez mais competitivo, a formação é a resposta para chegar mais longe.

O Grupo Diamantino Perpétua abre, agora, uma oportunidade a todos os colaboradores para

que participem em formações e cursos académicos para desenvolvimento pessoal e profissional.

Nesta economia, em que o conhecimento é um bem essencial, foi fácil para a gerência do Grupo

DP abrir este novo programa aos seus colaboradores. Desenvolver o conhecimento dentro da

empresa incrementa a satisfação por parte dos recursos humanos, que têm, agora, um incentivo

extra para terminar, por exemplo, o 12.º Ano ou iniciar/acabar um curso académico.Por outro

lado, está provado por vários estudos que quanto mais formação académica e profissional os

colaboradores tiverem, mais produtivos se tornam. Recursos Humanos com mais conhecimento

académico e mais formação encaixam na perfeição com o slogan do Grupo Diamantino Perpétua,

“Juntos, vamos mais longe”, pois o conhecimento é um dos principais ingredientes para

qualquer empresa ir mais além.

19

Tenneco assume compradefinitiva

da Öhlins

A Tenneco anunciou a assinatura de um contrato definitivo para adquirir

a Öhlins, empresa de tecnologia sueca que desenvolve sistemas e

componentes de suspensão premium para o setor automóvel. A adição da

Öhlins vai acelerar o desenvolvimento de soluções inteligentes de suspensão

para equipamento original (OE), além de acelerar o tempo de lançamento

no mercado. Também irá melhorar o portefólio da Tenneco em mercados de

mobilidade mais amplos, com a adição da gama Öhlins de OE premium e de

produtos de desempenho automóvel no mercado de pós-venda. O fundador,

Kenth Öhlin, manterá uma participação minoritária na Öhlins e fará parceria

com a Tenneco para dar continuidade à sua visão estratégica e tecnológica.

Autopeças Cab comercializa

marca Comline

A Autopeças Cab alargou o seu portefólio de fornecedores, disponibilizando,

agora, nas suas quatro lojas, peças da marca Comline. O objetivo e escolha

da entrada da Comline na Autopeças Cab deve-se ao facto de tratar-se de

uma marca com bastante sucesso nos seus 25 anos e de continuar em grande

crescimento, sempre com novos produtos e qualidade premium. A Comline vai

reforçar as gamas já existentes na Autopeças Cab, garantindo ao cliente excelente

qualidade e preço bastante competitivo. Neste momento, os produtos Comline

já estão nas quatro lojas e, até agora, têm tido um excelente feedback por parte

dos clientes. A gama que a Autopeças Cab vai trabalhar, numa primeira etapa,

é composta por: bombas de água, filtros, material de suspensão e direção,

travagem, rolamentos de roda, baterias e kits de embraiagem.

Dezembro I 2018

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38

NOTÍCIAS

Empresas

ZF Aftermarket aconselha

vigiar os foles de direção

A verificação dos travões, da direção e do chassis fazem parte dos serviços básicos

incluídos na revisão anual de inverno do veículo, não devendo ser negligenciadas.

Enquanto o veículo está no elevador, os mecânicos deverão inspecionar, também,

minuciosamente os amortecedores, os rolamentos e as articulações. Os foles de

direção requerem igualmente especial atenção. Estes evitam que a humidade ou

as partículas entrem nas articulações das barras de direção, bem como na caixa de

direção. Mesmo a mais pequena fenda no fole de direção pode ter consequências

graves. Por exemplo, sem proteção, a sujidade e a humidade podem entrar nas

peças móveis da caixa de direção e causar a corrosão das superfícies. Só é possível

garantir uma condução confortável e um comportamento seguro do veículo a

longo prazo, se os foles de direção estiverem intactos e proporcionarem uma

proteção completa das barras de direção e da caixa de direção. Um sistema de

direção em bom estado de funcionamento requer um bom comportamento da

direção e um volante com centragem independente. Além dos cuidados a ter com

o sistema de direção, a segurança da condução depende da boa manutenção do

chassis e do bom funcionamento dos amortecedores. Afinal, o veículo apenas

está verdadeiramente seguro se todas as peças do chassis estiverem a funcionar

de forma perfeita.

Oscaro foi adquirida pela Parts Holding Europe

A Parts Holding Europe, detentora do Autodis Group, adquiriu 82,5% do Grupo Oscaro,

que, em 2017, anunciou mais de oito milhões de clientes para um volume de negócios de

320 milhões de euros. Esta transação, liderada pela Bain Capital, prende-se à criação de

uma subsidiária digital, a Digital Auto Parts Holding. Pierre-Noël Luiggi, fundador da Oscaro,

continuará a ser um dos acionistas, detendo, agora, 17,5%. Perderá o cargo de diretor, mas

irá manter-se no conselho da empresa. Apesar de os distribuidores independentes, Autodistribution,

terem sido preparados para a operação e de terem sido dadas garantias legais de

separação dos negócios B2B e B2C, a equação permanece difícil. Stephane Antiglio, chefe do

PHE, terá de tornar os dois modelos compatíveis, especialmente em termos de preço, sem

distorcer a posição da Oscaro no mercado digital. Esta aquisição vai abrir uma nova janela no

mundo dos negócios digitais. Não só consolidará a lucratividade da ferramenta de logística

da Autodis, como fornecerá o poder logístico que faltava à Oscaro.

MGM fez formação em veículos híbridos

No passado mês de novembro, a MGM promoveu, pela primeira vez, nas instalações

da empresa, em Serzedo, Vila Nova de Gaia, em parceria com a empresa

Saber sem Limites – Formação e Consultoria, Lda., uma formação em tecnologia e

manutenção em veículos híbridos. O resultado foi muito positivo e, nesse sentido,

a próxima formação já está a ser planeada para janeiro. A formação incidiu na

tecnologia e manutenção de veículos híbridos e focou temas como os diferentes

tipos de veículos automóveis híbridos, características, vantagens e desvantagens,

habilitação para intervenção em veículos híbridos, grandezas elétricas e tipos de

corrente elétrica. A ação atribui o certificado de formação profissional emitido ao

abrigo da Portaria 474/2010 por entidade formadora certificada, sendo que, após

a emissão do certificado de formação, passará a constar na Caderneta Individual

de Competências de cada participante na formação a competência de técnico de

manutenção em veículos híbridos. O certificado emitido também é válido para

cumprimento da Lei n.º 7/2009, artigos 130.º a 134.º.

LIQUI MOLY patrocina

2.º Concurso Melhor Técnico Motortec

A Motortec Automechanika Madrid organizará a 2.ª edição do concurso

Melhor Técnico da Motortec e a LIQUI MOLY é um dos patrocinadores desta

iniciativa, que visa encontrar, reconhecer e premiar o melhor técnico automóvel

a nível ibérico, uma vez que este ano os técnicos portugueses também podem

participar. A competição terá três etapas para os técnicos que querem provar

que não têm oposição na sua profissão. As primeiras etapas são de seleção

e determinam quais os concorrentes que irão à final, mas apenas um levará

para casa o título de Melhor Técnico da Motortec 2019. Para participar neste

concurso, basta fazer a inscrição no site www.mejortecnicomotortec.com. O

site fornece informações sobre condições, datas e prémios, que, neste ano, são

superiores a €10.000. Tal como na edição anterior, todos os participantes terão

acesso gratuito à Motortec Automechanika Madrid.

Dezembro I 2018

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39

Aser reuniu em Lisboa associados e fornecedores

A Aser, central de compras de peças auto espanhola,

reuniu, em Lisboa, associados, e fornecedores, para a sua

3.ª convenção e anunciou o 2.º Congresso Aftermarket,

que será realizado em fevereiro de 2019. No total, mais

de 130 pessoas participaram numa jornada de convívio

e confraternização que cumpriu totalmente os objetivos

definidos pelo gerente, José Luis Bravo. No primeiro

dia, o grupo percorreu várias zonas de Lisboa e navegou

no Tejo a bordo de um catamaran, onde puderam

conhecer a capital de outra perspetiva. No segundo

dia, uma caravana de 40 carros antigos levou todos até

Cascais, com passagem pelo Cabo da Roca e almoço

no Guincho, num restaurante com vista deslumbrante

sobre o oceano. Os almoços e jantares realizaram-se

em diversos locais, sendo o mais representativo o jantar

celebrado no último dia, onde foi homenageado o

associado português Humberpeças, na pessoa do seu

fundador e administrador, José Humberto Freitas. Neste

jantar, Max Margalef, presidente da Aser, anunciou que

o grupo vai estar presente na Motortec Automechanika

Madrid de uma forma diferente, tendo como objetivo

levar muitas oficinas a visitar o stand. No seu discurso,

Max Margalef referiu-se à consolidação da distribuição:

“Na Aser, não trabalhamos para que se vendam ou se

façam fusões com outras empresas, mas para sermos

competitivos e garantirmos a continuidade dos vossos

negócios”.

A responsável aproveitou o evento para dar as boas-

-vindas a dois novos parceiros incorporados em 2018,

a portuguesa HumberPeças e a espanhola Felton Recambios.

Da mesma forma, José Luis Bravo, diretor da

Aser, falou sobre a maneira diferente do grupo estar no

mercado, agradecendo à HumberPeças ter escolhido a

Aser, nomeando-os “Embaixadores Aser” em Portugal.

“Quisemos oferecer um evento diferente e inovador

para transmitir aos clientes os valores de Aser, que são

proximidade, transparência, inovação e comunicação.

Os fornecedores, todos fabricantes de marcas premium,

estiveram, também, presentes em grande número, participando

nestes dias de convívio. O tempo foi aproveitado

para networking, conversas entre associados

e fornecedores, num ambiente informal, sentindo-se

um verdadeiro espírito de equipa”, afirmou José Luis

Bravo, que, no final, estava muito satisfeito com a reação

positiva de todos os participantes.

De referir que a Humberpeças integrou a Aser a 1 de

janeiro de 2017. Constituída em 1987 por José Humberto

Freitas e Orlanda Maria Ferreira, a empresa dispõe, atualmente,

de sete lojas: São João da Madeira, Santa Maria

da Feira, Vila Nova de Gaia, Alfena, Fiães, Vale de Cambra

e Porto. Com a integração na Aser, a Humberpeças viu

fortalecida a sua posição no mercado nacional e a central

de compras espanhola deu um passo estratégico para

a internacionalização do projeto. A central de compras

Aser foi criada em abril de 2016, resultado da união dos

Grupos Agerauto e Gecorusa, ambos com mais de 35

anos de experiência no setor do pós-venda.

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MECÂNICA COLISÃO PINTURA AMBIENTE

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2018 I Dezembro


40

NOTÍCIAS

Empresas

Krautli Portugal incorpora

gama hidráulica da Brembo

A Krautli Portugal lançou a gama de componentes hidráulicos da

Brembo para complementar a sua já vasta gama de discos, pastilhas e

maxilas de travões disponíveis para veículos ligeiros e comerciais. Com

mais de 2.000 referências em stock, a Krautli Portugal consolida a sua

posição de destaque na distribuição da prestigiada marca Brembo. A

Brembo é uma das marcas líderes mundiais em sistemas de travagem,

com uma das ofertas mais completas no mercado e de elevado valor

acrescentado, garantindo aos seus parceiros de negócio uma rentabilidade

ajustada às necessidades de cada um.

FUCHS mostra importância

dos fluidos de transmissão

A FUCHS voltou a reforçar a importância em substituir o fluido das transmissões, sejam

elas manuais ou automáticas. Para veículos com transmissão automática, os avanços

tecnológicos significam que nunca foi tão importante selecionar o Fluido de Transmissão

Automática (ATF) correto, garantindo que tenha a performance pretendida ao longo da sua

vida útil. A escolha dos tipos de transmissão nos veículos atuais nunca foi tão grande. Com

a contínua evolução das transmissões automáticas com mais velocidades, aumentando os

níveis de binário em conjunto com a utilização de materiais alternativos e, muitas vezes,

mais leves, há um aumento de requisitos diferentes e mais stressantes sobre o produto

ATF, do qual a transmissão depende muito. Um ATF é, sem dúvida, o mais complexo de

todos os fluidos lubrificantes. O fluido deve refrigerar e lubrificar, bem como, ajudar a

transmitir força e pressão. Os ATF também devem cada vez mais ter a capacidade de ser

um fluido “fill-for-life”, ter durabilidade do atrito anti-vibração, estabilidade ao cisalhamento,

fluidez a baixa temperatura e aperfeiçoada estabilidade à oxidação. Tudo isso

deve ser feito com maior eficiência de combustível e redução de emissões, em conjunto

com o equipamento específico da transmissão automática.

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Uma marca.

Todas as embraiagens.

Gama de embraiagens da Blue Print

alargada a veículos europeus

A Blue Print oferece mais de 1.100 kits de embraiagem para marcas

e modelos europeus e asiáticos, que cobrem mais de 30.000 veículos

ligeiros e com aplicação para LCVs.

Encontre mais informação no nosso catálogo online:

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41

TIPS 4Y lança versão 3.0 do VRC

A nova versão do VRC, que já se encontra disponível para todos os utilizadores,

torna a experiência de navegação ainda mais intuitiva e adiciona

novas funcionalidades, com enorme valor no processo de orçamentação e

acesso à informação técnica. Como novidades, destaque para a edição de

orçamentos e possibilidade de eleger um valor de mão de obra favorito, que

servirá de base para o cálculo do valor do orçamento. A navegação está ainda

mais direta e simplificada, nomeadamente no acesso a manuais técnicos,

boletins técnicos e módulo de pneus. O VRC permite elaborar orçamentos

de reparação ou manutenção em apenas quatro passos, realizados, integralmente,

com informação do construtor automóvel (preços, referências

de peças e serviços OE). De referir que a integração com o catálogo TecDoc

permite converter as referências OE do orçamento em referências de marcas

de Qualidade Equivalente. Para os profissionais da reparação automóvel, esta

é a solução que permite adicionar transparência e eficiência no processo de

orçamentação e acesso à informação técnica, com ganhos de fidelização e

na conversão de orçamentos.

RONAL GROUP funda Centro de Inovação

O RONAL GROUP, um dos mais importantes fabricantes mundiais de jantes em liga leve para

automóveis, fundou o RONAL Technologie GmbH . A primeira pedra para a construção do novo

centro de inovação em Forst, na Alemanha, foi lançada no final de setembro de 2018. A empresa

reforçou a sua posição como líder de tecnologia e inovação e aliou, como a primeira empresa no

setor, todas as atividades de investigação e desenvolvimento num centro de inovação fundado

para o efeito. O RONAL Technologie GmbH irá focar-se em projetos especiais entre um vasto

espectro de temas. “Queremos desenvolver produtos e tecnologias com os quais podemos

ajudar a dar forma à mobilidade de amanhã”, afirma Yvo Schnarrenberger, CEO da RONAL

GROUP. O novo edifício do centro de inovação irá dispor, além de diversos espaços de projetos,

conferências e escritórios distribuídos por quatro pisos, também de uma sala de experiências

flexível, com 1.500 m 2 , um laboratório, bem como uma oficina metalúrgica e elétrica.


NOTÍCIAS PRODUTO

42

Super aditivo LIQUI MOLY

recupera eficiência do motor

Todos os motores de combustão têm a mesma sina: mal são colocados em funcionamento, surgem

resíduos de combustão que ficam colados no interior. Tal leva a que o motor perca rapidamente potência

e tenha maior consumo, aumentando, assim, o risco de avaria. O Super Diesel Additiv da LIQUI MOLY acaba

com isso e recupera a potência original do motor. A marca aconselha a utilização de uma embalagem diretamente

no depósito a cada 2.000 km. A substância ativa liberta as encrustações dos injetores, melhorando

a pulverização. O motor recupera, assim, a sua potência e os seus valores de consumo originais. Além da

limpeza, o Super Diesel Additiv tem ainda mais duas vantagens: aumenta o índice de cetano, melhorando

a ignição do combustível, e protege todo o sistema de combustível da corrosão e do desgaste.

Philips RacingVision

recebe prémio

O Auto Express, semanário automóvel mais vendido

do Reino Unido, distinguiu as lâmpadas Philips Racing

Vision com o prémio “Best Buy 2018”. Em pouco mais

de uma década, as lâmpadas Philips foram, por oito

vezes, nomeadas com o galardão de “Lâmpada do

Ano”, para além de terem sido distinguidas com o

prémio de “Melhor Acessório para o Carro do Ano”.

Agora que anoitece mais cedo, é o momento ideal

para melhorar o sistema de iluminação dianteiro do

automóvel. Por isso, a Auto Express ajuda a eleger

as melhores lâmpadas. A revista testou 10 pares de

lâmpadas de alto rendimento, tendo submetido as

unidades analisadas a várias provas para determinar a

qualidade da luz, longitude do feixe, brilho e precisão

do padrão da lâmpada. A publicação criou um ranking

geral de acordo com o comportamento global dos

vários pares de lâmpadas.

Würth lança suporte universal para prensa

A Würth lançou uma mesa universal ajustável para trabalhar nas prensas, que proporciona uma base

segura com três pontos de apoio para processo de prensagem. O desenho especial dos pernos roscados e

os movimentos longitudinais e transversais, permitem um ajuste em altura e largura para correta fixação e

centragem das peças. Permite a utilização em conjunto com mangas de pressão standard e centralização

através da rosca de receção no centro do suporte da mesa. A mesa pode ser utilizada para desmontagem

e montagem de rolamentos, casquilhos, retentores. Duas barras ajustáveis impedem o deslizamento da

mesa. Das principais características da mesa universal, destacamos: dimensões de 300 x 300 mm, peso de

13 kg, capacidade peso de 20 toneladas e área de trabalho de 130 – 186 mm.

FAE amplia gama de produtos

com 22 novas referências

A FAE anuncia a incorporação de 22 novas referências na

sua gama de produtos, dando, assim, cobertura a muitas novas

aplicações para os mercados europeu, norte-americano e asiático,

onde se encontram modelos como Volkswagen Touareg, Audi Q7,

Seat Exeo, Chevrolet Cruze, Chevrolet S10 Pick-up e Honda Civic

VIII. As referências que chegam à gama são: 12 novos sensores

de rotação da roda; 5 novas sondas Lambda; 3 novos sensores

de pressão absoluta; 1 novo captor de impulsos; 1 nova termo-

-resistência. Todas as referências encontram-se disponíveis no

TecDoc, onde a FAE está certificada como fornecedores de dados

“Classe A”, assim como no catálogo online da empresa. A FAE

planeia incorporar, a cada mês, mais referências na sua gama.

Dezembro I 2018

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43

CLAS tem

novo sistema

de purga

de travões

Um sistema de purga de

travões reforçado concebido

para uma utilização

intensiva é o que a CLAS

propõe com este novo aparelho

HU 1103, que tem uma

capacidade entre os 30 e os

60 litros e um débito de 60l/h.

A alimentação é de 220CV, tem

um fio de ligação de 5 m e uma

ponta flexível de 3,5 m. É ideal

para longas sessões de trabalho.

Concebido de forma astuciosa,

para, automaticamente, assim

que o nível de fluido for muito

baixo, assegurando um puxar

continuado do líquido através de um

fluxo reforçado. Vai servir, também,

para purgar embraiagens e para os

travões. Funciona com fluidos DOT4/

DOT5/DOT6.

Total lança no mercado Quartz Ineo First 0W-20

A Total lança no mercado nacional o novo Quartz Ineo First 0W-20, que cumpre a mais

recente homologação PSA B 71 2010 e, em simultâneo, a ACEA C5/API SN. Trata-se de um

lubrificante sintético para motor usado no Groupe PSA em primeiro enchimento e recomendado

pelas marcas Peugeot, Citroën e DS no pós-venda, cujas principais características são:

• Economizador de combustível (Fuel Economy);

• Aumento da vida útil dos sistemas de pós-tratamento de gases de escape (LOW SAPS);

• Máxima proteção contra o desgaste e a formação de depósitos;

• Resistência à oxidação, mantendo as propriedades ao longo do tempo (Age Resistance

Technology);

• Especialmente adaptado às mais recentes motorizações da PSA (DV5R e EB2DT) e, em

particular, às equipadas com e-HDI, PureTech com tecnologia stop&start e motorizações

híbridas que exigem uma nova geração de lubrificantes para motor.

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2018 I Dezembro


44

NOTÍCIAS

Produto

Vela de ignição Bosch

foi patenteada há 115 anos

A Bosch patenteou a vela de ignição há mais de 115 anos. Durante todo esse tempo,

tem vindo a aperfeiçoar essa tecnologia, o que resultou em inúmeras inovações que

garantem produtos de grande qualidade e confiança que contribuem, ao mesmo

tempo, para prolongar a sua vida útil. Apesar da grande amplitude do seu portefólio,

a marca tenta facilitar a escolha da vela mais adequada ao denominar cada faixa em

função da liga usada nos elétrodos. Deste modo, são designados Bosch Platinum, Bosch

Double Platinum, Bosch Iridium, Bosch Duplo Irídio, Bosch Silver ou apenas Bosch.

Japanparts Group lança kit

de escovas flat e híbridas

Com um kit de 80 escovas híbridas e um kit de 140 escovas flat para

automóveis, carrinhas e viaturas comerciais, o Japanparts Group é capaz

de oferecer 99% de cobertura em todos os veículos em circulação. Cada

escova contida nos kits é equipada com oito adaptadores, que, aplicados à

escova, permitem a adaptabilidade tanto nas hastes tradicionais como nas

hastes de nova geração. Um prático expositor faz parte de cada kit para as

escovas das marcas Japanparts, Ashika e Japko, tendo sido concebido pelo

Japanparts Group para a área de exposição dos próprios clientes. A gama de

escovas limpa-vidros flat e híbridas está disponível nos tamanhos de 35 mm a

70 mm, podendo ser instaladas no lado do condutor, no lado do passageiro e

no óculo traseiro. As escovas híbridas, particularmente indicadas para amplas

variações do ângulo de engate, maximizam o desempenho anti-levantamento

durante altas velocidades, com características de silêncio únicas e

um sistema multilâminas, que garantem uma pressão constante em todo

o arco da escova. As escovas flat apresentam um design aerodinâmico, que

melhora os desempenhos em todas as velocidades e intensidades da chuva.

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PCC comercializa elevadores Ravaglioli

aprovados pela Mercedes-Benz

A Ravaglioli apresentou, na feira Automechanika Frankfurt, dois novos elevadores

de quatro colunas com aprovação Mercedes-Benz: elevador de quatro colunas de 4.000

kg, modelo RAV4406MB, especial para alinhamento total direções para veículos ligeiros;

elevador de quatro colunas 6.500 kg, modelo RAV4652MB, especial para alinhamento total

de direções para veículos comerciais. Estes equipamentos já se encontram disponíveis

na PCC (Pinto da Costa & Costa).

Dezembro I 2018


46

NOTÍCIAS

Produto

Pro Core 18V é a nova gama de baterias da Bosch

A Bosch Ferramentas Elétricas Profissionais acaba de apresentar a sua nova gama de baterias

ProCore18V de elevado rendimento, que se podem definir como as mais compactas do mercado.

Com 4,0, 8,0 e 12,0 Ah, estas novas baterias de 18V representam uma nova dimensão de potência.

A combinação entre a nova geração de células com maior capacidade e um design de bateria com

tecnologia CoolPack otimizada, torna possível um formato compacto com uma emissão de energia

superior. Desta forma, por exemplo, a ProCore18V de 8,0 Ah fornece cerca de 90% mais potência do

que as baterias de 18V convencionais. Potentes, com elevada autonomia e totalmente compatíveis

com a gama já existente, as características das novas baterias ProCore18V constituem uma garantia

de eficiência para o trabalho diário do profissional.

Alea lança baterias

com tecnologia EFB e AGM

A Alea, marca própria de aftermarket do Grupo Nors, especialista no

desenvolvimento e comercialização de peças e acessórios para o setor automóvel,

reforçou a sua gama de produtos com o lançamento de cinco

novas referências de baterias para veículos com sistema start&stop. A partir

de agora, estão disponíveis nas lojas AS Parts e ONEDRIVE 15 referências

para veículos ligeiros (desde 44 Ah a 95 Ah) e cinco referências para veículos

pesados (desde 110 Ah a 225 Ah), a preços muito competitivos. A Alea

aumenta, assim, a oferta de produtos de marca própria no mercado de

peças aftermarket, contribuindo para a sua crescente notoriedade e aceitação

no mercado e passando a disponibilizar aos seus clientes uma oferta

de produtos muito completa, capaz de garantir a melhor relação preço/

qualidade do mercado nacional. A marca Alea é distribuída, em exclusivo,

pelas empresas aftermarket do Grupo Nors: Civiparts, AS Parts e ONEDRIVE.

NelsonTripa_II.pdf 1 19/11/18 10:54

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SOLUÇÕES EM A/C AUTO

E REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE

MEYLE-ORIGINAL tem novo

conjunto para rolamento de roda

O novo kit All-In-One, da MEYLE, é mais uma solução de reparação inteligente,

com a qual as oficinas podem poupar tempo valioso. O rolamento

de roda e o cubo de roda já estão pré-montados no conjunto de reparação

para rolamento de roda MEYLE-ORIGINAL. A compressão e descompressão

morosa do flange antes da montagem são, assim, eliminadas. A solução

cobre um parque automóvel mundial superior a três milhões de veículos,

estando, entre eles, modelos da Audi, Ford, Mercedes-Benz e VW. O novo

conjunto de reparação para rolamento de roda pré-montado MEYLE-ORIGI-

NAL fornece aos colaboradores da oficina todas as peças importantes num

conjunto completo, no qual até mesmo o cubo e o rolamento da roda já

estão comprimidos previamente para a montagem. Ambos os componentes

estão montados um no outro para possibilitarem uma montagem o mais

rápida possível. O caminho para a prensa é, assim, eliminado.

Visite-nos no Facebook

Dezembro Rua Fernando I 2018 Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

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Coordenadas GPS - Latitude 39º5'42.83"N - Longitude 9º15'7,74"W


47

Sogefi disponibiliza módulo de filtro Diesel

para motor 1.5 da PSA

A Sogefi desenvolveu um novo módulo de filtro de combustível Diesel altamente

inovador para motores PSA 1.5 HDi de nova geração. Incorporando tecnologia avançada

para filtragem de combustível Diesel, este produto estabelece elevados padrões para

a categoria. Inclui um sensor de nível de água e um aquecedor de combustível para

garantir o início confiável, mesmo nas manhãs mais frias. O corpo é feito totalmente de

plástico e, em contraste com o metal, oferece uma resistência melhorada à corrosão dos

biocombustíveis. O elemento livre de metais pode ser completamente incinerado após o

uso, tornando-o mais ecológico. A tecnologia exclusiva da Sogefi remove praticamente

todas as partículas maiores do que 4µm, garantindo uma vida muito longa da bomba de

alta pressão e dos injetores, enquanto a Diesel3Tech oferece a separação de água líder

em classes para proteger melhor o sistema de injeção de combustíveis contra a corrosão.

A tecnologia de filtragem Diesel3Tech responde aos desafios levantados por novos

combustíveis com base em Diesel ultra-baixo (ULSD) e combustíveis biodegradáveis de

primeira geração, ao eliminar as maiores quantidades de água emulsificada, que poderiam

prejudicar sistemas modernos de injeção de alta pressão.

Auto Delta comercializa

produto mais recente da LIQUI MOLY

A LIQUI MOLY é, reconhecidamente, uma marca de relevo no portefólio da Auto

Delta e, como tal, a empresa leiriense procura sempre ter as mais recentes novidades

rapidamente disponíveis para os seus parceiros comerciais. O mais recente óleo LIQUI

MOLY Top Tec 6300 0W-20 já se encontra disponível na Auto Delta. Desenvolvido

especialmente para os mais recentes motores de veículos ligeiros de passageiros da

Mercedes-Benz, representa um incremento de qualidade elevado, fruto das necessidades

que estas motorizações apresentam. É de grande destaque o facto de, apesar

de apresentar uma viscosidade bastante reduzida, garantir a lubrificação em condições

extremas, contribuindo para a redução de consumo e de emissões poluentes e

apresentando muito poucos resíduos de combustão de óleo, acabando por beneficiar

tanto o filtro de combustível como o próprio filtro de partículas.

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2018 I Dezembro


48

NOTÍCIAS

Produto

Eni lança novo lubrificante

Multitech CVT 10W30

A Eni introduziu na sua gama de lubrificantes multifuncionais

para equipamentos agrícolas o novo Multitech CVT 10W-30.

Trata-se de um lubrificante sintético e multifuncional, especificamente

desenvolvido para ser utilizado nas transmissões

contínuas variáveis (CVT), circuitos de direção, travões em banho

de óleo, sistemas hidráulicos e restantes transmissões equipadas

nas máquinas agrícolas. Este novo óleo Eni está classificado

dentro do grupo de lubrificantes conhecido sob a designação

UTTO (Universal Tractor

Transmission Oil). As suas características

de desempenho

adaptadas aos sistemas CVT

garantem um funcionamento

progressivo e sem golpes na

transmissão. Tem uma fórmula

especial compatível com uma

grande diversidade de materiais

utilizados nas máquinas

agrícolas. O componente sintético

da base permite o alargamento dos intervalos de mudança

e o pacote de aditivos utilizado confere maior proteção contra

desgaste e corrosão de todos os componentes da transmissão,

aumentando a sua durabilidade.

Pistões Nural com tecnologia EcoTough NG

A Federal-Mogul Motorparts anuncia que a mais recente tecnologia de pistão da sua marca

Nüral, EcoTough NG, foi lançada em setembro. Os revestimentos de pistão EcoTough, atualmente

em produção, reduzem a fricção, o desgaste e o ruído, tendo sido projetados para atender aos

requisitos térmicos extremos dos motores de combustão interna. O EcoTough NG é o mais recente

revestimento de especificação de qualidade OE desenvolvido para motores a gasolina a sere lançado

no mercado de pós-venda. A tecnologia é usada para o novo Fiat 1.0L GSE de três cilindros

e 1.3L GSE de quatro cilindros Euro 6 ‘Firefly’. O EcoTough NG reduz o desgaste da saia do pistão

até 40% quando comparado com o padrão de mercado com uma aplicação superficial de apenas

15 mícrones. Graças à sua construção reforçada com óxido de metal e partículas de lubrificante

sólido incorporadas, proporciona maior resistência à fadiga mesmo nas condições térmicas e de

carga mais extremas. Também reduz as perdas por fricção do pistão até 15%, ajudando a alcançar

ganhos gerais na eficiência do motor sem aumentar significativamente os custos.

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Dezembro I 2018

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NOTÍCIAS REPINTURA

50

Tons verdes e neutros

ganham adeptos no mercado

O mercado automóvel mundial continua a ser dominado pela cor branca. Sendo

o verde visto apenas em 1% das carroçarias dos novos modelos produzidos em

2018, a PPG faz um prognóstico para um aumento da procura deste tom. O mesmo

prognóstico é feito relativamente às cores neutras, com o aumento da sua aplicação

em outras áreas da decoração, mobiliário ou eletrónica de consumo. A PPG

atualizou o seu estudo sobre preferências de cor em 2018, na qual se constata

que o branco continua a ser a cor favorita para veículos ligeiros, SUV e veículos

comerciais. Na Europa, o branco “faz” 32% do mercado, face aos 47% da região

da Ásia-Pacífico, 38% na América do Sul e 26% na América do Norte. Apesar deste

reinado do branco, que se prolonga

desde 2010, os peritos em cor da PPG

observam uma desaceleração desta

tonalidade na Europa. Pretos e azuis

registam mais 2% do que em 2016 e

os cinzentos mais três pontos percentuais

face a 2015. É na Europa que mais

condutores preferem o azul.

Axalta inaugura maior Centro de

Desenvolvimento de Tintas nos EUA

A Axalta comemorou a inauguração oficial do seu Centro de Inovação Global,

o maior complexo de investigação e desenvolvimento de tintas e cores (I&D)

do mundo, com uma cerimónia realizada no dia 7 de novembro. O Centro de

Inovação Global ocupa uma área de 16.000 m 2 e dispõe de laboratórios especializados

excecionais, bem como escritórios. Está localizado no histórico Navy

Yard, em Philadelphia, e permite a colaboração entre funcionários, parceiros

comerciais e clientes da Axalta nesta região. E não só. A localização em Navy

Yard oferece um local de trabalho agradável para os novos talentos e o campus

da Axalta foi construído tendo os investigadores em mente, baseando-se num

ambiente académico, com vários espaços interiores e exteriores para incentivar

o trabalho em equipa e a criatividade.

ELAL.pdf 1 16/11/18 17:16

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Cromax lança novo WP208 Imron Fleet Line

A Cromax lançou o Primário de Lavagem WP208 Imron Fleet Line. Este novo primário,

sem cromato de zinco, foi concebido para substituir o Wash-Primer Universal WP206 e cumpre

o novo regulamento europeu relativo aos requisitos de Registo, Avaliação, Autorização e

Restrição de Produtos Químicos (REACH), que entrarão em vigor a 22 de janeiro de 2019. O

Wash-Primer WP208 Imron Fleet Line é um primário de lavagem 2K sem cromato de zinco

desenvolvido, recentemente, com base em resina de butiral de polivinilo. Foi concebido,

especificamente, para ser utilizado em grandes superfícies, como veículos comerciais e

autocarros. Graças à sua cor amarela, contribui para os pintores verem facilmente se toda

a superfície foi coberta com o produto. Este novo primário oferece uma excelente proteção

contra corrosão e pode ser utilizado numa grande variedade de substratos. Devido ao seu

efeito de passivação, o Wash-Primer WP208 é especialmente adequado para aplicação

em alumínio e aço inoxidável.

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Qualidade e Rapidez

Nós fazemos a diferença

FRIO

TRANSPORTE

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Zaphiro lança no mercado

nova pistola DV1 da DeVilbiss

A Zaphiro deu início à comercialização da nova pistola DV1 da DeVilbiss,

especialmente recomendada para a aplicação de pinturas com base de água

e que será a sucessora da popular GTi PRO Lite no catálogo do fabricante

americano. A nova pistola DeVilbiss DV1 permitirá às oficinas de chapa e

pintura reduzir os tempos de aplicação de produto, reduzindo, também, o

seu consumo, o que vai ajudar a melhorar a rentabilidade das reparações.

A DV1 é um produto desenhado do zero e pensado para oferecer o máximo

rendimento face ao antecessor. Esta nova DV1 é mais silenciosa e utiliza, entre

outras tecnologias, uma pressão de ar reduzida, o que também melhora

a uniformidade e o controlo da consistência do jato e, em consequência,

proporciona um leque de cores mais contido para que seja mais forte. O

novo desenho da boca do jato reduz a turbulência, minimizando manchas

e pingas, enquanto a geometria interna avançada das novas cabeças de ar

proporcionam um jato mais uniforme e muito mais equilibrado. Finalmente,

a nova válvula coaxial de caudal de ar, 12 vezes mais precisa do que as versões

anteriores, oferece a combinação ideal de controlo e suavidade para

proporcionar um acabamento perfeito.

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2018 I Dezembro


NOTÍCIAS

Repintura

Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

Novo wash-primer sem cromato

de zinco da Spies Hecker

Os veículos comerciais estão sujeitos a esforço extremo todos os dias, pelo

que o primário é particularmente importante, não só para preparar a superfície,

como, também, para proteger contra a corrosão. O novo wash-primer

Permafleet 4140 da Spies Hecker faz isso, sem a adição de cromato de zinco.

Este novo Primário é ideal para ser utilizado em alumínio e aço inoxidável

e pode ser usado juntamente com o Ativador 3689 Permafleet ou o Endurecedor

Lento 3691 Permafleet. Foi formulado especialmente para grandes

superfícies de veículos comerciais e autocarros. Pode ser facilmente aplicado,

seca rapidamente e oferece uma proteção fiável contra a corrosão. O cromato

de zinco é um ingrediente que é, normalmente, utilizado para proporcionar

resistência e aderência, mas no novo Primário Especial 4140 Permafleet, foi

substituído por outros pigmentos anticorrosivos.

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Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas da

indústria e uma tecnologia que nos permite criar

projetos à medida de cada cliente.

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Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas as

repetições em novos projetos e baixar consideravelmente

o valor final do documento, mantendo

a terminilogia e o estilo de comunicação já

existentes. Um programa criado a pensar em si!

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AkzoNobel e McLaren

celebram parceria de 10 anos

Faz agora 10 anos que a AkzoNobel e a McLaren saíram da linha de partida

em conjunto, estreitando laços numa parceria. Foi uma década excitante

partilhada por uma paixão de enorme sucesso. A relação começou em 2008,

quando a AkzoNobel se tornou fornecedora oficial de soluções de pintura

para a McLaren Racing. A colaboração não está limitada à Fórmula 1. Por isso,

a AkzoNobel reforçou a parceria com a McLaren Automotive em 2012, com

todos os veículos desta marca a serem pintados com os produtos da empresa.

Esta parceria de sucesso foi celebrada no SEMA, evento de aftermarket digital

que decorreu em Las Vegas, no estado do Nevada.

Vila Dezembro Nova I de 2018 Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt


BESA fecha com sucesso

SEMA Show 2018

A BESA voltou a marcar presença em mais um SEMA Show. O evento, que

se celebrou no Centro de Convenções de Las Vegas, foi um êxito para a marca,

tanto em número de visitantes como de reuniões mantidas. Assim, a BESA

fecha, de forma muito positiva, a sua participação na edição de 2018 do SEMA,

com grande afluência de público no seu espaço do evento, partilhado com as

Sinnek e Carworx. Destaque para o número de novos contactos, tanto nos EUA

como no Canadá, bem como em países latino-americanos, mercados chave na

estratégia de crescimento e internacionalização da marca. Na BESA, o público

mostrou grande interesse pelo sistema URKI-MIX para repintura automóvel.

Reta renova imagem do autocarro do Gil Vicente

A Reta – Serviços Técnicos e Rent-a-Cargo, S.A. efetuou a renovação de imagem no

autocarro da equipa principal de futebol do Gil Vicente Futebol Clube, no seu centro de assistência

técnica de Vila Nova de Gaia. Este refresh de imagem inclui um recondicionamento

total da viatura, com pequenas intervenções e preparação para pintura, uma nova pintura e

aplicação da nova imagem do emblema de Barcelos. Para a Reta, a diversificação de serviços

tem sido uma aposta à qual se pretende dar continuidade. Este é mais um reconhecimento pelo

trabalho desenvolvido na manutenção e

reparação de autocarros, segmento onde

a marca tem vindo a apostar em 2018.

Para Paulo Caires, diretor de marketing

e vendas da RETA, “esta renovação do

autocarro do Gil Vicente Futebol Clube é

nova evidência no que concerne à nossa

estratégia de diversificação de serviços.

O facto de termos merecido a confiança

da estrutura profissional de uma modalidade

tão mediática como o futebol, que

se prepara para regressar à Primeira Liga, é algo que muito nos honra”. Esta será a imagem

que acompanhará o Gil Vicente Futebol Clube durante o que resta de 2018 e o ano de 2019,

ano em que a equipa comemora as suas 95 primaveras de existência.

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2018 I Dezembro


54

CARROScomHISTÓRIA

Renault Espace

A mãe dos monovolumes

Mais do que uma necessidade, o mercado dos SUV, quase símbolo de um estilo de vida, tem, hoje, um leque

de oferta enorme. Este movimento teve o seu primeiro passo pela mão da Renault e chamou-se Espace

Por: João Paulo Lima

Desenvolver um veículo que proporcionasse

a habitabilidade de um

comercial de nove lugares, com o

conforto e as prestações de um automóvel

ligeiro, era o objetivo. Nos anos 80, as

famílias na Europa, à semelhança do que

já acontecia nos EUA, pela facilidade do

acesso ao crédito e prosperidade em geral,

começaram a ter mais poder de compra.

O projeto que originou a Renault Espace

nasceu em 1970 pela mão do britânico Fergus

Pollock, um designer que trabalhava,

na altura, para a Chrysler UK, em Coventry.

Esta empresa pertencia a um grupo que

dispunha à época de forte ligação com os

americanos da Chrysler. Em França, tinham

parcerias com marcas como a Matra e a

Simca. A Espace foi inicialmente projetada

para substituir o «Matra Rancho», um modelo

que teve pelo seu “ar descontraído”

muito boa aceitação no mercado. Antes de

entrar em produção no Reino Unido, em

1978, a Espace foi vendida ao Grupo PSA,

que não avançou com o projeto atendendo

ao elevado custo de produção e às linhas

demasiado arrojadas para a época.

Dado o insucesso, a Espace volta para

a “gaveta” e permanece aí alguns anos,

só voltando a ver a “luz do dia” quando

a Matra desafia a Renault para produzir o

modelo. A ideia era utilizar uma carroçaria

em fibra de vidro, à semelhança do que a

Matra já utilizava para o Murena, sobre um

chassis em aço galvanizado. Para concretizar

o negócio e poder ser fabricado na

pequena unidade fabril da Matra, esta teria

de terminar com a produção do Murena.

Em 1984, saiu da linha de montagem a

primeira Renault Espace, um ano depois

do projeto estudado em parceria nos EUA

pela Chrysler, a «Minivan S», ter sido lançado

nos states. Este modelo foi o percursor

da «Voyager», bem conhecida entre nós.

O êxito foi imediato e, apesar das linhas

continuarem futuristas, a Espace agradou

à primeira vista. Em 1988, o modelo sofreu

um restyling, tornando-o ainda mais apelativo

mas mantendo os mesmos componentes

mecânicos.

Mais tarde, a nova direção da Renault

utilizou os conhecimentos e parte da

tecnologia desenvolvida na Espace para

criar mais dois modelos de vanguarda da

marca, o «Vel Satis» eoa «Avantime». A

Portugal, o primeiro modelo só chegou

por importação paralela pois o importador

não comercializou a Espace em terras lusas.

Parte delas foram legalizadas por emigrantes,

que as traziam quando terminava a sua

estadia em França, onde o início da sua comercialização

foi lento ou mesmo fraco. No

primeiro mês, venderam-se apenas nove

unidades, de uma contagem que terminou

em ​191.674 viaturas vendidas. Este primeiro

modelo dispunha de características que

valorizavam a vida a bordo. Os assentos

dianteiros eram articulados e o do condutor

e passageiro da frente rodavam 180°,

permitindo confraternizar frente a frente

com os ocupantes dos lugares traseiros.

Engenhosamente projetado, permite

uma excelente visibilidade para todas as

direções. A segunda geração da Espace

ofereceu a possibilidade de se poderem

remover assentos e alterar as configurações

à medida das necessidades. No seu

palmarés, importa referir o ano de 1992,

quando a Espace foi escolhida para veículo

de transporte da Chama Olímpica,

e, em 1994, no seu mais mediático passo,

quando o piloto francês Alain Prost montou

um motor de Fórmula 1 e transformou

um SUV num carro de corrida de grandes

prestações. O modelo atual, a geração IV

evoluiu e concorre com outros do mesmo

segmento, mantendo as características que

sempre distinguiram a Espace das restantes

propostas existentes no mercado. ✱

Dezembro I 2018

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2018 I Dezembro


56

OFICINAdoMÊS

MAGNAUTOrino

Renascer das cinzas

A MAGNAUTOrino ardeu, por completo, em 2017, perdendo instalações, veículos e equipamentos. Mas a

força de vontade de Alexandre Magno Costa permitiu à oficina renascer das cinzas. Melhor do que nunca

Por: Jorge Flores

Não raras vezes, é nos momentos

mais difíceis que se vê a matéria

de que são feitos os seres humanos.

Que o diga Alexandre Magno

Costa, que, há cerca de um ano, viu as

instalações da empresa MAGNAUTOrino,

arderem, por completo, juntamente com

todo o seu recheio interior, incluindo veículos

e equipamentos. Para muitos, uma

tragédia desta dimensão significaria o

fim do negócio. Mas Alexandre Magno

Costa enfrentou o problema de outra

forma. De frente. E não desistiu. Continuou,

durante um ano, a pagar salários

aos seus funcionários, apesar de manter

as portas da oficina fechadas. Até que,

cumprido um ano sobre o incêndio, con-

seguiu erguer-se das cinzas, literalmente,

como Fénix, reabrindo as suas instalações.

Mas de uma forma diferente. Para

melhor. Um espaço muito maior, mais

moderno e melhor equipado do que

alguma vez fora nos 30 anos de história

que já conta a oficina.

pois”, como não poderia deixar de ser,

“os incêndios de 15 de outubro de 2017,

com a destruição da empresa”, sublinhou.

Alexandre Magno Costa não escondeu

o orgulho na recuperação da oficina. E

de uma forma tão categórica. “Sim, sem

dúvida. Vou ser sincero: o resultado final

é que estamos com muito melhores condições

de trabalho, mas o desgaste de

toda a equipa foi enorme. Não digo só

físico, mas, também, psicológico”, contou.

“Parte da equipa ajudou-me na reconstrução

do edifício, a outra parte continuou a

fazer serviços de manutenção e reparação

automóvel, numa pequena parte de

um pavilhão cedido por outra empresa,

para que a perda de clientes fosse a menor

n MOMENTOS COMPLICADOS

O responsável da MAGNAUTOrino confidenciou

ao Jornal das Oficinas alguns

dos períodos mais complicados ao longo

deste percurso. “Os momentos mais marcantes

da nossa empresa foram quando

passei da garagem de minha casa, onde

iniciei o negócio, para o local onde é hoje,

aumentando a equipa”, recordou. “E, depossível.

Foi um ano e pouco para conseguir

este resultado. Estamos orgulhosos

e quero aproveitar para agradecer a toda

a nossa equipa, por não terem baixado

os braços”, acrescentou o responsável da

MAGNAUTOrino.

n SERVIÇO COMPLETO

Atualmente, a MAGNAUTOrino dispõe

de nada mais nada menos do que 2.500

m 2 de área e presta serviços de mecânica,

eletrónica, eletricidade, chapa, pintura,

pneus e lavagens. “Basicamente, tudo o

que um veículo possa precisar. Acrescento

ainda a venda de automóveis”, frisou Alexandre

Magno Costa ao nosso jornal. Para

o responsável, a oficina marca a diferença

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OFICINA DO MÊS

57

Na foto em baixo,

da esq.ª para a dta.:

Inês Costa (filha);

Alexandre Magno Costa

(gerente); Daniel Costa

(filho); Pedro Monteiro

(diretor da Rino);

Ricardo Figueiras (gestor

de marketing da Rino);

Pedro Loureiro (gestor

de clientes da Rino)

perante a concorrência graças ao “serviço

completo que oferece ao cliente”. Além

disso, garantiu, prima pela “transparência e

pela confiança” em todos os trabalhos que

executa. Mais: “Ajustamo-nos ao cliente”,

acrescentou o gerente.

Neste momento, a oficina conta com

11 colaboradores, mas deverá aumentar

para 12, no início de 2019. A área

geográfica de intervenção passa pelos

concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela

e São Pedro do Sul.

n DESAFIOS DE FUTURO

O nome não engana. Durante 23 anos, a

oficina respondeu pelo nome Magnauto.

Mas, depois, ajustou-se a uma nova realidade

enquanto parceira de uma rede.

A MAGNAUTOrino foi uma das primeiras

oficinas a entrar na rede Rino. Uma opção

de que Alexandre Magno Costa não se

arrepende. “Sempre defendi que o futuro

das oficinas passava por trabalhar em rede.

Na altura, a rede Rino foi-me apresentada

pela ANECRA, da qual também já era associado

há muito tempo. Achei que poderia

ser uma boa aposta”, explicou.

Superado o período mais complicado

da sua história, o gerente da MAGNAU-

TOrino olha com otimismo para o futuro,

embora esteja consciente dos desafios

que se deparam no horizonte do mercado

da reparação. “Sem dúvida que os maiores

desafios são a velocidade com que a

viaturas têm evoluído eletronicamente

e a concorrência elevada, acrescida da

concorrência desleal”, referiu. “O futuro

da atividade só poderá ser bom caso haja

saúde. Estamos prontos para enfrentar

todos os desafios”, concluiu. ✱

MAGNAUTOrino

Gerente Alexandre Magno Costa | Morada Zona Industrial de Vilarinho, Lote 3, 3680 - 323 Oliveira de Frades

Telefone 232 761 474 | Site www.magnatorino.pt

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2018 I Dezembro


58

EMPRESA

Cunho familiar

3R Parts

Fundada, no mês de setembro, em Santarém, a 3R Parts tem uma liderança familiar assente no apelido “Regueira”

dos três sócios. A empresa, dedicada ao comércio de peças automóvel, privilegia a formação

Por: Jorge Flores

Joaquim Regueira, ao centro, acompanhado

pelos filhos Pedro (à esq.ª) e Diogo, explicou ao

Jornal das Oficinas os grandes trunfos da 3R Parts

Um. Dois. Três. A empresa 3R Parts,

sediada na zona industrial de Santarém,

ainda não conta com três

meses de existência e já começou a escrever

a sua história no mercado do comércio

de peças e acessórios automóveis. Liderada

por Joaquim Regueira, nome conhecido

no ramo, e pelos seus dois filhos, Pedro

Regueira e Diogo Regueira (o “R” deriva do

apelido de família), a empresa “dispõe de

uma área bruta de cerca de 900 m 2 , dividida

em espaços de atendimento ao público,

call center, sala de formação teórica, espaço

para formação prática e armazenagem de

stock dividido em dois pisos. Tem uma

equipa formada e competente, com todas

as ferramentas ao dispor e completamente

apta e disponível para servir os clientes”,

disse Pedro Regueira ao Jornal das Oficinas.

Segundo o responsável, “o facto de nos

termos incorporado no Grupo TRUS-

TAUTO, permitiu-nos beneficiar das suas

sinergias e dinâmica, o que se revelou uma

enorme mais-valia e a escolha mais acertada,

permitindo-nos o acesso direto à

comercialização de marcas de topo, tais

como TRW, baterias AUTOPART, HELLA,

OCAP, HENGST, bem como SKF, Blue Print

e SWAG, entre outras, com preços competitivos,

bem como a marca TRUSTAUTO,

propriedade da AFKT, presente em lubrificantes,

líquido de refrigeração, AdBlue

e escovas limpa-vidros, com imagem

própria e novas linhas de produtos muito

em breve”, adiantou Pedro Regueira.

n SINERGIA DE GRUPO

Diogo Regueira, por sua vez, considera

que “toda esta sinergia de grupo deu à 3R

Parts, igualmente, a possibilidade de criar

uma cadeia de valor robusta e bem firmada,

que vai desde os nossos fornecedores,

passando pelos nossos parceiros, até aos

nossos clientes”. E enfatizou: “A nossa loja

online, atualmente, no âmbito do B2B (Business

to Business) e assente na plataforma

do TecDoc, tem-se revelado um enorme

sucesso junto dos clientes, que, através de

um processo muito intuitivo e simples,

podem classificar as peças, bem como ter

acesso imediato à nossa disponibilidade

de stock, PVP, descontos, e efetuar encomendas,

tudo em tempo real e num processo

completamente automatizado”,

explicou.

De acordo com Diogo Regueira, “uma das

particularidades é o facto de o cliente, hoje,

poder, também, consultar diretamente

preços e stock de produtos e/ou marcas

que não existam no TecDoc, casos dos

lubrificantes, anticongelantes e aditivos”.

Já internamente, “os nossos colaboradores

podem consultar o stock de todos os membros,

bem como dos armazéns centrais da

AFKT”, sublinhou.

n APOSTA NA FORMAÇÃO

Com base na sua longa experiência no

setor das peças, Joaquim Regueira acredita

que, “num mercado com uma evolução

vertiginosa, em constante mutação e cada

vez mais exigente, impõe-se o tema da

formação”. Por isso, acrescentou o responsável,

essa é “outra das grandes apostas,

sendo estas certificadas e em parceria com

a ATEC e lecionadas ao longo do ano, nas

instalações da 3R Parts, quer na vertente

teórica, quer na vertente prática. A primeira,

subordinada ao tema “Sensibilização aos

Sistemas Híbridos”, aconteceu nos passados

dias 7 e 8 de novembro, com dois grupos

de clientes”, adiantou Joaquim Regueira

ao nosso jornal. “Uma das ambições da 3R

Parts sempre foi a transparência, a completa

articulação entre todos estes processos e,

acima de tudo, estar ligado a parceiros

sólidos e de confiança”, sublinhou. Q

3R Parts – Peças Auto, Lda.

Administradores Joaquim Regueira, Pedro Regueira e Diogo Regueira | Sede Av.ª do Matadouro Regional, Lote 40, Armazém 3,

2005 - 002 Santarém | Telefone 243 249 699 | Email geral@3rparts.pt | Site www.3rparts.pt

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60

EMPRESA

Universo turbo e Diesel

Compec

O Jornal das Oficinas visitou a Compec no

dia da estreia oficial da inovadora máquina

para injetores. Com apenas dois anos de

vida, a empresa especialista em turbos e

Diesel encara o futuro com otimismo

Por: Jorge Flores

A

Compec, que também responde

pelo nome Silcompec (de Silva)

é uma empresa especialista em

turbos e motores Diesel. Um universo que

Nuno Silva, gerente da empresa, situada na

Póvoa de Santa Iria, conhece desde tenra

idade. “O meu pai já trabalha no setor há

cerca de 40 anos. Abriu uma oficina onde

fazia de tudo um pouco no ramo automóvel.

A dada altura, aderiu à rede Bosch e,

entretanto, eu comecei a trabalhar com

ele”, recorda. “Há dois anos, achámos que

era altura de dividirmos o negócio em

dois. A oficina, que continua, e esta casa

especializada em recondicionamento de

componentes”, adianta Nuno Silva ao Jornal

das Oficinas. “Reparamos e recondicionamos,

com troca direta de componentes,

tantos turbos, como bombas injetoras e

injetores. Nos turbos, vendemos todos os

componentes, desde o parafuso à turbina

e à compressora. Tudo!”, sublinha.

n MÁQUINA INOVADORA

Atualmente, a Compec conta com uma

equipa de seis pessoas e com uma carteira

de clientes que tem aumentado de forma

sustentada. Nuno Silva faz um balanço positivo

dos primeiros tempos. “Estes dois anos

têm corrido bem. Temos vindo a crescer.

Viemos para aqui apenas com uma máquina

de turbos e, neste momento, já contamos

com duas para esse serviço e uma outra

para bombas injetoras, além do novo equipamento

para injetores, para common rail,

a grande novidade”, diz.

Conforme explica o responsável, trata-se

de um tipo de investimento considerável.

“Estamos a lutar, por enquanto, para poder

servir bem os nossos clientes. Queremos

dispor de máquinas suficientes para que,

sempre que se faça um serviço ao cliente,

exista o menor número possível de reclamações”,

afirma. A máquina (Carbon Zapp)

é a coqueluche da casa. “Temo-la há uma

Nuno Silva, gerente da Compec, assegura

que, em 2019, a empresa vai apostar no

recondicionado Diesel. “A ideia”, diz, “é

ampliar a gama e, com isso, crescer”

semana. Estiveram na loja profissionais da

própria marca a dar formação e a fazer a

aferição do aparelho. Hoje (dia da visita do

Jornal das Oficinas), é, curiosamente, o primeiro

dia independente do equipamento.

Começou agora a fazer serviços”, conta.

Com a nova Carbon Zapp, a qualidade do

serviço, nesta área, sobe vários patamares.

“Com a antiga, não tínhamos a garantia nem

a segurança para estar a vender um produto

recondicionado. O potencial de problemas

podia ser grande. Agora, é diferente. A Carbon

Zapp é uma máquina muito bem referenciada

e de muito boa qualidade. Sei que

estou a fazer um bom produto”, sublinha.

n GARANTIA DE QUALIDADE

Entre os clientes, a Compec encontra

as oficinas e as lojas de peças. O negócio

divide-se, portanto, entre as reparações e

a venda de componentes. Qual pesa mais?

“Ainda fazemos muita reparação. Especialmente

nos Diesel. Não temos ainda

capacidade de resposta para recondicionados.

Nos turbos, temos muita capacidade

de resposta nos recondicionados e

já funcionamos muito bem com a nossa

troca de direta de componentes: o cliente

traz um avariado e nós entregamos o recondicionado.

Mas, por enquanto, ainda

nos baseamos muito na reparação”, diz.

Planos para 2019? “Vamos apostar no

recondicionado Diesel. A ideia é ampliar

a gama e crescer. Já temos mais um aparelho

previsto: uma máquina de limpeza

de filtros de partículas. No primeiro semestre,

vamos ter aqui, seguramente, mais

uma área de negócio”, conclui. Q

Compec – Componentes Automóvel

Gerente Nuno Silva | Sede Rua Francisco Silva Pinto Júnior, n.° 9, 2690 -390 – Santa Iria da Azóia | Telefone 219 598 608

Email compec1@hotmail.com | Site www.compec.com

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PROTECÇÃO

DO AMBIENTE

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62

EMPRESA

Auto Pop

João Correia

(ao centro,

acompanhado na

foto pelos filhos

Carlos Correia e

Graça Correia) foi

quem fundou, há

45 anos, a empresa

madeirense

Referência insular

A Auto Pop é uma das empresas mais antigas da Madeira. Ligada, sobretudo, ao mercado independente de peças auto

multimarca, deve o seu sucesso à estratégia bem definida que assenta em parcerias, inovação, liderança e qualidade

Por: Bruno Castanheira

Fundada a 31 de outubro de 1973 por

João Correia, portanto há 45 anos, a

Auto Pop, designação comercial pela

qual é conhecida a C. Correia & Filhos, Lda.,

é a empresa com mais anos no setor da

venda de peças auto na ilha da Madeira.

Desde o início da sua atividade que o

seu objetivo tem sido servir o mercado

independente de peças auto e, também,

o mercado industrial, através de um leque

de marcas líderes a nível mundial nesses

setores. O seu crescimento sustentado

ao longo de quatro décadas e meia de

atividade resulta de uma estratégia bem

definida que assenta, sobretudo, em parcerias,

inovação, liderança e qualidade.

A C. Correia & Filhos, Lda. tem vindo, por

isso, a ocupar um lugar de destaque no

panorama regional de peças, fazendo do

seu próprio nome uma marca: Auto Pop.

n LÍDER DE MERCADO

A principal preocupação da empresa

insular passa pela satisfação das necessidades

dos clientes, procurando exceder

as expectativas destes com serviços e

produtos seguros, douradores e com

preços justos, para que os madeirenses

elejam sempre a Auto Pop como a sua

escolha preferencial. Hoje, a empresa

conta com três balcões (Funchal, Câmara

de Lobos e Cancela), através dos

quais comercializa todo o tipo de peças

para veículos ligeiros e pesados. Mas não

só. Conta com um espaço em Lisboa há

vários anos que lhe permite ter uma

logística com um eficiente sistema de

receção e entrega de mercadoria. Mas

o seu campo de abrangência vai muito

para além da venda a retalho. A Auto

Pop comercializa e monta equipamentos

oficinais, dá assistência às suas marcas

de baterias e, também, repara e assiste

as marcas de empilhadores e stackers de

que dispõe.

Assumindo que a sua estratégia visa

fidelizar os clientes com qualidade, serviços

e condições vantajosas, a Auto Pop

pretende continuar a liderar o mercado

de distribuição de peças na zona onde

está inserida. Aumentar a notoriedade,

diversificando ofertas e fornecendo soluções

com elevada qualidade, é outro

dos objetivos. Tal como manter as marcas

de qualidade que caracterizam, desde o

início, o seu portefólio de produtos, complementando

a oferta com emblemas de

cariz mais económico, proporcionando

aos clientes uma solução completa à

medida das necessidades de cada um.

Disseminar valores, práticas e uma cultura

de excelência virada para os clientes,

sustentada pelos seus colaboradores e

apoiada pelos fornecedores de que dispõe,

é outra das pretensões da empresa.

n RELAÇÃO COM A SPANJAARD

Sendo o parceiro mais antigo da Tudor

– Exide, a Auto Pop tem ligações com

AD Logistics, bilstein group, Carsistema

Portugal, ZF/TRW Portugal, SKF Portugal

e Facom – Stanley Black & Decker. Contudo,

a relação com a Spanjaard merece

particular relevância. Os produtos desta

marca estão presentes na ilha da Madeira

há mais de 30 anos, tanto no setor automóvel

como industrial. A Auto Pop foi o

seu primeiro distribuidor, que, desde cedo,

soube tirar partido de muitas soluções

inovadoras. Por exemplo, um problema

que já foi mais comum, mas que continua

a existir devido ao relevo montanhoso da

ilha, é o desgaste acentuado e precoce

das caixas de velocidade e diferenciais das

viaturas ligeiras e pesadas. Nestes casos,

o aditivo Spanjaard “G” (Gearbox and differential)

é visto como a solução ideal.

Entre outros produtos da gama Spanjaard

automóvel, as massas especiais para indústrias,

os sprays técnicos e os químicos

de manutenção sempre foram soluções

de reconhecida qualidade. Q

Auto Pop (C. Correia & Filhos, Lda.)

Sócios-gerentes João Correia e Carlos Correia | Sede Rua dos Ferreiros, 234-236, 9000 - 082 Funchal | Telefones 291 203 333/8

Fax 291 227 641 | Email ccorreia@autopop.com.pt

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64

PRODUTO

SOLAR

Solução de futuro

O Grupo Valente & Lopes criou uma nova marca, a Energy Systems, para I&D e comercialização de coberturas metálicas

galvanizadas com painéis solares, que aliam as vantagens da produção de energia limpa à proteção fornecida pelo

topo da estrutura. O modelo SOLAR apresenta-se como uma solução inovadora que reflete uma visão de futuro

Por: Bruno Castanheira

Líder no mercado ibérico de coberturas

metalo-têxteis há 23 anos, dispondo

de empresas constituídas em Espanha,

França e Marrocos, o Grupo Valente

& Lopes continua a apostar na inovação e

no desenvolvimento. Nesse sentido, acrescentou

ao seu portefólio de produtos uma

cobertura metálica galvanizada com painéis

solares, que alia a vertente de produto

sombreador ao aproveitamento de energia

elétrica. O modelo SOLAR apresenta-se

como uma solução inovadora que reflete

uma visão de futuro, estando já em curso

o processo de obtenção da marcação CE.

n ESTRUTURA ROBUSTA

Para levar a cabo esta nova aposta, o

Grupo Valente & Lopes criou a marca Energy

Systems (ES) para I&D e comercialização

de coberturas metálicas galvanizadas com

painéis solares, que aliam as vantagens da

produção de energia limpa à proteção fornecida

pelo topo da estrutura. Robusta e

esteticamente equilibrada, esta solução de

estacionamento recorre a painéis solares em

vez de lona. A energia solar, tal como as outras

energias renováveis, evita a importação

de combustíveis fósseis – como o carvão

e o gás natural – para gerar eletricidade,

poupando dinheiro e evitando a emissão

de gases com efeito de estufa (GEE). Por

isso, é encarada como uma solução natural,

económica (a médio e longo prazos) e

ecológica. Uma clara aposta de futuro do

Grupo Valente & Lopes.

Para conceção e verificação dos elementos

metálicos e de ligações, foram consideradas

as normas EN 1993-1-1:2005 e EN 1993-

1-8:2005. Para a análise dos elementos

metálicos, foi utilizada a lógica de análise

estrutural assistida, baseada no Modelo de

Elementos Finitos. Os valores das tensões/

esforços e das deformações condicionantes

para o dimensionamento, obtêm-se para as

combinações mais desfavoráveis das ações.

Para análise da estrutura do edifício, utilizam-se

vários modelos de análise, de modo

a simular o seu funcionamento segundo

os três eixos (X, Y e Z), recorrendo-se, para

o efeito, a modelos tridimensionais, onde

se simula todos os elementos estruturais.

n GARANTIA DE 10 ANOS

O modelo SOLAR dispõe de uma garantia

de 10 anos. E conta com um tratamento

anticorrosivo graças à galvanização por

imersão a quente, tendo a especificação

do revestimento de zinco um valor médio

de 93 μm. Já as estruturas dimensionadas,

cumprem todos os eurocódigos em vigor

por lei, nomeadamente 1, 2 e 3, RSAEEP, RE-

BAP, REAE e a EN206-1. No que diz respeito

ao aço utilizado, este dispõe do módulo

de elasticidade E = 210000 MPa e do coeficiente

de contração lateral (Poisson) v =

0.3. Quanto aos perfis e produtos planos

em aço S275, estão de acordo com a norma

EN 10025-2, que estipula um limite de elasticidade

fy = 275MPa e uma resistência à

tração fu = 430 Mpa. Os valores especificados

de propriedades mecânicas do metal

de solda são iguais ou maiores do que os

valores especificados para o metal de base.

O modelo SOLAR já foi instalado no Aki de

Portimão, na Danipack de Estarreja, na DST

de Ponte da Barca e na DST de Mesão Frio,

entre outras.

Tendo nas coberturas a sua principal área

de negócio, o grupo criado por Pedro Valente

arroja e prova que se mantém a par

das tendências do mercado, estando sempre

atento às necessidades cada vez mais

exigentes dos clientes. Para as coberturas

metalo-têxteis, existe a empresa Valente &

Lopes e a marca COVER (apropriadas para

a zona de aspiração de car wash, stands e

parqueamentos). Nas coberturas metálicas

com painéis solares, é a nova marca Energy

Systems (ES) que impera. Para a área das

estruturas de lavagem/salas técnicas, conta

com a empresa TECWASH. Q

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66

PRODUTO

Champion OEM SPECIFIC 5W30 C3

Mais vida útil para os motores

O Champion OEM SPECIFIC 5W30 C3 obteve uma ampla gama de aprovações exigentes, de motores de diferentes

fornecedores de equipamento original, provando que é, realmente, um óleo de motor versátil e de alto desempenho

Por: João Vieira

Prova de

desempenho

Alegar a superioridade de um produto

é fácil, mas a Champion consegue

demonstrá-la. A sua vasta aplicabilidade

é ainda mais reforçada, pois algumas

especificações são retrocompatíveis, como

é o caso do GM Dexos 2, retrocompatível

com especificações GM e Opel.

BMW Longlife-04

GM Dexos 2

MB 229,51

229,52

VW 502 00

505 00

505 01

Principais características

do CHAMPION OEM

SPECIFIC 5W30 C3

O

motores estão a tronar-se mais

potentes, mais avançados e mais

pequenos a cada ano que passa.

É necessário uma evolução ao nível dos

lubrificantes para que estes possam acompanhar

estes desenvolvimentos.

Por este motivo, a Champion lançou o

OEM SPECIFIC 5W30 C3, um óleo de motor

que melhora o desempenho e pode

ser utilizado para realizar a manutenção

a uma variedade de veículos diferentes.

Trata-se de um óleo versátil e, ao mesmo

tempo, de alto desempenho. A combinação

de óleos de base sintéticos e aditivos

de elevado rendimento garante melhor

proteção de todas as peças do motor. Uma

das suas vantagens adicionais, é a excelente

fluidez a baixas temperaturas, que

garante que o óleo atinja, rapidamente,

todos os componentes do motor após o

arranque. Esta fluidez também permite

poupar nos custos de combustível. Os aditivos

de redução de fricção, que baixam

as emissões de CO 2 e o consumo de combustível,

reforçam ainda mais este efeito.

O lubrificante OEM SPECIFIC 5W30 C3

foi desenvolvido para assegurar maior

período de vida útil do motor e melhorar,

ainda, a eficiência dos sistemas de

emissão. Além disso, o óleo dispõe de

um grau de viscosidade muito baixo e

contribui para uma poupança de combustível.

Nicolas Verellen, diretor da Wolf Oil

Corporation, fabricante dos lubrificantes

Champion, afirma que “os motores dos

automóveis modernos são mais pequenos

e económicos, mas oferecem, contudo,

maior potência. Esta realidade faz com

que se exerça maior força sobre eles, o que

requer, obrigatoriamente, melhor lubrificação.

Com este novo óleo, a Champion

apresenta a solução adequada para todas

as oficinas que realizam serviços de manutenção

e assistência técnica multimarca,

convertendo-a no produto certo para

garantir o desempenho ideal do motor”,

revela o responsável.

“Acreditamos que é importante estar na

vanguarda no que diz respeito às mais

recentes inovações e tecnologias. Por

isso, centramo-nos, continuamente, no

desenvolvimento de lubrificantes avançados,

que contribuem para um melhor

rendimento, motores mais limpos e uma

performance mais sustentável”, conclui Nicolas

Verellen.

Refira-se que a aprovação OEM garante

que o fabricante dispõe de lubrificantes

certificados, totalmente compatíveis com

os motores de determinada marca. Esta

aprovação garante que os lubrificantes

sejam seguros e permitem, por isso, o

desempenho ideal. ✱

l Excelente proteção do motor em

temperaturas de funcionamento

elevadas e baixas;

l Formulação de cinza reduzida protege

todo o sistema de pós-tratamento;

l Emissões de CO 2 reduzidas e maior economia

de combustível, graças à sua excelente

fluidez e propriedades de redução de fricção;

l Produto pode ser utilizado em diferentes

automóveis dos principais fabricantes

líderes de mercado, como, por exemplo,

Volkswagen, Mercedes-Benz, Mazda,

Audi, Renault, Opel e BMW

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68

TÉCNICA&SERVIÇO

Equipamentos ADAS na reparação de carroçarias

Mais informação e formação

Com a implementação dos sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), a condução tornou-se numa

experiência totalmente diferente, mais segura e confortável, na qual o automóvel assume o comando nos casos

em que o controlo é posto em causa por diferentes circunstâncias

Os sistemas ADAS são compostos

por diferentes sensores eletrónicos

instalados no veículo. Estes

sensores criam um ambiente controlado

que previne sinistros contra objetos, outros

veículos e, inclusivamente, no caso

dos mais avançados, peões, ciclistas ou

animais. Também detetam sinais de trânsito,

cumprindo funções que, em última

análise, nos devem conduzir ao veículo

autónomo.

Destacam-se os seguintes:

l Sensores de estacionamento e medição

de distância;

tantemente, de tal forma que, qualquer

dano provocado por um acidente, pode

ter influência nos restantes se as operações

não forem realizadas de forma adequada.

Esta realidade afeta, diretamente,

as oficinas reparadoras, que têm de adaptar-se

às mudanças e adquirir a tecnologia

e formação necessárias para levar a

cabo estas reparações. Por exemplo, em

l Radares dianteiros ou traseiros;

l Câmaras.

Estão ligados entre si e interagem consintervenções

nos vidros de para-brisas, na

substituição completa dos para-choques

e na pintura dos mesmos ou na reparação

de peças de chapa ou plásticas, cuja boa

reparação assegura a posição exata de

montagem dos radares.

n SENSORES DE ESTACIONAMENTO

Os sensores de estacionamento estão

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Colaboração

CESVIMAP

www.cesvimap.com

69

dicam que não existe qualquer tipo de

anomalia no funcionamento resultante da

reparação dos para-choques ou devido a

excesso de camada de tinta nos sensores

e não são necessários ajustes. Uma vez

montados todos os elementos do sistema,

não é necessário realizar operações de

colocação em funcionamento, visto que

são reconhecidos diretamente pelo calculador

do sistema de estacionamento.

ser desmontados para que não recebam

camadas adicionais de tinta. Ao substituir

um dos sensores por danos ou mau

funcionamento, é necessário pintá-lo

aplicando o mesmo processo utilizado

no para-choques.

Os testes realizados no CESVIMAP inos

airbags de capot, importa referir que

os sistemas mecânicos de ativação do

capot, em determinados casos, podem

ser rearmados sem problemas. No que

respeita aos pirotécnicos, é necessário

trocar todos os elementos afetados indicados

pelo fabricante do veículo. Os

pequenos danos, como deformações,

fissuras, riscos, que implicam a reparação

e a pintura do para-choques, não

Substituição de para-brisas com ADAS e calibração

instalados nos para-choques, numa série

de orifícios que abrangem a zona a medir

entre todos eles. Podemos encontrar diferentes

combinações no que respeita ao

número de sensores dianteiros/traseiros,

em função do quão sofisticado ou caro

for o sistema ou das funções adicionais:

medição do lugar com estacionamento

assistido, medição do lugar de estacionamento,

estacionamento assistido.

Ao substituir o para-choques por um

novo, a peça de substituição é fornecida

sem orifícios para os sensores de estacionamento,

o que implica a realização

desta operação na oficina. Para o efeito, é

necessário utilizar ferramentas com diferentes

diâmetros para realizar os orifícios

correspondentes a cada tipo de sensor.

Os pequenos danos, como riscos, deformações,

fissuras, devem ser tratados

com especial precaução, uma vez que a

reparação do para-choques pode afetar

o funcionamento dos sensores se não forem

colocados na posição original. Para a

operação de pintura dos para-choques,

os manuais dos fabricantes do veículo

indicam que o sensor não deve ser pintado.

Nesta operação, os sensores devem

Em caso de

acidente, os danos

sofridos pelo radar

podem implicar

a substituição

completa, devido

à ocorrência

de danos em

elementos de

fixação e, também,

porque são muito

frágeis e não são

fornecidas peças

de substituição

Sensores de resistência do sistema de proteção de peões (danificado, à esq.ª)

Disposição do sensor por pressão do sistema de proteção de peões

Airbag de capot

Perfuração do

para-choques

e alojamento

dos sensores de

estacionamento

n SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PEÕES

Trata-se de um sistema de segurança

passiva que requer sensores e outros elementos

para o seu funcionamento correto.

Perante um sinistro no qual este sistema

seja afetado ou ativado, há que referir que

os seus componentes não têm reparação

e devem ser substituídos, uma vez que o

tubo ou a fita de pressão e os dois sensores

das extremidades são fornecidos

pré-montados. No caso de soluções como

afetam, diretamente, o funcionamento

do sistema.

n RADARES DIANTEIROS E TRASEIROS

O radar é um sistema utilizado para

detetar a distância existente entre o

veículo que emite o sinal e um objeto.

Através da análise do sinal refletido pelo

objeto, consegue calcular a distância,

permitindo a deteção de obstáculos e a

tomada de decisões a altas velocidades

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2018 I Dezembro


70

TÉCNICA&SERVIÇO

Equipamentos ADAS na reparação de carroçarias

em sistemas de condução assistida. São

instalados na parte dianteira e traseira do

veículo, fixados à carroçaria, ocultados

atrás dos para-choques ou no próprio

para-choques. Em caso de acidente, os

danos sofridos pelo radar podem implicar

a substituição completa, devido

à ocorrência de danos em elementos de

fixação e, também, porque são muito

frágeis e não são fornecidas peças de

substituição. Embora não se possa generalizar,

a intervenção dependerá do

impacto, da localização e do respetivo

sistema de fixação.

Na substituição dos para-choques, na

maioria dos casos, não é necessário desmontar

os radares e, por conseguinte, não

radar e a aplicação de uma única camada,

sem tinta de base e sem exceder os 150

mícrones de espessura. A reparação de

pequenas fissuras ou perfurações não

é permitida por alguns fabricantes nos

para-choques, pelo que recomendam

a substituição completa. Outros delimitam

a reparação a uma periferia de

25 cm em redor do radar. A reparação

de danos na parte traseira ou dianteira

sobre elementos da carroçaria requer,

normalmente, a desmontagem do radar.

Ao montar novamente o dianteiro, será

necessário realizar uma calibragem. O

traseiro, somente quando indicado pelo

fabricante. O sistema Lidar instalado no

para-brisas não necessita de calibragem.

Calibragem com ferramenta específica

Radar dianteiro

é necessária qualquer ação complementar.

No âmbito da reparação, alguns fabricantes

de veículos incluem processos

específicos para a pintura dos para-choques

nos seus manuais de trabalho. Recomendam

a eliminação da totalidade

da pintura antiga na zona que delimita o

Fixação do radar ao para-choques, danificada

Radar traseiro

n CÂMARAS

As câmaras podem ser montadas em

diferentes partes do veículo. Por um lado,

existem as que permitem ver todo o ambiente

perimetral, instaladas nos espelhos

retrovisores e na parte dianteira da

grelha, As de assistência nas operações

A substituição

do para-brisas

com câmara é uma

operação cada

vez mais habitual.

É necessário

desmontar a

câmara do seu

alojamento, pelo

que esta perde o

ângulo de captura

e, posteriormente,

requer ajuste

e calibragem

de marcha-atrás e estacionamento estão

montadas na porta da bagageira ou capot

traseiro (a manipulação desta câmara

requer ajuste). Por outro lado, existem as

câmaras instaladas no espelho retrovisor

do para-brisas, de alta resolução, que simplificam

a entrada de dados em algoritmos

sobre os quais se baseiam os sistemas de

visão para detetar peões, veículos, sinais

e outros obstáculos. Estes sistemas de segurança

são compostos por uma câmara

e por um calculador, que interpreta os

dados, sendo instalados no para-brisas.

Uma vez que requerem elevado nível

de precisão, a calibragem é realizada

eletronicamente para que não existam

erros de funcionamento. Após qualquer

manipulação que requeira a sua desmontagem

e montagem, é necessário efetuar

uma calibragem, que pode ser dinâmica

ou estática.

A substituição do vidro com câmara é

uma operação cada vez mais habitual. É

necessário desmontar a câmara do seu

alojamento, pelo que esta perde o ângulo

de captura e, posteriormente, requer

ajuste e calibragem.

A calibragem dinâmica de câmaras é

realizada com a máquina de diagnóstico,

através de um ajuste prévio e, seguidamente,

uma autocalibragem em estrada,

que dependerá das condições desta e

da meteorologia, visto que, em caso de

chuva, neve ou nevoeiro, a calibragem

não será concluída ou será impossível.

As câmaras e radares com calibragem

estática requerem um equipamento específico.

Bosch, Hella Gutmann e Texa

Ibérica são fabricantes de ferramentas de

calibragem de sistemas de assistência à

condução, que permitem a calibragem

das câmaras e dos radares (no caso da

Hella) instalados nos veículos.

As novas tecnologias “forçam”, constantemente,

as oficinas reparadoras a estarem

atualizadas com novo equipamento. E levam

a que os funcionários tenham de estar

informados e formados para superarem

os desafios que estes avanços impõem

diariamente.

É, por isso, recomendável as oficinas

formarem os seus técnicos na substituição

e calibragem de vidros que integram

sistemas ADAS, através de cursos de formação

ministrados pelas marcas de equipamentos

ou entidades formadoras. Estes

cursos podem ser lecionados num único

dia, contemplando o conteúdo teórico

necessário sobre estes sistemas (funcionamento,

tipos de sensores, aplicações)

para, posteriormente, abordar a tarefa de

substituição e calibragem de todos os elementos,

câmaras e radares. ✱

Dezembro I 2018

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MENOS FRICÇÃO,

MAIS EFICIÊNCIA.

MAN Genuine Oil.

MAN Genuine Oil é o complemento ideal para os elementos principais de um veículo

MAN: motor, caixa de velocidades e eixos. Em conjunto com os componentes perfeitamente

harmonizados, o MAN Genuine Oil oferece protecção contra o desgaste

comprovada. Desta forma, ajuda a aumentar significativamente o ciclo de vida do veículo

e reduz os custos operacionais. Menos desgaste, mais eficiência. Com MAN

Genuine Oil. Disponível no seu centro de serviço MAN.


MUNDO AUTOMÓVEL

72

Toyota Yaris GRMN

Street racer

Inspirado pelo regresso da Toyota ao Mundial de Ralis e pelo Yaris WRC, o Yaris GRMN é o primeiro Toyota

GRMN a ser construído e comercializado na Europa. Equipado com motor 1.8 sobrealimentado de 212

cv, diferencial autoblocante Torsen, jantes BBS de 17” e travões maiores, este pequeno desportivo é um

autêntico street racer

Por: Bruno Castanheira

O

Yaris GRMN (Gazoo Racing afinado

pelo “Meister de Nürburgring”)

posiciona a Toyota como marca

de referência no segmento europeu dos

hatchbacks desportivos. O mais vitaminado

dos Yaris produzidos em série foi projetado

para proporcionar a melhor experiência

de condução possível. Inspirado pelo desporto

automóvel, com engenharia para a

estrada, o mais temido Yaris da atualidade

homologado para circular na via pública

foi inspirado pelo regresso da Toyota ao

Campeonato Mundial de Ralis da FIA e

partilha o seu ADN com o Yaris WRC, o

carro que já levou a Toyota Gazoo Racing

ao pódio dos vencedores no primeiro ano

de competição da equipa.

O Yaris GRMN não só é o primeiro modelo

GRMN a ser lançado na Europa como,

também, já começou a ser produzido no

Velho Continente, mais concretamente

na fábrica Toyota Motor Manufacturing

France Valenciennes (TMMF). A sua produção

foi integrada, com sucesso, na mesma

linha de montagem do Yaris “normal”,

sendo cada Yaris GRMN montado por uma

equipa própria, composta pelos técnicos

mais experientes da fábrica. A sua produção,

limitada a apenas 400 exemplares,

está direcionada para clientes europeus

e irá adicionar uma dimensão extra de

exclusividade ao seu apelo como automóvel

focado nas elevadas prestações.

n VISUAL DE CORRIDA

Tal como a versão que alinha no Mundial

de Ralis, o Yaris GRMN dispõe de carroçaria

de três portas. Partindo desta base, a Toyota

introduziu uma série de elementos específicos

de design e estilo exterior, incluindo

um spoiler traseiro preto (tipo “asa), um

desenho personalizado do para-choques

traseiro, um difusor traseiro, uma grelha

dianteira com malha específica em ninho

de abelha, um tubo de escape oval central

dentro de um invólucro trapezoidal, umas

pinças de travagem de cor branca e umas

jantes BBS de 17” escuras.

Além disso, exibe, também, um acabamento

especial em termos de pintura:

branca com detalhes vermelhos e negros

no capot e nas soleiras das portas,

remetendo, uma vez mais, para o visual

agressivo do Yaris WRC. Já o tejadilho, negro

contrastante, inclui uma antena de

barbatana de tubarão, que é única neste

segmento. Entre os pormenores que exprimem

o carácter especial deste desportivo,

destacam-se o “lábio” dianteiro em

vermelho e a ornamentação diferenciada

em negro para os faróis de LED, gerando

um impacto visual adicional.

O habitáculo é, igualmente, uma expressão

do foco das elevadas prestações

deste utilitário. Prova disso, são os bancos

dianteiros desportivos, projetados, especificamente,

pela equipa de especialistas da

Toyota Boshoku. Com revestimentos em Ultrasuede,

alcançam o objetivo da equipa de

desenvolvimento, que é fornecer o melhor

apoio lateral da classe. A cor totalmente

negra do habitáculo enfatiza a sua essência

desportiva, com superfícies em couro

preto no painel de bordo e guarnições das

portas e teto forrado igualmente a negro.

Os pormenores que revelam a essência de

prestações puras incluem um botão de arranque

do motor e um volante de reduzido

diâmetro e revestido a couro, “emprestado”

pelo Toyota GT86 e adaptado às exigências

especiais do Yaris GRMN, incluindo uma

costura vermelha no “ponto zero”. Há, também,

um conjunto de pedais desportivos

em alumínio, aplicações em alumínio e um

exclusivo mostrador tátil com animação

de arranque inspirada na Toyota Gazoo,

refletindo a personalidade especial deste

modelo de elevadas prestações. Funcional

Dezembro I 2018

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AVALIAÇÃO OBRIGATÓRIA

73

Tipo

MOTOR

Cilindrada (cc) 1798

Diâmetro x curso (mm)

4 cil. linha,

transv., diant.

80,5x88,3

Taxa de compressão 10,0:1

Potência máxima (cv/rpm) 212/6800

Binário máximo (Nm/rpm) 250/4800

Distribuição

Alimentação

Sobrealimentação

2 v.e.c./Dual VVT-i,

16 válvulas

injeção eletrónica

de gasolina

compressor Magnusson

Tração

Caixa de velocidades

TRANSMISSÃO

diant. c/ dif. auto.

Torsen + VSC

manual de 6+ma

DIREÇÃO

O Yaris GRMN transpira agressividade

por todos os poros. Os condimentos

estão lá todos: jantes BBS, diferencial

autoblocante Torsen, pinças de travão

ADVICS, amortecedores Sachs e

compressor Magnusson-Eaton

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (eletromecânica)

Diâmetro de viragem (m) 11,6

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm)

discos vent. (n.d.)

Traseiros (ø mm)

discos maciços (n.d.)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

e espaçoso q.b., o interior convence ainda

pelo equipamento expressivo, pelos dispositivos

de segurança presentes em bom

número e pela qualidade de construção,

ainda que nem todos os materiais sejam

de referência.

n DINÂMICA APURADA

Ágil, reativo, eficaz e fácil de controlar. O

Yaris GRMN proporciona emoções fortes

e tem o condão de fazer alternar sorrisos

de prazer com expressões de pânico na

cara do condutor e passageiros. O principal

responsável que desloca os 1.210 kg de

peso do conjunto de forma célere é o motor,

uma unidade única no segmento dos

hatchbacks desportivos graças à utilização

de um compressor Magnusson-Eaton para

melhorar o rendimento. O bloco a gasolina

de 1,8 litros é construído pela Toyota

Manufacturing UK (TMUK) na fábrica de

Deeside, sendo as modificações realizadas

por especialistas da Lotus, também na Grã-

-Bretanha. A construção e instalação final

do motor são realizadas pela Toyota Motor

Manufacturing France (TMMF), na fábrica

de Valenciennes. Cada uma das 400 unidades

construídas para clientes europeus

inclui uma placa numerada para vincar a

sua exclusividade.

Com 212 cv e 250 Nm, que são transmitidos

às rodas dianteiras por intermédio

de uma caixa manual de seis velocidades

(que carece, contudo, de maior precisão

na engrenagem), existindo, ainda, controlo

de estabilidade (VSC) e diferencial autoblocante

Torsen, o Yaris GRMN é um “brinquedo”

que dá gozo. E não enjoa. Equipado

com pneus Bridgestone Potenza RE 050A,

de medida 205/45R17 84W, este pequeno

desportivo dispõe de grandes e ventilados

travões de disco dianteiros com pinças de

quatro êmbolos, fornecidos pela ADVICS,

que asseguram uma travagem potente e

fácil de controlar. O seu comportamento

ágil deve-se ao chassis reforçado, à suspensão

mais rígida e rebaixada e aos amortecedores

de rendimento Sachs.

A bem sucedida aplicação do motor

sobrealimentado ajuda o Yaris GRMN a

atingir os objetivos definidos aquando

do seu desenvolvimento: oferecer prestações

de alto nível e superior capacidade

de resposta às solicitações do condutor.

O exame minucioso de formas de reduzir

o peso durante o projeto ajudou a garantir

uma relação peso/potência líder da

classe: 5,70 kg/cv. Para o final, deixámos

o aspeto menos positivo deste pequeno

desportivo: o preço. É certo que se compreende

face a tudo o que é proposto e

tendo em conta o nível de emoção oferecido,

mas €38.620 é mais do que custa

um C-HR, um Auris ou um Prius. É certo

que nenhum destes três modelos diverte

(nem gasta) tanto como o Yaris GRMN,

mas factos, são factos. Seja como for, a

compra de carro não tem de ser sempre

racional. Ou será que tem? ✱

Dianteira

Traseira

Barra estabilizadora diant./tras.

McPherson

barra de torção

sim/não

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 230

0-100 km/h (s) 6,4

Cons. Extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 5,7/7,5/10,6

Emissões de CO 2 (g/km) 170

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comprimento/largura/altura (mm) 3945/1695/1510

Distância entre eixos (mm) 2510

Vias frente/trás (mm) 1465/1450

Capacidade do depósito (l) 42

Capacidade da mala (l) 286

Peso (kg) 1210

Relação peso/potência (kg/cv) 5,70

Jantes de série

7Jx17”

Pneus de série 205/45R17

Pneus de teste

Mecânica

Pintura

Anticorrosão

Bridgestone Potenza

RE 050A, 205/45R17 84W

GARANTIAS

5 anos ou 160.000 km

3 anos s/ limite km

12 anos s/ limite km

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 15.000 km ou 1 ano

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €195

Intervalos

PREÇO (s/ despesas) €38.620

Unidade testada €38.620

Imposto Único de Circulação (IUC) €224,98

15.000 km ou 1 ano

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2018 I Dezembro


74

MUNDO AUTOMÓVEL

NOTÍCIAS

Jaguar Land Rover

minimiza enjoos

Por: Bruno Castanheira

Os futuros veículos das marcas Jaguar e Land Rover serão

capazes de reconhecer se os seus ocupantes estão enjoados e

ajustar as características para minimizar o desconforto durante

a condução. Devido à sua investigação sobre o enjoo num

veículo, a Jaguar Land Rover criou um algoritmo que gera “uma

pontuação sobre o bem-estar” de cada passageiro. Estes dados

podem ser utilizados para personalizar, automaticamente, o

estilo de condução e as características do interior do veículo,

de modo a reduzir os efeitos desconfortáveis que os passageiros

sofrem em cerca de 60% dos casos. A Jaguar Land Rover

recolheu dados gerados durante mais de 25 mil km junto de

pessoas que enjoam durante as viagens e verificou as suas

causas, como, por exemplo, ver as mensagens do telemóvel.

A “classificação do bem-estar” calcula, através de sensores

biométricos que registam os sinais fisiológicos, se condutor

e passageiros estão enjoados. Combinar estes dados com o

movimento e a dinâmica do veículo, faz com que este saiba

quando o condutor ou um passageiro começam a ficar enjoados,

mesmo antes da ocorrência de qualquer sintoma. ✱

Volvo XC40 vence troféu WWCOTY

O novo Volvo XC40 foi o grande vencedor do troféu Women’s World Car of the Year (WWCOTY), naquela

que foi a segunda vez que a marca sueca conquistou este prémio, depois de, em 2016, o modelo XC90 ter

cometido a mesma proeza. O Women’s World Car of the Year foi criado em 2009 para dar resposta à falta de

representação das mulheres no painel de jurados dos prémios “European Car of the Year” e “World Car of

the Year”. No Women’s World Car of the Year, o painel é composto por 34 juradas provenientes de 27 países,

que votam, não num “automóvel para senhoras”, mas no melhor produto, de acordo com a sua experiência

e conhecimento como jornalistas especializadas no setor automóvel. Na edição deste ano, foi introduzido

um novo sistema de votação, no qual as juradas selecionavam os seus 12 automóveis favoritos através da

atribuição de uma pontuação de 0 a 10 nos seguintes itens: “Competência em Estrada”; “Espaço e Conforto”;

“Conectividade”; “Segurança”; “Economia de Combustível”; “Valor vs Custo”; “Estilo e Design”. ✱

Volkswagen cria sistema Night Vision

O novo Touareg é o primeiro modelo da Volkswagen a fazer uso do sistema de visão noturna (Night Vision).

Uma câmara térmica ajuda a reagir atempadamente ao perigo na estrada e aumenta a proteção de pessoas

e animais na escuridão, ao visionar uma área 300 metros à frente do veículo e ao reagir ao calor irradiado

pelos corpos. O utilizador pode visualizar a respetiva imagem térmica no painel de instrumentos ou no Digital

Cockpit. A câmara de infravermelhos pode registar pessoas em pé não ocultas, ciclistas e animais de maior

porte a uma distância de 10 a 130 metros à frente do veículo. Fora do corredor de risco, peões e animais

são destacados na cor amarela na imagem a preto e branco criada pelo sistema. Se atravessarem certos

limites ao longo da estrada, as figuras marcadas a amarelo passam a vermelho. Mesmo que o ecrã do Night

Vision não esteja ativado no Digital Cockpit, este mudará, automaticamente, quando for detetado perigo a

velocidades superiores a 50 km/h e exibirá pessoas e animais numa cor vermelha. A velocidades inferiores

a 50 km/h, um sinal vermelho de alerta acenderá no painel de instrumentos mas o ecrã não é ativado. ✱

Suzuki renova Vitara

O Suzuki Vitara foi alvo de uma profunda renovação, que

abrangeu design, interiores, motorizações e segurança. Com

cinco anos de garantia, distingue-se do modelo antecessor pela

grelha frontal cromada retocada, para-choques dianteiros com

embelezadores cromados, jantes de 17” e óticas dianteiras de

LED. As possibilidades de personalização mantêm-se, com uma

completa palete de cores, combinações de dois tons, packs de

acessórios e detalhes interiores e exteriores. Por dentro, existe

um novo ecrã LCD a cores de 4.2”, que fornece dados relativos

a consumo, eficiência da condução e modos do sistema Allgrip.

As versões GLX apresentam, para além disso, um novo design

para o relógio, situado no centro do painel de instrumentos.

O novo Vitara vem equipado com as últimas tecnologias de

segurança. Em relação ao modelo antecessor, incorpora DSBS

(Dual Sensor Brake Support), alerta de mudança de faixa,

assistente de mudança de faixa e alerta de fadiga. Para além

disso, dispõe de três sistemas que são novidade absoluta na

Suzuki: reconhecimento de sinais de tráfico; deteção de ângulo

morto; alerta de tráfego posterior. A tudo isto, junta-se o

sistema de controlo de travagem de emergência autónomo

com reconhecimento de peões e o cruise control adaptativo.

Quanto a motores, existem duas unidades turbo a gasolina:

1.0 Boosterjet de 111 cv e 1.4 Boosterjet de 140 cv. Os preços

(com campanha) iniciam-se nos €17.710. ✱

Dezembro I 2018

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A EQUIPA DA AP COMUNICAÇÃO DESEJA

FELIZ

NATAL

& BOM ANO DE 2019

A TODOS OS NOSSOS PARCEIROS, FORNECEDORES E AMIGOS


76

MUNDO AUTOMÓVEL

EM ESTRADA

Novos modelos lançados no mercado

Ford EcoSport 1.5 TDCi Titanium

Aposta com estilo

Revisto e melhorado, o EcoSport é a aposta da Ford para

o segmento dos SUV compactos. Recheado de extras,

como é o caso do branco “Frozen” (€203) que reveste a

carroçaria, das jantes de 17” (€203), do traseiro (€152),

dos vidros escurecidos (€122) e dos faróis bi-Xénon, que

incluem luzes diurnas de LED (€762), exibe uma aparência

vistosa, mantendo ligações com os seus “irmãos mais

velhos”. Perdeu a roda sobressalente que estava colocada

no portão traseiro do modelo antecessor, ganhou uma

imagem mais consensual. Por dentro, agrada a qualidade

de construção, o posto de condução e o espaço disponível

para passageiros e malas. E também no interior existem

Kia Ceed 1.0 T-GDi TX

Terceira geração

Concebido pelo Centro Europeu de Design da Kia, em

Frankfurt, na Alemanha, e inspirado pelo estilo do fastback

Stinger, especialmente para o Velho Continente, a

terceira geração do Ceed apresenta-se, no mercado nacional,

com várias novidades, algumas delas algo inovadoras

para o segmento em que procura conquistar espaço no

mercado. O conforto e o comportamento dinâmico são

a face mais visível da evolução do modelo e colocam

esta proposta sul-coreana num patamar superior face

ao antecessor. A começar pela solidez do conjunto e a

acabar na honestidade de todas as reações. O pequeno

motor de três cilindros e 120 cv de potência às 6000 rpm

é um bom companheiro de estrada. Não perde fulgor em

acelerações e recuperações. Mesmo em baixos regimes,

consegue ir buscar energia suficiente para não comprometer

o necessário prazer de condução. A velocidade

máxima é de 190 km/h e o tradicional arranque dos 0

aos 100 km/h cumpre-se em 11,1 segundos. Mas, mais

apelativo do que estes valores, são os registos de consumos.

Nesse ponto, o Ceed 1.0, que, em Portugal, com o

nível de equipamento TX, custa €24.440, gasta 5,6 l/100

Seat Arona 1.6 TDI Xcellence

Espírito dourado

Eficaz, elegante, acessível. O Arona, o mais pequeno SUV

da Seat, tem um espírito dourado. A começar pela cor

irreverente que reveste a carroçaria de cinco portas, na

qual sobressai a grelha escura, as jantes de 17”, as barras

de tejadilho e toda a secção superior pintada de preto. O

habitáculo segue o traço adotado no exterior, ainda que

prime mais pela sobriedade do que pela exuberância. O

posto de condução é simplesmente ótimo, com pedais,

volante e comandos bem localizados, aos quais se junta

um banco confortável com boa amplitude de ajustes. A

construção situa-se num patamar elevado, perfeitamente

justificado pela qualidade de materiais, acabamentos e

Mazda2 1.5 Skyactiv-G Advance Navi

Recheio superior

Tempos a tempos, as marcas necessitam de renovar

os argumentos das suas gamas. No caso do Mazda2,

essa evolução dá pelo nome de Advance Navi, o

que significa que o modelo foi subindo vários patamares

em termos de recheio interior, de série.

Desde logo, o “2” Advance Navi incorpora jantes de 16”,

câmara de visão traseira, volante e alavanca de caixa de

velocidades em pele, um conjunto de sensores (humidade,

luminosidade, chuva, estacionamento traseiro) e

uma luz interior com spot de leitura. Além disso, conta

com cruise control, limitador de velocidade ajustável e

ainda ar condicionado automático. Os vidros escurecidos

traseiros, o alerta de saída de faixa, os faróis de nevoeiro

de LED e ainda a antena tipo “barbatana de tubarão”

complementam o “quadro” desta versão. Debaixo do

capot, encontra-se o bloco Skyactiv-G 1.5, a gasolina,

que desenvolve 90 cv de potência às 6.000 rpm e 148 Nm

de binário máximo às 4000 rpm. Um propulsor que assegura

consumos de combustível na ordem dos 4,5 l/100

km, em regime combinado. O Mazda2 1.5 Skyactiv-G

Advance Navi está disponível no mercado por €18.618,

extras: sistema de chave inteligente (€152), sistema de

navegação com B&O Play (€712) e Pack Driver Plus (sistema

de deteção de ângulo morto, retrovisores elétricos

rebatíveis, sistema auxiliar de estacionamento à frente e

atrás e câmara de visão traseira, tudo por €762). Com 100

cv e 215 Nm, o EcoSport 1.5 TDCi, que traz acoplada caixa

manual de seis velocidades, proporciona uma condução

fácil e descomprometida, mas sem grande envolvência.

As prestações ficam-se pelo razoável e falta alguma acutilância

quer à direção quer ao comando da caixa. Já os

consumos, são convincentes, tal como o preço a que é

proposto (sem despesas nem extras): €27.102. BC

km, em regime combinado. Um valor anunciado e que,

durante o ensaio, revelou ser um pouco superior, mas sem

deixar de poder ser considerado um motor económico.

Por vezes, o estilo de condução poderá determinar um

pouco a fatura a pagar. JF

montagem. Equipamento e dispositivos de segurança não

faltam. O espaço disponível para ocupantes e bagagem,

não sendo vasto, em nada compromete uma utilização

mais familiar. Na versão aqui em apreço, o Arona recorre

aos préstimos do motor 1.6 TDI de 95 cv equipado com

sistema start&stop, que traz acoplada caixa manual de

cinco velocidades. Não sendo um sprinter, longe disso,

este SUV proporciona uma condução deveras agradável,

privilegiando, como seria de esperar, mais consumos do

que prestações. De elevado gabarito é o desempenho

dinâmico, que se pauta pela solidez do conjunto e pela

honestidade de todas as reações. €26.715 é quanto custa

a versão Xcellence 1.6 TDI com caixa manual. BC

um valor perfeitamente aceitável, pesando o bem-estar

que proporciona a bordo e as pequenas limitações que

evidencia em termos de comportamento dinâmico. Ainda

assim, a sua condução é deveras agradável. JF

MOTOR 4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1499

Potência máxima (cv/rpm) 100/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 215/1750-3000

Velocidade máxima (km/h) 160

0-100 km/h (s) 14,0

Consumo combinado (l/100 km) 4,1

Emissões de CO 2 (g/km) 113

Preço €27.102

IUC €127,44

MOTOR

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 998

Potência máxima (cv/rpm) 120/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 172/1500-4000

Velocidade máxima (km/h) 190

0-100 km/h (s) 11,1

Consumo combinado (l/100 km) 5,6

Emissões de CO 2 (g/km) 127

Preço €24.440

IUC €122,84

MOTOR 4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1598

Potência máxima (cv/rpm) 95/2750-4600

Binário máximo (Nm/rpm) 250/1500-2600

Velocidade máxima (km/h) 172

0-100 km/h (s) 11,9

Consumo combinado (l/100 km) 4,0

Emissões de CO 2 (g/km) 105

Preço €26.715

IUC €127,44

MOTOR

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1496

Potência máxima (cv/rpm) 90/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 148/4000

Velocidade máxima (km/h) 183

0-100 km/h (s) 9,4

Consumo combinado (l/100 km) 4,5

Emissões de CO 2 (g/km) 105

Preço €18.618

IUC €127,44

Dezembro I 2018

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USO PROFISSIONAL

Ford Transit Custom PHEV

Por: Ricardo Carvalho

77

E que tal um furgão

a gasolina?

Durante o último Salão de Hanover, a Ford mostrou uma Transit pioneira

no que à motorização disse respeito. Um dos mais populares furgões do

mundo renovou-se e ganhou uma variante híbrida plug-in que promete

dar que falar nos próximos tempos. Até porque é única no segmento

e tem motor... 1.0 a gasolina

Três modos

de condução

Os três modos de condução “EV” selecionáveis

permitem ao condutor eleger como e quando

quer utilizar a carga da bateria. A saber:

l “EV Auto” - o ajuste pré-definido determina

como utilizar as fontes de energia;

l “EV Now” - utiliza apenas a energia elétrica

até que a bateria fique sem carga;

l “EV Later” - o sistema tem como objetivo

manter o nível de carga da bateria.

Ao mesmo tempo que revelou a

nova “cara” da Transit maior, a de

duas toneladas, a Ford aproveitou

o maior salão do mundo dedicado

aos veículos comerciais para mostrar um

modelo que terá um peso relevante nas

vendas da gama Transit nos próximos

tempos. A partir de uma Transit Custom

“convencional”, a marca norte-americana

desenvolveu uma versão híbrida plug-in

que promete arrebatar. A nova Transit,

que é igual a qualquer outra de configuração,

digamos, “normal”, está equipada

com uma bateria de iões de Lítio de 14

kWh de capacidade com refrigeração a

líquido e que está posicionada debaixo

do piso de carga, de forma a não “roubar”

capacidade a esta, detalhe que sempre

foi, de resto, uma das premissas deste

projeto.

n 50 KM EM MODO 100% ELÉTRICO

A rolar em modo 100% elétrico, a Transit

Custom será capaz de percorrer 50 km sem

emitir um grama de CO 2 que seja. Situação

ideal para a distribuição urbana e entregas

do último quilómetro. A Ford já colocou

alguns protótipos em empresas anglo-

-saxónicas, como, por exemplo, Royal

Mail, os correios britânicos. Assim que a

bateria fica “vazia”, ou seja, sem carga, o

motor 1.0 EcoBoost entra em funcionamento

para tentar enviar alguma energia

para ela (bateria). O motor a gasolina

está apenas ligado à bateria, não estando

conectado à caixa de velocidades nem a

outros elementos da cadeia cinemática.

O carregamento da bateria pode ser

feito através de uma tomada doméstica

e demora cinco horas. Ou, então, utilizando

uma tomada de 240V e 16 Ah,

processo que demora três horas. A Ford

Transit Custom PHEV tem três modos de

condução: “EV Auto”, “EV Now” (que utiliza

a eletricidade até esgotar a bateria)

e “EV Later” (utiliza gasolina, evitando a

descarga completa da bateria).

A nova Transit Custom PHEV é uma peça

chave do compromisso de “eletrificação”

global da Ford, que pressupõe um investimento

de 9.500 milhões de euros para

criar uma gama de 40 veículos “eletrificados”

a nível mundial, incluindo 16 veículos

totalmente elétricos, até 2022. ✱

Opção

“hibridização”

Se o cliente pretender, pode adquirir uma

Transit com um sistema elétrico de 48V. Estas

versões híbridas mais ligeiras estão equipadas

com uma pequena bateria de iões de Lítio e

um motor de arranque/gerador. Este pequeno

motor elétrico assiste o motor térmico de

forma apenas pontual, especialmente em

acelerações a baixa velocidade. Ainda que

não seja capaz de deslocar por si só a Transit,

rubrica consumos até 3% inferiores de acordo

com o ciclo WLTP, a pensar no qual o sistema

foi idealizado. O funcionamento do start&stop

também foi melhorado de forma considerável.

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2018 I Dezembro


78

MUNDO AUTOMÓVEL

PESOS-PESADOS

Por: Ricardo Carvalho

Auto Sueco lança campanha

de usados Volvo Trucks

A Auto Sueco Portugal, empresa do Grupo Nors,

lança uma campanha específica para os usados Volvo

Trucks. A ação promocional “Compre Já, Pague Depois”

encontra-se em vigor até dia 31 de dezembro

de 2018 e reforça a aposta da marca em apresentar

as melhores condições e soluções aos clientes. Todas

as viaturas usadas, com data de matrícula de 2012 a

2015, que forem adquiridas através de leasing durante

os meses de novembro e dezembro, têm o benefício

de só começar a pagar rendas a partir de janeiro de

2019. A maior parte das viaturas tem apenas um

proprietário e são retomas de clientes Volvo, cujos

camiões já tinham contratos de assistência nas oficinas

da marca, o que garante a vantagem de adquirir um

Volvo usado verificado por técnicos e especialistas

das oficinas Auto Sueco - Volvo Trucks. ✱

MAN Truck & Bus e IRONMAN

anunciam parceria

A MAN Truck & Bus AG é o fornecedor oficial dos

eventos de triatlo IRONMAN na Europa. O fabricante

de camiões, com sede em Munique, e os organizadores

do evento de triatlo assinaram um acordo de

parceria, no final de setembro de 2018, que inclui o

fornecimento de veículos MAN que darão assistência às

famosas corridas, que decorrem em mais de 10 países

europeus. A MAN apresentou os pacotes de equipamento

XLION no âmbito deste projeto de cooperação.

Fiabilidade, elevado desempenho e resistência em

todos os aspetos. São estas as características comuns

a todos os atletas do triatlo IRONMAN. E são, também,

as qualidades dos veículos MAN. Os pacotes XLION

disponibilizam equipamento especial para veículos

de transporte de longo curso, de tração e de distribuição,

combinando elevada qualidade e equipamento

específico para cada segmento de fábrica, com extras

e pacotes de serviços adaptados a cada país. O MAN

XLION é considerado o “rei da estrada” e pode exibir,

em opção, um vistoso design com um leão na lateral

da cabine. Todos os veículos incluem ainda a inscrição

“XLION” nas portas da cabine. ✱

Luís Simões inicia construção de centro logístico

A primeira fase inclui a construção do armazém B, um dos três que vão compor o novo e avançado complexo

logístico localizado no Polígono Puerta Centro de Guadalajara. Esta nave terá uma área de 29.083 m 2 , 13,70 metros

de altura, 34 cais e capacidade para 43.000 paletes. Além disso, contará com cerca de 2.200 m 2 de área para

copacking, atividade especialmente relevante para o desenvolvimento de serviços de logística promocional e de

logística e-commerce, dois segmentos fundamentais para o core business da Luís Simões. O novo armazém será

equipado com uma câmara frigorífica, que proporcionará ao operador logístico uma maior versatilidade e adaptabilidade

no desenvolvimento da sua atividade para clientes de diversos setores. A Luís Simões já está presente

em Cabanillas del Campo, com um COL (Centro de Operações Logísticas) de 66.380 m 2 e capacidade para 95.000

paletes, continuando a apostar em Guadalajara como centro fulcral da sua atividade no mercado espanhol. Desta

forma, a empresa reforça o seu compromisso para com esta província do país vizinho, aumentando a sua atividade

e gerando novos postos de trabalho, tanto diretos como indiretos. ✱

Iveco Stralis NP 460

é o “Camião Sustentável do Ano 2019”

Um ano depois de ter sido nomeado “Camião de Baixo Carbono do Ano” (“Low Carbon Truck of the Year”), no

Reino Unido, o Stralis NP 460 conquistou mais um importante troféu, ao ser eleito “Camião Sustentável do Ano 2019”

(“Sustainable Truck of the Year 2019”) na categoria “Tractor”. O troféu, organizado com o apoio da revista italiana

“Vado e Torno”, em colaboração com a Lifegate, foi entregue no “Ecomondo 2018”, evento internacional que adota

um formato inovador, ao juntar, numa única plataforma, todos

os setores industriais da Economia Circular. Naquela que foi a

sua 3.ª edição, este prémio da referida publicação especializada,

em parceria com o Instituto Politécnico de Milão, distingue as

inovações mais importantes em matéria de transportes limpos.

O troféu foi entregue ao veículo pesado rodoviário Iveco mais

sustentável construído até hoje, em reconhecimento das suas

especificações técnicas, desempenho e tecnologia. O Stralis NP

460 está equipado com um motor Cursor 13 NP, desenvolvido

de forma a ter um desempenho exemplar nas missões mais

exigentes, estando protegido por duas patentes. A primeira,

abrange o sistema de controlo de anti-detonação, que torna

possível melhorar o desempenho e, ao mesmo tempo, garantir

a máxima compatibilidade de combustível, protegendo o motor

e o catalisador de três vias face ao risco de falhas de ignição.

A segunda patente cobre o sistema de controlo de fluxo de ar

reativo, uma nova lógica de controlo da relação estequiométrica,

que é aplicada durante as passagens de caixa. Solução que garante

uma entrega contínua de binário durante as passagens da

caixa de velocidades automatizada, assegurando desempenho

otimizado e máxima rapidez nesse processo. ✱

Dezembro I 2018

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