Revista Apólice #244

revistaapolice

Ano 24 - nº 244

Junho 2019

>>

ESPECIAL INOVAÇÃO

As tendências

das empresas de

tecnologia em seguros

Rosimario Pacheco,

Leandro Poretti e

Rafael Leonel

PRODUTOS CUSTOMIZADOS EM

PARCERIA COM O CORRETOR

Sancor Seguros opera no Brasil há seis anos e cresce construindo

produtos em parceria com o corretor de seguros


editorial

Ano 24 - nº 244

Junho 2019

Esta revista é uma

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seus autores, não representando,

necessariamente, a opinião desta

revista.

Todo cuidado é pouco

Sabe aquela história do Big Brother, que a gente é vigiado o tempo

todo e blá, blá, blá? Não é mais história, é realidade. Esta vigilância não

se dá apenas com câmeras, mas também com GPS, dados de voz,

preferências e cadastros que vamos preenchendo de forma voluntária.

A partir de agosto de 2020, com a entrada em vigor da nova Lei Geral

de Proteção de Dados, a utilização e divulgação destas informações

será mais controlada. Utilizar informações que possam identificar um

indivíduo passa a ser crime, caso isso aconteça sem permissão.

Tanto empresas quanto pessoas físicas buscarão formas de

proteção contra a atuação de hackers. Qualquer empresa que tenha

dados dos clientes estará exposta ao risco de invasão e roubo de

dados. Neste novo cenário, o seguro para riscos cibernéticos será

uma commodity. Todos irão precisar da sua proteção. Esta é uma

oportunidade de negócio como há muito tempo não se via. Por isso,

é preciso estar preparado.

Nesta edição também trazemos um especial sobre inovação.

É impossível falar do tema sem jogar luz sobre as startups de

seguros que começam a ganhar tração, como elas próprias dizem.

É interessante observar que a maior dificuldade destas empresas é

encontrar interlocução com as seguradoras. Este quadro deve mudar

em breve. Mais do que nunca, as seguradoras acordaram para a

realidade de que terão que buscar parceiros para fazerem frente às

novas necessidades dos consumidores, principalmente no que tange à

velocidade do relacionamento com o cliente.

Para os nativos analógicos, esta é mais uma prova de resiliência.

Temos que mostrar que não perdemos nossa vontade de tentar fazer

coisas novas.

Boa leitura!

Diretora de Redação

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Revista Apólice

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entrevista

John Drzik, presidente da Marsh Global Risk e Digital, explica que os

corretores de seguros ainda terão espaço nas apólices mais complexas.

Porém, ele lembra também da nova geração que prefere as telas ao

relacionamento interpessoal

painel

gente

capa

Com seis anos de atuação no Brasil, a Sancor Seguros busca expandir seus

negócios com o lançamento de novos produtos de seguros de pessoas,

ramo que já lidera as vendas da companhia

riscos cibernéticos

Na era digital, dados de pessoas e empresas circulam expostos a novas e

amplas possibilidades de crimes, por isso o seguro para este nicho deve

crescer exponencialmente

Lgpd

Com as mudanças trazidas pela nova lei, as empresas devem ser mais

transparentes sobre as informações de seus clientes e incluir medidas

protecionais atualizadas na gestão dos dados

evento

Sincor-PR realiza o seu 9º Simpósio Paranaense de Seguros e mostra que

a nova realidade do mercado exige que a entidade ofereça benefícios

tangíveis aos associados.

especial inovação

tendências

Para onde caminham as insurtechs brasileiras? Muitas delas ficarão pelo

caminho, mas as que avançam buscam a oportunidade de melhorar a

jornada do consumidor, ou ainda aprimorar os processos das seguradoras

qlick

Com o objetivo de agilizar o processo de contratação do seguro, empresa

de tecnologia oferece ferramenta com a qual o próprio corretor faz a gestão

de dados dos seus clientes

hCentrix

Antecipando ação de operadoras, plataforma gera, através de IA, alarmes

que apoiam a decisão e direcionamento de pacientes para Programas de

Saúde Populacional no momento da autorização de eventos de alto risco

geo

A empresa oferece soluções que permitem auxiliar um número maior

de seguradoras na entrada em segmentos de alto risco. Nesse cenário, a

tecnologia pode servir como importante aliada na resolução do problema

brochweld

Com o uso de um app, segurado pode fotografar o veículo e enviar as

informações usando apenas o seu celular. Ferramenta analisa os dados e

fotos de acordo com as políticas de aceitação de cada seguradora

sistran

Artigo mostra que em seguros, especialmente nos ramos massificados,

mudanças já estão sendo desenhadas, em geral na direção de precificação

atrelada ao uso efetivo e individualização do risco

infocar

Empresa aplica Inteligência Artificial para apresentar informações sobre a

procedência de veículos e a análise do casco para aceitação e regulação de

sinistros. A novidade chega ao mercado em dois produtos complementares

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entrevista | john drzik

Setor ainda é lento na

adoção de novas tecnologias

O presidente da Marsh Global Risk e Digital,

John Drzik, mostra que os clientes ainda buscam

o atendimento presencial dos corretores,

porque encontrar uma proteção adequada é

um evento complexo. Entretanto, eles também

estão interessados em obter informações e

produtos pelos meios digitais

Apólice: Como é possível inovar

no mercado de seguros?

A indústria de seguros sempre foi

bastante inovadora, desenvolvendo novos

produtos em resposta às mudanças das

necessidades dos clientes. O desenvolvimento

do mercado de risco cibernético é

um exemplo. No entanto, o setor tem sido

muito mais lento do que outros setores da

indústria para adotar tecnologia e fornecer

plataformas digitais que os clientes

Kelly Lubiato

possam usar para obter mais rapidamente

as informações de que precisam.

Isso começou a mudar com o

advento das insurtechs - não apenas

devido ao crescimento de novas startups,

mas também devido aos investimentos

feitos por muitas empresas tradicionais.

Embora a experiência do cliente seja

o maior foco na questão de inovação

digital, outra área onde a inovação está

ganhando força é na relação com os

dispositivos da Internet das Coisas e da

telemática, que conecta melhor o risco

com a solução de seguro e ajuda os clientes

a reduzir o risco em primeiro lugar.

Apólice: As vendas de seguros

continuam as mesmas do passado?

Os corretores ainda são o principal

mecanismo para as vendas de seguros.

Embora tenha ocorrido uma certa penetração

da distribuição digital direta

em algumas áreas, como o seguro de

automóveis, esperamos que os corretores

sejam a maneira pela qual a maioria dos

seguros será vendida no futuro.

Apólice: O que mudou nas vendas

de seguros?

A experiência do cliente está mudando.

Os clientes ainda buscam muito

o atendimento presencial, do corretor,

porque cobrir o risco é uma coisa

complexa, mas eles também estão mais

interessados em utilizar os meios digitais

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john drzik

O Reino Unido é o mais avançado na venda digital

de pequenos seguros comerciais. Os EUA são líder

em investimentos de capital de risco em insurtechs

orientadas para a distribuição digital.

para obter cotações, comprar seguros e

gerenciar suas contas. Isso é uma realidade

especialmente para o seguro de

indivíduo, mas também está se tornando

mais desejado no seguro comercial. Para

responder a essas necessidades, nós da

Marsh estamos introduzindo soluções

como o Certificates-on-Demand, uma

plataforma alimentada pela nossa solução

de blockchain que permite aos nossos

clientes empresariais nos EUA fazerem

o download rápido de documentos do seu

seguro. É uma necessidade particular do

mercado dos EUA - empresas brasileiras

e latino-americanas geralmente não têm

esses requisitos -, mas menciono isso

como um exemplo do que pode ser feito

para digitalizar seguros comerciais.

Apólice: Quais riscos são mais

vendidos por dispositivos eletrônicos?

Embora nossos clientes comerciais

desejem acesso digital a seus seguros -

inclusive em seus smartphones -, ainda

acredito que a maior aplicabilidade para

compra ou gerenciamento de seguros

por meio de computadores ou dispositivos

móveis seja para os consumidores.

É por isso que criamos o Bluestream,

nossa plataforma de corretores digitais

que nos permite ajudar os profissionais a

venderem online seguros relacionados às

suas ofertas. Também ajuda os clientes a

garantirem fornecedores, prestadores de

serviços e parceiros - tudo isso como parte

de sua interface de usuário online. Gostaríamos

de nos associar a alguns negócios

no Brasil para começar a estabelecer essa

capacidade também na América Latina.

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Apólice: Os telefones celulares

são o caminho mais curto para alcançar

o cliente?

Sim, estamos todos conectados o

tempo todo. Se você não está vendendo

por este meio, está perdendo um grande

mercado.

Apólice: Qual país é o mais desenvolvido

em termos de inovações

relacionadas ao mercado de seguros?

Você pode nos contar alguns exemplos

de insurtechs?

Difícil dizer, mas acho que nenhum

país esteja particularmente à frente na

inovação como um todo. Dito isso, alguns

países estão notavelmente à frente

ao usar alguns aspectos da tecnologia de

maneira mais avançada. O Reino Unido

é o mais avançado na venda digital de

pequenos seguros comerciais. Os EUA

são líder em investimentos de capital de

risco em insurtechs orientadas para a

distribuição digital. Em uma recente viagem

à Alemanha, fiquei impressionado

com o grau de uso da Internet das Coisas

no setor manufatureiro. Ao incorporar

sensores nos principais estágios do processo

industrial, algumas organizações

estão chegando a um ponto em que estão

essencialmente reduzindo o risco a uma

quantidade muito pequena. É muito

promissor e é um exemplo de como a

inovação digital está transformando o

gerenciamento de riscos.

Apólice: A corretora convencional

está fadada a desaparecer?

Não, eu não penso assim. O seguro

comercial, especialmente para grandes

organizações, é muito complexo e as

empresas contarão com consultoria de

corretores para gerenciar o processo. Em

tal sistema, um corretor pode trazer um

valor significativo - especialmente se

eles também estão inovando e usando sua

posição exclusiva no meio do fluxo de

distribuição para criar novos produtos

e plataformas que ecoam com as partes

tanto para cima quanto para baixo da

cadeia.

Apólice: Você poderia comparar

o Brasil com outros países em termos de

inovação em seguros?

O Brasil é obviamente um líder

econômico na América Latina e uma

importante economia global. As insurtechs

também estão sendo desenvolvidas

com muita força.

Apólice: É comum as insurtechs

trocarem experiências globalmente?

Eu não acho que as insurtechs estejam

divididas pela geografia ou pela

solução na qual eles estão se concentrando,

mas acho que ainda é muito raro que

todos nos juntemos e troquemos ideias.

Apólice: Como você vê o futuro do

mercado de seguros?

O cenário global de riscos está

mudando rapidamente, com muitos

riscos emergentes para os quais os seguros

podem ser uma solução. Dado o

dinamismo do cenário de risco e todas

as inovações digitais e de produtos,

acho que o mercado de seguros está

muito empolgante agora e tem um futuro

brilhante. No entanto, os seguros

que conhecemos serão alterados para

sempre pela nossa capacidade de mitigar

e prever riscos por meio de tecnologias

avançadas e conectá-los à subscrição de

uma maneira que permita uma cobertura

dinâmica. O fluxo de capital alternativo

de fundos de pensão e outros agentes

do mercado financeiro também está

mudando o panorama tradicional de

seguros. Todos esses desenvolvimentos

apontam para muita inovação no setor

de seguros no futuro.


painel

• ninclusão

Seguradora entrega certificado

de seguros em braile

A Sabemi Seguradora

realizou no último dia 29

de abril, a primeira entrega

de certificado em

braile para segurado. O

cliente Jaime Cremonini

Cavalheiro, aposentado da

Marinha, recebeu o documento do seu seguro contratado

na sede da empresa, em Porto Alegre.

De acordo com o Cavalheiro, existem hoje no Brasil

cerca de 500 mil deficientes visuais e uma atitude como

essa não deve ser única no mercado. “Por isso, agradeço

muito pelo gesto e parabenizo a companhia por esta

ação”, afirmou. O segurado sofreu um acidente há 30

anos, quando em um assalto, no Rio de Janeiro, perdeu

a visão. Atualmente trabalha plantando soja e arroz em

Santa Catarina, construindo sua história sem aceitar os

limites impostos pela deficiência.

Esta foi a primeira vez que a empresa produziu um

certificado de seguros em braile, especificamente para

atender a um cliente deficiente visual e, para o diretor

executivo da empresa, Antonio Carlos Pedrotti, deve

ser um exemplo a ser seguido pelo mercado.

• neducação

Graduação tecnológica

terá curso online

A novidade foi anunciada em maio pela ENS, que já oferecia

a Graduação Tecnológica em Gestão de Seguros na modalidade

presencial, nas capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo. De

acordo com o diretor de Ensino Superior da ENS, Mario Pinto,

esta é mais uma resposta da instituição às demandas de formação

e qualificação dos profissionais de seguros, identificadas junto aos

diversos segmentos

do setor. “O

curso online terá

a mesma estrutura

e excelência do

presencial, só que

com investimento

mais baixo e todas

as facilidades e

conveniências que

só esta modalidade

consegue proporcionar”, antecipa.

Ainda na opinião do diretor, a conquista consolida um

antigo anseio da ENS, de ofertar todo o leque de produtos

educacionais também em plataforma digital. “Já tínhamos na

modalidade online o Curso para Habilitação de Corretores de

Seguros, diversos cursos técnicos, cursos de extensão e MBAs.

Agora preenchemos a lacuna que faltava com a Graduação

Tecnológica”, comemora.

• nevento

21º Congresso: Claudia Leitte fará abertura

A Fenacor confirmou

a principal novidade para

quem for participar do

21º Congresso Brasileiro

dos Corretores de Seguros,

que será realizado

no complexo da Costa do

Sauípe (Bahia), nos dias

10, 11 e 12 de outubro.

A Federação finalizou

o acordo e assinou

contrato com Cláudia

Leite, que fará o show

de abertura do evento, no

dia 10. No dia 11, já está

confirmado um stand up com Rafael Cortez e, logo em seguida,

um show com a cantora Ju Moraes. Para comemorar o “Dia

do Corretor” (12 de outubro), em grande estilo, a Fenacor

contratou um trio elétrico, que fará mini-micareta a cargo da

Banda Araketu. “Além disso, teremos outra surpresa para o

dia 12, podem aguardar”, promete o presidente da Fenacor,

Armando Vergilio.

Além dos shows com artistas que reúnem uma imensa

legião de fás de todas as idades, por todo o Brasil, e das atrações

do local do Congresso, haverá também uma programação

técnica com temas relevantes, como o cenário econômico e

seus reflexos no mercado de seguros e a efetiva participação

do corretor nesse processo. “Vamos debater as alternativas

na distribuição, as insurtechs, plataformas digitais e a venda

por meio remoto, porém com protagonismo do corretor de

seguros, e outros temas relevantes, incluindo a Reforma da

Previdência, o Seguro Saúde e o Mercado Marginal, que

está se espalhando por outros ramos, além da carteira de

automóveis”, adianta o presidente da Fenacor.

A confirmação de presença no evento deve ser feita exclusivamente

através de aquisição de “pacote” pelo site da Fenacor.

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• ncultura

Teatro Adolpho Bloch é reaberto

com patrocínio de seguradora

O espaço do novo Teatro Prudential foi todo reformado e

ocupa o antigo teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro. Há

um ano, Luiz Calainho e Aniela Jordan, sócios da produtora

Aventura, identificaram o potencial do teatro e correram atrás

de um investidor para o naming rights. “Dividindo o sonho,

encontramos a Prudential, que apostou e que acreditou na arte

e na cultura. É um setor que pode gerar dividendos, turismo

e que molda o que somos como indivíduos”, disse Calainho

na inauguração.

Aura Rabelo, vice-presidente de Marketing e Digital da

Prudential, disse que esta é uma forma de agradecer o Brasil

por tudo que conseguiram aqui nos últimos 21 anos. “Temos

muito orgulho de devolver dividendos à sociedade e de proporcionar

a possibilidade de continuidade da vida”. A seguradora

possui uma carteira de 2,4 milhões de vidas seguradas no

corporativo e mais de 450 mil clientes individuais.

Neste ano, a empresa terá participação no Rock n Rio, com

objetivo de falar com o jovem e trazer a sensibilização para a

importância da proteção. “O teatro se junta a estas iniciativas

para devolver o patrimônio e cuidar de nosso legado no país

e no planeta”, alertou Aura.

De acordo com informações dos envolvidos, o investimento

foi de R$ 1,2 milhão, da Aventura, mais R$ 3 milhões

de investimento da Prudential, sendo 60% em lei Rounet.

O contrato tem duração de dois anos, com preferência de

renovação para a seguradora. “Tudo que pudermos fazer para

resgatar o orgulho do carioca de poder viver aqui é o mínimo

para a empresa que tem sede na cidade”, ressaltou a executiva.

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painel

• nconhecimento

Ciclo de palestras para

corretores parceiros

Em maio, Geniomar

Pereira, diretor Comercial

da Lojacorr, deu início

ao Ciclo de Palestras

2019. Com o tema “Gestão

& Cia”, os eventos

itinerantes percorrerão

todo o País. A primeira

unidade a receber a

palestra deste ano será

Florianópolis, no dia 26

de junho. “Com duração

máxima de uma hora, a

apresentação será bem

leve e recheada de cases

vivenciados durante

minha carreira”, relatou Pereira.

“A proposta é diferente do ano anterior, pois queremos

que nossa empresa passe a ter uma visão muito

especial voltada à gestão. Por isso, elaboramos a palestra

Gestão & Cia, que trará dicas preciosas aos profissionais

que constroem a corporação, vindas através de uma

forma estruturada de gestão, que permitirá um desenvolvimento

tanto no âmbito profissional quanto pessoal”,

afirma o diretor.

• nproduto 2

Seguro para bikes: vale a pena adquirir?

Junto com o aumento do uso da bike, o índice de roubo

das magrelas também cresceu. Só no 1º trimestre de 2018, em

relação ao mesmo período do ano anterior, o número de furtos

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• nproduto

Corretores podem oferecer seguro

para festas juninas

A Chubb diz que, a exemplo do carnaval, as festas juninas

estão demandando proteções securitárias de modo crescente

em todo o Brasil. As apólices cobrem riscos como ferimentos

por fogos de artifício, quedas de estruturas retráteis, choques

elétricos, danos corporais por conta de tumultos, intoxicação

com alimentos e bebidas, danos a equipamentos, incêndio e

vários outros episódios que podem ocorrer ao longo de eventos

organizados em recintos abertos e fechados.

“As ameaças presentes

nas festas juninas não são

menores em relação ao carnaval,

pois as festividades

hoje chegam a durar mais

de 30 dias, dentro de uma

programação bastante intensa

de brincadeiras com

diferentes graus de risco”,

diz Juliana Santos, responsável

pela área de Seguros

de Entretenimento da empresa. De acordo com a executiva,

as festas são tradicionalmente organizadas por milhares de

instituições de todo o Brasil, considerando entidades públicas,

associações, empresas, escolas, igrejas e outras.

Como as oportunidades vão surgir até a véspera do período

junino, Juliana destaca que a seguradora dispõe de um sistema

que emite boleto, certificado e apólice em até 24 horas antes

do inicio da montagem do evento.

de bike em São Paulo cresceu 43%, considerando apenas os

números oficiais, ou seja, aqueles em que foram registrados

boletim de ocorrência.

Segundo Daniel Camargo, property underwriter

da Argo Seguros, as vantagens do seguro bike para o

consumidor não é apenas o fato de receber de volta o

valor do produto em caso de sinistro. “Quem adquire

o produto procura a proteção para a bike porque a sua

falta faz diferença na sua rotina”, afirma.

É fundamental garantir que sua bicicleta esteja

segura, para que em caso de furto, por exemplo, você

não acabe saindo no prejuízo. “A chave aqui é conhecer

profundamente não apenas as condições gerais e

específicas, mas saber como cada seguradora regula

o sinistro. Aqui mora o perigo de não ser uma corretora

de nicho, voltada para neste tipo de produto”,

diz Duilly Cicarini, CEO da Velo Seguro, corretora

especializada em seguro bike.


• nbalanço

Sincor-SP divulga ranking das seguradoras 2018

As mais de 70 seguradoras que atuam

no Brasil conseguiram registrar lucro de R$

154,4 bilhões em 2018, uma variação de

7,5% em relação ao ano anterior. Os dados

constam na nova edição do Ranking das

Seguradoras, produzido pelo Sincor-SP.

Segundo o levantamento, que consolida

os dados da Susep e da ANS, as cinco

primeiras colocações pertencem aos grupos Bradesco,

SulAmérica, BB Mapfre, Porto Seguro e Zurich, que somaram

mais de R$ 90 bilhões em prêmios.

“O ranking das seguradoras é bastante aguardado pelo

mercado, porque serve de orientação sobre os caminhos

do setor. Os números atestam a resiliência, o empreendedorismo

e a capacidade de inovação do mercado de

seguros, através da força de trabalho tanto dos seguradores

quanto dos corretores, responsáveis pela produção

e distribuição”, afirma o presidente do

Sincor-SP, Alexandre Camillo.

O ramo de saúde obteve maior faturamento

durante o ano passado, registrando

lucro de R$ 42,5 bilhões e avanço de 9%.

Duas companhias concentram a receita do

segmento, com 78% do total. Os seguros

de pessoas, que englobam vida, acidentes

pessoais, prestamista, educacional, entre outros, vem logo

em seguida, com total de R$ 42 bilhões e crescimento de

9% no período.

O Ranking aponta que o segmento de automóvel, sem

contar o seguro DPVAT, teve aumento de 3% em relação

ao ano anterior, com faturamento de R$ 35,8 bilhões. Já

o ramo de transportes foi o que mais surpreendeu, conseguindo

registrar lucro de R$ 3,6 bilhões em 2018, com

avanço de 14% na comparação com 2017.


painel

• nresultado

Empresa anuncia lucro de US$ 71 mi no primeiro trimestre de 2019

A TransUnion anunciou os resultados financeiros do 1º

trimestre de 2019. A empresa fechou o período com uma receita

de US$ 619 milhões, um crescimento de 15% comparado ao

1T18. O lucro líquido atribuído à companhia foi de US$ 71

milhões no 1T19, comparado aos US$ 73 milhões no mesmo

período de 2018.

O Ebitda ajustado do 1º trimestre foi de US$ 239 milhões,

registrando um aumento de 18% em comparação ao mesmo

período no ano anterior. A margem de Ebitda ajustada foi de

38,3%, contra 37,7% do 1T18.

“A TransUnion entregou mais um trimestre com bons resultados

nesse começo de ano, posicionando-se para um 2019

forte. Continuamos a ver crescimento em todo o portfólio,

impulsionado pela inovação. Nesse trimestre, nossas operações

internacionais entregaram uma performance forte, destacada

pelos resultados da Índia, Canadá, América Latina e Ásia-

-Pacífico em câmbio constante”, afirma Jim Peck, presidente

e CEO da empresa.

• ntecnologia

São Paulo recebe mais um espaço de inovação

A Liberty Mutual, juntamente com

a Liberty Seguros, anunciou o lançamento

da nova unidade do Solaria Labs,

laboratório de inovação da companhia,

em São Paulo. O novo local, além de

iniciar relacionamento com o ecossistema

brasileiro de inovação, vem para

expandir o investimento do laboratório

em novos mercados globais atendendo

às operações na América Latina e Europa

Ocidental.

O Solaria Labs tem uma presença

global, com espaços em Boston, Singapura

e, agora, na capital paulistana, desenvolvendo

soluções para atender às

necessidades de consumidores em um

mundo em constante transformação.

“O mundo está mudando rapidamente

e a forma como as pessoas se

movem, vivem e conduzem seus negócios continua a

evoluir e se transformar. Os consumidores estão procurando

novas maneiras de proteger o que mais importa

para eles, e suas expectativas estão maiores do que

nunca”, afirma Adam L’Italien, diretor do Solaria Labs e

vice-presidente de Inovação e Global Retail Markets da

Liberty Mutual. “O laboratório em São Paulo irá explorar

como essas tendências em evolução moldarão o futuro e

desenvolver soluções para os consumidores na América

Latina e Europa Ocidental”, completa.

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GENTE

China Desk para

América Latina

A Willis Towers Watson contrata Daniel Lau como

diretor executivo do China Desk para a América Latina.

Lau terá forte atuação no desenvolvimento de relacionamento

e novos

negócios com empresas

chinesas que

operam na América

Latina.

O executivo

possui 19 anos de

experiência em estratégia

de mercado

internacional, tendo

assessorado diretamente

os maiores

investimentos realizados

pela China

desde 1999.

Líder em tecnologia

Lucas Húngaro chega à Pitzi para liderar o time de tecnologia

e intensificar a busca por soluções inovadoras de arquitetura

de plataforma. Isso deve tornar a integração entre sistemas ainda

mais eficiente, modular e escalável, além de reforçar o papel da

empresa como um provedor de dados confiável para seus parceiros.

“Vejo que estamos diante de mais um ponto de virada nesses

oito anos de história. Acredito que a tecnologia tem um papel fundamental

nesse momento, garantindo a escala e se tornando um

verdadeiro catalisador de negócios”, analisa o novo lead architect.


GENTE

Evolução com executiva

de RH

Daniela Dall’Acqua é a nova diretora de RH da MetLife

Brasil, posto recém deixado por Andrea Barradas, que foi promovida

para uma posição-chave na área de desenvolvimento

de talentos para a América Latina.

Daniela chega com a missão de continuar a evolução da

companhia no setor, contribuindo com sua sólida formação

e experiência obtida ao longo dos 20 anos em diferentes funções

em Recursos Humanos. A profissional tem também uma

história de liderança de diversos projetos de transformação

cultural, incorporando metodologias de inovação e agilidade

organizacional.

Diretor de e-commerce

e canais digitais

A Regula Sinistros ampliou

sua equipe com a chegada

de Rogério Mesquita,

publicitário com 20 anos de

atuação no mercado segurador,

como novo diretor de E-

-Commerce e Canais Digitais.

“Tenho expertise em Gestão

de Pessoas e Canais Digitais

e estou com um projeto de integração

dos produtos distribuídos

pela Regula, para que

sejam comercializados 100%

online”, afirma Mesquita.

Segundo o CEO da empresa,

Daniel Bortoletto, a Regula é apoiada em conceitos

contemporâneos de gestão e investe em pessoas. “Acreditamos

que para trilhar a rota do sucesso se fazem necessários educadores,

que sejam líderes por conhecimento. Ter o Rogério

como nosso diretor de Canais Eletrônicos é uma conquista

para todos”, declara.

Consultoria recebe reforço

A Moraes Velleda –

consultoria em gestão de

risco para as operações de

toda a cadeia logística –

anuncia a contratação de

seu novo diretor Comercial

e Marketing, Vitor Hugo

Marques, que traz a visão

do mercado segurador para

a atividade de prevenção de

perdas.

“Quase toda minha

carreira atuei em seguradoras,

tendo a visão das

companhias sobre como

aprimorar a gestão de um risco. Também tive muito contato

com corretores de seguros, realizava treinamentos, ajudava os

profissionais a viabilizar seus negócios com a seguradora e tive

uma experiência atuando deste lado do balcão. Trago toda esta

bagagem para agregar à empresa, aproveitando a inteligência

do gerenciamento de riscos para viabilizar a melhor condição

para o cliente final”, afirma Marques.

Executivo de contas

para São Paulo

Ricardo Astorino chega à Affinity para reforçar o

time de São Paulo. O novo executivo de contas tem larga

experiência em turismo e já passou por agências corporativas

como Carlson Wagonlit Travel, Maringá e Alatur.

“Me sinto muito feliz em poder fazer parte desse

time, que conta com alguns dos profissionais que fizeram

e fazem parte da história do ramo de assistência de

viagem no Brasil. Estou ciente dos desafios, mas tenho a

certeza de que com muito trabalho e dedicação, com o

apoio de todos, poderei contribuir com o crescimento

da empresa”, afirma Astorino.

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capa | sancor seguros

Uma construção em

parceria com o corretor

No Brasil há seis

anos, Sancor

Seguros montou

sua operação

multiprodutos

a partir da

necessidade dos

corretores de

seguros e agora

expande negócios

para novas regiões

18

Kelly Lubiato

Na contramão da economia

brasileira e muito superior

aos números do mercado de

seguros nacional, a Sancor

Seguros mostra os resultados do investimento

em locais e produtos mais afastados

do centro das atenções. Em 2018,

a seguradora cresceu cerca de 23% em

relação ao ano anterior, em um momento

no qual o setor avançou aproximadamente

8% (seguros patrimoniais e de

riscos de pessoas). A companhia agora

é multiprodutos, com o predomínio do

seu faturamento oriundo dos seguros de

pessoas, passando também pelos produtos

de automóveis, patrimoniais e rurais.

A operação brasileira foi iniciada em

2013 e, no ano seguinte, em 18 meses,

foram abertas sete sucursais, seis delas

na região Sul. Em 2016 foi a vez do Triângulo

Mineiro receber um escritório,

na cidade de Uberlândia e, em 2018, a

operação foi estendida para o Centro

Oeste, avançando para o Mato Grosso

do Sul e, em seguida, para o interior do

estado de São Paulo (São José do Rio

Preto, Marília, Ribeirão Preto e Bauru).

Excetuando-se os serviços financeiros

do seu banco na Argentina e o ramo de

Acidentes de Trabalho, a unidade brasileira

da Sancor Seguros representa 12%

do faturamento de todo o Grupo Sancor

Seguros, que além da Argentina possui

unidades também no Paraguai e Uruguai.

Início pelo interior

A estratégia de começar a operação

da companhia de seguros pelo interior

tem sua razão de ser. De acordo com

Leandro Poretti, diretor Geral, nestas


“Estamos seguindo em

uma linha estratégica

de agregar valor ao

serviço que entregamos.

Não vendemos seguro,

vendemos proteção”

Leandro Poretti

localidades os corretores de seguros

ainda sentem falta do relacionamento

interpessoal mais próximo, com a possibilidade

de troca maior de informações.

Desta forma é possível investir na criação

conjunta de produtos que realmente

atendam às expectativas dos corretores e

segurados. “Temos um viés de customização

para microrregiões. A única maneira

de colocar isso em prática é através

das parcerias, o que agrega muito mais

valor aos produtos que comercializamos”,

aponta o diretor Geral. Ele adianta que

a expectativa da empresa é continuar

atuando no interior enquanto se aproxima

dos grandes centros.

A estratégia para o início das operações

brasileiras foi parecida com a história

da seguradora na matriz argentina,

que remete à produção rural e ao cooperativismo.

Após a instalação de um

escritório no Brasil, a empresa identificou

algumas oportunidades, principalmente

porque o setor agropecuário não

era explorado em sua totalidade, com a

demanda concentrada em apenas uma

seguradora. Dessa maneira, trazendo

sua expertise em seguros rurais obtida

nos demais países onde atua, a Sancor

Seguros obteve destacado crescimento,

alcançando o topo das maiores seguradoras

a operarem nesse ramo.

“Nossa estratégia foi iniciar próximos

de onde estavam nossos parceiros

corretores de seguros e nossos segurados,

os produtores rurais, por isso a escolha

de Maringá, no Paraná, para receber a

sede da empresa, uma região que se destaca

por ser lar de grandes cooperativas

agroindustriais, explica Poretti. “Quando

se fala em customização de produtos,

estas cooperativas têm papel muito

importante, porque garantem o crédito

de pré-custeio de aproximadamente 45

cooperativas de todo o Brasil, comenta.

Além de possuir uma estrutura e

equipe exclusiva para os produtos rurais,

o sucesso no ramo de agronegócios se

deve também ao estabelecimento de

grandes parcerias com cooperativas

financeiras, como o Sicredi e o Sicoob.

A seguradora possui parcerias com

corretores de todas as regiões do país, e

uma rede para atendimento de sinistros

formada por uma equipe de mais de

300 engenheiros agrônomos em todo

o Brasil.

Jeito diferente

Os altos investimentos em tecnologia,

a digitalização de processos e o

enxugamento das despesas administrativas

em algumas empresas do mercado

mostraram uma nova realidade,

de relacionamento interpessoal mais

distante. Foi justamente na contramão

deste conceito, sem deixar de lado a

tecnologia dos processos, que a Sancor

Seguros optou por ocupar espaço. “As

seguradoras acabaram se modernizando

muito e se tornando muito impessoais

em suas relações. Nós queremos personalizar

os produtos e entender os

motivos que despertam as necessidades

dos clientes”, avalia Rosimario Pacheco,

Superintendente Comercial, responsável

pelo atendimento aos cerca de dois mil

corretores cadastrados na seguradora.

Esta prática, de conversar com as pessoas,

ajuda a desenvolver produtos com

itens parametrizados, que eventualmente

podem ser customizados de acordo com

as solicitações dos corretores.

A estratégia da empresa, segundo

Pacheco, foi montar um Clube de Corretores,

grupo que reúne mensalmente

profissionais na matriz da companhia no

Norte do Paraná com toda a diretoria da

Sancor, além dos superintendentes e gerentes.

“Com isso, realizamos adequações

19


sancor seguros

constantes de produtos, para que sejam

moldados pelas (e para) necessidades dos

segurados”. Os exemplos de mudanças

vão desde coisas mais simples, como alterações

na forma de pagamento, até trocas

nas condições gerais, que precisam ser

submetidas à Susep. “Tudo é registrado

em ata, mapeado e reportado aos corretores,

para que eles vejam que suas opiniões

são levadas a sério”, ressalta Pacheco.

Seguros de pessoas

Se no princípio as atividades da Sancor

foram concentradas nos produtos de

seguros rurais, hoje a nova realidade é a

diversificação. Os seguros de automóveis

estão crescendo na companhia, atendendo

clientes de vários grupos econômicos.

A companhia alcançou no último

ano cerca de 80% de crescimento de

seguros para pessoas, uma proporção

que a concedeu premiações por tal feito,

❙❙Rosimario Pacheco

em um mercado que apesar das boas

perspectivas cresceu pouco mais de dois

dígitos. Vale pontuar que já no primeiro

quadrimestre de 2019 a Sancor Seguros

superou a média de crescimento de todo

o último ano. “Esta é uma carteira que

chama a atenção do mercado e ela cresceu

porque os corretores passaram a ver

neste ramo a possibilidade de trazer novas

contas de pessoas em grupo para a nossa

casa”, comemora Pacheco. Os seguros

de pessoas PME´s já foram atualizados e

estão disponíveis no Portal do Corretor.

“Nos últimos dois anos crescemos

mais de 100% nos seguros de pessoas.

Contratamos uma equipe atuarial com

grande conhecimento de notas técnicas

desta carteira, aprovamos os produtos na

Susep e colocamos a equipe comercial

e especialistas na rua”, conta Leandro

Poretti. Estas ações possibilitaram a

criação de produtos aderentes tanto ao

cliente quanto ao corretor. A grande novidade

da companhia é o seguro viagem,

produto que está sendo comercializado

por 12 mil agentes de viagens, através

de uma corretora de seguros. O produto

História

Há 74 anos, em Sunchales na província de Santa Fé,

na Argentina, a Sancor Seguros foi criada para atender as

necessidades dos produtores agropecuários locais. A região

representa o maior centro leiteiro de toda a América Latina,

e é considerada a Capital do Cooperativismo naquele país.

Com alguns anos de atuação, a companhia expandiu seus

produtos para outros ramos.

Em 1995, após um decreto presidencial, houve a privatização

dos seguros de acidentes do trabalho, ramo no

qual a companhia passou a atuar juntamente com outras 13

seguradoras privadas. A Sancor Seguros é a maior operadora

deste mercado, detendo 20% de market share no seu país

de origem.

Vale ressaltar que a Argentina é um país com

44 milhões de habitantes e uma economia

instável há alguns anos. 11% de todo o mercado de seguros

é a fatia da seguradora em sua terra natal.

Em 2002, a empresa iniciou seu processo de expansão

internacional, tendo em vista que o mercado argentino já

estava consolidado. Em 2006 foi aberta a filial no Uruguai,

seguida em 2008 pela unidade de negócios no Paraguai.

Nos dois países ela ocupa a 5a. colocação nos rankings

do setor. No Brasil, a chegada aconteceu em 2008, com

a instalação de um escritório de pesquisa e avaliação de

mercado.

20


❙❙Rafael Leonel

foi desenvolvido com a empresa de assistência

colombiana WTA. Ele é uma

nova opção de produto para os brasileiros

que viajam dentro e fora do País e tem

se somado aos números de crescimento

de seguros de pessoas da companhia.

“Em se tratando de seguros de

pessoas, nosso crescimento é baseado

em três pilares: eficiência operacional,

como a emissão em dia, cotador fácil,

pagamento ágil de indenizações; além

do relacionamento comercial, com um

time qualificado que oferece a melhor

assessoria ao corretor; e rentabilidade

maior para os nossos parceiros corretores”,

destaca Rafael Leonel, gerente

Comercial Nacional de Seguros de

Pessoas da Sancor Seguros. Além

disso, ele aponta outras vantagens da

comercialização dos produtos de pessoas,

como as campanhas de incentivo

Desafie-se+, que pontuam em todas as

parcelas da apólice.

“Temos também acordos comerciais,

de remuneração variável e parcerias

para alavancar os ganhos, além de

estarmos sempre em busca da excelência

do atendimento”, enumera Leonel.

Neste ano, a seguradora fará uma

reformulação completa da carteira de

pessoas individual, que hoje é voltada

para produtos simplificados. “A partir

do segundo semestre, vamos operar com

capitais mais elevados, com processos

mais automatizados, com telesubscrição

e outros caminhos mais ágeis para

facilitar a venda do corretor”, adianta

Leonel.

A Sancor Seguros tem aumentado

também sua carteira de seguros patrimoniais,

que cresce a taxas de 60% ao

mês, com a fundamental participação

dos corretores, que comercializam produtos

de seguro residencial, empresarial

e condomínio.

Enio Fukai, diretor de Operações da

companhia, explica que alguns processos

são fundamentais para garantir os bons

resultados, tanto em Pessoas como em

Patrimonial, o que se reflete em resultados

financeiros e de avaliação do atendimento.

“Temos um olhar especial para a subscrição,

porque ela determina a qualidade do

risco e o consequente resultado da carteira”.

Ele continua: “além disso, a boa análise

prévia é fundamental para que o sinistro

seja bem regulado, com rapidez, pois ele

é a tangibilização do contrato de seguro”.

Leandro Poretti ressalta que o bom funcionamento

da área de Operações reflete

também em bons índices de satisfação dos

clientes. “Temos muitas oportunidades de

crescimento no Brasil. Quando olhamos

para indicadores como do Reclame Aqui,

por exemplo, estamos entre as seguradoras

com melhores índices de satisfação dos

clientes, com atendimento de 100% das

reclamações, com um índice de solução de

quase 90%, e com altos índice de voltaria

a fazer negócios." Dentro da pesquisa de

sinistros com usuários finais, que fazemos

no seguro de automóveis, estamos com

nota 4,7, numa escala que vai até 5, na qual

consultamos a satisfação com cada etapa

deste processo”, esclarece o diretor Geral.

Tecnologia e inovação

Poretti avalia ainda que atualmente

as empresas devem se adequar a um modelo

de elaboração de produtos ágil, para

colocá-los na rua o mais rapidamente

possível. “Todas as empresas de serviços

utilizam o conceito de Mínimo Produto

Viável, para iniciar a prototipagem.

Depois começam a aperfeiçoar e têm o

produto perfeito ao final de um ano. Para

encontrar o ponto ideal, é preciso ouvir

o cliente”, comenta.

Para manter o negócio sustentável,

Poretti acredita que a companhia deve

agregar serviços à proteção, com o

objetivo de facilitar a produtividade do

seu cliente no dia a dia. “Por exemplo,

A voz do corretor

“A Sancor é uma companhia voltada

para o cliente, facilitando, desta forma,

as negociações e o acesso a seu corpo

diretivo. Todos estão dispostos a entender

e atender as demandas de nossos

parceiros corretores, desde o analista até

o CEO da empresa.

Como qualquer outra empresa, há

processos a melhorar, principalmente

quando entramos em novos mercados

e outras regiões. Mas o que os diferencia

atualmente no mercado é a humildade

em ouvir as demandas dos corretores

e clientes e atendê-los, sempre que

possível e alinhado com sua estratégia

de negócios.

O corretor pode confiar na Sancor

como uma empresa que veio para crescer

e fincar raízes em nosso País, sendo

uma excelente opção para os negócios

de seguro de pessoas.”

Renata Ferraz,

sócia da PR7 Consultoria

em agronegócio, como posso ajudar o

segurado rural a gerenciar e cuidar do seu

patrimônio? Desenvolvemos uma plataforma

de controle satelital meteorológico,

para fornecer informações imediatas por

meio de uma ferramenta digital, de como

está indo a curva do crescimento do seu

plantio, se pode estar sofrendo algum

problema de pragas, de doenças etc,

identificada por alguma mancha na massa

verde. Isso é nosso compromisso: aportar

à economia brasileira e aos nossos consumidores

serviços de valor para que eles

sejam mais produtivos”, garante o diretor.

Além disso, é preciso disponibilizar

ferramentas para o corretor de seguros

possa ter mais agilidade. Rafael Leonel

conta que a Sancor entrou em todas as

linhas de negócios de pessoas: prestamista,

seguro corporativo PME e

grandes contas. “Lançamos o cotador

online, que é o que o corretor precisa

para atuar no PME. Prático e rápido, em

poucos minutos oferece a cotação para

o cliente. Com menos tempo ainda ele

consegue transmitir estas propostas”,

completa Leonel.

21


tecnologia | riscos cibernéticos

Ameaças cibernéticas:

a globalização do risco

Na era digital, dados de pessoas e empresas

circulam expostos a novas e amplas

possibilidades de crimes e o seguro para este

nicho deve crescer exponencialmente

Crimes cibernéticos já passaram

da ficção e hoje são mais reais

do que nunca. O risco está em

todo lugar, cercando empresas

e pessoas. A todo tempo há bandidos

tentando roubar dados eletrônicos, desde

golpes enviados por emails, que podem

ser dos mais amadores, com informações

absurdas e crassos erros de português,

aos profissionais, capazes de enganar os

mais preparados.

Thaís Ruco

No Brasil, este é um assunto cada

vez mais discutido, visto que o País

está na mira de hackers que podem

causar enormes prejuízos. O Relatório

de Ameaças à Segurança na Internet, da

empresa de segurança digital Symantec,

mostra que o Brasil é o sétimo país

que mais gerou ciberataques no mundo

em 2017. O estudo de 2018 da Norton

Security Report revela que 46% dos

brasileiros entrevistados (entre 16 mil

pessoas no mundo) sofreram algum tipo

de dano ligado a ataques hackers no

ano anterior; 71% deles acreditam que

podem ser vítimas de algum crime nas

redes ao longo deste ano.

Segundo o corretor de seguros especialista

em riscos cibernéticos, Claudio

Macedo Pinto, esta apólice está para as

empresas como o plano de saúde está

para as pessoas – mais cedo ou mais tarde

terão algum problema e precisarão usar.

“A exposição ao risco virtual é muito

maior. Se você vai a um prédio e deixa

sua foto e seu RG, existe a possibilidade

de um hacker atacar o sistema de segurança

do prédio e roubar esses dados.

A dimensão do ataque também é muito

maior do que um risco tangível, pois

você pode ser roubado por alguém que

está em seu próprio bairro ou do outro

22


❙❙

Tiago Lino, da AIG

lado do mundo”, aponta. Sua empresa,

a Clamapi Corretora de Seguros, atua

somente no incipiente ramo, por acreditar

nas perspectivas de crescimento e

já atende muitas empresas preocupadas

com este risco.

Existem variadas formas de ameaças,

tanto internas como externas. “As internas,

por exemplo, podem ser resultantes

de atos dolosos e/ou negligentes de funcionários.

Já as ameaças externas são baseadas

em ações de terceiros que tentam

invadir sistemas para obter informações

ou paralisar as operações das empresas”,

afirma Tiago Lino, especialista em Riscos

Cibernéticos da AIG Seguros. Segundo

ele, tem sido cada vez mais frequente

também o aumento das extorsões cibernéticas

por meio do que é chamado de

“ransonware”, em que o hacker restringe

o acesso às informações ou ao sistema

infectado, cobrando um “resgate” para o

restabelecimento do sistema ou devolução

das informações “sequestradas”.

Outro perfil dos ataques maliciosos

são os realizados por grupos politicamente

motivados, o que são chamados

de hacktivistas e cyber terroristas. “Estes

buscam causar ruptura na realização das

atividades das empresas e usam a tecnologia

para criar problemas em que sistemas

ficam indisponíveis e, consequentemente,

há uma perda financeira direta à empresa,

assim como danos à reputação e possíveis

danos físicos”, explica Marta Schuh, líder

de Cyber da Marsh Brasil.

Segundo a especialista, as principais

consequências de um incidente a uma

empresa vão de prejuízos relacionados

aos custos de restaurar/reconstruir sistemas

e bancos de dados, custos com

notificação a indivíduos, honorários advocatícios,

consultorias, danos à reputação

da empresa e perda direta de receita.

“Recentemente houve uma empresa que

teve inclusive sua nota de crédito rebaixada

pela Moodys diante do impacto de

um incidente”.

Por mais que seja oriundo deste

meio, o risco cibernético não pode ser reduzido

a uma preocupação exclusivamente

de tecnologia. “Devemos entendê-lo

como um problema que envolve pessoas,

cultura, processos, dados, identidades e

ambiente físico. Resiliência cibernética

requer apoio das áreas de negócios e dos

executivos da empresa”, afirma Fernando

Saccon, Head of Financial Lines da

Zurich Seguros. “A revolução digital e

a transformação nos negócios requerem

disciplina de gestão de riscos, já que

gerenciar o risco é imperativo para a

continuidade dos negócios”.

1) Questões de responsabilidade

civil perante as pessoas afetadas

(clientes ou funcionários, enfim,

terceiros) ou instituições que os representem

por conta da vazamento

indevido de seus dados pessoais,

tendo como exemplos os custos de

ação civil, coletivas ou individuais, incluindo

os honorários dos advogados

para a defesa da instituição e prejuízos

financeiros causados às pessoas

afetadas, inclusive de danos morais;

2) Também possibilita o pagamento

de custos, encargos, honorários

e despesas para ajudar os segurados

a lidarem com a crise causada

por esse vazamento de dados. Nesses

casos, há a necessidade de contratação

de especialistas para determinar

a extensão desse dano em aspectos

contábeis ou técnicos de TI, de planejar

uma campanha na mídia, a fim

de minimizar os efeitos negativos à

reputação da instituição. Abrange

coberturas do próprio segurado, ou

❙❙Claudio Macedo Pinto, da Clamapi

Criminosos da internet

Diferentemente das pessoas que têm

a intenção de fraudar uma seguradora,

o criminoso virtual tem a intenção de

tirar proveito do alvo direto do ataque

(a empresa ou governo atacado), obtendo

dados ou acesso privilegiado.

seja, danos suportados por ele mesmo,

que são adicionais às coberturas

de responsabilidade civil do item anterior.

No exemplo, já que ocorreram

vazamentos de dados pessoais, pode

ser necessário o monitoramento de

crédito de pessoas físicas afetadas

e até uma notificação formal a cada

indivíduo envolvido nesse evento.

Alguns dos custos que o segurado

poderia incorrer:

- Custos para determinar a extensão

do dano (como investigação

forense, TI ou contabilidade);

- Custos com campanha de Relações

Públicas;

- Custos de monitoria de crédito

de pessoas físicas afetadas, tanto

clientes quanto não clientes;

- Custos para notificar as pessoas

físicas afetadas, autoridades nacionais

e/ou as agências reguladoras;

- Honorários de especialista em

extorsão para suportar a tomada de

decisão.

23

A apólice de riscos cibernéticos

atua basicamente em duas frentes:


iscos cibernéticos

❙❙Fernando Saccon, da Zurich Seguros

“Quando falamos de crime, é possível

encontrar sofisticadas organizações

criminosas atuando nesse meio ou mesmo

indivíduos oportunistas, mas com

grande conhecimento técnico para que

possam navegar com facilidade e romper

as barreiras necessárias para efetivação

de suas ações”, diz Fernando Saccon,

da Zurich. Contudo, ele ressalta que

outras ameaças também estão presentes,

podendo elas serem maliciosas (ex. crime

organizado, hacktivismo etc) e não

maliciosas (ex. erros humanos, falta de

gestão adequada na guarda de dados etc).

Mundialmente, os crimes cibernéticos

já estão quase do tamanho do mercado

de drogas, de acordo com o corretor

de seguros Claudio Macedo Pinto. “Soma

alguns bilhões de dólares ao ano e a previsão

é chegar a dois trilhões de dólares

em 2030”, revela. “Os bandidos começam

a perceber que é mais fácil estar em uma

sala com ar condicionado do que sair

na rua armado, drogado, correndo risco

de tomar um tiro. Recentemente, houve

uma notícia de que a polícia prendeu

uma célula do PCC focada no ataque a

criptomoedas”, conta.

Setores para atuação

do corretor

A maioria das indústrias tornou-se

dependente da tecnologia e de uso de

dados. Por um lado, isso representa uma

oportunidade para melhorar a eficiência

e a lucratividade. Por outro, traz consigo

uma série de riscos emergentes. Nem

todas as empresas enfrentam as mesmas

❙❙Marta Schuh, da Marsh Brasil

ameaças de riscos cibernéticos, mas

todas estão sujeitas a prejuízos diante de

uma violação.

“Se sua empresa captura ou armazena

dados de clientes, funcionários e

fornecedores, você possui risco cibernético”,

declara Marta Schuh, da Marsh

Brasil. Segundo ela, os dados que geralmente

são alvo de um ataque cibernético

são informações pessoalmente

identificáveis ​de funcionários ou clientes,

Sinistros recentes

Alguns exemplos de sinistros,

divulgados amplamente pela mídia,

foram registrados nos últimos anos.

A Netshoes, empresa de e-commerce

no Brasil, teve exposição de

dados pessoais de clientes. Nesse caso,

mesmo antes da aprovação da nova Lei

Geral de Proteção de Dados, o Ministério

Público do Distrito Federal foi bastante

atuante. A informação divulgada na mídia

foi de que a empresa fez um acordo

com o Ministério Público para notificar,

por meio de contato telefônico, todas

as pessoas que foram atingidas pelo vazamento,

que era um número próximo

a 2 milhões de clientes. Além disso, foi

fechado um acordo extrajudicial com o

Ministério Público para evitar uma ação

coletiva, no valor de R$ 500 mil como

indenização por danos morais. Tanto os

custos com a Notificação, como a contratação

de um Call Center para efetuar

todas as ligações e a indenização por

danos morais acordada com o Ministério

Público, poderiam ser passíveis de

cobertura. Além disso, todas as custas

com a investigação, contratação de

peritos técnicos, forenses, advogados e

também contratação de um profissional

de Relações Públicas para gerenciar a

crise de imagem da empresa poderiam

ser amparadas na apólice.

Outro caso recente foi de uma

montadora que, após detectar invasão

aos sistemas na Europa, suspendeu as

atividades da fábrica na França e acabou

afetando a operação no Brasil. Este

ataque poderia paralisar a operação

inteira da empresa, ocasionando assim

Lucros Cessantes por todo período da

paralisação, além dos custos com todos

os profissionais citados acima.

Uma situação que não estaria

amparada pelo seguro de Riscos Cibernéticos,

hoje, são os danos corporais e

materiais causados por ataque cibernético.

Um exemplo

disso é o caso do

Stuxnet, famoso vírus

de computador

descoberto em 2010 e que foi projetado

especificamente para atacar o sistema

operacional usado para controlar as

centrífugas de enriquecimento de urânio

iranianas, fazendo com que estas

centrífugas girassem fora do controle.

O vírus não chegou a causar nenhum

nado, mas tinha potencial para destruir

máquinas fisicamente ou até provocar

um desastre nuclear.

Nos Estados Unidos, a loja de departamentos

Target sofreu um ataque

cibernético que causou vazamento

dos dados de 47 milhões de cartões de

crédito de clientes. Somente para a reemissão

dos cartões foram gastos USD

19 milhões. Este, felizmente, num país

com a conscientização do seguro mais

avançada, contava com a proteção.

24


❙❙Caroline Ayub, da Tokio Marine

informações confidenciais de outros negócios

compartilhados sob um contrato

de confidencialidade ou dados confidenciais

da própria empresa, como segredos

comerciais, protocolos de negócios ou

lista de clientes. “O conteúdo de mídia

publicado no ciberespaço também cai no

escopo e pode resultar em alegações de

difamação ou infração de propriedade

intelectual”.

De acordo com a pesquisa “Segurança

Cibernética”, realizada em

2015 pela Federação das Indústrias do

Estado de São Paulo (Fiesp), 59% dos

ataques cibernéticos registrados no Brasil

visam as finanças da empresa, sendo

que mais de 60% ocorrem em indústrias

de pequeno e médio porte, menos preparadas

para impedir as fraudes. “Esse

dado reforça o potencial a ser explorado

dentro desse mercado e, principalmente,

o trabalho de conscientização a ser

feito para destacar com esse público a

importância de estar protegido”, analisa

Caroline Ayub, gerente de Garantia e

Linhas Financeiras da Tokio Marine.

Para Claudio Macedo Pinto, da

Clamapi Corretora de Seguros, existem

alguns setores mais expostos, como bancos,

mercado financeiro e empresas de

tecnologias. “Temos falado com muitos

bancos mas, da padaria à Petrobrás, todo

mundo está exposto”. Macedo afirma

que “Quanto mais corretores tivermos

no ramo, será melhor para todo mundo.

A carteira precisa crescer, pois hoje está

muito pequena e qualquer sinistro pode

causar problema para a seguradora.

Estima-se que haja apenas 200 apólices

no Brasil e a possibilidade de emitir

milhares nos próximos anos. Mas é

preciso se preparar, entender um pouco

de leis e de tecnologia para convencer

o cliente”. Segundo ele, para quem

decidir apostar, a rentabilidade é boa.

“O comissionamento segue os moldes

do automóvel, e também é uma apólice

renovável anualmente. Com o diferencial

do enorme campo para fechamento

de negócios”.

Evolução da cultura

No Brasil existe grande desafio de

trabalhar a cultura do seguro e isso fica

ainda mais forte quando se trata de um

novo produto, voltado para um nicho tão

específico. “Antes, este tipo de risco era

visto como uma ameaça somente no

exterior, mas nos últimos anos o Brasil

entrou na mira desses ataques e cada dia

aumentam os casos de cyber extorsão,

fazendo assim com que as empresas

fiquem mais atentas para a segurança

de suas informações”, afirma Caroline

Ayub, da Tokio Marine. “Somos o

segundo país com o maior número de

crimes cibernéticos no mundo e fazer a

aquisição do seguro cibernético pode ser

um exercício de auditoria de processos

para algumas empresas. Identificar suas

exposições e o impacto comercial pode

demonstrar o valor do seguro cibernético

de maneira positiva”.

As leis de proteção de dados já em

vigor nos Estados Unidos e Europa, e a

brasileira, que passará a vigorar em 2020,

estão deixando os empresários brasileiros

em alerta e cada vez mais cientes da

importância do seguro de riscos cibernéticos.

“Notamos que a procura pelo

seguro que cobre vazamentos de dados e

ataques hackers mais que dobrou desde o

segundo semestre de 2018, quando a Lei

Geral de Proteção de Dados foi sancionada

no Brasil”, afirma Tiago Lino.

Para Fernando Saccon, da Zurich,

as regulamentações também impulsionam

as empresas a buscar gerir de

maneira mais eficiente essa questão,

buscando conhecimento e proteções

que julgarem adequadas para seus negócios,

já que o descumprimento pode

gerar significativas perdas financeiras

às empresas.

SOM.US ONLINE APRESENTA

NOVIDADES E MELHORIAS NO

ATENDIMENTO AO CORRETOR

O Som.us online, ferramenta de gestão

de atendimento a corretores de seguros

da Som.us Assessoria, completa um ano

e, desde que foi implementado, passa por

vários processos de melhorias. Ao todo, já

foram registrados mais de 24 mil atendimentos

e mais da metade foram solucionados

em menos de 24hs. “Nossos clientes

possuem perfil variado e com necessidade

de urgência. Essas ações permitem priorizar

corretamente as solicitações, garantindo

um retorno eficiente aos nossos corretores”,

afirma Luciano Scatamacchia, COO

da Som.us Brasil.

A nova versão da ferramenta permite

o acompanhamento da performance de

atendimento em tempo real, apresenta

indicadores de espera, tempo médio de

cada ligação, o melhor horário para ligar,

taxa de abandono e quando o problema foi

solucionado. “Esses indicadores auxiliam a

empresa a ser mais proativa, entregando

uma experiência melhor e mais assertiva”,

explica Diovanni Simim, Diretor do Som.us

Online. Além do investimento em tecnologia,

a empresa investiu na capacitação da

equipe visando a formação técnica, pessoal

e comportamental, para melhor atender às

demandas da rede.

Com atuação junto a diversas seguradoras,

todas as ações visaram adequar-se

às particularidades sistêmicas e processuais

de cada uma. “Nossa central técnica possui

equipes diferenciadas para atendimento

das companhias e uma liderança familiarizada

com o atendimento a corretores e

processos do mercado securitário. Assim,

tornamos o atendimento ao corretor ainda

mais ágil e eficaz”, conclui Simim.


tecnologia | Lgpd

Lei Geral de Proteção

de Dados: avanços para

o setor de seguros

Com as mudanças trazidas pela nova lei, as empresas devem

ser mais transparentes sobre as informações de seus clientes e

incluir medidas protecionais atualizadas na gestão

Thaís Ruco

26


A

globalização e a informatização

das empresas gerou

um aumento significativo

de dados em circulação na

internet que, por mais que existam

programas antivírus e outras proteções,

estão expostas a ataques cibernéticos

que podem causar grandes danos. Neste

cenário, os seguros de diversos ramos

que previam como risco excluído os

ataques cibernéticos deram espaço a

um novo ramo a ser comercializado: o

seguro contra riscos cibernéticos. Com o

desenvolvimento da plataforma virtual,

tanto como fonte de venda, quanto de

informatização das empresas, até mesmo

os estabelecimentos de médio e de pequeno

portes começaram a sofrer ataques

cibernéticos pela falta de segurança de

seus sistemas.

Em razão do crescimento exponencial

do risco, houve a necessidade de uma legislação

que regulamentasse e sancionasse

as empresas em razão do mau tratamento

de dados. A Lei Geral de Proteção de

Dados, Lei 13.709/2.018, conhecida também

como LGPD, entrará em vigor em

agosto de 2020 e determina que qualquer

informação relacionada a pessoa natural

identificada ou identificável é considerada

dado pessoal e toda operação realizada

com dados pessoais, sensíveis e/ou pseudonomizados,

considerada “tratamento de

dados” (Artigo 5º, inciso I e X).

Segundo a advogada especialista

em direito securitário e do consumidor

Luciana Paola Mussa, isso significa que

a empresa que coleta, produz, recebe,

classifica, utiliza, acessa, reproduz,

transmite, distribui, processa, arquiva,

armazena, elimina, avalia ou controla

informação, modificação, comunicação,

transferência, difusão ou extração está

“tratando dados” nos termos da Lei.

“Considerando o alcance da Lei, uma

farmácia de pequeno porte, padaria,

até mesmo pizzaria que realize vendas

‘online’ e possua um sistema de cadastro

de clientes operando na internet tem o

dever de garantir a proteção dos dados

que possui, como, por exemplo, nome,

endereço e dados bancários utilizados

no pagamento”, alega.

Em razão do dever de preservar dados,

imposto pela Lei 13.709, toda empresa

de direito público ou privado que tratar

dados tem também o dever de reparação

civil caso, no exercício de atividade de

tratamento de dados, tal manipulação

causar a outrem dano patrimonial, moral,

individual ou coletivo, nos termos do

Artigo 42 da Lei 13.709 de 2.018. “Art.

42. O controlador ou o operador que, em

razão do exercício de atividade de tratamento

de dados pessoais, causar a outrem

dano patrimonial, moral, individual ou

coletivo, em violação à legislação de

proteção de dados pessoais, é obrigado

a repará-lo”.

Além da reparação civil, a Lei prevê

a aplicação de sanções administrativas.

❙❙Luciana Paola Mussa, advogada

27

“As sanções impostas pela Lei, descritas

no Artigo 52, variam conforme a infração

e são listadas como advertência, multa

simples (de até 2% do faturamento da

empresa, limitado a R$ 50.000.000,00

por infração), multa diária, além de publicidade

da infração, bloqueio e eliminação

dos dados que se refere a invasão”,

explica a advogada Luciana.

Novidades trazidas pela Lei

Uma das maiores inovações da LGPD

está na obrigação das empresas adequarem

suas atividades que envolvem coleta,

uso, armazenamento, e compartilhamento

de dados pessoais, até agosto de 2020, sob

pena de, não o fazendo, poderem sofrer

sanções por parte da futura Autoridade

Nacional de Proteção de Dados. “A

LGPD vem principalmente para aumentar

o controle sobre os dados de usuários

que hoje são utilizados de forma muito

irresponsável. Agora, além de o usuário

ter que autorizar o uso de seus dados, ele

deverá também saber qual a finalidade de

uso desses dados”, alega Mariana Ortiz,

Financial Lines, Cyber & Liability Manager

na Generali Brasil Seguros.

Outro ponto interessante é que a

partir da agora, o controlador dos dados

será obrigado a comunicar à autoridade

nacional, e ao titular dos dados, a ocorrência

de incidente de segurança que

poderá acarretar riscos ou danos aos seus

titulares. “Isso até hoje não é feito por

nenhuma empresa brasileira e pode ser

um grande passo para a conscientização

da população e das empresas”, analisa

Mariana. “Também chama atenção que


Lgpd

❙❙Mariana Ortiz, da Generali Brasil

as empresas responsáveis por tratamentos

de dados deverão nomear um

‘Encarregado de Proteção de Dados’,

que terá dentre as suas atribuições

aceitar reclamações e comunicações dos

titulares dos dados, bem como receber

comunicações da autoridade nacional e

adotar providências”, pontua.

Pela LGPD, o titular passa a ter uma

série de direitos sobre os seus dados, que

serão tratados como bens tangíveis. Terão

garantidos informação, acesso, privacidade,

possibilidade de cancelamento,

portabilidade, retificação, e revogação

do consentimento para uso dos dados.

“Como principais direitos, podemos

citar o direito de acesso facilitado às

informações sobre o tratamento de

seus dados, além dos direitos de confirmação

da existência de tratamento de

dados, acesso, correção, anonimização,

bloqueio, eliminação, e portabilidade

de dados, informações sobre o eventual

compartilhamento de seus dados, informações

sobre a possibilidade de negar

consentimento e as consequências, além

do direito de revogar o seu consentimento

dado anteriormente, entre outros”, explica

Marcos Bruno, advogado sócio do escritório

Opice Blum.

De acordo com Bruno, há intenso

esforço de boa parte das empresas brasileiras

para adequação de suas atividades

à LGPD. “Esse esforço engloba mapear

todos os processos da companhia que

envolvem dados pessoais, criar uma estrutura

interna de governança relacionada

à proteção de dados, adequar contratos e

políticas de privacidade, adotar medidas

28

para permitir que titulares exerçam seus

direitos relacionados aos dados pessoais

perante a empresa, além da necessidade

de treinar os colaboradores quanto a essa

nova era de proteção de dados que se

inicia”, relata.

Mariana Ortiz, da Generali, conta

que as empresas estão se readequando

em todas as áreas. “Não é um trabalho de

um único indivíduo. São aplicadas novas

políticas aos usuários internos e externos,

investimento em treinamentos, segurança

da informação, inserção de cláusulas em

contratos que preveem responsabilidades

sobre o uso de dados e contratação de

seguros de riscos cibernéticos, além de outras

medidas requeridas pelas legislações”.

Para a executiva, no que diz respeito

às mudanças nas seguradoras, as responsabilidades

não serão diferentes em relação

aos outros tipos de indústrias. “Muito

pelo contrário, nossa responsabilidade é

ainda maior, já que sobre nós recai mais

de uma normativa. Em termos de negócios,

especificamente sobre o seguro de

riscos cibernéticos, as seguradoras terão

que se adequar para atenderem os segurados

de forma imediata, satisfatória e com

profissionais capacitados a atenderem

esse tipo de demanda”, aponta.

Impactos nos seguros

Para o mercado de seguros, a LGPD

representa uma oportunidade de negócios,

sobretudo para a oferta de produtos

que cubram “riscos cibernéticos”, que

visam transferir riscos associados ao

tratamento de dados pessoais. “Tanto a

Lei Geral de Proteção de Dados quanto

a “General Data Protection Regulation

(aplicável aos países europeus)

são importantíssimas para o mercado

securitário. A própria aplicação da Lei

à nossa indústria vem a ser um desafio

importantíssimo, já que a anonimização

dos dados é o nosso maior desafio, em

termos de negócios, já que o mercado

global tem uma expectativa de prêmios

entre USD 8 e USD 9 bilhões, somente

para o seguro de riscos cibernéticos”,

analisa Mariana.

Maria Fernanda Moura Andrade,

especialista responsável pelo produto

de Riscos Cibernéticos da Chubb, conta

que empresas dos mais variados portes

❙❙Marcos Bruno, da Opice Blum

aumentaram a procura por seguros cibernéticos

no Brasil depois que esse tipo de

legislação passou a valer em toda a Europa,

a partir de maio de 2018. O aumento

da demanda foi também influenciado pelo

fato de que, três meses depois, a presidência

do Brasil publicou uma lei nos mesmos

moldes, para vigorar em 18 meses.

Conforme Maria Fernanda, as novas

regras elaboradas na Europa e no Brasil

impactam profundamente o modo como

as empresas gerenciam cadastros de

pessoas, prevendo penalidades severas

em caso de descumprimento. Segundo

ela, os incidentes com a segurança desses

dados, em especial, precisam ser comunicados

com rapidez para as autoridades

competentes. “No Brasil, a lei diz que as

medidas tomadas para mitigar ou reverter

os efeitos do prejuízo nesses episódios

precisam ser relatadas já no primeiro

comunicado”, comenta, acrescentando

que o seguro para Riscos Cibernéticos se

destaca como um instrumento fundamental

nessas ocasiões. Por isso, a empresa

lançou no ano passado seu seguro para

riscos cibernéticos, assim como outras

seguradoras entraram ou estão entrando

agora para o ramo.

“Certamente, haverá demanda cada

vez maior por produtos que possam

transferir riscos associados às atividades

de tratamento de dados pessoais.

Muitas seguradoras já oferecem, em

suas apólices, coberturas específicas

para os riscos advindos da Lei Geral de

Proteção de Dados, inclusive eventuais

multas da futura Autoridade Nacional

de Proteção de Dados, sendo importante


❙❙Maria Fernanda M. Andrade, da Chubb

mecanismo de transferência de risco”,

aponta Bruno. “A LGPD traz ao seguro

uma força maior para a contratação do

seguro contra riscos cibernéticos. O seguro

é importante, não só para garantir

ao segurado um serviço de rapidez de

respostas aos incidentes de segurança

cibernética como para pagamento das

multas regulatórias”, completa a executiva

da Generali.

“Tal cenário faz com que o interesse

em proteção e diluição de risco pela

contratação de seguro específico para

ataques cibernéticos aumente, pois o

seguro passa a ser desejado por empresas

independentemente de seu porte e

potencial econômico”, analisa Luciana.

“Importante lembrar que após o ataque

cibernético danoso, sem prejuízo

das sanções citadas, a empresa tem o

dever de reparação de seus sistemas de

segurança, bem como de informar os

clientes que tiveram os dados vazados

e monitorá-los para verificar se estes

foram utilizados pelos hackers (Artigo

48 da LGPD)”.

Segundo a advogada, esses desdobramentos

possuem elevados custos e as

despesas também estariam cobertas pelo

seguro, caso a cobertura seja contratada.

“As coberturas do seguro cibernético são

variadas e devem levar em consideração

o ramo de atividade e a vulnerabilidade

da empresa segurada, para que haja uma

cobertura ampla”, enfatiza.

A nova Lei também deve impactar

o setor de seguros em outros aspectos,

como no uso de informações dos segurados

para fins estatísticos, por exemplo.

“Esses dados deverão, preferencialmente,

passar por um processo irreversível de

anonimização, o que lhes tiraria a característica

de dado pessoal. No entanto, nos

casos em que a anonimização não seja

possível, os processos deverão ser bem

documentados, e cautelosos, de acordo

com os requerimentos da LGPD”, analisa

o Dr. Marcos Bruno. “Todos os dados

deverão ser anonimizados de forma a

não tornar as pessoas identificáveis ou

identificadas. As estatísticas deverão

ser construídas sobre dados genéricos e

agrupados de forma que se possa definir

classificações sem restringir as informações

a grupos muito específicos de

pessoas. Será sem dúvidas o passo mais

difícil”, reforça Mariana Ortiz.

Poderá haver, ainda, o uso de

informações por aplicativos para dar

desconto no seguro auto, por exemplo,

de acordo com critérios de cada

seguradora. Mas é preciso ficar atento

à utilização desse conteúdo. “O uso

dos dados pessoais, para quaisquer

finalidades, deverá sempre observar os

princípios da LGPD. Neste sentido, será

importante observar, em especial, os

princípios da necessidade, finalidade, e

adequação que induzem à obrigação de

minimização da coleta, ou seja, a coleta

da menor quantidade de dados que seja

necessária para atingir a finalidade pretendida,

havendo que se ter cautela para

evitar a coleta excessiva de dados, sob

o pretexto de um desconto ou benefício

comercial”, alerta Bruno.

Percebemos então que, com a abrangência

da LGPD, diante das sanções e

responsabilidades impostas, a proteção

para os riscos cibernéticos, e para dados,

passam a ter um aumento de público-

-alvo. Das startups às grandes empresas

já consolidadas, passando por pequenos

comércios que armazenam informações

dos consumidores, todas devem contar

com medidas protecionais, sob pena de

multas, a partir da entrada em vigência

da Lei de Proteção de Dados, em 2020.

Por esse motivo, corretores de seguros e

empresários de diferentes setores estão

cada vez mais cientes dos riscos e em

busca de ferramentas que protejam seus

negócios, entre elas o seguro de riscos

cibernéticos.


evento | simpósio paranaense

Conhecimento e

novas propostas

500 corretores participaram do encontro que discutiu desde

questões econômicas até produtos específicos, como riscos

cibernéticos e seguro garantia

Kelly Lubiato

Em tempos de recursos mais

escassos, o Sindicato dos Corretores

de Seguros do Paraná,

sob o comando de Wilson

Pereira, busca novas alternativas de

financiamento e de posicionamento.

Estas informações foram transmitidas

pelo presidente do Sincor-PR em vários

momentos diferentes do evento.

Na abertura, Pereira reafirmou a

dificuldade que as entidades patronais

enfrentam atualmente. Apesar disso, ele

destacou que há um esforço dos diretores

voluntários para fazer valer a pena a sindicalização.

“A busca de patrocínio é um

trabalho, mas que trouxe uma parceria

30

no que se refere ao desenvolvimento e

capacitação dos corretores”.

Ele acrescentou que é necessário o

desenvolvimento de novos mercados. É

um investimento de trabalho dos corretores

para buscar, junto com as seguradoras,

soluções para enfrentar o que vem pela

frente. “Este é um momento de reflexão

e análise, para medir o próximo passo”,

afirmou Pereira, acrescentando que este é

um momento de transformação, por isso

o mote do evento é Inovar, Participar e

Trabalhar em um novo cenário.

Para representar o prefeito de Curitiba,

Rafael Greca, o presidente da Câmara

dos Vereadores, Sabino Picolo, lembrou

em seu discurso o esforço que foi realizado

na gestão anterior para regularizar a

situação fiscal dos corretores de seguros.

Em parceria com o Sincor-PR, e com o

Sindseg-PR, a administração pública reduziu

alíquota do ISS destes profissionais

de 5% para 2,5%. “Havia um índice de

inadimplência de 62%, que foi reduzida

a 0. Baixamos a alíquota e passamos a

cobrar o imposto das seguradoras, que

antecipavam o pagamento. Foi um marco

em termos de arrecadação. Os corretores,

em dia com o Fisco, puderam aderir ao

Simples Nacional”, completou Picolo.

Pereira pretende transformar o Sindicato

em um polo de negócios para os cor-


etores de seguros. “Temos que devolver

aos associados benefícios tangíveis, seja

em termos de poder de negociação ou

em capacitação profissional”, reforçou,

acrescentando que os associados devem

contar também com um bom plano de

saúde, o RC Profissional e seguro de vida

com cobertura para Diária de Incapacidade

Temporária.

Também será feito um esforço pela

diretoria para trazer mais associados ao

Sindicato. Atualmente, há seis mil corretores

(física e jurídica) cadastrados no

Estado. Destes, 1,5 mil fazem parte do

Sindicato, mas nem todos pagam as taxas

associativas. Para estimular o retorno

destes profissionais, Pereira contou que

foi formalizado um Programa de Refinanciamento

e Contribuições, para estimular

a regularização das contribuições

atrasadas. “Quando o corretor conhece o

trabalho do Sindicato ele acaba voltando

para a associação. Nossa meta é que

tenhamos 1000 corretores contribuindo

mensalmente, hoje apenas 600 dos associados

contribuem financeiramente”,

lamenta Pereira.

A ordem é diversificar a carteira

No 9º Simpósio Paranaense de

Seguros os líderes do mercado tiveram

oportunidade de conversar com os corretores

de seguros sobre o tema central do

evento “Inovar, Participar e Colaborar”.

Líderes das seguradoras patrocinadoras

participaram de várias discussões, com

temas variados.

A discussão sobre riscos cibernéticos

e Lei Geral de Proteção de Dados

surpreendeu os participantes, pois a

advogada Gabriela Glitz mostrou como

os corretores de seguros podem ser

responsabilizados pelo vazamento das

informações que possuem de seus segurados.

A presença maciça dos corretores

para conhecer melhor algumas carteiras

do mercado mostrou que há interesse

dos profissionais em diversificar sua

carteira de negócios, com produtos de

garantia e benefícios, por exemplo.

Brasesul

Em 2020, o evento dos sindicatos

da Região Sul será em Foz do Iguaçu,

nos dias 14 e 15 de maio. O lançamento

oficial aconteceu no Paraná, no evento

do Sincor-PR.

O lançamento foi comandado pelo

Presidente do Sincor-PR, Wilson Pereira,

em parceria com o Sincor-SC, do presidente

Auri Bertelli; e Sincor-RS, do presidente

Ricardo Pansera, e pelo coordenador do

Brasesul 2020, o 1º vice-Presidente do

Sincor-PR, José Antonio de Castro.

A equipe organizadora apresentou

dois vídeos, um da edição de 2018, realizada

em Florianópolis, que reuniu cerca

de 2,5 mil pessoas, e outro da próxima,

com imagens ressaltando as belezas da

cidade sede, Foz do Iguaçu, e o mote do

evento, “Customer Success – Fidelize,

Diversifique e Monetize”.


ino va

ção

TENDÊNCIAS

Todos querem

ser um unicórnio

32


v

Apesar de todas as startups nascerem com

este sonho, poucas conseguem ficar de fora

do índice de 70% a 75% de mortalidade. Para

os empreendedores, isso não é um problema

Kelly Lubiato

Marcio Gropillo, da Capgemini

O

Programa Nacional de

Insurtechs, elaborado pela

Câmara Brasileira de Comércio

Eletrônico, levantou

a existência de 79 startups voltadas para o

mercado de seguros, até outubro de 2018.

Este é um levantamento voluntário, que

contou com a boa vontade das empresas

em participar.

Este mapa foi feito em colaboração

com a Conexão Fintech, com o objetivo

de unificar o discurso sobre o tema.

Caetano Altieri, coordenador do

Comitê de Insurtechs da camara-e.net,

explica que estas empresas ainda estão

em nível de startups, sem tração forte.

“Para elas poderem crescer, ainda necessitam

de mais negócios. Mais do que

investimentos, estas empresas buscam

conexão com as seguradoras”.

O canal de comunicação é o mais

difícil. 62% das empresas que participaram

do levantamento disseram ter dificuldades

para apresentar suas soluções

para seguradoras e corretores de seguros.

A maior parte das empresas está

desenvolvendo produtos B2B. “As soluções

de open insurance são tendência,

ou ainda apresentar alguma solução que

traga melhoria de processos para dentro

das seguradoras ou para trazê-las para o

mundo digital. Os projetos para consumidores

somam apenas 28% dos negócios”,

enumera Altieri.

Como a cultura de seguro no Brasil

ainda é baixa, as iniciativas voltadas

diretamente aos consumidores esbarram

na barreira do marketing em maior

escala.

Este setor está crescendo tanto no

Brasil que a Superintendência de Seguros

Privados - Susep já estuda a sua regulação.

“Se isto acontecer, teremos um salto

de qualidade, pois as empresas podem

adequar os investimentos ao compliance

das seguradoras", comenta Altieri.

As insurtechs são um apoio mais

barato e há uma tendência das seguradoras

apoiarem estas empresas para dar

continuidade ao seu negócio. Um exemplo

é que várias seguradoras já investem

em locais para aceleração das startups,

como InovaBRA, Oxigênio, Distrito

Fintech, Solaria Labs entre outros.

Se no Brasil o universo das insurtechs

ainda é relativamente pequeno,

pegando muitas vezes carona no seu

primo mais desenvolvido, o das fintechs,

no exterior existe um número mais volumoso.

Segundo estimativa da consultoria

Capgemini, podem existir mais de mil e

quinhentas empresas ligadas ao setor no

mundo inteiro. Marcio Gropillo, diretor

e líder da unidade de seguros da Capgemini

no Brasil e Argentina, diz que é

difícil estipular quantas destas empresas

conseguem sobreviver.

33


ino va

ção

TENDÊNCIAS

De acordo com dados de startups

de forma geral, ligadas a várias áreas de

atuação, a taxa de “mortalidade” pode

atingir de 70% a 75%. “A sobrevivência

e o crescimento das insurtechs estão

diretamente relacionados à capacidade

de atendimento aos clientes e parceiros

comerciais de forma ágil, inovadora e

BASE TECNOLÓGICA

Produtos - Soluções para empresas

Jornada do usuário - Canais digitais

Produtos - Plataforma

Produtos - Soluções para pessoas

Data & Analytics - Bid Data

Jornada do usuário - Integração da jornada do cliente

Jornada do usuário - CRM

Data & Analytics - Algoritmos inteligentes

Data & Analytics - Inteligência artificial

Future techs - Machine learning

Data & Analtytics - Mitigação de riscos

DORES QUE RESOLVEM

Prospecção de clientes

Soluções de front end

Produtos online

Integração corretores e seguradoras

Comportamento do consumidor

Automação

Serviços online

Ciclo de vida online/Comercialização online

Potencializar negócios para corretores de seguros

Desburocratização

Potencializar negócios para seguradoras

36,21%

36,21%

31,03%

27,59%

27,59%

25,86%

55,17%

53,45%

51,72%

48,28%

46,55%

Fonte: Programa Nacional de Insurtechs - Comitê de Insurtechs/camara-e.net

com real diferenciação na cadeia de valor

para todos os interessados. O cliente

final mudou: boas plataformas digitais

não são mais um diferencial e sim, uma

necessidade. É um caminho sem volta”,

avalia Gropillo.

O levantamento Programa Nacional

de Insurtechs mostra quais são as

62,07%

56,90%

56,90%

50,00%

46,55%

44,83%

44,83%

44,83%

43,10%

41,83%

39,66%

Fonte: Programa Nacional de Insurtechs - Comitê de Insurtechs/camara-e.net

principais necessidades das insurtechs

e por quais desafios passam: 64,15%

apontaram dificuldades nas conexões de

negócios com seguradoras, 54,72%, nas

conexões com corretores e seguradoras,

e 52,83% observaram que o acesso a

capital financeiro é um dos maiores

problemas enfrentados.

O desafio é fazer a conexão com

parceiros que juntem credibilidade, melhores

práticas e eficiência operacional.

Assim, será possível ter uma operação

sólida e com capacidade para crescer,

com poder de escala e confiança. “Se

todos esses fatores, combinados, não

estiverem presentes e equilibrados, a

empresa não tem muito futuro, e isto

independe do setor da economia”, acrescenta

Gropillo.

O executivo explica que as insurtechs

estão saindo do estágio de

confronto para o ponto inicial de trabalhar

em conjunto com as operadoras

tradicionais. “Se as insurtechs trazem

um uso disruptivo da tecnologia que

pode resolver as “dores” do setor, as

operadoras tradicionais ainda têm um

volume muito alto de clientes e muito

capital, algo que é buscado pelas startups

tecnológicas de seguro. Em resumo,

a tendência é que elas atuem juntas, não

por acaso as seguradoras buscam cada

vez mais parceiros entre as insurtechs”,

avalia Gropillo.

A boa notícia é que o setor inteiro

se movimenta de forma positiva, para

dar ganhos de escala, melhores produtos

e serviços, custos mais justos – face

ao valor entregue – e uma experiência

melhor para o cliente. Nesta cadeia

complexa, o cliente é quem sai com os

benefícios finais perceptíveis, ajudando,

com suas escolhas, a manter a espiral

positiva de melhorias contínuas.

As dores que elas curam

Identificar os problemas e criar

soluções que possam diminuir as “dores”

do setor ou melhorar a jornada do

cliente são os grandes propósitos das

startups.

34


v

As insurtechs são um grande catalisador

para redefinir a experiência do

cliente, trazer maior eficiência operacional

para o setor e na criação de novos modelos

de negócios. “Em resumo, a questão

não é em quais segmentos, porque elas

estão em todas as áreas de atuação, e sim

no que elas trazem de avanços para os

players e os consumidores”, salienta Gropillo.

Para as seguradoras tradicionais,

elas trazem maior eficiência operacional

interna (com o uso de modelos mais eficientes

e modernos para mitigar riscos),

mais agilidade para a construção de novas

modalidades de seguro e uso mais dinâmico

dos canais digitais de contato com

o consumidor, entre outros avanços. Para

os consumidores, as insurtechs trazem

uma experiência mais eficiente e rápida

no uso das diversas modalidades de seguros,

menores custos, mais personalização

no atendimento, uso mais eficiente da

comunicação (como o uso massivo dos

canais móveis e redes sociais) e produtos

inovadores, personalizados e inteligentes.

Em comparação com outros países

do mundo, as empresas brasileiras enfrentam

o mesmo nível de dificuldade.

Assim também acontece com as seguradoras.

Elas, de todos os portes – e em

todo o mundo – têm suas estratégias de

diferenciação: ser a primeira a fazer,

ser uma seguidora rápida e ser uma

seguidora dos modelos que deram certo.

Mas não existe estratégia certa ou

errada. Cada empresa tem a sua e acaba

colhendo frutos de acordo com sua

escolha, capacidade de investimento

e ações priorizadas no planejamento

estratégico.

Dentro desta realidade, “buscar,

achar e se conectar” com os interlocutores

corretos é parte do desafio das

insurtechs, bem como um desafio das

grandes seguradoras na captação de

oportunidades para o negócio. Não há

uma fórmula determinada e garantida,

mas o mercado evoluiu muito com a

presença de incubadoras, fundos de

investimentos e grande seguradoras

tradicionais que buscam ter canais

mais dinâmicos e objetivos para conectar

os clientes. É uma tendência que

virou realidade.

Como garantir gestão inteligente

de dados dos clientes

Empresa oferece ferramenta na qual o corretor faz a

gestão de dados dos seus clientes

Nicole Fraga

Cotação, preenchimento de formulários

e análise por parte da seguradora.

Essas são as três etapas que uma pessoa

precisa passar para contratar um seguro

– e geralmente as razões pelas quais

apenas 10% da população brasileira têm

algum tipo de seguro, segundo dados

da Fenacor, que mostram a burocracia

como um obstáculo.

Por isso, aproveitando os avanços

da tecnologia, muitas pessoas optaram

por atacar a burocracia e agilizar todo o

processo para os corretores de seguros.

Neste contexto foi criada a Qlick

Seguros, uma insurtech cujo objetivo é

tornar mais ágeis a cotação, contratação,

pagamento do seguro e abertura de

sinistros, além de realizar a gestão dos

clientes para os corretores de seguros,

oferecendo a opção aos parceiros das

corretoras, como cooperativas, imobiliárias

entre outros, de fazerem as gestões

diretamente na plataforma.

Seu propósito é revolucionar o

mercado segurador por meio de novas

tecnologias capazes de mudar a forma

como os consumidores contratam planos

de seguro. Com o uso de API´s, é possível

ao corretor de seguros colocar a

facilidade da contratação direta na ponta

dos dedos de seus parceiros comerciais.

“O nosso diferencial é que não somos

uma corretora, mas sim uma empresa de

tecnologia focada no segmento de seguros.

Não há conflito de interesses”, afirma

Cristiano Vicentin, diretor de Tecnologia

da Qlick, acrescentando que a empresa

entrega a informação diretamente no

sistema de gestão da seguradora.

O sistema de gestão pode ser operado

por qualquer player da cadeia de valor

do seguro, com facilidades principalmente

para corretores e clientes finais.

Através do app exclusivo, a cotação de

um seguro de vida, por exemplo, pode

ser fornecida em poucos minutos. Todas

as aplicações e ferramentas da plataforma,

entre eles, chatbot, ERP, telemática, ECM,

pesquisa de bot, são facilmente integrados

a qualquer outro sistema de gestão disponível

no mercado e que já possa estar

sendo usada na empresa.

“O corretor que se cadastra na plataforma

da Qlick pode comercializar seus

produtos pagando um percentual das

vendas dele dentro da nossa aplicação”,

explica Vicentin. Além disso, a ferramenta

também pode ser contratada pelas seguradoras

como apoio aos corretores, para

a comercialização de produtos e gestão

de carteira.

35


ino va

ção

TENDÊNCIAS

Um exemplo desta relação é a

Ciclic, uma startup criada há um ano

e meio para comercializar produtos

de forma mais próxima ao consumidor.

O seu maior desafio é encontrar

uma forma de engajar o cliente com

os produtos de seguros e fazê-los

ter o interesse de comprar. “Não há

uma demanda pronta, estabelecida.

As pessoas compram esperando não

usar”, lamenta Raphael Swierczynski,

CEO da Ciclic.

Uma forma de despertar este interesse

é a construção de um caminho:

a jornada do cliente, como fazer a comunicação

e levar o cliente a acreditar

que este é um produto importante para

ele. “O mercado teve pouca inovação de

produto nos últimos anos, a exceção de

alguma perfumaria. Em nossa concepção,

não existe um produto que atenda

toda a população. Por isso, investimos

na pesquisa com o mercado consumidor,

em saber o que o cliente valoriza,

quais são as necessidades que o produto

vai atender, falamos com a seguradora

e depois lançamos o produto”, explica

Swierczynski.

O objetivo desta saga é aumentar

a chance de venda online, mas sempre

lembrando que o modelo não é fechado.

“Este é um cenário em que temos que

Henrique Volpi, da ABI

estar, a todo momento, testando outros

formatos, até que os clientes estejam

aptos a comprar”, avalia Swierczynski,

acrescentando, como exemplo, o seguro

viagem que, apesar de ter sido lançado

há dois meses, já está em sua terceira

versão. A jornada do cliente precisa ser

clara e simples.

Poucas empresas atuam na distribuição

de produtos. A maioria delas

atua no modelo de melhorar ineficiências

operacionais do mercado. “A

construção do caminho de distribuição

é muito custosa e depende de grandes

investimentos. Por isso, vemos poucas

empresas com movimentos neste

sentido”, ratifica Swierczynski, acrescentando

que o público que já adquire

produto na jornada digital é aquele que

não era consumidor de seguros. “Nossa

intenção é sermos agentes relevantes de

aceleração do processo de compra de

seguro digitalmente”.

Regulação

A Susep possui profissionais dedicados

à observação deste mercado,

alinhando interesses de clientes, seguradoras

e corretores de todos os portes.

A nova superintendente da autarquia,

Solange Vieira, já demonstrou, em

vários momentos diferentes, que pretende

dar liberdade ao setor para que

ele possa evoluir de maneira mais livre.

Em entrevista para Miriam Leitão,

a superintendente da Susep disse

que “no futuro, teremos seguradoras

inteiramente digitais. Devemos editar

uma nova norma que vai permitir um

período de teste para as seguradoras

entrarem em nichos de mercado com

exigências menores do que para as

seguradoras tradicionais. Elas terão

tratamento diferenciado”, adiantou.

Para Solange, uma seguradora que

entra no mercado para operar de forma

UNICÓRNIOS DAS AMÉRICAS

Segundo a Wikipedia, Unicórnio é uma startup que possui avaliação

de preço de mercado no valor de mais de 1 bilhão de dólares. O termo

foi criado em 2013 por Aileen Lee. Entre alguns exemplos de empresas

unicórnio estão Nubank, 99, Movile, TFG e PagSeguro, além das insurtechs

latino-americanas abaixo:

>> eColon: RC Motos

>> Iunigo: Auto

>> 123Seguro: Auto

>> WeSura: Vários itens como

tablets, celulares, câmeras etc)

>> Tranqi: Auto

>> Klimber: Vida

>> Zurich Now: Seguro sob demanda

para tablets, celulares e câmeras)

>> Kimmo: Seguro auto “pay as you go”

>> WeeCompany: Saúde

>> Pitzi: Proteção para celulares

>> Teambrella: Cobertura Peer to

Peer para pets e bicicletas

>> Micro: Seguros catastróficos

parametrizados

>> Miituo: Seguro auto

“pay as you go”

>> HelloZum: Tecnologia que

organiza informações de

seguros para vários steakholders

Fonte: Celent

36


ino va

ção

TENDÊNCIAS

100% digital não consegue cumprir as

exigências de aporte de capital de uma

empresa tradicional, por exemplo.

Na outra ponta, para dialogar com

o órgão regulador, foi criada, no mês

de abril, a Associação Brasileira de

Insurtechs, que atualmente conta com

quatro associadas, mas que deve receber

novos membros em breve. Segundo

o seu presidente, Henrique Volpi, a iniciativa

surgiu a partir de uma demanda

do regulador, que gostaria de ouvir o

mercado, mas de forma institucional.

“Com a ajuda de um escritório de

advocacia, a Associação foi formada

e criamos uma interação positiva com

a Susep”.

Volpi reconhece que a entidade necessita

ganhar corpo. Hoje, fazem parte

dela a Kakau, Mutual Life, Pier e Komus.

“Seremos um polo para discussão

e disseminação de informações. Precisamos

ganhar corpo e nos expandir. Já

há diversas empresas nos procurando.

Não há restrição e certamente teremos

novos membros em breve”.

Um dos objetivos da Associação

será trabalhar pelo desenvolvimento do

mercado, que é um ponto fundamental

para o crescimento das empresas associadas.

“Estamos com visão convergente

com a administração atual, trabalhando

para criar novos modelos de negócios,

novos produtos e novos mercados, aumentando

a participação de seguros na

economia e disseminando o conceito

entre a população”, adianta Volpi.

Um bom exemplo para o mercado

de seguros vem do setor financeiro, que

estabeleceu, de acordo com o Banco

Central, uma Associação Brasileira de

Crédito Digital para criar um ambiente

com normas e regras para empréstimos

cedidos online.

Tendências 2019

A tendência para 2019 é de ampliação

de negócios. Segundo dados

do estudo Quarterly Insurtech Briefing

Q1 2019, realizado pela Willis Towers

Watson, não há escassez de capital de

Juan Mazzini, da Celent

investimento no universo das insurtechs.

O último trimestre de 2018 representou

o segundo maior trimestre de

investimento. No primeiro trimestre de

2019 foi observado o maior volume de

rodadas de financiamento para este tipo

de empresa, em nível global. Um total

de US$ 1,42 bilhão foram anunciados

no período, representando um aumento

de 35% em relação ao último trimestre

de 2018.

“Mas o que estamos realmente

vendo em troca desse dilúvio de dinheiro?”,

questiona o Dr. Andrew Johnston,

Global Head of Willis Re, editor do

estudo. Pode-se argumentar que grande

parte do espaço da insurtech é, de fato,

semelhante à fábula das roupas novas

do Rei. Em outras palavras, há muito

poucas pessoas se sentindo corajosas

o suficiente para dizer: “Onde está a

mudança ou a melhoria?”.

Juan Mazzini, analista sênior da

Celent, acredita que a tendência das

insurtechs é de ampliar seus negócios.

“Do ponto de vista dos players digitais

nativos que estão no mercado há algum

tempo, o próximo passo é a internacionalização.

Os investimentos suportados

por essas empresas exigem que os

mercados regionais e/ou globais façam

sentido. Do ponto de vista dos atores

estabelecidos (por exemplo, seguradoras

tradicionais), a tendência será consolidar

seus esforços de digitalização, fazendo

melhor o que eles fazem hoje”.

Todos os segmentos da cadeia já

estão representados no ecossistema

das insurtechs: empresários, fundos

de investimento, seguradoras, resseguradoras,

corretoras, incubadoras,

aceleradores, consultores e fornecedores

da indústria, reguladores e meios de

comunicação. “Este nível de maturidade

nos faz presumir que estamos em um

ponto de virada, onde veremos todas

as iniciativas em torno das insurtechs”,

antecipa Mazzini.

Os investidores gastaram cerca de

US$ 1,3 bilhão em financiamento de

insurtechs no terceiro trimestre de 2018,

de acordo com os números da Willis

Towers Watson, o dobro da quantia

injetada um ano antes. “Tais aumentos

nos gastos com insurgência se tornaram

a norma, mas ainda não se traduzem em

tantos unicórnios quanto se esperaria

agora. Casos como Lemonade, Policybazaar,

Oscar Health, Clover Health,

Credit Karma, Ant Financial e ZhongAn

(colaborações entre Ping An Insurance,

Tencent e Alibaba) vêm à mente quando

se pensa em unicórnios insurtech”, enumera

Mazzini.

O executivo conta que as seguradoras

estão em rápida expansão no

desenvolvimento e na aplicação de novas

tecnologias e modelos operacionais,

com o objetivo de mudar os modelos de

negócios atuais, modelos financeiros e

os ecossistemas da indústria. “Vemos

que os negócios mais bem-sucedidos no

primeiro estágio são aqueles que apontam

para os modelos de negócios B2B

porque permitem gerar escala de forma

mais eficiente e mais rápida”.

É preciso também prestar atenção

em gigantes de outras indústrias que começam

a estender seus domínios para o

setor de seguros, como a Tesla. No futuro,

o segurado vai comprar exatamente o que

precisa, através de produtos customizados,

com rapidez e conveniência, pagando

apenas o preço justo para o seu risco.

38


v

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E

APRENDIZADO DE MÁQUINA

Em 2018, mais empresas de seguro

e insurtech começaram a usar Inteligência

Artificial integrada. Em 2019, as

empresas concluirão sua estrutura de

tomada de decisão e precificação com

análise de dados de IA.

Os consumidores também estão

procurando por uma experiência

personalizada ao comprar um seguro

patrimonial ou pessoal. A Inteligência

Artificial oferece a possibilidade de atingir

essas demandas, acessando dados

mais rapidamente e encurtando o ciclo

TENDÊNCIAS 2019

de retorno das reclamações. De acordo

com um relatório da PwC, inicialmente,

a IA será usada para melhorar a eficiência,

automatizando os processos de

subscrição e reclamação do cliente.

Depois de algum tempo, será capaz

de identificar, avaliar e garantir riscos

e identificar novas fontes de receita.

De acordo com a Forbes, “Aprendizado

de máquina é tecnicamente um

ramo da IA, mas é mais específico… O

aprendizado de máquina é baseado na

ideia de que podemos construir máquinas

para processar dados e aprender

sozinhos, sem a nossa supervisão constante”.

O aprendizado de máquina não

é apenas uma questão de melhorar as

declarações, mas também de automação,

além de ajudar na administração

de políticas e na avaliação de riscos.

AUTOMAÇÃO DE PROCESSO

ROBÓTICA

O Robotic Process Automation (RPA)

é uma das tendências tecnológicas mais

amplamente aceitas a serem usadas em

2019. O RPA é usado para automatizar

fluxos de trabalho e operações. Ele pode

reduzir o tempo de registro e processamento

de solicitações em até 50%.

Fonte: The Top 10 Global Trends you need to follow about insurtech in 2019, Ergomania UX, Medium

Gestão de saúde em tempo real para

suporte a decisão de operadoras

Antecipando ação de operadoras, plataforma gera, através de IA, alarmes que

apoiam a decisão e direcionamento de pacientes para Programas de Saúde

Populacional no momento da autorização de eventos de alto risco

Nicole Fraga

A preocupação constante das empresas

quanto ao crescimento dos custos com

assistência à saúde, além da necessidade

de buscar a sustentabilidade financeira do

setor, fez com que, em setembro de 2012,

fosse lançada para o mercado a Aliança

para a Saúde Populacional (Asap).

A iniciativa foi pensada por um

grupo de empregadores que desejavam

disseminar conhecimento, compartilhar

práticas e engajar empresas, prestadores

de serviços e operadoras de planos

de saúde em prol da Gestão de Saúde

Populacional – GSP, que tem como objetivo

o combate a doenças crônicas. Tal

conceito visa a melhoria da qualidade

de vida da população, ou seja, ganha-se

nos serviços prestados na área da saúde

e no bem-estar do cidadão.

Para contribuir com a gestão dos

pacientes das operadoras de saúde que

muitas vezes ocorre baseada em dados

e situações identificadas no passado,

surgiu a hCentrix. A empresa é uma

insurtech que, através de uma plataforma

tecnológica, consegue integrar os

dados dos pacientes hoje fragmentados,

aplicando uma série de algoritmos, ou

seja, utilizando tecnologia baseada em

estatísticas de riscos sobre a carteira da

operadora e riscos dos procedimentos

que estão sendo solicitados, em tempo

real, permitindo que as ações ocorram

no momento presente.

Segundo Fabio Boihagian, cofounder

e COO da empresa, o mercado

precisa desse tipo de tecnologia para

obter insights rápidos dos pedidos de

autorizações, para gerar um melhor

relacionamento entre operadoras e seus

prestadores, além de preocupar-se em

realizar o melhor atendimento do paciente

de acordo com seu risco e a sua necessidade

no momento da autorização. “A

plataforma possibilita a identificação de

riscos através de insights gerados por meio

de alarmes e sentinelas. As operadoras,

através de suas equipes médicas, tomam

conhecimento no momento que o usuário

utiliza a rede e podem agir em tempo real

encaminhando para programas e ações de

saúde populacional”, afirma.

As operadoras podem evoluir o produto

de acordo com suas necessidades,

através de feedbacks contínuos durante o

uso da plataforma. “Nosso grande objetivo

não é substituir o que as operadoras já possuem

em relação aos seus sistemas, mas

sim trazer informação pronta e qualificada

para a ação”, ressalta o executivo.

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ino va

ção

TENDÊNCIAS

Com esta produtividade de tecnologia,

tempos de ciclo reduzidos e melhor

precisão podem ser alcançados.

CHATBOTS

Por definição, um chatbot é “um

programa de computador projetado

para simular uma conversa com usuários

humanos, especialmente pela

internet”. Em 2017-18, a tecnologia chatbot

na indústria de seguros foi uma

grande vitória. Os chatbots também

são usados ​em muitos outros setores

e prevê-se que, em 2023, o uso de

chatbots nas interações com clientes

aumentará drasticamente.

Como uma extensão da IA, os

chatbots podem ser usados ​para obter

cotações de seguro, iniciar o processo

de solicitações ou fornecer políticas

escritas aos clientes. Os chatbots estão

tornando a jornada do cliente mais

fácil, envolvente e suave.

INTERNET DAS COISAS (IOT)

A adoção da IoT tem maior probabilidade

de crescer em 2019 no setor

de seguros. Ele permite a coleta de

dados em tempo real e as seguradoras

podem calcular preços mais

precisos em seguros de acidentes,

patrimônio e saúde. É mais provável

que as pessoas forneçam informações

pessoais adicionais se puderem reduzir

seus custos.

TECNOLOGIA VESTÍVEL

Alguns líderes de mercado já começaram

a usar tecnologia vestível

para garantir os seguros baseados em

uso para os clientes. Essas empresas

usam essa tecnologia para receber

dados personalizados para poderem

decidir sobre a taxa de seguro, com

TENDÊNCIAS 2019

base no estilo de vida, hábitos de

direção etc. Em 2019 essa tendência

ganhará mais espaço e também incentivará

os segurados a viver uma

vida mais saudável e segura.

TELEMÁTICA

Em tecnologia de seguros, a

telemática significa uma tecnologia

vestível para carros. Os veículos podem

ser equipados com dispositivos

de monitoramento que podem medir

vários valores, como velocidade,

locais, número de acidentes e muito

mais. Os dados coletados são examinados

e processados por software

de análise e dão a oportunidade de

uma taxa de seguro personalizada.

Uma subcategoria disso é o seguro

baseado em smartphone (UBI), no

qual um aplicativo rastreia o comportamento

do motorista e coleta dados

em tempo real.

DRONES

Os drones podem ser as novas

ferramentas de tecnologia usadas na

indústria. Eles podem ser usados em

vários estágios do ciclo de vida do

seguro: podem coletar informações

sobre riscos de propriedade, avaliar

danos após eventos catastróficos ou

auxiliar na manutenção preventiva.

BLOCKCHAIN

A tecnologia por trás das criptomoedas

também será implementada

no setor de insurtech. Suas características

otimizarão os processos de

negócios como a coleta de dados

descentralizada e contratos inteligentes.

Provavelmente, a tecnologia

de blockchains não será totalmente

implementada, mas as seguradoras

já estão testando como ela pode ser

aplicável e eficaz.

ENGAJAMENTO DIGITAL E

DADOS DE MÍDIA SOCIAL

Em 2019, prevê-se que o uso de

aplicativos móveis e mídias sociais

atingirá um pico. Com essa tendência,

as seguradoras não podem evitar o

foco no engajamento digital com seus

clientes. Mais e mais companhias de

seguros investirão em seus próprios

aplicativos móveis e de web. Eles se

concentrarão na criação de soluções

digitais personalizadas para maximizar

o número de clientes.

O papel da mídia social no setor

de seguros em 2019 também deve

ser destacado. Os dados de mídia

social estão melhorando a avaliação

de riscos, ajudando nos recursos de

detecção de fraudes e possibilitando

novas experiências para o usuário. As

seguradoras também podem analisar

as atividades de mídia social de seus

clientes e compará-las com os registros

de reivindicações, procurando por

diferenças.

REALIDADE AUMENTADA

A realidade aumentada começou

a ser aplicada em insurtech. Ela já é

usada para avisar os segurados de

certos riscos de danos, para explicar

políticas e planos de seguro ou para

aumentar o reconhecimento da marca.

Em alguns outros casos de uso, o RA

foi implementada para estimar danos

e para orientação e treinamento remotos.

A realidade aumentada também

criou novos segmentos de mercado.

Como ela pode ajudar a atingir a nova

geração de clientes, vale a pena para as

seguradoras investirem em RA.

Fonte: The Top 10 Global Trends you need to follow about insurtech in 2019, Ergomania UX, Medium

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ino va

ção

GEO

Como a análise de dados pode auxiliar

as seguradoras a calcular os riscos em

seguros imobiliários

Empresas como a GEO oferecem soluções

que permitem auxiliar um número maior de

seguradoras na entrada em segmentos de

alto risco

Um dos maiores desafios para

as seguradoras quando analisam

a entrada em novos

segmentos é o de identificar

corretamente os riscos que devem ser

cobertos. No caso dos seguros imobiliários

e voltados para a construção

civil, o cenário não é diferente. Tanto

que a dificuldade em mensurar os riscos

relacionados chega a ser um fator

determinante para o baixo número de

empresas seguradoras envolvidas neste

modelo de risco no mercado brasileiro,

resultado que se repete na pequena participação

dos corretores que trabalham

diretamente com a indústria da construção

civil, uma das mais importantes

do país.

Parte dessa dificuldade tem como

origem a combinação entre a ausência

de dados históricos por parte das

seguradoras e o desconhecimento das

especificidades que envolvem esse tipo

de cobertura. Por exemplo, o fato de

que muitas das ofertas de seguros disponíveis

exigem vistorias presenciais

acarreta um aumento do tempo necessário

para a aprovação das apólices e

um aumento do custo para as seguradoras

operacionalizarem estes seguros.

Em um cenário como esse, a tecnologia

pode servir como importante

aliada na resolução do problema. A

aplicação de conceitos como Big Data,

algoritmos, estruturação e análise de

bancos de dados podem ser úteis para

calcular previamente os riscos envolvidos

de uma forma precisa, antes mesmo

da necessidade de pôr os pés no local

da obra.

42


Porém, devemos ir além da tecnologia

para potencializar os resultados obtidos

pelas ferramentas de tratamento e

análise de dados. A experiência no setor

em conjunto com um histórico relevante

de informações fazem a diferença no

momento de atuar no mercado. Neste

momento é fundamental a identificação

de parceiros como a GEO, empresa de

tecnologia fundada em 2001 em Porto

Alegre e que atua com mais de 17 anos

de experiência e inovação na gestão

e comercialização de seguros digitais

para os setores de Construção Civil e

imobiliário.

A trajetória de sucesso da empresa

não permitiu apenas a construção de

um relacionamento de confiança com

parceiros corretores de seguros, mas se

provou essencial no acúmulo de dados

e informações críticas para o desenvolvimento

de uma ferramenta única

e direcionada para quem necessita de

uma consultoria em sintonia com o

atual cenário do mercado imobiliário e

de construção.

“Foram quase duas décadas coletando

informações, observando o

comportamento dos dados de sinistro,

analisando as principais demandas e

os principais gargalos que prejudicam

a performance de entrega e a qualidade

dos empreendimentos. Em decorrência

desse conhecimento a empresa conseguiu

desenvolver para o segmento

apólices específicas e personalizadas,

com características não encontradas no

restante do mercado segurador, trazendo

assim maior confiabilidade ao seu

portfólio de produtos”, afirma Rossana

Costa, diretora e fundadora da GEO.

Entre outras vantagens da convergência

entre análise de bancos de dados

e a expertise de décadas de atuação em

um segmento estão a oferta de melhores

taxas de seguro, qualificação mais

precisa das coberturas para cada tipo de

obra e a operação de seguros para a área

de construção civil de forma totalmente

digital, tudo isso sem perder a especificidade

da subscrição correta do risco.

No fim, todas essas inovações têm

como principal objetivo oferecer maior

respaldo para as seguradoras poderem

cobrir esse tipo de risco, facilitando a

sua entrada no mercado com o suporte

de estudos relevantes no momento da

tomada de decisão. Além disso, os setores

imobiliários e construtivo também

podem se beneficiar no atual momento

de retomada de obras no país, ao utilizar

a estrutura de seguros como o de Garantia

de Entrega de Obra no Prazo e o

DFI Sistema Financeiro como elemento

de garantia no momento da obtenção

de crédito para a construção de futuros

empreendimentos.

Para discutir mais este assunto e

apresentar de forma aprofundada a visão

da companhia, Rossana Costa participará

do painel “Risks & Tech: Prevenção e

Proteção” na próxima edição do CQCS

Insurtech, que acontece nos dias 12 e

13 de junho em São Paulo. O painel

abordará iniciativas que oferecem um

novo olhar para as áreas de prevenção

e proteção no primeiro dia do evento, às

17 horas no Pilar Soluções.

Em momento de expansão,

GEO reforça a importância

do corretor na cadeia

Com quase duas décadas de atuação

no setor imobiliário e mais de 1000 corretores

registrados em sua plataforma

digital, a GEO identificou que pode levar

o mesmo modelo que alia conhecimento

técnico com tecnologia e inovação para

outras áreas do seguro. Em 2019 anunciou

a intenção de expandir sua atuação

em seguros digitais ao buscar operações

no segmento de crédito consignado,

como os voltados para segmentos agrícola

e de bens de consumo.

O foco principal das suas operações

seguirá no mercado construtivo, com

movimentos no caminho de manter o

portfólio e também escalar novos serviços

digitais em conjunto com suas seguradoras

parceiras, como a AXA (para a

oferta do seguro Riscos de Engenharia)

e Zurich (para as ofertas de seguro

Habitacional – MIP/DFI e DFI Sistema

Financeiro - Danos Físicos ao Imóvel).

Porém, a empresa entende que a

possibilidade de ofertar capacidade de

controles e relatórios na gestão de dados

de seguros no atual cenário motiva a expectativa

de um crescimento expressivo

no faturamento para os próximos dois

anos. Somente no primeiro trimestre

de 2019, a companhia registrou um

crescimento de 9% no seu faturamento

em comparação com o mesmo período

do ano passado.

Atualmente, a empresa oferece

ao mercado construtivo os seguintes

seguros: seguro de DFI Sistema Financeiro;

seguro Habitacional Apólice

de Mercado; (MIP - Morte e Invalidez

Permanente | DFI - Danos Físicos ao

Imóvel); e seguro Riscos de Engenharia

e Responsabilidade Civil. A

empresa também conta com outros

dois produtos em desenvolvimento

para serem ofertados futuramente:

seguro Garantia de Entrega de Obra no

Prazo e Seguro Imobiliário – voltado

para a locação.

Mesmo em um momento de expansão,

um compromisso da empresa se

mantém inalterado. Independente do

seguro ofertado e da sua área de atuação,

a GEO entende como primordial o papel

do corretor de seguros como elemento

central da cadeia do seguro. Com o

aumento da demanda pelo seu papel de

consultor, ele deve contar com a tecnologia

para reduzir o impacto no dia a dia

de rotinas burocráticas e recorrentes.

“Apesar das ameaças provenientes

de modelos de negócios focados somente

em processos automatizados,

entendemos que o corretor de seguros

não deve ser substituído pelas inovações

tecnológicas. Na verdade, o corretor

deve usufruir de maior liberdade para

conseguir focar a sua atuação nas

necessidades dos seus clientes e para

estar presente em momentos de maior

urgência, como no caso das situações

de sinistros”, conclui Rossana.

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ção

BROCHWELD

Elimando a distância entre

o segurado e a vistoria

Com o uso de um app,

segurado pode fotografar

o veículo e enviar as

informações usando apenas

o seu celular. Ferramenta

analisa os dados e fotos

de acordo com as políticas

de aceitação de cada

seguradora

Ao iniciar a contratação de um

seguro, não é tão agradável

ter que encontrar tempo e

disposição para ir até um local

de realização de vistorias veiculares.

Graças à tecnologia móvel, porém, isso

não é mais necessário. A Brochweld,

empresa catarinense de vistorias veiculares,

lançou em 2018 o Auto Vistoria,

aplicativo para smartphones que permite

ao usuário realizar sozinho e online a

vistoria de seu próprio veículo.

O app surgiu após anos de estudo.

Desde 1993, a Brochweld se coloca na

vanguarda de inovações digitais para

o setor. Após ser a primeira empresa

do segmento no país a realizar laudos

digitais e, posteriormente, vincular fotografias

digitais a esses laudos, o passo seguinte

foi a aposta no mobile. Isso porque

atender a todos os clientes de seguradoras

parceiras, inclusive de regiões afastadas

e cidades pequenas, sempre tornava os

custos operacionais desse ramo muito

altos, muitas vezes até inviáveis.

Com o apoio das seguradoras e a

experiência de mais de duas décadas

no mercado de vistorias, a Brochweld

pode, enfim, atender com eficiência e

segurança a esses públicos distantes.

Aos usuários, basta realizar o download

do aplicativo, cadastrar as informações

de acordo com o que é mostrado na tela

do smartphone e, após finalizar o processo,

aguardar a validação dos dados

por parte da Brochweld.

Caso seja encontrada alguma inconsistência

nas informações, a empresa

abre a possibilidade de enviar um vistoriador

preparado para conferir ao vivo as

condições do veículo. O departamento

de conferência da empresa tem conhecimento

e métodos seguros para atestar

a veracidade das informações enviadas

pelos usuários através do aplicativo.

Essas situações, no entanto, são

raras. O aplicativo traz consigo uma

tecnologia de inteligência artificial que

consegue evitar fraudes durante a realização

do processo. Depois de enviadas

as informações, a Brochweld analisa os

dados e fotos de acordo com as políticas

de aceitação de cada seguradora. O processo

é rápido, seguro e tem baixo custo

durante toda a operação. Isso representa

economia para o segurado e vantagem

competitiva para as seguradoras.

O aplicativo Auto Vistoria, disponível

na App Store e na Google Play,

possui todos os requisitos de segurança

exigidos para garantir a privacidade

de todos os dados que passam por ele.

Tornar o processo seguro é primordial

tanto para as seguradoras quanto para

os segurados. Em um universo em que

os ataques cibernéticos praticamente

dobraram de um ano para o outro, fica

evidente que informações digitais são

valiosas. Fica claro, também, que o

investimento em segurança digital deve

ser tão significativo quanto o valor de

cada um dos dados gerados e armazenados

pelas ferramentas digitais.

Estar preparado para a transformação

digital é uma característica que,

cada vez mais, precisa estar presente

em todos os mercados, inclusive no de

seguros. Ainda existem muitos processos

que necessitam ser viabilizados

para que o setor consiga se transformar

digitalmente de forma plena. Graças à

percepção dessa necessidade por parte

das seguradoras, novas ideias e apoio a

novos projetos surgem a cada dia.

Parte fundamental da realização desses

projetos é a atuação de empresas como

a Brochweld. Cada vez mais, a empresa

volta os cuidados à prevenção de riscos

e garantia da veracidade e integridade

das informações nas vistorias. Assim, as

seguradoras conseguem dar foco à parte

comercial do negócio de vendas de seguros

automotivos, enquanto a tecnologia

aliada à experiência da Brochweld cuida

da parte operacional. Tudo com eficiência,

praticidade e segurança.

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ção

ARTIGO • SISTRAN

Quem tem medo do Seguro Digital?

Reflexões sobre um cenário em transformação

Joel de Oliveira*

Num CIAB há cerca de cinco anos, o palestrante

Silvio Meira foi questionado: “Qual a melhor

reação dos bancos face às inovações e iniciativas

em meios de pagamento que surgem pelo mundo

afora?”. A resposta foi direta: “Ter medo!”. Ele tinha razão

– mudanças estão batendo a nossa porta e precisamos de

novas estratégias de negócio.

No caso da transformação digital, motivada pela adoção

de tecnologias inovadoras, disruptivas, na busca de

vantagem competitiva, simplificação operacional, maior

lucratividade e satisfação dos clientes, o impacto no segmento

de seguros faz parte de algo bem maior: a humanidade

se prepara para novo salto qualitativo, abrangente,

com impactos na forma do cliente adquirir coberturas e se

relacionar com as seguradoras.

Estágio atual x O que vem por aí:

Medicina empírica

Petróleo, eletricidade,

geração em larga escala

Chips e computação digital

Telecomunicações e internet

Diretriz comercial: encantar

o cliente

Biologia genética

Energia eólica e fotovoltaica,

geração individual

Computação quântica

AI & deep reinforcement learning

Diretriz comercial: decidir pelo

cliente

Fonte: BCG, Dawn of Deep Tech Ecosystem, 2019,

Portincaso, de La Tour & Soussan (adaptado)

Em seguros, especialmente nos ramos massificados,

mudanças já estão sendo desenhadas, em geral na direção

de precificação atrelada ao uso efetivo e individualização

do risco:

• Segurado deixa carro na garagem e usa metrô/moto/

patinete para se deslocar, com mochila e notebook; compra

pelo celular coberturas de vida/AP (Pay as you live), Roubo

e Furto, Colisões, RC, tudo averbado instantaneamente,

aceita cotação e paga; carro permanece na garagem, com

custo reduzido nas coberturas habituais; no sinistro, cliente

filma e submete ao software de peritagem, a plataforma

consegue “mensurar” o estrago e comparar com franquia.

O pré-requisito parece basear-se em perfil e comportamento

do usuário muito bem estudados, conhecidos

e complementados por redes sociais e telemetria (GPS,

Triangulação) no celular, nos termos da LGPD – Lei Geral

de Proteção de Dados.

As mudanças no segmento chegaram, porém a transição

para patamares mais relevantes de participação no

resultado financeiro deverá ser lenta. Na visão de Marcio

Paes, CEO da Sistran Informática, o sucesso desta etapa

advirá do grau de conhecimento efetivo sobre processos

do negócio de seguros que possam ser mais alavancados

por tecnologias emergentes (incansavelmente mutantes),

mas nada substitui o entendimento pleno das jornadas dos

clientes, condições dos produtos e operações da seguradora.

Mesmo com tentativas e erros, haverá vantagem para

early adopters, pois reforçarão sua imagem de inovação e

modernidade, com lançamento de novidades relevantes, em

geral apoiados por consultorias especializadas combinando

tecnologia e soluções de negócio.

Veremos a chegada ao mercado de novos elementos:

operadoras, clientes, produtos e tecnologias - Assets e

outras instituições financeiras abrirão seguradoras, millenials

comprarão seguro pela primeira vez, coberturas

de mobilidade serão ligadas mais ao cliente que ao bem

protegido - tudo em novos modelos combinados de ofertas,

vendidas nos canais usuais e em Market Places.

As pressões e oportunidades de inovação estão vindo

de fora (demandadas por clientes mais exigentes, treinados

nas interfaces de dispositivos móveis), sem todavia alterar

a essência do negócio: produtos requerem notas técnicas,

coberturas demandam reservas compatíveis, sinistros

precisam de regulação. E o resultado final (combined) em

longo prazo tem de ser positivo (< 100 %).

Até aqui, 2019 mostra resultados acima do esperado

– esse ano marcará o início da revolução das ofertas, com

menores custos de operação para as seguradoras?

*Joel de Oliveira

é diretor Comercial/

Novos Negócios da Sistran,

especializada em soluções e

projetos para seguradoras

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ção

INFOCAR

Apoio à aceitação de veículos e

à regulação de sinistros

Infocar aplica IA para apresentar informações

sobre a procedência de veículos e a análise do

casco para aceitação e regulação de sinistros

Duas novidades chegam ao

mercado para contribuir

com a política de aceitação

e regulação de sinistro das

seguradoras: Parecer Técnico Comercial

de veículos baseado em IA e o aplicativo

InfoVist (autovistoria).

A Infocar sempre teve foco em

pesquisas voltadas para o mercado

de seguros, como o Decodificador de

Chassis, a Base de Veículos Ofertados

em Leilão e a Pesquisa de Débitos e

Restrições Veiculares. Agora, a pesquisa

Parecer Técnico Comercial baseada em

IA já está disponível para as empresas e

traz uma nova aplicabilidade: informações

que rastreiam a vida pregressa do

veículo. Usando técnicas de mineração

de dados e Machine Learning, o Parecer

reflete os riscos comerciais do veículo

no momento da consulta. Com ele, é

possível prever fraudes e as desvalorizações

por conta do histórico e pelas

características do veículo.

A pesquisa devolve o grau de risco

para o veículo contemplando as informações

de automóveis ofertados em

leilão e diversas outras informações

restritivas, como histórico de vistoria negada,

vinculação com loja de automóveis

batidos, possíveis sinistros e quaisquer

outros dados internos relevantes. Com

estas informações aliadas à Inteligência

Artificial, é estabelecida uma régua de

risco, com índices que variam de mínimo

a máximo.

Lançada em dezembro, esta inovadora

ferramenta tornou-se rapidamente

importante para avaliação e aceitação de

risco das seguradoras. Tanto para o momento

do cálculo quanto o da aceitação.

"O objetivo, dependendo do grau de risco

do veículo, pode levar a companhia a

recusar o seguro ou mesmo solicitar uma

vistoria física do veículo", exemplifica

Daniel Figueiredo, diretor Corporativo da

Infocar, acrescentando que ela já integra e

auxilia bancos, seguradoras, consórcios,

financeiras e redes de vistoria.

Autovistoria

Para o segundo semestre, a Infocar

trará ao mercado um aplicativo para

autovistoria, que servirá tanto para vistoria

prévia quanto para regulação de

sinistros. O Infovist é um produto White

Label, que pode ser customizado com a

“cara” da seguradora.

A ideia é que, quando uma seguradora

aceitar um novo segurado ela pode optar

e oferecer ao consumidor a possibilidade

da autovistoria, que é menos custosa para

a companhia e traz menos incômodo para

o cliente, além da rapidez e economia no

trânsito das informações “A seguradora

não precisa criar um aplicativo próprio,

o que demanda grande investimento e

tempo de execução”, alerta Figueiredo.

A intenção da empresa é que a seguradora,

ao aceitar uma proposta, ao invés

de mandar o cliente para a loja física,

envie ao cliente um token (Código SMS)

que dá acesso à autovistoria via web.

Quando o cliente procede com a captação

das fotografias e clica em “salvar”,

o resultado da vistoria é imediatamente

analisado pela IA, que envia os dados

analisados diretamente para a seguradora.

“O aplicativo reduz a quantidade e

os custos das vistorias físicas, reduzindo

a burocracia e o tempo para o cliente

final”, pontua Figueiredo.

Daniel Figueiredo, da Infocar

O Infovist é personalizável (módulo,

cores e interface) e não requer

instalação por parte do cliente, pois

funciona em qualquer celular (Android

ou IOS). Ele realiza a leitura automática

da placa e preenche todos os dados

complementares do veículo. Os ângulos

e a quantidade de fotos são customizáveis,

conforme a necessidade de cada

seguradora. O app possui geolocalização

para confirmação do local da

autovistoria, dupla leitura de OCR que

lê as placas frontais e traseiras, travando

inclusive a realização do processo

em caso de inversão das fotos, pois o

app sabe identificar quando a foto é da

dianteira ou da traseira do veículo, o

que permite maior confiabilidade na

execução. A utilização por parte do

cliente é simples, intuitiva e amigável.

O grande diferencial é poder escolher

os módulos adicionais exclusivos

da Infocar, tais como incluir o Parecer

Técnico Comercial baseado em IA na

autovistoria, validação automatizada de

CRLV, valor FIPE e estimativa de valor

real do veículo, módulo de restrições

online, dentre outras possibilidades.

Isto faz com que a seguradora tenha um

processo rápido e simples para o cliente,

porém robusto e eficaz para seu processo

de aceitação do veículo.

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