Revista Newslab Ed 158

newslab.analytica

R$ 25,00

Ano 27 - Edição 158 - Fev/Mar 2020


evista

Editorial

Ano 27 - Edição 158 - Fev/Mar 2020

Chegamos à 158ª edição da Revista Newslab, cuidadosamente preparada trazendo a maior gama de assuntos referentes ao

setor de diagnóstico laboratorial. A nossa revista traz um material abrangente e especial. Contamos, desta vez, com três artigos

que abordam diferentes temas: o primeiro abordando sobre o estado da arte dos genes de resistência bacteriana; o segundo

artigo é um artigo de revisão sobre as aplicações da bioinformática no estudo da diabetes mellitus tipo 2 e obesidade; e o terceiro

artigo discorre sobre as alterações celulares decorrentes da tricomoníase em exames citológicos.

Além dos artigos científicos supracitados, seguimos com a seção de Gestão Laboratorial e Profissional que discute sobre o

PROGELAB – Programa Nacional para Profissionalização da Gestão Laboratorial. Na seção Minuto Laboratório é abordado sobre

como atender bem clientes com autismo na rotina laboratorial. Na seção de Radar Científico, apresentamos um artigo sobre

TruSight Oncology 500 ctDNA*, o teste de biópsia líquida que permite a análise genética de um painel abrangente. Além

disso, seguimos para a seção Lady News com conteúdo sobre as transformações no setor laboratorial e o futuro das análises

clínicas, já a seção de Diagnóstico Por Imagem, traz um artigo sobre a inovadora tecnologia EOS para redução de radiação nos

exames de imagem e aumento da rapidez em estudos ortopédicos. Contamos ainda com a seção Citologia, expondo sobre a

citologia oncótica urinária e suas vantagens para o diagnóstico. Ainda, contamos com a seção Biossegurança, que explica como

fazer o uso adequado do jaleco para evitar infecções; a seção Microbiologia Clínica, expondo sobre a persistência e o paradigma

da antibioticoterapia. Temos a estreia da seção Medicina de Precisão, explicando como essa nova abordagem gera um novo

paradigma no cuidado da saúde. Por fim, a coluna Analogias em Medicina, faz uma descrição sobre a anatomia e possíveis

patologias no sistema de produção de leite no corpo feminino.

Todo esse conteúdo, associado à uma importante agenda de eventos e as melhores inovações e soluções do mercado de análises

clínicas, reunindo as maiores empresas do ramo. Agradecemos a todos que colaboraram com essa edição, e a todos os leitores.

*A Revista Newslab agora é viva e dinâmica, acessando-a em nosso site, você poderá clicar nos links disponibilizados nela

e melhorar a sua experiência acessando os materiais que lhe interessem dentro dela. Sua experiência com a revista não termina

apenas nela, nosso site e nossas redes sociais estão sempre trazendo materiais atualizados.

Boa leitura a todos!

JOÃO GABRIEL DE ALMEIDA

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

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Ano 27 - Edição 158 - Fev/Mar

DEN DABENJ EDITORA NEWS - Revista NewsLab

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 23.057.401/0001-83 - Insc. Est.: 140.252.109.119 - ISSN 0104 - 8384

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EXPEDIENTE

Realização: DEN DABENJ EDITORA NEWS

Conselho Editorial: Sylvian Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: João Gabriel de Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Produção de conteúdo: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: VOX Gráfica | Periodiciade: Bimestral

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Ano 27 - Edição 158 - Fev/Mar 2020

Normas de Publicação

para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso

precise de informações adicionais, entre em contato com

a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais, artigos

originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos que estejam relacionados

com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser enviadas

na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos que a

resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com extensão

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constar. Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos, Parte

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do devido autor, seguido pelo ano da publicação,

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autor em primeiro lugar seguido pela sigla do prenome.

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inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências de

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vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e

informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

Filiado à:


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Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

Ano 27 - Edição 158 - Fev/Mar 2020

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BECTON DICKINSON 84-85 | 103

BIO ADVANCE 27

BIO DIAGNÓSTICA 23

CELER BIOTECNOLOGIA 29 | 99

CELLAVISION 35

CEPHEID 69

DB DIAGNÓSTICOS

4°CAPA

DIAGNO 72 |73

DIAGNÓSTICA CREMER 09

ENLAC 109

ERBA 37 | 83

EZYNTEC 05

FIRSTLAB 39

GILSON SAS 75

GREINER 49 | 95

GRIFOLS 71

GT GROUP-BIOSUL 43

HERMES PARDINI 97

HORIBA 2ª CAPA | 01 | 67

HOSPITALAR 105

ILLUMINA 63

J.R. EHLKE&CIA 12-13

LABORATÓRIO SÃO MARCOS 11 | 77

LABORATÓRIO SODRÉ 15

LUMIRADX 07 | 47

MAYO CLINIC 51

MEDICAL FAIR BRASIL 117

MOBIUS LIFESCIENCE 17

NEWPROV 53

NIHON KODHEN 19 | 54-55

PNCQ 81

PRIME CARGO

124 - 3ª CAPA

RANILOG LOGISTICS 113

RENYLAB 03

SARSTEDT CAPA | 56

SBAC 115

SBPC 111 | 121

SEEGENE BRAZIL 45

SIEMENS 21

SNIBE 79

STRAMEDICAL 30-31

TBS BINDINGSITE 61

VEOLIA 90-91

VIDA BIOTECNOLOGIA 25

WAMA PRODUTOS 65

Conselho Editorial

Dr. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Camila Tavares, Lisiane Cervieri Mezzomo, Jorge Luiz Araújo Filho, Caio Salvino, José de Souza Andrade-Filho,

João Gabriel de Almeida, Kelin Chen, Flávio Duarte Silva, Lenira da Silva Costa.

0 6

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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ÍNDICE

revista

Ano 27 - Edição 158 - Fev/Mar 2020

MATÉRIA DE CAPA

GRUPO SARSTEDT

56

14

ARTIGO 1

GENES DE RESISTÊNCIA BACTERIANA:

O ESTADO DA ARTE

32

ARTIGO 2

APLICAÇÕES DA BIOINFORMÁTICA NO ESTUDO DA

DIABETES MELLITUS TIPO 2 E OBESIDADE

Autores: Caroline Nobre Oliveira; Isabela Maria

Fortaleza Neves Bonfim; Renato Motta Neto

Autores: Aline Collin, Caroline Carraro, Natacha Pereira,

Eloir Dutra Lourenço

02

10

60

62

- Editorial

- Agenda

- Minuto Laboratório

- Radar Ciêntifico

40

ARTIGO 3

AS ALTERAÇÕES CELULARES DECORRENTES DA

TRICOMONÍASE EM EXAMES CITOLÓGICOS

Autor: Antoniel de Oliveira Soares

68

- Diagnóstico Por Imagem

72

78

80

82

- Medicina de precisão

- Citologia

- Biossegurança

- Microbiologia Clínica

46

GESTÃO LABORATORIAL

PROGELAB - PROGRAMA NACIONAL PARA

PROFISSIONALIZAÇÃO DA GESTÃO LABORATORIAL

TERCEIRA PARTE

92

94

123

- Entrevista

- Informe de Mercado

- Analogias em Medicina

76

LADY NEWS

AS ANÁLISES CLÍNICAS DO FUTURO

EXIGEM PROVIDÊNCIAS PRESENTES

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


agenda

AGENDA

11ª Conferência Brasileira de Linfoma

Data: 20 e 21 de março de 2020

Local: Hotel Grand Mercure São Paulo Ibirapuera – São Paulo/SP

Informações: https://abhh.org.br/evento/conferencia-brasileira-de-linfoma/

II Congresso Brasileiro de Neurogenética

Data: 26 a 28 de março de 2020

Local: Centro de convenções Rebouças – São Paulo/SP

Informações: http://www.congressoneurogenetica.com.br/

XXVII Simpósio Internacional de Hemoterapia e Terapia Celular e III Fórum Internacional de Terapia Celular

Data: 2 a 4 de abril de 2020

Local: Avenida Albert Einstein, 627, São Paulo - SP

Informações: https://ensino.einstein.br/xxviii_simposio_internacional_de_hemoterapi_p0468/p?tab=56#

13º HepatoAids

Data: 2 a 4 de abril de 2020

Local: Hotel Maksoud Plaza – São Paulo /SP

Informações: https://www.hepatoaids.com.br/

Highlights of ASH in Latin America (HOA)

Data: 3 a 4 de abril de 2020

Local: Av. das Cataratas, 2345, Foz do Iguaçu/PR

Informações: https://www.hematology.org/Highlights/Latin-America.aspx

2° Congresso Latino-Americano e Brasileiro do REDCap

Data: 15 a 17 de abril de 2020

Local: Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, R. Prof. Daher Cutait - Bela Vista – São Paulo/SP

Informações: https://abhh.org.br/evento/2-congresso-latino-americano-e-brasileiro-do-redcap/

III Congiplab

Data: 17 e 18 de abril de 2020

Local: Hotel Premium Campinas – Campinas/SP

Informações: https://giplab.com.br/

Simpósio Brasileiro de Citometria de Fluxo – GBCFLUX

Data: 17 a 18 de abril de 2020

Local: Hotel Meliá Ibirapuera – São Paulo/SP

Informações: https://abhh.org.br/evento/simposio-brasileiro-de-citometria-de-fluxo-gbcflux/

VII Congresso Regional de Educação Médica

Data: 01 a 03 de maio de 2020

Local: Centro Universitário Aparício Carvalho – Porto Velho/Ro

Informações: https://doity.com.br/crenem2020

MEDICAL FAIR

Data: 05 a 08 de maio de 2020

Local: Expo Center Norte – São Paulo/SP

Informações: https://www.medicalfair-brasil.com.br/pt/

V Jornada de Imunologia Clínica e Alergia - USP

Data: 13 a 16 de maio de 2020.

Local: Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 23 - Cerqueira César – São Paulo/SP

Informações: https://alergiausp.com.br/

HOSPITALAR 2020

Data: 19 a 22 de maio de 2020.

Local: São Paulo Expo, São Paulo

Informações: https://www.hospitalar.com/pt/home.html

0 10

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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Autores:

Caroline Nobre Oliveira1; Isabela Maria Fortaleza Neves Bonfim2; Renato Motta Neto3*

ARTIGO 01

1 Discente do curso de Biomedicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 2

Biomédica e mestranda em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Rio Grande

do Norte; 3 Professor associado Universidade Federal do Rio Grande do Norte

*Autor correspondente: Endereço: Universidade Federal do Rio Grande do Norte,

Centro de Biociências, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Lagoa Nova

S/N ,Natal-RN. Email: rmotta_neto@hotmail.com Telefone: +55 84 999200022

Genes de Resistência Bacteriana:

O Estado da Arte

Resumo

A resistência bacteriana aos antibióticos é uma ameaça à saúde em

todo o mundo. Fenômeno esse primeiro identificado logo no início

do uso dos primeiros antimicrobianos e até os dias atuais tem aumentado

em proporção e consequências negativas, sendo alvo de

preocupação e alerta. Envolvidos nesse processo, encontram-se os

genes de resistência, os quais possuem um papel determinante em

bactérias resistentes aos antibióticos. Este trabalho objetiva realizar

uma revisão bibliográfica sobre os genes de resistência bacteriana

a partir de bases de dados científicos especializados. Para esse fim

foi utilizada como base a lista de patógenos prioritários elaborada

pela Organização Mundial da Saúde, na qual estão listadas, em três

grupos por ordem de prioridade, as bactérias de importância clínica

mais preocupantes no mundo. Desse modo, foram compilados os

principais genes de resistência a antibióticos específicos das bactérias

consideradas de risco crítico, alta prioridade e média prioridade.

Cada bactéria resistente possui em seus genes a origem da

resistência aos antimicrobianos. Na maioria delas, mais de um gene

e mecanismos genéticos e bioquímicos estão envolvidos no desenvolvimento

da resistência. Assim, é possível notar a importância do

estudo dos genes de resistência para o completo entendimento da

resistência bacteriana como forma de auxílio no diagnóstico e no

desenvolvimento de novas medidas terapêuticas.

Palavras-Chave: Resistência Microbiana a Medicamentos, Bactéria,

Genes.

Abstract

Bacterial resistance to antibiotics is a worldwide health threat.

This phenomenon was first identified shortly after the use

of the first antimicrobials and to this day has increased in proportion

and negative consequences, being the object of concern

and alertness. Involved in this process are the resistance genes,

which play a key role in antibiotic resistant bacteria. This work

aims to carry out a bibliographic review on bacterial resistance

genes from specialized scientific databases. For this purpose, the

list of priority pathogens prepared by the World Health Organization

was used as the basis for listing the world’s most worrisome

bacteria of clinical importance in three priority groups.

Thus, the main antibiotic resistance genes specific to the bacteria

considered critical risk, high priority and medium priority

were compiled. Each resistant bacterium has on its genes the

origin of antimicrobial resistance. In most of them, more than

one gene and genetic and biochemical mechanisms are involved

in the development of resistance. Thus, it is possible to note

the importance of the study of resistance genes for the complete

understanding of bacterial resistance as a way of aiding in the

diagnosis and development of new therapeutic measures.

Keywords: Drug Resistance, Microbial, Bacteria, Genes.

0 14

0 Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Autores: Caroline Nobre Oliveira1; Isabela Maria Fortaleza Neves Bonfim2; Renato Motta Neto3*

ARTIGO 01

Introdução

A descoberta dos antimicrobianos foi um

importante marco na história da saúde permitindo

a cura de muitas doenças. Entretanto,

logo após a descoberta dos antibióticos foi

identificada a resistência bacteriana, um problema

complexo e multifatorial (MOREHEAD;

SCARBROUGH, 2018).

Com a identificação dos microrganismos

causadores de enfermidades como cólera, tuberculose

e febre tifoide após a segunda metade

do século XIX, pesquisas começaram a ser

direcionadas para a descoberta de compostos

químicos com atividade contra esses agentes. A

descoberta da penicilina por Alexander Fleming

em 1928 foi o grande marco no tratamento das

doenças causadas por bactérias (GUIMARÃES;

MOMESSO; PUPO, 2010).

A década de 1940 marcou o início da “Era do

Antibiótico”, desencadeada pelo uso massivo

desses compostos capazes de atenuar eficientemente

as infecções bacterianas (MEDELLÍN,

2011). Entretanto, com apenas três anos depois

da inserção da penicilina no mercado, foi possível

detectar cepas resistentes de Staphylococcus

aureus a esse fármaco (MEDELLÍN, 2011).

Estudos feitos sobre a genética envolvida na

resistência bacteriana revelaram que esse processo

está sob a influência de uma diversidade

de genes e mecanismos genéticos e que esse

fenômeno é um processo natural o qual existiria

mesmo sem intervenção humana. Entretanto,

o uso inadequado dos antibióticos em contextos

variados provoca uma pressão seletiva que

permite a seleção de bactérias naturalmente

resistentes (MOREHEAD; SCARBROUGH, 2018).

A resistência antimicrobiana (AMR do inglês

Antimicrobial Resistance) cresce mundialmente

e ameaça a prevenção e a cura de

infecções. Em 2016, a AMR foi responsável

por 70.000 mortes e estima-se que em 2050

esta causará até 10 milhões de mortes anuais

(BELLO; DINGLE, 2018).

Seguindo esse raciocínio, a perda do efeito dos

antibióticos se deve principalmente a duas circunstâncias

conjuntas: à capacidade bacteriana

de produzir alterações genéticas e ao uso excessivo

e inadequado dos antimicrobianos a nível

mundial (MEDELLÍN, 2011).

Cada mecanismo de resistência possui uma

origem genética que pode estar relacionada a

mutações em genes cromossômicos ou a aquisição

de genes de resistência de outros microrganismos

no meio ambiente. Para determinar a

facilidade com que esses genes podem ser distribuídos,

desenvolver tecnologias diagnósticas

mais rápidas e novos antimicrobianos é essencial

ter o conhecimento da origem genética da

resistência assim como entender quais e como

os genes influenciam e até comandam esse fenômeno

nas bactérias (BELLO; DINGLE, 2018).

O objetivo deste trabalho foi realizar revisão

bibliográfica por meio de bases de dados científicos

sobre os principais genes de resistência

bacterianos de importância médica.

Metodologia

Para a construção desta revisão de literatura

foram pesquisadas publicações por meio das bases

de dados científicas PubMed, Science Direct

e Scientific Electronic Library Online (Scielo) entre

os meses de Janeiro a Junho de 2019. Foram

considerados artigos científicos em português,

inglês e espanhol, sendo utilizados os que foram

publicados entre os anos de 2009 a 2019, com a

finalidade de desenvolver uma revisão de dados

mais atualizados. A pesquisa utilizou como critério

de inclusão a lista de bactérias resistentes que

necessitam de novos tratamentos, elaborada pela

Organização Mundial da Saúde (OMS).

As palavras chaves e operadores lógicos utilizados

na busca em português foram: genes de

resistência bacteriana, resistência bacteriana,

Acinetobacter baumannii e resistência e carbapenêmicos,

Pseudomonas aeruginosa e resistência

e carbapenêmicos, Enterobacteriaceae

resistente a carbapenêmicos, Enterobacteriales

e resistência, MRSA e resistência, Salmonella

spp. e resistência e fluoroquinolona, Helicobacter

pylori e resistência e claritromicina, Neisseria

gonorrhoeae e resistência e cefalosporinas e

fluoroquinolona, Enterococcus faecium e resistência

e vancomicina, Campylobacter spp.

e resistência e fluoroquinolona, Streptococcus

pneumoniae e resistência e penicilina, Haemophilus

influenzae e resistência e ampicilina,

Shigella spp. e resistência e fluoroquinolona.

A escolha dos artigos foi feita por meio de análise

sequencial, sendo observados primeiramente os

títulos e anos de publicação. Havendo concordância

com o que se propõe nesta revisão, a leitura

dos resumos foi realizada. Estando de acordo com

a proposta deste trabalho a partir de abordagem

molecular da resistência de determinada bactéria,

o artigo foi acessado na íntegra e as informações

de interesse foram extraídas. Com a leitura dos

trabalhos selecionados, as informações foram organizadas

e reunidas dando origem a esta revisão.

Os estudos que envolviam genes de resistência

bacteriana, mas não estavam relacionados com as

bactérias de importância médica e este contexto,

foram excluídos. A classificação das bactérias utilizada

nesta revisão tem por base a lista de bactérias

de prioridade global resistentes a antibióticos

desenvolvida pela OMS. Para a classificação da

OMS foram identificadas as bactérias resistentes

mais importantes mundialmente em que há uma

necessidade urgente de novos tratamentos. Os patógenos

foram agrupados de acordo com a espécie

e o tipo de resistência e depois estratificaram os resultados

em três níveis de prioridade: crítico, alto e

médio (TACCONELLI; MAGRINI, 2017).

0 16

0 Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Autores: Caroline Nobre Oliveira1; Isabela Maria Fortaleza Neves Bonfim2; Renato Motta Neto3*

ARTIGO 01

Resultados e Discussão

Principais genes de bactérias de risco crítico

Acinetobacter baumannii – resistente à

carbapenêmicos

A resistência aos carbapenêmicos por Acinetobacter

baumannii ocorre por um ou

mais de um desses mecanismos: hidrólise

do fármaco por metalo-β-lactamases e oxacilinases,

bombas de efluxo, modificações do

sítio alvo e diminuição da permeabilidade da

membrana externa (GHOLAMI et al., 2018).

Os genes de resistência em A. baumannii podem

ser encontrados no cromossomo e nos

plasmídeos, sendo esses últimos, aliados com

transposons e integrons, responsáveis pela

disseminação da resistência a antimicrobianos

em cepas multirresistentes altamente capazes

de obtê-los (GHOLAMI et al., 2018). O gene

envolvido na diminuição da permeabilidade

da membrana codifica o tipo principal de

porina associada aos carbapenêmicos em A

baumannii e é denominado de CarO. No mecanismo

de bombas de efluxo está envolvida

a bomba AdeABC, muito associada com resistência

a carbapenêmicos. A super-expressão

dela é codificada pelos genes AdeS e AdeR,

ocasionando na extrusão do antimicrobiano

(NOWAK; PALUCHOWSKA, 2016). Entre as

β-lactamases envolvidas no mecanismo enzimático

de resistência aos carbapenêmicos

em A. baumannii (quadro 1), as oxacilinases

de classe D são as mais frequentes (NOWAK;

PALUCHOWSKA, 2016).

As oxacilinases encontradas em Acinetobacter

baumannii incluem OXA-23, OXA-24, OXA-58

e enzimas relacionadas a OXA-51, com os seus

respectivos genes, blaOXA-23, blaOXA-24, e

blaOXA-58 (GHOLAMI et al., 2018). A OXA-51

por ser considerada intrínseca em A. baumannii

é encontrada, por seu gene blaOXA-51, em

quase todos os isolados (BELLO; DINGLE, 2018).

O segundo tipo de β-lactamase comum em

A. baumannii são as metalo-β-lactamases

(MβLs) pertencentes à classe B de Ambler. Os

genes que codificam essas enzimas e que já

foram identificados na bactéria em questão

incluem blaIMP, blaVIM, blaSIM e blaNDM

(NOWAK; PALUCHOWSKA, 2016). Algumas

enzimas da classe A de Ambler também já

foram identificadas em A. baumannii em menores

quantidades, sendo blaGES e blaKPC os

genes destas (GHOLAMI et al., 2018).

Pseudomonas aeruginosa – resistente à

carbapenêmicos

Mecanismos enzimáticos e não enzimáticos

estão associados a resistência a carbapenêmicos

em Pseudomonas aeruginosa (G et al.,

2012), sendo eles: alterações ou perda da porina

OprD, super-expressão de bombas de efluxo,

hiperprodução da β-lactamase cromossômica

AmpC e produção de β-lactamases das classes

A, B e D (ESTEPA et al., 2016; G et al., 2012).

Entre as bombas de efluxo, o sistema MexAB-

-OprM está presente em P. aeruginosa em níveis

elevados, sendo controlado por genes reguladores

identificados como mexR, nalD, nalC. As

mutações envolvidas com esses genes levam à

super- expressão da bomba de efluxo (PAN et

al., 2016). Outro mecanismo responsável pela

resistência aos carbapenêmicos em P. aeruginosa

é a presença da porina OprD, a qual é considerada

substrato-específica para a difusão dos

carbapenêmicos (ESTEPA et al., 2016). Os genes

oprD estão envolvidos na diminuição dessa

porina na membrana externa, diminuindo a

suscetibilidade de P. aeruginosa aos carbapenêmicos

(LISTER; WOLTER; HANSON, 2009). As

metalo-β-lactamases de classe B (MβLs), classe

A (KPC) e classe D (OXA-198, OXA-40) são

também encontradas em P. aeruginosa resistente

aos carbapenêmicos (PAN et al., 2016). Das

MβLs as famílias IMP, VIM, SPM e GIM foram as

principais identificadas (LISTER; WOLTER; HAN-

0 18

0 Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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Autores: Caroline Nobre Oliveira1; Isabela Maria Fortaleza Neves Bonfim2; Renato Motta Neto3*

ARTIGO 01

SON, 2009). A maioria dos genes codificadores

de MβLs são transferíveis, fazendo com que

essas β-lactamases tenham importância clínica

(G et al., 2012). Esses genes de MβLs relacionados

a P. aeruginosa foram: blaIMP1, blaIMP2,

blaVIM1, blaSPM e blaNDM. (GHOLAMI et al.,

2018). As carbapenemases de classe A do tipo

KPC foi encontrada pela primeira vez em P. aeruginosa

em 2007 (LISTER; WOLTER; HANSON,

2009), estando associada a genes presentes em

elementos genéticos móveis (BELLO; DINGLE,

2018). Já a primeira identificação da β-lactamase

tipo OXA em P. aeruginosa resistente aos

carbapenêmicos foi relatada em 2008 com a sugestão

de ser a mesma OXA-40 presente em A.

baumannii (LISTER; WOLTER; HANSON, 2009).

Enterobacteriales – resistente à

carbapenêmicos e produtora de ESBL

A transferência horizontal frequente de genes

codificadores de β-lactamases em plasmídeos

entre membros das enterobactérias resulta nos

crescentes casos de resistência aos carbapenêmicos.

Os mecanismos de resistência relacionados

a esse fenômeno envolvem as β-lactamases

carbapenemases e ESBL, alterações em bombas

de efluxo ou porinas (POTTER; D’SOUZA; DAN-

TAS, 2016). As β-lactamases das classes A (KPC,

SME, NMC, IMI, GES), B (NDM, VIM, IMP, GIM,

SIM) e D (OXA) de Ambler são as mais comuns

nas enterobactérias resistentes a carbapenêmicos.

Já os tipos ESBL mais comuns são TEM, SHV

e CTX-M (BELLO; DINGLE, 2018). Nos quadros1

e 2 estão listados os genes representativos dessas

β-lactamases.

genéticos móveis podem ser identificados em

enterobactérias como: Citrobacter freundii,

Escherichia coli, Enterobacter aerogenes, Enterobacter

cloacae, K. pneumoniae, Klebsiella

oxytoca, Proteus mirabilis, Salmonella enterica,

e S. marcescens (BELLO; DINGLE, 2018).

A modificação do alvo dos β-lactâmicos, ou

seja, as PBP’s(Proteínas ligadoras de penicilinas)

é um dos mecanismos de resistência não enzimáticos

em Enterobacteriales. Nele, as PBP’s são

alteradas para os tipos PBP2 e PBP3 a partir dos

genes ftsl e penA, reduzindo a afinidade delas

aos carbapenêmicos (BELLO; DINGLE, 2018).

Esses genes têm origem cromossômica sendo

intrinsecamente expressos na maioria das vezes,

mas, já foi identificada a transmissão destes

via plasmidial de E.coli a outros membros das

enterobactérias (BELLO; DINGLE, 2018).

Outro mecanismo não enzimático, mas que está

presente em sinergia com as enzimas são as bombas

de efluxo as quais geralmente são codificadas

em plasmídeos. A bomba de efluxo envolvida é

da família RND (do inglês Resistance Nodulation

Division) com os genes de resistência acrAB, tolC,

marA, yhiV e mdfA relacionados (BELLO; DINGLE,

2018). O mecanismo de diminuição da permeabilidade

de barreira também é identificado a partir

de mutações nos genes de porinas omp36, ompF,

ompC, carO (BELLO; DINGLE, 2018).

Principais genes de bactérias de alta

prioridade

Staphylococcus aureus – MRSA

O mecanismo de resistência de MRSA (do

inglês Methicillin-resistant Staphylococcus aureus)

está associado com alterações nas PBP’s,

por aspectos quantitativos ou qualitativos de ligação

ao fármaco (PEACOCK; PATERSON, 2015).

O gene envolvido na resistência a meticilina em

S. aureus é o mecA, o qual está inserido no cassete

cromossômico estafilocócico SCCmec presente

em um elemento genético móvel. O gene

mecA codifica PBP’s alteradas como a PBP2a e

PBP2’ as quais possuem menor afinidade à meticilina.

Dessa forma, o fármaco não atinge seu

alvo e a bactéria pode produzir a parede celular

normalmente, garantindo sua sobrevivência

(PATERSON; HARRISON; HOLMES, 2014).

Dentre as β-lactamases não ESBL se destacam

a Klebsiella pneumoniae carbapenemase

(KPC), NDM e OXA-48. Entretanto, existe uma

diversidade de outros tipos de β-lactamases

devido a mutações pontuais que resultam

em subtipos dos genes (ROOD; LI, 2017). Os

genes blaKPC transmitidos por elementos

0 20

0 Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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Autores: Caroline Nobre Oliveira1; Isabela Maria Fortaleza Neves Bonfim2; Renato Motta Neto3*

ARTIGO 01

Salmonella spp. – resistente à

fluoroquinolona

O gene envolvido na resistência à fluoroquinolona

em Salmonella spp. é o qnr o qual possui

5 subtipos (A, B, C, D e S) e é transmitido por

meio de elementos genéticos móveis, principalmente

por plasmídeos. O gene qnr codifica

proteínas capazes de se ligar à DNA girase,

protegendo-a das fluoroquinolonas, como o

ciprofloxacino (BELLO; DINGLE, 2018). Outro

mecanismo de resistência por modificação no

alvo das fluoroquinolonas acontece por mutações

cromossômicas diretas nos genes gyrA

e gyrB que codificam as duas subunidades A

e as duas subunidades B da DNA girase. E da

mesma forma acontece para o outro alvo das

fluoroquinolonas, a topoisomerase IV, com as

mutações ocorrendo nos genes parC e parE que

codificam suas subunidades. Quando essas mutações

acontecem, as fluoroquinolonas deixam

de ter acesso à DNA girase e topoisomerase IV

por estas estarem alteradas, fazendo com que

haja resistência (BELLO; DINGLE, 2018).

Helicobacter pylori – resistente à

claritromicina

A origem da resistência em H. pylori está

associada às mutações cromossomais, não

envolvendo elementos genéticos móveis

(SANCHES et al., 2016). Os mecanismos de

resistência principais são por efluxo da claritromicina

ou a presença de mutações pontuais

relacionadas ao alvo do fármaco. Os genes

hefC, hefE e hefI codificam três bombas de

efluxo da família RND (do inglês Resistance

Nodulation Division) identificadas como

responsáveis pelo efluxo da claritromicina.

Entretanto, a aquisição de mutações pontais

na região 23S do RNA ribossômico é o principal

mecanismo pelo qual a H.pylori passa a

ser resistente à claritromicina (VIANNA et al.,

2016). A claritromicina interage com o RNA

ribossômico 23S da subunidade 50S, inibindo

a síntese proteica. Com as mutações pontuais

nas posições 2146 e 2147 do gene de 23S

rRNA, por exemplo, a conformação do ribossomo

é alterada fazendo com que não ocorra

a interação com a claritromicina e a síntese

proteica permanece (SANCHES et al., 2016).

As mutações em questão são geralmente por

substituições de bases nitrogenadas, sendo as

mais frequentes A2142G (mutação pontual

na posição 2142 por substituição de adenina

por guanina), A2142C e A2143G; e as menos

frequentes A2144T, T2717C e C2694A (ALBA;

BLANCO; ALARCÓN, 2017). Outras mutações

pontuais já identificadas por conferir resistência

à claritromicina incluem T2182C, A2144T,

G1939A e T1942C (HU et al., 2016). Mutações

em outros genes como infB e rpl22 relacionados

com o processo de tradução e com o

RNA ribossômico, também estão envolvidos

com a resistência à claritromicina em H. pylori.

Estudos mostram inclusive, que mutações

pontuais em um desses genes levam a baixas

concentrações inibitórias mínimas, mas

quando acontece alguma mutação em genes

de 23S rRNA associada com mutação em infB

ou rpl22 há um aumento das concentrações

inibitórias mínimas, indicando aumento de

resistência (HU et al., 2016).

Neisseria gonorrhoeae – resistente à

fluoroquinolona e às cefalosporinas

Os mecanismos de resistência às cefalosporinas

em N. gonorrhoeae são diversos,

envolvendo alterações no alvo desses antibióticos,

o aumento do efluxo destes, porinas e

inibição da entrada do fármaco. No primeiro

caso, o gene alterado é o penA que dessa forma,

codifica a proteína de ligação à penicilina

do tipo 2 (PBP2). Boa parte dos isolados de

N. gonorrhoeae resistentes às cefalosporinas

possuem o mosaico do gene penA em que a

incorporação de mais de uma mutação leva a

altos níveis de resistência (ZHAO et al., 2018).

A aquisição de sequências em mosaico do

gene penA ocorre por recombinação com

genes penA de outras espécies de Neisseria

e substituições de aminoácidos (DEMCZUK et

al., 2017). No mecanismo de bomba de efluxo,

há a super- expressão da bomba MtrCDE

(pertencente à família RND) codificada no

gene mtrR mutado. As mutações podem ocorrer

no promotor e/ou na região codificadora

deste gene resultando na super-expressão da

bomba de efluxo MtrCDE. Com relação as porinas,

variações no gene porB1b que codifica

uma porina da membrana externa diminuem

a permeabilidade da membrana pela substituição

de aminoácidos da proteína que forma

a porina, gerando resistência (DEMCZUK et

al., 2017). A inibição da entrada do fármaco

é garantida por alterações no gene byB (ZHAO

et al., 2018). A resistência às fluoroquinolonas

em N. gonorrhoeae acontece por mutações

nos genes gyrA, parC e parE associados à

DNA girase e topoisomerase IV. Essas mutações

influenciam na resistência cumulativamente,

de modo que uma única alteração de

aminoácidos em GyrA leva a uma resistência

intermediária, mas se outras alterações acontecerem

junto com mutações em ParC e ParE

a resistência aumenta (COSTA-LOURENÇO et

al., 2017). Para gyrA as alterações ocorrem nas

posições de aminoácidos S91 e/ou D95 e para

parC ocorrem nas posições D86, S87 e/ou S88

(DEMCZUK et al., 2017).

Enterococcus faecium – resistente à

vancomicina

A rápida aquisição de resistência em Enterococcus

faecium é causada pelo complexo

clonal 17 (CC17), associado à necessidade

de adaptação dessa bactéria ao ambiente

hospitalar. O CC17 é responsável por infecções

graves e elevada mortalidade (LEE et al.,

2018). Esses clusters de genes são adquiridos

principalmente do ambiente e codificam uma

maquinaria para a resistência que contribuem

para a perda de susceptibilidade à vancomicina

(MILLER; MUNITA; ARIAS, 2014). Os genes

0 22

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


envolvidos na resistência à vancomicina são

chamados de van e permitem modificações

no dipeptídeo D-Ala-D-Ala (do peptidioglicano)

que é o alvo do antimicrobiano, levando à

redução de afinidade de ligação à vancomicina

e fazendo com que o efeito do antibiótico seja

perdido (LEE et al., 2018). Existem 10 genes

van conhecidos, sendo três deles – vanA,

vanB e vanM – considerados de maior risco à

saúde por atribuírem alto nível de resistência

e serem encontrados em elementos genéticos

móveis. Os demais genes - vanC, vanD, vanE,

vanF, vanG, vanL e vanN – não são considerados

de risco elevado por expressarem menores

níveis de resistência e por não serem transferíveis

(LEE et al., 2018) O cluster vanA é o

mais comum na resistência à vancomicina em

Enterococcus (MILLER; MUNITA; ARIAS, 2014).

Campylobacter spp. – resistente à fluoroquinolona

Os dois mecanismos de resistência à fluoroquinolona

em Campylobacter ssp envolvem

a inativação do alvo do antimicrobiano e as

bombas de efluxo, em muitos casos, atuando

juntos (IOVINE, 2013). Com relação ao mecanismo

de inativação do alvo das fluoroquinolonas,

as mutações predominantemente

ocorrem no gene da DNA girase, gyrA. A mais

comum dessas mutações consiste em uma

única substituição de nucleotídeo (C257T) que

leva a uma alteração de aminoácido na proteína

GyrA a qual compõe a DNA girase, alvo

das fluoroquinolonas. Essa mutação é conhecida

por Thr86lle (WHITEHOUSE; ZHAO; TATE,

2018). Outras mutações conhecidas por ASP-

-90-ASN e ALA-70-THR são menos comuns e

conferem menores níveis de resistência (IOVI-

NE, 2013), mas já foram relatadas por acontecerem

em mutações duplas com Thr86IIe

(WHITEHOUSE; ZHAO; TATE, 2018). Com

relação às bombas de efluxo, existem principalmente

duas encontradas em Campylobacter

e envolvidas com a resistência: CmeABC e

CmeDEF. A bomba CmeABC é codificada por

três genes, cmeA, cmeB e cmeC, sendo a principal

responsável no processo de efluxo das

fluoroquinolonas. A outra bomba, CmeDEF,

foi encontrada em C. jejuni mas a mutação no

gene relacionado, cmeF, foi relacionada à resistência

a outros antimicrobianos que não as

fluoroquinolonas. Essas duas bombas já foram

descritas por atuarem juntas, garantindo a resistência

(WHITEHOUSE; ZHAO; TATE, 2018).

ARTIGO 01

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

0 23


Autores: Caroline Nobre Oliveira1; Isabela Maria Fortaleza Neves Bonfim2; Renato Motta Neto3*

ARTIGO 01

Além disso, há a atuação conjunta da bomba

CmeABC com as mutações na DNA girase, a

qual resulta em níveis elevados de resistência

às fluoroquinolonas (IOVINE, 2013).

Principais genes de bactérias de média

prioridade

Streptococcus pneumoniae – não susceptível

à penicilina

Os mecanismos de resistência à penicilina

mais utilizados por S. pneumoniae são as alterações

nas PBP’s por meio de recombinação

genética com genes presentes no ambiente ou

por mutações pontuais nos genes das PBP’s;

podendo estes dois atuarem juntos (MUNITA;

BAYER; ARIAS, 2015). As recombinações, que

envolvem transferências de genes entre espécies

estreptocócicas, são responsáveis pela

formação do mosaico de genes que codificam

PBP’s alteradas, garantindo baixa afinidade

desta ao antimicrobiano (FANI et al., 2014;

MOUJABER et al., 2017). Os pneumococos

apresentam grande facilidade para a aquisição

de DNA exógeno o que contribui para

esse processo (FANI et al., 2014). As principais

PBP’s alteradas em S. pneumoniae são a PB-

P1a, a PBP2x e a PBP2b (genes pbp1a, pbp2x,

pbp2b), as quais, em conjunto, levam a altos

níveis de resistência, enquanto alterações

apenas em PBP2x e PBP2b estão associadas

a S. pneumoniae não suscetível à penicilina

caracterizada por menor nível de resistência

(MOUJABER et al., 2017). Outros mecanismos

já foram identificados em S. pneumoniae resistente

à penicilina como as modificações nos

muropeptídeos presentes na parede celular

dessa bactéria. Essas alterações estão relacionadas

ao operon murMN que codifica as proteínas

MurM e MurN (MOUJABER et al., 2017).

Haemophilus influenzae – resistente à

ampicilina

A resistência à ampicilina em H. influenzae

ocorre por dois mecanismos principais que

dividem os isolados em dois grupos: os que

produzem β-lactamases são conhecidos por

β-lactamase positiva ampicilina resistente

(BLPAR) e os que não as produzem mas

possuem alterações PBP3 são chamados por

β-lactamase negativa ampicilina resistente

(BLNAR). As β-lactamases dos isolados BL-

PAR são geralmente do tipo TEM-1 e ROB-1

e este mecanismo é bastante encontrado em

H. influenzae. Além desses dois grupos, existe

o BLPACR (β-lactamase positiva, amoxicilina/

ácido clavulânico resistente), que se refere aos

isolados que possuem tanto as β-lactamases

bem como as mutações PBP3 (TSANG et al.,

2017). Em BLPAR, os genes das β-lactamases

dos tipos TEM-1 e ROB-1 são respectivamente

blaTEM-1 e blaROB-1, os quais são encontrados

em plasmídeos. No caso dos isolados

BLNAR, o gene ftsl mutado codifica a PBP3

que possui substituição de aminoácidos, levando

a uma menor afinidade à ampicilina

(KOSTYANEV; SECHANOVA, 2012). Essa menor

afinidade pela PBP3 foi detectada tanto

em diferentes cepas de H. influenzae (BELLO;

DINGLE, 2018).

Shigella spp. – resistente à

fluoroquinolona

Os mecanismos principais de resistência de

Shigella spp. ao ciprofloxacino são devido a

mutações em genes cromossômicos que resultam

em substituição de aminoácidos que

compõem a DNA girase e Topoisomerase IV e

à superexpressão das bombas de efluxo. Além

desses, há o mecanismo de proteção da DNA

girase pela proteína produzida pelo gene qnr

o qual é originado de plasmídeos (AZMI et al.,

2014). As mutações na DNA girase ocorrem

principalmente nos genes gyrA e gyrB em região

chamada de região determinante de resistência

a quinolona (QRDR). E as da topoisomerase

IV ocorrem na região determinante de

resistência a quinolona dos genes parC e parE

(QIN et al., 2017). A bomba de efluxo referente

a resistência em Shigella spp. é a AcrAB-TolC

(GHOSH et al., 2014), a qual é superexpressa

tendo os genes acrAB e tolC relacionados a

esse processo (BELLO; DINGLE, 2018).

Conclusão

O uso exacerbado e errôneo dos fármacos

antimicrobianos ocasiona a seleção e propagação

de bactérias resistentes a eles. Essa

situação é preocupante visto que diminui ou

até elimina as possibilidades de tratamento

dos pacientes infectados. Por trás de cada mecanismo

de resistência existem peças fundamentais

na determinação desta: os genes de

resistência. É a partir desses genes que a bactéria

desenvolve toda a maquinaria que leva

ao resultado final de ausência de sensibilidade

aos antimicrobianos. Um cuidado especial

deve ser tomado com as bactérias de risco crítico,

alta e média prioridade por comporem a

lista de patógenos prioritários elaborada pela

Organização Mundial de Saúde, e por serem,

assim, bactérias com resistências importantes

aos antimicrobianos e que têm causado

muitos danos mundialmente. Compreender

os mecanismos moleculares e os genes determinantes

de resistência bacteriana fornece informações

essenciais para o desenvolvimento

de diagnósticos mais assertivos e tratamentos

mais eficazes para combater a resistência bacteriana

aos antibióticos.

Conflitos de Interesses

Os autores informam não haver conflito

de interesse .

0 24

0 Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Autores: Caroline Nobre Oliveira1; Isabela Maria Fortaleza Neves Bonfim2; Renato Motta Neto3*

ARTIGO 01

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0 28

0 Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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ARTIGO 02

Autores:

Aline Collin¹, Caroline Carraro¹, Natacha Pereira¹, Eloir Dutra Lourenço².

¹Acadêmicas do curso de Biomedicina, Universidade Feevale.

² Professor do curso de Biomedicina, Universidade Feevale.

Aplicações da Bioinformática no Estudo

da Diabetes Mellitus Tipo 2 e Obesidade

*Artigo de Revisão

Resumo

A bioinformática é uma ciência multidisciplinar que engloba algoritmos,

softwares e métodos para obtenção, armazenamento e

análise de dados biológicos. Ela é importante no desenvolvimento

da pesquisa e na geração de dados, além de ser utilizada na análise

estatística e na validação dos resultados. Com as suas aplicações

envolvidas no estudo da Diabetes Mellitus tipo 2 e na Obesidade

foi possível prever a configuração tridimensional de proteínas, promover

o agrupamento, analisar experimentos da expressão gênica,

identificar e classificar genes, visualizar mecanismos moleculares

e vias genéticas, e identificar alvos para a elaboração de fármacos,

contribuindo dessa forma na prevenção, diagnóstico e tratamento

dessas doenças.

Palavras-Chave: Bioinformática, Diabetes Mellitus tipo 2, Obesidade.

Abstract

Bioinformatics is a multidisciplinary science that encompasses

algorithms, software and methods for obtaining, storing and

analyzing biological data. It is important in the development of

research and data generation, it is used in the statistical analysis

and validation of the results. With its applications involved in

Type 2 Diabetes Mellitus and Obesity, it was possible to predict

the three-dimensional configuration of proteins, promote grouping

of proteins, analyze gene expression experiments, identify

and classify genes, visualize molecular mechanisms and genetic

pathways, and identify targets for preparation of drugs, to aid in

the prevention, diagnosis and treatment of these diseases.

Keywords: Bioinformatics, Type 2 Diabetes Mellitus, Obesity.

Introdução

Por volta de 1946, o primeiro computador

moderno começou a funcionar. Em 1953, Francis

Crick e James Watson descobriram que a

molécula de DNA é estruturada como uma hélice

dupla, partindo desse ponto, descobriu-se

que a informação genética poderia ser armazenada

na forma digital. Foi quando começou

a surgir a bioinformática, sendo ela a interação

da Biologia Molecular com um computador (1).

A vida como conhecemos é baseada em elementos

essenciais: ácidos nucleicos, proteínas,

lipídeos e carboidratos, cada qual com um papel

de fundamental importância para o desenvolvimento

e suporte dos organismos. Apesar das

diferenças características entre os seres vivos, das

bactérias aos mamíferos, os elementos componentes

são fundamentalmente os mesmos e a

informação genética se encontra essencialmente

no DNA. A variação de estrutura, relação e função

das biomoléculas é o que proporciona a variação

entre as formas de vida existentes. Sendo assim, a

Bioinformática pode ser definida como o emprego

de ferramentas computacionais no estudo de

questões biológicas (2).

Apresentando duas vertentes, a bioinformática

tradicional envolve principalmente questões

relacionadas ao entendimento das sequências

de nucleotídeos e sua correlação com aminoácidos,

e a bioinformática estrutural se volta ao

entendimento das estruturas tridimensionais

das moléculas e suas interações, utilizando

0 32

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


técnicas de química computacional e modelagem

molecular. Destacam-se como principais

elementos tradicionalmente estudados pela

bioinformática, os nucleotídeos e proteínas,

entretanto, membranas biológicas e carboidratos

vem se tornando novos alvos de estudo. Na

bioinformática não há uma forma única de representar

as biomoléculas, cada representação

deve ser avaliada de acordo com o contexto de

aplicação. O volume de informação manipulada

é diretamente proporcional com o custo computacional

envolvido. Técnicas comumente utilizadas

como alinhamento de sequências e de

estruturas, e sobreposição de estruturas podem

ser aplicadas à ciência bioquímica, no estudo de

sistemas, no metabolismo, no entendimento de

patologias e também na busca por novos compostos

terapêuticos (2).

A obesidade é uma doença crônica que merece

prioridade nas estratégias de prevenção,

pois os pacientes obesos são susceptíveis ao

desenvolvimento de diversas comorbidades, incluindo

Diabetes Mellitus tipo 2. Atualmente, a

proporção de pessoas obesas aumentou devido

as mudanças comportamentais ocorridas nas

últimas décadas, sobretudo devido à alimentação

inadequada e ao sedentarismo (3). Como o

índice glicêmico é diretamente proporcional ao

IMC (índice de massa corporal), à medida que o

indivíduo aumenta sua massa gorda, seus níveis

glicêmicos também se elevam, aumentando o

risco de desenvolvimento da DM2 (4).

Metodologia

O procedimento de pesquisa para a revisão

bibliográfica baseou-se na utilização de sites

de busca de artigos, como o Google Acadêmico,

Pub Med, Scielo e Bireme, além de revistas científicas

como a Nature e Science. Foram selecionados

os artigos que apresentassem as palavras

chave Bioinformática, Diabetes e Obesidade

e que compreendessem o período de 2000 a

2019 escritos em português, inglês e espanhol.

Referencial Teórico

Diabetes Mellitus Tipo II

A Diabetes é um considerável problema de

saúde pois afeta grande parte da população. Em

2017, aproximadamente 425 milhões de adultos

entre 20 a 79 anos possuíam diabetes (5). A

perspectiva é que em 2045, isso aumente para

629 milhões. No Brasil, há mais de 13 milhões

de pessoas vivendo com Diabetes, representando

cerca de 6,9 % da população (6). Cerca de

90% das pessoas possuem a Diabetes Mellitus

Tipo 2. Ela aparece quando o organismo não

produz insulina suficiente para controlar a taxa

de glicemia ou quando ele produz insulina, porém

não consegue utilizá-la da forma correta. A

doença se manifesta principalmente em adultos

mais velhos, porém com o aumento dos níveis

de obesidade, falta de exercícios físicos e má

alimentação, ela também está aparecendo em

pessoas mais jovens (5).

A primeira opção para o tratamento da Diabetes

tipo 2 é manter um estilo de vida saudável,

praticando atividade física regular, mantendo

uma dieta saudável, e um peso corporal dentro

dos valores esperados. A segunda opção de

tratamento, caso não for suficiente um estilo de

vida saudável, seriam os medicamentos orais

e injeções de insulina. Os mais utilizados são

as Metforminas, que reduzem a resistência à

insulina e as Sulfoniluréias, que aumentam a

produção de insulina através da estimulação do

pâncreas. As pessoas diabéticas possuem um

risco elevado de apresentar doenças cardiovasculares,

nefropatia diabética, retinopatia diabética,

neuropatia diabética, complicações orais

e complicações na gravidez. De acordo com

alguns estudos, até 80% dos casos de Diabetes

poderiam ser evitados com exercícios físicos frequentes

e dieta equilibrada (6).

Bioinformática e Diabetes Mellitus Tipo 2

As técnicas da bioinformática foram aplicadas

em um estudo para esclarecer as vias implícitas e

redes de coexpressão em ilhotas da DM2, já que a

falha e a disfunção nas células β pancreáticas são

as principais etiologias da Diabetes Mellitus tipo

II (DM2). Os mecanismos subentendidos para o

envolvimento da função das ilhotas da DM2 humana

ainda não estão totalmente explanados.

Muitos dados genéticos foram publicados e armazenados

em bancos de dados públicos, como

o GEI (Gene Expression Omnibus) do NCBI (Centro

Nacional de Informações sobre Biotecnologia), o

ArrayExpress do Instituto Europeu de Bioinformática

e o Genotype-Tissue Expression. A agregação

desses dados, obtidos através da aplicação de

fragmentos de genes e sequenciamento de nova

geração, poderão auxiliar nas análises da Bioinformática

com uma associação genômica vasta,

para explorar a genética molecular das ilhotas na

DM2 (7).

ARTIGO 02

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

0 33


Autores:

Aline Collin¹, Caroline Carraro¹, Natacha Pereira¹, Eloir Dutra Lourenço².

ARTIGO 02

Entre todos os genes diferencialmente expressos

(DEGs) regulados no estudo, o SFRP4

se mostrou um efetivo biomarcador para a

disfunção das ilhotas em T2D. A ferramenta

GEO 2R foi utilizada na identificação de DEGs.

Ela tem o objetivo de identificar genes que são

distintamente expressos em condições experimentais,

através da comparação de dois ou

mais grupos de amostras. Foram analisadas as

vias Gene Ontology (GO) e Kyoto Encyclopedia

of Genes e Genomes (KEGG) para explorar

genes candidatos no nível funcional, através

de uma ferramenta denominada DAVID que

é utilizada para a classificação funcional dos

genes. Com o banco de dados STRING foi possível

desenvolver proteínas codificadas pelo

DEG e a rede de interação proteína-proteína

(PPI). Por intermédio da aplicação da análise

de rede de correlação ponderada (WGCNA) foi

viável exercer a identificação de redes gênicas

coexpressas de todos os genes no conjunto

de dados. Por fim, a rede ClueGO, que é um

plug-in do Cytoscape que visualiza os termos

biológicos não prescindíveis para grandes

grupos de genes em uma rede funcionalmente

agrupada, foi destinada para a análise de

hemoglobina glicosilada A1c e DM2. (7).

taram durante o desenvolvimento da DM2.

Pela alternância de células imunes, a resposta

imune adaptativa contribuiu para o distúrbio

das ilhotas. Esse estudo, juntamente com as

técnicas da bioinformática, forneceu subsídios

de mecanismos moleculares e vias genéticas

que podem ser utilizadas na prevenção, diagnóstico

e tratamento da DM2, principalmente

através do sistema imunológico relacionado

com o direcionamento da inflamação. (7)

Obesidade

Evolutivamente a vantagem da reserva de

gordura durante a fertilização, como também

a maior probabilidade de sobrevivência

de indivíduos com maior reserva energética

durante períodos de escassez, ou a falta de

alimentos são apontadas como contribuintes

para o fator genético relacionado à obesidade.

Além do componente hereditário, alterações

neuroendócrinas e fatores relacionados

ao estilo de vida como hábitos alimentares e

inatividade física participam da fisiopatologia.

A obesidade é uma desordem multifatorial

complexa onde ocorre a participação de mecanismos

centrais e periféricos resultando no

acúmulo excessivo de gordura corporal resultante

de um desequilíbrio que ocorre entre a

energia ingerida e a energia gasta. Problemas

cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo

2 são exemplos de comorbidades associadas.

Uma nutrição saudável e balanceada em associação

à prática de exercícios físicos regulares

são importantes tanto na prevenção quanto

no manejo da obesidade (8).

A obesidade é classificada como uma doença

crônica não transmissível, e têm aumentado

nos países desenvolvidos e em desenvolvimento,

caracterizando-se como problema de

saúde pública global. Altos investimentos econômicos

são destinados ao manejo da obesidade

e também às comorbidades associadas.

Sabendo que uma nutrição adequada aliada a

prática de exercícios físicos é benéfica para a

prevenção e manejo, incentivo a tais práticas

são de extrema necessidade (8).

Existem dois tratamentos comumente utilizados

no controle da obesidade, a Oslistat que

está envolvida na absorção da gordura da dieta,

atuando em um alvo periférico, e a Sibutramina,

que atua centralmente inibindo o apetite (3).

As análises das vias GO e KEGG identificaram

que a exocitose dependente de íon cálcio, a

resposta inflamatória e a diferenciação de

células pancreáticas tipo β, estavam envolvidas

na DT2 humana. Com isso, foi possível

engrandecer a resposta imune, a interação

entre citocinas e receptores e a resposta inflamatória

em DEGs regulados positivamente.

Os DEGs regulados negativamente estavam

envolvidos com a DM2, exocitose dependente

de íon cálcio, diferenciação de células pancreáticas

B e secreção de insulina. O principal

motivo para a falha de células β na DM2, foi

a desdiferenciação de células β. As citocinas

pró-inflamatórias na DM2 são induzidas pela

resposta imune dentro das ilhotas. As citocinas

pró-inflamatórias e leucocitárias aumen-

0 34

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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Autores:

Aline Collin¹, Caroline Carraro¹, Natacha Pereira¹, Eloir Dutra Lourenço².

ARTIGO 02

Bioinformática e Obesidade

Através da bioinformática, os mecanismos

moleculares envolvidos podem ser caracterizados

e estudados. Além disso, a bioinformática

amplia a capacidade de identificação, caracterização

e validação de novos alvos que servirão

para elaboração de fármacos mais eficazes que

poderão ser aplicados no manejo da obesidade.

Sabe-se que o gene LEP, localizado no cromossomo

7, codifica uma proteína secretada pelos

adipócitos e quando na circulação, desempenha

uma importante função atuando na regulação

da homeostase energética. A leptina encontra

receptores no cérebro e ativa a via que inibe

a alimentação e promove o gasto energético.

Ferramentas de bioinformática possibilitam a

visualização desses eventos (8).

Através da simulação computacional com diferentes

ferramentas da bioinformática, foi possível

analisar em um estudo a complexidade da

expressão gênica de genes associados a obesidade

no tecido adiposo. Foi criada uma rede de

interação e expressão de proteínas codificadas

por genes relacionados à obesidade. As evidências

apresentadas na pesquisa permitiram conectar

os genes IL6, NFR1, VE-GFA e FTO à fisiopatologia

da obesidade. O NRF1 é uma proteína

que está envolvida no metabolismo lipídico,

relacionada ao não ganho de peso. As categorias

de GO (Gene ontology) mais consideráveis

estavam associadas a processos metabólicos

modificados na obesidade. A bioinformática foi

importante nesse estudo, pois com ela foi possível

encontrar interações funcionais que acontecem

entre os genes e buscar evidências sobre

a expressão diferencial tecidual específica para

favorecer um estado metabólico normal (9).

Diabetes Mellitus Tipo II e Obesidade

A obesidade é um considerável fator de risco

para doenças secundárias, como a Diabetes tipo

II (4). A obesidade e a DM2 estão intimamente

relacionadas e interligadas, pois indivíduos

obesos possuem 3 vezes mais chances de desenvolver

Diabetes do que indivíduos que não

estão acima do peso. Há uma estimativa de

que entre 60 e 90% das pessoas que possuem

DM2 são obesas, tendo uma incidência maior

em indivíduos com mais de 40 anos (10). Em

pessoas onde o índice de massa corporal passa

dos 33%, a chance de ter Diabetes é de 50%. Já

quando o indivíduo tem Diabetes tipo 2 e ocorre

uma redução de 11% de seu peso corporal, diminui

seu risco de morte por causa da Diabetes

em 28% (4).

A Diabetes e Obesidade surgem da interação

entre fatores ambientais, genéticos e epigenéticos.

Os Micro RNAs (pequenos RNAs não-codificadores)

são importantes reguladores das funções

do tecido adiposo. O objetivo de um estudo

foi investigá-los para descobrir se eles poderiam

atuar na Obesidade e na DM2. Foi utilizada uma

ferramenta online (miR-QTL-Scan) que permite

a identificação de miRNAs localizados em QTL

(região genômica responsável pela variação de

uma característica quantitativa) para Obesidade

e Diabetes, onde é possível rastrear seus respectivos

genes alvos. Foi constatado que o miR-375

poderá ser usado de forma farmacológica para

tratar a Diabetes, pois está envolvido na regulação

da massa de células Beta e Alfa nas ilhotas

pancreáticas. O miR-31 atinge 416 genes

no tecido adiposo. Dez genes (Acaca, Prkaa1,

Rps6kb1, Glut4, Irs1, Pde3b, Hk2, Foxo1, Ogt

e Socs6) se mostraram significativos na via da

sinalização da insulina. Os miR-33a e miR-33b

estão envolvidos no metabolismo de colesterol

e lipídios, e os miR-103 e miR -107 regulam a

sensibilidade à insulina hepática. A bioinformática

foi utilizada para revelar que o miR-31-5p

possui uma grande expressão no tecido adiposo

de humanos e camundongos obesos e diabéticos,

e os seus genes-alvo estão implicados na

adipogênese e na sinalização de insulina (11).

A Diabetes tipo 2 e a Obesidade estão agregadas

a alterações específicas na microbiota

intestinal e associadas a inflamação de baixo

grau. Mediante um estudo, foi descoberto que

a bactéria Akkermansia muciniphila possui em

sua membrana externa uma proteína denominada

Amuc_1100, que quando pasteurizada

aumenta a sua capacidade de reduzir o desenvolvimento

de massa gorda, dislipidemia

em camundongos e resistência à insulina, independente

da ingestão alimentar. A bactéria

representa cerca de 1 a 5% da nossa microbiota

intestinal, porém na Obesidade e na Diabetes a

sua abundância é reduzida. Ela interage com o

receptor Toll-Like 2 aprimorando a barreira intestinal

e rememorando parcialmente os efeitos

benéficos da bactéria. Futuramente, ela poderá

ser utilizada como forma terapêutica para essas

doenças (12).

O tecido adiposo e o músculo esquelético

produzem fatores secretórios durante o desenvolvimento

da Diabetes tipo 2 e resistência

à insulina, devido a desregulação da homeostase.

Os fatores secretórios atuam de maneira

autócrina ou parácrina para regular os níveis de

glicose no sangue. Foi realizado um estudo com

P. obesus para investigar a Diabetes tipo 2 e a

Obesidade, onde também foram aplicadas análises

da bioinformática para identificar genes

para serem secretados ou ligados a membrana.

A ontologia genética dos genes diferencialmente

expressos e a investigação aprofundada da

bioinformática, identificaram quatro proteínas

secretadas que estão associadas à Obesidade e

à Diabetes tipo 2. Os genes descobertos foram:

Susd2, Ccbe1, Dcn e Postn. O Postn foi o mais

interessante dos genes descobertos, pois pode

ter um papel na diferenciação de adipócitos, na

remodelação da matriz extracelular ou na adesão

celular (13).

Um estudo realizado com modelos de ratos

indicou que a variante ADCY3 (codificadora de

adenilato ciclase 3) apresenta níveis elevados

no tecido adiposo subcutâneo e visceral e possui

um importante papel na regulação da homeostase

da glicose e adiposidade. O ADCY3 catalisa

a síntese de monofosfato cíclico de adenosina

(AMPc) a partir de ATP. A sinalização intracelular

do AMPc para mediadores metabólitos tem sido

associada com a secreção de insulina em células

beta e com o controle da função e desenvolvimento

do tecido adiposo. Essa variante identificada

em uma população da Groelândia aumenta

o risco de desenvolver Diabetes e Obesidade

em pessoas homozigotas, mas também em

heterozigotas com um risco menor. O ADCY3

pode ser um alvo promissor para o tratamento e

prevenção dessas doenças (14).

0 36

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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Autores:

Aline Collin¹, Caroline Carraro¹, Natacha Pereira¹, Eloir Dutra Lourenço².

ARTIGO 02

A Diabetes e Obesidade também estão relacionadas

à hipóxia crônica, auxiliando no

desenvolvimento de resistência à insulina, na

disfunção do tecido adiposo e nos distúrbios

metabólicos. Um estudo realizado com ratos,

avaliou os efeitos da hiperóxia (excesso de O2)

no metabolismo de carboidratos e no escurecimento

de adipócitos. A tolerância à glicose e a

sensibilidade à insulina foram efeitos metabólicos

benéficos de hiperóxia em ratos obesos e

diabéticos. Esses efeitos foram possíveis devido

a melhora da dislipidemia, ao escurecimento do

tecido adiposo, a diminuição do nível de lactato,

a redução do peso corporal e a diminuição do

tamanho dos adipócitos (15).

Outro estudo feito nos USA sugere que um

dos motivos para a resistência à insulina seja

a secreção de uma molécula chamada de anti-

-resistina (resistin), onde seus níveis no sangue

são reduzidos pela droga anti-diabética rosiglitazona.

A administração de anticorpos anti-resistina

melhoram a ação do açúcar no sangue

e da insulina em camundongos com obesidade

induzida por dieta. A captação de glicose pelos

adipócitos é aumentada pela neutralização

da resistina e é reduzida pelo tratamento com

resistina. Resistin é um hormônio que potencialmente

e possivelmente liga a obesidade ao

diabetes (16).

Uma enzima (FASN) envolvida na lipogênese,

cuja expressão está correlacionada ao aumento

de IL6, a acumulação de gordura visceral, a leptina

e a proteína ligante de retinol 4 (RBP4) na circulação,

está relacionada com o desenvolvimento

de Diabetes tipo 2, Obesidade e as consequências

do excesso de energia. O gene FTO regula o apetite

e o IMC, pois tem uma predisposição ao diabetes.

As variantes neste gene elevam o risco de

Obesidade, devido a um ruinoso processamento

da saciedade no Sistema Nervoso (9).

Considerações Finais

A Bioinformática é uma ciência contemporânea

que possibilita que áreas como ciências

biológicas e ciências da saúde beneficiem-se e

acompanhem o dinâmico e rápido avanço tecnológico.

O desenvolvimento da ciência da computação

proporciona explanação dos recursos

computacionais, aprimorando a bioinformática.

O barateamento de computadores faz com que

as técnicas complexas possam ser realizadas

em computadores convencionais, ampliando o

número de pesquisadores envolvidos em tais

estudos. Através de um olhar que possibilite o

entendimento das interações de componentes

biológicos a nível molecular, o entendimento

sólido de estruturas, a fisiopatologia e ciclos

bioquímicos, por exemplo, como mostram os

estudos supracitados, apresentam-se cada vez

mais avançados. Sendo assim, a prevenção,

o manejo e o tratamento tornam-se cada vez

mais elaborados proporcionando melhor condição

de vida à população, como mostram as

pesquisas nesse estudo relacionadas a Diabetes

e a Obesidade. A bioinformática como componente

curricular de cursos como biologia e cursos

da área da saúde proporcionaria ampliação

da área e espalharia conhecimento acerca das

aplicações e descobertas realizadas nesse meio.

Referências Bibliográficas

1. (1) SETUBAL, João Carlos. A origem e o sentido da bioinformática.

2011. Disponível em: .

Acesso em: 16 Jun.2019.

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/ organização de Hugo Verli. - 1. ed. - São Paulo : SBBq, 2014.

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da obesidade na população brasileira: estudo com dados

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de genes asociados a obesidad en el tejido adiposo

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Disponível em: . Acesso em: 10 Jun.2019

11 (11) GOTTMANN, Pascal. et al. A computational biology

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1153–1165. 2009.

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ADCY3 increase risk of obesity and type 2 diabetes. Nature

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metabolism by browning of white adipocytes in obese type

2 diabetic rats. Science, volume 220, pag. 58-68. 2019.

16 (16) CLAIRE, Steppan. et al; The hormone resistin links

obesity to diabetes. Nature, volume 409, pag. 307–312. 2001.

Declaração de responsabilidade e

transferência de direitos autorais:

Os autores Aline Collin, Caroline Carraro, Eloir

Dutra Lourenço e Natacha Pereira, vem por meio

desta declarar que o “Artigo de revisão: Aplicações

da Bioinformática no estudo da Diabetes

Mellitus tipo 2 e Obesidade”, enviado para a

publicação na revista News Lab, é um trabalho

original, que não foi publicado ou está sendo

considerado para publicação em outra revista,

seja no formato impresso ou no eletrônico.

Autor Correspondente:

Caroline Carraro

Via Tentro, s/n, Linha Leopoldina, Vale dos Vinhedos

Bento Gonçalves-RS, CEP- 95711970

Fone: (54) 9 9990-1999

E-mail: caroline.carraro@hotmail.com

0 38

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


ARTIGO 03

Autor:

Antoniel de Oliveira Soares 1

1

Bacharel em Biomedicina pela Faculdade Nova Esperança de

Mossoró (FACENE/RN). Contato: AntonielSoares96@gmail.com

As Alterações Celulares Decorrentes

da Tricomoníase em Exames Citológicos

RESUMO

Introdução: A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário

Trichomonas vaginalis, tendo como habitat natural à vagina, a próstata

e a uretra, sendo caracterizada como a IST (infecção sexualmente transmissível)

não viral mais presente do mundo. É notório o aumento de

casos da doença, número diretamente proporcional ao de mulheres sexualmente

ativas que fazem periodicamente o exame de Papanicolaou.

OBJETIVO: levantar em uma revisão de literatura as características gerais

do parasita Trichomonas vaginalis e as manifestações inflamatórias vistas

em exames citopatológicos. MEDODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa

de caráter exploratório-descritivo com abordagem qualitativa. Foram

acessados bancos de dados de publicações científicas em bases eletrônicas

de domínio público, tais como PubMed e SciElo. RESULTADOS: Foram

selecionados artigos científicos de livre acesso na língua portuguesa,

pesquisados no período de 14 de agosto a 04 de outubro de 2018. Para

a construção da presente revisão, foram inclusos os artigos publicados

entre os anos de 2006 a 2019. CONSIDERAÇÔES FINAIS: À luz da literatura,

foi possível constatar que a identificação da infecção por Trichomonas

sp. se torna bastante sensível com o auxílio da citologia oncótica através

do exame de Papanicolaou. O processo de análise baseia-se por meio

da visualização das características morfológicas detalhadas do próprio

Trichomonas sp. Uma vez que o exame de Papanicolau apresenta grande

potencial para o diagnóstico da tricomoníase, pode auxiliar no controle

dessa infecção. A técnica apresenta custo baixo e possibilita ainda a

identificação de lesões precursoras do câncer uterino. O presente trabalho

elenca os aspectos gerais da tricomoníase, bem como as alterações celulares

e os aspectos citológicos no seu diagnóstico.

Palavras-chave: Trichomonas vaginalis. Tricomoníase. Exame de Papanicolaou.

ABSTRACT

Introduction: Trichomoniasis is an infection caused by the protozoan

Trichomonas vaginalis, having the vagina, prostate and

urethra as a natural habitat, being characterized as the most viral

non-viral STI (sexually transmitted infection) in the world. The

increase in cases of the disease is notorious, a number directly

proportional to the number of sexually active women who undergo

Pap smears periodically. OBJECTIVE: to survey in a literature

review the general characteristics of the parasite Trichomonas vaginalis

and the inflammatory manifestations seen in cytopathological

exams. METHODOLOGY: This is an exploratory-descriptive

study with a qualitative approach. Databases of scientific publications

were accessed in electronic databases in the public domain,

such as PubMed and SciElo. RESULTS: Free access scientific articles

were selected in the Portuguese language, researched from August

14 to October 4, 2018. For the construction of this review,

articles published between the years 2006 to 2019 were included.

FINAL CONSIDERATIONS: In the light of the literature, it was found

that the identification of infection by Trichomonas sp. becomes

very sensitive with the aid of oncotic cytology through Pap smear.

The analysis process is based on the visualization of the detailed

morphological characteristics of Trichomonas sp. Since the Pap

smear has great potential for the diagnosis of trichomoniasis, it

can help control this infection. The technique has a low cost and

also allows the identification of precursor lesions of uterine cancer.

The present work lists the general aspects of trichomoniasis,

as well as cellular changes and cytological aspects in its diagnosis.

Key words: Trichomonas vaginalis. Trichomoniasis. Pap smear..

0 40

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Introdução

A tricomoníase é uma infecção causada pelo

protozoário flagelado Trichomonas vaginalis tendo

como habitats à vagina das mulheres a próstata e a

uretra dos homens, sendo caracterizada como a IST

(infecção sexualmente transmissível) não viral mais

presente do mundo. Há indícios crescentes de que o

parasita causador dessa patogenia seja de grande

importância na pesquisa das enfermidades a que

estão relacionadas e também por conta da morbidade

direta associada a infecção e à sua função

ao ocasionar a ruptura prematura de membranas,

parto prematuro e recém-nascidos de baixo peso,

assim como por contribuir com a transmissão do

HIV e de outros agentes de ISTs (LIMA, 2018).

Esse protozoário é retratado comumente com

morfologia ovóide, dotado de quatro flagelos anteriores

livres e um entre a membrana ondulante,

que permite a sua mobilidade. Dessemelhante

de outras infecções sexualmente transmissíveis,

a tricomoníase atinge mais mulheres com faixa

etária entre 40-50 anos (BRASIL, 2015).

É notório o aumento do número de casos da

doença, logo é diretamente proporcional ao número

de mulheres sexualmente ativas que fazem

periodicamente o exame de Papanicolaou,

uma vez que esse método apresenta um grande

potencial para o diagnóstico da tricomoníase,

ajudando no controle dessa infecção, além de

seu custo benefício ser baixo, e que também é

usado na identificação de lesões precursoras do

câncer uterino bem como também para identificar

IST, contudo é importante salientar que o

padrão ouro para constatar a presença do parasita

Trichomonas vaginalis é a cultura (COUTO,

2015; FERRAZ et al., 2014).

Logo os órgãos públicos de saúde precisam

focar mais nos investimentos na área de exames

mais específicos e sensíveis com o intuito de

diagnosticar a doença e intensificar a introdução

de campanhas que explanem sobre os danos

ligados à patologia, possibilitando uma redução

dos riscos à saúde da população (BRASIL, 2015).

A profilaxia da tricomoníase se da mesma

forma que das outras Infecções Sexualmente

Transmissíveis (IST) não virais. Precisa-se ter um

controle apropriado através da triagem e subsequente

tratamento das mulheres e seus parceiros

sexuais, contribuindo com o controle da infecção.

Outra conduta significativa nesse âmbito é a criação

de medidas educativas que tenham em vista

a erradicação desta doença (LIMA, 2018).

Baseando-se nisso, a origem morfológica dessa

doença é um fator crucial para se ter um diagnostico

citológico com credibilidade e confiança que

devem sempre ser examinados e conhecidos pelos

profissionais citologistas na sua rotina de trabalho, a

partir disso é visível a importância da competência

em avaliar os critérios morfológica do parasita para

que se tenha a liberação de resultados precisos

dessa infecção para se evitar falsos resultados. Deste

modo, o presente artigo tem como objetivo principal

levantar em uma revisão de literatura as características

gerais desse parasita e as manifestações

inflamatórias nas vistos em exames citopatologicos

provenientes do protozoário trichomonas causador

etiológico da tricomoníase.

Desenvolvimento

Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório-descritivo

com abordagem qualitativa.

Foram acessados bancos de dados de publicações

científicas em bases eletrônicas de domínio

público, tais como PubMed e SciElo. Foram

utilizados termos predominantemente em

língua portuguesa, tais como: Tricomoníase;

Trichomonas vaginalis; Citologia Cérvico Vaginal;

Inflamação por agentes microbiológicos.

Foram selecionados artigos científicos de livre

acesso na língua portuguesa, pesquisados no

período de 14 de agosto a 04 de outubro de

2018. Para a construção da presente revisão,

foram inclusos os artigos publicados entre os

anos de 2006 a 2017.

O que é Tricomoníase?

De acordo com Rocha (2013), a tricomoníase

é uma infecção ocasionada pelo Trichomonas

vaginalis (protozoário flagelado), que atinge

principalmente trato vaginal inferior feminino

(principalmente uretra) ou trato genital masculino

e quase sempre vem acompanhada de

outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis).

É importante salientar que esse protozoário

pode persistir por longos períodos no

trato urinário masculino sendo assintomático

o que acarreta a transmissão involuntária aos

parceiros e parceiras sexuais e sua incidência é

maior em mulheres adultas sexualmente ativas

(ALVES et al., 2011).

ARTIGO 03

Diante disto, o diagnóstico desta doença é de suma

importância para que as mulheres doentes sejam

capazes de auferir o tratamento mais adequado, minimizando

assim as condições de ocasionar efeitos

maléficos à saúde das mesmas, já que por ser uma

doença na maior partes dos casos que não apresenta

sintomas, é significativo que seja efetuado exames

apropriados para a descoberta dessa patologia para

que seja efetivamente diagnosticada ou não a presença

do parasita (BRASIL, 2015).

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

0 41


Autor: Antoniel de Oliveira Soares 1

ARTIGO 03

Causador da Tricomoníase?

O agente responsável por causar da infecção

é um protozoário flagelado que tem como habitat

a vagina, bem como a uretra e também a

próstata, mas pode ser encontrado em outras

partes do sistema geniturinário e por viver

principalmente na parte interna da vagina,

causa microlesões e dores, que podem levar

ao desenvolvimento de outras ISTs como já

citado (BRAVO,2010). O Trichomonas vaginalis

não possui a forma cística já que sua forma de

locomoção é flagelar, apenas a trofozoítica que

é a forma ativa do protozoário, na qual ele se

alimenta de açúcares em anaerobiose e produz

ácidos que irritam a mucosa vaginal, e o

mesmo se reproduz, por diferentes processos,

locomovendo-se através da membrana (RO-

CHA, 2013).

Transmissão

Sua transmissão ocorre durante o ato sexual e

através de fômites (forma infectante), já que o

protozoário pode sobreviver durante horas em

uma gota de secreção vaginal ou na água. Os

sintomas aparecem entre três e nove dias após o

contato com o parasito (BRAVO, 2010). A transmissão

da tricomoníase ocorre, comumente, via

contato sexual. São raros os casos de contágio

por meio de objetos contaminados, como assentos

de vasos sanitários. A doença atinge a

parte externa do aparelho genital feminino,

como vulva e uretra, causando ardência, coceira,

dor abdominal, ao urinar e durante a relação

sexual e corrimento amarelado ou esverdeado

com mau cheiro, corrimento abundante, amarelado

ou amarelo esverdeado, bolhoso, com

mau-cheiro; prurido e/ou irritação vulvar; dor

pélvica (ocasionalmente); sintomas urinários

(disúria, polaciúria); e hiperemia da mucosa,

com placas avermelhadas (colpite difusa e/

ou focal, com aspecto de framboesa; teste de

Schiller “onçóide”) (ALVES et al., 2011). Sendo

uma doença sexualmente transmissível, a melhor

forma de prevenção é o uso de preservativo

em todas as relações sexuais (BRAVO, 2010).

Diagnóstico (exames)

Não é possível diagnosticar a tricomoníase

apenas com base nos sintomas, já que muitas

pessoas não os apresentam. Desta forma, o

diagnóstico da tricomoníase pode ser feito por

um profissional de saúde através do exame

físico, geralmente em exames de rotina como

papanicolau, onde será observado se a mulher

possui corrimento amarelado e odor forte na

vagina. Além disso, tanto para homens quanto

para mulheres, será necessário realizar alguns

exames laboratoriais para diagnosticar a tricomoníase

(BRASIL, 2001).

O exame mostra manchas vermelhas na

parede vaginal ou colo do útero. Depois, utiliza-se

o exame do conteúdo vaginal ao microscópio,

de fácil interpretação e realização.

Colhe-se uma gota do corrimento, coloca-se

sobre a lâmina com uma gota de solução fisiológica

e observa-se ao microscópio, buscando

o parasita flagelado movimentando-se ativamente

entre as células epiteliais e os leucócitos

(BRASIL, 2004).

O achado de T. vaginalis impõe o tratamento

da pessoa e também do seu parceiro ou parceira

sexual, já que se trata de uma IST. A doença

pode ser difícil de diagnosticar nos homens.

Homens são tratados se a infecção é diagnosticada

em qualquer um de seus parceiros ou

parceiras sexuais. Os homens também podem

ser tratados se eles têm sintomas contínuos

de queimação uretral ou comichão (DIÉGUEZ,

2013). Outros exames que podem ser realizados

incluem: Teste de pH vaginal, Exame de cultura

de micro-organismos e Exame de citologia.

O exame citopatologico ou exame preventivo

como é conhecido popularmente é realizado

uma observação minucioso pelo profissional

citopatologista das células. descamativas do

epitélio de revestimento da mucosa endocervice

e da ectocérvice da vagina O material é recolhido

por meio de uma ação mecânica onde se

utiliza uma espátula denominada espátula de

Ayre para desprender as células que compõem

a camada da ectocérvice, já para a coleta das

células que se localizam na endocervice faz se

uso de uma escovinha endocervical para auxiliar

no desprendimento das células (LINS, 2014;

PAGANO, 2015).

Os esfregaços cérvico-vaginais examinados

pela técnica empregada por Papanicolau apresenta-se

com uma grande importância para

um diagnostico mais preciso da tricomoníase,

verificando-se corriqueiramente o pedido do

exame citopatologico por médicos com especialidade

ginecológica para procura de agentes

infecciosos causadores de Infecções Sexualmente

Transmissíveis (IST’s) e, alterações de

caráter celular precursoras do câncer do colo de

útero (VASCONCELOS et al., 2017).

Tratamento

O tratamento mais comum para tricomoníase,

inclusive durante a gravidez, é tomar uma dose

alta de metronidazol, secnidazol ou tinidazol. O

medicamento ministrado por via oral é muito

mais eficaz para tricomoníase que a inserção

de um creme ou gel no órgão sexual (DIÉGUEZ,

2013). Tanto o paciente quanto os parceiros e

parceiras sexuais precisam de tratamento e evitar

ter relações sexuais desprotegidas até que a

infecção seja curada, o que leva cerca de uma

semana (ALVES et al., 2011)

Alterações nos Exames Citológicos

As infecções causadas por Trichomonas podem

se comportar em distintos graus de intensidade.

Encontram-se pacientes com tricomoníase, porém

sem nenhuma resposta inflamatória e com

isso são vistos esfregaços cervicos-vaginais sem

deformações celulares mantendo o fundo limpo

da lâmina sem infiltrado leucocitário. Entretanto,

o trichomonas em amostras vaginal podem

demonstrar alterações nas células epiteliais.

Observa-se nesse caso, um esfregaço com uma

elevada quantidade de Polimorfonucleares,

adquirido uma característica de esfregaço sujo.

Existe ainda uma vasta quantidade de células

isoladas apresentando um comportamento inflamatório.

Um esfregaço sujo é característico

pela vasta presença de leucócitos, histiócitos

e restos de células escamosas provenientes da

lise citoplasmática, alem do mais é perceptível

o aparecimento de muco com uma aparência

granulosa (FEITTOSA, 2008).

As células descamativas na maioria das vezes

exibem alterações características mais notórias

0 42

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Autor: Antoniel de Oliveira Soares 1

ARTIGO 03

em processos inflamatórios causados pelo trichomonas,

ou seja, as alterações apresentam

aspectos mais especificas associadas ao protozoário

(BRAVO, 2010).

De acordo com ZORATI (2009), as alterações de

caráter geral, sobressaem-se: aumento do tamanho

nuclear, anisocariose, hipercromasia, binucleação

ou multinucleação, halos perinucleares

e vacuolização citoplasmática. É observado em

mulheres mais jovens o aumento na quantidade

de células parabasais, assemelhando-se erroneamente

a uma atrofia. Além disso, mulheres

menopausadas, a disfarçada eosinofilia e o alto

número de células da camada superficial podem

simular uma elevada estimulação estrogênica.

Para KOSS (2006), quando um esfregaço apresenta-se

do tipo atrófico, as alterações nas células

provenientes do processo inflamatório são muito

mais nítidas, dessa forma pode se conjurar em

uma imagem com características cancerosa.

Binucleações, falsa eosinofilia, halo perinuclear,

anfofilia, discreta cariomegalia e hipercromasia,

alterações celulares ocasionadas na

inflamação manifestada, características essas

que podem na maioria das vezes serem confundidas

com lesões intra-epiteliais ou até

mesmo ao carcinoma “in situ” e apresentam,

em grupo, os denominados sinais indiretos da

tricomoníase observados na citologia cervical.

Logo após a cura da tricomoníase é observado

o desaparecimento dessas alterações celulares

(FEITTOSA, 2008).

Microbiota associada ao Protozoário

T. vaginalis está regulamente associado à presença

de uma flora bacteriana anaeróbia, sendo

este o motivo principal para o teste de KOH

apresentar-se positivo e da aparência bolhoso

do corrimento. É descrita na literatura a elevada

periodicidade de Gardnerella vaginalis e entre

outros microrganismos anaeróbios integrantes

com trichomonas. Observa-se ainda a correlação

de Trichomonas com Leptothrix vaginalis,

que são micro-organismos filamentosos, não

ramificados, longos, anaeróbicos e gram negativo

(CHIUCHETTA, 2002; FEITTOSA,2008).

Conclusão

A identificação da infecção por Trichomonas se

torna bastante sensível com o auxilio da citologia

oncótica através do exame de Papanicolaou.

O processo de analise é baseia-se por meio da

visualização das características morfológicas

detalhada do próprio Trichomonas, do mesmo

modo que é possível observar as reações leucocitárias

e alterações celulares provenientes do

processo de inflamação proveniente do parasita.

Sendo esse exame uma ferramenta indispensável

para a identificação dessas alterações celulares

e do próprio micro-organismo causador da

inflamação. Desse modo, o presente trabalho

buscou colaborar através de uma revisão bibliográfica

que abordasse os aspectos gerais da tricomoníase,

bem como as alterações celulares

e os aspectos citológicos no seu diagnóstico.

Referências

CHIUCHETTA, Giselle Itália Ruggeri et al. Estudo das

inflamações e infecções cérvico-vaginais diagnosticadas

pela citologia. Arquivos de Ciências da Saúde da

UNIPAR, v. 6, n. 2, 2002.

ALMEIDA, M. C. S. Eu te amo. Tu me amas. Estudo de

caso sobre a parceria homem mulher na prevenção e

tratamento às DST. Crateús, 2003. 43p. Monografia (Especialização

em Saúde da Família) – Centro de Ciências

da Saúde, Universidade Estadual do Ceará.

ALVES, Maria José et al. Epidemiologia de Trichomonas

vaginalis em mulheres. 2011. Rev. Port. Sau. Pub. v.29 n.1

Lisboa jan. 2011. Disponível em: .

Acesso em: 14 ago. 2018.

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Ministério da Saúde, 2001.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à

Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégias.

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da

Mulher: Princípios e Diretrizes. Brasília: Ministério da

Saúde, 2004.

BRAVO, R. S.; et al.Tricomoníase vaginal: O quê passa?.

DST-Jornal brasileiro de doeças sexualmente transmissíveis,

v.22, n.2, p.73-80, 2010

BRAVO, Renato S et al. Tricomoníase Vaginal: o que

se Passa? 2010. DST - J bras Doenças Sex Transm 2010;

22(2): 73-80. Disponível em: .

Acesso em: 12 ago. 2018.

COUTO, V. L. Epidemiologia da Tricomoníase na população

humana masculina e feminina, do município de

Teixeira, Paraíba/ Brasil. 2015. Monografia (Licenciatura

em Ciências Biológicas) – Unidade Acadêmica de

Ciências Biológicas, Universidade Federal de Campina

Grande, Patos, 2015.

DIÉGUEZ, Ibón Santos. Tricomoníase: uma visão de

amplo alcance. 2013. Disponível em: .

Acesso em: 15 ago. 2018

FEITTOSA, Carolina Facini; CONSOLARO, Marcia Edilaine

Lopes. Tricomoníase: aspectos gerais e diagnóstico

pela colpocitologia de papanicolaou. Arquivos de

Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 9, n. 3, 2008.

FERRAZ, R. R. et al. Métodos de diagnóstico da tricomoníase:

comparação do método da microscopia

de montagem molhada com o método de cultura

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1, p. 40-43, 2014.

KOSS, Leopold G.; GOMPEL, Claude. Introdução à citopatologia

ginecológica com correlações histológicas

e clínicas. Editora Roca, 2006.

LIMA, Monaiza Oliveira; SAMPAIO, Mariana Gomes

Vidal; DOS SANTOS, Bruno Souza. A IMPORTÂNCIA DO

DIAGNÓSTICO PRECOCE DA TRICOMONÍASE E AS PRIN-

CIPAIS TÉCNICAS UTILIZADAS NA CONFIRMAÇÃO DA

DOENÇA. Revista Expressão Católica Saúde, v. 2, n. 2,

p. 4-8, 2018.

LINS, Bruna et al. CITOLOGIA ONCÓTICA: APLICABI-

LIDADE E ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO NA

ÁREA. In: Congresso de Pesquisa e Extensão da Faculdade

da Serra Gaúcha. 2014. p. 318-327.

PAGANO, Gabriela Carpin; RIFFEL, Mariene Jaeger.

Cobertura de exames de Papanicolau em uma unidade

de estratégia de saúde da família de Porto Alegre/RS.

A enfermagem no Sistema Único de Saúde: desenvolvendo

saberes e fazeres na formação profissional

[recurso eletrônico]. 1. ed. Porto Alegre: Editora Rede

Unida, 2015.(Cadernos da saúde coletiva; 5). p. 203-

219, 2015.

ROCHA, ARNALDO. EDITORA RIDEEL et at. Parasitologia.

1º eds. São Paulo. 2013

VASCONCELOS, Lívia Cristina et al. Conhecimento de

Mulheres a Respeito do Exame Papanicolau. UNICIÊN-

CIAS, v. 21, n. 2, p. 105-109, 2017.

ZORATI, Giseli Cechella; DE MELLO, Sônia Aparecida.

Incidência da tricomoníase em mulheres atendidas

pelo sistema único de saúde em Cascavel e no Oeste

do Paraná. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR,

v. 13, n. 2, 2009.

0 44

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


GESTÃO LABORATORIAL

PROGELAB - Programa Nacional para

Profissionalização da Gestão Laboratorial

Terceira parte

Em dois artigos anteriores apresentamos o

Programa Nacional para Profissionalização da

Gestão Laboratorial – PROGELAB, justificamos

a sua necessidade e definimos visão, missão

e objetivos, bem como evidenciamos

a importância dos pequenos e médios

laboratórios. Após, detalhamos o modelo

de operação do Programa. Passo seguinte

mostramos de forma individual, sintética,

os três primeiros produtos (softwares)

componentes do Programa: 1) Programa

de Proficiência em Gestão Laboratorial

(PPGL) – Desempenho da produção. 2)

Programa de Proficiência em Gestão

Laboratorial (PPGL) – Desempenho

da organização e 3) Avaliação de

laboratórios – Valuation. No artigo

de hoje, mostraremos os demais produtos

que constituem o PROGELAB, que são: 4)

Sistema de Apoio à Decisão Rápida e

Inteligente – S.A.D.R.I. 5) Sistema de

benchmarking – Relatório de gestão.

6) Terceirização rentável de exames –

Apoio inteligente. 7) Sistema de Gestão

Custo Certo – SGCC.

Continuação da Apresentação dos

Produtos do Progelab

Iniciaremos apresentando o Sistema de

Apoio à Decisão Rápida e Inteligente – SADRI

e em sequência, os demais produtos.

SADRI – Sistema de Apoio à Decisão

Rápida e Inteligente

Generalidades: a utilização de um

Sistema de Apoio à Decisão (SAD) decorre,

fundamentalmente, da competição cada

vez maior entre as organizações, bem como

da necessidade de obter de forma rápida,

informações cruciais para a tomada de decisões.

Um SAD é responsável por captar e elaborar

informações contidas em uma base de dados,

transformando-os em vantagem competitiva,

pela tomada de decisões de forma inteligente.

Com esta finalidade, desenvolvemos o Sistema

de Apoio à Decisão Rápida e Inteligente

(S. A. D. R. I.), composto por dois modelos:

analítico e preditivo, que abordam em

conjunto a perspectiva interna – estrutural

– microeconômica e externa – conjuntural

– macroeconômica, contemplando de forma

ampla a realidade dos laboratórios clínicos de

pequeno e médio portes. Com apenas cinco

(5) dados de entrada (Produção em número

de exames e reais, receita recebida, total dos

custos fixos e variáveis, força de trabalho),

o Sistema de Apoio à Decisão Rápida e

Inteligente – S.A.D.R.I., gera informações

vitais para o sucesso dos laboratórios

clínicos, mediante inúmeras alternativas

quantificadas de alocação dos recursos físicos,

financeiros e humanos, para a obtenção dos

melhores resultados organizacionais. Tratase

de SUPORTE CIENTÍFICO ÀS DECISÕES dos

gestores laboratoriais.

Objetivo: disponibilizar uma ferramenta

para a tomada prática e rápida de decisões

com fundamento matemático, mediante um

conjunto de produtos integrantes do método

de gestão, agilizando a implantação das ações

corretivas e preventivas.

Produtos do S.A.D.R.I.

Diagnóstico de problemas através

da mensuração da competitividade e

do risco de insolvência dos laboratórios

clínicos. Isto somente é possível por

meio de um PROCESSO EXCLUSIVO DE

BENCHMARKING COMPETITIVO E DE

COLABORAÇÃO com âmbito nacional.

Análise das causas prováveis dos

problemas identificados, também via

processo de benchmarking competitivo e

de colaboração com âmbito nacional, que

estabelece valores referenciais de

laboratórios do Brasil, para todos os

indicadores de desempenho (ID’s).

Soluções dos problemas, geradas por

meio de variadas simulações matemáticas.

Estas simulações têm as seguintes origens:

ANÁLISE DE METAS PROPOSTAS PELOS

GESTORES – Estas decorrem dos OBJETIVOS

desejados para os laboratórios e são

informadas ao S.A.D.R.I. Este, por sua vez,

identifica um conjunto de soluções (AÇÕES

CORRETIVAS E PREVENTIVAS) e mensura

com exatidão o impacto destas soluções nos

resultados da organização: competitividade,

risco de insolvência, geração de caixa e

rentabilidade econômica.

0 46

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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GESTÃO LABORATORIAL

ANÁLISE DE OTIMIZAÇÃO (MAXIMIZAÇÃO

DOS RESULTADOS) – Decorrente da melhor

alocação possível entre as inúmeras

combinações de soluções (ações corretivas e

preventivas).

SISTEMA DE BENCHMARKING –

Relatório de Gestão

Generalidades: a base do sucesso

do PROGELAB é o seu banco de dados.

Sem sombra de dúvidas, aqui a utilização

do conceito de “Big data” é pertinente.

Aproximadamente uma centena de

laboratórios geram milhões de dados,

envolvendo mais de trezentos indicadores de

desempenho ao longo do tempo. Por sua vez,

os indicadores são compostos de variáveis, que

muitas vezes são constituídas de inúmeros

componentes e assim sucessivamente numa

progressão quase geométrica. Os produtos

do PROGELAB transformam este turbilhão de

dados em informações rápidas e úteis para a

tomada de decisão dos gestores laboratoriais.

Repetimos, todos os produtos do PROGELAB

são fundamentados neste banco de dados

ímpar no Brasil e no mundo. Por decorrência,

a criação do Sistema de Benchmarking

– Relatório de Gestão, foi um processo

natural, pois se trata da utilização óbvia de um

banco de dados.

2-) Conceitos e objetivos: Benchmarking

é um método de aprendizado que significa

comparar-se e aprender com os melhores,

adaptando as práticas e os resultados à

realidade da organização, com melhorias

significativas. De acordo com o Modelo de

Excelência da Gestão (MEG)®, da FNQ, o

benchmarking é uma importante ferramenta

para a tomada de decisão das organizações,

tema abordado no Fundamento Pensamento

Sistêmico. Essa prática pode ajudar as

organizações a definirem referenciais

comparativos pertinentes, utilizando-os para

avaliar sua competitividade em relação a outras

organizações de referência, em indicadores

importantes para o sucesso do negócio. Por

que fazer benchmarking? A) Estimular

a implantação de novas práticas e padrões a

partir das melhores práticas; B) Estabelecer

metas a partir dos melhores desempenhos; C)

Apoiar o processo decisório, tornando-o mais

robusto e sistêmico; D) Quebrar os paradigmas

existentes, facilitando o processo de mudança.

O produto Sistema de Benchmarking

– Relatório de Gestão é regido por quatro

princípios: Reciprocidade; Analogia; Medição

e Validade. Este método torna o produto

justo, com comparações efetivas, confiáveis

e pertinentes, portanto, válidas. Trata-se de

um benchmarking competitivo, entretanto,

de cooperação. Este é o seu grande diferencial,

além do ineditismo dos seus indicadores

de desempenho (ID’s). O produto abrange

dezenas de ID’s contemplando: custos

fixos (17); variáveis (8); ticket médio; grau

de alavancagem operacional; produtividade

dos colaboradores; produtividade dos custos

fixos; produtividade dos custos variáveis;

ponto de equilíbrio; custo percentual da força

de trabalho; eficiência do modo de produzir;

custo por exame; lucro por exame; margem

de lucro por exame; margem de contribuição

em reais e percentual; razão operacional

e margem de segurança, dentre outros. O

grande diferencial do produto é o Relatório

de Gestão que o cliente recebe todos os

meses, com uma análise dos ID’s, de forma

sintética, mensurada, comparada e criticada!

Os gestores laboratoriais não têm nenhum

trabalho a não ser tomar as ações corretivas e

preventivas identificadas. Finalmente, todos os

indicadores de desempenho são apresentados

em valores absolutos e gráficos, sendo os

desvios (deltas absolutos e %) calculados

considerando as estatísticas do banco de

dados. Consideramos este produto como sendo

um sistema de gestão profissional, sintetizado

na sua essência, não sendo mais possível

produzir tanta informação fácil e rapidamente

acessível aos gestores laboratoriais, com

tão poucos dados de entrada. Nunca o

apoio às decisões foi tão simples, de

forma completa, científica e acessível:

identificação de problemas (diagnóstico)

e análise de causas, proporcionando a

visualização das ações corretivas e preventivas.

APOIO INTELIGENTE – Terceirização

Rentável de Exames

Generalidades: atualmente não existe

laboratório no mundo que não utilize de

alguma forma, outro laboratório para apoio!

Com o progresso científico ocorrido nas últimas

décadas na área de exames, o elenco oferecido

para a população foi multiplicado, não somente

na diversidade destes exames, mas também

na complexidade tecnológica, impactando

significativamente na rentabilidade e na forma

de operação dos laboratórios, pois envolve

diversas variáveis, tais como custos, receitas,

prazos e controle da qualidade, dentre outras.

Em suma, o conceito de “Apoio” revolucionou

e continua impactando de forma disruptiva

o modelo de negócios de todos os portes de

laboratórios. Em decorrência, o PROGELAB

0 48

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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GESTÃO LABORATORIAL

não poderia deixar de contemplar um produto

que auxiliasse os gestores laboratoriais na

tarefa de terceirizar com a maior eficiência

econômica os exames necessários para

atender as necessidades dos seus clientes. O

produto “Apoio Inteligente – Terceirização

Rentável de Exames” não se propõe atender

todos os requisitos presentes no processo da

terceirização. Seu foco é exclusivamente o

econômico. As demais exigências, prazos de

entrega e faturamento, qualidade intrínseca,

rastreabilidade, atendimento, menu disponível

e outras específicas da legislação ou inerentes

às situações do ambiente de negócios de cada

laboratório, não são contempladas pelo produto.

Objetivo: proporcionar aos gestores

laboratoriais um método para auxiliar a

decisão correta na terceirização de exames,

sob o ponto de vista econômico. Este é

atingido por meio da comparação das tabelas

oferecidas pelos laboratórios de apoio com

a eficiência da central de produção de cada

laboratório. Uma mesma tabela de apoio

pode ser rentável para um determinado

laboratório e deficitária para outro. Disto

decorre que certos exames não justificam

serem terceirizados num determinado

momento, contudo, nada assegura que esta

situação permaneça, pois as tabelas do apoio

mudam, bem como a eficiência da produção

própria. A gestão do confronto entre estas

variáveis e outras, por exemplo, a liberação

da mão de obra, deve ser permanente, pois os

impactos nos resultados econômicos podem

ser significativos. A razão da existência do

“Apoio Inteligente – Terceirização Rentável

de Exames” é exatamente auxiliar os gestores

laboratoriais neste controle, que envolve o

grande desafio de calcular e monitorar

os custos com reagentes, descartáveis

específicos, compra e política de uso dos

controles e calibradores, consumíveis

e manutenções dos equipamentos,

perdas com repetições obrigatórias e

para confirmação de resultados, perdas

com paradas intempestivas na operação

de máquinas, perdas com diluições e

vencimento de reagentes, perdas para

proteção das “probes”, dentre outras.

É inquestionável a dimensão e a complexidade

da tarefa para os gestores, que normalmente

dispõem de pouco tempo para gerenciar estes

processos, sem contar o desafio matemático de

medir e calcular todos os custos destas variáveis.

Qual a consequência disto? A grande parte deste

importante processo (terceirização de exames)

é feito de forma intuitiva, quase que amadora,

baseada no “sentimento” dos gestores! E,

atualmente, com o crescimento do volume

de exames terceirizados, a falta de gestão

profissional deste processo, pode acarretar

perdas consideráveis nos resultados financeiros

dos laboratórios. Esta é a razão de existir do

produto “Apoio Inteligente – Terceirização

Rentável de Exames”.

SGCC – Sistema de Gestão Custo Certo.

Gestão profissional implantada via

consultoria presencial

Generalidades: tratase

de um sistema de

apoio à decisão científica em laboratórios

clínicos, junto ao setor administrativo, nos

seus aspectos econômicos e financeiros.

Nossa equipe de consultores tem formação

nas áreas de engenharia, administração,

farmácia, bioquímica, biologia, pedagogia e

gestão da qualidade. O produto abrange uma

consultoria ampla dos processos produtivos

do laboratório, que é necessária para a

estruturação e implantação do sistema. O

cliente recebe um detalhado relatório da sua

empresa abrangendo os aspectos econômicos

e financeiros, composto por um diagnóstico

que identifica os problemas através de

comparações dos resultados dos indicadores

de desempenho do laboratório em relação

às médias e os benchmarks encontrados no

segmento nacional das análises clínicas. Ainda,

o relatório relaciona as causas prováveis,

quantifica perdas, ganhos e gera plano de

ações em função das oportunidades de

melhorias, inclusive, sugestões técnicas com

repercussões econômicas e financeiras. Tudo

isto resguardando a visão, missão e princípios

do laboratório.

Objetivo: proporcionar aos gestores

laboratoriais um sistema de gestão

profissional na área econômica, que em

primeiro plano reduz os custos dos insumos

e em segundo plano produz um aumento

da receita, incrementando a produtividade

financeira, sendo o laboratório contemplado

com um ganho adicional significativo na

competitividade empresarial e na redução do

risco de insolvência. Este sistema de gestão

já foi comercializado para multinacionais e

laboratórios brasileiros dos mais diversos

portes (cinco mil a três milhões de exames por

mês). A economia mensal proporcionada pelo

uso do SGCC não depende de investimentos

nas ações recomendadas, somente aporte de

gestão. Os resultados dependem do porte e da

situação de gestão no laboratório, mas todos

sempre ganham, o quanto ganham é que

varia de um para outro. Na média, o retorno

do investimento na consultoria (serviços e

produtos), se dá em três a quatro meses, o que

certamente é um excelente negócio.

O Sistema de Gestão Custo Certo – SGCC é

composto pelos seguintes produtos:

1- Serviços de consultoria que abrange os

processos produtivos e de gestão do laboratório.

2- Software de Gestão Custo Certo: Modelo

matemático-financeiro para cálculo dos

custos, análise da rentabilidade, análise de

risco, análise de negócios e da competitividade

de laboratórios clínicos. Os resultados deste

algoritmo são descritos a seguir.

0 50

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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GESTÃO LABORATORIAL

A- Desempenho da produção

(Contabilidade analítica):

1. Cálculo dos custos de produção dos exames.

2. Rentabilidade de parâmetros (Exames).

3. Rentabilidade de clientes (Convênios).

4. Rentabilidade de equipamentos.

5. Rentabilidade de setores (Áreas).

6.Teste em tempo real de tabelas de preços

de exames.

7. Comparação dinâmica de tabelas de preços

entre clientes.

8. Perdas no núcleo da produção.

B- Desempenho da organização

(Contabilidade sintética):

1. Custos fixos, variáveis, receitas, indicadores

de desempenho diversos – ID’s e ponto de

equilíbrio.

2. Planejamento orçamentário via benchmarking.

3. Análise de negócios.

4. Gestão de riscos.

5. Análise da competitividade empresarial.

C - Implantação e capacitação da

equipe: instalação do software nos

computadores e treinamento da equipe para a

operação (processos de atualização e análise)

do sistema de gestão SGCC.

D - Relatório analítico e quantitativo

detalhado dos resultados da Consultoria,

com oportunidades de melhorias quantificadas

e exequíveis sem investimentos.

A proposta ainda inclui os seguintes produtos

complementares:

• Livro (Digital) contendo todo o referencial

teórico sobre o assunto.

• Manual de operação do Programa Custo Certo.

• Instruções gerais – Programa Custo Certo.

• Folhas de verificação – Coleta de Dados

PA52

PA53

PA54

PA55

PA56

PA57

PA58

QUESTÕES FUNDAMENTAIS PARA PA59OS

PA60

GESTORES

PA61

PA63

PA65

Se o gestor do laboratório não souber responder

PA64

PA66

estas questões, ele poderá até estar PA72 lucrando

PA67

bem, entretanto, ainda assim, não controlará

PA68

de forma adequada a empresa.

PA69

PA70

PA71

PA73

PA74

PA77

PA78

• Qual o nível de competitividade PA79 do

PA80

laboratório comparado com a concorrência?

PA81

PA82

PA83

PA84

• Qual o grau do risco de insolvência da

organização?

PA85

PA86

PA87

PA88

PA90

PA91

PA92

PA93

• Quanto custa cada exame?

PA76

• Qual a rentabilidade de cada exame, por

PA96

PA94

convênio?

PA95

PA75

• Qual a rentabilidade de cada equipamento

e setor do laboratório?

PA115

PA116

• Que convênios são viáveis? Quais PA117 as suas

PA118

rentabilidades?

PA119

PA114

PA121

• Que convênios podem colocar em

PA120

risco o

laboratório? Neste caso, quais os limites de

valores podem ser aceitos numa negociação?

PA124

• Quais exames de um convênio devem ser

PA89

negociados?

• Qual deve ser o valor mínimo para um

determinado exame?

PA104

• Qual o nível de desconto que PA106 pode ser

PA110

concedido, para quais exames e convênios?

PA112

• Que exames devem ser terceirizados para a

máxima rentabilidade?

MEIOS DE CULTURA EM TUBOS

• Em que processos devem ser alocados os

recursos físicos, financeiros e humanos para

atingir metas desejadas?

• Com os recursos disponíveis quais os

melhores resultados possíveis?

• Quais serão as margens de lucro e as

rentabilidades do negócio para os mais

diversos cenários de vendas?

• Qual o ponto de equilíbrio do laboratório?

• Em caso de expansão do laboratório ou ainda,

da abertura de um novo negócio, que lucro esperar?

• Qual a forma e momento de mudar a

AGAR BILE ESCULINA 13x100mm (3ml)

operação AGAR CETRIMIDE do 13x100mm negócio? (3ml)

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• Quanto vale o laboratório?

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todas

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estas

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análise, CALDO LISINA que 13x100mm tem (4ml) autoridade para isto.

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*Humberto Façanha da Costa Filho

CALDO TETRATIONATO

Professor CALDO TRIPTICO e engenheiro, DE SOJA atualmente (TSB) é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso

de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

CAIXA C/ 10 TUBOS

CAIXA C/ 10 TUBOS

CAIXA C/ 08 TUBOS

CAIXA C/ 10 TUBOS

CAIXA C/ 10 TUBOS

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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Val 10 meses / 10 a 30 C

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Val 12 meses / 2 a 8 C

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Val 10 meses / 10 a 30 C

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Val 70 dias / 2 a 8 C

Val 70 dias / 2 a 8 C

Val 12 meses / 2 a 8 C

DIVERSOS

PA285

PA284

PA125

PA126

PA127

PA128

PA129

PA130

PA131

PA132

PA133

PA134

PA135

PA140

PA141

PA142

PA146

PA147

PA148

Dispensa fixação

PA149

prévia

PA151

Liberdade PA152 na escolha do

PA153

tempo e intensidade da

coloração, sem afetar a

qualidade da lâmina

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AGAR CITRATO DE SIMMONS

AGAR CLED

AGAR COLUMBIA

AGAR DNASE

AGAR ENTERICO HEKTOEN

AGAR MAC CONKEY

AGAR MANITOL

AGAR MUELLER HINTON

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AGAR TRIPLICE ACUCAR E FERRO (TSI)

AGAR XLD

BASE AGAR SANGUE

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CALDO TIOGLICOLATO

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FRASCO C/ 100ml

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PACOTE C/ 36g

PACOTE C/ 41g

PACOTE C/ 39g

PACOTE C/ 76g

PACOTE C/ 51,5g

PACOTE C/ 111g

PACOTE C/ 38g

PACOTE C/ 36g

PACOTE C/ 36g

PACOTE C/ 40g

PACOTE C/ 59,4g

PACOTE C/ 55g

PACOTE C/ 40g

PACOTE C/ 37g

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Val 12 meses / 10 a 30 C

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MATÉRIA DE CAPA

Grupo Sarstedt inaugura

primeira fábrica brasileira

com alta tecnologia alemã em

tubos para coleta de sangue

Com o objetivo de marcar presença de forma

ainda mais competitiva no crescente mercado

de saúde brasileiro, o grupo Sarstedt deu

início, em setembro de 2018, aos trabalhos

de produção local de tubos de transportes

de amostras biológicas, além da fabricação

nacional de seu exclusivo sistema de coleta de

sangue S-Monovette®.

0 56

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


MATÉRIA DE CAPA

O investimento de mais de R$ 90 milhões na

fábrica localizada em Porto Feliz, interior de

São Paulo, foi realizado com a expectativa

de abastecer o setor que envolve mais de

seis mil hospitais, milhares de laboratórios

e grandes demandas por exames clínicos.

Com a presença do board da empresa e do

presidente do conselho administrativo Sr.

Jürgen Sarstedt, a cerimônia de inauguração

da fábrica, no dia 12 de dezembro de 2019,

foi marcada por uma série de homenagens

aos profissionais que participaram dos mais

de 20 anos de atividade da multinacional

no Brasil. Cerca de 160 convidados, entre

clientes, autoridades locais, funcionários e

fornecedores participaram das celebrações.

Durante a cerimônia, o Sr. Rainer Schuster,

um dos membros do board, convidou a

médica hematologista Dra. Nydia Strachman

Bacal a prestar uma homenagem póstuma

ao seu ex-companheiro, o também médico

Dr. Luiz Gastão Rosenfeld.

Presidente do Centro de Hematologia

de São Paulo (CHSP), membro da Mesa

Administrativa do Conselho do Hospital

Israelita Albert Einstein e Relações

Institucionais da Diagnósticos da América

S/A (DASA), o Dr. Gastão foi o principal

responsável pela chegada dos produtos da

Sarstedt ao Brasil.

O Sr. Jürgen Sarstedt entregou ao prefeito de

Porto Feliz, Dr. Cassio Habice Prado, um cheque

simbólico de R$ 150 mil, representando a doação

de igual valor em produtos para a Santa Casa da

cidade, no encerramento do evento. “Para nós é

fundamental o sentimento de pertencimento

à comunidade em que vivemos. Sempre temos

essa preocupação com a responsabilidade

social e queremos nos colocar à disposição

da prefeitura e da comunidade, para sermos

parceiros”, destacou Sarstedt.

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020 0 57


MATÉRIA DE CAPA

POR DENTRO DA CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA

PLANTA DA AMÉRICA LATINA

A decisão de investir em uma unidade

fabril no Brasil também teve como motivo

agilizar o recebimento de pedidos e as

entregas. Com a produção em território

nacional, solucionam-se os entraves

provocados pelo processo de importação

dos produtos IVD e equipamentos. “Nossa

meta é ter mais controle no fornecimento

de produtos aos clientes, garantindo

mais rapidez e flexibilidade nos pedidos”,

afirma Jörg Dreisewerd, diretor geral da

Sarstedt no Brasil.

de assessoria científica e consultorias

educacionais e permanentes.

Capacidade de Expansão

Se em um primeiro momento a fábrica

brasileira da Sarstedt prevê a geração de

mais de 100 empregos diretos e indiretos e

capacidade de produção de até 100 milhões

de tubos do sistema S-Monovette® por ano,

a proposta a longo prazo é ampliar o volume.

Com a ampliação, o mercado latinoamericano

também passaria a ser atendido

pela unidade local. “Por enquanto tudo

que produzimos é distribuído no mercado

nacional. No entanto, fazem parte dos

planos futuros a importação para países

como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai, e

em um segundo momento Peru e Colômbia,

considerados mercados estratégicos para a

Sarstedt”, adianta.

Para montagem da linha de produção

brasileira, a empresa contou com um

departamento interno exclusivo que

desenvolve e constrói o próprio maquinário.

Esse recurso viabilizou que a nova fábrica

fosse desenhada com a última geração de

equipamentos utilizados em todo grupo.

“Diferente do que pode ocorrer em algumas

filiais, nós fomos agraciados com tecnologia

de ponta em todos os níveis”, destaca o diretor.

“A unidade foi projetada pensando em sua expansão tanto da

parte logística, quanto da linha de produção”

informa Dreisewerd.

A produção de tubos S-Monovette®

irá somar-se ao amplo portfólio de

produtos exclusivos para setores especiais

laboratoriais, tais como biologia molecular,

toxicologia, microbiologia, urinalise,

parasitologia, transporte e armazenamento

de itens biológicos, bem como serviços

0 58

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


O Revolucionário

Sistema S-Monovette®

Desenhado pela Sarstedt, o sistema

S-Monovette® de tubos para coleta de

sangue é um produto que vem revolucionando

o mercado. Por seu intermédio

é possível coletar o material por

aspiração ou “fresh vacum”. Com essa

dupla função, os tubos S-Monovette®

permitem que o profissional de saúde

decida qual a melhor opção, de acordo

com as condições de saúde do paciente.

MATÉRIA DE CAPA

“Os tubos da Sarstedt têm a vantagem

de oferecer um sistema fechado, híbrido

e que permite tanto o uso por aspiração

quanto a vácuo”, afirma Dreisewerd.

Entre as vantagens está a significativa

redução de problemas pré-analíticos

mais frequentes, como a hemólise, além

de proporcionar uma coleta mais humanizada.

“O S-Monovette® cria menos

pressão negativa, é mais suave (e menos

traumático) para o paciente debilitado,

principalmente aquele dos segmentos

pediátrico, geriátrico e oncológico”.

Os demais benefícios do sistema

S-Monovette® incluem as variedades

nas opções, tamanhos e volumes dos

tubos e micro tubos, com capacidade

inicial em 100 microlitros para coletas

neonatais e a partir de 1,1ml, para as

coletas pediátricas.

As coletas adultas contam com tubos

de volume a partir de 1,4ml, o que garante

a análise laboratorial automatizada

com menores volumes sanguíneos

de coletas. O sistema é também compatível

com os equipamentos analíticos

e sistemas automatizados, proporcionando

conforto e integridade ao paciente,

agilizando os diagnósticos e as tomadas

de decisões e condutas médicas.

Automação pré e pós-analítica completa para laboratórios clínicos

A importância da automação laboratorial vem

crescendo ao longo dos últimos anos. Mercados saturados,

grande concorrência e alta pressão de custos

exigem inevitavelmente a criação, otimização e automação

dos processos laboratoriais.

Com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento,

fabricação e distribuição de soluções

para automação laboratorial, a Sarstedt atende

todas as necessidades dos clientes.

As soluções de automação são específicas e

customizadas para cada demanda, garantindo o

máximo em flexibilidade, além de possibilitar a realização

de processos com muito mais segurança,

eficácia e economia.

Como fornecedora de soluções e sistema, a

Sarstedt possui uma ampla linha de produtos

que inclui instrumentos compactos e soluções

de automação modulares para processos pré e

pós-analíticos em laboratórios clínicos e microbiológicos.

O portfólio de soluções inclui sistemas

modulares e stand-alone para:

• Carregamento de amostras

• Identificação de amostras

• Destampamento de amostras

• Aliquotagem

• Retampamento

• Separação, distribuição e armazenamento

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0 59


MINUTO LABORATÓRIO

Autismo e Atendimento Laboratorial.

A Arte de Atender Bem.

Por Fábia Bezerra

Fábia Bezerra *

Fábia Bezerra, Biomédica, com mais de 20 anos na

área Laboratorial. Consultora e Auditora na Empresa

Suzimara & Sarahyba Consultoria.

E-mail: contato@suzimaraesarahyba.com.br

Como atender bem estes clientes tão exclusivos?

Antes de falarmos sobre a melhor abordagem

para o atendimento de clientes autistas, vamos

entender sobre estes pacientes tão especiais?

Autismo é uma alteração cerebral que afeta a

capacidade de comunicação em níveis variados.

Ainda não se sabe claramente os fatores

que levam as crianças a desenvolver o transtorno

do Espectro Autista. Entre as possíveis

causas, encontramos anormalidades cromossômicas,

fatores ambientais, alterações bioquímicas,

deficiência e anormalidade cognitiva

de causa genética e hereditária.

Dentre os níveis de Autismo, encontramos os

chamados Asperger, que possuem inteligência

até acima da média e fala Íntegras, porém, se

sentem muito desconfortáveis com contatos

físicos e estabelecimento de relações. Existem

também graus mais severos de Autismo onde

os indivíduos apresentam atraso ou falta de

linguagem verbal, possuem comportamentos

inflexíveis, alto nível de estresse e resistência

para mudar de foco ou atividade, apresentam

também uma enorme limitação em iniciar

uma interação com desconhecidos e quase

nunca respondem às tentativas de interação

dos outros. Em alguns casos, somam-se ainda

seus maneirismos – que são comportamentos

motores repetitivos como agitar ou torcer as

mãos, por exemplo.

Não é um diagnóstico fácil, portanto, as dificuldades

da criança na escola, por exemplo,

pode ser que não seja uma simples preguiça

de estudar, mas um pedido inconsciente de

ajuda.

E como devemos atender a estes pacientes

hipersensíveis?

Em primeiro lugar, conversar com seus acompanhantes,

a fim de identificar a melhor abordagem

para atender o cliente. O ideal é fazer o

atendimento em algum ambiente calmo, sem

barulho, despertar o interesse para assuntos

que lhe agradem e por fim, localizar a veia e

preparar os materiais de coleta. Mantenha um

contato amigável e jamais dispense a ajuda de

quem o acompanha.

“Ao falar com o paciente, procure modular sua

voz, fazendo entonações que o ajude a identificar

emoções. Gesticule de maneira a mostrar

que você tem interesse em entendê-la. Use

palavras simples e curtas, expresse-se usando

os olhos, boca, nariz e corpo. Tenha paciência.

Dê um tempo para que ela possa processar as

informações”.

Em caso de precisar imobilizá-la para coleta,

não mude seu tom de voz, peça ajuda de

quem o acompanha. Sabemos o quanto podem

ser fortes e resistentes, desafiando nossas

manobras de atendimento acolhedor, então, a

dica preciosa é: identifique onde será a feita

a punção antes da necessidade de imobilizar.

Desta forma, o estresse será mínimo para o

cliente, para o acompanhante e para quem faz

a coleta.

Mesmo após o atendimento, se puder, demonstre

que você se importa com a presença

dele e seja o mais simpático possível.

Bibliografia:

http://cotidiano.sites.ufsc.br/abril-e-o-mes-de-conscientizacao-

-do-autismo/

https://carlaulliane.com/2016/os-3-graus-do-autismo/

https://apaebh.org.br

http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/artigo650.shtml

https://www.semprefamilia.com.br/como-agir-com-uma-

-crianca-autista

0 60

Revista NewsLab | Dez/Jan 2020


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de variante e reduzem artefatos

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Possibilite determinação de perfil genômico abrangente com a profundidade do sequenciamento

necessária para sensibilidade de cfDNA

Múltiplos biomarcadores e diferentes tecidos avaliados através de

um único fluxo de trabalho

Conforme os métodos moleculares se aprimoram, a capacidade de usar DNA livre

de células (cfDNA) a partir de amostras de plasma para analisar variantes somáticas de

tumores sólidos torna-se possível.

O sequenciamento de próxima geração (NGS) fornece não apenas a sensibilidade

e precisão necessárias para detectar variantes em pequenas quantidades de DNA tumoral

circulantes (ctDNA), como também a capacidade de avaliar múltiplas classes de

variantes entre centenas de genes em um único ensaio (Figura 1). Ensaios não invasivos

baseados em amostras do plasma surgiram como um complemento atrativo para ensaios

baseados em biópsia de tecidos, fornecendo a oportunidade de avaliar múltiplas

amostras ao longo do tempo, incluindo tecidos que são de difícil acesso.

Com a otimização dos métodos NGS, ensaios não invasivos têm o potencial de detectar

mutações que surgem em novos locais de diferentes tecidos e novos loci no genoma.

Estudos recentes em câncer gastrointestinal e em câncer de pulmão não pequenas

células revelaram não apenas que análises de cfDNA são altamente concordantes com

análises baseadas em tecido, como também que análise de cfDNA detectou um número

significativo de biomarcadores recomendados por diretrizes e alterações de resistência

não encontradas nas biópsias de tecidos correspondentes.1,2

A partir de 30 ng de cfDNA, o TruSight Oncology 500 ctDNA (Tabela 1) avalia múltiplas

classes de variantes incluindo variantes em um único nucleotídeo (SNVs), inserções/deleções

(indels), variações em número de cópias (CNVs), fusões de DNA, instabilidade

de microssatélites (MSI) e carga mutacional do tumor (TMB) em um ensaio

não invasivo (Tabela 2, Figura 1). TruSight Oncology 500 ctDNA utiliza a Plataforma

DRAGEN Bio-IT ultrarrápida para análise de dados, permitindo que o fluxo de trabalho

inteiro seja concluído em cinco dias, a partir de uma biblioteca de DNA gerando um

relatório de variantes consolidadas (Figura 2).

Tabela 1: TruSight Oncology 500 ctDNA

Parametro

Detalhes

Sistema

Tamanho do painel

Conteúdo

CNVs

Rearranjos

Microsatelites

Tipo de Amostra

Quantidade de DNA

Tempo

Tipo de corrida

Reads por amostra

Amostras por corrida

Sequenciamento

Tamanho do kit

NovaSeq 6000

1.94 Mb DNA

523 genes

59 genes

23 genes

76 loci

cfDNA a partir de plasma

30 ng cfDNA

5 dias do preparo ao relatório

2 x 15 bp

400M para 35,000x de cobertura

8 amostras por (S2 flow cell)

24 amostras por (S4 flow cell)

36 hr, 10 hrs análise (S2 flow cell)

45 hr, 22 hrs análise (S4 flow cell)

48 samples

Estudos recentes utilizando a análise de um perfil genômico abrangente em grandes

coortes demonstraram que até 90% das amostras pode ter alterações genéticas informativas.3-8

Com tempo limitado e acesso limitado a alguns tipos de tecidos, um teste

abrangente avaliando uma ampla variedade de biomarcadores aumenta a chance de

obter informações relevantes a partir de uma única amostra. O TruSight Oncology 500

ctDNA permite uma determinação de perfil genômico abrangente a partir de biópsia

liquida (cfDNA). Por ser um ensaio baseado em plasma, o TruSight Oncology 500 ctD-

NA pode ser usado para determinar o perfil de marcadores de resistência, apoiando

o monitoramento longitudinal e identificando biomarcadores relevantes quando a

biópsia tecidual não é recomendada.

Figura 1: A biópsia líquida permite a análise de biomarcadores genéticos para múltiplos tipos de variantes e múltiplos tipos de câncer— Algoritmos sofisticados de correção de erros e alta profundidade de sequenciamento

permite a detecção dos principais biomarcadores em cfDNA com baixo limite de detecção, a partir de 0,5% de frequência de alelos de variantes.

* Sob desenvolvimento, a ser lançado em 2020

0 62

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


RADAR CIENTÍFICO

Preparo de Biblioteca | Sequenciamento | Análise de Dados

Aproveitando a experiência de autoridades reconhecidas na comunidade

de oncologia, o conteúdo genético do painel foi desenvolvido para incluir

tanto as diretrizes atuais como biomarcadores emergentes, incluindo uma

cobertura abrangente de genes envolvidos nas principais diretrizes e estudos

análise clínicos de variantes para múltiplos em 5 dias. tipos tumorais. Ao usar a comprovada tecnologia

Illumina Aproveitando para a análise a experiência em cfDNA de variantes autoridades com maior reconhecidas probabilidade na de

comunidade de oncologia, o conteúdo genético do painel foi

exercer

desenvolvido

uma função

para

tumoral,

incluir

o conteúdo

tanto as

abrangente

diretrizes

do TruSight

atuais

Oncology

como

500 biomarcadores ctDNA serve como emergentes, uma base incluindo sólida para uma o desenvolvimento cobertura abrangente de futuras

de genes envolvidos nas principais diretrizes e estudos clínicos

soluções diagnósticas em oncologia.

Como o DNA tumoral circulante (ctDNA) representa uma pequena fração de

DNA livre de células (cfDNA), métodos poderosos são necessários para separar o

sinal do ruído. O ensaio TruSight Oncology 500 ctDNA utiliza a mais alta profundidade

de sequenciamento (> 35.000x) para melhorar a sensibilidade. O preparo

da biblioteca também incorpora identificadores moleculares únicos (UMIs) que

são Como usados o DNA durante tumoral a análise circulante de dados (ctDNA) para reduzir representa erros de sequenciamento

uma pequena

fração de DNA livre de células (cfDNA), métodos poderosos são

inerentes.11

necessários

A manutenção

para separar

de alta

o sinal

especificidade

do ruído.

(baixos

O ensaio

falsos positivos)

TruSight

é

fundamental Oncology na 500 análise ctDNA de mutação utiliza em a frequência mais ultrabaixa. alta profundidade A introdução de

sequenciamento (> 35.000×) para melhorar a sensibilidade. O

UMI permite a detecção de mutações a uma frequência de0,5% de alelos variantes

únicos (VAF) (UMIs) para pequenas são variantes, usados com durante 95% de a análise sensibilidade de dados e >99,995% para

preparo da biblioteca também incorpora identificadores moleculares

reduzir erros de sequenciamento inerentes.

de especificidade (Tabela 3). O software de análise 11 A manutenção de alta

de dados, que é executado

especificidade (baixos falsos positivos) é fundamental na análise de

na mutação plataforma em DRAGEN frequência Bio-IT ultrabaixa. fornecida separadamente, A introdução implementa de UMI permite uma sofisticada

correção de erros antes da análise de variantes que foi desenvolvida em

a

detecção de mutações a uma frequência de0,5% de alelos variantes

(VAF) para pequenas variantes, com 95% de sensibilidade e

combinação com os reagentes do ensaio.

Figura 2: Fluxo de trabalho NGS—O ensaio TruSight Oncology 500 ctDNA se integra aos fluxos de trabalho atuais do laboratório, a partir de ácidos nucleicos até

para múltiplos tipos tumorais. Ao usar a comprovada tecnologia

Illumina para a análise em cfDNA de variantes com maior

probabilidade Tabela 2: Variantes detectadas exercer pelo TruSight uma Oncology função 500 ctDNA tumoral, o conteúdo

abrangente do TruSight Oncology 500 ctDNA serve como uma

base Tipo de variante sólida para Exemplos o desenvolvimento relevantes de futuras soluções

diagnósticas SNVs e indel em oncologia.

EGFR éxon 19, BRAF V600E, EGFR T790M

Fusões de DNA

ALK, ROS1, NTRK, RET

Tabela CNVs 2: Variantes HER2 detectadas pelo TruSight Oncology 500 >99,995% de especificidade (Tabela 3). O software de análise de

ctDNA

MSI

MSI-High

dados, que é executado na plataforma DRAGEN Bio-IT fornecida

TMB Tipo de variante TMB-High

Exemplos relevantes

Tabela 3: Detecção de variantes de baixa frequência com alta precisão

separadamente, implementa uma sofisticada correção de erros

SNVs e indel

EGFR éxon 19, BRAF V600E, EGFR T790M

antes da análise de variantes que foi desenvolvida em combinação

Fusões de DNA

ALK, ROS1, NTRK, RET

Tipo de variante Sensibilidade Especificidade

com os reagentes do ensaio.

CNVs

HER2

Pequenas variantes (≥ 0.5% VAF) ≥ 95% ≥ 99,995%

A correção de erros permite detecção precisa de biomarcadores

TMB presentes em nível muito baixo TMB-High

Deleções de genes (alteração ≥ 0,6 vezes) ≥ 95% ≥ 95%

MSI

MSI-High

Amplificações de genes (alteração ≥ 1,4 vezes) ≥ 95% ≥ 95%

Tabela 3: Detecção de variantes de baixa frequência com alta

precisão

Rearranjos de genes ≥ 95% ≥ 95%

Tipo de variante Sensibilidade Especificidade

MSI alta detecção (≥ em 2% de fração do tumor) ≥ 95% ≥ 95%

A correção de erros permite detecção

Pequenas variantes (≥ 0.5% VAF) ≥ 95% ≥ 99,995%

precisa O preparo da de biblioteca biomarcadores TruSight Oncology 500 presentes ctDNA é baseado em

química Amplificações de genes (alteração ≥ 1,4 vezes) ≥ 95% ≥ 95%

de

nível

enriquecimento

muito baixo

Deleções de genes (alteração ≥ 0,6 vezes) ≥ 95% ≥ 95%

comprovada usando sondas biotiniladas e esferas magnéticas

revestidas com estreptavidina para purificar alvos selecionados a partir de Oncology MSI alta 500 detecção ctDNA (≥ foi em validado 2% de fração com base do na cobertura ≥ 95% de 35.000x ≥ com 95% 30ng

Para atingir uma sensibilidade >95% a 0,5% VAF, o desempenho do TruSight

Rearranjos de genes ≥ 95% ≥ 95%

O preparo da biblioteca TruSight Oncology 500 ctDNA é baseado

em química de enriquecimento comprovada usando sondas tumor)

bibliotecas biotiniladas DNA. e esferas Um benefício magnéticas da química revestidas de enriquecimento com estreptavidina é o uso de sondas para de cfDNA, rendimento esperado de amostras de plasma. Se rendimentos mais

Para atingir uma sensibilidade >95% a 0,5% VAF, o desempenho

desenvolvidas

purificar alvos

de tamanho

selecionados

grande o

a

suficiente

partir

para

de

gerar

bibliotecas

alta especificidade

DNA. Um

de altos do TruSight de cfDNA são Oncology obtidos, o 500 teste ctDNA pode ser foi usado validado com quantidade com base maior na de

benefício da química de enriquecimento é o uso de sondas

ligação, desenvolvidas mas também de tamanho permitindo grande hibridização o suficiente para alvos contendo para gerar pequenas alta amostras

cobertura

iniciais.

de 35.000×

Em casos

com

onde

30ng

a quantidade

de cfDNA,

de cfDNA

rendimento

é mais alta

esperado

ou mais

de amostras de plasma. Se rendimentos mais altos de cfDNA são

mutações. especificidade O mecanismo de ligação, reduz mas perda também de amostras permitindo na presença hibridização de variações para alélicas

naturais e artefatos de sequência.

baixa obtidos, do que o a teste quantidade pode recomendada, ser usado a com sensibilidade quantidade deve, teoricamente, maior de

alvos contendo pequenas mutações. O mecanismo reduz perda de

amostras na presença de variações alélicas naturais e artefatos de

aumentar amostras ou iniciais. diminuir Em de acordo casos (Tabela onde 4). a quantidade de cfDNA é mais

alta ou mais baixa do que a quantidade recomendada, a

sequência.

sensibilidade deve, teoricamente, aumentar ou diminuir de acordo

(Tabela 4).

Tabela 4: Sensibilidade prevista em amostras de entrada e limites de detecção variados.

Tabela 4: Sensibilidade prevista em amostras de entrada e limites de detecção variados.

Frequência de alelos de variantes

Entrada (cfDNA)

0,20% 0,30% 0,40% 0,50% 0,60% 0,70% 0,80% 0,90% 1,00%

10 ng 38,46 59,39 74,54 84,57 90,88 94,71 96,97 98,29 99,04

30 ng 90,83 98,27 99,70 99,95 99,99 100,00 100,00 100,00 100,00

50 ng 99,02 99,95 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

70 ng 99,91 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

100 ng 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

Cálculos baseados na cobertura de 35.000x para pequenas variantes hotspot. Variantes hotspot ocorrem > 50 no banco de dados COSMIC.

Apenas Para Uso em Pesquisa. Não se destina a uso em procedimentos diagnósticos. 1170-2019-006-A | 2

0 64

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Imuno-Rápido WAMA

DENGUE

IgG/IgM

NS 1

Os kits Imuno-Rápido Dengue IgG/IgM e NS1 da WAMA Diagnóstica

foram desenvolvidos para permitir o rápido diagnóstico da Dengue.

Eles utilizam a metodologia imunocromatográca, detectando

qualitativamente os anticorpos IgG e IgM, separadamente,

e o antígeno NS1, oferecendo a possibilidade de se determinar

a fase da doença, se recente ou pregressa.

Reagente

Não Reagente

Reagente

Não Reagente

Alta Sensibilidade e Especicidade

Detecção no soro ou plasma (IgG/IgM)

Detecção no sangue total, soro ou plasma (NS1)

Bandas de fácil identicação

Apresentação: 10, 20 e 40 testes

Kits registrados no Ministério da Saúde do Brasil

Assessoria técnica e cientíca para todo o Brasil

Dengue IgG/IgM

Dengue NS1

Sensibilidade Especicidade

99% 98%

94,6% 98,6%

Linha:

Doenças Infecciosas:

Alerta - Autoteste HIV 1e 2

Anti-HBs

HBsAg

HBsAg Plus

HCV (Hepatite C)

HIV 1e 2

Rotavírus

Doenças Tropicais:

Chikungunya IgG/IgM

Dengue IgG/IgM

Dengue NS1

Malária - Pf/Pv

Malária - Pf/Pan

ZIKA IgG/IgM

Marcador Cardíaco:

Troponina I

Marcadores Tumorais:

PSA (sensib. 2,5mg/ml)

Sangue Oculto Fecal

Hormônios:

hCG (Placa-teste)

hCG (Tira-teste)

Precisão - Autoteste hCG

Rev.: 01/2020

Tel: + 55 16 3377.9977

SAC: 0800 772 9977

wamadiagnostica.com.br

atendimento@wamadiagnostica.com.br

facebook.com/wamadiagnostica

linkedin.com/wamadiagnostica

instagram.com/wamadiagnostica

Rua Aldo Germano Klein, 100 - CEAT, São Carlos/SP – Brasil

Constante Evolução


RADAR CIENTÍFICO

Conteúdo abrangente

O painel TruSight Oncology 500 ctDNA inclui uma lista abrangente de biomarcadores

comumente mutados em diversos tipos de neoplasias.

A análise de vários tipos de biomarcadores relevantes a um dado tipo tumoral

(SNVs, indels, fusões de DNA, CNVs, TMB, MSI) pode ser avaliada a partir da mesma

amostra em um único ensaio (Figura 1). O painel usa um desenho de sonda

que permite a captura de fusões de genes conhecidas e novas. O painel TruSight

Oncology 500 ctDNA inclui 523 genes para detecção de variantes. Para a lista

completa de genes, visite www.illumina.com/tso500-ctDNA.

Pipeline rápido via Plataforma DRAGEN Bio-It

Hardware e software aprimorados na plataforma DRAGEN reduzem o tempo de

análise de dados de nove dias para ~ 20 horas (Tabela 5). Usando um conjunto

sofisticado de algoritmos, a Plataforma DRAGEN foi otimizada para uso com o

ensaio TruSight Oncology ctDNA visando realizar alinhamento, colapso e correção

de erros na análise de variante que inclui TMB e MSI, a partir de cfDNA, diferentemente

de resultados qualitativos do PCR e ensaios baseados em IHC, o TruSight

Oncology 500 ctDNA fornece uma pontuação quantitativa de MSI derivada de

mais de 70 sítios de marcadores de homopolímero de MSI. Para a análise de TMB,

o TruSight Oncology 500 ctDNA otimiza a sensibilidade através da medição de

SNVs e indels não sinônimos e sinônimos. Após a análise de variante e correção

de erros, a exatidão da medição de TMB é ainda melhorada através de filtros de

variantes de linhagem germinativa, variantes de baixa confiança e variantes associadas

com a hematopoiese clonal de potencial indeterminado.

Resumo

Os laboratórios podem usar independentemente o kit TruSight Oncology 500

ctDNA para permitir uma determinação de perfil genômico abrangente a partir

de amostras de plasma. Testes de biópsia líquida podem ser usados para superar

limitações de tecidos (tecido limitado, heterogeneidade do tumor), determinar

o perfil de biomarcadores de resistência e avaliar o monitoramento longitudinal.

Com o uso de química de captura híbrida com ferramentas sofisticadas para

reduzir erros e alta profundidade de sequenciamento, é possível obter dados de

alta qualidade a partir de amostras com baixo limite de detecção (0,5% VAF).

O TruSight Oncology 500 ctDNA é um teste baseado em NGS que analisa centenas

de biomarcadores relacionados a câncer em um único ensaio. O conteúdo do

ensaio está alinhado com as diretrizes e estudos clínicos atuais, com a capacidade

de detectar múltiplos tipos de variantes de 523 genes implicados nos vários tipos

tumorais, sem a necessidade de múltiplas amostras para testes complementares.

Aproveitando o extenso conteúdo genômico, o TruSight Oncology 500 ctDNA

também fornece avaliação de biomarcadores de imunoterapia (TMB e MSI).

Saiba mais

Para mais informações sobre o TruSight Oncology 500 ctDNA,

visite www.illumina.com/tso500-ctDNA

Informações para pedidos

Tabela 5: O tempo necessário para análise de dados é dramaticamente reduzido com a

Plataforma DRAGEN Bio-IT

Kits incluem preparo de biblioteca e reagentes

de sequenciamento

No. de índices/

amostras

Catálogo no.

Etapa de análise de dados

Solução não

TruSight Oncology 500 ctDNA

DRAGEN*

DRAGEN solução de análise

Conversão BCL

6 horas 1 hora

Alinhamento +

Colapso +

170 horas 11 horas

Realinha-mento

Análise de fusão

10 horas 2 horas

Análise de variante

24 horas 8 horas

Tempo total

~9 dias ~20 horas

* Nódulo único, pipeline não paralelizado no cluster do servidor

TruSight Oncology 500 ctDNA (48 Amostras), Para Uso com NovaSeq

6000 (Kit de Reagente S2) (Inclui biblioteca prep DNA e reagentes de

enriquecimento. Inclui reagentes centrais do NovaSeq)

TruSight Oncology 500 ctDNA (48 Amostras), Para Uso com NovaSeq

6000 (Kit de Reagente S4) (Inclui biblioteca prep DNA e reagentes de

enriquecimento. Inclui Kits XP 4-Lane e reagentes centrais NovaSeq)

16 índices

48 amostras

16 índices

48 amostras

20039253

20039254

Referências

1. Parikh AR, Leshchiner I, Elagina L, et al. Liquid versus

tissue biopsy for detecting acquired resistance and tumor

heterogeneity in gastrointestinal cancers. Nat Med.

2019;25(9):1415-1421.

2. Leighl NB, Page RD, Raymond VM, et al. Clinical Utility of

Comprehensive Cell-free DNA Analysis to Identify Genomic Biomarkers

in Patients with Newly Diagnosed Metastatic Non-small

Cell Lung Cancer. Clin Cancer Res. 2019;25(15):4691-4700.

3. Stransky N, Cerami E, Schalm S, Kim JL, Lengauer C.

The landscape of kinase fusions in cancer. Nat Commun.

2014;5:4846. doi:10.1038/ncomms5846.

4. Boland GM, Piha-Paul SA, Subbiah V, et al. Clinical next

generation sequencing to identify actionable aberrations in a

phase I program. Oncotarget. 2015;6(24):20099-20110.

5. Massard C, Michiels S, Ferté C, et al. High-Throughput

Genomics and Clinical Outcome in Hard-to-Treat Advanced

Cancers: Results of the MOSCATO 01 Trial. Cancer Discov.

2017;7(6):586-595.

6. Harris MH, DuBois SG, Glade Bender JL, et al. Multicenter

Feasibility Study of Tumor Molecular Profiling to Inform Therapeutic

Decisions in Advanced Pediatric Solid Tumors: The

Individualized Cancer Therapy (iCat) Study. JAMA Oncol. 2016.

doi: 10.1001/jamaoncol.2015.5689.

7. Parsons DW, Roy A, Yang Y, et al. Diagnostic Yield of

Clinical Tumor and Germline Whole-Exome Sequencing for

Children With Solid Tumors. JAMA Oncol. 2016. doi: 10.1001/

jamaoncol.2015.5699.

8. Zehir A, Benayed R, Shah RH, et al. Mutational landscape

of metastatic cancer revealed from prospective clinical sequencing

of 10,000 patients. Nat Med. 2017;23(6):703-713.

9. Parikh AR, Leshchiner I, Elagina L, et al. Liquid versus

tissue biopsy for detecting acquired resistance and tumor

heterogeneity in gastrointestinal cancers. Nat Med.

2019;25(9):1415-1421.

10. Leighl NB, Page RD, Raymond VM, et al. Clinical Utility

of Comprehensive Cell-free DNA Analysis to Identify Genomic

Biomarkers in Patients with Newly Diagnosed Metastatic Non-

-small Cell Lung Cancer. Clin Cancer Res.

2019;25(15):4691-4700.

11. Illumina (2017) TruSight Oncology UMI Reagents.

(www.illumina.com/content/dam/illumina-marketing/

documents/products/ datasheets/trusight-oncology-umi-reagents-datasheet-1000000050425.pdf).

0 66

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Mais eficiência,

menor dose de radiação

Entenda como tecnologias como o EOS, dedicadas à avaliação da estrutura esquelética e articular, podem ajudar os médicos na

melhor decisão terapêutica

Há aproximadamente três anos, o Fleury

Medicina e Saúde trouxe da França o sistema

de imagens denominado EOS (étude d´os ou

estudo ósseo, na tradução para o português),

um sistema de imagem inovador para o cuidado

ortopédico avançado da coluna vertebral e

dos membros inferiores (quadris, joelhos, etc).

Fruto de uma brilhante evolução de um Prêmio

Nobel de Física, o aparelho é capaz de realizar

exames rápidos com qualidade 2D e 3D, livres

de estresse e, sobretudo, com expressiva redução

da dose de radiação para crianças e adultos.

Fig 1: Realização do exame no aparelho EOS e imagens obtidas.

O EOS é o único que permite a obtenção de

imagens simultâneas frontal e de perfil com o

paciente em posição funcional e em tempo mínimo.

Para se ter uma ideia, em média, são 20

segundos para exames do corpo todo de um

adulto; menos de 15 segundos para crianças.

Essas imagens em ortostase fornecem as informações

da estrutura osteoarticular e relações biomecânicas

necessárias para o diagnóstico, planejamento

pré-operatório, avaliação pós-operatória

e acompanhamento das afecções ortopédicas e

reumatológicas. O conjunto de dados obtidos na

aquisição das imagens pelo sistema EOS permite

gerar um modelo 3D de sua anatomia esquelética

e calcular medidas importantes.

Nós, radiologistas, devemos ter sempre a preocupação

de expor os pacientes a menor dose

de radiação para realização de um diagnóstico

ou planejamento terapêutico. As crianças, em

particular, são mais susceptíveis aos efeitos

colaterais potenciais ligados à radiação médica

excessiva, pois elas têm risco aumentado de

desenvolverem câncer induzido por radiação

mais tarde na vida. Exemplo disso é um estudo

publicado no New England Journal of Medicine

em 2007, no qual estima-se que aproximadamente

2% dos casos de câncer nos Estados

Unidos podem estar ligados ao uso crescente

da tomografia computadorizada.

Com o EOS, conseguimos reduzir a radiação

em até 85% comparado com a radiografia digital

(tecnologias padrão de raios-X), sem comprometer

a qualidade da imagem. Em casos de

acompanhamento de escoliose, nos quais são

necessárias radiografias semestrais ou anuais,

aplicamos a técnica de microdose para a aquisição

das imagens com um redução de aproximadamente

26 vezes da dose de radiação.

Fig 2: Paciente adolescente feminino de 19 anos. Imagens 2D (A e B)

e modelo 3D (C) em microdose.

Outra vantagem ímpar do EOS é sua capacidade

de obter imagens do corpo inteiro (Fig

2) em uma única varredura sem emendas ou

distorção vertical, fornecendo imagens de tamanho

real em uma escala de 1:1 para medições

precisas e planejamento cirúrgico. Essas

imagens permitem analisarmos as interações

osteoarticulares dos diversos segmentos anatômicos,

como, entender por que pacientes

com prótese do quadril e cirurgia da coluna

apresentam maior risco de luxação da prótese,

por exemplo. Uma vez que se entende a origem

do problema, ficamos mais próximo de

evitá-lo ou resolvê-lo.

Principais aplicações clínicas

Coluna vertebral

O caráter minimamente irradiante e 3D do

sistema EOS guiou naturalmente o desenvolvimento

do software para a gerência da

escoliose e da deformidade degenerativa do

adulto e idosos.

0 68

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Os modelos EOS 3D fornecem uma visão mais

completa da deformidade e calculam automaticamente

não só os parâmetros de balanço

coronal e sagital, mas também a rotação axial

de cada nível vertebral numa posição de suporte

de peso com o objetivo planejar tratamentos

cirúrgicos ou avaliar a funcionalidade de um colete

ortopédico (fig 4). Essa avaliação tridimensional

da escoliose é preconizada pela Scoliosis

Research Society, mais ativa e importante sociedade

médica de estudo da escoliose no mundo.

volve uma avaliação cuidadosa do alinhamento

osteoarticular. Se a orientação da prótese de articulação

não é ideal, pode levar a um maior risco

de complicações ou mesmo falha do implante.

A radiografia convencional apresenta o risco

dos erros de medição inerentes à projeção

de um volume sobre um plano e magnificação.

A TC, embora forneça informação em 3D,

é limitada pelo seu alto nível de radiação e

sua incapacidade de examinar um paciente

na posição funcional (em pé). A literatura

médica mostra que a modelagem 3D com o

sistema EOS pode fornecer medições mais

Prótese total do quadril

Para o ortopedista que deseja planejar a cirugia

de prótese do quadril, o EOS possibilita

estudar a “geometria da pelve do paciente”. O

passo seguinte, é o cirurgião escolher o melhor

implante e sua melhor posição para essa

determinada geometria. Além disso, no pós

operatório, permite o estudo do posicionamento

e orientação do implante com o paciente em

posições múltiplas (sentado, agachado, em pé),

o que é potencialmente útil quando se tenta

entender os maus resultados obtidos em alguns

pacientes que parecem ter implantes bem posicionados

na TC (conceito de versão funcional da

cúpula acetabular) (fig 5).

precisas de vários parâmetros-chave usados

para avaliar o alinhamento de membros inferiores,

como ângulos tibiais e femorais ou

angulações frontal e lateral.

Fig 5: Avaliação do posicionamento dos componentes da prótese (A e B). A avaliação

dinâmica ortostástica e sentada da orientação da cúpula acetabular (versão e inclinação).

Fig 3: Representação 2D, 3D frontal, 3D visão axial e vetores.

Membros inferiores (quadril, coxa, joelho,

perna, tornozelo)

O planejamento de cirurgias de quadril, joelho e

de outros segmentos dos membros inferiores en-

Fig 4: Medidas do comprimento real dos membros inferiores (A e B)

e das torções femoral e tibial.

Com esses exemplos conseguimos compreender

como, graças a uma visão ampla e

3D do esqueleto, o EOS tem contribuído para

avaliação da estrutura esquelética e articular,

apoiando médicos no diagnóstico e beneficiando

pacientes em seus tratamentos.

Dr. Flávio Duarte Silva

Dr. Flávio Duarte Silva é médico radiologista do Fleury Medicina e Saúde. Possui graduação

em Medicina, residência Médica em Radiologia - Diagnóstico por Imagem e especialização

em Radiologia Músculo-Esquelética pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

0 70

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


TRANSFUSION MEDICINE


MEDICINA DE PRECISÃO

Medicina de Precisão

novo paradigma no cuidado da saúde

Iniciado em outubro de 1990 e concluído em

abril de 2003 com um orçamento de três bilhões

de dólares, o Projeto Genoma Humano foi

um dos grandes feitos na história da ciência. A

cooperação de equipe internacional de pesquisadores

permitiu o mapeamento e o sequenciamento

de todos os genes do Homo sapiens,

concluindo aquilo que seria o genoma humano

com três bilhões de bases.

Com o avanço da tecnologia e o surgimento

do sequenciamento de nova geração

(Next Generation Sequencing – NGS), houve

uma redução significativa tanto no custo

bem como na velocidade de processamento

de um genoma. Desde então, houve um

salto vertiginoso na área da genômica e da

biologia molecular, atraindo vultosos investimentos

e gerando muitas expectativas em

relação ao impacto na medicina.

Neste contexto surge a proposta da medicina

de precisão, definida pela Fundação Européia

de Ciência (ESF) como uma nova abordagem

para classificar, entender, tratar e prevenir doenças

com base em dados e informações sobre

diferenças biológicas e ambientais individuais.

Busca integrar dados em toda a dinâmica

composição biológica de cada indivíduo, bem

como fatores ambientais e de estilo de vida

que interagem para gerar um fenótipo individual

complexo. Usando essas informações, os

modelos podem ser gerados para identificar a

mais apropriada escolha para os cuidados de

saúde, para o tratamento e prevenção de maneira

individual, e também evitando despesas e

efeitos colaterais de testes e tratamentos desnecessários.

Em essência, a medicina de precisão

representa uma mudança da medicina reativa

para cuidados de saúde proativos e preventivos.

A importância e a expectativa em relação à

medicina de precisão podem ser reconhecidas

por meio das agendas de pesquisas nacionais

em diversos países. Em 2014, o governo do

Reino Unido anunciou o Projeto 100K Genomas

com a proposta de sequenciar o genoma de 100

mil pacientes do Sistema de Saúde Nacional

(NHS) para tratar pacientes individualmente e

entender melhor o câncer, doenças raras e infecciosas.

O governo dos Estados Unidos divul-


MEDICINA DE PRECISÃO

gou o projeto “All of Us” em 2015, um programa

de medicina de precisão com orçamento de 215

milhões de dólares com o objetivo de recrutar

um milhão de participantes representativos da

população e compartilhar dados de registros

médicos eletrônicos, de saúde digital e de genômica

a fim de aprimorar a descoberta científica

e os cuidados clínico. Em 2016, a França

lançou seu projeto “France Médecine Génomique

2025”, com orçamento de 670 milhões de

euros para os cinco primeiros anos com a finalidade

de translacionar as pesquisas científicas

com sucesso para os cuidados com a saúde da

população. Neste mesmo ano, a China anunciou

seu projeto de 9,2 bilhões de dólares em medicina

de precisão. Inúmeras outras iniciativas

foram apresentadas como “Australian Genomics

Health Alliance”, “Genome Canada”, “Bench To

Beside Project” de Israel, “Implementation of

Genomic Medicine Project” do Japão, “Genome

Technology to Business Translation Program” da

Coreia, “POLARIS” de Cingapura e “Pharmacogenomics

and Personalized Medicine” da Tailândia.

No Brasil foi lançado o “Brazilian Initiative

on Precision Medicine” (BIPMed) em 2015, com

o objetivo de implementar a medicina de precisão

para benefício da população brasileira.

O governo brasileiro, prevendo a capacidade

de transformação da medicina genômica para

os cuidados de saúde, tem fomentado novos

projetos em parceria com centros de pesquisas

privados. Dentre estes, o “Projeto Genomas

Raros”, realizado em conjunto com o Hospital

Albert Einstein, onde serão sequenciados 1500

genomas de indivíduos brasileiros com doenças

raras de suposta base genética e risco hereditário

de câncer, com o objetivo de estabelecer

padrões com as boas práticas para os projetos

futuros em genômica humana no Sistema Único

de Saúde.

Já presenciamos aplicações da medicina de

precisão em diferentes momentos da vida de

um indivíduo atualmente: na triagem genética

do casal antes da concepção para redução de

risco de transmissão de doenças genéticas para

a prole, nos testes genéticos para avaliação de

anormalidades cromossômicas fetais no início

da gestação, no diagnóstico rápido por meio de

sequenciamento de condições genéticas logo

ao nascimento para tratamento específico e

redução de morbimortalidade, e na vida adulta,

diagnosticar e oferecer terapêutica precisa a doenças

como câncer.

Nos últimos anos houve um acentuado aumento

na disponibilização e no uso de testes

genômicos e que deve prosseguir. Podemos

constatar pelo número de testes multigênicos,

incluindo painéis genéticos, sequenciamento

completo de exoma e de genoma. O mercado

do sequenciamento clínico - que inclui o uso

de testes de sequenciamento para diagnóstico,

previsão de risco, seleção e monitoramento de

terapia e triagem - está crescendo a uma taxa

anual composta de 28%1. Diante do volume

de dados gerados por estes testes genômicos,

ferramentas de processamento e de análise de

dados precisam ser eficazes em entregar resultados

confiáveis, precisos e com agilidade por

meio da bioinformática. O Varstation, por exemplo,

é a plataforma de análise de dados utilizada

pelo Hospital Albert Einstein e que também

será utilizada no Projeto Genomas Raros.

Para que a medicina de precisão seja amplamente

adotada, não basta apenas a disponibilização

de dezenas de milhares de testes

genômicos, porém, faz se necessária a geração

de evidências de alta qualidade da melhora nos

desfechos dos pacientes. A medicina de precisão

representa uma mudança de paradigma nos

cuidados de saúde em processo de amadurecimento

e que veio para ficar.

Referências:

1. Phillips KA, Deverka PA, Hooker G, Douglas

MP. Genetic Test Availability, Spending, and

Market Trends. Where Are We Now? Where Are

We Going? Health affairs. 2018 this issue.

2. Ginsburg GS, Phillips KA.Health Aff

(Millwood). Precision Medicine: From Science

To Value. 2018 May;37(5):694-701. doi:

10.1377/hlthaff.2017.1624

3. Iriart JAB. Medicina de precisão/medicina

personalizada: análise crítica dos movimentos

de transformação da biomedicina no

início do século XXI. Cad. Saúde Pública 2019;

35(3):e00153118.

Dra. Kelin Chen

Dra. Kelin Chen é médica geneticista com residência pela Unifesp e título de especialista pela Sociedade de

Genética Médica e Genômica. Atualmente é vinculada ao laboratório clínico do Hospital Albert Einstein e escreve

em parceria com a Varstation - plataforma para processamento e análise de amostras genéticas de NGS.”

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


LADY NEWS

As análises clínicas do futuro

exigem providências presentes

O segmento laboratorial transformou-se drasticamente,

num curto período recente, pois a

tecnologia revolucionou ambientes, materiais,

processos, qualidade, precisão, eficácia, velocidade

e disponibilidade de serviços. O futuro,

que acontece todos os dias, faz com que essa

metamorfose ilimitada empolgue alguns e assuste

outros, sobretudo os pequenos laboratórios,

cuja capacidade de investimento é naturalmente

desproporcional à dos grupos que atuam

com o gigantismo do sucesso fora da curva – os

cases do segmento.

Para as principais referências do setor, inevitavelmente,

o grau de imprevisibilidade será sempre

menor, pois as tendências chegam por meio

de pesquisas próprias, visitas técnicas distantes

da realidade da maioria e até experimentação

gratuita de insumos e equipamentos. No entanto,

o avanço também carrega generosidades,

como a expansão do conhecimento e o fácil

acesso à informação, de modo que a atitude

individual pode agregar valores que não estariam

disponíveis, se o valor em questão fosse

monetário.

O farmacêutico precisa mergulhar, cada vez

mais, nos estudos sobre gestão, entendendo,

com aprofundamento, as razões que fazem

do laboratório uma marca com personalidade

própria, em que conceitos podem ser gradativamente

incorporados e a inserção de uma cultura

de profissionalismo pode começar com pequenos

passos, com baixos investimentos.

Estamos nos tempos em que o próprio laudo

é uma ferramenta conceitual, pois a logomarca

do laboratório nos papeis e envelopes transmite

organização, bom gosto estético e padronização.

Além disso, muitas mídias de veiculação gratuita,

como as redes sociais, acabam irrelevantes

pelo amadorismo das peças produzidas, quando

mesmo autônomos da comunicação, desde que

profissionais habilitados, fariam diferença.

Se, ainda, o baixo investimento representa

um passo adiante, nem tudo está engessado:

o paciente é a razão de ser mais apontada por

qualquer ator da saúde. No entanto, o esforço

em transmitir esse conceito é muito mais reativo

do que proativo. Veja que buscar leitura sobre

relacionamento interpessoal, conscientizar a

equipe de atendimento sobre a importância da

cordialidade e expor os cartazes, com as condutas

de segurança e os certificados de qualidade

adquiridos, são formas simples de fazer chegar

aos olhos dos clientes muita informação de valor

agregado.

É incorreto esperar solicitações diretas, quando

uma assistência diferenciada pode começar

com um serviço de aconselhamento, ofertando

a informação em saúde tão demandada pela

população, fidelização que o Google acaba por

conquistar, sem o menor esforço. Outro exemplo

é o tema sustentabilidade, tão caro nos dias atuais.

Enquanto os laboratórios preservam o meio

ambiente, inclusive por exigência da vigilância

sanitária, segmentos empresariais com impacto

insignificante enchem seus timbrados e comunicados

com selos e dicas sustentáveis.

O profissionalismo urge, pois o cenário 2020

promete ser ainda mais desafiador, com novos

impactos causados pelas mudanças políticas e

econômicas, que são tão mais positivos, quanto

mais preparado e adaptável forem o negócio

e seu empreendedor. A reforma tributária, os

planos de saúde populares, novas regras para

contratos entre operadoras e prestadores, além

do próprio pacto federativo, dado que muitos

laboratórios têm receitas significantes via licitações

municipais – constituem uma realidade

que precisa ser incorporada pelo setor.

Acrescente-se, ainda, a Medicina personalizada;

o crescimento populacional; a maior

longevidade; o surgimento de novas doenças; a

resistência microbiana; a segurança do paciente;

o crescimento incessante das tecnologias, inclusive

da informação; as regulações mais dinâmicas;

e a relação qualidade-custo da assistência. Todos

grandes desafios para atingir a sustentabilidade

econômica com excelência na saúde.

Posto tudo isso, nunca é demais lembrar que

a tecnologia não substitui postura profissional,

atenção, zelo, higiene, humanização. Tanto que a

melhor das propagandas continua a ser o cliente

satisfeito. A credibilidade segue associada à

confiança, cuja melhor forma de transmissão

sustenta-se no tripé organização, compromisso

e competência, valores não comercializáveis,

conquistados individualmente, independente

do tamanho do empreendimento.

Assim, inclusive as entidades que fomentam

e defendem nosso tão desafiador segmento,

além do suporte técnico-científico-jurídico,

precisam acompanhar os conceitos empreendedores

mais atuais e traduzir as tendências

mais relevantes em ações que informem e incentivem

a tomada de decisão e a conduta de

quem atua nas análises clínicas.

Dr.ª Lenira da Silva Costa

leniradasilvacosta@bol.com.br

Secretária-geral da Sessão de Análises Clínicas da Federação Internacional Farmacêutica (FIP); Vice-presidente do

Conselho Federal de Farmácia (CFF); Coordenadora do Grupo Técnico em Análises Clínicas do CFF; Secretária-geral

da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (Sbac); Especialista em análises clínicas, auditora de qualidade em

laboratórios clínicos e farmacêutica-bioquímica do Ministério da Saúde

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Publieditorial

Responsável Técnico: Dr. Cláudio M. M. Cerqueira - CRM: 6888 - RQE: 111

A expertise do PhD Patologia

Cirúrgica e Molecular, uma

empresa do Grupo São Marcos,

em medicina de precisão.

O Grupo São Marcos oferece em seu portfólio de serviços

de medicina diagnóstica e laboratorial, exames de

alta complexidade (esotéricos) e de genética, realizados

no PHD Patologia Cirúrgica e Molecular, um de seus núcleos

técnicos operacionais, localizado em São Paulo.

Com 13 anos de experiência, o PHD Patologia Cirúrgica

e Molecular é pioneiro em medicina de precisão e

apresenta sólido crescimento nas áreas de anatomia

patológica, patologia cirúrgica, biópsia de congelação,

citologia convencional e em meio líquido, biologia molecular,

imuno-histoquímica e genética de tumores. Nas

duas últimas, destaca-se pela qualidade certificada,

segurança e rapidez da entrega dos testes moleculares,

desempenhando papel importante tanto no prognóstico

de neoplasias e doenças infecciosas quanto na

assistência terapêutica, de acordo com a necessidade

individual de cada paciente.

A avaliação imuno-histoquímica dos receptores de

estrogênio e progesterona no câncer de mama, por

exemplo, pode definir a elegibilidade para tratamento

com tamoxifeno. Este tipo de câncer está entre os

mais comuns em mulheres no Brasil e, de acordo

com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 25%

e 30% dos tumores expressam o fator de crescimento

epidérmico humano tipo 2 (HER-2). Com o teste imunohistoquímico

é possível esboçar um prognóstico e

avaliar a acurácia e a eficácia do tratamento da doença

com trastuzumabe.

O sequenciamento genético, por sua vez, é um teste

de última geração que complementa o diagnóstico

anatomopatológico e auxilia na detecção de mutações

no DNA. A partir das informações sobre as mutações

encontradas em genes como K-RAS e N-RAS, B-RAF

e EGFR, por exemplo, pode-se definir se o paciente

responderá ou não a terapias alternativas à radioterapia,

quimioterapia ou ao tratamento cirúrgico.

Na Oncologia, tempo, precisão e segurança no

diagnóstico são fatores decisivos para que se obtenha

resposta terapêutica efetiva. O PHD tem como

diferenciais a rapidez na entrega dos resultados,

liberados em até 24 horas, e a diversidade de sua equipe,

composta por patologistas oncologistas especialistas

em cada tipo de câncer.

O Grupo São Marcos e o PHD Patologia Cirúrgica e

Molecular estão à disposição para mais informações.

(31)

saomarcoslaboratorio.com.br

2104.0133

saomarcoslaboratorio

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


CITOLOGIA

Citologia Oncótica Urinária

Uma ferramenta no auxílio ao diagnóstico e

monitoramento das neoplasias uroteliais de alto grau

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Os carcinomas do trato urinário são heterogêneos

e compreendem uma gama de lesões que

incluem desde pequenos tumores benignos a

neoplasmas agressivos com alta taxa de mortalidade.

O carcinoma de bexiga é a malignidade

mais prevalente, e a sua detecção precoce e o

seguimento adequado dos pacientes acometidos

são fundamentais devido a alta taxa de

recorrência da neoplasia.

No Brasil, segundo dados do INCA, o carcinoma de

bexiga possui uma estimativa de 10.640 novos casos

em 2020, sendo a grande maioria em homens.

No diagnóstico inicial, aproximadamente 70%

dos pacientes com câncer de bexiga não exibem

invasão muscular, entretanto, 5 anos após o

diagnóstico, o risco de recorrência varia entre 30

e 80%, sendo que aproximadamente 15% dos

casos progridem para invasão muscular. Apesar

dos carcinomas de baixo grau apresentarem um

bom prognóstico, os carcinomas de alto grau

musculo-invasivos apresentam um significativo

risco de progressão, com baixa sobrevida global,

e mortalidade de aproximadamente 60%.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento

desses pacientes são portanto, cruciais. A estratégia

diagnóstica atual é baseada na combinação de

exames de imagem, citoscopia e citologia de urina.

A citologia oncótica urinária é uma modalidade

diagnóstica utilizada tanto para rastreamento

do carcinoma urotelial como para o

monitoramento de pacientes com histórico da

neoplasia. Suas vantagens compreendem a

facilidade de coleta e o baixo custo do exame.

O desempenho da citologia da urina depende

do grau do tumor. É considerada um método com

alta sensibilidade para a auxílio ao diagnóstico de

carcinomas uroteliais de alto grau, especialmente

do trato urinário inferior. Para os tumores uroteliais

de baixo grau a sensibilidade é baixa. Já o

diagnóstico das lesões do trato urinário superior é

limitado em virtude da baixa preservação celular

e a distorção mecânica das células.

Apesar de sua utilização como método diagnóstico,

criticas devido a falta de padronização e

de reprodutibilidade, a baixa sensibilidade para

o diagnóstico de lesões de baixo grau e a grande

variabilidade do diagnóstico interobservadores

serviram como embasamento para a publicação

do Sistema Paris para Citologia Urinária

(TPS) em 2015. Esse método foi introduzido

a prática diária com o objetivo de simplificar e

padronizar os laudos em citologia urinária, de

modo semelhante ao Sistema Bethesda para a

citologia cérvico-vaginal.

Um estudo realizado recentemente2 apontou

que a citologia oncótica urinária possui alta correlação

com o diagnóstico anatomopatológico,

especialmente quando as biópsias são obtidas

do trato urinário inferior. Entretanto, até o momento,

é insuficiente por si só na maioria dos

casos para a detecção e acompanhamento de

carcinomas uroteliais.

Outros métodos diagnósticos detectáveis na

urina tem sido investigados, a exemplo dos

marcadores tumorais. As técnicas baseadas

em diferentes metodologias, como a detecção

do mRNA do marcador Survivina pela técnica

de PCR3, marcadores imunocitoquímicos

como p53/ki674, p16, citoqueratina 20, tem

sido propostas como ferramentas auxiliares na

detecção de carcinomas uroteliais de alto grau,

apresentando bons resultados.

É importante frisar que a utilidade da citologia

oncótica urinária vai muito além da identificação

dos componentes do sedimento em rotinas de

urina. A amostra biológica assume importância

também como método de detecção das alterações

malignas nas células esfoliadas, e pode

ser de grande utilidade quando em associação

com outros métodos diagnósticos. Sendo uma

metodologia não-invasiva e de baixo custo, oferece

um resultado confiável principalmente em

relação às lesões de alto grau, quando apresenta

uma especificidade próxima a 90%.

Referências:

Siegel RL, Miller KD, Jemal A. Cancer statistics, 2019. CA Cancer J Clin.

2019;69(1):7–34. doi:10.3322/caac.21551. Bertsch EC, Siddiqui MT, Ellis

CL. The Paris system for reporting urinary cytology improves correlation

with surgical pathology biopsy diagnoses of the lower urinary tract. Diagn

Cytopathol. 2018;46(3):221–227. doi:10.1002/dc.23878. Fu L, Zhang J, Li

L, Yang Y, Yuan Y. Diagnostic accuracy of urinary survivin mRNA expression

detected by RT-PCR compared with urine cytology in the detection of bladder

cancer: A meta-analysis of diagnostic test accuracy in head-to-head

studies. Oncol Lett. 2020;19(2):1165–1174. doi:10.3892/ol.2019.11227.

Courtade-Saïdi M, Aziza J, d’Aure D, et al. Immunocytochemical staining

for p53 and Ki-67 helps to characterise urothelial cells in urine cytology.

Cytopathology. 2016;27(6):456–464. doi:10.1111/cyt.12332

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Possui graduação em Farmácia com ênfase em Análises Clínicas e especialização Lato Sensu em

Citologia Clínica . Fez Mestrado em Patologia Geral e Experimental e Doutorado em Patologia - Biomarcadores

pelo Programa de Pós Graduação em Patologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde

de Porto Alegre (UFCSPA), na área de marcadores moleculares e imunohistoquímicos para o câncer.

Atualmente atua como professor do curso de Especialização em Citopatologia Diagnóstica da Universidade

Feevale, e como Pesquisador Pós-Doutor em projetos da Universidade Federal do Rio Grande do

Sul (UFRGS). É assessor da Controllab na área de Citologia/Citopatologia e Medicina Laboratorial.

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


BIOSSEGURANÇA

Jaleco: Características, Como Utilizar

Corretamente para Evitar as Infecções

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Rosalva Raimundo Silva, Amanda Maria Chaves

A Organização Mundial de Saúde (OMS), considera

o jaleco como uma importante barreira protetora

contra os microrganismos. Aqui no Brasil, os órgãos

regulamentadores, como a própria vigilância

sanitária, ficam à mercê de legislações implícitas de

como deveria ser o uso adequado das vestimentas

nos serviços de saúde. A Resolução da Diretoria

Colegiada Nº. 63 de 25/11/2011 da ANVISA, Seção

VII da Proteção à Saúde do Trabalhador, aborda no

artigo 46, que o serviço de saúde deve garantir que

seus trabalhadores com possibilidade de exposição

a agentes biológicos, físicos ou químicos utilizem

vestimentas para o trabalho, compatíveis com o risco

e em condições de conforto. Em parágrafo único,

deixa claro que, os trabalhadores não devem deixar o

local de trabalho com os equipamentos de proteção

individual, essa orientação também é mencionada

na Norma Regulamentadora 32, que trata da

segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde,

estabelece que “os trabalhadores não devem deixar o

local de trabalho com os equipamentos de proteção

individual e as vestimentas utilizadas em suas

atividades laborais.

O jaleco é um importante aliado do trabalhador

da área da saúde, e seu uso inadequado pode

comprometer a saúde do profissional e dos

pacientes. Infelizmente, ainda é “comum” vermos

o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho.

Visando a necessidade de minimizar os riscos

relacionados ao uso inapropriado do jaleco,

alguns estados brasileiros, como Rio de Janeiro

(lei nº 8626/19), São Paulo (Lei nº 14466/11)

e Minas Gerais (Lei nº 21.450/14), entre outros,

propuseram leis específicas que proíbem o

uso do jaleco fora do ambiente de trabalho. O

profissional de saúde que infringir as disposições

contidas nesta lei estará sujeito à multa, podendo

ser aplicada em dobro em caso de reincidência.

A premissa do uso do jaleco é cobrir maior parte

possível das áreas mais expostas a contaminação

do corpo. É importante que o comprimento da

manga seja avaliado antes do uso, pois os punhos

não podem ficar expostos e as mãos não devem

ficar parcialmente cobertas. Após o uso correto, antes

de deixar o ambiente de trabalho, deve-se retirar e

acondicionar o jaleco numa embalagem apropriada

e que seja utilizada exclusivamente para esse fim,

podendo ser um “porta jaleco”, confeccionado

com tecido de fácil higienização. Nunca se deve

guardar jalecos usados junto de outros que já foram

higienizados, ou de outras roupas e acessórios.

Para higienização adequada dos jalecos, em

casa, é recomendado que sejam lavados em balde

exclusivo para esse fim, Jalecos completamente

brancos e sem detalhes coloridos, que são os

ideais, devem ser imersos de molho em solução

de água sanitária na proporção de 10 ml para 1

litro de água por 30 minutos antes da lavagem

com sabão em pó. A água sanitária é danosa a

qualquer tecido, ocasionando amarelamento

e deterioração, portanto o tempo de duração

do molho e a concentração do produto devem

ser levados em consideração, contudo, existem

outros produtos específicos, de linha profissional

para uma desinfecção mais eficiente.

A lavagem pode ser feita normalmente com sabão

em pó ou líquido, seguido de enxague, lembrando

de guardar o jaleco no “porta jaleco” (que também

foi desinfetado), até o momento do seu uso. As

regiões que devem receber maior atenção na hora

da higienização são as mangas, os punhos e os

bolsos, pela maior incidência de contaminação.

A secagem deve ser feita preferencialmente em

ambiente natural, para evitar a possibilidade de

contaminação da máquina de lavar.

Ate quando podemos utilizar o jaleco?

Sinais de deterioração, como: furos, rasgos ou

relaxamento dos elásticos são indicadores da

necessidade de troca.

Devemos lembrar: os jalecos NÃO devem ter

“rendinhas”, nem “pin’s” (broches) decorativos!

Alguns profissionais afirmam que é só coloca

o “forro” no jaleco com rendinha, até resolve o

problema da proteção da pele. Porém, a rendinha

tem uma superfície muito “rugosa”, acumulando

sujeira e microrganismos. A desinfecção do jaleco

que tem rendinha não é feita de forma eficiente.

Jaleco com rendinha é considerado adorno

(enfeite), é proibido por lei.

Pessoal, lembrem que mesmo durante um

procedimento “sem ser invasivo”, os pacientes ou

as amostras que serão analisadas podem estar

contaminados com microrganismos patogênicos.

Jalecos com esses “adornos”, abriga vírus, bactérias,

fungos e colocam em risco também a família dos

profissionais que levam os jalecos para casa.

Biossegurança é um compromisso de todos!

Acompanhe as informações sobre biossegurança

no instagram @dr.biosseguranca.

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

@dr.biossegurança: Biólogo, mestre em patologia, doutor

em biotecnologia; palestrante e consultor em biossegurança.

Rosalva Raimundo Silva: BioCare Consultoria em Saúde

e Biossegurança

Amanda Maria Chaves: Odontóloga; Residente de

odontologia em saúde coletiva; BioCare Consultoria em

Saúde e Biossegurança.

Contatos

Tel.: (81)997965514

E-mail: jorgearaujofilho@gmail.com

Prof. Jorge Luiz Araújo Filho

Professor Jorge Luiz Silva Araújo-Filho (Instagram: @dr.biossegurança); Biólogo, mestre em patologia, doutor

em biotecnologia; Professor do curso de medicina (FIP e UNINASSAU); Coordenador de biossegurança da UNIFIP;

Coordenador do eixo básico do curso de medicina da UNIFIP; palestrante e consultor em biossegurança.

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


MICROBIOLOGIA CLÍNICA

Persistência e o Paradigma da

Antibioticoterapia: Onde Começa a Mudança

Caio Salvino

Olá, nosso assunto de hoje é a persistência,

conhecida entre nós como uma das qualidades

dos vencedores e pessoas de sucesso.

Mas não é dos seres humanos que iremos falar,

mas sim das bactérias, pois sua persistência

as têm mantido vivas mesmo após ataques

com antibióticos. Como isso acontece?

Pesquisadores da Universidade Surrey, Reino

Unido, publicaram um estudo no The Proceedings

of the National Academy of Sciences

(PNAS), periódico da National Academy of

Sciences do Reino Unido, intitulado “Loss

of phenotypic inheritance associated

with ydcI mutation leads to increased

frequency of small, slow persisters in

Escherichia coli”, ou “Perda da herança

fenotípica associada à mutação ydcI

leva a um aumento da frequência de

persistências pequenas e lentas em Escherichia

coli”.

Quando estamos nos referindo a bactérias,

persistência não muda exatamente de conceito.

Pelo contrário. Bactérias persistentes são as

que sobrevivem a processos como a exposição

a antibióticos.

A persistência provoca tratamentos prolongados

e surgimento de resistência, e o estudo

em questão visa rastrear cepas de Escherichia

coli selvagens e de alta persistência.

Este conceito não é novo, ele vem de 1942,

quando Gladys Hobby, e colaboradores, observou

comportamento diferente em cepas

de estreptococos quando submetidas à ação

da Penicilina. As cepas deste estudo, sobreviveram

ao tratamento, e foram denominadas

“persistentes”. Posteriormente, outro pesquisador,

Joseph Bigger, as chamou de “resistentes”.

Notemos que estes estudos antecedem o

método de Kirby e Bauer, que viria somente ao

final dos anos 60 do século passado.

Após verificação de fenômenos semelhantes,

este foi qualificado como “variação fenotípica”,

devido ao fato das cepas persistentes

serem geneticamente idênticas às cepas não

resistentes. Há descrição de persistência para

grande parte das bactérias patogênicas, sendo

responsável por falhas terapêuticas e resistência

em infecções crônicas.

O Que as Torna Persistentes?

Segundo os pesquisadores, a persistência

está associada ao crescimento lento, e este,

ao aumento de cepas em fase lenta e em fase

estacionária de crescimento.

Em seu estudo, foram identificados dois tipos

de persistores: o tipo I, cepas não crescentes

formadas durante a fase estacionária, e o tipo

II, células de crescimento lento geradas durante

o crescimento exponencial, denominada por

consenso como persistência espontânea, por ter

surgido durante crescimento exponencial.

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


As cepas em questão foram caracterizadas

como uma cepa mutante de E. coli de alto

Resumindo o Estudo

O estudo demonstra que em cepas de E. coli,

tuberculose e micobacteriófagos, publicados

no mesmo PNAS, sob o título (traduzido por

MICROBIOLOGIA CLÍNICA

colesterol (Hip), particularmente uma cepa

o fenótipo de alto índice de hipQ é causado

nós) “A respiração aprimorada evita a

HipA7. Este fenótipo é causado pela mutação

por uma mutação no gene ydcI , que está

tolerância e a resistência aos medica-

do gene que codifica uma toxina de um siste-

associada ao fenótipo de herança fenotípica

mentos no Mycobacterium tuberculo-

ma toxina-antitoxina.

reduzida (RPI), fenômeno que deve ser inves-

sis”. O aprimoramento da respiração, através

tigado e reportado em outros gêneros e es-

da adição de N-acetilcisteína ou vitamina C,

As evidências mostram que um defeito na

pécies bacterianas, cujo comportamento leva

impediu a formação de persistentes.

herança fenotípica da variação da taxa de

a crer em alta persistência, tais como cepas

crescimento, é responsável pelo aumento da

de Mycobacterium tuberculosis, com a qual

Há ainda estudos que demonstram que

frequência de persistências, e que tal defeito

vários pesquisadores já estão com estudos

alterações no status metabólico estão rela-

tem como responsável, pelo fenótipo HipQ, o

avançados, como Vicheze et al., que estabele-

cionados à persistência, e por consequên-

gene ydcI.

ceram um modelo in vitro de persistência da

cia, à taxa de crescimento, tamanho celular

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MICROBIOLOGIA CLÍNICA

e crescimento assimétrico em micobactérias,

assim como em E. coli.

ção a disputa “antibiótico versus bactéria”, ou

seja, a resposta do microrganismo frente ao

O Paradigma

“ataque” farmacológico.

Após as primeiras descobertas, e os pri-

Segundo todos estes estudos, a caracteri-

meiros antibióticos lançados no mercado,

zação do vínculo entre o gene ydcI e o fenô-

É fato, indiscutível, que a resistência bac-

cabia à ciência descobrir mais sobre suas

meno RPI, poderá esclarecer os mecanismos

teriana aos antibióticos seja um dos mais

eficácias terapêuticas, quando a primeira

responsáveis pela variação fenotípica, como a

complexos problemas que a humanidade

proposta de padronização de testes de de-

persistência, e poderá gerar formas de tratar

tem enfrentado, ou pelo menos tentado

terminação de perfis de sensibilidade de

infecções causadas por bactérias persistentes.

enfrentar.

bactérias frente a um rol de antibióticos é

publicada em 1966.

Estamos Vivendo uma Mudança de

Olhando para o momento, e fazendo um

Paradigma?

comparativo com o que podemos ver ao

Esta proposta, que ficou conhecida como

Após a descoberta da penicilina por Alexan-

olharmos para trás, percebemos que quase

“método de Kirby & Bauer”, revolucionou o

der Fleming, o mundo passou a ter poder te-

nada, ou muito pouco mudou no comporta-

formato de análise crítica da relação entre

rapêutico contra os as infecções causadas por

mento dos profissionais envolvidos, de forma

bactérias e antibióticos, com uma técnica na

bactérias, um dos momentos mais importan-

direta, com o desenvolvimento e surgimento

qual a medição de uma zona de inibição, de-

tes da história da medicina, culminando com

deste fenômeno. Os erros parecem insistir

termina se a bactéria é sensível ou resistente

o Prêmio Nobel ao trio Fleming, Florey e Chain.

em permanecer e nos levando a chegar onde

ao antibiótico em teste, e nascia o “antibio-

chegamos.

grama”.

A ampla necessidade de combater infecções,

gerou uso maciço deste grupo de fár-

Mas, ao mesmo tempo, a resistência bac-

Então, chegamos ao momento da história no

macos (antibióticos), e por sua vez, a “reação

teriana tem movimentado o meio científico

qual a medicina tem em mãos alguns impor-

bacteriana” mediada pelo desenvolvimento

– que busca formas de sucesso, porém sem

tantes instrumentos: a cultura, o antibiograma

de mecanismos de resistência, que foram

êxito – que precisa repensar, e está repen-

e os antibióticos.

surgindo de acordo com os lançamentos da

sando, a forma de conduzir a terapêutica

indústria, novas drogas ao arsenal. Ocorre

antibacteriana.

O provável paradigma se estabeleceu, e até

que, desde o início da chamada era da an-

os dias de hoje, iniciando o tratamento logo

tibioticoterapia, a medicina utiliza o mesmo

Vivemos, ou viveremos afinal, uma sonhada

após a coleta das amostras, empiricamente e

formato terapêutico, que leva em considera-

“mudança de paradigma”?

baseados em guidelines.

0 86

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Após aguardar os resultados de identificação

do agente etiológico e antibiograma, se

Baseados nos conceitos de Kuhn, podemos

concluir que o modelo terapêutico antibacte-

Em um determinado momento, surge um

“modelo orientador da compreensão”, o cha-

MICROBIOLOGIA CLÍNICA

confere se a droga escolhida, e a terapêutica

riano é um paradigma?

mado “paradigma de campo”, quando ocorre

afim, passa a ser (ou não) alicerçada por re-

Estaria a medicina passando, portanto, por

o avanço para “ciência normal”, período de

sultados laboratoriais, incluído decisões cha-

uma mudança de paradigma?

maior permanência. Neste momento, vem um

madas “descalonamentos”, quando uma droga

afastamento do paradigma e o modelo entra

é substituída por outra, caso não haja necessi-

A ideia passada por Kuhn é representada

em crise, sendo que para os cientistas, não

dade de seu uso, como no caso de uma cepa

por um esquema chamado de “Ciclo de Kuhn”,

serve mais como guia de resolução mesmo

de S. aureus sensível à Oxaxilina em pacientes

que contém as etapas do raciocínio científico

após inúmeras tentativas de correção para que

sob uso de Vancomicina.

necessárias às avaliações de paradigmas, suas

continue servindo.

mudanças e consequências.

É claro que sabemos que, na imensa maioria

O modelo falha e quebra, iniciando o pe-

dos casos, isso não acontece, já que nem sempre

ríodo de revolução do modelo científico, do

o antibiograma é solicitado e realizado, e quan-

paradigma em si. Esta etapa inicia com o

do realizado, é subutilizado, sub-interpretado e,

surgimento de novos candidatos a modelo,

porque não dizer, muitas vezes mal executado.

e são completamente distintos do anterior, e

dentre os muitos candidatos, emerge um novo

Este modelo é o mesmo há cerca de setenta

conceito, um novo modelo a seguir, um novo

anos, lembrando que o antibiograma só surgiria

paradigma. A mudança e o estabelecimento

mais de vinte anos após os primeiros antibióticos.

do novo paradigma como uma nova ciência

Figura 1: Ciclo de Kuhn

fecha o ciclo, e estamos de volta à ciência nor-

No ano de 1962, Thomas Samuel Kuhn, fí-

mal, primeiro passo do ciclo que, futuramente,

sico e filósofo norte-americano, publicou sua

Todos os campos científicos passam pelo

certamente entrará em colapso gerando a ins-

mais importante obra: “Estrutura das Revolu-

mesmo tipo de ciclo, uma espécie de ciclo co-

tabilidade dos modelos e surgimento de novos

ções Científicas”. Nela, Kuhn traz um novo mo-

mum, que começa na Pré-Ciência, momento

paradigmas.

delo científico, que prega que “a produção do

em que há problemas, há interesses, há inte-

conhecimento começa com a observação neu-

ressados, porém não se tem as ferramentas

Um fato a ser considerado é que pesso-

tra, se dá por indução, é cumulativa e linear, e

necessárias à capacitação científica para que

as são resistentes a mudanças, ainda mais

que este conhecimento científico é definitivo”.

se progrida no campo proposto.

quando essa mudança é de um modelo

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

0 87


MICROBIOLOGIA CLÍNICA

científico seguido há tanto tempo, e, no caso

especificamente da antibioticoterapia, mais

de setenta anos.

enzimas capazes de hidrolisar o anel beta-lactâmico

das penicilinas, sendo por isso denominadas

“penicilinases”.

luz no fim do túnel neste relacionamento

entre seres humanos e microrganismos, mas,

muita coisa precisa mudar, principalmente no

comportamento, seja da enfermagem, pres-

Não teria isso acontecido no decorrer da era

Mas as descobertas não paravam.

critores, farmacêuticos, fisioterapeutas e/ou

pós surgimento da resistência?

O primeiro relato de resistência de Staphylo-

microbiologistas.

coccus aureus ao grupo da meticilina (Meticillin

O Modelo e a Consequência

Resistant Staphylococcus aureus - MRSA) se deu

A mudança de modelo, ou mudança de pa-

em 1961, apenas dois anos após o lançamento

radigma, é a meta a ser alcançada no combate

Até pouco tempo atrás, não havia grande

da droga no mercado sob o nome comercial de

aos microrganismos e as infecções por eles

preocupação com resultados de cultura e anti-

“Celbenin”, o que traria resistência a absoluta-

causadas, pois certamente, pelas consequên-

biograma, já que o arsenal de drogas era mais

mente todos os beta-lactâmicos, incluindo os

cias de nossos atos, não estamos, definitiva-

do que o suficiente para combater - e vencer

carbapenêmicos, grupo descoberto em 1976 e

mente, no caminho certo.

- as infecções causadas por bactérias.

utilizado em massa desde 1985, sendo o grupo

de antibióticos de maior espectro dentre os co-

Assim como no campo terapêutico, o mo-

Porém, sabe-se que, apenas quatro anos

nhecidos, e amplamente utilizados contra bac-

delo atual de diagnóstico e tratamento está

após o início do uso da penicilina pela medi-

térias resistentes a outros betalactâmicos e em

em risco, pois muitas vezes nem baseado em

cina, os primeiros indícios de resistência à esta

infecções severas. Somente recentemente, com

evidências o é. Se no global vivemos tempos

droga por bactérias do gênero Staphylococci

o lançamento das cefalosporinas anti-MRSA,

de descentralização de poder de decisão, no

são descritos na literatura.

essa verdade deixou de ser absoluta.

diagnóstico – microbiológico – ainda não

chegamos lá.

Os autores demonstraram, experimental-

Isso se repete com as cefalosporinas, car-

mente, a existência de uma cepa de S. aureus

bapenêmicos, e mais recentemente, com as

Atualmente, em nosso país, a política tomou o

vinte mil vezes mais resistente à penicilina

polimixinas, e fatalmente ocorrerá com os

espaço da ciência. Decisões que deveriam estar

em comparação a cepas sensíveis, buscando

demais fármacos recentemente lançados e,

sendo tomadas democraticamente, respeitando

chamar a atenção a um problema emergente

porque não dizer, com os futuros. O fato é que

opiniões distintas, não acontecem. São tomadas

e que futuramente poderia causar falha te-

o modelo está falho.

arbitrariamente, e poderão trazer consequên-

rapêutica nos pacientes tratados com drogas

cias sérias em um futuro próximo. Mas o setor

deste grupo.

A Reflexão

parece não perceber, não interrogar. Permane-

O estudo demonstrado no início deste tex-

cer na escuridão da passividade, permitindo que

Outro estudo mostrava, ainda na década de

to, mostra que há persistência nas bactérias

poucos decidam por nós, é um erro, pois o que

40, que algumas bactérias poderiam produzir

patogênicas, e que podemos ter aí mais uma

parece correto, nem sempre correto é.

0 88

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Cabe a nós interrogarmos sempre, e jamais

devemos aceitar decisões que trarão impacto

em nossos resultados, e por consequência nas

escolhas clínicas, sem querer saber verdadeiramente

os porquês, já que somos responsáveis

pelos laudos que assinamos e liberamos,

cujos serão base para decisões de alto impacto

na segurança do paciente.

A mudança de paradigma está próxima, e o

modelo parece estar sendo abalado o suficiente

para entrar em crise. Neste momento delicado,

o foco, que deveria ser buscar fortalecer

ações já iniciadas há décadas, teima em permanecer

em mudanças de impacto duvidoso.

Vamos nos preparar para essa quebra de paradigma,

buscando entender o que fazemos,

por que fazemos e para quem fazemos.

Qual é o impacto de nossos resultados nesse

contexto, afinal? Quem somos nós nesta

cadeia diagnóstica? Para responder, é preciso

compreender, e para compreender, estudar

muito e interrogar a tudo.

Portanto, estude, se especialize, e fundamentalmente,

sempre interrogue, afinal, a aplicação

da ciência é nosso dever, e a busca de evidências,

nossa segurança e de nossos pacientes.

Referências

1. Fleming, A. - On the antibacterial action of cultures of a

Penicillium, with special reference to their use in the isolation

of B. injluenzae - British Journal of Experimental Pathology, Vol.

10, pages 22 fS 236. 2. Selman, A., et al. - The soil as a source

of microorganisms antagonistic to disease-producing bacteria -

Journal of Bacteriology - 1940, 40(4):581. 3. Bauer, A.W., Kirby,

M., Sherris, J. C., Turck, M. - Antibiotic susceptibility testing by a

standardized single disk method - American Journal of Clinical

Pathology - 1966 - 45:493-4; 4. Courvalin, P., LeClercq, R., Rice,

L. B. - Antibiogram - ASM Press - 1999; 5. Versalovic, J. et al

- Manual of Clinical Microbiology - ASM Press - 2011; 6. Ostermann,

F. - A epistemologia de Kuhn Caderno Brasileiro de Ensino

de Física, v. 13, n. 3 (1996) 184-196 - Florianópolis, SC,; 7. Kuhn,

T. S. - A estrutura das revoluções científicas ; tradução Beatriz

Vianna Doeira e Nelson Boeira. - 9. ed. - São Paulo: Perspectiva,

2006.; 8. The Kuhn Cycle http://www.thwink.org/sustain/glossary/KuhnCycle.htm;

9. Sterman, J. - Business Dynamics - Systems

Thinking and Modeling for a Complex World, McGraw-Hill

Professional, 2000; 10. Klimek, J. W., Cavallito, C. J. and Bailey, J.

H. - Induced Resistance of Staphylococcus aureus to various antibiotics

- Journal of Bacteriology 1948, 55(2):139; 11. Abraham,

E. P., Chain, E. - An Enzyme from Bacteria able to Destroy Penicillin

- Nature 146, 837 (28 December 1940); 12. Tipper, D. J.,

Strominger, J. L. - Mechanism of action of penicillins: a proposal

based on their structural similarity to acyl-D-alanyl-D-alanine -

Proceedings of the National Academy of Sciences of the United

States of America (PNAS) - 1965, 54(4): 1133-1141; 13. Jevons,

M. P. - “Celbenin” - resistant Staphylococci - Britanic Medicine

Journal - 1961: (5219): 124–125.; 14. Ubukata, K.; Nonoguchi,

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Staphylococcus aureus of the mecA gene, which encodes a methicillin-resistant

S. aureus-specific penicillin-binding protein.

- Journal of Bacteriology 171 (5): 2882–5; 15. Birnbaum, J.,

Kahan, F. M., Kropp, H., MacDonald, J. S. - Carbapenems, a new

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3-21, 16. Neu, H. C. - Effect of β-Lactamase Location in Escherichia

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June; 17(6): 783–786. ; 17. Ambler, R. P. - The structure of beta-

-lactamases - Philosophical Transactions of the Royal Society B:

Biological Sciences - 1980 May 16;289(1036):321-31.; 18. Knothe,

H., Shah, P., Krcmery, V., Antal, M., Mitsuhashi, S. - Transferable

resistance to cefotaxime, cefoxitin, cefamandole and cefuroxime

in clinical isolates of Klebsiella pneumoniae and Serratia

marcescens. Infection 1983 Nov-Dec;11(6):315-7.; 19. Knothe,

H., Shah, P., Krcmery, V., Antal, M., Mitsuhashi, S. - Transferable

resistance to cefotaxime, cefoxitin, cefamandole and cefuroxime

in clinical isolates of Klebsiella pneumoniae and Serratia marcescens.

- Infection. 1983 Nov-Dec;11(6):315-7. 20. Lederberg,

J., - Cell genetics and hereditary symbiosis - 1952, Physiol. Rev.

32, 403-430; 21. Lederberg, J., - Personal Perspective: Plasmid

(1952-1997) - Raymond and Beverly Sackler Foundation Scholar,

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USA. 22. Ball, P.R., Shales, S.W., Chopra, I. - Plasmid-mediated

tetracycline resistance in Escherichia coli involves increased efflux

of the antibiotic - Biochem Biophys Res Commun 1980; 93:

74–81. 23. El Amin, N., Giske, C.G., Jalal, S., Keijser, B., Kronvall,

G., Wretlind, B. - Carbapenem resistance mechanisms in Pseudomonas

aeruginosa: alterations of porin OprD and efflux proteins

do not fully explain resistance patterns observed in clinical

isolates. - Acta Pathologica, Microbiologica et Immunologica

Scandinavica - APMIS 2005 Mar;113(3):187-96; 24. Dubey, G.

P., Ben-Yehuda, S. - Intercellular Nanotubes Mediate Bacterial

Communication - Cell - 18 February 2011 (Vol. 144, Issue 4, pp.

590-600); 25. Nordmann, P., Cuzon, G., Naas, T. - The real threat

of Klebsiella pneumoniae carbapenemase-producing bacteria. -

Lancet Infect Dis. 2009 Apr;9(4):228-36. 26. Hingley et al. Loss

of phenotypic inheritance associated with ydcI mutation leads

to increased frequency of small, slow persisters in Escherichia

coli Proceedings of the National Academy of Sciences Feb 2020,

117 (8) 4152-4157

MICROBIOLOGIA CLÍNICA

Caio Salvino

Caio Salvino é farmacêutico-bioquímico, microbiologista clínico, professor e consultor.

Apaixonado pela profissão que escolheu, dirige o Laboratório Saldanha, em Lages e a ImersãoLab

Capacitação e Treinamentos em Análises Clínicas, em Floripa, ambas na Santa e bela

Catarina. É idealizador e apresentador do talk-show Papo de Jaleco no YouTube.

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

0 89


ENTREVISTA

Entrevista com Vagner Simões

Gerente Nacional na Illumina Brasil,

liderando a equipe comercial em todo território.

Newslab: Fale um pouco sobre o

crescimento do mercado de testes

genéticos:

R: O mercado global de testes genéticos cresce

a uma taxa anual de ~10% e este crescimento

deve se manter até 2022. Não temos

informações oficiais em relação ao mercado

brasileiro, mas posso afirmar que estamos

crescendo a uma taxa bem mais alta

do que o crescimento global. Isso se

deve ao fato de que o Brasil é um país

“jovem” em relação a implementação

de testes genéticos na prática clínica

e rotina dos laboratórios, mas cada

vez mais laboratórios clínicos estão

utilizando o sequenciamento de nova

geração (NGS) na rotina.

Newslab: Fale um pouco sobre

os avanços das pesquisas em

Genômica:

R: As pesquisas científicas na área

de genômica avançaram muito nos

últimos anos e um exemplo disso é técnica

que possibilita a edição de genes CRISPR, sigla

em inglês de Clustered Regularly Interspaced

Short Palindromic Repeats, permitindo corrigir

defeitos ou melhorar determinados atributos

genéticos. No entanto, estamos vendo apenas a

ponta do iceberg. Com a chegada da inteligência

artificial e big data temos a capacidade de

analisar e interpretar um volume muito maior

de dados genéticos dando aos pesquisadores

e geneticistas informações imprescindíveis

para a tomada de decisão e conduta clínica

trazendo muitos benefícios para a medicina

personalizada e de precisão. Sabemos que os

dados pessoais, especialmente o dado genético,

será o novo petróleo mundial se tornando um

recurso muito valioso.

Há uma forte “revolução do DNA”

acontecendo atualmente e a Illumina

está liderando essa revolução. Nossa

tecnologia e as soluções que trazemos

continuamente ao mercado estão

transformando nossa compreensão do

genoma e, certamente, transformarão os

cuidados com a saúde das pessoas.

Países como Estados Unidos, Inglaterra,

França, Singapura e outros já estão caminhando

no sentido de construir um banco de dados que

permita fazer ligações entre dados genéticos

e clínicos de suas populações. Esses projetos

de genômica populacional permitem uma

melhor interação entre a pesquisa clínica,

desenvolvimentos de fármacos e cuidado com

os pacientes.

Newslab: Como você enxerga o Brasil

nesse cenário?

R: O Brasil está entrando para o mapa da

genômica no mundo. Atualmente, 80% dos

dados genéticos disponíveis no mundo são de

populações caucasianas (europeus e norteamericanos).

Recentemente, foi anunciado o

projeto DNA do Brasil, fruto de uma parceria

público privada, o projeto visa sequenciar

o genoma de parte da população

brasileira e obter dados que permitam

melhorar a prevenção e tratamento de

doenças como hipertensão, diabetes e

câncer.

Além desse projeto, o governo

brasileiro por meio do Ministério da

Saúde está engajado nas questões

das doenças raras de base genética

visando melhorar o diagnóstico e

tratamento desses pacientes. Para isso,

é fundamental entender melhor as

variantes genéticas da nossa população.

Newslab: Qual a estratégia e

posicionamento da Illumina?

R: Aproximadamente 90% dos dados

de sequenciamento genético gerados no

mundo são a partir da nossa tecnologia

de sequenciamento por síntese, do inglês

Sequencing By Synthesis – SBS. Nossa estratégia

é de atuar como parceiro dos nossos clientes

trazendo para a mesa inovação, tecnologia e

toda a nossa bagagem e experiência adquirida

ao longo dos anos.

0 92

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Newslab: Como os laboratórios de

análises clínicas podem se beneficiar das

novas tecnologias Illumina?

R: Temos um amplo portfólio de soluções

que permitem desde laboratórios de pequeno

porte até grandes programas de genômica

populacional adotar o sequenciamento

de nova geração na rotina. Isso significa

que nossos equipamentos são capazes de

sequenciar desde pequenos painéis genéticos

de câncer até exoma e genoma completo.

Além disso, cada vez mais investimos em

parcerias com grandes empresas para que kits

de diagnóstico in vitro sejam desenvolvidos

para os laboratórios clínicos.

Newslab: Quais são suas perspectivas,

entraves e oportunidades em relação à

genômica no mercado brasileiro?

R: Minhas perspectivas são as melhores

possíveis. Em áreas da medicina como

câncer, doenças raras e até mesmo medicina

reprodutiva, a genômica já é uma prática

de rotina e cada vez mais vem auxiliando

as decisões médicas e a conduta clínica.

Ainda temos muitos desafios pela frente,

especialmente no que tange às fontes

pagadoras. Tanto no SUS quanto na saúde

suplementar o pagamento e reembolso de

exames ainda está muito longe do desejável.

A boa notícia é que esse cenário está

mudando pouco a pouco e, no ano passado,

vimos a recomendação pela Comissão

Nacional de Incorporação de Tecnologias

- CONITEC para incorporação de exoma na

investigação de deficiência intelectual.

Outro grande desafio está na interpretação

do laudo e aconselhamento genético.

Infelizmente ainda não temos a quantidade

desejada de médicos e geneticistas

capacitados para pedir e interpretar um

exame genético.

Apesar de todos os desafios as

oportunidades são grandes. Em áreas como

ENTREVISTA

doenças raras e câncer, ainda precisamos

conhecer melhor as variantes da nossa

população por meio de um grande projeto

nacional de genômica populacional que vai

permitir aplicarmos a medicina de precisão

de uma maneira mais efetiva.

Tecnologias promissoras como biópsia

líquida e análise de painéis genéticos

mais abrangentes ainda não são adotados

em grande volume na prática clínica. Na

medicina reprodutiva, os testes pré natais

não invasivos, também conhecidos como

NIPT, estão restritos à poucas gestantes

e poderiam auxiliar os médicos no

acompanhamento pré natal.

Para finalizar vou parafrasear o nosso CEO,

Francis deSouza: “Há uma forte "revolução

do DNA" acontecendo atualmente e a

Illumina está liderando essa revolução.

Nossa tecnologia e as soluções que

trazemos continuamente ao mercado estão

transformando nossa compreensão do

genoma e, certamente, transformarão os

cuidados com a saúde das pessoas”.

Vagner Simões

Mineiro de Belo Horizonte e Biólogo formado pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Durante a graduação atuou em pesquisas na área de biologia

molecular com foco em doenças infecciosas. Possui mais de 20 anos de experiência em mercados como diagnóstico in vitro, pesquisa e indústria com ênfase em biologia

molecular. Atualmente, é gerente nacional na Illumina Brasil liderando a equipe comercial em todo território.

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

0 93


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Bio-One Brasil seguiu a herança de pioneirismo

Além destes e outros insumos e equipamentos

C

tise em produtos plásticos especialmente de-

de sua matriz na Áustria e foi responsável pelo

para a fase pré-analítica, a divisão de BioScience

M

senvolvidos para aplicação na área da saúde,

desenvolvimento do primeiro tubo âmbar para

também oferece os melhores produtos para a reali-

Y

CM

a austríaca Greiner Bio-One, está presente há

sorologia com gel, que bloqueia a passagem de

zação de análises em laboratórios com um portfólio

MY

quase duas décadas no mercado brasileiro,

luz para o seu interior durante a coleta, trans-

completo de produtos e consumíveis plásticos.

CY

conta atualmente com mais de 2.000 cola-

porte, armazenamento e processamento de

CMY

K

boradores em cerca de 30 subsidiárias pelo

material biológico fotossensível, o que impede

Soluções completas para o segmento de análise

mundo. A empresa é referência de qualidade

a degradação acelerada de alguns analitos que

e patologia clínica, farmacêutico, médico-hospi-

em seus processos de fabricação e oferece aos

podem influenciar nos resultados das análises.

talar, biotecnológico e de diagnóstico in vitro, que

seus clientes soluções completas para atender

trazem qualidade e tecnologia para a saúde bra-

suas diversas necessidades.

Entre os destaques de sua linha de equipa-

sileira, padrões que colocam os clientes da Greiner

mentos para a fase pré-analítica, o scanner vas-

Bio-One sempre um passo à frente.

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0 95

www.gbo.com.br


INFORME DE MERCADO

Relacionamento com o cliente para Apoio Laboratorial

oferece proximidade e agilidade

Customer Service: seu laboratório dentro do Hermes Pardini

Líder no segmento de Apoio Laboratorial, o

Grupo Pardini oferece muito mais do que um

call center para a tranquilidade de seus clientes

Lab-to-Lab. Já são mais de 6 mil parceiros (laboratórios,

clínicas e hospitais) em todo o país,

localizados em 1.900 cidades, contando com

Customer Service - a central de soluções

exclusiva de uma das maiores empresas

de Medicina Diagnóstica do Brasil.

De um lado estão os gestores das instituições

de saúde, preocupados com a garantia de segurança

nos processos, cumprimento dos prazos

de entrega, a qualidade e o custo. De outro lado,

os profissionais de atendimento ao cliente, que

lidam com as questões operacionais e acompanham

mais de perto o andamento das demandas

dos clientes. Para oferecer todo o suporte

necessário, proximidade é a palavra-chave desse

serviço do Grupo.

São mais de 100 colaboradores disponíveis

para prestar atendimento total e exclusivo, de

forma que o cliente pode acompanhar suas

demandas como se estivesse dentro da companhia.

Uma equipe de especialistas também está

disponível para apoiar no pré e pós-analítico,

além de soluções para assuntos financeiros, técnicos

e operacionais. O objetivo é o Pardini, por

meio de um atendimento humanizado, ser solicito,

responder rápido e estar à disposição para

sanar qualquer dúvida. “Temos uma equipe

dentro da área técnica só para responder chamados

de urgência, atender solicitações emergenciais

e encontrar exames na linha de produção.

Ao compartilhar com os clientes o nosso

patrimônio intelectual, garantimos a excelência

do serviço prestado” disse Sandra Condé, Gerente

Corporativa do Customer Service.

Além do apoio do Customer Service em diversos

canais (telefone, e-mail, WhatsApp, site

e aplicativo), o Grupo oferece auxílio presencial,

por meio de seus executivos de vendas espalhados

pelo país. Os laboratórios parceiros de

todas as regiões do Brasil podem contar com

assessoria técnica de campo para treinamentos

in loco ou auxílio presencial para solucionar

questões pré-analíticas. Há ainda a assessoria

especializada, cujos médicos, bioquímicos,

biomédicos e especialistas em genética oferecem

atendimento focado no pós-analítico como

esclarecimento de laudos, dúvidas de interpretação,

mudança de layout de laudos e outras

dificuldades. Ao compartilhar com os clientes o

patrimônio intelectual, o Grupo Pardini garante

a excelência do serviço prestado.

Grupo Pardini

Aos 60 anos, além do serviço de Apoio Laboratorial,

o Grupo Pardini possui 122 unidades

próprias, sendo 75 em Minas Gerais, 5 em São

Paulo, 12 no Rio de Janeiro e 30 em Goiânia.

A companhia está entre as maiores do País no

segmento e tem investido forte na ampliação

e na especialização da sua capacidade técnica,

produtiva e científica, com os propósitos

de democratizar o acesso aos exames mais

complexos e promover bem-estar e saúde dos

brasileiros. Toda essa estrutura permite oferecer

mais de 8 mil tipos de exames e a expertise nas

áreas de análises clínicas, diagnóstico por imagem,

genética molecular, testes oncológicos de

alta complexidade, medicina nuclear, medicina

personalizada e patologia cirúrgica. No Brasil, o

Grupo é pioneiro na montagem de uma plataforma

de produção laboratorial automatizada

para atender grandes proporções.

Fale com o Customer Service: estamos ao

seu lado como se você estivesse aqui dentro.

Telefone e whatsApp.: (31) 4020-2175

Telefone e whatsApp.: (11) 4020-2180

Central de Anatomia Patológica

E-mail: clienteapoio@hermespardini.com.br

Site: mypardini.com.br

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

Digitalização e revisão remota de aspirados de medula óssea:

CellaVision DC-1

O novo analisador da CellaVision DC-1 conta

com todos os recursos dos já consagrados

analisadores digitais CellaVision DM9600 e

DM1200: pré-classificação da série branca e

pré-caracterização dos eritrócitos utilizando

a inteligência artificial no reconhecimento

morfológico destas células.

Uma função ainda pouco explorada

destes analisadores é a função scan, capaz

de digitalizar campos selecionados de

uma lâmina para sua posterior análise.

Sua utilidade merece destaque, sobretudo

quando a utilizamos para a análise remota

de preparados de aspirados de medula

óssea, onde uma lâmina é escaneada em

um laboratório, mas sua análise é realizada

remotamente, permitindo a revisão e a

colaboração entre colegas em laboratórios

afiliados.

Embora a função scan ainda não realize

a pré-classificação dos tipos celulares da

medula óssea, ela digitaliza os campos

de interesse em altíssima resolução,

permitindo sua análise remota com detalhes

incríveis de morfologia, tais como detalhes de

cromatina, contorno nuclear e de cromasia.

Esta função é particularmente interessante

para laboratórios que possuem diferentes

filiais espalhadas pelo país ou até mesmo

aqueles que terceirizam o serviço para

laboratórios parceiros.

Todos os analisadores CellaVision já possuem

a função scan instalada como padrão, incluída

no software de fábrica e é capaz de digitalizar

qualquer tipo de lâmina, seja ela de sangue

periférico, aspirado de medula, Gram, biópsias

ou citologia oncótica de raspados ou líquidos

biológicos.

Para maiores informações acesse:

www.cellavision.com

Contato:

wagner.miyaura@cellavision.com

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

Binding Site anuncia novo programa de Educação Continuada

para 2020 e destaca o sucesso da plataforma Optilite®

Através de parceria com a Associação Brasileira

de Hematologia e Hemoterapia (ABHH),

mais uma vez a Binding Site realizará o HEMO

EDUCA- Educação Continuada a Distância.

O programa tem como objetivo fazer com que a

informação chegue aos médicos de forma rápida

e precisa. Como o programa é online, os participantes

podem adaptar-se facilmente ao melhor

horário e data para participar do curso. No início

de 2020, o tema abordado será: “Interpretação

do exame Freelite® e sua utilização

na prática clínica”, dando continuidade ao

primeiro curso realizado, cujo tema foi: “Papel

das Cadeias Leves Livres no Diagnóstico e Monitoramento

do Mieloma Múltiplo e Amiloidose”.

Mais uma vez o curso será realizado com a coordenação

da Hematologista Profa. Dra. Vânia T.

de Moraes Hungria com auxílio dos médicos

hematologistas da área do Grupo Brasileiro

de Mieloma Múltiplo (GBRAM). Mais informações

sobre os módulos, médicos participantes,

inscrições e outros detalhes, estão disponíveis no

www.hemoeduca.com.br.

A empresa comercializa um menu produtos

para a área de proteínas plasmáticas, sendo

mundialmente reconhecida pelo desenvolvimento,

produção e comercialização de kits

para dosagens de biomarcadores utilizados da

área de Onco-Hematologia, como o Freelite®

(dosagem de Cadeias Leves e Livres (CLLs)

Kappa (κ) e Lambda (λ) em soro) e o Hevylite®

(dosagem dos isotipos entre as cadeias leves e

pesadas das imunoglobulinas- IgG, IgM e IgA).

No Brasil, o menu de produtos ofertado é bastante

amplo. Além do Freelite® e Hevylite® como

já comentado, destacam-se outros testes para:

Imunodeficiência: IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses

de IgG e IgA, Sistema do Complemento

(CH50, C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4).

› Sistema nervoso central: Albumina, Freelite e

Imunoglobulinas no líquor.

› Nefrologia: Cistatina, Microalbumina e Beta-

-2-Microglobulina.

› Proteínas Específicas: PCR, ASO, Fator Reumatóide,

Ferritina, Transferrina, Pré-Albumina,

Ceruloplasmina, Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

Alfa-2-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

entre outros.

Atualmente, o Optilite® já está na rotina de

grandes laboratórios como no grupo Diagnósticos

da América (DASA), Grupo Fleury Medicina

e Saúde, Diagnósticos do Brasil (DB), Hospital

Israelita Albert Einstein, Divisão de Laboratório

Central- Hospital das Clínicas de São Paulo, Hospital

Clementino Fraga Filho- UFRJ e em etapa

final de validação em diversos outros hospitais

e laboratórios de renome. “Já são 10 Optilites

na rotina até o momento e outras unidades em

validação. Nossos parceiros tem se preocupado

em utilizar o que há de mais moderno e seguro

para o resultado clínico dos pacientes”, comenta

Fúlvio Facco, diretor geral da empresa.

Os especialistas da empresa reiteram que quanto

ao Freelite®, é importante relembrar que a incorporação

do exame no ROL de procedimentos e

eventos em saúde da Agência Nacional de Saúde

(ANS), está em vigor desde janeiro de 2018. Desde

então, todos os planos de saúde são obrigados

a cobrir os custos desse exame.

O código utilizado para os pedidos do exame

é: 4.03.24.26-5 - Quantificação de cadeias

kappa/lambda leves livres, dosagem, sangue.

Para maiores informações, consultem os canais

de atendimento a seguir:

www.bindingsite.com.br

www.freelite.com.br

info@bindingsite.com.br

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


Veinviewer Flex - Enxergue a Vantagem

Tudo o que você precisa para a visualização adequada dos vasos

INFORME DE MERCADO

Com imagem em HD e tecnologia Df2, o modelo

VeinViewer FLEX é portátil e foi projetado

para garantir o sucesso na primeira punção e em

menos tempo, reduzir o uso de cateteres centrais

devido a falta de acesso periférico, aumentar a

satisfação do paciente e fornecer mais segurança.

O VeinViewer Flex foi construído para máxima

durabilidade e flexibilidade, é adequado para

ambientes hospitalares, onde os requisitos de

espaço e velocidade de avaliação exigem um

equipamento ultra portátil e confiável.

Com imagens em HD (alta definição) e tecnologia

exclusiva Df2 (Digital full field), o VeinViewer é

o único visualizador de veias que oferece benefícios

para os pacientes durante todo o procedimento.

Além disso o VeinViewer possui uma tecnologia

patenteada AVIN TM (Navegação Ativa por

Imagem Vascular), que permite que você veja

padrões de sangue (hematoma, infiltração e

extravasamento) até 15mm de profundidade e

veias clinicamente relevantes até 10mm de profundidade.

Com o VeinViewer os profissionais

podem ver além de veias periféricas, bifurcações,

válvulas venosas e avaliar em tempo real

o reenchimento do vaso “fluxo sanguíneo”. Com

a visualização Pré, Durante e Pós procedimento,

os profissionais potencialmente evitam complicações

de punção inadequada.

Para mais informações – entre em

contato com sua vendedora e entenda

como adquirir esse produto

0800 729 3090

(47) 992641667 whatsapp

Novo ensaio PCR em tempo real multiplex da Seegene detecta

e identifica o novo Coronavírus - COVID-19 em 1 hora e 50 minutos

Atenta às necessidades do mercado mundial,

a Seegene Brazil apresenta seu novo produto, o

Allplex 2019-nCoV Assay. Desenvolvido em

conformidade com os protocolos da Organização

Mundial de Saúde e do CDC chinês (Chinese

Center for Disease Control and Prevention), este

ensaio PCR em tempo real multiplex detecta e

identifica o novo Coronavírus (COVID-19) usando

três genes alvo: E gene, RdRP gene e N gene.

Em uma única amostra.

Utilizado manualmente ou em conjunto com

a plataforma All in One da Seegene, este ensaio

detecta e identifica o COVID-19 em 01 hora e

50 minutos, agilizando o fluxo de trabalho e

reduzindo o tempo de entrega dos resultados,

permitindo um diagnóstico rápido e preciso.

A Seegene é líder no mercado mundial em

diagnóstico molecular multiplex e sua subsidiária

brasileira é a ponte para expansão na

América Latina, através de pesquisa e desenvolvimento

de novos produtos customizados para

a realidade da região.

Saiba mais sobre a Seegene,

conheça a plataforma All in One

e toda a gama de produtos

licenciados pela ANVISA:

www.seegenebrazil.com.br.

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

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INFORME DE MERCADO

Teste Rápido para diagnóstico preliminar da TUBERCULOSE

O Teste Rápido Tb IgG/IgM Combo é na infância provavelmente tem uma reação vacina BCG no passado ou que provavelmente

fabricado pela CTK Biotech, Inc importado

e distribuído com exclusividade pela Bio

Advance Diagnósticos. O teste permite a

detecção simultânea e diferenciação de

IgM e IgG anti-Mycobacterium tuberculosis

(M.TB) em soro, plasma e sangue total.

positiva a um teste cutâneo de TB, portanto,

pode ser um mau indicador para infecções

latentes. Recentemente, o CDC dos EUA

recomendou testes de sangue para TB ao

invés de teste cutâneo para detecção de TB,

especialmente para pessoas que receberam a

não retornarão para acompanhamento.

Esses dois links são para o site do CDC dos

EUA que recomenda o teste de sangue para

TB sobre o teste cutâneo em indivíduos

vacinados com BCG:

O produto tem várias vantagens em

comparação com o teste de PPD/Mantoux, e

uma das principais vantagens é o aumento

da especificidade.

https://www.cdc.gov/tb/topic/testing/testingbcgvaccinated.htm

Os testes cutâneos de TB não são específicos

nem sensíveis, e em um país de alta

prevalência, como o Brasil, a especificidade

diminui com a idade do paciente (pois é

mais provável que tenham sido expostos à

TB durante a vida). O Teste Rápido Tb IgG/

IgM Combo utiliza um epítopo específico

para detecção, versus o PDD que utiliza um

antígeno inteiro. Os testes cutâneos de TB

também são propensos a falsos positivos

em pessoas que receberam a vacina BCG na

infância.

Está documentado em vários estudos que

uma pessoa que recebeu uma vacina BCG

Segundo a OMS, a tuberculose é uma das

doenças infecciosas que mais matam no

mundo. Cerca de 10 milhões de pessoas

contraíram a doença no mundo, em 2017,

e 1,3 milhão morreram. A principal forma

de prevenir a doença é por meio da vacina

BCG, disponível na rede pública - em UBS e

maternidades. Essa vacina deve ser dada à

criança, ao nascer, ou, no máximo, até os 4

anos de idade.

O Brasil registrou 72 mil novos casos de

https://www.cdc.gov/tb/topic/testing

tuberculose em 2018, segundo o Ministério

da Saúde. No ano anterior, foram 73 mil.

Segundo a pasta, a doença tem relação

direta com a pobreza e a exclusão social.

Entre os novos casos, 10,4% são presidiários,

8,7% pessoas com HIV, 2,5% população de

rua e 1% indígenas, considerados de maior

vulnerabilidade à doença.

BIO ADVANCE

Central de Relacionamento

contato@bioadvancediag.com.br

WhatsApp: 11 99003-3112

Tel.: 11 3445-5418

www.bioadvancediag.com.br

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

Soroteca do Diagnósticos do Brasil evita cerca de

14 mil recoletas mensais.

Com alta capacidade de armazenamento e o trabalho de inclusão de exames,

DB gera mais facilidade e rapidez em testes solicitados após análise.

O caminho de uma amostra é bem complexo,

após a coleta, a amostra passa por várias fases até

o laudo final, isso em questão de horas. Cada tipo

possui um acondicionamento diferente, de acordo

com suas necessidades. Assim que a coleta chega

ao laboratório, sua primeira fase é a triagem, que

confere e distribui as amostras aos diferentes setores

do laboratório.

Bioquímica, alérgenos, hormônios, hematologia,

são só algumas das várias áreas do laboratório, que

se dividem para realização dos testes. Depois do

exame realizado e emissão do laudo do paciente, a

amostra é encaminhada ao setor de soroteca, para

armazenamento sob refrigeração atendendo todas

as normas da RDC 302/2005.

Portanto, a soroteca tende a ser a última fase de

uma amostra, garantindo que, se houver necessidade

de reutilização desta, para uma inclusão de um

novo exame por exemplo, será possível realizar com

a amostra já armazenada, evitando a necessidade

de uma nova coleta do paciente. Segundo o gerente

de relacionamento do DB, Deivis Paludo, outra função

importante da soroteca é garantir a operacionalidade

no pós analítico: “O trabalho da soroteca, em

conjunto com a assessoria científica do DB, permite

a repetição de exames questionados por algum

cliente, ou confirmação de características como fibrina,

hemólise e volume insuficiente, deixando a

tratativa mais transparente e fortalecendo a segurança

em relação aos resultados liberados.” Explica.

Grande parte das solicitações de resgate das

amostras é para uma nova análise que não foi solicitado

na primeira demanda. Por exemplo, o paciente

pode ter realizado exames de hormônios ou imunologia,

porém de acordo com esses resultados o

protocolo pode exigir a realização de exames complementares

visando a confirmação ou exclusão de

determinada patologia, e assim acrescentar exames

nas amostras que já existem, sem a necessidade de

uma nova coleta e envio, respeitando os critérios de

estabilidade em cada caso.

“A soroteca evita uma nova coleta de um paciente

lá na ponta, com o nosso cliente. As amostras coletadas

possuem uma validade de 10 dias e, em

média, os clientes solicitam uma inclusão de um

novo exame a partir do quinto dia. Hoje conseguimos

atender uma média de 95% das solicitações de

inclusão de exames com as amostras armazenadas”,

reforça Tobias Thabet, diretor comercial do DB. “O DB

possui o maior prazo de estoque de soroteca. O fato

de o paciente não precisar coletar novamente é uma

grande vantagem para o laboratório que é nosso

cliente e principalmente para o paciente. O que o DB

busca, é manter o bom relacionamento, entre nós:

laboratório de apoio; nossos clientes: os laboratórios

de porta e hospitais; e o maior envolvido, o paciente

lá no final. Esse é um grande diferencial do DB, que

coloca a empresa a frente da concorrência.” Complementa

o diretor.

Em 2018, o DB incluía, em média, 8.500 exames

por mês, número que aumentou em 59% no ano

seguinte, chegando ao recorde de 17.105 inclusões

só no mês de outubro de 2019, e totalizando mais

de 170 mil inclusões realizadas no ano. O número

impressiona ainda mais quando comparado as

inclusões negadas, que foram menos de 6 % no

mesmo período. Os principais motivos para a recusa

da inclusão são, em sua maioria, por volume

insuficiente e falta de estabilidade.

Cristina Lemes, analista líder do setor de soroteca

do DB explica sobre a solicitação de inclusões

de exames: O cliente solicita ao SAC via telefone,

chamado ou e-mail, o SAC verifica a estabilidade

e se o material é compatível ao exame solicitado,

então passa para a soroteca que realiza a busca. “O

resgate da amostra é super rápido, basta informar

o número do pedido do paciente que o sistema

localiza a amostra. Assim, qualquer solicitação de

urgência pode ser facilmente localizada e reenvidada

para processamento, a busca dura em média

2 minutos para grande parte das amostras”. Esclarece

a analista.

O grupo Diagnóstico do Brasil conta hoje com

espaço de armazenagem nas sedes de Sorocaba,

Recife, a matriz de São Jose dos Pinhas, e na unidade

técnica DB Toxicológico, também localizada

no Paraná. A capacidade de armazenamento é de

aproximadamente três milhões de amostras no

total. Esse serviço pode ser solicitado ao SAC do

DB, no e-mail sac@dbdiagnosticos.com.br ou no

telefone 0800 643 0376.

Diagnósticos do Brasil

Rua Manoel Ribas, 245. São José dos Pinhais

- PR 83010-030

http://www.diagnosticosdobrasil.com.br/

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

ENZYTEC traz múltiplas soluções para

o seu negócio em Diagnóstico In Vitro

A Enzytec Biotecnologia foi criada em 2005 com

o objetivo de oferecer serviços especializados de

pesquisa e desenvolvimento de produtos para

empresas de diagnóstico in vitro, aliados à expertise

de seus sócios em enzimologia e imunologia

aplicadas.

Das parcerias efetivadas a empresa passou a incorporar

em seu portifolio de serviços a validação

técnica de produtos, elaboração de projetos arquitetônicos

de indústrias para saúde, pesquisas de

mercado e planos de negócios, tornando a consultoria

mais completa e abrangente.

Em números, a empresa já desenvolveu mais de

70 produtos para diagnóstico in vitro, licenciados

para diversas empresas do setor, e registrou mais

de 800 produtos na ANVISA, entre reagentes, kits

e equipamentos médicos. Também, já contribuiu

com a implantação de Boas Práticas de Distribuição

e de Fabricação de diversas empresas de saúde e

biotecnologia no Brasil.

Atualmente, a empresa domina diversas tecnologias

como de reagentes para bioquímica clínica,

turbidimetria, calibradores e controles, ELISA, fluorescência

e biologia molecular, e avança constantemente

na incorporação de novas tecnologias.

Dividida em 3 áreas: Business; Technology e Regulatory

Affairs, dada a multiplicidade de serviços,

a empresa possui a versatilidade em atender com

excelência diversos perfis de clientes, públicos ou

privados, provendo “Múltiplas Soluções para seu

Negócio em Biotecnologia”, gerando competitividade

à sua empresa.

Visite-nos na HOSPITALAR 2020

Márcio H. Lacerda Arndt – CEO / Fundador

+55 31 99145 9259

enzytec.com

enzytec@enzytec.com

Lançamentos FirstLab:

Micropipetas Monocanal e Coletores 24 horas

clínico que serve para avaliar a função dos rins

através da análise e determinação da quantidade

de algumas substâncias contidas na urina.

São duas opções de volume 2L e 3L, graduados,

disponíveis no âmbar e translúcidos.

Fabricados em polietileno e disponíveis com

ou sem alça. E possuem sistema de vedação

tipo rosca.

As Micropipetas Monocanal First chegam

ao mercado em dois modelos: volume

fixo ou variável. Confortáveis, leves, precisas,

resistentes, possuem alta reprodutibilidade,

fácil leitura e manuseio. Amplamente

utilizadas em procedimentos de rotina em

laboratórios de análises clínicas.

Acertar na escolha certa do equipamento

garante melhores resultados. Por isso nossas

micropipetas combinam leveza, design

anatômico que proporcionam maior conforto

ao operador em utilizações prolongadas. São

fabricadas em material altamente resistente,

por isso são autoclaváveis e apresentam diferenciação

por código de cores.

Nosso outro lançamento vem completar a

nossa linha de coletores. O coletor de Urina

24 Horas é usado num importante exame

Todos os clientes FirstLab podem contar com

a equipe da Assessoria Científica para esclarecimentos

e auxílio na busca da melhor solução

para a rotina do seu laboratório ficar ainda

mais fácil e rápida.

Saiba mais sobre os produtos FirstLab :

www.firstlab.ind.br

atendimento@firstlab.ind.br

0800 710 0888

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


BENCHTOP Gilson

O complemento ideal para sua bancada

Os novos instrumentos de bancada da Gilson

apresentam uma variedade de tecnologias

avançadas para mistura, controle de temperatura

e centrifugação. Esses instrumentos de bancada

econômicos são o complemento perfeito

para qualquer rotina de trabalho de laboratório.

Os sistemas de pipetagem ajudam a preparar,

isolar, retirar e armazenar amostras e materiais

para análise. Todo ciclo de pipetagem é precedido

ou seguido por outras etapas, como agitação,

centrifugação e incubação. Uma seleção de

centrífugas, blocos térmicos secos, incubadores

de bancada, vortex e outros agitadores compõem

a linha dos equipamentos de bancada

que podem ser utilizados nas mais diversas

técnicas de laboratório

Esses equipamentos apresentam sempre com

alguma característica inovadora, como p.ex. a

minicentrifuga Centry 103 que é portátil, centrifuga

tubos e tiras com velocidade fixa de

6000 rpm e não precisa ser ligada à uma fonte

de energia elétrica, ela pode ser utilizada com

pilhas AA.

Sobre Gilson

A Gilson é um familiar global de soluções de

manuseio, purificação e extração de líquidos

para o setor de ciências da vida. Ajudamos os

pesquisadores a avançar no ritmo das suas descobertas,

criando instrumentos de laboratório

fáceis de usar que melhoram a reprodutibilidade

e a rastreabilidade. Desde 1957, desenvolvemos

produtos inovadores, como as pipetas

PIPETMAN®. Em parceria com a comunidade

científica, avançamos continuamente nossas

ofertas de produtos e adicionamos sistemas e

software de pipetagem automatizados ao nosso

portfólio. Apoiada em P&D, serviço e suporte

em todo o mundo, a Gilson se esforça para

possibilitar ciência verificável e facilitar a vida do

laboratório para nossos clientes.

Para maiores informações dos produtos

www.gilson.com

Os produtos Gilson podem ser

adquiridos nos distribuidores oficiais:

Bioresearch

www.bioresearch.com.br

(11)3872-6669

Sinapse

www.sinapsebiotecnologia.com.br

(11) 2605-5655

Pensabio

www.pensabio.com.br

(11) 3868-6500

INFORME DE MERCADO

Kit Espermoteste

Vida Biotecnologia

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

A VIDA Biotecnologia se destaca como uma das

mais eficientes empresas brasileiras fabricantes

de reagentes para diagnóstico clínico. E já a alguns

anos, a empresa comercializa mais um produto

de fabricação própria, o Kit de Espermoteste.

O produto tem como finalidade realizar o espermograma,

exame utilizado para a avaliação

da qualidade e capacidade de produção do espermatozoide,

indicando assim, a sua capacidade

ou não de fecundação e a saúde de todo sistema

reprodutivo masculino.

O teste se divide em exames macroscópicos,

microscópicos e bioquímicos. O kit de Espermo-

teste da VIDA Biotecnologia, é uma ótima forma

de padronização do exame nos laboratórios clínicos

e de fertilidade.

A Vida Biotecnologia se destaca no mercado de

ciências da vida, se fazendo presente nas maiores

clínicas de fertilidade do Brasil.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento

(31) 3466-3351 ou através do site

www.vidabiotecnologia.com.br.

0 107


INFORME DE MERCADO

A J.R.EHLKE aposta em Nova linha de análise celular hematológica

Mindray - CAL 6000

de cada analisador retornará os racks de amostra

para verificação automática ou repetição de

reflexo. Amostras de emergência são permitidas

com resultados em tempo reduzido. Utilizando

adaptador com patente própria, vários tipos de

tubos são permitidos. Simplesmente seguindo

3 etapas de “load and go”, os usuários do SC-

120 podem obter lâminas finalizadas que estão

prontas para a revisão microscópica.

O CAL 6000 faz parte de uma nova geração

em análise celular de hematologia, para

bancada. A combinação de duas unidades de

analisadores hematológicos BC-6000 (amostras

de sangue total ou fluidos biológicos) e uma

unidade de SC-120 (automação em distensão e

corador de lâminas) perfaz a velocidade de 220

hemogramas/hora e 120 lâminas/hora. O CAL

6000 é um equipamento com três plataformas

de carregamento e três plataformas de descarregamento

contínuos com alta capacidade

de amostras. As esteiras de carregamento dos

analisadores hematológicos são bidirecionais,

sendo uma patente Mindray. O primeiro analisador

de hematologia permite a distribuição

rápida de amostras, melhorando a eficiência e

produtividade. Caso os resultados da amostra

acionem os critérios, o carregador automático

Para maiores informações, favor

consultar-nos.

J.R.Ehlke & CIA LTDA

www.jrehlke.com.br

Fone: +55 (41) 3352-2144

jrehlke@jrehlke.com.br

O Laboratório Sodré se une aos melhores laboratórios do mundo

O COMITÊ DE CREDENCIAMENTO DO COLLEGE

OF AMERICAN PATHOLOGISTS CONCEDEU AO

LABORATÓRIO SODRÉ A ACREDITAÇÃO CAP, QUE

É UM IMPORTANTE RECONHECIMENTO INTER-

NACIONAL DE QUALIDADE.

É importante enfatizar que o governo federal

dos EUA reconhece o Programa de Credenciamento

do COLLEGE OF AMERICAN PATHOLO-

GISTS, iniciado no início dos anos 60, como

sendo igual ou mais rigoroso do que o próprio

programa de inspeção do governo.

Conquistando acreditações de referência nacional

e internacional, o Laboratório Sodré confirma

a cada dia o seu compromisso em oferecer

qualidade superior em todos os processos, além

de possuir o mais alto padrão de atendimento

e garantir total segurança e confiabilidade nos

resultados de suas análises.

A acreditação CAP junta-se a outras de mesma

importância já obtidas pelo Laboratório Sodré,

como a ISO 17.025 e ISO 9001. Além disso,

o Sodré também participa periodicamente de

testes de proficiência em ensaios como SOHT,

PNCQ, Controllab, LGC Standards e ARVECON

GmbH, todos comprovando a eficiência e eficácia

dos processos executados.

O Laboratório Sodré possui expertise reconhecida

no seguimento toxicológico para

análise de cabelo e pelo com ampla janela de

detecção e realiza investimentos constantes

em soluções inovadoras.

CAP Number: 8313438 | AU-ID: 1848315 |

Laboratório Sodré • Lins, SP, Brazil

0 108

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


GynoPrep: citologia em meio líquido de forma simples e eficaz

mes, as amostras são depositadas sobre a lâmina

numa superfície de 22x15 mm. O equipamento

é fabricado em aço inoxidável, com acabamento

em pintura epóxi texturizada, resistente a temperaturas

elevadas e agentes corrosivos.

INFORME DE MERCADO

O GynoPrep é um kit de citologia em meio

líquido alemão, importado com exclusividade

pela Stra Medical. Um dos principais diferenciais

é possibilitar o processamento de amostras

ginecológicas e não ginecológicas

Outra grande vantagem do GynoPrep é a melhoria

de maneira significativa da morfologia individual

das células e a distribuição consistente na

lâmina, o que reduz drasticamente o número de

amostras insatisfatórias e de novas coletas.

Automação ou Semi-automação

Com o GynoPrep você escolhe a forma de

processamento que melhor se adequa às suas

necessidades, seja ela por automação com o

GP-100 ou semi-automação com a Cito Centrífuga

Cellspin Tharmac.

A Cito Centrífuga Tharmac é utilizada para a elaboração

de preparos citológicos de monocamada.

Pensada para receber pequenos e grandes volu-

Já o GynoPrep Processor - GP 100 - conta com

o exclusivo filtro duplo de membrana, com capacidade

de processamento de duas lâminas

por vez e até 100 lâminas por hora, além de um

excelente custo benefício. O GP-100 traz a automação

ao GynoPrep e é referência em velocidade

de processamento de amostras de citologia

em meio líquido.

Stra Medical

Renata Guollo

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GRANDES NOMES DA

MEDICINA LABORATORIAL

SE ENCONTRAM DIA 30 DE MAIO!

ENLAC

Encontro Nacional de

Laboratórios Clínicos 2020

A Suzimara & Sarahyba Consultoria e Treinamento (www.suzimaraesarahyba.com.br) desde

a sua inauguração, em 2012, tem como missão o aprimoramento de profissionais atuantes

em laboratórios clínicos, promovendo programas de treinamento e capacitação, além de

consultorias para implantação de Acreditações de Qualidade.

O projeto do ENLAC (www.enlac.com.br), além de inovador trará informações relevantes e

discussões valiosas através de palestras com grandes nomes da Medicina Laboratorial e,

uma Mesa Redonda : “Segurança da Informação, Mídias Sociais e Gestão de Riscos no

Laboratório”.

O ENLAC tem como objetivo promover o encontro de profissionais e estudantes da área de

análises clínicas e de medicina (patologia clínica) que buscam atualização contínua na

área laboratorial, gestão de riscos, segurança do paciente, através de uma gestão de

qualidade com o intuito de conferir credibilidade ainda maior ao laboratório clínico.

Temas que serão abordados no ENLAC 2020:

Stweardship

baseado na

Microbiologia.

Laboratório do

Futuro

Benchmarking

de Indicadores

Laboratoriais

Diagnóstico

laboratorial de

doenças

autoimunes

sistêmicas

Metodologias

point of care em

hemostasia:

Aplicações e

limitações;

Hemoglobina

Glicada: O que

há de novo?

Gestão de

Riscos e

Segurança do

Paciente

Privacidade e

proteção dos

dados

Padronizações

da IFCC em

biomarcadores

da função renal

Uso Racional

do Laboratório

Clínico

INSCREVA-SE

30 de Maio na ESPM TECH

Rua Joaquim Távora, 1240 Vila Mariana, São Paulo


INFORME DE MERCADO

LUMIRATEK Testes Rápidos

Diagnóstico precoce para dengue

A situação epidemiológica da dengue no Brasil

é caracterizada pelo aumento de 488% em

relação a 2018, sendo registrados mais de 1,4

milhões de casos da doença em 2019, segundo

dados do Ministério da Saúde.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a

dengue é uma doença sazonal, a qual está amplamente

distribuída em todas as áreas tropicais

e subtropicais do mundo.

Segundo informações do Ministério da

Saúde, a partir de março deste ano todos

os estados brasileiros da região Nordeste e

Centro-Oeste além do Rio de Janeiro e do

Espírito Santo, são considerados de maior

risco para doença, podendo haver surtos

epidemiológicos devido a estação de verão

quente e chuvosa, favorecendo a proliferação

do mosquito Aedes aegypti.

A identificação precoce dos casos de dengue

é de vital importância para tomar decisões

e implementar medidas efetivas, visando

principalmente o controle da doença.

corpo, um imunoensaio cromatográfico que

utiliza a combinação de partículas revestidas

com anticorpos IgM e IgG e antígeno NS1

para o auxílio no diagnóstico de dengue em

amostras de sangue total, soro ou plasma

humano, sendo realizado em 10 minutos.

Para maiores informações, entre em

contato através do

e-mail faleconosco@lumiradx.com ou

pelo telefone: (11) 5185- 8181

Câncer, diagnóstico molecular e infecções:

Qual é a relação?

Diagnóstico precoce

Apesar de a maioria dos cânceres terem uma base

genética e ambiental, existem ainda muitas enfermidades

oncológicas que podem se desenvolver a

partir de uma infecção causada por algum tipo de

patógeno. Doenças infecciosas estão associadas

a 13% dos casos de câncer no mundo. Realizar

exames preventivos e o diagnóstico precoce dá ao

paciente mais chance de tratamento e cura.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o Brasil

terá 625 mil novos casos de câncer a cada ano do

triênio 2020-2022. Quando se trata de doenças

oncológicas muitos fatores de risco influenciam

no aparecimento e agravamento da doença.

A obesidade estará entre os principais fatores

de risco para o desenvolvimento de 11 dos 19

tipos mais frequentes na população brasileira.

Comportamentos não saudáveis como fumar,

A LumiraDx, possui em seu portfólio o teste

rápido Lumiratek Combo Antígeno e anticonsumir

bebidas alcoólicas, sedentarismo e

manter dieta pobre em vegetais também aumentam

o risco de 10 tipos da doença.

O câncer de pele não melanoma continua o

mais incidente, com previsão de 177 mil casos

novos. Em seguida estão os de mama e de próstata

(66 mil cada), cólon e reto (41 mil), pulmão

(30 mil) e estômago (21 mil).

Por exemplo, com o diagnóstico molecular é possível

identificar precocemente, com mais rapidez

e assertividade, infecções persistentes de HPV que

levam ao câncer de colo de útero, ou detectar a no

estômago H. pylori e resistências, que podem levar

ao desenvolvimento de câncer no estômago.

A Mobius Life Science tem em seu portfólio

mais de 50 kits moleculares para diagnóstico de

infecções, entre eles estão por HPV, CMV, BKV,

EBV, H. pylori e outros.

Saiba mais:

mobiuslife.com.br

0 110

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

Novo Analizador Yumizen H550

Hematologia em todos os lugares e além

A HORIBA Medical apresenta o

Yumizen H550, o mais novo

membro da família de analalizadores

hematológicos Yumizen. Baseado

em tecnologias comprovadas

e inovadoras, o Yumizen H550

responde à necessidade de um

analisador robusto e não requer

manutenção do usuário.

O Yumizen H550 é um sistema de

hematologia compacto com carregamento

automático integrado de rack

de amostra. Ele fornece ao operador

uma capacidade total de 40 tubos

com carga contínua. Baseado em

tecnologias comprovadas e inovadoras,

o Yumizen H550 responde à

necessidade de um analisador robusto

e não requer manutenção do usuário.

A fim de garantir um processo

confiável, o Yumizen H550 permite a

homogeneização automática de rack

e Identificação positiva de tubos. As

racks de 10 tubos são compatíveis

com o Yumizen H1500 / 2500.

Rapidez nos Resultados

Software de tela touchscreen de fácil utilização.

Menus abrangentes com gráficos e flags.

Fácil manuseio com treinamento mínimo do operador.

Sistema especialista em alarmes para o guia de interpretação.

Características Exclusivas

HORIBA Instruments Brasil Ltda.

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Loteamento Multivias - Jardim Ermida II

CEP 13.212-181 - Jundiaí - SP

- Apenas 3 reagentes: Diluent, Cleaner e Whitediff®,

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- O Whitediff® é um reagente exclusivo de lise isento de cianeto para

www.horiba.com/br/medical/

medição de HGB e contagem e diferencial WBC.

- Com base na micro-amostragem de 20 µL de sangue total, o Yumizen H550 pode executar qualquer tipo de

amostra de sangue, incluindo pediatria.

- 27 parâmetros com WBC completo e 6 Diferencial : LYM%#, MON %#, NEU %#, BAS %#, EOS#% and LIC%#

(Células grandes imaturas).

- Parâmetros específicos para diagnóstico de anemias por deficiência de ferro e distúrbios por PLT: RDW-CV,

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

0 112

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

NEWPROV Apresenta

Novos Tubos em 9mL

Confira:

- Ágar Sabouraud – PA316

- Ágar Sabouraud com cloranfenicol – PA313

- Ágar Mycosel – PA314

Finalidade:

Os meios destinado às culturas de fungos

apresentam, em sua composição, componentes

voltados ao favorecimento do desenvolvimento

das mais variadas espécies de fungos filamentosos

ou leveduriformes, assim como a inibição

da grande maioria das bactérias presentes nas

amostras semeadas. Sendo assim, as formulações

possuem pH ácido, elevada concentração

de dextrose e antibióticos como cloranfenicol e

cicloheximide.

Além destas características, há a necessidade

de uma apresentação que confira maior praticidade

nas etapas de inoculação, incubação e

resgate das colônias para a realização da identificação

e/ou antifungigrama.

Pensando nisso, a Newprov possui apresentações

dos principais meios utilizados nos laboratórios

clínicos, ambientais e industriais em

tubos de 26x91,7mm.

Importância Clínica

Diversas espécies de fungos estão presentes

na microbiota corporal, mas em situações de

hiperproliferação, podem causar diversas formas

de infecções, desde micoses superficiais

até comprometimento de visceras, coração, pulmão,

líquidos cavitários, sistema nervoso central,

desencadeando em sepse e óbito. As culturas

de fungos são importantes na investigação

de sintomas infecciosos, controle pós cirúrgico

e monitoramento de procedimento invasivos.

Conheça a experiência GTgroup e surpreenda-se!

Somos fiéis a nossa Missão: atender todo o

território nacional com qualidade e excelência!

E temos ciência do quão desafiador isso pode

ser; porque não basta uma declaração institucional

para dizer ao mercado quem somos, queremos

alcançar esse reconhecimento por parte

de nossos clientes, através da satisfação com os

produtos e serviços que ofertamos.

Trabalhamos sob uma conduta ética que prioriza

a transparência em todas as nossas relações

comerciais. Isso nos confere o diferencial de

uma empresa que está com os olhos atentos

ao mercado, e sobretudo atentos aos desejos e

necessidades dos clientes. Podemos dizer que a

GTgroup passa por uma metamorfose constante.

Adequamos o nosso jeito de fazer à realidade

de cada parceiro ou cliente; temos um atendimento

personalizado, uma logística que busca

as melhores condições e prazos para atender a

qualquer laboratório do país, onde quer que ele

esteja, e uma equipe altamente qualificada para

gerar a melhor experiência de compra.

As metas são ousadas, mas não apenas no que

diz respeito à receita anual, mas principalmente

à nossa participação no mercado. Estamos

avançando, mas acreditamos que tudo o que

conquistamos até aqui, ainda é só o início de uma

jornada de muito sucesso. Portanto tratamos

cada próximo passo com o devido cuidado, para

sermos mais sólidos, mais fortes e mais inovadores

quanto possível. E por falar em inovação, você

não perde por esperar o que a GTgroup ainda tem

para lhe mostrar nesse ano de 2020. Continue

acompanhando as nossas redes sociais e demais

canais de comunicação, irá se surpreender!

Gtgroup

Central de Vendas: (31) 3589-5000

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

Água purificada para o mercado de análises clínicas

Cada vez mais os laboratórios têm aperfeiçoado

seus processos e gerado resultados

mais rápidos. Turnos extras e trabalhos 24/7

têm tornado os laboratórios mega produtivos.

Com as gestões administrativas profissionalizadas,

o grau de exigências deste

segmento aumenta consideravelmente em

qualidade, serviço, otimização e preço.

Nesse cenário, a água purificada é uma matéria

prima para qualquer análise e/ou pesquisa

nas diversas rotinas laboratoriais. As acreditações,

a alta tecnologia dos equipamentos e

o alto custo dos “reagentes” exigem um excelente

padrão de água para que os resultados

sejam confiáveis e reprodutivos. Seja numa

lavagem final de vidrarias ou mesmo numa

diluição de um reagente, a água pura ou ultrapura

passou a ser o elemento fundamental da

tão exigida cadeia produtiva para atender as

normas dos laboratórios.

Apesar da maior parte do mercado diagnóstico

estar centralizado nas mãos de

grandes grupos, há muitos laboratórios de

pequeno e médio porte que ainda utilizam

equipamentos e técnicas antigas. Assim,

essas empresas deverão em curto prazo atualizar-se

para atender as exigências atuais e

continuar atuando no mercado.

Não podemos esquecer de destacar a origem

do processo: os laboratórios de pesquisa.

Praticamente desenvolvidas dentro das

universidades (algumas vezes com incentivo

privado, porém muitas vezes com incentivo

público), as pesquisas para determinadas

doenças e as curas levam anos e envolvem

muito investimento.

Avanços das técnicas, como a biologia

molecular que explora a estrutura e a função

do material genético e utiliza alíquotas

em µl (microlitros) e também dos espectrômetros

de massas de alta resolução que

fazem analises de traços em ppt (parte por

trilhão), não permitem a utilização de qualquer

de água e sim água ultrapura. Quanto

mais crítico e específico o experimento,

maior devem ser os cuidados e as exigências

com a água ultrapura. Caso contrário

há o risco do experimento ser totalmente

improdutivo, gerar retrabalhos e tornar os

testes cada vez mais caros.

Sobre a Veolia

O grupo Veolia é a referência mundial em

gestão otimizada dos recursos. Presente nos

cinco continentes com mais de 171000 colaboradores,

o Grupo concebe e implementa

soluções para a gestão da água, dos resíduos

e da energia, que fomentam o desenvolvimento

sustentável das cidades e das indústrias.

Com suas três atividades complementares,

Veolia contribui ao desenvolvimento

do acesso aos recursos, à preservação e renovação

dos recursos disponíveis.

Em 2018, o grupo Veolia trouxe água potável

para 95 milhões de habitantes e saneamento

para 63 milhões, produziu cerca de

56 milhões de megawatt/hora e valorizou

49 milhões de toneladas de resíduos. Veolia

Environnement (Paris Euronext : VIE) realizou

em 2018 um faturamento consolidado

de 25,91 bilhões de euros. www.veolia.com

Para mais informações:

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 3888-8782

Rafaela.rodrigues@veolia.com

0 116

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


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INFORME DE MERCADO

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Tomada de decisão clínica mais rápida

Todas as informações necessárias

estão em uma tela!

Design Ergonômico

Inscrição automático

para outro tipo de animais

Pronto para o uso em qualquer momento

Limpeza e Priming totalmente automáticas garantem que o

analisador esteja sempre pronto para uso. Uma vez que a amostra

é aspirada através do bocal de amostra, todas as outras operações

são realizadas automaticamente

Projetado para realizar manutenção automática proativa, eliminando

a contaminação entre amostras remoção automática de

obstrução após cada medição

*Limpeza automática do sistema após cada medição

*Limpeza automática do sistema após desligar

*Sistema de remoção de coagulo

*Fácil manuseio

Suporte variedade de animais 6 pré-ajustes e 3 configurações

definidas pelo usuário

21 Parâmetros:

WBC, RBC, HGB, HCT, PLT, MCV, MCH, MCHC, RDW-CV, RDW-SD,

PCT, MPV, PDW, LY#, LY%, MO#, GR#, GR%, EQ#, EQ%

12 Parâmetros:

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

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O Grupo Prime Cargo sempre atento e acreditando no mercado nacional

e internacional realiza frequentemente massivos investimentos em suas

instalações e filiais.

INFORME DE MERCADO

Contando com estrutura de 7000mts² em

Barueri - SP, e filiais em pontos estratégicos por

todo território nacional, sendo eles totalmente

adequados ao segmento médico-laboratório-

-hospitalar, o Grupo Prime Cargo disponibiliza

aos seus clientes um novo conceito em transporte

e armazenagem, que segue em conformidade

com as boas práticas exigidas pelas

diretrizes.

Dispondo de áreas técnicas, laboratórios para

manutenção de equipamentos e espaço para

treinamento de equipes, a PRIME inova mais

uma vez no atendimento e velocidade nos processos.

O investimento em pessoal é constante com

treinamentos, atualizações de equipamentos e

materiais, isso faz com que além de atender os

prazos, seja feito com qualidade e segurança,

contando com todas as certificações e adequações

necessárias como a ISO9001 (Matriz)

e ANVISA.

O que é a CP 343/2017?

A CP 343/2017 da Agência Nacional de Vigilância

Sanitária se refere às boas práticas de

armazenagem e transporte e tem o intuito de

promover maior controle da cadeia produtiva,

garantindo a qualidade dos medicamentos em

todas as etapas de transporte, distribuição e armazenamento.

As alterações e novidades abordadas nessa

Consulta Pública vieram para harmonizar os requerimentos

sanitários da Anvisa com aqueles

definidos nas diversas diretrizes internacionais.

Portanto, agora mais do que nunca, os gestores

das empresas embarcadoras, precisam realizar

processo de Qualificação de Fornecedores

de forma a garantir a integridade do produto

farmacêutico de ponta a ponta.

Em fevereiro de 2019, a Agência Nacional de

Vigilância Sanitária, inclusive, promoveu o Diálogo

Setorial, justamente para apresentar as

alterações na CP 343/2017, além de ouvir as

considerações e preocupações dos empresários,

especialistas e técnicos do setor.

Foram enviadas 445 contribuições pelos participantes,

que receberam a versão prévia da

publicação, bem como as alterações do texto

inicial com todas as sugestões e comentários

recebidos.

Com o texto consolidado, a norma reduziu a

quantidade de artigos de 127 para 90.

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

0 119


INFORME DE MERCADO

Leitor Fluorescente – WF500

Testes Rápidos Quantitativos

A WAMA Diagnóstica, empresa com mais

de 25 anos de experiência no mercado diagnóstico,

apresenta um novo conceito em rotinas de

diagnósticos laboratoriais, através do leitor de

testes rápidos quantitativos WF500.

O WF500 proporciona resultados rápidos e

quantitativos, utilizando testes de alta sensibilidade

e especificidade.

Tal qualidade de resultados só é alcançada

devido ao sistema de autocalibração somado

às informações de curvas e equações específicas

para cada parâmetro e para cada lote presentes

no cartão SD que acompanha o kit. Com isso,

obtêm-se maior precisão e exatidão em cada

exame realizado.

O equipamento possui um sistema de validação

do teste, baseado no cartão SD, impossibilitando

troca de informações e liberação de

resultados equivocados.

Acompanhado de testes com tempo de reação

que variam de 3 a 15 minutos, o WF500 se

destaca no mercado através por possuir:

• Memória para armazenar 10.000 dados;

• Cassetes específicos para cada parâmetro e

vinculados ao cartão SD correspondente;

• Armazenamento de curvas para cada lote;

• Sistema Android com tela colorida e touch

screen;

• Impressora interna;

• Conexões: 2 USBs, rede e leitor de códigos

de barras;

Além disso, é um equipamento extremamente

versátil, sendo adaptável a rotinas de laboratórios

de diferentes portes através dos dois modos

de leitura: Modo Interno, que permite realizar

um teste por vez com controle interno de tempo

de reação e Modo Externo, que permite utilizar

o equipamento em grandes rotinas, através de

uma leitura muito rápida e de fácil operação.

O leitor WF500 comporta leitor de códigos

de barra e conexão a um sistema de impressão

através de 2 entradas USB, 1 entrada de Rede e

1 entrada Serial.

O Leitor WF500 é um novo conceito no mercado

diagnóstico, unindo testes de rápido resultado

com excelente desempenho.

PARÂMETROS IMUNO-RÁPIDO QUANTI:

- Dímero D

- Hemoglobina Glicada

- Microalbuminúria

- PCR Ultrassensível

- Procalcitonina

- Troponina I

- Apresentações: 10, 20, 25, 30, 40, 50 e 80 testes.

- Registros no Ministério da Saúde – MS.

- Assessoria técnica e científica para todo Brasil.

BREVE:

- β-hCG

- NT-proBNP

- CK-MB

- T3

- T4

- TSH

- tPSA

- Vitamina D

Relacionamento WAMA Diagnóstica:

Tel: +55 16 3377.9977

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0 120

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


INFORME DE MERCADO

Novo Rapid Point 500e oferece aumento na segurança de dados,

tanto para o paciente como para o profissional da saúde

A Siemens Healthineers é pioneira no desenvolvimento de equipamentos e softwares visando a segurança da informação

500e) contendo mais mecanismos de segurança

da informação como: melhoria para os flags em

amostras contaminadas com Na+, possibilidade

de desligar a porta USB e a encriptação de dados.

Além do sistema que fornece resultados rápidos,

precisos e abrangentes da análise de gases

do sangue em aproximadamente 60 segundos,

o RP 500e garante uma lavagem adequada para

evitar contaminação, facilidade de uso com

uma tela intuitiva e treinamentos onboarding

em 19 idiomas. Na parte de encriptação de dados,

existe a possibilidade de sinalizar para os

operadores as possíveis amostras contaminadas

e com isso há um aumento na segurança

do profissional da saúde, quanto a qualidade e

confiabilidade do resultado, para o médico uma

certeza do diagnóstico e para o paciente uma

recuperação mais rápida.

Entre os padrões de segurança que tiveram

melhorias, está o acesso do operador em duas

etapas, a criptografia na transmissão dos dados

e a possibilidade de desligar as portas USB para

impedir que se copie os dados do equipamento.

Vírus, malwares, ransomware, phishing e

outras inúmeras ameaças são capazes de interromper

o funcionamento de máquinas, a realização

de procedimentos médicos importantes,

o roubo de informações sigilosas, alteração de

dados, derrubar sistemas, entre outros problemas.

Mas agora você pode optar por não passar

por tudo isso, para não colocar em risco a reputação

de sua instituição, além da segurança dos

pacientes e profissionais que nela atuam.

São Paulo, 02 de março de 2020 - Uma pesquisa

feita pela KPMG, uma das maiores empresas

de auditoria do mundo, mostrou que 81% dos

executivos de organizações ligadas à Saúde afirmaram

que suas empresas já sofreram algum

tipo de ataque virtual e apenas metade deles se

sentia preparado para proteger sua instituição.

No caso de ataques futuros, 39% disseram que

não possuíam um plano confiável em segurança

da informação para se prevenir de possíveis

invasões. Estima-se que, informações médicas

e ligadas à área da Saúde podem valer até 50

vezes mais do que outros dados que possam ser

roubados em ações digitais criminosas.

Visando esse importante quesito também

para a área de Point of Care, num equipamento

projetado para ficar perto do paciente como em

emergências, centro cirúrgicos e UTIs, a Siemens

Healthineers desenvolveu o Rapid Point 500e (RP

Siemens Healthineers

A Siemens Healthineers colabora para que os

profissionais da saúde em todo o mundo alcancem

melhores resultados, capacitando-os em

sua jornada para expandir a medicina de precisão,

transformando o atendimento, melhorando

a experiência do paciente e digitalizando a

saúde. Líder em tecnologia médica, a Siemens

Healthineers está constantemente inovando

seu portfólio de produtos e serviços em suas

principais áreas de diagnóstico por imagem, em

diagnósticos laboratoriais e medicina molecular.

A Siemens Healthineers também está desenvolvendo

ativamente seus serviços digitais

de saúde e serviços corporativos. No ano fiscal

de 2018, que terminou em 30 de setembro de

2018, a Siemens Healthineers gerou receita de

€ 13,4 bilhões e lucro ajustado de € 2,3 bilhões

e possui cerca de 50.000 funcionários em todo o

mundo. Mais informações estão disponíveis em

https://www.siemens-healthineers.com/br/

Contato para imprensa

SIEMENS HEALTHINEERS

Mabel Santos

+55 11 9 7639-1250 | +55 11 9 9786-5033

mabel.santos@siemens-healthineers.com

www.siemens-healthineers.com/br/

0 122

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020


ANALOGIAS EM MEDICINA

Fig. 1 - Imagem disponível em http://www.idoj.in/viewimage.

asp?img=IndianDermatolOnlineJ_2015_6_4_298_160287_f4.jpg,

acesso 11/12/2019.

VIA LÁCTEA

A Astronomia denomina de Via Láctea a uma

galáxia espiral da qual o nosso Sistema Solar

faz parte. Os antigos gregos a viam como um

“caminho de leite”. Vista da Terra, aparece como

uma faixa brilhante e difusa que circunda toda

a esfera celeste, recortada por nuvens moleculares

que lhe conferem um intrincado aspecto

irregular. São calculadas mais de 250 bilhões

de estrelas na sua composição. Em muitas tradições

a Via Láctea aparece como um local de

passagem, de origem divina, unindo os mundos

divino e terrestre, comparada a uma serpente,

a um rio, a um jato de leite ou a uma árvore. É

utilizada pelas almas e pelos pássaros entre os

mundos (Dicionário de Símbolos).

“A Mitologia Grega nos mostra a origem da Via

Láctea. Hera vivia atormentada com as escapadas

amorosas de seu marido Zeus. Os filhos bastardos

resultantes dessas aventuras amorosas eram

perseguidos por Hera, que lhes infligia castigos e

maldições terríveis. Certa vez colocou no berço de

um desses recém-nascidos duas serpentes para

que o matassem com suas picadas peçonhentas.

Hércules, futuro símbolo de força bruta, esmagou

as serpentes com suas mãozinhas. Por algum

motivo, Hera se afeiçoou à criança e a levou ao

seio para amamentá-la. O menino apertou o seio

de Hera com tanta violência, saindo um jato de

leite que chegou aos céus. Assim nasceu a Via

Láctea”. É o que se encontra em artigo do Dr. Braz

Martorelli Filho – Mastologista (Suplemento Cultural

da APM – Ed. 271, Agosto 2015).

A Embriologia nos ensina que, por volta da

quinta/sexta semana de vida intrauterina, forma-se

uma estria ou crista láctea primitiva no

embrião humano, constituída de células epiteliais

proliferadas, em direção a cada um dos

lados do tronco embrionário, estendendo-se

da axila à virilha. (Port. crista mamária ou,

por analogia, Via Láctea; em inglês: milk line

or mammary ridge). Os brotamentos da crista

mamária sofrem atrofia completa, permanecendo

apenas aqueles que originarão as glândulas

mamárias no tórax anterior. Em algumas

mulheres persistem remanescentes da crista

mamária, o que explica o achado de tecido

mamário heterotópico normal ou mesmo patológico,

desde a axila à vulva (vide desenho).

Já foram descritos em linfonodos axilares e ao

longo da linha mamária, sendo a parede torácica

e a vulva os locais mais comuns. Mamas supranumerárias

são referidas como polimastia e

mamilos supranumerários chamados de politelia,

também ao longo de toda a linha mamária

da axila até a região vulvar.

O tecido remanescente pode sofrer influência

das alterações hormonais no ciclo menstrual

como aumentar de volume e dor pré-menstrual.

As doenças que afetam a mama normal

podem também surgir no tecido heterotópico,

como hiperplasia e tumores benignos e malignos.

Felizmente são ocorrências incomuns.

Texto baseado em artigos nacionais e no livro

Analogias no Ensino Médico. Coopmed. Av. Alfredo

Balena, 190. Belo Horizonte, MG.

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia

da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Revista NewsLab | Fev/Mar 2020

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