Jornal das Oficinas 160

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Jornal independente

da manutenção e reparação

de veículos ligeiros e pesados

160

Março 2019

Periodicidade | Mensal

ANO XIV | 3 euros

Diretor | João Vieira

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DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS

Linguagem

ibérica

Pág. 4

ATUALIDADE Pág. 12

O Seminário Anual Beta foi palco da

comemoração dos 80 anos da marca e

serviu para a Bolas apresentar novidades

TECNOLOGIA Pág. 16

Com 400 km de autonomia, o Audi e-tron

é um modelo 100% elétrico cheio de pedigree

ENTREVISTA Pág. 18

Pedro Abecasis, diretor-geral da Total

Portugal Petróleos, revela a estratégia para

recuperar a notoriedade “esquecida”

akzo_nobel.pdf 2 14/02/19 12:27

PRODUTO Pág. 28

A AUTOPART, uma das marcas

exclusivas do Grupo TRUSTAUTO, produz,

na Polónia, 2,5 milhões de baterias por ano

TÉCNICA Pág. 70

A cor e o brilho são duas qualidades

fundamentais para avaliar o acabamento

ENSAIO Pág. 74

O novo Classe A é o mais evoluído

compacto de sempre da Mercedes-Benz

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FOLHA DE SERVIÇO

3

Dia de Portugal

na Motortec

EDITORIAL

João Vieira Diretor

Visita

obrigatória

O “Dia de Portugal” é dedicado a todos os expositores, visitantes e parceiros de

negócio portugueses que estejam na feira e queiram passar no stand da Revista

Autopos/Jornal das Oficinas para tomar uma bebida, confraternizar ou relaxar

num ambiente alegre e descontraído

DIRETOR João Vieira – joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO Bruno Castanheira – bruno.castanheira@apcomunicacao.com REDAÇÃO Jorge Flores – jorge.flores@apcomunicacao.com | Joana Calado – joana.calado@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL Mário Carmo – mario.carmo@apcomunicacao.com | GESTOR DE CLIENTES Paulo Franco – paulo.franco@apcomunicacao.com

| IMAGEM António Valente | MULTIMÉDIA Catarina Gomes | ARTE Hélio Falcão | SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE Mensal | ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS

Impressão – Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas,

S.A. - Estrada Consiglieri Pedroso 90, 2730 - 053

Barcarena Tel.: 214 345 400

Edição

AP COMUNICAÇÃO

N.º de Registo no ERC: 124.782

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

Propriedade/Editor João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda. | Contribuinte 510447953 | Sede Bela Vista Office, Sala 2.29 – Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66A, 2735 - 336 Cacém -

Portugal GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W | Tel. +351 219 288 052/4 | Fax +351 219 288 053 | Email geral@apcomunicacao.com

Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

O

Jornal das Oficinas, a exemplo do que aconteceu há

dois anos, estará presente no stand da Revista Autopos/

Jornal das Oficinas, fruto da parceria que tem com a

publicação espanhola dedicada ao aftermarket. Será um local

de encontro e convívio para receber os muitos profissionais

portugueses que visitarão ou estarão a expor na feira. Na véspera

do encerramento da edição de 2019 da Motortec Automechanika

Madrid, sexta-feira, dia 15 de março, assinalaremos o

“Dia de Portugal”. Trata-se de uma iniciativa que promovemos

na edição de 2017 da feira e que, este ano, iremos reeditar.

O “Dia de Portugal” é dedicado a todos os expositores, visitantes

e parceiros de negócio portugueses que estejam

na feira e queiram passar no stand para tomar uma bebida,

confraternizar ou relaxar num ambiente alegre e descontraído.

Nesse dia, a equipa do Jornal das Oficinas estará de braços

abertos para receber os convidados e celebrar, em conjunto,

esta grande festa do aftermarket, que é a feira Motortec Automechanika

Madrid.

Fica, desde já, endereçado o convite a todos os nossos leitores

e parceiros que visitem a Motortec para passarem no stand

(5A01A) da Revista Autopos/Jornal das Oficinas, especialmente

no dia 15 de março, sexta-feira: o “Dia de Portugal”. ✱

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Parceiro

em Espanha

A maior feira ibérica do aftermarket, Motortec Automechanika

Madrid, abre portas já no próximo dia

13 de março. Durante quatro dias, as atenções de

todos os profissionais do pós-venda vão estar focadas

neste certame e nos vários eventos paralelos que

vão decorrer durante a sua realização. O mercado do

pós-venda ibérico está a enfrentar novos desafios, que

devem ser encarados por oficinas e distribuidores com

uma “atitude proativa”. E o Salão Motortec é a grande

oportunidade para o setor ficar mais preparado e

informado para as mudanças que estão para vir.

A expectativa gerada em torno da 15.ª edição suscita

grande otimismo, sendo esperados mais de 60.000

visitantes profissionais, incluindo representantes de

mais de 30.000 oficinas de Espanha e Portugal. O

número de expositores também aumentou, tendo

ultrapassado as 650 empresas.

Para os profissionais do aftermarket, a visita à Motortec

é a melhor e mais confortável maneira de ter

uma visão global da oferta de produtos e serviços que

o mercado coloca à sua disposição. A exposição comercial

será completada por uma intensa agenda de

encontros profissionais, onde se destacam a jornada

sobre transporte rodoviário de mercadorias e a ação

dedicada a novas oportunidades de negócio que se

abrem para as estações de serviço, com o aumento

da utilização de energias alternativas aplicadas à

mobilidade.

A feira também irá acolher o Encontro de Redes de

Oficinas assim como o primeiro Congresso de Oficinas

de Veículo Industrial, que servirá para analisar

as tendências da manutenção e reparação do veículo

industrial. Finalmente, na intensa agenda de atividades,

a organização irá realizar o primeiro concurso

Melhor Técnico Motortec.

Se está interessado em comprar, a feira revela-se

o espaço indicado para falar com as empresas e

comparar preços e características. Tem também a

oportunidade de trocar experiências com outros

profissionais e fazer uma análise do seu próprio negócio

de fora, encontrando ferramentas que possam

melhorar a sua atividade. Em apenas algumas horas

de visita à feira, pode juntar uma grande quantidade

de informações com interesse que, no melhor dos

casos, levaria semanas ou mesmo meses se decidisse

visitar as empresas pessoalmente.

São, por isso, muitos os motivos de interesse para

reservar na sua agenda uma visita à feira Motortec

Automechanika Madrid, de 13 a 16 de março.

www.jornaldasoficinas.com Março I 2019


4

DESTAQUE

Tendências da distribuição de peças

Aftermarket

está a mudar o rosto

e a linguagem

é cada vez mais ibérica

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Março I 2019

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5

O setor da distribuição de peças, em Portugal, está

a mudar o rosto e a adotar uma linguagem cada vez

mais ibérica. Uma forma de adaptação a uma alteração

paradigmática da própria indústria automóvel

A

erosão do tempo não deixa nenhum

mercado indiferente. O

pós-venda automóvel está a mudar.

No mundo inteiro. E Portugal não é

exceção. Nunca, como hoje, foi importante

as empresas do setor estarem atentas às

tendências e ao caminho que devem adotar.

Mesmo as que têm sido geradoras de

lucros consistentes ao longo dos anos, até

porque a própria indústria automóvel está

em mutação acelerada. Um estudo recente

da McKinsey sobre o setor é elucidativo

de como o pós-venda mudará a face até

2030. Quais alterações? Desde logo, das

expectativas dos consumidores, a adoção

Por: Jorge Flores

acelerada de novas tecnologias e mudanças

na competitividade”, pode ler-se.

“Assim, a criação de valor e os modelos

de negócio no mercado de pós-venda

automóvel também serão profundamente

remodelados por estas mudanças”, refere

o mesmo estudo.

“Nos mercados maduros da América do

Norte e da Europa, o ritmo da consolidação

irá acelerar e a concorrência irá surgir por

parte de protagonistas inesperados – por

exemplo, nativos digitais que procuram

oportunidades de acederem ao espaço

do mercado de pós-venda automóvel. Nos

mercados emergentes, áreas totalmente

novas de necessidades dos consumidores

irão surgir e pressionarão as empresas

do mercado de pós-venda a dar resposta”,

alerta o estudo da McKinsey.

Segundo o documento, “o advento de

novas tecnologias e as mudanças de

mercado que as acompanham, estão a

forçar os protagonistas do mercado de

pós-venda a avaliarem as respetivas posições

e a adotarem estratégias para manterem

posições de força num ambiente

em rápida mutação”, revela. E acrescenta:

“Aprendendo com perturbações anteriores

noutras indústrias, sabemos que não ter as

estratégias necessárias para enfrentar estas

perturbações pode levar ao declínio não

só de empresas individuais estabelecidas,

mas de um conjunto de subindústrias. Mas

por muito que os especialistas concordem

que se vislumbram mudanças significativas,

continua a ser necessário desenvolver

uma visão geral de todas as tendências e

ideias para as enfrentar”, lê-se.

n MAIS DO QUE NUESTROS HERMANOS

Em Portugal, as principais empresas

distribuidoras de peças têm presente as

tendências do mercado. E muitas delas

têm começado a praticar uma linguagem

ibérica na sua atividade. Nuestros

hermanos estão mesmo ali ao lado. E a

união de forças nunca será exemplo de

fraqueza num mercado competitivo como

o atual. Exemplo maior dessa tendência,

foi o acordo assinado, recentemente, que

confere maioria acionista da espanhola

Lausan na Soulima. “Na realidade, tem-se

observado e demonstrado várias movimentações

importantes no sentido de uma

aproximação de distribuição ou parcerias a

nível Ibérico”, começa por afirmar Frederico

Silva, responsável de marketing e comunicação

da Soulima. “A nossa experiência

a este nível faz-nos acreditar que os mercados

português e espanhol dispõem de

características de distribuição totalmente

distintas. E, à parte de considerarmos que

é possível uma distribuição Ibérica, temos

de saber adaptar-nos e respeitar essas

diferenças”, sublinha o responsável, que

reconhece que o mercado está, de facto,

em evolução. “O que está a acontecer no

mercado pode ser considerado um reflexo

não proporcional aos acontecimentos mais

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6

DESTAQUE

Tendências da distribuição de peças

recentes num contexto global do mercado

europeu. Resumidamente, a nível

internacional, tem-se assistido a várias

movimentações no mercado em diversos

sentidos. Desde a criação de novos grupos

de compra, o surgimento de players fora

do setor (fundos de investimento e fabricantes

automóveis), plataformas de venda

online e fortes consolidações dos principais

players europeus”, salienta Frederico Silva

ao Jornal das Oficinas.

n RELAÇÕES BILATERAIS

Flávio Menino, diretor de marketing e comunicação

da Autozitânia, tem uma perspetiva

semelhante. “Assistimos a muitas e

rápidas mudanças no mercado. Contudo,

consideramos que a mudança que está a

causar maior impacto e a maior tendência é

a de concentração entre os maiores players.

A estratégia de aumento da dimensão e a

criação de sinergias promove este tipo de

movimentos. Em Portugal, a tendência que

temos observado aponta para a concentração

de empresas nacionais com empresas

espanholas, que faz sentido devido à proximidade

geográfica entre os dois países”,

adianta. Mas existirá uma tendência para a

distribuição ter um cunho ibérico? “Pelos

movimentos recentes do mercado que temos

observado, poderemos afirmar que

existe uma tendência para a distribuição ter

um cunho ibérico. Apesar de existir maior

iniciativa de empresas espanholas em explorar

o nosso mercado, o inverso também

acontece, com empresas nacionais

Março I 2019

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7

Números do pós-venda

mundial até 2030

Os automóveis recomendarão os locais de

manutenção e 58% dos clientes dos

EUA, Alemanha, Brasil obedecerão

Prevê-se que as vendas online B2C de peças e

acessórios para automóveis na América do Norte e

na Europa representem entre 10 e 15% de

todo mercado de pós-venda em 2020

O software moderno dos automóveis topo de gama

tem 100 milhões de linhas de código e

aumentará para 300 milhões de linhas

em 2020, tornando as capacidades do software

cada vez mais importantes no mercado de pós-venda

A proliferação de veículos elétricos terá um efeito

de crescimento negativo entre 2 e 11% nas

receitas do mercado de vendas alemão em 2025

70% dos especialistas no mercado de pósvenda

preveem que novos protagonistas digitais

( Google, Amazon e eBay, por exemplo) consigam

uma parte significativa das receitas e lucros

do aftermarket automóvel em 2030

Ao longo dos últimos 5 anos, o mercado

norte-americano assistiu a mais de 600

transações de fusões e aquisições no pós-venda

automóvel, 160 das quais em 2016

9 dos 10 maiores distribuidores europeus de

IAM estiveram envolvidos em atividades de fusões e

aquisições e de consolidação durante os últimos 5 anos

Fonte: McKinsey

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seu veículo num atleta

incansável

a elaborarem estratégias de exploração do

mercado espanhol. Estes movimentos também

já ocorreram no passado. Contudo, não

houve continuidade. Acreditamos que por

diversos motivos”, acrescenta. “A Autozitânia

não tem experiência de internacionalização.

Ainda assim, como é nosso procedimento

habitual, vamos acompanhar de muito

perto esta tendência, avaliando, a todos os

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8

DESTAQUE

Tendências da distribuição de peças

momentos, os seus impactos, desafios e

possíveis oportunidades”, afirma.

n ENTIDADES COLETIVAS

Para Ricardo Figueiras, responsável de

marketing da MCoutinho Peças, por seu

turno, “a maior mudança que temos visto

no mercado, nestes últimos anos, está relacionada

com a dimensão dos players e

o aparecimento de entidades coletivas”.

Porquê? “Tem existido uma tendência para

concentração do mercado, fusões e aquisições,

o que significa que a quantidade de

intervenientes individuais vai diminuindo,

passando estes a fazer parte de entidades

únicas. Isso aporta um poder negocial

que, enquanto entidades isoladas não

tinham, trazendo mais competitividade

e dinâmica ao mercado”, explica Ricardo

Figueiras. De acordo com o responsável,

“apesar das mudanças que temos verificado,

o mercado nacional continua

extremamente atomizado. A tendência

será, então, de concentração, como já

se tem verificado e como já aconteceu

em outras áreas de negócio”, refere. “Nos

últimos anos, temos assistido à entrada

de muitas empresas norte-americanas

e canadianas no mercado europeu. Por

força de processos de fusão e aquisição.

Face a estes acontecimentos, é expectável

que as empresas ibéricas procurem

robustez, para poder competir em pé de

igualdade num mercado cada vais mais

de ‘gigantes’. Uma das formas utilizadas

para alcançar essa robustez é através de

processos de integração vertical. Controlar

toda a cadeia de valor aporta uma maior

competitividade às empresas”, conclui Ricardo

Figueiras.

n VOZ COMUM

A tendência desta linguagem ibérica no

mercado não podia estar melhor refletida

do que na realidade recente da EUROPART

Portugal, que deverá estar prestes a assumir

a gestão da congénere espanhola.

Segundo revelou, em primeira mão, Heitor

Santos, diretor-geral do “braço português”

da empresa no nosso país, ao Jornal das

Oficinas, a EUROPART Portugal “irá tomar

conta da operação da EUROPART

em Espanha”. O responsável, que no dia

seguinte à nossa entrevista partiria rumo a

Barcelona para tratar precisamente desta

questão, sublinha que são dois modelos

distintos. “Em Portugal, temos cinco lojas,

espaços físicos e armazéns. Em Espanha,

a EUROPART tem uma rede. A realidade é

distinta quer a nível regional quer a nível

da organização das próprias oficinas, que

são mesmo algumas de grande dimensão”.

Ou seja, no país vizinho, a empresa

dispõe de “um grupo de distribuidores

e de uma estrutura de não mais do que

cinco pessoas”.

A proposta em cima da mesa? “Foi-me

solicitado que, a nível regional, se pudesse

tratar Portugal e Espanha juntos”, conta.

Neste contexto, um pouco “contranatura” é

o facto de esta gestão comum passar, “felizmente”,

por Portugal e não por Espanha.

“Costuma ser um bocadinho ao contrário”,

brinca. Heitor Santos salienta o trabalho

desenvolvido pela EUROPART Portugal

para esta decisão da casa-mãe. “Penso que

tem a ver com a estabilidade que temos

demonstrado”, adianta o responsável,

ciente de que são realidades distintas. “A

EUROPART tem uma boa estratégia em

Espanha. Sem grandes distribuidores. Faz

a própria distribuição e comercialização

do produtor para o mercado espanhol.

Mas ao nível da Alemanha, foi pedido uma

junção maior, para verem quais os pontos

em comum. Numa primeira fase, estaremos

apenas a falar numa maximização de

potencial em termos de transportes e de

uma maior frequência de transportes para

Portugal. A Alemanha pretende Portugal

e Espanha a falarem a uma só voz. E a

partir de cá...”, conclui Heitor Santos. Q

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10

ATUALIDADE

Mulheres ganham protagonismo

Mecatrónica

não é só para

homens

A comemorar 30 anos de existência, o

INETE acaba de formar a sua primeira

mecatrónica. Daniela Godinho tem

estado desde sempre ligada às duas

e às quatro rodas. Ou não tivesse ela

uma forte ligação familiar à mecânica

e à velocidade

Por: Joana Calado

Quando decidiu escolher o curso

que, há dias, concluiu, Daniela Godinho,

de 21 anos, não fazia ideia

que se tornaria na primeira mecatrónica

formada pelo INETE (Instituto de Educação

Técnica). E fê-lo por razões muito pessoais.

O pai, desde sempre ligado à mecânica

automóvel, incutiu-lhe o “bichinho” não

só dessa área, como, também, da velocidade.

Daniela Godinho entrou no desporto

motorizado em 2014, nas modalidades de

motocross e enduro. Em 2017, passou para

as quatro rodas, mais concretamente para

o kartcross, tendo terminado a temporada

de 2018 em terceiro lugar na Taça de Portugal.

Seguir o caminho da mecatrónica foi

algo fácil de decidir e uma consequência

natural. Estava-lhe já no sangue a vontade

de “mexer” em motores. Tanto mais, que

não sentiu grandes dificuldades ao longo

do curso. Nem na componente mecânica,

nem na aceitação por parte dos colegas.

”Fizeram de mim uma irmã e nunca me

deixaram sozinha”, recorda ao Jornal das

Oficinas, perante o olhar orgulhoso de Fernanda

Torres, diretora do instituto.

n EXEMPLO A SEGUIR

Se dúvidas houvesse, a história de Daniela

Godinho demonstra bem que o

género não é impeditivo para que uma

mulher possa vingar na profissão de mecatrónico

automóvel. A finalista do curso

não se sente descriminada por ser mulher

num setor que é, tradicionalmente,

dominado por homens. “Apesar de ainda

haver algumas pessoas que pensam que

uma mulher não pode mexer num motor

ou pilotar um veículo”, sublinha. Daniela

Godinho espera conseguir influenciar

outras pessoas a seguir este caminho.

Nomeadamente mulheres, deixando a

mensagem de que “poderá parecer algo

assustador no início”, mas que, “com esforço

e dedicação, tudo é possível”. Para, a

seguir, alertar: “Não pensem que, por ser

uma área maioritariamente de homens,

as mulheres vão ficar sozinhas”.

Sobre o futuro, Daniela Godinho não

tem dúvidas que quer continuar ligada

à área da mecânica, sendo a sua intenção

concluir uma licenciatura em engenharia

mecânica. As corridas serão sempre a sua

paixão. Por isso, quer continuar a juntar

o trabalho ao lazer e prosseguir ligada

a essa área. A recém-formada em mecatrónica

automóvel considera que a forma

como foi recebida no INETE e o próprio

ambiente que se fez sentir, foram fatores

determinantes para o término da sua formação.

A conclusão do curso e o facto de

ser a primeira mecatrónica do instituto

são, também, motivos de orgulho para

Fernanda Torres, diretora do INETE, que

considera que este é “um momento muito

feliz”. As palavras da responsável são elucidativas:

“Lutamos há muito tempo para

acabar com a distinção entre profissões de

homens e de mulheres”. Pelo que “formar

a primeira mecatrónica, era um desejo

do instituto”, conclui Fernanda Torres. Q

INETE comemora 30 anos

Em 2019, o INETE (Instituto de Educação Técnica) tem vários motivos para festejar.

Criado em julho de 1988, tendo como entidade promotora a ENSINUS – Estudos

Técnicos e Profissionais, constituiu-se como escola profissional a 21 de setembro de

1989. Com a criação do INETE, pretendeu–se dar corpo a uma instituição de ensino

e formação profissional, de planos próprios, de nível secundário e pós-secundário,

vocacionada quer para a qualificação inicial de jovens quer para a formação contínua

de profissionais no ativo. O INETE tem, neste momento, 597 alunos, distribuídos por

sete cursos, dos quais 150 estão no de mecatrónica automóvel, fazendo com que

esta área e a da informática andem de “mãos dadas” nos cursos mais requisitados.

O curso de mecatrónica automóvel surgiu no INETE em 2012, devido à taxa de

empregabilidade da profissão e à procura por parte dos alunos. “Sempre que pensamos

num curso novo, olhamos para a procura que deverá ter e para as possibilidades de

emprego para os jovens” afirma Fernanda Torres. O INETE tem conseguido manter a

taxa de empregabilidade e de continuidade dos estudos perto dos 100%.

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12

ATUALIDADE

Seminário Anual Beta

Comemorar 80 anos da Beta

O Convento de São Francisco, em Coimbra, foi palco do Seminário Anual da Beta, onde também se

comemoraram os 80 anos da marca. O evento contou com a presença de Elisabete Jacinto, que foi,

carinhosamente, apelidada de “madrinha” da parceria entre a Bolas e o fabricante italiano

Por: Joana Calado

No passado dia 16 de fevereiro, a Bolas

viajou do Alentejo para Coimbra e

reuniu, no Convento de São Francisco,

amigos, clientes e distribuidores da

marca Beta para o seu Seminário Anual. O

evento contou com mais de 70 empresas

parceiras da Bolas a nível nacional. A iniciativa

contou ainda com a participação de

representantes da Beta, nomeadamente

Alberto Cattaneo, diretor de exportação,

e Carlo da Rold, diretor de comunicação.

O seminário teve como tema principal a

apresentação de novos produtos, catálogo

e folheto promocional, tendo-se, também,

efetuado o balanço da atividade exercida em

2018 e procedido ao lançamento de diversas

ações de marketing e vendas para o corrente

ano. A Bolas divulgou, orgulhosamente, o

resultado de um inquérito feito aos seus

clientes, onde estes se mostraram 100%

satisfeitos com os serviços prestados pela

empresa de Évora. Levantando o véu para

o próximo ano, foi anunciada a inauguração

de um armazém, adquirido no final de 2018.

Março I 2019

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13

n NOVIDADES EM CARTAZ

Para 2019, o mote é: “Mãos à obra”. Como

tal, a empresa apresentou várias novidades

dentro das diversas famílias que compõem

a gama Beta (alicates, chaves dinamométricas,

malas de ferramenta, bancadas de

trabalho, ferramentas para manutenção

geral, ferramenta pneumática, calçado e

vestuário de trabalho, entre outros artigos),

nomeadamente a caixa de ferramentas em

inox, acompanhada pelas respetivas ferramentas,

ideal para profissionais de biomédica,

laboratórios e indústria alimentar. E os

módulos para ferramentas, rígidos e soft,

que permitem ao cliente criar a sua própria

caixa/carro de ferramentas. Dentro do setor

auto, foram, também, apresentados novos

produtos, alguns dos quais concebidos para

dar resposta a problemas muito específicos

com que as oficinas/mecânicos se confrontam

no dia a dia.

A par das ferramentas, chegam, também,

novos modelos de calçado de segurança,

nas suas linhas básica, easy plus e ative. Mas

como o melhor fica reservado para o fim,

as duas empresas aproveitaram a ocasião

para mostrar a nova gama de ferramentas

para bicicletas (bike tools) e de mobiliário

para oficinas. Estando a comemorar os 80

anos da marca Beta, foi ainda anunciado,

para o próximo mês de maio, o lançamento

de alguns produtos comemorativos da ocasião.

O grande destaque vai para uma edição

especial do carrinho C24, com o logótipo

alusivo a esta importante etapa na vida da

marca de ferramentas.

n DEBATE MOTORIZADO

Por ocasião dos 80 anos da marca Beta, 50

dos quais ligados ao desporto motorizado,

teve lugar uma Mesa Redonda, moderada

por João Vieira, diretor do Jornal das Oficinas,

sobre os desportos motorizados, sejam

eles profissionais ou encarados como um

hobby. Neste debate, destacou-se a presença

da “madrinha” da parceria Bolas/Beta, Elisabete

Jacinto, que aproveitou o momento

para falar sobre a sua mais recente conquista

na Africa Eco Race.

À famosa piloto, juntaram-se ainda Paulo

Grosso, sócio-gerente da Fagir e participante

habitual no Rali Portugal Clássicos, Armindo

Andrade, sócio-gerente da A. Ribeiro de

Andrade, que participa em eventos de

todo-o-terreno, e Pedro Carvalho, gestor

de produto auto na Bolas e aficionado de

MotoGP. Todos os intervenientes falaram

do que é ser-se aficionado dos desportos

motorizados e contaram algumas histórias

vividas nas suas competições e passeios.

Quando se fala de desportos motorizados,

fala-se, também, de ferramentas. Por

isso, perguntou-se aos participantes qual

a ferramenta mais importante para se ter

durante uma prova ou passeio. Apesar de

não terem chegado a um consenso sobre a

ferramenta ideal, todos concordaram que a

ferramenta necessária é sempre aquela que

não se transporta. As peripécias contadas

foram muitas. Elisabete Jacinto relembrou

como ficou presa na areia com o camião e

como esteve duas horas a cavar para o tirar

daquele sítio. E que, quando arrancou para

continuar a prova, ficou novamente presa.

Pedro Carvalho, por seu turno, alertou para

o perigo de utilizar as chaves dos motociclos

sem porta-chaves, relembrando a história

em que um amigo a deixou cair para dentro

da moto.

A Mesa Redonda organizada pela Bolas

proporcionou troca de ideias e partilha de

experiências. Para terminar em beleza, a

Bolas sorteou três prémios para as empresas

presentes. Q

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2019 I Março


14

OBSERVATÓRIO

Conceitos de Mobilidade

Reconhecimento facial

A Apple registou patente para uma solução que permite abrir as portas dos veículos através do reconhecimento

facial do seu proprietário e/ou condutor. Com este sistema inovador, chaves e aplicações dos smartphones criadas

para o efeito, serão, no futuro, obsoletas

Por: Jorge Flores

Esqueça as chaves e os comandos à

distância. Se depender da Apple, a

abertura das portas do automóvel,

no futuro, passará pelo reconhecimento

facial do seu proprietário e/ou condutor.

Para já, a “marca da maçã” registou a

patente para o desenvolvimento desta

tecnologia, deixando a “marca da sua dentada”

perante empresas rivais que pretendam

avançar com semelhante solução.

Existem traços comuns entre este conceito

e o de uma chave digital, atualmente

disponível nos smartphones, através das

aplicações, que permitem trancar ou bloquear

um automóvel. Contudo, entre as

características do inovador sistema que

a Apple se encontra a desenvolver, segundo

informações já reveladas pelo site

Futurism, existem duas alternativas para

o desbloqueio dos veículos, por intermédio

do simples reconhecimento facial.

n DUAS ALTERNATIVAS

Quais são, então, as opções do sistema?

Uma delas coloca o sistema no veículo,

com uma câmara a fazer a “leitura” do

rosto do utilizador/proprietário, de modo

a destrancar as portas, enquanto a outra

recorre à funcionalidade de reconhecimento

facial do smartphone Apple, o

Face ID, sistema que está já disponível

a partir do iPhone X. Outra das vantagens

do sistema da Apple reside no facto de

memorizar as preferências de cada utilizador,

adaptando, desta forma, o veículo

a estas, através da leitura do rosto. Por

outras palavras, o sistema permite que

dois utilizadores possam ter acertos de

bancos e modos de climatização distintos,

a título de exemplo.

De acordo ainda com o mesmo site Futurism,

a patente para esta tecnologia foi

requerida pela Apple no início de 2017,

ainda que apenas no passado dia 7 de

fevereiro tenha tido “luz verde” da parte

do Departamento de Patentes e Registos

dos EUA. A patente foi arquivada com

o nome “Métodos e Sistemas para Autorizações

de Veículos”. Ainda paira um

certo secretismo sobre a evolução que

a tecnologia teve durante este período.

Certo, é que a Apple dispõe, hoje, de uma

patente que poderá vir a comercializar

junto dos principais construtores de

automóveis que queiram contar com o

sistema entre os equipamentos dos seus

modelos.

n DITAR TENDÊNCIAS

Nesta fase, aguardam-se os próximos

desenvolvimentos do gigante tecnológico

norte-americano. Entre os especialistas,

especula-se sobre se será este um

projeto (entretanto) terminado ou, pelo

contrário, se encontra ainda em fase de

desenvolvimento. Se, num passado recente,

a Apple pareceu estar interessada

na indústria automóvel, com propostas

de cunho próprio, nos últimos tempos,

a estratégia parece ter mudado ligeiramente.

A aposta, ao que tudo indica,

passará por continuar a marcar as tendências

nesta área, junto dos fabricantes,

reduzindo, simultaneamente, o espaço

dos rivais no domínio das tecnologias.

Aguardemos, pois, para ver o que o futuro

nos reserva. Q

Março I 2019

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16

TECNOLOGIA

Audi e-tron

Chegar, ver e... eletrificar

A Audi é o segundo fabricante a mostrar um veículo desenvolvido de raiz para ser elétrico, depois de Mercedes-Benz

ter apresentado o EQC. Com início de comercialização agendado para 2019, este SUV anuncia uma autonomia recorde

Por: Ricardo Carvalho

O

e-tron é um modelo totalmente

novo. É o primeiro elétrico da

Audi com uma carroçaria que se

situa a meio caminho entre uma berlina

familiar e um todo-o-terreno. Tem 4,90

metros de comprimento e 1,93 metros

de largura, dimensões que o posicionam

entre um Q5 e um Q7. Utiliza dois motores

elétricos, um situado em cada eixo,

que alcançam, durante alguns segundos

(boost), uma potência máxima combinada

de 408 cv- Dispõe ainda de uma bateria

enorme de grande capacidade e peso.

Em teoria, a autonomia pode ser muito

grande, mas, numa condução mais empenhada,

pode reduzir drasticamente. A

Audi anuncia 400 km, mas a verdade é

que estes se podem transformar em 200

de forma muito simples.

A bateria, de 95 kWh de capacidade,

está posicionada debaixo do habitáculo

e pesa 700 kg (mais 100 kg do que a do

Mercedes-Benz EQC). Tem 2,3 metros de

comprimento, 1,6 metros de largura e 34

cm de altura. A potência máxima de carregamento

é de 150 kW e a Audi assegura

que este e-tron é o modelo elétrico que

mais energia recupera durante as desacelerações

(até 220 kW).

A suspensão do novo e-tron tem molas

pneumáticas e amortecedores de dureza

variável. A altura ao solo é de 172 mm,

podendo subir aos 222 mm e baixar até

aos 146 mm. As jantes de série são de

19” com pneus de medida 255/55 e, em

opção, podem chegar às 22”. Praticamente

um automóvel convencional, portanto...

n FORÇA DA TÉCNICA

A marca de Ingolstadt utiliza dois motores

assíncronos neste e-tron (tal como

a Tesla), em vez dos habituais síncronos

utilizados com rotores de alumínio. O motor

traseiro, mais potente, é aquele que é

utilizado para recuperar energia durante

as desacelerações. Mas, sempre que for

necessário, o e-tron utiliza os dois para o

mesmo fim. A partir das patilhas colocadas

no volante, é possível escolher o modo

de gestão do acelerador. Pode optar-se

pelo efeito de que, ao “soltar” o pedal, o

veículo siga por inércia. As outras opções

regulam com maior ou menor intensidade

a recuperação de energia. Logo, há desaceleração

ao levantar o pé do pedal,

sendo a recuperação de energia feita de

Março I 2019

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17

1 BJB - Caixa de junção da bateria

2 Cobertura em folha de alumínio

3 Módulo com 12 células de 60 Ah

4 BMC (Controlo de gestão da bateria)

5 Estrutura de colisão de alumínio

6 Bandeja de proteção

7 Moldura da bateria

8 Sistema de arrefecimento

9 Proteção da zona inferior

forma imediata. A desaceleração máxima

para recuperar energia é de 0,3 vezes a

aceleração da gravidade (0,3 g). A Audi

garante que este sistema de desaceleração

consegue recuperar facilmente 30% da

energia, permitindo um aumento considerável

da autonomia.

Qualquer desaceleração mais pronunciada

(travagem) terá de ser feita com o sistema

de travagem. Trata-se de um sistema

“convencional”, que conta com pinças de

seis pistões à frente e mono-pistão na atrás.

É ativado mediante uma bomba hidráulica

sem ligação direta entre o pedal e o circuito

elétrico, ou seja, “by wire”. Esta bomba

gera a pressão duas vezes mais rápido do

que consegue um sistema mecânico “convencional”.

Como as pastilhas estão mais

afastadas dos discos, há menos perdas por

rolamento e a distância de travagem reduz-se

até 20%. O sistema pesa 6 kg, menos

30% face a um “convencional”. Na prática, o

condutor nunca tem essa perceção, graças

a um pistão elétrico que gera a pressão

necessária de forma impercetível através

de um material semelhante à borracha.

A bateria tem 2,3 metros de comprimento, 1,6 metros de largura e 34 cm de altura

1

5

2

6

7

8

9

3

4

1

2

3

mesma, que se baseia em quatro circuitos

separados e conectáveis entre si em função

das necessidades. Os quatro circuitos

correspondem às necessidades de refrigeração

ou climatização: motores elétricos e

os seus rotores; unidades eletrónicas que

geram a potência e o carregador; bateria

de alta voltagem; habitáculo.

A refrigeração encarrega-se de fazer com

que os rotores dos motores, que podem

chegar a girar a 13.300 rpm, não superem

os 180° de temperatura. A refrigeração

dos motores pressupõe a maior fonte de

entrada de calor no sistema. Este calor

pode ser utilizado dentro dos 40 metros

de tubagens do sistema de gestão térmica

em outros pontos que necessitem dele. A

bomba de calor, de série, está no coração

do sistema, para que não se desperdice

a energia com transferências de calor ou

de frio. Segundo a Audi, graças a ele, a

1 Motor elétrico dianteiro e respetivas

ligações

2 Bateria de iões de Lítio arrefecida a

fluido, com 95 kWh

3 Motor elétrico e respetivas ligações

n GESTÃO TÉRMICA

A Audi assegura que a possibilidade de

carregar a bateria a uma potência de 150

kW é possível graças à gestão térmica da

Sistema de travagem com dispositivo de recuperação integrado

1 Pedal de travão

2 iBRS (sistema de controlo integrado

de travões)

3 Distribuição da força de recuperação

pelo sistema quattro através do

control eletrónico do chassis

4 Calculador da distribuição ideal da

força de recuperação entre os dois

motores

5 Utiliza o travão eletrónico para as

desacelerações

6 Motor elétrico dianteiro

7 Motor elétrico traseiro

1

2

5

4

3

6

7

autonomia pode aumentar até 10%, desde

que a energia para aquecer ou arrefecer

o habitáculo seja utilizada de forma eficiente.

O calor é alternado entre as células

e o sistema de refrigeração mediante um

gel termicamente condutor, que se aloja

debaixo dos módulos. Gel este que transfere,

de forma uniforme, o calor residual

para o refrigerante através da carcaça da

bateria. Q

www.jornaldasoficinas.com Março I 2019


ENTREVISTA

18

A Total esteve

e estará no topo

A Total voltou a estar representada, de forma direta, no mercado de lubrificantes nacional. A aposta passa pela

venda de produtos de qualidade e de topo, como explicou o responsável em Portugal ao Jornal das Oficinas

Por: Jorge Flores

Pedro Abecasis é um nome forte no

mercado de lubrificantes nacional

há mais de 30 anos. Em entrevista ao

Jornal das Oficinas, o diretor-geral da Total

Portugal Petróleos revela qual a estratégia

da empresa para recuperar a notoriedade

“esquecida” durante os anos em que não

esteve representada, diretamente, no mercado

nacional dos lubrificantes.

Porque decidiu a Total voltar, de forma

direta, ao mercado nacional de lubrificantes,

deixando a representação de

estar nas mãos de um distribuidor?

A resposta é muito simples. A Total está no

mercado português há mais de 30 anos. A

dada altura, decidiu colocar a sua representação

nas mãos de um distribuidor, de

cuja empresa-mãe a Total detinha 48% do

capital. E, portanto, isso funcionou bem,

porque tinha esse nível de interferência

como acionista. A partir do momento em

que vendeu essas ações, entendeu-se que

a situação já não tinha muito sentido. Logo

que foi possível, terminou esse contrato

de distribuição. E a Total, com muita naturalidade,

instalou de novo uma filial em

Portugal.

Considera que a Total perdeu, de alguma

forma, notoriedade durante esses anos

em que não esteve representada diretamente?

Houve alguma dificuldade, porque durante

os oito anos em que fomos representados

por um distribuidor não tínhamos

mãos livres para fazer, como entendêssemos,

a defesa da notoriedade da marca.

Março I 2019

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PEDRO ABECASIS

Diretor-geral da Total Portugal Petróleos

19

Não quer dizer que fosse mal feita, mas não

foi feita com o à-vontade que teríamos se

fôssemos donos e senhores do negócio. E,

portanto, a dada altura, essa notoriedade

diminuiu e houve que recuperá-la. É natural.

O que está previsto fazer para aumentar

a notoriedade da marca no nosso país?

Regressámos à estratégia do período antes

de 2008. Passa por mostrar ao público em

geral a qualidade dos nossos produtos e

serviços. Dou-lhe um exemplo típico na

nossa marca: as ações como patrocinadores.

Sempre fizemos questão que uma marca

de que sejamos patrocinadores utilize os

nossos produtos. É inquestionável. Para

mim, é impensável estar a patrocinar uma

ação qualquer no desporto motorizado em

que o produto que está lá dentro não seja

nosso. Queremos demonstrar a qualidade

dos nossos produtos. E temos conseguido

isso. A Total esteve no topo. Esteve e está no

topo. Esteve durante muitos e muitos anos

no topo da Fórmula 1. Está, hoje, no topo do

Campeonato do Mundo de Ralis. Começou

o campeonato este ano a ganhar e está no

topo de muitas competições.

Quais as marcas comercializadas pela Total

Portugal?

Temos as marcas Total e Elf, que são o topo

da nossa notoriedade e tecnologia. Temos

ainda a marca Gulf, que é uma representação

que a Total tem só para a Península Ibérica.

Qual a importância do mercado das

oficinas independentes para a Total?

É fundamental. Porque se imaginar que

nem todos os consumidores vão tratar

os seus veículos nas redes de concessionários

dos agentes, nas redes oficiais,

existe uma franja bastante significativa,

por questões de proximidade, de economia,

que escolhe com base na confiança

no vizinho, porque o conhece.

São os benefícios da proximidade...

É a proximidade. E, como tal, há uma

faixa de mercado muito importante que

utiliza esta rede de oficinas independentes.

Portanto, para nós, se não tivéssemos

oficinas independentes, estávamos a abdicar

de uma franja muito importante

do mercado.

Como será composta a vossa rede de

distribuição em Portugal?

Será por via dos distribuidores e revendedores.

Em todo o território nacional,

incluindo ilhas, temos sete grandes distribuidores.

Depois, temos revendedores mais localizados,

entidades mais pequenas. Podem

ter equipas de vendas mais pequenas.

E um espaço de ação mais diminuto.

Temos ainda venda direta, através das

nossas equipas e dos nossos parceiros,

as marcas que trabalham connosco nos

ligeiros e pesados.

Que balanço faz do desempenho da Total

em Portugal no ano de 2018?

2017 foi o primeiro ano completo. E serviu

para recuperar o negócio que tínhamos.

A começar pela instalação dos escritórios

onde estamos. Deu muito trabalho em

2017. Foi um ano de muita dedicação. Isto é

só um exemplo. Tivemos de procurar aquilo

que necessitávamos para começar a trabalhar.

2018 foi quando já nos sentimos com

as coisas instaladas e a funcionar. E correu

francamente bem, muitíssimo bem. Toda a

nossa clientela tradicional veio connosco.

Isso é importantíssimo...

Está toda connosco. Estamos a vender

francamente mais do que estávamos

antes. Tivemos um crescimento muito

significativo e surpreendente. Até a mim

me surpreendeu! Portanto, essa aceitação

do mercado foi extremamente importante.

2018 foi a consolidação desse trabalho.

Hoje, posso dizer que estamos tranquilos.

Recuperámos a nossa posição neste

mercado. E somos reconhecidos.

Levaram a cabo, ao longo deste ano, ações

e campanhas. Quer destacar algumas?

São, sobretudo, campanhas vocacionadas

para determinadas faixas do mercado.

Muitas vezes, com oficinas, promovemos,

de tempos a tempos, determinado produto.

Promovemos junto dos construtores

determinados serviços e parcerias.

Por exemplo, estamos a celebrar com o

Groupe PSA os 50 anos da parceria Total

e Citroën. E estamos a celebrar com a Renault

os 50 anos da parceria Renault e Elf.

São dois marcos muito importantes nas

nossas marcas.

Qual a estratégia para os próximos tempos?

Vender produtos de qualidade e de

topo. É com isso que nos preocupamos

diariamente. Crescer em termos de dimensão,

fazer muitas mais toneladas talvez

seja a minha preocupação menor. A

minha preocupação maior é que cada

uma dessas toneladas seja, cada vez mais,

de topo.

Que apoio dão aos vossos distribuidores/

clientes oficinas a nível da formação técnica

e de gestão?

Temos um programa de formação em

que pretendemos que as pessoas que estejam

no terreno, a representar os nossos

lubrificantes, saibam exatamente aquilo

que estão a fazer. De tempos a tempos, fazemos

sessões de formação da reciclagem.

Hoje, para um tema, amanhã para outro,

depois de amanhã para outro. Quando

temos um parceiro novo, temos uma ação

de formação intensiva, para colocar quem

está a trabalhar com o nosso produto dentro

dos nossos padrões de necessidade

em termos tecnológicos. ✱

Mudança rápida de óleo

Conceito inovador e tecnológico

Nesta nova abordagem ao mercado nacional de lubrificantes, a Total

está a implementar um conceito inovador em Portugal. O designado

Rapid Oil Change (RCO) ou, se quisermos, “Mudanç a Rápida de Óleo”.

De que se trata? Pedro Abecasis explica: “É um conceito que nasceu

em França, onde já está muito implementado, tal como em Espanha,

Inglaterra e Itália. Estamos, agora, a implementar em Portugal.

Pretendemos criar uma rede de oficinas que tenha uma identificação

clara com a nossa marca. Essa identificação passa pelo conhecimento

técnico, por ter a disponibilidade do produto para a necessidade de cada

cliente, por ter uma imagem que o cliente identifique rapidamente”,

adianta o responsável. Para Pedro Abecasis, o objetivo é que os

responsáveis das oficinas aderentes do ROC se sintam como “parte de

um clube, não apenas como uma questão de identidade, mas em termos

tecnológicos”, acrescenta. Quem pretenda aderir, terá de ser uma oficina

que “valorize” a componente tecnológica e que esteja “vocacionada para

saber identificar o seu cliente”. Lançada a ideia, no segundo semestre de

2018, já abriu o primeiro ROC. Mas o responsável acredita que, até final

deste ano, a rede possa ser composta por oito oficinas.

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2019 I Março


20

REPORTAGEM

Impoeste distinguiu distribuidores

Premiar os

melhores

1

Num jantar de gala realizado no Restaurante Solar do

Moinho, em Mafra, a Impoeste premiou os melhores

e maiores distribuidores da sua rede a nível nacional,

reconhecendo, deste modo, o trabalho e esforço

desenvolvido por estas empresas ao longo de 2018

Por: João Vieira

2

3

Com a atribuição destes troféus, a

Impoeste pretende reconhecer e

valorizar os parceiros que mais se

destacaram em 2018 pelo seu desempenho

a nível do crescimento de volume

de negócio e, também, pelo empenho e

dedicação na gestão da atividade. Tem

sido hábito da Impoeste nos últimos anos

premiar os melhores parceiros e agradecer,

pessoalmente, aos responsáveis tudo

o que fizeram em prol do crescimento

da empresa.

Este ano, foram entregues dois troféus

alusivos a 2018, cujos critérios foram meramente

quantitativos: um para o maior

volume de negócio; outro para o maior

crescimento de negócios. O último tro-

féu foi uma escolha da administração da

Impoeste, que premiou a dedicação e o

empenho revelado ao longo do ano e

que foi atribuído a duas pessoas.

No final da cerimónia de entrega dos

troféus, Luís Miranda, administrador, e

José David, diretor de vendas, agradeceram

a participação de todos os premiados

presentes, bem como a cobertura

da imprensa, tendo aproveitado para

apresentar os membros da equipa Impoeste

que também participaram no

jantar, nomeadamente Fernanda Marçal

e Vítor Martins, responsáveis do departamento

financeiro, bem como Andreia

Ferreira, responsável pelo departamento

de logística e gestão. Q

MAIOR CRESCIMENTO DE NEGÓCIOS 2018

Loja das Tintas Agostinho

1 – Receberam o troféu Vítor Agostinho e Tiago

Monteiro. Há três anos consecutivos que

esta empresa de Penafiel conquista esta distinção,

o que revela bem o espírito empreendedor

dos seus responsáveis e a visão estratégica

que têm para o futuro da empresa

MAIOR VOLUME DE NEGÓCIOS 2018

Portilaca

2 – Receberam o troféu Mário Ferreira e Vítor

Ferreira. A Portilaca é parceira da Impoeste

há 40 anos e líder do mercado no Algarve e

na Costa Vicentina. Todos os anos, tem tido

um acréscimo do volume de vendas e, para

2019, vai prosseguir a sua estratégia de

grande proximidade aos clientes

PERSONALIDADE DO ANO 2018

Carlos Pedro e Paulo Pucarinho,

Mundo das Tintas

3 – Desta vez, o troféu “Personalidade do

Ano” foi entregue a duas pessoas, pela sua

dedicação e esforço ao longo de 2018. O

atendimento ao cliente e as mudanças na

organização da empresa foram fatores decisivos

para a administração da Impoeste premiar

estes dois empresários

Março I 2019

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22

EMPRESA

EUROPART Portugal

Duas décadas de estabilidade

Há 20 anos em Portugal, a EUROPART é um exemplo de estabilidade dentro do grupo germânico. A marca própria

representa 30% do volume do negócio e a tendência é para crescer

Por: Jorge Flores

Para encontrar as origens do Grupo

EUROPART, teremos de recuar até

ao ano de 1948. Numa Alemanha

ainda a cheirar a cinzas, no rescaldo da

Segunda Grande Guerra Mundial, nascia

um pequeno fabricante de molas de suspensão.

O rigor germânico levou a que, já

na década de 90, o grupo começasse a comercializar

esse produto, a que se juntaram

muitos outros ao catálogo. Não mais parou.

Foi ainda durante esses anos, que a marca

com o nome EUROPART foi implementada.

Atualmente, o grupo está presente em 28

países. Não apenas na Europa, mas, também,

por exemplo, no Dubai ou na China.

A Portugal, a empresa chegou em 1998,

tendo sido já cumpridos 20 anos em 2018,

tal como os 70 anos, números redondos,

da casa-mãe. Heitor Santos, diretor-geral

da filial portuguesa, é um homem motivado

pela forma sustentada e estável

como o grupo tem feito o seu caminho

no competitivo mercado da distribuição

de peças automóvel nacional. Prova maior

dessa estabilidade, é a revelação feita pelo

responsável, em primeira mão, ao Jornal

das Oficinas, aquando da visita às instala-

ções do Carregado. A EUROPART Portugal

estará prestes a assumir a gestão de Espanha,

tornando o conceito ibérico cada vez

mais presente no negócio (ver artigo de

destaque, na página 4).

Em 2017, verificou-se uma mudança dos

proprietários do Grupo EUROPART. Uma definição

de estratégias que coincidiu com o

começo das comemorações do aniversário.

Março I 2019

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23

Heitor Santos é quem

lidera os destinos do

“braço português” da

EUROPART, que está

prestes a assumir a

gestão de Espanha

Na Alemanha, essencialmente, as precauções

com 2019 são muitas, “temendo-se

que o crescimento da economia verificado

nos últimos dois anos possa conhecer um

abrandamento”, explica Heitor Santos. “Os

pés têm de estar bem assentes no chão”.

Por cá, também. Mas na realidade da EU-

ROPART Portugal, onde o grupo é dono, a

100%, da estrutura, os resultados têm sido

“francamente positivos”, afirma.

n MARCA PRÓPRIA: 30%

O braço lusitano da EUROPART é abastecido,

semanalmente, pelo armazém

central, localizado em Werl, na Alemanha,

que dispõe de 400.000 referências abertas,

das quais entre 60.000 a 80.000 estão em

stock permanente. Refira-se, a propósito,

que as peças que compõem a gama da

marca própria são produzidas por fabricantes

de topo. Não menos importante,

“30% do volume de faturação da empresa

é assegurado por produtos próprios da

EUROPART, quando, ainda há pouco, eram

25% - o que já era muito positivo. Antes,

um em cada quatro produtos que vendíamos

era EUROPART. Antes, julgava que

a fasquia de 30% só seria alcançada em

2020. Mas foi logo em 2018”, revela. Até

onde poderá aumentar esta percentagem

de vendas da marca própria? “São 4.000

referências ativas. Já não sou tão comedido

nas expectativas como há dois ou

três anos. Tenho uma confiança cada vez

maior. Vejo clientes que há 10 ou 15 anos

consomem as nossas peças. Não é desprovido

pensar que 35 ou 40% serão alcançáveis,

nos próximos anos. Dentro de três

anos, será possível chegar aos 35%, mantendo

esta sequência de adesão”, revela.

n FILIAL DE ÉVORA

Heitor Santos não tem dúvidas de que

a empresa se encontra de “boa saúde financeira

e preparada para qualquer cenário”.

Os investimentos feitos nos últimos

tempos, são exemplo disso. Caso da filial

de Évora, operacional, a tempo inteiro,

desde 2018. Trata-se de uma presença

física importante. “Praticamente só existia

uma presença em todo o Alentejo. Existia

um risco associado, lógico. Porque será

que não havia lá nada? Seria pela pobreza

da zona? Pelos indicadores económicos?

Não era a nossa interpretação, porque tínhamos

um vendedor alocado às regiões

do Alentejo e Algarve”, diz. “Mas, sobretudo

no Alentejo, temos tido uma loja que

tem corrido bem, não apenas pela falta de

opções do mercado local”, explica. E vai

ainda mais longe. “O que certas oficinas

da região tinham de fazer por um filtro de

€20 ou €30, quando tinham uma urgência

na montagem...”, adianta Heitor Santos.

Entre abril e maio, o objetivo é aumentar

a estrutura da nova loja de Évora. “Vamos

passar a abrir ao sábado, a exemplo das outras

quatro lojas (Carregado, Porto, Leiria e

Venda do Pinheiro)”, salienta a mesma fonte.

“Fundamental”, realça, “é ainda a fidelização

e a satisfação muito grandes que estamos

a ter dos clientes deste mercado. Sentiram

que tiveram muitos benefícios ao ter uma

estrutura como a da EUROPART”.

n NOME PRÓPRIO

Ao contrário de muitos distribuidores,

que dispõem de marcas próprias, no caso

da EUROPART, o nome próprio da empresa

é assumido, na plenitude, nos produtos.

“Vender o nosso produto nunca foi visto

como um risco. Sempre foi um motivo de

orgulho. Porque, contrariamente a todos os

concorrentes, a marca própria EUROPART

chama-se EUROPART”, diz.

Garantia da adesão dos clientes aos produtos

próprios é a qualidade dos mesmos.

“O Grupo EUROPART, dentro do aftermarket,

é, talvez, um dos maiores clientes dos fornecedores

do primeiro equipamento”,

garante Heitor Santos ao nosso jornal.

O futuro não preocupa Heitor Santos, que

acredita que, mesmo com as alternativas

aos motores Diesel e a gasolina, com a

consequente redução do número de peças,

nos próximos 15 a 20 anos (atendendo

ao crescimento de dois dígitos nos três,

quatro últimos anos, ao nível dos camiões

e autocarros novos), o mercado não mudará

muito. “Vão é surgindo, como têm

surgido nestes anos todos, evoluções ao

nível dos fabricantes, porque cada vez

mais a aproximação ao primeiro equipamento

será completa”, remata.

Presente no continente e ilhas, a empresa

do Carregado chega, também, a países

como Angola, Moçambique e Cabo Verde,

desenvolvendo negócios pontuais dentro

do grupo, que asseguram entre 5 a 7% do

volume total de faturação. Q

EUROPART Portugal

Diretor-geral Heitor Santos | Morada Quinta da Ferraguda, Carambancha, Lote 8, Apartado 40, 2580 – 653 Carregado | Telefone 263 860 100

Site www.europart.net

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2019 I Março


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EMPRESA

Racing Mania

João Pedro é

responsável pela

Racing Mania,

que tem todas as

condições para se

tornar referência

Primar pela diferença

A oficina Racing Mania, inaugurada, no início de fevereiro, em Figueira de Lorvão, Penacova, é a concretização de

um sonho do seu proprietário, João Pedro, destacando-se pelo conceito diferente do projeto

Por: João Vieira

João Pedro sempre esteve ligado ao

pós-venda automóvel e conhece bem

o funcionamento do mercado e o que

é necessário fazer para garantir o sucesso

das organizações. Quando, há dois anos,

começou a pensar no projeto Racing Mania,

constituiu uma equipa com duas pessoas

da sua confiança, Rui Pedro e Hugo Poiares,

que lhe deram todas as garantias para

avançar para a sua concretização. “Fomos

colegas de trabalho noutra empresa e conhecemos

bem o mercado do pós-venda.

Por isso, decidimos juntar sinergias e pôr

em marcha este grande projeto”, afirma

João Pedro.

O responsável começou por adquirir um

terreno na zona industrial de Penacova e

o equipamento que iria montar na oficina.

“Durante o tempo que levou a construção

do edifício, adquiri o equipamento que

considero necessário para ter uma oficina

diferente, que foi o que sempre quis. Não

queria ser mais uma oficina, mas, antes, um

novo conceito de manutenção e reparação

automóvel”, frisa João Pedro. No decorrer

do processo, surgiu a oportunidade de

comprar um armazém contíguo, que foi,

desde logo, aproveitado para instalar um

serviço de montagem de pneus para veículos

pesados.

n INSTALAÇÕES EXEMPLARES

Apesar do nome sugerir uma oficina

dedicada aos veículos desportivos e à

competição automóvel, a Racing Mania é

uma oficina multimarca especializada em

Março I 2019

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todo o tipo de viaturas. Exteriormente, as

instalações impressionam pelas suas dimensões,

qualidade dos materiais utilizados na

construção e acabamentos. Mas é o interior

que surpreende pelos equipamentos topo

de gama que se encontram instalados e

pelo espaço amplo que permite aos veículos

circularem à-vontade.

Os painéis que formam as paredes da oficina

são isolantes e favorecem o ambiente

muito confortável que se vive dentro das

instalações. Todos os gabinetes interiores

são separados por vidros, o que permite ter

sempre uma visão 360º de toda a oficina.

Tudo foi pensado ao pormenor para dar

as melhores condições de trabalho aos

colaboradores e aos clientes que visitam

as instalações. “Dispomos de condições espetaculares

para oferecer o melhor serviço

ao cliente e, por isso, estamos a preparar os

nossos técnicos para executarem os trabalhos

na perfeição. Tenho conhecimentos e

formação técnica que me permite solucionar

quaisquer avarias que os veículos apresentem

e sempre que é necessário auxilio

os técnicos na resolução dos problemas”,

refere João Pedro.

n SECÇÃO DIESEL E TURBO

Uma secção exclusiva para reparação de

injetores e turbocompressores foi pensada

desde o início do projeto e está já a funcionar.

Localizada num piso superior, esta

secção está dotada dos equipamentos

mais modernos para a reparação destes

componentes. Assim, a área Diesel tem

disponível dois aparelhos de diagnóstico

e reparação de injetores, da marca Bosch,

fornecidos pela empresa Bombóleo. E a

secção dos turbos conta com o mais recente

equipamento de calibração fornecido pela

TurboClinic.

“A secção dedicada ao Diesel e turbo é

mais um serviço para rentabilizar a oficina.

Já fomos contactados por concessionários,

que nos pediram para fazermos a reparação

dos injetores e turbos danificados dos seus

veículos. Estamos de portas abertas para

todas as situações e, por isso, recetivos às

melhores propostas”, acrescenta João Pedro.

Outros fornecedores contribuíram com a

montagem dos equipamentos, como são o

caso da Cometil, que forneceu as máquinas

de montagem de pneus e alinhamento de

direções, a Cetrus, que instalou os elevadores,

e a Lusilectra, com a linha de pré-inspeção.

A Motul, por sua vez, montou todo

o sistema de lubrificação, que, mediante a

introdução dos dados da viatura, escolhe,

automaticamente, a referência de óleo indicada.

Relativamente ao dados técnicos, os

mecânicos operam com o sistema ESI[tronic]

da Bosch e, também, com o TEC CAT.

No que diz respeito ao fornecimento de

peças, a Racing Mania conta com as empresas

X-Action e Mondegopeças, que

garantem o fornecimento de todos os componentes

necessários a uma reparação de

qualidade. “Instalamos, preferencialmente,

peças premium e explicamos aos clientes

as vantagens e benefícios desta escolha.

Mas se o cliente pedir para montar peças

mais económicas, também o fazemos. Só

que, neste caso, fica à responsabilidade do

cliente e é sempre descriminado na fatura”,

alerta João Pedro.

n PNEUS E PINTURA INTEGRADOS

Os serviços de pneus e pintura estão totalmente

integrados no conceito de oferta

global de serviços que a Racing Mania promove

e que faz parte do seu ADN. “Irei,

brevemente, construir o pavilhão para a

secção de chapa e pintura que, atualmente,

ainda é realizada em instalações externas.

Tenho já as cabines de pintura e as zonas

de preparação prontas para serem montadas.

Quando a secção de pintura estiver

concluída, teremos possibilidade de reparar,

num só espaço, todo o tipo de avaria ou

dano que o veículo tiver, desde problemas

mecânicos a substituição de pneus

e reparação de chapa e pintura”, assegura

o responsável.

A adesão a uma rede de oficinas não está

excluída da estratégia de crescimento que

João Pedro implementou ao negócio. “Estamos

recetivos a novas ideias e iniciativas

que possam contribuir para o desenvolvimento

da Racing Mania. A entrada numa

rede pode abrir portas para começarmos a

trabalhar com frotas de empresas, gestoras

de frotas e seguradoras. Se isso nos ajudar

a evoluir mais rápido, estamos obviamente

disponíveis e interessados”, revela.

n HÍBRIDOS E ELÉTRICOS NA MIRA

João Pedro está atento à evolução da tecnologia

automóvel e às implicações que tal

trará ao funcionamento das oficina. Por isso,

já fez uma formação em veículos híbridos

e elétricos e vai apostar na montagem de

uma boxe exclusiva para estas viaturas. Será

equipada com um posto para recarga de

baterias e ferramentas especiais para serviços

de reparação em veículos elétricos.

O pessoal da oficina terá formação específica

para dar assistência a estes veículos.

Além de capacitá-los com novas valências,

também credibiliza o serviço e aumenta a

procura dos clientes que valorizam a qualidade

e a competência dos técnicos que

reparam as viaturas.

n FUTURO RISONHO

Reunindo um conjunto de fatores muito

favorável, onde se incluem as instalações

exemplares, equipamento de topo e marcas

premium, a Racing Mania tem todas as

condições para se tornar numa referência

nacional no setor da manutenção e reparação

automóvel. A zona onde se encontra,

devido ao encerramento de diversas

oficinas pela ASAE, tem enorme potencial

de crescimento. E embora existam outras

oficinas na região, a diversidade de serviços

oferecidos pela Racing Mania não tem concorrência

que possa afetar o seu desenvolvimento.

Por isso, João Pedro está confiante

no futuro da empresa. “Vamos primar pela

diferença. Temos de fazer de forma diferente

e compete-nos aconselhar e alertar

os automobilistas que nos visitam para o

estado em que se encontra a sua viatura,

porque fazer manutenções não é apenas

mudar óleo e filtros. Temos uma atitude

proativa e informamos o cliente, sempre

que for necessário, para a substituição de

componentes que estejam danificados e

possam causar avarias. Estamos convictos

de que esta forma de estar no mercado vai

trazer frutos e fazer com que os clientes nos

vejam como uma oficina que se preocupa

com as viaturas e, acima de tudo, com o bem

estar e segurança das famílias”, conclui. Q

Racing Mania

Diretor executivo João Pedro Chelinho | Morada Zona Industrial da Alagoa, Lote B4/B5, 3360 - 052 Figueira de Lorvão (Penacova)

Telemóvel 916 702 449 | Email joaopedro@racingmania.pt

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EMPRESA

Merpeças

Triunfo da especialização

A Merpeças nasceu para colmatar uma lacuna que a Mercedes-Benz criou com a decisão de não vender peças

ao retalho. Rui Costa e Pedro Sardinha viram aqui uma oportunidade para se especializarem na venda

de peças Mercedes-Benz de qualidade

Por: João Vieira

Fundada em 2011 e adquirida pelos

atuais proprietários em 2012,

a Merpeças tem-se mantido distribuidor

especializado em peças Mercedes-Benz,

conforme afirma Rui Costa:

“O foco do nosso negócio é 99,9% na

Mercedes-Benz, embora existam algumas

situações particulares, como é o caso da

suspensão pneumática, que trabalhamos

com multimarca. Aquilo que a Mercedes-

-Benz sem querer criou, foi uma lacuna

no negócio deles, que obrigou empresas

a especializarem-se e a arranjarem soluções

para as necessidades do mercado.

A Merpeças nasceu desta situação. Eu

não posso vender a peça original, mas

consigo uma solução com qualidade original.

A Mercedes-Benz deixou de vender

a peça deles porque é mais cara e eu

consigo oferecer ao cliente uma solução

com a mesma qualidade e com um preço

totalmente diferente”.

A empresa tem tido um percurso ascendente

nas vendas e na faturação. Recentemente,

aumentou o seu portefólio

de marcas premium para servir melhor

os clientes, oferecendo-lhes uma gama

mais alargada de produtos.

Desde o início da atividade que a Merpeças

apenas comercializa peças de qualidade

original. “O nosso foco é sempre

as marcas premium, o que não significa

que, com a globalização, possam existir

outras alternativas no aftermarket para

aquelas peças que estão blindadas para

as origens”, diz Rui Costa.

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n LOJA ONLINE EM EVOLUÇÃO

A loja online existe desde o início da

empresa, mas tinha algumas lacunas

que foram solucionadas no ano passado.

“Mudámos o nosso sistema de faturação

e passámos a integrar a loja online nele.

Neste momento, o que os clientes veem

espelha o que temos dentro de portas.

Todas as peças que temos em stock estão

indicadas, assim como a sua quantidade.

A plataforma anterior promovia mais do

que vendia e, atualmente, vende mais do

que promove”, revela Rui Costa.

Tudo o que são peças comuns, os clientes

fazem a encomenda online. Mas as que

requerem uma identificação, as pessoas

telefonam para confirmar, de modo a terem

a certeza que está tudo correto. “Os clientes

não nos procuram pelos filtros nem pelas

pastilhas, mas por “tudo o resto”, embora

também nos comprem os componentes

de desgaste. Só que “tudo o resto” pode ser

demasiado específico. E se não for identificado

e visto corretamente, é quase sempre

mal fornecido. Por isso, continuamos a receber

muitas encomendas pelo telefone,

que continua a ser a maneira mais segura

de identificar as peças”, esclarece Rui Costa.

A entrega das encomendas é assegurada

por empresas de transportes, pois,

na opinião de Rui Costa, “não faz sentido

ter distribuição própria, já que os custos são

elevadíssimos”. Segundo diz, “as pessoas

não têm noção de quanto custa ter uma

viatura a fazer a distribuição. É um facto

que não conseguimos garantir a hora a

que a peça chega à oficina, mas o serviço

que contratamos garante que a peça será

entregue até determinada hora”.

Este ano, a Merpeças irá realizar algumas

ações de formação com o apoio dos fabricantes

com os quais trabalha. A nível

de Mercedes-Benz, é normal e frequente

a empresa dar apoio técnico a todos os

clientes que solicitem e ajudar a resolver

os problemas pelo telefone. Conforme a

necessidade, os clientes podem deslocar-se

às instalações para diagnosticar uma avaria

ou apenas para codificar ou parametrizar

componentes em viaturas da marca Mercedes-Benz.

n PRESENÇA NOS SALÕES NACIONAIS

A Merpeças tem tipo uma participação

regular nos salões nacionais dedicados ao

aftermarket. E embora o impacto e retorno

já não sejam os mesmos das primeiras participações,

a empresa vai continuar a marcar

presença nestes certames. “A primeira feira

projetou-nos em 200 ou 300%. Agora, o

As ações de formação com o apoio

dos fabricantes e a parceria que tem

com a Iberequipe são dois aspetos

enaltecidos pela Merpeças. 99,9% do

negócio da empresa está focado nas

peças Mercedes-Benz de qualidade

impacto é menor, porque as pessoas já nos

conhecem. Mas vamos continuar a estar

presentes nas feiras. Já não vemos as feiras

para projetar o negócio, mas sim para estar

com os clientes. Temos clientes de norte

a sul do país, sendo impossível estar com

todos. E a feira é uma oportunidade para

nos vermos e apresentar as novidades”,

enfatiza.

A parceria com a Iberequipe é para manter,

conforme afirma Rui Costa. “Esta parceria

permite disponibilizar aos clientes

uma solução de diagnóstico que possibilita

acompanhar a evolução do automóvel. Nós

conseguimos fornecer as peças e temos

um parceiro que lhes consegue fornecer

uma solução de diagnóstico.

n FUTURO INCERTO

Relativamente ao futuro do negócio da

Merpeças, Rui Costa mostra-se cauteloso.

“Temos de ser responsáveis. Não sei se o

mercado vai crescer. Os veículos continuam

a circular mas as pessoas não têm dinheiro.

Ou compram viatura nova ou deixam de

andar de carro, porque não têm dinheiro

para o reparar. Neste momento, as pessoas

estão a optar por comprar veículos novos.

É um ciclo, porque, depois, vai chegar uma

altura que não podem comprar veículos

novos e voltam a reparar. Neste momento,

com o crescimento da venda de veículos

novos, o negócio da reparação vai diminuir.

Mas no que diz respeito à Merpeças, o ano

começou bem. Se 2019 for como o mês de

janeiro, vai ser um excelente ano”, conclui

Rui Costa. Q

Merpeças

Gerentes Rui Costa e Pedro Sardinha | Morada Rua 1.º de Maio, 221 A, Zona Industrial do Roligo, 4520 - 115 Santa Maria da Feira

Telefone 256 360 147 | Telemóvel 913 154 249 | Email rui.costa@merpecas.com | Site www.merpecas.pt

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PRODUTO

AUTOPART

Qualidade elevada

Fundada em 1982, a AUTOPART, uma das marcas exclusivas do Grupo TRUSTAUTO, produz, atualmente,

2,5 milhões de baterias por ano, que são distribuídas para mais de 50 países de todo o mundo. A qualidade está

no topo das prioridades deste fabricante polaco

Por: Bruno Castanheira

No dia 21 de janeiro, o Grupo TRUS-

TAUTO, liderado por Ricardo Ribeiro,

visitou a fábrica de baterias

AUTOPART, localizada na Polónia. Fundada

em 1982, a marca produz baterias de arranque

de elevada qualidade a um ritmo

atual de 2,5 milhões de unidades por ano,

que são distribuídas para mais de 50 países

de todo o mundo. Certificadas pela norma

ISO9001 (a primeira certificação foi atribuída

em 2003), as baterias AUTOPART,

presentes no segmento OE, obedecem

às especificações técnicas IATF16949 e

ISO14001 pela TÜV Nord.

n GAMA ABRANGENTE

A gama da AUTOPART abrange quatro

áreas. Na dos veículos ligeiros, estão disponíveis

seis famílias de produto: Galaxy EFB

(Enhanced Flooded Battery), Galaxy Silver,

Galaxy Gold, Galaxy Plus, Galaxy Plus Japanese

e Galaxy SMF (Sealed Maintenance

Free). Na dos veículos pesados, existem

quatro famílias: Galaxy Plus, Galaxy Plus

Heavy Duty, Galaxy Gold Super Heavy Duty

e Galaxy Gold Extreme VR (Vibration Resistance).

No que diz respeito aos tratores

e máquinas agrícolas, são três as famílias:

Galaxy Plus, Galaxy Plus Heavy Duty e Galaxy

Gold Extreme VR. Já a oferta de Deep

Cycle, é assegurada pela Galaxy Voyager

Deep Cycle.

A AUTOPART é especializada na produção

industrial de baterias de arranque de

elevada qualidade. Dispõe de baterias

para todos os tipos de veículos, tratores e

máquinas agrícolas, bem como barcos e

autocaravanas. A sua constante pesquisa

e desenvolvimento são sinais evidentes da

paixão que a move pela criação das últimas

tendências. O sucesso da AUTOPART foi alcançado

através do trabalho de equipa, que

começou em 1982. A fábrica, que ocupa

uma área de 21.000 m², está equipada com

métodos de produção de última geração.

E está, constantemente, a implementar soluções

inovadoras, de modo a manter no

topo os elevados padrões de qualidade

que caracterizam os seus produtos.

Uma das baterias mais evoluídas da AU-

TOPART é a EFB (Enhanced Flooded Battery),

cujo design da caixa, de tampa dupla

livre de manutenção, sem tomadas, destaca-se

por ter uma superfície lisa, uma rampa

soldada com proteção dupla anti-chamas

e um sistema labiríntico contra derrame de

ácido, permitindo que o eletrólito passe de

novo para as células. A rampa é montada

através de simples pressão e não requer

qualquer tipo de selante a quente adicional.

A tampa não pode ser desmontada depois

de colocada, sem ser destruída.

A AUTOPART relembra que se podem

utilizar baterias start/stop em veículos

“convencionais”. Viaturas com uso intensivo

(como, por exemplo, táxis, ambulâncias

e carros de patrulha) requerem baterias

com capacidade elevada de ciclos. Por isso,

as baterias start/stop em situações semelhantes

são a escolha ideal. Isto também

se aplica a veículos com extenso equipamento

elétrico e a veículos utilizados,

maioritariamente, em tráfego urbano. A

AUTOPART deixa o alerta para que se evite

a falha prematura da bateria. E recomenda

que se controlem os custos escolhendo

a bateria EFB, que tem três vezes maior

resistência à capacidade elevada de ciclos

(quando comparada com baterias convencionais).

Q

3

1

2

Características técnicas:

l Compatível com todas as caixas DIN (L1-L5)

l Proteção anti-chamas embutida, com sistema

central de desgaseificação numa rampa soldada

l Sistema de labirinto

l Saída flexível através de sistema

central de desgaseificação

l Pós-protetores

l Pega integrada

l Polaridade variável

Vantagens:

l Montagem da rampa somente com uma

ligeira pressão de encontro à tampa inferior

l superfície lisa, sem tomadas visíveis

l à prova de derrames, mesmo em

situações em que a bateria está em

posições extremamente inclinadas

l montagem sem soldadura dupla

l Segurança de alto desempenho

l instalação universal e arrumação simples

l segura e fácil de manusear

l a tampa não pode ser desmontada

depois da instalação da rampa

1 – Labirinto

2 – Rampa soldada

3 – Capas de proteção dos pólos

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PRODUTO

VatOil

Negócio “chave na mão”

A VatOil, uma das marcas de lubrificantes incorporada pelo fabricante holandês Kroon Oil (Grupo SOCAZ), propõe

um verdadeiro negócio competitivo “chave na mão” para qualquer empresa importadora do ramo das peças ou

de lubrificantes

Por: Bruno Castanheira

É

mais uma das marcas que tem a ADIR

Viseu como entreposto. Estará presente,

com pompa e circunstância,

juntamente com a Kroon Oil e a Spanjaard,

na edição de 2019 da expoMECÂNICA, que

se realizará, de 3 a 5 de maio, na Feira Internacional

do Porto (Exponor).“A VatOil é

mais uma das marcas de lubrificantes

incorporada pelo fabricante holandês

Kroon Oil (Grupo SOCAZ). Será, com certeza,

uma boa oportunidade comercial a

acrescentar ao aftermarket automóvel português

e ao setor industrial. A VatOil tem

as principais gamas de óleos, líquidos de

refrigeração e outros químicos para viaturas

ligeiros, máquinas e pesados, equipamento

agrícola, e indústria”, explica Amadeu Fernandes,

country manager Portugal.

A VatOil começou a ser distribuída em

1982 na Holanda. Hoje, a marca tem uma

forte presença no Grupo ATR International

e RHIAG - Inter Auto Parts Italia S.p.A., nos

países da Europa Central e de Leste (Albânia,

Bulgária, Croácia, República Checa,

Hungria, Polónia, Roménia, Eslováquia,

Eslovénia) e nos países bálticos (Estónia,

Letónia, Lituânia). Encontra-se, também,

bem estabelecida, no Extremo Oriente e

em alguns países asiáticos, como a Malásia

e a China.

n SITE BASTANTE SOFISTICADO

A VatOil está estruturada com ferramentas

comercias especialmente desenvolvidas

para o nosso mercado, de modo a oferecer

uma possibilidade de comércio exclusivo

nacional por áreas de lubrificantes a

empresas com essa posição no mercado.

Quem o afirma é Amadeu Fernandes, acrescentando

que “os produtos VatOil estão

disponíveis no TecDoc” e que “para além

do cativante merchandising, tem um site de

recomendação de óleos bastante sofisticado”.

Segundo revela, a VatOil propõe “um

verdadeiro negócio competitivo ‘chave na

mão’ para qualquer empresa importadora

do ramo das peças ou de lubrificantes”. O

negócio comercial de importação/distribuição

da VatOil inclui um valioso programa de

apoio de vendas, cofinanciado pela fábrica

e dispondo de várias outras facilidades comerciais

e logísticas.

No site (www.vatoil.com), a consulta é

extremamente completa, permitindo ter

conhecimento de todos os pontos de lubrificação

para além dos óleos de motor

e caixa (em média, mais de 15 diferentes

pontos, como são no caso da informação

de pesados e máquinas), contando ainda

com os vários líquidos de refrigeração,

anticongelantes e massas. “Esta consulta

automática por modelo e ano”, explica

o country manager Portugal, “relaciona

o tipo de utilização da máquina através

dos aspetos de trabalho, consumo atual de

combustível, carga média transportada e,

por fim, o tipo de clima em que se insere.

Ou seja, todos os intervenientes externos

ao condutor, fundamentais para o melhor

acompanhamento e afinação das manutenções”.

Resultando, no caso do consumidor,

em máquinas mais “novas” por mais

tempo, com significativos ganhos no que

respeita a custos de substituição de peças e

paragens produtivas, melhor conservação

e valorização do investimento da viatura.

“No caso do distribuidor, trata-se de uma

ferramenta técnica rápida que sustenta a

oportunidade de venda, permitindo uma

transparente e fiel relação comercial entre

todas as partes envolvidas”, conclui Amadeu

Fernandes. Q

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OFICINA DO MÊS

Miniauto

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“Os rapazes da Mercedes

de Odivelas”

Criada em 1974 por João Martins, a Miniauto é uma oficina especializada na marca da estrela prateada

e gerida pelos quatro filhos do fundador. Na cidade onde estão, desde sempre, os funcionários são conhecidos

como “os rapazes da Mercedes de Odivelas”

Por: Jorge Flores

A

história da Miniauto confunde-se

com a de Odivelas. Fundada em

1974, a primeira oficina teve

como casa uma pequena loja, na Rua

Gil Eanes (que ainda se encontra de

portas abertas), espelhando, no nome, a

experiência do seu fundador, João Martins,

no mercado oficinal moçambicano,

onde laborou, há já muitos anos.

Desde a sua origem que a Miniauto

trabalha com modelos da Mercedes-Benz,

marca onde também trabalhou, outrora, e

que representa perto de 80% dos serviços.

Os táxis são clientes habituais, quase desde

que abriu portas.

Com o passar dos anos, a Miniauto

ganhou expressão. Amadureceu. Cresceu.

E precisou de um espaço maior para

desenvolver os seus serviços, algo que

veio a conseguir há cerca de 18 anos,

com a passagem para as instalações da

Estrada de Paiã, a pouco mais de um

quilómetro da casa original. Sempre em

Odivelas. “Somos 14 pessoas na oficina

e somos todos de Odivelas. Costumam

chamar-nos os ‘rapazes da Mercedes de

Odivelas”, adianta Luís Martins, filho do

fundador, que, em conjunto com os seus

três irmãos, Adélia Martins, Artur Martins

e Armando Martins, assumiu a gerência

do negócio em 1994, ano em que o seu

pai se reformou – embora, aos 78 anos,

ainda continue a acompanhar de perto a

atividade da empresa que fundou.

n DE NORTE A SUL

A oficina ocupa, hoje, umas instalações

com 800 m 2 e realiza todos os serviços

associados ao automóvel: chapa, pintura,

mecânica, eletricidade e estufagem. Não

falta sequer uma secção para o comércio

de veículos. Quem compra, fica fidelizado

com a oficina. De resto, Luís Martins

orgulha-se de ter clientes de norte a sul

do país. “Chegam a vir da Guarda e da

Nazaré”, conta. “Fazemos muitos serviços

com táxis. Muitos da Mercedes-Benz. E

muitos da Škoda. Alguns fazem as revisões

na marca, mas quando acaba a garantia

regressam”, adianta. Entre os clientes, “50%

são particulares e 50% são empresas”,

acrescenta o responsável ao Jornal das

Oficinas.

n PARCEIROS HISTÓRICOS

As parcerias são essenciais para a

Miniauto. Algumas são históricas. Ou

não tenham elas apoiado a oficina desde

os primeiros tempos. Como é o caso da

Total, com quem trabalham há 18 anos.

“Ajudaram-nos a crescer. Quando viemos

para este espaço, deram-nos um apoio

fundamental a montar esta oficina.

Acreditaram em nós. Até hoje. E nós não

trocamos de marca de lubrificantes. Damos

sempre preferência a quem nos ajudou”,

garante Luís Martins.

Outra das parcerias históricas, para citar

apenas duas, é com a Álvaro de Sousa

Borrego, na área da repintura. Para o

futuro, o gerente da Miniauto gostava de

continuar a evoluir. “Aumentar o espaço

para 2.000 m 2 está no horizonte”, revela.

“Sempre em Odivelas. Somos todos daqui

e estamos muito envolvidos com a zona”,

remata. Q

Miniauto

Gerente Luís Martins | Morada Estrada de Paiã, Quinta das Lamas, Lote 1, Armazém D, 1675 - 088 Pontinha | Telefone 214 787 500

Email geral@miniauto.pt | Site www.miniauto.pt

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.com


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ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

Concurso já começou

Depois de três edições repletas de sucesso, o Jornal das Oficinas, em parceria com a ATEC – Academia de

Formação, pôs em marcha o concurso Melhor Mecatrónico 2019. Se os automóveis, em geral, e a mecânica, em

particular, são a sua profissão, então esta iniciativa é para si. Ponha à prova os seus conhecimentos e participe

Valorizar, dignificar, promover. Eis

os três principais verbos que se

coadunam com o concurso Melhor

Mecatrónico, uma iniciativa ímpar no

panorama do aftermarket nacional, que

visa dar protagonismo à profissão de mecatrónico

automóvel. A partir do presente

mês de março, damos início à publicação

dos questionários, que estão online no site

do concurso (www.melhormecatronico.pt).

Acerte nas respostas e habilite-se a ser um

dos oito concorrentes selecionados para a

Grande Final, que terá lugar nas instalações

da ATEC, localizadas no Parque Industrial

da Volkswagen Autoeuropa, nos dias 15 e

16 de novembro de 2019.

Estão aptos a participar neste concurso

todos os mecatrónicos que se encontrem

no ativo, quer trabalhem em oficinas independentes

ou de marca. Os interessados

devem responder aos quatro questionários

que vão sendo colocados online no site

do concurso nos meses de março, abril,

maio e junho de 2019. Cada questionário

terá 10 questões, tipo teste americano, de

resposta única. A seleção dos oito concorrentes

será feita entre os que atingirem a

maior pontuação e que forem mais rápidos

no envio das respostas. O primeiro

questionário estará online até dia 31 de

março. Todos os questionários recebidos

até essa data serão avaliados pela organização

e apurados os vencedores para

a fase seguinte.

n OPINIÕES UNÂNIMES

Entre os finalistas da edição do ano

passado, as opiniões convergiram para o

mesmo ponto. Nuno Pedro, da Ampeser,

que foi o vencedor, destacou as provas

realizadas, que “representaram muitas das

situações que tratamos no dia a dia”. Em

sua opinião, “a aprendizagem, o espírito de

companheirismo entre os participantes e

a organização” foram os aspetos que estiveram

em evidência. Já Rui Fernandes, da

Conficar, realçou “a experiência, amizade,

novos métodos, mais informações e novos

colegas” que levou da participação no concurso.

Tiago Rita, da C Santos VP, enalteceu

“a dificuldade em trabalhar sob pressão e

a entreajuda entre os finalistas". ✱

Março I 2019

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36 ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

Qual a melhor?

O concurso Challenge Oficinas, organizado pelo Jornal das Oficinas em parceria com a Polivalor, volta,

este ano, a desafiar as oficinas de Portugal a pôr à prova os seus conhecimentos e competências

Se é uma oficina organizada, bem

equipada e com recursos humanos

competentes e atualizados, aproveite

esta oportunidade para participar num

evento único e desafiante, onde apenas os

melhores conseguem chegar à final. Com

a realização desta iniciativa, pretendemos

fomentar entre as oficinas um espírito competitivo

são, o trabalho em equipa e a sua

criatividade, através da realização de provas

em diversas áreas relacionadas com o pós-

-venda automóvel, nomeadamente: gestão

oficinal, marketing, peças, receção e técnica.

Este concurso vai permitir a cada oficina

tomar consciência daquilo que vale em

termos de recursos humanos e enquanto

organização. No fundo, consiste num processo

de autoavaliação, ao mesmo tempo

que se trata de uma competição lúdica.

Desta forma, entusiasmam-se os colaboradores

para um desafio onde as oficinas têm

todo um caminho aberto para evoluir.

n TESTEMUNHOS VALORIZAM

As oficinas finalistas da anterior edição

são unânimes na avaliação positiva que

fizeram do concurso e das provas executadas

no ano transato.

Para Ricardo Mateus, da Easystop, oficina

vencedora da última edição, o que

a levou a particpar no Challenge Oficinas

foi o facto de “já termos acompanhado

a competição no ano passado e pareceu-nos

que era a oportunidade ideal

para mostrarmos o valor que há nas oficinas

independentes. Acho que o

Challenge Oficinas também serve para

dignificar o trabalho que se faz fora das

marcas e dos grandes concessionários e

de tentarmos distanciarmo-nos daquela

ideia das oficinas duvidosas e dos serviços

feitos com alguma falta de rigor”.

Segundo disse, “este tipo de iniciativas

fazem as pessoas perceber que há muita

qualidade nas oficinas independentes e

que nós também sabemos fazer as coisas

bem feitas, não só do ponto de vista

técnico mas, também, no que toca a

gestão”. Até porque, acrescentou, “a final

é mais direcionada para a gestão de recursos

do que para a componente técnica.

E, isso, é uma coisa bastante positiva

e de saudar. Daqui, levámos um grande

orgulho e uma grande motivação para

continuar. Digamos que isto é um empurrão

para perceber que estamos todos

no caminho certo, sejamos nós, sejam

as outras oficinas concorrentes”.

Sérgio Nunes, da SN Sport, oficina classificada

em segundo lugar na final da

última edição, afirmou: “Participámos

neste concurso para demonstrar que o

aftermarket é um setor muito importante

e que também há bons gestores nesta

área. Relativamente à nossa participação

no Challenge Oficinas, o balanço é bastante

positivo. Foi desafiante, porque

fizemos algumas contas que nem todos

os dias fazemos. Realmente foi muito

positivo e interessante. Levámos daqui

a experiência e a vontade não só de melhorar

a nossa gestão mas, também, a

área do atendimento ao cliente”.

Rita Teles, da Roady, oficina que ocupou

o útimo lugar do pódio, salientou: “Ficámos

em terceiro lugar, mas, como dizem

os meus colegas de equipa, para chegarmos

até aqui houve muitas oficinas

que ficaram para trás. Nós temos demasiado

orgulho em termos ficado em terceiro

lugar porque, no fundo, refletiu

aquilo que somos e aquilo que queremos

ser no nosso dia a dia, na nossa organização,

na nossa forma de funcionar e de

atender o cliente. Somos transparentes

e organizados. Foi um prazer estar aqui

porque aprendemos com esta participação,

conhecemos outras formas de trabalhar,

outras dinâmicas e levámos uma

opinião deles, que é sempre importante

e devemos sempre absorver o que nos

faz bem. Viemos para experimentar. Foi

a primeira vez que participámos, mas de

certeza que vamos querer continuar,

porque vemos isto de uma forma positiva.

Levámos uma aprendizagem importante

de como é trabalhar com conceitos

de KPI de serviço e passar para o papel

aquilo que os programas nos dão. Também

aprendemos que faz falta exercitar

os nossos neurónios, porque ficámos com

uma ideia realmente positiva do que é

a rentabilidade e a eficiência no dia a dia

do nosso negócio”. ✱

Março I 2019

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adicionar a mudança de pastilhas de travão à sua oferta de serviços de manutenção.

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os colaboradores dedicados de todo o mundo que as fazem chegar até si. Apoiados por

uma rede global de especialistas no mercado de pós-venda, os produtos TRW ditam os

padrões da segurança e da qualidade.


NOTÍCIAS EMPRESAS

38

OPINIÃO

Por: Cristina Cardoso, diretora de vendas da Alidata

Brembo mostrará várias novidades

na edição de 2019 da Motortec

Em exibição no stand da marca italiana estará a gama completa de discos, pastilhas,

tambores, componentes hidráulicos e fluidos de travões. O disco Brembo XTRA também

estará em evidência, dispondo de um visual desportivo e garantindo a máxima fiabilidade

em termos de resistência, desempenho e segurança. Mas haverá mais novidades no

espaço da Brembo. As novas pastilhas de travão XTRA anunciam uma travagem ótima,

especialmente quando combinadas com os discos MAX e XTRA. As pastilhas são feitas

de BRM X L01, um material misturado com mais de 30 componentes, que atinge uma

travagem mais decisiva e estável. Quanto ao novo disco co-cast, é formado uma banda

de travagem em ferro fundido com alto teor de carbono e por um tambor de aço, que

são perfeitamente acoplados durante um processo especial de fusão, que garante que

seja totalmente intercambiável com o disco fabricado para primeiro equipamento.

OSRAM estará pela primeira

vez na feira de Madrid

Pela primeira vez, a OSRAM vai estar presente com um stand

próprio na conceituada feira ibérica do setor do pós-venda

automóvel: Motortec Automechanika Madrid. João Casinhas,

head of sales da Field Automotive Portugal, referiu que “é com

grande orgulho que damos este passo tão importante para

a OSRAM. Estamos muito empenhados em reforçar a nossa

marca no mercado ibérico e o nosso posicionamento como

marca líder no setor da iluminação automóvel no aftermarket”.

Este era já um desejo antigo da OSRAM, que será realizado

este ano com grande entusiasmo. João Casinhas deixa ainda

em comunicado o convite para que se visite o stand da OSRAM,

localizado no Pavilhão 6.

As novas oportunidades de

negócio já estão na sua oficina

Sabe qual o custo de aquisição de um novo cliente para a sua oficina? E quanto custa

manter um cliente atual? Eis dois dados conhecidos para sua análise: conquistar um novo

cliente custa cinco a sete vezes mais do que manter um atual. E 80% da receita de um

negócio provém de clientes fidelizados.

Mas como fidelizar clientes cada vez mais exigentes, para os quais a tecnologia tem de ser

omnipresente e, simultaneamente, criar novas oportunidades? Uma coisa é certa: quanto

mais elevado for o índice de digitalização da sua oficina, mais fácil será surpreender o cliente.

E quanto mais pessoas conseguir atrair para a sua oficina, mais oportunidades existirão.

Já pensou no potencial de uma simples ITV? Ao comunicar, por SMS ou email, ao cliente

que se aproxima a data, reaviva a memória deste em relação à sua oficina. A manutenção

preventiva é uma excelente forma de manter o contacto com o cliente.

A chave é ter o máximo de informação sobre as interações do cliente com a oficina

e usá-la adequadamente. Um CRM vai agilizar esse processo. Quando o tratam pelo

nome, conhecem o histórico da sua viatura e o relembram de uma manutenção, o cliente

sente-se valorizado, ganha confiança na oficina e é provável que a recomende. Só com

informação de qualidade disponível é possível fazer este atendimento personalizado.

Se, numa visita do cliente, for identificado um outro problema a resolver, explique-lhe

o que necessita de ser feito e registe essa informação para o futuro. Isto é detetar um

problema e convertê-lo numa oportunidade.

Mas as potencialidades vão muito além. Newsletters, promoções, parcerias, questionários

de satisfação, sites, portais, lojas online e redes sociais, são outros processos que, se ainda

não fazem, farão parte do sucesso do seu negócio.

Sublinho ainda que o suporte tecnológico é, e continuará a afirmar-se, como um dos

elementos fundamentais para a sustentação da relação de confiança entre cliente e oficina.

Fidelizar atuais ou conquistar novos clientes? Ambos. Nem só de clientes atuais vive o

aftermarket automóvel. As mesmas ferramentas que potenciam cross selling e upselling

servem um princípio vital em qualquer negócio: conquistar e fidelizar novos clientes

para, assim, fazer crescer o negócio.

Imporfase comemora 31 anos de existência

Fundada no final de 1988, a Imporfase começou a especializar-se no fabrico e na importação de sistemas

de escape, dispondo do know-how existente desde 1960. Para além de silenciosos sistemas de

escape, a Imporfase desenvolveu uma vasta gama de catalisadores e filtros de partículas específicos

para cada viatura, contando, agora, com um vasto stock nas suas instalações, na Maia. A crescer há

cinco anos consecutivos, a empresa sempre se pautou por um trabalho honesto, bem como por um

trato humilde e profissional para com o cliente. Atualmente, a empresa faz parte do Grupo Imporfase/

Escapcar e, entre outras facetas bem conhecidas no mercado que representa, é, também, detentora

da marca própria: Imporspeed.

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TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO


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NOTÍCIAS

Empresas

ACAP fez balanço do ano de 2018

A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) fez o balanço do mercado e da indústria automóvel em Portugal no ano

de 2018, assim como traçou as perspetivas de mercado para este ano. No período de janeiro a dezembro de 2018,

foram colocados em circulação 273.252 veículos novos, o que representou um crescimento homólogo de 2,6% face a

2017. Esta percentagem é a confirmação de que, após o período de recuperação da crise, o mercado nacional está a

estabilizar para os seus valores normais.

No acumulado dos 12 meses de 2018, de acordo com a ACAP, as matrículas de veículos ligeiros de passageiros totalizaram

228.290 unidades, o que se traduziu num aumento de 2,8% relativamente ao mesmo período do ano anterior. No que

se refere aos comerciais ligeiros, o mercado atingiu as 39.306 unidades registadas, uma subida de 2% em comparação

com o mesmo período do ano anterior. Já no que se refere ao mercado de veículos pesados, nos 12 meses de 2018, as

matrículas atingiram as 5.617 unidades, o que representou um decréscimo de 2% relativamente ao período homólogo

de 2017. Os veículos movidos a energias alternativas continuam com uma crescente procura, tendo alcançado uma

subida de 148% no caso dos elétricos e de 56% no caso dos híbridos plug-in. Os veículos elétricos representam, agora,

1,8% do total do mercado.

Faleceu Hélder da Conceição

Santos

Foi com profunda tristeza e enorme consternação que o

Jornal das Oficinas recebeu a notícia do falecimento de Hélder

da Conceição Santos, fundador e sócio-gerente da Hélder

Máquinas & Ferramentas, Lda. Simpático e sempre disponível

para prestar esclarecimentos e informações sobre o mercado

e as novidades das marcas representadas, Hélder Santos era

um leitor atento do Jornal das Oficinas, que recordamos com

muita amizade e saudade. Na estratégia de desenvolvimento

da empresa, mais do que a relação profissional, Hélder Santos

privilegiava as relações de amizade com fornecedores,

clientes e colaboradores. Durante os anos que esteve à frente

dos destinos da empresa, cimentou relacionamentos que se

transformaram em amizades duradouras.

Será sempre recordado por nós como um amigo e por ter

alimentado com o seu sorriso o sucesso que a Hélder Máquinas

& Ferramentas, Lda. tem alcançado ano após ano. O

Jornal das Oficinas endereça sinceros e sentidos pêsames

à família e aos colaboradores, com votos de coragem para

prosseguirem o projeto exemplar criado por Hélder Santos.

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NOTÍCIAS

Empresas

MCnur tem novo

serviço MCnur Peças

A MCnur e a MCnur Espanha, no seguimento da sua estratégia empresarial

para 2019, apresentaram um novo serviço que visa complementar o setor

dos motores novos e reconstruídos onde as duas empresas operam. O novo

serviço responde pelo nome de MCnur Peças e fornece aos clientes todo

o tipo de produtos mecânicos das mais diversas e conceituadas marcas.

O portefólio é extenso. Passando pelas prestigiadas LIQUI MOLY, Krafft,

spanjaard, Graf, Ferodo, Flennor, Necto, AMC, Tecneco, Autotec, WD-40 e

Victor Reinz, entre outras. Todo o processo de venda, aconselhamento e

acompanhamento ao cliente tem, obviamente, a chancela MCnur. As instalações

estão situadas na sede da MCnur Portugal, mais concretamente

na Rua do Montijo, Lote 6, em Trajouce.

Mann+Hummel Ibérica

apresentará novidades na Motortec

A Mann+Hummel Ibérica vai apresentar na Motortec Automechanika Madrid todas as suas novidades

para o mercado dos filtros. A empresa terá oportunidade de reunir com todos os intervenientes

do setor, nomeadamente oficinas, a quem explicará, em primeira mão, todas as novidades

e desenvolvimentos no mundo dos filtros. O stand da Mann-Filter ficará localizado no Pavilhão 5,

3C01. Será um espaço cheio de cor, amplo e dividido em várias zonas, onde a empresa mostrará

as principais novidades no mundo dos filtros. O stand incluirá, também, uma zona dedicada à

oficina, onde decorrerá um concurso pensado para os profissionais do pós-venda. Este ano, a

empresa volta a estar presente na Galeria da Inovação, com dois dos seus filtros mais recentes. O

filtro de habitáculo para capacetes de motociclistas, que permite filtrar o ar dos gases de escape

antes de ser inalado pelo condutor e o filtro de partículas de travão. De referir que em todos os

veículos com travões de disco, incluindo os elétricos, o desgaste entre o disco de travão e a pastilha

provoca a emissão de partículas poluentes.

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Associações opõem-se

a declarações de Ministro

Após as declarações do Ministro do Ambiente sobre o futuro dos veículos Diesel,

as diversas associações ligadas ao ramo automóvel, nomeadamente a ACAP,

ANECRA. ARAN e ALF, manifestaram a sua oposição às mesmas. Todas lamentam

a falta de sensibilidade do Ministro do Ambiente relativamente às declarações

proferidas quanto ao seu efeito profundamente negativo num setor determinante,

como o é o automóvel, nomeadamente no que concerne à prossecução

dos Orçamentos do Estado, ao contribuírem com mais de 25% na arrecadação

das respetivas receitas fiscais líquidas. Os motores de combustão não podem

ser tratados, agora, como os únicos responsáveis das emissões resultantes da

mobilidade globalizada e cada vez mais acessível. As variadas marcas têm vindo

a desenvolver e a apresentar soluções cada vez mais eficientes, como a utilização

de várias tecnologias propulsoras no mesmo veículo, criando, assim, soluções

adequadas a diversas utilizações.

Março I 2019


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NOTÍCIAS

Empresas

Bombóleo apresentou Plano de Formação 2019

A formação é considerada, hoje, como uma das mais importantes ferramentas na parceria comercial

entre as empresas. A obtenção de novos conhecimentos e técnicas proporcionam aos formandos uma

melhor preparação para o dia a dia de trabalho, fazendo, também, com que os mesmos tenham um

nível mais alto de confiança, adotando um ponto de vista mais positivo em todos os momentos. Além

disso, haverá um aumento na satisfação pessoal, pois, para além do enriquecimento de conhecimentos,

o profissional sentir-se-á muito mais seguro no seu trabalho, contribuindo sempre para a melhoria e

excelência do mesmo. Em função de tudo isto, a Bombóleo criou, em 2019, um Programa de Cursos

de Formação, que abrange várias áreas de atuação. Diesel: Sistemas Common Rail (Bosch, Delphi e

Denso); Reparação de Unidades EUI e PLD; Formação Específica Magneti Marelli; Veículos Híbridos e

Elétricos; Diagnóstico Automóvel; Injeção de Gasolina FSI/GDI; Turbos (diagnóstico e manutenção);

Ar Condicionado (Renovação e Certificação). Para mais informações sobre datas e conteúdos dos

cursos, consultar o link www.bomboleo.com/pt/servicos/formacao.html.

Magneti Marelli Aftermarket

regressa à Motortec

Com um stand que transportará o visitante para uma oficina da rede Magneti

Marelli Checkstar, a multinacional italiana estará presente na edição

de 2019 da feira de Madrid. A Magneti Marelli celebra 100 anos enquanto

fabricante de componentes auto. E a divisão de aftermarket dispõe de uma

extensa rede a nível mundial, que conta já com 4.000 oficinas da Magneti

Marelli Checkstar. A aposta no desenvolvimento da rede é precisamente o

fio condutor que marcará a presença da multinacional italiana na edição de

2019 da Motortec Automechanika Madrid, vista como o evento mais importante

para o setor de reparação. Os visitantes poderão descobrir a forma de

valorizar o seu negócio fazendo parte da rede Checkstar da Magneti Marelli.

A equipa de aftermarket da empresa já fez saber que terá o maior prazer

em receber oficinas e distribuidores que desejem conhecer ao pormenor a

ampla oferta de produtos e serviços da marca.

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NOTÍCIAS

Empresas

Spinerg venceu competição

dos Macro Distribuidores Shell

A Spinerg ficou em primeiro lugar na competição dos Macro Distribuidores Shell do

Sul da Europa no passado mês de dezembro, tendo arrecadado o prémio “Beat the

plan 2018”. Estes prémios são atribuídos com base numa avaliação 360º do negócio:

Desempenho de Vendas, Proposta de Valor Diferenciadora, Iniciativas de Marketing,

Consultoria Técnica aos Clientes e Grau de Satisfação. Este reconhecimento vem no

seguimento de todo o trabalho desenvolvido pelas diversas equipas da empresa, que,

de forma comprometida e profissional, desenvolvem a oferta de valor da Spinerg. Em

nota de imprensa enviada à nossa redação, a Spinerg afirma que “estes dois prémios

não seriam possíveis sem os nossos clientes e stakeholders, que, ao longo de 2018,

criaram, em conjunto com a Spinerg, uma relação de parceria competitiva, diferenciadora

e sempre focada no valor. A todos, a Spinerg agradece e dá os parabéns”.

Interescape desenvolve linha de escape

para Suzuki Swift Sport

A empresa liderada por Jorge Carvalho foi escolhida para produzir uma linha de escape para a versão

mais desportiva do novo Suzuki Swift. Equipado com motor 1.4 turbo a gasolina de quatro cilindros

com 16 válvulas, designado Boosterjet, o novo Suzuki Swift Sport oferece 140 cv às 5.500 rpm e um

binário máximo de 230 Nm, constante entre as 2.500 e as 3.500 rpm. Na unidade de produção própria

da Interescape, foi desenvolvida uma linha de escape em aço inoxidável, de 60 mm de diâmetro.

Mantendo o coletor original e o catalisador, a linha dispõe de um silenciador desenvolvido de forma

a não comprometer a performance do veículo. Esta linha de escape estará em exibição no stand da

Interescape na Motortec Automechanika Madrid, que se realizará de 13 a 16 de março, até porque

será utilizada pelas 25 viaturas que participarão no Troféu Suzuki Swift 2019, em Espanha.

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NOTÍCIAS

Empresas

CONSULTÓRIO JURÍDICO Colaboração

Devolução de peças

QUESTÃO: Trabalho numa casa de peças, no departamento das devoluções, e recebi uma

circular de um fornecedor a dizer que não aceitam devoluções por desistência do cliente.

“Não aceitamos devoluções se o cliente do nosso cliente desiste do pedido”. Já no ano

passado houve outro fornecedor que me colocou a mesma situação. Gostaria de saber

qual a legislação sobre este assunto, pois penso que algo devolvido dentro de prazos e

nas condições em que foi vendido deveria poder ser aceite.

Paulo Cardoso

RESPOSTA: A questão é colocada por uma casa de peças, relativa às suas relações comerciais

com o fornecedor/distribuidor. Para esclarecer o leitor, apresento um breve enquadramento

legal da situação.

1. Em Portugal, não existe um direito generalizado à devolução de bens (peças automóveis

ou qualquer outro bem), a não ser nos casos expressamente previstos na lei. Quer isto dizer

que, apesar de muitos consumidores e empresas acreditarem que podem devolver um bem

comprado, dentro de um certo prazo, não existe qualquer fundamento legal que o suporte. O

que existe é uma prática, cada vez mais generalizada, de políticas comerciais de devolução de

bens, aplicadas por várias empresas, geralmente associadas a grandes marcas. Falamos, por

exemplo, da possibilidade de devolver peças de roupa de lojas das redes Zara, Massimo Dutti e

Mango, por exemplo, prática esta que, também, vemos existir em grandes cadeias de lojas de

eletrodomésticos, como Worten e Rádio Popular, ou até em hipermercados, como o Continente.

Nestes casos, estamos a falar de meras políticas comerciais, que apenas existem porque as empresas

assim o entendem. De notar que, quando exista publicidade destas políticas, por exemplo,

quando o agente económico insere na fatura “aceitamos trocas ou devoluções até 30 dias após

a compra” fica, obviamente, sujeito a essa obrigação, que é uma mera obrigação contratual, ou

seja, existe por força do contrato e não da lei.

No setor automóvel, regem as mesmas regras. Não há direito generalizado, legal, à devolução

de peças mas, se em termos contratuais estiver estipulado um prazo dentro do qual se aceitam

devoluções ou trocas, então estas são obrigatórias, nos termos do contrato (não da lei). Neste

sentido, terá de ser feita uma análise caso a caso para se saber se essa obrigação existe na relação

entre um fornecedor e uma loja de peças. Mas, uma coisa é certa, a obrigação legal não existe.

2. Existem, depois, algumas situações, perfeitamente identificadas e descritas na lei, em que,

ao consumidor, é atribuído um direito à livre resolução do contrato de compra e venda, também

apelidado de direito ao arrependimento. Falamos de situações de vendas à distância ou fora do

estabelecimento comercial, regulado pelo D.L. n.º 24/2014 de 14 /2, alterado pela Lei 47/2014

de 28/7 e pelo D.L. 78/2018 de 15/10 (definidos nos art.ºs 2.º e 3.º). Nestes casos, ao consumidor

é conferido o direito de, no prazo de 14 dias após receber um bem adquirido à distância, ou fora

do estabelecimento, poder resolver o contrato e entregar o bem, sem nenhuma penalização.

Pelo que conhecemos do setor automóvel, as únicas situações em que este regime se aplica é

na venda de peças online (digo apenas peças porque, pelas características exigidas ao negócio,

tal como está tipificado na lei, dificilmente se pode considerar existir venda online de automóveis)

e à venda de veículos, peças ou acessórios, em feiras do setor automóvel (vendas especiais

esporádicas, art.º 25.º do D.L. 78/2018 de 15/10).

De notar que este regime apenas se aplica nas vendas entre empresas e consumidores. Por

isso, não tem aplicabilidade direta nas vendas entre as casas de peças e os seus fornecedores.

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NOTÍCIAS

Empresas

DRiV é nome do novo fornecedor global

A nova empresa resultante da compra da Federal Mogul pela Tenneco chama-se

DRiV Incorporated e será lançada no segundo semestre deste ano, depois da

separação da Tenneco Inc. em duas empresas independentes. Depois da separação,

a DRiV tornar-se-á num dos maiores fornecedores globais do mercado

de pós-venda multimarca e um dos maiores na área de Equipamento Original,

Desempenho na Condução e Travagem para clientes de pós-venda, veículos

ligeiros e veículos comerciais. A DRiV ficará sediada na área de Chicago. O

nome DRiV é emblemático e traduz o que a nova empresa espera ser: líder

global no mercado de pós-venda e de equipamento original, impulsionando

avanços que ajudem os automobilistas a obter o máximo potencial de cada

veículo. O logótipo preto, vermelho e prateado está ligado a uma fértil herança

de desempenho. O design geral, com uma forma circular, evoca um tacómetro

que representa velocidade, força e desafio de limites.

Bardahl e Mecatronicaonline

em parceria de formação

Encontrando-se as duas empresas em fase de expansão, esta parceria surge como forma de

complementar os produtos oferecidos por ambas. A Mecatronicaonline, empresa especializada

em formação, e a Bardahl, especialista em óleos e lubrificantes, uniram-se para oferecer

aos clientes formações mais completas, utilizando o know-how da empresa de formação e os

produtos da Bardahl. Nuno Garoupa, gerente da MBML Solutions, representante da Bardahl

em Portugal, explicou ao Jornal das Oficinas que esta “é uma parceria muito recente”. E que

“a ideia já vem de algum tempo, mas foi sendo adiada”.

A primeira formação realizou-se no mês de janeiro de 2019 e juntou clientes, profissionais de

oficinas, casas de peças, vendedores e até pessoas nas áreas da náutica e da indústria. A MBML

Solutions aproveitou a oportunidade para apresentar as mais recentes novidades. Referimo-

-nos ao aditivo de limpeza de motores, a uma ferramenta para tirar injetores e às máquinas

ecológicas para limpeza de injetores, admissão e filtros de partículas.

Sérgio Pinto, gerente da Mecatronicaonline, afirmou que este era, para eles, um setor desconhecido.

E que esta parceria abrir-lhes-á algumas portas. Nomeadamente, para a reconstrução

de peças eletrónicas muito específicas, como é o caso de direções elétricas, bombas de direção

elétricas, touchscreens e displays, entre outros. A Mecatronicaonline está, também, a trabalhar

no lançamento de uma nova marca, para a comercialização destas peças reconstruídas.

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52

NOTÍCIAS

Empresas

NGK explica a importância

das velas de pré-aquecimento

Quando o inverno chega, os motores Diesel dependem da capacidade das velas de pré-aquecimento

para funcionarem sem problemas. Todas as velas podem melhorar o desempenho do arranque a

frio. Mas algumas, em particular, oferecem vantagens adicionais quando a temperatura desce. A

NGK partilha as suas últimas dicas nesta área. As velas de pré-aquecimento, hoje, podem alcançar

milhares de arranques a frio, mesmo nos invernos mais rigorosos, sendo algumas de elevado desempenho.

Ao contrário dos motores a gasolina, os motores Diesel inflamam-se automaticamente.

O ar introduz-se nos cilindros do motor e comprime-se fortemente, aquecendo até 700/900°C, de

modo que, quando injetado, o combustível inflama. Mas em condições de frio ou gelo, o calor

pode escapar através dos cilindros, impedindo que o motor arranque. Para alcançar a temperatura

necessária, deve ser introduzido calor adicional na câmara de combustão. A solução perfeita para

este desafio de aquecimento adicional encontra-se nas velas de pré-aquecimento mais modernas.

Leirilis apresentou

calendário de formação

Sabendo que a formação dos colaboradores de cada organização é um

ponto crucial para aumentar a sua competitividade, contribuindo para o

desenvolvimento e crescimento da mesma, a Leirilis apresentou o seu calendário

de formação para o ano de 2019. A formação teve início em fevereiro

e, para este ano, estão programados diversos lançamentos. Das 12 ações

definidas, seis são novidade, quer na área automóvel quer na comportamental.

Assim, as formações a decorrer este ano incidirão sobre Caixas de

Velocidade de Dupla Embraiagem, Recertificação de Técnico de Ar Condicionado,

Técnicas de Diagnóstico - Gestão de Motor, Gestão de Resíduos,

Gestão Oficinal e Marketing Digital. Para a realização das ações de formação,

a Leirilis disponibiliza um espaço dedicado apenas à realização de formação.

Esse espaço conta com uma sala para as aulas teóricas e uma zona bem

apetrechada (equipamento de diagnóstico, elevador e ferramenta oficinal)

para a realização das aulas práticas.

Mais informações sobre as formações, podem ser obtidas no site da Leirilis,

através do envio de email para leirilis@leirilis.com ou pelo contacto

telefónico com a empresa através do número 244 850 080.

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Março I 2019

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NOTÍCIAS

Empresas

CONSELHOS DA TRW

Colaboração

NelsonTripa_II.pdf 1 22/02/19 11:07

EXPOTRANSPORTE

regressa em força à Batalha

É já de 15 a 17 de março que volta à Batalha a feira profissional dedicada ao setor

dos transportes. Com 80 expositores confirmados e o Congresso da ANTP agendado,

a EXPOTRANSPORTE será local privilegiado para se conhecerem, de perto,

as propostas das marcas e as muitas soluções das empresas que fornecem a este

importante setor da economia. Com a totalidade do espaço ocupado, 16.000 m 2 ,

poderá ser encontrada uma grande diversidade de propostas, que vão desde os

veículos pesados e ligeiros de mercadorias, com a representação da MAN, Scania,

Iveco e Mercedes-Benz, entre outras, já confirmadas. Haverá ainda um espaço

dedicado ao motorista, com atividades lúdicas associadas à profissão. Destaque

para os simuladores de condução defensiva, que os motoristas poderão testar. No

recinto da feira, haverá lugar para um auditório, com várias atividades paralelas

já agendadas, com empresas que encontram, assim, forma de chegar aos profissionais,

debatendo assuntos pertinentes relacionados com o setor. Em paralelo,

no Pavilhão 1, decorrerá, no dia 16 de março, o 2.º Congresso Nacional da ANTP e

ainda as comemorações do 11.º aniversário da associação.

NelsonTripa_II.pdf 1 22/02/19 11:06

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Visite-nos no Facebook

Como evitar um serviço deficiente

de atendimento ao cliente

Um bom serviço de atendimento ao cliente é fundamental para o funcionamento tranquilo de

qualquer negócio ou empresa. Como cliente, é mais provável que se sinta satisfeito e mais disposto

a regressar se o serviço prestado, além de amigável, tiver sido também eficiente. É fácil arruinar um

bom serviço de atendimento ao cliente quando o negócio está sob pressão para gerar dinheiro e

sobreviver, mas a sua contínua rentabilidade depende disso mesmo. Não deixe de prestar um bom

serviço ao cliente. Terá de mantê-lo consistente para que os seus clientes regressem e para manter

negócio forte. Aqui estão alguns dos sintomas de um serviço de atendimento ao cliente deficiente

e algumas dicas de como evitá-los.

Atendimento lento

Garantir que a sua equipa é afável na receção dos clientes é, possivelmente, o elemento mais fácil

de implementar num bom serviço de atendimento ao cliente. Dar uma resposta lenta aos visitantes

é um mau começo, nem que seja pelo facto de o seu cliente estar, muito provavelmente, também

sob pressão. Os veículos chegam à oficina por volta da mesma hora em que os clientes deixam os

filhos na escola ou vão para o trabalho e têm pouco tempo. Para o cliente, passar um dia sem o

automóvel não só é stressante como pode ser um pesadelo logístico – antes sequer de pensar no custo.

Atendimento deficiente

Um atendimento pouco amigável também corresponde a um mau começo. Um cumprimento afável

e um sorriso aliviam qualquer tensão e deixam o cliente à-vontade. Desta forma, será mais fácil e

rápido lidar com o cliente, mas também promove a confiança no seu serviço e na sua empresa. Este

aspeto é especialmente importante para os clientes que conduzem há pouco tempo ou que têm

poucos conhecimentos sobre mecânica – para eles, visitar uma oficina pode ser uma experiência

intimidadora. É importante deixar os clientes à-vontade e dar provas de que se preocupa com o problema

deles, mesmo que seja algo menor ou insignificante. É importante fazer isso sem ser arrogante.

Oficina desarrumada

Uma zona de receção suja, com copos de café usados por todo o lado e os funcionários a navegar no

Twitter, nunca irá inspirar confiança. Embora não deva julgar um livro pela capa, somos igualmente

culpados por basear as nossas primeiras impressões na aparência. Portanto, manter a sua oficina

arrumada e o pessoal organizado é algo simples, mas fundamental para a opinião que as pessoas

têm sobre si e sobre o seu trabalho. Embora possa estar condicionado por alguns aspetos relacionados

com a estrutura física do edifício onde trabalha, quase sempre podem ser feitas melhorias.

Às vezes, algo como um pouco de tinta, algumas cadeiras confortáveis e uma pilha de revistas

decentes é suficiente para encorajar um cliente a acreditar que o estabelecimento é de confiança.

Os clientes ficam sempre à espera

Se os clientes ligarem e forem informados de que o veículo não está pronto, isso é um sinal de que

está a prometer tempos de entrega impossíveis ou está a trabalhar de maneira ineficiente. Seja

como for, é um mau sinal. A velocidade é uma parte essencial de qualquer serviço, não só porque

significa que o cliente vai perder menos tempo, mas também porque significa que pode receber

mais clientes num dia de trabalho, o que irá maximizar os seus lucros. Não trabalhe demasiado

rápido, ao ponto de ter de cortar nos custos ou aumentar o risco de erros. É importante que encontre

o equilíbrio certo para si e para a sua empresa, já que este pode ser um fator importantíssimo para

a opinião dos clientes. Assegure-se de que a sua equipa é experiente e rigorosa, a fim de fornecer

um serviço rápido e de alta qualidade.

NOTA:

Para saber mais sobre este tema, consulte o site: www.trwaftermarket.com/original-workshops/pt

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Março I 2019

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GiPA tem novo CEO desde o passado dia 1 de janeiro

O diretor-geral da GiPA Espanha, Fernando Lopez, foi nomeado diretor executivo da GiPA, com efeito desde o

passado dia 1 de janeiro. Fernando Lopez é, agora, responsável por todos os países onde a GiPA está presente,

desenvolvendo estudos para o mercado do pós-venda automóvel. Tendo a seu cargo três departamentos comerciais

organizados geograficamente (América, EMEA e Ásia), o responsável irá liderar o crescimento dos negócios com

a ajuda dos gerentes gerais locais, reportando, diretamente, ao presidente do Grupo GiPA, Eric Devos. Fernando

Lopez, de 48 anos, juntou-se ao Grupo GiPA há 14 anos, depois de ter passado toda a sua carreira no mercado do

pós-venda automóvel, desempenhando funções em empresas como Tenneco, Valeo e Schaeffler. A nomeação

de Fernando Lopez como CEO da GiPA é um passo determinante para levar o negócio internacional a um nível

superior e impulsionar o crescimento do Grupo GiPA nos próximos anos.

Racing Alex

Aconsejar al cliente que

la suspensión requiere

ser reemplazada

Estoy reemplazando la

suspensión

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frenado hasta 2 metros a solo 50 km por hora, esa

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Aplicação móvel da KYB

tem novas funcionalidades

A KYB Europe adicionou novas características à sua popular app,

concebida para ajudar os profissionais do setor a identificar, de

forma eficaz, a necessidade de substituir a suspensão. Apresentadas

em setembro do ano passado, na Automechanika Frankfurt, as

novas funcionalidades da aplicação móvel da KYB Europe estão,

agora, disponíveis para todos os utilizadores. Atendendo às sugestões

dos atuais utilizadores da aplicação, existe possibilidade

de incluir mais de uma fotografia nos relatórios do veículo que

são enviados aos condutores. O que se revela particularmente útil

quando é necessário substituir mais do que um componente. Os

profissionais podem selecionar uma imagem da galeria de fotos

do dispositivo ou tirar uma foto diretamente a partir da aplicação.

Além disso, agora é possível personalizar as mensagens que são

enviadas aos condutores, existindo uma opção para que os técnicos

assinem os relatórios dos veículos com seus nomes e fotos,

caso assim o desejem.

55

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TODAS AS MARCAS

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2019 I Março


56

NOTÍCIAS

Empresas

Autopeças Cab passa

a vender baterias Comline

Devido ao enorme sucesso que a marca Comline tem conquistado

junto dos clientes da Autopeças Cab, a empresa

decidiu introduzir a gama de baterias Comline nas suas

lojas. As baterias da Comline são conhecidas na Europa

por terem uma excelente qualidade, uma boa imagem

de apresentação ao cliente e um preço bastante competitivo

no mercado português. Nos próximos tempos, vão

existir mais novidades de novas gamas deste fornecedor

na Autopeças Cab.

LIQUI MOLY chega à Fórmula 1

A marca alemã fará publicidade ao longo das pistas de 11 corridas, sendo uma das poucas marcas a

conseguir este feito. O Grande Prémio do Bahrein, que se realiza a 31 de março, assinalará a grande

estreia da LIQUI MOLY na prova rainha do desporto motorizado. “A Fórmula 1 e a LIQUI MOLY fazem

uma boa equipa, porque o que lhes interessa são desempenhos máximos ao mais alto nível”, refere

Ernst Prost. A Fórmula 1 não é terreno desconhecido para a marca alemã de lubrificantes e aditivos.

Na década de 2000, a LIQUI MOLY já tinha apostado uma vez com a equipa da Jordan. E até levou o

nome de Portugal pelas pistas da Fórmula 1, com Tiago Monteiro aos comandos. “O objetivo da publicidade

na Fórmula 1 é aumentar o reconhecimento da nossa marca. Os óleos e aditivos ‘escondem-se’

nas profundezas dos motores. Não são produtos que os automobilistas veem todos os dias, olhando

para eles com satisfação. Por isso, é que a visibilidade da marca é tão importante para a LIQUI MOLY.

Uma qualidade máxima não é muito útil quando ninguém a conhece e não sabe quais são as suas

vantagens”, explica Ernst Prost.

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Mantemos o seu negócio em movimento!

Confiança

GS Yuasa patrocina

equipa Repsol Honda no MotoGP

Patrocinadora da equipa Repsol Honda na categoria mais alta do motociclismo, a GS

Yuasa não faltou à apresentação da equipa composta pelos pilotos Marc Márquez e

Jorge Lorenzo. É com grande expectativa que se tem assistido ao trabalho da nova

equipa Repsol Honda, que terá novamente nas suas fileiras o atual campeão de

MotoGP Marc Márquez e o seu novo parceiro, Jorge Lorenzo. Entre os dois pilotos

espanhóis, somam-se já oito títulos mundiais, que podem aumentar este ano. A

apresentação coincidiu com a comemoração do 25.° aniversário da equipa Honda

Repsol, consolidando-se como a melhor da história do motociclismo. A GS Yuasa,

que patrocinará a equipa campeã por mais um ano, deseja toda a sorte do mundo

e faz votos do maior sucesso. E fá-lo com a intenção de continuar a bater recordes

de vitórias em Grandes Prémios e títulos conquistados.

Março I 2019


ROLAMENTOS

DE RODA

LEIA-ME

PARA FOLHETO DO

PRODUTO E MAIS

INFORMAÇÕES

faiauto.com


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NOTÍCIAS

Empresas

Grupo LD Auto expandiu

localização para o Porto...

No seguimento da estratégia adotada pelo grupo, a LD Auto abriu, no dia 1 de fevereiro,

as portas da sua nova oficina localizada na cidade do Porto, mais concretamente

na zona industrial. A empresa inicia a sua ação na Invicta como oficina multimarca

Bosch Car Service mas tem como objetivo, a curto prazo, estender a sua atividade ao

serviço de reparação Diesel e limpeza de filtros de partículas, à semelhança do que

já existe na sua sede. Este investimento irá permitir, não só, estar mais próximo dos

clientes como, também, responder, de forma mais célere, aos serviços solicitados pelos

mesmos. Neste espaço, encontrar-se-á ainda disponível em stock diversos produtos

reconstruídos (injeção, turbos e filtros de partículas), que, por seu turno, permitirão

melhorar os timings de entrega a clientes e parceiros.

... e realizou workshop no Funchal

No passado mês de fevereiro, a LD Auto reuniu, no Funchal, vários parceiros

técnicos para um workshop. Esta ação contou com cerca de meia centena de

participantes e abordou diversos temas, como a injeção Diesel, turbos, caixas

de velocidade, filtros de partículas e veículos híbridos e elétricos. Contou

ainda com a participação do seu parceiro de lubrificantes Spinerg - Shell,

onde foi explicada a importância da utilização dos lubrificantes de motor

adequados para cada marca. Teve como objetivo passar conhecimento de

soluções a vários problemas e dificuldades expostas pelos seus clientes e

que surgem no seu dia a dia.

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Março I 2019


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AUTOPROMOTEC

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60

NOTÍCIAS

Empresas

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Valeo anunciou lançamento da Tech @ssist

O grupo está a otimizar a tarefa dos profissionais da manutenção e reparação automóvel com

o lançamento de novos serviços técnicos e digitais. Que têm estes serviços de tão especiais? É a

pergunta que se impõe. Foram projetados para e em colaboração com retalhistas e mecânicos.

Além de 600 entrevistas efetuadas em sete países (Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Espanha

e Reino Unido), a Valeo está a anunciar o lançamento da Valeo Tech @ssist, uma nova plataforma

web que oferece acesso livre a toda a informação técnica em apenas dois cliques. Graças ao Valeo

Tech @ssist, facilmente acessível a partir da Valeo Service Web, encontrar a referência correta

para o produto Valeo nunca foi tão rápido ou intuitivo. Recorrendo ao banco de dados TecDoc,

os profissionais do pós-venda podem encontrar os detalhes do produto Valeo com facilidade,

incluindo recursos técnicos, informações de compatibilidade do fabricante e imagens do produto.

Novo centro de informação TRW

dedicado às oficinas

Tendo como protagonista Rui Almeida, proprietário e gestor da oficina de

reparação A.H. Almeida, na Bobadela, a TRW lançou o seu novo centro de #OFI-

CINASORIGINAIS, uma plataforma de conselhos úteis, dicas, blogues, vídeos e

muito mais, para ajudar as oficinas a prestar os melhores serviços. Para a TRW,

as oficinas devem desenvolver uma posição diferenciada no mercado atual

para satisfazer as exigências dos novos clientes, cujas expectativas são cada

vez maiores, devido aos avanços tecnológicos, globalização, transparência dos

preços e vendas online.

Além disso, existem várias tendências que afetam o crescimento. Por exemplo,

a consolidação dos distribuidores e o aumento dos veículos elétricos. Também

é claro que, atualmente, as oficinas têm de ter uma forma de trabalho mais

inteligente, criando uma posição distinta para se diferenciarem e, assim, suportarem

um crescimento sustentável e garantirem o seu sucesso no futuro.

Nesse sentido, a marca TRW, da ZF Aftermarket, direcionou a próxima fase da sua

campanha multimédia “Verdadeiros Originais”, sob o nome “Oficinas Originais”,

para as oficinas. O lançamento de uma nova plataforma de informação online

dá a conhecer oficinas inovadoras a nível global, oferece recursos úteis e, com

base em estudos recentes que destacam o quão prejudicial um fraco serviço

ao cliente pode ser para um negócio, apresenta esta mensagem essencial às

oficinas, para garantir que estão na linha da frente.

“Com o aumento da tecnologia e do poder de compra, impulsionado pelas

vendas online, o cliente global espera que as suas exigências sejam satisfeitas

ininterruptamente. Não cumprir este requisito já não é aceitável e terá um impacto

negativo no negócio. Se o cliente não obtiver o que pretende, quando

pretende, da forma certa e com o preço adequado, irá a outro sítio. E, de acordo

com as estatísticas, é pouco provável que esse cliente regresse”, explica Pedro

Díaz, country sales manager da ZF Aftermarket em Portugal.

TEM APOSTADO NAS MARCAS

CERTAS DE TRAVAGEM?

DISCOS

PASTILHAS

Março I 2019

CAMPANHA DE MARÇO ´19

AZ Auto alarga oferta

com a integração da ASHIKA

O mês fevereiro marca mais um passo na estratégia da AZ Auto, com a integração da ASHIKA.

A ASHIKA é uma marca especialista em peças para veículos asiáticos, embora disponha já de

uma oferta também bastante completa e de qualidade para veículos europeus. Esta marca

dispõe de uma gama alargada que promete completar o arsenal dos retalhistas na satisfação

das necessidades dos seus clientes. Com esta integração, a AZ Auto continua a afirmar a sua

posição enquanto “Especialista de referência”.


NOTÍCIAS PRODUTO

62

Valvoline reforça oferta

com novo Gear Oil 75W

A Krautli Portugal, Lda., representante da marca de lubrificantes

e produtos químicos Valvoline, já tem disponível na sua rede

oficial o novo Gear Oil 75W. Excelente proteção e lubrificação

das caixas de velocidade manuais, numa ampla faixa de

temperatura. São estas as principais virtudes do novo Gear

Oil 75W da Valvoline. Adequado para caixas de velocidade

manuais de veículos ligeiros de passageiros, sempre que o

fabricante recomenda um óleo de transmissão GL-4 com

uma viscosidade SAE 75W, este novo óleo anuncia elevada

proteção contra desgaste em condições de trabalho extremas.

Formulado com óleos de base sintética e um conjunto

de aditivos altamente desenvolvidos que evitam rutura do

firme, mesmo após uso prolongado, o novo Gear Oil 75W

oferece, de acordo com a Valvoline, representada pela Krautli

Portugal, excelentes propriedades de temperatura e viscosidade,

mesmo a temperaturas muito baixas.

Japanparts Group disponibiliza correia de acessórios

Com uma cobertura de 96% do parque circulante, o Japanparts Group, no conjunto das marcas

Japanparts, Ashika e Japko, dispõe de uma gama com mais de 1.000 referências disponíveis para

veículos asiáticos, europeus e americanos. Entre a vasta oferta do grupo italiano, encontra-se a correia

de acessórios, que transmite a rotação da polia da cambota às polias dos vários acessórios auxiliares.

É a correia de acessórios que movimenta o compressor de ar condicionado, bem como o alternador

e, em muitos veículos, a bomba de direção e a bomba de água. Caso a correia de acessórios esteja

danificada, o funcionamento dos componentes referidos é afetado, o que pode resultar em danos

muito graves. Normalmente, a correia de acessórios é um componente único. No entanto, existem

alguns veículos equipados com diversas correias para diversos acionamentos de acessórios. De acordo

com o Japanparts Group, a correia de acessórios deve ser inspecionada com atenção, pelo menos, uma

vez por ano após o automóvel ter atingido quatro anos de idade, a fim de verificar as suas condições

e a eventual necessidade de substituição antecipada. Esta indicação é, contudo, frequentemente

omitida pelos construtores de automóveis.

KROFtools com novidades

em toda a linha

Lançamento do Catálogo 2019 e da campanha válida até dia 30 de abril dominam

este arranque de ano para a marca de ferramentas profissionais. Constituído por

nada menos do que 264 páginas, o Catálogo 2019 K19, elaborado em português

e espanhol, apresenta índices, características de produtos e fotografias dos inúmeros

artigos que compõem a oferta da KROFtools. Já a campanha lançada pela

marca de ferramentas profissionais, designada KROFACTION 01 2019, está válida

até dia 30 de abril e inclui, entre outros, os seguintes produtos: macaco de rodas

2T em alumínio; gambiarra de bolso 2W COB 3 SMD bateria; jogo de cinco peças

extratores de rótulas; sortido anilhas de cobre injetores com 551 peças.

Merpecas.pdf 1 18/10/18 14:57

PCC tem campanha para filtros de cabines de pintura

A empresa especialista em equipamento oficinal tem em curso uma campanha para filtros de solo

da cabine de pintura. São vários os fatores que influenciam o desempenho de uma cabine de pintura.

Um filtro de cabine descuidado pode danificar um trabalho de repintura. Como tal, é necessário

examinar o estado dos filtros com alguma regularidade, substituindo-os quando necessário. Só assim

é possível extrair o máximo rendimento do equipamento. As cabines de pintura são compostas por

diferentes tipos de filtros, que desempenham múltiplas funções. A saber: filtro do teto (utilizado para

distribuição uniforme de ar e para não causar depressão na cabine); filtro de solo (utilizado para não

produzir pressão no interior da cabine); pré-filtro (utilizado para impedir a infiltração de impurezas/

partículas de tinta na zona dos ventiladores). A PCC está a anunciar uma campanha fantástica para os

filtros de solo da cabine de pintura. Mais informações, podem ser obtidas pelo email geral@pcc-lda.pt.

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Março I 2019

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Conduz a tua vida:

Tem presente a energia Tudor


64

NOTÍCIAS

Produto

Novas soluções TEXA

para calibração de sensores

A TEXA apresentou o RCCS (Radar and Camera Calibration System), estrutura polivalente multimarca

para calibração de radar e câmaras. Trata-se de um sistema modular, compatível com todos os

painéis TEXA, com a possibilidade de escolher apenas aqueles que são necessários. Dispõe ainda

de diversos fatores que facilitam o posicionamento preciso em relação ao veículo, rodas giratórias,

garras autocentrantes com apontadores laser e escala graduada, regulável eletricamente em

altura, nível eletrónico e medidor de distância eletrónico. Outra das novidades é o CCS (Camera

Calibration System), um kit multimarca para a calibração de câmaras, simples de usar, manusear

e de fácil transporte, perfeito para quem não pode disponibilizar, de forma permanente, uma

área da oficina, dedicada apenas à execução de operações de calibração de câmaras, dado que,

depois de concluído o trabalho, em um ou mais veículos, toda a estrutura pode ser desmontada.

Motormáquina disponibiliza

Guincho Terrafirma A12000

A empresa especialista em Land Rover, peças e acessórios 4x4 tem novamente

disponível em stock o Guincho A12000 da Terrafirma, que incorpora todas as

características necessárias quer para uma utilização comercial de lazer quer

para competição todo-o-terreno. O novo guincho Terrafirma que a Motormáquina

comercializa tem um potente motor de 12 Volt com 6 HP, combinando

uma caixa de engrenagens silenciosa com três planetários. A força de arrasto

é 12.000 libras, ou seja, 5.443 kg. O conjunto é fornecido com cabo sintético

de 24 metros, que tem 11 mm de espessura, e comando remoto, bem como com

o tradicional comando de cabo. O guincho é discreto, pois vem lacado num

preto mate. Inclui a caixa de solenóides na mesma cor, que pode ser montada

à parte com dois LED que indicam quando está o guincho operacional. Este está

preparado para ser fixado às furações standard de suportes ou para-choques.

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NOTÍCIAS

Produto

Amalie lança nova gama de lubrificantes

A Amalie Petroquímica, multinacional norte-americana de lubrificantes petrolíferos, decidiu

expandir a sua oferta para responder à estratégia de crescimento e melhoria da empresa,

bem como à elevada procura do mercado, com o lançamento de sua linha de aditivos APSA

Additives. Os aditivos para motores Diesel ou gasolina são soluções químicas de manutenção e

reparação para o setor automóvel, cujo objetivo é realizar uma limpeza de injeção e do turbo.

Isto permite reduzir o consumo de combustível e a emissão de gases. APSA Additives evita

falhas, solavancos, perda de potência do motor e evita fugas do sistema de arrefecimento.

Atualmente, a Amalie oferece mais de 350 referências, cobrindo uma ampla gama de óleos

para motores a gasolina e Diesel para automóveis, máquinas agrícolas, caixas de velocidade

e diferenciais, lubrificantes de transmissão, fluidos hidráulicos, óleos brancos e vaselina.

Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas da

indústria e uma tecnologia que nos permite criar

projetos à medida de cada cliente.

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA

Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas as

repetições em novos projetos e baixar consideravelmente

o valor final do documento, mantendo

a terminilogia e o estilo de comunicação já

existentes. Um programa criado a pensar em si!

Grupo TRUSTAUTO

apresenta embraiagens KAWE

Empresa familiar de fabricação e comércio, especializada em tecnologia de fricção e embraiagem,

a KAWE é uma das marcas exclusivas do grupo liderado por Ricardo Ribeiro. Fundada

em Raalte, na Holanda, no ano de 1970, a KAWE, uma das marcas exclusivas do Grupo

TRUSTAUTO, é líder no desenvolvimento, produção e distribuição de materiais de fricção,

nomeadamente travões. No decorrer desse período, a KAWE conquistou uma reputação a

nível mundial. Sendo a qualidade o mais elevado dos valores que norteiam a sua atividade,

o processo total de Controlo de Qualidade (QC) de que dispõe permite-lhe desenvolver, produzir

e distribuir produtos que atendem ou até excedem os padrões de qualidade europeus

de equipamento original. A KAWE conta com uma vasta oferta, de forma a dar resposta aos

seus parceiros a nível mundial. O catálogo de embraiagens abrange automóveis ligeiros,

veículos comerciais, camiões, autocarros, setores agrícola/industrial e tratores. Os produtos

KAWE gozam, atualmente, de uma reputação de excelência no aftermarket profissional. Na

base deste sucesso, está o compromisso e a experiência, que são utilizados para produzir

uma oferta bastante extensa (mais de 1.500 referências e cobertura de 95% do parque automóvel

europeu).

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68

CARROScomHISTÓRIA

Porsche 911

“Born to race”

Quando o tema são automóveis de corrida, Porsche é, sem dúvida, a primeira marca que nos vem à cabeça,

seguida de 911

Por: João Paulo Lima

Uma sequência de três algarismos

que surge depois de uma troca

forçada pela marca Peugeot, que

reclamara, pelo menos em França, os direitos

de designar os seus modelos com

sequências de três algarismos com um zero

pelo meio. A Porsche, para evitar sanções,

resolveu passar o zero para um, rebatizando

o seu modelo de 911.

O sucessor do não menos brilhante 365

esteve para se chamar 901. O 911 foi um

modelo que herdou muito do seu antecessor

e este do modelo que lhe serviu

de base, o VW Carocha. Antes do 911, com

motores de quatro cilindros idênticos aos

utilizados nos modelos 365 e no VW Carocha,

surgiram, já na carroçaria do 911, os

modelos 912.

Para se perceber melhor as razões do

incontornável sucesso deste automóvel, é

importante conhecer como funcionavam as

coisas na altura. A Porsche foi, durante muito

tempo, uma empresa pequena. Quase um

projeto familiar. Produzia, exclusivamente,

um modelo apenas. No final dos anos 50, o

único modelo produzido que era descendente

direto do VW Carocha encontrava-se

obsoleto. Havia necessidade de substitui-lo

e de manter a empresa em funcionamento.

O 911 surge com o peso dessa responsabilidade.

Depois de alguns protótipos, como o

695 T7 de 1960, que deu origem ao produto

final, em 1963, no Salão de Frankfurt, foi

apresentado, com grande sucesso, o primeiro

911. Carregava muito das suas origens

do VW Carocha, características que, ao longo

dos tempos, passaram a tornar-se problemas.

A colocação do motor atrás das rodas

traseiras, oriunda do VW, tornou-se num

quebra-cabeças para os fabricantes. Estes,

vinculados à árvore genealógica do modelo

e receando críticas dos mais conservadores,

nunca ousaram alterar nada para algo

mais sensato em benefício da estabilidade

e da dinâmica. Em alternativa, muitas soluções

foram desenvolvidas para continuar

a manter o veículo colado à estrada num

galopar crescente de potência, modelo após

modelo. Do alargamento das vias traseiras

à tração integral, tudo foi desenvolvido para

manter o 911 como Ferdinand o desenhou

pela primeira vez. Nenhum desequilíbrio

pendular do motor em curva poderá causar

maior instabilidade do que aquela produzida

pelo desaparecimento da lenda.

Outro passo sério foi a substituição da

refrigeração de ar para líquido. Durante

três décadas, a Porsche manteve uma refrigeração

no 911 pertencente à história

da maior parte dos automóveis. O primeiro

911 com refrigeração a líquido foi o 996,

muito criticado pelos puristas, pela sua

semelhança com o modelo mais económico

da gama: o Boxster. A marca, para lá

de outras razões, apontou contenção de

custos, uma justificação que deixou clientes

incrédulos atendendo ao segmento

do produto. Porém, outras características

foram e continuam a ser inalteráveis.

A disposição dos cilindros, uma característica

que remonta à “arrumação” do

motor. Adolfo Hitler exigiu que o modelo

encomendado a Ferdinand Porsche tivesse

espaço para ocupantes e carga, levando

Porsche a “empurrar” o motor do projeto

para a retaguarda e refrigerá-lo a ar para

cumprir requisitos. No meio disto tudo, as

condicionantes forçaram à escolha de um

propulsor bastante interessante a nível da

volumetria, equilíbrio, dinâmica e baixa

resistência interna, que tem vindo a motorizar

o 911 há mais de cinco décadas. As

performances começaram com 2,0 litros de

130 cv, 210 km/h e estão, presentemente,

em 3,0 litros de 450 cv e mais de 300 km/h.

A Porsche evoluiu o seu 911, atravessando,

com ele, quase todas as “modas”. Mas

sempre fiel ao espírito inicial do projeto:

a competição. Durante décadas, nas mais

diversas linhas de partida, estiveram presentes

vários 911, representando, bem ou

mal, o espírito desportivo deste modelo. ✱

Março I 2019

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CLASSIFICADOS

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2019 I Março


70

TÉCNICA&SERVIÇO

Cor e brilho

Qualidades

fundamentais

A cor e o brilho são duas qualidades fundamentais

para avaliar o acabamento ou a aparência, tanto

para os fabricantes de automóveis como para os

proprietários dos mesmos

A

cor e o brilho da pintura de um

veículo determinam a qualidade

do seu acabamento. Qualquer

diferença de cor ou problema no acabamento,

é sinónimo de fraca qualidade nos

produtos utilizados ou nos processos de

pintura. Por este motivo, tanto no fabrico

do veículo com as pinturas de origem,

como na reparação com as pinturas de

retoque ou repinturas, realiza-se uma série

de ensaios e medições com o objetivo

de garantir a qualidade do acabamento.

A pintura de acabamento deve cumprir

uma função técnica quanto à proteção

contra agressões ou fatores externos,

como a radiação ultravioleta, a humidade

e os impactos de pedras, por exemplo.

E deve ter uma função estética no que

respeita ao facto de proporcionar brilho e

cor à carroçaria para torná-la mais atrativa.

1

2

n FATORES QUE AFETAM A COR

E O BRILHO DO ACABAMENTO

Durante o processo de pintura na oficina,

a cor e o brilho que se obtêm após

a secagem dependerão de uma série de

fatores, tais como:

Produtos utilizados: a qualidade dos

produtos utilizados, juntamente com o

tipo de endurecedores e diluentes usados,

influenciam a aparência final obtida.

Qualidades como a cobertura das bases

bicamada ou o brilho e a extensibilidade

do verniz, devem ter-se em conta.

Ferramentas e equipamentos: as

pistolas aerográficas (híbrida, HVLP, de

pressão), o equipamento de secagem

(cabina, infravermelhos) e as ferramentas

de cor de marca (catálogos de cores

padrão, espectrofotómetro, software) são

fatores que afetam a cor e o brilho que

se conseguem.

Processo de trabalho: os parâmetros de

ajuste das pistolas aerográficas (pressão,

fluxo e quantidade de tinta), a preparação

do fundo, a distância da pistola ao

suporte, as demãos aplicadas, os tempos

de evaporação entre demãos e antes da

secagem, a demão de controlo nas cores

metalizadas ou peroladas, a tonalidade do

fundo, a aplicação de aparelho húmido

sobre húmido ou lixável, o esbatimento

da base bicamada ou do verniz, a identificação

e preparação correta da base da cor,

são fatores determinantes no resultado

final a obter.

Condições ambientais e de secagem: a

humidade e a temperatura influenciam o

processo de evaporação dos dissolventes

e diluentes das tintas e o de secagem das

1 Amostra submetida a ensaio com

gravilha 2 Superfície com riscos

mesmas, afetando o acabamento obtido.

Por outro lado, uma vez aplicada sobre

o veículo, a pintura de acabamento está

exposta a uma série de fatores ou agressões

externas ao longo da sua vida útil

que podem provocar danos na mesma.

Consoante a sua origem, podem ser classificadas

da seguinte forma:

Fator orgânico ou biológico: os insetos

que ficam agarrados à pintura durante a

circulação do veículo, os excrementos das

aves ou a resina das árvores, atacam o verniz

sobre o qual se depositam, provocando

descolorações e perda de brilho.

Fator mecânico: Devido ao contacto de

objetos com maior dureza do que o revestimento

da pintura, estes penetram nesta,

provocando a deterioração da mesma. Impactos

de pedras ou de gravilha, riscos resultantes

dos túneis de lavagem, pancadas

ou encostos a outros veículos ou objetos

provocam este tipo de danos.

Fator industrial: a fuligem, o pó industrial,

a chuva ácida ou os produtos químicos

que podem entrar em contacto com

o veículo (como o líquido da bateria, líquido

dos travões, gasolina e gasóleo, por

exemplo), conseguem atacar a pintura e

provocar manchas, bolhas, fissuramento,

descoloração, perda de brilho.

Março I 2019

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Colaboração

Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

71

1 Resultados da medição

de brilho a 20º, 60º e

85º numa superfície de

alto brilho 2 Amostras

submetidas a ensaio de

envelhecimento

1

2

Fator climatérico: a radiação ultravioleta,

a elevada temperatura e humidade,

as mudanças bruscas de temperatura (frio/

calor) e o sal das estradas ou das zonas

costeiras, podem provocar descolorações.

n CONTROLO DE QUALIDADE

Sob as mesmas condições ou fatores, as

diferentes pinturas irão comportar-se de

diferentes maneiras, dependendo das suas

características. Consoante a sua proteção

ultravioleta, dureza, resistência química,

à humidade e aos impactos das pedras.

Através de um controlo de qualidade

das pinturas, a partir da realização de ensaios

normalizados, podem avaliar-se as

propriedades das pinturas: propriedades

físicas, químicas, mecânicas, óticas e de

durabilidade, quanto à resistência térmica,

à humidade ou envelhecimento. Em vários

destes ensaios, avalia-se o brilho e a cor

como propriedades que poderão ter sido

afetadas nos diferentes testes, comparando

os valores iniciais com os finais.

n MEDIÇÃO DO BRILHO

O brilho é uma perceção visual que resulta

da quantidade de luz que um objeto

reflete. Quanto mais luz direta é refletida,

mais brilho se nota. Em superfícies rugosas,

a luz dispersa-se de forma difusa em todas

as direções (reflexão difusa), ao passo que

em superfícies muito lisas, a luz incidente é

diretamente refletida numa única direção,

de modo que o ângulo de incidência é igual

ao de reflexão (reflexão especular). Nestas

superfícies de muito alto brilho, as imagens

são refletidas com nitidez.

O brilho é o principal parâmetro para

medir o aspeto superficial. E, para a sua

medição, são utilizados os brilhómetros,

que medem a reflexão especular. Estes

equipamentos enviam um feixe de luz de

intensidade constante, com um ângulo

fixo, sobre a superfície a medir e, a partir

da quantidade de luz refletida do mesmo

ângulo, calcula-se o brilho da superfície.

A medição baseia-se na quantidade de

luz refletida na superfície em relação ao

padrão de referência de vidro preto, medida

em unidades de brilho (UB, ou GU

em inglês).

O ângulo de incidência ou iluminação

influencia, em grande medida, o resultado,

podendo distinguir-se três tipos

Brilho Valor de 60º Mede-se com

Alto brilho > 70 Geometria 20º

Meio brilho 10 até 70 Geometria 60º

Brilho mate < 10 Geometria 85º

ou categorias de brilho: alto brilho, meio

brilho ou brilho mate, para as quais foram

normalizadas três geometrias para a sua

medição: 20º, 60º e 85º.

Mas, para além do brilho, existem outras

propriedades que se podem medir para

completar a avaliação do aspeto superficial:

Casca de laranja: duas superfícies

podem ter valores iguais em termos de

brilho, mas, visualmente, a qualidade do

acabamento pode ser diferente, caso o

acabamento apresente textura como

“casca de laranja”. Nestes casos, os objetos

refletidos veem-se desfocados e

Medição de brilho a 20º, 60º e 85º

85º

60º

20º

distorcidos, não sendo nítidos.

Haze: Reflexo de veladura ou névoa de

brilho. As microestruturas que os acabamentos

de alto brilho podem apresentar,

fazem com que a luz se esbata, aparecendo

halos em redor das fontes de luz refletidas.

n MEDIÇÃO E AJUSTE DA COR

Depois de termos abordado a importância

que a cor e o brilho ou aparência têm na

perceção da qualidade do acabamento, os

fatores com influência nestas propriedades

durante os processos de pintura e na vida

útil do veículo e, por último, a metodologia

e particularidades na medição do brilho,

vamos, agora, explicar as características na

medição e ajuste da cor de acabamento.

A cor tem o potencial de tornar mais

atrativo e diferenciar um produto de outro

e, por isso, no automóvel, o acabamento

desempenha um papel muito importante

neste aspeto. Existe uma grande variedade

de efeitos e variantes nas cores dos veículos,

que proporcionam maior impacto visual.

Além do mais, as cores e os diferentes acabamentos

estão em constante evolução,

sendo que, atualmente, os acabamentos

de brilho com grande profundidade e as

cores intensas estão a ganhar popularidade.

Por outro lado, os acabamentos com

efeitos especiais, como mate, tricamada

perlados, vernizes coloridos, cores candy

ou cores camaleónicas, são cores que têm

uma boa aceitação nos compradores dos

veículos mas que, por vezes, podem representar

um desafio para a oficina. Na

verdade, o ajuste destes acabamentos

depende da habilidade e dos conhecimentos

do pintor, para além da informação

fornecida pelo fabricante de tinta refinish,

que, por vezes, inclui produtos especiais

e/ou um processo de pintura específico.

n COLORÍSTICA: A PERCEÇÃO DA COR

A cor é uma perceção sensorial, uma interpretação

do nosso cérebro a partir da

luz captada pelos nosso olhos. Luz que

provém diretamente de fontes de luz (sol,

fogo, lâmpadas) ou do reflexo dos objetos.

Ou seja, a cor de um objeto é o resultado

da combinação das propriedades do objeto,

da luz que o ilumina e do olho que

o observa. Isto explica que a perceção da

cor varie de acordo com as pessoas e com

a iluminação recebida pelo objeto.

Quando um pintor compara visualmente

a cor das peças adjacentes a pintar com

o catálogo de cores padrão ou com a

amostra pintada, deve saber identificar

se existe uma diferença que implique a

necessidade de retocar a cor, se através do

esbatimento a pequena diferença ficará

dissimulada ou se existe diretamente um

bom ajuste entre ambas. E para definir

Casca de laranja

qual é a diferença ou desvio entre as duas

cores para poder retocar a cor e alterá-la

conforme pretendido, o pintor deverá ter

conhecimentos no âmbito da colorística

e da colorimetria.

n COLORIMETRIA: A MEDIÇÃO DA COR

A colorimetria é a ciência que estuda a

intensidade das cores e desenvolve métodos

para a quantificação da perceção

visual da cor. Ou seja, trata de transformar

as “sensações” da perceção da cor em “valores

numéricos” com base na quantidade

de luz refletida por um objeto. Por conseguinte,

tornando possível medir, comparar

e reproduzir as cores. Isto é possível

através do uso de instrumentos utilizados

na medição das cores, os colorímetros e

os espectrofotómetros. De entre os dois,

o espectrofotómetro é mais preciso e

proporciona mais informação, pelo que

é o equipamento utilizado na indústria

automóvel. E, dentro dos espectrofotó-

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2019 I Março


72

TÉCNICA&SERVIÇO

Cor e brilho

O pintor deve ter conhecimentos no âmbito da colorística e da colorimetria

metros, que podem ser com geometria de

esfera difusa d/8º, com geometria 0º/45º

ou multiangular. São estes últimos os mais

utilizados na medição dos acabamentos

na carroçaria do veículo. Isto deve-se ao

facto de, atualmente, uma elevada percentagem

das cores utilizadas no setor

automóvel incluir acabamentos com

efeito, com pigmentos metalizados ou

perlados. E a alteração da luminosidade e,

inclusivamente, da cor pode ser observada

em diferentes ângulos de observação.

n ESPECTROFOTÓMETRO:

FERRAMENTA DE COR

Hoje em dia, grande parte dos fabricantes

de tinta de repintura ou refinish

dispõem de espectrofotómetro como

uma das ferramentas de cor para facilitar

ao pintor a tarefa de ajuste da cor. Este

equipamento será cada vez mais habitual

nas oficinas e acabará por substituir por

completo os catálogos de cores padrão,

algo que já acontece em algumas oficinas.

As diferentes marcas de repintura

colocam à disposição das oficinas os

seus equipamentos de medição, os espectrofotómetros,

entre os quais existem

algumas diferenças. Por exemplo, segundo

disponham de cinco ângulos de medição

(15º/25º/45º/75º/110º, geralmente),três

ângulos, o que é mais habitual atualmente

(15º ou 25º, 45º e 75º ou 110º), podem

incluir o de -15º, por detrás do brilho,

para a medição adicional de cor no caso

de pigmentos tipo colorstream ou cores

camaleónicas e, inclusivamente, podem

incluir outros ângulos adicionais (fora

do plano). Também há espectrofotómetros

que para caracterizar a partícula de

efeito têm capacidade para quantificar

o fenómeno do efeito “sparkling-cintilação”

(sob luz direta e segundo o ângulo

de iluminação) e “graininess-granulação”

(sob luz difusa ou obscuridade, sem influência

do ângulo de iluminação). Além

da mudança de cor conforme o ângulo, a

perceção total do acabamento também

é influenciada pelo efeito das partículas

metalizadas ou perladas, segundo o seu

tamanho ou espessura, orientação e nível

de concentração do pigmento. Outras diferenças

entre os equipamentos podem

encontrar-se nos tamanhos/formas dos

mesmos, tipos e frequência das calibrações

ou nas superfícies de medição, entre

outras. Mas além do espectrofotómetro,

para um bom ajuste da cor são fundamentais

a base de dados do fabricante

de tinta (muito superior ao número de

cores nos catálogos de cores padrão), o

software de processamento da informação

e, naturalmente, o “saber-fazer” do pintor,

já que a informação proporcionada não é

uma formulação de cor única que coincide

exatamente com a cor do veículo. A partir

Possíveis ângulos de medição

Fonte

de luz

45º

110º

75º

Amostra

45º

25º

15º

-15º

Ângulos

de medição

Reflexão

especular (0º)

da leitura tomada no veículo com o espectrofotómetro,

o programa irá procurar o

melhor ajuste tendo em conta os possíveis

filtros marcados: fabricante do veículo,

código de cor, qualidade da pintura, tipo

de acabamento (sólido ou com efeito) e

tamanho de partícula. O programa mostrará,

em seguida, uma lista ordenada de

acordo com o ajuste obtido da medição

relativamente às fórmulas de cor existentes

na base de dados, indicando, em

cada resultado, o fabricante do veículo,

código de cor, variante, se existe catálogo

de cores padrão, tamanho de partícula e

avaliação do ajuste através de números,

percentagens, estrelas e/ou cores verde/

laranja/vermelho.

Portanto, o pintor deverá conhecer o

seu funcionamento e saber interpretar

os resultados obtidos, podendo realizar

ajustes ou correções da cor nos casos em

que o programa o permita, melhorando

os resultados da avaliação do ajuste. Definitivamente,

é outra ferramenta sobre

a qual o pintor deverá aprender e à qual

deverá adaptar-se para obter os melhores

resultados. É necessário ter em conta

que, tal como com os catálogos de cores

padrão, o fabricante recomenda sempre a

pintura de um painel de amostra previamente

à realização da reparação e que o

acabamento final obtido dependerá da

correta preparação e aplicação da cor.

Por outro lado, segundo a marca de tinta,

o programa poderá mostrar mais informação

que ajude o pintor a decidir que

fórmula de cor selecionar para conseguir

o melhor ajuste, como por exemplo:

l Comparação visual entre a cor medida

(objeto) e a selecionada na lista

de opções, ao corte ou esbatimento,

e, inclusivamente, eliminando o efeito

da partícula para apreciar melhor a tonalidade;

l Gráficos nos diferentes ângulos de medição

para os acabamentos com efeito,

mostrando a comparação das curvas

espectrais da cor medida e da selecionada

ao longo do espectro visível (380

– 780 nm). No caso das cores sólidas,

apresenta apenas a 45º (cor de frente),

já que não há alteração da perceção da

cor conforme o ângulo de visão;

l Comparação de duas fórmulas propostas

segundo os elementos básicos que

contêm e as quantidades dos mesmos.

Em caso de reajuste de uma fórmula

de cor relativamente à base de dados,

também são apresentadas as diferenças

entre antes e depois da correção;

l Índice de metameria - diferença na

perceção da cor segundo a iluminação.

Medição da cor com um

espectrofotómetro

Atualmente, também existem espectrofotómetros

que permitem outras funções,

como no caso dos acabamentos lisos, a

opção de formular a cor com os elementos

básicos disponíveis a partir da medição

do veículo, sem base em qualquer código

de cor ou a opção de reajustar uma cor

a partir da medição da amostra pintada

com a fórmula selecionada e em relação à

leitura do automóvel, quando o resultado

da amostra pintada não for satisfatório.

Toda esta informação e possibilidades,

que continuam em evolução, ajudam o

pintor na tarefa de ajuste da cor, algo fundamental

para conseguir um acabamento

de alta qualidade na reparação.

n TOLERÂNCIAS, CONTROLO

DE QUALIDADE EM FÁBRICA

Não é possível avaliar visualmente se

a cor está dentro de tolerâncias ou se se

ajusta a valores determinados. Somente

através de equipamentos de medição

precisos, como os espectrofotómetros,

é possível comparar de forma objetiva. No

fabrico dos veículos, estas propriedades

de cor e aparência desempenham um

papel fundamental na qualidade do acabamento.

Por conseguinte, são definidas

tolerâncias muito precisas para aprovação

nos critérios de aceitação. ✱

Março I 2019

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TÉCNICA&SERVIÇO

Citroën C3 1.2 VTi 2012-2016

73

CITROËN C3

Nesta edição, revelamos como solucionar problemas ocorridos com o Citroën C3 1.2 VTi, nomeadamente quando

a luz da bateria permanece acesa e o motor não entra em funcionamento

Queixa cliente:

l Luz da bateria acesa

l Possível motor não entrar em funcionamento (não pega)

PROCEDIMENTO TÉCNICO:

Fazer diagnóstico com equipamento ESI[tronic] 2.0.Testar bateria com BAT131.

Com o valor real da tensão da bateria, verificamos que a tensão não passa dos 12V

a 12.5V mesmo em aceleração. Podendo associar que o problema se encontra no

alternador. Mas, para despistarmos se a avaria se encontra no mesmo, podemos

desligar a ficha de gestão de carga da bateria que é efetuada pela unidade de comando

do motor.

VERIFICAÇÕES APÓS PRIMEIROS TESTES:

l Diagnóstico não apresenta erros e a bateria do veículo encontra-se em bom estado.

Passando os primeiros testes, não se pode concluir ainda o problema. Assim sendo,

proceder à leitura de valores reais da tensão da bateria (com o veículo a trabalhar).

l Com a ficha desligada, a unidade de comando não faz a gestão do alternador e,

por sua via, o alternador debita a tensão máxima.

Temos duas situações que podem acontecer com a ficha de gestão de carga do

alternador:

l O valor de tensão continuar igual a 12V - 12.5V;

l O valor de tensão ser de 14V (aproximadamente)

CONCLUSÃO DO DIAGNÓSTICO/REPARAÇÃO:

Para a situação que o veículo continua a carregar com 12V a 12.5V, o problema encontra-se

no alternador, tendo de ser efetuada a reparação ou substituição. Se o valor de tensão

for 14V, trata-se de um problema de software do veículo, tendo de ser efetuada uma

atualização, podendo a mesma ser feita com o equipamento Bosch, usando o Passthru.

Este artigo foi elaborado pela Hotline Automóvel da Bosch

www.jornaldasoficinas.com Março I 2019


MUNDO AUTOMÓVEL

74

Mercedes-Benz A 180d

Experiência única

O novo Classe A é o primeiro Mercedes-Benz a integrar o mais avançado sistema multimédia que a marca jamais

concebeu. Além de dispor de controlo inteligente por voz, com reconhecimento de discurso natural, consegue

estabelecer um diálogo com o condutor, tornando a experiência única. Nunca um automóvel esteve tão interativo

Por: Bruno Castanheira

Lançado no ano passado, o novo Classe

A não só é o mais evoluído modelo

compacto que a Mercedes-Benz

construiu até hoje, como, acima de tudo,

é um automóvel que apela aos sentidos,

redefinindo o conceito de luxo moderno e

elevando a interação a um patamar nunca

antes visto. É, por isso, muito fácil perdermos

a lucidez analítica quando estamos

perante um automóvel que nos transmite

uma química elevada. O novo A 180d consiste

numa das versões mais acessível de

uma gama que só termina nos €61.300 da

musculada variante Mercedes-AMG A 35

4Matic de 306 cv.

n PUREZA SENSUAL

Sem romper totalmente com as linhas

do modelo da anterior geração, antes

pelo contrário, o novo Classe A começa

por demarcar-se pela presença elegante e

vincada da sua carroçaria de cinco portas,

representando o próximo passo na filosofia

de design “Pureza Sensual” da Mercedes-

-Benz. Desportivo, equilibrado e emotivo,

este familiar compacto, de dois volumes,

caracteriza-se pelo desenho progressivo da

secção dianteira, na qual pontifica o capot

de baixa altura, a grelha do radiador onde

a estrela é o principal cartão-de-visita, os

faróis de LED planos com elementos cromados

e as luzes de circulação diurna em

forma de boomerang. De perfil, sobressaem

os elementos em formato de diamante e

a lamela central prateada, acentuando o

carácter dinâmico desta nova geração. A

sensação de ser mais comprido face ao modelo

anterior que o novo Classe A transmite,

deve-se à sua distância entre eixos superior

e à linha marcante que acompanha toda

a secção lateral. Quanto à traseira, apresenta

uma aparência mais larga, graças à

superfície vidrada até à linha de cintura,

que destaca, também, uma postura mais

robusta, tendo os grupos óticos bipartidos

e os refletores integrados no para- choques

a sua quota-parte de responsabilidade. A

linha AMG eleva-lhe o apelo.

Totalmente reformulado, tendo ganho

um visual moderno e vanguardista, o interior

do novo Classe A adota uma abordagem

completamente nova, redefinindo

o luxo moderno na classe dos modelos

compactos, com uma nova sensação de

espaço. A nova arquitetura do habitáculo

tem na eliminação da grelha de ventilação,

habitualmente existente na secção

superior do tablier, o seu ex-líbris. Como

resultado, a estrutura principal do tablier,

em forma de asa, estende-se entre as portas

dianteiras, sem descontinuidade visual. A

Março I 2019

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75

MOTOR

Tipo

Cilindrada (cc) 1461

Diâmetro x curso (mm)

4 cil. linha Diesel,

transv., diant.

76,0x80,5

Taxa de compressão 15,1:1

Potência máxima (cv/rpm) 116/4000

Binário máximo (Nm/rpm) 260/1750-2750

Distribuição

Alimentação

Sobrealimentação

2 v.e.c., 8 válvulas

injeção common rail

turbo VTG

+ intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

Caixa de velocidades

dianteira com ESP

automática de 7+ma

DIREÇÃO

Tipo

Assistência

Diâmetro de viragem (m) 11,0

pinhão e cremalheira

sim (elétrica)

TRAVÕES

qualidade de construção está em alta, assim

como o posto de condução e o espaço

para ocupantes e bagagem. Dispositivos

de segurança, não faltam. Já no que toca

a equipamento, dispondo esta unidade

de €8.601,62 de opções, é fácil prever o

resultado. O painel de instrumentos, de

ecrã amplo, totalmente independente,

transmite a sensação de estar a “flutuar”

no interior. As desportivas saídas de ventilação,

com visual em forma de turbina

(pode dispor de iluminação), são outros

elementos de destaque no interior.

n ENVOLVÊNCIA SEM PRECEDENTES

Mais do que um modelo compacto confortável,

seguro, fácil de controlar, pouco

gastador e com boa capacidade de resposta

ao movimento descendente do pé

direito, o novo A 180d vale, acima de tudo,

perdoem-nos a sinceridade, pela envolvência

sem precedentes que oferece. Se

não, vejamos. Condutor: “Mercedes?” Novo

Classe A: “Diga”. Condutor: “Temperatura”.

Novo Classe A: “Está bem. Vou regular a

temperatura para 22°C”. Condutor: “Mercedes?”

Novo Classe A: “Sim?” Condutor: “Que

É incontornável

não eleger o MBUX

(Mercedes-Benz User

Experience) como a

característica mais

relevante do novo

Classe A. Mas tudo

neste modelo compacto

agrada. Começando pelo

design e acabando no

desempenho dinâmico

horas são?” Novo Classe A: “São 10h e 45m”.

E muitos mais exemplos poderíamos dar.

Não há nada que pague a doce e sensual

voz feminina através da qual o novo Classe

A comunica com condutor e passageiros.

E, isto, deve-se ao MBUX (Mercedes-Benz

User Experience), que abre caminho a

uma nova era nos serviços Mercedes me

connect. Uma das características únicas

deste sistema reside, precisamente, na

sua capacidade de interação. Graças à

inteligência artificial, o MBUX pode ser

personalizado e adapta-se ao utilizador,

criando, desta forma, uma ligação emocional.

Nunca um automóvel da marca foi

tão interativo com o ser humano.

Os pontes fortes do MBUX incluem

o opcional cockpit panorâmico de alta

resolução com operação tátil do ecrã

multimédia, o ecrã de navegação com

tecnologia de realidade aumentada e,

ainda, o controlo inteligente por voz com

reconhecimento de discurso natural, que

é ativado com a palavra-código “Olá, Mercedes”

ou apenas “Mercedes”. Disponível

está, também, um head-up display. O ecrã

tátil está incluído no abrangente conceito

touch control, um trio constituído pelo ecrã

tátil, pelo touchpad existente na consola

central e pelos botões de controlo táteis

localizados no volante.

O MBUX vem revolucionar, autenticamente,

a experiência de utilização do

veículo. As características de apresentação

apelativas destacam a abrangência

da estrutura de controlo e dispõem de

imagens 3D de alta resolução, que são

reproduzidas em tempo real. Os novos

e aperfeiçoados serviços Mercedes me

connect estão a ser lançados com a nova

geração do sistema de informação e entretenimento

MBUX, que incluem funções de

navegação baseadas no “Car-to-X communication”

(informação trocada entre veículos

sobre acontecimentos registados por

sensores, como, por exemplo, travagem

de emergência, intervenção do controlo

de estabilidade ou comunicação manual

de um acidente por parte do condutor)

e no localizador de veículo, o que torna

mais fácil encontrar a viatura estacionada

assim com enviar uma mensagem se esta

sofrer uma colisão ou for rebocada. Ainda

há dúvidas que o futuro já chegou? ✱

Dianteiros (ø mm)

discos ventilados

(295)

Traseiros (ø mm) discos maciços (276)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

McPherson

Traseira

eixo semirrígido

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 202

0-100 km/h (s) 10,5

Cons. Extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 4,0/4,3/4,9

Emissões de CO2 (g/km) 121

Nível de emissões

Euro 6d-TEMP

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,27

Comprimento/largura/altura (mm) 4419/1796/1440

Distância entre eixos (mm) 2729

Vias frente/trás (mm) 1567/1547

Capacidade do depósito (l) 43

Capacidade da mala (l) 360-1200

Peso (kg) 1445

Relação peso/potência (kg/cv) 12,45

Jantes de série

6 1/2Jx16”

Pneus de série

205/60 R16

Pneus de teste Pirelli Cinturato P7,

225/45 R18 91W

Mecânica

Pintura

Anticorrosão

GARANTIAS

2 anos

2 anos

até 30 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 25.000 km ou 1 ano

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €400,19

Intervalos

25.000 km ou 1 ano

PREÇO (s/ despesas) €31.500

Unidade testada €43.294

Imposto Único de Circulação (IUC) €158,92

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2019 I Março


76

MUNDO AUTOMÓVEL

NOTÍCIAS

Por: Bruno Castanheira

Range Rover Velar ganha motor V8 de 550 cv

Chama-se SVAutobiography Dynamic Edition a versão mais potente criada até hoje para o Velar.

Desenvolvida pelo departamento Special Vehicle Operations (SVO) da Land Rover, está equipada com

um motor V8 de 5.0 litros sobrealimentado de 550 cv e dispõe de um conjunto de aperfeiçoamentos

exclusivos no seu design. Para lhe dar um toque único, a Land Rover já fez saber que esta versão estará

à venda apenas durante um ano, começando os seus preços, em Portugal, nos €160.885. Anunciando

274 km/h de velocidade máxima e 4,5 segundos para cumprir o arranque dos 0 aos 100 km/h, o Range

Rover Velar SVAutobiography Dynamic Edition diferencia-se pelo novo para-choques dianteiro, com

entradas de ar maiores para otimizar a ventilação do motor e refrigerar o sistema de travagem, pela nova

grelha dianteira, pelo novo para-choques traseiro redesenhado para integrar as quatro saídas de escape

e pelas letras do anagrama Range Rover colocado no capot e na bagageira. Com reforços nos travões e

na suspensão pneumática, o Range Rover Velar SVAutobiography Dynamic Edition conta com volante

desportivo exclusivo, sistema de infoentretenimento Touch Pro Duo, tração integral com bloqueio do

diferencial traseiro ativo e inúmeros dispositivos de assistência à condução. ✱

Porsche lança Macan Spirit

para Portugal e Espanha

A Porsche Ibérica deu início à comercialização da edição limitada Macan Spirit. Além de detalhes exclusivos,

esta versão dispõe de equipamento completo e recorre aos préstimos do motor a gasolina

de 2,0 litros sobrealimentado, com 245 cv e 370 Nm, que traz acoplada caixa automática de dupla

embraiagem com sete velocidades (PDK). Anunciando 225 km/h de velocidade máxima e 6,7 segundos

para cumprir o arranque dos 0 aos 100 km/h, o Macan Spirit, do qual estão disponíveis 200 unidades

(100 de cor branca; 100 de cor preta) herda do Porsche 924S Spirit de 1988 a sua designação. Entre os

elementos adicionais do Macan Spirit, destacam-se o teto panorâmico, as saias laterais, os retrovisores

SportDesign e as jantes Macan Turbo de 20’” pintadas de preto. No interior, as diferenças são visíveis

nos tapetes, no pacote de iluminação Confort, no fundo do painel de instrumentos, nos cintos de segurança

em vermelho “Bordeaux” e nas cortinas manuais para as janelas traseiras. No capítulo mecânico,

este SUV conta com suspensão ativa, direção assistida Plus, sensores de estacionamento e câmara de

marcha-atrás. Em Portugal, o Macan Spirit custa €89.911. ✱

Honda homenageia Tiago Monteiro

com Civic Type R #18

O Honda Civic Type R #18, edição especial do Civic Type R assinada

pelo piloto português Tiago Monteiro, já não está disponível para

venda. Lançada em meados do ano passado, esta edição especial,

limitada a 18 unidades, esgotou poucos meses após ter sido disponibilizada

ao mercado. O Civic Type R #18 é uma versão exclusiva do

hot hatch, de tração dianteira, desenvolvida pela Honda Portugal

Automóveis em parceria com Tiago Monteiro, numa homenagem

da marca japonesa ao piloto luso, que corre com o número de 18.

Todas as unidades do Honda Civic Type R #18 estão pintadas na

cor “Championship White” e são personalizadas, a nível exterior

e interior, com vários elementos exclusivos que as diferenciam de

um Type R standard. As 18 unidades incorporam um escape de três

ponteiras da marca Remus e acabamentos especiais em carbono nos

spoiler traseiro e pilar B, material muito utilizado em competição

por ser leve e resistente. Todas as unidades incluem ainda capas

de espelhos retrovisores em vermelho, uma imagem de marca

de Tiago Monteiro, e um badge exterior alusivo à edição especial.

No interior, cada unidade inclui uma placa numerada e assinada

pelo piloto da Honda. Também os tapetes incluem a assinatura

de Tiago Monteiro. ✱

Renault Scénic disponível desde €30.770

Exibindo um design exterior que o remete para o universo dos

crossovers, o Scénic dá nas vistas pelas linhas modernas e sedutoras.

A carroçaria pode ser bicolor e as jantes chegam a um máximo de

20”. A excecional habitabilidade, a modularidade inigualável, os

abundantes espaços de arrumação, os inúmeros equipamentos

tecnológicos e os diversos dispositivos de segurança, são outros

argumentos deste Renault. A gama de motores (gasolina e Diesel)

é anunciada como inédita. Até agora disponível “apenas” na versão

de sete lugares (neste caso, chama-se Grand Scénic), o Scénic dispõe

de cinco lugares individuais. Tão ou mais importante do que isso:

paga Classe 1 nas portagens. A chegada deste modelo a Portugal

também é marcada pelo lançamento de uma nova geração de

motores, testados à luz do protocolo WLTP e compatíveis com a

norma Euro 6d-TEMP. Três inéditas propostas a gasolina – TCe 115

FAP, TCe 140 FAP e TCe 160 FAP – que têm por base o novíssimo

bloco 1.3 TCe, desenvolvido em parceria com a Daimler. Na oferta

Diesel, destaca-se o novo 1.7 Blue dCi (propõe variantes de 120

e 150 cv), que estará disponível brevemente. Os preços do Scénic

começam nos €30.770 da versão TCe 115 Limited e terminam nos

€42.650 do mais elitista Blue dCi 150 EDC Bose. ✱

Março I 2019

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EM ESTRADA

Novos modelos lançados no mercado

Por: Bruno Castanheira

77

Nissan Navara N-Guard

Poço de força

Škoda Fabia 1.0 TSI Style

Melhoria de nota

smart EQ fortwo

Silêncio ensurdecedor

VW up! GTI

Diabo no corpo

São nada menos do que 190 cv e 450 Nm extraídos de

um motor Diesel de 2,3 litros (designado dCi), que traz

acoplada caixa manual de seis velocidades. Equipada com

tração integral (basta acionar o botão na base da consola

central para que a tração deixe de ser apenas traseira,

existindo, ainda, as chamadas “redutoras” para tarefas

mais exigentes), a Nissan Navara, na versão N-Guard,

com cabina dupla, é um autêntico poço de força. Tal é

a sensação que transmite de conseguir passar por cima

de quase tudo. Não sendo a condução em autoestrada

o seu forte, ainda que passe no teste com nota positiva

(graças, em parte, ao seu apreciável conforto em

ordem de marcha), a Navara N-Guard foi concebida

para percursos fora de estrada. Mesmo dispondo de

Equipado com motor de três cilindros dotado de injeção

direta de gasolina, que traz acoplada caixa manual de

seis velocidades, o novo Fabia registou uma melhoria

de nota. As linhas exteriores não mudaram assim tanto

face às do modelo da anterior geração, é certo, mas são

suficientes para lhe “emprestar” uma aparência mais

moderna e vistosa. Com carroçaria pintada de “vermelho

corrida” (€285), enaltecida pelas também opcionais jantes

“Savio” de 17” (€330), a versão 1.0 TSI Style exibe um

traço desportivo. Por dentro, mantém-se a sobriedade

que caracteriza as propostas da marca checa, ou não

fosse o preto “Dyamic” a tonalidade principal. O posto de

condução, correto, é um dos muitos atributos do habitáculo,

que oferece espaço de bom nível para ocupantes e

Já se chamou ed (electric drive), agora chama-se EQ, por

via do lançamento da nova marca da Mercedes-Benz

criada para a mobilidade elétrica. Mas, independentemente

da mudança de sigla, permaneceu o conceito

livre de emissões poluentes e a condução ágil. Não necessariamente

divertida, mas diferente. Além do ruído

de rolamento dos pneus, apenas é audível o característico

“assobio” típico de um modelo 100% elétrico. Este veículo

de dois lugares, concebido a pensar nas cidades,

oferece prestações muito interessantes e propõe uma

autonomia máxima de 160 km. O habitáculo, jovial e

funcional, acomoda dois adultos com bastante à-vontade.

Já a imagem irreverente, deve-se à presença do pacote

“nightsky” e das jantes BRABUS de 16”, sendo os pneus

Com 1.070 kg peso (em vazio), 3,70 metros de comprimento

e motor 1.0 TSI de 115 cv, o up! GTI é um pequeno

desportivo que tem o diabo no corpo. Não consegue

estar “sossegado”. Nem tão pouco gosta de ficar parado

nas filas de trânsito ou nos semáforos. Está sempre em

efervescência. Foi feito para andar para a frente. E para

curvar “nas horas”. Não tem paciência para nada nem

para ninguém. Parece um “puto reguila”. Afinal, o caso

não é para menos: direção incisiva; travões eficazes (as

pinças dianteiras são de cor vermelha); comando da caixa

manual de seis velocidades preciso; suspensão firme;

pneus Goodyear Efficient Grip Performance, de medida

195/40 R 17 81 V. Com um visual a condizer (por dentro

pneus Continental ContiCrossContact LX 2, de medida

255/60 R 18 112 H M+S XL, que, de “trialeiros”, nada

têm. Com prestações francamente boas (os consumos,

esses, é que não são assim tão apelativos), esta evoluída

pick-up beneficia de um visual bastante atrativo, graças

à carroçaria escura com autocolantes existentes na base

das portas, que combinam bem com as jantes pretas,

com os vidros traseiros escurecidos e com as barras no

tejadilho. No fundo, esta unidade assemelha-se muito

a um exemplar das provas de todo-o-terreno. Se falta

de argumentos na Navara N-Guard, aqui fica mais um:

cinco anos de garantia.

bagagem atendendo ao segmento em questão, qualidade

de construção francamente positiva, dispositivos de segurança

presentes em número suficiente e equipamento

convincente. Neste último domínio, importa destacar

os opcionais apoio de braços dianteiro com costuras

vermelhas (€10) e o Pack Dynamic (€365), que elevam

a agradabilidade a bordo. No que ao desempenho dinâmico

diz respeito, o novo Fabia prima pela honestidade

de todas as reações e pela forma segura e confortável

como pisa a estrada. A suavidade de funcionamento do

motor 1.0 TSI, que oferece prestações e consumos muito

interessantes, é outro dos seus grandes argumentos.

dianteiros ligeiramente mais estreitos do que os traseiros.

Pintado de preço, com acabamentos de cor azul, o smart

EQ fortwo consegue dar sempre nas vistas. Contudo, nem

se dá por ele no meio do trânsito urbano, tal é a sua

postura silenciosa. O carregamento feito numa tomada

doméstica pode chegar às oito horas caso a bateria, de

iões de Lítio, esteja totalmente sem carga. Inteligência

e muita diversão. No fundo, é esta a melhor frase para

definir a mobilidade elétrica com o smart EQ fortwo. Com

todas as vantagens que tornam um smart tão único e tão

seguro, as tecnologias Connected-Car mais modernas e

acesso total aos nossos serviços inovadores.

e por fora), é fácil perceber que este up! não é um “up!

qualquer”. É tão-só a versão mais potente da gama. A

que tem a voz mais grossa. A que gasta mais combustível.

E a que proporciona momentos de diversão que ficam

para a posteridade. As acelerações conseguem encostar

o corpo ao banco e fazer alternar sorrisos de prazer com

expressões de pânico na cara do condutor e passageiros.

A mala não dá para transportar grande coisa, tal como o

espaço para ocupantes é diminuto, mas desde que quem

esteja (bem) sentado atrás do volante se divirta, tudo

o resto é acessório. Se vale a pena despender €17.942

para adquirir este pequeno desportivo? Então não vale...

MOTOR

4 cil. linha Diesel, long., diant.

Cilindrada (cc) 2299

Potência máxima (cv/rpm) 190/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 450/1500-2500

Velocidade máxima (km/h) 184

0-100 km/h (s) 10,8

Consumo combinado (l/100 km) 6,3

Emissões de CO 2 (g/km) 167

Preço €36.667

IUC €227,65

MOTOR

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 999

Potência máxima (cv/rpm) 110/5000-5500

Binário máximo (Nm/rpm) 200/2000-3500

Velocidade máxima (km/h) 195

0-100 km/h (s) 9,6

Consumo combinado (l/100 km) 4,6

Emissões de CO 2 (g/km) 105

Preço €19.297

IUC €94,42

MOTOR

síncrono de

corrente alternada

Potência máxima (kW) 60

Binário máximo (Nm) 160

Velocidade máxima (km/h) 130

0-100 km/h (s) 11,5

Cons. comb. de energia (kW/h) 13,0

Autonomia máxima (km) 160

Preço €22.600

IUC

isento

MOTOR

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 999

Potência máxima (cv/rpm) 115/5000-5500

Binário máximo (Nm/rpm) 200/2000-3500

Velocidade máxima (km/h) 196

0-100 km/h (s) 8,8

Consumo combinado (l/100 km) 4,8

Emissões de CO 2 (g/km) 110

Preço €17.942

IUC €94,42

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2019 I Março


78

MUNDO AUTOMÓVEL

USO PROFISSIONAL Opel Vivaro

Por: Ricardo Carvalho

l Comprimentos: 4,6 a 5,3 metros; altura

de 1,9 metros

l Capacidades: carga até 1.400 kg; reboque

até 2.500 kg; volumetria até 6,6 m 3

l Equipamento: portas de comando elétrico

e leque alargado de sistemas de assistência

à condução

l Versão especial “work-site” e controlo de

tração IntelliGrip

l Escritório móvel: conectividade multimédia

e navegação em tempo real

l Novo modelo terá versão elétrica a bateria

em 2020

Força de trabalho

A Opel desvendou os primeiros detalhes do novo furgão Vivaro. A terceira geração deste veículo de trabalho

chegará aos concessionários da marca alemã já a partir do próximo verão

Os frutos da integração da Opel no

Groupe PSA, já se fazem sentir. O

novo Vivaro que o diga. Quando

este veículo de trabalho for lançado, contará

apenas com motores de combustão.

Mas, mais para a frente, durante o ano

de 2020, o Vivaro receberá uma versão

100% elétrica.

Pela primeira vez sob a tutela do Groupe

PSA, a Opel renovou o seu furgão de tamanho

médio com quatro variantes: furgão

fechado de carga, chassis-cabina, cabina

dupla para seis ocupantes e Combi. Com

três comprimentos distintos (4,60, 4,95 e

5,40 metros), o novo Vivaro propõe até

6,6 m3 de volume e até 1.400 kg de carga

máxima, aumentando 200 kg de capacidade

face à geração anterior.

Da versão elétrica, poucos detalhes se

conhecem. Mas a expectativa é que mantenha

intacta a capacidade de carga das

versões equipadas com motor de combustão.

Já no que toca a equipamento, o

novo Vivaro dá um passo em frente e pode

incorporar, entre outras coisas, head-up

display, câmara de visão traseira 180°, ecrã

tátil central de 7” compatível com Apple

Car Play e Android Auto, sistema multimédia

Navi Pro com visualização 3D ou

sensores de estacionamento dianteiros

e traseiros. Pode, também, ser equipado

com diversos dispositivos de assistência

à condução, como manutenção na faixa

de rodagem, reconhecimento de sinais de

Opel Zafira: monovolume de... nove lugares

A quarta geração do Opel Zafira ganha o apelido Life e vai passar a assentar na plataforma do Vivaro.

Será uma espécie de Vivaro mais requintado para concorrer no sempre competitivo mercado dos veículos de

transfers. Estará disponível com três comprimentos, terá no máximo até nove lugares e contará com portas

laterais deslizantes. A versão elétrica vai chegar em 2021. Duas décadas depois do lançamento do primeiro

Zafira, o modelo transforma-se. Modularidade e espaço interior são argumentos, enquanto a bagageira, de

grande capacidade, é ideal para albergar todas as malas dos ocupantes. A gama de motores também promete

ser apelativa, mais ainda não foi revelada. Contudo, não andará muito longe daquela que pode ser encontrada

em veículos idênticos das marcas Peugeot e Citroën, como os modelos Traveller e SpaceTourer.

trânsito, detetor de fadiga, cruise control

adaptativo, alerta de colisão frontal ou

travagem automática de emergência.

n REDUZIR CUSTOS

Quanto a motores, a gama do novo Vivaro

vai ser preenchida com as mesmas opções

que encontramos em outros produtos das

marcas Peugeot e Citroën ou até Toyota. O

novo furgão da Opel disponibiliza transmissões

modernas, como a caixa automática

de oito velocidades, que dão contributos

importantes em eficiência e conforto,

dois argumentos decisivos no mercado

das frotas. Os intervalos de manutenção

alargados, até 50.000 km, são um fator

adicional que reduz os custos de utilização.

E detalhes como o posicionamento elevado

dos faróis ou a altura máxima de 1,9

metros na maior parte das variantes, baixam

o risco da ocorrência de danos. A Opel

acredita que o Vivaro será uma opção a ter

em conta pela maioria das empresas. ✱

Março I 2019

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