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Florestal_259Web

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MERCADO<br />

Novo picador florestal Thor combina robustez, potência, tecnologia e alta performance<br />

FORÇA E PRODUTIVIDADE<br />

CONJUNTO DE CORTE PROPORCIONA ALTO<br />

RENDIMENTO E SEGURANÇA NA OPERAÇÃO<br />

FLORESTAL<br />

ISSN 2359-4659<br />

<br />

ANO 26 Nº 259 FEVEREIRO 2024<br />

STRENGTH AND<br />

PRODUCTIVITY<br />

CUTTING CHAIN PROVIDES HIGH<br />

PERFORMANCE AND SAFETY IN<br />

FORESTRY OPERATIONS


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ACIMA E ABAIXO DO SOLO<br />

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SUMÁRIO<br />

FEVEREIRO 2024<br />

42<br />

RÁPIDA,<br />

RESISTENTE<br />

E EFICIENTE<br />

08 Editorial<br />

10 Cartas<br />

12 Bastidores<br />

14 Notas<br />

26 Coluna CIPEM<br />

28 Frases<br />

30 Entrevista<br />

40 Coluna<br />

42 Principal<br />

48 Estatística<br />

54 Espécie<br />

58 Tecnologia<br />

60 Transporte<br />

66 Solo<br />

74 Pesquisa<br />

78 Agenda<br />

80 Espaço Aberto<br />

48<br />

60<br />

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO<br />

09 BKT<br />

11 Bruno<br />

17 Carrocerias Bachiega<br />

71 D’Antonio Equipamentos<br />

51 Denis Cimaf<br />

02 Dinagro<br />

25 DRV Ferramentas<br />

53 Engeforest<br />

84 Envimat<br />

07 Envu<br />

77 Feldermann<br />

63 Felipe Diesel<br />

29 Fex<br />

19 Francio Soluções Florestais<br />

79 Fratex<br />

57 Hennings<br />

04 Himev<br />

67 J de Souza<br />

23 Lion Equipamentos<br />

65 Mill Indústrias<br />

75 NN Pandini<br />

39 Nordtech<br />

41 Oregon Tools<br />

35 Potenza<br />

69 Remsoft<br />

31 Rocha Facas<br />

73 Rodotrem<br />

13 Rotary-Ax<br />

27 Rotor Equipamentos<br />

82 Sparta Brasil<br />

15 Sumitomo<br />

81 Tech Forestry<br />

21 Tecmater<br />

37 Unibrás<br />

33 Vantec<br />

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Floresta<br />

Juntos,<br />

construímos um legado.<br />

Agora,<br />

vamos construir o futuro.<br />

Somos Envu, uma nova empresa<br />

com 50 anos de experiência<br />

Envu é uma nova visão para uma empresa com meio século de história no segmento<br />

de saúde ambiental, que detém um sólido portfólio de produtos comprovados e<br />

reconhecidos.<br />

Em cada uma de suas linhas de negócio, a Envu concentra seu trabalho na química e<br />

além, colaborando com os clientes para criar soluções que funcionarão hoje e no<br />

futuro.<br />

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EDITORIAL<br />

Largada forte<br />

Baterias recarregadas, planos traçados e hora de começar a<br />

corrida de 2024. Um ano cheio de novos desafios, novas metas e<br />

que vai demandar toda a força e pujança, que o segmento de base<br />

florestal já demonstrou ao longo da história. Continuar crescendo,<br />

fortalecendo suas raízes e mostrando para todos que o trabalho na<br />

floresta não para e seguirá voando ainda mais alto. A Revista REFE-<br />

RÊNCIA FLORESTAL deseja a todos seus leitores um ano de muito<br />

trabalho e muitas conquistas. Nesta edição, o Leitor irá conhecer os<br />

detalhes da 11H, a corrente de corte da Oregon, que alia potência,<br />

segurança e produtividade, as informações sobre um banco de<br />

dados sobre solo, novidades para o transporte florestal, as informações<br />

do maior relatório do SFB (Serviço <strong>Florestal</strong> Brasileiro) e uma<br />

entrevista exclusiva com Walter Rezende, presidente da GOFLOR<br />

(Associação de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas<br />

do Estado de Goiás), falando sobre sua atuação no desenvolvimento<br />

da silvicultura na região e os planos para o crescimento do mercado.<br />

2<br />

1<br />

Na capa dessa edição, a<br />

Corrente 11H da Oregon, que<br />

une robustez e produtividade<br />

A Revista da Indústria <strong>Florestal</strong> / The Magazine for the Forest Product<br />

www.referenciaflorestal.com.br<br />

Ano XXVI • Nº259• Fevereiro 2024<br />

MERCADO<br />

Novo picador florestal Thor combina robustez, potência, tecnologia e alta performance<br />

FORÇA E PRODUTIVIDADE<br />

CONJUNTO DE CORTE PROPORCIONA ALTO<br />

RENDIMENTO E SEGURANÇA NA OPERAÇÃO<br />

FLORESTAL<br />

STRENGTH AND<br />

PRODUCTIVITY<br />

CUTTING CHAIN PROVIDES HIGH<br />

PERFORMANCE AND SAFETY IN<br />

FORESTRY OPERATIONS<br />

ISSN 2359-4659<br />

<br />

ANO 26 Nº 259 FEVEREIRO 2024<br />

A STRONG BEGINNING<br />

Batteries are recharged, plans are drawn up, and it is time to<br />

start the 2024 race. It is a year with new challenges and new goals<br />

that will demand all the strength and vigor that the forest-based<br />

segment has already demonstrated throughout its history to continue<br />

growing, strengthening its roots, and showing everyone that<br />

the work in the forest does not stop and will continue to develop<br />

even more. REFERÊNCIA <strong>Florestal</strong> wishes all its readers a year of<br />

hard work and many achievements. In this issue, the Reader will get<br />

to know the details of 11H, Oregon’s cutting chain, which combines<br />

power, safety, and productivity, information about a soil database,<br />

news for forest transport, information from the extensive report<br />

from the Brazilian Forest Service (SFB) and an exclusive interview<br />

with Walter Rezende, President of the State of Goiás Association of<br />

Producers and Consumers of Planted Forests (Goflor), talking about<br />

his role in the development of forestry in the region and the plans<br />

for the growth of the market.<br />

Entrevista com<br />

Walter Vieira Rezende,<br />

presidente da GOFLOR<br />

Banco reúne 28 mil amostras com dados<br />

biológicos dos solos brasileiros<br />

3<br />

EXPEDIENTE<br />

ANO XXVI - EDIÇÃO 259 - FEVEREIRO 2024<br />

Diretor Comercial / Commercial Director<br />

Fábio Alexandre Machado<br />

fabiomachado@revistareferencia.com.br<br />

Diretor Executivo / Executive Director<br />

Pedro Bartoski Jr<br />

bartoski@revistareferencia.com.br<br />

Redação / Writing<br />

Vinicius Santos<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

Colunista<br />

Cipem<br />

Gabriel Dalla Costa Berger<br />

Depto. de Criação / Graphic Design<br />

Fabiana Tokarski - Supervisão<br />

criacao@revistareferencia.com.br<br />

Tradução / Translation<br />

John Wood Moore<br />

Depto. Comercial / Sales Departament<br />

Gerson Penkal<br />

comercial@revistareferencia.com.br<br />

fone: +55 (41) 3333-1023<br />

Depto. de Assinaturas / Subscription<br />

assinatura@revistareferencia.com.br<br />

0800 600 2038<br />

ASSINATURAS<br />

0800 600 2038<br />

Periodicidade Advertising<br />

GARANTIDA GARANTEED<br />

Veículo filiado a:<br />

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,<br />

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,<br />

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,<br />

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente<br />

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor<br />

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em<br />

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais<br />

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,<br />

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos<br />

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são<br />

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos<br />

direitos autorais, exceto para fins didáticos.<br />

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication<br />

directed at the producers and consumers of the good and services of the<br />

lumberz industry, research institutions, university students, governmental<br />

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked<br />

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself<br />

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns<br />

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,<br />

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage<br />

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual<br />

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited<br />

without the written authorization of the holders of the authorial rights.<br />

08 www.referenciaflorestal.com.br


CARTAS<br />

PRÊMIO REFERÊNCIA<br />

Confira a cobertura completa da festa de premiação do setor de base florestal<br />

A Revista da Indústria <strong>Florestal</strong> / The Magazine for the Forest Product<br />

SOLUÇÃO VERSÁTIL<br />

TRAILER LEVA MOBILIDADE,<br />

CONECTIVIDADE, SEGURANÇA E AFIAÇÃO<br />

DE ALTA PERFORMANCE PARA O CAMPO<br />

Capa da Edição 258 da<br />

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,<br />

mês de dezembro de 2023<br />

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Ano XXV • Nº258• Dezembro 2023<br />

VERSATILE SOLUTION<br />

TRAILER LEADS MOBILITY, CONNECTIVITY, SAFETY<br />

AND HIGH-PERFORMANCE SHARPENING IN THE FIELD<br />

PRINCIPAL<br />

Por Mário dos Santos - Bragança Paulista (SP)<br />

A criatividade dentro do segmento precisa ser valorizada. Essa solução da<br />

DRV parece simples, mas supre de uma vez só uma série de demandas da<br />

operação no campo.<br />

BASE FLORESTAL<br />

Foto: Fabiano Mendes<br />

Por Miguel Soares - Astorga (PR)<br />

Como é bom ver em números o crescimento do setor. Isso é a<br />

prova de que a indústria florestal brasileira está no caminho certo.<br />

PRÊMIO MELHORES DO ANO<br />

Por Elizete Nogueira - João Pinheiro (MG)<br />

Uma festa linda, que une informação e reconhecimento. Parabéns à Revista<br />

REFERÊNCIA por valorizar o setor e premiar quem faz a diferença.<br />

Foto: Emanoel Caldeira<br />

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10 www.referenciaflorestal.com.br<br />

Revista Referência <strong>Florestal</strong><br />

@referenciaflorestal<br />

@revistareferencia9702<br />

E-mails, críticas e sugestões podem ser<br />

enviados também para redação<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

Mande sua opinião sobre a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL<br />

ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


ULTRAPASSANDO OS LIMITES<br />

DA EXCELÊNCIA!<br />

Com uma capacidade incrível de produção de cavaco de eucalipto superior<br />

a 500m³/h e cavacos de supressão nativa de alta densidade superior a<br />

300m³/h, o THOR é a força que a sua operação precisa.<br />

tão impressionantes quanto o seu irmão mais forte da mesma linha, o<br />

TITAN. Acredite na potência, na excelência, e na tradição de quem realmente<br />

conhece o que faz.<br />

Aposte no THOR. Aposte na Bruno.<br />

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BASTIDORES<br />

Revista<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

FEIRA<br />

Durante a feira Exposul em Curitibanos (SC), o diretor<br />

comercial da Revista REFERÊNCIA FLORESTAL, Fábio<br />

Machado, teve a oportunidade de ter uma ótima<br />

conversa com o diretor da empresa Vale do Tibagi,<br />

Henrique Leopoldo Janacievicz (Nico), no stand da Fex.<br />

VISITA<br />

O diretor comercial da Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,<br />

Fábio Machado, esteve em Lages (SC) visitando a empresa<br />

J de Souza do diretor Anderson de Souza. A REFERÊNCIA<br />

FLORESTAL e a J de Souza são parceiras desde 2003 e em<br />

setembro de 24, a J de Souza será a capa da edição.<br />

ALTA<br />

FEVEREIRO 2024<br />

INDÚSTRIA OTIMISTA<br />

QUEIMADAS MAIS FORTES<br />

O último mês do ano para a indústria, geralmente, é<br />

Uma área de mais de 17,3 milhões de ha (hectares) foi<br />

marcado pela redução na produção e no contingente<br />

queimada no Brasil em 2023, tamanho maior que o<br />

de trabalhadores empregados no setor. Entretanto, em<br />

território de alguns Estados, como Acre ou Ceará. Houve<br />

aumento de 6% em relação a 2022, quando 16,3<br />

2023, essa desaceleração aconteceu de forma mais<br />

branda que o normal, segundo a Sondagem Industrial,<br />

milhões de ha foram atingidos pelo fogo. Os dados<br />

pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria).<br />

são da plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas.<br />

O índice de evolução da produção industrial atingiu<br />

Segundo informações da Agência Brasil, a área total<br />

42,2 pontos em dezembro de 2023. Abaixo da linha<br />

queimada no ano passado corresponde a aproximadamente<br />

2% do território brasileiro. O pico das quei-<br />

dos 50 pontos, o indicador representa uma redução<br />

no nível de produção em relação ao registrado em<br />

madas aconteceu nos meses de setembro e outubro,<br />

novembro de 2023. Apesar disso, o indicador está 0,4<br />

atingindo 4 milhões de ha. Em dezembro de 2023, 1,6<br />

pontos acima da média dos meses de dezembro da<br />

milhão de ha foram queimados no país, maior área<br />

série histórica, de 41,8 pontos. Já o indicador de evolução<br />

do número de empregados na indústria atingiu<br />

para o mês desde 2019, quando começou a série histórica.<br />

De acordo com o MapBiomas, o aumento se deve,<br />

47,9 pontos em dezembro de 2023, mas também<br />

principalmente, às queimadas na região Amazônica e,<br />

segue acima da média histórica, de 46,8 pontos.<br />

também, no Cerrado brasileiro.<br />

12 www.referenciaflorestal.com.br<br />

BAIXA


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sabres<br />

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Facas para picadores<br />

Todos os caminhos<br />

levam ao número 1<br />

do corte florestal!


NOTAS<br />

Nova direção<br />

No final de 2023, a AGEFLOR (Associação Gaúcha de Empresas Florestais), realizou uma assembleia geral ordinária,<br />

em que foi definida a eleição dos órgãos diretivos do biênio 2024-2025, aprovação do orçamento para 2024 e assuntos<br />

gerais da AGEFLOR. Daniel Chies, da Madem, será o novo presidente na próxima gestão, sucedendo Luiz Augusto Alves.<br />

Seguindo a ordem do dia, Ruter Disarz apresentou o orçamento para o próximo ano, aprovado pelos presentes. Na sequência,<br />

durante o almoço, o deputado estadual Carlos Búrigo dissecou o trabalho da Frente Parlamentar da Silvicultura da<br />

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a qual preside.<br />

Estiveram presentes representantes do Conselho Consultivo da AGEFLOR: AFUBRA (Associação dos Fumicultores do<br />

Brasil), AGAFLOR (Associação Gaúcha de Florestadores), FAMRUS (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande<br />

do Sul) SINDIMADEIRA-RS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias Madeireiras, Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Esquadrias,<br />

Marcenarias, Móveis, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeiras do Estado<br />

do Rio Grande do Sul) e UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e os ex-presidentes Flavio Arruda Dutra e Diogo<br />

Leuck. Antes da Assembleia, a diretoria esteve reunida para sua XX Reunião da gestão 2022-2023.<br />

Fotos: divulgação Ageflor<br />

14 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS<br />

Foto: divulgação<br />

Santa Catarina bem representada<br />

Anualmente, a Revista Forbes lista as 100 maiores empresas do agronegócio no país. Na edição de 2023, quatro associadas<br />

estão entre este grupo. De acordo com a publicação, o ano de 2022 não foi dos melhores para a economia brasileira,<br />

com exceção do agronegócio. Entre as 100 empresas listadas entre as maiores, o faturamento médio foi de 20,2% maior em<br />

relação a 2021. Outro indicativo de comparação apresentado na pesquisa foi o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)<br />

brasileiro: 2,9%. Somadas, as receitas dessas companhias foram de R$ 2,23 trilhões, ou 22,5% do PIB.<br />

Parte dos dados são do sistema S&P Capital IQ Pro, gerido pela S&P, e parte foi fornecido pelas próprias empresas. Na<br />

maioria dos casos, foram considerados os resultados do ano calendário de 2022, com exceção das empresas de agroenergia,<br />

que divulgam seus números no ano safra da cana-de-açúcar, que vai de abril do ano corrente a março do ano seguinte.<br />

Nesse ano, quatro associadas da ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais) marcaram presença no top 100 da<br />

revista.<br />

A melhor colocada foi a Klabin, na vigésima posição. A empresa fundada há 134 anos tem receitas anuais na casa dos<br />

R$ 20 bilhões. Segundo informações da própria empresa, a Klabin planta cerca de 90 árvores por minuto para manter sua<br />

produtividade. A Berneck ficou na posição de número 74, com receitas anuais na casa dos R$ 3 bilhões. Recentemente,<br />

a empresa recebeu o aval ambiental para operar uma indústria em Lages (SC), com um investimento na ordem de R$ 1,6<br />

bilhão.<br />

Na nonagésima oitava posição vem a Irani Papel e Celulose, empresa de Vargem Bonita (SC). Com receitas aproximadas<br />

de R$ 1,7 bilhão, a Irani fez um grande investimento na growpack, startup que desenvolve embalagens sustentáveis<br />

fabricadas a partir de resíduos da produção agrícola. E na penúltima posição da lista está a Guararapes, com receitas de R$<br />

1,6 bilhão ao ano. A empresa, que completa 40 anos em 2024, investiu na fábrica de Caçador (SC) em 2023, um valor que<br />

superou a cifra de R$ 1 bilhão.<br />

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NOTAS<br />

Destaque na<br />

Exposul<br />

Uma das empresas que chamou atenção durante<br />

a Exposul, realizada em dezembro de 2023<br />

na cidade de Curitibanos (SC), foi a Rotary-Ax.<br />

Especialista em equipamentos de corte florestal,<br />

a Rotary-Ax se estabeleceu como uma das líderes<br />

de mercado no segmento florestal. O portifólio da<br />

empresa apresenta a seus clientes sabres, coroas<br />

de tração, ponteiras substituível, dentes de corte<br />

para Feller Buncher e mais recentemente facas<br />

para picador florestal. Cada um destes de acordo<br />

com a demanda específica do cliente, garantindo o melhor custo-benefício do mercado. E também a personalização de equipamentos<br />

para projetos específicos, trabalho no campo ou para serrarias.<br />

Bruno Porkote, comercial da Rotary-Ax, destacou o novo modelo de rebolo diamantado para afiação de corrente de corte<br />

que a empresa levou para a Exposul. “É um produto desenvolvido para tirar o máximo de rendimento da corrente de corte, são<br />

seis benefícios em um produto: é 100% balanceado; garante padronização na afiação; não necessita de gabarito e dressamento<br />

do rebolo; melhor acabamento da corrente após a afiação; preserva o equipamento e a saúde do operador por não gerar pó e<br />

corpo de alumínio para evitar acidentes de trabalho”, valorizou Bruno.<br />

Além desse lançamento, quem visitou o estande da Rotary-Ax conferiu toda a linha de dentes de corte para feller, dentes<br />

com overlap, a linha de facas para picadores de biomassa, coroas de tração, sabres para harvester e garra traçadora, ponteiras<br />

reforçadas e standards. “Uma linha completa para gerar os melhores resultados na operação florestal, com toda qualidade que a<br />

Rotary-Ax oferece”, concluiu Bruno.<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

18 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS<br />

Atenção com o fogo<br />

Os incêndios florestais de médias e grandes<br />

proporções atingem diversas cidades da Bahia<br />

há meses. Segundo o CBMBA (Corpo de Bombeiros<br />

Militar da Bahia), os incêndios florestais<br />

atingem as regiões norte, sudoeste, sul, o<br />

interior do Estado e a Chapada Diamantina. As<br />

chamas estão destruindo a vegetação nativa e<br />

têm causado problemas na flora e também na<br />

fauna, como a morte de espécies. Além disso,<br />

áreas particulares, tanto de grandes empresas<br />

quanto de pequenos produtores, também estão<br />

sofrendo com as queimadas.<br />

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as<br />

principais causas de incêndios dessa natureza<br />

são provocadas pela ação humana: queima para<br />

limpeza de terrenos baldios, queima para a preparação<br />

do solo para o plantio em propriedades<br />

agrícolas e queima de lixo nas proximidades de<br />

áreas de vegetação. Além desses hábitos perigosos,<br />

existem ainda os incêndios intencionais,<br />

ou criminosos, que, muitas vezes, são praticados<br />

por indivíduos interessados em invadir propriedades<br />

particulares para ocupação dos terrenos.<br />

Para contribuir com os demais esforços –<br />

das empresas associadas e instituições públicas<br />

– na prevenção e combate aos incêndios<br />

florestais no Estado, a ABAF (Associação Baiana<br />

de Empresas de Base <strong>Florestal</strong>) lançou a campanha:<br />

Floresta em fogo é problema de todos nós;<br />

que apresenta os danos causados pelo fogo sem<br />

controle, os cuidados a serem tomados, além<br />

de informar o que se deve fazer em caso de<br />

ocorrências. “O objetivo principal é sensibilizar a<br />

população em geral sobre a importância da prevenção<br />

e combate aos incêndios florestais, promovendo<br />

uma mudança de atitude. Queremos<br />

contribuir para a conscientização da sociedade<br />

sobre os impactos negativos ao meio ambiente<br />

e à sociedade; além de promover o engajamento<br />

social para preservação das florestas”, explica<br />

Mariana Lisbôa, presidente da ABAF.<br />

Esta é uma iniciativa da ABAF, que conta<br />

com o apoio de diversas instituições, como Corpo<br />

de Bombeiros Militar da Bahia, FAEB (Federação<br />

da Agricultura da Bahia), AIBA (Associação<br />

dos Produtores Irrigantes da Bahia) e SEMA-BA<br />

(Secretaria do Meio Ambiente do Estado da<br />

Bahia), que lidera o programa: Bahia Sem Fogo.<br />

Foto: divulgação<br />

20 www.referenciaflorestal.com.br


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NOTAS<br />

Teoria e prática<br />

Produção sustentável de mudas, práticas adequadas de manejo florestal e planejamento para colheita são aspectos<br />

decisivos para o destaque e sucesso de um empreendimento florestal. Com esse intuito o SENAR-SC (Serviço Nacional<br />

de Aprendizagem Rural de Santa Catarina), órgão vinculado à FAESC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado<br />

de Santa Catarina), promoveu, juntamente com o Sindicato Rural de Lages (SC), a Visita Técnica do Curso Técnico em<br />

Florestas, do polo de Lages, à empresa <strong>Florestal</strong> Rio das Pedras, localizada em Santa Cecília (SC). Os estudantes puderam<br />

conhecer a estrutura e rotinas de empresa, de forma a relacionar à prática com a teoria apresentada no curso. Segundo<br />

Sandra Mara Krefta., instrutora do curso, a turma acompanhou as etapas de produção florestal, iniciados pela fase de<br />

viveiro florestal, passando pelos processos de silvicultura até a colheita mecanizada florestal na fazenda da empresa.<br />

“Essa foi uma experiência de grande relevância para os alunos compreenderem o impacto e as oportunidades do profissional<br />

técnico em florestas”, avaliou Sandra.<br />

A visita foi guiada pelos representantes da empresa, o supervisor de viveiro florestal Igor Marcelo Tacheviski e o<br />

técnico em segurança do trabalho Cleiton Mello. Além da instrutora Sandra, os instrutores Luciano Lambert e Anieli Cioato<br />

de Souza também acompanharam os estudantes durante o momento e reforçaram que visitas técnicas contribuem<br />

de forma positiva na formação dos estudantes. Giseli Barbosa da Silva, estudante do curso, comentou que o curso está<br />

sendo fundamental no meu desenvolvimento pessoal e profissional, com trocas de experiências, aprendizagem e novas<br />

amizades. “A busca por conhecimento, a vontade de solucionar os entraves do dia a dia no campo, o ensino gratuito e<br />

de qualidade, são os motivos que me fazem seguir no curso, além de me proporcionar novas oportunidades dentro da<br />

empresa que já trabalho”, destacou Giseli.<br />

Foto: divulgação<br />

22 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS<br />

Dia nacional das RPPN<br />

Foto: divulgação<br />

No dia 31 de janeiro é celebrado o dia da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), que é uma UC (Unidade de Conservação)<br />

de domínio privado, responsável por conservar a diversidade biológica. Nelas, são permitidas atividades de pesquisas<br />

científicas e visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais, conforme previsto no plano de manejo.<br />

As RPPNs contribuem para a ampliação das áreas protegidas no país. Apresentam índices altamente positivos para a conservação,<br />

principalmente se considerada a relação custo e benefício. São facilmente criadas, em relação às outras categorias de UC.<br />

Possibilitam a participação da iniciativa privada no esforço nacional de conservação e contribuem para a proteção da biodiversidade<br />

dos biomas brasileiros.<br />

Uma RPPN pode pertencer à uma pessoa física ou jurídica. Transformar uma área em RPPN faz com que o direito de propriedade<br />

fique preservado. Além disso, há isenção do Imposto sobre IRT (Propriedade Territorial Rural) referente à área criada como<br />

RPPN. A área também tem prioridade na análise dos projetos pelo FNMA (Fundo Nacional do Meio Ambiente).<br />

Outra vantagem é a preferência na análise de pedidos de concessão de crédito agrícola, junto às instituições oficiais de crédito,<br />

para projetos a serem implementados em propriedades que contiverem RPPN. Dados do Instituto Chico Mendes de Conservação<br />

da Biodiversidade apontam que RPPN é a categoria de unidade de conservação federal mais numerosa do país. Um levantamento<br />

de 2022 indica 733 RPPNs espalhadas por todos os biomas, somando mais de 500 mil de ha (hectares) no Brasil.<br />

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Incluído no<br />

orçamento<br />

É preciso destacar que,<br />

além da importância<br />

socioeconômica, a<br />

produção madeireira<br />

contribui para<br />

a conservação<br />

das espécies<br />

arbóreas nativas e<br />

biodiversidade com<br />

a técnica do manejo<br />

florestal<br />

Manejo <strong>Florestal</strong>: Produção Sustentável<br />

em destaque no Plano Safra 2023/2024<br />

N<br />

o contexto do Plano Safra 2023/2024 em Mato Grosso a produção<br />

sustentável ganha protagonismo. Isso porque capta 17%<br />

dos R$ 5,8 bilhões em recursos disponíveis. A Linha Renovagro<br />

lidera, com R$ 1 bilhão liberado nos primeiros cinco meses. O<br />

Banco do Brasil se destaca, aumentando em 231% os financiamentos<br />

para manejo florestal, atingindo R$ 5,1 milhões.<br />

O Renovagro, substituto do Plano ABC, impulsiona o custeio do manejo<br />

florestal por meio da Linha Renovagro Ambiental. Esta iniciativa concilia a produção<br />

de madeira com serviços ambientais, preservando as florestas nativas.<br />

Além do Renovagro Ambiental, outras opções como Investe Agro e FCO Rural<br />

também financiam essa atividade. As taxas de juros variam de 7% a 8,5%, com<br />

limite de financiamento de R$ 5 milhões por ano. Os prazos de pagamento<br />

variam de 10 anos a 12 anos.<br />

É preciso destacar que, além da importância socioeconômica, a produção<br />

madeireira contribui para a conservação das espécies arbóreas nativas com a<br />

técnica do manejo florestal. O setor de base florestal é representado por 620<br />

indústrias associadas ao CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras<br />

de Madeira do Estado de Mato Grosso). No Estado são mais de 4,7 milhões<br />

de ha (hectares) de áreas manejadas, protegidas contra desmatamento.<br />

Esse setor gera aproximadamente 10 mil empregos diretos, sendo o quarto<br />

maior em postos de trabalho formais entre as indústrias de transformação em<br />

Mato Grosso. Em vários municípios as empresas madeireiras são a principal<br />

fonte de emprego, receita e impostos, contribuindo com R$ 66,2 milhões aos<br />

cofres do governo estadual em 2022. É imprescindível que os governos estadual<br />

e federal dediquem atenção a esse segmento.<br />

Em um cenário mais amplo, o Plano Safra 2023/2024, com um aumento<br />

de 26,8% em relação à edição anterior, disponibiliza R$ 364,2 bilhões em crédito<br />

rural, sendo uma iniciativa crucial para impulsionar o setor agropecuário.<br />

As operações de crédito podem ser contratadas até 30 de junho deste ano, o<br />

que sinaliza um horizonte promissor para o desenvolvimento sustentável no<br />

Estado.<br />

https://cipem.org.br<br />

Foto: divulgação<br />

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FRASES<br />

Foto: divulgação<br />

A indústria de embalagens<br />

é forte no Brasil. Só que o<br />

setor de celulose, assim<br />

como a questão do aço,<br />

está sofrendo com a<br />

invasão do papel imune<br />

que vem da Ásia<br />

Adriana Maugeri, presidente da AMIF<br />

(Associação Mineira da Indústria<br />

<strong>Florestal</strong>), sobre a competição com o<br />

mercado de produtos florestais chineses<br />

Queremos, por meio da<br />

câmara e com o apoio<br />

das entidades de classe,<br />

mostrar à sociedade a<br />

importância da fiscalização,<br />

assegurando que esta<br />

seja atendida com os<br />

melhores produtos e<br />

serviços provenientes das<br />

atribuições de profissionais<br />

habilitados<br />

Eleandro Brum, coordenador da Câmara<br />

Especializada de Engenharia <strong>Florestal</strong>, criada em<br />

janeiro de 2024<br />

Esse artigo serve de<br />

várias formas, inclusive<br />

com uma lista de<br />

espécies que pode<br />

oferecer subsídios para<br />

o proprietário de terra.<br />

Abre uma porta para<br />

o enriquecimento de<br />

restauração florestal com<br />

finalidade econômica,<br />

mais atrativa e atingindo<br />

múltiplos objetivos,<br />

como devolver serviços<br />

ecossistêmicos a<br />

determinadas áreas<br />

Pedro Medrado Krainovic, professor da FAPESP,<br />

que liderou uma pesquisa sobre recuperação de<br />

florestas nativas<br />

28 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA<br />

Força para<br />

CRESCER<br />

A Force for Growth<br />

Foto: divulgação<br />

ENTREVISTA<br />

E<br />

m um Estado onde a silvicultura não é tradicional,<br />

fortalecer as bases e criar uma cultura de plantio<br />

de árvores é uma missão para poucos. A GOFLOR<br />

(Associação de Produtos e Consumidores de Florestas<br />

Plantadas do Estado de Goiás) tem sido um porto seguro<br />

para apresentar e representar os plantadores de florestas<br />

da região. Walter Rezende, presidente da associação, relata<br />

sobre sua história, as realizações de sua carreira e os planos<br />

para o plantio de árvores no centro-oeste.<br />

I<br />

n a state where forestry is not traditional, strengthening<br />

the foundations and creating a culture of<br />

planting trees is a mission for few. The State of Goiás<br />

Association of Products and Consumers of Planted<br />

Forests (GOFLOR) has been a haven to present and represent<br />

forest planters in the Region. Walter Rezende, President of the<br />

Association, tells us a little about its history, accomplishments,<br />

and plans for planting trees in the Midwest.<br />

Walter<br />

Vieira Rezende<br />

ATIVIDADE/ ACTIVITY:<br />

Advogado, produtor rural e empresário. Atuou como presidente<br />

do Sindicato Rural de Catalão-GO, presidente da Cooperativa<br />

Agropecuária de Catalão - administração 1988 a 1992, presidente<br />

da Comissão Nacional de Silvicultura da CNA e presidente<br />

da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas<br />

do MAPA. Atualmente é presidente da GOFLOR (Associação dos<br />

Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas do Estado de<br />

Goiás) e Presidente da Comissão de Silvicultura da FAEG (Federação<br />

da Agricultura e Pecuária de Goiás)<br />

Walter Vieira Rezende is a lawyer, farmer, and businessman. He<br />

served as President of the Rural Union of Catalão-GO, President<br />

of the Agricultural Cooperative of Catalão - from 1988 to 1992,<br />

President of the National Forestry Commission of CAN, and President<br />

of the Sectorial Chamber of the Production Chain of Planted<br />

Forests of the Ministry of Agriculture and Livestock (Mapa). He is<br />

currently the President of the State of Goiás Association of Producers<br />

and Consumers of Planted Forests (Goflor) and President<br />

of the Silviculture Commission of the State of Goiás Federation of<br />

Agriculture and Livestock (Faeg)<br />

30 www.referenciaflorestal.com.br


Indústria e comércio ltda.<br />

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ENTREVISTA<br />

>> Como começou sua caminhada no segmento florestal?<br />

Sou advogado de formação e nessa área trabalhei para<br />

alguns grupos de siderurgia em Minas Gerais. Na época<br />

esses grupos compravam madeira nativa de Goiás e<br />

tinham a necessidade de plantar eucalipto para ter a<br />

reposição florestal. Por estar nesse meio, há 30 anos,<br />

vi a oportunidade de plantar eucalipto. Foram 15 anos<br />

plantando até que percebi uma baixa no mercado e me<br />

retirei. Fiquei 12 anos sem colocar uma muda no chão.<br />

Retomei a atividade recentemente e tenho visto um futuro<br />

muito promissor para a silvicultura em Goiás.<br />

>> Como foi a chegada à presidência da GOFLOR?<br />

Confesso que nunca foi minha intenção presidir a associação.<br />

Atuei como presidente da câmara setorial de<br />

florestas do Ministério da Agricultura e Pecuária e pude<br />

rodar nosso país e conhecer o trabalho de várias associações<br />

de classe presentes nos Estados, como Rio Grande<br />

do Sul, Mato Grosso do Sul, Bahia e tantas outras. Vi<br />

o trabalho bem feito em outros lugares e assim sugeri<br />

a criação de uma associação, que organizasse e representasse<br />

os produtores locais. Goiás é um Estado onde a<br />

silvicultura ainda engatinha e tem pouca relevância para<br />

a população e para a economia. Quando vemos nossos<br />

vizinhos aqui em Minas Gerais, por exemplo, a marca<br />

de um 1 milhão de ha (hectares) plantados já é uma<br />

realidade, para nós, em um dos últimos levantamentos<br />

feitos, não chegamos nem mesmo a 200 mil ha. Então<br />

nessa caminhada onde já tinha uma experiência em<br />

nível nacional, fui convidado e aceitei a tarefa de liderar<br />

a associação.<br />

>> Quais as principais ações da associação para o desenvolvimento<br />

da atividade na região?<br />

Antes de falar sobre as ações, gosto de apresentar nossa<br />

realidade. O que vemos aqui é que estamos muito atrás<br />

de outros Estados em relação as políticas públicas para<br />

a silvicultura. Além disso, nossa produção florestal, historicamente,<br />

esteve muito mais relacionada a produção<br />

de energia e não aos produtos de madeira ou celulose<br />

como nas outras potências florestais do Brasil. Nossas<br />

grandes indústrias de lacticínios e de secagem de grãos<br />

precisam muito da energia gerada pelo calor das caldeiras<br />

para entregar seus produtos e essa indústria é que<br />

foi primordialmente alimentada pelo segmento florestal<br />

de Goiás. Essa produção quase exclusiva para energia fez<br />

com que a oferta crescesse de maneira exponencial e a<br />

demanda se manteve, o que levou muitos produtores a<br />

abandonarem a silvicultura e partirem para culturas de<br />

produção anual. Dentro desse quadro, o que a associação<br />

mais trabalha é no fomento da atividade, buscando<br />

o apoio do poder público e, como já citei, cirando<br />

um bom ambiente para a produção florestal. E quero<br />

ressaltar que quando falamos nesse fomento junto ao<br />

poder público não estou falando de dinheiro, mas sim<br />

How did your journey in the forestry segment begin?<br />

I am a lawyer by training, and as such, I worked for several<br />

steel-making groups in the State of Minas Gerais. At the<br />

time, these groups bought native wood from Goiás and<br />

needed to plant eucalyptus to replace the forest. Being in<br />

this environment for 30 years, I saw the opportunity to plant<br />

eucalyptus. It took 15 years of planting before I noticed a<br />

lack of market, and I stopped. For 12 years, I did not put a<br />

seedling in the ground. I recently resumed the activity and<br />

see a promising future for forestry in Goiás.<br />

How did you become President of Goflor?<br />

I must confess that it was never my intention to preside over<br />

the Association. I served as President of the Ministry of Agriculture<br />

and Livestock Forestry Sector Chamber, and as such,<br />

I was able to travel around our Country and get to know<br />

the work of several class associations present in the states,<br />

such as Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Bahia, and<br />

many others. I saw the work well done in other places, and<br />

so I suggested the creation of an association that would organize<br />

and represent local producers. Goiás is a state where<br />

forestry is still in its infancy and has little relevance for the<br />

population and the economy. When we look at our neighbors<br />

in the State of Minas Gerais, for example, the mark of<br />

1 million hectares planted is already a reality. For us, in one<br />

of the last surveys carried out, we had not even reached 200<br />

thousand hectares. So, in this journey, where I already had<br />

experience at the national level, I was invited and accepted<br />

the task of leading the Association.<br />

What are the Association’s main actions for the development<br />

of the activity in the Region?<br />

Before talking about our actions, I like to present our reality.<br />

What we see here is that we are far behind other states in<br />

terms of public policies for forestry. In addition, our forest<br />

production, historically, has been much more related to energy<br />

production and not to wood or cellulose products as in<br />

the other forest powers of Brazil. Our large dairy and grain<br />

drying industries use a lot of energy generated by the heat<br />

from the boilers to produce their output, and the forestry<br />

segment in Goiás primarily fed these companies. This almost<br />

exclusive production for energy caused the supply to grow<br />

exponentially while the demand remained the same, which,<br />

as a result, led many producers to abandon forestry and<br />

move to annual crop production. Within this framework,<br />

what the Association works the most on is the promotion<br />

of the activity, seeking the support of the public authorities,<br />

and, as I have already mentioned, creating a suitable environment<br />

for forest production. And I want to emphasize that<br />

when we talk about this promotion with the government, I<br />

am not speaking about money but about favorable legislation<br />

that helps us to demonstrate that forestry is possible.<br />

What are the main points of Goflor’s actions?<br />

We work with three focuses of action: market, logistics, and<br />

productivity. Without these three, we can think of nothing.<br />

32 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA<br />

legislações favoráveis e que nos auxiliem a mostrar que<br />

a silvicultura é possível.<br />

>> Quais os principais pontos das ações da GOFLOR?<br />

Trabalhamos com três focos de ação: mercado, logística<br />

e produtividade. Sem esses três não podemos pensar<br />

em nada. Esse tripé é o que vai garantir o sucesso do<br />

nosso trabalho e o desenvolvimento das florestas plantadas<br />

por aqui. Um desses itens em desequilíbrio e já<br />

temos um problema. Por isso, trabalhamos para unir os<br />

produtores, criar credibilidade para o mercado e assim<br />

não convidar ninguém a vir plantar sonhos em Goiás,<br />

mas plantar uma realidade. A floresta de eucalipto é<br />

como qualquer outra cultura, depende de muito cuidado<br />

e esforço. É para isso que mostramos e direcionamos<br />

nossas ações.<br />

>> Como Goiás se tornou um polo produtor de madeiras<br />

nobres de reflorestamento?<br />

Isso parte de uma outra realidade que temos em Goiás:<br />

um polo moveleiro muito grande e muito forte. O que<br />

acontecia anteriormente é que a maioria dessa madeira<br />

era produzida em outros Estados. Alguns produtores<br />

viram essa oportunidade de mercado e trouxeram para<br />

Goiás o mogno africano, o cedro, a teca, com muita<br />

competência e assim alimentando nossa indústria interna.<br />

Temos uma área relativamente grande, dentro de<br />

tudo que fazemos por aqui, focada nessas culturas e os<br />

resultados que eles já apresentam chama muita atenção,<br />

não apenas de produtores locais, mas atrai os olhos<br />

para nossa realidade. Somos jovens ainda nesse mercado,<br />

mas já temos desbastes e até o corte de algumas<br />

dessas árvores fortalecendo nossa indústria de móveis.<br />

Na carona da madeira dura, temos também uma crescente<br />

no plantio de bambu, que tem se mostrado um<br />

mercado muito promissor para os produtores.<br />

>> Em relação aos produtos não madeireiros, há também<br />

uma crescente em Goiás com a seringueira. Como<br />

nasceu e se desenvolveu esse mercado?<br />

Somos exemplo nesse mercado. Falo isso com toda<br />

segurança. Temos 25 mil ha de seringueiras plantadas,<br />

principalmente na região de Goianésia, que desenvolveu<br />

árvores com alta produtividade e tem alimentado o mercado<br />

nacional. Temos o luxo e o orgulho de poder dizer<br />

que em Goiás está a maior produtividade de seringueiras<br />

do país. O problema é que esse segmento enfrenta<br />

um problema com a borracha produzida no sul da Ásia,<br />

que está tomando nosso mercado de assalto. Na realidade,<br />

os países que produzem a borracha do outro lado<br />

do mundo não possuem um padrão na regulamentação<br />

do trabalho, que se aplicássemos as mesmas condições<br />

de trabalho aqui, seriam tratadas legalmente como<br />

trabalho análogo à escravidão. Isso faz com que no final<br />

do dia, os preços fiquem muito mais baixos e seja uma<br />

competição desleal para o produtor nacional, que preza<br />

This tripod is what will guarantee the success of our work<br />

and the development of the planted forests here in the State.<br />

If one of these items is out of balance, we have a problem.<br />

That is why we work to unite producers, create credibility for<br />

the market, and thus not invite anyone to come and plant<br />

dreams in Goiás but to plant a reality. Eucalyptus forestry<br />

is like any other crop, and it depends on a lot of care and<br />

effort. This is what we demonstrate and direct our actions.<br />

How did Goiás become a producer of reforested hardwoods?<br />

This is based on another reality that we have in Goiás: a<br />

large and very robust furniture hub. Previously, most of this<br />

wood was produced in other states. Some producers saw<br />

a market opportunity and started to plant African mahogany,<br />

cedar, and teak in Goiás with great competence, thus<br />

feeding our internal industry. Among other activities, we<br />

have a relatively large area focused on these crops, and the<br />

results are already drawing a lot of attention to our reality,<br />

not only from local producers but also from outside. We are<br />

still new in this market, but we have already started thinning<br />

and even harvesting some of these trees, strengthening our<br />

furniture industry. In the wake of hardwood, we also have a<br />

growing number of bamboo plantations, which have proven<br />

to be an up-and-coming market for producers.<br />

In relation to non-timber products, there is also a growing<br />

production of rubber trees in Goiás. How was this market<br />

born and developed?<br />

We are an example in this market. I say this with complete<br />

confidence. We have 25 thousand hectares of planted rubber<br />

trees, mainly in the Goianésia Region, which has developed<br />

trees with high productivity and sells in the domestic market.<br />

We have the luxury and pride of being able to say that Goiás<br />

has the highest rubber tree productivity in the Country. The<br />

problem that this segment faces is a problem with rubber<br />

produced in South Asia, which is taking our market by storm.<br />

In reality, the rubber-producing countries on the other side<br />

of the world do not have a standard in labor regulation,<br />

which, if we applied the same working conditions here,<br />

would be legally treated as work analogous to slavery. This<br />

means that at the end of the day, prices are much lower, and<br />

it is an unfair competition for the national producer, who<br />

values not only productivity but also the dignity of workers.<br />

Did you play a direct role in the development of the National<br />

Plan for the Development of Planted Forests (Pndf)?<br />

The Plan is, in some ways, straightforward: it aims to target<br />

Brazil’s Forestry Sector. It is from this point that all the goals<br />

were defined so that each region can act to strengthen the<br />

activities. The general public doesn’t know it, but in some<br />

states, forest production exceeds 20% of state GDP, and this<br />

is very relevant. The Forestry Sector is already the third main<br />

segment within everything that encompasses agribusiness in<br />

Brazil. Creating this Plan was a natural response to demands<br />

that the industry already had. A point that I always like to<br />

34 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA<br />

não apenas pela produtividade, mas também pela dignidade<br />

dos trabalhadores.<br />

>> Atuou diretamente no desenvolvimento do PNDF<br />

(Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas)?<br />

O plano é de certa maneira muito simples: ele visa direcionar<br />

o setor florestal do Brasil. A partir desse norte<br />

é que foram definidas todas as metas para que cada região<br />

possa atuar para fortalecer as atividades. O grande<br />

público não sabe, mas em alguns Estados a produção<br />

florestal supera a casa dos 20% do PIB (produto interno<br />

bruto), e isso é muito relevante. O setor florestal já é<br />

o terceiro principal segmento dentro de tudo aquilo<br />

que engloba o agro do Brasil. Criar esse plano foi uma<br />

resposta natural a demandas que o setor já tinha. Um<br />

ponto que sempre gosto de valorizar do plano está nas<br />

áreas degradadas e com potencial de reflorestamento,<br />

nativo ou plantado, que muitos municípios têm e nem<br />

sabem como aproveitar. O planejamento foi feito para<br />

evitar que quem planta floresta fique desamparado e<br />

possa entender movimentos de mercado e estar seguro<br />

de sua atividade do plantio ao corte. Gosto de ressaltar<br />

que o PNDF, passou por uma série de discussões durante<br />

os anos, muitos desentendimentos entre setores e isso<br />

atrapalhava sua realização. Havia, de todas as partes,<br />

falta de vontade para tirar isso do papel. E quando fui<br />

chamado a liderar esse projeto tive a ajuda da EMBRAPA<br />

Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária),<br />

que abraçou a causa e contribuiu de maneira ímpar para<br />

o sucesso do PNDF. O conhecimento dos especialistas<br />

da EMBRAPA foi essencial para que pudéssemos fazer<br />

algo com o volume de informações e a qualidade que foi<br />

apresentada ao final do desenvolvimento. Tivemos uma<br />

ideia, mas a EMBRAPA foi quem deu vida ao PNDF.<br />

>> Em um Estado tradicionalmente agrícola, existe ainda<br />

muita desinformação em relação à silvicultura?<br />

Sim, e um dos nossos principais objetivos na associação<br />

é lutar contra essa desinformação. Nosso Estado tem<br />

sua tradição, sua história, mas não é 100% do nosso<br />

território que é agricultável. Temos o potencial de levar<br />

o desenvolvimento de várias regiões através da silvicultura.<br />

No nordeste goiano, na região em que fazemos divisa<br />

com a Bahia, temos o potencial de criar um polo de<br />

celulose, que iria desenvolver uma série de municípios.<br />

E não falo isso por falar, estudamos, analisamos e agora<br />

estamos na busca para fazer desse estudo uma realidade<br />

em um futuro de curto e médio prazo. Sabemos que<br />

a indústria não vem se não tiver a madeira e por isso<br />

temos que tomar decisões hoje que vão impactar significativamente<br />

o futuro, não apenas da silvicultura, mas<br />

também de regiões inteiras dentro de Goiás.<br />

>> É um grande defensor do desenvolvimento do mercado<br />

de biomassa. Qual a realidade de Goiás em rela-<br />

value in the Plan is the degraded areas and the potential for<br />

reforestation, native or planted, which many municipalities<br />

have and do not even know how to take advantage of. The<br />

Plan was prepared to prevent those who plant forests from<br />

being helpless and to be able to understand market movements<br />

and be sure of their activity from planting to harvest. I<br />

want to point out that the Pndf went through a series of discussions<br />

over the years. There were many disagreements between<br />

sectors, and this hindered its realization. There was,<br />

on all sides, a lack of will to get this off the ground. When I<br />

was called to lead this project, I had the help of the Brazilian<br />

Agricultural Research Corporation (Embrapa Forests), which<br />

embraced the cause and contributed in a unique way to the<br />

success of Pndf. The knowledge of Embrapa’s specialists was<br />

essential for us to be able to do something with the volume<br />

of information and the quality that was presented at the end<br />

of the development. We had an idea, but Embrapa was the<br />

one who gave life to the Pndf.<br />

In a traditionally agricultural state, is there still a lot of<br />

misinformation about forestry?<br />

Yes, and one of our main goals at the Association is to fight<br />

against this misinformation. Our State has its traditions and<br />

history, but 100% of our territory is not arable. We have the<br />

potential to increase the development of various regions<br />

through forestry. In the northeast of Goiás, in the area<br />

where we border the State of Bahia, we have the potential<br />

to create a pulp-producing hub, which would develop a<br />

series of municipalities. And I do not say this just for the sake<br />

of it; we have studied and analyzed this, and now we are<br />

on the quest to make this a reality in the short and medium-term<br />

future. We know that the industry will not come if<br />

it does not have any wood, and that is why we have to make<br />

decisions today that will significantly impact the future, not<br />

only of forestry but also of entire regions within Goiás.<br />

Goiás is an advocate for the development of the biomass<br />

market. What is the reality of the State in relation to this<br />

forest product?<br />

Biomass is the most promising market of all forestry-related<br />

products for the State of Goiás. Today, we have values<br />

that range from R$ 450 to R$ 570 per ton of biomass. We<br />

have fostered this market internally because today, we buy<br />

biomass from Minas Gerais to meet our demand. We are<br />

among the top three Brazilian states in terms of the number<br />

of sugarcane mills, and all of them are powered by thermoelectric<br />

plants, which use sugarcane bagasse and wood<br />

biomass to generate energy. Large slaughterhouses and<br />

dairies also use boiler heating, which is fueled with biomass,<br />

so we are looking to expand our biomass production. We<br />

want the State of Goiás to reach a level of balance between<br />

production and demand so that we do not have to seek<br />

most of our consumption from other states. We plan to have<br />

model plantations that are close to the mills and meet the<br />

needs of our industries.<br />

36 www.referenciaflorestal.com.br


O CONTROLE ESTÁ EM SUAS MÃOS!<br />

0800 180 3000<br />

@attamexs


ENTREVISTA<br />

ção a esse produto da madeira?<br />

A biomassa é o mercado mais promissor de todos os<br />

mercados relacionados a silvicultura para o Estado de<br />

Goiás. Hoje, temos valores que giram de R$ 450 a R$<br />

570 a tonelada de biomassa. Temos fomentado esse<br />

mercado internamente, pois hoje compramos de Minas<br />

Gerais a biomassa para atender a demanda que temos.<br />

Estamos entre os três primeiros Estados brasileiros em<br />

número de usinas de cana-de-açúcar e todas elas são<br />

alimentadas por termoelétricas, que utilizam o próprio<br />

bagaço da cana e a biomassa de madeira para gerar<br />

energia. Os grandes frigoríficos e empresas de laticínios<br />

também utilizam o aquecimento de caldeiras, que são<br />

alimentadas com biomassa e por isso estamos buscando<br />

ampliar a nossa produção de biomassa. Queremos que<br />

Goiás atinja um nível de equilíbrio entre produção e demanda,<br />

para que não precisemos buscar a maior parte<br />

do nosso consumo de outros Estados. Nosso plano é ter<br />

plantios modelo que estejam próximas às usinas e atendam<br />

nossa indústria.<br />

>> A comunicação com outras associações tem ajudado<br />

a desenvolver o mercado da silvicultura em Goiás?<br />

Com toda certeza. Quando ainda era presidente da Comissão<br />

Nacional de Silvicultura pude visitar a ASPEX (Associação<br />

dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da<br />

Bahia), vi ali um padrão ideal a ser seguido. As ações realizadas<br />

por essa associação foram alguns dos melhores<br />

exemplos que pude presenciar, seja relacionado ao trato<br />

com associados, inclusão de pessoas, foco em produtividade<br />

e tantos outros fatores, que falo que copiei para<br />

a GOFLOR. Esse relacionamento, esse intercâmbio com<br />

outras associações me mostrou o quanto Goiás estava<br />

carente de um desenvolvimento e de uma representatividade<br />

para os produtores. Estávamos ficando para trás<br />

de todos os outros Estados que produzem madeira e<br />

agora estamos preparados para crescer. Por meio dessas<br />

pontes criadas, podemos garantir que quem for investir<br />

em florestas em Goiás, tem um ambiente seguro e promissor<br />

para crescer.<br />

>> Qual seu principal objetivo à frente da GOFLOR?<br />

Quero deixar uma associação com credibilidade, organizada<br />

e que defenda os interesses do setor. O associado é<br />

carente de alguém que o ajude a desenvolver sua atividade.<br />

Capacidade, da porteira para dentro tenho certeza<br />

de que todos eles têm, o que precisa é de alguém que<br />

da porteira para fora possa fazer essa ponte entre a iniciativa<br />

privada e o poder público. Queremos que a GO-<br />

FLOR faça de Goiás um Estado que as grandes indústrias<br />

busquem para fazer investimentos e desenvolvimento<br />

para nossa população. Em planos mais ambiciosos,<br />

temos feito estudos para promover a criação de uma<br />

grande usina termoelétrica alimentada a biomassa, também<br />

uma indústria de celulose e fomentar o mercado de<br />

carbono entre os produtores de Goiás.<br />

Has communication with other Associations helped to<br />

develop the forestry market in Goiás?<br />

Absolutely. When I was still President of the National<br />

Forestry Commission, I was able to visit the Association of<br />

Eucalyptus Producers of the Extreme South of Bahia (Aspex),<br />

where I saw there an ideal standard to be followed. The<br />

actions carried out by this Association were some of the best<br />

examples I could witness, whether related to dealing with<br />

members, inclusion of people, focus on productivity, and so<br />

many other factors, and I copied them in Goflor. This relationship<br />

and this exchange with other associations showed<br />

me how much Goiás lacked in development and representativeness<br />

for producers. We were lagging behind all the other<br />

timber-producing states, and now we are poised to grow.<br />

Through these bridges we created, we can ensure that those<br />

who invest in forests in Goiás have a safe and promising<br />

environment within which to grow.<br />

What is your primary goal as head of Goflor??<br />

I want to leave an association with credibility and organization<br />

that defends the interests of the Sector. The members<br />

are in need of someone to help them develop their activity.<br />

Capacity, from the starting gate to the inside track, I am sure<br />

they all have it; what they need is someone who can bridge<br />

the gap between the Private Sector and the Public Sector.<br />

We want Goflor to make Goiás a state where large companies<br />

seek to make investments that lead to the development<br />

of our population. In more ambitious plans, we have carried<br />

out studies to promote the creation of a sizeable thermoelectric<br />

plant powered by biomass, the development of the<br />

pulp industry, and the carbon market among producers in<br />

Goiás.<br />

Sabemos que a indústria não<br />

vem se não tiver a madeira<br />

e por isso temos que tomar<br />

decisões hoje que vão impactar<br />

significativamente o futuro,<br />

não apenas da silvicultura, mas<br />

também de regiões inteiras<br />

dentro de Goiás<br />

38 www.referenciaflorestal.com.br


COLUNA<br />

Impactos das<br />

condições climáticas<br />

extremas na atividade<br />

de manejo de árvores<br />

Gabriel Dalla Costa Berger<br />

Engenheiro <strong>Florestal</strong> e Segurança do Trabalho<br />

gabrielberger.com.br<br />

gabriel@gabrielberger.com.br<br />

Foto: divulgação<br />

Calor extremo, frio rigoroso, chuvas intensas e ventos fortes representam<br />

desafios extras e significativos para o trabalho de manejo de vegetação<br />

Profissionais que trabalham no manejo de árvores enfrentam<br />

uma série de perigos inerentes a atividade,<br />

como risco de acidentes com máquinas, ataque de<br />

animais e queda de galhos e árvores, por exemplo, que<br />

exigem consciência, treinamento especializado e a implementação<br />

de medidas de segurança adequadas.<br />

Além disso, o calor excessivo, o frio rigoroso, bem como, chuvas<br />

extremas aliadas a queda de árvores representam desafios extras<br />

e significativos para o trabalho de manejo de vegetação, exigindo<br />

estratégias específicas para minimizar impactos adversos e garantir<br />

a segurança dos profissionais envolvidos.<br />

O CALOR EXTREMO E SEUS EFEITOS NO MANEJO DE<br />

ÁRVORES<br />

O calor extremo pode criar um ambiente adverso para as operações<br />

de manejo de árvores, já que as altas temperaturas aumentam<br />

o risco de estresse térmico em trabalhadores, levando à fadiga e à<br />

desidratação.<br />

• Risco de insolação e desidratação: Altas temperaturas aumentam<br />

o risco de insolação e desidratação para os trabalhadores.<br />

É essencial realizar pausas regulares e acesso a água para prevenir<br />

condições relacionadas ao calor.<br />

• Fadiga e exaustão: O calor extremo pode levar à fadiga e<br />

exaustão mais rapidamente, impactando a capacidade dos trabalhadores<br />

de manter a atenção e a precisão no manejo de árvores.<br />

Alternar momentos de descanso entre os trabalhadores auxilia na<br />

recuperação do foco e atenção.<br />

• Risco de queimaduras: Superfícies metálicas, como ferramentas,<br />

podem atingir temperaturas perigosas sob o sol escaldante.<br />

Os trabalhadores devem ser instruídos a manusear ferramentas<br />

com cuidado e a utilizar EPI (equipamentos de proteção individual),<br />

como luvas e roupas de proteção, para evitar queimaduras. O cuidado<br />

no abastecimento de máquinas, como motosserra, por exemplo,<br />

deve ser ampliado para evitar possíveis explosões.<br />

• Aumento do risco de acidentes: O desconforto causado pelo<br />

calor extremo pode distrair os trabalhadores, aumentando o risco<br />

de acidentes. Planejar a atividade de forma minuciosa é fundamental<br />

nesses casos.<br />

IMPACTOS DO FRIO EXTREMO NO TRABALHADOR DE<br />

MANEJO DE ÁRVORES<br />

O frio intenso também apresenta desafios no manejo de árvores.<br />

Os galhos tornam-se mais quebradiços, aumentando o risco de<br />

acidentes durante atividades de poda. Além disso, o solo úmido e<br />

gelado pode se tornar escorregadio.<br />

• Risco de hipotermia e congelamento: Baixas temperaturas aumentam<br />

o risco de hipotermia e congelamento, especialmente em<br />

climas rigorosos. Os trabalhadores devem usar roupas adequadas<br />

para proteger-se contra condições extremas de frio.<br />

• Diminuição da destreza manual: Mãos frias podem resultar<br />

em diminuição da destreza manual, tornando o manuseio de ferramentas<br />

mais difícil e aumentando o risco de acidentes. O uso de<br />

luvas e a programação de pausas para aquecimento são medidas<br />

importantes.<br />

• Maior risco de lesões: Superfícies escorregadias devido à formação<br />

de gelo ou geada podem aumentar o risco de escorregões e<br />

quedas. O uso de calçados de segurança com solado antiderrapante<br />

é fundamental nesses casos.<br />

CHUVAS EXTREMAS E QUEDA DE ÁRVORES NAS<br />

OPERAÇÕES DE MANEJO DE VEGETAÇÃO<br />

Chuvas extremas e ventos fortes podem impactar significativamente<br />

o trabalho de manejo de árvores, especialmente em solos saturados,<br />

já que a estabilidade do solo é comprometida, aumentando<br />

o risco de quedas de árvores ou de galhos pesados. Além disso, as<br />

chuvas intensas podem tornar o ambiente de trabalho escorregadio<br />

e desafiador.<br />

A queda de árvores sobre as linhas de energia elétrica também<br />

é um risco nessas condições, além de ser uma das principais causas<br />

de interrupções no fornecimento de eletricidade. Além dos transtornos<br />

para os consumidores e danos materiais significativos representam<br />

um risco potencial para a segurança dos profissionais que<br />

atuam nesse tipo de manejo.<br />

As condições climáticas extremas, como chuvas intensas, calor<br />

excessivo e frio rigoroso, potencializam os perigos próprios da<br />

atividade de manejo de árvores. Ao reconhecer esses desafios e<br />

implementar estratégias específicas para cada condição climática, é<br />

possível garantir a segurança dos profissionais. A integração de práticas<br />

de manejo responsáveis e medidas de segurança contribui para<br />

o sucesso do trabalho.<br />

Foto: divulgação<br />

40 www.referenciaflorestal.com.br


DESCUBRA PORQUE ELA É A PREFERIDA<br />

POR PROFISSIONAIS DESDE 1947<br />

OregonProducts.com | @OregonLatam


PRINCIPAL<br />

RÁPIDA, RESISTENTE<br />

E EFICIENTE<br />

Corrente de corte para harvester eleva o rendimento na<br />

operação florestal aliando tecnologia de ponta aos mais<br />

altos padrões do mercado<br />

42 www.referenciaflorestal.com.br<br />

Fotos: Emanol Caldeira


FAST, DURABLE,<br />

AND EFFICIENT<br />

A harvester saw chain increases performance in forestry<br />

operations by combining state-of-the-art technology<br />

with the highest standards in the market<br />

Fevereiro 2024<br />

43


PRINCIPAL<br />

Produtividade é a palavra que vem ditando o<br />

ritmo dos plantios florestais. Produzir mais, de<br />

maneira mais efetiva em menos tempo tem exigido<br />

muito de todos os processos que um ciclo<br />

florestal apresenta: preparação do solo, plantio,<br />

desbaste e, principalmente, o corte. Garantir a eficiência do<br />

corte é um dos principais objetivos da Oregon Tool. A empresa<br />

trouxe para o mercado nacional a corrente de corte 11H, que<br />

oferece alto desempenho de corte, força e resistência, além<br />

de segurança para o operador.<br />

A Oregon Tool é uma empresa americana fundada em<br />

1947, na cidade de Portland, no Estado americano do Oregon,<br />

no noroeste dos EUA (Estados Unidos da América). Essa<br />

região é reconhecida mundialmente por ser uma fonte de<br />

madeira para toda a costa oeste americana. A empresa tem<br />

na sua essência a busca por soluções que facilitem o trabalho<br />

de silvicultores de todo o mundo. Presente em todos os<br />

continentes, a Oregon Tool conta com fábricas em 17 países<br />

e mais de 3 mil funcionários.<br />

A corrente de corte 11H é a solução que a empresa apresenta<br />

unindo agressividade no corte e precisão na operação.<br />

Cada detalhe desse produto foi projetado e realizado para<br />

fazer o trabalho no campo mais rápido, mais seguro e com<br />

baixa manutenção, pois a máquina parada é um dos grandes<br />

P<br />

roductivity is the word that has been dictating the<br />

pace of forest plantations. Producing more, more<br />

effectively, and in less time has demanded a lot<br />

of all the forest cycle processes: soil preparation,<br />

planting, thinning, and, significantly, harvesting.<br />

Ensuring harvesting efficiency is one of Oregon Tool’s primary<br />

goals. With this in mind, the Company brought to the domestic<br />

market the 11H saw chain, which offers high cutting performance,<br />

strength, and durability, as well as safety for the operator.<br />

Oregon Tool is an American company founded in 1947 in the<br />

city of Portland, Oregon, in the northwestern state of the United<br />

States. This Region is recognized worldwide for being a source of<br />

timber for the entire American West Coast. The Company has at its<br />

core the search for solutions that facilitate the work in the forest<br />

from all over the world. Present on all continents, Oregon Tool has<br />

factories in 17 countries with more than 3 thousand employees.<br />

The 11H saw chain is the solution that the Company presents,<br />

combining aggressiveness in harvesting and precision in operation.<br />

Every detail of this product has been designed and manufactured<br />

to make the work in the field faster, safer, and with low maintenance<br />

because machine downtime is one of the worst nightmares<br />

of those who work in the field. The semi-square shape of the 11H<br />

cutters increases chain performance, the gullet design assists<br />

in the elimination of chips, and in addition, the cutting area is<br />

44 www.referenciaflorestal.com.br


pesadelos de quem trabalha no campo. O formato semi-quadrado<br />

dos cortadores da 11H aumentam o desempenho da<br />

corrente, o desenho da garganta auxilia na eliminação das<br />

lascas e além disso, a área do cortador é levemente deslocada<br />

para trás, a fim de minimizar as rebarbas nos trilhos do sabre<br />

quando a corrente está em operação, aumentando a vida útil<br />

do conjunto de corte. Toda a estrutura é construída em aço<br />

patenteado pela Oregon, que foi desenvolvido para diminuir<br />

o desgaste e estiramento em níveis mínimos.<br />

QUEM FABRICA<br />

Eduardo Garcia, especialista técnico da Oregon Tool,<br />

explica que a 11H é uma das maiores correntes disponíveis<br />

no mercado. Tem passo de 3/4 e sua qualidade construtiva<br />

permite alcançar forças incomparáveis como a tração de<br />

30 mil newtons. Para efeitos de comparação, uma corrente<br />

harvester de passo .404 tem força média de tração de 12 mil<br />

newtons. Ou seja, a 11H tem força de sobra para não deixar<br />

nada para trás. “Essa potência nos garante resultados acima<br />

da média, fazendo com que nosso cliente final tenha sua<br />

produtividade garantida, suas metas batidas e se destaque<br />

no mercado”, assegura Eduardo.<br />

O que faz da 11H se destacar está no padrão de qualidade<br />

da Oregon. De forma padronizada, entrega exatamente o mesmo<br />

produto em qualquer lugar do mundo tornando-os únicos.<br />

A corrente 11H é uma prova disso porque ela é construída<br />

em aço patenteado exclusivo Oregon e foi desenvolvida para<br />

diminuir o desgaste e estiramento em níveis mínimos. “Ela<br />

aguenta o serviço do início ao fim sem arrebentar. Não tem<br />

incômodo, é a frase que mais ouço”, relata Eduardo.<br />

slightly slanted backward in order to minimize burrs on the bar<br />

rails when the chain is in operation, increasing the life of the<br />

cutting assembly. The entire structure is constructed in Oregon’s<br />

patented steel, which has been developed to decrease wear and<br />

give to a minimum.<br />

THOSE WHO MANUFACTURE<br />

Eduardo Garcia, Technical Specialist at Oregon Tool, explains<br />

that the 11H is one of the largest chains available on the market.<br />

It has a 3/4 pitch, and its construction quality allows it to achieve<br />

incomparable forces, such as the traction of 30 thousand newtons.<br />

For comparison, a .404 pitch harvester chain has an average<br />

tensile force of 12 thousand newtons. In other words, the 11H has<br />

more than enough strength for any job. “This power guarantees<br />

above-average results, leading to our end customers having<br />

guaranteed productivity, their goals met, and standing out in the<br />

market,” assures Garcia.<br />

What makes 11H stick out is Oregon’s standard of quality. In a<br />

standardized way, it delivers precisely the same product anywhere<br />

in the world, making it unique. The 11H saw chain is a testament<br />

to this because it is constructed in exclusive Oregon-patented steel<br />

and has been developed to decrease wear and give to minimum<br />

levels. “It can handle the job from start to finish without failing.<br />

This is the comment that I hear the most,” says Garcia.<br />

According to Garcia, the satisfaction and ease of work that<br />

11H brings to the harvester operator in the field leads to a much<br />

safer daily activity. “The saw chain is more durable, requires less<br />

maintenance, and, even when it is necessary to change it, it can<br />

be done quickly by the professional, without risks and with only<br />

one tool,” states Garcia.<br />

Fevereiro 2024<br />

45


PRINCIPAL<br />

Segundo Eduardo, a satisfação e a facilidade do trabalho<br />

que a 11H leva ao operador de harvester no campo, propicia<br />

uma atividade diária muito mais segura. “A corrente é mais<br />

resistente, exige menos manutenção e mesmo quando é necessária<br />

a realização da troca, ela pode ser feita rapidamente<br />

pelo profissional, sem riscos e com apenas uma ferramenta”,<br />

relata Eduardo.<br />

O técnico da Oregon aponta que a 11H é apenas uma parte<br />

do que a empresa busca oferecer para o mercado, focando<br />

em soluções completas para a operação florestal. “Temos<br />

correntes, coroas, sabres, afiadores, rebitadores e todas as<br />

outras ferramentas utilizadas na manutenção do conjunto<br />

de corte, além do atendimento personalizado, que fazem o<br />

trabalho no campo muito mais fácil”, complementa Eduardo.<br />

QUEM VENDE<br />

Um equipamento de alta qualidade não poderia faltar no<br />

catálogo da LION Equipamentos, empresa que representa e<br />

comercializa grandes marcas internacionais dentro do segmento<br />

florestal. Alexandre Falce, consultor técnico comercial<br />

da LION, destaca a qualidade dos equipamentos da Oregon<br />

e como isso pesou para a LION ter os equipamentos em seu<br />

portfólio. “Temos as melhores marcas e a Oregon, principalmente<br />

com produtos como a 11H, não poderia ficar de fora,<br />

pois está de acordo com o que acreditamos e oferecemos<br />

para nossos clientes”, exalta Alexandre.<br />

Segundo o consultor, o atendimento da Oregon caminha<br />

de forma muito semelhante ao que a LION oferece para seus<br />

clientes, e isso foi um fator preponderante para que a parceria<br />

The Oregon technician points out that 11H is just one part<br />

of what the Company seeks to offer to the market, focusing on<br />

complete solutions for forestry operations. “We have saw chains,<br />

crowns, sabers, sharpeners, riveters, and all the other tools used in<br />

the maintenance of the cutting set, in addition to personalized service,<br />

which make the work in the field much easier,” adds Garcia.<br />

THOSE WHO SELL<br />

A piece of high-quality equipment could not be missing from<br />

the LION Equipamentos catalog. This Company represents and<br />

sells products from major international brands within the forestry<br />

segment. Alexandre Falce, LION’s Sales Technical Consultant,<br />

highlights the quality of Oregon’s equipment and how this weighed<br />

in the decision for LION to include the equipment in its portfolio.<br />

“We have the best brands, and Oregon, especially with products<br />

like 11H, could not be left out, as its products are in line with what<br />

we believe in and offer to our customers,” extols Falce.<br />

Ao longo desse tempo<br />

recebemos propostas e até<br />

fizemos testes com outras<br />

correntes, mas nenhuma<br />

superou o desempenho que<br />

a 11H nos trouxe. Por isso<br />

cortamos e vamos continuar<br />

cortando madeira com ela<br />

Jeferson Maeda, engenheiro<br />

florestal na Águia <strong>Florestal</strong><br />

46 www.referenciaflorestal.com.br


entre as empresas pudesse se estabelecer continuamente.<br />

“O tratamento, a parte humana da Oregon, tem a mesma<br />

qualidade dos equipamentos que eles oferecem, e isso não<br />

apenas nos motiva, mas nos inspira a levar esse mesmo cuidado<br />

e excelência para os nossos clientes, fortalecendo laços<br />

e criando parcerias duradouras”, associa Alexandre.<br />

QUEM COMPRA<br />

O Paraná é um dos Estados mais tradicionais do Brasil<br />

na silvicultura e produção florestal. E uma das empresas que<br />

mais ajudaram a fortalecer essa identidade é a Águia <strong>Florestal</strong>,<br />

que fica sediada na região dos campos gerais. A empresa<br />

produz mudas, planta, corta, processa e exporta a madeira<br />

paranaense para o mundo. Jeferson Maeda, engenheiro<br />

florestal na Águia <strong>Florestal</strong>, comenta que a empresa utiliza<br />

os equipamentos Oregon há mais de uma década e o custo<br />

benefício que foi apresentado pela mesma, garantiu que a<br />

corrente 11H se tornasse um elemento fundamental para sua<br />

operação. “Ao longo desse tempo recebemos propostas e até<br />

fizemos testes com outras correntes, mas nenhuma superou<br />

o desempenho que a 11H nos trouxe. Por isso cortamos e<br />

vamos continuar cortando madeira com ela”, valoriza Jeferson.<br />

Jeferson comenta que a Oregon chegou até a Águia <strong>Florestal</strong><br />

por meio da LION, empresa parceira que atende muito<br />

bem as demandas, com prontidão inigualável. “Utilizamos o<br />

conjunto de corte completo da Oregon, que tem uma durabilidade<br />

muito alta, manutenção e substituição simplificada.<br />

A LION e a Oregon hoje nos dão segurança de que nossa operação<br />

florestal não fica parada e está sempre com a produção<br />

lá em cima”, completa Jeferson.<br />

According to the Consultant, Oregon’s service is similar to what<br />

LION offers to its customers, and this was a significant factor in the<br />

continuity of the partnership between the companies. “The service<br />

provided by the human part of Oregon has the same quality as<br />

the equipment it offers, and this not only motivates us but inspires<br />

us to provide this same care and excellence to our customers,<br />

strengthening ties and creating lasting partnerships,” states Falce.<br />

THOSE WHO BUY<br />

Paraná is one of the most traditional states in Brazil in terms<br />

of forestry and forest production. One of the companies that has<br />

helped the most to strengthen this identity is Águia <strong>Florestal</strong>,<br />

which is headquartered in the State’s Campos Gerais Region. The<br />

Company produces seedlings, plants, harvests, processes, and<br />

exports wood from Paraná to the world. Jeferson Maeda, Forestry<br />

Engineer at Águia <strong>Florestal</strong>, comments that the Company has<br />

been using Oregon equipment for more than a decade, and the<br />

cost-benefit presented ensured that the 11H saw chain became<br />

a fundamental element for its operations. “Throughout this time,<br />

we received proposals and even carried out tests with other saw<br />

chains, but none surpassed the performance that 11H brought us.<br />

That is why we harvest, and we are going to continue harvesting<br />

trees with it,” says Maeda.<br />

Maeda comments that Oregon came to Águia <strong>Florestal</strong><br />

through LION, a partner company that meets the Company’s demands<br />

very well, with unparalleled readiness. “We use Oregon’s<br />

complete cutting set, which has outstanding durability, easy<br />

maintenance, and simplified replacement. LION and Oregon today<br />

provide us with the security so that our forestry operation does<br />

not stand still and is always up,” adds Maeda.<br />

Fevereiro 2024<br />

47


ESTATÍSTICA<br />

Informação<br />

ATUALIZADA<br />

48 www.referenciaflorestal.com.br


Fotos: divulgação<br />

Dados sobre florestas brasileiras<br />

apresentam resultados positivos e<br />

melhora no sistema de monitoramento<br />

Fevereiro 2024<br />

49


ESTATÍSTICA<br />

O<br />

SFB (Serviço <strong>Florestal</strong> Brasileiro) publicou o<br />

boletim com os dados mais recentes sobre<br />

as florestas brasileiras. A publicação aborda<br />

temas que foram desenvolvidos e atualizados<br />

durante o ano de 2023. Os temas abordados<br />

são: Vegetação secundária em área de floresta natural;<br />

Associação botânica no Inventário <strong>Florestal</strong> Nacional; e<br />

Certificação <strong>Florestal</strong> nas florestas do Brasil. Os boletins são<br />

lançados anualmente desde 2016, e apresentam a compilação<br />

dos dados e informações atualizadas e disponibilizadas<br />

anualmente pelo SNIF (Sistema Nacional de Informações<br />

Florestais).<br />

O primeiro tema trata da metodologia de cálculo e definição<br />

de ganho de cobertura florestal por meio da base de<br />

dados de floresta do SFB e dos dados de monitoramento da<br />

vegetação secundária disponibilizados pelo INPE (Instituto<br />

Nacional de Pesquisas Espaciais) no Projeto TerraClass. O<br />

segundo eixo temático traz a metodologia de associação botânica<br />

realizada pelo SFB a partir dos dados de coleta e identificação<br />

de espécies do IFN (Inventário <strong>Florestal</strong> Nacional).<br />

A publicação mostra o passo a passo, desde o levantamento<br />

de campo, até a análise e consolidação dos dados das espécies,<br />

culminando na publicização dos dados à sociedade. Por<br />

fim, o boletim traz informações sobre certificação florestal<br />

e sua importância na consolidação das práticas de manejo<br />

sustentável, combate ao desmatamento e uso responsável<br />

dos recursos florestais.<br />

Desenvolvido pelo SFB, o SNIF é uma plataforma que<br />

reúne informações sobre os temas relacionados às florestas<br />

e ao setor florestal do país. Além das informações produzidas<br />

pelo órgão, o SNIF disponibiliza dados produzidos por<br />

instituições brasileiras e estrangeiras, tanto públicas quanto<br />

privadas. O objetivo é facilitar a obtenção e uso dessas<br />

informações de forma organizada e atualizada por toda a sociedade,<br />

inclusive para a formulação e execução de políticas<br />

de uso sustentável, conservação e recuperação dos recursos<br />

florestais.<br />

DIVERSIDADE E INVENTÁRIO FLORESTAL<br />

Segundo dados do MMA (Ministério do Meio Ambiente),<br />

o Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo,<br />

onde são conhecidas mais de 116 mil espécies animais e<br />

mais de 46 mil espécies vegetais, espalhadas pelos seis biomas<br />

terrestres e três grandes ecossistemas marinhos. Tamanha<br />

biodiversidade é fonte de recursos para o país, provendo<br />

serviços ecossistêmicos, bem como oportunidades para<br />

sua conservação, uso sustentável e patrimônio genético.<br />

Abrigando mais de 20% do total de espécies do mundo, encontradas<br />

em terra e água, o Brasil tem papel fundamental<br />

nas discussões relacionadas à biodiversidade. Nacional-<br />

50 www.referenciaflorestal.com.br


produção<br />

nacional<br />

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NOSSO IMPLEMENTO!<br />

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ESTATÍSTICA<br />

mente um dos locais de discussão relacionados ao tema é a<br />

CONABIO (Comissão Nacional da Biodiversidade), instituída<br />

pelo decreto 1.354, de 29 de dezembro de 1994. No âmbito<br />

internacional, o principal fórum de discussão sobre biodiversidade<br />

é a CDB (Convenção de Diversidade Biológica).<br />

Os dados de identificação botânica das espécies inventariadas<br />

em campo fundamentam as informações sobre a<br />

biodiversidade florestal nessas áreas. O inventário da biodiversidade<br />

de espécies florestais procura contribuir para<br />

estabelecer um método eficiente e consistente para obter<br />

informação sobre o estado, as tendências da biodiversidade<br />

de florestas em grande escala e a respectiva condição de<br />

habitat, em escalas extensas de paisagem, particularmente<br />

fatores críticos como a degradação, as mudanças do clima e<br />

do uso da terra.<br />

Os dados de identificação<br />

botânica das espécies<br />

inventariadas em campo<br />

fundamentam as informações<br />

sobre a biodiversidade<br />

florestal nessas áreas<br />

Os dados coletados permitem a análise, o desenvolvimento<br />

e utilização de modelos de tendências que permitem<br />

identificar a distribuição das espécies, o endemismo e as<br />

suas mudanças no território, permitindo orientar as atividades<br />

de conservação e manejo, bem como responder às<br />

convenções e compromissos internacionais.<br />

CERTIFICAÇÃO<br />

Apresentamos um panorama da certificação florestal<br />

no Brasil em comparação com o mundo, considerando os<br />

dois sistemas de certificação, FSC e PEFC. Destaca-se que<br />

pode haver sobreposição de áreas manejadas, uma vez que<br />

um mesmo manejo florestal pode ser certificado pelos dois<br />

esquemas e, portanto, as áreas apresentadas não devem ser<br />

somadas.<br />

Os dados na fonte possuem informações para mais<br />

períodos, mas por limitações de espaço, optou-se por apresentar<br />

os meses acima. Analisando a série histórica de certificação<br />

de manejo florestal, nota-se que a área certificada<br />

no mundo pelo PEFC10 é maior que a área certificada pelo<br />

FSC, mas que considerando o Brasil, acontece o contrário,<br />

sendo a área certificada maior pelo FSC. Percebe-se também<br />

uma tendência de redução da área certificada no mundo<br />

pelos dois sistemas a partir de 2022, sendo que para o Brasil<br />

há uma oscilação da área sem confirmação de tendência<br />

positiva ou negativa.<br />

52 www.referenciaflorestal.com.br<br />

Foto: André Dib/Serviço <strong>Florestal</strong> Brasileiro


ESPÉCIE<br />

QUESTÃO DE<br />

SOBREVIVÊNCIA<br />

Pesquisadores descrevem como o pinus se alimenta<br />

de árvores que ficam de pé por anos após a morte<br />

54 www.referenciaflorestal.com.br


Fotos: Rangel Consalter/Acervo UFPR e divulgação<br />

E<br />

m meio a uma plantação de pinus (Pinus<br />

herrerae) em solo pouco fértil, na região<br />

de Jaguariaíva (PR), a natureza revela uma<br />

estratégia engenhosa de sobrevivência.<br />

Enfrentando as dificuldades impostas, as<br />

árvores buscam atalhos para a obtenção de nutrientes e<br />

suas raízes crescem em troncos de pinheiros em decomposição<br />

que, devido às condições do ambiente florestal,<br />

permanecem em pé por anos.<br />

A baixa fertilidade do solo enfraquece as plantas e<br />

provoca rachaduras e lascas em seus troncos, proporcionando<br />

uma oportunidade conveniente para as árvores<br />

vizinhas. Quando suas companheiras sucumbem à morte,<br />

as raízes das plantas sobreviventes se estendem, desafiando<br />

a gravidade ao envolver os troncos em decomposição,<br />

criando um cenário batizado pelos cientistas de<br />

fitocanibalismo e uma evidente adaptação à adversidade<br />

ambiental.<br />

A ocorrência foi descrita por pesquisadores da pós-<br />

-graduação em Ciências do Solo, da UFPR (Universidade<br />

Federal do Paraná) e publicada no periódico científico<br />

Forest Systems.<br />

AMBIENTES DESAFIADORES, SOLUÇÕES<br />

CRIATIVAS<br />

As pesquisas científicas têm demonstrado, cada vez<br />

mais, a capacidade cognitiva das plantas. Estudos recentes<br />

já revelaram que vegetais se comunicam entre si, manipulam<br />

espécies da fauna, reconhecem membros da sua<br />

família e são capazes de fazer escolhas. Esses comportamentos<br />

fazem parte das estratégias de sobrevivência das<br />

plantas, que se ajustam a condições ambientais extremas<br />

e definem as melhores opções para sua conservação.<br />

O estudo da UFPR foi mais um a constatar o poder de<br />

adaptação desses organismos, descrevendo a habilidade<br />

de colonizar troncos ainda em pé de árvores mortas para<br />

obter nutrientes. O fenômeno funciona como um atalho<br />

no ciclo biogeoquímico de nutrientes em sistemas florestais,<br />

isto é, no processo de circulação dos elementos no<br />

ambiente para promover seu reaproveitamento.<br />

Em ambientes florestais, as folhas de árvores caem<br />

sobre o solo e se acumulam, formando uma camada denominada<br />

serapilheira (ou serrapilheira), um estrato de<br />

matéria orgânica de origem vegetal e animal que se concentra<br />

sobre a superfície do solo. Nesses ecossistemas,<br />

Fevereiro 2024<br />

55


ESPÉCIE<br />

é comum que raízes de árvores colonizem a serapilheira<br />

para obter nutrientes, mas as raízes também são capazes<br />

de penetrar fendas de rochas, crescer em solos arenosos,<br />

expandir-se lateralmente para explorar o solo ao redor e<br />

até invadir o sistema de esgoto, em ambientes urbanos,<br />

à procura de água e de nutrientes, mantendo as plantas<br />

vivas nas condições menos prováveis de sobrevivência.<br />

Como as florestas são formadas por árvores que<br />

crescem lado a lado, isso diminui a ação dos ventos e<br />

propicia que, mesmo quando mortas, elas permaneçam<br />

por diversos anos em pé, antes de cair devido ao apodrecimento<br />

da base. De acordo com o orientador do estudo,<br />

professor Antonio Carlos Motta, na floresta de pinus<br />

analisada, algumas plantas morreram em função da baixa<br />

fertilidade do solo, também responsável por ter deixado<br />

elas mais fracas e mais sensíveis aos ataques de pragas<br />

e a doenças em geral. “Assim, essas árvores apresentavam<br />

pequenas rachaduras na base que, com o passar<br />

do tempo, fizeram com que a casca se desprendesse do<br />

lenho, criando um pequeno espaço entre lenho e casca.<br />

As raízes que estavam na serapilheira aproveitaram as<br />

rachaduras na base da planta para entrar e expandir<br />

entre o lenho e casca, colonizando esse espaço. Antes<br />

mesmo de a planta cair sobre o solo, as raízes em volta já<br />

começaram a explorar os nutrientes das árvores mortas”,<br />

afirma Antonio.<br />

SURPRESA NO CAMPO<br />

Ao invadir esse espaço, as raízes cresceram criando<br />

um emaranhado que encobre o tronco morto, mas que<br />

ainda se mantém em pé. “A análise química dos troncos<br />

e das cascas das árvores mortas indicou que as raízes das<br />

árvores vivas se aproveitam dos nutrientes liberados dos<br />

tecidos em decomposição. Os solos, naturalmente muito<br />

pobres na região, fazem com que as raízes de pinus explorem<br />

cada oportunidade de obter nutrientes”, descreve<br />

Julierme Zimmer Barbosa, estudante de doutorado na<br />

época da descoberta e um dos autores da publicação.<br />

O artigo revela que após oito anos e meio da morte<br />

das árvores vizinhas, as raízes das plantas adjacentes<br />

atingiram mais de três metros acima da superfície da serapilheira,<br />

ou seja, cresceram contra a gravidade, o que é<br />

considerado uma vantagem adaptativa, já que a camada<br />

superficial contém maiores quantidades de nutrientes,<br />

devido à decomposição e à mineralização de resíduos<br />

orgânicos. “A supercapacidade de crescimento de raízes<br />

de pinus em busca de nutrientes vai muito além do que<br />

conhecíamos. Isso pode ser interpretado como um indicador<br />

de alta eficiência de aproveitamento de nutrientes<br />

em sistemas florestais com essa espécie”, avalia Julierme.<br />

Para os pesquisadores, o estudo amplia o conhecimento<br />

acerca da habilidade de crescimento radicular<br />

do pinus em ambientes sem solo e abre novas possibilidades<br />

de pesquisa sobre a ciclagem de nutrientes em<br />

ecossistemas florestais. Novos estudos ainda poderão<br />

avaliar como as variações do sítio florestal afetam o fitocanibalismo<br />

no pinus e se existem outras espécies com a<br />

mesma capacidade.<br />

56 www.referenciaflorestal.com.br


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TECNOLOGIA<br />

LANÇAMENTO<br />

Poder de<br />

TRANSFORMAR<br />

Fotos: divulgação<br />

Novo picador florestal<br />

tem tecnologia<br />

avançada e capacidade<br />

produtiva excepcional<br />

O<br />

mercado de biomassa de madeira tem se<br />

expandido de maneira exponencial no Brasil.<br />

Esse crescimento demanda máquinas e<br />

equipamentos que consigam suprir as novas<br />

demandas com eficiência e precisão. No<br />

âmbito de propósito voltado à excelência em soluções para<br />

biomassa e processamento de resíduos, a Bruno anuncia<br />

o lançamento do Picador <strong>Florestal</strong> THOR. Este marco representa<br />

uma evolução significativa na busca incessante<br />

por inovação e excelência, reafirmando o compromisso da<br />

empresa com a sustentabilidade do planeta.<br />

58 www.referenciaflorestal.com.br


O THOR não é apenas<br />

uma máquina; é a materialização<br />

da dedicação<br />

incansável da equipe da<br />

Bruno em proporcionar<br />

soluções de vanguarda.<br />

Sua entrada no mercado<br />

redefine os padrões da<br />

indústria florestal, destacando-se<br />

pela robustez<br />

incomparável, alto desempenho<br />

e tecnologia avançada.<br />

Com uma capacidade<br />

de produção de cavaco<br />

de eucalipto superior a<br />

500 m³/h (metros cúbicos<br />

por hora) e produção de cavacos de supressão nativa de<br />

alta densidade superior a 300 m³/h, o THOR destaca-se<br />

como um divisor de águas. Angelo Henz, Diretor Executivo<br />

da Bruno, enfatiza que o Picador <strong>Florestal</strong> THOR é mais<br />

do que uma inovação para a empresa; é a manifestação<br />

da paixão pela excelência e pelas pessoas que formam a<br />

essência da equipe Bruno. “Equipado com robustez e tecnologia<br />

avançada, o THOR reflete nosso compromisso em<br />

liderar a indústria florestal, graças ao talento e dedicação<br />

excepcionais de cada membro da nossa equipe. Agradeço<br />

a todos por tornar isso possível”, ressalta Angelo.<br />

Mais que um equipamento para processamento da<br />

madeira, o Thor é a nova solução da Bruno para superar<br />

expectativas e surpreender o segmento florestal. “O que<br />

prova que não existem limites ou fronteiras quando aliamos<br />

uma equipe comprometida, força de vontade e eficiência”,<br />

enalteceu o diretor. “Ao optar pelo Picador <strong>Florestal</strong> THOR,<br />

nossos clientes não apenas investem em uma tecnologia<br />

avançada, mas também na tradição de excelência que é a<br />

marca registrada da Bruno”, completa Angelo.<br />

O que prova que não<br />

existem limites ou<br />

fronteiras quando aliamos<br />

uma equipe comprometida,<br />

força de vontade e<br />

eficiência<br />

Angelo Henz, diretor<br />

executivo da Bruno<br />

Fevereiro 2024<br />

59


TRANSPORTE<br />

Força<br />

FORA DE ESTRADA<br />

Marca apresenta novos modelos com até 8% de economia de<br />

combustível e pacote de serviços para otimizar a produtividade<br />

Fotos: divulgação Scania<br />

60 www.referenciaflorestal.com.br


A<br />

Scania, fabricante sueca de caminhões,<br />

anunciou a terceira fase de lançamentos do<br />

portfólio de caminhões Euro 6, agora com<br />

a Nova linha Scania XT Super para todos<br />

os segmentos off-road. Com a novidade, a<br />

marca contempla, a partir deste mês, o novo trem de força<br />

Super para as outras aplicações que faltavam. Os produtos<br />

passam a receber a nova caixa de transmissão Heavy<br />

Planetary, ainda mais robusta para os modelos fora de estrada,<br />

freios CRB mais Scania Retarder de série, opções de<br />

eixos e bogies para atender a diversas especificações, além<br />

de aumento dos intervalos de manutenção, novas soluções<br />

de serviços com o Scania PRO e maior segurança na operação<br />

com o Scania Zone, que permite controlar a velocidade<br />

da frota por meio de cercas virtuais. Com todas estas novidades,<br />

a linha Scania passa a oferecer ainda mais produtividade,<br />

robustez, segurança, economia de combustível em<br />

menores ciclos e reduzido custo por tonelada produzida.<br />

Fevereiro 2024<br />

61


TRANSPORTE<br />

Marcelo Gallao, diretor de Desenvolvimento de Negócios<br />

da Scania Operações Comerciais Brasil, afirma que a<br />

Scania tem uma tradição muito forte no segmento fora de<br />

estrada, com diversos pioneirismos ao longo dos anos, a<br />

exemplo os primeiros 8x4 (1999) e 10x4 (2007) do mercado,<br />

além de apresentar a primeira linha 100% off-road com<br />

a chegada da lei Euro 5, entre 2011 e 2012. “A nova caixa<br />

de câmbio chega para deixar o caminhão mais rápido e robusto.<br />

Sua sessão planetária reforçada (Heavy Planetary),<br />

de modelos G25CH e G33CH, tem carcaça produzida em<br />

alumínio, o que reduz o seu peso em até 80 quilos comparado<br />

à geração anterior. Estamos lançando as linhas que<br />

vão proporcionar a maior produtividade do mercado com<br />

o menor custo por tonelada produzida”, destaca Marcelo.<br />

Para garantir ainda mais segurança na operação, a Scania<br />

está incorporando dois freios, o CRB (freio de liberação<br />

de compressão, que chegou com a gama Super em 2022),<br />

e o auxiliar hidráulico Scania Retarder – juntos de série.<br />

“Essa dupla vai impressionar os motoristas e os clientes.<br />

Somados, são 850 Kw de potência, ou 1.153 cv (cavalos)<br />

de potência, o que representa a maior capacidade de<br />

frenagem do mercado. Portanto, o caminhão ficará extremamente<br />

seguro”, explica Gallao. Completam o pacote de<br />

segurança airbag frontal e o lateral de cortina, pioneiro e<br />

exclusivo no mercado, para proteger o condutor em caso<br />

de tombamento, e bafômetro (o veículo só dará partida<br />

após o teste do motorista). “O Scania Super tem uma<br />

plataforma verdadeiramente nova e ainda mais moderna,<br />

O Scania Super tem uma<br />

plataforma verdadeiramente<br />

nova e ainda mais moderna,<br />

além de um exclusivo e<br />

novíssimo trem de força<br />

Marcelo Gallao, diretor<br />

de Desenvolvimento de<br />

Negócios da Scania Operações<br />

Comerciais Brasil<br />

além de um exclusivo e novíssimo trem de força. Não se<br />

tem registro no mercado, na faixa de potência de 420 cv a<br />

560 cv, de uma solução de transporte que vem entregando<br />

tanta eficiência energética e um menor custo total de operação<br />

como o Scania Super”, ressalta o diretor.<br />

No setor florestal, já estão projetados mais de R$ 60<br />

bilhões em investimentos até 2028, dentre eles, em grandes<br />

projetos de novas plantas de produção de celulose.<br />

Por isso, a Scania tem uma forte expectativa de aumento<br />

62 www.referenciaflorestal.com.br


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RECONDICIONAMENTO DE<br />

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Há mais de três décadas no mercado, oferecemos venda e<br />

recondicionamento de bombas e bicos injetores, e turbos de qualidade para<br />

geradores, maquinário pesado, unidades agrícolas, unidades marítimas,<br />

veículos de transporte, automóveis, SUVS, utilitários, entre outros.<br />

Contamos com processos de recondicionamento para todos os modelos de<br />

turbo alimentadores, com estrutura própria e suporte técnico especializado<br />

para melhor atendê-lo.<br />

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TRANSPORTE<br />

na participação de mercado nos próximos anos; hoje o<br />

market share da marca está em 20%.<br />

Dentro do segmento o topo do ranking Scania será do<br />

560 G 6x4 XT Super e o 460 G 6x4 XT Super vai puxar a comercialização<br />

para as aplicações de construção.<br />

O modelo G 560 6X4 XT, de 560 cavalos, substituiu o<br />

540 cv da geração Euro 5. Tem motor 13L (litros) equipado<br />

com sistema de injeção XPI e caixa de câmbio G33CH. Trata-se<br />

do caminhão de maior capacidade de arranque em<br />

aclives e menor rotação em velocidade de cruzeiro. A CMT<br />

chega a 150 toneladas. Na cana, ele já atende o PBTC (peso<br />

bruto total combinado) para as novas operações de 91<br />

toneladas, nos circuitos rodoviário e fora de estrada. Outro<br />

diferencial neste segmento é propiciar a maior eficiência<br />

energética na carga líquida transportada por consumo da<br />

categoria.<br />

SOLUÇÕES SCANIA PRO PARA SEGMENTOS<br />

OFF-ROAD<br />

O Scania PRO tem por objetivo ofertar um serviço<br />

ainda mais proativo, profissional e personalizado para a<br />

frota do cliente rodar mais, e, consequentemente, atingir<br />

a máxima disponibilidade na operação diária. Os Serviços<br />

Scania PRO estão divididos em três categorias e oferecem<br />

atendimento prioritário nas oficinas da rede Scania, processos<br />

mais ágeis e simples, possibilidade de personalização<br />

de acordo com a necessidade do cliente e a novidade<br />

de um apoio 24h (horas) via linha direta gratuita 0800, que<br />

atenderá aos clientes para as eventuais dúvidas, passará<br />

dados sobre os produtos de serviços contratados, vigência<br />

das soluções e etc. A nova modalidade Scania PRO Control<br />

oferece manutenção otimizada para a redução de custos,<br />

utilizando a exclusiva inteligência dos planos flexíveis, que<br />

proporcionam intervalos entre paradas para manutenção<br />

adequados a cada operação, e, consequentemente, maior<br />

tempo de rodagem dos caminhões. Na solução também<br />

está incluído o pacote de conectividade Avaliação do Motorista,<br />

que, por meio de relatórios no portal My Scania<br />

ou pelo Aplicativo Scania Driver, demonstra a pontuação<br />

individualizada e entrega recomendações personalizadas a<br />

cada condutor para a redução do consumo de combustível,<br />

de forma simplificada. As manutenções deverão ser realizadas<br />

em qualquer Casa Scania, pelo agendamento, que é<br />

realizado pela rede em todo o Brasil.<br />

Os Serviços Scania PRO Personal tem foco na gestão<br />

da disponibilidade, com proteção de itens preventivos e<br />

chance de personalização de acordo com as demandas do<br />

cliente. Também estão inclusos o Control Tower e pacote<br />

de conectividade Avaliação do Motorista. O Control Tower<br />

faz uma gestão ativa da eficiência do fluxo das oficinas e<br />

dos processos de manutenção da rede de Casas Scania. Já<br />

o Scania PRO Premium vai oferecer a cobertura mais completa<br />

das soluções de serviços da marca no Brasil. Estão<br />

incluídos os itens preventivos e corretivos, possibilidade<br />

de personalização complementar. Além da Control Tower,<br />

pacote de conectividade Desempenho e Data Access, que<br />

permite ao transportador integrar os dados de conectividade<br />

de sua frota diretamente em seus sistemas internos<br />

por meio de ferramentas que viabilizam a geração de relatórios<br />

customizados da empresa.<br />

64 www.referenciaflorestal.com.br


SOLO<br />

Terreno<br />

FÉRTIL<br />

66 www.referenciaflorestal.com.br


Fotos: divulgação<br />

Banco reúne 28 mil amostras com<br />

dados biológicos dos solos brasileiros<br />

SISTEMA DE<br />

AUTOMATIZAÇÃO<br />

DE AFIADORES SHARK<br />

• Afiação mais simples e ágil;<br />

• Afia correntes de ¼” a ¾”;<br />

• Menor fadiga do braço e redução de problemas ergonômicos;<br />

• Maior padronização na afiação;<br />

• Melhor acabamento na corrente;<br />

• Maior vida útil da corrente e do rebolo;<br />

• Afiação consistente;<br />

• Fácil de operar e ajustar;<br />

• Economia de tempo e dinheiro;<br />

• Fabricado nos EUA.<br />

Fevereiro 2024<br />

67


SOLO<br />

L<br />

ançada em 2020, a tecnologia de BioAS<br />

(Bioanálise de Solo) reúne hoje o maior<br />

banco de dados de atividade enzimática de<br />

solos do mundo, com informações de 28<br />

mil amostras das cinco regiões brasileiras.<br />

São todas MRV (mensuráveis, rastreáveis e verificáveis)<br />

e coletadas em 960 municípios de todos os Estados<br />

brasileiros e do Distrito Federal. Desenvolvida pela EM-<br />

BRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)<br />

Cerrados, no Distrito Federal e EMBRAPA Agrobiologia,<br />

no Rio de Janeiro (RJ), a BioAS inovou ao agregar o<br />

componente biológico à análise de solo, antes limitada<br />

aos atributos químicos e físicos, e colocou o Brasil na<br />

vanguarda desse tipo de trabalho.<br />

A análise envolve medições de enzimas relacionadas<br />

aos ciclos de enxofre e carbono, que são capazes de<br />

indicar a saúde do solo. A técnica combina propriedades<br />

químicas e biológicas do solo, avaliando a matéria<br />

orgânica presente nele, o que gera um resultado mais<br />

completo que as análises convencionais (veja detalhes<br />

no quadro no fim da matéria).<br />

Com base no universo amostral já coletado, é possível<br />

constatar que mais da metade dos solos é consi-<br />

Por ser um banco de dados<br />

totalmente rastreável, a partir<br />

desses resultados, várias estratégias<br />

eficazes podem ser aplicadas para<br />

garantir lavouras produtivas em<br />

solos saudáveis, abrindo enormes<br />

oportunidades para políticas públicas<br />

de conservação e saúde do solo em<br />

nível municipal, estadual e nacional<br />

Ieda Mendes, líder do projeto<br />

Bioindicadores e pesquisadora<br />

da EMBRAPA<br />

68 www.referenciaflorestal.com.br


derada saudável (53,7%); 14,7% estão em recuperação;<br />

23,5%, adoecendo; 2,5%, doentes e 5,6%, com resultados<br />

indefinidos. “O fato de que 68,4% das amostras já<br />

cadastradas no banco de dados representam ambientes<br />

de solos saudáveis ou em recuperação é altamente positivo,<br />

mas também mostra que há grande espaço para<br />

melhoria”, afirma a pesquisadora da EMBRAPA Ieda<br />

Mendes, líder do projeto Bioindicadores. Ieda destaca<br />

que esse trabalho em rede tem permitido monitorar de<br />

forma inédita os solos do país.<br />

REDE EM EXPANSÃO<br />

A BioAS tem ganhado escala no Brasil. A rede de<br />

laboratórios habilitados pela EMBRAPA a oferecer a<br />

tecnologia foi ampliada e passou de 7 para 33 em todo<br />

o país. Outros 30 laboratórios iniciarão testes de proficiência<br />

em 2024. A Rede EMBRAPA BioAS, formada<br />

pela empresa pública de pesquisa e pelos laboratórios<br />

comerciais, permite que a tecnologia esteja de fato disponível<br />

para todos os agricultores do Brasil.<br />

TOP OF MIND EM<br />

PLANEJAMENTO<br />

FLORESTAL<br />

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Fevereiro 2024<br />

69


SOLO<br />

Ieda Mendes explica que a BioAS é uma ferramenta<br />

que permite ao agricultor alcançar avanços significativos<br />

na saúde dos solos das lavouras, uma vez que<br />

facilita a identificação das melhores práticas de manejo<br />

e, também, daquelas que podem vir a degradar o solo<br />

e comprometer a produtividade futuramente. Hoje, o<br />

Brasil é o único país do mundo que possui parâmetros<br />

biológicos, calibrados em função do rendimento de<br />

grãos e da matéria orgânica, nas análises de solo. “Por<br />

ser um banco de dados totalmente rastreável, a partir<br />

desses resultados, várias estratégias eficazes podem ser<br />

aplicadas para garantir lavouras produtivas em solos<br />

saudáveis, abrindo enormes oportunidades para políticas<br />

públicas de conservação e saúde do solo em nível<br />

municipal, estadual e nacional”, explica a pesquisadora.<br />

Semelhante à estratégia utilizada<br />

para interpretar os valores de<br />

atividade enzimática, todos<br />

os IQS e os escores das três<br />

funções são calibrados em<br />

relação ao rendimento de grãos<br />

e à matéria orgânica do solo<br />

Ieda Mendes, líder do projeto<br />

Bioindicadores e pesquisadora<br />

da EMBRAPA<br />

COMO FUNCIONA O BIOAS<br />

Para se integrar à Rede EMBRAPA BioAS, os laboratórios<br />

passam por rigorosos treinamentos teóricos e<br />

70 www.referenciaflorestal.com.br


práticos. A confiabilidade nos resultados gerados em<br />

todo o país é garantida pela padronização dos métodos<br />

analíticos e protocolos de amostragem de solo. Além<br />

disso, os laboratórios da rede se submetem a testes<br />

interlaboratoriais que asseguram padrões de excelência<br />

das análises.<br />

Após a habilitação, esses laboratórios se conectam<br />

aos servidores da EMBRAPA por meio da plataforma<br />

web denominada MIQS (Módulo de Interpretação da<br />

Qualidade do Solo) da Tecnologia BioAS MIQS. Além de<br />

interpretar os valores de atividade enzimática e matéria<br />

orgânica do solo, indicando se eles estão baixos, moderados<br />

ou elevados, a plataforma MIQS também calcula<br />

os IQS (Índices de Qualidade de Solo). Os IQS são calculados<br />

com base nas propriedades químicas e biológicas<br />

em conjunto - IQSFERTIBIO - e separadamente - IQSBIO-<br />

LÓGICO e IQSQUÍMICO.<br />

Além dos IQS, na bioanálise são avaliadas ainda três<br />

funções relacionadas à capacidade do solo de promover<br />

a nutrição das plantas: a capacidade do solo ciclar<br />

nutrientes; a capacidade do solo armazenar nutrientes;<br />

e a capacidade do solo suprir nutrientes. Como os IQS,<br />

os escores das funções também variam de 0 a 1, sendo<br />

que, quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho<br />

da função. “Semelhante à estratégia utilizada para<br />

interpretar os valores de atividade enzimática, todos<br />

os IQS e os escores das três funções são calibrados em<br />

relação ao rendimento de grãos e à matéria orgânica do<br />

solo”, esclarece Ieda.<br />

DETALHAMENTO<br />

A tecnologia EMBRAPA BioAS é pioneira no mundo<br />

e tem por objetivo avaliar a saúde dos solos por meio<br />

da análise da atividade das enzimas arilsulfatase e<br />

β-glicosidase, relacionadas aos ciclos do enxofre e do<br />

carbono, respectivamente. “Com as determinações<br />

dessas enzimas é possível a detecção de problemas<br />

assintomáticos de saúde do solo, antes que eles impactem<br />

o rendimento das lavouras, de forma análoga a um<br />

exame de sangue, que pode indicar que um indivíduo<br />

está doente, ainda que este não apresente sintomas”,<br />

aponta a pesquisadora.<br />

Disco de corte para Feller<br />

Usinagem<br />

• Disco de Corte para Feller<br />

conforme modelo ou amostra,<br />

fabricado em aço de alta<br />

qualidade;<br />

• Discos com encaixe para<br />

utilização de até 20<br />

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Fevereiro 2024<br />

71


SOLO<br />

Segundo a cientista, todo solo saudável é produtivo,<br />

mas nem todo solo produtivo é saudável. “Isso<br />

ocorre porque o conceito de saúde do solo ultrapassa a<br />

questão da produção de grãos, carne, energia e fibras.<br />

Além de produtivo, um solo saudável é um solo biologicamente<br />

ativo, capaz de infiltrar e armazenar água,<br />

sequestrar carbono, ciclar nutrientes e promover a<br />

degradação de pesticidas, dentre vários outros serviços<br />

ambientais. Todos esses aspectos reforçam a importância<br />

da avaliação de atributos relacionados à saúde do<br />

solo entre agricultores e tomadores de decisão no meio<br />

rural”, observa.<br />

De acordo com a pesquisadora, embora seja possível<br />

ter lavouras produtivas em solos doentes ou em<br />

processo de adoecimento, essa condição só pode ser<br />

alcançada com a utilização intensiva de adubos e pesticidas,<br />

o que é insustentável no longo prazo. “A perda de<br />

72 www.referenciaflorestal.com.br


Valores baixos desses<br />

bioindicadores servem de alerta para<br />

o agricultor reavaliar o sistema de<br />

produção e adotar boas práticas de<br />

manejo. Por outro lado, quantidades<br />

elevadas indicam sistemas de<br />

produção ou práticas de manejo do<br />

solo adequadas e sustentáveis<br />

Fábio Bueno, pesquisador<br />

da EMBRAPA<br />

saúde do solo é ocasionada pelo uso de práticas de manejo<br />

não-conservacionistas como a monocultura, o uso<br />

excessivo de maquinários agrícolas pesados e ausência<br />

de cobertura vegetal. Por outro lado, solos saudáveis<br />

são formados por meio da adoção de boas práticas de<br />

manejo em longo prazo, o que os torna produtivos e<br />

resilientes, capazes de manter uma boa produtividade<br />

em situações adversas, como a falta de chuva durante<br />

o período de desenvolvimento das lavouras”, complementa<br />

Ieda.<br />

Fábio Bueno, pesquisador da EMBRAPA explica que<br />

uma das principais vantagens do uso das enzimas reside<br />

no fato de que elas são mais sensíveis que indicadores<br />

químicos e físicos, funcionando como eco sensores<br />

que antecipam alterações na saúde do solo, em função<br />

de seu uso e manejo. “Valores baixos desses bioindicadores<br />

servem de alerta para o agricultor reavaliar o<br />

sistema de produção e adotar boas práticas de manejo.<br />

Por outro lado, quantidades elevadas indicam sistemas<br />

de produção ou práticas de manejo do solo adequadas<br />

e sustentáveis”, ressalta Fábio.<br />

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Fevereiro 2024<br />

73


PESQUISA<br />

COMPARAÇÃO DE MODELOS<br />

HIPSOMÉTRICOS E DESCRIÇÃO DE UM<br />

POVOAMENTO DE PINUS TAEDA L.<br />

Fotos: divulgação<br />

VICTÓRIA OLIVEIRA CABRAL HASSAN<br />

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)<br />

BIANCA LAMOUNIER DA SILVA LIMA<br />

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)<br />

MARCIANO MARTINS ARTISMO<br />

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)<br />

ELIANA CRISTINI MACHADO<br />

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)<br />

GUSTAVO NUNES TELES<br />

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)<br />

MARCOS FELIPE NICOLETT<br />

UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA)<br />

74 www.referenciaflorestal.com.br


O<br />

RESUMO<br />

presente artigo objetivou ajustar um<br />

modelo que permita estimar a altura, a<br />

partir de mensurações do diâmetro, para<br />

um plantio comercial de Pinus taeda,<br />

em Lages (SC). A amostra contou com<br />

22 parcelas aleatórias circulares de 400 m² cada, sendo<br />

que os indivíduos de Pinus taeda tiveram seus diâmetros<br />

e alturas mensurados. Foram ajustados seis modelos<br />

hipsométricos e, para selecioná-los, foi observado, para<br />

cada modelo, o R-Quadrado ajustado (R² ajustado), erro<br />

padrão da estimativa (Syx), erro padrão da estimativa em<br />

porcentagem (Syx %) e análise gráfica da dispersão residual<br />

(erro relativo). Ainda, foi realizado o teste qui-quadrado<br />

para a validação do modelo que melhor estimou<br />

a altura. Foram obtidos valores de estatística descritiva<br />

para o diâmetro, altura, altura dominante, área transversal<br />

e área basal, assim como a distribuição de frequência<br />

do diâmetro. O modelo de Stoffels foi o de melhor ajuste<br />

e obteve validação. A estatística descritiva indicou árvores<br />

de elevado porte, com homogeneidade dos dados<br />

de altura, diâmetro e altura dominante. A distribuição<br />

de frequência do diâmetro foi próxima a normal, padrão<br />

esperado para uma floresta equiânea.<br />

Fevereiro 2024<br />

75


PESQUISA<br />

INTRODUÇÃO<br />

As espécies Pinus elliottiie e Pinus taeda se destacam<br />

no sul e sudeste do Brasil pela facilidade de manejo<br />

cultural, rápido crescimento e reprodução intensiva (Shimizu,<br />

2008). Em 2019, a área total de árvores plantadas<br />

foi de 9 milhões de ha (hectares), sendo que, 18% dessa<br />

área representa o cultivo de pinus, com 1,64 milhões de<br />

ha (IBA, 2020).<br />

Para saber a produtividade da floresta, é necessário<br />

obter os valores de diâmetro e de altura do povoamento,<br />

pois, segundo Schmidt (1977), estas variáveis definem o<br />

volume da madeira em pé e são requisitos principais no<br />

planejamento de produção física.<br />

A relação altura e diâmetro de uma árvore é, comumente,<br />

simbolizada por “h/d” e é denominada como<br />

relação hipsométrica (Finger, 1992). Para se estabelecer<br />

essa relação, técnicas de modelagem, com sua respectiva<br />

validação, têm sido utilizadas. Segundo Sanquetta et al.<br />

(2009), os modelos hipsométricos são equações ajustadas<br />

que expressam a relação altura-diâmetro da árvore.<br />

Considerando o exposto, o presente artigo objetivou<br />

ajustar um modelo que permita estimar a altura, a partir<br />

de mensurações do diâmetro, para um plantio comercial<br />

de Pinus taeda, em Lages (SC). Além disso, determinar<br />

as estatísticas descritivas e o histograma de frequência<br />

para a determinação da distribuição diamétrica deste<br />

povoamento.<br />

MATERIAL E MÉTODOS<br />

O plantio de Pinus taeda, que consta de 20 ha cultivados,<br />

foi implantado em 1997, em Lages. O povoamento<br />

foi amostrado em 2021, possuindo a idade de 24 anos.<br />

Para a amostragem, foram alocadas, de forma aleatória,<br />

22 parcelas circulares, com cada uma com raio de 11,3m<br />

(metros) e área de 400 m2. Assim, ao todo, foram amostrados<br />

0,88 ha. Todos os indivíduos de Pinus taeda dentro<br />

das parcelas tiveram seus diâmetros medidos através<br />

da suta. Para a altura, utilizando o hipsômetro TruPulse,<br />

foi aferida 20% das primeiras árvores de cada parcela,<br />

além das dominantes. A altura dominante de Assmann<br />

corresponde à altura média das 100 árvores mais grossas<br />

por ha (Finger, 1992). Foram selecionados seis modelos<br />

hipsométricos, de modo a escolher o que melhor estima<br />

a altura das árvores do plantio de Pinus taeda.<br />

Para ajustar cada modelo de regressão, utilizou-se os<br />

dados de 20 parcelas e aplicou-se os parâmetros de indicativo<br />

de ajuste: R² ajustado, Syx, Syx % e análise gráfica<br />

da dispersão residual. Para as equações que apresentam<br />

76 www.referenciaflorestal.com.br


transformação da variável dependente, o Syx e Syx%<br />

foram recalculados e, para as equações com variável dependente<br />

logaritmizada, foi aplicado o fator de correção<br />

de Meyer que corrige a discrepância logarítmica (Silva et<br />

al., 2011).<br />

Em seguida, foi realizado o teste qui-quadrado para<br />

a validação do modelo que melhor estimou a altura.<br />

Para isso, foram utilizados 10% dos dados, utilizando o<br />

qui-quadrado tabelado ao nível de 5% de probabilidade.<br />

No caso do qui-quadrado calculado ser superior ao tabelado,<br />

deve-se rejeitar a hipótese nula e, no caso do qui-<br />

-quadrado tabelado ser maior que o calculado, aceita-se<br />

a hipótese nula e considera-se que o modelo está bem<br />

ajustado. A hipótese da nulidade considerada foi que o<br />

modelo escolhido representa a relação hipsométrica dos<br />

dados e a hipótese alternativa que o modelo escolhido<br />

não representa a relação hipsométrica dos dados.<br />

A hipótese da nulidade<br />

considerada foi que o modelo<br />

escolhido representa a<br />

relação hipsométrica dos<br />

dados e a hipótese alternativa<br />

que o modelo escolhido<br />

não representa a relação<br />

hipsométrica dos dados<br />

Essa é uma versão parcial<br />

deste artigo, o material<br />

completo pode ser acessado<br />

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Fevereiro 2024<br />

77


AGENDA<br />

AGENDA 2024<br />

Workshop sobre Inovações no Controle<br />

de Formigas Cortadeiras<br />

Data: 22<br />

Local: Curitiba (PR)<br />

Informações: https://www.ipef.br/<br />

eventos/evento.aspx?id=549<br />

Dubai Wood Show<br />

Data: 5 a 7<br />

Local: Dubai - EAU (Emirados Árabes Unidos)<br />

Informações: https://www.woodshowglobal.<br />

com/dubai<br />

Forst Live<br />

Data: 12 a 14<br />

Local: Offenburg (Alemanha)<br />

Informações: https://www.forst-live.de/en<br />

FEVEREIRO<br />

2024<br />

MARÇO<br />

2024<br />

ABRIL<br />

2024<br />

SET<br />

2024<br />

LIGNUM<br />

A Lignum Latin America é uma feira focada na transformação,<br />

beneficiamento, preservação, energia, biomassa,<br />

uso da madeira e manejo florestal. A cada edição<br />

apresenta soluções, lançamentos e tendências para o<br />

setor industrial madeireiro e florestal de forma estática e<br />

dinâmica. Na quarta edição, realizada em 2022, a Lignum<br />

Latin America reuniu 120 expositores e 8.298 visitantes<br />

altamente qualificados, gerando vendas e prospecções. A<br />

Lignum Latin America é o principal evento da SIM – Semana<br />

Internacional da Madeira. Além da exposição, a feira<br />

também oferece uma série de palestras e workshops com<br />

especialistas renomados, que podem ajudar a sua empresa<br />

a se manter atualizada sobre as últimas tendências e<br />

desafios do setor.<br />

OUT<br />

2024<br />

VI CBCTEM<br />

O VI CBCTEM (Congresso Brasileiro de Ciência e<br />

Tecnologia da Madeira) visa a divulgação e o estímulo da<br />

produção científica, a congregação e a aproximação entre<br />

pessoas e instituições, e a reflexões sobre os destinos<br />

da Ciência e Tecnologia da Madeira Brasileira. O evento<br />

foi concebido para acadêmicos de graduação, de pósgraduação,<br />

professores, pesquisadores, profissionais e<br />

demais interessados que estudam, investigam e atuam na<br />

área da Ciência e Tecnologia da Madeira.<br />

Imagem: reprodução Imagem: reprodução<br />

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Lignum<br />

Data: 17 a 19<br />

Local: Curitiba (PR)<br />

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aumentam a confiança<br />

do cliente final<br />

E<br />

mpresas de diferentes setores e verticais tem impulsionado suas estratégias<br />

na direção da terceirização, ou outsourcing, inclusive na modalidade<br />

full, que abrange inúmeros serviços e áreas de negócios. Fatores<br />

como a preservação de valor a longo prazo, que envolve pontos importantes<br />

como velocidade e agilidade comercial, obtenção e retenção de profissionais<br />

com conhecimentos especializados, melhoria de processos, otimização de custos<br />

e escalada da inovação, ganham relevância no cenário da terceirização, com foco<br />

aprimorado nas suas práticas de governança e ESG (Ambiental, Social e Governança,<br />

em inglês).<br />

A terceirização, segundo estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), é<br />

utilizada por 80% das empresas brasileiras em algum setor ou atividade, destinando<br />

uma média de 18,6% de seus orçamentos para este fim. O avanço pode ser visto<br />

também nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de<br />

12,7 milhões de profissionais, em 2021, eram terceirizados, ou seja, 26% da população<br />

trabalhadora. São números que reforçam a oferta de empresas especializadas<br />

na modalidade de terceirização.<br />

No entanto, o trabalho de terceiros, no cenário empresarial contemporâneo,<br />

encontra-se diante de desafios ligados aos princípios ESG, à gestão de riscos e<br />

à conformidade. Conforme indicado por uma pesquisa conduzida pela Deloitte,<br />

90% das empresas participantes reportaram algum tipo de prejuízo decorrente de<br />

incidentes envolvendo parceiros terceirizados. O estudo revela que 26% desses<br />

desafios estão associados à reputação, 23% às questões financeiras, 23% aos aspectos<br />

regulatórios, 21% à gestão de informações confidenciais e 10% aos vínculos<br />

comerciais.<br />

Esse panorama destaca a importância de uma governança efetiva sobre recursos<br />

terceirizados, considerando não apenas os benefícios operacionais, mas<br />

também os potenciais impactos em termos de imagem, finanças, conformidade e<br />

gestão de riscos para as organizações.<br />

Ferramentas inadequadas, gerenciamento e monitoração ineficientes, qualidade<br />

de processos e estruturas de escalada deficientes, acentuam a crescente<br />

demanda por terceirização. As empresas devem ter em mente que a complexidade<br />

do gerenciamento de terceiros inclui a variedade de prestadores, quantidade de<br />

parceiros, requisitos ESG, KPIs, qualidade de dados e fatores geográficos, itens que<br />

quando terceirizados permitem aos gestores mais foco no negócio.<br />

Para enfrentar os desafios do mercado as empresas buscam não apenas uma<br />

governança eficaz, mas também inovação e eficiência em um ambiente de terceirização<br />

dinâmico. Portanto, ao integrar flexibilidade, escalabilidade e tecnologias<br />

de ponta, na governança de terceiros em uma era de transparência, elas podem<br />

enfrentar os desafios com confiança e se destacar em seus setores.<br />

Para traçar um plano de governança eficiente na gestão de terceiros, soluções<br />

que atendam os desafios reputacionais, financeiros, regulatórios, de informação sigilosa<br />

e de negócios, mas também impulsionando a inovação por meio de automação<br />

e inteligência artificial, se tornam diferenciais importantes no mercado. Em um<br />

mundo onde a rapidez das decisões e a adaptabilidade são cruciais, as empresas<br />

que buscam liderar na era da transparência e da terceirização dinâmica precisam<br />

apostar em tecnologias ágeis que possam acompanhar este ritmo.<br />

Cabe as empresas contemplar a governança na gestão de terceiros, considerando<br />

soluções que suporte os profissionais e serviços terceirizados em todas as etapas<br />

da cadeia, como por exemplo: homologação, capacidade de traçar o perfil de risco<br />

dos terceiros com a implantação de programas, políticas, controles e desempenho.<br />

Já em relação ao monitoramento, ferramentas que identifiquem pontos de melhorias,<br />

além de performance ESG, colaboram para uma maior transparência em relação<br />

aos aspectos financeiros e mitigação de riscos e impactos socioambientais.<br />

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