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Florestal_243Web

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ENTREVISTA

Markus Brütsch, CEO da Precious Woods, fala sobre o mercado de madeiras nobres

TRABALHO INTENSIVO

CABEÇOTE TRITURADOR OFERECE VERSATILIDADE

E EFICIÊNCIA NA LIMPEZA DE ÁREAS

INTENSIVE WORK

MULCHER HEAD OFFERS VERSATILITY

AND EFFICIENCY IN CLEARING AREAS


SUMÁRIO

AGOSTO 2022

46

TRABALHO

PESADO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Notas

25 Coluna Cipem

26 Dia na Floresta

32 Frases

34 Entrevista

44 Coluna

46 Principal

52 Anuário

56 Preservação

60 Transporte

66 Incêndio

72 Congresso

76 Pesquisa

80 Agenda

82 Espaço Aberto

60

66

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

35 Agroceres

05 Bayer

09 BKT

13 Carrocerias Bachiega

55 Codornada Florestal

79 D’Antonio Equipamentos

84 Denis Cimaf

02 Dinagro

17 DRV Ferramentas

39 Engeforest

59 Expoforest

37 Francio Soluções Florestais

69 Guarany

45 Himev

65 J de Souza

07 Komatsu Forest

71 Lion Equipamentos

83 Log Max

19 Manos Implementos

43 Mill Indústrias

41 Planflora

24 Prêmio REFERÊNCIA

11 Rotary-Ax

33 Rotor Equipamentos

23 Tecmater

15 Unibrás

21 Vantec

31 Watanabe

04 www.referenciaflorestal.com.br


EDITORIAL

Sempre floresta

A riqueza das florestas brasileiras, sejam nativas ou plantadas,

é incalculável. Do manejo sustentável ao reflorestamento,

o Brasil tem crescido e mostrado ao mundo seu potencial dentro

do setor. O país tem tecnologia e profissionais que podem

suprir as necessidades em toda a indústria de base florestal

com qualidade e eficiência. Nós cuidamos da natureza, produzimos

em alto volume e estamos cada dia mais prontos para uma

economia verde e sustentável. Nessa edição o leitor conhecerá

a trituradora HPH da Himev e todo seu poder para limpeza de

áreas, saberá como foi o Dia na Floresta do CIPEM, um plano

geral sobre escolha de máquinas florestais, as informações

sobre uma campanha de combate a incêndios florestais e uma

entrevista com o CEO da Precious Woods, Markus Brütsch,

falando sobre perspectivas e planejamentos da maior empresa

de manejo sustentável do mundo. Ótima leitura!

2

1

Na capa desta edição o

cabeçote HPH da Himev, ideal

para limpeza de pré-plantio

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • Nº243 • Agosto 2022

ENTREVISTA

Markus Brütsch, CEO da Precious Woods, fala sobre o mercado de madeiras nobres

TRABALHO INTENSIVO

CABEÇOTE TRITURADOR OFERECE VERSATILIDADE

E EFICIÊNCIA NA LIMPEZA DE ÁREAS

INTENSIVE WORK

MULCHER HEAD OFFERS VERSATILITY

AND EFFICIENCY IN CLEARING AREAS

THE FOREST FOREVER

The richness of Brazilian forests, whether native or planted,

is invaluable. From sustainable management to reforestation,

Brazil has grown and shown the world its potential within the

Sector. The Country has technology and professionals who can

meet the needs of the forest-based industry with quality and

efficiency. We take care of nature, produce in high volume, and

are increasingly ready for a green and sustainable economy. In

this issue, the reader will get to know Himev’s HPH mulcher and

all its power to clear areas, how Cipem’s Forest Day went, an

overall plan on choosing forest machines, information on forest

fire fighting campaigns, and an interview with Markus Brütsch,

Chief Executive Officer of Precious Woods, talking about the

perspectives and plans of the largest sustainable forest management

company in the world. Pleasant reading!

Entrevista com

Markus Brütsch

Dia na Floresta do CIPEM

3

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 243 - AGOSTO 2022

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni

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criacao@revistareferencia.com.br

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Tradução / Translation

John Wood Moore

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Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

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dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

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ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

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armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

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direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

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without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

ENTREVISTA Luiz Augusto Alves, presidente da AGEFLOR valoriza o crescimento do setor no Estado

EXCELÊNCIA EM PROTEÇÃO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIOS

OFERECEM MAIOR DESEMPENHO E ECONOMIA

Capa da Edição 242 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de julho de 2022

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • N°242 • Julho 2022

EXCELLENCE IN PROTECTION

FIREFIGHTING EQUIPMENT OFFERS

BETTER PERFORMANCE AND SAVINGS

CAPA

Por Marcus Costa, Contagem (MG)

O trabalho da Equilíbrio é super importante, porque por mais que se previna e

tome todos os cuidados, estar pronto para uma eventualidade é sempre bom.

ENTREVISTA

Foto: divulgação

Por André Bueno, Itapeva (SP)

Muito importante o trabalho feito pela associação no Rio Grande do Sul,

é um Estado que vem se mostrando forte no setor madeireiro.

INTERNACIONAL

Por Sandra Moreira, Lebon Régis (SC)

O conhecimento brasileiro sobre florestas é grande. Muito bom ver que

podemos levar o que sabemos e como fazemos esse trabalho para o restante

do mundo.

Foto: divulgacão

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08 www.referenciaflorestal.com.br

Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


A LONG WAY

TOGETHER

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todas as operações com autocarregadoras e máquinas de arrasto. Este pneu silvicultura

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BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

SHOW FLORESTAL

Ainda lembrando a Show Florestal, o diretor

comercial da Revista REFERÊNCIA, Fábio Machado

e o diretor da Alamo Group, Tomas Jones.

VISITA

O diretor comercial da REFERÊNCIA

FLORESTAL, Fábio Machado, recebeu na JOTA

EDITORA a visita da Tecmater, representado

por Dewry Juliano e Gabriel Marchiori.

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

ALÍVIO PARA O TRANSPORTE

O Ministério da Cidadania decidiu antecipar o pagamento

do auxílio para a compra de combustível.

Os caminhoneiros autônomos inscritos na Agência

Nacional de Transportes Terrestres até o dia 31 de

maio vão receber as parcelas de julho e agosto,

totalizando R$ 2 mil. Os demais pagamentos até

dezembro, no entanto, serão feitos depois do dia 20

de cada mês. O MT (Ministério do Trabalho) deverá

publicar uma portaria para informar como o dinheiro

será transferido. Caberá às prefeituras enviarem

para o governo federal o cadastro de taxistas, que

também receberão um auxílio ainda sem valor

definido. Esse auxílio será uma mão na roda para

os caminhoneiros, que são responsáveis por boa

parte do escoamento da produção de commodities

e outros produtos no Brasil.

AGOSTO 2022

PESQUISAS MANIPULADAS

Ao contrário do que se vê nas ruas, as pesquisas eleitorais

apontam a vitória da oposição na próxima eleição. Mesmo

que o candidato que já governou o país não tenha

aparições públicas, as pesquisas têm colocado o petista

como principal candidato à eleição ainda no primeiro turno.

A realidade é que o atual governo é quem tem liberdade

de estar no meio do povo e levar multidões para as

ruas. Em 2018 as pesquisas seguiram as mesmas técnicas

de manipulação de opinião pública, levando ao descrédito

as metodologias, uma vez que o candidato derrotado

no último pleito era dado como certo vencedor. Caso

não haja nenhuma manipulação de urna, Bolsonaro (PL)

vai sair vencedor. Basta acompanhar as manifestações

populares e fazer a contagem dos participantes, que

comprova o contrário das pesquisas.

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NOTAS

Mapeamento da produção

O IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) autor do “Mapeamento da Produção Silvicultural em

Mato Grosso”, lançado em julho, identificou as principais espécies de florestas cultivadas no Estado, tendo como destaque

o eucalipto e a teca. O estudo foi encomendado pela AREFLORESTA (Associação de Reflorestadores de Mato Grosso)

e pelo SENAR-MT (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). O estudo mapeou a produção, traçou o perfil dos produtores

rurais, identificou os principais gargalos e desafios enfrentados na silvicultura do Estado. O objetivo do trabalho é

auxiliar o produtor rural na tomada de decisão, em políticas públicas e ações estratégicas para a atividade. Segundo a

coordenadora de desenvolvimento regional do IMEA, Vanessa Gasch, esse material foi importante para identificarmos as

dificuldades e oportunidades do setor da silvicultura em Mato Grosso, como por exemplo, a necessidade de adoção de

práticas de manejo mais eficientes, tanto na teca quanto no eucalipto, além de trazer dados sobre a oferta de biomassa

disponível no Estado. “Identificamos que dos 129,26 mil hectares plantados de eucalipto, 57% já foram comercializados

em Mato Grosso”, informou Vanessa. O eucalipto tem grande potencial para atender a demanda crescente de biomassa

para as atividades já consolidadas, bem como, das novas agroindústrias, principalmente as de etanol de milho que tem

se instalado em Mato Grosso. A construção e ampliação dessas usinas de etanol de milho vem pautando esse novo ciclo

de desenvolvimento. A maior concentração de plantios de eucaliptos está no sudeste e oeste do Estado. Mato Grosso é o

segundo maior produtor de teca do país, com uma área de aproximadamente 68,1 mil hectares, segundo levantamento

do IMEA feito em 2019. Os plantios de teca estão mais concentrados nas regiões oeste e norte de Mato Grosso.

Fotos: divulgação

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NOTAS

Paraná na

frente

Dos 500 municípios brasileiros que melhor

internalizaram os ODS (Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável) da ONU (Organização das

Nações Unidas), 43 são do Paraná, quase 10% do

total. Os dados foram divulgados pelo IDSC (Índice

de Desenvolvimento Sustentável das Cidades),

ferramenta do Instituto Cidades Sustentáveis. As

cidades estão classificadas por uma pontuação que

mede o progresso total para o cumprimento dos 17

ODS, que varia de 0 a 100, e o limite máximo indica

um desempenho excelente no cumprimento das

metas. O Brasil foi o primeiro país do mundo a mapear

o nível de engajamento das suas cidades nos

ODS, que avaliam, entre outras coisas, educação,

saúde, preservação do meio ambiente e combate

à violência.

A cidade com maior destaque na implementação

dos ODS foi São Jorge do Ivaí, no Noroeste do

Estado, ocupando a 29ª posição no ranking, com

62,23 pontos. As ações mais efetivas foram realizadas

nos quesitos Vida na Água, com pontuação

máxima; Água Limpa e Saneamento (91,57); e Paz,

Justiça e Instituições Eficazes (82,65).

Maringá (60,21), no noroeste, e Londrina

(59,90), no norte, obtiveram a maior pontuação no

quesito Vida na Água com 92,6 e 87,33 respectivamente.

Cascavel, (58,27), no oeste, se destacou

na Ação Contra a Mudança Global do Clima, com

89,42. Municípios menores como Serranópolis do

Iguaçu e Vera Cruz do Oeste, ambos na região oeste,

estão no ranking com alta pontuação em áreas

como Consumo e Produção Responsáveis, com

84,01 no primeiro e 95,81 no segundo, respectivamente.

Os ODS compõem a Agenda 2030 – uma

agenda de desenvolvimento proposta pela ONU

em 2015 para guiar boas práticas dos países para

os próximos 15 anos. Ela integra 17 objetivos,

entre eles a erradicação da pobreza, igualdade de

gênero, energia renovável, educação de qualidade

e crescimento econômico. A proposta é que

sociedade, empresas e governo atuem juntos para

cumprir os objetivos.

Foto: divulgação

14 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Investimento à vista

Foto: divulgação

O Governo Federal lançou o Plano Safra 2022/2023, com R$ 340,88 bilhões para apoiar a produção agropecuária

nacional até junho do próximo ano. O valor reflete um aumento de 36% em relação ao Plano anterior. Do total de recursos

disponibilizados, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização, uma alta de 39% em relação

ao ano anterior. Outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos (+29%). Os recursos com juros controlados somam

R$ 195,7 bilhões (alta de 18%) e com juros livres R$ 145,18 bilhões (alta de 69%). O montante de recursos equalizados

cresceu 31%, chegando a R$ 115,8 bilhões na próxima safra. A melhoria do acesso do produtor ao crédito rural foi assegurada

não só pelo aumento nas disponibilidades de recursos, mas também pelo estabelecimento de taxas de juros

compatíveis com a atividade rural e em níveis favorecidos, comparativamente às taxas livres de mercado. Com a taxa

básica de juros da economia (Selic) em 13,25% atualmente, buscou-se preservar, prioritariamente, elevações menores

para os beneficiários do PRONAF e do PRONAMP, garantindo financiamento adequado para esses públicos. O próximo

Plano Safra também aposta na diversificação das fontes de financiamento, com a disponibilização de mais recursos

das LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) para a aquisição de direitos creditórios do agronegócio. Foi estabelecido

um aumento, de 50% para 70% na faculdade de uso dos recursos da LCA para a aquisição desses direitos creditórios. A

expectativa é que a medida gere uma maior participação do mercado de finanças privadas do agro, com a expansão de

títulos como a CPR (Cédula de Produto Rural), CDCA (Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio), CRA (Certificado

de Recebimento do Agronegócio), além da LCA.

16 www.referenciaflorestal.com.br


A faca certa para

qualquer operação!

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


NOTAS

Troca de informações

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) firmou convênio com a

RFB (Receita Federal do Brasil), neste mês de julho, para o compartilhamento de informações que são de interesse

mútuo. Tal união inclui a troca de dados sobre importação e exportação de produtos submetidos ao controle

ambiental e, também, para fins de cobrança da TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). O convênio

foi firmado na sede do IBAMA, em Brasília. A partir de agora o Instituto terá acesso a dados necessários para o

controle ambiental de produtos e resíduos após a importação e que necessitem de uma posterior destinação

ambientalmente adequada - como ocorre no comércio exterior de pneumáticos, pilhas e baterias, por exemplo.

Em todos os casos, o controle se dá no âmbito de regulamentação emitida pelo CONAMA (Conselho Nacional do

Meio Ambiente). Pela Resolução Conama nº 416, de 2009 - em que importadores e fabricantes de pneus têm a

obrigação de dar um fim ambientalmente correto aos itens que se tornaram inservíveis - o IBAMA faz o controle

por meio dos dados de pneus importados e dados declarados anualmente pelos fabricantes/importadores sobre

as quantidades de pneus destinados. Tais informações são organizadas anualmente no Relatório de Pneumáticos,

que o IBAMA apresenta ao CONAMA e, também, disponibilizadas no Portal do Instituto. Quando não há

destinação adequada desses pneus inutilizados, essa informação é encaminhada para a área de fiscalização do

Instituto - o que pode resultar em um auto de infração, dentre outras sanções.

Outro exemplo do controle ambiental realizado pelo IBAMA é aquele referente à importação de pilhas e

baterias que contenham chumbo, cádmio e mercúrio, bem como, estabelecido na Resolução CONAMA número

401, de 2008. Esse documento propõe a redução da quantidade de metais pesados nesses produtos, pois, ao

serem descartados, apresentarão menor risco à saúde humana e ao meio ambiente.

Foto: Lubasi/wikimédia Commons

18 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Pau Brasil Protegido

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) publicou a Portaria de Pessoal

nº 1992, instituindo o GT (Grupo de Trabalho) para o estabelecimento da Estratégia Nacional de Proteção da Espécie

Paubrasilia echinata (pau-brasil). O GT se dedicará às atividades de revisão normativa, estabelecimento de critérios

autorizativos e de fiscalização, avaliação de estoques de madeira, destinação de material apreendido, elaboração de

material de campo, dentre outros.

O pau-brasil corre risco de ser extinto, de acordo com a Portaria MMA nº 443/2014 e sua alteração dada pela Portaria

MMA nº 148/2022, além de se encontrar também no anexo II da Convenção sobre o CITES (Comércio Internacional

das Espécies da Flora e Fauna em Perigo de Extinção). E a iniciativa de formar o GT deu-se após a compilação dos

resultados de 5 anos da Operação Dó-Ré-Mi, do trabalho de auditoria do SINAFLOR (Sistema Nacional de Controle da

Origem dos Produtos Florestais) e do DOF (Documento de Origem Florestal) - que apontaram uma série de fraudes no

setor de archetaria no país. Os trabalhos da operação autuaram dezenas de empresas e archetiers, além da apreensão

de milhares de toretes, varetas e arcos dessa madeira nobre nas empresas, em unidades de conservação e nos aeroportos

brasileiros.

Atualmente, a exploração do pau-brasil só pode acontecer por meio de plantio devidamente registrado no SINA-

FLOR perante o órgão ambiental competente, uma vez que o manejo sustentável de espécies madeireiras na Mata

Atlântica está vedado por meio da Lei nº 11.428/2006. Sua exportação depende de anuência do IBAMA no Portal

Único do Comércio Exterior. Entretanto, de acordo com proposta encaminhada pelo IBAMA à Cites - onde o Instituto

solicita alteração da classificação da espécie para o anexo I da convenção – fato a ser defendido ainda esse ano na 19ª

Reunião das Partes (Cop 19), o comércio de quaisquer artefatos produzidos a partir dessa espécie também dependerá

de licença. Caso a proposta do Instituto seja aprovada, as novas regras que irão reger o comércio internacional de

produtos e subprodutos da espécie passarão a valer 90 dias após a aprovação em plenário e ratificação pelo Brasil em

ato normativo próprio.

A implementação do GT para elaboração da Estratégia Nacional de Proteção da Espécie Paubrasilia echinata é uma

medida imprescindível: o pau-brasil é endêmico da Mata Atlântica e sua exploração ilegal para a fabricação de arcos de

instrumentos musicais reduziu consideravelmente suas populações, o que pode levar a espécie à extinção.

20 www.referenciaflorestal.com.br

Foto: Vinícius Mendonça/Ibama


NOTAS

Foto: Emanuel Caldeira

O Prêmio REFERÊNCIA 2022 será realizado no dia 29 de novembro, às 19h (horas). Nessa que será a vigésima

edição da premiação, também será realizado novamente o Painel Panorama da Madeira: uma série de apresentações

com importantes nomes do setor de base florestal nacional. Na edição anterior o Painel foi um grande sucesso, com

perguntas para os convidados e uma forte interação entre as lideranças que representaram setores diferentes do

mercado de base madeireira e florestal.

Eduardo Leão, presidente da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará), falou

sobre: O cenário da exportação de produtos florestais amazônicos. Segundo Eduardo, o setor florestal sofre com uma

imagem negativa, que muitas vezes é ligada a exploração irresponsável, como o garimpo. “Um dos nossos trabalhos

mais importantes é trazer uma comunicação muito clara sobre os reais benefícios que a indústria de base florestal traz

para a sociedade, baseada em transparência”, destacou Eduardo.

Rafael Mason, presidente do CIPEM, (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de

Mato Grosso), tratou sobre: A sustentabilidade do manejo florestal no Estado do Mato Grosso. Em sua participação,

Rafael destacou que o Mato Grosso vive hoje o que muitos Estados e países pensam apenas para o futuro, que é a

economia verde. “Temos conseguido avançar muito junto a órgãos ambientais em relação ao manejo, com 98% da

madeira extraída feita de forma sustentável. Nosso trabalho é manter a floresta em pé”, relatou Rafael.

Álvaro Scheffer Jr., ex-presidente da APRE, (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal), fechou o Painel

falando sobre: A participação do setor florestal na nova economia. Segundo Álvaro, apresentar para a sociedade todos

os benefícios que o setor florestal traz para sociedade é uma forma de fortalecer a nova economia. “Temos trabalhado

para mostrar como as florestas plantadas podem ser solução em várias áreas do cotidiano das pessoas, como combustíveis,

embalagens, e produtos que se tornarão regra com a nova economia”, completou Álvaro.

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DIA NA FLORESTA

Sinop (MT) recebe diplomatas dos

EUA (Estados Unidos da América),

México, Panamá, Peru, Equador e

Finlândia em evento promovido

para apresentar sustentabilidade

do manejo de florestas

Este segmento

econômico ganha ainda

mais força apresentando

seus processos e

respeito com o meio

ambiente, principalmente

nesta edição, em

que foi apresentada

a execução em uma

área de segundo ciclo,

confirmando na prática

a sustentabilidade da

atividade

https://cipem.org.br

Aterceira edição do Dia na Floresta reuniu aproximadamente 90 pessoas

em Sinop (MT) – 500 km (quilômetros) ao norte de Cuiabá, capital do

Estado. O evento, que tem como finalidade apresentar a sustentabilidade

e organização do setor de base florestal de Mato Grosso, é promovido

pelo CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeiras

do Estado de Mato Grosso), FNBF (Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal) e

SEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente).

Além dos embaixadores dos EUA, México, Panamá, Peru, Equador e Finlândia, o

encontro também recebeu representantes da FIEMT (Federação das Indústrias de Mato

Grosso), FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), MPE (Ministério Público Estadual), PRF

(Polícia Rodoviária Federal), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), MRE (Ministério

das Relações Exteriores), MAPA (Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento),

IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis),

FEMATO (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso) e JUVAM (Juizado

Volante Ambiental). A programação matutina contou com um ciclo de palestras e

visita técnica a uma área de manejo florestal. A Fazenda Platina - que já está em seu segundo

ciclo exploratório, há 50 km de Sinop (MT) - sediou esta primeira fase do evento.

O presidente do CIPEM, Rafael Mason, destacou que esta é uma importante oportunidade

para que o manejo sustentável das florestas seja conhecido. “Este segmento

econômico ganha ainda mais força apresentando seus processos e respeito com o meio

ambiente, principalmente nesta edição, em que foi apresentada a execução em uma

área de segundo ciclo, confirmando na prática a sustentabilidade da atividade”, observou

Rafael. Falando sobre: a sustentabilidade da produção florestal de Mato Grosso, a

secretária estadual de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, apresentou como o Governo

do Estado está gerindo a questão florestal do maior produtor de madeira nativa do

país. Ela destacou, ainda, que atualmente existem 860 empreendimentos cadastrados

nos segmentos de beneficiamento, industrialização e desdobro de madeira.

Quanto à gestão de resultados da SEMA, a secretária demonstrou que houve redução

de 56% no tempo médio de liberação de processos florestais, contabilizando

atualmente prazos 45% abaixo do período legal de 180 dias. “Em dezembro de 2018 a

média era de 230 dias. Esse número chegou a 100 dias em dezembro do ano passado”,

comemorou Mauren. Durante a apresentação, a secretária de Meio Ambiente também

demonstrou o Programa Carbono Neutro. Segundo ela, “o Programa tem a meta voluntária

de redução de 80% das emissões de gás carbônico até 2030, e 100% em 2035. É

uma integração entre o programa, estratégias do Governo de Mato Grosso e do setor

privado para produção sustentável e de baixas emissões.”

Ainda durante a manhã, o diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Floresta

do IBAMA, João Pessoa Riograndense, mostrou dados nacionais sobre o manejo florestal

sustentável. O diretor frisou que a produção anual de madeira nativa gira entre 9 e

11 milhões de m3 (metros cúbicos) e que 88% da produção é proveniente de Planos de

Manejo Florestal Sustentável. Mato Grosso é responsável por 85% da produção sustentável

de madeira, seguido do Estado do Pará, com 28,2% e Rondônia, 19,8%.

Quanto ao mercado internacional, Riograndense disse que 10% dos produtos madeireiros

são exportados para países como EUA, França e China. Após as apresentações

a comitiva seguiu para uma área de floresta manejada em exploração já no segundo ciclo,

ou seja, foi possível conhecer in loco a área que passou por colheita há pelo menos

25 anos após a colheita primária.

Agosto 2022

25

Fotos: CIPEM


DIA NA FLORESTA

PARTICIPAÇÃO

ESPECIAL

Representantes do poder

público e autoridades

internacionais estiveram

presentes no Dia na

Floresta do CIPEM

Fotos: CIPEM/Ademir Junior

26 www.referenciaflorestal.com.br


Agosto 2022 27


TECNOLOGIA

DIA NA FLORESTA

O

evento em Sinop (MT) foi considerado um

grande sucesso pelo CIPEM (Centro das Indústrias

Produtoras e Exportadoras de Madeira

do Estado de Mato Grosso), e parte

desse sucesso se deu pelo público bastante

qualificado, que participou e contribuiu com muito conhecimento

para que a experiência sobre manejo florestal fosse

completa.

João Pessoa Riograndense, diretor de uso sustentável

da biodiversidade e florestas do IBAMA, destacou em

sua apresentação, as ações do IBAMA para a promoção

do manejo sustentável, como o sistema integrado de

controle facilita o trabalho do instituto e a valorização da

ampliação do quadro de funcionários da entidade. “É importante

destacar o concurso público realizado esse ano,

que possibilitou a entrada de mais de 500 profissionais na

instituição, bem como, os avanços implementados nos sistemas

transacionais SINAFLOR e DOF nos últimos 3 anos”,

ressaltou João. Para o diretor a integração de tecnologia

tem feito total diferença no controle da madeira nacional

e a integração de sistemas tem garantido a melhoria e o

reconhecimento do produto nacional ao redor do mundo.

“As melhorias são contínuas nos sistemas transacionais e

o lançamento do DOF + Rastreabilidade, previsto para o

final de 2022, possibilitará que toda a cadeia produtiva da

madeira nativa no país seja reastreável, desde o seu corte

na floresta, até o consumidor final, no país ou no exterior”,

relata João.

Seguindo a mesma linha, Mauren Lazzaretti, secretária

de Meio Ambiente do Mato Grosso, apresentou dados

muito importantes sobre o Estado, que tem mais de 60%

de sua área dentro do bioma amazônico, e como o manejo

integra as ações prioritárias do Estado por se tratar de uma

estratégia consistente para a manutenção das florestas. “O

manejo sustentável promove o desenvolvimento econômico

da propriedade rural e a justiça social como resultado

do trabalho”, comenta Mauren. Ela destaca, ainda, como

o manejo é uma das chaves para o plano Carbono Neutro

2035 do Mato Grosso, uma vez que ele representa 16% das

reduções de carbono no Estado. “Temos uma meta de subir

o manejo de 4,7 mi/ha (hectares) que temos hoje para 6mi/

ha em 2030”, aponta Mauren. A secretária valorizou muito

a realização do evento, pois entende que ainda existem

muitos mitos sobre manejo e o Dia na Floresta colabora

para derrubar esses paradigmas. “O manejo nada mais é do

que a colheita dos indivíduos adultos da floresta, para abrir

espaço para que as árvores mais jovens cresçam, garantindo

que a floresta continue existindo”, completa Mauren.

28 www.referenciaflorestal.com.br


Marco Antônio Sanchez, conselheiro da embaixada do México, revelou que o Dia na Floresta foi

uma experiência única e de muito aprendizado. “O tripé que o IBAMA apresentou sobre a exploração

da madeira ser ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa, pude

ver na prática durante o evento”, sublinhou Marco. O representante, ainda, disse que ficou muito

admirado com a qualidade da fiscalização e dos processos aplicados pelo CIPEM. “Quando existe

colaboração entre os produtores e os representantes do governo, conseguimos alcançar resultados

muito positivos e espero poder levar isso para o meu país”, concluiu Marco.

Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF (Associação Baiana de Empresas de Base Florestal)

e representante da Finlândia na Bahia e Sergipe, relatou que o dia foi de muito aprendizado

e que pretende levar tudo isso para o Estado nordestino. “Viemos aqui para ver de perto e

conhecer como o CIPEM faz o trabalho já reconhecido por todos e levar para a Bahia esse rico

conhecimento”, comentou Wilson.

Carlos Velástegui, Embaixador do Equador, destacou que sua função é aproximar as relações

entre os países que compartilham a Floresta Amazônica. “Temos que ter um enfoque comum

em relação a preservação e manejo sustentável da floresta para beneficiar as populações que

moram e dependem da floresta”, apontou Carlos, que ainda valorizou muito os processos tecnológicos

e de inovações que ajudam na formação de políticas públicas.

Agosto 2022

29


TECNOLOGIA

DIA NA FLORESTA

Miguel Bárcenas, embaixador do Panamá, disse que foi uma grande oportunidade conhecer os

processos, a organização e sobretudo os controles para que a madeira seja sustentável. “É a extração

de um produto natural com muita responsabilidade, que é feito a longo prazo, e que preserva

o ambiente,” destacou Miguel. O embaixador disse que essa visita foi uma grande oportunidade

de aprendizado e que fará o possível para levar essa conhecimento para o Panamá.

Glenn Fedzer, conselheiro para meio ambiente, ciência, tecnologia e saúde da Embaixada

dos EUA (Estados Unidos da América), disse que a visita ampliou a compreensão sobre a agroindústria

no Brasil e sobre a importância de equilibrar as necessidades das pessoas que vivem de

atividades florestais com a necessidade de proteger o meio ambiente. “Vimos em primeira mão

a parceria entre autoridades ambientais federais e estaduais e o setor privado para desenvolver

e implementar práticas florestais modernas e sustentáveis”, exaltou Glenn.

Juliana Quispe, segunda secretária da embaixada do Peru, também demonstrou grande entusiasmo

com o Dia na Floresta. “A experiência foi ilustrativa, permitindo conhecer como é feito o

manejo florestal sustentável no Mato Grosso, incluindo boas práticas que podem ser replicadas

em nosso país”, exemplificou Juliana.

Rafael Mason, presidente do CIPEM, se mostrou muito

satisfeito com o resultado do Dia na Floresta e como

o evento pode mostrar para os representantes de tantas

entidades e países a seriedade do trabalho e desmistificar a

imagem do setor florestal. “Muitas vezes a imagem sobre o

setor madeireiro é de quem prejudica a floresta e nós estamos

aqui para mostrar que o manejo sustentável é a única

forma de manter as florestas em pé”, ressaltou Rafael.

Para o presidente, ver a realidade de um manejo de

segundo ciclo, como o da fazenda visitada no evento, é um

exemplo de como o manejo protege e uma demonstração

do trabalho sério que é feito pelos produtores representados

pelo CIPEM. “Ficamos muito felizes de ver o desenvolvimento

da floresta, a manutenção da floresta em pé e

a perenidade para o futuro, pois o setor de base florestal

depende da floresta em pé”, concluiu Rafael.

30 www.referenciaflorestal.com.br


FRASES

Foto: Palácio do Planalto

Temos de tratar a floresta

em pé como commodity,

um ativo econômico

Helder Barbalho, governador do Pará, em

entrevista à revista Veja

“Enquanto muitos produtores

agem na ilegalidade de forma

intencional, há vários que

trabalham da forma correta

há muito tempo. Infelizmente,

às vezes os dois grupos

são colocados no mesmo

balaio. A certificação traz um

reconhecimento da diferenciação

de quem sempre fez certo e

acaba por carregar a fama de

quem faz errado”

“Existe todo um cuidado

fitossanitário, com tratamento

térmico para estes produtos,

que seguem as mais altas

exigências dos países

importadores. E esse processo

é homologado pelo MAPA”

Mauro Murara Jr, diretor-executivo da ACR

(Associação Catarinense de Empresas Florestais)

sobre a exportação de madeira do Estado

Bruno Castro, coordenador de certificação do

IMAFLORA (Instituto de Manejo e Certificação

Florestal e Agrícola)

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

Madeira nobre para

O MUNDO

Noble wood for the world

ENTREVISTA

M

anejo sustentável é a chave para aproveitar

o melhor da floresta e mantê-la em pé. A

exploração correta da floresta gera lucros no

presente e garante o futuro não só da floresta,

mas também de todos os povos que vivem nela e dela tiram

seu sustento. A Precious Woods é hoje a maior empresa de

manejo sustentável do mundo e Markus Brütsch, CEO e representante

da mesa diretora, apresenta os planos da empresa

para o futuro, momento atual do mercado e o que diferencia a

Precious Woods no mercado.

S

ustainable Management is the key to enjoying

the best of the forest and keeping it standing.

The correct harvesting of the forest generates

profits in the present and guarantees the future

of the forest and all the people who live in it and make their

livelihood. Precious Woods is now the world’s largest sustainable

management company. Markus Brütsch, Chief Executive

Officer and Director, talks about the Company’s plans for the

future, the current market, and what sets Precious Woods apart

in the market.

Markus Brütsch

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Técnico em administração e possui especialização em

controladoria e TI. Desde 2014 é CEO da Precious Woods

e foi eleito para o cargo na mesa diretora em 2017, cujo

mandato se estende até 2023

Markus Brütsch has a degree in Business Administration

and has studied Controllership and Information Technology.

Since 2014, he has been Chief Executive Officer of Precious

Woods and was elected to the Board of Directors in 2017,

whose term extends until 2023

34 www.referenciaflorestal.com.br


Desde 2015 produzindo resultados e soluções

nas operações do controle das formigas cortadeiras.

1.170.000 ha realizados com monitoramento.

440.000 ha de operações mecanizadas e georreferenciadas com emissão de

relatórios gerenciais para análises entre realizado e recomendado

17.500 profissionais capacitados em operações de controle das formigas cortadeiras.

Acompanhamento por indicadores de resultado.

Altos níveis de resultados pós controle, com redução da infestação e dos danos

econômicos na área plantada.

Otimização das doses recomendadas e dos custos operacionais.


ENTREVISTA

>> Como foi sua jornada até chegar a CEO da Precious

Woods?

Sou formado em administração de empresas e TI e trabalhei

para diversas empresas em diferentes setores, como trading,

produção e microeletrônica. Essas empresas atuavam

na Europa, Ásia e nos EUA (Estados Unidos da América).

Depois de um longo e bem sucedido período, decidi fazer

um ano sabático em 2013 para pensar no futuro e decidir

sobre os próximos passos com sabedoria. Durante essa fase

fui contatado – ao lado das antigas indústrias para as quais

trabalhei – pela Precious Woods, que não conhecia antes.

Depois de me informar sobre este ramo, fui atraído pela

missão da Precious Woods e percebi que eles realmente

precisavam de ajuda em termos de economia. A decisão de

ingressar na Precious Woods foi emocionante, pois achei

muito interessante manter e desenvolver suas atividades

devido ao seu impacto sustentável. Então aceitei o desafio,

embora nunca tenha sido ativo neste setor ou em suas

regiões, mas com minha enorme experiência com culturas

estrangeiras, senti que seria uma boa oportunidade para

ambos os lados. Até agora não me arrependi da decisão de

trabalhar neste ramo e para a Precious Woods, o impacto

positivo que temos e a responsabilidade socioambiental que

assumimos juntos é importante. Além disso, temos equipes

excelentes e muito comprometidas em nossas empresas.

>> Qual é a sua avaliação do atual momento da empresa?

A Precious Woods está presente na Amazônia e no Gabão,

com o gerenciamento de cerca de 500 mil ha (hectares) e

600 mil ha de floresta tropical, respectivamente. Com um

total de cerca de 540 mil m3 (metros cúbicos) de toras colhidas

por ano e operações de madeira serrada, lâminas e eletricidade,

somos uma das três maiores empresas do mundo

neste setor. A Precious Woods Holding AG é semi-pública,

negociada na Bolsa Balção na Suíça e tem cerca de mil acionistas.

O negócio começou em 1990 e atraiu muitos acionistas

privados que fazem parte da nossa missão. Os resultados

detalhados são públicos e podem ser vistos em nosso site

(www.preciouswoods.com). Com vendas de € 54,3 milhões

em 2021 e uma margem EBITDA de 27,7%, agora temos

também sucesso financeiro e estamos prontos para expandir

nossos negócios.

>> Como avalia o mercado de madeira da Amazônia?

Não é um mercado fácil, porque sofre imensamente com

as atividades do comércio de madeira ilegal e também com

a falta de conhecimento do consumidor sobre as espécies

de madeira menos conhecidas. O mercado local no Brasil é

praticamente inexistente devido as atividades ilegais, mas

também as indústrias madeireiras não sustentáveis, e, portanto,

a maior parte da nossa produção é para o mercado de

exportação. Como há poucas concorrentes em nosso setor,

que é o mercado de madeira tropical a partir de florestas

gerenciadas de forma sustentável, somos um nicho-player

com boas oportunidades em todo o mundo e também para

mercados madeireiros menos conhecidos.

How did you become President of Precious Woods?

I I have a degree in Business Administration and

Information Technology and have worked for several

companies in different industries like trading, production,

and microelectronics. These companies were

active in Europe, Asia, and the US. After a lengthy and

successful period, I decided to take a sabbatical year in

2013 to think about my future and to choose the next

steps wisely. During this period, I was contacted by

Precious Woods, with which I had not been acquainted,

and former companies where I had worked. After having

informed myself about the Sector, I was attracted by the

mission of Precious Woods and realized that they needed

help in economics. The decision to join Precious Woods

was emotional as I found it very interesting to maintain

and develop their activities due to their sustainable impact.

So, I accepted the challenge, although I had never

been active in this Sector or Region, but with my vast

experience with foreign cultures, I felt it would be a good

opportunity for both sides. So far, I have never regretted

this decision as to working in this Sector and for Precious

Woods. Our positive impact and social and environmental

responsibility are important, and we have excellent

and very committed teams in our companies.

What is your assessment of your Company’s current

status?

Precious Woods is present in the Amazon, managing

around 500 thousand ha of tropical forest, and in

Gabon, managing 600 thousand ha, with a total of

O legado para o qual

trabalhamos é a proteção

eterna das florestas em que

atuamos e das pessoas que

vivem lá, preservando, além

da própria floresta e todos

os benefícios que ela nos

traz, a cultura das pessoas

que vivem nela

36 www.referenciaflorestal.com.br


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ENTREVISTA

>> Quais são os maiores desafios dentro deste mercado?

A educação do mercado para o uso de espécies de madeira

menos conhecidas é o maior desafio que temos. Do Brasil,

trazemos cerca de 50 espécies diferentes para o mercado.

Como todas as espécies na Floresta Boreal ou Temperada

têm um substituto, não é fácil, pois não temos espécies

líderes, mas vale a pena porque a demanda por madeira aumentará

em um futuro muito próximo para substituir o aço

e o concreto na construção civil. Outro desafio é superar a

má imagem do suposto desmatamento devido às atividades

nas áreas de origem. É por isso que somos certificados de

forma sustentável quanto ao FSC (Forest Stewardship Council

ou Conselho de Manejo Sustentável) e PEFC (Programa

para o Reconhecimento dos Esquemas de Certificação Florestais)

para justificar nosso impacto positivo.

>> Apesar de ser produzido no Brasil, o mercado interno de

madeira nobre ainda é muito pequeno. Quais são as razões

para esta situação?

O mercado brasileiro prioriza preços baixos em relação à

sustentabilidade e à legalidade da origem da madeira. Além

disso, o custo logístico transportando a madeira para as

regiões mais ao sul, como por exemplo São Paulo, incluindo

os impostos domésticos, torna praticamente impossível

conquistar o mercado local. No entanto, iniciamos ações

para conscientizar os consumidores sobre o uso de madeira

sustentável, embora o nível de preço seja maior do que a

maioria dos produtos oferecidos.

>> Qual a importância das certificações para a Precious

Woods?

Precious Woods foi em ambos os países o primeiro negócio

certificado quanto ao FSC – no Brasil desde 1997 e no Gabão

desde 2007. Em 2017 decidimos que a dupla certificação

quanto ao PEFC seria de mais valor no mercado. Ter total

transparência em nossa cadeia de valor é importante para

conquistar a confiança de todas as partes interessadas. Também

somos monitorados por CDP, SPOTT e Forest500, onde

temos os melhores rankings. A demonstração do nosso

impacto é muito importante e, por isso, também lançamos

por alguns anos um Relatório de Impacto Sustentável apresentado

em nosso site. Fazemos questão de buscar todas

as certificações possíveis que possam ser aplicadas à nossa

operação, pois, além de melhorar cada vez mais nosso processo

produtivo a cada recertificação, também podemos

demonstrar o nível de sustentabilidade de nossas operações

para nossos clientes e para a sociedade como um todo de

forma confiável. Finalmente, as certificações nos ajudam a

nos diferenciar de empresas que fazem muito pouco em termos

de sustentabilidade.

>> Quais são os principais diferenciais da Precious Woods?

Isso depende muito de com quem comparamos. Como apenas

7% das florestas tropicais do mundo são gerenciadas de

forma sustentável quanto aos padrões do FSC, temos que

nos comparar com os negócios legais e ilegais. Mas nos com-

approximately 540 thousand m3 of logs harvested

annually, and wholly-owned operations producing sawn

timber, veneer, and electricity. We are one of the top

3 companies worldwide in this Sector. Precious Woods

Holding AG is a semi-public company with shares traded

Over-the-Counter in Switzerland and has about one

thousand shareholders. The business started in 1990 and

attracted a lot of private shareholders, being part of our

mission. The detailed results are public and can be seen

on our website (www.preciouswoods.com). With sales of

€ 54.3 million in 2021 and an EBITDA margin of 27.7%,

we are also now successful financially and are ready to

expand our business.

How do you evaluate the Amazon timber market?

It is not an easy market because it suffers immensely

from illegal timber trade activities and the consumer’s

lack of knowledge about the lesser-known timber species.

The local market in Brazil is practically non-existent

due to the illegal activities and legal but not sustainable

timber industry; therefore, most of our production is for

the export market. As there are few players in our Sector,

the tropical timber market from Sustainably Managed

Forests, we are a niche player with good opportunities

worldwide in the lesser-known timber market.

What are the biggest challenges within this market?

The education of the market to use lesser-known timber

species is the most demanding challenge we have. From

Brazil, we market around 50 different species of timber.

As all species have substitutes in the Boreal or Temperate

Forest, it is not easy as we do not have the leading

species. But, it is worthwhile because the demand for

timber will increase very shortly, especially to substitute

steel and concrete in building construction. Another

challenge is overcoming the supposed deforestation’s

bad image due to the activities in the originating areas.

That’s why we are sustainably certified as to FSC and

PEFC, justifying our positive impact.

Even though noble timber is produced in Brazil, the domestic

market is still very small. What are the reasons

for this situation?

The Brazilian market prioritizes low prices over sustainability

and the legality of the timber’s origin. Additionally,

the logistics cost of shipping sawn timber to Sao

Paulo, for example, including the domestic taxes, makes

it practically impossible to find the local market. Nevertheless,

we have taken actions to make the consumers

more aware of the use of sustainable timber, although

the price may be higher than the majority of similarly

offered products.

How important is certification for Precious Woods?

Precious Woods was the first FSC operation certified in

both countries – in Brazil in 1997 and Gabon in 2007.

38 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

parando dentro do nosso setor – os sustentáveis – somos a

única empresa que trabalha em dois continentes diferentes

e a única com certificação totalmente dupla. Temos até regras

mais rígidas internamente em comparação com os padrões,

pois temos nossos próprios monitores. Uma pergunta

que sempre surge é a diferenciação entre as empresas de

florestas plantadas e de florestas gerenciadas de forma sustentável.

Esses negócios não podem ser comparados diretamente,

pois não só os impactos ambiental e social positivos

são muito maiores em nosso setor, mas também o custo é

muito menor nas plantações. Colhemos cerca de 14m3/ha/

ano (em um ciclo de 35 anos) quando as plantadas podem

colher 20 vezes mais. Portanto, o custo fixo, e também os

custos variáveis por m3 são muito mais elevados em nosso

negócio. Também produzimos e entregamos energia limpa

e sustentável no Brasil. Com essa eletricidade substituímos

geradores a diesel e economizamos milhões de litros de diesel

por ano, suprindo também cerca de 70% da demanda da

cidade de Itacoatiara (AM). Contamos com diversos programas

de desenvolvimento e transferência de tecnologia com

diferentes universidades e renomadas instituições de pesquisa

em florestas tropicais, biodiversidade, manejo florestal

e sustentabilidade, no Brasil e no mundo; promovemos emprego

de qualidade e desenvolvimento econômico em áreas

remotas da Bacia amazônica e congolesa.

>> Quais são as projeções de crescimento da empresa?

Temos vários projetos para investir no alcance de nossa

produção, mas também para dobrar nossas atividades – de

1,1 milhão de ha para 2,5 milhões de ha de manejo florestal

sustentável e, assim, também dobrar nossa produção industrial.

Como a aquisição de concessões públicas é uma situação

normal na África, o governo do Brasil está promovendo

isso também e estamos procurando por ela em nossa região

próxima. Todos esses planos de expansão acompanham a

manutenção dos nossos níveis de qualidade operacional e

sustentabilidade.

>> Quais são as ações de ESG da empresa?

A Precious Woods está servindo 14 dos 17 SDG (Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável - na sigla em inglês) definidos

pela ONU. Nosso equilíbrio com a sustentabilidade é,

portanto, muito claro. Ambiental e socialmente mantemos

os mais altos níveis e com nossa apresentação pública também

temos uma mensagem clara de governança.

>> A empresa está interessada no mercado de créditos de

carbono?

Geramos por enquanto alguns certificados de carbono por

causa da nossa produção de eletricidade utilizando a biomassa

de nossas atividades de serraria no Brasil. Infelizmente,

o outro mercado de carbono com a oportunidade de ter

um programa REDD+ não nos cria uma possibilidade por enquanto,

pois a linha de base é muito alta, porque já atuamos

há 28 anos de forma sustentável. Mas o futuro combinará

biodiversidade e impacto de carbono e este será o momento

In 2017, we decided upon double certification as PEFC

certification is more valuable to the market. To have

complete transparency in our value chain is important to

have the trust of all our stakeholders. We are also monitored

by CDP, SPOTT, and Forest500 where we have top

rankings. The demonstration of our impact is very important.

Therefore, a few years ago, we also launched a

Sustainable Impact Reporting presented on our website.

We make a point of seeking all the certifications possible

that can be applied to our operation because, in addition

to improving our production process more and more

with each recertification, we can also demonstrate the

level of sustainability of our operations to our customers

and to society as a whole, in a reliable way. Finally, certification

helps us differentiate ourselves from companies

that do very little in sustainability.

What are the main differentiators of Precious Woods?

This depends very much on whom we are compared to.

As only 7% of the world’s tropical forests are sustainably

managed according to the FSC standards, we have to

compare ourselves with legal and illegal businesses. But

comparing us to just the sustainable ones within our Sector,

we are the only company working on two different

continents and the only one with a fully double certification.

We even have stricter rules internally compared

to the above standards as we have our own monitors. A

question always comes up is the differentiation between

planted forests and sustainably managed forests. These

businesses cannot be compared directly as not only the

environmental and social impact is much higher in our

Sector, but the cost is much lower for planted forests.

We harvest around 14 m3/ha/year (in a 35-year cycle),

whereas planted forests can be harvested 20 times more

in the same period. Therefore, the fixed costs but also

variable costs per m3 are much higher in our business.

We also produce and deliver clean and sustainable energy

in Brazil. With this electricity, we have substituted

diesel generators and save millions of liters of diesel per

year, also supplying around 70% of the electrical energy

demand of the city of Itacoatiara. We also have several

technological development and transfer programs with

different universities and renowned research institutions

in tropical forests, biodiversity, forest management, and

sustainability, in Brazil and worldwide; we promote quality

employment and economic development in remote

areas of the Amazon and Congo Basins.

What are the Company’s growth projections?

We have several projects to invest in increasing productivity

but also doubling our activities – from 1.1 million

ha to 2.5 million ha of sustainably managed forests and

thus doubling our industrial production. Acquiring public

concessions is a typical situation in Africa. Brazil is now

beginning to promote this, and we are looking at this in

the regions where we operate. All our expansion plans

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ENTREVISTA

em que empresas como a Precious Woods terão um melhor

acesso a este mercado.

>> Quais são os principais focos do trabalho em relação a

pesquisa e a ciência?

Trabalhamos e ajudamos em diversas frentes de pesquisa

de manejo florestal e até outras ligadas à cadeia de custódia.

Na verdade, temos uma das maiores bases de dados

do mundo em termos de monitoramento do crescimento

da floresta tropical. Desde o início de nossas atividades temos

monitorado e instalado novos lotes permanentes para

monitorar o crescimento das florestas, além de ter todos os

dados dos inventários detalhados para o corte anual, onde

todas as árvores acima de 40 cm (centímetros) de diâmetro

são identificadas e registradas. Então, esse banco de dados

muito rico é compartilhado com várias intuições de pesquisa.

Além disso, mantemos a Precious Forests Foundation,

instituição que financia projetos de pesquisa de terceiros

com o objetivo de aumentar até mesmo a sustentabilidade

das florestas tropicais. Os estudos de universidades e ONGs

(Organizações Não Governamentais) estarão disponíveis

para todo o setor e não apenas para Precious Woods.

>> Qual será o legado de sua gestão?

O legado para o qual trabalhamos é a proteção eterna das

florestas em que atuamos e das pessoas que vivem lá, preservando,

além da própria floresta e todos os benefícios que

ela nos traz, a cultura das pessoas que vivem nela. Valorizar

a floresta e as comunidades usando-a de forma sustentável

é uma missão que continuaremos comprometidos.

Mas nos comparando

dentro do nosso setor – os

sustentáveis – somos a única

empresa que trabalha em

dois continentes diferentes

e a única com certificação

totalmente dupla

maintain our levels of operational quality and sustainability.

What are the Company’s ESG actions?

Precious Woods is meeting 14 out of the UN’s 17 Sustainable

Development Goals (SDG). Our sustainability

balance is, therefore, very clear. Environmentally and

socially, we maintain the highest levels, and in our

public presentations, we also deliver a clear governance

message.

Is the Company interested in the carbon credits market?

Currently, we generate some carbon certificates because

of our electricity production using the biomass from

our sawmill activities in Brazil. Unfortunately, the other

carbon markets with the opportunity to have a REDD+

program isn’t a possibility for us for the time being as

the baseline is very high because we have operated

sustainably for 28 years. But the future will combine

biodiversity and carbon impact, which will be when

companies like Precious Woods have better access to this

market.

What are the main focuses of work concerning research

and science?

We work and help on several fronts of forest management

research and even others linked to the chain of

custody. In fact, we have one of the largest databases

in the world in terms of monitoring the growth of the

rainforest. Since the beginning of our activities, we have

monitored and installed new permanent plots to monitor

the growth of forests, as well as having all the data from

the detailed inventories from the annual harvest, where

all trees above 40 cm in diameter are identified and

recorded. So, this very rich database is shared with several

research institutions. In addition, we maintain the

Precious Forests Foundation, an institution that funds

third-party research projects to increase tropical forests’

sustainability. Therefore, the studies by universities and

NGOs will be made available to the whole Sector and not

only Precious Woods.

What will be the legacy of your management?

The legacy for which we work is the eternal protection

of the forests in which we operate and the people who

live there, preserving, in addition to the forest itself and

all the benefits it brings us, the culture of the people

who live in it. Valuing the forest and the communities

by using it sustainably is a mission to which we will stay

committed.

42 www.referenciaflorestal.com.br


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EQUIPAMENTOS DO SETOR

MADEIREIRO NO BRASIL

Entre em contato conosco

e faça bons negócios

CENTRALIZADOR

DE TORAS

GEMINADA

POSICIONADOR

DE TORAS

DESTOPADOR

DE TÁBUAS

REFILADOR

COM SAÍDA

AUTOMÁTICA

SERRA FITA

HORIZONTAL

REFILADOR

COM SAÍDA

AUTOMÁTICA


COLUNA

Manutenção

da motosserra

Gabriel Dalla Costa Berger

Eng. Florestal e Seg. do Trabalho

Doutorando em Eng. Agrícola

gabrielberger.com.br

gabriel@gabrielberger.com.br

Foto: divulgação

Se realizarmos a manutenção regularmente durante a atividade,

a motosserra jamais vai apresentar um problema mais grave que

poderia resultar na parada da atividade

Amotosserra é uma máquina fundamental para as

operações florestais, estando presente durante

todas as etapas produtivas do manejo florestal,

seja no corte, na reforma do povoamento, no

acondicionamento da carga no caminhão ou ainda

dentro da fábrica. Mas para que ela seja útil nessas tarefas,

a mesma tem que estar em boas condições, tem que ser confiável

e estar sempre disponível para o uso.

É muito mais interessante seguir um regime de manutenções

periódicas indicadas pelo fabricante da máquina, pois

assim estaremos nos antecipando a possíveis quebras e falhas

que podem ocorrer a qualquer momento durante a atividade,

impactando na produtividade, aumento de custos e quem sabe

até máquina fora da operação.

Existem inúmeros tipos de manutenção, que vai desde a

básica, até a mais completa, envolvendo por exemplo a abertura

da máquina e a troca do motor. Aqui vou me prender a

manutenção básica, a qual chamo de manutenção durante o

serviço. Entendo que se realizarmos a manutenção regularmente

durante a atividade, a motosserra jamais vai apresentar um

problema mais grave que poderia resultar na parada da atividade,

por exemplo.

Durante o uso da motosserra em campo temos que estar

atentos aos seguintes itens ou etapas para manter a máquina

sempre com um bom rendimento.

A afiação da corrente da motosserra é uma das manutenções

mais importantes, se não a mais importante. A produtividade

e segurança dependem de uma corrente em perfeitas

condições. Além de termos uma corrente segura, bem afiada,

respeitando o ângulo de afiação que gira em torno de 30⁰

(graus) e um bom ajuste sobre a canaleta do sabre, é de suma

importância identificarmos o momento de realizar o procedimento

de afiação em campo. Para isso a motosserra nos dá

dois sinais, um visual e outro físico. O aspecto visual leva em

consideração o tamanho da serragem que é produzida durante

o corte. A regra é a seguinte: quanto maior a serragem quer

dizer que a afiação está em boas condições. O aspecto físico

leva em consideração o esforço que o operador faz para cortar

a madeira. Se durante o corte ocorrer a necessidade de forçar a

motosserra é o momento de afiar a corrente. Nunca esquecendo

também de rebaixar o limitador de profundidade.

Filtro do ar sempre limpo e em perfeitas condições de uso

também é uma manutenção muito importante a ser realizada

durante o serviço. Filtro sujo ou furado impacta diretamente

na eficiência da motosserra, trazendo sérios prejuízos para a

máquina que vai impactar na produtividade do trabalho. A motosserra

para pleno funcionamento precisa em média ser abastecida

de 95% de ar. Se esse volume for menor devido a um

problema no filtro, a máquina vai começar a apresentar falhas

que vai impactar no trabalho.

Também não podemos deixar de falar sobre o abastecimento

da motosserra, tanto com o óleo lubrificante do conjunto de

corte, quanto com o combustível. O óleo lubrificante tem que

ser específico para o conjunto de corte, evitar o uso de óleo

usado (contaminado/queimado). Óleo usado causa um superaquecimento

do sabre e corrente, ocasionando um desgaste prematuro

dessas peças, além de entupir o filtro e bomba do óleo,

podendo ocasionar o rompimento da corrente. O combustível

tem que ser de boa condição, tanto a gasolina, quanto o óleo.

Para fazer a diluição do óleo 2T (tempos) na gasolina sempre

leve em consideração a regra do fabricante da motosserra, que

é 20 ml ou 40 ml (milílitros) de óleo por 1l (litro) de gasolina.

Óleo a menos com certeza vai levar à quebra do motor. Sempre

fique atento a correta diluição.

Motosserra em perfeitas condições de manutenção é

sinônimo de motosserra segura. A manutenção diz muitas

coisas sobre a segurança do trabalho. Entendo que se ficarmos

atentos a esses detalhes expostos, sempre iremos executar o

nosso trabalho de maneira efetiva, tranquila e sem maiores

dificuldades.

Foto: divulgação

44 www.referenciaflorestal.com.br


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EM CONTROLE DE VEGETAÇÃO

FABRICADO NO BRASIL

Matriz européia adaptada para

a realidade de países tropicais.

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PRINCIPAL

Trabalho

PESADO

46 www.referenciaflorestal.com.br


Linha de trituradores

garante alto

desempenho na

limpeza de áreas para

preparação do plantio

Heavy work

Mulcher line ensures high

performance in clearing

areas in preparation for

planting

Fotos: divulgação

Agosto 2022

47


PRINCIPAL

O

ciclo florestal nunca para. O solo é preparado, mudas

são plantadas, há todo cuidado para garantir o

desenvolvimento de cada árvore, até o momento

do corte, que é quando termina um ciclo e logo

se inicia outro. Para garantir que o terreno esteja

apto a receber as novas mudas, o cabeçote triturador HPH da

Himev traz a combinação ideal entre tamanho, versatilidade e

desempenho no trabalho.

A Himev é uma empresa 100% brasileira que há 17 anos oferece

soluções de controle de vegetação e limpeza de área para

o setor florestal e agrícola. O HPH faz parte da linha Ecotritus da

Himev, que apresenta equipamentos robustos de uso intensivo

para limpeza de área com alta qualidade e eficiência em situações

de alta abrasividade. O HPH é o cabeçote de martelo fixo mais potente

da linha, que tem na versatilidade e baixo custo seus maiores

trunfos para conquistar clientes. Os cabeçotes trituradores HPH

tem largura corte de 1,55m (metros) a 2,35m que podem ser

acoplados em tratores de 100 cv (cavalos) a 250 cv. A capacidade

de ser acoplado em tratores menores é uma das qualidades que

mais destacam o equipamento no mercado.

C

he forest cycles never end. The soil is prepared, seedlings

are planted, and every care is taken to ensure

the development of each tree until the time of harvesting

when one cycle ends and another begins. Himev’s

HPH mulcher head provides the ideal combination of

size, versatility, and work performance to ensure that the terrain can

be planted with new seedlings.

Himev is a 100% Brazilian company that for 17 years has been

offering vegetation control and area cleaning solutions for the Forestry

and Agricultural Sectors. The HPH mulcher is part of Himev’s

Ecotritus line, which features robust and intensive use equipment for

area cleaning with high quality and efficiency in situations of abnormal

abrasiveness. The HPH is the most potent fixed hammerhead

mulcher in the Ecotritus line, and versatility and low cost are its

greatest assets to winning customers. The HPH mulcher heads have

a cutting width ranging from 1.55 m to 2.35 m and can be coupled to

the power take-off of 100 to 250 hp tractors. The ability to be coupled

to smaller tractors is one of the qualities that most calls attention to

the equipment in the market.

Celso Kossaka, Sales Manager for Himev, explains that the equip-

48 www.referenciaflorestal.com.br


xx

Celso Kossaka, diretor comercial da Himev, explica que o equipamento

é dedicado para uso intensivo, fabricado com sistema

de rotor com martelos fixos para suprir necessidades mais importantes

para o setor florestal, executando rebaixamento de tocos e

limpando com eficiência as sobras de galhadas para a renovação

da atividade. “O HPH oferece as melhores características para o

mercado sendo usado em alta ou baixa intensidade”, explica Celso.

CABEÇOTES HPH

Os cabeçotes da linha HPH utilizam tecnologia voltada a gerar

mais ganhos em relação à produtividade, oferecendo o mesmo

desempenho de equipamentos maiores, mas com economia

que só um equipamento compacto pode trazer. Preparado para

eliminar tocos, galhadas, rebrotas ele deixa a área limpa para

o trânsito de máquinas e veículos, evitando principalmente

prejuízos devido ao corte dos pneus dos tratores nas atividades

de silvicultura. O resultado desse trabalho de limpeza garante

que todos os resíduos orgânicos se misturem facilmente ao solo,

transformando-o em adubo natural.

O baixo custo de manutenção é outro valor muito relevante

em relação ao HPH. Por ser 100% nacional, o custo para reposição

de peças e também o tempo para que essas peças cheguem ao

cliente é sempre muito ágil. Dependendo do local de trabalho,

levando em conta o tipo de vegetação, terreno e topografia, e

do trator utilizado na operação, estima-se a produtividade de 2

ha (hectares) a 4 ha a cada 8h (horas) trabalhadas. O Ecotritus é

acoplado na tomada de força do trator e dispensa qualquer tipo

de adaptação.

O HPH é um equipamento

compacto, que pode ser

acoplado em tratores

menores, atingindo alto

desempenho e garantindo

economia de combustível

Anderson Wantrob,

gerente florestal da Remasa

ment is dedicated for intensive use, manufactured with a rotor system

with fixed hammers to meet the Forestry Sector’s clearing needs,

lowering stumps and efficiently clearing the leftover branches for the

renewal of the forestry activity. “The HPH offers the best features in

the market whether for high- or low-intensity use,” explains Kossaka.

HPH HEADS

The HPH line heads use technology to generate more productivity

gains, offering the same performance as larger equipment but

with savings that only compact equipment can provide. Prepared

to eliminate stumps, branches, and sprouting plants, it leaves the

area clear for machine and vehicle transit, mainly avoiding damage

due to the harvest tractor tires in forestry activities. In addition, this

Agosto 2022

49


PRINCIPAL

Segundo o diretor, outra forma ergonômica de trabalho muito

produtiva é a possibilidade do uso de tratores com inversão de

direção. O operador pode usar as funções da forma convencional e

quando for dedicar para a trituração, basta a inversão dos comandos

da cabine para possuir melhor ângulo de visão, proximidade e

controle, sendo superior ao custo-benefício em comparação com

as mini-carregadeiras e os tratores feller-bunchers sobre rodas.

Caso seja preciso, o trator também pode funcionar em modo de

arrasto, triturando os resíduos frontalmente.

Celso comenta que os clientes têm se dado conta que os

trituradores florestais da Himev, que são acoplados na tomada

de força, têm o valor de investimento muito mais interessante

comparados aos hidráulicos e similares importados. Possuir 3

conjuntos (trator e triturador) com cabeçote Himev, pode chegar

ao mesmo custo de investimento de um conjunto hidráulico ou similar

importado, juntamente com a sua máquina base. “Os nossos

clientes sabem que quando tiver um conjunto fora de operação,

em manutenção, por exemplo, os outros estarão trabalhando,

isto é, ter a certeza que o trabalho não irá parar”, valoriza Celso.

FORÇA NO CAMPO

O HPH da Himev está presente em operações florestais e o

desempenho chama atenção de quem utiliza o equipamento.

É o caso de Anderson Wantrob, gerente florestal da Remasa,

que utiliza o HPH constantemente. Para Anderson, os principais

diferenciais do HPH estão no baixo valor de investimento, em

relação a equipamentos importados, que refletem no custo de

operação reduzido e um alto desempenho de ação. “Nosso objetivo

ao adquirir o equipamento era a limpeza de área pré-plantio

de 1 ha a cada 8h, e conseguimos diminuir essa meta em 25%”,

constata Anderson.

O gerente florestal da Remasa destaca, ainda, que o HPH

supre com muita efetividade a necessidade em áreas de pós-colheita

do pinus, pois existe o acúmulo muito grande de galhos e

resíduos. “O HPH é um equipamento compacto, que pode ser

acoplado em tratores menores, atingindo alto desempenho e

garantindo economia de combustível”, enaltece Anderson. Além

clearing work ensures that all organic waste mixes easily with the

soil, transforming it into natural fertilizer.

The low maintenance cost is another very relevant value with the

HPH. Being 100% national, spare part costs and the time for these

parts to reach the customer always are very modest. Depending on

the workplace, considering the type of vegetation, terrain topography,

and the tractor used in the operation, the estimated productivity is

2 to 4 ha every 8 hours. The Ecotritus equipment is coupled to the

tractor power take-off and does not require any adapter.

According to the Sales Manager, another very productive ergonomic

form of work is the possibility of using tractors with reverse

steering, where the operator can use the functions conventionally.

When dedicated to mulching, it is enough to inverse the cabin controls

to have a better angle of view, proximity, and control, leading to

better cost-benefit than mini-loaders and wheeled feller-bunchers. If

necessary, the tractor can also operate in dragging mode, mulching

the waste in front.

Kossaka comments that customers have realized that Himev’s

forest mulchers, coupled to the power take-off, have a much more

interesting investment value than imported hydraulic and similar

ones. For example, the investment cost of one imported hydraulic

or similar mulcher and its base machine can be the same for three

equipment sets using Himev heads (tractor and mulcher). “Our customers

know that when they have a set out of operation, for example

in maintenance, others will be working, that is, making sure that the

work will not stop,” values Kossaka.

A FORCE IN THE FIELD

Himev’s HPH is present in forestry operations, and its performance

draws much attention from those who use the equipment. This is

the case of Anderson Wantrob, Forest Manager for Remasa, who

is constantly using the HPH. For Wantrob, HPH’s main differentials

are in the low investment relative to imported equipment, which is

reflected in reduced operating costs and high activity performance.

“Our goal in acquiring the equipment was to clear a pre-planting

area of 1 ha every 8 hours, and we were able to lower that target

time by 25%,” Wantrob says.

Utilizo o HPH 190 tanto em

rendimento, quanto em qualidade

do trabalho, o cabeçote superou

as expectativas que tínhamos

de trabalho

Marco Antonio Martins,

engenheiro florestal e

sócio-proprietário da VIRG Florestal

50 www.referenciaflorestal.com.br


disso, o equipamento produz um resultado que facilita muito

o reinício da operação florestal. “Ele entrega boas áreas para

as covas onde serão plantadas as mudas, aduba a terra com a

biomassa trituradas, abrindo espaço para o começo do novo

plantio”, aponta Anderson.

O HPH mantém seu padrão de efetividade mesmo nos terrenos

mais íngremes e irregulares onde a operação da Remasa

é feita, em que a inclinação pode chegar a 30° (graus). “O único

impedimento para o HPH é o trator, pois se o trator consegue ir, o

HPH irá realizar o trabalho”, ressalta Anderson. Além disso, outro

fator relevante na operação da Remasa é a presença de muitas

pedras no terreno, que poderiam afetar o trabalho. “Mesmo com

as pedras, que desgastam mais o equipamento, o HPH mantém

o alto desempenho”, elogia Anderson.

Para ele, a versatilidade do equipamento ajuda muito, não

apenas na operação florestal, mas em outras atividades indiretas

ao trabalho. “Para roçar áreas muito fechadas, até mesmo,

abrir estradas para os talhões, o HPH se mostra muito versátil”,

completa Anderson.

Marco Antonio Martins, engenheiro florestal e sócio-proprietário

da VIRG Florestal, trabalha há 3 anos com equipamentos da

Himev e valoriza muito o trabalho das máquinas e o atendimento

oferecido pela empresa. “Utilizo o HPH 190 tanto em rendimento,

quanto em qualidade do trabalho, o cabeçote superou as expectativas

que tínhamos de trabalho”, enaltece Marco. O engenheiro

florestal comenta, também, que a Himev tem grande destaque

no pós-venda que é fator determinante para a continuidade do

trabalho. “A Himev mantém sempre contato conosco e o atendimento

é muito rápido quando requisitado”, destaca Marco.

Celso Kossaka, vê na HPH uma linha de cabeçotes que tem

tudo para suprir o que o mercado precisa em relação a trabalho,

mas também surpreender pelo reflexo trazido no financeiro das

empresas. “Um conjunto HPH custa, em média, 60% menos que

um concorrente importado, e oferece resultados iguais para quem

o adquire”, sublinha Celso.

Para o gerente da Himev, o HPH vem como uma resposta a um

problema que o setor florestal tem em relação a limpeza de área, e

uma resposta certeira. “Acreditamos que a silvicultura precisa ter

o espaço adequado para sua realização e oferecemos para o produtor

o equipamento ideal para esse trabalho”, completa Celso.

The Remasa Forest Manager also points out that the HPH effectively

handles the special clearing needs in pine postharvest areas

due to a considerable accumulation of branches and residues. “The

HPH is a compact piece of equipment that can be coupled to smaller

tractors, achieving high performance and ensuring fuel economy,”

says Wantrob. In addition, the equipment produces a result that

significantly facilitates the restarting of the forestry operation. “It

delivers the ground for the holes where the seedlings will be planted

and fertilizes the land with crushed biomass, thus preparing spaces

for the beginning of the new plantings,” Wantrob points out.

The HPH maintains its effectiveness even on the steepest and most

irregular terrain, where the Remasa operations are carried out, and

the slope can reach 30°. “The only impediment to operating the HPH

is the tractor because if the tractor can be used, the HPH will work,”

Wantrob points out. In addition, another factor present in Remasa’s

operation is the presence of many stones on the ground, which could

affect the work. “Even with the stones, which wear out the equipment

the most, the HPH maintains its high performance,” praises Wantrob.

For him, the versatility of the equipment helps a lot not only in

forest operations but in other activities indirectly linked to the work.

“In clearing land in very closed areas and even opening roads to the

stands, the HPH is very versatile,” adds Wantrob.

Marco Antonio Martins, Forest Engineer and Partner-owner of

VIRG Florestal, has been working with Himev equipment for three

years and greatly values the work of the machines and service offered

by the Company. “I use the HPH 190 due to both the performance

and quality of work; the head exceeded our expectations,” praises

Martins. The Forestry Engineer also states that Himev excels in after-

-sales, which is a determining factor for the continuity of the work.

“Himev always keeps in touch with us, and service is very fast when

requested,” Martins points out.

Kossaka sees in HPH, a line of heads that has everything that

the market needs to do the work but also surprises on the financial

side. “An HPH set costs, on average, 60% less than one imported

from a competitor and offers equal results for those who purchase

it,” Kossaka points out.

For the Himev Manager, the HPH is the answer to the forestry

industry’s problem regarding area clearing. “We believe that forestry

needs to have areas suitable for planting trees, and we offer the

producer the ideal equipment to provide this,” adds Kossaka.

Agosto 2022

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ANUÁRIO

DADOS

ATUALIZADOS

Quarta edição de documento

estatístico sobre base florestal

em Santa Catarina é lançado pela

ACR (Associação Catarinense de

Empresas Florestais)

Fotos: divulgação

52 www.referenciaflorestal.com.br


S

e no passado a madeira foi explorada indiscriminadamente,

colocando sob ameaça de

extinção árvores como imbuia e araucária,

hoje a realidade é outra em Santa Catarina. O

setor que produz madeira é um dos que mais

preserva o meio ambiente. Isso porque as árvores utilizadas

para madeira industrial, principalmente do gênero pinus,

são plantadas exclusivamente para esta finalidade. Além

disso, o setor que ocupa pouco mais de 1 milhão de hectares

de área (713 mil hectares com pinus e 316 mil com

eucalipto), tem outros 680 mil hectares sob seus cuidados,

protegidos e preservados, o que representa mais de 30% de

toda a cobertura nativa no Estado.

A indústria de árvores plantadas em Santa Catarina está

entre as mais produtivas do mundo. O gênero pinus, da

espécie taeda, encontrou em terras catarinenses o melhor

local do planeta para se desenvolver. As maiores taxas de

crescimento desta espécie estão nas regiões serranas de

Santa Catarina.

O documento é uma

ferramenta para auxiliar

as tomadas de decisões

dos investidores, dos

poderes executivo e

legislativo

Agosto 2022

53


ANUÁRIO

Empresas que processam a madeira também se destacam

quando se trata de volume de produção e comércio

exterior. Santa Catarina é o maior exportador de madeira

serrada de coníferas. Cerca de 42% de tudo que é exportado

da espécie sai de Santa Catarina. Ano passado este volume

representou uma movimentação de US$ 332 milhões.

O Estado também é líder isolado na exportação de portas

de madeira (71% do volume nacional), US$ 324 milhões

em 2021. Quando o assunto são móveis de madeira, Santa

Catarina também está na frente. Em 2021 foram US$ 352

milhões e 44% do volume exportado pelo Brasil.

Um estudo contratado pela ACR aponta que em Santa

Catarina existem 9,4 mil empresas que fazem parte de

algum segmento ligado ao setor florestal de árvores plantadas.

Isso significa algo em torno de 103 mil empregos

diretos. Para Alex Wellington dos Santos, ex-presidente da

ACR, o Anuário Estatístico de Base Florestal para o Estado

de Santa Catarina é um documento que propicia valorizar e

reconhecer a importância do setor de base florestal para o

Estado. “Ele é uma ferramenta para auxiliar as tomadas de

decisões dos investidores, dos poderes executivo e legislativo”,

destaca Alex.

Todos os números foram apresentados na cerimônia de

lançamento do anuário, em Lages, cidade sede da ACR. Na

mesma noite aconteceu a solenidade de posse da nova diretoria

da associação. O novo presidente será o engenheiro

florestal Jose Mario de Aguiar Ferreira, responsável pelas

áreas de suporte a operação da RMS (Resource Management

Service) no Brasil. Ele substitui o também engenheiro

florestal Alex Wellington dos Santos, diretor de operações

do Grupo Marchetti.

BOA NOTÍCIA

O Anuário Estatístico de Base Florestal para o Estado de

Santa Catarina (ano-base 2021), identificou 2 milhões de

hectares plantados com pinus no Brasil. Deste total, 35%

estão em Santa Catarina. São 713 mil hectares, um aumento

de 20 mil hectares em relação ao ano de 2020 (693 mil

hectares).

A produção sustentada de madeira a partir de plantios

florestais em Santa Catarina está em torno de 34 milhões

de m³/ano (metros cúbicos por ano). Deste total, 21,7 milhões

de m³ é de madeira produzida em plantios de pinus e

12,3 milhões de m³ é de madeira de Eucalyptus.

A produção catarinense de madeira em tora representou

11% do total produzido no país em 2021, foram 27 milhões

de m³. O Estado ocupa a quarta posição entre os maiores

produtores nacionais de madeira.

54 www.referenciaflorestal.com.br


PRESERVAÇÃO

Cuidado

CONTÍNUO

Programa de cuidado com a

floresta comemora 20 anos de

trabalho ostensivo de proteção

das florestas brasileiras

Fotos: divulgação

56 www.referenciaflorestal.com.br


O

ARPA (Programa Áreas Protegidas da

Amazônia) está completando 20 anos

de ações de preservação em UCs (unidades

de conservação) de proteção

integral, TIs (Terras Indígenas) e Terras

Quilombolas. Para celebrar a data, representantes do

MMA (Ministério do Meio Ambiente), do ICMBio (Instituto

Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)

e do FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade)

se reuniram com doadores internacionais do programa.

A ação comemorativa contou com visita à região

amazônica e navegação pelas águas dos rios Tapajós e

Arapinus, no Pará.

Criado em 2002, o Programa ARPA nasceu para

apoiar a consolidação de um total de 60 milhões de ha

(hectares) de unidades de conservação na Amazônia

– área equivalente a quase duas vezes o tamanho da

Alemanha – criando a maior iniciativa mundial de conservação

de florestas tropicais.

Desde então, o programa apresentou resultados importantes.

Em 2003, existiam 79 UCs federais no bioma

Amazônia, totalizando 34,2 milhões de ha. Em 2008,

a cobertura dessas unidades federais subiu para 58

milhões de ha, com o acréscimo de 40 novas unidades.

A estas, se somaram mais 21,4 milhões de ha de novas

UCs estaduais e municipais.

Agosto 2022

57


PRESERVAÇÃO

Hoje, a rede de áreas protegidas da Amazônia,

incluindo terras indígenas e UCs de uso sustentável e

proteção integral em diversas esferas administrativas,

compreende 198 milhões de hectares, o equivalente a

47% do território do bioma. O Programa ARPA representa

a principal estratégia de conservação da biodiversidade

para o Bioma Amazônico e garante a efetividade

de parte significativa do SNUC (Sistema Nacional de

Unidades de Conservação), além de figurar como parte

importante das políticas de prevenção e combate ao

desmatamento ilegal.

A partir do lançamento do ARPA para Vida (ARPA

for Life), na Rio+20, em 2012, o programa passou a

contar com uma estratégia de financiamento ancorada

em uma abordagem de PFP (Project Finance for Permanence

- Projeto de Finanças para Permanência), na qual

são estabelecidas as políticas públicas e garantidos os

recursos e financiamentos necessários para atender às

metas específicas em um período definido e de longo

prazo. Essa abordagem contribui para o objetivo de

conservar 30% do planeta até 2030.

Já em 2014, teve início a operação do FT (Fundo de

Transição), que visa assegurar a sustentabilidade financeira

das UCs no longo prazo por meio da transição gradual

do aporte de recursos de doação para os governos

federal e estaduais, incluindo dotações orçamentárias e

fontes alternativas ao longo de 25 anos.

O Ministro do MMA, Joaquim Leite, esteve no evento

e falou sobre os objetivos do programa. “Estamos

aqui não apenas para celebrar os 20 anos do programa,

mas também para conhecer a realidade do programa e

trazer mais políticas públicas para quem mais precisa”,

assegura Joaquim.

Atualmente, o ARPA apoia 120 UCs, contemplando

áreas federais e estaduais, de proteção integral e uso

sustentável, em diversas categorias de manejo, que

totalizam 62,5 milhões de ha, superando a meta inicial

do programa.

As áreas protegidas do bioma Amazônia abrigam

cerca de 58% da sua cobertura vegetal remanescente,

dos quais aproximadamente um terço estão em UCs

apoiadas pelo ARPA.

A estimativa é que entre 2008 e 2020, as UCs apoiadas

pelo ARPA reduziram o desmatamento em 264 mil

ha, o equivalente a 104 milhões de toneladas de CO2

(gás carbônico) sendo evitadas.

58 www.referenciaflorestal.com.br


TRANSPORTE

Melhor

OPÇÃO

60 www.referenciaflorestal.com.br


Escolha correta entre máquinas florestais

com esteira ou pneus deve ser baseada nos

fatores adequados a cada operação

Fotos: divulgação / Komatsu

Agosto 2022

61


TRANSPORTE

Aevolução das máquinas florestais fez com

que a escolha pelo modelo correto se

tornasse mais simples, porém existem

muitos fatores que devem ser levados

em conta antes da decisão final. A implantação

de um plantio florestal já é colocada como

o primeiro fator, pois as características de terreno e

do clima da região condicionam a escolha da máquina

ideal para a operação. Além deles, preço, valor de

revenda, tamanho da área e custo de manutenção do

equipamento entram na conta para a seleção. Pneu ou

esteira estão condicionados a realidade da operação e

escolha pelo melhor desempenho no campo.

As máquinas sobre pneus, ou harvester, tem como

vantagem ter seu desenvolvimento projetado para a

o trabalho florestal. Essas são as máquinas tratadas

no setor como purpose built (construída com um propósito,

em inglês). Já as máquinas com esteiras são,

na maioria dos casos, escavadeiras adaptadas para a

operação de colheita e por isso, têm funcionalidades e

características diferentes para o campo.

Sandro Soares, gerente de produtos da Komatsu,

destaca que o volume de produção de uma área é chave

para a decisão sobre o tipo de máquina escolhida.

Segundo o diretor, o tempo de deslocamento dentro

da área de colheita é fator que pesa de maneira diferente

para a escolha. “Em áreas mais curtas, com

deslocamento de até 15 km (quilômetros), o harvester

de pneus leva vantagem por sua versatilidade na operação,

em contrapartida, em áreas mais planas, como

o plantio no Estado do Mato Grosso do Sul, as escavadeiras

são as máquinas ideais”, aponta Sandro sobre o

cenário adequado.

Jairo Reckziegel, gerente de colheita e manutenção

da Remasa, comenta que a empresa utiliza os dois

tipos de máquinas na operação e como usufrui da melhor

forma de cada uma delas. A operação da empresa

no Paraná fica em uma área com grande inclinação de

terreno, que dá alguns pontos a mais para os harvester

sobre as escavadeiras. “O pneu opera melhor em áreas

mais acidentadas, e consegue operar em inclinações

que superam os 30° (graus) e com auxílio de guincho

podem chegar a até 40°, enquanto as escavadeiras

têm como inclinação máxima os 20° de operação segura”,

compara Jairo.

De acordo com Sandro, o custo de manutenção

das esteiras é menor do que dos pneus e seu valor

de revenda é maior após o período médio de uso no

setor, que é de 5 anos. “Além da manutenção, o mer-

62 www.referenciaflorestal.com.br


A escolha da máquina

deverá ser feita para

suprir a necessidade

e garantir o melhor

resultado para a

operação

Agosto 2022

63


TRANSPORTE

O valor médio de um

harvester de pneus é

quase sempre o dobro

de uma escavadeira, e

isso impacta também na

manutenção e revenda da

máquina

cado para revenda de escavadeiras é maior que o de

pneus”, ressalta Sandro. No quesito valores, os dois

especialistas concordam sobre o valor das máquinas

de esteiras ser menor, que traz um atrativo maior no

processo de compra. “O valor médio de um harvester

de pneus é quase sempre o dobro de uma escavadeira,

e isso impacta também na manutenção e revenda da

máquina”, discorre Jairo.

Sandro é enfático ao valorizar o potencial de produtividade

dos harvesters, que produzem até 20%

mais do que as máquinas sobre esteiras. “Então, onde

possui um plantel de 100 máquinas, pode-se ter 80

para produzir o mesmo volume, com menor número

de operadores, com quantidade menor de sabre e

corrente, ou seja, toda cadeia logística da colheita e o

custo também reduz”, explica Sandro.

Para o gerente da Komatsu, tanto do manuseio da

compra, do reparo, da manutenção do pneu, os custos

são bem próximos se comparados à esteira. “No momento

que já tem o de pneus e o Cliente vai optar na

decisão pelo harvester, é uma aquisição estratégica da

empresa em nível de volume a ser colhido”, destaca

Sandro.

64 www.referenciaflorestal.com.br


Unhas em verde GJ1450e;

Raio das unhas mais côncavo para

proporcionar um melhor ataque às toras;

Unhas em laranja GJ1500srt.

Sandro afirma também que é necessário avaliar

o cenário para comprar as máquinas, pois na cotação

atual do dólar a distância de preço entre uma máquina

de pneu e de esteira se tornou menor. “A globalização

faz com que a manutenção seja mais assertiva e agora

no país temos padrões internacionais de manutenção.

Dessa forma, conseguimos aumentar a confiabilidade

de uma máquina, seja de esteiras ou de pneus”, valoriza

Sandro.

Em resumo, o gerente de produtos da Komatsu garante

que a escavadeira possui um custo operacional

e de manutenção menor nos três primeiros anos em

relação à máquina com pneus. A máquina harvester

de pneu, por exemplo, tem a vida útil do pneu, e uma

vez que não sofra desgaste por não ter carga, é muito

maior do que uma esteira de máquina, não exigindo

manutenção. “A escolha da máquina deverá ser feita

para suprir a necessidade e garantir o melhor resultado

para a operação”, conclui Sandro.

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Localidade de Bom Jesus


INCÊNDIO

Proteção das

FLORESTAS

Fotos: divulgação

66 www.referenciaflorestal.com.br


Com o foco em prevenção, campanha

conscientiza a população sobre boas

práticas para evitar incêndios florestais

Agosto 2022

67


INCÊNDIO

C

om o slogan: Uma Floresta Segura Depende

de Todos Nós; foi lançada a Campanha

de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais

2022. A iniciativa tem a intenção

de alertar a população sobre o perigo e as

consequências que um incêndio florestal traz para a natureza

e também para as comunidades, bem como, mostrar

quais ações podem causar incêndios e o que fazer ao

avistar um foco. O lançamento foi no IDR-Paraná (Instituto

de Desenvolvimento Rural do Paraná IAPAR-EMATER)

e reuniu representantes das 14 entidades que assinaram

a campanha. De acordo com o Corpo de Bombeiros, de

janeiro a agosto de 2021, os casos de incêndios florestais

aumentaram 24% em comparação com o mesmo período

de 2020. Além disso, nove em cada dez incêndios são

provocados por irresponsabilidade humana. Essas ocorrências

são mais comuns neste período de inverno, pois a

vegetação mais seca, a baixa umidade do ar e a estiagem

facilitam a propagação das chamas, principalmente nos

dias após a ocorrência de geada.

Para o presidente da APRE (Associação Paranaense

de Empresas de Base Florestal), Zaid Ahmad Nasser, os

incêndios florestais representam um grande desafio para

o meio ambiente, para a população e para as empresas.

Segundo ele, ao longo dos anos, a APRE e suas associadas

já vinham fazendo diversas ações para se antecipar

ao problema, diminuir os riscos e divulgar informações.

Ele destaca o trabalho sólido dessas empresas florestais

e cita que todas contam com programas de prevenção e

combate a incêndios, que incluem torres, pessoas treinadas,

brigadistas, veículos e caminhões, centenas de

equipamentos e um importante canal de comunicação

com a comunidade do entorno. Além disso, existe uma

ampla rede de contatos entre elas para monitoramento,

troca de informações, alertas, etc. Com base nesses

dados, a APRE atualiza, anualmente, as informações dos

contatos e gera um mapa, que é compartilhado com as

empresas. Entretanto, apesar de atuarem preventivamente,

a crise hídrica agravou a situação, e um trabalho

sobre hidrologia conduzido pela associação apontou

que as condições estavam cada vez mais perigosas para

incêndios florestais. Foi aí que a entidade entendeu que

precisava agir e fazer algo maior, para realmente alertar

e conscientizar a população em geral, produtores rurais

e empresas, e idealizou a campanha em parceria com

outras instituições.

Para Zaid, a certeza que a união de conhecimento –

vindo do Governo do Estado, dos diversos órgãos, das

entidades representativas e das empresas florestais – vai

fortalecer as ações dessa grande campanha estadual de

prevenção e combate a incêndios florestais. “Esperamos

que as informações, que serão divulgadas a partir

Temos uma ação forte na

parte de conservação, com

22 planos de contingência

elaborados, além de

parcerias com instituições e

voluntários para o combate

aos incêndios florestais

José Volnei Bisognin,

diretor-presidente do IAT

68 www.referenciaflorestal.com.br


Ainda é cultura para alguns

produtores rurais a utilização

do fogo para renovação da

pastagem e é necessário

levar orientação sobre o

risco que essa prática pode

causar e apresentar opções

mais sustentáveis que

surtam o mesmo efeito

Amauri Ferreira,

gerente do IDR-Paraná

dos materiais, possam conscientizar, prevenir e ajudar

a proteger a natureza, a biodiversidade e a população”,

apontou Zaid.

Durante o evento de lançamento, o gerente de políticas

públicas do IDR-Paraná, Amauri Ferreira, apresentou

a campanha e falou sobre as ações planejadas. O gerente

reforçou, ainda, que para 2022 há um esforço maior na

orientação aos agricultores do Estado. Segundo Amauri,

é preciso chamar a atenção, também, para os incêndios

ambientais que começam em uma propriedade e podem

tomar uma proporção muito maior. “Ainda é cultura para

alguns produtores rurais a utilização do fogo para renovação

da pastagem e é necessário levar orientação sobre

o risco que essa prática pode causar e apresentar opções

mais sustentáveis que surtam o mesmo efeito”, alertou

Amauri.

Para ampliar o alcance e fazer com que a informação

chegue ao maior número de pessoas possível, a campanha

conta com diversos materiais gráficos, digitais e

audiovisuais.

É crime – Atear fogo para limpar a vegetação, jogar

lixo na beira de rodovias, acender fogueiras perto das

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Agosto 2022

69


INCÊNDIO

Esperamos que as informações

que serão divulgadas a

partir dos materiais possam

conscientizar, prevenir e

ajudar a proteger a natureza, a

biodiversidade e a população

Zaid Ahmad Nasser,

presidente da APRE

árvores, fumar próximo a plantações e soltar balões são

algumas das ações que podem dar início aos incêndios

e trazer consequências graves. O diretor-presidente do

IAT (Instituto Água e Terra), José Volnei Bisognin, lembrou

que quem provoca um incêndio florestal, mesmo

que sem intenção, está cometendo um crime e pode ser

penalizado com reclusão de 2 a 4 anos e multa que varia

entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões, dependendo do número

de hectares afetados pelo fogo e dos danos causados à

fauna e à flora. “O fogo é um agravante do crime de destruição

de floresta. Uma queimada não atinge apenas a

vegetação, mas todos os seres vivos que habitam aquele

local e portanto, alertas como este são fundamentais

para que a população entenda que pequenas atitudes

podem ser muito prejudiciais à biodiversidade”, declarou

José.

Outra prática bastante preocupante, especialmente

nesta época do ano, é a soltura de balões e a queima de

lixo. Ambas são proibidas e configuram crimes, já que podem

causar incêndios. Nesses casos, a pena pode chegar

a 4 anos de prisão, além de multa. “Temos uma ação forte

na parte de conservação, com 22 planos de contingência

elaborados, além de parcerias com instituições e voluntários

para o combate aos incêndios florestais, com a

compra de equipamentos, monitoramento das condições

climáticas pelo SIMEPAR, entre outras”, destacou José.

Nas UCs (Unidades de Conservação) do Paraná, são

proibidas as práticas de fogueiras pelos frequentadores.

Caminhões pipa destinados aos municípios também

reforçam a estrutura de combate a incêndios florestais,

especialmente em municípios, que não possuem unidade

própria do Corpo de Bombeiros.

70 www.referenciaflorestal.com.br


O que fazer – Ao avistar um foco de incêndio, a

orientação é de nunca tentar combater o fogo sozinho,

pois realizar esse processo sem o treinamento adequado

pode colocar a pessoa em perigo. A orientação é procurar

um local seguro, avisar os vizinhos e acionar o Corpo

de Bombeiros através do número 193.

Esta é uma campanha da APRE (Associação Paranaense

de Empresas de Base Florestal), IDR-PR (Instituto

de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater),

ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), Defesa Civil, EMBRAPA Florestas,

FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná),

FUPEF (Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná),

IAT (Instituto Água e Terra), RNBV (Rede Nacional de

Brigadas Voluntárias), SEAB (Secretaria de Agricultura e

Abastecimento do Paraná), SEDEST (Secretaria de Desenvolvimento

Sustentável e do Turismo do Paraná), SENAI-

-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), SIMEPAR

(Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do

Paraná) e UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Agosto 2022

71


CONGRESSO

CONHECIMENTO

DIFUNDIDO

Evento reuniu profissionais e estudantes do

setor florestal para debater inovações, uso

sustentável e desenvolvimento social

Fotos: divulgação

O

rganizado pela SBEF (Sociedade Brasileiro de

Engenheiros Florestais), o IX CFB Congresso

Florestal Brasileiro foi realizado em Brasília

(DF) entre os dias 12 e 15 de julho de maneira

hibrida, com transmissão online pelo

canal do youtube da SBEF. Essa edição do CFB teve como

foco resgatar a história dos grandes eventos do setor e trazer

à sociedade e aos profissionais, instituições e empresas

que atuam no setor florestal, as inovações e atualizações

científicas e tecnológicas, focadas nos desafios e nas oportunidades

para a gestão, o uso sustentável, a conservação das

florestas brasileiras e o desenvolvimento social.

O CFB é um evento de cunho técnico e científico, que

se propõe a fomentar o debate e apresentar pesquisas que

possa abrir novos horizontes para os profissionais do setor

florestal. O evento foi dividido em eixos temáticos, que foram

utilizados para direcionar as apresentações, foram eles:

desenvolvimento econômico e social sustentável; pesquisa,

72 www.referenciaflorestal.com.br


Agosto 2022 73


CONGRESSO

tecnologia e inovação; sistemas computacionais e soluções

de tecnologia da informação e comunicação; programação

na área florestal; geoprocessamento, ciência de dados, uso

de drones e sensoriamento remoto aplicados na gestão florestal;

sobre o uso sustentável e gestão de florestas nativas

e plantadas no país, incluindo os seus desdobramentos na

indústria, serviços, comércio, economia, ciência & tecnologia,

política, manejo, ordenamento e atuação profissional.

Os números do evento chamam bastante atenção pelo

grande interesse do público e de trabalhos apresentados.

Segundo a organização, foram 700 participantes confirmados,

240 trabalhos recebidos, 185 palestrantes de moderadores,

42 trabalhos técnicos apresentados e 85 colaboradores

para a realização do evento. Durante os quatro dias de

evento foram apresentadas 150 palestras, 5 painéis temáticos

e 24 sessões técnicas. Outros números que corroboram

o sucesso do congresso foram 56 instituições e entidades

apoiadoras e 23 patrocinadores, que demonstram o interesse

da iniciativa privada e de toda a comunidade florestal em

relação ao CFB.

Uma importante possibilidade gerada pelo CFB é a de

contato entre executivos, pesquisadores e gestores, com

ampla experiência profissional. Interação com painelistas,

por meio de mensagens no bate-papo/chat, e com especialistas

nas sessões técnicas e nas apresentações de trabalhos

técnicos e científicos, com áudio e câmera, mediante apoio

dos moderadores das salas virtuais, foi considera uma forma

de abrir caminhos entre profissionais, que muitas vezes

estão distantes. Para os acadêmicos, foi uma oportunidade

para acesso ao conhecimento e desenvolvimento do currículo

acadêmico e profissional. Exposição de trabalhos foi feita

em uma plataforma especializada, com uma programação

que valorizava os trabalhos e também houve a publicação

nos anais do congresso.

Pedro de Almeida Salles, presidente da SBEF, comentou

que as expectativas em relação ao evento foram completamente

superadas. Na visão do presidente, existia uma

grande demanda pela realização do congresso por parte do

público. “De um lado, foi muito desafiador realizar praticamente

dois eventos simultaneamente, uma vez que tínhamos

o presencial e o online, mas foi muito gratificante ver

o resultado”, destacou Pedro. As metas de participação presencial

e online foi muito acima do esperado, superando as

metas estabelecidas pelo SBEF. “A pandemia gerou grandes

desafios e consequentemente grandes oportunidades para a

realização do CBF”, complementou Pedro.

Para Pedro, a tecnologia foi fator chave para a realização

do evento, uma vez que o início da divulgação só foi feito

após o fechamento do primeiro patrocínio, em dezembro de

2021. Os palestrantes foram outro destaque valorizado pelo

74 www.referenciaflorestal.com.br


organizador, que pode trazer profissionais de todos os cantos

do país, apresentando de maneira completa o cenário

do setor madeireiro brasileiro. “Conseguimos aproximar os

atores de realidades muito diferentes, como florestas plantadas

e florestas nativas do Brasil, para apresentar as oportunidades

que o país tem à sua frente”, valorizou Pedro.

Esse contato entre os profissionais que apresentaram

as palestras teve grande peso em relação ao conteúdo.

Pedro apontou que a mescla entre representantes do setor

público, academia e do terceiro setor gerava discussões

que engrandeciam muito o assunto durante o CFB. “Os assuntos

eram complementados por visões de campos bem

diferentes, mas que buscam o melhor para o setor florestal”,

descreveu Pedro. Além disso, muitas ideias foram passadas

diretamente para os representantes do setor público, outra

conquista valorizada pelo organizador. “Passamos algumas

demandas que são consenso para o setor, afim de fazer com

que exista uma agência com autonomia para fortalecer e

centralizar as necessidades do setor florestal”, pontou Pedro.

Conseguimos aproximar os

atores de realidades muito

diferentes, como florestas

plantadas e florestas nativas

do Brasil, para apresentar as

oportunidades que o país tem

à sua frente

Agosto 2022

75


PESQUISA

76 www.referenciaflorestal.com.br


MODELAGEM DO CRESCIMENTO E

PRODUÇÃO DE ÁRVORE INDIVIDUAL,

Para pinus taedaL., na região

meio oeste de Santa Catarina

Fotos: divulgação

SAULO JORGE TÉO

UNOESC UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA

ORESUMO

presente artigo foi desenvolvido a convite

da Revista FLORESTA e da coordenação do

curso de Pós-Graduação em Engenharia

Florestal da UFPR (Universidade Federal do

Paraná) em comemoração ao cinquentenário

do programa. Este artigo visa informar os principais

resultados da tese intitulada: Modelagem do crescimento

e produção de árvore individual independente da distância,

para Pinus taedaL., na região meio oeste do Estado de

Santa Catarina; que foi desenvolvida na área de concentração

de manejo florestal, sob a orientação do professor

doutor Sebastião do Amaral Machado e coorientação dos

professores doutor Afonso Figueiredo Filho e doutora Maria

Margarida Branco de Brito Tavares Tomé. Durante o período

total de desenvolvimento da tese, de março de 2013

até março de 2017, houve um período de seis meses, de

julho a dezembro de 2015, para realização do doutorado

sandwich no exterior, com bolsa auxílio do CNPq (Conselho

Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico),

sendo esta tese integrada ao grupo de pesquisa ForChange

(Forest Ecosystem Management Under Global Change), do

CEF (Centro de Estudos Florestais), do ISA (Instituto Superior

de Agronomia), da Universidade de Lisboa, coordenado

pela professora doutora Margarida Tomé.

Palavras-chave: Funções de Crescimento; Sobrevivência

de Árvores Individuais; Crescimento Diamétrico; Relação

Hipsométrica Geral. Equações de Aplicabilidade Geral.

Agosto 2022

77


PESQUISA

INTRODUÇÃO

Em uma definição ampla, modelos são uma representação

de algum aspecto da realidade, os quais permitem

seu estudo e análise (VANCLAY, 1994; PRODAN et al., 1997)

e, portanto, úteis para resolver problemas do mundo real

(BURKHART; TOMÉ, 2012). Os cientistas sempre propuseram

modelos a fim de entender porções do mundo real,

baseados em mecanismos teóricos, testando-os em comparação

a observações e revisando a teoria onde esta não

apresenta conformidade com os dados (BURKHART; TOMÉ,

2012). Sendo assim, um modelo de crescimento e produção

florestal deve ser uma representação da dinâmica que

ocorre em uma floresta, avaliada por meio de um inventário

florestal contínuo, indicando o crescimento, ingresso,

mortalidade, composição, estrutura, sortimentos, produção

final, bem como, todo e qualquer elemento importante

para o fenômeno do crescimento e produção florestal.

Conforme Burkhart e Tomé (2012), é necessário classificar

os modelos de crescimento e produção florestal, a fim

de identificar as características gerais envolvidas. Porém,

nenhum sistema de classificação será totalmente satisfatório,

devido ao grande número de modelos de crescimento

e produção florestal, com diferentes metodologias. Em-

bora seja comum o uso de diferentes terminologias, um

sistema de classificação bastante utilizado no Brasil, desde

o desenvolvimento da tese até a atualidade, categoriza os

modelos de crescimento e produção florestal de acordo

com o nível de detalhes das informações que requerem e

que fornecem sobre o crescimento e produção florestal: I)

Modelos em Nível de Povoamento; II) Modelos de Distribuição

Diamétrica; e III) Modelos de Árvores Individuais.

Os modelos em nível de povoamento são os mais tradicionais

e antigos, tendem a ser mais simples e robustos,

e apenas informações sobre a população são utilizadas

para a prognose do crescimento e produção florestal,

como o número de árvores ou área basal por unidade de

área (VANCLAY, 1994; PRETZSCH, 2010). Os modelos de

distribuição diamétrica simulam o crescimento em cada

classe diamétrica separadamente, geralmente por meio de

uma função probabilística, calculam o volume para a árvore

média de cada classe de diâmetro e multiplicam este

volume pelo número de árvores em cada classe, posteriormente

todos os volumes são somados para se obter os resultados

para o povoamento (DAVIS et al., 2001). Por fim,

os modelos de árvores individuais consideram a floresta

como um mosaico heterogêneo de árvores, descrevendo

78 www.referenciaflorestal.com.br


suas características individuais, bem como, as interações

de cada árvore com a estrutura e o crescimento florestal,

apresentando maior complexidade e flexibilidade quando

comparado às demais classes de modelos (PRETZSCH,

2010).

Modelos de árvore individual oferecem uma série de

vantagens quando comparados a outras abordagens: são

flexíveis; caracterizam o crescimento acuradamente sob

grande variação de condições do povoamento; fornecem

estimativas de alta resolução e detalhamento; apresentam

maior capacidade para caracterizar impactos de danos

e tratos silviculturais sobre os povoamentos, particularmente

desbastes e podas (WEISKITTEL et al., 2011). Por

outro lado, entre as desvantagens dos modelos de árvore

individual estão: o fato de serem mais dispendiosos para

se desenvolver; exigem dados mais detalhados para seu

uso e a composição dos erros é potencialmente maior;

em alguns casos, requerem maior poder de computação e

tempo para atualização de grandes inventários florestais

(WEISKITTEL et al., 2011).

Na área de concentração do manejo florestal, especificamente

no manejo de plantios florestais no Brasil, os

modelos de crescimento e produção florestal sempre despertaram

grande interesse, tanto de pesquisadores, como

de engenheiros florestais da indústria de base florestal. Na

época da escolha do tema da tese com o professor doutor

Sebastião do Amaral Machado, eram comuns as discussões

a respeito das reais vantagens dos modelos de árvores individuais

sobre os modelos em nível de povoamento e de

distribuição diamétrica, sobretudo quanto à prognose da

produção florestal. No entanto, enquanto em outros países

os modelos de crescimento de árvores individuais eram

amplamente estudados e difundidos, no Brasil, ainda eram

escassos os trabalhos sobre o assunto, podendo-se citar

os trabalhos de Della-Flora et al.(2004), para Nectandra

megapotamica (Spreng.) Mez; Chassot et al. (2011), para

Araucária angustifólia (Bertol.) Kuntze; Orellana (2014),

para um fragmento de Floresta Ombrófila Mista; Mendes

et al. (2006), Castro (2011), Martins (2011), Castro et al.

(2013a) e Castro et al. (2013b) para espécies do gênero

Eucalyptus.

Esse artigo é uma versão parcial do conteúdo. O

material completo pode ser acessado através do link:

https://revistas.ufpr.br/floresta/article/view/86805/46659

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AGENDA

AGENDA2022

Palestra Mercado de Mogno-Africano

Data: 15

Local: Goiânia GO)

www.embrapa.br/florestas/busca-deeventos

UAI Forest

Data: 17 e 18

Local: Belo Horizonte (MG)

www.florestasuai.com.br/

AGOSTO

2022

AGOSTO

2022

AGO

2022

PALESTRA MERCADO

DE MOGNO-AFRICANO

A pesquisadora da Embrapa Florestas, Cristiane Aparecida

Fioravante Reis, ministrará a palestra de abertura: Mercado

de Mogno-Africano; na III Semana Acadêmica da Engenharia

Florestal - UFG, a qual ocorrerá às 14h (horas), no

dia 15 de agosto de 2022, no Auditório Professor Roland

Vencovsky, do Departamento de Melhoramento Genético

de Plantas da Escola de Agronomia da UFG (Universidade

Federal de Goiás). No evento serão tomadas todas as medidas

de segurança de prevenção de transmissão do Covid-19

como uso de álcool 70, máscaras e distanciamento social.

Imagem: reprodução Imagem: reprodução

Forestrise 2022

Data: 14 a 16

Local: Tóquio (Japão)

www.forestrise.jp/2022/eng/

SETEMBRO

2022

OUT

2022

V CBCTEM

O V CBCTEM – Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia

da Madeira, será realizado, de forma presencial, no

período de 19 a 21 de outubro de 2022, no Teatro Sesi

- Setor Santa Genoveva, em Goiânia (GO). Este congresso

é um evento consolidado, realizado bianualmente pela

Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia da Madeira.

Em sua quinta edição, conta com a coordenação da UFG

(Universidade Federal de Goiás) e com apoio da Embrapa

Florestas. Na edição de 2022, são esperados 700 participantes

de diversas regiões do Brasil, entre empresários,

produtores, pesquisadores e renomados nomes do setor

florestal e madeireiro.

80 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2022

SETEMBRO

2022

Lesprom-Ural Professional

Data: 15 a 18

Local: Ekaterinburg (Rússia)

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SETEMBRO

2022

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ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

Chave para o

CRESCIMENTO

Por Clara Carrocini Tamaoki,

Advogada do Escritório Medina Guimarães

Advogados e Mestranda no Programa de

Pós-Graduação em Ciências Jurídicas

da UniCesumar. Bacharel em Direito pela

Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Desenvolvimento empresarial

sustentável se fortalece pelo

compliance

Atualmente, tem se tornado uma exigência cada vez

mais presente no mercado a adoção de boas práticas

de gestão empresarial, alinhadas a uma postura

responsável, ética e comprometida com as questões

ambientais e sociais.

Essa tendência não se limita aos negócios que geram impactos

ambientais mais expressivos, e inclui as mais diversas atividades

empresariais, o que faz com que a adoção de uma postura

de organização e planejamento pautada nos fatores Ambiental,

Social e de Governança (os fatores ESG).

Tratando-se de uma tendência mundial, a realidade constatada

no Brasil não é diferente. Em pesquisa realizada pela Union +

Webster, divulgada pela FIEP (Federação das Indústrias do Estado

do Paraná), constatou-se que 87% da população brasileira prefere

comprar produtos e serviços de empresas sustentáveis e 70% dos

entrevistados afirma não se importar em pagar um pouco mais

por isso.

Nesse sentido, tem-se igualmente que o desenvolvimento

empresarial sustentável se apresenta como uma nova tendência

no mercado financeiro, vez que empresas que se estruturam de

forma a contemplar os fatores ESG tendem a se manter por mais

tempo no mercado e a conquistar uma melhor reputação não só

entre seus clientes, mas também entre seus acionistas, já que os

investidores se importam cada vez mais com fundos comprometidos

com a responsabilidade socioambiental.

Além disso, a necessidade de conformidade empresarial com

a legislação ambiental vigente na busca por ações preventivas que

visam diminuir os impactos causados pela atividade empresarial,

bem como evitar atividades lesivas ao meio ambiente e as sanções

penais e administrativas delas derivadas reforçam a urgência

da adoção de uma postura empresarial sustentável, visto que não

é pequeno o volume de leis, instruções normativas e resoluções

às quais as empresas brasileiras devem se adequar.

O compliance, inicialmente encarado como uma ferramenta

para o correto cumprimento das normais legais que incidiam sobre

as atividades empresariais, o termo passou a abarcar também

a preocupação com a prevenção de danos à administração pública,

e hoje é visto não só como o responsável por um programa de

conformidade legal da empresa, mas como um pilar fundante na

construção de uma organização empresarial que assegure a integridade

dentro de todos os seus eixos de atuação.

A implementação de um programa de compliance bem estruturado

é capaz não só de evitar sanções legais ou administrativas

previstas na legislação ambiental, mas transformar a relação

empresarial ao trazer como resultado final empresas com maior

credibilidade no mercado, capazes de trazer confiança a novos

investidores. A implementação de Programas de Compliance, alinhados

aos fatores ESG, se apresenta como um mecanismo capaz

de fundamentar e impulsionar um desenvolvimento empresarial

sustentável. Ao auxiliar a formação de uma estrutura corporativa

em conformidade com a legislação ambiental vigente e também

como ponto de partida para um programa de sustentabilidade

empresarial.

82 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

Peças: (41) 2102-2881

(41) 9 8856.4302

Pinhais-PR: Rua Alto Paraná, 226 - Sala 02

(41) 9 9232.7625

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(41) 9 9219.3741 Caçador-SC: Rua Victor Meireles, 90 • NOVA SEDE

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