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Demonstrações Financeiras 2022

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Destaques ...................................................................................................3<br />

Relatório da Gestão ....................................................................................4<br />

Balanço Patrimonial ..................................................................................12<br />

Demonstração de Sobras ou Perdas .........................................................14<br />

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido ...............................15<br />

Demonstração dos Fluxos de Caixa - Método Indireto .............................16<br />

Demonstração do Valor Adicionado .........................................................17<br />

Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis ......................................18<br />

Relatório dos Auditores Independentes ...................................................32<br />

Parecer do Conselho Fiscal .......................................................................36<br />

Indicadores Contábeis ..............................................................................37<br />

Gestão <strong>2022</strong> ..............................................................................................38


Destaq ues<br />

INGRESSO E<br />

RECEITA LÍQUIDA<br />

Em mais um ano recorde,<br />

a cooperativa alcançou R$ 26,1 bilhões<br />

(+12,6%)<br />

SOBRA E<br />

LUCRO LÍQUIDO<br />

O valor das sobras e lucro líquido<br />

atingiu R$ 2,3 bilhões (+23,1%)<br />

ATIVO TOTAL<br />

O ativo circulante e não circulante da<br />

cooperativa totalizaram<br />

R$ 19,1 bilhões (+34,5%)<br />

RECEBIMENTO<br />

E COMPRAS<br />

O volume de recebimento e compras foi<br />

de 7,5 milhões de toneladas (-4,1%)<br />

PRODUÇÃO INDUSTRIAL<br />

O volume de produção industrial<br />

alcançou 3,2 milhões de toneladas<br />

(+3,2%)<br />

EBITDA E<br />

MARGEM EBITDA<br />

Ebitda recorde de R$ 2,8 bilhões (30,6%)<br />

e margem Ebitda de (10,7%)<br />

LIQUIDEZ<br />

CORRENTE<br />

ATIVO<br />

CIRCULANTE<br />

PASSIVO<br />

CIRCULANTE<br />

A Coamo para cada R$ 1,00 de<br />

Passivo Circulante, possui R$ 1,89 de<br />

Ativo Circulante.<br />

LIQUIDEZ<br />

GERAL<br />

ATIVO<br />

CIRCULANTE<br />

+<br />

REALIZÁVEL A<br />

LONGO PRAZO<br />

PASSIVO<br />

CIRCULANTE<br />

A Coamo para cada<br />

R$ 1,00 de Passivo Total,<br />

possui R$ 1,42 de Ativo Circulante e<br />

Realizável a longo prazo<br />

GRAU DE<br />

ENDIVIDAMENTO<br />

PASSIVO<br />

TOTAL<br />

ATIVO<br />

TOTAL<br />

O passivo total representa<br />

52,71% do Ativo Total da cooperativa<br />

PRÊMIO MELHORES DO AGRO<br />

REVISTA GLOBO RURAL<br />

1º lugar na categoria Cooperativas<br />

Recebido em novembro/<strong>2022</strong><br />

PRÊMIO A GRANJA DO ANO<br />

Destaque no segmento cooperativismo<br />

Divulgado em setembro/<strong>2022</strong><br />

FORBES AGRO 100<br />

13º Maior do Agro Brasileiro<br />

Divulgado em janeiro/2023<br />

REVISTA AMANHÃ |500 MAIORES DO SUL<br />

6º lugar entre as maiores do sul<br />

Divulgado em novembro/<strong>2022</strong><br />

PRÊMIO MELHORES DO AGRO<br />

REVISTA GLOBO RURAL<br />

2ª Maior da região Sul e 1ª do Paraná<br />

Recebido em novembro/<strong>2022</strong><br />

VALOR 1000<br />

1º lugar no ranking do Agronegócio<br />

Recebido em setembro/<strong>2022</strong><br />

VALOR CARREIRA | AS MELHORES<br />

NA GESTÃO DE PESSOAS<br />

5º lugar (7.001 a 17.000 colaboradores)<br />

Divulgado em setembro/<strong>2022</strong>


Relatóri o da Gest ão<br />

4<br />

RELATÓRIO DA GESTÃO<br />

O ano de <strong>2022</strong> foi muito bom para a Coamo em termos de faturamento. Mas será lembrado<br />

também por ter sido um ano de problemas climáticos na safra de verão e de trigo. Cabe destacar<br />

que o seguro agrícola foi a salvação da lavoura.<br />

A comercialização da soja foi lenta, o que foi surpreendente para uma safra com quebra de 47%.<br />

Isso demonstra que a situação econômica dos cooperados era confortável, mesmo na<br />

adversidade.<br />

O desafio foi lidar com a logística, pois os armazéns permanecem ocupados diante de uma nova<br />

safra, cuja comercialização ainda continua lenta no início de 2023, com baixos volumes de<br />

produtos negociados de forma antecipada.<br />

A comercialização do milho seguiu o mesmo ritmo da soja com bastante lentidão, muito em<br />

função dos baixos volumes comercializados de forma antecipada. Depois da colheita da segunda<br />

safra a comercialização até que ganhou fôlego, mas ainda restaram grandes volumes a<br />

comercializar.<br />

O trigo não segue a dinâmica de comercialização da soja e do milho, pois os maiores volumes<br />

são comercializados durante a colheita, restando pouco para a entressafra. No ano de <strong>2022</strong><br />

metade deste cereal sofreu com perdas de qualidade pelo excesso de chuvas, mas a<br />

produtividade até que foi boa, demonstrando que as lavouras tinham potencial para uma<br />

produtividade acima da média. A segregação no recebimento permitiu salvar o produto de boa<br />

qualidade, e a exportação do “trigo ração” garantiu uma remuneração adequada ao produto<br />

avariado pelas chuvas.<br />

Com relação ao fornecimento de insumos o ano foi desafiador. Fatores externos como a guerra<br />

entre Rússia e Ucrânia influenciaram diretamente nos negócios, em especial nos fertilizantes e<br />

alguns herbicidas para manejo e dessecação. Parte dos fornecedores são abastecidos por<br />

fertilizantes russos, e assim iniciaram os impactos de falta de matéria-prima, incertezas no<br />

abastecimento no Brasil e, consequentemente, uma incerteza no nosso suprimento além do<br />

aumento dos custos de produção.<br />

4


5<br />

Relatório da Gestão<br />

Nesse contexto de dúvidas, a diretoria tomou a decisão de abastecer nossos estoques com parte<br />

de fertilizantes, pois o cenário sinalizava que essa era a melhor escolha naquele momento,<br />

garantir o fornecimento aos cooperados.<br />

Com relação à pandemia da Covid-19 continuamos com o acompanhamento diário das medidas<br />

de saúde e segurança que foram adotadas desde o início, para que os cooperados, funcionários<br />

e parceiros comerciais pudessem exercer as atividades na cooperativa de forma segura.<br />

A Coamo conquistou importantes premiações nas principais publicações sobre a economia<br />

nacional, onde destacam-se: Melhores do Agronegócio da Revista Globo Rural como “Campeã<br />

na categoria Cooperativas”; A Granja do Ano da revista A Granja como “Destaque no Setor<br />

Cooperativismo”; Primeiro lugar no ranking do “Agronegócio” do Anuário Valor 1000; 13ª maior<br />

empresa do agronegócio brasileiro e primeira do Estado do Paraná, conforme ranking da Revista<br />

Forbes Agro – edição <strong>2022</strong>; e entre as 05 melhores na Gestão de Pessoas, na categoria de 7.001<br />

a 17.000 colaboradores da pesquisa “Valor Carreira” do jornal Valor em parceria com a<br />

consultoria Mercer.<br />

Assistência Técnica e Bens de Fornecimento<br />

A Coamo disponibilizou uma assistência técnica agronômica e veterinária, composta por 355<br />

profissionais, devidamente capacitados para proporcionar as melhores tecnologias nos aspectos<br />

de rentabilidade e preservação ambiental com a utilização das boas práticas agropecuárias,<br />

fazendo com que as propriedades rurais sejam viáveis economicamente, eficientes e<br />

sustentáveis.<br />

A área de fornecimento de insumos agrícolas, máquinas e implementos, peças, lubrificantes e<br />

produtos veterinários obteve uma receita de R$ 10,937 bilhões, representando um crescimento<br />

de 48,9% em relação ao ano anterior.<br />

Em <strong>2022</strong> foi disponibilizado aos cooperados o site de venda de máquinas usadas, com grande<br />

aceitação e que vem sendo palco de bons negócios.<br />

O programa Fideliza, que transforma a participação dos cooperados na aquisição de bens de<br />

fornecimento em prêmios, creditou aos cooperados neste ano o montante de R$ 66,928 milhões.<br />

5


6<br />

Relatório da Gestão<br />

Recebimentos de Produtos<br />

A safra de verão 2021/<strong>2022</strong>, de soja e milho, teve quebras originadas pela seca, que iniciou em<br />

dezembro de 2021 e se prolongou até o final da safra. A safra de soja apresentou uma redução<br />

de 47% da nossa previsão de recebimento.<br />

A 2ª safra de milho teve um recorde no recebimento. Houve atraso no plantio e a lavoura sofreu<br />

no início com a seca, tendo desenvolvimento irregular e, em algumas áreas, ocorreu ataques de<br />

cigarrinha na pré-colheita.<br />

O trigo que foi plantado escalonado teve bom desenvolvimento até a pré-colheita, porém, a chuva<br />

na colheita afetou a qualidade. Mesmo assim, tivemos condições de separar o produto por<br />

qualidade no recebimento, o que evitou maiores prejuízos.<br />

Em <strong>2022</strong>, a Coamo recebeu 7,470 milhões de toneladas nas suas 114 unidades, localizadas nos<br />

Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, representando 2,8% da produção<br />

brasileira de grãos.<br />

Logística<br />

A Coamo tem investido em diversas soluções, inovações e modernização da sua infraestrutura<br />

logística. Foram construídos novos entrepostos, armazéns de insumos, implantado softwares<br />

para gestão dos armazéns e aquisição de torres verticais automatizadas para estocagem de<br />

peças em geral e produtos veterinários.<br />

Foi dado continuidade nos projetos de verticalização dos armazéns de insumos, cujo foco<br />

principal é dobrar a capacidade de armazenagem por meio de estantes porta-paletes. Até este<br />

ano já foram atendidas mais de 55 unidades, incluindo 90 armazéns.<br />

Industrialização<br />

Na busca constante de agregar mais valor à produção dos cooperados e melhor remuneração<br />

aos produtos, em <strong>2022</strong> a cooperativa continuou com a implantação de novas indústrias, novas<br />

tecnologias e métodos inovadores de industrialização.<br />

6


7<br />

Relatório da Gestão<br />

As indústrias de processamento de soja em Campo Mourão, Dourados e Paranaguá,<br />

compreendendo esmagamento, refinaria, hidrogenação, fábricas de gorduras vegetais e<br />

margarinas, processaram 2,708 milhões de toneladas de soja, representando um aumento de<br />

3,6%, em relação ao ano anterior.<br />

A torrefação e moagem de café, produziu 2,820 mil toneladas de café torrado e moído; os<br />

moinhos de trigo de Campo Mourão e Mamborê produziram 210,025 mil toneladas de farinhas e<br />

farelo de trigo, e a fiação de algodão produziu 3,142 mil toneladas de fios.<br />

Commodities, Alimentos e Exportações<br />

Em termos de preço o ano foi bom para as commodities agrícolas, principalmente para a soja,<br />

que iniciou o ano de <strong>2022</strong> em R$ 162 a saca e alcançou rapidamente o recorde de R$ 200 em<br />

plena colheita, recuando depois para níveis próximos dos iniciais. Ou seja, o ano terminou como<br />

começou. No entanto, em relação a 2021, houve um aumento expressivo de 38% no preço médio<br />

de fixação. Na média do ano, o milho foi comercializado com aumento de 7% em relação a 2021<br />

e o trigo com 8% de aumento.<br />

A linha de produtos alimentícios da Coamo, composta por óleo de soja refinado, farinhas,<br />

gorduras vegetais, margarinas, cafés e misturas para pães e bolos, teve um crescimento de<br />

22,1% na receita. Destaca-se a conquista da liderança de farinhas para consumo doméstico no<br />

Paraná, e o grande crescimento no volume de vendas das margarinas, principalmente da linha<br />

Dualis.<br />

Em <strong>2022</strong> a Coamo exportou o montante de 2,107 milhões de toneladas de produtos, com uma<br />

redução de 43% em relação ao ano anterior, reflexo, principalmente, da quebra da safra de soja<br />

e o ritmo lento de fixação da produção pelos cooperados, sendo que o faturamento atingiu o<br />

montante de US$ 1,183 bilhão, representando uma redução de 14,5% em relação ao ano de<br />

2021, só não sendo maior a diferença, face ao aumento dos preços dos produtos, principalmente<br />

da soja.<br />

As exportações da Coamo foram destinadas para 30 países da Europa, América, Ásia e África.<br />

Os embarques foram realizados pelos Portos de Paranaguá no Estado do Paraná, e São<br />

Francisco do Sul no Estado de Santa Catarina.<br />

7


8<br />

Relatório da Gestão<br />

Investimentos<br />

A Coamo está onde o cooperado está e tem o propósito de ajudá-lo a crescer e progredir com<br />

foco em agregar valor às suas atividades.<br />

No Estado do Mato Grosso do Sul, estão em fase de conclusão os entrepostos de Rio Brilhante<br />

e Ponta Porã, que estarão aptos a receber a safra de verão <strong>2022</strong>/2023. Em São Gabriel do<br />

Oeste, adquirimos uma unidade de recebimento de produtos já em funcionamento, que foi<br />

transformada em um novo entreposto. Em 2021 foi adquirida a unidade de recebimento de<br />

Bandeirantes no Mato Grosso do Sul, que também foi transformada em entreposto, cujas<br />

instalações estão sendo ampliadas.<br />

Em <strong>2022</strong> os investimentos totalizaram R$ 1,279 bilhão, onde destacam-se, além dos Entrepostos<br />

no Mato Grosso do Sul, a construção de novas instalações em Campo Mourão para o novo<br />

Entreposto e uma Fábrica de Ração que entrará em funcionamento em 2023, aquisições de<br />

áreas rurais para reflorestamento, implantação de uma Fazenda Experimental em Dourados no<br />

Mato Grosso do Sul. Foram realizadas também melhorias em praticamente todas as unidades<br />

visando o melhor atendimento e agilidade no recebimento das safras do quadro social.<br />

Desempenho Econômico-Financeiro<br />

Em <strong>2022</strong>, como no ano anterior houve redução no recebimento da safra, motivada por fatores<br />

climáticos, e como consequência redução dos volumes de fixações.<br />

O crescimento das receitas foi proporcionado pelo aumento dos preços das commodities<br />

agrícolas, dos volumes de vendas da linha alimentícia e do fornecimento de bens de produção.<br />

A receita global da Coamo foi de R$ 28,144 bilhões, com um crescimento de 14,1% em relação<br />

a 2021.<br />

A sobra líquida atingiu o montante de R$ 2,258 bilhões, com um crescimento de 23,1% em<br />

relação ao ano anterior. O EBITDA (sobra antes de juros, impostos, depreciação e amortização),<br />

alcançou o montante de R$ 2,794 bilhões.<br />

O Patrimônio Líquido atingiu o montante de R$ 9,036 bilhões, representando um crescimento de<br />

21,6% em relação ao ano anterior; e o Ativo Total teve um aumento de 34,5%, atingindo R$<br />

19,107 bilhões.<br />

8


9<br />

Relatório da Gestão<br />

Os principais índices foram: liquidez corrente 1,89; liquidez geral 1,42; margem de garantia<br />

189,72% e o grau de endividamento de 52,71%, refletindo a boa situação econômico-financeira<br />

da cooperativa.<br />

Foi gerado e recolhido o montante de R$ 681,413 milhões em impostos, taxas e contribuições<br />

sociais.<br />

Sustentabilidade e Rastreabilidade<br />

A visão de futuro que norteia as decisões da direção da Coamo, são inspiradas no tripé da<br />

sustentabilidade: o ESG, que atribui a mesma prioridade de atenção aos quesitos Ambientais,<br />

Sociais e de Governança. Em uma jornada de reuniões, no 2º semestre de <strong>2022</strong>, foram<br />

abrangidos 416 gestores e funcionários, que assimilaram fortemente os conceitos atuais sobre a<br />

sustentabilidade.<br />

Dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Coamo mantem investimentos em<br />

cooperativas de catadores e outros agentes, cumprindo o Acordo Setorial assinado junto ao<br />

Ministério do Meio Ambiente.<br />

Na logística reversa de embalagens vazias de defensivos, a Coamo se destaca como a entidade<br />

privada com a maior rede de pontos de recolhimento de embalagens no Brasil, totalizando mais<br />

de 3,2 milhões de embalagens de defensivos recolhidas e destinadas em <strong>2022</strong>.<br />

A Coamo possui mais de oito mil hectares de reflorestamento próprio para a produção de energia<br />

consumida em nossas unidades operacionais e industriais.<br />

No Dia Mundial do Meio Ambiente foram realizadas diversas ações de estímulo à<br />

sustentabilidade, com distribuição de mudas de espécies nativas para os funcionários e<br />

cooperados.<br />

A prática da sustentabilidade é extensiva aos cooperados, com uma interação de absoluta<br />

proximidade, sendo propícia à rastreabilidade de toda sua produção entregue na Coamo.<br />

Cooperados<br />

A Coamo realiza desde 1998 o Programa Jovens Líderes, que formou em <strong>2022</strong> a 26ª Turma,<br />

com 40 cooperados, totalizando desde o início do programa mais de 1000 cooperados que se<br />

aperfeiçoaram em gestão da propriedade rural.<br />

9


10<br />

Relatório da Gestão<br />

Com a finalidade de perpetuar a cooperativa, foram promovidos treinamentos e palestras,<br />

inclusive on-line para os cooperados, e eventos de desenvolvimento profissional para esposas e<br />

filhas de cooperados, totalizando 56.026 visualizações e/ou participações.<br />

Com o foco de preparar os futuros sucessores das propriedades agrícolas e contribuir para o<br />

desenvolvimento dos jovens na faixa etária de 13 a 17 anos, foi lançado em <strong>2022</strong> o programa<br />

FuturoCoop, que se soma aos programas de sucesso Jovens Líderes e Coamo Kids.<br />

Destaca-se também a implantação de 13 Núcleos Femininos, cuja principal função é fazer a<br />

integração da mulher na cooperativa, aproximando-as e oferecendo a oportunidade de se<br />

capacitar e disseminar os princípios cooperativistas.<br />

A Coamo encerrou o ano com 30.738 cooperados, e devolveu R$ 19,177 milhões de Capital<br />

Social para os cooperados que completaram mais de 65 anos de idade e 15 anos de filiação.<br />

Comunidade<br />

Por meio das ações sociais do Programa “5S” e do “Dia de Cooperar”, contando com a<br />

participação de forma voluntária de funcionários e cooperados, foram arrecadados e doados<br />

alimentos não perecíveis, materiais de higiene pessoal e de limpeza, brinquedos, roupas,<br />

calçados e cobertores, além de doações de sangue, beneficiando cerca de 12.000 pessoas das<br />

comunidades da área de ação da cooperativa.<br />

Mediante a utilização da Lei de Incentivos Fiscais, a Coamo destinou recursos no montante de<br />

R$ 1,600 milhão para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Idoso e outros de<br />

caráter cultural, artístico e esportivo.<br />

Foi investido o valor de R$ 24,180 mil, em contrapartida nos projetos de Futsal, Tênis de Mesa<br />

e Xadrez, por meio do programa municipal de Apoio Financeiro dos Projetos contemplados pela<br />

Lei de Incentivo ao Esporte de Campo Mourão, com destinação de parte do IPTU.<br />

O Natal de Luzes da Coamo, com o tema “Encontro de Corações e Abraços de Almas”, marcou<br />

a retomada e a vontade que todos estavam para se reencontrar, voltando a forma presencial,<br />

reunindo mais de 6.000 pessoas.<br />

10


11<br />

Relatório da Gestão<br />

Quadro de funcionários<br />

O ano encerrou com 8.951 funcionários efetivos, dos quais 1.444 foram promovidos<br />

internamente. Utilizamos também uma média mensal de 1.427 funcionários temporários e<br />

terceirizados.<br />

Dentro da política de retenção de talentos, e para proporcionar melhorias nas qualificações,<br />

foram realizadas 2.400 ações de aprendizagem, com 24.000 participações, beneficiando 7.100<br />

funcionários que tiveram acesso a pelo menos uma ação de aprendizagem. Parte desses<br />

eventos foram apoiados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo –<br />

Sescoop/Paraná.<br />

No Programa Tempo de Casa homenageamos 445 funcionários que completaram 10, 20, 30 e<br />

40 anos de serviços, como forma de reconhecimento pelo trabalho e dedicação.<br />

Agradecimentos<br />

Agradecemos a Deus por tudo de bom que tivemos em nossas vidas e de nossos familiares.<br />

Reconhecemos o trabalho, dedicação e participação dos cooperados, dos Conselhos de<br />

Administração e Fiscal, da Diretoria Executiva e dos funcionários, e a colaboração e parceria de<br />

nossos clientes, fornecedores, instituições financeiras e entidades.<br />

Eng. Agr. JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Presidente do Conselho de Administração<br />

11


Balanço Pat rim onial<br />

BALANÇO PATRIMONIAL<br />

LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2022</strong> E 2021<br />

(Valores expressos em R$ 1,00)<br />

ATIVO<br />

N. E. <strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE 13.528.033.299,68 9.875.271.785,31<br />

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2.185.265.400,06 1.480.228.527,10<br />

Caixa 2.967.513,11 1.561.570,05<br />

Bancos conta movimento 12.077.316,18 8.796.292,30<br />

Aplicações de liquidez imediata 22.1 2.170.220.570,77 1.469.870.664,75<br />

CRÉDITOS 4.344.353.728,62 3.167.437.911,60<br />

Aplicações financeiras 22.1 629.800,30 -<br />

Adiantamento a fornecedores 1.336.382,81 -<br />

Associados 22.2 3.469.043.645,77 2.150.856.512,06<br />

Não associados 22.3 12.760.114,44 5.642.698,37<br />

Clientes 22.4 677.111.141,12 778.285.007,82<br />

Tributos a recuperar 22.5 160.675.252,26 195.319.066,74<br />

ICMS homologado para venda 17.694.983,63 32.735.883,80<br />

Outros créditos 5.102.408,29 4.598.742,81<br />

ESTOQUES 6.998.414.171,00 5.211.440.894,09<br />

Produtos agrícolas 22.6 1.299.889.380,23 751.170.653,21<br />

Bens de fornecimento 22.7 4.869.863.731,51 3.682.014.681,18<br />

Prod. industr., mat. primas e mat. secundários 22.8 828.661.059,26 778.255.559,70<br />

DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE - 16.164.452,52<br />

NÃO CIRCULANTE 5.578.527.300,51 4.333.332.194,65<br />

Aplicações financeiras 22.1 - 9.991.295,52<br />

Créditos com associados 22.2 323.705.297,64 249.097.941,87<br />

Créditos com não associados 22.3 1.969.370,01 2.354.854,73<br />

Clientes 22.4 1.995.547,66 2.527.273,46<br />

Tributos a recuperar 22.5 164.873.931,51 237.317.733,92<br />

Depósitos judiciais 22.9 14.503.144,17 12.631.054,50<br />

Bens destinados à venda 2.093.109,36 2.093.109,36<br />

ICMS homologado para venda 259.277.920,86 59.449.149,82<br />

Outros créditos 5.830.823,80 1.086.595,64<br />

Investimentos 22.10 11.058.362,65 13.056.216,28<br />

Imobilizado 22.11 4.779.681.650,53 3.726.655.439,77<br />

Intangível 13.538.142,32 17.071.529,78<br />

TOTAL DO ATIVO 19.106.560.600,19 14.208.603.979,96<br />

12


BALANÇO PATRIMONIAL<br />

LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2022</strong> E 2021<br />

(Valores expressos em R$ 1,00)<br />

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO<br />

N. E. <strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE 7.168.360.939,93 4.760.220.341,93<br />

Débitos com associados 22.12 2.892.494.711,56 2.519.874.728,64<br />

Prêmio fidelidade associados 29.948.236,87 21.415.873,39<br />

Débitos com não associados 22.13 181.220.257,89 121.367.247,27<br />

Adiantamento de clientes 177.721.661,05 39.796.907,47<br />

Fornecedores 22.14 371.271.480,79 394.774.884,94<br />

Contas a pagar 22.15 146.352.842,05 45.352.411,77<br />

Obrigações sociais, tributárias e trabalhistas 22.16 212.414.593,97 169.656.012,99<br />

Obrigações com controladas 22.17 550.000.017,63 -<br />

Instituições financeiras 22.18 2.152.551.071,34 1.016.105.573,91<br />

Sobras a distribuir "ad referendum" da AGO 22.19 454.386.066,78 431.876.701,55<br />

NÃO CIRCULANTE 2.902.500.314,30 2.018.671.170,97<br />

Débitos com associados 22.12 163.787.787,13 154.794.464,23<br />

Débitos com não associados 22.13 2.812,65 16.931,57<br />

Contas a pagar 22.15 182.457.842,35 10.285.388,89<br />

Obrigações sociais e tributárias 22.16 1.874.328,90 47.560.044,73<br />

Instituições financeiras 22.18 2.096.211.657,01 1.618.669.120,75<br />

Sobras a distribuir "ad referendum" da AGO 22.19 31.754.476,69 63.019.658,16<br />

Provisões fiscais, trabalhistas e cíveis 22.20 355.424.343,70 69.022.470,77<br />

Receitas diferidas 67.012.606,21 51.747.285,09<br />

Outras obrigações 3.974.459,66 3.555.806,78<br />

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 9.035.699.345,96 7.429.712.467,06<br />

Capital social integralizado 22.21 485.128.173,37 432.998.024,70<br />

Reserva legal 1.394.457.755,87 1.183.928.586,51<br />

Reserva de assistência técnica, educacional e social 1.816.277.448,49 1.696.861.399,81<br />

Reserva de desenvolvimento 4.380.244.518,01 3.693.426.236,39<br />

Reserva de incentivos fiscais 545.461.072,94 262.661.156,03<br />

Reserva para cobertura de riscos e autosseguro 182.425.000,00 115.233.333,33<br />

Reserva para manutenção do capital de giro próprio 224.903.316,84 37.007.043,42<br />

Ajuste de avaliação patrimonial 6.802.060,44 7.596.686,87<br />

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 19.106.560.600,19 14.208.603.979,96<br />

AS NOTAS EXPLICATIVAS FAZEM PARTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS<br />

Eng. Agr. JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Presidente do Conselho de Administração<br />

AIRTON GALINARI<br />

Presidente Executivo<br />

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO<br />

Contador CRC - PR 31808/O-3<br />

13


Demon straç ão de Sob ras ou Pe rdas<br />

DEMONSTRAÇÃO DE SOBRAS OU PERDAS<br />

ENCERRADA EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2022</strong> E 2021<br />

(Valores expressos em R$ 1,00)<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

INGRESSO E RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS 26.711.790.384,83 23.715.985.773,79<br />

(-) Impostos e contribuições s/ ingresso e receita de vendas e serviços 638.324.007,17 555.086.203,77<br />

INGRESSO E RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS E SERVIÇOS 26.073.466.377,66 23.160.899.570,02<br />

(-) CUSTO DO INGRESSO E RECEITA DE VENDAS E SERVIÇOS 21.946.348.244,92 19.611.676.459,27<br />

SOBRA E LUCRO BRUTO 4.127.118.132,74 3.549.223.110,75<br />

OUTROS INGRESSOS E RECEITAS 942.697.188,08 612.914.629,98<br />

Atividade operacional 583.067.957,43 331.857.905,30<br />

Venda de imobilizado 53.932.352,79 17.678.986,82<br />

Equivalência patrimonial de controladas 20.807.201,24 19.623.821,66<br />

Resultado de participações em sociedades cooperativas 895.738,39 1.630.648,42<br />

Venda de propriedades para investimento 1.194.021,32 1.193.290,10<br />

Receita com subvenção governamental 282.799.916,91 240.929.977,68<br />

(-) DISPÊNDIOS E DESPESAS OPERACIONAIS 2.483.434.164,62 2.223.482.326,41<br />

Com pessoal 624.033.796,19 536.978.048,77<br />

Administrativa 693.582.143,09 553.526.541,32<br />

Depreciação, amortização e exaustão 132.292.581,97 109.181.911,35<br />

Tributária 290.418.733,65 89.384.924,99<br />

Comercial 743.106.909,72 934.410.899,98<br />

SOBRA E LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 2.586.381.156,20 1.938.655.414,32<br />

RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO (253.414.874,68) (64.600.198,14)<br />

Ingresso e receita financeira 489.177.537,13 336.984.490,14<br />

(-) Dispêndio e despesa financeira 742.592.411,81 401.584.688,28<br />

SOBRA E LUCRO ANTES DO IRPJ E CSLL 2.332.966.281,52 1.874.055.216,18<br />

(-) Imposto de renda 54.622.836,59 28.430.041,96<br />

(-) Contribuição social sobre o lucro líquido 19.892.514,77 10.789.081,04<br />

SOBRA E LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 2.258.450.930,16 1.834.836.093,18<br />

DESTINAÇÕES LEGAIS E ESTATUTÁRIAS<br />

Reserva legal 209.573.080,09 197.901.121,73<br />

Reserva de assistência técnica educacional e social 119.240.920,35 116.021.173,70<br />

Reserva de desenvolvimento 686.818.281,62 535.487.270,76<br />

Reserva de incentivos fiscais 282.799.916,91 240.929.977,68<br />

Reserva para cobertura riscos e autosseguro 67.191.666,67 18.577.613,83<br />

Reserva para manutenção capital de giro próprio 187.896.273,42 37.007.043,42<br />

Ajuste de avaliação patrimonial (800.885,08) (167.368,90)<br />

Sobras a distribuir "ad referendum" da AGO 705.731.676,18 689.079.260,96<br />

TOTAL DAS DESTINAÇÕES 2.258.450.930,16 1.834.836.093,18<br />

Eng. Agr. JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Presidente do Conselho de Administração<br />

AIRTON GALINARI<br />

Presidente Executivo<br />

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO<br />

Contador CRC - PR 31808/O-3<br />

14


Demon straç ão das Mutaç ões do Pat rimô nio Líqui do<br />

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO<br />

EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2022</strong> E 2021<br />

(Valores expressos em R$ 1,00)<br />

CONTAS CAPITAL SOCIAL RESERVAS<br />

AJUSTE DE<br />

AVALIAÇÃO<br />

PATRIMONIAL<br />

SOBRA E LUCRO<br />

LÍQUIDO DO<br />

EXERCÍCIO<br />

Saldo em 31/12/2020 377.279.665,46 5.840.709.144,04 7.790.910,38 - 6.225.779.719,88<br />

Movimentação de capital 55.718.359,24 - - - 55.718.359,24<br />

Integralização de capital 632.045,03 - - - 632.045,03<br />

Retenção de capital 73.471.219,15 - - - 73.471.219,15<br />

Pagamento de capital (18.384.904,94) - - - (18.384.904,94)<br />

Movimentação entre reservas - - - - -<br />

Reserva de incentivos fiscais - 8.116.253,51 - - 8.116.253,51<br />

Reserva de assistência técnica, educacional e social - (8.116.253,51) - - (8.116.253,51)<br />

Sobra e lucro do exercício - - - 1.834.836.093,18 1.834.836.093,18<br />

Destinação do resultado - 1.145.924.201,12 (167.368,90) (1.834.836.093,18) (689.079.260,96)<br />

Reserva legal - 197.901.121,73 - (197.901.121,73) -<br />

Reserva de assistência técnica, educacional e social - 116.021.173,70 - (116.021.173,70) -<br />

Reserva de desenvolvimento - 535.487.270,76 - (535.487.270,76) -<br />

Reserva de incentivos fiscais - 240.929.977,68 - (240.929.977,68) -<br />

Reserva cobertura de risco e autosseguro - 18.577.613,83 - (18.577.613,83) -<br />

Reserva de manutenção do capital de giro próprio - 37.007.043,42 - (37.007.043,42) -<br />

Ajuste de avaliação patrimonial - - (167.368,90) 167.368,90 -<br />

Sobras a distribuir "ad referendum" da AGO - - - (689.079.260,96) (689.079.260,96)<br />

Subtotal em 31/12/2021 432.998.024,70 6.986.633.345,16 7.623.541,48 - 7.427.254.911,34<br />

Outros resultados abrangentes - 2.484.410,33 (26.854,61) - 2.457.555,72<br />

Reserva legal - 1.147.111,39 - - 1.147.111,39<br />

Reserva de assistência técnica, educacional e social - 522.889,06 - - 522.889,06<br />

Reserva de desenvolvimento - 814.409,88 - - 814.409,88<br />

Ajuste de avaliação patrimonial - - (26.854,61) - (26.854,61)<br />

Saldo em 31/12/2021 432.998.024,70 6.989.117.755,49 7.596.686,87 - 7.429.712.467,06<br />

TOTAL<br />

Movimentação de capital 52.130.148,67 - - - 52.130.148,67<br />

Integralização de capital 769.867,60 - - - 769.867,60<br />

Retenção de capital 75.520.556,77 - - - 75.520.556,77<br />

Pagamento de capital (24.160.275,70) - - - (24.160.275,70)<br />

Sobra e lucro do exercício - - - 2.258.450.930,16 2.258.450.930,16<br />

Destinação do resultado - 1.553.520.139,06 (800.885,08) (2.258.450.930,16) (705.731.676,18)<br />

Reserva legal - 209.573.080,09 - (209.573.080,09) -<br />

Reserva de assistência técnica, educacional e social - 119.240.920,35 - (119.240.920,35) -<br />

Reserva de desenvolvimento - 686.818.281,62 - (686.818.281,62) -<br />

Reserva de incentivos fiscais - 282.799.916,91 - (282.799.916,91) -<br />

Reserva cobertura de risco e autosseguro - 67.191.666,67 - (67.191.666,67) -<br />

Reserva de manutenção do capital de giro próprio - 187.896.273,42 - (187.896.273,42) -<br />

Ajuste de avaliação patrimonial - - (800.885,08) 800.885,08 -<br />

Sobras a distribuir "ad referendum" da AGO - - - (705.731.676,18) (705.731.676,18)<br />

Subtotal em 31/12/<strong>2022</strong> 485.128.173,37 8.542.637.894,55 6.795.801,79 0,00 9.034.561.869,71<br />

Outros resultados abrangentes - 1.131.217,60 6.258,65 - 1.137.476,25<br />

Reserva legal - 956.089,27 - - 956.089,27<br />

Reserva de assistência técnica, educacional e social - 175.128,33 - - 175.128,33<br />

Ajuste de avaliação patrimonial - - 6.258,65 - 6.258,65<br />

Saldo em 31/12/<strong>2022</strong> 485.128.173,37 8.543.769.112,15 6.802.060,44 0,00 9.035.699.345,96<br />

Eng. Agr. JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Presidente do Conselho de Administração<br />

AIRTON GALINARI<br />

Presidente Executivo<br />

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO<br />

Contador CRC - PR 31808/O-3<br />

15


Demon straç ão dos Fluxos de C aixa - Mé tod o In diret o<br />

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO<br />

EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2022</strong> E 2021<br />

(Valores expressos em R$ 1,00)<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

1. Fluxo de caixa das atividades operacionais<br />

Sobra e lucro do exercício antes do IRPJ e CSLL 2.332.966.281,52 1.874.055.216,18<br />

Ajustes por:<br />

Depreciação, amortização e exaustão 207.596.375,84 170.502.202,14<br />

Depreciação e exaustão no ano 202.852.892,77 166.605.496,73<br />

Amortização no ano 5.205.056,46 3.970.576,48<br />

Depreciação e amortização transferido para ativo imobilizado (461.573,39) (73.871,07)<br />

Juros sobre empréstimos tomados 300.717.940,36 166.646.785,91<br />

Juros sobre contas a receber (5.681.722,50) (24.751.021,56)<br />

Perda estimada para créditos de liquidação duvidosa 2.404.040,58 74.112.231,28<br />

Resultado na venda de ativos não circulante (1.963.446,88) (10.847.460,22)<br />

Resultado de participações societárias e dividendos e equivalência patrimonial (21.702.939,63) (21.254.470,08)<br />

Baixa e depreciação dos bens com ajuste de avaliação patrimonial (6.258,65) 26.854,61<br />

Férias e 13º salário e encargos a pagar 11.946.293,50 5.830.851,84<br />

Sobra e lucro ajustado<br />

2.826.276.564,14 2.234.321.190,10<br />

Variações nos ativos e passivos<br />

Aumento / redução em contas a receber (1.171.840.388,76) 402.518.869,30<br />

Aumento nos estoques (1.786.973.276,91) (1.800.162.182,99)<br />

Aumento no ativo não circulante (182.871.856,62) (283.781.914,82)<br />

Aumento em fornecedores 94.611.301,79 1.426.788.769,94<br />

Aumento em obrigações a pagar 711.011.196,01 36.447.447,12<br />

Aumento no passivo não circulante 406.286.607,07 113.375.703,42<br />

Imposto de renda e contribuição social pagos (66.789.488,68) (29.088.874,24)<br />

Pagamentos de juros e correção monetária sobre empréstimos (157.784.513,45) (159.500.536,39)<br />

Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais<br />

671.926.144,59 1.940.918.471,44<br />

2. Fluxo de caixa das atividades de investimentos<br />

Compras de imobilizado (919.054.217,06) (549.275.190,34)<br />

Recebimentos por vendas de ativos não circulante 55.126.374,11 18.872.276,92<br />

Recebimento de lucros e dividendos 23.942.941,02 14.647.548,76<br />

Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos<br />

(839.984.901,93) (515.755.364,66)<br />

3. Fluxo de caixa das atividades de financiamentos<br />

Integralização de capital 76.290.424,37 74.103.264,18<br />

Pagamentos de sobras (431.635.468,68) (363.448.284,86)<br />

Pagamentos adiantamento de sobras (219.591.132,71) (194.182.901,25)<br />

Pagamentos de capital social (24.160.275,70) (18.384.904,94)<br />

Aumento de reservas 1.137.476,25 2.457.555,72<br />

Empréstimos tomados 2.701.604.197,68 2.271.837.479,43<br />

Pagamentos de empréstimos (1.230.549.590,91) (3.317.063.452,23)<br />

Caixa Líquido aplicado nas atividades de financiamentos<br />

873.095.630,30 (1.544.681.243,95)<br />

4. Aumento / redução no caixa e equivalentes de caixa 705.036.872,96 (119.518.137,17)<br />

Caixa e equivalentes de caixa no início do período 1.480.228.527,10 1.599.746.664,27<br />

Caixa e equivalentes de caixa no final do período 2.185.265.400,06 1.480.228.527,10<br />

Eng. Agr. JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Presidente do Conselho de Administração<br />

AIRTON GALINARI<br />

Presidente Executivo<br />

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO<br />

Contador CRC - PR 31808/O-3<br />

16


Demon straç ão do Valo r Adicio nad o<br />

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO<br />

EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2022</strong> E 2021<br />

(Valores expressos em R$ 1,00)<br />

1. INGRESSOS E RECEITAS 27.580.062.299,75 24.362.885.888,05<br />

Ingresso e receita de vendas e serviços 26.711.790.384,83 23.715.985.773,79<br />

Outros ingressos e receitas operacionais 865.867.874,34 572.787.882,98<br />

Perda estimada para créditos de liquidação duvidosa 2.404.040,58 74.112.231,28<br />

2. INSUMOS ADQUIRIDOS 23.458.560.266,07 21.447.544.233,02<br />

Custo dos ingressos/vendas e serviços 22.064.450.755,03 19.906.293.030,90<br />

Dispêndio e despesa com materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.394.109.511,04 1.541.251.202,12<br />

3. VALOR ADICIONADO BRUTO 4.121.502.033,68 2.915.341.655,03<br />

4. RETENÇÕES 207.596.375,86 170.502.202,14<br />

Dispêndio e despesa de depreciação, amortização e exaustão 207.596.375,86 170.502.202,14<br />

5. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO 3.913.905.657,82 2.744.839.452,89<br />

6. VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 566.006.850,87 377.111.237,14<br />

Resultado de equivalência patrimonial 20.807.201,24 19.623.821,66<br />

Ingresso e receita financeira 489.177.537,13 336.984.490,14<br />

Outros ingressos e receitas 56.022.112,50 20.502.925,34<br />

7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 4.479.912.508,69 3.121.950.690,03<br />

8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 4.479.912.508,69 3.121.950.690,03<br />

Pessoal 747.112.148,70 486.748.185,91<br />

Remuneração direta 624.496.097,46 411.350.964,91<br />

Benefícios 76.519.005,43 45.550.214,36<br />

FGTS 46.097.045,81 29.847.006,64<br />

Impostos, taxas e contribuições 717.860.382,69 387.156.154,44<br />

Federais 373.468.205,25 46.894.524,55<br />

Estaduais 335.114.312,86 333.587.771,68<br />

Municipais 9.277.864,58 6.673.858,21<br />

Remuneração de capitais de terceiros 756.489.047,14 413.210.256,50<br />

Juros 742.592.411,81 401.584.688,28<br />

Aluguéis 13.896.635,33 11.625.568,22<br />

Remuneração de capitais próprios 2.258.450.930,16 1.834.836.093,18<br />

Sobras a distribuir "ad referendum " da AGO 705.731.676,18 689.079.260,96<br />

Retenção para reservas legais e estatutárias 1.269.919.337,07 904.826.854,54<br />

Reserva de incentivos fiscais 282.799.916,91 240.929.977,68<br />

<strong>2022</strong><br />

2021<br />

Eng. Agr. JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Presidente do Conselho de Administração<br />

AIRTON GALINARI<br />

Presidente Executivo<br />

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO<br />

Contador CRC - PR 31808/O-3<br />

17


Notas Explica tivas às De monst raç ões Co ntá beis<br />

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS<br />

ENCERRADAS OU LEVANTADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2022</strong> E 2021<br />

(Valores expressos em R$ 1,00)<br />

NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL<br />

Coamo Agroindustrial Cooperativa, fundada em 28 de novembro de 1970, CNPJ Nº<br />

75.904.383/0001-21, com sede em Campo Mourão, Estado do Paraná, áreas de ação no Paraná,<br />

Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. É uma sociedade de pessoas, que objetiva promover o<br />

desenvolvimento progressivo, a defesa das atividades sociais e econômicas de natureza comum<br />

(art. 4º lei 5.764/1971). Recebe, classifica, beneficia, padroniza armazena, trata e industrializa a<br />

produção dos associados, produz sementes, comercializa as commodities agrícolas, industriais<br />

e alimentos Coamo. Fornece insumos agrícolas necessários à atividade dos associados, realiza<br />

pesquisas e treinamentos que visem o aprimoramento tecnológico das atividades, bem como<br />

assistência técnica agronômica, veterinária, educacional e social, reflorestamento em área<br />

própria para fins energéticos, transportar a produção agrícola entre unidades da cooperativa,<br />

sempre que possível, com caminhões próprios, obtém recursos financeiros necessários para<br />

fazer face ao custeio agrícola, pecuário e de investimentos, para seus associados e/ou à própria<br />

Cooperativa, com recursos originários do crédito rural, de fundos constitucionais, de programas<br />

específicos e outros, liberados por agentes financeiros e/ou de desenvolvimento, inclusive<br />

captados no exterior, bem como realizar operações no mercado de derivativos com o objetivo de<br />

proteger as atividades operacionais, na medida em que for possível e que o interesse social o<br />

aconselhar. (art. 2º § 1º - Estatuto Social).<br />

A cooperativa pode participar de empresas não cooperativas para atendimento aos objetivos<br />

sociais acessórios ou complementar (art. 4º Estatuto Social), assim é controladora da Coamo<br />

International VBA, sediada em Aruba, e da Via Sollus Corretora de Seguros LTDA, sediada em<br />

Campo Mourão, Estado do Paraná.<br />

NOTA 2 - POLÍTICAS CONTÁBEIS E BASES DE PREPARAÇÃO<br />

Escolha e mudanças em políticas contábeis<br />

A seleção e aplicação de políticas contábeis foi realizada levando-se em conta as exigências<br />

previstas na NBC TG 23 (R2) editada pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Foram<br />

considerados os fenômenos materializados em fatos contábeis, conforme a seguir demonstrado:<br />

a) Para os fenômenos econômicos-contábeis relevantes, para os quais existia norma,<br />

interpretação ou comunicado técnico específico, foi aplicado o contido nestas legislações.<br />

b) Para os fenômenos econômicos-contábeis relevantes, para os quais não existia norma,<br />

interpretação ou comunicado técnico específico, a administração da cooperativa exerceu<br />

julgamento e desenvolveu uma política que pudesse tornar a informação contábil útil à<br />

tomada de decisão econômica por parte dos usuários. Que as demonstrações contábeis<br />

pudessem representar adequadamente a posição patrimonial e financeira, do<br />

desempenho e os fluxos de caixa, e que estas demonstrassem a essência econômica das<br />

transações, tudo em conformidade com os itens 7 a 10 da NBC TG 23 (R2), e nos<br />

conceitos e características qualitativas da informação contábil, conforme previsto na NBC<br />

TG ESTRUTURA CONCEITUAL editada pelo CFC, conforme a seguir:<br />

18


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

b.1 Foram consideradas relevantes as informações capazes de fazer diferença nas<br />

decisões por parte dos usuários das demonstrações contábeis. Neste sentido foram<br />

considerados seus valores preditivos e confirmativos, isoladamente ou em conjunto.<br />

b.2 Foram considerados como representados de maneira fidedignas as informações<br />

contábeis que apresentavam fenômeno de maneira completa, neutra e livre de erro e<br />

ainda retratando essencialmente a realidade econômica dos fatos contábeis.<br />

A cooperativa, preocupada em apresentar aos usuários, informações contábeis úteis à tomada<br />

de decisão, conduziu sua política contábil atenta a comparabilidade, verificabilidade e<br />

tempestividade. Neste sentido teve como limitadores de ação o custo efetivo para tornar tais<br />

melhorias disponíveis. Para transações relevantes e semelhantes dentro de uma mesma<br />

categoria foram aplicadas as mesmas políticas, tanto para o exercício atual, quanto para o<br />

exercício comparativo, visando melhorar a comparabilidade das informações.<br />

Eventuais mudanças em políticas contábeis somente foram realizadas por exigência de norma,<br />

interpretação ou comunicado técnico, ou, para tornar a informação fidedigna e mais relevante<br />

nas demonstrações contábeis.<br />

Reconhecimento de ativos<br />

O recurso controlado como resultado de eventos passados, e, do qual se esperava que fluíssem<br />

futuros benefícios econômicos para a cooperativa foi considerado como ativo. Tais ativos foram<br />

reconhecidos à medida que existia probabilidade de benefício econômico futuro e que seu custo<br />

ou valor pudesse ser medido em bases confiáveis.<br />

Mensuração dos ativos<br />

Os ativos foram mensurados através do custo histórico, custo histórico amortizado, valor justo e<br />

equivalência patrimonial. Onde, o custo histórico representa a quantidade de caixa ou<br />

equivalentes de caixa ou o valor justo do ativo dado para adquirir o ativo quando de sua<br />

aquisição.<br />

Ativo circulante e não circulante<br />

Foram considerados como ativo circulante todos os ativos, para os quais se esperava realizar,<br />

vender ou consumir durante o ciclo operacional normal da cooperativa; ativos mantidos<br />

essencialmente com a finalidade de negociação; se esperava realizar o ativo no período de até<br />

doze meses após a data das <strong>Demonstrações</strong> Contábeis; e caixa ou equivalente de caixa, a<br />

menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo foi considerada como restrita durante<br />

pelo menos doze meses após a data das demonstrações contábeis. Todos os demais ativos<br />

foram classificados como não circulantes.<br />

Reconhecimento de passivos<br />

Foram reconhecidos como passivos as obrigações presentes, derivadas de eventos passados,<br />

cuja liquidação se esperava que resultasse na saída de recursos da cooperativa.<br />

O reconhecimento dos passivos foi realizado à medida que existia probabilidade de redução de<br />

benefício econômico futuro e que o valor ou custo pudesse ser estimado de maneira confiável.<br />

Mensuração de passivos<br />

Os passivos financeiros relevantes exigíveis a curto prazo foram mensurados pelo valor total da<br />

obrigação. Já os de longo prazo foram mensurados pelo valor total da obrigação ajustados a<br />

valores presente.<br />

Os demais passivos foram mensurados pela melhor estimativa de valor de liquidação na data de<br />

encerramento das demonstrações contábeis.<br />

19


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

Passivo circulante e não circulante<br />

Foram classificados como passivo circulante aqueles que a cooperativa esperava liquidar<br />

durante o ciclo operacional natural; os passivos mantidos essencialmente para a finalidade de<br />

negociação; o passivo era exigível no período de até doze meses após a data das<br />

demonstrações contábeis; ou a cooperativa não tinha o direito incondicional de diferir a liquidação<br />

do passivo durante pelo menos doze meses após a data de divulgação. Todos os demais<br />

passivos foram classificados como não circulantes.<br />

Patrimônio líquido<br />

O valor do capital social está formado pelas quotas-partes dos associados, que está registrado<br />

no Patrimônio Líquido da cooperativa, exceto os valores a restituir aos associados, aqueles que<br />

pediram para deixar de ser sócios, foram demitidos, eliminados ou excluídos. Estes valores foram<br />

transferidos para contas passivas até a respectiva restituição aos associados, tudo em<br />

conformidade com disposto no § 4º do Art. 24 da Lei n. º 5.764/1971 e dos itens 18 e 19 da ITG<br />

2004.<br />

Continuidade<br />

As demonstrações contábeis foram elaboradas tendo como premissa que a cooperativa está em<br />

atividade, e assim irá manter-se por um futuro previsível, com o firme propósito de continuar suas<br />

atividades e que não se visualizou qualquer probabilidade de descontinuidade. Ainda para o<br />

lapso de doze meses, da data das demonstrações contábeis, não ficou caracterizada, por<br />

qualquer forma, inclusive por vontade da administração, a redução drástica na escala de suas<br />

operações.<br />

Reconhecimento de ingressos e receitas<br />

O processo de reconhecimento do ingresso/receita, decorrente de ato cooperado ou não, relativo<br />

à operação da cooperativa, se deu com base na NBC TG 47 emitida pelo CFC, levando-se em<br />

consideração a identificação de cada operação, as obrigações de desempenho da cooperativa<br />

junto a cada contrato formalizado ou não, onde a receita somente foi reconhecida à medida que<br />

as obrigações de desempenho foram sendo cumpridas.<br />

Os ingressos/receitas de vendas e serviços somente foram reconhecidos quando foi possível<br />

estimar de forma confiável e ainda de acordo com o estágio de execução do referido serviço,<br />

através do método da percentagem completada, e quando todas as seguintes condições foram<br />

consideradas satisfeitas: o valor do ingresso/receita pode ser mensurado de forma confiável; era<br />

provável que os benefícios econômicos associados com a transação fluíssem para a cooperativa;<br />

o estágio de execução da transação ao final do período de referência pode ser mensurado de<br />

forma confiável; os custos incorridos para a transação e os custos para completar a transação<br />

puderam ser mensurados de forma confiável, tudo em conformidade com o que determina a NBC<br />

TG ESTRUTURA CONCEITUAL, item nº 4.68 e 4.71 que assim determina “ingressos são<br />

aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em aumentos no patrimônio<br />

líquido”; “Ingressos/dispêndios são os elementos da demonstração de resultado que se referem<br />

ao desempenho financeiro da cooperativa”. Item 5.18 “é apropriado se fornecer não apenas<br />

informações relevantes, mas representação fidedigna de ingressos e dispêndios”.<br />

As receitas decorrentes de aplicações financeiras, foram reconhecidas através do regime de<br />

competência sempre que era provável que benefícios econômicos associados com a transação<br />

fluíssem à cooperativa e o valor da receita pudesse ser mensurado de forma confiável. Os juros<br />

foram reconhecidos através da aplicação do método da taxa efetiva de juros.<br />

As operações que foram realizadas para recebimento a longo prazo, cujo suporte de<br />

financiamento tenha sido da cooperativa, as receitas decorrentes do ato financeiro foram<br />

reconhecidas como receitas financeiras através do método da taxa efetiva de juros.<br />

20


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

Os ingressos/receitas de vendas e serviços, foram reconhecidos pelo valor justo recebido ou a<br />

receber através do regime de competência. Na definição do valor justo foi levado em<br />

consideração o valor de qualquer desconto comercial e os descontos e abatimentos por volume<br />

concedidos pela cooperativa.<br />

Reconhecimento de Dispêndios e Despesas<br />

Os dispêndios/despesas foram reconhecidos no resultado à medida da sua realização através<br />

do regime de competência. Foram reconhecidas simultaneamente com os ingressos/receitas<br />

quando com estas tinham vínculo, em conformidade com o previsto na ITG 2000 (R1) emitida<br />

pelo CFC.<br />

Modelo Contábil e Declaração de Conformidade<br />

O modelo contábil adotado pela cooperativa é o previsto na ITG 2004, emitida pelo CFC, que<br />

regula a contabilidade de entidades cooperativas. Subsidiariamente, com base no item nº 2 da<br />

ITG 2004, a cooperativa aplicou as normas completas de contabilidade editadas pelo Conselho<br />

Federal de Contabilidade, uma vez que, segundo o conceito estabelecido através do Art. 3º,<br />

Parágrafo único, Lei nº 11.638/2007, é considerada cooperativa de grande porte. A cooperativa<br />

declara que está em conformidade com as normas brasileiras de contabilidade editadas pelo<br />

CFC, convergidas as normas internacionais, International Financial Reporting Standards (IFRS),<br />

emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).<br />

NOTA 3 - DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS<br />

As demonstrações contábeis foram elaboradas e apresentadas conforme as políticas contábeis<br />

adotadas no Brasil, pelas normas, interpretações e comunicados técnicos emitidos pelo<br />

Conselho Federal de Contabilidade, em especial pela NBC TG 26 (R5), em conformidade com a<br />

Lei nº 6.404/1976, e alterações contidas nas Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009.<br />

As estruturas das demonstrações contábeis estão alinhadas ao previsto na NBC TG 26 (R5),<br />

conforme determina o item 25 da ITG 2004, ambas legislações, emitidas pelo CFC, valendo-se<br />

do contido no item nº 10 da NBC TG 26 (R5) que permite que a entidade possa usar outros títulos<br />

nas demonstrações em vez daqueles usados na referida norma, desde que não contrarie a<br />

legislação societária brasileira vigente.<br />

A cooperativa elaborou o seguinte conjunto de <strong>Demonstrações</strong> Contábeis, conforme previsto no<br />

item nº 10 da NBC TG 26 (R5): Balanço Patrimonial – BP; Demonstração de Sobras ou Perdas<br />

– DSP; Demonstração de Sobras ou Perdas Abrangentes – DSP a que foi apresentada em<br />

coluna específica dentro da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, conforme<br />

faculta o item nº 10A da NBC TG 26 (R5); Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido –<br />

DMPL; Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC; e Demonstração do Valor Adicionado – DVA.<br />

Em todas as demonstrações foram apresentados os saldos do final do exercício, bem como do<br />

final do exercício anterior para fins de comparabilidade.<br />

A Cooperativa deixou de apresentar as demonstrações contábeis consolidadas conforme no item<br />

n°4 da NBC TG 36 (R3) pelas seguintes condições:<br />

a) A Cooperativa é controladora integral da Coamo Internacional VBA e como tal não vê<br />

necessidade de consolidar as demonstrações contábeis pela pouca relevância do<br />

investimento no seu patrimônio líquido;<br />

b) Da mesma forma ocorre com a controlada Via Sollus Corretora de Seguros LTDA. onde o<br />

investimento é irrelevante no seu patrimônio líquido;<br />

21


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

c) Seus instrumentos de dívida ou patrimoniais não são negociados em bolsa de valores<br />

nacional ou estrangeira ou mercado de balcão;<br />

d) Não tem processos de arquivamento de suas demonstrações contábeis na Comissão de<br />

Valores Mobiliários ou outro órgão regulador, visando a distribuição pública de qualquer<br />

tipo ou classe de instrumento de mercado de capitais.<br />

NOTA 4 - MOEDA FUNCIONAL E DE APRESENTAÇÃO<br />

As demonstrações contábeis foram apresentadas em Real (R$), sendo essa a moeda funcional<br />

e de apresentação da cooperativa nas demonstrações contábeis. A definição desta moeda se<br />

deu através dos critérios previstos nos itens 9 a 14 da NBC TG 02 (R3) emitida pelo CFC.<br />

As transações em moedas estrangeiras foram inicialmente registradas à taxa de câmbio em vigor<br />

na data da transação e ajustadas a taxa vigente no encerramento do exercício. Os ganhos e as<br />

perdas resultantes da diferença entre a conversão dos saldos em moeda estrangeira para a<br />

moeda funcional foram reconhecidos na demonstração de sobras ou perdas, ou, dentro do<br />

patrimônio líquido quando se tratava de resultados abrangentes, em especial as qualificadas<br />

como Hedge Accounting de fluxo de caixa, em conformidade com a NBC TG 48 emitida pelo<br />

CFC.<br />

NOTA 5 - REGIME TRIBUTÁRIO<br />

As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica não terão<br />

incidência do imposto sobre suas atividades econômicas, de proveito comum, sem objetivo de<br />

lucro (Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, art. 3º e art. 4º e decreto nº 9.580/2018, art.<br />

193). Já para resultado positivo decorrente de ato não cooperativo, operações e atividades<br />

estranhas à sua finalidade serviu de base de cálculo para recolhimento de tributos, com base no<br />

Lucro Real, conforme (Lei nº 5.764, de 1971, art. 85 ao art. 88 e art. 111; e Lei nº 9.430, de 1996,<br />

art. 1º e art. 2º e decreto 9.580/2018, art. 194).<br />

NOTA 6 - DOS FUNDOS E RESERVAS<br />

Os fundos, conforme previstos no Art. 28 da Lei nº 5.764/1971, e Art. 60 a 64 do Estatuto Social,<br />

alterado para reserva pela ITG 2004, item 5, emitida pelo Conselho Federal de Contabilidade,<br />

reservas: legal, de assistência técnica educacional e social, de desenvolvimento, de manutenção<br />

do capital de giro próprio. A reserva para cobertura de riscos e autosseguro foi aprovada na 27ª<br />

AGE em 10/08/1984, com a finalidade de suportar eventuais riscos com incêndio e vendaval para<br />

armazéns, produtos estocados, móveis e utensílios e estoque de materiais e reduzir dispêndios<br />

com prêmios de seguros. A reserva de incentivos fiscais constituída, refere-se ao crédito de ICMS<br />

do Estado do Mato Grosso do Sul e Issqn do município de Dourados daquele estado, na<br />

instalação de uma indústria de óleo e refinaria e crédito presumido de ICMS do Estado do<br />

Paraná.<br />

NOTA 7 - ANÁLISE DE RECUPERABILIDADE<br />

Ao final do período, a cooperativa, fez a análise de recuperabilidade dos ativos que se<br />

encontravam mensurados pelo custo ou custo amortizado, aplicando as normas específicas<br />

exigidas para cada tipo de ativo. Os ativos, para os quais, não existia exigência de<br />

recuperabilidade em norma específica, foi aplicada a determinação da norma genérica, NBC TG<br />

01(R4) – emitida pelo CFC, para certificar-se de que nenhum ativo pudesse estar mensurado<br />

acima do valor justo. Após toda a análise, a administração da cooperativa, concluiu que todos os<br />

ativos estavam apresentados no Balanço Patrimonial por valor recuperável através da venda ou<br />

do uso, fato este que dispensou a concretude de laudos de avaliação de ativos individualmente,<br />

ou, em unidades geradoras de caixa.<br />

22


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

NOTA 8 - AJUSTE A VALOR PRESENTE<br />

Seguindo o que preceitua a NBC TG 12 e demais legislações contábeis esparsas, foram<br />

realizados os ajustes a valor presente das operações de longo prazo, e, as de curto prazo quando<br />

consideradas relevantes. O ajuste a valor presente foi realizado com base em taxas de descontos<br />

que refletiam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os<br />

riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais. (NBC TG 12, item 21). A<br />

contabilização se deu através de subconta redutora do ativo ou passivo, propiciando assim a<br />

melhor visualização. Os juros foram sendo transferidos para o resultado, ou para o custo de<br />

ativos, pelo regime de competência como ingressos/receitas ou dispêndios/despesas<br />

financeiras, ou, foram agregadas aos valores dos ativos, especialmente para ativos qualificáveis<br />

ou elegíveis, através da aplicação da taxa efetiva de juros.<br />

NOTA 9 - SUBVENÇÕES E ASSISTÊNCIAS GOVERNAMENTAIS<br />

As subvenções ou assistências governamentais foram reconhecidas quando existia razoável<br />

segurança de que a cooperativa tinha todas as condições estabelecidas e relacionadas à<br />

subvenção e que ela teria probabilidade de gerar benefícios econômicos futuros.<br />

Tais subvenções foram reconhecidas quando existia segurança de que a cooperativa tinha<br />

condições de cumprir todos os compromissos assumidos.<br />

Antes de tais garantias as contrapartidas foram registradas como passivos em conformidade com<br />

a NBC TG 07 (R2) do CFC.<br />

NOTA 10 - COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS<br />

As combinações de negócios foram tratadas conforme determina a norma NBC TG 15 (R4) do<br />

CFC, sendo que a política de reconhecimento de ativos identificáveis adquiridos e os passivos<br />

assumidos foi pautada sobre as definições, de ativo e de passivo, dispostas na NBC TG<br />

ESTRUTURA CONCEITUAL. Assim, eventuais ativos ou passivos que não se qualificaram<br />

conceitualmente dentro da norma citada, não foram reconhecidos dentro da combinação de<br />

negócios. Os ativos e passivos reconhecidos em combinação de negócios foram mensurados a<br />

valor justo na data de aquisição.<br />

NOTA 11 - ATIVO NÃO CIRCULANTE MANTIDO PARA VENDA E OPERAÇÃO<br />

DESCONTINUADA<br />

Os ativos não circulantes, em especial, o classificado contabilmente como imobilizado, foram<br />

reclassificados para ativo circulante e ativo não circulante mantido para venda em operação<br />

descontinuada a partir do momento em que a cooperativa deixou de utilizá-los como imobilizado<br />

e colocou-os a venda de maneira livre e disponível para venda dentro de condições esperadas<br />

de venda no mercado, dentro da política estabelecida pela NBC TG 31 (R4) do CFC.<br />

Os ativos classificados como mantidos para venda em operação descontinuada, foram<br />

mensurados pelo custo amortizado sem a aplicação da taxa de depreciação enquanto se<br />

mantiveram nesta classificação. A cooperativa certificou-se para que o valor contábil não fosse<br />

maior que o valor justo de venda líquido, esperado em uma transação não forçada, deduzida da<br />

sua respectiva despesa de venda. Tal procedimento foi realizado especialmente para garantir a<br />

recuperabilidade de tais valores, em consonância com a NBC TG 01 (R4) do CFC.<br />

Para os ativos recebidos em dação em pagamento foram aplicadas as mesmas políticas<br />

descritas anteriormente.<br />

NOTA 12 - EVENTO SUBSEQUENTE<br />

A cooperativa realizou uma análise em todos os eventos subsequentes, favoráveis e<br />

desfavoráveis, relevantes que pudessem influenciar significativamente o seu desempenho, com<br />

uma atenção especial no quesito da continuidade. Após esta análise se constatou que nenhum<br />

evento importante e impactante foi constatado.<br />

23


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

Assim nenhum ajuste de saldo se fez necessário e nenhum fato importante para divulgação foi<br />

identificado em decorrência de eventos subsequentes.<br />

NOTA 13 - CUSTOS DE EMPRÉSTIMOS<br />

Ativos qualificáveis ou elegíveis<br />

Os ativos imobilizados que foram financiados, foram denominados ativos qualificáveis. Os<br />

encargos financeiros, incorridos durante o período da construção de tais ativos, foram<br />

considerados como custo dos ativos imobilizados. As taxas de capitalização aplicadas foram as<br />

dos respectivos contratos, conforme faculta da NBC TG 12 do CFC. Já o processo de<br />

capitalização dos juros foi realizado pela observância da NBC TG 20 (R2) do CFC, e estão a<br />

seguir representados:<br />

DESCRIÇÃO <strong>2022</strong> 2021<br />

Unidades industriais 2.609.995,88 1.529.532,74<br />

Unidades operacionais 20.835.775,10 7.284.673,41<br />

Terminal Portuário 7.076,05 7.753.657,53<br />

Melhorias na capacidade de recebimento e armazenagem nas unidades 4.362.801,58 354.292,86<br />

Total 27.815.648,61 16.922.156,54<br />

NOTA 14 - HEDGE DE FLUXO DE CAIXA DAS EXPORTAÇÕES<br />

A cooperativa adquiriu seus estoques em moeda nacional e exportou parte deles em dólar. Com<br />

base em contratos de venda para o exterior, realizou operação de câmbio, com adiantamento de<br />

contrato de câmbio, recebendo de forma antecipada, ficando com a obrigação de exportar para<br />

liquidar a operação. Parte dessas exportações, foram realizadas com proteção cambial, de<br />

câmbio pronto e trava de câmbio. O risco de variação cambial nas exportações, foi anulado, uma<br />

vez que o ativo recebível, passou a ser item não monetário, conforme item 16 NBC TG 02 (R3),<br />

com a obrigação da entrega física do produto exportado. A variação cambial de transação<br />

liquidada, foi reconhecida no resultado, conforme NBC TG 48 do CFC.<br />

NOTA 15 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS<br />

As aplicações financeiras foram atualizadas pelas taxas pactuadas nos respectivos contratos,<br />

calculadas e apropriadas pro rata dia. Os créditos a receber foram apresentados líquidos do<br />

ajuste a valor presente, conforme determina a NBC TG 12 do CFC, calculado sobre as parcelas<br />

dos fornecimentos a prazo, com base nas taxas de juros de mercado. A prática contábil adotada<br />

para os instrumentos financeiros foi pautada no que determinam as normas emitidas pelo CFC:<br />

NBC TG 39 (R5), NBC TG 40 (R3) e NBC TG 48. Para os instrumentos financeiros básicos foi<br />

adotado o método do custo amortizado. O reconhecimento inicial dos instrumentos financeiros,<br />

ativos e passivos, foi efetivamente realizado quando a cooperativa se tornou parte das<br />

disposições contratuais de um instrumento financeiro. A mensuração inicial de ativos e passivos<br />

financeiros se deu através do custo da operação, incluindo os custos de transação, com exceção<br />

dos instrumentos financeiros avaliados a valor justo por meio do resultado. Sempre que o<br />

instrumento financeiro se caracterizava como operação de financiamento, os ativos e passivos<br />

foram ajustados a valor presente com base nos pagamentos futuros.<br />

NOTA 16 - PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVO CONTINGENTES<br />

As provisões quando envolviam incertezas foram constituídas dentro da melhor estimativa,<br />

fortemente alicerçadas sobre opiniões de especialistas. Quando ligadas à área jurídica, refletem<br />

a opinião dos assessores jurídicos e advogados responsáveis por tais demandas, sempre<br />

levando em conta o recomendado pelas Características Qualitativas, visando a melhor<br />

representação patrimonial e financeira.<br />

A opinião dos advogados encontra-se baseada no critério da similaridade com processos<br />

anteriores, a complexidade e o próprio posicionamento dos Tribunais.<br />

24


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

Desta forma, a administração da cooperativa considera que as provisões são suficientes e<br />

refletem a melhor posição patrimonial nas respectivas datas das demonstrações contábeis.<br />

As provisões foram constituídas quando a cooperativa tinha uma obrigação na data das<br />

demonstrações contábeis resultado de eventos passados, da qual era provável a exigência de<br />

benefício econômico para liquidação e o valor da obrigação pudesse ser estimado em base<br />

confiável. A cooperativa impetrou manifestações de inconformidade relativas a glosas de créditos<br />

PIS/Cofins junto a Receita federal do Brasil.<br />

NOTA 17 - ESTOQUES<br />

Apresentados pelo menor valor entre o valor de custo e o valor realizável líquido, conforme<br />

determina o item 9 da NBC TG 16 (R2) do CFC. Os custos dos estoques foram determinados<br />

pelo método de custo médio líquido dos impostos recuperáveis. Em relação ao volume a fixar de<br />

produtos agrícolas de ato cooperativo, a cooperativa recebe de acordo com o ajuste Sinief<br />

18/2017, “entrada de mercadoria com previsão de posterior fixação de preço”, o entendimento<br />

da cooperativa é que esse produto não deve ser considerado como estoque próprio disponível<br />

para comercialização, por não atender a definição de ativo, em observância ao item 15 da ITG<br />

2004. O art. 83 da lei 5.764/1971, dá plenos poderes para sua livre disposição, mas a cooperativa<br />

tem como prática não negociar o produto a fixar. O ato de fixar a produção é do associado, dessa<br />

forma o estoque de produtos agrícolas não caracteriza obrigação presente da cooperativa para<br />

com seu cooperado.<br />

NOTA 18 - IMOBILIZADO<br />

A política de reconhecimento e mensuração de ativo imobilizado foi construída pela cooperativa<br />

a partir das diretrizes da NBC TG 27 (R4) do CFC. O reconhecimento se deu pelo valor do custo<br />

de aquisição ou construção, acrescido quando aplicável de juros durante o período de<br />

construção, deduzido da depreciação acumulada. Foram considerados imobilizados os ativos<br />

tangíveis que são mantidos para uso na produção, fornecimento de bens e de serviços, ou para<br />

fins administrativos e que se espera que sejam utilizados durante mais do que um período. O<br />

reconhecimento dos itens do imobilizado se deu quando existia probabilidade de benefício<br />

econômico futuro para a cooperativa e o custo do item foi mensurado de maneira confiável e<br />

ainda quando a cooperativa assumia substancialmente os riscos, os benefícios e o controle de<br />

tais ativos, dentro da primazia da essência sobre a forma. Peças de reposição industrial de uso<br />

interno foram classificadas como ativo imobilizado quando se esperava usá-las por mais de um<br />

período. Da mesma forma, quando pudessem ser utilizados somente em conexão com itens do<br />

ativo imobilizado, também foram contabilizados como ativo imobilizado.<br />

A depreciação foi calculada pelo método linear, com base na vida útil estimada de cada. Foi<br />

considerado como valor residual o valor estimado que a cooperativa obteria com a venda do<br />

ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição<br />

esperadas para o fim de sua vida útil.<br />

Para situações em que não se visualizava um mercado ativo, o valor residual, foi considerado<br />

como sendo zero.<br />

NOTA 19 - ATIVOS BIOLÓGICOS<br />

Os ativos biológicos foram mensurados pelo valor contábil, visto serem de utilização como fonte<br />

de energia material de consumo interno.<br />

NOTA 20 - INTANGÍVEIS<br />

Os intangíveis foram reconhecidos somente quando era provável que benefícios econômicos<br />

futuros pudessem advir para cooperativa e o custo do intangível pudesse ser mensurado com<br />

confiabilidade. Os ativos intangíveis gerados internamente para os quais a cooperativa teve<br />

dificuldade para identificar a sua capacidade de gerar benefícios econômicos futuros, ou que não<br />

25


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

foi possível determinar com confiabilidade o custo, tais gastos, foram reconhecidos como<br />

dispêndio no resultado. O intangível é composto por gastos com software dos sistemas<br />

operacionais, avaliados pelo custo de aquisição.<br />

A amortização dos intangíveis foi realizada pela aplicação do método linear, tendo como base o<br />

tempo previsto em contrato, sendo o valor residual considerado zero, tendo em vista não se<br />

visualizar mercado ativo para os intangíveis reconhecidos pela cooperativa. Já os intangíveis<br />

considerados com vida útil por tempo indeterminado, não foram amortizados.<br />

Ao final do período a administração fez uma análise sobre a recuperabilidade dos intangíveis e<br />

considerou-os recuperáveis pelo valor líquido reconhecido, em conformidade com a NBC TG 04<br />

(R4).<br />

NOTA 21 - DETERMINAÇÃO DO RESULTADO APURADO<br />

O resultado do ato cooperativo, foi calculado por produto e atividade, conforme as operações,<br />

em conformidade com a política presente na ITG 2004. Os ingressos e dispêndios que puderam<br />

ser conhecidos na origem foram registrados na conta de associado, os ingressos, dispêndios e<br />

custo que são comuns para associado e não associado, foram separados na proporção das<br />

operações pelo índice de participação de associado e não associados, apresentado na<br />

demonstração de sobras ou perdas. O resultado das operações com não associados, foram<br />

registradas separadas, permitindo o cálculo para incidência de tributos conforme determina a Lei<br />

nº 5.764/1971.<br />

NOTA 22 -<br />

BALANÇO PATRIMONIAL<br />

NOTA 22.1 - APLICAÇÕES FINANCEIRAS<br />

Descrição<br />

Estão representados por aplicações financeiras de curto prazo, lastreadas em Certificado de Depósito Bancário -<br />

CDB indexados à taxa de Depósito Interbancário – DI, avaliadas ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos<br />

auferidos até a data do levantamento do balanço patrimonial (pro rata temporis).<br />

A política de aplicação dos recursos de caixa segue estritamente as diretrizes da Resolução R-399 - Política<br />

Financeira da cooperativa, que consiste em: avaliação de risco das instituições financeiras; observância dos limites<br />

de caixa; garantia de liquidez dos recursos; concentração de recursos por instituição; rastreabilidade das<br />

informações, análises e alçadas de aprovação.<br />

NOTA 22.2 - CRÉDITOS COM ASSOCIADOS<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Aplicações financeiras com liquidez imediata 2.170.220.570,77 - 2.170.220.570,77 1.469.870.664,75<br />

Títulos com opção de recompra 1.833.162.443,35 - 1.833.162.443,35 1.444.823.594,71<br />

Fundos de curto prazo 34.775.120,93 - 34.775.120,93 25.047.070,04<br />

Letra de arrendamento mercantil 302.283.006,49 - 302.283.006,49 -<br />

Aplicações financeiras com resgate pré-definido 629.800,30 - 629.800,30 9.991.295,52<br />

Fundos de longo prazo - - - 9.991.295,52<br />

Prêmio de trava cambial 629.800,30 - 629.800,30 -<br />

Total 2.170.850.371,07 - 2.170.850.371,07 1.479.861.960,27<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Bens de fornecimento 3.604.653.144,67 217.151.698,69 3.821.804.843,36 2.415.517.618,08<br />

Empréstimos financeiros repassados - 920.728,52 920.728,52 944.586,36<br />

Serviços 7.301.657,37 39.789,12 7.341.446,49 2.809.013,79<br />

Adiantamentos 527.822,76 4.906.764,35 5.434.587,11 305.961,07<br />

Programa Regularização Tributária Rural - PRR 20.335.825,55 143.526.095,36 163.861.920,91 170.055.926,09<br />

(-) Perda estimada p/ crédito de liquidação duvidosa 163.774.804,58 42.839.778,40 206.614.582,98 189.678.651,46<br />

Total 3.469.043.645,77 323.705.297,64 3.792.748.943,41 2.399.954.453,93<br />

26


NOTA 22.3 - CRÉDITOS COM NÃO ASSOCIADOS<br />

NOTA 22.4 - CLIENTES<br />

NOTA 22.5 - TRIBUTOS A RECUPERAR<br />

NOTA 22.6 - ESTOQUES DE PRODUTOS AGRÍCOLAS<br />

Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Bens de fornecimento 12.923.365,52 703.868,99 13.627.234,51 6.528.361,70<br />

Serviços e outros 1.903,38 973.107,11 975.010,49 980.734,75<br />

Programa Regularização Tributária Rural - PRR 436.107,48 4.829.064,82 5.265.172,30 5.394.704,05<br />

(-) Perda estimada p/ crédito de liquidação duvidosa 601.261,94 4.536.670,91 5.137.932,85 4.906.247,40<br />

Total 12.760.114,44 1.969.370,01 14.729.484,45 7.997.553,10<br />

Descrição<br />

A produção a fixar do ato cooperativo não está disponível para comercialização, portanto não compondo os<br />

estoques, conforme divulgado na nota explicativa 17 – Estoques. O volume a fixar de produtos agrícolas em <strong>2022</strong> é<br />

de 37.760.317 sacas, que se valorado ao valor justo corresponde a R$ 3.803.703.209,90.<br />

NOTA 22.7 - ESTOQUES DE BENS DE FORNECIMENTO<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Mercado interno 602.951.082,35 1.995.547,66 604.946.630,01 729.368.313,59<br />

Não Relacionados 632.035.981,89 3.281.534,96 635.317.516,85 771.388.354,87<br />

Não Relacionados - Recuperação Judicial 1.244.270,51 4.950.147,39 6.194.417,90 9.308.839,85<br />

(-) Perda estimada p/ crédito de liquidação duvidosa 30.329.170,05 6.236.134,69 36.565.304,74 51.328.881,13<br />

Mercado externo 74.160.058,77 - 74.160.058,77 51.443.967,69<br />

Relacionados 73.542.998,00 - 73.542.998,00 51.443.967,69<br />

Não Relacionados 617.060,77 - 617.060,77 -<br />

Total 677.111.141,12 1.995.547,66 679.106.688,78 780.812.281,28<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Saldo negativo de IRPJ e CSLL 37.814.733,04 - 37.814.733,04 94.476.373,31<br />

Imposto de renda retido na fonte 6.472.794,13 - 6.472.794,13 909.501,94<br />

PIS e Cofins 99.185.202,93 - 99.185.202,93 79.946.091,90<br />

ICMS em conta gráfica 16.779.725,12 101.816.992,38 118.596.717,50 157.952.922,65<br />

ICMS de ativo imobilizado - 63.056.939,13 63.056.939,13 53.170.189,39<br />

ICMS aguardando homologação - - - 45.736.100,99<br />

Outros tributos 422.797,04 - 422.797,04 445.620,48<br />

Total 160.675.252,26 164.873.931,51 325.549.183,77 432.636.800,66<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

Descrição<br />

ATO<br />

COOPERATIVO ATO NÃO<br />

COOPERATIVO TOTAL<br />

ESTOQUE TOTAL<br />

ESTOQUE<br />

Soja 8.850.830,15 130.863.161,11 139.713.991,26 104.651.715,45<br />

Trigo 363.998.554,58 14.055.434,26 378.053.988,84 393.680.810,34<br />

Milho 701.375.118,88 52.784.610,40 754.159.729,28 226.925.727,87<br />

Aveia 487.179,04 9.266,66 496.445,70 432.882,16<br />

Algodão 1.369.642,65 12.496.786,27 13.866.428,92 8.455.163,43<br />

Café 1.653.354,56 11.945.441,67 13.598.796,23 17.024.353,96<br />

Total 1.077.734.679,86 222.154.700,37 1.299.889.380,23 751.170.653,21<br />

Descrição <strong>2022</strong> 2021<br />

Fertilizantes 752.437.048,72 579.003.263,32<br />

Defensivos agrícolas 2.285.820.768,15 1.388.534.737,08<br />

Corretivos 70.787.309,18 42.684.384,31<br />

Máquinas e implementos agrícolas 103.056.947,42 75.304.213,89<br />

Peças e acessórios 119.309.071,33 104.357.924,92<br />

Óleos e lubrificantes 31.796.482,34 31.974.311,04<br />

Produtos veterinários e rações 91.299.304,54 81.223.943,27<br />

Pneus, acessórios e baterias 58.508.238,03 32.459.966,01<br />

Sementes 391.718.153,19 257.895.636,70<br />

Outros bens de fornecimento 2.768.381,28 2.856.374,89<br />

Mercadorias a receber 1.038.782,14 9.318.458,01<br />

Adiantamento a fornecedores 961.323.245,19 1.076.401.467,74<br />

Total 4.869.863.731,51 3.682.014.681,18<br />

27


Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

NOTA 22.8 - ESTOQUES DE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS, MATÉRIAS-PRIMAS E<br />

MATERIAIS SECUNDÁRIOS<br />

DESCRIÇÃO <strong>2022</strong> 2021<br />

Farelo de soja 267.990.491,32 296.497.373,14<br />

Óleo de soja bruto degomado 97.940.394,97 75.556.832,84<br />

Óleo de soja refinado 20.912.974,93 16.284.301,05<br />

Gordura vegetal 7.343.484,51 7.157.273,59<br />

Margarina 9.682.899,60 6.833.948,43<br />

Fio de algodão 13.615.766,98 5.339.081,81<br />

Farinha de trigo 6.801.252,42 9.341.691,21<br />

Farelo de trigo 814.281,80 774.948,60<br />

Café torrado e moído 2.508.555,31 3.256.159,53<br />

Sementes Coamo 81.479.097,21 75.258.409,40<br />

Materiais secundários e embalagens 241.557.176,17 191.419.012,42<br />

Matérias-primas 63.466.491,86 90.041.487,73<br />

Mercadorias a receber 166.698,40 112.201,71<br />

Importação em andamento 14.381.493,78 382.838,24<br />

Total 828.661.059,26 778.255.559,70<br />

NOTA 22.9 - DEPÓSITOS JUDICIAIS<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Issqn - 1.047.001,98 1.047.001,98 1.306.573,58<br />

Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná - 12.560.928,17 12.560.928,17 10.895.266,66<br />

Recursais trabalhistas - 266.427,80 266.427,80 277.427,80<br />

Outros - 628.786,22 628.786,22 151.786,46<br />

Total - 14.503.144,17 14.503.144,17 12.631.054,50<br />

Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná (Sindop): tutela antecipada para que seja efetuado<br />

depósito, em Caderneta de Poupança vinculada ao Juízo de primeiro grau, da diferença entre o valor das tarifas de<br />

custeio vigentes antes da alteração determinada pela Portaria n.º 282/01 do Ministério dos Transportes, acrescida<br />

do aumento de 21,30%, determinado pelo artigo 2º da Portaria nº. 715/07 da Antaq - Agência Nacional de<br />

Transportes Aquaviários.<br />

NOTA 22.10 - INVESTIMENTOS<br />

Os investimentos em outras sociedades cooperativas foram avaliados pelo custo de aquisição e<br />

seus resultados foram contabilizados, pelo regime de competência, em conta de ingresso ou<br />

dispêndio, em conformidade com a ITG 2004 do CFC, e, estão representados a seguir:<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

PARTICIPAÇÃO<br />

PARTICIPAÇÃO<br />

TOTAL<br />

NO CAPITAL<br />

NO CAPITAL<br />

TOTAL<br />

Cooperativas 5.812.146,70 5.261.284,13<br />

Credicoamo Crédito Rural Cooperativa 0,305% 1.097.696,96 0,304% 903.889,90<br />

Coocentral – Coop. Central de Pesquisa Agrícola 13,540% 3.914.811,59 13,650% 3.824.336,09<br />

Outras - 799.638,15 - 533.058,14<br />

Controladas 5.246.215,95 7.794.932,15<br />

Coamo International VBA 100,000% 1.499.254,18 100,000% 1.154.057,11<br />

Via Sollus Corretora de Seguros LTDA 100,000% 3.746.961,77 100,000% 6.640.875,04<br />

Total Geral 11.058.362,65 13.056.216,28<br />

A Coamo International VBA, encerrou o exercício de <strong>2022</strong>, com um patrimônio líquido de US$ 287.340,05 e R$<br />

1.499.254,18, o capital social é de US$ 10.000,00 e R$ 52.177,00.<br />

A Via Sollus Corretora de Seguros LTDA, encerrou o exercício de <strong>2022</strong> com um patrimônio líquido de R$<br />

3.746.961,77, com o capital social de R$ 50.000,00, composto em quotas de R$ 1,00 cada e equivalência patrimonial<br />

de R$ 20.462.004,17.<br />

28


NOTA 22.11 - IMOBILIZADO<br />

Descrição<br />

Incrementos do exercício<br />

Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

Em dezembro de <strong>2022</strong>, as depreciações e exaustões totalizaram: R$ 202.852.892,77, sendo que R$ 461.573,39<br />

retornaram para o Ativo Imobilizado, R$ 75.303.793,89 foram transferidos para o Estoque e R$ 166.760,35 referese<br />

depreciação a valor justo. Em dezembro de 2021, as depreciações e exaustões totalizaram: R$ 166.605.496,73,<br />

sendo que R$ 73.871,07 retornaram para o Ativo Imobilizado, R$ 61.320.290,79 foram transferidos para o Estoque<br />

e R$ 153.439,20 refere-se depreciação a valor justo.<br />

Os gastos com imobilizações em andamento estão compostos de: máquinas e equipamentos 35%, construções<br />

civis 33%, materiais elétricos 9%, transportadores 4%, pavimentações 3%, móveis e utensílios 2% e outros 14%.<br />

Os adiantamentos a fornecedores para aquisição de ativo imobilizado estão compostos de: terrenos 85%, máquinas<br />

e equipamentos 4%, materiais elétricos 4%, construções civis 3%, transportadores 3% e outros 1%.<br />

NOTA 22.12 - DÉBITOS COM ASSOCIADOS<br />

CUSTO DE<br />

AQUISIÇÃO<br />

A produção a fixar de associado não foi reconhecida como passivo conforme Nota Explicativa 17 – Estoques.<br />

NOTA 22.13 - DÉBITOS COM NÃO ASSOCIADOS<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

(-) DEPRECIAÇÃO<br />

E EXAUSTÃO<br />

VALOR LÍQUIDO<br />

VALOR LÍQUIDO<br />

Terrenos 936.399.848,88 - 936.399.848,88 335.365.237,63<br />

Construções civis 1.717.552.569,36 480.122.115,97 1.237.430.453,39 1.122.462.751,61<br />

Máquinas e equipamentos 2.048.005.658,57 880.786.775,33 1.167.218.883,24 1.121.052.738,30<br />

Equip. processamento de dados 61.128.518,78 39.080.509,27 22.048.009,51 19.687.941,70<br />

Veículos leves 41.394.926,51 10.647.676,26 30.747.250,25 19.410.504,64<br />

Veículos pesados 430.050.453,51 116.896.148,06 313.154.305,45 260.625.746,52<br />

Cessão de uso do terminal portuário 3.902.133,67 3.762.792,60 139.341,07 304.802,59<br />

Reflorestamentos 82.577.144,04 34.795.871,66 47.781.272,38 45.349.415,82<br />

Tanques de armazenamento 20.877.067,25 8.876.618,93 12.000.448,32 12.352.035,45<br />

Imobilizações em andamento 702.888.601,03 - 702.888.601,03 421.367.059,93<br />

Pavimentações 164.745.023,98 62.758.459,92 101.986.564,06 107.523.125,86<br />

Máquinas e implementos agrícolas 98.759.274,10 61.676.935,17 37.082.338,93 23.949.287,03<br />

Móveis e utensílios 33.658.976,12 17.991.858,09 15.667.118,03 16.274.752,04<br />

Outras imobilizações 5.818.073,03 2.314.656,14 3.503.416,89 3.701.944,82<br />

Adiantamento a fornecedores 151.633.799,10 - 151.633.799,10 217.228.095,83<br />

Total 6.499.392.067,93 1.719.710.417,40 4.779.681.650,53 3.726.655.439,77<br />

Descrição <strong>2022</strong> 2021<br />

Imobilizado operacional 1.027.917.175,81 272.306.478,08<br />

Obras em andamento 226.974.606,81 320.073.475,31<br />

Reflorestamento 20.810.808,43 14.229.848,39<br />

Total 1.275.702.591,05 606.609.801,78<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Provisão de fixação 1.543.093.635,28 - 1.543.093.635,28 1.411.938.724,14<br />

Adiantamento p/ aquisição de insumos 1.226.024.131,97 - 1.226.024.131,97 1.039.778.817,90<br />

Contas correntes 60.357.286,15 149.106,81 60.506.392,96 70.001.778,78<br />

ICMS de Produtor - 163.638.680,32 163.638.680,32 152.949.872,05<br />

Sobras a pagar 63.019.658,16 - 63.019.658,16 -<br />

Total 2.892.494.711,56 163.787.787,13 3.056.282.498,69 2.674.669.192,87<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Compra a fixar 167.699.868,76 - 167.699.868,76 105.760.718,39<br />

Provisão de compras 1.902.347,58 - 1.902.347,58 4.513.766,70<br />

Pagamento antecipado de insumos 10.129.089,39 - 10.129.089,39 9.767.033,51<br />

Outros 1.488.952,16 2.812,65 1.491.764,81 1.342.660,24<br />

Total 181.220.257,89 2.812,65 181.223.070,54 121.384.178,84<br />

29


NOTA 22.14 - FORNECEDORES<br />

Descrição<br />

NOTA 22.15 - CONTAS A PAGAR<br />

NOTA 22.16 - OBRIGAÇÕES SOCIAIS, TRIBUTÁRIAS E TRABALHISTAS<br />

NOTA 22.17 - OBRIGAÇÕES COM CONTROLADAS<br />

Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

O saldo é composto por contrato de mútuo celebrado em 02/08/<strong>2022</strong>, com vencimento para 180 dias da data do<br />

recebimento dos recursos, com a mutuante Coamo International VBA, taxa de juros zero, a mutuária Coamo<br />

Cooperativa Agroindustrial, se responsabiliza pelas despesas legais. O contrato foi firmado em real brasileiro, não<br />

havendo variação cambial para a mutuária.<br />

NOTA 22.18 - DÉBITOS COM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Mercadorias 318.775.022,77 - 318.775.022,77 360.874.195,78<br />

Imobilizado 32.060.738,80 - 32.060.738,80 18.581.128,98<br />

Serviços 11.979.533,10 - 11.979.533,10 9.984.748,43<br />

Outros 8.456.186,12 - 8.456.186,12 5.334.811,75<br />

Total 371.271.480,79 - 371.271.480,79 394.774.884,94<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Imobilizado operacional 61.631.532,36 39.000.000,00 100.631.532,36 21.412.664,78<br />

Imobilizado para reflorestamento 84.721.309,69 143.457.842,35 228.179.152,04 34.225.135,88<br />

Total 146.352.842,05 182.457.842,35 328.810.684,40 55.637.800,66<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Tributárias 39.540.172,09 1.874.328,90 41.414.500,99 28.087.082,70<br />

ICMS 6.555.382,74 1.801.237,44 8.356.620,18 5.397.683,44<br />

IRRF 13.210.914,76 - 13.210.914,76 9.996.455,49<br />

Outras 19.773.874,59 73.091,46 19.846.966,05 12.692.943,77<br />

Sociais 96.327.392,49 - 96.327.392,49 126.714.432,94<br />

Programa Regularização Tributária Rural - PRR 59.156.036,05 - 59.156.036,05 95.920.342,40<br />

INSS 30.698.803,33 - 30.698.803,33 25.568.323,78<br />

Outras 6.472.553,11 - 6.472.553,11 5.225.766,76<br />

Trabalhistas 76.547.029,39 - 76.547.029,39 62.414.542,08<br />

Total 212.414.593,97 1.874.328,90 214.288.922,87 217.216.057,72<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Mútuo<br />

Coamo International VBA 550.000.017,63 - 550.000.017,63 -<br />

Total 550.000.017,63 - 550.000.017,63 -<br />

Descrição<br />

MAIOR<br />

VENCIMENTO<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Moeda Nacional 2.152.551.071,34 2.096.211.657,01 4.248.762.728,35 2.634.774.694,66<br />

Capital de giro 24/10/2023 308.834.219,28 - 308.834.219,28 16.666.015,07<br />

Insumos 31/03/2024 677.226.267,20 263.219.589,29 940.445.856,49 497.488.719,42<br />

Custeio beneficiamento primário 07/04/2025 754.613.835,55 66.666.666,67 821.280.502,22 141.652.017,98<br />

Procap agro 24/10/2023 47.425.823,94 - 47.425.823,94 65.869.199,93<br />

Ativo fixo 06/06/2034 364.450.925,37 1.766.325.401,05 2.130.776.326,42 1.913.098.742,26<br />

Total 2.152.551.071,34 2.096.211.657,01 4.248.762.728,35 2.634.774.694,66<br />

Os empréstimos e financiamentos foram contratados com taxas que variam de 2,5% a 11,5% ao ano e são<br />

garantidos por: hipoteca, penhor mercantil, aval de diretores, caução de notas promissórias rurais emitidas pelos<br />

associados, conforme o tipo de operação.<br />

<strong>2022</strong><br />

2021<br />

30


Abertura do não circulante por ano de vencimento<br />

NOTA 22.19 - SOBRAS A DISTRIBUIR “AD REFERENDUM” DA AGO<br />

Descrição<br />

NOTA 22.20 - PROVISÕES FISCAIS, TRABALHISTAS E CÍVEIS<br />

Notas Explicativas às <strong>Demonstrações</strong> Contábeis<br />

ANO <strong>2022</strong> 2021<br />

2023 - 312.215.313,98<br />

2024 630.306.815,90 269.819.791,74<br />

2025 364.703.264,77 261.748.172,51<br />

2026 283.388.801,60 213.787.369,66<br />

2027 261.011.277,82 191.409.845,89<br />

2028 188.781.197,93 149.434.442,59<br />

2029 151.227.035,89 120.541.178,09<br />

2030 92.027.375,72 66.078.310,89<br />

2031 45.057.200,50 17.626.682,40<br />

2032 41.062.953,92 16.008.013,00<br />

2033 19.322.866,48 -<br />

2034 19.322.866,48 -<br />

Total 2.096.211.657,01 1.618.669.120,75<br />

A cooperativa adotou por medida preventiva constituir provisões fiscais sobre: (a) créditos de PIS/Cofins que foram<br />

por ela tomados sob o regime da não cumulatividade; (b) risco tributário na venda de bens descontinuados do ativo<br />

imobilizado, originalmente utilizados nas atividades operacionais.<br />

NOTA 22.21 - CAPITAL SOCIAL INTEGRALIZADO<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Sobras a disposição da AGO 673.977.199,49 31.754.476,69 705.731.676,18 689.079.260,96<br />

(-) Antecipação de sobras 219.591.132,71 - 219.591.132,71 194.182.901,25<br />

Total 454.386.066,78 31.754.476,69 486.140.543,47 494.896.359,71<br />

Descrição<br />

<strong>2022</strong> 2021<br />

CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE TOTAL TOTAL<br />

Fiscais - 343.198.719,45 343.198.719,45 58.508.101,56<br />

Trabalhistas - 3.992.476,14 3.992.476,14 4.074.458,07<br />

Cíveis - 8.233.148,11 8.233.148,11 6.439.911,14<br />

Total - 355.424.343,70 355.424.343,70 69.022.470,77<br />

Descrição <strong>2022</strong> 2021<br />

Capital social subscrito 485.128.173,37 433.045.516,30<br />

(-) Capital social a integralizar - 47.491,60<br />

Capital social integralizado 485.128.173,37 432.998.024,70<br />

Valor da quota-parte 1,00 1,00<br />

Número de quotas-partes 485.128.173 432.998.025<br />

Número de associados 30.738 30.011<br />

Eng. Agr. JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Presidente do Conselho de Administração<br />

AIRTON GALINARI<br />

Presidente Executivo<br />

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO<br />

Contador CRC - PR 31808/O-3<br />

31


Relatóri o do s Audit ores Ind epe nden tes<br />

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES<br />

CONTÁBEIS<br />

Aos Conselheiros e Associados da<br />

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA<br />

Campo Mourão - Paraná<br />

Opinião<br />

Examinamos as demonstrações contábeis da COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA,<br />

que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de <strong>2022</strong> e as respectivas<br />

demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido, dos<br />

fluxos de caixa e dos valores adicionados para o exercício findo nessa data, bem como as<br />

correspondentes notas explicativas que fazem parte das referidas demonstrações.<br />

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente,<br />

em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da COAMO<br />

AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA em 31 de dezembro de <strong>2022</strong>, o resultado de suas<br />

operações, as mutações no seu patrimônio líquido, os seus fluxos de caixa e dos valores<br />

adicionados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no<br />

Brasil.<br />

32


Base para opinião<br />

Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras de auditoria. Nossas<br />

responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir<br />

intitulada “Responsabilidades dos auditores independentes pela auditoria das demonstrações<br />

contábeis”. Somos independentes em relação à Cooperativa, de acordo com os princípios éticos<br />

relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais<br />

emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais<br />

responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Consideramos que a evidência de<br />

auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.<br />

Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório dos<br />

auditores<br />

A administração da Cooperativa é responsável por essas outras informações que compreendem<br />

o Relatório da Administração.<br />

Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis não abrange o relatório da administração e<br />

não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.<br />

Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis, nossa responsabilidade é a de ler o<br />

Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante,<br />

inconsistente com as demonstrações contábeis ou com nosso conhecimento obtido na auditoria<br />

ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho<br />

realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos<br />

requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.<br />

Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis<br />

A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações<br />

contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que<br />

ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres<br />

de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.<br />

Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da<br />

capacidade de a Cooperativa continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos<br />

relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das<br />

demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a Cooperativa ou<br />

cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento<br />

das operações.<br />

33


Os responsáveis pela governança da Cooperativa são aqueles com responsabilidade pela<br />

supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis.<br />

Responsabilidades dos auditores independentes pela auditoria das demonstrações<br />

contábeis<br />

Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas<br />

em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou<br />

erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível<br />

de segurança, mas, não, uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas<br />

brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes<br />

existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes<br />

quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva<br />

razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações<br />

contábeis.<br />

Como parte da auditoria realizada, de acordo com as normas brasileiras de auditoria, exercemos<br />

julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:<br />

• Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis,<br />

independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos<br />

de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtivemos evidência de auditoria apropriada<br />

e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante<br />

resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o<br />

ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas<br />

intencionais.<br />

• Obtivemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos<br />

procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas não com o objetivo de<br />

expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Cooperativa.<br />

• Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas<br />

contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.<br />

• concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade<br />

operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em<br />

relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à<br />

capacidade de continuidade operacional da Cooperativa. Se concluirmos que existe incerteza<br />

relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas<br />

divulgações das demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as<br />

divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de<br />

auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem<br />

levar a Cooperativa a não mais se manter em continuidade operacional;<br />

• avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis,<br />

inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes<br />

transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.<br />

34


Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do<br />

alcance e da época dos trabalhos de auditoria planejados e das constatações significativas de<br />

auditoria, inclusive as deficiências significativas nos controles internos que, eventualmente,<br />

tenham sido identificadas durante nossos trabalhos.<br />

Curitiba, PR, 20 de janeiro de 2023.<br />

NARDON, NASI - AUDITORES INDEPENDENTES S/S<br />

CRC-RS n.º 000542/O-4-S-PR - CVM n.º 00303-4 - OCB n.º 069<br />

35


Parece r do Cons elho Fiscal<br />

PARECER DO CONSELHO FISCAL<br />

Na condição de Membros do Conselho Fiscal da Coamo Agroindustrial Cooperativa, em<br />

cumprimento às atribuições legais e estatutárias, examinamos as <strong>Demonstrações</strong><br />

Contábeis relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de <strong>2022</strong>, acompanhadas<br />

das Notas Explicativas e com o devido assessoramento dos auditores da Nardon, Nasi -<br />

Auditores Independentes S/S, procedemos a análise sistemática das operações, por<br />

meio da verificação dos documentos e inspeções físicas.<br />

Com base nas avaliações mensais realizadas, visitas em áreas de atividades da<br />

cooperativa e por meio de informações recebidas nas reuniões com os Auditores<br />

Independentes, Presidentes do Conselho de Administração e Executivo, Diretores,<br />

Gerentes Angulares, Coordenadores de Áreas e o Assessor de Auditoria Interna da<br />

Cooperativa, tivemos condições de acompanhar as operações realizadas, dentro da<br />

extensão e profundidade que entendemos necessárias.<br />

Em função do exposto e respaldados no Relatório dos Auditores Independentes sobre<br />

as <strong>Demonstrações</strong> Contábeis, datado de 20 de janeiro de 2023, apresentado sem<br />

modificação, somos de parecer que as referidas demonstrações, bem como o resultado<br />

apurado, refletem corretamente, em todos os aspectos relevantes, a situação<br />

patrimonial e financeira da Cooperativa em 31 de dezembro de <strong>2022</strong>.<br />

Recomendamos, portanto, a sua aprovação pelos Senhores Associados.<br />

Campo Mourão, 02 de fevereiro de 2023.<br />

Jonathan Henrique Welz Negri<br />

Igor Eduardo de Mello Schreiner<br />

Pedro Augusto Brunetta Borgo<br />

36


Indicad ore s Cont ábeis<br />

EBITDA E DÍVIDA LÍQUIDA<br />

ESTRUTURA DE CAPITAL<br />

37


Gestão 20 22<br />

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO<br />

(GESTÃO 2020-2024)<br />

PRESIDENTE DO CONSELHO<br />

José Aroldo Gallassini<br />

MEMBROS VOGAIS<br />

Claudio Francisco Bianchi Rizzatto<br />

Ricardo Accioly Calderari<br />

Joaquim Peres Montans<br />

Anselmo Coutinho Machado<br />

Emílio Magne Guerreiro Júnior<br />

Wilson Pereira de Godoy<br />

Rogério de Mello Barth<br />

Adriano Bartchechen<br />

CONSELHO FISCAL<br />

(GESTÃO <strong>2022</strong>)<br />

Efetivos<br />

Jonathan Henrique Welz Negri<br />

Igor Eduardo de Mello Schreiner<br />

Pedro Augusto Brunetta Borgo<br />

Suplentes<br />

Angelo Mauro Zanin<br />

Danilo Henrique Rosolem<br />

Cláudio Fulaneto Junior<br />

DIRETORIA EXECUTIVA<br />

PRESIDENTE EXECUTIVO<br />

Airton Galinari<br />

Diretor Administrativo Financeiro<br />

Antonio Sérgio Gabriel<br />

Diretor Comercial<br />

Rogério Trannin de Mello<br />

Diretor Industrial<br />

Divaldo Corrêa<br />

Diretor de Logística e Operações<br />

Edenilson Carlos de Oliveira<br />

Diretor de Suprimentos e Assistência<br />

Técnica<br />

Aquiles de Oliveira Dias<br />

38

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