*Novembro/2019 - Referência Florestal 213

jota.2016
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MANEJO Etnias indígenas de Mato Grosso lutam para conseguir tirar da floresta o seu próprio sustento

ALTA PERFORMANCE

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SUMÁRIO

NOVEMBRO 2019

48

INOVAÇÃO,

CUSTOMIZAÇÃO

E REPOSIÇÃO

10 Editorial

12 Cartas

14 Bastidores

16 Coluna Ivan Tomaselli

18 Notas

30 Sustentabilidade

32 Frases

34 Artigo

38 Entrevista

48 Principal

54 Economia

60 Espécie

64 Prêmio

76 Pesquisa

80 Agenda

82 Espaço Aberto

54

64

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

09 Agroceres

13 BKT

15 Carrocerias Bachiega

45 Codornada Florestal

77 Combate Florestal

84 Denis Cimaf

02 Dinagro

04 Emex

27 Engeforest

21 Envimat

06 Grupo AIZ

57 J de Souza

11 Komatsu Forest

59 Log Max

43 Manos Implementos

25 MSC Cargo

75 Mill Indústrias

79 Mill Indústrias

29 Raptor Florestal

41 Recapadora Taquarense

31 Rotary-Ax

63 Rotor Equipamentos

23 Sergomel

47 Show Florestal

83 TMO

33 Unibrás

37 Vantec

17 West Rock

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expertise gerencial das operações de controle.


EDITORIAL

Destaques

do ano

Sucesso é a palavra que traduz bem o que significa o PRÊMIO

REFERÊNCIA. Em mais uma edição do evento a JOTA EDITORA

homenageou as empresas que se destacaram no ramo florestal e madeireiro.

O presente foi um prêmio de reconhecimento pelo trabalho

que realizaram ao longo do ano. Prêmio este ofertado pelas revistas

REFERÊNCIA FLORESTAL, INDUSTRIAL, PRODUTOS DE MADEIRA, CE-

LULOSE E PAPEL E BIOMAIS. Além da cobertura completa do evento,

nesta edição você vai descobrir a solução de um constante desafio na

cadeia produtiva da madeira, que é equacionar redução de tempo,

produtividade, segurança e agilidade, apresentando uma nova aposta

que garante mudanças no setor: a customização de máquinas e equipamentos.

Já a entrevista desta edição será com o diretor-geral do

SFB (Serviço Florestal Brasileiro), Valdir Colatto, que vai nos explicar

como o órgão trabalha para a preservação das florestas nativas, especialmente

por meio da concessão florestal. Tenha uma ótima leitura!

HIGHLIGHTS OF THE YEAR

Success is the word that translates well what the Prêmio Referência

means. At this year’s event, the Jota Group honored the companies that

stood out in the forestry and timber business. The award was a recognition

for the work they performed throughout the year. This is an award

offered by the magazines REFERÊNCIA Florestal, REFERÊNCIA Industrial,

Produtos de Madeira, CELULOSE e PAPEL, and BIOMAIS. In addition

to the complete coverage of the event, in this issue you will discover

the solution of a constant challenge in the processed timber productive

chain, which is to equate reduction of time, and increased productivity,

security, and agility, presenting a new bet that ensures changes in the

Sector: machinery and equipment customization. The interview in this

issue is with Valdir Colatto, Director General of the Brazilian Forest Service

who will explain to us how the agency works for the preservation of

native forests, especially through forest concessions. Pleasant reading!

2

A segurança que o seu desafio

será cumprido e produtivo.

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Entrevista com

Valdir Colatto

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A capa deste mês é destaque

o equipamento do Grupo AIZ

Madeira de

uva-do-japão

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXI • N°213 • Novembro 2019

MANEJO Etnias indígenas de Mato Grosso lutam para conseguir tirar da floresta o seu próprio sustento

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MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS EM TODO

PROCESSO DE COLHEITA DA MADEIRA

3

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 213 - NOVEMBRO 2019

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Santos Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Supervisão - Cassiele Ferreira

assinatura@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

INOVAÇÃO Brasil sedia congresso mundial de pesquisa florestal

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Capa da Edição 212 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de outubro de 2019

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Ano XXI • N°212 • Outubro 2019

EXPORTAÇÃO

Por Lucas de Souza Kos - Curitiba (PR)

Conhecia a Revista da época que estava na graduação e agora voltei a ser

leitor novamente. Está sempre atualizada, abrindo nossos horizontes como

a matéria sobre comercialização de pinus no exterior que eu desconhecia

NOVO ASSINANTE

Por Paulo Roberto Lima - Joinville (SC)

Assinei há pouco tempo e achei super interessante a Revista,

especialmente para quem é do setor, pois traz muita informação útil,

novidades e deixam os profissionais bem atualizados com materiais

que não estão na internet. Achei bem completa

ÓTIMO CONTEÚDO

Por Luiz Rocha - Montes Claros (MG)

Parabéns a Revista que sempre traz um conteúdo sério e

completo! Quem atua no setor precisa ler para não ficar fora

das rodas de conversa

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista

REFERÊNCIA FLORESTAL ou a

respeito de reportagem produzida

pelo veículo.

DESENVOLVIMENTO DO INTERIOR

Por Lindomar Mendonça - Paranaguá (PR)

Bem detalhada a matéria sobre o terminal de celulose no Porto de Paranaguá

(PR) da penúltima edição. A novidade gera muita esperança para a economia

local, em vários setores

INFORMAÇÃO

Por Sérgio Souza - Ponta Grossa (PR)

São muito interessantes os artigos

científicos publicados na Revista,

assim conseguimos ter acesso à

pesquisas sérias e ainda há uma valorização

dos estudos realizados nas

universidades

Foto: REFERÊNCIA Foto: divulgação Foto: divulgação

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BASTIDORES

Charge

Charge: Francis Ortolan

Revista

PRESENÇA VIP

Com destaque na capa da Revista REFERÊNCIA deste

mês, os representantes do Grupo AIZ, estiveram na

sede da JOTA EDITORA para acompanhar de perto a

produção e edicão de novembro.

Foto: Fabiano Mendes

Na foto: Fábio Machado, diretor comercial da JOTA

EDITORA, junto com Éder Cavalcanti e Marco Antonio,

do Grupo AIZ

PREPARANDO A CAPA

A REFÊRENCIA FLORESTAL foi até a sede do Grupo

AIZ, em São José dos Pinhais (PR), para fazer a

preparação da foto para a capa desta edição.

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Foto: REFERÊNCIA


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COLUNA

AUMENTO NA OFERTA

DE MADEIRA AFETOU OS

PREÇOS INTERNACIONAIS DE

PRODUTOS FLORESTAIS

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

O preço do compensado, madeira serrada,

celulose e outros produtos tiveram uma

queda de 30% ou uma porcentagem até

superior

Desde 2012

diversos países

da Europa têm

aumentado

o volume

de colheita

para atender

à crescente

demanda de

madeira do

segmento de

produtos em

madeira sólida

D

urante este ano os preços de

produtos florestais no mercado

internacional declinaram.

O preço do compensado,

madeira serrada, celulose e

outros produtos tiveram uma queda de 30%

ou até mais. Diversas razões são citadas por

especialistas em mercado, mas existe uma

concordância sobre a dificuldade de explicar

uma queda tão acentuada em um período

tão curto.

A guerra comercial entre os Estados

Unidos e a China, a redução da expectativa

do crescimento da economia mundial,

especialmente da Europa, a expectativa de

crescimento recente da oferta de produtos

de madeira, especialmente de celulose, estão

na lista de possíveis razões para a queda

no preço.

No entanto talvez o maior impacto seja

o aumento ao longo dos últimos cinco anos

ou mais, na oferta de madeira em tora em

algumas regiões, particularmente na Europa

e nos países que compõe a CIS (Commonwealth

Independent States).

Desde 2012 diversos países da Europa

têm aumentado o volume de colheita para

atender à crescente demanda de madeira,

particularmente do segmento de produtos

madeira sólida. De 2014 até 2018 o consumo

de toras para serraria e painéis de madeira

cresceu cerca de 10%. Alguns países, como

a Finlândia, produziu, em 2018, aproximadamente

60 milhões de m3 (metros cúbicos)

de toras, um aumento de 22% em relação ao

volume de 2013.

O maior salto no consumo de toras na

Finlândia ocorreu de 2017 para 2018, resultado

do aumento na demanda de madeira

para produção de serrados e celulose. A Po-

Foto: divulgação

lônia também aumentou o volume de colheita

atendendo a maior demanda de madeira

em toras para exportação.

Além do aumento na colheita para atender

a demanda interna ou para exportar,

alguns países da Europa central tiveram suas

florestas afetadas por desastres naturais,

incluindo tempestades e ataque de insetos.

Entre estes países estão a Áustria, República

Checa, França, Alemanha, Itália, Eslováquia e

Suíça. Estima-se que nos últimos dois anos,

em função destes desastres naturais, entre

110 e 140 milhões de m3 de madeira tenham

sido afetados. Este volume representa mais

de 25% do consumo anual de toras na Europa

e está sendo ofertado no mercado preços

mais baixos.

Os países que compõe a CIS também

aumentaram a produção de madeira em

toras. Em 2018, o volume de toras aumentou

12%, atingindo nestes países uma produção

de 245 milhões de m3. O principal aumento

ocorreu na Rússia, particularmente na Sibéria

e extremo leste, e uma grande parte das

toras são destinadas ao mercado internacional.

Outros países da região, como a Bielo

Rússia e Ucraína, também incrementaram a

produção de madeira em toras.

Parece claro que o crescimento da oferta

de madeira em toras e a expansão da indústria

florestal, principalmente na Europa,

mas também na Rússia, que vem ocorrendo

nos últimos 5 anos, é a principal razão para

a queda nos preços internacionais. O mercado

buscará um equilíbrio, mas é provável

que o equilíbrio seja atingido em um menor

patamar de preços. É, portanto, importante

que a indústria florestal brasileira continue a

investir para assegurar a competitividade no

mercado internacional.

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para implementar processos e soluções inovadoras em sementes, mudas e toras. Mais do que isso, a

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NOTAS

Aplicativo para contagem

de madeira

Criado nos EUA (Estados Unidos da América), o aplicativo

CountThings, usado para automatizar a contagem de madeira,

chegou ao Brasil neste mês. Disponível para windows, iOS e

android, o aplicativo tem versões gratuitas, com limitações de

funções, e outras duas versões pagas, com valores entre U$

100 e U$ 500 por mês. Com a tecnologia de Visão Computacional

e Machine Learning, o aplicativo consegue reconhecer

o que é uma madeira, contá-la e diferenciá-la de outras espécies

por meio de fotos e vídeos. O usuário precisa “ensinar”

o aplicativo a fazer o reconhecimento. Isso é feito da seguinte

forma: após selecionar ou capturar a foto (ou o vídeo) que

deseja contar, o usuário escolhe o template adequado (por

exemplo, a espécie de madeira) e então clica no botão contar.

Em questão de segundos o software conta cada madeira da

foto ou vídeo, etiqueta-o com um número para que possa ser

feita uma verificação e, caso desejado, o total de madeiras

naquela foto ou vídeo. O aplicativo conta com mais de 300

modelos de contagem. No Brasil, a empresa de softwares

L2VM é a representante oficial do aplicativo e fornece toda a

assistência necessária em português, pelo mesmo preço dos

EUA.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Setor atinge US$ 7,8 bi

em exportações

Os produtos da indústria de base florestal

chegaram a US$ 7,8 bilhões em comercializações

com outros países. A celulose totalizou

US$ 6 bilhões, enquanto o papel somou US$ 1,5

bilhão e painéis de madeira US$ 197 milhões.

Os dados foram divulgados pela IBÁ (Indústria

Brasileira de Árvores). O saldo da balança comercial

do setor atingiu US$ 6,9 bilhões (-2,8%).

A representatividade da balança do setor avançou

e somou 4,6% do total das exportações brasileiras.

De janeiro a setembro, a China seguiu

como principal mercado da celulose brasileira,

adquirindo US$ 2,6 bilhões do produto. A América

Latina, por sua vez, é o destino com maior

negociação para painéis de madeira (US$ 125

milhões) e papel (US$ 880 milhões).

18 www.referenciaflorestal.com.br


Madeira amazônica em

instrumentos musicais

Extrair o elemento menos perceptivo, aos olhos do cotidiano, que a madeira pode

oferecer: o som. Essa é a missão da Oela (Oficina Escola de Lutheria da Amazônia), localizada

na periferia de Manaus (AM), que constrói instrumentos musicais e prepara jovens

luthiers para o mercado de trabalho. Pioneira no Brasil, a organização sem fins lucrativos

é uma referência no mundo, atraindo olhares até de autoridades como o Príncipe

Charles, por usar espécies diferentes de madeiras, inclusive usando opções que estão em

extinção.

Com 19 anos com a certificação do FSC® (Florest Stewardship Council®), concedida

por adotar o uso exclusivo de madeira oriunda de manejo florestal

certificado para construção de violões, a Oela tem como

matéria-prima madeiras amazônicas para produção de violões.

É necessário ressaltar, que a alternativa não é considerada

substituição da madeira comumente usada na construção de

instrumentos.

Para produzir o violão, a Oela utiliza espécies variadas. Para

a produção do fundo lateral do instrumento é usado o Tauari,

encontrada apenas no Amazonas, Rondônia e Pará e em partes

do Amapá. Para a o tampo do instrumento é utilizado a marupá;

já a produção do braço conta com o breu branco; e, por fim,

a produção da escala conta com o coração de negro.

Todos os instrumentos são construídos artesanalmente pelos

alunos do curso técnico de luteria, orientados por um professor

luthier. Os violões produzidos em sala de aula ficam para

a própria escola utilizar nas aulas de musicalização oferecidas,

gratuitamente, no local. A produção em escala para venda não

é o foco do projeto, mas o público externo pode encomendar

um violão com valor entre R$ 2 mil e até R$ 20 mil.

O trabalho diferenciado tem atraído pessoas de várias partes

do mundo. No último mês de setembro, a família Salzmann

saiu de Vestfália, na Alemanha, para tirar férias no Brasil e

incluiu o Amazonas no roteiro somente para conhecer a Oela. O

pastor Stefan e seus filhos Jacob, 19, Nora, 17 e Sophie, 11, visitaram

a sede do projeto e testaram os instrumentos musicais

pelo luthier e educador Diego Freitas. “Achei muito interessante.

A gente sente o espírito desta instituição. Desenvolver um

projeto desses é ótimo. Imagino que para os alunos é importantíssimo

na vida deles”, acredita Salzmann.

Em 2015, a Oela obteve o certificado de reconhecimento

pelo MEC (Ministério da Educação) como uma das organizações

que promovem a inovação e a criatividade no ensino de base

do país. Ao longo de toda trajetória o projeto, que hoje conta

com o patrocínio do governo federal e Basa (Banco da Amazônia),

além do apoio institucional da Brazil Foundation e Instituto

Coca-Cola Brasil, entre os apoios técnicos, já formou, aproximadamente,

dois mil e trezentos alunos. Mais informações no site:

www.oela.org.br

Fotos: divulgação

Novembro 2019

19


NOTAS

Foto: divulgação

Plataforma ajuda o

reflorestamento

Com sede em Barcelona, a plataforma Tree-Nation usa

sua própria tecnologia para facilitar o plantio de árvores e o

reflorestamento do planeta. A plataforma tem mais de 300

espécies de árvores disponíveis, possibilitando que pessoas

e empresas participem de projetos de reflorestamento em

todo o mundo. A cada árvore plantada também é atribuída

uma URL, que permite o monitoramento diário de seu

crescimento ou seus níveis de compensação de CO2 (Gás

Carbônico), entre outros dados, além da possibilidade de

presentear outra pessoa se desejado. A plataforma também

oferece às empresas uma ferramenta para vincular o plantio

de árvores com seus objetivos de desempenho, vendas ou

serviço, como parte de iniciativas de marketing ou sustentabilidade.

Atualmente, possui 70 projetos de plantações

localizados em 33 países, nos quais mais de 118 mil cidadãos

e 1.500 empresas já participaram e continuam a crescer graças

à colaboração da população para reflorestar a superfície

terrestre.

Produção florestal impulsiona

PIB no Paraná

O PIB (Produto Interno Bruto)

paranaense cresceu 1,1% no segundo

trimestre de 2019, relativamente ao

imediatamente anterior, de acordo com

os dados dessazonalizados do Ipardes

(Instituto Paranaense de Desenvolvimento

Econômico e Social). O resultado foi

favorecido pelo desempenho de agropecuária

(produção florestal e pecuária) e

indústria (fabricação de veículos automotores).

Indicadores mensais confirmam

a melhora no ritmo de crescimento da

economia estadual – o Ibcr (PR) expandiu

1,4% no trimestre encerrado em agosto,

ante retração de 0,1% no finalizado em

maio, segundo dados dessazonalizados.

Foto: divulgação

20 www.referenciaflorestal.com.br


www.envimat.com.br


NOTAS

Sinaflor é finalista

em Prêmio

O Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos

Florestais) do Ibama está entre os sete finalistas do Prêmio de

E-GOV (Excelência em Governo Eletrônico) – 2019. Permanecem

na disputa com o Instituto os projetos: Inss Digital, do Distrito

Federal; o MG APP (Mobilidade na Prestação de Serviços Públicos)

do Estado de Minas Gerais; o PIÁ (Paraná Inteligência Artificial);

o Programa de Saúde Ambiental Digital, de Pernambuco; o Sefaz

Virtual, do Rio Grande do Sul; e o SOS-Chuva (Sistema de Observação

e Previsão de Tempo Severo), de São Paulo. Antes de ganhar

a atenção dos avaliadores do Prêmio E-GOV, o Sinaflor já havia

despertado o interesse de organismos internacionais. Por meio

do Projeto Mecanismos e Redes de Transferência de Tecnologia

Relacionadas às Mudanças Climáticas na América Latina e no Caribe,

o Sinaflor inspirou o desenvolvimento do sistema de controle

e monitoramento da cadeia produtiva da madeira no Suriname.

Em Washington, analistas do Ibama responsáveis pelo desenvolvimento

do Sinaflor, apresentaram o sistema a países membros

do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) durante o

seminário Greengov, atraindo interesses para parcerias e acordos

de cooperação.

Foto: divulgação

Foto: divulgacão Coca-Cola

Homeopatia

como

repelente

Um repelente natural contra os insetos

de plantação do guaraná da Amazônia fez

aumentar em 137% a quantidade de frutos

recolhidos de um só pé. Nos municípios de

Urucará e Maués, no Amazonas, produtores

usam um preparado homeopático com a “essência

da formiga” para afastar pregas como

Trips e afastar, sem eliminar, formigas Tachi e Taracuá que atacam até 100% das plantações, principalmente, no período de

floração. Ao notarem que nos locais onde havia formigas, a quantidade de tripes era menor, os produtores criaram uma

solução, a partir da assistência técnica da Coca-Cola Brasil para a contratação de uma empresa especializada, a Homeopatia

Brasil, e desde 2016 utilizam nas árvores. De lá para cá, foi observado uma melhora nos cachos de guaraná que usaram

a alternativa, que estão mais vistosos e dando mais resultados aos produtores. Antes do repelente, a média de colheita de

um produtor era 130g (gramas) de guaraná. Hoje o guaranazeiro saí da colheita com 4 a 5 kg (quilos).

22 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Movimentação

financeira

Foto: divulgação

A inclusão dos barco-hotéis no Cadastur

(Cadastro de Prestadores de Serviços

Turísticos) do Ministério do Turismo deve

impulsionar a economia nas regiões norte

e centro-oeste. É o que prevê o secretário

Nacional de Desenvolvimento e Competitividade

do Turismo do Ministério do

Turismo, Aluizer Malab, que acompanhado

pelo governador do Amazonas, Wilson

Lima e pelo presidente da Associação dos

Operadores de Barcos de Turismo, Leonardo

Leão, lançou a nova tipologia, no

início de novembro em Manaus (AM). De

acordo com Malab, a medida vai alavancar

a ocupação turística, em primeiro plano,

o comércio e também a fabricação de embarcações

de madeira, que incluem toda uma cadeia de produção. Os barco-hotéis são popularmente conhecidos no norte

e centro-oeste do país. O passeio é procurado por amantes da pesca esportiva, do ecoturismo ou também por visitantes

que buscam paz em meio à natureza. O Estado do Amazonas, por exemplo, recebe cerca de 30 mil turistas por temporada

de pesca, o que gera uma movimentação financeira estimada em mais de R$ 100 milhões.

Norma de desempenho

em canal de internet

O Grupo de Trabalho da Comissão de Estudo

de Revisão da Norma de Desempenho (Abnt/CE –

002:136.001) está realizando transmissões ao vivo

das reuniões para avaliar as propostas para revisão

da norma Abnt NBR 15575. Exibidos pelo Canal da

Cbic no youtube, os vídeos ficam disponíveis para

acesso ao final da exibição. A primeira reunião, que

ocorreu no dia 13 de novembro, teve como pautas

as propostas para revisão dos requisitos de desempenho

térmico, lumínico e acústico. As principais

alterações relacionadas ao desempenho térmico

visam a harmonização com a Abnt NBR 15220 –

parte 3 (Transmitância Térmica e Capacidade Térmica) e alinhamento com o Procel (Programa Brasileiro de Eficiência

Energética). Já quanto ao desempenho lumínico, serão revistos conceitos, requisitos e critérios de iluminação natural e a

definição dos pontos de medição em ambientes compostos. No item acústica, o objetivo é encontrar a melhor definição

do enquadramento nas zonas de ruído e propor a eliminação das medições de campo, exceto quando existirem evidentes

problemas de execução.

Imagem: reprodução

24 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Norma técnica para sistema

construtivo de casas com madeira

segue para consulta pública

Para a Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), a

expectativa é de que com a publicação

da norma será possível gerar

escala de negócios para o uso da

madeira na construção civil.

A Comissão de Estudos da Abnt

(Associação Brasileira de Normas

Técnicas) que trabalhou durante

três anos no desenvolvimento

do texto para a normalização do

sistema construtivo wood frame,

construções que utilizam perfis e

painéis de madeira, aprovou por

consenso o texto que seguirá para

consulta nacional. Na avaliação

da Abimci, que acompanhou

todo o processo e tem liderado o

desenvolvimento dessa e de outras

frentes sobre o uso da madeira

na construção civil no país, é um

passo importante para que, em

breve, o modelo construtivo esteja

normalizado. Com isso, a expectativa

é aumentar o consumo per

capita de madeira no mercado

interno, principalmente, em virtude da crescente demanda habitacional brasileira.

Com a participação de muitos interessados no tema, a comissão contou com a contribuição de profissionais que se dividiram

em quatro grupos de trabalhos: materiais, projetos, execução e desempenho. O objetivo foi envolver construtores, fornecedores,

universidades, laboratórios, agente financiador, entre outros, para que todos pudessem contribuir e construir uma norma

adequada a realidade brasileira.

A partir da publicação da norma, segundo a Abimci, programas habitacionais do governo e outros agentes financeiros poderão

incluir em suas linhas de crédito essa nova opção de construção, gerando, assim, escala de negócios para os produtos de

madeira. Além dos perfis e painéis de madeira, o sistema permite o uso de madeira serrada, decks, portas, pisos, estruturas para

a cobertura, entre outros produtos.

Foto: divulgação

PRÓXIMOS PASSOS

Após o debate e consenso entre os participantes da comissão de estudos, o Projeto de Norma é submetido à consulta

nacional. Nessa etapa, realizada pela internet, qualquer interessado pode enviar comentários e sugestões, visando a aprovação

ou não do texto. Terminado o prazo da consulta, todos os comentários, que devem ter embasamento técnico, são analisados e

respondidos pela Comissão de Estudo responsável. Todos os interessados que se manifestaram durante o processo de consulta

nacional são convidados a participar de reunião, a fim de deliberar, por consenso, se este Projeto de Norma deve ser aprovado

como Documento Técnico Abnt. Com isso, o texto é homologado e publicado pela Abnt. As Normas Brasileiras em vigor ficam

disponíveis para consulta no Abnt Catálogo (www.abntcatalogo.com.br).

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Foto: REFERÊNCIA

NOTAS

Florestal semiautônoma

do Brasil

Durante a 11ª edição da Reunião de Filiadas

do Pcmaf (Programa Cooperativo sobre Mecanização

e Automação Florestal) do Ipef, realizada

nas áreas da Suzano, em Três Lagoas (MS), um

dos destaques foi a visita em campo da operação

de plantio e irrigação realizada com a

inédita plantadora semiautônoma de mudas de

eucalipto. O equipamento apresentado planta

e irriga três linhas por vez, de forma semiautônoma,

em espaçamento de plantio de 3m ou

3,5m (metros) entre linhas. O deslocamento da

plantadora é controlado por piloto automático,

utilizando os dados georeferenciados gerados

no preparo de solo. O posicionamento das mudas

é registrado por um outro sistema de alta

precisão que poderá ser adotado para as operações

florestais subsequentes.

ALTA

INDÚSTRIA TEM CRESCIMENTO EM 10

DOS 15 LOCAIS PESQUISADOS

A produção industrial teve crescimento em 10 dos

15 locais pesquisados em setembro, segundo pesquisa

divulgada recentemente, pelo Ibge (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística). Dentre os locais

que apresentaram melhor desempenho estão: Bahia

(4,3%), região nordeste (3,3%) e Rio Grande do Sul

(2,9%). Completam a lista de alta no setor: Espírito

Santo (2,5%), Minas Gerais (2,4%), Pernambuco (2,3%),

Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,0%), Paraná

(1,3%) e Ceará (0,2%). Comparado com setembro de

2018, a produção industrial teve um crescimento de

1,1%, destaque para o Amazonas que apresentou alta

de 16,7% no período, seguido de Paraná (7,4%), Rio de

Janeiro (7,0%), Santa Catarina (5,2%), São Paulo (3,6%)

e Goiás (1,6%).

NOVEMBRO 2019

INCÊNDIOS NA AUSTRÁLIA SÃO

CAUSADOS DE FORMA PROPOSITAL

Parece inacreditável, mas a razão dos incêndios que

devastam a costa leste da Austrália foi um australiano

que tinha como objetivo proteger sua plantação

de maconha. Quatro pessoas morreram e 300 casas

foram destruídas pelas chamas, que devastaram mais

de um milhão de hectares nos últimos dias. De acordo

com a polícia do país, o homem de 51 anos foi acusado

de iniciar de maneira intencional os incêndios ao atear

fogo em um ponto da cidade de Ebor, em Nova Gales

do sul, em uma tentativa de proteger sua plantação de

maconha.

BAIXA

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SUSTENTABILIDADE

Foto: divulgação

Índios querem

trabalhar e

promover o próprio

SUSTENTO

Etnias do Mato Grosso conseguem liberação para plantar

soja e agora aguardam a liberação para a extração da

madeira no sistema manejo sustentável

C

ontrariados com a proibição de cultivo mecanizado

em terras indígenas, índios de três etnias solicitaram

a autorização do Ibama (Instituto Brasileiro

do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

Renováveis) para o plantio de soja. A permissão

veio por meio de uma medida cautelar fornecida pelo órgão

que prevê também a assinatura oficial, ainda em processo de

liberação, do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), fornecido

tanto pelo Ibama quanto pelo Ministério Público e pela

Funai (Fundação Nacional do Índio).

O plantio ocorre em Mato Grosso pelas etnias Paresi, Manoki

e Nambikwara que, atualmente, utilizam 1,7% da área

total de 1,5 milhão de hectares da reserva para a agricultura e

têm como expectativa de produtividade a superação, em média,

de mais de 60 sacas por hectare. “Nós mesmos estamos

fazendo a gestão e indo buscar a viabilidade para que a gente

possa sair da informalidade”, comemora Ronaldo Zokezomaike,

presidente da Coopihanama, cooperativa da nação Paresi, responsável

pela gestão administrativa e operacional da produção,

em entrevista ao site Canal Rural.

Segundo o coordenador de projetos da Coopihanama,

Arnaldo Zunizakaê, os indígenas estão à espera pelo licenciamento

há cerca de 6 anos, quando iniciaram as plantações. “O

órgão responsável até então não tinha dado nenhum encaminhamento

nesse sentido de regularizar a atividade”, lamenta.

De acordo com Ronaldo Zokezomaike, os projetos de

cultivo estão localizados em pontos estratégicos, longe de

nascentes, de áreas de caça e de ocorrência de frutas com o

objetivo de manter a área sem plantação preservada. “É muito

importante a sociedade saber que é um projeto sério, bem planejado,

respeitando a questão ambiental, que é o nosso maior

patrimônio”, afirma.

O plantio é realizado apenas com cultivares convencionais,

já que o cultivo de transgênicos na aldeia permanece proibido.

Apesar de a soja ser o carro-chefe da propriedade, ela vai perder

mais da metade do espaço para culturas de segunda safra,

como feijão e milho, ocupando neste ano cerca de 3.500 ha

(hectares).

De acordo o engenheiro agrônomo da aldeia, Lúcio Avelino

Ozanazokaese, o motivo é o alto custo de produção da leguminosa.

“Por ser uma soja convencional, exige muito manejo,

então estamos reduzindo 70%-80% da área em que estamos

trabalhando”, conta em entrevista recente.

TRADIÇÃO

A agricultura foi introduzida na reserva Paresi há quase

duas décadas. O faturamento anual, de quase R$ 6 milhões,

transformou a situação da aldeia, que já foi de miséria. Segundo

o coordenador de projetos, a atividade trouxe muitos

benefícios para a comunidade. “As aldeias Paresis hoje são

totalmente diferentes de muitas..os índios que moram no cerrado

Paresi são alguns dos que têm a vida mais digna”, compara

Arnaldo Zunizakaê.

O presidente da cooperativa afirma que só emprega indígenas.

“Através da agricultura, nós conseguimos suprir todas

as necessidades e carências na questão social, como alto índice

de desnutrição e alto êxodo de pessoas indígenas em busca de

trabalho lá fora”, aponta.

Agora o próximo passo é a liberação para a exploração da

floresta no sistema de manejo sustentável.

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Foto: divulgação

FRASES

Em termos gerais, o grupo de medidas

que o governo tomou até agora na

agenda econômica vem ajudando a que

tenhamos um ambiente macroeconômico

saudável. Bem expresso na taxa cambial

e na inflação, que são dois indicadores

muito importantes, talvez a gente não

tenha vivido uma situação análoga nos

últimos 40, 50 anos. Provavelmente nós

nunca estivemos em uma situação em

que as condições macroeconômicas se

aproximavam de uma favorabilidade

como a atual

Dan Ioschpe, presidente do Iedi (Instituto para Estudos do

Desenvolvimento Industrial), em entrevista à imprensa brasileira

“Diante da necessidade de obter

mais madeira, o que restava passou

a ser preservado e também se

começou a plantar árvores para

atender a essa demanda de forma

planejada (...) Os últimos 200 anos

da Europa são uma história de

florestamento”

“Não podemos vencer a luta contra

as mudanças climáticas sem parar

o desmatamento. Precisamos

plantar 4 bilhões de árvores por

ano, nos próximos 10 anos, apenas

para reverter o desmatamento que

causamos na última década”

Annemarie Bastrup-Birk, especialista em florestas da

EEA (Agência Ambiental Europeia), em entrevista à

BBC, falando como a Europa equilibrou economia e

sustentabilidade na cadeia madeireira

Maxime Renaudin, fundador e diretor da

Tree-Nation

“Identificar diferentes ações vão permitir que os Estados

amazônicos transformem o interesse global sobre o futuro

da floresta amazônica em fontes de financiamento que

possam gerar mais emprego e renda e também contribuir

para a redução do desmatamento e dos incêndios

florestais”

Virgílio Viana, superintendente

da FAS (Fundação Amazonas

Sustentável), em discurso

durante a primeira Cúpula dos

Governadores dos Estados da

Pan-Amazônia, no Vaticano

32 www.referenciaflorestal.com.br


Não permita que as

formigas cortem seu

lucro e produtividade

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ARTIGO

Floresta Amazônica

NEGÓCIO OU RELIGIÃO

Por: Waldemar Vieira Lopes

Fotos: divulgação

Lastimável, prosperarem argumentos falaciosos implantados

na mídia do Brasil e do mundo quanto à

extinção de nossas florestas, recurso renovável abundante

no país e, guindado a uma situação de constrangimento

pelo avanço da ideologia ambientalista

como fator inibidor ao processo de desenvolvimento econômico

do país, prejudicando inclusive, a necessária e correta proteção

ao meio ambiente.

O efeito colateral é o aumento da atividade ilegal e predatória,

cujo desserviço é fomentado por uma rede de organizações

que objetivam restringir implantação de obras de infraestrutura,

perfeitamente sintonizados com agendas externas, fazendo

dessa Suposta Proteção Ambiental, fator decisório e ordenador

das atividades econômicas, agindo com o objetivo geopolítico

de inviabilizar a transformação do país em grande potência, contando

com grandes aportes financeiros e utilizando táticas de

guerra psicológica, operando com enorme desenvoltura através

da mídia, jamais no campo de batalha técnico, trazendo para

suas fileiras pessoas do meio político, artístico e intelectual,

agindo como mercadores do caos e marqueteiros de interesses

que não o do Brasil, aplaudidos no grande circo ambiental, dando

sustentabilidade a um sem números de falácias.

Cabe aos bons brasileiros contraporem inverdades implantadas

por essa corrente “neo-ambiental”, identificando quem

as alimenta financeiramente, pois esse turismo ecológico com

suas táticas de guerrilha, colocação de textos e mais textos em

jornais, propagandas na mídia televisiva e no rádio, certamente

tem custos estratosféricos.

Descompromissados com os problemas advindos dos absurdos

que encontram eco em mentes pouco analíticas, vendem

a imagem de um país sem governo, de um sistema de controle

ambiental incompetente, de um país que tem uma fábrica de

desastres ambientais e transporta-os para o mundo inteiro.

Ora Cara Pálida, empresário madeireiro algum tem como

objetivo dizimar a floresta, fonte de matéria-prima necessária à

perenidade do negócio florestal, sendo seu verdadeiro e legítimo

guardião, pois dela depende seu futuro e bem manejadas as

árvores durarão para sempre, bastando que seja reconhecido o

seu valor e sua importância como meio de vida para um mundo

em transição.

Esse país é feito por gente pacata e de boa índole, pois em

nenhum outro lugar do mundo alguém conseguiria emplacar

um discurso de engessamento de um produto reconhecidamente

renovável e de suma importância para o equilíbrio da sua

balança comercial.

Diariamente se tem acesso a pareceres contra qualquer iniciativa

de desenvolvimento, principalmente na Amazônia, erroneamente

eleita como santuário intocável, em uma visão muito

parecida com a da Índia, na adoração do boi ou da vaca.

A madeira é o material de construção mais antigo empregado

pelo homem, podendo ser obtido em grandes quantidades

já que suas reservas se renovam por si mesmas, tornando o

material permanentemente disponível, desde que explorado e

industrializado de forma racional.

A madeira é que permitirá à região amazônica a evolução a

que tem direito, o crescimento da qualidade de vida e do poder

aquisitivo do seu povo, pois não há como fazer manejo sustentado

de uma mina de ferro, de uma exploração de cimento ou

de uma jazida de petróleo, que uma vez esgotadas, esgotadas

estão e os danos ambientais estão feitos.

A sobrevivência da Amazônia é função de sua utilização

inovadora e não do seu isolamento como possibilidade de produção,

progresso e renda, com arranjos produtivos que levem

em conta o capital natural, compatibilizando o uso através de

tecnologia atualizada e visão holística, maximizando retorno e

minimizando impactos, pois é sabido que inexiste evolução com

impacto zero.

Urge melhorar a gestão dessa heterogeneidade que congre-

34 www.referenciaflorestal.com.br


Novembro 2019 35


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ENTREVISTA

Luta pela

preservação

da floresta

NATIVA

Struggle to preserve

native forests

O

ano de 2019 vem sendo um dos mais emblemáticos

para o setor florestal brasileiro. Na contramão

das questões político-ideológicas que acaloraram

as discussões e em nada contribuíram

no combate sobre desmatamento e preservação das florestas,

o trabalho das instituições que defendem o manejo sustentável

se destacou de maneira importante. Entre eles está o SFB

(Serviço Florestal Brasileiro), que vem desempenhando significativo

trabalho em prol da preservação das florestas nativas,

especialmente por meio da concessão florestal. O diretor-geral

do órgão, Valdir Colatto, conversou com exclusividade com a

REFERÊNCIA FLORESTAL durante o XXV Congresso Mundial do

Iufro, realizado pela primeira vez na América Latina, que também

representou um marco para o setor florestal brasileiro.

ENTREVISTA

Valdir

Colatto

Foto: Ana Nascimento

T

he year 2019 has been one of the most emblematic

for the Brazilian Forest Sector. Contrary to

the political-ideological issues that have led to

heated discussions and contributed in no way to

combating deforestation and forest preservation, the work of

institutions that advocate sustainable management stood out.

Amongst these is the Brazilian Forest Service, which has been

doing significant work in the preservation of native forests,

mainly through the implementation of forest concessions. Valdir

Colatto, Executive Director of the Agency, spoke exclusively with

REFERÊNCIA Florestal during the 25th Iufro World Congress (International

Union of Forest Research Organizations), held for the

first time in Latin America, which also represented a milestone in

the Brazilian Forest Sector.

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO

15 de outubro de 1949, Lagoa Vermelha (RS)

October 15, 1949, Lagoa Vermelha (RS)

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Diretor-geral do SFB (Serviço Florestal Brasileiro)

Executive Director of the Brazilian Forest Service

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Agronomia

Agronomy

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Novembro 2019 39


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PNEUS E RECAPAGENS

TRADIÇÃO E TECNOLOGIA RODAM JUNTAS

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A Codornada Florestal está

de volta em sua 13ª Edição!

O evento promove o ponto de encontro do

setor florestal, através de um jantar voltado

às empresas e profissionais do setor de base:

madeireira, florestal e de celulose.

04 E 05 DE DEZEMBR0 DE 2019

Ponte Alta do Norte - SC

1º DIA

04/12

DIA DE CAMPO

2º DIA

05/12

MANHÃ - SEMINÁRIO

TARDE - EXPOSIÇÃO DE MÁQUINAS

NOITE - JANTAR

AÇÃO SOCIAL

Natal das Crianças de Ponte Alta do Norte

Cada convidado: Doar 2 brinquedos

(uma para menino/outro para menina)

Informações: 49 9 9157.6365 I 41 9 9924.7071 /cordornadaflorestal

Apoio:

Realização:


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A FEIRA DA

INDÚSTRIA

DO EUCALIPTO

O Show Florestal MS é a nova feira florestal nacional, que

vem para impulsionar o crescimento do mercado industrial

de florestas plantadas, promover inovação e gerar negócios.

A cidade de Três Lagoas em Mato Grosso do Sul, vai receber

um novo conceito de feira em 2020, com:

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Apoio Master:

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PRINCIPAL

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INOVAÇÃO,

CUSTOMIZAÇÃO

E REPOSIÇÃO

Fotos: Fabiano Mendes

Implementos florestais com fabricação nacional e peças de

reposição multimarca estão entre as apostas para 2020 por

unirem projetos personalizados e agilidade na manutenção

Innovation, customization, and spare parts

Nationally manufactured forest equipment and multi-brand spare

parts are amongst the gambles for 2020, through putting together

customized designs with agile maintenance

E

quacionar redução de tempo e produtividade nas

operações em ambientes naturais é um desafio na

cadeia produtiva da madeira. Uma oportunidade é a

fabricação nacional e a customização de máquinas e

equipamentos, bem como, a disponibilidade de peças.

A cultura de importar implementos florestais no Brasil tem se

alterado bastante nos últimos anos. As mudanças climáticas, o ritmo

de produção e as oscilações do mercado exigem respostas rápidas

da indústria da madeira. “Hoje a customização de um equipamento

feita no Brasil, desde o projeto até a entrega final, dura, em média, 60

dias. Somente uma máquina ou peça, vinda da Europa para o Brasil,

pode levar de 60 a 90 dias. Depois disso, ainda vai para adaptação.

É muito tempo para um mercado de produtos que não pode parar”,

destaca Ronaldo Fernandes, engenheiro da AIZM - AIZ Machines,

empresa integrante do Grupo AIZ.

A fabricação e customização dos equipamentos sob medida, de

acordo com as necessidades do comprador, pode aumentar a produtividade

em até 30%, conforme estudos realizados pelos fabricantes.

“Cada cliente tem uma necessidade e o resultado vai ser específico.

Mas, 90% dos clientes ressaltam que há um salto de produtividade

A

ddressing reducing time and increasing productivity

in operations in natural environments is a challenge

in the forest product chain. One opportunity is the

national manufacture and customization of machinery

and equipment, as well as making spare parts

readily available.

The culture of importing forest equipment in Brazil has changed

a lot over recent years. Climate change, the pace of production, and

market swings require quick responses from the forest product industry.

“Today, customization of a machine made in Brazil, from the

design to the final delivery, takes, on average, 60 days, maximum.

Where for a machine or part, coming from Europe to Brazil, this

can take 60 to 90 days. After that, it still needs to be adapted to

the environment where it will be used. It’s a long time for a market

where production can’t stop,” says Ronaldo Fernandes, an Engineer

at AIZM - AIZ Machines, a company that is part of the AIZ Group.

The manufacture and modification of equipment, custom-made

according to the buyer’s needs, can increase productivity by up

to 30%, according to studies conducted by manufacturers. “Each

customer has a need, and the result has to be specific. But 90% of

Novembro 2019

49


Novembro 2019 51


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Novembro 2019 53


ECONOMIA

54 www.referenciaflorestal.com.br


Bahia: uma região

promissora para

A CADEIA DA

MADEIRA

Com o quarto lugar no ranking nacional de plantações florestais,

Estado ainda não produz (e processa) a madeira plantada

suficiente para atender a demanda estadual

Fotos: Fabiano Mendes

Novembro 2019

55


ECONOMIA

C

om 657 mil hectares de plantações florestais,

com expressiva presença de plantios

de eucalipto (94% do total), a Bahia ocupa

o quarto lugar no ranking nacional do

setor e tem uma indústria de base florestal

estadual diversificada, com 636 empresas que atuam

na indústria celulose e papel, na indústria de madeira e

na indústria de material energético. O cenário positivo

ainda é insuficiente para atender todas as necessidades

da região.

“A Bahia ainda não produz (e processa) a madeira

plantada suficiente para atender a demanda do estado

e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o

setor. Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos

e médios produtores e processadores de madeira

para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda

por móveis, peças e partes de madeira na Bahia - hoje

atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros;

além de geração de energia”, informa Wilson

Andrade, diretor executivo da Abaf (Associação Baiana

das Empresas de Base Florestal).

Para ele, é urgente o tema. Isso porque o setor tem

sido historicamente um dos principais da economia

baiana. Em 2018, o setor foi responsável por 18,4% do

total das exportações do estado. Os produtos da sua

cadeia produtiva somaram mais de US$ 1,62 bilhão nas

As empresas associadas da

Abaf estimam que, para o

período entre 2019 e 2024,

serão investidos mais de R$

2 bilhões no setor de base

florestal

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florestais, reforça seu compromisso com o mercado

brasileiro através da sua operação local, a Log Max do

Brasil, desde 2018 com equipe própria de venda,

pós-venda e suporte técnico com dedicação exclusiva

para os cabeçotes Log Max.

Nosso compromisso como fábrica é desenvolver e

produzir cabeçotes simples e versáteis para aplicação em

quaisquer máquinas base, o compromisso da nossa

subsidiária brasileira é atender o mercado florestal local

com dedicação única ao cabeçote, independentemente da

marca da máquina base utilizada.

Importante destacar que, desde 2012, a Log Max AB faz

parte do grupo Komatsu Forest AB, mas a estratégia do

grupo é manter a operação daquela independente, com o

foco exclusivo na sua já consagrada linha de cabeçotes

para aplicação em máquinas base multi-marcas, havendo,

portanto, completa independência entre as marcas.

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Novembro 2019

59


ESPÉCIE

Propriedades físico-mecânicas

DA MADEIRA DE

UVA-DO-JAPÃO

Foto: divulgação

60 www.referenciaflorestal.com.br


Éverton Hillig

Universidade Estadual do Centro-Oeste, Departamento de Engenharia Florestal

Tiago Digner

Universidade Estadual do Centro-Oeste, Departamento de Engenharia Florestal

Andrea Nogueira Dias

Universidade Estadual do Centro-Oeste, Departamento de Engenharia Florestal

Novembro 2019

61


ESPÉCIE

H

ovenia dulcis Thunberg é uma espécie

nativa da China, Coréia do Norte,

Coréia do Sul e Japão, da família

Rhamnaceae, sendo popularmente

conhecida como uva-do-japão. É uma

árvore caducifólia, que normalmente atinge 10 m

(metros) a 15 m de altura e 20 cm (centímetros) a 40

cm de diâmetro a 1,30 m do solo DAP (Diâmetro de

Altura do Peito). O seu tronco normalmente é reto e

cilíndrico, podendo apresentar fuste com até 8 m de

comprimento, ramificação dicotômica, copa globosa

e ampla. Apresenta gemas dormentes, podendo ser

manejada por talhadia (Rigatto et al., 2001).

No Paraná, essa espécie encontra-se em alguns

pequenos plantios experimentais e associadas às

florestas nativas remanescentes, pois se trata de uma

espécie de fácil regeneração (Carvalho, 1994). É uma

espécie que apresenta crescimento rápido, mostrando

grande potencial para produção de matéria-prima de

madeira serrada. (Schumacher et al., 2008) avaliaram

a produção de biomassa de um plantio de H. dulcis

aos 18 anos de idade, na região de Santa Maria, RS, e

É considerada madeira de boa

resistência, medianamente

tenaz e elástica, mas pouco

durável em contato com o

solo e susceptível ao ataque

de fungos

observaram que a biomassa estimada alcançou 181,6

Mg ha-1, sendo 68,6% de madeira, 15,5% de galhos

(vivos e mortos), 11,2% de cascas e 4,7% de folhas.

Eleotério et al. (2012) avaliaram o crescimento

em diâmetro de árvores da mesma espécie na regiãode

Blumenau, SC, verificando que o valor máximo

obtido para IMA (Incremento Médio Anual) e para o

ICA (Incremento Corrente Anual) foi de 1,29 cm e1,43

cm, respectivamente, em árvores com 20 anos. De

acordo com Rigatto et al. (2001), a madeira de H.dulcis

é moderadamente pesada. Seu tronco apresenta

alburno amarelo e cerne castanho-escuro ou vermelho,

com brilho opaco a mediano. É uma madeira

que não tem cheiro, com textura fina homogênea e

grã direita, sendo fácil de trabalhar com ferramentas,

resultando em superfícies lisas e brilhantes. É considerada

madeira de boa resistência, medianamente tenaz

e elástica, mas pouco durável em contato com o solo

e susceptível ao ataque de fungos (Carvalho et al.,

2015; Tomazeli et al., 2015). Susin et al. (2014) avaliaram

a qualidade da madeira de H. dulcis submetida à

secagem ao ar e em estufa solar, sendo que a madeira

não apresentou, em quaisquer dos métodos, redução

na qualidade em função da ocorrência de defeitos.

Segundo Vivian et al. (2010), a indústria madeireira e

moveleira da região de Caxias do Sul (RS) contava com

plantios dessa espécie em pequena escala com bons

resultados. No entanto, são poucas as informações

sobre as formas adequadas de beneficiamento da madeira,

o que é indispensável para seu uso na indústria

moveleira.

Dessa forma, este trabalho teve como objetivo

avaliar as propriedades físico-mecânicas da madeira

de H.dulcis, verificando a variação que ocorre entre

árvores e ao longo do fuste. Foi também determinada

a correlação entre as propriedades mecânicas estudadas

e entre essas e a massa específica da madeira. Foram

colhidas, aleatoriamente, seis árvores de H. dulcis

em remanescentes de floresta natural no Município

de Irati (PR) (25º27’56”S e 50º37’51”W). A região está

situada a uma altitude de aproximadamente 812 m,

apresentando clima tipo Cfb (temperado) de acordo

com a classificação climática de Köppen, com verões

amenos, invernos com ocorrências de geadas severas

e frequentes, sem estação seca (Instituto Agronômico

do Paraná, 2015).

As árvores foram desdobradas em três toras de

3 m cada, marcadas sequencialmente (T1, T2 e T3).

A árvore quatro teve a terceira tora de menor comprimento,

em função de sua altura comercial menor.

De cada tora, foram desdobradas vigas de 6 cm x 6

cm x 100 cm, que foram submetidas a secagem ao ar,

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Novembro 2019

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PRÊMIO

Destaques do setor

florestal brasileiro

RECEBEM PRÊMIO

REFERÊNCIA 2019

Fotos: Rosangela Bini

PRÊMIO

2 19

64 www.referenciaflorestal.com.br


O

s principais empresários e profissionais do setor

florestal de todo o país estiveram presentes na

cerimônia do PRÊMIO REFERÊNCIA, realizada

no final do mês de outubro, em Curitiba (PR),

com assinatura da JOTA EDITORA.

Com 17 anos de tradição, a premiação é uma das mais

respeitadas do Brasil por enaltecer a atuação de empresas

do setor ao longo do ano, como forma de reconhecimento ao

trabalho e ao desenvolvimento do país, considerando também

critérios como empregabilidade, sustentabilidade, valores, cultura

organizacional, inovação, geração de renda, entre outros

quesitos.

O PRÊMIO REFERÊNCIA busca fomentar o mercado, em

toda a cadeia produtiva da madeira: nas florestas, na indústria,

na produção de celulose e de papel, na geração de biomassa e

nos produtos de madeira. Desta maneira, valoriza as empresas

e as organizações do setor que colaboram para que o mercado

brasileiro seja um dos mais desenvolvidos e promissores do

mundo. “Minha gratidão à presença de vocês que dedicaram

um tempo para estarem aqui. Há 21 anos, a REVISTA REFE-

RÊNCIA vem trazendo a informação especializada para o nosso

segmento e sinto orgulho da força da revista impressa”, ressaltou

o diretor comercial da JOTA EDITORA, Fábio Machado.

Em tempos de fake news e da dubiedade de informações

das mídias digitais, Fábio destacou a potência da mídia impressa

especializada no mundo que, cada vez mais, tem um púbico

cativo por ter a credibilidade como valor primordial. “Recentemente,

a Rock Content, maior empresa de conteúdo digital

da América Latina, lançou uma revista impressa, assim como

a Uber e Airbnb, por exemplo. Isso tem ocorrido porque, em

uma pesquisa, foi revelada a dificuldade dessas empresas em

se comunicar com empresários, diretores, investidores, CEO’s,

presidentes de empresas, etc. E esse público-alvo falou que

busca informação na revista segmentada impressa por confiar

nessa fonte de informação”, revelou.

Além da credibilidade e qualidade de conteúdo da mídia

impressa, outro ponto ressaltado pelo diretor executivo da

JOTA EDITORA, Pedro Bartoski Jr., é a comunicação direta que

as empresas passam a ter com público por meio do veículo

impresso. “Muitas vezes o setor empresarial não informa ao

seu público o que está produzindo e desenvolvendo. A revista

é uma ferramenta para as empresas e os profissionais divulgarem

e comunicarem o trabalho realizado em prol do nosso

Brasil. A gente tem orgulho de estar premiando 10 dessas empresas

que pesquisamos e descobrimos como fizeram algo de

muito importante, dentro do nosso segmento, neste ano. Mas

convido a participarem ativamente: divulguem mais as empresas,

porque credibilidade a gente tem de sobra, assim como

vocês, precisamos saber usar mais essa ferramenta”, orientou o

diretor executivo.

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PESQUISA

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Tecnologia maximiza uso

comercial da madeira

DE CORYMBIA

Fotos: divulgação

Estudo inédito aborda o melhoramento para

redução exsudatos (kino) da espécie

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Novembro 2019

77


PESQUISA

Aavaliação da produção de exsudatos

(kino) trata-se de um assunto ainda

pouco abordado, porém de impacto no

setor florestal, principalmente no que

se refere ao gênero Corymbia. E esse foi

o tema da pesquisa “Melhoramento para redução de

kino em clones híbridos de Corymbia”, defendido pela

estudante de mestrado Michelle Brandão Damacena,

com orientação dos Professores Leonardo Lopes Bhering

(DBG) e Glêison dos Santos (DEF), que apresentou

projeto de tecnologia que maximiza o uso comercial

de espécies do genêro.

De acordo com o estudo, as espécies desse gênero

apresentam diversas características de interesse,

como alta densidade básica, tolerância à maioria das

pragas e patógenos que infectam as espécies do gênero

Eucalyptus. Além disso, possuem também maior

tolerância ao vento, déficit hídrico e ao distúrbio fisiológico.

Porém, as condições estressantes do meio e

lesões físicas estimulam a produção de kino.

A presença de exsudatos na madeira pode reduzir

o crescimento volumétrico e reduzir o rendimento de

celulose desses materiais genéticos durante o processo

de polpação. Para a utilização para carvão vegetal,

maiores estudos ainda precisam ser realizados sobre o

processo de carbonização de materiais genéticos que

apresentam exsudatos de forma pronunciada.

A dissertação apresentou dois capítulos, sendo

que o primeiro teve como objetivo estudar as metodologias

de avaliação da produção de kino e o segundo

selecionar clones visando produtividade e baixo

kino simultaneamente. As metodologias utilizadas no

estudo basearam-se em simular um estresse físico na

planta para estimular a produção de kino (conforme

fotos da matéria).

Segundo a pesquisadora Michelle Brandão, em

entrevista ao site da SIF (Sociedade de Investigações

Florestais), as metodologias estudadas foram eficientes

para a avaliação do kino e para diferenciação dos

clones quanto a formação de exsudatos. “A seleção

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AGENDA

AGENDA2019/2020

NOVEMBRO

2019

Imagem: reprodução

ExpoVizinhos 2019

27/11 a 1/12

Dois Vizinhos (PR)

http://expovizinhos.com.br

NOV

2019

EXPOVIZINHOS 2019

Considerada uma das maiores feiras multissetoriais do

interior do Paraná, a XII Expovizinhos (Feira Agropecuária,

Industrial e Comercial de Dois Vizinhos), reúne

as melhores empresas de agronegócios da região e

atrações musicais.

DEZEMBRO

2019

Cairo Woodshow

3 a 6

Cairo (Egito)

www.cairowoodshow.com

Simpósio Nacional de Instrumentação

Agropecuária 2019

3 a 5

São Carlos (SP)

www.cnpdia.embrapa.br/siagro

DEZEMBRO

2019

DEZ

2019

XXI ENGEMA NA USP

Realizado na Universidade de São Paulo, o Engema (Encontro

Internacional sobre Gestão Ambiental e Meio

Ambiente) é um evento anual com o objetivo de reunir

pesquisadores, docentes e alunos de pós-graduação e

alunos de graduação com projetos de iniciação científica,

profissionais de organizações públicas e privadas,

interessados em conhecer e discutir as tendências na

gestão da sustentabilidade organizacional.

Imagem: reprodução

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AGENDA2019/2020

DEZEMBRO

2019

XXI Engema na USP

4 a 6

São Paulo

www.engema.org.br

DEZEMBRO

2019

Viex - Seminário Socioambiental Eólico

06

Recife (PE)

www.viex-americas.com/eventos/

seminario-socioambiental-eolico

JANEIRO

2020

31ª Show Rural Coopavel

03 a 07

Cascavel (PR)

www.showrural.com.br

Novembro 2019

81


Foto: divulgação

ESPAÇO ABERTO

Compliance

TRABALHISTA

Por Selma Carloto,

Doutora em Direito do Trabalho, professora

e autora do livro: Compliance Trabalhista

Cultura organizacional

evita futuros gastos e

garante perenidade no meio

empresarial

O

compliance é uma cultura de adequação às normas

legais e regulamentares, que deve partir da alta administração,

é uma meta empresarial. No compliance trabalhista

devemos destacar que a adequação não é apenas

às normas legais e regulamentares, mas também às normas-princípios,

destacando-se os princípios fundamentais previstos na constituição

federal.

O compliance consiste na conformidade com a norma em geral,

legislação, regulamentos e princípios e se concretiza com a ética, idoneidade

e integridade dentro de uma empresa, os quais devem partir da

alta administração como modelo de cultura de compliance.

A empresa tem o dever de zelar pelo meio ambiente de trabalho e

seguir as normas trabalhistas, evitando-se atos discriminatórios, desrespeitos

à jornada de trabalho, assim como salários “por fora”, acidentes

de trabalho e o descumprimento de normas que tratam da proteção à

saúde e à segurança do trabalho. A empresa deve não apenas se adequar

à norma externa, adequando-se à legislação trabalhista, por exemplo,

mas também aos regulamentos internos e os códigos de ética.

O compliance é um dos principais instrumentos de governança

corporativa e a empresa deve estar em compliance possuindo um programa

de integridade com suas ferramentas, para assegurar o cumprimento

da norma, como mecanismo de prevenção de riscos, detectando

de forma preventiva atos ilícitos, além de desvios de conduta de seus

colaboradores, empregados, clientes ou fornecedores.

O compliance trabalhista tem como principais ferramentas os programas

de treinamento e palestras, o consultivo, os regulamentos empresariais

internos trabalhistas, os códigos de ética e de conduta, canais

de denúncia, política de advertências, os registros do cumprimento da

lei, inclusive relatórios e avaliações de desempenho. A Lei Geral de Proteção

de Dados traz uma nova ferramenta de compliance, o relatório de

impacto à proteção de dados pessoais.

Os canais de denúncia são de extrema importância para detectar,

tratar e eliminar práticas de assédio moral e assédio sexual na empresa,

além de agressões e discriminação. Estatísticas comprovam o alto índice

de denúncias e tratamento de assédio moral de forma preventiva, quando

existem os canais de denúncia, evitando-se a reincidência e passivos

para a empresa.

No compliance trabalhista, as empresas devem ter registros de

todos os seus atos, avaliações de desempenho dos seus funcionários e

um regulamento interno, em que serão disciplinadas todas as regras da

empresa decorrentes do seu poder empregatício regulamentar e disciplinar.

É preciso haver punições pelo descumprimento deste documento,

com o objetivo de evitar acidentes de trabalho, o descumprimento da

legislação trabalhista e de princípios, como a não discriminação, além

de práticas de assédio moral e sexual e outros atos ilícitos que tragam

prejuízos para a empresa.

Com um bom programa de compliance trabalhista, em apoio à governança

trabalhista, a empresa logrará o êxito empresarial e demonstrará

a sua adequação às normas, evitando ser penalizada administrativamente

ou no Judiciário. A empresa demonstrará que está adequada a

padrões de integridade, ética e idoneidade, além de garantir sua perenidade

no meio empresarial.

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