*Fevereiro / 2020 Referência Florestal 215

jota.2016

LEGISLAÇÃO Confira as principais mudanças aprovadas no Código Ambiental do Rio Grande do Sul

HIGH PRODUCTIVITY

AND SUSTAINABILITY

TECHNOLOGY AND MACHINE

CUSTOMIZATION REDUCE

CONSUMPTION AND

DECREASE CO 2

EMISSIONS

ALTA PRODUTIVIDADE

E SUSTENTABILIDADE

TECNOLOGIA E CUSTOMIZAÇÃO

DE MÁQUINAS REDUZEM O CONSUMO

E DIMINUEM EMISSÃO DE C02


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SUMÁRIO

FEVEREIRO 2020

38

BAIXO CONSUMO

COM ALTA

PRODUTIVIDADE E

SUSTENTABILIDADE

10 Editorial

12 Cartas

14 Bastidores

16 Coluna Ivan Tomaselli

18 Notas

28 Frases

30 Entrevista

38 Principal

44 Espécie

48 Legislação

52 Economia

56 Política Pública

60 Pesquisa

64 Agenda

66 Espaço Aberto

44

52

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

27 ABC Norte

13 BKT

11 Carrocerias Bachiega

65 D’Antonio Equipamentos

68 Denis Cimaf

02 Dinagro

21 Engeforest

23 Fex Ferro e Aço

04 Emex

67 Envimat

06 Grupo AIZ

09 Komatsu Forest

15 Liebherr Brasil

57 Lion Equipamentos

47 Log Max

59 Mill Indústrias

63 Mill Indústrias

51 Potenza

37 Prêmio REFERÊNCIA 2020

25 Rotary-Ax

55 Rotor Equipamentos

17 Sergomel

35 Show Florestal

29 Vantec

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EDITORIAL

Novas

perspectivas

O ano de 2020 chega repleto de desafios e novas perspectivas.

Ao olhar para o passado, podemos planejar melhor o futuro. Por

isso, nesta edição da REFERÊNCIA FLORESTAL trazemos um balanço

das exportações de madeira e uma entrevista exclusiva com o

novo presidente do Fnbf (Fórum Nacional de Base Florestal), que

apresenta um panaroma do setor e revela os principais objetivos

da entidade diante do Governo Federal. O ano também começou

com o novo Código Ambiental do Rio Grande do Sul sancionado,

um marco na área que traz muitas mudanças na legislação. A nossa

capa apresenta o case de sucesso do Grupo Aiz que, por meio

da customização de máquinas, consegue unir alta produtividade e

sustentabilidade em prol do meio ambiente.

Toda equipe deseja um 2020 próspero e muito bem informado.

Ótima leitura!

2

A segurança que o seu desafio

será cumprido e produtivo.

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1

A união de alta produtividade

e sustentabilidade nas

máquinas customizadas é

destaque desta edição

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXII • N°215 • Fevereiro 2020

LEGISLAÇÃO Confira as principais mudanças aprovadas no Código Ambiental do Rio Grande do Sul

HIGH PRODUCTIVITY

AND SUSTAINABILITY

TECHNOLOGY AND MACHINE

CUSTOMIZATION REDUCE

CONSUMPTION AND

DECREASE CO2

EMISSIONS

ALTA PRODUTIVIDADE

E SUSTENTABILIDADE

TECNOLOGIA E CUSTOMIZAÇÃO

DE MÁQUINAS REDUZEM O CONSUMO

E DIMINUEM EMISSÃO DE C02

NEW PERSPECTIVES

The year 2020 has arrived full of challenges and new perspectives.

By looking at the past, we can better plan for the future. Therefore,

in this issue of REFERÊNCIA FLORESTAL, we have an analysis of

timber exports and an exclusive interview with the new president of

the National Forum for Forest-Based Activities (Fnbf), who outlines a

panorama of the Sector and reveals the main objectives of the entity

as to the Federal Government. The year also began with the sanctioning

of the new State of Rio Grande do Sul Environmental Code, a

milestone in the area that provides for many changes in legislation.

Our cover story presents a case of success, the Aiz Group, which,

through machine customization, has united high productivity and

environmental sustainability.

Our entire team wishes you a prosperous and very well informed

2020! Pleasant reading!

Entrevista

com Frank Rogieri

Novo Código Ambiental do Rio

Grande do Sul: O que mudou?

3

EXPEDIENTE

ANO XXII - EDIÇÃO 215 - FEVEREIRO 2020

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Lídia Ferreira

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriel Santos Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

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CARTAS

FIM DE ANO Tradicional evento reúne o setor florestal em Santa Catarina para negócios e confraternização

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Capa da Edição 214 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de dezembro de 2019

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XXI • N°214 • Dezembro 2019

EMPREGOS NO SETOR

Por Dilson de Oliveira - Fortaleza (CE)

Fechar o ano com a boa notícia que o setor florestal vai gerar empregos na

Bahia, como li na última edição, dá uma esperança especialmente para o

nordestino que tem um alto índice de desemprego

INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS

Por Marina Heloísa Silva - São José dos Pinhais (PR)

Para quem está iniciando na carreira, a Revista ajuda muito pois apresenta

muitas informações do mercado e outras mais técnicas como as editorias

Pesquisa e Espécie.

NOVA LEITORA

Por Lucimar Mendonça - Belém (PA)

Descobri a Revista há pouco tempo e já virei leitora assídua pela

qualidade do conteúdo e diversidade das matérias.

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista

REFERÊNCIA FLORESTAL ou a

respeito de reportagem produzida

pelo veículo.

CURTA NOSSA PÁGINA

MÓVEIS DE TECA

Por João Neto Hentz - Goiânia (GO)

Fiquei impressionado com o potencial da teca e qualidade dessa madeira

para os móveis. Foi uma ótima dica que complementei lendo também a

Revista PRODUTOS DE MADEIRA.

TECNOLOGIA NO

CAMPO

Por José Ribamar Flores -

Cuiabá (MT)

A mecanização é o caminho certo

para quem trabalha no setor florestal.

Agora o trabalhador do campo

também tem que se informar sobre

as novas tecnologias e a Revista

ajuda muito pela precisão.

Revista Referência Florestal

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Charge

Charge: Francis Ortolan

Revista

VIAGEM

A equipe comercial da

REFERÊNCIA FLORESTAL

viajou até Lages (SC) para

uma visita aos parceiros

de empresas de destaque

do setor.

Fotos: REFERÊNCIA

O diretor da Revista REFERÊNCIA FLORESTAL, Fábio

Machado, junto a Giuseppe Rosa e Rubens Rosa, da

empresa Minusa e o analista comercial da Revista,

Gerson Penkal

Eliel Búrigo Borges, Guilherme Venícius

Brignoni, Fábio Machado e Giovani

Rodrigo Brignoni, na sede da Potenza

VISITA

A equipe comercial da

REFERÊNCIA FLORESTAL

durante viagem à

Ponta Grossa (PR) para

conhecer as instalações

da empresa Fex.

Foto: REFERÊNCIA

O analista comercial da

REFERÊNCIA FLORESTAL,

Gerson Penkal ao lado

de Dalmir Gatterman, da

empresa Fex

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COLUNA

EVOLUÇÃO RECENTE DO MERCADO

INTERNACIONAL DE PRODUTOS

FLORESTAIS E A INDÚSTRIA

NACIONAL

Os reflexos da crise iniciada em 2014 e as

perspectivas para o novo ano

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

Embora a

demanda

nacional por

produtos de

madeira sólida

deva crescer em

2020, os preços

internacionais

ainda serão

determinantes

para a

rentabilidade dos

negócios

C

om a crise iniciada em 2014, e a

queda no PIB (Produto Interno

Bruto) por três anos consecutivos, a

indústria florestal nacional buscou

alternativa no mercado internacional.

Nos últimos meses, no entanto, houve uma

redução na demanda internacional de produtos

florestais, que resultou em queda dos preços.

Em coluna anteriormente publicada analisamos

as possíveis causas deste fato, tendo sido

evidenciando a possibilidade de um aumento na

oferta de madeira na Europa e nos países que

compõe a CIS (Commonwealth Independent States),

em função de desastres naturais. A conclusão

foi de que embora o aumento na oferta possa

ter afetado os preços não justificava a queda de

preços ocorrida.

A celulose foi um dos produtos com a maior

queda de preços em 2019, trata-se do produto

florestal mais importante em nossa pauta de

exportações do setor. O preço internacional

de celulose branqueada de coníferas kraft, por

exemplo, caiu mais de 30% em 2019. A indústria

de celulose brasileira tem escala e é competitiva.

De qualquer forma as margens caíram e geraram

preocupações, especialmente considerando as

expansões em curso. No entanto com a tendência

de queda nos estoques o preço da celulose

tenderá a se estabilizar, e deverá reagir ao longo

de 2020.

Na área de produtos de madeira sólida, a

indústria florestal nacional é mais fragmentada e

menos competitiva. Embora a demanda nacional

por produtos de madeira sólida deva crescer em

2020, em função da recuperação da construção

civil, os preços internacionais ainda serão determinantes

para a rentabilidade dos negócios.

Em 2019 ocorreram mudanças importantes

no comércio mundial de madeira serrada. A

Rússia exportou em torno de 32 milhões de m3

(metros cúbicos) de serrados, e passou a ser o

maior exportador mundial deste produto, tendo

ultrapassado o Canadá. A produção de serrados

reduziu no Canadá e nos EUA (Estados Unidos da

América). Parte da queda na produção de serrados

nestes países é resultado de uma menor demanda

para construção civil, mas as exportações

também diminuíram. De janeiro a setembro de

2019 o Canadá exportou -5% e os EUA -23%.

Por outro lado, a China aumentou sensivelmente

as importações de serrados em 2019

(+15%), e nos primeiros nove meses a Rússia

foi responsável por 60% da demanda das importações

de serrados, substituindo parte do

suprimento dos EUA, mas os preços caíram sendo

atualmente os mais baixos desde 2016. A Alemanha

também aumentou as exportações em 2019,

atingindo nos primeiros três trimestres 8,2 milhões

de m3, o maior volume dos últimos 10 anos.

Existem, portanto, indícios de que o aumento

na oferta de madeira na Europa não foi o fator

principal da redução dos preços internacionais de

produtos florestais. A demanda global por produtos

florestais deverá continuar a aumentar e a

expectativa é de recuperação dos preços, talvez

em um novo patamar.

Embora a demanda do mercado nacional

para produtos florestais deva aumentar, e ser

uma alternativa para a indústria brasileira, para

mitigar riscos é importante investir em produtividade

para manter a competitividade no mercado

internacional.

16 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Projeto exige imagens para

infração ambiental

O Projeto de Lei 5786/19 estabelece que o

auto de infração ambiental deverá ser instruído

com fotografias e vídeos, exceto em caso de excepcionalidade

comprovada, quando será acompanhado

de relato circunstanciado do ocorrido. A

proposta, do deputado José Medeiros (Pode-MT),

tramita na Câmara dos Deputados. O texto insere

a medida na Lei dos Crimes Ambientais. Apesar

da prática já ser realizada, o projeto quer evitar

que o Poder Público se utilize apenas de fé pública

para aplicar a sanção. A exigência de fotografias

e vídeos já está prevista no Decreto 6.514/08,

que trata do processo administrativo federal para

apuração dessas infrações ambientais. O projeto

tramita em caráter conclusivo e será analisado

pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento

Sustentável; e de Constituição e Justiça e

de Cidadania.

Foto: divulgação

Foto: REFERÊNCIA

Operações

garantidas

Em um comunicado à imprensa, a direção da

Morbark informou que as operações da Denis

Cimaf no Brasil, após a aquisição pela Morbark e

a subsequente aquisição da Morbark pela Alamo

Group Inc. estão garantidas e que as mudanças

previstas são positivas, pois a intenção das empresas

é um envolvimento mais profundo com o

mercado brasileiro. “Os mercados internacionais,

principalmente os da América do Sul, são importantes

para a Morbark e para o Grupo Alamo.

Acreditamos que, ao fazer parte do Grupo Alamo,

fortaleceremos nossas vendas e suporte internacional.

Reiteramos o nosso compromisso em atender

todos os nossos clientes, não importa onde

eles estejam no mundo, continuamos forte

como sempre”, descreve a nota assinada por John

Foote, vice-presidente senior da Morbark.

18 www.referenciaflorestal.com.br


Liberação para usar drones

Foto: divulgação

A Klabin, maior produtora e exportadora

de papéis para embalagens do Brasil

e pioneira na adoção do manejo florestal

em forma de mosaico, é a primeira empresa

do setor de papel e celulose a conseguir

liberação da Anac (Agência Nacional de

Aviação Civil) para operar veículos aéreos

não tripulados (Vants ou drones), sem a

necessidade de contato visual constante

com uma equipe em terra. A Unidade

Florestal da companhia, responsável pelo

manejo de cerca de 216 mil ha (hectares)

de florestas nativas e mais de 239 mil ha

de florestas plantadas de pínus e eucalipto,

já utiliza drones em sua operação desde

2014. Com a liberação, poderá realizar

voos de até 400 pés - aproximadamente

120m (metros) - de altura e a um raio de 5

km (quilômetros) de distância. Antes, as distâncias eram limitadas a 500m do ponto de decolagem. Por meio do novo sistema,

a operação é observada em tempo real, seja para captar imagens aéreas da região quanto para ajudar na prevenção de

pragas, doenças, possíveis incêndios florestais, dentre outras atividades.

Projeto quer isentar ITR

Um projeto de lei do deputado Schiavinato (PP-

-PR) quer isentar o pagamento do Imposto sobre

a ITR (Propriedade Territorial Rural) de produtores

que utilizam a biomassa para produzir energia

elétrica. Segundo o parlamentar, a biomassa é uma

das maiores fontes de energia disponíveis na área

rural, aparecendo na forma de resíduos vegetais e

animais, tais como restos de colheita, esterco animal

e efluentes agroindustriais. Schiavinato avalia,

no entanto, que o alto custo de implantação ainda

é o principal limitador para a disseminação desse

modelo de geração. Como maneira de melhorar as

condições de investimento, a isenção do ITR seria

uma das alternativas propostas. O projeto de lei

6146/19 ainda precisa ser analisado em caráter

conclusivo pelas comissões de Minas e Energia; de

Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento

Rural; de Finanças e Tributação; e de

Constituição e Justiça e de Cidadania.

Foto: divulgação

Fevereiro 2020

19


NOTAS

Balança do Dnit trará

prejuízos ao setor florestal

Em vigor desde janeiro, a Portaria do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) nº 139/2020,

que autorizou a instalação de uma balança com o objetivo de restringir o peso dos caminhões que trafegam na BR-

174/MT, em Mato Grosso, tem uma previsão de aumentar em 30% o custo do frete, para todas as atividades que

necessitam escoar sua produção aos grandes centros consumidores do país e do exterior. Representantes do setor

florestal se manifestaram contra a portaria através de um abaixo assinado.

A medida limita a 48,5t (toneladas) o transporte de cargas pela rodovia, no trecho que compreende os municípios

de Castanheira, Juruena e Colniza, localizadas entre os quilômetros 825 e 1.188 da BR-174/MT. A decisão leva em consideração

as fortes chuvas e o alagamento de rios na região, em especial o rio Vermelho, onde recentemente o nível

da água ultrapassou 1,5 metro o nível da ponte. Embora a Portaria pondere as chuvas como fator sazonal, a decisão

em limitar o transporte de cargas deverá permanecer. “Estudamos a possibilidade de escoar por rotas alternativas.

Mas são aproximadamente 200 km (quilômetros) de desvio nesse trecho. Então fizemos um levantamento dos impactos

que a decisão irá gerar, uma vez que a maior parte dos veículos que trafegam ali é do tipo bitrem. Estimamos,

assim, um aumento de aproximadamente 30% no custo do frete e, consequentemente, além uma redução no volume

de empregos gerados direta e indiretamente na região, diante da evidente falta de veículos para suprir a demanda”,

concluiu o presidente do Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso), Rafael Mason.

O Cipem, o Simno (Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso) e o Sindilam

(Sindicato das indústrias de Laminados e Compensados) estão realizando um abaixo assinado para demonstrar a

insatisfação popular contra a decisão e já colheram 2.108 assinaturas.

Foto: divulgação

20 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Tecnologia em equipamentos

florestais

A Divisão de Agricultura da Hexagon, com sede

e fábrica em Florianópolis (SC), anunciou parceria

inédita com a empresa Komatsu para o setor florestal.

A japonesa está no Brasil, em Suzano (SP), desde 1975

e atua nos segmentos rodoviários, ferroviários, aeroportuários,

hidroelétricos, petroquímicos e florestais.

O gerente geral florestal da Hexagon, Ronaldo Soares,

conta que o elo firmado irá trazer muitos benefícios

para área florestal. “A Komatsu é referência na

fabricação de maquinários. Estamos muito satisfeitos

com essa aliança, pois sabemos que vamos fazer (e

já estamos fazendo) grandes realizações para o setor,

otimizando o tempo de plantio, por exemplo”, comemora. As negociações entre as empresas iniciaram em 2015. Desde então,

a parceria se firmou e já começou a render frutos, como a plantadeira mecanizada. A D61 Planter Komatsu é um equipamento

que abre a nova fase do setor por passar o plantio de manual para mecanizado. “Com a tecnologia Hexagon, o gerenciamento

das plantas fica totalmente automatizado, onde ocorre a canalização da muda, abertura da cova, alimentação da muda, fechamento

da cova, compactação do solo e irrigação. Dessa forma, atingimos a velocidade de três plantas a cada 12 segundos,

chegando a plantar mais de 900 mudas por hora”, explica Sandro Soares, gerente de engenharia da Komatsu Forest. Outro

equipamento Komatsu com tecnologia embarcada da plataforma HxGN AgrOn é o trator de esteira, que prepara o solo para a

plantadeira. “A preparação do solo é crucial para o desempenho da plantadeira. Para isso, usamos o AgrOn Piloto Automático,

que nos permite planejar a rota e maximizar o solo.”

Foto: divulgação

TECNOLOGIA

A Hexagon é líder global em sensores, software e soluções autônomas. A divisão de Agricultura da Hexagon oferece tecnologias

que convertem dados em informações inteligentes que otimizam as operações florestais.

Premiação de melhores veículos

Foto: divulgação

A Mercedes-Benz foi a grande vencedora do

Prêmio Lótus 2020, uma das principais premiações

de veículos comerciais do Brasil. A Empresa

foi destaque em oito categorias entre caminhões,

ônibus e comerciais leves, que foram avaliadas no

levantamento organizado pela Editora Frota, baseando-se

nos dados de emplacamento do Renavam

de 2019. Além de “Marca do Ano em Caminhões”

pela quarta vez seguida, a Mercedes-Benz também

ficou com o título de “Marca do Ano em Caminhões

Leves”, após 13 anos. Com a Linha Sprinter, são três

conquistas: “Marca do Ano em Caminhões Semileves”,

além de “Minibus do Ano” com a van Sprinter

e “Caminhão Semileve do Ano” com a Sprinter 415.

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NOTAS

Clone florestal

ilegal

O clone VCC 975, desenvolvido pelo

Programa de Melhoramento Genético da

Veracel Celulose, foi plantado sem sua autorização

fora das propriedades da empresa e

de seus parceiros florestais. O certificado de

origem do clone VCC 975 está sob número

22126 no Registro Nacional de Cultivares de

outubro de 2007. A empresa informou que

não fornecerá o clone visando a produção

de mudas por terceiros, exceto para viveiros

contratados por ela própria ou por seus acionistas.

A multiplicação genética, de forma

ilegal e sem o consentimento da empresa

que detém o registro, viola o artigo 225,

parágrafo 1º, II, da Constituição e é passível

inclusive de ação judicial.

Foto: arquivo

Foto: divulgação

Controle

remoto

Projetada com base nas demandas do mercado,

os novos controles remotos portáteis da Danfoss

atendem a necessidade de uma ampla variedade de

aplicações nos mercados florestal, agricultura, marítimo,

indústria, entre outros. O Ikompact da Danfoss

é uma unidade portátil projetada exclusivamente

para aplicações móbeis e funciona na banda universal

de 2,4 GHz, ou seja, indicada para guindastes de

serviços/utilitários. O Ikompact tem dois modelos: o

Ikompact 8 (8 botões pressionáveis) e o Ikompact 12

(12 botões pressionáveis), que dependem da quantidade

de funções de cada projeto. Mais nova solução

para aplicações de ponte rolante padrão, o Ikore da

Danfoss foi projetado com tamanho pequeno e baixo

peso, mas sem sacrificar a robustez. Pronto para

operar na banda universal de 2,4 GHz, a novidade

tem ergonomia aperfeiçoada para evitar que o usuário

sofra com fadiga postural.

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NOTAS

Fnbf elege nova diretoria

Foto: divulgação

O Fnbf (Fórum Nacional das Atividades

de Base Florestal) elegeu a nova diretoria

que irá comandar a instituição durante o

triênio 2020/2023. Quem assumiu a presidência

é o empresário de Alta Floresta (MT),

Frank Rogieri de Souza Almeida, membro do

Cipem (Conselho Administrativo do Centro

das Indústrias Produtoras e Exportadoras de

Madeira do Estado de Mato Grosso). “Nossa

proposta de trabalho é congregar os anseios

de todos os estados produtores de madeira

nativa e criar uma agenda positiva para o desenvolvimento

do setor”, pontuou Rogieri. O novo presidente, que também é vice-presidente do Simenorte (Sindicato dos Madeireiros

do Extremo Norte de Mato Grosso) e da Fiemt (Federação das Indústrias no Estado), assume a entidade com a missão

de ampliar a base associativa e de congregar as pautas do setor junto ao governo federal. Atualmente, o Fórum é formado por

24 entidades com sedes no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Rondônia

e Roraima, que, juntas, reúnem mais de 3.500 empresas associadas.

ALTA

CONSELHO DA AMAZÔNIA

A iniciativa do governo federal em criar a secretaria da

Amazônia e o Conselho da Amazônia, a ser coordenado

pelo vice-presidente Hamilton Mourão, e da Força

Nacional Ambiental. A ação surge como uma resposta,

especialmente aos órgãos internacionais, sobre as

notícias negativas relacionadas a proteção às florestas

brasileiras.

FEVEREIRO 2020

AUMENTO DO FRETE

A decisão do Dnit em cobrar pelo peso dos caminhões

que trafegam na BR-174/MT vai afetar a economia

brasileira, a geração de emprego e renda de vários

setores, entre eles os de produção de madeira,

agropecuária, soja e demais mercadorias produzidas

no Estado do Mato Grosso e que são escoadas para

o Brasil. A portaria não considerou toda a cadeia de

impacto negativo.

BAIXA

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FRASES

Foto: divulgação

“Além de ser renovável,

a biomassa gera baixas

quantidades de poluentes,

favorece o reaproveitamento de

recursos, é fácil de transportar e

possui baixo custo de operação.

Necessitamos estabelecer

incentivos aos produtores, como

forma de compensação desses

investimentos”

Deputado Schiavinato (PP-PR) sobre o projeto de lei que quer

isentar o pagamento do Imposto sobre a ITR (Propriedade

Territorial Rural) de produtores que usam biomassa

É essencial que todos se preparem para

as oportunidades que virão. A gente

vê, por exemplo, o crescimento de Três

Lagoas; frequentemente o município está

entre as 10 cidades que mais crescem no

Brasil. Ribas do Rio Pardo agora deve se

desenvolver ainda mais. E acreditamos

que outros projetos virão, temos

escutado de especialistas da área que,

entre 2025 e 2030, teremos mais duas

fábricas de celulose operando, então o

potencial é enorme

Moacir Reis, presidente da Associação Sul-Mato-

Grossense de Produtores e Consumidores de

Florestas Plantadas (Reflore/MS)

“O novo código acelera, sim, o

processo de licenciamento, mas com

a responsabilidade ambiental, com

a fiscalização e a atuação firme do

governo do Estado para coibir as más

ações sem prejudicar aqueles que têm

histórico de boas práticas”

Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite,

durante a cerimônia para sancionar o novo Código

Ambiental do Rio Grande do Sul

“A nossa equipe poderá operar com mais segurança, já que

não precisará mais se deslocar para áreas muito próximas

aos terrenos plantados para fazer as imagens. Além disso,

a Klabin poderá aumentar a sua produtividade, já que o

raio de alcance do drone aumenta. A autorização trará

mais propriedade, segurança e resultados assertivos nos

monitoramentos florestais”

Marino Moreira, líder da

equipe de Vant (Veículo

Aéreo Não Tripulado) da

Klabin, sobre o pioneirismo

da empresa na utilização de

drones pela empresa

28 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA

DESBUROCRATIZAR

O SETOR É O DESAFIO

DA FNBF

Debureaucratization

the sector is the challenge

of the Fnbf

E

mbora sua formação seja na área de medicina

veterinária, Frank Rogieri de Souza Almeida dedica

sua carreira ao setor de base florestal, com

atuação principalmente em intuições dedicadas a

fortalecer a área. Em 2020, ele assume o desafio de presidir o

Fnbf (Fórum Nacional de Atividades de Base Florestal) e, em

entrevista exclusiva a REFERÊNCIA FLORESTAL, ele comenta os

projetos da nova diretoria.

ENTREVISTA

Frank Rogieri de

Souza Almeida

Foto: divulgação

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO

10/06/1976 - Natural de Assis Chateaubriand (PR)

June 10, 1976 - Assis Chateaubriand (PR)

A

lthough his education is in the area of veterinary

medicine, Frank Rogieri de Souza Almeida has

dedicated his career to the Forest-based Sector,

mainly working with institutions dedicated to

strengthening the area. In 2020, he takes on the challenge of

presiding over the National Forum for Forest-Based Activities

(Fnbf) and, in an exclusive interview with REFERÊNCIA FLORES-

TAL, he comments on the projects of the new administration.

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Membro do Conselho Administrativo do Cipem (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de

Mato Grosso)

Vice-presidente do Simenorte (Sindicato dos Madeireiros do

Extremo Norte de Mato Grosso) e da Fiemt (Federação das

Indústrias no Estado)

Member Administrative Council, State of Mato Grosso Center for

Timber Producers and Exporters (Cipem), Vice President, State

of Mato Grosso Syndicate of Forest Producers (Simenorte), and

State of Mato Grosso Industry Federation (Fiemt)

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Médico Veterinário formado pela Ufmt (Universidade

Federal de Mato Grosso)

Veterinary Medicine, Federal University of Mato Grosso (Ufmt)

30 www.referenciaflorestal.com.br


Acredito que é um bom

momento, que nós

vivemos um momento de

oportunidade. Nós viemos de

16 anos de um Governo que

criminalizou e praticamente

inviabilizou nosso setor

em diversas frentes, nos

transformaram em grandes

vilões do meio ambiente

>> Como avalia o momento para o setor florestal no Brasil?

Acredito que é um bom momento, que nós vivemos um momento

de oportunidade. Nós viemos de 16 anos de um Governo

que criminalizou e praticamente inviabilizou nosso setor

em diversas frentes, nos transformaram em grandes vilões

do meio ambiente. Distorceram os fatos e fizeram com que

grande parte da população na massa brasileira e mundial tivesse

uma visão distorcida do que é o setor de base florestal.

Hoje estamos enxergando a oportunidade de mostrar a verdade,

de falarmos que a preservação de floresta é existente hoje

no mundo. Uma vez que, através do manejo florestal sustentável,

nós conseguimos conciliar a preservação ambiental da

flora, fauna e o desenvolvimento social e econômico da região

Amazônica Brasileira. Então, a maior ferramenta que tem

de aplicação mais rápida e mais eficaz é isso. O manejo, nada

mais é do que essa conciliação e, nós, enquanto setor de base

florestal, mais do que nenhum outro setor precisamos da

floresta em pé. Para isso, o Governo precisa nos dar as condições

para execução desse manejo florestal, parte em alguns

Estados pela regularização fundiária, pela ordenação, projeto

de manejo corretamente e pela desburocratização como um

todo, além de desmistificar a execução e a exploração florestal

no Brasil. Temos um enorme potencial, nós temos a maior

parte da floresta nativa do mundo e detemos pouco mais de

1% do mercado mundial de madeira serrada, beneficiada e

etc. Ou seja, é uma riqueza muito grande que está aí a mercê

e os empresários, que tem coragem e expertise para fazer,

sofrem demais. É muito difícil você trabalhar com produção

florestal na Amazônia Brasileira. Vejo que isso é tangível e

nós vamos fazer de tudo para atingirmos esse objetivo.

How do you see the Forest Sector in Brazil at the moment?

At the moment, I believe the Forest Sector is doing well

and that we are living in a time with many opportunities.

We have spent 16 years with a Government that

criminalized and practically made our Sector impossible

to operate in, on several fronts, and turned us into the

villains of the environment. It has distorted the facts

and has led to a large part of the population in Brazil,

and the world, having a distorted view of the Brazilian

Forest-based Sector. Today, we have the opportunity

to bring out the truth, to say that, today, forest preservation

exists in the world. Since, through Sustainable

Forest Management, we have been able to reconcile

the environmental preservation of flora, fauna, and

the social and economic development of the Brazilian

Amazon Region. So, the best tool that results in a quicker

and more effective application is this reconciliation.

Sustainable Forest Management is nothing more than

this reconciliation, and we, as the Forest-based Sector,

more than any other sector, need a standing forest. For

this, the Government needs to give us the conditions to

carry out forest management, in some States by land

regularization, order, correct management projects, and

debureaucratization as a whole, in addition to demystifying

forest activities in Brazil. We have enormous

potential, have the largest part of the native forest in

the world, and hold just over 1% of the world market for

sawn wood, lumber, etc. That is, there is great wealth

waiting to be exploited, but entrepreneurs, who have the

courage and expertise to do so, suffer much too much. It

is very difficult for one to work with forest production in

the Brazilian Amazon. I see overcoming this is a tangible

goal and we will do everything we can to achieve this.

In this scenario, what are the main challenges for the

new administration?

Today, the world is behind sustainability and the environmentally

correct. So that’s the challenge. We have

to reach out to our consumer, the citizen who wants

to build a house, the woodworker, the carpenter, and

the bricklayer and show them that wood is a natural

material, that they, when using wood, they are helping

the environment and using a product that above all is

100% renewable. There is nothing used in construction

more renewable than wood. From the moment when

we harvest a mature tree, it is already in the dying

stage, starting to rot; forest management turns it into

a beam, plank, board, or block. There, we make room

for renewal. Seeds will emerge and 10, 15, 20, and 30

new trees will emerge in that place. The tree plays an

important role in ecological balance, which is carbon

sequestration and it does so as a young tree is born and

keeps growing. It’s born and reproduces, and completes

its role. It is in a putrefaction stage when we harvest it

for use in architecture, engineering, and interior design.

Fevereiro 2020

31


32 www.referenciaflorestal.com.br


Fevereiro 2020 33


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A FEIRA DA

INDÚSTRIA

DO EUCALIPTO

O Show Florestal MS é a nova feira florestal nacional, que

vem para impulsionar o crescimento do mercado industrial

de florestas plantadas, promover inovação e gerar negócios.

A cidade de Três Lagoas em Mato Grosso do Sul, vai receber

um novo conceito de feira em 2020, com:

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MÁQUINA ANFÍBIA OPERADA

POR RÁDIO CONTROLE

Baixo consumo com

alta produtividade e

SUSTENTABILIDADE

Fotos: divulgação

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Low consumption

with high

productivity and

sustainability

More technological customized

machines increase production

potential, reduce fuel consumption by

up to 30%, and, thereby, emit less CO 2

to the atmosphere

Máquinas mais

tecnológicas e

customizadas aumentam

o potencial de produção,

reduzem o consumo

de combustível em

até 30% e, com isso,

emitem menos CO 2

para a

natureza

Aunião de alta produtividade e baixo consumo de

combustível, em uma operação mais segura e

que beneficia o meio ambiente, é uma realidade

no setor florestal. Pioneira na customização de

equipamentos com essas qualidades, o Grupo

AIZ tem se destacado com soluções no ramo de manipulação.

Considerada uma máquina versátil, os manipuladores de

materiais possuem versões portuárias, estacionárias (onde

podem atuar em grandes pátios com agilidade) e off road, ou

seja, em locais de piso irregular . “É um equipamento que pode

T

he union of high productivity and low fuel consumption,

within a safer operating setting that

benefits the environment, is a reality in the Forest

Sector. A pioneer in equipment customization

with these qualities, the AIZ Group has stood out

with solutions in the materials handling field.

Considered versatile machines, material handlers come

in various versions: stationary (where they can act in large

yards with agility), and ‘off-road’, i.e., in irregular terrain

locations. “It is a machine that can be adapted according to

the customer’s needs. In port areas, it can be used to load

barges, whereby can adapt to tidal changes,” explains Ricardo

Simon, from the Sales Sector of the Group. Another feature of

this version is visibility for the operator, with a height of up to

12 meters, and the machine can be used on a pier, barge or

ship. With this, it is possible for trucks to circulate under the

structure. And in this way, you can see all the steps and, thus,

operate more safely. Materials handling using a portico-type

base in forest and port areas is adaptable to other functions,

with the possibility of moving at a speed of approximately

4 km/h, which allows for greater flexibility as to solutions.

MACHINERY ON WHEELS

The big differential, in the case of tired materials handlers,

is that moving from one place to another can easily be carried

out at speeds of up to 10 km/hour. Massive and automatically

calibrated tires allow for greatly safer agility in movement.

One of the ‘stars’ of the Group is the PMH 36 materials

handler that has been in operation for a few months in a large

pulp mill. The machinery handles 600 metric tons per hour,

Fevereiro 2020

39


PRINCIPAL

ser adaptado conforme a necessidade do cliente. Em áreas de

porto, pode ser aplicado em carregamento de balsa, de forma

que se adeque às mudanças da maré”, explica Ricardo Simon,

do setor comercial do grupo. Outra característica dessa versão

é a visibilidade para o operador, com uma altura de até 12m

(metros), podendo ser aplicada no cais, balsas ou navios. Com

isso, é possível caminhões circularem embaixo da estrutura.

Dessa forma, é possível visualizar todas as etapas e, assim,

operar com mais segurança. A manipulação sobre pórtico para

a área florestal e portuária é adaptável para outras funções,

com a possibilidade de deslocamento em uma velocidade

de aproximadamente 4 Km/h (quilômetros por hora), o que

torna uma solução flexível.

MAQUINÁRIO SOBRE PNEUS

O grande diferencial, nos casos de manipuladores sobre

pneus, é o deslocamento com facilidade em velocidades de

até 10 km/h. Pneus maciços ou calibrados automaticamente

permitem maior agilidade de locomoção com segurança.

Uma das estrelas do grupo é o Manipulador PMH 36 que

está em operação, há alguns meses, em uma grande fábrica

de celulose. O maquinário manipula 600t/h (toneladas por

at a reduced rotation of 1550 rpm. “We designed an excess

operating capacity into the machine, which generates safer

operations. It is possible to put a larger claw and increase productivity

up to 700 tons per hour. This working in low rotation

reduces fuel consumption and emissions,” highlights Ronaldo

Fernandes, Applications Engineer for the Group. According to

him, AIZ came out in front of five other companies worldwide

in this case because it was able to configure its equipment

with a high productivity and low operating cost. “We stipulate

the fuel consumption of the equipment in our contracts. We

succeed in surpassing this target. Today, the equipment is

operating at 17 liters per hour, which is a reduction of around

25% in fuel costs when compared to that of competitors,” he

explains. “At the end of the life of this machine, the value of

the savings exceeds about 50% of the purchase price,” he adds.

The Applications Engineer also points out that the improvement

also is reflected in the useful life of the equipment,

which becomes longer. “It is a machine that works 22 to 23

hours a day, Monday to Monday. As we have excess operational

capacity in the engine, there is lower wear on the

equipment,” explains Applications Engineer Fernandes.

EQUIPAMENTO DO GRUPO AIZ

EXPOSTO NA FENATRAN 2019

40 www.referenciaflorestal.com.br


Fevereiro 2020 41


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Fevereiro 2020 43


ESPÉCIE

44 www.referenciaflorestal.com.br


GARAPA:

durabilidade

e resistência

Madeira atrai

principalmente a

construção civil

e naval pelo seu

potencial de uso em

longo prazo

Árvore de grande porte, podendo alcançar

entre 25 a 35m (metros) de altura, a Garapa

(Apuleia leiocarpa - J. Vogel J.- F. Macbr.) atrai

principalmente a construção civil e naval. Ela

pode substituir madeiras resistentes e duráveis

para construção pesada e leve, externa e interna, tais

como angelim-pedra e angelim-vermelho, angico, cupiúba,

ipê, itaúba, jatobá, muiracatiara, pau-roxo, sucupira, além

de outras.

Popularmente é conhecida como amarelinho, devida a

sua cor de tom amarelada e bege, podendo ser chamada

também de, conforme a localidade, barajuba, garapeira, gema-de-ovo,

grápia, grapiapúnha, jataí-amarelo, muirajuba

e muiratuá.

No Brasil, essa espécie é comumente encontrada na

Amazônia e Mata Atlântica, principalmente nos seguintes

estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo,

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná,

Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo. O “Catálogo

de Madeiras Brasileiras para a Construção Civil”, produzido

pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de

São Paulo) traz as principais informações técnicas sobre a

madeira da espécie Garapa.

Fotos: divulgação

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela

cor, cerne variando de bege-amarelado a castanho-amarelado;

superfície lustrosa e lisa ao tato; cheiro e gosto imperceptíveis;

densidade média; dura ao corte; grã revessa;

textura média.

Fevereiro 2020

45


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LEGISLAÇÃO

Novo Código Ambiental do

Rio Grande do Sul:

CONFIRA AS PRINCIPAIS

MUDANÇAS

Foto: Fabiano Mendes

48 www.referenciaflorestal.com.br


Sancionada no dia 9 de janeiro, legislação altera a Lei

11.520, de 2000, que esteve em vigor durante 20 anos

Fevereiro 2020

49


LEGISLAÇÃO

Aproximadamente 400 mudanças estão previstas

no novo Código Ambiental do Rio Grande

do Sul, aprovado pela Assembleia Legislativa

na primeira quinzena de dezembro de 2019

e sancionada pelo governador Eduardo Leite

(Psdb) em 9 de janeiro de 2020. Nos próximos meses, o

governo irá fazer a regulamentação de alguns artigos da

legislação e encaminhar ao Consema (Conselho Estadual

do Meio Ambiente) a lista de cerca de 20 atividades empresariais

que poderão ser enquadradas na LAC (Licença

Ambiental por Compromisso), considerada um dos principais

pontos de mudança.

A partir de agora, para emissões referentes à LAC o

empreendedor vai poder realizar por vias digitais eletrônicas

(internet), onde poderá lançar a sua documentação

e obter de forma mais rápida a aprovação do empreendimento.

Ou seja, a partir da nova norma a localização,

instalação e a operação de atividade ou empreendimento

poderá ser solicitada online a partir da assinatura e do

envio do empreendedor da DAC (Declaração de Adesão e

Compromisso), que é um documento em que ele atesta

que atende aos requisitos estabelecidos pelo poder público

e respeita as disposições do Consema. O órgão é quem

vai emitir uma lista com as atividades e empreendimentos

contemplados e, de acordo com a legislação, não há um

prazo determinado para ele manifestar essa listagem.

CONFIRA AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DO CÓDIGO

AMBIENTAL DO RIO GRANDE DO SUL:

COMO ERA NO CÓDIGO AMBIENTAL ANTERIOR:

1. Processo físico:

• Exigência de cópias físicas do EIA-Rima (Estudo e do

Relatório de Impacto Ambiental).

2. LAC (Licença Ambiental por Compromisso)

• LP (Licença Prévia)

• LI (Licença de Instalação)

• LO (Licença de Operação)

3. Validade das licenças ambientais oscilavam entre 1

a 5 anos.

4. A implementação de qualquer empreendimento em

um raio de 10 km (quilômetros) de uma UC (Unidade de

Conservação) exigia a autorização do gestor da UC.

5. Não descreve nada com relação à proteção ao bioma

Pampa (ecossistema que ocupa 2,3% do território nacional

e está distribuído somente no Rio Grande do Sul).

6. Sem previsão sobre o Aprimoramento do poder de

polícia dos órgãos ambientais.

7. Sem previsão de benefícios para os empreendedores

com boas práticas.

8. Sem previsão de proteção dos vulneráveis e do pequeno

agricultor.

COMO FICOU NO CÓDIGO AMBIENTAL NOVO:

1. Processo digital:

• Fomento ao uso do sistema online de licenciamento.

• Eia-Rima será disposto de modo digital (arts. 70 e

76).

2. LAC: Procedimento eletrônico que autoriza a instalação

e a operação da atividade ou empreendimento,

mediante declaração de adesão e compromisso (DAC: Art.

54 §8º) do empreendedor aos critérios, pré-condições,

documentos, requisitos e condicionantes ambientais estabelecidos

pela autoridade licenciadora, respeitadas as

disposições definidas pelo Consema (Conselho Estadual de

Meio Ambiente).

• LP

• LI

• LO

• LU (Licença Única): Autoriza atividades com impactos

e portes reduzidos, unificando as etapas do procedimento

licenciatório;

• LOR (Licença de Operação e Regularização): Regulariza

o empreendimento ou a atividade em funcionamento

sem licenciamento prévio, avaliando suas condições de

instalação e permitindo a continuidade de sua operação

mediante condicionantes de controle ambiental.

3. O limite de validade das licenças ambientais, que em

convergência com a legislação federal, terão prazos que

variam até 10 anos, dependendo da situação.

4. O novo código revogou o entorno UC para fins de

licenciamento ambiental. Mantém a restrição em um raio

a partir de 2 Km da UC.

5. Previsão da proteção ao bioma Pampa no art. 203,

combinado com o art. 2º, inciso XXXIX. Consolida-se a obrigação

legal de protegê-lo.

6. Aprimoramento do poder de polícia dos órgãos ambientais

(art. 104):

I - apreensão;

II - embargo de obra ou de atividade e de suas respectivas

áreas;

III - suspensão de venda ou de fabricação de produto;

IV - suspensão parcial ou total de atividades;

V - destruição ou inutilização dos produtos, dos subprodutos

e dos instrumentos da infração;

50 www.referenciaflorestal.com.br


Fevereiro 2020 51


ECONOMIA

52 www.referenciaflorestal.com.br


Mercado interno e exportações:

EXPECTATIVAS DIVERGENTES

PARA 2020

A partir de uma análise do mercado nacional e internacional de 2019,

Abimci faz projeção para a indústria da madeira neste ano

Foto: REFERÊNCIA

Fevereiro 2020

53


ECONOMIA

O

mercado internacional de madeira, assim

como outros demais segmentos, está

enfrentando algumas imprevisibilidades

de mercado devido às guerras comerciais

em andamento. Os resultados apresentados

no ano passado confirmam a expectativa que havia

de manutenção dos volumes exportados, apesar das

dificuldades comerciais enfrentadas, na visão da Abimci

(Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente). No mercado interno, as expectativas

são positivas, com a projeção de crescimento e retomada

da economia em 2020, conforme dados divulgados em

dezembro pelo Ibge, e do aumento da confiança tanto do

empresariado quanto do consumidor.

Para o superintendente da Abimci, Paulo Pupo, as

incertezas econômicas vêm alterando a dinâmica de

fornecimento de produtos madeireiros em vários dos

principais países importadores, o que torna um desafio

fazer uma análise prematura e mais precisa de 2020. Para

ele, a expectativa é de que no início do ano algumas das

principais negociações em andamento estejam alinhadas,

para trazer normalidade ao comércio internacional. “O

que se deve levar em conta na avaliação macro do mercado

internacional em 2019 é certo descompasso ocorrido

durante entre a oferta e a demanda em alguns países

consumidores, somado as imprevisibilidades das guerras

comerciais em andamento e da definição das taxações

que estão sendo sugeridas para produtos madeireiros, em

especial entre EUA (Estados Unidos da América) e China”,

afirma.

Para o mercado interno, o cenário é otimista, especialmente

após o anúncio Cbic (Câmara Brasileira da

Indústria da Construção) da possibilidade de a construção

civil crescer 3% este ano, o que possibilitaria a geração

de 150 a 200 mil empregos formais até dezembro. O

segmento é um dos principais nichos para os produtos de

madeira no Brasil. A projeção baseia-se no atual cenário

de juros baixos e inflação controlada no país.

BALANÇO

Com base no balanço realizado pela Abimci, o ano

de 2019 foi marcado por uma queda das exportações em

vários produtos de madeira. Apesar da baixa, os números

mantiveram um saldo positivo no geral, considerando a

média brasileira. O compensado tropical teve um crescimento

significativo no volume exportado, mas ainda abaixo

do histórico das exportações brasileiras em décadas

anteriores. A média mensal foi de 7.427 m³ (metros cúbicos).

A limitação esbarra nas dificuldades de suprimento

ocasionada pela falta de políticas públicas para o uso sustentável

da floresta.

Produtos como a madeira perfilada de pinus, predominantemente

molduras, madeira serrada tropical e de

pinus, portas e pellets praticamente mantiveram os volumes

médio embarcados nos anos anteriores.

RESUMO DAS EXPORTAÇÕES EM 2019

O mercado internacional

de madeira, assim como

outros demais segmentos,

está enfrentando algumas

imprevisibilidades de

mercado devido às guerras

comerciais em andamento

MADEIRA SERRADA E MADEIRA PERFILADA

(PINUS E TROPICAL)

MADEIRA SERRADA DE PINUS: O volume exportado

em 2019 (relativo as NCM´s 44.07.10.00 a 44.07.19.00)

totalizou 2.461.581 m3 registrando uma pequena queda

de aproximadamente 4% comparado com os embarques

realizados no ano anterior. Mas a série histórica dos últimos

6 anos mostra a sequência da tendência da evolução

das exportações brasileiras nos principais mercados internacionais,

com aumento significativo do volume embarcado

nesse período. Com uma média mensal de 205 mil

m3 embarcados, o Brasil mostra solidez em seus volumes

e uma grande capilaridade de destinos de nosso produto,

com embarques para mais de 60 países.

Destinos: Os 5 principais destinos do produto em

2019: EUA, México, China, Arábia Saudita e Vietnã repetem

a ordem de grandeza dos embarques do ano anterior

e representaram em 2019 81,50% do total das exportações.

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Fevereiro 2020 55


POLÍTICA PÚBLICA

MOBILIZAÇÃO PELA AMAZÔNIA:

projetos focam em

desenvolvimento sustentável

Censipam apresenta propostas para agentes

públicos em defesa da região

Foto: divulgação

56 www.referenciaflorestal.com.br


POLÍTICA PÚBLICA

Ó

rgãos e entidades brasileiras têm se

mobilizado para conhecer os projetos

desenvolvidos pelo Censipam (Centro

Gestor e Operacional do Sistema de

Proteção da Amazônia) que focam o

desenvolvimento sustentável da Amazônia. Em janeiro,

a diretoria do SFB (Serviço Florestal Brasileiro) esteve

em Brasília (DF) para visualizar essas propostas e,

no último dia 10 de fevereiro, foi a vez do ministro do

Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

O ministro conheceu o conceito operacional do

Censipam, que busca a integração de dados para

geração de produtos para monitoramento do desmatamento,

de eventos extremos e de ilícitos na região.

Para o diretor-geral do Censipam, José Hugo Volkmer,

é preciso a sinergia de ações para buscar o desenvolvimento

sustentável da Amazônia. “O Censipam é um

órgão facilitador, que fornece informações e participa

da coordenação das ações para atuação conjunta dos

diversos órgãos do Estado”, explicou.

O diretor apresentou os sistemas utilizados para

combate ao desmatamento. “Como a Amazônia fica

sob nuvens durante oito meses do ano, utilizamos o

SAR (Satélite com Radar de Abertura Sintética), pois

ele é capaz de captar imagens através das nuvens, o

que não é possível com os satélites óticos”, expôs o

diretor.

Para o ministro Barroso, o Brasil precisa desenvolver

projetos visando uma economia sustentável, que

explore as riquezas naturais da floresta. “O mundo

inteiro está de olho no que fazemos com a Amazônia

e estão dispostos a financiar projetos que explorem e

preservem a floresta. Precisamos ter as ideias certas

para receber os recursos adequados”, alertou o ministro.

MONITORAMENTO

Durante a visita do SFB, o diretor-geral do órgão,

Valdir Colatto, e membros da diretoria conheceram as

ferramentas para monitorar o desmatamento na Ama-

Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

“O mundo inteiro está de

olho no que fazemos com a

Amazônia e estão dispostos a

financiar projetos que explorem

e preservem a floresta.

Precisamos ter as ideias certas

para receber os recursos

adequados”

Luís Roberto Barroso, ministro do

Supremo Tribunal Federal

58 www.referenciaflorestal.com.br


Foto: divulgação

Fevereiro 2020

59


PESQUISA

Estudo aponta o

potencial da espécie

Eschweilera para o

MANEJO

FLORESTAL

Pesquisa revela como

a árvore conhecida

como Matamatá é pouco

explorada apesar de

características favoráveis a

cadeia da madeira

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Foto: Erico X.

Fevereiro 2020

61


PESQUISA

RESUMO

O

baixo número de espécies florestais que atualmente

são exploradas para fins madeireiros

no Amazonas motivou a avaliar o desempenho

da espécie Eschweilera, conhecida como

Matamatá. Segundo a pesquisadora, Daniele

Feitosa Fróes, as árvores desse gênero são espécies abundantes,

amplamente distribuídas na floresta e possuem características

importantes para o manejo florestal.

A engenheira florestal Daniele Feitosa Fróes destaca que

essas árvores não são exploradas devido à escassez de estudos

sobre sua caracterização tecnológica e potencial, como

usinagem e propriedades físicas que contribuam para a inclusão

de novas espécies no mercado e sustentabilidade dos

ecossistemas florestais. Por isso, ela desenvolveu uma pesquisa

por meio do Posgrad (Programa Institucional de Apoio à

Pós-Graduação Stricto Sensu), na Ufam (Universidade Federal

do Amazonas).

Para a pesquisa foram selecionadas duas espécies Eschweilera

coriacea e Eschweilera truncata, para a caracterização

da madeira, compreensão da densidade e retratibilidade, da

parte mecânica, química e, por último, da usinagem que é a

confecção da modelagem dos produtos. “Durante o estudo as

madeiras de Eschweilera coriacea e Eschweira truncata apresentaram

excelente desempenho na avaliação de usinagem,

tendo recebido conceito excelente para os testes de plaina,

lixa, perfuração por broca, moldura no topo e torno; bom

para o teste de rasgo lateral por broca e; ruim para o teste de

perfuração por prego, por conseguinte essas madeiras mostram

excelente qualidade para usinabilidade”, disse.

Foto: divulgação

PRODUTOS MADEIREIROS

Daniele explica que após o estudo e avaliação das madeiras

foram desenvolvidos produtos com peças utilizadas nos

processos de usinagem como: móveis, artigos de decoração,

armação para óculos e escala para instrumento musical. “De

forma geral, pode-se concluir que a madeira das espécies estudadas

estão aptas para serem empregadas na confecção de

produtos de alto valor agregado, podendo ser consideradas

como alternativa para subsidiar o mercado madeireiro, uma

vez que apresentam características similares às espécies comercializadas

e também por serem espécies de grande ocorrência

em toda a Amazônia”, ressalta.

Os produtos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar,

composta por engenheiro florestal, designer, luthier

e arquiteto com o intuito de projetar peças que possam

ser replicadas pela indústria, considerando-se a praticidade

no transporte, ou seja, todos os móveis produzidos podem

ser desmontáveis e armazenados em caixas próprias.

62 www.referenciaflorestal.com.br

Foto: divulgação

RESULTADOS

Conforme a pesquisadora, o estudo vai contribuir para o

avanço da área de tecnologia da madeira e manejo florestal

sustentável, oferecendo respostas para a utilização de madeiras

que atualmente não são exploradas. “A pesquisa superou

todas as expectativas, apresentando resultados excelentes,

saldo totalmente positivo avaliou a qualidade das madeiras

de Eschweilera coriacea e Eschweira truncata, habilitando o

potencial madeireiro, afirmando que podem ser comercializadas

em diferentes setores da indústria madeireira. Todavia, a

pesquisa realizada indica direcionamento para outras pesquisas,

como a investigação do potencial tecnológico de outras

espécies de menores diâmetros e de elevada ocorrência na

floresta. E o resultado mais importante seria a possibilidade

de inserir essas espécies na lista de espécies de interesse comercial

do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais Renováveis), que habilita as madeiras para

comercialização”, relata Daniele Fróes.


Foto: Erico X.

Fevereiro 2020

63


AGENDA

AGENDA2020

FEVEREIRO

2020

Imagem: reprodução

Oregon Logging Conference

16 a 23

Oregon, USA

https://oregonloggingconference.com

FEV

2020

OREGON LOGGING CONFERENCE

Todos os anos, fabricantes e distribuidores do mundo

todo exibem a mais recente tecnologia no maior

evento interno e externo de equipamentos florestais

da região oeste do Mississippi, nos EUA (Estados

Unidos da América). O evento existe desde 1938 e é

um dos mais tradicionais do ramo.

MARÇO

2020

Expocorma

25 A 27

Coronel, Chile

http://www.expocorma.cl

ABRIL

2020

AGO

2020

SHOW FLORESTAL

Imagem: reprodução

Hdom Summiti

7 A 8

São Paulo (SP)

www.hdomsummit.com.br

Três Lagoas (MS), cidade que é a principal produtora

de eucalipto do Brasil, irá sediar o Show Florestal

MS, evento que visa colocar a região centro-oeste

como vitrine do setor florestal brasileiro em 2020.

Com a assinatura da Malinovski e apoio da Reflore,

a feira nacional da indústria do eucalipto apresentará

novidades, equipamentos e soluções florestais.

64 www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

AGENDA2020

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

MAIO

2020

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

My Wood Home

19 a 21

Piracicaba (SP)

http://mywoodhome.com.br

• Discos de corte para Feller

conforme modelo ou amostra

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

JUNHO

2020

Av. Marginal Francisco D’Antonio, 337

Água Vermelha - Sertãozinho - SP

Fone: (16) 3942-6855 Fax: (16) 3942-6650

dantonio@dantonio.com.br - www.dantonio.com.br

D’Antonio Equipamentos

Mecânicos e Industriais Ltda

ForMóbile

30 a 3/7

São Paulo (SP)

www.formobile.com.br

AGOSTO

2020

Show Florestal

5 a 7

Três Lagoas (MG)

www.showflorestal.com.br

Fevereiro 2020

65


ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

Como a construção

civil vai ajudar

A ECONOMIA?

Por Wanderson Leite,

fundador da Prospecta Obras e

especialista em construtechs

O setor é a aposta para a

retomada econômica em 2020

“U

ma das alavancas do

crescimento.” Esta é a

definição da construção

civil para o presidente

do Banco Central,

Roberto Campos Neto. De fato, o setor é o

principal pilar da economia não só pela importância

da moradia e o anseio dos brasileiros

por conquistar o imóvel próprio, mas também

pela capacidade de geração de empregos. Este

segmento, que representa cerca de 10% do PIB

brasileiro, emprega hoje 2,3 milhões de pessoas

- isso em tempos de crise.

É válido ressaltar que apenas 2% do material

utilizado na construção civil é importado.

Se analisarmos toda a cadeia de produção, as

indústrias de materiais envolvidas, veja quanto

emprego é gerado.

Nos últimos anos, a construção civil vem

sendo impulsionada por alguns fatores. Os principais

são a queda na inflação e os juros baixos.

Isso tem um impacto direto no poder de compra

da população. Um imóvel é, geralmente, o

maior investimento da vida de uma pessoa. Se

ela não tem confiança na economia, dificilmente

se sentirá segura para designar um valor tão

alto.

Para que a construção civil continue acelerada,

é preciso manter as políticas de incentivo ao

financiamento, não só de imóveis, mas de materiais

também. Em março, a Caixa irá lançar uma

linha de crédito imobiliário com taxas de juros

prefixadas. Isso significa que antes mesmo de

fazer um financiamento, você já sabe quanto vai

pagar no final e, assim, pode calcular o tamanho

da dívida. Aquele imóvel tende a valorizar? Vai

cobrir o valor desembolsado? Todas essas questões

ficarão mais claras. Obviamente, também

existe a possibilidade de os juros diminuírem,

mas a modalidade anima os perfis mais conservadores

e cautelosos.

Por outro lado, o setor precisa se fortalecer

diante das especulações, que geram, principalmente,

uma queda de emprego muito forte. Todos

os dias, somos bombardeados com análises

de mercado que provocam receio e impedem

que bons negócios sejam feitos. Precisamos

acreditar na construção, investir na capacitação

de mão de obra e facilitar o acesso à informação.

Enquanto o setor não se atualizar às demandas

de mercado, continuará perdendo boas

oportunidades.

66 www.referenciaflorestal.com.br


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