Revista Newslab Edição 160

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Revista Newslab Edição 160 - Junho / Julho 2020

R$ 25,00


evista

Ano 27 - Edição 160 - Jun/Jul 2020

Editorial

Chegamos à 160ª edição da Revista Newslab, cuidadosamente elaborada trazendo a maior gama de

assuntos referentes ao setor de diagnóstico laboratorial.

A pandemia de Covid-19 segue no mundo, mas a área da saúde e a pesquisa científica têm exercido

papéis fundamentais para combate-la. Seguimos formando nossa rede de apoio para superar esse período

complexo de nossa História.

Mostra-se imprescindível a valorização da importância da área diagnóstica, dos profissionais de saúde,

da ciência, da informação de qualidade, e todos os que colaboram para salvar vidas e prevenir danos, e

a estrutura por trás disso. Estamos nessa luta, e gostaríamos de agradecer e parabenizar a todos os que

colaboram nela, unidos venceremos a Covid-19.

Sempre junto com vocês e cumprindo a nossa função, trazemos em nossa edição 160, as melhores

inovações e soluções do mercado de análises clínicas, reunindo as maiores empresas do ramo e conteúdo

de qualidade. Agradecemos a todos que colaboraram com a revista, e a todos os leitores.

*A Revista Newslab é viva e dinâmica, acessando-a em nosso site, você poderá clicar nos links

disponibilizados nela e melhorar a sua experiência com os materiais que lhe interessem. Sua experiência

com a revista não termina aí. Nosso site e nossas redes sociais estão sempre trazendo materiais atualizados.

Boa leitura a todos!

JOÃO GABRIEL DE ALMEIDA

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

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Ano 27 - Edição 160 - Jun/Jul

DEN DABENJ EDITORA NEWS - Revista NewsLab

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 23.057.401/0001-83 - Insc. Est.: 140.252.109.119 - ISSN 0104 - 8384

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EXPEDIENTE

Realização: DEN DABENJ EDITORA NEWS

Conselho Editorial: Sylvian Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: João Gabriel de Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Produção de conteúdo: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Mundo | Periodiciade: Bimestral

0 2


evista

Ano 27 - Edição 160 - Jun/Jul 2020

Normas de Publicação

para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso

precise de informações adicionais, entre em contato com

a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais, artigos

originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas ou

envolvidas em produtos ou processos que estejam relacionados

com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser enviadas

na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos que a

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em TIF ou JPG.

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Experimental, Resultados e Discussão, Conclusão) agradecimentos,

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do devido autor, seguido pelo ano da publicação,

segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência citadas

no texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela sigla do prenome.

Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes. Título: subtítulo do

artigo. Título do livro/periódico, volume, fascículo, página

inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências de

contribuições ainda não publicadas deverão ser mencionadas

como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

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A/C: João Gabriel – redação

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Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

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vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

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0 6

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e

informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

Filiado à:


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Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

Ano 27 - Edição 160 - Jun/Jul 2020

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BECTON DICKINSON 28 - 29

BIO ADVANCE 27

BIODIAGNÓSTICA 83

BIOMEDICA 11

BIOTECHNICA 04 - 05

BUNZL SAÚDE 09

CELER BIOTECNOLOGIA 93

CELLAVISION 67

CEPHEID 13

DB DIAGNÓSTICOS

4ªCAPA

DIAGNO 74 - 75

DIAGNÓSTICA CREMER 59

EBRAM 25

ECO DIAGNÓSTICA 1ªCAPA | 53

ENZYTEC 17

ERBA MANNHEIM 37

EUROIMMUN 103

FORLABEXPRESS 07

GREINER 45 | 107

GRIFOLS 79

GT GROUP- BIOSUL 43

HORIBA 2ªCAPA | 111

ILLUMINA 39

J.R. EHLKE 14-15

LAB REDE 57

LUMIRADX 41

MAYO CLINC 77

MEDICAL FAIR 115

MOBIUS LIFE SCIENCE 23

NEOLABIMPORT 03

NEWPROV 21

NIHON KHODEN 35 | 54 - 55

PMH 65

PNCQ 97

PRIME CARGO

3ªCAPA

RENYLAB 31

SARSTEDT 73

SIEMENS 61

SNIBE 33

TBS- BINDINGSITE 49

VEOLIA 70 - 71

VIDA BIOTECNOLOGIA 19

WAMA 63

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha, Fabia Bezerra, José de Souza Andrade Filho, Lisiane Cervieri Mezzomo, Cristhian Roiz, Bruna Mascaro, Waldirene Nicioli, Rachel Siqueira de Queiroz Simões,

Jorge Luiz Silva Araújo Filho, Gleiciere Maia Silva.

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ÍNDICE

revista

Ano 27 - Edição 160 - Jun/Jul 2020

MATÉRIA DE CAPA

50

ECO DIAGNÓSTICA:

LÍDER EM TESTES PARA COVID-19

16

ARTIGO 1

QUANTIFICANDO ENZIMAS DE USO

DIAGNÓSTICO: REVENDO OS CONCEITOS E

CÁLCULOS PARA A MEDIDA DA ATIVIDADE

30

ARTIGO 2

SÍFILIS: UM ALERTA EPIDEMIOLÓGICO

Autores: Geraldo Picheth; Mauren Isfer Anghebem;

Guilherme Fadel Picheth;

Fabiane Gomes de Moraes Rego

02

- Editorial

Autoras: Gabriela Schiling Alves;Andressa Bernardi;

Fabiana Tais de Souza Hack.

12

56

58

60

- Agenda

- Publieditorial

- Minuto Laboratório

- Radar Ciêntifico - Siemens Healthineers

38

ARTIGO 3

SOROPREVALÊNCIA DE HEPATITE B EM

CRIANÇAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores: Aline Borges Cardoso, Brenda Bulsara Costa

Evangelista, Ranieri Flávio Viana de Sousa, Elaine

Ferreira do Nascimento, Camilla Soares Sobreira,

Lívia Mello Villar

68

72

81

- Radar Ciêntifico

- Medicina Genômica

- Citologia

46

GESTÃO LABORATORIAL

SISTEMA DE BENCHMARKING

APOIO À DECISÃO EM LABORATÓRIOS

82

- Logística Laboratorial

84

- Virologia

88

89

119

- Biossegurança

- Informe de Mercado

- Patocordel

78

LADY NEWS

VALIDAÇÃO DE TESTES LABORATORIAIS

NA COVID-19


AGENDA

Em função da pandemia do Covid-19, e acompanhando

os desdobramentos da crise, decretos e posicionamentos

dos governos, os eventos presenciais agendados para o

período Junho/Julho estão cancelados.

Comprometidos em não propagar informações equivocadas, não haverá

seção Agenda na Revista Newslab Ed 160 e recomendamos que os

interessados em participar de eventos consultem os sites dos eventos que

estariam programados para esse período para se informar sobre possíveis

novas datas e também sobre apresentações digitais como webinars e

outras alternativas que estão sendo oferecidas pelas empresas.

Mantenha-se informado em nosso site e em nossas redes sociais.

/revistanewslab

/revistanewslab

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@revista_newslab

Agradecemos a compreensão de todos,

Equipe Newslab.

0 12

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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FEDERAL

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Autores: Geraldo Picheth1; Mauren Isfer Anghebem1,2; Guilherme Fadel Picheth3;

Fabiane Gomes de Moraes Rego1

ARTIGO 01

1. Universidade Federal do Paraná. Departamento de Análises Clínicas. Programa de

Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - UFPR

2. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Escola de Ciências da Vida.

3. Programa de Pós-Graduação em Microbiologia, Parasitologia e Patologia da Universidade

Federal do Paraná.

Quantificando enzimas de uso diagnóstico:

revendo os conceitos e cálculos para a medida da atividade

Resumo

A medida das enzimas no laboratório clínico, enzimologia clínica,

tem desenvolvimento contínuo a mais de um século. Notadamente, a

partir dos anos 1950, a padronização da enzimologia se consolidou.

Neste artigo, propomos revisar os principais conceitos e cálculos envolvidos

na enzimologia em abordagem didática. As principais fases

de uma reação catalisada por enzima, condições de ensaio, uso da

absortividade molar e cálculos que convertem velocidade de reação

em unidades de atividade enzimática, são discutidos.

Palavras-Chave: Enzimologia, Absortividade Molar, Cálculo Atividade,

Condição de Ensaio.

Abstract

The measurement of enzymes in the clinical laboratory, clinical

enzymology, has been in continuous development for over a century.

Notably, from the 1950s, the standardization of enzymology

was consolidated. In this article, we propose to review the main

concepts and calculations involved in enzymology in a didactic

approach. The main phases of an enzyme-catalyzed reaction, test

conditions, use of molar absorptivity and calculations that convert

reaction rate into units of enzymatic activity are discussed.

Keywords: Clinical Enzymology, Molar Absorptivity, Activity

Calculation, Assay Condition.

Introdução

As enzimas, catalisadores proteicos, são elementos

fundamentais para o processo metabólico

(1). Em complemento com a ação enzimática

de aumentar a velocidade de reação, as

enzimas, através de sua modulação participam

da regulação das vias metabólicas, sendo, portanto,

fundamentais à homeostasia celular (2).

As enzimas catalisam as reações químicas sob

condições fisiológicas, 37°C e pH neutro, acelerando

a velocidade da reação pela diminuição

da energia de ativação necessária, sem alterar o

equilíbrio da reação (3).

Enzimas de uso diagnóstico, compõem

um grupo seleto. A quantificação destas

proteínas em um líquido biológico, fornecem

informações relevantes sobre processos

patológicos (4).

Quantificar enzimas, usualmente presentes

em concentrações muito baixas em líquidos

biológicos, é um desafio analítico. Como “capturar”

a enzima do “mar proteico” em que se

encontra e medir sua concentração com especificidade,

são os elementos centrais na medição

de enzimas (5).

Os conceitos, cuidados e cálculos envolvidos

na enzimologia clínica são conhecidos de longa

data. O laboratório clínico moderno apresenta

extensa utilização de reagentes comerciais e de

sistemas automatizados. Estes sistemas fornecem

reagentes e indicações dos cálculos para a

obtenção dos resultados enzimáticos. Na percepção

dos autores, estes elementos associados

à rotina de alto volume, favorecem que os profissionais

do laboratório reduzam a atenção em

fundamentos da enzimologia. Este artigo, busca

recordar conceitos relevantes em enzimologia,

enfatizando elementos de uso rotineiro e aplicação

prática.

0 16

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Autores: Geraldo Picheth1; Mauren Isfer Anghebem1,2; Guilherme Fadel Picheth3; Fabiane Gomes de Moraes Rego1

ARTIGO 01

A determinação da atividade enzimática pode

ser realizada por diversas metodologias, desde

as espectrofotométricas que se baseiam na

análise do consumo de substrato ou de produto

formado, até outras mais complexas, como a

espectrometria de massa, ressonância magnética

e eletro-osmose (6). As enzimas também

podem ser quantificadas como “massa” através

de métodos que detectam sua concentração;

no entanto, a forma usual de quantificação de

enzimas no laboratório clínico é a medida da

atividade, motivo pelo qual este artigo aborda

os principais elementos associados à medida da

atividade enzimática (7). A figura 1 resume as

principais características de cada processo.

Na quantificação com a “atividade da enzima”,

a velocidade da reação catalisada pela enzima

frente a um substrato específico, é utilizada para

identificar o número de moléculas de enzimas

presentes na amostra biológica (7). A figura 2

resume o processo de medição da atividade catalisada

por enzimas.

Figura 1: Processos para quantificação de enzimas.

Na medida de massa, a enzima (ativa ou inativa com epítopos preservados) é selecionada por anticorpos específicos e a quantificação

da relação antígeno-anticorpo ocorre por diferentes abordagens, como métodos de ELISA com indicadores cromogênicos, fluorescentes

ou luminescentes. Na medição por atividade a enzima em sua forma biológica ativa interage com um substrato específico, gerando um

indicador da reação que permite calcular a velocidade da reação.

A determinação da atividade enzimática se

faz, identificando a redução (consumo) de

substrato ou o incremento de produto, sempre

em tempo definido, caracterizando a “velocidade

de reação”. A medida da formação do

produto é preferível, quando possível, porque

a determinação no aumento da concentração

de uma substância acima de um inicial zero ou

de uma concentração baixa é analiticamente

mais confiável que a medida de diminuição de

uma concentração inicialmente alta (7). A identificação

do produto da reação é a forma mais

frequente nos ensaios laboratoriais, pelo que

vamos tomá-la como referência neste trabalho.

Figura 2: Elementos essenciais para a medida da atividade enzimática no laboratório clínico.

As enzimas catalisam, de forma reversível, a conversão do Substrato em Produto, aumentando a velocidade de reação. A medição das

enzimas (atividade enzimática) é realizada identificando a redução do substrato e de forma mais usual o aumento do produto. O processo

de medição pode exigir reações auxiliares e sempre uma reação indicadora. A quantificação do composto que indica a reação (cromogênico

ou U.V.) em tempo determinado, caracteriza a velocidade de reação, que permite determinar a atividade enzimática.

O elemento central para a medida da atividade

é a relação direta de maior velocidade de

reação, com maior o número de moléculas de

enzima presentes na amostra. Esta afirmação é

verdadeira, no entanto, outros e diferentes fatores,

afetam a velocidade das reações enzimáticas

(7). A figura 3 resume os principais fatores

que afetam a velocidade de reação.

Figura 3: Principais fatores que afetam a velocidade de reações catalisadas por enzimas.

A figura descreve os fatores que modificam a velocidade de uma reação catalisada por enzima. Nas medições enzimáticas, todos os fatores

apresentados, exceto a concentração de enzima, devem ser mantidos constantes, para que a velocidade de reação (atividade enzimática)

capture apenas a concentração de enzima presente na amostra.

0 18

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Autores: Geraldo Picheth1; Mauren Isfer Anghebem1,2; Guilherme Fadel Picheth3; Fabiane Gomes de Moraes Rego1

ARTIGO 01

Nas medições da atividade enzimática,

controlar fatores outros diferentes da concentração

de enzima, que alteram a velocidade

de reação, é mandatório. A forma

de controlar estas variáveis é padronizar no

ensaio estas fontes de variação, a chamada

“condições de ensaio” ou de forma popular o

“protocolo” do ensaio (5). O quadro 1, apresenta

os principais fatores a serem padronizados

para a medição enzimática.

Quadro 1: Padronização dos fatores que afetam a

velocidade de reação

Obs. Características específicas das enzimas e do sistema reacional

condicionam como estes fatores são padronizados. A relevância

dos elementos apresentados está amplamente discutida

em texto de Bioquímica, Físico-Química e de Química Clínica (ou

Bioquímica Clínica).

Em termos práticos, a padronização da química

das condições de ensaio, é o que nos

oferece um reagente comercial (kit) para

determinação de uma enzima. Nos produtos

comerciais, o tampão, pH, concentração de

substrato e ativadores, em soluções estabilizadas,

caracterizam as condições adequadas

para que a velocidade de reação seja atribuída

somente a concentração de enzima na

amostra biológica. Reiterando que a temperatura

de reação deve ser definida e estável

durante toda a medição. Nas condições padronizadas

descritas, a velocidade de reação

tem relação direta com a quantidade de enzima,

portanto reflete a sua concentração na

amostra (5, 7).

A medida da velocidade de reação

Com as condições de ensaio e temperatura

padronizadas, a velocidade da reação (ou

cinética da reação) catalisada por enzima

pode ser representada didaticamente com os

elementos da figura 4 (7).

Figura 4: Principais etapas de uma reação enzimática com condições

de ensaio padronizadas.

Velocidade de reação (absorbância do indicador x tempo) de uma

reação teórica, catalisada por enzima, identificando na curva as principais

etapas da reação:

1-Lag fase (0-45 s): sem linearidade, baixa velocidade, equilíbrio

térmico e outros eventos.

2-Período linear (1-4 minutos): velocidade de reação proporcional à

concentração de enzima

3-Perda da linearidade (>4 minutos): exaustão do substrato e outros

eventos.

A primeira fase de uma reação enzimática é a

“lag fase” ou período de indução, definida como

tempo requerido para que a reação atinja uma

velocidade estável e linear. Na lag fase, ocorrem

a estabilização da temperatura de reação,

o tempo para a interação da Enzima-Substrato

(com cofatores e ativadores) e o equilíbrio das

reações auxiliares e indicadora. O tempo de

lag fase, depende do sistema reacional, e, é

muito variável para as enzimas clínicas, sendo

para algumas quase inexistente para outras se

prolonga em vários minutos. A atividade enzimática

deve ser realizada após a lag fase estar

completa (7, 8).

O “período linear”, corresponde a velocidade

de reação (consumo de substrato X tempo)

associado à quantidade de enzima, onde todos

os demais fatores que afetam a velocidade de

reação estão controlados. Por exemplo, o substrato

em excesso garante que a reação não seja

limitada por este fator. A atividade enzimática

deve ser medida no período linear, onde a velocidade

de reação depende da quantidade de

enzima presente na amostra (7).

O período perda da linearidade, tem na

“exaustão do substrato” a causa primordial,

onde a cinética de ordem zero (excesso de substrato)

deixa de ocorrer. Esta parte curva da cinética

enzimática, também pode ser decorrente

da inibição da reação pelo acúmulo do produto

(inibição por feedback negativo), a reação reversa

(as enzimas catalisam a reação em ambos

os sentidos) pode atingir uma taxa significativa

com o aumento do produto da reação, proporcionando

a perda de linearidade. Em algumas

reações enzimáticas, a limitação do espectrofotômetro

na leitura de concentrações muito elevadas

do indicador da reação, também é fator

limitante e propicia a perda da linearidade (8).

Importante: amostras com quantidade muito

elevada de enzima (amostras“hiperativas”) irão

depletar o substrato rapidamente, e a perda de

cinética de ordem zero poderá ocorrer antes do

fim do período de medida proposto na metodologia

ou mesmo, em alguns casos, a perda

da linearidade pode ocorrer na lag fase (8, 9).

Estas amostras, obrigatoriamente, necessitam

ser diluídas em solução salina (NaCl 0,9% ou

154 mmol/L. A amostra diluída deve apresentar

a fase linear, caso contrário diluições superiores

devem ser realizadas. A diluição 1:10 (0,1 mL de

soro + 0,9 mL salina) é usual. O resultado final

da atividade deve ser multiplicado pela diluição

realizada.

0 20

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Autores: Geraldo Picheth1; Mauren Isfer Anghebem1,2; Guilherme Fadel Picheth3; Fabiane Gomes de Moraes Rego1

ARTIGO 01

Formas de Medição da Atividade

A atividade enzimática pode ser medida essencialmente

de duas formas: medição cinética (kinetic)

ou medição em ponto final (endpoint) (7).

Na medição cinética (múltiplos pontos, ou

medição contínua) a reação é monitorada em

diferentes tempos permitindo identificar a fase

linear. A medição em ponto final, apenas uma

medida após tempo pré-determinado é realizada,

assumindo que a reação tenha transcorrido

de forma linear (7). A figura 5 exemplifica as

formas de medição.

Figura 5: Exemplos gráficos de medidas de ponto final (um ponto,

linha tracejada) e cinética (múltiplos pontos).

A medição em ponto final, uma única medida de absorbância é realizada,

com a expectativa que a reação tenha transcorrido de forma

linear com o tempo (linha tracejada). A medição cinética (em múltiplos

pontos) permite definir o período de linearidade e os períodos

de lag fase e exaustão do substrato.

A medição em ponto final, tem como principal

vantagem a simplicidade e a possibilidade de

processamento de múltiplas amostras simultaneamente.

O processo agiliza rotinas não automatizadas.

Como um único ponto, em tempo

definido, é utilizado para o cálculo da atividade,

sempre deixa a suspeita que a reação possa não

ter se desenvolvido de forma linear, e, portanto,

fragilizando a confiabilidade dos resultados.

Deve ser ressaltado, que as metodologias enzimáticas

que utilizam o ponto final como forma

de medição, são desenvolvidas para resultados

confiáveis e plenamente aceitas no laboratório

clínico (7).

A medição cinética é superior, permitindo o

monitoramento da reação, e identificando com

segurança o período linear e eventuais desvios

da linearidade, bem como possível exaustão

de substrato, em amostras hiperativas. Em sistemas

manuais, a medição cinética consome

tempo do equipamento e do seu operador,

realizando uma amostra por vez. Esta desvantagem

é superada quando se dispõe de equipamentos

automatizados, que processam múltiplas

amostras e realizam todas as medições e

cálculos de forma automatizada (7).

Convertendo velocidade de reação em

Atividade Enzimática

A forma de expressar a atividade enzimática

foi padronizada, a partir de 1961, pela Comissão

de Enzimas da União internacional de Bioquímica

(10). Foi definida a Unidade Internacional

(UI ou U) como a “quantidade de enzima que

catalisa a reação de 1 micromol de substrato por

minuto”, em condições específicas (“condições

de ensaio”) de temperatura, pH, substratos e

ativadores. As enzimas são usualmente expressas

em Unidades por litro (U/L) (7).

Em 1999 foi oficializado a unidade “katal”

(símbolo kat) para compatibilizar com o Sistema

Internacional (SI, Système International

d’Unités) de unidades onde um katal representa

a quantidade de enzima que catalisa 1 mol de

substrato por segundo (11).

A figura 6 resume as unidades de atividade

enzimática e a conversão de U/L para as unidades

mais frequentes empregadas em enzimas

de uso diagnóstico µkat/L e nkat/L. As unidades

U/L e kat/L são interconversíveis com os fatores

apresentados (7).

Figura 6: Definições de unidades de medida de atividade enzimática.

[S]: concentração de substrato, min: minuto; s, segundo; L: litro de

líquido biológico.

U/L, Unidades Internacionais por litro (U/L) e kat/L, Unidade katal

por litro.

Dois procedimentos são empregados para

converter a velocidade de reação em unidade

de atividade enzimática: uso da absortividade

molar ou um padrão do composto indicador

(ex. cromógeno). A maioria das medições de

enzimas diagnósticas utiliza a absortividade

molar no cálculo das unidades enzimáticas.

Uso da absortividade molar

A absortividade molar (ε) é uma constante para

um determinado composto, em comprimento de

onda definido e condições padronizadas de temperatura,

pH, solvente e outros (12). A figura 7

resume a definição de absortividade molar.

Figura 7: Conceito de absortividade molar

Em uma análise espectrofotométrica a luz incidente (I0) em comprimento

de onda definido e passível de ser absorvido pela molécula

em solução, deixa a cubeta (com caminho ótico definido = “b”) com

menor intensidade (It), luz transmitida. A relação logarítmica da

razão entre I0/It é designada Absorbância (A), uma variável adimensional.

A lei de Beer mostra que em certas condições a Absorbância

(A) de um composto é diretamente proporcional a concentração (c),

ao caminho que a luz percorre pela solução (b) e a uma constante

intrínseca do composto, a absortividade (a). Quando a concentração

é expressa em termos molares, o símbolo “a” é substituído por épsilon

(ε) e esta constante é designada absortividade molar.

Aplicando a absortividade molar, a medida da

atividade enzimática em U/L pode ser calculada

com a equação mostrada na figura 8.

Figura 8: Cálculo da atividade enzimática.

ΔA: delta (variação) da absorbância; Δt: delta (variação) do tempo; ε:

absortividade molar; b: caminho óptico ou distância que a luz percorre

na cubeta, usualmente 1,00 cm); VT: volume total na cubeta (reagentes

+ amostra); VA: volume de amostra; 1000: fator de conversão

de mmoL/L para µmoL/L (utilizado somente quando a absortividade

molar é expressa em L.mmoL-1.cm-1.

A atividade enzimática (U/L) é calculada pela velocidade de reação

(ΔA/Δt, variação de absorbância por tempo no período linear, em

minuto) e convertida em µmol de substrato desdobrado, pela absortividade

molar (ε) do indicador da reação em comprimento de onda

específico (milimolar no caso da fórmula estabelecida na figura),

com correção do caminho óptico (b, usualmente 1,00 cm), corrigida

a diluição da amostra (VT/VA), para um litro de líquido biológico. Em

destaque (quadrado tracejado) os elementos da equação que definem

o “fator de cálculo” da atividade, elemento constante, mantidas

as condições de ensaio. Como exemplo, uma amostra de soro, onde a

atividade enzimática apresente 15 U/L, a quantidade de enzima presente

é capaz de desdobrar 15 µmoles de substrato por minuto por

litro de soro, em condições padronizadas (concentração de substrato,

tampão, pH, temperatura, ativadores, outros).

0 22

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Autores: Geraldo Picheth1; Mauren Isfer Anghebem1,2; Guilherme Fadel Picheth3; Fabiane Gomes de Moraes Rego1

ARTIGO 01

De forma didática, o uso da absortividade

molar (ε) no cálculo da atividade enzimática é a

utilização de um “Fator externo” de um padrão,

que não foi obtido no laboratório que realiza o

teste. Este fator permite converter a velocidade

de reação de transformação do substrato,

em quantidade de substrato desdobrado em

µmoles, no caso em tela, em µmol por minuto

(µmol/min). O “fator de cálculo”, em destaque,

na figura 8, é aquele indicado nas instruções

de uso dos reagentes comerciais (bulas de kits)

para o cálculo final da atividade enzimática.

O quadro 2, lista as absortividades molares

dos principais indicadores de reações enzimáticas

de uso diagnóstico.

Quadro 2. Absortividade molar de indicadores de

reações enzimáticas

ALT, alanina aminotransferase; AST, aspartate aminotransferase; CHE,

colinesterase; CK, creatina quinase; CK-MB, isoenzima MB da CK;

FALc, fosfatase alcalina; GGT, gama-glutamiltransferase; LD, lactato

desidrogenase; LPS, lipase.

Observe que a absortividade milimolar, representada

no quadro 2, varia em diferentes

condições de medição como temperatura e pH.

Portanto, a escolha da deste fator depende das

condições estabelecidas para o ensaio (12).

A utilização da absortividade molar obriga a

rigoroso controle do processo analítico de medição,

para sistemas manuais ou automatizados

(23). A figura 9 resume os fatores a serem controlados

para que a utilização da absortividade

molar seja eficaz.

Figura 9: Condições do sistema de medição essenciais para a utilização

adequada da absortividade molar no cálculo da atividade enzimática.

A utilização da absortividade molar, demanda que o sistema de medição

(manual/espectrofotômetro ou automatizado) apresente desempenho

com os padrões apresentados na figura. A forma prática

e objetiva de verificação se as condições de medição são adequadas

é a utilização de soros controle, que avaliem o resultado da medição

e sistema analítico em uso.

Uso do indicador da reação como padrão

para cálculo da atividade enzimática

Em condições pouco frequentes, o indicador

da reação é estável e pode ser adicionado no

protocolo de medição, como um padrão, para

corrigir pequenos desvios do comprimento de

onda, do caminho óptico, das medidas de volume

e da performance do espectrofotômetro.

É essencial, reiterar que este “padrão” não atua

como a enzima presente na amostra. Portanto,

não corrige variações da temperatura, e principalmente

não é afetado por quaisquer dos

fatores que afetam a velocidade da reação (concentração

de substrato, pH e outros).

A medição enzimática: um exemplo representativo

Vamos considerar a medida da atividade da

Fosfatase Alcalina (FAlc) utilizando como substrato

4-nitrofenilfostato e as condições de ensaio

propostas como método de referência por

Tietz e colaboradores (17), com modificações

preconizadas em reagentes comerciais.

As figuras 11 a 13, sumarizam os elementos

para quantificação da FAlc, com metodologia

usual no laboratório clínico.

A reação:

Figura 11: Princípio de reação da Fosfatase Alcalina com 4-nitrofenilfosfato.

A Fosfatase Alcalina hidrolisa o 4-nitrofenilfosfato (incolor), produzindo

monofosfato orgânico e o indicador 4-nitrofenol, que em pH

alcalino apresenta intensa coloração amarela (íon 4-nitrofenóxido;

405 nm). A enzima requer íons Mg++ como ativador e o tampão

AMP (2-amino-2-metil-1-propanol) atua também como aceptor

do grupo fosfato (transfosforilação) o que aumenta a velocidade

de reação. O substrato é auto-indicador, uma molécula de 4-nitrofenilfosfato

hidrolisada produz uma molécula de 4-nitrofenol que

é detectado (µmoles de produto colorido) em sistema fotométrico.

Definido o tempo de reação (em minutos), se determina a atividade

enzimática (µmoles/minuto).

Figura 12: Condições de ensaio da Fostatase Alcalina na metodologia

com 4-nitrofenilfosfato modificada de Tietz e colaboradores (17)

Composição e concentração do reagente para Fosfatase Alcalina,

condições do sistema de medição (espectrofotômetro) para medição

e procedimento para medida da atividade.

A unidade, L.mmol -1 .cm -1, para a absortividade

molar mostrada no quadro 2, é usual, no

entanto outras formas de expressar esta variável

são utilizadas, em especial a unidade m 2 .mol -1

(m 2 /mol), preferida em textos técnicos.

Figura 10: Cálculo da atividade enzimática com indicador da reação

como “padrão”.

Ateste: absorbância do teste (mede o consumo de substrato; Apadrão:

absorbância do padrão (indicador da reação); Conc[P]: concentração

do padrão em mmoL; t: tempo da reação enzimática em minutos;

VT: volume total da reação (reagentes + amostra); VA: volume de

amostra; 1000: fator de conversão de mmoL/L para µmoL/L (utilizado

somente quando a concentração do padrão é expressa em mmoL/L.

A atividade enzimática (U/L) é calculada pela velocidade ATeste/t

(velocidade em minutos), e convertida em µmol de substrato desdobrado

com a concentração do indicador da reação em mmol/L/

APadrão e corrigida para um litro de líquido biológico. Em destaque

(quadrado tracejado) os elementos da equação que definem o “fator

de cálculo” da atividade.

Figura 13: Protocolo do ensaio da Fosfatase Alcalina.

Misturar 1,0 mL do tampão-Substrato equilibrado a 37ºC, com 0,020

mL de soro (Fosfatase Alcalina), incubar por 1 min (Lag fase) e medir

a atividade por 3 min em 405 nm. Com os resultados da variação de

Absorbância (ΔA/min), calcular a atividade enzimática.

Limite para diluição: amostras com ΔA/min ≥ 0,28 devem ser repetidas

após diluição apropriada.

0 24

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Autores: Geraldo Picheth1; Mauren Isfer Anghebem1,2; Guilherme Fadel Picheth3; Fabiane Gomes de Moraes Rego1

ARTIGO 01

Aplicando os protocolos mencionados, os resultados

e a cinética de reação, de uma amostra

de soro e um soro controle (CQ) são mostrados

na figura 14.

Figura 14: Exemplo detalhado dos cálculos envolvidos na atividade

enzimática.

Uma amostra de soro, com reação linear nos 3 minutos de medição

(tempos 1 a 4 min) apresentou (ΔA/3min = 0,086 ou dividido por 3,

ΔA/min = 0,0286). De forma similar o soro controle (CQ) apresentou

ΔA/min = 0,0696). Em detalhe, os elementos que compõem o “fator

de cálculo”. O soro controle comercial medido, assinala para FAlc a

37ºC com 4-nitrofenilfosfato-tampão aminometilpropanol, um valor

médio de 197 U/L (com limites aceitáveis entre 155-238 U/L). Calculado

a atividade do soro controle (192 U/L), dentro dos limites preconizados,

este resultado valida o sistema de reação (temperatura, reagentes,

pipetagem, comprimento de onda, e outros). Com a reação

validada, a amostra de soro apresenta 79 U/L ou uma quantidade de

Fosfatase Alcalina capaz de desdobrar 79 µmol de 4-nitrofenilfosfato

nas condições de ensaio (substrato, tampão, temperatura, ativadores,

outros) por minuto por litro de soro.

Outro exemplo, apresentado na figura 15,

mostra a medida de atividade de duas amostras

de soro com elevada quantidade de Fosfatase

Alcalina (amostra hiperativas: Hiper e

Hiper 2).

Neste exemplo, não há período linear para

Hiper e Hiper 2, portanto, a atividade enzimática

não pode ser calculada. Ambas as

amostras necessitam diluição em NaCl 154

mmol/L e as amostras diluídas devem ser

repetidas, desenvolvendo período linear, calcular

a atividade e multiplicar pela diluição.

Caso não ocorra período linear aumentar a

diluição e repetir o processo.

Na amostra Hiper 2, o substrato é consumido

já na lag fase, denotando quantidade

expressivamente elevada da enzima.

Figura 15: Exemplo de cinética de reação de amostras com elevada

concentração da enzima Fosfatase Alcalina.

As amostras de soro, Hiper e Hiper 2, não apresentam período linear durante

a medição. Não calcular a atividade enzimática. Diluir a amostra o

número de vezes necessário para que repetido com a amostra diluída,

a reação apresente período linear, permitindo calcular a atividade que

deve ser multiplicada pela diluição implementada.

Na parte inferior do gráfico, as curvas da amostra de soro e controle

de qualidade, discutidas na figura anterior.

Padronização dos ensaios enzimáticos:

calibradores para enzimas

Como descrevem Infusino e colaboradores

(29), o resultado numérico da medida da atividade

catalítica depende completamente das

condições experimentais utilizadas. A mesma

amostra biológica, portanto, produz resultados

numéricos diferentes, caso as condições de

ensaio sejam alterados (como a temperatura,

tampão, substrato, entre outros).

A longo tempo a comunidade científica promove

esforços para produzir matérias de referência

como comutabilidade e estabilidade para

harmonizar as medidas enzimáticas (28).

Alguns fabricantes de reagentes comerciais,

propõem calibrações de enzimas, com

calibradores específicos para suas metodologias.

No entanto, no presente, não há material

certificado para padronização universal

das enzimas de uso diagnóstico.

Uma abordagem desta temática, com maior

profundidade, escapa do escopo deste trabalho.

As propostas de padronização das enzimas e

outros materiais de uso no laboratório clínico

podem ser acompanhado no sítio da Joint Committee

for Traceability in Laboratory Medicine

(JCTLM; https://www.bipm.org/jctlm/).

Em síntese, este artigo busca rever e consolidar

conceitos envolvidos na enzimologia

clínica, com uma abordagem didática.

Referências Bibliográficas:

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Classificação, Cinética, e Controle. In: Devlin TM, editor. Manual de Bioquimica

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laboratory medicine : CCLM / FESCC. 2002;40(7):739-45. 23. Eyer P, Worek F,

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0 26

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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é extensamente utilizada para o

diagnóstico e acompanhamento

clínico das doenças. Os resultados

obtidos podem indicar a natureza

do distúrbio, se a disfunção é respiratória

ou metabólica.

As amostras de sangue arterial

são sensíveis às variáveis pré-analíticas

devido às suas propriedades

fisiológicas. Vários erros podem ocorrer

na fase pré-analítica, levando à

alteração da composição das amostras

e ao incorreto diagnóstico e tratamento

dos pacientes.

A coleta da amostra, manuseio e

transporte, são os principais fatores

a afetar a acuracidade e boa qualidade

do laboratório clínico.

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ARTIGO 02

Autoras:

* Gabriela Schiling Alves1,2; * Andressa Bernardi1,3; * Fabiana Tais de Souza Hack1,4

1-Instituto de Ciências da Saúde – Universidade Feevale, RS

2-Bacharel em Biomedicina - Universidade Feevale, RS

3-Acadêmica de Biomedicina - Universidade Feevale, RS

4-Mestranda acadêmica em Virologia - Universidade Feevale, RS

Sífilis: Um Alerta Epidemiológico

Syphilis: an Epidemiological Alert

Resumo

A sífilis, uma Infecção Sexualmente Transmissível, caracterizada por

seu agravo sistêmico, de evolução lenta e crônica, tem deixado em

alerta as autoridades sanitárias brasileiras e mundiais. Devido ao

expressivo aumento no número de casos notificados no Brasil, esta

patologia vem caracterizando-se como um sério problema de saúde

pública. Diante disto, este artigo tem como objetivo realizar uma revisão

integrativa sobre a sífilis no Brasil, salientando seus dados epidemiológicos,

a importância do diagnóstico e do tratamento adequado,

bem como suas medidas de prevenção visando o controle desta epidemia

e a melhor a qualidade de vida dos indivíduos afetados.

Palavras-Chave: Treponema pallidum. Epidemiologia. Brasil.

Sinais e Sintomas

Abstract

Syphilis, a Sexually Transmitted Infection, characterized by its

slow and chronic systemic aggravation, has left the Brazilian and

world sanitary authorities on alert. Due to the significant increase

in the number of cases reported in Brazil, this pathology has been

characterized as a serious public health problem. Therefore, this

article aims to carry out an integrative review on syphilis in Brazil,

highlighting its epidemiological data, the importance of diagnosis

and appropriate treatment, as well as its prevention measures aimed

at controlling this epidemic and improving the quality of life

of affected individuals.

Keywords: Treponema pallidum. Epidemiology. Brazil. Signals

and symptons.

Introdução

A sífilis é uma Infecção Sexualmente

Transmissível (IST) caracterizada por seu

agravo sistêmico, de evolução lenta e crônica.

Classificada atualmente como uma

epidemia e capaz de atingir cerca de 10 milhões

de novas infecções por ano, segundo

a Organização Mundial da Saúde – OMS. A

sífilis, apesar de ser uma patologia de fácil

prevenção, que possui tratamento acessível

e bastante eficaz, tem apresentado atualmente

um aumento considerável no seu

número de casos, caracterizando-se um sério

problema de saúde pública para as autoridades

sanitárias brasileiras e mundiais

(Souza, 2018; Peeling 2017). O presente

trabalho tem como objetivo realizar uma

revisão de literatura sobre o que é a sífilis,

qual seu agente causador, suas principais

manifestações clínicas, salientando a importância

do seu diagnóstico e tratamento

adequado, bem como a sua prevenção

desta epidemia no Brasil com enfoque ao

panorama atual na sua exterioridade.

0 30

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Autoras:

* Gabriela Schiling Alves1,2; * Andressa Bernardi1,3; * Fabiana Tais de Souza Hack1,4

ARTIGO 02

Material e métodos:

Realizou-se uma revisão integrativa acerca

do tema em diversas fontes nacionais e inter-

Os casos de infecções por sífilis no Brasil

têm se elevado significativamente nos últimos

anos, e alcançado percentuais maiores

A transmissão da sífilis pode ser classificada

como adquirida e congênita. A forma adquirida

tem como principal via de transmissão o

nacionais nos bancos de dados científicos, tais

que os globais, atestando desta forma o ca-

contato sexual desprotegido, seguido da via

como Medline, Pubmed e Google Acadêmico.

ráter endêmico desta patologia no território

hematogênica e de acidentes com material

Foram encontrados 87 artigos e destes utili-

brasileiro. Desde o ano de 2010, cerca de

biológico contaminado. Já a forma congênita

zados 21 que abrangiam o tema em questão.

228 mil novos casos de sífilis foram noti-

tem como via de transmissão a transplacentá-

ficados. Entre os anos de 2014 e 2015 ob-

ria, no qual a mãe transmite o treponema para

Resultados e discussão:

servou-se um aumento de 32% nos casos

o feto através da placenta durante a gestação

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmis-

em adultos e mais de 20% em gestantes.

(Facco, 2002; Stoltey 2015 e Belda 2009).

sível causada pelo agente Treponema pallidum,

Atualmente, segundo as estimativas do

uma bactéria gram negativa com formato de es-

Boletim Epidemiológico do Ministério da

As manifestações clínicas ocasionadas pela

piroqueta, que mede cerca de 0,2 uM de largura

Saúde, no ano de 2017 foram notificados

sífilis adquirida surgem dentro de 21 a 30 dias

e 5 a 15 uM de comprimento. Classificada como

no Sistema de Informação de Agravos de

após o período de exposição e incubação, clas-

um patógeno exclusivo do ser humano, não culti-

Notificação (Sinan) 119.800 casos de sífilis

sificadas em diferentes fases de infeção, sendo

vada in vitro e com reprodução através de divisão

adquirida, 49.013 casos de sífilis em ges-

elas primária, secundária, terciária e latente

transversa, esta bactéria exige coloração imuno-

tantes, 24.666 casos de sífilis congênita e

de acordo com o tipo das lesões (Facco, 2002;

fluorescente ou microscopia de campo escuro

206 óbitos por sífilis congênita. Dados que

Stoltey 2015 e Belda 2009).

para ser visualizada (Peeling, 2017; Pinto 2014;

quando comparados ao ano de 2016 apon-

Lafeta, 2016 e Cameron 2013).

tam um aumento significativo de 31,8% na

A sífilis primária é caracterizada pelo

incidência de sífilis adquirida, 28,5% na

aparecimento do cancro duro ou protossi-

A origem da sífilis envolve muitas teorias,

taxa de detecção em gestantes e 16,4% na

filoma, uma lesão ulcerativa com bordos

algumas afirmam que a sífilis possa ser tão

incidência de sífilis congênita (Ministério

elevados, fundo liso e limpo, coberto por

antiga quanto a humanidade e que por sua

da Sáude, 2018).

material seroso e indolor, medindo até 3,0

inespecificidade de manifestações clínicas pu-

cm de diâmetro, que surge dentro de duas

desse ser confundida com outras patologias e

Em relação às taxas de detecção territorial

a quatro semanas após contagio sexual. A

diagnosticada equivocadamente. Outras teo-

observou-se um crescimento de 31,8% no

localização deste cancro costuma ser varia-

rias, afirmam também que o Treponema palli-

ano de 2017 em relação ao ano anterior,

da, em mulheres eles geralmente podem

dum surgiu na África e acabou se espalhando

passando de 44,1 para 58,1 casos por 100

aparecem na parede vaginal, pequenos lá-

mundialmente. Entretanto, uma das teses

mil habitantes. Dentre as regiões brasilei-

bios e colo uterino, e nos homens podem

mais aceitas é a de que a sífilis tenha sido uma

ras, constatou-se o incremento de 45% na

se situar na glande e na região anorretal.

“doença das américas” e tenha chegado e se

Região Norte, 47,8% no Nordeste, 25,3%

Além disso, podem ocorrer lesões extrage-

espalhado pela Europa juntamente com a no-

no Sudeste, 34,2% no Sul e 41% no Centro

nitais capazes de atingir a boca, língua e

tícia da descoberta do continente, no decorrer

Oeste. Além disso, de acordo com os dados

as extremidades dos membros superiores.

das grandes navegações. Uma das evidências

epidemiológicos das secretarias estaduais

Após o aparecimento deste cancro, cerca de

utilizadas para comprovar essa tese, é o en-

de saúde e do Ministério da Saúde, a po-

duas semanas, ocorre o surgimento de uma

contro de ossadas indígenas que possuíam

pulação mais afetada pela sífilis no país é

adenopatia regional bilateral não supurati-

mais de 4 mil anos e revelavam indícios de

composta por mulheres jovens com idades

va móvel, cuja regressão leva à cicatrização

infecção pelo Treponema pallidum (Velleira,

entre 20 e 29 anos (Costa, 2017; Facco,

do cancro dentro de um mês (Facco, 2002;

2006 e Harper 2008).

2002 e Stoltey 2015).

Stoltey 2015 e Belda 2009).

0 32

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Autoras:

* Gabriela Schiling Alves1,2; * Andressa Bernardi1,3; * Fabiana Tais de Souza Hack1,4

ARTIGO 02

A sífilis secundária é caracterizada pelo

desaparecimento do cancro, marcado por

um curto período de latência que pode

durar cerca de seis semanas, e o acometimento

sistêmico do organismo. Dentre as

manifestações cutâneas que podem ocorrer

durante esta fase estão a roséola sifilítica,

adenopatia generalizada, artralgia, papulas

cutâneas palmares e plantares, alopecia e

condiloma plano. Os sintomas sistêmicos

costumam ser genéricos como mal-estar,

náuseas, vômitos, febre baixa, cefaleia,

meningismo, hepatoesplenomegalia, mialgias,

rouquidão, síndrome nefrótica e glomerulonefrite

(Costa, 2017; Facco, 2002 e

Ho 2011).

to e congestão nasal nos primeiros meses

de vida, erupções bolhosas nas mãos, pés

e na boca, “nariz em sela”, hepatoesplenomegalia,

anemia hemolítica associada à

icterícia, desta forma o diagnóstico deve

ser realizado de forma cautelosa associando-se

a epidemiologia materna (Costa,

2017; Facco, 2002 e Krüger 2010).

Já na sífilis congênita tardia, diagnosticada

após o segundo ano de vida, as manifestações

clínicas são raras e sistêmicas, e

geralmente a criança apresenta a tríade de

ceratite intersticial, dentes de Hutchinson e

surdez do oitavo par craniano. Em relação

aos casos de sífilis gestacional, de acordo

Dentre os testes sorológicos treponêmicos

podemos citar o FTA-Abs (Fluorescent

Treponemal Antibody Absortion Test), a hemaglutinação

e a imunofluorescência, testes

utilizados para confirmar a reatividade de

testes não treponêmicos. Dentre o diagnóstico

complementar molecular há a PCR (Reação

em Cadeia da Polimerase) técnica capaz

de detectar uma única cópia do cromossomo

treponêmico. A PCR permite melhor acurácia

e estimativas sobre a prevalência, maior

acesso a novas populações para rastreamento,

assim como o aumento dos estudos epidemiológicos

e de transmissão (Costa, 2017;

Ho 2011 e Dantas, 2017).

com estudos realizados, cerca de 66% dos

Na forma mais grave, a sífilis terciária

fetos provenientes de gestantes portadoras

O tratamento de escolha para a sífilis é

ou tardia surge geralmente após anos de

de sífilis durante a gestação não tratadas

a Penicilina G Benzatina, que interfere na

infecção, envolvendo inflamação crônica

apresentam algum acometimento, e cerca

síntese do peptidoglicano, componente da

granulomatosa e progressiva que se instala

em diversos órgãos e tecidos como lesões

cutâneo-mucosas, acometimento do sistema

nervoso central, meninges, doença cardiovascular

e neurossífilis, que podem levar

o indivíduo ao óbito rapidamente. E por

fim, a sífilis Latente, caracterizada por ser

assintomática e com positividade persistente

das reações sorológicas, quadro que

pode perdurar durante anos (Costa, 2017;

Facco, 2002 e Ho 2011).

Nos casos de sífilis congênita as manifestações

clínicas podem ser classificadas

em precoce, diagnosticada até os dois

anos de idade, e a tardia. Na sífilis congê-

de 30% evoluem para óbito fetal (Costa,

2017; Facco, 2002 e Krüger 2010).

O diagnóstico da sífilis é baseado na

anamnese, em testes sorológicos e testes

moleculares complementares. Os testes

sorológicos não treponêmicos como o

VDRL (Venereal Disease Research Laboratory)

que detecta anticorpos tipo IgG e

IgM, pode ser realizado a partir da 2ª ou

3ª semana após o aparecimento do cancro,

sendo importante no acompanhamento

da eficácia do tratamento e na rotina

pré-natal. Utilizado de forma trimestral

em pacientes com infecção pelo HIV, no 1º

e 3º trimestres em paciente sem infecção

parede celular do T. pallidum, o esquema

terapêutico pode durar até 14 dias, no

qual as doses variam de acordo com as fases

de infecção que o indivíduo apresenta.

Outras opções terapêuticas podem ser utilizadas

como a azitromicina, eritromicina

e tetraciclina, entretanto, devem ser mantidas

como drogas de segunda linha, pois

apresentam atividade inferior à penicilina.

No caso de gestantes, é de suma importância

que o tratamento seja concluído até

30 dias antes do parto e que seu parceiro

seja concomitantemente tratado com o

mesmo esquema terapêutico. A falta de

conclusão do esquema terapêutico impli-

nita precoce cerca de 70% dos casos são

pelo HIV, e em qualquer gestante que der

ca em alto risco de reinfecção da gestante

assintomáticos, entretanto, em alguns ca-

origem a um natimorto com mais de 20

e sérios riscos à saúde do feto. Em caso

sos o curso desta doença pode ser similar

a sífilis secundária e apresentar corrimen-

semanas gestacionais (Costa, 2017; Ho

2011 e Dantas, 2017).

de neurossífilis deve ser administrado penicilina

G cristalina. Durante o tratamen-

0 34

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Autoras:

* Gabriela Schiling Alves1,2; * Andressa Bernardi1,3; * Fabiana Tais de Souza Hack1,4

ARTIGO 02

to, os pacientes devem ser monitorados

trimestralmente por meio de exames de

sorológicos para confirmar a efetividade

do mesmo. A falta de tratamento ou o tratamento

inadequado pode levar a lesões

irreversíveis envolvendo sequelas graves

ou até mesmo o óbito (Costa, 2017; Dantas,

2017; Blencowe 2011, Kalinin 2015,

Cooper 2016 e Ros 2018).

Referências bibliográficas

1. Souza LA, Oliveira ISB, Lenza NFB, Rosa WAG,

Carvalho VV e Zeferino MGM. Ações de enfermagem

para prevenção da sífilis congênita: uma revisão

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14. Krüger C e Malleyeck, I. Congenital syphilis:

still a serious, under-diagnosed threat for children

A prevenção e o efetivo controle da sífilis

são baseados no uso de preservativos durante

as relações sexuais, pelo fato das mudanças

ocorridas no comportamento sexual

da população em geral. Tal circunstância é

pertinente a contínua associação de sexo-

-drogas, tanto maior qualidade da atenção à

gestante e seus parceiros sexuais durante o

pré-natal quanto na promoção da realização

adequada dos testes diagnósticos para que o

tratamento possa ser realizado de forma precoce

e eficiente. (Costa, 2017; Cooper, 2016;

Araujo, 2006 e Cavalcante 2012).

ETO. Prevalência de Sífilis e fatores associados a

população em situação de rua de São Paulo, Brasil,

com utilização de Teste Rápido. Rev. bras. epidemiol.

São Paulo. 2014. v. 17, n. 2, p. 341-354.;

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2016. v. 19, n. 1, p. 63-74.;

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em hospital universitário materno infantil. Enferm.

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aspectos clínicos, transmissão, manifestações orais,

diagnóstico e tratamento. Odonto. 2015. v. 23, n.

45-46.;

Considerações finais:

Considerada uma grave epidemia, devido

ao crescente número de casos em todo

o território brasileiro e sua capacidade de

acometer o organismo de forma severa e

sistêmica, a sífilis tem deixado em alerta os

órgãos de saúde pública. Portanto, visando

controlar esta epidemia, bem como melhor

a qualidade de vida dos indivíduos afetados,

é de suma importância que as medidas

e orientações sobre a sua prevenção sejam

executadas para que haja a interrupção da

cadeia de transmissão e a diminuição do

número de casos.

NJ e Armelagos GJ. On the origin of the treponematoses:

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2008. 2: e148. ;

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Rodrigues ARM, Netto JJM, Moreira ACA e Goyanna

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em Sobral, Ceará. DST - J bras Doenças Sex Transm.

2012;24(4):239-245.

0 36

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


ARTIGO 03

Autores:

Aline Borges Cardoso 1 , Brenda Bulsara Costa Evangelista 2 , Ranieri Flávio

Viana de Sousa 3 , Elaine Ferreira do Nascimento 4 , Camilla Soares Sobreira 5 ,

Lívia Mello Villar 6

Soroprevalência de Hepatite B em Crianças:

Uma Revisão Integrativa

RESUMO

Introdução: A infecção pelo HBV é a décima principal causa de morte

em todo o mundo, sendo a maioria das infecções mais frequentes em

crianças das áreas endêmicas. As chances de adquirir a forma crônica são

variáveis conforme a faixa etária. OBJETIVO: discutir, com base na literatura,

sobre a prevalência de Hepatite B em crianças no mundo. METODO-

LOGIA: A presente pesquisa trata-se de uma revisão integrativa, realizada

durante os meses de novembro e dezembro de 2018 na base de dados

Pubmed, através dos descritores: "Prevalence", "Hepatitis B", "child". Foram

utilizados os filtros: artigos publicados nos anos 2014 a 2019, disponíveis,

de forma gratuita, nos idiomas inglês e português e em crianças

de até 18 anos. Em seguida, aplicados os critérios de inclusão e exclusão.

Os trabalhos selecionados foram averiguados conforme as informações

contidas nos resumos e na leitura íntegra de cada um. RESULTADOS: Foi

selecionado um total de 15 artigos. Estes foram inseridos em uma tabela

(Tabela 1) a fim de compará-los. As principais informações foram anexadas

no quadro como: Titulo do da pesquisa, autor, ano, periódico, objetivo

e resultados em relação a presença do marcador pesquisado. DISCUSSÃO:

Muitos dos estudos sobre Hepatite B ainda concentram-se em grupos

específicos e por isso, não existindo um inquérito global preciso, embora

as pesquisas realizadas nos últimos anos divida o mundo em diferentes

faixas de prevalências. A idade em que é adquirida é um dos principais

fatores que influencia nas variações da infecção. O HBV ainda é o maior

causador de morte por câncer hepático, assim, existe a necessidade de

mais estudos para a detecção do vírus. CONCLUSÃO: Este estudo descreve

a epidemiologia e variação de prevalências de infecção por HBV

em algumas regiões do mundo. Esse tipo de pesquisa é imprescindível

para estimar a situação atual de hepatite B, e para avaliar o impacto das

políticas de imunização.

ABSTRACT

Introduction: HBV infection is the tenth leading cause of death

worldwide, and most infections are more common in children in

endemic areas. The chances of acquiring the chronic form vary according

to age group. OBJECTIVE: To discuss, based on the literature,

the prevalence of hepatitis B in children worldwide. METHODOLOGY:

This research is an integrative review, conducted in November and

December 2018 in the Pubmed database, using the keywords: "Prevalence",

"Hepatitis B", "Child". We use the filters: articles published

from 2014 to 2019, available for free in the English and Portuguese

languages and in children under 18 years. It then applied the inclusion

and exclusion criteria. The selected works were verified according

to the information contained in the abstracts and the complete

reading of each one. RESULTS: We selected 15 articles. These were

entered into a table (Table 1) to compare them. The main information

was attached in the table as: Research title, author, year, journal,

objective and results regarding the presence of the researched

marker. DISCUSSION: Many of the hepatitis B studies still focus on

specific groups, so there is no precise global research, although research

in recent years has divided the world into different prevalence

ranges. The age at which it is acquired is one of the main factors that

influence the variations of the infection. HBV is still the leading cause

of death from liver cancer, so more studies are needed to detect

the virus. CONCLUSION: This study describes the epidemiology and

prevalence of HBV infection in some regions of the world. This type

of research is essential for estimating the current status of hepatitis

B and assessing the impact of immunization policies.

Palavras-chave: Crianças, Hepatite B, Soroprevalência, Epidemiologia.

Key words: Child, Hepatitis B, Seroepidemiologic Studies,Epidemiology.

0 38

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Autes: Aline Borges Cardoso1, Brenda Bulsara Costa Evangelista2, Ranieri Flávio Viana de Sousa3, Elaine Ferreira do Nascimento4,

Camilla Soares Sobreira5, Lívia Mello Villar6

ARTIGO 03

Introdução

São reconhecidos cinco vírus causadores

de Hepatites. Hepatite A, B, C, D, E. Devido à

diversidade etiológica das hepatites virais, sua

transmissão ocorre de diferentes maneiras,

sendo que sua prevalência e incidência variam

de acordo com alguns fatores importantes:

Região geográfica, variáveis socioeconômicas,

do próprio agente etiológico e de sua relação

com o hospedeiro (VIANA, et al 2017).

O HBV pertence família Hepadnaviridae,

gênero Orthohepadnavirus. Apresenta genoma

de DNA, parcialmente de fita dupla (ICTV,

1984) e é mais infeccioso que o HIV (SHAO,

et al 2018). Para seu diagnóstico sorológico,

amostras de soro são submetidas a testes imunoenzimáticos

para detecção de antígenos e

anticorpos, onde o HBsAg indica infecção presente,

o anti-HBc infecção prévia, HBeAg infecção

aguda e anti-HBs imunidade (VILLAR,

et al 2015). As principais vias de transmissão

são: a via sexual, parenteral, via vertical (de

mãe para filho), responsável por mais de um

terço das infecções crônicas (PAUL, et al 2018).

A infecção pelo HBV é a décima principal

causa de morte em todo o mundo (WANG,

et al 2018). A maioria das infecções ocorre

nas crianças em áreas endêmicas (SHEDAIN,

et al 2017). As chances de adquirir a forma

crônica são variáveis conforme a faixa etária.

Por exemplo, na fase adulta a probabilidade é

cerca de 5%, todavia, em bebês chega a 30%.

Com isso, para a prevenção e controle, a Organização

Mundial de Saúde recomenda desde

1992, a imunização infantil (PAUL, et al 2018).

Uma dose deve ser administrada dentro de 24

horas após o nascimento e doses posteriores

aos dois e dez meses de idade (PATEL, et al

2016). Através da implementação generalizada

da vacina nos últimos anos, a prevalência

da infecção crônica reduziu entre os grupos de

faixas etárias mais jovens. Estes dados podem

ser observados nas regiões da América do

Norte e Europa Ocidental. Por outro lado, em

muitos países a infecção permanece endêmica,

principalmente nos subsaarianos, atingindo

prevalências de até 8% entre crianças e

jovens de 0 a 19 anos (GOUNDER, et al 2016).

Essas detecções são importantes, pois trazem

a possibilidade de monitorar a eficiência do

programa de vacinação contra o vírus em curto

prazo (IKOBAH, et al 2016).

Em face do exposto, este estudo objetiva

discutir, com base na literatura, sobre a prevalência

de Hepatite B em crianças no mundo.

Metodologia

A presente pesquisa trata-se de uma revisão

integrativa com a temática: “Prevalência de

Hepatite B em crianças no mundo”. Conceitua-

-se como um tipo de pesquisa que possui uma

abordagem metodológica ampla, pois analisa

a literatura disponível de forma abrangente

e discute sobre metodologias e resultados de

outros trabalhos científicos sob a ótica de diversos

autores. Assim, seu principal foco é o

entendimento e a compreensão de uma determinada

temática baseando-se em estudos

publicados anteriormente.

A pesquisa bibliográfica foi realizada durante

os meses de novembro e dezembro de 2018

na base de dados Pubmed, através dos descritores:

"Prevalence", "Hepatitis B", "child" com

o emprego conjunto do operador booleano

“and” entre cada descritor, a fim de, obter uma

maior quantidade de publicações acerca do

tema. Ao realizar a busca com os descritores

foram identificados um total de 5166 artigos e

em seguida, utilizados os seguintes filtros: artigos

publicados nos anos 2014 a 2019, disponíveis,

de forma gratuita, nos idiomas inglês e

português e em crianças de até 18 anos.

Gráfico 1 - Positividade do HBV nos países em estudo

Como critérios de inclusão foram adotados

os artigos que abordavam como assunto

principal: Prevalência de Hepatite B, risco de

infecção e os marcadores sorológicos HbsAg,

HBeAg e Anti-Hbc. Os critérios de exclusão

aplicados foram: artigos que tratam apenas

sobre cobertura vacinal, efetividade de vacina

contra Hepatite B, trabalhos que abordassem

diferentes infecções e co-infecções.

Os trabalhos selecionados foram averiguados

conforme as informações contidas nos

resumos e na leitura íntegra de cada um.

Com isso, foi realizada a extração dos principais

dados que continham informações

relevantes para análise referente à temática

do estudo.

Resultados

Após a metodologia aplicada (fluxograma

1), foi selecionado um total de 15 artigos.

Estes foram inseridos em uma tabela (Tabela

1) a fim de compará-los. As principais informações

foram anexadas no quadro.

Fluxograma 1: Esquema da metodologia aplicada.

0 40

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Camilla Soares Sobreira5, Lívia Mello Villar6

ARTIGO 03

Discussão

Este foi o primeiro estudo a reunir dados de

diversos países quanto a infecção por Hepatite

B em crianças. Este trabalho demonstra

grande variação da presença do HBV ao redor

do mundo. Os resultados foram avaliados

conforme a presença dos marcadores HBsAg,

anti-HBc e HBeAg. A prevalência do marcador

HbsAg pode classificar-se em: baixa

( 8%) (SANT’ANNA, 2016). A maioria

dos países concentra-se nos menores

índices de prevalência, aproximando-se cada

vez mais de uma das metas do Objetivo de

desenvolvimento sustentável, que consiste

em combater as hepatites até o ano de 2030,

reduzindo a mortalidade infantil em 12-25

por 1.000 nascidos vivos (Agenda 2030).

Dentre estas regiões pode-se destacar a

China (0,2%-1,16%) (SHISHEN, et al 2018,

), Egito(0,04%) (SALAMA, et al 2017), Bangladesh(0,05%)

(PAUL, et al 2018), Coreia

do Sul (0,09%) (LEE, et al 2017), Polinésia

(0,9%)(PEZZOLI, et al 2017) e Polinésia Francesa(0%)(

PATEL, et al 2016). Esses achados

apontam para o sucesso que os programas

vacinais têm alcançado ao redor do mundo,

através do cumprimento rigoroso que estas

nações têm seguido do esquema vacinal. É

importante enfatizar, que para uma soroproteção

eficaz, é necessário a administração

das 3 doses, não importando os níveis de

prevalências; e a pontualidade na imunização

dos recém-nascidos, uma vez que a proteção

dos bebês o mais cedo possível, causa

impacto significativo no ciclo de transmissão

do vírus (PAUL, et al 2018). A prevalência

encontrada no Brasil (0,02%) (CIACCIA, et al

2014), pode indicar outro fator determinante

nesse baixo índice, a faixa etária. Grande

parte dos estudos realizados neste país mostra

que a maioria dos casos positivos foram

entre as idades de 20-40 anos (ANASTACIO,

et al 2008). A Nigéria chama atenção quanto

ao resultado encontrado de 1,2% (IKOBAH,

et al 2016), pois tem divergido da maioria

dos trabalhos realizados neste local, que geralmente

enquadram-se dentro das faixas de

intermediário a altos índices. Por exemplo,

em 2003 CHUKWUKA et al encontraram uma

prevalência de 7,6% de HbsAg em crianças

de 5 a 12 anos de idade. Posteriormente, em

2009, UGWUJA et al no sudeste da Nigéria

estimaram uma positividade de 4,1% na faixa

etária adolescente. Estes achados podem

estar indicando sucesso no controle do HBV

ou podem estar relacionados a diferentes

tamanhos amostrais ou a distintos métodos

de triagem para análise laboratorial entre os

estudos (IKOBAH, et al 2016).

A África lidera em termos de prevalência

(gráfico 1).Os achados encontrados neste

trabalho assemelha-se a maioria dos estudos

feitos nessas regiões, devido sua característica

endêmica. É discutível se fatores

culturais, sociais, econômicos, genéticos,

populacionais, geográficos ou históricos

possam ter alguma influência na positividade

encontrada (NUNES, et al 2004). Contudo,

localizar precisamente as causas da

transmissão em países subdesenvolvidos

é um desafio, pois a infecção não está relacionada

apenas aos comportamentos de

risco (uso de drogas, múltiplos parceiros,

homossexuais masculinos, hemodialisados),

como observado nos países desenvolvidos.

Assim, diversos fatores podem influenciar

na cadeia de transmissão do HBV,

por exemplo, os portadores crônicos infectantes,

a multiplicidade de formas de exposição

ao vírus, infectados assintomáticos

(ASSIS, et al 2004), dificuldades de acesso

a saúde, falta de informação, recursos limitados,

incompletude vacinal e os desafios

logísticos colocados pela alta taxa de nascimentos

domiciliares (PAUL, et al 2018). A

maioria dos estudos sobre Hepatite B ainda

concentram-se em grupos específicos e por

isso, ainda não existe um inquérito global

preciso, embora as pesquisas realizadas nos

últimos anos divida o mundo em diferentes

faixas de prevalências. A idade em que é

adquirida é um dos principais fatores que

influencia nas variações da infecção. O HBV

ainda é o maior causador de morte por câncer

hepático, assim, existe a necessidade

de mais estudos para a detecção do vírus,

principalmente, em crianças e jovens, uma

vez que, as chances de avanço para a cronicidade

são maiores (MATOS, 2007).

Conclusão

Este estudo descreve a epidemiologia e variação

de prevalências de infecção por HBV

em algumas regiões do mundo. Esse tipo de

pesquisa é imprescindível para estimar a situação

atual de hepatite B, e para avaliar o

impacto das políticas de imunização. Ainda

existem locais que precisam de atenção e

estratégias de controle da infecção, mas com

aplicação de medidas eficazes de soroproteção

e educação em saúde pública, o controle

do HBV será eficazmente alcançado.

0 42

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Autes: Aline Borges Cardoso1, Brenda Bulsara Costa Evangelista2, Ranieri Flávio Viana de Sousa3, Elaine Ferreira do Nascimento4,

Camilla Soares Sobreira5, Lívia Mello Villar6

ARTIGO 03

Referências

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www.agenda2030.com.br/ods/3.Acesso em:

13/08/2019

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B em indivíduos da região centro-ocidental do

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Jul-Dez, 2008

ASSIS, S.B. et al. Prevalence of hepatitis B viral

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B, determined from dried blood stains, among

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PATEL, M.K. et al. Hepatitis B Vaccination Coverage

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Among Children in French Polynesia; The American

Journal of Tropical Medicine Hygiene, 2016.

PAUL, R.C. et al. Seroprevalence of Hepatitis B

Surface Antigen among Pre-Vaccine Era and Vaccine

Children in Bangladesh. The American Journal

of Tropical Medicine and Hygiene, 2018.

PEZZOLI, L. et al. Low Level of Hepatitis B Virus Infection

in Children 20 Years After the Start of the Child Vaccination

Program in Wallis and Futuna. The American

Journal of Tropical Medicine Hygiene, 2017.

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B surface antigen (HBsAg) in Bo, Sierra Leone,

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Pará, Amazônia Brasileira. 2016. 103 f. Dissertação

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de Medicina Tropical, Belém, 2016. Programa de

Pós-Graduação em Doenças Tropicais.

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Guangdong Province, China; International Journal

of Infectious Diseases, 2018.

0 44

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Sistema de Benchmarking

Apoio à Decisão em laboratórios

Ressalto inicialmente dois fatos. PRIMEIRO:

nos livros que escrevi e em outras publicações

cunhei a expressão “Primeira disrupção”,

vivenciada pelos laboratórios do Brasil. Digo que

esta disrupção gerou um problema gigantesco

sintetizado por: redução significativa da

competitividade empresarial acompanhada

pelo aumento no risco de insolvência dos

laboratórios. As duas causas fundamentais

disto são o excesso de capacidade produtiva

instalada frente à demanda de exames e a

socialização da medicina, dentre um conjunto

de outras causas, que levaram, de uma forma

geral, a uma queda brutal na precificação

dos exames. SEGUNDO: em um artigo

anterior escrevi que estamos vivendo, talvez

os tempos mais difíceis desta geração, em

função da COVID – 19. A luta é literalmente

pela sobrevivência física e evitando a falência

jurídica, contudo, creio que haverá mais

falências do que falecidos. Não tem espaço

para discussão moral: uma única vida perdida

não tem preço que quantifique! Que isto fique

bem claro. A proposta foi analisar os fatos e

constatações na área econômica e financeira

para embasar os decisões pequenos gerenciais e médios no âmbito laboratórios dos laboratórios do

clínicos.

País. O estudo levou em conta a “Margem

relação à produção – MLL%”; os “Custos fixos – CF”; o

líquida “Lucro”; a de “Margem lucro de em contribuição”; relação a à “Produção” produção e, por –

fim, o “PRAZO DE RECUPERAÇÃO” do “shutdown

MLL%”; econômico”. os “Custos fixos – CF”; o “Lucro”; a

“Margem precisão/exatidão de contribuição”; na proporção direta a do “Produção” aumento da taxa e,

de crescimento do percentual produzido em relação à

por produção fim, normalmente o “PRAZO realizada DE RECUPERAÇÃO” pelo laboratório. Dito do de

outra forma, os resultados serão mais verdadeiros se o

“shutdown laboratório não econômico”.

produzir exames durante o “Isolamento

• O estudo levou em conta a “Margem líquida de lucro em

• Finalmente, o estudo apresenta perda progressiva da

social” e serão nulos se o laboratório tiver uma produção

igual aos tempos de normalidade.

• RESULTADOS:

RESULTADOS:

MLL%

Prazo de recuperação do shutdown

5,00% 11 meses

10,00% 6 meses

15,00% 4 meses e 10 dias

20,00% 3 meses e 15 dias

• ANÁLISE E DISCUSSÃO

Fica evidente que os laboratórios com menor rentabilidade

vão demorar mais tempo para se recuperarem. Este fato já

Quais as Prováveis Consequências?

1. Empobrecimento generalizado (pelo menos

transitoriamente) dos laboratórios clínicos.

2. Queda na competitividade empresarial.

3. Aumento do risco de insolvência.

4. Aumento da ocorrência de inadimplências

na cadeia produtiva das análises clínicas,

impactando em todos os fornecedores de

insumos: reagentes, controles, calibradores,

equipamentos e afins (Câmara Brasileira de

Diagnóstico Laboratorial – CBDL); laboratórios

de apoio; prestadores de serviços terceirizados

(Contadores etc.); Sindicatos; Sociedades

Científicas (SBAC, SBPC) e, até mesmo, os

Conselhos Profissionais. Ninguém escapará de

compartilhar os prejuízos, pois toda a riqueza

começa nos laboratórios, e como vimos, eles

serão duramente atingidos.

Estes dois eventos históricos (a primeira disrupção

e a COVID-19), denotam indubitavelmente, mais

do que nunca será imprescindível que os

pequenos e médios laboratórios adotem

um sistema de gestão profissional. Não

há mais espaço para amadorismo nos negócios

na área das análises clínicas. O futuro destas

organizações dependerá disto!

A Importância dos Pequenos e Médios

Laboratórios Clínicos: não obstante

ignorarmos o seu número exato no Brasil,

podemos considerar de uma forma aproximada

que é grande o contingente de pessoas que

trabalham nos pequenos e médios laboratórios,

os quais sabidamente são os que geram o

maior número de empregos do setor no País

(Entre empregados e familiares, estimamos

um universo de 400.000 pessoas). Ainda, a

grande capilaridade dos serviços de recepção e

coleta, permite atender uma enorme população

disseminada em grandes extensões territoriais,

que sem os pequenos e médios laboratórios,

certamente enfrentariam dificuldades quase

intransponíveis para receberem atenção básica

em saúde (estimamos em meio milhão de

pessoas diariamente). Finalmente, segundo a

literatura médica, “70% das decisões tomadas

pelos profissionais de saúde, estão baseadas

nos resultados dos exames laboratoriais, os

quais fornecem informações que podem ser

utilizadas para fins de diagnóstico e prognóstico,

prevenção, grau de risco para determinadas

doenças, definição de tratamentos e até

mesmo, em alguns casos, evitar os que

podem ser desnecessários”. Portanto, ajudar

na sobrevivência destas pequenas e médias

empresas é fundamental para a saúde pública.

Com este objetivo é que desenvolvemos um

sistema de gestão econômica acessível à estas

organizações, que requer poucos dados de

entrada, implantado à distância, sem custos

e que fornece um conjunto de importantes

informações para o auxilia às decisões dos

gestores laboratoriais. Veja a seguir.

Sistema de Benchmarking - Apoio à Decisão

A utilização de um Sistema de Apoio à

Decisão (SAD) decorre, fundamentalmente,

da competição cada vez maior entre as

organizações, bem como da necessidade de

obter de forma rápida, informações cruciais para

a tomada de decisões. Um SAD é responsável por

era logicamente esperado, o estudo visou quantificar este

0 46

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

lapso de tempo para a recuperação. No caso destes


captar e elaborar informações contidas em uma

base de dados, transformando-os em vantagem

competitiva, pela tomada de decisões de forma

inteligente. Com esta finalidade, desenvolvemos

• Análise das causas prováveis dos problemas

identificados, também via processo de

benchmarking competitivo e de colaboração

com âmbito nacional, que estabelece valores

De acordo com o Modelo de Excelência da

Gestão (MEG)®, da FNQ, o benchmarking é

uma importante ferramenta para a tomada

de decisão das organizações, tema abordado

GESTÃO LABORATORIAL

o SISTEMA DE BENCHMARKING – APOIO À

referenciais (metas) de laboratórios

no Fundamento Pensamento Sistêmico. Essa

DECISÃO, fundamentado em sólido banco de

do Brasil, para todos os indicadores de

prática pode ajudar as organizações a definirem

dados e um modelo analítico, contemplando

desempenho (ID’s).

referenciais comparativos pertinentes,

de forma ampla a realidade dos laboratórios

utilizando-os para avaliar sua competitividade

clínicos de pequeno e médio portes. O sistema

• Informações para soluções dos

em relação a outras organizações de referência,

gera informações vitais para o sucesso destas

problemas, geradas por meio de dezenas de

em indicadores importantes para o sucesso do

empresas, mediante inúmeras alternativas

análises qualitativas e quantitativas.

negócio. Por que fazer benchmarking?

quantificadas de alocação dos recursos físicos,

A) Estimular a implantação de novas práticas

financeiros e humanos, para a obtenção dos

e padrões a partir das melhores práticas;

melhores resultados organizacionais. Trata-

B) Estabelecer metas a partir dos melhores

se de SUPORTE CIENTÍFICO ÀS DECISÕES dos

desempenhos; C) Apoiar o processo decisório,

gestores laboratoriais.

tornando-o mais robusto e sistêmico; D)

Quebrar os paradigmas existentes, facilitando o

Objetivo: disponibilizar uma ferramenta

para a tomada prática e rápida de decisões

com fundamento matemático, mediante um

conjunto de produtos integrantes do método

de gestão, agilizando a implantação das ações

corretivas e preventivas visando aumentar a

competitividade e reduzir o risco de insolvência

dos laboratórios.

Generalidades: a base do sucesso do

SISTEMA DE BENCHMARKING – APOIA

À DECISÃO (SB – AD) é o seu banco de

dados. Sem sombra de dúvidas, aqui

a utilização do conceito de “Big data”

é pertinente. Aproximadamente uma

centena de laboratórios geram milhões

de dados, envolvendo mais de trezentos

processo de mudança.

Produtos:

• Diagnóstico de problemas através da

mensuração da competitividade e

do risco de insolvência dos laboratórios

clínicos. Isto somente é possível por meio de

um PROCESSO EXCLUSIVO DE BENCHMARKING

COMPETITIVO E DE COLABORAÇÃO com

âmbito nacional.

indicadores de desempenho ao longo do

tempo. Por sua vez, os indicadores são

compostos de variáveis, que muitas vezes

são constituídas de inúmeros componentes

e assim sucessivamente numa progressão

quase geométrica. Os produtos do sistema

transformam este turbilhão de dados em

informações rápidas e úteis para a tomada de

decisão dos gestores laboratoriais.

Conceitos e objetivos: Benchmarking

é um método de aprendizado que significa

comparar-se e aprender com os melhores,

adaptando as práticas e os resultados à realidade

da organização, com melhorias significativas.

O produto Sistema de Benchmarking

- Apoio à Decisão é regido por quatro

princípios: Reciprocidade; Analogia; Medição

e Validade. Este método torna o produto

justo, com comparações efetivas, confiáveis

e pertinentes, portanto, válidas. Trata-se de

um benchmarking competitivo, entretanto,

de cooperação. Este é o seu grande diferencial,

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 47


GESTÃO LABORATORIAL

além do ineditismo dos seus indicadores

de desempenho (ID’s). O produto abrange

dezenas de ID’s contemplando: custos fixos

(17); variáveis (8); ticket médio; grau de

alavancagem operacional; produtividade

dos colaboradores; produtividade dos custos

fixos; produtividade dos custos variáveis;

ponto de equilíbrio; custo percentual da

força de trabalho; eficiência do modo de

produzir; custo por exame; lucro por exame;

margem de lucro por exame; margem de

contribuição em reais e percentual; razão

operacional, margem de segurança e matriz

das perspectivas empresariais, dentre outros.

O grande diferencial do produto é o Relatório

de Gestão que o cliente recebe a primeira

vez com uma análise dos ID’s, de forma

sintética, detalhada, mensurada, comparada

e criticada! Com base nesta demonstração,

os gestores laboratoriais não têm nenhuma

dificuldade em elaborar novos relatórios, a

não ser tomar as ações corretivas e preventivas

identificadas. Finalmente, todos os indicadores

de desempenho são apresentados em valores

absolutos e gráficos, sendo os desvios (deltas

absolutos e %) calculados considerando as

estatísticas do banco de dados. Consideramos

este produto como sendo um sistema de

gestão profissional, sintetizado na sua

essência, não sendo mais possível produzir

tanta informação importante, de forma

fácil e rapidamente acessível aos gestores

laboratoriais, com tão poucos dados de

entrada. Nunca o apoio às decisões foi tão

simples, completo, científico e acessível:

identificação de problemas (diagnóstico)

e análise de causas, proporcionando a

visualização das ações corretivas e preventivas.

Questões Fundamentais para os Gestores

Se o gestor do laboratório não souber responder

estas questões, ele poderá até estar lucrando

bem, entretanto, ainda assim, não controlará de

forma adequada a empresa.

• Qual o nível de competitividade do laboratório

comparado com a concorrência?

• Qual o grau do risco de insolvência da

organização?

• Em que processos devem ser alocados os

recursos físicos, financeiros e humanos para

atingir metas desejadas?

• Com os recursos disponíveis quais os melhores

resultados possíveis?

• Quais serão as margens de lucro e as

rentabilidades do negócio para os mais diversos

cenários de vendas?

• Qual o ponto de equilíbrio do laboratório?

• Em caso de expansão do laboratório ou ainda, da

abertura de um novo negócio, que lucro esperar?

• Qual a forma e momento de mudar a operação

do negócio?

• Quais as causas dos problemas econômicos do

laboratório?

• Que ações corretivas e preventivas devem ser

tomadas?

• Qual a repercussão no lucro do laboratório?

O SISTEMA DE BENCHMARKING - APOIO À

DECISÃO responde todas estas questões!

Finalmente, recomendamos que se busquem

informações sobre o nosso trabalho junto aos

nossos clientes, pois são eles, em última análise,

que tem autoridade para isto. Visitem o nosso

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Efetivamente, o SISTEMA DE BENCHMARKING

– APOIO À DECISÃO é um produto de TI que

contribui de forma definitiva para auxiliar os

gestores laboratoriais a tomarem as decisões

mais assertivas na importante área econômica,

que define não só a sobrevivência, mas os lucros

no presente e no futuro. Não há alternativa

honesta possível a não ser gestão baseada em

evidências científicas. É o que oferecemos aos

nossos clientes: gestão profissional para um

futuro perene! Esperando termos contribuído

para os negócios na área das análises clínicas,

nos despedimos até a próxima edição da Revista

NewsLab.

Boa sorte e sucesso!

Humberto Façanha

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Desafios econômicos durante e pós pandemia?

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*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e Engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso

de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

0 48

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


MATÉRIA DE CAPA

0 50

Revista NewsLab | | Jun/Jul 2020 2020


ECO Diagnóstica: Líder em testes para Covid-19

Com mais de 4 milhões de kits comercializados Os testes IgG e IgM da ECO Diagnóstica receberam

inclusive um atestado de qualidade

desde o início da pandemia e com 100%

de produção nacional, a ECO Diagnóstica é emitido pela Fiocruz. Dos cinco primeiros

a principal fornecedora dos testes rápidos registros da doença, quatro foram identificados

por meio de testes da empresa. Em

de detecção de anticorpos IgG e IgM para

Covid-19 no país. Eles estão presentes em sua fábrica em Corinto-MG, são produzidos

conceituados hospitais e laboratórios clínicos, 100 mil novos testes por dia, com uso de

como Albert Einstein, Fleury, Hermes Pardini matéria-prima e tecnologia importadas da

e Sabin, ressalta o CEO Vinícius Pereira.

Coreia do Sul.

MATÉRIA DE CAPA

Testes com excelência contra a Covid-19

No último dia 09 de junho de 2020, foi publicada

a primeira avaliação de ensaios de

proficiência dos métodos de detecção de

SARS-CoV-2, pela Controllab. O Ensaio de Proficiência,

também conhecido como Controle

de Qualidade Externo ou simplesmente Controle

Externo é uma ferramenta eficaz para

determinar o desempenho da fase analítica

do laboratório. A ECO Diagnóstica teve o teste

com maior número de participantes: 36 laboratórios,

sendo 45,6% (36/79) do total geral.

O Covid-19 IgG/IgM ECO Teste, apresentou

alto desempenho na detecção de anticorpos

contra o novo coronavírus, assegurando

maior qualidade e precisão no diagnóstico,

suprindo as necessidades e urgências do sistema

de saúde no Brasil.

COVID-19 IgG/IgM ECO Teste

Detecção diferenciada do IgG e IgM

Amostra de sangue, soro ou plasma

Resultado em 10-15 minutos

Registro MS: 80954880132

COVID-19 Ag ECO Teste

Ideal para pessoas assintomáticas/sintomáticas

Amostra de swab nasofaringe

Swab incluso no kit

Resultado em 15-30 minutos

Registro MS: 90954880133

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020 0 51


MATÉRIA DE CAPA

Lançamento

ECO Diagnóstica

COVID-19 Ag ECO Teste

O mais recente lançamento é o teste para

detecção de antígeno (Ag), batizado de

COVID-19 Ag ECO Teste, inédito no Brasil, o

teste possibilita a detecção qualitativa específica

de antígenos (Ag) do SARS-CoV-2, em

amostras de nasofaringe. O seu diferencial é

a possibilidade de realização já no segundo

dia de contaminação. O kit vem pronto para

uso, incluindo o swab de coleta, e o equipamento

de proteção individual (EPI) é o mesmo

utilizado no teste de amostra de sangue.

“O resultado leva apenas de 15 a 30 minutos

para ficar pronto”, acrescenta Pereira.

O executivo ressalta que o teste de antígeno

(Ag), combinado com o de detecção os

anticorpos, contribui para a diminuição da

janela imunológica do paciente. Ele é especialmente

útil para triagem de pessoas e correto

encaminhamento ao hospital, ajudando

a identificar casos suspeitos e incentivando o

isolamento mais rápido.

Menu completo de testes

A ECO conta ainda com os testes da Linha F-Line para detecção da Covid-19, que

utilizam o sistema de imunoensaio fluorescente a base de EURÓPIO para medições

quantitativas e qualitativas.

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0 52

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Revista NewsLab | Jun/Jul 2020 0 53

MATÉRIA DE CAPA


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PUBLIEDITORIAL

Bases para utilização de testes de anticorpos para Covid-19

Quase todos os indivíduos imunocompetentes desenvolverão uma resposta imune após a infecção por SARS-CoV-2.

Os testes moleculares, do tipo RT- PCR, detectam

o material genético do vírus e, assim, são

considerados o padrão ouro. Contudo, os testes

sorológicos podem desempenhar um papel importante

na luta contra o COVID-19, ajudando a

identificar indivíduos que desenvolveram uma

resposta imune ao SARS-CoV-2, mesmo assintomáticos.

Outras aplicações e questões a serem

melhor entendidas são a eficácia dos anticorpos

em conferir redução na gravidade da infecção, a

duração da imunidade e a própria utilidade do

plasma convalescente para tratamento.

Sobre anticorpos para SARS-CoV-2

• Anticorpos IgM e IgG para SARS-CoV-2 surgem

quase simultaneamente no soro dentro de 2 a 3

semanas após o início da doença. Assim, a detecção

de IgM sem IgG é incomum. Esta é uma grande

diferença em relação a outras doenças e quanto

ao conceito de fase aguda e crônica. O tempo de

permanência é muito variável.

• O marcador mais sensível e precoce é o anticorpo

total, não diferenciando entre IgG e IgM ou IgA.

• Em torno da terceira e quarta semana, ocorre

a soroconversão de IgG e IgM e os níveis de IgM

entram em declínio por volta da quinta semana,

desaparecendo em torno da sétima semana

• Algumas pessoas podem não desenvolver

anticorpos detectáveis após a infecção por coronavírus.

Em outras, é possível que os níveis de anticorpos

diminuam ao longo do tempo para níveis

indetectáveis.

• Os resultados dos testes sorológicos no início

da infecção não indicam com segurança a presença

ou ausência de infecção atual ou prévia com

SARS-CoV-2.

• Os testes para IgM podem apresentar reação

falso-positiva e o ideal, segundo o CDC (Center for

Disesase Control) dos Estados Unidos, seria aplicar

algoritmo ortogonal (teste positivo repetido em

novo teste diferente, formato ou antígenos). Veja

a tabela 1 sobre o Valor Preditivo Positivo (VPP)

utilizando um ou dois testes de acordo com a prevalência

na população.

• O teste sorológico não deve ser usado para determinar

o status imunológico dos indivíduos até

que a presença, durabilidade e duração da imunidade

sejam estabelecidas.

• É importante que o teste tenha uma elevada

especificidade e que sejam testados indivíduos

com elevada probabilidade pré-teste.

• Tem sido um desafio obter metodologias que

possam ser o padrão para que a sensibilidade possa

ser mensurada nos indivíduos assintomáticos.

Sobre testes rápidos e outras metodologias

(ELISA, FIA, CLIA e ECLIA)

Os testes rápidos ou imunocromatográficos possuem

limitações devido à imprecisão e diversas

entidades nacionais e internacionais têm buscado

a validação dos testes, que têm sido amplamente

ofertados no mercado diagnóstico.

Outros testes em ensaios do tipo ELISA,

FIA, CLIA e ECLIA

São testes automatizados, que podem ser feitos

de forma padronizada, com características de design

que os torna mais sensíveis e específicos.

Limitações

O antígeno apropriado a ser usado na detecção

de anticorpos circulantes contra SARS-CoV-2 ainda

não foi definido, sendo alguns dirigidos contra

a proteína spike e outros contra o nucleocapsideo.

Como existe elevada homologia antigênica com

outros coronavirus, a seleção do antígeno é fundamental

para especificidade.

Apesar da elevada sensibilidade e especificidade

dos testes sorológicos disponibilizados para determinação

de IgG, IgM ou anticorpos totais, deve-se

observar a dependência dos mesmos da dinâmica

temporal da infecção (resposta imunológica e níveis

de anticorpos) e dados de prevalência.

Em resumo, os dados demonstram que os testes

sorológicos, mesmo em plataformas automatizadas,

apresentam baixa sensibilidade antes de 14 dias da

infecção e são inadequados para o diagnóstico.

Reações cruzadas podem ocorrer com outros coronavirus,

influenza, Epstein Barr, dengue, dentre outros.

Sumário das indicações de testes sorológicos

para SARS-CoV-2

1. Estudo de soro prevalência em nível

populacional, ou seja, determinar a extensão

da infecção por COVID-19 em uma comunidade.

2. Determinar se uma pessoa teve uma

resposta imune ao SARS-CoV-2, independentemente

se teve sintomas ou não. No

momento, não há dados suficientes para determinar

se uma resposta imune confere ou não imunidade

ou por quanto tempo.

3. O teste sorológico pode ser oferecido

como um método para apoiar o diagnóstico

da doença aguda COVID-19 para pessoas

que se apresentam 9 a 14 dias após o início da doença,

principalmente com quadro clínico sugestivo

e testes de detecção direta, PCR não detectado.

4. Identificar pessoas com resposta de

anticorpos para servirem como doadores

de plasma convalescentes.

Assessoria Médica Lab Rede

Referências

1. Tang MS, Hock KG, Logsdon NM, et al. Clinical Performance of Two SARS-

-CoV-2 Serologic Assays [published online ahead of print, 2020 May 13]. Clin

Chem. 2020;hvaa120. doi:10.1093/clinchem/hvaa120. 2. Interim Guidelines

for COVID-19 Antibody Testing Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/lab/resources/antibody-tests-guidelines.html.

Última consulta

em 08/06/2020. 3. Serological testing for SARS-CoV-2 antibodies Disponível

em https://www.ama-assn.org/delivering-care/public-health/serological-testing-sars-cov-2-antibodies.

Última consulta em 08/06/2020. 4. EUA Authorized

Serology Test Performance. Disponível em: https://www.fda.gov/medical-devices/emergency-situations-medical-devices/eua-authorized-serology-test-performance.

Última consulta em 08/06/2020.

Principal interpretação para qualquer teste

sorológico Positivo para SARS-CoV-2

Os testes sorológicos podem ser usados como

parte de um algoritmo de teste para documentar a

soroconversão e corroborar uma suspeita de contato

anterior com o COVID-19 .

Ou seja, identificar casos prováveis, aplicados em

conjunto com outros testes de diagnóstico, histórico

clínico, etc.

Orientação Geral

Até que haja mais evidências sobre imunidade protetora,

os resultados dos testes sorológicos não devem ser

usados para tomar decisões relativas à necessidade de

equipamento de proteção ou necessidade de descontinuar

as medidas de distanciamento social.

0 56

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


MINUTO LABORATÓRIO

As crianças estão imune ao

Covid -19?

Por Fábia Bezerra

Fábia Bezerra *

Fábia Bezerra, Biomédica, com mais de 20 anos na

área Laboratorial. Consultora e Auditora na Empresa

Suzimara & Sarahyba Consultoria.

Email: contato@suzimaraesarahyba.com.br

Embora o número de casos seja pequeno, é

um fato que as crianças são as menos contaminadas

e para os pesquisadores, ainda não

está claro o fato do vírus não ter tropismo em

crianças. Sabe-se, porém que a baixa incidência

está relacionada a fatores do próprio vírus,

que é pouco agressivo nesta faixa etária como

também fatores ambientais, já que a epidemia

começou durante o período de férias escolares,

o que justificaria a pouca disseminação entre

este grupo.

“Pode ser que o vírus tenha afetado mais

adultos até o momento porque houve transmissões

em locais de trabalho e em ambientes

de viagem”, pondera Sanjay Patel, consultor

de doenças infecciosas pediátricas no Hospital

Infantil de Southampton, na Inglaterra. “Agora

que vemos mais adultos estando com seus

filhos, podemos ver um aumento no número

de infecções em crianças, ou não.” Ele ainda

ressalta que, é bem possível que mais crianças

– do que as divulgadas até o momento, estejam

infectadas, pois elas não foram testadas

em larga escala, então, isso reforça ainda mais

sua tese.

Outra hipótese bastante discutida no momento

é a de que o coronavírus parece usar o receptor

da enzima conversora de angiotensina

2 (ECA-2) para esse propósito. Pode ser que as

crianças tenham menos receptores de ECA-2

em suas vias inferiores (pulmão) do que nas

vias superiores, e por isso as vias superiores

(nariz, boca e garganta) serem mais afetadas.”

Isso esclareceria o fato da maioria das crianças

infectadas , apresentarem sintomas que não

passam de resfriado.

Para o consultor pediátrico honorário na Universidade

de Southampton, Graham Roberts,

“Crianças parecem acumular mais respostas (a

infecções virais) do que os adultos, como febres

altas, que não são tão frequentes nos adultos

e é bem possível que o sistema imune infantil

seja mais bem equipado para controlar o vírus,

restringi-lo às vias aéreas superiores sem causar

grandes problemas adicionais e eliminá-lo.”

Por possuírem sistema imune ainda em desenvolvimento,

as crianças são alvo fácil para versões

graves de gripe como a influenza e pneumonia,

por exemplo. Entretanto, no caso do

covid-19, suspeita-se que a imaturidade seja

de alguma forma positiva, fazendo com que a

reação viral seja mais mitigada frente ao vírus.

Segundo o Dr.Renato Kfouri – infectologista

do Departamento Cientifico de Imunizações

da Sociedade Brasileira de Pediatria ( SBP ), “

às vezes, o que faz o vírus ser mais agressivo é

uma resposta imune exagerada ou desregulada,

que gera um processo infamatório por trás

da doença”. Contudo, a Organização Mundial

da Saúde pede cautela, o comportamento do

vírus ainda está sendo estudado. Portanto, não

podemos afirmar que as crianças estão protegidas

e, mesmo que apresentem sintomas leves

ou inexistentes, elas podem sim, transmitir

o vírus ,logo, os manejos de precaução são os

mesmos indicados para adultos.

Portanto, é muito importante conversar

com as crianças sobre o covid-19, explicar

a elas sobre os cuidados extras de higiene e

distanciamento social, acolhendo suas angustias

de forma que não sintam medo por

terem que mudar tanto suas rotinas, pois é

uma situação transitória e que estes cuidados

são para proteger, não só a eles, como a

família e amiguinhos.

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-52152324

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_

abstract&pid=S1809-98232008000200259&lng

=pt&nrm=iso

https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/

nid/criancas-pegam-menos-coronavirus-saiba-como-a-doenca-afeta-os-pequenos/

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/o-

-novo-coronavirus/

https://medprev.online/blog/coronavirus-o-

-que-os-grupos-de-risco-precisam-saber.html

https://www.who.int/emergencies/diseases/

novel-coronavirus-2019

0 58

Revista NewsLab | Dez/Jan 2020


RADAR CIENTÍFICO

COVID-19: O Teste de Anticorpos é Essencial

Introdução

A COVID-19 (doença coronavírus 2019) é a doença resultante da infecção

pelo vírus SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave coronavírus

2).1,2 Os coronavírus são uma família de vírus de RNA encontrados em animais,

mas devido a mutações, tornaram-se patógenos humanos (Tabela

1). Os quatro coronavírus associados com doenças respiratórias leves em

humanos são bem caracterizados e altamente endêmicos.

Tabela 1:

O surgimento dos patógenos SARS-CoV e MERS-CoV (síndrome respiratória

do Oriente Médio coronavírus) criaram uma significante preocupação

nos últimos anos, mas demonstraram uma transmissão limitada

de humano para humano e os esforços para sua mitigação foram um sucesso.

Por outro lado, o SARS-CoV-2 é altamente contagioso, é transmitido

eficientemente de humano para humano e causou uma pandemia

global. Esse vírus pode sobreviver por um longo período (horas a dias)

sob muitas condições ambientais.

Mecanismo da Infecção

A estrutura do SARS-CoV-2 é mostrada na Figura 1. Trata-se de um

vírus de RNA ligado à membrana com quatro proteínas estruturais

principais: spike (S), envelope (E), membrana (M) e nucleocapsídeo

(N). 3 A proteína spike é uma glicoproteína transmembranar encontrada

no exterior do vírus que reconhece e se liga ao receptor da enzima

conversora de angiotensina 2 (ACE2) nas células humanas. Os

receptores ACE2 são expressos em vários tipos de tecidos, incluindo

os pulmões, o coração e o intestino. 4

Após a ligação inicial, uma conformação desencadeia a fusão mediada

pela S2, permitindo que o vírus entre na célula e inicie a replicação.

Como a proteína spike, particularmente a porção RBD, é essencial para

a infecção, muitas vacinas em desenvolvimento a tem como alvo. 7,8

A proteína N está localizada no interior do vírus e está estruturalmente

ligada ao RNA. Funciona tanto no ciclo de replicações quanto

em processos relacionados ao genoma viral. As proteínas virais M

e E estão envolvidas na montagem e na maturação viral. Os testes

sorológicos para SARS-CoV-2 tem como principal alvo a detecção de

anticorpos dirigidos contra as proteínas S ou N.

A proteína spike é dividida em duas regiões funcionais: S1 e S2 (Figura

2). A S1 contém uma região importante denominada domínio de

ligação ao receptor (receptor-binding domain ou RBD). O RBD é uma

porção da proteína spike que se liga diretamente ao receptor ACE2.

Comparado aos outros coronavírus humanos, o SARS-CoV-2 RBD parece

ter uma afinidade de ligação muito maior ao receptor humano. 5,6

As comparações de sequência do SARS-CoV-2 RBD mostram uma diferença

considerável em comparação aos outros coronavírus, incluindo

o SARS-CoV, responsável pela maior afinidade. A alta afinidade de

ligação contribui significativamente para o alto contágio.

Figura 1: A seleção inteligente do antígeno S1RBD para detectar anticorpos que

pode bloquear a entrada do vírus nas células.

A proteína Spike possui 2 regiões funcionais: S1 e S2

Subunidade 1 (S1)

Subunidade 2 (S2)

Figura 2: Duas regiões funcionais da proteína spike.

0 60

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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Resposta do anticorpo ao SARS-CoV-2

Embora não tenham evidências de que

RADAR CIENTÍFICO

A infecção desencadeia uma resposta do

sistema imunológico ao hospedeiro, inata

e adaptativa, que trabalham juntas para

combater a infecção. Em alguns pacientes a

os anticorpos para SARS-CoV-2 conferem

resistência e/ou proteção a reinfecção após

a recuperação, as evidências dos outros coronavírus

sugerem que pode haver um certo

O Anticorpo para S1 RBD está associado

à neutralização

Dado o papel essencial desempenhado pelo

RBD no início da infecção, é razoável esperar

doença se torna grave e está frequentemente

nível de imunidade, pelo menos por alguns

que o anticorpo dirigido contra o RBD pode

associada a uma resposta inflamatória exa-

anos. 18,19

estar associado à imunidade. Em um estudo,

cerbada (tempestade de citocinas) e hiper-

dois anticorpos monoclonais dirigidos contra

coagulabilidade. As razões para isso ainda

Anticorpos neutralizantes e a imuni-

o RBD foram clonados a partir de células B

precisam ser elucidadas, mas é uma carac-

dade ao SARS-CoV-2

em pacientes recuperados da COVID-19, e

terística patológica associada com doenças

Evidências indicam que pelo menos alguns

demonstraram neutralizar, mas não anti-

graves. 9

anticorpos contra SARS-CoV-2 são neutrali-

corpos para outros epítopos. 21 Evidências

zantes, com base em dados in vitro. Os an-

adicionais apoiam o papel do anticorpo

Os anticorpos para SARS-CoV-2 tornam-se

ticorpos neutralizantes são considerados os

anti-RBD como neutralizante, juntamente

detectáveis em muitos pacientes por volta

mais prováveis de conferir proteção. Além

com anticorpos para alguns outros epítopos

de 1 semana após o início dos sintomas.

disso, estudos utilizando plasma convales-

na proteína spike. 22-25 Isso é consistente com

A maioria dos pacientes apresentam anti-

cente de doadores positivos para anticorpos

os dados que mostram que o RBD da S1 é o

corpos detectáveis depois de 2 semanas,

contra SARS-CoV-2 para tratamento de pa-

principal alvo dos anticorpos neutralizantes

embora as diferenças nos ensaios utilizados

cientes com a forma grave da doença mos-

na SARS-CoV. 26 Portanto, estratégias de vaci-

possam afetar a detecção. 10-13 É importante

traram potencial, embora não seja uma tera-

nas que provocam um alto nível de anti-RBD

ressaltar que o aparecimento dos anticorpos

pia recomendada atualmente. Os anticorpos

podem ser eficazes. A avaliação quantitati-

não indica que a infecção foi curada, pois

neutralizantes são os supostos mediadores

va do anticorpo neutralizante pode ser útil,

muitos pacientes soroconvertem IgM e IgG

de eficácia nesse plasma.

especialmente se os níveis diminuem com o

enquanto ainda há replicação viral ou duran-

tempo.

te um quadro agravado da doença.

Como nem todos os anticorpos são neutralizantes

(muitos não são), será essencial

Em contraste ao S1 RBD, as evidências atu-

Os testes desenvolvidos para a detecção

determinar quais anticorpos específicos

ais de neutralização dos anticorpos contra a

dos anticorpos dirigidos as proteínas N e S

estão associados à proteção. Testes para

proteína N são limitadas ou inexistentes.

(incluindo a S1 RBD) indicam uma respos-

aqueles anticorpos decorrentes de infecção

ta imune à infecção. Muitos dos testes de

resolvida ou de uma vacina bem-sucedi-

Tipos de teste de anticorpos na res-

anticorpos que chegaram inicialmente ao

da, quando ela for desenvolvida, podem

posta imune à SARS-CoV-2

mercado tiveram problemas significativos de

permitir a designação da imunidade (ou o

Três tipos principais de ensaios sorológicos

desempenho. 14-17 Com a chegada de novos

chamado "passaporte imunológico"). Tam-

foram desenvolvidos para testes de anti-

testes ao mercado é possível observar uma

bém será importante entender se a prote-

corpos em SARS-CoV-2. Testes para identi-

melhora no desempenho dos ensaios quanto

ção está associada aos níveis de anticorpos

ficar IgM isoladamente, IgG isoladamente

a sensibilidade e especificidade.

neutralizantes in vivo.

ou anticorpos total (pantípico) utilizando

0 62

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Imuno-Rápido WAMA

Coronavírus

COVID-19




Imuno-Rápido COVID-19 IgG/IgM

WAMA Diagnósca






Reagentes

Não Reagente

Alta Sensibilidade e Especificidade

Detecção em sangue total, soro ou plasma (IgG/IgM)

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Doenças Infecciosas:

Alerta - Autoteste HIV 1e 2

Anti-HBs

HBsAg

HCV (Hepatite C)

HIV Triline

HIV 1e 2

Rotavírus

Sílis (Total)

Marcador Cardíaco:

Troponina I

Doenças Tropicais:

Chikungunya IgG/IgM

Dengue IgG/IgM

Dengue NS1

Malária - Pf/Pv

Malária - Pf/Pan

ZIKA IgG/IgM

Marcadores Tumorais:

PSA (sensib. 2,5mg/ml)

Sangue Oculto Fecal

Hormônios:

hCG (Placa-teste)

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RADAR CIENTÍFICO

múltiplos formatos (fluxo lateral, ELISA, quimioluminescência

automatizada, etc.), estão

disponíveis comercialmente. Um número

crescente de estudos apoia a incorporação

do teste de anticorpos junto com o teste molecular

em situações agudas (pacientes apresentando

sinais e sintomas) para melhorar a

detecção e apoiar a triagem do paciente, especialmente

para pacientes que apresentam

uma infecção posterior. 27-29

Embora o teste do RNA viral possa confirmar

a presença do vírus, ele não pode confirmar a

ausência. Os motivos dos falsos negativos (FN)

incluem a baixa carga viral na amostra coletada

(swab nasofaríngeo, escarro etc.), questões

pré-analíticas (técnica de coleta, transporte,

armazenamento, extração de RNA etc.) e limitações

do próprio teste (sensibilidade). Dados

de estudos da COVID-19 indicam que a combinação

dos resultados da sorologia com os

testes moleculares pode melhorar a detecção

em pacientes sintomáticos. 27-29 No momento,

o FDA recomendou que dois testes sorológicos

separados que reconheçam anticorpos para

diferentes antígenos (por exemplo, S e N)

pudessem ser usados para melhorar o valor

preditivo positivo (PPV).

de anticorpos positivo devem ser isolados mento de IgG, durante uma infecção ativa,

até que testes e avaliações adicionais possam um teste IgG positivo por si só não indica se o

informar o diagnóstico e tratamento.

paciente se recuperou e não é mais uma pessoa

potencialmente transmissora do vírus.

Os Testes de Anticorpos Totais (Pantípicos)

podem ser mais sensíveis do que Embora os dados publicados mostrem que

os de IgM ou IgG isoladamente

o uso de um teste de anticorpos total possa

A soroconversão com SARS-CoV-2 exibe superar testes de IgM e IgG isoladamente na

um padrão incomum (Figura 3). Ao contrário detecção precoce (Figura 4), a sensibilidade

dos perfis típicos onde IgM pode estar presente

por vários dias ou semanas antes que o desempenho comparativo entre os ensaios.

do teste pode influenciar significativamente

a IgG seja detectada, os estudos com o SAR- Serão necessários estudos que comparem

S-CoV-2 indicam que tanto a IgM quanto a ensaios quimioluminescentes altamente sensíveis,

onde será possível entender as sensibi-

IgG tornam-se rapidamente detectáveis, simultaneamente

ou com apenas alguns dias lidades para testes de IgG e anticorpos totais

de diferença. 11,13 Devido ao rápido apareci-

para detecção precoce da resposta imune.

Figura 3: Linha do tempo dos níveis de anticorpos IgM e IgG para SARS-CoV-2 desde o início dos sintomas. 28

Como o teste de anticorpos geralmente é

mais acessível e pode ter um resultado rápido

(o teste automatizado total Siemens

Healthineers Atellica® SARS-CoV-2 leva

apenas 10 minutos e relata a concordância

percentual positiva (sensibilidade) e concordância

percentual negativa (especificidade)

> 99%), pacientes sintomáticos com teste

Figura 4: Linha do tempo dos níveis de anticorpos IgM e IgG para SARS-CoV-2 desde o início dos sintomas. 13

0 64

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


RADAR CIENTÍFICO

Referências:

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on current evidence. International Journal of Antimicrobial Agents. Available from:

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transmission and clinical therapies on coronavirus disease 2019 (COVID-19) outbreak

- an update on the status. Mil Med Res. 2020 Mar 13;7(1):11. doi: 10.1186/

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& Metabolic Syndrome: Clinical Research & Reviews. 2020. Available from: https://

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ACE2 deficiency and SARS-CoV-2 infection. Eur J Intern Med. 2020 Apr 20. doi:

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of antibody mediated immunity to coronaviruses: antibody kinetics, correlates of

protection, and association of antibody responses with severity of disease. medRxiv

preprint. This version posted April 17, 2020. Available from: https://doi.org/10.110

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for SARS-CoV-2: lessons from SARS-CoV infection. Journal of Microbiology, Immunology

and Infection. Available from: https://doi.org/10.1016/j.jmii.2020.03.015;

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-disease-2019-covid-19/donate-covid-19-plasma. Accessed May 7, 2020.; 21.

Chen X, et al. Cellular & Molecular Immunology. 2020 Apr. Available from: https://

doi.org/10.1038/s41423-020-0426-7; 22. Wu F, et al. Neutralizing antibody responses

to SARS-CoV-2 in a COVID-19 recovered patient cohort and their implications.

medRxiv preprint. Available from: https://doi.org/10.1101/2020.03.30.200

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human coronaviruses. Trends Immunol. 2020 May;41(5):355-9. doi: 10.1016/j.

it.2020.03.007. Epub 2020 Apr 2.; 24. Wang C, et al. A human monoclonal antibody

blocking SARS-CoV-2 infection. Nature Communications. Available from: https://

doi.org/10.1038/s41467-020-16256-y; 25. Wong SK, et al. A 193-amino acid

fragment of the SARS coronavirus S protein efficiently binds angiotensin-converting

enzyme 2. J Biol Chem. 2004;279:3197-201.; 26. Zhou G, Zhao Q. Perspectives on

therapeutic neutralizing antibodies against the novel coronavirus SARS-CoV-2. Int J

Biol Sci. 2020;16:1718-23.; 27. Kai-Wang To, et al. The Lancet Infectious Diseases.

2020 May. Available from: https://doi.org/10.1016/S1473-3099(20)30196-1; 28.

Long Q, et al. Antibody responses to SARS-CoV-2 in patients with COVID-19. Nature

Medicine. 2020 April. https://doi.org/10.1038/s41591-020-0897-1; 29. Lou B, et

al. Serology characteristics of SARS-CoV-2 infection since the exposure and post

symptoms onset. MedRxiv. 2020 March. Available from: https://www.medrxiv.org/

content/10.1101/2020.03.23.20041707v1

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0 66

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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RADAR CIENTÍFICO

Erro Pela Interpretação e Classificação

do Coronavirus

Dr Cristhian Roiz, biomédico CRBM 6.412

Vários movimentos de enfrentamento da doença COVID 19 causada

pelo coronavírus SARS-CoV-2 surgiram desde a sua descoberta em

31/12/19.

Contudo e infelizmente, informações incorretas, FAKES, oportunistas

muitas vezes, acabaram sendo também circuladas em nossa

classe da saúde, sobretudo, laboratorial, qual por este artigo, venho

manifestar auxilio e esclarecimentos técnicos.

O Contexto: o transporte, expressivamente assumiu importância em

nosso país e no mundo, trazendo e levando insumos essenciais para

o cuidado de vidas, dentre outros produtos essenciais ao ser humano.

Dentre estas cargas, está o material biológico para diagnóstico

laboratorial, qual a tempos, está classificado pela OMS em conformidade

com a especificidade, grau de risco biológico da amostra

transportada.

Somente como resumo para contextualização, pois o tema é extenso

e de extrema relevância mesmo antes deste cenário pandêmico

anunciado como tal pela OMS em 11 de março de 2020 (https://

www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875),

as amostras biológicas são

classificadas em 4 categorias, de acordo com a equipe de especialistas

denominada Orange Book, da OMS, quais cito: Categoria A (UN

2814/UN 2900), Categoria B (UN 3373), Risco Mínimo (já denominada

como Categoria C na Austrália) e risco Isento; tais classificações

respectivamente representando o grau de risco maior para o menor.

Fato descrito e resumido acima, destacarei a seguir o foco deste

artigo, qual se trata da importância no transporte destas amostras,

para que esta prática esteja adequada e em conformidade com tais

classificações e sendo assim, em conformidade pelas regras quanto

às embalagens, licenças das transportadoras terrestre, aérea e marítima,

documentações de carga, devendo ainda ser elegíveis (atestar

que está de acordo com as leis internacionais, no caso).

O caso: a equipe de especialistas da OMS classifica como Categoria

B, todas as amostras colhidas diretamente de pacientes humanos e

animais, com objetivo de investigação diagnóstica ou simplificadamente

conhecida como ESPECIMES PARA DIAGNÓSTICOS (conforme

ratificado pelo Guia sobre Regulação sobre o Transporte de Substâncias

Infecciosas 2019-2020 da OMS aplicável a partir de 1º de janeiro

de 2019 e acessível para aquisição pelo link http://apps.who.int/

bookorders) e não sendo estas, portanto, enquadradas como Categoria

A.

É certo e fato que para ser classificada como categoria A, a amostra

transportada deve estar caracterizada como de alto risco biológico;

em outras palavras, se a substância sair da embalagem que a transporta

ou da embalagem protetora utilizada durante o transporte,

pode ter sérias consequências para a saúde de qualquer ser humano

ou animal que tenha estado em contato com ela.

Em próprio Guia da OMS de 2015, qual participei da revisão, há uma

lista de organismos pré classificados como Categoria A, porém nesta,

não há citado o coronavírus SARS-CoV-2 que causa a doença COVID

19, contudo e esclarecido no Guia, esta lista não é exaustiva e outros

organismos podem ser incluídos em próximas atualizações, se assim

julgado pertinente pela OMS.

O problema: motivado pelos números pandêmicos (infectados e

mortes) e a velocidade de disseminação deste novo vírus, as amostras

colhidas e transportadas para o diagnóstico do coronavírus SAR-

S-CoV-2, estão em casos, sendo tratadas como categoria A no cenário

do transporte, e de forma agravante, está sendo divulgado que tal

conduta equivocada deva ser seguida como protocolo, mesmo estas

amostras ainda não terem sido confirmadas com a presença do vírus.

0 68

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Alteração na classificação da OMS realizada por instituições ou

profissionais que não estejam devidamente em concordância com a

OMS, além de trazer problemas legais frente e baseados pelas regulamentações

das autarquias regulamentadoras (ANVISA, ANAC e

ANTT) em caso de fiscalizações, podem trazer um imensurável transtorno

iniciando pela inviabilidade do transporte das amostras, pois,

como exemplo, as embalagens aprovadas e suas validações para

transporte de categoria A são diferentes das aprovadas pela categoria

B (Pack Instruction 620 e Pack Instruction 650 respectivamente) assim

como e consequentemente, os custos inerentes agregados nestas

embalagens.

Seguindo e ainda em mesmo sentido, as documentações e EPIS

para transporte de Categoria A são bem mais exigentes em comparação

a categoria B; tal como as licenças sanitárias federais, estaduais

e municipais, tanto na regulamentação do transporte quanto pela

autorização de funcionamento das empresas de transporte serem

distintas.

O esclarecimento: Destas confirmações, que a tempos venho salientando

e informando em palestras, cursos, conferências em todo o

território nacional desde 2015, resumo e esclareço de forma simples

que, sobre este específico vírus, tema deste artigo e conforme as recomendações

da OMS, o transporte deva ocorrer conforme critérios

da categoria B, friso que qualquer outra substância biológica, para

que tenha seu enquadramento e transporte ser conforme os critérios

da categoria A de risco, deve, de forma indicativa, seguir o FLUXO-

GRAMA DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO APLICADO AO TRANSPORTE DE

MATERIAL BIOLÓGICO (fig 2 do Guia de Transporte da ANVISA 2015),

assim como obrigatoriamente ser levado em consideração as propriedades

bioquímicas do microrganismo e devendo este possuir alto

grau de virulência, ou seja, a capacidade de um agente infeccioso

produzir efeitos graves ou fatais.

Alguns organismos, para exemplificar, causadores de doenças como

Hepatite B, tuberculose, febre aftosa; somente são considerados como

Categoria A se estes estiverem incubados (com a finalidade de incubação/crescimento

de patógenos) e transportadas como culturas.

RADAR CIENTÍFICO

Para que não se tenha dúvidas e ratificando que NÃO HOUVERAM

até o momento alterações nas recomendações da OMS, solicitei para

confirmação junto a Organização Panamericana de Saúde (PAHO),

qual representa a OMS pelas Américas, quais prontamente me retornaram

(14/05/2020) a seguinte nota:

• “Amostras de casos suspeitos ou confirmados devem ser transportadas

como UN3373 - “Biological Substance Category B”.

• Isolamento viral em cultivo deve ser transportado como UN2814

Category A, “Infectious substance, affecting humans”.

Caso não estejam desta forma transportadas, as mesmas devem

ser transportadas como Categoria B e seguirem os requisitos da OMS

para o transporte terrestre, marítimo e aéreo, conforme confirmações

acima que destaquei no artigo, tanto da OMS quanto pela ANVISA.

Referências

Guia de Transporte de Materiais Biológicos ANVISA-2015

Pack Instruction

Guia sobre Regulação sobre o Transporte de Substâncias Infecciosas 2019-2020

Site https://www.infoescola.com/doencas/virulencia/

Em tempo, adotei a mesma conduta com a ANVISA qual em

19/05/2020 retornaram com a seguinte nota:

....

” Não foi verificada a presença do Sars-CoV-2, Vírus que provoca

a COVID-19, na listagem padronizada pela OMS que classifica os

agentes infecciosos como Categoria A, nem como agente biológico

isolado, nem como cultura. Entretanto, em publicação recente, a OMS

recomenda que:

Amostras de pacientes de casos suspeitos ou confirmados devem

ser transportadas como UN3373, “Substância Biológica Categoria B”.

Culturas virais ou isolados devem ser transportados como Categoria

A, UN2814, “substância infecciosa, afetando humanos”.

Sobre o autor

Dr. Cris Roiz é Biomédico

Especialista em Análises Clínicas,

Revisor das normas da Anvisa e

ANTT. Revisor Participativo da

ANTT 420 (atual 5232) e RDC 20 da

ANVISA desde 2015, Palestrante e

Conferencista sendo referenciado

pelo tema. Colunista, autor de

artigos sobre regulamentações

do Transporte para Saúde. Especialista em Análises Clinicas com ênfase em

Business Intelligence assim como pela Fase Pré-Analítica e Pós-Analítica (CRM).

Fundador e Diretor Executivo da Biocarga Transporte para Saúde. Auditor da ISO

9000 e Fundador da Exclusiva Capacitação em Biocondutor.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 69


MEDICINA GENÔMICA

Epigenética: relação entre estilo de vida,

meio ambiente e desenvolvimento

Por: Bruna Mascaro

O conceito de estilo de vida inclui diferentes

fatores como dieta, comportamento,

stress, atividades físicas, hábitos de trabalho

e de consumo, entre outros. O background

genético e os fatores ambientais estão diretamente

relacionados com o estilo de vida,

e os processos epigenéticos têm sido cada

vez mais relacionados com diversos fenômenos.

A palavra epigenética é bem antiga,

Aristóteles já acreditava que todas as nossas

características têm origem em um processo

denominado “epigênese”. Então, no início

dos anos 40, o biólogo Conrad Waddington

passou a utilizar a palavra epigenética para

se referir à maneira como os genes interagem

com o meio ambiente na construção

dos organismos.

É interessante pensar que temos origem a

partir de um óvulo fertilizado, e conforme o

desenvolvimento embrionário progride, esse

óvulo se divide em milhares de células com

a mesma informação genética original. No

entanto, para a construção adequada do organismo,

as células precisam se desenvolver

em diferentes tipos, como por exemplo células

sanguíneas, neurais, musculares, ósseas,

e etc. Sendo assim, é necessário que haja

um fator responsável por ligar e desligar os

genes adequadamente, e então, direcionar a

diferenciação de cada tipo celular. Esse fator

“não genético” é a epigenética.

Afinal, o que é a Epigenética?

Envolvendo o estudo de uma imensa diversidade

de fenômenos biológicos, a epigenética

abrange conceitos de desenvolvimento e

diferenciação celular, metabolismo, doenças,

variabilidade fenotípica, herdabilidade, metabolismo,

entre outros. A epigenética descreve

eventos moleculares que ocorrem no DNA,

mas não afetam a sequência de DNA em si.

De fato, hoje sabe-se que a atividade genética

pode ser regulada como um interruptor

de uma lâmpada: pode ser desligada ou ligada,

em diferentes níveis. Essa regulação é

realizada a partir de alterações químicas na

sequência de DNA dos nossos genes, sem

alterar a identidade dos pares de base que

compõe o DNA, atuando literalmente sobre

os genes, daí o termo ‘epi’genética. Alterações

epigenéticas impactam na forma como

a molécula de DNA é formatada, e consequentemente,

regula quais genes permanecerão

ativos, influenciando na fisiologia e no

comportamento de um organismo.

Não é sobre os genes que você tem, mas

sobre o que os seus genes estão fazendo!

Diferente do que muitos acreditam, o DNA

que contém a informação dos nossos genes

não é capaz de ações independente, o que

faz da regulação desses genes um mecanismo

tão importante para o desenvolvimento

como um todo. Os genes são, de certa forma,

induzidos a se expressar conforme o contexto

ambiental (o que inclui diversos fatores,

inclusive outros genes), fazendo com que

cada gene se comporte de maneira única

em cada indivíduo. Tal fato já foi comprovado,

inclusive, em estudos com gêmeos

monozigóticos idênticos que têm origem a

partir do mesmo óvulo e, portanto, contém a

mesma sequência de DNA, no entanto, seus

genes se expressam de maneiras diferentes,

o que demonstra que experiência diferentes

podem deixar “marcas” no DNA que afetam a

maneira como os genes são expressos.

O nosso DNA é capaz de se compactar em

diferentes níveis, e uma vez que o nosso

DNA está altamente compactado, os mecanismos

responsáveis pela leitura desse DNA

não são capazes de acessá-lo para interpretar

a informação. Quando isso acontece,

esse segmento de DNA altamente compactado

será impossibilitado de ser lido, e então,

as proteínas normalmente produzidas

a partir daquele fragmento de DNA não

serão processadas.

0 72

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Um exemplo disso são as histonas, que são

grandes proteínas associadas ao DNA e que

auxiliam na compactação e descompactação

do DNA, podendo ser modificadas por diversos

processos. Esses processos epigenéticos

de alteração do DNA, como por exemplo a

acetilação ou a metilação, fazem com que

o DNA fique mais ou menos acessível à sua

leitura e processamento (transcrição). A

acetilação do DNA faz com que o mesmo

fique mais acessível, levando ao aumento

da expressão gênica, enquanto que a adição

de grupamentos metil –CH3 (metilação)

faz com que o segmento de DNA fique mais

compactado, levando à diminuição da expressão

dos genes naquele segmento.

O meio ambiente é extremamente capaz

de levar a alterações epigenéticas no DNA

de maneiras extraordinárias. Um exemplo

clássico é o estudo sobre as abelhas-rainhas

e operárias, que apesar de terem sequências

genéticas idênticas, são completamente

diferentes em termos de comportamento,

fisiologia e fenótipo. Neste caso, a

frase “você é o que você come” representa

exatamente o que é observado: Ambas as

abelhas-rainha e operária são inicialmente

alimentadas com geleia real, no entanto,

as abelhas operárias são rapidamente

desmamadas e alimentadas com néctar

e pólen, enquanto as abelhas-rainhas são

alimentadas por geleia real durante todo

seu desenvolvimento, mantendo essa dieta

inclusive na vida adulta. Estudos recentes

demonstraram que a geleia real contém

ingredientes capazes de inibir a metilação

de citosinas no DNA, levando ao aumento

da expressão de genes que se encontram silenciados

em abelhas operárias, o que pode

explicar a grande diferença fenotípica e de

comportamento entre essas duas castas.

Nos humanos, o fenômeno epigenético

não atua tão diretamente sobre o fenótipo

como observado nas abelhas, no entanto,

pesquisadores tem demonstrado cada vez

mais o impacto das alterações epigenéticas

no desenvolvimento, crescimento e doenças.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 75


MEDICINA GENÔMICA

Implicações e estudos sobre epigenética

Os eventos epigenéticos estão acontecendo

no nosso corpo a todo momento. Por exem-

retal apresentavam uma menor quantidade

de DNA metilado do que os tecidos normais

do mesmo paciente. Uma vez que genes me-

processo epigenético avança na medida em

que novas tecnologias são disponibilizadas,

mas ainda carece de muitos estudos futuros,

plo, atividades físicas, o que comemos ou be-

tilados estão tipicamente desligados, a perda

e quanto mais respostas tivermos, novas

bemos, podem alterar o padrão epigenético

da metilação pode levar ao aumento de ex-

perguntas surgirão. Estamos diante apenas

das nossas células. A partir do entendimento

pressão gênica. Por outro lado, o aumento da

da ponta de um iceberg, de toda uma rede

de como a expressão dos nossos genes é

metilação pode silenciar funções de impor-

de interações que envolve esse processo tão

controlada, é possível imaginar como os

tantes genes supressores tumorais.

fundamental e intrigante.

eventos genéticos e epigenéticos colaboram

para produzir nossas características.

Atualmente, técnicas de epigenômica têm

permitido aos pesquisadores investigar as

alterações epigenéticas em todo o genoma,

Esse balanço fino entre “ligar e desligar”

os genes tem sido observado em diversos

processos tumorais, assim como é observado

também durante o desenvolvimento

embrionário. Dessa forma, somos capazes

Referências

1. Waddington CH. The basic ideas of biology.

Waddington CH. Towards a Theoretical

Biology, Vol. 1: Prolegomena, 1–32. Edinburgh:

Edinburgh University Press; 1968.

em um único experimento. Essa abordagem

de mensurar a importância do processo

2. Fraga, M. F. et al. Epigenetic differences

tem sido amplamente utilizada, principal-

epigenético para o funcionamento pre-

arise during the lifetime of monozygotic

mente, na investigação de alterações relacionadas

a um grande número de doenças

humanas, como câncer, autismo e doenças

auto-imunes, entre outros. Além disso, pesquisadores

clínicos estão em uma constante

busca pelo desenvolvimento de terapias com

possíveis alvos epigenéticos.

A primeira doença humana a ser relacionada

ao processo epigenético foi o câncer, em

1983. Pesquisadores descobriram que tecidos

tumorais de pacientes com câncer color-

ciso e saudável dos organismos, e quais

impactos que as alterações nesse processo

podem causar.

Compreendendo como o contexto ambiental

influencia a epigenética, pesquisas

relacionadas às alterações pós-transcricionais

terão consequências extremamente

abrangentes. Estudos epigenéticos podem

ser aplicados a diversos campos, e auxiliar

em diversas questões que permanecem sem

resposta. O conhecimento que se tem sobre o

twins. Proc. Natl Acad. Sci. 102, 10604–

10609 (2005)

3. Xu Jiang He, et al. Making a queen: an

epigenetic analysis of the robustness of the

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pathway. Molecular EcologyVolume

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beyond CpG islands. Nature Rev. Genet. 5,

446–455 (2004)

5. Robertson, K. D. DNA methylation and

human disease. Nature Rev. Genet. 6, 597–

610 (2005)

Bruna Mascaro

Bióloga especializada em biologia molecular e sequenciamento de nova geração

aplicados à oncologia na prática clínica, com Mestrado e Doutorado pela

Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é vinculada ao laboratório clínico

do Hospital Israelita Albert Einstein e escreve para o blog Varstation.

0 76

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Exames complexos.

Respostas pessoais.

T +1-855-379-3115 E mclglobal@mayo.edu W mayocliniclabs.com


LADY NEWS

Validação de testes laboratoriais

na Covid-19

Com a pandemia de coronavírus SARS-CoV-2

se alastrando pelo mundo, a demanda por testes

aumentou exponencialmente. Multiplicaram-se

os testes disponíveis no mercado, porém

estes ainda carecem de validação.

Depois da OMS estimular para que os países

membros intensificassem a testagem para a

COVID-19, a corrida aos testes disparou. Em

uma crise de saúde, a medicina diagnóstica assume

um papel de alta relevância.

Os primeiros testes desenvolvidos e lançados

foram os biomoleculares de identificação do

SARS-CoV-2. Foram seguidos pelos testes sorológicos

baseados nos anticorpos IgM e IgG

produzidos pelos doentes e portadores assintomáticos

da COVID 19.

A medicina laboratorial é uma especialidade

que vive em constante evolução. Todos os esforços

são concentrados na busca pelo desenvolvimento

de novas tecnologias e na introdução de

novos conceitos e paradigmas, visando a oferecer

resultados laboratoriais que permitam um

diagnóstico preciso, além de garantir a segurança

e a eficiência no cuidado com o paciente.

A OFAC Brasil – Organização Feminina de

Análises Clínicas, ciente do seu importante

papel na difusão de novos conhecimentos e na

detecção de tendências na área do laboratório

clínico, apresentou a palestra intitulada Validação

de testes laboratoriais na Covid-19, em

recente OFAC Convida – evento periódico que

traz palestrantes para tratar assuntos atuais e de

grande relevância a área.

Participaram deste OFAC Convida, Maria Elizabeth

Menezes, Vice-presidente da Sociedade

Brasileira de Análises Clínicas – SBAC e Assessora

Científica do Programa Nacional de Controle

de Qualidade – PNCQ; E Jorge Terrão, farmacêutico

bioquímico, Coordenador da Comissão

de TLR da SBAC, Assessor Científico Tommasi

Laboratório, e carinhosamente eleito padrinho

da OFAC. Como moderadora, tivemos Marbenha

Linko, presidente da OFAC. Profissionais

atuantes no ambiente laboratorial e profundos

conhecedores desse conceito tecnológico, que é

disseminado nos serviços de saúde.

Beth Menezes inicia discorrendo sobre

RT-PCR, pois é o método de diagnóstico da

Covid-19. Padrão Ouro para virologia seria a

cultura de tecido, onde o antígeno, ou seja, o

vírus é isolado. Com o advento da engenharia

genética e a genética reversa, atualmente o

padrão ouro é a reação em cadeia da polimerase

(PCR), que detecta o ácido nucleico, no

caso em tela, RNA+.

Um único resultado não detectado com RT-P-

CR para SARS-CoV-2 não exclui o diagnóstico

da COVID-19. Vários fatores como coleta inadequada

da amostra, tipo de amostra biológica,

tempo decorrido entre a coleta e o início dos

sintomas, e oscilação da carga viral podem influenciar

o resultado do exame.

A sensibilidade de diferentes amostras biológicas

para detecção do SARS-CoV-2 varia.

Um estudo que avaliou 1070 amostras de 250

pacientes com COVID-19, observou os seguintes

valores de sensibilidade para as diferentes

amostras testadas por RT-PCR: lavado broncoalveolar

93%, escarro 72%, swab nasal 63%,

swab de orofaringe 32%, fezes 29%, sangue

1% e urina 0% (JAMA. 2020 Mar 11. doi:

10.1001/jama.2020.3786).

Importante lembrar que o teste avalia a presença

de RNA viral na amostra. A persistência

do exame positivo não significa necessariamente

que o paciente ainda está infectado. O

período que os pacientes permanecem infectantes

ainda não está totalmente esclarecido e a

utilização dos testes para liberação do paciente

do isolamento respiratório deve ser avaliada criteriosamente.

Beth Menezes ainda ressalta que o laboratório

nunca foi tão importante quanto agora.

Sem ele não é possível liberar o paciente do

hospital, da quarentena. Exerce um protagonismo

extremamente importante. “Precisamos

aproveitar esse momento para ter conhecimentos

sólidos, mesmo que não façamos o exame,

mas para ter firmeza ao conversar com a equipe

multidisciplinar”, conclui.

Seguimos com o palestrante Jorge Terrão,

que descreve sua pesquisa em relação ao

tema "Validação de testes laboratoriais", referindo-se

aos testes imunocromatográficos

para SARS-CoV-2.

A fase de validação dos testes é etapa imprescindível

e deve ser anterior à utilização e de

responsabilidade do laboratório que realizará os

testes. As características de desempenho informadas

pelos fabricantes, principalmente em se

tratando de TLRs, não são verificadas no momento

de registro desses testes na Agência Nacional

de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto,

como não se trata de autotestes, a validação é

essencial para que se obtenha confiabilidade

dos resultados.

O registo da Anvisa é obrigatório para que

os testes possam ser comercializados, mas

não necessariamente atestam sua eficácia. A

validação de um método consiste na realização

de uma série de experimentos, com a finalidade

de documentar o seu desempenho

em relação à exatidão e precisão, além de

ser de extrema relevância para a segurança

populacional.

É necessária uma extrema atenção na escolha

do teste assim como o momento adequado

para utilizá-lo. Esta avaliação do desempenho

dos kits irá auxiliar os laboratórios na melhor

escolha, fornecendo mais segurança e controle

na realização do exame.

0 78

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


TRANSFUSION MEDICINE

Desenho compacto e flexível

Apresentamos o Erytra Eflexis®, um analisador de tamanho médio,

completamente automatizado para a realização das provas de

compatibilidade pré-transfusionais, além de testes imunohematológicos

para laboratórios clínicos.

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LADY NEWS

A validação precisa estar presente em todos

os procedimentos que realizamos no laboratório.

Segundo Terrão, quando falamos em validação,

precisamos entender de qualidade, e o

que especificamos como qualidade pro nosso

laboratório.

“Se formos reproduzir as informações das

bulas dos kits dos fabricantes, estamos fazendo

uma verificação da informação que recebemos

do nosso fabricante. O fundamental é fazermos

nossa avaliação, com amostras do dia a dia do

laboratório (vida real), temos que ter confiança

no que vamos liberar”, diz Terrão.

Utilizando a estrutura do Laboratório

Tommasi, o qual Terrão é assessor científico, e

pensando na qualidade, optou-se por trabalhar

com base no objetivo clínico específico.

Os estudos ainda não estão terminados, mas

já estão bem adiantados.

O processo de validação usou amostras de

pacientes infectados pelo vírus e baseou-se

nas normas e legislações do setor. A RDC

302/2005, que além de ser nosso marco legal

maior, é também o regulamento técnico para

os laboratórios clínicos, e a ISO (15.189/2015)

que é o que regula e padroniza os sistemas de

qualidade a serem implantados no laboratório.

Para a pesquisa, usaram-se amostras sabidamente

positivas, obtidas de pacientes

RT-PCR positivos, coletadas de forma seriada.

E também, amostras sabidamente negativas,

oriundas de soroteca anterior a janeiro (antes

de SARS-CoV-2). Também foram utilizadas

amostras sabidamente negativas e com anticorpos

de dengue e chikungunya, a fim de

verificar possíveis interferências. Os testes

foram realizados em duplicata, e as mesmas

amostras foram enviadas ao PNCQ no RJ, onde

foram testadas com os mesmos kits, e os resultados

obtidos foram quase que unânimes.

Os dados gerados por esta pesquisa, juntamente

com a análise do PNCQ – Programa

Nacional de Controle de Qualidade servirá

como auxílio aos profissionais, e em breve será

publicado. Os resultados serão publicados no

portal www.testecovid19.org.

A iniciativa é valiosa, pois se tem observado

uma variação muito grande na qualidade dos

testes sorológicos. Uma marca, por exemplo,

não apresentou nenhum resultado positivo

nos testes realizados com amostras positivas,

gerando vários resultados falso negativos. Esse

é um caso extremo, mas que reforça a importância

de termos esse processo de validação

implantado.

Terrão apresentou durante a palestra imagens

dos testes realizados com várias marcas

de kits diferentes, testadas com as mesmas

amostras.

As causas das potenciais diferenças observadas

são muito variadas. Um dos pontos

diz respeito ao uso de sangue total,

enquanto a maioria dos métodos laboratoriais

utiliza soro ou plasma. “É muito difícil

controlar, por exemplo, o volume da gota de

sangue por punção digital, além da dificuldade

de leitura pela coloração da corrida”,

complementa Terrão.

Ainda reforça que validar o teste é garantir

a segurança da população. “A nossa experiência

mostra que realmente há uma discrepância

muito grande de performance entre

os diferentes fornecedores. Vemos alguns com

desempenho muito bom, mas também observamos

testes com desempenho ruim, com

baixa sensibilidade.”

Devemos estar focados em garantir a segurança

da população e confiabilidade de exames

que chegam ao mercado nacional.

A medicina laboratorial se modernizou bastante

nos últimos anos e, com ela, expandem-

-se processos que permitem a realização de

testes laboratoriais portáteis para a obtenção

imediata de resultados. Os testes laboratoriais

imunocromatográficos estão cada vez mais

presentes na rotina dos laboratórios e já são

uma realidade mundial.

Um sistema analítico ideal seria aquele com

elevado grau de exatidão, precisão e confiabilidade,

com limite de detecção em zero, sem

qualquer interferente e que apresentasse

100% de sensibilidade e especificidade. Infelizmente

este sistema ainda não foi disponibilizado

para as rotinas diagnósticas. Como

o laboratório dos sonhos ainda está longe da

realidade, é preciso que se conheçam as limitações

dos testes, assim como os seus parâmetros

de desempenho clínico e analítico para

prestar serviços laboratoriais de qualidade. É

necessário definir especificações adequadas

e padronizadas no laboratório para avaliar os

sistemas analíticos disponíveis no serviço.

Fica aqui nosso agradecimento aos palestrantes

pela dedicação e empenho no desenvolvimento

deste valioso e atual material; fica também

registrado um especial agradecimento pela

valiosa parceria à sociedade científica - SBAC, e

ao PNCQ.

Waldirene Nicioli

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Farmacologia Clínica, Auditora do

Sistema Nacional de Acreditação - DICQ, proprietária do Examinare Análises Clínicas - Peabiru/PR e OFACana.

Contato: adm@examinare.net.br

0 80

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


COVID19: um sinal Patognomônico?

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

CITOLOGIA

O receptor da enzima conversora de angiotensina

II (ECA2) foi identificado como o domínio de

ligação da proteína S do vírus COVID-19. O exato

papel fisiológico da ECA2 na maioria dos tecidos

não foi elucidado, embora a enzima atue como

um regulador da função cardíaca e do controle

da pressão arterial por ser um componente do

sistema renina-angiotensina-aldosterona. Uma

vez que o vírus entra na célula hospedeira, a sua

replicação e disseminação levam às manifestações

clínicas. Assim, a expressão e distribuição

da ECA2 no corpo humano podem indicar as

possíveis rotas de infecção do COVID-19, e ainda

ser um alvo terapêutico promissor no tratamento

da infecção.

Embora o mRNA da ECA2 esteja presente em

praticamente todos os órgãos, sua expressão

proteica está sendo investigada em estudos

recentes. Estudos anteriores a pandemia do CO-

VID-19 já indicavam que a proteína é altamente

expressa em tecidos renais, cardiovasculares

e gastrointestinais. Um estudo publicado por

Hamming e colaboradores avaliou a expressão

imunohistoquímica da ECA2 em diversos tecidos

e verificou que a proteína estava presente

nas células endoteliais de artérias, veias pequenas

e grandes, miofibroblastos e nas membranas

das células adiposas em vários órgãos.

A imunocoloração marcada com ECA2 foi encontrada

ainda nas células epiteliais alveolares

tipo I e II nos pulmões normais e no citoplasma

das células epiteliais brônquicas. Os receptores

ECA2 também foram identificados no epitélio

escamoso estratificado da mucosa oral normal e

nasal, e especialmente na camada basal do epitélio

escamoso não queratinizante. Além disso,

a enzima está presente nas células musculares

lisas e no endotélio dos vasos do estômago, intestino

delgado e cólon.

Esses dados sugerem e embasam a possibilidade

de utilizar amostras de citologia esfoliativa

para auxílio ao diagnóstico do COVID-19 além

das técnicas de investigação de coloração de

rotina. O método de imunocitoquímica pode

ser empregado em células esfoliadas para identificar

e quantificar várias proteínas, incluindo

a ECA2. Alguns estudos sugerem que a identificação

e quantificação do ECA2 em células

esfoliadas usando imunocitoquímica pode ser

uma ferramenta eficiente para a identificação

de casos assintomáticos de COVID-19.

As amostras de citologia esfoliativa também

podem ser usadas para outros métodos de investigação,

como RT-PCR, análise por Western

blot e imunofluorescência. Estes podem ser

usados para autenticar ainda mais a premissa

proposta e a confiabilidade da citologia esfoliativa

como ferramenta de detecção e triagem.

Além disso, a observação microscópica da

morfologia podem no futuro, indicar alterações

celulares nos tecidos infectados pelo

vírus. Um estudo avaliou a mucosa nasal de

pacientes com COVID-19 e relatou que a observação

microscópica por meio da citologia

nasal revelou a presença de muito poucos

neutrófilos. Além disso, houve redução das

“estrias supranucleares hipercromáticas” que

seriam correspondentes ao aparelho de Golgi

no citoplasma celular. Essas estrias constituem

marcadores para a integridade anatômica e

funcional das células ciliadas, e sua rarefação

ou desaparecimento durante infecções virais

são sinais de sofrimento celular. Essa característica

representa um sinal de dano celular nas

amostras do epitélio nasal avaliadas e levanta

a hipótese que o SARS-CoV-2 causa uma leve

inflamação nasal.

Cabe destacar que as alterações na morfologia

celular são específicas de cada infecção viral,

e os dados referentes as alterações celulares e

marcadores proteicos do COVID-19 ainda precisam

ser melhor detalhados. Métodos que

associam a morfologia celular a marcadores

moleculares ou proteicos são promissores e

endossam a importância da citologia esfoliativa

como método de diagnóstico e pesquisa.

Referencias:

Gelardi M, Notargiacomo M, Trecca EMC, Cassano M,

Ciprandi G. COVID-19 and Nasal Cytobrush Cytology

[published online ahead of print, 2020 May 26]. Acta

Cytol. 2020;1-2. doi:10.1159/000508768

Hamming I, Timens W, Bulthuis ML, Lely AT, Navis

G, van Goor H. Tissue distribution of ACE2 protein,

the functional receptor for SARS coronavirus. A first

step in understanding SARS pathogenesis. J Pathol.

2004;203(2):631-637. doi:10.1002/path.1570

Mhaske S, Yuwanati M, Mhaske A, Desai A, Sarode

SC, Sarode GS. Perspective on oral exfoliative cytology

and COVID-19 [published online ahead of print, 2020

Jun 12]. Oral Oncol. 2020;104858. doi:10.1016/j.oraloncology.2020.104858

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Possui graduação em Farmácia com ênfase em Análises Clínicas e especialização Lato Sensu em Citologia Clínica. Fez Mestrado

em Patologia Geral e Experimental e Doutorado em Patologia - Biomarcadores pelo Programa de Pós Graduação em Patologia da

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), na área de marcadores moleculares e imunohistoquímicos

para o câncer. Atualmente atua como professor do curso de Especialização em Citopatologia Diagnóstica da Universidade Feevale,

e como Pesquisador Pós-Doutor em projetos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É assessor da Controllab na

área de Citologia/Citopatologia e Medicina Laboratorial.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 81


LOGÍSTICA LABORATORIAL

Em meio a pandemia o Grupo Prime Cargo

Realiza força tarefa para entrega de equipamentos hospitalares

A solidariedade e a empatia são as principais

armas do povo brasileiro na luta contra

a Covid-19. É com a empatia que as pessoas

escolhem deixar de ver seus amigos e familiares

durante o período de isolamento social,

e escolhem ficar em casa, quando possível. É

a solidariedade que faz nos movimentarmos

para fazer doações de alimentos e materiais

de proteção individual, como máscaras, luvas

e álcool em gel.

Por possuir uma densidade populacional

baixa para os padrões brasileiros, com apenas

161 mil habitantes, a cidade não possuía uma

grande infraestrutura em saúde. Assim, durante

a pandemia do coronavírus, foi necessário criar

um Hospital destinado ao atendimento exclusivo

de pacientes infectados pela Covid-19.

É estimado que o Hospital realize cerca de 25

mil atendimentos diários, tanto de moradores de

Maricá, quanto de municípios vizinhos. Para isso

Henry David, historiador e filósofo do século

19 define esse tipo de ação como “um milagre

de olharmos com os olhos do outro”, assim, se

prontificando e dedicando para resolvermos

problemas alheios a nós.

O Grupo Prime Cargo acredita na união entre

pessoas, instituições governamentais e empresas

para nos tornarmos mais fortes durante

este período atípico. É aquela velha história

de cada ajuda faz a diferença no mundo. É

por isso que a empresa se propôs a auxiliar na

montagem do Hospital Municipal Dr. Ernesto

Che Guevara, localizado em Maricá, município

pertencente ao Estado do Rio de Janeiro.

0 82

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


UNIDADES:

- Barueri/SP

- Rio de Janeiro/RJ

- Campinas/SP

- Goiânia/GO

- Contagem/MG

- Porto Alegre/RS

- Itajaí/SC

- Recife/PE

- Salvador/BA

- Fortaleza/CE

LOGÍSTICA LABORATORIAL

ser possível, foi necessária uma verdadeira força-

-tarefa para a entrega dos materiais hospitalares.

Para garantir a entrega dos 150 leitos hospitalares,

todos de alta tecnologia, o município

de Maricá contou com o serviço logístico de

produtos sensíveis da Grupo Prime Cargo.

A operação contou com o uso de seis veículos,

sendo eles uma carreta e cinco caminhões truck.

Tendo como origem a Matriz em Barueri – SP,

todos os equipamentos foram entregues, com o

máximo de segurança e qualidade, diretamente

no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.

“Estamos muito felizes de ter contribuído

com um projeto tão importante para

a população Maricaense”, acrescentou Sr.

Wilson Santos,CEO Grupo Prime Cargo

Entre em contato para saber mais:

E-mail: comercial@primecargo.com.br

Tel.: 0800 591 4110

Tel.: 11 4280-9110 | 11 97335-4472

Wilson Santos | Diretor Comercial no Grupo Prime Cargo

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 83


VIROLOGIA

Medicina Diagnóstica

das Infecções Virais

Rachel Siqueira de Queiroz Simões 1

Resumo

Com os avanços biotecnológicos no campo da virologia é possível

descrever os efeitos citopatológicos, detectar partículas virais, isolar

vírus em cultivo celular, detectar componentes virais e avaliar resposta

imune por meio de inúmeros ensaios laboratoriais. Nesse artigo será

destacado algumas técnicas que vem sendo muito utilizadas no diagnóstico

de diversas infecções virais tais como: (i) isolamento viral em

animais de laboratório, a propagação viral em ovos embrionados e a

identificação do vírus em cultura de células; (ii) ensaios sorológicos

para detecção de antígenos virais e/ou anticorpos em resposta à infecção

viral a partir do teste de neutralização, imunofluorescência;

teste imunoenzimático, imunocromatográfico e Western blotting; (iii)

detecção direta da partícula viral através da microscopia eletrônica de

transmissão; e (iv) amplificação de ácidos nucleicos pelas técnicas de

reação em cadeia da polimerase e suas variações, métodos de expressão

gênica com o microarranjo de DNA, RNA-seq, sequenciamento de

nova geração, abordando ensaios de clonagem e CRISPR.

Palavras-Chave: Biologia molecular, biotecnologia, diagnóstico,

infecção viral, vírus.

Abstract

With biotechnological advances in the field of virology, it´s possible

to describe cytopathological effects, to detect viral particles, to isolate

virus in cell culture, to detect viral components and to evaluate immune

responses through numerous laboratory assays. In this paper, some

techniques that have been widely used in the diagnosis of several viral

infections will be highlighted, such as: (i) viral isolation in animals

laboratory, viral propagation in embryonated eggs and the identification

of the virus in cell culture; (ii) serological assays to detect viral

antigens and / or antibodies in response to viral infection from the

neutralization test, immunofluorescence; immunoenzymatic, immunochromatographic

and Westernblotting tests; (iii) direct detection of

the viral particle through transmission electron microscopy; and (iv)

amplification of nucleic acids by polymerase chain reaction techniques

and their variations, methods of gene expression with the DNA

microarray, RNA-seq, new generation sequencing, addressing cloning

and CRISPR assays.

Keywords: Molecular biology, biotechnology, diagnosis, viral

infection, virus.

Introdução

Dentre as técnicas mais utilizadas no diagnóstico

laboratorial de infecções virais destacam-

-se: (i) isolamento e identificação do vírus em

cultura de células; (ii) sorologia para detecção

de antígenos virais e/ou anticorpos específicos

produzidos pelos hospedeiros em resposta à

infecção viral; (iii) detecção direta da partícula

viral; (iv) amplificação de ácidos nucleicos.

(i) Isolamento e identificação viral

No isolamento viral, a escolha do sistema de

propagação para o vírus pesquisado é o determinante

essencial. Uma vez o vírus inoculado

no sistema hospedeiro suscetível, o vírus provoca

alterações morfológicas denominadas

efeito citopático (CPE, do inglês cytopathogenic

effect) que são observadas como alterações na

morfologia de células individuais ou em grupo

de células induzidas pela infecção viral. Diversos

sistemas hospedeiros têm sido utilizados para a

propagação de vírus em laboratório como animais

de experimentação, ovos embrionados e

cultura de células (Santos, 2015).

Animais de laboratório

A propagação viral em animais de laboratório

tem sido substituída com o advento do cultivo

celular no diagnóstico das infecções virais. Entretanto,

podemos citar o uso de camundongos

recém-nascidos utilizados no diagnóstico

do vírus da Raiva quando inoculados pela via

intracerebral (Kimura & Joeler, 2019), coelhos

da linhagem Nova Zelândia inoculados experimentalmente

com peptídeos sintéticos (Simões

et al., 2014) e pesquisas envolvendo primatas

não-humanos, como os chimpanzés que podem

ser utilizados em ensaios de neurovirulência

para o desenvolvimento de vacinas.

Ovos embrionados

Os ovos embrionados foram o sistema hospedeiro

de escolha para a propagação de muitos

vírus até a década de 1950. A observação

da propagação viral em ovos embrionados

pode ser realizada a partir da técnica de hemaglutinação

(HA) no líquido amniótico ou

alantoico, ou mesmo a partir da visualização

de lesões esbranquiçadas e/ou hemorrágicas

denominadas pocks na membrana corioalantoica,

uma vez que a escolha da via de inoculação

bem como a idade do embrião são

determinadas pela especificidade do vírus a

ser isolado (Santos, 2015).

0 84

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Cultura de células

Por sua vez, a propagação viral em cultura de

células geralmente em linhagens bidimensionais

(2D) são classificadas com base na morfologia epitelial

ou fibroblástica, e de acordo com a sua capacidade

de aderência a uma superfície formando uma

monocamada ou expandindo em suspensão no

meio. Além disso, as linhagens celulares também

podem ser classificadas conforme o tipo de cultivo

como sendo células primárias, culturas diploides,

linhagens contínuas, culturas clonadas e estirpes

derivadas de espécies animais.

As culturas de células primárias também chamadas

de culturas finitas, de diferentes origens

têm sido usadas para o desenvolvimento de

vacinas produzidas com vírus atenuados ou inativados.

Contudo, a tendência é a substituição

para culturas celulares diploides que são provenientes

do subcultivo de células primárias com

a vantagem de até 100 vezes mais de divisão

celular antes de entrar na fase de senescência.

Por sua vez, as linhagens de células contínuas

ou imortais apresentam crescimento ilimitado e

são derivadas do cultivo primário de células de

tumor de origem humana ou animal tais como

a linhagem de células HeLa (Santos, 2015).

Experimentalmente ensaios de transfecção

em garrafas de cultivo 25cm2 e placas de 6 poços

contendo células HuH7 (Hepato cellular carcinoma

cells) e células da linhagem HEK-293T

(Human Embryonic Kidney 293 cells associado

ao antígeno T do Simian Virus-40) em meio

com baixa concentração de glicose (Low glucose)

e com alta concentração de glicose (High

Glucose) respectivamente, foram analisadas

experimentalmente para o vírus da hepatite C

(HCV) (Simões, 2011).

Ademais, existem as culturas clonadas que é

gerada a partir de uma população de células

derivadas de uma única célula (clone) com base

na expressão de características específicas de

interesse. Em contraste, existe a metodologia

de cultura de células tridimensionais (3D) demonstrando

maior semelhança com o comportamento

fisiológico das células in vivo e heterogeneidade

celular (Sousa, 2016).

(ii) Diagnóstico sorológico das infecções

virais

Dentre os métodos sorológicos utilizados na

virologia destacam-se: (i) teste de neutralização,

(ii) imunofluorescência direta e indireta;

(iii) teste imunoenzimático (Elisa); (iv) teste

imunocromatográfico; (v) immunoblotting ou

Western blotting.

Teste de neutralização

O teste de neutralização por redução de placas

(PRNT, do inglês plaque-reduction neutralization

test) pode ser utilizado para identificação

do antígeno viral ou para avaliação do nível de

anticorpos como demonstrado por Magnani e

colaboradores. Experimentalmente, amostras

de soro de primatas não-humanos que receberam

ou não anticorpos monoclonais foram investigados

quanto a capacidade de neutralizar

o vírus Zika (Magnani et al., 2017).

Imunofluorescência

A técnica de imunofluorescência utiliza anticorpos

marcados com corantes fluorescentes

para revelar a formação de um imunocomplexo

vírus-anticorpo. Existem dois tipos de imunofluorescência:

direta (usada para identificação

de muitos antígenos virais) e indireta (usada

para identificação de antígenos ou anticorpos).

Um exemplo clássico do vírus da Raiva é a detecção

direta com o uso do fluorocromo que ao

ser excitado por uma luz ultravioleta emite uma

fluorescência verde-amarelo brilhante permitindo

a visualização de antígenos virais rábicos

(Kimura & Junior, 2019).

Imunoenzimático

A reação imunoenzimática também denominada

ELISA, do inglês Enzyme Linked Immunosorbent

Assay, envolve as etapas de formação

de imunocomplexo (antígeno-anticorpo), adição

do conjugado (anticorpo-enzima), sucessivas

lavagens e posterior revelação (adição do

substrato e reação de cor). A leitura do ensaio é

realizada pela absorbância após a adição da solução

de interrupção (stopping solution) através

do espectrofotômetro. Peptídeos foram sintetizados

e testados em ensaios de sensibilização

de placas de Elisa para a análise do diagnóstico

in vitro em amostras de coelhos imunizados.

Em outros ensaios foram analisados os sobrenadantes

e lisados de células para à avaliação da

presença de HBsAg juntamente com amostras

de pacientes soros positivos para o vírus da hepatite

C (HCV) (Simões et al., 2011).

Imunocromatográfico

O teste imunocromatográfico também chamado

lateral flow immunochoromatographic

assay ocorre por capilaridade em uma membrana

de nitrocelulose pelo fluxo lateral da amostra. É

um teste rápido e de fácil detecção com diversas

opções disponíveis comercialmente. A interpretação

do resultado é simples sendo considerado

positivo quando as duas linhas (teste e controle)

são detectadas indicando que o vírus presente na

amostra reagiu com o conjugado formando um

imunocomplexo. Nova reação ocorre com um outro

anticorpo vírus-específico gerando uma banda

visível. Por outro lado, o resultado é negativo

quando somente a linha controle estiver visível e

no caso de nenhuma linha ser visualizada, o teste

deverá ser invalidado (Santos, 2015).

Immunoblotting ou Western blotting

Immunoblotting é um teste altamente

sensível e específico gerando interpretações

subjetivas em alguns resultados. Consiste na

separação de proteínas virais por eletroforese

em gel de poliacrilamida (PAGE) contendo o

detergente duodecil sulfato de sódio (SDS). As

proteínas são transferidas para uma membrana

de nitrocelulose para detecção de anticorpos

conjugados com enzima e posterior revelação

do substrato associado a um cromógeno.

Em um dos experimentos, amostras obtidas

das transfecções de células foram submetidas

à eletroforese em gel de poliacrilamida desnaturante

(SDS-PAGE) utilizando o sistema Miniprotean

III (BioRad, USA), conforme instruções

do fabricante. Os géis foram corados por coloração

com coomassie blue ou utilizando o método

com nitrato de prata. Após a eletroforese

os géis foram submetidos à transferência para

membranas Hybond-P PVDF (GE-HealthCare,

Alemanha), utilizando o sistema semi-dry

(BioRad, USA) (Simões et al., 2011).

VIROLOGIA

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 85


VIROLOGIA

(iii) Detecção direta da partícula viral;

A detecção, visualização e identificação de partículas

pseudovirais chamadas particles like-virus

(VLP), têm sido analisadas microscopicamente

assim como a morfologia ultraestrutural das linhagens

celulares SiHa e HeLa por microscopia

eletrônica de transmissão (Simões et al., 2015).

Para otimização dos resultados, diversos protocolos

têm sido descritos e modificados ao longo

do tempo. Sumariamente as etapas consistem

em embeber as amostras em resina fixadas em

glutaraldeído e pós-fixadas em tetróxido de ósmio.

Após as sucessivas lavagens em tampão

cacodilato, e posterior desidratação em acetona

com diferentes concentrações, as células são polimerizadas

em resina epóxi e contrastadas em

acetato de uranila para as secções ultra-finas no

ultramicrótomo (Simões et al., 2016).

(iv) Diagnóstico molecular das infecções

virais

Reação em cadeia da polimerase

A reação em cadeia da polimerase, do inglês

polymerase chain reaction – PCR, é uma técnica

que amplifica sequências específicas do

ácido nucleico. Se o genoma é um RNA viral,

é necessário converter em DNA complementar

(cDNA) utilizando a enzima transcriptase reversa

(RT-PCR) para iniciar o processo de amplificação

em escala exponencial. A reação cíclica de

PCR envolve três etapas clássicas: desnaturação

das fitas de DNA, hibridização dos oligonucleotídeos

à sequência alvo, e extensão das fitas

pela ação da DNA polimerase usando os dNTPs

(desoxinucleotídeos trifosfato) como substrato

da reação. A enzima DNA polimerase extraída

da bactéria Thermus aquaticus, denominada

Taq-polimerase é usada para adicionar os desoxirribonucleotídeos

a um pequeno segmento

de DNA, ou primer, que dirige a síntese do novo

segmento de DNA sobre o molde onde o primer

se ligar. O DNA das linhagens SiHa e HeLa naturalmente

infectadas com HPV-16 e HPV-18,

respectivamente tem sido usadas como controle

positivo da reação de PCR para detecção

molecular do papilomavírus usando os oligonucleotídeos

consensus MY09/11 direcionados

para o gene ORF L1 amplificando um fragmento

de 450 bp (Simões et al., 2016).

Reação em cadeia da polimerase em

tempo real

Nesse ensaio, após o background (ruído de

fundo) gerado pelas amplificações iniciais, o

produto da amplificação marcado com moléculas

fluorescentes (SYBR Green) ou sondas

(Taqman) emite um sinal de fluorescência

que pode ser acompanhado em tempo real

até alcançar a curva de melting, e estabilizar

na fase plateau quando a emissão de fluorescência

é quase nula. A fluorescência gerada

por diferentes comprimentos de onda de

múltiplos corantes é proporcional à quantidade

de produto amplificado na cinética da

reação.

Multiplex PCR, Nested PCR e ddPCR

A reação em cadeia da polimerase convencional

no formato multiplex consiste na

detecção simultânea de múltiplos alvos em

uma mesma reação utilizando diversos iniciadores.

O tamanho das bandas dos fragmentos

gerados pelo produto amplificado

denominado amplicon visualizado sob luz

ultravioleta, após eletroforese em gel de

agarose com coloração de brometo de etídio

ou outro intercalante de DNA como o gel

red é o diferencial na detecção de cada vírus

distinto. A outra variação da técnica chamada

Nested PCR ocorre quando um segundo

par de oligonucleotídeos anela nas regiões

internas do produto da primeira reação a

fim de aumentar a sensibilidade e especificidade

do método (Santos, 2015). A sigla

ddPCR, do inglês Droplet Digital Polymerase

Chain Reaction, traduzida como PCR digital

em gotas permite a quantificação de reações

mais robustas utilizando protocolos de enzimas

de restrição específicos com diferentes

aplicações em eventos de edição genômica.

Amplificação por círculo rolante

O genoma de novos vírus DNA como poliomavírus

e papilomavírus humano têm sido

caracterizados pela técnica de amplificação

por círculo rolante (rolling circle amplification

- RCA), que utiliza oligonucleotídeos

randômicos e a enzima polimerase do fago

com atividade proofreading para a síntese de

novas fitas. Após a circularização do genoma,

os produtos amplificados podem ser digeridos

por endonucleases de restrição, clonados

e posteriormente sequenciados para caracterização

genômica (Santos, 2015).

3D Cell -SELEX

Aptâmeros são pequenas moléculas de DNA

ou RNA sintetizadas quimicamente selecionadas

in vitro pela técnica SELEX, do inglês Systematic

Evolution of Ligands by Exponencial

Enrichment que apresentam uma estrutura

tridimensional. Essas moléculas possuem alta

especificidade e afinidade contra alvos de interesse

podendo atuar como nanopartículas

em estudos oncológicos ou mesmo marcados

para detecção de focos infecciosos em infecções

pós-cirúrgicas. Diversos modelos de estudos

selecionam e caracterizam os aptâmeros considerados

análogos dos anticorpos monoclonais,

como sendo candidatos promissores para diversas

aplicações terapêuticas em infecções virais.

Essa nova técnica é a combinação das culturas

de células em 3D com a seleção de sequências

curtas de oligonucleotídeos a partir de uma

biblioteca de ligantes específicos no reconhecimento

de alvos terapêuticos (Sousa, 2016).

DNA Microarray

Antes mesmo das análises de expressão gênica

em larga escala, já existiam outras técnicas

envolvidas na análise de transcritos descritos

como EST, do inglês expressed sequence tags

e SAGE, serial analysis of gene expression. Tais

técnicas foram substituídas gradativamente

para o microarranjo de DNA (DNA microarray)

com a utilização de sondas curtas ou longas que

hibridizavam com determinados transcritos conhecidos

para a genotipagem ou na detecção de

vírus respiratórios, por exemplo (Kremer, 2019).

A partir da secreção respiratória de um paciente

portador da síndrome respiratória aguda grave

(SARS) foi possível caracterizar pelo ensaio de

DNA microarray o vírus SARS-CoV isolado em

culturas de células Vero (Santos, 2015). Outros

estudos empregam o microarray na identificação

de sequências de peptídeos e mutações

correspondentes aos pacientes portadores do

câncer de mama.

0 86

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


RNA-sequencing

O RNA-sequencing (RNA-seq) é uma técnica

que analisa a quantidade de sequências

de RNAs em uma amostra usando a plataforma

NGS. Em outras palavras, a análise do

transcriptoma destina-se ao perfil de todos

os RNAs, incluindo mRNA, rRNA e tRNA para

mensurar a expressão de genes simultaneamente

(expressão gênica diferencial), capaz

de identificar os genes que estão sendo mais

expressos (up regulated) ou menos expressos

(down regulated) em um determinado

momento dos processos biológicos (Kremer,

2019).

Sequenciamento e NGS

Após a quantificação dos produtos de PCR

purificados com o kit GFX PCR DNA purification

(GE Healthcare), cerca de 5µL foram usados

para a reação de sequenciamento usando

o protocolo Big Dye (Applied Biosystems,

USA). O cromatograma foi visualizado usando

o software Cimarron. A qualidade das sequências

obtidas foi avaliada pelo programa Chromas

e/ou Biological Sequence Alignment Editor

(BioEdit), e analisadas com as sequências

do banco de dados Gen Bank pelo programa

Basic Local Alignment Search Tool Program

(Blast) para posterior construção da árvore

filogenética (Simões & Barth, 2017). Em experimentos

com clonagem, cerca de 500ng de

DNA plasmidial são utilizados para a reação de

sequenciamento convencional.

O método de sequenciamento descrito por

Sanger vem sendo substituído por novas

tecnologias designadas Next Generation Sequencing

– NGS, no estudo das sequências

genômicas. Atualmente existem diversas plataformas

como o pirossequenciamento (Roche

Applied Sciences) muito empregadas para

estudo de subpopulações do vírus da hepatite

C (HCV). Outros sistemas são Ion Torrent, Illumina,

LiDia-SEQ, Lasergen, QuantuMDx e GenapSys

Sequencing para amplificação clonal.

Clonagem

O avanço de técnicas que permitiram a manipulação

do DNA revolucionou a biologia

molecular. A clonagem é uma técnica que

consiste em isolar um fragmento de DNA e

inserir em outra célula hospedeira, com capacidade

de replicação independente resultando

em uma molécula de DNA recombinante. Geralmente

o isolamento e a caracterização de

genes específicos têm sido inseridos em vetores

plasmidiais. Conceitualmente, plasmídeo é

um DNA circular extracromossômico presente

em bactérias contendo genes de resistência

a determinados antibióticos. O plasmídeo

recombinante carreando o gene de interesse

é inserido em uma bactéria transformada

após sofrer o processo de choque térmico ou

eletroporação. O sucesso das clonagens pode

ser conferido com as enzimas de restrição

também chamadas de endonucleases que

funcionam como tesouras genéticas com capacidade

de reconhecer e clivar sítios específicas

do DNA.

CRISPR

Pequenas regiões de DNA bacterianos repetidas

e interespaçadas denominada CRISPR,

do inglês Clustered Regularly Interspaced

Short Palindromic Repeats permite editar o

DNA em regiões específicas. O sistema PAC-

-MAN CRISPR-CAS-13 (prophylactic antiviral

CRISPR in human cells) tem sido desenvolvido

como uma estratégia profilática antiviral contra

o novo coronavírus, SARS-CoV-2 (Abbott et

al., 2020).

Referências

Abbott, R.T et al., Development of CRISPR as a prophylactic

strategy to combat novel coronavirus and influenza.

BioRxiv, doi: https://doi.org/10.11.01/2020.03.13.991307.

Kimura, L.M.S., Junior, J.V.D. Raiva. In: Virologia Humana

e Veterinária. Simões, R.S.Q (ed). Thieme Revinter:

Rio de Janeiro, p: 305-316, 2019.

Kremer, F.S. Análise de expressão gênica diferencial

com RNA-seq (reference-guided). Omixdata, 2019.

Santos, N.S.O. Diagnóstico Laboratorial das Viroses.

In: Virologia Humana. 3ed. Santos, N.S.O., Romanos,

M.T.V., Wigg, M.D (Eds). Guanabara Koogan: Rio de

Janeiro, p: 101-140, 2015.

Simões, R.S.Q., Barth, O.M. Papillomavirus (PV)-associated

skin diseases in domestic and wild animals:

animal nucleotide sequence identity of PV types to

their closest related PV and HPV sequences deposited

in the gen bank. International Journal of current microbiology

and applied sciences, 6:938-951, 2017.

Simões, R.S.Q. et al. HPV DNA detection: Prevalence in

sexually active women from Manguinhos, Rio de Janeiro

State. Virus Reviews and Research, 21:14-15, 2016.

Simões, R.S.Q et al. Transient transfections of human

cell lines HEK-293-T and HuH7 for production of

HBsAg/HCV Chimeric protein: comparative detection

using the Elisa and Western Blotting. Virus Reviews and

Research, 16:111-112, 2011.

Sousa, A.G et al. 3D Cell-SELEX: Development of

RNA aptamers as molecular probes for PC-3 tumor cell

line. Experimental Cell Research, 2016, http://dx.doi.

org/10.1016/j.yexcr.2016.01.015

VIROLOGIA

Rachel Siqueira de Queiroz Simões

Rachel Siqueira de Queiroz Simões é Pós-doutora pelo Programa de Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz e pelo programa de

Engenharia Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente encontra-se lotada no Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas

Médicas vinculada ao Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. Doutora em Ciência Animal e Mestre em

Produção Animal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Médica-Veterinária formada pela mesma instituição. Possui

pós-graduação lato sensu em Biotecnologia pela Universidade Estadual do Maringá e especialização em Ética Aplicada e Bioética pelo Instituto

Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira

1Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Médicas, Instituto Oswaldo Cruz.

1Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

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BIOSSEGURANÇA

Biossegurança na Prevenção de Doenças Respiratórias

Fúngicas Durante o Inverno

Por: Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Vanessa Valente Elias.

Durante o inverno ficamos mais vulneráveis a

doenças respiratórias por oscilações climáticas

e maior tempo em ambientes fechados. Além

do fato de o ar frio irritar as vias aéreas, ocasionando

sintomas alérgicos como a falta de ar e a

coriza. Ambientes fechados e sem renovação de

ar, podem acumular poeira e umidade tornando

o ambiente adequado para a proliferação de

fungos. Sendo esses agentes responsáveis por

grande parte das reações alérgicas. De acordo

com dados da Organização Mundial da Saúde,

as alergias atingem, em média, 30% da população

mundial.

Os agentes fúngicos que compõem a microbiota

do ar mais comuns são: Alternaria ssp.,

Aspergillus ssp., Cladosporium sp., Fusarium

ssp., Mucor ssp., Penicillium ssp. Os fungos dispersados

através do ar (anemófilos) produzem

uma gama de metabólicos secundários, dentre

eles as micotoxinas, que causam doenças por

inalação ou contato direto, sendo seus efeitos

variando de desordens agudas e crônicas, a reações

sistêmicas. Podendo ainda estar envolvidas

com doenças de hipersensibilidade, pneumonite

por hipersensibilidade, a síndrome da fadiga

crônica e insuficiência renal.

O ambiente domiciliar merece bastante

atenção, podendo ser veículo de contaminação

por fungos. Sistema de refrigeração e

aquecimento das casas, resultam em diminuição

da ventilação e aumento da umidade

contribuindo para proliferação de mais de 200

tipos de fungos, incluindo mofos e bolores.

Para tanto, torna-se necessário o monitoramento

da qualidade fúngica do ar e o controle

ambiental de fungos viáveis. Associadas a

essas ações são imprescindíveis medidas de

biossegurança aplicadas nesses ambientes,

incluindo reformas para correção de umidade,

melhoria da ventilação e iluminação, além da

retirada do material em deterioração. Preconiza-se

a limpeza espacial com produtos antifúngicos

ou uso de solução de limpezas desses

ambientes com hipoclorito de sódio e água

(proporção 1:1) além remoção da estrutura

fúngica (mofo) mediante o auxílio de bucha.

Toda a limpeza deve ser executada usando

equipamentos de proteção individual (EPI´s)

tais como luvas, óculos de proteção e uso de

máscaras no momento da limpeza.

Algumas medidas de preventivas são uteis

para reduzir fungos nos ambientes domésticos:

• Verificar se possui infiltração na residência;

• Arejar o ambiente doméstico;

• Manter a umidade da casa o mais baixa possível,

sendo o ideal abaixo de 50%.

• Após o banho, deixar as portas abertas para

favorecer a circulação do ar;

• Optar por desumidificador ou ar-condicionado

com filtro adequado para reduzir a umidade

ambiental.

• Utilizar tintas fungicidas em sítios que tendem

a criar umidade. O indicado é usar uma pintura

permeável, como a tinta de cal, que permite que

as paredes "respirem", absorvendo a umidade e

minimizando a formação de manchas, bolhas e,

consequentemente, o surgimento do bolor.

Diante do exposto, tais medidas de Biosseguranças

são úteis na diminuição de fungos anemófilos,

podendo contribuir para doenças respiratórias

ou agravamento do estado de saúde em

crianças e pessoas imunocomprometidas.

É de fundamental importância que todos nós

desenvolvamos a “percepção do invisível”, que

contribui na prevenção das infecções.

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;

Palestrante e Consultor em Biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com

Te.: (81) 9.9796-5514

Gleiciere Maia Silva

(@profa.gleicieremaia )

Gleiciere Maia Silva (@profa.gleicieremaia ): Biomédica,

Especialista em Micologia, Mestre em Biologia de Fungos e

Doutoranda em Medicina Tropical.

0 88

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

INFORME DE MERCADO

Seu laboratório está preparado para a chegada do inverno?

Esses dois testes rápidos vão facilitar a sua rotina.

Com a chegada do inverno aparecem também

as doenças respiratórias. É por isso que

nós da Diagnóstica Cremer buscamos sempre

novidades que facilitem a rotina dos laboratórios.

A Abbott, nossa parceira de anos, trouxe

ao mercado duas soluções em testes rápidos

importantes para esse momento: o teste Influenza

Ag A/B/A(H1N1) pandêmico e o RSV.

No ano de 2009 a pandemia de Influenza

(gripe suína) foi um surto global de uma nova

cepa do vírus influenza A, subtipo H1N1. O kit

de teste rápido SD BIOLINE Influenza Ag A/B/

A(H1N1) pandêmico é um imunoensaio cromatográfico

para a detecção diferencial e qualitativa

de antígenos do vírus da Influenza tipo

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

A, tipo B e A (H1N1) pandêmico diretamente

de swab nasal/da garganta/nasofaríngeo ou

espécimes de aspirado nasal/nasofaríngeo.

O vírus respiratório sincicial (RSV) é uma das

principais causas de doença respiratória grave

em bebês prematuros e crianças de até cinco

anos. Os sintomas podem variar de uma leve

gripe até bronquiolite e pneumonia, podendo

ser confundida facilmente com outras doenças,

como influenza.

Acreditamos que a chave para o sucesso do

tratamento e a recuperação completa é, na

maioria das vezes, um diagnóstico rápido e

preciso. Os testes e diagnósticos da Abbott

fornecem informações que permitem decisões

mais inteligentes e rápidas, podendo

transformar a maneira como a saúde é tratada.

E você, está preparado para a chegada

do inverno?

Entre em contato! Nós da Diagnóstica Cremer

estamos à disposição para melhor atender

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0 89


INFORME DE MERCADO

Saiba quais são os exames para a detecção da COVID-19

Ao longo da pandemia vários exames foram desenvolvidos

para a identificação da doença, conheça os exames

fornecidos pelo Diagnósticos do Brasil.

O novo Coronavírus SARS-CoV-2 tomou conta do

planeta neste ano. Além de altamente contagioso, o vírus,

causador da COVID-19, apresenta um novo desafio

para a humanidade, por ser uma nova doença, muitos

detalhes da sua fisiopatologia são desconhecidos, o que

ainda gera muitas dúvidas. Para o diagnóstico com mais

exatidão foi preciso novas atualizações nos protocolos e

avanços nas condutas e tratamento dos pacientes.

A COVID-19 é transmitida basicamente de pessoa a

pessoa através de gotículas produzidas nas vias respiratórias

das pessoas infectadas. Essas gotículas, quando

lançadas no ambiente por meio da tosse, espirros ou

secreções, infecta indivíduos próximos. A incubação do

vírus dura em média de 5 a 6 dias, podendo se estender

de 1 a 14 dias, alguns estudos também indicam a contaminação

no estágio de incubação, mesmo que a pessoa

ainda não apresente os sintomas, assim como, no estágio

final, onde já exista uma evolução do quadro da doença.

Em relação às alterações laboratoriais na doença,

alguns índices devem ser levados em consideração.

Frequentemente encontra-se alteração nas taxas de

Aminotransferases (ALT e AST), Desidrogenase Lática

(LDH) e marcadores inflamatórios como Ferritina, Proteína

C Reativa (PCR) e Velocidade de Hemossedimentação

(VHS). No Hemograma do paciente também é importante

observar alguns marcadores. “Em alguns quadros o

paciente pode apresentar linfopenia, ou seja, uma quantidade

de linfócitos baixa. Já a contagem total de leucócitos

pode apresentar-se fora dos padrões, sendo de forma

muita elevada ou muito baixa (leucocitose e leucopenia).

Também são observadas a elevação da Procalcitocina,

que pode ocorrer em casos mais graves, associados a infecções

bacterianas secundárias. Alterações nos exames

de coagulação também são comuns e valores elevados

do Dímero D tem demonstrado uma associação com a

gravidade da doença e o aumento no risco de mortalidade”,

explica Dr. Carlos Aita, médico responsável pelo

laboratório do DB.

Para o diagnóstico mais preciso é fundamental a aplicação

dos exames para a detecção da doença. Hoje o

mercado apresenta variações nos tipos de exames, desde

sua tecnologia para análise, metodologia aplicada e tipo

de coleta. O primeiro exame a surgir no mercado foi o RT-

-PCR, que utiliza da tecnologia molecular. O exame detecta

o RNA do vírus na amostra clínica e é indicado principalmente

em casos agudos, em pacientes que já estão

com sintomas. A detecção eventualmente pode ocorrer

já a partir do 3º dia de contágio, mas a sensibilidade aumenta

bastante a partir do início dos sintomas e pode se

prolongar até em torno de 14 dias da infecção. A coleta é

feita por meio de swab de oro e nasofaringe, devendo ser

realizada por pessoal devidamente treinado, para evitar o

risco de ocorrência de resultados falsos negativos.

Já os exames chamados “sorológicos” detectam a

presença dos anticorpos anti SARS-CoV-2 na circulação,

e podem ser realizados por diferentes tecnologias

incluindo ELISA, Quimioluminescência (CLIA), Eletroquimioluminescência

(ECLIA), dentre outras. Os exames

conhecidos como “testes rápidos” também realizam a

detecção dos anticorpos, mas em geral empregam o

método de Imunocromatografia. Todos os exames que

avaliam a presença de anticorpos são classificados como

exames indiretos, já que fazem a detecção da resposta

imune ao vírus, e não da presença do vírus no organismo.

A presença do vírus é feita pelo teste de PCR descrito

anteriormente.

dos sintomas, a pesquisa de anticorpos IgA, IgM ou de

anticorpos totais pode auxiliar na definição da exposição

recente ao SARS-CoV-2. Os anticorpos totais e o IgA começam

a mostrar positividade a partir do 7º dia do início

dos sintomas, e a sensibilidade aumenta a partir do 15º

dia. O IgM pode apresentar o mesmo perfil, mas tende a

mostrar sensibilidade discretamente menor, e em algumas

situações pode nem mesmo positivar. As concentrações

tanto de IgA quanto IgM tendem a decair logo nas

primeiras semanas após a resolução do quadro. Em boa

parte dos casos se tornam negativas ao final do primeiro

mês, embora ainda não esteja completamente estabelecido

o seu perfil de evolução na doença. Os anticorpos

totais, por outro lado, devem permanecem positivos por

longo prazo pelo fato de detectarem também a presença

das imunoglobulinas IgG, de memória. Por este motivo,

ambos têm aplicação principalmente na investigação da

exposição pregressa ao SARS-CoV-2.

Recente no mercado, o exame Ig Total permite a detecção

dos anticorpos totais (incluindo IgM e IgG) no soro.

Quando realizado pelo método de eletroquimioluminescência

(ECLIA) emprega a técnica de duplo antígeno,

mostrando elevada especificidade (em torno de 99,8%)

deste modo diminuindo muito o risco de resultados

falsos positivos como aqueles causados por anticorpos

dirigidos a outros coronavírus e outros vírus respiratórios

causadores de gripe comum. Em relação à sensibilidade,

pode chegar a 100% quando a amostra for obtida a partir

do 15º dia de início dos sintomas. A amostra é obtida

por coleta de sangue venoso e separação do soro, e o exame

é capaz de apresentar resultados em até 18 minutos.

A principal indicação do teste é para avaliar a exposição

pregressa ao SARS-CoV-2, em pessoas assintomáticas ou

que apresentaram quadro clínico sugestivo de COVID-19

há pelo menos 15 dias atrás. Deste modo permitindo

uma avaliação epidemiológica e auxiliando a sociedade

na elaboração de estratégias que garantam a segurança

no momento da reabertura do mercado.

O DB é referência em apoio laboratorial e disponibiliza

para os mais de cinco mil laboratórios parceiros em

todo o país vários tipos de exames para a detecção da

Covid-19, garantindo confiabilidade nos resultados, segurança

nas amostras e agilidade nos prazos.

Existem no mercado diversos kits diagnósticos que

permitem a detecção dos anticorpos totais ou das diferentes

classes de imunoglobulinas, como IgM, IgA e IgG.

Apesar de ter aplicação limitada no diagnóstico do quadro

agudo devido ao período de “janela imunológica” da

doença, que pode durar até duas semanas após o início

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Acesso remoto aos analisadores CellaVision:

Telepatologia acessível a todos

INFORME DE MERCADO

Muitos profissionais de laboratório que

trabalham na área da hematologia já

conhecem ou utilizam a tecnologia CellaVision

para a realização da contagem diferencial

automatizada de leucócitos. O equipamento

faz a leitura das lâminas e fornece ao analista

uma pré-classificação dos leucócitos, bem

como a pré-caracterização dos eritrócitos

através da análise morfológica conduzida por

inteligência artificial.

Nos últimos quinze anos a morfologia celular

digital tem se tornado uma realidade na maioria

dos laboratórios de grande volume de amostras.

Nestas instituições, é muito comum o acesso

remoto aos analisadores CellaVision, onde um

ou mais analistas acessam remotamente as

imagens das células dos pacientes que tiveram

suas amostras selecionadas para a contagem

diferencial. Este acesso remoto permite que

colaboradores revisem amostras processadas

em outro local, por exemplo, em um laboratório

satélite, um hospital afastado dos grandes

centros ou outro laboratório afiliado.

A tecnologia CellaVision, antes disponível

apenas para laboratórios de grande volume de

amostras, agora está ao alcance de laboratórios

de todos os portes. Durante a última edição

do AACC, maior evento de análises clínicas

do mundo, a CellaVision apresentou um novo

equipamento de pequeno porte, o DC-1 - ideal

para laboratórios com pequeno volume de

amostras. O novo modelo processa uma lâmina

por vez e possui todas as funcionalidades

dos equipamentos CellaVision maiores. Desta

forma, laboratórios pequenos também poderão

contar com os recursos CellaVision, o que inclui

o acesso remoto, permitindo a colaboração

de analistas localizados em outros centros

diagnósticos. Especialistas em morfologia

poderão opinar ou até mesmo assinar casos

processados em laboratórios afastados. A

telepatologia aumenta a precisão dos exames

e a atuação dos especialistas em morfologia

celular. É notável a redução do tempo de entrega

dos resultados (TAT), o incremento da acurácia

diagnóstica e da produtividade e, sobretudo,

da consistência, uma vez que o processo de

contagem diferencial se torna padronizado.

Saiba mais em www.cellavision.com

Contato: Wagner Miyaura - Market

Support Manager, South America

wagner.miyaura@cellavision.com

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 91


INFORME DE MERCADO

Como escolher um teste rápido de qualidade para a detecção da

COVID-19

Aprovação da ANVISA, reconhecimento por estudos científicos independentes e entendimento do método

são fundamentais para a escolha segura.

Em um estudo conduzido pelo Prof. Dr.

Giuseppe Lippi (Itália) utilizando quimioluminescência,

os pacientes foram analisados

em 3 diferentes períodos (≤ 5 dias após o

início dos sintomas, 5-10 dias, 10-21 dias).

Nestes 3 períodos, o IgM foi positivo respectivamente

em 3.3%, 15.4% e 60% dos pacientes,

enquanto o IgG foi positivo em 10%,

53.8% e 100% dos pacientes.

Estudos científicos sérios têm demonstrado

que os testes que detectam simultaneamente

os anticorpos IgM e IgG são os mais

apropriados na detecção do SARS-CoV-2.

Em imunologia, é clássico o conceito de

que IgM, é um anticorpo de fase aguda, e

IgG é um anticorpo de fase tardia. No entanto,

isto não é válido quando se trata do

vírus SARS-CoV-2. Estudos apontam que o

IgG se torna positivo simultaneamente ao

IgM ou até mesmo antes que o IgM, quando

se trata de análise de COVID-19. Além

disso, muitos pacientes infectados pelo

SARS-CoV-2 nunca se tornam IgM positivo.

Uma publicação no jornal científico The

Lancet também encontrou que, na maioria

dos pacientes, o IgG positivou primeiro que o

IgM tanto para os anticorpos anti-RBD quanto

para os anticorpos anti-proteína N.

De acordo com 596 amostras analisadas

pelo fabricante, o teste One Step CO-

VID-2019 possui uma sensibilidade de

86,43% e uma especificidade de 99,57%.

Os dados foram confirmados por estudos

independentes, entre eles, está um de Harvard

com a Universidade da Califórnia UCSF.

Nele o Celer One Step COVID-2019 esteve

entre os dois únicos testes rápidos com especificidade

maior que 99%.

Entre os dias 1-5 após o início dos sintomas,

o estudo Harvard-UCSF mostrou que o

teste Celer possui uma das mais altas sensibilidades:

40,0%. Entre os dias 16-20 após

o início dos sintomas, o teste Celer também

obteve a maior sensibilidade (81%) entre os

vários avaliados pelos pesquisadores.

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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no Brasil.

de clientes, públicos ou privados, provendo

“Múltiplas Soluções para seu Negócio em

Biotecnologia”, gerando competitividade à

sua empresa.

Das parcerias efetivadas a empresa passou

a incorporar em seu portifolio de serviços a

validação técnica de produtos, elaboração

de projetos arquitetônicos de indústrias para

saúde, pesquisas de mercado e planos de negócios,

tornando a consultoria mais completa

e abrangente.

Em números, a empresa já desenvolveu mais

de 70 produtos para diagnóstico in vitro, licenciados

para diversas empresas do setor, e

Atualmente, a empresa domina diversas tecnologias

como de reagentes para bioquímica

clínica, turbidimetria, calibradores e controles,

ELISA, fluorescência e biologia molecular, e

avança constantemente na incorporação de

novas tecnologias.

Dividida em 3 áreas: Business; Technology

e Regulatory Affairs, dada a multiplicidade

de serviços, a empresa possui a versatilidade

em atender com excelência diversos perfis

Márcio H. Lacerda Arndt – CEO / Fundador

+55 31 99145 9259

enzytec.com

enzytec@enzytec.com

VERI-Q TM PCR 316 COVID-19

Plataforma de Detecção PCR Real Time

O sistema Veri-Q é compacto e ultrarrápido

com resultados de PCR em Tempo Real para

SARS-COV-2 em até 2 horas.

Todos os processos de detecção de genes são

baseados no método TaqMan e com isto os resultados

são obtidos rapidamente com grande

precisão.

A PMH Produtos Médicos Hospitalares,

empresa que atua no mercado diagnóstico

há 36 anos com produtos de alta qualidade,

vem se consolidando com uma grande força

na comercialização de produtos para Biologia

Molecular para o mercado Brasileiro.

Apresentamos o sistema para suporte

ao diagnóstico da Covid-19 pela metodologia

de PCR em Tempo Real, Veri-Q da

MicoBiomed, empresa da Coreia do Sul,

especializada em diagnóstico por Biologia

Molecular.

Saiba mais como esta solução e nosso time

especializado poderá ajudar o seu laboratório

na luta contra a COVID-19.

SIA Trecho 17 Rua 8 Lote 170

71200-222 Brasília DF

comercial.df@pmh.com.br

61 3403-1300

0 94

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


QIAGEN recebe aprovação para teste molecular de BCR-ABL

no monitoramento de Leucemia Mielóide Crônica

ANVISA aprova uso do ipsogen BCR-ABL1 Mbcr RGQ RT-PCR Kit para detecção quantitativa de fusões BCR-ABL1 Mbcr na escala internacional

e reporte de resposta molecular

INFORME DE MERCADO

Com o lançamento do kit, que conta com

uma das maiores sensibilidades do mercado,

a QIAGEN traz aos laboratórios brasileiros mais

uma opção no monitoramento de resposta

a tratamento de pacientes diagnosticados

com Leucemia Mielóide Crônica cromossomo

Philadelphia positivos (Ph+) p210. O

kit, desenvolvido pela QIAGEN, líder mundial

em soluções da amostra à descoberta para

diagnóstico molecular, é pronto para uso, e

conta com todos os reagentes necessários à

detecção quantitativa dos transcritos de fusão

BCR-ABL1 Mbcr no RNA total, com reporte

na escala internacional e medida da resposta

molecular MMR, MR4 e MR4.5. Por meio de

PCR real-time no equipamento Rotor-Gene® Q

5plex HRM, oferece performance comprovada

e altos níveis de especificidade e reprodutibilidade,

e foi otimizado para máxima sensibilidade,

alcançada com limite de detecção

de 0,0031% (3,13 CNMbcr com ABL1CN =

100.000).

Os conjuntos de primers e sondas são projetados

de acordo com as recomendações da Europe

Against Cancer (EAC). O kit também inclui um

calibrador IS-MMR que permite a conversão de

resultados na Escala Internacional da Organização

Mundial da Saúde (OMS) para medição

precisa da resposta molecular, resposta molecular

principal (MMR) e MR4.5 de acordo com

as recomendações atualizadas para gerenciamento

de Leucemia Mielóide Crônica, também

chamada resposta molecular profunda (DMR).

O calibrador IS-MMR é incluído em todas as

corridas para evitar variações intra e interlaboratoriais.

Também são incluídos RNA de controle

positivo alto e baixo para monitorar as etapas

de transcrição reversa e amplificação de ABL1 e

BCR-ABL1 Mbcr durante a quantificação.

Figura 1. Limite de detecção (LOD) e resposta molecular

O kit ipsogen BCR-ABL1 Mbcr RGQ RT-PCR faz

parte do grupo de soluções ipsogen para detecção

de biomarcadores relevantes na pesquisa e

diagnóstico em oncohematologia, e em conjunto

com os produtos therascreen para câncer

de tecidos sólidos compõe um compreensivo

menu de opções em medicina personalizada.

A QIAGEN é pioneira em Medicina de Precisão

e líder global em colaborações com

empresas farmacêuticas e de biotecnologia

para desenvolvimento de diagnósticos complementares,

que detectam anormalidades

genéticas clinicamente relevantes que orientam

a tomada de decisão clínica sobre o uso

de drogas em doenças como o câncer. A QIA-

GEN possui uma profundidade e amplitude

incomparáveis de tecnologias, desde NGS até

PCR, para desenvolvimento de diagnóstico

complementar, e atualmente está trabalhando

sob acordos de colaboração com mais de

25 empresas para desenvolver e comercializar

testes de diagnóstico complementar para

seus candidatos a medicamentos.

O kit ipsogen BCR-ABL1 Mbcr RGQ RT-PCR

destina-se a diagnóstico in vitro. Para informações

atualizadas sobre licenciamento e

limitações de responsabilidade específicas

do produto, consulte o respectivo manual

do kit QIAGEN ou o manual do usuário. Os

manuais do kit QIAGEN e do usuário estão

disponíveis em www.qiagen.com ou podem

ser solicitados à Assistência Técnica ou

ao distribuidor local da QIAGEN.

Saiba mais em www.qiagen.com

ou podem ser solicitados à Assistência

Técnica ou ao distribuidor local da

QIAGEN

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 95


INFORME DE MERCADO

PRO-IN COVID-19 DO PNCQ COM REGISTRO NA ANVISA

Essas amostras são liofilizadas, garantindo

sua estabilidade durante o transporte e

têm validade de 3 anos. Podem ser solicitadas

pelo APP PNCQ ou pela área restrita do

Laboratório Participante.

O PNCQ informa que o registro do Controle

Interno da Qualidade PRO-IN COVID-19

foi aprovado pela ANVISA e estão disponibilizadas

amostras-controle nas seguintes

metodologias:

· Imunocromatografia

· Quimioluminescência

· Eletroquimioluminescência

· ELISA

Também estão disponíveis os Programas de

Controle Externo da Qualidade (Ensaio de Proficiência)

PRO-EX COVID-19 qualitativo, com frequência

trimestral nas seguintes metodologias:

· RT-PCR em Tempo Real

· Imunocromatografia

· Quimioluminescência

· Eletroquimioluminescência

· ELISA

Estes controles são obrigatórios para todos

os laboratórios que realizam este exame.

Para informações,

entre em contato pelo e-mail

pncq@pncq.org.br

D-Dímero mLabs®

Auxílio na estratificação da gravidade por infecção do COVID - 19

Com a disseminação do COVID-19, diversos

estudos estão sendo publicados, possibilitando

o maior conhecimento da doença

na tentativa de reduzir o número de casos e

a gravidade dos indivíduos infectados.

Recentemente pesquisadores chineses

avaliaram achados laboratoriais os quais

foram correlacionados valores elevados

de D-Dímero como valor preditivo para a

gravidade da doença, conforme artigo publicado

no The Journal of Thrombosis and

Haemostasis.

Diante aos novos estudos a Sociedade

Britânica de Hematologia, sugeriu a execução

de testes de coagulação em indivíduos

infectados por COVID-19. Dentre os testes

laboratoriais, está recomendado a dosagem

do D-Dímero, permitindo assim com os outros

testes de coagulação o cálculo do escore

de coagulação intravascular disseminada

estabelecido pela Sociedade Internacional

de Trombose e Hemostasia (ISTH), auxiliando

na estratificação da gravidade por

infecção do COVID-19.

O teste do D-Dímero é de uso clinicamente

significativo na decisão do diagnóstico

de pacientes com suspeitas de episódios

trombóticos, tais como a trombose venosa

profunda (TVP), embolia pulmonar (EP)

e coagulação intravascular disseminada

(CID/CIVD).

O teste de D-Dímero realizado no equipamento

mLabs® tem como metodologia a imunofluorescência

num cartucho micro fluídico.

Utilizando um baixo volume de amostra de

sangue total, permite a execução do teste a

beira do leito do paciente.

Referências bibliográficas:

• Tang, Ning, et al. “Abnormal Coagulation parameters are associated

with poor prognosis in patients with novel coronavirus pneumonia.”

Journal of Thrombosis and Haemostasis (2020).

Para maiores informações, entre em

contato através do

e-mail faleconosco@lumiradx.com

ou (11) 5185- 8181.

0 96

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


INFORME DE MERCADO

IOT – Monitoramento Remoto Assistido

Monitorar refrigeradores para evitar perda de materiais biológicos (vacinas, medicamentos).

Benefícios:

Monitoramento:

- Perda de energia ou rede AC;

- Gráfico de temperatura;

- Localização;

- Registro e monitoramento automatizado,

contínuo e on-line gerenciamento e controle

para detecção de abertura de porta dos equipamentos

monitorados;

- Alertas diversos;

- Não utiliza a rede de computadores e internet

do cliente.

O UTE (Unidade Tecnológica Especial) é utilziado

em equipamentos que necessitam de

acompanhamento de temperatura à distância,

evitando perdas e melhorando a qualidade com

o monitoramento assistido.

Características:

Controle eficaz do monitoramento da temperatura

de refrigeradores e freezers;

Garantir que os materiais armazenados ficam

como determina a ANVISA, de 2 o C à 8 o C.

Para maiores informações,

19 3936 1705 | 19 9956 2541

contato@grupoprotechtor.com.br

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www.biotechnica.com.br

Unidades Refrigeradas – Única caixa monitorada e refrigerada ativa da América

Latina. Nunca foi tão fácil transportar materiais que necessitam de controle de temperatura.

Benefícios

- Não irá necessitar de gelox

- Evite perda de material biológico

Monitoramento:

- Localização | Rota;

- Lacre de violação de porta em curso do trajeto;

- Curvas bruscas, frenagem e aceleração do trajeto;

Relatórios em gráficos e analítico, afim de garantir

o processo de transporte;

- Alertas diversos.

A Caixa Refrigerada com compressor de

Alta Tecnologia irá trazer segurança, praticidade

e confiabilidade a todo o seu processo

de transporte e acondicionamento, sendo

seus produtos monitorados 100% via plataforma

WEB.

Características:

- Diversos tamanhos - de 11L até 95L;

- Unidade Refrigerada com temperatura estabilizada

de 2 o C à 8 o C;

- Sistema de gestão de monitoramento na

cadeia do frio ANVISA - RDC.

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Bunzl Saúde – o portal de compras para laboratórios, clínicas e

demais estabelecimentos de saúde

C

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CM

MY

CY

CMY

K

A Bunzl Saúde acompanha a mudança de

comportamento no mercado digital, e entende

a importância de manter o relacionamento

em todos os canais. Deste modo, o Portal Bunzl

Saúde visa oferecer uma melhor experiência

de compra aos seus clientes, onde quer que

eles estejam.

O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais,

estudantes da área e até mesmo

pessoas físicas, disponibilizando um amplo

portfólio com marcas consolidadas que se

destacam pela credibilidade de atuação nas

linhas diagnóstica e hospitalar, apresentando

ao mercado produtos certificados por padrões

nacionais e internacionais de qualidade.

A proposta é oferecer aos clientes facilidade

ao comprar, diferenciando as lojas por

segmentos de negócios: Laboratório, Hospital,

Dental, Veterinário, Home Care, Estética,

Farmácia e Estudante, tornando possível

o máximo de aproveitamento das potencialidades

dos produtos, seja para o uso do

estabelecimento ou para abastecimento de

estoque.

Além disso, os clientes contam com um

atendimento on-line para dúvidas sobre produtos

e suporte técnico.

Conheça agora todos os nossos produtos,

serviços e benefícios!

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INFORME DE MERCADO

Biossegurança dos Equipamentos Hematológicos Celltac da Nihon Kohden

A biossegurança tem um papel importante

e crucial na rotina laboratorial, tanto que existem

regulamentações destinadas que impõem

regras com intuito de prevenir contaminações

e outras ocorrências que possam interferir na

saúde de qualquer profissional dentro deste

ambiente. Algumas medidas adotadas pela

maioria dos laboratórios incluem a utilização

de equipamentos de proteção individuais (EPI’s)

e coletivos (EPC’s), organização e limpeza do

ambiente, equipamentos e instrumentos laboratoriais.

MEK-6500

Atualmente com o enfrentamento da CO-

VID-19, devido à alta transmissibilidade e aumento

das atividades laboratoriais para atender

a demanda, há a necessidade de preservar os

profissionais desta área. Se já são fornecidos

os equipamentos básicos como os EPI’s é importante

seguir um plano mais abrangente

como cita o estudo fornecido pela Organização

Mundial da saúde (OMS), Laboratory biosafety

guidance related to coronavirus disease (Disponível

em https://www.who.int/publications/i/

item/laboratory-biosafety-guidance-related-

-to-coronavirus-disease-(covid-19)), que destaca

como deve ser a manipulação de materiais

altamente infecciosos inclusive os que podem

causar respingos e gotículas, como ocorre no

setor de hematologia ao abrir tubos para processamento

das amostras.

MEK-9100

MEK-7300

Para aumentar a biossegurança dentro do

seu laboratório e evitar ao máximo o contato

direto com o sangue e eventuais acidentes ao

abrir o tubo de hemograma, toda a linha de

equipamentos hematológicos de uso humano

da Nihon Kohden possui sistema de perfuração

de tampa e diluição automática de amostras,

compatível com a maioria dos tubos comercializados

no mercado brasileiro, levando mais

segurança e agilidade para seu laboratório.

Opte pela segurança do seu laboratório!

Opte por equipamentos hematológicos Celltac da Nihon Kohden!

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

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0 100

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


A Erba Brasil lança o ErbaLisa COVID-19 IgM/IgG

e obtém os registros na ANVISA

Com elevada sensibilidade e especificidade,

além de alto desempenho, o método ELISA tem

se destacado dentre os testes sorológicos, por se

tratar de uma metodologia estabelecida, confiável

e amplamente utilizada no diagnóstico de

diversas doenças.

INFORME DE MERCADO

Com marcação CE, os testes ErbaLisa CO-

VID-19 IgM/IgG estão agora oficialmente registrados

na ANVISA! Além disso, o monitoramento

pós-mercado da qualidade de dispositivos

para diagnóstico in vitro da COVID-19 realizado

pelo INCQS a pedido da ANVISA teve resultados

analíticos SATISFATÓRIOS para o lote analisado

do kit ErbaLisa COVID-19 IgG.

Lançado pela Erba Mannheim junto à Calbiotech,

sua subsidiária nos EUA, o teste sorológico

é vendido no Brasil pela Erba Brasil e já se encontra

disponível para pedidos.

Além de sua utilidade no diagnóstico da CO-

VID-19, os testes de ELISA IgM e IgG podem

ser utilizados para testagem regular do corpo

clínico hospitalar ou para verificar a eficácia de

futuras vacinas.

Esses testes têm uma função importante, ainda,

na testagem em massa da população, a fim

de avaliar o real contato de pessoas assintomáticas

com a doença, ajudando na formulação de

políticas públicas.

Para saber mais sobre os kits ErbaLisa

COVID-19 IgM/IgG, entre em contato com a

equipe ERBA Brasil pelo

e-mail: brazilsales@erbamannheim.com

ou telefone: (31) 99837-8405.

Vida Biotecnologia confirma a expansão para 2020

A empresa que neste ano completa 10 anos de

mercado, vem se destacando com imponência na

fabricação de todos os reagentes para química

clínica, hematologia, látex e testes-rápidos.

Sua equipe conta com profissionais experientes

e gestores capacitados para a expansão diante

dos desafios impostos a 2020, sempre com muita

determinação, positivismo e força de trabalho.

A Vida Biotecnologia confirma a expansão

de sua estrutura ainda para 2020. Em

uma área de aproximadamente 2500 m² a

empresa visa ampliar seus horizontes, além

de trazer conforto e bem-estar a seus colaboradores.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

A nova sede que está sendo preparada conta

com excelente localização ao lado da sede

administrativa do governo de Minas Gerais, as

margens de uma importante via expressa de

Belo Horizonte e a poucos minutos do Aeroporto

Internacional de Confins.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento

(31) 3466-3351 ou através do site

www.vidabiotecnologia.com.br.

0 101


INFORME DE MERCADO

ARBOVIROSES

Arbovírus são vírus que apresentam parte do

seu ciclo de replicação em insetos vetores, prin-

Conforme dados do Ministério da Saúde, é

possível observar altas taxas de incidência

bém em secundárias. Portanto, a determinação

desses antígenos é um instrumento im-

cipalmente mosquitos e, são transmitidos aos

para as arboviroses no país, principalmente

portante para a detecção de infecções agudas

seres humanos e animais através da picada de

nas regiões nordeste, centro-oeste e sul.

de dengue, sendo recomenda a investigação

mosquitos (artrópodes hematófagos), causan-

dos anticorpos específicos em paralelo.

do doenças conhecidas como arboviroses.

Tendo em vista que no Brasil temos a circulação

simultânea dessas arboviroses, inclusive

Para realização dos testes pelo método de

Os principais arbovírus emergentes no Brasil

Mayaro vírus, o diagnóstico assertivo é fun-

ELISA, podem ser utilizadas amostras de soro,

são: Dengue vírus, Zika vírus, Chikungunya Ví-

damental para a detecção e diferenciação da

plasma ou papel filtro.

rus e Mayaro vírus, transmitidos pelo mosqui-

doença, principalmente por apresentarem sin-

to Aedes aegypti

tomas similares, de modo a contribuir para um

Referências Bibliográficas

direcionamento adequado para o tratamento

1- Martins MM, Barbosa AP, Cunha AJ. Arbo-

O Brasil é país tropical de grande extensão ter-

da doença.

viroses na Infância, 2020

ritorial (8.514.215km²) e mais de 1/3 deste terri-

2- Figueiredo LTM. Arboviroses emergentes

tório é recoberto por florestas tropicais ou outros

Testes sorológicos, baseados na técnica de

no Brasil, 2007

ecossistemas naturais, sendo um local adequado

ELISA para determinação de anticorpos IgM e

3- Lopes N, Nozama C, Linhares REC. Carac-

para a existência do vetor e, portanto, para a ocor-

IgG possibilitam identificar o patógeno causa-

terísticas gerais e epidemiologia dos arbovírus

rência de arboviroses. Além disso, fatores como

dor da infecção, através da utilização de antí-

emergentes no Brasil, 2014

alterações no ecossistema pela ação humana,

genos vírus-específicos.

4- Brasil, Ministério da Saúde, Secretaria de

crescimento populacional desordenado, processo

Vigilância em Saúde, Boletim Epidemiológico

de globalização e mudanças climáticas podem,

A presença de anticorpos específico IgM in-

Monitoramento dos casos de Arboviroses urbanas

provavelmente, contribuir para o aumento ex-

dica uma infecção aguda, enquanto a presença

transmitidas pelo Aedes (dengue, Chikungunya e

pressivo de doenças transmitidas por mosquitos

de anticorpos IgG indica infecção passada para

Zika), semanas Epidemiológicas 1 a 23, 2020.

vetores, em especial, as arboviroses.

Apesar de se tratar de infecções distintas, os

o vírus em questão, sendo também relevante

para estudos epidemiológicos.

A EUROIMMUN possui um portfólio completo

para o diagnóstico de arboviroses.

sintomas dessas arboviroses são muito seme-

No caso da Dengue, além de determinação

lhantes, porém com diferentes intensidades.

de anticorpos (IgA, IgM e IgG) é possível tam-

De forma geral, são caracterizadas por febre

bém a identificação sorológica do antígeno

alta e dores de cabeça, sendo essa última mais

intensa na Dengue e dor nas articulações sendo

mais intensa em infecção por Chikungunya.

altamente específico NS1 do vírus da Dengue,

sendo possível no início dos sintomas clínicos,

não somente na infecção primária, mas tam-

EUROIMMUN Brasil

www.euroimmun.com.br

contato@euroimmun.com.br

(11) 2305-9770

0 102

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


que possibilita a detecção e diferenciação das arboviroses!

Teste ELISA validado em amostras de:

SORO

PLASMA PAPEL FILTRO

brasil.euroimmun.com.br/arboviroses


INFORME DE MERCADO

Exames que complementam o diagnóstico de Covid-19.

Neste momento sabemos que os laboratórios de todo Brasil estão com

uma alta demanda para o diagnóstico da Covid 19, e além dos testes

para detecção do vírus e dos anticorpos correspondentes a doença, existem

exames de bioquímica, turbidimetria e hematologia que são considerados

complementares ao diagnóstico.

Além de oferecer o teste rápido Coronavirus IgG/IgM (COVID-19), a

Ebram também possui em seu portfolio outros produtos que podem

auxiliar no diagnóstico da doença.

Separamos as alterações laboratoriais mais frequentes em pacientes

que apresentaram o diagnóstico positivo para a Covid-19*.

de Glicose (52% dos casos)

de ALT/TGP (33% dos casos)

de AST/TGO (35% dos casos)

de Bilirrubina Total (18% dos casos)

de Creatinina (17% dos casos)

de LDH (92% dos casos)

de CK (33% dos casos)

Inúmeras são as diferenciações técnicas da linha de bioquímica

da Ebram, utilizamos uma tecnologia avançada de estabilização na

produção dos reagentes bioquímicos, o que permite oferecer a maioria

dos produtos no formato monoreagente, com alta qualidade e

baixíssimos CV% intra e inter-ensaios contribuindo com precisão e

reprodutibilidade instrumental analítica.

de Neutrófilos (38% dos casos)

de linfócitos (75% dos casos)

de eosinófilos (83% dos casos)

de plaquetas (17% dos casos)

de hemoglobina (50% dos casos)

A linha de Hematologia possui conjuntos de reagentes para os

principais analisadores hematológicos utilizados no Brasil, são reagentes

produzidos seguindo rigorosamente as boas praticas de

fabricação, garantindo assim produtos de qualidade, com perfeita

reprodutibilidade e precisão.

de Ferritina

(63% dos casos)

de PCR - Proteína C Reativa

(91% dos casos)

A linha de Turbidimetria Ebram é composta por três diferentes

metodologias, Coloidal Gold, Anticorpo Concentrado e Látex.

A Ferritina por ser Coloidal Gold possui alta sensibilidade e

especificidade, características essenciais para uma dosagem confiável.

O PCR utiliza metodologia Látex, que além de excelente precisão,

apresenta o melhor custo beneficio do mercado.

*PLEBANI Mario, LIPPI Giuseppe. Laboratory abnormalities in patients with COVID-2019 infection. Clinical Chemistry and Laboratory

Medicine. Verona. 3 de mar de 2020.

Para informações comerciais sobre os produtos entre em contato com o departamento de vendas da Ebram.

Telefone: (11) 2291-2811

Site: www.ebram.com

0 104

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Diagnóstico rápido para Zika vírus

nascimento de crianças com microcefalia e também

com a síndrome de Guillain-Barré.

Não há vacina para prevenção, nem um tratamento

específico para a infecção pelo vírus Zika. Dessa forma,

em casos de pacientes sintomáticos, recomenda-se

um tratamento para alívio dos sintomas com

o uso de paracetamol ou dipirona, que auxiliam no

controle da febre e manejo da dor, além de repouso

e ingestão de líquidos para combater a desidratação.

INFORME DE MERCADO

WAMA Diagnóstica apresenta kit que pode detectar

anticorpos IgG e IgM contra o vírus Zika em

amostras de soro, plasma e sangue total de pacientes.

A WAMA Diagnóstica, empresa de destaque no

mercado de testes rápidos, disponibiliza um aliado

no diagnóstico da infecção pelo vírus Zika: o kit Imuno-Rápido

ZIKA IgG/IgM. O teste utiliza a metodologia

imunocromatográfica para detecção qualitativa

de anticorpos IgG e IgM contra o vírus Zika com a

finalidade de identificar de forma precisa, rápida e

econômica, indivíduos infectados por este antígeno.

O agente causador da febre Zika é um arbovírus do

gênero flavivírus pertencente à mesma família dos

vírus da dengue e febra amarela (Flaviviridae). Assim

como os vírus da dengue, febre amarela e chikungunya,

o Zika vírus tem como sua principal fonte de

transmissão a picada de mosquitos do gênero Aedes,

principalmente o Aedes aegypti, infectado.

Apenas 20% dos pacientes infectados pelo vírus

Zika apresentam uma infecção sintomática. Os sintomas

mais comuns são febre, cefaleia, erupções e

manchas vermelhas na pele (exantema), dores nas

articulações e músculos, e conjuntivite (coceira e vermelhidão

nos olhos), que normalmente persistem

por 2 a 7 dias. Em alguns casos, as dores nas articulações

e músculos podem estar presentes por um

período de aproximadamente um mês. Apesar de

ser uma infecção aparentemente benigna, estudos

recentes relacionaram a infecção por Zika vírus com o

O kit Imuno-Rápido ZIKA IgG/IgM da WAMA Diagnóstica

possui excelentes sensibilidade e especificidade

na detecção qualitativa dos anticorpos IgG e IgM

contra o vírus Zika utilizando sangue total, soro ou

plasma do paciente. O teste auxilia de forma eficiente,

rápida e simples o diagnóstico de indivíduos com

infecção pelo vírus Zika. Dessa forma, novamente a

WAMA Diagnóstica reafirma sua posição de destaque

no mercado, oferecendo a seus clientes mais um

kit certificado pelo rígido controle de qualidade ao

qual seu portfólio de produtos é submetido.

- Apresentações: 10, 20 e 40 testes.

Relacionamento WAMA Diagnóstica:

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 105


INFORME DE MERCADO

Testes de coagulação são aliados no prognóstico de pacientes de Covid-19

Com a incidência de tromboses em pacientes internados pela doença em estado grave, testes de coagulação, como D-dímero, Tempo de

Protrombina (TP) e Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado (TTPa), tornaram-se indicadores importantes para os hospitais.

O Tubo de Coagulação VACUETTE® possui

parede dupla, conhecido também como tubo

“sanduíche”. O tubo externo é de polietileno

tereftalato (PET), ideal para garantir a duração

do vácuo, além da alta transparência. O tubo

interno é de polipropileno (PP) que impede a

evaporação do citrato, além de ser ideal para os

parâmetros de coagulação sensíveis devido às

suas propriedades inertes.

Um estudo publicado por um grupo francês, em

maio de 2020, na revista Intensive Care Medicine1,

evidencia o aumento de ocorrências de eventos

pró-trombóticos, principalmente tromboembolia

pulmonar, em pacientes que apresentam quadros

clínicos graves de infecção por Covid-19.

Com a urgência da situação atual gerada pela

pandemia do Novo Corona Vírus (Sars-CoV-2), estudos

sobre o tema foram intensificados em todo

o mundo em tempo recorde e, a partir dos artigos

publicados nos últimos meses, ainda é possível

observar a existência de variáveis no consenso dos

pesquisadores sobre o exato processo de desenvolvimento

e consequências de coagulopatias e

quadros pró-trombóticos em pacientes graves internados

com Covid-19. Porém, o diagnóstico frequente

de problemas de coagulação, provenientes

de sepse gerada pelo agravamento da infecção3, é

uma realidade e que tornou os testes de Tempo de

Protrombina (TP), Tempo de Tromboplastina Parcial

Ativado (TTPa) e, principalmente o D-dímero,

entre outros, realizados por meio de análise da

amostra de sangue do paciente, importantes para

orientar a necessidade da administração de terapias

anticoagulantes a fim de evitar a ocorrência

de tromboses e, consequentemente, agravamentos

que podem levar ao óbito.

Além disso, resultados destes testes fora dos

parâmetros regulares se tornaram indicadores relevantes

sobre o agravamento do prognóstico do

paciente e, portanto, apontam para a necessidade

de maior acompanhamento e cuidados mais intensivos.

Por outro lado, a melhora de resultados

relacionados a coagulação, ajudam a identificar a

estabilização do paciente.

No Brasil, a Agência Nacional de Saúde Complementar

incluiu, em 29 de maio de 2020, o D-dímero

entre os exames de cobertura obrigatória dos planos

de saúde para monitoramento de pacientes de

Covid-19. Segundo a Agência: “O procedimento já é

de cobertura obrigatória pelos planos de saúde, porém,

ainda não era utilizado para casos relacionados

à Covid-19. É um exame fundamental para diagnóstico

e acompanhamento do quadro trombótico

e tem papel importante na avaliação prognóstica na

evolução dos pacientes com Covid-19” 3.

Dentre os diversos produtos essenciais para uma

coleta de sangue a vácuo com qualidade e segurança,

os Tubos para Coagulação VACUETTE® da

Greiner Bio-One, podem ser utilizados para a realização

dos testes de Tempo de Protrombina (TP),

Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado (TTPa)

e D-dímero para acompanhar os indicadores de

coagulação desses pacientes.

Os tubos contêm solução de citrato de sódio

tamponado nas concentrações de 3,2% ou 3,9%

e a marca de preenchimento no formato de seta

indica o volume mínimo e máximo, como também

o volume nominal, o que garante a quantidade

de sangue correta para a proporção do

aditivo. A tampa de rosca evita o efeito aerossol e

garante mais segurança durante a centrifugação e

o transporte das amostras.

A marca VACUETTE® possui a marcação CE (Comunidade

Europeia) e certificação do FDA (Food

and Drug Administration – Estados Unidos da

América). A Greiner Bio-One é certificada pela ISO

9001 e ISO 13485 e cumpre os requisitos de Boas

Práticas de Fabricação exigidos pelo órgão regulador

nacional, a ANVISA.

Referências:

1 - Anticoagulação e Covid-19: o que temos até agora?. Disponível em:

.

2 - Anticoagulant treatment is associated with decreased mortality in

severe coronavirus disease 2019 patients with coagulopathy. Disponível em:

.

3 - Abnormal coagulation parameters are associated with poor prognosis

in patients with novel coronavirus pneumonia. Disponível em: . 4 - COVID-19: planos de

saúde incluirão mais 6 exames na lista obrigatória. Disponível em: .

Coronavírus: qual o papel da anticoagulação em pacientes graves?. Disponível

em: .

High risk of thrombosis in patients with severe SARS-CoV-2 infection: a

multicenter prospective cohort study. Disponível em: .

Para saber mais, acesse: www.gbo.com.br,

ou entre em contato: info@br.gbo.com.

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


your power for health

TUBOS DE COLETA A VÁCUO

VACUETTE ®

Os tubos para coagulação VACUETTE ® são ideais para análises mais

seguras e confiáveis.

GREINER BIO-ONE

SUA ALIADA NO COMBATE DA

COVID-19

Tubo de parede dupla, sendo a exterior de PET, que garante a duração do vácuo e

a alta transparência. O tubo interno de PP impede a evaporação do citrato, além de

ser ideal para os parâmetros de coagulação sensíveis, devido às suas

propriedades inertes.

A tampa de rosca traz mais segurança e facilidade no momento da abertura, seja

manual ou automatizada em equipamentos destampadores.

Marca de preenchimento que proporciona o volume de sangue ideal em relação a

quantidade de aditivo.

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Ideal para testes de coagulação, como

D-dímero, Tempo de Protrombina (TP) e Tempo

de Tromboplastina Parcial Ativado (TTPa) em

pacientes de COVID-19.

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INFORME DE MERCADO

Não é apenas água potável pura que salva vidas

A água é usada em praticamente todos os aspectos de testes clínicos importantes e, quando há vidas em risco, não há margem para erros.

Mas quão pura é a água no seu laboratório?

Por que escolher o ELGA LabWater?

Na ELGA LabWater, nos especializamos em engenharia,

serviço e suporte de sistemas de purificação

de água. Nosso design de produto incomparável

conquistou reconhecimento e prêmios

internacionais, mas não termina na pureza - inovamos

continuamente com inestimáveis recursos

digitais e ergonômicos e fáceis de usar.

Água, Água em todo lugar ...

Desde que Galileu pulou da banheira gritando

‘Eureka!’, A ciência depende da água. Em nenhum

lugar isso é mais verdadeiro do que em um laboratório

clínico. Desde a alimentação de estações

de processamento para lavagem de cubetas e

sondas até seu uso como diluente de amostras,

detergentes ou reagentes, quando se trata de

trabalho de laboratório, a água é onipresente e

a pureza é fundamental. A água impura leva a

resultados imprecisos, e essa imprecisão em um

ambiente clínico - na melhor das hipóteses, leva

ao custo em tempo e dinheiro da repetição dos

testes e, na pior das hipóteses - pode levar a conclusões

perigosamente imprecisas.

Pequenas impurezas podem realmente

ser tão ruins?

Em suma, sim, absolutamente. Os banhos de

incubação podem se tornar um terreno fértil a

partir de apenas algumas bactérias, resultando

potencialmente em resultados abrangentes

e imprecisos dos pacientes. Água impura em

uma estação de lavagem pode causar calibração

imprecisa da sonda e contaminação cruzada da

amostra de um paciente para o outro. Esses são

apenas dois erros de ‘fácil execução’ que podem

ter sérios impactos no tratamento do paciente,

mas existem muitos, muitos outros ‘pontos críticos’

envolvendo água.

Vidas, tempo e dinheiro

Vidas, saúde e processos não são o único

custo da impureza; também há o custo monetário.

As impurezas não apenas levam a

resultados de testes não confiáveis ou inconsistentes

(incorrendo em repetições dispendiosas),

mas a filtragem ruim pode levar a

uma alta carga bacteriana, danificando equipamentos

sensíveis e levando a um tempo de

inatividade caro (sem mencionar irritante)

para manutenção e, como todos sabemos,

tempo é dinheiro.

Tenha certeza da pureza

A melhor maneira de garantir a pureza é

garantir que o analisador receba um suprimento

constante de CLRW (Água Reagente

do Laboratório Clínico), independentemente

da qualidade da água de alimentação. Endossada

pelo College of American Pathologists,

a especificação CLRW leva em consideração

todos os obstáculos no caminho da pureza

certa, desde contaminantes iônicos e partículas

até bactérias, orgânicos e sílica, especificando

uma quantidade máxima absoluta

aceitável para cada um. Em outras palavras,

se não é compatível com os requisitos CLRW,

não tem certeza da pureza.

Sobre a Veolia

O grupo Veolia é a referência mundial em

gestão otimizada dos recursos. Presente nos

cinco continentes com mais de 171000 colaboradores,

o Grupo concebe e implementa

soluções para a gestão da água, dos resíduos e

da energia, que fomentam o desenvolvimento

sustentável das cidades e das indústrias. Com

suas três atividades complementares, Veolia

contribui ao desenvolvimento do acesso aos

recursos, à preservação e renovação dos recursos

disponíveis.

Em 2018, o grupo Veolia trouxe água potável

para 95 milhões de habitantes e saneamento

para 63 milhões, produziu cerca de 56 milhões

de megawatt/hora e valorizou 49 milhões de

toneladas de resíduos. Veolia Environnement

(Paris Euronext : VIE) realizou em 2018 um

faturamento consolidado de 25,91 bilhões de

euros. www.veolia.com

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 3888-8782

rafaela.rodrigues@veolia.com

0 108

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Por que é tão importante identificar a Síndrome

Respiratória Aguda Grave sem causa especificada?

Ainda mais preocupante do que o aumento do

número de casos de COVID-19 no Brasil são os

casos que ficam sem diagnóstico definido como

agente causador de uma Síndrome Respiratória

Aguda Grave (SRAG).

INFORME DE MERCADO

Os casos de SRAG não especificados aumentaram

consideravelmente em todo país. Boletins

epidemiológicos das secretarias de saúde dos

Estados mostram que no mês de maio de 2019

houve 9.400 casos de SRAG não especificados

no Brasil, enquanto no mesmo período de 2020

foram 57.270 casos.

O Estado de São Paulo teve a maior elevação: foram

25.299 casos em 2020 e 3.103 no ano anterior.

O diagnóstico diferencial é imprescindível

porque direciona a conduta médica, permitindo

prever o curso natural da doença e a sua

gravidade. Também orienta o tratamento e

as medidas de precaução de contato, que são

fundamentais no controle da disseminação de

infecções virais. Permite ainda o planejamento

farmacoeconômico na gestão de medicamentos,

EPIs e profissionais necessários.

Não solicitar testes deixa uma lacuna em todo

país, sem ter parâmetros para identificar se há uma

epidemia de um ou mais patógenos respiratórios.

Soluções completas em diagnóstico

A Mobius Life Science oferece as seguintes

soluções para identificação de patógenos

respiratórios:

Kit XGEN Multi PR20: teste molecular

multiplex que faz a identificação de 20 patógenos

respiratórios com apenas uma amostra,

incluindo Influenza A e B, vírus sincicial respiratório,

adenovírus e outros.

Kit XGEN Master COVID19: identificação

molecular do vírus SARS-CoV-2 com kit de

alta produtividade, em que é possível testar

94 pacientes em apenas 1h10.

Saiba mais:

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Conheça a experiência GTgroup e surpreenda-se!

Somos fiéis a nossa Missão: atender todo o

território nacional com qualidade e excelência!

E temos ciência do quão desafiador isso pode

ser; porque não basta uma declaração institucional

para dizer ao mercado quem somos, queremos

alcançar esse reconhecimento por parte

de nossos clientes, através da satisfação com os

produtos e serviços que ofertamos.

Trabalhamos sob uma conduta ética que prioriza

a transparência em todas as nossas relações

comerciais. Isso nos confere o diferencial de

uma empresa que está com os olhos atentos

ao mercado, e sobretudo atentos aos desejos e

necessidades dos clientes. Podemos dizer que a

GTgroup passa por uma metamorfose constante.

Adequamos o nosso jeito de fazer à realidade

de cada parceiro ou cliente; temos um atendimento

personalizado, uma logística que busca

as melhores condições e prazos para atender a

qualquer laboratório do país, onde quer que ele

esteja, e uma equipe altamente qualificada para

gerar a melhor experiência de compra.

As metas são ousadas, mas não apenas no que

diz respeito à receita anual, mas principalmente

à nossa participação no mercado. Estamos

avançando, mas acreditamos que tudo o que

conquistamos até aqui, ainda é só o início de uma

jornada de muito sucesso. Portanto tratamos

cada próximo passo com o devido cuidado, para

sermos mais sólidos, mais fortes e mais inovadores

quanto possível. E por falar em inovação, você

não perde por esperar o que a GTgroup ainda tem

para lhe mostrar nesse ano de 2020. Continue

acompanhando as nossas redes sociais e demais

canais de comunicação, irá se surpreender!

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

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INFORME DE MERCADO

Novo Analizador Yumizen H550

Hematologia em todos os lugares e além

A HORIBA Medical apresenta o

Yumizen H550, o mais novo

membro da família de analalizadores

hematológicos Yumizen. Baseado

em tecnologias comprovadas

e inovadoras, o Yumizen H550

responde à necessidade de um

analisador robusto e não requer

manutenção do usuário.

O Yumizen H550 é um sistema de

hematologia compacto com carregamento

automático integrado de rack

de amostra. Ele fornece ao operador

uma capacidade total de 40 tubos

com carga contínua. Baseado em

tecnologias comprovadas e inovadoras,

o Yumizen H550 responde à

necessidade de um analisador robusto

e não requer manutenção do usuário.

A fim de garantir um processo

confiável, o Yumizen H550 permite a

homogeneização automática de rack

e Identificação positiva de tubos. As

racks de 10 tubos são compatíveis

com o Yumizen H1500 / 2500.

Rapidez nos Resultados

Software de tela touchscreen de fácil utilização.

Menus abrangentes com gráficos e flags.

Fácil manuseio com treinamento mínimo do operador.

Sistema especialista em alarmes para o guia de interpretação.

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- O Whitediff® é um reagente exclusivo de lise isento de cianeto para

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medição de HGB e contagem e diferencial WBC.

- Com base na micro-amostragem de 20 µL de sangue total, o Yumizen H550 pode executar qualquer tipo de

amostra de sangue, incluindo pediatria.

- 27 parâmetros com WBC completo e 6 Diferencial : LYM%#, MON %#, NEU %#, BAS %#, EOS#% and LIC%#

(Células grandes imaturas).

- Parâmetros específicos para diagnóstico de anemias por deficiência de ferro e distúrbios por PLT: RDW-CV,

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

0 110

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


INFORME DE MERCADO

O Imunotest VDRL

O Imunotest VDRL é um teste de floculação,

não-treponêmico, para diagnóstico da

sífilis, através da pesquisa de anticorpos

(reaginas) no soro ou líquido céfalo-raquidiano

(LCR), tem como grande vantagem

sobre o VDRL clássico por consistir em uma

suspensão estabilizada e pronta para uso.

As “reaginas” que se encontram presentes

em indivíduos infectados pelo Treponema

pallidum, são detectados no soro pela reação

com um antígeno cardiolipínico purificado

e estabilizado. Sua metodologia e fácil

rápida e segura podendo se obter resultados

em até 5 minutos.

A sífilis é uma infecção sistêmica crônica,

causada pela bactéria Treponema pallidum,

transmitida por meio de ato sexual com indivíduo

infectado, ou verticalmente de mãe para

filho por via transplacentária. Considerada

uma doença sexualmente transmissível (DST),

é um grande problema de saúde pública, devido

à sua ampla distribuição mundial.

A sorologia VDRL (Venereal Diseases

Research Laboratory) é recomendada por

vários órgãos mundiais de saúde devido

ao seu baixo custo, facilidade de execução,

alta sensibilidade e especificidade,

reagindo entre cinco a seis semanas após

o início da infecção e duas a três semanas

após o aparecimento do cancro. O Imunotest

VDRL também pode ser utilizado para

o acompanhamento de casos tratados, na

sífilis em atividade a doença apresenta, habitualmente,

altos títulos de VDRL (maiores

ou iguais a 1/16 onde o título é indicado

pela última diluição da amostra que ainda

apresenta reatividade ou floculação visível).

Esta condição ou a elevação de títulos

do VDRL em quatro vezes ou mais, comparativamente

ao último exame realizado,

justificariam um novo tratamento para indivíduos

previamente tratados.

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Gasometria SARSTEDT: Segurança e confiança no apoio ao

tratamentos clínico da Covid-19

A análises de gases sanguíneos, ou gasometria,

está muito presente nas discussões médicas

atuais que têm como pauta exames para

acompanhamento da evolução de doenças

graves, como a Covid-19 por exemplo, já que

mostra o pH e as concentrações de oxigênio e

CO2 sanguíneos. Esses resultados são fundamentais

para a conduta terapêutica ser ajustada

de acordo com as condições do paciente.

Nesse âmbito, é de suma importância ressaltar

aspectos pré-analíticos fundamentais para a

confiabilidade do resultado, além de conforto

do paciente.

Um dos principais fatores relevantes para a

correta realização da coleta para gasometria

é o volume de sangue. É fundamental que

o volume esteja de acordo com o sugerido

pelo fabricante, para que não haja problemas

na proporção sangue/anticoagulante,

afim de evitar formação de micro coágulos

(que podem danificar gasômetros) ou até

mesmo a hemodiluição, que trará resultados

equivocados, levando a conclusões diagnósticas

irreais.

As seringas de gasometria da SARSTEDT,

de heparina lítica balanceada com cálcio

iônico, são as únicas do mercado que garantem

a coleta do volume correto, uma vez

que o êmbolo do dispositivo trava ao atingir

a quantidade exata, tanto na versão de 1ml

quanto na de 2ml.

Além desse benefício exclusivo, pode-se

utilizar a mesma amostra coletada para testes

bioquímicos, uma vez que o formato da

seringa de gasometria da SARSTEDT de 2ml

permite a centrifugação para separação da

porção plasmática do sangue. Isso evita desperdício

de amostra, principalmente quando

trata-se de pacientes com acessos difíceis e/

ou volemia comprometida.

Por fim, o dispositivo de coleta para gasometria

venosa e seus acessórios permitem que o

sangue seja coletado em punção única, dentro

da sequência de coleta comum de outros exames,

trazendo muito mais segurança ao profissional

de coleta e conforto ao paciente.

Assim, a gasometria SARSTEDT apresenta

diversos benefícios exclusivos no mercado

que trazem confiabilidade, segurança e cuidado

ao paciente, contribuindo com a medicina

diagnóstica no Brasil e no mundo.

www.sarstedt.com

0 112

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


Siemens Healthineers lança no Brasil teste sorológico para

COVID-19 que detecta anticorpos totais contra o SARS-CoV-2

A pandemia da COVID-19 tem feito com que diversos

profissionais e companhias da área de saúde se adaptem

a cenários diferentes, mudanças de protocolos e tratamentos,

o que significa aprendizados constantes. Em relação

aos exames laboratoriais essas mudanças também

tem ocorrido exponencialmente.

Recentemente no mercado estão disponíveis o Testes

Sorológicos, também realizados por meio de uma coleta

de sangue e capazes de determinar se o paciente teve contato

com o SARS-Cov-2 a partir da formação de anticorpos

como o IgM e IgG. A Siemens Healthineers, por meio da

sua área de Diagnóstico Laboratorial, lança no Brasil o ensaio

para detecção de anticorpos totais para a COVID-19,

incluindo IgM e IgG, pela metodologia de quimioluminescência

com éster de acridina, chamado Ensaio COV2T. Os

kits de COV2T apresentam maior sensibilidade e especificidade

clínica quando comparados aos ensaios que detectam

IgM e IgG, isoladamente, com especificade de 99,8%

e 100% de sensibilidade, após 14 dias do PCR-RT positivo.

A soroconversão por SARS-CoV-2 exibe um padrão

incomum (Figura 1). Ao contrário dos perfis típicos onde

IgM pode estar presente por vários dias ou semanas

antes que a IgG seja detectada, os estudos com o SARS-

-CoV-2 indicam que tanto a IgM quanto a IgG tornam-se

rapidamente detectáveis quase que simultaneamente e

quando não, com apenas alguns dias de diferença.5,6

Devido ao rápido aparecimento de IgG, durante a infecção

ativa por Sars Cov2, um teste IgG positivo por si só

não indica se o paciente se recuperou e não é mais uma

pessoa potencialmente transmissora do vírus.

Os dados publicados demonstram que o uso de um

teste de anticorpos totais apresentam uma melhor sensiblidade

aos testes que dosam IgM na detecção precoce

da resposta imune, quando comparado aos testes de

IgM e IgG isolados. Vale ressaltar que a sensibilidade

do ensaio também depende do antígeno escolhido que

pode influenciar significativamente no desempenho

comparativo entre os ensaios. A Siemens Healthineers,

com atenção ao presente momento da pandemia em

que o contágio é alto, preocupou-se em desenvolver

um ensaio de Anticorpos Totais SARS-CoV2 (COV2T) que

pode auxiliar com maior assertividade o diagnóstico do

paciente. Dentre as principais vantagens do teste, estão:

● Ajuda o diagnóstico da infecção pelo SARS-CoV-2

quando avaliado em conjunto com a clínica, epidemiologia

do paciente e outros exames como o RT-PCR;

● Importante contriubuição no diagnóstico de indivíduos

com suspeita da COVID-19, entre o 7°e o 13° dia, do

RT-PCR positivo, atingindo 97,% de sensibilidade;

● Em caso suspeito da COVID-19, tem aplicações de auxílio

ao diagnóstico clínico em conjunto com outros dados,

principalmente em situações em que o exame de RT-PCR

ainda não está disponível ou apresentou-se negativo;

● Colabora também no diagnóstico de pacientes assintomáticos

e/ou com sintomas leves, principalmente

após 14 dias do RT-PCR positivo, apresentando 100% de

sensibilidade;

● Os testes sorológicos colaboram no diagnóstico da infecção

pelo SARS-CoV-2 e a dosagem de anticorpos totais vem

se mostrando mais sensível do que o IgM e IgG isolado;

● Os ensaios sorológicos utilizados nos estudos publicados

até esta data demonstram que a IgG pesquisada

isoladamente apresenta sensibilidade inferior a 100%

mesmo após 14 dias do início dos sintomas;

● O posicionamento do Ministério da Saúde é que não

há evidências sobre o papel dos testes imunológicos no

rastreio de pessoas assintomáticas com o intuito de presumir

imunidade protetora adquirida1;

● A orientação do CDC2 é que a escolha de um teste

com uma especificidade muito alta, com 99,5% ou

mais, produzirá um alto valor preditivo positivo nas populações

testadas com prevalência


INFORME DE MERCADO

D-Dímero, um importante marcador em casos graves

de infecção por COVID-19

Registro ANVISA: 80117580611

Estudos publicados têm demonstrado que diversas

anomalias na cascata da coagulação são

recorrentes principalmente em quadros de pneumonia

grave causados por infecções pelo vírus

SARS-COV2, e em muitos estudos foram identificados

uma elevação significativa do D-Dímero.

Trabalhos publicados pelo The Journal of Thrombosis

and Haemostasis e o The Lancet, avaliaram

183 e 191 pacientes, respectivamente. Os níveis

de produtos de degradação de fibrina (FDP) e do

Dímero-D (DD) foram maiores em pacientes não

sobreviventes em comparação sobreviventes e

como esses níveis estavam aumentando ao longo

da permanência no hospital.

A Bio Advance disponibiliza o teste SelexOn

D-Dímero. Um sistema rápido, e com resultados

quantitativos precisos é possível realizar os testes

utilizando apenas 100µl de Sangue Total (EDTA).

O teste é direto, com apenas um passo e sem que

seja necessário a adição de reagentes e em apenas

10 minutos obtêm-se o resultado, além da praticidade

do dispositivo teste pode ser armazenado em

temperatura ambiente (2-30 °C).

Com uma faixa de leitura entre 100.0 ~

3000.0ng/mL, e valor de cut-off de 500ng/ml,

permite um monitoramento adequado para observar

os níveis de D-Dímero durante o tratamento.

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

contato@bioadvancediag.com.br

www.bioadvancediag.com.br

A J.R.EHLKE aposta em Nova linha de análise celular hematológica

Mindray - CAL 6000

de cada analisador retornará os racks de amostra

para verificação automática ou repetição de

reflexo. Amostras de emergência são permitidas

com resultados em tempo reduzido. Utilizando

adaptador com patente própria, vários tipos de

tubos são permitidos. Simplesmente seguindo

3 etapas de “load and go”, os usuários do SC-

120 podem obter lâminas finalizadas que estão

prontas para a revisão microscópica.

O CAL 6000 faz parte de uma nova geração

em análise celular de hematologia, para

bancada. A combinação de duas unidades de

analisadores hematológicos BC-6000 (amostras

de sangue total ou fluidos biológicos) e uma

unidade de SC-120 (automação em distensão e

corador de lâminas) perfaz a velocidade de 220

hemogramas/hora e 120 lâminas/hora. O CAL

6000 é um equipamento com três plataformas

de carregamento e três plataformas de descarregamento

contínuos com alta capacidade

de amostras. As esteiras de carregamento dos

analisadores hematológicos são bidirecionais,

sendo uma patente Mindray. O primeiro analisador

de hematologia permite a distribuição

rápida de amostras, melhorando a eficiência e

produtividade. Caso os resultados da amostra

acionem os critérios, o carregador automático

Para maiores informações, favor

consultar-nos.

J.R.Ehlke & CIA LTDA

www.jrehlke.com.br

Fone: +55 (41) 3352-2144

jrehlke@jrehlke.com.br

0 114

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


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INFORME DE MERCADO

Soluções para combater o COVID-19

Para coleta de amostras nasofaríngeas e

orais do novo cornavirus, a empresa traz

com exclusividade, SWAB descartável com

tecnologia FLOCKED, onde as fibras são

dispostas de forma perpendicular para otimizar

a coleta e a eluição da amostra nos

diversos meios de transporte disponíveis no

mercado. Produto é compatível com métodos

de biologia molecular (PCR) e entre

outros.

A Biomedica, empresa que atua no segmento

médico desde 1996, traz novas soluções para

combater o novo coronavírus, ampliando seu

portfólio de produtos de biologia molecular

para detectar e identificar o vírus SARS-CoV-2.

Novas parcerias estabelecidas com fabricantes

internacionais de produtos e insumos

voltados à alta tecnologia e inovação, ampliou

as soluções para o diagnóstico molecular para

facilitara a rotina de seu laboratório. Kits de

RT-PCR, extração e purificação automatizada e

manual de DNA/RNA e também material para

coleta de amostras oral e nasofarige agora estão

disponívies.

O teste PCR REAL TIME VIASURE SARS-CoV-2,

da fabricante CerTest Biotec é prático e acessível.

O kit possui material liofilizado, pronto para

uso, com todos os reagentes já dentro dos tubos

de análise da PCR. Detecta e identifica o novo

coronavírus (SARS-CoV-2, 2019) em amostras

clínicas de pacientes com sinais e sintomas de

infecção respiratória. O RNA extraído das amostras

é amplificado usando RT-PCR e detectado

usando sondas específicas para SARS-CoV-2.

O produto é um kit multiplex que detecta regiões

gênicas ORF1ab e N, conforme o protocolo

do Centers for Disease Control and Prevention

(CDC) da China, alinhado com as diretrizes da

World Health Organization.

Obtenha amostras de DNA/RNA mais puras e

maior rendimento através da utilização de extração

automatizada. Realize simultaneamente

48 extrações no equipamento MAELSTROM

4800, que possui tecnologia patenteada de homogeneização

por rotação. Essa técnica conta

com um manuseio de beads magnéticas revolucionário.

O produto TANBead Maelstrom 4800

incorpora essa nova tecnologia e oferece o melhor

desempenho para aplicação no diagnóstico

molecular e ciências da vida.

Extração manual de DNA/RNA também está

disponivel através do kit de purificação DNA/

RNA - Coluna Spin. O produto permite a extração

e purificação de RNA/DNA a partir de uma

variedade de materiais biológicos, como: SWAB

orofaríngeo e nasofaríngeo, soro, plasma e entre

outros. Os ácidos nucleicos purificados podem

ser analisados por PCR e outras técnicas.

O diagnóstico molecular está crescendo

cada vez mais como importante ferramenta

para o identificar com elevada eficácia

e segurança doenças infecciosas, doenças

hereditáriatraves, câncer, entre outros.

Sobre a Biomedica

A Biomedica, uma empresa comprometida

com o segmento da saúde há mais de 23

anos, oferece equipamentos e suprimentos

de alta tecnologia e inovação visando proporcionar

a melhoria da qualidade de vida

e saúde da população. Atenta às tendências

do futuro, atua no segmento de diagnóstico

molecular e biologia molecular há mais

de 4 anos, com ênfase no diagnóstico rápido

de doenças infecciosas e oncologia.

Biomedica Equipamentos e

Suprimentos LTDA.

SIA trecho 03 - lotes 625 - sala 230C

CEP 71200-030

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0 116

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


NEOLAB IMPORT - SWAB Estéril com Haste Plástica e Ponta de Rayon

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SWAB Estéril Haste Plástica - Rayon

Embalagem econômica ln Bulk - 100 unidades por pacote

CÓD. NLD606-1

SWAB Estéril Haste Plástica - Rayon

Embalagem individual - 100 unidades por pacote

INFORME DE MERCADO

ANVISA MS

nº 81140320020

Destinado a coleta de amostras biológicas

através da pele, boca, nariz ou garganta para

processamento de amostras e isolamento em

meio de cultura.

• Esterilizado por radiação ionizante: Livre

Dnase, Rnase e Pirogênios

• Comprimento da haste: 150mm

• Especificações da ponta: 1,5cm 15mm dia

Produto de uso único, descartar após uso.

O produto é apenas para uso laboratorial.

Entre em contato e saiba mais.

Tel.: 41 3146.0802 / 41 99202.7417

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Compre micropipetas com a calibração RBC

(acreditada) inclusa no preço

A ForlabExpress é um dos principais distribuidores

de micropipetas do Brasil e acaba de

inovar graças a sua estrutura própria de Laboratório

de Calibração para Microvolumes, acreditado

conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025.

A partir de agora, os clientes que comprarem

Micropipetas das marcas HTL Labmate e CAPP

Solo não precisarão pagar valor adicional pelo

certificado de calibração acreditado.

Optando pela compra destas marcas, ambas

de alta qualidade e aceitação no mercado brasileiro,

os clientes obtêm acesso automático ao

sistema ForlabExpress Webcal, onde podem

baixar seu certificado de calibração e controlar

a vida útil de seus instrumentos por meio de

um software intuitivo e acessível.

“Tornar a prática de assistência técnica e Calibração

de micropipetas mais acessível para os

clientes, por meio da execução de um serviço

de maior qualidade, velocidade e menor custo” é

obetivo da ForlabExpress com essa iniciativa, que

deverá ser ampliada para outras marcas no futuro.

Visite

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Tel: (21) 3563-9401

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

0 117


INFORME DE MERCADO

Nova linha de produtos da Binding Site: Freelite®

para detecção de Cadeias Leves Livres no Líquor

Com foco em fornecer a solução completa

e estar na vanguarda tecnológica, a Binding

Site trabalha sempre pensando em agregar

novos produtos ao menu já existente.

O produto Freelite® já muito conhecido,

utilizado e com importância clínica já demonstrada

em mais de 3.000 publicações

científicas, é o único kit comercial recomendado

pelas Diretrizes Internacionais

e Brasileiras para a dosagem de Cadeias

Leves Livres (CLLs) Kappa (κ) e Lambda

(λ) em soro. Mais especificamente, os anticorpos

policlonais do teste, reagem apenas

com as formas livres das cadeias leves proporcionando

uma medição quantitativa de

κ e λ livres no soro, cujo resultado pode ser

utilizado para diagnóstico, monitoramento

e prognóstico de pacientes com Mieloma

Múltiplo e outras Gamopatias Monoclonais.

Recentemente, a detecção e quantificação

de cadeias leves livres no líquor tem sido

extensivamente estudada, e a importância clínica

do exame tem sido demonstrada também no

diagnóstico de doenças do Sistema Nervoso

Central, como na Esclerose Múltipla (EM).

Sabemos que o exame para detecção de

bandas oligoclonais (OCB) no líquor é um

exame bem estabelecido e fundamental

nesses casos, mas que pode ser um tanto

quanto desafiador em sua realização.

Com isso, a Binding Site desenvolveu o exame

Freelite® Mx específico para amostras

de líquor, que pode auxiliar para o

entendimento de algumas questões inerentes

relacionadas a outros métodos já utilizados e

contribuir para o diagnóstico preciso. A quantificação

de cadeias leves livres e albumina

tanto no soro quanto no líquor, permite que

seja calculado o índice de cadeias leves livres

kappa e lambda; e o mesmo se elevado

pode auxiliar no diagnóstico de Esclerose, na

identificação de pacientes com Síndrome Clinicamente

Isolada com risco de evolução para

Esclerose Múltipla e ainda na diferenciação de

outras Doenças do Sistema Nervoso Central.

A utilização do exame Freelite® no líquor,

oferece sensibilidade diagnóstica equivalente

ou superior aos exames tradicionais,

garante confiança adicional por ser uma metodologia

automatizada e estabelecida para

amostras de líquor e facilidade na interpretação

dos resultados.

Cadeias leves livres

info@bindingsite.com.br

www.bindingsite.com.br

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2020


PATOCORDEL

PATHOCORDEL: A MOEDA DE OSLER

A propósito de um acontecimento verídico

que ocorreu com Sir William Osler, grande médico

canadense, e um alcoólatra pobre, em uma

rua de Montreal. O mendigo pediu-lhe uma

moeda e Osler, vendo seu estado de embriaguez,

vacilou em atendê-lo. Porém, disse-lhe

PATHOCORDEL: A MOEDA DE OSLER

Uma vez em Montreal

Foi Osler incomodado

Por um sujo e miserável

Mendigo embriagado.

“Uma moeda, senhor”

Rogava com insistência.

Osler, embora acuado,

Não perdeu a paciência.

“Bem conheço teu caráter

Não és um homem de sorte

O dinheiro te fará mal

Beberás até a morte!”

“Meu fígado tem falhado

Já pressinto a agonia

Deusas Parcas já me olham

Excitadas de alegria.”

Revista NewsLab | Jun/Jul 2020

com ironia, que a única “coisa valiosa” que ainda

lhe restava era o fígado. O mendigo respondeu

que lhe daria o fígado em troca. Semanas mais

tarde Osler deparou com o cadáver daquele

mendigo na Patologia para ser autopsiado. Ficou

arrependido e pesaroso por ter dado uma

“Dos bens que ainda tens”

Disse Osler com ironia

“Só o fígado tem valor

Por sem bom de “patologia.”

“Será seu, senhor, eu juro!”

Várias vezes repetiu

Obstinado, teimoso,

Que o mestre não resistiu.

Deu-lhe bonita moeda

Uma prata reluzente.

Foi seguindo seu caminho

Esquecendo o incidente.

Duas semanas após

A promessa foi cumprida.

Osler via pesaroso

Pobre homem já sem vida.

E no fígado constatou

Uma grande esteatose

Com alguns pseudolóbulos

Permeados por fibrose.

prata ao sofrido homem. Osler, além de grande

clínico, se interessava muito por patologia, fazendo

ou vendo autópsias.

(citação por E.Pontius, Am.J.Clin.Path., suplemento

fevereiro/1978 – Mecanismos para

financiar autópsias).

Era pois uma cirrose,

Ativa, descompensada,

E Osler disse baixinho

“Eta moeda mal dada”.

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

0 119


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