07.09.2022 Views

Revista Coamo - Agosto de 2022

Revista Coamo - Agosto de 2022

Revista Coamo - Agosto de 2022

SHOW MORE
SHOW LESS

You also want an ePaper? Increase the reach of your titles

YUMPU automatically turns print PDFs into web optimized ePapers that Google loves.

COM SEMENTES COAMO, COOPERADOS PREPARAM NOVA SAFRA DE VERÃO

revista

www.coamo.com.br

agosto/2022

ano 48 edição 527

MANGUEIRINHA

Encontro

reuniu mais de

200 mulheres

cooperativistas

João Barcarol e Willian

Sehaber, de Luiziana (PR)

JOVENS LÍDERES

Curso formou 26ª

turma dederes

no campo

DUPLA APTIDÃO

Integração entre a produção de grãos e a pecuária é opção para melhorar o sistema.

Prática proporciona mais rentabilidade e sustentabilidade nas propriedades rurais


expediente

Órgão de divulgação da Coamo

ano 48 | edição 527 | agosto de 2022

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula Bento Pelissari Smith,

Antonio Marcio dos Santos, Ruthielle Borsuk da Silva, Raquel Sumie Eishima,

Aline Aristides Bazán, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Kamilly Santana

Cazotto.

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana

Paula Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou cita-dos

não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Igor Eduardo de Mello Schreiner e Pedro Augusto Brunetta Borgo (Membros Efetivos). Angelo Mauro Zanin, Danilo Henrique

Rosolem e Cláudio Fulaneto Junior (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2021: R$ 24,666 bilhões.

Sobras liquidas: R$ 1,835 bilhão. Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2021: R$ 534,940 milhões. Cooperados: mais de 30 mil. Municípios presentes: 74. Unidades: 111.

agosto/2022 revista

3


sumário

??

P R O G R A M A

A G R E G A

B A S F ////////

R E L A C I O N A M E N T O

Com Agrega

o agricultor acumula

pontos a cada compra

de produtos BASF,

e pode trocar por

produtos e serviços!

Não deixe de se cadastrar

no Agrega e pontuar nos

produtos* BASF que você

adquiriu para a Safra 22/23!

*Consultar o site www.agrega.basf.com.br

para conferir o regulamento do programa e

produtos elegíveis.

????????

????????????????????????????

4 revista

agosto/2022


índice

Entrevista

10

Mariely Biff, consultora e palestrante em sucessão familiar no agro, é a entrevistada do mês. Para ela,

sucessão não é substituição. É continuidade de um legado construído com muito esforço e dedicação

Integração do Sistema

14

Criação de gado e cultivo de lavouras na mesma área ajudam a manter o sistema mais produtivo

e rentável. Cooperados investem na tecnologia como opção de diversificação de atividades

Safra de Verão

22

A instalação da lavoura requer um planejamento adequado e a gerência de Sementes da Coamo

apresenta recomendações que devem ser levadas em consideração para uma boa semeadura

Novo Aplicativo

Foi lançado o novo aplicativo da Credicoamo. A plataforma está disponível no Google Play e App

Store. Ferramenta nasceu moderna, completa e terá atualizações constantes para os associados

36

44

Sucessão no campo

A Coamo formou mais uma turma de Jovens Líderes Cooperativistas. A 26ª

edição contou com a participação de cooperados do Paraná e Santa Catarina.

Foram cinco meses de curso e mais de 144 horas de aprendizado em sete

módulos, com ênfase em gestão e empreendedorismo

Família cooperativista

46

A Coamo realizou o Encontro da Família Cooperativista de Mangueirinha (PR). Mais de 200 mulheres

participaram do evento que, desde 2010, traz temas atuais e motivacionais às participantes

agosto/2022 revista

5


PENSE SUAS SEMENTES SOB

UMA NOVA PERSPECTIVA.

ihara.com.br

CERTEZA N, o novo tratamento de sementes

da IHARA que controla DOENÇAS de solo

e NEMATOIDES em um só produto.

Melhor aderência à semente

Tecnologia UHPS

Proteção completa

Doenças de solo e nematoides

Inovação

Modo de ação inédito

contra nematoides

USE O LEITOR DE QR CODE DO SEU CELULAR

UMA NOVA PERSPECTIVA PARA

CUIDAR DE SUAS SEMENTES!

SAIBA MAIS SOBRE O CERTEZA N.

ATENÇÃO

ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO

AMBIENTE; USO AGRÍCOLA; VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO;

CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO; INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE

PRAGAS; DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS;

LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA;

E UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.

Certeza N


governança

Quando o conhecimento faz a diferença

A

equidade, respeito e a

valorização do ser humano

estão presentes nos

Valores da Coamo e fazem parte

das Diretrizes Corporativas. Acreditamos

nas pessoas e buscamos

contribuir para o seu crescimento.

Investimos no desenvolvimento

pessoal e profissional, e na família.

Desta forma, promovemos iniciativas

que alcançam os cooperados,

suas famílias e os funcionários.

Por isso é que antes

mesmo da fundação da Coamo,

sempre promovi reuniões para

difundir o cooperativismo e sua

importância aos produtores.

Com o surgimento da cooperativa

foram inúmeros os eventos

promovidos nessas mais de cinco

décadas para aproximar e fortalecer

a educação e desenvolver

a Coamo e o cooperativismo.

Uma dessas iniciativas

começou em 1998 com a primeira

turma do curso de formação

de jovens líderes cooperativistas.

O pensamento era bem simples,

alcançar jovens cooperados que

já faziam parte da cooperativa.

Com o apoio do Sescoop/

PR, o curso virou um programa

bem-sucedido e já graduou 26

turmas de 1998 até este ano, com

a formação de mais de mil jovens

cooperados em toda a nossa área

de ação. Já contabilizamos muitas

famílias que tiveram pais e filhos

formandos neste programa premiado

em 1994 pela OCB/Revista

Globo Rural como destaque

na educação cooperativista, que

apresenta resultados positivos

como instrumento eficaz na evolução

e sucessão dos negócios

nas propriedades.

O conhecimento repassado

pelos professores e instituições

renomadas ensina aos

jovens serem mais responsáveis

com a implantação de um novo

modelo de administração, de

forma mais profissional. Assim

como a melhoria da gestão dos

negócios, onde eles já estão à

frente de modo individual ou em

parceria com pais e familiares.

Muitas foram as transformações

nesses 25 anos. Os depoimentos

dos jovens formandos consolidam

o sucesso deste programa.

Eles recebem novas informações,

mas valorizam suas origens e as lições

aprendidas em família.

O conhecimento faz a

diferença e pode ser partilhado

para muitos. Com este pensamento,

os jovens estão com uma

grande vontade de crescer e

prosperar, e vão construindo bonitas

histórias com respeito aos

seus pais, com os pés no chão e a

visão no futuro. Eles aprimoram a

administração no presente, mas

sabem que são os sucessores

nos negócios familiares, e devem

ter foco no planejamento e no

gerenciamento para o sucesso

dos seus empreendimentos.

Como a Coamo não foi

feita para uma ou duas gerações,

e não deve ficar velha, valorizamos

a educação e a família cooperativista

para alcançar a todos.

“Os jovens estão sendo

mais responsáveis com

um novo modelo de

administração, de forma

mais profissional.”

Recentemente, criamos a revistinha

Coamo Kids”, voltada para

mostrar o cooperativismo e despertar

nas crianças o interesse

pelo sistema e a cooperação, e o

“FuturoCoop”, que reúne adolescentes

de 13 a 17 anos. São iniciativas

que vem recebendo elogios

com grande interesse e repercussão,

e mostram que estamos no

caminho certo levando o conhecimento

e promovendo o desenvolvimento

técnico, educacional e

social da família cooperativista.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

agosto/2022 revista

7


gestão

Logística eficiente para uma safra recorde

Trabalhamos para ser a melhor opção de desenvolvimento

dos cooperados por meio de

uma equipe comprometida e profissional aliada

a uma eficiente estrutura, que muitas vezes não é

conhecida e percebida pelos associados da Coamo.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

aponta para uma produção brasileira da safra de

grãos safra 2021/2022 com volume superior a 271

milhões de toneladas de grãos, 6,2% maior que o da

safra anterior. No caso do milho, a colheita deverá

ser de 114,7 milhões de toneladas, com uma produção

31% maior que a da safra passada.

Na área da Coamo, estamos na reta final da

colheita de milho segunda safra, cuja produção irá

estabelecer um novo recorde na história da cooperativa,

com volume superior a 54 milhões de sacas e

15% a mais que a safra do cereal recebida há dois

anos nos armazéns da cooperativa.

Graças a Deus, estamos registrando uma

produção com boa qualidade e produtividades,

sem contratempos climáticos que pudessem afetar

os grãos, e mesmo com o evento da cigarrinha, o

resultado é de uma safra expressiva.

Com volumes nunca recebidos antes na história

da Coamo, foi preciso uma estrutura eficiente de logística

e operações para atender esta grande demanda

dos cooperados. Tudo está transcorrendo dentro

do planejamento e do padrão Coamo de qualidade,

com boa produção e uma sinergia que envolve a equipe

de profissionais da cooperativa e os associados.

Mas, na prática nem tudo é simples, pois

para cumprir a missão de um recebimento de qualidade

e agilidade, é necessário um forte planejamento

e trabalho de logística, estar de olho no clima,

acompanhar o desenvolvimento das lavouras e

a colheita da produção.

Para que tenhamos uma excelente recepção

da safra, o nosso trabalho começa bem antes do

plantio. Com o apoio de uma eficiente estrutura da

área de Suprimentos e Assistência Técnica foi possível

acompanhar o mercado, e neste ano, antecipamos

a aquisição dos produtos junto aos parceiros

"Registrando uma produção com

boa qualidade e produtividades,

sem contratempos climáticos.

O resultado é de uma safra

expressiva.”

fornecedores em face dos graves problemas de fornecimento

de insumos provocados pela guerra da

Ucrânia, para cumprir a nossa missão de gerar renda

aos cooperados com desenvolvimento sustentável.

Promovemos um forte trabalho de logística

para garantir o transporte dos insumos até os nossos

armazéns, e os produtores possam retirar no momento

oportuno para implantar a nova safra. Desta forma,

avaliamos que o trabalho foi muito intenso e realizado

com eficiência para tranquilidade dos cooperados.

Como resultado desta atuação da Coamo

está o fornecimento dos insumos com segurança e

qualidade para os nossos mais de 30 mil associados,

que, sozinhos, dificilmente conseguiriam ter acesso

a estes benefícios, que só tem sido possível nesses

anos todos pela estrutura e apoio da cooperativa.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

agosto/2022 revista

9


entrevista

MARIELY BIFF

Consultora e palestrante em sucessão familiar no agro

“Sucessão não é substituição. É continuidade de um

legado construído com muito esforço e dedicação”

“ Toda empresa familiar que Revista Coamo: As mulheres estão

mais ávidas por aprender e

desejar perpetuar seu legado

por gerações, deve ampliar o conhecimento?

iniciar o mais breve possível o Mariely: Com certeza! Mais

processo de profissionalização da

empresa, e, junto dele, o planejamento

sucessório.” A frase é de

Mariely Biff, consultora e palestrante

em sucessão familiar no agro.

Segundo ela, antigamente, muitos

herdeiros se tornavam sucessores

por necessidade ou por obrigação

e poucos tinham possibilidade de

estudar e trabalhar fora do negócio

da família. “Com o passar dos

anos, por meio do avanço da tecnologia

porteira adentro, da melhoria

de acesso às propriedades

e da possibilidade de comandar o

negócio remotamente, percebe-

-se um aumento significativo de

jovens que desejam continuar os

negócios, inclusive porque muitos

pais batalharam para que os filhos

estudassem e adquirissem bagagem

técnica, fazendo com que

hoje eles possam voltar à propriedade

e aplicar os aprendizados.

Assumir a responsabilidade de ser

ávidas e permeadas de oportunidades

por meio de muitos

movimentos que vêm sendo

criados ao longo dos anos, tanto

partindo das próprias mulheres,

que constituem grupos e projetos,

como também por meio de

iniciativas a exemplo do projeto

Mulheres que Semeiam, da Coamo,

permitindo a expansão de

lideranças femininas e fazendo

com que elas tenham possibilidade

de ter suas vozes ecoadas,

transformando a realidade dentro

do círculo familiar e na sociedade.

O agronegócio precisa

de homens e mulheres capazes.

Pessoas com sede de mudança

e transformação. E os diferentes

papéis que cada um pode ocupar

dentro e fora da porteira, tornam

o setor mais rico, forte e pujante.

Sempre haverá lugar para

a competência, independente

de gênero.

sucessor não é tarefa fácil. Exige

preparo, resiliência para lidar com

as diferenças de gerações”, diz.

RC: A Coamo lançou o programa

“Mulheres que semeiam”.

Qual sua avaliação preliminar?

Mariely: O projeto é uma excelente

iniciativa da cooperativa,

pois visa a transformação das mulheres

por meio do conhecimento.

Houve troca de informações,

permitindo que as cooperadas

pudessem compartilhar suas

vivências e aprender de forma

prática com dicas e ferramentas

aplicáveis ao negócio de imediato.

Trabalhamos temas técnicos

aliados à prática em assuntos

sobre sucessão, governança e

gestão, além de fomentar o autoconhecimento

para auxiliar na

tomada de decisão e melhorar o

posicionamento.

RC: A sucessão é um tema desafiante.

Quais as orientações para

quem necessita passar por este

processo?

Mariely: Toda empresa familiar

que desejar perpetuar seu legado

por gerações, deve iniciar o

mais breve possível o processo

de profissionalização da empresa,

e, junto dele, o planejamento

sucessório. Se pensarmos

nas propriedades rurais, onde

a maioria esmagadora é com-

10 revista

agosto/2022


posta por famílias que estão no

comando dos negócios, algumas

dicas podem colaborar para

que o processo ocorra de forma

mais harmoniosa, como a busca

por informações acerca do assunto

traz compreensão sobre

o processo e colabora para a

conscientização da necessidade

de iniciá-lo. Também conhecer

outras famílias e negócios que

estão passando, ou já passaram,

pela sucessão, para ter referência

e enxergar que existem desafios

fora do seu negócio e círculo familiar.

Vale ressaltar que há uma

grande diferença entre senso

de semelhança e comparação.

É saudável buscar semelhanças.

Elas ajudam no direcionamento

do processo. O que não se deve

fazer, é comparar. Sua família e

a sua empresa não possuem a

mesma dinâmica que as demais,

os valores podem ser diferentes,

fundadores são distintos, bem

como pessoas e suas personalidades.

Cada um tomou decisões

diferentes, teve oportunidades

diferentes, então não há espaço

para comparações. Importante

olhar com carinho para a realidade

do negócio e a individualidade

de cada membro da família.

Listar pontos que necessitam

evolução e contemplar o crescimento

e amadurecimento que já

ocorreu, colaboram para que o

processo de sucessão não seja

pesado.

Mariely Biff é natural do Paraná, filha e neta de produtores rurais, e reside desde 1996 no

Mato Grosso. Mestranda em Gestão Estratégica de Empresas Familiares Unini/Porto Rico, MBA

em Agronegócios – Esalq/USP, Pós-graduada em Gestão Empresarial - Uned e Graduada em

Administração com habilitação em Agronegócios - Uned. Consultora e palestrante em Sucessão

Familiar Agro há mais de dez anos, atende produtores rurais e empresas do setor em todo país.

Protagonista dos comerciais “Minuto Agro” da Caixa, exibidos em rede nacional pelo SBT.

RC: Quanto ao planejamento,

transferência de gestão e a preparação

das pessoas?

Mariely: Se a família tem um

bom alinhamento, é interessante

agosto/2022 revista 11


entrevista

"SUCESSÃO É UM PROCESSO. PROFISSIONALIZAR E IMPLANTAR

GOVERNANÇA TAMBÉM É UM PROCESSO. RESPEITE OS SEUS PROCESSOS."

começar a pensar em mudanças

possíveis nos três círculos – família,

propriedade e gestão – e

que no primeiro momento, não

tenha dependência externa.

Esta primeira movimentação colabora

para aumentar o vínculo

e o senso de pertencimento, e

amadurece os envolvidos para

as próximas etapas, que necessitam

de técnica e execução

por meio de auxílio profissional.

Como dica, planeje a transferência

da gestão para que seja da

maneira mais harmoniosa possível.

Envolva as pessoas e depois,

gradativamente dê a elas oportunidade

para tomarem decisões.

Comece com questões de

menor impacto, e nas situações

mais arriscadas, você até pode

perguntar o que poderia ser

feito se o sucessor precisasse

decidir. Assim, fará com que ele

vivencie os momentos da tomada

de decisão sem ter a responsabilidade

imediata de acertar e

junto disso, estimula a preparação

para quando este momento

realmente chegar. Mas, prepare

pessoas, pois ninguém amadurece

de imediato. O preparo é

algo que exige esforço, vivência,

tempo, fracassos. Ainda assim,

ninguém está 100% preparado

para nada nesta vida. Sempre

temos algo a aprender. Sempre

temos algo a modificar na nossa

forma de trabalho. O mais

importante nesta jornada, é

que o futuro gestor tenha amor

pelo que faz, que deseje ver o

negócio perpetuar, e que tenha

humildade para aprender com

quem tem mais experiência,

sem deixar de inovar e acompanhar

as tendências do mercado,

algo que é extremamente importante

para esta geração de

sucessores. Nós só transformamos

o nosso negócio por meio

da transformação das pessoas.

É necessário que profissionalize

o negócio melhorando a tomada

de decisão e a comunicação

em todos os ambientes, aperfeiçoando

a gestão, inserindo o

hábito de ter uma prestação de

contas transparente e acessível

aos familiares e sócios, criando

normas, regras e protocolos

para que sirvam de orientação

tanto para os atuais colaboradores,

quanto para as gerações

futuras.

RC: Por que você diz que sucessão

não é substituição?

Mariely: Sim, sucessão não é

substituição, mas é continuidade

de um legado construído com

muito esforço e dedicação. Portanto,

meu desejo é que todos

os sucessores tenham a oportunidade

de experimentar momentos

valiosos de troca com a geração

mais experiente e possam

caminhar lado a lado por muito

tempo, cada qual com suas contribuições

distintas fazendo o negócio

prosperar.

Mariely Biff no programa Mulheres que Semeiam, promovido pela Coamo em Campo Mourão

RC: A prática da sucessão se tornou

mais profissional?

Mariely: O campo mudou muito.

Antigamente, muitos herdeiros

se tornavam sucessores por

necessidade ou por obrigação.

Poucos tinham possibilidade de

estudar e trabalhar fora do negócio

da família. Com o passar

12 revista

agosto/2022


dos anos, por meio do avanço da

tecnologia porteira adentro, da

melhoria de acesso às propriedades

e da possibilidade de comandar

o negócio remotamente,

percebe-se um aumento significativo

de jovens que desejam

continuar os negócios, inclusive

porque muitos pais batalharam

para que os filhos estudassem e

adquirissem bagagem técnica,

fazendo com que hoje eles possam

voltar à propriedade e aplicar

o aprendizado. Assumir a responsabilidade

de ser sucessor

não é tarefa fácil. Exige preparo,

resiliência para lidar com as diferenças

de gerações, além de maturidade

para pensar no negócio

deixando de lado suas preferências,

para pensar no crescimento

e favorecimento coletivo.

RC: Qual a maior dificuldade na

escolha do sucessor?

Marilely: A maior é que a “escolha”

do sucessor, não parte apenas

da análise das habilidades

para a condução do negócio. É

preciso muito mais do que isso.

Deve haver vontade. Se o negócio

tiver um sucessor sem perfil,

mas com vontade de aprender e

continuar o negócio, é treinável.

Agora, se um sucessor que atende

todas as demandas para o

processo não quiser fazer parte,

e por algum motivo for forçado

ou persuadido a ocupar o cargo,

há grande possibilidade deste

negócio não prosperar.

RC: Então, quais os desafios para

implantação da sucessão e governança

familiar?

Mariely: Existem fatores que

comprometem o início do planejamento

sucessório e tornam a

transferência da gestão morosa.

Dentre eles, podemos destacar,

fatores culturais: estão diretamente

ligados ao tradicionalismo

e ao autoritarismo, gerando

resistência pela busca de conhecimento,

inclusão de outras

pessoas na gestão e inserção de

tecnologia; fatores emocionais:

"O agronegócio precisa

de homens e mulheres

capazes. Pessoas com

sede de mudança

e transformação.

Sempre haverá lugar

para a competência,

independente de

gênero."

onde o titular se sente ameaçado

e com medo de perder o poder e

a utilidade; confiança: as relações

de confiança entre os familiares,

principalmente entre o titular e

sucessor, afetam todo o processo

de transferência da gestão. Aos

aspectos relacionados à confiança,

podemos observar a falta de

confiança do titular no sucessor e

a do sucessor em si, porque em

muitos momentos não se sente

capaz para assumir os desafios.

Recursos: Medo do negócio não

se perpetuar, de que o sucessor

não consiga prover o sustento

dos familiares e de não ter um final

de vida digno, dispondo dos

recursos necessários.

RC: O que fazer para a continuidade

dos negócios em harmonia

após o processo sucessório?

Mariely: Organizar e profissionalizar

família e empresa, e implantar

regras antes que sejam

necessárias, é uma boa forma de

colaborar para a continuidade

dos negócios. É importante que

a família entenda a necessidade

de capacitação contínua mesmo

após o processo implantado.

Nada é imutável, nem as regras.

Tudo se constrói de acordo com

o atual modelo de negócio e a

dinâmica da família, mas sabemos

da necessidade de revisão

periódica dos processos, regras

e métodos, pois pessoas entram

e saem das famílias, as prioridades

mudam, as coisas mudam

muito rápido, e para que possamos

nos manter competitivos no

mercado, é totalmente relevante

estar em constante aprendizado.

Será preciso cada vez mais capacidade

de adaptação para que as

empresas familiares possam se

manter ativas no mercado afim

de perpetuarem o legado para

as próximas gerações. Sucessão

é um processo. Profissionalizar e

implantar governança também

é um processo. Respeite os seus

processos!

agosto/2022 revista 13


sistema integrado

João Soares Barcarol e o genro Willian

Ferreira Sehaber, cooperados em Luiziana (PR)

14 revista

agosto/2022


No caminho da

sustentabilidade

Criação de gado e lavouras na mesma área ajudam

a manter o sistema mais produtivo e rentável

Defensor de uma agropecuária

sustentável e rentável,

João Soares Barcarol

e o genro Willian Ferreira Sehaber,

cooperados em Luiziana

(Centro-Oeste do Paraná), se utilizam

dos benefícios de colher na

mesma área grãos e boi gordo.

O sistema que integra a lavoura

com a pecuária já vem sendo

adotado há alguns anos. Com a

prática, além de elevar o número

de animais na área, há uma melhora

no desempenho do rebanho,

já que a pastagem fica mais

nutritiva, pois aproveita todo nutriente

deixado pela agricultura.

Barcarol explica que a

integração surgiu com a necessidade

de alimentar os bovinos

durante o período mais frio do

ano. Com o sistema, ele consegue

integrar a produção das

áreas e observa que a prática

ajudou a melhorar o sistema produtivo.

No caso dos animais, há

agosto/2022 revista 15


sistema integrado

João Barcarol, Willian Sehaber e o médico veterinário Fabiano Camargo. Sistema possibilita integrar a produção de grãos e criação de gado numa mesma área

um ganho de peso, e fertilidade

nas vacas. Na propriedade é desenvolvido

o processo de cria.

“O inverno é um período em que

a alimentação fica mais escassa,

podendo até faltar pasto para o

gado que fica fraco, causando

prejuízo. Temos que nos prevenir

e a melhor opção é cultivar aveia

para alimentação dos animais.”

Neste ano, foram cultivados

cerca de 80 alqueires de

aveia destinados para abrigar os

animais. Já a área de pastagem

perene é de 280 alqueires e receberá

os animais depois que

desocuparem o local com aveia

para o plantio da soja. Em toda

propriedade serão cultivados um

total de 300 alqueires de soja.

Willian observa que o

modelo adotado na propriedade

é benéfico para todo o sistema.

“Fazemos esse rodízio no inverno,

com o gado sendo alimentado

na aveia e nas demais áreas

temos a rotação com o trigo e

mais aveia para cobertura do

solo, que servirá de suplementação

na alimentação dos animais.

Essa diversificação proporciona

um sistema mais equilibrado. A

rotação das plantas e a mudança

de manejo trazem importantes

benefícios. A integração entre

lavoura e pecuária vem trazendo

um bom resultado, já que o gado

tem um ganho de peso nesse período

e sem essa área de aveia,

seria mais difícil manter essa

quantidade de animais no inverno”,

diz.

Após retirar o gado, a

área ficará em torno de 40 dias

em pousio para depois receber o

manejo necessário e ser preparada

para o plantio da soja, previsto

para iniciar a partir da segunda

quinzena de outubro. O médico

veterinário Fabiano Camargo, da

Coamo, explica que a integração

lavoura pecuária é um sistema

benéfico porque deixa uma boa

matéria orgânica na área, melhorando

a parte biológica do solo e,

também, a produção das lavouras

de verão. “A integração beneficia

a pecuária e a agricultura. No

caso do gado, é uma opção para

melhorar o desempenho dos animais

no inverno. Se ficassem somente

na pastagem perene poderiam

perder peso”, comenta.

16 revista

agosto/2022


ANTONIO IRINEU TRENTIN, DE ITAPORÃ (MS), É PECUARISTA TRADICIONAL

E ESTÁ INVESTINDO NA AGRICULTURA COMO FORMA DE INTEGRAÇÃO

agosto/2022 revista 17


sistema integrado

Camargo explica que o grande

problema para quem trabalha com a pecuária

é o período do inverno. “Todo pecuarista

tem a obrigação de se preparar

para essa época, que é mais seca e, geralmente,

falta pastagem para os animais.

Isso faz com que o gado que engordou

no verão perca peso, o ‘efeito sanfona’,

como chamamos. O plantio de outra cultura,

como a aveia e azevém, por exemplo,

faz com que os animais não passem

fome e continuem engordando”, observa.

Na propriedade do cooperado

Antonio Irineu Trentin, em Itaporã (Mato

Grosso do Sul), a integração lavoura-pecuária

foi implantada há cerca de três

anos e surgiu pela necessidade de uma

nova opção de renda e melhoria no sistema

de produção. A área fica na região

do Carumbé e soma 160 hectares de

plantio de lavoura e 36 de pasto perene.

Com a integração são criados cerca

de 105 cabeças de gado da raça senepol.

O cooperado está no Mato Grosso

do Sul há 15 anos. Antes ele residia em

Val Paraíso (SP), onde trabalhava com

gado de leite.

Até 2018 ele trabalhava exclusivamente

com a pecuária e a conciliação

entre as duas atividades está trazendo ganhos,

não só na parte financeira, mas para

o sistema de produção, que está mais

equilibrado. “A agricultura que conhecia

era o plantio de milho para a produção

de silagem. Com a mudança, estamos

plantando soja no verão e braquiária no

inverno para pastagem de animais. As

duas últimas safras de verão não foram

boas devido a falta de chuva e, por isso,

ainda não conseguimos consolidar os dados

de produtividade. Mas, acredito que

teremos uma melhoria também na produção

de soja, devido aos investimentos

realizados em adubação, tanto no inverno

quanto no verão”, diz.

Os animais que estão na área de

braquiária serão retirados em setembro

para dar lugar a soja. O gado será levado

para outro local com pastagem perene

e receberão também alimentação suplementar

com silagem. “Antes de fazer a

integração, faltava alimento para o gado

e agora estamos tendo até sobra de comida

e os animais ganhando peso. Com

o apoio da Coamo e da Credicoamo estamos

realizando novos investimentos, para

deixar o sistema produtivo ainda mais

sustentável”, observa Trentin.

O engenheiro agrônomo Elvison

Alves da Cruz, da Coamo em Itaporã,

ressalta que para a integração lavoura

pecuária é importante um bom planejamento.

“É uma prática que visa além da

rotação de cultura a diversificação de

manejos, onde podemos ter a preservação

de tecnologias para manejo de

pragas e doenças, assim como aumento

na biomassa que diretamente auxilia

na reciclagem de nutrientes e obtenção

de lucros na diversificação, assim como

ganhos diretos no manejo de pragas e

doenças”, diz.

Ele ressalta que no caso do seu

Irineu, o primeiro passo foi visualizar

como estava a estrutura química do solo,

por meio de uma boa análise com a agricultura

de precisão da Coamo. “Diante

dos resultados, foram realizadas as correções

necessárias. Outro ganho visível é o

manejo de plantas daninhas que se torna

muito mais cômodo, por ter uma diminuição

considerável de banco de sementes.

Outro benefício foi o aumento dos teores

de matéria orgânica. Há três anos os teores

médios eram de cerca de 3,5%, e hoje

após uma reanalise, estão em cerca de

4,75 % no mesmo local. Um grande avanço

quando comparado com os sistemas

convencionais que podem levar até cerca

de seis a dez anos”, explica Cruz.

18 revista

agosto/2022


Cooperado Antonio Irineu Trentin e o agrônomo Elvison Alves da Cruz acompanham área com

braquiária que serviu de alimento para o gado no inverno. No verão, local receberá plantio de soja

agosto/2022 revista 19


CARROSSEL DE LEITE

Sistema implantado pela família Arsego, em Xanxerê (SC),

permite ordenhar 48 vacas em menos de 15 minutos

A

história da família Arsego com a produção de

leite começou há cerca de 60 anos. Quem iniciou

a atividade foi o patriarca Waldir Arsego.

Quando chegou em Xanxerê (Oeste de Santa Catarina),

o cenário era de mato. Waldir então preparou o

terreno e começou plantando cereais. Depois, comprou

duas vacas para consumo do leite, e foi evoluindo,

até começar a comercializar o produto.

Atualmente, os responsáveis pela propriedade

são os dois filhos de Waldir: Eleandro e Laudir.

Eleandro conta que começou a atividade quando

era criança, aos oito anos. Segundo ele, tiravam leite

de forma manual e aos poucos foram crescendo

e se desenvolvendo. “Começamos a entregar leite

na cidade, no tempo em que guardávamos leite no

freezer. Com o tempo fomos nos modernizando,

cada vez mais. Nosso sistema era de piquetes, vaca

a pasto. Hoje estamos trabalhando com 820 animais

em produção, no sistema compost barn”, explica.

Diariamente, são produzidos cerca de 24 mil

litros de leite. Isso é possível graças a tecnologia utilizada

na propriedade. Há pouco mais de um ano, a

família investiu no sistema carrossel, para ordenha

das vacas. Com o equipamento é possível ordenhar

48 vacas em menos de 15 minutos. As 820 vacas levam

em torno de três horas e meia para serem ordenhadas.

O trabalho começa às quatro horas da manhã,

com a primeira ordenha. A segunda meio-dia e

a última às 20 horas. Outra vantagem do sistema é

a mão de obra reduzida, já que o animal entra e sai

sozinho do carrossel.

Todas as vacas em lactação na propriedade

são monitoradas com dois chips eletrônicos individuais,

que medem a produção diária, avisa se as

20 revista

agosto/2022


tecnologia

As 820 vacas levam em torno de três horas e meia para serem ordenhadas

Eleandro Arsego, cooperado em Xanxerê (SC)

vacas estão no cio, o horário adequado para inseminação

artificial e mandam sinal de alerta indicando

quando as vacas ficam doentes.

De acordo com Eleandro, o que limita o

crescimento da produção é a dificuldade para se

produzir alimento. “O carrossel tem capacidade

para ordenhar 1500 vacas por dia, mas falta área

para produzir forrageiras, silagem, pré-secados para

os animais”, observa.

A alimentação é fornecida conforme a produção

de cada animal. As vacas são divididas em lotes.

“Os animais em alta produção ganham silagem

de milho, a base da alimentação. O concentrado é

produzido na propriedade, composto por casca de

soja, farelo de soja, minerais, caroço de algodão e

pré-secados de alfafa e silagem.”

O volumoso usado para alimentação dos

animais é produzido nos 200 hectares de lavoura.

A Coamo auxilia na parte técnica e no fornecimento

de insumos, para produzir mais alimentos, com

a melhor qualidade. “Temos um trabalho de vários

anos com a cooperativa. Fizemos esse ano a análise

do solo, investimos em agricultura de precisão, para

produzir mais alimentos por hectare e de qualidade

melhor. Por consequência, a produção dos animais

também aumenta por conta da boa alimentação”,

acrescenta o cooperado.

A engenheira agrônoma Denise Schimieguel,

da Coamo em Xanxerê, afirma que a família

Arsego desenvolve um trabalho buscando alcançar

bons resultados. “A principal atividade na propriedade

é o milho. Então, buscamos aumento de produtividade

e qualidade na silagem, que é o principal

produto utilizado na fazenda. Um exemplo disso é

a adoção de agricultura de precisão e o cuidado físico

do solo.” Segundo a agrônoma, o cooperado

faz um trabalho de monitoramento de plantas daninhas,

pragas e doenças que ocorrem no decorrer da

lavoura e tem boas práticas agronômicas, fazendo

com que sejam alcançados bons resultados.

Eleandro confere alimentação dos animais

Engenheira agrônoma Denise Schimieguel, da Coamo em Xanxerê (SC)

agosto/2022 revista 21


sementes

PARA COMEÇAR BEM A SAFRA DE VERÃO

A

instalação da lavoura de soja requer um planejamento

adequado, pois é uma etapa que

determina o início de um ciclo produtivo de

aproximadamente 130 a 140 dias. Sabe-se que o

sucesso está diretamente ligado ao plantio. A gerência

de Sementes da Coamo elaborou algumas

recomendações técnicas que devem ser levadas em

consideração para uma boa semeadura.

Observa-se em nível de campo que pequenas

variações de população não afetam significativamente

o rendimento das lavouras, visto que os

próprios obtentores recomendam uma densidade

de semeadura com intervalo de aproximadamente

20% em média, desde que as plantas estejam bem

distribuídas e sem muitas falhas.

Todas as cultivares apresentam uma época

tolerada e outra preferencial de plantio para que

respondam com todo potencial produtivo.

A temperatura média do solo para uma

emergência rápida e uniforme das plântulas de soja

vai de 20 a 30º C, sendo o ideal 25º C. Temperatura

inferior a 18º C torna o processo de germinação e

emergência mais lento, podendo resultar em drástica

redução do estande. Ocorre predominantemente,

onde a semeadura é realizada anteriormente à

época preferencial.

A umidade ideal para germinação e emergência

da semente da soja requer absorção de água

de pelo menos 50% do peso seco para iniciar o processo.

Além da umidade, as condições físicas do solo

também são importantes para que ocorra o melhor

contato entre solo e semente. Vale lembrar que semeadura

realizada com insuficiência hídrica, é extremamente

prejudicial ao processo de germinação.

22 revista

agosto/2022


CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS

Cada agricultor deve estar atento

aos mecanismos do seu equipamento de

plantio. Dentre eles, o tipo de dosador de

semente, o limitador de profundidade e o

compactador de sulco, onde os mesmos

devem estar em boas condições.

A velocidade ideal de plantio é de

4 a 6 km/h para que não haja interferência

na uniformidade de distribuição ou cause

dano mecânico à semente.

A profundidade ideal oscila de

3 a 5 cm, com cuidado para posição semente

e adubo, o qual deve ficar abaixo

da semente, evitando o contato direto,

pois a salinização do fertilizante prejudica

a germinação e emergência das plântulas

de soja.

Um item de extrema importância

é a densidade de semeadura, pois para

cada cultivar existe uma recomendação de

população de plantas por hectare. Para se

obter um estande ideal, deve-se calcular o

número de sementes a serem distribuídas.

Para isso, se faz necessário conhecer o percentual

de germinação do lote de semente.

O padrão brasileiro para produção

e comercialização de semente de

soja é de no mínimo 75% para categoria

Básica e mínimo 80% para as categorias

C1, C2, S1 e S2.

SEMENTES DE QUALIDADE

A Coamo é produtora e certificadora

da própria semente seguindo rigorosamente

a legislação e normas vigentes.

A cooperativa conta com Laboratório de

Análise de Sementes credenciado pelo

Ministério da Agricultura. Os lotes passam

por diversos testes oficiais como pureza,

determinação de outras sementes por número,

teste de germinação e realiza testes

para controle interno de qualidade. Antes

da entrega da semente ao cooperado, a

Coamo realiza internamente o teste de

solo como controle interno de qualidade,

garantindo assim segurança e confiabilidade

aos agricultores.

Aliado a todas estas práticas e cuidados

relacionados, vale ressaltar a prática

do tratamento de sementes, a qual traz

muitos benefícios ao cooperado.

Com nova embalagem, Sementes Coamo sendo preparadas para os cooperados

agosto/2022 revista 23


Condições

especiais para

a linha de

motosserras

STIHL.

ƒ

Leve muito mais agilidade e precisão para as suas

tarefas diárias com a motosserra STIHL MS 170.

Aproveite descontos exclusivos e condições únicas

para garantir uma ferramenta que vai auxiliar

no seu dia a dia.

STIHL. Junto de quem faz o agro.

@STIHLBRASIL

@STIHLOFICIAL

STIHL BRASIL

STIHL BRASIL OFICIAL

OFERTAS.STIHL.COM.BR

24 revista

agosto/2022


credicoamo

SEGURO PARA O VERÃO

Agências da Credicoamo estão

contratando seguro agrícola dos

custeios que financiaram a safra

de verão 2022/23

O

planejamento do plantio de safra exige uma

série de decisões do produtor rural, que nem

sempre estão relacionadas ao manejo das lavouras.

Mais do que adquirir insumos, se faz necessário

considerar na gestão do investimento da cultura o

seguro agrícola. Esta decisão, além de ser um indutor

de tecnologia, garante aos associados a estabilidade

e a permanência na atividade agrícola. As agências da

Credicoamo já estão contratando seguro agrícola dos

custeios que financiaram a safra de verão 2022/2023.

“Aderir ao seguro agrícola é uma forma do associado

garantir o retorno do investimento realizado na

implantação e condução da lavoura em caso de frustração

de safra. Uma gestão sustentável é incorporar o

seguro agrícola como mais um insumo no planejamento

dos custos de produção. É um instrumento que vem

substituir a produção esperada em caso de eventos climáticos

cobertos pelo seguro. É a fonte de receita que

vem substituir a receita da produção não colhida”, diz o

diretor de Negócios da Credicoamo, Dilmar Peri.

De acordo com ele, os associados que costumeiramente

vêm financiando o seu custeio na Credicoamo

terão seguro agrícola. Peri explica que neste

ano, em função dos fatos ocorridos na safra 2021/22

devido aos problemas climáticos, as seguradoras impuseram

algumas condições mínimas para aceitação

do seguro. Contudo, nada que possa impedir a contratação.

Ele cita como exemplo, a área mínima para

contração do seguro que ficou em 20 hectares em

caso de talhões específicos. “Todo o associado que

tem cobertura por talhão na sua propriedade, o mesmo

terá que ser de no mínimo de 20 hectares”, frisa.

O seguro por média de produtividade do

associado é um diferencial em relação ao mercado

agosto/2022 revista 25


HORA DE SE

PLANEJAR

PARA RENOVAR

SUA FROTA!

O sonho da máquina nova pode se

encaixar perfeitamente nos seus planos,

com uma mãozinha do Consórcio Jacto.

#NovosTempos #NovasSoluções

A família Uniport, reconhecida por agropecuaristas nos quatro

cantos do mundo, também faz parte dessa modalidade!

Opções com tecnologias de última geração e recursos inovadores

da Agricultura de Precisão, para otimizar aplicações, economizar

insumos e elevar a produtividade da lavoura.

Programe a aquisição do seu grande aliado sem interferir

na segurança do fluxo de caixa!

2dcb.com.br

• Contemplações mensais,

desde a primeira mensalidade

• Taxa de administração

de 1,53% ao ano

Escaneie o

QR Code e

saiba mais


credicoamo

“Aderir ao seguro agrícola é uma forma do associado

garantir o retorno do investimento realizado na

implantação e condução da lavoura em caso de

frustração de safra. Uma gestão sustentável é

incorporar o seguro agrícola como mais um insumo no

planejamento dos custos de produção."

com base na realidade do associado. É um seguro

que toma como base a média histórica do próprio

associado, o que representa uma garantia de

produção maior que os padrões do IBGE. Para esta

condição a produtividade é apurada com base na

média de produtividade que o cooperado entregou

na Coamo, nos últimos cinco anos. “Este diferencial

foi construído ao longo de vários anos de acompanhamento

e da demonstração da atuação da área

técnica da Coamo na orientação da condução das

lavouras e dos métodos de tecnologia aplicados

para o aumento da produtividade do associado. E

como garantia ficou estabelecido o mínimo de 65%

da média dos últimos cinco anos e o máximo de

70% dessa média”, diz Peri.

Em relação aos preços, a pedido do presidente

do Conselho de Administração da Credicoamo,

José Aroldo Gallassini, um incentivador do seguro

agrícola, ficou acertado com as seguradoras o

mínimo de R$ 130 e máximo de R$ 150 por saca de

soja. “Fica a critério do associado definir o melhor

valor a ser segurado”, ressalta o diretor.

O bom desenvolvimento da lavoura começa

com a escolha de uma boa semente com teor alto

de germinação e que seja homogêneo para se ter

um estande com ótimo potencial produtivo. Outro

detalhe que tem que ser evidenciado é o seguro de

replantio. Peri esclarece, que a cobertura de replantio

passa a valer 24 horas após o plantio, podendo

alcançar até 70% da área plantada e com a planta

estando em no máximo 15 centímetros de altura. A

área mínima para o replantio é de 20% do local atingido,

com o mínimo de dez hectares. “Então, qual

desses fatores for o menor, será a definição da seguradora

para fazer a cobertura do replantio.”

Dilmar lembra, também, quais os tipos de

solo que podem receber seguro agrícola. “O tipo 1

não tem cobertura de seguro, somente os tipos 2 e

3. Já é de rotina do associado na hora de contratar

o seguro ou o financiamento agrícola apresentar as

análises de solo”, pondera observando que as coberturas

rotineiras são seca, incêndio, inundação,

raio, granizo, tromba d'água, variações excessivas

de temperatura e vendaval.

“Situações ocasionadas por doenças e pragas

que tem controle não se enquadram nas coberturas

de seguros agrícolas. O associado que tiver

alguma dúvida sobre a contratação de seguro

agrícola deve procurar a agência da Credicoamo ou

o agrônomo que dá assistência técnica para evitar

transtornos futuros”, reitera Peri.

Outro ponto a destacar, é o reconhecimento

das seguradoras pela condução profissional e séria,

dada ao seguro agrícola pela Credicoamo e Coamo,

assistência técnica, perícia e postura do associado.

“Essas qualificações vêm permitido se obter agilidade

nas análises com benefício na conclusão dos processos

de indenizações. Salientamos que a demora

das indenizações da safra 2021/22 se deu pelo grande

volume de acionamento”, relata Alcir José Goldoni,

presidente Executivo da Credicoamo.

Dilmar Peri, diretor de Negócios da Credicoamo

agosto/2022 revista 27


informe técnico

Trigo: um aliado no manejo integrado de nematoides da soja

DR. PAULO KUHNEM

Fitopatologista da Biotrigo Genética

De acordo com a Sociedade Brasileira de

Nematologia, os nematoides causam prejuízos de

mais de R$ 16 bilhões ao ano somente na cultura da

soja. Diversas medidas de controle integradas têm

sido utilizadas para mitigar essas perdas, tais como

o uso de cultivares de soja resistentes, o tratamento

de sementes com nematicidas e a rotação de culturas

com espécies não hospedeiras. Tais medidas têm seu

foco de controle apenas durante a estação de cultivo

de verão. No entanto, o manejo durante a entressafra

tem auxiliado no combate aos nematoides, e a cultura

do trigo tem se mostrado uma aliada na redução

populacional dessas pragas, além de proporcionar

rentabilidade no inverno para o produtor.

Dentre as principais espécies que infectam

a soja no Brasil, pode-se destacar o nematoide das

galhas (Meloidogyne javanica e M. incognita), nematoide

das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus),

nematoide do cisto (Heterodera glycines) e nematoide

reniforme (Rotylenchulus reniformis).

A prevalência da espécie ou a intensidade e

extensão dos sintomas nas lavouras de soja variam

devido a diversos fatores. Dentre os fatores relacionados

ao solo, a ocorrência de nematoides tem sido

associada a solos com baixa fertilidade, baixo teor

de matéria orgânica e mais sujeitos ao déficit hídrico.

Em solos argilosos, com altos teores de matéria orgânica

e em regiões com boa distribuição de chuvas,

os sintomas da parte aérea podem não serem vistos,

fazendo com que a presença de nematoides nas lavouras

passe desapercebida, o que tem levado erroneamente

à conclusão de que nematoides não têm

potencial de perdas econômicas nessas áreas.

Sintomatologia

Créditos: Ricardo Casa e Cristiano Bellé

Créditos: Ricardo Casa e Paulo Kuhnem

Os sintomas primários são observados no

sistema radicular. O nematoide das galhas causa o

engrossamento das raízes, formando galhas de número

e tamanhos variados. Já os sintomas do nematoide

das lesões consistem em um sistema radicular

menos volumoso, pouco desenvolvido e raízes parcial

ou totalmente escuras.

Sistema radicular de soja com formação de galhas causadas por Meloidogyne

sp. e lesões escuras causadas por Prathylencus brachyurus

Os sintomas de ambos os nematoides são

normalmente observados em reboleiras, com plantas

amareladas e menos desenvolvidas. Ao analisar

a parte aérea das plantas nessas reboleiras, as infectadas

pelo nematoide das galhas apresentam folhas

com manchas cloróticas ou necrose entre as nervuras,

sintoma conhecido como folha “carijó”. Já as

plantas infectadas pelo nematoide das lesões apresentam

nanismo, clorose e murcha nas horas mais

quentes do dia.

Lavoura de soja com reboleiras causadas por nematoide e sintomas de folha carijó

28 revista

agosto/2022


Ao identificar esses sintomas, é importante

se ter claro que a erradicação dos nematoides é uma

tarefa extremamente difícil, sendo necessária a adoção

de uma estratégia baseada em medidas integradas

de manejo que visem a redução populacional e

minimizem as condições favoráveis ao seu desenvolvimento.

O uso de cultivares resistentes é uma das

principais medidas a serem utilizadas. Utiliza-se o

fator de reprodução (FR) para caracterizar o nível de

resistência de uma cultivar aos nematoides.

FR de cultivares aos nematoides

Menor que 1 – não houve reprodução, cultivar é resistente

Entre 1 e 2 - baixa taxa de reprodução, cultivar é moderadamente

resistente

Acima de 2 – maior taxa de reprodução, cultivar é

moderadamente suscetível ou suscetível

O papel do trigo na redução da população de nematoides

Dentre as culturas disponíveis no inverno, o

trigo é uma alternativa com rentabilidade econômica

para o produtor que, além de proporcionar diversos

benefícios ao sistema, também tem apresentado,

em diversos genótipos, potencial na redução da

população de nematoides.

Resultados de um ensaio realizado em 2021

pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em

Umuarama/PR, para avaliar em condições controladas

a reação de quatro cultivares de trigo (TBIO

Calibre, Astro, Duque e Aton) às duas espécies de

nematoide das galhas indicam, na média, um fator

de reprodução de 0,64 para M. incognita e 1,40 para

M. javanica. Comparados com a soja testemunha do

experimento, a redução média na população foi de

79% para M. incognita e de 75% para M. javanica. As

cultivares de trigo avaliadas praticamente não diferiram

entre si quanto à reação a ambas as espécies de

nematoides das galhas. No entanto, o FR apresentou

variação de 0,33 a 1,11 para M. incognita e 0,36

a 0,89 para M. javanica. Tais resultados demonstram

a viabilidade da utilização da cultura do trigo no manejo

integrado de nematoides e a necessidade de

se conhecer a reação dessas e de outras cultivares

separadamente para cada espécie.

Já em ensaio de campo realizado em Campo

Mourão/PR, em 2018, após avaliar o efeito de

diferentes sistemas de manejo, como pousio, milho

segunda safra, aveia e trigo sob a população de nematoide

das galhas, observou-se que o híbrido de

milho utilizado aumentou em oito vezes a população

inicial, com fator de reprodução de 8,1. Enquanto

isso, os manejos de aveia e trigo tiveram FR de 0,24

e 0,43, respectivamente, demonstrando que o uso

das variedades testadas para essas culturas reduziu

efetivamente a população de nematoides no campo.

Vale ressaltar que o pousio também apresentou um

FR baixo, de 0,71. No entanto, nesse experimento

foi realizado um controle eficaz de plantas daninhas,

as quais são hospedeiras do nematoide das galhas.

Além de não gerar renda no inverno, o pousio mantém

o solo desprotegido.

Fica evidente a existência de uma variabilidade

genética no trigo que demanda a caracterização

da reação de cada cultivar para cada espécie de

nematoide. Entretanto, cultivares de trigo têm mostrado

potencial para auxiliar na redução populacional

de nematoide das galhas, podendo ser utilizadas

como uma das estratégias de manejo integrada destas

pragas, além dos demais benefícios já conhecidos

da cultura e da rentabilidade econômica para o

produtor.

Confira o artigo na íntegra,

com todos os gráficos dos

experimentos.

agosto/2022 revista 29


Fernanda Luísa Stein Fabrício

com os filhos Heloísa e Felipe,

em Mangueirinha (PR)

SUCESSÃO AMPARADA

PELO COOPERATIVISMO

Cooperada em Mangueirinha (Sudoeste do

Paraná), Fernanda Luísa Stein Fabrício está

à frente da propriedade, junto com os dois

filhos, Heloísa, 13 anos, e Felipe, 16 anos, após o falecimento

do esposo, Elisandro Fabrício, há pouco

mais de um ano.

Fernanda é filha e neta de agricultores, já

vinha de uma família do campo, mas resolveu fazer

faculdade e trabalhar em outra área. “Meu pai sempre

foi pequeno agricultor e eu, quando fui estudar,

acabei fazendo faculdade de química. Comecei

trabalhando como professora. A intenção era fazer

bioquímica ou farmácia, mas no decorrer do tempo,

me casei e voltei a morar no interior. Até atuei como

professora durante seis anos. E aí, quando vieram os

filhos, fiquei em casa para cuidar deles e ajudar o

esposo.” A cooperada sempre atuou ao lado do esposo

na agricultura.

Na propriedade, a família trabalha com agricultura

e pecuária. São 130 alqueires de lavoura e

criação de gado, com integração lavoura pecuária.

“O meu esposo sempre trabalhou com pecuária e

a gente continua no ramo por gostar também. Hoje

eu vejo que o Felipe e a Heloísa gostam muito do

gado.”

A gestão fica com a matriarca, e os dois jovens

se dividem entre ajudar a mãe com a parte burocrática,

e o operacional. “O Felipe auxilia na gestão

e na parte operacional, que ele gosta. A Heloísa

é minha assistente, por ser mais nova ainda, mas

quando pode, ajuda no operacional. Temos funcionários

com bastante experiência e nos dão suporte

para tocar o negócio”, afirma.

Após o falecimento do esposo, Fernanda diz

30 revista

agosto/2022


Família conta com apoio da Coamo e

Credicoamo. Engenheiro agronômo Cristiano

Fabbris é responsável pela assistência técnica

que não pensou em nenhum momento em desistir.

“Eu não hesitei em dizer que pegaria essa responsabilidade,

que ia dar conta e assumir. Foi e ainda é difícil,

uma situação inesperada. Mas, com meus filhos

ao meu lado, me apoiando em tudo, me motivam

a continuar. São meu suporte, tudo o que eu estou

fazendo é por eles.”

De acordo com ela, o apoio da Coamo e

Credicoamo foi fundamental para a continuidade

na atividade. “Sou muito grata as cooperativas que

nos ajudaram e incentivaram a continuar com a atividade

agrícola. Todos prestaram solidariedade, com

muita humanidade nesse momento difícil, além do

fundamental que é a credibilidade que eles passam”,

comenta Fernanda.

A cooperada concluiu o curso de Jovens

deres Cooperativistas, agregando mais conhecimento

que já está sendo aplicado na propriedade.

Para ela, o curso é fantástico, pois permite abrir um

leque de aprendizado. “Eu considero muito bom,

um divisor de águas. Agora é o momento de estar

aberta a aprender, de buscar conhecimento. Esse

curso veio num momento muito importante.”

O engenheiro agrônomo da Coamo em

Mangueirinha, Cristiano Fabbris conta que a família

Fabrício é parceira da cooperativa há anos, e o trabalho

na propriedade sempre foi muito bem-feito,

tanto na parte técnica quanto nas demais áreas. “A

Fernanda assumiu a propriedade recentemente,

mas já vinha acompanhando as atividades e participando

dos eventos que a Coamo oferece. Claro

que há muita coisa nova. É um desafio. Mas, ela está

se saindo muito bem. Participando da formação de

Jovens Líderes Cooperativistas, observamos ainda

mais essa evolução da cooperada, que aprende sobre

vários temas, como gestão, e consegue ver as

coisas de uma forma diferente do que se vinha trabalhando”,

conclui Fabbris.

Fernanda concluiu o curso de Jovens Líderes Cooperativistas,

agregando mais conhecimento que já está sendo aplicado na propriedade

agosto/2022 revista 31


SEMENTE MULTIPROTEGIDA

GERA MULTIBENEFÍCIOS.

• Semente protegida desde o início

• Fungicida para

tratamento de sementes

• Amplo espectro

• Alta performance

• Baixa dosagem

• TS na fazenda e TS Industrial

ATENÇÃO

Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as

instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. Nunca

permita a utilização do produto por menores de idade. CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA

SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.

/uplbr

/brasilupl

upl-ltd.com/br


expansão

EM BUSCA DE NOVAS OPORTUNIDADE NO MS

Cooperado Cláudio Fulaneto Júnior é de Araruna (PR) e cultiva lavouras em Bandeirantes (MS) há quatro. Na imagem com engenheiro agrônomo Ronaldo Lopes Costa

Há quatro anos, o agricultor

Cláudio Fulaneto

Júnior decidiu

buscar novos desafios e o

crescimento na sua atividade

agrícola. Ele saiu de Araruna,

no Centro-Oeste do Paraná,

e foi para a região de Bandeirantes,

distante 60 km da

capital Campo Grande, no

Mato Grosso do Sul. “Vim

conhecer e vi que as terras

eram mais baratas do que na

minha região, mas também

produtivas, daí mudei para

cá e estou contente com esses

primeiros anos”, conta o

produtor.

Cooperado da Coamo

desde 2004, o agricultor

fez parte da 14ª turma do programa

Jovens Líderes Cooperativistas.

Ele planta uma

área de 275 hectares, dos

quais 100% de soja na safra

de verão, e no inverno, cultiva

50 hectares de sorgo, 10 de

milheto para sementes e 115

no sistema de consórcio com

braquiária, milheto e sorgo.

“As terras são produtivas, fui

corrigindo com agricultura de

precisão e acredito que com

tecnologia e o apoio da Coamo

iremos aumentar nossas

produtividades a cada nova

safra”, diz.

“Quando cheguei

aqui não tinha uma Coamo

por perto, mas demorou só

alguns anos para isso acontecer,

pois desde outubro

do ano passado ela chegou

e começou a operar aqui em

Bandeirantes. Fiquei muito

feliz, pois sei muito bem o

que representa o nome e a

confiança que a Coamo tem e

do apoio dela para todos os

cooperados”, comemora.

Em Araruna, Cláudio

Fulaneto Júnior andava 2 km

para entregar suas safras na

cooperativa, e atualmente sua

propriedade no MS fica a 60

km do entreposto da Coamo.

“Tudo fica mais fácil quando

a gente tem uma Coamo

por perto, aqui em Bandeirantes

teremos um moderno

entreposto que está sendo

construído e os produtores

da região estão começando

a conhecer como é o padrão

Coamo. É um processo que

pode demorar um pouco,

mas com certeza haverá uma

participação grande nos próximos

anos e a Coamo irá colaborar

para mudar a nossa

agricultura da região”, prevê

o cooperado.

agosto/2022 revista 33


visita

Cooperativistas do Pará e da

Costa Rica conhecem a Coamo

Comitiva da Coopernorte de Paragominas (Pará)

Integrantes da Cooperativa de Produtores de Leite dos Pinos, de Alajuela, na Costa Rica

Para conhecer o cooperativismo praticado pela Coamo

por meio dos serviços e produtos disponibilizados

aos cooperados, o processo de governança e o

trabalho nas unidades, recentemente a cooperativa

recebeu dois grupos de cooperativistas, sendo um

da cooperativa agropecuária Coopernorte de Paragominas

(Pará), e outro da Cooperativa de Produtores

de Leite dos Pinos, de Alajuela, na Costa Rica,

América Central.

Os visitantes paraenses foram recepcionados

pelo presidente do Conselho de Administração

da Coamo, José Aroldo Gallassini e o presidente

Executivo da Coamo, Airton Galinari, que apresentaram

aos 25 profissionais de diversas áreas um pouco

da história, estrutura e os serviços da Coamo em

prol do desenvolvimento dos mais de 30 mil cooperados.

Eles visitaram também o parque industrial da

cooperativa, em Campo Mourão.

A Coopernorte foi fundada em 2011 e é a

maior cooperativa de grãos do Pará, sediada em Paragominas,

que é o município de maior produção de

commodities do Estado. Conta com atuação de 100

cooperados que cultivam soja, milho, sorgo e milheto.

Diego Andrade, gerente de Desenvolvimento

de Cooperativas da OCB-Pará (Organização das

Cooperativas do Estado do Pará), coordenador da

visita, destacou a importância da visita à Coamo e

ao cooperativismo paranaense. “Foi muito impor-

tante conhecer de perto como funciona e o desenvolvimento

do cooperativismo do Paraná. Viemos à

Coamo para ver e constatar de perto esse desenvolvimento

e atuação que coloca a cooperativa como

referência entre as principais cooperativas e empresas

do país. Vamos levar esta troca de experiência

e partilhar estes conhecimentos com os paraenses

para que o nosso agronegócio e o cooperativismo

possam continuar crescendo cada vez mais.”

costa rica

Para a comitiva da Cooperativa de Produtores

de Leite dos Pinos, com sede em Alajuela,

na Costa Rica, na América Central, foi valiosa a

visita à Coamo. A cooperativa é uma empresa de

alimentos 100% costarriquenha e líder na indústria

de laticínios na América Central e Caribe, com

uma vasta linha de produtos para consumo humano

que ultrapassam 900 variedades. “Temos uma

constante preocupação em melhorar nossas operações

e fortalecer nossos cooperados, por isso

viemos na Coamo para conhecer melhor esta cooperativa

que é referência, pois buscamos melhorar

continuamente nossas práticas e gestão, para que

a cada dia sejam mais eficientes. Vamos compartilhar

esta excelente experiência que vivemos aqui”,

afirma Ricardo Martí, diretor Corporativo de Serviço

aos Associados.

agosto/2022 revista 35


inovação

ASSOCIADOS APROVAM NOVO

APLICATIVO DA CREDICOAMO

Foi lançado no dia 06 de junho o novo aplicativo

da Credicoamo. A ferramenta está disponível

para baixar no celular nas lojas no Google Play

e App Store. Os associados também podem procurar

as agências para fazerem este processo e receberem

orientações.

O desenvolvimento do novo aplicativo contou

com a participação de vários associados e funcionários

da Credicoamo, tornando-o mais prático,

interativo e amigável. Foram utilizadas as tecnologias

mais avançadas, oferecendo o que há de mais

moderno e com segurança do mercado financeiro.

Portanto, o aplicativo já nasceu moderno, completo

e terá atualizações constantes visando o melhor

atendimento das necessidades dos associados.

São inúmeros os depoimentos de associados

que aprovam o novo aplicativo, enaltecendo as

qualidades: “O aplicativo já era bom e agora ficou

melhor. Prático, rápido, interativo, com excelente

aparência e muita segurança. Utilizo todos os dias,

seja para consultas ou realizar minhas operações. É

a Credicoamo comigo onde eu estiver”, diz o associado

Flávio Gregio, de Boa Ventura de São Roque

(Centro do Paraná).

Emílio Magne Guerreiro Júnior, de Campo

Mourão (Centro-Oeste do Paraná), comenta que o

José Luiz Conrado, diretor de Controladoria da Credicoamo

aplicativo da Credicoamo traz todas as necessidades

dos associados. “Foi muito bom fazer parte dessa

experiência, poder ver como funciona a criação e

desenvolvimento de um aplicativo. O novo aplicativo

vem com grande competitividade, não perde em

nada para outros, e tem a nossa ‘cara’, mostrando

que foi personalizado para o associado, ouvindo e

visando nossas necessidades. É um avanço que a

Credicoamo traz para nós, associados.”

Jonathan Henrique Welz Negri, de Engenheiro

Beltrão (Centro-Oeste do Paraná), observa que o novo

aplicativo da Credicoamo está ainda mais seguro, intuitivo,

com mais integrações, novos relatórios, uma fonte

de letra mais leve e com a força da cooperativa.

José Luiz Conrado, diretor de Controladoria da

Credicoamo, recorda que a Credicoamo sempre manteve

o foco em disponibilizar canais digitais para facilitar

e ampliar o atendimento aos associados, com segurança

e agilidade. “Oferecemos uma ferramenta segura,

beneficiando os associados que podem fazer as operações

financeiras de onde estiverem.”

O diretor cita que entre as principais novidades

está a inicialização do aplicativo com o reconhecimento

facial ou digital. “Incluímos, também,

no aplicativo, por meio de inteligência artificial, uma

ferramenta para que os serviços mais utilizados pelo

associado venham no primeiro plano, com ênfase

no Pix, facilitando a interação.”

Conrado revela ainda que foram inseridos no

novo aplicativo mais mecanismos de segurança para

as transações via Pix. “São ações para se evitar ou dificultar

golpes e fraudes na plataforma de pagamento

instantâneo. O sistema conta com uma série de funcionalidades

que visam identificar a conduta do beneficiário

para proteger as transações dos associados,

evitando possíveis prejuízos em golpes e fraudes.”

Conrado menciona que em setembro próximo,

será incorporado no aplicativo mais duas

36 revista

agosto/2022


melhorias: a primeira, solicitada pelos associados,

apresentará as cotações de preços de lousa praticados

na Coamo para soja, milho e trigo e o preço do

dólar comercial; e a segunda melhoria diz respeito à

segurança de transações, para TEDs e Boletos, que

é a validação dos destinatários dos recursos, evitando

golpes quando o destinatário já tiver registro de

indícios de fraude em meios de pagamento.

Ainda no quesito segurança, Conrado informa

que a atuação sistêmica da Cooperativa é

ativa, no sentido de barrar operações suspeitas,

e é proativa, pois monitora em tempo real todas

as transações dos associados, com um sistema

robusto que exige autenticação de senhas do associado

para suas operações. Por fim, conclui que

a Credicoamo e a Coamo investem recursos na

disponibilização de sistemas seguros, mas que é

necessário o associado estar atento para os golpes

em aplicativos de mensagens, golpes de engenharia

social e golpes de clonagem, conforme

destacados pelo Banco Central do Brasil e pela

Febraban e publicados tanto no site Credicoamo

quanto nesta revista Coamo.

O presidente Executivo, Alcir José Goldoni,

por sua vez, destaca que “a estratégia da Credicoamo

é disponibilizar canais digitais que facilitam e

agilizam as operações financeiras dos associados,

mas tudo isso só terá efeito se o associado também

ficar atento às mensagens que recebe pelo celular.

Não deve abrir nenhuma mensagem que venha suscitar

dúvida. O associado antes de qualquer transferência

que não é corriqueira, deve validar com

os familiares ou nas agências da Credicoamo. Principalmente

em mensagens onde se observa muita

vantagem em qualquer tipo de negócio ou quando

se tem uma mensagem que envolve os familiares. A

Credicoamo quer estar junto com o associado onde

ele estiver e com segurança, menciona o slogan”.

agosto/2022 revista 37


investimento

OPORTUNIDADES NO PORTO DE ITAPOÁ

Estrutura da Coamo em Itapoá contará com quatro terminais e extensão de frente para o mar de 400 metros quadrados

Expandir e buscar novas oportunidades e mercados

fazem parte da essência da Coamo. Há cerca

de oito anos a cooperativa deu mais um passo

importante, quando iniciou as tratativas para adquirir

um terminal no Porto de Itapoá, em Santa Catarina. Isso

porque em 2014, existia um gargalo da produção. O

Sul do país ficou estrangulado em relação aos portos e

a Coamo precisou buscar outras opções.

O Porto de Itapoá foi uma alternativa. É um

terminal de uso privado, em que se pode operá-lo

integralmente, conforme explica o diretor de Logística

e Operações da Coamo, Edenilson Carlos

de Oliveira. “Se vendermos um milho para julho de

2023, sabemos que a programação será cumprida

exatamente nesta data, sem qualquer atraso. Diferente

de Paranaguá, onde há navios de todos os players

e tem 11 terminais, ligados a três berços, dificultando

uma ordem de embarque.”

38 revista

agosto/2022


Aumento do

recebimento da

produção dos

cooperados ao longo

dos anos reforçam a

necessidade da Coamo

estar preparada e não

limitar o crescimento

e remuneração do

quadro social

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, acrescenta que essa aquisição surgiu de

uma dificuldade que se estava tendo em Paranaguá,

em função de filas e demora de navios para atracação.

“Tínhamos compromissos que não conseguíamos

atender em função desses problemas. Foi uma

época em que a regularização da fila de navios em

Paranaguá estava um tanto quanto perturbada, com

regras que não favoreciam a eficiência. Então, fomos

buscar alternativas em diversos portos do Sul

do país, que pudessem abrigar um porto próprio,

uma vez que Paranaguá é um porto onde compartilhamos

a atracação de navios com outros terminais.

Nós queríamos ter controle na fila de navios para fazer

uma logística mais eficiente.”

Galinari explica que Itapoá foi uma oportunidade.

“Fizemos aquisições estratégicas, da frente do

mar para o fundo. Nosso terminal terá uma extensão

de frente para o mar de 400 metros quadrados. Enquanto

fazíamos essas aquisições, verificamos a possibilidade

de fazer mais de um berço de atracação.

Então o projeto passou para a atracação de três navios

simultaneamente. Com isso, poderemos realizar

parcerias e, inclusive, já estamos com algumas sendo

discutidas nos berços que a Coamo não irá operar.”

Dentro deste porto, portanto, a Coamo terá

quatro terminais, um para grãos e farelos, um para

fertilizantes, um para líquidos e outro para gases

GLP - gás liquefeito de petróleo. “Não são negócios

que a cooperativa irá explorar, mas como a área permite,

é possível arrendar os terminais e gerar mais

receita que possibilitará um melhor retorno da operacionalização

que interessa de fato para a Coamo.

Um exemplo, é a Supergasbrás, que arrendará um

destes espaços”, revela Edenilson Carlos de Oliveira.

Outro ponto favorável ao Porto de Itapoá, de

acordo com o diretor de Logística e Operações da

Coamo, Edenilson Carlos de Oliveira, é a condição

de água da baía de Babitonga e a localização, pois é

bem no início, facilitando o fluxo. “Há uma condição

de navegabilidade de 14 a 16 metros para chegar

no canal. O calado natural do local onde será instalado

o píer é de 25 metros de profundidade. Tudo

isso permite a atracação de navios maiores”, explica.

A Coamo conseguiu a outorga da marinha

para operar no porto. Em julho do ano passado iniciaram

os estudos de impactos ambientais de fauna

e flora, e encerraram no outono deste ano. Agora,

vem a segunda etapa, de trabalho de campo, apresentar

aos órgãos competentes este estudo e as

agosto/2022 revista 39


investimento

PAXEO ®

QUEM CONFIA

CRESCE FORTE

Grandes produtores de soja comandam

o campo com confiança. Conte com o produto

que faz parte de uma nova família de herbicidas

para uso em dessecação com ação residual

em pré-plantio de soja.

PRÉ

CICLO

LIMPO

PÓS

EMERGÊNCIA

CONFIAR É PODER

• TER controle duradouro de plantas daninhas como buva,

capim-amargoso, trapoeraba, corda-de-viola e outras

• ASSOCIAR com herbicidas graminicidas sem antagonismo

• CONTROLAR plantas daninhas resistentes e tolerantes

A P L I Q U E

C O N F

I A N Ç A

Decisivo no resultado.

0800 772 2492 | saiba mais: corteva.com.br

TM ®

Marcas registradas da Corteva Agriscience e suas companhias afiliadas.

© 2022 Corteva


investimento

medidas que a cooperativa irá tomar. Isso para conseguir uma

licença prévia de operação. “Estamos na licença prévia, depois

virá a licença de instalação e a Coamo estaria liberada para a

construção, para depois ter a licença de operação, quando o

porto estivesse pronto”, esclarece o presidente Executivo.

Agora, o licenciamento depende dos órgãos ambientais.

“Estamos com uma empresa muito capacitada, contratada

para fazer isso. Estamos levando todas as informações, juntamente

com os órgãos públicos competentes. A expectativa é

que tenhamos essa licença prévia até 2023, para então fazer a

licença de instalação, que é razoável pensar em uns dois anos

mais ou menos. Então teríamos mais uns três anos para ter todo

o licenciamento, pronto para então iniciar uma obra.”

Essa expansão é com vistas a Coamo do futuro, pois o

produtor rural está tendo um crescimento orgânico e vai produzir

mais dentro da mesma área. “Aliado à expansão de área

da cooperativa, percebemos que precisamos avançar nisso,

para não criar um gargalo que limite esse crescimento e remuneração

do cooperado. Quando limito o escoamento da produção,

limito a comercialização, criando um gargalo que pode

prejudicar o quadro social”, considera o diretor de Logística e

Operações.

O presidente Executivo, Airton Galinari, diz que é importante

essa expansão para o cooperado. “Até agora, com Paranaguá

já dobramos nossa capacidade de exportação e nossa

demanda vem sendo suprida, com a recente inauguração do

terminal dois. Com Itapoá, as oportunidades serão ainda maiores,

de fazer uma logística própria tanto por terra quanto marítima.

Isso nos permitirá negócios com garantias maiores e reais

de tempo de espera de navio e entrega de produtos, uma vez

que, vamos coordenar toda a operação. Para o cooperado isso

se reverte em menos custos, e quando temos menos custos,

podemos remunerar melhor o produtor rural, que é o objetivo

principal de todas as ações da Coamo.”

PARCERIA COM A

SUPERGASBRAS

A Supergasbras, empresa

do Grupo SHV, líder mundial

na distribuição de GLP, firmou

acordo com a Coamo. Um dos

berços da cooperativa será arrendado

para a empresa por 35

anos. Este é o segundo projeto

anunciado pela companhia em

2022, que agora já chega a mais

de R$ 1,6 bilhão de investimento

para a construção de terminais

para importação e movimentação

de GLP – gás liquefeito de

petróleo. O empreendimento

terá capacidade para 38 mil toneladas

de GLP, com movimentação

anual de 425 mil toneladas. A

tancagem será utilizada para armazenagem

de GLP nacional ou

importado. O investimento está

estimado em R$ 850 milhões, e,

em sua fase de construção, deve

gerar 800 empregos diretos e indiretos

na região.

“É uma estocagem adicional

muito significativa, que dá

garantia de suprimento para a

região e beneficia a população.

Este novo acordo que estamos

assinando com a Coamo segue

em linha com o nosso objetivo

de melhorar a infraestrutura

primária para a distribuição de

GLP de Norte a Sul do país. Em

março, anunciamos o projeto no

Pecém, no Ceará, e agora está

parceria com a Coamo, que beneficiará

a região Sul do país”,

ressalta Júlio Cardoso, presidente

da Supergasbras.

agosto/2022 revista 41


Tecnologia Mobil.

Solução completa para

seu maquinário agrícola.

Aprovado

pelas principais

montadoras.

Se tem

movimento,

tem Mobil.

Para saber mais, aponte a

câmera do seu celular para

o QR Code ao lado.

© 2022. Todos os direitos reservados a Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A. (Moove).

Proibida reprodução ou distribuição sem autorização. Todas as marcas utilizadas neste material são marcas ou marcas registradas da Exxon Mobil Corporation ou uma de suas subsidiárias, utilizadas

por Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A., ou uma de suas subsidiárias, sob licença. Outras marcas ou nomes de produtos utilizados neste material são de propriedade de seus respectivos donos.


meio ambiente

SISTEMA CAMPO LIMPO

94% das embalagens têm destinação ambiental correta

O

Dia Nacional do Campo Limpo comemorado

anualmente no dia 18 de agosto teve um

evento em Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), na unidade regional da Associação dos

Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária

(Adita). "O Paraná recebe 13% do volume de

recolhimento nacional de embalagens e deste montante,

recebemos em nossas três regionais 25% do

total das embalagens de defensivos agrícolas do

Paraná. É um trabalho com bom resultado da sustentabilidade,

por meio da atuação da Adita há mais

de 20 anos com apoio de muitos, e em especial a

participação da Coamo”, explica o diretor executivo

da Adita, Waldir Baccarin.

“As embalagens abandonadas no ambiente

ou descartadas inadequadamente, podem contaminar

o solo, as águas superficiais e os lençóis freáticos.

Há também o problema da reutilização sem critério. Ao

longo dos anos, essa realidade melhorou e os cooperados

vêm cumprindo o seu papel com a entrega das

embalagens nos postos de recolhimento espalhados

na área de ação da cooperativa”, explica o coordenador

do departamento de Sustentabilidade Ambiental

da Coamo, Djalma Lúcio de Oliveira.

O Sistema Campo Limpo é um programa de

logística reversa de embalagens vazias de defensi-

vos agrícolas, no qual o Instituto Nacional de Processamento

de Embalagens Vazias (Inpev) atua como

núcleo de inteligência em 99 centrais, 312 postos e

mais de 1.700 profissionais participando direta ou

indiretamente. O programa tem como base o conceito

de responsabilidade compartilhada entre agricultores,

indústria fabricante, canais de distribuição

e poder público com papeis e responsabilidades específicas

no fluxo de funcionamento do programa,

definidas por lei. O Brasil é referência na destinação

correta de embalagens vazias de defensivos, com

uma média anual de 94% das embalagens plásticas

primárias comercializadas.

Segundo pesquisa realizada pela Associação

Nacional de Defesa Vegetal (Andef), em 1999, 50% das

embalagens vazias de defensivos agrícolas no Brasil naquela

época eram doadas ou vendidas sem qualquer

controle; 25% tinham como destino a queima a céu

aberto, 10% ficavam armazenadas ao relento e 15%

eram simplesmente abandonadas no campo. Mas, desde

o início da operação, em 2002, o Sistema Campo

Limpo vem sendo ampliado e atualmente assegura a

destinação ambientalmente correta de cerca de 94%

das embalagens plásticas primárias (que entram em

contato direto com o produto) e 80% do total de embalagens

vazias de defensivos agrícolas comercializadas.

Evento em Campo Mourão incluiu plantio de mudas de

ipês e uma visita técnica de alunos do Colégio Agrícola

Djalma Lúcio de Oliveira, coordenador do departamento de Sustentabilidade

Ambiental da Coamo, e Waldir Baccarin, diretor executivo da Adita

agosto/2022 revista 43


jovens líderes

FORMAÇÃO NO CAMPO

Encerramento da 26ª turma de Jovens Líderes Cooperativistas foi

no dia 25 de agosto com a presença dos formandos e familiares

A

Coamo acredita que o processo de mudança

para tornar o cooperativismo e o agronegócio

mais produtivo e eficiente passa pela

formação, educação e desenvolvimento dos cooperados.

Pensando assim, realiza desde 1998 o Programa

de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas,

com a participação de associados de toda área de

ação no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul. A formatura da 26ª turma foi realizada no dia

25 de agosto com a presença dos formandos e familiares.

O curso começou 06 de abril e foram mais

de 144 horas de aprendizado em sete módulos que

trataram sobre a Coamo, Credicoamo, cooperativismo,

liderança, gestões de pessoas, financeira e de

marketing. Realizado no formato presencial e virtual,

o curso foi em parceria com o Sescoop/PR.

Caio Tetsuo Moriyama, cooperado em Roncador

(Centro-Oeste do Paraná), diz que o curso foi

completo. “Quando fomos convidados para participar,

não tínhamos muita noção de como seria. É um

curso que abrange vários assuntos, mesmo em uma

carga horária não muito extensa. É a oportunidade

de conhecermos mais sobre a Coamo e a Credicoamo”,

comenta. Segundo ele, os assuntos apresentados

no curso são realizados com o dia a dia da

propriedade rural, facilitando a adoção do conhecimento

nas atividades agrícolas. “Estamos em um

processo de melhoria, inserindo novas tecnologias

e novos hábitos com objetivo de melhorar o trabalho

e o rendimento nas atividades desenvolvidas na

44 revista

agosto/2022


Tomas Sparano Martins, Alcir José Goldoni, Airton

Galinari, Caio Tetsuo Moriyama e José Aroldo Gallassini

Cristiane Biscolli Serpa, de Mangueirinha (PR), foi a

oradora da 26ª turma de Jovens Líderes Cooperativas

propriedade. O curso forneceu muitas oportunidades

de aprendizado”, comenta o cooperado. Ele foi

um dos três alunos destaques do curso, com 100%

de participação.

Cristiane Biscoli Serpa, de Mangueirinha

(Sudoeste do Paraná), foi a oradora da 26ª turma de

Jovens Líderes Cooperativas. Ela diz que participar

do curso foi de grande importância. “Volto para casa

com muitas informações, além da troca de experiências

com colegas de outras regiões. A Coamo é um

exemplo de gestão que podemos levar para a nossa

vida e atividades do dia a dia. Ficamos sabendo

como os cooperados são importantes para a Coamo

e a Credicoamo, como as cooperativas são importantes

para os associados. Isso nos motiva a continuar

trabalhando para manter o legado do cooperativismo”,

pondera.

Na visão da cooperada, um diferencial da

Coamo é pensar no futuro. “A continuidade da cooperativa

depende dos cooperados e da diretoria

que conduz a Coamo e a Credicoamo com muita

eficiência. Conhecer todo esse trabalho é uma experiência

enriquecedora”, frisa Cristiane.

Tomas Sparano Martins, professor da Universidade

Federal do Paraná (UFPR), foi um dos responsáveis

por ministrar o curso. Ele conta que cada

turma é diferente e que a 26ª teve como diferencial

a jovialidade e intensidade de receber mais conhecimento.

“A Coamo está no caminho certo, com

essas iniciativas. É importante se preocupar com a

sucessão no campo e, também, nos conselhos das

cooperativas”, ressalta.

O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

observa que um dos objetivos do curso é garantir

a sucessão e perpetuação das duas cooperativas.

“São líderes que poderão participar dos conselhos

fiscal e de administração, tanto da Coamo quanto na

Credicoamo. Tratam-se de duas grandes cooperativas

que precisam de pessoas preparadas e competentes

para administrá-las”, comenta Gallassini. Ele

lembra que mais de mil cooperados já passaram

pelo curso, preparados, também, para a sucessão

no campo. “São cooperados que estão dando continuidade

as atividades agrícolas, com mais conhecimento

e profissionalismo”, pondera Gallassini.

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo

agosto/2022 revista 45


encontro

MULHERES COOPERATIVISTAS

Unidade da Coamo em Mangueirinha (PR) reuniu mais de 200 mulheres

A

Coamo realizou no dia

23 de agosto o Encontro

da Família Cooperativista

de Mangueirinha (Sudoeste do

Paraná). Mais de 200 mulheres,

cooperadas, esposas e filhas de

cooperados participaram do

evento, que desde 2010, traz temas

atuais e motivacionais que

além de agregar conhecimento,

emocionam as participantes. A

programação contou com duas

palestras. Uma sobre a comunicação

assertiva na propriedade

rural, com Eliane Gavasso, e outra

que teve como tema: os cinco

passos para o sucesso pessoal e

profissional no cooperativismo,

palestrada por Dani Amaral.

Cleusa Scabeni Pane,

esposa de cooperado, de Chopinzinho,

esteve no encontro. Ela

revela que as mulheres da região

são participativas e unidas. “É

uma honra estar neste evento,

pois sei de todo o empenho e

carinho da família Coamo para

nos receber. Quando recebemos

um convite como esse, na hora

nos prontificamos em participar.

Ainda mais depois de passar por

dois anos de pandemia, sem poder

se reunir. Foi muito bom participar,

rever as amigas e ainda

aprender com duas palestras tão

enriquecedoras.”

Quem também na perde

a oportunidade de participar

é a cooperada Cristiane Manosso,

de Mangueirinha. “A Coamo

sempre está de parabéns pela

organização e pelas palestras escolhidas.

Sempre estou presente

nestes encontros, pois o conteúdo

faz diferença em nosso dia

a dia, tanto na vida profissional

quanto pessoal. Sempre temos o

que melhorar.”

A também cooperada

em Mangueirinha, Maria Elza

Grzyb, destacou que nas duas

palestras aprendeu muito. “Foi

lindo assistir a história de superação

da Dani Amaral. É uma lição

de vida. A palestra da Eliane também

foi importante, pois falou

de comunicação. Então, com um

evento bem preparado, me sinto

valorizada na Coamo. É uma

oportunidade para todas nós

mulheres.”

Segundo gerente de

Mangueirinha, Hudson de Almei-

46 revista

agosto/2022


Eliane Gavasso falou sobre comunicação, um assunto

que é sempre atual e exige prática de todos

Dani Amaral apresentou exemplos pessoais de como é possível

obter conquistas, por meio do desenvolvimento humano

da, a Coamo retribui todo o engajamento

e participação das mulheres,

realizando todos os anos um

evento de qualidade. “Esse evento

é uma tradição em Mangueirinha.

Há uma década, as mulheres daqui

se envolvem e interagem para

que esse momento seja especial.

Por isso, escolhemos com muito

carinho as palestras, diversificando

os temas. Trazemos assuntos

motivacionais, técnicos, sempre

levando em consideração o que

elas querem ouvir.”

Superação e emoção

“Independente de onde

se está, é possível conquistar os

resultados que se almeja.” Essa foi

a mensagem que a Dani Amaral

deixou para as participantes do

Encontro da Família Cooperativista.

A palestrante apresentou exemplos

pessoais de como é possível

obter conquistas, por meio do desenvolvimento

humano.

Dani Amaral, é de Arapuã

(Centro-Norte do Paraná), e

perdeu os dois braços aos quatro

anos de idade em um acidente

com uma máquina agrícola na

propriedade dos seus pais. “Foi

um evento bem difícil tanto para

mim quanto para a minha família.

Mas, o que mudou minha cabeça

foi entender que isso não iria me

definir. O que me definiria seria o

que eu ia fazer com essa história!

Resolvi me adaptar e aprendi a

fazer tudo sozinha.”

Essa história, Dani Amaral,

mostrou para as participantes,

não como uma situação triste

ou pesada. Mas, sim, como uma

forma para todos repensarem e

transformarem as situações de

forma positiva. “Quando levamos

as coisas de forma mais leve,

com certeza a nossa vida muda.”

Comunicação assertiva

A outra palestra foi conduzida

por Eliane Gavasso. Ela

falou sobre comunicação, um assunto

que é sempre atual e exige

prática de todos. “Apresentamos

a comunicação associada aos papeis

que cada um desempenha

na propriedade rural. É preciso

entender que além da questão

familiar, essas pessoas que estão

em casa, também trabalham na

propriedade. Então precisamos

alinhar toda essa comunicação

para gerar um resultado efetivo.”

Eliane falou do exemplo

da Coamo. “Percebemos a comunicação

muito bem-organizada.

Por isso, é um cooperativismo de

resultados. A propriedade também

deve ser encarada dessa

forma, num jantar de família, pai,

mãe e filhos desempenham seu

papel familiar, mas na atividade

rural, cada um deve realizar um

papel como profissional. Deve

ser uma organização como empresa.”

Ainda sobre a comunicação

assertiva, a palestrante destaca

que esse equilíbrio ajuda a

compreender como cada um se

posiciona. “Ninguém muda o outro.

Mas, se mudarmos o nosso

entendimento e posicionamento,

conseguimos resultados que

melhoram o nosso desempenho

familiar e profissional”, ressalta.

agosto/2022 revista 47


48 revista

agosto/2022


atualização

Mulher Atual em Engenheiro Beltrão

O

Mulher Atual voltou.

Esse é um curso voltado

para cooperadas,

esposas e filhas de cooperados,

que por conta, da pandemia

estava suspenso e retomou no

mês de maio em Engenheiro

Beltrão (Centro-Oeste do Paraná).

O objetivo é sensibilizar a

potencialidade feminina, com

desenvolvimento humano, social

e econômico, visando a aproximação

ao sistema cooperativista.

São 64 horas de curso, divididas

em oito módulos com oito horas,

abordando temas como: autoconhecimento,

qualidade de vida,

sustentabilidade e empreendedorismo.

O encerramento foi

marcado pela emoção das 20

participantes. “Estávamos ansiosas

pelo retorno dos eventos

presenciais, com saudade

de nos reunir. Depois de passar

por essa pandemia, com tantas

perdas, esse Mulher Atual foi

diferente, nos envolveu de forma

ainda mais profunda. Vemos

algo extraordinário acontecer

aqui, com mudanças significativas

na vida de todas, desde o

primeiro encontro”, revela a oradora

da turma, Walessa Bessani

de Azevedo.

Outra participante que

se sentiu tocada pelo Mulher

Atual foi Geonadir Navarro Giorgetti.

Ela perdeu o marido há

dois anos, para a Covid-19. “É a

primeira vez que participei do

Mulher Atual. Obtive aprendizado

em todas as áreas da minha

vida. Tem sido muito difícil desde

que meu marido se foi, mas com

o autoconhecimento, a gente se

reencontra. Sem contar, que a

professora foi maravilhosa.”

A instrutora do Senar/

PR, Luciane Pimentel, ressalta

que realizar esse curso neste

momento foi uma experiência

diferente. “As pessoas estavam

sedentas por sair de casa e unir

essa vontade de sair de casa e se

reunir com conhecimento, foi o

que proporcionou para elas essa

evolução e desenvolvimento. Foi

uma turma muito especial para

mim, uma turma ímpar, que se

permitiu desenvolver e aceitou

o conhecimento. Foi incrível ver

esse desenvolvimento delas. O

objetivo do curso foi atingido,

com certeza”, elogia.

Segundo o gerente da

Coamo em Engenheiro Beltrão,

Antonio Carlos Mazzei, é gratificante

encerrar mais um Mulher

Atual. “Essa vibração das participantes,

demonstra que não

foi uma participação qualquer. É

algo que elas vão carregar para

a vida toda e, com certeza, colocar

em prática.”

Objetivo é sensibilizar a

potencialidade feminina,

com desenvolvimento

humano, social e econômico,

visando a aproximação ao

sistema cooperativista

agosto/2022 revista 49


Inovação a todo tempo.

Eorgulho

UM HÍBRIDO DE

COMPROMISSO

Há 10 anos, a Morgan oferece híbridos de milho

com desempenho superior para grão e silagem.

Investimos constantemente em pessoas,

pesquisa, inovação e melhoramento genético

para entregar o que o produtor realmente

busca: maior potencial em todo o ciclo

e mais resultados na colheita.

50 revista

agosto/2022

Conheça nossos produtos:

morgansementes.com.br

/MorganSementes

/morgansementesoficial

Uma marca


capacitação

MULHERES QUE SEMEIAM

Programa possibilitou às mais de 30

participantes troca de experiências

e o despertar do sentimento de

pertencimento às cooperativas e a

preparação para a gestão rural

A

Coamo iniciou em abril

o curso “Mulheres que

Semeiam” e seu encerramento

foi no dia 13 de julho

em Campo Mourão, reunindo as

formandas em um evento com a

presença das diretorias da Coamo

e da Credicoamo. O programa

possibilitou às mais de 30 participantes

troca de experiências

e o despertar do sentimento de

pertencimento às cooperativas e

a preparação para a gestão rural.

No total foram quatro

módulos de quatro horas, com

encontros mensais. “Em cada

módulo abordamos um assunto

diferente. É muito bom ver este

interesse das mulheres, justamente

porque elas são sedentas

de conhecimento e fazem parte

do sucesso do cooperativismo e

do agronegócio”, explica a professora

do curso, Mariely Biff,

consultora em Sucessão Familiar.

O curso faz parte do programa

Coamo + Mulher” nas

atividades do cooperativismo. O

assessor de Cooperativismo da

Coamo, José Ricardo Pedron Romani,

diz que o propósito é desenvolver,

integrar e capacitar as

participantes na gestão e na produção

das atividades da propriedade.

"Foram aplicados conteúdos

viáveis, além de promover

integração entre as cooperadas

e a partilha das experiências, colaborando

para fortalecer o relacionamento

com a cooperativa.”

Elaine Pereira dos Santos,

de Campo Mourão, diz que

o curso abriu seus horizontes.

“Após participar, percebi que

sou capaz de muitas coisas que

eu pensava não ser. Foi um momento

de autoconhecimento,

descoberta e muita informação.”

Margareth Borsato Mottin,

também de Campo Mourão,

diz que todas as informações obtidas

no curso foram importantes

para seu desenvolvimento.

“Eu achei o conteúdo do curso

muito válido, principalmente,

pela questão de sucessão familiar.

Precisamos pensar no futuro

para que não se desfaça amanhã

o que construímos hoje”, afirma.

O presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e da

Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

destaca a importância delas

para o sucesso das cooperativas.

“É muito bom ver essa presença

feminina atuante no cooperativismo.

Já são mais de 1.600 mulheres

cooperadas na Coamo e na

Credicoamo, e o nosso papel é

esse, treinar os cooperados para

as boas práticas de gestão e sucessão”,

considera Gallassini.

agosto/2022 revista 51


52 revista

agosto/2022


alimentos

ÓLEO DE SOJA COAMO É DESTAQUE NACIONAL

Produto permanece em primeiro lugar no PR, SC e RS, subiu de posição

na classificação nacional, passando da quinta para a quarta

O

óleo de soja da Coamo está em

mais um pódio. Desta vez, no ranking

da revista SuperVarejo, edição

os 5+ de 2022, o produto permanece

em primeiro lugar no PR, SC e RS, subiu de

posição na classificação nacional, passando

da quinta para a quarta posição, além

de se destacar pela primeira vez na grande

São Paulo, em quinto lugar, e se manter em

quarto lugar no interior de São Paulo e, em

quinto, no DF/GO/MS e MT.

O estudo 5+, divulgado anualmente

pela revista SuperVarejo, é desenvolvido

pela Nielsen, e cresce o número de categorias

analisadas a cada edição da pesquisa,

que em 2022 traz 206 categorias auditadas

em lojas do varejo alimentar no Brasil. “A

captação das informações é realizada por

meio da ferramenta Scantrack Projetado.

Por meio dela é eleito o canal Autosserviço

mais o Cash & Carry, divididos pelo Brasil

e áreas Nielsen, tendo as informações delimitadas

pelo ano fechado anterior à publicação”,

explica Wagner Picolli, Gerente de

Atendimento ao Varejo Senior da Nielsen.

Além de destacar os maiores fornecedores

brasileiros, a edição do ranking

com os 5+ de 2022 também aponta movimentações

nos formatos de lojas e mercado

de consumo. Segundo o gerente Comercial

de Alimentos, Wagner Schneider,

essa é uma pesquisa conceituada e que traz

um bom parâmetro para a marca. “É motivo

de orgulho para a Coamo ter o óleo de soja

em destaque nesta pesquisa que é realizada

por empresas sérias. Concorremos

com as principais multinacionais do país.

É o produto do cooperados chegando em

todo o Brasil”, afirma.

Schneider acrescenta que os alimentos

da Coamo têm origem e rastreabilidade,

além de qualidade de sabor. “Essa

é uma forma de comprovar que nossa linha

alimentícia agrada o paladar do consumidor

final e de que estamos no caminho

certo”, considera.

agosto/2022 revista 53


eceita

Além de curtir

e compartilhar,

você vai

saborear.

Aqui, você descobre como fazer um saboroso

Mousse de Doce

de Leite com Café.

Em casa, recebe os elogios por ele.

INGREDIENTES

2 Ovos

1 e ½ caixa Creme de leite

1 e ½ xícara (chá) Doce de leite

2 colheres (sopa) Café Coamo Extraforte

1 xícara (chá) Água fervente

1 envelope Gelatina sem sabor

¼ xícara(chá) Água

½ xícara(chá) Café Coamo Extraforte coado

MODO DE PREPARO

Bata as claras em neve, picos firmes. Reserve. Misture o doce de leite com

o creme de leite até obter uma mistura homogênea. Reserve. Prepare o café

coado com 2 colheres (sopa) de Café Coamo Extraforte para 1 xícara de água

fervente. Enquanto passa o café, misture a gelatina com a água em temperatura

ambiente. Junte meia xícara de café à gelatina hidratada e mexa até dissolver

bem. Misture o café ao doce de leite até ficar homogêneo, então incorpore

as claras delicadamente. Sirva em taças individuais ou xícaras e leve para gelar

por duas horas antes de servir.

Acesse os nossos canais: /coamoalimentos /coamoalimentos /coamoalimentos

coamoalimentos.com.br

AF102 COI 0058 21R ANÚNCIO RECEITA AGOSTO 21x28cm.indd 1 09/08/2022 16:03

54 revista

agosto/2022


A vida é a gente que transforma.

Cultivar a terra, produzir

alimentos e movimentar

a economia: uma tradição

movida pela

VENCEDORA NO SEGMENTO

COOPERATIVISMO

Obrigado a todos que

transformaram muito trabalho e

dedicação em reconhecimento.

www.coamo.com.br

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!