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Florestal_238Web

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ENTREVISTA

Zaid A. Nasser, novo presidente da APRE, revela os planos e desafios para a gestão

PODER QUE TRANSFORMA

TRITURADORA ROBUSTA E POTENTE É

SOLUÇÃO IDEAL PARA LIMPEZA DE ÁREAS

POWER THAT TRANSFORMS

ROBUST AND POWERFUL SHREDDER IS IDEAL

SOLUTION FOR CLEANING AREAS


SUMÁRIO

MARÇO 2022

36

POTÊNCIA,

ROBUSTEZ

E RESULTADO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Notas

22 Coluna Cipem

24 Frases

26 Entrevista

34 Coluna

36 Principal

42 Minuto Floresta

44 Concessões

48 Espécie

50 Economia

54 Artigo

56 Transporte

60 Pesquisa

64 Agenda

66 Espaço Aberto

44

54

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

47 ArborGen

07 Bayer

09 BKT

11 Carrocerias Bachiega

15 Corteva

59 D’Antonio Equipamentos

68 Denis Cimaf

02 Dinagro

21 DRV Ferramentas

31 Engeforest

63 Feldermann

29 Francio Soluções Florestais

05 Komatsu Forest

13 Liebherr Brasil

67 Log Max

17 Manos Implementos

43 Mill Indústrias

33 Minusa Forest

19 Rotary-Ax

25 Rotor Equipamentos

53 Show Florestal

23 Tecmater

35 Watanabe

04 www.referenciaflorestal.com.br


EDITORIAL

De olho nas

oportunidades

O mercado florestal está repleto de oportunidades

e possibilidades para quem está atento às mudanças e

novidades do setor. E não falamos apenas sobre chegar

primeiro, mas chegar melhor e mais preparado para os

desafios constantes que a indústria de base florestal

oferece. Nesta edição, nosso Leitor conhecerá a trituradora

Thor da Watanabe, equipamento ideal para trituração

e limpeza de terrenos para o plantio florestal, conhecerá

um pouco mais sobre a espécie peroba-rosa, sobre as novidades

de transporte ferroviário na Bahia e, ainda, uma

entrevista exclusiva com o Zaid Ahmad Nasser, presidente

do APRE (Associação Paranaense de Empresas de Base

Florestal), falando sobre a situação da indústria madeireira

e planos para o futuro.

2

1

Na capa desta edição a

trituradora para limpeza

de área da Watanabe

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • N°238 • Março 2022

ENTREVISTA

Zaid A. Nasser, novo presidente da APRE, revela os planos e desafios para a gestão

POWER THAT TRANSFORMS

ROBUST AND POWERFUL SHREDDER IS IDEAL

SOLUTION FOR CLEANING AREAS

PODER QUE TRANSFORMA

TRITURADORA ROBUSTA E POTENTE É

SOLUÇÃO IDEAL PARA LIMPEZA DE ÁREAS

Keeping an eye on

opportunities

The forest market is full of opportunities and possibilities

for those aware of the changes and news within the

Sector. And we are not just talking about getting there

first but improving and becoming more prepared for the

constant challenges that the forest-based industry faces.

In this issue, our reader learns about the Watanabe Thor

crusher/shredder, the ideal tool for clearing land and

shredding residues for forest planting. There is also a little

more about peroba-rosa, the news of rail transport in

Bahia, and an exclusive interview with Zaid Ahmad Nasser,

President of APRE (Association of Forest-Based Companies),

talking about the situation of the timber industry

and plans for the future.

Entrevista com

Zaid Ahmad Nasser

Madeira sobre trilhos

3

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 238 - MARÇO 2022

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni

Larissa Purkotte

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Cainan Lucas

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

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Depto. de Assinaturas / Subscription

Pedro Moura

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

06 www.referenciaflorestal.com.br


CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

ENTREVISTA

Diretora-executiva da ABPMA, fala sobre o futuro do Mogno Africano no Brasil

VERSATILIDADE QUE

TRAZ RESULTADO

SOLUÇÕES PERSONALIZADAS POTENCIALIZAM

O TRANSPORTE FLORESTAL

Capa da Edição 237 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de fevereiro de 2022

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • N°237 • Fevereiro 2022

VERSATILITY THAT

BRINGS RESULTS

CUSTOM SOLUTIONS BOOSTS THE

FOREST TRANSPORTATION

CAPA

Por Carlos Miguel – Bragança Paulista (SP)

O transporte é uma parte do processo florestal muito importante e precisa

de soluções como essa da Manos para garantir o melhor trabalho.

Parabéns a todos!

ENTREVISTA

Por Eliomar Alves – Cuiabá (MT)

Essas madeiras nobres são incríveis e podem ser um aporte

de sucesso e muito rendimento para nosso país. Espero que

consigam grandes resultados para o Brasil.

Foto: Emanoel Caldeira

LEGISLAÇÃO

Por João Ramos – Lebon Régis (SC)

Isso que precisamos, políticos que colaborem com o nosso país e

vejam a importância de nossas riquezas naturais, para podermos

aproveitá-las da melhor forma.

Foto: divulgacão

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


A LONG WAY

TOGETHER

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BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

EM AÇÃO

Durante a produção da reportagem de capa desta edição,

a Equipe da REFERÊNCIA pode ver de perto todo o poder

da Trituradora Thor da Watanabe. A demonstração foi

realizada ao lado da fábrica, em Castro (PR).

Foto: REFERÊNCIA

CELULOSE & PAPEL

Também estivemos na sede, em visita para produção da

capa da próxima edição da Revista CELULOSE&PAPEL, que

celebra os 20 anos da Metal Service, empresa que fornece

a linha completa de equipamentos para reciclagem e

produção de papéis tissue, papéis cartão e embalagens.

ALTA

MANEJO PARA O SUCESSO

O manejo florestal sustentável no Mato Grosso

tem um grande viés de crescimento para a próxima

década. Já se coloca como o principal motor

da economia de 44 municípios do norte do Estado,

ocupou 4,7 milhões de ha (hectares) em 2021 e

emprega cerca de 90 mil pessoas. O objetivo é

chegar a 6 milhões de ha manejados até 2030,

avanço que poderá ser acelerado com os retornos

financeiros alcançados com o aumento da demanda

e a valorização dos produtos. Atualmente, são

explorados de 200 mil a 350 mil ha por ano nas

áreas de reserva legal das propriedades privadas

de agropecuaristas. No bioma Amazônia, 80% das

fazendas têm que ser preservadas e 20% podem

ser usadas comercialmente para plantio ou criação

de animais.

MARÇO 2022

EFEITO DA PANDEMIA

Segundo dados do MAPA (Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento), as exportações

de produtos florestais do Mato Grosso do Sul

fecharam o ano de 2021 com valor total de US$

1,508 bilhão. O volume produzido foi de 4,149

milhões de t (toneladas), sendo a celulose majoritariamente

responsável por 98,76% das mercadorias,

seguida por papel e madeira com 1,24%.

Em comparação com 2020, o faturamento com as

comercializações foi 10,8% menor, já que no ano

anterior a soma total foi de US$ 1,691 bilhões. O

volume exportado também teve uma queda de

9,39%, com o total 4,579 milhões de t vendidas

no mesmo período.

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NOTAS

Futuro do Inventário Florestal

O SFB (Serviço Florestal Brasileiro) concluiu

o treinamento de novos instrutores do IFN (Inventário

Florestal Nacional). O propósito do SFB

é capacitar servidores para instruir as equipes

de campo que darão continuidade às coletas de

dados biofísicos e socioambientais do IFN, a fim

de implementar o Inventário Florestal Nacional no

Brasil. O curso, ministrado por instrutores credenciados

na metodologia do IFN, teve a duração de

uma semana, e contou com os módulos teórico

e prático. O coordenador-geral de Inventário e

Informações Florestais, Humberto Mesquita,

destacou a importância da formação de novos

instrutores para o andamento da implementação

do inventário: “Entraremos em um novo ciclo de

coleta de dados do IFN em diversos biomas. Temos

lotes sendo coletados na Amazônia, e planejamos concluir a coleta no Cerrado e avançar na Mata Atlântica e na Caatinga,

além de iniciar a coleta do Pantanal. A inclusão de novos instrutores é essencial para capacitar as equipes que irão percorrer o

Brasil e coletar os dados diretamente das florestas”. Foram abordadas todas as etapas do levantamento de dados do IFN, como

o planejamento do trabalho em campo, as técnicas adequadas de coleta dos dados biofísicos, o armazenamento e destinação

das amostras coletadas, além dos dados socioambientais, levantados por meio de entrevistas com os moradores das proximidades

das florestas. O diretor Pedro Neto ressalta a necessidade de conhecer as florestas para aprimorar a utilização correta

dos recursos florestais: “Produzir informações sobre as nossas florestas é a melhor forma de valorizá-las, de potencializar o seu

uso, além de subsidiar a formulação de políticas que estimulem a utilização sustentável de seus recursos, permitindo a geração

de oportunidades com a manutenção das florestas em pé”.

Foto: divulgação

Grande feira europeia

Foto: REFERÊNCIA

De 2 a 4 de junho de 2022, a principal feira florestal

do mundo, Elmia Wood, será novamente realizada ao sul

de Jönköping, na Suécia. Expositores e visitantes vêm de

muitas partes da Europa para experimentar o evento, que

se concentrará na silvicultura inovadora e sustentável de

amanhã. A feira deste ano terá um tema europeu com

foco em práticas florestais inovadoras e sustentáveis para

o futuro. A feira é um grande ponto de encontro de produtores

florestais, empresários e funcionários florestais

que encontram-se onde as ideias são desenvolvidas, os

contatos são feitos e os negócios são criados. É uma festa

da indústria de classe mundial totalmente construída na

floresta, onde os visitantes podem ver e testar máquinas

florestais, ferramentas e tecnologia inovadora em seu

ambiente natural. Segundo os organizadores, a feira é um

local cheio de oportunidades, para o contato com novas

tecnologias, adquirir conhecimento de forma sustentável

para proteger o valor da floresta.

12 www.referenciaflorestal.com.br


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NOTAS

Preservação que dá retorno

O IAT (Instituto Água e Terra) do Paraná disponibiliza

uma nova ferramenta online que permite às prefeituras

simularem os repasses de ICMS do Estado para municípios

que preservarem áreas de vegetação através de UCs

(Unidades de Conservação). O repasse é feito através

do chamado ICMS Ecológico, desenvolvido pelo órgão

ambiental estadual. Em 30 anos, o Estado já repassou

R$ 7 bilhões de recursos do ICMS Ecológico e atualmente

262 municípios são contemplados por preservarem

o meio ambiente. Para Patricia Calderari, gerente de

Biodiversidade do IAT , a ferramenta online é interativa

e apresenta cenários de arrecadação municipal em

resposta aos dados das unidades de conservação em

fase de planejamento. “Muitos municípios não sabem os

valores que podem receber pelas unidades de conservação

e nosso objetivo é apresentar essas informações

de forma simples e interativa, subsidiando as ações das

prefeitras pela proteção da natureza”, afirma Patricia. No

simulador de repasses, basta preencher os dados sobre a

categoria da área protegida e seu tamanho em hectares. São mostrados três resultados da simulação, com valores mínimo,

médio e máximo ao ano. “Os valores são mensurados pelas Tábuas de Avaliação, por isso, o IAT se coloca à disposição para

esclarecer qualquer dúvida das administrações municipais”, completa Patricia.

Foto: divulgação

Parceira Federal

Foto: divulgação

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos

Naturais Renováveis) e a UFPR (Universidade Federal

do Paraná) assinaram, um Protocolo de Intenções para orientar

e fortalecer o desenho e a execução de políticas públicas

de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável

no estado do Paraná. O documento confirma a formação de

um grupo de trabalho, onde haverá a definição das linhas de

ação e das áreas de cooperação e intercâmbio de conhecimento

entre as instituições. Por meio desse acordo, ambas

instituições poderão contribuir para o aperfeiçoamento das

funções de suas áreas-fim. O Protocolo foi assinado pelo reitor

da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, e pelo superintendente

do Ibama no Paraná, Luiz Antonio Corrêa Lucchesi - que,

na ocasião, representou o presidente do instituto.

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NOTAS

Tecnologia contra o desmatamento

Foto: divulgação

Made in Brazil

Lançado pelo governo de Santa Catarina através do IMA (Instituto

do Meio Ambiente) o SIMAD (Sistema Integrado de Monitoramento

e Alertas de Desmatamento) já está atuando de forma

efetiva contra crimes ambientais em Santa Catarina. Recentemente

foi realizada pelo IMA, em conjunto com a Polícia Militar Ambiental,

a primeira operação de combate ao desmatamento com base

nos alertas oriundos do SIMAD. A ação ocorreu em 6 áreas dos

municípios de Angelina, Águas Mornas e São Bonifácio, onde a supressão

de vegetação alertada pelo sistema pode ser identificada.

O presidente do IMA, Daniel Vinicius Netto, enfatiza que a fiscalização

realizada de forma totalmente orientada pelo sistema de

geoprocessamento foi um marco histórico para o IMA. “O sistema

traz mais celeridade na repressão de crimes ambientais e também

permite ao IMA mais autonomia para disparar os alertas a outros

órgãos de fiscalização e reduzir cada vez mais os desmatamentos

ilegais em Santa Catarina”, pontuou Daniel. Já Fábio Castagna da

Silva, diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental, explica a importância

da ferramenta no combate aos crimes de desmatamento

ilegal no estado. “O SIMAD foi desenvolvido para atender as necessidades

específicas dos órgãos de fiscalização em Santa Catarina,

reduzindo deslocamentos desnecessários em função de imprecisão

de informações“, descreveu Fábio.

O governo dos EUA (Estados Unidos da América) e o MMA (Ministério

do Meio Ambiente) assinaram, um memorando de entendimento

para o desenvolvimento de soluções de combate à queima

descontrolada em ambientes tropicais brasileiros. Randy Moore,

chefe do Serviço Florestal dos EUA, e Joaquim Leite, ministro do

Meio Ambiente, assinaram o memorando. O encarregado de Negócios

da Embaixada e Consulados dos EUA, Douglas Koneff, e o diretor

da USAID no Brasil, Ted Gehr, participaram da cerimônia de assinatura.

Douglas Koneff, comenta que o Ministério do Meio Ambiente

é um parceiro sólido e de longa data, e valorizamos muito nossos

esforços conjuntos nesta área. “Esse memorando ajudará a equipar

e trazer capacidades e tecnologia adicionais para equipes técnicas,

tornando ambas as organizações mais preparadas para realizar ações

de comando e controle na prevenção e gerenciamento de incêndios

florestais”, afirmou Douglas. O memorando apoiará o desenvolvimento

e a aplicação da tecnologia da informação para rastreamento

e gerenciamento de incêndios florestais, além de proporcionar treinamento,

compartilhamento de experiência e conhecimento entre

uma nova geração de cientistas e tecnólogos brasileiros e norte-americanos.

Foto: divulgação

16 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Foco certo

Ao comentar o lançamento de um novo eixo do

Programa Floresta +, o ministro do Meio Ambiente,

Joaquim Leite, defendeu que, quando o assunto é

preservação, é preciso tirar o foco apenas das árvores

e colocá-lo em quem cuida das árvores. “É esta a

solução: remunerar quem cuida de floresta”, disse Joaquim.

A proposta da pasta, de acordo com o ministro,

é o pagamento por prestação de serviços ambientais

de quem preserva o meio ambiente. “Temos que criar

o fazendeiro de floresta nativa. Aquele que vai ser remunerado,

bem remunerado, pela atividade de cuidar

de floresta”, reforçou. Leite lembrou que, no caso de

reservas legais e APPs (áreas de preservação permanente),

o Código Florestal Brasileiro já prevê benefícios

para quem cuida do meio ambiente. A ideia é expandir

isso para áreas de floresta nativa, onde é possível fazer

o manejo de baixo impacto e garantir a preservação da

biodiversidade.

Foto: divulgação

Florestas mais seguras

Foto: divulgação

O INPE/DETER (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

aponta uma redução de 22% nos alertas de desmatamento

em Mato Grosso no último semestre, entre agosto de 2021 e

janeiro de 2022. A comparação é feita com o mesmo período

do ano anterior, com base nos dados preliminares de imagens

de satélite. Já em comparação com o período apuratório

de agosto de 2019 a janeiro de 2020, a redução é de 47%.

Se for mantida esta tendência, aliada aos investimentos e

esforços de combate aos crimes ambientais, esta será uma

das maiores reduções do Estado, avalia o secretário Executivo

da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Alex Marega.

“No mês de dezembro, o desmatamento esteve muito abaixo

da média histórica, na ordem de 10 km². Identificamos que

como no período de chuvas há muitas nuvens, isso atrapalha

a detecção do desmatamento por imagens de satélite, por

isso, o desmatamento de dezembro e de outros meses podem

ser demonstrados nos dados de janeiro”, esclarece Alex.

Os alertas de desmatamento dos últimos seis meses somam

517 km², e no mesmo período do ano anterior, 669km². O

mês de janeiro fechou com alertas de mudança de vegetação

de 146,52 km², de acordo com o dado do DETER, disponível

na Plataforma TerraBrasilis.

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otaryax

rotaryaxoficial


NOTAS

Foto: divulgação

Investimento alto

O MMA (Ministério do Meio Ambiente) foi responsável pela

gestão de mais de R$ 767 milhões em 2021. O total equivale a

98,5% do orçamento previsto para o ano destinado à pasta e às

suas autarquias, que incluem IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio

Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ICMBio (Instituto

Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e JBRJ (Jardim

Botânico do Rio de Janeiro), de acordo com informações divulgadas

pelo ministério. Conforme o ministro Joaquim Leite, a maior

parte do valor foi aplicada em tecnologia. “O Ministério do Meio

Ambiente recebeu uma verba suplementar de R$ 270 milhões

em julho e nós conseguimos aplicar isso em inovação de sistema

de informática, trazendo ferramentas de gestão para dentro do

ministério”, destacou Joaquim. IBAMA e ICMBio foram equipados

com câmeras de ação, laptops, viaturas, helicópteros, embarcações,

drones, caminhões-bombeiros e outros bens.

Brigada nacional

A brigada de pronto emprego se apresentou oficialmente

em Brasília (DF). A contratação de novos brigadistas faz parte

de uma ação conjunta do MMA (Ministério do Meio Ambiente),

do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação

da Biodiversidade) para prevenção e combate a incêndios. A

brigada Wellington Peres, nomeada em memória do servidor

do ICMBio, contempla 100 brigadistas, divididos em 14

esquadrões. A brigada estará à disposição para atendimentos

em UCs (Unidades de Conservação) de todo o país, preparada

para atuar em todos os biomas. Na época de incêndios,

o ICMBio precisa deslocar brigadistas entre as unidades de

conservação, sem desguarnecer as unidades de conservação de

origem, sem contar o acionamento de outros parceiros como o

Ibama/PrevFogo e as corporações de bombeiros militares. Esta

iniciativa integra a logística operacional do ICMBio e MMA para

fortalecer a prevenção e combate aos incêndios. Além dos cem

brigadistas nacionais, o ICMBio está em processo de finalização

da contratação de 1,5 mil brigadistas para atuar nas UCs, além

da aquisição e modernização de viaturas e equipamentos de

proteção individual, bem como o aprimoramento técnico dos

brigadistas já contratados e dos especialistas de fogo do órgão.

Foto: divulgação

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Durabilidade Produtividade Economia

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inovação – o que resulta em melhoria dos

processos, aperfeiçoamento e desenvolvimento

de novos produtos para suprir as necessidades

do mercado de Biomassa, Florestal e Madeireiro.




SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


COLUNA

O jornalismo da

desinformação

A íntima relação entre o

clickbait e a atividade

madeireira

Contudo, ao

ler a matéria

em questão é

possível perceber

que o conteúdo

não atendeu a

polêmica trazida

pelo título

Provavelmente a maioria dos nossos leitores já ouviu falar sobre o termo

clickbait. E aqueles que desconhecem esta palavra, após ler sobre seu

significado, com certeza recordarão de vários momentos em que já foram

fisgados por esse tipo de chamada apelativa utilizada em alguns conteúdos

divulgados na internet.

Exemplificando, você já deve ter visto alguma notícia com um título bastante chamativo

e até mesmo sensacionalista, e depois percebeu que seu conteúdo não era tão

polêmico assim. Isto é clickbait. Em resumo, é uma tática antiética usada na internet

para aumentar o tráfego online em um determinado site, também chamado de caça-clique,

pois o leitor é atraído por um título alarmante utilizado como isca.

Infelizmente os clickbaits estão presentes até mesmo em páginas de jornais, principalmente

quando se tratam de assuntos que estão em alta, ou que tenham maior

relevância para grande parte da população, como é o caso do meio ambiente, e mais

especificamente, da atividade madeireira na floresta Amazônica.

Frequentemente nos deparamos com matérias deturpadas e que prestam um desserviço

à sociedade, maculando a reputação de um importante setor, que é o maior

responsável pela conservação das florestas, graças ao manejo florestal sustentável.

Um exemplo recente desta prática é a matéria publicada no site Folhamax.com, no

dia 10 de fevereiro de 2022, intitulada “Ibama vai ‘afrouxar’ embargo contra madeireiras

em MT”. É claro que ao se deparar com esse título, muitas pessoas ficaram alarmadas,

pois se trata de um tema sensível envolvendo o meio ambiente, e sendo abordado

de forma bastante polêmica. Afinal, como é que um órgão responsável pelo monitoramento

de indústrias madeireiras pretende afrouxar algo relacionado ao exercício de sua

função?

Contudo, ao ler a matéria em questão é possível perceber que o conteúdo não

atendeu a polêmica trazida pelo título, e vamos explicar em seguida. Porém, o objetivo

principal da matéria já foi atingido, pois até que se entenda do que se trata o conteúdo,

o site já atraiu cliques incontáveis, atingindo a audiência desejada.

Vale ressaltar que esta audiência não se traduz em satisfação, pois plataformas

que agem dessa forma acabam perdendo sua credibilidade, afugentando visitantes

e eventuais investidores e anunciantes. Isso sem falar dos possíveis estragos gerados

por aquele grupo de pessoas que repassa as notícias sem ler o conteúdo, baseando-se

somente nos títulos sensacionalistas para reverberar suas crenças e objetivos pessoais

contra determinados nichos.

Retornando para o conteúdo da matéria supracitada, tendo em vista que um dos

principais compromissos do CIPEM, como entidade representativa do Setor de Base

Florestal organizado de Mato Grosso, é de desmistificar a imagem da produção madeireira,

baseada em fatos e dados concretos, explicaremos abaixo do que se tratou a

agenda referente aos embargos de madeireiras realizados pelo Ibama em Mato Grosso.

Durante a 3ª Fase da Operação Maravalha, o Ibama efetuou o embargo de dezenas

de indústrias madeireiras com suspeita de movimentações fraudulentas de créditos virtuais

de madeira. Entretanto, juntamente com os empreendimentos apontados como

fantasmas ou que comercializaram créditos ilegalmente, empresas idôneas que comercializaram

poucas cargas de madeira ou que comercializaram apenas resíduos gerados

no processo de produção florestal foram incluídas nesse mesmo rol, sendo também

bloqueadas.

Com a operação, mais de 200 empreendimentos em todo território brasileiro foram

bloqueados sincronicamente e assim permanecem há praticamente 60 dias. Dentre

eles, estão as empresas corretas injustamente bloqueadas, desde a véspera do encerramento

do exercício de 2021, sendo que muitas destas estavam com cargas de madeira

destinadas exclusivamente para efetuar o pagamento de folhas de salário, 13º salário e

férias de seus colaboradores, além dos compromissos habituais com fornecedores.

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FRASES

Foto: Palácio do Planalto on VisualHunt

Preservamos 63% do nosso

território. E não se encontra

isso em praticamente nenhum

outro país do mundo. Nós nos

preocupamos até mesmo com o

reflorestamento, coisa que não

vejo nos países da Europa como

um todo. Então, essa informação,

essa desinformação passa para

o lado de um ataque à nossa

economia que vem obviamente em

grande parte do agronegócio

Presidente do Brasil, Jair Messias

Bolsonaro, durante visita a Hungria

“As RPPNs (Reservas

Particulares do Patrimônio

Natural) são importantes

instrumentos de conservação

da natureza. São locais que

preservam a biodiversidade

como um todo, cuidando da

fauna e da flora existente no

Estado”

Márcio Nunes, secretário do Desenvolvimento

Sustentável e do Turismo do Paraná sobre a

criação de uma nova serva natural no Estado

“Seremos o grande

protagonista desse

mercado (de carbono), com

praticamente 20 a 25%

das exportações ou das

transações”

Ministro Joaquim Leite, em entrevista ao

programa: Em Pauta, da EBC

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

Nova

LIDERANÇA

New leadership

ENTREVISTA

A

APRE (Associação Paranaense de Empresas de

Base Florestal) é uma das mais tradicionais do

país, atuando há mais de 50 anos para o fortalecimento

das empresas florestais do Estado. No

biênio 2022-23 quem assume a presidência da associação é

Zaid Ahmad Nasser, empresário com 15 anos de experiência

no mercado florestal que comenta os desafios e metas para a

sua gestão.

Zaid Ahmad

Nasser

T

he State of Paraná Association of Forest-Based

Companies (APRE) is one of the most traditional

in the Country, working for more than 50 years to

strengthen the State’s forest-based companies. In

the biennium 2022-23, who assumes the Association’s presidency

is Zaid Ahmad Nasser, a businessman with 15 years of experience

in the forest market who comments on the challenges

and goals for his management.

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Zaid é formado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná);

pós-graduado em Engenharia e Segurança do Trabalho e

Engenharia de Logística; e possui MBA em Gestão Estratégica

de Empresas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas)

Zaid Ahmad Nasser graduated from the Federal University of

Paraná (UFPR), with postgraduate studies in Engineering and

Work Safety and Logistics Engineering, and holds an MBA

in Strategic Business Management from Fundação Getúlio

Vargas (FGV)

26 www.referenciaflorestal.com.br


Todos precisam saber

da importância do setor

florestal para a sociedade

>> Como foi a sua caminhada até a presidência da associação?

Venho atuando como diretor da The Forest Company e

isso fez com que eu conquistasse mais espaço para discussões

relacionadas ao mercado florestal. Desde 2018

atuei de maneira mais efetiva e presencial dentro das

reuniões da APRE. Esse empenho focado na melhoria da

comunicação e nas discussões para desenvolvimento do

setor abriu as portas para esse novo desafio. Por isso os

associados me confiaram a oportunidade de assumir a

presidência da APRE. Para mim foi, sem dúvida nenhuma,

uma surpresa e é também uma responsabilidade

representar uma associação que tem mais de cinquenta

anos de atuação dentro do nosso setor, representa

quarenta e cinco empresas e busca sempre melhorar

resultados.

>> Quais os maiores desafios para o próximo biênio?

Além de grandes, são muitos os desafios. Principalmente

relacionados às questões mais impactantes para o nosso

setor. Posso citar algumas delas, como as questões relacionadas

a autorizações, de licenças, a parte tributária,

onde, por exemplo, temos hoje uma demanda urgente

relacionada ao ITR (Imposto Territorial Rural) que vem

impactando muito as empresas florestais. Vejo também

que precisamos continuar a melhorar o relacionamento

entre os associados, como já era feito na gestão anterior,

pelo ex-presidente Álvaro Scheffer. E, principalmente,

mostrar pra comunidade não florestal o quão impactada

ela é pelo nosso setor no seu dia a dia. É preciso que a

comunidade consiga ver o impacto diário que o setor

oferece.

>> Sua experiência em gestão é um trunfo na administração

da associação?

Sem dúvida. Justamente esse formato de gestão, que venho

atuando no últimos anos, para que eu criasse esse

contato com outras empresas, abrisse oportunidades

de discussões e intermediação de dúvidas e demandas

entre diversas empresas ligadas ao nosso setor. Isso

vai agregar muito na gestão e na administração da associação.

Temos hoje um corpo técnico extremamente

compete e sempre trabalhamos em conjunto, sempre

discutimos assuntos relacionados ao setor de forma

constante.

What was your path to the presidency of the Association?

I was the manager of The Forest Company do Brasil

Participações Ltda. and this has given me space for

discussions related to the forest product markets.

Furthermore, since 2018, I have been very active in

attending APRE meetings in person. This commitment

focused on improving communication and

discussions for the Sector’s development and opened

the door to this new challenge. That is why the members

entrusted me with the opportunity to assume

the presidency of APRE. It was undoubtedly a surprise,

and it is also a responsibility to represent an

association with more than fifty years of experience

within our Sector, representing forty-five companies

and always seeking to improve results.

What are the biggest challenges for this biennium?

There are many small challenges in addition to the

large challenges. But the most important ones are

mainly related to the issues which have a significant

impact on our Sector. I mention some of them, such

as those related to permits, licenses, and taxes.

Under this latter, for example, there is an urgent

topic related to the Rural Territorial Tax (ITR), which

significantly impacts forest companies. I also see

the need to continue to improve the relationship

between members, as was already being done in the

previous administration under former APRE President

Álvaro Scheffer. And above all, we need to show

the non-forest community how our industry impacts

it in its day-to-day life. The community needs to be

able to see the daily impacts of what the industry

offers.

Is your management experience an asset in the

administration of the Association?

Undoubtedly. With this management format, which

I have been working within recent years, I can create

contacts with other companies and develop opportunities

for discussions and intermediation of doubts

and demands between various companies linked to

our Sector. This adds a lot to the management and

administration of the Association. Today, we have an

extremely competent technical staff, and we always

work together and constantly discuss issues related

to the Sector.

What are the plans to improve the Association’s

communication about the Forest-Based Sector?

If we look at how communication was carried out

over the last ten years, not only within our association

but also within the market, it was completely

different from what we are doing today. We will

continue and increase communication through social

networks for this next biennium to leave our bubble

Março 2022

27


ENTREVISTA

>> O que a APRE tem feito para melhorar a comunicação

da associação sobre o setor florestal?

Se olharmos nos últimos 10 anos como a comunicação

era feita, não somente dentro da nossa associação, mas

um mercado como um todo, era totalmente diferente

do que nós estamos vivendo hoje. Para esse próximo

biênio nós vamos continuar e aumentar a comunicação

por redes sociais, para atingir um público que fure a

nossa bolha. É necessário que o público geral conheça

nosso trabalho, para que eles entendam o que e como

fazemos. Todos precisam saber da importância do setor

florestal para a sociedade.

>> Quais são os planos para ampliar o número de associados?

Nos últimos anos vem crescendo o número de associado

e hoje totalizamos quarenta e cinco empresas no

guarda-chuva da APRE. E o mais importante, associados

participativos. Em uma reunião recente tivemos presença

de mais de 80% dos nossos associados. Buscamos

agregar e solucionar demandas que podem ser comuns

e muitas vezes não conseguem ser sanadas dentro de

um de nossos associados, mas com o trabalho conjunto

encontramos a solução. Reforço que isso já era feito na

gestão anterior e manteremos esforços para melhorar

ainda mais essa interação. Acredito que esse próximo biênio

será um período forte para novas associações, que

fortalecerão ainda mais o setor. Além do que já disse,

para os associados, a APRE é uma porta de oportunidades

para resolução de dúvidas e novos negócios. Temos

parcerias com instituições como a EMBRAPA Florestas

(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para o

desenvolvimento de pesquisas e trabalhos acadêmicos

que potencializam o trabalho do nosso setor. A APRE

agiliza processos e busca sempre mostrar para seus associados

quais os melhores caminhos para seguir e que

decisões tomar baseado no trabalho sério que colabore

com todos.

>> Como sua gestão irá trabalhar em relação a investimentos

na área de ciência e tecnologia?

Acredito que ciência e tecnologia são importantes para a

sociedade como um todo e não é diferente para a APRE.

As inovações tecnológicas abrem possibilidades de melhoria

de resultados para os produtores, fortalecendo o

setor. Por exemplo, junto com a ACR (Associação Catarinense

de Empresas Florestal) e AGEFLOR (Associação

Gaúcha de Empresas Florestais) a APRE participa com

suporte financeiro do FUNCEMA (Fundo Nacional de

Controle da Vespa-Madeira). Nesse programa temos treze

instituições colaborando com o trabalho realizado. No

PCMP (Programa Cooperativo de Melhoramento de Pínus),

desenvolvido junto à EMBRAPA Florestas nós também

temos participação, pois ele impacta praticamente

todas as reflorestadoras do Estado. Além disso, mante-

and reach a more general audience. The general

public must know about our work to understand

what we do, and how. Everyone needs to know the

importance of the Forest-Based Sector to society.

What are the plans to increase the number of members?

And what are the advantages for members?

In recent years, the number of members has been

growing and, today, we have a total of forty-five

companies under the APRE umbrella. And most

importantly, they are participative members. At a

recent meeting, more than 80% of our members

attended. We seek to aggregate and solve demands

by our members that may be common and often

fail to be met by a member alone, but it can be

with the joint action that we find the solution. I

must reinforce that previous management already

carried out this, and we will keep up the efforts

to further improve this interaction. I believe that

this next biennium will be a very fruitful period for

new members and further strengthen the Sector. In

addition to what I said above, for members, APRE is

a gateway to opportunities for problem-solving and

new business. We have established relationships

with institutions such as the Brazilian Agricultural

Research Company - Forests (EMBRAPA) to develop

research and academic work that enhance the

work of our Sector. APRE streamlines processes and

always seeks to show its members the best methods

to use and take decisions based on serious work that

collaborates with everyone.

How will your management work about investments

in science and technology?

I believe science and technology are essential to all

of society, and it is no different for APRE. Technological

innovations open up possibilities for improving

results for producers, strengthening the Sector. For

example, together with the State of Santa Catarina

Association of Forest-Based Companies (ACR) and

the State of Rio Grande do Sul Association of Forest-Based

Companies (AGEFLOR), APRE participates

with financial support from the National Wood Wasp

Control Fund (FUNCEMA). For this year’s program,

we have thirteen institutions collaborating with the

work being done. We also participate in the Cooperative

Program for Pine Improvement (PCMP), carried

out with EMBRAPA Florestas, because it impacts all

state reforestations. In addition, we keep in touch

with the universities and count on an excellent faculty

at the Federal University of Paraná (UFPR) when

the subject is forest engineering.

How will APRE expand Forest Management in the

State?

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PLANEJAMENTO FLORESTAL:

Gestão operacional e financeira utilizando

uma planilha simples, prática e completa.

CONTROLE FINANCEIRO:

Auxiliando a análise do investimento atual

e das projeções financeiras futuras.

GESTÃO OPERACIONAL:

Orientando o produtor na organização das

operações florestais e na alocação dos recursos.

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ENTREVISTA

mos contato com a universidade e contamos com um

corpo docente excelente na UFPR (Universidade Federal

do Paraná) quando o assunto é engenharia florestal.

>> Como a APRE fará pra expandir o manejo florestal

no Paraná?

Esse é um assunto muito importante e precisa receber

cada dia mais atenção. Quando falamos em floresta

plantada, precisamos enxergar o todo que engloba a

atividade. Por exemplo, para cada hectare de reflorestamento,

temos quase sempre pelo menos um ou mais

hectares de preservação sob a responsabilidade de nossos

associados. Nesse sentido, que buscamos também

apresentar como o trabalho de preservação faz bem

para a comunidade próxima a nossa atividade. Uma operação

florestal abre estradas, leva eletricidade, emprego

e qualidade de vida para várias localidades que estariam

quase isoladas sem o florestal. O que queremos é mostrar

a possibilidade de gerar conforto ambiental e social

para as comunidades, explorando de maneira saudável

uma área que já é preservada e protegida. Podemos

assim, levar os investimentos necessários de tecnologia

e conhecimento para que a comunidade que já está nessas

áreas possa usufruir dos bens da floresta.

>> A APRE trabalha com ênfase em relação ao código

florestal e cumprimento da legislação. Como sua gestão

irá abordar essas questões?

Continuaremos mantendo as discussões para melhoria

de técnicas de plantio e exploração, para minimizar impactos

relacionados à nossa atividade e encontrar um

ponto de benefício mútuo para todas as partes. Precisamos

discutir e trazer uma nova visão sobre a legislação

florestal. O entendimento que há vinte ou trinta anos

atrás fazia sentido é muito diferente do que vemos hoje.

Precisamos mostrar o quanto o desenvolvimento de

projetos florestais podem ser benéficos, econômicos e

sociais para as comunidades próximas a esses projetos.

A sociedade civil se beneficia conjuntamente ao nosso

trabalho. Então esse olhar mais atual pra legislação,

como é discutido por nossos pares dentro da associação

precisa ser levado para fora da APRE, reforçando a importância

da comunicação para quem não é do meio.

>> Qual sua visão em relação a exportação de madeira

no Paraná?

Estamos em viés de crescimento e tem ainda mais

espaço para crescer. Tivemos um grande aumento de

demanda de alguns setores nos últimos dois anos e no

mesmo período quem não cresceu, se estabilizou, demonstrando

a força do setor. O Paraná é um dos Estados

que possui a maior diversidade de produtos florestais do

país, considerando toda a cadeia florestal como madeira

serrada, painéis, celulose, papel, fármacos e afins. O

setor florestal do Estado é um forte parceiro de outras

This is a crucial subject and needs to receive more

attention every day. When we talk about the planted

forest, we need to see the whole that encompasses

the activity. For example, for each hectare of reforestation

under the responsibility of our members,

there is almost always at least one hectare, or more,

of forest preservation. In this sense, we also seek to

present that the preservation work is good for the

community nearby our activity. A forest operation

opens roads, brings in electricity, creates employment,

and improves the quality of life to the various

localities that almost always would continue being

isolated without the forest. We want and show the

possibility of generating environmental and social

comfort for communities, exploring an area that is

already preserved and protected healthily. Thus, we

can make the necessary investments of technology

and knowledge so that the community in these areas

can take advantage of the forest’s assets.

APRE works on emphasizing the Forest Code and

complying with legislation. How will your management

deal with these issues?

NASSER: We continue holding discussions to improve

planting and harvesting techniques, minimize impacts

related to our activity, and find a mutual benefit

point for all parties. We need to discuss and bring

a new vision on forest legislation. The understanding

that what was legislated 20 or 30 years ago made

Seja na madeira

serrada ou no mercado

de papel e celulose,

faremos nossa parte

para colaborar com a

economia e a proteção

do meio ambiente

30 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

grandes bases indústrias que precisam dos insumos

que nós produzimos. Dentro deste panorama, queremos

continuar como líderes de exportação de madeira

serrada e trabalhar para expandir em outros produtos.

O Paraná representa em torno de 16% do florestal do

país e por isso nos esforçaremos para nos mantermos

competitivos e vemos com bons olhos o futuro do setor,

justamente pelos fortes investimentos que estamos fazendo

para o aumento da cadeia produtiva florestal que

gera estabilidade por um longo prazo. A crescente da

indústria irá necessitar de produção de matéria-prima

por mais dez, doze ou quinze anos e temos capacidade

para atender essas demandas. Seja na madeira serrada

ou no mercado de papel e celulose, faremos nossa parte

para colaborar com a economia e a proteção do meio

ambiente.

>> Quais os pontos mais importantes para o fortalecimento

do setor de base florestal no Estado?

Existem alguns pontos chave que são importantes frisar.

Novamente citando, é preciso ampliar a comunicação

do setor madeireiro e florestal dentro da sociedade.

Precisamos tirar esse peso que há sobre o setor de

que reflorestadoras são empresas que atacam reservas

legais ou coisas do gênero, pois essa não é a realidade.

Demonstrar também o impacto que nosso setor tem no

cotidiano, por exemplo com embalagens de papel que

estão substituindo as de plástico. Mostrar também a importância

do desembaraço de questões tributárias que

desonerem a folha do nosso setor. Isso restringe a possibilidade

de novos investimentos e ampliação de plantas

produtivas. É importante sempre ressaltar que florestas

plantadas são florestas criadas para fins comerciais que

gerem benefício para toda a sociedade.

Uma operação florestal

abre estradas, leva

eletricidade, emprego e

qualidade de vida para

várias localidades que

estariam quase isoladas

sem o florestal

sense, but what we see today is very different. We

need to show how much the development of forest

projects can be beneficial economically and socially

for the communities nearby these projects. Civil society

benefits from our work. So, as discussed by our

peers within the Association, a more contemporary

look at legislation needs to be a priority for t APRE,

reinforcing the importance of communication with

those not in the business.

What is your view regarding timber exports from

the State of Paraná?

We have growth bias and have much more room

to grow. We had a significant increase in demand

from some segments in the last two years and, in

the same period, those who did not grow stabilized,

demonstrating the strength of the Sector. Paraná is

one of the states that produce the most significant

diversity of forest products in the Country, considering

the entire forest chain: lumber, wood panels,

pulp, paper, pharmaceuticals, and such. The State’s

Forest-Based Sector has a strong relationship with

other large industrial bases that need the inputs for

their productive activities. Within this venue, we

want to continue as lumber export leaders and work

to expand on other products. Our State represents

around 16% of the Country’s forest-based operations.

So, we strive to remain competitive and look to

the Sector’s future precisely because of the significant

investments to increase the forest production

chain that generates stability for the long term.

The growing Industrial Sector needs raw material

production and, for another ten, twelve, or fifteen

years, we have the capacity to meet these demands.

Whether in the lumber or pulp and paper market, we

will do our part to collaborate with the economy and

environmental protection.

What do you consider are the most critical points

for strengthening the Forest-Based Sector in the

State?

It is essential to emphasize some key points. It is necessary

to expand the communication within society

about the Forest-Based Sector. We need to show the

vital role the Sector plays where reforestation companies

are considered companies that destroy legal

reserves and similar things, which is not the reality.

Also, we need to demonstrate the impact that our

Sector has on everyday life, such as paper packaging

replacing plastic. Also show the importance of tax

issues that exonerate our Sector’s payroll, which

has restricted the possibility of new investments

and expansion of production factories. Finally, it is

always important to emphasize that planted forests

are forests for commercial purposes that generate

benefit for the whole society.

32 www.referenciaflorestal.com.br


COLUNA

A nova NR31 e as

condições de trabalho

no meio rural

Gabriel Dalla Costa Berger

Eng. Florestal e Seg. do Trabalho

Ms. em Manejo Florestal

gabrielberger.com.br

gabriel@gabrielberger.com.br

Foto: divulgação

Em vigor desde outubro passado, ela trata ergonomia,

saúde e segurança de atividades rurais

Anova versão da Norma Regulamentadora nº 31 entrou

em vigor em outubro passado. Ela trata sobre

a ergonomia, saúde e segurança de atividades rurais,

tendo implicação direta nas condições de trabalho

de silvicultura, exploração e manejo florestal.

Seu objetivo é estabelecer requisitos a serem praticados pela

empresa rural, através do planejamento e o desenvolvimento de

uma atividade com foco na prevenção de acidentes e doenças

ocupacionais. Dessa forma busca-se garantir segurança, saúde e

higiene ao trabalhador durante a sua atividade laboral, ao mesmo

tempo promove ao trabalhador o seu desvinculamento do

trabalho quando o mesmo está em período de descanso, ou seja,

fora do horário de trabalho.

De maneira geral estabelece quais são as obrigatoriedades

do empregador rural e o seu empregado sobre aspectos relacionados

ao local de trabalho, uso de máquinas e equipamentos,

segurança, saúde, ergonomia, conforto e medidas de prevenção.

A nova norma teve grandes avanços. Estabelece a obrigatoriedade

do PGRTR (Programa de Gerenciamento de Riscos no

Trabalho Rural), SESTR (Serviço Especializado em Segurança e

Saúde no Trabalho Rural) e CIPATR (Comissão Interna de Prevenção

de Acidentes do Trabalho Rural.

Estabelece também sobre quais são os treinamentos obrigatórios

que o empregador rural ou equiparado deve promover ao

trabalhador (tabela 1).

Treinamento

Motosserra e motopoda

Roçadeira costal motorizada

e derriçadeira

Máquinas estacionárias

Máquinas autopropelidas

e implementos

Supervisores de entrada

Vigias e trabalhadores

autorizados

Trabalho em altura

Agrotóxicos, aditivos,

adjuvantes e produtos afins

34 www.referenciaflorestal.com.br

Carga horária

mínima

(horas/aula)

16

4

-

24

40

16

8

20

Modalidade

Presencial ou semipresencial

Presencial ou semipresencial

Teoria e prática

Teórica e prática

(mínimo de 12 horas)

Teoria e prática

Teoria e prática

Presencial ou semipresencial,

teoria e prática

Presencial ou semipresencial

Ao término dos treinamentos ou capacitações, deve ser emitido

certificado para a comprovação da realização do mesmo.

Um dos treinamentos mais importantes e que envolvem um

maior risco para o trabalhador e a atividade (cultura) é o manejo

de agrotóxico e afins.

Os equipamentos utilizados na aplicação devem ser limpos

e passar por manutenções periódicas. A empresa rural deve ter

um local específico para a guarda e o armazenamento dos agrotóxicos,

impedindo que pessoas não autorizadas possam mexer e

se houver algum vazamento não ocorra a contaminação ao meio

ambiente. É obrigatório ao trabalhador fazer uso dos EPIs durante

a manipulação dos agrotóxicos. Infelizmente, ainda encontramos

resistência quanto ao uso em parte dos trabalhadores,

não só no uso de agrotóxico, aqui podemos citar a motosserra

também. A legislação diz que não podem ser comercializados

produtos que não estejam registrados e autorizados para o uso.

Diz ainda que os produtos só podem ser manipulados por trabalhadores

com idade superior a 18 anos, até o limite de 60 anos,

sendo proibida a manipulação por gestantes.

A norma também trata sobre a ergonomia, seja em atividade

manual ou no uso de máquinas. Essas máquinas devem ter os

dispositivos de segurança em perfeitas condições de uso, para

evitar o contato de partes do corpo do operador em partes móveis

das máquinas.

No caso de máquinas agrícolas, trator por exemplo, só devem

ser utilizadas aqueles que possuem proteção do operador

em caso de tombamento e cinto de segurança. Já as máquinas e

equipamentos estacionários, que possuem plataformas de trabalho

só podem ser utilizadas se possuírem escadas e dispositivo

contra quedas. As máquinas devem possuir buzina, sinal luminoso,

sinaleira, farol ou qualquer dispositivo que chame a atenção.

É proibido pegar carona em máquinas.

Quanto aos silos é obrigatório a prevenção dos riscos de

explosões, incêndios, acidentes mecânicos e asfixia. Não deve

ser permitida a entrada de pessoas no silo sem meios seguros de

saída ou resgate. Em espaço confinado o trabalhador deve fazer

uso do oxímetro para controle do oxigênio.

E por último o empregador rural deve disponibilizar para o

trabalhador uma área de vivência que deve conter, banheiro em

condições de ser utilizado, local para refeição adequado com

uma mínima infraestrutura, alojamento em condições, cozinha

e lavanderia. A nova NR31 estabelece uma relação mais profissional

entre o empregador e empregado. Relação baseada em

condições que favoreça um ambiente seguro, garantindo que o

empregado se sinta bem, confiante e confortável para a execução

de suas tarefas diárias.


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P

lantio, crescimento, desbaste e corte podem ser

tratados como os principais marcos do ciclo de produção

florestal, mas entre o final e o início de um

novo ciclo há muito trabalho a ser feito. Após o corte

das árvores permanecem na área plantada tocos,

galhos, folhas e outros resíduos da árvore que atrapalham o novo

plantio. A fim de solucionar esta situação, a Watanabe Indústria

e Comércio de Máquinas lançou a linha de trituradoras Thor.

Sediada em Castro (PR), a Watanabe é uma empresa familiar

com mais de meio século de atuação no setor agropecuário de

equipamentos, que vão desde a preparação do solo, até a colheita.

A experiência adquirida nestes mais de 50 anos veio através das

soluções criadas para inúmeros clientes, pautadas na inovação e

mentalidade empreendedora, partes da metodologia de trabalho

da empresa. Não é a primeira investida da Watanabe no setor

florestal. O lançamento de um rebaixador de tocos alguns anos

atrás, serviu de inspiração para essa nova empreitada.

Milton Watanabe, diretor da empresa, explica que a trituradora

Thor é um equipamento robusto, com alta potência e

projetado para executar o trabalho com máxima eficiência. “A

Thor foi desenvolvida originalmente para triturar pedras, o que

exige muito do equipamento. Vimos a possibilidade de adaptação

para o setor florestal com objetivo de alto rendimento na limpeza

de área”, destaca Milton.

UMA GIGANTE NO DESEMPENHO

A trituradora com nome de deus nórdico, devido aos martelos

usados para a trituração de pedras, vai muito além do tamanho.

Cada detalhe foi projetado para atingir os melhores resultados.

Milton Watanabe informa que o conjunto de transmissão utilizado

na máquina, composto pelo cardan, caixa de transmissão

e transmissão foram escolhidos a dedo para esse equipamento.

“Todos eles foram projetados para trabalhar com potência máxima

de 250 cavalos que levam o rotor a 1000rpm (Rotações Por

Minuto)”, ressalta Milton.

O cardan utilizado na Thor é importado e foi desenvolvido

para atender exclusivamente um equipamento deste porte, visto

que não se encontra similar nacional para a peça. Seu formato

em estrelado, com estriamento bem acentuado, garante maior

capacidade de torque para o movimento do rotor, e dotado

também de pino fusível que se rompe por qualquer sobrecarga.

Uma grande quantidade de peças de reposição está disponível

a pronta entrega.

A caixa de transmissão com tecnologia europeia, antes importada

da Itália, é atualmente produzida no Brasil. Essa caixa

de transmissão trabalha com giro livre, portanto, quando o

equipamento é desligado o rotor continua girando apenas com

a inercia do próprio movimento, restringindo a possiblidade de

danos por paradas bruscas. As engrenagens são cortadas conforme

tecnologia Gleason sistema Coniflex que garantem engrenamento

silencioso e altamente resistente. São utilizados aços

ligados especiais e com tratamento térmico por cementação. Já

a transmissão propriamente dita, trabalha com polias e correias

Predator, da Gates Corporation, de alta resistência, que garantem

maior durabilidade e rendimento ao trabalho. Dessa maneira,

todo o conjunto de transmissão, que engloba engrenagens mais

suaves, cardans e transmissão por correias, diminuem o calor

gerado pelo atrito e amplia a vida útil da Thor.

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P

lanting, growing, thinning, and felling can be

treated as the main tasks in the forest production

cycle, but between the end and the beginning of

a new cycle there is much work to be done. After

felling the trees, stumps, branches, leaves and other

residues remain in the planted area that hinder new plantings.

In order to solve this situation, Watanabe Indústria e Comércio

de Maquinas developed the Thor crusher/grinder.

Headquartered in Castro-PR, Watanabe is a family business

with more than half a century of experience in the Agricultural

Equipment Sector, with products ranging from soil preparation

to harvest. The experience gained over these more than 50 years

came through the solutions created for countless customers,

based on innovation and entrepreneurial mentality, components

of the Company’s work mentality. It’s not Watanabe’s first entry

into the Forestry Sector. The launch of a stump grinder a few

years ago served as the inspiration for this new product.

Milton Watanabe, Managing Director of the Company,

explains that the Thor crusher/grinder is robust, with extraordinary

power and designed to perform the work with maximum

efficiency. “Thor was originally developed to crush stones, which

requires extremely robust equipment. We saw the possibility

of adaptation to the Forestry Sector with the objective of high

performance in the clearing of an area,” highlights the Watanabe

Director.

A GIANT IN PERFORMANCE

The crusher/grinder named after the Norse god, due to the

hammers used for crushing stones, goes far beyond size. Every

detail is designed to achieve the best results. Director Watanabe

states that the transmission line used in the machine, consisting

of the drive shaft, transmission box, and transmission were handpicked

for this equipment. “They’re all designed to work at a

maximum of 250 horsepower from a one thousand rpm power

take-off,” points out the Watanabe Director.

The drive shaft used in Thor is imported since there is not

similar piece produced domestically and was developed to

exclusively serve equipment of this size. Its star shape, with

well-accented striations, ensures greater torque capacity for

rotor movement, and also equipped with fuse pin that breaks

with any overload. A large number of spare parts is available

for prompt delivery.

The transmission box with European technology, previously

Março 2022

37


PRINCIPAL

O rotor da Thor é elemento chave para a eficiência da máquina.

Diego Neumann, coordenador de projetos da Watanabe,

reforça a importância da escolha de um material mais pesado para

a peça. “A parede do rotor tem 35 mm (milímetros) de espessura,

o que amplia a sua massa e devido a inércia, facilita muito o

trabalho da máquina”, aponta Diego. O rotor está apoiado em

mancais de rolamentos autocompensadores, facilitando o giro

do sistema. Esse rotor tão espesso e pesado, aliado ao sistema

de giro livre, compensam o esforço exigido do motor do trator e

colaboram com o processo de trabalho final da Thor. Acoplado

ao rotor, estão as ferramentas de trituração, metal duro para o

caso de pedras e aço-liga especial para o caso de madeira. Seu

maior diferencial é que em caso de dano ou desgaste, podem ser

facilmente giradas utilizando a outra face ou trocadas por peças

novas, para que a Thor pare o mínimo possível.

Toda a estrutura interna da Thor tem soldas em elétrodo duro,

que deixam o equipamento muito mais resistente a impactos e

a abrasão. As áreas mais suscetíveis a danos da Thor são feitas

com placas de metal mais resistentes e contam com revestimento

antiabrasivo, que pode ser reforçado e trocado quando danificado.

Diego resume algumas das características da Thor de forma direta.

“É a robustez com objetivo”, completa Diego.

PARA MAIS 50 ANOS

A Watanabe tem em uma das paredes da fábrica dez regras

que ditam a forma de trabalho da empresa, que focam no desempenho

e na entrega dos melhores resultados de todos os

setores. Seja na engenharia, no comercial ou na indústria, todos

os funcionários têm como objetivo atingir o resultado mais

importante: a satisfação do cliente. Viviane Biesek, assistente

comercial da Watanabe, enfatiza todo o cuidado que a empresa

tem com seus clientes. “Todo equipamento que vendemos passa

por uma entrega técnica, mantemos contato constante com os

compradores e oferecemos garantia de todas as máquinas que

produzimos”, afirma Viviane.

imported from Italy, is currently produced in Brazil. This transmission

box works with free spin; therefore, when the equipment

is turned off the rotor continues to rotate only with the inertia

of the movement itself, restricting the possibility of damage by

sudden stops. The gears are cut according to Gleason Coniflex

system technology which ensure quiet and highly resistant

gearing. Special steel alloys are used and heat treated by cementation.

The transmission itself, on the other hand, works with

high-strength Predator pulleys and belts from the Gates Corporation

that ensure greater durability and performance while in

operation. In this way, the entire transmission line encompassing

smoother gears, drive shaft, and belt transmission reduces the

heat generated by friction thus extending the Thor useful life.

The Thor rotor is a key element for machine efficiency. Diego

Neumann, Design Coordinator for Watanabe, reinforces the

importance of choosing a heavier material for the part. “The

rotor wall is 35 mm thick, which increases its mass and, due

to inertia, greatly facilitates the work of the machine,” Design

Coordinator Neumann points out. The rotor is supported by

self-compensating bearings, leading to better system rotation.

This thick and heavy rotor, combined with the free spin system,

compensates for the required effort of the tractor engine and

collaborates with Thor’s final process goal. Coupled to the rotor

are the grinding tools, hard metal for stones and special alloy

steel for forest residues. Its biggest differential is that in case of

damage or wear, they can be easily turn using the other face

or replaced with new parts, so that the Thor is down as little

as possible.

The entire Thor internal structure has hard electrode welds,

which make the equipment much more resistant to impact and

abrasion. The most damageable areas are made with stronger

metal plates and feature anti-abrasive coating, which can be

reinforced and replaced when damaged. Design Coordinator

Neumann sums up some of Thor’s features directly. “It is robustness

with a goal,” he says.

38 www.referenciaflorestal.com.br


Esse cuidado com os clientes, sejam revendedores de máquinas

ou clientes finais, é visto nas palavras de Lauro Roberto de

Oliveira, proprietário da Amagril Máquinas, em Palmas (TO). O

empresário que trabalha há mais de 10 anos com equipamentos

da empresa valoriza elementos que vão além da competência do

pessoal e performance dos funcionários. “Temos acesso a todos

os níveis da empresa, do motorista ao diretor. E sabemos que

eles têm como grande objetivo a satisfação de seus clientes”,

exalta Lauro.

Da mesma forma, José Leão, sócio administrativo da Multi

Tratores de Porangatu (GO), que trabalha há quase um ano com a

Watanabe, se diz muito satisfeito com o pós-venda oferecido pela

empresa. “Todos são muito prestativos, pontuais e se colocam

a nossa disposição para solucionar qualquer situação”, expõe

José. O empresário comenta também sobre o ganho de tempo e

produtividade dos equipamentos Watanabe. “A Thor consegue

limpar 3 ha (hectares) de terreno por hora, facilitando muito nosso

trabalho. É uma máquina robusta, com acabamento excelente e

alto rendimento no trabalho”, discorre José.

Roberto Libardi produtor rural de Paraíso (TO), trabalha há

8 anos com a Watanabe e valoriza como a empresa é aberta a

opiniões dos produtores para melhorias das máquinas. “Tem

equipamentos que eles vendem com mudanças que sugeri”,

frisa Roberto.

Joaquim, produtor rural de Crixás do Tocantins (TO), conta

FOR ANOTHER 50 YEARS

Watanabe has a factory wall with the ten rules that dictate

the way the Company works, rules which focus on the performance

and delivery of the best results by all sectors within

the Company, whether in engineering, sales, or industrial. All

employees aim to achieve the most important result: customer

satisfaction. Viviane Biesek, Sales Assistant for Watanabe,

emphasizes the care the Company takes with its customers.

“Every piece of equipment we sell goes through a pre-delivery

technical inspection, we keep in constant contact with buyers

and offer a warranty on all the machines we produce,” states

Sales Assistant Biesek.

Customer care, whether with machine dealers or end customers,

is seen in the words of Lauro Roberto de Oliveira, Owner

of Amagril Máquinas in Palmas-TO. The businessman, who has

been working for more than 10 years with Watanabe equipment,

values the elements that go beyond the competence of the staff

and performance of employees. “We have access to all levels

of Watanabe, from drivers to the Managing Director. And we

know that they have as their greatest goal the satisfaction of

their customers,” praises Oliveira.

José Leão, Managing Partner of Multi Tratores in Porangatu-GO,

who has been working with Watanabe for almost

a year, says he is very pleased with the after-sales offered by

Watanabe. “Everyone is very helpful and punctual, and is at

Março 2022

39


PRINCIPAL

Vimos a possibilidade de

adaptação para o setor

florestal com objetivo de alto

rendimento na limpeza de

área

Milton Watanabe

que trabalha há 3 anos com equipamentos da Watanabe, vê no

profissionalismo e cuidado com os clientes o maior diferencial da

empresa. “Quando precisei o próprio Milton Watanabe veio até a

fazenda para conhecer a minha necessidade e oferecer a solução

que melhor se adequava”, comenta Joaquim. O produtor, que

convenceu todos os seus vizinhos a comprarem equipamentos da

Watanabe não mede elogios para falar da marca. “É uma empresa

diferenciada do restante e tem muito mercado para conquistar”,

enaltece Joaquim.

A Watanabe busca novas soluções e investe em todos os

setores para atingir resultados ainda melhores. No início deste

ano investiram em um novo torno universal de grande porte, para

otimizar a produção das peças de seus equipamentos. Também recentemente,

fizeram uma adaptação nas máquinas, adicionando

um tubo importado, para que o manual de instruções da máquina

esteja sempre disponível para o operador. Viviane Biesek, informa

que essa novidade tem como objetivo evitar danos e trazer

soluções rápidas para que as máquinas parem o mínimo possível.

our disposal to solve any situation,” says the Managing Partner.

The businessman goes on to comment on the time gain and

productivity of the Watanabe equipment. “The Thor can clean

up to 3 hectares of land per hour, making our work very easy. It

is a robust machine, with excellent finish and high performance

at work,” says Managing Partner Leão.

Roberto Libardi, an agricultural producer from Paraíso-TO,

has worked for eight years with Watanabe and values how the

Company is open to opinions for improvements of the machines.

“There is even equipment they sell with changes that I have

suggested,” says the Agricultural Producer.

Joaquim, an agricultural producer from Crixás in Tocantins-

-TO, says he has been working with Watanabe equipment for

three years, and sees professionalism and customer care as the

Company’s biggest differential. “When I needed Milton Watanabe

himself, he came to the farm to get to know my needs and

offer the best suited solution,” says the Agricultural Producer.

The Producer, who convinced all his neighbors to buy equipment

from Watanabe does not mince words about the brand. “It is a

Company differentiated from the rest and has a lot of market

yet to conquer,” exalts the Agricultural Producer.

Watanabe seeks out new solutions and invests in all Company

sectors to achieve even better results. Earlier this year,

they invested in a new large universal lathe, to optimize the

production of parts for their equipment. Also recently, they

made an adaptation in the machines, adding an imported tube,

so that the machine instruction manual is always available to

the operator. Sales Assistant Biesek states that this novelty

aims to avoid damage and bring quick solutions for minimum

machine downtime. “Often the instruction manual was with

40 www.referenciaflorestal.com.br


“Muitas vezes o manual de instruções ficava com o responsável

pela compra, dentro do escritório, e quem mais precisava não

tinha as informações ao seu alcance”, relata Viviane sobre os

pequenos detalhes que fazem a diferença

Milton Watanabe salienta que a empresa trabalha com foco

no futuro, e já faz investimentos que passam pelas práticas de ESG

(Ambiente, Social e Governança, em inglês). A primeira decisão

tomada foi a instalação de painéis solares para a alimentação

energética da fábrica e também de um grupo gerador, para cobrir

quedas de energia. “Durante o dia funcionamos 100% com

energia solar e estamos protegidos contra qualquer situação que

pode interromper a fabricação das máquinas”, comemora Milton.

O diretor destaca que nos anos de 2020 e 2021, apesar da pandemia,

a empresa teve um grande salto, devido ao crescimento

da exportação de commodities. “Isso não traz comodidade para

o trabalho, mas sim novas oportunidades e possibilidades, como

os novos equipamentos que estamos desenvolvendo e chegarão

ao mercado ainda este ano”, detalha Milton.

No setor florestal a Watanabe vê na grande demanda trazida

pelo desenvolvimento do setor uma possibilidade de expandir

suas atividades. “Já temos a Thor, dedicada a trituração de galhadas

e tocos, e logo teremos novos equipamentos para suprir

as necessidades que venham a surgir no mercado florestal”,

planeja Milton.

the person responsible for the purchase, inside the office, and

those who needed it most did not have the information at their

fingertips,” says the Sales Assistant of the small details that

make the difference.

Watanabe Managing Director points out that the Company

works with a focus on the future, and is already making investments

in ESG practices (Environment, Social, and Governance).

The first decision was to install solar panels for the plant’s power

supply and also a generator set to cover power outages. “During

the day we operate 100% with solar energy and are protected

against any situation that can disrupt the manufacture of the

machines,” the Director celebrates.

The Watanabe Managing Director goes on to point out that

in the years 2020 and 2021, despite the Pandemic, the Company

had a leap in sales due to the growth of commodity exports.

“This does not make work easier, but offers new opportunities

and possibilities, such as the new equipment we are developing

that will reach the market later this year,” the Director details.

In the Forestry Sector, Watanabe sees a possibility to expand

its activities from the greatly increased demand caused by the

development of the Sector. “We already have the Thor, dedicated

to the grinding of branches and stumps, and soon we will have a

new equipment line to meet all the needs that arise in the forest

market,” plans the Watanabe Managing Director.

Março 2022

41


MINUTO FLORESTA

Olhando

DE CIMA

Fotos: divulgação

Utilização de drones melhora

a captação de dados e otimiza

resultados na avaliação de

florestas plantadas

Apandemia abriu portas para inovação e a

Bayer aproveitou essa oportunidade para se

reinventar. Grande parte do que era feito presencialmente,

através de um grande trabalho

de adaptação, passou a ser feito de maneira

remota. A diminuição da interação direta chegou como um

grande desafio a ser superado. Nesse contexto, a digitalização

das atividades se aliou a utilização das melhores tecnologias

que a empresa tinha em suas mãos.

Especificamente, citamos os drones, ou VANTs (Veículos

Aéreos Não Tripulados) para a verificação e captação de dados

dos plantios florestais. Gabriela Mantovani, gerente de

contas da Bayer, explica que a captação dessas informações

através do sistema eletrônico foi chave para aumentar ainda

mais a confiança nas informações fornecidas pela empresa.

“Precisávamos trazer as informações do campo de maneira

íntegra e imparcial, e as avaliações com drones se encaixaram

perfeitamente nessa necessidade”, destaca Gabriela.

A gerente comenta que essas novas tecnologias deram

para a Bayer a oportunidade perfeita para mostrar para os

seus clientes o quadro geral de suas atividades de maneira

muito mais próxima da realidade. “Muito mais do que uma

planilha em uma apresentação, trazemos agora detalhes e

dados de cada talhão avaliado de maneira individual”, ressalta

Gabriela. Segundo a Gabriela, isso valoriza ainda mais

o trabalho da Bayer, mostrando para os clientes a confiança

que a empresa tem em seus produtos e serviços oferecidos.

“Temos segurança ainda maior em tudo que fazemos e

podemos demonstrar isso para nossos parceiros”, completa

Gabriela.

Para a realização do trabalho, a Bayer firmou em 2020

uma parceira com a Spectrum, empresa de geotecnologia,

que desenvolve ferramentas computacionais para avaliação

qualitativa de culturas agroflorestais, por intermédio de

imagens aéreas coletadas via drone e/ou satélite. Rômulo

Souza, CEO da Spectrum, comenta sobre o trabalho realizado

junto à Bayer. “A Bayer comercializa defensivos químicos

para controle de plantas daninhas e nada melhor do que

uma visão ampla e detalhada da área tratada para demonstrar

a eficiência de seus produtos”, aponta Rômulo.

Para essa parceria, a Spectrum customizou seus algoritmos

para identificação de plantas daninhas em diferentes

fazes de desenvolvimento da cultura. Dessa maneira, o sistema

é capaz de avaliar as taxas de infestação em diferentes

fases de desenvolvimento da cultura, como por exemplo:

avaliação de emergência de plântulas; porcentagem de controle

ao longo de um determinado período, isto é, dias no

limpo; controle de plantas na linha e entrelinha de plantio e

dessecação inicial, dentre outras aplicações disponíveis para

a Bayer. Toda a informação gerada é obtida por intermédio

de algoritmos de classificação. Com o nível de automação

alcançado, o sistema pode atender múltiplas demandas do

setor florestal de forma automatizada e escalável.

Os resultados obtidos quando utilizado o sistema de

drones cobrem demandas de curto e longo prazo. O primeiro

dos resultados está ligado a redução de riscos ergonômicos

e de saúde e segurança do trabalho devido ao baixo emprego

de mão de obra no campo. Além dele, o cliente tem

maior precisão das informações, maior agilidade de entrega,

tanto na coleta quanto no processamento dos dados e mais

facilidade de monitoramento e gerenciamento de grandes

áreas com menor demanda de recursos.

Para Caique Medauar, Promotor de Marketing da Bayer,

a grande virada dessa nova era digital que chegou no campo

tem ligação direta com o bem que ele considera mais importante

na produção florestal. “O valor da informação aumentou

significativamente”, afirma Caique. Nesse campo, Caique

elenca três pontos que essa nova era digital que chegou ao

campo trouxeram para os produtores. “Através da coleta de

dados temos melhoria na tomada de decisão, otimização

dos processos e uma verdadeira transformação digital do

trabalho no campo. Com esses novos processos, conseguimos

avaliar cada árvore de maneira individual e apresentar

esses dados para nossos clientes”, ressalta Caique.

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CONCESSÕES

Oportunidades

NA REGIÃO SUL

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Com apoio do BNDES, SFB inicia consulta

pública sobre concessões de florestas

no Paraná e Santa Catarina

Foto: divulgação

Março 2022

45


CONCESSÕES

C

om apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social), o SFB

(Serviço Florestal Brasileiro) lançou Consulta

Pública de Proposta de Edital de Licitação para

Concessão Florestal de Florestas Nacionais

da Região Sul do Brasil. Até o dia 27 de março de 2022, os

interessados poderão encaminhar dúvidas e contribuir com

sugestões para o processo por meio do site divulgado no site

do SFB. Todo cidadão pode participar da consulta pública,

que tem como objetivo auxiliar a administração pública no

processo de tomada de decisão e colher informações sobre

expectativas e sugestões da população quanto às concessões

florestais. A licitação está prevista para ocorrer no terceiro

trimestre de 2022.

Estas são as primeiras concessões florestais da Região Sul

do Brasil. A FLONA (Floresta Nacional) de Chapecó está localizada

nos municípios de Chapecó e Guatambu, e a Flona de

Três Barras, no município do mesmo nome, ambas em Santa

Catarina. A Flona de Irati está situada em Fernandes Pinheiro

e Teixeira Soares, no Paraná. Os estudos técnicos e econômicos

foram conduzidos por consultorias especializadas contratadas

e lideradas pelo BNDES.

A proposta de edital em consulta é um novo modelo de

concessão florestal que contribuirá com a restauração do

bioma Mata Atlântica, por meio da substituição de porções

de plantios atuais com espécies exóticas por espécies nativas,

seja para a produção comercial, seja para a recomposição da

cobertura florestal.

Estão previstos investimentos da ordem de R$ 285 milhões

a serem aplicados na operação florestal e na cadeia da

restauração durante os 35 anos de vigência do contrato, o que

colaborará para dinamizar a economia da região, gerando empregos

e renda para a população no entorno destas florestas.

Pedro Bruno Barros de Souza, superintendente de Área

de Governo e Relacionamento Institucional do Banco, afirma

que o BNDES contribui com a sua experiência técnica de

estruturação e implementação de projetos de concessão de

outros setores da economia e de concessões florestais voltadas

ao manejo florestal sustentável. Para o superintendente,

o modelo proposto ao projeto estimula o desenvolvimento

socioeconômico das regiões, propiciando a geração de conhecimento

e informações sobre a utilização dos recursos florestais

com potencial de mercado. “Esse modelo promove a

recuperação florestal e auxilia na proteção da biodiversidade”,

ressalta Pedro.

As diretrizes técnicas das concessões da FLONA serão de

colheita de produtos florestais madeireiros e não madeireiros

com o menor impacto ambiental possível e a substituição dos

plantios de espécies exóticas existentes por plantios de espécies

nativas para fins comerciais, bem como o estabelecimento

de áreas de restauração da vegetação nativa desta região

da Mata Atlântica.

Paulo Henrique Marostegan e Carneiro, diretor de concessão

florestal e Monitoramento do SFB, explica que a

concessão de florestas públicas, que contribui para a geração

de diversos benefícios econômicos, sociais e ambientais, é diferente

de uma privatização. “Parte da Flona é concedida para

que seja realizada o manejo, mas ela continua sendo uma

floresta pública”, destaca Paulo. Há também o fator social

que está sempre aliado ao ambiental na criação deste planejamento.

“O processo de consulta é muito importante para o

processo, porque é por meio dele que alinhamos as propostas

de implementação de políticas públicas voltadas à produção

e à conservação das florestas com os anseios da população

local”, completa Paulo.

Das três FLONAS, a que tem maior área total é a de Três

Barras, com 4,3 mil ha (hectares), sendo 2.686 ha sujeitos à

concessão florestal. A Flona de Irati tem área de 3,8 mil ha,

dos quais, 3.018 ha estarão sob concessão. Já a Flona de Chapecó

terá 1.041 ha para concessão dos seus 1.600 ha totais.

A concessão das FLONAS do Sul será exclusivamente sobre

as áreas de manejo de florestas plantadas de pinus, araucária

e eucalipto, podendo incluir a zona de recuperação de

Flonas específicas (Irati e Chapecó). Nas três florestas, o pinus

corresponde a cerca de 70% da área com plantio, seguido

pela araucária, com quase 30%, e o eucalipto, que representa

apenas 0,4%.

O projeto de concessão das FLONAS do Sul faz parte de

uma parceria entre o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento), por meio do SFB, e o BNDES para a

prática do manejo florestal e silvicultura de espécies nativas

para exploração de produtos madeireiros, não madeireiros

e serviços nas três Florestas Nacionais. As concessões visam

assegurar a restauração e a conservação das florestas públicas

por meio de parcerias público-privadas, promovendo a

conservação e geração de benefícios sociais, ambientais e

econômicos. A estruturação do processo está sendo auxiliada

pelo consórcio FGV-STCP-Manesco, contratado por meio de

concorrência pública para a elaboração dos estudos e serviços

técnicos.

Esse modelo promove a

recuperação florestal e

auxilia na proteção da

biodiversidade

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PEROBA-ROSA

Árvore de ciclo longo, madeira de alta

qualidade e perfeita para o mercado moveleiro

Fotos: divulgação

A

peroba-rosa (Aspidosperma

polyneuron) é uma espécie de

árvore de grande porte nativa do

Brasil. A espécie está presente em

boa parte do território brasileiro,

sendo encontrada do Paraná até o estado de

Rondônia e até mesmo na Bahia. A peroba-rosa

ou peroba comum, pode atingir até 30 metros

de altura e demora de 40 a 50 anos para atingir o

tamanho ideal para o corte. Sua madeira é uma

das mais nobres do mercado, sendo utilizada principalmente

no mercado de móveis e arquitetura

de alto padrão.

Seu crescimento é considerado lento e quando

adulta produz até 140m³ (metros cúbicos) de

madeira por hectare. A longa espera pelo corte é

compensada pelo alto valor de mercado. A madeira

produzida pela peroba-rosa é de alta densidade

e sua exploração fez com que fosse colocada em

listas de proteção ambiental. Ela tem como característica

destacável a baixa oxidação quando

está em contato com metais, o que a torna ideal

para o mercado naval. Em contrapartida, é pouco

resistente a insetos e fungos, comprometendo sua

durabilidade quando está em contato com o solo.

O investimento na peroba-rosa é de longo prazo,

mas o produto final compensa a espera. Sua

madeira tem cerne róseo após o corte e depois

ganha um tom amarelo-rosado. Ela tem natureza

mais fosca, cheiro imperceptível e textura fina. Ela

exige o tratamento para que sua durabilidade seja

aumentada para usos externos, seja para decoração

ou construção civil.

Para o setor moveleiro ela entrega as características

ideais para seu manuseio: resistência e

fácil serragem ou torneamento. Seja para móveis

rústicos ou finos, os resultados obtidos em móveis

de peroba são altamente rentáveis e com o tratamento

correto, multiplicam o valor da madeira de

maneira exponencial.

A peroba-rosa também é utilizada no setor de

decoração ou mesmo de estruturas para a construção

civil, que exigem material com alta durabilidade.

Podem ser feitas portas, pisos, escadas,

madeiramento para telhado, vigas de sustentação

e muito mais com a peroba-rosa. É uma madeira

nobre, que dura por gerações se bem conservada.

O investimento na perobarosa

é de longo prazo, mas

o produto final compensa

a espera

Março 2022

49


ECONOMIA

BRASIL

EM BUSCA

DO TOPO

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Joaquim Leite, Ministro do Meio

Ambiente, afirma que o país pode

se tornar uma potência no mercado

de carbono

Fotos: divulgação

D

iante de um potencial cada vez maior de

lucros com créditos de carbono, o ministro

do Meio Ambiente, Joaquim Leite, explicou

durante entrevista ao Brasil em Pauta,

da EBC (Empresa Brasil de Comunicação),

como o Brasil está se preparando para atrair os olhos de

outros países nesse comercial. Para Joaquim, o Brasil tem

diferenciais que o colocam à frente de outros países quando

o assunto é o mercado de carbono.

A principal qualidade brasileira, segundo o ministro,

é a diversidade de produtos a serem comercializados,

que vão desde créditos de vegetação nativa, de energia

renovável, de redução de emissões de aterros sanitários,

especialmente do metano, até atividades de agricultura e

indústria de baixo carbono.

Ao explicar o mercado de carbono, Leite deu o exemplo

de como uma granja de aves e suínos poderá contribuir

para a redução de emissões de gases de efeito estufa, ao

mesmo tempo que economiza na sua linha de produção.

O metano produzido pelos resíduos dos animais, que iria

para a atmosfera, pode ser purificado e se transformar em

um combustível limpo. Assim, é possível substituir óleo

diesel por biometano em tratores e veículos pesados.

Março 2022

51


ECONOMIA

Outro diferencial do Brasil, de acordo com Leite, é que

o governo vai criar uma regra mínima para emissão de crédito

de carbono no país. A ideia é que os projetos tenham

contrapartidas para proteção da biodiversidade, bem

como atividades de desenvolvimento de comunidades locais,

gerando renda e emprego, por exemplo.

MERCADO NACIONAL

Segundo o ministro, tanto o Ministério do Meio Ambiente

quanto o Ministério da Economia e o Banco Central

estão desenhando como vai funcionar esse tipo de comércio

no Brasil. “Hoje, nós temos que nos preparar para

termos uma estrutura de mercado nacional para poder

atender as exigências internacionais”, pontuou Joaquim.

Atualmente, o Brasil conta com o mercado voluntário

de carbono, que atende à demanda por créditos de empresas

ou pessoas físicas que decidem reduzir as emissões

de gases de suas atividades econômicas de forma voluntária.

“Estamos estruturando o mercado nacional.

Estamos desenhando acordos setoriais para definir a

melhor forma para a exportação de crédito”, complementou

o ministro.

Após a criação do mercado global, o mercado voluntário

no Brasil está bastante relevante, com alta da demanda

e dos preços. “Falta crédito de carbono de floresta nativa

para suprir a demanda das empresas que têm interesse

em compensar suas emissões e não conseguem reduzir na

velocidade que todos queriam”, ressaltou Joaquim.

COP26

Em novembro do ano passado, o governo brasileiro

participou da 26ª edição da COP (Conferência das Nações

Unidas sobre Mudanças Climáticas, em inglês), em Glasgow,

na Escócia, onde anunciou a meta de reduzir em

50% as emissões de carbono até 2030. “A participação do

Governo Federal e dos empresários durante a conferência

do clima foi muito importante para mostrar um Brasil que

é parte da solução desse desafio climático de redução de

emissões”, afirmou Joaquim.

Ele acrescentou que o governo apresentou mais de

cem casos de projetos de sustentabilidade e de economia

verde durante o evento. “Não é só se comprometer, é agir.

O Brasil mostrou que é um país que faz, que tem atividades

sustentáveis”, reiterou o ministro.

Joaquim Leite destacou a importância da criação da

Secretaria da Amazônia e Serviços Ambientais e da modalidade

do programa Floresta+, chamado de Floresta+ Carbono.

A iniciativa busca recompensar quem reduz emissões.

“O objetivo é reconhecer e remunerar a atividade de quem

cuida de floresta utilizando carbono como principal indicador,

indicador de desempenho de projeto”, explicou Leite.

O ministro também lembrou que o presidente Jair Bolsonaro

sancionou em 2021 a Política Nacional de Pagamento

por Serviços Ambientais.

Não é só se

comprometer, é agir.

O Brasil mostrou que

é um país que faz,

que tem atividades

sustentáveis

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Francio Soluções Florestais

Fotos: Francio Soluções Florestais

O

silvicultor brasileiro tem acompanhado apreensivo o

aumento no preço de insumos. Os fertilizantes mais

que dobraram de um ano para o outro, além do aumento

no preço de herbicidas, custos operacionais,

entre outros. Estes fatores proporcionaram um elevado

custo de implantação e manutenção florestal comparado com

os anos anteriores. Por isso, precisamos usar a engenharia de forma

inteligente, integrada e técnica, para aumentar a produtividade sem

aumentar os custos de produção, e um controle eficiente dessas informações

é fundamental para o sucesso do empreendimento florestal.

Levando-se em conta que um povoamento florestal geralmente

apresenta retornos financeiros mais consideráveis a partir do sexto

ano, quando se inicia os cortes (desbastes ou rasos), demonstra-se

a significativa atenção que se deve dar ao planejamento financeiro

florestal e ao fluxo de caixa do negócio. Assim, a sustentabilidade

das empresas florestais em um mercado cada vez mais competitivo,

sujeita-se cada vez mais a um gerenciamento competente e hábil,

proporcionando a valorização dos ganhos financeiros do empreendimento.

54 www.referenciaflorestal.com.br


INVESTIMENTO

ENTRE AS VANTAGENS EM SE CALCULAR O FLUXO

DE CAIXA PODEMOS CITAR:

32%

60%

• Controlar entradas e saídas do capital financeiro;

• Ter controle de pagamentos, despesas e dívidas,

evitando juros altos por contas atrasadas;

Insumos

8%

Mão de obra

Operações

• Prevenir perdas financeiras por mudanças no cenário

econômico e/ou sinistros florestais (desvalorização no

preço da madeira, aumento no preço de insumos,

incidência de pragas e doenças, incêndios);

RESUMO

27% 23%

• Sincronização entre as melhores recomendações

técnicas com o nível tecnológico que o produtor opta

por ter, avaliando se os recursos financeiros são

suficientes ou se há necessidade de buscar

financiamento;

• Criação de cenários de investimentos,

proporcionando a empresa a tomar decisões

coerentes e sustentáveis;

Investimento (custos)

50%

Receita Bruta

Receita Líquida

• Avaliar de forma precisa, o investimento realizado,

com o potencial produtivo de cada região, regime de

manejo e resultados de curto, médio e longo prazo,

além de uma programação adequada da regulação

florestal planejada para o abastecimento na indústria.

IMPORTÂNCIA DO FLUXO DE CAIXA PARA

O SILVICULTOR

O planejamento financeiro é um importante procedimento

para definição de metas econômicas de curto, médio e longo prazo

favorecendo na tomada de decisões assertivas para o negócio florestal.

Uma das ferramentas que orienta o produtor em seu controle

financeiro é o fluxo de caixa.

O fluxo de caixa auxilia na movimentação e alocação de recursos

financeiros. Nele são registrados as entradas e saídas de dinheiro, tais

como, gastos com insumos, mão de obra e operações (mecanizadas

e manuais). Em outras palavras, ele avalia o desempenho financeiro

da empresa. Além de proporcionar a correta análise do investimento

atual, o fluxo de caixa possibilita projetar as finanças futuras,

auxiliando o silvicultor a obter controles de pagamentos, dívidas e

receitas, deixando-o preparado para eventuais imprevistos e consequentemente,

deixando-o mais competitivo no mercado florestal.

Sabemos que para muitos produtores florestais há falta

de informação sobre os melhores tratos silviculturais e o

manejo adequado do povoamento florestal, o que dizer

então dos custos de produção e rendimento dos plantios.

Na maioria dos casos, o planejamento financeiro e fluxo

de caixa dos produtores florestais são deixados de lado

ou negligenciados devido à complexidade de montar uma

planilha completa, porém simples de utilizar no dia a dia.

Planilhas de apoio facilitam a gestão da produção florestal e

proporcionam às empresas uma estabilidade financeira cada

vez maior e mais eficiente.

R$35.000,00

Corte

raso

R$30.000,00

R$25.000,00

R$20.000,00

R$15.000,00

R$10.000,00

R$5.000,00

1º Desbaste

2º Desbaste

R$0,00

- R$5.000,00

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

- R$10.000,00

Fluxo de caixa

Fluxo de caixa acumulado

Março 2022

55


TRANSPORTE

Madeira

SOBRE TRILHOS

Fotos: divulgação

56 www.referenciaflorestal.com.br


A FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste)

recebe grandes investimentos para escoar

madeira e celulose produzidos na Bahia

Março 2022

57


TRANSPORTE

N

a Bahia, o setor de florestas plantadas é

um dos que mais tem contribuído para a

desconcentração do desenvolvimento econômico

do estado, levando ao interior mais

empregos qualificados, renda, impostos e

contribuições ambientais de elevada significância. Nossa

visão é de que o emprego no interior, nas mais distantes e

carentes regiões do Estado, vale o dobro, pois gera oportunidades

antes não existentes em municípios que mais

precisam.

Com esta visão é que o setor vem acompanhando com

especial interesse os processos em torno da FIOL (Ferrovia

de Integração Oeste-Leste). A mais recente conquista para

o setor madeireiro do estado é a concessão de parte da

FIOL entre o porto de Ilhéus e Caetité, na Bahia. Chamado

de FIOL 1, o trecho de 537 Km (quilômetros) de extensão

foi arrematado pela BAMIN (Bahia Mineração), do Grupo

ERG(Eurasian Resources Group).

A FIOL foi arrematada em leilão do MINFRA (Ministério

da Infraestrutura). Para concluir a construção da ferrovia,

o investimento da BAMIN será de R$ 3,3 bilhões, sendo

R$ 1,6 bilhão em obras civis e R$ 1,7 bilhão em material

rodante, como vagões e locomotivas. A subconcessão tem

a duração de 35 anos, sendo cinco para construção e 30

anos para exploração. Quando concluída, a FIOL terá capacidade

para movimentar 60 milhões de toneladas por ano,

com o BAMIN utilizando apenas um terço desse potencial.

Dois terços dessa capacidade estarão disponíveis para

todos os demais setores, como o florestal, que precisarem

escoar seus produtos e receber insumos, máquinas e implementos.

Eduardo Ledsham, CEO da BAMIN, valoriza o trabalho

realizado e acredita que a FIOL será peça essencial no desenvolvimento

da economia baiana. “O estado da Bahia

ocupará uma nova e importante dimensão na economia

nacional, gerando riquezas, distribuição de renda e elevando

a qualidade de vida de sua população”, afirma Eduardo.

Esta notícia foi recebida com grande ânimo por todo setor

econômico empresarial baiano, pois a ferrovia irá estabelecer

alternativas mais econômicas para os fluxos de carga

de longa distância; favorecer a multimodalidade; interligar

a malha ferroviária brasileira, com sua futura conexão com

outras ferrovias, como a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica),

a FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), e a ferrovia

norte-sul; incentivar e viabilizar investimentos que irão

incrementar a produção e induzir a processos produtivos

modernos ao longo dessa infraestrutura implantada.

A FIOL, em suas três etapas, cortará a Bahia de Oeste à

Leste, conectando-se à ferrovia norte/sul (Goiás) ao novo

porto de Ilhéus. Na sua primeira fase, o trajeto passa perto

de Jequié/Maracás, região de Vitória da Conquista, e o

polo de grãos e fibras do estado, em Barreiras/Luís Eduardo

Magalhães.

Para aproveitar esta oportunidade os setores econômicos

já presentes nas regiões próximas a ferrovia já

estão planejando como estimular e desenvolver todos os

possíveis polos integrados de desenvolvimento agroindustriais,

minerais, entre outros, ao longo da ferrovia. Esse

planejamento é o que viabilizará a utilização de áreas com

diferentes climas, altitudes, índices de pluviometria e tipos

de solo. São muitos hectares disponíveis, hoje com pouca

utilização, a preços competitivos.

Além disso, a FIOL, e as outras ferrovias citadas, servirão

para levar ainda mais investimentos para o interior do

estado, que contribui diretamente com o desenvolvimento

do interior. Por ela serão transportadas muitas das riquezas

produzidas no estado nas áreas minerais, florestais

(madeireiros e não madeireiros) e agrícolas. Além disso,

se fará melhor o escoamento da produção do agronegócio

baiano diminuindo seus custos.

A FIOL é chave para trazer novos investimentos para

o setor empresarial e também tributos para o governo

da Bahia e municípios adjacentes, além de possibilitar a

geração de novos empregos diretos e indiretos. Quando

concluída, a FIOL vai cruzar cerca de 40 municípios,

criando um novo ciclo no desenvolvimento e crescimento

econômico da Bahia com o surgimento de novos polos

agroindustriais autônomos que passarão a contar com a

58 www.referenciaflorestal.com.br


infraestrutura mais eficiente de logística.

Portanto, desde já vislumbra-se imensas possibilidades,

cujo devido e competente aproveitamento depende

de planejamento e ações coordenadas entre os governos,

setores produtivos, academia e comunidades do entorno

da ferrovia. A retomada das obras da FIOL está prevista

para o segundo semestre de 2022 segundo o contrato da

BAMIN. São previstos a instalação de mais de 30 pátios

de carga ao longo da rota, criando oportunidades para os

produtores regionais, potencializando as cadeias produtivas

instaladas ao longo do caminho. O MINFRA estima

a geração de 55 mil empregos diretos e indiretos com a

construção da ferrovia, em cinco anos.

DO TRILHO AO MAR

A conclusão do trecho 1 da FIOL em Ilhéus, o Porto Sul

que está sendo construído em parceria com o governo do

estado se tornará um grande centro para as exportações.

Sendo o ponto final de escoamento da produção entre a

região produtora e seus compradores. Será um porto de

águas profundas e deve ser o primeiro do nordeste a receber

navios com capacidade de até 220 mil t (toneladas).

Suas obras tem cronograma de terminar em 2026, mesmo

ano de conclusão da FIOL, construído até 2026, concluído

ao mesmo tempo em que a FIOL.

O Estado da Bahia ocupará uma

nova e importante dimensão

na economia nacional, gerando

riquezas, distribuição de renda

e elevando a qualidade de vida

de sua população

Disco de corte para Feller

Usinagem

• Disco de Corte para Feller

conforme modelo ou amostra,

fabricado em aço de alta

qualidade;

• Discos com encaixe para

utilização de até 20

ferramentas, conforme

diâmetro externo do disco;

Caldeiraria

• Diâmetro externo e encaixe

central de acordo com

padrão do cabeçote;

•Discos especiais;

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

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Março 2022

59


PESQUISA

ESTIMAÇÃO DA ALTURA

DE PLANTIOS FLORESTAIS DE

EUCALIPTO POR REGRESSÃO E

REDES NEURAIS ARTIFICIAIS

60 www.referenciaflorestal.com.br


MATHEUS TEIXEIRA MARTINS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA,

SÃO GABRIEL (RS)

GABRIEL PAES MARANGON

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA,

SÃO GABRIEL (RS)

EMANUEL ARNONI COSTA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA,

MONTE CARMELO (MG)

BRUNA DENARDIN DA SILVEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA,

SÃO GABRIEL (RS)

RAFAEL CUBAS

UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA,

CANOINHAS (SC)

JEAN PIERRE CAVALLI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA,

SANTA MARIA (RS)

Fotos: divulgação

Março 2022

61


PESQUISA

RESUMO

Amodelagem estatística na predição de alturas

de árvores em florestas plantadas é uma

forma de reduzir o tempo e custo do levantamento

de dados do inventário florestal.

Nesse sentido, o presente estudo teve como

objetivo estimar a altura de árvores de Eucalyptus grandis

W. Hill através de modelos de regressão (MR) e RNA

(Redes Neurais Artificiais). Para isso, foram utilizados 713

pares de dados de altura e diâmetro de árvores individuais

medidas no inventário florestal, sendo que 70% dos dados

foram utilizados para o ajuste dos modelos de regressão

e treino das RNA e 30% utilizados para validação das

técnicas. Foram ajustados cinco modelos hipsométricos

tradicionais, cinco modelos em função da variável dap e da

variável idade na forma aritmética, quadrática, logarítmica,

inversa e raiz quadrada, totalizando vinte e cinco novos

modelos e, por fim, foram treinadas cinco redes neurais

do tipo Multilayer Perceptron. As técnicas foram avaliadas

estatisticamente através da correlação (rYY), RQME (Raiz

Quadrada do Quadrado Médio do Erro) e análise gráfica

de resíduos. Tanto no treino como na validação as RNA

obtiveram melhores resultados estatísticos, na validação

a melhor RNA obteve rYY de 0,941 e RQME de 1,238 m. O

modelo de regressão de relação h/d obteve rYY de 0,928 e

RQME de 1,373m (metros). O modelo de regressão com inserção

da variável idade apresentou rYY de 0,936 e RQME

de 1,289m. Ambas as técnicas poderiam ser utilizadas para

estimar a altura das árvores de Eucalyptus grandis, porém

as RNA são mais acuradas.

PALAVRAS-CHAVE: Aprendizado de máquinas, Inteligência

artificial, Mensuração florestal

As estimativas de estoques

de crescimento e de colheita

são importantes elementos do

manejo florestal

INTRODUÇÃO

A quantificação do estoque volumétrico é realizada por

meio de inventários florestais contínuos ou temporários.

Ambos consistem basicamente na medição de amostras

representativas da população, denominadas de unidades

amostrais, também conhecidas como parcelas. As estimativas

de estoques de crescimento e de colheita são

importantes elementos do manejo florestal, uma vez que

fornecem informações quantitativas dos povoamentos,

auxiliando na definição de planos de manejo (Binoti et al.,

2013). Existem muitos modelos para estimação da altura

total de árvores, muitos deles podendo ser utilizados em

várias espécies. A mensuração da altura de árvores é de

grande importância nos inventários florestais, apresentando

um custo significativo, sendo assim, torna-se necessário

a realização de estudos voltados à modelagem, aos procedimentos

e equipamentos utilizados para mensuração

(Vendruscolo et al., 2017). Além das técnicas de modelagem

por regressão o aprendizado de máquinas está se

destacando no meio florestal, devido a sua capacidade de

gerar estimativas mais acuradas que as equações obtidas

com os modelos. Na mensuração florestal, as RNA é uma

62 www.referenciaflorestal.com.br


das técnicas de aprendizado de máquinas que estão sendo

estudadas e ganhando espaço nesse meio, tais como: Binoti

et al. (2013) que utilizaram RNA para estimar a altura

de povoamentos equiâneos de Eucalyptus sp.; Vendruscolo

et al. (2017) estimaram altura de árvores de Tectona grandis

L.f.; Mendonça et al. (2018) estimaram altura de árvores

de ipê felpudo utilizando RNA; Martins et al. (2019a)

estimaram altura de árvores de Parapiptadenia rigida

(Benth.) Brenan com uso de RNA; entre outros. Uma RNA

consiste em múltiplas unidades de processamento simples,

denominados neurônios artificiais, que estão conectados

entre si e organizados em camadas, formando um sistema

computacional paralelo para executar uma determinada

tarefa (Bullinaria, 2014). Estes fornecem estimações

precisas, tornando o alcance dos resultados relacionados

à dendrometria florestal mais célere, menos onerosa e

dispendiosa economicamente, além de ser menos laboriosa

(Ferreira et al., 2014). Objetivou-se com este trabalho

comparar modelos de regressão e redes neurais artificiais

para estimar a altura de árvores de Eucalyptus grandis de

povoamentos florestais presentes em duas mesorregiões

do Estado do Rio Grande do Sul.

MATERIAL E MÉTODOS

Caracterização e localização da área do estudo. Os

dados foram coletados em povoamentos florestais de

Eucalyptus grandis, localizados no estado do Rio Grande

do Sul, nos municípios de Santa Cruz do Sul, Lajeado,

Estrela e Cachoeira do Sul, pertencentes a mesorregião

centro oriental Rio-grandense, além dos municípios de

Montenegro, Gramado, Canela, Porto Alegre, Osório e Camaquã,

pertencentes a mesorregião metropolitana. Essas

mesorregiões, as quais os povoamentos estão inseridos,

possuem clima, segundo a classificação de Köppen, do tipo

Cfa, com temperatura anual média de 17,9oC e a precipitação

média anual de 1826,0 mm (Alvares et al., 2013). Os

solos das mesorregiões avaliadas são argilosos, profundos,

de coloração avermelhada em toda sua extensão do perfil,

bem drenados e derivados de siltitos finos (Lemos et

al.,1973).

Essa é uma versão parcial deste artigo. A versão

completa pode ser acessada neste link: https://revistas.ufpr.

br/biofix/article/view/68839/39833

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Março 2022

63


AGENDA

AGENDA2022

Dúbai Woodshow

Data: 15 a 17

Local: Dubai (EAU)

www.woodshowglobal.com/dubai

Expoforest 2022

Data: 6 a 10

Local: Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)

https://fexpocruz.com.bo/expoforest

MARÇO

2022

ABRIL

2022

ABR

2022

EXPOFOREST 2022

Feira especializada em produtos e recursos da biodiversidade

florestal e da indústria madeireira. De 6 a 10 de

abril de 2022, onde será estabelecido um espaço focado

em promover a reativação produtiva e econômica do

setor florestal. Serão mais de 40 expositores de todas

as áreas do setor de base florestal da Bolívia em um

só lugar. É a oportunidade de gerar o encontro entre

os setores produtivos da indústria florestal, florestal e

madeireira.

Imagem: reprodução Imagem: reprodução

Forst Live

Data: 29/04 a 1/05

Local: Offenburg (Alemanha)

www.forst-live.de/en

ABRIL

2022

ABR

2022

FORST LIVE

A FORSTlive é uma das principais feiras de demonstração

internacional para silvicultura, tecnologia e energias

renováveis. Em 2019, edição mais recente do evento, mais

de 400 expositores de 15 países apresentaram uma gama

detalhada de produtos e ofertas com inúmeros desenvolvimentos

e inovações. Tanto para a apresentação de produtos

como para demonstrações de máquinas, o recinto de

exposições ao ar livre com 46 mil m2 (metros quadrados)

oferece as condições ideais, assim como a Baden-Arena de

6 mil m2, onde fabricantes e comerciantes expõem tudo

sobre o tema das energias renováveis.

64 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2022

ABRIL

2022

Wood Taiwan

Data: 28/04 a 12/05

Local: Taipei (Taiwan)

www.woodtaiwan.com/en/index.html

MAIO

2022

ASSINE AS PRINCIPAIS

REVISTAS DO SETOR

E FIQUE POR DENTRO

DAS NOVIDADES!

Show Florestal

Data: 24 a 26

Local: Três Lagoas (MS)

www.showflorestal.com.br/

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FLORESTAL

INDUSTRIAL

PRODUTOS

BIOMAIS

JUNHO

2022

CELULOSE

WoodEX for Africa 2022

Data: 7 a 9

Local: Joanesburgo (África do Sul)

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Março 2022

65


Foto: divulgação

ESPAÇO ABERTO

Crise energética

E ESG

Por Luiz Marcatti e Herbert Steinberg,

respectivamente, sócio e presidente

e sócio, fundador e presidente do

conselho da MESA Corporate Governance

Buscar soluções e analisar

o quadro geral com clareza

é chave para o sucesso

diante de um ambiente

hostil

66 www.referenciaflorestal.com.br

O

s intensos debates sobre o desenvolvimento sustentável

têm impulsionado as sociedades, as empresas, as organizações

e os governos a pensarem em ações realmente

efetivas para se alcançar esse objetivo. Os desafios têm

escala global, e, como tal, envolvem tentativas de acordos

e alinhamentos das economias quanto ao uso de recursos naturais, com as

esperadas resistências de algumas partes. De qualquer maneira, a agenda

tem avançado, com uma visível mudança de comportamento das empresas,

que a cada dia mais adotam diretrizes ESG (Ambiental, Social e Governança,

em inglês), para responder às exigências de investidores e consumidores.

Ocorre que as transformações de fato significativas dependem de uma

mudança estrutural, que inclui a substituição gradativa dos combustíveis

fósseis por energia obtida de fontes limpas.

É nesse contexto internacional de descarbonização, que o Brasil agora

se vê, pela terceira vez neste século, inseguro para garantir o pleno abastecimento

de energia para a população e para as empresas. Não falta competência

técnica dos operadores do sistema elétrico nacional - herança do

aprimoramento de novas tecnologias desenvolvidas nas últimas décadas -,

e o país também conta com avanços no monitoramento das redes, melhor

gerenciamento remoto e um eficiente sistema de supervisão e controle. A

excessiva dependência brasileira da matriz hídrica para a geração de energia

elétrica faz com que a maioria das ações contra crises de abastecimento

seja pontual. Não por acaso, é comum que as preocupações girem em

torno das previsões climáticas. A despeito dos avanços na geração e na distribuição

de energia, sabe-se que dar atenção apenas a problemas sazonais

não é uma boa estratégia no enfrentamento de situações como uma crise

aguda de curto prazo de temas de mais amplo alcance, como mudanças

climáticas, transição energética e descarbonização.

Algumas preocupações devem entrar no radar dos conselhos de administração

e das instâncias corporativas encarregadas do direcionamento

estratégico das empresas. Na avaliação dele, torna-se cada vez mais importante

antecipar prováveis demandas que surgirão no âmbito da transição

energética para novas fontes. Os desdobramentos de acordos como o da

COP 26, recentemente encerrada, e as tensões entre os estados nacionais

são uma demonstração de que os problemas são multifacetados, o que exige

respostas. Esse é um dos motivos pelos quais as empresas devem estar

preparadas em termos de governança. É bastante provável que, nessa nova

dinâmica global, seja necessário cumprir regras estabelecidas por organismos

multilaterais e em meio a um cenário de tensões geopolíticas.

A dimensão social do ESG tem uma inevitável correlação com o desenvolvimento

sustentável. Diante da velocidade vertiginosa das transformações

em curso no mundo, as empresas têm o desafio da requalificação e

recolocação de capital humano, que impacta também na empregabilidade,

renda e saúde - no S, portanto. No Brasil, se não é possível ignorar os problemas

e incertezas das próximas décadas, tampouco se deve desconsiderar

o que pode ser feito agora.

Do ponto de vista do fornecimento de energia elétrica, o Brasil deve

adotar variadas fontes e soluções durante a transição - como o biocombustível

- e se aproveitar do crescimento exponencial das novas tecnologias,

que abrem espaço para hidrogênio verde e produção de energia eólica e

solar. A diversificação significa uma geração distribuída de menor porte e

descentralizada. Essa estratégia não resolve todos os problemas, mas reforça

o portfólio, incentiva a inovação e a ruptura tecnológica necessárias à

formação de alternativas descarbonificadas.


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

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