Aviação e Mercado - Revista - 7

A350.

Na edição 7 de Aviação e Mercado apresentamos um lindo ensaio de voo do DA62 com slides extra de 20 fotos, uma analise sobre a guerra das Malvinas ocorrida a 35 anos, a industria 4.0 chega pra valer nas pautas da Aviação e Mercado com posicionamento de lideres mundiais sobre o assunto. Também tratamos da Gulfstream e seus projetos futuros, profissão de mecânico de aeronaves, a importância das câmaras arbitrais para acertos de sinistros aéreos e outros assuntos, sempre aprofundados e bem analisados.

Revista Multimídia

Guerra das Malvinas 35 Anos

Uma analise dos erros e acertos

nas estratégias de combate.

Edição 07

E mais!

exclusivo

um Ensaio com o

DA62

no Rio Grande do Sul

IndÚstria 4.0 a

revolução industrial

que transformará os

negócios e a sociedade.


Revista Multimídia

Edição 07

Quando decidimos lançar

nossa plataforma multimídia

para o mercado aeroespacial,

tomamos a decisão que

o tema tecnologia faria parte

de nossas pautas. A partir

de agora embarcamos em um

voo para o presente futuro,

estamos trazendo a Indústria

4.0 para o centro do debate.

Esse voo irá mostrar uma

análise mais aprofundada

para onde está caminhando

a indústria 4.0 e as mudanças

que ela está promovendo no

mundo dos negócios e que

terão reflexos na sociedade.

Para tratar do assunto, estamos

ouvindo os líderes mundiais

e desenvolvedores dessas

tecnologias.

Uma das principais mudanças

é que, nas próximas duas décadas,

não teremos mais necessidade

de ter a profissão de

piloto de aeronave, ela será

extinta para as novas aeronaves

que estão sendo desenvolvidas

e aguardando apenas

a aprovação das tecnologias

junto aos órgãos reguladores.

Um voo para o

presente futuro

O piloto agrícola é o primeiro

e a substituição já está sendo

feita, fato presente futuro.

A impressão 3D desbrava

os já quase ultrapassados

chão de fábricas, trazendo

grandes mudanças tecnológicas

e novo perfil fabril com

maior velocidade, melhor

qualidade e desempenho.

Possui dois entraves para

deslanchar de vez, o ganho

de escala e a mudança cultural

dos líderes de negócios.

A gestão financeira e empresarial

passa por grandes mudanças

com as novas tecnologias

apresentadas e tem grande

trabalho de adaptação e deve

ser feito em alta velocidade e

em pleno voo.

Trazemos também uma análise

sobre a Guerra das Malvinas,

ocorrida há 35 anos,

com enfoque nos acertos e

erros de ambas as partes.

Ensaiamos o DA62, único ensaio

de voo exclusivo e completo

dessa aeronave feito no

Brasil, realizamos o mesmo,

no Rio Grande do Sul para a

Aviação e Mercado.

Conversamos com a Gulfstream

para saber dos seus projetos

e a forma que a empresa utiliza

para desenvolver suas

aeronaves.

Temos uma estreia especial

nessa edição, Alexandre Scoth,

fundador do Instituto Melhorando

Pessoas, passa a

fazer parte do time de colunista

e também fara a seleção

e análise dos currículos que

serão divulgados em nossa

seção Venda Seu Voo. Bem

vindo Alexandre com muitas

dicas do Scoth.

E outros temas que valem

muito a pena.

Viva o presente futuro da indústria

4.0, ela está em seu

cotidiano e talvez você ainda

não se deu conta disso.

Vilso Ceroni

Presidente e Editor

Capa

DA62 - Um ensaio

exclusivo com

slides extra

14

Foto de Capa Elisandro Souza

A Brilhante História do Instituto

Melhorando Pessoas 06

Venda Seu Voo - Mais um

profissional em destaque 12

Câmaras de

indenizações - Uma

escolha inteligente 24

Industria 4.0 a revolução em sua porta 30

Gulfstream desenvolvendo

aeronaves ao gosto do cliente 58

Mecânico de aeronave - formação

e mercado de trabalho 66

Guerra das

Malvinas - 35 anos

70

Ed.: 07

Presidente e Editor

Vilso Ceroni

Adm/Financeiro

Nivea Ceroni

nívea@grupoc.com.br

Proj. Gráfico, Web Design

e Diagramação

Pedro R. de Oliveira

Redação

redacao@aviacaoemercado.com.br

Comercial e Marketing

55 11-3467-6504

contato@aviacaoemercado.com.br

Repres. Comercial em Manaus

Jone Cavalcante Dirane

55 92 9 9172-8682

diraneaviacao@gmail.com

Colaboradores:

• Alexandre Scoth

• Elisandro Souza

• Jony Cavalcante Dirane

• Robinson Farinazzo Casal

• Sandra Assali

4 aviação & mercado aviação & mercado 5


Venda Seu Voo

conquista

grande parceiro

para voos maiores.

Para ajudar mais

pessoas divulgando

seus currículos em

nosso espaço “venda

seu Voo” , a Aviação e

Mercado selou parceria

com o Instituto

Melhorando Pessoas,

que tem longa

experiência e historia

em treinamento e

apoio para preparar

os profissionais

para o mercado

de trabalho. São

milhares de pessoas

atendidas ao longo

dessa caminhada.

A partir de agora

será o Instituto

Melhorando Pessoas

que fará seleção e

analise dos currículos

recebidos para serem

divulgados em nossa

seção. Também

dará orientação

de como melhorar

e apresentar-se de

forma mais efetiva ao

mercado de trabalho.

Por Vilso Ceroni

Vamos a história do

EDA – É A FILOSOFIA!

Buscar continuamente novos

conhecimentos e compartilhar

com nossos parceiros,

amigos e alunos. Acreditamos

que as pessoas necessitam

cada vez mais buscar seu autodesenvolvimento

e assim

conseguir seus objetivos pessoais

e profissionais.

E – Evolução: processo de

transformação; modificar;

provocar; elevar-se;

D – Desenvolvimento: fazer

crescer; progredir; desenvolver-se;

graduar-se;

A – Animação: alegria; entusiasmo;

ter vida; energia vital;

dar ânimo; vem da alma;

NÚMEROS ATUALIZADOS

2017

• 25.000 alunos treinados

• + 170 Turmas de Banca e Seleção

- Preparatórios

• + 35 Turmas Programa Decolar

– presencial e ao vivo/on line

• + 80.000 visitas no canal

Youtube Melhorando Pessoas

• + de 15.000 currículos avaliados

gratuitamente

• 2500 alunos contratos nas

cias aéreas nacionais e internacionais

• + 30.000 seguidores, curtidas,

em nossas redes sociais

Facebook e Instagram

• 2003

ONDE TUDO COMEÇOU

Nos treinamentos, cursos ou palestras,

tem o hábito de questionar

sobre as histórias das

pessoas, que é uma arma poderosíssima

no mundo, e para tal

fato, tens que contar a história

do instituto para que você saiba

de onde vieo. Honrar e respeitar

a história é um fator de

sucesso e de humildade.

Tudo iniciou em meados de

2003, onde o sócio fundador

Alexandre Scoth do instituto,

que nem se imaginava em

existir, juntamente com outro

grande amigo Fabio Sergio Rodrigues,

aceitaram um grande

desafio de desenvolver e criar

uma Formação para Agentes

de Aeroportos no Brasil, inicialmente

foi uma demanda de

uma escola de aviação de São

Paulo, mas foi realmente implantada

em Santo André, cidade

da região metropolitana, na

escola de aviação civil ABCFly do

Sr. José Luiz Ferreira de Mattos.

• 2004 a 2006

DESBRAVANDO

HORIZONTES

Esta mesma Formação em

Agentes de Aeroportos, se desenvolvia

e chegava a outras

escolas, na cidade de Guarulhos,

escola de aviação civil

hoje extinta CEFOC, depois

em Fortaleza na escola de

aviação civil SAT, Campinas na

escola Fly Center e por último

na escola de aviação civil Fligth

Brasil na capital São Paulo

região do Tatuapé zona leste,

em todas essas unidades tínhamos

a formação anual de

muitos profissionais que atuam

até os dias atuais.

• 2007

O EMBRIÃO

Neste ano, o sócio fundador

Alexandre Scoth, já no cargo e

coordenador de treinamento

da TAM Linhas Aéreas, iniciava

sua experiência nas seleções

de candidatos a comissários

de voo, e foi nesta fase que

alguns questionamentos e incômodos

se fizeram perceber

fortemente.

Participando das bancas de seleções,

como assim são chamadas

até hoje, começou a observar e

perceber situações de despreparo

em diversos campos do

auto-conhecimento, práticas de

exposição oral, redações, testes

em geral e por fim uma dificuldade

imensa nas dinâmicas de

grupo, por conseguinte, o resultado

era fatal, muitas reprovações,

em geral 80% dos candidatos

eram desclassificados.

Estas observações o fizeram

refletir muito e na sequencia

ofereceram gratuitamente

uma palestra para a escola de

aviação civil ABCFly onde já

ministrava algumas disciplinas.

Para sua surpresa na época,

existiam mais de 150 alunos

em formação, era um domingo

de sol, e somente 5, isso

mesmo que você leu, 5 alunos

se disponibilizaram a assistir a

palestra, mas tal fato não mudou

o curso da história, pois

essa dicas humildes e simplórias

na ocasião, fizeram com

que este pequeno grupo alcançasse

suas ASAS em pouco

tempo, e as usam até os dias

de hoje, em voos maiores e

mais longos.

Banca e Seleção - Melhorando Pessoas

6 aviação & mercado aviação & mercado 7


Como montar um bom currículo - DICAS

DO SCOTH, Dica #01

• 2008

ESPALHANDO

CONHECIMENTO

PELO BRASIL

Neste ano, como os resultados

das palestras começavam

a aparecer, para surpresa de

Alexandre Scoth, os convites

de diversos diretores de escolas

do Brasil para ministrar

essa mesma palestra já era realidade.

e em uma maratona

de 5 dias por semana na TAM

como coordenador em uma

das fases de 250 novos comissários

contratados por mês, em

uma programação de 3 meses

de formação, ainda encontrava

tempo para nos finais de

semana desbravar o Brasil de

sul a norte com seu curso que

na época era chamado de Curso

do Scoth, não posso deixar

de ressaltar também aqui

no nome de uma professora

e ex-comissária Sra. Christina

Dinâmicas de Grupo - DICAS DO SCOTH,

Dica #09

Sommerhalder especializada

em etiqueta e postura em algumas

dessas viagens. Ou seja

esse projeto de preparação

para seleções estava tomando

forma e cada vez com mais resultados

positivos.

A Entrevista - DICAS DO SCOTH, Dica #0​6

• 2009

NASCE A MELHORANDO

PESSOAS

Exatamente em meados de

maço de 2009, Alexandre Scoth

se desconecta das suas funções

na TAM, com a consciência

de ter deixado um legado

por mais de 13 anos, e assume

o desafio de criar uma empresa

com esse objetivo, desenvolver

e forma profissionais melhores

para a aviação no Brasil.

E nesta fase da história, com

um nome simples e que nos

diz muito, nasce a Melhorando

Pessoas, pois sempre trabalhando

com pessoas, a cada

dia acreditamos mais nesse

nome, e foi em agosto que

tivemos nosso primeiro contrato

firmado com a empresa

Passaredo Linhas Aéreas com

sede em Ribeirão Preto, também

nesse mesmo ano o desafio

de levar essa empresa à

frente, Sr. Humberto Alexandre

Gennari, sócio fundador e

palestrante com larga experiência

em universidades.

Com a Passaredo a missão foi

treinar todo o time de voo e

de aeroportos em todas as cidades

operada pela empresa,

temos que salientar o nome de

um colaborador muito leal nas

ocasião Sr. Gibson Bispo, que

ajudou em diversas viagens,

levando ela a conquistar em

1 ano o título de melhor empresa

regional pelo sistema de

acompanhamento da Agência

Nacional de Aviação - ANAC.

• 2010

MAIS UM CONTRATO

Este ano foi muito desafiador,

pois meados do ano anterior,

a crise bateu forte na aviação,

como ciclos de baixa estação,

e o número de alunos nos preparatório,

já batizado como

Curso Preparatório em Banca

e Seleção era bem menor do

que o necessário para manter

uma empresa, e com base no

conhecimento foram convidados

pela Webjet Linhas Aéreas

para desenvolver treinamentos

específicos em atendimento

à pessoas com deficiência,

e posteriormente em excelência

no atendimento. Um ano

após esse contrato e todo o

time treinado com resultados

fantásticos, a empresa foi adquirida

pela GOL Linhas Aéreas

e encerrou suas operações.

Essa fase para a Melhorando

Pessoas foi muito desafiadora,

tornando-os mais fortes e resilientes,

e com isso migraram

paralelamente para treinamentos

e palestras em empresas

de diversos segmentos coordenados

pelo Sr. Humberto

Alexandre.

Apresentação Pessoal para processos seletivos

- DICAS DO SCOTH, Dica #04

ram reduzidos em número

substancial, pois o fundador

Alexandre Scoth assumiu um

grande desafio pessoal, auxiliar

a Oceanair Linhas Aéreas,

convidado pelo Diretor

Norberto Raniero e Gerente

Claudio Muniz a organizar, e

potencializar o departamento

de treinamento de comissários

de voo, na época com 250 tripulantes

e com o objetivo de

alcançar a marca de 1000 em 3

anos, pois se tornaria Avianca

Brasil em pouco tempo.

Os treinamentos preparatórios

foram minimizados em

relação a disponibilidade as

viagens e número de alunos,

pois ainda estava com um cenário

desafiador no país, porém,

esse tempo serviu para

reavaliar os serviços e surgiu

a necessidade de inovar, lembrando

que todos os cursos na

sua maioria eram realizados

na escola ABCFly em Santo

André como nossa sede provisória

e sempre com o apoio

do nosso amigo e sempre incentivador

José Luiz F. Mattos

diretor da escola.

• 2012

INOVAÇÃO

Já passados 5 anos de empresa,

com mais de 5.000 alunos atendidos

e mais de 1500 resultados

positivos na aviação e outros

tantos em suas vidas profissionais,

era chegada a hora

de inovar, em reunião com os

sócios, decidiram por criar um

treinamento totalmente diferenciado,

um curso onde pudesse

desenvolver o candidato

Como obter sucesso em processos seletivos

- Introdução ao Dicas do Scoth

• 2011

RECONSTRUÇÃO

Nesta fase, os trabalhos foem

todos os aspectos, uma vez

que somente o preparatório

Banca e Seleção, nesta época

comais de 60 turmas pelo

Brasil, sozinho não fazia tanto

efeito, e sentiam a falta de

algo que pudesse acompanhar

esse aluno e entregá-lo ao mercado

100% pronto.

Surge o Programa Garimpar,

um curso totalmente inovador,

que contemplava mais de

80 horas de treinamento, em

encontros quinzenais de 8 horas

diárias, eram 4 meses de

desenvolvimento forte, e neste

projeto tiveram o apoio de

algumas pessoas importantes,

como a Sra. Glaucia Mendoza

( ministrando aulas de redação

), Sr. Célio Carvalhal ( aulas de

emergência e partes técnicas,

Sr. Henrique Rosi ( marketing

pessoal ), a Sra. Miriam Pereira

( aulas de etiqueta e postura ),

Srta. Sheila Souza no suporte

ao aluno já à algum tempo na

empresa como colaboradora

e por fim como madrinha da

Entrega dos documentos - DICAS DO SCO-

TH, Dica #10

8 aviação & mercado aviação & mercado 9


Cmra Clarissa - Sul do Brasil

Cmro Allan França - Processo Coach foi

transformador

empresa Melhorando Pessoas das 18 unidades, novos cursos

• 2015

completados 8 anos de trabalho,

o Instituto Melhoran-

muitos alunos sendo convoca-

Em 2017 estão à todo vapor,

a Sra. Marilena Guaraldo, fundadora

e proprietária da RHecolar

que tinha o objetivo de

Em março deste ano, Alexando

Pessoas, e o que muda? dos para processos seletivos, o

surgiram com o Programa De-

DEDICAÇÃO 100%

gente Assessoria Empresarial( desenvolver e potencializar a

dre Scoth toma mais uma vez Não muda, apenas tomaram Programa Decolar on line e ao

com a parte psicológica ), o parte técnica dos candidatos,

uma decisão que impactaria a a decisão de melhorar mais vivo implantando em setembro

de 2016, com aulas através

sócio Humberto Alexandre e o treinamentos em empresas e

empresa positivamente, após pessoas em mais áreas de treinamento

e educação, toda ex-

de vídeo conferência auxilian-

fundador Alexandre Scoth formavam

esse maravilhoso time. dades como parte da respon-

muitas palestras em universi-

Depoimento Alessandra Cruz -

ter concluído seu projeto de

Decolar on line e ao vivo

alavancagem na Avianca Linhas

Aéreas, decide se dedicar maioria no padrão de aviação calendário completo do priperiência

estápautada na sua do alunos por todo o Brasil,

Foi também em 3 de janeiro sabilidade social, muito trabalho

e foi nesta época que pois ele é uma forma de de-

100% a Melhorando Pessoas, civil, pois são oriundos deste meiro semestre e muito traba-

de 2012 que inauguraram a

sede em São Paulo, situada tiveram a oportunidade de senvolver pessoas de dentro

tempo integral para desenvolver

mais negócios, cursos um novo grande parceiro SR. se constrói um futuro e uma

mundo. Janeiro começou com lho diariamente, é assim que

na Av. Dr. Hugo Beolchi, 445 conhecer o mundo do Coach,

inicialmente apresentado os resultados em menor tem-

e treinamentos, neste mes-

Marcos Ruiz, também profis-

empresa forte e competente.

para a fora, potencializando

- Metrô Conceição que funciona

até hoje em parceria com a pelo Sr. Alex Carvalho oriundo po e de forma mais duradoura,

e continuavam a colher

Wagner Farias com mais de 30 compõe a equipe se unindo ao linda e profissional história, enmo

ano se junta ao time, Sr. sional de sucesso na aviação, Agora que você já conhece essa

empresa RHegente.

da GOL Linhas Aéreas, e convidado

a sociedade naquele resultados maravilhosos, pois

anos de experiência em voo, Sr. Wagner Farias nos módulos tende porque a Aviação e Mer-

A Turma 01 teve início em 03

de setembro de 2012 e foi encerrada

em 10 de dezembro Turma 04 do Programa Garimperando

e sempre acontecia

mento humano, vem somar do ainda mais os currículos com o Instituto Melhorando

mesmo período, onde após a o mercado já havia se recu-

especializado em comporta-

comportamentais aprimorancado

está muito feliz, e junto

do mesmo ano, com 40 alunos. par, assumiu os trabalhos com novas contratações de alunos.

com diversos títulos para desenvolver

mais profissionais. ainda mais os resultados. Ano parte dessa história e se prepa-

dos alunos, potencializando Pessoas convida você a fazer

Foi sensacional e pioneiro no a aplicabilidade da metodologia

do coach, Alexandre Scoth 120 Turmas do Banca e Sele-

E novembro esses módulos de muitas alegrias, tiveram a rar para VENDER SEU VOO. m

Motivo de orgulho a marca de

Brasil na área de aviação civil.

ministrando os preparatórios ção, 20 Programa Garimpar,

comportamentais tomam corpo

e começam a ser ministra-

na cidade do Rio de Janeiro,

Turma 150 do Banca e Seleção

• 2013 a 2014

pelo Brasil e Humberto Alexandre

( ainda instrutor da infinito número de pessoas

dos na sede e posteriormente mais de 23 cidades pelo Brasil,

10 do Programa Decolar e um

SEGUE A VIDA

Nestes dois anos continuaram a TAM Linhas Aéreas) com empresas

e universidades. oficinas gratuitas na sede de

dos, 4.000 em workshops gra-

impactadas nos workshops e

em algumas cidades do Brasil. mais de 10.000 alunos atendi-

caminhada, com treinamentos

pelo Brasil, já estávam em todas

as cidades com uma escola damentados na metodologia Porém uma nova mudança es-

TRANSFORMAÇÃO

onde tudo começou das Dicas

Todos os trabalhos eram fun-

São Paulo.

• 2016

tuitos e sabe aquele serviço

de aviação parceira, passando transformadora do coach, tava à acontecer...

Nasce em agosto de 2016, do Scoth? Sim mais de 20.000

pessoas tiveram acesso. Agora

que você já conhece essa linda

e profissional história, entende

porque a Aviação e Mercado

está muito feliz e junto com o

Instituto Melhorando Pessoas

convida você a fazer parte dessa

história e se preparar para

Cmra Veronica Guerra - São Paulo - Blue

Angel

Coaching com Scoth - Depoimento Vanessa VENDER SEU VOO.

10 aviação & mercado aviação & mercado 11


Venda seu voo

A seção Venda Seu Voo a partir dessa edição ganha um novo padrão de apresentação.

Teremos o padrão Alexandre Scoth do Instituto Melhorando Pessoas,

as informações dos candidatos que serão divulgados em nossas edições

serão revisados e padronizados por Alexandre Scoth, especialista no assunto.

O perfil desta edição é de Eduardo Ribeiro

que busca colocação como Agente de Aeroporto.

CERTIFICAÇÕES

Jul/2014

Nov/2014

Jun/2016

cambridge English: First (FCE)

cultura Inglesa

Piloto Privado

Bravo Escola de Aviação Civil

cursando Piloto Comercial

EJ Escola de Aviação Civil

Ficha técnica

Nome: Euardo Ribeiro Benez

Data de Nascimento: 06/06/1995

Estado Civil: Solteiro

Endereço: Rua Frei Caneca, 1.140

apto.: 805 - São Paulo - SP - Brasil - 01307002

Disponível para mudar de cidade

E-mail: eduardorbenez@hotmail.com

Telefone: +55 11 43247475

Celular: +55 11 972557575

OBJETIVO

Atuar como Agente de Aeroporto.

RESUMO

Sou Piloto Privado e Bacharel em Aviação Civil pela Universidade Anhembi

Morumbi. Atualmente, estou realizando o curso prático de Piloto Comercial e

Pós Graduação em Segurança de Voo.

Realizei intercâmbio cultural nos Estados Unidos pelo Programa de Intercâmbio

de Jovens do Rotary por período de um ano, onde conclui o Ensino Médio.

Tive a oportunidade de desenvolver trabalhos voluntários com rotarianos e

intercambiários, além de aprimorar a leitura, escrita e comunicação na língua

inglesa.

Por 6 meses, ao longo do curso de Segurança de Voo, realizei monitoria na

área de Simuladores de Voo na Universidade onde tive a oportunidade de se

relacionar com os alunos, aprofundar meus conhecimentos técnicos na área e

aprimorar minhas habilidades interpessoais e didáticas.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Jun/2013

conclusão Ensino Médio - Cody, WY, EUA

cody High School

Jun/2016

Bacharelado em Aviação Civil - São Paulo, SP, Brasil

Universidade Anhembi Morumbi

Ago/2016

cursando Pós Graduação em Seg. de Voo – Lato Sensu

Universidade Anhembi Morumbi - São Paulo, SP, Brasil

CURSOS E EVENTOS

Mar/2016

Out/2016

Nov/2016

Nov/2016

INTERCÂMBIO

Ago/2012-Ago/2013

MONITORIA

Set/2016-Mar/2017

IDIOMAS

Inglês fluente

Programa Comportamental – Dinâmica de Grupo

São Paulo, SP, Brasil

Melhorando Pessoas

1º Congresso Nacional de Aviação - São Paulo, SP, Brasil

Renaissance Hotel

Utilização e Interpretação de

cartas Jeppensen - São Paulo, SP, Brasil

Abrapac

Runway Excursion - São Paulo, SP, Brasil

Abrapac

Rotary – Programa de Intercâmbio

de Jovens Cody, WY, EUA

Distrito – 5440

Universidade Anhembi Morumbi - São Paulo, SP, Brasil

Monitoria de Simuladores de Voo

12 aviação & mercado aviação & mercado 13


CONHECEMOS E ENSAIAMOS O

DA 62de

Quando em Fevereiro deste

ano recebi a notícia que iria

realizar uma matéria, voar e

ensaiar o novíssimo Diamond

DA62, o primeiro em solo brasileiro

a primeira coisa que

corri para fazer foi conhecer

ao máximo a aeronave que até

então era novidade.

A data da visita e matéria foi

definida para o dia 03 de Março

na empresa AEROMOT em

Porto Alegre/RS empresa responsável

pela distribuição da

Diamond no Brasil, o que eu

vim a descobrir lá foi no final

aeronaves modernas que visassem

inovação, eficiência, desempenho

e segurança.

Além do conceito de elegância

e simplicidade, sempre foi

prioridade da Diamond a fabricação

de aeronaves extrema-

algo muito diferente do que

esperava.

mente seguras. A tecnologia de

materiais compostos contribui

CONHECENDO UM POUCO para que a Diamond alcançasse

DA FABRICANTE DIAMOND seu objetivo. As aeronaves Diamond

são, hoje, as mais seguras

Em 1981 na Áustria, a família

Dries adquiriu a empresa do mercado, ocupando as primeiras

posições em menor nú-

HOAC a antecessora da Diamond

Aircraft, o plano principal

para esta nova empresa de decolagens e por menor número

de acidentes por número

sempre foi a elegância em sua mero de fatalidades por acidentes.

Toda a célula das aerona-

simplicidade, usar a melhor

tecnologia de motoplanadores

aliada ao uso dos matérias qualidade e segurança de um

ves é fabricada com o rigor de

compostos em sua base para cockpit de Fórmula 1, onde a

a criação de uma nova família estrutura (combinado de carbo-

Texto e fotos:

Elisandro Souza

no e kevlar) é responsável por

absorver quase integralmente

a energia de um eventual impacto,

não a transferindo para

os ocupantes. Adicionalmente,

como as aeronaves não utilizam

o conceito de asa molhada,

os riscos de incêndio pós

acidente são praticamente nulos.

Os tanques de combustível

são em alumínio, selados e

toda a linha de transmissão de

combustível atende a critérios

anti chama.

Em 25 anos a Diamond continua

sendo a única fabricante a

oferecer uma linha completa

de aeronaves que unem tecnologia

inovadora, fuselagem

totalmente produzida em

compostos, sistemas aviônicos

avançados e motores a pistão

14 aviação & mercado aviação & mercado 15


jetfuel modernos e controlados

eletronicamente.

No início dos anos 1990 fuselagens

de materiais compostos

certificados era uma novidade,

sendo que alguns vendedores

de fabricantes concorrentes

afirmavam que as asas compostas

do DA20 iriam cair e derreter

se deixadas no sol quente

por um longo período e que

os reparos nas mesmas seriam

impossíveis. Desde então já foram

entregues mais de 4.000

aeronaves Diamond compostas

sendo que nenhuma asa caiu

ou derreteu.

A Diamond é, hoje, líder em integração

de aviônicos de ponta

e principalmente no desenvolvimento

de tecnologia de propulsão

com motores a pistão

que utilizam JET A1 como combustível.

A liderança tecnológica

continua com o desenvolvimento

avançado fly-by-wire,

tecnologias de avançadas de

propulsão, avanços nos métodos

de produção compostos,

entre outros.

O DA62

Pelo que tinha de informações

sobre a aeronave, era algo to-

16 aviação & mercado aviação & mercado 17

talmente novo no meio, quando

no último dia 3 tive meu

primeiro contado com ela. Fui

recepcionado pelo Comandante

Sérgio Fraga Machado, fui

cordialmente convidado para

ir até o pátio, onde a aeronave

estava tendo seu exterior

sendo limpo pois, havia feito

alguns voos naquele mesmo

dia. A primeira impressão que

tive é a semelhança com planadores,

linhas limpas e robustez

ao mesmo tempo. Dei algumas

voltas no entorno da aeronave

para tentar entender o que eu

estava vendo, suas portas asas

de gaivota eram algo que deixavam

o desenho ainda mais

limpo e em sincronismo.


gine AE330, sendo fabricados

e desenvolvidos pela própria

Diamond com parceria com a

empresa alemã Mercedes Benz.

A Diamond passa a informação

que pode se chegar à velocidade

máxima de 379 km/h,

sendo a de cruzeiro de 325

km/h, alcance de 20.000 pés de

altitude (6.000 metros, ou, com

um opcional de equipamentos

de oxigênio que faz a aeronave

chegar a um teto certificado

de até 20 mil pés). De tanques

completos, podem-se realizar

viagens de 2.300 km ou voar

Com capacidade para até sete

passageiros, o DA62 é hoje o bimotor

com menor custo operacional

da categoria, tendo um

por incríveis 10 horas.

Com peso estrutural vazio de

1.570 kg e com peso máximo

de decolagem de 2.300 kg.

consumo médio de Jet-A1 por

hora de 44 litros o que lhe coloca

em uma média igual a de

A PROPULSÃO:

Os motores usados como dito

muitos monomotores. A primeira

anteriormente desenvolvidos

aeronave foi apresenta-

da para o público brasileiro nos

dias 24 e 25 de Novembro no

Campo de Marte, em São Paulo.

No Brasil.

Apesar de pequeno, em 9,19

metros de comprimento, o revolucionário

avião da Diamond

pela própria Diamond, são motores

de combustão interna (de

1,991 cm³ de cilindrada), quatro

cilindros em linha e um turbo

compressor. Conforme informações

do fabricante, cada

motor tem a capacidade de gerar

até 180 cavalos de potência.

tem um espaço de tamanho razoável

na cabine, tendo a parte

traseira com três assentos e ao

fundo um banco para mais dois

ocupantes. O DA62 na sua essência

é uma aeronave “Single

pilot”, tornando o espaço do

copiloto em mais um assento

para passageiro.

Em uma estrutura extremamente

leve o DA62, a cabine se destaca

pelo seu espaço interior

revestido de couro. Equipada

com dois motores Austro En-

18 aviação & mercado aviação & mercado 19


A novidade vem, que diferentemente

dos motores movidos

a gasolina ou etanol, estes combustíveis

necessitam de uma faísca

(vela de ignição) para entrar

em combustão, a ignição

do motor a diesel acontece por

compressão. Mesmo ciclo também

funciona com a querosene,

quando a queima ainda tem

a vantagem de ser mais “limpa”

que a do diesel, que por vez

este último tem a vantagem de

seu custo mais baixo.

Outra característica dos motores

que equipam os Diamond é

a refrigeração. Ao contrário dos

motores a pistão convencionais,

refrigerados a ar, os motores

Austro são refrigerados

por líquido. Isso evita que, mesmo

em situações de mudanças

abruptas de altitude (e consequentemente

de temperatura),

não haja risco de trinca do bloco,

uma vez que o líquido tem

maior capacidade calorífica.

Na Europa a aeronave tem uma

vantagem de possuir a chamada

flexibilidade de poder voar

abastecida por Diesel (S-10 na

homologação europeia), mediante

a uma alteração de software

feita pela própria empresa

austríaca, tornando-se

uma aeronave “flex” ou “bicombustível”.

O VOO DE DA 62

Após a reunião iniciamos os

preparativos para o ensaio que

ocorreria no dia seguinte (Sábado,

04 de Março), com o Cmdt

Machado e o Cmdt Marlon Markendorf

que voaria comigo no

avião paquera, decidimos que

faríamos o ensaio sobre a zona

sul de Porto Alegre, mais precisamente

sobre a reserva do

Lami devido a suas paisagens e

tráfego aéreo quase zero, isso

nos daria uma liberdade maior

para os cliques.

No Sábado sobre um céu encoberto

me dirigi até a sede

da Aeromot no Aeroporto Internacional

Salgado Filho para

dali decolarmos com o DA62

em um voo curto para pousarmos

no ARGS (Aeroclube do

Rio Grande do Sul), onde trocaríamos

para a aeronave paque-

20 aviação & mercado aviação & mercado 21


a, e iniciaríamos o ensaio. se não usássemos os mesmos.

O interior da aeronave mais se Na posição de 45 graus da pista

parece com um Utilitário SUV 29 o check de motores impressiona

pela automação, rapidez

do que o de uma aeronave, o

glass cockpit salta aos olhos e facilidade com que acontece.

com o Garmin G1000 instalado Após a autorização para a

de série e semelhante ao usado

em aviões de passageiros e mesmo c om um vento con-

decolagem, a corrida é suave

de grandes dimensões, oferecendo

um conforto e conheci-

planador desta aeronave se sosiderável,

as características de

mento inigualável da situação bressaem e em poucos segundos

estamos no ar. Pelo que a

e monitoramento de voo. O

som dos motores é quase imperceptível

e chego a dizer que do esperava um voo muito

meteorologia estava mostran-

com os fones e a microfonia se mais batido e pelo contrário, o

torna mais barulhento do que voo foi de uma elegância e su-

22 aviação & mercado aviação & mercado 23

tileza. Tive o prazer de sentir a

aeronave no trajeto, e digo que

nada até hoje me pareceu tão

suave e calmo na dinâmica de

voo como o DA62.

Na chegada ao ARGS (Aeroclube

do Rio Grande do Sul) o Cmdt

Machado fez uma passagem e

partiu para a perna base e pouso.

Pouso curto e suave para

encerrar esta minha primeira

impressão sobre esta maravilha

da engenharia austríaca.

Logo começamos os preparativos

para o próximo voo, decolaríamos

com a lendária aeronave

Cessna L19 “Bird Dog”

do ARGS, aeronave esta que

participou da guerra do Vietnã.

O combinado entre o Cmdt Machado,

Cmdt Marlon e eu, seria

que decolaríamos 20 minutos

antes para localizarmos os melhores

cenários e logo seriamos

interceptados pelo DA62.

Logo estávamos no ar e aprovando

a zona sul, meu pensamento

era “Céu totalmente encoberto,

bem que uma abertura

nas nuvens seria de grande ajuda”.

Fizemos alguns sobrevoos

para localizarmos o melhor local,

depois de alguns minutos

decidimos por uma praia de

água doce e a lagoa que com

me daria certa melhoria na luz.

Fomos interceptados pelo Diamond

que de longe já se via

suas formas inconfundíveis, e

me tomou uma sensação de

prazer ao ver como a aeronave

não voa, mas sim desliza no ar,

são movimentos leves e a velocidade

impressiona.

Para os interessados na aeronave,

a AEROMOT anuncia o preço

final do modelo no Brasil na

configuração que inclui como

opcionais o sistema de ar condicionado,

radar meteorológico,

TCAS, 7 assentos e pintura metálica,

em USD 1.400.000,00.

Após o voo e ensaio, sai com um

sentimento de que o novo chegou

e é impossível para-lo. m

Acesse aqui o SLIDES com 20 fotos exclusiva do DA62


dicial na busca de uma justa nizatórios possíveis e principalmente,

ção de culpa da Cia.aérea, o

buscarem soluções que trouxe à Câmara de Inde-

CÂMARAS

indenização.

Para tanto, tenho sugerido fora do judiciário, ou seja, a nização, apenas a finalidade

em casos semelhantes, a criação

de uma Câmara de Inde-

a necessidade de acionarem a possíveis Acordos.

possibilidade de Acordos sem de discutir as indenizações e

DE INDENIZAÇÕES

nização.

justiça.

Através dela, os familiares

Todo acidente aéreo, para além da comoção, da perda de

Para exemplificar, irei usar o Foi quando surgiu, pela primeira

vez e apresentada aos a Câmara como uma das op-

recebiam informações sobre

modelo usado no acidente

vidas, da dor e toda complexidade que o mesmo envolve,

TAM 3054, de 17 de julho de familiares, o modelo de uma ções disponíveis para receberem

suas indenizações. A não

traz também, vários desafios quanto as respostas aos

2007, com 199 vitimas fatais, Câmara de Indenização que

em SP.

nada mais é, do que a possibilidade

de Acordos indeniza-

implicava perda do direito de

participação na mesma, não

familiares das vitimas e à sociedade.

Considerado um dos piores

acidentes da aviação brasileira,

esse acidente trouxe uma sentatividade composta por: formas, como por exemplo,

tórios através de uma repre-

buscar indenizações de outras

Em se tratando de familiares ço. Nunca haverá um valor jurisprudência em inúmeros

das vitimas, estaremos lidando

com sentimentos extrema-

que ele(a) valia isso mesmo, que colocam hoje, o Brasil,

no mundo e, nos dias que se aérea, suas seguradoras, seus par da Câmara não implica-

que você dirá: “bom, acho casos de acidentes aéreos

imensa comoção no Brasil e Familiares, advogados, cia. recorrer ao judiciário. Particidos,

uma enorme revolta tanto

pela perda, quanto pela bemos que, em algum moses

no mundo em valores in-

hospedados num hotel próxi-

garantidores dos direitos e liar beneficiário e portanto, a

aceito”... impossível! Mas sa-

como um dos principais paí-

seguiram, os familiares foram representantes legais e, como va em custo algum ao fami-

forma como aconteceu. Os mento, terá de ser decidido, denizatórios.

mo ao local do acidente e todos

estavam estritamente vol-

vitimas, a defensoria pública, desistir e buscar outra forma

interesses dos familiares das qualquer momento, poderia

familiares passam a vivenciar incorrendo no risco de estarem

expostos a batalhas judi-

pode acontecer a um familiar

tados a identificação de seus ministério publico, fundação de solução. Todos os custos

Sempre digo que, o pior que

sua indignação, buscando por

responsáveis, por punição e ciais que podem durar mais que perde um ente querido

entes queridos, velórios e cerimônias

fúnebres.

liadores.

da Câmara foram custeados

Procon, mediadores e conci-

para implantação e duração

por justas indenizações. de 10 anos.

num acidente aéreo, para

Lógico que, quando falamos Hoje, o Brasil possui parâmetros

para cálculos indeni-

muita dor e sofrimento é ter

a ABRAPAVAA passou a ofere-

Brasil através da Universidade guradoras.

além do momento vivido, de

Após esse primeiro momento, Esse modelo foi trazido ao pela empresa aérea TAM e se-

em “vida” sabemos que falamos

do que não tem prezatórios

seguidos através de de enfrentar uma batalha ju-

cer seu apoio e orientação, levando

de Harvard, onde lá, recebe Para implantação, foram cria-

sua solidariedade, sua o nome de DSD – DESIGN DE dos, um Regimento Interno,

experiência e a importância SISTEMAS DE DISPUTAS. Um um formulário para os beneficiários

para que se mantivessem unidos,

gerando força e representatividade,

dos exemplos mais bem sucedidos

desse Sistema, vem do interessados, foram

instituídos 2 locais para o fun-

tanto quanto caso 11 de setembro de 2001, cionamento enquanto de sua

aos seus direitos, os deveres em Nova Iorque, onde foi registrado

êxito em Acordos e instalados nas cidades com

duração, locais esses neutros

Texto:

da empresa aérea, as investigações

e também, quanto as Indenizatórios para 92% dos maior numero de familiares

Sandra

Assali

indenizações.

beneficiários e que hoje vem residentes.

Após o período dos funerais,

os familiares perceberam a

sendo usado, tanto nos EUA

como no Brasil, em inúmeras

Os principais objetivos da Câmara

de Indenização são: a

complexidade daquele acidente

acidentes com várias vitimas

e decidiram fundar uma

Associação que os representasse,

a AFAVITAM e passaram

a buscar por respostas, buscar

um compromisso com a empresa

para suporte emocional

e psicológico e debaterem

quanto aos caminhos inde-

fatais, sejam eles, acidentes

aéreos, ferroviários, marítimos,

desabamentos, ambientais,

etc.

No Brasil, com o Código de Defesa

do Consumidor, em razão

da responsabilidade objetiva,

não é necessária a comprova-

Acidente da TAM JJ 3054 Airbus - Cameras

da pista Congonhas

24 aviação & mercado aviação & mercado 25


criação de um ambiente sem

hostilidades, a oportunidade

de se conhecer cada familiar

com suas necessidades e expectativas

poder identificar os

reais beneficiários, fazer todo

levantamento de documentação

oferecendo as informações

necessárias para então, após

as primeiras etapas concluídas

e os cálculos realizados, apresentarem

aos familiares uma

proposta de Acordo.

Foram considerados que, os beneficiários

teriam trato igualitário,

com parâmetros gerais

a todos os perfis de vítimas, a

transparência na informação,

o protocolo a ser seguido por

todos, respeitando a confidencialidade

e com critérios objetivos,

trazendo assim aos fami-

26 aviação & mercado aviação & mercado 27


liares, um ambiente seguro e

sem distinção.

As regras foram definidas

num Regulamento Interno,

como um “Guia” sobre os parâmetros

indenizatórios, limitados

aos familiares beneficiários.

Foi criado um 0800 à

disposição dos familiares para

esclarecimento de dúvidas.

Em seguida, foi criada a

Estrutura Fisica, ou

seja, ambientes

alugados

para esse

fim, enquanto

durasse

a Câmara de

familiar

ressaltando

a importância

Indenização e

do

foi criado também,

reconhecimento

um site, com acesso permitido

e do oferecimento de

somente aos benefici-

uma indenização justa com a

ários, através de uma senha e deveriam assinar um Termo participação das demais partes,

nesse site, eram publicadas as de Confidencialidade sobre o

tornando o processo mais

noticias e informações oficiais que ali foi discutido.

transparente e mais célere, o

quanto aos procedimentos de Após a primeira reunião do que é positivo para todos, familiares

e Cia.aérea.

cada caso, etapas, decisões, familiar beneficiário com os

etc., caso a caso.

demais participantes da Câmara

Os benefícios de uma Câmara

Em seguida, foi criada uma Divisão

de Indenização para es-

de Indenização passam desde a

de Assistência, ou seja, clarecimentos de todas as dúvidas

certeza dos familiares estarem

apresentadas, definição Mediadores preparados para

sendo acolhidos, tudo ao tem-

acolherem esses familiares, de beneficiários, verificação po de cada um, exercitando a

colaborando nos esclarecimentos

de documentação e assinatu-

escuta dos familiares, auxilianborando

e se necessário, colara

de intenção da participação do-os na busca pela devida re-

para o preenchimen-

daquele beneficiário na mesparação

e para que o resultado

28 aviação & mercado aviação & mercado 29

to do Formulário de Ingresso

à Câmara, participando das

reuniões dos familiares com

os demais participantes da

Câmara para a eventualidade

de dirimir qualquer conflito

apresentado no decorrer das

reuniões e das negociações

sendo que, para participar,

ma, nova reunião era agendada

para apresentação de

Proposta de Acordo formal,

obedecendo todos os parâmetros

acordados. Após, no máximo

30 dias, os familiares ou

aceitavam a proposta oferecida

ou, voltavam as negociações

e, em não sendo possível,

o familiar poderia procurar

outra forma de solução, como

a via judiciária.

Tenho divulgado e sugerido

o modelo das Câmaras de Indenizações

em varias outras

eventualidades de acidentes

aéreos onde identifico na mesma,

uma forma clara de menor

desgaste ao familiar para que

possa superar mais essa etapa

de forma menos traumática

inclusive porque, a

Câmara de Indenização

respeita e

acolhe

o

seja positivo é imprescindível

o preparo dos envolvidos, gerando

a possibilidade de uma

comunicação direta entre familiares

e Câmara, avançando

e retrocedendo na busca por

um Acordo.

O papel do Mediador enquanto

duração da Câmara

traz a interface entre a

mesma, os familiares, Cia.

aérea e representantes, desde

explicar e dirimir duvidas,

como auxilio em informações

quando se identifica um

possível conflito. Os Mediadores

podem assistir as partes

durante as negociações.

Não podem impor um resultado

ou decisão mas, podem

encorajar a troca de informações,

entenderem e respeitarem

as visões umas das

outras, saberem lidar com

as diferentes percepções dos

advogados, ajudando as partes

a avaliarem suas alternativas

de Acordos.

É importante que a Câmara

de Indenização seja reavaliada

sempre que necessário,

ou seja, reuniões a cada 10

dias num primeiro momento

e posteriormente, 1 vez ao

mês, enquanto durar a mesma,

para discussão de resultados,

reavaliação de ajustes

e situações complexas que

podem ser apresentadas inclusive,

a eventualidade e

necessidade de reuniões extraordinárias.

Vantagens das Câmaras

de Indenizações:

. Evitar processos intermináveis

na Justiça que, muitas

vezes, surpreendem aos familiares

com decisões injustas;

. Incentivar as partes a aderirem

a uma nova forma de

resolução de conflitos, sendo

acolhidos e respeitados;

. Atenção especial aos casos

de familiares cujas vítimas

não foram identificadas ou

localizadas;

. A certeza de que todos os envolvidos

serão tratados de forma

igualitária, sem exceções;

. Demonstrar aos envolvidos

que, considerando experiências

exitosas e eficientes em

CI´s anteriores, todos terão

a oportunidade concreta de

que seus direitos e interesses

serão respeitados e atendidos

se aderirem a Câmara de

Indenização. m


A indústria 4.0

já é realidade

Texto: Vilso Ceroni

“De repente, um montante

incomensurável de dados que

estavam perdidos em algum

lugar inalcançável está vindo

à tona, e se torna instrumento

essencial para compreendermos

melhor os negócios e

desenvolvermos soluções de

sucesso. Temos que dar sentido

a esses dados e usá-los como

uma vantagem competitiva e

gerencial para melhor servir

nossos clientes”.

Othon Almeida, sócio-líder do

CFO Program da Deloitte Brasil.

3D de forma mais aprofundada.

Muitas oportunidades surgirão,

mas também muitas vagas de

trabalho que hoje existem serão

ceifadas dos parques fabris

e de departamentos de empresas.

A indústria 4.0 exige um

profissional 4.0, que entenda

das tecnologias que se apresentam

e precisam ser evoluídas.

“Hora Decisiva – Finanças

em um mundo digital”

Os executivos da área de finanças

precisam entender que o

mundo seguirá movimentando-

-se cada vez mais rápido na direção

das mudanças impostas

pelos atuais modelos digitais.

Por essa razão, os CFOs (Chief

Finance Officers, ou diretores

financeiros) devem estar preparados

para encarar demandas

de negócios sobre os quais ainda

não temos ideia de onde vão

parar. Esta é uma das principais

conclusões do estudo “Hora Decisiva

– Finanças em um mundo

digital”, realizado pela Deloitte.

De acordo com a pesquisa, os

CFOs talvez não tenham uma

compreensão absoluta sobre o

que está ocorrendo na área financeira,

mas sabem, com certeza,

aquilo que eles querem:

manter as finanças de suas organizações

em “boa forma”;

que sua contabilidade esteja

sempre em dia; que as empresas

tenham visão aberta ao

futuro; e que disponham de

recursos para tomarem as melhores

decisões.

Como todos sabemos qualquer

empresa que faça parte da cadeia

produtiva da indústria aeroespacial,

seja prestador de

dois temas são de grande valia

e continuaremos falando,

mas todos os demais profissionais,

áreas e segmentos dessa

impacto na vida das pessoas.

Iniciamos com a analise de um

estudo realizado pela Deloitte

para área de finanças na era

indústria aeroespacial e da humanidade,

inclusive do fim da

carreira de piloto na aviação.

Temos também um exemplo

Como lidar com a nova realidade

digital e aproveitar informações

estruturadas (ou não)

para gerar insights relevantes

serviços, fabricantes, companhias

gigante e antenada indústria digital, denominado HORA

de gestão unificada na era da aos negócios e como garantir

aéreas, aeroportos, etc..

necessitam de gestão, pessoas,

finanças, tecnologias, aérea comercial

dentre outras dezenas

de necessidades, e nós como

veiculo de comunicação para o

setor aeroespacial, temos que

falar de todas essas aéreas,

por isso já iniciamos pelo nosso

nome AVIAÇÃO E MERCADO.

Temos como missão não falar

serão temas de nossas pautas.

E nessa edição traremos para

o centro da conversa a indústria

4.0 com estudos, opiniões,

entrevistas e participações de

grandes profissionais que entendem

do assunto. Não esgotaremos

todo o tema nessa

edição, teremos uma sequência

de edições para aprofundar

os estudos e conhecimentos

DECISIVA – FINANÇAS EM UM

MUNDO DIGITAL que aponta

os desafio que os tomadores

de decisão tem que encarar,

e, quem deseja entrar no mercado

deve ficar antenado a

tudo isso para direcionar seus

estudos e carreira. Na sequência

teremos uma entrevista

exclusiva com Tim Hanley, líder

global também da Deloitte,

indústria 4.0 com a utilização

do sistema UFO.

Concluímos o tema Industria 4.0

para essa com um exemplo de

mudança ocorridas em uma pequena

indústria com a implantação

da produção através da

impressão 3D e uma entrevista

com Anderson Santos, gestor

no Brasil da líder mundial Startasys,

onde abordamos o mun-

os talentos de Finanças necessários

ao processo de contínua

transformação?

De acordo com a Deloitte,

a área financeira enfrenta

sete grandes desafios a partir

desse novo cenário digital:

cloud; robótica; visualização;

analytics avançado; computação

cognitiva; processamento

in-memory; e blockchain.

apenas de avião e piloto, esses

sobre a Industria 4.0 e o onde tratamos do futuro da

do e a tecnologia da impressão

Nesse sentido, e diante do fato

30 aviação & mercado aviação & mercado 31


O que é Indústria 4.0? // Com Bernardo

Fonseca, Juliana Borges e Flávio Bruno

de que a área financeira tem

muita experiência na gestão de

mudanças, o mundo digital da

atualidade traz oportunidades

que ainda não chegamos a conhecer.

Entre elas, estão as que

permitem explorar enormes

quantidades de informação, de

maneira rápida, e distribuir conhecimento

por onde quer que

seja necessário. Essas mudanças

não estão apenas impulsionando

melhorias operacionais,

como também vêm ampliando

as expectativas sobre a geração

de insights ao negócio.

“De repente, um montante incomensurável

de dados que estavam

perdidos em algum lugar

inalcançável está vindo à tona,

e se torna instrumento essencial

para compreendermos melhor

os negócios e desenvolvermos

soluções de sucesso. Temos que

dar sentido a esses dados e usá-

-los como uma vantagem competitiva

e gerencial para melhor

servir nossos clientes”, considera

Othon Almeida, sócio-líder do

CFO Program da Deloitte Brasil.

Afinal, o que deve estar no

radar desses executivos de finanças

diante das disrupções

digitais:

Os volumes de dados estão

explodindo – A informação

está inundando os negócios,

causando uma explosão no

volume de registros de dados.

Termos como big data, mídias

sociais e internet das coisas

(IoT) agora devem estar no vocabulário

cotidiano dos gestores.

Afinal, o mundo cria 2,5

quintilhões (10¹ 8, ou dez elevado

à décima oitava potência)

bytes de dados todos os dias.

Não estruturado é diferente

– O crescimento massivo de

dados estruturados já é por si

só um grande desafio, mas a

quantidade de dados não estruturados,

como os presentes

em vídeos, fotografias e textos,

apresenta desafios analíticos

que muitas áreas financeiras

não estão preparadas para enfrentar.

Grande parte delas não

tem nem a tecnologia nem os

recursos humanos para acompanhar

essa evolução.

Área de finanças não tem a

exclusividade das análises –

Os executivos de negócios hoje

têm acesso a ferramentas de

análise que antes costumavam

ser de propriedade exclusiva da

área financeira. Quando áreas

de finanças não conseguem

agregar valor como esperado,

seu papel de parceiro do negócio

fica ameaçado.

Ciclos de negócios estão online

– Em um mundo digital,

produtos podem ser lançados

em horas, em vez de meses. Mas

podem também desaparecer

com a mesma rapidez – assim

como seus clientes. Os ciclos de

planejamento, forecasting, alocação

de capital e fechamento

já estão aptos a migrar para o

ambiente online. Como a área

financeira consegue fazer mais

coisas em tempo real?

“Não importa qual futuro você,

como CFO, vislumbre para o

seu próprio departamento financeiro.

Uma coisa é certa, se

os líderes de negócios ao

seu redor pretendem competir

no mundo digital, eles precisarão

de sua ajuda para processar

mais informações, com a

maior velocidade possível, e

transformar essas informações

eminsights profundos, mais do

que nunca. Isso vai exigir novas

tecnologias e uma equipe de

finanças curiosa e habilitada

para utilizá-las”

Fábio Perez, diretor do CFO

Program da Deloitte Brasil e responsável

pela prática de consultoria

em Finance Transformation.

As restrições de recursos e

talentos são reais – Para quem

vai atuar em finanças digitais,

há a tendência de se valorizar

habilidades com o foco nas áreas

de ciências de dados e parceria

de negócios. Muitas áreas financeiras

entretanto não têm o

pessoal adequado para promover

as mudanças demandadas.

Treinamento e desenvolvimento

podem ajudar, mas a necessidade

de recrutar pessoal com

novas habilidades está assumindo

uma nova urgência.

Por onde começar?

De acordo com as análises do

estudo “Hora Decisiva”, da Deloitte,

o CFO de um negócio já

estabelecido obviamente enca-

ra desafios tecnológicos de maneira

diferente daquele gestor

financeiro de uma empresa que

já cresceu digital. Para este último,

a área financeira pode já estar

operando totalmente na nuvem,

com automação em todos

os setores, e não há algo com

um sistema legado. Sua equipe

de finanças já nasceu digital.

Já as empresas tradicionais tendem

a enxergar o desafio digital

de maneira diferente. Muitas

estão adotando a nuvem

e soluções de analytics, mas

ainda têm muitos sistemas legados

funcionando – sistemas

que requerem investimento de

muito dinheiro e esforços para

serem mantidos. É difícil implementar

a mudança, que é constante,

ante desafios que vêm

de todas as direções.

Algumas áreas financeiras estão

respondendo ao desafio

adotando um modelo operacional

híbrido no qual alguns

processos de finanças ocorrem

por meio de automação e robótica.

Em teoria, isso libera pessoas

para que agreguem valor

ao planejamento, orçamento e

apoio a decisões de negócios.

32 aviação & mercado aviação & mercado 33


O Brasil que o Brasil Quer - FUTURO

DA INDÚSTRIA

Outras estão apostando fortemente

emanalytics, para melhorar

o desempenho de suas

unidades de negócios e fortalecer

a parceria com finanças.

Ao final, cada empresa terá que

percorrer seus próprios caminhos.

Mas não importa qual futuro

se visualiza, pois os líderes

provavelmente serão aqueles

que descobrirem como fazer o

digital funcionar e “trabalhar”

para a área de finanças – e para

o negócio como um todo.

tes. Juntas, elas formam um

conjunto de soluções que a

área financeira pode usar para

melhorar o desempenho e servir

a empresa de maneira mais

eficiente, especialmente quando

utilizadas em conjunto.

De acordo com a pesquisa da

Deloitte, as sete tecnologias

descritas a seguir têm crescente

relevância em como o trabalho

de finanças é executado:

manos, mas com menos risco

de cometer erros e sem fadiga.

3 – Visualização – A visualização

refere-se ao uso inovador

de imagens e tecnologias interativas

para explorar grandes

conjuntos de dados e de alta

densidade. Conjuntos de visualização

complementam plataformas

de business intelligence

e analytics, oferecendo gráficos

avançados, interatividade,

usabilidade e uma ótima experiência

ao usuário.

que antes eram inimagináveis.

7 – Blockchain – Blockchain é

uma tecnologia que permite a

transferência de ativos financeiros

entre diferentes partes

de maneira confiável, por meio

de uma rede de computadores,

sem depender de intermediários,

como uma autoridade

central reguladora, como governos

ou bancos.

Resultados percebidos

• Modernização

O estudo “Hora Decisiva” mostra

que a maioria das áreas de meiramente em recursos que sarão de sua ajuda para pronanceira,

concentrando-se pri-

no mundo digital, eles preci-

dos sistemas atuais

1 – Cloud – A computação em • Tecnologias exponenciais

finanças das empresas consultadas

já está em sua jornada digi-

áreas de finanças de outras or-

a maior velocidade possível, e

já se provaram vencedores nas cessar mais informações, com

nuvem (cloud computing) é um 4 – Analytics avançado – Já

tipo de tecnologia escalável e há algum tempo, o analytics

tal, mesmo que seus planos de ganizações;

transformar essas informações

elástica para fornecer serviços tem sido parte do arsenal de

ação não sejam claros. Os CFOs • Tenha um plano mestre de eminsights profundos, mais do

e soluções por meio da internet.

Ao invés de realizar gran-

estão ajudando os executivos a

vestimentos em cloud, analytics passo de cada vez;

tecnologias e uma equipe de

finanças. Mas novas técnicas

não estão fazendo somente in-

longo prazo, mas execute um que nunca. Isso vai exigir novas

des investimentos em TI (tecnologia

da informação), a área ras, com respostas criteriosas.

repensando a busca por talen-

muito rapidamente. Desta for-

para utilizá-las”, conclui Fábio

enfrentar questões desafiado-

e robótica; eles estão também • Os cenários estão mudando finanças curiosa e habilitada

Novos desafios,

financeira pode obter todas Frequentemente, isso significa

tos, em antecipação às crescentes

expectativas do negócio em uma única direção. Sinta- da Deloitte Brasil e responsável

ma, não faça grandes apostas Perez, diretor do CFO Program

novas ferramentas

as funcionalidades “como um vasculhar o big data para verificar

padrões que possam suge-

diante de perspectivas de agre-

-se confortável e pronto para pela prática de consultoria em

Alguns dos novos recursos digitais

disponíveis para a área de públicas, privadas ou híbridas. rir oportunidades futuras.

gar valor às organizações. a mudança, entendendo os po-

Finance Transformation. “Não

serviço”, fornecido por nuvens

finanças focam especificamente

em atualizar sistemas cen-

processos automatiza o pro-

Computação cognitiva e inte-

os CFOs não estão sozinhos. Ou-

“Não importa qual futuro você, perigoso, uma vez que o ritmo

2 – Robótica – Robótica de 5 – Computação cognitiva –

Felizmente, segundo o estudo, tenciais riscos e benefícios. ter um plano de ação é muito

trais e capacidades existentes. cessamento de transações e a ligência artificial (IA) simulam

tras áreas dos negócios também como CFO, vislumbre para o da transformação está acelerado

demais em todas as indús-

Outras ferramentas – as quais comunicação ao longo de diversos

sistemas de tecnologia. tecnologia inclui machine leartais,

e há muito a aprender com nanceiro. Uma coisa é certa, trias. Esteja atento aos ganhos

o pensamento humano. Essa

estão liderando iniciativas digi-

seu próprio departamento fi-

chamamos de exponenciais –

são projetadas para fornecer Robôs executam processos recorrentes,

como se fossem hugem

natural, reconhecimento

tido, o CFO deve manter con-

seu redor pretendem competir a mudança.” m

ning, processamento de lingua-

as suas experiências. Nesse sen-

se os líderes de negócios ao rápidos e use-os para alavancar

capacidades novas e diferende

voz e visão computacional.

tato estreito com seus colegas,

6 – Processamento in-memory

para descobrir como a transformory

– Processamento in-memação

digital tem redefinido

refere-se à armazenagem

seus talentos e seus modelos de

de dados no dispositivo principal

operação. O objetivo é aprenpos

de memória para obter temder

com os sucessos que obtive-

de resposta mais rápidos.

ram e também com as falhas.

E, uma vez que esses dados são

As principais sugestões com

comprimidos, os requisitos de

base nas análises do estudo são

armazenamento são reduzidos.

as seguintes:

O resultado? Maior velocidade

• Comece mapeando sua necessidade

e acesso a quantidades de dados

de transformação fi-

34 aviação & mercado aviação & mercado 35


indústria 4.0

na visão de um

líder global

A Aviação e Mercado teve a

honra de ser convidada para

um almoço com Tim Hanley,

Sócio Sênior e líder global do

grupo de produtos de consumo

e industriais da Deloitte Touche

Tohmatsu Limited (Deloitte

Global) e sócio sênior da Deloitte

United States (Deloitte LLP).

Durante sua distinta carreira

em serviços profissionais, Tim

assessorou clientes multinacionais

nos setores de produtos

químicos, produtos e serviços

Por: Vilso Ceroni

industriais e produtos de consumo.

Atualmente, atua como

o principal parceiro de serviço

a clientes líderes mundiais e

parceiro consultivo em várias

empresas da lista Fortune Global

500. Ele tem vasta experiência

em liderar equipes atendendo

a todos os aspectos de

negócio, incluindo a consultoria

com a alta gerência sobre

desenvolvimento e execução

de estratégias financeiras organizacionais,

aquisições e

desenvolvimento de mercado.

Antes de se juntar à Deloitte

em 2002, Tim era sócio de auditoria

na Arthur Andersen,

onde gerenciou a prática de

Milwaukee WI Andersen. Tim

tem sido um orador formal e

apresentador de muitas organizações

industriais locais e internacionais,

e é membro do

conselho de diversas organizações

profissionais e cívicas.

Tim concedeu a Aviação e Mercado,

uma entrevista exclusiva

sobre a indústria 4.0 e seus reflexos

na indústria aeroespacial

e no futuro dos negócios e da

sociedade.

1) Eu gostaria de saber como

você percebe a presença da

indústria 4.0 na Indústria

Aeroespacial?

É uma boa pergunta em vários

aspectos, pois abrange todas as

áreas, não só a aeroespacial.

Mas a indústria 4.0 é a líder

das mudanças que estão ocorrendo

no planeta, sito alguns

exemplos:

Primeiro: As empresas mais

avançadas em tecnologia são

as que utilizam a 3D, é desafiador,

mas elas fazem seu trabalho

muito bem.

Segundo: A tecnologia está

ampliando o uso dos drones e

eles estão tomando conta do

mercado em visibilidade para

poder mostras como as nossas

vidas pode ser mais práticas

usando-os. O maior intuito disso,

é mostrar ao mundo que em

um futuro próximo, entregas de

comida, por exemplo, poderão

Tim Hanley, Sócio Sênior

e líder global do grupo

de produtos de consumo

e industriais da Deloitte

Touche Tohmatsu

Limited (Deloitte Global)

e sócio sênior da

Deloitte United States

(Deloitte LLP)

36 aviação & mercado aviação & mercado 37


ser feitas por drones, ou seja,

pela indústria aeroespacial. Eu

afirmo, sim é possível e ocorrerá.

Quarto: Melhorar nossos

produtores, pois investimos

constantemente nisso, a tecnologia

envolve muita manutenção,

por mais que a maioria

das pessoas desconheçam

isso, não podemos apenas

vender um produto, temos

que vender o produto certo

que vai atender as necessidades

das pessoas e que vai de

fato funcionar.

Ela vai atender as necessidades

das pessoas e de fato isso vai

funcionar e o maior líder nesse

processo, neste momento, com

certeza é o setor aéreo e iremos

seguir em frente com isso,

nada deterá, é um processo positivo

e sem volta. Todos serão

beneficiados e em muitos casos

já estão sendo e talvez ainda

não perceberam.

3) A tecnologia 4.0 caminha

para a produção em escala

de aeronaves sem piloto no

comado. A partir de que década

você imagina que isso

irá acontecer?

Nosso principal foco no momento

é conseguir autorização

para essa tecnologia, para que

ela aconteça. Eu acredito que

nos próximos 10 anos estaremos

aptos para que isso ocorra.

Deste modo, carros assim como

aviões, usarão o espaço aéreo

para se locomoverem, como os

drones por exemplo. Teremos

inúmeros avanços em 10 anos,

inclusive os aviões viajarão de

forma muito mais rápida, e

sim, sem pilotos no comando.

Em 2030, eu consigo claramente

ver isso acontecendo.

Com o avanço da tecnologia,

novas oportunidades de emprego

se abrem devido a essa

era que está chegando. Eu

acredito que naturalmente as

coisas mudam. Hoje o mundo

é muito robótico, isso é bom

para a indústria tecnológica,

mas está errado em as pessoas

serem tratadas como robôs.

Nós queremos avançar com

essa tecnologia para deixar o

trabalho mais pesado a ela.

6) A indústria 4.0 pode levar

a sociedade a um nível

muito mais elevado do que

hoje?

Eu acredito que a indústria

tecnológica pode levar a humanidade

à outro nível. Está

pergunta é muito interessante,

pois as pessoas ficam um pouco

assustadas quando falamos

em robotizar o sistema, mas

na verdade estamos querendo

tornar a vida humana mais fácil

e simples.

Terceiro: A área que realmente

4) Você acredita que isso

estamos interessados e fo-

será aceito pelas pessoas?

cados neste momento é a segurança

Eu vejo que se apresentamos

internacional, pois é

algo que é seguro e que envol-

muito importante em diversos

va mais facilidades para a vida

sentidos para a humanidade

das mesmas, não há porque

e a indústria aeroespacial está

não aceitarem.

trabalhando muito forte com

suas tecnologias juntamente

5) Como a indústria 4.0 vai trabalhar

com outros setores para termos 2) Qual o maior beneficio da

para substituir o desem-

grandes conquistas.

indústria 4.0 para a sociedade? prego que ela está gerando?

38 aviação & mercado aviação & mercado 39


7) Ela vai gerar uma reorganização

no mundo?

Sim, nós temos estudado muito

isso, é a mudança das coisas e

estamos nos preparando para

essa reorganização juntamente

com a evolução social.

8) Qual o nível de profissional

que devemos ter para a

próxima década para suprir

as necessidades tecnológicas

da indústria 4.0?

O principal requisito é ter foco

para que o projeto realmente

funcione, pois é a forma inteligente

que vemos para que as

coisas deem certo.

Nós venderemos um produto

inteligente que vai revolucionar

a vida das pessoas, e o começo

dela já se iniciou.

9) A tomada de decisão será

mais inteligência artificial

ou humana?

Com certeza humana, pois o

cérebro humano é a maquina

que cria as melhores ideias, as

melhorias no mundo vem através

da tecnologia, nós apenas

queremos facilitar a vida das

pessoas.

10) Uma mensagem sua

para nosso leitor...

Muito obrigado pela oportunidade

de falar ao leitor da

Aviação e Mercado e como

mensagem final eu gostaria

de dizer que as suas habilidades

servirão para essa tecnologia,

olhe para o futuro e veja

que isso está diante dos nossos

olhos. m

40 aviação & mercado aviação & mercado 41


No espírito de colaboração e

do DevOps, a empresa projetou

uma versão de software livre do

dispositivo que pode ser feita

em uma impressora 3D. Ele está

disponível desde a primeira semana

de Janeiro em: https://github.com/Dynatrace/ufo.

Os UFOs tem nome inspirado

em sua aparência peculiar similar

a um disco voador – são

colocados nos tetos dos departamentos

e conectados com as

plataformas de monitoramento

de performance digital. O dispositivo

fornece atualizações

visuais de status sobre a qualidade

do código tanto no desenvolvimento

como na produção.

Quando tudo está bem, as luzes

do UFO ficam verdes, mudando

para vermelhas quando problemas

são identificados para

avisar os engenheiros sobre

degradações de códigos que

poderiam impactar a experiência

do usuário ou aumentar

custos operacionais. Todas as

luzes devem ficar verdes antes

de o código ser avançado para

o próximo nível do cronograma

de desenvolvimento, ajudando

a garantir que a qualidade do

código foi reforçada em cada

estágio do processo. Além disso,

como o UFO fica visível no

teto do escritório, todo mundo

pode olhar para cima e obter

uma atualização no status de

um projeto.

Andreas Grabner, Estrategista

de Tecnologia na Dynatrace,

explica o fundamento da inovação.

“Considero o desenvolvimento

como algo semelhan-

Gestão unificada

de equipe e

unidades de

negócios além

de sistemas

também utilizam

impressão 3D.

Tanto na industria aeroespacial

como em companhias aéreas é

normal ter equipes espalhadas

por diversos locais e para isso

cada vez mais a industria 4.0

traz mais e melhores soluções.

“Toda a essência do DevOps é baseada em colaboração e compartilhamento,

Um desses sistemas que acaba

então nós queremos encontrar uma forma de propagar esse espírito. Os escritórios

de ser lançado é o UFO desenvolvido

pela Dynatrace, trata-

frequentemente têm grandes equipes de desenvolvedores, espalhadas por diferentes

-se de um dispositivo inovador

andares e departamentos, dificultando a conexão entre elas. Como você pode saber se

que ilumina quando algum

as pessoas estão fazendo muito esforço, ou se frustrando, se você não pode conversar

problema é detectado no código

de uma aplicação. Os UFOs

com elas? Nossos UFOs ajudam os times a se comunicarem da mesma forma que um

são voltados para empresas

passeio rápido pelo escritório ou uma espiada em outro lado da sala pode alertá-los

Por: Vilso Ceroni

com equipes distribuídas em

sobre problemas. A colaboração é a base dessa nossa plataforma. Por isso, oferecemos

diferentes locais, para ajudar

os projetos para que os desenvolvedores possam construir seus próprios UFOs, caso

a regular a qualidade e melhorar

a comunicação interna em

tenham uma impressora 3D. Esse é um simpático mecanismo de DevOps que não é

cada estágio do processo de

atrelado ao serviço de um fornecedor e que acreditamos que todos irão se interessar”,

desenvolvimento.

diz Grabner.

42 aviação & mercado aviação & mercado 43


44 aviação & mercado

te a um carro em uma linha de

montagem. Você pode ter uma

equipe trabalhando nas portas,

outra no motor, mas no fim é

preciso juntar tudo e funcionar.

É o mesmo para os serviços digitais.

Se você está fazendo uma

aplicação bancária on-line, um

grupo vai trabalhar no login,

outro na visualização de conta

e assim por diante. Se cada time

usar um UFO, toda a linha de

produção trabalhará muito mais

facilmente. Existe uma garantia

de qualidade em cada estágio,

visto que um código não pode

evoluir até que esteja perfeito.

Com esse sinal visual, fica mais

fácil proteger a performance

digital, já que ele assegura que

apenas o código de qualidade

impulsione a produção.”

Os UFOs visualizam a qualidade

em cada fase do processo

de desenvolvimento, com

um dispositivo separado para

cada aplicação ou equipe específica.

O disco superior de

LED monitora a performance

da aplicação conforme ela se

desenvolve. O disco inferior

mostra o status da aplicação

quando ela está em produção.

Se existem assuntos que

impactam o desempenho digital,

os LEDs ficam vermelhos,

alertando os desenvolvedores

sobre problemas que precisam

ser corrigidos para proteger a

experiência do usuário. Como

os UFOs avisam os engenheiros

em tempo real, os erros podem

ser resolvidos rapidamente, assegurando

que a qualidade do

código seja mantida por todo

o ciclo de desenvolvimento. m


A impressão em 3D

é um dos grandes avanços

para a indústria 4.0

Empresa substitui

sua fábrica por

impressoras 3D e

reduz 45% dos custos

Tecnologia é brasileira e utiliza

material e reaproveitável

Uma empresa especializada em

a confecção levava até uma semana.

A empresa gastava 12%

Vamos utilizar aqui um exemplo soluções ortopédicas para pés

e pernas completou oito meses

de suas vendas com a fábrica.

fora da indústria aeroespacial

confeccionando seus produtos

Segundo Thomas Case, fundador

da Catho e diretor da Pés

para demostrar o que significa

em Impressoras 3D. A “Pés Sem

a revolução industrial em

Dor” produzia palmilhas e sandálias

sob medida numa fábri-

ser totalmente digital.

Sem Dor, a produção passou a

andamento, que está sendo

Thomas Case - diretor

ca de 600 m2 em São Bernardo

“Agora, os produtos são feitos

de um elastômero flexível

da Pés Sem Dor

imposta pela impressão 3D, que do Campo, no ABC Paulista. A

estrutura foi reduzida para 80

chamado TPU. A precisão das senvolvidas com tecnologia “Nosso prazo de entrega caiu

faz parte da indústria 4.0.

m2, mais próximo da sua sede e

impressoras permite que sejamos

a única empresa de saúlitana

de Campinas/SP. Juntas, aluguel, luz e logística redu-

brasileira, na região metropo-

para dois dias e os custos com

dos pontos de venda.

Por: Vilso Ceroni

O antigo processo utilizava

de que dá garantia de acabar confeccionam 1500 palmilhas ziram em 45%. Além disso o

EVA, uma espuma que necessita

de descarte seguro em canheiro.”

Afirma o empresário. Case enfatiza vantagens na devoluções sejam reciclados e

com dores ou devolve o di-

por mês.

material permite que restos e

çambas. Além dos fortes ruídos,

As 30 impressoras foram de- economia e produtividade: reaproveitados. m

46 aviação & mercado aviação & mercado 47


StRAtasys e suas

tecnologias de

impressão 3D

que lideram o

segmento.

Na indústria aeroespacial a impressão 3D já

avança a bons anos, um exemplo clássico disso

é a AIRBUS que em 2014 iniciou o processo e

padronizou a cadeia de produção de peças do

avião A350 XWB com soluções de manufatura

aditiva da Stratasys, com o material ULTEM

9085 de impressão 3D, para a produção de peças

dos aviões modelo A350 XWB.

Por: Vilso Ceroni

O material Stratasys ultem

9085 é certificado de acordo

com as especificações da Airbus

e é usado nas soluções de

manufatura aditiva da Stratasys

baseadas natecnologia FDM

(Fused Deposition Modelling).

Ao combinar uma excelente

relação peso x resistência com

critérios FST (chama, fumaça e

toxicidade, em português) para

atender ao cumprimento de

exigências para a produção de

partes de aeronaves, o ultem

9085 permite a produção de

peças fortes, resistentes e mais

leves, ao mesmo tempo em que

reduz substancialmente o tempo

e os custos de fabricação.

“Em 2014, a Airbus produziu

uma quantidade significativa

de peças nas impressoras

3D Stratasys FDM para uso na

nova aeronave A350 XWB, o

que possibilitou que cumprissem

os seus prazos de entrega.

A manufatura aditiva traz novos

níveis de eficiência e flexibilidade

para as cadeias de

abastecimento de produção,

propiciando a fabricação sob

demanda de peças, em locais

otimizados, para entrega direta

nas linhas de montagem.

Melhora também, de modo expressivo,

o custo-benefício, devido

ao menor desperdício de

materiais em comparação com

os métodos de manufatura convencionais.

“Nós vemos a demanda por

nossas soluções de manufatura

aditiva vindo de uma variedade

de indústrias cujas produções

são sensíveis ao tempo,

como aeroespacial, automotiva,

médica e de consumo”,

acrescenta Andy Middleton,

presidente da Stratasys EMEA.

“Ao adotar as soluções estratégicas

de manufatura aditiva da

Stratasys na gestão da cadeia

de abastecimento, as empresas

não só garantem os prazos de

entrega ao mercado, mas também

aumentam a inovação de

seus produtos, enquanto diminuem

os requisitos de inventário

físico de peças.”

E para entender melhor o conceito

de impressora 3D entrevistamos

Anderson Soares gestor

no Brasil da Stratasys,

líder mundial em impressão 3D.

1) Qual a tecnologia que Stratasys

possui atualmente?

Atualmente temos duas tecnologias

a FDM de origem

americana e a PolyJet, israelense.

Até 2013 as duas empresas

concorriam pelo mesmo

mercado e perceberam que na

verdade eram complementares

e acabou com a fusão entre

ambas e ampliando a liderança

mundial em impressão 3D.

2) Como funciona a FDM?

Impressoras 3D que funcionam

em FDM constroem as peças

camada por camada de baixo

para cima por aquecimento e

extrusão de filamentos termoplásticos.

O processo é simples:

Pré-processamento: o software

Build-preparation corta e

posiciona um arquivo 3D CAD e

calcula um caminho para extrusão

de material termoplástico

e qualquer material de suporte

necessário.

Produção: A impressora 3D

aquece o termoplástico para

um estado semi-líquido e deposita-o

em camadas ultra-finas

ao longo do percurso de extrusão.

Onde o suporte ou buffering

é necessário, a impressora

3D deposita um material removível

que atua como andaimes.

Pós-processamento: O usuário

quebra material de apoio ou dissolve-o

em detergente e água, e

a peça está pronta para uso.

48 aviação & mercado aviação & mercado 49

Anderson Soares,

gestor no Brasil

da Startasys


3) Quais os benefícios

da FDM?

A tecnologia é limpa, simples e

utilizada no escritório. Os termoplásticos

de grau de produção

suportados são mecânicos e

ambientalmente estáveis as geometrias

e cavidades complexas

que de outra forma seriam problemáticas

tornam-se práticas

com a tecnologia FDM.

4) Que tipo de termoplásticos

são utilizados na impressão?

A tecnologia FDM utiliza os

mesmos termoplásticos testados

nos processos de fabricação

tradicionais. Para aplicações

que exigem tolerâncias apertadas,

resistência e estabilidade

ambiental ou propriedades

especializadas como dissipação

eletrostática, translucência,

biocompatibilidade, inflamabilidade

VO ou classificações FST

- há um termoplástico FDM que

pode fornecer.

de produto com a mais ampla

gama de cores e propriedades

de materiais para protótipos e

ferramentas.

Agora vamos falar um pouco

da tecnologia Polyjet

6) Como funciona a PolyJet?

A impressora 3D PolyJet funciona

de forma semelhante à

impressão a jato de tinta, mas

em vez de lançar gotas de tinta

sobre o papel, lança jato de

camadas de fotopolímero líquido

curável em uma bandeja de

construção.

7) Como é o processo de impressão

da Polyjet?

O processo é simples e ocorre

em três etapas:

Pré-processamento: O software

de compilação-preparação

calcula automaticamente

a colocação de fotopolímeros e

material de suporte a partir de

um arquivo CAD 3D.

Produção: A impressora 3D jatos

e instantaneamente UV-curas

minúsculas gotículas de fotopolímero

líquido. As camadas

finas acumulam-se na bandeja

de construção para criar um

ou vários modelos ou peças 3D

precisos. Onde proeminentes

ou formas complexas requerem

apoio, a impressora 3D jatos um

material de suporte removível.

Suporte de remoção: O usuário

remove facilmente o material

de suporte à mão, com

água ou em um banho de solução.

Modelos e peças estão

prontas para manusear e usar

diretamente da impressora 3D,

8) Quais os benefícios da impressão

3D PolyJet?

A tecnologia PolyJet oferece

detalhes excepcionais, suavidade

de superfície e precisão.

Cria protótipos suaves e detalhados

que transmitem a estética

do produto final, produz

moldes precisos, gabaritos, dispositivos

elétricos e outras ferramentas

de fabricação, alcança

formas complexas, detalhes

intrincados e características delicadas

e Incorpora a mais ampla

variedade de cores e materiais

em um único modelo para

uma eficiência imbatível.

Temos três modelos:

A Série Desktop Design

Imprimi modelos pequenos e

precisos em um único material,

diretamente no seu desktop

A Série de Design

Ganha eficiência e liberdade

de design com mais opções de

materiais e remoção de suporte

com as mãos.

A Série Produção

Traz agilidade e estética a cada

estágio de desenvolvimento

de produto com a mais ampla

gama de cores e propriedades

de materiais para protótipos e

ferramentas.

5) Quais os modelos de impressoras

3D FDM a Stratasys

oferece ao mercado?

Oferecemos 3 modelos:

Série Ideia

Desenvolve suas ideias com modelos

e protótipos acessíveis,

ela pode ser utilizada em seu

desktop.

Série para Design

Aperfeiçoa seus projetos com

peças fortes, duráveis e dimensionalmente

estáveis que resistam

a testes duros.

Série Produção

9) Quantos modelos de Impressoras

10) Qual o Conjunto de

Traz agilidade e estética a cada

PolyJet 3D e no Tecnologias que a Stratasys

estágio de desenvolvimento

sem necessidade de pós-cura. que se aplicam?

oferece ao mercado?

50 aviação & mercado aviação & mercado 51


Stratasys F123 Professional 3D Printer

Series

Nos oferecemos ao mercado

um pacote de soluções que

compreende a Impressora 3D, a

matéria prima a ser utilizada na

impressão, serviço de manutenção

da impressora e o serviço de

desenvolvimento de novas usabilidades.

b) Velocidade de desenvolvimento,

reduz de meses para

horas ou dias, tudo depende

do estágio e a complexidade do

projeto;

c) Redução de custo no desenvolvimento

que varia de 10% a

90% em relação ao método tradicional;

d) Maior facilidade de pesquisa

e desenvolvimento de novos

produtos, a equipe interna tem

maiores condições de testar

e desenvolver novas soluções

criativas a um custo muito menor

sem depender de terceiros.

e) E muitas outras, tudo depende

do segmento industrial que

a empresa atua.

peça está atendida com uma

menor quantidade de matéria

prima envolvida e a um custo

muito menor.

13) A tecnologia de impressão

3 D é mais sustentável

do que a indústria metálica?

Sim, porque trabalhos com produtos

recicláveis, maior preservação

ambiental e conseguimos

trazer soluções de maior qualidade

com menor uso de matéria

prima e energia elétrica, por

exemplo. Somos o conceito da

indústria 4.0.

14) No que podemos aplicar

a tecnologia de impressão

tótipos impressos nas mesmas uma biblioteca digital (sem cânicas, e certificados fazem

11) Quais os principais benefícios

3D na Industria Aeroes-

condições que o produto final armazenagem física de com-

toda a diferença quanto às suas

que a 3D trás para a 12) Qual o diferencial entre pacial?

estará exposto.

ponentes). Neste caso, nossos performances e a significativa

indústria?

a tecnologia da impressão 3 Contando com as duas tecnologias

2. Ferramentas de produção/ clientes podem imprimir “on

redução de peso que pro-

D em relação aos produtos e

da Stratasys: Polyjet e FDM

manufatura:

demand” – isso quer dizer, porcionam. O Ultem 9085 por

Trás um conjunto de benefícios: matérias primas desenvolvido

o leque de aplicações se esten-

Uma vez mais a alta perfor-

caso uma peça ou ferramen-

exemplo, altamente utilizado

a) Preservação do segredo industrial,

por ligas metálicas? de para nossos clientes da semance

de nossos materiais, ta quebre e necessite de uma na indústria aeroespacial, é um

os protótipos de novos O grande diferencial é que nós guinte forma:

bem como qualidade, precisão

nova é só imprimir em casa material que tem certificação

produtos são feitos tudo internamente

desenvolvemos produtos com a 1. Prototipagem em geral:

e repetibilidade que nos-

sem burocracia e sem a neces-

FAA - FST – antichama, antifu-

sem ter que abrir para capacidade necessária de uso, Nesta etapa do projeto, o cliensos

equipamentos oferecem sidade de entrar no processo maça e atóxico, isso quer dizer

terceiros;

ou seja, a resistência de uma te tira a ideia (projeto) do software

habilitam nossos clientes a de cotações, aprovações inter-

um material perfeito para apli-

ou do papel e imprime

fabricar “on site” ferramennas

e etc., o que consome um cação em peças finais para em-

em 3D seu produto, o que facilita

tas utilizadas na produção e precioso tempo de produção. barque em aeronaves.

e antecipa a prova de con-

manufatura de seus produtos Exemplo de ferramentas: Dentre milhares de peças de

ceito e aprovação visual conseguindo

a um custo e tempo menores • Fixadores

uso final que podemos entre-

imprimir seus produtos

do que os processos tradi-

• Gabaritos

gar para nossos clientes de avia-

com as cores e texturas finais

cionais de produção, como a • Berços

ção, podemos citar:

como concebido.

usinagem. Além disso, como • Espaçadores

• Spare parts

Indo um passo à diante, muitos

a 3D não oferece limitações • Ferramentas para controle de • Partes Customizadas e projetos

clientes/produtos requerem um

geométricas, nossos clientes qualidade

especiais

pouco mais do que apenas a

usufruem de total liberdade e • Chapelonas

• Fixadores, como por exemplo

prova visual, e também podem

criatividade durante a criação • Diversos outros

de chicotes para fios elétricos

contar com as tecnologias da

do desenho, assim integrando

• Painéis

Stratasys em testes funcionais

ao processo maior ergonomia 3. Peças para uso final – peças

• Adaptadores

em seus produtos protótipos,

e reduzindo drasticamente

impressas em 3D que são ou • Plugs e conexões

eliminando assim possíveis erros

o peso de suas ferramentas. compõe o produto final. • Tubulações

de engenharia (desenho/

Outras vantagens que pode-

Os materiais avançados da Stra-

• Entradas e saídas de ar

projeto) e testando seus promos

incluir neste contexto é tasys, com características me-

• e assim por diante.

52 aviação & mercado aviação & mercado 53


16) Qual a diferença de custo

em relação ao desenvolvimento

em 3 D e o desenvolvimento

tradicional de

novos produtos?

Essa diferença varia de 10 a 90%,

tudo depende do tipo de projeto

e da matéria prima utilizada.

New Stratasys 3D Demonstrators Build

Bigger, Lighter Parts for Auto and Aero

15) Hoje um dos entraves

para o grande avanço da 3D

é o ganho de escala industrial,

como vocês estão trabalhando

para vencer este

desafio?

A impressão 3D veio para ficar

definitivamente. A chamada de

terceira revolução industrial,

por todos os ganhos vinculados

aos seus processos, foi implementada

para trabalhos de desenvolvimento,

customização e

baixa escala de produção, assim

ainda utilizada.

Este cenário vem mudando a

cada dia, a Stratasys investe

muito em pesquisa e desenvolvimento,

o que nos impulsiona

a estar na vanguarda da tecnologia,

sempre apresentando

avanços no portfólio de equipamentos

e a introdução de novos

materiais. Assim sendo os custos

de produção vem diminuindo

ao passo que e a velocidade e

os tamanhos de impressão aumentando.

Hoje, isso se tornou

uma exigência do mercado.

Acredito que estaremos muito

mais competitivos em relação a

produção em escala nos próximos

cinco anos.

17) Como a 3 D auxilia na

proteção dos segredos industriais?

Com a impressão 3D dos protótipos

a empresa não precisa

enviar seus projetos a terceiros

para desenvolver o mesmo, isso

é feito tudo interno e a uma

velocidade muito maior, diminuindo

de meses para dias. Os

profissionais envolvidos no

processo de desenvolvimento

imprimem e analisam imediatamente

eventuais mudanças

e ajustes, também tem condições

de criar e desenvolver

projetos mais arrojados e mais

inovadores com maior facilidade.

Isso tudo no espaço in-

Stratasys F123 Professional 3D Printer

Series

terno da empresa e com a mesma

equipe de trabalho. Sem

precisar gastar com terceiros

e principalmente não revelar

o que está sendo desenvolvido

e no que será utilizado.

Isso amplia a competição empresarial

e o desenvolvimento

tecnológico.

18) Quais os principais objeções

que a Impressão 3D

tem encontrado no mercado

e como vocês trabalham

para superá-las?

As nossas maiores objeções

são a cultura e a educação. É

a resistência de mudar os processos

antigos, nas empresa,

para algo novo e inovador.

A Industria 4.0 ainda assusta.

Mas isso está atrelado a cultura

empresarial e a educação.

Educação no sentido de

aprender algo novo que está

mudando o mundo da indústria

como um todo. Cabe a nós

ensinar e propagar o conhecimento

para as pessoas através

de parcerias em universidades,

cursos técnicos, cursos profissionalizantes,

etc... e na questão

cultural ir trabalhando as

pessoas de que temos algo diferente

e extraordinário que

pode ajudar a evoluir o ambiente

de trabalho e de negócios

das empresas. Levar a empresa

para um estágio acima

do atual e torna-la mais competitiva,

ou até mesmo salvá-

-la da falência. A indústria que

não aderir a era 4.0 está fadada

a deixar de existir. m

New Stratasys 3D Demonstrators Build

Bigger, Lighter Parts for Auto and Aero

54 aviação & mercado aviação & mercado 55


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de conteúdos sobre a

aviação executiva.

E para iniciarmos

nossa caminhada nesse

segmento escolhemos a

Gulfstream uma empresa

lider em tecnologia

que desenvolve seus

produtos focada na

melhor experência de

voo para seus clientes.

Gulfstream

GRANDES NOVIDADES À CAMINHO

Texto: Vilso Ceroni

quando a Grumman Aircraft

Engineering Co., de Bethpage,

em Nova York, completou

o projeto para a aeronave Gulfstream

I, com turbopropulsores,

que teve seu vôo inaugural

em 14 de agosto de 1958.

O fundador da empresa, Roy

Grumman, nomeou a empresa

com o nome de “Gulfstream”

porque muitos executivos de

Grumman passavam férias na

Florida, onde a corrente do

córrego do golfo flui para o

norte ao longo da costa.

Em 1967, Grumman mudou a

operação de jatos corporati-

vos da Gulfstream para Savannah.

A empresa fez uma série

de fusões e aquisições durante

a década de 1970, o que levou

a Gulfstream a tornar-se sua

própria entidade em 1978. A

General Dynamics comprou a

Gulfstream em 1999.

Hoje, a Gulfstream fabrica cinco

aeronaves através de um

espectro de preços e pontos

de desempenho. Os modelos

são o G280, o G450, o G550,

o G650 eo G650ER. Os modelos

de cabine grande são fabricados

na sede da empresa

um dos quatro centros de conclusão

da Gulfstream - Savannah

e Brunswick, na Geórgia;

Appleton, Wisconsin; E Long

Beach, Califórnia. O modelo

G280 de cabine média é co-fabricado

pela Israel Aerospace

Industries em Tel Aviv e equipado

em Dallas.

A Gulfstream fornece aeronaves,

aviônicos, motores e

serviços de remodelação e suporte

para suas aeronaves em

oito locais nos Estados Unidos

- Appleton; Brunswick; Dallas;

Las Vegas; Long Beach; Savana;

West Palm Beach, Flórida;

E Westfield, Massachusetts - e

três fora dos EUA – Pequim na

China, Luton na Inglaterra e

Sorocaba no Brasil. A empresa

também opera uma instalação

de reparo de componentes

em Lincoln, Califórnia.

A Companhia está preparada

em tecnologia para enfrentar

a concorrência com os melhores

aviões executivos do mercado.

O G650 e o carro-chefe

G650ER são incomparáveis no

segmento de cabine grande

e ultra-longo alcance. A nova

família de aeronaves da empresa

- o G500 e o G600 - estão

no caminho para a certificação

e as primeiras entregas. Tanto

o G500 quanto o G600 têm um

A Gulfstream Aerospace Corporation

é uma industria aeroespacial

completa, onde,

projeta, desenvolve, fabrica,

comercializa, presta serviços

de atendimento e suporte

os seus jato executivos mais

avançados tecnologicamente

do mundo. A empresa, com

sede em Savannah, Geórgia,

é uma subsidiária integral

da General Dynamics (GD).

A Gulfstream tem aproximadamente

15.000 funcionários

distribuidos em 12 locais considerados

estratégicos para a

empresa e já construiu mais

de 2.600 aeronaves para corporações,

governos e pessoas

em todo o mundo.

A marca Gulfstream apareceu

pela primeira vez em 1957,

em Savannah e equipados em

58 aviação & mercado aviação & mercado 59


How Smart Cabin Design in the Gulfstream

G650ER Makes a 14-Hour Flight Seem a

Delight – AINtv

conjunto incomparável de tecnologia,

particularmente dentro

do revolucionário Gulfstream

Symmetry Flight Deck.

Nesta nova plataforma de voo,

os primeiros aviões de aviação

executiva substituem as colunas

de controle, criando mais

espaço e melhor conforto

para os pilotos. Os sidesticks

são ligados digitalmente para

fornecer a mesma resposta e

60 aviação & mercado aviação & mercado 61


controle de um pedestal montado

tradicional para garantir

que ambos os pilotos possam

ver e sentir cada manobra e

controle de entrada.

A plataforma de vôo também

oferece uma série de avanços

em termos de carga de trabalho,

incluindo um procedimento

de checklist automatizado

capaz de iniciar várias

partidas do sistema que anteriormente

só poderia ser feito

sequencialmente por entrada

manual. O esforço em cascata

encurta os procedimentos

de inicialização da aeronave

e também fornece alertas codificados

por cores ao piloto

para mostrar o status de cada

etapa do processo de pré-vôo.

Isso faz parte da filosofia do

menu operacional do Gulfstream

chamada Phase of Flight,

que foi possível graças

à tecnologia de tela sensível

ao toque. As telas fornecem

à tripulação as funções mais

necessárias para cada fase da

operação da aeronave. O toque

para reduzir a carga de

trabalho e melhorar a forma

como os pilotos interagem

com sistemas integrados, 10

ecrãs tácteis integrados eliminam

a maioria dos computadores

de cabina de pilotagem.

Usando a inteligência imersiva

da Phase-of-Flight da

Gulfstream, as telas de toque

exibem uma lista de tarefas

estruturada e opções de seleção

necessárias para uma fase

específica de vôo.

A Gulfstream vai trazer o G500

e G600 para o mercado antes

do cronograma inicial, o G500

em 2017 e o G600 em 2018.

Essas aeronaves são excelentes

exemplos do programa de

pesquisa e desenvolvimento

Preview the Gulfstream G600

Business Jet Cabin – BJT

62 aviação & mercado aviação & mercado 63


(R & D) robusto da Gulfstream,

que envolve o trabalho

de aproximadamente 1.500

engenheiros.

A Gulfstream está focada

principalmente em seus próximos

aviões à entrarem em

operação, mas também está

olhando para produtos futuros.

Entre as maneiras que a

Gulfstream se prepara para o

futuro é ouvir atentamente

seus clients, entendendo por

exemplo: Como eles usam

seus aviões; Como foi sua experiência

de passageiro; Qual

é a sua experiência de proprietário

de uma aeronave da

marca. Esse tipo de feedback

dos clientes define o caminho

para a Gulfstream avançar.

Atualemente a Gulfstream

tem em produção as aeronaves:

G280, o G450, o G550, o

G650 e o G650ER. O G500 e o

G600 entrarão em operação

em 2017 e 2018, respectivamente,

os demais modelos já

fabricados pela companhia

estão fora de produção.

No momento a Gulfstream

está focada nos programas de

teste de vôo para o Gulfstream

G500 e G600 e de forma

continua estuda e desenvovle

maneiras de aprimorar os produtos

e serviços que oferecem

aos seus clientes. Com aproximadamente

1.500 engenheiros

trabalhando em seu campus

de P & D teremos grandes

novidades pelo caminho.

A empresa acredita no futuro

da aviação com aeronaves

sem pilotos, mas reservou o

direito de não comentar seus

planos e projetos que possam

existir nesse sentido, mas com

a competencia tecnologica

que a empresa possui e com

1500 engenheiros trabalhando

é dificil pensarmos que a

empresa não esteja no caminho

para da produção de aeronaves

autonomas.

Portanto os clientes da empresa

podem esperar muitas

novidades em qualidade, tecnologia

e serviço. A Gulfstream

cria e oferece a melhor

experiência de aviação do

mundo e acredita que isso é

possível através de seu compromisso

contínuo de atrair,

treinar e avançar as mentes

mais brilhantes em todas as

disciplinas necessárias para

desenvolver e construir os

produtos, serviços e experiências

que tornam a viagem

em uma aeronave Gulfstream

sem igual. m

64 aviação & mercado aviação & mercado 65


Profissão de Mecânico

de Aeronaves

Texto: Jone

Cavalcante Dirane

dos sistemas de pressurização

e refrigeração da célula do

avião; funcionamento de toda

a parte mecânica, como propulsores,

comando mecânicos

de flaps, trens de pouso; e instrumentos

eletrônicos da cabine

de comando.

Apresentamos um exemplo de

grade curricular para o curso

Mecânico de Aeronaves :

Áreas Disciplina/ carga horária

curriculares atividades (hora-aula)

Matemática 10

Desenho Técnico de Aeronaves 20

Básica Física 10

Inglês Técnico 30

suBTOTAL 70

Aerodinâmica 30

Materiais de Aviação e Processos 30

Tubulações e Conexões 20

Combustíveis e Sistema de Combustível 20

Técnica Eletricidade Básica 40

Peso e Balanceamento 10

Geradores e Motores Elétricos de Avião 20

Ferramentas Manuais e de Medição 10

Princípios de Inspeção e Regulamentação da Manutenção 30

suBTOTAL 210

Uns são influenciados por Em Manaus temos escolas de conta com estrutura completa

amigos, outros pelo salário, aviação homologadas pela e diferenciada. Possui corpo

tem os que desde a infância

são apaixonados por aviões e

ANAC que oferecem essa formação

profissional para aqueles

técnico e pedagógico formado

por profissionais altamen-

de buscam entrar nesse te qualificados que vivenciam

helicópteros, não importam

os motivos, mas uma coisa é mercado, a escola Amazon Air e fazem parte do mercado da

Regulamentação da Aviação Civil 4

certa, quem ingressa na profissão,

a medida que se aprocado

amazonense a bastante cidos pela Agência Nacional

Complementar Primeiros Socorros 4

é uma delas, já atua no mer-

aviação atual. Todos reconhe-

Regulamentação da Profissão do Mecânico 4

funda nos conhecimentos tempo e já qualificou muitos de Aviação Civil – ANAC. Com

Segurança de Voo 8

sobre a área descobre um universo

fascinante.

do de mecânicos de aerona-

aviação civil figura entre as

totAL 300

profissionais para esse merca-

isto, a Amazon Air escola de

SUBTOTAL 20

Para atuar como mecânico de ves para atuarem na aviação principais escolas de aviação

aeronaves não é exigido curso privada, em táxi aéreos e em do País e a maior do norte e

Abertura de Curso 1

superior, basta ter ensino médio

completo, e ser de maior, A Amazon Air Escola de Avia-

O curso completo tem a du-

e sua Formação Profissional 2

linhas regionais e nacionais. nordeste.

Atividades Adm. O Mecânico de Manutenção Aeronáutico

importante observar que é preciso

estudar em uma instituição Agosto de 2006 pelo empre-

especialidades que habilitam

TOTAL 4

ção Civil, foi fundada em ração de 02 anos e possui 03

Encerramento do curso 1

homologada pela ANAC (Agência

sário sr. RAIMUNDO NONATO para trabalhar com a manu-

totAL GERAL 304

Nacional de Aviação Civil). DA SILVA SANTOS. A escola tenção da estrutura física e

66 aviação & mercado aviação & mercado 67


do, pneumático, sistemas hidráulicos,

estrutura de aviões

e helicópteros em geral, ou

seja, a conhecida fuselagem

da aeronave.

AVI (Aviônicos) - Esta habilitação

permite que você trabalhe

em todos os componentes elétricos

e eletrônicos de aeronave,

inclusive instrumentos de

Para exercer a profissão é necessário

obter, inicialmente,

o Certificado Médico Aeronáutico

(CMA), por meio de

exames que são realizados no

hospital da base aérea de Manaus,

na Anac os exames são

realizados para conseguir o

Certificado de Habilitação Técnica

(CHT), são ainda necessários

três anos de experiência

em manutenção em empresas

reconhecidas pela ANAC seja

ela um táxi aéreo ,linhas aéreas

ou oficinas destinada para

esses fins.

Todo avião necessita de inspeção

e manutenção constantes,

sendo que estes trabalhos são

normatizados e fiscalizados

pela ANAC , para que um mecânico

de avião possa exercer

suas atividades, deve ter pelo

menos duas de três possíveis

homologações:

GMP (Grupo motopropulsor) -

navegação, rádio navegação

e rádio comunicação, sistemas

elétricos e de radar

Após fazer cada especialização,

o aluno irá fazer uma

prova com a ANAC e após a

aprovação receberá a CCT

(Certificado de Conhecimentos

Teóricos).

O profissional inicia sua carreira

como auxiliar, acompanhando

os mecânicos na

realização dos trabalhos de

inspeção, reparo, troca de

componentes e na liberação

de aeronaves para retorno

ao voo, após o período de 3

(três) anos, tempo necessário

para adquirir experiência em

uma aeronave da empresa na

qual trabalha, o mecânico auxiliar

fará a prova prática com

um Inspetor da ANAC, que o

aprovará nas especialidades

que foram exercidas até a

data da prova.

Mecânico de Aeronave - Emprego e Renda

habilita a trabalhar com todos

A partir deste momento o auxiliar

passa a ser um Técnico

os tipos de motores de aviação

geral (convencional ou a

reação), todos os sistemas de

de Manutenção de Avião e

estará habilitado a todas as

hélices e rotores, e com todos

responsabilidades que este

os sistemas dos grupos moto

propulsores.

CEL (Célula) – habilita a trabalhar

com todos os sistemas de

pressurização, ar condicionatrabalho

exige, e irá analisar,

diagnosticar e reparar os mais

sérios problemas que aparecerão

ao longo de sua complexa

carreira. m

68 aviação & mercado aviação & mercado 69


FATOR MALVINAS,

EFEITO FALKLANDS

Ao escrever este texto contendo

algumas das lições da

Guerra de 1982, o Autor não

pretende tomar partido por

nenhum dos lados que se digladiaram

no Atlântico Sul,

embora possua entendimento

particular de que o território

das Falklands/Malvinas

pertence por direito histórico

a República da Argentina. Por

outro lado, não lhe parece

justo submeter a população

kelper que o habita, consolidada

que está nas tradições,

modo de vida e herança cultural

britânica, a uma administração

governamental que

desrespeite sequer minimamente

esta maneira serena

de viver.

Desta forma, resta ao Autor

apelar para o bom senso de

ambos os governos para que

no futuro cheguem a um consenso

que possa conciliar, de

maneira equânime e pacífica,

a desejada integridade territorial

argentina com o respeito

às vidas , propriedades

e modo de ser dos habitantes

das ilhas e seus descendentes.

“Profetizo que Você vai se

afundar, passo a passo, num

pântano político e militar

sem fim “

Charles de Gaulle, Presidente

da França, prevenindo o presidente

americano Eisenhower

sobre o envolvimento no

Vietnam.

Vale para

qualquer guerra.

Texto: Robinson

Farinazzo Casal

O conflito travado entre argentinos

e britânicos pela

posse do arquipélago das

Falklands/ Malvinas durou

apenas 11 semanas, de abril

a junho de 1982 mas trouxe

profundas transformações à

Argentina. Nela foram a pique,

junto com o velho cruzador

General Belgrano, as ambições

políticas e militares da

Junta Militar que governava o

país desde 1976.

O Autor acredita que a derrocada

da ditadura viria de

qualquer forma, mais cedo

ou mais tarde, pelas próprias

mazelas que encerrava em

suas entranhas institucionais,

mas a guerra teve o mérito de

expor, de forma gritante nos

jornais do mundo todo e na

televisão em horário nobre,

toda a sua incompetência e irresponsabilidade.

Não menos importante, teve

como contraponto evidenciar

o valor de forças militares

profissionais como as britânicas

que, embora pequenas, se

sobressaíram contra efetivos

maiores em virtude de seu

treinamento e organização,

de vez que no quesito equipamento

militar, havia um tênue

equilíbrio entre as partes

contendoras, tendendo ligeiramente

para o lado inglês.

Mas a grande contribuição da

Campanha Falklands/ Malvinas

continua a dar seus frutos

até hoje: a enorme fonte

de lições políticas, militares,

diplomáticas, econômicas, organizacionais,

táticas e estratégicas

que os relatos de seus

participantes civis e militares

continuam a nos revelar.

70 aviação & mercado aviação & mercado 71


Malvinas contado por los ingleses

Em especial, no campo aeronáutico,

objeto deste artigo.

dente da Argentina no curto

período de dezembro 1981 a

junho de 1982, a desastrada

invasão das ilhas Falklands/

Malvinas não foi nenhuma

surpresa. Em abril de 1981, integrando

a Junta Militar (mas

ainda não como presidente),

ele já ordenara unilateralmente

o fechamento da fronteira

com o vizinho Chile, aumentando

a temperatura de

uma fogueira que por si só já

não precisava de mais lenha ,

mas sim de boa, articulada e

eficiente diplomacia.

Era míope a sua visão de questões

internacionais, mas por

outro lado, mesmo um cego

não tinha como ficar imune

a gritaria que vinha das ruas

política e falta de sensibilidade

social, acabaram por contribuir

inadvertidamente para

o seu crescimento. Esta crise

também leva a marca dos regimes

que tentaram sem sucesso,

contrabalançar Peron

após sua queda. Enfim, talvez

o quadro argentino fosse menos

sombrio se o desastrado

Galtieri não o tivesse pintado,

mas, dado o estado lastimável

da tela, ele teria cores plúmbeas

qualquer que fosse o autor

da obra.

Diante do desalentador cenário

econômico, social e político

apresentado pela Argentina

em 1982, constituiu-se no seio

da Junta que governava o país

a infeliz ideia de que ocupar

as ilhas seria a panaceia que

os salvaria da débâcle, de vez

que unificaria o povo argentino

em torno de um objetivo

– uma conjuntura que chamaremos

de O FATOR MALVINAS.

Esta não seria a última ideia

descabida que se passaria na

cabeça daqueles senhores,

mas com certeza, foi a que

lhes despejou da Casa Rosada

pouco tempo depois.

devido à crise econômica Neste ponto, por uma questão

RESUMO SUSCINTO DOS

que grassava no país. Premido

de justiça histórica, há que se

ANTECEDENTES DA GUERRA

pelo cargo que se tornara fazer condescendente com as

Para quem já conhecia o grau

maior que sua simplória pessoa,

fraquezas de Galtieri: embora

de (in) competência do general

o vistoso General reagiu alimentasse e expandisse a cri-

Leopoldo Galtieri, Presi-

como sempre fizera quando se em sua aguda fase adulta, à

Galtieri e as ilhas Falklands/Malvinas

confrontado em sua carreira ele não pode ser atribuída, de

das armas: com truculência. maneira alguma , a paternidade

Todas as decisões que tomou

da mesma.

como resposta ao desafio imposto

O DNA do desgoverno que

pelo descontentamento imperava à décadas na Ar-

popular (a invasão das ilhas gentina teve origens nas desigualdades

foi apenas a pior delas) foram

sociais que des-

calcadas na estreiteza de cambaram no Peronismo dos

espírito do General e na sua anos 1950, bem como na incúria

dos políticos que o antece-

O roteiro para invasão do ar-

UM PLANO “A” SEM “B”

Malvinas 1982 la accion belica

desde el aire 720p MKV”

violência atávica oriunda dos

tempos de quartel.

deram e, com sua inabilidade quipélago Falklands/ Malvinas

72 aviação & mercado aviação & mercado 73


Forças argentinas

ocupam as ilhas

duvidosa. Foi um caso clássico,

muito comum em todas as

guerras, de estupendo sucesso

inicial fomentando o acachapante

fracasso subsequente.

Uma coisa era invadir um arquipélago

pouso habitado e

parcamente defendido, isto

poderia receber qualquer outra a Junta Militar Argentina, ao um país consegue fazer valendo-se

classificação que não a de plano

militar propriamente dito,

se sentir muito autoconfiante,

acabou acreditando que, se os apenas de seus próprios

recursos militares. Mas, conforme

pois fora feito de última hora, a Junta Militar iria des-

britânicos eram tão fáceis de

sem coordenação entre forças

coadjuvantes, sem atribuição

de papéis definidos aos partícipes

e, pior de tudo, sem contar

com a reação do inimigo.

De certa forma, o fato da ocupação

argentina ao arquipélago

ter corrido tão bem naquela

manhã de 02 de abril

de 1982 pode ter contribuído

se vencer, eles fatalmente não

teriam coragem de retomar as

ilhas. E construíram toda a sua

estratégia em cima desta premissa:

os ingleses não virão.

A ocupação foi conduzida em

sua maioria por militares profissionais,

e a boa atuação destas

unidades talvez tenha deixado

a falsa impressão no Alto

cobrir, defendê-lo contra uma

das melhores forças armadas

do Ocidente, profissionalizadas

e treinadas nos exigentes

padrões da OTAN (Organização

para o Tratado do Atlântico

Norte) era tarefa que precisaria

contar com maciço apoio

político, diplomático e logístico/tecnológico

de países amigos.

para a sequencia de desastres

E a partir deste dia, estes

Comando argentino de que

que viriam a seguir, pois o resto das tropas de seu país

também se comportaria desta

maneira no futuro. Desta forma,

sentiram-se livres para, na

últimos começariam a escassear

para a Argentina.

Em qualquer guerra que se

analise, há três capitais imprescindíveis:

dinheiro, soldados e

sequencia, defender as ilhas

MALVINAS la otra historia

com conscritos, cuja qualidade

de treinamento e preparo

para combate era, no mínimo

tempo. Os ingleses tinham os

dois primeiros e não queriam

desperdiçar este último, assim

74 aviação & mercado

(documental de Discovery Channel )

aviação & mercado 75


começaram imediatamente à

mobilizar seus recursos. Acima

de tudo, eles sabiam que, para

recuperar as ilhas, iam precisar,

antes de mais nada, de superioridade

aérea no chamado “Teatro

de Operações (TO)”, o qual

é a área geográfica vizinha ao

objetivo que se deseja capturar

(ou manter) e onde se desenvolvem

aas operações militares.

Superioridade aérea não significa

necessariamente possuir

mais aviões que seu adversário

(quantidade que em nenhum

momento os britânicos

atingiram), mas sim dominar o

espaço aéreo, de maneira que

a aviação oponente não possa

interferir no curso das demais

operações. Mas como fechar

esta equação se todos os aeroportos

das ilhas estavam em

poder dos argentinos ?

Quem deu a resposta foi a

Marinha de Sua Majestade (a

Royal Navy- RN). Eles possuíam

em seu inventário um avião de

combate cujo conceito é revolucionário

até os dias de hoje:

o jato de decolagem e aterragem

verticais Sea Harrier FRS-

1, capaz de pousar e decolar

de um navio pequeno, containers,

pasto de fazenda ou até

o pátio de um Shopping Center,

dispensando longas pistas

de pouso preparadas.

MALVINAS. El Día más negro de la flota

inglesa. ATAQUE AL SIR GALAHAD

Acontece que a Marinha Real

não os possuía em quantidade

suficiente, então a saída

foi pedir reforço a sua irmã,

a Real Força Aérea (Royal Air

Force - RAF), que também operava

aviões similares (a versão

Harrier GR-3). Mas como os

pilotos da RAF não estavam

acostumados a operar de navios,

a RN lhes ministrou treinamento

intenso, de maneira

que pudessem fazê-lo a noite,

com o navio balançando ou

com ventos pouco amigáveis.

E eles se saíram muito bem,

diga-se de passagem, mas a

grande lição deste fato é a extrema

adaptabilidade das forças

armadas britânicas, pois em

qualquer país do mundo é bem

raro um helicóptero ou avião

da Força Aérea ou do Exército

operar à partir de um navio da

Marinha. Fica aqui a sugestão

para planejadores militares e,

para os civis, um exemplo de

Sea Harrier FRS 1

76 aviação & mercado aviação & mercado 77


HMS Hermes e

HMS Invincible

flexibilidade com muitas aplicações

em diversas áreas.

Em cinco de abril de 1982, apenas

três dias após a invasão

argentina, uma força tarefa

britânica composta por mais

de cem navios, lideradas pelos

porta-aviões HMS Hermes e

HMS Invincible zarpou para as

Falklands/Malvinas, um recorde

de mobilização e apronto

operacional dificilmente igualado

por qualquer país.

Pesou muito para o sucesso

e a rapidez desta operação a

experiência dos britânicos e

os planos preparados de antemão,

como por exemplo

o programa governamental

STUFT (acrônimo para Ship

Taken Up Trom Trade, navio

tirado do comércio), o qual

proporcionava a RN navios

que, em circunstancias normais

nenhuma marinha tem

em seu inventário, tais como

“tankers” de água potável,

graneleiros com comida e munição

e transatlânticos convertidos

para transporte de

tropas ou navios hospital.

Graças a este dispositivo, o

almirantado britânico obteve

52 navios cedidos por 33 companhias

civis diferentes, to-

78 aviação & mercado aviação & mercado 79


talizando 673.000 toneladas

brutas . E eles fizeram muita

diferença numa guerra onde

cada ítem de suprimento tinha

que ser deslocado através

dos 13.000km que separam a

Grã Bretanha das Falklands /

Malvinas.

A lição que tiramos disto é

que, para obter resultados positivos

numa guerra, um país

deve transcender a sua pura e

simples capacidade militar, arrebanhando

todo o apoio civil

que puder conquistar. E se ele

puder planejar isto antecipadamente

em tempo de paz,

será melhor para todos.

COMEÇAM AS OPERAÇÕES

AÉREAS

Tomada a decisão de recuperar

co HMS Sheffeld com mísseis

Os últimos momentos do Belgrano

as ilhas, uma das primeiras

Exocet. Primorosamente placo

coisas que os britânicos providenciaram

nejado e soberbamente exe-

foi a criação de

cutado, acabou por consistir

uma zona de exclusão naval

num ataque aéreo espetacular,

com raio de 200 milhas náuticas

pois ninguém ainda tinha

ao redor das ilhas. Eis que

se dado conta da capacidade

na tarde de 2 de maio, o velho

destrutiva do binômio Etendard/Exocet.

cruzador argentino General

A verdade é que

Belgrano (lançado ao mar em

houve muita agitação na Inglaterra

1938) foi afundado por um

nos dias que se segui-

submarino nuclear britânico.

ram, pois os britânicos sabiam

Esta operação marca o recrudescimento

que esse desastre poderia se

das operações

militares, pois ficou evidente

Super Etendard e Exocet:

combinação mortal

para ambos os lados que acabara

a fase do passe de bola

e se entrara na decisiva etapa

de chute a gol.

E o golaço argentino viria dois

dias depois: na manhã de 4 de

maio, dois aviões argentinos

Super Etendard de fabricação

francesa atingiram mortalmente

o destróier britâni-

80 aviação & mercado aviação & mercado 81


exigiria uma elaboração mais

cuidadosa. Os franceses lhes

passaram todas as informações

necessárias, mas extrair

o joio do trigo é crucial nesses

casos. Trata-se de descobrir as

brechas do sistema e aprender

como tirar proveito delas. Os

engenheiros britânicos apuraram

que, à grosso modo, o

sistema Exocet trabalhava em

duas fases.

Na primeira delas, ele buscava

seu alvo dentro dos parâmetros

que foram programados.

Uma vez localizado, ele se fixava

ao mesmo e corria para

atingi-lo. Em testes de lançamento

reais de um míssil (sem

ogiva) idêntico ao utilizados

pelos argentinos, descobriu-

-se que o mesmo poderia ser

detectado pelo sistema de

Guerra Eletrônica “Orange

Crop”, embarcáveis em helirepetir.

Começaram então a

buscar respostas para as seguintes

perguntas:

- Quantos Exocet a Argentina

ainda tinha?

- De onde decolavam seus vetores

e

- Uma vez lançados, como

neutralizá-los.

Em menos de 48 horas, os

ingleses já tinham um quadro

muito esclarecedor desse

questionário. Apuraram que

restavam poucos Exocet para

a Argentina, e a pressão política

do Governo de Sua Majestade

junto ao governo francês

garantiria que o fornecimento

desse artefato mortal seria

interrompido durante o tempo

em que durassem as hostilidades

no Atlântico Sul.

Já a localização das bases de

onde decolavam os jatos com

capacidade de lançamento

desses mísseis obrigou o Almirante

John Fieldhouse, Comandante

da Força Naval Britânica,

à afastar sua frota para

uma posição mais oriental em

relação às ilhas, mas este desvio

não teria muito peso nesse

estágio da operação.

A resposta á última pergunta

cópteros Lynx, e a seguir enganado

pelo equipamento de

jamming* emprestado de um

jato Canberra Mk 17, o qual

obrigava o míssil à abandonar

a fase de fixação do alvo e reiniciar

a busca, permanecendo

na mesma até esgotar seu

combustível.

Jamming*, à grosso modo

82 aviação & mercado aviação & mercado 83


Eurofighter Typhoon

O Principe Andrew:

missão arriscada

no vocabulário militar é um

sistema de interferência que

neutraliza ou diminui o rendimento

de equipamentos eletrônicos

do inimigo.

Sempre cautelosos, os britânicos

repetiram o caríssimo (e

perigoso) teste no dia seguinte,

e se deram por satisfeitos,

pois validou-se os resultados.

Nesse ramo de “negócios”, redundância

nunca é demais...

Helicópteros com esse sistema

foram enviados para o Atlântico

Sul, e um deles teve um

piloto muito famoso: o Príncipe

Andrew, filho da Rainha

Elizabeth II . À bordo de um

helicóptero Seaking, ele cumpria

o perigoso papel de voar

à 2.000 pés, 40 a 50 km à frente

do seu navio e no caminho

dos Exocet.

Fica à cargo dos historiadores

discutirem futuramente

a efetividade dessas medidas

britãnicas, mas o fato é que

só houve mais uma vítima dos

Exocet lançados de aeronaves

argentinas naquela guerra, o

cargueiro Atlantic Conveyor

(ressalte-se que o mesmo se

encontrava fora do raio de

proteção das defesas anti-

-aéreas proporcionadas pela

Royal Navy).

Enfim, foram muitas e espetaculares

as operações aéreas

conduzidas por argentinos

e britânicos ao longo da duração

do conflito, e sua narrativa

completa alcançaria

um volume enciclopédico, e

este Autor pretende voltar à

elas em novos artigos. Mas o

fato é que os ingleses, excelentemente

bem treinados e

detentores de uma excelente

doutrina de emprego operacional,

acabaram levando a

melhor, tendo eliminado boa

parte da aviação de combate

de seu oponente e levando-os

inevitavelmente a derrota.

CONSEQUENCIAS

E CONCLUSÕES

O conflito custou 907 vidas,

e teve como consequência

principal o reavivamento

do interesse do povo e do

governo do Reino Unido

pela manutenção da posse

das ilhas, tendo este último

investido consideravelmente

na defesa do arquipélago,

chegando a reforça-la

com modernos jatos Eurofighter

Typhoon. Fato é, as

ações desastradas de Galtieri

e seus auxiliares lançaram

uma (injusta) sombra

sobre a até então indiscutível

legitimidade das pretensões

do governo argentino

sobre o arquipélago,

piorando muito a situação

em relação a existente antes

da guerra.

Esta foi a triste consequência

do FATOR MALVINAS: o

EFEITO FALKLANDS.

DEDICATÓRIA

Este artigo é dedicado a todos

os aviadores, marinheiros

e combatentes de infantaria

argentinos ou britânicos que

arriscaram suas vidas na perigosa

tarefa de salvar náufragos

e pilotos nas águas

geladas e tempestuosas do

Atlântico Sul durante a Campanha

das Falklands/Malvinas

no inverno de 1982.

Naqueles dias sombrios, sua

humanidade e misericórdia

transcenderam as bandeiras

que usavam nos seus uniformes

e ainda hoje devem

servir de exemplo e orgulho

para todos nós. m

Jato Canberra Mk 17

e helicóptero Lynx

84 aviação & mercado aviação & mercado 85


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